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Caso Bizarro
CB #187 - Sabe o que é bizarro? O futebol com Mabê e Tiago P. Zanetic

Caso Bizarro

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 65:32


No episódio de hoje discutimos sobre alguns dos casos mais absurdos do futebol! Claro, mais da metade deles envolve o Ronaldinho Gaúcho!***

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

El Larguero
Entrevista | Joan Laporta: "Está claro que Julián quiere cambiar de aires y nosotros estamos en disposición de acogerlo"

El Larguero

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 6:15


El presidente del FC Barcelona atendió a la SER durante su estancia en Nueva York

Mercado Abierto
¿Huir de este valor español? Marc Ribes lo tiene claro

Mercado Abierto

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 0:35


Con Marc Ribes, cofundador y CEO de Blackbird Broker.

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano
Mateo 11, 25-27: Te alabo, Padre

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 1:45


1) Ocultado: Dicen que querer es poder, a lo que Einstein decía: “Pero uno no hace lo que quiere, sino lo que puede”. Ahí afirmé que uno no hace siempre lo que quiere, sino lo que puede. Claro que,, si uno todos los días hace lo que puede va a lograr más y mejorar más… Detrás del querer está el poder y detrás del poder hay mucho esfuerzo y perfeccionar horas y horas la habilidad. No siempre vamos a ser los mejores, pero podemos aspirar a nuestra mejor versión. 2) Prudentes: La vida es demasiado corta para pasarla enojados, creo que me tocó ver mucha gente morir enojada y cuando veo eso me digo que no quiero eso para mí. Pero si uno no se siente amado no puede amar. ¿Alguna vez dejaste que Dios te ame? Pensá con prudencia la respuesta… porque así como una persona herida hiere, así también una persona que sabe amar es porque se supo amada. 3) Revelar: Hay gente que me cuenta y dice: “Tal es un tóxica. Tal otra persona es tóxica”, pero lo tóxico no es esa persona, sino más bien lo tóxico es que vos sigas pegado a esa relación o a esa persona. Esa situación y relación es la que tenés que sanar. Por tanto, revela con la luz tu relación y que tus relaciones revelen quien verdaderamente eres vos. Algo bueno está por venir.

Arauto Repórter UNISC
Eu tinha certeza de que você viria

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 2:26


Às vezes, uma história diz mais do que qualquer reflexão. Ouça esta.Na guerra, um dos soldados disse ao seu superior:— Senhor, meu melhor amigo ainda não regressou do campo de batalha. Solicito permissão para ir buscá-lo.— Permissão negada — respondeu o oficial. — Não quero que você arrisque a vida por um homem que provavelmente já está morto.O soldado, desconsiderando a ordem, foi mesmo assim.Uma hora mais tarde, regressou mortalmente ferido, transportando o corpo do amigo.O oficial, furioso, disse:— Eu avisei que ele já estava morto! Agora, por causa da sua desobediência, perdi dois homens. Diga-me: valeu a pena ir até lá para trazer um cadáver?E o soldado, já sem forças, respondeu:— Claro que sim, senhor. Quando encontrei o meu grande amigo, ele ainda estava vivo. E pôde me dizer: “Eu tinha certeza de que você viria.”Tem coisas que a gente nunca esquece. Essa é uma delas.

Assunto Nosso
Eu tinha certeza de que você viria

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 2:26


Às vezes, uma história diz mais do que qualquer reflexão. Ouça esta.Na guerra, um dos soldados disse ao seu superior:— Senhor, meu melhor amigo ainda não regressou do campo de batalha. Solicito permissão para ir buscá-lo.— Permissão negada — respondeu o oficial. — Não quero que você arrisque a vida por um homem que provavelmente já está morto.O soldado, desconsiderando a ordem, foi mesmo assim.Uma hora mais tarde, regressou mortalmente ferido, transportando o corpo do amigo.O oficial, furioso, disse:— Eu avisei que ele já estava morto! Agora, por causa da sua desobediência, perdi dois homens. Diga-me: valeu a pena ir até lá para trazer um cadáver?E o soldado, já sem forças, respondeu:— Claro que sim, senhor. Quando encontrei o meu grande amigo, ele ainda estava vivo. E pôde me dizer: “Eu tinha certeza de que você viria.”Tem coisas que a gente nunca esquece. Essa é uma delas.

Naruhodo
Naruhodo #470 - Temos livre arbítrio? - Parte 2 de 2

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 54:22


Nosso cérebro toma decisões antes mesmo de termos consciência delas? Se sim, seriam nossas decisões deterministas e o livre-arbítrio uma ilusão? O que a ciência tem a dizer sobre isso? Parte 2 de 2. Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (54min 23s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Tem uma coisa que eu aprendi viajando que ninguém te ensina: a roupa errada custa mais que peso na mala. É isso mesmo que você ouviu: tem peças que nem adianta você levar na viagem, porque não vai sair da mala. Por isso, eu criei uma regra para mim mesmo é: só levar na viagem se não pega cheiro ruim, se não precisa passar e se aguenta firme na durabilidade. E sabe quem é que cumpre tudo isso? Claro, as peças da INSIDER. É qualidade garantida e tecnologia que te deixa confortável e seguro. Já é julho e você não experimentou INSIDER? Então use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO já aplicado ao seu carrinho de compras: >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

CAFÉ EN MANO
774: Omar O'Farrill habla claro sobre actuar, redes, wellness y vivir del arte en Puerto Rico

CAFÉ EN MANO

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 53:43


En este episodio de Café en Mano Podcast me siento con Omar O'Farrill, actor puertorriqueño, para hablar de lo que realmente cuesta construir una carrera actoral en Puerto Rico.Hablamos de sus comienzos desde niño, su paso por el canal 6, la UPR, Broche de Oro, su experiencia viviendo en Los Ángeles, las audiciones en Estados Unidos, el deseo de entrar a escuelas como Juilliard y NYU, y cómo fue descubriendo el tipo de actor que realmente quiere ser.También entramos en algo que casi no se habla con honestidad: lo difícil que es vivir de la actuación en Puerto Rico, por qué muchos actores tienen que diversificarse, crear negocios o usar otras herramientas para quedarse en la isla sin soltar su pasión.Además, hablamos de redes sociales, wellness, salud mental, aburrimiento, comunidad, creatividad, alcohol, ejercicio, propósito, y cómo Omar está usando su plataforma para algo más profundo que simplemente postear por postear.Una conversación sobre arte, identidad, disciplina, bienestar y lo que significa seguir apostando por tu camino aunque sea cuesta arriba.Gracias por apoyar el podcast y por apoyar Café Dos Caminos. Consigue el café en cafedoscaminos.com y usa el código cafeenmano para un 10% de descuento.00:00 Intro + Café Dos Caminos + bienvenida a Omar O'Farrill03:41 Cómo empezó a actuar y sus primeros pasos en canal 605:30 Broche de Oro, dejar la universidad y lanzarse a trabajar07:20 Regresar a la universidad, graduarse y apuntar a escuelas top09:20 Audiciones para Juilliard, NYU y el proceso en Estados Unidos11:20 Qué tipo de actor quiere ser realmente12:40 Heath Ledger, actor método y técnicas de actuación14:30 Vivir en LA, el choque cultural y actuar en inglés18:00 Qué tipo de papeles y carrera quiere construir22:27 Redes sociales, propósito y dejar de postear por postear27:56 El ruido mental, el celular y aprender a aburrirse31:00 The Walk: comunidad, soledad y conectar con desconocidos35:56 Lo difícil que es ser actor en Puerto Rico38:00 Nadie vive full de la actuación aquí y por qué hay que diversificarse40:30 Cine puertorriqueño, distribución y cómo llevar gente al cine43:19 Nuevos proyectos, dirección y Una Bella Crisis46:30 Fitness, wellness y lo difícil que es mantenerse saludable en Puerto Rico49:30 Alcohol, hábitos y cómo quiere llegar a los 4052:00 Cierre

