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A literatura indígena no Brasil passou por diversas fases e batalhou contra o apagamento em todas elas. Dos primeiros encontros com os jesuítas, que tentaram impor as regras de gramática e de assentamentos importadas da Europa, ao crescimento das publicações editorais de autoria indígena que vemos hoje. Nesse episódio, Mayra Trinca e Lívia Mendes contam mais dessa história a partir de entrevistas com a pesquisadora Carolina Rodrigues, da Unicamp, e com a escritora Trudruá Dorrico. Você vai conhecer mais sobre as primeiras gramáticas, a importância da oralidade para a literatura indígena e a relação disso tudo com a política (no passado e no presente). ____________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO TRUDRUÁ: Cara, o Brasil é tão indígena e ele nem se dá conta assim, sabe? Do quanto ele é indígena. MAYRA: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre a importância da escrita pra história do movimento indígena no Brasil. TRUDRUÁ: Eu entendo assim que a presença indígena nesses espaços literários, é o que faz a nossa literatura ser interessante hoje. Faz deslocar um pouco os homens brancos, jornalistas do Rio – São Paulo, assim, numa produção completamente egocêntrica. LÍVIA: E sobre como isso ganha ainda mais relevância diante de um histórico de apagamentos. CAROLINA: Que algo escrito nem sempre é um texto. Quem lê nem sempre é um leitor. E quem escreve nem sempre é um autor. MAYRA: Isso porque o ato de escrever foi, e talvez ainda seja, uma das ferramentas mais usadas pra hierarquização social. E aí, ao longo da história, isso deixou marcas que revelam muito do que a gente pensa e entende como autoria de povos indígenas no Brasil. TRUDRUÁ: A autoria coletiva indígena, ela sempre existiu. O problema é que ela foi descaracterizada por conta da história de apropriação dos povos indígenas ao Estado-nação Brasil. LÍVIA: Pra entender essas questões, conversamos com a escritora e pesquisadora Trudruá Dorrico, do povo Macuxi, e com a linguista Carolina Rodríguez. MAYRA: Eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já me conhece aqui do Oxigênio. LÍVIA: E eu sou a Lívia Mendes, linguista e especialista em jornalismo científico, e também já apareci algumas vezes por aqui. [VINHETA] CAROLINA: Eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos, o Labeurb, que pertence ao Núcleo de Criatividade da Unicamp e sou também professora no departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem, o IEL, também da Unicamp. É, a minha formação inicial é em letras, mas eu me especializei em linguística. Fiz o doutorado, pós-doutorado, especificamente nas áreas de análise do discurso, história das ideias linguísticas e saber urbano e linguagem. LÍVIA: Essa que você ouviu é a Carolina. Nos últimos anos, ela têm se dedicado a pesquisar a língua Guarani e as relações dessa língua com a atuação dos jesuítas na região que era a província do Paraguai. CAROLINA: Que não deve ser confundida com a província civil do Paraguai, né? Porque a província jesuítica ocupava todo o sul do Brasil, Argentina, parte da Bolívia, enfim. MAYRA: O Guarani era a língua falada pelos povos indígenas da região e que teve seus primeiros registros escritos feitos por esses jesuítas. CAROLINA: O espaço em que surge a escrita em Guarani vai determinar, a finalidade com que é introduzida a escrita nessa língua, vai determinar a relação entre escrita e oralidade, né? Vai determinar o que que é um texto, o que que é ler, o que é escrever em Guarani. LÍVIA: Os jesuítas chegaram na região por volta de 1580 e se instalaram ali, fundando a tal província. Esses missionários, tinham como tarefa estudar a língua local. CAROLINA: A finalidade principal, né, desse trabalho linguístico era se comunicar com os indígenas no dia a dia, aprender a língua, né? Que os missionários estrangeiros pudessem aprender a língua para se comunicar com os indígenas e para catequizar. A questão principal não é o cultivo da língua como bem cultural. Isso pode até ter um resquício, mas não é esse o objetivo principal. MAYRA: Essa lógica por trás do estudo do Guarani fez com que a escrita e a gramática utilizada para essa língua fosse bem diferente de outras línguas. Enquanto as línguas europeias tiveram sua escrita elaborada e rebuscada como uma forma de enriquecimento cultural, a escrita das línguas indígenas era muito mais pragmática, usada apenas como instrumento para ensinar outros jesuítas. LÍVIA: Ainda assim, a Carolina conta que as