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Fabio Audioblog's Life - Podcast do Fabio
07 de Fevereiro de 2026 - Não sumi … eu estava vivendo! (Quando o silêncio também é construção)!

Fabio Audioblog's Life - Podcast do Fabio

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 25:24


Não sumi. Eu estava vivendo.(quando o silêncio também é construção)Tem fases em que a gente não some.A gente constrói.Constrói estúdio, projeto, identidade.Constrói maturidade, silêncio, escolhas.Constrói saúde, fé, limites — e paz.Esse podcast nunca foi só um podcast.É audioblog. É diário. É memória viva.É o lugar onde eu volto pra me ouvir e, quem sabe, ajudar alguém a se reconhecer também.Entre missas, academia, web rádio, curso jurídico, tecnologia, fé e vida real…eu sigo fazendo o que sempre fiz:vivendo com verdade, sem pedir licença pra ser quem sou.Quem gosta, fica.Quem não gosta, passa.Nem Jesus agradou todo mundo — e tá tudo bem.

Expresso - Expresso da Manhã
Tropa estava no nível “Solnado” depois da passagem da tempestade “Kristin”

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 15:03


Forças Armadas só na segunda-feira decretaram prontidão imediata. Uma semana depois do alerta vermelho da Proteção Civil, que pediu poucos meios aos militares na fase mais crítica. A prontidão não era o alfa e o ómega das Forças Armadas nos textos do espanhol Miguel Gila, interpretados por Raul Solnado. Também não foi agora quando o país descobriu que toda a ajuda era pouca. Do teatro de comédia para a vida real, uma muito triste coincidência. Os militares só entraram em alerta vermelho uma semana depois de todas as outras forças do sistema de Proteção Civil. Neste episódio, conversamos com o jornalista Vítor Matos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
“Democracia não é só o voto”: Raquel Varela sobre a 2.ª volta das presidenciais

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 16:43


A campanha para a segunda volta das presidenciais portuguesas termina esta sexta-feira, com um país dividido; entre a promessa de ordem e a defesa da democracia. A historiadora e investigadora, Raquel Varela, alerta para a ameaça representada por André Ventura, líder do partido de extrema-direita, critica a cumplicidade mediática e questiona o apoio da direita a António José Seguro, candidato apoiado pelo PS. Para a historiadora, o voto pode travar o pior, mas não cura a “pneumonia” do sistema. A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais termina esta sexta-feira, 6 de Fevereiro, e chega ao fim com um traço comum: falou-se menos de propostas e mais de um retrato do país. Nesta segunda volta, António José Seguro procurou apresentar-se como candidato da estabilidade institucional, enquanto André Ventura tentou ocupar o lugar do choque político. Pelo meio, o debate tornou-se mais emocional do que racional, mais centrado no medo e na raiva do que numa ideia clara do futuro. É a partir desse retrato que Raquel Varela, historiadora e investigadora, faz a sua leitura. “Eu acho que nós temos que fazer perguntas porque, normalmente, são muito melhores do que as respostas”, afirma, antes de justificar porquê. “Não devemos tentar respostas fáceis, não é? (…) às vezes é preciso fazer perguntas muito difíceis a nós próprios.” A pergunta que coloca, diz, é desconfortável e obriga a rever certezas: “Porque é que a maioria dos quadros de direita do país ou do centro direita, grande parte deles apoiam António José Seguro?” Raquel Varela sublinha que esta questão entra em choque com hipóteses que vinham a ser formuladas. “Isto é um contrassenso face àquilo que pessoas, como eu tinham dito há meses e há anos”, diz, referindo-se à ideia de que as classes dirigentes portuguesas estariam a apoiar “alguma solução de tipo fascista ou bonapartista”, isto é, “alguma forma de restrição dos direitos, liberdades e garantias”. E acrescenta, sem fugir à revisão: “Como é que eu posso responder a esta pergunta difícil (…) que me mobiliza também aquilo que eu pensava? Estava errada.” Para a historiadora, a própria análise política exige aceitar a possibilidade do erro: “Nós erramos em ciências sociais são apostas, são hipóteses.” A dúvida sobre a estratégia das classes dirigentes não altera, porém, a certeza sobre André Ventura. “Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas de que André Ventura representa uma ameaça à democracia”, afirma. E reforça a caracterização: “Mais do que uma ameaça à democracia, é um partido de caráter fascista.” Raquel Varela aponta ainda o que considera ser o início de um processo mais amplo: “É uma ameaça aos direitos do trabalho e a violência contra os imigrantes é só o início da violência contra os trabalhadores em geral”, referindo o caso norte-americano: “Como se viu com o ICE e a milícia de Donald Trump nos Estados Unidos.” Raquel Varela enquadra esse crescimento com uma crítica directa ao papel da comunicação social. “André Ventura tem sido levado ao colo por grande parte dos jornais que são detidos por empresas em Portugal”, afirma. E inclui também órgãos “dependentes do Estado”, como a televisão pública. A historiadora considera que isso é um tema interno da própria profissão: “Isso também é um debate a ter dentro do jornalismo em Portugal”, e acrescenta que o jornalismo vive “uma fase mais crítica (…) com menos capacidade de dar espaço ao dissenso.” Mas a questão decisiva, insiste, está no movimento defensivo das elites em direcção a António José Seguro. Raquel Varela descreve esse movimento como revelador. “Nós vimos agora (…) históricos da direita, do ultraliberalismo (…) e agora apoiam António José Seguro”, afirma. E dá exemplos: “Cavaco Silva apoia António José Seguro, Paulo Portas apoia António José Seguro.” A pergunta regressa: “Nós temos que perguntar porquê.” A resposta que formula, por agora, é que as classes dirigentes portuguesas “estão com enormes dificuldades em governar”. Esse medo, diz, é o medo de perder o controlo político do país. “Estas eleições revelam um grande medo das classes dirigentes perderem a mão”, afirma. E clarifica o sentido dessa expressão. “Não é perderem a mão no sentido de que vai haver um fascista a governar o país, é perderem a mão no sentido em que as classes trabalhadoras e médias perdem a paciência.” Para sustentar a leitura, Raquel Varela recorda um facto recente: um governo de direita “acabou de enfrentar uma greve geral com 3 milhões de trabalhadores”. A historiadora defende que o papel do Presidente da República não pode ser visto como decorativo num contexto destes. “Se nós temos na presidência da República alguém que não faz o contrapeso a isto, que não tem alguma capacidade de diálogo com o mundo do trabalho, nós podemos ter uma situação de tipo Donald Trump”, afirma. A comparação surge acompanhada de uma observação que, para si, revela o efeito paradoxal da radicalização do poder. “O Donald Trump fez mais pela greve geral nos Estados Unidos do que qualquer esquerda nos últimos 50 anos, porque hoje em dia fala-se em greve geral nos Estados Unidos.” A investigadora descreve o clima político como uma mobilização de afectos defensivos. “Estes afectos tristes que estão a ser mobilizados e que implicam muito medo”, diz, recuperando uma expressão do ensaísta Perry Anderson. E coloca a crise no centro do regime: “A crise de representação é das classes trabalhadoras médias e das classes dirigentes. Há uma rotura entre representantes e representados.” Para Raquel Varela, é essa rotura que explica por que razão uma campanha presidencial se transformou num confronto entre medos. Para tornar essa crise concreta, Raquel Varela recorda uma reportagem que fez esta semana em Leiria, Marinha Grande e Vieira de Leiria, depois de ventos ciclónicos terem destruído casas e infra-estruturas. A historiadora diz que a população queria ser ouvida. “Demos por nós com as pessoas a virem atrás de nós a dizer: ‘Eu quero falar'.” E as frases repetiam-se com força política. “Somos contribuintes, não somos cidadãos. Existem dois países, um país lá e nós aqui.” O “nós aqui”, sublinha, é “100 km de Lisboa” e não um lugar distante do mapa. Raquel Varela descreve o que considera ter sido “o colapso completo do Estado”. “Uma semana depois não havia sequer um sistema de construção público capaz de ter ido tapar os telhados das pessoas”, afirma. O detalhe que destaca é, para si, simbólico: “Estão a ser tapados com lonas, lonas da Iniciativa Liberal e do Chega, que é metafórico do que é que estes partidos da privatização têm a dizer às pessoas.” A falha, insiste, não foi falta de solidariedade, mas falta de capacidade material. “O que as pessoas precisam é de gruas, de guindastes, de camiões, de pedreiros, de eletricistas, de alta atenção, de respostas rápidas.” No mesmo terreno, diz, viu-se a fragilidade do populismo. “As pessoas desprezaram as políticas de André Ventura a distribuir garrafas de água”, observa. E percebeu que “isto não vai lá com comunicação.” A realidade expôs ainda um contraste decisivo em relação ao discurso anti-imigração. “Se não fossem os pedreiros brasileiros do Nepal e do Bangladesh nem lonas tinham conseguido pôr.” Uma senhora, conta, deixou uma frase que considera reveladora: “Quem está a votar no André Ventura devia ter vergonha.” E colocou uma pergunta que, para Raquel Varela, funciona como lição histórica: “Como é que vocês acham que a Alemanha e a Suíça foram reconstruídas depois da guerra? Não foi com imigrantes?” Raquel Varela aponta também responsabilidades aos partidos de esquerda. “Penso que há uma enorme responsabilidade nos partidos de esquerda que tiveram muito medo de ser radicais”, afirma. E explica o que entende por esse medo: “Tiveram muito medo de questionar o sistema, de questionar este balcão de negócios privados que é o estado.” Na sua leitura, a esquerda seguiu políticas que considera destrutivas. “Foram atrás das políticas da União Europeia de elevação da dívida pública, de destruição do emprego público e assistencialistas.” O resultado, diz, foi uma esquerda reduzida a uma diferença mínima. “A diferença hoje em dia entre a esquerda e a direita que teve no governo é se há mais ou menos assistencialismo. Isso não faz uma política de esquerda.” A faltarem dois dias para a segunda volta das eleições, Raquel Varela recusa a ideia de que a escolha resolva o problema. “Eu acho que sobreviveu uma vez mais”, afirma, referindo-se à democracia. E deixa claro o sentido de um voto em António José Seguro contra André Ventura. “Quem quer que vá votar a António José Seguro contra André Ventura tem que saber que está a votar para impedir André Ventura de chegar, não está a votar para criar um sistema político e social que nos impeça os André Venturas desta vida.” A metáfora final fecha a sua leitura: “É o idêntico a tomar uns antipiréticos numa pneumonia”, um gesto que pode ser necessário no imediato, mas que exige um passo seguinte: “ir rapidamente resolver o problema da pneumonia.”

Reportagem Observador
Mau tempo. "Ninguém estava preparado para uma situação destas"

Reportagem Observador

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 3:52


Em Leiria, começaram hoje a limpar os estragos causados pela tempestade e a recolher alimentos e produtos de higiene. Vários voluntários de outras zonas do país deslocaram-se até Leiria para reerguer a cidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Portuguese For Listening With Eli And Friends
Episode 268: Love Message Services

Portuguese For Listening With Eli And Friends

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 55:06


To book your conversation with Eli this very week, go to ⁠⁠⁠⁠https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/⁠⁠⁠⁠To support this podcast, consider leaving a review or making a donation (only if you can, and if you feel this podcast's helped you 

Homilias - IVE
”Os parentes de Jesus diziam que estava fora de si”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Jan 24, 2026 4:09


Homilia Padre Thiago Maia, IVE: Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 3,20-21Naquele tempo,Jesus voltou para casa com os discípulos.E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer.Quando souberam disso,os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo,porque diziam que estava fora de si.Palavra da Salvação.

Mix Tudo
21.01.26 - Onde você estava em 2016? (part. Christian Chávez)

Mix Tudo

Play Episode Listen Later Jan 21, 2026 33:26


Onde você estava em 2016 e o que mudou?

Mensagens do Meeting Point
11 criados em Cristo

Mensagens do Meeting Point

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 2:16


devocional Efésios Mas Deus, que é rico em misericórdia, mostrou por nós um grande amor. Estando nós mortos, por causa dos nossos delitos, ele deu-nos a vida juntamente com Cristo. É pela sua graça que estão salvos. Pois Deus ressuscitou-nos juntamente com Cristo Jesus e com ele nos fez tomar parte no seu reino celestial. Desta maneira, quis mostrar para sempre a todos os que hão de existir a imensa riqueza dos favores que nos concedeu por meio de Jesus Cristo. Efésios 2:4-7 Eu não merecia nada e Deus, “que é riquíssimo em misericórdia”, amou-me profundamente. Não desistiu de mim. Correu os quilómetros da minha desobediência até me encontrar. Não descansou enquanto não me apanhou. O “Seu muito amor” levou-O a não baixar os braços. Apesar de eu tresandar a rebeldia chamou-me para Si. Pagou, em Jesus, as minhas dívidas. Na cruz aliviou-me do peso insuportável que carregava na consciência. Derrotou com o Seu corpo o pecado que me escravizava. Lavou-me por dentro. Arejou-me a alma. Abriu-me a porta que eu próprio tinha fechado. O que eu pensava não ter solução foi por Ele definitivamente resolvido. Em Cristo, sou agora vitorioso. Ressuscitei “juntamente com Ele” e ganhei uma nova perspectiva da vida. Passei a ver as coisas segundo o Seu olhar e a caminhar pelos Seus pés. Estava longe de imaginar que teria, pela Sua exclusiva graça, o privilégio de pisar o céu. Até lá, enquanto estou deste lado da ressurreição, não me cansarei de anunciar o bem que me te feito continuamente. - Jónatas Figueiredo Oramos para que este tempo com Deus te encoraje e inspire. Dá a ti próprio espaço para processar as tuas notas e a tua oração e sai apenas quando te sentires preparado.

