Para mudar o mundo, eles mantêm-se na sombra. Um programa da SIC Notícias com João Miguel Tavares, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira e coordenação de Carlos Vaz Marques

Trump nem sequer leu até ao fim a resposta do Irão. A trégua na guerra está em “respiração assistida” e o mundo de respiração suspensa, à espera de um milagre que faça com que o petróleo volte a fluir pelo estreito de Ormuz, evitando um cenário de racionamento, um dia destes. Enquanto isso, Passos Coelho voltou a zurzir Montenegro, recusando as “histórias da carochinha” do João Ratão de São Bento. E o PCP voltou a ser zurzido por ter publicado, a propósito da morte de Carlos Brito, uma mensagem de ‘apesar’, uma espécie de voto de pesar contrariado. Tudo isto na semana em que o primeiro-ministro foi a Fátima acender uma velinha e em que o governo ainda espera um milagre para poder aprovar o pacote laboral.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temas na estante “Reflexões sobre a Dor”, de Umberto Eco; “Aliados em Guerra”, de Tim Bouverie; “Seis Noites na Acrópole”, de Yórgos Seféris; e “Amor de Perdição - O sublime camiliano”, de Tânia Furtado Moreira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temos na estante o “Dicionário Global das Heresias - Teologia, Cultura e Literatura”, coordenado por José Eduardo Franco e Porfírio Pinto; o clássico “Da Influência das Paixões na Felicidade dos Indivíduos e das Nações”, da Madame de Stäel; “Hiper-Política”, de Anton Jäger; e dois livros ilustrados: “Caricaturas”, de Maria Picassó, e “Cartoons do Ano 2025”, de vários autores, sob coordenação de António Antunes. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Há troca de tiros, mas o cessar-fogo continua em vigor, garante Donald Trump. Até porque Marco Rubio já deu por terminada a operação Fúria Épica. Trump anunciou também a suspensão do projecto de escoltar petroleiro pelo estreito de Ormuz. A ideia durou dois dias. Mais demoradas mas igualmente infrutíferas foram, por cá, as reuniões da Concertação Social. Sem acordo, a proposta do governo para alterar a lei laboral vai agora ser discutida no Parlamento. Ao que tudo indica para ser chumbada. O Chega exigiu como moeda de troca para a aprovação uma diminuição da idade da reforma. Com isso conseguiu indispor boa parte da direita e até Passos Coelho reagiu à ideia de Ventura com rispidez. Ríspido foi também o presidente do Chega relativamente ao ministro da administração interna. Luís Neves não esteve com eufemismos na condenação dos casos de tortura por parte de polícias em duas esquadras de Lisboa, ao que o Ventura considerou que o ministro fomenta uma atitude anti-polícia. Porquê? Por dizer que comportamentos de bandido por parte de homens fardados é intolerável.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vai passar a ser necessário, a quem queira fazer humor, ter licença de porte de piada. Emitida por Donald Trump, naturalmente. O presidente norte-americano não a concede ao humorista Jimmy Kimmel. Talvez tenha sido, uma piada, aliás, suspeitam Trump e a porta-voz da Casa Branca, a desencadear o desvario do homicida incompetente que viajou da Califórnia a Washington com a intenção, falhada, de matar gente da administração americana num jantar de gala. Enquanto isso, a guerra continua em modo de pausa. Mas com o estreito de Ormuz duplamente bloqueado não há paz para o preço dos combustíveis. À escala doméstica, o deputado socialista que virou as costas ao presidente da Assembleia da República conseguiu pôr na ordem do dia, apesar da atitude controversa, o tema da transparência na actividade política. E o coro da casa de pessoal do conselho de ministros, a cantar o hino nacional, deu solenidade ao anúncio de uma chuva de milhões, onde há de tudo menos calendário.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temos na estante uma revista que parece um livro: a Colóquio da Primavera 2026 dedicada a Camões; “Final Cut”, de Charles Burns; “Adagia e Outros Aforismos”, de Wallace Stevens; e uma viagem no tempo à Lisboa do século XX, guiada pelo classicista André Simões, em Lusitânia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Donald Trump esteve quase a conseguir um acordo de paz com o Irão, quase a bombardear as infra-estruturas civis iranianas e quase a enviar o vice-presidente para conversações no Paquistão. Mas nada disso aconteceu e o ultimato dado pelo presidente norte-americano ficou uma vez mais sem efeito, apesar da retórica e da testosterona. Embora o estreito de Ormuz – que estava aberto há um mês – continue fechado em consequência da guerra. Enquanto isso, Pedro Nuno Santos regressou ao Parlamento, também ele carregado de testosterona. O alvo foi agora o antigo irmão político