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Com a conquista do título da Copa do Mundo feminina de futsal, o Brasil é a única seleção do planeta a ter o direito a bordar na camisa uma estrela – simbologia que representa a conquista de título mundial. A competição, disputada em Manila, nas Filipinas, foi organizada pela Fifa pela primeira vez na história. Marcio Arruda, da RFI em Paris O título veio depois da vitória por três a zero na final contra Portugal, no dia 7 de dezembro. Emily, atual melhor jogadora do mundo, Amandinha, eleita oito vezes a melhor, e Débora Vanin fizeram os gols da partida. Emily foi a artilheira da competição, com sete gols. A espanhola Irene Córdoba também balançou as redes sete vezes, mas a brasileira ficou com a chuteira de ouro por ter dado mais assistências durante o torneio. A ala brasileira também foi eleita a melhor jogadora da Copa do Mundo feminina. Após o título, Emily lembrou sua trajetória até ser campeã mundial. “Aquela criança que saiu de casa com 14 anos, estudou, treinou, trabalhou dentro e fora do futsal, nunca deixou de sonhar. Nunca deixe de sonhar, porque o sonho vira realidade", disse. "Eu quero deixar essa ideia para a galera que vem por aí. As mães devem acreditar em seus filhos. Coloquem na escolinha, acreditem nos sonhos de seus filhos, porque isso aqui é real. A gente vai botar uma estrelinha aqui [na camisa]. Nós somos campeãs da Copa do Mundo”, comemorou Emily, que atua na liga espanhola de futsal. A goleira Bianca ficou visivelmente emocionada depois do título. “Por mais que a gente tenha sonhado com isso, descrever esse momento não é fácil. Não tem como, é muita emoção. Chorei muito, mas agora estou muito feliz, e descrever isso para mim é difícil, porque como vou descrever uma coisa que eu tenho um mix de sensações, né? Mas eu estou muito feliz", afirmou Bianca, que ainda disse: "Ganhamos de seleções muito importantes e eu acho que a gente escreveu o nosso nome na história por gerações. O Brasil merece essa primeira estrela, principalmente da maneira como foi conquistada." Seleção campeã com 100% de aproveitamento O Brasil fez uma campanha invicta na Copa do Mundo, com 100% de aproveitamento, tendo conquistado seis vitórias em seis jogos. No torneio, a seleção brasileira mostrou um ataque poderoso: marcou 32 gols e foi o segundo melhor do torneio, atrás apenas de Portugal, que fez 37. O Brasil também apresentou uma defesa sólida, que só levou quatro gols, e ao lado da Polônia foi a menos vazada da competição. O diferencial entre estas duas seleções é que a polonesa foi eliminada na primeira fase, depois de ter jogado apenas três partidas. Já o Brasil foi campeão após disputar seis jogos. O técnico da seleção brasileira, Wilson Sabóia, elogiou o grupo. “Eu nunca trabalhei com um elenco tão compromissado, capaz, inteligente e sábio. É lógico que o relacionamento é difícil, porque foram 52 dias juntos de preparação e competição. Tem momentos de desequilíbrio da comissão e das atletas, mas isso é normal", apontou. "O importante é a gente entender que o objetivo foi alcançado e agora somos campeões mundiais. O Brasil é o primeiro campeão mundial e isso vai ficar na história, na minha história e, principalmente, na história destas atletas maravilhosas”, disse o treinador, que está há dez anos no comando técnico da seleção. Depois da vitória na final contra as portuguesas, a fixo Taty foi a primeira a erguer o troféu da Copa do Mundo ainda em quadra. A capitã da seleção brasileira disse que a conquista vai estimular mais meninas a começarem a jogar futsal. “A gente sempre sonhou em jogar uma competição oficial da Fifa. O Brasil, conquistando esse título, dá esperança e faz com que as próximas gerações possam sonhar, porque agora elas conseguem ver esse sonho se materializar", comentou. "Isso é muito importante, para que elas continuem nesse caminho e que o esporte dê uma vida digna para elas. Desejo que elas se tornem boas cidadãs, afinal o esporte também tem esse papel fundamental. Eu acho que a gente vem abrindo espaço para que as próximas gerações cheguem com um pouquinho mais de facilidade e consigam alcançar os seus sonhos também”, opinou Taty, que atua no futsal italiano. Masculino e feminino A capitã da seleção ressalta, mesmo com esse título, ainda há um caminho a ser percorrido rumo à igualdade entre as modalidades feminina e masculina de futsal. “Acho que a gente vem buscando o nosso espaço. Penso que não temos que comparar o feminino com o masculino, pois a gente tem uma visibilidade ainda diferente. Nós temos patrocinadores com investimentos diferentes, mas a gente está buscando o nosso próprio espaço", observou. "Acho que isso é importante: a gente está caminhando na direção correta e esperamos que o feminino seja cada vez mais valorizado, com melhores salários e melhores condições”, afirmou a capitã Taty. "Penso que é difícil fazer essa comparação entre gêneros porque eles já estão há alguns anos à nossa frente, até mesmo em competições. Mas eu acho que a gente está no caminho certo. Acho que a gente está começando a mostrar que o produto futsal feminino é um belo espetáculo." Leia tambémFutsal: Brasil e Argentina fazem final inédita do Mundial e dividem favoritismo para o título Com o título das rainhas do salão na Copa do Mundo feminina de futsal, o Brasil coloca mais um troféu em sua extensa galeria. No feminino ou no masculino, o país dominou e foi campeão em cada uma das últimas Copas do Mundo de futsal. A conquista do título dos homens no torneio mundial foi no Uzbequistão, no ano passado. Agora, chegou a vez das mulheres serem campeãs nas Filipinas. O presente animador inspira o futuro, já que o Brasil, sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, vai disputar a Copa do Mundo masculina de futebol de campo no ano que vem nos Estados Unidos, México e Canadá, e com o treinador Arthur Elias vai jogar o torneio feminino da modalidade em 2027, no Brasil. A campanha da seleção brasileira na Copa do Mundo feminina de futsal foi assim: Grupo D Brasil 4x1 Irã Brasil 6x1 Itália Panamá 0x9 Brasil Quartas de final Brasil 6x1 Japão Semifinais Espanha 1x4 Brasil Final Portugal 0x3 Brasil
Episódio do dia 11/12/2025, com o tema " Por que colocam livros que estão no masculino no feminino?" Apresentação: Itamir Neves, André Castilho e Renata Burjato. Pergunta do dia: POR QUÊ O PASTOR ITAMIR COLOCA NO FEMININO OS LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO? Redes Sociais Instagram: @rtmbrasil@itabeti@acastilhortm Site: www.rtmbrasil.org.br WhatsApp da RTM - (11) 97418-1456See omnystudio.com/listener for privacy information.
