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“Cabo Verde, crises e resiliência – erupção vulcânica, secas, Covid-19, guerras na Ucrânia e no Médio Oriente” é o título do livro onde o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, faz um exercício de balanço de como Cabo Verde e o seu Governo enfrentaram as diferentes crises. A obra, que é um contributo para documentar a História de Cabo Verde, é também um registo da coragem e capacidade de sacrifício de um povo. A erupção vulcânica, as secas, a pandemia de Covid-19, os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, a riqueza dos recursos naturais e a pobreza em África ou a acção climática e ambiental, são alguns dos temas desenvolvidos no livro. Ulisses Correia e Silva esteve recentemente em Portugal para apresentar a obra. Em entrevista à RFI, o primeiro-ministro de Cabo Verde, entre outros temas, fala de como lidou com as crises que enfrentou enquanto chefe de Governo, de transição energética, de água, de alterações climáticas, do posicionamento de Cabo Verde perante os conflitos entre Rússia e Ucrânia e entre Israel e Palestina, a importância da diáspora cabo-verdiana e o crescimento de Cabo Verde. RFI: O que o motivou a escrever este livro? Ulísses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde: A motivação tem a ver com o momento excepcional e especial do período em que Cabo Verde, e também o mundo, atravessou crises muito graves. A gente vai falar da pandemia da Covid-19, uma das maiores crises mundiais depois da Segunda Guerra Mundial. Cabo Verde foi exposto e teve um impacto muito forte na sua economia, no quadro social. Estamos a falar de secas severas, mas que não são secas severas quaisquer. De 2017 a 2021, nós sofremos as piores secas dos últimos 40 anos, também com impacto muito forte. Depois, já temos aquilo que é o resultado da tensão geopolítica, a guerra na Ucrânia, que provocou uma crise inflacionista em 2022, que fez a nossa inflação disparar de 1% para 8%, com impactos muito graves, e são basicamente estas crises que conformam a estrutura do livro. Para deixar retratado, testemunhado aquilo que foram os impactos muito fortes num país como Cabo Verde, que conseguiu fazer face e recuperar, relançar a sua economia e a vida social que continua hoje e com muito mais resiliência. RFI: Quais são as lições que, Cabo Verde, os cabo-verdianos, o Sr. Primeiro-Ministro foram obrigados a tirar destas crises? Ulisses Correia e Silva: As lições têm a ver com o reconhecimento, de facto, que as alterações climáticas e as mudanças climáticas são um facto. Nós, não só sofremos os impactos de secas severas, mas, como mais recentemente, o que já não faz parte do livro porque aconteceu depois, tivemos o impacto de tempestade Erin, em São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, um dos piores fenómenos meteorológicos extremos que Cabo Verde vivenciou. É o contraste da seca, portanto, é chuva torrencial a cair em pouco espaço de tempo, e que provocou até 9 mortos e com muita destruição. E tivemos, mais recentemente, também chuvas torrenciais em Santiago, em Santiago Norte, com impactos muito fortes. Portanto, a nível das alterações climáticas há necessidade de reforçarmos a resiliência, quer a nível da preparação, quer a nível das infra-estruturas para adaptação e mitigação para conseguirmos estar mais preparados em todas as frentes para eventuais cenários extremos, tendo em conta, sempre, que nenhum país consegue estar totalmente preparado. Isto acontece também na Europa, acontece nos Estados Unidos, mas é sempre melhor reforçar a resiliência do que manter o 'status quo'. Depois, nós temos também uma outra lição que é a confiança no país. Com os nossos meios, com o apoio dos nossos parceiros, com a nossa economia, conseguimos recuperar, relançar e temos hoje uma economia a crescer de uma forma robusta, com o desemprego a reduzir-se, com a pobreza extrema em fase de eliminação. Essa é uma confiança de um país que consegue recuperar face a choques externos fortes e consegue também fazer apostas de resiliência no futuro, particularmente a nível da transição energética e da estratégia da água, para sermos menos dependentes desses fenómenos e dos choques externos. RFI: Como é que projecta enfrentar esses que identifica como os principais desafios, a questão climática e energética? Ulisses Correia e Silva: Primeiro a transição energética. Nós já tínhamos traçado, mesmo antes da guerra na Ucrânia que provocou essa crise inflacionista, um objetivo muito claro de atingirmos em 2026 mais de 30% da produção de electricidade através de energias renováveis. Nós vamos fechar em 2025, aliás, com cerca de 35%. Depois chegarmos a 2040 com mais de 50% da produção de electricidade através de energias renováveis e chegarmos a 2040 com mais de 80%. Isto é significativo porque reduz a independência do país aos combustíveis fósseis, reduz a exposição a choques externos energéticos, nomeadamente choques inflacionistas e aumenta a nossa contribuição para a redução da emissão de carbono. Depois temos a questão da água. Um país que está localizado na zona do Sael, que sofre as influências de secas periódicas. Nós virámos mais para o mar, para a dessalinização da água, a sua utilização na agricultura associada às energias renováveis para baixar o custo da produção de água; utilizarmos o máximo de reutilização e eficiência hídrica para podermos também estar mais preparados para a situação de seca. Estas duas vertentes colocam Cabo Verde no futuro com resiliência acrescida. Depois a terceira tem a ver com a diversificação da economia, que não fica apenas dependente de um único sector como é o turismo, por isso estamos a apostar fortemente na economia azul, na economia digital. São estas três grandes áreas que vão fazer com que Cabo Verde cresça ainda mais, aumentar o seu potencial de crescimento e cresça de uma forma mais diversificada. RFI: Qual é o papel da diáspora nessa aposta no desenvolvimento e num outro vector que o Sr. Primeiro-Ministro referiu na apresentação do livro, na vertente desportiva? Ulisses Correia e Silva: A diáspora é fundamental, não só com a sua contribuição para a economia, hoje cada