Podcasts about bruxelas

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Best podcasts about bruxelas

Latest podcast episodes about bruxelas

Operação Stop
O melhor e o pior de 2025 no mundo automóvel

Operação Stop

Play Episode Listen Later Dec 28, 2025 11:26


O mercado automóvel conheceu um período particularmente agitado em 2025, numa tentativa de se adaptar às necessidades dos clientes e às regulamentações de Bruxelas. Recorde o melhor e o pior do ano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Radar Agro
Adido explica atuação do agro em Bruxelas | Canal do Boi #365

Radar Agro

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 14:20


A cobertura do Fala Carlão para o Canal do Boi esteve no Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, em Brasília, para conversar com Glauco Bertoldo, Adido Agrícola em Bruxelas, Bélgica. Ele compartilhou detalhes sobre sua atuação na capital europeia, onde trabalha para fortalecer a presença do agro brasileiro na União Europeia.Glauco explicou o dia a dia de um adido agrícola em Bruxelas, destacando o papel fundamental de construir relações com importadores e autoridades europeias para abrir mercados e consolidar o Brasil como um parceiro estratégico no comércio internacional.Ele também falou sobre como a imagem do Brasil é percebida na Europa e as oportunidades que surgem para produtos brasileiros, especialmente no setor agrícola, em um dos blocos econômicos mais influentes do mundo.

Guerra Fria
Guerra, tempo de Natal, mas não de milagres

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Dec 21, 2025 24:24


No Guerra Fria em podcast, José Milhazes e Nuno Rogeiro analisam, entre outros temas a linha da frente da guerra na Ucrânia, as conversações para um possível acordo de paz, o acordo de cooperação entre Ucrânia e Portugal, e a tensão entre Venezuela e EUA. O Conselho Europeu reuniu em Bruxelas para reforçar o apoio da União Europeia à Ucrânia face à agressão russa, tendo aprovado um empréstimo de 90 mil milhões de euros financiado por dívida comum e mantido o trabalho para a utilização de ativos russos imobilizados. Foram igualmente debatidas as bases do futuro quadro financeiro plurianual, com Portugal a defender a coesão, a agricultura e as regiões ultraperiféricas, e registaram-se avanços no acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, com perspetiva de concretização no início do próximo ano. O Guerra Fria foi emitido a 21 de dezembro na SIC Notícias.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Meia-Noite
A UE resistirá entre a pressão de Trump e Putin?

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later Dec 20, 2025 46:38


Foi mais uma semana decisiva para a União Europeia e para a Ucrânia. O Conselho Europeu reuniu em Bruxelas os Chefes de Estado ou de Governo para reforçar o apoio da União Europeia à Ucrânia face à agressão russa, tendo aprovado um empréstimo de 90 mil milhões de euros financiado por dívida comum e mantido o trabalho para a utilização de ativos russos imobilizados, ao mesmo tempo que definiu orientações para o futuro quadro financeiro plurianual, no qual Portugal defendeu a proteção da política de coesão, da agricultura, das regiões ultraperiféricas e um Fundo de Competitividade com distribuição equitativa, e promoveu avanços no acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, considerado estratégico para reduzir dependências externas, ficando o processo próximo de conclusão e com perspetiva de assinatura no início do próximo ano. Responsabilidade, fraturas expostas no conflito, a pressão de Trump e de Putin. Neste Expresso da Meia-Noite em podcast, com moderação de Ricardo Costa e Ângela Silva, o debate faz-se com o historiador e deputado Rui Tavares, o especialista em Estudos Europeus, Henrique Burnay, o embaixador Martins da Cruz, e o general Pinto Ramalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os Comentadores
Os Comentadores #133 - Chefe de Estado? Mas pouco...

Os Comentadores

Play Episode Listen Later Dec 20, 2025 50:51


Daniel Oliveira defende que Luís Marques Mendes está tão “preso” ao Governo, que até aceita normas inconstitucionais. António Costa diz que as críticas do primeiro-ministro ao sistema judicial responsabilizam-no, e questiona o papel do Procurador-geral da República no processo Spinumviva. Luís Mira antecipa o aumento do preço dos produtos agrícolas, se as novas políticas de Bruxelas avançarem.No Papel Selado trazemos o anunciado “grande retrocesso” na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza. São os Comentadores com Nuno Ramos de Almeida, Paula Cardoso e Pedro Tadeu.Já podes ver e ouvir nestas plataformas. Segue-nos!

Expresso - Eixo do Mal
Spinumviva arquivada, Lei da Nacionalidade vetada e a Ucrânia à espera da Europa

Expresso - Eixo do Mal

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 50:31


O Ministério Público arquivou a averiguação preventiva à empresa Spinumviva, da família de Luís Montenegro. Montenegro mal soube, disparou desde Bruxelas críticas duras aos jornalistas, aos comentadores, ao Ministério Público. Ou seja, não reagiu como seria de esperar de alguém que acaba de receber um presente de Natal. Quem se reúne pela última vez antes da consoada é este Eixo de 18 de dezembro, emitido na SIC Notícias, com Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes, Pedro Marques Lopes e Clara Ferreira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
1h Continua madrugada fora, o Conselho Europeu em Bruxelas

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 9:25


Resumão Diário
JN: PF prende secretário do Ministério da Previdência em investigação sobre fraude no INSS; Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 5:31


A Polícia Federal investiga a fraude bilionária do INSS. Prendeu o secretário-executivo do Ministério da Previdência, fez busca em endereços ligados ao senador Weverton Rocha e apura um repasse milionário para a empresária Roberta Luchsinger. A Câmara cassou os mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. O presidente Lula disse que vai vetar a redução de penas dos condenados na trama golpista. O Tesouro aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios. Protestos tomaram Bruxelas e a União Europeia adiou o acordo com o Mercosul.

Volta ao mundo em 180 segundos
19/12: UE adia de novo acordo com Mercosul e Lula ameaça abandonar trato | Europa aprova empréstimo bilionário para manter Ucrânia em 2026 | Banco do Japão eleva juros ao maior nível em 30 anos

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 5:14


Acordo comercial entre União Europeia e Mercosul foi novamente postergado depois da pressão de milhares de produtores que foram às ruas com tratores e fizeram protestos violentos em Bruxelas e outras cidades europeias. E tem mais:- Líderes europeus aprovaram empréstimo de algo em torno de 570 bilhões de Reais para manter a Ucrânia funcionando em 2026- Banco do Japão elevou taxa básica de juros para 0,75% ao ano, recorde desde 1995, como resposta à inflação acima da meta e à alta excessiva dos salários- Sindicato dos atores do Reino Unido recusar escaneamentos digitais completos de corpo e rosto de profissionais do cinema e televisão sem garantias legais robustas contra usos abusivos por IA Ouça Chella no Spotify Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br

A soma dos dias
A marcha atrás de Bruxelas nos motores a combustão e o pacote para a habitação

A soma dos dias

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 18:02


Neste episódio analisamos a decisão da Comissão Europeia nas metas para o fim dos motores a combustão. A indústria automóvel foi sempre muito crítica das políticas de Bruxelas para o setor, incluindo o limite de 2035 para o fim da produção de veículos movidos a gasolina ou gasóleo. Após anos de adoção tímida de elétricos pela população e ao mesmo tempo uma entrada em força de marcas chinesas, a Europa recua. Na segunda parte olhamos para outro tema europeu: o pacote para a habitação. Com Paulo Ribeiro Pinto e Paulo Moutinho numa edição de Hugo Neutel. “A Soma dos Dias” regressa em janeiro.

Contas do Dia
As dificuldades para ajudar financeiramente a Ucrânia

Contas do Dia

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 5:56


Os líderes europeus estiveram reunidos em Bruxelas para tentar encontrar uma forma de emprestar dinheiro à Ucrânia para manter o país a funcionar e financiar a máquina de guerra. Análise de Pedro Sousa Carvalho.

DW em Português para África | Deutsche Welle
18 de Dezembro de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 19:59


Daniel Chapo faz primeiro informe à nação e responsabiliza protestos pós-eleitorais pela estagnação do país. As dívidas do Estado moçambicano com fornecedores de serviços estão a gerar caos económico. Bruxelas debate o destino a dar aos ativos russos congelados.

Morning Show
Desdobramentos da fraude do INSS / Fim do nudismo em BC / Guerra do petróleo

Morning Show

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 119:59


Confira no Morning Show desta quinta-feira (18): A Polícia Federal realizou buscas na casa do senador Weverton Rocha (PDT-MA) em uma nova fase da operação contra desvios bilionários no INSS. O esquema, que envolveria empréstimos consignados e figuras do alto escalão em Brasília, levanta alertas sobre a infiltração política em órgãos públicos. A bancada do Morning Show debate o que as "reuniões com churrasco" significam aos aposentados do país. A Câmara de Balneário Camboriú, Santa Catarina, aprovou o fim da prática de naturismo na Praia do Pinho, a primeira do Brasil com essa finalidade. A medida, que divide opiniões, surge após denúncias de falta de ordem e atos libidinosos na região. O Morning Show debate se a decisão protege a comunidade local ou se fere a liberdade individual e o turismo. Será que a fiscalização falhou? Reportagem: Vinicius Rezende. O presidente dos EUA, Donald Trump, endurece o jogo e impõe um bloqueio naval para impedir a exportação de petróleo da Venezuela. Com o cerco fechado, o líder venezuelano Nicolás Maduro tenta manobras para furar as sanções e o Morning Show debate: o Brasil será usado como rota de fuga na transação? Entenda os riscos da escalada e se o governo Lula pode acabar no meio do fogo cruzado. Reportagem: Eliseu Caetano. A Polícia Federal pediu um prazo maior a Alexandre de Moraes, magistrado do STF, para concluir o laudo que identifica se o general Augusto Heleno realmente tem Alzheimer. Além disso, o presidente Lula lançou uma ofensiva para garantir a aprovação de Jorge Messias no STF, pedindo para que os ministros liguem para senadores em busca de votos sob o pretexto de desejar um "Feliz Natal". A bancada do Morning Show debate se o critério de lealdade deve se sobrepor ao notável saber jurídico nas indicações ao Supremo. Seria essa uma estratégia política válida ou um erro institucional? O Senado aprovou o Projeto de Lei da Dosimetria das penas, que pode reduzir as punições dos envolvidos na trama golpista de 8 de Janeiro e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto a pesquisa Quaest aponta que 47% dos brasileiros são contra a medida, a bancada do Morning Show debate se a aprovação rápida esconde um "acordão" político entre o governo e a oposição. Confira a análise completa sobre o futuro das penas no Brasil. O senador Weverton Rocha está no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre desvios bilionários no INSS. A operação "Sem Desconto" aponta o parlamentar como a figura central em um esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A bancada do Morning Show debate a gravidade das provas e a manutenção do senador como vice-líder do governo. O Estado pode estar blindando os seus próprios aliados? Reportagem: Bruno Pinheiro. Milhares de agricultores europeus tomaram as ruas de Bruxelas contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Os manifestantes alegam que o tratado prejudica o setor agrícola local, enquanto a bancada do Morning Show debate se a resistência europeia é puro protecionismo contra a eficiência do agronegócio brasileiro. Entenda os riscos para a economia nacional e se o governo Lula conseguirá destravar a negociação que se arrasta por décadas. Reportagem: Luca Bassani. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Diplomatas
A UE sabe que, para Trump e Putin, “quem tem força manda e quem não tem força obedece”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 32:23


