Podcasts about emirados

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Latest podcast episodes about emirados

Jorge Borges
Global AI Diffusion: Tendências e Insights do 1.º Trimestre 2026

Jorge Borges

Play Episode Listen Later May 22, 2026 21:21


O relatório Global AI Diffusion Q1 2026 analisa o crescimento da adoção da inteligência artificial generativa em todo o mundo, destacando a liderança dos Emirados Árabes Unidos e a ascensão dos países asiáticos. Este documento da Microsoft revela que a integração da IA na programação disparou, com ferramentas como o GitHub Copilot a impulsionar a produtividade e o emprego de programadores. Contudo, observa-se um fosso crescente entre o Norte Global e o Sul Global, exacerbado por desigualdades no acesso a eletricidade e competências digitais. A melhoria das capacidades linguísticas em idiomas não ingleses, como o japonês e o coreano, é identificada como um motor essencial para a utilização prática no quotidiano. Em suma, as fontes descrevem uma transição para fluxos de trabalho agênticos onde a IA se torna uma participante ativa no ciclo económico global.

blumencast
COMO É MORAR EM DUBAI? - BÁRBARA BOING #291

blumencast

Play Episode Listen Later May 21, 2026 143:26


Ela saiu de Blumenau para construir uma vida em Dubai.

ONU News
Líder da ONU alarmado com ataque à usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos

ONU News

Play Episode Listen Later May 18, 2026 1:12


Incidente, no domingo, causou incêndio na área externa da instalação; autoridades locais afirmam que não houve feridos nem danos radiológicos; António Guterres apelou pelo fim da escalada militar no Oriente Médio.

SBS Portuguese - SBS em Português
Nova sondagem classificou o novo orçamento australiano como o pior desde 1993 | Notícias 18 de maio

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later May 18, 2026 10:04


Nova sondagem classificou o orçamento do Partido Trabalhista como o pior desde 1993. Anthony Albanese procura afastar a preocupação de que as reformas fiscais possam vir a prejudicar futuros investidores imobiliários. Após um dos maiores ataques noturnos lançados pela Ucrânia contra o território russo, Volodymyr Zelenskyy afirma que a capacidade de ataque com drones de longo alcance está a mudar o rumo da guerra. Um ataque com drone atingiu uma central nuclear nos Emirados Árabes Unidos, provocando um incêndio, mas sem libertação de radiação. Estas e outras notícias em destaque no noticiário de hoje.

Noticiário Nacional
12h Ataque com drones atinge central nuclear nos Emirados Árabes Unidos

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 17, 2026 6:20


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PodCast IDEG
Atualiza e Revisa #26 - O divórcio do petróleo: a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later May 14, 2026 28:59


O petróleo continua no centro da política internacional; e entender sua geopolítica é entender parte essencial do funcionamento do sistema internacional contemporâneo. Neste episódio do Atualiza e Revisa, Luiza Bringel analisa a trajetória da Organização dos Países Exportadores de Petróleo desde sua criação, em 1960, até os dilemas atuais da Opep+, da transição energética e da disputa estratégica no Oriente Médio. Mais do que discutir preços de combustível, o episódio mostra como energia, segurança, poder e economia global estão profundamente conectados. Você vai entender: ● Como surgiu a Opep e por que ela representa um movimento de soberania sobre recursos naturais ● A diferença entre Opep e Opep+ ● Como a Revolução do shale oil reduziu o poder do cartel ● O embargo de 1973 e a transformação do petróleo em “arma geopolítica” ● O papel estratégico do Estreito de Ormuz e do Irã ● O conceito de securitização da energia ● A posição do Brasil na Opep+ e os limites da sua segurança energética Além disso, o episódio conecta petróleo, política externa brasileira, economia política internacional e teoria das Relações Internacionais, sempre com foco no nível de aprofundamento exigido pelo Instituto Rio Branco.

Gabinete de Guerra
EUA mais frágil perante a força da China?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later May 14, 2026 12:28


Bruno Cardoso Reis afirma que a cimeira na China expõe a fragilidade dos EUA e o poder chinês. Destaca ainda o impasse no Líbano e a "guerra" interna nos BRICS entre o Irão e os Emirados.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jorge Borges
Inteligência artificial na educação: panorama mundial e a posição de Portugal

Jorge Borges

Play Episode Listen Later May 14, 2026 17:30


A integração da inteligência artificial (IA) na educação deixou de ser uma aspiração futurista para se tornar uma prioridade política concreta em dezenas de países. A velocidade de adoção, contudo, é profundamente desigual: enquanto nações como os Emirados Árabes Unidos, a China ou a Arábia Saudita tornaram o ensino de IA obrigatório em todos os ciclos, outros países permanecem numa fase de orientação voluntária ou de construção de quadros regulatórios. Portugal encontra-se numa posição intermédia e em aceleração: o enquadramento estratégico está a ser definido com determinação, mas a implementação curricular efetiva no ensino básico e secundário ainda aguarda formalização.

Jorge Borges
Inteligência artificial na educação: panorama mundial e a posição de Portugal

Jorge Borges

Play Episode Listen Later May 14, 2026 8:32


Onde se analisa a integração global da inteligência artificial no ensino, destacando o contraste entre nações com currículos obrigatórios e aquelas em fase de regulamentação. Entidades internacionais como a UNESCO e a OCDE estabelecem orientações éticas, enquanto o AI Act da União Europeia impõe regras rigorosas para mitigar riscos em contexto escolar. Países como a China e os Emirados Árabes Unidos lideram a implementação prática, integrando a tecnologia desde os primeiros anos de escolaridade. Portugal encontra-se numa fase de transição estruturada, tendo já concluído diagnósticos no ensino superior e definido uma agenda estratégica nacional para os próximos anos. O texto identifica a formação de professores e a preservação da integridade humana como os maiores desafios comuns a todos os sistemas educativos. Esta visão panorâmica sublinha a urgência de alinhar a inovação tecnológica com a soberania linguística e a equidade social.

A História do Dia
O divórcio que pode mudar o Médio Oriente

A História do Dia

Play Episode Listen Later May 11, 2026 17:06


Arábia Saudita e Emirados estão cada vez mais afastados. O que está a mudar no Golfo e que impacto pode ter? Análise com José Carlos Duarte.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Clube dos 52
A História do Dia. O divórcio que pode mudar o Médio Oriente

Clube dos 52

Play Episode Listen Later May 11, 2026 17:06


Arábia Saudita e Emirados estão cada vez mais afastados. O que está a mudar no Golfo e que impacto pode ter? Análise com José Carlos Duarte.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resumão Diário
JN: STF anuncia novas medidas contra penduricalhos; renda média dos brasileiros bate recorde; Trump anuncia trégua de 3 dias entre Rússia e Ucrânia

Resumão Diário

Play Episode Listen Later May 9, 2026 7:02


Ministros do Supremo publicaram novas medidas contra os penduricalhos que proíbem dribles à decisão da corte. Eles também vetaram mudanças que gerem aumento indireto de remuneração. A determinação vale para o Judiciário, Tribunais de Contas, Ministério Público, advocacia e defensoria pública. O IBGE divulgou números da economia em 2005. A renda média do brasileiro cresceu, mas aumentou também a desigualdade e a concentração de renda no Brasil. Donald Trump anunciou três dias de trégua entre Rússia e Ucrânia. Os Estados Unidos bombardearam dois petroleiros do Irã. O regime dos aiatolás revidou com ataques contra os Emirados Árabes. No escândalo do Banco Master, a Polícia Federal investiga pagamentos de ao menos três viagens internacionais de Daniel Vorcaro para o senador Ciro Nogueira.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 06/05/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Fim da escala 6x1 / Eleições 2026 / Trump quer acordo com o Irã

