POPULARITY
Categories
Pouco mais de um ano após lançar seu primeiro EP, Camille Yembe retorna à cena musical com seu álbum de estreia. "Jeune & laide" é um trabalho intimista e poderoso, no qual a artista belgo‑congolesa aborda as dificuldades e o racismo vividos pela juventude periférica ao ritmo de um cativante techno‑pop. Daniella Franco, da RFI "Jeune et laide" — jovem e feia, em português — traduz um sentimento que Camille Yembé desenvolveu ainda na infância, em Molenbeek, na periferia de Bruxelas, onde nasceu e cresceu. Filha de mãe belga e pai congolês, a artista tinha dificuldade em valorizar seus traços e se reconhecer em uma sociedade em que a branquitude dita os padrões de beleza. Mas as composições de Camille Yembé não se limitam aos traumas físicos: elas se expandem para o coletivo e abordam também o lado mais sombrio da juventude periférica. As dificuldades financeiras, a falta de perspectiva e a estigmatização dos jovens dos bairros populares também estão no centro de seu trabalho — tudo isso embalado por sua voz aveludada e por um envolvente pop eletrônico. A Programação Musical da RFI escolheu para sua playlist a canção "Rien à Fêter" (Nada a festejar). A faixa, que pode ser ouvida nesta edição do Balada Musical, é um manifesto poderoso que traz à tona injustiças silenciadas e a necessidade urgente de soluções. Aumente o som! *** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
A ilha de Santo Antão destaca-se pela beleza natural e crescente relevância turística, sendo considerada uma das ilhas mais preservadas e autênticas de Cabo Verde. O desenvolvimento do turismo tem trazido impactos positivos para a economia local, reconhece o presidente da câmara da Ribeira Grande, Armindo Luz, que defende a necessidade de reforçar essas condições com a construção de um aeroporto, infra-estrutura essencial para o futuro da ilha. A Ponta do Sol é um dos principais cartões-de-visita de Santo Antão. O que torna esta localidade tão especial para quem visita a ilha? A Ponta do Sol é, na verdade, a localidade mais a norte de Cabo Verde. É uma cidade voltada para o mar, com uma forte tradição piscatória. Foi também a primeira porta de entrada e saída da ilha de Santo Antão, o que lhe confere uma enorme importância histórica. Há aqui uma particularidade muito apreciada por quem nos visita: é possível contemplar tanto o nascer como o pôr-do-sol. Muitas pessoas passam o dia a percorrer os trilhos da ilha e regressam à Ponta do Sol ao final da tarde para pernoitar. É uma cidade histórica, com uma beleza própria e um património muito interessante. O próprio edifício dos Paços do Concelho tem uma história curiosa. Inicialmente, estava destinado a ser construído na cidade da Ribeira Grande, mas, devido à interpretação de um despacho régio da época, acabou por ser edificado na Ponta do Sol. Com ele foi também transferida a sede administrativa, numa altura em que esta localidade assumia um papel central na administração de Santo Antão. As infra-estruturas actuais - hotéis, transportes e rede viária - conseguem responder ao aumento da procura turística? Estamos a crescer, e isso é positivo. Ano após ano, temos registado um aumento do número de turistas. Ainda estamos longe da situação ideal, mas já se sente uma pressão significativa ao nível do alojamento. Há uma necessidade clara de diversificar a oferta turística e de aumentar a capacidade de resposta. Temos ainda um longo caminho a percorrer, mas estamos conscientes desse desafio e a trabalhar para lhe dar resposta. Tem-se falado da possibilidade de construir um aeroporto em Santo Antão. A ilha precisa dessa infra-estrutura ou as ligações marítimas são suficientes? Sem um aeroporto, Santo Antão terá muitas dificuldades em alcançar o desenvolvimento que ambiciona. Acredito que esta é a infra-estrutura capaz de devolver novas perspectivas de crescimento à ilha. Santo Antão é uma ilha ainda muito preservada. É a segunda maior ilha de Cabo Verde em área e a terceira em população. Nunca teremos turismo de massas, nem esse é o nosso objectivo. Falo particularmente do concelho da Ribeira Grande: não temos condições nem interesse em apostar nesse modelo. O que vemos surgir são pequenas unidades de alojamento espalhadas por toda a ilha. Mesmo na cidade da Ponta do Sol, a maior unidade turística tem uma dimensão relativamente reduzida. Encontramos sobretudo alojamentos com dois, três, quatro, dez ou doze quartos. É raro encontrar estabelecimentos com mais de vinte quartos. Este modelo permite oferecer uma experiência mais personalizada e, ao mesmo tempo, impulsionar outros sectores da economia. O turismo é hoje o principal motor do desenvolvimento de Santo Antão e um dos mais importantes de Cabo Verde. É através dele que valorizamos os produtos agrícolas e os recursos do mar. Há quem tema que um aeroporto possa afectar a paisagem natural e o equilíbrio ambiental da ilha. Como responde a essas preocupações? O desenvolvimento traz sempre desafios. A nossa responsabilidade é garantir que esses desafios sejam enfrentados de forma sustentável. Estamos numa fase em que ainda é possível planear bem e integrar todas as preocupações ambientais desde o início. Temos procurado fazer esse trabalho e consideramos que isso é fundamental. Ao mesmo tempo, um aeroporto criaria novas oportunidades para os jovens. Seriam necessários gestores, engenheiros, técnicos especializados, economistas, informáticos e profissionais de várias áreas. Se permanecermos exactamente como estamos, muitos jovens continuarão a abandonar a ilha por falta de perspectivas de emprego. De que forma o turismo tem contribuído para a criação de emprego e para o desenvolvimento económico local? O impacto é visível em vários sectores. Na pesca, por exemplo, a procura aumentou significativamente. Isso valorizou o produto e incentivou novos investimentos. Na agricultura, temos assistido a melhorias importantes, nomeadamente através da introdução de sistemas de rega gota-a-gota e de técnicas de irrigação mais eficientes. Também na pesca se nota uma evolução. Cada vez mais pescadores investem em novas embarcações. A Câmara Municipal inaugurou recentemente um posto de abastecimento de combustível destinado exclusivamente aos pescadores e concluiu a primeira fase do complexo de pesca da Ponta do Sol, junto ao cais. Nesse espaço, os profissionais têm acesso a