primeiras gramáticas, as primeiras organizações e regras linguísticas do mundo surgiram todas meio que juntas. CAROLINA: É interessante isso porque muitas vezes a gente pensa que “ah, as gramáticas europeias foram feitas primeiro e as línguas ameríndias, por exemplo, depois e não. Então, a diferença entre uma gramática, a primeira gramática em francês, do francês, tem dois, três, quatro anos de diferença com a primeira gramática do Nahuatl, no México, por exemplo. [começa trilha] LÍVIA: Só que nesse momento, na Europa, durante o Renascimento, as gramáticas estavam surgindo pra organizar e padronizar as línguas que representariam os Estados-nação, como o francês, o português e o espanhol. Era preciso reduzir as variações dos dialetos, fixar regras linguísticas, para dar uma ideia de unidade praquele território. MAYRA: Gramatizar uma língua, assim como escrever essa língua , é importante para consolidar regras gramaticais e fazer com que ela mude mais devagar. Por isso as gramáticas surgem com a formação dos Estados, porque conforme as nações hegemônicas iam colonizando diversas partes do mundo, levavam também consigo o processo de gramatização das outras línguas. CAROLINA: Então, essa associação, né, língua cidade através da ideia do movimento, da fixação, eles tinham que fixar a língua pela escrita e fixar os indígenas em povoados, não é? Para que, como dizia o Manuel da Nóbrega, o padre jesuíta, era preciso fazer com que ficassem quietos, né? E não se movessem o tempo todo. Ele reclamava que o trabalho da catequese era jogado fora, porque eles se mudam o tempo todo. LÍVIA: De novo a gente percebe aí a linguagem sendo usada como uma forma de dominação desses povos. O estudo da língua Guarani não estava a serviço dos povos indígenas e sim dos colonizadores. Mesmo que eles começassem a dominar a escrita de sua língua, isso não significava que eles iriam conseguir realmente se apropriar política e culturalmente dessa ferramenta. CAROLINA: A cultura é imposta como modelo, ao mesmo tempo que se impede o acesso integral a esse modelo. Porque senão a desculpa para subordinação desaparece, não é? [sobe som e encerra música] MAYRA: E a Carolina encontrou, em alguns textos da época, exemplos que mostram isso muito bem. Ela me deu o exemplo de vários textos religiosos, que eram escritos em Guarani, mas que não eram lidos pelos indígenas. CAROLINA: Porque esses textos traduzidos em Guarani, é, se destinavam aos missionários, não eram dados para a leitura dos indígenas, que eram mantidos a maior, maiormente não alfabetizados, não é? Era porque os missionários soubessem, é, aprendessem e pudessem transmitir oralmente aos indígenas. Então, na verdade, o destinatário do conteúdo do texto, né? Da mensagem religiosa, era o indígena, que não era o leitor do texto, né? Então era não era um público leitor, era um público ouvinte, era um auditório, porque quem lia era o missionário. LÍVIA: Ela também identificou o mesmo deslocamento da função do autor desse texto. Um dos exemplos mais didáticos é de um indígena chamado Nicolas Yapuguay, que publicou dois volumes de sermões bíblicos escritos em Guarani, só que sob direção de um missionário. CAROLINA: Então, o que significa sob a direção? Significa que a responsabilidade é do missionário. Bom, aí já temos uma dica, não é? Mas o prefácio é fantástico. Eu acho que Foucault leu esse prefácio para definir a função autor, né? Porque quem faz o prefácio ao livro é Paulo Restivo, o missionário. Até aí tudo bem, a gente pode fazer o prefácio de outro livro, né? Mas o que é interessante é que todos os “eus”, as primeiras pessoas, é o missionário que assume. Então, assim, ele chama o leitor de meu leitor, as doutrinas que eu te ofereço. MAYRA: Isso mostra pra gente que apresentar o Nicolas Yapuguay como autor era quase como um disfarce, um fingimento. Que ele estava ali pra que os missionários pudessem dizer que havia uma participação indígena, mas que não tinha liberdade de decidir o que ou como escrever. [começa trilha] TRUDRUÁ: Nesse processo de de entender um pouco a escrita e os povos indígenas, eu queria dizer assim que a escrita, essa escrita assim, ai, de escrever o nome, de escrever um poema, de escrever um livro ou de aprender a escrever alguma coisa que é importante assim no dia a dia, não é dessa escrita que nós estamos falando, quando a gente fala assim, ai, dos povos indígenas conseguirem escrever e serem uma sociedade desenvolvida. A gente está falando de um sistema de escrita que cria documentos, que cria cartórios, que