vez mais dirigido para o investimento produtivo, através das remessas familiares, mas na amplificação do capital humano. Significa que a Cabo Verde é muito mais do que as 10 ilhas, é muito mais do que os 500 mil habitantes residentes, nós temos competências e capacidades em todo o mundo. E o futebol, por exemplo, o basquetebol, o andebol, são exemplos disto. A nossa capacidade de recrutar, para além do espaço interno dos residentes no país, recrutamos também em Portugal, em França, na Irlanda, nos Estados Unidos, lá onde temos cabo-verdianos de origem ou cabo-verdianos descendentes de cabo-verdianos, filhos, netos, bisnetos, trinetos, podem-se candidatar, primeiro, a obter a sua nacionalidade, depois a representar o país. Isto é que aumenta a capacidade de recrutamento a nível do futebol, a nível do basquetebol, a nível do andebol, mas aumenta a capacidade de recrutamento também do país, do aumento do seu capital humano em todas as outras áreas, na área da medicina, na área tecnológica, na área do empreendedorismo, dos negócios. Portanto, capacidade de ter uma selecção nacional abrangente com interesses dos cabo-verdianos no seu país e com portas abertas para poderem investir, poderem participar, poderem competir com a bandeira e o sentido da nação cabo-verdiana. RFI: Falando da política internacional, do papel de Cabo Verde e também da CPLP. Na guerra na Ucrânia, na situação em Gaza, qual é que poderia ser o papel da CPLP? Há quem aponte que tem sido pouco presente. Ulisses Correia e Silva: A CPLP, relativamente a essas situações que são de tensões geopolíticas, casos da guerra na Ucrânia, os países em si, individualmente, se posicionaram. Cabo Verde teve um posicionamento muito claro desde a primeira hora e mantemos a nossa posição. Individualmente, os países, praticamente todos, também se confluíram no sentido de reconhecer a gravidade da situação, a ilegitimidade da invasão de territórios alheios e de ocupação. Esses são princípios que nós não defendemos e que nós fazemos questão de pôr em evidência de que são contrários à Carta das Nações Unidas, são contrários ao direito internacional e devem ser devidamente sancionados politicamente. Mas é realidade que nós temos uma conjuntura extremamente difícil que tem que ter uma solução, que tem que ser necessariamente negociada no campo diplomático para encontrar a melhor posição. Dentro da situação em Gaza, também o nosso posicionamento sempre foi claro relativamente à condenação de qualquer situação que possa levar à destruição completa de territórios e de vidas humanas e procurar uma melhor solução para o Médio Oriente. RFI: Enquanto Primeiro-Ministro, daqui até ao fim do seu mandato, quais são os grandes desafios para os quais procurará encontrar solução? Ulisses Correia e Silva: As eleições serão entre Março e Maio. Conseguirmos concluir grandes projectos que estão em curso, pelo menos, ou vão então arrancar. Estou a falar, por exemplo, do pacote da Global Gateway, que são cerca de 400 milhões de euros que estão no sector dos transportes marítimos, nos portos, na economia azul, na economia digital e tem um impacto muito forte sobre a resiliência e o desenvolvimento da economia, e tem também uma componente da transição energética. É um pacote forte, os concursos vão ser lançados ainda este ano, estou a falar dos portos. Depois temos vários outros pacotes de investimentos que estarão na fase de lançamento e de continuidade da sua execução para o futuro próximo, depois a gerir. Agora de entrada de 2026, nós temos um orçamento muito forte para o ano de 2026, porque os governos e o país não podem parar por causa das eleições. Portanto, mantemos a continuidade da governança. Depois, competindo para o resultado eleitoral, que nós esperamos que nos seja favorável. O livro “Cabo Verde, crises e resiliência – erupção vulcânica, secas, Covid-19, guerras na Ucrânia e no Médio Oriente” foi editado pela Pedro Cardoso – Livraria
No dia em que foi arquivada a averiguação preventiva ao Primeiro Ministro, após 9 meses de investigação, o diretor do DCIAP, Rui Cardoso, vem à Grande Entrevista com Vítor Gonçalves
EUA alertam cidadãos americanos que estão em solo venezuelano deixem o país “imediatamente”, aumentando rumores de uma invasão por terra. E ainda:- Forças israelenses matam Yasser Abu Shabab, líder das Forças Populares da Palestina- Líderes políticos e organizações defendem a soltura do ativista, ex-deputado da Autoridade Palestina e fundador da ala militar do Fatah, Marwan Barghouti- Primeiro-ministro da Bélgica diz que "ninguém acredita na derrota da Rússia na Ucrânia" e chamou de "fábula" as expectativas de vitória ucraniana- Oxford divulga sua famosa lista de palavras do ano e o termo é “rage bait” (isca de raiva, numa tradução literal) é eleito a palavra do ano de 2025 Ouça Sofia Malta no Spotify Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
18h Presidente e Primeiro Ministro lamentam morte em Albufeira
Entre uma Assembleia cercada, um Primeiro-Ministro farto de ser sequestrado e um Governo em greve, ficou ainda uma pergunta por responder: a liberdade podia ter acabado em ditadura?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Luis Montenegro elogia Cavaco Silva de "ser uma inspiração". Na gala de homenagem ao ex Presidente da República, o Primeiro Ministro admite procurar assemelhar a sua governação à de Cavaco Silva.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Saudações humanos!Quando o assunto é orçamento, o Primeiro Ministro do Canadá, Mark Carney, mandou avisar que a população deve se preparar para fazer "sacrifícios". Enquanto isso, a inflação do país sobe, mas ainda está sob controle. Por enquanto.As controvérsias, desafios e acontecimentos intrigantes nesta edição. Sintonize para análises aprofundadas e informações essenciais de Mar a Mar! Canadá Agora", seu podcast de atualidades do país.
O político, jornalista e empresário tinha 88 anos e foi primeiro-ministro entre 1981 e 1983. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirma que se perdeu uma das principais personalidades do país nos últimos 60 anos; Luís Montenegro anunciou que o Governo pretende declarar um dia de luto nacional.
