Podcasts about bruxelas

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A soma dos dias
A despesa da tempestade e a época de resultados do PSI

A soma dos dias

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 15:16


Neste episódio analisamos o potencial impacto nas contas públicas dos apoios anunciados pelo Governo para as famílias e empresas afetadas pelo mau tempo. Nem todas as despesas contam nas regras europeias e o Executivo está em diálogo com Bruxelas com o objetivo de garantir que este custo, que ainda não contabiliza, fique fora das contas. Na segunda parte colocamos o foco na época de resultados do PSI que começou nesta quinta-feira, com as quedas de resultados da Navigator e da Corticeira Amorim. O índice está em máximos de 2008. Com Susana Paula e Diogo Mendo Fernandes. Hugo Neutel é o anfitrião.

Professor HOC
A CHINA ESTÁ ESTOCANDO PETRÓLEO, GÁS E METAIS: QUAL A RAZÃO?

Professor HOC

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 17:53


Neste vídeo, eu explico por que uma movimentação que parece “só logística” está deixando Washington, Bruxelas e várias capitais asiáticas em estado de alerta: a China está acelerando uma campanha silenciosa de estocagem estratégica — petróleo, gás, metais e até alimentos — para ficar mais difícil de intimidar em crises e negociações. A história começa em Dongjiakou, um mega complexo de tanques onde, vistos por satélite, os reservatórios sobem e descem como cúpulas gigantes conforme se enchem. Só desde meados de janeiro, cerca de 10 milhões de barris foram adicionados ali, levando o total a 24 milhões, num sinal visível de uma estratégia maior: criar um “colchão” energético e industrial capaz de absorver choques, reduzir a vulnerabilidade a sanções, e até diminuir o impacto de gargalos marítimos como o Estreito de Malaca em um cenário de tensão militar. Eu conecto esse movimento ao ambiente político e comercial pós-2024, à volta da pressão tarifária dos EUA e às mensagens ambíguas vindas de Donald Trump, além de mostrar como Pequim usa estoques e compras de fornecedores sancionados (como Irã, Rússia e Venezuela) para ganhar descontos, testar rotas e mecanismos “fora do dólar” e construir poder de barganha silencioso. Também detalho o lado menos óbvio: metais e insumos críticos (cobre, níquel, zinco, lítio), a dependência alimentar (especialmente soja) e como a diversificação — incluindo a aproximação energética com Moscou via projetos como Power of Siberia 2 — pode trocar uma vulnerabilidade por outra. Por fim, eu fecho com a parte que mais preocupa o Ocidente: ao transformar a China num “core trader” capaz de segurar ou liberar volumes em momentos-chave, Pequim não só se blinda, mas também remodela preços, rotas e incentivos no mundo inteiro — com efeitos diretos no Brasil, na Europa e no equilíbrio geopolítico global.

Noticiário Nacional
16h Portugal leva a Bruxelas o retrato depois das tempestades

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 12:18


Diplomatas
Política Externa e de Defesa: o que esperar do Presidente Seguro?

Diplomatas

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 30:55


No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram as ideias e o pensamento político de António José Seguro no campo da Política Externa e de Defesa, procurando projectar os planos e as prioridades do próximo Presidente da República no campo da diplomacia. Com a guerra na Ucrânia a aproximar-se do seu quarto aniversário, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA recuperaram os últimos desenvolvimentos do conflito, quer na mesa das negociações, quer no terreno, para reflectir sobre os capítulos seguintes, envolvendo Kiev, Moscovo, Bruxelas e Washington. Neste âmbito, anteciparam quatro importantes eventos agendados para os próximos dias: a reunião de ministros da Defesa da NATO; o retiro dos líderes do Conselho Europeu sobre Competitividade; a reunião do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia; e o início da 62.ª Conferência de Segurança de Munique. No final do programa houve tempo para três notas breves sobre a mais recente crise política no Reino Unido, os resultados das eleições no Japão e a condenação do magnata dos media e activista pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Economia dia a dia
Bruxelas inaugura a NanoIC: como funciona esta nova “fábrica experimental” de chips?

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 4:13


A União Europeia inaugurou na Bélgica uma infraestrutura onde empresas podem testar como fabricar chips antes de investirem à escala industrial. Chama-se NanoIC e é a maior linha-piloto europeia de semicondutores. Mas como vai funcionar esta nova “fábrica experimental” e o que muda, na prática, para a indústria europeia?See omnystudio.com/listener for privacy information.

DW em Português para África | Deutsche Welle
6 de Fevereiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 20:00


Diáspora guineense mobiliza manifestação em Bruxelas para chamar a atenção internacional para a situação política na Guiné Bissau. Em Moçambique, mulheres de Cabo Delgado expõem vulnerabilidades no contexto dos ataques terroristas. EUA e o Irão retomam hoje conversações sobre questões nucleares.

Renascença - Casa Comum
Tempestade Kristin: o que falhou e a ajuda que não se pediu à Europa

Renascença - Casa Comum

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 34:08


Mariana Vieira da Silva e Duarte Pacheco analisam a resposta técnica e política à catástrofe provocada pela tempestade Kristin na zona Centro do país. No plano europeu, a eurodeputada Catarina Martins junta-se à reflexão sobre os mecanismos europeus de ajudas a situações de catástrofe, as opções do Governo de Lisboa e as alegadas inflexibilidades de Bruxelas sobre prazos no Programa de Recuperação e Resiliência.

Expresso - Expresso da Manhã
Susana Frexes: “Uma coisa é certa, Bruxelas não vai enviar nada sem que haja um pedido do governo”

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 14:47


O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que foi ministros da Administração Interna num governo de António Costa, desafiou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a acionar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, mas o presidente da Proteção Civil, José Manuel Moura, disse que “não se justifica” pedir porque ainda não esgotamos as nossas capacidades para responder às consequências da tempestade Kristin. Para dar conta do que pode a Europa fazer para ajudar Portugal numa situação como aquela que se vive na zona centro do país, conversamos com a correspondente em Bruxelas do Expresso e da SIC, Susana Frexes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A soma dos dias
A “mãe de todos os acordos” e a FED

A soma dos dias

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 17:25


Neste episódio colocamos o foco no acordo entre a União Europeia e a Índia, que abre um mercado de quase dois mil milhões de pessoas e representa um quarto do Produto Interno Bruto mundial. Vemos que oportunidades é que o entendimento ao qual Bruxelas chamou “a mãe de todos os acordos” abre para a economia nacional. Na segunda parte olhamos para o outro lado do Atlântico e analisamos a decisão da Reserva Federal norte-americana que manteve as taxas de juro, assim como os recordes no S&P. Com Leonor Mateus Ferreira e Joana Almeida numa edição de Hugo Neutel.

DW em Português para África | Deutsche Welle
29 de Janeiro de 2026 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 20:00


Daniel Chapo anuncia melhoria da segurança em Cabo Delgado, num dia em que retomou o projeto de gás Liquefeito de Afungi. Angola vai avançar com a criação da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Lobito. UE discute em Bruxelas, novas sanções à Rússia e ao Irão em meio à crescente tensão no Médio Oriente.

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
O divórcio entre a Europa e os EUA

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 20:36


O secretário geral da NATO diz que a Europa não se pode defender sem os EUA. A nova doutrina estratégica dos EUA diz que pode, apenas com apoio “significativo mas reduzido” dos mesmos. Enquanto isso, Washington e Bruxelas parecem sobretudo contar consigo mesmos. O que esperar do futuro das relações internacionais entre os dois blocos? Ouça o comentário de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 28 de janeiro. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Economia dia a dia
UE e Índia: o que pode mudar com o novo acordo de livre comércio?

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 4:37


A União Europeia e a Índia estão prestes a fechar um acordo de livre comércio após quase duas décadas de negociações, numa altura em que Bruxelas procura diversificar parceiros e reduzir a sua dependência comercial face aos Estados Unidos e à ChinaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

O Mundo Agora
Ameaça de boicote dos europeus à Copa do Mundo de 2026 teria impacto no governo Trump?