cria notários, que cria é, que cria uma legislação para validar, por exemplo, um processo de expropriação territorial. [sobe som e encerra música] LÍVIA: Essa que você acabou de ouvir é a Trudruá Dorrico. TRUDRUÁ: Eu sou indígena Macuxi. O povo Macuxi tá no estado de Roraima. Eu sou escritora, essa é uma parte que eu atuo, no âmbito da literatura e eu também sou pesquisadora de literatura indígena e essa é a segunda parte assim da minha atuação no âmbito da pesquisa. MAYRA: Eu conheci o trabalho da Trudruá num grupo de leitura que eu faço parte. A gente leu “Originárias: Uma antologia feminina de literatura indígena”, que é uma coletânea organizada por ela, mas com histórias de diversas autoras de diferentes povos. Ela faz parte de um movimento contemporâneo de autores indígenas, como Daniel Munduruku, Ailton Krenak, Eliane Potiguara, Geni Nuñez e por aí vai. LÍVIA: A literatura indígena passou por diferentes fases no Brasil. Ela começou muito antes da chegada dos jesuítas, com a cultura oral, ainda sem registros escritos. Essa primeira fase, estruturada na oralidade, ainda é muito pouco aceita como literatura. Vamos falar disso um pouco mais pra frente, continua por aqui pra entender. MAYRA: Então, os registros dos jesuítas formam uma segunda fase, com os primeiros textos escritos, como a gente viu, mas não exatamente respeitando a cultura indígena. LÍVIA: Depois, a gente teve, durante o modernismo, lá da semana de 22, autores como Mário de Andrade, autor de Macunaíma, por exemplo, se apropriaram de histórias indígenas naquela onda da antropofagia e ficaram famosos por isso. TRUDRUÁ: O José de Alencar, Mário de Andrade e Oswaldo de Andrade fizeram carreira sobre com o nacionalismo indígena. Então, é uma terceira fase que a gente fala assim: “É, mas agora a gente vai escrever. A gente vai fazer nossas histórias, a nossa literatura com esta identidade, porque esta identidade é um território que o Brasil precisa reconhecer, que tudo o que diz respeito a nós tem valor e tem alguém ali para reivindicar dizendo assim: “Ó, você não vai falar de nós de qualquer jeito, como se a gente fosse nada ou como vocês estavam acostumados a tratar a gente”. Eu acho que é por isso que talvez esse identitarismo ameace, né? Porque essa pessoa não tá pronta ainda, ela tá muito mais na defesa de: “Ai, nossa, vai me podar, de pesquisar, vai me podar, de escrever, vai me podar, de publicar, vou ser malvista”. Vai mesmo. Vai, vou te dizer com certeza que vai. MAYRA: A Trudruá tá falando aqui de pessoas que falam sobre os povos indígenas ou sobre elementos da cultura indígena como se fossem donas desse saber, ignorando o movimento e a história desses povos. Como livros ou mesmo pesquisas acadêmicas que se apropriam desse conhecimento sem dar os créditos, as referências ou mesmo sem ter representantes indígenas fazendo parte do trabalho. LÍVIA: Isso porque, como a Trudruá contou na entrevista, esses escritores e pesquisadores sempre viram as práticas indígenas como “sem dono”. O motivo está no fato de que a maioria dos povos indígenas não tinham e ainda, em algumas regiões, continuam não tendo acesso ao domínio da escrita de suas línguas maternas. Por esse motivo não era considerada a participação do próprio indígena nessas produções. TRUDRUÁ: Eu acho que esse argumento, ele foi utilizado assim por muitos anos, por por décadas, né? Pelos indigenistas e também pelos professores que é que sempre pesquisaram povos indígenas e se tornaram porta-voz desses povos indígenas. E eu acredito assim que é boa fé, o fato é que isso virou uma tradição e essa tradição acabou colocando, né, esses pesquisadores que muito colaboraram, muito ajudaram, não tô nem julgando isso, mas colocou eles assim como paladinos, né? Colocou como representantes de povos indígenas, como uma voz, é, de autoridade, uma voz de tradução entre dois mundos. Traduziu o mundo branco para os indígenas e traduziu o mundo dos indígenas para os brancos. Então, essas pessoas eram as autoridades. MAYRA: É uma ideia que tá muito ligada a noção de que povos que usam a escrita são, de alguma forma, superiores do que sociedades que chamamos àgrafas, ou seja, que transmitem seus conhecimentos exclusivamente por meio da tradição oral, sem ter desenvolvido um sistema próprio de escrita. Eu vou trazer a Carolina aqui de volta pra ajudar a gente a entender isso. CAROLINA: Olha só, de novo, porque os europeus então gramatizaram as línguas do mundo, instrumentaram as línguas do mundo a partir do modelo que eles tinham usado da