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DW em Português para África | Deutsche Welle
27 de Janeiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 20:00


Com apenas uma candidatura, corrida à liderança do braço feminino do MPLA, Organização da Mulher Angolana (OMA), gera críticas. Em Angola, proposta de lei das ONG gera divergências no parlamento entre a oposição e o partido no poder. No Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto conhecemos a historia de um sobrevivente.

DW em Português para África | Deutsche Welle
22 de Janeiro de 2026 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 20:00


Guiné-Bissau: Jurista acusa o Alto Comando Militar de "forçar uma realidade" ao povo. Colapso da democracia na Guiné-Bissau só pode ser revertido com intervenção da comunidade internacional, defende ex-ministra guineense. Será que terminou "o sonho americano" para os angolanos e cabo-verdianos com as elevadas cauções impostas por Washington para o acesso ao visto?

DW em Português para África | Deutsche Welle
9 de Janeiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 9, 2026 20:00


Governo moçambicano anuncia falta de verbas para o 13.º salário. Funcionários públicos reagem com indignação. Cidadão turco detido em Moçambique após pedido de extradição da Turquia vai aguardar julgamento em liberdade, mas caso continua nos tribunais. No norte da Tanzânia, novas reservas de caça para turismo estão a deslocar comunidades Maasai.

DW em Português para África | Deutsche Welle
8 de Janeiro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 20:00


Angola parece estar novamente envolvida na mediação da República Democrática do Congo, mas analistas duvidam que consiga resultados concretos. Medida inédita em Quelimane: o edil Manuel de Araújo exonerou, de uma só vez, 37 funcionários do Conselho Autárquico. Um navio de guerra russo esteve em São Tomé e Príncipe sem o conhecimento do Parlamento.

DW em Português para África | Deutsche Welle
7 de Janeiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 20:00


Assembleia Nacional de Angola começa hoje a discutir a polémica Lei do Estatuto das Organizações Não-Governamentais. Proposta está a gerar fortes críticas. Ativistas angolanos voltam a convocar marcha contra violência sexual. Faustin Touadéra foi eleito Presidente da RCA.

DW em Português para África | Deutsche Welle
6 de Janeiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 6, 2026 20:00


O silêncio da CEDEAO após a cimeira de Abuja está a levantar mais dúvidas do que certezas na Guiné-Bissau. Entre acusações da oposição e críticas de especialistas, cresce a ideia de que a organização regional está a perder autoridade. Nesta emissão, damos conta dos mais recentes desenvolvimentos na crise da Venezuela e ouvimos a análise do angolano José Gama. Moçambique foi ontem eliminado da CAN.

DW em Português para África | Deutsche Welle
29 de Dezembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 29, 2025 20:00


Em Angola, seis meses após o início dos tumultos da greve dos taxistas: O que se se sabe sobre este e outros casos dos "presos políticos"? No Sudão, a guerra em curso é a crise global mais negligenciada em 2025. Acompanhe mais um episódio do Learning by Ear - Aprender de Ouvido.

