Heni Ozi Cukier (HOC) é cientista polÃtico, professor e palestrante. Formou-se em Filosofia e Ciências PolÃticas nos Estados Unidos. É mestre em Resolução de Conflitos e Paz Internacional pela American University, em Washington DC. Nos Estados Unidos, trabalhou no Conselho de Segurança da ONU, na Organização dos Estados Americanos (OEA), no Woodrow Wilson Center e em outras organizações americanas. HOC também é professor de Relações Internacionais e tem popularizado o conhecimento sobre geopolÃtica por meio de seu canal PROFESSOR HOC no YouTube, que é o maior canal de geopolÃtica do Brasil.

No norte do Mali, em pleno deserto do Sahel, forças ligadas ao Africa Corps — sucessor do Grupo Wagner — foram obrigadas a abandonar posições estratégicas depois de uma ofensiva coordenada envolvendo rebeldes tuaregues da Frente de Libertação do Azawad e jihadistas do JNIM, braço da al-Qaeda na região.O episódio mais simbólico aconteceu em Kidal, cidade que havia sido apresentada como uma das maiores vitórias russas na África. Em 2023, sua tomada serviu como vitrine da influência de Moscou no continente. Em 2026, a retirada russa expôs os limites desse modelo.Neste vídeo, explicamos como a Rússia entrou no Mali após a saída da França, como o Grupo Wagner se transformou no Africa Corps, por que a geografia do Sahel favorece grupos armados locais e o que essa derrota revela sobre a verdadeira capacidade militar russa fora da Ucrânia.Uma história sobre propaganda, mercenários, golpes militares, alianças improváveis e o colapso de uma promessa: a de que Moscou conseguiria estabilizar o Mali onde o Ocidente havia fracassado.Você já conhece o meu aplicativo? No HOC ACADEMY você tem acesso a cursos e aulas exclusivas, além do BUNKER DO HOC, um feed de notícias e análises em tempo real sobre as coisas mais importantes que acontecem no mundo. Clica no link e não fique de fora dessa!

A guerra está mudando de forma.Hoje, sistemas de inteligência artificial já ajudam militares a cruzar dados, identificar alvos e acelerar decisões que antes levavam horas ou dias. Imagens de satélite, sinais de celular, interceptações e posições de tropas agora podem ser processados em segundos por softwares como o Maven, usado pelo Pentágono para transformar informação em alvos.Mas o ponto mais perturbador não é apenas a velocidade.É o que acontece quando uma inteligência artificial criada para obedecer princípios de segurança, supervisão humana e limites éticos passa a ser conectada a uma cadeia militar de decisão. Uma máquina feita para hesitar pode acabar sendo usada justamente para eliminar a hesitação.Neste vídeo, a gente conta a história do Maven, da Palantir, da Anthropic, do Claude e da entrada definitiva da inteligência artificial no centro da guerra moderna. Dos quatro cliques necessários para autorizar um ataque até os planos para sistemas totalmente autônomos, o que está em jogo não é só o futuro dos drones, dos algoritmos ou dos exércitos.É o futuro da decisão humana sobre quem vive e quem morre.A pergunta não é mais se a inteligência artificial vai chegar ao campo de batalha.Ela já chegou.A pergunta agora é: quem ainda está no controle?

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O terrorismo parece sempre uma ameaça distante. Algo ligado ao Oriente Médio, à Europa, aos Estados Unidos ou a guerras que acontecem longe daqui. Mas e se o Brasil já estivesse, há décadas, no centro de investigações internacionais sobre terrorismo, financiamento ilícito, radicalização e crime organizado?Neste documentário, investigamos a história do terrorismo no Brasil: da Tríplice Fronteira às grandes operações da Polícia Federal, das suspeitas envolvendo Hezbollah e Hamas ao debate atual sobre PCC, Comando Vermelho e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.O vídeo mostra como o Brasil se tornou um território estratégico para redes ilegais, lavagem de dinheiro, tráfico internacional, recrutamento, propaganda extremista e disputas diplomáticas. Também explica por que a legislação brasileira trata o terrorismo de forma tão específica — e por que essa definição se tornou uma das grandes batalhas políticas e jurídicas do país.Afinal, o Brasil é apenas uma rota? Um esconderijo? Um ponto de financiamento? Ou o país está entrando em uma nova fase, em que crime organizado, extremismo e geopolítica começam a se misturar?Este é o documentário Terrorismo no Brasil.

Um novo surto de Ebola voltou a colocar a República Democrática do Congo em alerta.Mas essa não é apenas uma história sobre um vírus.É uma história sobre um país gigantesco, rico em minerais estratégicos, mas marcado por décadas de guerras, interferência externa, grupos armados, fronteiras frágeis e um Estado que muitas vezes não consegue controlar o próprio território.O epicentro do surto está no leste do Congo, uma das regiões mais instáveis da África. É ali que milícias disputam poder, que populações inteiras são obrigadas a fugir de suas casas, que hospitais operam sob ameaça e que a desconfiança contra autoridades e organizações internacionais pode ser tão perigosa quanto a própria doença.O Ebola se espalha pelo contato humano. Mas, no Congo, ele também avança pelas rachaduras deixadas pela guerra: deslocamento em massa, colapso da infraestrutura, pobreza, desinformação, rotas de comércio, fronteiras porosas e ausência do Estado.Neste vídeo, eu te explico por que esse novo surto preocupa tanto a comunidade internacional, como a crise sanitária se conecta à instabilidade no leste congolês, qual é o papel de grupos armados como o M23, por que países vizinhos observam a situação com medo e como uma epidemia pode se transformar em um problema regional.Porque, no fim, o Ebola no Congo não é apenas uma emergência médica.É o retrato de um país onde saúde pública, guerra, mineração, fronteiras e poder internacional se misturam.

A inteligência artificial era tratada como uma bolha: empresas gastando centenas de bilhões em data centers, investidores eufóricos, pouca clareza sobre lucro e muita comparação com a bolha das ferrovias e a bolha da internet.Mas algo mudou.Com a chegada de ferramentas como Claude Code, Codex e Cursor, a IA deixou de ser apenas um chatbot que responde perguntas e começou a se transformar em agentes capazes de executar tarefas reais: programar, pesquisar, analisar, criar produtos, automatizar processos e aumentar brutalmente a produtividade.Neste vídeo, eu explico por que a tese da “bolha da IA” ficou mais complicada, como a Anthropic se tornou uma das empresas de crescimento mais impressionantes da história recente, por que a demanda por chips e data centers explodiu e qual é o risco real por trás de tudo isso.A pergunta central é simples: a IA está finalmente provando seu valor econômico — ou estamos apenas vendo uma bolha ainda maior se formar?