gramática grecolatina e também transformaram os espaços do planeta, os territórios a partir do modelo urbano europeu. Então, veja como os processos de gramatização massiva também coincidem com o processo de urbanização, isto é, de transformação das línguas e dos territórios do planeta, né, em direção ao modelo da escrita e da gramática da cidade europeia, não é? LÍVIA: É como se, porque a história da europa seguiu esse caminho, passando da tradição oral pra tradição escrita, do nomadismo para as cidades, todas as sociedades do mundo tivessem que fazer o mesmo percurso. CAROLINA: Então, esse modelo da escrita, esse modelo da cidade, nesse discurso historiográfico, né? Vai estabelecer uma relação entre espaço e tempo, né? Por quê? Porque as sociedades, cujas formas de vida não produziram esse modelo específico de espaço que é a cidade, né? São jogadas situadas para trás no tempo, são pré-históricas, estão atrasadas, não chegaram lá. Então, há uma temporalidade que vai ser acionada a partir do modelo de espaço, que é produzido a partir de suas tecnologias, entre as quais a escrita, não é? MAYRA: Só que essa é uma visão bem distorcida de como as coisas funcionam. Não é porque a escrita foi necessária pra organização de um modo de vida que ela é essencial em todas as configurações sociais. LÍVIA: E tem uma questão muito importante aqui. É que essa leitura de mundo não vem sem propósito, “sem querer”. Ela foi moldada pra justificar uma ideia de superioridade. CAROLINA: Você estar numa sociedade de escrita e não dominar a escrita é uma grande desvantagem. Né? Não ser alfabetizado numa cidade é uma grande desvantagem. A questão é quais são as explicações, né? E como isso acaba sendo ontologizado. É uma característica ontológica dessas sociedades ou desse sujeito, não é? Então, de fato, o que há, é, é o que eu chamei de uma memória da língua marcada pela escrita e uma memória do espaço marcada pelo urbano. Eu explico, né? O que que é memória no sentido discursivo, da análise do discurso. Memória não é lembrança, é o contrário, digamos, ou pelo menos esse tipo de memória discursiva. É aquilo que já foi dito, esquecido e passou a ser do senso comum e faz sentido nas próprias palavras, não é? Então, a gente tem essa memória da escrita, memória da escrita, o que que é? Você imagina a língua, você imagina através da escrita alfabética, não é? Você vê um espaço que não tem cidade, parece um espaço vazio e não tá vazio, né? Por exemplo, uma floresta, o espaço de populações indígenas, não é? MAYRA: É como se houvesse, ainda que de forma inconsciente, uma associação automática entre cidade e progresso, linguagem e “inteligência”. É como dizer que uma pessoa analfabeta não sabe ler porque não quer, ou porque não tem capacidade, e, assim, excluir completamente o papel do Estado, da escola e de outras pessoas no processo de transmitir essa habilidade. A Carolina deu um outro exemplo muito bom de como isso foi manipulado pra fazer povos indígenas parecerem menos capazes do que as pessoas brancas. CAROLINA: A educação literária, artística, da escultura, da pintura e da música são considerados como o modelo, né, de educação aos indígenas. Mas aí você vai nos povoados e mostram, essa daqui é escultura feita por um indígena, essa aqui para um europeu. E de acordo com esse modelo a feita por um indígena aparece uma caricatura muito simplificada, né? É, então como se apresenta isso, né? Olha, os jesuítas até ensinaram, mas até aí eles conseguiram chegar, mas então esse resultado aquém, de acordo com certo modelo, se apresenta como uma incapacidade lógica, natural dos indígenas. Eles não conseguem se apropriar desse modelo, então tem que se manter como subalternos, né? O que não se diz é que aos indígenas não se ensinava as técnicas de preparatórios para fazer uma escultura que se ensinava aos escultores europeus nas escolas de artesãos europeus. Simplesmente se dava o pedaço de madeira para os artistas e falaram: “Olha, copia aqui” LÍVIA: Se a gente parar pra reparar, a mesma lógica continua até hoje nos discursos meritocráticos, né? É uma ideia de que a habilidade de uma pessoa, seja ela indígena ou não, só depende do seu esforço individual. E assim oculta completamente o papel da sociedade de ensinar as bases necessárias pra isso. MAYRA: E tem outro ponto interessante aí. Olha como a gente tem todo um referencial do que deveria ser uma sociedade, baseado quase que exclusivamente num único modelo: o europeu. A escultura, a música, o jeito de se vestir, tudo segue as regras