Convidado
Luta de libertação de Cabo Verde no ADN das mulheres Araújo

Convidado

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 22:23


A luta de libertação é uma história contada e cantada pelas mulheres da família Araújo. Amélia era uma das principais vozes da Rádio Libertação. A sua filha, Teresa, era bebé quando entrou na luta e cresceu na Escola-Piloto de Conacry. Kady, neta de Amélia e filha de Teresa, diz que a luta continua e é por isso que também usa a voz como uma arma. Falámos com as três em Paris e na Praia. A 5 de Julho de 2025, Paris também festejou os 50 anos da independência de Cabo Verde. Entre os artistas, convidados pelo músico Dino d'Santiago para subirem ao palco do Théâtre de la Ville, estava a cantora cabo-verdiana Kady, vestida com uma t-shirt com a fotografia da avó, Amélia Araújo, uma voz da luta de libertação. Meses depois, Kady regressou à capital francesa, novamente convidada por Dino d'Santiago, para actuar no Festival Lisboa Nu Bai Paris, desta vez na sala La Gaîté Lyrique. Kady usa a voz como uma arma, tal como a avó o fez, outrora, ao microfone da Rádio Libertação. “É como se estivesse a dar continuidade ao legado da minha avó e de todos os combatentes, mas especialmente da minha avó porque a arma dela foi a voz e é a arma também que eu uso, entre aspas, para tentar trazer mais luz, mais emancipação intelectual porque acho que ainda temos um longo caminho para andar, apesar de já ter sido bem pavimentado. Eu sinto que é dar continuidade e honrar esse legado”, contou Kady à RFI, no final do concerto de 8 de Novembro. Kady, Terezinha e Amélia são três mulheres que representam a própria história de Cabo Verde. A luta passou de geração em geração, primeiro com a pioneira Amélia Araújo, que lutou pela libertação; depois com a sua filha, a cantora Terezinha, cujo talento foi estimulado pelo próprio Amílcar Cabral, o líder das independências de Cabo Verde e da Guiné-Bissau; e agora com Kady, neta da revolução. “A luta continua”, lembra a mais jovem das mulheres Araújo aqui entrevistadas. Amélia Araújo era uma das vozes mais ouvidas da luta, a locutora das emissões em português da Rádio Libertação. No final de Maio, ela falou com a RFI, na sua casa na Praia, para recordar os tempos em que a rádio que dirigia era uma poderosa arma de guerra psicológica, descrita por Amílcar Cabral como o “canhão de boca” da luta de libertação. O líder do PAIGC era também um colaborador frequente da rádio que levava as mensagens da revolução aos povos guineense e cabo-verdiano. “A Rádio Libertação foi um instrumento que nos ajudou a transmitir as nossas opções, os nossos princípios e aquilo que nós queríamos para nós, para os nossos países: liberdade, independência. Nós fazíamos cópias dos programas e mandávamos para Dakar, para o Gana e para Angola também. Era muito divulgado e deu o seu contributo para a luta de libertação da Guiné-Bissau e Cabo Verde”, conta. Foi a 16 de Julho de 1967 que a Rádio Libertação começou a emitir, a partir de Conacri. As primeiras experiências tinham começado em 1964, mas o emissor era muito fraco. Em 1966, Amélia e outros companheiros foram enviados para uma formação de alguns meses em Moscovo e regressam a Conacri com um emissor portátil oferecido pelos russos. Mas a rádio era ainda pouco ouvida devido à fraca potência e, em 1967, a Suécia oferece-lhes um estúdio e um emissor moderno. Começavam as emissões que seriam em português, crioulo, balanta, fula, mandinga e beafada. Amélia Araújo trabalhava nas emissões em português e os soldados portugueses chamavam-na “Maria Turra”. “Turra” era o termo usado pelos portugueses para designar os guerrilheiros independentistas. O “Comunicado de Guerra” e o “Programa do Soldado Português” eram as produções mais ouvidas. O “Comunicado de Guerra” anunciava diariamente os combates ocorridos nas várias frentes e divulgava a lista dos soldados portugueses mortos, lida de uma forma propositadamente lenta. O “Programa do Soldado Português” incitava os militares à resistência e à revolta contra uma guerra que não era deles. A Rádio Libertação foi a arma principal de Amélia Araújo, mas a luta tinha começado muito antes. Em Luanda, onde nasceu - filha de mae angolana e pai cabo-verdiano - Amélia apaixonou-se por José Araújo, futuro dirigente do PAIGC, e quando ele foi estudar direito em Portugal, acabaria por segui-lo. Em 1960, casam em Lisboa e a filha Teresa nasce em Fevereiro de 1961. Apenas três meses depois, dá-se aquela que ficou conhecida como a Fuga dos Cem, quando dezenas de nacionalistas angolanos, cabo-verdianos, moçambicanos e são-tomenses deixam Portugal para irem participar nas lutas de libertação dos seus países, incluindo José Araújo. Amélia tinha 28 anos e uma bébé ao colo, pelo que elas não integraram o grupo por questões de segurança, mas conseguiram chegar a Paris e juntar-se a José. Uns tempos depois também deixam a capital francesa para se juntarem à luta de libertação. Em Conacri, aderem ao Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde (PAIGC), liderado por Amílcar Cabral, uma das personalidades mais importantes da luta anticolonial e arquitecto da queda do Império português. José Araujo viria a ser dirigente do PAIGC, responsável de propaganda, comissário político na Frente Sul e colaborador da Rádio Libertação e do boletim em francês "PAIGC Actualités". Amélia Araújo chegou a trabalhar no secretariado do MPLA, depois no secretariado do PAIGC até 1967, quando assumiu a função de directora da Rádio Libertação e se tornou na voz principal da luta e de combate ao colonialismo. Por isso, o berço de Teresa, conhecida como Terezinha, foi a luta de libertação. Em pequenina, andou na Escola-Piloto de Conacri, onde estudavam os filhos dos combatentes e que tinha como professores os próprios guerrilheiros, nomeadamente os seus pais. Vários alunos da Escola-Piloto animaram o programa de rádio "Blufo", dirigido a crianças e jovens. Seguindo as pisadas da mãe, Terezinha era uma das locutoras. “O programa era para os outros alunos das outras escolas e internatos espalhados nas zonas libertadas. Contávamos a história do que nós fazíamos e também recebíamos alguns depoimentos de alunos do interior da Guiné das zonas libertadas. Também contávamos os episódios que se passavam e nas datas comemorativas, como 1 de Junho, 19 de Setembro, também por altura do Natal, datas de final do ano, fazíamos programas alusivos a essas datas. No início, nós tivemos que ser preparados pela minha mãe, a dicção correcta, como falar para a rádio e aprendemos bastante. Foi muito interessante”, conta Teresa Araújo. Perante o trabalho intensivo da mãe no secretariado-geral do PAIGC junto a Amílcar Cabral e também na rádio, Terezinha passa a interna na Escola-Piloto juntamente com a irmã, até aos 12 anos. Foi aֵí que começou a cantar, a partir de uma audição em que interpretou “Fidju Magoado” – que viria a saber, mais tarde, ser a morna favorita de Amílcar Cabral. O líder das lutas testemunhou e até estimulou o talento de Terezinha que, anos mais tarde, se tornou numa das vozes incontornáveis de Cabo Verde com o grupo Simentera. A morna “Fidju Magoado” aparece novamente em 2004 no disco “Nôs Riqueza”, com mornas do pai, José Araújo, que também compunha e tocava viola. No fundo, foi na Escola-Piloto que os palcos se abriram para Terezinha, com as crianças a levarem a mensagem a outros países da luta contra o colonialismo e pela libertação. Com o grupo de teatro de crianças e jovens, em que cantava, dançava e fazia teatro, ela actuou, em 1970, no Palácio do Povo em Conacri, tendo na primeira fila a cantora sul-africana Miriam Makeba. Em 1971,72, o grupo vai em digressão a Dacar, Ziguinchor e Teranga, no Senegal, Banjul, na Gâmbia, Nouakchot, Nouadibou e Attar, na Mauritânia. Em 1973, as crianças ficam três meses na Escola-Piloto de Teranga a prepararem a participação no 10° Festival Internacional da Juventude e Estudantes, em Berlim, onde Terezinha canta ao lado de Miriam Makeba. Findo o ciclo de estudos na Escola-Piloto, aos 12 anos, Terezinha foi para a Escola Internato Internacional Elena Dimitrievna Stásova, na cidade de Yvanovo, a uns 300 quilómetros de Moscovo. Aí também continuou a representar a escola em Foruns Internacionais que decorriam em Moscovo. Dos tempos da luta, é Amílcar Cabral e a Escola-Piloto que recorda com mais ternura. “A Escola-Piloto era a menina dos olhos dele [Amílcar Cabral], era a referência. Então, ele levava sempre à Escola-Piloto delegações que vinham visitar o PAIGC. Além disso, a presença dele era diária. Só mesmo quando não pudesse ir, por causa de algum trabalho, é que não ia. Ia cedo de manhã e assistia à nossa preparação física e, às vezes, entrava mesmo na competição. Nós tínhamos um jogo do lenço e ele nunca perdia. Ele era muito bom! Ele aproveitava esses momentos também para nos ensinar outros jogos. Escutava os alunos, perguntava às crianças se estavam a ser bem tratadas, se estavam a ter comida boa. Ele queria mesmo verificar que as crianças estavam a ser bem tratadas, porque, como ele dizia, as crianças eram as flores da revolução e a razão da luta”, recorda, nostálgica, a cantora.