Duarte Cordeiro. Só o futuro nos dirá qual dos dois é Abel, qual deles é Caim. Uma coisa é certa: os cartunistas terão bom material se vier a concretizar-se uma disputa socialista entre Carneiro e Cordeiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temos na estante “Diários de Viagem e alguns poemas em prosa”, de Matsuo Bashô; “LX90”, de Joana Stichini Vilela, “Perder o Juízo”, de Ariana Harwicz e “Casa dos Mortos - A PIDE/DGS em Moçambique 1964-1974”, de Maria José Oliveira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Haja transparência. Mas como o voto é secreto, os donativos aos partidos passam a ser opacos. A partir de agora deixa de se poder saber de onde vem o dinheiro transferido para as organizações partidárias. O segredo passa a ser a alma do negócio. O que não era segredo para ninguém é que debater com André Ventura não é trocar argumentos, porque, por entre esgares, àpartes e caneladas, se torna difícil levar uma frase até ao fim. Pacheco Pereira desafiou o líder do Chega e houve espectáculo televisivo, sim, mas quem quiser aprender alguma coisa vai ter de procurar noutro lado. Entretanto, a semana trouxe-nos também a revelação de que o suposto anarca, o terrorista incompetente (Deo gratias!) do cocktail molotov contra uma manifestação anti-aborto é militante do PS. Quem acha que o mundo já não nos pode suspreender, terá ficado desiludido. Já não são só os números de Donald Trump (na semana em que viu o amigo Órban ser corrido na Hungria) que ainda conseguem espantar-nos. Embora aquela alusão a Jesus Cristo transformada, numa pirueta digna de um puto da segunda classe, em médico da Cruz Vermelha, seja difícil de igualar. Mas ele há-de superar-se, ó se há-de!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nem as convulsões do mundo interrompem as minudências domésticas. Há lugares por preencher no Tribunal Constitucional e o arranjo na dança das cadeiras volta a adiar a resolução do problema para quando houver mais uma vaga disponível. Houve uma promessa do governo de atacar os problemas do Serviço Nacional de Saúde nos primeiros sessenta dias de governação, mas agora, quando já poucos se lembram da promessa e do prazo, chega a confirmação oficial de que não há forma de resolver o drama das listas de espera e que não o melhor é esquecermos a ideia de haver médico de família para todos. Mas há mais: a Igreja Católica decide poupar uns cobres nas reparações às vítimas de abusos sexuais e talvez até o Estado venha a cobrar IRS sobre as indemnizações a que têm direito. Enquanto isso, a humanidade atreve-se pelas profundezas do cosmos, para lá da lua, e o presidente do país mais poderoso do mundo ameaça, sem rodeios, aniquilar não apenas um país, mas uma civilização. Mas pode ser que seja só garganta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temos na estante “Do Palito à Perdiz”, de Paulo Moreiras”; “Rosa”, de Michael Pastoureau; “O Poder da Cultura”, de António Pinto Ribeiro; e “Riso, humor e… matemática”, de Cláudia Custódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temos na estante “Em Torno de Abril – 25 Anos que Mudaram Portugal (1961 / 1986)” , de José Miguel Sardica; em tempo pascal há “A História de Jesus para Pessoas com Pressa”, de Anthony Le Donne; folheamos a reedição de “O Fascimo Nunca Existiu”, de Eduardo Lourenço; e perscrutamos segredos linguísticos com “As Raízes da Língua - A história de 50 palavras portuguesas”, de Marco Neves.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Que a guerra não nos afaste dos assuntos domésticos comezinhos e candentes: o congresso em que o PS entrou a ameaçar romper com o PSD e de que saiu disponível para convergências com o Governo; o relatório de segurança interna, com números para todo o tipo de narrativas: um aumento alarmante das violações e uma diminuição clara da criminalidade violenta; os diferentes conselhos a Montenegro sobre a necessidade de reformas: com o Chega (Passos Coelho) ou sem o Chega (Cavaco); e a polémica da leitura obrigatória no secundário. Mas depois, inevitavelmente, há a guerra, com o aumento dos combustíveis e das prestações da casa, e o fluxo permanente de declarações de Trump, contradizendo-se a cada dia que passa. Como acompanhar a realidade se a realidade tropeça em si própria a todo o instante?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Desta vez temos na estante “Os Espíritos das Aves”, de Eliot Weinberger; “Old Pa Anderson + Redenção”, de Hermann, falecido esta semana; “Filosofia na Era dos Aviões”, uma biografia de Ludwig Wittgenstein, da autoria de Anthony Gottlieb; e “Os Irresponsáveis”, um ensaio de Johann Chapoutot sobre aqueles que puseram Hitler no poder. See omnystudio.com/listener for privacy information.

