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Plano de ação para o quadriênio 2026-2029 conecta orçamentos públicos, transição digital justa e combate às mudanças climáticas; entre 2022 e 2025, milhões de mulheres ganharam acesso a serviços financeiros e básicos; reformas institucionais fortaleceram políticas públicas.
Uma iniciativa criada pelo Senado para ampliar oportunidades de trabalho a mulheres em situação de vulnerabilidade econômica decorrente da violência doméstica completa dez anos. O programa "A iniciativa", que destina 2% das vagas em contratos terceirizados da Casa para essas mulheres, serviu de parâmetro para alterações na Lei de Licitações (Lei 14.133/2021) e para a adoção de medidas similares em outras esferas do serviço público. Nesta edição do Pautas Femininas, a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, relembra a visita a um abrigo que inspirou a criação do programa e explica por que a autonomia econômica é fundamental para romper ciclos de violência. O programa também conta com a participação da coordenadora do Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado, Stella Vaz. Ela fala sobre os resultados alcançados ao longo dessa década, os desafios para ampliar oportunidades de trabalho para mulheres em situação de vulnerabilidade e a importância da medida na construção de novos projetos de vida.
O que une não é a semelhança externa, mas a filiação em Cristo. Somos diferentes, mas temos o mesmo Pai. Somos diversos, mas fomos comprados pelo mesmo sangue. Somos únicos, mas participamos da mesma herança. Essa é a beleza da adoção espiritual: Deus não nos uniformiza, Ele nos harmoniza.#conscienciacrista #CC2026 #aigrejadecristo #vidacrista #herancanosenhor #umsopovo
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública exigindo que a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein passe a aplicar o sistema de cotas raciais em seus processos seletivos para programas de residência médica.A demanda é fundamentada nos incentivos e parcerias públicas mantidos pela instituição.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #MPF #HospitalAlbertEinstein #CotasNaMedicina #ResidenciaMedica #JusticaFederal #DireitoEsaude #MedicinaBrasil #AcaoDireta #DebateSobreCotas #PodcastDeNoticias #Atualidades #Noticias #SaudeEPolitica #EmAlta #Tendencias #Debate #Internet #Brasil #PoliticasAfirmativas
De 1998 até 2025, as mulheres passaram de 17% para 23% das funções-chave nos bastidores de Hollywood. Três décadas. Seis pontos percentuais. Parece pouco? Porque é pouco. Mas a história fica ainda mais perturbadora quando você descobre que, em 2025, o número de filmes protagonizados por mulheres despencou 13 pontos em relação ao ano anterior. Como um avanço pode andar tão devagar enquanto o retrocesso corre?É sobre isso que este episódio se debruça: o paradoxo de um cinema que celebra diversidade nos discursos de premiação mas mantém sets hostis, etarismo estrutural, mulheres negras praticamente invisíveis nos cargos de tomada de decisão e a direção de fotografia como lugar quase inalcançável. Por que a Noruega conseguiu elevar de 20% para 62% a proporção de diretoras em apenas um ano, e o Brasil ainda engatinha? E o que a "fábrica de empatia" do Roger Ebert tem a ver com o movimento Red Pill?Rafael Arinelli recebe Luísa Pécora e Carissa Vieira para mergulhar nos números reais, nas políticas públicas que funcionaram, nos festivais que viram vitrine de diversidade, e na pergunta que ninguém quer responder: será que o Oscar muda alguma coisa além do ciclo de notícias?A resposta vai incomodar. E precisa incomodar.• 04m56: Pauta Principal• 1h21m54: Plano Detalhe• 1h36m16: EncerramentoOuça nosso Podcast também no:• Spotify: https://cinemacao.short.gy/spotify• Apple Podcast: https://cinemacao.short.gy/apple• Android: https://cinemacao.short.gy/android• Deezer: https://cinemacao.short.gy/deezer• Amazon Music: https://cinemacao.short.gy/amazonAgradecimentos aos padrinhos: • André Marinho Moreira• Bruna Mercer• Charles Calisto Souza• Daniel Barbosa da Silva Feijó• Diego Alves Lima• Eloi Xavier• Guilherme S. Arinelli• Thiago Custodio Coquelet• Wilmar Arinelli Jr• William SaitoFale Conosco:• Email: contato@cinemacao.com• X: https://cinemacao.short.gy/x-cinemacao• BlueSky: https://cinemacao.short.gy/bsky-cinemacao• Facebook: https://cinemacao.short.gy/face-cinemacao• Instagram: https://cinemacao.short.gy/insta-cinemacao• Tiktok: https://cinemacao.short.gy/tiktok-cinemacao• Youtube: https://cinemacao.short.gy/yt-cinemacaoApoie o Cinem(ação)!Apoie o Cinem(ação) e faça parte de um seleto clube de ouvintes privilegiados, desfrutando de inúmeros benefícios! Com uma assinatura a partir de R$30,00, você terá acesso a conteúdo exclusivo e muito mais! Não perca mais tempo, torne-se um apoiador especial do nosso canal! Junte-se a nós para uma experiência cinematográfica única!Plano Detalhe:• (Carissa): Mostra: Mestras do Macabro• (Carissa): Filme: Em Minha Pele (2002)• (Luísa): Filme: Rapper aos 40• (Rafa): Álbum: Dominguinhos 2.0Edição: ISSOaí
Falo de um caso recente que aconteceu em Contagem (MG), em que uma professora de educação infantil foi demitida por ser casada com uma mulher. Discuto a aplicação da criminalização da homofobia, da melhor interpretação do Plano Nacional de Educação e outras questões sobre o caso
Discuto a decisão que o STF deu às ADI's 7612 e 7631 e à ADC n. 92 que tratavam da lei n. 14.611/23. Discuto os fundamentos das ações e as razões pelas quais o STF declarou válida a lei. Falo sobre a conformidade desta lei também com a Convenção n. 100 da OIT e com leis de outros países.