Robson Morelli repercute os principais assuntos do Esporte, diariamente, às 8h50, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A peça “The Brotherhood”, da encenadora brasileira Carolina Bianchi, foi apresentada em Paris, no final de Novembro, no âmbito do Festival de Outono. Este é o segundo capítulo de uma trilogia teatral em torno dos feminicídios e violências sexuais e mostra como uma inquebrantável força masculina tem dominado a história da arte e do teatro, engendrando simultaneamente violência e amor quase incondicional pelos “grandes génios”. “The Brotherhood” é o segundo capítulo de uma obra sísmica, uma trilogia teatral em torno da violência contra as mulheres em que Carolina Bianchi e a sua companhia Cara de Cavalo mostram como o misterioso poder das alianças masculinas tem dominado a história da arte, do teatro e das próprias mulheres. Em 2023, no Festival de Avignon, a encenadora, actriz e escritora brasileira quebrou fronteiras e despertou o teatro europeu para a sua obra com o primeiro capítulo da trilogia “Cadela Força”, intitulado “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”. Nessa peça, arrastava o público para o inferno dos feminicídios e violações, a partir da sua própria história, e ingeria a droga da violação, ficando inconsciente durante grande parte do espectáculo. Agora, em “The Brotherhood”, Carolina Bianchi volta a trazer consigo as 500 páginas da sua tese e expõe incontáveis histórias de violência contra as mulheres, glorificadas por Shakespeare, Tchekhov e também tantos dramaturgos e encenadores contemporâneos. Ao mesmo tempo que questiona toda a complexidade que gera a deificação dos “génios” masculinos na história da arte e no teatro, Carolina Bianchi demonstra, com brilhantes laivos de ironia, que os deuses têm pés de barro e que as musas têm uma espada numa mão, mas também uma mão atrás das costas porque - como ela - têm um amor incondicional pelos “mestres”. Este segundo capítulo volta a abrir com uma citação de “A Divina Comédia” de Dante, situando-nos no purgatório e antecipando o inferno. Talvez por isso, uma das primeiras questões colocadas pela actriz-escritora-encenadora é “o que fazemos com esse corpo que sobrevive a um estupro?”, a essa “morte em vida que é um estupro”? O teatro de Carolina Bianchi ajuda a pensar o impensável ao nomear a violência e ao apontar todos os paradoxos intrínsecos ao teatro e à arte: afinal, não é o próprio teatro quem perpetua a “brotherhood”, esse tal sistema que se autoalimenta de impunidade e violência, mas que também se mantém porque “somos todos brotherhood”? Em “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, a principal inspiração de Carolina Bianchi era a artista italiana Pippa Bacca, violada e assassinada. Em “The Brotherhood”, é a poetisa Sarah Kane quem mais a inspira pelo seu amor à poesia e à própria violência. Quase como uma fatalidade, Carolina recorda que Sarah Kane dizia que “não há amor sem violência”. Uma violência que atravessa toda a peça, como um tornado, porque “a violência é uma questão infinita para mim” - explica a encenadora à RFI. Resta saber quanto tempo as placas tectónicas da “brotherhood” no teatro vão conseguir resistir ao tornado Carolina Bianchi. “The Brotherhood” foi apresentado no Festival de Outono de Paris, de 19 a 28 de Novembro, na Grande Halle de La Villette, onde conversámos com a artista. “O que significa situar-se no teatro depois de voltar do inferno?” RFI: O que é “The Brotherhood” e porque é que lhe consagrou a segunda parte da trilogia “Cadela Força”? Carolina Bianchi, Autora de “The Brotherhood”: “‘Brotherhood' vem de uma expressão da Rita Segato, que é uma antropóloga argentina, que quando eu estava estudando para o primeiro capítulo ‘A Noiva e o Boa Noite Cinderela', eu cheguei a essa nomenclatura. Ela diz ‘brotherhood' para essa essa fraternidade entre homens, em que o estupro é parte de uma linguagem, de uma língua falada entre esses pares. Então, ela coloca o estupro como algo que é uma questão da linguagem com que essa fraternidade conversa, é uma consequência dessa conversa e isso para mim foi muito interessante de pensar porque tem esses aspectos dessa protecção. Fazer parte dessa fraternidade tem coisas maravilhosas e tem coisas terríveis e também acho que o espectáculo revela isso. Essa fraternidade é extremamente nociva, extremamente daninha para os membros dessa fraternidade também, para aqueles que são excluídos da fraternidade, e para aqueles que também fazem parte ela pode ser muito cruel. Acho que a peça busca trazer essa complexidade, é uma situação complexa de como olhar para esse amor que nós temos por essas grandes figuras da arte que se manifestam nesses homens que foram importantes, que são influenciadores, por exemplo, do teatro e em toda parte. O que é que atribui essa fascinação, esse poder e a complexidade que isso tem, as coisas terríveis que isso traz. Acho que é um grande embate com todas as coisas e eu não estou excluída desse embate, dessa contradição. O amor que eu sinto por esses grandes génios também é colocado ali numa posição bastante complexa e vulnerável.” O que faz desse amor que tem pelos “grandes génios”? Como é que, enquanto artista mulher, o mostra e, ao mesmo tempo, o denuncia? Diz que a peça “não é uma denúncia”, mas o que é que se faz com todo esse amor? “Eu acho que essa é uma das grandes perguntas da peça. O que é que a gente faz com todo esse amor? Eu não sei porque continuo habitando esse ponto de sombra, de contradição que é um ponto que me interessa habitar dentro da arte, dentro do teatro. Para mim, é mais sobre essa grande pergunta. Eu não tenho essa resposta. Eu não sei o que a gente faz com esse amor, mas eu acho que poder nomear que esse amor existe e que ele é complexo e que é difícil e que tem consequências e coisas que são dolorosas a partir desse amor foi uma coisa importante para mim. Como eu digo em cena, não é uma peça de denúncia, não é esse o lugar da peça, mas levantar essas questões e olhar do que é feita também essa história da arte. A trilogia toda traz muito essa pergunta: como a arte tem representado ou tem sido um espelho de coisas que, de facto, acontecem na sociedade e mesmo a arte, com toda a sua história de vanguarda e com toda a sua liberdade de certos paradigmas, ela consegue também ainda se manter num lugar de prosseguir com certos tipos de violência.” Em 2023, quando falámos do primeiro capítulo, “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, disse que era “uma antecâmara do inferno, já com um pé no inferno”. Agora abre novamente com uma citação da Divina Comédia. Continuamos no inferno ou estamos antes no purgatório? “Sim. Nesta peça já estamos num purgatório, é acordar no purgatório. Tem uma frase da peça que é: “O que significa situar-se no teatro depois de voltar do inferno?”