Podcasts about guilherme casar

  • 40PODCASTS
  • 94EPISODES
  • 1h 7mAVG DURATION
  • 1EPISODE EVERY OTHER WEEK
  • May 28, 2026LATEST

POPULARITY

20192020202120222023202420252026


Best podcasts about guilherme casar

Latest podcast episodes about guilherme casar

Chutando a Escada
Bolsonarismo sem Bolsonaro nas eleições 2026

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later May 28, 2026 88:34


O que resta do bolsonarismo quando o próprio Bolsonaro está preso e inelegível? Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP/OED), um dos principais especialistas em política brasileira, para discutir o bolsonarismo como governo-movimento, a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o escândalo do Banco Master e o papel que os Estados Unidos de Trump desempenham na equação eleitoral de 2026. No boletim de notícias, David Magalhães analisa três episódios recentes que revelam as contradições internas da Rassemblement National: a fratura programática entre Marine Le Pen e Jordan Bardella sobre política econômica, a proposta de Le Pen de retirar a França do comando integrado da OTAN e a mais recente ofensiva do partido contra Kylian Mbappé — três janelas para compreender os limites da direita radical francesa às vésperas de 2027. Para encerrar, a dica cultural traz o livro Diálogos em Tempos Difíceis: Decifrando a Gramática da Nova Extrema-Direita, de Michel Gherman e Ronilso Pacheco (Editora Fósforo). Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX:  perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: David Magalhães (UFU / OED), Guilherme Casarões (FIU / OED) e Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP / OED). Inserção musical no final: Interpretação de Sarah Hester Ross de “The Day the Nazi Died” (Chumbawamba, 1993). Capa do episódio: O globo Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio CAULCUTT, Clea. French far right misses big targets but says it is on track for presidency. Politico, 26 maio 2026. FIESCHI, Catherine. “The French Far-right’s Foreign Policy: Big Ambitions, Uncertain Directions”. In: The Populist Turn in Middle Power Diplomacy. Washington: Carnegie Endowment for International Peace, maio 2026. GHERMAN, Michel; PACHECO, Ronilso. Diálogos em Tempos Difíceis: Decifrando a Gramática da Nova Extrema-Direita. São Paulo: Fósforo, 2026. MUDDE, Cas. Distinção conceitual entre direita radical e extrema-direita. PIRRO, Andrea. Sobre o conceito de far right como categoria guarda-chuva. Universidade de Bolonha. Capítulos 00:00 Introdução 02:00 Bolsonarismo como governo-movimento 23:00 A candidatura de Flávio Bolsonaro e o escândalo do Banco Master 43:00 Trump e a influência americana nas eleições de 2026 54:00 O futuro do Congresso e a ultradireita no Legislativo 01:03:00 Boletim OED: a crise interna da Rassemblement National 01:17:00 Mbappé e o nativismo lepenista 01:24:00 Dica cultural e encerramento The post Bolsonarismo sem Bolsonaro nas eleições 2026 appeared first on Chutando a Escada.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #460 Lula Visita Trump na Casa Branca

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later May 8, 2026 175:58


O presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva visitou o seu homólogo estadunidense Donald Trump em Washington e recebemos o professor Guilherme Casarões para analisar o encontro.Já o jornalista Diego Kerber nos explicou sobre o uso de sistemas de código aberto por governos.No mais, observamos o movimento das peças no sempre complicado tabuleiro do Oriente Médio e demos aquele tradicional pião pela nossa quebrada latino-americana.Cuide de sua saúde mental com a Psicólogos Brasil: https://www.psicologosbr.com/Conheça a Carta Global de Fernanda Simas: https://www.cartaglobal.com.br/Campanha e comunicado sobre nosso amigo Pirulla: https://www.pirulla.com.br/

Chutando a Escada
A vitória de Péter Magyar na Hungria

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 60:49


Em abril de 2026, depois de 16 anos no poder, Viktor Orbán foi derrotado nas urnas húngaras pelo deputado Péter Magyar e seu partido Tisza. Para Aline Burni, Research Fellow no ODI Global (Bruxelas) e pesquisadora do Observatório da Extrema Direita, o resultado é histórico. Mas o desafio de desmontar a “democracia iliberal” construída ao longo de quatro mandatos consecutivos é incomparavelmente mais complexo do que vencer uma eleição. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães (UFU; OED) e Guilherme Casarões (FIU) recebem Aline para discutir o legado de Orbán como “vitrine” e laboratório da direita radical, a coalizão negativa que viabilizou a vitória de Magyar e os impactos da queda do principal aliado de Moscou na União Europeia sobre a guerra na Ucrânia, as redes transnacionais reacionárias e a articulação geopolítica entre Trump, Bruxelas e Pequim. No segundo bloco, em substituição ao tradicional boletim de notícias, David traça um perfil de Peter Thiel após sua visita a Javier Milei na Casa Rosada, recorrendo a Quinn Slobodian (Crack-Up Capitalism) para situar o cofundador da Palantir na constelação de figuras (Patri Friedman, Curtis Yarvin, Hans-Hermann Hoppe) que pavimentam um projeto de “fuga da democracia” pela via da fragmentação jurisdicional. O episódio fecha com uma dica cultural crítica sobre Por Dentro da Machosfera, documentário recém-lançado na Netflix por Louis Theroux. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Aline Burni (ODI Global; OED), David Magalhães (UFU; OED), Guilherme Casarões (FIU). Inserção musical no final: “The Day the Nazis Died”, interpretação de Sarah Hester Ross. Capa do episódio: Cepa.org Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio: HOPPE, Hans-Hermann. Democracia: O Deus que Falhou — A economia e a política da monarquia, da democracia e da ordem natural. São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2014. POR DENTRO da Machosfera. Direção: Louis Theroux. Estados Unidos/Reino Unido: Netflix, 2026. Documentário (streaming). SLOBODIAN, Quinn. Crack-Up Capitalism: market radicals and the dream of a world without democracy. New York: Metropolitan Books, 2023. THIEL, Peter. The Education of a Libertarian. Cato Unbound, 13 abr. 2009. Disponível em: https://www.cato-unbound.org/2009/04/13/peter-thiel/education-libertarian/ Capítulos: 00:00 Introdução 03:00 Aline Burni: o legado de 16 anos de Viktor Orbán 09:00 Por que o modelo iliberal ruiu nas urnas 14:00 A coalizão negativa por trás de Péter Magyar 21:00 Reconstruir a democracia: os obstáculos institucionais 26:00 A internacional reacionária sem o Orbán 37:00 Quem é Peter Thiel? Perfil de um arquiteto antidemocrático 55:00 Dica cultural: Por Dentro da Machosfera The post A vitória de Péter Magyar na Hungria appeared first on Chutando a Escada.

Chutando a Escada
Tempo de Cavalos Bêbados (e Petróleo): o Irã, a Rússia e a América Latina

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 66:48


Em seu segundo encontro com o Chutando a Escada em 2026, o Observatório Rússia e América Latina (Ruslat) se debruça sobre as conexões entre a política externa russa, o continente latino-americano e o acirramento das tensões no Oriente Médio, com foco particular na guerra no Irã. Conduzido por Daniela Secches, o episódio reúne sete pesquisadores em três blocos, traçando um panorama que vai da intervenção russa na Síria em 2015 ao reposicionamento de Moscou via Cuba em 2026. O episódio debate o papel das comunidades da diáspora médio-oriental na América Latina, a polarização política em torno do conflito israelo-palestino, a diplomacia nuclear da Rosatom e, para encerrar, a civilização iraniana em perspectiva histórica e cultural, com sugestões de leituras e filmes para quem quer compreender o Irã para além da conjuntura imediata. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC-MG), Guilherme Casarões (FIU), Danielle Makio (UNESP/UNICAMP/PUC-SP); Leonardo Nascimento (PUC-MG); Giovana Branco (USP); Laura Schneider (PUC-MG); Danny Zahreddine (PUC-MG; GEOMM). Inserção musical no final: Tempo de Cavalos Bêbados Capa do episódio: Plano crítico Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio: GHOBADI, Bahman (dir.). Tempo de Cavalos Bêbados. Irã: Bahman Ghobadi Productions, 2000. 80 min. KHAYYAM, Omar. Rubaiyát. [Séc. XI]. Tradução disponível em diversas edições. Capítulos: 00:00 — Abertura 02:00 — Introdução ao episódio 05:00 — Rússia e Oriente Médio: da Síria ao Irã 13:00 — América Latina e Oriente Médio: história e contexto 30:00 — América Latina diante do conflito israelo-palestino e da questão iraniana 40:00 — Diplomacia nuclear russa e a América Latin 46:00 — Rússia e Cuba: petróleo e reposicionamento estratégico 50:00 — Civilização iraniana: história, cultura e sugestões The post Tempo de Cavalos Bêbados (e Petróleo): o Irã, a Rússia e a América Latina appeared first on Chutando a Escada.