Aproximando-se a Feira do Livro de Lisboa, este episódio de Mais Lento do que a Luz é inteiramente dedicado a livros. Escolhemos apenas títulos de divulgação científica publicados em português neste ano. Os convidados chegam, assim, em forma de páginas impressas. E, fiéis ao espírito do podcast, percorremos diferentes áreas da ciência — da nutrição à astrofísica, da matemática à ecologia — numa selecção organizada por ordem alfabética do autor. Entre as sugestões, encontramos temas que cruzam ciência e vida quotidiana, como Engolir Sapos Engorda — O peso das emoções na saúde e na balança, de Conceição Calhau (Contraponto), ou A Química das Emoções, de Nuno Maulide (Planeta). Sugere-se olhar para o céu, com O que se passa acima das nossas cabeças, de Elisabete Cunha (Manuscrito), e também para uma reflexão sobre o estado actual da ciência na sociedade, com A Ciência Está Debaixo de Fogo, de Michael E. Mann e Peter J. Hotez (Bertrand). A matemática surge associada ao humor em Riso, Humor e Matemática, de Cláudia Custódio (Fundação Francisco Manuel dos Santos), enquanto a história da ciência é revisitada em O Efeito Matilda — As Mulheres Cientistas que a História Tentou Esquecer, de Filipa Almeida Mendes (Oficina do Livro) e em Os Elementos de Marie Curie, de Dava Sobel (Temas & Debates). Já a biologia e o ambiente estão presentes em Lições da Natureza, de Luísa Ferreira Nunes (Contraponto), e em Os Confins da Terra, de Neil Shubin (Temas & Debates). Também há incursões pela física e filosofia com Sobre a Igualdade de Todas as Coisas, de Carlo Rovelli (Penguin). E há, finalmente, uma proposta para leitores mais jovens, como Tu Bebes a Água que um Dinossauro Bebeu, de Diana Matos e Miriam Alves (Nuvem de Letras), que aborda várias áreas da ciência. E, quase a chegar às livrarias, a tempo da Feira, fica ainda uma nota sobre Ciência Pop, de Carlos Fiolhais e João Miguel Santos (Relógio D'Água), baseado no podcast da Rádio Observador. Boas leituras!See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Programa Resgatando a Cidadania deste sábado(16), destacou o tema racismo estrutural, como enfrentar, lutar por políticas públicas para o povo negro, ter acesso a letramento racial, e igualdade racial. Sobre o tema o comunicador Domingos Sávio, apresentador do programa, recebeu Tatiane Pereira, Advogada Criminalista Presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB SEÇÃO Paulista; e Lindacy Assis- Coordenadora do Coletivo de Mulheres Negras de Pernambuco. O Programa Resgatando a Cidadania é apresentado todo sábado, a partir do meio-dia, pela Rádio Folha 96,7FM, produzido e apresentado pelo radialista Domingos Sávio.
Lei foi questionada por setores empresariais e extrema direita. STF entende que o texto sancionado pelo presidente Lula é constitucional.Sonora:
No segundo episódio, o podcast Conta pra Gente apresenta a trajetória de Bertha Lutz, uma das primeiras cientistas brasileiras a lutar pela igualdade de direitos entre homens e mulheres. O conteúdo destaca sua atuação em um período marcado por severas restrições à participação feminina na vida pública e sua importância para o cenário científico nacional.Com foco no público infantil, a iniciativa busca aproximar as crianças do universo da ciência e da literatura de forma acessível e envolvente. Na primeira série, intitulada “Mulheres na Ciência”, os episódios valorizam as pesquisas e a trajetória de pesquisadoras brasileiras das áreas de Ciências Humanas e Letras.O podcast é um projeto experimental vinculado ao Laboratório de Estudos Editoriais (LEE) e desenvolvido pelas alunas Roberta Kelly, Evelyn de Souza e Victoria Lima, do Bacharelado em Letras – Português da UNIFAL-MG. A ação foi concebida na disciplina Introdução à Divulgação Científica, sob coordenação da professora Flaviane Faria Carvalho e com suporte técnico do professor Wellington Lima.No próximo episódio, o destaque é a trajetória de Nise da Silveira, médica e psiquiatra brasileira que revolucionou o tratamento de pessoas com transtornos mentais ao defender uma abordagem mais humana e sensível, em uma época marcada pelo uso de práticas agressivas nos hospitais psiquiátricos. Pioneira na valorização da arte e do afeto como formas de cuidado, Nise transformou a maneira de compreender a saúde mental no Brasil.Os episódios estão disponíveis no canal oficial da UNIFAL-MG no Spotify.
Falo sobre recente decisão da UFMG de abrir vagas adicionais para pessoas trans/travestis e a Ação Popular que foi proposta contra a medida. Discuto a diferença entre vaga adicional e cotas e o que significa o direito à igualdade.