A guerra ainda não acabou ou ainda não começou a sério? Trump, que continua a enviar tropas para a zona do Golfo Pérsico, diz que estão em curso negociações. Os iranianos respondem-lhe que não deve chamar acordo à sua derrota. De um lado e do outro não falta garganta. Isto, enquanto por cá se discutem lugares no Tribunal Constitucional - reclamados até por um partido que não gosta da Constituição. Também esteve na ordem do dia o cocktail molotov que não explodiu e que poderia ter provocado uma tragédia à frente do parlamento e o voto equivocado do PS aprovando uma reprimenda à deputada socialista que chamou racista ao deputado que a invectivou com uma frase racista. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Trump pediu ajuda, levou uma tampa e respondeu que afinal não queria ajuda nenhuma. Nem precisava. Estava só a testar os aliados, esses “cobardes”. O estreito de Ormuz continua fechado ao transporte de energia e talvez já só um Afonso de Albuquerque conseguisse resolver a situação e evitar a crise mundial que se anuncia. Enquanto isso, noutras guerras, mantém-se o impasse para o preenchimento das cadeiras vazias em órgãos como o Tribunal Constitucional e o novo Presidente da República continua sem equipa formada. A semana doméstica ficou marcada também por guerrinhas no Chega e pela controvérsia sobre crianças, lado a lado, a comerem refeições diferentes – umas melhores, outras piores – num refeitório escolar. E houve ainda um recorde no corrupio de advogados de José Sócrates: só num dia foram quatro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos a poesia de Elisa Costa Pinto em “Contra Corvos”; “A Sabedoria dos Clássicos”, de José Rincón e Núria Solsona; uma colectânea de contos de Luísa Costa Gomes intitulada “Triunfo do Triunfo”; e “À Flor da Língua”, de Gregório Duvivier.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, ma estante, temos “Genocídio – Uma história política e cultural”, de Paolo Fonzi; “No Terramoto de 1975”, de Tomás A. Moreira; “O Fantasma do Rei Leopoldo”, de Adam Hochschild; e “Análise - Notas do Divã”, de Vera Iaconelli.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A primeira semana do novo Presidente da República coincide com a segunda semana de guerra no Médio Oriente. Seguro enfatizou o discurso da estabilidade, com o mundo mergulhado na instabilidade. Ninguém sabe qual o plano da administração Trump para o Irão, mas sabe-se que não voltaremos ao frenesi de eleições nem que o orçamento seja chumbado. Até porque o “ménage à trois” eleitoral não dá sinais de se desfazer. No meio de tudo isto, há quem se sinta livre como um passarinho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

“Fúria épica” parece título de filme, mas os mortos não são figurantes e a destruição não é só cenário. Trump já admitiu que quer intervir na escolha do sucessor do Aiatolá Kamenei, mas também confessa que os elementos identificados como possíveis interlocutores foram todos mortos. No PSD, Montenegro - cansado das alfinetadas de Passos Coelho - decidiu desafiá-lo para um duelo ao sol em Maio. O confronto directo em directas não vai acontecer, já foi recusado por Passos, e é previsível que o actual líder continue a ser frito em lume brando pelo líder de outrora. Enquanto isso, mais sete polícias da esquadra do Rato foram detidos sob a acusação de práticas muito feias. O novo ministro da administração interna vai ter de dar atenção às questões de segurança… em esquadras de polícia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, temos na estante a única experiência literária do grande provocador da canção francesa: Serge Gainsbourg, com a novela “Evgueni