Chutando a Escada
Ecologia da mente e extrema-direita

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 70:01


O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026. BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972. GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994. WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948. MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015. SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986. EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965. Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo. Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial. Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita. A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano. Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas. Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussão é fundamental. E você argumenta no seu texto que a infraestrutura das redes sociais carrega uma espécie de ontologia do inimigo, herdada dessa cibernética militar da Segunda Guerra Mundial. Como essa visão do ser humano como um servomecanismo — um animal a ser controlado por algoritmos — cria uma afinidade eletiva com a lógica da guerra e a desumanização do outro praticadas pela extrema-direita? Letícia Cesarino: Ótima pergunta. É um bom gancho para colocarmos mais camadas na questão da cibernética. O que tentaram fazer nos anos 1940 — e é importante notar que a cibernética nasce do esforço de guerra, do esforço de guerra dos americanos entrando na Segunda Guerra contra o nazifascismo; a primeira conferência foi em 1946, se não me engano — era produzir conhecimento básico, porque a cibernética é uma ciência que explicaria formas comuns de funcionamento de máquinas cibernéticas, de animais e de humanos. O que têm em comum entre o funcionamento desses sistemas? A cibernética gira em torno da ideia não só de input e output, mas principalmente do feedback — quando o output volta para o sistema como input. O coração da cibernética é essa questão da recursividade, ou causalidade circular, que é uma característica de qualquer organismo vivo e também de máquinas construídas à imagem e semelhança desses organismos, ou seja, máquinas que tomam decisões sozinhas. Essa é, para mim, a principal definição de máquina cibernética, porque os algoritmos fazem isso. Mas muito antes da indústria de tecnologia, outras máquinas já faziam isso — como a própria máquina a vapor de James Watt, que é a base do que Marx, no uso grundrissiano, chama de automata. Ele já identificou no século XIX que havia máquinas sendo incorporadas nas infraestruturas do trabalho que tomavam decisões sozinhas — ainda muito rudimentares, mas a ideia de que as máquinas começam a dar o ritmo do trabalho humano já estava colocada desde o século XIX. A cibernética dos anos 1940 traz para o centro essa questão da guerra, que é quando houve um pico na produção dessas máquinas antes da indústria de tecnologia propriamente dita. Peter Galison — um dos grandes historiadores da ciência, físico de formação — tem um artigo no qual trabalha a ontologia da cibernética de Wiener a partir do contexto de guerra. Ele vai elaborar o que seria essa ontologia do inimigo de guerra a partir da cibernética. Ele faz uma progressão que vale a pena resgatar brevemente aqui. Quando você está numa conjuntura de guerra — uma conjuntura de exceção, isso é importante —, você precisa desumanizar seu inimigo, porque assim vai torná-lo eliminável. Em modelos de guerra anteriores, até a Primeira Guerra, quando você tinha que confrontar seu inimigo no corpo a corpo com uma baioneta ou uma arma de fogo de curto alcance, a forma de desumanização era através de analogias com animais, com monstros. Galison trabalha, por exemplo, cartas de soldados americanos que representam os japoneses através de analogias com ratos, com vermes. Essa é uma forma de desumanização. A segunda forma seria a da Segunda Guerra, que compartilha com a cibernética essa ideia do servomecanismo — um híbrido de humano-máquina. Quando Norbert Wiener começou a desenvolver a cibernética para produzir artilharia antiaérea — máquinas que conseguissem calcular sozinhas a trajetória do caça inimigo para atirar antes de o avião chegar, e o projétil encontrar o alvo no meio da trajetória —, o que o servomecanismo significa? Por que essa imagem do inimigo desumaniza? Porque não interessa quem está dirigindo aquele avião. O que interessa é como aquele avião se comporta — e um comportamento que possa ser previsto e controlado. É um tipo de desumanização cibernética. E podemos pensar também em outras formas de desumanização que evoluem com a guerra, como essa guerra de videogame que temos hoje, onde o inimigo não é sequer visto — é quase como algo da fantasia dos videogames. Isso sempre acompanha a guerra. A cibernética é uma boa epistemologia para entender contextos de exceção, conjunturas de guerra, conjunturas de crise que não se superam, porque são conjunturas de grande instabilidade, de não linearidade, com essa tendência à bifurcação do corpo social. Essas são ferramentas melhores para esse tipo de conjuntura do que muitas das ferramentas clássicas das ciências sociais — Durkheim, por exemplo, desenvolveu ferramentas em sua maioria para contextos de estabilidade, de paz, onde o social está mais estruturado, mais previsível e regido por normas. Num contexto de exceção, de crise e de guerra, o social muda de modo de funcionamento. Uma das hipóteses do meu próximo livro é a de que o social de guerra, de exceção e de crise, funciona em outra dinâmica, e que a cibernética tem boas ferramentas para entender isso, inclusive as formas de desumanização que tendem a se proliferar nesses contextos. David Magalhães: Excelente. Acho que é um bom gancho para avançarmos para a parte do seu texto em que você enquadra todo esse arcabouço para compreender a extrema-direita em ambiente digital. As principais linhas interpretativas preocupadas em compreender a ascensão dessa onda ultradireitista global olham para a questão ideológica, para eleitores frustrados, para a relação desses eleitores com a globalização e com a crise da democracia liberal. Mas você propõe algo diferente: observar esse fenômeno como um grande organismo cibernético, um sistema no qual humanos — lideranças, influenciadores, seguidores — e máquinas — algoritmos do WhatsApp, do Telegram, de redes sociais — operam de maneira integrada, como parte de um ecossistema. O que ganhamos analiticamente ao fazer esse deslocamento? Letícia Cesarino: São muitas camadas. Uma das coisas que acho importante — sempre começo palestras com isso — é a questão do ciborgue. O que é o ciborgue? É um híbrido de humano-máquina, outra forma de falar no servomecanismo. Mas temos essa imagem fantasiosa do ciborgue que vem da ficção científica, a de que seria um indivíduo com partes de sua função fisiológica — alimentação, respiração — suplementadas por máquina. O Robocop seria o tipo ideal disso. O ciborgue da vida real, porém, não se parece em nada com o Robocop. O ciborgue da vida real somos nós. É qualquer um que acorda e a primeira coisa que faz é pegar o celular — para olhar o WhatsApp ou para desligar o alarme — e fica nessa relação de dependência com aquela máquina o dia inteiro, para questões de memória e de tomada de decisão. Por que isso acontece? Porque o Homo sapiens é uma espécie extremamente técnica — uma questão antropológica. Sobrevivemos como espécie, enquanto todos os outros hominíneos foram extintos, pela questão da técnica, da cultura. Precisamos ser suplementados. Como espécie biológica, precisamos ser suplementados o tempo todo pela cultura e pela técnica. Isso não significa que outros animais não tenham técnica — vários mamíferos têm, pássaros também. Mas para o sapiens, isso é existencial. Como Bateson diz, a mente não termina na pele; a mente humana é estendida para o seu ambiente. A unidade de análise da ecologia da mente nunca é o indivíduo sozinho — tentamos delimitar qual é o circuito relevante, e esse circuito de feedbacks é sempre maior que o indivíduo. Pode ser uma família, como no caso dos cães e de uma matilha; pode ser uma comunidade, algum território existencial qualquer. E o nosso território existencial hoje passa necessariamente por essas tecnologias. Os algoritmos, as máquinas, a agência maquínica fazem parte desse território existencial. Isso é um preâmbulo para chegar ao argumento que também faço em vários textos — inclusive nesse —: de que a extrema-direita, se a gente for transposto para a política, é uma força política nativa digital, pelo menos essa extrema-direita que conhecemos hoje. O nazifascismo histórico tem muita participação de mídia, embora isso não seja suficientemente notado. Há muitos estudos históricos que mostram o papel do rádio na capilarização do Terceiro Reich, para conformar esse grande território existencial imaginado e como isso atraiu os alemães comuns em torno daquele projeto. De certa forma, algo similar — similar, mas muito diferente também — está sendo recolocado hoje com relação à nova infraestrutura técnica midiática que são as plataformas digitais. Evito usar a palavra “mídia” porque quando falamos em mídia pensamos em máquinas específicas — televisão, rádio —, mas plataformas não são exatamente mídias. Elas se sobrepõem a todo tipo de infraestrutura técnica, não apenas midiática. Com a plataformização — uma tendência relativamente recente; a internet era muito diferente antes de 2010 — e com os smartphones, que foram um verdadeiro game changer, as primeiras áreas cujos efeitos foram sentidos foram a política eleitoral e a área da saúde. Mesmo antes da pandemia, pesquisadores já identificavam como o autocuidado começou a passar rapidamente por essas infraestruturas, com o “doutor Google”. Para não me estender, vou colocar os dois pontos principais que desenvolvo no artigo, porque são mais ontológicos: como essas máquinas mudam a própria relação espaço-temporal dos nossos sistemas sociotécnicos. O que os algoritmos fazem? Eles hiperaceleram — e esse é, para mim, o ponto central. Quando você hiperaccelera, desestabiliza a relação da mente humana com o seu ambiente. Fica aquele fluxo constante de eventos ao qual você tem que responder o tempo todo, e cognitivamente isso é lido como uma situação de crise, do ponto de vista da ecologia da mente — não só para o humano, para qualquer espécie. Quando há uma instabilidade muito grande do ambiente, isso tende a reverter para o modo crise. É o que Wendy Chun chama de situação de crise permanente que as plataformas jogam nos nossos sistemas sociotécnicos. Isso é, obviamente, uma base fértil para a instrumentalização por forças de extrema-direita. Um outro ponto que os algoritmos introduzem, relacionado à hiperaceleração — que seria uma dimensão mais temporal —, é uma dimensão mais espacial de bifurcação. Algoritmos programados para segmentar públicos, porque essa é a lógica do modelo de negócios da economia da atenção, acabam gerando — não sozinhos, mas na interação com os usuários humanos, porque a recursividade do humano-máquina vai para os dois lados — um efeito sistêmico não de segmentação pura e simples, mas de bifurcação. É aí que entra o código amigo-inimigo, a polarização, a sismogênese — todos esses processos de antagonismo extremo, o que chamo de “mundo do avesso”: um lado é o extremo oposto do outro, numa dinâmica de guerra em que só um pode prevalecer, porque o outro é visto como uma ameaça existencial. No ecossistema de extrema-direita, ele vai desde um polo mais moderado — Tarcísio, digamos — até um polo mais radicalizado — o pessoal do 8 de janeiro, o “tio França” que se explodiu na frente do STF. O que é a extrema-direita? Um lado? O outro? Agentes específicos? Discursos específicos? Não. Do ponto de vista da ecologia da mente, a extrema-direita é toda essa ecologia, todo esse ecossistema que cobre todo esse espectro e que inclui a agência maquínica como um dos seus principais motores. Primeiro porque ela desestabiliza o mundo real, com a hiperaceleração e todos esses processos. Mas ao mesmo tempo ela direciona — é como um rio que tem uma corrente que vai para um lado, e os agentes da extrema-direita são aqueles que nadam a favor da correnteza, porque as plataformas são um ambiente; elas não são variáveis. Elas mudam o ambiente no qual fazemos política. E esse ambiente tem vieses técnicos intrinsecamente favoráveis a uma força política como a extrema-direita. Por isso não é que eles estejam mais espertos ou inteligentes — é que a forma como fazem política converge com a lógica das redes de maneira subliminar, intrínseca. Como o Casarões disse, há uma certa afinidade eletiva com a lógica das plataformas. Mas essa afinidade não é aleatória — por isso foi importante voltarmos à cibernética dos anos 1940, ao esforço de guerra, à artilharia antiaérea. O próprio DNA dessa indústria de tecnologia se originou da guerra e nunca saiu da chave de guerra. Depois da Segunda Guerra, a cibernética se tornou parte da Guerra Fria, com a mesma lógica do controle indireto — fazer o inimigo fazer o que você quer que ele faça indiretamente —, que é essa ideia cibernética do controle numa chave sempre não linear, sempre recíproca. É o que o Trump exatamente tenta fazer agora, em outra versão. Houve um breve interregno onde se tornou uma indústria civil, nos anos 1980 e 1990, mas a lógica algorítmica, a lógica cibernética, continuou sendo a da guerra — só que agora, em vez de controlar o inimigo, você vai controlar o usuário, para fazê-lo clicar num anúncio e vender a atenção daquele usuário para os anunciantes. Há também uma convergência, especialmente durante a Guerra Fria, entre a lógica de guerra indireta, a lógica da propaganda e a indústria de publicidade que temos hoje. Não foi a publicidade que originou a propaganda política — foi a propaganda política que veio primeiro e depois se tornou uma indústria civil, que é o coração da lógica da economia da atenção. Mesmo essas plataformas que se colocavam como liberais sempre tiveram um DNA mais próximo da lógica de guerra, propaganda e controle indireto do que de algo parecido com democracia. Era, de certa forma, um pouco inevitável que as coisas se desenrolassem como estão se desenrolando, porque já estavam previstas na própria ontogênese dessa indústria — como Simondon chamaria —, uma ontogênese ligada à guerra, ao controle e à desumanização. As plataformas, os algoritmos, não nos veem como humanos. É exatamente a mesma coisa do caça com o piloto dirigindo: a máquina é incapaz de ver interioridade, incapaz de ver subjetividade. Ela só nos interpela no nível do controle, da previsão de comportamento. A política está se tornando isso — retroalimentando-se com os discursos da extrema-direita que ativam o senso comum na direção da regeneração, que é a lógica do fascismo histórico: seria possível vencer essa crise, resetar o sistema e construir o estereótipo de um inimigo que precisa ser derrotado para que a crise permanente seja superada. No fim das contas, é uma mistificação de processos reais e de problemas reais, numa linguagem nacionalista e nativista. Guilherme Casarões: Letícia, um outro conceito com que você trabalha no texto e na sua obra é o de populismo. Uma das passagens que mais me chamaram a atenção — e que acho fascinante — é que essa abordagem ecológica de Bateson ganha muita relevância frente ao populismo contemporâneo, justamente porque esse populismo se ampara em públicos que, como você diz no texto, são parcialmente artificiais. A passagem, para quem quiser ler depois, está na página 2 do texto: “os públicos que são produzidos por essa dinâmica são resultados transindividuais de uma agência que é humana e não humana, na medida em que os algoritmos coemergem permanentemente por meio de ciclos cibernéticos”. Essa questão da artificialidade do público é muito central para entender tanto a dinâmica amigo-inimigo quanto a maneira pela qual o populismo contemporâneo consegue controlar a construção narrativa e a mobilização de seu público. Queria ir mais especificamente para o caso que você estuda no texto, que é o bolsonarismo. Seu texto descreve o bolsonarismo não só como uma ideologia, mas como uma dinâmica mutante que oscila entre a moderação e a radicalização. Você traz o conceito de indecidibilidade rítmica — essa coisa de ir e voltar — e eu queria que você explicasse como o bolsonarismo, a partir dessa chave analítica, alterna entre o institucional e o antiestructural, e como isso permitiu ao ex-presidente Bolsonaro manter o sistema político num estado de antagonismo permanente sem chegar a uma ruptura total — o que só vai acontecer em 2023. Letícia Cesarino: O que tentei fazer nesse texto é reler parte do governo Bolsonaro até as eleições de 2022 a partir dessa lógica cibernética — ou seja, como ele performou uma dinâmica cibernética que é essa tecnopolítica moldada pelas máquinas. Casarões, você trouxe a questão do populismo, e acho que são etapas. Desde 2013 até 2018, temos essa invasão muito forte e muito rápida da agência técnica dessas mídias e desses dispositivos dentro da política — um movimento mais tectônico, de desestabilização. E aí essas figuras aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo: Modi, Trump, Bolsonaro, Duterte, Orbán — é aí que o conceito de populismo realmente faz mais sentido, nesse sentido dessa irrupção de uma política antiliberal, com uma norma mais afetiva, mais espontânea. É a política da exceção. E que, novamente, bate com a estrutura das plataformas, porque as plataformas também são políticas de exceção e de multidão. É importante termos isso em mente. A citação que você trouxe mostra como as plataformas fazem um tipo de prestidigitação: colocam uma coisa na interface, então o usuário tem a impressão de que é livre, de que é um indivíduo, enquanto o que está acontecendo atrás da tela é que esse indivíduo está sendo desagregado e reagregado com fragmentos de outros usuários em grandes multidões digitais. Ele não tem liberdade — ao contrário, está tendo seu comportamento indiretamente controlado, no sentido cibernético, pelos algoritmos. E esse social de multidão é o social de crise. Quem está imerso nesses ambientes está se colocando num modo crise — e a extrema-direita é a força política que mais combina com esse tipo de ambiente. Sem crise eles não são nada. Se você tirar a crise, a atmosfera de ameaça de que o Brasil vai acabar, eles não têm nada. Por isso não têm programa político: são uma força política na e da crise e da exceção. Daí esse paradoxo de como uma tecnopolítica de crise, de exceção e de guerra se rotiniza como um governo — que foi exatamente o paradoxo do governo Bolsonaro. E ainda teve a pandemia, que adicionou uma camada enorme de crise a isso. Ciberneticamente, faz muito sentido esse vai e vem — os ciclos de feedback positivo e negativo. O feedback positivo é o que acelera o viés que você já está; o negativo coloca um freio. Bolsonaro, enquanto governante, não podia ficar só no runaway, só no feedback positivo, porque o feedback positivo sozinho eventualmente leva a um colapso — tanto nos organismos vivos como nas máquinas. O que ele e o Trump fazem é colocar estrategicamente esses freios, esses recuos: avanço e recuo, feedback positivo e negativo. Tentei mostrar no artigo como isso se deu durante o governo e como esse processo perde o controle na eleição de 2022, redundando eventualmente no 8 de janeiro. O governo Bolsonaro não construiu nada — estava destruindo coisas, que é o que a extrema-direita faz — mas dosando até onde poderia ir na relação com os outros agentes: o Congresso Nacional, o público. E o público passou a ser medido através das redes sociais — pelas métricas das mídias digitais — e cada vez mais por pesquisas de opinião, que são outra forma de feedback que coteja com as mídias sociais. Bolsonaro foi assim sentindo, de forma propriamente recursiva, lidando com um ambiente de causalidades circulares, crises, etc. A linearidade só é possível em contextos de estabilidade e paz — e é exatamente o que o Trump está fazendo hoje. Agora, uma virada acontece, e aí é muito importante a questão do método. Esse artigo é baseado em pesquisa de métodos mistos, onde a abordagem qualitativa antropológica foi composta com uma abordagem computacional de grandes quantidades de dados, com os meus parceiros da Universidade da Bahia, do LabHD, onde fazíamos o mapeamento em tempo real dos públicos do Telegram. Foi muito interessante ver como, em meados de 2021, o comportamento desse ecossistema transindividual — que chamamos de públicos refratados, os públicos da extrema-direita — mudou. O comportamento pandêmico, ativado pela pandemia, e inclusive as teorias da conspiração começaram a diminuir. Isso foi bem na época da questão do voto impresso. Quando o voto impresso é enterrado, um conspiracionismo eleitoral começa a subir e se estabilizar. Por quê? As condenações do Lula tinham sido definitivamente canceladas, e eles, na mentalidade de guerra deles, já previam: “Está vindo um golpe que vai impedir o Bolsonaro de ganhar as eleições de 2022.” Isso mais de um ano antes da eleição. Já entraram no modo de contra-golpe. Que é outra característica desse social de crise — o que Brian Massumi, também batesoniano, chama de preempção: você passa a agir antecipando a ação do seu inimigo. É muito como a lógica da Guerra Fria entre os dois blocos. Por isso a extrema-direita está sempre reagindo — isso é uma característica muito consistente, inclusive dos ecossistemas misóginos, que estão sempre reagindo à suposta provocação ou traição da mulher. O bolsonarismo entrou nesse modo preemptivo, com a certeza de que haveria um golpe contra ele. Na cabeça deles, dessa grande mente transindividual controlada pelo Bolsonaro, o golpe deles era um contra-golpe: seria dado um golpe no Bolsonaro, e o que estavam fazendo seria a resposta. Quando você vê tudo o que fizeram ao longo desse tempo com esse olhar, tudo faz sentido — e o Bolsonaro, como depois ficou demonstrado, de fato estava tentando articular esse contra-golpe. Nas eleições de 2022, estavam nessa dinâmica de avanço e recuo, não deixando o sistema escalar demais, a temperatura subir demais, enquanto conspiravam. Quando ele finalmente desiste, vê que não ganhou a eleição — isso se arrasta por algumas semanas —, e quando realmente percebem que os comandantes das três forças não vão entrar, que o golpe não vai acontecer, Bolsonaro fica em silêncio. Ciberneticamente, isso foi muito importante, porque era ele que fazia a regulação cibernética entre a camada moderada e a camada radicalizada. Ele não deixava as coisas escalar. Era um agente de radicalização, mas também de moderação. Quando ele se retira, a coisa escala — e foi justamente o 8 de janeiro. Olha que interessante: quando aquela multidão invadiu o Congresso, o que aconteceu? Ficaram esperando para ver o que ia acontecer, porque confiavam no plano — só que o plano já tinha dado errado e eles não sabiam disso. Tem esse componente de um mundo de fantasia criado dentro das comunidades radicalizadas — o Bateson ajuda a entender isso, porque ele tem uma teoria cibernética da fantasia e do jogo. Foi aquele choque de realidade. Não houve mais regulação, não houve mais feedback negativo, a coisa escalou, a temperatura subiu — e é onde o artigo termina, fazendo essa releitura cibernética e ecológica dos eventos do segundo governo Bolsonaro e das eleições de 2022. David Magalhães: Ótimo, Letícia. Encaminhando para o fechamento: no finzinho do artigo você faz uma ressalva que achei bastante importante, ao apontar que a ecologia da mente é extremamente poderosa para entender essas dinâmicas sistêmicas mais amplas, mas que também tem limites — especialmente quando tentamos compreender a totalidade da vida cotidiana do sujeito. É justamente aí que você coloca a necessidade de retornar à etnografia tradicional, à etnografia offline. Queria te ouvir sobre esse desafio metodológico. Como a antropologia pode costurar essas duas pontes — de um lado, a visão de um sistema cibernético amplo no qual os indivíduos parecem agir quase como parte de um circuito, de maneira relativamente previsível; de outro, as trajetórias de vida, as experiências subjetivas, as dores concretas que não desaparecem. Como não reduzir essas pessoas a meros nós de rede? Letícia Cesarino: Ótima pergunta, porque é realmente um desafio metodológico. No caso da ecologia da mente, você nunca pode fechar só no indivíduo. Mas é possível — e é o que estou fazendo no livro novo — pensar como o indivíduo enquanto sistema, porque todo organismo individual é um sistema cibernético, com outras camadas além dele, mas ele próprio é uma camada de individuação bastante importante. Ele pode estar dividido entre dois territórios existenciais — e é um pouco como estou tentando trabalhar a questão da radicalização no livro novo. O online oferece um tipo de território existencial onde a persona online do sujeito está com interações específicas. É isso que gera o elemento de fantasia nas comunidades extremistas: no online é possível cultivar uma realidade e um tipo de estereotipação do inimigo, toda a questão da desinformação, que não é possível fazer no offline. Por isso o que aconteceu depois da invasão ao Congresso e ao STF: a realidade bateu. Eles achavam que a realidade era o que era cultivado na mente transindividual do online — e isso não bateu com o que estava acontecendo offline. Com a internet, não é mais preciso se deslocar fisicamente para se radicalizar. Você pode viver sua vida normalmente e, em parte do seu circuito, se radicalizar só no online. São muito esses casos que abordarei no próximo livro: adolescentes e jovens que estão no quarto jogando videogame, vivendo normalmente na escola, e estão fazendo coisas indescritíveis na internet — que você só vai descobrir quando a polícia bater na porta. Etnografar a radicalização é muito difícil, porque é um processo — você precisa acompanhar a pessoa desde o início, quando não estava radicalizada. É praticamente impossível, a não ser que alguém muito próximo passe por isso. Mas existem autorrelatos. Tenho trabalhado muito com o caso dos neonazistas, onde já há na Europa e nos Estados Unidos um repertório grande de testemunhos e autobiografias de pessoas que saíram dessas comunidades extremistas. No jihadismo também há bastante material; os manifestos de atiradores em escolas, por exemplo, muitas vezes trazem essa visão subjetiva da radicalização. Há um outro ponto que descobri e que não estava na pesquisa anterior: o que alguns estudos de radicalização chamam de reduplicação. Isso vem de um estudo histórico de Robert Lifton sobre médicos nazistas — como eles dividiam a personalidade. Quando estavam em Auschwitz, eram um tipo de pessoa; quando estavam em casa, com a família, eram completamente diferentes. Era uma reduplicação da personalidade em duas, como forma de resolver dissonâncias e contradições. O médico conseguia desumanizar as pessoas que selecionava para morrer em Auschwitz, enquanto em casa humanizava os seus. Algo assim parece acontecer também no nível da mente individual através da lacuna online–offline: as pessoas inconscientemente encontram formas de dividir a sua mente entre esses dois mundos, de forma que não precisem romper com familiares, amigos ou colegas de trabalho por razões políticas. Esse efeito da lacuna online–offline deve ser estudado — não é só uma questão metodológica, é a questão de qual é o efeito dessa própria separação, que é inédita: são as primeiras tecnologias que possibilitam essa divisão em ambientes existenciais separados, ainda que em relação recursiva. Isso pode ser um indutor de radicalização. Sabe aquele meme dos cachorros latindo no portão? Quando o portão abre, cada um vai para um lado. O humano tem um pouco disso: fica mais agressivo, fala coisas e faz coisas quando não está cara a cara com a pessoa — coisas que não faria no presencial. Isso é muito característico da extrema-direita: estão latindo, agressivos, no comportamento de ameaça, e quando a Polícia Federal bate na porta, revertem ao comportamento de autopiedade e vitimização — que é o que o Bolsonaro está fazendo agora na cadeia. Bateson trabalha isso muito bem, não só no humano, mas em outros mamíferos. A ecologia da mente, pegando inclusive insights de outros mamíferos — como o Bateson faz —, nos ajudaria a reincorporar o elemento biológico-evolutivo nas nossas explicações. E aqui chego a um ponto que acho muito importante: a extrema-direita tem todo um repertório do darwinismo social e da psicologia evolutiva para dizer que a forma como ela vê o humano é a forma real, a forma biológica, a forma natural. São leituras completamente erradas e enviesadas, mas para o senso comum são muito intuitivas. A questão de gênero, por exemplo: a ideia de que o homem é para um papel e a mulher para outro não tem apoio em estudos sérios de outras espécies ou da nossa. A antropologia, porém, abandonou esse campo — tornou-se etnografia, estudo da cultura, abandonou a natureza e a biologia, por razões relacionadas à história e à política interna da disciplina. Um dos meus objetivos é recuperar esse espaço de autoridade científica para falar do humano, do que é natural no humano, a partir de abordagens como a do Bateson — que é uma teoria da evolução que inclui a cultura — para competir também nesse campo da naturalização do comportamento humano. Eu diria que é talvez o campo mais persuasivo dos discursos da extrema-direita, porque a esquerda e as ciências sociais ficam só na desconstrução e no culturalismo, enquanto eles estão falando daquilo que é espontâneo, natural, atemporal. É assim que o fascismo mira, e precisamos competir nessa ordem de discurso, reivindicando uma abordagem científica mais universalista — um outro tipo de universalismo, não o positivista. A ecologia da mente é uma das principais vias que vejo para isso. No contexto desse artigo, foi também um subtexto: o artigo foi parte de um dossiê financiado pela Fundação Wenner-Gren, a maior fundação de antropologia dos Estados Unidos, e queria passar essa mensagem para os meus colegas antropólogos — a gente pode falar de universais humanos de uma forma mais refinada e rica, e competir com a extrema-direita nesse campo de discurso. Guilherme Casarões: Letícia Cesarino — incrível, tanto no pessoal quanto no profissional. E agora descobrimos, o que não deveria ser exatamente uma surpresa, que você é especialista em memes. Foi de longe uma das conversas mais eruditas que tivemos aqui, não só na colaboração com o OED, mas de todas as entrevistas que já fiz. Uma densidade impressionante, transmitida de forma didática. Tenho certeza de que os nossos ouvintes vão adorar esse papo. Quem está acompanhando, fiquem por aí — ainda temos a segunda parte da conversa, com o boletim de notícias e a dica cultural. Boletim — Giro de Notícias David Magalhães: Vamos ao nosso boletim com duas notícias envolvendo a ultradireita. França No próximo ano teremos eleições nacionais na França, que serão importantíssimas tanto para a Europa quanto para o futuro da direita radical no mundo. No dia 22 de março, domingo, ocorreu o segundo turno das eleições municipais francesas, que costuma ser um termômetro importante para medir o crescimento e a capilaridade da direita radical francesa, representada aqui pelo Rassemblement National. O resultado dessas eleições foi bastante ambíguo. O Rassemblement National, partido de Marine Le Pen e da estrela em ascensão Jordan Bardella, não conseguiu vencer em grandes cidades estratégicas — como Marselha e Toulon —, onde havia uma expectativa de vitória da direita radical. Por outro lado, o partido avançou de forma importante em outro nível: consolidou uma presença territorial, especialmente no sudeste e no nordeste do país, conquistando dezenas de prefeituras e ampliando de maneira bastante significativa sua base local. Hoje, de acordo com matéria do Le Monde de 23 de março, o Rassemblement National passa a governar aproximadamente 70 municípios e conta com cerca de 3 mil representantes locais — uma quantidade bastante considerável. Outro ponto central é um certo teto de vidro que tem impedido a vitória do RN em grandes cidades. Esses centros urbanos mais ricos, mais jovens e com maior nível educacional têm sido um desafio para a expansão da direita radical. Por outro lado, há um crescimento muito forte em áreas periféricas, regiões pós-industriais e comunas menores, geralmente marcadas por uma sensação de abandono e por um acúmulo de ressentimento — o que alguns autores chamam de left behinds, os que foram deixados para trás —, sentimento que a direita radical populista costuma explorar. Quero destacar ainda um fator que pode ser preocupante olhando para as eleições nacionais de 2027: não houve, ou houve em pouquíssimas cidades, a chamada frente republicana — também chamada de cordão sanitário. O cordão sanitário é o conjunto de alianças tradicionais de partidos com compromissos democráticos para barrar a direita radical no segundo turno das eleições. A quase inexistência desse cordão fez com que o RN conquistasse cidades onde, em eleições anteriores, havia sido bloqueado. No final das contas, essas eleições não deram o resultado que o RN esperava — um grande impulso nacional —, mas consolidaram uma base territorial sólida. Isso coloca uma questão relevante olhando para 2027: seria esse enraizamento local suficiente para sustentar uma vitória nas eleições presidenciais? Seguiremos acompanhando o caso da França. Hungria Passamos para a Hungria — continuamos falando de eleições, já que os húngaros vão às urnas em abril para decidir se encerram os 15 anos de governo de Viktor Orbán. No domingo, 15 de março, os dois principais atores políticos do país — Viktor Orbán, do Partido Fidesz, e o oposicionista Peter Magyar, do partido Tisza — realizaram grandes manifestações em Budapeste no Dia Nacional Húngaro. Mais do que uma comemoração histórica, os eventos funcionaram como um teste de força às vésperas das eleições de abril. Os dois lados reivindicaram vitória em termos de mobilização — como já vimos aqui no Brasil. O governo afirmou que foi uma das maiores marchas já realizadas no país, enquanto a oposição chegou a afirmar que reuniu meio milhão de pessoas. Ainda que sejam números exagerados, as estimativas independentes indicam que o Tisza, de Magyar, levou mais gente às ruas do que o Fidesz de Orbán, o que sinalizaria um possível avanço da oposição no campo urbano. Essas manifestações têm algo interessante: acontecem dentro de um calendário nacional, e foi possível observar uma disputa não só eleitoral, mas simbólica. Ambos os lados tentavam se apropriar da memória da Revolução de 1848. Orbán engendrou uma narrativa que associa o passado à luta contra o domínio estrangeiro, ao globalismo, à ingerência da União Europeia e à ameaça da guerra na Ucrânia. A oposição liderada por Peter Magyar utiliza os mesmos símbolos nacionais, mas com outros significados: para eles, a defesa da liberdade hoje se traduz em manter a Hungria dentro da União Europeia e vinculada à OTAN, além de restaurar o funcionamento das instituições democráticas do Estado húngaro — bastante prejudicadas nos anos de Orbán. As pesquisas de intenção de voto desde julho do ano passado mostram um quadro relativamente estável, com uma diferença de aproximadamente 10% em favor da oposição. É preciso ter cautela com essas pesquisas, no entanto, porque em 2011 Orbán fez uma importante reforma eleitoral que dá mais peso aos distritos rurais, geralmente mais conservadores. Além disso, ele concedeu cidadania a húngaros que vivem na Eslováquia, na Romênia e na Sérvia, uma população que tende a votar no governo. E há também uma mobilização ideológica mais incandescente da direita radical húngara, que pode fazer diferença nas urnas. Fato é que nenhum dos lados parece acreditar numa vitória esmagadora. Já se discute a possibilidade de alianças — o partido Jobbik, na Hungria, pode ser crucial para a formação de uma maioria no parlamento. No nosso episódio de abril, iremos repercutir o resultado dessa eleição. Dica Cultural David Magalhães: A nossa recomendação cultural deste episódio tem tudo a ver com a conversa que tivemos no primeiro bloco com a Letícia Cesarino. Se você se interessou pelo debate sobre internet, cultura digital, extrema-direita e disputa de narrativas, vale muito a pena assistir o documentário Feels Good Man, disponível na Amazon Prime. O documentário é de 2020, mas chegou recentemente a essa plataforma. O filme conta a história do Pepe the Frog, personagem criado pelo cartunista Matt Furie nos anos 2000. Originalmente era um sapo tranquilo, good vibes, que circulava numa tirinha independente. Com o tempo, porém, esse personagem foi sendo apropriado na internet — primeiro como meme, depois ganhando formas cada vez mais distorcidas, até virar um símbolo associado ao alt-right e a outros grupos de extrema-direita. O documentário é bastante interessante porque não trata isso como uma mera curiosidade da internet. Ele mostra como esse processo revela algo mais profundo: como essas comunidades online — fóruns, antigamente o 4chan, hoje um ecossistema bem mais complexo — funcionam como verdadeiros laboratórios de produção cultural e política, com uma lógica quase darwiniana de disputa por atenção, em que os conteúdos mais chocantes e extremos ganham mais visibilidade, com toda uma engenharia algorítmica por trás. O filme também acompanha o próprio criador do Pepe, que se vê completamente impotente diante da transformação da sua obra. E esse é um ponto central: na era da internet, a circulação de imagens e memes escapa completamente ao controle original — pode ser capturada e ressignificada por distintos atores políticos. O documentário tem um aspecto que dialoga diretamente com o que conversamos com a Letícia Cesarino: esses grupos utilizam o humor, a ironia, a ambiguidade e as trollagens para disseminar ideias racistas, misóginas e xenófobas, muitas vezes sob a aparência de brincadeira. Isso cria uma zona cinzenta que dificulta a crítica e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance dessas mensagens de ódio. Feels Good Man nos ajuda a entender essa cultura digital e como ela se relaciona com a extrema-direita — e dialoga perfeitamente com os temas que trouxemos na entrevista do primeiro bloco. Até a próxima. The post Ecologia da mente e extrema-direita appeared first on Chutando a Escada.

