POPULARITY
Categories
ENTRE NA LISTA DE ESPERA DO VIVER DE RENDA: https://r.vocemaisrico.com/2578c2bd18ABRA SUA CONTA NA COINBASE: https://r.vocemaisrico.com/72f2133408Ao longo da história, algumas mentes se destacaram tanto que passaram a ser lembradas como os maiores gênios da humanidade — indivíduos capazes de revolucionar a ciência, a arte, a filosofia e a forma como compreendemos o mundo.De Leonardo da Vinci a Einstein, de Mozart a Marie Curie, cada um deixou um legado que atravessa séculos e continua influenciando a vida de todos nós.Mas quem realmente merece o título de "maior gênio" de todos os tempos? Seria justo comparar um cientista como Newton com um artista como Shakespeare, ou cada área exige seus próprios critérios de genialidade?Quais nomes menos conhecidos, esquecidos pela história ou pouco celebrados no Ocidente, também deveriam estar nessa lista? E o que aprendemos, afinal, observando as trajetórias dessas mentes extraordinárias?Para conversar sobre isso e muito mais, convidamos Felipe Guisoli (Universo Narrado) para o episódio 313 do podcast Os Sócios. Falaremos sobre os maiores nomes da história humana, seus legados, suas histórias pessoais e por que continuamos fascinados por eles até hoje.Ele será transmitido nesta quinta-feira (27/08), às 12h, no canal Os Sócios Podcast.Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperiniConvidados: Felipe Guisoli @universonarrado
Em julho de 1969, dois homens caminharam sobre a Lua e provaram que aquilo que parecia impossível podia se tornar realidade. Mas a pergunta que conduz este episódio não é como eles chegaram até lá. É por que conseguiram. A partir da corrida espacial, Luciano Pires investiga o papel da vontade na construção das grandes realizações humanas, mostrando que tecnologia, dinheiro e conhecimento raramente vêm antes do propósito. Passando por Aristóteles, Nietzsche, Viktor Frankl, Tocqueville, Peter Thiel e Elon Musk, o episódio revela como indivíduos, empresas e sociedades inteiras podem perder — ou recuperar — a capacidade de sonhar grande e transformar esse sonho em ação. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways Grandes realizações humanas começam com um propósito capaz de mobilizar pessoas, e não apenas com recursos ou tecnologia. A liderança mais transformadora não distribui tarefas; ela oferece significado e cria um horizonte que justifica o esforço. Civilizações, empresas e famílias prosperam quando preservam a vontade de construir o futuro, em vez de apenas administrar o presente. Capítulos O homem chegou à Lua. E depois? Quando a vontade vem antes da tecnologia O sentido como combustível da ação Por que o Ocidente deixou de sonhar grande? Narrativas moldam o futuro O trabalho invisível da liderança Toda grande realização nasce primeiro na imaginação Links relevantes Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.
Assine o Meio Premium por apenas R$15 por mês em canalmeio.com.br/meio-premium/. Hoje, 'No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Candidato do PL acusa ministro de ser “articulador” do presidente Lula por promover encontros políticos. Departamento de Estado dos EUA afirma que domínio de Washington sobre o Ocidente “nunca mais será questionado”. Governo da Colômbia anuncia ajuda para vítimas do terremoto que atingiu o país. “Tropa de Elite 2” entra na lista das 100 melhores continuações da história do cinema. E Anthropic vai adicionar marcas d'água a todos os textos gerados pelo Claude.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A inteligência artificial e plataformas de big techs tentam capturar a nossa mente, e tantas pessoas —hipnotizadas pela rolagem infinita e pela montanha-russa emocional criada pelas telas— perdem o controle das próprias vidas. No recém-lançado "O Monge, o Iogue e o Faquir", Ronaldo Lemos discute esse cenário a partir da metáfora de uma carruagem desgovernada, em que as suas partes —o corpo, as emoções e a mente— são cooptadas pela tecnologia, o que rompe o equilíbrio necessário para ser bem conduzida. Neste episódio, Lemos fala sobre os três arquétipos do título do livro, inspirados em tradições espirituais da China, da Índia e do Ocidente, e aponta caminhos para cultivar o faquir, o monge e o iogue no interior de toda pessoa. O autor defende que é preciso resistir à guerra do Vale do Silício contra a introspecção e se opõe às ideologias que prometem, por exemplo, que a IA vai criar um mundo de abundância universal. Lemos sustenta que não existem trocas reais entre a IA e os humanos, por mais que as máquinas sejam ótimas ilusionistas e tentem convencer do contrário. Por isso, não ache que uma IA pode ser a sua namorada ou a sua terapeuta. Também não é bom pensar em terceirizar o raciocínio para elas: em vez de virar um super-herói da produtividade, ele diz, é mais provável fritar o cérebro e ficar burro. Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Jéssica Cruz See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta quinta-feira, o governo da República Democrática do Congo elevou o número de mortes pelo Ébola para 1.801 e os casos confirmados para 3.973, quase três meses depois do surto detectado no leste do país. Segundo o Ministério da Saúde congolês, a taxa de letalidade está actualmente nos 45,3% e, até ao momento, cinco províncias foram afectadas: Ituri – que é o epicentro do surto –, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uélé (leste), além de Tshopo (centro-norte). O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a epidemia está a propagar-se mais depressa do que os esforços para a combater e que o número de novos casos está a duplicar em alguns dos focos mais afectados. Para fazermos um ponto da situação, convidámos Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. RFI: Esta epidemia de Ébola foi declarada a 15 de Maio, há quase três meses. Está a demorar demasiado tempo a ser controlada? Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa: “Se olharmos para os outros surtos grandes também não foram controlados rapidamente. O surto da África Ocidental durou quase dois anos até ser controlado e o surto um bocadinho a sul da zona onde está este, de 2018 a 2020, demorou também quase três anos. Portanto, não é diferente do que era os outros.” Falou da epidemia da África Ocidental, do final de 2013 até 2016, que foi a maior alguma vez detectada. Vamos continuar a assistir à propagação do Ébola durante mais de um ano? Ou seja, pode realmente prolongar-se no tempo? “Pode prolongar-se no tempo. Depende muito da capacidade de resposta e a capacidade de resposta tem muito a ver com a situação local. O Congo oriental está em guerra civil há praticamente 50, 60 anos, portanto, uma boa área do território não é controlada pelo governo central, são grupos armados - uns apoiados pelo Ruanda, outros apoiados pelo Uganda - que controlam o território e isto torna muito complicado o combate. Aliás, a população, que tem sido o joguete e a grande vítima desta instabilidade, está muito desconfiada das chamadas autoridades, entre aspas, ou seja, de grupos armados que aparecem a dizer somos nós que mandamos. Inclusive já houve neste surto, talvez há um mês e meio, duas ambulâncias que foram incendiadas pela população local, o que mostra o grau de desconfiança.” Na província de Ituri, o epicentro do surto, há famílias a relatarem que muitos profissionais de saúde na linha da frente entraram em greve, o que agrava o acesso aos cuidados de saúde que já estão comprometidos por causa do conflito. Como é que se pode combater o Ébola nestas condições? “A seguir ao incêndio, que incluiu vários mortos no pessoal de saúde - mortes violentas, não por ébola - houve um movimento de uma parte dos profissionais de saúde a dizer que não iam para o terreno a não ser que fossem garantidas condições de segurança mínimas. Se isto se pode chamar uma greve? Nós, quando pensamos em greve, é por melhores salários ou por outra coisa assim. Aqui não. Era para poder ir trabalhar sem levar um tiro.” Essas condições não podem ser asseguradas num sítio que é um epicentro também de conflito... “O azar do Congo, na minha opinião, é que é demasiado rico. Se abrir o seu telemóvel, tem lá algumas pecinhas feitas daquilo que se chamam metais raros. São importados do Congo. É isso que financia os grupos armados porque fazer uma rebelião é caro. Comprar armas é caro. O dinheiro vem da venda desses produtos.” O país vizinho, Uganda, onde a doença também se espalhou, declarou-se “livre de ébola” a 28 de Julho, após 20 casos confirmados, incluindo 15 considerados importados da RDC. Como é que o Uganda consegue declarar-se livre de Ébola e a RDC continuar a ter uma epidemia a propagar-se mais rapidamente do que a resposta? “Todos os casos que houve no Uganda foram casos directamente infectados no Congo ou familiares próximos de pessoas que tinham vindo do Congo e que também estavam doentes. Portanto, não houve transmissão local dispersa. Para além disso, o Uganda está em paz, tem um sistema de saúde que funciona minimamente, tem universidades a funcionar, tem hospitais a funcionar e conseguiram impor o controlo de fronteiras. Por muito injusto que seja, conseguiram completamente impermeabilizar a fronteira. Não queriam saber se as pessoas estavam infectadas ou não. Se vinham do Congo, não entravam, ponto. É injusto, mas é eficaz para evitar a transmissão.” Este é o 17.