Convidado
Angola vive "um multipartidarismo e não uma democracia efectiva"

Convidado

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 10:12


Histórico militante do MPLA, participante na luta de libertação e depois preso e perseguido pelo regime que ajudou a instalar, Justino Pinto de Andrade tornou-se uma das vozes críticas do poder em Angola. Hoje, como político e analista, fala a partir de uma experiência marcada pelo exílio, pela repressão e por décadas de oposição. O político angolano sustenta que o país vive um "multipartidarismo formal" e não "uma democracia efectiva". Para Justino Pinto de Andrade, o ponto de partida do debate político em Angola está viciado. “É exagerado falar-se em democracia angolana”, afirma, considerando que o país dispõe apenas de “um sistema multipartidário”. A distinção é central: “Uma coisa é um sistema de partidos políticos, outra coisa é um regime democrático”. Na sua leitura, a democracia pressupõe condições que continuam ausentes. “Há um conjunto de condimentos que faltam muito”, observa, referindo-se à inexistência plena de “liberdade de escolha, de opinião, de expressão” e de circulação das forças políticas. O quadro actual é, assim, o de um processo incompleto, que “não me parece que esteja concluído em Angola”. A inexistência de alternância no poder é, para Justino Pinto de Andrade, o sinal mais evidente dessa falha estrutural. “As democracias caracterizam-se por haver alternância. Aqui nunca houve”, recorda, sublinhando que o país vive “há 50 anos com a mesma força política”, determinada a manter-se no poder “por todos os meios”. Esse domínio prolongado reflecte-se no terreno político. “Isto restringe as outras forças políticas”, afirma, denunciando “impedimentos, restrições, constrangimentos e infiltrações”. Para o analista, estas práticas são incompatíveis com qualquer regime democrático: “Não acredito que, nas democracias, os partidos governantes se infiltrem nos partidos que pretendem concorrer à governação”. O pluralismo partidário, sustenta, tem sido instrumentalizado. “Vemos a emergência de um conjunto de forças políticas inexpressivas”, criadas para “debilitar a força política com capacidade de se transformar numa alternativa”. Tudo isto acontece num contexto pré-eleitoral que considera particularmente sensível. A confusão entre Partido e Estado é outro dos eixos centrais da sua crítica. Apesar da introdução do multipartidarismo nos anos 90, “isso não se traduziu em democracia”. O motivo é claro: “Todo o aparelho de Estado está capturado pelo partido no poder”, que “domina a economia, a justiça e a polícia”. No plano institucional, o bloqueio é quase total. “Não há possibilidade de se fazerem alterações constitucionais sem o assentimento do partido no poder”, observa, lembrando que a maioria parlamentar existente “tem força suficiente para impedir qualquer mudança estrutural”. O espaço da oposição e da sociedade civil existe, mas “com muitas limitações”. A explicação, segundo Justino Pinto de Andrade, está numa “cultura anti-democrática” herdada de um modelo político que “nunca permitiu alternância” e que continua a moldar o exercício do poder. A sua ruptura com o MPLA surge como consequência dessa trajectória. “Percebi isso desde muito cedo”, recorda, evocando a repressão sofrida logo depois da independência. “Desejo um país democrático, não um país de absorção completa da sociedade”, afirma, explicando a opção pela oposição, mesmo quando isso significou prisão e marginalização. Apesar de décadas de dificuldades, mantém uma postura de resistência: “É difícil, muito difícil, mas estimulante”, confessa. Dirigindo-se aos mais jovens, lembra que muitos “não conheceram algo diferente” e vivem sob “uma única referência”. Ainda assim, insiste: “Alguém tem que lutar”, porque sem essa luta Angola continuará presa a um sistema que se apresenta como democrático, mas que, nas suas palavras, “não é democracia”.

DW em Português para África | Deutsche Welle
16 de Dezembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 20:00


Dois golpes de Estado e uma tentativa frustrada em apenas oito semanas – mesmo para a história recente de África, isso representa uma nova dimensão. A organização Internacional para as Migrações lançou em Lisboa o projeto MOVER para promover a mobilidade laboral segura com os PALOP. Donald Trump acredita que um acordo de paz na Ucrânia está "mais próximo do que nunca".

DW em Português para África | Deutsche Welle
15 de Dezembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 20:00


Na Guiné-Bissau, a força de manutenção da paz da CEDEAO está autorizada a garantir a proteção dos líderes políticos e das instituições nacionais. Os nigerianos estão divididos quanto à intervenção do país no golpe no Benim. Learning by Ear - Aprender de Ouvido.

DW em Português para África | Deutsche Welle
9 de Dezembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 19:59


General angolano Higino Carneiro ouvido no âmbito de processo de alegada burla qualificada. Petição pede maior contundência da CPLP perante situação política na Guiné-Bissau. Tentativa de golpe de Estado no Benim provocou vários mortos, avança Governo.

DW em Português para África | Deutsche Welle
8 de Dezembro de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 19:59


Sociólogo acredita que só com sanções e pressão internacional é possível acabar com o golpe na Guiné-Bissau. O que levou a Suécia a anunciar o encerramento gradual da cooperação bilateral para o desenvolvimento com Moçambique. Angola: Cidadãos das províncias do Cuando e Cubango criticam o que chamam de "politização" dos líderes tradicionais.