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 4:34


Entre tantas alternativas de retaliação e de tentativa de controle sobre o que os Estados Unidos vêm fazendo em relação à Europa, uma ameaça de boicote europeu à Copa do Mundo de 2026 em solo americano talvez fosse uma das poucas jogadas capazes de, de fato, fazer Trump recuar. Não porque ele se importe com a pureza do esporte ou com a liturgia da FIFA, mas porque mexe em três coisas que pesam muito no seu universo de prioridades: imagem, dinheiro e narrativa. Thiago de Aragão, analista político De repente, a maior vitrine do planeta, cuidadosamente montada em casa, corre o risco de virar um grande palco de constrangimento ao vivo. Um boicote desse tipo não nasceria como raio em céu azul. Ele viria depois de meses de atrito, cobranças públicas e humilhações discretas, especialmente em torno da Groenlândia. Cada declaração sobre “interesse estratégico”, cada ameaça tarifária contra aliados europeus, cada aceno de que, se for preciso atropelar sensibilidades de Copenhague, Bruxelas e companhia, se atropela. Em algum momento, a sensação de que a Europa está sendo tratada mais como peça de tabuleiro do que como parceira começa a ferver. E quando essa temperatura sobe, a Copa, que parecia um assunto distante, logística, estádio, calendário, começa a aparecer como botão de emergência. A ideia de boicote, no começo, surgiria em voz baixa. Um parlamentar aqui fala que “não dá para ir à festa de quem te humilha na porta de casa”. Um colunista ali sugere que, se Washington quer testar limites na Groenlândia, a resposta não pode ser só nota de repúdio e discurso protocolar. Aos poucos, a conexão se consolida na cabeça do público: Copa em solo americano, naquele momento, não é apenas futebol. É um selo de normalidade, um “está tudo bem entre nós” estampado em HD para o mundo todo ver. Se essa percepção cola, o cardápio de ações se abre. Alguns governos podem defender um boicote total, com seleções europeias simplesmente ficando em casa. Outros preferem um meio‑termo: seleções vão, mas sem delegações oficiais, sem encontros cerimoniais, sem foto sorridente em camarote ao lado do presidente americano. Há ainda a opção de transformar cada coletiva de imprensa em micropalco político, com jogadores e técnicos lembrando, sempre que possível, por que aquela Copa acontece sob protesto. Em todos os casos, o recado chega onde importa: na combinação de audiência, patrocínio e prestígio. A razão pela qual isso toca num nervo específico em Trump é simples. A Copa em casa, em 2026, é mais do que um torneio; é uma peça de narrativa. É a chance de mostrar um país vibrante, organizado, capaz de montar o maior espetáculo esportivo do planeta, com estádios cheios, patrocinadores felizes e o resto do mundo vindo bater palma. Um boicote europeu não destrói a Copa, mas arranha essa imagem de perfeição: a festa acontece, mas com cadeiras vazias importantes. O anfitrião continua sorrindo, porém o mundo inteiro sabe que nem todo convidado aceitou o convite. Do ponto de vista financeiro, o dano também é calibrado onde dói. Emissoras europeias pagaram caro esperando jogos com França, Alemanha, Espanha, Itália, Inglaterra. Patrocinadores globais apostaram na presença de estrelas que jogam em clubes europeus, com torcidas gigantescas. Se parte desse pacote evapora, começam as renegociações, os pedidos de compensação, os ajustes de contrato. Nada disso derruba a economia americana, claro, mas é barulhento o suficiente para virar manchete, relatório de banco, debate em mercado. O tipo de ruído que investidores e conselheiros detestam e que qualquer presidente que se vê como sinônimo de “sucesso” prefere evitar. “Não vamos à sua festa enquanto você pisar no nosso calo” Politicamente, a Europa teria a vantagem de usar uma arma que fala o idioma da opinião pública. Em vez de discutir cláusulas de tratado ou números de tarifa em documentos opacos, ela diria algo muito mais simples: “não vamos à sua festa enquanto você pisa no nosso calo”. A opinião pública europeia entende. A opinião pública americana, mesmo dividida, entende também. E, talvez mais importante, outros países assistem. Da América Latina à África, passando pela Ásia, a imagem de uma Europa que finalmente decidiu peitar Washington numa arena tão simbólica quanto a Copa tem peso próprio. Isso não quer dizer que o boicote seja fácil de construir. Dentro da própria Europa, o debate seria duro. Países mais expostos à Rússia teriam medo de qualquer movimento que parecesse enfraquecer o vínculo com os Estados Unidos. Governos mais atlanticistas argumentariam que é perigoso transformar a segurança de longo prazo em refém de um gesto de curto prazo, por mais sedutor que ele pareça. Outros, sobretudo onde a fadiga com a postura americana já é grande, veriam no boicote a primeira oportunidade real, em décadas, de dizer “não” de forma que seja ouvida. E é justamente aí que entra o potencial de fazer Trump recuar. Diferente de sanções discretas, notas diplomáticas ou manobras em bastidores, uma ameaça crível de boicote à Copa mexe com algo que ele acompanha pessoalmente, que ele entende intuitivamente e que impacta, de forma direta, sua narrativa de sucesso interno. Diante da perspectiva concreta de ver o grande show de 2026 virar vitrine de resistência europeia, a tentação de calibrar o tom sobre a Groenlândia, suavizar ameaças, oferecer alguma concessão de fachada ganha força. Não por reconhecimento de erro, mas por cálculo de custo. No fundo, a ideia de usar a Copa como instrumento de pressão é um pouco o espelho do que os próprios Estados Unidos fizeram tantas vezes com outros países: transformar um evento simbólico em teste de lealdade, premiar quem entra na linha, punir quem sai do script. A diferença é que, desta vez, o alvo seria o centro, não a periferia. Para a Europa, seria uma forma de dizer que também sabe jogar esse jogo. Para Trump, um lembrete incômodo de que, às vezes, o gol que dói mais não é o que entra no próprio time, mas o que estraga a festa no estádio inteiro.

Um dia no Mundo
Este é o dia de teste, em Bruxelas, à resistência europeia

Um dia no Mundo

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 4:25


E de mais propaganda de Trump em Davos. Crónica de Francisco Sena Santos.

O Mundo Agora
Os europeus estão prontos para defender a Groenlândia?