º surto conhecido de Ébola a afectar a RDC e apresenta o crescimento mais rápido de infecções em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, de acordo com a OMS. É mesmo assim? “Não é bem assim. Na fase inicial dos surtos há sempre um crescimento exponencial que depois começa a ser curvado, quer pela resposta das autoridades de saúde, quer pelo medo porque não há nada para fazer as pessoas protegerem-se do que verem os vizinhos a morrer. Enquanto nos primeiros casos, na primeira parte do surto, as pessoas acham que aquilo é um boato, a partir de certa altura começam a dizer que ‘isto é grave e está mesmo a matar e gente tem que fazer o que eles dizem, temos que não estar em contacto próximo com pessoas desconhecidas ou com doentes, temos que falar com as autoridades', etc. Isso tem um impacto local e o vírus é relativamente pouco transmissível, só se transmite por contacto directo, não é pelo ar. Contactos próximos durante uma epidemia de Ébola passam a ser perigosos, mas até isso ser consciencializado pelas populações demora algum tempo.” Mas o vírus só se transmite por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, não é? “Contactos directos com pessoas ou com os fluidos das pessoas, portanto, fezes, vómitos, expectoração, etc. Não vai pelo ar, tem de haver contacto. Mas, nesta zona, quem é que tem dinheiro para comprar luvas de borracha?” Os países à volta impermeabilizaram-se não existe vacina ou tratamento específico autorizado para esta estirpe Bundibugyo. Como é que as pessoas se protegem? “É complicado. De qualquer forma, não é só os países que impermeabilizaram, o resto do Congo também impermeabilizou porque, de facto, já havia uma fronteira informal entre as zonas controladas pelo Governo e as zonas controladas por grupos rebeldes e o que o governo fez foi impermeabilizar essas fronteiras. Portanto, é tudo o mesmo país, mas ninguém passa para evitar que o surto passe para o resto do Congo. Isso aparentemente está a funcionar, é feito por militares, não é preciso grande sofisticação pois quando se tem uma arma apontada, as pessoas obedecem e, portanto, conseguiram mais ou menos impermeabilizar. Claro que a fronteira é muito grande, a densidade populacional da zona oriental é relativamente alta e não se pode controlar bem fronteiras que passam por meio de florestas cerradas e coisas assim. Apesar de tudo, a República Democrática do Congo fez a primeira coisa que era a mais importante que é isolar o surto, portanto, ficou naquela zona do Congo e não se está a espalhar para o Congo.” E não está a regionalizar-se então? “E também não está a regionalizar-se. Estando impermeabilizada aquela zona do Congo, países a Ocidente como Angola, por exemplo, que tem uma extensa fronteira com o Congo, estão seguros. Os países da zona oriental, eles próprios impermeabilizaram. O Uganda, o Ruanda, o Burundi também o fizeram, eles conseguiram impermeabilizar e, portanto, aquilo está impermeabilizado a toda a roda, de certa maneira.” Nesse caso, quais é que são as perspectivas para os próximos tempos? “Está a ser testada uma vacina produzida em Oxford, com a colaboração da AstraZeneca, que foram eles também que lançaram a primeira vacina ocidental contra o Covid-19. Estão a fazer uma vacina contra o Bundibugyo e têm uma unidade grande, um dos melhores centros de vacinas da Europa e lançaram a vacina que já está a ser testada.” Quando é que poderia ser aplicada? “Está a ser testada. Testar não é no laboratório, é testar no campo, no terreno. Não se sabe se a vacina vai ser eficaz, mas sabe-se que ela é relativamente inofensiva, que não tem efeitos colaterais graves, que não é perigosa. Portanto, as pessoas que tiverem a sorte de serem sorteadas para fazerem a vacina poderão estar protegidas. Se a vacina funcionar - e eu diria que não há grande motivo para pensar que não vai funcionar - estão razoavelmente protegidas. Agora, a capacidade de produção, neste momento, não chega para vacinar toda a gente, nem de perto nem de longe. Tanto mais que até estar provado que a vacina é eficaz, para a AstraZeneca é uma aposta no vazio. Podem gastar dezenas de milhões de euros e depois aquilo provar-se que não funciona e o dinheiro foi pelo ralo abaixo. Portanto, eles também são cautelosos a nível do investimento que estão a fazer. Também estão a ser testados vários medicamentos. Dois medicamentos que provaram ser bons contra a estirpe do ébola Zaire, o Remdesivir, que é um cocktail de anticorpos. Estão a ver se também funciona ou não para esta estirpe Bundibugyo. Para além disso, há um outro grupo que está a fazer um cocktail de anticorpos. Porque o facto de haver muitos doentes significa que já há sobreviventes convalescentes. Nem toda a gente morre felizmente. Dá para estudar o sangue deles, ver que anticorpos é que eles produziram para se protegerem e tentar fabricar esses anticorpos. Isso está a ser feito, já está na fase de testes de campo, há um cocktail de anticorpos que começou há uma semana a ser testado no terreno. Claro que uma terapêutica de anticorpos é sempre uma terapêutica difícil de fazer, a produção é cara e lenta, não vai ser a bala mágica. O Remdesivir também não foi bala mágica para o Ébola Zaire, mas pode ser que seja para o bundibugyo. Vamos ver. Ou também pode ser muito fraquinho ou pode ser um falhanço completo. Daqui a um mês digo-lhe. É óbvio que as autoridades de saúde tentam dramatizar, até porque é uma forma de garantir financiamento, lembrar aos americanos que isto pode chegar aos Estados Unidos é uma maneira de os americanos abrirem o cordão à bolsa. Claro que os europeus já estão a abrir, nomeadamente a Inglaterra, a Bélgica, a França que são os três países que neste momento estão a investir mais e que estão a dar um apoio maior. Portugal também está. A gente esquece-se sempre de Portugal, mas Portugal também está.”
Esse vídeo não seria possível sem a minha grande parceira: a INSIDER! Então aproveita as promoções imperdíveis e usa o meu cupom HOC:https://creators.insiderstore.com.br/HOCChristopher Nolan transforma A Odisseia em uma reflexão sobre guerra, violência, civilização e natureza humana.Neste vídeo, analiso a releitura de Nolan e a forma como Odisseu carrega as culpas e os traumas da Guerra de Troia durante sua jornada de volta para casa. O filme apresenta a violência, a ganância e o desrespeito às leis como sinais de uma civilização que abandona a razão e se aproxima da barbárie.A análise também apresenta um contraponto à mensagem pacifista do filme: o papel da honra nas sociedades gregas. Enquanto o mundo moderno atribui dignidade e direitos universais a todos, as culturas de honra associam identidade, pertencimento e respeito às ações de cada indivíduo diante de seu grupo.A partir desse contraste, o vídeo discute os benefícios e os perigos de cada modelo, a importância da tragédia grega e o conflito permanente entre as regras racionais da civilização e os instintos humanos. No retorno de Odisseu a Ítaca, violência e enganação reaparecem como instrumentos para recuperar sua casa, proteger sua família e restaurar sua honra.Uma reflexão sobre o que A Odisseia pode ensinar a respeito da crise de identidade do Ocidente, da ordem mundial e dos dilemas geopolíticos do nosso tempo.Você já conhece o meu aplicativo? No HOC ACADEMY você tem acesso a cursos e aulas exclusivas, além do BUNKER DO HOC, um feed de notícias e análises em tempo real sobre as coisas mais importantes que acontecem no mundo. Clica no link e não fique de fora dessa!LINK HOC ACADEMY:https://lp.hocacademy.com.br/home-nova/#insiderstore #nolan #imdb #odisseia #odyssey #troia
Citações e trechos do livro “When Things Fall Apart”, de Pema Chödrön.Pema Chödrön, nascida Deirdre Blomfield-Brown em 1936, é monja budista, autora e professora espiritual da tradição tibetana Vajrayana.Antes de ingressar na vida monástica, trabalhou como professora e viveu uma vida comum nos Estados Unidos. Após um período de sofrimento pessoal e profundas transformações internas, encontrou o budismo e tornou-se discípula de Chögyam Trungpa. Mais tarde, foi uma das primeiras mulheres ocidentais ordenadas como monja na tradição Vajrayana, dedicando sua vida ao estudo, à prática e ao ensino do Dharma.Seus ensinamentos enfatizam a compaixão, a coragem emocional e a aceitação da impermanência. Pema ensina que o sofrimento pode se tornar um caminho de despertar quando enfrentado com presença e abertura. Em livros como “Quando Tudo se Desfaz” e “Os Lugares que nos Assustam”, ela aborda temas como medo, apego, ansiedade e autocompaixão, incentivando os praticantes a abandonarem a resistência e a cultivarem a mente desperta no cotidiano.Pema Chödrön tornou-se uma das vozes mais influentes do budismo contemporâneo no Ocidente. Sua linguagem simples, humana e acessível aproximou milhares de pessoas da meditação e da prática budista, especialmente em momentos de crise e transformação pessoal.