Após um período de silêncio, o ministro Silvio Almeida se manifestou sobre as denúncias de importunação sexual envolvendo a ministra Anielle Franco. O caso, que gera uma crise ética e política, levanta questionamentos sobre a conduta interna e o desdobramento jurídico das acusações.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #SilvioAlmeida #AnielleFranco #Governo #Política #Brasília #Notícias #Podcast #Debate #Bastidores #CrisePolitica #DireitosHumanos #IgualdadeRacial #AnalisePolitica #MeioDiaEmBrasilia
Em Portugal, mais de 80 coletivos e associações, que fazem parte do Grupo de Ação Conjunta contra o Racismo e a Xenofobia (GAC), entregaram, este mês, à Assembleia da República, as assinaturas que faltavam para viabilizar uma proposta legislativa que altera o Código Penal. O objetivo do grupo é fazer com que a legislação seja capaz de criminalizar e punir todas as práticas de discriminação no país. Fábia Belém, correpondente da RFI em Portugal O artigo 240 do Código Penal português prevê que todas as práticas de discriminação e incitamento ao ódio e à violência contra qualquer pessoa, em razão da sua religião, cor, nacionalidade, entre outras motivações, são consideradas crime. E, dependendo do caso, a pena de prisão pode chegar a 8 anos. No entanto, a atual legislação só criminaliza um ilícito, se ele for praticado em meios “destinados à divulgação”, como em cartazes, na imprensa ou na internet, por exemplo. Se a prática de racismo ou xenofobia decorrer em ambiente privado, deixa de ser considerado crime e passa a ser classificado como uma contraordenação. No Brasil, teria o mesmo peso que uma infração de trânsito - um ato que não resulta em prisão, e que é punível, apenas, com multa. Por julgar imprescindível uma reformulação jurídica, o projeto de lei propõe tornar a divulgação pública um fator agravante, e não um requisito para criminalizar atos e práticas de discriminação. Ana Paula Costa, presidente da Casa do Brasil de Lisboa - uma das associações que fazem parte do Grupo de Ação Conjunta - argumenta que o artigo 240 do Código Penal acaba por deixar as vítimas numa situação de grande vulnerabilidade, em Portugal. “Imagina um paciente que, na relação com o seu médico ou a sua médica, sofre racismo e xenofobia, e a porta do consultório tá fechada, por exemplo. É racismo e xenofobia, mas dificilmente nós conseguimos enquadrar [essa conduta] dentro do Código Penal do [artigo] 240, porque não houve ali um meio de divulgação. O agressor racista acaba por pensar que ele vai sair impune, e, muitas vezes, sai mesmo impune”, frisa Costa. No documento, os coletivos e as associações afirmam que as condutas “discriminatórias e racistas”, por violarem direitos constitucionalmente protegidos, “merecem não só a censura social, ética e política, mas também uma condenação penal firme e inequívoca”. “Esta realidade enfraquece a confiança das vítimas” No documento entregue ao Parlamento português, o grupo também ressalta que “a legislação em vigor falha no seu objetivo fundamental de combate à discriminação em Portugal”, e que “esta realidade enfraquece a confiança das vítimas e da sociedade no sistema de justiça que deveria garantir igualdade e proteção”. Na exposição de motivos do projeto de lei, o GAC ainda alerta para a ineficácia do sistema jurídico, realçando antigos números da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR) , uma estrutura independente, que funciona na Assembleia da República para receber e analisar denúncias de discriminação, instaurando processos de contraordenação. De acordo com o último relatório anual da entidade, apresentado em 2022, o volume de punições aplicadas se mostrava baixo em comparação ao total de denúncias. Das 491 queixas recebidas, apenas 97 geraram processos de contraordenação, resultando em apenas 11 condenações. Cenário desafiador A iniciativa legislativa do GAC, que precisou de um mínimo de 20 mil assinaturas de eleitores portugueses maiores de 18 anos, e agora segue para tramitação, vai enfrentar um cenário desafiador, segundo Ana Paula Costa. Por conta da sua atual configuração política, a Assembleia da República, que é majoritariamente de direita, pode impor barreiras à inciativa, além de outros obstáculos estruturais, capazes de gerar resistência entre parlamentares. “Muitas vezes, aposta-se aqui numa neutralidade, de dizer que nós, aqui em Portugal, não temos um problema de racismo, não temos um problema de discriminação. E Portugal, infelizmente, tem uma dificuldade em reconhecer o problema do racismo como um problema estruturante da sociedade portuguesa, infelizmente”, lamenta a presidente da Casa do Brasil de Lisboa. Para Ana Paula, que também é cientista política, o não reconhecimento do racismo impossibilita até a construção de políticas públicas, como também uma abordagem igualitária junto a diversas comunidades, como as de imigrantes. Costa afirma que reconhecer o racismo e a xenofobia, como também “as mazelas” que deixam nas sociedades, é um ato de coragem. “Não é um ato que traz vergonha, muito pelo contrário. Corrigir, reparar desigualdades é um ato que torna o Estado digno, que torna o Estado legítimo também”, assegura. E se o projeto de lei avançar e for aprovado no Parlamento, salienta, “será uma mensagem de que nós queremos ser cada vez mais uma sociedade igualitária, e isso é fundamental, porque estamos a falar da democracia, e de como nós queremos que, de fato, haja igualdade para todos.”