Chutando a Escada
Rússia e América Latina: Alianças, Petróleo e Cultura

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 74:17


Neste episódio de abertura da parceria com o RUSLAT em 2026, o Chutando a Escada mergulha nas complexas relações entre a Rússia e a América Latina. Em um cenário global de profunda transformação, a coordenadora do observatório, Daniela Secches, lidera um time de especialistas para analisar como o “exterior distante” russo se tornou uma presença estratégica e incontornável em nosso continente. O debate atravessa as dimensões políticas, econômicas e de segurança, discutindo desde a resiliência da economia russa após quatro anos de guerra até o impacto de eventos recentes como a crise na Venezuela e a busca brasileira por uma ordem multipolar. Mais do que geopolítica, o episódio revela as pontes simbólicas e culturais que conectam essas duas regiões de modernização tardia e identidades em disputa. Aperte o play! Clique aqui e conheça o RUSLAT. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Daniela Secches, Marinana Andrade, Guilherme Casarões, Giovana Branco, Laura Schneider e Leonardo Nascimento. Agradecimento especial aos apoiadores: Alessandra Ramos de Souza, Túlio Avelino, Carlos Henrique Penteado, Juliano Goes, Caetano Souto Maior, Guilherme Anselmo e Patrick Cadier. Capa do episódio: Frances Rocha Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio: Filme: As Auroras Aqui Nascem Tranquilas (1972), dir. Stanislav Rostotsky. Filme: Memórias do Subdesenvolvimento (1968), dir. Tomás Gutiérrez Alea. Capítulos: 00:00 – Abertura e apresentação da parceria Chutando a Escada + RUSLAT. 02:00 – Panorama Geral: A perspectiva russa sobre a cooperação com a América Latina. 09:30 – O olhar latino-americano: Diversidade, pragmatismo e o lugar da região no mundo. 17:00 – Brasil e Rússia: Do reconhecimento no Império ao universalismo contemporâneo. 31:00 – Conexão Rússia-AL: 4 anos de conflito russo-ucraniano e a busca pela paz duradoura. 43:00 – Geopolítica em ebulição: Venezuela, Operação Absoluto Resolve e a Doutrina Trump. 51:00 – Revitalização diplomática: A 8ª Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia. 58:00 – Outros olhares: Literatura, Escola do Teatro Bolshoi e identidades cruzadas. 01:13:00 – Conclusão e caminhos para a política internacional contemporânea. The post Rússia e América Latina: Alianças, Petróleo e Cultura appeared first on Chutando a Escada.

O Assunto
Neoimperialismo e o mundo em revisão

O Assunto

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 36:39


Convidado: Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International University. No início de dezembro de 2025, os Estados Unidos anunciaram sua nova Estratégia de Segurança Nacional — um documento que redefine as prioridades da política externa americana. O texto foca menos em Oriente Médio e Europa e aponta maior atenção à América Latina, à Ásia e à disputa com a China. Um mês depois da divulgação, os EUA invadiram a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro. Na sequência, Donald Trump voltou a reivindicar o controle sobre a Groenlândia. E, no início desta semana, o Departamento de Estado publicou uma imagem do presidente americano com os dizeres: “Este é o nosso hemisfério”. Em destaque, a palavra “nosso”. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Guilherme Casarões para explicar como a política externa americana é a peça-chave no redesenho de um novo mapa-múndi, no qual as zonas de influência importam mais do que as fronteiras nacionais – e onde as grandes potências, de acordo com a visão da Casa Branca, seriam EUA, China e Rússia. Cientista político e professor da Florida Internacional Univeristy, Casarões responde como ficam as influências de China e Rússia (na Ásia, Europa e América Latina) e o status da Europa e do Oriente Médio. Ele também analisa a situação das potências regionais, caso do Japão, da Índia e do Brasil.

Chutando a Escada
Da extrema direita sionista ao bolsonarismo

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 34:26


Neste episódio, Guilherme Casarões e Odilon Caldeira conversam com Michel Gherman, pesquisador do Observatório da Extrema Direita (OED), especialista em estudos judaicos e política israelense, que conduz uma análise rigorosa sobre a formação da extrema direita em Israel, suas raízes históricas e suas conexões contemporâneas com o neo-sionismo, o messianismo religioso e o projeto político de Benjamin Netanyahu. Michel discute também como símbolos, narrativas e identidades judaicas têm sido reconfigurados e mobilizados por movimentos de extrema direita no mundo, incluindo o bolsonarismo no Brasil. Da década de 1920 ao 7 de outubro, da Hebraica ao governo Trump 2.0, o episódio revela as imbricações entre política, religião, nacionalismo e guerra cultural no cenário global. Como de costume na parceria entre o OED e o Chutando a Escada, o episódio traz ainda o boletim de conjuntura internacional, com análises sobre Europa, Estados Unidos e América Latina, incluindo sanções energéticas, refugiados brancos, narcoterrorismo e eleições locais nos EUA. Fechamos com uma dica cultural na medida: o filme The Order (2024), disponível no Prime Video, que explora o universo das milícias supremacistas e do neonazismo estadunidense, oferecendo chaves importantes para compreender a extrema direita transnacional. Clique aqui e conheça o OED. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Guilherme Casarões, Odilon Caldeira e Michel Gherman Receba novidades do Chutando a Escada no WhatsApp Capa do episódio: FP Inserção: The Order Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 Introdução e apresentação da parceria com o OED01:00 A formação histórica da extrema direita sionista10:30 As origens do neo-sionismo18:00 Militarismo, etnicidade e a consolidação da extrema-direita em Israel26:00 Netanyahu: trajetória, radicalização e alianças religiosas35:00 Evangelismo, nacionalismo judaico-cristão e conexões globais42:00 Bolsonaro na Hebraica e a colonização dos símbolos judaicos no Brasil50:00 Antissemitismo, instrumentalização política e polarização pós–7 de outubro58:00 Boletim internacional do OED: Europa, EUA, narcoterrorismo e eleições locais01:07:00 Dica cultural: The Order (2024), supremacismo branco e neonazismo nos EUA The post Da extrema direita sionista ao bolsonarismo appeared first on Chutando a Escada.