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Por que a Rússia demora para derrotar a Ucrânia? | Rose Martins | Programa 20 Minutos
O Chade anunciou esta semana a decisão de sair do Tribunal Penal Internacional, alegando a eficácia limitada da instituição e uma actuação excessivamente centrada em África. A decisão surge depois de a Venezuela também ter anunciado o abandono do TPI, numa altura em que o procurador Karim Khan foi afastado na sequência de alegações de conduta sexual imprópria, acusações que o próprio nega. André Thomas, professor jubilado de Direito Internacional e Direito Constitucional da Universidade da África do Sul, em Pretória, considera que estas saídas eram previsíveis e reflectem a urgência de as Nações Unidas reformarem o Tribunal Penal Internacional, que, na sua opinião, se tornou num instrumento de justiça ao serviço dos interesses da União Europeia. O que representa a saída do Chade do Tribunal Penal Internacional? Penso que este é o início de um êxodo. Muitos outros países poderão seguir o mesmo caminho e abandonar o Tribunal Penal Internacional. Além disso, como sabemos, os Estados Unidos estão determinados a contribuir para o enfraquecimento, ou mesmo o eventual encerramento, do Tribunal Penal Internacional. Falámos aqui da saída do Chade, mas a Venezuela também já disse que vai sair. Poderá haver aqui uma certa pressão do Presidente dos EUA, quando se sabe que a presidente interina, Delcy Rodríguez, é muito próxima de Donald Trump, Este novo mundo depende essencialmente de cinco pessoas: o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o Presidente da China, Xi Jinping; o primeiro-ministro da Índia; e, possivelmente, também o rei da Arábia Saudita. São estas as potências que, na minha perspectiva, exercem maior influência e determinam o rumo dos acontecimentos no mundo. Desde que chegou à Casa Branca, Donald Trump anunciou que pretendia desmantelar o Tribunal Penal Internacional (TPI). Estes anúncios de saída surgem numa altura em que os 125 Estados Partes do TPI se preparam para votar a destituição do procurador Karim Khan, acusado de conduta sexual imprópria. Karim Khan nega as acusações. Pode falar-se de uma tentativa de amordaçar o TPI, precisamente quando este passou a centrar a sua atenção também no Ocidente, emitindo acusações, nomeadamente contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por alegados crimes cometidos em Gaza, e investigando ainda alegados crimes cometidos por militares norte-americanos no Afeganistão? O Tribunal Penal Internacional tem sido, desde a sua criação, uma instituição muito controversa. Foi uma iniciativa europeia e é financiado, em grande medida, pelos Estados Partes, entre os quais se encontram os Estados da União Europeia, que constituem uma parte significativa do seu orçamento. O trabalho do TPI tem sido desenvolvido por pessoas que se auto-intitulam juízes, mas que, na minha opinião, não possuem as qualificações jurídicas adequadas. São nomeadas pelos Estados Partes, num processo em que as preferências políticas dos Estados desempenham um papel relevante. Os alvos do TPI têm sido, em grande medida, dirigentes africanos e outras personalidades que, na perspectiva de alguns críticos, não representam uma ameaça significativa para o Tribunal. O Tribunal admite determinados tipos de prova, incluindo prova indirecta, cuja admissibilidade é regulada pelo seu Estatuto e pelas respectivas regras processuais. Além disso, entendo que o sistema de recursos é insuficiente para assegurar plenamente os direitos dos arguidos. Na minha perspectiva, deveria existir um mecanismo de recurso mais amplo, garantindo uma dupla apreciação das decisões, como sucede em muitos sistemas judiciais nacionais. Das investigações abertas pelo Tribunal Penal Internacional, desde a sua entrada em vigor, nove dizem respeito a Estados africanos. O Chade diz que abandona esta instituição porque existe uma justiça de geometria variável. Estes argumentos são válidos? Sempre considerei a criação do TPI demasiado política. Pretendia, na realidade, dar uma força brutal à política externa da União Europeia, castigando aqueles que eram considerados um obstáculo aos objectivos políticos europeus. E pretendendo que não existem outros criminosos. Há criminosos terríveis neste mundo em relação aos quais o TPI nunca sequer ponderou actuar. Basta falar do Irão, onde regularmente são executadas raparigas de 14 ou 16 anos, após serem chicoteadas em público. São coisas absolutamente horrorosas. Como é que se justifica essa falha do TPI? Penso que sempre houve oportunismo por parte da pessoa encarregada de instaurar os processos, ultimamente o senhor Karim Khan. Já há anos se falava das alegadas vítimas dos seus abusos sexuais. Não é novidade nenhuma. Mesmo assim, manteve-se em funções e começou a emitir mandados de captura contra presidentes e chefes de governo, como o primeiro-ministro Netanyahu, o que, em si, constitui um abuso do Direito Internacional, porque uma das regras mais antigas do Direito Internacional é a imunidade absoluta de um rei ou de um Presidente enquanto estiver no exercício das suas funções. A existência do Tribunal Penal Internacional está ameaçada? Qual será o futuro desta organização? Penso que vai desaparecer, porque os países estão cansados de uma autoridade que se autoproclama detentora da autoridade moral do mundo. Os Estados têm igual direito à soberania, que é o fundamento das relações internacionais e das Nações Unidas, bem como o princípio da igualdade entre os Estados. A maior parte dos países não tolera que um pequeno grupo de países - os países europeus - assuma a responsabilidade de julgar o resto do mundo apenas porque este não obedece às regras da democracia multipartidária europeia. Nem a China, nem a Índia, nem a Rússia, nem a maioria dos países da Ásia o fazem. Assim, será muito difícil haver futuro para este tribunal. A única possibilidade será uma reforma profunda do TPI, sob a responsabilidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Isso, sim, é uma possibilidade. Esperemos que aconteça. Eventualmente, dentro de alguns anos, poderá abrir-se esse debate. Quais seriam, na sua opinião, as reformas prioritárias? Deve ser restabelecida a imunidade absoluta dos chefes de Estado, para salvaguardar a paz internacional. Não é possível que um grupo de países determine que um chefe de Estado, eleito ou não eleito, em exercício de funções, deva ser levado a tribunal e, eventualmente, preso. Isso retiraria uma grande parte da controvérsia. De resto, têm de existir todas as garantias processuais próprias de um direito penal moderno e devem ser excluídas as chamadas provas de segunda ou terceira mão, que não são provas. Não vale a pena. Houve um tribunal especial que julgou Charles Taylor, antigo Presidente da Libéria, com base em relatos publicados por jornalistas nos jornais. Não havia qualquer prova directa. Considera que devem ser os próprios países a julgar? Essa justiça deve pertencer aos Estados? Não. Tem de ser uma justiça sob a autoridade das Nações Unidas, que é a única instituição verdadeiramente global que poderá assumir essa responsabilidade de aplicar o Direito Penal Internacional, reservado aos crimes mais graves. E é necessário ter consciência da evolução moderna do Direito Penal. Por exemplo, o TPI aceita o princípio da responsabilidade de comando. Ou seja, um comandante ou um general, que pode estar muito longe das tropas que eventualmente tenham cometido abusos contra os direitos humanos, fica pessoalmente responsabilizado perante o TPI. Parece-me uma situação algo absurda, sobretudo quando esse comandante não dispõe de meios para comunicar com as suas tropas. E isso tem acontecido. Quando diz que a reforma do TPI tem de passar pelas Nações Unidas, considera que a organização está, neste momento, em condições de a concretizar? Existe hoje uma nova multipolaridade, constituída por cinco grandes nações que detêm poder militar e capacidade nuclear. As Nações Unidas têm servido como o fórum capaz de moderar a actuação dos mais poderosos. Esperemos que, no futuro, especialmente com a influência de um novo secretário-geral, a organização possa voltar a desempenhar um papel muito activo e importante no mundo, porque estamos a assistir a uma escalada do uso da força. De repente, países pequenos e grandes começam a recorrer à força militar. Ora, foi precisamente para impedir a ameaça do uso da força e o recurso à força que as Nações Unidas foram criadas. Daí a importância de existir um Tribunal Internacional capaz de julgar os crimes num mundo cada vez mais marcado por conflitos? Absolutamente. Um Direito Penal Internacional pode ser muito importante e muito útil. Mas não se servir apenas os interesses privilegiados ou exclusivos da União Europeia. O TPI não pode continuar a funcionar como um instrumento da União Europeia. Tem de ser verdadeiramente global. Além disso, a falta de boa governação e de mecanismos eficazes de controlo ficou bem patente neste escândalo relacionado com alegados abusos de natureza sexual envolvendo uma das figuras-chave da instituição. Que vergonha!