DW em Português para África | Deutsche Welle
3 de Dezembro de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 19:59


Na Guiné-Bissau, Fernando Dias, candidato que reclama vitória nas eleições presidenciais contra Sissoco Embaló, exige a divulgação dos resultados. Em declarações à DW, um jurista garante que ainda é possível reconstituir o processo eleitoral. Em Angola, serão as acusações contra o general Higino Carneiro uma estratégia política para impedir a sua candidatura à liderança do MPLA?

Kvartal
Inläst: Önskan att högerstämpla lika gammal som Kvartal själv

Kvartal

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 9:05


Dagens ETC:s chefredaktör Andreas Gustavsson anklagar Kvartal för att ”leka viskleken” och dölja någon slags politisk ambition. För säkerhets skull saltar han soppan med den obligatoriska SD-kopplingen. Denna gång mer långsökt än vanligt. Genom sina försök att kategorisera Kvartal på detta sätt sällar han sig till en snart decennielång tradition. Men högerstämpeln fäster aldrig och jag ska förklara varför, skriver Kvartals chefredaktör Jörgen Huitfeldt. Inläsare: Jörgen Huitfeldt

DW em Português para África | Deutsche Welle
18 de Novembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Nov 18, 2025 20:00


Na Guiné-Bissau, volta a ser questionado o papel das Forças Armadas nas eleições gerais. Em Angola, UNITA alerta para possível influência partidária na Assembleia Nacional após eleição de Adão de Almeida. Cúpula dos Povos: Africanos também desafiaram a narrativa da COP30, no Brasil.

DW em Português para África | Deutsche Welle
14 de Novembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Nov 14, 2025 19:28


Chegou o dia do Angola vs. Argentina. E no mesmo país, o Governo corta o orçamento previsto para a merenda escolar, para o próximo ano, e os encarregados de educação se contestam a medida. Em Moçambique, A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação afirma que o país vive um momento de estabilidade.

DW em Português para África | Deutsche Welle
14 de Novembro de 2025 – Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Nov 14, 2025 20:00


Jogo de futebol Angola – Argentina: Presente para os angolanos ou manobra de propaganda? MPLA indica Adão de Almeida, atual ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da Pública, para o cargo de presidente do Parlamento. Ambientalista guineense Miguel de Barros está na COP 30.

E o Resto é História
Os 50 anos da independência de Angola

E o Resto é História

Play Episode Listen Later Nov 11, 2025 48:04


No dia 11 de Novembro de 1975 foi proclamada a independência de Angola por Agostinho Neto, do MPLA, por Holden Roberto, da FNLA, e por Jonas Savimbi, da UNITA. Nesse mesmo dia começava a guerra civilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

DW em Português para África | Deutsche Welle
11 de Novembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Nov 11, 2025 20:00


Há 50 anos, Agostinho Neto proclamou a independência de Angola. À DW, analistas consideram que o país continuará com os meus problemas e com mais custos. Em Moçambique, os professores ameaçam boicotar os exames finais do ensino público, se o Governo não pagar as horas extraordinárias dos últimos 3 anos. Fique a saber como o Gana está a reduzir a sua pegada de carbono com soluções indígenas.