Talking Drupal
Talking Drupal #560 - Content Sync

Talking Drupal

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 64:09


Today we are talking about Content, syndication, and Synchronization between Drupal Sites with guest Thiemo Müller. We'll also cover Drupal core 11.4 as our module of the week. For show notes visit: https://www.talkingDrupal.com/560 Topics Origins and Use Cases Hub Model and Flexibility Media Sync and Governance Composable Pages Challenge Governance With Blocks Canvas And Recipes Real Time Syndication Scaling To Thousands GEO And AEO Explained GEO Audits And Loops ContentSync Recommendations Permissions And Drupal 11 AIM Assess Improve Monitor Boosting Drupal AI Presence Ecosystem Alignment Signals Recency And Messaging Tips Resources Content Sync Content Sync A-I-M Content Sync Drupal Module Deprecated extensions meta issue GEO Generative engine optimization Semrush Peec ai Otterly ai Profound Guests Thiemo Müller - content-sync.io thiemo Hosts Nic Laflin - nLighteneddevelopment.com nicxvan John Picozzi - epam.com johnpicozzi Ashraf Abed - drupito.com ashrafabed MOTW Correspondent Martin Anderson-Clutz - mandclu.com mandclu Brief description: Are you excited for a feature release of Drupal core that delivers even more performance acceleration, a modernized developer experience, and a slew of administrator and editor improvements? Drupal core 11.4 delivers all that and more Module name/project name: Drupal core 11.4 Brief history How old: created on July 1 2026 by catch of Tag1 Changes Performance improvements When Drupal 11.3 was released, we talked about what a massive performance jump it represented, the biggest improvement in a decade. 11.4 has done it again! Database queries are reduced by half, across a range of requests due to optimizations in how entity fields are loaded. Overall, that represents a nearly ⅔ improvement for database and cache lookups on a cold cache compared to Drupal 11.0 or 10.6 Entity listing queries have also been refactored to use fewer table joins, reducing slow queries. Additionally, the link field introduces a resolvable_uri property and token, which returns a ready-to-use front-end link (like /#main-content) right out of the API instead of raw internal URIs, which will be a huge benefit for anyone using Drupal for decoupled and JSON:API-based use cases Applying recipes in Drupal 11.4 is significantly faster, reportedly twice as fast, and that includes installing Drupal CMS Drupal now supports Brotli compression, which should yield 15-25% better compression of CSS and JS assets Security Drupal 11.4 offers a new password hashing algorithm, argon2id, that will become the default in Drupal 12 later this year Also, the drupal/core-recommended package no longer strictly locks minor versions for critical dependencies like Guzzle, Twig, or Symfony Polyfills, making it easier to immediately receive important security updates Drupal's default robots.txt now blocks well-behaved search crawlers from indexing search queries, helping to solve a potential source of traffic overload on sites using faceted search Developer experience There's been a significant shift towards the adoption of PHP Attributes in recent Drupal releases, and 11.4 is no exception You can now define application routes directly within your PHP controller and form classes using the Symfony #[Route] attribute. This drastically reduces the need to jump back and forth into *.routing.yml files The new #[Bundle] attribute allows developers to define bundle classes directly, eliminating the need to write old-school entity_type_info or entity_type_info_alter hook implementations. All core .theme and .theme-settings.php files have been moved entirely to PHP classes. Support for legacy .theme files will be dropped in Drupal 13. Furthermore, dozens of core .module files have been fully converted into clean PHP classes Front controllers now leverage the symfony/runtime component to isolate bootstrapping logic from request handling, preparing the Drupal core architecture for advanced environments like FrankenPHP, known for its blazing-fast performance, among other features Drupal 11.4 introduces a native, extensible command-line tool (./vendor/bin/dr) built in partnership with Drush maintainers. This kicks off a transitional period where Drush commands will gradually be migrated to the core native binary Also, the new HttpKernelUiHelperTrait for kernel tests lets developers make mock HTTP requests and assertions without running the full Drupal site installer. This allows many traditional browser tests to be rewritten as much faster kernel tests Editor experience Drupal 11.4 includes the new Default Admin theme, a version of the popular Gin admin theme, now in core The Navigation module is now enabled by default, replacing the legacy toolbar CKEditor once again has a fullscreen button available without a contrib add-on, allowing editors to fully immerse themselves in a WYSIWYG element's content, great for working on long-format pieces Deprecations The initial 11.4.0 release actually removed a number of core recipes. They were since restored in an 11.4.1 release, but they are deprecated and will be removed from Drupal 12 Also on their way out are a number of modules, including Ban, Contact, Field Layout, History, Migrate Drupal and its UI, Search, Settings Tray, Shortcut, Telephone, Toolbar, and a flag module called layout_builder_expose_all_field_blocks. For themes, Claro, Stable 9, and Olivero are all deprecated, and will be moved from core. We'll include the meta issue about these deprecation in the show notes, and if any of these are important to you, it's worth tracking where they are on the path of moving to contrib

La Pizarra de Quintana
EL DEBATE: "Tengo claro que no quiero a Merino como titular"

La Pizarra de Quintana

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 49:35


EL DEBATE: "Tengo claro que no quiero a Merino como titular"See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dia a dia com a Palavra
Você consegue perceber a presença de Deus?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 1:25


Aprendemos na teologia que Deus é onipresente e por isso, está em todo lugar. Mas embora Deus esteja presente em todos os lugares, Deus pode não ser percebido ou sentido em todos eles.Imagine uma cena de briga conjugal. Gritos, agressões verbais e físicas. Deus está naquele lugar? Claro que sim, mas ninguém conseguirá percebê-lo. É como se não estivesse.Embora Deus esteja em todo lugar, a nossa relação com Ele conta muito na hora de percebermos a sua presença.Veja o que diz o Salmo 84 nos versos 1 e 2: "Quão amáveis são os teus tabernáculos, Senhor dos Exércitos! A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!"O templo, também chamado de casa de Deus, não toma esse nome porque Deus mora lá, mas porque nesse lugar Ele é invocado e adorado. E essa relação de adoração é que faz toda a diferença.Em nossa casa também podemos sentir a presença do Senhor de forma tão especial quanto no templo, mas para isso, precisaremos fazer de nosso lar um lugar de adoração ao Senhor. O Senhor não habita no meio de confusão, brigas, desconfiança, ódio, etc.A chave para a percepção dessa presença maravilhosa e abençoadora nunca esteve no lugar em si, mss no relacionamento entre o adorador e Deus.

Podcast de La Hora de Walter
LHDW PREMIUM Ganó España a Bélgica! Mi opinión del partido - Episodio exclusivo para mecenas

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 13:46


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Os dejo una reflexiones en voz alta del partido que ganó españa a Belgica, y el que se viene en Semifinales ante Francia. Claro que podemos!Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Podcast de La Hora de Walter. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/79870

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LHDW PREMIUM Ganó España a Bélgica! Mi opinión del partido - Episodio exclusivo para mecenas

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 13:46


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Os dejo una reflexiones en voz alta del partido que ganó españa a Belgica, y el que se viene en Semifinales ante Francia. Claro que podemos!Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Podcast de La Hora de Walter. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/79870

Papo na Arena
Por que a Claro decidiu criar o próprio jeito de fazer produto? Papo na Arena no Web Summit Rio 2026

Papo na Arena

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 42:25


Por que uma empresa do tamanho da Claro precisa declarar o próprio jeito de construir produto? Quais foram os desafios? O que muda quando isso vira cultura e sai do slide? E o que acontece quando você tenta implantar o método em todos os times de uma vez?No Episódio 124 do Papo na Arena, gravado no Web Summit, Arthur recebe Rogério Campos (Minha Claro) e Rafa Brandão (produto digital na Claro) pra falar sobre o Jeito Claro de Fazer Produto Digital.Papo de trincheira sobre priorização, risco de não fazer, polinizadores e buy-in de liderança.Assine a Product Arena: https://productarena.ioNewsletter Brilliant Basics: https://arthurcastro.substack.com/

Teletime
08/07/26 | 5G: um gargalo para IA | SpaceX de US$ 1 trilhão? | Claro: qualidade sob demanda

Teletime

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 20:30


Este boletim traz um resumo das principais notícias do dia na análise de Samuel Possebon, editor chefe da TELETIME.TELETIME é a publicação de referência para quem acompanha o mercado de telecomunicações, tecnologia e Internet no Brasil. Uma publicação independente dedicada ao debate aprofundado e criterioso das questões econômicas, regulatórias, tecnológicas, operacionais e estratégicas das empresas do setor. Se você ainda não acompanha a newsletter TELETIME, inscreva-se no nosso site www.teletime.com.br e fique ligado no dia a dia do mercado de telecom. É simples e é gratuito.Você ainda pode acompanhar TELETIME nas redes sociais:Instagram: https://www.instagram.com/teletimenews/Linkedin: https://www.linkedin.com/company/teletimenews/Facebook: https://www.facebook.com/Teletime/ Ou entre em nosso canal no Whatsapp: https://whatsapp.com/channel/0029VbAulbCADTOEwFog2l1J Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Expresso - Comissão Política
Montenegro, um “amuleto” voador  

Expresso - Comissão Política

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 52:25


A edição desta semana da Comissão Política começa com um alerta: gravamos antes do jogo entre Portugal e Espanha e, claro, não sabemos como correu. Mas sabemos que o primeiro-ministro, depois de ir a Houston e a Toronto, foi a Dallas para ver o terceiro jogo da seleção. Lisboa-Houston-Nova Iorque-Santa Maria da Feira-Matosinhos- Lisboa-Toronto-Guimarães- Dallas – Ancara: não há quem pare Montenegro. E todos os portugueses percebem, acredita Hugo Soares. Todos, menos os “invejosos”, os “queques” e os comentadores, disse o líder parlamentar do PSD, explicando também que o primeiro-ministro é como que um “amuleto” da seleção. Se foi amuleto ou não, não sabemos. Mas fizemos a vontade a Hugo Soares e encontramos o que comentar sobre o primeiro-ministro em modo de voo. Os comentários estão por conta de David Dinis, Paula Caeiro Varela e João Pedro Henriques, a sonoplastia desta edição é de Tomás Delfim e Salomé Rita e a ilustração é de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Milenio Opinión
Joaquín López-Dóriga. Pues sí, sí se pudo

Milenio Opinión

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 4:03


Sí. ¡Claro que se pudo! Y no sólo me refiero a los logros de la selección en este extraordinario Mundial de futbol.