Sokolov”; lemos duas vozes críticas da situação do país: o jornalista Gustavo Sampaio no livro “Negócios no Poder” e o colunista Nuno Gonçalo Poças em “Águas de Bacalhau - Do advento da Geringonça à ascenção do Chega”; e temos ainda os dois primeiros títulos de uma nova colecção de clássicos: “A Vida de Lazarilho de Tormes”, de autor anónimo, e “Robinson Crusoe”, de Daniel Defoe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Há um novo ministro da administração interna. A esquerda gostou, o Chega e Passos Coelho não aplaudem a escolha. Sobra uma pergunta: quem substituirá Luís Neves na direcção da Polícia Judiciária? Pormenor relevante: a PJ tem em mãos uma investigação ao primeiro-ministro. Montenegro esteve na berlinda como alvo de Passos Coelho. O antigo líder do PSD multiplicou-se em declarações, chegando a sugerir que o governo abra uma crise política se o pacote laboral for inviabilizado pela oposição. Enquanto isso, o escândalo Epstein continua a fazer estragos na Europa, com detenções e demissões, mas ainda não teve consequências judiciais nos Estados Unidos. Mesmo com suspeitas de que a administração Trump está a encobrir… Donald Trump.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos “Se a Rússia Vencer”, de Carlo Masala; “Duas Raparigas Nuas”, de Luz; “A Vida do Drama”, de Eric Bentley; e “Um Homem que Dorme”, de George Perec.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Depois da tempestade vem o PTRR. Embora o governo não tenha conseguido a bonança com o anúncio. Um debate em que a oposição acusou Montenegro de ter falhado e que o governo devia ter feito mais, e Montenegro anunciou para a próxima semana um novo rosto para o MAI, que o substitua nas funções de ministro em exercício da Administração Interna em acumulação de funções. Apesar de ter sido o primeiro debate quinzenal depois de eleito o novo Presidente da República, as presidenciais foram esquecidas, atropeladas pelo comboio de tempestades. Quem também se sente maltratado é o secretário-geral do PS, sem resposta às cinco cartas que já escreveu ao primeiro-ministro. A semana viu também ressurgirem como protagonistas Duarte Lima e José Sócrates. Falta sempre qualquer coisa em processos desde há muito emperrados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos o relato autobiográfico “Tudo na Natureza Apenas Continua”, de Yiyun Li; o ensaio “A Universidade”, de Maria Filomena Mónica; “O (Des)Caminho de Santiago, de Cees Nooteboom; e o novo romance do catalão Enrique Vila-Matas, “Cânone de Câmara Escura”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos “A Consciência Contada por um Sapiens a um Neandertal”, de Juan José Millás e Juan Luis Arsuaga; “Os Filmes Rock’n’Roll e a Censura em Portugal”, de Abel Soares da Rosa; “TetraPhárMakos”, a caixa que reúne a reedição dos primeiros quatro livros de Alberto Pimenta; e “Sobre os Sentimentos”, de António de Castro Caeiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A intempérie fez estragos no país e no governo. A ministra da Administração Interna não resistiu e bateu com a porta. Montenegro, que só tem coisas que o ralem, ficou com o menino nos braços - isto é, com o busílis do socorro por sua conta, numa situação crítica. Inundações, população deslocada, comboios parados, a A1 com um rombo por tempo indeterminado. Tudo isto na semana em que António José foi eleito Presidente da República. Com a maior votação de sempre: uma abada. Ventura queixou-se de terem estado todos contra ele. Quis superar a votação da AD mas ficou longe do objectivo. Ganhou em Elvas, prémio de consolação com Badajoz à vista.See omnystudio.com/listener for privacy information.