gelo a preços acessíveis, produzido com recurso à energia fotovoltaica. Além disso, temos apostado na motorização das embarcações através de linhas de financiamento em que 50% do investimento é concedido a fundo perdido e os restantes 50% através de microcrédito. Existe um período de carência de seis meses, sem encargos, antes do início da amortização. Estamos igualmente a incentivar a substituição gradual das embarcações mais pequenas por outras de maior dimensão, permitindo aumentar os rendimentos dos pescadores e melhorar o abastecimento da indústria conserveira de São Vicente. Apesar destes progressos, Santo Antão continua a perder população. Como inverter essa tendência e criar oportunidades para os mais jovens? A palavra-chave é conectividade. O aeroporto não é uma obra de luxo; é uma necessidade estratégica. Hoje, o turista que sai de Paris, Frankfurt, Lisboa ou Bruxelas quer chegar ao destino da forma mais rápida e cómoda possível. Nem todos estão disponíveis para efectuar uma travessia marítima. Há muitos visitantes que passam férias no Sal ou na Boa Vista e que gostariam de conhecer Santo Antão, mas não conseguem fazê-lo de forma simples devido à ausência de uma ligação aérea. O aeroporto permitiria ligar Santo Antão aos principais mercados emissores de turistas e reforçar a ligação às ilhas do Sal e da Boa Vista, que concentram mais de 80% das entradas turísticas em Cabo Verde. Acreditar que Santo Antão pode desenvolver-se apenas com as ligações marítimas é um erro. Basta olhar para o exemplo das Canárias, onde todas as ilhas possuem aeroporto e algumas têm mais do que um. Além disso, durante os meses de Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro, quando coincide a época alta do turismo com períodos de mar mais agitado, muitos visitantes sentem dificuldades na travessia marítima. O que defendemos é simples: quem quiser fazer a viagem de barco deve continuar a poder fazê-lo. Mas quem preferir chegar directamente à ilha também deve ter essa possibilidade.
A Renault vai produzir veículos militares e drones. A fabricante automóvel francesa entra assim na indústria da Defesa, numa altura em que a Europa está a reforçar o investimento militarSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A indústria portuguesa do calçado apresenta em Bruxelas projeto que aposta em materiais biodegradáveis sem comprometer a qualidade. Edição de Cláudia Costa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Comissão Europeia continua a defender a venda de veículos eléctricos. Mas os comissários, que têm de viajar entre Bruxelas e Estrasburgo, estão furiosos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mais de uma semana depois do 16 de Maio, dia em que mais de vinte seis mil pessoas testemunharam a aparição de uma subida de divisão no Calhabé, já houve promessas cumpridas em Fátima e uma equipa a dar o exemplo para a nossa carreira na próxima Taça de Portugal. Continua uma alegria constante em quem gosta da Académica e fez parte desta bonita história, que terá a sua sequela, na próxima época. Aguarda-se uma campanha que traga à Académica quem foi actor de uma bela página da sua história, angariando novos sócios.Neste episódio aludimos a Dinda, Tiero, Dame N'Doye ou João Carlos e aos seus petardos de fora da área. Neste episódio demos voz aos nossos ouvintes e aos seus Remates de Meia Distância. Um onze em que todos remataram com belo efeito, partilhando a forma como viveram o jogo com o Trofense e a festa da subida. A partir da Ilha Terceira, de Bruxelas, de Lisboa, de Estugarda ou de Coimbra chegaram onze visões, onze golos no ângulo. Nem o Carlos Alves defendia estes Remates!Neste episódio, houve tempo para falar dos resultados da nossa formação e da primeira mão do play-off de acesso à 3ª Divisão Feminina, em que a nossa equipa perdeu com o Porto B/A, no primeiro jogo. Desejámos sorte para a segunda mão, esperando uma reviravolta e uma vitória contra a equipa adversária e contra um modelo competitivo que desafia a lógica. Neste episódio, além dos nossos onze ouvintes, participaram Filipe Fernandes, o Guilherme Imperial, o Ricardo Goucha e o José David Lopes, aos comandos da emissão.
Baixe o material deste episódio: https://forms.gle/2YMkFkAWyqk5H7Li8Seja bem-vindo ao Geopolítica em Campo, o podcast dedicado a analisar o mundo através das quatro linhas.Por aqui, geopolítica, história, cultura e atualidades são exploradas a fundo, revelando as relações de poder que movem o planeta.Se você deseja uma visão ainda mais aprofundada sobre a geopolítica mundial e assuntos da atualidade – seja você estudante, educador, professor ou entusiasta – considere apoiar o nosso trabalho. Nossos assinantes têm acesso a aulas e materiais exclusivos dentro do curso Geopolítica e Atualidades, um conteúdo riquíssimo e aprofundado.Acesse https://pay.hotmart.com/P104984502P?checkoutMode=10 e junte-se a nós!Neste episódio...Analisamos a geopolítica e as perspectivas do Grupo G da Copa do Mundo, composto por Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia. Debatemos sobre a centralidade de Bruxelas (sede da OTAN e da União Europeia), as divisões internas belgas entre Flandres e Valônia, a rota de drogas no Porto de Antuérpia e o passado colonial do país no Congo. No futebol, avaliamos o processo de renovação da seleção belga com De Bruyne e Doku. Por fim, desembarcamos em Teerã para resgatar os fatores históricos por trás da rivalidade entre o Irã e as potências ocidentais, desde o golpe contra Mossadegh até as crises do petróleo e a Revolução de 1979.Bom episódio!
PS e PSD entendem-se na Provedoria de Justiça para evitar novos fiascos, enquanto Bruxelas volta a carregar no pessimismo e avisa que o défice está de regresso. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio olhamos para as chamadas “Treasuries”, ou seja, os juros da dívida soberana dos EUA que atingiram esta semana, no prazo a 30 anos, valores que não eram vistos desde meados de 2007, período que antecedeu a grave crise financeira que abalou o mundo. Depois analisamos as previsões de Primavera da Comissão Europeia. Bruxelas está mais pessimista do que o Governo português. Espera menos crescimento, ainda vê défice no horizonte e pede que as medidas de resposta à guerra sejam contidas. Com a editora de mercados Leonor Mateus Ferreira e Susana Paula. Cláudia Arsénio é a anfitriã.