Ângelo Correia, Ministro da Administração Interna de Balsemão, recorda a exigência e o rigor que era equilibrado com "alguma bonomia e uma abertura enorme que apresentava na relação com os outros".See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Ex-Secretário Geral do PSD relembra a proximidade que teve com Pinto Balsemão, quando fez parte do governo do ex-Primeiro Ministro. Ainda, lembra o peso de ter substituído Sá CarneiroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira na edição do Jornal da Record News desta segunda-feira (13): reféns israelenses são liberados por grupo terrorista Hamas. Lula diz que Brasil tem problema com Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. E ainda: gêmeas são presas suspeitas de morte por envenenamento em São Paulo e Rio de Janeiro.
A notícia principal é o avanço crucial no cessar-fogo em Gaza, impulsionado pelo plano de paz de 20 pontos proposto pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump.O Hamas respondeu ao ultimato de Trump e concordou em libertar todos os reféns israelenses remanescentes – tanto vivos quanto mortos. O grupo também manifestou apreço pelos esforços de Trump para acabar com a guerra.O Plano e a Reação de Trump O plano de paz exige que o Hamas entregue a administração da Faixa de Gaza a um corpo de tecnocratas ou independentes palestinos. O Hamas aceitou essa transferência de administração.Donald Trump celebrou o acordo, descrevendo-o como um "dia muito especial" e "sem precedentes". Ele agradeceu abertamente às nações mediadoras, incluindo Catar, Turquia, Arábia Saudita, Egito e Jordânia, por ajudarem a unificar os esforços para acabar com a guerra e alcançar a paz no Oriente Médio.Crucialmente, Trump instruiu Israel a parar imediatamente o bombardeio de Gaza, afirmando acreditar que o Hamas está pronto para uma paz duradoura.As Condições e os Pontos de Contenção Embora o Hamas tenha aceitado partes do plano, a sua resposta constitui uma aceitação parcial, servindo como uma base inicial para negociações adicionais, e não uma aceitação completa.Os principais entraves permanecem: o Hamas não concordou com o desarmamento ou desmilitarização, que são exigências-chave de Israel. Líderes do Hamas deixaram claro que não vão depor as armas antes que a ocupação israelense termine. Além disso, o Hamas busca garantias de que Israel se retirará totalmente de Gaza.A Resposta de Israel e os Próximos Passos O gabinete do Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está se preparando para a implementação imediata da primeira fase do plano, focada na libertação dos reféns. No entanto, há relatos de que Netanyahu ficou surpreso com o entusiasmo de Trump pela resposta do Hamas, pois o lado israelense via a declaração como falha em atender a aspectos cruciais do plano.Líderes internacionais, incluindo o Reino Unido, França e Itália, saudaram a decisão do Hamas. Os próximos 72 horas foram considerados críticos, pois intensas negociações devem ocorrer para resolver as questões pendentes, como o desarmamento e a retirada militar, determinando se o acordo levará de fato ao fim da guerra. A pressão está agora sobre Netanyahu para aceitar o acordo e levar os reféns para casa.
Tony Blair, antigo Primeiro Ministro britânico, é uma figura central no plano de Donald Trump para alcançar a paz entre Israel e o Hamas. Como chegou aqui? A jornalista Madalena Moreira é a convidada.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Tony Blair, antigo Primeiro Ministro britânico, é uma figura central no plano de Donald Trump para alcançar a paz entre Israel e o Hamas. Como chegou aqui? A jornalista Madalena Moreira é a convidada.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No dia 29 de setembro de 2025, os EUA propuseram um plano de paz de 20 pontos para Gaza. O "Plano Trump" promete o fim imediato da guerra, a libertação de reféns em 72h e a reconstrução do território, mas a análise dos detalhes é explosiva.Neste episódio, mergulhamos nos fatos e nas entrelinhas do acordo:O Ultimato a Hamas e o Apoio Incondicional de Netanyahu: Por que o Primeiro-Ministro israelense aceitou o plano e qual o peso da pressão de Donald Trump?A "Governança Exótica": Quem são os tecnocratas, por que Tony Blair está envolvido e o que significa Trump presidir o "Conselho da Paz"?O Nó Cego: A retirada de Israel é condicionada ao desarmamento do Hamas. Analisamos por que essa exigência torna a paz improvável.A "Mentira Bonita": O plano de fato oferece um horizonte político para um Estado Palestino ou é apenas uma manobra para contornar o Direito Internacional?É um acordo para Trump chamar de seu, ou uma estrada real para a paz?
Na Assembleia da ONU, em Nova York, delegações do Brasil e de outros países boicotaram o pronunciamento do primeiro-ministro de Israel. Benjamin Netanyahu disse que precisa eliminar resquícios do Hamas em Gaza e libertar os reféns israelenses. Nos Estados Unidos, as acusações formais contra o ex-diretor da Polícia Federal que investigou Donald Trump revelaram a influência inédita de um presidente no Departamento de Justiça. Novidade no sistema de cobranças bancárias: débito automático para boleto de banco diferente do pagador passou a ser feito com Pix. Salvador homenageou Gal Costa no dia em que ela completaria 80 anos.