Aufhebunga Bunga
/513/ Global Right: LATAM Division ft. Guilherme Casarões

Aufhebunga Bunga

Play Episode Listen Later Sep 30, 2025 47:43


On the Bolsonaros, Milei and MAGA. Alex talks to Guilherme Casarões, Associate Professor of Brazilian Studies at Florida International University, about Bolsonaro's sentencing, Trump's tariffs on Brazil, and the bailout of Milei. Is the motivation behind the tariffs on Brazil just partisan interest? How has Jair Bolsonaro's son, Eduardo, become point-man for the Latin American radical right's connection to MAGA? Is Bolsonarismo the closest to MAGA among the global radical right? Will a "Populist International Order" follow the Liberal International Order? Why is the nationalist Trump bailing out the libertarian Milei? For the full episode, subscribe at patreon.com/bungacast Then George, Alex and Ryan Zickgraf discuss the global radical right and whether Charlie Kirk's killing was its "George Floyd moment". Finally, the boys take listener questions & comments from the past month. (NB recorded 25 September)

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #436 - 80ª Assembleia Geral da ONU

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Sep 27, 2025 105:56


Semana de abertura da AGNU significa o professor Guilherme Casarões nos brindando com sua expertise, comentando o discurso brasileiro. Abusamos da paciência dele e pedimos para comentar também a intervenção de Mahmoud Abbas, representando a Palestina.Depois, passamos por todos os principais discursos dos dois primeiros dias, com Filipe Figueiredo comentando Trump e outros mais, além de Matias Pinto e Sylvia Colombo repercutindo outros representantes da nossa quebrada latino-americana.E fechamos com a Vivian Almeida comentando as relações econômicas entre Argentina e EUA.Participe da Imersão IA Alura com Google Gemini: https://alura.tv/xadrezverbal-imersao-ia-4Conheça a Jornada ao Leste da Academia Guhan: https://academiaguhan.com.br/jornada-ao-leste/Campanha e comunicado sobre nosso amigo Pirulla: https://www.pirulla.com.br/

O Assunto
A química entre Trump e Lula

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 24, 2025 33:04


Convidado: Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International University. Como é tradição, o presidente brasileiro fez o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. Por 18 minutos, Lula defendeu a soberania nacional, destacou a importância da pauta ambiental e de organismos internacionais, mencionou a defesa da democracia no Brasil e defendeu a independência de um Estado palestino. Logo após Lula, foi a vez de Donald Trump. Em seu mais longo discurso na ONU, Trump falou por mais de 50 minutos. E o que se viu foi um completo antagonismo a Lula: críticas à ONU e ataques a imigrantes. O presidente dos EUA classificou as mudanças climáticas como “uma farsa” e defendeu seu tarifaço. Até que, surpreendentemente, Trump relatou um breve encontro com Lula nos bastidores, dizendo ter tido "uma química excelente" com o brasileiro. O presidente dos EUA afirmou que deve fazer uma reunião com Lula na semana que vem – encontro ainda sem detalhes e visto com cautela pela diplomacia brasileira. Para explicar os antagonismos dos discursos de Trump e Lula e o que pode significar uma aproximação entre os dois, Natuza Nery conversa com Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International University. Casarões classifica as divergências entre eles e aponta quais as perspectivas de negociação entre EUA e Brasil depois de meses de deterioração nas relações entre os países.

O Assunto
Trump x Brasil: ataque político e recuo tarifário

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 31, 2025 37:53


Às vésperas do 1° de agosto, data em que as tarifas de 50% entrariam em vigor, Donald Trump publicou o decreto que determina as regras da medida. E o que se viu no texto foi a repetição de um roteiro já conhecido: depois de seguidas ameaças ao Brasil, o presidente americano adiou o início das tarifas para 6 de agosto e oficializou uma lista com quase 700 produtos isentos da cobrança. O tarifaço veio esvaziado. Pouco antes do recuo comercial, no entanto, o governo dos EUA impôs sanções a Alexandre de Moraes. Ao anunciar a Lei Magnitsky contra o ministro do STF, Trump agravou a níveis inéditos a crise política e diplomática contra o Brasil, ao citar o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro e os interesses das big techs. Essa lei, originalmente criada para punir ditadores, bloqueia bens que eventualmente Moraes tenha nos EUA. O ministro também não pode realizar transações com cidadãos e empresas nos EUA. Para explicar os significados do tarifaço esvaziado e da ofensiva de Trump contra o ministro do Supremo, Alan Severiano recebe Guilherme Casarões. Professor da FGV-SP e pesquisador do Observatório da Extrema Direita, Casarões responde sobre os efeitos econômicos e simbólicos do recuo tarifário imposto pelos EUA. Ele também comenta a gravidade da ofensiva do presidente americano contra as instituições brasileiras.

O Assunto
A reação à chantagem de Trump com o Brasil

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 11, 2025 32:28


O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (10) querer negociar com Donald Trump, mas pediu respeito às decisões brasileiras. Lula disse que, caso não haja acordo com o governo americano, o Brasil vai responder com tarifais iguais às anunciadas por Trump contra todos os produtos brasileiros. Um dia antes, o presidente americano anunciou que vai impor tarifas de 50% ao Brasil a partir de 1° de agosto. Além da reação do governo brasileiro, a quinta-feira foi marcada por críticas a Trump. A imprensa internacional destacou o uso das tarifas para chantagear o Brasil. O economista Paul Krugman, vencedor do Nobel de economia de 2008, classificou a decisão como “maléfica e megalomaníaca”. Para alguns empresários, as tarifas de 50% podem inviabilizar os negócios do Brasil com os EUA. Neste episódio, Julia Duailibi recebe o diplomata Roberto Abdenur, que atuou por 45 anos no serviço diplomático brasileiro e foi embaixador em Washington, Pequim e em Berlim. Conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Abdenur classifica o momento como “o mais grave da relação” entre EUA e Brasil. Ele avalia as possibilidades de resposta econômica e diplomática que o governo brasileiro pode dar a Trump. Depois, a conversa é com o cientista político Guilherme Casarões. Professor da FGV-SP e pesquisador do Observatório da Extrema Direita, Casarões analisa a resposta dada pelo governo Lula até aqui. E explica de que forma a interferência do presidente dos EUA em um processo judicial envolvendo Jair Bolsonaro no Brasil integra a estratégia global da extrema-direita.

CNN Poder
A força do populismo em expansão

CNN Poder

Play Episode Listen Later Jun 16, 2025 64:49


O WW Especial deste domingo (15) debate "A força do populismo em expansão". Participam deste programa Clifford Young, presidente da Ipsos nos EUA, Carlos Melo, cientista político e professor do Insper, e Guilherme Casarões, cientista político e professor da FGV.

O Assunto
A ameaça de sanção a Alexandre de Moraes nos EUA

O Assunto

Play Episode Listen Later May 27, 2025 35:56


O ministro do STF Alexandre de Moraes acolheu um pedido do Procurador-Geral da República para abrir uma investigação contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por indícios dos crimes de coação e obstrução de investigações. No pedido, o procurador-geral Paulo Gonet alega que Eduardo age para atrapalhar as investigações do 8 de janeiro. A PGR citou posts e entrevistas de Eduardo Bolsonaro e afirmou que o deputado licenciado tenta conseguir que o governo de Donald Trump imponha sanções a integrantes do Supremo. Na semana passada, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, foi questionado por um deputado republicano se os EUA avaliam sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Rubio foi direto: “há uma grande possibilidade de que aconteça”. Neste episódio, Natuza Nery recebe a jornalista Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo, e o cientista político Guilherme Casarões, professor da FGV-SP e pesquisador do Observatório da Extrema-Direita. Malu Gaspar relembra os argumentos usados por Eduardo Bolsonaro para pedir licença do cargo e ir aos EUA, onde está desde fevereiro. Ela conta quais falas de Eduardo acenderam o alerta na PGR, a reação dos ministros do Supremo e as consequências políticas da investigação. Depois, Guilherme Casarões responde quais os reflexos do caso para a relação entre Brasil e EUA. Casarões analisa qual o peso político de aplicar sanções a autoridades de outro país. Ele afirma que “os EUA não podem, em tese, alegar que uma decisão tomada pela Suprema Corte brasileira está certa ou errada”.

Joule
EUA sempre tiveram compromisso “frouxo” com a agenda climática | Podcast Joule #42

Joule

Play Episode Listen Later Feb 18, 2025 30:09


O Joule, podcast de energia do JOTA em parceria com o Inté, o Instituto Brasileiro de Transição Energética, recebe  Guilherme Casarões, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da da Fundação Getulio Vargas (FGV). A entrevista é feita por Larissa Fafá, analista de energia do JOTA.

CNN Poder
Donald Trump está dando um tiro no pé?

CNN Poder

Play Episode Listen Later Feb 10, 2025 59:44


No WW Especial deste domingo (9) colocou em pauta o questionamento "Donald Trump está dando um tiro no pé?". Participaram do programa a conselheira-sênior da Mclarty Associates, Kellie Meiman Hock, o cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Guilherme Casarões e o coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank.

donald trump dando funda tiro participaram mclarty associates guilherme casar
Mamilos
Trump 2: vai sobrar pra nós?

Mamilos

Play Episode Listen Later Feb 4, 2025 73:06


Em 20 de janeiro de 2025, Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos pela segunda vez. A cerimônia de posse foi marcada pela presença de líderes influentes do setor de tecnologia, como Mark Zuckerberg da Meta, Jeff Bezos da Amazon e Elon Musk do Twitter. Logo no primeiro dia, o presidente assinou uma série de ordens executivas que geraram repercussão. Trump lançou uma campanha agressiva de deportação, que pretende realizar entre 1.200 a 1.500 prisões diárias de imigrantes ilegais. No programa de hoje, vamos dar um passo pra trás pra entender esses movimentos em conjunto e no contexto global. Que paralelos podemos traçar para compreender melhor as mudanças desse segundo mandato de Trump? Quanto de excepcionalidade de fato existe, e quais são as implicações para os Estados Unidos e para o tabuleiro geopolítico global, em especial América Latina e, claro, Brasil. Para isso, trouxemos pra conversa: Guilherme Casarões: Cientista político e professor da FGV EAESP; Fernanda Magnotta: Professora e coordenadora do curso de Relações Internacionais da FAAP ; Vem com a gente! _____ FALE CONOSCO . Email: mamilos@mamilos.me

O Assunto
Trump e a ascensão do discurso nacionalista

O Assunto

Play Episode Listen Later Feb 3, 2025 31:16


Nesta semana deve entrar em vigor o “tarifaço” dos EUA sobre as importações de seus três principais parceiros comerciais. A administração de Donald Trump anunciou taxação de 25% sobre produtos do Canadá e do México, e de 10% sobre os produtos chineses. A decisão, anunciada na última sexta-feira, se soma a outras que colocam em prática o lema trumpista “America First” (América primeiro). Desde que voltou à Casa Branca, o presidente dos EUA colocou em curso seu plano de deportação em massa de imigrantes ilegais e anunciou a ideia de anexar territórios de outros países. Trump já falou em tornar o Canadá um estado americano, assumir o controle do Canal do Panamá e até em incorporar a Groenlândia. É o ápice de um movimento que está ganhando força em todo o mundo. Desde os anos 2010, líderes como Vladimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China), Viktor Orban (Hungria), Nicolás Maduro (Venezuela) e Benjamin Netanyahu (Israel) investem progressivamente em discursos nacionalistas – sempre em busca de mais poder. "O sentimento de unidade nacional pode ser positivo, mas, transformado em instrumento político, pode ter consequências graves”, resume Guilherme Casarões a Natuza Nery neste episódio. Cientista político, professor da FGV-SP e pesquisador do Observatório da Extrema-Direita, Casarões relembra outros momentos da história em que o nacionalismo ascendeu e explica quais são os riscos disso.

O Assunto
O risco à democracia na segunda Era Trump

O Assunto

Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 28:31


Em 6 de janeiro de 2021, o mundo assistia incrédulo a cenas de vandalismo e selvageria. O cenário era o Capitólio, em Washington, sede do poder administrativo dos Estados Unidos. Centenas de trumpistas invadiram o local para impedir que o Congresso certificasse a vitória eleitoral de Joe Biden. O epicentro da maior crise na democracia americana foi o próprio Donald Trump, que nunca aceitou o resultado das urnas e convocou seus apoiadores para o ato. Houve depredação, confronto com policiais e troca de tiros. Cinco pessoas morreram. Exatamente quatro anos depois, nesta segunda-feira (6), o Congresso se reúne para oficializar a vitória do republicano, que toma posse em 20 de janeiro. Trump volta à Casa Branca com ainda mais poder: depois de radicalizar na campanha eleitoral e ameaçar as instituições, ele derrotou a candidata democrata, Kamala Harris, no voto popular e ainda conquistou maioria na Câmara e no Senado. Para apresentar as perspectivas do segundo mandato Trump, que está montando um gabinete com seus aliados mais leais e já conhece a burocracia do Estado americano, Natuza Nery conversa com Guilherme Casarões, cientista político, professor da FGV-SP e pesquisador do Observatório da Extrema Direita. Ele avalia também o atual status da democracia nos Estados Unidos.

Mamilos
Retrospectiva 2024

Mamilos

Play Episode Listen Later Dec 31, 2024 49:20


Depois de 84 programas e mais de 5.040 minutos de conversas de peito aberto, chegamos ao nosso último programa do ano, justamente no último dia de 2024. Logo de cara, a você que veio com a gente até aqui, nosso muito obrigada, a caminhada é muito melhor com vocês do lado daí. E como já virou tradição nos últimos anos, o programa de hoje é a nossa retrospectiva de 2024. Mas antes de relembrarmos os destaques desse ano no Brasil e no mundo, queríamos também celebrar o ano que tivemos no Mamilos. Foram 32 episódios do Mamilos Café, com conversas instigantes com pessoas de mentes brilhantes. Recebemos para papos gostosos e profundos, acompanhados de bolinho e café, grandes personalidades brasileiras, como Pedro Bial, Sandra Annenberg, Alice Braga, Juca Kfouri, Paulo Miklos e tantas outras E também internacionais, com direito até à vencedora do prêmio Nobel da paz, Maria Ressa. E ainda tivemos a grande oportunidade de conversar com autores que nos inspiram pessoal e profissionalmente, como William Ury e Charles Duhigg. No Mamilos Debate, continuamos a trazer temas que nos movem e nos fazem refletir, acompanhadas dos melhores especialistas de cada tema. E olha que de gente inteligente e bem intencionada a gente entende, viu, foram mais de 130 convidados esse ano! Ufa, que ano! Mais uma vez, obrigada por continuarem com a gente ano após ano. No programa de hoje, contamos com a participação de Vera Magalhães, Guilherme Casarões, Natália Lara, Cris de Luca, Ana Freitas, Marco Antônio Rocha e Carlos Merigo. _____ FALE CONOSCO . Email: mamilos@mamilos.me _____ CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos _____ Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. A edição foi feita pela Mariana Leão, e as trilhas são de Angie Lopez. Quem cuida das nossas redes sociais é a Malu Pinheiro. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.

brasil logo telegram nobel depois pra rocha foram retrospectiva recebemos charles duhigg ufa maria ressa marco ant william ury mamilos alice braga pedro bial vera magalh juca kfouri paulo miklos cris bartis guilherme casar ju wallauer fale conosco beatriz souza carlos merigo ana freitas angie lopez telma zennaro
O Assunto
Trump de volta: o impacto político no Brasil

O Assunto

Play Episode Listen Later Nov 8, 2024 35:37


Durante a apuração dos votos, o QG da campanha do republicano, em Mar-a-Lago, na Flórida, abrigava familiares e aliados mais próximos do agora presidente-eleito dos EUA. Entre os convidados, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que comemorou o resultado e tentou capitalizar para seu pai a vitória inconteste de Trump. No tabuleiro da política nacional, apoiadores do ex-presidente brasileiro buscam aproveitar a eleição americana para pressionar o Supremo na saga pela anistia dos presos pela tentativa de golpe de 8 de janeiro e pela reversão da inelegibilidade de Bolsonaro. Para o governo Lula, a preocupação maior se dá na economia: o pacote de medidas prometido por Trump pode mexer com o câmbio e com a inflação em todo o planeta – e o impacto aqui pode ser grande. Para analisar as consequências da vitória de Trump para o Brasil e explicar o que isso representa para a direita na geopolítica global, Natuza Nery entrevista Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da GloboNews e da rádio CBN, e Guilherme Casarões, cientista político, professor da FGV e pesquisador do Observatório da Extrema Direita.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #396 - 79ª Assembleia Geral da ONU

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Sep 28, 2024 179:21


Seguimos a tradição anual de receber o professor Guilherme Casarões para comentar o discurso brasileiro na abertura da AGNU.Também analisamos outros discursos desta primeira semana, além da repercussão das crises atuais no plenário das Nações Unidas e aquele tradicional pião pela nossa quebrada latino-americana!