O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve com tema principal a muito aguardada visita de três dias de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, à República Popular da China, que inclui, naturalmente, um encontro com Xi Jinping. Carlos Gaspar e Amílcar Correia apontaram os objectivos geopolíticos, económicos e diplomáticos dos líderes das duas maiores potências do globo, numa cimeira que teve de ser adiada por causa da guerra lançada pelos Estados Unidos contra o Irão e que incluirá o comércio bilateral e a questão de Taiwan, entre outros temas, na agenda de trabalhos. Convidado desta semana do Diplomatas, o jornalista, colunista e co-autor do podcast P24, do PÚBLICO, também abordou, com o investigador do IPRI-Nova, os motivos da mais recente crise política no Reino Unido, num cenário de contestação crescente ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por causa dos maus resultados obtidos pelo Partido Trabalhista nas eleições autárquicas e regionais da semana passada. No final do programa, Carlos Gaspar e Amílcar Correia reflectiram sobre a proposta de Vladimir Putin, rejeitada por Kiev e Bruxelas, de dar ao antigo chanceler alemão Gerhard Schröder, próximo no Kremlin, o papel de mediador no conflito entre a Rússia e Ucrânia. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A ‘luz verde’ de Bruxelas chegou e a parceria concretizou-se. CTT e DHL têm agora uma aliança na distribuição de encomendas em toda a Península Ibérica.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A guerra no Médio Oriente fez disparar os custos da energia e, com eles, os potenciais ganhos das empresas do setor. Portugal quer avançar com uma taxa sobre os lucros extraordinários depois de Bruxelas ter aberto a porta a esse cenário. Trata-se da recuperação do imposto adicional criado depois da invasão russa da Ucrânia, e que entretanto já terminou sem que se conheça a respetiva receita fiscal. Neste episódio explicamos o que está em causa. Na segunda parte analisamos os dividendos dos acionistas estrangeiros das empresas do PSI. Com Diogo Mendo Fernandes e Patrícia Vicente Rua numa edição de Hugo Neutel.
Quase meio ano de mandato do antigo PM português no alto cargo europeu e o virar de página na Hungria que vai dançar o tango com Bruxelas. Com Jorge Fernandes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em abril de 2026, depois de 16 anos no poder, Viktor Orbán foi derrotado nas urnas húngaras pelo deputado Péter Magyar e seu partido Tisza. Para Aline Burni, Research Fellow no ODI Global (Bruxelas) e pesquisadora do Observatório da Extrema Direita, o resultado é histórico. Mas o desafio de desmontar a “democracia iliberal” construída ao longo de quatro mandatos consecutivos é incomparavelmente mais complexo do que vencer uma eleição. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães (UFU; OED) e Guilherme Casarões (FIU) recebem Aline para discutir o legado de Orbán como “vitrine” e laboratório da direita radical, a coalizão negativa que viabilizou a vitória de Magyar e os impactos da queda do principal aliado de Moscou na União Europeia sobre a guerra na Ucrânia, as redes transnacionais reacionárias e a articulação geopolítica entre Trump, Bruxelas e Pequim. No segundo bloco, em substituição ao tradicional boletim de notícias, David traça um perfil de Peter Thiel após sua visita a Javier Milei na Casa Rosada, recorrendo a Quinn Slobodian (Crack-Up Capitalism) para situar o cofundador da Palantir na constelação de figuras (Patri Friedman, Curtis Yarvin, Hans-Hermann Hoppe) que pavimentam um projeto de “fuga da democracia” pela via da fragmentação jurisdicional. O episódio fecha com uma dica cultural crítica sobre Por Dentro da Machosfera, documentário recém-lançado na Netflix por Louis Theroux. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Aline Burni (ODI Global; OED), David Magalhães (UFU; OED), Guilherme Casarões (FIU). Inserção musical no final: “The Day the Nazis Died”, interpretação de Sarah Hester Ross. Capa do episódio: Cepa.org Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio: HOPPE, Hans-Hermann. Democracia: O Deus que Falhou — A economia e a política da monarquia, da democracia e da ordem natural. São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2014. POR DENTRO da Machosfera. Direção: Louis Theroux. Estados Unidos/Reino Unido: Netflix, 2026. Documentário (streaming). SLOBODIAN, Quinn. Crack-Up Capitalism: market radicals and the dream of a world without democracy. New York: Metropolitan Books, 2023. THIEL, Peter. The Education of a Libertarian. Cato Unbound, 13 abr. 2009. Disponível em: https://www.cato-unbound.org/2009/04/13/peter-thiel/education-libertarian/ Capítulos: 00:00 Introdução 03:00 Aline Burni: o legado de 16 anos de Viktor Orbán 09:00 Por que o modelo iliberal ruiu nas urnas 14:00 A coalizão negativa por trás de Péter Magyar 21:00 Reconstruir a democracia: os obstáculos institucionais 26:00 A internacional reacionária sem o Orbán 37:00 Quem é Peter Thiel? Perfil de um arquiteto antidemocrático 55:00 Dica cultural: Por Dentro da Machosfera The post A vitória de Péter Magyar na Hungria appeared first on Chutando a Escada.