Pela primeira vez uma sondagem colocou o Chega à frente nas intenções de voto, mas no Chega ainda não se sabe o que fazer nas Presidenciais. Ou melhor: Ventura ainda hesita entre Belém ou São Bento.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A França viveu uma semana agitada com a demissão de François Bayrou do cargo de primeiro-ministro depois de não ter obtido o voto de confiança por parte da Assembleia Nacional. No mesmo dia, Emmanuel Macron nomeou um novo chefe do Governo, Sébastien Lecornu, aliado da primeira hora do presidente francês. Nathalie de Oliveira, antiga deputada, do Partido Socialista, à Assembleia da República portuguesa pelo círculo da Europa respondeu às perguntas da RFI sobre o que está a acontecer em França. Após falhar o voto de confiança, François Bayrou demitiu-se do cargo de primeiro-ministro e Emmanuel Macron nomeou Sébastien Lecornu para o substituir. A escolha levanta críticas pela sua excessiva proximidade do presidente da República, segundo a ex-deputada portuguesa Nathalie De Oliveira. “Fiquei preocupada, não acho ser a melhor novidade ou a melhor opção esta nomeação do primeiro-ministro. Sébastien Lecornu, de certeza, de forma pessoal é uma pessoa interessante com percurso muito apegado à eleição do presidente da República e à militância do Emmanuel Macron e à construção do que nós chamamos aqui em França a Macronie. Mas numa altura em que o povo, quem mais ordena, entregou uma mensagem claríssima e em muito particular desde Julho de 2024, quando o presidente da República decidiu eleições antecipadas, o povo não deu maioria a ninguém, deixou claro que não queria, recusava continuar a apoiar as políticas públicas e a forma de governação de Emmanuel Macron. Ficou claríssimo, porque desde a reeleição em 2022 já só vários ministros, primeiros ministros e governos a obedecerem às decisões do presidente da República, que teve maioria em 2017 e a continuar a insistir com decisões que que o povo recusa, reprova e condena. Não é uma boa novidade. Devia ter sido uma pessoa, se não fosse oriunda do movimento Novo Frente Popular. Devia ter sido, de certeza, e temos ainda isso no país, uma oportunidade com curso muito mais neutro, não posso dizer isso, mas que que estivesse em situação de não pertencer tanto à história, à evolução e ao projecto de Emmanuel Macron, isso agora nos próximos 15 dias. Claro que o primeiro-ministro tem uma tarefa dificilíssima de negociação e de tentativa de concórdia nacional a tentar nomear um governo que seja equilibrado e que vá no sentido daquilo que o povo disse.” Com esta situação, construir um governo com personalidades de partidos de esquerda vai ser difícil par o novo primeiro-ministro que representa uma maneira de governar e um projecto que não coincide com a ala esquerda da Assembleia francesa. “A declaração do Olivier Faure (primeiro secretário do Partido Socialista) é límpida. Nenhum socialista participaria num governo que não aplicasse a questão do IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) aliviado para quem está a pagar cada vez mais e com ordenados médios. A aplicação da taxa Zucman, a questão de desistir de apoiar empresas que são quase multinacionais nem que tenham sede em França, porque foi apoio da ordem de 210.000 mil milhões de euros a empresas que afinal não recrutaram, não melhoram as condições de trabalho das pessoas, não aumentam ordenados e afinal de contas estão a crescer menos o nível de recrutamento e de condições de vida das pessoas. Uma apresentação de outra forma também de gerir a segurança social, enfim, uma forma de aplicarem mais e melhor redistribuição. As pessoas estão a pagar cada vez mais e não tem retribuição em termos de qualidade de serviço público e de conquista de igualdade, de conquista de melhores condições de vida. Antes pelo contrário, estamos a regredir desde do primeiro e agora do segundo mandado do Emmanuel Macron. Pode haver alguma condição par que o Partido Socialista e outros partidos de esquerda coligarem no novo governo? Eu não acredito muito que aconteça, mas o Sébastien Lecornu pode conseguir convencer e vai ficar logo à prova na questão do orçamento de Estado que tem agora pela frente. A condição é de aplicar uma governação de esquerda. Se não acontecer, a prova de fogo do orçamento de Estado, dos debates e da votação antes do final do ano pode correr muito mal e fazer cair outra vez em tempo recorde, menos três meses, outra vez este primeiro-ministro recentemente nomeado.” No mesmo dia (10 de Setembro) da tomada de posso do novo primeiro-ministro, a França viveu um dia de manifestação por parte do movimento “Bloquons Tout” que tinha como objectivo bloquear economicamente o país. Cerca de 175.000 pessoas manifestaram-se e dentro de uma semana, os sindicatos apelam a uma greve. Segundo Nathalie de Oliveira a maioria dos franceses já não consegue viver neste contexto político e sobretudo económico “É sofrimento, é uma manifestação da angústia, do medo de chegar à última semana do mês e de não ter dinheiro na conta para pagar a gasolina, porque são muitas pessoas a ganhar o ordenado mínimo ou pouco mais do que ordenado mínimo, que estão a viver a 40 km do local de trabalho, talvez um bocadinho.. Pior do que isso, é de não conseguir ter 20 € que sobram para comprar um livro para os filhos ou de não poder os fazer participar numa visita ou numa viagem de escola como qualquer outra criança, que seja a nível primário ou depois no secundário. Em França, uma percentagem muito pequena ganha mais de entre 3 e 4.000 €. Pensamos também que o povo francês é riquíssimo mas o ordenado médio é de 1985 €. Viver com este ordenado é difícil com o aumento do custo do nível de vida, alugueres, créditos, juros, seguros e seguros de saúde, porque há 20 anos tínhamos uma cobertura social muito mais protetora. Não é o caso hoje É um grito. Porque este país também tem riquezas, tem capacidade e potencialidade de voltar a ter uma maior economia.” Este caos político que leva os franceses para a rua para manifestar, é, segunda a antiga deputada, uma consequência da forma de governar de Emmanuel Macron que pensou que um país se podia governar como uma empresa privada. “Emmanuel Macron pensou que o país podia ser gerido como uma startup-nation e não foi, não é o caso, não conseguiu. De facto, pode-se pensar que se gere França com uma startup, uma startup-nation e que que é como uma empresa privada. Não é bem assim, não é bem assim. E é esse grito, essa capacidade de manifestação também tem séculos e deu resultados, em termos de conquista de igualdade de direitos e de proteção de direitos fundamentais adquiridos e de conquista de mais direitos. O direito fundamental de manifestar é constitucional sem defender a violência, acho que não se consegue nada com violência. Isso diz um grande sofrimento, angústia. Para a semana (18 de Setembro) as manifestações são intersindicais e muita gente vai manifestar na rua. Naquele dia o país pode ficar mesmo bloqueado e pode não ser a última vez.”
