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Entre vistos negados, controles migratórios reforçados e tensões diplomáticas, o Mundial de 2026 expõe o contraste entre a promessa de integração do futebol e a política de fronteiras de Donald Trump. Thomás Zicman de Barros, analista político Na próxima quinta-feira (11), será dado o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026. Como todo brasileiro, parto do pressuposto de que o hexacampeonato é apenas uma questão de tempo. Mas não é por isso que menciono o torneio. Alguém pode perguntar, de fato, o que uma competição de futebol está fazendo numa crônica de política internacional. A história, porém, não deixa mentir: competições esportivas são permeadas por política. Das Olimpíadas de Berlim em 1936 ao boicote ocidental aos Jogos de Moscou em 1980, passando pelas ditaduras sul-americanas que buscaram legitimidade em grandes torneios, o esporte sempre refletiu disputas que o ultrapassam. Poucas Copas ilustram tão bem essa realidade quanto a que começa agora. Pela primeira vez, o torneio será compartilhado entre três países da América do Norte. O primeiro jogo será na Cidade do México, haverá partidas em Vancouver e Toronto, no Canadá, e o maior número de duelos – inclusive a final, nos arredores de Nova York – acontecerá nos Estados Unidos governados por Donald Trump. A ideia de dividir a Copa entre diferentes países se explica, em parte, pelo tamanho do novo formato da competição, assim como pela perda de atratividade de sediar grandes eventos esportivos que implicam custos elevados e frequentemente provocam protestos – como se viu inclusive no México nesta edição. Mas havia também o desejo de superar fronteiras. O lema da candidatura conjunta era “United 2026”. Muito além dos “United States”, a proposta era simbolizar a integração entre os povos. Ocorre que esse discurso entra cada vez mais em choque com a retórica anti-imigrante do presidente americano. Desde sua primeira campanha republicana, há dez anos, Trump tem atacado imigrantes latino-americanos, e mexicanos em particular. Segundo ele, seriam “bad hombres”, responsáveis por trazer drogas, crime e violência para os Estados Unidos. “Alguns poucos, eu acredito, devem ser boas pessoas”, dizia então o candidato. Seu grande mote de campanha era construir um inexpugnável muro na fronteira mexicana, alimentando fantasias de uma supremacia branca americana supostamente ameaçada pela substituição demográfica por um povo que fala espanhol e que, por coincidência, também gosta de futebol. Restrição à imigração De volta ao poder, Trump tem adotado políticas ainda mais restritivas em relação à imigração. E não apenas contra mexicanos. Vistos têm sido negados, e muitos viajantes veem sua entrada barrada pelos serviços de imigração com base em critérios frequentemente arbitrários. Estrangeiros nos Estados Unidos vivem preocupados com o fortalecimento do ICE, a temida polícia migratória, que por vezes detém e deporta até imigrantes em situação regular. Houve queda no número de viajantes para o país, numa combinação entre dificuldades para obter autorização de entrada e a simples desistência de visitantes diante dos inconvenientes. Como receber o mundo inteiro para uma Copa do Mundo em um ambiente assim? Os Estados Unidos criaram o chamado FIFA PASS, que prometia priorizar entrevistas para concessão de vistos a torcedores com ingressos. Ao mesmo tempo, porém, a própria administração americana deixou claro que não hesitaria em vetar rigorosamente visitantes considerados indesejáveis. Em especial, torcedores de países sujeitos a restrições, como Haiti, Irã, Senegal e Costa do Marfim, têm enfrentado obstáculos. Em tese, haveria exceções para atletas e delegações. Mas mesmo aqui os incidentes se multiplicam. A seleção do Irã só obteve seus vistos na última semana e decidiu realizar sua concentração no México para evitar mais dores de cabeça. No último fim de semana, o atacante da seleção do Iraque foi detido e interrogado por sete horas no aeroporto de Chicago. Enquanto isso, a FIFA segue acusada de complacência com Trump, cujo ego o presidente da entidade, Gianni Infantino, parece empenhado em massagear. Um exemplo foi a criação do Prêmio FIFA da Paz, feito sob medida para agradar o presidente americano, primeiro e único agraciado com tão distinta honraria. Como se vê, futebol e política são inseparáveis. E as próximas semanas prometem deixar claro o contraste entre um evento que prometia união e integração e um governo que transformou o controle das fronteiras na sua principal bandeira.
O estúdio do Pânico hoje virou sala de redação para receber uma verdadeira lenda da comunicação brasileira! Com 30 anos de carreira, o jornalista Thiago Gardinali abriu o jogo sobre o tempo em que foi correspondente na Casa Branca e os meses que passou sob fogo cruzado na cobertura da Guerra do Iraque, em Bagdá. O ex-apresentador da Jovem Pan e do Balanço Geral também revelou como foi a estratégia de guerra para ir pro SBT e colocar a emissora na vice-liderança de audiência em apenas um mês. Além disso, o cara provou que é um gênio incompreendido: além de dominar tudo sobre televisão, ele ainda ganha a vida traduzindo histórias em quadrinhos!
Bastidores, desafios e responsabilidade jornalística. A 7ª edição do J.Fest recebe o jornalista Sérgio Utsch para uma conversa sobre os bastidores da cobertura internacional de conflitos, os desafios de reportar guerras e a responsabilidade do jornalismo em tempos de crise. Correspondente do SBT em Londres desde 2011, Utsch já cobriu conflitos na Ucrânia, Israel/Gaza, Síria, Iraque e Afeganistão, além de acompanhar cúpulas internacionais como G7, G20 e Brics. Ao longo da carreira, visitou 81 países e se tornou uma das referências brasileiras em cobertura internacional. 🎥🌎 📍 Campus São Gabriel — Sala Multimeios 31 | Bloco I🗓 19 de maio (terça-feira)⏰ 19h Mediação: Getúlio Neuremberg
No fim-de-semana, o Irão apresentou um plano de paz em 14 pontos aos Estados Unidos. Neste documento, Teerão torna a fazer propostas já anteriormente rejeitadas por Washington, nomeadamente que os Estados Unidos se retirem do Golfo, que se levantem as sanções internacionais, que sejam pagas compensações de guerra e que um acordo de paz abranja o Líbano, actualmente sob fogo israelita, apesar de oficialmente vigorar uma trégua desde meados do mês passado. Todavia, antes mesmo de se debruçar sobre este documento, Donald Trump considerou que era pouco provável que respondesse às suas expectativas, o Presidente americano acabando por anunciar que o seu país passaria, a partir desta segunda-feira, a escoltar as centenas de navios comerciais que se encontram no Estreito de Ormuz. De acordo com o comando militar americano na região, esta operação denominada "Project Freedom" - "Projecto Liberdade", mobiliza 15 mil militares, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, bem como navios de guerra e drones. O Irão que ainda hoje apelou os Estados Unidos para que "adoptem uma abordagem razoável" e "abandonem as exigências excessivas", proibiu hoje as forças americanas de se aproximarem do estreito de Ormuz, recomendando igualmente a todos os navios comerciais e petroleiros que evitem qualquer movimentação no sector sem se coordenarem com as forças iranianas. Trump, contudo, avisou que em caso de obstáculo à sua operação que descreve como um "gesto humanitário", ele "teria recurso à força". Num contexto em que se multiplicam os apelos a uma solução concertada, perante o risco de um reacender das hostilidades depois de menos de um mês de trégua, a RFI falou com o Major General Carlos Branco. RFI: Como se apresenta actualmente o panorama no Estreito de Ormuz? Major General Carlos Branco: Há duas questões. Começando pela proposta de acordo submetida ao mediador paquistanês, para depois ser apresentada aos Estados Unidos, essa proposta em 14 pontos não apresenta nada de inovador. Do lado iraniano, não há nenhuma cedência relativamente a qualquer das linhas vermelhas que os iranianos já tinham definido. Portanto, as propostas do lado iraniano não só não representam uma cedência, como não agradaram, naturalmente, ao Presidente Donald Trump. E isso coloca-se a vários níveis. Um deles tem a ver com o desbloqueamento do estreito. E o outro tem a ver com a negociação do pacote nuclear, onde os iranianos não fizeram cedências pura e simplesmente. Consideram que, para já, não deve ser discutido, porque haverá outros pontos na agenda que merecem ser tratados antes de discutir o problema do acordo nuclear. Agora, relativamente à resposta norte-americana sobre a escolta dos navios. Tudo isto depende do dispositivo naval que o presidente Trump colocar na região. Se mantiver o actual dispositivo, podemos dizer que será um saco com muitos furos que vai deixar passar muitas embarcações, que é aliás, o que tem acontecido até agora. Há de facto algumas embarcações que são interceptadas por parte dos navios norte-americanos. Mas a esmagadora maioria não é. E não é Porquê? Por um lado, porque os navios são poucos para uma área muito grande. E, por outro lado, porque muito desse trânsito marítimo se faz relativamente próximo da costa iraniana. E ao deslocarem-se nesta zona, acabam por estar protegidos pelo sistema balístico iraniano. O que significa que os navios norte-americanos não se conseguem aproximar da costa porque se eles se aproximam da costa, acabam por estar dentro do alcance dos mísseis antinavios iranianos. E, portanto, até este momento, não temos assistido a navios norte-americanos a assumirem esse risco. RFI: Neste domingo, o Irão desafiou, de certa forma, os Estados Unidos, dizendo que Trump deveria escolher entre um "mau acordo" ou então uma "operação militar impossível". Estava a referir-se ao facto de Donald Trump não poder ir além dos 60 dias de conflito sem consultar o Congresso? Major General Carlos Branco: Sim, há essa limitação que Trump, de uma forma expedita, está a procurar contornar e então auto-suspende as operações durante dois ou três dias, para depois recomeçar as operações e, portanto, procurar evitar esse impedimento legal do Congresso. Mas isso é um problema que Trump e os norte-americanos terão que resolver. Para já, o que me parece importante debater, são as opções que estão à frente dos nossos olhos. E, em primeiro lugar, temos aqui uma oposição, por um lado, dos israelitas que querem avançar quanto antes para uma operação militar. Por outro lado, os Estados Unidos que colocam algumas interrogações sobre isso. E a questão é sempre a mesma e é o tema que temos discutido desde o início destes combates: o que é que se pretende atingir com uma operação militar contra o regime iraniano? Seria uma mudança de regime, a substituição do regime dos ayatollahs por um outro regime que nós não conseguimos identificar. O que nesta altura poderia ser uma alternativa, a alternativa monárquica (Reza Pahlavi, herdeiro do trono iraniano, actualmente no exílio), não reúne consenso, nem do lado iraniano, nem do próprio lado norte-americano. Portanto, aqui temos uma questão que não foi resolvida e, deste modo, pode-se dizer que é uma derrota dos Estados Unidos, porque um dos objectivos de uma operação militar é subordinar o oponente à nossa vontade. E o que é um facto, é que não foi isso que aconteceu. Eu tenho muitas dúvidas que uma operação militar contra o Irão vá alterar esta situação. Temos, no entanto, que ver a oportunidade, do ponto de vista norte-americano. É claro para os Estados Unidos que este confronto está-lhes a sair muito caro. Quando eu digo caro, não é só do ponto de vista económico, mas também do ponto de vista político. E há uma vontade do Presidente norte-americano de terminar com isto. E uma das soluções, soluções à Trump, é daquelas do expediente do último minuto, que é "bom, nós vamos fazer uma operação militar, destruímos uma série de instalações, vamos obliterá-las. Aliás, obliteramos várias vezes. Portanto, tivemos várias vitórias. Mas essas vitórias, pois, obrigam sempre a que se continuem os combates. Vamos embora e declaro vitória e a minha imagem internamente não será afectada". Isto sou eu