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Golpes de Estado, terrorismo, alterações climáticas e transições de liderança marcaram a actualidade política do continente africano nos últimos dias. A 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, a decorrer em Addis Abena, na Etiópia, serviu de palco para debater estes desafios, num momento particularmente sensível para vários países. A situação política na Guiné-Bissau -suspensa da organização pan-africana na sequência da tomada do poder pelos militares -esteve no centro das atenções. Em entrevista à RFI, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou uma posição firme, sublinhando a defesa inequívoca da ordem constitucional. Ainda no país, o principal opositor guineense, Domingos Simões Pereira, foi ouvido pelo Tribunal Militar, na qualidade de declarante, no âmbito de uma alegada tentativa de golpe de Estado em Outubro de 2025, segundo os seus advogados. A insegurança no norte de Moçambique também esteve em debate. O terrorismo em Cabo Delgado foi analisado à margem da cimeira, que decorre em Addis Abeba. António Guterres apelou à comunidade internacional, em particular à União Europeia, para reforçar o apoio ao país no combate à insurgência. Ainda em Moçambique, as alterações climáticas e os seus efeitos continuam a preocupar as autoridades. O Secretário-Geral das Nações Unidas reiterou que ainda é possível, até ao final do século, limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus, mas advertiu que tal exige uma redução drástica das emissões com efeitos imediatos. Entretanto, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres anunciou a abertura de 600 centros de acolhimento para famílias em risco, face à aproximação do ciclone tropical Gezani. Paralelamente, Maputo procura mobilizar apoio internacional, tanto na Cimeira da União Africana como na Cimeira Itália-África, para a reconstrução das zonas afectadas pelas recentes inundações. À RFI, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Manuela Lucas, sublinhou a necessidade de solidariedade internacional. A cimeira marca igualmente uma transição na liderança da organização continental. Termina a presidência angolana e inicia-se o mandato do Burundi. O Presidente burundês, Évariste Ndayishimiye, herdará do seu homólogo angolano, João Lourenço, dossiers complexos como o conflito entre a República Democrática do Congo e o Ruanda. Num balanço da presidência de Angola à frente da União Africana, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou o reforço da presença e da voz de África nos fóruns internacionais. Em São Tomé e Príncipe, a actualidade política ficou marcada pela eleição de Abnildo Oliveira como Presidente da Assembleia Nacional. O novo líder do Parlamento sucede a Celmira Sacramento, destituída do cargo há cerca de duas semanas, na sequência da crise parlamentar que abalou o país.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou, em Addis Abeba, uma posição firme sobre a Guiné-Bissau, sublinhando a defesa inequívoca da ordem constitucional. Em entrevista à RFI, à margem da 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, António Guterres, manifestou, ainda, forte preocupação com o terrorismo em Cabo Delgado, Moçambique, e apelou à comunidade internacional, em particular à União Europeia, para reforçar o apoio ao país. RFI em Português : Na Guiné-Bissau os atropelos ao Estado de Direito multiplicam-se: novo golpe de Estado, novamente os militares no poder. Tem acompanhado a situação, como é que olha para o que se passa na Guiné-Bissau? Secretário-Geral da ONU, António Guterres: Em primeiro lugar, nós temos uma posição muito clara de defesa da ordem constitucional e da democracia em todos os países, no mundo e, em particular, em África. E, naturalmente, rejeitamos qualquer golpe de Estado. Rejeitamos qualquer forma inconstitucional de alterar a vida política de um país. Houve aqui uma situação clara. Houve eleições, havia resultados destas eleições e há um golpe de Estado que impede a publicação destes resultados e que cria uma situação que tem que rapidamente chegar ao fim. Tem que se encontrar uma maneira - penso que alguns progressos se registaram - de regressar o mais depressa possível a um Estado constitucional. Ao longo dos seus mandatos fomentou e reforçou o trabalho conjunto entre as Nações Unidas e a União Africana, nomeadamente no âmbito da paz e da segurança. Esta é a sua última cimeira da União Africana enquanto Secretário-Geral das Nações Unidas. Que resultados concretos produziram essas parcerias na prevenção de conflitos e na manutenção da paz? E em que áreas continuam a falhar? Em primeiro lugar, a cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana é uma cooperação exemplar e essa cooperação, enquanto tal, não falhou em parte nenhuma. Agora, o que acontece é que.... e dou um exemplo da Somália... Na Somália há uma força da União Africana. Essa força da União Africana é apoiada pelas Nações Unidas. E nós conseguimos aprovar no Conselho de Segurança uma nova resolução que permite forças da União Africana de imposição de paz, financiadas pelas Nações Unidas através das chamadas contribuições obrigatórias, por decisão do Conselho de Segurança. Infelizmente, em relação à situação da Somália, onde há uma força da União Africana, o Conselho de Segurança decidiu não apoiá-la porque houve uma posição muito contrária por parte de um dos países, dos Estados Unidos da América. Ou seja, não há falhas, mas continua a haver muitos desafios? Há muitos desafios e há, naturalmente, muitas dificuldades. O que há é uma cooperação exemplar. Agora, as ingerências externas e a criação de mecanismos que diminuem a confiança entre as diversas forças que se confrontam em vários cenários africanos, tudo isso torna muito difícil a acção das Nações Unidas e a acção da União Africana. Mas, apesar de tudo, há que reconhecer que alguns avanços importantes também têm acontecido. Sobre o Sudão, a guerra no Sudão continua. É a pior crise humanitária de sempre. A ONU ainda tem aqui margem de manobra de