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 5:22


Ao escalar a crise em torno da Groenlândia, Donald Trump volta a aplicar seu método favorito: o caos. Desta vez, porém, o alvo são aliados históricos dos Estados Unidos. A reação europeia revela tanto o custo de anos de dependência estratégica quanto o início tardio de um despertar. Thomás Zicman de Barros, analista político Donald Trump tem método. Um método que vale tanto para a política interna quanto para a política externa. As duas coisas, aliás, se comunicam o tempo todo. O método de Trump é o caos. Um caos calculado. Ele rompe deliberadamente com regras de conduta, choca, provoca e abre múltiplas frentes simultaneamente para deixar seus adversários atordoados, reativos, sempre um passo atrás. Na última semana, esse método voltou a se manifestar de forma clara, agora contra aliados históricos dos Estados Unidos: a Europa. O objeto da disputa é a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca que Trump afirma querer controlar, seja por meio da compra, seja, se necessário, pela força. Não é preciso dizer que os habitantes da Groenlândia não querem se tornar súditos dos Estados Unidos. Para além de um evidente fetiche expansionista, o interesse de Trump é estratégico. A Groenlândia tende a se tornar uma região-chave num mundo em aquecimento, num Ártico que em breve será navegável sem quebra-gelos e cada vez mais central nas disputas geopolíticas do século XXI. A escalada em torno da Groenlândia parece ter finalmente acordado os europeus. Eles começaram a sentir na própria pele as consequências da nova Estratégia de Segurança Nacional de Trump, já mencionada nesta coluna no final de 2025. A situação não deixa de ser curiosa. Duas semanas atrás, eu comentava aqui sobre como as chancelarias europeias haviam avalizado o bombardeio da Venezuela e o rapto de Nicolás Maduro. Macron, Starmer e outros líderes relativizavam a violação do direito internacional diante de um regime do qual desgostavam. O problema é que, quando Trump percebe que pode avançar impunemente, ele avança mais. Reclamar agora de “neocolonialismo” e “imperialismo”, como fez Macron, soa como uma indignação tardia. A dependência como armadilha histórica Se a América Latina continua sendo tratada como quintal, à Europa Trump reserva algo talvez ainda pior: o desprezo. Na sua visão, trata-se de um continente decadente, dependente dos Estados Unidos no quadro da OTAN, incapaz de se defender sozinho e, portanto, destinado a ser deixado à própria sorte. Até aqui, Trump parece ter tido razão sobre a Europa. Apesar de reunir países ricos, potências militares e até nucleares, com França e Reino Unido ocupando assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU, o continente parece à deriva. Falta liderança, falta coordenação. Nesse vazio, Trump circula com facilidade. Foi assim quando impôs tarifas no meio de 2025, diante das quais a Europa, em grande medida, se curvou. Ursula von der Leyen preferiu acariciar o ego do presidente americano a confrontá-lo. Tudo em nome de uma estabilidade que nunca veio. Ainda assim, alguns sinais indicam que os europeus começam a ensaiar uma saída desse relacionamento abusivo, uma tentativa de se libertar da dependência, para não dizer da vassalagem, em relação aos Estados Unidos. Diante das afirmações de Trump de que os EUA “precisam” da Groenlândia por razões de “segurança nacional”, países europeus enviaram forças militares à ilha na operação Arctic Endurance, com o objetivo de reforçar a soberania dinamarquesa e dissuadir qualquer ação direta americana. O envio de tropas é um gesto importante, mas insuficiente. A resposta europeia precisa ir além. É urgente estabelecer regras claras para aquisições militares, rompendo com compras historicamente favoráveis à indústria americana e fortalecendo uma base industrial e estratégica própria. Hoje, vários países europeus dependem do apoio logístico dos Estados Unidos até mesmo para operar seus próprios equipamentos militares, justamente porque esses sistemas são produzidos por empresas americanas. Reino Unido e França também precisam repensar suas estratégias de dissuasão nuclear – sobretudo os britânicos, que não dispõem de plena autonomia para operar suas próprias ogivas. Para que a Europa ganhe autonomia estratégica real, será necessário avançar, finalmente, para um acordo entre Ucrânia e Rússia, normalizando a questão fronteiriça a leste. Tal passo certamente encontrará resistências em Bruxelas, mas constitui uma condição preliminar para qualquer projeto de segurança europeia fora da tutela americana. De toda forma, se Washington está implodindo a OTAN por dentro ao ameaçar parceiros históricos, não faz sentido tentar convencê-lo do contrário por meio de novas concessões. Isso apenas reforça a posição de Trump. A batalha econômica que se aproxima Além da dimensão militar, há ainda uma frente raramente mencionada, mas decisiva: a financeira. Uma frente na qual Trump gosta de ameaçar, até agora sem réplica. No último sábado, diante do envio de tropas europeias à Groenlândia, Trump anunciou tarifas contra países europeus que mantêm presença militar no território ou se opõem à sua aquisição. Dinamarca, Reino Unido, França, Alemanha, Noruega, Holanda, Suécia e Finlândia estariam sujeitos a tarifas de 10 por cento já em fevereiro, chegando a 25 por cento em junho, caso não haja um acordo para a venda da Groenlândia aos Estados Unidos. Se os Estados Unidos apelam para ameaças comerciais e financeiras, a Europa deve responder com a mesma moeda. Ou melhor, com moedas mais sofisticadas. No último domingo, Macron e outros líderes europeus afirmaram que retaliarão caso novas tarifas sejam impostas. Mas o continente pode ir além. Por meio do Banco Central Europeu e de autoridades regulatórias, a Europa dispõe de mecanismos capazes de impor custos reais aos Estados Unidos. A venda estratégica de títulos do Tesouro americano e exigências prudenciais mais duras sobre papéis de longo prazo afetariam os juros e o dólar, sinalizando que o jogo mudou. Ceder diante de um bully é sempre o pior dos caminhos. A alternativa é manter-se firme e diversificar alianças. Alguns passos nessa direção já foram dados. A assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia após 25 anos de impasses, por exemplo, foi claramente impulsionada pela crescente desconfiança europeia quanto à previsibilidade do comércio com os Estados Unidos. Alguns líderes parecem ter entendido a gravidade do momento. Resta saber até que ponto estão dispostos a levar essa compreensão às últimas consequências, construindo uma estratégia europeia própria, ancorada em princípios, em instrumentos financeiros e militares independentes, e numa liderança que não tema isolar os Estados Unidos quando forem os próprios Estados Unidos a se isolar de seus parceiros históricos.

Gregario Cycling
Episódio 292 - Ciclismo Belga, com Ricardo Lechat

Gregario Cycling

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 51:55


Dessa vez atravessamos o Atlântico para falar de ciclismo belga por dentro

Economia dia a dia
O que está em jogo nas negociações entre a Galp e a Moeve?

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 4:03


Um negócio entre a Galp e a Moeve pode dar origem a um gigante ibérico com 3500 postos de combustível e capacidade para processar perto de 700 mil barris de petróleo por diaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

O Mundo Agora
Entre China, Venezuela e Oriente Médio: a diplomacia dispersa dos EUA

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Jan 12, 2026 4:05


É possível olhar hoje para a política externa dos Estados Unidos como um grande exercício de “zapping” geopolítico. Em tese, há uma narrativa clara: defender a democracia, conter rivais estratégicos, proteger cadeias de suprimentos e devolver empregos à classe média americana. Thiago de Aragão, analista político Na prática, porém, Washington tenta pivotar ao mesmo tempo para o hemisfério ocidental, para o Indo‑Pacífico e para dentro de casa, com uma agenda econômica “America First” que se mistura cada vez mais com diplomacia e segurança. O resultado é um excesso de frentes abertas e uma hierarquia de prioridades que muda ao sabor do noticiário, deixando aliados, adversários e até partes da própria administração sem saber exatamente qual é o eixo central da estratégia. A América Latina, e em particular a Venezuela, é um bom exemplo dessa confusão. De um lado, a retórica de dar mais atenção ao “quintal” americano, associando migração, narcotráfico e a presença de Rússia e China na região a temas de segurança nacional. De outro, a resposta prática oscila entre sanções, ameaças militares e gestos de aproximação, sem uma visão clara de qual seria o objetivo final: mudança de regime, negociação gradual ou simples contenção simbólica. Quando cada crise é apresentada como um teste histórico de credibilidade, mas a atenção de Washington rapidamente se desloca para o próximo dossiê urgente, a sensação é de uma política hemisférica mais reativa do que estratégica. Algo semelhante ocorre com a combinação de tarifas, guerra tecnológica e contenção militar em relação à China, ao mesmo tempo em que a Rússia continua tratada como ameaça imediata na Europa. O discurso oficial coloca Pequim como principal competidor sistêmico, justificando controles de exportação, tarifas e reconfiguração de cadeias industriais. Moscou permanece como foco de dissuasão militar clássica e, no entanto, há também a promessa de “encerrar guerras eternas” e reduzir o peso das aventuras externas no orçamento americano. Na prática, o país vive uma espécie de hiperativismo seletivo: não quer novas grandes intervenções no estilo Iraque, mas amplia presença militar, sanções e disputas comerciais num arco que vai do Báltico ao Mar da China Meridional. No Oriente Médio, o contraste entre discurso e realidade é ainda mais visível. A Casa Branca se apresenta como guardiã de uma ordem mais estável e menos militarizada, mas multiplica operações pontuais, ataques cirúrgicos, mediações improvisadas e promessas de redesenhar a arquitetura de segurança regional sem aprofundar o debate interno sobre o custo político e financeiro disso. Para o público americano, esta é uma “saída” da região; para quem observa de fora, soa como uma permanência em modo mais difuso e menos assumido, em que Washington quer continuar indispensável, mas sem admitir o grau de envolvimento que isso exige. Até frentes aparentemente periféricas, como a atenção renovada ao Ártico ou episódios como o interesse em comprar (ou até mesmo invadir) a Groenlândia, ajudam a compor a imagem de uma superpotência que transforma qualquer espaço geográfico potencialmente relevante em tema de segurança. O problema não é que esses temas sejam irrelevantes, mas que todos são apresentados como vitais. Quando tudo é prioridade estratégica, nada parece realmente prioritário. Do ponto de vista burocrático, isso cria listas infindáveis de “teatros críticos”; do ponto de vista político, gera mensagens contraditórias: um dia o foco é conter a China, no seguinte é punir a Europa com tarifas, depois é sinalizar força contra o Irã, logo em seguida é prometer mais atenção à fronteira com o México e à instabilidade na Venezuela. Para aliados europeus, especialmente em Paris e Bruxelas, a experiência recente com Washington é a de um parceiro não tão indispensável e, ao mesmo tempo, cada vez mais imprevisível. O mesmo governo que pede coordenação apertada contra a China e Rússia ameaça com invasão contra um território europeu, medidas comerciais unilaterais, critica níveis de gastos em defesa e muda de tom conforme o calendário eleitoral interno. Esse vaivém não significa ausência total de lógica: há um fio condutor, que é a tentativa de recompor a primazia americana num mundo mais competitivo, usando simultaneamente instrumentos militares, econômicos e tecnológicos. Mas esse fio é fino e nem sempre visível para quem está do outro lado do Atlântico ou no Sul Global, mais exposto à impressão de improviso permanente. Daí a sensação de que a política externa americana, sob a administração atual, vive uma espécie de fadiga de liderança: ainda dispõe de recursos, bases, alianças e poder financeiro para agir em múltiplos tabuleiros, mas encontra cada vez mais dificuldade em explicar por que está em tantos lugares ao mesmo tempo e qual projeto de longo prazo justifica esse ativismo. Para o leitor francófono ou lusófono, a imagem que emerge é a de um país que ainda dita a pauta do mundo, mas que mudou de canal tantas vezes que começa a perder a narrativa do próprio filme.