Em Portugal, mais de 80 coletivos e associações, que fazem parte do Grupo de Ação Conjunta contra o Racismo e a Xenofobia (GAC), entregaram, este mês, à Assembleia da República, as assinaturas que faltavam para viabilizar uma proposta legislativa que altera o Código Penal. O objetivo do grupo é fazer com que a legislação seja capaz de criminalizar e punir todas as práticas de discriminação no país. Fábia Belém, correpondente da RFI em Portugal O artigo 240 do Código Penal português prevê que todas as práticas de discriminação e incitamento ao ódio e à violência contra qualquer pessoa, em razão da sua religião, cor, nacionalidade, entre outras motivações, são consideradas crime. E, dependendo do caso, a pena de prisão pode chegar a 8 anos. No entanto, a atual legislação só criminaliza um ilícito, se ele for praticado em meios “destinados à divulgação”, como em cartazes, na imprensa ou na internet, por exemplo. Se a prática de racismo ou xenofobia decorrer em ambiente privado, deixa de ser considerado crime e passa a ser classificado como uma contraordenação. No Brasil, teria o mesmo peso que uma infração de trânsito - um ato que não resulta em prisão, e que é punível, apenas, com multa. Por julgar imprescindível uma reformulação jurídica, o projeto de lei propõe tornar a divulgação pública um fator agravante, e não um requisito para criminalizar atos e práticas de discriminação. Ana Paula Costa, presidente da Casa do Brasil de Lisboa - uma das associações que fazem parte do Grupo de Ação Conjunta - argumenta que o artigo 240 do Código Penal acaba por deixar as vítimas numa situação de grande vulnerabilidade, em Portugal. “Imagina um paciente que, na relação com o seu médico ou a sua médica, sofre racismo e xenofobia, e a porta do consultório tá fechada, por exemplo. É racismo e xenofobia, mas dificilmente nós conseguimos enquadrar [essa conduta] dentro do Código Penal do [artigo] 240, porque não houve ali um meio de divulgação. O agressor racista acaba por pensar que ele vai sair impune, e, muitas vezes, sai mesmo impune”, frisa Costa. No documento, os coletivos e as associações afirmam que as condutas “discriminatórias e racistas”, por violarem direitos constitucionalmente protegidos, “merecem não só a censura social, ética e política, mas também uma condenação penal firme e inequívoca”. “Esta realidade enfraquece a confiança das vítimas” No documento entregue ao Parlamento português, o grupo também ressalta que “a legislação em vigor falha no seu objetivo fundamental de combate à discriminação em Portugal”, e que “esta realidade enfraquece a confiança das vítimas e da sociedade no sistema de justiça que deveria garantir igualdade e proteção”. Na exposição de motivos do projeto de lei, o GAC ainda alerta para a ineficácia do sistema jurídico, realçando antigos números da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR) , uma estrutura independente, que funciona na Assembleia da República para receber e analisar denúncias de discriminação, instaurando processos de contraordenação. De acordo com o último relatório anual da entidade, apresentado em 2022, o volume de punições aplicadas se mostrava baixo em comparação ao total de denúncias. Das 491 queixas recebidas, apenas 97 geraram processos de contraordenação, resultando em apenas 11 condenações. Cenário desafiador A iniciativa legislativa do GAC, que precisou de um mínimo de 20 mil assinaturas de eleitores portugueses maiores de 18 anos, e agora segue para tramitação, vai enfrentar um cenário desafiador, segundo Ana Paula Costa. Por conta da sua atual configuração política, a Assembleia da República, que é majoritariamente de direita, pode impor barreiras à inciativa, além de outros obstáculos estruturais, capazes de gerar resistência entre parlamentares. “Muitas vezes, aposta-se aqui numa neutralidade, de dizer que nós, aqui em Portugal, não temos um problema de racismo, não temos um problema de discriminação. E Portugal, infelizmente, tem uma dificuldade em reconhecer o problema do racismo como um problema estruturante da sociedade portuguesa, infelizmente”, lamenta a presidente da Casa do Brasil de Lisboa. Para Ana Paula, que também é cientista política, o não reconhecimento do racismo impossibilita até a construção de políticas públicas, como também uma abordagem igualitária junto a diversas comunidades, como as de imigrantes. Costa afirma que reconhecer o racismo e a xenofobia, como também “as mazelas” que deixam nas sociedades, é um ato de coragem. “Não é um ato que traz vergonha, muito pelo contrário. Corrigir, reparar desigualdades é um ato que torna o Estado digno, que torna o Estado legítimo também”, assegura. E se o projeto de lei avançar e for aprovado no Parlamento, salienta, “será uma mensagem de que nós queremos ser cada vez mais uma sociedade igualitária, e isso é fundamental, porque estamos a falar da democracia, e de como nós queremos que, de fato, haja igualdade para todos.”
Falo sobre o PL.663/26 que quer abolir cotas por cor, etnia e gênero nos concursos públicos da Administração Pública direta e indireta de Belo Horizonte. Falo sobre a inconstitucionalidade do projeto e o abuso do processo legislativo.
TUTAMÉIA entrevista o doutor em filosofia política Ofer Cassif, deputado israelense eleito pelo partido de esquerda Hadash (Frente Democrática para a Paz e a Igualdade), parte de uma aliança política judaica-árabe. Comunista e antissionista, é um crítico ferrenho das políticas do governo israelense, especialmente em relação à ocupação. Ofer já foi suspenso diversas vezes do Knesset por declarações políticas, principalmente durante a guerra em Gaza. Em 2024, vários parlamentares tentaram (sem sucesso) expulsá-lo do Knesset após ele ter apoiado um processo contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data aponta que a maior parte dos brasileiros desaprova a possível indicação da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. De acordo com o levantamento, 84% se posicionam contra sua condução no colegiado. Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #ErikaHilton #ComissaoDaMulher #CamaraDosDeputados #Politica2026 #DireitosDasMulheres #Psol #MulheresNaPolitica #Representatividade #Brasil2026 #NoticiasPolitica
Bem-vindo ao nosso Encontro de Leitura e Comentários do Livro Texto de Um Curso em Milagres (UCEM)! Junte-se a nós enquanto mergulhamos na Introdução e seção X - A igualdade dos milagres do Capítulo 14 - Ensinando a favor da verdade, em busca de uma conexão genuína com Deus e uma experiência transcendental de Amor.
Disparidade é maior no campo de ciência, tecnologia, engenharia e matemática; cerca de 22,4% das portuguesas trabalham nesses setores; parceria das autoridades com instituições de ensino superior completa seis meses em abril.
Ministra angolana diz que mulheres têm papel cada vez mais importante na liderança do país africano; capacitações em campos como tecnologias, indústria e prestação de serviços tornam-se mais populares entre mulheres e meninas.
Tema da 70ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher é assegurar e reforçar acesso à justiça para o grupo; reformas ocorridas nas leis abriram mais de 600 milhões de oportunidades econômicas para mulheres e meninas.