a especular. E fica tudo na mesma e ficamos confrontados com uma guerra fria na região em que não houve alterações significativas. Bom, alterações significativas, coloco este problema com algumas interrogações. Nomeadamente, relativamente ao dispositivo militar norte -americano na região. Segundo informações que nesta altura são públicas, o aparelho militar norte-americano na região do Golfo, esse sim está obliterado, está destruído. Nalguns casos completamente destruídos, noutros com a sua operacionalidade significativamente afectada. Portanto, este é um dos temas que terá que ser discutido também no Acordo de Paz. Mas ainda não chegámos lá. Será numa fase mais avançada. Para já, é aqui que nos encontramos. Eu estou convencido que os Estados Unidos vão avançar para uma solução militar. Estas questões das propostas de paz e contrapropostas são, na prática, paliativos. É que não vão resolver nada. Não vão conduzir a uma solução política. São apenas compassos de espera em que uma e outra parte se preparam para o confronto que ocorrerá. Do meu ponto de vista, a breve trecho. RFI: Precisamente numa altura em que há fortes sinais de que as hostilidades poderiam recomeçar, os Estados Unidos anunciaram nestes dias que iriam retirar 5 mil militares americanos da Alemanha, que é um dos parceiros estratégicos dos Estados Unidos a nível militar, no seio da NATO e no seio da Europa. Isto não será, no fundo, também dar um tiro no pé? Major General Carlos Branco: Será um tiro no pé se os Estados Unidos implementarem essa decisão. É uma interrogação que nós temos, antes de mais, de colocar. Será que isso é apenas uma ameaça ou se vai concretizar? Mas vamos partir do princípio que se vai concretizar. Eu penso que a comunicação social e muitos políticos na Europa estão a reagir de forma exagerada a esse anúncio, porque sabemos perfeitamente que os Estados Unidos nunca vão abdicar da sua presença na Europa, apesar de se dizer isso de vez em quando e muito menos na Alemanha. A Alemanha é o local onde as forças americanas têm uma presença mais efectiva no teatro europeu. A maior base aérea norte-americana fora dos Estados Unidos é na Alemanha. é na Alemanha que estão uma série de estruturas de comando: o quartel-general do comando das forças norte-americanas na Europa, o comando das forças norte-americanas do AFRICOM e muitos outros. Por exemplo, um grande hospital militar próximo da base de Ramstein (sudoeste do país), onde são canalizados os feridos dos diferentes combates que os Estados Unidos têm travado, nomeadamente agora do Irão, há algumas dezenas, senão centenas de peritos que se têm dirigido a este hospital na Alemanha. Portanto, a Alemanha representa um nó de apoio logístico e de sustentação das forças que os Estados Unidos têm vindo a empregar e provavelmente continuarão a fazê-lo no Médio Oriente, na Ásia. E sabemos o que é que aconteceu desde o Iraque e desde os diferentes envolvimentos do Iraque ao Afeganistão. Portanto, estamos a falar de um assunto que, do meu ponto de vista, não é assunto. Para além disso, esses 5 mil soldados são marginais relativamente ao efectivo que os norte-americanos têm na Europa. Segundo uma autorização do ano passado, que foi aprovada no Congresso, os Estados Unidos têm que ter na Europa permanentemente um mínimo de 76 mil soldados. Nesta altura tem 68 mil. Estão autorizados a baixar esse número por um período de 45 dias. Depois tem que ser reposto. Nesta altura, 68 mil são os que se encontram na Alemanha. Aliás, no teatro europeu, partindo do princípio que este número não está subestimado, porque há uma série de presenças norte-americanas em vários locais que me levam a concluir que este número, nesta altura, é um número avaliado por defeito. Mas assumindo que é um número correcto, 5% representa menos de 10% desse total. E volto a dizer, há uma reacção exagerada, desproporcional relativamente às consequências que esta decisão, se for implementada, pode vir a provocar. RFI: Mas a nível da Alemanha, o governo tem apelado fortemente a rearmar a Europa, o que era uma posição que tradicionalmente a Alemanha nunca assumia. Era mais à França que defendia um sistema europeu autónomo em matéria de defesa. Por outro lado, outros parceiros tradicionais dos Estados Unidos parecem também ter tomado consciência de que precisam ter alguma segurança autónoma. Estou a referir-me, por exemplo, ao Japão, que pondera a hipótese de se rearmar e de, inclusivamente, mudar a sua Constituição para não pôr de parte completamente a sua capacidade de defesa autónoma. Major General Carlos Branco: Sim, temos dois assuntos distintos, embora eles tenham uma raiz comum. É um facto que houve uma alteração significativa na política externa norte-americana. Os Estados Unidos nunca abdicaram do seu projecto hegemónico. Essa afirmação dessa hegemonia, dessa liderança mundial, teria que ser feita recorrendo a aliados e, portanto, para recorrer a aliados teria que haver uma operação de captação das suas vontades, que não pode ser o que acontece nesta altura com o presidente Trump. O presidente Trump acha que pode concretizar esse projecto de liderança global, hostilizando tudo e todos, hostilizando os seus aliados. Falando primeiro dos europeus, a questão dos europeus tem aqui uma outra envolvente que se prende com o medo, do meu ponto de vista, sem justificação e mais uma vez exagerado de uma operação militar russa em território europeu. Em primeiro lugar, a Europa tem que decidir para que é que se quer armar. Eu percebo que a Europa se tenha que armar. Sou apologista dessa opção. Mas primeiro, tem que se explicar para quê? Se é para criar uma capacidade de dissuasão relativamente a outros pólos que se possam transformar numa ameaça. E, neste caso concreto, a Rússia. Pois claro, que a Europa tem que ter essa capacidade. Isso é absolutamente indiscutível. Outra coisa é a Europa querer armar-se, não para ter uma capacidade de dissuasão, mas para adquirir capacidade para atacar a Rússia e envolver-se numa confrontação com a Rússia. São necessários outros meios e envolventes políticas que são igualmente distintas e, portanto, ninguém ainda hoje na Europa foi capaz de clarificar exactamente esta questão. Há, de facto, muito discurso, muita narrativa, muita retórica sobre a ameaça russa. E nós sabemos que a Europa se está a armar. Mas convinha esclarecer isto. Eu, nesta altura começo a ficar preocupado, porque esse rearmamento da Europa não parece configurar-se no âmbito de criar capacidade de dissuasão, mas para a outra alternativa, e isso é algo que merece uma análise diferente, porque as consequências vão ser completamente distintas. Aliás, eu recordo que os europeus parecem ter memória curta e não perceberam ainda que guerras na Europa têm-se saldado sempre por resultados de soma negativa. E os europeus têm perdido sempre com estas guerras fratricidas no velho Continente e como é que isso contribuiu para reduzir a importância geoestratégica da Europa. Relativamente ao Japão, a situação tem que ser analisada numa primeira parte, coincidente com aquilo que eu já disse. Ou seja, os Estados Unidos têm hostilizado desnecessariamente os seus aliados. Mas há aqui outra componente, porque os aliados norte-americanos na Ásia, depois do que aconteceu no Médio Oriente, se calhar pensaram duas vezes. Ou seja, os norte-americanos provaram a sua incapacidade de honrar os seus compromissos securitários com os países do Médio Oriente. Por exemplo, relativamente a Arábia Saudita, os Estados Unidos não foram capazes de honrar os compromissos securitários, nem tiveram capacidade para defender as suas próprias bases, os seus navios saíram do Golfo Pérsico. Ou seja, não conseguiram sequer garantir a liberdade de navegação. Estamos a falar até agora no Médio Oriente. Imagine o que é que estará a passar na cabeça dos aliados na Ásia. E daí eu perceber que haverá uma preocupação acrescida no domínio da segurança desses países. Agora, há uma coisa que merece ser discutida: é se as alterações que querem introduzir nas suas arquitecturas de segurança serão as mais adequadas. E nós sabemos que o Japão, e isto não é de agora, está a alterar a sua narrativa e nomeadamente relativamente a Taiwan. Considera Taiwan como um Estado e considera que uma acção chinesa em Taiwan deveria ser considerada como um ataque também ao Japão. Portanto, isto é um outro tema que merece uma outra abordagem, mas que é extremamente preocupante, sobretudo porque a China de hoje não é a China de há dez anos e muito menos de há vinte anos. E isso tem que ser levado em consideração quando se fazem determinados cálculos estratégicos, porque erros de cálculo estratégico é o que tem prevalecido nas últimas décadas. O Afeganistão, mais uma vez, o Iraque, a Líbia, etc. E seria bom que se parasse, se respirasse e se pensasse antes de optar pela via bélica. Provavelmente, haverá outras alternativas do foro político e do foro diplomático que poderão resolver estes problemas. Isto transporta-nos para um outro tema que é o dilema da segurança. E isso conduz normalmente à conflitos, muitas das vezes quando eles não são desejados e os dirigentes políticos actuam exclusivamente com a necessidade de salvar a face. RFI: Voltando ao Médio Oriente e, mais concretamente, desta vez ao Líbano. Apesar de um cessar-fogo estar em vigor desde meados de Abril, Israel continua as suas operações no sul do Líbano, inclusivamente fora da área que definiu como sendo a zona de segurança e, portanto, saindo da mesa das negociações, saindo da possibilidade de haver um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, que abranja também a situação do Líbano. Como é que ficamos? Major General Carlos Branco: A haver um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, ele não ocorrerá a breve trecho. É algo que vai demorar e eu diria não só meses, mas se calhar anos. Porque há muitas questões de natureza técnica que têm de ser discutidas e, fundamentalmente, quando abordamos o dossier nuclear, isto é um dado importante antes de falar do Líbano. No Líbano, não há cessar-fogo. Os combates continuam. Mais uma vez, houve um erro de cálculo estratégico da parte de Israel, porque, aliás, isso é devidamente divulgado por analistas no Ocidente que diziam que o Hezbollah estava completamente fragilizado e que tinha perdido toda a sua capacidade de combate. O que temos assistido é exactamente o contrário. O Hezbollah está muito longe de estar debilitado e conseguiram superar os ataques à sua liderança, às suas chefias. Aliás, um pouco como o Irão o fez também. Depois, temos uma outra questão em causa que se prende com mais uma tentativa de Israel colocar forças no Líbano. Nós assistimos a isto desde 1982 e todas as intervenções de Israel no Líbano, umas demoraram mais tempo do que outras, mas saldaram-se sempre em derrotas e na retirada das forças israelitas do Líbano. Eu não consigo perceber o que é que os dirigentes israelitas viram agora de novo, que alteração qualitativa eles identificaram que vá fazer com que a história seja escrita de forma diferente. É que os israelitas, que andam já há mais de 40 anos a tentar estabelecer uma presença permanente no Líbano e que se tem saldado sistematicamente em derrotas. O que é que é agora novo e diferente? Que vai fazer com que possam sair vitoriosos para além daquilo que têm feito, que é uma coisa absolutamente inaceitável. Há regiões no sul do Líbano que se equiparam muito às de Gaza, completamente destruídas, e acho que a comunidade internacional já devia ter tomado uma posição mais assertiva relativamente a estes desenvolvimentos. Parece que há muita gente anestesiada. Mas, independentemente dos aspectos relacionados com condenações do que os israelitas estão a fazer no sul do Líbano, o que se coloca aqui no debate é saber se isto tem possibilidade de ser vitorioso, saldar-se por uma presença permanente de Israel no sul do Líbano. Recorrendo à história, diria que não, que é mais uma tentativa gorada ao fracasso. Mas isso, daqui a uns meses nós poderemos fazer um saldo definitivo destes desenlaces e procurar perceber até que ponto o que estou a dizer, tem fundamento ou não.