Durante mais de quatro anos, a narrativa dominante sobre a guerra na Ucrânia foi de avanço russo lento, mas constante. Moscou pagava caro em vidas, mas ganhava terreno. A pressão sobre Kyiv era real, e o apoio ocidental diminuía. Essa narrativa começou a rachar.Em abril de 2026, pela primeira vez desde a incursão ucraniana em Kursk em agosto de 2024, a Rússia sofreu perda líquida de território. A Ucrânia liberou mais terra do que a Rússia capturou. As baixas russas atingiram 35 mil por mês, um recorde grotesco desde o início da invasão, e 96% delas foram causadas por drones. Pela primeira vez na guerra, a Ucrânia mata e fere russos mais rápido do que Moscou consegue repor.A Ucrânia mudou de estratégia. Em vez de disputar trincheira por trincheira contra um exército maior, passou a atacar vulnerabilidades em todo o sistema militar-industrial russo: refinarias de petróleo, plantas que fabricam sistemas de navegação de drones e mísseis, depósitos de combustível, hubs de guerra eletrônica e postos de comando. Alvos a mais de mil quilômetros da fronteira estão sendo atingidos regularmente. 70% da população russa agora vive dentro do alcance de drones ucranianos. Em março, a Ucrânia ultrapassou a Rússia em número de ataques de drone de longo alcance lançados.Dentro da Rússia, os sinais de deterioração se acumulam. O desfile do Victory Day em 9 de maio aconteceu sem blindados pela primeira vez em vinte anos. Putin vive em bunker por medo de ataques. O diretor do centro de testes de drones russo admitiu publicamente que perderam a liderança para os ucranianos. E a própria Rússia se sabotou ao desabilitar o Telegram na linha de frente e perder o acesso ao Starlink, degradando a comunicação das suas próprias forças.Neste vídeo, a gente analisa como a Ucrânia virou o jogo sem depender dos Estados Unidos, por que a Rússia não consegue se adaptar na mesma velocidade, e o que isso significa para o futuro da guerra.

Em 27 de outubro de 1962, um submarino soviético no fundo do Caribe quase disparou um torpedo nuclear contra a Marinha dos Estados Unidos. A tripulação estava sufocando, sem contato com Moscou, sob o que acreditavam ser um ataque real. Dois dos três oficiais a bordo votaram a favor do disparo. O terceiro disse não.Esse homem se chamava Vasili Arkhipov. E essa é a história de como um único voto separou o mundo do apocalipse nuclear.Neste vídeo, a gente reconstrói o que aconteceu dentro do submarino B-59, explora o que teria acontecido se o torpedo tivesse sido disparado e mostra por que a arquitetura da segurança nuclear global ainda depende de decisões humanas tomadas sob pressão extrema

Neste vídeo, analisamos um dos maiores medos de Xi Jinping: que o Partido Comunista Chinês apodreça por dentro.A campanha anticorrupção de Xi não é apenas uma tentativa de limpar abusos dentro do Estado chinês. Ela também é uma ferramenta de controle político, disciplina ideológica e reorganização das lealdades dentro do Partido e do Exército de Libertação Popular.Depois de consolidar seu poder, Xi passou a falar cada vez mais em “auto-revolução” do partido, evocando o espírito de Yan'an, a antiga base revolucionária de Mao Zedong. Mas por trás dessa linguagem histórica existe uma preocupação muito concreta: evitar que a China repita o destino da União Soviética.Neste episódio, explicamos como as purgas, investigações e punições dentro do Partido Comunista Chinês revelam a obsessão de Xi com corrupção, deslealdade, facções internas e colapso político.Porque, para Xi, a maior ameaça à China talvez não venha dos Estados Unidos, de Taiwan ou de uma guerra externa. Talvez venha de dentro do próprio partido.

Trump desembarca em Pequim nesta semana para a cúpula mais importante do seu segundo mandato. Do outro lado da mesa, Xi Jinping — que na semana anterior recebeu o chanceler do Irã e, dias depois, deve receber Vladimir Putin. A China se posiciona, literalmente, no centro do tabuleiro.Neste vídeo, eu analiso tudo o que está em jogo no encontro entre os líderes das duas maiores potências do planeta: o impasse no Estreito de Ormuz e a pressão americana para a China entrar numa operação internacional de reabertura; a guerra comercial que já viu tarifas chegarem a 145%; a questão de Taiwan, que Trump colocou na mesa ao dizer que pretende discutir vendas de armas à ilha; a disputa por terras raras e semicondutores; e um tema que pode surpreender — a cooperação em segurança de inteligência artificial, com os dois lados sinalizando disposição para discutir os riscos da tecnologia que ambos lideram e que nenhum dos dois quer ver fora de controle.Xi chega confiante, projetando a China como alternativa estável à volatilidade americana. O que sai dessa reunião pode definir os rumos da geopolítica global pelos próximos anos.

Trump desembarca em Pequim nesta semana para a cúpula mais importante do seu segundo mandato. Do outro lado da mesa, Xi Jinping — que na semana anterior recebeu o chanceler do Irã e, dias depois, deve receber Vladimir Putin. A China se posiciona, literalmente, no centro do tabuleiro.Neste vídeo, eu analiso tudo o que está em jogo no encontro entre os líderes das duas maiores potências do planeta: o impasse no Estreito de Ormuz e a pressão americana para a China entrar numa operação internacional de reabertura; a guerra comercial que já viu tarifas chegarem a 145%; a questão de Taiwan, que Trump colocou na mesa ao dizer que pretende discutir vendas de armas à ilha; a disputa por terras raras e semicondutores; e um tema que pode surpreender — a cooperação em segurança de inteligência artificial, com os dois lados sinalizando disposição para discutir os riscos da tecnologia que ambos lideram e que nenhum dos dois quer ver fora de controle.Xi chega confiante, projetando a China como alternativa estável à volatilidade americana. O que sai dessa reunião pode definir os rumos da geopolítica global pelos próximos anos.