Nereida Canosa, concelleira de igualdade Coruña
O Pautas Femininas desta semana aborda o Dia Internacional das Mulheres a partir de um olhar histórico e atual sobre a participação feminina na política brasileira. A edição resgata a conquista do voto feminino, oficializado em 1932 por decreto do então presidente Getúlio Vargas, após décadas de mobilização lideradas por nomes como Bertha Lutz. O programa relembra o pioneirismo do Rio Grande do Norte, onde Celina Guimarães se tornou a primeira mulher a votar no Brasil, em 1928, e Alzira Soriano foi eleita a primeira prefeita do país e da América Latina. Apesar dos avanços, os números ainda revelam desigualdade: atualmente, apenas 16 das 81 cadeiras do Senado são ocupadas por mulheres, cerca de 20% do total. A edição traz entrevista com a senadora Augusta Brito, do PT do Ceará, procuradora da Mulher no Senado, que fala sobre violência política de gênero, barreiras partidárias e os mecanismos de proteção às candidaturas femininas, como o canal “Zap Delas”.
Novo relatório revela que mulheres detêm apenas 64% dos direitos legais em relação a homens; mais de metade dos países não definem agressão com base em consenso segundo a lei; 74% das nações ainda permitem casamento infantil.
Nova publicação da agência acontece em meio a retrocessos no acesso a cuidados de saúde e reprodutivos em diversos países; apesar da ampliação da cobertura geral de saúde, a questão é observada em diferentes regiões.
No primeiro programa do mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março), o MP no Rádio entrevista a Promotora de Justiça Symara Motter, do Ministério Público do Paraná, que fala das conquistas e desafios relacionados à luta pela igualdade de gênero. Ela comenta as barreiras socioculturais que dificultam a plena igualdade entre homens e mulheres, relata quais os crimes de gênero mais frequentes atendidos pelo Ministério Público, explica como as mulheres podem denunciar casos de discriminação e fala sobre a importância da educação para a igualdade, entre diversos outros pontos relevantes.
Uma brasileira que mora há mais de 25 anos na Suíça vai assumir o cargo de autoridade administrativa e judicial da região metropolitana de Lausanne, que é a quarta maior cidade do país. A partir da próxima segunda-feira (2), a socióloga Carine Carvalho Arruda, de Fortaleza (CE), que já foi vereadora, duas vezes deputada estadual no Cantão de Vaud e diretora da Secretaria de Igualdade da Universidade de Lausanne, começa a atuar na nova função. Valéria Maniero, correspondente da RFI na Suíça Carine entra para a história ao se tornar a primeira pessoa nascida no Brasil a ocupar a função de préfète – cargo considerado estratégico por garantir a proximidade entre a administração pública e as cidadãs e os cidadãos suíços. Em entrevista exclusiva à RFI, ela detalhou o que fará na prática, explicou se existe no Brasil alguma função comparável à dela, contou como foi o processo de seleção – Carine foi nomeada pelo governo do Cantão de Vaud – e revelou quais competências pesaram a seu favor. Uma das atribuições desse posto, criado há 223 anos, é atuar como “autoridade judicial de primeira instância”. Carine explica que, quando cidadãos cometem um delito, uma contravenção, recebem uma multa ou uma advertência, são denunciados à prefeitura, que pode convocá‑los para ouvir as partes envolvidas. “É uma função interessante porque evita que as pessoas sejam automaticamente denunciadas aos tribunais, que acabem com uma ficha penal, ou tenham depois dificuldades para pagar advogado etc. Então, impede que as pessoas sejam judicializadas. E tem uma ideia de bom senso: escutar as pessoas, entender quais são suas dificuldades e julgar as situações mais simples”, afirmou a brasileira, que recebeu a reportagem da RFI na Secretaria de Igualdade da Universidade de Lausanne, no seu último dia de trabalho ali, após 18 anos atuando na instituição. Cargo sem equivalente no Brasil E no Brasil, existe algum cargo semelhante? Carine explica que não. Apesar de o nome em francês, préfète, remeter à palavra “prefeita” em português, a função não tem qualquer relação com o cargo exercido pelos prefeitos de cidades brasileiras. “É um falso amigo nesse sentido, porque, na verdade, nós somos um emissário do governo, uma autoridade judicial e administrativa para uma região específica. E é um cargo muito ligado à relação entre o governo e os municípios, ligado também à supervisão da ação municipal, à supervisão das eleições e das votações. Nós supervisionamos também alguns cargos da administração.” Ela conta que outra parte do trabalho envolve conceder uma série de autorizações — por exemplo, permissões de pesca, de caça e de venda de produtos de tabaco. “Não existe essa mesma função no Brasil, mas é uma função importante aqui, que existe desde 1803, desde a criação do cantão de Vaud. Desde a sua independência, foram criados os distritos e a função de prefeito de cada um.” O processo de escolha para o cargo Em nota, o governo do cantão de Vaud destacou a trajetória da brasileira por combinar experiência política, responsabilidade administrativa e dedicação ao serviço público. À RFI, ela explicou como é o processo de escolha para um cargo assim. Disse, por exemplo, que não precisa ser advogado, mas ter experiência institucional, conhecer bem o governo, a sua organização, a administração pública, as políticas públicas. “Eu, como já tinha vários anos no serviço público, tinha um perfil interessante. Já fui deputada e vereadora, então, conheço bem a organização política institucional do nosso cantão. É isso que foi valorizado e é importante, porque nessa função vamos estar em contato com as prefeituras dos municípios, as administrações municipais e a administração cantonal, estadual.” O que pesou a favor A RFI perguntou à brasileira quais habilidades dela contaram a favor para a nomeação. “Você tem que saber ler as leis e aplicá-las, ter clareza na comunicação com os outros. É importante ter uma certa sensibilidade ao serviço público, à coletividade, ao bem estar comum. Como vamos julgar situações, temos que julgá-las de acordo com a lei, mas também de acordo com o bom senso e com o senso de justiça.” Também, é importante, segundo ela, ser uma pessoa que dialogue bem, porque o cargo prevê a mediação quando há, por exemplo, problemas dentro de uma prefeitura ou entre municípios. Mas não para por aí. Carine deve atuar também em problemas mais corriqueiros. “Uma das funções que nós temos é de presidir uma comissão de conciliação entre proprietários e locatários de imóveis, por exemplo, então se você tiver um problema no seu apartamento com o proprietário, sobre o estado do apartamento, o