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later May 6, 2026 301:48


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (06): O relator da proposta que prevê o fim da escala 6x1, deputado Léo Prates, apresentou um plano de trabalho que fixa a votação do parecer na comissão especial da Câmara para o dia 26 de maio. A medida faz parte do debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil e ainda precisa avançar em outras etapas no Congresso Nacional. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que termina nesta quarta-feira (06) o prazo para regularizar a situação eleitoral antes das eleições de 2026. A data vale para quem precisa emitir o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, atualizar dados ou realizar o cadastramento biométrico. Quem não regularizar pode ter o documento cancelado e enfrentar restrições civis. O Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o maior número já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica. Em média, uma mulher foi morta a cada 5 horas e 25 minutos no período. O volume representa alta de 7,55% em relação a 2025 e evidencia o agravamento da violência de gênero no país ao longo da última década. O Conselho de Ética da Câmara aprovou relatório que recomenda a suspensão por dois meses dos deputados Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão, por ocuparem a Mesa Diretora do plenário em agosto de 2025. Os parlamentares ainda podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e, caso o recurso seja rejeitado, a decisão final caberá ao plenário da Casa. O episódio ocorreu durante protesto após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A China intensificou a disputa com os Estados Unidos ao ordenar que empresas ignorem sanções americanas relacionadas ao petróleo do Irã. A decisão, baseada em uma “regra de bloqueio” criada em 2021, busca neutralizar restrições externas e proteger o comércio chinês. A medida eleva a tensão entre as duas maiores economias do mundo e pode impactar o setor financeiro global, às vésperas de um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. O Irã negou ter realizado ataques contra os Emirados Árabes Unidos nos últimos dias, mas afirmou que dará uma “resposta esmagadora” caso o país adote qualquer ação contra seu território. Enquanto isso, autoridades dos Emirados relataram novos ataques com mísseis e drones, elevando a tensão no Golfo Pérsico mesmo após semanas de relativa calmaria desde o cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã. A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, informou que concluiu a proposta de delação premiada, que deve ser enviada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República ainda nesta semana. O acordo, mantido sob sigilo, deve detalhar episódios das irregularidades, com nomes de envolvidos, apresentação de provas e previsão de devolução de recursos, no âmbito de um escândalo bilionário. Uma nova pesquisa Meio/Ideia aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Flávio aparece com 45,3% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44,7%. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão temporária da “Operação Liberdade”, que escoltava navios comerciais no Estreito de Ormuz durante o bloqueio iraniano. Segundo ele, a decisão visa abrir espaço para negociações com o Irã. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Genial Podcast

A calmaria relativa voltou ao Golfo Pérsico depois que Teerã lançou mísseis e drones contra os Emirados.

Ouvi na Bloomberg Línea
EUA e Irã voltam a se atacar no Golfo e abalam trégua de quatro semanas

Ouvi na Bloomberg Línea

Play Episode Listen Later May 5, 2026 10:22


Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques no Golfo Pérsico em uma escalada de violência nesta segunda-feira, que também envolveu os Emirados Árabes Unidos, levando a pedidos por novos bombardeios contra alvos iranianos e colocando em dúvida o futuro de um cessar-fogo de quatro semanas.

Filipe Villegas
#5/5 - Bolsas sobem e petróleo recua com trégua frágil em Ormuz

Filipe Villegas

Play Episode Listen Later May 5, 2026 10:00


A calmaria relativa voltou ao Golfo Pérsico depois que Teerã lançou mísseis e drones contra os Emirados.

Fernando Ulrich
Lula é derrotado; o grande risco subestimado; o mercado de combustíveis mudou pra sempre

Fernando Ulrich

Play Episode Listen Later May 4, 2026 50:05


O "Ulrich Responde" é uma série de vídeos onde respondo perguntas enviadas por membros do canal e seguidores, abordando temas de economia, finanças e investimentos. Oferecemos uma análise profunda, trazendo informações para quem quer entender melhor a economia e tomar decisões financeiras mais informadas.00:00 – Começou00:25 - A rejeição de Messias e desdobramentos na eleição06:07 - Decisão do Copom sobre a queda da Selic09:15 - Conflitos no Oriente Médio e bloqueio de Ormuz12:55 - Saída dos Emirados Árabes da OPEP15:57 - Resiliência da Rússia frente às sanções17:42 - Possível interferência dos EUA na política brasileira20:12 - Financiamento de IPOs e sinais de topo de mercado22:21 - Intervenção do Japão para defender o Iene25:50 - Recomendação e diversificação em fundos imobiliários FII27:07 - Concentração de portfólio por fator (Bitcoin)28:33 - Riscos subestimados pelo mercado30:50 - O que fazer com a queda do dólar32:10 - Próxima indicação ao STF32:42 - Impacto da guerra no preço dos alimentos33:38 - Novidades sobre a OranjeBTC (OBTC3)35:19 - Como é criada a moeda bancária (M1)36:23 - Economics dos tokens e futuro da IA39:15 - Existe inflação cultural de preços?41:22 - Inflação do Milei não caiu por que?43:07 - Imigração para China vs. Estados Unidos43:54 - O ouro perderá valor para o Bitcoin no futuro?45:22 - Opinião sobre o livro "A Revolta de Atlas"47:13 - Principais teóricos sobre ciclos de mercado

Genial Podcast

O Irã "redefiniu a zona de controle" no Estreito de Ormuz, estendendo-se do Monte Mobarak até Fujairah nos Emirados.

O Mundo Agora
Saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep tem efeitos geopolíticos