Homilias - IVE
”Todos ficaram admirados”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 5:05


Homilia Padre Gilberto Gaudino, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 1,21b-28Estando com seus discípulos em Cafarnaum,Jesus, num dia de sábado,entrou na sinagoga e começou a ensinar.Todos ficavam admirados com o seu ensinamento,pois ensinava como quem tem autoridade,não como os mestres da Lei.Estava então na sinagogaum homem possuído por um espírito mau.Ele gritou:"Que queres de nós, Jesus Nazareno?Vieste para nos destruir?Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus".Jesus o intimou: "Cala-te e sai dele!"Então o espírito mau sacudiu o homem com violência,deu um grande grito e saiu.E todos ficaram muito espantadose perguntavam uns aos outros: "O que é isto?Um ensinamento novo dado com autoridade:Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!"E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte,em toda a região da Galileia.Palavra da Salvação.

Palavra do Dia
Palavra do dia - Mc 1,21b-28 - 13/01/26

Palavra do Dia

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 5:14


21b Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24 "Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus". 25 Jesus o intimou: "Cala-te e sai dele!" 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: "O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!" 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

Doa a Quem Doer
“Enganou-me”: Maria Barroso de 91 anos estava acamada quando foi burlada por um GNR em 18 mil euros

Doa a Quem Doer

Play Episode Listen Later Jan 12, 2026 30:38


O ‘Doa a Quem Doer' desta semana revela o que as vítimas de Sérgio Ribeiro, o militar da GNR que burlou mais de 30 idosos, disseram sobre o criminoso. A mãe e o pai do militar, também envolvidos nas burlas, não aceitaram falar com a equipa do programa da CMTV.

Amorosidade Estrela da Manhã
É: “BATER À PORTA DE DEUS!”, E NÃO: “BATER A PORTA DE DEUS!”. O PIOR AINDA TALVEZ SEJA PERDER REPUTAÇÃO, POR NÃO CONSEGUIR ENGANÁ-LO, QUE ESTAVA SÓ TRABALHANDO NO CONTROLE DE QUALIDADE DE PORTAS

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 9, 2026 1:24


Mensagens do Meeting Point
04 criados em Cristo

Mensagens do Meeting Point

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 2:08


devocional Efésios Pelo sacrifício da sua morte fomos libertados e recebemos o perdão dos pecados, em virtude das riquezas da sua graça, que ele derramou abundantemente sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. Efésios 1.7-8 A minha vida sem Jesus continuaria um desconchavo. Não me canso de repetir para mim mesmo que foi graças a Ele que saí de um pântano interior. Jamais me desenvencilharia sozinho. Estava atolado até ao pescoço, pelo que acabaria mais tarde ou mais cedo por me afundar completamente. Só a minha impotência vinha ao de cima e isso sobrecarregava-me mais ainda. Era notoriamente incapaz de remediar a situação ou operar um volte face “à MacGyver”. Nem eu, nem outro mortal, me poderia safar de mim mesmo. O pecado socava-me por todos os lados e não me conseguia esquivar. Tanto odiava os vícios num determinado momento com os amava desalmadamente uns instantes depois. Um galopante remoinho sugava-me para o fundo. Valeu-me a mão poderosa de Cristo para ser resgatado. Na verdade, estendeu-me a vida por via da Sua morte. Pôs-me de bem com o Pai. Limpou as minhas dívidas. Perdoou-me sem apelo nem agravo. Aliviou-me para sempre. Retirou-me do trilho do pavor e ensinou-me o caminho do amor. N'Ele fui equipado para a vida, pois trajou-me, bem como a todos os que O seguem, com “sabedoria e prudência”. É com Cristo que enfrento o dia a dia sorrindo. - Jónatas Figueiredo Oramos para que este tempo com Deus te encoraje e inspire. Dá a ti próprio espaço para processar as tuas notas e a tua oração e sai apenas quando te sentires preparado.

Bispo Gerson Cardozo
NA CRIAÇÃO, A SABEDORIA JÁ ESTAVA LÁ.

Bispo Gerson Cardozo

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 38:17


NA CRIAÇÃO, A SABEDORIA JÁ ESTAVA LÁ. - LIVE 06/01/2026

Mensagens do Meeting Point
03 criados em Cristo

Mensagens do Meeting Point

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 1:53


devocional Efésios Ele destinou-nos para sermos seus filhos por meio de Cristo, conforme era seu desejo e vontade, para louvor da sua graça gloriosa que ele gratuitamente nos concedeu no seu amado Filho. Efésios 1.5-6 É impossível para mim ficar impassível diante dos actos de generosidade de Deus. Ao reflectir nos passos que sempre esteve disponível a dar na minha direcção comovo-me de alto a baixo. Arrepio-me dos pés à cabeça quando penso que me estendeu a mão a despeito do meu andrajoso estado espiritual. Ninguém, senão Ele, se compadeceria de mim, a ponto de me abraçar, perdoar e adoptar. Estava sem rumo e Deus, em Cristo, atraiu-me para o Seu colo. Vivia sem rei nem roque e n'Ele passei a ser filho do Rei. Tinha um dívida impagável que jamais conseguiria cobrir pelos meus próprios meios e Jesus saldou-a na cruz. O pecado pesava-me na alma todos os dias e Cristo aliviou-me, doando-Se no meu lugar, de uma assentada e para sempre. O preço da minha libertação foi tão extravagante como o amor de Deus por mim. A graça infindável de Deus permitiu que fosse integrado na Sua família. Por Cristo, tornei-me, imagine-se, agradável aos Seus olhos. Vivo, agora, alegremente, para Lhe obedecer dia sim, dia sim. - Jónatas Figueiredo Oramos para que este tempo com Deus te encoraje e inspire. Dá a ti próprio espaço para processar as tuas notas e a tua oração e sai apenas quando te sentires preparado.

Fluent Fiction - Catalan
Rekindling Bonds: A Warm Reunion in Barcelona's Winter

Fluent Fiction - Catalan

Play Episode Listen Later Jan 6, 2026 17:35 Transcription Available


Fluent Fiction - Catalan: Rekindling Bonds: A Warm Reunion in Barcelona's Winter Find the full episode transcript, vocabulary words, and more:fluentfiction.com/ca/episode/2026-01-06-08-38-20-ca Story Transcript:Ca: El vent fred de l'hivern bufava suaument pels estrets carrers del Barri Gòtic de Barcelona.En: The cold winter wind softly blew through the narrow streets of the Barri Gòtic in Barcelona.Ca: Tot i el fred exterior, la teteria "El Raconet de Te" irradiava calor i caliu.En: Despite the outside chill, the tea shop "El Raconet de Te" radiated warmth and coziness.Ca: Els clients seiem còmodament al voltant de les petites taules de fusta, gaudint de la dolçor dels pastissos i de l'aroma de tes variats.En: Customers sat comfortably around the small wooden tables, enjoying the sweetness of the cakes and the aroma of various teas.Ca: En un racó, es trobava una nena amb ulls brillants de record i nerviosisme: la Marina.En: In a corner, there was a girl with bright eyes full of memories and nervousness: Marina.Ca: Marina havia tornat de Londres després de mesos de viure a l'estranger.En: Marina had returned from London after months of living abroad.Ca: La ciutat havia canviat poc, però les seves relacions familiars, potser sí.En: The city had changed little, but her family relationships, perhaps they had.Ca: Pau, el seu germà, estava assegut davant seu, bevent poc-a-poc una tassa de te de canyella.En: Pau, her brother, sat across from her, slowly drinking a cup of cinnamon tea.Ca: Portava el pes de les responsabilitats familiars i, a vegades, es notava en el seu rostre.En: He carried the weight of family responsibilities, and sometimes it showed on his face.Ca: Al seu costat, Laia, la seva cosina, s'esforçava per mantenir un ambient agradable.En: Beside him, Laia, their cousin, was trying to keep a pleasant atmosphere.Ca: Laia volia que la família estigués unida i feliç, sobretot aquest dia de Reis.En: Laia wanted the family to be united and happy, especially on this Day of the Three Kings.Ca: La Marina mirava al seu voltant, recordant els moments passats amb la seva família, però un sentiment de distància li ennuvolava el cor.En: Marina looked around, remembering the moments spent with her family, but a feeling of distance clouded her heart.Ca: Volia recuperar el vincle amb en Pau, però no sabia com.En: She wanted to reconnect with Pau, but didn't know how.Ca: L'oportunitat arribà quan en Pau comentà, amb una veu una mica aspra, "Marina, vas marxar quan més et necessitàvem."En: The opportunity came when Pau commented, with a somewhat rough voice, "Marina, you left when we needed you most."Ca: Aquelles paraules punxaven com agulles, però eren necessàries.En: Those words stung like needles, but they were necessary.Ca: "Ho sé, Pau," respongué la Marina amb veu suau, "i em sap greu. Estava confusa, buscava alguna cosa més... però us vaig deixar."En: "I know, Pau," Marina replied softly, "and I'm sorry. I was confused, looking for something more... but I left you."Ca: En Pau abaixà la vista cap a la seva tassa, remenant lentament.En: Pau lowered his gaze to his cup, stirring slowly.Ca: "Han estat mesos difícils. Els nostres pares... la seva salut... i jo estava aquí."En: "They have been difficult months. Our parents... their health... and I was here."Ca: La Marina va sentir una onada de culpa i tristesa.En: Marina felt a wave of guilt and sadness.Ca: "No volia fer-te càrrec de tot, Pau. Tinc por que res sigui com abans."En: "I didn't want to leave you with everything, Pau. I'm afraid nothing will be like before."Ca: Laia s'interposà, col·locant una mà a l'espatlla de cadascun.En: Laia intervened, placing a hand on each of their shoulders.Ca: "Aquestes festes són de nous inicis. Parlem-ho, recomencem."En: "These holidays are for new beginnings. Let's talk, let's start again."Ca: Després d'un moment de silenci, en Pau somrigué bruscament.En: After a moment of silence, Pau suddenly smiled.Ca: "Potser podríem començar amb unes xocolatines de Reis."En: "Maybe we could start with some Three Kings chocolates."Ca: La seva veu era suau, com si hagués deixat pas a l'entesa.En: His voice was gentle, as if understanding had taken over.Ca: La Marina respirà profunda, alliberant-se del pes.En: Marina took a deep breath, freeing herself from the weight.Ca: "Sí. Ho vull de veritat."En: "Yes. I really want to."Ca: L'alegria de la reconciliació omplí la teteria, barrejant-se amb l'olor de les infusions.En: The joy of reconciliation filled the tea shop, mixing with the scent of the infusions.Ca: Més tard, el trio es dirigí als carrers plens per veure la cavalcada dels Reis.En: Later, the trio headed to the crowded streets to watch the Three Kings parade.Ca: Allà, mentre les carrosses passaven i la llum dels fanals titil·lava sobre les cares alegres dels infants, el vincle entre Marina, Pau i Laia era més fort que mai.En: There, while the floats passed by and the streetlights' glow flickered over the joyful faces of the children, the bond between Marina, Pau, and Laia was stronger than ever.Ca: La nit freda es transformà en una càlida promesa de nous inicis.En: The cold night transformed into a warm promise of new beginnings. Vocabulary Words:the chill: el fredthe warmth: la calorthe coziness: el caliuthe aroma: l'aromathe memories: els recordsthe nervousness: el nerviosismethe responsibilities: les responsabilitatsthe cousin: la cosinathe Three Kings: els Reisthe feeling: el sentimentthe opportunity: l'oportunitatthe voice: la veuthe needles: les agullesthe guilt: la culpathe sadness: la tristesathe holidays: les festesthe forgiveness: l'entesathe breath: la respiracióthe weight: el pesthe reconciliation: la reconciliacióthe scent: la olorthe infusions: les infusionsthe parade: la cavalcadathe floats: les carrossesthe streetlights: els fanalsthe glow: el titil·leigthe bond: el vinclethe night: la nitthe promise: la promesathe new beginnings: els nous inicis

Podcast : Escola do Amor Responde
3240# Escola do Amor Responde (no ar 05.01.2026)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jan 5, 2026 24:41


No programa de hoje, o professor Renato Cardoso recebeu o casal Jorge e Kelly que se conheceram por meio do aplicativo "Quero Te Conhecer".Após traição e divórcio, ambos passaram a frequentar a Terapia do AmorCasados há cerca de um mês, Kelly é do Pará, estado da região Norte do Brasil, e Jorge do Paraná, no Sul do País. Kelly foi casada por 2 anos e sofreu uma traição. Antes de conhecer o Jorge, ela já estava há 10 anos divorciada e tinha passado por outros relacionamentos que não deram certo. Jorge foi casado e também sofreu com uma traição. Estava sozinho havia 4 anos quando conheceu Kelly. Embora tivesse se relacionado após o divórcio, ele encerrou rapidamente esses breves namoros, pois não viu futuro neles.Ambos começaram a frequentar a Terapia do Amor e tomaram uma decisão em sua vidas.Conheça essa história!Bem-vindos à ⁠⁠⁠⁠Escola do Amor Responde⁠⁠⁠⁠, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. ⁠⁠⁠⁠Renato e Cristiane Cardoso⁠⁠⁠⁠, apresentadores da ⁠⁠⁠⁠Escolado Amor, na Record TV,⁠⁠⁠⁠ e autores de ⁠⁠⁠⁠Casamento Blindado e Namoro Blindado⁠⁠⁠⁠, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo siteEscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes

Noticiário Nacional
08h Militar da GNR que estava barricado já se entregou

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 12:59


Amorosidade Estrela da Manhã
SE DIZEM QUE O TEMPO NÃO EXISTE, E TAMBÉM DIZEM QUE O TEMPO É RELATIVO, ENTÃO NÃO DÁ PARA SE TER CERTEZA DE NADA, POIS TALVEZ O TEMPO PERCEBIDO POR UM SEJA COM BASE NO MAYA AO QUAL ESTÁ, OU ESTAVA...