aluguel, primeiro, pode tentar uma mediação na prefeitura. Então, a gente tem esse papel de achar uma solução comum entre pessoas que tenham conflitos na área civil.” Para Carine, o aspecto mais desafiador desse novo cargo – que a levou a deixar o segundo mandato de deputada estadual e o trabalho na Universidade de Lausanne, onde chefiava a Secretaria de Igualdade de Gênero desde 2019 – foi a possibilidade de continuar servindo ao interesse público. “Tenho 12 anos de experiência política e sempre fui muito engajada, mas, nesse momento da minha vida, eu queria um cargo em que eu pudesse continuar esse engajamento em favor da coletividade, mas sem forçosamente estar dentro da arena política”, destaca. Num país pequeno como a Suíça, há poucas pessoas exercendo a mesma função que ela. No cantão de Vaud, por exemplo, são apenas 14 préfets e préfètes: 10 homens e 4 mulheres. Supervisão de eleições Questionada pela RFI se entre suas atribuições estará, por exemplo, a organização de referendos – como o previsto para junho, que propõe limitar a população da Suíça a 10 milhões de habitantes –, Carine respondeu que “sim e não”. Isso porque as prefeituras exercem uma função de vigilância no processo eleitoral. “Então, não diretamente nessa votação, mas em geral, nós somos autoridade de recurso em caso de fraude. Por exemplo, se o município, quando faz a apuração dos boletins de voto, achar que tem algum elemento que deixe pensar que teve fraude organizada ou não, pode levar o caso para a prefeitura, que vai analisar a situação e julgar o caso.” Nesse tema, uma das primeiras atividades de Carine no novo posto já está marcada: o dia 8 de março, data em que haverá na Suíça eleições e votações importantes em nível municipal, cantonal e nacional. “Vai ser um pouco a minha primeira entrada. Uma das minhas primeiras atividades vai ser dar a volta nos municípios e nos locais de voto para ter certeza de que tudo está se passando bem. Essa é uma atividade interessante, que permite a democracia direta, que é um pouco o DNA da Suíça, que as cidadãs e os cidadãos tenham confiança nessas votações”, conclui a socióloga.
Uma brasileira que mora há mais de 25 anos na Suíça vai assumir o cargo de autoridade administrativa e judicial da região metropolitana de Lausanne, que é a quarta maior cidade do país. A partir da próxima segunda-feira (2), a socióloga Carine Carvalho Arruda, de Fortaleza (CE), que já foi vereadora, duas vezes deputada estadual no Cantão de Vaud e diretora da Secretaria de Igualdade da Universidade de Lausanne, começa a atuar na nova função. Valéria Maniero, correspondente da RFI na Suíça Carine entra para a história ao se tornar a primeira pessoa nascida no Brasil a ocupar a função de préfète – cargo considerado estratégico por garantir a proximidade entre a administração pública e as cidadãs e os cidadãos suíços. Em entrevista exclusiva à RFI, ela detalhou o que fará na prática, explicou se existe no Brasil alguma função comparável à dela, contou como foi o processo de seleção – Carine foi nomeada pelo governo do Cantão de Vaud – e revelou quais competências pesaram a seu favor. Uma das atribuições desse posto, criado há 223 anos, é atuar como “autoridade judicial de primeira instância”. Carine explica que, quando cidadãos cometem um delito, uma contravenção, recebem uma multa ou uma advertência, são denunciados à prefeitura, que pode convocá‑los para ouvir as partes envolvidas. “É uma função interessante porque evita que as pessoas sejam automaticamente denunciadas aos tribunais, que acabem com uma ficha penal, ou tenham depois dificuldades para pagar advogado etc. Então, impede que as pessoas sejam judicializadas. E tem uma ideia de bom senso: escutar as pessoas, entender quais são suas dificuldades e julgar as situações mais simples”, afirmou a brasileira, que recebeu a reportagem da RFI na Secretaria de Igualdade da Universidade de Lausanne, no seu último dia de trabalho ali, após 18 anos atuando na instituição. Cargo sem equivalente no Brasil E no Brasil, existe algum cargo semelhante? Carine explica que não. Apesar de o nome em francês, préfète, remeter à palavra “prefeita” em português, a função não tem qualquer relação com o cargo exercido pelos prefeitos de cidades brasileiras. “É um falso amigo nesse sentido, porque, na verdade, nós somos um emissário do governo, uma autoridade judicial e administrativa para uma região específica. E é um cargo muito ligado à relação entre o governo e os municípios, ligado também à supervisão da ação municipal, à supervisão das eleições e das votações. Nós supervisionamos também alguns cargos da administração.” Ela conta que outra parte do trabalho envolve conceder uma série de autorizações — por exemplo, permissões de pesca, de caça e de venda de produtos de tabaco. “Não existe essa mesma função no Brasil, mas é uma função importante aqui, que existe desde 1803, desde a criação do cantão de Vaud. Desde a sua independência, foram criados os distritos e a função de prefeito de cada um.” O processo de escolha para o cargo Em nota, o governo do cantão de Vaud destacou a trajetória da brasileira por combinar experiência política, responsabilidade administrativa e dedicação ao serviço público. À RFI, ela explicou como é o processo de escolha para um cargo assim. Disse, por exemplo, que não precisa ser advogado, mas ter experiência institucional, conhecer bem o governo, a sua organização, a administração pública, as políticas públicas. “Eu, como já tinha vários anos no serviço público, tinha um perfil interessante. Já fui deputada e vereadora, então, conheço bem a organização política institucional do nosso cantão. É isso que foi valorizado e é importante, porque nessa função vamos estar em contato com as prefeituras dos municípios, as administrações municipais e a administração cantonal, estadual.” O que pesou a favor A RFI perguntou à brasileira quais habilidades dela contaram a favor para a nomeação. “Você tem que saber ler as leis e aplicá-las, ter clareza na comunicação com os outros. É importante ter uma certa sensibilidade ao serviço público, à coletividade, ao bem estar comum. Como vamos julgar situações, temos que julgá-las de acordo com a lei, mas também de acordo com o bom senso e com o senso de justiça.” Também, é importante, segundo ela, ser uma pessoa que dialogue bem, porque o cargo prevê a mediação quando há, por exemplo, problemas dentro de uma prefeitura ou entre municípios. Mas não para por aí. Carine deve atuar também em problemas mais corriqueiros. “Uma das funções que nós temos é de presidir uma comissão de conciliação entre proprietários e locatários de imóveis, por exemplo, então se você tiver um problema