O derradeiro episódio deste ano do podcast Diplomatas teve como tema principal o Conselho Europeu, que arranca esta quinta-feira, em Bruxelas. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram as negociações dos últimos dias entre ucranianos, norte-americanos e europeus, tendo em vista um acordo de paz para a Ucrânia, e anteciparam os desafios que vão estar à mesa dos 27 Estados-membros da União Europeia numa cimeira que pode arrastar-se até sábado. Respondendo a uma pergunta enviada por uma ouvinte do programa, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA também reflectiram sobre o papel e a postura do actual Governo de Portugal face às profundas alterações que estão a decorrer no sistema de alianças, nas relações internacionais e na ordem mundial. No final do podcast, os analistas olharam para o ataque terrorista que teve lugar em Sydney, na Austrália, no passado domingo, e identificaram uma onda crescente de anti-semitismo desde o 7 de Outubro de 2023 e durante a guerra de Israel na Faixa de Gaza. O Diplomatas faz uma interrupção de três semanas e regressa no dia 8 de Janeiro, com um episódio dedicado ao lançamento das datas que vão marcar o ano político de 2026. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
1h Bruxelas, protesto dos agricultores contra acordo com Mercosul

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 10:00


Noticiário Nacional
9h Protesto de agricultores em Bruxelas

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 12:57


Podcast Internacional - Agência Radioweb
Giro Internacional: agricultores protestam contra acordo entre UE e Mercosul em Bruxelas

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 3:06


Resistência é grande contra acordo.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.

Jorge Borges
Lei da IA Europeia: Confiar nos Algoritmos de Alto Risco?

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 12:20


A Comissão Europeia acaba de divulgar o primeiro projeto de código de conduta sobre a marcação e rotulagem de conteúdos gerados por Inteligência Artificial (IA). Bruxelas está a aceitar até 23 de janeiro contribuições para este código, que deverá estar finalizado em junho de 2026.

Soundbite
Montenegro e a “tentação totalitária da justiça”

Soundbite

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 12:03


Luís Montenegro reagiu nesta quarta-feira, em Bruxelas, ao arquivamento pelo Ministério Público da averiguação preventiva à Spinumviva, afirmando que o processo “foi um autêntico inquérito criminal”, conduzido “muito além do habitual”. O primeiro-ministro frisou que nunca foi “avençado de ninguém” desde que foi eleito presidente do PSD e que sempre exerceu o cargo de líder do executivo em exclusividade, criticando a forma como a investigação foi conduzida e sublinhando que “não são as capas dos jornais nem os processos de investigação por denúncias infundadas, quase sempre anónimas, que conduzem a política e a democracia”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Economia
Acordo UE-Mercosul: bode expiatório de uma agricultura francesa em crise prolongada

Economia

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 7:23


A Comissão Europeia e o Mercosul esperavam confirmar nesta semana a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o bloco sul-americano – mas a França, mais uma vez, resiste à adoção do tratado, negociado há mais de 25 anos. No país, o pacto se transformou no bode expiatório de um modelo de agricultura em sucessivas crises. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A mais recente delas é sanitária: uma dermatose nodular contagiosa bovina ameaça o rebanho francês e obriga o governo a promover abates em massa de animais, para conter a epidemia. Ao mesmo tempo, o país combate a gripe aviária, que ameaça a região de Landes, principal produtora de patos para o renomado foie gras. As crises sanitárias correm em paralelo a dificuldades mais profundas em setores emblemáticos da produção agrícola francesa, do trigo aos vinhedos, vítimas da concorrência internacional, das mudanças climáticas e das reviravoltas no comércio mundial. Em 2025, pela primeira vez em 50 anos, a agricultura da França poderá registrar déficit comercial, importando mais do que exporta. A inversão se explica pelo aumento dos preços do cacau e do café no mercado internacional, de um lado, e, do outro, pela diminuição das exportações de vinhos e destilados após a guerra tarifária de Donald Trump, somada à safra ruim e à queda dos preços dos cereais. “Foi mais conjuntural, mas se soma a recuos em relação a outros países europeus, como no setor de frutas e legumes. Temos um problema de conjuntura e outro de competitividade, em alguns setores”, explica Jean-Christophe Bureau, professor de Economia da AgroParisTech e especialista em comércio agrícola internacional. “O nosso déficit nos últimos anos se acentuou, principalmente, com os países da União Europeia”, salienta. Corte nos subsídios à vista Os riscos de cortes na Política Agrícola Comum (PAC) do bloco europeu aumentam a preocupação: o próximo orçamento (2028-2034) poderá ser 20% menor, com impacto maior na França, principal beneficiária do programa de subsídios. Os agricultores franceses recebem cerca de € 9 bilhões de ajuda a cada ano, o que representa dois terços da sua renda. Os números evidenciam o déficit de competitividade agrícola francesa, que valoriza a produção local, o savoir-faire familiar e tradicional, em detrimento da agricultura intensiva praticada pelas maiores potências mundiais. O país é o líder europeu de produção agrícola e agroalimentar, mas passou de segundo para sexto maior exportador do planeta, com 4,3% do mercado em 2024. Desde 2015, a França importa mais do que exporta aos vizinhos da União Europeia. A cada duas frutas ou legumes consumidos no país, um vem de fora. “Em alguns casos, temos de fato diferença de custo da mão de obra, que é menor na Espanha, graças à imigração e aos salários mais baixos, ou na Alemanha, onde os encargos trabalhistas são bem menores”, aponta Bureau. “Mas também podemos citar as nossas deficiências em pesquisa e desenvolvimento e até de formação de algumas técnicas.” Normas ambientais europeias O êxodo rural é outra preocupação. A renda média dos agricultores estagnou nos últimos 20 anos, e o aumento das dificuldades do setor afasta a nova geração do campo, na comparação com outras potências agrícolas do bloco, como a Itália ou a Alemanha. Alguns sindicatos agrícolas também criticam o que seria um excesso de regulamentações sanitárias e ambientais no bloco. “A agricultura francesa é caracterizada pela sustentabilidade, na comparação com as grandes potências agrícolas mundiais. Ao mesmo tempo, começa a enfrentar cada vez mais dificuldades ambientais, exacerbadas pelas mudanças climáticas. Temos impasses técnicos para lidar com pragas sanitárias em animais e vegetais”, observou Aurélie Cathalo, diretora de Agricultura do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Relações Internacionais (IDDRI), à RFI. “Temos problemas com a fertilidade dos solos, e isso explica a estagnação ou até diminuição da renda dos agricultores. Precisamos colocar a agronomia a nosso favor, fazer o esforço de nos adaptarmos e podermos continuar a produzir, apesar do andamento da situação.” Acordo visto como uma ameaça Neste contexto, para a maioria dos agricultores da França, o acordo com o Mercosul representa um perigo. Eles denunciam a concorrência desleal devido a padrões de produção menos rigorosos na América Latina, principalmente do ponto de vista ambiental. A França obteve da Comissão Europeia garantias de salvaguardas para os setores mais ameaçados – mas as barreiras são insuficientes aos olhos dos produtores. “Segundo os nossos cálculos, o acordo com o Mercosul não tem impactos grandes, afinal foram inseridos limites de importação. Entretanto, é um acordo que se soma a outros que já temos, o que faz com que, para alguns setores, como a carne bovina, as aves e o mel, ele se torne desfavorável”, pondera o professor da AgroParisTech. “Há uma insatisfação generalizada, e é evidente que, em um ano de renda muito baixa, devido a safras fracas, em que os problemas climáticos se sucederam, como inundações e incêndios, o acordo com o Mercosul vira a gota d'água que faltava”. Nesta terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou uma série de medidas de proteção e criou um mecanismo para supervisionar o impacto do acordo em produtos sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar. Os trechos abrem as portas para a aplicação de tarifas em caso de desestabilização do mercado no bloco. Os eurodeputados desejam que a Comissão Europeia intervenha se o preço de um produto latino-americano for pelo menos 5% inferior ao da mesma mercadoria na UE e se o volume de importações isentas de tarifas aumentar mais de 5%. Mesmo assim, é provável que a França não aprove o texto. Paris solicitou à União Europeia (UE) o adiamento da assinatura do pacto comercial, que Bruxelas gostaria de concretizar no próximo sábado (20), no Brasil. Resta saber se a Itália, que mostrou sinais contraditórios nos últimos meses, se colocará ao lado da Comissão ou ao lado dos franceses – neste caso, uma maioria qualificada de Estados-membros seria formada para bloquear o pacto, com o apoio da Polônia e da Hungria, também contrárias ao projeto. Com AFP