Mesa do Meio (#MesaDoMeio)
Entenda as chances de Kamala Harris na disputa contra Trump nas eleições dos EUA

Mesa do Meio (#MesaDoMeio)

Play Episode Listen Later Jul 25, 2024 60:45


No #MesadoMeio de 23 de julho de 2024, as jornalistas Mariliz Pereira Jorge e Flávia Tavares, junto com os cientistas políticos Christian Lynch e Guilherme Casarões, discutem a disputa eleitoral nos Estados Unidos. Após a desistência de Joe Biden, a vice-presidente Kamala Harris lidera entre os democratas como a candidata favorita. Nesta discussão, descubra as chances e principais atributos de Kamala, ex-promotora de Justiça, que deve enfrentar Trump. Acompanhe no programa análises sobre as eleições americanas e o impacto da saída de Biden, que levou a doações recorde para o partido Democrata. See omnystudio.com/listener for privacy information.

The Delve Brasil
E4: Brazil on the World Stage: A Conversation with Guilherme Casarões - Brasil no Palco Mundial: Uma Conversa com Guilherme Casarões

The Delve Brasil

Play Episode Listen Later Jun 27, 2024 59:02


In this episode, Chalin sits down with Professor Guilherme Casarões, a renowned political scientist and expert on Brazilian foreign policy. They explore Brazil's strategic importance on the international stage, its foreign policy strategies, and the challenges and opportunities it faces globally. From its role in regional blocs to its engagement with international organizations, discover how Brazil navigates the complex world of global politics. Tune in for a thought-provoking discussion that sheds light on Brazil's place in the world. Full episode in the link in bio!Portuguese:Neste episódio, Chalin conversa com o Professor Guilherme Casarões, um renomado cientista político e especialista em política externa brasileira. Eles exploram a importância estratégica do Brasil no cenário internacional, suas estratégias de política externa e os desafios e oportunidades que enfrenta globalmente. Desde seu papel em blocos regionais até seu engajamento com organizações internacionais, descubra como o Brasil navega no complexo mundo da política global. Sintonize para uma discussão instigante que ilumina o lugar do Brasil no mundo. Episódio completo no link na bio!

Fora da Política Não há Salvação
Bolsonarismo moderado existe? | com Guilherme Casarões | 225

Fora da Política Não há Salvação

Play Episode Listen Later May 4, 2024 69:52


Lideranças bolsonaristas têm procurado se apresentar ao eleitorado e à opinião pública como moderadas, mesmo mantendo seu apoio a Jair Bolsonaro, a despeito de tudo o que se sabe sobre suas tentativas de deflagrar um golpe de Estado e, consequentemente, uma ruptura democrática no Brasil. Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, em particular, tentam se apresentar como este oxímoro: "bolsonaristas moderados". Alguns analistas parecem levar a sério a possibilidade de que tal coisa exista, afirmando em colunas de jornal e rádio que esse "extremismo moderado" seria bem-vindo, ou simplesmente classificando tais extremistas de fala mansa como parte da "centro-direita". Faz algum sentido tal classificação? Tem nexo a ideia de um "bolsonarismo moderado"? Quais as implicações de levar tal ideia a sério? Que ameaças à democracia representa essa extrema-direita dissimulada ou com modos à mesa? Para discutir tal tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe o cientista político Guilherme Casarões, pesquisador e coordenador do Observatório da Extrema-Direita (OED). Casarões é professor da FGV EAESP e professor visitante na Universidade de Brown, nos Estados Unidos. As músicas deste episódio são "Subtle Betrayal" do SYBS e "1940's Slow Dance" de Doug Maxwell. Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital. Apoie o e ajude o canal e o podcast a se manter e a melhorar! Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes relacionados ao tema do canal: a política. Agradecemos aos apoiadores do #ForadaPolíticaNãoháSalvação, Ângelo Roberto Meia Meneghelo, Gustavo Sousa Franco, Antonio Silva, Antonio Maués, Cláudio Garcia, Clarice - Acredite, Marcos Pedro de Carvalho Lima, Ademar Borges, Marisa Yamashiro, Cláudio Graziano Fonseca, Luís Henrique do Amaral Vinha, Rúbens Tayei Nakashima, Clarice Myiagi, Leandro Gonzaga, Bárbara Mota, Mariana Peçanha, Ana Maria Santeiro, Antonio Silva, Pedro Raúl de Paula Goes, Chrystian Ferreira, Clalter Rocha Melgaço, David Ribeiro dos Reis, Camilo Rodrigues Neto, bem como a todos e todas que têm apoiado por meio do botãozinho do "Valeu Demais".

The Take
Where in the world is Jair Bolsonaro?

The Take

Play Episode Listen Later Apr 8, 2024 20:46


Jair Bolsonaro, facing legal troubles at home, is looking for help abroad. Since his passport was seized earlier this year, the former Brazilian president has spent the night in the Hungarian Embassy in Brazil and requested his passport to visit Israel. What's behind his transnational relationships?  In this episode:  Guilherme Casarões (@GCasaroes), Political Scientist, Getulio Vargas Foundation Episode credits: This episode was produced by Negin Owliaei with our host Malika Bilal. Miranda Lin, Zaina Badr, and Manahil Naveed fact-checked this episode. Our sound designer is Alex Roldan. Our lead of audience development and engagement is Aya Elmileik and Adam Abou-Gad is our engagement producer. Alexandra Locke is The Take's executive producer. Ney Alvarez is Al Jazeera's head of audio. Connect with us: @AJEPodcasts on Twitter, Instagram, Facebook, Threads and YouTube

20 Minutos com Breno Altman
ASCENSÃO DA EXTREMA DIREITA NAS AMÉRICAS - GUILHERME CASARÕES - PROGRAMA 20 MINUTOS

20 Minutos com Breno Altman

Play Episode Listen Later Mar 2, 2024 72:43


ASCENSÃO DA EXTREMA DIREITA NAS AMÉRICAS O cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas Guilherme Casarões é o convidado do programa 20 MINUTOS desta sexta-feira (01/03) para uma entrevista sobre a ascensão da extrema direita nas Américas. Não deixe de acompanhar ao vivo, às 11h, aqui em Opera Mundi!

O Assunto
A fala de Lula sobre Israel

O Assunto

Play Episode Listen Later Feb 20, 2024 30:29


Em viagem à Etiópia, o presidente Lula comparou os ataques de Israel em Gaza ao holocausto promovido pelos nazistas contra os judeus – período em que mais de 6 milhões de pessoas foram exterminadas. A reação foi rápida e duríssima: Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, classificou as palavras de Lula como vergonhosas e graves; em seguida, o premiê deu uma reprimenda pública no embaixador brasileiro em Tel-Aviv e declarou Lula como “persona non grata” em Israel. O Itamaraty, por sua vez, convocou o embaixador israelense para dar explicações e trouxe de volta a Brasília seu representante no país. Para explicar por que a comparação feita por Lula é tão grave para os judeus e analisar as repercussões diplomáticas do entrevero entre Brasil e Israel, Natuza Nery conversa com Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, criador do podcast Petit Journal e professor de economia do Ibmec, e com Guilherme Casarões, cientista político e professor de relações internacionais da FGV-SP.

O Assunto
REPRISE - Israel x Palestina - a história do conflito

O Assunto

Play Episode Listen Later Dec 28, 2023 38:17


O dia 7 de outubro de 2023 marcou o maior ataque terrorista do Hamas sobre o território israelense. Começava ali mais um capítulo de uma disputa milenar pelo controle da região que é berço das três maiores religiões ocidentais. Nesta quinta-feira, 28 de dezembro, O Assunto reprisa o episódio que explicar essa história de expulsões, perseguições, conflitos militares e terrorismo. Julia Duailibi entrevista Guilherme Casarões, professor da FGV-SP, doutor em ciência política, mestre em relações internacionais com especialização em nacionalismo judaico e pesquisador convidado da Universidade de Tel Aviv. Neste episódio: - Casarões recupera a história de milênios de ocupação de Jerusalém e seus arredores. Ele lembra que a tradição judaica reivindica mais de 5 mil anos no local que hoje compreende o Estado de Israel; mas que também os palestinos argumentam que já estavam lá desde os cananeus, há 10 mil anos; - Ele aponta que o início do conflito moderno se deu na virada do século 19 para o século 20, num momento em que despontam o sionismo e o nacionalismo árabe: “É quando começam aparecer os projetos nacionais como projetos políticos”. E completa que a disputa escala de nível com o plano de partilha proposto pela ONU para a criação dos Estados israelense e palestino - o que nunca aconteceu; - O professor descreve os efeitos das guerras dos Seis Dias (1967) e do Yom Kippur (1973) na formulação “da dinâmica que rege até hoje esse conflito” - com a primazia do domínio israelense sobre o território -, e como elas repercutiram para o crescimento da Organização para a Libertação Palestina; - Casarões explica as duas principais tentativas de acordo de paz entre Israel e os Estados árabes. O primeiro no Camp David (EUA) ao fim da década de 1970 entre Israel e Egito. E o segundo assinado em 1993: o Acordo de Oslo, entre as autoridades israelenses e palestina, definiria a divisão definitiva dos territórios entre os dois Estados. Nos dois casos, o processo de entendimento foi interrompido pelo assassinato de lideranças políticas por extremistas; - Por fim, ele comenta o aumento das tensões resultante da eleição do grupo terrorista Hamas como representante do povo palestino da Faixa de Gaza – resultado da única eleição realizada por lá, em 2006: “Vira uma guerra interna entre o Hamas e o Fatah” - organização palestina moderada.

Rádio Gaúcha
O panorama atual da guerra e as perspectivas de paz, com Guilherme Casarões

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Dec 7, 2023 27:04


O cenário atual do conflito entre Israel e Palestina é tema deste episódio. O colunista e enviado especial do Grupo RBS, Rodrigo Lopes, entrevista Guilherme Casarões, professor da FGV-SP, mestre em Relações Internacionais e doutor em Ciência Política, para analisar a conjuntura atual, as repercussões da guerra e a perspectiva de paz entre israelenses e palestinos.

O Assunto
Lula: erros e acertos da política externa

O Assunto

Play Episode Listen Later Dec 1, 2023 35:21


Em um giro pelo Oriente Médio, o presidente Lula visitou Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, país que sedia a 28ª edição da Conferência do Clima, nessa que é a décima-quinta viagem internacional dele desde que tomou posse em janeiro desse ano – ao todo, foram mais de 2 meses fora do país; estratégia para tentar recuperar o prestígio diplomático brasileiro. Para analisar onde Lula errou e acertou, e projetar os próximos passos das relações internacionais do Brasil, Natuza Nery conversa com o economista Daniel Souza, comentarista da Globonews, professor do Ibmec e criador do podcast Petit Journal, e com o cientista político Guilherme Casarões, professor de relações internacional da FGV-SP. Neste episódio: - Daniel e Guilherme comentam a rodada de encontros do presidente brasileiro com líderes de países árabes. “O mundo árabe nos oferece hoje um cardápio completo de comércio, investimentos potenciais e protagonismo político”, diz Casarões. “Eu fico preocupado com a certa ambiguidade do Brasil em relação a energias renováveis”, diz o economista, ao falar do convite feito ao país para integrar a Opep+. “Acredito que não deveria aceitar”, completa; - Casarões descreve a relação do governo com líderes autoritários como parte de uma estratégia pragmática da diplomacia brasileira: “A crítica a Bolsonaro era sobre personalização excessiva das relações. Lula preserva uma impessoalidade institucional”. Daniel sinaliza incômodos com a visita de Lula ao príncipe saudita. “Quando Lula vai a Riad, ele assume um fardo excessivo”; - O cientista político avalia que a visita de Lula à Alemanha – marcada para depois da COP28 – é o contrapeso da agenda árabe na geopolítica global. “É um momento importante para sinalizar compromisso com os valores ocidentais”, afirma. E Daniel chama a atenção para o potencial estratégico do encontro com o primeiro-ministro alemão pouco antes da data prevista para a celebração do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul (7 de dezembro); - Daniel alerta para a crescente tensão entre Venezuela e Guiana, na fronteira norte do país: “O Brasil é o grande mediador de conflitos na América do Sul e vai ter que transitar nele com muito cuidado”. Casarões concorda e acrescente que, caso a tensão escale para um enfrentamento militar, todos os outros problemas diplomáticos “vão parecer fichinha para o Brasil”. “Será o grande teste do governo Lula”, resume.

O Assunto
Israel x Palestina: a história do conflito

O Assunto

Play Episode Listen Later Oct 13, 2023 37:18


O ataque terrorista do Hamas sobre o território israelense deu início a mais um capítulo de uma disputa milenar pelo controle da região que é berço das três maiores religiões ocidentais. Para abordar e explicar essa história de expulsões, perseguições, conflitos militares e terrorismo, Julia Duailibi entrevista Guilherme Casarões, professor da FGV-SP, doutor em ciência política, mestre em relações internacionais com especialização em nacionalismo judaico e pesquisador convidado da Universidade de Tel Aviv. Neste episódio: - Casarões recupera a história de milênios de ocupação de Jerusalém e seus arredores. Ele lembra que a tradição judaica reivindica mais de 5 mil anos no local que hoje compreende o Estado de Israel; mas que também os palestinos argumentam que já estavam lá desde os cananeus, há 10 mil anos; - Ele aponta que o início do conflito moderno se deu na virada do século 19 para o século 20, num momento em que despontam o sionismo e o nacionalismo árabe: “É quando começam aparecer os projetos nacionais como projetos políticos”. E completa que a disputa escala de nível com o plano de partilha proposto pela ONU para a criação dos Estados israelense e palestino - o que nunca aconteceu; - O professor descreve os efeitos das guerras dos Seis Dias (1967) e do Yom Kippur (1973) na formulação “da dinâmica que rege até hoje esse conflito” - com a primazia do domínio israelense sobre o território -, e como elas repercutiram para o crescimento da Organização para a Libertação Palestina; - Casarões explica as duas principais tentativas de acordo de paz entre Israel e os Estados árabes. O primeiro no Camp David (EUA) ao fim da década de 1970 entre Israel e Egito. E o segundo assinado em 1993: o Acordo de Oslo, entre as autoridades israelenses e palestina, definiria a divisão definitiva dos territórios entre os dois Estados. Nos dois casos, o processo de entendimento foi interrompido pelo assassinato de lideranças políticas por extremistas; - Por fim, ele comenta o aumento das tensões resultante da eleição do grupo terrorista Hamas como representante do povo palestino da Faixa de Gaza – resultado da única eleição realizada por lá, em 2006: “Vira uma guerra interna entre o Hamas e o Fatah” - organização palestina moderada.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #351 - 78ª Assembleia Geral da ONU

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Sep 23, 2023 298:01


Matias Pinto e Filipe Figueiredo recebem Heitor Loureiro para nos atualizar sobre tudo o que ocorre em mais uma crise no Cáucaso, em Nagorno-Karabakh.Já Sylvia Colombo analisa a participação das lideranças da quebrada latino-americana na AGNU, enquanto Guilherme Casarões retorna para sua tradicional participação ao analisar o discurso do representante brasileiro na abertura do evento.

nagorno karabakh assembleia geral itamaraty xadrez verbal matias pinto podcastbr guilherme casar filipe figueiredo
Estadão Notícias
A ampliação do Brics pode prejudicar o Brasil dentro do bloco?

