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Estados Unidos revocó las visas de la senadora Martha Peralta, el empresario Euclides Torres y sus familiares. La jornada también estuvo marcada por la solicitud de Colombia al FMI para evaluar la situación económica y fiscal del país, la reforma tributaria aprobada en Bogotá, avances en justicia transicional, la condena por el feminicidio de Luz Mery Tristán, una nueva herramienta de seguridad de Nvidia para agentes de IA y la preparación de la Selección Colombia para enfrentar a Paraguay.See omnystudio.com/listener for privacy information.
São Tomé e Príncipe foi a votos no passado domingo, nomeadamente para eleger 55 deputados. Nesta segunda-feira, a Comissão Eleitoral anunciou resultados preliminares colocando o MLSTP, na oposição, em posição dianteira, mas com uma vantagem de apenas algumas centenas de votos em relação à ADI no poder, havendo agora indicação de que estariam numa situação de quase empate. A abstenção, o apelo ao boicote do escrutínio, os critérios para a indigitação de um governo e o futuro relacionamento institucional com quem irá governar, foram alguns dos assuntos que a RFI abordou em entrevista exclusiva nesta terça-feira com o Presidente São-Tomense, Carlos Vila Nova. RFI: Qual é a avaliação que faz da forma como decorreram as eleições? Carlos Vila Nova: É um exercício que se vai tornando cada vez mais frequente em São Tomé e Príncipe. Há cerca de 35 anos, optámos por viver em democracia e temos feito de cada acto eleitoral uma forma de consolidar a democracia em São Tomé. Nos últimos actos eleitorais, felizmente, vamos melhorando. Prevaleceu a serenidade neste concretamente, no dia 27 de Setembro. Penso que optou-se por muito mais mensagens do que outro tipo de comunicação. Por vezes a comunicação costuma ser mais folclórica, mais músicas, enfim. Há várias formas e em todas elas, o apelo à serenidade e à estabilidade. Portanto, foram panos de fundo que me deixaram bastante agradado. E quando vejo por parte dos observadores também que para São Tomé e Príncipe, não foram poucos, que quase os requisitos todos foram cumpridos e que, portanto, a transparência também faz parte, a Comissão Eleitoral Nacional já se pronunciou, embora não seja sua competência definir os mandatos. Já se pronunciou, o que mostra também celeridade. Também há algum profissionalismo e os meus apelos também têm sido sempre neste sentido e estou positivamente agradado com o acto eleitoral. RFI: Apesar dos apelos para uma grande participação dos eleitores. Estas eleições foram marcadas por uma abstenção de mais de 62%. Como é que interpreta este dado? Carlos Vila Nova: Bom, aí já não há regozijo. Pelo contrário, os apelos foram muitos, mas também, se recuarmos a actos eleitorais anteriores, a abstenção, sempre foi muito elevada. É verdade, desta vez ultrapassou. Mas quando nós olharmos para aquilo que é todo o processo eleitoral, nós olhamos para os progressos que temos feito em matéria de consolidação dos dados eleitorais. Repare que nas eleições presidenciais de 19 de Julho foi quando nós conseguimos fazer uma reconciliação entre os registos eleitorais, os dados existentes de forma electrónica com a Comissão Eleitoral Nacional. Nas presidenciais detectou-se um bocado mais de problemas técnicos e essa parte foi melhorada. Mas eu creio que a emigração também afectou. Não tenho a certeza, mas é algo que nesta legislatura vamos ter que trabalhar muito, entrar na lei eleitoral, fazer melhorias. Eu próprio pedi aos nossos parceiros da União Europeia que recebi para nos acompanharem neste processo, porque, ao que tudo indica, nem toda a movimentação emigratória para fora de São Tomé e Príncipe tomou-se em conta e os registos continuam nos cadernos eleitorais em São Tomé. Isto já é de si um motivo. E depois, politicamente, também houve apelos. Isto é antidemocrático. Deixe-me dizer-lhe que não vejo como é que alguém em perfeito estado normal, possa fazer apelo à abstenção. Portanto, não só é antidemocrático, mas é incorrer em erro enganar pessoas, eleitores. Nem todos nós temos o mesmo discernimento, mas temos de lidar com a questão. E nós vamos lidar positivamente com a questão. Eu tenho esperança que nesta legislatura conseguiremos, porque as forças políticas activas entenderam que não é um apelo que se faça. Tanto é que todos eles apelaram à votação em massa. Não aconteceu. Vamos lidar com a questão. Vamos olhar para ele e tentar corrigir para que os próximos actos sejam melhores. RFI: Precisamente, falou do apelo ao boicote a estas eleições. Pensa que Patrice Trovoada pode tirar algum benefício político desta situação? Carlos Vila Nova: Bom, eu nem consideraria boicote, porque quando num acto eleitoral um partido político quer boicotar, não é desta forma. Portanto, eu olho para os partidos políticos, para os seus dirigentes, para os seus representantes e não vejo a pessoa que falou. Portanto, não, não me diz nada. RFI: Ontem, a Comissão Eleitoral Nacional deu os primeiros resultados. São resultados provisórios destas eleições. E desde então, os partidos políticos têm andado a especular sobre o número de mandatos que têm, respectivamente. Inicialmente falou-se do MLSTP estar à frente e de ter mais mandatos do que a ADI. Depois, evoluiu para um empate e agora é um quase empate. Como é que avalia a forma como actuaram estes partidos políticos desde ontem? Carlos Vila Nova: Com alguma precipitação. Mas pronto, não vou entrar em muitos pormenores quanto a isso. Mas reconheço que com alguma precipitação da parte e de outra. Na mensagem que eu fiz à Nação, apelei à serenidade. A serenidade também diz aguardar calmamente pelo anúncio dos resultados. Eles ainda não são oficiais. A Comissão Eleitoral fez o seu papel, anunciou e nota-se que realmente há uma aproximação entre dois dos principais partidos. Há uma diferença. Respeitei. Agora cabe ao Tribunal Constitucional de facto, quem tem a competência de validar não só os mandatos, o vencedor das eleições e a partir deste momento, trabalharemos na Constituição, na formação e na organização de todas as instituições que foram democraticamente eleitas para que elas entrem em funcionamento. Falo da Assembleia Nacional, a sua composição, e dos governos. Sobretudo o Governo central, que é uma emanação directa do resultado das eleições. Portanto, eu penso que nos próximos dias, há um prazo legal a cumprir, o Tribunal Constitucional vai se pronunciar e a partir daí nós saberemos exactamente quem é o vencedor. Quais são os mandatos distritais, nacionais, para então constituirmos os órgãos democraticamente eleitos. RFI: Não receia que, dado o nervosismo que há entre certos partidos políticos, possa haver também alguma suspeita em relação ao Tribunal Constitucional que, ao longo deste processo, foi acusado de alguma parcialidade política? Carlos Vila Nova: Tem sido comum. Mas repare que eu dou-lhe um exemplo: qualquer cidadão individual ou, digamos, qualquer entidade individual ou colectiva, mas que encontra resposta nos culpados, que os terceiros são sempre os culpados dos seus problemas. Não é verdade. A lei não existe só quando ela nos é favorável. Ela existe para com serenidade, aceitarmos as decisões dos tribunais. E quando não concordamos, temos que encontrar espaço para recorrer e interpretar. Mas tudo quanto vier a acontecer, para responder directamente à sua pergunta, nada disso não poderá ser resolvido se continuarmos com o espírito aberto. O engajamento para o diálogo. Resolve-se tudo isso. Portanto, as suspeições, elas podem existir, mas é preciso respeitar as instituições e agirmos com base nas decisões que são de lei. RFI: Neste processo todo, tendo em conta que há um quase empate, pelo menos por enquanto, tem havido contactos políticos entre as várias forças para construir eventuais coligações para formar governo. Como é que vê precisamente esta perspectiva? Quais vão ser os seus critérios para aceitar uma ou outra coligação para governar? Carlos Vila Nova: Vejo como bom tom essa aproximação entre os partidos. Portanto, demonstra algum espírito de concertação e de diálogo que é bom. Não quer dizer que todos os contactos sejam traduzidos em resultados concretos. Pela minha parte, acompanho desde já com muita atenção. Se puder influenciar alguma coisa, todos os partidos sabem que estou à disposição para o fazer, mas a entrada em acção do Presidente da República é exactamente quando tiver o anúncio oficial dos dados, convidar o partido vencedor, ter uma conversa e pedir -eu sempre disse- a sustentabilidade do Parlamento. Ela tem que ser garantida. Antes de nomear o próximo governo, não é de todo factível que o próximo governo, no primeiro embate, seja um governo praticamente com os pés na rua. Não faz sentido. Nós não estaríamos a promover aquilo que todos apelamos, que é a estabilidade, um princípio de coesão nacional, um princípio de diálogo onde as pessoas conversem, tragam os problemas e pensem todos o país. Eu não vi nenhuma força política desde as eleições de 19 de Julho para as presidenciais e agora em Setembro, que não usasse um slogan que reflectisse ou colocasse São Tomé e Príncipe em primeiro lugar. Todos. E então temos que na prática demonstrar isso. Portanto, o próximo governo será uma emanação da sustentabilidade parlamentar que me for garantida. RFI: O que espera do futuro governo com o qual vai trabalhar, senhor Presidente? Carlos Vila Nova: Lealdade institucional. A primeira das condições. Espírito aberto para o diálogo permanente. Disponibilidade para trabalhar e coragem para reformar. Vamos ter que, de facto, introduzir muitas reformas para melhorar o funcionamento do país e a capacidade, ao nível da Assembleia, de se discutir honestamente, com sinceridade, as grandes questões do país. E não escondo, inclusive, a possibilidade de a revisão constitucional neste quadro, nesta legislatura. Através do diálogo. RFI: Uma das reformas que enunciou como sendo prioritárias quando tomou posse para o seu novo mandato foi precisamente a Justiça. Como é que encara essa reforma? Carlos Vila Nova: A justiça, de facto, tem sido meu denominador comum durante cinco anos. Foi onde eu mais intervim. Foi onde eu mais trabalhei, foi onde eu mais contribuí. Continuarei. Cheguei a fazer conselhos de Estado temáticos sobre a Justiça. Reuniões de alto nível. Várias delas. Mas repare. Ela é tão transversal, ela é tão importante para o Estado de Direito democrático e para a atracção de investimentos no nosso país que todos nós temos que nos dedicar. E foi também com bastante satisfação que eu vi nos programas e nas mensagens de muitos partidos políticos também o apelo à contribuição para melhorar a Justiça. Portanto, conto com o próximo governo para que juntos possamos melhorar ainda mais. Não é uma situação que pontualmente há um assunto concreto que se resolva. Ela é abrangente. Nós vamos ter que abordar de forma que ela seja mais célere, ela seja mais justa e que ela possa, sobretudo, ser mais orientada para a solução dos problemas, para o bem do país e do seu povo e dos investimentos. RFI: Tem havido muitos problemas aqui em São Tomé e Príncipe, nomeadamente no que tange ao fornecimento da electricidade, à saúde, ao acesso a água potável. O que é que pensa que se pode fazer juntamente com o futuro novo governo? Carlos Vila Nova: Sabe se ao longo desses anos tivéssemos pensado o país mais, digamos, nas pessoas, muitos destes problemas estariam resolvidos, porque São Tomé e Príncipe, como Estado, não é diferente de qualquer outro Estado. A nossa dimensão territorial não retira a capacidade de sermos um Estado com todas as suas instituições, todos os seus dados estatísticos, Mas a verdade é que há descontinuidade governativa. Houve diferentes interrupções, um factor que nos prejudicou bastante nos últimos anos. Em democracia, já temos conseguido uma estabilidade governativa melhor. Os últimos governos têm cumprido o seu mandato. Espero que este também o faça e que haja uma continuidade das acções do Estado. Eu recordo-me já com alguns dirigentes da oposição, com dirigentes ainda do actual governo, ter pedido uma lista de todos os projectos em curso, sobretudo no domínio das infra-estruturas, no domínio da saúde e da educação, para que, de facto, nós olhemos um bocado mais para dentro e não termos aquele apetite de criar coisas novas quando temos coisas em curso e que podem resolver o problema das pessoas. Isto é um primeiro passo. O segundo é preciso adaptar os recursos disponíveis às necessidades mais prioritárias das pessoas, das populações e do país. E é possível. A energia em concreto é algo que ao longo destes anos todos não conseguimos resolver. Mas é por aí. Não pode haver uma divergência de fundo entre as diferentes forças. O facto de eu estar na oposição, eu não posso estar contra um programa que o governo que está no poder queira fazer e que vá resolver o problema. Tenho que encontrar a forma de dar a minha contribuição. Eu também costumo dizer que o poder crítico dos cidadãos não deve ser usado para bloquear. Ele deve ser usado para construir. E é isso que eu espero. Sem a transição energética, este país não dará passos nenhuns. Sem olharmos devidamente para a saúde, repare, o nosso sistema Nacional de Saúde não é propriamente o que está em causa. É olharmos para o sector, porque o sistema que eu até considero bom em termos sustentabilidade económico-financeira e social para garantir. Este sistema a educação, nós temos índices muito bons, internacionalmente reconhecidos, mas será que a qualidade do ensino é aquela que desejamos? Portanto, são coisas que, dentro do poder, fora do poder, as forças políticas, que são o alicerce da democracia, têm que encontrar pontos de convergência para nós podermos avançar neste processo. RFI: Todo o país tem recebido o apoio do FMI e do Banco Mundial, que também fazem, preconizações. Até que ponto é que o futuro governo não vai estar bastante condicionado pelas preconizações das instituições internacionais? Carlos Vila Nova: Temos parceiros multilaterais que nos têm acompanhado ao longo desses anos, assim como os bilaterais. Há um conjunto, um quadro próprio que temos que respeitar para que possamos continuar a ter esses parceiros ao nosso lado. Não creio que qualquer que seja o governo que venha, que ponha directamente em causa, pode rever, pode encontrar outros mecanismos e, como digo, pode e deve sempre conversar. Se fechámos as portas do diálogo, então aí não avançaremos para lado nenhum. E este diálogo tem que ser com os parceiros e internamente também. Eu velarei para que internamente se abra um novo capítulo na história deste país, que é um diálogo mais permanente, mais sincero, mais directo. E depois, a partir daí, encontrarmos pontos de convergência para termos uma estratégia que possa pôr o país na rota do desenvolvimento. RFI: Por fim, senhor Presidente, qual é o seu apelo neste momento político que o país está a viver? Carlos Vila Nova: Serenidade, Confiança. O futuro é nosso. Depende de nós. Vamos construí-lo.
Jean PEYRELEVADE, polytechnicien, ingénieur aéronautique, professeur d'économie, ancien directeur adjoint du cabinet de Pierre Mauroy (1981-1983), ancien président du Crédit lyonnais (1993-2003). Auteur de La France, du populisme au chaos (Odile Jacob)L'État prévoit d'emprunter 340 milliards d'euros cette année, un record, avec des taux d'intérêt en hausse. C'est un point qu'aucun des candidats n'abordent jamais, celui du poids devenu intenable de la dette et du fait que les taux d'intérêt étant supérieurs au taux de croissance, une mécanique infernale. Pour Jean Peyrelevade, il y a tout lieu de penser qu'au lendemain de l'élection présidentielle, les prêteurs cessent de financer un pays incapable de se réformer et dont les représentants se montrent pour la plupart irresponsables. Après le scrutin, la France se trouverait en défaut de paiement, condamnée à mendier auprès de ses partenaires européens, et risquant d'être placée sous la coupe du FMI. La France a un déficit annuel de 150 milliards dont 90 de déficit primaire et 60 liés à la seule charge de la dette. Jean Peyrelevade estime qu'il est possible d'éviter le pire et de s'atteler, avec la réforme des retraites et du système de santé, à un redressement de 120 milliards d'euros.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
En alocución presidencial, Abelardo de la Espriella presentó un balance con reducciones en secuestros, extorsiones y masacres, reportó avances en la reconstrucción tras el terremoto del 10 de agosto y ordenó iniciar diálogos con el FMI para solventar la crisis fiscal. Asimismo, el Gobierno confirmó la muerte de alias 'Robinson Gutiérrez', la extradición de alias 'Araña' y lanzó una ofensiva con millonaria recompensa contra alias 'Pinocho' en Santa Marta. En otras noticias del día, un fuerte vendaval dejó múltiples destrozos en el Quindío
Depuis le 28 février 2026, et la guerre déclenchée par Donald Trump contre l'Iran, le détroit d'Ormuz est devenu un point central de la crise au Moyen-Orient. Aujourd'hui le détroit d'Ormuz est contrôlé par l'Iran qui en a fait un levier de négociation avec Washington. Résultat : les prix des carburants s'envolent, les échanges se raréfient et l'économie mondiale se fragilise. Selon le FMI, le choc énergétique pourrait se traduire par davantage d'inflation et moins de croissance. Émission enregistrée aux Ecopol de Tours. Alors comment sortir de cette impasse ? Quels sont les objectifs de guerre des États-Unis ? Comment expliquer l'étonnante résilience de l'Iran ? À quel point les monarchies du Golfe, victimes des représailles iraniennes aux frappes américaines, ont-elles perdu confiance dans la protection américaine ? Leur quête de nouveaux partenariats sonne-t-elle la fin de l'ordre américain au Moyen-Orient ? Combien de guerres Israël est-il prêt à mener pour assurer sa sécurité, au risque d'un isolement toujours plus grand au sein de la communauté internationale ? Quelle recomposition pour un Moyen-Orient déchiré par les guerres ? Trois invités : Fatiha Dazi Heni, politiste, spécialiste de la péninsule arabique à l'Irsem (Institut de recherche stratégique de l'École militaire) et à Science po Lille. Autrice de L'Arabie saoudite en 100 questions chez Taillandier, a dirigé L'Arabie saoudite dans le monde, ouvrage collectif à paraître en novembre aux éditions du CNRS. Chahir Zaki, professeur d'économie à l'Université d'Orléans, chercheur au LEO (laboratoire d'économie d'Orléans), travaille sur les économies du monde arabe. A publié Breaking or Building Bridges ? The Trade Story of the Mena Region chez Cambridge University Press. Myriam Benraad, politiste, spécialiste de l'Irak et du Moyen-Orient contemporain, professeur en relations internationales à l'Université d'Exeter au Royaume Uni. A publié L'Irak par-delà toutes les guerres aux éditions Le Cavalier Bleu.