Appleton Podcast
Episódio 184 – “Agora é Agora.” – Conversa com Maria Appleton

Appleton Podcast

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 75:43


Maria Appleton (Lisboa, 1997) é uma artista portuguesa que vive e trabalha em Lisboa. A sua prática investiga a relação entre cor e forma, recorrendo a técnicas como tinturaria, tecelagem e impressão.Trabalha com tecidos como algodão, seda e materiais industriais, criando composições em camadas translúcidas que reagem à luz e ao espaço.O seu trabalho explora espaços liminares, emocionais e físicos, num equilíbrio entre presença tangível e ausência simbólica, evocando memórias e sensações, em diálogo com a arquitetura dos domínios público e privado.Appleton apresentou exposições individuais no Espacio Tacuarí, Buenos Aires (2024), Casa da Cerca, Almada (2024), Hatch, Paris (2023), ARCOmadrid e Artissima Turim, e Galeria Foco, Lisboa (2021). Participou em residências na Cité Internationale des Arts, Paris (2022), com apoio do Institut Français e da Fundação Gulbenkian, e na Fondation CAB, Bruxelas (2024). O seu trabalho integra coleções públicas e privadas como a Coleção António Cachola, Fundação CAB e Coleção Vergez Links: https://www.maria-appleton.com/ https://galeriafoco.com/artists/maria-appleton/ https://contemporanea.pt/edicoes/2025/maria-appleton-what-holds-structure https://www.hatchparis.com/collaborativeartists/mariaappleton https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/nao-esquecendo-o-legado-bica-do-sapato-reabre-as-portas-para-o-futuro-e-para-o-tejo-090125 https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=FvlqQC7_jeg Episódio gravado a 02.12.2025 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados

Gabinete de Guerra
Zelensky na linha da frente para continuar "à tona de água"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 16:11


Qual é a "maneira soft" para a Ucrânia abdicar de territórios? Análise de Vítor Gabriel Oliveira. Zelensky na linha da frente e Kiev cada vez mais perto de Bruxelas? "Pode ser contraprodutivo."See omnystudio.com/listener for privacy information.

Zoom
Gabinete de Guerra. Zelensky na linha da frente para continuar "à tona de água"

Zoom

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 16:11


Qual é a "maneira soft" para a Ucrânia abdicar de territórios? Análise de Vítor Gabriel Oliveira. Zelensky na linha da frente e Kiev cada vez mais perto de Bruxelas? "Pode ser contraprodutivo."See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Europa
Gabinete de Guerra. Zelensky na linha da frente para continuar "à tona de água"

Café Europa

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 16:11


Qual é a "maneira soft" para a Ucrânia abdicar de territórios? Análise de Vítor Gabriel Oliveira. Zelensky na linha da frente e Kiev cada vez mais perto de Bruxelas? "Pode ser contraprodutivo."See omnystudio.com/listener for privacy information.

Economia dia a dia
TAP vs Ryanair: por que razão o Tribunal voltou a dar razão à empresa portuguesa?

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 4:34


O Tribunal Geral da UE rejeitou o recurso da Ryanair e confirmou que a TAP era elegível para receber a ajuda estatal de 2,55 mil milhões de euros durante a pandemia. O Tribunal considerou que a Comissão avaliou corretamente o plano de reestruturação, que era necessário e proporcional, e que não houve discriminação nem violação das regras de concorrência.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Malva e Duarte falan de misterios
Conducir pola esquerda e cirurxía estética

Malva e Duarte falan de misterios

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 76:18


Esta semana, Malva e Duarte falan da recente viaxe de Malva a Irlanda e Bruxelas, conducir no lado equivocado da estrada, ciruxía estética, o medo a envellecer e a neutralidade cara o corpo como acto político.

Vida em França
Calixto Neto transforma o palco num “quilombo” com a peça “Bruits Marrons”