influência sobre as partes ? Nós estamos sempre activos com as partes e não só com as partes. Ainda recentemente se fez uma reunião conjunta com a Liga Árabe, com a União Africana e com o IGAD para conjugar esforços. Temos procurado encontrar formas de consenso que permitam um cessar-fogo com a desmilitarização de algumas zonas. E estamos muito activos na procura de soluções parcelares de, como digo, cessar-fogo, acesso humanitário ou desmilitarização de certas zonas. E continuaremos, não desistiremos, como disse, em colaboração com diversos outros países, enquanto não conseguirmos um resultado positivo. Infelizmente há dois grupos, ambos pensam que podem ganhar a guerra, o que torna difícil a paz. E depois há uma ingerência exterior que é evidente, inclusive com o fornecimento de armas aos beligerantes. E uma enorme população que sofre na pele essas consequências. A população sofre terrivelmente com o que se está a passar. A carnificina a que assistimos no Sudão é totalmente intolerável. Moçambique está a braços com duas problemáticas: alterações climáticas e terrorismo no norte. Como é que a ONU continua a olhar para o terrorismo em Cabo Delgado? Com preocupação. O terrorismo em Cabo Delgado é mais uma manifestação de uma expansão do terrorismo em África que nos preocupa enormemente. Temos o Sahel, a Somália, parte norte do Congo, não falo agora do M23, falo dos grupos terroristas propriamente ditos. E, portanto, há aqui uma progressão do terrorismo em África que é extremamente preocupante. O meu apelo é que a comunidade internacional e em particular a União Europeia, para que façam tudo para apoiar Moçambique, para que Moçambique tenha condições para derrotar o terrorismo. Em relação ao clima, é absolutamente vital que as pessoas compreendam que estamos a ir por um mau caminho. Globalmente, já se sabe que os 1,5 graus vão ser ultrapassados. Vamos ter aquilo que os ingleses chamam um “over shooting”. Importa que ele seja tão curto quanto possível. Importa que seja de amplitude tão pequena quanto possível. Ainda é possível, no final do século, ter um aumento de temperatura abaixo de 1,5 graus ou na linha de 1,5 graus. Mas isso implica uma drástica redução das emissões agora. Isso implica a aceleração da transferência dos combustíveis fósseis para a energia renovável e um aumento substancial dos mecanismos de apoio aos países que estão a sofrer as consequências, como é o caso de Moçambique, das alterações climáticas, não tendo contribuído em nada para essas mesmas alterações, porque não têm praticamente emissões. Neste mundo marcado por guerras prolongadas, tensões políticas e a crise climática, as Nações Unidas ainda estão à altura destes desafios globais? O multilateralismo não está em causa? As Nações Unidas têm revelado uma clara capacidade de liderança no plano da ajuda humanitária em todo o mundo. São um instrumento fundamental para apoiar os países em matéria de direitos humanos, em matéria de desenvolvimento. As Nações Unidas ganharam recentemente uma batalha muito importante e acabámos de constituir o primeiro comité científico independente sobre a Inteligência artificial, que será a autoridade universal em matéria do tema que hoje mais preocupa as pessoas. E as Nações Unidas têm tido uma liderança clara na luta contra as alterações climáticas e na defesa de políticas de drástica redução das emissões e de forte apoio aos países afectados, nomeadamente, por exemplo, ninguém mais que as Nações Unidas tem estado ao lado e dando todo o apoio às pequenas ilhas que são, porventura, os mais vulneráveis. Portanto, as Nações Unidas mantêm em todas estas áreas uma acção extremamente importante e em matéria de paz e segurança, continuamos activos. É evidente que não temos exército para combater. Não temos sanções, a não ser aquelas que o Conselho de Segurança aprova. O Conselho de Segurança, infelizmente, está normalmente dividido pelas divisões geopolíticas que existem no mundo. Acusam, muitas vezes, as Nações Unidas daquilo que são os problemas criados pelos Estados-Membros.
El resumen de la actualidad navarra del jueves 12 de febrero de 2026
El director general de Memoria y Convivencia del Gobierno de Navarra, Martín Zabalza, analiza el anteproyecto de ley de Víctimas del Terrorismo en Navarra. Sobre el consenso deseado por el Ejecutivo y expresado por la consejera Ollo, Martín Zabalza considera que "EH BIldu tiene una oportunidad de oro para apoyar y reconocer" a las víctimas. Y añade que con la futura ley, que sustituiría a la vigente, del año 2010, "se trata de transmitir a las nuevas generaciones el mensaje de no violencia".
El resumen de la actualidad navarra del miércoles 11 de febrero de 2026
Neste episódio vamos enfrentar o chorume brasileiro e descobrir uma série de organizações terroristas que caçavam comunistas antes e depois do Golpe Militar. Tinha as com fachada de think tank e até as que se inspiravam abertamente na Ku Klux Klan. E o mais curioso é que o paralelo com a atualidade é mais real do que o imaginado. Venha com a gente entender essa história.Patrocinadores: drinko e lista secreta
Diáspora guineense mobiliza manifestação em Bruxelas para chamar a atenção internacional para a situação política na Guiné Bissau. Em Moçambique, mulheres de Cabo Delgado expõem vulnerabilidades no contexto dos ataques terroristas. EUA e o Irão retomam hoje conversações sobre questões nucleares.
En 1984 un grupo que se hacía llamar “El Monstruo con 21 Rostros” secuestró al presidente de Glico, lo dejó desnudo tres días y lo liberó sin pedir rescate.Luego llenaron supermercados de dulces envenenados con cianuro, mandaron cartas burlándose de la policía y hasta grabaron un video retándolos: “Somos 21 caras y ninguna es la real”. Quemaron la ropa del empresario en vivo, casi los atrapan… y de repente desaparecieron con una última carta: “Policías idiotas, ¿no les da vergüenza? Les perdonamos la vida”. 40 años después nadie sabe quiénes fueron ni por qué lo hicieron. El caso más loco y humillante de la historia criminal japonesa sigue abierto y sin una sola pista.