. Acho que essa frase resume um pouco essa busca de um posicionamento. Eu descreveria a peça como uma grande crise de identidade. Ela parte de uma crise de identidade, como uma jornada nesse purgatório, seguindo um mestre – como Dante segue Virgílio nesse purgatório. O mestre aqui seria um grande encenador de teatro, um grande artista, esses reconhecidos génios como a gente se refere. Acho que seria isso, seria uma jornada dessa tentativa de se situar num contexto do teatro. O teatro não é só um assunto da peça, o teatro é uma forma, é a linguagem como esta peça opera a sua discussão, a sua conversa.” Ao mesmo tempo que o teatro consegue pôr em palavras o que a Carolina descreve como a “fenda” que é a violação, o teatro também perpetua esse sistema de “brotherhood”, o qual alimenta a impunidade e a violência. Por que é que o teatro contribui para a continuação desse sistema e como é que se pode travá-lo? “Aí tem uma pergunta que eu não tenho resposta mesmo e que acho que nem existe: travar uma coisa dessas. Eu acho que sou pessimista demais para conseguir dizer que isso vai acabar. O facto de estar tão imersa nos estudos dessa trilogia vai mostrando que isso, para mim, está longe de terminar. Acho que a gente tem vivido transformações bastante importantes, contundentes, em termos de mudanças mesmo, mas acho que talvez a maior mudança que a gente tem aprendido, falando numa questão de corpos que não estão dentro dessa masculinidade que tem o poder, eu acho que é a questão da autodefesa que a escritora Elsa Dorlin aponta muito bem. Então, acho que uma das estratégias de autodefesa também é conseguir falar sobre certas coisas, é conseguir articular, talvez através da escrita, talvez através desta arte que é o teatro, nomear mesmo certas coisas, trazer esse problema para um lugar de debate. Para mim, a questão das respostas é impossível, é impossível, é impossível. Eu acho que o teatro tem essa história como parte de uma questão da própria sociedade. O teatro começa com esse actor que se destaca do coro, a gente tem a tragédia, a gente tem essa perpetuação dessa jornada heroica, os grandes encenadores, os grandes dramaturgos que eram parceiros dos grandes génios. A gente tem uma história que é feita muito por esses grandes mestres.” Mas, se calhar, as placas tectónicas do teatro podem começar a mudar, nomeadamente com o que a Carolina faz… Um dos intérpretes diz “Somos todos Brotherhood”. A peça e, por exemplo, a parte da entrevista que faz ao encenador “génio” não é a demonstração de que, afinal, não somos todos “brotherhood”? “Aí é que está. Eu acho que não. Eu acho que tem uma coisa que é menos purista nesse sentido do bem e do mal, do lado certo, do lado errado. Eu acho que é justamente isso. Tudo aqui neste trabalho está habitando esse lugar de complexidade, esse lugar de que as coisas são difíceis, é esse pathos que está manchado nesta peça. Então, a questão sobre o reconhecimento, sobre a empatia e também sobre a total distância de certas coisas, ela fica oscilando. Eu acho que a peça traz essa negociação para o público. A gente habita todos esses lugares de contradições. Eu acho que quando aparece esse texto, no final da peça, “tudo é brotherhood”, também se está dizendo muito de onde a sociedade tem as suas bases fincadas e como apenas o facto de ser mulher não me exclui de estar, às vezes, compactuando com esse sistema.” É por isso que se apropria dessa linguagem da “brotherhood”, por exemplo, na forma como conclui a entrevista do encenador “génio”? “Para mim, fazer uma peça sobre a ‘brotherhood', sobretudo usando o teatro como a linguagem principal, tinha a ver também com abrir um espaço para que essa ‘brotherhood' pudesse falar dentro da peça, pudesse se infiltrar dentro da peça e governar a peça. Por isso, essa coisa de uma outra voz que narra a história. Então, para mim, a peça precisava trazer essa ‘brotherhood' como guia, de facto, e não eu tentando lutar contra isso, porque senão acho que isso também revelaria pouco dessa complexidade, desse movimento que a ‘brotherhood' traz. É uma força e uma linguagem e eu precisava falar essa língua, ou melhor, tentar falar essa língua dentro da peça. Acho que isso também revela muito da complexidade minha que aparece ali, não como uma heroína que está lutando contra alguma coisa, mas alguém que está percebendo algumas coisas, mas também se está percebendo a si própria no meio dessa confusão.” Leva para palco essa complexidade, essa confusão. Admite ter sido vítima dessa violência, mas continua atraída por ela e dá a ideia que a violência engendra a violência. Porquê insistir nessa violência que alguém chama de “tornado” dentro da peça? “Porque não tenho outra opção neste momento. Acho que tem uma coisa de uma obsessão com o mal, que combina talvez uma questão para mim de temer muito esse mal, de já ter, em algumas vezes na minha vida, sentido essa força, essa presença, esse mal. Acho que esse mal é algo que temo e, por isso, também me obceca muito. É a linguagem com a qual agora eu consigo articular parte da minha expressão, parte da minha escrita, parte da minha presença. Acho que essa questão da violência é uma questão infinita para mim. Tem uma frase do ‘Boa Noite Cinderela' que é:‘Depois que você encontra a violência, que você sofre uma violência, enfim, você fica obcecada por isso”. Tem uma frase também na própria ‘Brotherhood', quando os meninos estão lendo uns trechos das 500 páginas que me acompanham ali em cena sobre a pesquisa da trilogia, e eles dizem: ‘Bom, então ela escreve: eu não superei o meu encontro com a violência. Eu sou a sua filha'. É impossível. Você fica obcecada.” A Carolina diz, em palco, que já não pode com a palavra violação, com a palavra estupro, que já não pode falar isso… Não pode, mas não consegue