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Aug 28, 2023 28:18


A Cúpula do Brics oficializou na última quinta-feira, 24, que vai ampliar o bloco. O grupo decidiu convidar formalmente seis países para se tornarem novos membros, disse o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa: Arábia Saudita, Argentina, Emirados Árabes Unidos, Egito, Irã e Etiópia. O debate sobre a expansão do Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, esteve no topo da agenda durante as reuniões em Johannesburgo. Os seis países convidados terão de cumprir com algumas condições para participar do grupo a partir de 1º de janeiro de 2024. O Brasil era o país mais reticente à expansão, mas negociou uma concessão da China, em articulação com Índia e África do Sul. A declaração ainda está pendente, mas segundo diplomatas avança em relação ao que Pequim dizia antes. O Brasil, Índia e África do Sul pediram aos chineses uma declaração clara de apoio ao pleito dos três para obter um assento no Conselho de Segurança da ONU, algo considerado pouco provável. Afinal, o que representa a entrada desses países no Brics? O Brasil vai se beneficiar dessa expansão? No ‘Estadão Notícias' de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o cientista político e professor da EAESP/FGV, Guilherme Casarões. O ‘Estadão Notícias' está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência.Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

UOL News
Lula se irrita, Gilmar x Sergio Moro, choro de Anderson Torres, convite da Ucrânia e mais

UOL News

Play Episode Listen Later Apr 18, 2023 8:32


Acompanhe as principais notícias desta terça-feira (18) no UOL News com apresentação de Fabíola Cidral, comentários de Josias de Souza, Guilherme Casarões e Wálter Maierovitch, além de participação do colunista Graciliano Rocha

UOL Entrevista
Guilherme Casarões: 'Recepção de Bolsonaro flopou, mas não pode ser métrica para suposta impopularidade'

UOL Entrevista

Play Episode Listen Later Apr 3, 2023 64:55


O UOL Entrevista desta quinta-feira (30) recebe o cientista político Guilherme Casarões, coordenador do Observatório da Extrema Direita. A entrevista é conduzida pela apresentadora Fabíola Cidral e por colunistas do UOL.

Inteligência Ltda.
772 - ELIAS JABBOUR, GUILHERME CASARÕES E CESAR CALEJON

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Mar 17, 2023 260:14


ELIAS JABBOUR é professor, GUILHERME CASARÕES é cientista político e CESAR CALEJON é jornalistas. Eles vão bater um papo sobre o futuro do Brasil. Já Vilela tem mais passado do que futuro.

brasil eles jabbour elias jabbour guilherme casar
Consider This from NPR
Attack On Brazil's Capitol Is Part of Transnational Extremist Movement

Consider This from NPR

Play Episode Listen Later Jan 10, 2023 14:52


The attack on Brazil's congress and presidential palace Sunday was reminiscent of the attack on the U.S. Capitol on January 6, 2021. Both are part of a broader transnational extremist movement.We talk about that with Guilherme Casarões of the Getulio Vargas Foundation in Sao Paulo, and with NPR correspondents Shannon Bond and Sergio Olmos.In participating regions, you'll also hear a local news segment to help you make sense of what's going on in your community. Email us at considerthis@npr.org.

movement brazil attack npr capitol sao paulo extremists transnational guilherme casar getulio vargas foundation shannon bond
The Current
Bolsonaro supporters storm Brazil's government buildings

The Current

Play Episode Listen Later Jan 10, 2023 23:32


Supporters of former president Jair Bolsonaro stormed Brazil's government buildings on the weekend, smashing windows, destroying art and protesting what they claimed was a stolen election. We talk to Washington Post correspondent Mac Margolis; and Guilherme Casarões, a professor of political science at Fundação Getulio Vargas University in São Paulo.

Jornal da Gazeta
Guilherme Casarões, professor da FGV EAESP, sobre a política externa no Governo Lula

Jornal da Gazeta

Play Episode Listen Later Jan 6, 2023 9:03


Vamos agora à entrevista do dia, com Denise Campos de Toledo.

professor poltica toledo governo externa guilherme casar denise campos
E eu com isso?
#193 Lula e o Hamas

E eu com isso?

Play Episode Listen Later Nov 16, 2022 39:50


Logo que Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil, uma nota parabenizando o petista chamou a atenção. O texto dizia que a eleição de Lula era (abre aspas) “uma vitória para todos os povos oprimidos ao redor do mundo, particularmente o povo palestino, pois ele é conhecido por seu forte e contínuo apoio aos palestinos em todos os fóruns internacionais”. A nota é do grupo terrorista Hamas, que domina a Faixa de Gaza. Quando o Hamas parabenizou Lula, o tema ganhou não só a comunidade judaica, mas as redes sociais. Opositores passaram a relacionar diretamente o petista com o grupo terrorista. Hoje, nossa ideia é esclarecer se há efetivamente uma relação entre as partes. Nosso convidado é Guilherme Casarões, cientista político, professor da FGV de São Paulo e coordenador do Observatório da Extrema Direita. Apresentação: Anita Efraim e João Torquato.

Podcast Política - Agência Radioweb
Cientista político traça desafios para o novo governo Lula

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Nov 8, 2022 8:20


O repórter da Agência Radioweb, Norberto Notari, conversa com o mestre em Ciências Políticas e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Guilherme Casarões, para detalhar os desafios do novo governo Lula.

O Assunto
Bolsonaro na trilha de Donald Trump

O Assunto

Play Episode Listen Later Nov 4, 2022 25:40


Ambos passaram os respectivos mandatos lançando descrédito sobre o sistema eleitoral pelo qual chegaram ao poder. Derrotado na tentativa de obter o segundo mandato, o americano investiu meses na contestação do resultado, até insuflar a invasão ao Congresso em 6 de janeiro de 2021. Por aqui, a apuração rápida e segura, encerrada na noite do próprio domingo, inviabilizou qualquer questionamento à Justiça Eleitoral, a despeito das ameaças prévias do presidente. E este então se recolheu num silêncio de dois dias que foi a senha para os bloqueios ilegais em rodovias. Na comparação com os Estados Unidos, o Brasil padece de duas desvantagens, avalia Guilherme Casarões, professor da FGV-SP e coordenador do Observatório da Extrema-Direita. Primeiro, “um ímpeto golpista mais presente”. Depois, a opacidade das Forças Armadas, que se associaram ao atual governo e jamais manifestaram de forma inequívoca seu compromisso com a ordem constitucional. O cientista político chama a atenção para a ambiguidade das falas de Bolsonaro - que orientou os manifestantes a sair das estradas na mesma mensagem em que voltou a estimular outros atos de cunho golpista. Segundo Casarões, o presidente derrotado “vive um dilema”: quer manter seus radicais motivados e, ao mesmo tempo, não se inviabilizar como líder da oposição ao futuro governo petista.

Brazil Unfiltered
What Lula's Victory Means for Brazil & the World with Guilherme Casarões

Brazil Unfiltered

Play Episode Listen Later Oct 31, 2022 49:33


In this episode of Brazil Unfiltered, James Naylor Green speaks with Guilherme Casarões. Guilherme is a Senior Researcher at the Brazilian Center of International Relations, a professor at the Fundação Getúlio Vargas in São Paulo, and a member of the Observatório da Extrema Direita. His research explores topics related to Brazilian foreign policy, Latin American politics, and the rise of the extreme. Brazil is going through turbulent times. There's never been a more important moment to understand Brazil's politics, society, and culture. To go beyond the headlines, and to ask questions that aren't easy to answer. 'Brazil Unfiltered,' does just that. This podcast is hosted by James N. Green, Professor of Brazilian History and Culture at Brown University and the National Co-Coordinator of the U.S. Network for Democracy in Brazil.Brazil Unfiltered is part of the Democracy Observatory, supported by the Washington Brazil Office, and produced by Camarada Productions.➡️ https://www.braziloffice.org/en/observatory#activities

The Current
Brazil's election headed for run-off vote

The Current

Play Episode Listen Later Oct 3, 2022 8:14


After polling Sunday, Brazil's former president Luiz Inácio Lula da Silva has pushed incumbent President Jair Bolsonaro into a run-off vote later this month. We hear from Guilherme Casarões, a professor of political science at Fundação Getulio Vargas university in São Paulo.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #310 - 77ª Assembleia Geral da ONU

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Sep 27, 2022 254:58


Seguindo a tradição do programa, o professor Guilherme Casarões nos brinda com a análise do discurso do representante brasileiro na abertura da AGNU.Também passamos pelo Irã, com os recentes protestos devido a morte da jovem curda Mahsa Amini.Por fim, repercutimos as principais intervenções na ONU, desde os cinco membros do conselho permanente de segurança até as nações insulares, passando pelos estreantes, os direitos de resposta e os encontros paralelos em Nova York, além da cobertura dos sete meses da invasão russa à Ucrânia.

Uma estrangeira
Guilherme Casarões

Uma estrangeira

Play Episode Listen Later Sep 17, 2022 62:37


No 71º episódio do podcast, a minha conversa é com o professor Guilherme Casarões, cientista político, professor na FGV, especialista em política externa e movimentos de extrema direita. Ele coordena o Observatório da Extrema Direita. Eu amei esta conversa e aprendi demais e independente das suas convicções, seja para qual for o candidato que você irá votar nas eleições, seja qual for sua visão de mundo, escutem! E escutem com o coração aberto para gente entender as raízes, as motivações porque estamos no mundo político que vivemos hoje. Você pode encontrar o Guilherme em: https://twitter.com/GCasaroes https://www.instagram.com/casaroes/ https://www.youtube.com/c/Euviomundo/about Neste episódio foram citados: https://twitter.com/oedbrasil https://www.oedbrasil.com.br https://twitter.com/letcesar Eu sou a Gabi Oliveira, antropóloga, mãe de dois e professora, e este é o meu podcast, “Uma estrangeira”. Você também pode me encontrar no meu instagram @gabi_instaaberto. Para contar o que você está achando do podcast, mandar sugestões, perguntas e acompanhar os episódios, é só seguir o instagram @umaestrangeira_podcast ou escrever para o email umaestrangeirapodcast@gmail.com. Este podcast é produzido e editado por Fabio Uehara (@fauehara). --- Send in a voice message: https://anchor.fm/uma-estrangeira/message

Podcasts do Portal Deviante
Chute 273 – Bolsonarismo nas redes

Podcasts do Portal Deviante

Play Episode Listen Later Aug 14, 2022 55:56


Na nova parceria com o Observatório da Extrema Direita (OED), Guilherme Casarões (FVG-EAESP) conversa com David Nemer (UVA) sobre as origens e estratégias do bolsonarismo nas redes.

redes chute observat guilherme casar
Chutando a Escada
Bolsonarismo nas redes

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Aug 13, 2022


Na nova parceria com o Observatório da Extrema Direita (OED), Guilherme Casarões (FVG-EAESP) conversa com David Nemer (UVA) sobre as origens e estratégias do bolsonarismo nas redes. The post Bolsonarismo nas redes appeared first on Chutando a Escada.

redes observat escada chutando guilherme casar
Chutando a Escada
Bolsonarismo nas redes

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Aug 13, 2022 55:56


Na nova parceria com o Observatório da Extrema Direita (OED), Guilherme Casarões (FVG-EAESP) conversa com David Nemer (UVA) sobre as origens e estratégias do bolsonarismo nas redes. Para apoiar o Chutando a Escada, acesse chutandoaescada.com.br/apoio Conheça o OED – Observatório da Extrema Direita – oedbrasil.com.br Comentários, críticas, sugestões, indicações ou dúvidas existenciais, escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Geraldo Zahran – twitter.com/gnz20 Guilherme Casarões – twitter.com/GCasaroes David Nemer – twitter.com/DavidNemer Livros do David: –Tecnologia do Oprimido: Desigualdade e o mundano digital nas favelas do Brasil (2021) –Favela digital: o outro lado da tecnologia (2013) The post Bolsonarismo nas redes appeared first on Chutando a Escada.

Fora da Política Não há Salvação
As consequências da guerra, com Daniela Secches & Guilherme Casarões | 119

Fora da Política Não há Salvação

Play Episode Listen Later Mar 19, 2022 69:26


A guerra na Ucrânia já se aproxima de um mês de duração. Foram muitas as sanções à Rússia, foi grande a destruição na Ucrânia, são muitos os refugiados. O que se pode esperar como consequências dessa guerra? De que forma ficará a ordem internacional, a arquitetura de segurança internacional, após esse conflito? Como atuaram e como atuarão as organizações internacionais, como a ONU e a própria OTAN, pivô dessa conflagração? Para discutir esse tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação traz dois convidados. Uma é Daniela Secches, professora do Departamento de Relações Internacionais da PUC MG e especialista em Rússia, sobre a qual faz suas pesquisas. O outro é Guilherme Casarões, professor de Ciência Política da FGV EAESP e estudioso da política internacional. A música deste episódio é "Russian Dance", deJoey Pecoraro. Agradeço aos novos apoiadores do canal: Maurício Roberto Monier e Juliano Seabra. Apoie o #ForadaPolíticaNãoháSalvação e ajude o canal a se manter e melhorar! Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes digitais relacionados ao tema do canal: a política. https://www.youtube.com/channel/UCbSOn9WtyJubqodDk_nL1aw/join Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital! #ConjunturaPolítica #Guerra #GuerradaUcrânia #Rússia #Ucrânia #OTAN #SegurançaInternacional #PolíticaInternacional #RelaçõesInternacionais --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message

Chutando a Escada
Crueldade e Populismo

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 11, 2022 66:03


É possível falar em crueldade numa análise política? Nessa semana, a Deborah Leal Farias (University of New South Wales – Sydney) veio nos explicar não apenas porque a noção de crueldade cabe perfeitamente na hora de analisar práticas e sujeitos políticos, mas também como ela se fez presente no governo de Bolsonaro ao longo da gestão da crise provocada pela pandemia de Covid-19. Para apoiar o Chutando a Escada, acesse chutandoaescada.com.br/apoio Comentários, críticas, sugestões, indicações ou dúvidas existenciais, escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Geraldo Zahran – twitter.com/gnz20 Maju Barbosa – twitter.com/majubarbosa18 Deborah Leal Farias – twitter.com/debfrombrazil Citados no episódio: Guilherme Casarões e David Magalhães – The hydroxychloroquine alliance: how far-right leaders and alt-science preachers came together to promote a miracle drug Deborah Farias e Guilherme Casarões – Brazilian foreign policy under Jair Bolsonaro: far-right populism and the rejection of the liberal international order Diálogos Brasil-Berlim #4 – Meio Ambiente: destruição sem limites Trilha sonora: -Pertuba, Melhor Sobrar Do Que Faltar – https://youtu.be/OkgfMRNq8DU -Aborígenes Viajantes, Edgar – https://youtu.be/6KwfiUGrIsM The post Crueldade e Populismo appeared first on Chutando a Escada.

Conversas com o Meio
Conversas: entendendo a Rússia com Guilherme Casarões

Conversas com o Meio

Play Episode Listen Later Mar 9, 2022 80:38


Neste episódio do Conversas com Meio, Guilherme Casarões, professor da Fundação Getúlio Vargas, explica as dinâmicas de funcionamento do mundo. Suas configurações de poder têm se transformado a uma velocidade inacreditável -- sobretudo após a invasão russa da Ucrânia. E, dependendo do ângulo que se olha, é possível entender a guerra de variadas formas.

E Tem Mais
Guerra na Ucrânia: tropas russas avançam, sanções aumentam e crise se acentua

E Tem Mais

Play Episode Listen Later Mar 4, 2022 40:11


Neste episódio do E Tem Mais, Evandro Cini apresenta um balanço dos mais recentes desdobramentos dos ataques russos à Ucrânia. Em meio a tentativas de negociação para um possível cessar-fogo, as forças do governo de Vladimir Putin avançam sobre o território ucraniano. Segundo a ONU, a invasão já deixou mais de 220 mortos e 1 milhão de refugiados. Os russos já dominam territórios do leste e do sul da Ucrânia e mantêm como principais alvos a capital Kiev e a segunda maior cidade do país, Kharkiv.  Com armas fornecidas pelos Estados Unidos e por países europeus, as forças ucranianas tentam resistir à ofensiva russa. A comunidade internacional também intensificou as reações e sanções econômicas contra a Rússia em uma tentativa de conter o conflito. A Assembleia-Geral da ONU, com o voto brasileiro, aprovou resolução condenando a invasão. Para avaliar o cenário global após quase dez dias de guerra na Ucrânia, participam deste episódio o analista de política internacional da CNN Lourival Sant'Anna e o cientista político Guilherme Casarões, especialista em relações internacionais e professor da FGV. Com apresentação de Carol Nogueira, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir o E Tem Mais no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #283 Rússia invade a Ucrânia

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Feb 26, 2022 350:55


O assunto principal não poderia ser outro que não a invasão da Ucrânia pela Rússia. Atualizamos vocês com os acontecimentos das duas últimas semanas, além de análises e cenários possíveis.Já o professor Guilherme Casarões abordou a viagem de Jair Bolsonaro pelo leste europeu, enquanto a professora Vivian Almeida explica parte das sanções econômicas contra a Federação Russa.

