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VERGONHA OU BEM-AVENTURANÇA.Ser acusado injustamente, ter o nome atacado e ser alvo de mentiras por causa da fé não é algo novo.Fizeram isso com os profetas. Fizeram isso com o próprio Filho de Deus.Jesus não pediu que Seus seguidores se desesperassem quando isso acontecesse. Ele disse algo que desafia a lógica humana: “Alegrai-vos.”Neste vídeo, uma das lições mais poderosas de Jesus sobre perseguição, calúnia e como reagir quando falam mal de você.
No Semana NFL desta semana, Matheus Ornellas e Deivis Chiodini comentam o que de melhor verm acontecendo na offseason do futebol americano. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Grandes líderes, cientistas, artistas e pensadores ajudaram a transformar o mundo. Mas o que acontece quando descobrimos que essas mesmas pessoas também cometeram atos moralmente questionáveis?Neste episódio do Primeira Pessoa do Singular, debatemos até que ponto devemos considerar o contexto histórico, o legado deixado e os impactos positivos de figuras que também carregam capítulos controversos em suas trajetórias.Churchil, Stalin, Gandhi, Che Guevara, Getúlio Vargas.Uma conversa sobre ética, memória, justiça, cultura do cancelamento e a complexidade de julgar o passado com os olhos do presente.
Desta vez um verdadeiro batanete a fazer parte de mais um episódio. Para além dessa grande virtude, é também um dos maiores talentos nacionais (e internacionais), José Condessa! Falou-se sobre a intensidade de viver a representação desde novo, de dizer que não a projectos, de gerir ego e ter sempre aqueles amigos que dizem “tens que te acalmar”. Os bastidores dos grandes projetos, dos beijos técnicos e cenas nu. Ainda um quizz sobre qual o melhor namorado: Zé ou Rui.REDES SOCIAISMafalda Castro: https://www.instagram.com/mafaldacastroRui Simões: https://www.instagram.com/ruisimoes10Bate Pé instagram: https://www.instagram.com/batepeclipsBate Pé Tiktok: https://www.tiktok.com/@bate.peSPOTIFY: https://open.spotify.com/show/7bnvbtG4aHEKp90XbN0xm3?si=rsZeIGW1Q4ShAQaRRegnbA#josécondessa#mafaldacastro #ruisimões
DO CÉU SE MANIFESTA O JUÍZO DE DEUS, SOBRE TODOS QUE DETÉM A VERDADE EM MENTIRA. O que de Deus se pode CONHECER, neles se manifesta. DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO, O SEU PODER ETERNO, NITIDAMENTE SE VEEM PELAS COISAS CRIADAS. MAS, TENDO CONHECIDO DEUS, NÃO O RECONHECERAM COMO DEUS, em seus discursos se perderam, se obscurecendo. Dizendo ser "SÁBIOS", se tornaram LOUCOS. Fizeram do Deus INCORRUPTÍVEL em imagem humana CORRUPTÍVEL. Por isso Deus os entregou. TRANFORMARAM A VERDADE DE DEUS EM MENTIRA; serviram e deram mais VALOR a CRIATURA do que o CRIADOR. Por isso Deus os abandonou. MULHERES E HOMENS DESVIARAM o uso natural à NATUREZA (=se refere aos "crentes" que praticavam estupros, orgias, putaria coletiva, swing...). E, como não se importaram, Deus os deixou. E CHEIOS DE CORRUPÇÃO; SENDO MURMURADORES, DIFAMADORES, INJURIADORES, SOBERBOS, DESOBEDIENTES; NÉSCIOS, FRAUDADORES NOS CONTRATOS. E CONHECENDO O JUÍZO DE DEUS, NÃO APENAS FAZEM, MAS SE AGRADAM DOS QUE TAMBÉM FAZEM. O JUÍZO DE DEUS É DE ACORDO COM A VERDADE. Mas, acumulam fúria no DIA DO SENHOR. QUE RECOMPENSARÁ CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS. Sofrimento sobre todos que praticam o mal; primeiro do judeu e também do grego; COM DEUS NÃO HÁ ACEPÇÃO DE PESSOAS. PELA LEI SERÃO JULGADOS. OS QUE PRATICAM A LEI SERÃO JUSTIFICADOS. Vocês que se dizem judeus, "escolhidos"; guias dos cegos; que ensinam outros, não se ensinam? Dizem que não se deve roubar rouba? Se vangloriam na LEI, DESONRAM DEUS PELA TRANSGRESSÃO DA LEI? COMO ESTÁ ESCRITO: O NOME DE DEUS É BLASFEMADO ENTRE OS "ATEUS" POR CAUSA DE VOCÊS. Se são TRANSGRESSORES DA LEI, a circuncisão (=marca dos judeus), se torna incircuncisão. E, SE, A INCIRCUNCISÃO GUARDAR OS PRECEITOS DA LEI, SE CUMPRE A LEI, NÃO JULGARÁ OS TRANSGRESSORES DA LEI? NÃO É JUDEU O QUE É EXTERIORMENTE; É JUDEU O QUE É NO INTERIOR, NO ESPÍRITO. CANCELAMOS A LEI PELA FÉ? OBVIAMENTE QUE NÃO, APLICAMOS A LEI. Romanos 1:18-31; 2:2,5-29; 3:31 JESUS DIZIA, AOS JUDEUS: SE VOCÊS PERMANECEREM NA MINHA PALAVRA, VERDADEIRAMENTE SERÃO MEUS DISCÍPULOS. E CONHECERÃO A VERDADE, E A VERDADE OS LIBERTARÁ. E DISSERAM: SOMOS DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO, E NUNCA SERVIMOS NINGUÉM. COMO VOCÊ DIZ: SERÃO LIVRES? EU AFIRMO QUE TODO AQUELE QUE PRATICA CORRUPÇÃO É ESCRAVO DA CORRUPÇÃO. VOCÊS TEM POR PAI AO DIABO, E QUEREM SATISFAZER OS DESEJOS DELE. QUE FOI HOMICIDA DESDE O PRINCÍPIO (=OLHEI E VI UM CAVALO PRETO E O QUE SOBRE ELE ESTAVA, TINHA UMA BALANÇA DESIGUAL EM SUA MÃO. Apocalipse 6:5-6), E NÃO SE FIRMOU NA VERDADE, PORQUE NELE NÃO HÁ VERDADE. QUANDO ELE FALA MENTIRA, FALA DO QUE É PRÓPRIO, PORQUE É MENTIROSO, E PAI DA MENTIRA. QUEM É DE DEUS ESCUTA AS PALAVRAS DE DEUS. João 8:31-34,44-47Ezequiel 21:1-9,25-30 Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:I – deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; II – não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Redação dada pela EC n. 29/2000) IV – o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.Constituição Federal-Edição STF
A gente está chegando em 10 milhões de views orgânicos por mês — e não foi sorte. Nesse episódio eu abro os cinco pilares que a gente seguiu para chegar aqui: consistência acima de tudo, Red Line que para o scroll, assunto forte, criar o que as pessoas já querem e nicho bem definido. Se você produz conteúdo para um negócio, esse vídeo é um atalho real.
Nesta república de sonsos, em breve o ódio terá o melhor de nós, a parcela que, num acesso revoltoso, se esforça ainda por compreender o estado das coisas, e será a última expressão contendo um verdadeiro sinal de fervor, uma paixão indomesticada, e o melhor de um antigo anseio confessional, que, vendo-se livre das peias da civilização, se mostrará tomado por essa virulência de ordem mais ou menos espasmódica, impetuosa, capaz de introduzir algum nível de contraste neste mundo. De resto, à nossa volta tudo é cada vez mais cruel e frio, desapaixonado, incapaz de justificar-se senão com essa lógica desprezível daqueles que parecem dispostos a sacrificar tudo em seu nome, de forma que as existências mais degradantes estão defendidas pelo mais rasteiro dos propósitos, que é o da auto-preservação. De qualquer modo, naquele mundo que hoje temos diante de nós, todo o bem é demasiado relativo, e só no mal se acha ainda algum empenho em direcção ao absoluto. Ansiamos por um tempo que já não nos foi dado viver a não ser por vislumbres, visitações em que certos estados fricativos pareciam apossar-se de nós, e tomávamos o embalo de fúrias que foram sendo vistas sempre como o sinal de que um ser se desatrelou, perdeu o eixo, a noção, danou-se, deu a sua carne e espírito de alimento àquelas regiões mais sórdidas, baixas, infernosas… Por isso se pressente como só em horas perdidas os seres se entregam às explorações dessa dimensão de treva que temos sempre trancada nos fundos. Mas se o ódio às vezes tem em si o melhor de um tipo, e somos levados a livrar-nos desse manancial, a tê-lo como uma substância de que devemos envergonhar-nos, seria bom pensar porque é assim. Num mundo em que de qualquer modo, “cada um, de seu próprio passo, vai para o Diabo à sua maneira” (William Hazlitt), não deixa de ser curioso como ódio se tornou uma reserva íntima, sendo-lhe recusado qualquer papel na vida pública, e o seu efeito no campo político é sempre encarado como algo que os espíritos lúcidos devem contrariar, exorcisar. Como assinala David Graeber, hoje tendemos a assumir que a expressão “política do ódio” possui necessariamente conotações de direita (uma vez que normalmente é aplicada ao racismo, ao ódio étnico ou à homofobia) e, por consequência, que o tabu em torno da expressão do ódio político representa uma vitória de sensibilidades essencialmente de esquerda. Mais à frente, nesse ensaio em que este ensaísta comprometido com o anarquismo nos diz que o ódio foi transformado num tabu político, ele nota como a própria ideia de “crime de ódio” inverte o princípio jurídico tradicional segundo o qual um crime passional deve ser punido menos severamente do que um crime motivado por cálculo frio e interesse pessoal.” Talvez não seja coincidência que a vaga de legislação contra crimes de ódio nos anos 90 tenha sido rapidamente seguida por legislação ‘antiterrorista', a qual igualmente estipula penas mais pesadas para crimes motivados por paixões políticas (e, dada a forma como as leis costumam ser redigidas, essas paixões podem incluir o mais benevolente idealismo ou amor pela humanidade ou pela natureza) do que para os mesmos crimes cometidos por lucro económico ou interesse privado.” O capitalismo não é senão o triunfo daqueles que dominam uma violência tremenda mas carregada de