¡Salida la edición 498 de Semana Mochilera! Un viaje impecable entre historia, debate, destinos fascinantes y la enorme voz de Gal Costa como gran protagonista. Así fue el recorrido de hoy: 1. Las Noticias de Siempre (Efemérides) Un repaso por los acontecimientos clave que nos marcaron: la fundación de Cruz del Eje, el legado federal de Artigas, el nacimiento de Mariano Moreno, la Batalla de Tucumán, el recuerdo de la Ley Palacios contra la trata de personas, el caso Ayotzinapa y la Ley del Olvido. 2. Noticias, Altos en el Camino & Mega Hits Morder la realidad: Debates sobre libertad de prensa en EE. UU., los 70 años con el FMI, el panorama en Bolivia y un análisis profundo sobre la Ley Penal Juvenil y el amparo a las infancias. Altos en el camino: La fuerza de Sting junto a Stevie Wonder, Alberto Podestá con "Yira, Yira" y Bruce Springsteen retratando la decadencia industrial en "My Hometown". Mega Hit: La genialidad absoluta en el tramo final de Abbey Road de The Beatles. ️ 3. Pueblos y Ciudades Oxapampa (Perú): La fascinante fusión entre la tradición austro-alemana y la cultura yanesha. El Peñón (Catamarca): Un viaje directo a la memoria viva de la Puna argentina. ️ 4. Músicos: Homenaje Central a Gal Costa Espacio de honor para repasar la versatilidad vocal prodigiosa de la gran figura del programa: desde su tono intimista hasta sus agudos más potentes en clásicos como "Corcovado", "Acuarela do Brasil", "Sua estupidez" (con Roberto Carlos), "Eu sei que vou te amar" y "Lanterna dos afogados" junto a Herbert Vianna. 5. Cierre Cierre a puro ritmo y belleza con Chango Spasiuk, acompañado por La Sole y Pedro Capó interpretando "Piel Canela". Escuchá el programa completo o reviví tus momentos favoritos en el enlace de la bio. #SemanaMochilera #GalCosta #Radio #Efemérides #Actualidad #Viajes #MusicaDelMundo
Bassirou Diomaye Faye est l'invité de RFI et France 24 en marge de l'Assemblée générale de l'ONU 2026, ce 24 septembre à New York. Au micro de Mounia Daoudi et de Marc Perelman, le président du Sénégal revient sur la crise que traverse cette institution et la succession du Portugais Antonio Guterres au poste de Secrétaire général des Nations unies. « Qui de mieux pour défendre la réforme de l'architecture financière internationale que le président Macky Sall », insiste-t-il au sujet de son prédécesseur à la tête de l'État sénégalais et ancien adversaire politique. Bassirou Diomaye Faye défend également le programme d'aide de 2,2 milliards de dollars signé avec le FMI le 1er septembre. Il enjoint les opposants à ce plan, incarnés notamment par son ex-Premier ministre Ousmane Sonko, à adopter un « comportement patriotique » lors du futur vote sur la loi de finances rectificative de son pays. Entretien exclusif. RFI / France 24 : Nous sommes ici aux Nations unies, des Nations unies impuissantes souvent, presque ruinées, certains disent inutiles, avec une Afrique qui est historiquement sous-représentée. À quoi bon finalement ces Nations unies ? Est-ce qu'il ne faut pas revoir totalement l'architecture internationale ? Bassirou Diomaye Faye : Je crois que le constat est partagé sur l'état de l'ONU aujourd'hui. Et c'est justement parce qu'il est dans cet état qu'il faut se rappeler ce qui a été à l'origine de la création de cette organisation. Nous venions juste de sortir d'un contexte d'après Seconde Guerre mondiale, avec les ravages que l'on a connus. Le monde ne pouvait pas rester impuissant ou attendre encore de plonger dans un tel chaos pour éviter une guerre de cette ampleur. Nous devons donc toujours nous rappeler l'idée originelle. Et c'est justement parce que les Nations unies ne sont plus aujourd'hui, de l'avis de beaucoup d'observateurs, à la hauteur de la mission originelle qui a été la leur, qu'il faut s'y intéresser, les réformer et leur faire jouer le rôle qui devait être le leur, leur faire assumer la mission pour laquelle elles ont été créées. Cette organisation demeure importante. Aujourd'hui, nous devons travailler à ce que le multilatéralisme reprenne le dessus sur les initiatives bilatérales. C'est tout le sens du combat que nous sommes en train de mener aux Nations unies et dans toutes les tribunes où il est question de parler de notre organisation commune. L'Afrique y est sous-représentée. Je suis tout à fait en phase avec vous. Tous les discours, depuis des années, convergent sur la nécessité pour l'Afrique d'avoir un siège permanent au Conseil de sécurité. C'est un combat qui est en train d'être mené, et nous espérons que les voix qui portent réellement la décision au sein de l'ONU comprendront la nécessité qu'un continent qui doit faire 2,5 milliards de personnes à l'horizon 2050 ne puisse être exclu des instances de décision de l'organisation mondiale. Ce combat, c'était celui d'Antonio Guterres, dont le mandat s'achève le 31 décembre. Pourquoi avez-vous choisi de soutenir la candidature de Macky Sall, alors que tout le monde s'accorde à dire qu'elle n'a que très peu de chances d'aboutir ? Je ne partage pas ce pessimisme sur la candidature de l'ancien président du Sénégal, Monsieur Macky Sall. Tout au contraire, je pense qu'elle garde encore toutes ses chances de succès. En réalité, ceux qui sont, ou celles qui sont considérés comme ayant des chances, ne le seront que lorsque les cinq auront décidé que leur candidature passe. On ne sait pas encore ce que seront les votes des membres permanents du Conseil de sécurité. Les jeux restent ouverts. Nous sommes en train de faire le travail. De notre point de vue, nous sommes en train de discuter avec ceux qui votent, ceux qui tiennent la décision et j'estime, contrairement à ces prédictions, que les chances sont réelles. Mais ce sur quoi je voudrais insister, c'est le profil du candidat. Je pense que vous venez de le dire tout à l'heure, l'Afrique est sous-représentée. Qui de mieux aujourd'hui pour défendre une meilleure place de l'Afrique que le président Macky Sall ? Qui de mieux pour défendre la réforme de l'architecture financière internationale que le président Macky Sall, qui a subi les affres de la dette qui l'ont plombé par rapport aux ambitions qu'il a eues et qu'il partage avec beaucoup de pays du tiers-monde ou du Sud ? Je pense que sur ce rapport-là, il est de notre devoir de le soutenir en tant que Sénégalais, de le soutenir parce que nous pensons aujourd'hui que la place qui doit être celle de l'Afrique au sein de l'ONU ne peut être mieux défendue que par un Africain. Alors vous, vous avez mentionné la dette, cette fameuse dette cachée, le gouvernement, votre gouvernement, vient de conclure un accord très attendu avec le Fonds monétaire international, qui doit permettre un prêt de 2,2 milliards de dollars sur trois ans. Pour ça, il faut que votre dette, qui est donc bien plus importante qu'il y a quelques années, devienne soutenable. Il y a des négociations qui sont en train de s'ouvrir avec les créanciers multilatéraux et bilatéraux. Est-ce que vous espérez que ces négociations vont se conclure rapidement, plus rapidement que d'autres pays, par exemple comme le Ghana ou la Zambie ? Je pense que c'est une préoccupation partagée tant par le Sénégal, qui a choisi le cadre commun du G20, que par le cadre lui-même, qui doit faire preuve d'efficacité et d'efficience, particulièrement sur la réduction des délais dans le cadre des négociations. En réalité, c'est ça qui fait les hésitations des États qui sont dans une telle situation, à recourir à ce cadre. J'ai été récemment à Washington et j'ai vu que c'est une préoccupation que je partage avec la directrice générale du fonds, mais aussi avec le directeur général de la Banque mondiale. J'estime que ce que nous avons demandé avant de choisir le cadre, c'est que le cadre soit amélioré. Et la préoccupation fondamentale a été la préoccupation sur le délai de traitement ou des discussions qui doivent se tenir dans ce cadre. Sur ce rapport, nous avons des engagements fermes qui nous ont été donnés sur la réduction des délais avant d'avoir choisi le cadre. Nous espérons que chaque partie fera preuve de toutes les diligences possibles pour que nous allions plus vite et qu'au-delà du Sénégal, d'autres pays qui fatalement vont se retrouver dans cette situation-là auront plus confiance en ce cadre qui a été institué aussi pour être choisi par les pays qui sont dans une situation comme la nôtre. Donc d'ici quelques mois ? Nous l'espérons, nous travaillons à cela aussi. FMI rime souvent avec austérité. Il se dit que vous avez déjà accepté de baisser les subventions à l'énergie. D'autres mesures d'austérité risquent d'arriver également. Est-ce que finalement, ce ne sont pas les plus démunis qui vont encore devoir payer le prix de ces politiques du FMI ? Au contraire, je pense que dans le cadre du Sénégal, ce que nous avons réussi, c'est de préserver le pouvoir d'achat des plus démunis, comme vous l'avez dit. En 2026, nous avions, face aux difficultés, programmé de payer 35 milliards [de FCFA, NDLR] de bourses de sécurité familiale, nous avons décidé de doubler cette enveloppe pour la porter en 2026 à 70 milliards. Cette même enveloppe de 70 milliards sera doublée en 2027 pour être portée à 140 milliards. Et le registre national des bénéficiaires de ces bourses passe d'environ 500 000 à 1 million de bénéficiaires. Pas plus tard qu'avant-hier, dans le cadre du Programme national de solidarité, nous avons fait beaucoup de soutien à beaucoup de ménages vulnérables. Donc, notre préoccupation fondamentale dans le cadre de ces discussions avec le Fonds a été de préserver le pouvoir d'achat et d'assister les plus faibles pour que, justement, ils n'aient pas à payer le prix fort des efforts que nous sommes fatalement amenés à faire pour restaurer les équilibres financiers. C'est sur cela que nous travaillons. Et dans un registre d'austérité, comme on veut le faire croire, on ne recrute pas 2000 enseignants, on ne recrute pas plus de 2000 personnels de santé. On ne fait pas autant d'investissements que ce que nous sommes en train de faire dans le domaine de la santé et dans d'autres domaines. Je pense que le Sénégal a réussi aujourd'hui à restaurer la confiance avec le peuple, de l'État avec le peuple. Le Sénégal a réussi à restaurer sa confiance avec les partenaires et les investisseurs. Et nous sommes en train d'enclencher une phase que nous espérons va très rapidement porter ses fruits par rapport à la qualité de vie des Sénégalais. C'est cela notre préoccupation quotidienne. Pour que cela soit en effet enclenché, il faut que les mesures que vous êtes en train de mettre en place soient adoptées. C'est l'objet de la loi de finances qui va bientôt arriver devant l'Assemblée nationale. Or, à l'Assemblée nationale, votre ancien parti, le Pastef, a une très large majorité. Est-ce qu'il n'y a pas un risque de censure, justement, de cette loi de finances ? Rappelons quand même que certains membres du Pastef vous ont accusé de trahison et de vous soumettre au FMI. Je vois que vous souriez. Est-ce que ce n'est pas une véritable crainte, cette censure ? En fait de trahison, la seule chose que je suis susceptible de trahir, c'est mon serment que j'ai prêté le 2 avril 2024 face au peuple sénégalais et devant Dieu. Au-delà de ces référents, il n'y a pas d'autres choses qui m'engagent. Par rapport à la loi de finances rectificative comme par rapport à d'autres lois, quand il s'agit d'aller à l'Assemblée nationale, le gouvernement y va. Ce qu'il ne faut pas oublier aussi, c'est que le gouvernement est une institution à côté de l'institution que représente l'Assemblée nationale et celle que je représente moi-même et d'autres institutions, notamment sur le plan judiciaire. Et là-bas, chacun assume ses responsabilités et le peuple arbitre saura juger chacun par rapport à la posture qui est la sienne. Mais j'estime que dans le contexte où nous sommes, par rapport aux efforts que nous sommes amenés à faire pour le bénéfice du peuple sénégalais, ces représentants ne sauraient avoir un autre comportement patriotique que d'accompagner cette dynamique qu'ils ont trouvée, qu'ils ont eu à manager avec nous et qui est restée en l'état, mais que nous sommes en train de travailler à juguler. On se souvient, monsieur le Président, que le limogeage de votre Premier ministre, Ousmane Sonko, est intervenu peu après une visite du Fonds monétaire international. Est-ce que finalement, c'est votre volonté d'avancer avec le Fonds monétaire international qui a été l'objet de la rupture avec votre ancien compagnon de route ? Non, même pas. Nous avons eu des divergences persistantes sur certains sujets. Le président de la République que je suis l'avait choisi comme Premier ministre en vertu des pouvoirs qui me sont conférés par la Constitution. Quand cette rupture de confiance a persisté, je me suis choisi un autre Premier ministre et le Sénégal avance et la République est à l'œuvre. Et c'est la seule chose qui soit immuable. Monsieur le Président, étant donné le contexte qu'on vient de décrire à l'Assemblée nationale, il y a une question qui se pose, c'est la possibilité éventuellement de dissoudre cette Assemblée nationale. Vous y êtes autorisé par la Constitution à partir du 2 décembre. Est-ce que cette option est bien sur la table ? Nous ne sommes pas encore au 2 décembre et il n'y a pas de fixation sur une dissolution de l'assemblée ou sur l'organisation d'élections à telle date ou telle autre date. Toujours est-il que ceux qui ont hâte d'aller aux élections et qui, de ce fait, ont saisi la Cour suprême pour obtenir cette date-là, ils ont vu la Cour leur dire par deux fois, par un référé-liberté dont elle a été saisie et par un référé mesures utiles, rien ne me contraint à parler ou à fixer la date des élections en ce moment, et si cela devait se faire, ce sera dans le cadre d'un consensus - vous savez mon attachement au dialogue et mon sens de la concertation par rapport à ce qui concerne les affaires publiques. Mais vous n'excluez pas quand même l'option de la dissolution de l'Assemblée nationale ? Pourquoi exclure une prérogative dont on est investi par la Constitution ? Tout est question de nécessité ou de contexte. Le moment venu, selon ce qu'on aura en face, on décidera. Mais la seule boussole que nous avons, c'est l'intérêt supérieur du peuple sénégalais et la fluidité dans la communication des institutions. Comme je l'ai dit, chaque institution est appelée à être à la hauteur. Nous ne pensons pas qu'il puisse y avoir un blocage qui soit absolument insurmontable. Et c'est justement quand de telles situations arrivent que la Constitution a aménagé les pouvoirs de chaque institution pour qu'elle puisse agir en conséquence. Monsieur le Président, vous venez de lancer il y a quelques semaines votre parti, Kiiraay – Les Patriotes républicains. Or, un sujet préoccupe aujourd'hui les Sénégalais, allez-vous annoncer le report des élections locales qui sont prévues pour se tenir le 17 janvier ? J'ai rappelé tout à l'heure qu'il y a une organisation de la société civile qui a saisi la Cour des comptes, la Cour suprême plutôt, pour lui demander de m'enjoindre à fixer la date de l'élection. Un référé-liberté. La Cour a considéré que, au regard des dispositions légales, l'élection peut s'organiser jusqu'à la fin de l'année, les élections locales jusqu'à la fin de l'année 2027. Une autre organisation, cette fois-ci constituée d'acteurs politiques, le Front pour la défense de la République, a saisi la même cour en référé mesures utiles, et la Cour a aussi décidé de la même chose. Donc, il n'y a rien qui urge en réalité, et je ne voudrais pas que nous soyons dans l'obsession électorale permanente, alors que nous avons quelque chose qui doit aujourd'hui nous préoccuper fondamentalement, c'est comment discuter avec le fonds, obtenir un accord, un programme qui passe en conseil d'administration, qui soit approuvé et qui restaure définitivement la confiance des partenaires vis-à-vis du Sénégal et des investisseurs vis-à-vis du Sénégal. C'est cela ma préoccupation. Il y a un sujet qui préoccupe la communauté internationale, c'est la loi que vous avez promulguée le 31 mars sur la criminalisation de l'homosexualité. Est-ce que vous comprenez ces critiques et est-ce que vous êtes d'accord avec l'option qui avait été mise sur la table par Ousmane Sonko, d'éventuellement durcir cette loi si nécessaire ? De quelle communauté internationale parlez-vous ? La France, les Nations Unies... Est-ce que dans ces pays-là, quand ils ont légalisé le mariage homosexuel, nous étions très choqués, mais est-ce que nous avons réagi ? Non. Nous avons considéré que ce sont des pays souverains qui ont fait leurs options législatives et nous l'avons respecté. Nous demandons la même chose. Monsieur le Président, l'Union européenne finance la construction au Sénégal de deux centres d'accueil de migrants secourus en mer. Est-ce que les pays africains ne sont pas en train de devenir les sous-traitants d'une politique migratoire répressive menée par plusieurs pays européens ? Non, pas du tout. En réalité, même quand il a été question pour le Sénégal d'accueillir certains migrants refoulés de certains pays, nous avons refusé. Les migrants, par contre, qui prennent la mer pour l'essentiel sont aussi des Africains, il est question d'abord de leur protection, de leur intégrité physique au regard des conditions dans lesquelles ces migrants voyagent, et on sait à quel point c'est périlleux et combien de vies ça a coûté. D'un autre côté, c'est de ne pas les laisser entre les mains de passeurs ou de trafiquants d'êtres humains. Il est de notre responsabilité d'empêcher ces