Los restos del último rehén que faltaba por recuperar en Gaza ya reposan en Israel. Por primera vez desde 2014, no hay secuestrados en la Franja palestina: ni los cuatro previos al letal ataque de Hamás ni los 251 de ese octubre de 2023. El canje de prisioneros es el único punto del plan de Trump que se ha completado. En una Gaza desesperada por ayuda y aún bajo ataques de Israel, esto supone una esperanza, mientras en la esfera pública israelí se habla de "sanación" y "de mirar al futuro". Desde Tel Aviv Para los israelíes, era la cuenta atrás más deseada… En el día 844, se apagó el reloj que en Tel Aviv medía con grandes números rojos el secuestro en Gaza de 251 nacionales y extranjeros. El punto y final lo escribió el policía Ran Gvili: el último en ser recuperado, y que murió al enfrentar a Hamás y la Yihad Islámica. Una mezcla de felicidad, alivio y tristeza Eitan Teiger, integrante del Foro de Familiares de Secuestrados, hoy se siente reflejado en el cierre que también hace esta icónica Plaza de los Rehenes. "Es la primera vez desde 2014 que no hay ningún rehén cautivo en Gaza. Es una mezcla de felicidad e incluso de alegría, pero también de mucho dolor y tristeza por aquellos que no logramos traer con vida a sus hogares", dice. Esos mismos sentimientos se observan entre las decenas de israelíes que se acercan a vivir y a grabar este momento. A Miriam le toca de más cerca: residente del kibutz Nir Oz, cuenta cómo "perdió muchos amigos" durante la masacre. Reivindica su memoria, al ver cómo las fotos y los simbólicos lazos amarillos desaparecen del paisaje: "No necesito un reloj o fotos para pensar en los rehenes o lo que pasó… Esta mañana me quité mi placa y mi pin y se sintió extraño, como si me hubiera quitado un peso de encima. Es raro, pero a la vez un gran alivio", cuenta. "Alivio, cierre, sanación" son las palabras que citan los medios; las que, en entrevista, familiares de rehenes y víctimas sentenciaban que solo las sentirían al "recuperarlos a todos"; y las que hoy se discuten en la Plaza, epicentro de las manifestaciones. Críticas al Gobierno de Netanyahu No sorprende oír, por eso, el reclamo de que más rehenes habrían vuelto con vida, si el Gobierno de Netanyahu no hubiera boicoteado las negociaciones. "Esperamos demasiado por esto y hay sensaciones encontradas porque podríamos haber tenido un mejor final", afirma Maya, a lo que Dawa agrega: "Espero que nuestros líderes escuchen el dolor de los ciudadanos de ambos lados (del muro), entiendan el precio enorme y horrible de la guerra y hagan lo necesario para evitar otra". Para muchos israelíes, el cierre solo llegará cuando el primer ministro Benjamin Netanyahu y otros funcionarios rindan cuentas por sus fallas, en una investigación independiente que no dependa, como ahora, del Gobierno. Gaza está a 60 kilómetros de esta plaza, pero solo la nombra una minoría o se invoca con un rencor que persiste y un ánimo de venganza. Allí el sufrimiento sigue siendo extremo y sigue sumando días, además de muertes y violaciones de Israel al acuerdo: desde restringir comida y ayuda contra el frío hasta negar las evacuaciones médicas.
Foram retomadas oficialmente nesta quinta-feira as actividades do megaprojecto para a exploração de gás liderado pela TotalEnergies em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, cerca de cinco anos depois da sua suspensão, por "motivos de força maior", devido aos múltiplos ataques terroristas naquela zona e, em particular, junto das suas instalações em Afungi, no extremo norte da província, em Março de 2021. Com um orçamento de 20 mil milhões de Dólares e uma capacidade projectada de produzir 13 milhões de toneladas por ano a partir da Bacia 'offshore' do Rovuma, a retoma deste projecto que suscita muitas expectativas no país, foi assinalada esta manhã numa cerimónia na qual participaram o Presidente moçambicano Daniel Chapo, e o líder da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, nas instalações do empreendimento, em Cabo Delgado. Após visitar as obras do megaprojecto, Daniel Chapo considerou que isto “representa a vitória, resiliência, coragem e determinação do povo moçambicano perante as adversidades”, o Presidente destacando igualmente o impacto económico que este empreendimento representa para o país: 35 mil milhões de Dólares de receitas para o Estado ao longo de 25 anos e a criação de 17 mil postos de trabalho na fase de construção, com 80% a serem ocupados por moçambicanos. Paralelamente a estas perspectivas florescentes para o Estado moçambicano e também para a petrolífera francesa, o regresso da TotalEnergies a Cabo Delgado acontece numa altura em que o conflito vigente desde 2017 naquela região ainda não está resolvido. De acordo com as mais recentes informações da ACLED, organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos, registaram-se seis ocorrências violentas nestas duas últimas semanas em Cabo Delgado, com um balanço de pelo menos três mortos, o que eleva a 6.432, o número de mortos em oito anos de ataques constantes naquela zona. Em entrevista concedida à RFI, Borges Nhamirre, investigador do Instituto de Estudos de Segurança em Maputo, aborda esta questão, começando todavia por destacar a importância que a retoma deste projecto tem para Moçambique. RFI: O que representa a retoma das actividades da Total Em Cabo Delgado cinco anos depois da sua suspensão? Borges Nhamirre: No seu todo, a retoma das actividades é positiva porque o projecto significa um grande investimento para Moçambique. Há detalhes que não são satisfatórios, mas no geral, significa entrada de dinheiro para os cofres do Estado moçambicano e significa postos de trabalho para moçambicanos. O Presidente, no seu discurso de relançamento do projecto, disse que neste momento há cerca de 5000 pessoas que estão a trabalhar no acampamento da TotalEnergies e desses, 80% são moçambicanos e 40% são de Cabo Delgado. Portanto, é positivo para o uso do chamado 'conteúdo local', que inclui mão-de-obra e recursos locais. Então, no geral, é uma boa coisa. Agora, há detalhes que ainda têm que vir a público. Um dos mais importantes é o custo adicional do projecto, devido ao tempo da paragem. Este ponto não está esclarecido. O que veio a público é que a Total apresentou um custo adicional de 4,5 mil milhões de Dólares e o governo moçambicano pediu uma auditoria a estes custos. O projecto retoma hoje, sem que esta auditoria tenha sido concluída e os resultados apresentados. Não significa que o projecto não vai avançar, mas o custo total do projecto ainda não foi revelado. Isto eu penso que é o maior problema do ponto de vista de transparência deste projecto. RFI: A seu ver, quem é que vai pagar a conta a partir do momento em que se vai determinar o que de facto se perdeu durante estes anos todos? Borges Nhamirre: No final, quem vai pagar a conta são os moçambicanos, o Estado moçambicano, porque estes são os chamados 'custos dedutíveis', ou seja, Total a pagar pela Total. Dizemos Total porque é a operadora do projecto. Mas vamos dizer que os accionistas do projecto vão pagar no seu investimento o valor inicial já incorreram essas despesas. Na verdade, o que agora está em causa, é haver acordo entre a autoridade concedente, neste caso, o Estado moçambicano e a concessionária Total de que o valor gasto é este, para que este valor seja deduzido dos impostos que