subterfúgios, de ordem sempre excepcional, o que faz vigorar uma espécie de burocracia torcionária, que consegue sempre construir as excepções que acabam por tornar nulas todas as funções de justiça, e, desse modo, são precisamente os miseráveis que triunfam e impõem as suas funções de ordem escatológica. "Fizeram-se leis, morais, estéticas, para vos impor o respeito pelas coisas frágeis”, dizia Louis Aragon, antes de desferir o seu golpe: “O que é frágil é para partir." Vemos como por toda a parte estamos imersos nos rigores processionais dessa liturgia pública dos sentimentos bondosos, dos valores que são esgrimidos virtuosamente nos discursos, mas que exprimem sempre uma certa dose de consternação diante do mundo, como se alguma coisa tivesse ido contra os planos. Enquanto isso é o ódio que parece levantar suspeitas, como se fosse uma excrescência arcaica, um resto tóxico da animalidade histórica, algo a evacuar por via higiénica, farmacológica ou policial. O ódio tornou-se o afecto interdito. Já não apenas um vício, mas uma espécie de crime atmosférico, e, desse mesmo modo, tudo deve ser moderado, reciclado, transformado em “desconforto”, “mal-estar”, “polarização”. Contudo, por detrás desta moral desinfectada, o ressentimento alastra por toda a parte, tantas vezes acicatado pelas zonas onde a regulação dinamiza um quotidiano em que vamos à procura uns dos outros nessa Cybéria, a fossa da internet 2.0, contaminada pela estimulação nevrótica das burocracias quando aplicadas à gestão de humores para fins de rentabilidade, esse limbo onde cada vez mais os paraísos se artificializam e os infernos animam os mecanismos administrativos de humilhação num tempo que se esburacou e perdeu toda a fantasia e graça ociosa, instalando-se numa ferocidade passivo-agressiva em que tudo cede a outra coisa, em que se articulam os planos e níveis de um infindável enredo distractivo, uma miragem que dissolve tudo, e a própria inteligência definha e perde todo o sentido e alcance. “A única intimidade que nunca vi vacilar ou esmorecer foi a de carácter puramenrte intelectual”, escrevia faz mais de dois séculos Hazlitt. “Não havia nesta nada de hipócrita ou enfadonho, nada dos queixumes de uma sensibilidade lamurienta. Os nossos conhecidos mútuos eram considerados meramente como sujeitos de conversa e de saber, e não de afecto. Não eram vistos nas nossas experiências senão como ‘ratos de laboratório': ou, como malfeitores, eram regularmente abatidos e deitados na mesa de dissecação. Não poupávamos amigos nem inimigos. Sacrificávamos as deficiências humanas ao altar da verdade. Os esqueletos do carácter podiam ser vistos, depois de extraído o sumo, esvoaçando ao vento como moscas em teias de aranha: ou eram conservados para futura inspecção num frasco de ácido decantado. A demonstração era tão bela quanto nova. Não havia excedente de rancor: nada se conserva tão bem como uma decocção de amargura. Vamos ficando cansados de tudo menos de ridicularizar os outros e de nos congratularmos pelos seus defeitos.” Também Freud terá afirmado que a civilização começou quando um homem, em vez de uma pedra, atirou um insulto. Assim nos foi lembrado por Ricardo Norte, num excelente ensaio sobre as propriedades exaltantes do insulto, em que notava que, ao contrário do que se tornou habitual ouvir da boca dos nossos troca-tintas que gozam até ao limite da tal liberdade de expressão, sem nunca realmente levarem a algum extremo que justifique ou ilustre o vigor desse exercício, as palavras podem magoar muito mais do que um acto. Insultar, etimologicamente, lembrava o Norte, quer dizer saltar sobre, atacar. “Quantos insultos não foram o despertar de obras e gestos memoráveis ao longo da história? Diria mesmo, que a maioria das vezes, é a resposta demorada e reflectida a um insulto que está na génese de muitas obras-primas da literatura. (…) Além disso, o insulto está presente em todo o lado, mesmo entre amigos é recorrente a alcunha insultuosa como demonstração de afecto. A centralidade do insulto no fundamento dos laços humanos é incontestável, ao ponto de Lacan dizer: ‘Há um certo número de funções produzidas pelo facto de o homem habitar na linguagem [...] o ponto de partida da grande poesia, [...] essa relação fundamental estabelecida pela linguagem e que não devemos ignorar: é o insulto. O insulto não é agressão, o insulto é outra coisa completamente diferente, o insulto é grandioso, é a base das relações humanas, não é? Como dizia Homero... Podem ver como cada um obtém o seu estatuto a partir dos insultos que recebe. De que serve tentar camuflar isso com uma tinta qualquer, rosada, chamando-lhe emoção?' Como ninguém leu e nem soube digerir essa engenhosa licença para a bordoada que o Norte andou empenhadamente a montar, e sempre a nossa favor, não daqueles que têm o prestígio de uma proferição feita apartir de uma destacada tribuna, mas que, por isso, mesmos e tornam mais engenhosos no que toca a ensaiar golpes de rins, golpes baixos e assim por diante, até o Drummond ele apanhou por aí barafustar entredentes, praguejando lá com os seus botões: "Nada acontece/ na cidade. O último crime/ foi cometido no tempo dos bisavós. Ninguém foge de casa, ninguém trai./ Repetição de cores e casos, /ó bolor/ da vida longa, no chão pregada a oitenta/ pregos!/As pessoas se cumprimentam, se perguntam/ sempre as mesmas coisas, esperando /lentas confirmações/ milimetricamente conhecidas./ Ai, tão bem-educadas, as pessoas./ Que fazer para não morrer de paz?” Por tudo isto estamos tão necessitados dos efeitos curativos do ódio, esse que Bernhard manejou e elevou a uma razão infrene, provando que está longe de ser uma emoção descontrolada, um ânimo demencial, mas que é, na verdade, uma ferramenta de precisão, um meio para desconstruir e aniquilar o que é falso, medíocre e opressor. Num momento em que, sob o pretexto de "combater o ódio", tem havido lugar a toda essa proliferação de regulamentos, decretos, leis, que têm como efeito real a criminalização do discurso e são totalmente contrárias àquilo que se chamava democracia, como bem vincou o Norte, é preciso reconhecer que a própria inteligência tem um custo, comporta riscos, sobretudo porque nos compromete com as suas resoluções. E aqui vamos arrancar outra dessas traças imundas coleccionadas naquele ensaio pelo Norte, traças dessas que sujam tudo, servem mesmo para nos mostrar como os seres dedicados a construir ilações profundas parece que sobrecarregam as suas sombras de movimentos, concentram possibilidades de uma acção diferida, como se entender fosse criar sequelas, repetir infinitamente a mesma cena, concebendo essas frases com um poder que leva o leitor a desaprender as letras, como se fosse obrigado a voltar ao período em que tinha de gaguejar as sílabas antes de se achar na posse de uma palavra, e depois da frase. Temos de voltar a isso, a citações que se debatem nas nossas mãos e causam uma certa repulsa, enchendo-as da tinta dessas asas acumuladoras de sombras. Jean-Luc Nancy: "Pensar, ou querer pensar, é pesado. [....] Que peso é esse? Em geral, o peso consiste em estar fora de si, em ter o seu ponto de aterragem ou lugar de presença, a sua terra, chão ou vazio, a sua pertença ou abismo, fora de si. Peso significa cair fora de si mesmo." Neste episódio, quisemos dar expressão à figadeira, virar os frascos e dar alguns sinais dessa linhagem estarrecedora dos seres capazes de pegar em banais escaramuças e transformá-las em contendas lendárias, e nisto fomos incentivados pelas explorações do Ricardo Mangerona, que além de uma estreia com um romance que recoloca esta forma em cena de um modo que nos lembra o vigor das suas soluções, a propriedade muito particular desse enredo cumulativo, generoso, capaz de articular uma crónica ponderosa, e que deixava as suas marcas emocionais, tem feito ainda um percurso invulgar enquanto tradutor, e, depois do estupendo volume dedicado a Hazlitt, “Do Prazer de Odiar e Outros Ensaios”, anda agora a braços com uma reunião das intervenções de David Graeber, que em grande medida ilustram porque a tradição anarquista consegue dar respostas num tempo em que outras linhagens se enredam e se mostram incapazes de qualquer convicção.
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No 'Expresso' de hoje, a Giu mergulha no início da última temporada de uma das séries mais caóticas da atualidade — com direito a teorias sobre quem sobrevive até o final, análise do rumo dos personagens e aquela crítica social que bate cada vez mais perto da realidade.E claro: o momento que ninguém esperava — o reencontro de Supernatural dentro desse universo completamente insano. Sim, Jensen Ackles, Jared Padalecki e Misha Collins juntos… mas do jeito mais caótico possível.Entre violência, política e teorias, uma coisa é certa: esse final promete dividir opiniões — e talvez ninguém saia ileso.