Trechos dos livros “Collected Works of Chögyam Trungpa”, de Chögyam Trungpa.Chögyam Trungpa Rinpoche (1939 - 1987) foi um estudioso, professor, artista, poeta e mestre de meditação da tradição budista Vajrayana.Nascido no Tibete, foi reconhecido como a 11ª encarnação do Trungpa Tulku e treinado nas tradições Kagyu e Nyingma. Após a invasão chinesa, fugiu para a Índia e, mais tarde, estudou no Reino Unido, onde também explorou a cultura ocidental. Pioneiro na disseminação do budismo tibetano no Ocidente, Trungpa foi autor de mais de duas dezenas de livros em inglês.Em 1970, mudou-se para os Estados Unidos, e nos quinze anos seguintes, fundou uma rede de várias centenas de centros de meditação budista nos Estados Unidos e Canadá.Trungpa ficou conhecido por sua abordagem inovadora e muitas vezes controversa do budismo, chamada “Budismo Shambhala”. Ele enfatizava a aplicação dos princípios budistas no cotidiano, abordando a espiritualidade com autenticidade, sem idealizações. Seus ensinamentos incluíam a importância da meditação, a compreensão da mente e a coragem de enfrentar a realidade como ela é. Ele também introduziu conceitos como “louca sabedoria”, desafiando convenções para despertar insights profundos.
A nova adaptação de "A Odisseia", dirigida pelo aclamado Christopher Nolan, chegou aos cinemas em 2026 quebrando recordes de bilheteria e dividindo a crítica internacional. Filmado inteiramente em IMAX 70mm, o longa-metragem promete redefinir um dos maiores pilares da cultura ocidental, mas não sem enfrentar intensos debates e controvérsias ao longo do caminho. Desde a escalação de Lupita Nyong'o como Helena de Troia até a escolha de um elenco sem atores gregos para interpretar as figuras míticas do Mediterrâneo, o filme gerou discussões acaloradas sobre fidelidade histórica, modernização da literatura clássica e as pautas de Hollywood. Críticos apontam o longa como uma experiência visual inigualável, utilizando efeitos práticos imersivos para recriar as tempestades do Mar Egeu. Por outro lado, há quem acuse o diretor de sacrificar a carga dramática original de Homero em prol de um espetáculo cerebral e de ação acelerada. Neste programa, a Brasil Paralelo analisa os números grandiosos por trás do fenômeno cinematográfico de Nolan, disseca as opiniões divididas do público e da crítica — desde as acusações de deturpação da obra até os elogios aos méritos técnicos — e convida você a resgatar o contato direto com a história original que moldou o Ocidente.
O Coronel José do Carmo explica que o Irão usa milícias para espalhar o caos e avisa: os ataques não vão parar enquanto a 'cabeça do polvo' estiver segura e não for diretamente atacada pelo Ocidente.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Citações e trechos do texto “Message to the Youth”, de Swami Vivekananda.Nascido como Narendranath Datta, Swami Vivekananda (1863 - 1902) foi um monge hindu, filósofo e um dos mais célebres líderes espirituais da Índia.Vivekananda, que significa: “A bem-aventurança do discernimento da sabedoria”, foi principal discípulo de Sri Ramakrishna e um dos pioneiros na divulgação da filosofia indiana no Ocidente.Em 1893, ficou mundialmente conhecido por representar o hinduísmo no Parlamento Mundial das Religiões, em Chicago, onde sua eloquência e visão universal impressionaram o público, tornando-o um embaixador espiritual da Índia no Ocidente.Seus ensinamentos foram baseados principalmente nos ensinamentos espirituais de Ramakrishna, como a harmonia entre religiões, a universalidade da espiritualidade e a realização do potencial humano através de Deus. Ele propagava a filosofia do Vedanta e do Yoga, enfatizando a prática espiritual como um meio de empoderamento pessoal e social. Sua mensagem destacava a unidade de todos os seres, o serviço altruísta e a autoexploração como caminhos para a verdade. Ele defendia a importância de equilibrar o trabalho, a meditação e o serviço como pilares de uma vida plena.
A história do Ocidente tem suas raízes fincadas na jornada de um homem tentando retornar ao seu lar. Escrita por Homero no século VIII a.C., a Odisseia é a pedra angular da literatura ocidental e o alicerce de conceitos vitais para a nossa civilização. Neste vídeo, exploramos a tumultuada travessia de Odisseu (Ulisses) após o fim da Guerra de Troia, enfrentando a ira do deus Poseidon, os perigos do Ciclope Polifemo, a magia de Circe e o canto das sereias. Analisamos como a astúcia de Penélope, o amadurecimento de Telêmaco e a sabedoria estratégica de Odisseu moldaram o arquétipo do herói ocidental, onde a inteligência e a resiliência prevalecem sobre a força bruta. Descubra como essa epopeia mitológica influenciou obras ao longo dos séculos e serve como um manual atemporal sobre os desafios da existência humana.
A EPIDEMIA DE SOLIDÃO MASCULINA: O Que Está Acontecendo? Por que os homens estão cada vez mais isolados? No episódio de hoje, o Nerdebate traz uma bancada 100% feminina e altamente qualificada para debater um dos temas mais discutidos e urgentes da atualidade: A Epidemia de Solidão Masculina. Julia Paula "Dell" recebe a Gabi Psicóloga e a Fernanda Eggers (Despautada) para uma conversa profunda sobre comportamento, cultura pop e sociedade.Navegamos pelas raízes desse fenômeno global, analisando desde o impacto de movimentos sociais extremos até a forma como o cinema molda e reflete as frustrações dos homens modernos. O que a ficção tem a nos dizer sobre a realidade? E como as dinâmicas de relacionamento mudaram ao ponto de criarem barreiras invisíveis? Prepare-se para um debate sem filtros, pautado pela psicologia e pela análise cultural.