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 28, 2025 15:58


Expresso - Blitz Posto Emissor
Os mais ouvidos de 2025, com Mickael Carreira: “Estava a voltar de um concerto, parei e comprei um ramo de flores. Porque ela merece: a Laura é uma mulher incrível e uma mãe do caraças”

Expresso - Blitz Posto Emissor

Play Episode Listen Later Dec 24, 2025 58:20


BBC Lê
'Nos reencontramos depois de 40 anos e o amor ainda estava lá': a comovente história de adolescentes separados após gravidez

BBC Lê

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 11:58


Kevin e Debi se apaixonaram quando era adolescentes, mas acabaram se separando. Eles precisaram esperar 40 anos para se reencontrar e conhecer a filha que tiveram.

BBC Lê
'Nos reencontramos depois de 40 anos e o amor ainda estava lá': a comovente história de adolescentes separados após gravidez

BBC Lê

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 11:58


Kevin e Debi se apaixonaram quando era adolescentes, mas acabaram se separando. Eles precisaram esperar 40 anos para se reencontrar e conhecer a filha que tiveram.

WGospel.com
Conheça a palavra preferida de Deus

WGospel.com

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 5:30


TEMPO DE REFLETIR 01618 – 19 de dezembro de 2025 Apocalipse 22:17 – O Espírito e a noiva dizem: Vem! E todo aquele que ouvir diga: Vem! Quem tiver sede venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida. De acordo com filólogos e gramáticos, a língua portuguesa tem aproximadamente 300 mil verbetes. Como Deus não está limitado a regras de semântica ou gramática, em Seu infinito vocabulário, qual seria a palavra favorita dEle? Sempre que a pronunciamos, essa palavra demonstra o interesse pelo bem-estar das pessoas, o desejo de ter sua companhia. Nós a dirigimos a quem duvida do nosso amor e acolhimento. É a palavra que Deus usa para aqueles que se recolhem em si mesmos com medo dEle. Essa palavra se repete três vezes no texto de hoje. Está apropriadamente inserida na conclusão do último livro; no último convite da Bíblia. É a palavra “vem”. Parece que Deus, no fim de tudo, antes de fechar o último texto e tudo o que os escritores da Bíblia tinham falado, disse a João: “Vamos abrir parênteses. Deixe-Me fazer um novo convite. Vamos dar mais uma chance para que decidam. Ainda há muitos indecisos. Deixe-Me insistir. Por isso, o Espírito e a noiva dizem: ‘Vem!' E todo aquele que ouve diga: ‘Vem!' Quem tiver sede, venha.” Essa era a palavra que estava constantemente nos lábios de Jesus: “Venham a Mim todos os que estão cansados e sobrecarregados” (Mt 11:28). “Venham, benditos de Meu Pai!” (Mt 25:34). Mas, apesar dessa insistência, Ele diz: “Quem quiser.” Não “quem entende”, “quem pode” ou “quem é digno”. Simplesmente quem quiser. No dia do funeral de Janete, Ted Kidd, o esposo, contou como haviam se conhecido. Ele tinha terminado antes que ela os estudos na faculdade e trabalhava numa cidade a centenas de quilômetros dali. Pareciam estar sempre em diferentes cidades, mesmo assim, já namoravam havia sete anos. Em cada Dia dos Namorados, Ted propunha o noivado, mas Janete dizia: “Não, ainda não.” Finalmente, ambos foram morar em Dallas. Ted estava no limite de sua paciência. Comprou um anel de noivado e convidou-a para jantar. Estava preparado para insistir na proposta. Outro “não” significaria que ele teria que decidir viver sem ela. Depois da sobremesa seria a hora. Reuniu toda a sua coragem, mas sabendo que Janete havia levado um presente para ele, decidiu esperar. “O que você trouxe?”, perguntou ele. Janete colocou nas mãos dele uma pequena caixa do tamanho de um livro. Ele abriu a caixa e desdobrou cuidadosamente o papel de seda. Dentro havia uma peça de bordado que Janete havia feito, com uma simples inscrição: “Sim.” Essa é a palavra que Deus anseia ouvir de cada um de nós. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Pai, a nossa resposta também é SIM. Toma conta de nossa mente, de nosso coração, de nossa vida. Por favor! Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Convidado
Secretário-geral do ANAMOLA: "é tempo de o Presidente procurar trabalhar mais e falar menos"