A poucos meses do fim do Plano de Recuperação e Resiliência, cerca de um terço dos investimentos analisados está em situação preocupante ou crítica, segundo a comissão de acompanhamento, que alerta para dificuldades na execução e para casos em que os projetos ainda não estão a funcionar no terrenoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A Comissão Europeia acusa a Meta de não impedir o acesso de menores às suas redes sociais e admite avançar com uma multa pesada, ao abrigo das novas regras digitais da União EuropeiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Do turbilhão de notícias referentes ao estreito de Ormuz, o que parece sair da confusão é o facto de Trump ter passado a dizer que não tem pressa e que não são as eleições intercalares de novembro que vão mudar alguma coisa no braço de ferro com o Irão. À Assembleia da República está de regresso Pedro Nuno Santos. O ex-líder do PS volta como deputado socialista e já deixou recados internos. A análise de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 23 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
ACESSO VITALÍCIO À FINCLASS COM 50% DE DESCONTO, MAIS DE 80 CURSOS E RECOMENDAÇÕES DE INVESTIMENTOS, ALÉM DE VÁRIOS BÔNUS! https://finc.ly/d461984f66 ASSISTA AO PODCAST COMPLETO NO NOSSO CANAL! ▶️https://www.youtube.com/watch?v=JVUJjptdUPA&t=955s O mercado externo já está posicionando fichas para 2026.E o Brasil está no centro do tabuleiro.Marcos Troyjo foi presidente do Banco dos BRICS. Sentou na mesma mesa com China, Rússia, Índia e África do Sul. Circula nos bastidores de Washington, Bruxelas e Pequim.Hoje ele vem ao Os Economistas contar o que esses mercados estão pensando sobre o Brasil, sobre 2026, e sobre o que está em jogo para o fluxo de capital estrangeiro no país.No programa de hoje:O sentimento real do mercado externo sobre as eleições brasileiras. Como Wall Street está precificando 2026. O que gestores que movem bilhões perguntam primeiro sobre o Brasil. Lula, Putin e o custo real de cada aproximação diplomática. A guerra das terras raras e onde o Brasil se encaixa nessa disputa. A moeda dos BRICS: projeto de verdade ou narrativa política. Taiwan, chips e o gatilho que pode travar a economia global.É o tipo de conversa que não acontece em entrevista de TV.Antes de continuar: a Finclass está completando 5 anos e abriu uma condição que só existe uma vez no ano.Acesso vitalício à plataforma com 50% de desconto. Você entra e fica enquanto a Finclass existir. Mais de 40 experts, incluindo Thiago Nigro, Howard Marks, Gustavo Cerbasi e Bruno Perini. Carteira de investimentos recomendada que supera benchmarks do mercado e te diz o que comprar, quando comprar e quando sair.De R$ 6.000 por 12x de R$ 250, ou R$ 3.000 à vista. Vendas abrem dia 23 de abril, às 8h.Quem entrar ainda ganha 3 meses de Duo Gourmet. Numa única saída você já recupera o investimento.
Pouco conhecido em França, mas celebrado em Espanha. Nesta edição a, Olivier Bonamici e Begoña Iñiguez esclarecem a forma como a Revolução dos Cravos é vista nos respetivos países de origem. A concretização do empréstimo europeu à Ucrânia e as propostas de Bruxelas para combater a crise energética são outros temas em análise esta semana
Bruxelas aprovou a linha violeta do Metro de Lisboa, mas obrigou à troca de um fornecedor chinês por uma empresa europeia devido a suspeitas de concorrência deslealSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Bruxelas sugere medidas de incentivo ao uso de bicicletas, teletrabalho e dias sem carros. Rui Afonso (CH) sublinha a necessidade de reduzir o ISP, já João Torres (PS) defende o regresso do Iva Zero.See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Da Guiné-Bissau a Moçambique, passando por Angola e República Centro-Africana, a actualidade africana ficou marcada por tensão política, denúncias de violações de direitos, o regresso de Manuel Chang após cumprir pena nos EUA, o debate sobre a presença militar ruandesa em Cabo Delgado, a preparação da visita do Papa Leão XIV a Angola e a libertação de um investigador luso-belga após quase dois anos de detenção. A actualidade africana da semana ficou marcada por novos desenvolvimentos políticos na Guiné-Bissau, pelo regresso de Manuel Chang a Moçambique após cumprir pena nos Estados Unidos, pelo debate sobre a presença militar ruandesa em Cabo Delgado e ainda pela preparação da visita do Papa Leão XIV a Angola. Guiné-Bissau: carta aberta denuncia situação de Domingos Simões Pereira Na Guiné-Bissau, Dionísio Simões Pereira, irmão do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, divulgou uma carta aberta dirigida à comunidade nacional e internacional, apelando a uma intervenção urgente para pôr termo à situação do antigo primeiro-ministro. Segundo a denúncia, Domingos Simões Pereira continua privado de liberdade desde a tomada do poder em Novembro do ano passado, que interrompeu o processo eleitoral no país. Entretanto, os sectores da sociedade civil criticaram a audiência concedida em Bruxelas, a 26 de Março, ao antigo Presidente Umaro Sissoco Embaló e ao antigo chefe de Estado senegalês Macky Sall por António Costa. Os críticos consideram que o encontro representa um sinal político favorável ao actual poder em Bissau. Ainda no país, o assassínio do activista Vigário Luís Balanta, encontrado morto a 31 de Março, continua sem esclarecimento oficial. A jurista Carmelita Pires defendeu o recurso ao Tribunal Penal Internacional, alegando inexistência de condições internas para uma investigação independente. Moçambique: Manuel Chang regressa após cumprir pena nos EUA Em Moçambique, o regresso de Manuel Chang voltou a colocar em evidência o caso das dívidas ocultas. O antigo ministro das Finanças cumpriu pena de sete anos e meio de prisão nos Estados Unidos, após condenação por conspiração para fraude electrónica e branqueamento de capitais. Detido em 2018, na África do Sul, Chang foi posteriormente extraditado para território norte-americano, onde enfrentou julgamento relacionado com o escândalo financeiro que lesou o Estado moçambicano em mais de dois mil milhões de dólares. O caso levou os parceiros internacionais a suspenderem, em 2016, a ajuda directa ao Orçamento do Estado moçambicano. Cabo Delgado: parlamento debate estratégia anti-terrorismo Também em Moçambique, o Governo apresentou no parlamento uma proposta de estratégia nacional de combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado. O debate surge após declarações do Presidente ruandês, Paul Kagame, que admitiu retirar as tropas destacadas no norte moçambicano caso não seja assegurada a continuidade do financiamento externo. Partidos parlamentares defenderam que a soberania nacional deve permanecer sob controlo do Estado moçambicano, embora reconheçam a importância do apoio internacional no combate aos grupos armados. Angola prepara visita do Papa Leão XIV Em Angola, a visita do Papa Leão XIV, agendada para os dias 18 a 21 de Abril, está a ser apresentada como um momento de reforço diplomático entre Luanda e o Vaticano. O embaixador angolano junto da Santa Sé, Carlos Alberto Fonseca, afirmou que a deslocação poderá impulsionar a revisão do Acordo-Quadro assinado em 2019, além de abrir caminho a novos acordos de cooperação. As relações diplomáticas formais entre Angola e o Vaticano contam já com mais de 27 anos. República Centro-Africana: libertado investigador luso-belga Na República Centro-Africana, o investigador luso-belga Joseph Figueira Martin foi libertado passados quase dois anos de detenção. A libertação resultou de uma mediação diplomática conduzida por Portugal, com apoio da Bélgica e de instituições europeias. O eurodeputado Francisco Assis saudou o desfecho, considerando-o um sinal positivo da cooperação diplomática europeia no continente africano.