Meio Ambiente
Entenda o novo mecanismo da UE para taxar emissões de CO2, que abalou a COP30 em Belém

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 5:29


A entrada em vigor de um novo sistema de controle de emissões de gases de efeito estufa dos produtos importados pelos países europeus, com um imposto compensatório, coloca lenha no debate sobre a ambição climática virar instrumento de protecionismo disfarçado. O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM, na sigla em inglês), adotado há dois anos pela União Europeia, passou a operar neste 1º de janeiro de 2026, após uma fase de implementação. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O instrumento passa a taxar as importações de bens industriais altamente emissores de CO2, como aço, alumínio, cimento e fertilizantes, entre outros, quando já não são precificados no país exportador. Este é o caso da maioria das nações em desenvolvimento, incluindo o Brasil, que ainda não dispõem de seus próprios mecanismos para medir e taxar o carbono – instrumentos complexos e onerosos. A perspectiva de entrada em vigor do CBAM foi um dos principais focos de bloqueio da Conferência do Clima de Belém (COP30), depois de causar tensões ao longo do ano entre os europeus e potências emergentes, como China e Índia, grandes produtoras de matérias-primas. Os países do Brics “rechaçaram medidas protecionistas unilaterais, sob pretexto de preocupações ambientais”. “Não dá para definir como um mecanismo só bom para o clima, ou só protecionista. Acho que ele é as duas coisas”, avalia o advogado Lucas Biasetton, especialista em regulações climáticas internacionais. “Mas sempre que a União Europeia impõe alguma nova normativa, ocorre o que chamamos de “efeito Bruxelas”: acaba tendo efeitos indiretos em outros países que se espelham nas normas europeias. Aqueles que exportam para a União Europeia terão que se adaptar e entender que o custo do carbono vai passar a ser considerado.” Passo seguinte do mercado europeu de CO2 A UE argumenta que o CBAM, integrante do plano Fit for 55 de descarbonização do bloco, representa o próximo passo de seu mercado de emissões (EU ETS), pelo qual as indústrias já pagam pelo carbono gerado em suas atividades . O sistema existe há 20 anos, mas previa isenções a alguns dos setores industriais mais emissores. Essas gratuidades agora serão progressivamente canceladas. O novo mecanismo vai aplicar progressivamente aos produtos importados o mesmo preço do CO2 emitido que os europeus já pagam ou passarão a pagar no mercado interno. Também visa evitar o “vazamento de carbono”, ou seja, que as empresas passem a produzir em países onde as regras de emissões são mais brandas. Pierre Leturcq, diretor do programa Desafios Globais do Instituto de Políticas Ambientais Europeias (IEEP), em Bruxelas, salienta que o CBAM vai atingir principalmente as fabricantes do próprio bloco. “Teremos a diminuição das isenções para as indústrias mais poluentes da União Europeia, só que algumas delas são grandes emissoras de CO2 e estão, ao mesmo tempo, muito expostas ao comércio internacional. O aumento do preço do carbono das importações é uma consequência disso”, explica. “Os estudos feitos pela Comissão Europeia mostram que o maior impacto será na própria União Europeia, tanto no preço do carbono, quanto na redução de emissões. No exterior, estes impactos serão marginais.” O mecanismo, inédito no mundo, expõe os limites das instituições multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para lidar com questões relacionadas às finanças climáticas. Em novembro, a presidência brasileira da COP30 instituiu um Fórum Integrado de Clima e Comércio para tentar impulsionar discussões formais entre os países, na tentativa de equilibrar as transações entre, de um lado, nações desenvolvidas que aplicam políticas climáticas cada vez mais restritivas e, de outro, economias que ainda estão se desenvolvendo. Mas a adesão a este novo instrumento, que se soma a outros já existentes, é incerta. “O CBAM não é uma medida ideal, mas é a medida possível, na ausência de acordos setoriais e plurilaterais de redução de emissões para o aço ou o alumínio. Sequer temos um preço mundial do CO2 e provavelmente nunca teremos, porque, para muitos países do mundo, não faz sentido taxar o carbono”, observa Leturcq. Recursos ficarão na UE As críticas ao mecanismo ocorrem num contexto em que o financiamento para as medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa e de adaptação às mudanças do clima nos países pobres continua insuficiente. Ao mesmo tempo, as receitas do novo imposto europeu, estimadas em € 1,4 bilhão por ano, serão incluídas no orçamento do próprio bloco, e não direcionadas a promover a economia de baixo carbono nos países menos desenvolvidos. “Para que o mecanismo seja compatível com o direito internacional e em particular com o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas entre os países ricos e pobres, ele não pode ser um instrumento para financiar o orçamento europeu. Nós defendemos que os recursos sejam automaticamente direcionados a fundos internacionais de descarbonização”, alega o pesquisador do IEEP. A adaptação ao sistema não é fácil nem para os europeus: o cálculo das emissões é sofisticado e exige dados complexos, para os quais podem ser necessárias infraestruturas específicas. A capacidade de absorver este impacto é desigual entre os países mais e menos avançados, assim como entre as pequenas, médias e grandes empresas. A Comissão Europeia alega que o objetivo do mecanismo é estimular as cadeias altamente emissoras a acelerarem a descarbonização do processo produtivo, inclusive no exterior. Mas a adoção do imposto preocupa os países com forte dependência das exportações para a União Europeia – como Moçambique, que tem o bloco como destino de 85% do seu alumínio. Pierre Leturcq chama a atenção para o risco de a medida se tornar uma variável de ajuste comercial entre a UE e seus parceiros internacionais – um desvio que abalaria a credibilidade do bloco na agenda climática. “É preocupante que a Comissão Europeia deixe a porta aberta para um desligamento entre a adoção progressiva do CBAM e o ritmo da redução das isenções dentro do bloco. Isso é muito importante para que o mecanismo seja, de fato, uma medida climática”, frisa. “Ele não pode ser transformado em mera tarifa aduaneira para proteger as indústrias europeias. Isso seria catastrófico.” Empresas já se adaptam à precificação do CO2 Um relatório publicado em dezembro pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Climate Finance Asia verificou que grandes empresas de países emergentes expostas ao CBAM já se mobilizam para se adaptar, promovendo transformações tecnológicas que reduzam o seu impacto ambiental. O caso da Petrobras, que implementou um preço interno de carbono para orientar decisões de investimentos, é mencionado. Com o novo mecanismo, a Europa também quer impulsionar a formalização dos dispositivos nacionais de precificação e comércio de carbono. No Brasil, uma das críticas é que o CBAM utiliza metodologias de cálculo próprias já consolidadas no bloco, mas que não necessariamente correspondem à realidade de outros continentes, com configurações climáticas distintas. O potencial de armazenamento de CO2 no solo em países tropicais, por exemplo, é subestimado. Além disso, na impossibilidade de os exportadores oferecerem números confiáveis e equivalentes, a UE adota valores conservadores de emissões – ou seja, produtores estrangeiros podem ser considerados mais poluentes do que de fato são, mas não conseguem comprovar. Brasil quer acelerar mercado regulado de carbono No caso brasileiro, os exportadores terão dificuldades para atestar que utilizam matriz elétrica limpa e poderão ser penalizados. “Esse é o grande problema brasileiro: a energia limpa que a gente produz simplesmente não importa para o volume de emissões que é calculado no Cbam”, destaca Lucas Biasetton. “É natural que, no futuro, quando o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões estiver mais consolidado e as empresas começarem a pagar por certificados de emissões, o Brasil pense em formas de fazer com elas não sejam prejudicadas neste cálculo. Mas isso ainda vai levar tempo.” Em um momento de profunda crise do multilateralismo, o risco de protecionismo climático e a criação de “clubes de carbono”, em que blocos de países com regras e tarifas climáticas próprias comercializam entre si, são preocupações reais, avalia o advogado brasileiro.  “A União Europeia desenhou esse instrumento de uma forma muito unilateral. Alguns países estão começando a criar um imposto de exportação do carbono, para que essa receita fique no seu próprio país. A Índia está em discussões avançadas nesse sentido”, afirma. “Acho que o Cbam é uma consequência natural da decisão da UE de ter um sistema de comércio de emissões, mas o momento em que ele vem é realmente muito ruim e a forma como ele foi construído é muito questionável”, constata Biasetton.