départs. Nous sommes en train de réaliser depuis 2024 des résultats extrêmement importants au Sénégal, ce que nous faisons en collaboration avec les autres pays de destination de ces flux migratoires irréguliers. Sur ce rapport, quand nous ramenons des migrants en terre ferme, il est de notre responsabilité aussi de les prendre en charge. Il ne s'agit en réalité que de cela, pas plus. Alors le Sénégal doit accueillir les Jeux olympiques de la jeunesse. C'est la première fois que des Jeux olympiques vont se tenir sur le continent africain. J'imagine que c'est un immense motif de fierté, mais c'est aussi un défi logistique et sécuritaire. Est-ce que le Sénégal sera prêt à tous ces points de vue ? On dira enfin 150 ans après, enfin la flamme vient en Afrique. Nous avons eu l'honneur et le privilège de l'accueillir au nom de l'Afrique qui accueille ces Jeux, qui sont célébrés à Dakar. Nous avons de notre côté travaillé à être à la hauteur des défis qui sont certes organisationnels, sécuritaires. À ce stade, les infrastructures qui doivent accueillir les Jeux sont prêtes et nous travaillons aussi à continuer à parfaire le concept de sécurité des Jeux. Sur ce rapport, nous sommes confiants, à quelques semaines des Jeux, que le Sénégal sera prêt, que nous organiserons des Jeux à notre image, sobres mais festifs, mais que nous montrerons aussi une jeunesse qui n'a pas que la migration en ligne de mire, mais qui est débordante d'énergie, qui est fière et qui est prête à accueillir le monde dans notre hospitalité légendaire. Sur le plan régional, Monsieur le Président, la situation sécuritaire au Mali, avec qui vous partagez une frontière, et plus largement dans les pays de l'AES, est préoccupante. Est-ce que vous ne craignez pas, je sais que vous en avez discuté avec plusieurs de vos homologues ici à New York, est-ce que vous ne craignez pas une contagion au Sénégal ? Vous parliez des JOJ justement, est-ce que vous avez eu à déjouer des tentatives d'attaques terroristes ces dernières semaines ? Le Mali est un pays voisin qui le restera parce que ni le Sénégal, ni le Mali ne déménageront. Sur ce rapport, quand il y a des problèmes de sécurité de cette nature au Mali, ils concernent forcément le Sénégal. Le terrorisme n'a pas de frontières. Ces conflits asymétriques ne sont pas à l'image des conflits conventionnels que nous connaissons. Donc, tout pays peut être frappé parce que justement, les facteurs qui font décider de frapper tel pays ou tel autre pays ne sont maîtrisés par aucun État. Le pays où nous sommes l'a vécu, votre pays l'a vécu, d'autres encore l'ont vécu. Donc le Sénégal ne peut pas dire qu'il est à l'abri. Mais nous prenons toutes les mesures qu'il faut, qui sont nécessaires, en concertation avec les pays avec lesquels nous partageons cette menace réelle par l'échange de renseignements et par tout autre mécanisme. Nous sommes même allés à un moment donné jusqu'à des patrouilles communes pour anticiper cette menace et enrayer toute tentative de frappe sur le Sénégal. Nous continuons à être vigilants, notamment dans le contexte des Jeux, mais nous sommes tout à fait conscients du niveau de la menace dans toute la sous-région, et cela nous concerne au plus haut point. Alors justement, vous êtes depuis quelques semaines président en exercice de la Cédéao, une institution régionale en crise, notamment à cause du départ de ces trois pays de l'Alliance des États du Sahel. Votre première visite a été justement pour le Mali. Alors est-ce que ça veut dire que vous allez aussi vous rendre au Burkina Faso et au Niger ? Et est-ce que, on sait qu'il y a beaucoup de médiations pour essayer de faire revenir ces trois pays dans le giron de la Cédéao et de l'Union africaine, c'est votre objectif à vous ? Je n'ai pas de frontières en tant qu'Africain, pour aller dans un pays ou dans un autre où je serai certainement bien accueilli en tant que frère africain. Évidemment, je me suis rendu au Mali, je pourrai me rendre dans n'importe quel autre pays dans le futur, selon les besoins et les disponibilités. La Cédéao fait face à des défis. Nous avons vu trois membres qui sont importants quitter l'organisation et créer une autre organisation, la Confédération des États du Sahel. C'est leur souveraineté de décider d'être dans une organisation ou d'en sortir. Ce n'est pas une première ni dans le monde, ni en Afrique. Nous respectons cette décision et nous travaillons à garantir les conditions d'une coexistence des deux organisations qui garantissent la libre circulation des personnes et des biens et qui garantissent une cohabitation qui permette d'avoir un commerce réel entre les pays, qu'ils soient membres de la Cédéao ou qu'ils soient membres de la Confédération des États du Sahel. Sur ce rapport, le dialogue est enclenché. Nous avons nommé un négociateur spécial en la personne du président Lansana Kouyaté. Le Sénégal jouera sa partition. Nous n'avons pas de sens interdit. Nous tendons la main à tout le monde et nous parlons à tout le monde, quelle que soit l'organisation dont il ressort. Parce qu'il nous faut bien discuter des problèmes que nous avons en commun, à savoir comment piloter cette sortie de la façon la plus intelligente possible. Et s'il était demain de la décision de ces autorités de prendre une autre voie, nous pourrons toujours en discuter parce que nous partageons le même espace commun et nous devons y travailler et cohabiter dans les meilleures formes possibles.
Muy buenos días, Estados Unidos y China están aplicando por adelantado el “lo vemos en enero” con su tregua comercial. Los líderes de estos países ya están conviviendo en Washington y Trump se está luciendo como anfitrión con Xi Jinping. Como quien saca la vajilla prohibida de la abuela para ese invitado ultra especial. ¿Pues qué quiere? Hablamos también del estatus de la revisión del T-MEC, del peso mexicano y por qué se deprecia. La OCDE ve la inflación más alta en 2027 y el FMI advierte al estilo Game of Thrones: “Winter is coming”. Hablamos de la participación de Venezuela en Nueva York y lo mejor de este episodio, Mark Zuckerberg nos recuerda la era del Tamagotchi con un dispositivo que acaba de presentar. Patrocinado | Conoce más de Presidente InterContinental Monterrey aquí.
FMI disponível para apoiar Moçambique na implementação de medidas que permitam "desbloquear" o potencial económico do país, numa altura em que o presidente moçambicano, defende independência económica de Moçambique.
La Venganza Será Terrible Alejandro Dolina, Patricio Barton, Gillespie Segmento Inicial 0:00:00 Presentación del programa y repaso de noticias de actualidad, con foco en economía, política, FMI, discapacidad y elecciones. 0:09:20 Continuación del repaso informativo con clima, tránsito, dólar, deportes y cierres de prensa. Segmento Dispositivo 0:09:56 Supersticiones antiguas: campanas de difuntos, marcas del diablo y cometas como presagio de desgracias. 0:26:56 Ejemplos históricos vinculados a esas supersticiones, incluyendo el rey Juan Sin Tierra y el pánico por un cometa en Inglaterra. 0:38:25 Selección musical: interpretación de “A fuego lento” por el Octeto Buenos Aires. Segmento Humorístico 0:53:40 Debate sobre señales de que una relación no tiene futuro. 1:23:42 Consejos para seducir en la playa: respetar el espacio, usar excusas creíbles y cuidar la apariencia. 1:46:49 Más consejos en la playa: carpas, actividades, precios y servicios de un balneario. 1:59:19 Juguetes caseros para niños: medias, mates, televisores viejos, cartones, escobas y palos como objetos de juego. Cierre musical 2:26:06 Presentación del trío y pedidos del público. 2:28:11 Interpretación de “You've Got to Hide Your Love Away”. 2:34:44 Milonga interpretada por el trío. 2:46:09 “Chó los hicholitas” y participación de la trompeta. 2:55:20 Despedida musical final con improvisaciones y cierre del programa. (Resumen generado automáticamente con IA, puede contener errores)
Today's HeadlinesMissing Pakistani Gospel worker reunited with familyHow does your community look from Heaven's perspective?South Africa's Single Moms Find Hope and Support
9 aeronaves integran la flota de Mexicana de Aviación Inseguridad y fallas eléctricas frenan inversiones en el Edomex5 calendarios muestran distintas formas de contar el añoMás información en nuestro podcast#grc
El diputado de oposición José Luis Pórcel hizo conocer en Erbol que una comisión de diputados específica fiscalizará el destino que le dará el Gobierno a los recursos del préstamo del FMI.
FSMA 204 brings new record-keeping requirements to foods on the FDA Food Traceability List, but the path to readiness is broader than a single compliance project. In this episode, Liz Sertl chats with Hilary Thesmar, Chief Science Officer and Senior Vice President, Food Safety, at FMI. Hilary explains how critical tracking events (CTEs) and key data elements (KDEs) fit into the rule, why each supply chain participant is responsible for its own records, and why companies need to be ready to provide FDA with an electronic sortable spreadsheet within 24 hours when records are requested. She also outlines practical first steps: form a cross-functional team, assess current systems and data, align around GS1 Standards, begin with ready suppliers and a small set of products, then expand as the process proves out. The conversation also covers data quality, warehouse and inventory system changes, supplier readiness, exception handling, and business uses for better traceability data, from returns and invoicing to labor and inventory visibility. It closes with a look at where AI may help future traceability work and Hilary's favorite use of AI outside the office. In this episode, you'll learn: How FSMA 204 makes each company responsible for traceability records tied to its own critical tracking events and key data elements. Why cross-functional coordination across IT, master data, food safety, regulatory, legal, suppliers, and customers matters for readiness. How better traceability data can support returns, invoicing, inventory management, labor review, and supply chain visibility. Things to listen for: (00:00) Introducing Next Level Supply Chain (01:07) Hilary's background and FMI's work on FSMA 204 (02:00) What FSMA 204 is and its path from 2010 legislation to the 2022 final rule (05:53) The foodborne illness outbreaks that led to the traceability rule (09:57) Why the 2028 compliance date is closer than it feels (10:54) The cross-functional lift required to prepare for compliance (13:03) How key data elements and critical tracking events work together (15:55) How GS1 US standards help map key data elements (19:15) Why starting small with a few suppliers and categories matters (22:53) Best practices for prioritizing normal processes over exceptions (25:54) Why progress matters more than perfection ahead of 2028 (29:03) The ROI and efficiencies available beyond compliance (32:08) Hilary's favorite technology and what she wants to learn next Connect with GS1 US: Our website - www.gs1us.orgGS1 US on LinkedIn Connect with the guest: Hilary Thesmar on LinkedIn Visit FMI at https://www.fmi.org/
¿Puede la dolarización ser una alternativa al programa del FMI para Bolivia? En esta entrevista con Correo del Sur, Mauricio Ríos García explica por qué ambas opciones no necesariamente son excluyentes y cómo la dolarización podría facilitar el cumplimiento de los objetivos de estabilización planteados por el FMI. Se abordan los efectos de la dolarización sobre la inflación, el sistema bancario y financiero, el crédito, las tasas de interés, el déficit fiscal y la confianza de los ciudadanos y los inversionistas. También se plantea una propuesta concreta de transición hacia una economía dolarizada y el papel que tendría la eliminación del encaje legal y de la política monetaria discrecional. Una conversación sobre la crisis económica boliviana, la pérdida de valor del boliviano y las alternativas para recuperar la estabilidad y la confianza. Adquiere en Amazon mi último libro, "Auge y Decadencia de Bolivia (2003 - 2023): Ciclo Austríaco, Value Investing y Dolarización". _______________ Encuéntrame en más redes: Web: http://riosmauricio.com X/Twitter: https://x.com/riosmauricio https://www.linkedin.com/in/riosmauricio/ Facebook: https://www.facebook.com/riosmauriciocom Patreon: https://patreon.com/riosmauricio
Miguel Ángel González Suárez te presenta el Informativo de Primera Hora en 'El Remate', el programa matinal de La Diez Capital Radio que arranca tu día con: Las noticias más relevantes de Canarias, España y el mundo, analizadas con rigor y claridad. Conmoción y minutos de silencio por el asesinato de Claudia Tacoronte: “Estaba muy ilusionada con su estancia en México” Llevaba solo un mes en el país, donde realizaba una estancia de movilidad en la Universidad Autónoma del Estado de Morelos. Los rectores de las universidades españolas piden “celeridad” en la aclaración de este crimen que se investiga como feminicidio. Canarias cambia las clases de hoy por el calor: dónde serán online. Educación adopta la medida ante el episodio de altas temperaturas y permite solicitar ajustes extraordinarios de horarios y salidas anticipadas. En todos los centros educativos de Fuerteventura y en nueve municipios de Gran Canaria: Agüimes Artenara Ingenio Mogán San Bartolomé de Tirajana La Aldea de San Nicolás Santa Lucía de Tirajana Telde Valsequillo Hoy hace 3 años: La plataforma 'Topaz Driller', lista para perforar frente a Tarfaya, a 120 kilómetros de Fuerteventura. Hoy se cumplen 1.668 días de guerra entre Rusia y Ucrania. 4 años y 200 días. Hoy es martes 15 de septiembre de 2026. Día Internacional de la Democracia. La democracia debe progresar, y es fundamental el papel de los jóvenes en ese progreso. Se trata de crear un entorno en el que los jóvenes comprendan que su voz cuenta. Y por otra parte, también es importante comprender que los jóvenes están comprometidos por la crisis climática y que saben que su futuro está condicionado por lo que se avance hoy en materia de medio ambiente. Y por ello, la ONU reconoce la importancia de empoderar a los jóvenes en temas de justicia internacional, como es el clima. 1935.- Alemania: Las leyes de Núremberg despojan a los judíos de la ciudadanía alemana y prohíben su matrimonio con personas de "sangre alemana". 1943: en Italia, Benito Mussolini anuncia la creación del Partido Fascista Republicano. 1954.- En China, el Congreso Nacional Popular aprueba una nueva Constitución y Mao Tse Tung es nombrado jefe del Estado. 1955.- El príncipe Juan Carlos de Borbón ingresa como caballero cadete en la Academia General Militar de Zaragoza. Años más tarde, el 15 de septiembre de 1978, España ingresó en el grupo de los veinte del Fondo Monetario Internacional (FMI), gracias a un acuerdo establecido entre los Gobiernos de Madrid, México y Caracas, que se firmó en Acapulco por los gobernadores de los bancos centrales de esos tres países. Por este acuerdo España pasó a integrarse al grupo de países del FMI formado por México, Venezuela, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras y Nicaragua. 2006: por segunda vez, Fidel Castro es elegido presidente del NOAL (Movimiento de Países No Alineados). 2008: en Estados Unidos se declara en quiebra el banco de inversión Lehman Brothers. 2021.- El cocinero español Dabid Muñoz, propietario del restaurante DiverXo, reconocido por primera vez como "mejor chef del mundo" en la edición de 2021 del "The Best Chef Awards". Patrocinio del santo de cada día por gentileza de la Casa de las Imágenes, en la calle Obispo Perez Cáceres, 17 en Candelaria. Aicadro, Alpino, Apro, Nicetas, Nicomedes, Valeriano, Catalina y Antonio María. Trump anuncia que Ucrania y Rusia han acordado no atacar sus infraestructuras energéticasLos hutíes toman una isla yemení en Bab el-Mandeb y pasan a controlar el estrecho. El cierre del oleoducto saudí por el avance hutí pone en riesgo las exportaciones de crudo a Europa y Asia. La UE endurece aún más su política migratoria tras la crisis de Ceuta. La Junta Electoral acatará la decisión del Supremo de suspender el voto de los nacionalizados con la ley de nietos. El PP "no parará" hasta que se asuman responsabilidades por Ceuta: "No es una crisis, es un esperpento" Canarias suma casi 3.750 trabajadores extranjeros en un mes: ya son más de 152.500. El régimen general concentra 111.562 trabajadores, mientras que otros 33.824 extranjeros están dados de alta como autónomos en las Islas. La seguridad es “el segundo motivo” por el que los turistas eligen Canarias para pasar sus vacaciones, después del clima. Los viajes del Imserso 2026-2027 comienzan a comercializarse esta semana, pero los usuarios de Canarias tendrán que esperar hasta el miércoles 16 de septiembre. Ese día podrán reservar las personas acreditadas como preferentes, mientras que los usuarios no preferentes podrán hacerlo desde el jueves 17. El incendio declarado ayer a las 12:43 horas en Cazadores, Telde, movilizó a cinco medios aéreos y alrededor de 50 efectivos, mientras el fuego ha afectado unas tres hectáreas. La rápida intervención ha permitido contener su avance, aunque preocupa la evolución del viento y las altas temperaturas. Hay tres viviendas desalojadas, permanecen cortadas las carreteras GC-134 y GC-130 y se mantiene vigilancia sobre Cazadores y La Solana. Rescatan a unas 160 personas de una neumática y una patera en aguas cercanas a Lanzarote. Salvamento Marítimo movilizó en su ayuda, en un primer momento, a un barco mercante, mientras navegaban hacia esa zona dos salvamares con base en Lanzarote, la Al Nair y la Ácrux.