estabelecidas na Europa. Só que na maioria das vezes, isso não é colocado em perspectiva, né? É naturalizado, colocado como um processo único pro mundo todo. CAROLINA: Como se isso fosse um, um, um processo inexorável, não é? LIVIA: Quando na verdade a gente devia tá olhando pra isso mais como possibilidades de modos de viver numa diversidade gigante de culturas. Só que é muito natural, por conta da nossa história, a gente achar que o que vem desse padrão europeu é sempre o melhor. CAROLINA: Uma coisa importante, isso não tem a ver com o que a gente acha de melhor ou pior. No sentido de que se você nasce e cresce numa numa sociedade urbana e da escrita, pode achar absurdo não escrever a língua ou não se fixar, mas esse é problema seu, vamos dizer assim, não é? Porque assim, você não é o centro. Não é? Então, não precisa gostar. [trilha sonora] LÍVIA: Até hoje, a escrita tem sido um reflexo disso. Ao longo da idade média, como a escrita tinha praticamente sido sequestrada pela Igreja na Europa, fazendo com que fosse quase exclusiva dos sacerdotes, ela se tornou um símbolo de conhecimento. MAYRA: Como se um conhecimento só tivesse valor se estiver escrito, aquela ideia de que isso garante que ele será transmitido pro futuro. Isso também explica, voltando no que a gente tava falando antes, porque a primeira fase da literatura indígena, que tava na oralidade, não é considerada. TRUDRUÁ: Tem muita produção indígena que é uma produção intelectual que esteve no âmbito do imaterial, porque os povos indígenas foram impedidos de desenvolver sua própria escrita e ao mesmo tempo foram impedidos de adotar a escrita alfabética, né? Esse foi um jogo sistemático do Estado para impedir a presença indígena na sociedade brasileira. LÍVIA: Ou então, de forma mais sutil ou até mais perversa, o que era feito era diminuir a identidade indígena de quem escrevia. Uma coisa de “se sabe escrever, então já não é mais indígena”. Um pensamento totalmente relacionado àquela ideia de progresso linear que a gente falou agora pouco, que considera os povos indígenas como se estivessem num estágio cultural anterior e inferior aos dos povos europeus. TRUDRUÁ: Nesse caso, quando os povos indígenas e os sujeitos indígenas, eles começam a a escrever, a publicar, a romper essa tradição de que tudo que eles têm está na oralidade e quando está na oralidade não pertence a eles, é, eles, né, os primeiros escritores eles vem com essa tradição de dizer: é, não tem autoria porque vocês nunca deixaram, o país nunca deixou, nunca considerou, né, que um indígena que escrevesse, falasse língua portuguesa ou conhecesse os costumes da sociedade dominante pudesse ser considerado indígena. O que eu quero dizer com isso é não não não temos direito à nossa propriedade intelectual, material que tá na oralidade, eh porque eh ao escrever elas não somos mais tão indígenas. MAYRA: Aqui é importante a gente parar e explicar algo com mais calma, porque mesmo pra mim isso não tava bem claro quando comecei a conversar com a Trudruá pra esse episódio. TRUDRUÁ: Quando você fala de oralidade, eu penso em um sistema, em um dispositivo de memória que é trabalhado assim pelos povos indígenas. Quando você fala de de fala de de voz alta, você tá falando desse oral. né, de uma fala oral. Então são um é sistema de conhecimento, um é prática. Então são diversos, né? TRUDRUÁ: Não podemos entender a oralidade como uma fala, como se ela não tivesse consciência, mas ela tem um sistema todo organizado, é de memória mesmo, assim, que vai de geração em geração e vai ensinando valores e e, e, né, tem uma ciência, né, que a compõe. LÍVIA: Ou seja, quando a gente tiver falando de oralidade aqui, estamos falando de um conjunto de práticas que faz parte de uma tradição de centenas de anos, que foram capazes de fazer permanecer o conhecimento, sem precisar de recursos escritos. MAYRA: De certa forma, isso permeia o trabalho da Trudruá como escritora hoje. Eu ouvi uma entrevista dela falando sobre o último livro que publicou, o Tempo de Retomada, e como ela tinha o hábito de ler em voz alta pra mãe dela quando tava trabalhando no texto. TRUDRUÁ: Quando eu penso texto escrito, eu me preocupo muito assim com, é, com uma sofisticação que elas são contadas nessa oralidade. E aí nessa, quando a minha mãe tenta me passar certos valores, eu fico assim impressionada, porque eu realmente me sinto indo para um outro tempo a partir da palavra, eu me sinto viajando assim num outro tempo. E era, e era essa ideia assim de talvez transportar as pessoas para