a Total iria pagar. Então não significa que o Estado moçambicano vá passar um cheque para a Total para pagar esses custos. Significa que a Total vai pagar menos impostos do que deveria pagar, deduzindo as despesas que já incorreu. Isto, parecendo que não, é um assunto muito sério, porque a factura que ela apresentou de 4,5 mil milhões de Dólares é aproximadamente um quarto de custo total inicial do projecto. Portanto, o valor que se tinha antes do custo inicial do projecto era cerca de 20 mil milhões. Então, se vai acrescentar 4,5 mil milhões, significa que é 25% mais caro do que se estava à espera. Isso automaticamente significa que Moçambique vai receber menos 25% daquilo que esperava receber em termos de impostos. E mesmo antes deste custo adicional, já havia muita contestação de que os ganhos que ficam para Moçambique destes recursos que são moçambicanos, são muito reduzidos. Mas de uma ou de outra forma, eu penso que este é o preço da guerra em Cabo Delgado. RFI: O Governo moçambicano argumenta que a Total decidiu suspender o projecto de "forma unilateral" e, no fundo, está a dizer implicitamente que não tem culpa da Total a ter interrompido o projecto. Borges Nhamirre: Eu penso que não. Essa leitura não está correcta, não da interpretação, mas da afirmação em si, porque a responsabilidade de garantir a segurança no território moçambicano é em primeira mão do Estado moçambicano. Portanto, se o Estado moçambicano tivesse garantido a segurança em território nacional, incluindo desse empreendimento económico, a Total não tinha como declarar "força maior", alegando razões de segurança. A responsabilidade de segurança dentro do território nacional é primeiramente do Estado moçambicano, seja para as empresas, seja para os cidadãos, seja para infra-estruturas do governo, seja lá o que for. Os outros detalhes dos custos, eu penso que esses já devem ser discutidos neste momento. Tecnicamente, não há elementos para argumentar se efectivamente a paragem custou este valor ou não custou, mas eu penso que não faz sentido dizer isto. E podíamos olhar para outras regiões. Por exemplo, temos outros projectos de exploração de gás para sul, na província de Inhambane. Não há conflito. Não houve suspensão dos projectos. Simples quanto isso. RFI: A Total, entre as condições que pediu a Moçambique, no âmbito da retoma das suas actividades, era que a sua concessão fosse prolongada por mais dez anos. O que é que se sabe exactamente sobre este aspecto das negociações? Borges Nhamirre: Sobre este aspecto, já há decisão do Conselho de Ministros. O que o Governo de Moçambique decidiu é que o período de extensão do projecto seria igual ao período da paralisação. Portanto, os quatro anos e meio, que é de Março ou Abril de 2021 até Outubro de 2025. Portanto, os dez anos de extensão que a Total estava a pedir, o Estado moçambicano não concedeu. Já emitiu um Boletim da República com o diploma do Conselho de Ministros a instruir nesse sentido. Portanto, esse aspecto já está ultrapassado. Poderia fazer sentido para a Total, para poder distribuir o custo adicional neste período de dez anos. Mas seria muito prejudicial para Moçambique porque o projecto é de Moçambique. A Total é só uma concessionária. Vamos compreender que seria uma espécie de capital. Está a arrendar o projecto. Então, quando o período de arrendamento termina, tem que terminar e se negociar um novo contrato se houver uma necessidade de extensão, com novas condições. Eu penso que a decisão tomada foi das melhores possíveis. RFI: A Total retoma as suas actividades em Cabo Delgado, numa altura em que a situação está longe de estar resolvida, uma vez que continuam os ataques. Borges Nhamirre: Sim, esta questão tem dois lados que devem ser vistos e compreendidos. Primeiro, era importante que o projecto retomasse, porque uma das causas do conflito em Cabo Delgado é o subdesenvolvimento. Os jovens que são radicalizados para integrar no grupo da insurgência, são jovens que estão desempregados, que não têm meios de sobrevivência. Então, teoricamente, acredita-se que com o desenvolvimento económico da província, também isso vai beneficiar as pessoas. O desenvolvimento é um dos factores para a redução do conflito. Então, teoricamente, isso é positivo. Agora, o risco que há é que agora o projecto vá operar em formato de 'enclave'. Ou seja, todos os trabalhadores da Total e também das empresas subcontratadas estarão fechados no acampamento e afins e não terá comunicação com a economia circundante, com o mundo exterior. Então, isso significa que as pessoas que construíram hotéis ou outras casas para alojamento, a esperar que beneficiassem do projecto terão poucos benefícios. Significa que pessoas que construíram restaurantes e outros serviços ou serviços de transporte a esperar que fossem utilizados pelas pessoas que estavam a trabalhar para o projecto, pelos milhares de pessoas que vão trabalhar para o projecto, não irão ter esses benefícios. Isso tem o potencial de frustrar as pessoas. Aliás, já ouvimos muitas ameaças das comunidades locais, a dizer que vão manifestar contra o projecto precisamente pelo facto de o projecto estar a operar como se fosse um enclave fechado. Então isso é negativo e pode contribuir para que as pessoas fiquem mais radicalizadas, as pessoas desenvolvam um sentimento negativo de ódio para com o projecto e assim o projecto e a segurança na região ficam precários. RFI: Durante estes cinco anos de suspensão do projecto, houve um relatório com recomendações sobre a forma de actuar da Total em termos, por exemplo, de responsabilidade social em Cabo Delgado e uma das recomendações foi de "envolver as comunidades locais" no projecto. Julga que neste momento, alguma das recomendações desse relatório foi tomada em consideração? Borges Nhamirre: Nesse relatório, uma das principais recomendações que tinha, era a constituição de uma fundação e que essa fundação iria apoiar o desenvolvimento com um orçamento de milhões de dólares. Isto ainda não é visível no terreno, mas em parte também pode ser porque o projecto estava suspenso. Com o projecto suspenso, dificilmente se haveria de canalizar dinheiro para a responsabilidade social corporativa através dessa fundação. Agora, temos de ver nos próximos doze meses, agora que o projecto retomou oficialmente, se a fundação também está a trabalhar, está a apoiar as pessoas. Contudo, a situação de conflito em Cabo Delgado, é prevalecente sobretudo nas zonas um pouco afastadas do projecto, porque Palma, onde o projecto está, está relativamente seguro. Não há ataques registados nos últimos meses, nos últimos anos. No entanto, há um perímetro de 80 quilómetros ou 50 quilómetros. A insegurança está lá. É lá onde as comunidades estão. Será muito difícil desenvolver projectos de beneficência social para as pessoas de uma zona de conflito, simplesmente porque as empresas, as organizações, não quererão destacar os seus recursos humanos, os seus recursos materiais, para apoiar zonas em conflito. Não há segurança. Era muito importante que se estabilizasse não só Afungi e Palma, mas também a região toda a norte de Cabo Delgado e a província toda, para permitir que as pessoas tenham os benefícios. Mas, mais uma vez, essa não é tarefa da TotalEnergies. Essa é a tarefa do governo moçambicano. RFI: Sente que, de facto, há alguma vontade política para o Governo encontrar