parar. É mais uma contradição? “Completamente. Mas isso é muito o jeito que eu opero, é nessa contradição e, ao mesmo tempo, dizendo que se a palavra agora não está carregando essa violência dessa forma, se eu não posso dizer a palavra estupro porque eu estou cansada de me ouvir dizer isso, vem a poesia com a sua forma. E aí a forma do poema é violenta e é isso que eu também estou debatendo ali. Então, é mudar uma forma de escrita e ir para um outro lugar onde essa violência apareça de outras maneiras.” Mas que apareça na mesma? “Não sei porque, para mim, por exemplo, a violência poética é uma outra forma de violência. Se a gente for pensar em termos de linguagem, a forma de um poema tem uma outra maneira de as coisas aparecerem, de a gente descrever as coisas, delas existirem, delas saírem, que é diferente de quando você está trazendo, por exemplo, um material documental para o seu trabalho. São maneiras diferentes de expressar certas coisas. Eu acho que é isso que eu estou debatendo ali no final da peça.” Aí diz que “o melhor caminho para a poesia é o teatro”, citando T.S. Eliot. Porém, também diz que o amor que você precisa não é o teatro que lho pode dar, nem a vida. Gostaria que me falasse sobre o terceiro capítulo da trilogia. Há esperança no terceiro capítulo? “O terceiro capítulo vai falar sobre poesia e escrita que, para mim, são coisas que estão muito perto do meu coração e isso já está apontado no final de ‘Brotherhood'. Sobre a esperança, eu não sei. Eu não sei porque o terceiro capítulo tão pouco vem para concluir qualquer coisa. Vem para ter a sua existência ali. Não sei se, na trilogia, se pode esperar um “grand final”, entende? Acho que a questão da esperança para mim, não sei nem se ela é uma questão aqui. Eu acho que é mais entender o que o teatro pode fazer? O que é que essas linguagens artísticas podem fazer? E, às vezes, elas não fazem muito e outras vezes elas fazem pequenas coisas que também já parecem grandes coisas.” Em si, o que fez? Há uma mudança? “Completamente, Completamente. Acho que a cada espectáculo dessa trilogia é uma mudança enorme porque você fica ali mergulhada em todas essas questões durante muito tempo e vendo a transformação dessas questões dentro da própria peça à medida que a vai repetindo. Porque demanda um tempo para você olhar para aquilo que você fez e ver o que essa coisa faz nas outras pessoas porque você, como directora, pode pensar ‘Ok, eu quero que a peça tenha essas estratégias de comunicação com o público, mas você não sabe, você não tem como saber o que aquilo vai fazer nas pessoas, que sinapses ou que desejos ou que repulsa ou que sensações aquilo vai trazer nas pessoas. Isso, para mim, é um momento interessante do teatro, bonito, essa espécie de ritual em que estamos todos ali, convivendo durante esse tempo, em muitos tempos diferentes - o teatro tem isso, o tempo da plateia, o tempo do palco, são tempos completamente diferentes - e vendo o que acontece.” Uma das questões principais da peça, que anuncia no início, é “o que é que fazemos com esse corpo que sobrevive a um estupro? Essa morte em vida que é um estupro?”. Até que ponto o teatro é, para si, a resposta? “Eu acho que o teatro é uma maneira de se formular a pergunta. Quando a gente vê na peça a pergunta colocada, transmitida por uma pessoa que sou eu, para eu chegar até essa pergunta é muito tempo e é muita elaboração a partir do pensamento do teatro. Então, acho que o teatro me ajuda a conseguir elaborar esses enunciados, essas perguntas, esses enigmas. Eu vejo o teatro como o lugar do enigma, onde o enigma pode existir, onde há coisas que não têm respostas, onde essa complexidade pode existir e pode existir na forma de enigma, de uma forma que não apresenta a solução. Então, acho que o teatro me ajuda a formular as perguntas e isso, para mim, é uma coisa que é muito bonita do teatro, é um lugar de uma honestidade muito profunda, como fazer para se chegar nas perguntas. O teatro é, para mim, o lugar dessa formulação, esse laboratório de formulação dessas perguntas, essas grandes perguntas.” Outra grande pergunta que se ouve na peça é: “Se a brotherhood no teatro desaparece, o teatro que amamos morre com ela? Estamos preparados para ficar sem esse teatro?” A Carolina não está a abrir uma porta para que esse teatro venha a existir? “Não sei se estou abrindo essa porta, mas ao formular essas perguntas, elas também ficam ali, nesse espaço, e agora elas habitam todas essas pessoas que estiveram aqui nestes dias assistindo a este espectáculo. Isso o teatro faz, esse compactuar, essas perguntas, tornar essas perguntas um processo colectivo. Agora essas perguntas deixam de ser perguntas que me assombram e passam a ser perguntas que talvez assombrem algumas pessoas que estiveram aqui. Isso é muito interessante. Mais do que acreditar que você está operando uma grande transformação, eu gosto de pensar num outro ponto, acho que só o facto de abrir essa pergunta, de fazê-la existir agora, colectivamente, isso é um trabalho, esse é o trabalho. Para onde ela vai a partir daqui, nem sei determinar, é um ponto bem nevrálgico do teatro, deixar as coisas ficarem com as pessoas. Eu busco muito esse lugar de não infantilizar o público, de deixar o público ficar com essas perguntas, de deixar o público ficar confuso, perdido. Acho que a gente às vezes ganha muito com isso, ganha muito com a confusão, quando ela é colocada. A gente pode permanecer com o trabalho mais tempo na gente quando ele consegue apontar esses enigmas, quando ele consegue manifestar as coisas de um jeito que a gente precisa pensar, que a gente precisa se debruçar. Nem tudo precisa de estar num tempo de uma velocidade lancinante, onde todas as questões são colocadas e imediatamente resolvidas, até porque essas resoluções, não sei se elas vão ser, de facto, resoluções.”
Aproveitamos este Dia do Homem, 19 de novembro, para abordar um assunto um pouco negligenciado: o cuidado com a saúde masculina pois, tradicionalmente, os homens são vistos como relapsos nisso. Convidamos a neurocientista Carol Garrafa para falar sobre o assunto. Ela explica como o cérebro reage ao cuidado e à empatia e destaca que o autocuidado, em especial o masculino, não pode ser visto como fraqueza, mas é essencial para a saúde cerebral e o desempenho cognitivo.