E se Hitler tivesse tomado a decisão certa em Dunquerque?Em maio de 1940, mais de 338 mil soldados britânicos, franceses e belgas estavam encurralados numa praia no norte da França. O Canal da Mancha ficava atrás deles. As divisões Panzer alemãs estavam a poucos quilômetros. A França já estava praticamente derrotada. E a Grã-Bretanha parecia à beira do colapso.Então aconteceu uma das decisões mais debatidas da Segunda Guerra Mundial: Hitler mandou parar.Essa pausa abriu a janela para a Operação Dínamo, a evacuação de Dunquerque, que salvou centenas de milhares de soldados aliados e permitiu que a Grã-Bretanha continuasse lutando.Mas e se essa ordem nunca tivesse sido dada?Neste vídeo, imaginamos uma realidade paralela assustadora: a destruição do Exército Britânico em Dunquerque, a queda política de Churchill, uma possível paz entre Londres e Berlim, uma Alemanha nazista sem front ocidental, a União Soviética enfrentando Hitler praticamente sozinha e um mundo pós-guerra completamente diferente do nosso.Dunquerque não foi apenas um episódio militar. Foi um daqueles momentos raros em que a história inteira pareceu depender de uma margem estreita, de uma decisão específica, de um erro de cálculo.Porque, às vezes, a diferença entre o mundo que existe e o mundo que poderia ter existido é muito menor do que gostaríamos de acreditar.Inscreva-se no canal para mais análises de história, geopolítica e os grandes momentos que moldaram o mundo.

Na noite de 25 de abril, Cole Tomas Allen tentou romper o checkpoint do Washington Hilton com duas armas para atingir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Foi neutralizado antes de chegar ao alvo. É a terceira tentativa de assassinato contra Trump desde 2024 — no mesmo hotel em que John Hinckley baleou Reagan em 1981.Mas o atirador não é a história. O salão é.Pelo menos doze ocupantes da linha sucessória estavam ali dentro: o vice-presidente JD Vance, o Speaker Mike Johnson, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário da Guerra Pete Hegseth. O protocolo de "designated survivor" foi discutido antes do evento — e dispensado. Em poucos metros quadrados concentrava-se o presidente, o seu sucessor imediato e os nomes que já disputam, em silêncio, a herança política de 2028.

Uma garrafa de champanhe vendida por 2 mil reais não custou nem perto disso para ser produzida. Marx e Adam Smith achavam que o valor vinha do trabalho. Estavam errados.No século XIX, um economista britânico chamado William Jevons mudou para sempre a forma como entendemos o valor das coisas — e, de quebra, como entendemos nossas próprias decisões.A ideia dele, a "utilidade marginal", é uma das mais poderosas da história da economia.Neste episódio da série A História do Dinheiro, a gente explica como Jevons e Alfred Marshall construíram o modelo que domina a economia até hoje: oferta, demanda, concorrência perfeita e o famoso "homem econômico racional". Uma teoria elegante, poderosa — e que alguns consideram perigosamente simplificada.

Em junho de 1942, o Japão dominava o Pacífico e não perdia uma batalha há seis meses. Do outro lado, os Estados Unidos operavam com três porta-aviões que só sobreviveram a Pearl Harbor por sorte.Tudo indicava que o próximo confronto seria o golpe final japonês. Mas numa sala abafada no porão de um prédio em Pearl Harbor, um grupo de criptoanalistas interceptou o plano inteiro do inimigo — e transformou uma armadilha japonesa numa emboscada americana.O que aconteceu nos dias 4, 5 e 6 de junho de 1942 destruiu quatro porta-aviões, matou centenas dos melhores pilotos do Japão e inverteu o rumo da maior guerra do Pacífico. Tudo em menos de um dia.Neste vídeo, eu reconstruo cada decisão, cada erro e cada acaso que fizeram de Midway a batalha mais importante do século XX — e explico por que o mundo que ela criou ainda é o mundo em que a gente vive.

A maior aliança militar da história não está enfrentando uma crise de orçamento. Está enfrentando uma crise de propósito.Por 77 anos, a OTAN funcionou como a espinha dorsal da segurança ocidental. Hoje, entre a guerra no Irã, a guerra na Ucrânia abandonada por Washington e uma Casa Branca que trata garantias de segurança como moeda de barganha comercial, a aliança chegou ao ponto mais frágil desde sua fundação em 1949.O gatilho foi a guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro sem consulta aos aliados. A recusa europeia em participar do bloqueio no Estreito de Ormuz expôs uma ruptura que vinha sendo construída há anos. França fechou seu espaço aéreo. Espanha chamou a guerra de ilegal. Alemanha questionou se o envolvimento cabia no mandato defensivo da aliança. A resposta de Washington veio em tom de ameaça: considerar a saída da própria OTAN.Neste vídeo, destrinchamos a arquitetura dessa fratura. Como três crises simultâneas — Ormuz, Donbass e o flanco nórdico-ártico — colidem com uma aliança que opera por consenso e já não tem consenso algum. Por que o rearmamento europeu, por mais acelerado que esteja, não se traduz em capacidade militar no prazo que a Rússia exige. E por que a maior vulnerabilidade da OTAN hoje não é o adversário externo, mas a dúvida sobre o próprio compromisso americano com o Artigo 5.

A guerra durou quarenta dias. O cessar-fogo está de pé. As negociações seguem. Parece que acabou.Não acabou.Os EUA e Israel tinham alguns objetivos no conflito, como desmantelar o programa nuclear iraniano, mudar o regime e reabrir o Estreito de Hormuz. Quarenta e oito dias depois, o regime sobreviveu, o programa nuclear continua em pé e o estreito — que estava aberto antes da guerra — só fechou porque a guerra começou.O Irã saiu militarmente enfraquecido, mas politicamente radicalizado. A liderança que emergiu do conflito é mais extrema do que a que existia antes. E enquanto diplomatas negociam no Paquistão, o cessar-fogo é usado para reposicionar peças no tabuleiro.Hoje na live, vou fazer um panorama completo do conflito: o que a guerra produziu, o que o cessar-fogo resolve — e o que ele deixa sem resposta.