esse tempo que eu nunca sei se eu vou conseguir, ou nunca sei se as pessoas vão se abrir para elas, mas é uma preocupação de que é, talvez o mesmo ritmo ou o mesmo balanço que que eu escuto e que eu sinto, né? MAYRA: Durante a entrevista, eu comentei com a Trudruá como eu tenho percebido um pouco um movimento na literatura de resgatar esse jeito de contar histórias. Como eu falei, eu participo de um clube de leitura e isso é algo que vira e mexe aparece por lá. De como é gostoso ler um livro que você tem a sensação de que a autora tá ali falando mesmo com você. LIVIA: A Trudruá contou pra gente que, além do contato com as histórias contadas pela mãe, ela também teve, desde sempre, uma ligação muito forte com a literatura. E que os livros sempre tiveram um papel muito importante, não só de companhia, mas de vivência pra ela. TRUDRUÁ: Eu cresci com a literatura e a literatura me fez viajar por tantos mundos, me faz sonhar, me faz chorar, me faz é, me faz sentir uma magia que de artista, então eu não poderia desejar outra coisa que não, né, viver com a palavra. E aí nesse sentido eu eu também entendo que dá para levar um pouco essa magia nessa escrita literária. E esse era o trabalho assim, de talvez transportar um pouco aquilo que eu sinto quando eu escuto essas histórias. E aí o trabalho, ler em voz alta é importante, assim como ler em silêncio também, mas como eu tenho essa preocupação que a minha comunidade leia, eu também fico pensando assim: “Ai, como que elas podem como que elas vão ler isso, a disposição das frases, desce isso para ir num ritmo tão longo, né? Esse trabalho escrito, prático, de como pode também emular uma certa um certo oral. MAYRA: Uma coisa importante, como dá pra perceber nas falas da Trudruá quando ela tá falando sobre o que espera dos livros dela, é que essa oralidade, tanto a tradição, quanto o hábito de ler em voz alta, tão muito relacionados com o coletivo. E aí entra outro ponto importante. Não é porque um conhecimento é coletivo, que ele é de todo mundo. TRUDRUÁ: Um segmento assim que fica muito evidente no Brasil é o núcleo de folcloristas, o núcleo de estudiosos assim brasileiros que que olham para esses conteúdos, olham para esses materiais, para essas narrativas e entendem ela como uma cultura popular. A cultura popular nesse sentido de que ela é de todo mundo, mas não tem uma autoria específica. E isso é muito conveniente quando você, né, é, consciente ou inconscientemente, você rouba, é, narrativas prontas, narrativas criativas, fantásticas de outros povos para dizer: “Ah, isso faz parte da cultura brasileira no singular” LÍVIA: A Trudruá deu exemplos como o guaraná, a mandioca ou uma série de medicamentos que foram descobertos e desenvolvidos por povos indígenas, mas que nunca foram reconhecidos como autores ou proprietários dessas técnicas. MAYRA: E que depois, foram coisas incorporadas à cultura brasileira, como se todas as pessoas do país tivessem a mesma relação, a mesma história com esses elementos. E com isso, ignorando que os povos indígenas tiveram um papel fundamental nesse processo. LÍVIA: Lembra que a gente falou sobre como a primeira fase da literatura indígena, aquela da tradição oral, não é reconhecida? Isso porque quando a gente fala de oralidade, é difícil identificar um autor. E essa brecha foi usada pela sociedade brasileira como uma estratégia de incorporar essas histórias numa narrativa nacionalista. MAYRA: Só que isso, ao invés de valorizar os conhecimentos tradicionais e a individualidade de cada povo, como costuma ser dito por aí, acaba, na verdade, apagando a participação e a autoria dessas pessoas na sua própria história. [trilha sonora] TRUDRUÁ: Mas sobre a identidade indígena, vai ser algo que eu nunca vou abrir mão. E eu digo como escritora e eu digo como indígena, porque assim, a história brasileira e a história literária brasileira, tudo que ela quis foi apagar a identidade indígena para se apropriar das nossas narrativas. Quando a gente se coloca com essa identidade, a gente demarca um território simbólico de dizer: “Isso aqui não tá livre. Isso aqui não é terra de ninguém. Isso aqui tem uma autoria coletiva. Tem uma propriedade material que pertence a nós. Não é seu. Não é seu, brasileiro. LÍVIA: Por isso é tão importante hoje esse movimento de autores indígenas no Brasil. Ele ajuda a retomar uma série de histórias aos seus autores originais, dessa vez com os devidos créditos e com sua própria voz. TRUDRUÁ: E a autora individual, é essa autoria, que tá no mercado editorial e que