Vida em França

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 20:33


O coreógrafo brasileiro Calixto Neto apresentou o mais recente trabalho, “Bruits Marrons”, no Festival de Outono de Paris, entre 7 de Outubro e 21 de Novembro. O espectáculo resgata o legado musical e humano do compositor afro-americano Julius Eastman e inspira-se nos quilombos, as comunidades livres criadas nas matas por escravos fugitivos. Nesta peça, o palco é “o quilombo de Calixto Neto”, um espaço de liberdade e de afirmação, onde uma comunidade de artistas negros e queer “lambem feridas” da história e “se fortalecem” para enfrentar o mundo, contou o coreógrafo à RFI. RFI: Qual é a história de “Bruits Marrons”? “'Bruits Marrons' é uma peça que é um encontro de vários artistas da dança e da música em torno de um diálogo e de uma música do Julius Eastman, que é um compositor afro-americano que morreu em 1990 e que criou um corpo de trabalho belíssimo, incrível. Ele vem da música clássica minimalista.‘Bruits Marrons' acaba sendo um diálogo com esse músico, especialmente com uma música do Julius, que é Evil Niger, numa ideia de criar uma comunidade tanto para Julius, quanto para a música de Julius. A gente na nossa pesquisa entendeu ou interpretou uma certa solidão desse compositor na época dele porque ele era um homem negro, gay, evoluindo numa sociedade muito branca, muito heteronormativa, um músico solitário no meio em que ele evoluía. A gente quis criar essa comunidade de pessoas racializadas, imigrantes, queers e, para além disso, expandir o lugar de onde essa música vem, uma música clássica, minimalista - que é como ela é classificada hoje em dia, mesmo que existam algumas controvérsias entre os músicos e musicistas - mas trazer para essa música também uma família de outros sons, de outros ruídos, de outros barulhos que podem compor a escuta para que quando essa música chegue nos nossos ouvidos a gente já tinha dado uma família para ela.” Falou em ruídos. O título é “Bruits Marrons”. O que é que quer dizer este título? Qual será depois, em português, o equivalente? “No caso de ‘Bruits Marrons', a língua francesa tem essa subtileza de permitir um duplo sentido para a palavra ‘marron'. Em português seria ‘Ruído Marron' ou, no duplo sentido da palavra em francês, poderia ser também ‘ruído quilombola'. O que acontece é que 'marron', em francês, além da cor, também designa as pessoas que estavam em situação de escravidão e que fugiam do sistema de escravidão nas plantações e se embrenhavam nas matas e criavam essas comunidades autónomas e livres, onde tinham suas vidas e trabalhavam.” É o equivalente dos quilombos no Brasil? "Exactamente, é o equivalente dos quilombos. É uma peça que é inspirada dos quilombos e, especialmente, da reflexão que a gente tem hoje em dia em torno do uso dessa palavra no Brasil. No Brasil, a gente usa essa palavra de forma mais actualizada para as comunidades de pessoas racializadas, de pessoas negras, em vários contextos. A gente não tem mais o sistema de escravidão no Brasil, mesmo que ainda exista, em alguns contextos, o que a gente chama de escravidão moderna, mas a palavra quilombo é usada em vários contextos de ajuntamento de pessoas negras, que seja formal ou informalmente, por vários motivos: para estudar, para festejar, para se cuidar, para celebrar a cultura. Então, por exemplo, lá em São Paulo tem um lugar mítico para a comunidade negra que se chama Aparelha Luzia, que é um centro cultural, um lugar de festas, um lugar de encontro de associações que foi criado pela ex-deputada Érica Malunguinho, que é uma mulher negra, trans, que saiu de Pernambuco e que em algum momento se muda para São Paulo e fez lá a sua vida. Esse é um lugar que chamam de quilombo urbano. Eu, na minha juventude, há alguns anos, quando morei com dois outros amigos negros e gay em Recife, a gente chamava à nossa casa de quilombo. Então, tem esse sentido de um espaço de emancipação que a gente cria autonomamente e que a gente actualiza hoje em dia, mesmo que o uso dessa palavra, a comunidade em si, a função dela seja actualizada. Dito isso, existem também, hoje, as comunidades remanescentes quilombolas, que são essas terras onde as pessoas que fugiram da escravidão criaram as suas comunidades e que reclamam até hoje a posse dessas terras, como as comunidades indígenas brasileiras. Então, existe essa reflexão em torno dessa palavra, de criar uma comunidade que seja em torno do som, em torno do ruído, como o ruído é um incómodo para a harmonia dos ouvidos e isso era um pouco o que Julius representava: era um homem negro num meio muito branco, um homem gay num meio muito heteronormativo e ele era um homem gay muito frontal com a sua identidade sexual e, numa das várias entrevistas que ele deu, ele disse que só desejava na vida ‘poder ser 100% gay, 100% negro, 100% músico', 'gay to the fullest, black to the fullest, musician to the fullest'". Aquilo que se passa em palco, a comunidade que reúne em palco, corpos queer, corpos negros, corresponde a esta ideia de se poder ser “100% gay, 100% negro e 100% músico”?  Esta peça tem um cunho de reparação e daí este grupo que juntou em palco? “Na verdade, esta peça tem uma temporalidade extensa. Encontrei [a música de] Julius, em 2019, no estúdio, alguém estava usando a música de Julius e houve esse encontro auditivo em que eu ouvi e meio que me apaixonei pela música dele. Em 2022, eu tive a oportunidade de começar um trabalho em torno dessa música, do trabalho dele, e na época eu queria trabalhar em torno do ‘Evil Nigger' e do ‘Crazy Nigger', mas nessa época eu tive a intuição de trabalhar só com pessoas negras porque eu queria entender qual é essa solidão de estar num meio em que a gente é sempre o único, em que a gente sempre está acompanhado de, no máximo, mais duas pessoas na sala. Foi uma aposta meio intuitiva e criou dentro do grupo uma sensação de segurança e de apaziguamento mesmo das histórias e das referências, de onde vem, o que é muito precioso e muito raro num ambiente de trabalho. Para a criação da peça, eu continuei com essa aposta, especialmente no que concerne à escolha da pessoa que toca a música porque, em 2025, mesmo com essa quantidade imensa que a gente tem de conservatórios, é uma missão hercúlea encontrar um pianista negro que tem uma formação sólida ou suficiente para tocar Julius Eastman. Hoje em dia, é praticamente impossível encontrar na Europa. Eu não sei se em Londres talvez a gente tenha mais, mas na França e na Bélgica, que foi onde concentrei mais as minhas pesquisas em 2022, foi uma tarefa muito difícil. Agora, para 2024, 2025, eu tive a ajuda de uma amiga pesquisadora, musicista, que tem uma pesquisa em torno da música de Julius e conhece alguns músicos e musicistas que se interessam pelo universo do Julius. Ela indicou-me algumas pessoas, mas, no geral, mesmo contando com pessoas da música, falei com pessoas de conservatórios, o teatro onde eu sou associado também me ajudou nessa busca, mas encontrar um pianista negro hoje em dia em França é uma tarefa possível, mas bem difícil." O piano é uma personagem, entre aspas, central na peça. É quase como a fogueira ou o batuque à volta do qual se reúnem as comunidades? “Pois é, a gente quis que o piano virasse um personagem dentro da estrutura da peça, às vezes, um objecto que pela imobilidade dele, acaba-se impondo no espaço. A gente pode atribuir várias imagens, mas, às vezes, eu penso que ele é um caixão que a gente está carregando com todo o cuidado e cantando essa música que é entre um lamento e uma canção de ninar. Às vezes, é um personagem que compõe uma estrutura sonora junto com a gente, num momento de explosão e de raiva. Às vezes é o centro da caldeira, como fala Isabela [Fernandes Santana] no começo da peça. Às vezes, é a lava ou o fogo em torno do qual a gente está girando e evocando o universo.” Até que ponto o piano ajudou a conceber os diferentes quadros de dança que variam entre a união muito forte e o êxtase e a libertação total dos corpos? Como é que criou a narrativa coreográfica da peça? “Teve um duplo trabalho. Primeiro, existiam duas imposições. Uma é a imposição da música em si porque eu decidi que a música entraria na sua integralidade, eu gostaria de propor ao público a escuta dessa música na sua inteireza - o que não foi o caso em 2022, quando era mais um jazz em torno dos universos que a música atravessa. Tem uma outra imposição, que é o objecto piano, que é um objecto imenso. Ele é imponente, ele é grande e ele ocupa o espaço. O piano não é como uma caixa de madeira que a gente muda de um lado para o outro e que está tudo bem assim. Ele tem uma carga histórica, ele tem uma carga simbólica e espacial que a gente não tem como se desenvencilhar dele. Em paralelo a essas duas imposições, existia o meu desejo de trabalhar com essa comunidade matérias que fossem em torno da alegria, em torno da criação de outros sons, uma travessia de uma floresta - que é uma cena inspirada da minha visita ao Quilombo dos Palmares, no Brasil - uma explosão raivosa e essa ideia de deslocamento desse objecto que, para mim, retoma uma tradição que a gente tinha no Brasil, no final do período da escravidão e no pós-escravidão, dos homens que carregavam o piano. As pessoas que, no processo de mudança carregam o piano, eram pessoas especializadas nisso, que tinham uma cadência específica para andar nas ruas não pavimentadas da cidade e há uma classe trabalhadora específica, com um universo musical também específico, ligado à cadência do passo. Essa é uma história que eu ouvi há muitos anos, quando eu estudava teatro, e que ficou na minha cabeça, até porque há uma expressão que a gente tem no Brasil, que são os carregadores de piano, que são as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de um processo. Por exemplo, eu ouvi essa expressão num podcast de análise da situação económica do Brasil, em que o analista dizia que as pessoas que vão carregar o piano, as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de uma mudança e de uma decisão para uma mudança económica, são as pessoas mais fragilizadas, as pessoas mais expostas. Então, tinha esse desejo de trazer o piano para estas histórias que a gente está contando, que ele pudesse ser um obstáculo que a gente atravessa, que ele pudesse ser talvez até um dos performers que dança com a gente e que produz esses ruídos, para além da música.” O que está neste momento a preparar?  “A gente acabou de estrear a peça, houve apresentações no Teatro de Cergy-Pontoise, que é o teatro onde estou em residência até 2026. Depois, apresentámos em Bruxelas, na Bienal de Charleroi Dance e agora no MC93. A gente está preparando a tournée da peça, com algumas apresentações, e alguns projectos ligados à minha residência do Points Communs. Tem um outro projeto com o CCN de Grenoble ligado à tradição do carnaval e à ideia da noção de gambiarra.” O que é a gambiarra? “Gambiarra são essas reparações, esses consertos improvisados para problemas reais. A imagem clássica da gambiarra no Brasil é consertar uma havaiana quebrada com um prego. É uma tradição muito comum na nossa sociedade, ao ponto de ter virado uma estética em si, é quase um jeito de pensar as coisas, um jeito de pensar a solução de problemas. A gente não vai reparar ali na base da coisa, mas a gente vai deixar com um pedaço de fita, com um prego, a coisa em estado de uso e a gente vai usar desse jeito. É um objecto de pesquisa para mim, há muitos anos, desde o meio do meu mestrado. A Shereya também fez um mestrado no mesmo lugar que eu, lá em Montpellier e é também um objecto de pesquisa para ela.” A Shereya que é outra coreógrafa e bailarina... “Ela é uma bailarina de ‘Bruits Marrons' e coreógrafa também. A gente tem uma parceria em vários outros trabalhos, ela entra em um outro trabalho meu, a ‘Feijoada'. Quando eu fui chamado pelo CCN de Grenoble para fazer esse projecto com comunidades que vivem em torno do CCN, eu tive a ideia de fazer um carnaval - porque vai acontecer no período do carnaval - então, vai ser o nosso carnaval improvisado no CCN de Grenoble. Há um outro projecto para 2027 que vai ser um solo e uma plataforma de encontros com outros trabalhos em torno da ideia da Travessia Atlântica e é inspirado no nome do meu bairro, o bairro onde eu cresci, que se chama Jardim Atlântico. É também um diálogo com a minha história, com a história da minha mãe que era bailarina, e essas histórias de migração entre um lado do Atlântico e um outro lado.” Esta é a segunda vez que conversamos, a primeira foi também no âmbito do Festival do Outono, quando apresentou ‘Il FAUX' , em 2023. A ideia que tenho é que a sua pesquisa anda sempre em torno do racismo, da História, da escravatura, dos corpos negros permanentemente ameaçados. Por que é que faz questão de levar estes temas para cima do palco e até que ponto é que o seu palco é o quilombo para os “carregadores do piano” serem reparados? “Na verdade, isso é uma prática que não planeei que ia acontecer assim. No começo do meu percurso, quando criei a minha primeira peça fora do mestrado, 'oh!rage', eu estava saindo de um mestrado em que eu passei dois anos numa instituição de ensino francesa e em que não tive a oportunidade de cruzar com nenhum professor, nenhum artista ou mesmo pessoas que estavam ali em torno do festival Montpellier Danse, não encontrei artistas negros, talvez um ou dois. Isso marcou-me muito porque eu tenho uma formação em teatro no Brasil, tenho um longo percurso na companhia da Lia Rodrigues, em que comecei a me dar conta que o leque de referências nesses espaços, tanto o espaço académico quanto o espaço profissional de Lia Rodrigues era quase exclusivamente branco e o mestrado Exerce [Montpellier] serviu para confirmar isso. Então, em 2018, quando eu criei o ‘oh!rage', fiz a aposta de dialogar apenas com criadores, com pensadores, com artistas visuais, da dança, de teatro negros, da comunidade negra - muito inspirado também do programa Diálogos Ausentes do Itaú Cultural de 2016. Fazendo essa aposta em 2018, eu me deparei - porque eu tinha um letramento racial tardio porque isso não foi uma questão na minha formação, na minha família - deparei-me com um universo de criação que me alimenta imensamente. Eu, junto com outras pessoas, com outros artistas, também experimento, experiencio, no meio das artes e na vida real, situações de subalternidade que me são impostas. Então, eu entendo a arte como um espaço de discussão do que atravessa a sociedade nos dias de hoje. Eu não acho que isso é uma ferida que esteja apaziguada e curada. Pelo contrário, ela demanda ainda reflexão, ela demanda um olhar específico, ela é muito presente, é uma chaga aberta. Eu tento fazer da arte um espaço de diálogo, de abrir uma discussão em torno disso mesmo e sempre dialogando com outros artistas que trazem as suas referências nesse sentido para criar esse espaço de emancipação, de liberdade mesmo. Esse é o meu quilombo, o palco é meu quilombo, a minha comunidade ‘marron', um espaço de autonomia e de liberdade. E nesse espaço de autonomia e liberdade a gente vai louvar os nossos, celebrar as nossas criações e lamber as nossas feridas juntos. Em alguns momentos, a gente vai abrir esse espaço e receber pessoas, como em outras peças como ‘Feijoada', que é uma peça em torno da generosidade e do gesto. Em outras peças, a gente vai estar entre a gente, celebrando as nossas existências entre a gente e lambendo as nossas feridas antes de se fortalecer para o resto do mundo.”