Nesta edição:Nubank quer replicar o Pix nas remessas internacionais e mira um mercado de US$ 100 biBRICS pede mais peso para emergentes no FMI e no Banco MundialBernard Arnault perde US$ 65 bi e sai do top 10 de bilionários pela primeira vez desde 2017A China divulgou o plano quinquenal para o setor automotivo com meta de 70% de elétricos e híbridos até 2030 — e já está em 65%. Explicamos como o país bateu a meta anterior com folga, o que significa a "consolidação" das montadoras, e por que o governo teve que regular até maçaneta.No segundo bloco, o bastidor da campanha de Lula depois da crise no Supremo: aliados em off falando em desânimo, pesquisas em empate técnico, e o julgamento do caso Moraes-Vorcaro marcado para terça — com chance real de adiamento.
A campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe está lançada desde 12 de Setembro. Neste âmbito, acompanhamos este período pré-eleitoral, dando a palavra às formações candidatas à governação. Nesta quinta-feira, ouvimos Vasth Santos, secretária-geral da ADI -Acção Democrática Independente no poder, e candidata na lista encabeçada por Américo Ramos, líder do partido e primeiro-ministro cessante. Ao fazer um balanço positivo da governação do seu partido, apesar das divisões internas, Vasth Santos refere que o programa da ADI dá especial realce à saúde e às melhorias económicas. RFI: Qual é o teor do vosso programa? Vasth Santos: Nós dividimos o nosso programa em sectores e um deles é a saúde, como parte do sector social e melhorar, claro, as nossas finanças, o sector económico do país. Mas o enfoque mesmo é a melhoria da saúde. RFI: Qual é o balanço que a ADI faz enquanto força que esteve a governar o país, apesar das tribulações que houve pelo meio? Vasth Santos: Poderia ser 100% positivo se não tivesse essas tribulações internas, porque vimos que foram quatro anos de uma legislatura muito conturbada, onde viu-se claramente que a divisão interna e o problema interno da ADI estendeu-se a toda a governação, estendeu-se para o Parlamento, onde criou um bocadinho de perturbação, onde não se pôde cumprir por completo a agenda do ADI enquanto governação. Mas em termos gerais, foi positivo porque nós conseguimos continuar muitas coisas boas que nós começamos desde o governo passado. Não permitimos, claro, que a instabilidade que se instalou dentro da ADI fosse perturbar todo o resto do programa, mas conseguimos sim. Posso dizer que foi um balanço positivo, foi uma governação conturbada, mas conseguimos manter o equilíbrio e seguir algumas coisas que havíamos projectado no início dessa legislatura, que teve dois momentos. Um momento até Janeiro de 2025 e o segundo momento, de Janeiro de 2025 a agora, até ao fim dessa legislatura. Então podíamos fazer mais, mas fizemos um bom, um bom caminho até agora. O balanço de governação é bom. RFI: Como é que encaram este período eleitoral, dado que Patrice Trovoada apelou ao boicote do escrutínio? Vasth Santos: É um desafio bom e eu acredito que o povo são-tomense já atingiu uma maturidade política boa para não seguir esse apelo. Temos estado a constatar a maturidade do povo. Quando vamos ao terreno, conversamos com as pessoas. Eu acredito piamente que o nível de maturidade que atingimos do povo não vai responder a esse apelo, que é um apelo infeliz, porque em democracia não pode um democrata apelar às pessoas para não irem às eleições, não irem à assembleia de voto, a boicotar as eleições. Nós acreditamos na maturidade política do povo são-tomense e acreditamos que esse apelo não surtirá efeito e o povo não seguirá o apelo. Estamos a fazer todo o trabalho democrático de sensibilização para que este apelo não tenha a sua correspondência. RFI: Relativamente ao balanço que fazem da vossa governação, quais são os aspectos que gostaria de destacar relativamente àquilo que foi conseguido? Vasth Santos: Nós conseguimos três coisas, para mim, que mexem com a vida da sociedade: primeiro, nós conseguimos manter a estabilidade política, permanecer numa estabilidade onde houve envolvência de todos os outros partidos. Nós conseguimos, com o apoio e grande empenho do primeiro-ministro, ministro das Finanças, conter o aumento do valor do combustível, apesar de todo o cenário internacional. Nós conseguimos avançar e já está na fase final o concurso para a construção do Hospital de Referência. Um processo que vem desde 2017, creio eu. E é um processo que também não concluiu atempadamente por causa mesmo da questão da instabilidade política. Então, nós estamos a fazer coisas que respondem à expectativa do povo. RFI: Durante também o mandato da ADI no poder, tiveram o apoio do Banco Mundial e do FMI que fazem preconizações relativamente à governação e um dos aspectos é, designadamente, mais impostos. Vasth Santos: É tudo uma questão de governação. Acredito que o Governo, na pessoa do ministro das Finanças e do primeiro-ministro, têm sabido lidar com essa situação, com essas exigências do Banco Mundial. E atempadamente, conforme as nossas finanças permitirem alguma dessas obrigações, vamos fazendo as outras e vamos conciliando. RFI: Outro aspecto que também esteve no centro das atenções nestes últimos meses, foi a crise energética que atravessaram. Como é que encaram o futuro relativamente à questão energética? Como é que vão fazer com que se possa resolver definitivamente esse problema? Vasth Santos: Pronto, com o apoio do Banco Mundial, nós, graças a Deus, com a estabilidade política, também temos em carteira, já num processo quase final da instalação de quase metade da produção de energia limpa, quase metade da necessidade que temos de produção de energia limpa, para diminuir os custos com aquisição de combustível e da forma actual de produção de energia. Nós passamos por um período conturbado de quase 11 meses, se eu não estou em erro. Foi mesmo conturbado, mas nós conseguimos fazer aquisições de novos geradores. Mas nós sabemos que a aquisição de gerador, por si só, não resolve o problema de energia. Só estanca por um período porque os custos com a aquisição do combustível são muito elevados. Mas nós estamos a trabalhar e acredito que, nos próximos meses, já estará instalado no país para a produção de metade da energia que nós precisamos de forma limpa e energias renováveis. Então, esse é um dos caminhos que nós projectamos e estamos a conseguir concluir para a melhoria da energia em São Tomé e Príncipe, que vai baixar também provavelmente os custos e estancar a deficiência que temos com a produção. RFI: Nestes últimos meses também São Tomé e Príncipe foi considerado pela UNESCO como reserva da Biosfera, o que é uma responsabilidade para São Tomé e Príncipe. Como preservar o vosso meio ambiente reconhecidamente excepcional? Vasth Santos: É um desafio e um desafio que eu acredito que nós que estamos no governo e o governo também tem programas para mantermos o equilíbrio entre as nossas necessidades de construção e manter a nossa reserva da biosfera intacta, para que nós continuemos a ser uma reserva completa a nível mundial. Mas é um desafio que estamos, com a ajuda dos parceiros, a tentar manter. RFI: Enquanto a ADI esteve no poder, esse período coincidiu com uma saída bastante importante de cidadãos são-tomenses para fora. Como pensam fazer com que a população se possa fixar no país? Vasth Santos: Estamos a tentar trabalhar numa nova forma de governação, criar parcerias internas e externas, de forma a estimularmos e criarmos mais incentivo, tanto no empreendedorismo jovem como nalgumas empresas, para que possam entrar e criar empregos para a juventude de forma a estimularmos mais jovens, principalmente essa camada juvenil a ficar em São Tomé. É uma questão de tempo e nós temos esse projecto, tudo no nosso plano de governação, para os próximos anos. Agora estamos à espera que o povo volte a dar confiança à ADI, para continuarmos e executarmos. RFI: Como Vasth Santos encara esse período eleitoral em que é também candidata nas legislativas? Vasth Santos: É um período bastante delicado para o povo são-tomense, de muito diálogo interno, de muita conversação, onde requer de nós, principalmente de nós, os candidatos a deputados e os líderes políticos, muita maturidade, muito diálogo. Estamos todos a trabalhar para São Tomé e Príncipe com o interesse que São Tomé e Príncipe se desenvolva. E então o nosso apelo é mais em união e em paz. Que vença o melhor. E claro, eu gostaria que vencesse o meu partido para nós darmos continuidade ao nosso programa de governação e implementar os que ainda temos em carteira. Eu, enquanto mulher, deputada e líder política, também apelo a toda a população e irmos às assembleias de voto e votarmos e que esse período eleitoral corra em concórdia, muita paz, que saibamos que a democracia é ouvir o outro e discutirmos ideias, debatermos ideias, sem agressões, sem violência. Um apelo à paz completo. O nosso país é bonito e pequeno. Nós somos todos primos. Precisamos de nos unir e nos entender em nome de São Tomé e Príncipe.
A campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe está lançada desde 12 de Setembro. Neste âmbito, acompanhamos este período pré-eleitoral, dando a palavra às formações candidatas à governação. Nesta quarta-feira, ouvimos Moisés Viegas, líder e cabeça de lista do MDFM - Movimento Democrático Força da Mudança, na oposição. Entre as medidas preconizadas por esta formação, destaca-se uma maior abertura à iniciativa privada, nomeadamente no que tange à empresa de Água e Electricidade. RFI: Quais são as prioridades para o país a seu ver? Moisés Viegas: Por que é que nós não conseguimos dar a resposta a nível da questão do desemprego? Porque o Estado é o maior empregador, para não dizermos praticamente o único empregador. Uma economia que quer ser funcional, não pode ser refém do Estado. Nós temos que criar condições para que efectivamente o sector privado possa dinamizar. Claro que temos que criar condições a nível de grandes infra-estruturas e abrir o país para que efectivamente, quer nacional e quer as pessoas que vêm do estrangeiro, possam ter o mercado livre para fazer os seus investimentos. Nós falamos muito da questão do turismo. É preciso criar algumas infra-estruturas essenciais, como, por exemplo, a própria estrada. Se nós tentamos ligar agora a Zona Sul, que é muito forte em turismo e também agricultura, as estradas estão completamente degradadas e é preciso começarmos por aqui. Necessariamente, eu tenho que pensar nas vias de comunicação que vão fazer essa comunicação entre o meio rural e o meio urbano. RFI: Um dos pontos que também tem sobressaído muito nestes últimos meses é a questão da energia, dado que o país conheceu uma grande crise de energia. O que é que pensam fazer relativamente a esse aspecto? Moisés Viegas: O problema da energia em São Tomé é muito profundo e qualquer país que vive à base dos geradores, não vai conseguir ter sustentabilidade energética. É preciso nós pensarmos em fontes de energia primeiro, que têm um custo mais baixo, energias sustentáveis. Também a energia que nós neste momento utilizamos, que é à base de geradores é que tem contribuído, de certa forma, também para que haja aqui um espaço para a corrupção, desde o desvio de combustível, desvio das peças, sobrefacturação sobre as peças. Portanto, se nós continuarmos a depender da energia à base de gerador e sem transparência, teremos sempre o problema de energia. Eu entendo que a empresa EMAE (Empresa de Água e Electricidade) não deveria ser gerida pelo Estado. RFI: Mas está a falar de uma privatização ou de uma parceria público privado? Moisés Viegas: Eu vou pela privatização, porque eu entendo que quem deve gerir, fazer negócio, são os privados. O Estado está aqui para supervisionar, cobrar impostos e exigir, de certa forma, a qualidade do serviço. RFI: Relativamente a outros aspectos, mencionou, nomeadamente a saúde. Falou-se muito ultimamente da questão de se fazer um hospital de referência. Qual é o vosso ponto de vista sobre esta questão? Moisés Viegas: Pensar num hospital de referência não é mau, porque se tivermos um hospital de referência, isso de facto vai ajudar de certa forma, quer a impulsionar a própria economia, mas também a dar suporte ao turismo que nós tanto pregamos. Mas tem aqui um 'porém'. Eu não posso de maneira nenhuma pensar num hospital de referência, quando eu não consigo manter o hospital que eu tenho. Se conhece São Tomé, o Hospital Ayres de Menezes, que é o único que nós temos neste momento a nível de São Tomé, a cama onde dorme o paciente foi a cama que nós herdamos do colono. Até a botija de oxigénio é uma botija que já tem décadas. Portanto, eu não posso pensar num hospital de referência quando eu não tenho a capacidade de reformar e organizar aquilo que tenho na mão. E você também não pode pensar num hospital de referência sem investir nos recursos humanos, que é outro ponto também 'chave' a nível da saúde. Estou a falar, por exemplo, a nível dos médicos. Precisamos de mais especialistas. Daí que eu entendo que nós devemos descentralizar os serviços. A descentralização, já temos em alguns distritos. Mas precisamos criar melhores condições nesses postos médicos a nível distrital, para poder descongestionar um pouco o Hospital Ayres de Menezes. E a nível do Ayres de Menezes, precisamos de fazer uma reforma profunda para um melhor serviço para os utentes. Nós temos o problema dos cuidados básicos essenciais. E temos problemas até de medicamentos. Falta de coisas básicas, muitas vezes como álcool, como oxigénio, como luvas. Portanto, é preciso nós darmos uma atenção a tudo isso, mas acima de tudo, é preciso que haja uma administração transparente. RFI: Outro dos pelouros, também considerados 'chave' é a questão da educação. Qual é o vosso plano relativamente a este aspecto? Moisés Viegas: O MDFM tem uma visão de que a educação a nível de pré-escolar até pelo menos o oitavo ano, devia ser gratuita. O Estado devia criar condições para que do primário até ao oitavo ano, as crianças poderiam estudar gratuitamente. O Estado devia assumir essa responsabilidade. E podia aqui aliviar também os pais e criar uma oportunidade igual para todas as crianças. Porque, por incrível que pareça, em muitas comunidades, vai encontrar crianças que deviam estar na escola e não estão, porque os pais alegam não terem condições para poder matricular e dar o seu acompanhamento. Mas também eu entendo que a educação é muito mais do que isso. Temos que olhar para os professores. Eu penso que devemos dar uma atenção especial aos professores. RFI: Paralelamente, outro assunto que também está a ganhar cada vez mais importância é a protecção do meio ambiente, dado que nestes últimos meses São Tomé e Príncipe foi reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO. Portanto, isto significa também que, de facto, vai haver alguma pressão a nível internacional para São Tomé e Príncipe também fazer algo relativamente a este aspecto. Moisés Viegas: Nós entendemos que o facto de nós sermos reconhecidos como a reserva da biosfera, isso devia incutir a nós mais responsabilidade e a forma também como nós olhamos para o nosso país. Temos que dar uma melhor atenção ao nosso meio ambiente e, para isso, é preciso nós investirmos na descentralização, como é óbvio. Existem as câmaras distritais, mas é preciso que o governo central não deixe às câmaras de forma abandonada, porque muitas vezes as câmaras podiam fazer mais na perspectiva da organização, do saneamento do meio, cuidar melhor do ambiente, a limpeza das praias. Mas, por incrível que pareça, às vezes passa um ano e a Câmara não recebeu o financiamento que vem do governo central, que é do Estado. Claro que essa Câmara fica impossibilitada de exercer melhor o seu papel e cuidar melhor do seu distrito. Mas cuidar do ambiente é muito mais do que isso. É a responsabilidade de cada cidadão assumir-se como um protector do ambiente. Para que isso possa acontecer, é preciso investir mais em formação, em capacitação e acima de tudo, na informação. Porque muitos são-tomenses não sabem o que é que significa a Reserva da Biosfera. RFI: Outro dos assuntos que regressam invariavelmente nas campanhas eleitorais é a questão das reformas institucionais e nomeadamente no sector da justiça. O que é que o MDFM pretende relativamente a este aspecto? Moisés Viegas: A reforma a nível da justiça, ela está bastante atrasada, mas é muito mais profunda do que aquilo que muitas vezes nós falámos. Enquanto a justiça for ditada pelos políticos, nós estaremos sempre à mercê e não conseguiremos fazer as mudanças que nós precisamos. Eu entendo que São Tomé e Príncipe, no momento que nós estamos a viver, é preciso que haja a segurança jurídica, quer para o cidadão comum, quer para o investidor e quer até para a própria instituição. Nós entendemos que não devia ser o Parlamento, por exemplo, a indicar os juízes, por exemplo. Não devia ser, por exemplo, os políticos a nomearem os directores e o presidente da PJ, os comandantes da polícia. Na nossa perspectiva, isso devia ser feito pela carreira. A pessoa faz uma carreira e ascende a essa posição. Lança-se um concurso público e aquele que, na nossa perspectiva, estiver melhor preparado e cumprir os requisitos predefinidos, está em condições de exercer a sua função sem depender do político ou da orientação política. RFI: Todas as medidas que está a propor têm que ser financiadas de alguma forma. O FMI e o Banco Mundial têm fornecido algum financiamento ao país e têm feito também preconizações, nomeadamente de que haja uma maior tributação. Moisés Viegas: É verdade que a questão da tributação é um assunto que é preciso analisarmos com alguma ponderação. Quem paga o imposto é o povo e quanto mais aumentarmos a tributação, de certa forma deixamos o povo mais pobre. Eu penso que qualquer governo -e o MDFM estando no governo sob a minha liderança- teremos a sabedoria de analisar com a FMI, com os parceiros, renegociar e também sempre apresentar a nossa posição, desde que isso não deixe o nosso povo cada vez mais pobre. Essa é a nossa posição.