Neste vídeo, vamos entender quem foi Karl Marx, por que suas ideias sacudiram a Europa do século XIX e como o marxismo se tornou uma das forças políticas mais influentes da história. Partindo da frase de abertura do Manifesto Comunista — “Um espectro ronda a Europa” —, o vídeo mostra como Marx enxergava o capitalismo, a luta de classes, a exploração do trabalho e o caminho que, segundo ele, levaria ao colapso do sistema.Ao longo do episódio, você vai ver como Marx interpretava o conflito entre burguesia e proletariado, de onde vem a ideia de mais-valia, por que ele acreditava que o capitalismo carregava dentro de si as sementes da própria destruição e como essas teorias deram origem a regimes que marcaram profundamente o século XX. Mas o vídeo também entra no outro lado da história: as críticas à teoria marxista, o fracasso econômico de muitos países comunistas e o debate sobre o que ainda resta de relevante em Marx hoje.Mais do que falar de um pensador, este vídeo busca responder a uma pergunta central: Marx estava vendo uma verdade profunda sobre o capitalismo ou construindo uma teoria que o tempo tratou de desmontar?

O poder no século XXI não se mede mais apenas por exércitos, territórios ou PIB. Ele se mede pela capacidade de mover mercados com uma frase, redesenhar fronteiras com uma decisão, influenciar eleições a milhares de quilômetros de distância e determinar o que bilhões de pessoas vão pensar, comprar e temer no dia seguinte.Em um mundo fragmentado entre potências em declínio, impérios em ascensão e atores não-estatais cada vez mais influentes, a pergunta "quem realmente manda no mundo?" deixou de ter uma resposta óbvia. Não são mais apenas presidentes e primeiros-ministros. São homens e mulheres que controlam fluxos de capital maiores que economias inteiras, que decidem o futuro da inteligência artificial, que comandam as rotas do petróleo, que moldam a opinião pública global — e alguns que operam nas sombras, longe dos holofotes, mas com influência que supera a de muitos chefes de Estado.Neste vídeo, apresentamos um ranking das 10 pessoas mais poderosas do mundo em 2026. A lista combina poder político formal, influência econômica, alcance militar, controle sobre tecnologias críticas e capacidade de determinar a direção dos acontecimentos globais. Algumas escolhas são óbvias. Outras vão surpreender. E a posição número 1 é um reflexo direto do momento geopolítico mais tenso desde o fim da Guerra Fria.Prepare-se para uma jornada pelos bastidores do poder real — aquele que não aparece nas manchetes, mas que define o mundo em que vivemos.

Em 7 de abril de 2026, após 40 dias de guerra, EUA e Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão. No papel, é o fim da escalada que levou o Oriente Médio à beira de um conflito global. Na prática, o acordo já nasceu rachado.Horas depois do anúncio, Israel executou a maior onda de ataques contra o Hezbollah desde o início da guerra: mais de 100 alvos atingidos em 10 minutos no Líbano. O Estreito de Hormuz, que deveria reabrir imediatamente, segue praticamente paralisado — centenas de petroleiros ancorados no Golfo Pérsico, esperando uma garantia que não vem. O parlamento iraniano já acusa os Estados Unidos de violar três pontos do plano de 10 itens apresentado por Teerã, e a questão do enriquecimento de urânio — o mesmo ponto que derrubou as negociações em fevereiro — continua sem solução.

OR QUE A LUA VIROU O TABULEIRO DA NOVA GUERRA FRIA | Artemis II e a corrida espacial do século XXIA NASA acabou de lançar quatro astronautas rumo à Lua pela primeira vez em mais de 50 anos. Mas a Artemis II não é só uma missão espacial — é uma declaração geopolítica. Enquanto os EUA tentam retomar a liderança no espaço, a China avança com o programa lunar próprio, constrói sua estação espacial e já planeja uma base permanente no polo sul lunar. A Lua deixou de ser um símbolo e virou um ativo estratégico.

Um F-15E Strike Eagle abatido nas montanhas do Irã. Dois tripulantes ejetados em território inimigo. Um coronel americano escondido numa fenda de rocha a 2.100 metros de altitude, enquanto a Guarda Revolucionária oferece 60 mil dólares pela sua cabeça e vasculha cada vale das montanhas Zagros.O que aconteceu nas 48 horas seguintes é uma das operações de busca e resgate mais complexas já conduzidas pelos Estados Unidos — e envolveu CIA, SEAL Team Six, uma pista agrícola abandonada transformada em base avançada, aviões destruídos de propósito, ataques aéreos israelenses coordenados e uma campanha de desinformação para enganar o comando iraniano em tempo real.Neste vídeo, reconstruímos passo a passo como o piloto foi localizado, como os operadores entraram no Irã, por que dois MC-130J e quatro MH-6 Little Bird tiveram que ser destruídos dentro do território inimigo, e o que essa operação revela sobre o verdadeiro estado da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.Porque por trás do "WE GOT HIM!" postado por Trump, existe uma história que expõe tanto a sofisticação das forças especiais americanas quanto as rachaduras na narrativa de domínio aéreo absoluto que a Casa Branca vinha vendendo desde o início do conflito.

As esferas de influência que definiram a ordem global por décadas estão se redesenhando diante dos nossos olhos. Alianças antigas perdem força, novos polos de poder emergem e regiões inteiras do planeta passam a ser disputadas por atores que, até pouco tempo atrás, não estavam na mesa.Neste vídeo, eu mergulho na história das esferas de influência — como elas se formaram, por que funcionaram e o que está fazendo tudo mudar agora. Da Guerra Fria ao mundo multipolar, passando por disputas econômicas, militares e tecnológicas que estão redesenhando o mapa do poder global.O tabuleiro está girando. A pergunta é: quem vai ocupar os espaços vazios?

Drones já mudaram a guerra. Mas o que acontece quando eles param de precisar de gente para voar?Na Ucrânia, empresas estão desenvolvendo enxames de drones que se coordenam entre si, escolhem alvos sozinhos e atacam em sequência — tudo com um único operador. Neste vídeo, eu explico como essa tecnologia funciona, de onde vem a inspiração (spoiler: da natureza), quais empresas estão na frente dessa corrida e por que isso pode mudar completamente a dinâmica de qualquer campo de batalha.Do míssil britânico Brimstone aos sistemas ucranianos Pasika e Nemyx, passando pelo programa americano Swarm Forge: o futuro da guerra autônoma já começou.Se inscreva no canal e ative o sininho para não perder nenhum vídeo do HOC.