A lógica da sobrevivência feminina, terror amadeirado, o resgate do medo do escuro, saneamento básico para monstros, pânico claustrofóbico, atentados terroristas, a pose de Juno, falsas lésbicas no terror dos anos 2000, debates sobre como se usa uma corda e o que a Guerra do Iraque tem a ver com tudo isso.Hoje, os Esqueletos exploram (sem mapa) as cavernas do clássico cult Abismo do Medo (2005).Apresentado por:Luiz Machado, João Neto e Alvaro de Souza.Confira o nosso site: esqueletosnoarmario.com/@esqueletosgays no Twitter e InstagramAcesse o apoia.se/esqueletosgaysE o orelo.cc/esqueletosgays
Mais de um mês depois do início da guerra, o Irão não parece dar provas de recuar, dizendo que o conflito pode manter-se por, pelo menos, mais seis meses. Já os Estados Unidos ameaçam com uma acção relâmpago e poderosa para tentar sufocar o regime, esquecendo, no entanto, a capacidade de resistência de Teerão. No Irão, a guerra dura há mais de um mês com as ameaças do Presidente Donald Trump a subirem de tom. O líder norte-americano avisou hoje que toda a civilização iraniana pode morrer esta noite, deixando antever um ataque de grande envergadura por parte dos Estados Unidos nas próximas horas. Já o regime de Teerão disse que a guerra pode ainda durar seis meses. Para o major-general do Éxercito português, Carlos Branco, actualmente na reserva, as forças iranianas foram subestimadas por Donald Trump, especialmente no que diz respeito à produção e à tecnologia dos misséis iranianos utilizados contra os diferentes países que abrigam bases áreas norte-americanas no Médio Oriente. "Houve uma subavaliação da capacidade iraniana. Aliás, ainda hoje existe uma série de analistas que continuam a fazer essa análise, em que não têm em conta a capacidade militar iraniana. Não é que essa informação esteja disponível. Não sabemos exactamente até onde é que vai a capacidade de resistência do Irão. Agora, o que é um facto é que eles estão bastante preparados para este conflito. É um conflito que eles preparam há algumas décadas e isso tem que ser levado em conta. E eu consigo deslocar-me até à década de 80, ainda durante a guerra com o Iraque, em que na altura eles não tinham capacidades balísticas porque nos tempos do Xá eles estavam limitados em termos do alcance dos seus mísseis. E durante a guerra com o Iraque, eles mandaram indivíduos à Síria obter informação e a partir daí criaram uma capacidade balística autónoma. Quando inicialmente faziam só revolução tecnológica, passaram a criar, investigar e desenvolver nas suas universidades e ligaram as universidades à indústria. Nós não sabemos exactamente todo o potencial militar que eles têm, mas têm uma capacidade, por exemplo, de mísseis hipersónicos bastante relevante", explicou o o estratega português. Mesmo se há poucas certezas sobre as capacidades do Irão, era conhecida a produção de mísseis e a determinação do regime iraniano em sobreviver a um confronto contra os Estados Unidos e Israel. Essas realidades terão sido descritas a Donald Trump antes do início da guerra, com os militares norte-americanos que alertaram para o perigo de um conflito longo e de larga escala a terem sido afastados pelo Presidente norte-americano, como explica Carlos Branco. "Para evitar o que aconteceu em 2003 e com a história das armas de destruição do Saddam Hussein, os serviços de inteligência, de uma forma subtil, demarcaram-se da posição de Trump. A questão é que Trump não ouve quem tem opiniões distintas. Inclusivamente despede-os. Aliás, o último exemplo disso foi a destituição de uma série de oficiais generais, começando no próprio chefe de Estado-Maior do Exército. O que significa que quem tem opinião diferente é para abater e para ser removido dos seus cargos", detalhou. Esta tem também sido uma guerra de desinformação. Na sexta-feira, um avião F15 da Força Aérea norte-americana terá sido abatido por um míssil iraniano. Dois dias depois, os Estados Unidos anunciaram ter resgatado segundo piloto numa zona montanhosa do país com recurso a uma missão de grande envergadura, sem, por enquanto, haver qualquer fotografia ou declaração do piloto. Para o major-general do Éxercito português, Carlos Branco, esta operação de resgate não é clara e pode ter servido para encobrir uma operação mais alargada contra locais onde se estima que haja grandes quantidades de urânio enriquecido. "O que nós temos como referência são as declarações do presidente Trump e também as declarações do lado iraniano e que são, quase que diria, diametralmente opostas. O presidente Trump veio dizer que tinha sido uma operação de resgate com sucesso. Bom, sem querer contraditar o que ele disse, ele tem que mostrar os pilotos. Nós não ouvimos ainda nenhum discurso, nenhuma imagem, nenhuma fotografia dos pilotos. O que nós vimos foram fotografias perfeitamente identificadas por terem sido originadas pela inteligência artificial. De facto não há evidências da presença desses dois pilotos sob custódia norte americana. E é importante que haja para podermos corroborar a veracidade das declarações do presidente Trump. Segunda questão a equipamento norte americano destruído. E isso é incontornável. E não é tão pouco como isso. São, salvo erro, dois C-130, 4 Blackhawk. O nível de aeronaves destruídas é considerável e significativo. E ele omitiu esta questão na conferência de imprensa. Depois há aqui uma grande interrogação, que é a seguinte: o piloto foi abatido num sítio e esta operação, alegadamente de resgate, aconteceu algumas centenas de quilómetros de distância. E as aeronaves que foram destruídas estavam próximas de uma das instalações onde está cerca de 70% ou 60% do urânio enriquecido. Portanto, o que tudo leva a crer, que Trump estava a referir-se não à operação de resgate de dois pilotos, mas a uma operação diferente. E repare, ele disse que tinham sido empregues nesta operação 155 aeronaves. Não faz sentido para uma operação de resgate utilizar equipamento desta envergadura", concluiu.
NESTA EDIÇÃO. Irã libera trânsito de navios com petróleo do Iraque pelo Estreito de Ormuz; Embora o tráfego marítimo pelo canal ainda esteja mais de 90% abaixo dos níveis normais, o trânsito aumentou nas últimas semanas; Preço do gás natural da Petrobras vai ficar 13% mais caro a partir de maio; e MPTCU pede suspensão do LRCAP e auditoria sobre grupo de empresas vencedoras do leilão. ***Locução gerada por IA
O futuro da guerra no Irã nesta quarta-feira à noite. O presidente Donald Trump convocou um pronunciamento ao vivo para os americanos, e o mundo se põe em expectativa. Washington e Teerã deram declarações contraditórias sobre a possibilidade de um cessar-fogo. Trump ameaçou abandonar a aliança militar com a Otan. Líderes europeus reagiram e disseram que não serão arrastados para o conflito no Oriente Médio. No sul do Líbano, brasileiros fogem dos confrontos entre Israel e o Hezbollah. No Brasil, o presidente Lula formalizou a indicação de Jorge Messias ao Supremo. Iraque e a República Democrática do Congo se classificaram pra Copa do Mundo. E um dia para a história: a missão Artemis II decolou com quatro astronautas em direção à Lua.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã pediu um cessar-fogo para interromper o conflito. No entanto, o governo iraniano negou a informação. Nos bastidores, os dois países parecem caminhar para um acordo, mas ainda sob tensão. O Exército israelense realizou novos bombardeios contra instalações do regime, e o Irã respondeu. Drones atingiram o Iraque e o Kuwait. Em Tel Aviv, um míssil deixou ao menos 14 feridos, incluindo uma criança em estado grave. Em entrevista, Trump disse que pode encerrar a guerra rapidamente. O presidente americano tenta negociar um cessar-fogo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz. E ainda: Governo envia ao Senado indicação de Jorge Messias para vaga no Supremo.
Lourival Sant'Anna cobriu 15 guerras, entrevistou o Talibã, esteve em zonas de conflito e explica neste episódio por que o Irã pode estar mais forte do que parece, o que a guerra muda em petróleo, juros e mercados, e o que o risco de morte ensina sobre medo, vida e tomada de decisão.Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão e Leopoldo Rosalino recebem Lourival Sant'Anna para uma conversa sobre geopolítica, guerra, mercados e comportamento humano.Você vai entender:-o que a guerra ensina sobre medo, ansiedade, dignidade e vida-os bastidores da cobertura de guerras no Afeganistão, Iraque, Líbia, Líbano e Ucrânia-como foi entrevistar o Talibã-como o conflito afeta petróleo, inflação, juros e bolsa-o risco real de uma 3ª Guerra Mundial-o papel do Brasil no cenário diplomático atual-por que os EUA podem não conseguir impor uma vitória ao IrãComente: qual foi a análise mais surpreendente do Lourival?
Você está ouvindo o Geografia em Meia Hora, um podcast dedicado a analisar o mundo dentro e fora de campo. Por aqui, geopolítica, história e cultura e atualidades são exploradas a fundo, revelando as relações de poder que movem o planeta.E para quem deseja uma visão ainda mais aprofundada sobre a geopolítica mundial e assuntos da atualidade - seja você estudante, educador, professor ou entusiasta - considere apoiar o nosso podcast. Nossos assinantes têm acesso a aulas e materiais exclusivos dentro do curso Geopolítica e Atualidades, um conteúdo riquíssimo e aprofundado.Acesse: terranegra.online/cursosou clique no link: https://hotm.io/U1RD9oRSeu apoio é fundamental para que possamos continuar esse trabalho.Neste episódio do podcast Geopolítica em Campo, analisamos as conexões entre o futebol e o cenário global, com foco na repescagem para a Copa do Mundo de 2026. Discutimos a desigualdade entre o Norte e o Sul global, evidenciada pela distribuição de vagas que favorece a Europa em detrimento de regiões mais populosas.O episódio também aborda temas profundos como o imperialismo e a exploração de talentos africanos por clubes europeus, exemplificados pelo caso da seleção francesa. Além disso, exploramos contextos específicos de países como Nova Caledônia, Iraque e República Democrática do Congo, conectando conflitos internos e a disputa por recursos naturais ao universo do esporte.Ao longo da conversa, mostramos como o futebol se torna palco de tensões diplomáticas, construção de identidades culturais e disputas por influência econômica no século XXI. Por fim, discutimos os desafios de logística e segurança enfrentados por nações marcadas por instabilidade política que buscam uma vaga no Mundial.Bom episódio!
Apesar de medida, Teerã diz que nunca fará acordo com EUA.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
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Termina hoje o prazo de 48 horas dado por Trump ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz. E mais:- Bolsas no Japão, Coreia do Sul e Hong Kong registraram recuos significativos, enquanto o preço do petróleo segue em alta- Israel investiga como mísseis balísticos iranianos conseguiram atingir as cidades de Dimona e Arad, no sul do país- Agravamento da situação de segurança faz missão da OTAN no Iraque retirar temporariamente parte de seu contingente- Governos europeus estão em alerta depois que o Irã enviou mísseis balísticos com um alcance de 4 mil km de distância em um ataque à base conjunta do Reino Unido e Estados Unidos de Diego Garcia, no Oceano Índico Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
Veja nesta edição: A Receita Federal vai enviar alertas aos contribuintes para evitar erros na declaração do Imposto de Renda. Veja como o sistema vai funcionar. Entra em vigor nesta terça-feira o ECA Digital, legislação que dá mais proteção para jovens e crianças na internet. No Oriente Médio, o Irã voltou a atacar a embaixada dos Estados Unidos no Iraque.