No domingo há eleições. O país vai escolher o futuro Presidente da República, mesmo com um dos candidatos a dizer que “ninguém está com cabeça para votos”. Apesar do alarme, apenas três concelhos decidiram adiar a votação devido ao estado de calamidade. A campanha eleitoral foi atropelada pelo comboio de tempestades que se abateu sobre o país. Uma intempérie que lançou o debate sobre a prontidão e a capacidade de resposta do governo nas zonas mais afectadas. A ministra da Administração Interna diz que estamos todos a aprender. Resistirá, depois da tormenta, ao período de estágio?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos a denúncia de “Gente Pouco Recomendável”, memória da desilusão que Sarah Wynn-Williams viveu na empresa que detém o Facebook; há também “Contra a Identidade - A sabedoria de escapar do eu”, de Alexander Douglas; “Susan Sontag, A Entrevista Completa da Rolling Stone”, de Jonathan Cott; e “Partida”, a despedida literária do romancista inglês Julian Barnes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A SIC Notícias e a CENTURY 21 Portugal, apresentam o estudo “Observatório do Imobiliário”. Por isso o Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer não pôde deixar de estar presente, a 5 de fevereiro. A conferência contou com o apoio do Economist Impact, com o objectivo de discutir as principais tendências nesta área. Para reinventar as cidades, o acesso à primeira habitação, ao arrendamento, das políticas públicas às novas tendências no mercado, estão presentes também Carlos Vaz Marques, Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sobre o assunto da semana, não há muito a dizer. Uma calamidade não se discute, lamenta-se. Só depois do socorro às vítimas será tempo de analisar o comportamento dos poderes públicos. Enquanto isso, vamos observando o comportamento dos candidatos, numa altura em que decorre a campanha para a segunda volta das presidenciais. No debate televisivo que pôs frente-a-frente Seguro e Ventura, imperou a cautela. Ventura só por uma vez usou a palavra “bandalheira”. E lançou uma proposta de que se arrependeu pouco tempo depois: que o procurador-geral da República passe a ser escolhido pela “corporação” dos magistrados do Ministério Público. Uma correcção à proposta do Chega, no Parlamento, para que a escolha seja do Presidente da República. Contraditório? Mais contradição, menos contradição, quem é que ainda está a contabilizar? Por exemplo, o número de tachos autárquicos do partido que se insurge contra o “tachismo”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos “Estamos Todos na Mira”, de Matt Potter; “Rever Comanche”, de Romain Renard; ”A Salvo de Deus”, de Paulo José Miranda e “A Cortina - Ensaio em sete partes”, de Milan Kundera.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Montenegro quer manter-se neutro para a segunda volta das presidenciais. Embora, no primeiro discurso público que fez depois da primeira volta, tivesse usado o adjectivo “seguro” por seis vezes. Terá sido uma forma insólita de contrapor seis seguros aos três salazares de Ventura? À parte essa contabilidade e os temas de campanha que vão dominar as próximas duas semanas, há ainda muito para analisar: a hecatombe de Marques Mendes, o facto de Cotrim ter ficado mais longe da segunda volta do que as últimas sondagens previram, a saída de cena sem glória do Almirante ou o eclipse da esquerda à esquerda do PS. Enquanto isso, o mundo continua refém do Big Show Trump.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos “A Mais Rara Conjunção", de Luísa Cardoso; “O Tribunal dos Poderosos”, de António José Vilela; a reedição de “Abandono Vigiado”, de Alexandre O’Neill; e “Corografia Sentimental”, um dicionário toponímico e geográfico da obra de Camilo Castelo Branco.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gafes, momentos históricos e outros inusitados para celebrar os 25 anos da SIC Notícias, com o Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer, com Carlos Vaz Marques, João Miguel Tavares, Ricardo Araújo Pereira e Pedro Mexia, gravado em podcast e ao vivo no Edifício Francisco Pinto Balsemão. Os habituais protagonistas, desta vez ministros sem pasta, fazem uma viagem no tempo pelos 25 anos da SIC Notícias. Vamos ao baú da memória – em busca não só dos grandes momentos e dos grandes protagonistas, mas também de alguns instantes insólitos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