Nesta live, vamos acompanhar as atualizações mais importantes da guerra do Irã em tempo real. O conflito entrou em uma fase ainda mais sensível, com o Estreito de Ormuz no centro da crise, novas trocas de ataques entre Irã e Israel, pressão crescente sobre o fluxo global de petróleo e sinais de que a guerra já está afetando todo o Golfo. Israel afirmou ter matado o comandante da marinha da Guarda Revolucionária ligado ao bloqueio de Ormuz, enquanto os mercados seguem atentos ao risco de interrupção prolongada na principal rota energética do planeta.Também vamos analisar a frente diplomática: Donald Trump voltou a pressionar Teerã por um acordo, enquanto autoridades americanas trabalham para viabilizar novas conversas indiretas. Ao mesmo tempo, a escalada regional continua, com destroços de um míssil interceptado matando duas pessoas em Abu Dhabi, num sinal claro de que os efeitos da guerra já ultrapassam o campo de batalha imediato entre Irã e Israel.Na transmissão de hoje, eu vou explicar o que aconteceu nas últimas horas, o que mudou no equilíbrio militar, por que Ormuz virou o ponto mais perigoso do conflito e quais podem ser os próximos passos dos Estados Unidos, de Israel e do regime iraniano.

A Europa é rica, populosa, industrializada e tecnologicamente avançada. Ainda assim, quando o assunto é poder militar, o continente continua dependente dos Estados Unidos e vulnerável diante da pressão russa. Como isso aconteceu?Neste vídeo, eu exploro uma das grandes ironias da história europeia: a ideia de unificar os exércitos do continente não só existiu como quase saiu do papel. Nos anos 1950, quando o projeto europeu ainda estava nascendo, houve uma tentativa real de criar uma força militar comum, com comando supranacional e capacidade de transformar a Europa em uma potência estratégica de primeira ordem.Mas o plano fracassou. E no lugar de um grande exército europeu, o continente acabou com dezenas de forças armadas nacionais fragmentadas, caras, redundantes e insuficientes para sustentar sozinho sua própria segurança.Ao longo do vídeo, eu mostro:Por que a Europa nunca conseguiu se tornar uma potência militar unificadaComo a dependência dos EUA moldou a estratégia europeia no pós-guerraPor que a ameaça russa reacendeu esse debatee o que teria mudado no mundo se aquele projeto de integração militar tivesse dado certoNo fundo, a pergunta é simples: como um continente que já dominou o planeta inteiro chegou ao ponto de não conseguir defender plenamente a si mesmo?

A guerra da inteligência artificial deixou de ser apenas uma disputa entre empresas de tecnologia. Agora, ela chegou ao coração do poder americano.Neste vídeo, eu explico a recente crise entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos — um confronto que envolve Pentágono, segurança nacional, vigilância doméstica, limites éticos da IA e a disputa sobre quem realmente controla a tecnologia mais importante do nosso tempo.De um lado, o governo americano pressiona para ampliar o uso de modelos de IA em áreas sensíveis da defesa e da segurança. Do outro, a Anthropic resiste a remover certas barreiras e acaba entrando em rota de colisão com Washington. O resultado é uma batalha que vai muito além de uma empresa: ela revela o choque entre Estado, poder militar, Big Tech e o futuro da própria democracia americana no mundo.

Depois da ação americana na Venezuela e do fim do petróleo venezuelano que ajudava a manter a ilha minimamente funcional, a crise cubana entrou em uma nova fase. A escassez se aprofundou, os apagões se tornaram rotina, o turismo perdeu força, a população continua emigrando em massa e o regime enfrenta sua pior deterioração em décadas.Mas isso significa que a ditadura cubana está perto do fim?Neste vídeo, eu analiso por que o cenário de Cuba é mais complexo do que parece. Em vez de um colapso imediato, o país pode estar entrando em algo ainda mais sombrio: um declínio prolongado, administrado pelo próprio regime, com mais pobreza, mais repressão e uma sociedade cada vez mais vazia.

A atual guerra no Irã pode ajudar a adiantar algo que já estava no horizonte da região: uma nova dinâmica que depende menos do país persa.Neste vídeo, eu mostro por que a região talvez esteja entrando em uma nova fase, menos definida pelo protagonismo iraniano e mais marcada pela disputa entre dois blocos emergentes: uma coalizão abraâmica, centrada em Israel e Emirados Árabes Unidos, e uma coalizão islâmica, liderada por Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Catar.A grande questão já não é apenas o que o Irã ainda consegue fazer, mas como os parceiros e rivais dos Estados Unidos estão se reorganizando entre si, disputando influência, rotas estratégicas, guerras por procuração e o futuro da ordem regional.

Uma coisa chama muita atenção na recente guerra entre Irã e EUA/Israel. Os israelenses não são meros aliados figurativos dos americanos, eles lutam quase em pé de igualdade com a grande potência hegemônica do mundo. Como Israel, mesmo sendo um pequeno país numa região volátil e hostil consegue ser um aliado tão poderoso dos EUA?

A guerra entre Irã e EUA/Israel caminha para completar uma semana. A destruição já é sem precedentes no Oriente Médio, com armas iranianas atingindo mais de 10 países e com o Irã sendo bombardeado com todas as forças. As implicações econômicas da guerra começam também a aparecer, com os mercados assustados e o preço do petróleo nas alturas.O que pode acontecer daqui pra frente? Essa guerra pode se tornar algo maior? Qual a previsão dela acabar?

ESTAMOS PRESENCIANDO A HISTÓRIA SENDO FEITADurante a madrugada, uma coalizão de EUA e Israel atacou o Irã. Não com um ataque limitado contra certas instalações, mas um ataque total com a clara finalidade de derrubar o regime iraniano. Caso tenha sucesso, esse deve virar um dos acontecimentos mais importantes do século.

Faz anos que falo para vocês sobre o fortalecimento e consolidação da aliança que chamo de "Eixo das Ditaduras". Já disse que ela hoje em dia é mais coordenada e próxima do que o próprio eixo da segunda guerra mundial.Mas algo pode estar mudando nos últimos meses, primeiro no ataque israelense e americano contra o Irã no ano passado e agora com o ataque americano na Venezuela, a resposta dos outros membros do tal eixo foi fraquíssima e apenas retórica.Será que o o famigerado "Eixo das Ditaduras" é realmente uma aliança confiável? Quais as vantagens e limites de uma aliança tácita como essa?Vou tentar responder essas perguntas no vídeo de hoje!