Noticiário Nacional
22h Fronteiras. Bruxelas quer detalhes sobre suspensão do sistema

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 30, 2025 9:53


Operação Stop
O melhor e o pior de 2025 no mundo automóvel

Operação Stop

Play Episode Listen Later Dec 28, 2025 11:26


O mercado automóvel conheceu um período particularmente agitado em 2025, numa tentativa de se adaptar às necessidades dos clientes e às regulamentações de Bruxelas. Recorde o melhor e o pior do ano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Radar Agro
Adido explica atuação do agro em Bruxelas | Canal do Boi #365

Radar Agro

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 14:20


A cobertura do Fala Carlão para o Canal do Boi esteve no Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, em Brasília, para conversar com Glauco Bertoldo, Adido Agrícola em Bruxelas, Bélgica. Ele compartilhou detalhes sobre sua atuação na capital europeia, onde trabalha para fortalecer a presença do agro brasileiro na União Europeia.Glauco explicou o dia a dia de um adido agrícola em Bruxelas, destacando o papel fundamental de construir relações com importadores e autoridades europeias para abrir mercados e consolidar o Brasil como um parceiro estratégico no comércio internacional.Ele também falou sobre como a imagem do Brasil é percebida na Europa e as oportunidades que surgem para produtos brasileiros, especialmente no setor agrícola, em um dos blocos econômicos mais influentes do mundo.

Guerra Fria
Guerra, tempo de Natal, mas não de milagres

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Dec 21, 2025 24:24


No Guerra Fria em podcast, José Milhazes e Nuno Rogeiro analisam, entre outros temas a linha da frente da guerra na Ucrânia, as conversações para um possível acordo de paz, o acordo de cooperação entre Ucrânia e Portugal, e a tensão entre Venezuela e EUA. O Conselho Europeu reuniu em Bruxelas para reforçar o apoio da União Europeia à Ucrânia face à agressão russa, tendo aprovado um empréstimo de 90 mil milhões de euros financiado por dívida comum e mantido o trabalho para a utilização de ativos russos imobilizados. Foram igualmente debatidas as bases do futuro quadro financeiro plurianual, com Portugal a defender a coesão, a agricultura e as regiões ultraperiféricas, e registaram-se avanços no acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, com perspetiva de concretização no início do próximo ano. O Guerra Fria foi emitido a 21 de dezembro na SIC Notícias.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Meia-Noite
A UE resistirá entre a pressão de Trump e Putin?

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later Dec 20, 2025 46:38


Foi mais uma semana decisiva para a União Europeia e para a Ucrânia. O Conselho Europeu reuniu em Bruxelas os Chefes de Estado ou de Governo para reforçar o apoio da União Europeia à Ucrânia face à agressão russa, tendo aprovado um empréstimo de 90 mil milhões de euros financiado por dívida comum e mantido o trabalho para a utilização de ativos russos imobilizados, ao mesmo tempo que definiu orientações para o futuro quadro financeiro plurianual, no qual Portugal defendeu a proteção da política de coesão, da agricultura, das regiões ultraperiféricas e um Fundo de Competitividade com distribuição equitativa, e promoveu avanços no acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, considerado estratégico para reduzir dependências externas, ficando o processo próximo de conclusão e com perspetiva de assinatura no início do próximo ano. Responsabilidade, fraturas expostas no conflito, a pressão de Trump e de Putin. Neste Expresso da Meia-Noite em podcast, com moderação de Ricardo Costa e Ângela Silva, o debate faz-se com o historiador e deputado Rui Tavares, o especialista em Estudos Europeus, Henrique Burnay, o embaixador Martins da Cruz, e o general Pinto Ramalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os Comentadores
Os Comentadores #133 - Chefe de Estado? Mas pouco...

Os Comentadores

Play Episode Listen Later Dec 20, 2025 50:51


Daniel Oliveira defende que Luís Marques Mendes está tão “preso” ao Governo, que até aceita normas inconstitucionais. António Costa diz que as críticas do primeiro-ministro ao sistema judicial responsabilizam-no, e questiona o papel do Procurador-geral da República no processo Spinumviva. Luís Mira antecipa o aumento do preço dos produtos agrícolas, se as novas políticas de Bruxelas avançarem.No Papel Selado trazemos o anunciado “grande retrocesso” na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza. São os Comentadores com Nuno Ramos de Almeida, Paula Cardoso e Pedro Tadeu.Já podes ver e ouvir nestas plataformas. Segue-nos!

Expresso - Eixo do Mal
Spinumviva arquivada, Lei da Nacionalidade vetada e a Ucrânia à espera da Europa

Expresso - Eixo do Mal

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 50:31


O Ministério Público arquivou a averiguação preventiva à empresa Spinumviva, da família de Luís Montenegro. Montenegro mal soube, disparou desde Bruxelas críticas duras aos jornalistas, aos comentadores, ao Ministério Público. Ou seja, não reagiu como seria de esperar de alguém que acaba de receber um presente de Natal. Quem se reúne pela última vez antes da consoada é este Eixo de 18 de dezembro, emitido na SIC Notícias, com Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes, Pedro Marques Lopes e Clara Ferreira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
1h Continua madrugada fora, o Conselho Europeu em Bruxelas

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 9:25


Resumão Diário
JN: PF prende secretário do Ministério da Previdência em investigação sobre fraude no INSS; Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 5:31


A Polícia Federal investiga a fraude bilionária do INSS. Prendeu o secretário-executivo do Ministério da Previdência, fez busca em endereços ligados ao senador Weverton Rocha e apura um repasse milionário para a empresária Roberta Luchsinger. A Câmara cassou os mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem. O presidente Lula disse que vai vetar a redução de penas dos condenados na trama golpista. O Tesouro aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios. Protestos tomaram Bruxelas e a União Europeia adiou o acordo com o Mercosul.

A soma dos dias
A marcha atrás de Bruxelas nos motores a combustão e o pacote para a habitação

A soma dos dias

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 18:02


Neste episódio analisamos a decisão da Comissão Europeia nas metas para o fim dos motores a combustão. A indústria automóvel foi sempre muito crítica das políticas de Bruxelas para o setor, incluindo o limite de 2035 para o fim da produção de veículos movidos a gasolina ou gasóleo. Após anos de adoção tímida de elétricos pela população e ao mesmo tempo uma entrada em força de marcas chinesas, a Europa recua. Na segunda parte olhamos para outro tema europeu: o pacote para a habitação. Com Paulo Ribeiro Pinto e Paulo Moutinho numa edição de Hugo Neutel. “A Soma dos Dias” regressa em janeiro.