uma estratégia para estabilizar a situação em Cabo Delgado? Por exemplo, o Presidente, recentemente, disse que poderia entrar em negociações com as organizações que estão a disseminar a violência em Cabo Delgado. Julga que existem algumas pistas que se possam explorar? Borges Nhamirre: Sim, eu penso que essa é a saída. A insurgência está há oito anos. A guerra civil em Moçambique durou 15 ou 16 anos e terminou com negociações entre as partes, a luta de libertação de Moçambique durou dez anos e terminou com a negociação entre as partes, para falar dos exemplos concretos moçambicanos. Então, eu penso que o Presidente tem é de aceitar as várias iniciativas existentes, porque há várias iniciativas a nível local em Cabo Delgado, a nível nacional e a nível regional da África Oriental e até a nível internacional, que estão a apoiar o diálogo para a resolução do conflito em Cabo Delgado. O antigo Presidente, Filipe Nyusi, era muito relutante em avançar para estas iniciativas de diálogo. Agora, o Presidente Chapo tem incluído esta questão de diálogo no seu discurso. Espera-se é que passe para a prática, porque esta é uma das melhores saídas para acabar com o conflito. RFI: Julga que há essa vontade efectiva de avançar? Borges Nhamirre: Normalmente, o diálogo para a resolução de conflito acontece de uma forma secreta e quando a informação transparece ao público, muitos passos já terão sido dados. É assim que funciona para evitar sabotagens, para evitar que aqueles que se beneficiam do conflito, façam acções de obstrução do diálogo. Porque não podemos nos esquecer que, enquanto o conflito armado é um problema para a população, para a maioria das pessoas, beneficia certas pessoas de todos os lados, seja do lado dos grupos atacantes, nesse caso os insurgentes, que se beneficiam de economia ilícita, mas também da parte do governo. Os generais ficam mais importantes em tempos de guerra. A logística militar enriquece as pessoas. Então o diálogo, normalmente sendo um meio alternativo de resolução de conflito, acontece de uma forma silenciosa, até que alguns acordos importantes sejam alcançados e a informação, depois, aparecer em público. Neste momento, para quem faz o trabalho de campo e faz pesquisa, dá para notar que existem alguns movimentos no sentido de se fazer o diálogo. Existem organizações identificáveis que têm estado a fazer esses contactos das duas partes. Neste momento estou em posição de afirmar que há contactos já feitos das lideranças dos insurgentes e das lideranças do governo moçambicano, para que haja diálogo. Agora, o diálogo para resolver o conflito não é linear, tem altos e baixos, tem acordos, tem rupturas. Então, até que seja anunciado pelas autoridades competentes, não há muita coisa que se possa dar como garantido. Mas as palavras do Presidente, quando repetidamente diz que é importante dialogar, não me parece que sejam palavras vazias. São palavras que reflectem esses esforços existentes.
Buenos días. “Esta es una relación de Estados. Más allá de diferencias ideológicas que pueden haber existido cuando uno ejerce una candidatura, es distinto cuando uno representa a un país”. De esta manera se refirió el Presidente electo, José Antonio Kast, a la reunión que sostuvo anoche con el brasileño Luiz Inácio “Lula” da Silva en Panamá. Y el viernes se concretará en El Salvador la reunión con el Mandatario Nayib Bukele. También podrían recorrer el Centro de Confinamiento del Terrorismo. “La idea es llevar a Chile lo mejor de cada una de estas realidades que se han visto en distintos países, respetando el estado de derecho de nuestro país”, dijo la futura ministra de Seguridad, Trinidad Steinert, desde Centroamérica.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (26/01/2026): Em meio às pressões sobre o STF, o presidente Edson Fachin tem urgência na implantação de um código de conduta para garantir transparência na Corte, inclusive sobre parentes de magistrados que advogam, mas recusa o atropelo. Em entrevista a Carolina Brígido e Murilo Rodrigues Alves, Fachin reconhece o argumento de colegas que preferem adiar o debate por ser ano eleitoral, porém alerta para o risco da inércia: “Ou nos autolimitamos, ou poderá haver limitação de um Poder externo. Não creio que o resultado seja bom, haja vista o que aconteceu na Polônia e no México”. O ministro não quis avaliar condutas individuais de Dias Toffoli e de Alexandre de Moraes. E mais: Política: Raio atinge ato organizado por Nikolas Ferreira e deixa feridos Economia: Do consignado aos CDBs, Master se tornou o ‘banco das fraudes’ Metrópole: Promotor afirma que disputas institucionais e políticas atrapalham combate ao crime organizado Internacional: Autoridades entram em confronto após morte a tiros de enfermeiro Esportes: Cruzeiro vence os nove jogos e é campeãoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Il podcast di Alessandro Barbero: Lezioni e Conferenze di Storia
Il professor Barbero racconta dell'organizzazione e dell'esecuzione del rapimento di Aldo Moro ad opera delle Brigate Rosse. Dal Festival della Mente 2017.Festival della Mente: https://festivaldellamente.itOriginale su Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=JhVYix50ZZMPartecipa alla Community: https://barberopodcast.it/communitySegui il podcast:X: https://x.com/barberopodcastFacebook: https://facebook.com/barberopodcastInstagram: https://instagram.com/barberopodcastMusiche:"George Street Shuffle" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/Bossa Antigua Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/Richieste e segnalazioni:fabrizio@barberopodcast.it
Alessandro Barbero al Festival della Mente: Lezioni e Conferenze di Storia
Il professor Barbero racconta dell'organizzazione e dell'esecuzione del rapimento di Aldo Moro ad opera delle Brigate Rosse. Dal Festival della Mente 2017.Festival della Mente: https://festivaldellamente.itOriginale su Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=JhVYix50ZZMPartecipa alla Community: https://barberopodcast.it/communitySegui il podcast:X: https://x.com/barberopodcastFacebook: https://facebook.com/barberopodcastInstagram: https://instagram.com/barberopodcastMusiche:"George Street Shuffle" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/Bossa Antigua Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 Licensehttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/Richieste e segnalazioni:fabrizio@barberopodcast.it
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Nuevo Hospital Ignacio Zaragoza atiende deuda histórica en el oriente Riña entre policías y motociclistas EU elimina a líder ligado a Al-Qaeda Más información en nuestro Podcast
Em Moçambique, Daniel Chapo tomou posse como Presidente há precisamente um ano. Moçambicanos ouvidos pela DW dizem que nada mudou. Na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira está detido há 50 dias. Em exclusivo à DW, filha do líder do PAIGC aponta o dedo à CEDEAO. E no Uganda, mais de 21 milhões de pessoas elegem o próximo Presidente.
Siguen desaparecidas Wendy Portilla y Karime Murrieta en Veracruz IMSS realizó más de 1 millón 700 mil de cirugías en el 2025 EU declara terroristas a ramas de la Hermandad Musulmana Más información en nuestro podcast
Rosana Laviada entrevista a la presidenta de la Asociación de Víctimas del Terrorismo por el encuentro que tendrá en Washington.