Convidado
“Silence” faz bater um coração histórico do Festival de Avignon

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 11:34


O espectáculo “Silence”, da compositora e percussionista Lucie Antunes e da coreógrafa Mathilde Monnier, transformou um espaço icónico do Festival de Avignon, a histórica Pedreira de Boulbon, numa pista de dança com a forma de um disco de vinil, onde tudo é pulsação, ritmo, escuta e movimento. Entre concerto, transe coreográfico e ritual colectivo, a peça é uma experiência sensorial e percussiva, protagonizada por três músicos e sete bailarinos que são as notas dessa energia hipnótica em plena natureza. Entre os intérpretes, está a portuguesa Carolina Passos Sousa com quem falámos sobre o espectáculo. RFI: Como é que nos descreve o espectáculo “Silence” e o que se vive em palco? Carolina Passos Sousa, Bailarina e actriz: “Este espectáculo, para nós, é mesmo uma viagem. É uma tentativa de transmitir este transe e estes estados alterados de consciência que nós tentámos durante o processo procurar, sejam eles através de movimentos, de estados, de olhares. É dançar com música ao vivo. É realmente uma coisa completamente diferente e aqui, neste espaço, parece uma espécie de ritual. Portanto, é, sim, uma viagem que começa e é este movimento que nós fazemos, sempre muito circular, que também nos dá esta sensação de 'loop' e de transe. É uma experiência super boa e é mesmo fixe fazer. O processo foi muito especial." Porquê? “Porque eu nunca tinha trabalhado com músicos assim e esta co-criação entre a Mathilde [Monnier] e a Lucie [Antunes] foi uma coisa que nós tivemos que dosear e perceber como é que poderíamos trabalhar, porque trabalhar dança é uma coisa e trabalhar a música é outro ritmo. Trabalhar os dois ao mesmo tempo, sem ser um concerto, sem ser um espectáculo de dança, é outra coisa. Então, tivemos que tentar perceber como é que nós podíamos encaixar e dialogar entre estes dois universos que muito têm a ver, mas que nem sempre estão directamente ligados no palco.” Aqui os bailarinos também são músicos, também cantam, também tocam. “Tentamos. Isto foi também um trabalho muito com a Lucie, que é incrível, super aberta à improvisação. Ela até prefere, muitas vezes, trabalhar com músicos não tão experientes e, portanto, havia toda uma abertura dos músicos. É inacreditável. Ela tinha uma base já feita e convidava-nos através desta poesia, porque há um livro de poesia feito pela Laura Vazquez, que foi a Lucie que pediu para ela fazer uns poemas sobre o silêncio. Através disto, numa forma super livre, no estúdio dela, ela convidava pessoas e amigos para lerem textos, os que quiséssemos, através das músicas que ela já tinha mais ou menos composto e assim surgiu todo o álbum. Foi assim que ela trabalhou.” Também há um álbum de Lucie Antunes, chamado “Silence”, que acaba de ser lançado. Tal como no espectáculo, a Carolina está no álbum? “Estou. Estou. Estamos todos, entre vozes, há um texto que eu digo também. Foi mesmo um trabalho muito, muito mágico no estúdio com ela, em que tudo vale, nada é um erro.” Aqui na Pedreira de Boulbon, com esta acústica, também é mágico… “Claro e é mesmo um privilégio poder estar aqui. Este espaço é mesmo incrível, até para o som. E o facto de também de ser assim uma espécie de disco de vinil e ter público trifrontal muda completamente a perspectiva que nós temos e é mesmo incrível! O espaço e Avignon e todo o festival, toda esta febre, esta vila que se transforma em coração do teatro.” A Carolina lê dois textos. Que textos são? “São esses tais textos do livro da Laura Vasquez, que foi uma encomenda que fizeram para o projecto, para o disco.” Num deles diz que “não há demasiado silêncio”. “Sim.” Chamar “silêncio” a este espectáculo parece um paradoxo. É um silêncio que é um estrondo, não é? “Sim. Na peça nunca há ou raramente há silêncio. Mas nós também não sabemos o que é. Pode ser a morte depois do transe, o silêncio pode ser muita coisa, mas nós nunca, em momento algum, estamos completamente em silêncio. Ou estamos a respirar, ou o nosso corpo está a funcionar, o coração está a bater. Nunca há silêncio verdadeiramente. Portanto, a ideia de silêncio também não sabemos ao certo o que é, mas claramente aqui é uma abertura a pensar nisso e no ritmo que também que levamos hoje em dia. No segundo texto que eu digo também se fala muito disso, nós não temos tempo para sequer ouvir os pássaros. Estamos sempre conectados.” Durante o processo criativo, foi a música que compôs a coreografia ou foi a coreografia que ajudou a criar a música? “As duas coisas. A Mathilde veio com uma ideia muito concreta de várias qualidades do movimento nestes estados alterados de consciência. O que é que poderá ser? Pode ser uma coisa repetitiva, pode ser uma coisa a ondular, uma coisa de ‘loop', da repetição. E através destas palavras, nós começámos a trabalhar e depois a Lucie criava as músicas, enviava à Mathilde e nós ouvíamos. E foi sempre assim. Um trabalho de partilha através da música e a dança, portanto, os dois estavam sempre juntos. Elas estavam sempre em comunicação e quando íamos para os ensaios tínhamos o material da Mathilde e o material da Lucie.” Como foi trabalhar novamente com a Mathilde Monnier, com quem já trabalhou, nomeadamente, em “Black Lights”, uma peça que também esteve no Festival de Avignon? “É muito especial. Eu comecei a dançar com a Mathilde. Eu sou actriz, fiz um estágio com a Mathilde e a meio do estágio ela pediu-me para dançar e para fazer as improvisações e acabei por trabalhar com ela já lá vão cinco anos. É sempre muito especial porque em todos os projectos há sempre abertura também para haver um lado teatral. No ‘Black Lights' havia muito isso. Aqui também penso que há. E este tipo de trabalho também me interessa muito. Um trabalho que não é só dança, não é só teatro. Eu sempre gostei muito de dançar e quis sempre explorar esta parte do movimento e trabalhar com ela. É fantástico a liberdade total. Tudo é possível. Ela ouve, é um processo de muita escuta. E ela tem sempre assim, umas ideias super diferentes a cada projecto. É uma coisa que não tem nada a ver com o projecto anterior. O anterior era a violência que as mulheres sofrem, seja ela assédio, seja ela coisas mínimas que estão intrínsecas na sociedade. E do nada estamos a fazer esta peça ‘Silence', que no início, quando ela me convidou, eu achei super interessante. Ela disse-me que ia fazer um ponto entre a primeira peça que fez, que é ‘Extasis', há 40 anos, que falava sobre drogas. O mote foi esse, sobre estados alterados de consciência, e queria fazer outra vez uma reflexão sobre esses estados alterados de consciência. No início, a peça chamava-se ‘Mushrooms' e era sempre assim, esta ponte com a primeira peça que ela fez, que acho que foi apresentada aqui em Avignon. Depois é sempre assim, uma criação vai sempre evoluindo e vai sempre mudando e agora chama-se ‘Silence'. Mas achei muito interessante trazer esta esta primeira peça dela 40 anos depois.” A Carolina já esteve em Avignon, conhece bem o director do Festival de Avignon, Tiago Rodrigues, com quem trabalhou em “Catarina e a beleza de matar fascistas”. Sente-se em casa, em Avignon? “Sim, sim. Sinto-me em casa aqui, é verdade. Acho que é um sítio em que todas as pessoas podem sentir-se em casa, apesar do calor! É mesmo o sítio onde toda a gente é convidada, toda a gente é bem-vinda e não há qualquer julgamento. E os espectáculos, a programação é incrível e há conversas, há todo um movimento de colectivo que me faz sentir super em casa aqui.” [O espectáculo "Silence" pode ser visto até dia 8 de Julho no Festival de Avignon.]

Massive NBA
El futuro de Lebron no está claro | Actualización agencia Libre NBA | 8A te golpea el oído | 1432

Massive NBA

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 30:42


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Vida em França
Peça de teatro "Au Ciel" transforma adeus às avós em viagem cósmica e poética