Como nasceu o universo e o que são afinal buracos negros? Respostas no livro da astrofísica Elisabete da Cunha. Português para Crianças, ateliers ao domingo em Bruxelas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
União Europeia aguarda reabertura do Estreito de Ormuz.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Da deslocação do Presidente moçambicano Daniel Chapo a Bruxelas às dúvidas sobre a continuidade das forças do Ruanda em Cabo Delgado, passando pela nomeação de um novo Procurador-Geral em Angola, pela penhora de bens de uma cervejeira em São Tomé e Príncipe e pelas polémicas no recenseamento eleitoral em Cabo Verde, a semana em África fica marcada por desenvolvimentos políticos, judiciais e económicos em vários pontos do continente. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, esteve em Bruxelas para uma série de encontros com representantes das instituições europeias e autoridades belgas. Em declarações à imprensa, manifestou a intenção de renovar as missões de apoio ao país, sublinhando que estas ainda se encontram “em dia”. Entretanto, o Ruanda admite retirar o contingente militar destacado no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, caso não sejam asseguradas garantias de financiamento sustentável. O aviso surge numa altura em que se aproxima o fim do apoio da União Europeia à missão. O investigador João Feijó alerta que não há interesse em ver as forças ruandesas abandonarem o país. Ainda em Moçambique, a Procuradoria-Geral da República de Moçambique considerou ilegal a decisão de suspender a atividade da MOZAL, a maior unidade industrial do país, tendo dado um prazo de cinco dias para reverter a medida. A reportagem é de Orfeu Lisboa. No plano judicial, o antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, será libertado nos Estados Unidos e deportado para Maputo na próxima semana, após cumprir uma pena de oito anos e meio por fraude e branqueamento de capitais no âmbito do escândalo das dívidas ocultas. Em Angola, o Presidente João Lourenço nomeou Pedro Mendes de Carvalho como novo Procurador-Geral da República, sucedendo a Hélder Pitta Groz, que cessou funções por limite de idade. A reportagem é de Anvelino Miguel. Ainda em Angola, as organizações MUDEI, KUTAKEASA e UYELE entregaram um pedido de acesso a documentos administrativos relacionados com concursos públicos atribuídos à empresa INDRA, responsável pela gestão logística das eleições gerais de 2027. O jurista Jaime Domingos Mussinda afirma que o objetivo é garantir transparência. Em São Tomé e Príncipe, o Governo avançou com a penhora de bens da cervejeira Rosema, devido a dívidas fiscais avaliadas em cerca de um milhão de euros. A informação foi avançada pelo ministro das Finanças, Gareth Guadalupe. A reportagem é de Maximino Carlos. Já em Cabo Verde, após denúncias de atrasos e irregularidades, a Comissão Nacional de Eleições de Cabo Verde remeteu ao Supremo Tribunal de Justiça de Cabo Verde o processo de recenseamento eleitoral dos cidadãos residentes no estrangeiro. Mais pormenores com Odair Santos.
Novo Procurador-Geral da República de Angola, Pedro Mendes de Carvalho, deverá mostrar independência face ao poder político, diz analista. Estado são-tomense penhora bens da empresa proprietária da Cervejeira Rosema. Em cimeira, líderes europeus pedem moratória sobre ataques contra infraestruturas energéticas no Medio Oriente.
Moçambique aprova novas leis da comunicação social sob polémica: críticos apontam restrições aos órgãos internacionais. A Guiné-Bissau registou a maior queda no índice da Freedom House após golpe militar de 2025. Para compreender melhor o impacto ouvimos Bubacar Turé, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Ao 19.º dia da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, o podcast Diplomatas voltou a focar-se nos últimos capítulos do conflito no Médio Oriente. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram os apelos de Donald Trump para o envio de navios de guerra dos aliados da NATO, e não só, para o estreito de Ormuz, assim como os possíveis efeitos da morte de Ali Larijani para a estratégia de sobrevivência do regime iraniano. A jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA anteciparam ainda as discussões de quinta-feira e sexta-feira no Conselho Europeu, em Bruxelas. No final do episódio, os analistas responderam a uma pergunta enviada por um ouvinte do Diplomatas sobre o papel das “potências médias” nas alterações em curso na ordem internacional. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste vídeo, eu explico por que uma movimentação que parece “só logística” está deixando Washington, Bruxelas e várias capitais asiáticas em estado de alerta: a China está acelerando uma campanha silenciosa de estocagem estratégica — petróleo, gás, metais e até alimentos — para ficar mais difícil de intimidar em crises e negociações. A história começa em Dongjiakou, um mega complexo de tanques onde, vistos por satélite, os reservatórios sobem e descem como cúpulas gigantes conforme se enchem. Só desde meados de janeiro, cerca de 10 milhões de barris foram adicionados ali, levando o total a 24 milhões, num sinal visível de uma estratégia maior: criar um “colchão” energético e industrial capaz de absorver choques, reduzir a vulnerabilidade a sanções, e até diminuir o impacto de gargalos marítimos como o Estreito de Malaca em um cenário de tensão militar. Eu conecto esse movimento ao ambiente político e comercial pós-2024, à volta da pressão tarifária dos EUA e às mensagens ambíguas vindas de Donald Trump, além de mostrar como Pequim usa estoques e compras de fornecedores sancionados (como Irã, Rússia e Venezuela) para ganhar descontos, testar rotas e mecanismos “fora do dólar” e construir poder de barganha silencioso. Também detalho o lado menos óbvio: metais e insumos críticos (cobre, níquel, zinco, lítio), a dependência alimentar (especialmente soja) e como a diversificação — incluindo a aproximação energética com Moscou via projetos como Power of Siberia 2 — pode trocar uma vulnerabilidade por outra. Por fim, eu fecho com a parte que mais preocupa o Ocidente: ao transformar a China num “core trader” capaz de segurar ou liberar volumes em momentos-chave, Pequim não só se blinda, mas também remodela preços, rotas e incentivos no mundo inteiro — com efeitos diretos no Brasil, na Europa e no equilíbrio geopolítico global.