¡QUE RUEDE LA PELOTA! ⚽ Selección Colombia de Fútbol Masculino sub 17 se medirá ante la selección de Francia por un cupo para octavos de final ⚽ Jaguares de Córdoba se queda con el primer cupo de ascenso a la máxima categoría del futbol colombiano.
WWE tiene un problemón en su marca de desarrollo, que luego extrapola al roster principal. No tiene talento para recomponen a un roster cada vez más envejecido y que no tiene reemplazo. Pocas estrellas jóvenes se construyen (Bron Breakker...) y, las que parecen preparadas (Oba Femi, Je'Von Evans) siguen en NXT. Analizamos la situación y el show de NXT previo a Gold Rush con x.com/EforIdiot1. Además, charlamos con x.com/HandersMarc sobre la polémica de Nixon Niwell y Miranda Alize, sobre ganar y perder, y sobre el Blood & Guts de esta noche en AEW. ¡Adéntrate en el análisis más completo del wrestling en español! Suscríbete por 1,99€/mes y escucha episodios especiales cada sábado en: — iVoox (pestaña 'Apoyar') — Spotify (https://podcasters.spotify.com/pod/show/uhep/subscribe) — Apple Podcasts (https://apple.co/3pqZLmZ) — YouTube (https://bit.ly/3MrSWLf) Con acceso al Discord para mecenas: https://discord.gg/G79hvUCRSR ➕ Artículos para suscriptores Compra merchandising oficial de WWE en Fanatics con mi código: http://fanatics.93n6tx.net/baXOax Sígueme en X: https://www.twitter.com/SrAlexGomez Sígueme en Twitch: https://www.twitch.tv/siralexgomez Sígueme en Instagram: https://www.instagram.com/SrAlexGomez Compra merchandising en la tienda de UHEP: https://www.latostadora.com/uhep #Talento #WWE #NXT #Wrestling #Campeones #FuturasEstrellas #AEW 00:00 Intro 00:24 Editorial 10:59 Análisis WWE NXT 26:54 Polémica AEW y Blood & Guts 44:18 ¿Quién es mejor de The Shield? + Q&A
El último episodio de Cállate! Podcast. Tona regresa. Un mensaje de un podcast legendario. Visitamos nuestras secciones por última vez: un terrorífico Qué Hacer En Caso De, unas polémicas Gotitas de la 4T, la última Gotita de Sabiduría, Incultura General, Lo Más Masculino de la Semana y el Callaoke. Corte […]
A equipe de handebol masculino de Lauro Müller embarcou nesta segunda-feira (3) rumo a Brusque, onde disputa a fase Estadual da OLESC (Olimpíada Estudantil Catarinense) — o maior desafio esportivo da categoria até agora. O grupo representa o município com entusiasmo e dedicação, coroando anos de preparação e evolução dentro da modalidade. Segundo o treinador Diego Cifuentes, essa participação é fruto de um trabalho contínuo que começou há vários anos, com treinos intensos e o fortalecimento da base esportiva local. Em entrevista ao repórter Álvaro Souza, Diego comentou sobre os primeiros passos do time na competição e destacou a importância da experiência para os jovens atletas. A equipe lauromüllense segue representando o município com garra e promete lutar ponto a ponto em busca de bons resultados na competição estadual.
¿Cuál es el propósito de la nuez de Adán? ¿Podrían lactar los pezones masculinos? El cuerpo masculino está lleno de sorpresas. Y si eres un chico que piensa que conoce su cuerpo a la perfección, o una chica que cree que lo sabe todo, debes ver esto. Aquí está una lista de datos impresionantes (y peculiares) sobre el cuerpo masculino y algunas diferencias extrañas entre los cuerpos masculinos y femeninos que no te debes perder. La mayoría de estos rasgos son difíciles de creer, pero son verdad. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Hace un tiempo hablábamos en una serie de las damas de la reina y otro personal femenino a su servicio. Hoy hablamos de los hombres. ¿Qué hombres servían a la reina? ¿Quiénes eran los más importantes? ¿Cuáles eran sus competencias?En el episodio de hoy hablamos de algunas cosas curiosas, como por ejemplo quién era el encargado de las compras de comida para Palacio o cuál era el departamento que tenía más personal trabajando en él. También os contamos los dos tipos de médicos que trabajaban en el Alcázar y por qué no les gustaba atender la enfermería de damas, entre otras cosas.
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¿Por qué tantos narcisistas y psicópatas llegan a posiciones de poder? En este episodio de Familias Horribles Renzo Santa María – psicólogo clínico, psicoterapeuta y especialista en Trastornos de la Personalidad – nos ayuda a contestar esta pregunta. Si quieres entender cómo todo esto se conecta con las familias horribles — sigue escuchando. Hablamos de: ⭐️ Cómo los narcisistas y psicópatas se infiltran en posiciones de poder.⭐️ Qué significa vivir en una sociedad psicopatizada.⭐️ La verticalidad familiar y cómo se replica en la política, el trabajo y las relaciones.⭐️ Por qué seguimos admirando líderes abusivos.⭐️ La diferencia entre narcisismo, estilo y trastorno.⭐️ Narcisismo saludable. ⭐️ Masculino y femenino: el trauma de los roles impuestos⭐️ Cómo reconstruir una sociedad más empática y horizontal.