Desde 2024, a França vive uma explosão de denúncias de abusos psicológicos, físicos e sexuais cometidos por agentes de recreação que atuam nas escolas públicas fora do período de aula — sobretudo em Paris. Esses profissionais são responsáveis por acompanhar as crianças durante as refeições, os momentos de lazer e após o fim das aulas, mas não fazem parte do corpo docente do Ministério da Educação. Maria Paula Carvalho, da RFI A situação se agravou em 2026, com dois casos graves ocorridos em escolas de educação infantil da capital. Em um deles, a família de um menino de três anos denunciou o estupro da criança em um banheiro da escola. No segundo episódio, outro menino da mesma idade teria sido violentado em circunstâncias semelhantes, por um homem que já havia sido denunciado anteriormente em outro estabelecimento. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas, e as investigações seguem sob sigilo judicial. Sistema falha também para quem denuncia A RFI conversou com uma brasileira que trabalha como agente de recreação em Paris. Por razões de segurança, ela pediu para não ser identificada. No depoimento, descreve um cotidiano marcado por precariedade, medo e falta de resposta institucional. “A gente não pode ter contato físico com criança, não pode pegar no colo, não pode dar beijo. Houve um caso de um animador que só queria pegar as crianças no colo ou fazer atividades com portas fechadas. A gente sinalizou esse mau comportamento. Depois disso, eu fui mudada de escola porque essa pessoa teve momentos de agressividade, tentou me jogar da escada. Tive que ir à delegacia registrar queixa. Passei a ter crises de angústia, faço tratamento até hoje, e no fim não deu em nada.” Segundo ela, os problemas se estendem à falta de pessoal e às condições de trabalho. “Nós reivindicamos mais contratações, principalmente nos dormitórios, onde deveriam estar dois animadores. Hoje, por falta de recrutamento, há apenas um", diz. "Enquanto as crianças brincam, há acidentes, e não há gente suficiente para dar conta. Eles querem economizar, essa é a verdade. Os salários são baixos, os horários são fragmentados e não atraem. Estamos pedindo respeito: melhores salários, horários e valorização”, completa. Após a multiplicação de denúncias de violência sexual contra crianças em escolas públicas, cerca de uma centena de agentes de recreação se reuniram na semana passada em frente à prefeitura de Paris. A mobilização foi organizada por sindicatos e acompanhada de greve, com o objetivo de denunciar a precariedade do setor e exigir melhores condições de trabalho. Pais denunciam falhas no modelo de contratação Do lado das famílias, cresce a mobilização. Um dos coletivos mais ativos é o Me Too École, formado por pais que denunciam falhas estruturais no sistema de contratação e supervisão desses profissionais. Diferentemente dos professores, os agentes de recreação são contratados diretamente pelas prefeituras. O coletivo lançou uma petição com mais de 22.300 assinaturas, denunciando o que define como um silenciamento sistemático de casos de violência física, psicológica e sexual contra crianças no ensino público. Anabel, uma das fundadoras do Me Too École, explica por que o sistema é especialmente vulnerável: “Na pré-escola, as crianças têm dois anos e meio, três anos. São bebês, muito sensíveis à autoridade. Em teoria, um adulto nunca deveria ficar sozinho com uma criança, mas isso acontece por falta de funcionários. Os momentos mais críticos são a soneca, a ida ao banheiro ou a hora de se despir, quando elas ainda não são independentes. Existem também espaços isolados, como bibliotecas: projetadas para serem silenciosas, mas que, quando estão fechadas, se tornam lugares ideais para pedófilos.” De acordo com o site Les Pros de la Petite Enfance, 52 agentes de recreação foram suspensos pela prefeitura de Paris entre 2023 e 2025 por suspeitas de caráter sexual. Só em 2026, a prefeitura informou que 78 profissionais foram suspensos, incluindo 31 por suspeita de abuso sexual. Mesmo assim, os pais dizem se sentir abandonados. “Quando um filho nos conta que sofre violência, seja de outras crianças ou de um agente de recreação, não sabemos a quem recorrer", diz Anabel. Não sabemos se devemos procurar um médico ou a direção da escola, que muitas vezes não é responsável pelas atividades extracurriculares”, continua. Pressão política e promessas de mudança Diante da ausência de respostas, as famílias deram um ultimato às autoridades parisienses. O tema entrou no centro da campanha eleitoral municipal, levando o novo prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, a afirmar que o combate às violências no sistema de recreação escolar seria uma prioridade de seu mandato. O prefeito socialista apresentou um plano de ação com tolerância zero, que inclui a criação de um guia de acolhimento, reuniões anuais de início de ano sobre as atividades extracurriculares em todas as 620 escolas da capital e o compromisso de entregar às famílias todas as conclusões das investigações administrativas em caso de denúncia. Para Anabel, trata-se de um primeiro avanço — ainda insuficiente. “No início, encontrávamos portas fechadas e silêncio absoluto. Diziam: ‘Isso não existe', ‘Eu não sabia'. Fizeram-nos acreditar que se tratava de um caso isolado. Mas percebemos rapidamente que não era. Houve humilhações, ameaças de morte, importunação sexual, violência sexual e até estupro de vulneráveis, tudo na pré-escola. E, diante disso, só víamos negação. Isso é absolutamente inaceitável.” As revelações impulsionaram um movimento nacional, com o apoio de coletivos como o SOS Périscolaire, que recolhe denúncias de famílias em todo o país. Elisabeth Guthmann, cofundadora do grupo, relativiza a ideia de que o problema seja exclusivamente francês, mas aponta uma diferença. “Existem pedófilos em todas as áreas e países. Isso não é exclusivo da França. A especificidade francesa é que estamos começando a falar sobre isso.” Ela critica a forma como o sistema judicial lida com os depoimentos das crianças. “Todos os profissionais de saúde dizem que uma criança não inventa algo que não viveu ou viu. Mesmo assim, ouvimos argumentos como ‘talvez ela tenha escutado alguém falar', ou ‘talvez os pais tenham colocado palavras na boca da criança'. Isso faz parte do problema”, acrescenta Guthmann. Casos parados na Justiça Atualmente, pelo menos 15 investigações judiciais sobre abusos cometidos em atividades de recreação escolar estão em curso no Ministério Público de Paris. Entre elas está o caso de Marie (nome fictício), cuja filha foi abusada na pré-escola aos quatro anos. Apesar da denúncia e da suspensão do profissional, o processo segue sem desfecho. “Foram sete anos de investigação. Há um ano, nada acontece. Ele não é mais agente de recreação, mas continua recebendo salário da prefeitura de Paris há sete anos, sem trabalhar, e vivendo em outra região. E a prefeitura continua pagando. É um escândalo”, denuncia a mãe. A RFI entrou em contato com o Ministério Público de Paris, que informou que a fase de investigação está concluída. Para a mãe, no entanto, o caso permanece paralisado, enquanto os traumas da filha se aprofundam. Ela diz que tentou contato com o novo prefeito, sem resposta. “Ele disse que receberia todos os pais. Mas nem sequer tivemos confirmação de recebimento do e-mail. O que assusta é isso: não devemos esperar que a justiça seja feita. Sete anos depois, o agressor está livre, não houve julgamento, e o caso pode ser arquivado, mesmo com centenas de depoimentos.” Procurada pela RFI, a juíza responsável afirmou que não pode comentar o processo.
“1001 Noites Irmã Santomense” é o espectáculo que valoriza a cultura de São Tomé e Príncipe e encerra a tetralogia colocada em cena pelo Teatro O Bando desde 2023. Depois de Irmã Persa, encenada por Suzana Branco, Irmã Palestina, encenada por Olga Roriz e João Brites, e de Irmã Mapuche, encenada por João Neca, agora coube a Miguel Jesus encenar Irmã Santomense. A cada nova Irmã, um novo olhar sobre o mundo que contém o desafio de um convite a outros públicos, um novo questionar sobre violência e poder. Irmã Santomense é elo de conexão com São Tomé e Príncipe. A actriz Adozia Cristo trás a experiência pessoal, trás a preservação do Tchiloli, a valorização da língua Forro e da cultura de São Tomé e Príncipe O espectáculo “1001 Noites Irmã Santomense” estreia a 8 de Maio, na Quinta do Teatro O Bando, em Palmela, 40 quilómetros a sul da capital portuguesa. A RFI esteve no espaço onde decorrem os ensaios, falou com o actor e músico Mick Trovoada, com a actriz Adozia Cristo (muito popular entre santomenses pela personagem Saco de Boxe), e falou também com o encenador Miguel Jesus, do Teatro O Bando, e com Isabel Mota, da Ilhéu Portátil, que começam por nos revelar como surgiu o espectáculo “1001 Noites Irmã Santomense”. Isabel Mota, Ilhéu Portátil: É um projecto do Teatro Bando, e a Irmã de Santomense surge aqui um pouco da relação que eu tenho com São Tomé, do meu trabalho na Ilhéu do Portátil e nas questões da literatura para crianças e de ter um dia chegado ao Bando com o vídeo de uma actriz de santomense, a Dozia Cristo. Mostrei ao João Brites e ao João Neca o trabalho daquela actriz de santomense, estive-lhes a falar um bocadinho da língua, do Forro, da sonoridade que esta língua tem, que é tão bonita, e a lembrar também a relação que o Teatro Bando tem com São Tomé, com o Tchiloli, com o facto de já terem estado em São Tomé. Entretanto, O Bando convidou a Adozia a vir cá em Dezembro do ano passado para passar uma semana lá no Bando, para conhecer as pessoas, para eles a conhecerem, e no final dessa semana decidiram que iriam fazer o projecto As Mil e Uma Noites e a Irmã Santomense. Agora ela está, neste momento, no espaço d'O Bando a fazer ensaios para esta peça que vai estrear agora em Maio. RFI: O trabalho da Isabel não ficou por aí, fez questão de juntar outros nomes de São Tomé e Príncipe. Isabel Mota: De facto, eu entusiasmo-me um bocadinho. Quando o Miguel Jesus me pediu nomes de músicos, porque queria também aqui algumas referências de músicos ligados a São Tomé, eu falei-lhe de vários músicos, nomeadamente o Mick Trovoada e o DJ Marfox. O Miguel Jesus gostou bastante do trabalho deles e, portanto, falou também com eles. Eles aceitaram participar desta peça. O Mick Trovoada participa como intérprete e também toca música ao vivo, e tivemos a grande sorte de conseguir que o DJ Marfox tivesse disponibilidade para ir ao Bando, conhecer O Bando, e fez um tema para esta peça. RFI: Depois há também a vertente das artes plásticas de São Tomé. Isabel Mota: Sim, eu convidei-os a irem conhecer o trabalho de alguns artistas