Esportes
Angola x Argentina: jogo dos milhões e da polêmica

Esportes

Play Episode Listen Later Nov 9, 2025 7:42


O que era para ser um simples amistoso contra a Argentina, se transformou numa polêmica que envolve dinheiro e representantes de Angola. De acordo com o canal de notícias Sport New Africa, Angola teria pago €12 milhões aos argentinos, algo em torno de R$ 74 milhões, para que a seleção campeã da última Copa do Mundo jogue com Lionel Messi no país africano. Marcio Arruda, da RFI em Paris O montante pago à AFA (sigla da federação de futebol da Argentina) seria dividido entre governo e empresários locais. No entanto, o ministro da Juventude e Desporto de Angola, Rui Falcão, disse ao correspondente da RFI em Angola, Francisco Paulo, que “naturalmente, haverá contribuição voluntária de alguns empresários. O mais relevante é o seguinte: o nosso compromisso é ir buscá-los e levá-los. Vamos pagar o hotel e o transporte dos argentinos. Portanto, é isso que está negociado”. Um desses empresários é o general Bento Kangamba, conhecida personalidade em Angola. “O Ministério da Juventude e Desportos orientou três empresários para procurar formas para conseguir patrocinar este evento. E um dos empresários sou eu”, disse. Bento Kangamba, que é membro do partido do governo MPLA, sigla que significa Movimento Popular de Libertação de Angola, é acusado de ter dívidas trabalhistas com ex-jogadores de futebol e de atrasar salários dos jogadores do clube que ele preside. O presidente da Associação Justiça, Paz e Democracia, Serra Bango, exige ações de entidades angolanas. “Nós não conseguimos entender como o Ministério Público e a PGR, até agora, ainda não pediram ao Bento Kangamba para justificar a origem desses US$ 6 milhões que ele disse que vai pagar à seleção argentina. O interessante é que, como sabemos, paralelo a isso ele não consegue pagar em dia os salários de sua equipe de futebol”, declarou Serra Bango. Futebol não é prioridade O líder da associação fez questão de lembrar os problemas que Angola enfrenta há décadas. "Precisamos chamar atenção para o sofrimento que os cidadãos angolanos passam, como fome, miséria, desemprego e falta de escolas. Nós temos graves problemas de saneamento básico e de saúde, como cólera, malária e febre tifoide por quase todo o país. Além disso, infelizmente, ocorreram aquelas execuções sumárias, que têm sido denunciadas por vários ativistas. O que temos assistido em muitos países da África, e infelizmente incluo Angola nisso, é que governantes preferem desembolsar muito dinheiro para visitas momentâneas de ilustres figuras, enquanto o povo angolano vive na indigência”, lembrou Serra Bango. Presidente da ONG Friends of Angola, Florindo Chivucute criticou a concordância da Argentina em jogar esse amistoso e afirmou que os jogadores argentinos levarão para sempre essa mancha em suas carreiras. “A decisão deles ficará na história. Os argentinos sabem muito bem quais são as consequências de uma ditadura. É importante lembrar das mães da Praça de Maio, que começaram suas marchas em 1977. É um dos maiores símbolos mundiais de resistência contra a violência de Estado e o desaparecimento forçado de pessoas”, afirmou Florindo Chivucute, lembrando que a ditadura militar argentina durou de 1976 a 1983. “Atualmente, as mães da Praça de Maio se reúnem sempre às quintas-feiras. O objetivo, hoje, é lembrar ao mundo que não se deve esquecer o passado", disse. "É um movimento que simboliza a luta pela memória, pela verdade e pela justiça; e é isso que nós esperávamos que a seleção da Argentina fizesse, mas, infelizmente, não fez” Cinquentenário da independência A data do jogo entre Angola e Argentina não foi escolhida ao acaso. A partida será disputada na capital Luanda no dia 14 de novembro, apenas três dias da data que Angola celebrará os 50 anos da independência.  "Nós não somos contra a partida de futebol. Aliás, é bom que a celebração dos 50 anos seja feita assim. Mas aqui há outro elemento: o partido no poder e o Executivo querem fazer desta celebração a sua atividade. Particularmente não querem envolver os angolanos; nem outros movimentos. Não devemos esquecer que a independência não foi conquistada só pelo MPLA. Seria interessante que Angola, ao invés de convidar a seleção argentina, convidasse quatro seleções africanas. O valor não seria tanto", criticou Serra Bango. Leia tambémNo ano do cinquentenário da independência, Cabo Verde garante vaga na Copa do Mundo Florindo Chivucute, líder da Friends of Angola, criticou o dinheiro gasto nesse amistoso. “Este montante deveria ser usado para dar oportunidade a centenas de crianças em Luanda e em todo o país para irem à escola pela primeira vez. Nós temos centenas de crianças que estão fora do ensino porque, segundo as autoridades locais, não há condições para essas crianças irem à escola; dizem que não há escolas suficientes” Angola e Argentina vão jogar no Estádio Nacional 11 de Novembro, que é o maior do país e, recentemente, passou por uma grande reforma que custou US$ 13 milhões, que é o equivalente a quase R$ 70 milhões. De 2009 a 2025 A última vez que essas seleções se enfrentaram foi em 2009. Aquele jogo disputado na Itália terminou com a vitória argentina por dois a zero, gols de Maxi Rodriguez e Sorín. Lionel Messi, que na época tinha 21 anos, começou a partida no banco e entrou aos 18 minutos do segundo tempo. Curiosamente, Lionel Scaloni, hoje técnico da seleção da Argentina, também entrou na etapa final ao lado de Messi. Os dois são esperados no confronto desta semana contra Angola. A vitória da Argentina de 16 anos atrás foi assistida por quatro mil pessoas na arena italiana. Agora, o amistoso deverá reunir 48 mil torcedores no estádio em Luanda. Os ingressos para essa partida já começaram a ser vendidos. A expectativa é que esgotem antes mesmo do dia do jogo. A seleção de Angola não disputará a Copa do Mundo de 2026. Os angolanos foram eliminados do grupo D e a vaga ficou com a seleção de Cabo Verde. Leia tambémNo ano do cinquentenário da independência, Cabo Verde garante vaga na Copa do Mundo Além dessa partida entre Angola e Argentina, haverá amistosos nessa última Data-Fifa de 2025. O Brasil medirá forças contra Senegal, em Londres, e contra Tunísia, em Lille. Também neste mês, França e Portugal devem garantir matematicamente suas vagas na Copa de 2026, que vai ser disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

DW em Português para África | Deutsche Welle
6 de Novembro de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 19:59


Vamos à boleia de comboio no Corredor do Lobito para acompanhar os últimos passos do Presidente alemão em Angola. Analistas angolanos esperam que o novo Juiz-Presidente do Supremo Tribunal restaure a credibilidade da justiça. Porta-voz do PAIGC comenta à DW a discordância que se vive dentro do partido. Ativista Gangsta apela aos que assistirem ao Angola x Argentina a manifestarem-se.

DW em Português para África | Deutsche Welle
6 de Novembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 20:00


Arranca hoje, em Angola, o Congresso Nacional da Reconciliação, sem presença de João Lourenço. Presidente alemão visita hoje o corredor de Lobito. Em Moçambique, ativista crítica informe anual do Provedor da Justiça.

DW em Português para África | Deutsche Welle
5 de Novembro de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Nov 5, 2025 19:28


MPLA cada vez menos tolerante a vozes críticas à liderança do partido, afirmam analistas. Vamos em direto até Luanda onde João Lourenço encontrou-se hoje com o Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier. Em Portugal, nova lei de estrangeiros torna mais difícil a vida dos imigrantes. E no futebol, termina esta noite a 4ª jornada da Liga dos Campeões.

Artes
Sons da Liberdade: 50 anos de independência de Angola ouvidos através do Semba