Major-general Arnaut Moreira explica que Trump é o disruptor face ao iminente abismo do Ocidente perante o grupo E7. Acredita ainda que a Ucrânia neutralizou o trânsito naval russo no Mar de Azov.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Major-general Arnaut Moreira explica que Trump é o disruptor face ao iminente abismo do Ocidente perante o grupo E7. Acredita ainda que a Ucrânia neutralizou o trânsito naval russo no Mar de Azov.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Major-general Arnaut Moreira explica que Trump é o disruptor face ao iminente abismo do Ocidente perante o grupo E7. Acredita ainda que a Ucrânia neutralizou o trânsito naval russo no Mar de Azov.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio imperdível do Consciência Cristã Podcast, gravado diretamente na conferência de 2026 sob a temática "A Igreja de Cristo", o host Lázaro conversa com o Pastor Samuel Vitalino.Juntos, eles debatem o visível esfriamento da fé no Ocidente e revelam como Deus tem usado a igreja brasileira para liderar um movimento extraordinário de revitalização espiritual em solo americano e europeu. Missões com Inteligência: A transição do modelo tradicional para estratégias focadas em treinar teologicamente os líderes locais, multiplicando o alcance do Evangelho de forma muito mais rápida e orgânica. Babel foi a confusão das línguas. Pentecostes foi quando as pessoas ouviram a Palavra de Deus na sua própria língua para entenderem as Suas grandezas. É exatamente esse efeito que estamos vivendo hoje.Este episódio é um chamado urgente para colocarmos os joelhos no chão e as mãos no trabalho em favor do Reino! Faça parte deste movimento:
Tatiana Teixeira (OPEU/UFU) recebe os professores Marcos Cordeiro Pires, livre-docente da UNESP e pesquisador do INCT-INEU, e Thais Caroline Ataide Lacerda, doutora em Ciências Sociais pela UNESP, para uma análise sobre da China contemporânea. A conversa parte da experiência concreta: dezessete viagens à China, dois meses de estudo em Wuhan e Pequim, consultorias em empresas estatais chinesas no Brasil. O que emerge é um retrato da China que contraria a imagem cinzenta e autoritária projetada pelos meios de comunicação ocidentais; um país que erradicou a pobreza extrema, lidera a produção científica global e planeja seu desenvolvimento por décadas. O debate percorre a relação da academia chinesa com o Estado, o papel dos Livros Brancos na formulação da política externa, a visão de Pequim sobre a América Latina como parceira estratégica no mundo multipolar e os mitos que ainda persistem no Ocidente sobre o país. No clipping, Yasmim Reis, doutoranda pelo Programa San Tiago Dantas (UNESP/UNICAMP/PUC-SP) e pesquisadora do OPEU, traz as principais notícias dos EUA: a resposta de Marco Rubio à carta de Flávio Bolsonaro, as decisões da Suprema Corte sobre imigração e os desdobramentos do cessar-fogo entre os EUA e o Irã. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira (OPEU/UFU), Marcos Cordeiro Pires (UNESP/INCT-INEU), Thais Caroline Ataide Lacerda (UNESP) e Yasmim Abril Monteiro Reis (OPEU/San Tiago Dantas). Inserção musical no final: @2krispii, “Make Conservatives Conservative Again”. Capa do episódio: AFP-JIJI Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Citados no episódio ALLISON, Graham. Destined for War: Can America and China Escape Thucydides’s Trap? Boston: Houghton Mifflin Harcourt, 2017. Capítulos: 00:00 Introdução: A China de 1,4 bilhão de habitantes 03:00 Parcerias acadêmicas Brasil-China e o Instituto Confúcio na UNESP 14:00 Como a China enxerga a América Latina e os EUA 23:00 Os Livros Brancos e a integração entre academia e governo 34:00 A China como epicentro da ciência global 44:00 A rotina nas universidades chinesas 48:00 Derrubando mitos sobre a China 53:00 O futuro da disputa China-EUA 59:00 Clipping OPEU: Brasil-EUA, Suprema Corte e cessar-fogo no Oriente Médio 01:04:00 Encerramento The post A China que o ocidente não conta appeared first on Chutando a Escada.
Olhe para o mapa do mundo. O que separa o que chamamos de Ocidente daquilo que conhecemos como Oriente? Antes de se tornar uma categoria política ou cultural, essa linha começou de forma astronômica na Roma Antiga, mas ganhou contornos definitivos através dos séculos, esculpida pela história, pelas ideias e pelos grandes conflitos. Neste programa da Brasil Paralelo, exploramos a origem dessa divisão geopolítica. A jornada começa no século V a.C., quando o choque entre as cidades-estado gregas e o vasto Império Persa forjou a primeira grande dicotomia: de um lado, a defesa da pólis, da liberdade política e da razão; do outro, o misticismo e as monarquias absolutistas.
Os Estados Unidos impuseram sanções a empresas e cidadãos brasileiros por suposta ligação com o PCC. A Casa Branca afirmou que a facção é a maior organização criminosa transnacional do Ocidente. Americanos debatem conflito de interesse nos negócios de Donald Trump. Um estudo revelou que as empresas dele triplicaram os ganhos desde que ele voltou à Presidência. Na Copa do Mundo, um furacão salvou a Inglaterra. Harry Kane fez os dois gols na virada sobre a República Democrática do Congo. No outro jogo do dia, emoção até o fim também. O Senegal abriu dois a zero, a Bélgica empatou e depois se classificou com um gol de pênalti na prorrogação. A seleção brasileira tem dois trunfos para a decisão de domingo contra a Noruega: o zagueiro Gabriel Magalhães está acostumado a enfrentar o astro Haaland e o meia Bruno Guimarães é o jogador do Brasil com maior número de passes para gol.
A maioria das pessoas vive dentro de uma civilização sem entender como ela foi construída. Neste evento, Ferrugem apresenta uma jornada por 12 livros que investigam as origens das ideias, instituições e valores que moldaram o Ocidente.
Homilia Padre Paulo José, IVE: Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 8,5-17Naquele tempo,5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6"Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia".7Jesus respondeu: "Vou curá-lo".8O oficial disse: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um : 'Vai!', e ele vai; e a outro: 'Vem!', e ele vem; e digo ao meu escravo: 'Faze isto!', e ele faz".10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: "Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus,junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes".13Então, Jesus disse ao oficial: "Vai! E seja feito como tu creste".E naquela mesma hora o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre.15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou.Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra,e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: "Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades".Palavra da Salvação.
Naquele tempo, 5 quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6 "Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia". 7 Jesus respondeu: "Vou curá-lo".8 O oficial disse: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9 Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um : 'Vai!', e ele vai; e a outro: 'Vem!', e ele vem; e digo ao meu escravo: 'Faze isto!', e ele faz". 10 Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: "Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11 Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12 enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes". 13 Então, Jesus disse ao oficial: "Vai! E seja feito como tu creste". E naquela mesma hora o empregado ficou curado. 14 Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15 Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. 16 Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, 17 para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: "Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades".
No século XVI, a Europa sangrava em meio a violentas guerras religiosas. O colapso das instituições tradicionais e o vazio de autoridade ameaçavam a civilização com a desordem total. A França, epicentro dessa devastação política, vivia um cenário onde a autoridade real era contestada por exércitos particulares e a fé justificava o fim do convívio social. Foi neste cenário histórico que Jean Bodin, um notório jurista e filósofo, publicou sua obra-prima: "Os Seis Livros da República" (1576). Para salvar a ordem pública, Bodin forjou um dos conceitos mais influentes da teoria política mundial: a soberania. Ao defender um poder absoluto e perpétuo, ele redesenhou o destino do Ocidente e lançou as bases do que hoje conhecemos como Estado Moderno. Neste vídeo original da Brasil Paralelo, explore como a obra de Bodin separou a administração do Estado das paixões da época, influenciou pensadores ao longo dos séculos e criou a engrenagem jurídica que sustenta a política global até os dias de hoje.
Crises políticas, guerras e a sensação de que as instituições estão ruindo não são eventos isolados. Em 1918, o historiador alemão Oswald Spengler publicou "O Declínio do Ocidente", uma obra monumental que previu com riqueza de detalhes o cenário exato que o mundo enfrenta no século XXI. Diferente da visão linear de progresso, Spengler argumentou que as civilizações possuem ciclos vitais — primavera, verão, outono e inverno. O Ocidente, segundo sua análise temporal, encontra-se em seu "inverno" civilizacional, um período marcado pela ditadura do dinheiro e da grande mídia, o surgimento do "Cesarismo" (o advento de líderes populistas e autoritários) e um profundo vazio espiritual que substitui a fé pelo materialismo. Este vídeo explora a genialidade do diagnóstico de Spengler, oferecendo sobriedade histórica para compreender a atual crise das democracias, sem cair no pessimismo passivo. Em concordância com os princípios estruturais de nossas produções, a missão da Brasil Paralelo é resgatar bons valores, ideias e sentimentos no coração de todos os brasileiros. Conhecer o passado e as teorias que moldam o desenvolvimento civilizacional é a ferramenta definitiva para não se render ao colapso diário.