plásticos. Havia artistas com exposições em Lisboa, exactamente naquela altura em que andavam a fazer pesquisas e a tentar perceber qual seria o ambiente da peça e o que iria entrar na peça. Nessa altura, o Emerson Quinda tinha a sua primeira exposição individual em Lisboa, ali no Camões, no Marquês de Pombal. Então, lá foi o Emerson Quinda passar três dias ao Bando, onde esteve a desenhar, a trabalhar, a fazer as suas figuras, que depois a Clara e o João Brites e o Miguel Jesus adaptaram às três carroças que fazem parte do cenário desta peça e que foram construídas pelo João Brites e que agora vão ter desenhos e trabalhos do Emerson Quinda. O que faz com que neste momento já tenhamos o Emerson Quinda na parte visual plástica do cenário, o Mick Trovada e o DJ Marfox na música e a Adozia Cristo, que é uma actriz muito conhecida em São Tomé por uma personagem que ela criou que é a Saco de Boxe, como uma das protagonistas da peça. Miguel Jesus, encenador: O Bando começou uma tetralogia há cerca de quatro anos. São quatro espectáculos encenados por quatro encenadores diferentes, todos a partir do texto das Mil e Uma Noites, pensando que este texto permite várias abordagens, permite vários pontos de vista, várias leituras. Logo desde o início, o João Brites estabeleceu esta ideia de que cada espectáculo, para além da Xerazade e do Xariar, que são digamos os personagens pivô, os personagens centrais, cada um dos espectáculos teria uma irmã vinda de um país diferente. No sentido de dizer que as Mil e Uma Noites são um livro que faz parte do património da humanidade, não é específico da cultura persa ou da cultura árabe, é de toda a humanidade e portanto pode ser adequado a qualquer contexto e nós podemos e temos irmãs teatrais em todos os cantos do mundo. Isto levou a que O Bando em 2023 trabalhasse com uma actriz de origem iraniana, num espectáculo que se chamava Irmã Persa, dirigido pela Susana Branco, que estabelecia um pouco o início da narrativa, o porquê do Xariar todas as noites escolher uma mulher para ter relações e depois de manhã mandá-la matar. Depois, no ano seguinte, o segundo espectáculo foi encenado pelo João Brites em conjunto com a Olga Roriz, com uma actriz vinda da Palestina, a Maria Dali, que por acaso vai estar agora no Bando a fazer uma residência artística para apresentar um outro trabalho. E o ano passado, em 2025, o João Neca dirigiu a Irmã Mapuche, com uma actriz e música e um actor músico vindo de uma zona do Uruguai, mas em que ela tem ainda origens também do povo Mapuche de cultura indígena. E este ano estamos aqui com a nossa Irmã Santomense. Irmã Santomense porquê? Porque estamos a trabalhar com a actriz Adozia Cristo, conhecida em São Tomé sobretudo como Saco de Boxe, uma personagem famosa, que ficou conhecida num programa televisivo de comédia. A vinda da Adozia trouxe-nos também ao encontro com outros artistas de São Tomé, portanto tivemos a sorte de poder ter connosco Emerson Quinda a fazer algumas pinturas, temos a sorte de ter connosco o músico Mick Trovoada, que apesar de não ser de São Tomé, ser angolano, tem forte influência e forte conhecimento daquilo que é também a música e os ritmos das danças de São Tomé. Portanto estamos aqui influenciados por uma diversidade de pessoas, de conhecimento, de cores, de ritmos, de texturas, que queremos que permeabilizem estas 1001 noites tão específicas, em que neste espectáculo, para além de ser a Irmã Santomense, é também o encerrar desta tetralogia. Portanto, agora temos mesmo de arranjar uma solução para o que é que se faz à Xerazade e ao Xariar. RFI: Adozia Cristo, o que é que, enquanto actriz, traz de São Tomé e Príncipe para esta peça? Traz a língua? O que é que traz? Adozia Cristo: Eu trago São Tomé e Príncipe. Trago a bandeira de São Tomé e Príncipe, a língua, os objectos, na peça há passagens em que eu falo o crioulo-forro, o crioulo de São Tomé, há objectos que nós vamos usar numa cena que são objectos que vêm de São Tomé, há gastronomia porque fala-se dos pratos típicos de São Tomé, a música de São Tomé, tem a dança, nós depois vamos dançar, dança de São Tomé, e também os nomes mais conhecidos das pessoas, principalmente as pessoas mais idosas de São Tomé, então, é muita coisa de São Tomé que está no espectáculo, a Irmã Santomense. RFI: E, enquanto actriz, como é que está a ser o trabalho com os outros atores que não são santomenses? Adozia Cristo: É fixe! As técnicas parecem semelhantes, mas não são. Então, há sempre uma troca. Eu, de alguma forma, transmito alguma coisa que é de lá e também aprendo muito com eles. Estou a trabalhar com encenadores, com atores formados. Então, está a ser bastante bom. RFI: O Mick Trovoada é um homem mais da música, mas aqui assume o papel de actor. Como é que foi abraçar esta experiência? Mick Trovoada: Fui convidado pelo Bando, através de uma terceira pessoa que está ligada a São Tomé, que é Isabel Mota. Fizeram essa ponte e eu vim cá com todo o gosto e com todo o prazer dar o meu contributo e também poder aprender, que é uma das coisas que eu abraço e que me leva por todo o mundo, a vontade de aprender e querer fazer coisas diferentes e que me enriquecem. RFI: Com a vontade de fazer coisas diferentes, aqui sobe ao palco na peça 1001 Noites Irmã Santomense. Mas depois há também o lado mais conhecido do MicK Trovoada, como é que foi trabalhar o som, a música para esta peça? Mick Trovoada: Durante o espectáculo há muitas 'nuances'. Portanto, procurei trazer esse lado de São Tomé, que eu também carrego em mim, e tentei transportar também um pouco da minha experiência do lado da música de São Tomé e Príncipe para aqui. Mas também trazer uma inovação, porque nós estamos constantemente a aprender e constantemente a absorver diversas sonoridades. Então, tentei trazer para aqui também outras sonoridades. Em São Tomé não se utiliza o steel drum, não se utiliza a kalimba, a sazula, mas eu tentei transportar também esses sons para aqui e eu penso que estão a se adaptar bem. Para além destes sons, vou criando também outras atmosferas que se enquadrem com o projecto. RFI: Tudo isso é apresentado ao vivo? Mick Trovoada: Sim, sim, sim! Os sons todos que eu faço são todos ao vivo, na hora, no momento. Não há inteligência artificial nem nada nisso. RFI: Voltamos a falar com Miguel Jesus… Miguel, então, para quem tiver a hipótese de ver este espectáculo, o que é que podes esperar? Miguel Jesus: Eu gostava que quem viesse ver este espectáculo, aquilo que viesse à espera, não encontrasse, mas que encontrasse aquilo que não estava à espera e que também gostaria. Quer dizer, nós estamos a tentar fazer um espectáculo que brinque também com esta ideia de teatro popular, de teatro na rua, um pouco influenciados naturalmente por aquilo que é o Tchiloli. Nós não estamos a fazer Tchiloli, nem nos compete e não sabemos, mas influenciados um pouco por aquilo que é a herança cultural e artística que o Tchiloli representa, das pessoas irem para o meio dos pátios, para os quintais, das casas, de fazerem desses espaços lugares de festa e de celebração e, ao mesmo tempo, também de ritual e de purga social. O espectáculo tenta, a partir de alguns dos contos das Mil e Uma Noites, a partir de algumas das histórias lá presentes, recuperar um bocadinho essa lógica, também ela festiva. E, portanto, nesta dramaturgia específica, estas personagens que o espectador é levado a conhecer são uma espécie de salto em bancos, uma trupe circense, se quisermos, que partiu em caravana e parou ali para passar a noite. E tem um rei, o seu pequeno tirano doméstico, que é o Xariar, sobre o qual eles estão a tentar inverter a ordem do poder, ou, pelo menos, tentar delapidá-la ligeiramente. Mas, também porque a nossa maneira de falar sobre as situações que todos estamos a viver, a situação que se passa no mundo, os líderes que estão presentes hoje em dia, a nossa maneira também é falar desta maneira um pouco jocosa, um pouco irónica, grotesca, às vezes exagerada, desbragada. Portanto, é um espectáculo em que as pessoas são convidadas a partilhar desse encontro, a céu aberto. É um espectáculo ao ar livre, em que as pessoas podem, à entrada para o espectáculo, comprar comida, porque faz parte do espectáculo, as pessoas poderem comer durante o espectáculo também, é parte da dramaturgia, portanto, é estarem disponíveis para uma linguagem de uma natureza distinta daquilo que é mais convencional em teatro e poderem tanto aprender a rir como aprender a chorar. Aprender todos sabemos, mas poder exercitar novamente. Porquê rir? Porquê chorar? E como? RFI: Enquanto encenador, qual foi o grande desafio? Miguel Jesus: Um dos grandes desafios foi unir todas estas sensibilidades diferentes. Temos aqui atores e actrizes com muita experiência, alguns deles aqui da malta mais do Bando, que está cá todos os dias, trabalham juntos já há alguns anos e, portanto, há uma espécie de códigos e de vocabulário partilhado e que, de repente, naturalmente, a Aduzir, o Mick, não o partilham tanto. E também há alguns atores muito novos aqui no bando. É um elenco com pessoas que vêm de vários quadrantes e com várias naturezas distintas. Isso é um desafio sempre prazeroso, encontrar a forma do espectáculo também corresponder àquilo que é a energia e vitalidade de cada um, sem uma espécie de uma receita estilística, mas, ao mesmo tempo, criando algum entendimento e alguns pontos de contacto. Quer dizer, estamos a fazer um espectáculo uno artisticamente. Para além disso, há aqui um desafio grande, que é: como dizer isto hoje e porquê? E, realmente, aí surgiram-nos algumas perguntas que nos ajudaram a esclarecer. Porque é fácil também cair numa representação das 1001 Noites em que, naturalmente, vamos a um Xariar misógino, opressivo, que resolve as coisas pela força, que já manda matar. Portanto, um criminoso que, facilmente, nós tornamos plano, por descrédito, e é uma Xerazade que é uma heroína, que quer salvar o povo, que se sacrifica em prol dos outros, que consegue seduzi-lo pela inteligência e que, portanto, que, também facilmente, também fica plana pela sua superioridade moral, até se quisermos. Portanto, um dos grandes desafios foi nós dizermos não, quer dizer, Xariare somos nós todos e Xerazades, quando correm bem, também. Portanto, o próprio espectáculo, se nos correr bem, tenta colocar o espectador face à decisão de, e tu, se tiveres possibilidade de fazer um bocadinho mal, fazes esse mal ou não fazes? Se tiveres a oportunidade de te vingar de alguma coisa, vingas-te? E, se te vingas, porquê? E, se não te vingas, porquê? Ou porquê não? Porque os Xariares somos nós, assim como Xerazade também somos nós. Há um pequeno tiraninho que vive junto do coração de todos.