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later May 4, 2026 4:53


Na semana passada, enquanto o mundo se concentrava no Estreito de Ormuz, em Comey e no possível encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, os Emirados Árabes Unidos anunciaram, numa nota de imprensa, a saída da Opep, encerrando 58 anos de associação em três parágrafos, com vigência em 1º de maio. Thiago de Aragão, analista político A cobertura foi modesta. As agências noticiaram, os analistas escreveram seus relatórios, e em 48 horas o assunto saiu da circulação. E é essa indiferença que me interessa, porque o que ocorreu em Abu Dhabi não é uma disputa de cotas, mas algo mais profundo, e que diz respeito também a nós, brasileiros, que vendemos minério, soja e estamos quase vendendo terras raras a um mundo cuja arquitetura energética acabou de mudar. Os economistas estão certos quando dizem que os Emirados saíram porque as cotas da Opep não cabiam mais na ambição da ADNOC, a estatal petrolífera de Abu Dhabi. Os números são públicos: a capacidade instalada do país é de 4,85 milhões de barris por dia, mas a Opep autorizava cerca de 3,6 milhões. Trinta por cento de capacidade ociosa, paga e disponível, gera frustração a cada trimestre, e a meta da ADNOC de chegar a 5 milhões de barris por dia até 2027 simplesmente não cabe num cartel desenhado em torno das exigências fiscais de Riad. Durante mais de uma década, Riad e Abu Dhabi foram tratados como sinônimos no vocabulário das chancelarias ocidentais. Os "monarquistas pragmáticos do Golfo", a "dupla MBS-MBZ", numa simplificação conveniente para diplomatas que não tinham tempo para entender as diferenças entre dois países que, na superfície, faziam coisas parecidas. Essa simplificação morreu em 29 de dezembro do ano passado, quando aviões sauditas bombardearam, em Mukalla, um carregamento de armas com destino a separatistas iemenitas apoiados pelos Emirados. Foi a primeira vez na história recente que dois aliados nominais do Golfo se atacaram militarmente. A imprensa cobriu o caso como mais um capítulo da guerra do Iêmen, mas os emiratis entenderam outra coisa: entenderam que aquele vizinho com quem haviam dividido Opep, Conselho de Cooperação do Golfo, política externa e foto oficial nas cúpulas por 30 anos estava disposto a usar a força aérea contra eles. Some-se a isso o seguinte: durante a guerra do Irã, mísseis iranianos caíram em território emirati e Riad ficou em silêncio. Para Abu Dhabi, foi a confirmação de que o guarda-chuva de segurança do Golfo, supostamente coletivo, era na prática uma cortesia que cada um cobrava do outro quando bem entendesse. Divórcio anunciado Sair da Opep, neste contexto, não é decisão econômica. É um divórcio anunciado em comunicado: os Emirados estão dizendo, com a elegância protocolar do Golfo, que não se sentem mais obrigados a coordenar política de preços com um país que os bombardeou. Há um detalhe que merece atenção. Os Emirados não saíram da Opep numa hora qualquer. Saíram exatamente no momento em que a administração Trump vem afirmando, pública e privadamente, que considera a Opep+ um cartel funcionalmente alinhado à Rússia. Disciplina de preços altos significa receita alta para Moscou, e receita alta para a Rússia significa mais drones em Kiev. É uma equação que Washington enuncia sem cerimônia. Ao sair, Abu Dhabi entrega exatamente o que Washington queria: capacidade emirati de derrubar o preço do barril a qualquer momento, sem precisar consultar Riad ou Putin. É um voto antirrusso disfarçado de reenquadramento de portfólio energético. E há um detalhe adicional. Dias antes do anúncio, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, defendeu no Senado a abertura de linhas de swap de dólar para os Emirados em meio à crise de Ormuz. Não para a Arábia Saudita. Para os Emirados. Quem viveu o suficiente em Washington sabe que essas coisas não são coincidência. São combinação prévia. Os Emirados estão comprando garantia americana com barris. A Arábia Saudita perde o monopólio de parceiro de referência dos EUA no Golfo, e Abu Dhabi assume o papel. Uma frase do ministro Mazrouei, de 2022, vale ser relida: segundo ele, o petróleo está "em modo de declínio", e supor que sua centralidade seria permanente era "wishful thinking". Repare quem diz isso: o ministro de Energia de um país que vive de exportar petróleo. A leitura emirati é a seguinte: se a demanda global por petróleo entrar em platô e depois em queda nas próximas duas ou três décadas, a estratégia racional é extrair tudo o que se puder agora, monetizar enquanto há comprador, e usar essa receita para construir uma economia que não dependa do barril. O que fazem internamente, em documentos da ADNOC, é o 'pump it before it's worthless': bombear antes que perca valor. Permanecer dentro de um cartel cujo objetivo é restringir oferta, num momento em que se fecha a janela para vender petróleo, é irracional do ponto de vista deles. A Opep foi moldada para um mundo em que o petróleo era escasso e a demanda crescia para sempre, e esse mundo está acabando. Abu Dhabi foi o primeiro Estado-membro a admitir isso publicamente, com gestos. Consequências concretas Vale traduzir este episódio em consequências concretas para o cotidiano de qualquer pessoa que lê e escuta esta coluna. Primeiro, a volatilidade do barril vai aumentar. Sem a disciplina coletiva da Opep+ funcionando integralmente, episódios de queda brusca de preço (quando os Emirados decidirem inundar o mercado) e de alta brusca (quando houver crise no Golfo) ficarão mais frequentes. Para o Brasil, que é exportador líquido de petróleo pela Petrobras mas importador de derivados, o resultado é assimétrico e incômodo. Segundo, e esse é o ponto mais sutil: a Opep era também uma instituição de coordenação política do Sul Global, o único cartel de commodities em que países em desenvolvimento conseguiam, juntos, exercer influência real sobre o preço de um produto estratégico. Sua erosão indica que a era das instituições coletivas do Sul está em declínio. O Brasil, agora discutindo se cria uma estatal de terras raras, deveria observar com atenção: cartéis funcionam apenas quando há disciplina política, e a disciplina política do Golfo já não existe. 'Países médios sobrevivem melhor sozinhos' Por fim, e talvez o mais relevante: o que os Emirados acabam de fazer é uma demonstração pública de que, na era da competição entre potências, países médios sobrevivem melhor sozinhos, alinhados bilateralmente com Washington ou Pequim, do que dentro de blocos coletivos. É uma mensagem que vale para Jacarta, Brasília, Buenos Aires e Pretória. Há um detalhe que me chama a atenção: o comunicado saiu numa manhã de terça-feira, e a saída foi marcada para sexta. Em diplomacia do Golfo, três dias equivalem a pedir o divórcio na manhã do casamento. A Opep não morreu esta semana, mas a ideia de que o Golfo era uma unidade política, energética e militar coordenada acabou. Daqui a dez anos, quando alguém escrever a história do fim da ordem energética que organizou o século XX, a data de 1º de maio de 2026 vai aparecer numa nota de rodapé importante. Por enquanto, está apenas no rodapé das nossas conversas.

Filipe Villegas
#4/5 - Ormuz redefinido e petróleo dispara; tensão derruba futuros nos EUA

Filipe Villegas

Play Episode Listen Later May 4, 2026 8:52


O Irã "redefiniu a zona de controle" no Estreito de Ormuz, estendendo-se do Monte Mobarak até Fujairah nos Emirados.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #459 Emirados Árabes saem da OPEP

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 234:53


(00:00:00) Xadrez Verbal #459 Emirados Árabes saem da OPEP (00:06:55) Giro de Notícias #01 (00:27:30) Coluna Aberta: entrevista com João Paulo Charleaux (01:14:05) Efemérides: A Semana na História (01:19:55) Match: Oriente Médio (02:13:00) Xeque: América Latina (03:00:15) Gambito da Dama: Brasil "queridinho" dos investidores (03:07:15) Giro de Notícias #02 (03:35:15) Peões da Semana (03:37:50) Sétimo Selo (03:50:50) Música de Encerramento Recebemos o analista político, escritor e jornalista João Paulo Charleaux para um papo sobre seu novo livro "As Regras da Guerra". Também repercutimos a saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os impactos desta decisão para o bloco comercial. No mais, demos aquele tradicional pião pela nossa quebrada latino-americana, com destaque para a captura do principal narcotraficante do CJNG, após a morte do Mencho, e também o maior ataque terrorista da Colômbia em décadas, faltando quase um mês para as eleições presidenciais no país vizinho.#PubliAlura Aprenda tecnologia com a Alura com nosso desconto: https://alura.tv/xadrezverbalUse o cupom XADREZVERBAL na Academia Guhan de Mandarim: https://academiaguhan.com.br/Conheça a Carta Global de Fernanda Simas: https://www.cartaglobal.com.br/Campanha e comunicado sobre nosso amigo Pirulla: https://www.pirulla.com.br/