Presidente dos Estados Unidos pede que China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviem navios de guerra para liberar o Estreito de Ormuz do bloqueio iraniano. E ainda:- Nos Estados Unidos, cresce a repercussão negativa da guerra no Irã. Preocupações com baixas militares, aumento dos combustíveis e a aproximação das eleições de meio de mandato aumentam a pressão e pesquisas mostram uma desaprovação crescente da gestão de Trump- Ataque de drone e mísseis à embaixada americana em Bagdá, capital do Iraque, faz governo dos EUA emitir alerta nível 4 e orientar que todos os cidadãos americanos deixem o país imediatamente- Estrelas de Hollywood usam a premiação do Oscar para protestar contra as guerras em Gaza e no Irã Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (15): A Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá emitiu um alerta urgente recomendando que todos os cidadãos norte-americanos deixem o Iraque imediatamente. A medida ocorre após um ataque com mísseis e drones atingir a sede diplomática, resultando em incêndios no complexo. O Departamento de Estado elevou o alerta de viagem para o Nível 4, o mais alto da escala, citando riscos graves de terrorismo, sequestros e conflitos armados. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta terça-feira a reunião de dois dias para definir a taxa básica de juros da economia, a Selic. Atualmente em 15% ao ano, a taxa é o principal instrumento do Banco Central para o controle da inflação. O anúncio da decisão oficial e o comunicado do comitê serão divulgados ao final da tarde desta quarta-feira. O governo federal e agências de turismo acompanham com preocupação o agravamento dos conflitos no Oriente Médio, especialmente as tensões envolvendo o Irã. O maior temor é o impacto na malha aérea internacional, uma vez que cidades como Doha, Dubai e Istambul são hubs fundamentais para brasileiros em rotas para a Ásia e Oriente Médio. Uma pesquisa realizada pelo Datafolha aponta que 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala de trabalho 6x1, na qual o trabalhador tem apenas uma folga após seis dias de serviço. O levantamento mostra um amplo apoio popular à proposta que visa reduzir a jornada semanal, atualmente em discussão no Congresso Nacional. Entre os entrevistados, a maioria acredita que a mudança traria melhorias na qualidade de vida e na saúde mental. O sistema penitenciário federal é conhecido por um dos protocolos de segurança mais rigorosos do mundo. Destinado a líderes de facções e presos de alta periculosidade, o regime inclui isolamento em celas individuais de cerca de 7 m², monitoramento por câmeras 24 horas e banho controlado por horários predeterminados. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, enfrenta essa rotina de exceção. Um detento do sistema prisional brasileiro chamou a atenção ao alcançar a marca de 880 pontos na prova de redação do Enem PPL (Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade). Com o resultado, o interno agora pode utilizar a nota para ingressar no ensino superior. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles comenta a previsão do mercado financeiro de que a taxa Selic deve ser mantida em 15%. Meirelles analisa o cenário de juros e destaca a influência dos combustíveis nos índices oficiais, afirmando que "tudo é impactado pelo preço do diesel". O aumento sucessivo no preço dos combustíveis tem gerado impacto direto no orçamento do consumidor brasileiro. Além do gasto maior para abastecer, a alta do diesel e da gasolina reflete no preço final de produtos e serviços, elevando o custo de vida. Especialistas apontam que a pressão sobre os transportes e a logística encarece desde a cesta básica até o frete, obrigando o consumidor a reajustar gastos essenciais para equilibrar as contas no fim do mês. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou decisões recentes do Judiciário que interferem em políticas da administração municipal. Ao comentar declarações da ministra Cármen Lúcia sobre a gestão pública, Nunes afirmou que "se juiz quer governar, que seja eleito", defendendo a separação dos poderes. O prefeito argumenta que o papel de formular e executar políticas públicas cabe ao Executivo, eleito pelo voto popular, e que a judicialização excessiva prejudica o andamento da cidade. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Um avião militar dos Estados Unidos caiu no espaço aéreo do Iraque com seis militares a bordo. Na Austrália, a ministra de Recursos, Madeleine King, afirmou que o país mantém um abastecimento de combustível seguro e estável. A oposição, no entanto, diz que a resposta do governo federal ao risco de escassez é insuficiente. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai zerar os impostos federais sobre o diesel na tentativa de conter a alta dos combustíveis.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Novo líder supremo do Irã sobe o tom sobre a guerra e promete vingança e novos ataques. Avião militar cai no Iraque enquanto tensão cresce no Oriente Médio. Primeiro voo direto do Catar após conflito chega a Guarulhos (SP) com brasileiros. Governo zera impostos do diesel e cria subsídio para conter alta do combustível. Pix se consolida e já é usado por 8 em cada 10 consumidores no Brasil.
Caso Master: Segunda Turma do STF analisa prisão preventiva de Daniel Vorcaro; entenda. Exército dos EUA confirma 4 mortes em queda de avião de reabastecimento no Iraque. Produtores rurais relatam preços abusivos e dificuldade de encontrar diesel em plena colheita no RS e PR. Senado aprova projeto para acelerar imunoterapia contra o câncer no SUS; veja como funciona tratamento que revolucionou a oncologia. Prestígio recente no Oscar abriu portas para o cinema brasileiro? Cineastas avaliam.
Últimas 24 horas foram de ataques intensos. Iraque também registru bombardeios.
O ex-presidente Jair Bolsonaro precisou ser levado ao hospital nesta manhã, após ter um mal-estar. Segundo o filho Flávio, o pai acordou com calafrios e vômitos./ A suspeita é de um quadro de pneumonia. Bolsonaro está preso na sala de Estado maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", em Brasília.O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.
Reportagem de Íris Brito, Débora Infante e Tiago GouveiaEdição de Íris Brito- Prejuízos em Leiria atingem os 1000 milhões de euros.Câmera e Universidade de Coimbra organizam debate sobre cheias.- Rússia lucra milhões com petróleo desde o início da guerra no Médio Oriente.- Trump aumenta a pressão sobre o Irão. Quatro mortos em queda de avião dos EUA no Iraque.- Morreu Mário Zambujal, escritor e jornalista de 90 anos.Design: Carlota RealSonoplastia: Nuno Viegas
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (12/03/2026): O ministro Dias Toffoli, do STF, se declarou suspeito para julgar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros detidos na Operação Compliance Zero. Com isso, não vai participar da votação sobre a decisão do ministro André Mendonça que levou o dono do Banco Master para a cadeia. O julgamento começa amanhã, no plenário virtual da Segunda Turma da Corte. A suspeição ocorre quando o magistrado admite relações pessoais ou inimizade com algum citado no curso da investigação. Com a ausência de Toffoli, votarão, além de Mendonça, os ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Mais cedo, Toffoli alegou “foro íntimo” e também se declarou suspeito para relatar a ação que pede a instalação da CPI do Banco Master na Câmara. A questão foi apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Objetivo da comissão seria apurar suspeitas de fraudes envolvendo a negociação da compra do Master pelo Banco de Brasília. Economia: Países liberam estoque recorde de petróleo para conter preços Política: Aprovação de Lula cai pelo terceiro mês seguido; ala do PT culpa Planalto Metrópole: Reservatório da Sabesp se rompe e deixa 1 morto e 7 feridos em Mairiporã Internacional: Irã amplia ofensiva no Golfo Pérsico e ataca 3 navios no Estreito de Ormuz Esportes: ‘Não há como participarmos da Copa’, diz ministro dos Esportes iranianoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Preço do diesel nos postos dispara 7% com a guerra no Oriente Médio, diz pesquisa. VÍDEO mostra petroleiro engolido por chamas após ataque no Iraque. Como funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz; veja no infográfico. Blog da Andréia Sadi: Centrão mapeia votos no STF para tentar soltar Daniel Vorcaro e evitar delação. Toffoli se declara suspeito para julgar decisão que levou à prisão de Vorcaro. Chuva forte e temperaturas mais baixas deixam o tempo instável no Sul e Sudeste; veja previsão para todo o país. A pesquisadora que transformou décadas de laboratório na primeira vacina 100% brasileira contra a dengue. Oscar 2026: Favoritismo de 'Uma batalha após a outra' é ameaçado por 'Pecadores', indicam principais 'termômetros'.
O conflito no Médio Oriente já vai no seu 13° dia sem sinais de abrandar, apesar de Donald Trump ter dito no começo da semana que a "guerra estava prestes a terminar". Em quase duas semanas de ofensiva israelo-americana, fontes oficiais dão conta de mais de 630 mortos no Líbano, enquanto o Irão contabiliza mais de 1.230 mortos. Paralelamente, os países do Golfo registaram dezenas de mortos, Israel, 14 mortos, entre os quais dois militares, e do lado americano, sete soldados foram mortos. Para além do balanço humano, estes 13 dias de guerra tiveram igualmente consequências materiais não só no Irão como também nos países da região, onde Teerão visa as bases militares americanas, aeroportos e infra-estruturas petrolíferas, com o efeito imediato de obrigar os países do Golfo a diminuir de 10 milhões de barris a sua produção diária. O Estreito de Ormuz, por onde passava até agora 20% do comércio mundial de petróleo, está bloqueado pelo Irão. Apesar de Trump prometer retaliações "nunca vistas" se Teerão persistir nesta direcção, as autoridades iranianas garantem que "nenhuma exportação vai transpor" este ponto de passagem, que o mundo "vai ter que se preparar para um barril a 200 Dólares" e que "vai ser impossível fazer baixar o preço do petróleo artificialmente". Uma resposta implícita à iniciativa tomada pela Agência Internacional da Energia, uma entidade que junta 32 países, nomeadamente os Estados Unidos, que acaba de anunciar a sua decisão de colocar no mercado 400 milhões de barris provenientes das suas reservas estratégicas, no intuito de tentar evitar uma explosão dos preços, numa altura em que o barril já ronda os 100 Dólares. Um momento particular aqui analisado por Ivo Sobral, Coordenador de Mestrado em Relações Internacionais na Universidade de Abu Dhabi. RFI: Ficou surpreendido com este conflito? Ivo Sobral: O Irão, estrategicamente é o país mais importante do Médio Oriente. Sempre foi assim desde o tempo de Alexandre Magno. Historicamente, na Antiguidade, é a passagem entre o Oriente e o Ocidente e o país é zona fulcral, assim como o Iraque. O Iraque antes era uma província do Império Persa. E olhando por esta óptica, o grande Império oriental que é a China tinha fez um acordo estratégico com a República Islâmica do Irão, no valor de 400 biliões de Dólares, um acordo de várias dezenas de anos para cooperação. Ou seja, a China tentou unir o Irão no seu projecto futuro de superpotência mundial, obviamente, accionando uma série de alarmes, particularmente no Pentágono, em Washington. Relativamente à posição estratégica dos Estados Unidos na zona, era uma situação inconfortável também. Existem três factores: o factor número um, a população iraniana, mais que sobejamente, várias vezes tentou libertar-se. Mas a crueldade do Governo da República Islâmica do Irão é quase inimaginável para nós, ocidentais. As informações que eu tenho, tenho ligações bastante grandes, faz cerca de 25 anos que visito o Irão, trabalhei no Irão e operei no Irão e é uma situação que de facto conheço bem. De facto, a população queria modificar o 'status quo' do país. Outra questão é a questão económica pura e dura. O Irão está sem controlo da sua moeda e completamente paralisado, com as pessoas a perderem todas as suas poupanças que arduamente conseguiram pôr de parte para tentar comprar uma casa e sobreviver nesta ditadura. O desemprego é enorme, particularmente nos jovens. Uma fórmula já vista que mais cedo ou mais tarde iria explodir em alguma coisa. RFI: Estávamos a falar da situação económica do Irão. Dá a sensação, no fundo, que o Irão está a jogar tudo por tudo e que, apesar das dificuldades, tinha a sua estratégia bem montada. Ivo Sobral: Sim, era a sobrevivência a todos os custos do regime. Ou seja, vender e basicamente dar como garantia todos os recursos naturais do país, pondo em xeque todas as gerações futuras de cidadãos iranianos. Dando basicamente a exploração do gás e petróleo do Irão, assim como muitos outros contratos multibilionários que iriam ser dados à China, neste caso, em troca de um apoio chinês ao Irão. Portanto, era este o grande negócio. Depois há uma linha vermelha que foi cruzada amplamente, que é a posição do Irão em relação à Rússia. Eu relembro que desde a criação da República Islâmica, a Rússia, em particular a União Soviética, foi um país que era visto com hostilidade pelo Irão. Não nos esqueçamos que o Khomeini, o fundador da República Islâmica do Irão, disse várias vezes que a Rússia era o "outro diabo que tinha que ser abatido". Portanto, o primeiro era os Estados Unidos e a União Soviética era o segundo. Existiu sempre