Volta ao mundo em 180 segundos
19/12: UE adia de novo acordo com Mercosul e Lula ameaça abandonar trato | Europa aprova empréstimo bilionário para manter Ucrânia em 2026 | Banco do Japão eleva juros ao maior nível em 30 anos

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 5:14


Acordo comercial entre União Europeia e Mercosul foi novamente postergado depois da pressão de milhares de produtores que foram às ruas com tratores e fizeram protestos violentos em Bruxelas e outras cidades europeias. E tem mais:- Líderes europeus aprovaram empréstimo de algo em torno de 570 bilhões de Reais para manter a Ucrânia funcionando em 2026- Banco do Japão elevou taxa básica de juros para 0,75% ao ano, recorde desde 1995, como resposta à inflação acima da meta e à alta excessiva dos salários- Sindicato dos atores do Reino Unido recusar escaneamentos digitais completos de corpo e rosto de profissionais do cinema e televisão sem garantias legais robustas contra usos abusivos por IA Ouça Chella no Spotify Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br

Contas do Dia
As dificuldades para ajudar financeiramente a Ucrânia

Contas do Dia

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 5:56


Os líderes europeus estiveram reunidos em Bruxelas para tentar encontrar uma forma de emprestar dinheiro à Ucrânia para manter o país a funcionar e financiar a máquina de guerra. Análise de Pedro Sousa Carvalho.

DW em Português para África | Deutsche Welle
18 de Dezembro de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 19:59


Daniel Chapo faz primeiro informe à nação e responsabiliza protestos pós-eleitorais pela estagnação do país. As dívidas do Estado moçambicano com fornecedores de serviços estão a gerar caos económico. Bruxelas debate o destino a dar aos ativos russos congelados.

Morning Show
Desdobramentos da fraude do INSS / Fim do nudismo em BC / Guerra do petróleo

Morning Show

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 119:59


Confira no Morning Show desta quinta-feira (18): A Polícia Federal realizou buscas na casa do senador Weverton Rocha (PDT-MA) em uma nova fase da operação contra desvios bilionários no INSS. O esquema, que envolveria empréstimos consignados e figuras do alto escalão em Brasília, levanta alertas sobre a infiltração política em órgãos públicos. A bancada do Morning Show debate o que as "reuniões com churrasco" significam aos aposentados do país. A Câmara de Balneário Camboriú, Santa Catarina, aprovou o fim da prática de naturismo na Praia do Pinho, a primeira do Brasil com essa finalidade. A medida, que divide opiniões, surge após denúncias de falta de ordem e atos libidinosos na região. O Morning Show debate se a decisão protege a comunidade local ou se fere a liberdade individual e o turismo. Será que a fiscalização falhou? Reportagem: Vinicius Rezende. O presidente dos EUA, Donald Trump, endurece o jogo e impõe um bloqueio naval para impedir a exportação de petróleo da Venezuela. Com o cerco fechado, o líder venezuelano Nicolás Maduro tenta manobras para furar as sanções e o Morning Show debate: o Brasil será usado como rota de fuga na transação? Entenda os riscos da escalada e se o governo Lula pode acabar no meio do fogo cruzado. Reportagem: Eliseu Caetano. A Polícia Federal pediu um prazo maior a Alexandre de Moraes, magistrado do STF, para concluir o laudo que identifica se o general Augusto Heleno realmente tem Alzheimer. Além disso, o presidente Lula lançou uma ofensiva para garantir a aprovação de Jorge Messias no STF, pedindo para que os ministros liguem para senadores em busca de votos sob o pretexto de desejar um "Feliz Natal". A bancada do Morning Show debate se o critério de lealdade deve se sobrepor ao notável saber jurídico nas indicações ao Supremo. Seria essa uma estratégia política válida ou um erro institucional? O Senado aprovou o Projeto de Lei da Dosimetria das penas, que pode reduzir as punições dos envolvidos na trama golpista de 8 de Janeiro e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto a pesquisa Quaest aponta que 47% dos brasileiros são contra a medida, a bancada do Morning Show debate se a aprovação rápida esconde um "acordão" político entre o governo e a oposição. Confira a análise completa sobre o futuro das penas no Brasil. O senador Weverton Rocha está no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre desvios bilionários no INSS. A operação "Sem Desconto" aponta o parlamentar como a figura central em um esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A bancada do Morning Show debate a gravidade das provas e a manutenção do senador como vice-líder do governo. O Estado pode estar blindando os seus próprios aliados? Reportagem: Bruno Pinheiro. Milhares de agricultores europeus tomaram as ruas de Bruxelas contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Os manifestantes alegam que o tratado prejudica o setor agrícola local, enquanto a bancada do Morning Show debate se a resistência europeia é puro protecionismo contra a eficiência do agronegócio brasileiro. Entenda os riscos para a economia nacional e se o governo Lula conseguirá destravar a negociação que se arrasta por décadas. Reportagem: Luca Bassani. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Diplomatas
A UE sabe que, para Trump e Putin, “quem tem força manda e quem não tem força obedece”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 32:23


O derradeiro episódio deste ano do podcast Diplomatas teve como tema principal o Conselho Europeu, que arranca esta quinta-feira, em Bruxelas. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram as negociações dos últimos dias entre ucranianos, norte-americanos e europeus, tendo em vista um acordo de paz para a Ucrânia, e anteciparam os desafios que vão estar à mesa dos 27 Estados-membros da União Europeia numa cimeira que pode arrastar-se até sábado. Respondendo a uma pergunta enviada por uma ouvinte do programa, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA também reflectiram sobre o papel e a postura do actual Governo de Portugal face às profundas alterações que estão a decorrer no sistema de alianças, nas relações internacionais e na ordem mundial. No final do podcast, os analistas olharam para o ataque terrorista que teve lugar em Sydney, na Austrália, no passado domingo, e identificaram uma onda crescente de anti-semitismo desde o 7 de Outubro de 2023 e durante a guerra de Israel na Faixa de Gaza. O Diplomatas faz uma interrupção de três semanas e regressa no dia 8 de Janeiro, com um episódio dedicado ao lançamento das datas que vão marcar o ano político de 2026. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
1h Bruxelas, protesto dos agricultores contra acordo com Mercosul

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 10:00


Noticiário Nacional
9h Protesto de agricultores em Bruxelas

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 12:57


Soundbite
Montenegro e a “tentação totalitária da justiça”

Soundbite

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 12:03


Luís Montenegro reagiu nesta quarta-feira, em Bruxelas, ao arquivamento pelo Ministério Público da averiguação preventiva à Spinumviva, afirmando que o processo “foi um autêntico inquérito criminal”, conduzido “muito além do habitual”. O primeiro-ministro frisou que nunca foi “avençado de ninguém” desde que foi eleito presidente do PSD e que sempre exerceu o cargo de líder do executivo em exclusividade, criticando a forma como a investigação foi conduzida e sublinhando que “não são as capas dos jornais nem os processos de investigação por denúncias infundadas, quase sempre anónimas, que conduzem a política e a democracia”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Giro Internacional: agricultores protestam contra acordo entre UE e Mercosul em Bruxelas

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 3:06


Resistência é grande contra acordo.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.

Jorge Borges
Lei da IA Europeia: Confiar nos Algoritmos de Alto Risco?

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 12:20


A Comissão Europeia acaba de divulgar o primeiro projeto de código de conduta sobre a marcação e rotulagem de conteúdos gerados por Inteligência Artificial (IA). Bruxelas está a aceitar até 23 de janeiro contribuições para este código, que deverá estar finalizado em junho de 2026.