Convidado

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 23:25


A Rádio França Internacional recebeu nesta quinta-feira nos seus estúdios Messias Uarreno, secretário-geral do ANAMOLA, Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo, partido de oposição moçambicano fundado este ano e liderado por Venâncio Mondlane, responsável político que reclama a vitória nas presidenciais do ano passado e que liderou os protestos pós-eleitorais que marcaram os últimos meses de 2024 e o começo deste ano. De passagem por Paris onde efectuou uma série de contactos em nome do ANAMOLA, Messias Uarreno evocou com a RFI os desafios enfrentados por esta nova formação que se reivindica como um partido "jovem", a sua ideologia e seus projectos, o processo de diálogo inclusivo encaminhado pelo Presidente da República e algumas das problemáticas que afligem o país, nomeadamente o terrorismo no norte. RFI: O que é que veio cá fazer a Paris? Messias Uarreno: O ANAMOLA vem a Paris numa missão muito específica que é a busca da abertura e alargamento das suas parcerias, em particular diplomáticas, porque trata-se de um partido que tem uma visão bastante clara para o futuro de Moçambique e achamos que não podemos fazer um Moçambique sem os nossos grandes parceiros. E a França, como país, é a uma referência bastante importante. RFI: Esteve em contacto com que entidades ou pessoas aqui em França? Messias Uarreno: Algumas entidades tiveram contactos connosco e obviamente ainda há um certo receio de partilhar assim publicamente, mas a nível institucional nós estivemos já na Embaixada (de Moçambique em Paris), podemos ter uma conversa com o embaixador e a sua equipa, mas também algumas instituições ligadas aos Direitos Humanos ou outras ligadas à questão da democracia, que têm interesses específicos que, na sua maioria, são instituições que na verdade já trabalham connosco quando ainda nem partido éramos. E para nós interessa continuar a estreitar as nossas relações. RFI: O ANAMOLA é um partido jovem, um partido que apareceu recentemente durante este ano de 2025 e também o partido que se assume como um partido de jovens, formado essencialmente por jovens. Quais são os desafios que enfrenta um partido que está em plena formação? Messias Uarreno: Uma das questões que eu enquadro como um problema primário é a questão mesmo da formação de quadros. Nós temos jovens bastante motivados e, como sabe, o ANAMOLA é um partido de massas. É um partido em que não é só numa questão da acessibilidade na zona urbana, mas também na zona rural. Nós temos um grande apoio das nossas bases e, a cada dia, nós vamos conseguindo implantar mais o partido. No contexto em que o ANAMOLA surge, durante as manifestações pós-eleitorais, aquela crise vivenciada, o receio que nós temos é que esse ambiente possa se tornar cíclico. Então é necessário formar os nossos quadros do partido a compreenderem que o ANAMOLA é um partido democrático, é um partido que vem implantar mais paz, mais concordância entre os actores políticos no país e para membros que, por sua natureza, não têm um contacto, um conhecimento claro sobre essas matérias, é preciso nos focarmos numa formação, num acompanhamento, em capacitação contínua. Mas isto está relacionado também com recursos. Um partido tão jovem, tão novo, precisaria de muitos recursos para conseguir formar, do topo à base, os seus quadros a assumirem essa política com uma postura democrática no verdadeiro sentido da palavra, e não ser confundido com o que nós temos chamado aqui, entre aspas, de vândalos. Porque nós somos realmente aquilo que é a esperança do povo moçambicano. E isto tem que se revelar de dentro para fora. Então eu classificaria a questão da formação um grande desafio para nós. Agora, temos também outro desafio, não menos importante, que é a questão daquilo que é o espaço político, que é muita das vezes manipulado sob o ponto de vista de captura das instituições em Moçambique. E eu acredito nessa nossa luta, a luta que o Presidente Venâncio Mondlane muita das vezes tem levado nestes últimos tempos, a despartidarização das instituições do Estado, porque enquanto as instituições forem partidarizadas, a acção política torna-se fragilizada, não só para o ANAMOLA, mas para qualquer outro partido dentro de um determinado território. E em Moçambique, infelizmente, até hoje nós sentimos que há partidarização. Ela atingiu dimensões inaceitáveis e o Presidente Venâncio tem lutado para este desafio. RFI: Também falou dos desafios de um partido que acaba de aparecer. Um deles, lá está, mencionou-o, é a questão dos recursos. Como é que são financiados? Messias Uarreno: Até agora, a base de apoio do partido ANAMOLA é identificada em dois prismas. O primeiro é aquilo que nós chamamos de contribuição, outros chamariam de quotização. Mas os nossos membros, ao se filiar ao partido, eles contribuem com valores simbólicos e estes valores têm suportado até agora aquilo que são parte das nossas actividades, mas é preciso compreender que também nós temos simpatizantes. Temos pessoas que acreditam na causa e que vão fazendo algumas doações. E essas doações têm apoiado aquilo que é o grande número das nossas despesas. E, como sabe, tem muitas instituições que financiam partidos políticos. RFI: Quais são os vossos objectivos em termos concretos e imediatos? Messias Uarreno: São vários. Eu vou citar aqui assim alguns rapidamente. A primeira prioridade, para nós, está ligada neste exacto momento, após a criação do partido, à questão da nossa Constituição da República. Como sabe, o ANAMOLA submeteu um grande dossier de propostas de reformas de leis de Estado que visam eliminar a grande porta de entrada dos problemas que Moçambique vive. Porque já é costume as nossas eleições serem caracterizadas com aspectos que indicam claramente fraudes e nós podemos eliminar essas fragilidades a partir da lei. O ANAMOLA tem trabalhado neste aspecto. Agora, é preciso compreender que, como partido, nós temos um foco de organização a nível territorial para que possamos nos preparar para as eleições 2028 que são as autárquicas, e em 2029, que são as gerais e legislativas. Estas eleições são muito importantes para nós, como um partido recentemente criado, porque precisamos ocupar este espaço político e assumir o nosso projecto de governação. RFI: Outro dos objectivos tem a ver com o diálogo inclusivo que foi encaminhado este ano. O que é que pretendem fazer relativamente a este diálogo inclusivo? Messias Uarreno: Quando falamos de diálogo inclusivo em Moçambique, pessoalmente, como secretário-geral, eu tenho trazido aqui dois aspectos claros. Primeiro é que o ANAMOLA foi excluído do diálogo. E isto nós repudiamos desde o princípio. Fizemos o nosso TPC (Trabalho de Casa), que foi uma acção popular onde fomos recolher a real intenção das famílias moçambicanas para o nosso país, compilamos e fizemos a entrega recentemente à liderança da COTE (Comissão para o Diálogo Nacional Inclusivo). Eu acho que ainda temos tempo para que tanto os grandes parceiros que financiam a COTE e também os próprios membros da COTE, a nível nacional, possam reflectir sobre esta questão, sobre esta voz que não pára de ecoar sobre a inclusão da ANAMOLA. Porque nós somos o grande motivo para que fosse criado este diálogo. RFI: Relativamente ao estado do país, o Presidente Daniel Chapo fez uma comunicação sobre o estado da Nação. Ele disse que não foi possível fazer tanto quanto gostaria de ter feito, designadamente, por causa dos incidentes pós-eleitorais que marcaram não só o final do ano passado, como também o começo deste ano. O que é que tem a dizer quanto a isso? Messias Uarreno: Dificilmente confronto aquilo que são os posicionamentos do Presidente da República por uma questão mesmo de desgaste, desgaste como político, desgaste como académico, desgaste como jovem moçambicano. Porque ao avaliar só aquilo que é a actuação do Presidente da República Daniel neste período, vai constatar gastos excessivos em viagens com membros que seriam, na minha óptica e na nossa óptica, como partido, dispensáveis, e converter estes recursos em acções concretas para o país. Estes recursos poderiam ser utilizados neste período ainda para coisas como a melhoria da qualidade das nossas escolas, a colocação de medicamentos nos hospitais e materiais. Fiz recentemente uma visita a um hospital para ver as mães parturientes e vi uma situação deplorável, em que as parteiras até têm problemas de luvas. Coisas básicas. Portanto, custa-me acreditar que saiu da boca do Presidente da República uma abordagem semelhante de que teve dificuldades por causa desse aspecto. Mas eu acho que é tempo de o Presidente mudar de narrativa e procurar trabalhar mais e falar menos. RFI: Relativamente às problemáticas que existem em Moçambique, uma delas é a questão do terrorismo em Cabo Delgado. Como é que vê o tratamento dessa problemática? Já há mais de oito anos que estamos nesta situação em Cabo Delgado. Messias Uarreno: A primeira coisa que eu queria dizer sobre o terrorismo é que, como partido, nós lamentamos as grandes perdas humanas que nós temos e, mais do que isso, lamentamos também aquilo que é a interferência do terrorismo nos grandes investimentos que muitas instituições, ao exemplo da Total Energies, têm feito e eu acho que deveria também continuar a fazer é não recuar. Relativamente à questão do terrorismo em Moçambique, é uma questão que, a nível doméstico, nós poderíamos ter tratado, porque eu acredito que a nossa interferência interna, ela fala mais alto do que a interferência externa. Esta é a primeira opção que eu tenho sobre este aspecto, mas, no entanto, é de lamentar que o Governo do dia, nos discursos que podemos encontrar, diga que a situação está calma, que a situação está boa, que já não há terrorismo. São as últimas manchetes que nós vimos. Mas, em contrapartida, nós continuamos a receber, obviamente, evidências de que o terrorismo continua a assolar não só a Cabo Delgado, mas a tendência é para alastrar para a província de Nampula. E isto deixa realmente a desejar. Quando reparo para os grandes parceiros na área, por exemplo, de extracção em Cabo Delgado e eu acho que, como partido ANAMOLA, na nossa perspectiva, uma das grandes vontades seria manter uma abertura clara para os que já estão a trabalhar, mas também com a abordagem um pouco mais para o desenvolvimento local e devolver a estabilidade àquela região. RFI: Estas últimas semanas evocou-se a hipótese da Total retomar efectivamente as suas actividades em Cabo Delgado. Como é que vê esta perspectiva? Julga que não será prematuro, até porque a Total reclama uma série de novas condições para retomar as suas actividades. Messias Uarreno: Penso que, como investidor, é justo que reclame que hajam melhores condições para a sua actuação. Pessoalmente, eu acredito que numa visão política, um país precisa que os seus investimentos avancem e não que sejam interrompidos. E o retorno da Total poderia constituir a continuidade de um projecto importante para o país. As actividades não podem parar e nós temos que gerar alguma coisa para resolver problemas concretos que o país tem. Simplesmente impedir isso, seria adiar aquilo que são respostas que nós queremos com esses investimentos. RFI: Voltando agora à vida interna do partido, um dos desafios que têm enfrentado ultimamente é a saída já de alguns dos seus membros, em particular em Cabo Delgado. Como é que explica esta situação? O que eles alegam é que há falta de consideração pelos quadros dentro do partido. Messias Uarreno: Pessoalmente, recebi também no meu gabinete várias cartas. Não são assim tantas como a media também tem tentado propalar, mas eu acredito que para um partido em construção, para um partido bastante novo, são fenómenos a considerar como normais do ponto de vista de vida de um partido político. Qualquer partido político já teve dissidência, já teve renúncias e o ANAMOLA não pode ser uma excepção. É preciso também perceber que um partido que está a começar com uma força como a nossa é vítima, obviamente, de ataques de outras organizações políticas que têm interesse em ver reduzir do nosso esforço a nada. E, obviamente, maior parte dos membros que conseguiram fazer-se identificar como membros do ANAMOLA podem utilizar este caminho para desacreditar aquilo que é a coesão interna do nosso partido. Este é um dado. Outro dado muito importante é que, como humanos, algumas pessoas vêem o partido como uma forma ou um caminho para atingir objectivos pessoais. E eu vou lhe recordar uma coisa: o presidente Venâncio Mondlane é um indivíduo, um cidadão moçambicano que largou a maior parte dos seus benefícios como actor político moçambicano para abraçar uma causa que tem como foco responder aqui às necessidades do povo moçambicano, o que quer dizer que a disciplina interna, ela está caracterizada por indivíduos que vão trabalhar em prol do crescimento de um partido que vai responder às necessidades das famílias moçambicanas. Então, todo aquele que não está preparado para esta abordagem e pensa que o partido é um local onde vai resolver os seus problemas, como por exemplo, um cargo de chefia imediato, porque estamos agora em eleições internas a nível do distrito, obviamente encontra como uma forma de manifestação a saída do partido. E eu posso-lhe confirmar de que a maior parte dessas narrativas em Cabo Delgado e um pouco espalhadas pelo país estão relacionadas com esse aspecto. Não temos uma dissidência por um motivo diferente deste. O que justifica que nós continuámos ainda mais coesos e vamos ficar realmente com qualidade e não com quantidade. RFI: Relativamente ainda à vossa vida interna, o vosso líder, Venâncio Mondlane, tem sido acusado, a nível judicial, de incitar a desordem no país. Pode haver algum tipo de condenação. O partido ANAMOLA está preparado para a eventualidade de ficar sem o seu líder? Messias Uarreno: O presidente Venâncio Mondlane não fez nada mais nada menos do que sua obrigação em todo o processo. E, aliás, estas acusações que pesam sobre o presidente Venâncio Mondlane são acusações que, a nível da Justiça, vai ser comprovado num futuro breve, que são infundadas porque aquelas famílias que estavam na rua no período das manifestações, elas estavam, por consciência própria e plena de que Moçambique precisa de mudança. Foi um recado claro, dado num momento específico, num contexto bem localizado, que eram depois das fraudes eleitorais, de que 'Olha, nós estamos cansados e basta'. A soberania reside no povo moçambicano. E se esse recado for mal recebido pela justiça moçambicana que é de continuar a levar este caminho de tentar sacrificar o líder Venâncio Mondlane, isto vai dar a uma situação de grande risco para o actual governo, por uma razão muito simples: porque o povo só está à espera de que eles façam isso. Agora, se estamos preparados ou não, eu acho que, como partido, ficaria com receio de responder. Eu acho que gostaria de colocar esta questão ao povo moçambicano: se está preparado para prender o presidente Venâncio Mondlane. Eu não sei se há alguma barreira física que pode parar o povo quando isso acontecer. Agora, a nível de liderança interna, o presidente Venâncio Mondlane tem trabalhado para capacitar os membros, tem trabalhado para recrutar pessoas qualificadas, competentes, que podem sim, dar continuidade ao projecto político, mas não porque teme uma prisão, mas porque nós, os humanos, somos finitos. Amanhã podemos não estar aqui. E o líder Venâncio é um homem com uma visão a longo termo sobre Moçambique e ele sabe muito bem preparar e está a fazer esse trabalho muito bem. RFI: No começo da nossa conversa, nós evocamos os contactos que têm feito, designadamente aqui em França. Ainda antes da fundação oficial do ANAMOLA, o vosso presidente, Venâncio Mondlane, esteve em Portugal e esteve em contacto com o partido Chega (na extrema-direita). Qual é a relação que existe entre o ANAMOLA e o Chega? Messias Uarreno: O presidente Venâncio Mondlane esteve em Portugal, Sim. E teve contacto com Chega, teve contacto com a Iniciativa Liberal, tivemos com o PSD e a abordagem foi a mesma. Não existe um contacto exclusivo com o Chega. Existiu contacto com partidos políticos na diáspora e maioritariamente da oposição. E o partido Chega, assim com o partido Iniciativa Liberal e os outros, foram parceiros e continuarão sendo parceiros para aquilo que constituir um aprendizado para um líder político visionário que pretende fazer uma grande revolução num país que, por sinal, é um país que foi colonizado por Portugal. Então temos alguma coisa, sim, a aprender. E até então o Chega tem conseguido olhar para aquilo que são os objectivos do ANAMOLA e dar o devido apoio, tanto a nível do Parlamento português, assim como Parlamento Europeu. E as nossas relações baseiam-se neste apoio mútuo para garantir a democracia em Portugal e a democracia em Moçambique por via de canais legais. RFI: Como é que se traduz esse apoio, concretamente do Chega relativamente ao ANAMOLA? Messias Uarreno: O grande suporte é no domínio da justiça, nos processos em que nós estamos. Como sabe, o Presidente Venâncio Mondlane reivindicou a sua vitória e até hoje o Conselho Constitucional não se pronunciou claramente, apenas fez o anúncio dos resultados. Nós estamos à espera de uma resposta clara sobre os 300 quilos de documentos que nós deixamos no Conselho Constitucional, que foram praticamente marginalizados. E o Chega, assim como outros partidos, tem sido uma voz que continua a gritar em prol da devolução da Justiça Eleitoral em Moçambique. RFI: Como é que se assumem no xadrez político moçambicano? Diriam que estão mais à esquerda, no centro, à direita? Estava a dizer que esteve em contacto com uma série de partidos que se situam mais no centro-direita ou até na extrema-direita, no caso do Chega em Portugal. Messias Uarreno: Nós temos discutido internamente esta questão da ideologia do nosso partido e, brevemente, nós teremos posicionamentos muito claros sobre a nossa ideologia. O que eu posso-lhe dizer é que há um esforço interno em mobilizarmos posicionamentos políticos que venham responder às reais necessidades das famílias moçambicanas. E, como sabe, se reparar um pouco por todos os partidos políticos em África, de uma forma muito rápida, vai compreender que nós não nos movemos muito com a questão de esquerda ou direita. Movemo-nos por outros valores, mas precisamos de evoluir. Precisamos dar um passo à frente. E eu acho que temos encontrado similaridades em alguns pontos de agenda que vão nortear aquilo que é a nossa posição final, que obviamente, como pode perceber, nós não temos aqui uma apresentação oficial de se nós pertencemos à esquerda, à direita, centro-esquerda, centro-direita actualmente. Mas estamos a trabalhar para fazer esse alinhamento e, quando for oportuno, obviamente o mundo saberá qual é, afinal, a grande linha ideológica que nos dirige. RFI: Estamos prestes a terminar este ano 2025. Quais são os seus votos Messias Uarreno para 2026? Messias Uarreno: Tem aqui três esferas dos meus votos. A esfera global é que eu espero que o mundo esteja mais equilibrado. Temos várias guerras, vários desafios, conflitos políticos um pouco por toda a parte. Eu espero que os líderes mundiais possam procurar em 2026 reduzir esta intensidade de conflitos e procurar mais diálogo, um diálogo mais sereno e realístico sobre os grandes projectos das grandes nações, que muita das vezes está por detrás dos grandes conflitos também. Segundo, há uma dimensão dos meus votos que se dirige aos grandes parceiros internacionais um pouco espalhados pelo mundo. Como um partido, nós estamos abertos a continuar a trabalhar com grandes parceiros que já actuam em Moçambique. E a única coisa que vamos fazer é procurar melhorar o ambiente desta parceria. E esta abertura é uma abertura legítima e uma abertura real. É por isso que temos viajado. Eu, pessoalmente vou continuar a viajar para, com estas grandes organizações, procurar estreitar esses laços e manter a sua actuação no nosso país, mas com um paradigma diferente. E por fim, é uma questão doméstica. A todas as famílias moçambicanas, nós desejamos muita força. Devem continuar a acreditar que um processo de libertação leva tempo. Vamos continuar a defender a verdade até ao fim e, acima de tudo, procurar ser um partido que, quando chegar ao poder, vai responder realmente às necessidades das famílias moçambicanas. Que 2026 seja realmente próspero e seja tão próspero como as grandes nações têm experimentado aquilo que é a sua evolução.