A diferença do evangelho no oriente e no ocidente - Pr. Paulo Brito Junior by Igreja Missionária Evangélica Maranata da Tijuca Para conhecer mais sobre a Maranata:Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe
No norte do Mali, em pleno deserto do Sahel, forças ligadas ao Africa Corps — sucessor do Grupo Wagner — foram obrigadas a abandonar posições estratégicas depois de uma ofensiva coordenada envolvendo rebeldes tuaregues da Frente de Libertação do Azawad e jihadistas do JNIM, braço da al-Qaeda na região.O episódio mais simbólico aconteceu em Kidal, cidade que havia sido apresentada como uma das maiores vitórias russas na África. Em 2023, sua tomada serviu como vitrine da influência de Moscou no continente. Em 2026, a retirada russa expôs os limites desse modelo.Neste vídeo, explicamos como a Rússia entrou no Mali após a saída da França, como o Grupo Wagner se transformou no Africa Corps, por que a geografia do Sahel favorece grupos armados locais e o que essa derrota revela sobre a verdadeira capacidade militar russa fora da Ucrânia.Uma história sobre propaganda, mercenários, golpes militares, alianças improváveis e o colapso de uma promessa: a de que Moscou conseguiria estabilizar o Mali onde o Ocidente havia fracassado.Você já conhece o meu aplicativo? No HOC ACADEMY você tem acesso a cursos e aulas exclusivas, além do BUNKER DO HOC, um feed de notícias e análises em tempo real sobre as coisas mais importantes que acontecem no mundo. Clica no link e não fique de fora dessa!
Links:Canal jorge Uesu falando do Maik https://www.instagram.com/reels/DZYcFzzqUSI/Curso Cabala e Magia Planetária com Marcos Keller: https://www.sympla.com.br/evento-online/fundamentos-e-pratica-da-cabala-hermetica-e-magia-planetaria/3424981Camisetas Mundo Freak: https://umapenca.com/mundofreak/loja/?srsltid=AfmBOoqsX2AWTRFB-FUyRZnCnRrfrZjDjoCtaZalh2J2cF_lCI4OiqaUNa live de hoje do Mundo Freak, vamos mergulhar na longa e fascinante história do ocultismo ocidental, um conjunto de tradições esotéricas, filosóficas e espirituais que atravessa séculos e ajudou a moldar parte do imaginário do Ocidente.A conversa começa nas origens mais antigas desse pensamento, passando por Alexandria, pelo hermetismo, por Hermes Trismegisto, pelo gnosticismo, pelo neoplatonismo e pelas formas como esse conhecimento sobreviveu, foi codificado e transformado ao longo da Idade Média. A pauta também entra em temas como alquimia, cabala, grimórios medievais e a ideia de que o ocultismo sempre esteve ligado à busca por uma gnose, um conhecimento interior e transformador.Ao longo da live, a gente avança para o Renascimento, quando magia, filosofia e ciência ainda caminhavam lado a lado, e passa por figuras fundamentais como John Dee, além do surgimento de tradições e estruturas como rosacrucianismo, maçonaria, Éliphas Lévi, Helena Blavatsky e a Golden Dawn, que ajudaram a organizar o ocultismo moderno.Na reta final, o papo chega ao século XX com nomes incontornáveis como Aleister Crowley, Jack Parsons e Anton LaVey, mostrando como o ocultismo saiu dos círculos iniciáticos e passou a dialogar com contracultura, mídia, ciência, espiritualidade alternativa e cultura pop.Se você gosta de história do esoterismo, magia cerimonial, sociedades secretas, alquimia, hermetismo, cabala, Crowley, satanismo moderno, mistérios históricos e da relação entre ocultismo e cultura contemporânea, essa live é para você.▶ Assista e participa no chat: qual fase da história do ocultismo mais te intriga, Antiguidade, Renascimento, sociedades secretas ou século XX?As Duas Vidas de Rudolf: https://open.spotify.com/show/3okz3u1rW9O0Lz3fdfmqZiApoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencialRafael Jacauna Autor (Instagram): https://www.instagram.com/rafaeljacaunaautor/Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia: https://www.instagram.com/paratopiapodcast/Edição: https://www.instagram.com/instadogrmachado/#MundoFreak#LiveMundoFreak#Ocultismo#OcultismoOcidental#Hermetismo#Alquimia#Cabala#AleisterCrowley#SociedadesSecretas#Esoterismo
As origens do conflito entre Estados Unidos e Irão e alguns marcos nas relações entre Ocidente e Islão. Uma viagem por vários séculos de História.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No 3 em 1 desta terça-feira (02), o destaque foi o presidente Lula (PT) que subiu o tom e responsabilizou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas novas sanções econômicas e tarifas anunciadas pelos EUA. Em declaração, o petista chamou o pré-candidato da oposição de "traidor da pátria". O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quebrou o silêncio e rebateu as acusações do presidente Lula (PT), que o chamou de "traidor da pátria". O parlamentar revelou que, durante sua agenda em Washington, fez um apelo direto a Donald Trump para que o Brasil fosse excluído do novo tarifaço global de 25%. O presidente norte-americano Donald Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para publicar uma foto do encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Salão Oval e tecer fortes elogios ao pré-candidato à Presidência. Em discurso duro, o presidente Lula (PT) elevou o tom da agressividade e chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de "imbecil" e "vendilhão da pátria", acusando-o de pedir o tarifaço de 25% ao governo dos Estados Unidos. A bancada do 3 em 1 explica os principais motivos relatados no relatório técnico do Departamento de Comércio dos EUA que expõe o tarifaço de 25% contra o Brasil. O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (PSB) subiu o tom contra a oposição ao comentar o tarifaço de 25% aplicado pelos EUA. Alckmin classificou como "falsos patriotas" e "sabotadores" aqueles que usam agendas partidárias no exterior para prejudicar a economia do próprio país. Durante depoimento no Senado dos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o Ocidente vive uma forte coalizão de países amigos, mas listou o Brasil como uma das exceções de aliados na América Latina, ao lado de Cuba, Venezuela e Nicarágua. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquadrou duramente o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por telefone. Trump estaria furioso com a intensificação dos ataques de Israel no Líbano, comprometendo as negociações de paz entre EUA e Irã. Os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) dividiram o mesmo palco e pregaram um pacto de união contra o governo Lula (PT-SP) durante evento em Minas Gerais. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
O racismo estrutural segue presente no cotidiano brasileiro e carrega marcas profundas deixadas por séculos de escravidão. O Brasil foi o país que mais recebeu pessoas escravizadas nas Américas e o último do Ocidente a abolir oficialmente a escravidão, com consequências que ainda podem ser vistas nas desigualdades sociais, na violência e na exclusão que atingem, principalmente, a população negra.Neste episódio do Pretoteca, a jornalista Luana Pereira recebe o Professor Dr. Juarez Tadeu de Paula Xavier para uma conversa sobre racismo sistêmico, aniquilamento racial e os mecanismos históricos que ajudaram a construir essa realidade no país. Um bate-papo necessário, atual e provocador, que convida à reflexão e ao debate sobre a construção de uma sociedade mais consciente e antirracista.Apresentação: Luana Pereira Gravação: Gustavo SantosEdição: Beatriz Alencar e Pedro Oliveira
Neste episódio do podcast filosófico da Nova Acrópole do Brasil, os professores Danilo Gomes e José Roberto refletem sobre a elegância do comportamento e a necessidade de um retorno consciente à natureza. A partir de referências filosóficas como Confúcio, Platão, Ortega y Gasset e tradições antigas do Oriente e do Ocidente, o diálogo explora a relação entre ética, beleza e harmonia na vida humana. Ao longo da conversa, é apresentada a ideia de que a verdadeira elegância não está ligada apenas à aparência exterior, mas principalmente à forma como o ser humano se relaciona consigo mesmo, com os outros e com a natureza. O comportamento ético, cortês e harmonioso é visto como uma expressão de inteligência e discernimento, capaz de aproximar o indivíduo daquilo que há de mais essencial em sua natureza. Os professores também refletem sobre os desafios da sociedade contemporânea, marcada pela desconexão interior, pela perda do sentido de unidade e pelo afastamento do ritmo natural da vida. Em contraste, antigas civilizações compreendiam o ser humano como parte integrante do cosmos e cultivavam uma relação de profundo respeito com a Terra, o trabalho, os objetos e as relações humanas. A conversa destaca ainda como a amizade, a fraternidade, a cortesia e o cuidado com as pequenas coisas podem contribuir para uma sociedade mais humana, integrada e consciente. Ao reconhecer-se como parte de uma grande unidade viva, o ser humano pode reencontrar sentido, esperança e um propósito mais elevado para sua existência. Participantes: José Roberto e Danilo Gomes Trilha Sonora: Adagio da Sinfonia nº 10, de Gustav Mahler