Alberto de Oliveira Martins foi um anónimo que se deixou levar pelos ventos da história e que, no final da sua vida, decidiu contar o que viveu com a ajuda de uma velha máquina de escrever que o filho lhe ofereceu. Alberto nasceu em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial, viveu a chegada da ditadura, combateu o franquismo na guerra civil de Espanha, foi preso num campo de internamento em França na Segunda Guerra Mundial e esteve detido nas prisões salazaristas em Portugal. Tudo isso escreveu nas suas memórias no final dos anos 80. Quarenta anos depois, o seu filho, Joaquim, partilhou o texto com o historiador Victor Pereira que foi à procura dos rastos desta história invulgar. O resultado é um livro intitulado “Les Carnets d'Alberto. De Porto à la guerre d'Espagne” [“Os Cadernos de Alberto. Do Porto à Guerra de Espanha”] que vai ser publicado em Maio em França, pela editora Chandeigne & Lima, e sobre o qual estivemos à conversa com Victor Pereira. RFI: Do que fala o livro “Les Carnets d'Alberto. De Porto à la guerre d'Espagne” ? Victor Pereira, Autor e historiador: “Há mais de um ano, Joaquim de Oliveira Martins veio ter comigo dizendo que o pai tinha combatido durante a Guerra de Espanha e que tinha combatido na coluna Durruti, uma coluna dirigida pelo próprio Durruti, que foi um dos mais célebres anarquistas espanhóis. Disse-me que o pai dele tinha combatido lá e que no fim da vida, isto é, no fim dos anos 80, ele tinha escrito não propriamente um livro, mas umas Memórias que, depois, ele me emprestou para eu ler. É um relato fantástico de uma vida que começa em 1915 no Porto e cujas Memórias acabam em 1943,1944, quando regressa a Portugal. O que eu fiz foi convencer - e não foi muito difícil -a Anne Lima da editora Chandeigne & Lima para publicar este texto, que é inédito e há muito poucas obras sobre a participação de portugueses na Guerra de Espanha. O que eu fiz foi ir aos arquivos em Portugal, em Espanha e em França para tentar encontrar rastos da vida dele, pensando que ele tinha vivido várias aventuras pouco comuns. Encontrei documentos, nomeadamente no Arquivo da Guerra Civil de Espanha, em Salamanca, e fui encontrando várias coisas sobre ele. Muitas vezes, eram coisas que não parecem importantes, como recibos de consulados portugueses em Espanha, e fui conseguindo conferir o que ele dizia porque ele escreveu 40, 50 anos depois e a memória distorce um pouco os eventos. Então, o livro é feito das memórias dele e de uma introdução minha que é bastante longa que é uma introdução biográfica com o que eu consegui encontrar nos arquivos nos vários países para compreender o percurso pouco comum dele.” Há dois textos no mesmo livro: o texto de Alberto de Oliveira Martins, que ele escreveu como testemunho autobiográfico, e a investigação do historiador Vítor Pereira sobre este anónimo... “É isso mesmo. São dois textos. Começa com o meu, mais ou menos 200 páginas, baseado no texto dele, nos arquivos, nas memórias de pessoas que combateram na Guerra de Espanha. Ele combateu numa frente em Aragão, com milicianos que vinham de Barcelona. Li muitas coisas sobre esse combate à volta de Saragoça, onde ele esteve mais. Depois, ele tem o que aconteceu com milhares de espanhóis quando os republicanos foram perdendo a guerra e houve a Retirada, isto é, a entrada de 475.000 pessoas que atravessaram a fronteira entre a Catalunha espanhola e a francesa. Ele faz parte desse milhares de pessoas e é internado num campo de internamento em França. Depois regressa a Portugal e é preso no Aljube. Então, eu vou também contando a história dele, a história de outras pessoas, nomeadamente portugueses, que combateram na Guerra de Espanha e também das pessoas que foram presas durante os anos 1940, 41 em Portugal - no Aljube e em Caxias. Depois, há o texto dele, que começa na infância até quando ele tem mais ou menos 30 anos.” A história de Alberto de Oliveira Martins também ilustra um ângulo morto da História? A história dos portugueses que lutaram na guerra civil de Espanha não é uma história muito conhecida, pois não? “Não é muito conhecida. Foram menos de dez portugueses que escreveram sobre a guerra que eles fizeram e, muitas vezes, são Memórias muito politizadas, o que é bastante normal. Há Memórias de um comunista, há Memórias de um anarquista, alguns textos biográficos de pessoas republicanas. São pessoas mais cultas que contam isto do ponto de vista da mobilização política.” Pode dizer-nos nomes? “Por exemplo, o anarquista Manuel Firmo, o comunista Francisco Ferreira, o Jaime Cortesão, o Jaime de Morais. Foram textos que foram publicados desde os anos 70 até há pouco tempo, como o texto de Jaime de Morais que foi publicado pela Cristina Clímaco e Heloísa Paulo. Mas, no caso de Alberto, ele já está em Espanha e é bastante por acaso que ele vai começar a guerra. Então, ele não tem uma visão muito politizada e, por exemplo, quando se compara com outros textos de memórias de espanhóis, franceses ou de outras pessoas que combateram na guerra, eles têm uma visão muito ideológica. Alberto conta muito a vida quotidiana dos combatentes, o esforço para comer não muito mal, as brincadeiras entre soldados, como eles ouviam a rádio. É o relato da guerra por um homem, isto é, ele não faz um grande discurso sobre a guerra, ele conta o seu quotidiano de combatente. Então, são muito poucos os relatos [de portugueses] sobre esta guerra, ainda menos por pessoas não politizadas e que não estão a tentar legitimar o que eles fizeram ou não fizeram. É um relato do quotidiano.” Na introdução, o Victor Pereira escreve que “ele não parte para Espanha em nome de um ideal antifascista”, mas “é apanhado pela guerra quando já está em Espanha”. Por outro lado, quando está na guerra, ele não faz dos soldados heróis e até fala da confraternização com soldados do campo adversário. Isto vai ao encontro do que acaba de dizer, não é? “Sim, sim. Muitas vezes há muito essa imagem da Guerra de Espanha que foi uma guerra que mobilizou as opiniões públicas ocidentais em França, Portugal. Na minha introdução, falo sobre como é que a Guerra de Espanha também foi uma guerra quase interna a Portugal. Podemos realçar quando, em Julho de 1937, há uma tentativa de atentado a Salazar que falha e o objectivo das pessoas que tentaram matar Salazar era para tentar enfraquecer o campo nacionalista espanhol porque Salazar foi um grande apoio desde o início aos insurrectos espanhóis e a Franco. O Alberto de Oliveira Martins não tem essa visão politizada. Por exemplo, há uma parte onde ele escreve que quando começou a guerra civil, havia uma aldeia que estava do lado nacionalista e a aldeia ao lado estava do lado republicano e os combatentes dos dois lados conheciam-se pessoalmente. Por vezes, odiavam-se há vários anos, até há várias décadas, mas o que ele conta é que, por vezes, há jovens soldados que estavam muito perto uns dos outros e o que eles fizeram foram pactos dizendo: ‘Olha, não vamos matar ninguém. Vamos atirar para o ar. Assim, os nossos oficiais pensam que nós estamos a combater'. Às vezes, até falavam uns com os outros e faziam estes pactos de paz muito localizados. Isso não aparece tanto nos outros textos porque o que aparece é uma luta de vida e de morte entre o fascismo e antifascismo. Então, ele foca coisas que muitas vezes não são focadas nas memórias da Guerra de Espanha.” Mas de que lado lutou Alberto de Oliveira Martins? “No início, quando ele está em Espanha, ele não tem sorte, como aconteceu a milhares de pessoas. Ele encontra-se num comboio que vai até Saragoça. Saragoça foi tomada pelos militares rebeldes que depois vamos chamar os franquistas. Eles querem imobilizá-lo no campo dos franquistas e ele foge. Algumas semanas depois, ele encontra-se com o próprio Durruti, um dos chefes dos anarquistas que impediu os militares de tomarem o poder em Barcelona. Em 19 e 20 de Julho de 1936 há luta nas ruas de Barcelona, o Durruti e outros camaradas da CNT (do Movimento Anarquista) conseguem domar a tentativa de golpe de Estado e, a partir de 24 de Julho vão milhares de catalães e anarquistas até Saragoça para tentar libertar Saragoça, que tinha sido ocupado pelos militares. Ora, ele estava numa aldeia onde chega o Durruti e o Durruti dá-lhe uma arma e ele vai seguir e vai combater durante quase três anos. A coluna Durruti vai ser uma das mais conhecidas da guerra de Espanha e ele vai combater durante três anos em Aragão, depois na Catalunha. Como é um jovem de 1m80, bastante esperto, bastante ágil, que toda a gente considera que espanhol, ele vai participar em acções de sabotagem no curso de guerrilhas. Então, ele vai combatendo, ainda que ele não tenha ido para combater. Foi a guerra que foi ter com ele. Estando na guerra, ele combate até ao fim, até Janeiro de 1939.” Temos noção de quantos portugueses participaram nesta Guerra Civil Espanhola? “Isso é muito difícil. Há, desde os anos 80, alguns estudos, nomeadamente do César Oliveira, também de Cristina Clímaco sobre o exílio português em França e em Espanha. Há vários números, por vezes 500, vai subindo até 2.000, alguns estudos até falam em mais, e estou a falar do lado dos republicanos, aqueles que ajudaram a República espanhola a lutar contra as tropas franquistas. Muitas vezes fala-se em alguns milhares, 2.000, talvez mais. Um dos grandes problemas - como no caso do Alberto que nunca é referido como português e o nome dele aparece em castelhano nos arquivos - nas listas de nomes ninguém pode saber se são portugueses. Talvez muitos mais portugueses tenham combatido durante a Guerra de Espanha, mas eram considerados espanhóis e havia antes da guerra mais de 20.000 até 30.000 portugueses que estavam a trabalhar na Galiza, na Extremadura, na Andaluzia, sobretudo. Então, houve provavelmente muitos portugueses que combateram e nós não sabemos. Depois temos os portugueses que estão em Espanha, os voluntários que foram combater do lado do Franco. São os chamados ‘Viriatos' e na literatura histórica aparece que foram 8.000, 10.000, alguns até dizem 20.000. Há alguns anos, um militar português, Varela Gomes, disse que provavelmente não eram assim tantos, provavelmente eram 2.500. Por isso, o problema da quantificação é um problema ainda em aberto. Imagino que vão ser precisos muitos anos para saber melhor.” Falou na busca de de arquivos, na recolha de rastos, de memórias. Eu suponho que tenha sido um processo rico em surpresas. Como é que foi esse percurso que o levou a viajar entre a França, a Espanha e Portugal? “Então, foi como um detective, como um polícia. Eu tinha o texto dele, eu sabia que ele foi preso duas vezes nos anos 30, em Espanha, que foi expulso uma vez para Portugal em 1934. Eu sabia que ele tinha sido preso pela PVDE, isto é, a polícia política portuguesa antes da PIDE, e a partir daí fui procurando arquivos de documentação. O mais óbvio era o processo dele no arquivo da PIDE, na Torre do Tombo, em Lisboa, o que era um processo complicado no sentido que ele é preso quando regressa a Portugal em 1940 e, obviamente, ele não vai dizer a verdade à polícia política porque se dissesse a verdade seria enviado para o Tarrafal, o campo de internamento que foi criado em 1936 e para onde foram enviados opositores republicanos, opositores comunistas, anarquistas. A partir de 1930 e 1940, todos os portugueses que foram presos e que tinham combatido na Guerra de Espanha foram enviados para o Tarrafal em condições muito difíceis e alguns morreram em Cabo Verde. Então, obviamente