Em directo da redacção
Calixto Neto transforma o palco num “quilombo” com a peça “Bruits Marrons”

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 20:33


O coreógrafo brasileiro Calixto Neto apresentou o mais recente trabalho, “Bruits Marrons”, no Festival de Outono de Paris, entre 7 de Outubro e 21 de Novembro. O espectáculo resgata o legado musical e humano do compositor afro-americano Julius Eastman e inspira-se nos quilombos, as comunidades livres criadas nas matas por escravos fugitivos. Nesta peça, o palco é “o quilombo de Calixto Neto”, um espaço de liberdade e de afirmação, onde uma comunidade de artistas negros e queer “lambem feridas” da história e “se fortalecem” para enfrentar o mundo, contou o coreógrafo à RFI. RFI: Qual é a história de “Bruits Marrons”? “'Bruits Marrons' é uma peça que é um encontro de vários artistas da dança e da música em torno de um diálogo e de uma música do Julius Eastman, que é um compositor afro-americano que morreu em 1990 e que criou um corpo de trabalho belíssimo, incrível. Ele vem da música clássica minimalista.‘Bruits Marrons' acaba sendo um diálogo com esse músico, especialmente com uma música do Julius, que é Evil Niger, numa ideia de criar uma comunidade tanto para Julius, quanto para a música de Julius. A gente na nossa pesquisa entendeu ou interpretou uma certa solidão desse compositor na época dele porque ele era um homem negro, gay, evoluindo numa sociedade muito branca, muito heteronormativa, um músico solitário no meio em que ele evoluía. A gente quis criar essa comunidade de pessoas racializadas, imigrantes, queers e, para além disso, expandir o lugar de onde essa música vem, uma música clássica, minimalista - que é como ela é classificada hoje em dia, mesmo que existam algumas controvérsias entre os músicos e musicistas - mas trazer para essa música também uma família de outros sons, de outros ruídos, de outros barulhos que podem compor a escuta para que quando essa música chegue nos nossos ouvidos a gente já tinha dado uma família para ela.” Falou em ruídos. O título é “Bruits Marrons”. O que é que quer dizer este título? Qual será depois, em português, o equivalente? “No caso de ‘Bruits Marrons', a língua francesa tem essa subtileza de permitir um duplo sentido para a palavra ‘marron'. Em português seria ‘Ruído Marron' ou, no duplo sentido da palavra em francês, poderia ser também ‘ruído quilombola'. O que acontece é que 'marron', em francês, além da cor, também designa as pessoas que estavam em situação de escravidão e que fugiam do sistema de escravidão nas plantações e se embrenhavam nas matas e criavam essas comunidades autónomas e livres, onde tinham suas vidas e trabalhavam.” É o equivalente dos quilombos no Brasil? "Exactamente, é o equivalente dos quilombos. É uma peça que é inspirada dos quilombos e, especialmente, da reflexão que a gente tem hoje em dia em torno do uso dessa palavra no Brasil. No Brasil, a gente usa essa palavra de forma mais actualizada para as comunidades de pessoas racializadas, de pessoas negras, em vários contextos. A gente não tem mais o sistema de escravidão no Brasil, mesmo que ainda exista, em alguns contextos, o que a gente chama de escravidão moderna, mas a palavra quilombo é usada em vários contextos de ajuntamento de pessoas negras, que seja formal ou informalmente, por vários motivos: para estudar, para festejar, para se cuidar, para celebrar a cultura. Então, por exemplo, lá em São Paulo tem um lugar mítico para a comunidade negra que se chama Aparelha Luzia, que é um centro cultural, um lugar de festas, um lugar de encontro de associações que foi criado pela ex-deputada Érica Malunguinho, que é uma mulher negra, trans, que saiu de Pernambuco e que em algum momento se muda para São Paulo e fez lá a sua vida. Esse é um lugar que chamam de quilombo urbano. Eu, na minha juventude, há alguns anos, quando morei com dois outros amigos negros e gay em Recife, a gente chamava à nossa casa de quilombo. Então, tem esse sentido de um espaço de emancipação que a gente cria autonomamente e que a gente actualiza hoje em dia, mesmo que o uso dessa palavra, a comunidade em si, a função dela seja actualizada. Dito isso, existem também, hoje, as comunidades remanescentes quilombolas, que são essas terras onde as pessoas que fugiram da escravidão criaram as suas comunidades e que reclamam até hoje a posse dessas terras, como as comunidades indígenas brasileiras. Então, existe essa reflexão em torno dessa palavra, de criar uma comunidade que seja em torno do som, em torno do ruído, como o ruído é um incómodo para a harmonia dos ouvidos e isso era um pouco o que Julius representava: era um homem negro num meio muito branco, um homem gay num meio muito heteronormativo e ele era um homem gay muito frontal com a sua identidade sexual e, numa das várias entrevistas que ele deu, ele disse que só desejava na vida ‘poder ser 100% gay, 100% negro, 100% músico', 'gay to the fullest, black to the fullest, musician to the fullest'". Aquilo que se passa em palco, a comunidade que reúne em palco, corpos queer, corpos negros, corresponde a esta ideia de se poder ser “100% gay, 100% negro e 100% músico”?  Esta peça tem um cunho de reparação e daí este grupo que juntou em palco? “Na verdade, esta peça tem uma temporalidade extensa. Encontrei [a música de] Julius, em 2019, no estúdio, alguém estava usando a música de Julius e houve esse encontro auditivo em que eu ouvi e meio que me apaixonei pela música dele. Em 2022, eu tive a oportunidade de começar um trabalho em torno dessa música, do trabalho dele, e na época eu queria trabalhar em torno do ‘Evil Nigger' e do ‘Crazy Nigger', mas nessa época eu tive a intuição de trabalhar só com pessoas negras porque eu queria entender qual é essa solidão de estar num meio em que a gente é sempre o único, em que a gente sempre está acompanhado de, no máximo, mais duas pessoas na sala. Foi uma aposta meio intuitiva e criou dentro do grupo uma sensação de segurança e de apaziguamento mesmo das histórias e das referências, de onde vem, o que é muito precioso e muito raro num ambiente de trabalho. Para a criação da peça, eu continuei com essa aposta, especialmente no que concerne à escolha da pessoa que toca a música porque, em 2025, mesmo com essa quantidade imensa que a gente tem de conservatórios, é uma missão hercúlea encontrar um pianista negro que tem uma formação sólida ou suficiente para tocar Julius Eastman. Hoje em dia, é praticamente impossível encontrar na Europa. Eu não sei se em Londres talvez a gente tenha mais, mas na França e na Bélgica, que foi onde concentrei mais as minhas pesquisas em 2022, foi uma tarefa muito difícil. Agora, para 2024, 2025, eu tive a ajuda de uma amiga pesquisadora, musicista, que tem uma pesquisa em torno da música de Julius e conhece alguns músicos e musicistas que se interessam pelo universo do Julius. Ela indicou-me algumas pessoas, mas, no geral, mesmo contando com pessoas da música, falei com pessoas de conservatórios, o teatro onde eu sou associado também me ajudou nessa busca, mas encontrar um pianista negro hoje em dia em França é uma tarefa possível, mas bem difícil." O piano é uma personagem, entre aspas, central na peça. É quase como a fogueira ou o batuque à volta do qual se reúnem as comunidades? “Pois é, a gente quis que o piano virasse um personagem dentro da estrutura da peça, às vezes, um objecto que pela imobilidade dele, acaba-se impondo no espaço. A gente pode atribuir várias imagens, mas, às vezes, eu penso que ele é um caixão que a gente está carregando com todo o cuidado e cantando essa música que é entre um lamento e uma canção de ninar. Às vezes, é um personagem que compõe uma estrutura sonora junto com a gente, num momento de explosão e de raiva. Às vezes é o centro da caldeira, como fala Isabela [Fernandes Santana] no começo da peça. Às vezes, é a lava ou o fogo em torno do qual a gente está girando e evocando o universo.” Até que ponto o piano ajudou a conceber os diferentes quadros de dança que variam entre a união muito forte e o êxtase e a libertação total dos corpos? Como é que criou a narrativa coreográfica da peça? “Teve um duplo trabalho. Primeiro, existiam duas imposições. Uma é a imposição da música em si porque eu decidi que a música entraria na sua integralidade, eu gostaria de propor ao público a escuta dessa música na sua inteireza - o que não foi o caso em 2022, quando era mais um jazz em torno dos universos que a música atravessa. Tem uma outra imposição, que é o objecto piano, que é um objecto imenso. Ele é imponente, ele é grande e ele ocupa o espaço. O piano não é como uma caixa de madeira que a gente muda de um lado para o outro e que está tudo bem assim. Ele tem uma carga histórica, ele tem uma carga simbólica e espacial que a gente não tem como se desenvencilhar dele. Em paralelo a essas duas imposições, existia o meu desejo de trabalhar com essa comunidade matérias que fossem em torno da alegria, em torno da criação de outros sons, uma travessia de uma floresta - que é uma cena inspirada da minha visita ao Quilombo dos Palmares, no Brasil - uma explosão raivosa e essa ideia de deslocamento desse objecto que, para mim, retoma uma tradição que a gente tinha no Brasil, no final do período da escravidão e no pós-escravidão, dos homens que carregavam o piano. As pessoas que, no processo de mudança carregam o piano, eram pessoas especializadas nisso, que tinham uma cadência específica para andar nas ruas não pavimentadas da cidade e há uma classe trabalhadora específica, com um universo musical também específico, ligado à cadência do passo. Essa é uma história que eu ouvi há muitos anos, quando eu estudava teatro, e que ficou na minha cabeça, até porque há uma expressão que a gente tem no Brasil, que são os carregadores de piano, que são as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de um processo. Por exemplo, eu ouvi essa expressão num podcast de análise da situação económica do Brasil, em que o analista dizia que as pessoas que vão carregar o piano, as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de uma mudança e de uma decisão para uma mudança económica, são as pessoas mais fragilizadas, as pessoas mais expostas. Então, tinha esse desejo de trazer o piano para estas histórias que a gente está contando, que ele pudesse ser um obstáculo que a gente atravessa, que ele pudesse ser talvez até um dos performers que dança com a gente e que produz esses ruídos, para além da música.” O que está neste momento a preparar?  “A gente acabou de estrear a peça, houve apresentações no Teatro de Cergy-Pontoise, que é o teatro onde estou em residência até 2026. Depois, apresentámos em Bruxelas, na Bienal de Charleroi Dance e agora no MC93. A gente está preparando a tournée da peça, com algumas apresentações, e alguns projectos ligados à minha residência do Points Communs. Tem um outro projeto com o CCN de Grenoble ligado à tradição do carnaval e à ideia da noção de gambiarra.” O que é a gambiarra? “Gambiarra são essas reparações, esses consertos improvisados para problemas reais. A imagem clássica da gambiarra no Brasil é consertar uma havaiana quebrada com um prego. É uma tradição muito comum na nossa sociedade, ao ponto de ter virado uma estética em si, é quase um jeito de pensar as coisas, um jeito de pensar a solução de problemas. A gente não vai reparar ali na base da coisa, mas a gente vai deixar com um pedaço de fita, com um prego, a coisa em estado de uso e a gente vai usar desse jeito. É um objecto de pesquisa para mim, há muitos anos, desde o meio do meu mestrado. A Shereya também fez um mestrado no mesmo lugar que eu, lá em Montpellier e é também um objecto de pesquisa para ela.” A Shereya que é outra coreógrafa e bailarina... “Ela é uma bailarina de ‘Bruits Marrons' e coreógrafa também. A gente tem uma parceria em vários outros trabalhos, ela entra em um outro trabalho meu, a ‘Feijoada'. Quando eu fui chamado pelo CCN de Grenoble para fazer esse projecto com comunidades que vivem em torno do CCN, eu tive a ideia de fazer um carnaval - porque vai acontecer no período do carnaval - então, vai ser o nosso carnaval improvisado no CCN de Grenoble. Há um outro projecto para 2027 que vai ser um solo e uma plataforma de encontros com outros trabalhos em torno da ideia da Travessia Atlântica e é inspirado no nome do meu bairro, o bairro onde eu cresci, que se chama Jardim Atlântico. É também um diálogo com a minha história, com a história da minha mãe que era bailarina, e essas histórias de migração entre um lado do Atlântico e um outro lado.” Esta é a segunda vez que conversamos, a primeira foi também no âmbito do Festival do Outono, quando apresentou ‘Il FAUX' , em 2023. A ideia que tenho é que a sua pesquisa anda sempre em torno do racismo, da História, da escravatura, dos corpos negros permanentemente ameaçados. Por que é que faz questão de levar estes temas para cima do palco e até que ponto é que o seu palco é o quilombo para os “carregadores do piano” serem reparados? “Na verdade, isso é uma prática que não planeei que ia acontecer assim. No começo do meu percurso, quando criei a minha primeira peça fora do mestrado, 'oh!rage', eu estava saindo de um mestrado em que eu passei dois anos numa instituição de ensino francesa e em que não tive a oportunidade de cruzar com nenhum professor, nenhum artista ou mesmo pessoas que estavam ali em torno do festival Montpellier Danse, não encontrei artistas negros, talvez um ou dois. Isso marcou-me muito porque eu tenho uma formação em teatro no Brasil, tenho um longo percurso na companhia da Lia Rodrigues, em que comecei a me dar conta que o leque de referências nesses espaços, tanto o espaço académico quanto o espaço profissional de Lia Rodrigues era quase exclusivamente branco e o mestrado Exerce [Montpellier] serviu para confirmar isso. Então, em 2018, quando eu criei o ‘oh!rage', fiz a aposta de dialogar apenas com criadores, com pensadores, com artistas visuais, da dança, de teatro negros, da comunidade negra - muito inspirado também do programa Diálogos Ausentes do Itaú Cultural de 2016. Fazendo essa aposta em 2018, eu me deparei - porque eu tinha um letramento racial tardio porque isso não foi uma questão na minha formação, na minha família - deparei-me com um universo de criação que me alimenta imensamente. Eu, junto com outras pessoas, com outros artistas, também experimento, experiencio, no meio das artes e na vida real, situações de subalternidade que me são impostas. Então, eu entendo a arte como um espaço de discussão do que atravessa a sociedade nos dias de hoje. Eu não acho que isso é uma ferida que esteja apaziguada e curada. Pelo contrário, ela demanda ainda reflexão, ela demanda um olhar específico, ela é muito presente, é uma chaga aberta. Eu tento fazer da arte um espaço de diálogo, de abrir uma discussão em torno disso mesmo e sempre dialogando com outros artistas que trazem as suas referências nesse sentido para criar esse espaço de emancipação, de liberdade mesmo. Esse é o meu quilombo, o palco é meu quilombo, a minha comunidade ‘marron', um espaço de autonomia e de liberdade. E nesse espaço de autonomia e liberdade a gente vai louvar os nossos, celebrar as nossas criações e lamber as nossas feridas juntos. Em alguns momentos, a gente vai abrir esse espaço e receber pessoas, como em outras peças como ‘Feijoada', que é uma peça em torno da generosidade e do gesto. Em outras peças, a gente vai estar entre a gente, celebrando as nossas existências entre a gente e lambendo as nossas feridas antes de se fortalecer para o resto do mundo.”