alguma cooperação, particularmente nos anos 90 e a partir do ano 2000 com a Rússia, mas foram sempre contactos superficiais, em que o Irão esteve sempre um pouco à distância da Rússia, apesar de a Rússia tentar sempre atirar o Irão para a sua esfera de cooperação, sem nunca conseguir. Finalmente, foi preciso a guerra da Ucrânia para o Irão cruzar essa meta e apoiar a invasão russa da Ucrânia, com os célebres drones Shahed que agora estão a sobrevoar basicamente todo o Médio Oriente. Foram exportados para a Rússia e as vítimas dos drones iranianos foram e continuam a ser os civis da Ucrânia. Portanto, há aqui uma ligação, um eixo Rússia, Irão e China, que atiraram o Irão para o xadrez estratégico mundial como um alvo. Como dizia Churchill, um "softbelly" (elo fraco) do novo Império russo-chinês. Falando aqui também de questões puramente económicas e interesses estratégicos, o Irão tem uma economia gigantesca, com uma população altamente educada, com níveis de ensino, de engenheiros, médicos, muito superiores até ao Ocidente. Falamos de um país que normalmente fica em segundo ou terceiro lugar em termos de evolução da matemática nas escolas. A nível mundial, normalmente o primeiro é o Japão, depois é a Coreia do Sul e a seguir é o Irão. Portanto, é deste tipo de pessoas que estamos a falar. O Irão tem uma população acima de 90 milhões de pessoas, com todos os investimentos financeiros internacionais completamente congelados há quase 48 anos e um mercado central para o Médio Oriente, central para a Ásia Central e para o próprio subcontinente indiano. Portanto, é uma potencial economia que irá precisar de centenas de milhões de investimento para o futuro e é um país absolutamente crucial para qualquer cooperação internacional, americana e europeia. É uma conjugação de factores que consolidaram provavelmente esta guerra. RFI: Neste momento, fala-se para os Estados Unidos de gastos em 13 dias de mais de 11 biliões de Dólares neste conflito. Mas há também outras consequências, nomeadamente a subida do preço do petróleo e os receios causados pelo facto do Irão estar a bloquear o estreito de Ormuz. Pode durar muito tempo? Ivo Sobral: Eu não creio que irá durar muito tempo, porque é incomportável. Agora, no curto prazo, é óbvio. É uma outra crise petrolífera e muito parecida aos anos 70. Mas existem países que serão mais expostos à crise. A Europa normalmente é mais exposta, assim como países na Ásia, como o Japão, a China. Dos dois lados do Golfo, a China, particularmente, depende do petróleo iraniano. Todo o outro golfo, o Kuwait, os Emirados, a Arábia Saudita, Bahrein, dão o petróleo para, por exemplo, a Coreia do Sul e o Japão, assim como para o Ocidente. A Europa e a Ásia serão os que irão mais sofrer em termos económicos, a curto prazo, deste mesmo bloqueio. Agora o bloqueio, é um bloqueio efectivo do Ormuz? Não. Neste momento é mais uma ameaça, um outro tipo de ameaça terrorista. O Irão não tem meios para efectivar este bloqueio. O que o Irão neste momento usa é uma estratégia de terror. Portanto, existe uma estratégia baseada em mísseis e drones que foi montada há mais de 30 anos. O Irão investiu maciçamente na criação de meios para projectar estrategicamente as suas posições. Um bloqueio, não creio que seja possível. Os Estados Unidos, assim como Israel e outros países não irão deixar que isso aconteça. E depois, estrategicamente, particularmente, os Emirados Árabes Unidos possuem vários 'pipelines' que trazem o petróleo não através do estreito de Ormuz, mas directamente para o Oceano Indico. Uma zona muito perto de Omã, onde exportam o petróleo, sem passar pela posição do controlo de Ormuz. Portanto, é uma maneira de estar ao lado desta zona de Ormuz. Existirão, obviamente perturbações, porque há perturbações vindas também ainda do petróleo russo que está a ser alvo de um boicote internacional e o mercado internacional já estava com algumas fontes de pressão. Esta nova pressão obviamente desequilibra no curto prazo. Agora, no longo prazo, não creio que isso irá acontecer. Esta estratégia foi feita já há algum tempo. Existem reservas energéticas, existem outras fontes energéticas. E se esta guerra tivesse ser feita pelo menos dez anos atrás, seria pior. Neste momento, existem outras fontes alternativas. Obviamente, não ajuda termos a crise russo-ucraniana e uma guerra a ocorrer ao mesmo tempo. Esse facto é o problema. RFI: Em resposta ao facto de os países do Golfo serem obrigados, neste momento a produzir menos e também haver esse problema no Estreito de Ormuz, a Agência Internacional da Energia disponibiliza 400 milhões de barris de petróleo para manter o preço mais ou menos estável. Julga que esta medida pode ser eficaz? Ivo Sobral: No curto prazo, irá ajudar, seguramente para melhorar a situação. Eu recordo que o valor do petróleo estava relativamente há pouco tempo atrás, a menos de 50 Dólares o barril e aqui já se fala talvez em 100 Dólares até ao final desta semana. 100 Dólares ainda é muito abaixo dos preços que nós normalmente pagamos quando tínhamos crises. Eu recordo que quando foi o Iraque, o petróleo chegou a um pico de 150 Dólares cada barril. Ainda é financeiramente barato. Existem também, obviamente, as enormes reservas americanas e depois há aqui um gigante petrolífero que poderia ajudar a equilibrar toda esta situação que é a Venezuela. A Venezuela, neste momento, está ainda sob embargo. Ainda há a possibilidade de explorar outros acordos com o governo vigente, onde o petróleo seria libertado para o mercado. Teria algum impacto limitado, talvez 10%, porque o petróleo venezuelano é ligeiramente diferente do petróleo produzido no Médio Oriente. Existem condicionantes técnicas para a sua refinação, enquanto as refinarias europeias e asiáticas estão mais centralizadas no petróleo do Médio Oriente. Portanto, há aqui uma facilidade para isso. Agora, penso que todas estas reservas a ser libertadas neste momento são reservas que foram de criadas depois da guerra do Iraque e que visam fazer uma espécie de protecção e isolamento relativamente a choques energéticos futuros. E veremos se serão eficientes ou não. 400 milhões de barris não é uma quantidade bastante importante, mas obviamente poderá durar talvez duas semanas. A partir daí, a situação terá que voltar à normalidade. Se não voltar à normalidade, aí o petróleo vai ultrapassar muito mais os 100 Dólares, talvez chegar aos 150. Depende. Tudo o que acontecer nestas próximas duas semanas, como a guerra e como a questão do governo iraniano estará solucionada, que tipo de governo será instaurado, o que é que vai sair de Teerão para o futuro, o que vai acontecer, isto tudo está dependente da guerra. RFI: Tem-se a sensação que os países do Golfo estão relativamente desprotegidos no âmbito deste conflito. Para já, os Estados Unidos não conseguem garantir a segurança dos navios que andam pelo Golfo e designadamente junto do estreito de Ormuz. E durante todas estas ofensivas por parte do Irão contra as diversas monarquias do Golfo, elas tiveram que responder pelos seus próprios meios. Ivo Sobral: Isto era relativamente expectável. Já tinham existido outros ataques no passado por parte das milícias Hutis, pelo menos dois incidentes bastante graves, em que drones Hutis de longo alcance aparentemente foram bombardear a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. E desde que isto aconteceu, estes dois países prepararam-se abundantemente para um conflito futuro em que estes drones iriam vir directamente do Irão. E foi isso que aconteceu. Portanto, em termos estratégicos, em particular os Emirados Árabes Unidos, tem uma série de sistemas antimíssil e anti-drones de várias nacionalidades e sistemas antimísseis Americanos, antiga e nova geração, tem sistemas antimísseis da Coreia do Sul que são bastante eficientes. E temos ainda vários sistemas antiaéreos de origem alemã que são utilizados para garantir uma protecção de médio e curto alcance em zonas específicas e que são também bastante eficientes. São sistemas que protegem fábricas e zonas estratégicas na Ucrânia contra os mesmos drones utilizados pela Rússia. E estes sistemas, por exemplo, existem também nos Emirados. A Arábia Saudita também tem vários sistemas antiaéreos. E a questão é que, obviamente, o Irão, uma vez mais, prova que não é um parceiro recomendável. Eu recordo que estes ataques visaram todos os países do Golfo, inclusive o Qatar, que era visto como um aliado do Irão, assim como Omã. Omã, até há pouco tempo, fazia exercícios militares com a própria República Islâmica do Irão. A Academia Militar de Omã tinha oficiais iranianos que vinham estudar e trabalhar com os seus congéneres e nem sequer Omã e Mascate escaparam aos drones iranianos. Portanto, estes ataques ocorreram em todos os países do Golfo, Omã, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Arábia Saudita, Kuwait, Iraque. Todos os países foram visados unilateralmente por estes ataques iranianos e indiscriminadamente. O Irão, ao início, falou de ataques em zonas onde estão bases americanas. Mas afinal visou aeroportos, shoppings, hotéis. Agora falam em bancos. O que normalmente acontece quer em zonas completamente civis, indiscriminadamente, como tecnicamente, estes mísseis de cruzeiro e drones não têm qualquer precisão e caiem indiscriminadamente em qualquer sítio, inclusive dentro do próprio território iraniano. Por 100 mísseis e drones iranianos, dez caem no próprio território iraniano, o que é impressionante. Portanto, muitos dos países do Golfo já tinham alguma protecção. Eu relembro os números, por exemplo, Israel teve um ataque com por volta de mil drones e mísseis, em particular mísseis balísticos, que são muito mais difíceis de serem detectados. Os Emirados já foram visados por 1800 ataques. Só os Emirados foram ainda mais visados do que Israel. Também houve ataques de várias centenas de drones na Arábia Saudita e no Koweit. Houve também uma tentativa de ataque no Azerbaijão. Portanto, o Irão, nos dez minutos após o seu ministro dos Negócios Estrangeiros dizer que o "Irão é um país que visa a paz e que visa a cooperação com o Golfo para acabar com esta agressão iraniana", dez minutos após este discurso, atacou com drones os Emirados, a Arábia Saudita, o Kuwait e Omã. Portanto, aqui demonstra que o governo islâmico do Irão é uma ameaça regional e internacional. Não só é um absolutamente brutal ao nível medieval, com a sua própria população, como é também um país extremamente perigoso para qualquer dos seus vizinhos mais próximos. Um dos princípios da sua própria Constituição é a destruição de outros Estados, assim como a imposição da sua própria religião em todos os países à volta e chegar, inclusive à própria Europa. Isso está escrito em vários documentos basilares da República Islâmica do Irão desde 47 anos atrás. Portanto, é interessante que os países da Europa continuarão a fazer negócios com o Irão, pensando que os iranianos eram realistas. Mas não são. O governo iraniano é um governo ideologicamente conectado, com uma forma de radicalização islâmica xiita. Muito recentemente, foram descobertos vários detalhes, inclusive em França, e este é um livro bastante conhecido feito pelo chefe dos serviços secretos franceses, que fala especificamente na cooperação entre o governo francês e a República Islâmica do Irão, em termos de perseguição, monitorização de todos os iranianos dentro da França, assim como a Inteligência francesa deixou os membros da República Islâmica do Irão executar, raptar e torturar cidadãos iranianos dentro da França. Isto aconteceu na França e aconteceu noutros países. Há outro país que foi um grande amigo do Irão, no passado, que é a Áustria com a qual houve contratos de cooperação técnica. Os motores actualmente utilizados pelo Irão, que mataram milhares de pessoas na Ucrânia e continuam a matar neste momento em todo o Médio Oriente, foram desenvolvidos na Áustria, foram copiados pela República Islâmica do Irão num projecto de cooperação e são utilizados para fazer puro mal. As suas maiores vítimas são a sua própria população. Um dia, quando o governo cair e nós iremos todos, todos os jornalistas europeus, americanos irão filmar as prisões, serão numa escala gigantesca. Eu lembro-me muito bem que vimos na Síria as salas onde os guardas prisionais eliminavam os restos humanos das pessoas que matavam. Quando nós queremos observar isto, não podemos perceber a escala do puro mal que estará dentro deste país. Continuo a receber contactos, apesar de neste momento a internet não estar bloqueada há várias semanas, mas existe ainda a possibilidade de mandar mensagens a partir dos próprios cartões da Telecom do Irão para fora do país. É uma coisa que eles não conseguiram bloquear. Eu tenho algumas informações secundárias sobre o que está a acontecer no Irão e as pessoas, neste momento, olham para este ataque como um mal necessário. Estão bastante contentes para o futuro, porque se neste momento não existir uma mudança de governo e se Israel e os Estados Unidos perderem esta guerra. A República Islâmica do Irão, irá massacrar ulteriormente à sua própria população. Isto é uma realidade. Falamos das prisões que foram descobertas na Síria. Falamos de dezenas de valas comuns. Na Síria, a população era quase 18 milhões de pessoas. Num país como o Irão, com 90 milhões, com um regime de 47 anos, eu não tenho imaginação suficiente para pensar na mortandade que foi feita no passado e poderá ser feita ainda mais no futuro, se não existir uma mudança de governo.