Orlando Samões afirma que o Irão usa táticas de guerrilha contra os EUA. Ainda acrescenta que a aliança Xi-Putin desafia o Ocidente e que a ONU carece de capacidade coerciva.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na live de hoje do Mundo Freak, vamos encarar um tema cercado de medo, caricatura, sensacionalismo e muita desinformação: o satanismo. A proposta da conversa não é repetir os clichês mais fáceis, mas entender de onde vêm essas imagens, como elas foram sendo construídas ao longo do tempo e por que tanta coisa diferente acaba sendo jogada no mesmo balaio quando esse assunto aparece.Ao longo da live, a pauta passa pelas origens e pela filosofia do satanismo, pelas leituras simbólicas e culturais da figura de Satã, pelo peso que o cristianismo exerceu na forma como o Ocidente traduziu outras crenças e também pelo modo como cinema, televisão, literatura e redes de desinformação ajudaram a fabricar uma ideia muito específica, e muitas vezes distorcida, do que seria o “mal”. Além disso, a conversa entra em temas mais espinhosos, como o pânico satânico, acusações sem base, crimes associados de forma oportunista ao ocultismo e até vertentes anti-cósmicas e misantrópicas mais obscuras, mostrando como é importante separar mito, moralismo, fantasia e realidade.Se você gosta de história das religiões, ocultismo, cultura pop, pânico moral, demonologia, teorias sociais e discussões que fogem do raso sem abrir mão da curiosidade, essa live é para você. Como sempre no Mundo Freak, a ideia aqui é trocar medo automático por contexto, e histeria pronta por conversa boa.Apoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencialCurso Andrei: https://magickando.com.br/2026/03/31/a-jornada-do-louco-formacao-em-taro-rider-waite/Rafael Jacauna Autor (Instagram): https://www.instagram.com/rafaeljacaunaautor/Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia: https://www.instagram.com/paratopiapodcast/#MundoFreak#LiveMundoFreak#Satanismo#PanicoSatanico#Ocultismo#HistoriaDasReligioes#Demonologia#Conspiracoes#CulturaPop
Em 2025, a história de Rumi, Mira e Zoey — um trio fictício que utiliza a energia dos seus fãs para alimentar uma barreira mágica contra demónios — deixou de ser apenas um sucesso de streaming para se tornar um fenómeno cultural sem precedentes. Em apenas dois meses, tornou-se o filme mais visto da história da Netflix e foi recentemente consagrado com dois Óscares. O impacto deste sucesso já se sente em Portugal, onde concertos de tributo esgotaram salas de espectáculo de norte a sul. Em Águeda, na estreia do concerto “A Batalha do K-Pop”, centenas de crianças e adolescentes de tranças roxas e fatos dourados cantaram as letras de cor, demonstrando que as personagens de animação são tratadas como verdadeiros ídolos de carne e osso. Não são apenas sessões para crianças: são eventos familiares, com merchandising oficial, coreografias replicadas ao detalhe e momentos de histeria colectiva quando soa “Golden”, a canção que este ano arrecadou o Óscar de Melhor Canção Original e que quebrou recordes ao ficar 43 semanas no topo norte-americano da Billboard. O sucesso surpreendeu até quem o fez. A Sony Pictures Animation investiu cerca de 100 milhões de dólares no projecto, mas acabou por vender os direitos à Netflix numa altura em que os cinemas estavam vazios, em plena pandemia. Resultado: passou a galinha dos ovos de ouro à concorrente e arrecadou apenas 20 milhões de dólares com o projecto. Mas “como assim”? Como é que um filme de animação baseado na cultura coreana se tornou um sucesso tão grande no mercado ocidental? Neste episódio, dissecamos o caso das guerreiras do K-Pop e tentamos perceber como o filme conseguiu romper o nicho e chegar ao mainstream no Ocidente. Mas também como encaixa numa estratégia mais ampla de soft power da Coreia do Sul, que há décadas usa o K‑Pop, os dramas televisivos, o cinema e até a gastronomia para exportar a sua identidade cultural e transformar entretenimento em influência global. Siga o podcast #ComoAssim e receba cada episódio quinzenalmente, à quarta-feira no Spotify, na Apple Podcasts ou noutras aplicações para podcasts. Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A inteligência artificial na mão da estupidez natural e a crónica de uma vitória esmagadora na Hungria. Esta semana quase pareceu que estávamos à beira de um novo Cisma do Ocidente, como há 600 anos, com o Poder Temporal a desafiar o Poder Espiritual. Trump atacou violentamente o Papa americano por ele pregar a paz e até a amiga Meloni o abandonou. E Já não lhe sobram muitos amigos, tirando Netanyahu. Na Hungria, Orbán perdeu as eleições depois de 16 anos no poder. Magyar passou de antigo apoiante a sucessor e diz querer aproximar-se da Europa. A análise de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes, Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 16 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Na coluna dessa semana Carapanã discute como as distinções entre "racionais" e "fundamentalistas" são operadas nas guerras declaradas por um Ocidente falido e um Imperio decadente.
Neste episóodio do Mundo Freak, a conversa gira em torno de Jiang Xueqin, o chamado Professor Jiang, uma figura que se tornou fenômeno na internet ao misturar geopolítica, teoria dos jogos, psicohistória e previsões históricas com uma aura cada vez mais próxima do conspiracionismo.Falamos sobre quem ele realmente é, a construção dessa imagem de autoridade, o impacto de suas previsões sobre a vitória de Donald Trump e a guerra entre EUA e Irã, e o momento em que sua análise deixa o campo da leitura estratégica e mergulha de vez em narrativas sobre Illuminati, sociedades secretas, elite global, profecias e um suposto roteiro oculto para o colapso do Ocidente.Se você gosta de mistérios da internet, gurus digitais, teorias da conspiração, geopolítica, personagens controversos, fóruns, previsões alarmistas e histórias que ficam o tempo todo entre análise séria e delírio paranoico, esse corte é para você.
O Linhas Cruzadas responde: quem foi, de fato, Jesus de Nazaré?Ele não deixou um livro escrito, mas é o protagonista da história do Ocidente. Ele não teve exército, mas conquistou bilhões de pessoas. O programa desta semana mergulha nas quatro faces de Jesus.● O Jesus que a história narra.● O Jesus que a política temia.● O Jesus que a fé abraçou.● E o Jesus que a cultura não esquece.Thaís Oyama e Luiz Felipe Pondé descascam as camadas do mito para encontrar o homem, o líder, o rebelde e o mestre. Com a participação do teólogo e pastor Ed René Kivitz, o programa faz o que a TV raramente ousa: tratar Jesus com a grandeza intelectual que ele merece e a humanidade que ele nos ensinou.Se você é estudioso, vai se surpreender. Se é devoto, vai se emocionar. E se é apenas um curioso da vida, vai entender por que, 20 séculos depois, o nome dele ainda é o mais falado do planeta.Linhas Cruzadas. Quinta, 22h30, na TV Cultura.
Convidado: Demétrio Magnoli, comentarista da GloboNews e colunista dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo. Ali Larijani, o líder efetivo do regime iraniano desde o início da guerra, foi alvo de um bombardeio aéreo israelense na madrugada desta terça-feira (17). Além dele, morreu também Gholamreza Soleimani, chefe da Basij, uma milícia paramilitar e voluntária da Guarda Revolucionária do Irã. A morte de Larijani é a maior baixa do regime dos aiatolás desde o primeiro dia de ataques israelenses e americanos ao Irã, quando o líder supremo do país, Ali Khamenei, foi assassinado. Larijani era o chefe do Conselho de Segurança, o cérebro por trás das estratégias de defesa e da política nuclear do país e o mais influente canal diplomático do governo com o Ocidente. Para explicar quem era Larijani e as consequências da morte dele para o regime e para o futuro da guerra, Natuza Nery conversa com Demétrio Magnoli, comentarista da GloboNews e colunista dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo. Demétrio também avalia o risco de uma incursão terrestre no Irã e analisa os objetivos militares de Israel e dos Estados Unidos – onde o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo se demitiu nesta terça.