vem reforçando, que vem para reforçar os valores, né, dos povos, das comunidades, mas o fato de tá no mercado editorial e circular, ela alcança um outro uma outra visibilidade, inclusive lançando luz a essa autoria coletiva MAYRA: E aí, obviamente, esse movimento acompanha o posicionamento político dos povos indígenas no Brasil. TRUDRUÁ: Tem um filósofo, tem um teórico da literatura que se chama Emil’ Keme, ele é do povo Maia Quechua da Guatemala. E ele fala que não é possível separar a teoria literária indígena da política indígena, porque elas caminham juntos. Quando os indígenas eles pegam a escrita para publicar e etc, estudar mesmo, eles entendem a escrita como uma técnica, a língua como uma técnica que vai ser essa transportadora dos desejos da luta do movimento indígena. Então, a gente entende, alinhado a política indígena, a gente entende, uma teoria da literatura que vai seguir as mesmas políticas que os povos indígenas tão tentando em termos de autonomia. Então, a política indígena fala do direito ao nome. Todos os autores indígenas que eu conheço, ou eles adotaram o nome de povo, ou eles adotaram o nome da tradição. Mas se você olha em documentos, eh que não faz, sei lá, 10 anos que tem 20 anos que tem essa política, eles têm nomes brasileiros, nomes e sobrenomes brasileiros por conta da política de que proibia nomes indígenas. Então, isso acompanha também dentro da literatura a política indígena. LÍVIA: Com esse movimento, a gente também tá tendo a oportunidade de conhecer mais da tradição indígena e de ter acesso a cultura de tantos povos indígenas que existem no brasil, aprendendo inclusive as diferenças que existem entre eles. TRUDRUÁ: Os escritores estão acompanhando as linhas de da política indígena, que é autonomia, soberania, autodeterminação. E é tão falso e isso de que a literatura indígena vai repetindo, vai falando das mesmas coisas, porque os temas indígenas, eles são tão abertos e são tão variados, assim, só fala isso quem nunca leu a literatura indígena. Porque, entrar no mundo da identidade indígena, ela é muito, assim, é um mundo muito amplo. A gente tá falando de uma identidade indígena, mas a gente tá falando de quase 400 povos indígenas, de quase 300 línguas faladas culturalmente, como elas são diversas entre si. Eu acho que quem fala isso nunca nem se aproximou da das culturas indígenas para entender um átimo dessa dimensão que é essa riqueza cultural. MAYRA: E também de pensar como a gente pode tentar se aproximar de outras formas de viver e entender o mundo. No grupo que eu faço parte, sempre que lemos alguma coisa de literatura indígena, a conversa rende muito nesse sentido, em pensar pequenas mudanças que a gente pode tentar trazer pra nossa realidade, inspiradas nessas outras culturas. TRUDRUÁ: E aí uma das coisas que eu amo, amo na literatura indígena é que não tem nada do amor romântico, mas não tem mesmo assim, sabe? Amo, sabe essa ideia de ai nossa, as mulheres foram abandonadas pelos homens, é, e as mulheres o que que elas fizeram? Ah, elas foram procurar outros maridos. Tchau amor, tchau e benção assim, é completamente, assim vai completamente na contramão do que a gente foi ensinado. De ficar chorando, de ficar se lamentando. [sobe trilha] LÍVIA: E falando em grupos de leitura, pra encerrar nosso episódio, a Trudruá pediu pra deixar um recadinho pra vocês. TRUDRUÁ: Eu tenho uma página no Instagram que se chama Leia Mulheres Indígenas. E aí eu tô com uma proposta para 2026 de abrir um clube de leitura do Leia Mulheres Indígenas. TRUDRUÁ: Como que você vai apreciar melhor essa leitura e essas produções se vocês não sabem, né? De onde que a gente parte, quais são os princípios, quais são os valores. E aí eu tô querendo muito abrir um clube de leitura para 2026, espero que dê certo. E é convidar todo mundo para, sei lá, tá com a gente, abrir o debate, ler, se se encantar ou se desencantar também, tá valendo, né? Tá tudo valendo. MAYRA: Fica aí o convite pra seguir a página e ler mais livros escritos por autoras indígenas. Eu sou a Mayra Trinca, produzi e escrevi esse roteiro, com pitacos e revisão da Lívia Mendes. A edição também é minha. LÍVIA: Aproveita quando for seguir a Trudruá e procura a gente, somos Oxigênio Podcast em todas as redes sociais. A trilha sonora é do blue dot session e os créditos estão na descrição desse episódio. A vinheta é do Elias Mendez. MAYRA: O Oxigênio tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e é coordenado pela Simone Pallone. Obrigada por ouvir, e até a próxima! Trilhas: Trailmaker by https://app.sessions.blue/browse?trackId=384027 Thunderpass by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385385 Posh and Vine by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385621