Oxigênio
#207 – Especial: A cobertura jornalística na COP30

Oxigênio

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 38:16


No episódio de hoje, você escuta uma conversa um pouco diferente: um bate-papo com as pesquisadoras Germana Barata e Sabine Righetti, ambas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). Elas estiveram na COP30 e conversaram com Mayra Trinca sobre a experiência de cobrir um evento ambiental tão relevante e sobre quais foram os pontos fortes da presença da imprensa independente.  __________________________________________________________________________________ TRANSCRIÇÃO [música] Mayra: Olá, eu sou a Mayra, você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Hoje a gente vai fazer uma coisa um pouquinho diferente do que vocês estão acostumados. E eu trouxe aqui duas pesquisadoras do LabJor pra contar um pouquinho da experiência delas na COP30, que rolou agora em novembro. Então vai ser um episódio um pouco mais bate-papo, mas eu prometo que vai ficar legal. Vou pedir pra elas se apresentarem e a gente já começa a conversar. Então eu estou com a Germana Barata e a Sabine Righetti, que são pesquisadoras aqui do Labjor. Germana, se apresenta pra gente, por favor. Germana: Olá, pessoal, eu sou a Germana. Obrigada, Maíra, pelo convite pra estar aqui com vocês no Oxigênio. Eu sou pesquisadora do LabJor, do aula também por aqui, e tenho coordenado aí uma rede de comunicação sobre o oceano, que é a Ressou Oceano, que é o motivo da minha ida pra COP30.Então a gente vai ter a oportunidade de contar um pouquinho do que foi essa aventura na COP30. Mayra: Agora, Sabine, se apresenta pra gente, por favor. Sabine: Oi, pessoal, um prazer estar aqui. Sou pesquisadora aqui no LabJor, ouvinte do Oxigênio, e trabalho entendendo como que o conhecimento científico é produzido e circula na sociedade, sobretudo pela imprensa. Então esse foi um assunto central na COP lá em Belém. [vinheta]  Mayra: Eu trouxe a Sabine e a Germana, porque, bom, são pesquisadoras do Labjor que foram pra COP, mas pra gente conhecer um pouquinho o porquê que elas foram até lá a partir das linhas de interesse e de pesquisa. Então, meninas, contem pra gente por que vocês resolveram ir até a COP e o que isso está relacionado com as linhas de trabalho de vocês. Germana: Bom, acho que uma COP no Brasil, no coração da Amazônia, é imperdível por si.  Sabine: Não tinha como não ir.  Germana: Não, não tinha. E como eu atuo nessa área da comunicação sobre o oceano pra sociedade, esse é um tema que a comunidade que luta pela saúde do oceano tem trabalhado com muito afinco para que o oceano tenha mais visibilidade nos debates sobre mudanças climáticas. Então esse foi o motivo que eu percebi que era impossível não participar dessa grande reunião. Enfim, também numa terra onde eu tenho família, Belém do Pará é a terra do meu pai, e uma terra muito especial, uma cidade muito especial, eu acho que por tantos motivos era imperdível realmente essa experiência na COP. Sabine: Voltamos todas apaixonadas por Belém. O pessoal extremamente acolhedor, a cidade incrível, foi maravilhoso. Eu trabalho tentando compreender como a ciência, conhecimento científico, as evidências circulam na sociedade, na sociedade organizada. Então entre jornalistas, entre tomadores de decisão, entre grupos específicos. E no meu entendimento a COP é um espaço, é um grande laboratório sobre isso, porque a ciência já mostrou o que está acontecendo, a ciência já apontou, aliás faz tempo que os cientistas alertam, e que o consenso científico é muito claro sobre as mudanças climáticas. Então o que falta agora é essa informação chegar nos grupos organizados, nos tomadores de decisão, nas políticas públicas, e quem pode realmente bater o martelo e alterar o curso das mudanças climáticas. Claro que a gente precisa de mais ciência, mas a gente já sabe o que está acontecendo. Então me interessou muito circular e entender como que a ciência estava ou não. Porque muitos ambientes, as negociações, os debates, eles traziam mais desinformação ou falsa controvérsia do que a ciência em si. Germana: E é a primeira vez que a COP abrigou um pavilhão de cientistas. Então acho que esse é um marco, tanto para cientistas quanto outros pavilhões, outras presenças que foram inéditas ou muito fortes na COP, como dos povos indígenas ou comunidades tradicionais, mas também de cientistas, que antes, claro, os cientistas sempre foram para as COPs, mas iam como individualmente, vamos dizer assim. Sabine: Para a gente entender, quem não tem familiaridade com COP, os pavilhões, e isso eu aprendi lá, porque eu nunca tinha participado de uma COP, os pavilhões são como se fossem grandes estandes que têm uma programação própria e acontecem debates e manifestações, eventos diversos, culturais, enfim. Então a zona azul, que a gente chama, que é a área central da COP, onde tem as discussões, as tomadas de decisão, tem um conjunto de pavilhões. Pavilhões de países, pavilhões de temas. Oceanos também foi a primeira vez, né? Germana: Não foi a primeira vez, foi o terceiro ano, a terceira COP, mas estava enorme, sim, para marcar a presença. Mayra: O Oceano foi a primeira vez que estava na Blue Zone ou antes ele já estava na zona azul também? Germana: Ele já estava na Blue Zone, já estava na zona azul, é a terceira vez que o Oceano está presente como pavilhão, mas é a primeira vez que o Oceano realmente ocupou, transbordou, digamos assim, os debates, e os debates, incluindo o Oceano, acabaram ocupando, inclusive, dois dias oficiais de COP, que foram os dias 17 e 18, na programação oficial das reuniões, dos debates. Então é a primeira vez que eu acho que ganha um pouco mais de protagonismo, digamos assim. Mayra: E vocês participaram de quais pavilhões? Porque a gente tem o pavilhão dos Oceanos, tinha um pavilhão das universidades, que inclusive foi organizado por pesquisadores da Unicamp, não necessariamente aqui do Labjor, mas da Unicamp como um todo, e eu queria saber por quais pavilhões vocês passaram. Germana, com certeza, passou pelo do Oceano, mas além do Oceano, quais outros? Vocês passaram por esse das universidades? Como é que foi? Sabine: Eu apresentei um trabalho nesse contexto dos pavilhões, como espaço de discussão e de apresentações, eu apresentei um resultado de um trabalho que foi um levantamento de dados sobre ponto de não retorno da Amazônia com ajuda de inteligência artificial. Eu tenho trabalhado com isso, com leitura sistemática de artigos científicos com ajuda de inteligência artificial e tenho refletido como a gente consegue transformar isso numa informação palatável, por exemplo, para um tomador de decisão que não vai ler um artigo, muito menos um conjunto de artigos, e a gente está falando de milhares. Eu apresentei no pavilhão que a gente chamava de pavilhão das universidades que tinha um nome em inglês que era basicamente a Educação Superior para a Justiça Climática. Ele foi organizado institucionalmente pela Unicamp e pela Universidade de Monterrey, no México, e contou com falas e debates de vários cientistas do mundo todo, mas esse não era o pavilhão da ciência. Tinha o pavilhão da ciência e tinha os pavilhões dos países, os pavilhões temáticos, caso de oceanos, que a gente comentou. Então, assim, eu circulei em todos, basicamente. Me chamou muita atenção o dos oceanos, que de fato estava com uma presença importante, e o pavilhão da China, que era o maior dos pavilhões, a maior delegação, os melhores brindes. Era impressionante a presença da China e as ausências. Os Estados Unidos, por exemplo, não estava, não tinha o pavilhão dos Estados Unidos. Então, as presenças e as ausências também chamam a atenção.  Mayra: Tinha o pavilhão do Brasil?  Sabine: Tinha. Germana: Tinha um pavilhão maravilhoso.  Sabine: Maravilhoso e com ótimo café. Germana: É, exatamente.  Sabine: Fui lá várias vezes tomar um café.  Germana: Inclusive vendendo a ideia do Brasil como um país com produtos de qualidade,né, que é uma oportunidade de você divulgar o seu país para vários participantes de outros países do mundo. E acho que é importante a gente falar que isso, que a Sabine está falando dos pavilhões, era zona azul, ou seja, para pessoas credenciadas. Então, a programação oficial da COP, onde as grandes decisões são tomadas, são ali.  Mas tinha a zona verde, que também tem pavilhões, também tinha pavilhão de alguns países, mas, sobretudo, Brasil, do Estado do Pará, de universidades etc., que estava belíssimo, aberta ao público, e também com uma programação muito rica para pessoas que não necessariamente estão engajadas com a questão das mudanças… Sabine: Muito terceiro setor.  Germana: Exatamente.  Sabine: Movimentos sociais. Germana: E fora a cidade inteira que estava, acho que não tem um belenense que vai dizer o que aconteceu aqui essas semanas, porque realmente os ônibus, os táxis, o Teatro da Paz, que é o Teatro Central de Belém, todos os lugares ligados a eventos, mercados, as docas… Sabine: Museus com programação. Germana: Todo mundo muito focado com programação, até a grande sorveteria maravilhosa Cairu, que está pensando inclusive de expandir aqui para São Paulo, espero que em breve, tinha um sabor lá, a COP30. Muito legal, porque realmente a coisa chegou no nível para todos.  Mayra: O que era o sabor COP30? Fiquei curiosa.  Sabine: O de chocolate era pistache.  Germana: Acho que era cupuaçu, pistache, mais alguma coisa. Sabine: Por causa do verde. É que tinha bombom COP30 e tinha o sorvete COP30, que tinha pistache, mas acho que tinha cupuaçu também. Era muito bom. Germana: Sim, tinha cupuaçu. Muito bom! Mayra: Fiquei tentada com esse sorvete agora. Só na próxima COP do Brasil.  [música] Mayra: E para além de trabalho, experiências pessoais, o que mais chamou a atenção de vocês? O que foi mais legal de participar da COP? Germana: Eu já conheci a Belém, já fui algumas vezes para lá, mas fazia muitos anos que eu não ia. E é incrível ver o quanto a cidade foi transformada em relação à COP. Então, a COP deixa um legado para os paraenses. E assim, como a Sabine tinha dito no começo, é uma população que recebeu todos de braços abertos, e eu acho que eu estava quase ali como uma pessoa que nunca tinha ido para Belém. Então, lógico que a culinária local chama muito a atenção, o jeito dos paraenses, a música, que é maravilhosa, não só o carimbó, as mangueiras dando frutos na cidade, que é algo que acho que chama a atenção de todo mundo, aquelas mangas caindo pela rua. Tem o lado ruim, mas a gente estava vendo ali o lado maravilhoso de inclusive segurar a temperatura, porque é uma cidade muito quente. Mas acho que teve todo esse encanto da cultura muito presente numa reunião que, há muitos anos atrás, era muito diplomática, política e elitizada. Para mim, acho que esse é um comentário geral, que é uma COP que foi muito aberta a muitas vozes, e a cultura paraense entrou ali naturalmente por muitos lugares. Então, isso foi muito impressionante. Sabine: Concordo totalmente com a Germana, é uma cidade incrível. Posso exemplificar isso com uma coisa que aconteceu comigo, que acho que resume bem. Eu estava parada na calçada esperando um carro de transporte, pensando na vida, e aí uma senhora estava dirigindo para o carro e falou: “Você é da COP? Você está precisando de alguma coisa?” No meio da rua do centro de Belém. Olhei para ela e falei, Moça, não estou acostumada a ter esse tipo de tratamento, porque é impressionante. O acolhimento foi uma coisa chocante, muito positiva. E isso era um comentário geral. Mas acho que tem um aspecto que, para além do que estávamos falando aqui, da zona azul, da zona verde, da área oficial da COP, como a Germana disse, tinha programação na cidade inteira. No caso da COP de Belém, acho que aconteceu algo que nenhuma outra COP conseguiu proporcionar. Por exemplo, participei de um evento completamente lateral do terceiro setor para discutir fomento para projetos de jornalismo ligados à divulgação científica. Esse evento foi no barco, no rio Guamá que fala, né? Guamá. E foi um passeio de barco no pôr do sol, com comida local, com banda local, com músicos locais, com discussão local, e no rio. É uma coisa muito impressionante como realmente você sente a cidade. E aquilo tem uma outra… Não é uma sala fechada.Estamos no meio de um rio com toda a cultura que Belém oferece. Eu nunca vou esquecer desse momento, dessa discussão. Foi muito marcante. Totalmente fora da programação da COP. Uma coisa de aproveitar todo mundo que está na COP para juntar atores sociais, que a gente fala, por uma causa comum, que é a causa ambiental. Mayra: Eu vou abrir um parênteses e até fugir um pouco do script que a gente tinha pensado aqui, mas porque ouvindo vocês falarem, eu fiquei pensando numa coisa. Eu estava essa semana conversando com uma outra professora aqui do Labjor, que é a professora Suzana. Ouvintes, aguardem, vem aí esse episódio. E a gente estava falando justamente sobre como é importante trazer mais emoção para falar de mudanças climáticas. Enfim, cobertura ambiental, etc. Mas principalmente com relação a mudanças climáticas.  E eu fiquei pensando nisso quando vocês estavam falando. Vocês acham que trazer esse evento para Belém, para a Amazônia, que foi uma coisa que no começo foi muito criticada por questões de infraestrutura, pode ter tido um efeito maior nessa linha de trazer mais encanto, de trazer mais afeto para a negociação. Germana: Ah, sem dúvida.  Mayra: E ter um impacto que em outros lugares a gente não teria. Germana: A gente tem que lembrar que até os brasileiros desconhecem a Amazônia. E eu acho que teve toda essa questão da dificuldade, porque esses grandes eventos a gente sempre quer mostrar para o mundo que a gente é organizado, desenvolvido, enfim. E eu acho que foi perfeita a escolha. Porque o Brasil é um país desigual, riquíssimo, incrível, e que as coisas podem acontecer. Então a COP, nesse sentido, eu acho que foi também um sucesso, mesmo a questão das reformas e tudo o que aconteceu, no tempo que tinha que acontecer, mas também deu um tom diferente para os debates da COP30. Não só porque em alguns momentos da primeira semana a Zona Azul estava super quente, e eu acho que é importante quem é do norte global entender do que a gente está falando, de ter um calor que não é o calor deles, é um outro calor, que uma mudança de um grau e meio, dois graus, ela vai impactar, e ela já está impactando o mundo, mas também a presença dos povos indígenas eu acho que foi muito marcante. Eu vi colegas emocionados de falar, eu nunca vi tantas etnias juntas e populações muito organizadas, articuladas e preparadas para um debate de qualidade, qualificado. Então eu acho que Belém deu um outro tom, eu não consigo nem imaginar a COP30 em São Paulo. E ali teve um sentido tanto de esperança, no sentido de você ver quanto a gente está envolvida, trabalhando em prol de frear essas mudanças climáticas, o aquecimento, de tentar brecar realmente um grau e meio o aquecimento global. Mas eu acho que deu um outro tom. Sabine: Pegou de fato no coração, isso eu não tenho a menor dúvida. E é interessante você trazer isso, porque eu tenho dito muito que a gente só consegue colar mensagem científica, evidência, se a gente pegar no coração. Se a gente ficar mostrando gráfico, dado, numa sala chata e feia e fechada, ninguém vai se emocionar. Mas quando a gente sente a informação, isso a COP30 foi realmente única, histórica, para conseguir trazer esse tipo de informação emocional mesmo. [música] Mayra: E com relação a encontros, para gente ir nossa segunda parte, vocês encontraram muita gente conhecida daqui do Labjor, ou de outros lugares. O que vocês perceberam que as pessoas estavam buscando na COP e pensando agora em cobertura de imprensa? Porque, inclusive, vocês foram, são pesquisadoras, mas foram também junto com veículos de imprensa. Germana: Eu fui numa parceria com o jornal (o) eco, que a gente já tem essa parceria há mais de dois anos. A Ressou Oceano tem uma coluna no (o) eco. Portanto, a gente tem um espaço reservado para tratar do tema oceano. Então, isso para a gente é muito importante, porque a gente não tem um canal próprio, mas a gente estabeleça parcerias com outras revistas também. E o nosso objetivo realmente era fazer mais ou menos uma cobertura, estou falando mais ou menos, porque a programação era extremamente rica, intensa, e você acaba escolhendo temas onde você vai se debruçar e tratar. Mas, comparando com a impressão, eu tive na COP da biodiversidade, em 2006, em Curitiba, eu ainda era uma estudante de mestrado, e uma coisa que me chamou muito a atenção na época, considerando o tema biodiversidade, era a ausência de jornalistas do norte do Brasil. E, para mim, isso eu escrevi na época para o Observatório de Imprensa, falando dessa ausência, que, de novo, quem ia escrever sobre a Amazônia ia ser o Sudeste, e que, para mim, isso era preocupante, e baixa presença de jornalistas brasileiros também, na época.  