Vida em França

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 9:57


A peça de teatro “Au Ciel” [“No céu”] é uma ilustração de como a poesia e a imaginação podem ser a melhor forma para explicar o que não se consegue explicar, nomeadamente para falar sobre a perda de um ente querido às crianças. Neste espectáculo, que está a ser apresentado no festival Off Avignon, o público embarca numa viagem espacial com uma criança, Ariane, que vai procurar a avó Philomène que – dizem os adultos – foi “para o céu”. Esta é “uma história de amor às avós”, conta a sua autora Cindy Rodrigues, que é também uma das três intérpretes em palco. A protagonista é representada por uma marioneta inspirada no filme “Ma Vie de Courgette” e o espectáculo usa “o espaço como cenário, como lugar de viagem, mas também como metáfora da ausência”. A história passa-se passa no verão de 1969. Em palco, há uma janela horizontal gigante que, ora se abre para as esculturas voadoras que acompanham as aventuras cósmicas de Ariane, ora se transforma numa televisão analógica a preto e branco. Dessa televisão tanto saem imagens da chegada do homem à lua, como noticiários burlescos sobre a viagem de uma menina de sete anos pelo espaço. Há, ainda, um sósia francês do Elvis Presley profundamente deprimido, um arlequim filósofo num dos planetas, uma professora de ciência que é todo um planeta e extraterrestres em forma de peúgas super coloridas que não têm emoções. A “descolagem” começa com “a partida da avó para o céu” porque Ariane não percebe para onde ela foi. A história foi imaginada e escrita por Cindy Rodrigues, uma das três intérpretes em palco, da Compagnie du Radis Couronée, que fala da peça como “uma história de amor às avós”. Foi com ela que falámos no Fabrik Théâtre, onde o espectáculo está a ser apresentado no âmbito do Festival Off Avignon. RFI: Do que é que fala para si este espectáculo? Cindy Rodrigues, Actriz e autora de “Au Ciel”: “É a história de uma menina de sete anos a quem dizem que a avó foi para o céu. Esta expressão é muitas vezes usada pelos adultos para falar com as crianças sobre a morte porque é um tema sensível, porque por vezes não encontram as palavras e têm medo de causar tristeza. Então, a Ariane, que não percebe bem o que quer dizer ‘ir para o céu', vai iniciar uma grande viagem pelo espaço à procura da avó e de respostas para estas perguntas. Este espectáculo interroga a forma como as crianças compreendem o conceito de morte, mas fala também da dificuldade de os adultos em acompanharem as crianças quando elas próprias se confrontam com a experiência do luto.” A Cindy é a autora do texto. Como surgiu a ideia de o escrever? “Este texto nasceu de uma conversa com o encenador. Ele tinha o desejo de criar um espectáculo situado no espaço. Durante o processo de escrita, o conceito do luto surgiu com relativa naturalidade, pois o céu está frequentemente associado à ideia da separação. Queríamos explorar o espaço como cenário, como lugar de viagem, mas também como metáfora da ausência.” Porque é que decidiu situar a acção em 1969, no contexto da chegada do homem à Lua? “Porque gosto da ideia de que as pequenas histórias se encontram com a grande história, criando um elo entre a ficção e os factos históricos. A alunagem da Apollo 11 foi um evento muito marcante que as novas gerações conheceram na escola, mas para certos adultos que assistiram ao espectáculo é também um salto no passado.” Qual é a ligação que a Cindy Rodrigues tem com a personagem Ariane? “Penso que a ligação que tenho à personagem da Ariane é o amor que tenho pelas minhas duas avós, queria homenagear as relações particulares que cada criança pode ter com os seus avós, essas figuras ao mesmo tempo próximas e um pouco à distância, que são fontes de ternura, de memórias. Quando nos tornamos adultos, procuramos manter vivo esse vínculo espacial.” Até que ponto é que o teatro, a arte, a poesia, as marionetas ajudam a explicar melhor a perda de um ente querido aos mais pequenos? “O teatro, a poesia, as marionetas podem contribuir para explicar melhor a perda de um ente querido às crianças pequenas. Elas não dão uma resposta à morte, oferecem um espaço seguro para a expressar, para a viver simbolicamente. O espectáculo de teatro cria uma situação colectiva em que a criança pode assistir a uma história que se assemelha à sua experiência sem ser directamente confrontada com a sua realidade.” Este é um teatro de marionetas. Há muitos objectos em palco, é muito visual, e também há muita música. Como é que foi o processo de criação da marioneta Ariane e o que é que os bonecos permitem expressar que actores em carne e osso não expressam da mesma forma? “Trabalhamos em colaboração com Nadine Delannoy, que foi responsável pela construção da marioneta. Entre as nossas referências encontrava-se a personagem do filme de animação “Ma Vie de Courgette”, com os seus grandes olhos e uma cabeça maior do que o corpo. Trata-se de uma marioneta de tipo bunraku, uma forma tradicional japonesa de teatro de marionetas, manipulada por duas ou três pessoas. A utilização de uma marioneta para representar a nossa protagonista, que é uma criança, permite transpor a realidade para um plano mais poético, criando uma maior empatia em relação à personagem e uma identificação mais universal por parte do público.” O luto, a imaginação, a infância são os temas da peça. O espectáculo quer falar simultaneamente a várias gerações? “Sim, sim, totalmente. Gosto da ideia de que um espetáculo possa ser intergeracional. Claro que os níveis de compreensão não são os mesmos para as crianças e para os adultos, mas acredito que as crianças são muitas vezes muito mais maduras do que se pensa. E quanto aos adultos, nunca estão realmente longe da sua própria infância.” O que é que representa estar no Festival de Avignon? Não é complicado financeiramente? “Sim, sim, naturalmente. Participar no festival representa um grande risco financeiro para as companhias. Cada ano há mais espectáculos e nunca se pode ter a certeza de recuperar os custos, mas quando funciona, isso abre uma oportunidade de oferecer uma bela temporada ao espectáculo e assim acreditamos e queremos que funcione.”

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El Manto De Seguridad Del Creyente, Parte 2

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Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 26:06


¿Si algo es nuevo es verdadero? No necesariamente. ¿Puede Dios iluminarle para que entienda sus verdades? Claro que sí. ¿Le dará Dios verdades diferentes a las que ya reveló en la Biblia? ¡Rotundamente no! Ahora, esto no quiere decir que Dios no le capacite para DESCUBRIR nuevas cosas en la VERDAD que ya nos han sido entregadas. Jud. 1-4 To support this ministry financially, visit: https://www.oneplace.com/donate/276/29?v=20251111

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¿Si algo es nuevo es verdadero? No necesariamente. ¿Puede Dios iluminarle para que entienda sus verdades? Claro que sí. ¿Le dará Dios verdades diferentes a las que ya reveló en la Biblia? ¡Rotundamente no! Ahora, esto no quiere decir que Dios no le capacite para DESCUBRIR nuevas cosas en la VERDAD que ya nos han sido entregadas. Jud. 1-4 To support this ministry financially, visit: https://www.oneplace.com/donate/276/29?v=20251111

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¿Si algo es nuevo es verdadero? No necesariamente. ¿Puede Dios iluminarle para que entienda sus verdades? Claro que sí. ¿Le dará Dios verdades diferentes a las que ya reveló en la Biblia? ¡Rotundamente no! Ahora, esto no quiere decir que Dios no le capacite para DESCUBRIR nuevas cosas en la VERDAD que ya nos han sido entregadas. Jud. 1-4 To support this ministry financially, visit: https://www.oneplace.com/donate/276/29?v=20251111Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/el-verdadero-amor--4263381/support.ESCUCHAR RADIO 

Milenio Opinión
Joaquín López. Y sí, sí que sí. ¡Claro que sí!

Milenio Opinión

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 3:52


Siempre he sostenido, y hoy lo reitero, que sólo los deportistas pueden dar alegrías nacionales a los países, no a uno o a otro, a todos.

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El Manto De Seguridad Del Creyente, Parte 1

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Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 26:06


¿Si algo es nuevo es verdadero? No necesariamente. ¿Puede Dios iluminarle para que entienda sus verdades? Claro que sí. ¿Le dará Dios verdades diferentes a las que ya reveló en la Biblia? ¡Rotundamente no! Ahora, esto no quiere decir que Dios no le capacite para DESCUBRIR nuevas cosas en la VERDAD que ya nos han sido entregadas. Jud. 1-4 To support this ministry financially, visit: https://www.oneplace.com/donate/276/29?v=20251111

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¿Si algo es nuevo es verdadero? No necesariamente. ¿Puede Dios iluminarle para que entienda sus verdades? Claro que sí. ¿Le dará Dios verdades diferentes a las que ya reveló en la Biblia? ¡Rotundamente no! Ahora, esto no quiere decir que Dios no le capacite para DESCUBRIR nuevas cosas en la VERDAD que ya nos han sido entregadas. Jud. 1-4 To support this ministry financially, visit: https://www.oneplace.com/donate/276/29?v=20251111

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¿Si algo es nuevo es verdadero? No necesariamente. ¿Puede Dios iluminarle para que entienda sus verdades? Claro que sí. ¿Le dará Dios verdades diferentes a las que ya reveló en la Biblia? ¡Rotundamente no! Ahora, esto no quiere decir que Dios no le capacite para DESCUBRIR nuevas cosas en la VERDAD que ya nos han sido entregadas. Jud. 1-4 To support this ministry financially, visit: https://www.oneplace.com/donate/276/29?v=20251111Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/el-verdadero-amor--4263381/support.ESCUCHAR RADIO 

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano

Cubrían la barca 1) Desató: Creo que ahora que me escuchas debemos dar gracias a Dios que estamos unidos, pero llegará ese momento cuando capaz ya no me escuches más o que tu vida de un giro o tal vez la mía. Es parte de la vida saber que hay temporadas y temporadas. Hoy es importante que mires en tu corazón cosas que debes soltar y cosas que debes dejar, elementos que debes ver para tu vivir y ver qué es parte de tu deber para vivir. Jesús tenía un círculo de amigos, al menos 72, a quienes llamó discípulos y a quienes además mandó a predicar y curar. Pero después tenía otro circulo, de 12, a quienes llamó apóstoles, seleccionados por Él mismo, y después un “círculo íntimo” llamado Pedro, Santiago y Juan. Incluso después tenía un segundo círculo. Y si Jesús tenía estos círculos de amistades distintos, ¿que nos sugiere a nosotros?. Capaz que te tenga que ayudar a vos el tema del vínculo y dejar de estar renegando por los celos que te presenten.2) Despertaron: Conocí el caso de un muchacho fue a trabajar a una familia, cortaba el césped y le daban un dinero por esa tarea. Siempre se lo veía sucio y un poco descuidado. Hasta que la familia le preguntó dónde vivía y dijo que no tenía dónde ir. Cuando se enteraron de que era un muchacho de la calle y que sobrevivía con el dinero que hacía con el trabajo de cortar el césped, le dieron un espacio en la casa. Lo curioso era que siempre tenía el bolso o la maleta armado por si tenía que irse. Aunque se sentía parte de la familia, nunca desempacaba. Claro, lo habían rechazado tantas veces en la vida, que había aprendido a ser cauteloso, porque tenía miedo de que en cualquier momento lo corrieran. Él estaba en la casa, pero no en el “hogar”. Estaba bajo el techo, pero no bajo la promesa. Estaba con la familia, pero no se sentía un miembro de la misma. Por eso me dirijo a vos, querido amigo, querida amiga, que hace años no podés desempacar, para los que están en una iglesia, pero no se sienten parte. Para los que sirven, pero nunca se sintieron parte, porque está eso de:“¿y si Dios cambia de idea”? Pero no, te lo aseguro que no, porque yo también me sentí fuera o corrido, pero volvimos, porque lo que te quiero recordar es que Jesús te sigue mostrando que está. Por eso me pronuncio “un legalista en recuperación” porque comprobé que no es que Dios te ama si haces esto o aquello, si te vestís de esta manera o de la otra; si rezas el rosario de esta manera o de la otra.. Dios te ama y acompaña a pesar de no haber hecho esto o aquello.3) Decían: Una cosa me ayudó a cambiar el pensamiento, porque antes vivía renegando, enojoso de cosas que me pasaban. Mi guía espiritual me ayudó con lo que llamó “las tres gracias”. No importa lo que pase, por ejemplo, que se te pinche la llanta camino a los cerros. Lo que tienes que hacer antes de lamentarte, renegar o enojarte, es pensar en tres gracias que tengan que ver con lo que te ha sucedido. Por ejemplo, gracias a Dios que tengo batería para llamar para que me ayuden, gracias a Dios que tengo una llanta de repuesto y gracias a Dios que está cerca la casa de doña Graciela, donde pueden darme una ayudita si se pone difícil el cambiar la rueda. Eso ayuda a que la mente y el corazón no lo puedan ver igual, y no estés siempre enojado. O, por ejemplo, te dejó tu pareja: gracias a Dios voy a tener más tiempo, gracias a Dios que tengo salud y gracias a Dios que puedo vivir sin depender. Puede ser cualquier cosa, incluso una pérdida familiar: gracias a Dios que lo tengo en el recuerdo, siempre con su sonrisa y sus chistes; gracias a Dios que lo he vivido en profundidad, y hemos podido compartir los últimos años con mucha alegría y gracias a Dios por haber sacado una enseñanza de la vida de él y cosas que he aprendido de él. ¿Ves? Cambia la mirada… y por lo menos yo he dejado de ser tan quejoso. Algo bueno está por venir.Texto reducido por razones de espacio. Visita página web para leer texto completo.