Economia
Acordo UE-Mercosul: bode expiatório de uma agricultura francesa em crise prolongada

Economia

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 7:23


A Comissão Europeia e o Mercosul esperavam confirmar nesta semana a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o bloco sul-americano – mas a França, mais uma vez, resiste à adoção do tratado, negociado há mais de 25 anos. No país, o pacto se transformou no bode expiatório de um modelo de agricultura em sucessivas crises. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A mais recente delas é sanitária: uma dermatose nodular contagiosa bovina ameaça o rebanho francês e obriga o governo a promover abates em massa de animais, para conter a epidemia. Ao mesmo tempo, o país combate a gripe aviária, que ameaça a região de Landes, principal produtora de patos para o renomado foie gras. As crises sanitárias correm em paralelo a dificuldades mais profundas em setores emblemáticos da produção agrícola francesa, do trigo aos vinhedos, vítimas da concorrência internacional, das mudanças climáticas e das reviravoltas no comércio mundial. Em 2025, pela primeira vez em 50 anos, a agricultura da França poderá registrar déficit comercial, importando mais do que exporta. A inversão se explica pelo aumento dos preços do cacau e do café no mercado internacional, de um lado, e, do outro, pela diminuição das exportações de vinhos e destilados após a guerra tarifária de Donald Trump, somada à safra ruim e à queda dos preços dos cereais. “Foi mais conjuntural, mas se soma a recuos em relação a outros países europeus, como no setor de frutas e legumes. Temos um problema de conjuntura e outro de competitividade, em alguns setores”, explica Jean-Christophe Bureau, professor de Economia da AgroParisTech e especialista em comércio agrícola internacional. “O nosso déficit nos últimos anos se acentuou, principalmente, com os países da União Europeia”, salienta. Corte nos subsídios à vista Os riscos de cortes na Política Agrícola Comum (PAC) do bloco europeu aumentam a preocupação: o próximo orçamento (2028-2034) poderá ser 20% menor, com impacto maior na França, principal beneficiária do programa de subsídios. Os agricultores franceses recebem cerca de € 9 bilhões de ajuda a cada ano, o que representa dois terços da sua renda. Os números evidenciam o déficit de competitividade agrícola francesa, que valoriza a produção local, o savoir-faire familiar e tradicional, em detrimento da agricultura intensiva praticada pelas maiores potências mundiais. O país é o líder europeu de produção agrícola e agroalimentar, mas passou de segundo para sexto maior exportador do planeta, com 4,3% do mercado em 2024. Desde 2015, a França importa mais do que exporta aos vizinhos da União Europeia. A cada duas frutas ou legumes consumidos no país, um vem de fora. “Em alguns casos, temos de fato diferença de custo da mão de obra, que é menor na Espanha, graças à imigração e aos salários mais baixos, ou na Alemanha, onde os encargos trabalhistas são bem menores”, aponta Bureau. “Mas também podemos citar as nossas deficiências em pesquisa e desenvolvimento e até de formação de algumas técnicas.” Normas ambientais europeias O êxodo rural é outra preocupação. A renda média dos agricultores estagnou nos últimos 20 anos, e o aumento das dificuldades do setor afasta a nova geração do campo, na comparação com outras potências agrícolas do bloco, como a Itália ou a Alemanha. Alguns sindicatos agrícolas também criticam o que seria um excesso de regulamentações sanitárias e ambientais no bloco. “A agricultura francesa é caracterizada pela sustentabilidade, na comparação com as grandes potências agrícolas mundiais. Ao mesmo tempo, começa a enfrentar cada vez mais dificuldades ambientais, exacerbadas pelas mudanças climáticas. Temos impasses técnicos para lidar com pragas sanitárias em animais e vegetais”, observou Aurélie Cathalo, diretora de Agricultura do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Relações Internacionais (IDDRI), à RFI. “Temos problemas com a fertilidade dos solos, e isso explica a estagnação ou até diminuição da renda dos agricultores. Precisamos colocar a agronomia a nosso favor, fazer o esforço de nos adaptarmos e podermos continuar a produzir, apesar do andamento da situação.” Acordo visto como uma ameaça Neste contexto, para a maioria dos agricultores da França, o acordo com o Mercosul representa um perigo. Eles denunciam a concorrência desleal devido a padrões de produção menos rigorosos na América Latina, principalmente do ponto de vista ambiental. A França obteve da Comissão Europeia garantias de salvaguardas para os setores mais ameaçados – mas as barreiras são insuficientes aos olhos dos produtores. “Segundo os nossos cálculos, o acordo com o Mercosul não tem impactos grandes, afinal foram inseridos limites de importação. Entretanto, é um acordo que se soma a outros que já temos, o que faz com que, para alguns setores, como a carne bovina, as aves e o mel, ele se torne desfavorável”, pondera o professor da AgroParisTech. “Há uma insatisfação generalizada, e é evidente que, em um ano de renda muito baixa, devido a safras fracas, em que os problemas climáticos se sucederam, como inundações e incêndios, o acordo com o Mercosul vira a gota d'água que faltava”. Nesta terça-feira (16), o Parlamento Europeu aprovou uma série de medidas de proteção e criou um mecanismo para supervisionar o impacto do acordo em produtos sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar. Os trechos abrem as portas para a aplicação de tarifas em caso de desestabilização do mercado no bloco. Os eurodeputados desejam que a Comissão Europeia intervenha se o preço de um produto latino-americano for pelo menos 5% inferior ao da mesma mercadoria na UE e se o volume de importações isentas de tarifas aumentar mais de 5%. Mesmo assim, é provável que a França não aprove o texto. Paris solicitou à União Europeia (UE) o adiamento da assinatura do pacto comercial, que Bruxelas gostaria de concretizar no próximo sábado (20), no Brasil. Resta saber se a Itália, que mostrou sinais contraditórios nos últimos meses, se colocará ao lado da Comissão ou ao lado dos franceses – neste caso, uma maioria qualificada de Estados-membros seria formada para bloquear o pacto, com o apoio da Polônia e da Hungria, também contrárias ao projeto. Com AFP

Appleton Podcast
Episódio 184 – “Agora é Agora.” – Conversa com Maria Appleton

Appleton Podcast

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 75:43


Maria Appleton (Lisboa, 1997) é uma artista portuguesa que vive e trabalha em Lisboa. A sua prática investiga a relação entre cor e forma, recorrendo a técnicas como tinturaria, tecelagem e impressão.Trabalha com tecidos como algodão, seda e materiais industriais, criando composições em camadas translúcidas que reagem à luz e ao espaço.O seu trabalho explora espaços liminares, emocionais e físicos, num equilíbrio entre presença tangível e ausência simbólica, evocando memórias e sensações, em diálogo com a arquitetura dos domínios público e privado.Appleton apresentou exposições individuais no Espacio Tacuarí, Buenos Aires (2024), Casa da Cerca, Almada (2024), Hatch, Paris (2023), ARCOmadrid e Artissima Turim, e Galeria Foco, Lisboa (2021). Participou em residências na Cité Internationale des Arts, Paris (2022), com apoio do Institut Français e da Fundação Gulbenkian, e na Fondation CAB, Bruxelas (2024). O seu trabalho integra coleções públicas e privadas como a Coleção António Cachola, Fundação CAB e Coleção Vergez Links: https://www.maria-appleton.com/ https://galeriafoco.com/artists/maria-appleton/ https://contemporanea.pt/edicoes/2025/maria-appleton-what-holds-structure https://www.hatchparis.com/collaborativeartists/mariaappleton https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/nao-esquecendo-o-legado-bica-do-sapato-reabre-as-portas-para-o-futuro-e-para-o-tejo-090125 https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=FvlqQC7_jeg Episódio gravado a 02.12.2025 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados

Gabinete de Guerra
Zelensky na linha da frente para continuar "à tona de água"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 16:11


Qual é a "maneira soft" para a Ucrânia abdicar de territórios? Análise de Vítor Gabriel Oliveira. Zelensky na linha da frente e Kiev cada vez mais perto de Bruxelas? "Pode ser contraprodutivo."See omnystudio.com/listener for privacy information.

Malva e Duarte falan de misterios
Conducir pola esquerda e cirurxía estética

Malva e Duarte falan de misterios

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 76:18


Esta semana, Malva e Duarte falan da recente viaxe de Malva a Irlanda e Bruxelas, conducir no lado equivocado da estrada, ciruxía estética, o medo a envellecer e a neutralidade cara o corpo como acto político.