Charlie Kirk foi morto a tiros enquanto discursava em umevento numa universidade no estado de Utah. Kirk tinha 31 anos e era uma figura central no movimento Make America Great Again. E tem ainda:- França enfrenta protestos contra escolha do novo primeiro-ministro. Entre os mais de 200 mil manifestantes, outra pauta também ganhou força: a renúncia do presidente francês Emmanuel Macron- Naasón Joaquín García, de 56 anos, líder de uma megaigreja mexicana chamada La Luz del Mundo, foi acusado de tráfico sexual nos Estados Unidos e pode pegar prisão perpétua- Pela segunda vez em dois dias, um barco da flotilha dosativistas Greta Thumberg e Thiago Ávila foi atingido por um drone em um porto na Tunísia- Reativação do Ministério do Interior por Milei acontece nomomento em que o presidente de extrema-direita precisa reconstruir pontes com os governadores, após o peronismo ganhar as eleições legislativas em Buenos Aires Vote no Mundo em 180 Segundos clicando aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
A renúncia do primeiro-ministro François Bayrou, após perder o voto de confiança na Assembleia Nacional, mergulha a França em um novo impasse político. A situação coloca o presidente Emmanuel Macron diante de um desafio delicado e pode repercutir também no equilíbrio da União Europeia. No JR 15 Minutos, a análise é de Carolina Pavese, doutora em Relações Internacionais pela London School of Economics e professora da FIA Business School e do Instituto Mauá de Tecnologia.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta para a possibilidade de ventos fortes nesta terça-feira (9). A previsão é que as rajadas de vento tenham forte intensidade com capacidade de causar transtornos como queda de árvores e destelhamento de imóveis, principalmente no interior do estado. O órgão recomenda atenção redobrada da população, especialmente em áreas mais vulneráveis, e orienta que todos acompanhem os alertas emitidos por fontes oficiais. E ainda: Primeiro-ministro do Nepal renuncia após protestos anticorrupção.
Polícia de Israel informou que dois palestinos da Cisjordânia abriram fogo contra a multidão no trevo de Ramot e foram mortos em seguida por um segurança e um civil armado. Seis pessoas foram mortas e 11 ficaram feridas. E ainda:- Primeiro-ministro francês, François Bayrou, perdeu um voto de confiança no Parlamento e deve apresentar sua renúncia ainda nesta terça-feira- Governo do Nepal volta atrás e suspende a proibição às principais redes sociais, após protestos e confrontos deixarem 19 mortos- Nos Estados Unidos, a Suprema Corte volta a dar aval às políticas anti-imigratórias do presidente Donald Trump, autorizando que agentes federais parem ou detenham pessoas com base em critérios como raça, etnia ou até sotaque Vote no Mundo em 180 Segundos clicando aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
Ao repetir que não renunciará, Emmanuel Macron reforça exatamente a hipótese que tenta afastar. Entre a queda anunciada de François Bayrou, a pressão das ruas e a ausência de maioria parlamentar, o presidente francês se vê cada vez mais isolado. Thomás Zicman de Barros, analista político Poucas frases são tão perigosas na boca de um governante quanto “não vou renunciar”. Quando precisa pronunciá-la, é porque a ideia já circula no ar. Afinal, se a renúncia fosse impensável, por que mencioná-la em voz alta? A política, como a psicanálise, tem esse paradoxo: quanto mais se tenta negar, mais a hipótese ganha corpo. Na semana passada, diante da crise política que se agrava na França, Emmanuel Macron repetiu que cumprirá até o fim o mandato que lhe foi confiado. Mas, ao insistir nisso, deixa entrever que o contrário — sua queda antecipada — ronda os bastidores da Quinta República. O desmentido de Macron vem em meio à crise que ameaça derrubar seu premiê, François Bayrou. O primeiro-ministro se vê acuado tanto no Parlamento quanto nas ruas. A crise parlamentar tem data marcada: Bayrou pediu que a Assembleia Nacional lhe dê um voto de confiança no dia 8 de setembro diante das dificuldades pressentidas em aprovar um orçamento austero — cortes de gastos, supressão de feriados, medidas justificadas em nome de uma crise fiscal. Ele sabe, porém, que a chance de conseguir esse apoio é quase nula — não menos porque a crise fiscal é responsabilidade dos próprios macronistas, que governam o país faz oito anos —, e que será levado a entregar o cargo. É curioso notar que o dia da iminente queda de Bayrou foi escolhido para reduzir danos: em 10 de setembro está agendado o grande movimento de protesto Bloquons tout (Bloqueemos tudo), comparado aos Gilets jaunes (Coletes amarelos), que, com apoio sindical, promete parar o país. A aposta do governo é que a saída do premiê na véspera esvazie a mobilização. Apenas a saída de Bayrou, porém, não reduz as dificuldades de Macron. Talvez apenas as acelere num ritmo mais contido. O problema é mais profundo. Desde sua reeleição em 2022, ele nunca contou com maioria sólida, nem parlamentar, nem social. A dissolução surpresa do parlamento, em 2024, que pretendia virar o jogo, apenas agravou a fragilidade, reduzindo ainda mais sua base e produzindo um legislativo fragmentado. Apesar da instabilidade, o presidente não aceitou rever sua linha programática, insistindo em reformas e austeridade que parecem cada vez mais em descompasso com os anseios dos cidadãos. Macron insiste que não deseja nova dissolução, porque o país precisa de estabilidade. Mas ele e seus partidários temem, acima de tudo, repetir uma dissolução que apenas reduza ainda mais seus assentos, intensificando a paralisia do país e a impopularidade do presidente. Com a queda do governo Bayrou — o quarto desde 2022, um recorde na Quinta República, concebida justamente para garantir estabilidade política —, Macron provavelmente buscará nomear outro premiê do seu campo capaz de costurar alianças mais amplas. É provável que, em troca de apoio, ofereça concessões cosméticas, celebradas como grandes vitórias pela direita e pelos socialistas – e descumpridas tão logo a crise imediata esteja contida. Mas sem inflexões na sua política, e diante da pressão das ruas, a equação pode não fechar. E, caso mais um governo caia ou o orçamento não seja aprovado, o presidente poderá ser empurrado a dissolver novamente a Assembleia e convocar eleições antecipadas. A extrema direita e a esquerda radical, que lideram as forças de oposição, parecem as mais interessadas em colocar o presidente contra a parede. Não querem, sobretudo, parecer em descompasso com a onda de protestos que prometia eclodir. Mas a verdade é que os cálculos políticos de todos os lados são arriscados, e nenhum campo está em posição confortável. Todos os partidos já estavam com as energias voltadas para as eleições municipais do próximo ano e se veem pouco preparados para legislativas antecipadas. A extrema-direita veria vantagem em ampliar sua bancada, mas não tem resposta para a inelegibilidade de Marine Le Pen, sua líder incontornável. A esquerda radical, por sua vez, aposta no cenário inverso: busca agravar a crise para precipitar a queda de Macron e abrir caminho a uma eleição presidencial, na qual Jean-Luc Mélenchon, em campanha permanente, poderia enfim se impor. No curto prazo, porém, legislativas antecipadas tenderiam a resultar em incerteza, já que a esquerda segue marcada por suas fraturas expostas — sobretudo entre a França Insubmissa e os socialistas — e, se disputar desunida, corre o risco de perder assentos. As crises políticas constantes na França, no Parlamento e nas ruas, revelam um presidente em descompasso com o país. Mais do que isso, expõem uma crise de regime: um sistema que permite a governantes insistirem em sua linha política mesmo contra amplas parcelas da população. De fato, a Constituição francesa protege Macron. Não há mecanismos que o obriguem a renunciar, e é improvável que ele o faça. O cenário mais plausível é o de um presidente administrando a ingovernabilidade como pato manco até o fim do mandato, daqui a um ano e meio. Mas o simples fato de ter que negar a renúncia já é, em si, sinal de que seu poder vacila.