No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram as ideias e o pensamento político de António José Seguro no campo da Política Externa e de Defesa, procurando projectar os planos e as prioridades do próximo Presidente da República no campo da diplomacia. Com a guerra na Ucrânia a aproximar-se do seu quarto aniversário, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA recuperaram os últimos desenvolvimentos do conflito, quer na mesa das negociações, quer no terreno, para reflectir sobre os capítulos seguintes, envolvendo Kiev, Moscovo, Bruxelas e Washington. Neste âmbito, anteciparam quatro importantes eventos agendados para os próximos dias: a reunião de ministros da Defesa da NATO; o retiro dos líderes do Conselho Europeu sobre Competitividade; a reunião do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia; e o início da 62.ª Conferência de Segurança de Munique. No final do programa houve tempo para três notas breves sobre a mais recente crise política no Reino Unido, os resultados das eleições no Japão e a condenação do magnata dos media e activista pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Diáspora guineense mobiliza manifestação em Bruxelas para chamar a atenção internacional para a situação política na Guiné Bissau. Em Moçambique, mulheres de Cabo Delgado expõem vulnerabilidades no contexto dos ataques terroristas. EUA e o Irão retomam hoje conversações sobre questões nucleares.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que foi ministros da Administração Interna num governo de António Costa, desafiou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a acionar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, mas o presidente da Proteção Civil, José Manuel Moura, disse que “não se justifica” pedir porque ainda não esgotamos as nossas capacidades para responder às consequências da tempestade Kristin. Para dar conta do que pode a Europa fazer para ajudar Portugal numa situação como aquela que se vive na zona centro do país, conversamos com a correspondente em Bruxelas do Expresso e da SIC, Susana Frexes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Daniel Chapo anuncia melhoria da segurança em Cabo Delgado, num dia em que retomou o projeto de gás Liquefeito de Afungi. Angola vai avançar com a criação da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Lobito. UE discute em Bruxelas, novas sanções à Rússia e ao Irão em meio à crescente tensão no Médio Oriente.
E de mais propaganda de Trump em Davos. Crónica de Francisco Sena Santos.
Dessa vez atravessamos o Atlântico para falar de ciclismo belga por dentro
A entrada em vigor de um novo sistema de controle de emissões de gases de efeito estufa dos produtos importados pelos países europeus, com um imposto compensatório, coloca lenha no debate sobre a ambição climática virar instrumento de protecionismo disfarçado. O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM, na sigla em inglês), adotado há dois anos pela União Europeia, passou a operar neste 1º de janeiro de 2026, após uma fase de implementação. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O instrumento passa a taxar as importações de bens industriais altamente emissores de CO2, como aço, alumínio, cimento e fertilizantes, entre outros, quando já não são precificados no país exportador. Este é o caso da maioria das nações em desenvolvimento, incluindo o Brasil, que ainda não dispõem de seus próprios mecanismos para medir e taxar o carbono – instrumentos complexos e onerosos. A perspectiva de entrada em vigor do CBAM foi um dos principais focos de bloqueio da Conferência do Clima de Belém (COP30), depois de causar tensões ao longo do ano entre os europeus e potências emergentes, como China e Índia, grandes produtoras de matérias-primas. Os países do Brics “rechaçaram medidas protecionistas unilaterais, sob pretexto de preocupações ambientais”. “Não dá para definir como um mecanismo só bom para o clima, ou só protecionista. Acho que ele é as duas coisas”, avalia o advogado Lucas Biasetton, especialista em regulações climáticas internacionais. “Mas sempre que a União Europeia impõe alguma nova normativa, ocorre o que chamamos de “efeito Bruxelas”: acaba tendo efeitos indiretos em outros países que se espelham nas normas europeias. Aqueles que exportam para a União Europeia terão que se adaptar e entender que o custo do carbono vai passar a ser considerado.” Passo seguinte do mercado europeu de CO2 A UE argumenta que o CBAM, integrante do plano Fit for 55 de descarbonização do bloco, representa o próximo passo de seu mercado de emissões (EU ETS), pelo qual as indústrias já pagam pelo carbono gerado em suas atividades . O sistema existe há 20 anos, mas previa isenções a alguns dos setores industriais mais emissores. Essas gratuidades agora serão progressivamente canceladas. O novo mecanismo vai aplicar progressivamente aos produtos importados o mesmo preço do CO2 emitido que os europeus já pagam ou passarão a pagar no mercado interno. Também visa evitar o “vazamento de carbono”, ou seja, que as empresas passem a produzir em países onde as regras de emissões são mais brandas. Pierre Leturcq, diretor do programa Desafios Globais do Instituto de Políticas Ambientais Europeias (IEEP), em Bruxelas, salienta que o CBAM vai atingir principalmente as fabricantes do próprio bloco. “Teremos a diminuição das isenções para as indústrias mais poluentes da União Europeia, só que algumas delas são grandes emissoras de CO2 e estão, ao mesmo tempo, muito expostas ao comércio internacional. O aumento do preço do carbono das importações é uma consequência disso”, explica. “Os estudos feitos pela Comissão Europeia mostram que o maior impacto será na própria União Europeia, tanto no preço do carbono, quanto na redução de emissões. No exterior, estes impactos serão marginais.” O mecanismo, inédito no mundo, expõe os limites das instituições multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para lidar com questões relacionadas às finanças climáticas. Em novembro, a presidência brasileira da COP30 instituiu um Fórum Integrado de Clima e Comércio para tentar impulsionar discussões