A campanha para as legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro em São Tomé e Príncipe em está lançada desde 12 de Setembro. Neste âmbito, acompanhamos este período pré-eleitoral, dando a palavra às formações candidatas à governação. Nesta sexta-feira, ouvimos Abnildo Oliveira, líder e cabeça de lista do partido Nossa Terra, na oposição. Rosto conhecido da vida política são-tomense por ter ocupado outros cargos, Abnildo Oliveira preconiza a privatização da Empresa de Água e Electricidade e uma reforma do sector da justiça. RFI: Quais são as prioridades do vosso programa? Abnildo Oliveira: Nós temos uma visão política assente na reforma do Estado em vários sectores, no domínio da defesa, no domínio da terra, no domínio da saúde, educação e particularmente no domínio da justiça, que é necessário que nós possamos dar garantias de segurança jurídica aos investimentos, sejam nacionais, mas sobretudo estrangeiros, para nós dinamizarmos a nossa economia. Porque se nós não investirmos fortemente de forma sustentável na economia do país, teremos poucas receitas para cobrir as despesas no sector social, como a saúde e a educação. RFI: O partido que tem estado no governo negociou com o Banco Mundial e o FMI para haver um envelope reservado para dinamizar o país. E o Banco Mundial e o FMI preconizaram precisamente uma série de reformas, nomeadamente na administração Pública, portanto uma diminuição dos custos e também um aumento dos impostos. O que é que acha dessas preconizações? Abnildo Oliveira: Primeiro, temos que saudar todas as parcerias. Nós precisamos manter e dinamizar a nossa parceria com o Banco Mundial e FMI e os programas que temos com essas instituições. Mas nos últimos anos, o crescimento económico de São Tomé e Príncipe foi fraco e o país continuou muito exposto às crises externas. Este acordo com o FMI, por si só, não vai ajudar a nossa economia. O aumento de impostos para uma população que já vive com um salário mínimo de cerca de 50 Euros, não sei se isto vai fazer com que a população tenha melhor saúde, melhor educação e sobretudo, garantir o básico que é a energia em casa, que é a comida na mesa e termos um governo limpo. Logo na nossa perspectiva, o aumento de impostos, mais uma sobrecarga à nossa população, não vejo isso, na minha opinião, neste momento, como uma medida de política que facilita o bem-estar da população. É verdade que nós temos que alargar a nossa base tributária. O que nós devemos fazer, sobretudo, é levarmos uma política, uma reforma, para que possamos fazer uma transição, diminuir aquilo que é a economia informal para a economia formal. Acreditamos que nessa transição para a economia mais formal, conseguiremos, obviamente, ter uma base tributária mais alargada, mas não sobrecarregar a população com mais impostos. RFI: Falou da necessidade de haver comida na mesa e também energia em casa. A energia foi uma das questões mais prementes destes últimos meses, devido à crise que o país atravessou. Como é que vê precisamente esse aspecto? O que é que prevêem no vosso programa? Abnildo Oliveira: A energia que nós produzimos hoje, ela não é suficiente. Ela não tem qualidade necessária e ela não é sustentável. Logo, se hoje ela está aquém das nossas capacidades de consumo, projectando o país para um desenvolvimento acelerado e sustentável, sobretudo no turismo que é um turismo de excelência, vai requerer um esforço adicional da parte do Estado no investimento no sector da energia. Para isso, vamos ter que abrir as possibilidades. Por essa razão, falamos há pouco tempo, daquilo que é dar as garantias jurídicas para a atracção de investimento externo no país por esta via. Temos como investir no sector da energia e há muitos parceiros interessados em investir no nosso sector de energia. Acredito eu que, desta forma, poderemos ter energia mais sustentável e satisfazer as necessidades, porque não podemos construir um Estado para daqui a um ano, dois anos. Temos de ver a construção de um Estado para daqui a dez, vinte anos. RFI: Ou seja, o que está a dizer, é que preconiza a intervenção do capital privado no sector da energia. Abnildo Oliveira: Obviamente, esta é a nossa visão e assumimos com coragem. O Estado, por si só, não vai assegurar. Não podemos continuar com o 'Estado Providência'. Nós preconizamos a diversificação das fontes de produção de energia, mas temos que dar um passo um pouco mais para a frente, na medida em que havendo uma possibilidade de parceria público-privado e, se for o caso, também avaliando as propostas até à privatização do sector energético. RFI: Outro pelouro que é sempre considerado uma prioridade é a saúde para todos os são-tomenses. Quais são as vossas preconizações? Abnildo Oliveira: Nós elegemos como o centro catalisador da nossa economia um turismo de excelência. E São Tomé e Príncipe, já de algum tempo a esta parte, é consensual da parte de todos os são-tomenses que façamos destas ilhas um centro de prestação de serviços. O nosso grande potencial é o turismo, até porque nós recentemente fomos classificados como o país da Biosfera da UNESCO. Todo o país é um elemento catalisador para o nosso turismo, mas levarmos o país para um estágio de turismo de excelência não seria compaginável sem o respaldo de um sector de saúde a um nível que dê confiança não só aos que nos visitam, mas também aos próprios são-tomenses. Logo, há a necessidade de olharmos para o sector da saúde como um elemento a par da energia. Da mesma forma que temos a necessidade de investir no sector da energia, temos de investir no sector da saúde ao mesmo nível, não só do ponto de vista das infra-estruturas, mas sobretudo na questão da formação e capacitação dos médicos. Sem descurar o assegurar do abastecimento permanente dos medicamentos e consumíveis necessários à nossa população. RFI: Nestes últimos anos tem-se constatado uma forte onda de emigração da população jovem, que constitui também a faixa maioritária no país. Como é que pensa fazer com que se possa reter essa população? Abnildo Oliveira: O Estado, por si só, não vai garantir empregos a toda a população, todos os jovens. A nossa visão é transformar realmente São Tomé e Príncipe como um centro de prestação de serviço, investindo num turismo de excelência. Obviamente que isto traz consigo uma aposta em diversos sectores. Para isso, nós propomos uma Zona Económica empresarial, uma Zona Tecnológica de Informação e também uma zona de educação e pesquisa, uma zona médica, uma zona de alta produção agro-alimentar e sem falar da zona de lazer e turismo. Acreditamos que nesses seis pontos da nossa visão, essas zonas especiais que nós propomos, serão catalisadores da criação de postos de emprego para manter e fixar os que cá estão e também abrir possibilidades para que os que saíram possam regressar e ter a possibilidade de trabalhar. Porque não basta só regressar, é necessário regressar e ter também como garantir o sustento das suas famílias. Quando olhamos para o sector da educação, é verdade que nós temos acesso à educação e muita gente sabe ler e sabe escrever. Mas estamos a falar da questão da qualidade. E nós propomos transformar São Tomé e Príncipe num país bilíngue. Estamos a falar numa questão de visão, um turismo de excelência. Logo, nós são-tomenses, precisamos falar muito bem a língua oficial portuguesa. E precisamos também de uma segunda língua. E a nossa aposta, tem que ser o inglês. Dito isto, claro que nós temos que fazer um investimento sério no sector da educação, no sector da defesa. Nós temos três ramos das Forças Armadas, nós estamos mais virados para o exército e temos uma guarda costeira. Mas é necessário ver, tendo em conta a nossa realidade enquanto ilhas, enquanto arquipélago, olharmos para São Tomé e Príncipe daqui a dez, vinte anos. E a nossa visão é uma aposta pela Marinha. Se nós olharmos para o custo que isto tem para a nossa realidade hoje presente, vamos cruzar os braços e não vamos fazer nada. Mas para quem quer deixar um legado para os seus filhos, tendo em conta que a nossa zona marítima, as nossas riquezas, estão mais no mar, então a nossa visão passa por olhar para as Forças Armadas, mas pela componente da Marinha, sem negar os custos que isto tem por detrás. Mas temos que assumir com coragem, por essa razão que nós colocamos em cima da mesa 'reforma com coragem'. Porque é disto que São Tomé e Príncipe precisa e não podemos olhar o país daqui a um ano, daqui a dois anos. Temos que olhar o país daqui a cinco, dez anos para deixarmos um bom legado para os nossos filhos e os nossos netos.
Bolivia se encuentra hoy ante una disyuntiva cada vez más clara: recurrir a un programa con el FMI o avanzar hacia la dolarización. Porque, al final, ¿qué valor tiene el diseño de una política económica impecable si no existe la capacidad política para ejecutarla? El gobierno de Rodrigo Paz ha puesto al descubierto los términos del acuerdo técnico alcanzado con el FMI, que contempla un ajuste fiscal de nada menos que 8,5% del PIB durante los próximos tres años. Sobre el papel, el programa contiene buena parte de las medidas necesarias para estabilizar la economía boliviana. El problema es que la realidad política amenaza con hacer imposible su aplicación. Un Poder Ejecutivo dividido, cuyos integrantes ya exhiben sus diferencias públicamente; un ministro de Economía que enfrenta contradicciones cada vez más difíciles de ocultar; y un Parlamento atrapado en la confrontación y el espectáculo político hacen que sostener una estrategia de disciplina fiscal durante 36 meses parezca, cuando menos, poco realista. La cuestión, entonces, no es si el programa del FMI está bien diseñado en términos técnicos, sino si existe un gobierno capaz de llevarlo adelante. Ese es precisamente el punto que debemos analizar: por qué el programa puede ser prácticamente perfecto desde el punto de vista económico y, al mismo tiempo, resultar políticamente inviable; y por qué, bajo las condiciones actuales, la dolarización empieza a aparecer como la única alternativa capaz de imponer una restricción creíble y sostenible. _______________ Encuéntrame en más redes: Web: http://riosmauricio.com X/Twitter: https://x.com/riosmauricio https://www.linkedin.com/in/riosmauricio/ Facebook: https://www.facebook.com/riosmauriciocom Patreon: https://patreon.com/riosmauricio
El acuerdo con el FMI llega al revés que en Argentina: Milei hizo el ajuste fiscal de entrada y el Fondo consolidó después; en Bolivia se esperó cerca de diez meses a que el organismo dicte el plan. El economista duda de que Rodrigo Paz pueda cumplir siquiera el memo inicial: no hay unidad de gabinete, ni narrativa, ni apoyo del PDC en la Asamblea, y el calendario político (fin del estado de excepción, exigencias de la Asamblea de la Cruceñidad) choca con lo que pide el Fondo. Reducir el déficit del 9,5% al 3,5% del PIB exige más que medidas técnicas; exige capacidad política que este gobierno no tiene. Mientras se evade explicar a la gente que el auge del MAS era insostenible, se prolonga la agonía: más devaluación, más escasez y menos margen para un shock que, cuanto más se retrase, más doloroso será. _______________ Encuéntrame en más redes: Web: http://riosmauricio.com X/Twitter: https://x.com/riosmauricio https://www.linkedin.com/in/riosmauricio/ Facebook: https://www.facebook.com/riosmauriciocom Patreon: https://patreon.com/riosmauricio
O economista Ricardo Reis terá sido afastado da corrida a um cargo internacional no FMI alegadamente por ter criticado a política de tarifas do presidente dos Estados Unidos. Análise de Clara Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
El memorando del FMI con el gobierno de Rodrigo Paz en #Bolivia refuerza con evidencia concreta, no solo intuición, que un ajuste de 8,5% del PIB en tres años exige una coordinación fiscal, política y administrativa sostenida que este gobierno ha demostrado, semana tras semana, que no tiene —el mismo patrón de "compromiso sin ejecución" que con Irán y el Doral, aplicado ahora a la reforma económica más exigente que Bolivia ha firmado en años—. Un vicepresidente enfrentado a gritos con el Ejército, un ministro de Economía que negaba públicamente lo que el propio memorando confirma, una Asamblea absorbida en interpelaciones en vez de legislar la reforma tributaria comprometida. Este es exactamente el aparato que debe ejecutar 8,5 puntos del PIB de ajuste, y no es creíble ni consistente. _______________ Encuéntrame en más redes: Web: http://riosmauricio.com X/Twitter: https://x.com/riosmauricio https://www.linkedin.com/in/riosmauricio/ Facebook: https://www.facebook.com/riosmauriciocom Patreon: https://patreon.com/riosmauricio
Host: Sarah Alexander Common Ground Radio is an hour-long discussion of local food and organic agriculture with people here in the state of Maine and beyond. This month: This year marks the 50th annual Common Ground Country Fair. Each fall since 1977, people from all across Maine and the Northeast have come together to celebrate the harvest, learn from each other, and build community. On the September episode of Common Ground Radio, we’re exploring how the Common Ground Country Fair began, what the early years were like, and the impact the fair has had. This conversation with one of the fair’s founders and MOFGA’s first executive director, Chaitanya York, and the current Fair director, April Boucher, also offers a preview of the special 50th anniversary celebrations that are happening at this year’s Common Ground Country Fair. Guest/s: Chaitanya York, Common Ground Country Fair founder and MOFGA’s first executive director. April Boucher, Common Ground Country Fair director. FMI- www.mofga.org/about-the-fair/ www.mofga.org/our-community/publications/the-maine-organic-farmer-gardener/ www.mofga.org/fairbook/ About the hosts: Sarah Alexander is the executive director of the Maine Organic Farmers and Gardeners Association (MOFGA), where she advocates for organic agriculture, a healthy environment, local food production, and thriving communities. Sarah has worked on issues related to food sovereignty, clean energy, public water systems, genetic engineering, and local food security. Her background is in community organizing, strategic campaigning, and legislative campaigns, having previously worked with Food & Water Watch, Green Corps, the White Earth Land Recovery Project, Shepherd's Corner Farm, and the American Community Gardening Association. Holli Cederholm has been involved in organic agriculture since 2005 when she first apprenticed on a small farm. She has since worked on organic farms in Maine, Vermont, Connecticut, Scotland, and Italy, and founded her own small farm focused on celebrating open-pollinated and heirloom vegetables. Previously, she managed a national nonprofit dedicated to organic seed growers; hosted “The Farm Report” on Heritage Radio Network; and contributed to The Maine Organic Farmer & Gardener, which she now edits in her role as content creator and editor at MOFGA. Seth Kroeck is an organic grower at Crystal Spring Farm in Brunswick, Maine. Seth is an active member of the Organic Farmers Association, Real Organic Project, and the Maine Grain Alliance, and is committed to supporting and building regional food systems. He serves on the board of the Maine Organic Farmers and Gardeners Association (MOFGA). Ivonne Vazquez is passionate about native plants, pollinators, DIY, sustainability, the environment, and sharing gardening knowledge. She is a Licensed Registered Maine Guide/Recreation, Basic Gardening Instructor at Bangor (Maine) Adult Ed, and native plant nursery grower/owner at Bas Rouge Farm & Forge in Orono, Maine. Ivonne sits on the boards of the Maine Organic Farmers and Gardeners Association (MOFGA), the Maine School Garden Network, and Fedco Seeds. The post Common Ground Radio 9/10/26: 50 Years of the Common Ground Country Fair first appeared on WERU 89.9 FM Blue Hill, Maine Local News and Public Affairs Archives.
El economista Antonio Saravia sostiene que el Gobierno debe evitar utilizar las reservas internacionales y los recursos que lleguen del Fondo Monetario Internacional (FMI) para financiar la importación de combustibles a través de YPFB. Plantea abrir este mercado al sector privado, fortalecer las reservas y destinar parte de los recursos del FMI a devolver los dólares que los bancos adeudan a sus ahorristas, además de impulsar reformas para reducir el gasto público y el elevado déficit fiscal.