Convidado
Ambientalista guineense prevê aumento galopante do preço do petróleo

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 5:49


Divergências estratégicas entre dois dos maiores produtores do petróleo, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, vão originar um aumento brutal do preço do produto no mercado internacional e quem não se precaver com fontes energéticas alternativas terá problemas internos. As divergências já antigas com a Arábia Saudita levaram os Emirados Árabes Unidos a anunciar que vão sair da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) a partir do dia 1 de Maio. Viriato Luís Soares Cassamá, engenheiro ambiental e ex-ministro do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática da Guiné-Bissau diz que os Emirados Árabes Unidos querem atacar o mercado da venda do petróleo, a partir de agora, de forma isolada. Ou seja, querem estar livres da responsabilidade de produzir por quotas, conforme os mecanismos da OPEP. Os Emirados Árabes Unidos é o terceiro maior produtor do petróleo do mundo. A sua saída (da OPEP) em larga medida, irá comprometer o preço do barril do petróleo a nível mundial. No sistema de quotas haverá uma viragem para a conquista do mercado. Os Emirados Árabes Unidos, como todos nós sabemos, investiram muito (dinheiro) para aumentar a sua capacidade de produção do petróleo. De acordo com os dados investiram mais de cinco mil milhões de dólares para produção de cinco milhões de barris (de petróleo) por dia e essa saída (da OPEP) irá com certeza reduzir a quantidade de barris produzidos por dia a nível da OPEP e consequentemente aumentará o preço do petróleo. Países que utilizam os combustíveis derivados do petróleo vão sofrer, afirma Viriato Cassamá, porque perspectiva-se um aumento galopante do preço do produto e a Guiné-Bissau deve estar preparada para enfrentar as consequências. Como a Guiné-Bissau é um país que não produz petróleo, a nossa matriz energética é mais na base térmica, os combustíveis fósseis, com certeza que a Guiné-Bissau, nesta primeira fase, irá sofrer e muito com a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP e da OPEP +. Com o preço do petróleo em alta restará aos países avançarem para fontes alternativas de produção de energia, nomeadamente a partir do vento, da água, da biomassa florestal e do sol. Nesses capítulos, defende Viriato Cassamá, a Guiné-Bissau estará à vontade para produzir energia de forma limpa e sustentável a longo prazo.   A alternativa que resta à Guiné-Bissau é de capitalizarmos o activo energético que nós temos. A Guiné-Bissau é um país que tem mais de 30 mil horas de insolação [de sol] por ano. Investindo nas [energias] renováveis a Guiné-Bissau, irá, com certeza, ter uma soberania energética, não só no solar como também na biomassa florestal, porque a Guiné-Bissau é um país florestal, tem muita biomassa florestal que neste momento não é aproveitada para produção da energia. De acordo com estudos feitos, a parte insular, a parte das ilhas tem um potencial grande da produção da energia através do vento, a energia eólica. A Guiné-Bissau, antigamente, na época colonial, era conhecida como “Terra de mil rios”, temos tantos rios, também podemos aproveitar esses recursos naturais para podermos produzir energia através de mini- hídricas. Quer dizer que a Guiné-Bissau tem muitas potencialidades para produzir a sua própria energia de uma forma muito mais limpa e que terá uma sustentabilidade a longo prazo.   O país não tem muitos recursos financeiros internos, mas Viriato Cassamá é da opinião de que é possível ir buscar dinheiro junto de parceiros internacionais de desenvolvimento para a materialização de projectos de construção de centrais de produção de energia a partir do sol. Temos estado a trabalhar com os nossos parceiros de desenvolvimento. Neste momento está-se a concluir a construção da central solar de Bôr (subúrbios de Bissau). Está-se a pensar também construir três centrais solares, em Gabu, Bafatá (ambas cidades no leste do país) e Canchungo (cidade do norte do país). A Guiné-Bissau tem muita potencialidade nesta área, mas é preciso fazermos uma diplomacia com mais celeridade de forma a podermos captar muito mais recursos que estão à disponibilidade de países menos avançados para podermos investir nas energias limpas.  O desafio da Guiné-Bissau não se pode cingir apenas em produzir energias a partir de fontes alternativas e limpas, a meta deve também ser ajudar o mundo a emitir menos dióxido de carbono. Viriato Cassamá diz que o actor principal nessa mudança de paradigma deve ser a Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) devido à sua função charneira no país.   A EAGB poderá aproveitar esta oportunidade como sendo um único actor na distribuição de energia a nível nacional, poderá aproveitar esta oportunidade para captar muito mais financiamento e investir nas renováveis. Agora, felizmente, temos energia que vem do Projeto da Valorização da Bacia do Rio Gâmbia que é a OMVG, a fonte da produção dessa energia limpa e renovável através de uma barragem na Guiné-Conacri. A EAGB poderá trabalhar também nesse sentido para que a Guiné-Bissau possa ter a sua soberania energética. Como eu disse, temos a potencialidade solar, temos a potencialidade eólica, temos a potencialidade hídrica, temos a potencialidade da biomassa florestal. A EAGB deverá mudar a sua forma de pensar, pensando num investimento em energias limpas e a longo prazo, uma energia amiga do ambiente, irá, com certeza ajudar a Guiné-Bissau a participar naquela quota de reduzir os gases com efeito estufa.   Viriato Cassamá, engenheiro ambiental guineense e antigo ministro do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática da Guiné-Bissau aqui com uma análise sobre as consequências do anúncio da saída da OPEP por parte dos Emirados Árabes Unidos já a partir de 1 de Maio.

Volta ao mundo em 180 segundos
30/04: Equador acusa Colômbia de ajudar guerrilheiros a entrar no país | Hezbollah investe em drones de fibra ótica | Partidos romenos tentam derrubar primeiro-ministro

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 5:42


Presidente do Equador, Daniel Noboa, acusa o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, de incentivar a entrada de guerrilheiros pela fronteira entre os países, enquanto Petro acusa Noboa de agir para favorecer setores de direita nas eleições presidenciais da Colômbia do dia 31 de maio e ainda agirma que explosivos usados em um atentado no último sábado, que deixou 21 colombianos mortos, teriam vindo do Equador. Tem ainda:- Hezbollah investe em drones controlados por cabos defibra óptica com a espessura de um fio dental que são impossíveis de serem bloqueados de forma eletrônica- Putin liga para Donald Trump com proposta de trégua na Ucrânia e ideias para acabar com o conflito no Irã- Na Romênia, dois dos principais partidos políticos do país anunciaram uma moção de censura para tentar derrubar o governo do primeiro-ministro Ilie Bolojan- Suprema Corte dos Estados Unidos decide limitar a aplicação da “Lei dos Direitos de Voto”, que garantia a representação de minorias raciais nos distritos eleitorais- O Google fechou um acordo com o Pentágono para permitir que seu modelo de inteligência artificial, o Gemini, seja usado em operações militares sigilosas- Maio será movimentado para Hungria, Emirados Árabes eEstados Unidos Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do contato@mundo180segundos.com.br

O Assunto
A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump

O Assunto

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 22:07


Convidado: Tanguy Baghdadi é professor de Política Internacional e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Rio. Os Emirados Árabes Unidos decidiram, após quase 60 anos de alinhamento, sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A decisão foi tomada após “várias discussões” e “reflexões” sobre o cenário internacional do petróleo e entra em vigor no dia 1º de maio. O cenário por trás dessa saída envolve a falta de respostas a um evento que se prolonga há quase dois meses: a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A decisão ocorre em um momento delicado para o setor, marcado pela volatilidade dos preços, rearranjos geopolíticos e disputas cada vez mais intensas por influência sobre o fluxo global de energia. Em Washington, o movimento é visto como uma vitória para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, crítico recorrente da atuação da Opep. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o analista internacional Tanguy Baghdadi para analisar os efeitos dessa mudança no mercado do petróleo e na geopolítica do conflito.

Fernando Ulrich
Yuan chinês ou dólar, a ameaça dos Emirados na venda do petróleo

Fernando Ulrich

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 17:38


A guerra e o fechamento do Estreito de Ormuz geraram uma crise de liquidez no Golfo. Os Emirados Árabes Unidos surpreenderam ao deixar a OPEP e solicitar uma linha de crédito (swap) aos EUA para proteger suas reservas e manter a paridade do dólar. Entenda como a ameaça de usar o Yuan chinês pressiona a hegemonia do petrodólar e por que os EUA podem intervir para evitar a venda massiva de ativos globais.

RobCast
59 Anos Depois: Árabes Abandonam a OPEP e o Petróleo Nunca Mais Será o Mesmo

RobCast

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 16:23


⏱️ Capítulos do vídeo00:00 Introdução00:38 Ibovespa00:51 Dólar00:58 Petróleo01:17 EUA vs. Irã02:05 Emirados Árabes saem da OPEP03:18 Gasolina Dispara nos EUA04:47 Defasagem dos Combustíveis06:45 Mistura de Etanol na Gasolina08:42 China Domina Mercado de Carros Brasileiros10:33 IPCA12:03 Desenrola 2.014:52 RC Club15:25 RC Wealth

Podcasts epbr
Revisão de rotas com a guerra: Opep perde terceiro maior produtor; Brasil reforça aposta no suprimento nacional I comece seu dia

Podcasts epbr

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 3:44


NESTA EDIÇÃO. Emirados Árabes Unidos deixam a Opep. Os destaques do primeiro dia da gas week 2026. Vale prevê instalação de mega hub de ferro verde no Maranhão. ***Locução gerada por IA

JORNAL DA RECORD
JORNAL DA RECORD | 28/04/2026

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 49:20


Confira na edição do Jornal da Record desta terça-feira (28): PF desmonta esquema de propina para liberação de mercadorias no porto do Rio de Janeiro. Funcionários da Receita estão envolvidos e são afastados depois de flagrados com dinheiro vivo. Governo federal libera R$ 11 bi em emendas parlamentares às vésperas da sabatina de Jorge Messias e suspende mais de R$ 3 mi de multas para motoristas que passaram por pedágio automático nas estradas. O JR explica as consequências da saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep, a organização dos países exportadores de petróleo. Rei Charles III defende a Otan e diz que EUA e Reino Unido devem atuar juntos pela paz.