Saudações pessoas! É dia de Tatiana Vargas-Maia conosco, então é dia de aprendizado, sacadas, reflexão profissa e muita profundidade de análise. Como fica a velha tese do "Fim da História" quando nem o fim é realmente próximo do jeito que se esperava, quando não era sequer o fim - e não como vinha sendo lido usualmente? E o que são identidades nessa altura do campeonato? Categorias como o 'sul global' (que periga ser substituída por outras ainda mais propositivas) ajudam a nos mobilizar e empatizar com quem achávamos que tínhamos pouco em comum? Somos mais "Irã" e "Venezuela" do que Ocidente? (Essa é fácil). Descubra que talvez tem até "sul global" em meio à América (aquele país que eles lá insistem em chamar assim).Taca play agorinha!*** Mês do Consumidor?? A barbada está aqui, não aproveita quem não quer:VEM DE INSIDER! Vem de cupom progressivo: mete VIRACASACAS na hora da compra que não tem erro! Descontos que podem se acumular para os produtos que você já aprendeu a não viver sem! Primeira compra ou compra habitual, receba os descontos dinâmicos já no carrinho! #insiderstoreExpedientePai-Fundador e apresentador: Felipe AbalOutro apresentador: Gabriel Divan Apresentador que está em missão secreta: CarapanãCapas que vocês adoram: Gui ToscanEdição de Áudio que nunca falha: Ingrid DutraA Mestra dos Instagrams: Dani BoscattoMúsica de abertura: Dog Fast by mobigratis
Em agosto de 2022, o mundo assistiu chocado ao ataque brutal contra o escritor Salman Rushdie em solo americano. O autor, que subia ao palco para falar sobre refúgio e liberdade, foi esfaqueado diversas vezes por um extremista, perdendo a visão de um dos olhos. Este evento não foi um caso isolado de violência, mas o desdobramento de uma sentença de morte decretada há mais de três décadas pelo então Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Khomeini. Neste vídeo, detalhamos como a publicação da obra "Os Versos Satânicos" em 1988 desencadeou uma crise diplomática e humanitária sem precedentes. Analisamos a natureza da "Fatwa", o decreto religioso que ofereceu milhões de dólares pela vida de Rushdie e resultou em atentados a bomba em livrarias, além do assassinato de tradutores e editores ao redor do globo. Explore conosco a conexão entre o regime teocrático iraniano, a supressão da liberdade de expressão e o impacto do radicalismo no Ocidente. Entenda como uma obra de realismo mágico se tornou o estopim para o terrorismo de Estado e o que isso revela sobre a geopolítica atual do Oriente Médio.
Em 1979, o mundo assistiu atônito a uma transformação radical: uma monarquia milenar e em acelerado processo de ocidentalização foi derrubada por uma revolução liderada por clérigos. No centro dessa mudança estava Ruhollah Khomeini, um homem que ostentava o título de Aiatolá. Mas o que esse termo realmente significa? Neste vídeo, mergulhamos na complexa estrutura do Islã Xiita para explicar a hierarquia do sagrado. Você entenderá a diferença entre um líder religioso comum e um Aiatolá — o "Signo de Deus" — e como décadas de estudo em seminários teológicos se transformam na capacidade jurídica de interpretar a vontade divina. Exploramos a ascensão de Khomeini, o exílio, a queda do Xá Reza Pahlavi e a implementação da "Tutela do Jurista", o sistema que colocou o clero acima das instituições democráticas. Além disso, analisamos como essa autoridade transcende fronteiras, influenciando grupos como Hezbollah e Hamas, e moldando o chamado "Eixo de Resistência" contra o Ocidente.
A morte de Mahsa Amini, em 2022, após ser detida pela "Polícia da Moralidade" por deixar mechas de cabelo à mostra, foi o estopim para a maior onda de protestos no Irã em décadas. Este vídeo analisa profundamente a estrutura de repressão da teocracia iraniana, revelando como o regime utiliza a tortura, a violência sexual e execuções públicas para manter o controle social. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã transformou mulheres e minorias em cidadãos de segunda classe, aplicando interpretações extremistas da Sharia. Abordamos fatos documentados sobre a perseguição à comunidade LGBT+, as cirurgias forçadas de redesignação sexual e o paradoxal silêncio de setores progressistas do Ocidente diante dessas atrocidades. Conheça a história da antiga Pérsia, a ascensão dos Aiatolás e a realidade atual de um povo que luta pelo direito básico de existir.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (09):O governo Lula teme possíveis consequências caso os Estados Unidos classifiquem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O chanceler Mauro Vieira chegou a conversar com autoridades americanas sobre o tema. No Planalto, há preocupação com riscos de interferência externa e impactos diplomáticos e econômicos.A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República decidiram suspender, por enquanto, a apuração sobre possíveis ligações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades. A prioridade será investigar crimes financeiros ligados ao caso. Segundo os órgãos, o objetivo é acelerar a resposta judicial e tentar recuperar prejuízos causados pelas supostas irregularidades. A Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, pediu orações pela vida do ministro do STF André Mendonça. A manifestação ocorre enquanto o magistrado atua como relator de investigações ligadas ao caso Master. Nos bastidores, também há discussões sobre a ampliação da segurança do ministro e de sua família. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou apoio à criação de uma CPI para investigar ministros do Judiciário citados no caso Banco Master. O requerimento, apresentado por Alessandro Vieira, já reuniu assinaturas suficientes para ser protocolado no Senado. A instalação da comissão agora depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou sobre os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o futuro político do Irã. Durante entrevista, ele afirmou que o próximo líder iraniano terá que negociar com os Estados Unidos e com o Ocidente. Trump também comentou as operações militares e o programa nuclear do país. Um levantamento aponta que o governo Lula já criou ou aumentou cerca de 30 impostos desde o início do mandato em 2023. O tema foi citado pelo senador Flávio Bolsonaro e pode ganhar destaque no debate político e econômico. A tributação deve ser um dos principais assuntos nas próximas eleições.Pesquisa Real Time Big Data aponta o senador Flávio Bolsonaro na liderança das intenções de voto para presidente em São Paulo, com 39%. O presidente Lula aparece em segundo lugar, com 35%. O levantamento também mostra os índices de rejeição dos candidatos e a avaliação do governo federal entre os eleitores. A CPMI do INSS recebeu menos de 1% dos documentos ligados à quebra de sigilo de Daniel Vorcaro no caso Master. A informação foi revelada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana. Segundo ele, a Polícia Federal estaria filtrando os arquivos, mesmo após decisão do ministro André Mendonça garantir acesso completo aos registros. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Convidado: Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Pelo terceiro dia seguido, Estados Unidos e Israel atacam alvos diversos no Irã – e anunciam que mais tropas e mais caças estão a postos para entrar em ação. A retaliação iraniana também segue seu curso: mísseis e drones atingiram o território israelense e a infraestrutura de países que têm bases militares americanas, como a Arábia Saudita. No Líbano, o grupo extremista Hezbollah, aliado do regime iraniano, abriu um novo front de guerra. E o mapa do Oriente Médio tem cada vez mais alvos de todos os lados. No governo dos Estados Unidos, o secretário da Guerra fala em objetivos de curto prazo, mas Donald Trump já projeta pelo menos cinco semanas de ofensiva e diz que levará “o tempo que for necessário”. Já em Teerã, o regime dos aiatolás ainda lamenta da morte de seu líder supremo, Ali Khamenei, que governou o país por quase quatro décadas, enquanto se reorganiza para definir seu sucessor. Para explicar os arcos de aliança que estão formados no Oriente Médio e o processo de sucessão de Khamenei no Irã, Natuza Nery entrevista Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Kalout avalia os riscos de uma escalada militar ainda mais perigosa na região, inclusive em relação ao uso de armas nucleares. E analisa as consequências da escolha do novo líder supremo do regime: se será mais ou menos aberto ao Ocidente. “Um cenário muito mais obscuro”, resume.
As parábolas de Jesus não são apenas histórias religiosas — são instrumentos filosóficos que falam à intuição e ao coração. Entenda 6 delas com profundidade.Nesta palestra, o professor Vinicius Negrão da Nova Acrópole analisa 6 parábolas de Jesus sob uma perspectiva filosófica e simbólica — conectando os ensinamentos do Evangelho com a tradição de Platão, Buda e outras escolas do Oriente e Ocidente.Jesus usava parábolas porque certas verdades só chegam quando passam pelo símbolo, pela imagem, pela história. O mesmo fazia Platão com os mitos. Essa linguagem não é limitação — é profundidade.Parábolas comentadas neste vídeo:— O Semeador: os quatro tipos de solo e como recebemos os ensinamentos da vida— O Grão de Mostarda: como uma pequena mudança interior pode gerar algo grandioso— O Sábio e o Insensato: construir convicções em bases sólidas ou na areia— O Joio e o Trigo: sobre julgamento, discernimento e o mistério de cada ser— O Pai e os Dois Filhos: a diferença entre professar valores e vivê-los— O Vinho Novo e o Odre Velho: por que ensinamentos transformadores precisam de formas novasUma reflexão para quem busca espiritualidade com profundidade filosófica.