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Que sea un día para entender que lo importante y lo que llena tu corazón, no son cosas ni personas, son aquellas elecciones que decidas hacer para estar mejor contigo mism@ cada día…
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Neste episódio, discutimos a intersecção entre masculinidade e violência a partir da figura de Charlie Kirk, cuja morte recente reacendeu debates sobre a relação entre homens, armas e a cultura de violência. A conversa explora a complexidade da violência política, a tensão entre autodefesa e subjugação, e como as masculinidades são moldadas por narrativas sociais que glorificam o uso de armas. Também refletimos sobre as raízes sociais da violência e a construção do ideal masculino em torno da proteção e do controle. Por fim, nossos hosts batem uma bola sobre como a cultura pop influencia a visão das armas, da adrenalina em atividades como o paintball à necessidade de uma mobilização masculina para enfrentar a violência.Acesse a Comunidade MEMOH pra ficar pertinho da gente!00:00 - Introdução ao Debate sobre Masculinidade e Violência02:52 - A Morte de Charlie Kirk e suas Implicações05:57 - A Complexidade da Violência Política08:50 - Armas: Autodefesa ou Subjugação?11:45 - Masculinidade e o Imaginário da Proteção14:55 - A Arma como Símbolo de Poder e Controle17:58 - Cultura e a Fascinação por Armas21:06 - A Violência e suas Raízes Sociais23:54 - A Construção da Masculinidade e suas Consequências26:55 - Reflexões Finais sobre Masculinidade e Violência39:24 - A Retórica da Proteção e a Cultura das Armas42:01 - A Influência da Cultura Pop na Percepção das Armas45:58 - Adrenalina e a Experiência do Paintball49:55 - Masculinidade e o Fetiche das Armas57:53 - Mobilização Masculina pelo Fim da ViolênciaEdição de som: Reginaldo Cursino
Recibe tu curso gratis aquí: https://www.hombrealfa.top/curso-gratis/ Únete a los miles de hombres que forman parte de mi comunidad de email para acceder a promociones exclusivas y enterarte de la apertura de mis formaciones. Estar suscrito tiene premio y es la única manera de estar al día de las novedades del proyecto. Al suscribirte con tu email, recibes el curso gratis de «Cómo ser un hombre más atractivo e interesante para las mujeres en la era de las apps y las redes sociales». Es un curso de siete lecciones por escrito (no vídeo, no audio) que puedes personalizar en función del momento que estés viviendo en tus relaciones. Para unirte a mi comunidad y recibir el curso, deja tu email en el enlace: https://www.hombrealfa.top/curso-gratis/ *¿Qué aprenderás en este episodio?: 1) Por qué los hombres no lloran… y no es porque estén rotos. 2) La trampa del emocionalismo moderno que debilita a los hombres. 3) Qué ocurre en tus emociones cuando tu testosterona se desploma. 4) Cómo llorar, hablar y sensibilizarte puede arruinar tu marco masculino. 5) La verdadera raíz de la dependencia emocional que hoy sufren miles de hombres. En este episodio desmontamos el gran engaño del emocionalismo moderno. Ese que te repite que si no lloras estás roto. Que si no sientes como una mujer, eres un hombre tóxico. Pero la biología dice otra cosa. Descubre por qué hombres y mujeres viven las emociones de forma distinta, cómo este condicionamiento te está debilitando sin darte cuenta y qué hacer para recuperar tu fortaleza emocional, tu marco y tu atractivo natural. PD. Recibe tu curso gratis aquí: https://www.hombrealfa.top/curso-gratis/
La entrenadora sobre su renovación: "Araski tira mucho"
Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! PREVIA Mundial Contrarreloj Masculino 2025 Te quiero recordar que este episodio es posible gracias al apoyo de todos los FANS que mes a mes apoyan económicamente el proyecto. Muchas gracias. No te olvides de darle LIKE ❤️ y COMENTAR ✍️ A los mandos de las bicicletas: David Gómez ( https://x.com/davidesportista ) ¡Haz CLIC en el botón de APOYAR y conviértete en un FAN de Ciclismo de Ayer y de Hoy! ️ Ten acceso a los episodios EXCLUSIVOS para FANS, no tendrás publicidad y ayudas al mantenimiento del proyecto. ¿Quién puede dar más? ¿Nos acompañáis en esta ruta? ➡️Únete a nuestro canal de TELEGRAM. Comentamos las carreras, jugamos a intentar adivinar el ganador de las carreras, hacemos piña alrededor del ciclismo t.me/ciclismoayerhoy SUBSTRACK: https://open.substack.com/pub/ciclismoayerhoy Nuestro Twitter: https://twitter.com/ciclismoayerhoy Nuestro canal de Youtube: https://youtube.com/@ciclismoayerhoy Nuestro Instagram: https://www.instagram.com/ciclismoayerhoyEscucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Ciclismo de ayer y de hoy. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/983803
#bsnf #grandesligas #worldathleticschampionships Las Explosivas de Moca suman seis victorias consecutivas y se consolidan como las mejores del torneo del Baloncesto Superior Nacional Femenino | Poca aportación de las jugadoras suplentes en los últimos cuatro juegos | Los Mets de Nueva York tuvieron un respiro en la carrera para la clasificación | Los Cachorros de Chicago aseguraron un espacio en la postemporada | Revés de Puerto Rico en el Final Six de Voleibol Femenino NORCECA | Programa de Béisbol Masculino mantuvo la séptima posición en el ranking mundial tras Mundial U18 | Ayden Owens y Rachelle De Orbeta entran a la pista para competir en el Mundial de Atletismo en Tokío. #bonitadeportes #almuerzodeportivo #bsnf #grandesligas #norceca #wbsc #worldathletics ¡Conéctate, comenta y comparte! #periodismoindependiente #periodismodigital #periodismoinvestigativo tiktok.com: @bonitaradio Facebook: bonitaradio Instagram: bonitaradio X: Bonita_Radio
#bsnf #grandesligas #worldathleticschampionships Las Explosivas de Moca suman seis victorias consecutivas y se consolidan como las mejores del torneo del Baloncesto Superior Nacional Femenino | Poca aportación de las jugadoras suplentes en los últimos cuatro juegos | Los Mets de Nueva York tuvieron un respiro en la carrera para la clasificación | Los Cachorros de Chicago aseguraron un espacio en la postemporada | Revés de Puerto Rico en el Final Six de Voleibol Femenino NORCECA | Programa de Béisbol Masculino mantuvo la séptima posición en el ranking mundial tras Mundial U18 | Ayden Owens y Rachelle De Orbeta entran a la pista para competir en el Mundial de Atletismo en Tokío. #bonitadeportes #almuerzodeportivo #bsnf #grandesligas #norceca #wbsc #worldathletics ¡Conéctate, comenta y comparte! #periodismoindependiente #periodismodigital #periodismoinvestigativo tiktok.com: @bonitaradio Facebook: bonitaradio Instagram: bonitaradio X: Bonita_Radio
Waterpolo con el I Memorial Fermín Manso en Larraina este fin de semana sábado masculino y domingo femenino
As brabas confirmaram o favoritismo e levantaram mais uma taça do Campeonato Brasileiro Feminino na Neo Química Arena com recorde de bilheteria! Neste episódio, Caio Villela, Bruno Cassucci, Tayna Fiori e Careca Bertaglia comentam o heptacampeonato e os motivos que levam o Timão a esse domínio na modalidade. Nossos especialistas também analisam a vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, que foi importante pro time se recuperar na tabela. Dá o play!