que ele mente e, para mim, era uma fonte complicada, porque eu sei à partida que ele vai mentir. O que ele diz nas Memórias permite compreender isto. Depois, ele conta que em 1932 e 1936 ele vive em Espanha, faz uns biscates, vai mudando muitas vezes de sítio e isso foi uma missão que foi muito demorada. Vi toda a documentação sobre os consulados portugueses em Barcelona, em Sevilha, em Córdoba, em sítios onde eu sabia que ele tinha passado. Para mim, foi uma grande alegria quando, um dia, vendo um conjunto de recibos que eram as ajudas que os consulados portugueses davam a portugueses indigentes ou com poucos meios, reconheci a assinatura dele no recibo! Depois fui vendo vários recibos e, muitas vezes, eram recibos de cinco pesetas, 12 pesetas, o que era bastante pouco dinheiro, mas consegui saber onde ele estava e em que dia. Em Espanha, estive também no arquivo mais importante para qualquer historiador da Guerra Civil que é o Arquivo de Salamanca, que agora se chama o Centro de Documentação da Memória Histórica de Salamanca. O que se passou é que quando as tropas de Franco chegavam a uma cidade ou a uma aldeia, eles iam logo buscar os arquivos dos sindicatos, dos partidos políticos, das câmaras e quando as câmaras eram de esquerda, republicanas, ficavam com toda a documentação e depois enviavam para Salamanca. Em Salamanca, havia pessoas, muitas vezes militares e outros, que liam toda a documentação e faziam fichas: ‘um tal foi chefe do sindicato da CNT, outro foi socialista e foi presidente da Câmara tal, combateu em tal milícia'. Fizeram fichas que depois permitiam às forças de repressão do Franco encontrarem as pessoas quando estavam em Espanha, julgá-las, prendê-las e, às vezes, executִá-las. Nós não podemos esquecer que o Franco organizou uma repressão duríssima durante a guerra e, ainda depois da guerra, houve dezenas de milhares de espanhóis que foram mortos. Foi ali que encontrei, por exemplo, as notas da Coluna Durruti sobre os milicianos que eram pagos e encontrei várias vezes o nome dele [Alberto de Oliveira Martins]. Depois fui a Córdoba, onde ele tinha sido preso, fui a Valência e encontrei documentos, em alguns sítios não encontrei nada, mas pelo menos tentei. Ele também esteve em França num campo de internamento e, em França, encontrei algumas coisas sobre o internamento dele. Muitas vezes, quando se faz uma biografia, faz-se uma biografia de uma pessoa conhecida que deixa muitos documentos ou deixa muitos rastos. Neste caso, foi ter alguma imaginação para encontrar um rasto dele em documentos que podem parecer pouco importantes, mas que se tornaram muito importantes e pertinentes para compreender a trajectória dele.” Na introdução, fala sobre o texto como “raro e precioso”, “único” até. O que é que este relato de Alberto de Oliveira Martins tem de tão especial para o fascinar ao ponto de lhe dedicar vários meses de investigação? “Em primeiro, é que temos muito poucos relatos de portugueses que combateram na Guerra de Espanha, apesar da importância que foi a Guerra de Espanha e da importância que teve em Portugal. Só isto é importante. Depois, o Alberto de Oliveira Martins emigrou para Espanha e quase não conhecemos nada sobre a emigração dos portugueses em Espanha, quando os portugueses, eram 30.000 em 1930. Havia muita emigração temporária, sazonal, de pessoas do Alentejo, do Algarve, que iam para Espanha. É uma coisa que conhecemos muito mal. Ele também participou numa campanha das vindimas em França em 1934 e eu nunca tinha lido nada sobre portugueses em França nas vindimas. O que é muito importante é que, muitas vezes, quando conhecemos essa história dos emigrantes ou dos combatentes, muitas vezes temos a visão do Estado quando há pessoas que são presas, julgadas, temos relatos do polícia, do juiz, do cônsul. Para mim era muito rico porque era uma pessoa que falava da vida dele na primeira pessoa. Eu podia saber o que ele pensava, porque é que ele tinha feito isto, tinha feito aquilo. É o que nós chamamos, em História, a história dos subalternos, dos pobres, dos operários, das mulheres pobres, dos migrantes. Temos muito poucos relatos na primeira pessoa porque as pessoas não escrevem e muitas pessoas não sabiam escrever. Este é um caso raro de um português nascido em 1915, que emigra, que combate, que está em França no início da Segunda Guerra Mundial e que é um dos raros a escrever e nós conseguimos ter um rasto desse documento.” É resgatar a voz histórica de um anónimo? “Sim, ele é um anónimo e, muitas vezes, a História é feita com reis, rainhas, Salazar, Marcello Caetano, Mário Soares, Álvaro Cunhal. O que me interessou muito foi escrever a vida de um anónimo. Nas minhas próprias investigações sobre a emigração portuguesa em França, eu já tinha visto o nome dele numa lista que eu tinha encontrado no arquivo da PIDE sobre os portugueses presos que se encontravam em campos de concentração em França em 1940. Eu vi dezenas de nomes e quando comecei a leitura apercebi-me que esse nome me dizia qualquer coisa. Para mim é muito importante porque é um anónimo que fala na primeira pessoa. Não são outras pessoas que falam por ele, que escrevem sobre a vida dele. Por isso, foi muito importante para mim, para a editora e para o filho que me deu o texto que nós pudéssemos publicar o texto dele.”
Olá, Você está ouvindo o Espiadinha, o podcast que tem 70 câmeras e o Brasil tá vendo! Eu sou o Athilas, e hoje vamos comentar as novidades e tudo que está acontecendo no BBB 26, que além de Pipocas e Camarotes, agora temos Veteranos, os Ex-BBBs estão de volta, se você não quer perder nada dessa nova temporada do BBB, se inscreva no Espiadinha Podcast!Siga o Espiadinha nas redes sociais!Facebook: https://www.facebook.com/EspiadinhaPodcast/Instagram: https://instagram.com/espiadinhapodcast#BBB26 #BigBrotherBrasil26 Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Francisco Proença Garcia, professor universitário e investigador, acredita que o objetivo dos Estados Unidos é estrangular a economia do Irão, através dos ataques à infraestrutura energética do país.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Devocional Quaresma Os soldados do governador levaram Jesus para o pátio do palácio do governador e a tropa juntou-se toda em volta dele. Tiraram-lhe a roupa e cobriram-no com uma capa vermelha. Fizeram uma coroa de espinhos entrançados e puseram-lha na cabeça. Colocaram-lhe uma cana na mão direita e ajoelhavam-se diante dele, a fazer troça, dizendo: «Viva o rei dos judeus!» Cuspiam-lhe, tiravam-lhe a cana e davam-lhe com ela na cabeça. Depois de troçarem dele, tiraram-lhe a capa vermelha e tornaram a vestir-lhe a roupa. Por fim, levaram-no para o crucificarem. Mateus 27:27-31 Às vezes, precisamos apenas parar por um momento e deixar que a dura verdade penetre em nós. A passagem de hoje não requer explicações ou conclusões importantes. Ela requer uma reflexão profunda e sincera sobre tudo o que Jesus suportou por mim. Ela requer que eu não ignore a brutalidade daquele dia, há 2000 anos. Exige que eu permita que o Espírito Santo escave a dureza do meu coração. Cerca de 200 soldados reuniram-se em torno do Filho de Deus com o único objetivo de humilhá-Lo e torturá-Lo. Leste que eles O açoitaram? Não era um chicote comum. Pedaços de metal e ossos estavam presos a ele. Muitos criminosos condenados morreram ao serem açoitados, pois a sua carne foi literalmente rasgada em pedaços. Leste que eles O golpearam na cabeça repetidamente? Com um bastão. Na cabeça. Repetidamente. Leste que eles O ridicularizaram? Depois de O exibirem com uma túnica escarlate, colocaram uma coroa de espinhos na Sua cabeça. Gritaram palavras de ódio e cuspiram Nele. A passagem de hoje não requer explicações ou conclusões importantes. Requer uma reflexão profunda e sincera sobre tudo o que Cristo suportou por mim. A caminho de casa Será que me tornei indiferente na minha reflexão sobre o sofrimento de Cristo? Será que permito que o ódio e a dor daquele dia mudem quem eu sou e a quem pertenço hoje? Oração Senhor Jesus, não consigo compreender a tortura e a humilhação que passaste por mim. Mas o meu coração responde com gratidão. És perfeito e adorável. Amém. Neste tempo, abrando o passo. Escolho caminhar com Jesus, mesmo quando o caminho aperta. Escuto o que Ele diz. Observo o que Ele faz. Entrego-Lhe as minhas resistências e os meus medos. Pergunto: onde preciso de parar hoje para caminhar contigo? O que preciso de largar para Te seguir mais de perto?
Como padres e pastores fizeram da crença um grande negócio - Aline Câmara - Programa 20 Minutos
O Governo prepara-se para avançar com uma versão light da legislação laboral. É suficiente para acelerar o crescimento? O que pensam as grandes empresas? O secretário-geral da Business Roundtable Portugal veio ao Money, Money, Money responder a estas e outras perguntas. Este episódio teve moderação de João Silvestre, editor-executivo do Expresso, e contou com a participação de João Vieira Pereira, diretor do Expresso, e Pedro Gingeira do Nascimento, secretário-geral da Associação Business Roundtable Portugal. A edição esteve a cargo de João Martins.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Varal Celeste está no ar!E aí cruzeirense, tudo bem com vc?No episódio de hoje tivemos:URT x CruzeiroEscalação.Análise do jogo.Desempenho e evolução ausentes, mesmo com o Tite enxergando outra coisa.Espero que o Matheus Pereira tenha gastado a cota de jogo ruim.William fez uma boa partida e isso é algo positivo.Cruzeiro enfrenta o Pouso Alegre na semifinal.Trabalho da federação e sua arbitragem, por hora, é exclusivamente atrapalhar.Portais de notícias: Globo Esporte — Cruzeiro Deus me Dibre — Cruzeiro No Ataque — Cruzeiro Itatiaia — Cruzeiro O Tempo — Cruzeiro SamucaTV Central da Toca FB TVE aí, curtiu o episódio?Compartilhe com a galera!Se cuidem pessoal!Abraços!Redes sociais: Twitter pessoal: @VaralCeleste Instagram da coleção/podcast: @varalceleste
Mais um nome de uma criança na Argentina surreal! A saga da toalha, conhecido pelo jogo da apanhada, na final do CAN, tem novos desenvolvimentos. Pegaram fogo à estátua de Ronaldo na Madeira!
Olá, Ouvintes! Nessa semana Thiago Almeida, Jeffrey Haiduk, João Vinicius e Pedro Tanisho se reúnem para o nosso clássico programa dos games que completaram 30 anos! E dessa vez voltamos ao memorável ano de 1995!Ouça o programa e saiba como a gente brigava para conseguir alugar os melhores jogos na locadora. Entenda como foi viver o auge dos jogos de luta nos fliperamas. Descubra como a geração 16 bits ainda tinha muita lenha pra queimar. E descubra jogos pouco conhecidos mas que são uma pérola até hoje!
Sermão para a Festa da Epifania do SenhorPadre Luiz F. Pasquotto, IBP.Capela Nossa Senhora das Dores, DF.
Antigo Presidente do INEM, Miguel Soares Oliveira, considera que macas retidas nos hospitais prejudicam tempos de prestação de socorro. "Têm de adquirir macas suficientes para tempos de pico", sugere.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Olá, Ouvintes! Nessa semana Thiago Almeida, Jeffrey Haiduk e Carol "Chibi" Martins se reúnem para o nosso clássico programa dos filmes que completaram 30 anos! E dessa vez voltamos ao memorável ano de 1995!Ouça o programa e veja como ninguém liga para fidelidade histórica em filmes épicos. Saiba como o Batman sofreu nos anos 90. Aprenda que nem sempre uma adaptação de games precisa se levar a sério. E descubra por que Jim Carrey era um dos grandes nomes do cinema nos anos 90!