Artes

Play Episode Listen Later Nov 5, 2025 17:25


Angola celebra 50 anos de independência e a sua história pode ouvir-se no Semba, através do ritmo que denunciou o colonialismo, uniu o país e continua a pulsar nas novas gerações. Para o antropólogo André Castro Soares, o Semba é “um testemunho histórico e político”, uma expressão da dor, da festa e da esperança de um povo que, mesmo entre guerras e desafios, nunca deixou de dançar pela liberdade.  Angola assinala na próxima semana 50 anos de independência, a 11 de Novembro, meio século de caminhos cruzados entre a esperança, a reconstrução e os desafios de um país que continua a reinventar-se. Desde 1975, a música tem sido uma das mais fiéis testemunhas da história angolana: um espaço onde se escutam as memórias da luta, as vozes da resistência e as novas sonoridades que dão forma à identidade contemporânea. O antropólogo português André Castro Soares, autor da tese “Semba enquanto património material, políticas e imagens e sonoridades da cultura em Angola”, tem dedicado a sua investigação a compreender esse percurso. Para ele, “o Semba não é apenas uma expressão artística, mas um testemunho histórico e político capaz de revelar as múltiplas camadas da vida angolana desde 1975 até hoje”. Ao olhar para os 50 anos de independência, André Castro Soares defende que a história de Angola pode ser lida através das suas canções. “É o Semba que vai, de alguma forma, denunciar a presença colonial e o jugo colonial, sobretudo a partir dos anos 60 e 61. 61 é um ano horríbilis do governo do Estado Novo de Salazar”, recorda. Foi nesse momento que começou a guerra colonial, e “esse movimento vai ser acompanhado pelos músicos, pelos que começam, de forma encapotada, a lançar as suas mensagens, aquilo que chamo na minha tese de recados, para que a população se juntasse à luta pela independência fora do jugo colonial português”. Entre esses músicos, destaca-se Liceu Vieira Dias, figura central na génese do nacionalismo musical. “O grande autor, o grande pensador e poeta dessas sonoridades foi, sem dúvida, Liceu Vieira Dias, que com a música Feiticeira, isso está bem descrito num filme de Jorge António, vai, de forma encapotada, anunciar a forma como o poder colonial podia ser combatido”, explica o antropólogo. “Essa música Muxima, coração, vai marcar sonoramente esse período”, acrescenta, sublinhando que outras canções, como Umbi Umbi, exprimem esse mesmo sentimento de resistência e de dor. “O Muxima é o mais emblemático”, afirma Castro Soares. “É um lamento. O Semba tem várias formas, há o Semba de carnaval, festivo, mas também há o Semba de lamento. E essas músicas de lamento são universais, acompanham as formas de vivência dos povos negros subjugados à escravatura e à violência. Quando falo de lamento, falo, por exemplo, da Soul music nos Estados Unidos, do Semba em Angola e do Samba no Brasil.” Essa dimensão espiritual e emocional faz do Semba, segundo o investigador, “um género que surge do sofrimento das pessoas negras e que é, por isso, fundamental para marcar a paisagem sonora da independência”. Com o fim do domínio colonial, o Semba tornou-se património simbólico e material da nova nação. “A angolanidade não é um conceito consensual”, reconhece Castro Soares, “mas através da música podemos pensar num aglutinador do que seria o mais próximo deste conceito, um espaço de consensualidade cultural, onde as pessoas daquele território se revissem de alguma forma”. Num país de enorme diversidade étnica e linguística, o Semba, explica, “é talvez o género musical que melhor se aproxima desse trabalho de consenso, dessa procura de unidade nacional”. “Luanda tem um poder magnético muito grande”, acrescenta o antropólogo. “Concentra grande parte de todas as populações do vastíssimo território das 18 províncias. Penso que o Semba poderá ser uma boa banda sonora da angolanidade, ou o mais próximo daquilo que é a angolanidade, apesar de algumas pessoas não gostarem de o pôr aí. Mas o Semba retrata, relata e ilustra de forma sonora a vivência dos angolanos.” Essa vivência é inseparável das chamadas festas de quintal, que, segundo o investigador, “são uma célula cultural onde se ouve todo o tipo de música, mas onde o Semba tem um papel fundamental de união e de construção de diálogo”. Essa dimensão comunitária da música estende-se, para Castro Soares, à vida familiar e quotidiana. “A sentada familiar é uma marca de angolanidade até mais importante que a própria música”, defende. “É o lugar onde se transmite conhecimento, aquilo que chamo transmissão de conhecimento aural — não apenas oral, porque envolve a escuta e o corpo todo. É uma incorporação de saberes ancestrais que vai muito para além da construção da nova nação.” Mas o percurso musical de Angola também foi marcado por silêncios e medos. “O espaço musical foi muito afectado por um acontecimento: a purga dentro do MPLA em 1977”, lembra André Castro Soares. “Esse episódio, que teve contornos de massacre, implicou uma imposição de medo geral em relação à contestação ao poder instituído, e esse medo vai acompanhar até aos dias de hoje.” Mesmo assim, a música nunca deixou de ser um território de resistência. “Os músicos conseguiram ler muito bem os limites impostos pela política. Hoje continuam a falar através de recados, como o Paulo Flores, que usa a canção para denunciar as injustiças do poder político.” Com o passar das décadas, novos estilos emergiram e redefiniram o espaço sonoro angolano. “Depois do Semba, vieram o Kuduro e a Kizomba, que tiveram grandes impactos na diáspora africana e angolana no exterior”, observa o antropólogo. “A Kizomba, que eu costumo chamar um abraço que os angolanos dão a todas as pessoas, até às pessoas racistas, é uma música que consegue juntar pessoas muito diferentes, dentro e fora do país. É um excelente antídoto contra o racismo. Essa é, para mim, a principal lição que os angolanos deram à contemporaneidade: é possível juntarmo-nos e abraçarmo-nos independentemente das nossas diferenças.” Sobre as novas gerações, André Castro Soares vê nelas um diálogo vivo com o passado. “Há todo um diálogo feito pelas novas gerações, ainda que algumas sem memória directa desse passado, mas transmitido pelos pais e pelos antepassados e também por via da educação.” O antropólogo insiste que “Angola não é um Estado falhado, é um Estado com dificuldades e idiossincrasias, que ainda não teve grande alternância política, nem uma democratização plena, mas o caminho está a ser construído e deve ser marcado pelos próprios angolanos. É uma população muito jovem e capaz de fazer releituras e visões para o seu futuro.” Quando se escuta a Angola de hoje, os sons são múltiplos, mas há sinais de regresso às origens. “Tem havido uma procura da essência do que é angolano”, afirma. “As pessoas perderam a utopia dos anos 80, tornaram-se mais realistas, e há uma vontade de voltar aos instrumentos acústicos e tradicionais, como a Dikanza, um instrumento de fricção feito a partir da natureza.” Essa recuperação, diz, “é uma forma de resgatar património, um passado que foi negado pela guerra civil e por um sistema educativo débil, mas que as pessoas estão a reconstruir de forma informal, fora da tutela do Estado.” Entre os artistas actuais, André Castro Soares destaca “Yúri da Cunha, que tem uma proposta musical muito interessante no sentido de procurar as raízes e a festa de quintal”, bem como “Paulo Flores, que continua a apresentar trabalhos com grande profundidade”, e ainda “Eduardo Paim, vindo da Kizomba, que tem feito remisturas com outros estilos como o Zouk”. Também as novas fusões mostram vitalidade: “Dentro do Afrobeat, há várias misturas entre o Kuduro e o Amapiano da África do Sul, o continente influencia-se mutuamente e vai marcando os gostos de uma juventude que tem outras preocupações do que a juventude que fez a independência.” Cinquenta anos depois da proclamação da independência, a música continua a ser, como conclui André Castro Soares, “um marcador cultural fundamental” e “o espaço onde os angolanos se escutam, se reencontram e se reinventam”. Entre o lamento e a festa, o Semba permanece a batida da liberdade, o som de um povo que aprendeu, mesmo em tempos de silêncio, a falar através da música.