Hablamos sin tapujos sobre si las mujeres que ligan son “peligrosas”, el impacto del body count y por qué los jóvenes hoy casi no ligan ni tienen relaciones. Rechazo, gratificación instantánea, Nopor/Instagram, dinámica de cortejo, energía masculina/femenina y selección de pareja.
Esse é nosso novo quadro chamado Executive Talks, focado no Igor conversar com executivos fodas de grandes empresas pra que ele se torne um CEO melhor.Nesse segundo episódio, recebemos Stanley Bittar, fundador e CEO da Stanley's Hair, quem levou o Igor de careca pra cabeludo kkkk
Olá, olá. Profa Ju aqui.Como você está? Seja muito bem-vinda e muito bem-vindo! Esse podcast existe porque você está aqui comigo todas as semanas! E depois do episódio anterior não desistiu de nós! No episódio de hoje vamos explorar mais um tema que não é muito comentado. Mais um Tabu!Então, não ouça com nenhuma criança por perto! Antes disso, você já acessou a minha página? Falarportuguesbrasileiro.com? Viu as inúmeras possibilidades de aprender português? Incluindo 30 minutos de conversação todos os dias e o português para mulheres? Corre lá! Eu ofereço para você um mundo em português e, principalmente constância e disciplina. Aqui, trabalhamos com método FPB que reúne 3 pilares para o seu sucesso de aprendizagem. O primeiro a fluência, desenvolver a fluência para que você possa falar português; o segundo a prática – somente quem pratica é quem pode falar, ou melhor, pode se comunicar com segurança e ser fluente. O último pilar da nossa sustentação é a base – desenvolvemos uma base sólida para que você possa praticar com fluência e ser fluente em português. Venha ser FPB! Para a conversação Português todos os dias o início é imediato. Isso mesmo! Você realiza a sua inscrição e no mesmo dia já começa a participar. Eu estarei lá para recebê-la ou recebê-lo, junto com os outros participantes. As reuniões acontecem em 3 horários distintos. O primeiro às 10:30 da manhã; o segundo 2:30 da tarde e o terceiro às 8:30 da noite. Você poderá participar 1 vez por dia em qualquer um dos horários. Muito legal isso! Flexibilidade na agenda para que você tenha todos os dias uma prática, para que você aprenda e interaja em português todos os dias!
Aprende hacks comprobados para ser más atractivo, aumentar tu masculinidad y alcanzar el éxito personal y financiero.Estos consejos te darán las herramientas para dejar de ser promedio y convertirte en un hombre imparable.
Cuando somos mujeres poderosas, exitosas, orientadas al logro, ambiciosas, alfa es fácil quedarnos en la creencia de que los hombres poderosos se van a “intimidar” y justificar que, por eso, estás soltera o la chispa de tu relación se acabo.Si quieres trascender esas mentiras y SOSTENERTE EN TU PODER Y TU BRILLO mientras TAMBIÉN TIENES una relación de pareja sana con un hombre masculino y de alto valor TIENES que escuchar este capítulo.Link para profundizar en el tema si quieres más: https://www.marialsanchez.com/reina-libre-soberana
Tus donaciones son importantes. Para donar, envía un texto al 713-561-5012 y coloca la cantidad, seguido de la palabra "SPANISH". Paypal.me/UnityOfHouston seguido por la cantidad y la palabra “ESPANOL"
Paloma del Río tuvo claro desde el día en el que pisó la facultad de Ciencias de la Información de la Universidad Complutense que quería ser periodista deportiva. Por eso, en aquel verano de 1986 en el que empezó sus prácticas en Televisión Española hizo dos peticiones: que la dejasen aprender en Deportes y que le diesen el turno de tarde. "Primero se extrañaron de que una mujer quisiera hacer deportes", ha contado en 'El Faro'. Pedir el turno de tarde fue su forma de compaginar las prácticas con el trabajo nocturno que tenía en una clínica en la que ejercía de auxiliar. Después de aquel verano, el periodismo ganó al sector sanitario, y del Río pasó más de 30 años trabajando en la televisión pública. Hasta el verano de 2023, cuando se jubiló.
Paloma del Río tuvo claro desde el día en el que pisó la facultad de Ciencias de la Información de la Universidad Complutense que quería ser periodista deportiva. Por eso, en aquel verano de 1986 en el que empezó sus prácticas en Televisión Española hizo dos peticiones: que la dejasen aprender en Deportes y que le diesen el turno de tarde. "Primero se extrañaron de que una mujer quisiera hacer deportes", ha contado en 'El Faro'. Pedir el turno de tarde fue su forma de compaginar las prácticas con el trabajo nocturno que tenía en una clínica en la que ejercía de auxiliar. Después de aquel verano, el periodismo ganó al sector sanitario, y del Río pasó más de 30 años trabajando en la televisión pública. Hasta el verano de 2023, cuando se jubiló.
Nos visita Luigi de El Dogcast. El perrito que viajó a Roma disfrazado de Papa. Luigi nos explica sobre el entrenamiento y rehabilitación de perros. El perrito alfa King Charles. Lo Más Masculino de la Semana. El awawa, un animal muy feo que se ha vuelto viral. El conflicto entre […]
Olga Nelly García. Programas de radio. (Podcast) - www.poderato.com/olganellygarcia
"Causalmente" América Latina lleva las letras de "Amor y Luz" y México la Energía de "Mamá". Ambas fuerzas representan el Despertar de lo Femenino en un mundo que había sido regido por lo Masculino de forma única y por lo tanto autoritaria. La Vida requiere las dos fuerzas en Unidad.