A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã abriu uma nova fase de instabilidade no Oriente Médio. Desde o final de fevereiro, ataques militares, ameaças de escalada regional e disputas estratégicas entre potências voltaram a colocar a região no centro da política internacional. Mas como acontece com frequência no Oriente Médio, guerras entre Estados também acabam reativando conflitos históricos que atravessam fronteiras nacionais. Um desses conflitos é a chamada questão curda. Espalhados por países como Turquia, Iraque, Síria e Irã, os curdos formam um dos maiores povos do mundo sem um Estado próprio.A questão curda atravessa toda a história política do Oriente Médio moderno. Ao longo do último século, os curdos estiveram envolvidos em diferentes conflitos regionais e também em alianças estratégicas com potências externas. Agora, com a guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, volta a surgir a pergunta: até que ponto os movimentos curdos podem influenciar os rumos desse conflito? E quais seriam as consequências regionais de uma mobilização curda nesse momento? Para conversar sobre tudo isso com a gente, recebemos hoje Monique Sochaczewski, doutora em História, Política e Bens Culturais, professora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e Cofundadora e Pesquisadora Sênior do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (GEPOM).
EUA e Israel bombardeiam o Irão há mais de uma semana. A maior potência militar do mundo entrou em guerra sem autorização do Congresso, sem mandato das Nações Unidas, sem coligação internacional e sem uma justificação que se mantivesse coerente durante mais de vinte e quatro horas. Este episódio com Francisco Pereira Coutinho, professor catedrático e autor do livro Guerra, Mentiras e Direito Internacional, a propósito dos quatro anos da invasão e guerra na Ucrânia, parte dessa escalada militar para discutir o estado do direito internacional e a fragilidade da ordem multilateral. Não é a primeira vez, nem será a última, que o direito internacional é violado. Mas há uma diferença entre contornar as regras e assumir, abertamente, que estas são um empecilho. Washington e Telavive falam em mudança de regime, mas o Irão não é a Venezuela: é um país de noventa milhões de pessoas, com centenas de milhares de guardas revolucionários (que sabem que serão mortos com a queda do regime), uma estrutura de poder colegial e profundamente ideológica e um instinto de sobrevivência que os ataques externos tendem a reforçar, não a enfraquecer. Ninguém parece ter um plano para o dia seguinte e a experiência do Iraque e da Líbia deixa-nos péssimos exemplos do que acontece quando se destrói um Estado. Ou o caos ou um regime mais brutal para restabelecer a ordem.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (09/03/2026): O Irã anunciou ontem a escolha de Mojtaba Khamenei, de 56 anos, segundo filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do país. Como o pai, ele é um aiatolá, ou seja, um clérigo de alto escalão dentro do islamismo xiita. Mojtaba serviu no exército iraniano durante a Guerra Irã-Iraque e teria liderado uma milícia paramilitar. Em 2024, quando sua sucessão começou a ser planejada, Ali Khamenei teria afirmado que seu filho deveria ser excluído da disputa. Ontem, antes do anúncio, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o próximo líder “não vai durar muito” sem sua aprovação. Na semana passada, Trump chegou a dizer que o nome de Mojtaba era “inaceitável”. Diante do novo líder e da escalada do conflito, o preço do petróleo disparou e ultrapassou a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. E mais: Economia: PF e PGR vão focar nos delitos financeiros de Vorcaro Política: Juízes e desembargadores receberam R$ 336 milhões em lucros e dividendos Metrópole: Pinheiros volta a liderar entre bairros de SP com mais furtos Esportes: Flamengo é campeão do Carioca, e Palmeiras conquista o Paulistão 2026 See omnystudio.com/listener for privacy information.
A retaliação iraniana contra bases norte-americanas, infraestruturas energéticas no Golfo e navios na região coloca a guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão numa fase de escalada imprevisível. No podcast “O Mundo a Seus Pés”, os analistas de relações internacionais Tomé Ribeiro Gomes e Alberto Cunha defendem que é improvável que o conflito termine rapidamente e explicam como os impactos podem ultrapassar largamente o Golfo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
ESQUEÇA AS PLANILHAS COM O MYPROFIT - CUPOM: PERINI10 https://r.vocemaisrico.com/89b2ac9805Em 28 de fevereiro de 2026, EUA e Israel lançaram a maior ofensiva militar no Oriente Médio desde o Iraque. O líder supremo, Ali Khamenei, foi assassinado. Instalações nucleares foram bombardeadas. E o Estreito de Ormuz — por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial — entrou no centro da crise, com ameaça de interrupção do tráfego e risco real de um choque de energia.Diante de um conflito que pode se estender por dias, semanas e até meses, o mundo observa atento às implicações econômicas.Mas qual é o plano real por trás dessa guerra?Qual foi, de fato, o papel dos EUA na ofensiva? Como Trump pretende conduzir o primeiro grande conflito armado do seu atual mandato — e qual é a estratégia para vencer sem transformar isso em uma guerra longa?O objetivo é só “dissuadir” o Irã — ou desmontar de vez seu programa nuclear e a estrutura de poder regional? O que muda quando você elimina o principal líder do regime no meio de uma ofensiva? Quem ocupa o vácuo de poder — e como isso altera o cálculo do IRGC, de Israel e dos aliados americanos?Para responder estas e outras perguntas, convidamos o Professor HOC para o episódio 287 do podcast Os Sócios.Falaremos sobre o contexto do ataque dos EUA ao Irã, quais podem ser os desdobramentos disso para o mundo, conflitos no Oriente Médio, potências envolvidas, posicionamento da China e da Rússia, e muito mais.Ele será transmitido nesta sexta-feira (06/03), às 11h, no canal Os Sócios Podcast.Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperiniConvidado: Heni Ozi Cukier (Professor HOC) @professorhoc
No sétimo dia de ataques dos Estados Unidos e Israel, dezenas de bombas penetradoras de 900 kg foram lançadas contra instalações subterrâneas iranianas usadas para armazenar e lançar mísseis balísticos. E mais:- Exército de Israel ordena a evacuação imediata dos subúrbios no sul de Beirute, no Líbano- Dois drones iranianos atingem o Azerbaijão, na fronteira norte do Irã, destruindo o terminal do Aeroporto Internacional de Nakhchivan e uma escola, ferindo dois civis- Grupos dissidentes curdos iranianos no norte do Iraque estariam se preparando para entrar no Irã, com a CIA fornecendo armas ao grupo- Ministro das Relações Exteriores iraniano declara que o país está pronto para enfrentar uma invasão terrestre das tropas inimigas- Preços dos voos particulares triplicam e executivos e suas famílias têm ido de carro até destinos como Omã ou Arábia Saudita para embarcar em jatos particulares para escapar da guerra no Irã Ouça Daíra no Spotify Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (05/03/2026): A Polícia Federal voltou a prender ontem, de forma preventiva, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco. Foi a primeira ação autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, depois que ele assumiu a relatoria do caso. No pedido de prisão, investigadores da Polícia Federal se referem a Vorcaro como “profissional do crime” e dizem ter encontrado indícios de que o banqueiro ordenou a invasão de sistemas de informática de órgãos públicos, cooptou servidores do Banco Central e criou um grupo – chamado de “A Turma”. E mais: Internacional: Submarino dos EUA afunda fragata iraniana; mais de 100 morreram Política: Dino suspende ordem da CPI do INSS para quebrar sigilo de amiga de Lulinha Metrópole: Todos os 4 réus por estupro de adolescente estão presosSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Quase seis em cada dez americanos reprovam a decisão dos Estados Unidos de, em ação coordenada com Israel, atacar o Irã. Uma pesquisa divulgada pela CNN revela que a maioria tem dúvidas sobre a forma como o presidente Donald Trump está tratando o assunto, além de não confiar na capacidade de Trump de tomar as decisões corretas sobre o uso da força no Irã, com 60% dizendo que não acreditam que ele tenha um plano claro para lidar com a situação e 62% afirmando que ele deveria obter a aprovação do Congresso para qualquer ação militar futura. A pesquisa foi realizada no sábado (28) e no domingo (1º), logo após os primeiros ataques ao Irã. No geral, 59% dos americanos reprovam a decisão de bombardear o país, enquanto 41% a aprovam. Em entrevista à Rádio Eldorado, a coordenadora do curso de Relações Internacionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, Fernanda Brandão, disse que o conflito desperta más lembranças na população num ano em que Trump vai enfrentar eleições de meio de mandato para a Câmara e para parte do Senado e dos Estados. “É uma ação que levanta alguns traumas na população americana, como os do Iraque e do Afeganistão, que foram guerras que duraram muitos anos”, afirmou. Além disso, ela apontou que um eventual prolongamento da guerra poderá prejudicar ainda mais a popularidade de Trump se o impacto nas cotações do petróleo for repassado para os preços dos alimentos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Após o ataque americano, Donald Trump afirmou que o Irão quer conversar, mas que é tarde demais. Na manhã de sábado, juntamente com Israel, os EUA lançaram uma ofensiva sobre o país do Médio Oriente, enquanto decorriam negociações entre Washington e Teerão. Ainda assim, não são claras as razões que levaram os EUA a atacar o Irão. Daniel Oliveira questiona se alguém acredita que “se muda um regime de avião”, com ataques aéreos; Francisco Mendes da Silva sublinha que ainda não foi explicado qual era o perigo iminente. A análise dos comentadores, no Antes Pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 3 de março. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (03/03/2026): No terceiro dia de guerra no Oriente Médio, o conflito já envolve 12 países. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a maior onda de ataques ainda está por vir, previu duração de até cinco semanas e não descartou o envio de tropas ao Irã, dizendo que o objetivo é destruir mísseis, aniquilar a marinha iraniana e impedir armas nucleares. Teerã rejeitou negociações, enquanto bombardeios americanos e israelenses continuaram, com centenas de mortos no Irã, incluindo civis, segundo o Crescente Vermelho. Os EUA afirmam ter afundado navios iranianos e reforçado presença militar na região. O Irã lançou mísseis contra bases americanas no Kuwait, Bahrein, Iraque e Emirados Árabes Unidos, além de atingir instalações na Arábia Saudita e no Catar. Em Israel, ataques deixaram mortos, e o Hezbollah entrou na guerra, ampliando a escalada regional. E mais: Economia: Acirramento da guerra faz barril de petróleo avançar até 6,68% Política: Ministros do STJ têm 29 parentes que advogam em ações na Corte Metrópole: MEC propõe carga horária presencial menor na formação de professores Cultura: ‘ Gal, o musical’ será uma das estreias de março em SPSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O enriquecimento de uranio a 60% é um facto comprovado no Irao, mas os bombardeamentos norte-americanos e israelitas ameaçam as instalaçoes nucleares no pais, assim como na regiao, agravando o risco deste conflito. O programa nuclear do Irão foi apresentado como o principal motivo para os ataques norte-americanos e israelitas contra o país desde sábado, que resultaram, até agora, na morte do Ayatollah Ali Khamenei, assim como dezenas de dirigentes iranianos. Em Junho do ano passado, os Estados Unidos já tinham bombardeado o Irão, atingindo três centrais nucleares. Em entrevista à RFI, Rui Curado da Silva, Investigador principal no laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas da Universidade de Coimbra, em Portugal, explica que ao contrário do que aconteceu no Iraque, há provas imparciais que o Irão detém centenas de quilos de urânio enriquecido numa percentagem que indica a intenção de produzir armas de destruição maciça. "No Irão temos a inspecção da Agência Internacional de Energia Atómica, não são os Estados Unidos ou outro país que esta a dizer que eles tem urânio enriquecido. É a Agência Internacional de Energia Atómica que esteve no terreno. Portanto, não há dúvida nenhuma que eles têm centenas de quilos de urânio com mais de 60% de enriquecimento. E esse nível de enriquecimento não é necessário para as centrais nucleares: Para produzir electricidade, bastam 5%. Ja para produzir armas nucleares é necessário 90%. Portanto, aqui há uma clara indicação que o Irão quer ter armas nucleares", explicou o investigador. O perigo agora, perante bombardeamentos cerrados em várias cidades no Irão, é atingir uma das centrais nucleares onde há este urânio enriquecido e, assim, espalhar este composto altamente perigoso. "Há vários tipos de perigo. Eu vou destacar os dois extremos. Imaginemos que os Estados Unidos acertam no sítio onde eles têm centenas de quilos de urânio enriquecido naquele nível. O que vai acontecer é que o urânio vai ser projetado a dezenas, centenas de metros, alguns quilómetros no máximo, e vai contaminar essa zona toda. Depois as pessoas não podem andar naquela zona, porque aquilo é perigoso. Existe uma central nuclear ali naquela zona que eles agora andam a bombardear no Irão. Existe outra, no outro lado do Golfo, que tem quatro reactores, que é uma central nuclear dos Emirados Árabes Unidos, e depois os dois porta-aviões americanos que lá estão e são movidos a energia nuclear. Têm dois reactores nucleares. Portanto, se houver algum ataque a um desses reactores a funcionar, o caso é muito mais grave, porque há muito material ativo, muito material utilizado, que é muito perigoso, que pode incendiar-se facilmente e emitir isótopos de urânio e material contaminado para a atmosfera a distâncias de 1000 quilómetros ou 2000 quilómetros", explicou Rui Curado da Silva. Um acidente deste género seria similar ao que se passou em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, que terá causado até agora 4 mil mortos devido à exposição à radiação. De forma a evitar conflitos baseados na posse e produção de armas nucleares, Rui Curado da Silva defende uma acção mais alargada e eficaz da Agência Internacional de Energia Atómica. Este cientista integra o grupo Union of Concerned Scientists, ou União dos Cientistas Preocupados, que defende que, face ao conhecimento que existe hoje da energia atómica, a regulação internacional devia mudar. "Isto deveria passar por uma partilha de responsabilidades similar ao que já existe na União Europeia, onde são definidas regras para quando os países não cumprem os acordos. Existem consequências. E neste momento, os países que fazem parte da Agência Internacional de Energia Atómica têm consequências muito limitadas", concluiu o cientista.