No último vídeo eu mostrei um lado da história: como os drones que dominam as batalhas na Ucrânia podem não ser úteis contra a China. Hoje eu mostro o outro lado da moeda.No campo de batalha da Ucrânia, uma revolução já aconteceu: drones baratos, fáceis de adaptar e produzidos em escala viraram a ferramenta mais importante para enxergar, atacar e sobreviver. E a pergunta que fica para o Ocidente é direta: o que os Estados Unidos realmente precisam copiar dessa “guerra de drones” — e o que seria um erro fatal copiar do jeito errado?Neste vídeo, eu explico por que os drones ucranianos ficaram tão modernos tão rápido, como eles estão integrando IA, sensores e improviso industrial em ciclos de semanas (não de anos), e quais são as lições práticas que o Pentágono e a indústria de defesa americana deveriam absorver agora para não ficarem presos num modelo caro, lento e ineficiente.

Depois de quase quatro anos de guerra na Ucrânia, o Ocidente ficou obcecado por uma ideia: “drones baratos mudaram tudo”. E mudaram mesmo — mas aqui vai o ponto central do vídeo: as lições da Ucrânia não se traduzem automaticamente para o grande confronto que realmente assombra Washington hoje… a China.Neste episódio, eu explico por que o campo de batalha ucraniano (guerra terrestre de atrito, sem superioridade aérea, linhas defensivas fixas) criou o ambiente perfeito para milhões de drones pequenos dominarem as baixas — e por que um conflito no Indo-Pacífico seria outra realidade: decidido no ar e no mar, em distâncias brutais, sob uma chuva de mísseis e com logística no limite.A pergunta que guia tudo é simples:Se os EUA correrem para comprar “milhões de drones” como solução mágica, eles podem estar reforçando a parte errada do arsenal — e perdendo a vantagem que ainda têm justamente onde a China mais importa.

Neste vídeo, eu explico por que uma movimentação que parece “só logística” está deixando Washington, Bruxelas e várias capitais asiáticas em estado de alerta: a China está acelerando uma campanha silenciosa de estocagem estratégica — petróleo, gás, metais e até alimentos — para ficar mais difícil de intimidar em crises e negociações. A história começa em Dongjiakou, um mega complexo de tanques onde, vistos por satélite, os reservatórios sobem e descem como cúpulas gigantes conforme se enchem. Só desde meados de janeiro, cerca de 10 milhões de barris foram adicionados ali, levando o total a 24 milhões, num sinal visível de uma estratégia maior: criar um “colchão” energético e industrial capaz de absorver choques, reduzir a vulnerabilidade a sanções, e até diminuir o impacto de gargalos marítimos como o Estreito de Malaca em um cenário de tensão militar. Eu conecto esse movimento ao ambiente político e comercial pós-2024, à volta da pressão tarifária dos EUA e às mensagens ambíguas vindas de Donald Trump, além de mostrar como Pequim usa estoques e compras de fornecedores sancionados (como Irã, Rússia e Venezuela) para ganhar descontos, testar rotas e mecanismos “fora do dólar” e construir poder de barganha silencioso. Também detalho o lado menos óbvio: metais e insumos críticos (cobre, níquel, zinco, lítio), a dependência alimentar (especialmente soja) e como a diversificação — incluindo a aproximação energética com Moscou via projetos como Power of Siberia 2 — pode trocar uma vulnerabilidade por outra. Por fim, eu fecho com a parte que mais preocupa o Ocidente: ao transformar a China num “core trader” capaz de segurar ou liberar volumes em momentos-chave, Pequim não só se blinda, mas também remodela preços, rotas e incentivos no mundo inteiro — com efeitos diretos no Brasil, na Europa e no equilíbrio geopolítico global.

Neste vídeo, eu reconstruo, em ordem cronológica e com base no que é possível documentar com segurança, a trajetória de Jeffrey Epstein: da infância no Brooklyn e a passagem improvável pela Dalton School, ao salto para Wall Street na Bear Stearns, a criação da J. Epstein & Co. e, principalmente, a ascensão meteórica sustentada pela relação com Leslie Wexner. A partir daí, o episódio entra no que torna esse caso tão perturbador: como Epstein construiu uma teia de influência que conectava dinheiro, prestígio e acesso a figuras do alto escalão da política, da realeza e do meio acadêmico — enquanto, em paralelo, operava um sistema estruturado de abuso sexual envolvendo menores.Eu explico como funcionava o método descrito por investigações, o papel atribuído a Ghislaine Maxwell, e por que a resposta institucional demorou tanto a interromper esse esquema. Em seguida, chegamos ao ponto de virada de 2008: o acordo que evitou um processo federal, reduziu drasticamente as consequências imediatas e ainda ampliou a controvérsia ao criar uma imunidade que afetou o caso por quase uma década. A partir daí, analiso os “anos de impunidade”, a reabertura federal em 2019, a prisão em Nova York e, por fim, a morte na cela — incluindo o que se sabe com segurança sobre a conclusão oficial, as falhas graves de custódia descritas em relatórios e por que as dúvidas sobre imagens e cadeia de custódia alimentaram suspeitas duradouras. O objetivo aqui não é sensacionalismo: é entender como poder, reputação, dinheiro e instituições se cruzaram para proteger uma engrenagem de crimes por tempo demais — e o que esse caso revela sobre os pontos cegos da elite e do sistema de justiça.