Professor HOC
RÚSSIA INVADE A UCRÂNIA - NOVAS ATUALIZAÇÕES | Professor HOC LIVE

Professor HOC

Play Episode Listen Later Feb 24, 2022 54:35


Vamos continuar nossa cobertura da invasão russa na Ucrânia as 20h. Dessa vez, contaremos com a presença dos professores e especialistas em relações internacionais Gunther Rudzit e Guilherme Casarões.

professor dessa novas invade ucr atualiza guilherme casar gunther rudzit
No pé do ouvido
O saldo do encontro entre Bolsonaro e Putin

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later Feb 17, 2022 24:04


O presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o líder da Rússia, Vladimir Putin, no Kremlin, em Moscou, nesta quarta-feira, 16. Neste episódio, o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Guilherme Casarões, analisa o saldo do encontro entre os líderes.Clique aqui para ler a última newsletter do Meio.Saiba como ajudar vítimas das chuvas em Petrópolis.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #268 - 76ª Assembleia Geral da ONU

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Sep 25, 2021 252:05


É época de abertura de AGNU e como sempre, recebemos o professor Guilherme Casarões para analisar o discurso brasileiro na abertura, e também comentamos as demais intervenções, como a de Joe Biden.No mais, demos uma volta nas eleições pelo Mundo, como as regionais russas e parlamentares canadenses, além de projetarmos os pleitos deste final de semana como Alemanha, Islândia, Portugal etc.

Geekonomics
Política Internacional e processos decisórios - com Guilherme Casarões

Geekonomics

Play Episode Listen Later Aug 12, 2021 104:48


💥Política Internacional e processos decisórios é o tema do episódio Nº 93 do Geekonomics PodCast. Existe uma espécie de mito que em certa medida foi disseminado pelos economistas de que quando tomamos decisões, somos capazes de sintetizar, concatenar e depurar toda informação disponível e com isso formar nosso convencimento para seguir o processo decisório. A economia comportamental sabe que não é bem assim. Com o mundo contaminado por interesses individuais, fake news e ainda com o ressurgimento de movimentos protecionistas, o processo decisório tem sido cada vez mais contaminado por ruídos e com isso levado a política externa a retrocessos, polarizações e todo tipo rixa. No atual contexto em que os desafios são globais e na medida em que a globalização parece ir se retirando da agenda internacional, é no mínimo incoerente o posicionamento de alguns governos nacionais. Na teoria dos contratos e na economia, a assimetria de informações lida com o estudo de decisões em transações em que uma parte tem mais ou melhor informação do que a outra parte. Quais as implicações dessa assimetria para os processos decisórios? Neste Geekonomics PodCast vamos avaliar como a condução da política internacional pelos governos nacionais tem se afastado daquilo que pode ser considerado o caminho mais racional para tomada de decisões. Discutiremos também como os processos decisórios que envolvem a cooperação e os atritos na buscam dos interesses nacionais. Neste episódio tivemos o Anderson Mattozinhos como Host, além da participação dos casters Érika Gallo E Quintiliano Campomori. O convidado foi o Guilherme Casarões que é professor da FGV EAESP, doutor e mestre em Ciência Política. 📌Convidado do episódio de Política Internacional e Processos Decisórios Guilherme Casarões Professor da FGV EAESP, doutor e mestre em Ciência Política pela USP e mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estadual de Campinas. Pesquisa temas ligados à política externa brasileira, relações Brasil-Israel, conflito palestino-israelense e à ascensão da extrema direita global. Foi visiting fellow da Universidade de Tel Aviv, em Israel, e da Universidade Brandeis e da Universidade de Michigan, nos EUA. Participou em diversas oportunidades na GloboNews, Rede Globo e outros meios de imprensa. 📌Citados no PodCast Livro de Immanuel Wallerstein: The Capitalist World-Economy Livro Yuval Harari: 21 Lições para o Século 21 Livro Yuval Harari: Sapiens Livro Bauman: Tempos Líquidos Livro Bauman: Box para entender o Mundo Líquido Seriado: Big Bang Theory

PlanetaCast
#94 O Brasil visto de fora - entrevista com Guilherme Casarões

PlanetaCast

Play Episode Listen Later Apr 5, 2021 39:52


A imagem internacional do Brasil no exterior sofreu abalos nos últimos anos. Parte disso é consequência de uma política externa que apostou num alinhamento automático com o governo Trump, potencializando uma polarização política que afastou nosso país de outras potências. A forma de tratar a pandemia também vem prejudicando nossa imagem internacional. A recente troca ministerial, que incluiu o chanceler Ernesto Araújo e o alto comando das Forças Armadas, colocou um degrau a mais na escalada da crise política. Para falar sobre esse cenário e suas implicações internas e externas, conversamos com Guilherme Casarões, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

O Detrator
EPISÓDIO 6: LIBERDADE RELIGIOSA

O Detrator

Play Episode Listen Later Apr 4, 2021 176:29


Nesse episódio, o prof. Flávio Martins examina o direito fundamental à liberdade religiosa, sua amplitude e seus possíveis limites, à luz da teoria alemã dos "limites dos limites" ("schranken-schranken") e analista detidamente a decisão liminar na ADPF 701, concedida pelo Ministro do STF Kassio Nunes Marques. Outros temas são examinados: nova lei de licitações (com professora Patrícia Carla), nova lei de vacinas (com médico e advogado Daniel Dourado). Entrevista com o cientista político Guilherme Casarões.

Pod Next
PODNEXT-EP-53-EXTREMA-DIREITA-NO-BRASIL

Pod Next

Play Episode Listen Later Apr 3, 2021 87:14


Essa semana os hosts JP Miguel (@JP_miguel), Gustavo Rebello (@Gu_rebel), e Isabela Fontanella (@bellafontanella) receberam o professor de ciências políticas e coordenador do Observatório de Extrema Direita, Guilherme Casarões (@GCasarões) para bater um papo QUENTE sobre justamente esse projeto dele, a extrema direita no Brasil e muito mais. Como o papo ficou muito bom e muito longo não temos os outros blocos, exceção da agenda da semana e da dica cultural. Lembrando sempre que mandem sugestões, críticas, etc para contato@opodnext.com, ou ainda pelo site: opodnext.com E BORA PRO PROGRAMA!

E Tem Mais
Jogo de cadeiras: a saída de Ernesto Araújo e a reforma ministerial no Brasil

E Tem Mais

Play Episode Listen Later Mar 31, 2021 26:23


Neste episódio do E Tem Mais, Monalisa Perrone fala sobre a sucessão de eventos que levaram à demissão de Ernesto Araújo, a mais nova baixa na ala ideológica do governo Bolsonaro. Ao lado do cientista político Guilherme Casarões, especialista em política externa e professor da Fundação Getúlio Vargas, Monalisa também analisa a relação de Bolsonaro com o centrão e o que o jogo de cadeiras nos ministérios indica sobre a relação com os militares. Também participa da conversa Filipe Mendonça, professor de Relações Internacionais & Economia Política Internacional na Universidade Federal de Uberlândia. Mendonça fala sobre o legado de Ernesto Araújo para a política externa brasileira e traça um panorama do que pode mudar.. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcasts do Portal Deviante
Chute 205 – A aliança da hidroxicloroquina

Podcasts do Portal Deviante

Play Episode Listen Later Mar 18, 2021 87:19


Dois amigos de longa data do Chutando a Escada, o Guilherme Casarões (FGV-SP) e o David Magalhães (PUC-SP/FAAP), vieram nos contar um pouco sobre a sua pesquisa sobre a chamada "aliança da hidroxicloroquina". Traçando um paralelo entre Brasil e EUA, os dois pesquisadores analisam as estratégias populistas empregadas durante a pandemia por Trump e Bolsonaro por meio da promoção de cloroquina e outras "drogas milagrosas". Aperte o play!

Chutando a Escada
A aliança da hidroxicloroquina

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 17, 2021 87:19


Dois amigos de longa data do Chutando a Escada, o Guilherme Casarões (FGV-SP) e o David Magalhães (PUC-SP/FAAP), vieram nos contar um pouco sobre a sua pesquisa sobre a chamada “aliança da hidroxicloroquina”. Traçando um paralelo entre Brasil e EUA, os dois pesquisadores analisam as estratégias populistas empregadas durante a pandemia por Trump e Bolsonaro por meio da promoção de cloroquina e outras “drogas milagrosas”. Aperte o play! Para apoiar o Chutando a Escada, acesse chutandoaescada.com.br/apoio Comentários, críticas, sugestões, indicações ou dúvidas existenciais, escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Geraldo Zahran – twitter.com/gnz20 Carolina Pavese – facebook.com/carol.pavese.7 David Magalhães – twitter.com/davidmagalhaes Guilherme Casarões – twitter.com/GCasaroes Leia o artigo do David e do Guilherme aqui! Conheça o trabalho do Observatório da Extrema Direita (OED – Brasil) no site oficial e no Twitter! Citados no episódio: UOL – A conta do negacionismo chegou para Bolsonaro, por Josias de Souza The Intercept Brasil – Ex-conselheiros contam por que o CFM não ousa desmentir governo sobre falsos tratamentos para COVID-19 The Intercept Brasil – Secretário de Pazuello com cadeira no CFM é o elo entre o bolsonarismo e a classe médica The Guardin – How Covid derailed the great hope of the Dutch far right Trilha sonora: -Help, The Beatles -Hello Goodbye, The Beatles -Back in the USSR, The Beatles -Hey Jude, The Beatles The post A aliança da hidroxicloroquina appeared first on Chutando a Escada.

Chutando a Escada
A aliança da hidroxicloroquina

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 17, 2021 87:19


Dois amigos de longa data do Chutando a Escada, o Guilherme Casarões (FGV-SP) e o David Magalhães (PUC-SP/FAAP), vieram nos contar um pouco sobre a sua pesquisa sobre a chamada “aliança da hidroxicloroquina”. Traçando um paralelo entre Brasil e EUA, os dois pesquisadores analisam as estratégias populistas empregadas durante a pandemia por Trump e Bolsonaro... The post A aliança da hidroxicloroquina appeared first on Chutando a Escada.

Fora da Política Não há Salvação
Do milagre da cloroquina à guerra da vacina, com Adriano Massuda & Guilherme Casarões - #62

Fora da Política Não há Salvação

Play Episode Listen Later Dec 19, 2020 75:51


Este #ForadaPolíticaNãoháSalvação encerra a temporada de 2020. Desde o início da pandemia, Bolsonaro assumiu uma postura negacionista, de se abraçar a ideias sem embasamento na ciência e nos fatos, como o endosso à cloroquina, o boicote às medidas sanitárias de isolamento social e a sabotagem da vacinação. Neste final de ano, com uma série de vacinas chegando à sua fase final de desenvolvimento, o governo optou por desaconselhar que as pessoas se vacinem e por criar desconfianças em relação aos imunizantes – em particular o desenvolvido pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã. O que explica essa conduta de Bolsonaro? Como a adesão à cloroquina e o boicote às vacinas se conectam? Para discutir esses temas, foram convidados Adriano Massuda, médico sanitarista, ex-secretário da Saúde de Curitiba e professor da FGV EAESP, e Guilherme Casarões, cientista político internacionalista, coordenador do Observatório da Extrema Direita e também professor da FGV EAESP. Músicas deste episódio "Pico", de Chico César, disponível em seu canal no YouTube: https://www.youtube.com/c/ChicoCesarOficial/featured "Easy Jam", de Kevin MacLeod é licenciada de acordo com a licença Atribuição 4.0 da Creative Commons. https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Fonte: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100245 Artista: http://incompetech.com/ #Vacina #Hidroxicloroquina #Negacionismo #Pandemia #Covid-19 #Bolsonarismo --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message

Eduardo Moreira - Conhecimento Liberta
#4 - Minuto Com Helô - Heloisa Villela, David Magalhães e Guilherme Casarões

Eduardo Moreira - Conhecimento Liberta

Play Episode Listen Later Dec 11, 2020 2:08


O isolamento social, associado a um bombardeio de conteúdos duvidosos na internet, cria uma espécie de couraça que impede o contato com a realidade. David Magalhães - Professor de Ralações Internacionais da PUC-SP e da FAAP e coordenador do Observatório da Extrema Direita. Guilherme Casarões é professor da FGV EAESP, doutor e mestre em Ciência Política pela USP e mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estadual de Campinas.

PlanetaCast
#65 Sai trump e entre Biden: o que muda para o Brasil? Entrevista com com Guilherme Casarões

PlanetaCast

Play Episode Listen Later Nov 24, 2020 15:37


As eleições nos Estados Unidos tem repercussão no mundo todo. A vitória de Joe Biden cria novas expectativas e pode mudar o equilíbrio geopolítico. A derrota de Donald Trump pode colocar obstáculos à ascensão de governos de extrema-direita. Nesse novo cenário, como fica a política internacional e, mais importante, como serão alteradas as relações entre a maior potência do planeta e o Brasil? O atual presidente Jair Bolsonaro tem uma relação muito próxima com Donald Trump. O país perde esse apoio direto do presidente norte-americano correndo o risco de isolamento no continente latino-americano e das pautas internacionais. Outra possível mudança na política externa norte-americana é uma nova forma de relação dos EUA com a China. Talvez mais diplomática. Durante a campanha eleitoral de 2016 e ao longo do mandato, Trump demonstrou uma posição agressiva contra a China. A expectativa de uma reaproximação não significa necessariamente uma relação de amizade entre Pequim e Washington, mas uma maior abertura para negociações e para o diálogo político. Entrevistamos o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Guilherme Casarões, para entender o que muda nesse novo cenário internacional. Confira.

E Tem Mais
Eleição nos EUA: o que o Brasil tem com isso?

E Tem Mais

Play Episode Listen Later Nov 5, 2020 23:38


Canais de notícia do mundo inteiro acompanharam nas últimas horas a acirrada disputa de votos das eleições americanas -e não é pra menos. A definição de quem vai governar os Estados Unidos a partir 2021 é importante não só para os americanos. O próximo presidente da maior economia do mundo vai indicar, em muitos sentidos, como o planeta deve andar pelos próximos anos. Mas como esse resultado pode impactar as vidas de brasileiros e brasileiras? As relações comerciais? A política externa brasileira? Neste episódio, Daniel Adjuto conversa com a analista de política Basília Rodrigues para entender como Brasília acompanhou o resultado da eleição nos EUA e já traça diferentes cenários. Em seguida, uma conversa com o professor de ciência política e relações internacionais Guilherme Casarões, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a respeito do impacto da eleição nos Estados Unidos na diplomacia brasileira e a relação entre os dois países. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Eduardo Moreira - Conhecimento Liberta
#58 - Alô, Helô! - Heloisa Villela, David Magalhães e Guilherme Casarões

Eduardo Moreira - Conhecimento Liberta

Play Episode Listen Later Sep 29, 2020 62:07


QAnon. Do submundo da internet para a política. David Magalhães - Professor de Ralações Internacionais da PUC-SP e da FAAP e coordenador do Observatório da Extrema Direita. Guilherme Casarões é professor da FGV EAESP, doutor e mestre em Ciência Política pela USP e mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estadual de Campinas. Pesquisa temas ligados à política externa brasileira e à ascensão da extrema direita no Brasil e no mundo. Foi visiting fellow da Universidade de Tel Aviv, em Israel, e da Universidade Brandeis e da Universidade de Michigan, nos EUA.