No quarto dia do conflito no Médio Oriente, o exército israelita anunciou, esta terça-feira, o envio de forças terrestres para o sul do Líbano, depois de ter confirmado ataques aéreos simultâneos sobre Teerão e Beirute. Face à retaliação iraniana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou a saída do pessoal diplomático não essencial e das respectivas famílias do Iraque, da Jordânia e do Bahrein, como medida de precaução perante o agravamento da situação na região. Em entrevista à RFI, João Henriques, vice-presidente do Observatório do Mundo Islâmico, analisa os objectivos estratégicos em jogo e sustenta que “não há uma única razão para estes ataques ao Irão”. Qual é o objectivo desta guerra? O objectivo desta guerra tem sido dúbio no discurso de Donald Trump. Tem havido diferentes cenários. Poderíamos dizer que o objectivo da guerra foi, até, mais por imposição de Israel: a queda do regime e, naturalmente, no seguimento disso, a criação de condições para que a liderança passasse para uma figura - não vou dizer imposta por Israel ou pelos Estados Unidos - mas para uma figura mais consensual e que alinhasse naturalmente nos propósitos de Israel e dos Estados Unidos. A outra ideia era decapitar completamente o regime, o que não aconteceu, embora ele tenha sido em parte já removido. Estou a falar da liderança iraniana. Mas não há, objectivamente, uma única razão para que estes ataques à República Islâmica do Irão estejam a acontecer. Vimos agora Ali Larijani [secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional] a dizer que não vai ceder a qualquer tipo de reforma. Ali Larijani é o homem com quem Donald Trump poderia negociar, o que leva a pensar que toda esta ofensiva não será capaz de derrubar este regime estruturado e autoritário… Não, não vai acontecer. Porque, se nós verificarmos o perfil dos nomes que são apontados como principais candidatos, o regime teocrático vai manter-se. E nenhum deles vai alinhar com cedências a Israel e aos Estados Unidos. Poderá haver, e há, elementos de uma linha mais branda, mas há determinados pontos que são comuns. Portanto, não há nenhuma cedência aos interesses do Ocidente. São essencialmente interesses de natureza económica e, naturalmente, a preservação de alguma influência política e até securitária na região, que tem estado a ser protagonizada por Israel. Vários Estados, como a Finlândia, a Noruega e a Colômbia, denunciaram um “ataque ilegal”. A Rússia fala em “agressão”. O Senegal condena o uso da força e países como a Suíça, a Irlanda e a Espanha pedem o respeito pelo direito internacional. Os Estados Unidos e Israel falam em “ataques preventivos”. Um ataque destes deveria ter sido lançado com a luz verde do Conselho de Segurança das Nações Unidas? Absolutamente. Este ataque, desde logo, deveria ter sido discutido, votado e eventualmente aprovado no Congresso norte-americano. Isso não aconteceu. A nível macro, as Nações Unidas deveriam ter uma voz activa nesta decisão bilateral, incluindo também Israel. Isto vai, de facto, contra aquilo que são as normas do direito internacional, que não contempla este tipo de intervenção. Trata-se, objectivamente, de uma agressão a um Estado soberano. E a Europa no meio disto tudo? A classe política europeia está dividida. De um lado, há aqueles que afirmam peremptoriamente que esta iniciativa - norte-americana e israelita - faz todo o sentido, porque estão a tentar decapitar as intervenções de um país que é considerado atentatório das liberdades e da paz. E há outros que defendem que tudo isto vai contra aquilo que é o direito internacional instituído e que já deixou de haver regras, porque há um protagonista chamado Donald Trump que decide de sua livre iniciativa, desrespeitando as instituições. O Irão retaliou, atacando não só cidades israelitas e bases norte-americanas, mas também alvos noutros Estados do Golfo, nomeadamente na Arábia Saudita, invocando a legítima defesa. Estes ataques são legais? Aqui volta a haver uma divisão, porque se trata de uma violação da soberania. Mas há o outro lado, que defende a tese iraniana: trata-se de um acto de legítima defesa, porque não estão a atacar a soberania desses países; estão a atacar território - entre aspas - norte-americano que se encontra nesses países. Estou a falar de bases militares que estão nesses países, incluindo Omã, que se disponibilizou para mediar o conflito. E as pessoas perguntam: se Omã está a querer mediar o conflito, porque é atacado? É atacado exactamente porque as forças ocidentais se encontram instaladas nesses territórios. E vai acontecer o mesmo no futuro. Eles vão continuar - estou a falar do Irão e, eventualmente, dos seus aliados, o Hezbollah e, mais a nível regional, os Houthis no Iémen - a atacar as bases norte-americanas. Mas é também uma forma de fazer pressão sobre os Estados Unidos para pararem com a ofensiva? Essa pressão, julgo, não vai ter grande sucesso junto de Donald Trump e, mais ainda, de Benjamin Netanyahu. Os Estados do Golfo poderão também invocar legítima defesa para responder aos ataques iranianos? Não acredito nessa possibilidade. Haverá manifestações públicas de ataque, manifestações de descontentamento e declarações relativas a uma agressão que não deveria ter acontecido, de qualquer maneira. A reacção dos Estados do Golfo perante os ataques iranianos é uma reacção perfeitamente legítima e constitui um motivo de discussão ao nível do direito internacional. O alastramento desta ofensiva já é visível entre Israel e o Líbano. De acordo com o último balanço, os ataques israelitas causaram 52 mortos e mais de 150 feridos. É real o risco de um conflito global? O conflito regional já existe. O risco global não é desejável. E eu, pessoalmente - e muitos analistas - não acreditamos que este conflito se globalize. Até porque, vejamos: o Hezbollah, a partir do Líbano, enviou mísseis para o norte de Israel. A reacção de Telavive é considerada normal e legítima. E isso provocou, de imediato, por parte do Presidente libanês, uma reacção dirigida naturalmente ao Hezbollah, para terminarem com essas agressões. E para entregarem as armas… Exactamente. O Hezbollah vai continuar a ser um apoio para o Irão. Não é crível que estes ataques sejam interrompidos. O Hezbollah vai continuar a atacar território israelita. Ainda sobre o Irão, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 2 de Março, que não hesitaria em enviar tropas norte-americanas para o Irão. Donald Trump, que sempre se opôs às guerras, poderá enviar homens para o terreno? Homens para o terreno - como se diz, botas no terreno - é improvável. Até porque os Estados Unidos não estão a confrontar-se com um Estado como a Venezuela. A questão do Irão é bem diversa, muito arriscada e muito perigosa. Para já, porque estão mais preocupados - os Estados Unidos e Israel - em eliminar fisicamente determinadas figuras do que em trazê-las para o seu território para depois serem julgadas. Quais são os impactos desta guerra no Médio Oriente? Impactos económicos? Fala-se já do preço do petróleo, que disparou, e do encerramento do Estreito de Ormuz. A China é o principal país impactado? A China está preocupada, embora ainda não se tenha manifestado de forma contundente, e a Rússia também condenou os ataques. O preço do petróleo já vai na casa dos 100 dólares por barril. O Estreito de Ormuz foi fechado. Todavia, há a possibilidade de haver, por parte dos Estados Unidos, uma acção para eliminar esta intervenção iraniana no Estreito de Ormuz. De qualquer maneira, a China vai contribuir decisivamente para que haja um abrandamento e para que o Estreito de Ormuz seja reaberto. Mas a troco de contrapartidas; terá de ser negociado. A China vai continuar a resolver o problema com a importação de petróleo e gás, mas, naturalmente, vai sofrer as consequências também ao nível dos preços. Esta situação, dentro de dias, começará a fazer-se sentir, com os efeitos do encerramento do Estreito de Ormuz, e estou naturalmente a falar da economia a nível mundial.