Então, comparativamente, essa COP, para mim, foi muito impressionante ver o tamanho da sala de imprensa, de ver, colegas, os vários estúdios, porque passávamos pelos vários estúdios de TV, de várias redes locais, estaduais e nacionais. Então, isso foi muito legal de ver como um tema que normalmente é coberto por poucos jornalistas especializados, de repente, dando o exemplo do André Trigueiro, da Rede Globo, que é um especialista, ele consegue debater com grandes cientistas sobre esse tema, e, de repente, tinha uma equipe gigantesca, levaram a abertura dos grandes jornais para dentro da COP. Isso muda, mostra a relevância que o evento adquiriu. Também pela mídia, e mídia internacional, com certeza.  Então, posso falar depois de uma avaliação que fizemos dessa cobertura, mas, a princípio, achei muito positivo ver uma quantidade muito grande de colegas, jornalistas, e que chegou a quase 3 mil, foram 2.900 jornalistas presentes, credenciados. Sabine: E uma presença, os veículos grandes, que a Germana mencionou, internacionais, uma presença também muito forte de veículos independentes. O Brasil tem um ecossistema de jornalismo independente muito forte, que é impressionante, e, inclusive, com espaços consideráveis. Novamente, para entender graficamente, a sala de imprensa é gigantesca em um evento desse, e tem alguns espaços, algumas salas reservadas para alguns veículos. Então, veículos que estão com uma equipe muito grande têm uma sala reservada, além dos estúdios, de onde a Globo entrava ao vivo, a Andréia Sadi entrava ao vivo lá, fazendo o estúdio i direto da COP, enfim. Mas, dentro da sala de imprensa, tem salas reservadas, e algumas dessas salas, para mencionar, a Amazônia Vox estava com uma sala, que é um veículo da região norte de jornalismo independente, o Sumaúma estava com uma sala, o Sumaúma com 40 jornalistas, nessa cobertura, que também… O Sumaúma é bastante espalhado, mas a Eliane Brum, que é jornalista cofundadora do Sumaúma, fica sediada em Altamira, no Pará. Então, é um veículo nortista, mas com cobertura no país todo e, claro, com olhar muito para a região amazônica. Então, isso foi, na minha perspectiva, de quem olha para como o jornalismo é produzido, foi muito legal ver a força do jornalismo independente nessa COP, que certamente foi muito diferente. Estava lá o jornalismo grande, comercial, tradicional, mas o independente com muita força, inclusive alguns egressos nossos no jornalismo tradicional, mas também no jornalismo independente. Estamos falando desde o jornalista que estava lá pela Superinteressante, que foi nossa aluna na especialização, até o pessoal do Ciência Suja, que é um podcast de jornalismo independente, nosso primo aqui do Oxigênio, que também estava lá com um olhar muito específico na cobertura, olhando as controvérsias, as falsas soluções. Não era uma cobertura factual. Cada jornalista olha para aquilo tudo com uma lente muito diferente. O jornalismo independente, o pequeno, o local, o grande, o internacional, cada um está olhando para uma coisa diferente que está acontecendo lá, naquele espaço em que acontece muita coisa. [som de chamada]  Tássia: Olá, eu sou a Tássia, bióloga e jornalista científica. Estou aqui na COP30, em Belém do Pará, para representar e dar voz à pauta que eu trabalho há mais de 10 anos, que é o Oceano.  Meghie: Oi, gente, tudo bem? Meu nome é Meghie Rodrigues, eu sou jornalista freelancer, fui aluna do Labjor. Estamos aqui na COP30, cobrindo adaptação. Estou colaborando com a Info Amazônia, com Ciência Suja. Pedro: Oi, pessoal, tudo bem? Eu sou Pedro Belo, sou do podcast Ciência Suja, sou egresso do LabJor, da turma de especialização. E a gente veio para cobrir um recorte específico nosso, porque a gente não vai ficar tanto em cima do factual ali, do hard news, das negociações. A gente veio buscar coisas que, enfim, picaretagens, coisas que estão aí, falsas soluções para a crise climática. Paula: Eu sou Paula Drummond, eu sou bióloga e eu fiz jornalismo científico. Trabalho nessa interface, que é a que eu sempre procurei, de ciência tomada de decisão, escrevendo policy briefs. [música]  Mayra: Acho que esse é um ponto forte para tratarmos aqui, que vai ser o nosso encerramento, falar um pouco da importância desses veículos independentes na COP, tanto do ponto de vista de expandir a cobertura como um todo, da presença mesmo de um grande número de jornalistas, quanto das coberturas especializadas. Então, eu queria saber qual é a avaliação que vocês fizeram disso, se vocês acham que funcionou, porque a gente teve muita crítica com relação à hospedagem, isso e aquilo. Então, ainda tivemos um sucesso de cobertura de imprensa na COP? Isso é uma pergunta. E por que é importante o papel desses veículos independentes de cobertura? Germana: Eu, falando por nós, da Ressoa Oceano, o Oceano é ainda pouco coberto pela mídia, mas a gente já vê um interesse crescente em relação às questões específicas de oceano, e quem nunca ouviu falar de branqueamento de corais, de aquecimento das águas, elevação do nível do oceano? Enfim, eu acho que essas questões estão entrando, mas são questões que não devem interessar apenas o jornalista especializado, que cobre meio ambiente, que cobre essas questões de mudanças climáticas, mas que são relevantes para qualquer seção do jornal. Então, generalistas, por exemplo, que cobrem cidades, essa questão das mudanças climáticas, de impactos etc., precisam se interessar em relação a isso.  Então, o que eu vejo, a gente ainda não fez uma análise total de como os grandes veículos cobriram em relação ao jornalismo independente, que é algo que a gente está terminando de fazer ainda, mas em relação ao oceano. Mas o que a gente vê é que as questões mais políticas, e a grande mídia está mais interessada em que acordo foi fechado, os documentos finais da COP, se deu certo ou não, o incêndio que aconteceu, se está caro ou não está caro, hospedagem etc., e que são pautas que acabam sendo reproduzidas, o interesse é quase o mesmo por vários veículos. O jornalismo independente traz esse olhar, que a Sabine estava falando, inclusive dos nossos alunos, que são olhares específicos e muito relevantes que nos ajudam a entender outras camadas, inclusive de debates, discussões e acordos que estavam ocorrendo na COP30. Então, a gente vê, do ponto de vista quase oficial da impressão geral que as pessoas têm da COP, que foi um desastre no final, porque o petróleo não apareceu nos documentos finais, na declaração de Belém, por exemplo, que acho que várias pessoas leram sobre isso. Mas, quando a gente olha a complexidade de um debate do nível da COP30, e os veículos independentes conseguem mostrar essas camadas, é mostrar que há muitos acordos e iniciativas que não necessitam de acordos consensuais das Nações Unidas, mas foram acordos quase voluntários, paralelos a esse debate oficial, e que foram muito importantes e muito relevantes, e que trouxeram definições que marcaram e que a gente vê com muito otimismo para o avanço mesmo das decisões em relação, por exemplo, ao mapa do caminho, que a gente viu que não estava no documento final, mas que já tem um acordo entre Colômbia e Holanda de hospedar, de ter uma conferência em abril na Colômbia para decidir isso com os países que queiram e estejam prontos para tomar uma decisão. Então, esse é um exemplo de algo que foi paralelo à COP, mas que trouxe muitos avanços e nos mostra outras camadas que o jornalismo independente é capaz de mostrar. Sabine: A cobertura jornalística de um evento como a COP é muito, muito difícil. Para o trabalho do jornalista, é difícil porque são longas horas por dia, de domingo a domingo, são duas semanas seguidas, é muito desgastante, mas, sobretudo, porque é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e é difícil entender para onde você vai. Novamente, ilustrando, na sala de imprensa tem, e todo grande evento com esse caráter costuma ter isso, umas televisões com anúncios. Vai ter tal coletiva de imprensa do presidente da COP, tal horário. Então, nessa perspectiva, dá para se organizar. Eu vou aqui, eu vou ali. Às vezes, é hora de almoço, e, na hora de almoço, o jornalista já vai, sem almoçar, escrever o texto, e, quando vê, já é a noite. Mas você vai se organizando. Só que tem coisas que não estão lá na televisão. Então, por exemplo, passou o governador da Califórnia por lá. Não foi anunciado que ele estava. Ele estava andando no corredor. Para um jornalista de um grande veículo, se ele não viu que o governador da Califórnia estava lá, mas o seu concorrente viu, isso, falo no lugar de quem já trabalhou num veículo jornalístico grande comercial, isso pode levar a uma demissão. Você não pode não ver uma coisa importante. Você não pode perder uma declaração de um chefe de Estado. Você não pode não ver que, de repente, a Marina parou no meio do corredor em um quebra-queixo e falou, a Marina Silva, que estava muito lá circulando, e falou alguma coisa. Então, a cobertura vai muito além do que está lá na programação da sala de imprensa e do que está nos debates, nos pavilhões que a gente mencionava. Então, o jornalista, como a Germana disse, jornalista dos veículos, está correndo atrás disso. E, muitas vezes, por essa característica, acaba se perdendo, entre grandes aspas, nesses acontecimentos. Por exemplo, o que ficou muito marcante para mim na COP foi a declaração do primeiro-ministro da Alemanha, que foi uma declaração desastrosa, mas que tomou pelo menos um dia inteiro da cobertura, porque acompanhei na sala de imprensa os colegas jornalistas tentando repercutir aquela fala. Então, tentando falar com o governo do Brasil, com o presidente da COP, com outros alemães, com a delegação da Alemanha, com o cientista da Alemanha, porque eles precisavam fomentar aquilo e repercutir aquilo. E foi um dia inteiro, pelo menos, um dia inteiro, diria que uns dois dias ou mais, porque até a gente voltar, ainda se falava disso, vai pedir desculpa ou não. Para quem não lembra, foi o primeiro-ministro que falou que ainda bem que a gente saiu daquele lugar, que era Belém, que ele estava com um grupo de jornalistas da Alemanha, que ninguém queria ficar lá. Enfim, um depoimento desastroso que tomou muito tempo de cobertura. Então, os jornalistas independentes não estavam nem aí para a declaração do primeiro-ministro da Alemanha. Eles queriam saber outras coisas.  Então, por isso, reforço a necessidade e a importância da diversidade na cobertura. Mas é importante a gente entender como funciona esse jornalismo comercial, que é uma pressão e é um trabalho brutal e, muitas vezes, de jornalistas que não são especializados em ambiente, que estão lá, a Germana mencionou, na cobertura de cidades e são deslocados para um evento tipo a COP30. Então, é difícil até entender para onde se começa. É um trabalhão. [música]  Mayra: E aí, para encerrar, porque o nosso tempo está acabando, alguma coisa que a gente ainda não falou, que vocês acham que é importante, que vocês pensaram enquanto a gente estava conversando de destacar sobre a participação e a cobertura da COP? Germana: Tem algo que, para mim, marcou na questão da reflexão mesmo de uma conferência como essa para o jornalismo científico ou para os divulgadores científicos. Embora a gente tenha encontrado com vários egressos do Labjor, que me deixou super orgulhosa e cada um fazendo numa missão diferente ali, eu acho que a divulgação científica ainda não acha que um evento como esse merece a cobertura da divulgação científica.  Explico, porque esse é um evento que tem muitos atores sociais. São debates políticos, as ONGs estão lá, os ambientalistas estão lá, o movimento social, jovem, indígena, de comunidades tradicionais, os grandes empresários, a indústria, enfim, prefeitos, governadores, ministros de vários países estão lá. Eu acho que a divulgação científica ainda está muito focada no cientista, na cientista, nas instituições de pesquisa e ensino, e ainda não enxerga essas outras vozes como tão relevantes para o debate científico como a gente vê esses personagens. Então, eu gostaria de ter visto outras pessoas lá, outros influenciadores, outros divulgadores, ainda mais porque foi no Brasil, na nossa casa, com um tema tão importante no meio da Amazônia, que as mudanças climáticas estão muito centradas na floresta ainda. Então, isso, eu tenho um estranhamento ainda e talvez um pedido de chamar atenção para os meus colegas divulgadores de ciência de que está na hora de olharmos para incluir outras vozes, outras formas de conhecimento. E as mudanças climáticas e outras questões tão complexas exigem uma complexidade no debate, que vai muito além do meio científico. Sabine: Não tinha pensado nisso, mas concordo totalmente com a Germana. Eu realmente não… senti a ausência. Eu estava falando sobre as ausências. Senti a ausência dos divulgadores de ciência produzindo informação sobre algo que não necessariamente é o resultado de um paper, mas sobre algo que estava sendo discutido lá. Mas eu voltei da COP com uma reflexão que é quase num sentido diferente do que a Germana trouxe, que a Germana falou agora dos divulgadores de ciência, que é um nicho bem específico. E eu voltei muito pensando que não dá para nós, no jornalismo, encaixar uma COP ou um assunto de mudanças climáticas em uma caixinha só, em uma caixinha ambiental. E isso não estou falando, tenho que dar os devidos créditos. Eu participei de um debate ouvindo Eliane Brum em que, novamente a cito aqui no podcast, em que ela disse assim que a Sumaúma não tem editorias jornalísticas, como o jornalismo tradicional, porque isso foi uma invenção do jornalismo tradicional que é cartesiano. Então tem a editoria de ambiente, a editoria de política, a editoria de economia. E que ela, ao criar a Sumaúma, se despiu dessas editorias e ela fala de questões ambientais, ponto, de uma maneira investigativa, que passam por ciência, passam por ambiente, passam por política, passam por cidade, passam por tudo. E aí eu fiquei pensando muito nisso, no quanto a gente, jornalismo, não está preparado para esse tipo de cobertura, porque a gente segue no jornalismo tradicional colocando os temas em caixinhas e isso não dá conta de um tema como esse. Então a minha reflexão foi muito no sentido de a gente precisar sair dessas caixinhas para a gente conseguir reportar o que está acontecendo no jornalismo. E precisa juntar forças, ou seja, sair do excesso de especialização, do excesso de entrevista política, eu só entrevisto cientista. Mas eu só entrevisto cientista, não falo com política e vice-versa, que o jornalismo fica nessas caixinhas. E acho que a gente precisa mudar completamente o jeito que a gente produz informação. [música]  Mayra: Isso, muito bom, gostei muito, queria agradecer a presença de vocês no Oxigênio nesse episódio, agradecer a disponibilidade para conversar sobre a COP, eu tenho achado muito legal conversar com vocês sobre isso, tem sido muito interessante mesmo, espero que vocês tenham gostado também desse episódio especial com as pesquisadoras aqui sobre a COP e é isso, até a próxima! Sabine: Uma honra! Germana: Obrigada, Mayra, e obrigada a quem estiver nos ouvindo, um prazer! Mayra: Obrigada, gente, até mais!  [música]  Mayra: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Mayra Trinca, como parte dos trabalhos da Bolsa Mídia Ciência com o apoio da FAPESP. O Oxigênio também conta com o apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. A trilha sonora é do Freesound e da Blue Dot Sessions. [vinheta de encerramento] 