Renovación de la L3 del Metro no afectará a usuarios: SemoviBJ anuncia programa de reciclaje de árboles de Navidad EU incauta dos petroleros vinculados a Venezuela
Hoy en #Criminalmente, hablaremos sobre la vida de Pablo Escobar desde sus primeros años.Una vida marcada por las carencias y los pequeños delitos para sobrevivir, robos cada vez más arriesgados hasta llegar al momento crucial en que descubre que el tráfico de sustancias ilícitas podía convertirlo en una figura de influencia global.Te contamos cómo pasó de negocios improvisados a controlar territorios completos y lujos extremos. Historias reales que parecen ficción, como la quema de millones de dólares para proteger del frío a su familia, y cómo su figura empezó a dividir a Colombia entre el miedo profundo y la admiración.Ataques que marcaron a toda una generación y el uso del miedo como herramienta de control político y social.Te hablaremos de la Hacienda Nápoles, que se usó como el símbolo máximo de sus excesos y del punto exacto en que ese poder comenzó a derrumbarse frente a la presión internacional.No te pierdas este capítulo especial de #Criminalmente.Suscríbete, activa la campanita
Instalan centro de mando en GuerreroDetienen a joven en EU que planeaba ataque con ISIS en Año NuevoMás información en nuestro Podcast
La detención y vinculación a proceso del periodista veracruzano Rafael León Segovia encendieron alertas entre comunicadores y organizaciones civiles por la gravedad de los delitos que se le imputaron, entre ellos terrorismo. Tras varios días privado de la libertad, hoy enfrenta el proceso bajo arraigo domiciliario, mientras se resuelve su situación legal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
E dopo le questioni del meteo e l'ondata di gelo in arrivo sull'Europa, oggi apriamo con l'inviata Valeria di Corrado e l'operazione sui finanziamenti occulti ad Hamas, quindi l'analisi di Andrea Bulleri che ci parla di una riforma che fa discutere, quella della corte dei conti, poi ci sposteremo ci spostiamo in Abruzzo dove c'è una festa della natività molto particolare, per la storia di sport Massimo Boccucci ci porta sulla neve dove è fiorita una nuova e molto promettente campionessa azzurra, e oggi con il Messaggero c'è l'inserto gratuito, l'ultimo del 2025, MoltoDonna, da Giampiero Valenza le anticipazioni sui contenuti.
Artículo 19 documenta 107 agresiones a periodistas en inicio del nuevo gobierno Coladeras sin tapa, aquí te decimos cómo reportarlasUE y ONU celebran alto al fuego entre Tailandia y CamboyaMás información en nuestro podcast
Periodistas de Coatzacoalcos exigen claridad en detención del reportero Rafael León Científicos de la UNAM ubican cámaras magmáticas del Popocatépetl a 10 km de profundidad Israel intensifica ofensiva en Líbano y CisjordaniaMás información en nuestro Podcast
La detención y acusación por terrorismo contra el periodista Rafael León ha generado una fuerte preocupación entre organizaciones defensoras de la libertad de expresión. Durante una entrevista en MVS Noticias, Leopoldo Maldonado, director de Artículo 19 para México y Centroamérica, calificó la imputación como inverosímil, desproporcionada y peligrosa, al advertir que podría sentar un precedente grave contra el ejercicio periodístico en el país.See omnystudio.com/listener for privacy information.
En entrevista con Pamela Cerdeira, para MVS Noticias, Leopoldo Maldonado, director regional de Artículo 19 oficina para México y Centroamérica, explicó por qué detienen, en Veracruz, al periodista Rafael León Segovia; lo acusan de terrorismo y encubrimiento.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Los mercados navideños alemanes, una tradición centenaria, se celebran en casi todos los pueblos y ciudades y consisten en puestos de comerciantes que venden regalos, así como dulces, salchichas y vino caliente con especias. Sin embargo, el acogedor ambiente familiar de estos eventos se ha visto empañado por la conmoción de recientes atentados que pesan sobre estos eventos. Este es uno de los maravillosos mercados navideños alemanes, en una plaza al lado de la iglesia Gedächniskirche de Berlín. Aquí los vecinos vienen a comprar regalos y a reunirse para tomar el tradicional vino caliente con especias. El lugar está lleno, pero algo inquieta. Cada pocos minutos, policías armados con pesadas metralletas se mezclan con la gente. Alrededor del mercado, se levantan gruesos bloques de concreto. Hace 9 años, un muchacho tunecino islamista atravesó este mismo mercado manejando un camión y arrolló y mató a 11 personas. Nadie habla de eso, pero nadie se olvida del todo. “Cuando piensa que estás aquí y que no te puedes escapar, que podría venir otra vez, no se sabe bien de dónde, una está completamente entregada, eso agobia cuando caminas por aquí”, reconoce una mujer entrevistada por RFI. “Sería una tontería no abrir, se han tomado todas las medidas de seguridad posibles, siempre puede pasar que venga alguien con una mochila con una pistola o un cuchillo adentro ¡qué se puede hacer contra eso!”, dice con resignación", opina un visitante. Leer tambiénCinco muertos y decenas de heridos en el ataque a un mercado de Navidad en Alemania A pesar del atentado aquí hace 9 años, de otro en Magdeburgo el año pasado y uno aparentemente frustrado en Baviera este año, los mercados navideños están repletos. Las medidas de seguridad, los muros de protección, los policías de uniforme y otros de civil, se han redoblado este año, pero todos saben que un atentado suicida es impredecible. Una mezcla de sangre fría y fatalismo han mantenido una de las invenciones alemanas más populares e imitadas en el mundo para que viva otro año más.
Autoridades federales de Estados Unidos presentaron una acusación masiva contra 54 presuntos miembros del Tren de Aragua por un esquema de robo millonario mediante el hackeo de cajeros automáticos en varios estados.
Agricultura lanza operativo en Yucatán contra gusano barrenador Cuajimalpa alerta por fraudes con cobros falsos de mastografías Australia detiene a siete sospechosos por posible atentado extremistaMás información en nuestro Podcast
Editorial: O terror antissemita na Austrália
La administración para la seguridad en el transporte TSA le está entregando a ICE información de los pasajeros que viajan en avión, esto con el objetivo de ayudar a localizar y detener personas con orden de deportación.En otras noticias: La policía de Los Ángeles confirmó el arresto de Nick Reiner como principal sospechoso del asesinato de sus padres: el cineasta Rob Reiner y su esposa Michell.Las autoridades identificaron a los dos estudiantes asesinados en el tiroteo de la Universidad de Brown donde también quedaron 9 personas heridas.Los índices de violencia con armas en Estados Unidos siguen en aumento, este año se han registrado al menos 75 tiroteos en escuelas y suma al menos 391 tiroteos masivos. La fiscal general Pam Bondi anunció que el FBI desmanteló un plan terrorista para realizar atentados con bombas la víspera de año nuevo en California.