O Assunto
Governadores na mira do impeachment

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 25, 2020 23:15


Prevista na Constituição como dispositivo a ser usado em caráter excepcional, a retirada de governantes do cargo por decisão do Congresso marcou a história recente do país. Desde a redemocratização, dois presidentes da República -Fernando Collor e Dilma Rousseff- deixaram o Palácio do Planalto desse modo. Mas, na esfera estadual, até hoje nenhum chefe de Executivo foi afastado definitivamente por essa via. Só que o cenário começa a mudar. Neste episódio, três repórteres relatam a situação em seus Estados. Fábio Melo conta como Wilson Lima (PSC) escapou no Amazonas. Joana Caldas mostra o estágio avançado do processo contra Carlos Moisés (PSL) em Santa Catarina. E Gabriel Barreira traz o caso de Wilson Witzel (PSC) no Rio de Janeiro, que parece com destino selado. Em entrevista a Renata Lo Prete, o professor Guilherme Casarões, da FGV, explica as condições políticas e econômicas que tornaram os governadores mais vulneráveis ao impeachment. E lembra que Moisés e Witzel têm em comum a chegada ao poder a reboque de Jair Bolsonaro, com quem depois romperam.

Estadão Notícias
O Brasil como palanque de Trump

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Sep 23, 2020 23:16


Na semana passada, a visita do secretário de Estado norte-americano causou enormes ruídos dentro do Brasil. Acompanhado do chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, Mike Pompeo visitou refugiados venezuelanos, em Roraima, e fez ameaças ao regime de Nicolás Maduro, a quem chamou de “narcotraficante”. As declarações e a visita foram criticadas por lideranças políticas, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e ex-embaixadores brasileiros, que viram no ato uma afronta as tradições de autonomia da nossa política externa, e uma forma de interferência nas eleições americanas. Já o governo, afirmou que o país não pode ignorar o sofrimento do povo venezuelano. Afinal, qual o interesse dos Estados Unidos nessa visita? A vinda de Mike Pompeo fere a nossa autonomia? Na edição de hoje, conversamos com a correspondente do Estadão em Washington, Beatriz Bulla, e com o professor de Relações Internacionais da FGV-SP, Guilherme Casarões. See omnystudio.com/listener for privacy information.

RADIKAAL
15. Guilherme Cararões on Bolsonaro in Brazil

RADIKAAL

Play Episode Listen Later Sep 7, 2020 28:09


My guest today is Guilherme Casarões, a Professor of Public Administration, Political Science and International Relations at the Getulio Vargas Foundation. He has mostly published on Brazilian foreign policy, but his more recent interest is in the far right in Brazil, most notably Brazilian president Jair Bolsonaro. Together with two colleagues he runs the Twitter account Observatório da Extrema Direita (Observatorium of the Extreme Right) at @oedbrasil.His personal Twitter account is @GCasaroes.

Fora da Política Não há Salvação
A política externa populista de Bolsonaro - #16, com Guilherme Casarões

Fora da Política Não há Salvação

Play Episode Listen Later May 9, 2020 48:16


Como se pode avaliar a política externa do governo Jair Bolsonaro? Qual o impacto do subsofista Olavo de Carvalho no desenho dessa política externa? Esta é a discussão deste episódio do "Fora da Política Não há Salvação", com o internacionalista Guilherme Casarões, professor da FGV EAESP. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/fpns/message

Chutando a Escada
Caos como Política Externa

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Dec 4, 2019 116:06


Neste episódio recebemos o professor e pesquisador Guilherme Casarões (FGV-EAESP / Observatório da Extrema Direita) que faz um balanço da política externa brasileira com Jair Bolsonaro. Aperte o play e entenda as razões pelas quais o bolsonarismo pode ser considerado, entre outras coisas, o pior capítulo da história diplomática brasileira. Para apoiar o Chutando a Escada, acesse chutandoaescada.com.br/apoio Comentários, críticas, sugestões, indicações ou dúvidas existenciais, escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Filipe Mendonça – twitter.com/filipeamendonca Débora Prado – twitter.com/debfbp Guilherme Casarões – twitter.com/GCasaroes Você conhece o Observatório da Extrema Direita? Entre aqui e saiba mais. Quer ler os textos do professor Casarões? Clique aqui e divirta-se! Trilha sonora (playlist completa no spotify): Trump, Bolsonaro e o Fascismo no mundo Neoliberal – Atrack Filho do Bolsonaro – Felipin Cilada – Molejo Bella Ciaou – Marcha Partisan The post Caos como Política Externa appeared first on Chutando a Escada.

Podcasts do Portal Deviante
Chute 137 – Caos como Política Externa

Podcasts do Portal Deviante

Play Episode Listen Later Dec 4, 2019 116:06


Neste episódio recebemos o professor e pesquisador Guilherme Casarões (FGV-EAESP / Observatório da Extrema Direita) que faz um balanço da política externa brasileira com Jair Bolsonaro. Aperte o play e entenda as razões pelas quais o bolsonarismo pode ser considerado, entre outras coisas, o pior capítulo da história diplomática brasileira.

Chutando a Escada
Caos como Política Externa

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Dec 4, 2019 116:06


Neste episódio recebemos o professor e pesquisador Guilherme Casarões (FGV-EAESP / Observatório da Extrema Direita) para fazer um balanço da política externa brasileira com Jair Bolsonaro. Aperte o play e entenda as razões pelas quais o bolsonarismo pode ser considerado, entre outras coisas, o pior capítulo da história diplomática brasileira. The post Caos como Política Externa appeared first on Chutando a Escada.

Podcast RioBravo
Podcast 540 – Guilherme Casarões – A nova agenda da política externa brasileira

Podcast RioBravo

Play Episode Listen Later May 10, 2019 28:15


No Podcast Rio Bravo desta semana, conversamos com Guilherme Casarões, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas. Na entrevista, Casarões comenta a alteração de rota na política externa brasileira, que, entre outros pontos, tem se alinhado aos interesses dos Estados Unidos assim como tem adotado uma postura mais beligerante em relação à Venezuela. Conforme analisa o entrevistado: “estamos diante de uma mudança na estrutura decisória no contexto das relações exteriores, e a ala ideológica do governo detém os instrumentos de controle da política externa brasileira”. Nesse sentido, Guilherme Casarões ressalta o significado dessa nova agenda: “o chanceler Ernesto Araújo assumiu a tarefa de acabar com o universalismo da diplomacia nacional, que não é marca registrada apenas do Partido dos Trabalhadores, mas, também, dos últimos 50 anos de política externa”. Entrevista gravada em 8 de maio de 2019.

Podcast RioBravo
Podcast 540 – Guilherme Casarões – A nova agenda da política externa brasileira

Podcast RioBravo

Play Episode Listen Later May 10, 2019 28:15


No Podcast Rio Bravo desta semana, conversamos com Guilherme Casarões, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas. Na entrevista, Casarões comenta a alteração de rota na política externa brasileira, que, entre outros pontos, tem se alinhado aos interesses dos Estados Unidos assim como tem adotado uma postura mais beligerante em relação à Venezuela. Conforme analisa o entrevistado: “estamos diante de uma mudança na estrutura decisória no contexto das relações exteriores, e a ala ideológica do governo detém os instrumentos de controle da política externa brasileira”. Nesse sentido, Guilherme Casarões ressalta o significado dessa nova agenda: “o chanceler Ernesto Araújo assumiu a tarefa de acabar com o universalismo da diplomacia nacional, que não é marca registrada apenas do Partido dos Trabalhadores, mas, também, dos últimos 50 anos de política externa”. Entrevista gravada em 8 de maio de 2019.

Politiquês
#73 O que é soberania. E por que ela é tão importante

Politiquês

Play Episode Listen Later Mar 24, 2019 23:14


Após 73 capítulos e 1,5 milhão de plays, o “Politiquês” conclui sua primeira temporada com este episódio, numa conversa sobre soberania nacional com Guilherme Casarões, cientista político e professor da FGV-SP. Nesta edição final, a trilha sonora traz começos de músicas, várias delas, de artistas nacionais e internacionais.

soberania fgv sp guilherme casar
Chutando a Escada
O frango, o presidente e a cidade sagrada

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Feb 5, 2019 86:09


Em novembro passado, o governo do Egito cancelou de última hora uma visita de Aloysio Nunes, então Ministro de Relações Exteriores do Brasil, com autoridades do país. Em 21 de janeiro, a autoridade sanitária da Arábia Saudita suspendeu as licenças de exportação de cinco dos trinta frigoríficos brasileiros que vendem frango ao país. Esses parecem ser as primeiras reações a intenção do presidente Jair Bolsonaro de reconhecer Jerusalém como a capital do estado de Israel e transferir a embaixada brasileira para a cidade. Quer entender a que mais está por trás dessa história? Ouça esse episódio do Chutando a Escada com convidados mais do que especiais. Para apoiar o Chutando a Escada, acesse picpay.me/chutandoaescada Comentários, críticas, sugestões, indicações ou dúvidas existenciais, escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Você pode ouvir todos os episódios do Chutando a Escada no Spotify em: spoti.fi/2NixYME Também temos um canal no YouTube: youtube.com/chutandoaescada Participaram desse podcast: Filipe Mendonça – twitter.com/filipeamendonca Geraldo Zahran – facebook.com/geraldo.zahran Muhammad Puncha- twitter.com/muhammadpuncha Guilherme Casarões – twitter.com/GCasaroes Fernando Brancoli – facebook.com/fernando.brancoli Dos nossos entrevistados: Guilherme Casarões, 04/02/2019, Países islâmicos buscam diálogo, e Itamaraty deve aproveitar a oportunidade Shaja Godwaser, 06/04/2017, Jair Bolsonaro na Hebraica mostra o racha irreconciliável entre ser esquerda e sionista Shaja Godwaser, 21/01/2016, Com discurso ‘pacifista’, esquerda sionista contribui para extermínio do povo palestino Podcast O Nome Disso é Islã Blog Sumud: Faces da resistência na Palestina ocupada Restaurante Haya Falafel Mais sobre o tema: Egito cancela viagem de Aloysio Nunes e da comitiva brasileira Arábia Saudita barra importação de frango de 5 frigoríficos brasileiros Mourão diz que, ‘por ora’, Brasil não pensa em mudar embaixada para Jerusalém Capa do episódio: The post O frango, o presidente e a cidade sagrada appeared first on Chutando a Escada.

Tempo Hábil
Tempo Hábil - Desafios Da Democracia, episódio #7

Tempo Hábil

Play Episode Listen Later Dec 22, 2018 48:24


No último episódio da série Desafios da Democracia, analisamos o contexto global em que o Brasil está inserido e de que forma experiências internacionais podem funcionar como espelhos para a nossa situação. As análises foram feitas pelo cientista político e professor da FGV de São Paulo, Guilherme Casarões, e também pelo professor de política internacional e comparada da UFMG Dawisson Lopes. O Tempo Hábil encerra a série Desafios da Democracia aqui e retorna com novas análises no ano que vem, até la! See omnystudio.com/listener for privacy information.

Estadão Notícias
Bolsonaro corre riscos ao menosprezar partidos?

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Nov 27, 2018 23:48


O núcleo militar no governo Bolsonaro ganhou mais um reforço: o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz. Ele vai assumir a Secretaria de Governo a partir no ano que vem. Entre suas atribuições estaria a articulação política junto aos parlamentares. O que ainda não está claro é como será a dinâmica com Onyx Lorenzoni (DEM-MS), que já vem cumprindo essa função e será o futuro ministro da Casa Civil. Santos Cruz vai tomar a frente nesta relação com o Congresso? O perfil militar sugere uma nova guinada nas constantes negociações com partidos e seus caciques? Conversamos sobre este tema com o cientista político Humberto Dantas, pesquisador da FGV e da Uninove.   Episódio de hoje volta a debater o reposicionamento do Brasil na política externa, a partir das novas diretrizes apresentadas pela equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro. Além das bancadas da Bíblia, boi e bala, a visão “antiglobalista” da bancada “Bolsonaro” terá papel fundamental nas decisões do Itamaraty. A análise é Guilherme Casarões, professor da FGV nas áreas de Administração Pública, Ciência Política e Relações Internacionais. Ele conversou com a apresentadora Carolina Ercolin.   Confira ainda a tradicional coluna “Direto ao Assunto”, com os comentários de José Nêumanne Pinto sobre a política nacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Brasil Latino
Diplomacia brasileira: cenário mundial e regional com Guilherme Casarões

Brasil Latino

Play Episode Listen Later Nov 1, 2018 29:36


No Brasil Latino de 8 de outubro, entrevista com Guilherme Casarões, doutor em Ciência Política pela USP e professor de Administração Pública da FGV. Ele faz um histórico da diplomacia brasileira e a inserção do país no cenário mundial e regional. Na parte musical, participação do Buena Vista Social Club. O Brasil Latino, apresentado pelo jornalista Marco Piva, vai ao ar toda segunda-feira, às 17h10, pela Rádio USP FM - 93,7Mhz (São Paulo) e Rádio USP FM 107,9 (Ribeirão Preto. Quem quiser fazer sugestões e críticas escreva para ouvinte@usp.br

Chutando a Escada
Eleições e política externa com Guilherme Casarões

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Aug 21, 2018 118:37


Conversamos com Guilherme Casarões (FGV) sobre a corrida presidencial no Brasil. Entenda quais são as estratégias eleitorais em jogo, a maneira como a política externa tem sido tratada, as contradições nos planos de governo e as estratégias nos debates. Aperte o play e chore em posição fetal junto com a gente! The post Eleições e política externa com Guilherme Casarões appeared first on Chutando a Escada.

Chutando a Escada
Bônus, José Serra, Aloysio Nunes e a política externa nas eleições de 2018!

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Aug 8, 2017


Quer mais Guilherme Casarões? Então segura esse episódio bônus! Ouça um raro elogio a Michel Temer, e o que ele tem a dizer sobre José Serra, Aloysio Nunes e a política externa nas eleições de 2018! The post Bônus, José Serra, Aloysio Nunes e a política externa nas eleições de 2018! appeared first on Chutando a Escada.

Chutando a Escada
Bônus, José Serra, Aloysio Nunes e a política externa nas eleições de 2018!

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Aug 8, 2017 21:20


Quer mais Guilherme Casarões? Então segura esse episódio bônus! Ouça um raro elogio a Michel Temer, e o que ele tem a dizer sobre José Serra, Aloysio Nunes e a política externa nas eleições de 2018! The post Bônus, José Serra, Aloysio Nunes e a política externa nas eleições de 2018! appeared first on Chutando a Escada.

Chutando a Escada
A Política Internacional de Lula, Dilma e Temer com Guilherme Casarões

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Aug 3, 2017


Guilherme Casarões (FGV-SP) fala das tradições do Itamaraty, de política externa como política pública, de Temer, Lula, Dilma, Marco Aurélio Garcia e do papel de partidos e ideologia na política externa brasileira. Ufa! The post A Política Internacional de Lula, Dilma e Temer com Guilherme Casarões appeared first on Chutando a Escada.

Chutando a Escada
A Política Internacional de Lula, Dilma e Temer com Guilherme Casarões

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Aug 3, 2017 73:22


Guilherme Casarões (FGV-SP) fala das tradições do Itamaraty, de política externa como política pública, de Temer, Lula, Dilma, Marco Aurélio Garcia e do papel de partidos e ideologia na política externa brasileira. Ufa! The post A Política Internacional de Lula, Dilma e Temer com Guilherme Casarões appeared first on Chutando a Escada.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #65 – 71ª Assembleia Geral da ONU

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Sep 23, 2016


Guilherme Casarões e Patrícia Dichtchekenian falam da AGNU! O post Xadrez Verbal #65 – 71ª Assembleia Geral da ONU apareceu primeiro em Central3 Podcasts.

Mamilos
#80 - Guerra na Síria

Mamilos

Play Episode Listen Later Sep 3, 2016 100:46


O sofrimento de uma criança uma vez mais trouxe a guerra na Síria para o primeiro plano no mundo todo. Para entender quais são as causas, os atores, as consequências desse conflito e porque entender, discutir e refletir sobre ele nos interessa trouxemos os especialistas Filipe Figueiredo e Matias Pinto do podcast Xadrez Verbal. Com participação especial de Talal – Sírio refugiado no Brasil, Guilherme Casarões – doutor em Ciência Política e professor de Relações Internacionais na FGV e na ESPM, Bruno Rizzi secretário da Embaixada do Brasil em Damasco, Gunther Wallauer – diretor regional da ADRA para o Norte da África e Meio Oriente, Marcelo Viana – voluntário, Cauê Ito – fotógrafo que registrou o conflito e João Fellet repórter da BBC. O papo foi embalado pelo som gostoso do Lineker. Prepare o coração e o estômago para uma reflexão indigesta mas muito necessária. Dá o play nesse Mamilos.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #19 ONU 70 Anos

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Oct 2, 2015


Recebemos o professor Guilherme Casarões para falar sobre a Assembléia Geral