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7 de Outubro de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 20:00


Em Angola, o secretário nacional para os Assuntos Eleitorais da UNITA diz à DW África que o Tribunal Constitucional que não está a respeitar a Constituição do país. Em Moçambique, o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, disse que se o país implementasse tudo o que planifica, poderia tornar-se um país de primeiro mundo. E foi há dois anos que o Hamas atacou Israel.

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02 de Outubro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Oct 2, 2025 20:00


Em Moçambique: políticos defendem diálogo nacional, mas analista aponta fraude eleitoral como raiz do problema. Em Angola: Eleições na Ordem dos Médicos marcadas por desistência forçada, abstenção recorde e suspeitas de interferência do MPLA. Decisão do Gana de aceitar deportados dos EUA gera disputa judicial, oposição política e alertas sobre riscos diplomáticos.

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18 de Setembro de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Sep 18, 2025 20:00


Em Moçambique, a luta pela exploração dos recursos minerais continua a matar no distrito de Mogovolas, Nampula. Ativista aponta o dedo ao governo. Fundador e diretor executivo da Friends of Angola diz que o MPLA continua a adiar eleições autárquicas por temer perder o poder. No Sudão do Sul, a oposição movimenta-se após a detenção do vice-presidente e o acordo de paz está em risco.

USApodden
Trump hotar att terrorstämpla delar av vänstern

USApodden

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 52:57


Skyhögt tonläge efter mordet på högerdebattören Charlie Kirk. Lyssna på alla avsnitt i Sveriges Radio Play. Presidentrådgivaren Stephen Miller lovar att använda alla statens resurser för att slå ut vänsterextema nätverk, vicepresident Vance vill ge sig på George Soros stiftelse och president Trump överväger att terrorstämpla den löst sammansatta rörelsen Antifa. Men vad vet vi så här långt om mannen som mördade högerdebattören Charlie Kirk? Är det vänstern som ligger bakom det politiska våldet i dagens USA och hur påverkas politiker och debattörer av den här sortens mord? Det pratar vi om i det här avsnittet av USA-podden.Hör också om Donald Trumps statsbesök i Storbritannien, där regeringen pressas av högernationalistiska demonstrationer, digitala hälsningar från Elon Musk och en egen brittisk Epsteinskandal.Medverkande: Ginna Lindberg och Simon Isaksson, Sveriges Radios USA-korrespondenter, Roger Wilson, programledare P1 Kultur och Nina Benner, Sveriges Radios Londonkorrespondent.Programledare Sara Stenholm.Producent: Anna Roxvall.

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8 de Setembro de 2025 – Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Sep 8, 2025 19:54


A dois anos das eleições gerais em Angola, possibilidade de fraude eleitoral preocupa políticos e sociedade civil. Ucrânia espera "resposta forte dos EUA" após o maior ataque aéreo da Rússia desde o início da guerra. Ainda nesta emissão, não perca mais um episódio da radionovela Learning by ear – Aprender de ouvido.

Kvartal
Kvartal Idag: Morgan Johansson: Dags att terrorstämpla Irans revolutionsgarde

Kvartal

Play Episode Listen Later Aug 26, 2025 14:10


Vill likt Australien terrorklassificera IRGC efter antisemitiska attentat. Riksdagspartiernas gas ska ge högre pensioner i goda tider. Iransamtalen i Genève: Regimens sista chans att undvika sanktioner? Demokrater i USA uppmanas att lägga ner woke-vokabulären. Programledare: Staffan Dopping.

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18 de Agosto de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Aug 18, 2025 20:00


Zelensky e frente unida europeia reunem hoje com Trump sobre detalhes da cimeira com Putin. Em Angola, jusrista não acredita que suspensão de João Lourenço da liderança do MPLA tenha pernas para andar. No futebol alemão, o Bayern Munique conquistou a Supertaça. Neste jornal, não perca mais um episódio da sua radionovela, Learning By Ear - Aprender de ouvido.

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11 de Agosto de 2024 – Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Aug 11, 2025 20:00


Angola: Luanda amanheceu hoje sob forte presença policial, no dia em que o Conselho da República avaliou a segurança nacional. Guiné-Bissau: Foram empossados os membros do novo executivo. Portugal: Polícia diz desconhecer o suposto desaparecimento de mais 50 cidadãos angolanos em Portugal, denunciado por André Ventura.

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8 de Agosto de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Aug 8, 2025 20:00


UNITA e MPLA chegam a consenso sobre a Lei de Registo Eleitoral Oficioso. Na província moçambicana de Nampula, cidadãos muçulmanos denunciam proibição do uso do véu islâmico em instituições públicas. Na norte da Nigéria, comunidades fazem acordos com grupos armados para evitar ataques.

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31 de Julho de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Jul 31, 2025 20:00


Angola: Polícia acusa mulher executada por agentes policiais de ter estado envolvida nos tumultos e pilhagens. Governo angolano proibe protestos em Cabinda. A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) exige a mesma consideração dada a Agostinho Neto para outros nacionalistas da oposição. Ucrânia: PR apela aos seus parceiros a "forçar Moscovo a fazer a paz" e ter "negociações a sério".