no seu apartamento com o proprietário, sobre o estado do apartamento, o aluguel, primeiro, pode tentar uma mediação na prefeitura. Então, a gente tem esse papel de achar uma solução comum entre pessoas que tenham conflitos na área civil.” Para Carine, o aspecto mais desafiador desse novo cargo – que a levou a deixar o segundo mandato de deputada estadual e o trabalho na Universidade de Lausanne, onde chefiava a Secretaria de Igualdade de Gênero desde 2019 – foi a possibilidade de continuar servindo ao interesse público. “Tenho 12 anos de experiência política e sempre fui muito engajada, mas, nesse momento da minha vida, eu queria um cargo em que eu pudesse continuar esse engajamento em favor da coletividade, mas sem forçosamente estar dentro da arena política”, destaca. Num país pequeno como a Suíça, há poucas pessoas exercendo a mesma função que ela. No cantão de Vaud, por exemplo, são apenas 14 préfets e préfètes: 10 homens e 4 mulheres. Supervisão de eleições Questionada pela RFI se entre suas atribuições estará, por exemplo, a organização de referendos – como o previsto para junho, que propõe limitar a população da Suíça a 10 milhões de habitantes –, Carine respondeu que “sim e não”. Isso porque as prefeituras exercem uma função de vigilância no processo eleitoral. “Então, não diretamente nessa votação, mas em geral, nós somos autoridade de recurso em caso de fraude. Por exemplo, se o município, quando faz a apuração dos boletins de voto, achar que tem algum elemento que deixe pensar que teve fraude organizada ou não, pode levar o caso para a prefeitura, que vai analisar a situação e julgar o caso.” Nesse tema, uma das primeiras atividades de Carine no novo posto já está marcada: o dia 8 de março, data em que haverá na Suíça eleições e votações importantes em nível municipal, cantonal e nacional. “Vai ser um pouco a minha primeira entrada. Uma das minhas primeiras atividades vai ser dar a volta nos municípios e nos locais de voto para ter certeza de que tudo está se passando bem. Essa é uma atividade interessante, que permite a democracia direta, que é um pouco o DNA da Suíça, que as cidadãs e os cidadãos tenham confiança nessas votações”, conclui a socióloga.
Relatório do Banco Mundial revela que leis destinadas a garantir igualdade de oportunidades econômicas para as mulheres são, em média, aplicadas apenas em 50% da sua totalidade; apenas 4% das mulheres vivem em economias com igualdade legal quase plena.
Falo sobre decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) que julgou procedente ADI movida pelo Ministério Público contra artigo do Regimento Interno da Assembleia Legislativa estadual que estabelece a invocação de Deus e a presença da Bíblia nas sessões. Discuto os fundamentos da decisão e a posição do STF sobre o tema.
Neste episódio marcante de 2010, Paulinho, Dri, Giuliano e Cassiano conversaram sobre um dos nomes mais importantes do cristianismo recente: Rev. Martin Luther King Jr., o homem que teve um sonho de igualdade entre brancos e negros e morreu por este ideal. A série Replay faz parte das comemorações dos 20 anos do podcast irmaos.com e está republicando episódios importantes da nossa história.
Neste episódio marcante de 2010, Paulinho, Dri, Giuliano e Cassiano conversaram sobre um dos nomes mais importantes do cristianismo recente: Rev. Martin Luther King Jr., o homem que teve um sonho de igualdade entre brancos e negros e morreu por este ideal.
Vicente Gil continua a surpreender muitos quando fala sobre as suas origens étnicas. O ator da novela da SIC 'Vitória', onde dá vida à personagem Afonso, é cigano, mas nunca permitiu que a imagem pejorativa associada à comunidade limitasse a sua ambição. Nasceu e cresceu no Porto e, desde muito jovem, foi incentivado pela mãe a frequentar teatros, concertos e outros espetáculos da cidade. Chegou mesmo a fazer teatro comunitário nos bairros da periferia. Mais tarde, essas experiências acabariam por definir a sua vocação. Hoje, reconhece a importância de existir “um ator cigano, licenciado, lourinho e lavadinho” na televisão portuguesa. “Eu não pareço cigano porque não correspondo àquela imagem pejorativa. É importante que as pessoas se deparem comigo”, afirma. O preconceito, no entanto, acompanhou-o desde cedo. Em conversa com Daniel Oliveira, recorda os tempos de escola em que ele e os familiares eram conhecidos como “os ciganitos” e chegaram a ser aconselhados pela própria diretora a não revelarem a mais ninguém a sua origem. “Estas discriminações continuam até hoje, até quando vou à Segurança Social. Não acreditam que uma pessoa como eu pode ser cigana”, lamenta. E, embora compreenda que nem sempre há intenção maliciosa, não deixa de sublinhar: “As nossas instituições são xenófobas; mais facilmente nos pedem a nós para nos modificarmos. E é assim com muitas minorias.” Com o tempo, porém, aprendeu a transformar os valores da sua identidade étnica numa força. Características que descreve como “pelo na venta”, “garra” e “questionamento sobre o mundo” ajudaram-no a chegar onde está. Acima de tudo, sente profunda gratidão pela educação que recebeu da mãe. “A minha mãe é uma grande mulher cigana. Quem me dera que pudesse ser mãe de muita gente, dar garra a certas famílias”, diz, com um sorriso. Neste 'Alta Definição', enquanto revisita a sua história e as suas raízes, tenta responder à pergunta que acompanha toda a conversa: afinal, o que é ser cigano? O programa foi emitido a 6 de dezembro na SIC e está disponível aqui em versão podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a consultora, oradora e criadora do projeto digital “Espécie Rara Sobre Rodas”, Catarina Oliveira reflete sobre o atual cenário político no país e os desafios na área da inclusão e diversidade perante as alterações geopolíticas mundiais. De que forma o trabalho de uma ativista pode influenciar políticas de inclusão? As propostas legislativas em torno da inclusão deveriam centrar-se onde neste momento? Catarina responde, e sem tabus fala também de amor, de sexualidade, e dos novos desafios da maternidade. E ainda revela as músicas que a acompanham, lê um excerto de um texto de Alice Wong e deixa algumas sugestões culturais. E, no final, deixa uma mensagem só para as pessoas que escutarem este episódio até ao fim. Boas escutas! Excerto lido de: Alice Wong, Disability Visibility: First-Person Stories from the Twenty-first Century Um livro: "Mama Car" de Lucy Catchpole (Autor), Karen George (Ilustrador) Uma Série: "As Mães dos Pinguins" Escolhas musicais: O Rappa - "Pescador de Ilusões" Djamal - "Abram Espaço" Rosalía - "Magnolias" Marisa Monte - "Ainda Bem"See omnystudio.com/listener for privacy information.