Send us Fan MailIf you've ever watched bodycam footage and thought, “Why didn't they just…?”, you already know the hard truth: under extreme stress, the brain does not behave as it does in a classroom. Today we sit down with Remo Eyal, CEO and co-founder of Decision Tactical, to unpack what it really takes to build decision-making under pressure and why immersive scenario-based training has to feel real enough that you forget it's training.We walk through the research and the physiology behind performance, from stress inoculation to the tug-of-war between the amygdala and the frontal lobe. Remo explains why “teaching” and “watching” aren't enough, and why repeated, realistic reps are the only way to prevent hesitation and the looping behavior trainers see when people get stuck and cannot act. We also get specific about what makes Decision Tactical different: no VR headset, no standing still, and no obvious cues about who the “bad guy” is. Trainees move through real physical spaces and scenarios that adapt to the trainee, not the other way around.Then we zoom out to the bigger mission: saving lives and bridging divides. By opening the facility to the public after hours, the team gives community members a chance to experience the speed and complexity of police decisions, building respect through understanding. Remo also shares what's next, including expansion plans and “Matrix” mobile technology designed to bring two-way interactive scenario training into real buildings like schools.You can reach out to Steve Kelley, the law enforcement representative at Decision Tactical, here: 407-205-7884 • STEVE@DECISIONTACTICAL.COM.Register for FOCUS Certification at Decision Tactical Here. Subscribe, share this with a leader or trainer who cares about readiness, and leave a review with one question you want answered about training under stress.We encourage you to contact our partner, Functional Medical Institute, for your wellness and health needs. Owned and operated by law enforcement, Dr. Yates credits the FMI team for his successful wellness journey.Join Our Tribe of Courageous Leaders:Get The BookGet Weekly Articles by Travis YatesJoin Us At Our WebsiteGet Our 'Courageous Leadership' TrainingJoin The Courageous Police Leadership Alliance
Olivier Sibony est professeur à HEC et spécialiste de la décision. Eric Hazan est investisseur et ancien senior partner chez McKinsey. Ils viennent de publier ensemble "Faut-il encore décider ?", un livre qui refuse d'être technophobe comme il refuse d'être technophile, et qui cartographie ce qu'on peut confier à une IA et ce qu'on doit garder pour soi.Je les connais tous les deux, mais séparément, et c'était la première fois que je les avais en face de moi ensemble. Ça se sent : ils se coupent la parole, se corrigent, se chambrent sur les anglicismes, et surtout ils ne sont pas toujours d'accord. C'est exactement ce que je cherchais.Ce qui m'a le plus remué dans cette conversation, c'est cette idée qu'on ne se fait pas déposséder de nos décisions : on les abandonne. Par confort. Parce qu'on est fabriqués pour économiser notre énergie, et qu'une réponse bien formulée par une machine nous suffit largement.Dans cet épisode, nous parlons de l'effet de contentement, du risque de démission, de ce que devient la confiance en soi quand on fait relire chacun de ses mails, de la justice et du recrutement comme zones interdites, du deskilling, de la joie au travail, et de ce scénario de technocratie IA vers lequel on glisse sans l'avoir choisi.J'ai questionné Olivier et Eric sur ce que ça fait aux jobs, sur les valorisations d'OpenAI et d'Anthropic qui dépassent le PIB de la Pologne, et sur ce fameux moment où le médecin, l'ego coincé entre lui et la machine, fait moins bien que la machine seule.Une conversation dense, drôle par moments, et qui m'a laissé avec une question simple : sur quoi est-ce que je refuse de lâcher, moi, et pourquoi ?Citations marquantes« Le risque, c'est d'avoir toujours tendance à se défausser sur la machine, à lui demander une réponse et à finalement abdiquer toute responsabilité. Et ça, c'est un vrai danger. » (Olivier Sibony)« Les meilleurs médecins ont à peu près 74 % d'acuité, la machine 90 %. Mais quand tu mets les meilleurs médecins avec la machine, ils n'ont que 76 %. » (Eric Hazan)« Comment tu vas utiliser une IA comme partenaire de réflexion pour mieux réfléchir, et non pas comme une béquille sur laquelle tu vas te reposer pour ne pas réfléchir ? Toute la différence est là. » (Olivier Sibony)« L'IA est en train de devenir l'infrastructure du monde et notre infrastructure personnelle. On marche sur un petit tapis roulant, et on n'a aucun moyen de savoir comment il a été programmé. » (Eric Hazan)« Penser est un plaisir. Réfléchir n'est pas seulement instrumental : on le fera aussi pour le plaisir, comme on joue du piano. » (Olivier Sibony) Idées centrales discutées 1. L'IA générative pense comme notre système 1, et c'est exactement le piège (03:30 – 07:20)L'histoire de l'IA a commencé par une tentative de répliquer le système 2 : les règles, le calcul, les systèmes experts des années 70-80. Ça n'a jamais marché. L'IA générative, elle, imite le système 1 : rapide, fluide, spontanée, presque humaine. Pourquoi ça compte : quand ChatGPT nous dit de vérifier, il nous demande d'activer notre système 2. Or c'est fatigant. Alors on lit la réponse avec notre système 1, on la trouve plausible parce qu'elle est bien formulée, et on ne vérifie pas.2. L'effet de contentement et le risque de démission (08:00 – 09:40)Se satisfaire d'un résultat correct sans se demander s'il en existe un meilleur. Olivier l'appelle l'effet de contentement, Eric y ajoute le risque de démission : on abdique la responsabilité de la décision. Pourquoi ça compte : le problème n'est pas que la machine décide mal, c'est que personne ne décide plus vraiment. Et quand tu n'as pas réfléchi par toi-même, tu ne sais même pas ce que ta réponse aurait donné.3. Un LLM généraliste n'est jamais un bon outil de décision (14:40 – 16:00)Un outil d'aide à la décision, c'est un outil entraîné spécifiquement sur ta décision, avec tes objectifs, tes données, et testé sur un échantillon suffisant pour vérifier qu'il fait mieux que toi. Pourquoi ça compte : personne ne demanderait à ChatGPT le prix du siège d'un Paris–New York. Et pourtant on lui demande des décisions de recrutement, de couple, de carrière.4. Le paradoxe du médecin : l'ego entre la machine et le diagnostic (12:00 – 13:20)74 % d'acuité pour les meilleurs médecins, 90 % pour la machine, 76 % pour les deux ensemble. L'expérience du praticien s'intercale et dégrade le résultat. Pourquoi ça compte : ça retourne l'intuition dominante du "human in the loop". Sur certaines décisions, l'humain dans la boucle est le maillon qui abîme la performance. Le vrai gain, c'est de rendre au médecin le temps de l'empathie, pas de maximiser le nombre de patients.5. Performance x acceptabilité : la carte des décisions (24:00 – 26:15)Deux axes. Ce qui est performant et acceptable : trading haute fréquence, logistique, optimisation de données massives avec des règles claires. Ce qui est performant mais pas encore accepté : la voiture autonome, malgré plus de 40 000 morts par an au volant aux États-Unis. Ce qui reste inacceptable : la justice, l'évaluation des personnes. Pourquoi ça compte : un humain doit juger un autre humain en le regardant dans les yeux. La théâtralité du procès fait partie de la procédure démocratique, pas du folklore.6. Le deskilling n'est pas nouveau, la vraie question est de savoir ce qu'on refuse de perdre (26:15 – 30:00)On a cessé d'extraire des racines carrées à la main, on a gardé les tables de multiplication. Le GPS abîme peut-être l'hippocampe. Perdre une compétence libère du temps pour autre chose. Pourquoi ça compte : la bonne question n'est pas "est-ce que je perds des compétences", mais "quelles compétences, pour qui, sont assez importantes pour que je refuse de les perdre". Au cas par cas, personne par personne.7. Les jobs ne disparaissent pas d'un coup, l'économie est visqueuse (41:00 – 49:00)Le FMI évalue 22 à 25 % de la population active à risque d'automatisation quasi totale. Mais la transition industrielle prend une quinzaine d'années, et les entreprises ne font pas ce qui serait pourtant rentable. Deux consultants avec un demi-siècle de métier à eux deux l'ont vérifié mille fois. Pourquoi ça compte : les tâches disparaissent, les jobs se reconfigurent, d'autres apparaissent. Il y a plus de radiologues qu'avant. Il y a vingt ans, on ne pouvait pas imaginer le métier de podcaster.8. Il manque une infrastructure de la confiance (55:40 – 57:20)Quand tu achètes 400 grammes de carottes, tu ne demandes pas si la balance est truquée : quelqu'un l'a certifiée, et ce quelqu'un est certifié par l'État. Pour l'IA, cette chaîne n'existe pas. Pourquoi ça compte : aujourd'hui, un DRH sait que son outil de tri de CV est bon parce que la startup qui le lui a vendu le lui assure. C'est comme demander au boucher si la viande est bonne.Questions posées dans l'interviewPourquoi écrire ce livre à deux, et qu'est-ce que la décision et l'IA se disent l'une à l'autre quand on les croise ?C'est quoi le système 1 et le système 2, et pourquoi cette distinction éclaire-t-elle l'histoire entière de l'IA ?Qu'est-ce que l'effet de contentement, et comment savoir qu'on est en train d'y tomber ?Que se passe-t-il quand des millions de gens utilisent un LLM comme psy, sachant qu'il ne produit qu'une moyenne statistique de toutes les réponses possibles ?Est-ce que ça vous dérange que notre infrastructure cognitive quotidienne soit américaine, entraînée sur des valeurs qui ne sont pas les nôtres ?Quelles sont les décisions qu'on ne devrait jamais déléguer à une IA, et pourquoi la justice en fait partie ?Le deskilling : où est la limite entre une compétence qu'on peut abandonner et une compétence qui nous constitue ?Que fait l'IA à la confiance en soi de celui qui n'ose plus envoyer un mail sans le faire relire ?Comment repense-t-on la formation des juniors quand on automatise précisément les tâches qui servaient à les former ?Quels sont les jobs réellement à risque, et que valent les prédictions des entreprises qui ont besoin de justifier leur valorisation ?Quelles questions un dirigeant doit-il se poser avant de décider ce qu'il délègue à une IA ?Comment sait-on qu'on peut faire confiance à un système d'IA, et qui est censé le certifier ?Que penser d'un pays qui nomme une IA à la place d'un ministre, ou d'un patron qui remplace son management intermédiaire par des agents ?À quoi voulez-vous ouvrir, et à quoi voulez-vous claquer la porte ?Références citées dans l'épisodeLivres et auteurs"Faut-il encore décider ?", Olivier Sibony et Eric Hazan, le livre discuté (01:00)Daniel Kahneman, "Système 1 / Système 2" ("Thinking, Fast and Slow"), socle de toute la première partie (02:56, 03:35)Chercheurs et acteurs de l'IAYann LeCun, ex-responsable de l'IA chez Meta, sur les limites des Transformers et les World Models (37:40 – 40:40)Alex Lebrun et AMI Labs (Advanced Machine Intelligence Lab), société créée à Paris, valorisée environ 3,5 milliards de dollars pour environ 1 milliard levé (40:20 – 41:00)Fei-Fei Li, ex-Google, citée comme l'une des rares personnes travaillant sur les World Models (40:00)Mark Zuckerberg, annonce de son clone IA accessible à tous ses employés (59:40)Jack Dorsey, patron de Block (ex-Square), suppression annoncée du management intermédiaire, note "de la hiérarchie à l'intelligence" (60:00 – 60:40)Elon Musk, cité pour son scénario d'IA maximaliste (50:50)Études et institutionsÉtude Anthropic sur les utilisateurs qui perdent confiance dans leur propre système de valeurs (10:45)Étude Brookings sur l'automatisation qui supprime les barreaux de l'échelle de promotion interne, et sur les tâches automatisées qui faisaient partie de la joie au travail (30:50 – 33:00)FMI : 22 à 25 % de la population active à risque d'automatisation quasi totale (46:20)État du Maine et une douzaine d'autres États américains interdisant de nouveaux data centers (43:50)Professeurs d'université français se déclarant objecteurs de conscience face à l'IA générative (43:30)Outils et conceptsChatGPT, Claude, Gemini (09:40, 05:40)NotebookLM, cité comme piste de contrôle des sources (57:20)Friction fonctionnelle : une IA qui pose des questions au lieu de donner des réponses (52:00)Codécision, modèle central du livre (22:30, 54:30)Biais d'automatisation, effet de contentement, deskillingDestruction créatrice de Schumpeter (45:50)Personnalités mentionnées par GregEsther Perel, comme exemple de figure que les gens demandent aux LLM d'imiter sur les relations de couple (10:00)Timestamps clés 00:00 – Introduction Faut-il encore décider ? La question de l'épisode, posée d'entrée : où suis-je pertinent, où la machine l'est-elle davantage, et pourquoi déléguons-nous plus que nous ne devrions.01:50 – Deux auteurs, deux expertises Pourquoi écrire ce livre à deux : Olivier a passé sa vie sur la décision, Eric sur l'IA. Un livre qui refuse à la fois la technophobie et la technophilie.03:30 – Système 1, système 2, et l'histoire de l'IA L'IA des années 70-80 voulait copier notre pensée formelle et a échoué. L'IA générative imite notre pensée intuitive, et c'est pour ça qu'elle nous paraît presque magique.06:10 – Pourquoi on ne vérifie jamais Le système 1 est toujours actif. Vérifier demande un effort. Comme la machine s'exprime bien, on trouve sa réponse plausible et on s'arrête là.08:00 – L'effet de contentement Se satisfaire d'un résultat correct sans se demander s'il en existe un meilleur. Le moment où on cesse d'être exigeant.09:00 – Le risque de démission Déléguer les décisions qu'on ne devrait pas déléguer, par paresse. Et l'usage de l'IA générative comme psy, qui n'est qu'une moyenne statistique de toutes les réponses possibles.11:00 – Le biais d'automatisation Plus la machine est sophistiquée, plus on lui fait confiance. Y compris dans des contextes de guerre où elle indique où tirer.12:00 – Le chiffre qui dérange 74 % pour les meilleurs médecins, 90 % pour la machine, 76 % pour les deux ensemble. L'ego du praticien s'intercale et dégrade le diagnostic.14:00 – Un compagnon électronique, est-ce grave ? Distinguer la conversation qui tient compagnie de la décision. Olivier assume : il n'a pas de problème avec la première.14:40 – Vos objectifs, pas ceux de la machine Pourquoi un LLM généraliste n'est jamais un bon outil de décision, et ce qu'est un vrai outil d'aide à la décision.16:00 – Le tapis roulant L'IA devient l'infrastructure du monde et notre infrastructure personnelle, programmée par d'autres, pour leurs objectifs. Et l'anecdote des dash que l'IA refuse d'abandonner.19:00 – Le vrai sujet, ce sont les finalités Plutôt que traquer les biais de la machine américaine, définir les objectifs qu'on veut poursuivre. Exemple concret sur le recrutement : le mauvais prompt et le bon.22:30 – Déléguer, codécider, refuser Les trois régimes. Quand un radiologue confie ses radios à l'IA pour passer plus de temps avec son patient, ce n'est pas du temps perdu.24:00 – La carte : performance et acceptabilité Trading et logistique d'un côté, voiture autonome dans la zone grise, justice de l'autre. Un humain doit juger un autre humain.26:15 – Le deskilling Les tables de multiplication, la racine carrée à la main, le GPS et l'hippocampe. Chaque compétence perdue libère du temps, mais lesquelles refuse-t-on de perdre ?28:50 – Penser est un plaisir On peut obtenir un morceau infiniment meilleur en appuyant sur un bouton, et pourtant des gens jouent encore du piano. L'activité mentale comme fin en soi.29:50 – L'ennui des enfants Un passage indispensable à la construction cognitive, devenu rare. Et la réponse d'Olivier, qui déplace le problème vers les parents.30:30 – Les juniors, la formation, la joie au travail L'automatisation retire des barreaux à l'échelle de la promotion interne. Et elle automatise parfois précisément ce qui donnait de la joie au travail.33:50 – La perte de confiance en soi Celui qui n'ose plus envoyer un mail en anglais sans le faire relire. Est-ce l'IA qui abîme la confiance, ou est-ce qu'elle montre où était la barre ?36:50 – Une IA qui penserait comme un système 2 ? Le Graal technique : garder la richesse et la vitesse, sans les erreurs de raisonnement.37:40 – Yann LeCun et les World Models Pourquoi il n'y a pas de voitures autonomes à Paris, pourquoi une IA ne sait pas prévoir la chute d'un verre, et ce que changeraient des modèles qui comprennent le monde en 3D.41:00 – Les jobs : ce que dit le hype et ce que dit la réalité Les valorisations d'OpenAI et d'Anthropic dépassent le PIB de la Pologne. Il faut bien justifier ça par une révolution radicale et rapide.43:20 – Le backlash a déjà commencé Professeurs objecteurs de conscience, États américains qui interdisent les data centers. Extrapoler une tendance sans anticiper les réactions est l'erreur de prévision la plus courante.45:00 – Tâches, jobs, et manque d'imagination Il y a plus de radiologues qu'avant. Et il y a vingt ans, personne ne pouvait imaginer le métier de podcaster.46:20 – Les chiffres et la viscosité de l'économie 22 à 25 % de la population active à risque selon le FMI, mais une transition sur une quinzaine d'années. Ce qui est rentable n'est pas fait pour autant.48:40 – Un plan Marshall de la formation La seule chose vraiment utile à faire, et pourquoi il ne faut pas mettre de bâtons dans les roues de la transition.50:40 – Le scénario technocratie IA Un monde où quelques acteurs technologiques maîtrisent notre destin. On y va, non par bêtise, mais parce qu'on ne se pose pas les questions.53:40 – Les bonnes questions pour un dirigeant Ai-je assez de données ? Mes objectifs sont-ils clairs ? Et surtout : comment je sais que je peux lui faire confiance ?55:40 – Le test du boucher Un DRH qui sait que son outil de tri est bon parce que le vendeur le lui affirme. Là où on recevait 1 000 CV, on en reçoit 10 000.57:00 – L'infrastructure de la confiance 400 grammes de carottes, une balance certifiée, un service de l'État. Ce qui existe pour l'épicier n'existe pas encore pour l'IA.58:00 – Une IA ministre, un clone de Zuckerberg La croyance sous-jacente : le management ne serait qu'un tuyau de transmission d'informations. Il suffit d'avoir travaillé un peu en entreprise pour voir le problème.61:40 – Ouvrir la porte, claquer la porte Ce à quoi les deux invités veulent ouvrir, et ce qu'ils refusent : le catastrophisme technophobe qui suppose, sans jamais le dire, que l'humain est parfait. Suggestion d'autres épisodes à écouter : #188 Comment prendre de meilleures décisions? Avec Olivier Sibony (https://audmns.com/yXyKFbD) #357 Eduquer nos enfants à l'ère de l'intelligence artificielle avec Mathilde Cerioli (partie 1) (https://audmns.com/yftVVet) #324 Une Intelligence Artificielle comme amoureux? La réalité depasse la fiction avec Naomi Roth (https://audmns.com/tONiUZI)Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Roughly $1 trillion of investment is headed into U.S. energy and power over the next five years. Whether the industry can build it is the harder question: transformer lead times now run three to four years, permitting fights drag on with local jurisdictions and everyone is bidding for the same small pool of skilled labor. Backlogs have never been bigger, and this conversation keeps coming back to whether these companies can deliver the work they have already won.In this episode of FMI's "Built In" podcast, Scott Winstead, president of FMI Consulting, is joined by four colleagues from the firm's consulting and investment banking arms: Blake Angelo and Evan Fairmont, partners who co-lead the Energy & Power practice, and Russell Clarke and Andrew Henderson, managing directors with FMI Capital Advisors. Angelo and Fairmont's work spans more than $6 billion in energy infrastructure projects, and all four helped author FMI's inaugural "Energy & Power Overview," the first time the firm has broken this market into its subsegments.What we cover:Where the $1 trillion goes: half into transmission and distribution, with $300 billion in distribution alone.Spending rising from about $158 billion to $255 billion a year, a compound annual growth rate near 10% (twice the pace of the past four decades).Five-year forward peak demand up sevenfold since 2022, from 24 gigawatts to 166.Data centers tripling their share of U.S. electrical demand, from about 3% to 9%, and the one-third of new projects planning to bring their own power behind the meter, three-quarters of it natural gas.The three constraints — procurement, permitting and people — and how even basic materials went from order-as-needed to 16-week lead times.Why the old plan-engineer-procure-build sequence is breaking down, with equipment ordered before the engineering is finished.How owners now hand a single contractor a whole portfolio of projects instead of bidding them one at a time.Companies that convert backlog into finished projects track portfolio risk in their information systems and keep accountability clear as work moves between engineering, procurement and the field.Investors are putting money into the pinch points: engineering talent, craft labor, tier-two and tier-three equipment producers and the interconnection queue.Premium valuations track how hard a business is to copy, not its growth rate or its data center exposure.The trap in a record backlog: sellers who think they have hit their peak and the ones who will peak again in six months and again in 12.Buy versus build, and why firms tend to overestimate what they can do in-house.Whether this is a cycle or a decade, why small nuclear reactors can't be built fast enough to help and what would change the team's view.This podcast is produced by FMI. Investment banking content in this episode reflects the perspectives of FMI Capital Advisors, Inc., a FINRA member broker-dealer. This content is for informational purposes only and does not constitute investment advice, a solicitation, or an offer to buy or sell any securities. FMI Capital Advisors provides M&A advisory services to companies in the energy and power sector and may seek advisory relationships with companies discussed. Past performance is not indicative of future results. Forward-looking statements reflect current market conditions and are subject to change.