Noticiário Nacional
11h Bruxelas estima o regresso ao défice no próximo ano

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 9:23


Gabinete de Guerra
"Rússia pretende capitulação total da Ucrânia"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 17:32


Escândalo de corrupção leva a demissões no Governo ucraniano, Mónica Dias acredita que "distanciamento imediato" de Zelensky é bem visto em Bruxelas. E quais os objetivos russos da invasão da Ucrânia?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Guerra sem fim na Ucrânia? "Bruxelas já devia ter avançado"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 15:09


Bruno Cardoso Reis e o risco de uma guerra "sem fim" na Ucrânia. Drones que encerram aeroportos na Europa são "coincidências a mais". EUA e Moscovo numa corrida nuclear? "Seria suicida para a Rússia".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Diplomatas
“Putin quer que os EUA reconheçam a legitimidade da invasão russa da Ucrânia”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 36:45


No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) antecipam a reunião desta quinta-feira do Conselho Europeu, em Bruxelas, à luz dos últimos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia e dos planos da União Europeia para investir na sua defesa. O anúncio (e adiamento) de uma cimeira entre Donald Trump e Vladimir Putin em Budapeste, na Hungria, organizada por Viktor Orbán, foi objecto de análise, assim como as posições dos líderes norte-americano e russo sobre o conflito em território ucraniano. A jornalista e o investigador discutiram ainda a estratégia de política externa dos Estados Unidos na América Latina, nomeadamente envolvendo a Venezuela, a Colômbia e a Argentina – que realiza no domingo eleições intercalares –, no contexto de crescente influência da China na região. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
16h Luís Montenegro já está a caminho de Bruxelas

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 12:33


O Assunto
Carteira de motorista sem autoescola

O Assunto

Play Episode Listen Later Oct 3, 2025 31:35


Convidados: Paulo Cesar Marques da Silva, doutor em Estudos de Transporte pela Universidade de Londres; e David Duarte Lima, doutor em segurança de trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas. 127 milhões de veículos. Este é o número da frota brasileira, segundo cálculos do Ministério dos Transportes. Parte desta frota está nas mãos de 20 milhões de brasileiros que não têm carteira de habilitação. A Secretaria Nacional de Trânsito diz que 50,4% dos donos de moto não estão habilitados – cerca de 16,5 milhões de motoristas. O país registrou 34,8 mil mortes no trânsito em 2023, segundo dados do Atlas da Violência, divulgado em maio pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Somos o terceiro país no ranking de mortes no trânsito, atrás apenas da China e da Índia. É neste contexto que o presidente Lula deu aval para o fim da obrigatoriedade de autoescola para tirar a Carteira Nacional de Habilitação. Uma consulta pública sobre o tema foi aberta na quinta-feira (2) para discutir o tema. O governo alega que o custo elevado para tirar a CNH – entre R$ 3 mil e R$ 4 mil – tem levado milhões de brasileiros a dirigir sem carteira de motorista. Para explicar os prós e os contras dessa ideia, Natuza Nery conversa com dois especialistas em trânsito. Primeiro, ela ouve Paulo Cesar Marques da Silva, doutor em Estudos de Transporte pela Universidade de Londres e professor da UnB. É ele quem aponta os pontos positivos do fim da obrigatoriedade de autoescolas no país. “O que tem sido observado é uma fuga do processo de habilitação”, diz Paulo, que já trabalhou como engenheiro de tráfego da Prefeitura de Salvador e na Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro. Depois, quem fala é David Duarte Lima, doutor em segurança de trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas. Ele expõe os argumentos contra o fim das autoescolas. Para ele, o fim da obrigatoriedade "pode tirar do candidato à habilitação a possibilidade de adquirir conhecimentos de forma mais concreta, sólida e estruturada”.

Meio Ambiente
Divisão de europeus sobre metas climáticas simboliza riscos à COP30 em Belém

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Sep 19, 2025 6:29


A pouco mais de dois meses da 30ª Conferência do Clima da ONU, em Belém, os europeus não conseguem se entender sobre quais objetivos climáticos vão apresentar à comunidade internacional. A hesitação europeia cristaliza um contexto internacional desfavorável para a pauta ambiental, apesar dos efeitos das mudanças climáticas estarem, a cada ano, mais evidentes. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O prazo oficial termina no fim de setembro e, até o momento, apenas 31 nações do mundo submeteram os seus compromissos. Um dos principais objetivos da COP30, sob a presidência brasileira, é que os países atualizem as suas promessas de descarbonização no horizonte dos próximos 10 anos. Com base nestes compromissos, será possível ter mais clareza se ainda é viável limitar o aquecimento global a 1,5°C até o fim deste século – a maior ambição do Acordo de Paris. Na Europa, o impasse acontece porque, ao mesmo tempo em que o bloco consolida a sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), a ser entregue às Nações Unidas, os europeus também negociam os seus objetivos de redução de emissões de CO2 até 2040. Só que, em vez de a decisão sobre estes objetivos ocorrer em setembro, em âmbito ministerial, a discussão foi adiada para o fim de outubro, no próximo Conselho Europeu. Caberá aos chefes de Estado e de Governo dos 27 países chegarem, ou não, a um consenso. A negociação não será fácil e o acordo precisará ser aprovado por unanimidade. “Se não der certo, corremos o risco de termos um bloqueio institucional da questão climática, a apenas algumas semanas da COP, o que significaria corrermos o risco de chegarmos a Belém de mãos vazias”, resume Niel Makarov, especialista em políticas climáticas europeias e diretor do think tank Strategic Perspectives, em Bruxelas. “Isso mancharia a nossa credibilidade internacional na questão climática, justo a Europa, que sempre teve uma postura de vanguarda nisso. Nós estaríamos extremamente atrasados.”  Negacionismo reforçado A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris voltou a reforçar o negacionismo climático mundo afora, com impacto também no bloco europeu. Países como Hungria, Polônia e Eslováquia se opõem à meta de diminuição de 90% das emissões até 2040, como recomendado pela Comissão Europeia. O objetivo sinalizaria que o bloco estará no bom caminho para atingir a neutralidade de carbono até 2050. Entretanto, países como a França e a Alemanha, locomotivas da Europa, desejam mais clareza sobre o que exatamente entrará na conta da descarbonização e quais investimentos serão deslocados para a transição, por meio de uma política industrial verde. “O presidente da França caiu na tentação de levar o assunto para o Conselho Europeu, apesar de todos os riscos envolvidos: de chantagem dos países negacionistas, e de sinalizar uma confusão para os atores econômicos envolvidos nessa agenda”, diz Makarov. “A França está brincando com fogo, porque ela pode acabar contribuindo para reforçar os países que querem bloquear toda a agenda climática – e isso no ano de aniversário de 10 anos do Acordo de Paris.” O temor dos observadores do processo é que, se não houver acordo sobre a meta ambiciosa para 2040, o objetivo intermediário de 2035 acabe enfraquecido. A Polônia propõe que a NDC europeia prometa uma redução de 66% das emissões na próxima década – e não 72%, valor mais realista à luz do objetivo de -90% em 2040. Incertezas abalam confiança de investimentos verdes No meio empresarial, as incertezas sobre a ambição europeia já afetam a confiança dos investidores, indica Caroline Néron, diretora-geral de organização Impact France, que reúne 30 mil empresas comprometidas com a descarbonização da economia do país. “Quanto mais a dinâmica verde é fragilizada, mais o engajamento dos atores privados, mas também públicos, também se fragiliza”, afirma. “Nós queremos que a direção da Europa se estabilize, e que a dinâmica que tinha sido lançada se consolide. Ela foi abalada por tantas idas e vindas, ultimamente.” Célia Agostini, diretora-geral do Cleantech for France, incubadora de start-ups e fundos de investimentos em tecnologias de baixo carbono, pondera que os questionamentos levantados pela França são legítimos, já que a grande protagonista da transição energética no continente são os produtos chineses. A Comissão Europeia avalia que investimentos de pelo menos € 400 bilhões são necessários por ano para alavancar a indústria verde no bloco. “O que conta é que essa transição seja feita com equipamentos europeus e não seja dependente da China para os veículos elétricos ou os painéis solares, nem dependente dos Estados Unidos para a energia, com a importação de gás natural. Como vamos traçar essa trajetória com atores europeus?”, indaga. A China, maior emissora mundial de gases de efeito estufa, também não entregou à ONU as suas metas climáticas para 2035, mas promete divulgá-las dentro do prazo das Nações Unidas.