A fusão entre a xAI e a SpaceX não é apenas um movimento corporativo de Elon Musk. Ela aponta para algo muito maior: a tentativa de levar a inteligência artificial para fora da Terra.Neste vídeo, eu explico por que unir uma empresa de IA com a maior infraestrutura espacial privada do planeta abre caminho para um projeto ambicioso e controverso: data centers no espaço, alimentados por energia solar praticamente ilimitada, operando acima das restrições físicas, ambientais e regulatórias do planeta.Vamos entender como a SpaceX fornece a logística — foguetes reutilizáveis, lançamentos frequentes e constelações orbitais — enquanto a xAI entra como o cérebro desse sistema, desenvolvendo modelos cada vez mais dependentes de energia e escala computacional. No espaço, não há noite, não há disputa por território, não há limites tradicionais de expansão.Mas essa visão levanta perguntas enormes. Quem controla a infraestrutura de IA fora do planeta? Quais são as implicações geopolíticas de deslocar poder computacional para a órbita? Isso resolve o problema energético da inteligência artificial ou cria um novo tipo de concentração de poder?Neste vídeo, conectamos tecnologia, energia, espaço e política para mostrar por que essa fusão pode marcar o início de uma nova etapa da corrida global pela inteligência artificial — e por que ela não diz respeito apenas ao futuro da IA, mas ao futuro do próprio planeta.

No vídeo de hoje eu te levo para dentro de uma história que parece começar como um simples anúncio de emprego — vídeos verticais bem produzidos, música otimista e promessas de “trabalho legal no exterior”, salário em dólar, moradia paga e uma chance de recomeçar — mas que termina no coração do esforço de guerra russo. A Zona Econômica Especial de Alabuga, vendida pelo Kremlin como vitrine industrial no Tartaristão, virou desde 2022 uma engrenagem central da produção em massa de drones kamikaze (os “Geran”, derivados do Shahed iraniano) usados noite após noite contra cidades ucranianas. E para manter essa linha de montagem rodando 24 horas por dia, surge o elemento que quase nunca aparece nas análises militares: mão de obra estrangeira recrutada por um programa chamado “Alabuga Start”. A investigação mostra um padrão inquietante: jovens mulheres, muitas com menos de 23 anos, atraídas em países da África, Sudeste Asiático e América Latina por promessas de hotelaria, logística e “indústria leve”, desembarcam na Rússia e encontram contratos diferentes, jornadas exaustivas, vigilância constante e tarefas diretamente ligadas à montagem de drones — com relatos de exposição a químicos, sintomas físicos persistentes, assédio e isolamento. Em alguns casos, há acusações graves de retenção de passaporte, multas e ameaças veladas, criando um quadro que especialistas apontam como recrutamento enganoso seguido de coerção econômica e psicológica — um formato contemporâneo de tráfico humano. A dimensão geopolítica deixa tudo ainda mais explosivo: esses drones não ficam em estoque, eles decolam e explodem; e cada explosão carrega uma cadeia invisível que começa muito antes do lançamento, passando pelas mãos de pessoas que acreditavam estar mudando de vida. No fim, Alabuga vira símbolo de uma guerra industrial do século XXI: produção em escala, cadeias globais cinzentas, propaganda digital, negação plausível — e vidas vulneráveis transformadas em combustível de conflito.

No vídeo de hoje eu explico por que as últimas oito décadas – o maior período sem guerra entre grandes potências desde o Império Romano – são uma anomalia histórica que a gente trata como normal. Parto de três números-chave dessa “longa paz”: 80 anos sem guerra direta entre grandes potências, 80 anos sem uso de armas nucleares em combate e apenas 9 países com armas atômicas, apesar de mais de 100 terem capacidade de fabricá-las. Reconto como Hiroshima, Nagasaki, a crise dos mísseis em Cuba e a lógica da destruição mútua assegurada na Guerra Fria forçaram EUA e URSS a construírem uma ordem internacional de segurança baseada em alianças (OTAN, Japão), instituições (ONU, FMI, Banco Mundial) e no Tratado de Não Proliferação Nuclear. Depois analiso como o “dividendo da paz” pós-1991, o fim da URSS, o otimismo de Fukuyama sobre o “fim da história” e a globalização criaram uma falsa sensação de segurança, enquanto os EUA se atolavam no Afeganistão e no Iraque. A partir daí, mostro os cinco fatores que hoje ameaçam essa paz: amnésia histórica sobre o horror de uma guerra total; ascensão da China e o ressentimento da Rússia de Putin; a erosão do peso econômico dos EUA em um mundo cada vez mais multipolar; o excesso de compromissos militares americanos; e a polarização interna que paralisa a política externa dos EUA. No fim, a pergunta central é direta: essa era sem Terceira Guerra Mundial é o “normal” ou é um acidente histórico que pode acabar? E o que seria necessário, em termos de imaginação estratégica e vontade política, para segurar essa paz por mais uma geração?

Nos últimos dias a movimentação americana para um possível ataque contra o Irã se intensificou muito. Será que ele vai acontecer nas próximas horas? Vou tentar responder essa e outras questões aqui nessa live.

Nos últimos dias, estão acontecendo no Irã os maiores protestos da história do país desde a derrubada do monarca do país pela revolução islâmica de 1979.Apesar de ter encarado diversos protestos desde então, o aiatolá Khamenei se encontra em uma posição bastante precária. Com idade avançada e liderando um país enfraquecido, as chances de queda do regime dessa vez são mais reais do que nunca.Será que isso vai acontecer em breve? Como será o futuro do Irã e da região? Os EUA ou Israel vão interferir nessa história? Vou tentar responder essas perguntas nesse vídeo aqui!

Começamos o ano com um dos maiores acontecimentos geopolíticos da década. Na calada da noite, os EUA de Donald Trump fizeram uma operação cinematográfica na Venezuela para abduzir o ditador Maduro e levá-lo para uma prisão em Nova York.Algo dessa magnitude vai ter consequências grandes e duradouras para o mundo, mas quais serão elas? Vou tentar responder isso aqui nesse vídeo. Então fica ligado até o final!

Na semana passada os EUA apreenderam um petroleiro da "frota fantasma" que carrega o combustível venezuelano. Esse é mais um episódio da escala americana contra a ditadura de Maduro.Nesse vídeo vou tentar responder 5 perguntas sobre o acontecimento e mostrar como ele pode ter um impacto global nos próximos dias.

Em 2025 ficou claro que o mundo que conhecíamos desde o fim da Guerra Fria não existe mais. A hegemonia americana está sendo desafiada não só por outros players, cada vez mais organizados entre si, mas também pelos próprios americanos, muitos deles não acreditam que o país tenha mais o mesmo poder.Em 2026 essa dinâmica promete se agravar ainda mais. Se tem uma coisa que a história do mundo nos ensinou é que em momentos de desafio das hegemonias dominantes, o mundo é dominado por guerras, conflitos e mudanças imprevisíveis.Nesse vídeo vou mostrar para vocês coisas que devemos ficar atentos no próximo ano!