Resumão Diário
JN: No Congresso dos EUA, Charles III exalta parceria com os americanos; Emirados Árabes deixam a organização dos maiores exportadores de petróleo

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 5:31


O discurso do rei, no Congresso dos Estados Unidos: Charles III cruzou o Atlântico para defender união. O monarca britânico exaltou 250 anos de parceria com os americanos, afirmou que a aliança é mais importante do que nunca e declarou que os dois países têm obrigação de promover a paz. O futuro da inteligência artificial chegou aos tribunais: Elon Musk e Sam Altman travam na Justiça uma batalha pela Open AI. Nossos correspondentes estiveram na cidade que simboliza o avanço tecnológico da China. O Jornal Nacional entrevistou no sul do Líbano parentes dos dois brasileiros mortos. Depois de quase seis décadas, os Emirados Árabes Unidos deixaram a organização dos maiores exportadores de petróleo. O zagueiro Éder Militão passou por uma cirurgia e está fora da Copa do Mundo. Morreu o médico Silvano Raia, pioneiro dos transplantes no Brasil.

Volta ao mundo em 180 segundos
29/04: Emirados Árabes Unidos saem da Opep e Opep+ | México prende líder do narcotráfico | Charles III elogia OTAN para Trump

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 5:08


Emirados Árabes Unidos anunciam que vão deixar a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio, fruto de uma revisão estratégica do setor energético do país. E ainda:- Operação da polícia do México que prende Audias Flores Silva, ou “El Jardinero”, um dos maiores traficantes do mundo e um dos líderes do Cartel Jalisco Nova Geração- Rei Charles III cumpre segundo dia de visita oficial aos Estados Unidos em jantar com presidente Donald Trump e discurso no Congresso americano- Médicos Sem Fronteiras acusa Israel de usar o acesso à água como “arma de guerra” na Faixa de Gaza- Homem de 89 anos foi preso após realizar dois ataques a tiros no centro de Atenas, na Grécia. Cinco pessoas ficaram feridas- Autoridades colombianas defendem o sacrifício de hipopótamos como forma de conter os impactos ambientais e os riscos à população local e bilionário indiano se oferece para transferi-los da Colômbia para a Índia Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do contato@mundo180segundos.com.br

Convidado
"A OPEP precisa de se reorganizar se não quiser continuar a perder países-membros"

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 8:02


Em plena guerra no Médio Oriente, os Emirados Árabes Unidos decidiram abandonar nesta terça-feira, 28 de Abril, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo OPEP, em nome dos "interesses nacionais". O economista angolano Osvaldo Mboco considera que esta saída fragiliza a liderança da Arábia Saudita e vai obrigar à reorganização da OPEP. Os Emirados Árabes Unidos decidiram sair da OPEP, invocando o interesse nacional. O que é que esta decisão reflecte?  Os Emirados Árabes Unidos são um dos maiores produtores de petróleo a nível mundial e têm capacidade para aumentar a sua produção. No entanto, as normas da OPEP, conduzidas pela Arábia Saudita - que chefia a organização - impõem contenção e redução do número de barris de petróleo produzidos por dia.Isto tem implicações ao nível da economia dos países. Esta retirada reflecte a posição dos Emirados Árabes Unidos que têm como objectivo ganhar maior autonomia relativamente à sua política energética. Esta automonia passa, essencialmente, pelo aumento da produção diária, com o objectivo de maximizar receitas provenientes dessa mesma produção, bem como intensificar o seu papel enquanto um dos maiores produtores de petróleo a nível mundial. Eram conhecidas as fortes rivalidades pelo controlo da OPEP entre os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. A liderança saudita fica posta em causa com esta decisão? A liderança fica um pouco fragilizada. Esta liderança tem vindo a sofrer saídas de países-membros de forma significativa , países com uma produção relevante, como foi o caso de Angola, Qatar e Equador. Agora, os Emirados Árabes Unidos, o que pode também abrir caminho para que outros países, que ainda estão na organização, tencionem fazer o mesmo.  Isto acaba, em certa medida, por fragilizar a posição da Arábia Saudita relativamente à sua liderança. Ainda assim, a OPEP continua a ser, uma organização extremamente importante do ponto de vista da regulação da produção, podendo influenciar o preço do barril de petróleo. O mercado petrolífero funciona na lógica da oferta e da procura: quanto maior for a oferta, tendencialmente o preço desce; quanto maior for a escassez ou o controlo, pode haver um equilíbrio que evite aquilo a que eu chamaria um choque petrolífero, que pode pôr em causa o próprio preço do petróleo. Os Emirados Árabes Unidos tinham recentemente criticado a resposta militar dos países do Golfo, com o encerramento do Estreito de Ormuz, devido à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Esta situação também pode ter levado à saída da organização? Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita convergem em determinadas matérias de política externa. Ambos são aliados dos Estados Unidos, embora tenham algumas divergências nas suas relações com a Rússia e a China. Ainda assim, existem assuntos estruturais em que seguem na mesma direcção. Os Emirados Árabes Unidos têm uma visão diferente relativamente ao que está a acontecer no Golfo Pérsico, nomeadamente no que diz respeito ao Estreito de Ormuz e às influências na região.  Se repararmos, também várias críticas foram feitas por aliados europeus aos Estados Unidos, relativamente à sua estratégia no Oriente. Assistimos, pela primeira vez, a vários “nãos” relativamente a intervenções apoiadas pela NATO, o que considero normal. O Presidente dos Estados Unidos tinha recentemente acusado a organização de enganar o mundo ao aumentar o preço do petróleo. Esta saída pode ser vista como uma vitória para Donald Trump? Os Estados Unidos são um dos países que mais consomem petróleo, em função da sua capacidade industrial. Naturalmente, quanto maior for o preço do petróleo, maiores podem ser os impactos económicos. Do ponto de vista político, não diria que é uma vitória, mas sim uma decisão que pode interessar aos Estados Unidos. Os americanos também produzem petróleo de xisto - embora seja mais dispendioso - e possuem uma das maiores reservas do mundo. No entanto, uma fragilidade da OPEP pode não ser totalmente vantajosa para os Estados Unidos, devido à questão do petrodólar. Este só tem a dimensão que conhecemos em função dos acordos estabelecidos após o choque petrolífero de 1973, nomeadamente com a Arábia Saudita, para que o petróleo fosse comercializado em dólares. A saída de vários países da OPEP pode levar à desvalorização do petróleo e abrir espaço para que alguns países passem a transaccionar noutras moedas, como já acontece com o Irão. Ainda assim, não me parece ser o caso dos Emirados Árabes Unidos, dada a sua relação próxima com os Estados Unidos. A Arábia Saudita é um dos poucos membros com capacidade significativa de reserva de petróleo. A longo prazo, com a reabertura do Estreito de Ormuz, isto pode representar o enfraquecimento estrutural da OPEP? A OPEP pode estar enfraquecida, mas é difícil afirmar que este seja o seu fim. Enfrenta, no entanto, vários desafios que devem ser ultrapassados. Um deles é a necessidade de reforçar a cooperação com o grupo OPEP+, que inclui países como a Rússia, que não sendo membro formal, tem um papel relevante nas decisões sobre o mercado petrolífero. Outro desafio passa pela adaptação à transição energética global, que tem vindo a ganhar força nos últimos anos. Por fim, é essencial gerir as tensões internas entre os Estados-membros, que têm interesses e contextos muito distintos. Caso contrário, poderemos continuar a assistir à saída de países, o que levará a uma perda de controlo directo sobre os preços num mercado cada vez mais fragmentado. Este é, sem dúvida, um dos grandes desafios: manter a relevância e a capacidade de influência num contexto global em mudança.