Economia dia a dia
O OE2026 passou no teste europeu, mas o que preocupa Bruxelas?

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Nov 25, 2025 4:43


Bruxelas aprovou o Orçamento do Estado para 2026 e diz que Portugal está a cumprir as regras europeias. Mas o que quer isto dizer, na prática? Ouça o novo episódio do Economia dia a dia, podcast diário do ExpressoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Partida de Xadrez
Novos mercados para Portugal: o exemplo Mercosul

Partida de Xadrez

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 37:56


Neste episódio olhamos para as oportunidades que se podem abrir com o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul que Bruxelas quer ver assinado a 20 dezembro. Para António Ramalho e Gonçalo Moura Martins, o protecionismo norte-americano exige que a Europa encontre novos mercados e parceiros na América Latina, mas também na Ásia e em África.

Expresso - O mundo a seus pés
Uma visita do Expresso ao Kosovo, onde se fala muito de futuro mas a política ainda é “nós e eles”

Expresso - O mundo a seus pés

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 22:15


Um pequeno país com uma guerra muito recente por uma independência que ainda nem é reconhecida por todos os países da União Europeia. Foi em 2008 que nasceu o Kosovo, um país de maioria albanesa (mais de 90%), mas que a Sérvia continua a considerar como uma província sua, que lhe foi roubada, com a ajuda direta da NATO, que em 1999 bombardeou Belgrado por “razões humanitárias”. Esse ataque nunca foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, e por isso é considerado ilegal à luz da lei internacional. Mas quem caminha em Pristina, a capital do Kosovo, depara-se em todo o lado com as homenagens dos habitantes aos maiores poderes da NATO, Reino Unido e Estados Unidos, em forma de bandeiras, nomes de ruas e avenidas e mesmo nos nomes das pessoas. “Tonibler” é um nome comum para um rapaz kosovar, devido à ligação do antigo-primeiro ministro britânico, Tony Blair, nessa decisão da NATO. Mas a norte ainda vivem muitos sérvios, por ter sido sempre a sua casa, e os seus direitos foram esquecidos neste novo Kosovo. O seu acesso à justiça é limitado, os seus direitos de associação também, a educação, a rede de apoios sociais, estabelecer um negócio, demonstrar livremente a sua religião, ortodoxa, tudo é mais difícil para um sérvio residente no Kosovo. E no horizonte, tanto para sérvios como para kosovares, a União Europeia, o mesmo sonho distante. De tempos a tempos, os problemas entre as duas comunidades voltam a ser notícia, trocam-se tiros, montam-se barricadas entre o norte e o sul, as forças de manutenção da paz voltam a ter de intervir, e, até agora, tudo isto tem passado com críticas mais ou menos duras de Bruxelas. No entanto, a guerra da Ucrânia está a voltar a fazer a Europa falar de “lados” certos e errados e os Balcãs Ocidentais, todos com pretensões de adesão à UE e todos eles em banho-maria há anos, ou décadas. A Sérvia deu início ao processo em 2009, tal como a Albânia. O risco de que possam passar a olhar para leste se desde lado se continuarmos sem lhes prestar atenção é real. O editor de internacional do Expresso foi convidado pelo Governo do Kosovo para uma visita ao país e neste episódio fala-nos de um país jovem, como muita vontade de um futuro europeu. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Manhã com Bach - USP
Manhã com Bach #294: Duas músicas de Bach são identificadas

Manhã com Bach - USP

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 55:55


Depois de mais de 30 anos de pesquisas, o musicólogo alemão Peter Wollny anunciou na segunda-feira passada, dia 17, em Leipzig, na Alemanha, a identificação de duas músicas de Bach para órgão, a Chacona em Ré Menor e a Chacona em Sol Menor, que foram compostas por volta de 1705, quando o compositor tinha 20 anos de idade e atuava como organista em Arnstadt, na Turíngia, no leste alemão. Na ocasião, as duas obras foram executadas pelo organista holandês Ton Koopman. As partituras dessas obras foram descobertas por Wollny na Biblioteca Real da Bélgica, em Bruxelas, em 1992, quando ele fazia pesquisas para sua tese de doutorado e encontrou ali um grupo de manuscritos dos séculos 17 e 18 provenientes da Turíngia, sem identificação do autor. Ao longo de sua carreira acadêmica, o musicólogo reuniu indícios de que as duas chaconas eram de autoria de Bach. A confirmação definitiva ocorreu quando foi identificado o copista que produziu as partituras: um aluno de Bach em Arnstadt chamado Salomon Günther John. As duas chaconas de Bach recém-identificadas são apresentadas nesta edição de Manhã com Bach, em gravação feita durante o anúncio de Peter Wollny, na segunda-feira passada. O podcast dá início também à audição do Weihnachsoratorium, o Oratório de Natal (BWV 248), de Bach. Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 22 e 23 de novembro de 2025. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.

A Arte da Guerra
“Há uma mudança substantiva dos EUA” em relação à Arábia Saudita

A Arte da Guerra

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 33:51


Num quadro em que o Irão continua a ser ‘o' inimigo dos Estados Unidos no Médio Oriente, a visita de ‘estadão' do príncipe-herdeiro da Arábia Saudita à Casa Branca assume os seus verdadeiros contornos. E percebe-se melhor a razão que leva Donald Trump a correr o risco de intranquilizar os seus amigos israelitas ao permitir a venda de caças F-35 ao reino árabe. Com a União Europeia prestes a tomar uma decisão sobre o uso dos ativos russos congelados em Bruxelas, percebe-se melhor a razão que leva o presidente ucraniano a fazer um périplo de compras que o levou a Atenas, Paris e Madrid. Mais a norte, e perante as inesperadas dificuldades do primeiro-ministro britânico em ‘singrar' à frente do executivo apesar de anos e anos seguidos de governos conservadores, percebe-se melhor a razão que leva o povo a apostar cada vez mais no extremista Nigel Farage.