Puedes Hacerlo
332. Error 21 de 21 "Nunca termino lo que empiezo"

Puedes Hacerlo

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 9:12


Este es el error 21 de 21 de esta serie especial en donde hemos estado detectando pensamientos que nos hacen acumular peso. Y el pensamiento con el que quiero cerrar esta serie es este: "Nunca termino lo que empiezo." Quiero preguntarte algo. ¿Te has descubierto diciéndote esto? Porque quiero compartirte que es uno de los pensamientos que más escucho dentro de Mi Mejor Versión. Y curiosamente no aparece cuando todo va mal. Aparece cuando una mujer iba muy bien. Cuando llevaba varios días cuidándose. Cuando estaba avanzando. Y de pronto... aparece la imperfección. Un día diferente. Una comida diferente. Una decisión que no salió como esperaba. Y entonces llega esa voz que dice: "¿Ya ves? Nunca terminas lo que empiezas." Y lo más impresionante es que nos la creemos. Nos la creemos al cien por ciento. Aunque tengamos evidencia de todo lo contrario. Mujeres que terminaron una carrera. Que han sacado adelante una familia. Que han construido un negocio. Que han atravesado momentos dificilísimos. Y aun así se siguen diciendo: "Yo nunca termino lo que empiezo." Yo también me repetía esa historia. Y durante mucho tiempo la di por verdadera. Hasta que entendí algo. Una historia que has repetido muchas veces no necesariamente es verdad. Solo significa que la has repetido muchas veces. Y aquí quiero compartirte lo que para mí ha sido uno de los descubrimientos más importantes acompañando a cientos de mujeres. Muchas creemos que lo más difícil de este camino es decirle que no al pastel. O no comernos las papitas. O seguir un plan de alimentación. Yo ya no lo creo. Lo más difícil es otra cosa. Lo más difícil es que llega un día en el que no hacemos las cosas perfecto... y aun así seguir creyendo en nosotras. Bajarle el volumen a esa voz que dice: "Ya ves... eres un caso perdido." "Nunca terminas lo que empiezas." Eso sí es incómodo. Pero también es ahí donde empieza el verdadero crecimiento. Y eso es justamente lo que comprobamos una y otra vez dentro de Mi Mejor Versión. No aprendemos a hacerlo perfecto. Aprendemos a dejar de abandonar el camino cada vez que aparece la imperfección. Porque vivir teniendo al peso como el proyecto de nuestra vida... es profundamente desgastante. Sí, queremos lograr un peso que nos haga sentir bien. Claro que sí. Pero no a costa de seguir viviendo peleadas con nosotras mismas. Mi deseo es ayudarte a que el peso deje de ser el centro de tu vida. Que aprendas a entender tu cuerpo. A confiar en él. A cuidarlo. Concretamente, hoy te invito a cambiar el: "A mí siempre me pasa lo mismo." Por un: "Abrazo mi imperfección y sigo adelante." Porque tu historia no termina donde has estado. Tu historia continúa donde decides seguir avanzando.   Y si durante estos 21 episodios te viste reflejada… si más de una vez sentiste que estaba describiendo tu historia… quiero invitarte a dar el siguiente paso. Las puertas de Mi Mejor Versión ya están abiertas. Visita monicasosa.com/mimejorversion. No vas a empezar una dieta más. Vas a empezar a crear una relación diferente contigo, con tu cuerpo y con la comida. Vas a empezar a crear tu mejor versión. Y además, este es un muy buen momento para hacerlo, porque puedes aprovechar el precio de lanzamiento que estamos ofreciendo. No esperes a que pase el verano, a que llegue el lunes o a que empiece el siguiente mes. Tu mejor versión no necesita una fecha perfecta para comenzar. Me encantará acompañarte. Te espero en monicasosa.com/mimejorversion. Te espero

Podcast Cinem(ação)
#651: Cinefilia em Tempos de Feed

Podcast Cinem(ação)

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 77:19


A cinefilia morreu? Claro que não. Mas talvez tenha trocado de roupa, de ritual e até de personalidade no caminho. Antes, descobrir filmes era uma caça ao tesouro. Hoje, entre listas, estrelas, rankings e cortes de rede social, assistir virou também um jeito de se apresentar ao mundo. E nem sempre isso é uma boa notícia.Neste episódio, Rafael Arinelli, Cecília Barroso e Mariane Morisawa mergulham no lado mais curioso e incômodo dessa nova relação com o cinema. O Letterboxd aparece como vitrine, cartão de visita e, para alguns, pequena máquina de ansiedade disfarçada de rede social. Quantas estrelas merecem um filme? Por que tanta gente parece mais preocupada em parecer sofisticada do que em sentir alguma coisa de verdade? E o que acontece quando a crítica vira competição, o algoritmo vira curador e a atenção humana começa a ser tratada como artigo de luxo?A conversa também passa pela crise da crítica formal, pela força da curadoria humana, pelo papel do mainstream como porta de entrada para filmes mais ousados e pelo avanço da inteligência artificial, que até imita profundidade, mas tropeça feio quando precisa pensar com experiência real.Entre o excesso e a pressa, a grande pergunta continua no ar: ainda conseguimos assistir com sinceridade?• 03m56: Pauta Principal• 1h01m22: Plano Detalhe• 1h11m20: EncerramentoOuça nosso Podcast também no:• Spotify: https://cinemacao.short.gy/spotify• Apple Podcast: https://cinemacao.short.gy/apple• Android: https://cinemacao.short.gy/android• Deezer: https://cinemacao.short.gy/deezer• Amazon Music: https://cinemacao.short.gy/amazonAgradecimentos aos padrinhos:• André Marinho Moreira• Bruna Mercer• Charles Calisto Souza• Daniel Barbosa da Silva Feijó• Diego Alves Lima• Eloi Xavier• Guilherme S. Arinelli• Thiago Custodio Coquelet• Wilmar Arinelli Jr• William SaitoFale Conosco:• Email: contato@cinemacao.com• X: https://cinemacao.short.gy/x-cinemacao• BlueSky: https://cinemacao.short.gy/bsky-cinemacao• Facebook: https://cinemacao.short.gy/face-cinemacao• Instagram: https://cinemacao.short.gy/insta-cinemacao• Tiktok: https://cinemacao.short.gy/tiktok-cinemacao• Youtube: https://cinemacao.short.gy/yt-cinemacaoApoie o Cinem(ação)!Apoie o Cinem(ação) e faça parte de um seleto clube de ouvintes privilegiados, desfrutando de inúmeros benefícios! Com uma assinatura a partir de R$30,00, você terá acesso a conteúdo exclusivo e muito mais! Não perca mais tempo, torne-se um apoiador especial do nosso canal! Junte-se a nós para uma experiência cinematográfica única!Plano Detalhe:• (Cecília): Livro: A Arte da Crítica: Um crítico de cinema reflete sobre seu ofício• (Mariane): Documentário: O silêncio de Eva• (Mariane): Série: Sugar• (Rafa): Série: House of the DragonEdição: ISSOaí