MIDCast
S09E08 - Doutor Gê, Messias, PIX e Trump merdeiro

MIDCast

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 110:13


No episódio desta semana, falamos sobre a confirmação de Doutor Gê como vice na chapa de Lula, Caiado fingindo ser terceira via, a ideia do governo de atacar o endividamento das famílias, a confirmação da indicação de Jorge Messias ao STF, mais um ataque dos EUA ao PIX e as ações do Trump merdeiro no Oriente Médio. APOIE financeiramente a continuidade do MIDCast: ------------------ - Apoia.se : https://apoia.se/midcast - Chave PIX : podcastmid@gmail.com ------------------ # COMPRE produtos na lojinha do MIDCast: colab55.com/@midcast # CANAL do MIDCast Política no WhatsApp: bit.ly/midcast-zap # GRUPO dos ouvintes no Telegram: bit.ly/midcastgrupo # LISTA de paródias do MIDCast: bit.ly/parodiasmidcast PARTICIPANTES: ------------------ Anna Raissa - https://bsky.app/profile/annarraissa.bsky.social Rodrigo Hipólito - https://bsky.app/profile/rodrigohipolito.bsky.social Thais Kisuki - https://bsky.app/profile/thaiskisuki.bsky.social Victor Sousa - https://bsky.app/profile/vgsousa.bsky.social COMENTADO NO EPISÓDIO ------------------ Lula confirma que Geraldo Alckmin será candidato a vice na chapa que disputará reeleição Tebet e outros 13 ministros deixam governo Lula; saiba quem assume Saiba quem são os novos ministros de Lula após reforma que troca quase metade da Esplanada Ronaldo Caiado é oficializado pré-candidato do PSD e cita anistia a Bolsonaro como 1º ato na Presidência Senado em SP: Tebet, Derrite e Marina estão empatados, diz pesquisa Atlas Governo prepara subsídio ao diesel e perdão de dívidas de famílias Dívidas das famílias a serem renegociadas chegam a R$ 107 bilhões Lula cobra medidas para conter endividamento de famílias em ano eleitoral Alcolumbre é pego de surpresa com envio formal de indicação de Messias ao STF por Lula Alcolumbre diz que pode segurar análise da indicação de Messias ao STF após mal-estar com Planalto Fala de Lula sobre senadores pensarem 'que são Deus' amplia desafio de Messias para ter maioria no CCJ Messias amplia apoio, mas ainda não tem votos para indicação ser aprovada em comissão do Senado; veja placar Chega ao Senado mensagem presidencial indicando Jorge Messias pro STF Governo Trump diz que PIX cria 'desvantagem' para gigantes de cartão de crédito 'Ninguém vai fazer a gente mudar o PIX', diz Lula ao comentar relatório dos EUA com críticas à ferramenta Nos EUA, Flávio Bolsonaro pede pressão diplomática para que eleições tenham 'valores de origem americana' Eduardo Bolsonaro diz que denunciará a Trump eventual parcialidade do TSE Avião espião de US$ 270 milhões dos EUA é destruído por drones do Irã; veja fotos Trump diz que EUA estão perto de atingir seus objetivos na guerra do Irã e que não precisa reabrir o Estreito de Ormuz Irã diz que bombardeou base secreta dos EUA nos Emirados Árabes e alojamento de soldados no Bahrein Irã afirma ter atacado data center da Oracle em Dubai; porta-voz do país nega Estreito de Ormuz: as posições de Irã, EUA, Rússia e Europa sobre o bloqueio que ameaça a economia global Manifestações anti-Trump reúnem milhões nas ruas de cidades dos EUA Barril de petróleo ultrapassa US$ 106 após discurso de Trump

Genial Podcast

Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tomaram medidas para entrar no conflito.

Noticiário Nacional
07h Emirados Árabes Unidos reagem à ameaça de mísseis do Irão

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 22, 2026 7:06


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Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 20/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Guerra entre Israel e EUA contra Irã / CPMI do INSS | 2ª EDIÇÃO: Tensão segue no Oriente Médio / Eleições 2026

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 302:14


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (20): Chanceleres de 12 países árabes e islâmicos se reuniram em Riad para condenar os ataques retaliatórios do Irã contra alvos na região, classificando as ações como violação da soberania. Na declaração conjunta, nações como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos exigiram o fim imediato das agressões, que atingiram bases energéticas e infraestrutura após ofensivas envolvendo Estados Unidos e Israel. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Senado e o senador Carlos Viana apresentem esclarecimentos em até cinco dias sobre suspeitas de irregularidades no repasse de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares. Os recursos teriam sido destinados a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha, com sede em Belo Horizonte. A federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade acionou o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil. Os parlamentares foram condenados por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal por desvio de emendas parlamentares. O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel na madrugada desta sexta-feira (20), segundo a mídia estatal iraniana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende enviar tropas ao Oriente Médio em meio à escalada de tensões com o Irã. Durante o mesmo período, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou acreditar que apenas Trump pode alcançar a paz global, durante encontro na Casa Branca. A CPMI do INSS aprovou a realização de audiências para ouvir o atual presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto. Como se tratam de convites, e não convocações, ambos não são obrigados a comparecer à comissão. As datas das oitivas ainda não foram definidas. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça estadual Raimunda Veras Magalhães, mãe do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega e ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ela e outras 18 pessoas foram denunciadas por integrarem um esquema de lavagem de dinheiro ligado a Adriano da Nóbrega. Uma nova pesquisa divulgada nos Estados Unidos reposiciona o debate político em Washington e levanta um alerta claro para a Casa Branca: até a Flórida, um dos principais pilares eleitorais de Donald Trump, já não oferece a mesma margem de segurança de antes. O levantamento mais recente da Florida Atlantic University em parceria com a Mainstreet Research mostra um cenário de empate técnico. Trump aparece com 48% de aprovação contra 49% de desaprovação no estado. Uma diferença dentro da margem de erro, mas politicamente relevante. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 19/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Guerra entre Israel e EUA x Irã | 2ª EDIÇÃO: Argentina vai ajudar EUA na guerra contra o Irã?

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 301:19


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (19): O Irã lançou ataques com mísseis e drones contra o setor energético do Catar, atingindo um dos principais polos de gás natural liquefeito operados pela QatarEnergy. A ofensiva provocou incêndios e danos em instalações estratégicas no Golfo Pérsico, além de aumentar o risco para infraestruturas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia enviar milhares de militares e considera uma operação com tropas terrestres no Oriente Médio, em meio a uma possível nova fase do conflito com o Irã. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelos ataques ao Irã e pelo impacto global nos preços do petróleo. Segundo Lula, a escalada do conflito elevou o valor do barril e pressionou o custo do diesel no Brasil. O governo adotou medidas como a suspensão de tributos, mas o presidente também apontou a atuação de agentes que estariam se aproveitando da crise para elevar preços, inclusive no etanol. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou a votação da PEC que prevê o fim da aposentadoria compulsória como punição para magistrados, militares e membros do Ministério Público. O adiamento ocorreu após pedido de vista do senador Sergio Moro, o que suspende temporariamente a análise da proposta. O governo de Javier Milei pode enviar tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos em um eventual conflito com o Irã caso o governo Trump solicite. Foi o que afirmou o porta-voz da presidência, Javier Lanari, ao jornal El Mundo nesta quarta-feira (18). Caminhoneiros da Baixada Santista discutem a possibilidade de uma greve nacional, com assembleias marcadas para esta quinta-feira (19). A mobilização é motivada pela alta no preço do diesel e pela insatisfação com medidas do governo federal. O Ministério de Minas e Energia (MME) listou 62 cidades do Brasil como prioritárias para fiscalização por suspeita de aumento abusivo no preço do diesel. A medida faz parte de um esforço do governo para identificar distorções no mercado de combustíveis e proteger consumidores diante da alta recente nos preços. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, afirmou que não pretende renunciar nem se licenciar do cargo, mesmo diante de pressões relacionadas a investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o magistrado, não houve irregularidades em sua atuação. O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, afirmou que o escândalo investigado é “muito maior do que imaginamos” e defendeu a prorrogação dos trabalhos da comissão. Segundo o senador, novas revelações podem ampliar o alcance das apurações sobre irregularidades envolvendo benefícios no Instituto Nacional do Seguro Social. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, em entrevista à Jovem Pan, que o anúncio da chapa da esquerda para o governo de São Paulo deve ocorrer nesta quinta-feira (19), com Fernando Haddad como candidato. Alckmin também comentou a possível greve de caminhoneiros, impulsionada pela alta no preço dos combustíveis. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Meio Ambiente
Impacto ambiental da guerra: ‘Não haverá nem vencedor, nem vencido: apenas vítimas da poluição'