A actualidade desta semana em África ficou designadamente marcada pela visita de dois dias que o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, efectuou ao Ruanda, país cujas tropas apoiam o exército moçambicano na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, no extremo norte do país. No âmbito desta deslocação, foi assinado em Kigali o Acordo sobre o Estatuto da Força que regula a presença das tropas ruandesas que lutam contra os grupos armados em Cabo Delgado, um documento apresentado como um instrumento padrão regido pelo direito internacional. Apesar de o Presidente moçambicano explicar que o acordo militar assinado com o Ruanda não prevê o aumento do contingente desse país em Cabo Delgado, os termos desse protocolo não deixaram de suscitar interrogações no seio da sociedade civil moçambicana. Noutro aspecto, no rescaldo das eleições gerais de 9 de Outubro de 2024, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) notificou 12 dos 37 partidos políticos que participaram nas eleições gerais para corrigirem irregularidades na utilização dos fundos atribuídos durante a campanha eleitoral. Para o Presidente da Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI), a ausência da Frelimo, partido governamental neste processo é questionável. Ainda na actualidade moçambicana, esta semana esteve eminentemente virada para questões económicas. Foi inaugurada segunda-feira e decorre ainda até este domingo em Marracuene a 60.ª edição da FACIM, Feira Internacional de Maputo, um evento que reúne mais de 3 mil expositores e cuja importância foi destacada pelo Presidente da República durante a cerimónia de abertura. Foi neste contexto que a fundição de alumínio Mozal suspendeu contratos com 20 empresas nacionais, deixando mais de mil pessoas em situação de desemprego. Esta informação foi avançada pelo Presidente da Confederação Económicas de Mocambique, CTA, Álvaro Massingue que apontou esta como sendo consequência directa do anúncio da suspensão das actividades pela fundição até Março do próximo ano, caso não se encontre uma solução para o fornecimento de energia eléctrica, após o término do contracto actual com a Eskom. Na Guiné-Bissau, os advogados da coligação eleitoral Plataforma Aliança Inclusiva - Terra Ranka afirmam que está em curso um plano para impedir a participação do seu líder, Domingos Simões Pereira, nas eleições presidenciais do próximo mês de Novembro, sendo que também denunciam alegadas irregularidades no processo eleitoral. Também esta semana, o Primeiro-Ministro guineense Braima Camará foi hospitalizado de urgência no Senegal após sentir-se mal durante a cerimónia de tomada de posse de novos membros do Conselho de Estado, na capital. Entretanto, a RFI apurou que pelo menos até esta sexta-feira, o chefe do governo guineense ainda se encontrava no Senegal, mas que estava a a recuperar e que tenciona regressar em breve à Guiné-Bissau. Noutra actualidade, aqui em França, o Presidente Emmanuel Macron recebeu esta semana no palácio do Eliseu o seu homólogo senegalês Diomaye Faye, ambos tendo manifestado a vontade de reforçar os elos entre os dois países, depois de meses de algum distanciamento, desde a chegada ao poder das novas autoridades no Senegal no ano passado. Um dos indícios mais flagrantes da nova tonalidade das relações bilaterais foi a saída no passado mês de Julho dos cerca de 300 militares franceses que ainda se encontravam no país, isto a pedido do poder do Senegal. Em Cabo Verde, a França tem estado a apoiar a ilha de São Vicente a se reerguer após a destruição causada pela tempestade Erin. Um navio da Marinha Francesa, com técnicos, mecânicos e engenheiros, chegou esta semana à ilha cabo-verdiana para apoiar a resposta às necessidades após a tempestade que provocou nove mortos e dois desaparecidos naquela ilha. Relativamente desta vez à actualidade de São Tomé e Príncipe, o antigo primeiro-ministro, Patrice Trovoada, manifestou a intenção de ocupar o seu lugar de deputado da Assembleia Nacional. Expedientes já foram feitos para que a sua reintegração seja efectivada. Em Angola, a equipa da casa tornou-se campeã africana de basquetebol após a sua vitória, na final, no domingo, face ao Mali por 70-43. O Presidente angolano, João Lourenço, saudou na segunda-feira a vitória da selecção angolana pela conquista deste que é o seu 12.º título de campeã africana da modalidade.