Balaio Podcast
#288 - Arraial 2026 - A colher de track numa sala sem reboco

Balaio Podcast

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 63:39


Ainda dá tempo de tocar música de duplo sentido, esculhambar Caruaru e discutir forró do bom e do duvidoso falando mal de Deus e o mundo enquanto dá umas risadas?? Claro que dá. Sinal VERMELHO de aleatoriedade.===================Bancada #288:Ted Medeiros / Ian Costa / Nathan CirinoMontagem: Nathan CirinoEdição e Finalização: Ian CostaConteúdo Creative Commons. Atribuição Não Comercial - Sem Derivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0)===================Nossos contatos@balaiopodcastTik Tok / Kwai: balaiopodcastTelegram (canal): t.me/balaiopodcastcanalE-mail: balaiopodcast@gmail.com===================Músicas do #288:Onde Canta o Sabiá - Sirano & SirinoFoi Você - Os 3 do NordesteO rabo do jumento - Elino JuliãoSem Você - Ferro na BonecaPra Tirar Côco - Messias HolandaForró do sertão – AssisãoQuem Deve Paga – ZeniltonOsso duro de roer - Os 3 do NordesteAlô Campina Grande - Jackson do PandeiroAmanhecer no Sertão - Mexe VilleDevagar - Jorge de AltinhoMeu Bem Querer - Mikael SantosSanfoneiro Nordestino – AmazanBoi Na Cajarana – AmazanEsperando você – Baby SomIs this forró love - Forró MarleySó o mie - Sirano & SirinoRecado pra Comadre Zetinha – ClemildaBaião de Dois - Mel com Terra

Easy Spanish: Learn Spanish with everyday conversations | Conversaciones del día a día para aprender español

¿Crees que estudiar te hace más inteligente? Hoy Pau y Cami debaten y se confiesan. Entre anécdotas de libros, vida académica y expectativas sobre el conocimiento, las chicas nos comparten sus formas de relacionarse con la información. No te pierdas este episodio si quieres aprender y, por qué no, desaprender. ¡Vamos! Easy Spanish Community Al unirte a la comunidad de Easy Spanish puedes llevar tu experiencia de aprendizaje al siguiente nivel. Los miembros de nuestra Podcast Membership reciben: Vocab Helper: El vocabulario más importante de cada minuto del podcast directamente en la pantalla de tu celular Interactive transcript: Una transcripción interactiva donde podrás leer y escuchar el podcast al mismo tiempo, con una función de traducción en tiempo real Exclusive aftershow: Después de cada episodio, Pau y José discuten un poquito más sobre el tema desde un punto de vista un poco más personal. Discord community: Acceso a la comunidad en Discord de Easy Spanish, donde puedes hablar con los miembros de nuestro equipo y otras personas que, como tú, se encuentran en la aventura de aprender nuestro idioma Extra content for our YouTube episodes: Hojas de ejercicios, listas de vocabulario y transcripciones de todos nuestros episodios de YouTube. Si todavía no eres miembro de la comunidad de Easy Spanish, puedes unirte en easy-spanish.org/community Envíanos un mensaje de audio ¡Ya puedes enviarnos mensajes de audio para que los escuchemos en el podcast! Para hacerlo tienes que ir a easyspanish.fm y dar clic en el botón amarillo que aparecerá a la derecha de la página. Transcripción Intro Paulina: [0:10] ¡Hola, Cami! Cami: [0:11] ¡Pau! La odisea que es estar aquí contigo hoy. Nuestros miembros no saben, pero qué alegría estar contigo. Paulina: [0:22] Podemos platicar un poco de esto en el After Show porque esta vez nos tomó como casi una hora lograr grabar y podemos platicarles en un rato. Cami: [0:34] Pau, sí, y, además de la eternidad que fue poder solucionar los problemas técnicos, por primera vez en la historia del podcast, Cami no tiene una investigación de 60 páginas y una charla TED. Paulina: [0:53] Ay, sí. Bueno, ustedes claro que no se dan cuenta, pero, a veces, Cami llega con unas investigaciones profundas sobre el tema. Y, pues, yo tengo otro estilo de llegar al podcast, diría yo. Claro, un poco de investigación, pero digamos que yo soy más del estilo de improvisación. Support Easy Spanish and get interactive transcripts, live vocabulary and bonus content for all our episodes: easy-spanish.org/membership

El Ritmo de la Mañana
Alberto Vargas deja claro su apoyo a Gonzalo Castillo

El Ritmo de la Mañana

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 14:33 Transcription Available


deja vargas claro apoyo gonzalo castillo
Herrera en COPE
Alejandro Requeijo, tras la condena a Ábalos: "La colaboración de Víctor de Aldama envía un mensaje claro a otros investigados sobre los beneficios de cooperar con la Justicia"

Herrera en COPE

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 3:44


La pregunta sobre si José Luis Ábalos y Koldo García delinquieron ya tiene respuesta del Tribunal Supremo. El Tribunal Supremo ha condenado al exministro de Transportes José Luis Ábalos a 24 años de prisión, a su exasesor Koldo García a 19 y al empresario Víctor de Aldama a cuatro y medio por irregularidades en la compra de mascarillas en la pandemia.Así lo ha decidido por unanimidad el tribunal de la Sala de lo Penal en una sentencia, a la que ha tenido acceso la jefa de Tribunales de la Cadena COPE, Patricia Rosety, tras la celebración del juicio contra los tres acusados durante los meses de abril y mayo, que se extendió durante 14 jornadas. La Fiscalía Anticorrupción pedía penas de 24 años de prisión para el exministro, 19 y medio para su exasesor y 7 para Aldama. Por su parte, las acusaciones populares que encabezó el PP reclamaban 30 años para el exministro y su exasesor, que se encuentran en prisión provisional desde el pasado noviembre, mientras que para el ...

Hoy por Hoy
La Entrevista | Félix Bolaños: "Se intenta acabar con el Gobierno a base de querellas falsas; claro que hay una persecución política"

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 20:31


El ministro de la Presidencia, Justicia y Relaciones con las Cortes, Félix Bolaños, ha pasado este lunes por los micrófonos de Hoy por Hoy. Preguntado expresamente por José Luis Sastre, Bolaños ha evitado acusar al juez Peinado de prevaricación, pero sí ha tildado de "anómala" la causa contra Begoña Gómez: "Estamos ante una causa absolutamente anómala. Es indiscutible. El señor Peinado ha dictado resoluciones incomprensibles a ojos de la ciudadanía y alejadas del derecho".

Hoy por Hoy
La dupla | Galder Reguera: "Esta Lamine, claro ... Pero también Oyarzábal, de una capacidad competitiva feroz"

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 17:05


Sobre el último partido de la selección española, saldado con una goleada frente a Arabia Saudí; el hat-trick de un jugador de trazo infinito: Leo Messi; el Inglaterra-Croacia, para muchos de momento el mejor partido de lo que llevamos de mundial y el ascenso del Málaga a primera división, ocho años después, tras su victoria a domicilio en Almería, ha girado La Dupla de este lunes. 

Charlas Pastor Luis Salas, Iglesia ETP
Corazón Duro (Pastor Alejandro Roncancio)