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 6:45


Na medida em que o conflito no Oriente Médio se estende, desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, aumentam também as preocupações sobre o impacto ambiental da guerra. As instalações de petróleo no Golfo têm sido um dos alvos prioritários de bombardeios, gerando uma chuva tóxica com efeitos ainda inestimáveis na região. Lúcia Müzell, da RFI em Paris As “chuvas ácidas” ocorridas após a explosão de milhares de toneladas de óleo levaram a ONU a emitir um alerta sobre os riscos à saúde dos iranianos. Os poluentes como enxofre e compostos de nitrogênio, liberados na explosão, se dispersam na atmosfera. Quando entram em contato com as partículas de água presentes no ar, esses químicos se transformam em ácidos tóxicos, como o sulfúrico e o nítrico. As precipitações levam os poluentes de volta para o solo e a água, causando danos prolongados à agricultura e à qualidade da água. Jacky Bonnemains, diretor da organização ecologista francesa Robin des Bois, lembra que o Golfo Pérsico é um mar quase fechado, particularmente vulnerável à contaminação por vazamentos de petróleo e restos de navios militares ou petroleiros atacados. Biodiversidade em risco “As atividades dos pescadores artesanais, que são milhares na região e contribuem para a segurança alimentar de todos os países litorâneos, quaisquer que sejam os beligerantes, estarão condenadas por muito tempo”, comentou. “A biodiversidade, da qual tanto se fala em tempos de paz e tão pouco em tempos de guerra, também será prejudicada a longo prazo. São tartarugas marinhas, dugongos, baleias-jubarte, cachalotes, peixes, pepinos-do-mar. É uma verdadeira catástrofe ambiental e sanitária.” No total, mais de 2.000 espécies marinhas vivem nessas águas quentes, às quais se somam 100 espécies de corais. Além disso, os manguezais e os prados marinhos da região são zonas de reprodução para peixes e crustáceos. As aves marinhas também são ameaçadas: o óleo destrói a impermeabilidade de suas penas, provocando hipotermia e afogamentos. A migração delas também pode ser perturbada pelo ruído das explosões e pelas colunas de fumaça tóxica. Poluição abala acesso já restrito à água Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita – as consequências serão sentidas muito além do Irã, embora o país seja o mais diretamente atingido, explica Doug Weir, diretor da ONG britânica Observatório de Conflitos e Meio Ambiente (CEOBS). A entidade já identificou cerca de 300 incidentes envolvendo riscos ambientais desde o início da guerra. “O Irã enfrenta uma seca prolongada há muitos anos. Já sofre forte estresse hídrico, portanto qualquer poluição adicional nos aquíferos e nos recursos hídricos iranianos é particularmente problemática, porque eles já são escassos”, ressaltou. “Outro ponto: grandes derramamentos de petróleo no Golfo Pérsico podem afetar as usinas de dessalinização de água — e cerca de 100 milhões de pessoas ao redor do Golfo dependem dessas usinas.” As dezenas de navios bloqueados na região, carregando cerca de 21 bilhões de litros de petróleo, constituem uma "bomba-relógio ecológica" alertou a organização Greenpeace. Balanço ambiental esquecido Nos bombardeios mais recentes, Washington visa a ilha de Kharg, terminal que concentra 90% das exportações de petróleo bruto iraniano. As infraestruturas foram preservadas até o momento, mas o cenário pode mudar de acordo com o andamento do conflito. “Fala-se muito do balanço econômico desta guerra, e muito pouco do balanço humano, que não conhecemos. Mas o despertar após o choque petrolífero será bastante violento, em relação às consequências ambientais”, insistiu Bonnemains. “Com o passar do tempo, não haverá nem vencedor, nem vencido: haverá apenas vítimas da poluição.” A gestão desses danos é outro ponto de preocupação. A história mostra que, ao final de conflitos armados, a descontaminação das áreas atingidas fica longe do topo das prioridades. “O que vemos na maioria das áreas afetadas por conflitos é que o dano ambiental muitas vezes não é tratado posteriormente. A recuperação ambiental é cara, e países que estão saindo de um conflito têm menos capacidade de proteger o meio ambiente”, observou Doug Weir. “São necessários recursos e assistência técnica da comunidade internacional, o que nem sempre acontece. E, no caso do Irã, embora o país tenha enorme capacidade e expertise em questões ambientais, também possui um governo muito fechado e centralizado, que pode não ser particularmente transparente sobre a necessidade de limpar o ambiente ao redor desses locais”, frisou.

Professor HOC
O FUTURO DO ORIENTE MÉDIO

Professor HOC

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 25:43


A atual guerra no Irã pode ajudar a adiantar algo que já estava no horizonte da região: uma nova dinâmica que depende menos do país persa.Neste vídeo, eu mostro por que a região talvez esteja entrando em uma nova fase, menos definida pelo protagonismo iraniano e mais marcada pela disputa entre dois blocos emergentes: uma coalizão abraâmica, centrada em Israel e Emirados Árabes Unidos, e uma coalizão islâmica, liderada por Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Catar.A grande questão já não é apenas o que o Irã ainda consegue fazer, mas como os parceiros e rivais dos Estados Unidos estão se reorganizando entre si, disputando influência, rotas estratégicas, guerras por procuração e o futuro da ordem regional.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 16/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Guerra Israel e EUA x Irã | 2ª EDIÇÃO: Defesa de Bolsonaro quer prisão domiciliar

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 301:38


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (16): O Irã voltou a fazer ameaças contra os interesses dos Estados Unidos após um bombardeio na Ilha de Kharg. Em resposta, forças iranianas teriam atingido uma grande instalação de armazenamento de petróleo em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, provocando uma enorme coluna de fumaça visível na região. Um porta-voz militar iraniano também pediu que a população local se afaste de portos, docas e do que chamou de “esconderijos americanos”, indicando que novos ataques podem ocorrer e ampliando a tensão no Oriente Médio. O vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou que a guerra no Oriente Médio não deve influenciar a decisão do Banco Central do Brasil sobre a taxa básica de juros. A declaração foi dada durante visita a uma concessionária da Scania no entorno de Brasília. Alckmin argumentou que aumentar os juros não reduziria o preço do petróleo e criticou o atual patamar da taxa, dizendo que ela já está elevada há muito tempo. A próxima decisão sobre a política monetária será tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião marcada para a próxima quarta-feira (18). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta segunda-feira (16), no Palácio do Planalto, o líder boliviano Rodrigo Paz Pereira, integrante do Partido Democrata Cristão da Bolívia. A reunião tem como objetivo avançar em acordos estratégicos entre Brasil e Bolívia nas áreas de energia e infraestrutura. O homem responsável por um ataque contra uma sinagoga no estado de Michigan, nos Estados Unidos, era irmão de um comandante do Hezbollah morto no início do mês em um ataque aéreo realizado por Israel. A informação foi divulgada pelo Exército de Israel neste domingo (15). O senador Flávio Bolsonaro afirmou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro prepara um novo pedido de prisão domiciliar, que deve ser apresentado à Justiça após a elaboração de um laudo médico atualizado. A declaração foi feita após visita ao pai no Hospital DF Star, em Brasília. Segundo Flávio, o pedido será baseado no agravamento recente do quadro de saúde do ex-presidente e na necessidade de acompanhamento constante. A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS marcada para esta segunda-feira (16) foi cancelada após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado retirou a obrigatoriedade de depoimento do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Aristides Veras dos Santos. A entidade está entre as investigadas pela comissão por suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo aposentados e pensionistas ligados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O Congresso Nacional do Brasil promulgou o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em sessão solene realizada nesta terça-feira (17). O tratado prevê a redução de tarifas para cerca de 91% dos produtos importados pelo bloco sul-americano e 95% dos produtos europeus, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

DW em Português para África | Deutsche Welle
6 de Março de 2026 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 19:59


Irão: Moçambicanos e angolanos pedem neutralidade de Maputo e Luanda. Maputo já terá manifestado solidariedade aos Emirados Árabes Unidos. Há crise na FNLA: militantes acusam a liderança de falta de transparência.