Hoy en Me Lo Dijo Adela abrimos la conversación con Francisco Rivas, director del Observatorio Nacional Ciudadano, para contrastar los supuestos avances en seguridad que presume el gobierno con los datos reales frente a una violencia que no cede; además, la internacionalista Brenda Estefan analiza uno de los hechos más graves de las últimas horas, un ataque armado durante una celebración judía que dejó 16 personas muertas, sus implicaciones internacionales y el riesgo de normalizar el terror; el infectólogo Alejandro Macías enciende las alertas sobre el posible riesgo epidemiológico en México por AH1N1 y en Estados Unidos por H3N2, explicando qué tan preparados estamos, qué síntomas vigilar y qué errores no repetir; en foro, Alicia Moreno, promotora de lectura infantil, comparte recomendaciones de libros y películas para el invierno con opciones inteligentes para niñas, niños y familias; como todos los días, el Montón Shot con Juan Carlos Díaz Murrieta y Emilio Morales repasa lo que está dando de qué hablar, y cerramos con la sección Piel Sana junto a Javi Derma, dermatólogo oncólogo, quien explica todo lo que debemos saber sobre el cabello: cuidados, mitos, señales de alerta y cuándo sí acudir al especialista. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Lluvias fuertes y vientos de 90 km/h en el Golfo Baja el robo de carga en 3 estados, reporta GN Identifican a autores del atentado en SídneyMás información en nuestro Podcast
Hoy en El Brieff, tragedia global: un ataque terrorista antisemita en Sídney deja 11 muertos durante la celebración de Janucá. En México, entra en vigor una reforma que te permitirá cancelar suscripciones (Netflix, gimnasios) de inmediato y sin trabas. En temas de gobierno, fracasa otra vez la compra consolidada de medicinas para 2026, dejando desiertas más de mil claves. Además, el Mundial 2026 disparará las rentas hasta un 40% en sedes, y México entrega agua a EE.UU. suficiente para 18 millones de personas. Esto es La Conversación del Mundo.¿Tu próxima ubicación es una inversión o una apuesta? STRTGY reemplaza estudios obsoletos por análisis de 4 semanas con "data viva". Encuentra tu ADN comercial, valida el potencial real y deja de adivinar. Agenda una demo en www.strtgy.aiRecibe gratis nuestro newsletter con las noticias más importantes del día.Si te interesa una mención en El Brieff, escríbenos a arturo@strtgy.ai Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Florencio Domínguez: "El terrorismo no fue una violencia privada, sino un ataque político contra el Estado y toda la sociedad"
Hoy en Me Lo Dijo Adela abrimos la conversación con Francisco Rivas, director del Observatorio Nacional Ciudadano, para contrastar los supuestos avances en seguridad que presume el gobierno con los datos reales frente a una violencia que no cede; además, la internacionalista Brenda Estefan analiza uno de los hechos más graves de las últimas horas, un ataque armado durante una celebración judía que dejó 16 personas muertas, sus implicaciones internacionales y el riesgo de normalizar el terror; el infectólogo Alejandro Macías enciende las alertas sobre el posible riesgo epidemiológico en México por AH1N1 y en Estados Unidos por H3N2, explicando qué tan preparados estamos, qué síntomas vigilar y qué errores no repetir; en foro, Alicia Moreno, promotora de lectura infantil, comparte recomendaciones de libros y películas para el invierno con opciones inteligentes para niñas, niños y familias; como todos los días, el Montón Shot con Juan Carlos Díaz Murrieta y Emilio Morales repasa lo que está dando de qué hablar, y cerramos con la sección Piel Sana junto a Javi Derma, dermatólogo oncólogo, quien explica todo lo que debemos saber sobre el cabello: cuidados, mitos, señales de alerta y cuándo sí acudir al especialista. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Hoy en El Brieff, la Presidenta Sheinbaum exige a la FGR explicar por qué clasificó (y luego desclasificó) como "terrorismo" el ataque con coche bomba en Michoacán. En economía, México levanta un muro arancelario a productos asiáticos para recaudar fondos y alinearse con EE.UU. rumbo al T-MEC. Además, cae César Duarte por lavado de dinero. En el mundo, la Corte Suprema de EE.UU. perfila dar más poder a Trump, Paramount lanza una oferta hostil por Warner Bros., y Lando Norris gana su primer título de F1. Esto es La Conversación del Mundo.¿Tu próxima ubicación es una inversión o una apuesta? STRTGY reemplaza estudios obsoletos por análisis de 4 semanas con "data viva". Encuentra tu ADN comercial, valida el potencial real y deja de adivinar. Agenda una demo en www.strtgy.aiRecibe gratis nuestro newsletter con las noticias más importantes del día.Si te interesa una mención en El Brieff, escríbenos a arturo@strtgy.ai Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Frente frío 19 traerá lluvias intensas y ambiente gélido FGR descarta terrorismo en explosión de auto en Michoacán Nigeria libera a 100 estudiantes secuestrados Más información en nuestro podcast
GN y Ejército desmantelan narcolaboratorio en Sinaloa Alerta sobre riesgos en remates bancarios: Profeco Venezuela suma 5,600 soldados ante “amenazas” de EU Más información en nuestro podcast
SAT dialoga con plataformas digitales para mayor protección de datosEU recomienda a sus ciudadanos salir de Venezuela Más información en nuestro Podcast
Tlalnepantla reporta caída del 30% en delitos de alto impacto Desmantelan red de extorsión que operaba desde penal en Reynosa EU investiga presunto desvío de fondos públicos a grupo terrorista somalíMás información en nuestro Podcast
México registra caída en matrícula escolar IMSSLa Raza salva la vida a niño tras cinco cirugías Venezuela retira permisos a aerolíneas acusadas de “terrorismo” Más información en nuestro podcast
El Instituto Español de Estudios Estratégicos junto con la Fundación Manuel Giménez Abad y la Fundación Víctimas del Terrorismo, acogen durante todo el día de hoy en el Palacio de la Aljafería de Zaragoza la Jornada sobre Terrorismo que este año se titula “El terrorismo como fenómeno geopolítico”. Analizamos en 'Cinco continentes' los actuales desafíos del terrorismo en el contexto internacional con militares y académicos. Hablamos con José Lázaro, profesor de humanidades médicas de la Universidad Autónoma de Madrid, Eduardo Olier, presidente honorifico del CESEDEN y experto en inteligencia artificial, el capitán de fragata Federico Aznar Fernández-Montesinos, analista principal del IEEE y José María Samaniego, consultor estratégico.Escuchar audio