A lei Magnitsky foi retirada do juíz Alexandre de Moraes. Qual a razão de isso acontecer agora? O que o governo brasileiro deu em troca? Qual a política de Trump para nosso país?Vou tentar responder essas e outras questões no vídeo de hoje.

No vídeo de hoje eu explico como a guerra híbrida da Rússia contra a Europa está indo muito além de trolls na internet e ciberataques: ela agora navega, literalmente, em uma gigantesca frota fantasma de navios que cruzam o mar do Norte e o Báltico. A partir da pergunta provocadora feita a Putin (“por que o senhor está mandando tantos drones para a Dinamarca?”), eu reconto a sequência de incursões de drones sobre Polônia, Romênia, Dinamarca, Alemanha, Noruega, Bélgica e Holanda, mostrando como esses episódios se conectam a petroleiros “sombrios”, sancionados, com bandeiras de conveniência e até tripulações com militares russos a bordo. Entro então nos bastidores dessa frota fantasma usada para driblar sanções, explicar por que lançar drones a partir do mar é operacionalmente mais seguro para Moscou e como isso se encaixa numa tradição soviética antiga de usar navios mercantes como plataforma de espionagem, sabotagem e exfiltração de agentes — da captura de generais brancos em Paris ao resgate de Kim Philby. Depois, eu mostro como essa doutrina foi reciclada no século XXI: sabotagem de cabos submarinos e gasodutos, navios “cortando” infraestrutura crítica, escoltas de navios militares à frota fantasma e o casamento perfeito entre essa logística marítima e o boom de drones treinados no campo de batalha ucraniano. Por fim, discuto o que a Europa pode fazer: mais contrainteligência no mar, inspeções agressivas no Báltico e no mar do Norte, proteção de aeroportos e bases da OTAN e, principalmente, a necessidade de encarar esses navios como parte do arsenal russo, e não apenas como um truque para vender petróleo. No fundo, a pergunta que fica é: a Europa já entendeu que a próxima escalada pode sair exatamente desses cascos enferrujados que hoje passam quase despercebidos no radar?

No vídeo de hoje eu explico por que a frase de Trump — de que os EUA vão “testar armas nucleares em igualdade de condições com China e Rússia” — acende todos os alertas justamente em Pequim. A partir do polêmico anúncio, eu mostro como funciona o jogo de ambiguidade em torno de Lop Nor: a China não testa oficialmente desde 1996, diz cumprir o Tratado de Proibição Completa de Testes, mas amplia túneis, poços profundos e infraestrutura de testes no deserto de Xinjiang para estar pronta no dia em que o regime de controle ruir. Aí eu volto no tempo: Mao chamando a bomba de “tigre de papel”, o medo real de EUA, URSS e Índia, a expulsão de Qian Xuesen dos EUA (e como isso ajudou a criar o programa nuclear chinês), o primeiro teste em 1964, a doutrina de “dissuasão mínima” e o famoso compromisso de “não usar primeiro” — ao mesmo tempo em que Pequim demorou para aderir ao TNP e flertou com a proliferação via Paquistão. De lá, venho para o presente: campos de silos gigantes, novos mísseis intercontinentais com múltiplas ogivas, capacidades hipersônicas, submarinos modernizados e um arsenal que já passou das “centenas baixas”, tudo sob uma névoa estatística que impede qualquer controle de armas sério entre três grandes potências. Falo também das purgas na Força de Foguetes, da corrupção em larga escala dentro do programa nuclear e do paradoxo de um arsenal em rápida modernização comandado por uma estrutura política cada vez mais opaca e centralizada em Xi Jinping. No fim, respondo às perguntas centrais: o que Trump realmente ganha ao ameaçar voltar a testar? A China está apenas reforçando a capacidade de segundo ataque ou caminhando para paridade nuclear com EUA e Rússia? E, sobretudo, o que significa para o mundo entrar numa Guerra Fria 2.0 com três potências nucleares disputando prestígio, dissuasão e narrativas ao mesmo tempo.

Neste vídeo, explico por que o Hezbollah — severamente degradado por Israel — tenta se reerguer e como isso reabre a disputa entre coercão militar, finanças ilícitas e diplomacia. Parto da pressão dos EUA em Beirute e do impasse doméstico libanês (um “Estado dentro do Estado”) para mostrar o papel do Irã e, sobretudo, das redes globais do Hezbollah que combinam empresas de fachada, casas de câmbio, ONGs e intermediários em África, Ásia, Europa e Américas. Detalho como sanções recentes e medidas de Líbano e Síria apertam rotas tradicionais, empurrando o grupo a explorar a Tríplice Fronteira e a África Ocidental para levantar fundos, lavar dinheiro e buscar tecnologia de uso dual (drones, precursores químicos). Analiso por que a recomposição do Hezbollah depende tanto de fluxo financeiro quanto de narrativa de “resistência” — e como falhas em pagar compensações e reconstrução corroem sua base social. Mostro, também, o que funciona contra essa elasticidade: designações terroristas nacionais (e o que muda juridicamente), cooperação policial, bloqueio de ativos e repressão a facilitadores.

O dia 6 de agosto de 1945 é possivelmente o mais importante do século XX. Naquela madrugada, no céu da cidade de Hiroshima, a bomba “Little Boy” inaugurou a era atômica da humanidade. Poucos dias depois, a segunda bomba foi detonada em Nagasaki, empurrando o Japão para a capitulação e encerrando a guerra mais sangrenta da história.Não existe dúvida alguma que esses acontecimentos mudaram completamente a realidade do mundo, ao mesmo tempo colocando o fim da humanidade ao alcance de um botão, mas criando as décadas mais pacíficas que a história já conheceu, mesmo que sob o fantasma da destruição total.O que ainda suscita muita dúvida e um grande debate é se o uso das bombas naquele momento era necessário ou não. Essa é uma das maiores polêmicas da história da geopolítica e também o tema do vídeo de hoje.Afinal, o uso das bombas foi uma fútil e cruel demonstração de força dos americanos, ou foi o amargo, mas necessário, custo a se pagar pela paz?Primeiro, vamos expor os argumentos dos dois lados e depois vou dar a minha opinião sobre o assunto!