Charlas Pastor Luis Salas, Iglesia ETP

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 51:12


Ezequiel 36:26 “Os daré corazón nuevo, y pondré espíritu nuevo dentro de vosotros; y quitaré de vuestra carne el corazón de piedra, y os daré un corazón de carne.”Introducción: El peligro más silenciosoUna de las cosas que más nos debe asustar, y a la que más debemos temerle, es que nuestro corazón se endurezca. El corazón es un misterio; la Biblia dice que es engañoso, pero también nos enseña que de él mana la vida y que es el tesoro que determina lo que somos. Por eso la Escritura nos advierte de forma categórica: Proverbios 4:23 (RVR1960) "Sobre toda cosa guardada, guarda tu corazón; Porque de él mana la vida."Pero, ¿qué pasa cuando el corazón se endurece? Hoy nos enfrentamos a una generación indolente e insensible, que ha sido entrenada para endurecerse. Tú puedes ser muy cristiano, hablar en lenguas y tener años en la iglesia, pero si tu corazón está duro, le vas a hacer daño a todos los que están a tu alrededor. Dios quiere cambiar tu corazón de piedra por uno de carne, y para eso vamos a desenmascarar este enemigo a través de sus síntomas.1. El síntoma de la discusión y el "Todavía" de DiosEl primer síntoma claro de un corazón duro es la discusión constante y la tendencia a tomarse todo de forma personal. En los evangelios vemos un ejemplo tremendo con los propios discípulos:Marcos 8:14-17 (RVR1960) "14 Habían olvidado de traer pan, y no tenían sino un pan consigo en la barca. 15 Y él les mandó, diciendo: Mirad, guardaos de la levadura de los fariseos, y de la levadura de Herodes. 16 Y discutían entre sí, diciendo: Es porque no trajimos pan. 17 Y entendiéndolo Jesús, les dijo: ¿Qué discutís, porque no tenéis pan? ¿No entendéis ni comprendéis? ¿Aún tenéis endurecido vuestro corazón?"El Maestro estaba ahí advirtiéndoles sobre cosas espirituales, y ellos discutiendo por un pan. El corazón duro tiende a hacerlo todo personal: "Esa indirecta fue para mí", "Esa mirada fue por mí". Puedes caminar al lado de Jesús, estar en su misma barca, y aun así tener el corazón endurecido.Por eso Jesús les dice: "¿Aún?". Esto significa: "¿Todavía?". Cuando nos acercamos a Dios, es normal traer dureza, pero llegará un momento en el que Él te va a decir: "¿Todavía con ese enojo? ¿Todavía con esa maña? ¿Todavía discutes por cualquier tontería?". Alármate cuando de todo sales ofendido, porque es el síntoma claro de la dureza.Esa misma insensibilidad es la que vemos en el Antiguo Testamento. Cuando Israel le pide a Edom (sus parientes lejanos) que los deje pasar por su territorio sin tomar nada prestado, Edom simplemente se cierra a las razones.Números 20:18 (RVR1960) "Edom le respondió: No pasarás por mi país; de otra manera, saldré contra ti armado."Cuando la gente tiene el corazón duro, no importa cómo le hables o cuántas razones tengas. El insensible no presta atención a los argumentos; su especialidad es pelear. Te transformas en alguien al que no se le puede decir nada.2. El corazón de diamante, la terquedad y la soberaníaEl segundo problema de un corazón duro es la terquedad de cerrarse a escuchar: Zacarías 7:11-12 (RVR1960) "11 Pero no quisieron escuchar, antes volvieron la espalda, y taparon sus oídos para no oír; 12 y pusieron su corazón como diamante, para no oír la ley ni las palabras que Jehová de los ejércitos enviaba..."El diamante es excesivamente difícil de cortar; no lo trabaja cualquier joyero. Si se corta mal, explota. Así es el corazón duro: cierra sus oídos a la lógica. La dureza se nota cuando alguien no quiere escuchar consejos y dice: "No necesito que nadie me diga nada…". ¡Cuidado! Que tu dureza nunca te impida recibir un buen consejo.Esta terquedad nos lleva a un punto muy peligroso: querer ocupar el lugar de Dios. Jeremías 18:12 (RVR1960) "Y dijeron: Es en vano; porque en pos de nuestros ídolos iremos, y haremos cada uno el pensamiento de nuestro malvado corazón."La dureza te hace terco. Le pides consejo a alguien, te dicen "no lo hagas", y vas y lo haces de todos modos. La dureza te lleva a vivir como te da la gana. Y cuando vives exclusivamente siguiendo tu propia opinión y tus propios planes, estás intentando destronar a Dios para ser tú la máxima autoridad de tu vida.3. La destrucción del diseño: Divorcios físicos y espiritualesEsta insensibilidad y terquedad destruyen lo más sagrado. Hoy vemos un problema crónico donde la gente cree que el matrimonio es desechable: Mateo 19:7-8 (RVR1960) "7 Le dijeron: ¿Por qué, pues, mandó Moisés dar carta de divorcio, y repudiarla? 8 Él les dijo: Por la dureza de vuestro corazón Moisés os permitió repudiar a vuestras mujeres; más al principio no fue así."Jesús es tajante: el divorcio (fuera de las cláusulas graves que da la Biblia) no es el diseño original, es el resultado de un corazón endurecido. Es el fruto de decir "ya no nos entendemos" en lugar de tener la humildad para ceder. El ego se siente bien cuando logra manipular o poner al otro contra las cuerdas, pero a la larga, destruye la familia.Y ojo, porque la dureza también causa divorcios espirituales. Hay quienes dicen: "Ya no voy a congregarme, en mi casa estoy más cómodo". Claro, en casa escoges lo que quieres oír, pero en comunidad tienes que tolerar. "Me voy porque hay mucha hipocresía", dicen otros. Quien busca excusar su ausencia señalando los errores de los demás, refleja un corazón de diamante. El evangelio no nos enseña a aislarnos a la primera ofensa, nos enseña a amar a pesar de las imperfecciones.4. El antídoto: Ser "fáciles de amar" y el Espíritu SantoLa fe tiene dos dimensiones: nuestra relación con Dios y nuestra relación con los demás. ¿Eres tú una persona amable? Ser amable no es solo saludar; ser amable significa ser "fácil de amar".Pregúntate: en tu hogar, ¿eres fácil de amar? ¿Tus hijos te honran solo porque es un mandamiento, o te has ganado su corazón con tu trato? Qué hermoso es cuando la gente te aprecia gratis, cuando relacionarse contigo no es pisar un campo minado.Si reconoces que has sido duro, no todo está perdido. Dios prometió la solución de raíz: Ezequiel 36:26-27 (RVR1960) "26 Os daré corazón nuevo, y pondré espíritu nuevo dentro de vosotros; y quitaré de vuestra carne el corazón de piedra, y os daré un corazón de carne. 27 Y pondré dentro de vosotros mi Espíritu..."Quizás digas: "Pastor, yo soy duro porque me crié sin amor, me han engañado y humillado, y me volví inflexible para que no me lastimen". A ti te digo hoy: son los corazones lastimados los que más lastiman a otros.No permitas que tu corazón se quede como una piedra. Deja que el Espíritu Santo te dé un corazón de carne. Rinde tu orgullo y llévate esta verdad: Para todo corazón herido y endurecido, el amor de Jesús sigue siendo la respuesta.

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano

1) Digan: Las personas que no han construido solidez, culpan. Pero las personas que han construido esa solidez, revisan dentro. Entonces o culpas fuera o revisas dentro. Había un filósofo que estudié y hasta, incluso, estuvo por Tucumán, que se llamaba Ortega y Gasset, y decía: “Yo soy yo y mis circunstancias”. Aprendí que las personas que dicen: “Yo soy yo”, y no les importa sus circunstancias o no quieren verlas, terminan siendo muy prepotentes, porque las circunstancias claro que nos influyen. Hay personas que están sometidas a circunstancias muy duras y claro que les importan. Pero también hay personas que creen que las circunstancias son lo único que cuenta. con lo cual ya no cuenta la persona y cuando la circunstancia está por encima de la persona, se termina poniendo a la persona en posición de víctima y esto le permite acusar afuera y no revisar dentro. Claro que nos cuesta revisar dentro, porque no queremos encontrarnos con todas esas emociones dolorosas que hay en nuestro interior. Entonces, para distraernos culpamos a gente de afuera nuestro y eso nos lleva a no mirar las sombras que hay en nosotros. Esto es muy típico en personas que pasan todo el día quejándose o siendo negativas, olvidándose de agradecer y ser agradecidos por todo lo que tenemos. Es más fácil buscar los ES QUE, que encontrar los HAY QUE.2) Arrojar: La vergüenza, la desesperanza y la impotencia también tienen impacto en la salud. Por eso es importante que cuides prácticas sencillas en tu vida: romper con el sedentarismo, ponerse a caminar y tener ya cuidado con lo que comes, dormir por lo menos siete horas al día. Por otra parte, busca ese espacio de oración y de meditación. Vi gente que salió adelante gracias a ese momento de oración y meditación, escuchar estos audios, hasta ayuda al sistema inmune y puede hacerte ver la vida distinta. Por eso, aprovecha ese tiempo para meditar y quedarte con esos momentos de Jesús en tu vida.3) Tierra: Séneca decía que la mejor venganza no es devolver el golpe, porque si un perro te mordiera no lo perseguirías para morderlo de vuelta, simplemente entenderías que eso es lo que hacen los perros. Entonces ¿por qué cuando alguien te hiere o te traiciona o te falta el respeto sientes la necesidad de actuar igual que esa persona? Porque cuando respondes con odio o rencor o venganza, terminas convirtiéndote en aquello que te hizo daño. Son las acciones de los demás las que les pertenecen a ellos, pero tu carácter te pertenece a vos. Por eso, si alguien actúa mal, deja que eso hable de quién es esa persona y que tu respuesta hable de quién eres tú. No te conviertas en aquello que te lastimó, más bien conviértete en saberte valioso por ser hijo de Dios. Algo bueno está por venir.

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano

1) Consumen: Una vez escuché una frase que me dejó pensando “Si tienes algo que puede ayudar realmente a las personas y no hablas de ello, no le estás haciendo ningún favor”. Desde entonces comprendí que tengo que seguir anunciando la fuerza de la Buena Noticia con la vida misma. Por eso te animo a que seas ese evangelizador con propia tu vida. Sos el único evangelio que muchos pueden leer. Sos una persona que puede mostrar las heridas y demostrar que todo golpe se puede superar. Siempre me quedo pensando que Jesús, en su poder, no se quitó las llagas al resucitar, para mostrarnos que siempre se puede salir de la cruz. 2) Acumulen: Ser libre no implica tener cosas o personas, solo se logra cuando uno conoce sus límites y acepta lo que es y quien es, asumiendo que la fuerza de Dios siempre te acompaña. Pero mientras estés dominado por el ego nunca podrás ser auténticamente feliz. Claro que tendrás momentos de placer, dopamina por minutos. Pero la felicidad está añadida a la serotonina, no a la dopamina. La libertad depende del carácter, y el carácter que se inculca nos permite ser libres.3) Luz: El único veneno que puede intoxicarte, si no te lo tragas, es el orgullo y es curioso, porque hay personas que llevan 20 años sin hablar con un hermano por orgullo. Personas que perdieron todo, incluso al amor de su vida por orgullo, personas que sostienen una vida que detestan por orgullo. Algunas son personas que se sienten incapaces de decir unas simples palabras que le podrían cambiar la vida, por ejemplo: “Me equivoqué” o “Lo siento”. Pero hay veces que por orgullo seguimos manteniendo tinieblas en vez de ir a la luz. Hay gente que piensa que el orgullo ayuda a sentirse superior a los demás. Pero el orgullo es lo que te impide reconocer que te sientes inferior. Porque alguien que verdaderamente está seguro de sí mismo no tiene problema en admitir que se equivocó. Incluso no tiene problema en pedir perdón, no tiene problema en pedir ayuda. Solo quien teme ver derrumbarse la imagen que tiene de sí mismo necesita defenderla constantemente. Por eso, no vivas en la oscuridad cuando frente a vos está la vela para que sea encendida. Algo bueno está por venir.