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25 de Julho de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Jul 25, 2025 19:58


Em Angola, partidos opositores históricos MPLA e a UNITA alcançam consensos na futura Lei de Organização e do Funcionamento das Eleições Gerais. Angola volta a ser palco de protestos este sábado, dia 26.07, contra o aumento dos preços dos combustíveis e dos transportes públicos. E a França vai reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU.

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16 de Julho de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Jul 16, 2025 20:00


Na província angolana da Huíla, ativista deixa um pedido às autoridades. A União Nacional de Estudantes Moçambicanos lamenta a posição que diz ser extremista do Governo, de pôr fim aos subsidios aos alunos estagiários em medicina. A próxima sexta-feira marca os 100 anos do livro de Adolf Hitler, Mein Kamp. Neste jornal, analisamos se as ideias do antigo ditador alemão também morreram.

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26 de Junho de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Jun 26, 2025 19:49


Em Angola, a UNITA contesta composição da CNE. Analista reconhece que a reclamação tem fundamento. Terminou a cimeira EUA-África, com a maior potência económica do mundo a prometer investimento de mais de 100 mil milhões de dolares. No Quénia, manifestantes assinalaram um ano dos protestos antigovernamentais sangrentos com nova onda de violência policial. África despediu-se do Mundial Clubes FIFA.

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12 de Junho de 2025 – Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Jun 12, 2025 20:00


Angola: Delegação do grupo parlamentar da UNITA foi atacada nesta quarta-feira, no município da Galanga, província do Huambo. Moçambique quer negociar acordo de comércio livre com os Estados Unidos da América. Celebra-se hoje o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil: África Subsaariana continua a ter o maior número de trabalhadores menores de idade.

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11 de Junho de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jun 11, 2025 20:00


Em Angola: A corrida à liderança do MPLA já mexe nos bastidores. Faltam reagentes no maior hospital do Cuanza Sul e utentes pedem demissão da ministra da Saúde. Milhares de pessoas tomam várias cidades americanas em protesto contra a política anti-imigração de Donald Trump.

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9 de Junho de 2025 - Programa Especial

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Play Episode Listen Later Jun 9, 2025 20:00


Qual o rumo da oposição angolana? Será que a cisão na Frente Patriótica Unida (FPU) facilitará a continuidade das vitórias do MPLA em futuras eleições?

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5 de Junho de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jun 5, 2025 20:00


No norte de Angola, PRA-JA atrai e soma militantes de outros partidos. Chanceler alemão, Friedrich Merz, reúne-se com Donald Trump em Washington. Na ONU, EUA vetam resolução que exigia um cessar-fogo em Gaza e o levantamento de todas as restrições à entrada de ajuda humanitária.

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4 de Junho de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jun 4, 2025 20:00


Após agressões a deputado, UNITA diz que está a "estudar" MPLA. Relatório sobre assalto ao quartel das Forças Armadas de São Tomé é "claro" quanto à responsabilização dos atos, diz analista. Viagem de Joseph Kabila ao leste da RDC agrava tensão política no país.

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3 de Junho de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Jun 3, 2025 20:00


Filomeno Vieira Lopes defende "pacto de regime" para afastar MPLA do poder. Coligação com UNITA beneficia Bloco Democrático, diz analista. População afetada pelas cheias na Nigéria desespera por ajuda.

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30 de Maio de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later May 30, 2025 20:00


Inundações na Nigéria fazem mais de 100 mortos. Ex-guerrilheiros da RENAMO denunciam abusos e violência policial. Formalização do PRA-JA Servir Angola foi "jogada de mestre" do MPLA, diz analista. Ativista Rafael Marques recusa condecoração da Presidência angolana.

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26 de Maio de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later May 26, 2025 20:00


Rutura da FPU em Angola reflete fragilidade dos líderes da oposição, diz analista. Em Moçambique, SERNIC passa a ser tutelado pela Procuradoria-Geral da República. PODEMOS volta a votar a eleição do secretário-geral em meados de junho. Na Guiné-Bissau, não há notícias sobre os quatro ativistas detidos no fim de semana.

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2 de Maio de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later May 2, 2025 20:00


Liberdade de imprensa está cada vez mais limitada, em Angola. Moçambique pede ajuda financeira ao FMI. A DW Português para África comemora 50 anos. Andrea Marques a primeira mulher africana na redação recorda alguns momentos que passou aqui em Bona.

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28 de Abril de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Apr 28, 2025 20:00


Em Angola, o Tribunal de Luanda julga esta segunda-feira oito dirigentes do Movimento dos Estudantes Angolanos, detidos no sábado durante uma marcha contra as más condições das escolas em Luanda. Vaticano começa a preparar a sucessão do Papa Francisco. Leverkusen venceu e adiou a festa de campeão do Bayern Munique. E mais um episódio da radionovela Learning by Ear - Aprender de Ouvido.

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23 de Abril de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Apr 23, 2025 20:00


Daniel Chapo cumpre 100 dias no poder com medidas que lembram Venâncio Mondlane. Coincidência ou influência? Lei sobre controlo das Organizações da Sociedade Civil pode mesmo avançar em Moçambique. Presidente ucraniano visita África do Sul esta quinta-feira.

Conversas à quinta - Observador
A Vida em Revolução. João Van Zeller: “Em Luanda, o fim criou uma inconsciência eufórica. As pessoas ficavam excitadas e faziam grandes disparates”

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Apr 14, 2025 75:35


O medo quando se viu cercado por 20 guerrilheiros do MPLA “muito zangados”. A agitação com a chegada de Rosa Coutinho a Angola. O falhanço das informações americanas. Os encontros com Savimbi e Holden Roberto. A venda do BMW e dos eletrodomésticos para continuar a pagar contas. A máquina que imprimiu notas para pagar 18 mil salários. O milionário com companhias duvidosas. E a vida faustosa sem um tostão no bolso. As memórias incríveis de João Van Zeller dos tempos em que era administrador do Banco Inter-Unido, em Angola.See omnystudio.com/listener for privacy information.