Esta quarta-feira, os partidos regressam ao Parlamento para um debate extraordinário sobre os incêndios. A época dos fogos está longe de estar terminada, mas os maiores partidos políticos da oposição procuram marcar o regresso de férias com propostas de comissões. André Ventura garante que o Chega avançará com uma CPI, utilizando o direito potestativo para o fazer. Neste episódio, conversamos com os repórteres de política Hélio Carvalho e Margarida Coutinho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Air Date 8/16/2025 There's the old Douglas Adams quote stating that, "Anyone who is capable of getting themselves made President should on no account be allowed to do the job" which is a good general rule to live by. But then there are the real baddies, those would-be leaders who possess one or more of the dark triad of traits that spells real doom for the societies that elevate them to power: narcissism, psychopathy, and machiavellianism. Today we compare and contrast Donald Trump, Vladimir Putin, and Benjamin Netanyahu. Xi Jinping also fits nicely on this list as an honorable mention but happens to not be part of the focus today. Be part of the show! Leave us a message or text at 202-999-3991, message us on the infamous Signal at the handle bestoftheleft.01, or email Jay@BestOfTheLeft.com Full Show Notes Check out our new show, SOLVED! on YouTube! BestOfTheLeft.com/Support (Members Get Bonus Shows + No Ads!) Join our Discord community! Check out our new show, SOLVED! on YouTube! BestOfTheLeft.com/Support (Members Get Bonus Shows + No Ads!) Use our links to shop Bookshop.org and Libro.fm for a non-evil book and audiobook purchasing experience! Join our Discord community! KEY POINTS KP 1: The World War II Lessons Trump, Putin, & Netanyahu Actually Learned - Tad Stoermer - Air Date 8-8-25 KP 2: 'Not About Crime': Maddow CRACKS OPEN Trump's Real Motives in Deploying the National Guard to D.C. - The Rachel Maddow Show - Air Date 8-11-25 KP 3: Totally Unexpected - HasanAbi - Air Date 8-7-25 KP 4: 'No International Community Is Capable of Stopping Netanyahu' - James O'Brien on LBC - Air Date 7-22-25 KP 5: Kyiv-based Analyst: 'Ukraine Is Being Sidelined From Talks' - LBC - Air Date 8-10-25 KP 6: How Putin's Lies Are Driving the War in Ukraine The Foreign Affairs Interview - The Foreign Affairs Interview - Air Date 1-12-23 KP 7: Donald Trump Wants to Seize Your Reality - Mother Jones - Air Date 8-8-25 (00:49:39) NOTE FROM THE EDITOR On why humanity is better than we seem and how we can save ourselves ‘Self-termination is most likely': the history and future of societal collapse DEEPER DIVES (00:57:15) SECTION A: TRUMP THE LIAR A1: Trump Rejects Reality - The Muckrake Political Podcast - Air Date 8-5-25 A2: Trump Pushes Forward with Revenge Presidency - All In with Chris Hayes - Air Date 8-8-25 A3: Ed Elson Slams Trump Firing Labor Statistics Boss: 'This Is What Cartoon Dictators Do' - Katy Tur - Air Date 8-1-25 A4: Trump Vs. the Bureau of Labor Statistics - The Journal. - Air Date 8-4-25 A5: Trump Thinks You're Very Stupid - The Majority Report w/ Sam Seder - Air Date 8-9-25 (01:32:17) SECTION B: NETANYAHU THE MANIPULATOR B1: Gaza Takeover: Israel Launches New Stage of 'Indefinite, Genocidal Military Campaign' -Democracy Now! - Air Date 8-8-25 B2: Why Bibi Netanyahu Is on Trial - ABC News In-depth - Air Date 4-26-24 B3: DEBUNKED: 14 Israeli LIES About Gaza Famine - Owen Jones - Air Date 8-8-25 B4: Mehdi Hasan Explains Why the War in Gaza Wont End Soon - LBC -Air Date 8-5-25 B5: Trump's Intervention in Netanyahu's Corruption Trial 'Unprecedented': Gideon Levy - Al Jazeera English - Air Date 6-30-25 (02:09:13) SECTION C: PUTIN THE STRATEGIST C1: Does Putin Have Dark Triad Traits? | Vladimir Putin Case Analysis - Dr. Todd Grande - Air Date 2-23-22 C2: What Happens When You Confront Putin in Public - Penguin History - Air Date 8-7-25 C3: Why Putin Is so Hard to Overthrow - Search Party - Air Date 8-18-23 (02:27:11) SECTION D: MYTHS COLLAPSE D1: Shocking Study Proves Trumps Biggest Supporters Are Psychopaths - Thom Hartmann Program - Air Date 8-11-25 D2: America's Authoritarian Turn - Harvard Radcliffe Institute - Air Date 3-3-25 D3: Huge Economic Problems Coming for Republicans and the U.S. - Heather Cox Richardson - Air Date 8-7-25 D4: How Gaza Exposes The Myths Of The System - Andrewism - Air Date 8-5-25 (03:07:29) SECTION E: THE MEN BEHIND THE THRONE E1: Who's the Man Who Has Putin's Ear? - NewsNation - Air Date 4-8-22 E2: From Terrorist Backer to Kingmaker: Itamar Ben-Gvir Israeli Far Right Help Netanyahu Regain Power - Democracy Now! - Air Date 11-4-22 E3: Bezalel Smotrich: Far-right Israeli Minister Calls for Resettlement of Gaza After War - Al Jazeera English - Air Date 12-31-23 E4: Aleksandr Dugin: The Far-right Theorist Behind Putins Plan - 60 Minutes - Air Date 4-12-22 E5: Why Did Israel Restart the War? One Answer: Bezalel Smotrich. - Consider This From NPR - Air Date 3-28-25 E6: Project 2025 Co-Author Lays Out 'Radical Agenda' for Next Trump Term in Undercover Video - Democracy Now! - Air Date 8-16-24 SHOW IMAGE CREDITS Description: A composite image of a pleased-looking Trump holding up a triangle that says “The Dark Triad” in the center, and “Narcissism”, “Machiavellianism”, and “Psychopathy” along each side. Vladimir Putin, Xi Jinping, and Benjamin Netanyahu are pictured underneath. Credit: “The Dark Triad” by Manitee71, Wikimedia Commons, License: CC-By-SA 4.0 | “Putin-politics-kremlin-russia” by DimitroSevastopol, Pixabay, License: Pixabay | “Xi Jinping 2019” by Palácio do Planalto, Wikimedia Commons, License: CC-BY-SA 4.0 | “31/03/2019 Jantar na Residência do Primeiro-Ministro de Israel” by Palácio do Planalto, Flickr, License: CC-BY-2.0 Produced by Jay! Tomlinson Visit us at BestOfTheLeft.com Listen Anywhere! BestOfTheLeft.com/Listen Listen Anywhere! 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No debate do Estado da Nação no Parlamento, o Primeiro Ministro aproveitou para anunciar um bónus para os pensionista e uma descida do IRC. Também falou de saúde, na intervenção inicial. Falou cerca de 30 segundos sobre o assunto.Daniel Oliveira, queremos ouvir o teu comentário. Por favor, não sejas fanfarrão que ainda nos entra Aguiar Branco pelo estúdio adentro. Mas também não sejas frouxo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O tribunal como palco de teatro: José Sócrates encabeça a defesa dele pròprio contra a justiça portuguesa que o acusa de corrupção ainda quando era chefe do governo (2005/2012) com maioria absoluta.