Sem Moderação
“O MAI foi muito claro: os movimentos de extrema-direita são muito mais perigosos porque têm armas, matam, ameaçam e coagem”

Sem Moderação

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 20:24


Foi descoberto que uma rede de extrema-direita, com ligações a elementos das forças de segurança, planeava vários ataques a políticos, incluindo ao primeiro-ministro Luís Montenegro. Pedro Delgado Alves sublinha que “estes movimentos são bastante perigosos” e apela a que não se confunda crispação parlamentar com violência organizada. José Eduardo Martins avisa que “isto parece quase um movimento dos camisas castanhas” e que não é possível ignorar as ligações do Chega a estes círculos. No pacote laboral, o partido de André Ventura abre caminho à aprovação da reforma do Governo, mas os comentadores concordam que o líder do Chega “tem uma viola muito pequenina num saco muito grande”. Ouça a análise dos comentadores no Antes Pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 18 de junho. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.

Puedes Hacerlo
326. Error 15 de 21 "Entre mi edad y mis hormonas... hasta el aire me engorda."

Puedes Hacerlo

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 4:30


Este es el error 15 de 21 de esta serie especial en donde estamos detectando pensamientos que nos hacen acumular peso y vivir este camino mucho más pesado de lo que realmente necesita ser. Y el pensamiento del que quiero hablar hoy es este: "Entre mi edad y mis hormonas... a mí hasta el aire me engorda." Y quiero proponerte algo. ¿Qué tal si dejamos de hablarle así a nuestro cuerpo? Porque cada vez que repetimos este pensamiento, nos colocamos automáticamente en desventaja. Nos convencemos de que todo está en nuestra contra. Y cuando sentimos que todo está en nuestra contra... vivimos en modo lucha. Lucha con el cuerpo. Lucha con la comida. Lucha con la edad. Lucha con las hormonas. Y honestamente... ¿cuántos años llevas peleando? Porque algo que comprobamos una y otra vez dentro de Mi Mejor Versión es que el cuerpo responde muy diferente cuando dejamos de atacarlo y empezamos a acompañarlo. No estoy diciendo que la edad no importe. No estoy diciendo que las hormonas no influyan. Claro que influyen. Lo que estoy diciendo es que vivir repitiéndonos que todo está en nuestra contra no nos ayuda. No nos da más energía. No nos da más claridad. No nos da mejores resultados. Por eso hoy quiero invitarte a probar este pensamiento: "Mi cuerpo responde cuando estoy en paz y lo cuido." Respira. "Mi cuerpo responde cuando estoy en paz y lo cuido." Quizá se siente raro. Está bien. Los pensamientos nuevos suelen sentirse raros. Pero también son los que crean resultados nuevos. Y si este tema resuena contigo, te recomiendo escuchar los siguientes episodios de mi podcast: Episodio 301: Hormonas fuera de control. https://www.monicasosa.com/blog/301 Episodio 268: Descodificación Biológica del Sobrepeso.

Más de uno
Los defensores de Zapatero

Más de uno

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 1:51


De la vitrina de regalos que Miguel Sebastián hizo instalar en su ministerio me habló John Müller el viernes en la Brújula. Claro, Sebastián era consciente de que los regalos que le hacían en sus viajes oficiales pertenecían al Estado español. Me parecía que lo suyo era de una ejemplaridad muy comprometedora para aquellos ministros que se atrevieran a quedarse con las dádivas. Este fin de semana me sorprendió que lo contara en un artículo en eldiario.es.. Te juro de verdad que se trataba de una artículo que denunciaba la perfidia de Zapatero. Un artículo a la contra, artículo crítico. Pues parece que no… que quería defenderlo… ¿y entonces por qué cuenta que él tuvo la convicción moral de que no había que quedarse los regalos?Un investigado está definitivamente acabado cuando quienes incluso quieres aliviar su situación no hacen más que agravarla. Con defensores como Sebastián, Zapatero debería confiar ante en la clemencia que en la Justicia. Pero además, ¿quién dice que esas joyas proceden de regalos en viajes oficiales?Lo digo porque aún si ahora se pretenden justificar así las esmeraldas de Zambia, habrá que recordar que lo primero que se nos dijo fue una mentira: que apenas costaba el conjunto 30mil euros y era la herencia de Sonsoles. Mintió, con lo cual sabia que su origen era ilícito. Que ahora no finjan que todo es perfectamente natural.

Se Habla Español
Episodio 269 Extra: Expresiones argentinas - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 13:23


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Expresiones argentinas que te conviene conocer En este contenido extra vamos a ampliar un poco el foco. No solo vamos a ver expresiones argentinas frecuentes, sino también cómo diríamos lo mismo en España. Eso te va a ayudar muchísimo a entender mejor el español en distintos contextos. Che Una de las palabras más típicas del español argentino es che. Se usa para llamar la atención o empezar una frase, como cuando quieres dirigirte a otra persona. Por ejemplo: Che, vení un momento. En España diríamos: Oye, ven un momento. Es una palabra muy presente en la conversación diaria en Argentina. Laburo En Argentina, en lugar de decir trabajo, es muy común decir laburo. Por ejemplo: Tengo mucho laburo esta semana. En España diríamos: Tengo mucho trabajo esta semana. También existe el verbo: laburar → trabajar En España: trabajar Es una palabra muy frecuente en contextos informales. Quilombo Quilombo significa un problema, un lío o una situación complicada. Por ejemplo: Esto es un quilombo. En España diríamos: Esto es un lío. Esto es un desastre. Es muy expresiva y se usa constantemente en el lenguaje coloquial. Estar al pedo Esta expresión significa no tener nada que hacer, estar aburrido o sin actividad. Por ejemplo: Estoy al pedo toda la tarde. En España diríamos: Estoy sin hacer nada. Estoy aburrido. No tengo nada que hacer. Es bastante informal, pero muy común. Bancar El verbo bancar es muy interesante porque tiene varios significados, pero uno clave es apoyar o aguantar a alguien. Por ejemplo: Te banco. En España diríamos: Te apoyo. O también: No lo banco más. En España: No lo aguanto más. Es una palabra muy útil para entender la actitud en una conversación. Ni en pedo Esta expresión significa ni de broma, ni loco. Por ejemplo: ¿Vas a ir? Ni en pedo. En España diríamos: Ni de broma. Ni loco. Ni hablar. Es muy coloquial, pero muy frecuente. Estar “re” + adjetivo En Argentina se usa muchísimo “re” como intensificador. Por ejemplo: Estoy re cansado. Está re bueno. En España diríamos: Estoy muy cansado. Está muy bien / muy bueno. Es una de las diferencias más claras entre ambos usos del idioma. De una De una significa estar totalmente de acuerdo o aceptar algo inmediatamente. Por ejemplo: ¿Vamos al cine? De una. En España diríamos: Claro. Vale. Por supuesto. Es corta, directa y muy natural. Boludo / boluda Esta palabra es muy frecuente en Argentina, pero depende muchísimo del contexto. Puede ser un insulto o una forma de dirigirse a un amigo. Por ejemplo: Che, boludo, vení. En España diríamos: Tío, ven un momento. O en tono negativo: Sos un boludo. En España: Eres tonto. Eres idiota. Muy importante: el tono lo cambia todo. Si te das cuenta, lo interesante aquí no es solo aprender palabras nuevas, sino ver cómo un mismo idioma cambia según el país. El español de Argentina y el de España usan estructuras muy parecidas, pero el vocabulario y las expresiones pueden ser muy distintos. Y eso puede confundir… o puede ayudarte, si sabes reconocerlo. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Teletime
12/06/26 | Oi ganha mais prazo | 5G é subutilizado, diz Claro | Disputas entre torreiras e teles | 5G: os planos das regionais

Teletime

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 25:05


Este boletim traz um resumo das principais notícias do dia na análise de Samuel Possebon, editor chefe da TELETIME.TELETIME é a publicação de referência para quem acompanha o mercado de telecomunicações, tecnologia e Internet no Brasil. Uma publicação independente dedicada ao debate aprofundado e criterioso das questões econômicas, regulatórias, tecnológicas, operacionais e estratégicas das empresas do setor. Se você ainda não acompanha a newsletter TELETIME, inscreva-se no nosso site www.teletime.com.br e fique ligado no dia a dia do mercado de telecom. É simples e é gratuito.Você ainda pode acompanhar TELETIME nas redes sociais:Instagram: https://www.instagram.com/teletimenews/Linkedin: https://www.linkedin.com/company/teletimenews/Facebook: https://www.facebook.com/Teletime/ Ou entre em nosso canal no Whatsapp: https://whatsapp.com/channel/0029VbAulbCADTOEwFog2l1J Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

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Qué sabemos de los mercadillos y vaciados de casas

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Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 25:23


Carlos Alsina aborda el auge de los mercadillos y los llamados "vaciados de casas", una alternativa cada vez más popular para dar una segunda vida a muebles, antigüedades y objetos heredados. El programa conecta con Manuel Molina desde uno de estos mercadillos instalados en una vivienda particular, donde conversa con Astrid Romero, de Arquitectura del Orden, sobre el funcionamiento de este modelo.Además, participa en el estudio Blanca de Carlos, fundadora de Espacio en Claro y especialista en vaciados de casas, quien analiza por qué crece el interés por la segunda mano, el valor emocional de los objetos y el atractivo que tienen estos mercadillos para compradores y coleccionistas.

Podcast de La Hora de Walter
07 09-06-26 LHDW ¿Fichará Julián Álvarez por el R.Madrid?, no lo vemos. Parece claro que no jugará en el Atlético

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 13:10


07 09-06-26 LHDW ¿Fichará Julián Álvarez por el R.Madrid?, no lo vemos. Parece claro que no jugará en el Atlético

El Ritmo de la Mañana
Hombres que ya tienen claro lo que realmente necesitan para arruinar su vida

El Ritmo de la Mañana

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 14:36 Transcription Available