Cuando los elefantes sueñan con la música
Cuando los elefantes sueñan con la música - Clásicos estadounidenses en voces brasileñas - 08/12/25

Cuando los elefantes sueñan con la música

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 58:43


Clásicos del cancionero estadounidense de la primera mitad del siglo XX, de Rodgers y Hart, Irving Berlin, Harold Arlen, Jerome Kern o los Gershwin, adaptados al portugués por Carlos Rennó en grabaciones de Gal Costa ('Meu romance''), María Rita ('Encantada'), Moreno Veloso ('Tão fundo é o mar'), Erasmo Carlos ('Verão'), Emilio Santiago ('Estava escrito nas estrelas'), Paula Morelenbaum ('Nego'), João Bosco ('Sábio rio'), Seu Jorge ('Strange fruit'), Elba Ramalho, Dominguinhos & João Donato ('Tenho um xodó por ti'), Ná Ozzetti & Simoninha ('Queria estar amando alguém'), Luciana Souza ('O homem que partiu') y Zelia Duncan ('Mais além do arco-iris'). Escuchar audio

Quem Ama Não Esquece
MINHA ALMA GÊMEA ESTAVA ONDE EU MENOS ESPERAVA - HISTÓRIA DA SUZANE | QUEM AMA NÃO ESQUECE 05/12/25

Quem Ama Não Esquece

Play Episode Listen Later Dec 5, 2025 18:56


A Suzane estava procurando o amor, mas nunca imaginava que uma mulher poderia roubar o seu coração. Ela se apaixonou pela Ariane, que estava sofrendo com uma gravidez sozinha. Com muito carinho, elas passavam a viver juntas como uma família, com o pequeno Nicollas. Depois de 12 anos, a Suzane ​descobriu um vício em drogas da sua esposa. Esse segredo decretou o fim da relação, mas Ariane estava disposta a lutar pela família. Ela se internou para se livrar do vício, mas na clínica, ela sofreu um ataque cardíaco e partiu. Hoje, Suzane vem manter viva a memória do seu amor e ouvir conselhos para curar a sua dor.

História de Imigrante
153. Eu Não Estava Preparada

História de Imigrante

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 20:21


➡️ Precisa de um advogado de confiança em Portugal? Clica no link e fala com a Dra. Nicole e Dra. Julia.https://bit.ly/hiportugal➡️ Tem interesse em cidadania italiana? Fala com Amanda no link:https://bit.ly/hiitalia➡️Terminou de ouvir? Então corre para o nosso grupo no telegram:https://t.me/historiadeimigrante➡️Sobre o episódio 154. Eu não estava preparadaDurante uma viagem ao sul de Portugal, Cida conhece uma brasileira e as duas vivem dias intensos de amizade e liberdade. O que parecia um simples passeio de moto se transforma em algo estranho, cheio de sinais e pressentimentos. Entre o mar, o vento e uma sensação que ela não consegue entender, algo a avisa que o perigo está perto. Depois disso, nada mais seria igual.➡️Se gostou dessa história vai se divertir também com essas...Perdi minha memória na gringa

Empiricus Puro Malte
Hello, Brasil! | E03: Fernando Schuler - A democracia não estava pronta para a internet

Empiricus Puro Malte

Play Episode Listen Later Nov 18, 2025 90:22


A democracia não estava preparada para a internet. Partindo dessa provocação, o cientista político e filósofo Fernando Schuler analisa os desafios do Brasil contemporâneo no terceiro episódio de 'Hello, Brasil! O país no divã'.Nesta conversa, exploramos como a revolução digital, a polarização e a cultura do cancelamento impactam o debate público. Por que o brasileiro tem uma tradição autoritária e uma desconfiança da liberdade? Somos um país viciado na ideia de que o cidadão precisa ser tutelado pelo Estado?Maria Homem e Felipe Miranda conduzem um diálogo sobre liberdade de expressão, o papel do judiciário, a "desordem informacional" e a necessidade de resgatar a empatia em um mundo cada vez mais digital. Uma reflexão fundamental sobre os rumos da nossa democracia.Temas em Destaque:Democracia vs. Internet: o impacto da revolução digitalPolarização e o viés de confirmaçãoLiberdade de expressão e cultura do cancelamentoA tradição autoritária e paternalista do BrasilA "desordem informacional" e a tutela do EstadoO papel do judiciário na democracia brasileira00:00 - Apresentação: Quem é Fernando Schuler? 03:36 - A democracia não estava preparada para a internet07:41 - Polarização e o viés de confirmação11:33 - A importância do dissidente e da liberdade de expressão25:10 - A cultura do cancelamento e a "espiral do silêncio"42:10 - O problema da tutela do Estado sobre a opinião48:17 - O brasileiro não tem maturidade para a liberdade?53:07 - O DNA paternalista do Brasil1:27:44 - Cuidem das relações humanas

Colunistas Eldorado Estadão
Eliane: "Aprovação de Gonet tem a ver com pressão para ter Pacheco no STF"

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 22:22


O plenário do Senado aprovou a recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Foram 45 votos a favor e 26 contra. Na primeira vez que teve seu nome submetido ao crivo dos senadores, em 2023, para assumir o posto, Gonet teve 65 votos favoráveis. Mais cedo a Comissão de Constituição e Justiça do Senado havia aprovado o nome de Gonet. Ele ficará mais dois anos no cargo. "Ele passou 'batendo na trave' e este é o pior resultado desde a redemocratização na votação de procuradores-gerais da República. Isso tem menos a ver com o Gonet ou a avaliação que os senadores façam dele e mais com a pressão dos parlamentares a favor de um dos seus, o senador Rodrigo Pacheco, para uma vaga no Supremo. Estava tudo decidido para o presidente Lula indicar o AGU Jorge Messias para a vaga de Luis Roberto Barroso no STF, e não aconteceu. As pressões são enormes. Pacheco tem apoios de senadores e do presidente da Casa, Davi Alcolumbre - que tem sido aliado do Planalto -, assim como de ministros do Judiciário. Fica ruim para Lula passar por cima de tudo isso para nomear alguém", analisa Eliane.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Eliane Cantanhêde responde
"Aprovação de Gonet tem a ver com pressão para ter Pacheco no STF"