Falo sobre recente decisão do STJ (REsp. 2.133602 - decisão com arguição de relevância) em que ficou assentado que as Forças Armadas (FFAA) não podem determinar a aposentadoria compulsória, expulsão ou mesmo afastamento por doença de militares transgênero.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (24) acompanhe a aula sobre "Marcha das Mulheres Negras: Por Reparação e Bem Viver" com Elenízia da Mata - Secretária de Igualdade e Equidade Étnico-Racial da Prefeitura de Goiás.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta terça-feira (21) acompanhe a aula sobre "Maternidade e a sociedade de classes" com Ana Clara Ferrari, Especialista em Políticas Públicas para Igualdade de Gênero.
Sanae Takaichi é a primeira mulher a liderar o governo japonês, depois da ganhar a liderança do partido que está no poder quase ininterruptamente há 70 anos. Prometeu um executivo à escandinava, com muitas mulheres, mas não cumpriu: numa equipa de 19 membros, só há duas ministras. Takaichi recusa pôr fim à lei que obriga as mulheres a usar o nome do marido e não quer alterar a lei de sucessão para permitir que as mulheres da família imperial possam tornar-se imperatrizes reinantes. Neste episódio, conversamos com a jornalista Christiana Martins. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
O DUCENTÉSIMO QUADRAGÉSIMO TERCEIRO QUARTO do Podcast Dar Voz A esQrever
Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
O DUCENTÉSIMO QUADRAGÉSIMO TERCEIRO EPISÓDIO do Podcast Dar Voz A esQrever
No Café PT desta sexta-feira (03), a secretária adjunta da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo do PT e Coordenadora-Geral de Relações Institucionais da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Igualdade, Janaína Fernandes falou sobre a V Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial - CONAPIR, e sobre as ações do governo Lula sobre o tema.
Afinal, a desigualdade social é uma lei natural — ou uma construção humana que pode ser transformada? Neste terceiro e último episódio sobre a Lei de Igualdade, vamos mergulhar na questão espinhosa: a desigualdade das riquezas. Por que, mesmo diante de tantos avanços, o 1% mais rico do planeta ainda concentra quase metade de toda a riqueza mundial, enquanto bilhões de pessoas enfrentam fome e miséria? O que os espíritos realmente querem dizer quando afirmam que a igualdade absoluta é impossível? E mais: seria a igualdade de bem-estar, e não de posses, o caminho para o mundo de regeneração? Prepare-se para um episódio que cruza filosofia espírita, dados econômicos globais e reflexões urgentes sobre justiça social.
Os líderes de Moçambique e Angola discursaram na Assembleia-Geral da ONU: Daniel Chapo apresentou Moçambique como um exemplo na promoção da democracia em África e João Lourenço destacou o papel de Angola na tentativa de resolução de conflitos no continente africano. Jurista acredita que a ministra angolana das Finanças pode vir a ser ouvida no caso AGT. Presidente do FAMOD pede inclusão.
Agência da ONU lembra que trabalhadoras ainda ganham, em média, 20% menos do que os homens na mesma função no mundo; diferenças são maiores entre migrantes, minorias e mulheres com deficiência; a entidade pede renovação do compromisso para garantir igualdade salarial por trabalho de igual valor.
Falo sobre o caso bizarro de uma lei de 2019 que alterou o Estatuto dos Militares (lei 6880/80)para lhe acrescentar o art. 144-A que impedia que militares casados/união estável e/ou com filhos pudessem fazer curso de formação/graduação de oficiais/praças.O STF declarou essa regra inconstitucional em sede do RE. n. 1.530.083
No episódio de hoje do Cast dos Espíritos, vamos falar sobre a Lei de Igualdade e refletir: se os espíritos são criados simples e iguais, sem sexo ou gênero, por que ainda existe tanto preconceito e exclusão? Vamos discutir a diversidade de identidades de gênero e orientações sexuais, entender como o espiritismo dialoga com essa realidade e questionar: LGBTQIA+ são realmente acolhidos no movimento espírita ou apenas tolerados? Um convite à reflexão sobre igualdade, respeito e espiritualidade nos dias de hoje.
Subfinanciamento crônico, sistemas de monitoramento frágeis e regras financeiras injustas estão paralisando progresso; ONU Mulheres pede investimento urgente para fechar lacuna e cumprir compromissos globais.