formais entre os países, na tentativa de equilibrar as transações entre, de um lado, nações desenvolvidas que aplicam políticas climáticas cada vez mais restritivas e, de outro, economias que ainda estão se desenvolvendo. Mas a adesão a este novo instrumento, que se soma a outros já existentes, é incerta. “O CBAM não é uma medida ideal, mas é a medida possível, na ausência de acordos setoriais e plurilaterais de redução de emissões para o aço ou o alumínio. Sequer temos um preço mundial do CO2 e provavelmente nunca teremos, porque, para muitos países do mundo, não faz sentido taxar o carbono”, observa Leturcq. Recursos ficarão na UE As críticas ao mecanismo ocorrem num contexto em que o financiamento para as medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa e de adaptação às mudanças do clima nos países pobres continua insuficiente. Ao mesmo tempo, as receitas do novo imposto europeu, estimadas em € 1,4 bilhão por ano, serão incluídas no orçamento do próprio bloco, e não direcionadas a promover a economia de baixo carbono nos países menos desenvolvidos. “Para que o mecanismo seja compatível com o direito internacional e em particular com o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas entre os países ricos e pobres, ele não pode ser um instrumento para financiar o orçamento europeu. Nós defendemos que os recursos sejam automaticamente direcionados a fundos internacionais de descarbonização”, alega o pesquisador do IEEP. A adaptação ao sistema não é fácil nem para os europeus: o cálculo das emissões é sofisticado e exige dados complexos, para os quais podem ser necessárias infraestruturas específicas. A capacidade de absorver este impacto é desigual entre os países mais e menos avançados, assim como entre as pequenas, médias e grandes empresas. A Comissão Europeia alega que o objetivo do mecanismo é estimular as cadeias altamente emissoras a acelerarem a descarbonização do processo produtivo, inclusive no exterior. Mas a adoção do imposto preocupa os países com forte dependência das exportações para a União Europeia – como Moçambique, que tem o bloco como destino de 85% do seu alumínio. Pierre Leturcq chama a atenção para o risco de a medida se tornar uma variável de ajuste comercial entre a UE e seus parceiros internacionais – um desvio que abalaria a credibilidade do bloco na agenda climática. “É preocupante que a Comissão Europeia deixe a porta aberta para um desligamento entre a adoção progressiva do CBAM e o ritmo da redução das isenções dentro do bloco. Isso é muito importante para que o mecanismo seja, de fato, uma medida climática”, frisa. “Ele não pode ser transformado em mera tarifa aduaneira para proteger as indústrias europeias. Isso seria catastrófico.” Empresas já se adaptam à precificação do CO2 Um relatório publicado em dezembro pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Climate Finance Asia verificou que grandes empresas de países emergentes expostas ao CBAM já se mobilizam para se adaptar, promovendo transformações tecnológicas que reduzam o seu impacto ambiental. O caso da Petrobras, que implementou um preço interno de carbono para orientar decisões de investimentos, é mencionado. Com o novo mecanismo, a Europa também quer impulsionar a formalização dos dispositivos nacionais de precificação e comércio de carbono. No Brasil, uma das críticas é que o CBAM utiliza metodologias de cálculo próprias já consolidadas no bloco, mas que não necessariamente correspondem à realidade de outros continentes, com configurações climáticas distintas. O potencial de armazenamento de CO2 no solo em países tropicais, por exemplo, é subestimado. Além disso, na impossibilidade de os exportadores oferecerem números confiáveis e equivalentes, a UE adota valores conservadores de emissões – ou seja, produtores estrangeiros podem ser considerados mais poluentes do que de fato são, mas não conseguem comprovar. Brasil quer acelerar mercado regulado de carbono No caso brasileiro, os exportadores terão dificuldades para atestar que utilizam matriz elétrica limpa e poderão ser penalizados. “Esse é o grande problema brasileiro: a energia limpa que a gente produz simplesmente não importa para o volume de emissões que é calculado no Cbam”, destaca Lucas Biasetton. “É natural que, no futuro, quando o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões estiver mais consolidado e as empresas começarem a pagar por certificados de emissões, o Brasil pense em formas de fazer com elas não sejam prejudicadas neste cálculo. Mas isso ainda vai levar tempo.” Em um momento de profunda crise do multilateralismo, o risco de protecionismo climático e a criação de “clubes de carbono”, em que blocos de países com regras e tarifas climáticas próprias comercializam entre si, são preocupações reais, avalia o advogado brasileiro. “A União Europeia desenhou esse instrumento de uma forma muito unilateral. Alguns países estão começando a criar um imposto de exportação do carbono, para que essa receita fique no seu próprio país. A Índia está em discussões avançadas nesse sentido”, afirma. “Acho que o Cbam é uma consequência natural da decisão da UE de ter um sistema de comércio de emissões, mas o momento em que ele vem é realmente muito ruim e a forma como ele foi construído é muito questionável”, constata Biasetton.
O Ministério Público arquivou a averiguação preventiva à empresa Spinumviva, da família de Luís Montenegro. Montenegro mal soube, disparou desde Bruxelas críticas duras aos jornalistas, aos comentadores, ao Ministério Público. Ou seja, não reagiu como seria de esperar de alguém que acaba de receber um presente de Natal. Quem se reúne pela última vez antes da consoada é este Eixo de 18 de dezembro, emitido na SIC Notícias, com Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes, Pedro Marques Lopes e Clara Ferreira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Daniel Chapo faz primeiro informe à nação e responsabiliza protestos pós-eleitorais pela estagnação do país. As dívidas do Estado moçambicano com fornecedores de serviços estão a gerar caos económico. Bruxelas debate o destino a dar aos ativos russos congelados.