Eles Fizeram +R$ 10 Milhões Sem Lançamentos e Sem Aparecer o Tempo Todo | Kiwicast Mari Vabo e Arthur Weller, o casal por trás de uma operação de múltiplos 8 dígitos, desafiam a crença de que para ter sucesso no digital você precisa de ostentação, postagem diária e exposição constante. Neste episódio do Kiwicast, eles revelam o método que os tirou da instabilidade dos lançamentos fracassados e os levou a criar um negócio sólido com Conteúdo de Venda Automática (CVA). Descubra a mentalidade de "responsabilidade" que os impediu de desistir e a fórmula exata de 7 etapas para construir uma oferta irresistível, focando em vender mais e trabalhar menos. ___________________ O que você vai aprender: - Por que prosperar em casal, com propósito e sem negociar seus valores inegociáveis (como a família), é overdadeiro ímã de clientes no digital.- A hierarquia estratégica que separa o amador do empresário e onde a maioria dos experts para de crescer.- Como produzir um único conteúdo de alta conversão para direcionar tráfego e parar de perder tempo postando todosos dias.- As 7 etapas exatas do CVA, incluindo a identificação das dores implícitas , a extrapolação do desejo e o conceito de "No-Brainer Offer" (oferta irrecusável).- Por que você precisa ser contra algo (ter um lado do muro) para ser um expert de alto padrão e a importância da confiança pessoal para atrair estrategistas.E muito mais!Aprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify
Neste episódio do Alta Definição, Paulo Raimundo é entrevistado por Daniel Oliveira, numa conversa que percorre a sua trajetória pessoal e profissional, desde a infância marcada por dificuldades económicas até à liderança política. O líder do Partido Comunista Português (PCP) partilha memórias familiares, experiências de trabalho, reflexões sobre educação, valores e desafios da vida quotidiana. Aborda ainda o impacto da sua atividade política na família, a importância da autenticidade e da luta coletiva, e destaca episódios marcantes que moldaram o seu percurso, fazendo a sua análise da realidade social portuguesa. * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa ----O link para o estatudo editorial do Expresso: https://expresso.pt/sobre/estatuto-editorial/2020-01-20-estatuto-editorial-3c79f4ec O link para o estatudo editorial da SIC Notícias: https://sicnoticias.pt/institucional/2013-12-27-estatuto-editorial-sic-noticias-e84e2755 See omnystudio.com/listener for privacy information.
Qual maratona eu sonho em fazer e outras respostas a um monte de perguntas que me fizeram.Assine a nossa newsletter e fique sempre bem informado - https://corridanoar.com/newsletter O Corrida no Ar News é produzido diariamente e postado por volta das 6 da manhã.#corrida #corridaderuabrasil #cnanews #criadorporesporte #corridaderua #maratona
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o radialista e diretor da Rádio Comercial Pedro Ribeiro reflete sobre o futuro da rádio e os seus desafios e perigos, dá conta de como encara as vãs glórias de quem é distinguido com “bugigangas” douradas, revela alguns dos seus atuais pequenos grandes prazeres e os momentos que o inquietam ou deixam mais vulnerável. E partilha ainda algumas das músicas que o acompanham, lê um excerto de um poema de Sophia e deixa sugestões de vários podcasts para ouvir. Boas escutas! Escolhas musicais: "Diariamente" - Marisa Monte "Being Boring" - Pet Shop Boys "Recantiga" - Miguel Araújo "Everybody´s free (to wear sunscreen)" - Buz Luhrmann Leitura: Sophia de Mello Breyner Andressen, in Contos Exemplares Sugestões de podcasts: "All there is" - Anderson Cooper "Comissão Política" - Expresso "Modern Love" - NYT "Histórias de Lisboa" - de Miguel Franco de Andrade "A eleição mais louca de sempre" - ObservadorSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (13/10/2025): Militares do Exército fizeram obras de terraplenagem para facilitar a instalação do acampamento golpista na frente do QG em Brasília, no fim de 2022, após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições. A movimentação de uma retroescavadeira e de um caminhão da Força foi registrada em vídeos obtidos por Aguirre Talento. A informação ainda não havia aparecido nas investigações do caso. Os registros, feitos pelo jornalista Wellington Macedo, integrante do acampamento e preso preventivamente por ordem do STF, indicam que os militares tiveram participação mais ativa no acampamento do que mostraram as investigações da Polícia Federal. Procurado, o Exército afirmou que a ação foi necessária para realizar a manutenção do local e corrigir o acúmulo de lama. E mais: Economia: Dívidas e crise fiscal deixam economia global em alerta Internacional: Hamas exige soltura de líderes horas antes de iniciar libertação de reféns Metrópole: Plano Clima desagrada ao agro e cria mais tensão pré-COPSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Aprenda essas estratégias para começar a faturar milhões no digital como ele | KiwicastO Renan Felipe trocou a estabilidade do CLT para começar um negócio digital e, em um ano e meio de mercado, já faturou R$ 4 milhões de reais.O que ele fez para ganhar dinheiro tão rápido? Neste Kiwicast, ele revela como escrever uma copy persuasiva, estruturar um criativo atrativo e estratégias de tráfego pago para impulsionar resultados e faturar milhões.------------------O que você vai aprender:Ele usou 10 criativos para escalar vendasComece a estruturar um criativo seguindo esses passosO que é criativo UGC e como aplicar na sua operaçãoComo conhecer o seu públicoAcertando o copywriting de um criativo campeãoEle formata as páginas de vendas com essas estratégiasMétricas e estratégias de tráfego pago que geram resultadosE muito mais!Aprenda com quem vive isso na prática. Dá o play e depois comenta aqui: qual foi o melhor insight que você tirou deste episódio?Nosso Instagram é @Kiwify
Se muitos de nós havíamos reclamado (com razão) de um 2024 um tanto quanto fraco para lançamentos de horror, 2025 tem sido generoso até demais. Depois da fortíssima estreia de Faça Ela Voltar (não no Brasil), chegou a vez de falarmos sobre A Hora do Mal, filme escrito e dirigido por Zach Cregger, de Noites Brutais/Barbarian. Partindo de uma estrutura não-linear e contado a partir da perspectiva de diferentes personagens, o filme acompanha o enigmático caso de 17 crianças de uma mesma sala de aula que simplesmente saíram de casa em uma madrugada e nunca mais voltaram. Em um estilo que o próprio diretor caracterizou como um “épico de horror”, A Hora do Mal aposta alto e discute várias temáticas pesadas e importantes. Mas será que o filme acerta em cheio seus principais temas ou trata-se apenas de mais um longa a usar o cansado estereótipo da velha bruxa que se apossa de almas? Coloque seu fone de ouvido para não ser possuído pela tia Gladys e dê play neste RdMCast que debate (literalmente) o mais novo grande lançamento do ano.O RdMCast é produzido e apresentado por: Thiago Natário, Gabriel Braga e Gabi Larocca.Apoie o RdM e receba recompensas exclusivas: https://apoia.se/rdmCITADOS NO PROGRAMA:Noites Brutais (2022)A Hora do Mal (2025)Citações off topic:Miss Março: A Garota da Capa (2009)Inventando Anna (2022)Ela e os Caras (2006)Ela é o Cara (2007)Magnólia (1999)Quatro Vezes Aquela Noite (1971)Rashomon (1950)EPISÓDIOS CITADOS:O QUE ACHAMOS | BODIES, BODIES, BODIES & BARBARIANRdMLive #34 – O QUE ACHAMOS | APARTAMENTO 7ARdMCast #514 – Faça Ela Voltar: o mais novo filme do ano?RdMCast #494 – O Macaco e a inevitabilidade da morteRdMCast #513 – franquia Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão PassadoRdMCast #429 – O Assassino e o horror em David FincherRdMCast #216 – Midsommar: O Mal Não Espera a Noite (?????)RdMCast #507 – Pecadores: o filme do ano?RdMCast #490 – Isso deu um remake: LobisomemRdMCast #470 – Longlegs: Satanismo, bonecas e Nicolas CageRdMCast #479 – O horror do HagsploitationSiga o RdMYoutube: https://www.youtube.com/c/Rep%C3%BAblicadoMedoInstagram: @republicadomedoTwitter: @RdmcastEntre em contato através do: contato@republicadomedo.com.brLoja do RdMConheça nossos produtos: https://lojaflutuante.com.br/?produto=RdmPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram: @estudiogrimContato: contato@estudiogrim.com.br
Queda de avião faz 260 mortos. Foi o pior acidente do ano. Tudo por causa de dois interruptores. Quem os desligou? Este é o tema do 'Crime e Castigo' desta semana, um podcast de Paulo João Santos e Sérgio A. Vitorino, apresentado por Rita Fernandes Batista e editado por Catarina Ferreira.
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Jovens inconsequentes, um acidente terrível, alguém com sede de vingança e… um gancho. Em 1997, isso foi o suficiente para que um novo ícone dos slashers chegasse aos cinemas: Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado. Quase trinta anos depois, o filme rendeu mais duas produções, uma série de televisão e uma sequência legado que acabou de estrear nas telonas. Mas será que o pescador assassino ainda tem fôlego para sustentar uma nova história ou será que deveria ter aposentado sua capa de chuva? Para responder à essa pergunta, nossa bancada viaja até Southport, na Carolina do Norte, para revisitar a franquia, analisar seu mais novo filme e tentar descobrir o que diabos fizemos no verão passado. Venha com a gente por essa jornada nostálgica, tome cuidado na estrada e quando questionado por uma estação de rádio, se lembre: a capital do Brasil não é o Rio de Janeiro.O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabi Larocca, Thiago Natário e Gabriel Braga.Apoie o RdM e receba recompensas exclusivas: https://apoia.se/rdmCITADOS NO PROGRAMA:Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997)Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1998)Eu Sempre Vou Saber o que Vocês Fizeram no Verão Passado (2006)Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025)Citações off topic:O Mistério de Candyman (1992)Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (livro, 1973)O Quinteto (1994 – 2000)O Grande Amor de Nossas Vidas (1961)EPISÓDIOS CITADOS:RdMCast #281 – Franquia PânicoRdMCast #317 – O Horror depois de Pânico: Adolescentes nos anos 90RdMCast #286 – Embate Slasher Anos 90: Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado x Lenda UrbanaRdMCast #250 – a História do Horror SlasherRdMCast #364 – Cientologia: o culto sinistro de HollywoodRdMCast #296 – Franquia PremoniçãoRdMCast #511 – Round 6: desigualdade, natureza humana e batatinha fritaSiga o RdMYoutube: https://www.youtube.com/c/Rep%C3%BAblicadoMedoInstagram: @republicadomedoTwitter: @RdmcastEntre em contato através do: contato@republicadomedo.com.brLoja do RdMConheça nossos produtos: https://lojaflutuante.com.br/?produto=RdmPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram: @estudiogrimContato: contato@estudiogrim.com.br
Sabe quando um jogo é tão bom ou especial que ele te faz comprar um console inteiro (ou um PC)? Nesse episódio contamos nossas histórias de como alguns jogos fizeram a gente entrar no ecossistema inteiro de uma empresa. Confira!