C'était, ce mardi, le grand oral du Premier ministre sénégalais Ahmadou Al Aminou Lo. Ce dernier a fait sa déclaration de politique générale devant l'Assemblée nationale, acquise en majorité au Pastef d'Ousmane Sonko. Le Premier ministre a évoqué l'accord avec le FMI et promet de redresser l'économie du Sénégal, mais parle aussi de sacrifices.
La delibera provinciale del 19 giugno vietava le “manifestazioni motoristiche” oltre i 1600 metri e nel calderone c'erano finiti anche i giri turistici e i corsi di guida. Ora, dopo le nostre proteste e quelle della FMI da noi coinvolta, si torna a ragionare
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (07/09/2026): Atualmente em 82,5%, a dívida pública brasileira deve superar o tamanho da economia em oito anos, segundo projeções de economistas coletadas pelo Banco Central. A previsão para o rompimento da marca de 100% do PIB foi antecipada em um ano: anteriormente, os economistas estimavam que esse patamar seria alcançado só em 2035. Para o FMI, que usa metodologia diferente, a marca deve chegar já no ano que vem. O fenômeno ocorre em países desenvolvidos e na China, que reúnem condições mais favoráveis para sustentar níveis elevados de endividamento, como moedas fortes. Em valores nominais, a dívida bruta, que se aproxima de R$ 11 trilhões, avançaria para R$ 15 trilhões até 2034. No ano passado, pela primeira vez, a conta de juros da dívida pública superou R$ 1 trilhão, equivalente a 8% do PIB, patamar que tende a se tornar um “novo normal” sem um plano fiscal, segundo economistas. Política: Lula vai focar em soberania e Flávio mira em Moraes no 7 de Setembro Metrópole: Número de pessoas morando sozinhas em SP dispara e avança pela periferia Internacional: Direita radical vence eleição na Saxônia, mas precisará de coalizão Esportes: Antonelli celebra ‘vitória inacreditável’ em Monza, quebrando jejum italiano de 60 anos Cultura: Pina Luz abre as portas para Ismael NerySee omnystudio.com/listener for privacy information.
Un bilan communiqué par les autorités congolaises, et qui fait la Une de plusieurs médias nationaux, tels qu'Actualité.cd, qui pointe l'ampleur préoccupante atteinte par l'épidémie. Le média numérique rappelle aussi que, selon le chef de l'OMS, cette épidémie, la 17ᵉ enregistrée dans le pays, est la deuxième plus importante jamais observée et « la plus rapide que nous ayons jamais vue ». Le Potentiel, autre média congolais, ajoute qu'Ebola a déjà touché six provinces en RDC, et continue de se propager : « Alors que les autorités sanitaires et leurs partenaires poursuivent les opérations de riposte, la propagation de la maladie constitue une préoccupation majeure. La situation impose notamment une surveillance accrue, le suivi des contacts, la prise en charge des malades et la vaccination des personnes exposées, poursuit le quotidien, et tout cela, pendant que le bras de fer politique entre le pouvoir et une partie de l'opposition continue de s'intensifier. » Le Potentiel fait référence à la pression mise par la Coalition Article 64 sur le pouvoir et sur les institutions. Pour rappel, elle conteste notamment l'orientation politique du régime de Félix Tshisekedi, s'oppose à toute initiative pouvant ouvrir la voie à une modification de la Constitution, et appelle à une mobilisation le 15 septembre prochain. Mais dans le contexte de l'épidémie, « l'affrontement politique entre le pouvoir et l'opposition apparaît comme une source supplémentaire de tension dans un pays déjà fragilisé », estime le média. « L'urgence sanitaire pourrait ainsi imposer aux différentes forces politiques congolaises de revoir leurs priorités et de privilégier, au moins temporairement, les questions directement liées à la protection des populations, car, toujours selon Le Potentiel, un apaisement du climat politique pourrait faciliter la mobilisation des ressources et des énergies nécessaires à la réponse aux crises. » Et le quotidien congolais de conclure : « La question est désormais de savoir si pouvoir et opposition seront capables de mettre leurs divergences entre parenthèses pour privilégier les urgences nationales. » Au Sénégal, le nouvel accord avec le FMI continue de faire la Une de la presse Dakar a finalement conclu un accord de prêt de 2,2 milliards de dollars avec le FMI après deux ans de négociations complexes, et « alors que le niveau d'endettement du Sénégal a atteint un seuil alarmant, dépassant celui de pays ayant traversé de graves crises financières comme la Zambie, avec une dette publique qui a grimpé à 132% du PIB fin 2024, rappelle Seneweb, qui analyse que, si le montant du prêt reste nettement en deçà des besoins réels des finances publiques sénégalaises, sa valeur est avant tout diplomatique et financière. » Pour le média en ligne, ce qui fait l'intérêt de l'accord, c'est l'effet de confiance et de levier attendu à l'avenir auprès des investisseurs. Mais cet accord est loin de rassurer tout le monde : il fait même peur à certains analystes, comme le docteur Balla Khouma, statisticien économiste, qui a consacré une tribune à ce sujet dans Le Quotidien, titrée : « L'État s'en félicite, mais les Sénégalais peuvent en souffrir. » Dans les colonnes du journal, il estime que, si l'accord avec le FMI « peut constituer une bouée de sauvetage, il peut aussi augmenter dramatiquement la pauvreté des ménages, notamment des plus vulnérables, et entraîner des situations de famine inattendues ». L'économiste redoute ainsi plusieurs phénomènes qu'il énumère, comme la hausse des impôts indirects, l'augmentation du prix des matières énergétiques, ou encore une pression accrue sur les petites entreprises et les travailleurs indépendants. Même préoccupation dans les pages de Jeune Afrique, où l'on peut lire qu'« en réalité, cette séquence soulève davantage de questions qu'elle ne donne de réponses : à quelle vitesse les financements pourront-ils être débloqués ? Qui devra faire un effort sur la dette ? Bassirou Diomaye Faye, le chef de l'État, parviendra-t-il à faire accepter son programme à une Assemblée nationale présidée par Ousmane Sonko, son ancien Premier ministre devenu son adversaire politique ? » En résumé, pour le journal, « le plus difficile reste à faire : l'accord du 1ᵉʳ septembre est loin de signer la fin de la crise. »
Au Sénégal, deux ans après le scandale de la « dette cachée » et la suspension du programme d'aide du FMI, les autorités et l'instance financière sont finalement parvenus à un accord : un prêt de 2,2 milliards de dollars sur trois ans. Est-ce une bonne nouvelle pour le pays ? Cet accord peut-il relancer l'économie et améliorer le quotidien des Sénégalais ? Vos réactions nous intéressent. Standard : +33 9 693 693 70 Mail : appels.actu@rfi.fr Facebook : Appels sur l'actualité - RFI Twitter : @appelsactu
Après deux ans de négociations, le gouvernement et le FMI sont enfin parvenus à un accord sur un prêt de 2,2 milliards de dollars sur trois ans. Un soutien crucial pour le Sénégal étranglé par une dette qui dépasse 130 % du PIB. Cet accord intervient après la découverte, en septembre 2024, de plusieurs milliards de dollars de dettes non déclarées par l'administration Macky Sall et la suspension du programme d'aide de l'institution financière. Qu'est-ce qui a finalement permis de débloquer les négociations entre Dakar et le FMI ? Sénégal : l'accord avec le FMI peut-il raviver les tensions entre Diomaye Faye et Sonko ? Lorsqu'Ousmane Sonko était Premier ministre, il s'opposait fermement à toute restructuration de la dette. Depuis son départ de la Primature, les relations entre Dakar et le FMI semblent s'être apaisées. Cet accord sur un nouveau prêt de 2,2 milliards de dollars est-il une victoire politique pour le président Bassirou Diomaye Faye ? Depuis l'annonce de l'accord, Ousmane Sonko, désormais président de l'Assemblée nationale, exige sa publication. Que peut-il faire si le président refuse de rendre le texte public ? Peut-il aller jusqu'à provoquer la chute du gouvernement ? Avec Léa-Lisa Westerhoff, correspondante permanente de Dakar à RFI.
El gobierno de Rodrigo Paz sigue sin plan económico, y para colmo, acude al FMI, pero dilata el acuerdo en el Legislativo. Ante tanta improvisación e incertidumbre, la #dolarización es el camino. _______________ Encuéntrame en más redes: Web: http://riosmauricio.com X/Twitter: https://x.com/riosmauricio https://www.linkedin.com/in/riosmauricio/ Facebook: https://www.facebook.com/riosmauriciocom Patreon: https://patreon.com/riosmauricio
Send us Fan MailThe job ends for everyone, and sometimes it ends fast. That's where our conversation with Doug White starts: why police officers and first responders need to prepare for retirement and identity change from the first day in the academy, not the last month on the calendar. Doug shares how a career built on service, intensity, and saying “yes” can quietly turn into sleeplessness, hypervigilance, pain, and the kind of mental fatigue nobody wants to admit out loud.Doug walks us through his background in U.S. Air Force security forces, his post-9/11 work supporting Special Operations Command, and a long law enforcement career in Florida that includes being a field training officer and a bomb technician. We also talk about the moment everything shifts: an internal affairs case, a demotion, and what it feels like when leadership responds with punishment instead of perspective. From there, Doug explains why retirement hit darker than he expected, how journaling exposed the way he was talking to himself, and how that process became his bestselling book, Hiding in Plain Sight.We also get into the part of the wellness conversation that frustrates a lot of people: the noise, the “guru” culture, and expensive advice without substance. Doug explains why he stepped away from social media, then came back with a leadership-first mission grounded in research, including the I.M.P.R.I.N.T. Framework™, Leader-Driven Durability™, and the HAL-RA model—three research-grounded frameworks built for the law enforcement and first responder leadership community.You can reach out to Doug here and order Hiding In Plain Sight here. Subscribe, share this with a leader you trust, and leave a review so more first responders can find the tools and the truth.We encourage you to contact our partner, Functional Medical Institute, for your wellness and health needs. Owned and operated by law enforcement, Dr. Yates credits the FMI team for his successful wellness journey.Join Our Tribe of Courageous Leaders:Get The BookGet Weekly Articles by Travis YatesJoin Us At Our WebsiteGet Our 'Courageous Leadership' TrainingJoin The Courageous Police Leadership Alliance
« Enfin le jackpot ! », s'exclame WalfQuotidien en première page. « C'est une très bonne nouvelle, presque une aubaine. Le Sénégal, qui risquait un défaut de paiement, a signé hier avec le FMI, le Fonds monétaire international, un accord de 36 mois en vue d'un programme d'aide d'environ 2,2 milliards de dollars », soit 1 244 milliards de FCFA. Toutefois, tempère le quotidien dakarois, cet accord « reste soumis à l'approbation de la direction et du conseil d'administration du FMI ». Ce qui n'empêche pas Le Soleil de qualifier cet accord de « thérapie sur mesure ». En effet, ce programme d'aide s'étale donc sur trois ans, jusqu'en 2029. « Il vise notamment, précise le site Seneplus, à rétablir la stabilité macroéconomique et la viabilité de la dette, réduire les vulnérabilités budgétaires et extérieures, renforcer les dépenses sociales et soutenir une croissance davantage portée par le secteur privé. » « Le programme envisagé repose sur un double objectif, complète Dakar Actu : rétablir la viabilité des finances publiques tout en protégeant les ménages vulnérables. Concrètement, la stratégie budgétaire s'appuiera sur un renforcement de la mobilisation des ressources intérieures et une rationalisation des dépenses, avec en parallèle une consolidation des filets de protection sociale, notamment via des transferts monétaires ciblés. » Une restructuration de plus en plus difficile à éviter Cet accord entre le Sénégal et le FMI intervient « après plus de deux ans de négociations, parfois houleuses », relève Jeune Afrique. « Le précédent programme du FMI, d'un montant de 1,8 milliard de dollars, avait été suspendu en 2024 après la découverte d'environ 13 milliards de dollars de dette non déclarée sous l'administration de Macky Sall. C'est la (fameuse) affaire de la dette cachée. Et le Sénégal avait dû se financer largement sur le marché régional en l'absence du FMI et des autres bailleurs. (…) Depuis ces derniers mois, entre autres après la réorganisation de l'équipe gouvernementale, les discussions s'étaient accélérées. La restructuration, longtemps rejetée par les autorités sénégalaises, était devenue de plus en plus difficile à éviter. » Désormais, pointe encore Jeune Afrique, cet « accord avec le FMI donne enfin à Dakar une perspective de financement et un ancrage pour rétablir la confiance des bailleurs et des investisseurs. Mais, surtout, la restructuration va permettre de desserrer la contrainte du service de la dette. (…) Pour Dakar, c'est donc la fin d'une stratégie consistant à repousser l'échéance par de nouveaux emprunts : il faut désormais négocier avec les créanciers pour rendre la dette soutenable. » Et sur le plan politique, constate Jeune Afrique, « c'est un tournant majeur pour le président Bassirou Diomaye Faye. Depuis son arrivée au pouvoir, son gouvernement (dirigé alors par Ousmane Sonko) avait fait de la restauration de la souveraineté financière et du refus d'une restructuration un marqueur politique. La réalité des chiffres a donc finalement rattrapé Dakar. » Ousmane Sonko circonspect… Et c'est une rupture, une de plus, avec l'ex-premier ministre Ousmane Sonko, devenu chef du Parlement après son limogeage en mai dernier par le chef de l'État. Son gouvernement, pointe également Le Monde Afrique, « avait (toujours) exclu toute restructuration de la dette, solution préconisée par des experts. » D'ailleurs, Ousmane Sonko a exprimé sa circonspection après l'annonce de l'accord avec le FMI : « Le langage diplomatique tenu de part et d'autre ne donne aucune information sur le détail de ce projet d'accord, ni sur les engagements du Sénégal », affirme-t-il. Ses propos sont repris notamment par le site Senego. Le président de l'Assemblée nationale demande, pointe le site, des précisions sur le « traitement de la dette évoqué dans le communiqué du FMI. Il s'interroge également sur les principales réformes prévues, notamment en matière de viabilité des finances publiques, de protection des ménages vulnérables, de mobilisation des ressources intérieures et de rationalisation des dépenses. » Bref, commente Jeune Afrique, « l'exécutif va devoir composer avec une assemblée nationale acquise à Ousmane Sonko. Pour ce dernier, la restructuration de la dette sénégalaise a toujours constitué une ligne rouge. Reste à savoir dans quelle mesure il pourra faire obstruction aux futures négociations. »
Au Sénégal, après deux ans d'âpres négociations, le Fonds monétaire international et Dakar ont trouvé un accord sur un prêt de 2,2 milliards de dollars pour appuyer le pays, qui se débat avec une dette vertigineuse de plus de 130% du PIB. Alors que la huitième mission du FMI depuis l'élection de Bassirou Diomaye Faye et la révélation en septembre 2024 des dettes cachées par l'administration précédente s'est achevée mardi 1ᵉʳ septembre, Majdi Debbich, le représentant du FMI au Sénégal, décrypte ce nouvel accord de coopération. RFI : Le Fonds monétaire international s'est mis d'accord avec le Sénégal pour l'obtention d'un nouveau prêt d'un montant de 2,2 milliards de dollars. Ce prêt, c'est une bonne nouvelle pour le Sénégal. Et pourquoi ? Majdi Debbich : Effectivement, c'est une excellente nouvelle. Cela fait deux ans que nous travaillons avec les autorités sénégalaises, d'abord sur la question du fameux « misreporting » de la dette cachée. En octobre 2025, les autorités sénégalaises ont demandé au FMI un nouveau programme. Aujourd'hui, c'est une étape importante, une première étape dans tout le process qui, in fine, doit conduire à la validation par notre conseil d'administration de ce nouveau programme. Vous parlez de première étape. Ça veut dire que le Sénégal va devoir attendre encore plusieurs mois avant que les premiers décaissements tombent sur ses comptes ? Généralement, vous avez donc dans nos process un certain nombre de mois qui s'écoulent entre un accord au niveau des services et la présentation au conseil d'administration du nouveau programme. Puisque les autorités doivent réaliser un certain nombre de mesures avant que l'on puisse présenter ce dossier au conseil d'administration. Généralement, pour vous donner une estimation, sur des programmes typiques, on est sur 2 à 3 mois. Donc, dans le cas du Sénégal, on peut imaginer des premiers décaissements à partir du mois de décembre. Ça reste dans le domaine du possible. Le Sénégal a bénéficié pour la dernière fois d'un financement du FMI fin 2023, il y a près de trois ans. Ces 20 derniers mois, les discussions étaient difficiles, voire quasi inexistantes. Concrètement, qu'est-ce qui a changé pour qu'un accord puisse être trouvé ? Les discussions ont été très intenses et nous avons un dialogue très étroit avec les autorités depuis la révélation de la dette cachée. Vous avez eu plusieurs étapes réalisées par les autorités sénégalaises pour traiter cette question de la dette cachée. Nous les avons accompagnées. Avec les autorités, on a convenu d'un package de réformes qui doit être mis en place pour que ce type de situation ne se répète pas. Les discussions sur le nouveau programme ont commencé il y a moins d'un an, donc c'est plus l'aboutissement d'un processus que vraiment un déblocage à court terme. On a quand même le sentiment que les choses se sont accélérées. Qu'est-ce qui s'est passé ? Le départ d'Ousmane Sonko de la Primature a-t-il aidé ? Je ne commenterai pas les développements politiques du Sénégal. En revanche, ce que je peux vous dire, c'est qu'on arrive à la fin d'un process. Des développements récents, notamment en matière de réformes menées par les autorités, y ont certainement contribué. Pour vous donner un exemple, la consolidation de toutes les fonctions liées à la gestion de la dette au sein d'un même ministère et d'une même direction générale a grandement contribué à ce qu'on ait plus de visibilité sur l'endettement du pays. Il y a eu des gages donnés par le Sénégal et lesquels ? Je ne parlerai pas de gages, mais disons qu'on s'est mis d'accord avec les autorités. D'abord sur un cadrage macroéconomique, sur un diagnostic de la situation, sur leurs besoins de financement à moyen terme, sur les politiques économiques et les grandes réformes qu'ils doivent mener dans le cadre du traitement de la question du « misreporting » ou des dettes cachées. On a d'autres mesures correctives importantes qui ont été mises en place et qui continueront à se mettre en place, notamment dans le cadre du programme. La dette cachée du Sénégal, c'est la plus importante de l'histoire du FMI. Est-ce que ce n'est pas un drôle de signal que le Fonds monétaire international envoie en accordant un nouveau prêt au Sénégal, alors que le pays a dissimulé ou échoué à déclarer une importante partie de sa dette, au moins 11 milliards de dollars ? Non, je pense que c'est le contraire. Nous travaillons très étroitement avec les autorités depuis deux ans. On salue la décision qui a été la leur, qui a été une décision difficile en septembre 2024, de révéler cette dette cachée. Et au cours des deux années passées, pour rappel, on a eu trois vagues d'audit : l'Inspection générale des finances, la Cour des comptes et ensuite un inventaire réalisé par le cabinet d'audit Mazars. Donc, je pense que les autorités ont montré qu'elles souhaitent tourner la page de cet épisode et être davantage transparentes. Ensuite, c'est un pays qui connaît une situation économique et financière difficile. La dette du Sénégal n'est plus soutenable ? Alors, il est évident, et je pense que c'est un diagnostic partagé avec les autorités, que le fardeau de la dette sénégalaise est considérable. On parle d'un niveau qui avoisine les 130 % du PIB, avec des dépenses d'intérêts qui représentent un quart des recettes fiscales. Ce sont autant de dépenses qui ne sont pas consacrées à des dépenses sociales ou à des investissements qui sont générateurs de croissance et d'emplois. Les autorités ont annoncé qu'elles souhaitent traiter cette dette avec leurs créanciers. Nous en prenons acte, notamment dans le cadre du programme que nous allons accompagner. Les autorités ont annoncé leur intention de solliciter un traitement de la dette afin de rétablir sa viabilité. Ça veut dire quoi concrètement ? Défaut de paiement et restructuration ? Ça veut dire que les autorités, effectivement, reconnaissent que le niveau d'endettement qui est celui aujourd'hui du Sénégal est un fardeau qui pèse sur le budget et qu'il est nécessaire de traiter cette dette afin de pouvoir dégager des marges de manœuvre pour des dépenses prioritaires plus importantes. À lire aussiLe FMI et le Sénégal reprennent leur coopération, un prêt de 2,2 milliards de dollars en vue pour Dakar
Ruben Wauthle studied at Leuven University at a very serendipitous time. Through working with pioneering additive professors and surgeons, he entered into a specialty that was emerging. He joined pioneering LPBF firm Layerwise and was a part of the team that did the first metal 3D printed jaw implant. He continued to work in implantology and 3D printing at 3D Systems and FMI. Later he co-founds AMnovis a firm that I’m fascinated by. AMnovis can help you design, commercialize, and get regulatory approval for your implant. This helps innovation in 3D printed implants, but the firm is also very much on the cutting edge of research. By using the Schaeffler Multi Material 3D printing process, they may just do their most innovative work yet. This episode of the 3DPOD is brought to you by Lincoln Electric Additive Solutions, the industry leader in large-scale 3D metal printing and operator of the world’s largest wire arc additive manufacturing facility. Backed by Lincoln Electric’s 130-plus years of deep expertise in welding, metallurgy, automation, and process control, Lincoln Electric Additive Solutions helps manufacturers push beyond the limits of traditional part production, enabling greater design flexibility, more agile sourcing strategies, and new possibilities for producing large, complex metal components.