Confira no Morning Show desta quinta-feira (18): A Polícia Federal realizou buscas na casa do senador Weverton Rocha (PDT-MA) em uma nova fase da operação contra desvios bilionários no INSS. O esquema, que envolveria empréstimos consignados e figuras do alto escalão em Brasília, levanta alertas sobre a infiltração política em órgãos públicos. A bancada do Morning Show debate o que as "reuniões com churrasco" significam aos aposentados do país. A Câmara de Balneário Camboriú, Santa Catarina, aprovou o fim da prática de naturismo na Praia do Pinho, a primeira do Brasil com essa finalidade. A medida, que divide opiniões, surge após denúncias de falta de ordem e atos libidinosos na região. O Morning Show debate se a decisão protege a comunidade local ou se fere a liberdade individual e o turismo. Será que a fiscalização falhou? Reportagem: Vinicius Rezende. O presidente dos EUA, Donald Trump, endurece o jogo e impõe um bloqueio naval para impedir a exportação de petróleo da Venezuela. Com o cerco fechado, o líder venezuelano Nicolás Maduro tenta manobras para furar as sanções e o Morning Show debate: o Brasil será usado como rota de fuga na transação? Entenda os riscos da escalada e se o governo Lula pode acabar no meio do fogo cruzado. Reportagem: Eliseu Caetano. A Polícia Federal pediu um prazo maior a Alexandre de Moraes, magistrado do STF, para concluir o laudo que identifica se o general Augusto Heleno realmente tem Alzheimer. Além disso, o presidente Lula lançou uma ofensiva para garantir a aprovação de Jorge Messias no STF, pedindo para que os ministros liguem para senadores em busca de votos sob o pretexto de desejar um "Feliz Natal". A bancada do Morning Show debate se o critério de lealdade deve se sobrepor ao notável saber jurídico nas indicações ao Supremo. Seria essa uma estratégia política válida ou um erro institucional? O Senado aprovou o Projeto de Lei da Dosimetria das penas, que pode reduzir as punições dos envolvidos na trama golpista de 8 de Janeiro e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto a pesquisa Quaest aponta que 47% dos brasileiros são contra a medida, a bancada do Morning Show debate se a aprovação rápida esconde um "acordão" político entre o governo e a oposição. Confira a análise completa sobre o futuro das penas no Brasil. O senador Weverton Rocha está no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre desvios bilionários no INSS. A operação "Sem Desconto" aponta o parlamentar como a figura central em um esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A bancada do Morning Show debate a gravidade das provas e a manutenção do senador como vice-líder do governo. O Estado pode estar blindando os seus próprios aliados? Reportagem: Bruno Pinheiro. Milhares de agricultores europeus tomaram as ruas de Bruxelas contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Os manifestantes alegam que o tratado prejudica o setor agrícola local, enquanto a bancada do Morning Show debate se a resistência europeia é puro protecionismo contra a eficiência do agronegócio brasileiro. Entenda os riscos para a economia nacional e se o governo Lula conseguirá destravar a negociação que se arrasta por décadas. Reportagem: Luca Bassani. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
O derradeiro episódio deste ano do podcast Diplomatas teve como tema principal o Conselho Europeu, que arranca esta quinta-feira, em Bruxelas. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram as negociações dos últimos dias entre ucranianos, norte-americanos e europeus, tendo em vista um acordo de paz para a Ucrânia, e anteciparam os desafios que vão estar à mesa dos 27 Estados-membros da União Europeia numa cimeira que pode arrastar-se até sábado. Respondendo a uma pergunta enviada por uma ouvinte do programa, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA também reflectiram sobre o papel e a postura do actual Governo de Portugal face às profundas alterações que estão a decorrer no sistema de alianças, nas relações internacionais e na ordem mundial. No final do podcast, os analistas olharam para o ataque terrorista que teve lugar em Sydney, na Austrália, no passado domingo, e identificaram uma onda crescente de anti-semitismo desde o 7 de Outubro de 2023 e durante a guerra de Israel na Faixa de Gaza. O Diplomatas faz uma interrupção de três semanas e regressa no dia 8 de Janeiro, com um episódio dedicado ao lançamento das datas que vão marcar o ano político de 2026. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidados: Paulo Cesar Marques da Silva, doutor em Estudos de Transporte pela Universidade de Londres; e David Duarte Lima, doutor em segurança de trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas. 127 milhões de veículos. Este é o número da frota brasileira, segundo cálculos do Ministério dos Transportes. Parte desta frota está nas mãos de 20 milhões de brasileiros que não têm carteira de habilitação. A Secretaria Nacional de Trânsito diz que 50,4% dos donos de moto não estão habilitados – cerca de 16,5 milhões de motoristas. O país registrou 34,8 mil mortes no trânsito em 2023, segundo dados do Atlas da Violência, divulgado em maio pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Somos o terceiro país no ranking de mortes no trânsito, atrás apenas da China e da Índia. É neste contexto que o presidente Lula deu aval para o fim da obrigatoriedade de autoescola para tirar a Carteira Nacional de Habilitação. Uma consulta pública sobre o tema foi aberta na quinta-feira (2) para discutir o tema. O governo alega que o custo elevado para tirar a CNH – entre R$ 3 mil e R$ 4 mil – tem levado milhões de brasileiros a dirigir sem carteira de motorista. Para explicar os prós e os contras dessa ideia, Natuza Nery conversa com dois especialistas em trânsito. Primeiro, ela ouve Paulo Cesar Marques da Silva, doutor em Estudos de Transporte pela Universidade de Londres e professor da UnB. É ele quem aponta os pontos positivos do fim da obrigatoriedade de autoescolas no país. “O que tem sido observado é uma fuga do processo de habilitação”, diz Paulo, que já trabalhou como engenheiro de tráfego da Prefeitura de Salvador e na Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro. Depois, quem fala é David Duarte Lima, doutor em segurança de trânsito pela Universidade Livre de Bruxelas. Ele expõe os argumentos contra o fim das autoescolas. Para ele, o fim da obrigatoriedade "pode tirar do candidato à habilitação a possibilidade de adquirir conhecimentos de forma mais concreta, sólida e estruturada”.