Noticiário Nacional
11h Bruxelas estima o regresso ao défice no próximo ano

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 9:23


Ouro Sobre Azul
Ep. 277 - sobre ir a Bruxelas e encontrar o meu ritmo

Ouro Sobre Azul

Play Episode Listen Later Nov 16, 2025 41:40


O lado mais emocional e pessoal da minha ida ao Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Contas do Dia
Novas taxas aos produtos chineses importados

Contas do Dia

Play Episode Listen Later Nov 14, 2025 5:23


Bruxelas decidiu que todas as encomendas abaixo dos 150 euros vão passar a pagar uma taxa à entrada nos países europeus, incluindo as encomendas de produtos de muito baixo valor da China. Análise de Clara Teixeira.

Jornal das comunidades
Já há Loja do Cidadão Virtual

Jornal das comunidades

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 11:46


Está disponível na plataforma gov.pt e permite o acesso a 150 serviços públicos. O Movimento dos 230 promove sábado em Bruxelas uma ronda por restaurantes, para promover a portugalidade. Edição Isabel Gaspar Dias

Gabinete de Guerra
"Rússia pretende capitulação total da Ucrânia"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 17:32


Escândalo de corrupção leva a demissões no Governo ucraniano, Mónica Dias acredita que "distanciamento imediato" de Zelensky é bem visto em Bruxelas. E quais os objetivos russos da invasão da Ucrânia?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
Defesa, “o parente pobre da UE”? O caminho para a autonomia e os desafios em Portugal

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later Nov 9, 2025 94:04


Esta semana, as autoridades belgas avaliaram o avistamento de vários drones a sobrevoar o seu território como uma séria ameaça, provavelmente russa, à segurança nacional e europeia. Fizeram o alarme soar em Bruxelas e as discussões sobre defesa continuam no Parlamento. Neste “Leste Oeste”, Nuno Rogeiro destaca a criação do Comissário Europeu da Defesa, que a seu ver tardou a chegar, como “revolução institucional” e debate a urgência de modernizar as Forças Armadas portuguesas, incluindo a substituição dos F-16 por F-35. Uma estratégia que segundo o comentador pode funcionar a par com a cooperação UE-NATO, a necessidade de um “Schengen militar” e a aposta em tecnologia de ponta. A COP 30 no Brasil e os testes nucleares nos EUA, na Rússia e China são outros dos temas em destaque. Ouça aqui o programa que este domingo se focou principalmente no futuro da segurança europeia. A emissão é de 9 de novembro e esta sinopse foi escrita com apoio de IA. Saiba mais sobre a sua aplicação nas redações do Grupo Impresa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Cultura
De Paris ao Vidigal, instalação de fotógrafa belga faz ponte entre poesia, alteridade e cidadania

Cultura

Play Episode Listen Later Nov 7, 2025 6:17


Photo Bridge é um novo projeto dedicado à fotografia na capital francesa, onde as imagens nos convidam a atravessar fronteiras físicas, simbólicas e culturais. De 7 a 9 de novembro, na Halle des Blancs-Manteaux, no Marais, a primeira edição tem como convidada Françoise Schein — artista franco-belga que transforma alteridade, urbanismo e democracia em arte pública. Ao lado de Glaucia Nogueira, da associação Iandé, e de Charlotte Flossaut, da PhotoDoc, a fotógrafa constrói pontes entre territórios e direitos humanos. A proposta curatorial da primeira edição da Photo Bridge em Paris parte de um gesto coletivo. “Pensamos em conjunto em um momento, um evento, um encontro que permitirá que diferentes regiões do mundo se reúnam através da fotografia. Daí o nome ‘Photo Bridge'”, explica Charlotte Flossaut, da associação Photo Doc. “Não se trata de fotografias feitas no Brasil ou sob o olhar francês, mas de colocar em diálogo a energia que nos conecta.” Glaucia Nogueira, da associação Iandé, reforça: “Essa visibilidade que a gente tenta há 10 anos dar pra fotografia brasileira, que é muito rica, finalmente acontece. Nesse evento, são fotógrafos engajados com comunidades, com pertencimento, com território. Por isso a escolha da Françoise [Schein].” A relação de Schein com o Brasil nasceu de um desejo íntimo: adotar uma criança. “Durante os anos da adoção da minha filha, eu queria conhecer o país da minha filha, conhecer as raízes da minha filha, de onde ela vem, que tipo de pessoas moram lá”, conta. Foi esse impulso que a levou a propor, para o Photo Bridge, uma instalação chamada A Cascata: “uma cachoeira gigante de moradias, as pequeninas casinhas feitas de tijolos da favela, de várias favelas onde trabalhei e que eu fotografei”. A obra monumental de Françoise Schein reúne 27 fotógrafos que representam uma parte essencial da fotografia brasileira engajada. Para a artista franco-belga, o Brasil real está nas comunidades e nos territórios populares. “Vamos dizer, [quis trazer] uma apresentação desse olhar de hoje em dia super engajado sobre as questões da ecologia, do humanismo, da relação com a Terra — que é muito importante — dos indígenas, das origens da história, mas também da população da periferia da cidade, da questão das favelas e da força da população.” Ela vê nas construções informais uma arquitetura viva. “As comunidades agora são consideradas como uma tipologia de construção vernacular muito interessante e muito parecida com a dos nossos europeus. É só esperar mais tempo, mais um século, mais dois séculos, e você vai ver que a Rocinha vai ser um lugar genial, porque as casas vão ser melhoradas pelos moradores, e vai se tornar um lugar turistico — já é, mas por razões diferentes hoje.” Democracia entre azulejos e mapas  A artista chegou ao Brasil em 1999 e, logo ao desembarcar, foi a São Paulo. “Bati à porta do Metrô Metropolitano de São Paulo e apresentei o meu trabalho que eu fiz em Portugal, em Lisboa”, lembra. O projeto foi aceito, e ela passou a trabalhar na Estação da Luz, no centro da cidade. “A Luz, como você sabe, é um bairro muito importante no centro da cidade que tem, de um lado, muitos museus super importantes: a Pinacoteca, o Museu da Língua Portuguesa. Também é um bairro muito pobre; só tem riqueza e pobreza junto nesse bairro. Adorei essa situação. Eu fiz essa ação durante 10 anos.” No Rio de Janeiro, integrou o programa Favela-Bairro e criou uma ágora e um mapa pintado na entrada da comunidade. “Tem um mapa enorme pintado na entrada da favela, porque quando você chega no Rio não há mapa de nenhuma favela. Os únicos mapas que existem estão nos computadores da cidade.” Em Copacabana, realizou uma obra sobre democracia na estação Siqueira Campos, pouco antes das eleições de Lula. “Foi um trabalho bem interessante, porque tive que fazer isso antes das eleições de Lula. O projeto até foi uma ação política, pois o presidente do metrô na época era uma pessoa negra, e ele viu imediatamente o interesse para a comunidade negra de ter um projeto sobre os direitos humanos no coração de Copacabana, que é o coração da cidade.” Uma artista entre subterrâneos e revoluções A trajetória de Françoise Schein é marcada por uma obsessão: inscrever os direitos humanos no cotidiano urbano. “Na época, eu vivia em Nova York. Eu era uma jovem arquiteta, estudando Urban Design na Columbia University e eu decidi que tive que analisar os mapas da cidade de Nova York, mas também de outras cidades: Buenos Aires, Paris, Bruxelas, outras cidades no mundo, porque eu acho que os mapas da cidade falam da cidade.” Foi ao analisar o mapa de Paris que ela percebeu a centralidade do Sena, dos museus, da história gravada no solo. “Isso fala de quê? Fala da realeza. E que também, contra essa realeza, veio a Revolução Francesa. E com a Revolução Francesa vem o primeiro texto da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, feito em 1789.” A partir dessa constatação, nasceu sua obra mais emblemática: a intervenção na estação Concorde, inaugurada em 1991. Lá, Schein revestiu completamente as paredes do túnel com cerâmica branca, sobre a qual estão inscritas, em letras azuis, todas as palavras da Declaração de 1789. Cada azulejo traz uma letra, e as palavras se sucedem sem espaços, como um texto contínuo, onde apenas as pontuações marcam pausas visuais. O resultado é um mosaico textual monumental — cerca de 45 mil peças — que convida o passageiro a um contato cotidiano com os princípios fundadores da República Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. A escolha do local também carrega peso histórico. A Place de la Concorde, sob a qual passa a estação, foi palco de execuções durante a Revolução Francesa e é hoje símbolo da reconciliação nacional. Schein quis, com essa instalação, reintroduzir no coração do espaço público uma memória política e ética, reafirmando a importância dos direitos humanos num ambiente onde circulam milhões de pessoas todos os dias. “Eu preciso construir o texto embaixo da cidade, no subterrâneo da cidade”, disse, ao lembrar como a Revolução Francesa e a realeza se misturaram em sua mente com o metrô, a democracia e a arquitetura. A primeira edição da Photo Bridge, que faz parte do calendário cultural da temporada cruzada Brasil-França; fica em cartaz até 9 de novembro em Paris.