PODCAST: Las noticias con calle de 3 de junio de 2025 - La colosal nube del Sahara sobre PR - SNMTe cobran más por viajar solo si vuelas en estas líneas aéreas - Thrifty Traveler Buscan agentes como loco para cuadrar cuarteles vacíos - Primera HoraHumana de salida de PR - Cuarto PoderSobrevivientes de violencia de género optan por armarse - El Nuevo DíaArajet empieza con vuelos de RD a PR - El Nuevo Día Tribunal federal autoriza poner X en vez de Femenino o Masculino en certificado de nacimiento - El Nuevo Día Velázquez Piñol pide desestimación contra él por su caso con Julia Keleher - El Vocero Gobernadora despreocupada por reunión de los tres golpes eon Pierluisi - El Nuevo Día Referir a ASES supuesto descuadre presupuestario - El Nuevo DiaVienen cambios en el presupuesto - El Nuevo Día Congresistas investigan cancelación de mega barcazas de energía - El Nuevo DíaGobierno cobra por inspecciones que no hace y hasta 4 millones - El Nuevo Día UPR recibe cortes de 20 millones por fondos de investigación - El Nuevo DíaPR depende tres veces más de fondos federales que en los estados - Junta A enmendar el presupuesto de ASES otra vez por 109 millones de descuadre - El Vocero 80% de las motoras que operan en PR están sin marbete - El Vocero Mil millones por la represa Guajataca para agua a trescientos mil - El Vocero Velázquez Piñol pide desestimación contra él por su caso con Julia Keleher - El Vocero Piden posponer otra vez el caso de una de las hermanas Falcón en tema de AAA en caso Anaudi Hernández - El Vocero - Matan sujeto que iba an scooter en carretera indebidamente - El Vocero Pausan fondos federales para educación vocacional aunque Trump dice que eso es lo que quiere fomentar - Noticel Llegamos a 3070 megavatios de demanda de energía y todavía no han ocurrido los calores esperados - Metro Siempre innovando y con los mejores beneficios, MCS PersonalDirecto te ofrece cubiertas accesibles para que cuides de tu salud y la de los tuyos.Con una amplia red de proveedores de más de 15,000 médicos de libre selección.Reembolso de hasta $40 mensuales por membresía a un gimnasio o por un entrenadorpersonal debidamente certificado. Asistencia en el hogar para servicios de cerrajería,plomería y electricidad de hasta $350 por evento hasta 4 veces al año.¡Únete HOY a la gran familia de MCS!¡Salud que completa tu vida! Llama al 787.945.1259 y oriéntate.
En nuestro lunes del cuerpo habla lo que la boca calla vamos ahora a tratar el trma de la ANDROPAUSIA o CLIMATERIO MASCULINO que ayudará a comprender mas los síntomas y sugerencias....
Bienvenidas al Radiojaputa 246. Esta semana empezamos hablando de Susan Brownmiller: feminista radical, teórica, periodista… una auténtica genia que nos ha dejado a los 89 años. Hacemos un breve repaso por su historia, obra y cómo su contribución fue decisiva para cambiar la percepción social sobre la violación y mejorar la protección de las víctimas de violencia sexual. Continuamos con vuestros audios, que nos traen noticias, experiencias y reflexiones sobre el estrecho vínculo entre fútbol y masculinidad (y cómo el vandalismo y la violencia asociados a algunos partidos, lejos de castigarse, se toleran y celebran); también sobre las colaboracionistas del patriarcado o sobre las mujeres de más de 35 años que se organizan para practicar deporte. Hoy tenemos una entrevista de esas que esperamos con mucha ilusión durante semanas: nos visita nada menos que Najat El Hachmi, escritora feminista de origen marroquí, autora de textos fundamentales como el ensayo “Siempre han hablado por nosotras” y de novelas ganadoras de distintos premios, como “El último patriarca” o “El lunes nos querrán”. Hablamos con ella de su último libro, “Los secretos de Nur”, y muchas más cosas (religión, machismo, política…). De hecho, en el podcast encontraréis sólo un extracto de la entrevista y habrá que esperar al domingo para escucharla completa. Nos despedimos con anuncios, recordatorios y mucho, mucho amor. Para matrocinar este espacio, puedes hacerlo en radiojaputa.com. Para participar, mándanos un audio de whatsapp al (+34) 636 75 14 20. Si te han gustado las canciones, en Youtube puedes encontrarlas listadas por temporadas. Además, en nuestro Spotify las tienes también por episodios.
Como o aumento alarmante no uso de medicamentos como a tadalafila e o abuso de esteroides anabolizantes estão diretamente ligados à pressão social, à fragilidade do ego e à falta de autoconhecimento na era digital. Ajuda o Pod - apoia.se/sincerasilusoesMe acompanha no Whatsapp e Entra no Canal do Instagrampix podcast@alesantos.me
Abin pasó de no poder acercarse a una mujer, a conquistar con seguridad, presencia y autenticidad. Descubre cómo atravesó sus miedos, cómo se transformó en un hombre irresistible y por qué sus habilidades sociales cambiaron todo: citas, negocios, autoestima… y hasta su vida sexual.
Niña le pidió autógrafo al Papa.¿Sabes en qué consiste la Orden de San Agustín?Niña de 10 años, fue golpeada en baño escolar.Grave accidente deja herido a motociclista en la autopista.Prohibición de flúor en el agua pública de Utah.Investigan red que recluta menores para abusos extremos.El 40% de las personas consume edulcorantes artificiales.Vinculan fármaco contra caída del cabello con efectos secundarios graves.Ponte al día con lo mejor de ‘La Edición Digital del Noticiero Univision' con Carolina Sarassa y Borja Voces.
Os Power Rangers da Guarda FlorestalCris Értel, Peixe Aquático, Batata, Vidane, Joey Ponzi, Adriano & Yuri Moraes são da Guarda Florestal
José Rafael Guzmán retoma su programa "El humano es un animal" compartiendo anécdotas familiares y reflexionando sobre la importancia de las tías. Además, se discuten temas de relaciones, infidelidad y la nueva realidad de los anticonceptivos masculinos. También se anticipa el estreno de su especial de comedia "Candela".
¿Por qué la eyaculación femenina es el secreto para la sanación en la mujer y el parto sin dolor? ¿Cómo puede el hombre sanar sus problemas de sexualidad y disfrutar de sesiones de horas de sexo con su pareja? ¿Cómo transformar la energía sexual en verdadero despertar espiritual? Todo esto nos lo explica José Toiran, instructor experto en sexualidad taoísta.
Marcela Ceribelli recebe Alice Carvalho no programa Bom Dia, Obvious para falar sobre o olhar masculino no audiovisual, sobre a possibilidade de novas narrativas femininas, sobre diferentes tipos de histórias de amor, e sobre como subverter a ideia de mocinha. Livros citados:“The end of love”, Sabrina StringsTetralogia napolitana da Elena Ferrante“Empoderamento”, Joice Berth“Oração pra desaparecer”, Socorro AcioliEpisódios do Bom dia, Obvious citados:#242 com Rafaela Azevedo #272 com Iana Villela #199 - Iana VillelaSéries e filmes citados:Fleabag A maravilhosa Sra. MaiselA roda do tempo Casamentos cruzadosImparávelSua culpaCatastrophe: Sem Compromisso Novos assinantes tem 30 dias grátis no Prime Video! É só clicar aqui