* Editor's Note: This preaching was originally prepared and delivered by Sr. Nicole Trahan, FMI, on August 30, 2020. While Sr. Nicole references current events from that time, including the pandemic, her exhortation to keep growing, learning, and allowing God to transform us remains pertinent today.Sr. Nicole Trahan, FMI, preaches for the Twenty-Second Sunday in Ordinary Time, offering a reflection on what it means to resist conformity to the age we live in and allow ourselves to be transformed instead: "Let us challenge ourselves to keep learning and growing, allowing God to transform us by the renewal of our minds, so we might act with courage in spite of the obstacles and struggles to bring about a time acceptable to the Lord."Sr. Nicole Trahan, FMI, a native of Orange, Texas, is a member of the Daughters of Mary Immaculate (Marianists). She currently lives in San Antonio, Texas, where she serves as Director of Marianist Initiatives and Special Projects at St. Mary's University. She also serves on the USCCB's advisory committee for the Subcommittee on African American Affairs.
Send us Fan MailA police officer can be cleared for a shooting in a deadly-force fight, but still face prison for trying to control a suspect without firing a gun. That's the core contradiction we dig into with retired NYPD Lieutenant John Macara and host of NYPD Unfiltered. We walk through the NYPD's staffing and morale spiral: fewer applicants, faster exits, and a “10 is the new 20” mindset that turns a once-proud career into a short stop before the next job. We also talk about how constant body camera review, social media outrage, and leadership-driven risk avoidance change decision-making in real time, and why that pressure cooker is shaping the next wave of retention and officer wellness problems.Then we get specific about NYC Local Law 10181, often branded as a “chokehold” or “diaphragm” law, and why it creates confusion between a true chokehold and a lateral vascular neck restraint (LVNR). John breaks down the Omar Habib case, why the law can be enforced arbitrarily, and how criminalizing practical control tactics can unintentionally increase the likelihood of deadly force incidents. We also discuss who is speaking up, who is staying silent, and why the precedent matters far beyond New York.If you care about police reform that actually improves public safety, use-of-force policy that matches reality, and leadership that protects both communities and officers, you'll want to hear this one. Subscribe, share this with a friend, and leave a review with your biggest takeaway: what should the law allow officers to do in a fight for their lives?We encourage you to contact our partner, Functional Medical Institute, for your wellness and health needs. Owned and operated by law enforcement, Dr. Yates credits the FMI team for his successful wellness journey.Join Our Tribe of Courageous Leaders:Get The BookGet Weekly Articles by Travis YatesJoin Us At Our WebsiteGet Our 'Courageous Leadership' TrainingJoin The Courageous Police Leadership Alliance
Send us Fan MailRetiring with a pension is the plan, but what if the system quietly assumes you will not live long enough to enjoy it? I sit down with Dr. Mark Sherwood, a retired police sergeant turned functional medicine leader, to talk about the statistic that should stop every first responder cold: many officers still die around age 66, and the number has barely moved in decades. We get honest about how “wellness” often becomes window dressing while stress, overtime, and burnout keep rising.We dig into what actually changes outcomes: building a baseline with body fat percentage and meaningful blood work, not a quick “normal labs” thumbs-up. Mark explains why normal ranges can be misleading in a population where metabolic syndrome, insulin resistance, and chronic inflammation have become common. From there, we lay out the controllables you can own right now: movement, sleep, stress management, and nutrient-dense eating. We also break down why crash diets and huge calorie cuts can slow metabolism, strip muscle, and set you up for rebound.Then we tackle two hot-button topics for first responder health and longevity: testosterone and GLP-1 weight loss drugs. We explain why stress-driven cortisol can crush hormones earlier than most people think, why free or bioavailable testosterone matters more than total, and why some clinics get this dangerously wrong. On GLP-1s, we separate responsible use from the real risks: low nutrient density, muscle loss, GI problems, and even insurance labeling that can follow you for years.If you want practical steps, smarter metrics, and a plan built for the realities of shift work and high stress, press play. Subscribe, share this with a coworker who needs it, and leave a review so more first responders can find the path to real health and authentic longevity.We encourage you to contact our partner, Functional Medical Institute, for your wellness and health needs. Owned and operated by law enforcement, Dr. Yates credits the FMI team for his successful wellness journey.Join Our Tribe of Courageous Leaders:Get The BookGet Weekly Articles by Travis YatesJoin Us At Our WebsiteGet Our 'Courageous Leadership' TrainingJoin The Courageous Police Leadership Alliance
Lors d'une réunion jeudi 20 août du Conseil des Amériques, une organisation qui promeut le libre-échange sur le continent, le président argentin a accusé l'IVG de nuire à l'économie du pays. La situation économique est globalement bonne en Argentine : l'inflation galopante des années précédentes a été jugulée, le PIB affiche une croissance de 4 %… Cela a même valu au pays un satisfecit du FMI. Problème, les naissances ont chuté de près de 50% en dix ans. Le taux de fécondité est aujourd'hui de 1,2 enfant par femme. Loin des 2,1 nécessaires pour renouveler la population. Pour Javier Milei, cette baisse de la natalité va avoir des conséquences à long terme, notamment sur le financement des retraites. La faute, d'après lui, au droit à l'avortement. Depuis son investiture en 2023, l'Argentine accuse un net recul des droits reproductifs. Le financement des contraceptifs a été réduit. L'État a aussi arrêté la distribution gratuite de pilules abortives. Ce rôle a été délégué aux provinces. Résultat : dans les régions les plus conservatrices ou les plus défavorisées, les femmes n'y ont plus accès. Certaines sont obligées de payer les médicaments de leur poche. Mais à 160 dollars la pilule, impossible pour les moins fortunées d'y accéder. Pour Amnesty, l'Argentine est devenue un laboratoire pour des politiques régressives en matière de droits sexuels et reproductifs. Les précisions de François-Damien Bourgery, du service International de RFI. À lire aussiL'Argentine, «un terrain d'essai» pour restreindre le droit à l'avortement, selon Amnesty International La crise de l'eau à Porto Rico Manque de précipitations, infrastructures vétustes… Des centaines de milliers d'habitants de cette île des Caraïbes sont régulièrement privés d'eau courante. Ces derniers mois, une sécheresse historique est venue aggraver la situation. Depuis le 5 août, le gouvernement de ce territoire autonome des États-Unis a mis en place un strict rationnement de l'eau. Un dossier de Théo Conscience, du service International de RFI. Yuvelis Morales Blanco, à la pointe de la lutte contre le « fracking » C'est l'une des plus jeunes lauréates du Prix Goldman, considéré comme le « Nobel de l'environnement ». Yuvelis Morales Blanco, une jeune Colombienne de 25 ans. Elle a reçu ce prix prestigieux pour son rôle de défenseuse de l'environnement dans son pays, et notamment pour son engagement contre le « fracking », la fracturation hydraulique, dans la région où elle a grandi. Son portrait par Sarah Krakovitch, du service International de RFI. Le journal d'Outre-mer La 1ʳᵉ Un nouveau projet de géothermie en Guadeloupe.
For a heavy civil contractor, the fleet is often the single biggest capital position on the balance sheet. So why does the person who runs it usually hear the strategy after it's set?In this episode of Built In, FMI Consulting President Scott Winstead talks with Mike Clancy, FMI partner and strategy practice leader. Mike has spent 25 years in construction and advised more than 100 CEOs. His diagnosis is blunt: most contractors don't have a fleet problem; they have a capital allocation problem.He explains why a fleet that can account for close to 30% of total assets still gets managed like a maintenance department: internal rates that go years without a reset; over- and under-recovery that can swing 15% to 25% and move 100 to 300 basis points on a job; project managers renting from outside while owned iron sits idle and depreciates. The company loses money twice, and the equipment account can balance the whole time.Scott and Mike then work through the four-stage maturity model, where the distance between a company's self-assessment and its actual practice tracks with how much margin it gives away. They cover how the best firms decide what to own versus rent, and why Mike now thinks in terms of access to equipment rather than ownership.It all comes back to one test: whether the capital tied up in the fleet earns a return. Keeping the iron running is the job description, not the measure. Mike closes with a question: if the fleet function disappeared overnight, would you rebuild it with the same structure, the same hire, the same metrics?Key Topics Discussed:Why most fleet problems are capital allocation problems, not equipment problemsInternal equipment rates that go years without a reset, and the 15% to 25% over- and under-recovery that followsHow a profitable-looking equipment account can hide years of losses in the fleetThe four-stage fleet maturity model, and why roughly 40% of contractors sit in stage oneWhat to own and what to rent: strategic assets, the 70% utilization test, and access over ownershipHow COVID-era rental shortages and the electrification of Class 6-8 trucks changed the own-versus-rent mathThe pickup truck problem: a talented fleet manager spending 60% to 70% of his time on assets that don't set the company apartWhy the shop foreman path to fleet manager no longer fits the job, and the financial fluency it now takesThree questions a CEO can ask Monday morning, and why the team's response is the real diagnostic
Are prevention-focused labs and early screening actually catching disease before conventional medicine would, and is anyone doing enough of it? In this episode, Amber Warren, PA-C is joined by Michael Orloff, PA-C, a board-certified physician assistant who spent over a decade in emergency and trauma medicine before transitioning to functional medicine, to explore how cardiometabolic testing, early cancer screening, and lifestyle-first care can help patients stay out of the healthcare system altogether. Mike shares what he's seeing after his first year at FMI, coming from years of treating end-stage disease in the ER, and breaks down why he focuses on ApoB and lipoprotein(a) instead of relying on standard cholesterol panels alone, how zone-based training and lactate threshold testing let him build truly individualized cardiovascular prescriptions, and why insulin sensitivity sits at the center of long-term metabolic health. He also discusses why cancer screening guidelines often lag behind what he sees clinically, why radon exposure is an overlooked cancer risk in the Treasure Valley, and how simple, low-effort movement, like walking after meals, can meaningfully shift blood sugar and body composition. Whether you're trying to make sense of your cholesterol labs, curious about CGMs, thinking about weight loss, or just want a clearer picture of what proactive, data-driven prevention actually looks like, this episode offers practical insight from someone treating these issues every day. In this episode, you'll learn: How ApoB and lipoprotein(a) provide a more complete cardiovascular risk picture than LDL alone How zone two training, lactate threshold, and VO2 max testing personalize exercise prescriptions Why insulin sensitivity is central to cardiometabolic and metabolic health Practical levers for sustainable weight loss: dietary restriction, meal timing, and portion control How a continuous glucose monitor (CGM) reveals real-time, individualized blood sugar patterns Why early cancer screening, including colonoscopies, PSA, and CA-125, may need to start earlier than conventional guidelines suggest How environmental factors like radon exposure raise cancer risk in the Treasure Valley Why time, not motivation, is often the biggest barrier to aging well, and how to work around it Stay tuned for more conversations on functional medicine, cardiometabolic health, cancer prevention, longevity, and optimizing your health from the inside out!
This week, Ryan and Brian announce the constructor slate for Lollapuzzoola! The tournament happens on Saturday, August 15, and while the NYC venue is sold out, there's both a waiting list and a way to just order the puzzles for home solving. Otherwise the show includes solfege, Cooper cheese, Tarik Skubal, FMI's alleged ranking among comedy podcasts in Hong Kong, and the latest Anti-Match Quiz from Scott Weiss. If you get bored (how could you?!), write something for the Fill Me In wiki. And if you're feeling philanthropic, donate to our Patreon. Do you enjoy our show? Actually, it doesn't matter! Please consider leaving us a 5-star review on Apple Podcasts. This will help new listeners find our show, and you'll be inducted into the Quintuple Decker Turkey Club. Drop us a note or a DM or a postcard or a phone call — we'd love to hear from you. Helpful links: Apple Podcasts link: https://podcasts.apple.com/us/podcast/fill-me-in/id1364379980 Amazon/Audible link: https://www.amazon.com/item_name/dp/B08JJRM927 RSS feed: http://bemoresmarter.libsyn.com/rss Contact us: Email (fmi@bemoresmarter.com) / Facebook / Instagram / Bluesky
Jornal da ONU, com Felipe de Carvalho:*América do Sul ganha projeto regional de previsões climáticas extremas*Teatro apoiado pela ONU alia vozes contra a corrupção em Moçambique*África: economia verde pode gerar 3,3 milhões de empregos até 2030*Diretora-gerente do FMI vê "compromisso com estabilidade" na Argentina
La Tertulia - 03.08.2026 - Presidenta de FMI elogió economía de Uruguay y exhortó a tomar riesgos by En Perspectiva