Bem amigos do Pelada na Net, chegamos em definitivo para o programa 736! E hoje temos o Príncipe Vidane, Show do Vitinho e Maidana lamentando uma final entre europeus.E neste programa falamos sobre as semifinais da Copa de Mundo de Clubes nas quais o Fluminense terminou sua heroica jornada ao perder pro Chelsea e o Real Madrid foi obliterado por um Paris Saint-Germain avassalador. Também comentamos a tatuagem da maior fã do Thiago Galhardo, falamos sobre o suposto desejo do Flamengo de se desfazer de Pedro, debatemos a condenação fiscal de Carlo Ancelotti, além de muito mais!ORIGINAIS DO FUT - Acesse www.originaisdofut.com, use o cupom PELADA10 para 10% de desconto! E siga a @originaisdofut_ no instagramIRON STUDIOS - Com o cupom PELADA10 você tem 10% de desconto nas estátuas do Maradona e Anderson Silva!#MÃONÃOÉMAISMÃOsite https://peladananet.com.br | bsky @peladananet.com.br | twitter @PeladaNET | instagram @PeladaNaNet | grupo no telegram https://t.me/padegostosodemaisSiga os titulares:Maidana – Twitter / Instagram / BskyShow do Vitinho – Twitter / Instagram / BskyPríncipe Vidane – Twitter / Instagram / BskyProjetos paralelos:Dentro da Minha CabeçaReinaldo JaquelineFábrica de FilmesContribua com o Peladinha:Apoia.sePatreonChave pix: podcast@peladananet.com.brColaboradores de Junho/2025!Seguem os nomes de alguns dos queridos que colaboraram com ao menos R$5. Obrigado a todos! :)[...] Adryel Romeiro | Aline Aparecida Matias | Antonino Firmino Da Silva Neto | Arthur Meister Wistuba | Bruno Kellton | Bruno Marques Monteiro | Bruno Padula Morilla | Carlos Eduardo Ardigo | Daniel Pandeló Corrêa | Débora Mazetto | Elisnei Menezes De Oliveira | Evilasio Costa Junior | Fabio Simoes | Felipe Brasil | Felipe De Amorim Prestes | Gabriel Frizzo | Gabriel Lecomte | Gabriel Lopes Dos Santos | Gabriel Matte De Moura | George Alfradique | Gian Luca Barbosa Mainini | Guilherme Da Hora | Gustavo Henrique Rossini | Jailson Gomes | João Pedro Machareth | Luan Germano | Luca Vianna | Lucas De Oliveira Andrade | Marcelo São Martinho Cabral | Marcio Leandro Lima Dos Santos | Marco Antônio Maassen Da Silva | Marianna Feitosa | Mario Peixoto | Matheus Andion De Souza Vitorino | Matheus Bezerra Lucas Bittencourt | Maxwell Dos Santos Nelle | Pedro Bonifácio | Pedro Henrique Tonetto Lopes | Rafael Manenti | Rafael Matis | Rainer Almeida | Raphael Piccoli | Raphael Pini Bubinick | Rodrigo Oliveira Porto | Stéfano Bellote | Thiago De Souza Cabral | Thiago Nogueira Marcal | Thomas Rodrigues | Tiago Weiss [...]Obrigado por acreditarem em nós!Comente!Envie sua cartinha via e-mail para podcast@peladananet.com.br e comente tanto no post do Instagram com a capa deste episódio quanto no Spotify (se batermos 50 comentários em cada, leremos comentrouxas no programa que vem)!
Eles são especialistas em criação de produtos e estratégias de vendas no digital, já faturaram R$ 40 milhões de reais e, neste episódio, revelam o método que utilizam para acelerar vendas e faturar alto no digital.-----------------O que você vai aprender:- Como criar produtos que vendem muito- O processo de aquecimento de audiência que eles utilizam- Como eles realizam lançamentos- A importância de ter um time comercial- O tipo de conteúdo que faz vender mais- Como atrair clientes para o seu funil de vendasE muito mais!Quer aprender com quem vive isso na prática? Dá o play e deixe nos comentários qual foi o seu maior insight desse bate-papo.Nosso Instagram é @Kiwify
Após uma festa, Tun, um jovem fotógrafo, e sua namorada, Jane, se envolvem em um trágico acidente de carro, deixando para trás uma garota ferida no meio da estrada. Algum tempo depois, eles tentam seguir com suas vidas, mas sombras misteriosas e rostos aterrorizantes passam a aparecer em nas fotos tiradas por Tun, revelando que você simplesmente não pode escapar do seu passado.Essa é premissa do filme tailandês Espíritos: A Morte Está ao seu Lado, dirigido pela dupla Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom. Lançado em 2004, o longa é uma das produções de horror mais famosas da Tailândia, traumatizando espectadores mundialmente e gerando 4 refilmagens.Mostrando que uma dor no pescoço pode ter explicações muito mais aterrorizantes, o filme abordou medos tecnológicos e a tradição de tentar capturar espíritos em fotografias. Pegue sua câmera, dê aquela boa alongada e venha com a gente desbravar esse clássico. O Cabana RdM começa agora.O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabi Larocca, Gabriel Braga e Thiago Natário.ARTE DA VITRINE: Estúdio GrimESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram @estudiogrimcontato@estudiogrim.com.brPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoSEJA UM(A) APOIADOR(A)Apoie o RdM a produzir mais conteúdo e ganhe recompensas exclusivas!Acesse: https://apoia.se/rdmConheça a Sala dos Apoiadores: https://republicadomedo.com.br/sala-dos-apoiadores/CITADOS NO PROGRAMAEspíritos: A Morte Está ao seu Lado (2004)off topicRing: O Chamado (1998)Ju-on: O Grito (2002)Imagens do Além (2008)EpisódiosRdMCast #322 – Embate Horror Japonês: O Chamado X O GritoRdMCast #502 – Franquia VHS: aliens, found footage e fitas amaldiçoadasRdMCast #286 – Embate Slasher Anos 90 – Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado x Lenda UrbanaTem algo para nos contar? Envie um e-mail!contato@republicadomedo.com.brTwitter: @RdMCastInstagram: Republica do Medo
Cris Értel, Peixe Aquático, Batata & Yuri Moraes são da Guarda Florestal .
Ele é especialista em dropshipping, cresceu em uma comunidade e, em dez anos trabalhando no digital, construiu um império de mais de R$ 15 milhões de reais faturados. CEO da Escola Independente, ele tem mais de 10 mil alunos e agora veio ensinar um pouco do que sabe no Kiwicast.O nome dele é Douglas Souza e ele conversou com a gente sobre:-Como identificar produtos promissores no dropshipping-Ele era um gerente de afiliados antes de mudar pro dropshipping-Por que ele escolheu o dropshipping?-Como fazer o cliente comprar de novo-Principais erros de quem começa no dropshipping -Ele explica as características de um produto escalável-Qual os passos da independência no digital-Estrutura de campanha de tráfego pago que ele usa-Orçamento inicial para começar no dropshippingE muito mais!Quer saber tudo o que o Douglas Souza disse pra gente?Dá o play no Kiwicast de hoje. E conta pra gente nos comentários o maior insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify
O Crédito do Trabalhador, lançado pelo governo Lula para trabalhadores celetistas, é um sucesso. Com menos burocracia e juros mais baixos, em apenas dois dias, o programa de empréstimo consignado fechou 11 mil contratos.Sonoras:
Google Maps will rename some iconic locations because the US government said so https://www.androidauthority.com/google-maps-name-changes-3520685/ minhas participações na BBC https://usina.com/minhas-participacoes-no-over-to-you-da-bbc/ Frankenstein, o filme (escrito e editado por mim) https://vimeo.com/932223938?share=copy (via ChatGPT) Pauli Exclusion Principle 100th anniversary https://chatgpt.com/share/6798cbdd-9518-8006-bfb8-a88ba908b953 The Scream https://en.wikipedia.org/wiki/The_Scream The quantum reason behind the solidity of matter https://bigthink.com/starts-with-a-bang/quantum-reason-solidity-matter/ The Pauli Exclusion Principle, 100 Years Later ... Read more The post há 100 anos descobrimos por que o mundo para em pé, vulcões que fizeram história appeared first on radinho de pilha.
Luz verde para 2025, podem atravessar, olhem para os dois lados, cabeça erguida, passos firmes. Todo 31 de dezembro fazemos isso. A série se aproxima com muitas ondas, rema, respira fundo e conta até 5 (ou 10!), a próxima será sempre melhor- ou não. Importa mesmo é não parar de remar, queixo na prancha, pés juntos, coração acelerado, fé onde quiser e pé na tábua. Aprendemos tudo de novo, igualzinho. A única formula que conhecemos é fazer com Amor, ou não fazer. Feliz 25 Boieiros!
AH-QUE-FESTA-DA-RIQUEZA-DIGITAL! O Bitcoin tá voando alto e a gente te explica porquê! Neste episódio, Nath Arcuri recebe o executivo de novos negócio do Mercado Bitcoin, Fabricio Tota, para desvendar os mistérios por trás da recente alta da moeda digital mais famosa do mundo. Prepare-se para entender as principais causas dessa disparada, quais as perspectivas para o futuro e como você pode aproveitar essa oportunidade. Dá o play aí que você vai receber dicas valiosíssimas! Esse programa foi transmitido na programação da rádio 89 em 25/11/2024
Este projeto é oferecido para você pela BRZ Insurance. Conheça mais: ( / brzahoraesbreezy ) Este projeto é oferecido para você pela KasaKon. Conheça mais: ( / kasakon.consorcios ) Nossa convidada de hoje é Priscila Cremon, nascida em Araraquara no interior de São Paulo. Em 2011, insatisfeita com seu trabalho e por estar sempre atenta à cultura americana, ela conheceu o programa de Au Pair através de uma amiga, se inscreveu e decidiu vir para Boston para se tornar babá de crianças. Hoje, Priscila já fundou sua própria empresa de financiamento e tem uma carreira de sucesso como Agente Financeiro Residencial, na indústria de Mortgage, onde ajuda brasileiros a se pré-qualificarem e financiarem suas casas próprias na América. Nesse episódio, Priscila divide dois fatores cruciais que a fizeram ter sucesso e vencer na América: Mentalidade e Fortalecimento Emocional. Ouça agora e compartilhe com um amigo que sonha construir uma vida nos EUA!