Começam a ser ateadas as primeiras brasas no julgamento de José Sócrates. Os primeiros desenvolvimentos legais provenientes da Operação Marquês têm início. O ex primeiro ministro optou por adotar uma postura acusatória no julgamento, afirmando a ausência de provas. Qual a estratégia de José Sócrates? Ouça o comentário de Daniel Oliveira e Francisco Mendes da Silva na versão podcast do programa Antes pelo Contrário, emitido na SIC Notícias a 8 de julho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Rui Cristina atribui culpa à Direção Executiva do SNS e ao Ministério da Saúde. Susana Correia pede esclarecimentos ao Primeiro-Ministro. Mário Amorim-Lopes fala em situação "cómica" e "trágica".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: O premiê israelense Benjamin Netanyahi afirmou que o país destruiu pelo menos metade dos lançadores de mísseis iranianos. Segundo ele, o principal objetivo de Israel é impedir que o Irã tenha acesso a armas nucleares. O premiê também admitiu que a guerra pode levar a queda do regime do aiatolá Ali Khamenei. E ainda: Ministro Alexandre de Moraes manda investigar juiz Lourenço Ribeiro, de Uberlândia (MG).
Oriente Médio: quarto dia de conflito. Israel anunciou que controla o espaço aéreo de Teerã. Um míssil atingiu o prédio da TV estatal iraniana durante uma transmissão ao vivo. O Irã revidou com uma nova onda de ataques contra Jerusalém, Tel Aviv e Haifa. Já são 248 mortos nos bombardeios dos dois lados. O primeiro-ministro de Israel disse que não descarta matar o líder supremo do Irã. Donald Trump afirmou que o aiatolá Ali Khamenei precisa negociar, antes que seja tarde demais. O Irã pediu que Catar, Omã e Arábia Saudita pressionem Israel por um cessar-fogo imediato. Em meio aos ataques, a Agência de Energia Atômica alertou para o risco de vazamento em centrais nucleares atingidas no Irã. O dólar fechou no valor mais baixo em oito meses. O Pix automático começou a funcionar. O Flamengo estreia hoje na Copa do Mundo de Clubes. E, na França, o mais importante festival de publicidade do mundo homenageia o Brasil.
Numas Legislativas em que a AD vence e o PS acaba empatado com o Chega em número de deputados, Luís Montenegro fala num "voto de confiança do povo na AD". "O povo português quer este Governo e quer este Primeiro-Ministro" é a frase que resume um longo discurso do vencedor destas eleições. Apesar do resultado da AD estar longe da maioria absoluta, estas Legislativas representam a maior derrota da história da esquerda, que fica com um terço dos deputados. Um dia histórico, que Montenegro resume de forma simples: "Esta foi uma grande vitória" e conclui: "Seremos Governo para todos, todos, todos".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Anthony Albanese declarou vitória nas eleições federais de 2025, com o Partido Trabalhista a caminho de um segundo mandato com maioria absoluta.
O Partido Liberal, do atual primeiro-ministro Mark Carney, venceu as eleições no Canadá nessa segunda-feira, 28 de abril. Ainda não se sabe se o governo vai conseguir maioria das 343 cadeiras da câmara ou se será um governo minoritário.
Eleitores brasileiros e portugueses na Austrália falam sobre os assuntos mais importantes para eles nessas eleições para Primeiro Ministro do país. Saiba mais sobre os partidos Trabalhista e o Liberal. Na Austrália, uma em cada quatro mulheres já foi vítima de violência doméstica por parte de um parceiro íntimo, cerca de 90% sofreram de abuso financeiro. Confira as principais notícias do dia.
São estes os cenários que se prefiguram, na eminência da queda do governo, segundo Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes, Pedro Marques Lopes e Clara Ferreira Alves, no Eixo do Mal em podcast. De olho na próxima terça-feira, o dia em que, por cá, se vai debater e votar a moção de censura ao governo, levando provavelmente à sua queda e dia em que os Estados Unidos e a Ucrânia se vão reunir na Arábia Saudita, depois daquela cena inaudita na Sala Oval. Depois da notícia da ligação da empresa familiar de Montenegro à Solverde, tudo se precipitou: o PCP apresentou uma moção de censura ao governo, o PS subiu a parada com a intenção de criar uma Comissão de Inquérito Parlamentar ao Primeiro Ministro e o PSD respondeu com a apresentação de uma moção de confiança, que vai ser debatida na próxima 3ª feira. E, ao que tudo indica, deverá ser chumbada, levando o país para eleições. Havia maneira de evitar esta crise? O Eixo do Mal foi emitido na SIC Notícias a 06 de março.See omnystudio.com/listener for privacy information.