Convidado: Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal Na manhã deste sábado (28), os iranianos foram surpreendidos com bombardeios na capital Teerã e em diversas cidades do país – pelo menos 200 pessoas morreram, de acordo com informações da rede humanitária Crescente Vermelho, que atua em nações muçulmanas. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto na ação. Trata-se da operação “Fúria Épica”, um ataque de grandes proporções promovido pelos Estados Unidos e Israel contra o regime dos aiatolás. Imediatamente, as forças militares do Irã reagiram. Mísseis e drones foram lançados ao território israelense e houve também ataques a países que mantêm bases americanas, caso de Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes. Os ataques ocorreram mesmo com negociações em curso entre Estados Unidos e Irã para que o regime interrompesse seu programa nuclear. Donald Trump defendeu a ofensiva dizendo que os iranianos nunca quiseram um acordo de verdade. E, num vídeo publicado nas redes sociais, instou a população a derrubar o regime para tomar o poder. Neste episódio especial, Natuza Nery entrevista Tanguy Baghdadi, professor de política internacional e criador do podcast Petit Journal, para explicar o tamanho da crise no Oriente Médio e o risco de uma guerra generalizada na região. Tanguy também analisa por que o governo americano decidiu atacar agora e avalia o que pode acontecer com o regime dos aiatolás a partir dos acontecimentos deste sábado.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (01): O governo do Irã confirmou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A morte ocorreu durante ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a notícia em suas redes sociais, destacando que o aiatolá não conseguiu escapar da inteligência norte-americana e israelense. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que o Irã sofrerá uma retaliação com força nunca antes vista caso decida atacar alvos americanos ou israelenses. A ameaça ocorre após múltiplos ataques iranianos atingirem nações aliadas no Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além de cidades em Israel, incluindo Tel Aviv. A crise no Oriente Médio deve se arrastar por mais tempo após as recentes ofensivas, segundo a análise do professor de relações internacionais Vinícius Rodrigues Vieira. Ele avalia que a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei não derruba automaticamente a República Islâmica, pois o regime possui uma estrutura de poder complexa e não é baseado no personalismo de uma única figura O governo do Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o conselho de liderança interino do país após a morte do líder supremo Ali Khamenei. A rápida movimentação do regime busca evitar um vácuo de poder e demonstrar estabilidade institucional enquanto não há a escolha de um sucessor definitivo. O conselho responsável pela escolha do novo aiatolá, a Assembleia dos Peritos, é formado por 88 clérigos xiitas. O exército do Irã anunciou uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Oriente Médio. A ofensiva militar é uma resposta direta do país após o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o correspondente Luca Bassani, mísseis lançados pelo regime de Teerã foram interceptados próximos à base militar de Erbil, situada no norte do Iraque. Os principais membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), incluindo nações aliadas como Rússia e Arábia Saudita, realizam uma reunião de emergência para discutir os reflexos econômicos dos recentes ataques ao Irã. A grande preocupação do mercado internacional é a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica responsável pelo escoamento de cerca de 25% de todo o petróleo mundial. O conflito armado no Oriente Médio ganha novos contornos com a retaliação do Irã contra bases militares. O mestre em segurança pública e especialista em ciência política, Rodolfo Laterza, avalia que a operação conjunta entre Estados Unidos e Israel teve um caráter cirúrgico e de choque, mas esbarrou na rápida resposta balística iraniana. O exército de Israel realizou uma nova onda de bombardeios no Oriente Médio, destruindo caças da Força Aérea do Irã em uma ofensiva para diminuir a capacidade militar do país. Após os ataques, o governo iraniano confirmou a morte de quatro oficiais de alto escalão da segurança nacional, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária e o ministro da Defesa. O ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, analisou o histórico das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países. Segundo o diplomata, a parceria, que recentemente completou 120 anos, é considerada correta e sem grandes problemas. Gradilone destacou que as exportações do agronegócio brasileiro para o mercado iraniano rendem bilhões em divisas para o Brasil todos os anos. Por outro lado, a balança comercial é bastante desigual, já que o volume de importações de produtos do Irã é pequeno, concentrando-se basicamente em itens como ureia e pistache. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (28): A escalada de tensão no Oriente Médio atinge um nível crítico. Fabrizio Neitzke, relata que a pressão norte-americana se intensificou após a estagnação das negociações sobre o acordo nuclear iraniano. O cenário de alerta máximo foi disparado quando o governo dos EUA emitiu um comunicado urgente recomendando que seus diplomatas deixassem Israel o quanto antes, temendo retaliações. Milhares de soldados americanos estão em perigo. Após o ataque direto ao Irã, as bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio, como a de Al Udeid no Catar, tornaram-se alvos em potencial para o regime iraniano.Entenda as consequências geopolíticas da "Operação Fúria Épica" e como o Irã está respondendo militarmente a Israel e aos Estados Unidos. O jornalismo da Jovem Pan News traz o relato de Michelle Goldenfeld, uma brasileira que mora a apenas 20 minutos de Tel Aviv, em Israel, sobre o momento exato em que os ataques iranianos começaram a atingir o país. Em entrevista, Michelle conta que o clima de tensão já vinha escalando nos últimos dias, mas a situação atingiu o ápice quando as sirenes de alerta soaram pela manhã. Ela descreve a urgência de se abrigar no quarto antibombas (bunker) da residência e o som contínuo dos alarmes que ecoaram. Em declaração direta, Trump confirmou que as Forças Armadas americanas iniciaram grandes operações de combate dentro do território do Irã. O presidente justificou a ofensiva militar afirmando que o objetivo principal é defender o povo americano e eliminar as "ameaças iminentes do regime iraniano", classificando os líderes do país como um "grupo perverso de pessoas cruéis e terríveis". Na madrugada deste sábado (28), Estados Unidos e Israel atacaram o Irã com mísseis. Para entender o peso geopolítico dos recentes ataques, a bancada recebe o professor de Relações Internacionais, José Niemeyer. Logo de início, o especialista classifica a atual escalada como uma "guerra conflagrada e real" ocorrendo no sistema internacional. Ele alerta que o cenário já se configura como uma guerra convencional, onde dois Estados soberanos uniram forças contra um terceiro Estado soberano, o Irã. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou a situação no Irã como "muito perigosa" e confirmou que as autoridades já monitoram cenários para eventuais repatriações de cidadãos europeus que estão em zonas de risco. Como primeira medida de segurança, gigantes da aviação europeia, como Lufthansa e Air France, suspenderam seus voos para a região. O jornalismo da Jovem Pan News recebe o professor de relações internacionais, Danilo Porfírio, para analisar a estratégia militar dos Estados Unidos na escalada do conflito contra o Irã. O especialista afasta o temor de que o mundo presencie um desgaste semelhante ao ocorrido na Guerra do Iraque. O presidente da França, Emmanuel Macron, utilizou as redes sociais para fazer um duro alerta, afirmando que a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã traz "consequências graves para a paz e a segurança internacional". O editor de internacional, Fabrizio Neitzke, detalha os pontos centrais do comunicado de Macron. O presidente francês garantiu que a França está preparada para proteger seus cidadãos, interesses e países parceiros na região. O jornalismo da Jovem Pan News repercute o posicionamento oficial do Brasil diante do agravamento do conflito no Oriente Médio. O governo brasileiro expressou "grave preocupação" com os ataques coordenados pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano. No comunicado, o Brasil apela para que todas as partes envolvidas respeitem o direito internacional e exerçam "máxima contenção" para evitar uma escalada ainda maior das hostilidades. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Com 300 aviões de combate, dois porta-aviões e até submarinos com mísseis de cruzeiro, a presença americana na região é significativa. Será que estamos a ver uma fase de dissuasão ou algo mais próximo de um confronto direto? Na região do Golfo, não havia tanto aparato militar americano desde a invasão do Iraque. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi, confirmou que os Estados Unidos e o Irão vão realizar uma nova ronda de conversações na quinta-feira em Genebra. See omnystudio.com/listener for privacy information.
No vídeo de hoje eu explico por que as últimas oito décadas – o maior período sem guerra entre grandes potências desde o Império Romano – são uma anomalia histórica que a gente trata como normal. Parto de três números-chave dessa “longa paz”: 80 anos sem guerra direta entre grandes potências, 80 anos sem uso de armas nucleares em combate e apenas 9 países com armas atômicas, apesar de mais de 100 terem capacidade de fabricá-las. Reconto como Hiroshima, Nagasaki, a crise dos mísseis em Cuba e a lógica da destruição mútua assegurada na Guerra Fria forçaram EUA e URSS a construírem uma ordem internacional de segurança baseada em alianças (OTAN, Japão), instituições (ONU, FMI, Banco Mundial) e no Tratado de Não Proliferação Nuclear. Depois analiso como o “dividendo da paz” pós-1991, o fim da URSS, o otimismo de Fukuyama sobre o “fim da história” e a globalização criaram uma falsa sensação de segurança, enquanto os EUA se atolavam no Afeganistão e no Iraque. A partir daí, mostro os cinco fatores que hoje ameaçam essa paz: amnésia histórica sobre o horror de uma guerra total; ascensão da China e o ressentimento da Rússia de Putin; a erosão do peso econômico dos EUA em um mundo cada vez mais multipolar; o excesso de compromissos militares americanos; e a polarização interna que paralisa a política externa dos EUA. No fim, a pergunta central é direta: essa era sem Terceira Guerra Mundial é o “normal” ou é um acidente histórico que pode acabar? E o que seria necessário, em termos de imaginação estratégica e vontade política, para segurar essa paz por mais uma geração?
Chefão do submundo do comércio ilegal de tabaco e tráfico na Austrália é preso no Iraque. A passarela centenária de Bondi pode ser demolida para dar lugar a um memorial às vítimas do atentado terrorista. Craig Silvey, renomado escrito infanto-juvenil australiano, reponderá na justiça por posse e distribuição de material de exploração infantil. Quatro em cada dez adultos brasileiros estão com dívidas atrasadas, e este número subiu 10% no último ano.
Convidado: Filipe Figueiredo, historiador pela USP, colunista do jornal O Estado de São Paulo e criador do podcast Xadrez Verbal. Com a maior estrutura militar do planeta, há décadas os Estados Unidos transformaram seu poder bélico em instrumento de política externa. Em nome da segurança nacional e de interesses estratégicos, Washington atuou – direta ou indiretamente – para intervir na política de outros países ao redor do globo. Os resultados deixaram rastros de instabilidade e crises duradouras. A exemplo do que aconteceu no Iraque, no Irã e no Afeganistão, onde a ocupação americana durou duas décadas. Agora, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que a intervenção na Venezuela não tem data para terminar – e vai durar até um processo de transição de poder. Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com o historiador Filipe Figueiredo. Colunista do jornal O Estado de São Paulo e criador e apresentador do podcast Xadrez Verbal, Filipe relembra o que levou às invasões de países na América Latina e no Oriente Médio – e responde como o movimento MAGA dá uma nova roupagem ao processo de intervencionismo americano. Ele explica o que deu errado em uma série de processos de intervenção e, por fim, traça um paralelo entre as invasões do Iraque e da Venezuela.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (05/01/2026): O secretário de Estado americano, Marco Rubio, pareceu ontem se distanciar da afirmação feita por Donald Trump um dia antes, de que os EUA “governariam” a Venezuela. Ele enfatizou, em vez disso, que o governo manteria uma “quarentena” militar sobre as exportações de petróleo do país para exercer pressão sobre a nova liderança em Caracas. Ao ser questionado sobre como os EUA planejavam governar a Venezuela, Rubio não apresentou um plano para uma autoridade de ocupação americana, como a que o governo de George W. Bush implementou em Bagdá durante a Guerra do Iraque. Rubio, por outro lado, falou em coagir um governo venezuelano liderado por aliados de Maduro a fazer mudanças políticas. E mais: Política: Grupo de eleitores de Bolsonaro rejeita voto em Flávio e busca opção à direita Economia: Estímulos de governos responderão por metade do PIB em ano eleitoral Internacional: Milei afrouxa controle cambial na Argentina Metrópole: Congonhas deve pedir este ano à Anac para voltar a ter voos internacionaisSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Leitura Bíblica Do Dia: MATEUS 2:1-5,7-12 Plano De Leitura Anual: HABACUQUE 1–3; APOCALIPSE 15 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: “Se você encontrar aquela estrela, sempre poderá encontrar o caminho de casa.” Essas foram as palavras de meu pai, ao me ensinar a localizar a Estrela do Norte, quando criança. Papai tinha servido nas Forças Armadas durante a guerra e houve momentos em que a vida dele dependia de capacidade de navegar sob o céu noturno. Ele garantiu que eu soubesse os nomes e localizações de várias constelações, mas encontrar a estrela Polar era o mais importante. Saber a localização dessa estrela significava adquirir o senso de direção onde quer que estivesse e encontrar o meu caminho. As Escrituras falam de outra estrela de essencial importância. Alguns sábios do Oriente (área que hoje pertence ao Irã e Iraque) estavam atentos às estrelas no céu que indicavam o local do nascimento de quem seria o rei de Deus para o Seu povo. Eles vieram a Jerusalém perguntando: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (MATEUS 2:1-2). Os astrônomos não sabem o que causou o aparecimento da estrela de Belém, mas a Bíblia revela que Deus a criou para que o mundo se voltasse para Jesus: “a brilhante estrela da manhã” (APOCALIPSE 22:16). Cristo veio para nos salvar de nossos pecados e nos guiar de volta a Deus. Siga-o e você encontrará o caminho de casa. Por: JAMES BANKS
O episódio desta semana do podcast Diplomatas foi exclusivamente dedicado aos Estados Unidos. Cumprido nesta quarta-feira o primeiro aniversário da vitória de Donald Trump sobre Kamala Harris nas últimas presidenciais, Carlos Gaspar (IPRI-NOVA) e Teresa de Sousa fazem um balanço dos primeiros nove meses da segunda Administração Trump nos planos interno e internacional. Na discussão sobre orientação estratégica da política externa de Trump, houve tempo para uma reflexão sobre o que saiu do encontro da semana passada entre o Presidente norte-americano e Xi Jinping, seu homólogo chinês, na Coreia do Sul. O estado da política interna nos EUA ofereceu o contexto para a análise aos resultados das eleições de terça-feira, incluindo a vitória do socialista Zohran Mamdani nas autárquicas de Nova Iorque, o triunfo dos candidatos democratas nas eleições para a governação dos estados da Virgínia e de Nova Jérsia, e a aprovação da Proposta 50, na Califórnia, que abre caminho para o desenho de um novo mapa eleitoral tendo em vista as próximas votações para o Congresso dos EUA. No final do episódio, o investigador e a jornalista falaram ainda sobre o percurso e o legado político de Dick Cheney, antigo vice-presidente republicano dos EUA e um dos arquitectos da invasão do Iraque (2003), que morreu na segunda-feira, aos 84 anos. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
José Maurício Bustani, primeiro diretor da OPAQ, desafiou o governo Bush ao negociar o desarmamento do Iraque – e pagou o preço por acreditar no diálogo e colocar a paz acima do poder
ONU quer mais vontade política e coragem moral para proteger funcionários; data marca ataque terrorista que matou 22 integrantes da Missão no Iraque, incluindo o brasileiro Sergio Vieira de Mello.