El Instituto Español de Estudios Estratégicos junto con la Fundación Manuel Giménez Abad y la Fundación Víctimas del Terrorismo, acogen durante todo el día de hoy en el Palacio de la Aljafería de Zaragoza la Jornada sobre Terrorismo que este año se titula “El terrorismo como fenómeno geopolítico”. Analizamos en 'Cinco continentes' los actuales desafíos del terrorismo en el contexto internacional con militares y académicos. Hablamos con José Lázaro, profesor de humanidades médicas de la Universidad Autónoma de Madrid, Eduardo Olier, presidente honorifico del CESEDEN y experto en inteligencia artificial, el capitán de fragata Federico Aznar Fernández-Montesinos, analista principal del IEEE y José María Samaniego, consultor estratégico. Escuchar audio
Eduardo Olier, presidente honorifico del CESEDEN y experto en inteligencia artificial, ha estado en 'Cinco Continentes' para abordar la relación de la geopolítica y la violencia con la inteligencia artificial y cómo está al servicio del terrorismo. "En el ciberterrorismo, los ciberataques o la ciberdelincuencia hablamos de un cómputo de actividad económica que superan los diez billones de dólares a nivel mundial", afirma en la Jornada sobre Terrorismo en el Palacio de la Aljafería de Zaragoza.Escuchar audio
José Lázaro, profesor de humanidades médicas de la Universidad Autónoma de Madrid, ha estado en 'Cinco Continentes' para hablar del perfil de los terroristas, no solo desde un punto de vista psiquiátrico sino también social. "No hay una clasificación oficial y sistemática aceptada por todos de las conductas violentas y eso crea una gran cantidad de disparidad de opiniones, de confusión y de términos", afirma el experto en la Jornada sobre Terrorismo de este año en el Palacio de la Aljafería de Zaragoza.Escuchar audio
Uma multidão grita em coro: “Nós somos todos indivíduos!”E Brian, o falso messias, responde: “Eu não.”A ironia dessa cena do clássico A Vida de Brian expõe a tragédia do nosso tempo: todos juram pensar com a própria cabeça — mas repetem o que o grupo permite.Neste episódio, baseado na obra de Jean Sévillia, falamos sobre o “terrorismo intelectual”, o novo Santo Ofício do pensamento. Uma censura elegante, sem fogueiras, mas que queima ideias. E talvez a resistência comece... dizendo: “Eu não.” Sabe aquele momento... em que você precisa confiar cem por cento no freio da sua moto? É aí que entra a Nakata.Discos de aço inoxidável com alta dissipação de calor, pastilhas que mantêm performance em qualquer temperatura,e sapatas com ajuste perfeito.Frenagem eficiente, segura e confortável — faça sol ou chuva. Agora, você também pode contar com a qualidade e segurança da marca Nakata para 2 rodas.Visite @ferasdaoficinanakata no Instagram. A Nakata entrega qualidade de quem entende de estrada e confiança. Nakata. Pode contar. O comentário do ouvinte é patrocinado pela Vinho 24 Horas. Já pensou em ter um negócio que funciona 24h, sem precisar de funcionários? Uma adega autônoma instalada no seu condomínio, com vinhos de qualidade, controle pelo celular e margem de 80%. Com apenas R$ 29.900, você inicia sua franquia e ainda ganha 100 garrafas de vinho. Acesse Vinho24.com.br e comece seu novo negócio! A Terra Desenvolvimento revoluciona a gestão agropecuária com métodos exclusivos e tecnologia inovadora, oferecendo acesso em tempo real aos dados da sua fazenda para estratégias eficientes. A equipe atua diretamente na execução, garantindo resultados. Para investidores, orienta na escolha das melhores atividades no agro. Com 25 anos de experiência, transforma propriedades em empreendimentos lucrativos e sustentáveis. Conheça mais em terradesenvolvimento.com.br. Inteligência a serviço do agro! ...................................................................................................................................................................
1. El Salvador’s CECOT Mega-Prison for Gang Members Senator Cruz describes his recent visit to El Salvador, where he toured the CECOT (Centro de Confinamiento del Terrorismo) prison. The prison was built to house up to 40,000 of the country’s most dangerous gang members (MS-13, Barrio 18). Conditions: Cells hold 100 prisoners each, with bunk beds stacked four levels high. Prisoners are locked in cells 23 hours a day, with 1 hour allowed for exercise and religious instruction (both mandatory). No cellphones—blocked with jammers, with heavy fines for carriers if a call gets through. Monitored constantly by guards with machine guns and 24/7 lighting. Cruz compares it to U.S. prisons, noting it is much harsher and more controlled. He highlights the dramatic drop in El Salvador’s homicide rate (down ~98%), attributing it to President Bukele’s crackdown and mass incarceration of gang members. He even interviews an MS-13 member from Texas who admitted to murder in El Salvador and hinted at crimes in the U.S. The inmate expressed regret about his son possibly joining a gang but acknowledged that El Salvador’s new security situation made that less likely. 2. Panama Canal and Chinese Influence Cruz also traveled to Panama, where he toured the Panama Canal and met with government officials. He emphasizes Panama’s strategic importance to U.S. national security and commerce. Concerns raised: Chinese companies control key infrastructure near the canal, including ports, a bridge under construction, and a metro tunnel project. Cruz warns this could give China leverage to disrupt U.S. military and commercial shipping if conflict arises (e.g., over Taiwan). He pressed Panamanian officials to remove Chinese control and noted ongoing negotiations to transfer two Chinese-run ports to a U.S. consortium. He frames this as a matter of U.S.–Panama shared interest: Panama also risks economic and security harm if China can choke canal operations. Please Hit Subscribe to this podcast Right Now. Also Please Subscribe to the 47 Morning Update with Ben Ferguson and The Ben Ferguson Show Podcast Wherever You get You're Podcasts. And don't forget to follow the show on Social Media so you never miss a moment! Thanks for Listening YouTube: https://www.youtube.com/@VerdictwithTedCruz/ Facebook: https://www.facebook.com/verdictwithtedcruz X: https://x.com/tedcruz X: https://x.com/benfergusonshow YouTube: https://www.youtube.com/@VerdictwithTedCruzSee omnystudio.com/listener for privacy information.