Eliane Cantanhêde responde

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 22:22


O plenário do Senado aprovou a recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Foram 45 votos a favor e 26 contra. Na primeira vez que teve seu nome submetido ao crivo dos senadores, em 2023, para assumir o posto, Gonet teve 65 votos favoráveis. Mais cedo a Comissão de Constituição e Justiça do Senado havia aprovado o nome de Gonet. Ele ficará mais dois anos no cargo. "Ele passou 'batendo na trave' e este é o pior resultado desde a redemocratização na votação de procuradores-gerais da República. Isso tem menos a ver com o Gonet ou a avaliação que os senadores façam dele e mais com a pressão dos parlamentares a favor de um dos seus, o senador Rodrigo Pacheco, para uma vaga no Supremo. Estava tudo decidido para o presidente Lula indicar o AGU Jorge Messias para a vaga de Luis Roberto Barroso no STF, e não aconteceu. As pressões são enormes. Pacheco tem apoios de senadores e do presidente da Casa, Davi Alcolumbre - que tem sido aliado do Planalto -, assim como de ministros do Judiciário. Fica ruim para Lula passar por cima de tudo isso para nomear alguém", analisa Eliane.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quinta Misteriosa
SERÁ QUE ELE REALMENTE ESTAVA INCONSCIENTE? | Caso Meghan e Benjamin Elliot #542

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Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 28:21


Derry sempre foi estranha… Crianças desaparecem e algo maligno assombra os moradores. Como IT se tornou Pennywise? Descubra na nova serie It: Bem-vindos a Derry, de @hbomaxbrasil

RPG Next Podcast
Pacificador – Segunda Temporada | Neuronautas

RPG Next Podcast

Play Episode Listen Later Nov 4, 2025 76:18


JULIAN, É UM MUNDO FAMINTO!Quem achou que a surra de p@u mole ia parar de DC...Estava errado! Viaje conosco para realidades paralelas similares à nossa — exceto por um aspecto fundamental — e discorra sobre os altos, baixos, esquerdas e direitas que tomaram a segunda temporada de PACIFICADOR! Dê o play, comente o que achou da série e compartilhe com quem também ama esse caos heroico! Envie seus comentários para serem lidos no programa pro nosso e-mail: neuronautas@rpgnext.com.br Apoie nosso projeto e ajude-nos a continuar criando conteúdo incrível: https://apoia.se/rpgnext. E aproveite para entrar no nosso grupo oficial no Telegram: https://t.me/RpgNextOficial. Não se esqueça de conferir as vagas de RPG com mestres de aluguel em: https://rpgnext.com.br/loja. Com a participação de: Miguel Alves; Jonatan Paiva; Gustavo Rodrigues; Edição de: Jonatan Paiva. Uma produção RPG Next. NOVIDADE!!! Para tornar a sua experiência ainda mais fácil e prática, agora disponibilizamos nossos conteúdos exclusivos do Apoia.se também no Spotify! Assim, você pode acessar tudo em um só lugar, sem precisar alternar entre plataformas. Quer saber como ativar essa opção e ouvir nossos episódios exclusivos diretamente no Spotify? Acesse este artigo com o passo a passo: https://suporte.apoia.se/hc/pt-br/articles/30944727495579-Ou%C3%A7a-%C3%A1udios-exclusivos-da-APOIA-se-no-Spotify Obrigado por apoiar nosso trabalho! Seu suporte faz toda a diferença. Boletim Informativo RPG Next https://bit.ly/boletim-informativo-rpg-next  20 O RPG Next agora tem um grupo oficial no Telegram! Venha trocar ideias, compartilhar suas aventuras e se conectar com outros jogadores apaixonados por RPG. Entre agora e faça parte dessa comunidade épica: https://t.me/RpgNextOficial . Acesse nossos conteúdos antecipados e exclusivos pelo APP do Apoia-se Disponível para Android e iOS! Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.apoiasemobile&pli=1 iOS: https://apps.apple.com/us/app/apoia-se/id1665747795 Quer jogar RPG sem precisar montar grupo ou preparar nada? Agora você pode! Encontre todas as vagas on-line com Mestres de Aluguel no site do RPG Next e entre de cabeça em aventuras épicas conduzidas por narradores experientes! O serviço é pago e funciona por assinatura mensal, com cobrança exclusivamente via cartão de crédito. ‍♂️ O Mestre de Aluguel conduz toda a sessão — você só precisa escolher o sistema, montar seu personagem e se divertir! No site, você encontra um vídeo de apresentação e todas as informações sobre como participar, bem como link público para o grupo de WhatsApp de cada Mestre de RPG. Confira as mesas disponíveis agora em:https://www.rpgnext.com.br/categoria-produto/servico-de-mestre-de-aluguel/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-starter-set-heroes-of-the-borderlands/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-players-handbook-2024/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-dungeon-master-guide-2024/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-and-dragons-monster-manual-2024/ https://www.rpgnext.com.br/produto/dungeons-dragons-rpg-dungeon-masters-screen-2024/ APOIE NOSSA CAUSA! Nosso Plano de Assinaturas do APOIA.SE! Acesse e veja nossas recompensas para os apoiadores.   https://rpgnext.com.br/doadores/ COMPARTILHE! Se você gostou desse Podcast de RPG, então não se esqueça de compartilhar! Nosso site é https://rpgnext.com.br, Nossa Campanha do APOIA.SE: https://apoia.se/rpgnext Facebook RpgNextPage, Grupo do Facebook RPGNext Group, Instagram RPG Next Oficial, Bluesky rpgnext.bsky.social,  Canal do YouTube,  Vote no iTunes do Tarrasque na Bota e no iTunes do RPG Next Podcast com 5 estrelas para também ajudar na divulgação! DEIXE SEU FEEDBACK! Se quiser deixar seu feedback,

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz
“Francisco Pinto Balsemão foi o melhor patrão que tive até hoje. À frente do grupo estava alguém que tinha o jornalismo como primeiro e único objetivo”

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Play Episode Listen Later Oct 21, 2025 1:23


Em declarações em direto à SIC por telefone, Miguel Sousa Tavares recorda o papel de Francisco Pinto Balsemão, fundador do Expresso e da SIC falecido hoje aos 88 anos, no jornalismo em Portugal e na liberdade de imprensa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
19h Elevador: cabo não estava certificado para transporte pessoas

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 11:28


História de Imigrante
147. A Caixa Secreta

História de Imigrante

Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 26:03


➡️Quer garantir o caminho mais seguro pra imigrar? Clique para falar com a Kertesz e evitar erros que custam tempo e dinheiro.https://bit.ly/hiportugal➡️Terminou de ouvir? Então corre para o nosso grupo no telegram:https://t.me/historiadeimigrante➡️Sobre o episódio 147. A CAIXA SECRETAFernanda largou tudo no Brasil para viver um romance na Alemanha. Trabalho bom, amor no ar, parecia que a vida EStava dando certo… até aparecer uma caixa misteriosa no guarda-roupa. O que tinha lá dentro virou a relação dos dois de cabeça pra baixo e trouxe segredos que ela nunca imaginou descobrir.***➡️Se gostou dessa história vai se divertir também com essas...Que casamento é esse?https://spotifycreators-web.app.link/e/Md4TFhKSsXbEle levou todo meu dinheirohttps://spotifycreators-web.app.link/e/DYnKg5MSsXbFoi traição?https://spotifycreators-web.app.link/e/OE0k4aSSsXb***É imigrante e tem história pra contar? Então manda pra gente.Whats app: +1 650.834.9209Instagram: @historiadeimigranteE-mail: historiadeimigrante@gmail.com#HistóriaDeImigrante #PodcastBrasil #PodcastNarrativo #HistóriaReal #AmorVerdadeiro #Imigração #SuperaçãoFeminina #RelatoReal #BrasileirosNosEUA #RomanceReal #Recomeço #PodcastEmocionante#MorarFora #CustoDeVidaNoExterior #QuantoCustaMorarFora #ComoMorarForaDoBrasil #ImigrarLegalmente #LegalizaçãoNaEuropa #ComoMorarNaEspanha #QuantoCustaSairDoBrasil #ViverNaEuropa #CidadaniaParaBrasileiros#PaísesQueAceitamBrasileiros #PaísFácilParaImigrar #MelhoresPaísesParaBrasileiros #BrasileirosNaEspanha #BrasileirosNaEuropa #CidadeComMaisBrasileiros

Rádio Comercial - Momentos da Manhã
Eu achava que a vossa cabeça ainda estava no rabo!

Rádio Comercial - Momentos da Manhã

Play Episode Listen Later Oct 14, 2025 4:13


De 0 a 10 como será a telepatia do gang das Manhãs?

Explicador
Ricardo Araújo: "Guimarães estava a perder atratividade"

Explicador

Play Episode Listen Later Oct 14, 2025 15:18


Ricardo Araújo realça a importância de ter "um governo do concelho alinhado politicamente com o Governo". O novo autarca do PSD em Guimarães tem como prioridades a habitação e a mobilidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Renascença - Extremamente Desagradável
Globos: Ninguém estava à espera

Renascença - Extremamente Desagradável

Play Episode Listen Later Oct 1, 2025 17:08


Joana Marques volta aos Globos de Ouro, hoje com menos declarações políticas e mais declarações de amor.

Super Feed
Olá, Mundo - 080: Você Estava De Roupa?

Super Feed

Play Episode Listen Later Sep 16, 2025 86:09


Rambo e Bunn comentam os novos produtos anunciados pela Apple, depois discutem se o desenvolvimento de apps está muito complicado.

Arquivo Misterio
O assassino estava no grupo do Discord | Sam Poss

Arquivo Misterio

Play Episode Listen Later Sep 15, 2025 24:48


Alta Definição
Custódia Gallego: “O meu filho estava em coma e a médica disse para me preparar para o pior. Dei um grito do tamanho de um boi: 'O que é que é o pior?'”

Alta Definição

Play Episode Listen Later Aug 23, 2025 46:56


Recorde a entrevista de Custódia Gallego a Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. A atriz fala dos “buracos” que ficaram depois da morte do filho Baltazar. “Não me roubaram o meu filho. O universo tirou-lhe a vida”. Explica que lhe deram a ideia de que estava mal, mas que havia tratamento. “O grau da negação era tanto que, no próprio dia em que ele foi internado, despedimo-nos. A meio da semana, a médica disse-me que tinha de me preparar para o pior. Abri os olhos e gritei. Tal era o grau de negação”. Este episódio foi originalmente publicado a 27 de julho de 2024.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Alexandre Garcia - Vozes - Gazeta do Povo
Muito antes das redes sociais, a televisão já estava “adultizando” as crianças

Alexandre Garcia - Vozes - Gazeta do Povo

Play Episode Listen Later Aug 22, 2025 5:09


Alexandre Garcia comenta papel da televisão na "adultização" de crianças, PL que cria autoridade sobre redes sociais, e derrota do governo no comando da CPMI do INSS.

Pedcast por SneakersBR
VIDEO | O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO EM 2005? - Pedcast S06E16: Sobre tênis, latinxs e novos projetos

Pedcast por SneakersBR

Play Episode Listen Later Aug 22, 2025 114:12


O Pedcast é uma roda de discussões quinzenal encabeçada pelo SneakersBR, primeiro veículo do mundo a falar de cultura sneaker em português, em atividade desde 2007.

Pedcast por SneakersBR
O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO EM 2005? - Pedcast S06E16: Sobre tênis, latinxs e novos projetos

Pedcast por SneakersBR

Play Episode Listen Later Aug 22, 2025 114:00


O Pedcast é uma roda de discussões quinzenal encabeçada pelo SneakersBR, primeiro veículo do mundo a falar de cultura sneaker em português, em atividade desde 2007.

Bocadinho
Chegar rápido ou chegar inteira?

Bocadinho

Play Episode Listen Later Jul 22, 2025 14:17


Produtividade a qualquer custo tem um custo alto. Mas, como a gente desacelera no mundo atual?Estava de férias na semana passada e gravei essa reflexão sobre a dualidade que vivo há anos tentando responder essa pergunta. Para você, como é isso? Comenta aqui embaixo!Me acompanhe no Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠@flaviamachioni⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e até semana que vem!

ONU News
Maioria dos 875 mortos em Gaza, nas últimas semanas, estava em fila de alimentos

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 15, 2025 1:09


Outras pessoas morreram em rotas de comboios de ajuda humanitária; pontos de distribuição de comida são operados por organização humanitária apoiada por Estados Unidos e Israel.

Quinta Misteriosa
A POLÍCIA O PAROU SEM SABER QUE ELE ESTAVA FORAGIDO A 30 ANOS | Caso George Hartleroad #506

Quinta Misteriosa

Play Episode Listen Later Jul 8, 2025 20:57


 Em 2024, uma simples infração de trânsito levou à polícia a prender um homem que estava foragido há quase 30 anos depois de fugir de uma casa de recuperação na década de 1990. #506

Conversas à quinta - Observador
O Domínio da Guerra. "Ataque dos EUA ao Irão estava preparado à meses"

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Jun 23, 2025 25:17


Major General Arnaut Moreira diz que ataque dos EUA ao Irão demorou meses a ser preparado e, por isso, já estava nos planos do Pentágono. E ainda, armas de Israel não têm capacidade destrutiva total.See omnystudio.com/listener for privacy information.

El búnquer
Joan Say

El búnquer

Play Episode Listen Later Jun 17, 2025 48:42


Programa 5x166, amb Francesc Mauri. En Joan Say

fiat estava la rep aviador messerschmitt segurament