Fernando Ulrich
Entenda por que petróleo pode disparar mais com conflito no Irã

Fernando Ulrich

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 11:23


No vídeo de hoje, analisamos como a persistência da guerra no Irã aumenta a probabilidade de um novo choque energético global, com repercussões profundas na economia e na logística mundial. O contra-ataque iraniano surpreendeu os países do Golfo Pérsico, como os Emirados Árabes Unidos, mirando infraestruturas críticas de produção, refino e transporte de óleo e gás, com impacto no Brasil e, principalmente, nos países asiáticos.

SBS Portuguese - SBS em Português
Notícias da Austrália e do Mundo | Sexta-feira 6 de março

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 6:47


Uma semana depois de os EUA e Israel terem iniciado ataques contra o Irão, a guerra está a alargar-se por todo o Médio Oriente, com o Irão a lançar ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e países vizinhos. O parlamento de Queensland aprovou novas leis contra o discurso de ódio e a expectativa é que as mesmas venham a contribuir para o combate ao antissemitismo. Foi aberto um inquérito parlamentar federal para investigar o racismo na Austrália. Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar repatriamento: estima-se que cheguem a Lisboa esta sexta-feira 131 portugueses, que se encontravam nos Emirados Árabes Unidos.

Brasil Paralelo | Podcast
IRÃ FECHA O ESTREITO DE ORMUZ E ACENDE ALERTA GLOBAL

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 14:45


O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã, Omã e os Emirados Árabes Unidos, é o ponto de passagem mais vital para o comércio de energia global. Recentemente, após uma escalada de tensões militares envolvendo os Estados Unidos e Israel, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou o fechamento oficial desta rota. Por este canal transitam diariamente 20 milhões de barris de petróleo, o equivalente a um quinto do consumo mundial, além de 20% do gás natural liquefeito global. Neste vídeo, a Brasil Paralelo analisa as causas geopolíticas deste bloqueio e as consequências imediatas: o engarrafamento de centenas de petroleiros, a disparada no preço do barril de petróleo — que pode atingir a marca histórica de 200 dólares — e o impacto direto na inflação e no preço dos combustíveis no Brasil. Entenda a estratégia de "guerra assimétrica" utilizada pelo Irã, que utiliza minas navais e táticas de enxame de lanchas rápidas para desafiar a superioridade militar americana e manter o controle sobre o fluxo de recursos que abastece potências como China, Índia e Japão.

ONU News
Mais mulheres tornam-se vítimas de deepfakes gerados por inteligência artificial

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 2:20


Saiba o que é o abuso dessas imagens fabricadas na internet e e por que as leis, plataformas e sistemas de justiça estão falhando em combater problema; 98% de todos os vídeos são feitos com imagens pornográficas não autorizadas ou imagens de nudez falsas; Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos são destaque na lista de países com punição.

DW em Português para África | Deutsche Welle
2 de Março de 2026 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 19:59


Médio Oriente vive terceiro dia de guerra. Acompanhe neste jornal o relato de uma moçambicana a partir dos Emirados Árabes Unidos. Mandato de António Guterres na ONU termina este ano. Hipótese de um africano assumir o cargo é "extremamente improvável", diz académico Carlos Lopes. Em Moçambique, PODEMOS suspende membro e avança com processo-crime.

O Assunto
EXTRA: O mais duro ataque americano e israelense ao Irã

O Assunto

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 38:52


Convidado: Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal Na manhã deste sábado (28), os iranianos foram surpreendidos com bombardeios na capital Teerã e em diversas cidades do país – pelo menos 200 pessoas morreram, de acordo com informações da rede humanitária Crescente Vermelho, que atua em nações muçulmanas. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto na ação. Trata-se da operação “Fúria Épica”, um ataque de grandes proporções promovido pelos Estados Unidos e Israel contra o regime dos aiatolás. Imediatamente, as forças militares do Irã reagiram. Mísseis e drones foram lançados ao território israelense e houve também ataques a países que mantêm bases americanas, caso de Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes. Os ataques ocorreram mesmo com negociações em curso entre Estados Unidos e Irã para que o regime interrompesse seu programa nuclear. Donald Trump defendeu a ofensiva dizendo que os iranianos nunca quiseram um acordo de verdade. E, num vídeo publicado nas redes sociais, instou a população a derrubar o regime para tomar o poder. Neste episódio especial, Natuza Nery entrevista Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal, para explicar o tamanho da crise no Oriente Médio e o risco de uma guerra generalizada na região. Tanguy também analisa por que o governo americano decidiu atacar agora e avalia o que pode acontecer com o regime dos aiatolás a partir dos acontecimentos deste sábado.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/03/2026 | Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morre durante ataques dos EUA e de Israel

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 299:40


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (01): O governo do Irã confirmou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A morte ocorreu durante ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a notícia em suas redes sociais, destacando que o aiatolá não conseguiu escapar da inteligência norte-americana e israelense. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que o Irã sofrerá uma retaliação com força nunca antes vista caso decida atacar alvos americanos ou israelenses. A ameaça ocorre após múltiplos ataques iranianos atingirem nações aliadas no Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além de cidades em Israel, incluindo Tel Aviv. A crise no Oriente Médio deve se arrastar por mais tempo após as recentes ofensivas, segundo a análise do professor de relações internacionais Vinícius Rodrigues Vieira. Ele avalia que a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei não derruba automaticamente a República Islâmica, pois o regime possui uma estrutura de poder complexa e não é baseado no personalismo de uma única figura O governo do Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o conselho de liderança interino do país após a morte do líder supremo Ali Khamenei. A rápida movimentação do regime busca evitar um vácuo de poder e demonstrar estabilidade institucional enquanto não há a escolha de um sucessor definitivo. O conselho responsável pela escolha do novo aiatolá, a Assembleia dos Peritos, é formado por 88 clérigos xiitas. O exército do Irã anunciou uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Oriente Médio. A ofensiva militar é uma resposta direta do país após o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o correspondente Luca Bassani, mísseis lançados pelo regime de Teerã foram interceptados próximos à base militar de Erbil, situada no norte do Iraque. Os principais membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), incluindo nações aliadas como Rússia e Arábia Saudita, realizam uma reunião de emergência para discutir os reflexos econômicos dos recentes ataques ao Irã. A grande preocupação do mercado internacional é a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica responsável pelo escoamento de cerca de 25% de todo o petróleo mundial. O conflito armado no Oriente Médio ganha novos contornos com a retaliação do Irã contra bases militares. O mestre em segurança pública e especialista em ciência política, Rodolfo Laterza, avalia que a operação conjunta entre Estados Unidos e Israel teve um caráter cirúrgico e de choque, mas esbarrou na rápida resposta balística iraniana. O exército de Israel realizou uma nova onda de bombardeios no Oriente Médio, destruindo caças da Força Aérea do Irã em uma ofensiva para diminuir a capacidade militar do país. Após os ataques, o governo iraniano confirmou a morte de quatro oficiais de alto escalão da segurança nacional, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária e o ministro da Defesa. O ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, analisou o histórico das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países. Segundo o diplomata, a parceria, que recentemente completou 120 anos, é considerada correta e sem grandes problemas. Gradilone destacou que as exportações do agronegócio brasileiro para o mercado iraniano rendem bilhões em divisas para o Brasil todos os anos. Por outro lado, a balança comercial é bastante desigual, já que o volume de importações de produtos do Irã é pequeno, concentrando-se basicamente em itens como ureia e pistache. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Noticiário Nacional
6h Registadas explosões nos Emirados Árabes, Qatar e Bahrein

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 7:26


Conversas à quinta - Observador
Cinco Continentes. A era dos sultões na política global

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 42:54


A Eslováquia e a Chéquia, antiga Checoslováquia, são importantes para perceber a história atual? Bruno Cardoso Reis analisa ainda as reuniões de paz nos Emirados e no Omã e o fim do tratado New Start.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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