Gabinete de Guerra
Guerra sem fim na Ucrânia? "Bruxelas já devia ter avançado"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 15:09


Bruno Cardoso Reis e o risco de uma guerra "sem fim" na Ucrânia. Drones que encerram aeroportos na Europa são "coincidências a mais". EUA e Moscovo numa corrida nuclear? "Seria suicida para a Rússia".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Europa
Gabinete de Guerra. Guerra sem fim na Ucrânia? "Bruxelas já devia ter avançado"

Café Europa

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 15:09


Bruno Cardoso Reis e o risco de uma guerra "sem fim" na Ucrânia. Drones que encerram aeroportos na Europa são "coincidências a mais". EUA e Moscovo numa corrida nuclear? "Seria suicida para a Rússia".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Zoom
Gabinete de Guerra. Guerra sem fim na Ucrânia? "Bruxelas já devia ter avançado"

Zoom

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 15:09


Bruno Cardoso Reis e o risco de uma guerra "sem fim" na Ucrânia. Drones que encerram aeroportos na Europa são "coincidências a mais". EUA e Moscovo numa corrida nuclear? "Seria suicida para a Rússia".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Volta ao mundo em 180 segundos
05/11: EUA propõem força internacional em Gaza | Zohran Mamdani eleito prefeito de Nova Iorque | Aeroportos belgas fecham por avistamento de drones

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Nov 5, 2025 5:33


EUA apresentam na ONU resolução para criar força internacional de estabilização em Gaza, com foco em conter a crise humanitária, desmilitarizar o Hamas e restaurar a ordem na região. E ainda:- Zohran Mamdani, democrata de 34 anos, é eleito prefeito de Nova Iorque, com 50,4% dos votos- Aeroporto em Bruxelas é fechado por causa de três drones que circulavam entorno das instalações. Aeroporto de Liège também é fechado por causa de drones- Incêndio em asilo deixou pelo menos 10 mortos na Bósnia e Herzegovina- Tufão Kalmaegi provoca mais de 40 mortes nas Filipinas e deixou milhares desalojados- Governo japonês deslocar tropas para a província de Akita devido a ataques de ursos Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br

Diplomatas
“Putin quer que os EUA reconheçam a legitimidade da invasão russa da Ucrânia”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 36:45


No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) antecipam a reunião desta quinta-feira do Conselho Europeu, em Bruxelas, à luz dos últimos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia e dos planos da União Europeia para investir na sua defesa. O anúncio (e adiamento) de uma cimeira entre Donald Trump e Vladimir Putin em Budapeste, na Hungria, organizada por Viktor Orbán, foi objecto de análise, assim como as posições dos líderes norte-americano e russo sobre o conflito em território ucraniano. A jornalista e o investigador discutiram ainda a estratégia de política externa dos Estados Unidos na América Latina, nomeadamente envolvendo a Venezuela, a Colômbia e a Argentina – que realiza no domingo eleições intercalares –, no contexto de crescente influência da China na região. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
16h Luís Montenegro já está a caminho de Bruxelas

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 12:33


O Assunto
Carteira de motorista sem autoescola

O Assunto

Play Episode Listen Later Oct 3, 2025 31:35


Convidados: Paulo Cesar Marques da Silva, doutor em Estudos de Transporte pela Universidade de Londres; e David Duarte Lima, doutor em segurança de trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas. 127 milhões de veículos. Este é o número da frota brasileira, segundo cálculos do Ministério dos Transportes. Parte desta frota está nas mãos de 20 milhões de brasileiros que não têm carteira de habilitação. A Secretaria Nacional de Trânsito diz que 50,4% dos donos de moto não estão habilitados – cerca de 16,5 milhões de motoristas. O país registrou 34,8 mil mortes no trânsito em 2023, segundo dados do Atlas da Violência, divulgado em maio pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Somos o terceiro país no ranking de mortes no trânsito, atrás apenas da China e da Índia. É neste contexto que o presidente Lula deu aval para o fim da obrigatoriedade de autoescola para tirar a Carteira Nacional de Habilitação. Uma consulta pública sobre o tema foi aberta na quinta-feira (2) para discutir o tema. O governo alega que o custo elevado para tirar a CNH – entre R$ 3 mil e R$ 4 mil – tem levado milhões de brasileiros a dirigir sem carteira de motorista. Para explicar os prós e os contras dessa ideia, Natuza Nery conversa com dois especialistas em trânsito. Primeiro, ela ouve Paulo Cesar Marques da Silva, doutor em Estudos de Transporte pela Universidade de Londres e professor da UnB. É ele quem aponta os pontos positivos do fim da obrigatoriedade de autoescolas no país. “O que tem sido observado é uma fuga do processo de habilitação”, diz Paulo, que já trabalhou como engenheiro de tráfego da Prefeitura de Salvador e na Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro. Depois, quem fala é David Duarte Lima, doutor em segurança de trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas. Ele expõe os argumentos contra o fim das autoescolas. Para ele, o fim da obrigatoriedade "pode tirar do candidato à habilitação a possibilidade de adquirir conhecimentos de forma mais concreta, sólida e estruturada”.

Meio Ambiente
Divisão de europeus sobre metas climáticas simboliza riscos à COP30 em Belém

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Sep 19, 2025 6:29


A pouco mais de dois meses da 30ª Conferência do Clima da ONU, em Belém, os europeus não conseguem se entender sobre quais objetivos climáticos vão apresentar à comunidade internacional. A hesitação europeia cristaliza um contexto internacional desfavorável para a pauta ambiental, apesar dos efeitos das mudanças climáticas estarem, a cada ano, mais evidentes. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O prazo oficial termina no fim de setembro e, até o momento, apenas 31 nações do mundo submeteram os seus compromissos. Um dos principais objetivos da COP30, sob a presidência brasileira, é que os países atualizem as suas promessas de descarbonização no horizonte dos próximos 10 anos. Com base nestes compromissos, será possível ter mais clareza se ainda é viável limitar o aquecimento global a 1,5°C até o fim deste século – a maior ambição do Acordo de Paris. Na Europa, o impasse acontece porque, ao mesmo tempo em que o bloco consolida a sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), a ser entregue às Nações Unidas, os europeus também negociam os seus objetivos de redução de emissões de CO2 até 2040. Só que, em vez de a decisão sobre estes objetivos ocorrer em setembro, em âmbito ministerial, a discussão foi adiada para o fim de outubro, no próximo Conselho Europeu. Caberá aos chefes de Estado e de Governo dos 27 países chegarem, ou não, a um consenso. A negociação não será fácil e o acordo precisará ser aprovado por unanimidade. “Se não der certo, corremos o risco de termos um bloqueio institucional da questão climática, a apenas algumas semanas da COP, o que significaria corrermos o risco de chegarmos a Belém de mãos vazias”, resume Niel Makarov, especialista em políticas climáticas europeias e diretor do think tank Strategic Perspectives, em Bruxelas. “Isso mancharia a nossa credibilidade internacional na questão climática, justo a Europa, que sempre teve uma postura de vanguarda nisso. Nós estaríamos extremamente atrasados.”  Negacionismo reforçado A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris voltou a reforçar o negacionismo climático mundo afora, com impacto também no bloco europeu. Países como Hungria, Polônia e Eslováquia se opõem à meta de diminuição de 90% das emissões até 2040, como recomendado pela Comissão Europeia. O objetivo sinalizaria que o bloco estará no bom caminho para atingir a neutralidade de carbono até 2050. Entretanto, países como a França e a Alemanha, locomotivas da Europa, desejam mais clareza sobre o que exatamente entrará na conta da descarbonização e quais investimentos serão deslocados para a transição, por meio de uma política industrial verde. “O presidente da França caiu na tentação de levar o assunto para o Conselho Europeu, apesar de todos os riscos envolvidos: de chantagem dos países negacionistas, e de sinalizar uma confusão para os atores econômicos envolvidos nessa agenda”, diz Makarov. “A França está brincando com fogo, porque ela pode acabar contribuindo para reforçar os países que querem bloquear toda a agenda climática – e isso no ano de aniversário de 10 anos do Acordo de Paris.” O temor dos observadores do processo é que, se não houver acordo sobre a meta ambiciosa para 2040, o objetivo intermediário de 2035 acabe enfraquecido. A Polônia propõe que a NDC europeia prometa uma redução de 66% das emissões na próxima década – e não 72%, valor mais realista à luz do objetivo de -90% em 2040. Incertezas abalam confiança de investimentos verdes No meio empresarial, as incertezas sobre a ambição europeia já afetam a confiança dos investidores, indica Caroline Néron, diretora-geral de organização Impact France, que reúne 30 mil empresas comprometidas com a descarbonização da economia do país. “Quanto mais a dinâmica verde é fragilizada, mais o engajamento dos atores privados, mas também públicos, também se fragiliza”, afirma. “Nós queremos que a direção da Europa se estabilize, e que a dinâmica que tinha sido lançada se consolide. Ela foi abalada por tantas idas e vindas, ultimamente.” Célia Agostini, diretora-geral do Cleantech for France, incubadora de start-ups e fundos de investimentos em tecnologias de baixo carbono, pondera que os questionamentos levantados pela França são legítimos, já que a grande protagonista da transição energética no continente são os produtos chineses. A Comissão Europeia avalia que investimentos de pelo menos € 400 bilhões são necessários por ano para alavancar a indústria verde no bloco. “O que conta é que essa transição seja feita com equipamentos europeus e não seja dependente da China para os veículos elétricos ou os painéis solares, nem dependente dos Estados Unidos para a energia, com a importação de gás natural. Como vamos traçar essa trajetória com atores europeus?”, indaga. A China, maior emissora mundial de gases de efeito estufa, também não entregou à ONU as suas metas climáticas para 2035, mas promete divulgá-las dentro do prazo das Nações Unidas.

A História do Dia
Como deve a União Europeia responder a Vladimir Putin?

A História do Dia

Play Episode Listen Later Aug 29, 2025 19:08


A Rússia atacou a delegação da União Europeia em Kiev. Qual deve ser a resposta de Bruxelas? Uma conversa com Henrique Burnay, consultor em assuntos europeus e colunista do Observador.See omnystudio.com/listener for privacy information.

PEBMED - Notícias médicas
Check-up Semanal #Cardiologia: Lipoproteína, proteção cerebral na TAVI e mais!

PEBMED - Notícias médicas

Play Episode Listen Later Aug 13, 2025 12:44


No episódio de hoje do check-up semanal, nosso editor-chefe médico, Ronaldo Gismondi, traz os principais destaques do mês sobre cardiologia abordados no Portal Afya.Confira os temas do episódio de hoje sobre cardiologia: Eficácia do acoramidis no tratamento da amiloidose ATTR; Biomarcadores hepáticos têm valor prognóstico na ICFEP?; Troponina para estimativa de risco cardiovascular; Lipoproteína (a): Consenso Internacional de Bruxelas aborda o tema; Proteção cerebral durante a TAVI. Aperte o play e ouça agora os destaques!