As sondagens foram as grandes protagonistas da campanha eleitoral. Mais do que candidatos ou programas políticos. Os eleitores vão escolher no domingo a sondagem a que darão razão. E dessa escolha sairá o par para a grande final de Fevereiro. Depois de um longo período de debates, arruadas e picardias é tempo de decisões. Indiferente, o mundo continua em convulsão. Os iranianos decidiram que chegou o momento de fazer frente ao regime teocrático. A repressão brutal dos mullahs não se fez esperar, Trump prometeu aos manifestantes que a ajuda já ia a caminho, mas até agora ainda não se viu nada.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Na estante, esta semana, temos “A Máquina de Fazer Ganhar as Direitas”, de Yves Citton, “Bonecos para o Povo”, de Pedro Piedade Marques, “O Divórcio das Nações”, de João Vale de Almeida e “Riso, Troça e Aplauso”, de Maria Virgílio Cambraia Lopes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Maduro caiu, mas a ditadura venezuelana mantém-se. Aliás, a repressão policial aumentou. Trump anunciou a nova era do petróleo, não a da liberdade. Voltámos à diplomacia da canhoneira. Enquanto isso, a chamada “tracking poll” diária está a dominar as percepções eleitorais na corrida presidencial. Com Marques Mendes em queda, o último debate televisivo reavivou o conflito que o opõe a Gouveia e Melo; um confronto a que não faltaram acusações de “ordinarice”. A roubar protagonismo à campanha eleitoral, o momento crítico na saúde (urgências entupidas, mortes por falta de resposta do INEM) pode ser também um calcanhar de Aquiles para o candidato apoiado pelo Governo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos “Últimos e Primeiros Homens”, de Olaf Stapledon; “Uma Aldeia no Terceiro Reich”, de Júlia Boyd; “Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen”, de Sigmund Freud; e “A Mitologia Grega de A a Z”, de Luc Ferry.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Entramos em 2026 a olhar o que aí vem, mas também o que está na ordem do dia. O ano vai ser em grande medida condicionado pela escolha de 18 de Janeiro. A campanha eleitoral para as presidenciais começa oficialmente este domingo e nas próximas duas semanas é de prever um clima crescente de alta tensão política. Quanto ao resto do ano, todos temos vatícinios, todos formulamos desejos, todos pedimos o melhor - embora, evidentemente, “o melhor” não signifique o mesmo para todos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guilherme Geirinhas conversa com Henrique Gouveia e Melo no primeiro episódio da quinta temporada de Bom Partido, uma minissérie de sete conversas com os candidatos à Presidência da República. Não perca, ‘Bom Partido’ no canal do You Tube de Guilherme Geirinhas e também no formato podcast nos sites da SIC, SIC Notícias e do Expresso.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quem terá saudades de 2025? Elegemos, na última emissão do ano, o melhor, o pior e o nem por isso. Trump, o sintomático, dominou o mundo e deu gás aos neo-iliberalismos. Luís Montenegro, num inédito número de equilibrismo político, foi a figueira nacional do ano, agora que o sistema se tornou triangular. O Papa Francisco morreu e subiu ao trono de São Pedro Leão XIV. A chamada diplomacia pela força conseguiu gerar uma ténue esperança no Médio Oriente, calando as armas depois da destruição de Gaza, mas foi incapaz de acabar com a guerra na Ucrânia. Houve deslumbramento e receios de apocalipse perante a revolução tecnológica da inteligência artificial. E ainda não foi este ano que acabaram os jornais em papel, mas já faltou mais.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A lei da nacionalidade, proposta pelo governo, faleceu. O executivo de Montenegro averbou a derrota, mas com uma incomodidade moderada. Quem se manifestou de um modo mais ruidoso, paradoxalmente, foi o principal partido da oposição. No partido de Ventura, a decisão do Tribunal Constitucional foi considerada uma “traição a Portugal”. Na mesma semana em que se viu derrotado pelo Constitucional, Montenegro recebeu a famigerada prenda de Natal, anunciada pelo PGR. O caso Spinumviva foi arquivado. O primeiro-ministro, no entanto, não se mostrou nada agradecido. A justiça e a comunicação social foram verberadas por Montenegro, zangado com o escrutínio público de que foi alvo. Também sob escrutínio esteve uma frase equívoca do ministro da educação e a actividade profissional do candidato a Belém Marques Mendes. Tudo indica que o mês que falta para as presidenciais vai ser rasgadinho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Houve greve geral. Inexpressiva, diz o governo. Apesar dos serviços encerrados e da união, inédita em mais de uma década, das duas centrais sindicais. Um protesto a coincidir com a distinção da revista The Economist, que considerou Portugal “a economia do ano”. Quem foi que disse que o país está melhor, as pessoas é que não? Na pré-campanha presidencial, dois debates picados agitaram as águas. Mendes atropelou Cotrim e Seguro afundou o almirante. Mas ainda falta mais de um mês para o tira-teimas. Enquanto isso, o PGR diz que o interpretam mal e que até nem quer estar onde está. Talvez alguém possa fazer-lhe um favor e acabar-lhe com o sofrimento.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Na estante desta semana, temos o cruel Conde de Lautréamont e um capítulo autónomos dos “Cantos de Maldoror”: “Mervyn”; há “Uma Ode à Tipografia”, de Pablo Neruda, em composições gráficas originais; lemos a poesia completa de Kaváfis no volume “Aquele Belo Rapaz”; e regozijamo-nos com a tradução portuguesa de uma clássico do humor: “Simplississimus”, de Hans Jakob Grimmelsshausen.See omnystudio.com/listener for privacy information.

No Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer apadrinhado por Hipócrates, ao vivo da Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota, em dezembro de 2025, Ricardo Araújo Pereira declarou-se bexigoso, Pedro Mexia sentiu-se seguro, e João Miguel Tavares apresentou-se como missionário. No Porto, a convite da Secção Norte da Ordem dos Médicos, o Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer assistiu ao juramento de Hipócrates e deu os parabéns a cerca de 650 novos médicos que passaram a estar aptos a tratar da saúde aos portugueses.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O teor de conversas privadas de António Costa, enquanto era primeiro-ministro, veio esta semana a público. O Ministério Público acha que o que há a fazer não é apurar a origem da mensagem, mas processar o mensageiro. Ao mesmo tempo, os elementos das forças de segurança acusados de escravizar imigrantes no Alentejo saíram em liberdade por uma minudência processual. E o líder da força política que mais tem atacado os imigrantes, reivindicando para si o papel de defensor da ordem e das polícias, só com muito esforço foi capaz de dizer em surdina que a situação era condenável. Embora tenha publicado nas redes sociais um vídeo de maus-tratos a animais com a acusação de que seriam imagens da comunidade cigana. Na verdade, era uma filmagem de há sete anos, no Egipto, e sem ninguém nela de etnia cigana. Interrogado sobre se sabia que aquilo que publicou era uma falsidade, não respondeu. Enquanto isso, o mundo também continua sem resposta acerca das intenções de Trump para a Venezuela. O pretexto para a acção norte-americana é o narcotráfico, mas - ironia da ironias - Trump perdoou esta semana um antigo presidente das Honduras, condenado a 45 anos de prisão por… narcotráfico.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, na estante, temos “Ó-Yone e Ko-Haru”, de Wenceslau de Moraes, o mais recente título do catálogo de uma editora exclusivamente dedicada a temas orientais: a Livros de Bordo; temos “Corpo de Cristo”, de Bea Lema, BD desenhada e bordada; há também “Uma biografia” de Jane Austen, da autoria de Claire Tomalin; e os segredos dos algoritmos e suas consequências em “Algoritmocracia”, de Adolfo Mesquita Nunes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Na estante desta semana, temos o relato autobiográfico “A Analfabeta”, da húngara Agota Kristof; um ensaio sobre a nossa necessidade de histórias: “Storytelling - Como as histórias nos tornam humanos”, de Jonathan Gottschall; uma introdução ao cristianismo para leitores japoneses em “Uma Vida de Jesus”, de Shusaku Endo; e ainda “Gambitos da Imaginação - O Xadrez como Ferramenta para Pensar”, de Diniz Cayolla Ribeiro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Foi uma espécie guerra de alecrim e manjerona, mas com cravos e rosas; a floricultura tomou conta do parlamento no 25 de Novembro. Em simultâneo, houve quem assinalasse os dez anos da geringonça: Pedro Nuno Santos ensaiou um meia-culpa. Na frente presidencial tivemos definições sui generis do conceito de sentido de Estado e um candidato incomodado com uma pergunta óbvia. Sócrates embaraçou Gouveia e Melo com o seu apoio e o governo indignou Sócrates com a nomeação do juiz Carlos Alexandre para vedor da corrupção no SNS. Enquanto isso, Trump e Putin voltaram a unir-se pela paz… do cemitério ucraniano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vai ser uma maratona. Vinte e oito debates até ao Natal. O primeiro demonstrou que em certos momentos o papel mais difícil será o do moderador. A juntar à enxurrada de debates prevê-se uma chuva de sondagens. As duas destas semana colocam em primeiro lugar o mesmo protagonista, mas têm resultados com diferenças suficientemente significativas para alimentarem horas de especulação. Também se especulou muito, nos últimos dias, à volta da ida de Cristiano Ronaldo à Casa Branca integrado numa comitiva saudita. A visita teve como ponto alto o momento em que o homem forte da Arábia foi confrontado com o assassinato de um jornalista crítico do regime, cortado às postas. Trump não gostou da pergunta da jornalista e deixou no ar a ideia de retirar a licença à cadeia de televisão que ela representa. A liberdade de expressão já não é o que era. A não ser para o próprio Trump que, interrogado por outra jornalista a respeito do caso Epstein, lhe respondeu apenas, de dedo em riste: “quiet, piggy”; “cala-te, porquinha”.See omnystudio.com/listener for privacy information.