O que fez o homem deixar de se enxergar apenas como parte de um coletivo e passar a se compreender como um indivíduo singular? Neste programa da Brasil Paralelo, mergulhamos na tese monumental de "A Cultura do Renascimento na Itália", do historiador suíço Jacob Burckhardt. Publicado em 1860, o clássico transformou permanentemente a nossa compreensão sobre a transição da Idade Média para a era moderna. Viaje pelas cidades-estado da Itália entre os séculos XIV e XVI, como Florença, Veneza, Milão e Roma, e descubra como a intensa ambição política, a genialidade de figuras como Leon Battista Alberti e Leonardo da Vinci, e a ascensão ao poder de homens que se fizeram por conta própria criaram o "laboratório da modernidade".
Dante Alighieri (1265–1321) é uma das figuras mais monumentais da história da literatura mundial. Poeta, filósofo, político e linguista, este florentino que viveu e escreveu na transição entre a Idade Média e o Renascimento legou à humanidade uma obra que, sete séculos depois, continua a ser lida, estudada, ilustrada e adaptada em todos os cantos do globo. A Divina Comédia, o seu opus magnum, não é apenas poesia: é uma enciclopédia do saber medieval, uma síntese da teologia cristã e da filosofia clássica, e um espelho da condição humana em toda a sua grandeza e miséria.noticias.Considerado o "pai da língua italiana", Dante foi o primeiro grande escritor a tomar a decisão — então revolucionária — de compor a sua obra-prima não em latim, a língua dos eruditos, mas no vulgar florentino que todos falavam nas ruas. Este gesto democrático transformou para sempre a literatura europeia.
Links:Canal jorge Uesu falando do Maik https://www.instagram.com/reels/DZYcFzzqUSI/Curso Cabala e Magia Planetária com Marcos Keller: https://www.sympla.com.br/evento-online/fundamentos-e-pratica-da-cabala-hermetica-e-magia-planetaria/3424981Camisetas Mundo Freak: https://umapenca.com/mundofreak/loja/?srsltid=AfmBOoqsX2AWTRFB-FUyRZnCnRrfrZjDjoCtaZalh2J2cF_lCI4OiqaUNa live de hoje do Mundo Freak, vamos mergulhar na longa e fascinante história do ocultismo ocidental, um conjunto de tradições esotéricas, filosóficas e espirituais que atravessa séculos e ajudou a moldar parte do imaginário do Ocidente.A conversa começa nas origens mais antigas desse pensamento, passando por Alexandria, pelo hermetismo, por Hermes Trismegisto, pelo gnosticismo, pelo neoplatonismo e pelas formas como esse conhecimento sobreviveu, foi codificado e transformado ao longo da Idade Média. A pauta também entra em temas como alquimia, cabala, grimórios medievais e a ideia de que o ocultismo sempre esteve ligado à busca por uma gnose, um conhecimento interior e transformador.Ao longo da live, a gente avança para o Renascimento, quando magia, filosofia e ciência ainda caminhavam lado a lado, e passa por figuras fundamentais como John Dee, além do surgimento de tradições e estruturas como rosacrucianismo, maçonaria, Éliphas Lévi, Helena Blavatsky e a Golden Dawn, que ajudaram a organizar o ocultismo moderno.Na reta final, o papo chega ao século XX com nomes incontornáveis como Aleister Crowley, Jack Parsons e Anton LaVey, mostrando como o ocultismo saiu dos círculos iniciáticos e passou a dialogar com contracultura, mídia, ciência, espiritualidade alternativa e cultura pop.Se você gosta de história do esoterismo, magia cerimonial, sociedades secretas, alquimia, hermetismo, cabala, Crowley, satanismo moderno, mistérios históricos e da relação entre ocultismo e cultura contemporânea, essa live é para você.▶ Assista e participa no chat: qual fase da história do ocultismo mais te intriga, Antiguidade, Renascimento, sociedades secretas ou século XX?As Duas Vidas de Rudolf: https://open.spotify.com/show/3okz3u1rW9O0Lz3fdfmqZiApoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencialRafael Jacauna Autor (Instagram): https://www.instagram.com/rafaeljacaunaautor/Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia: https://www.instagram.com/paratopiapodcast/Edição: https://www.instagram.com/instadogrmachado/#MundoFreak#LiveMundoFreak#Ocultismo#OcultismoOcidental#Hermetismo#Alquimia#Cabala#AleisterCrowley#SociedadesSecretas#Esoterismo
Links:Canal jorge Uesu falando do Maik https://www.instagram.com/reels/DZYcFzzqUSI/Curso Cabala e Magia Planetária com Marcos Keller: https://www.sympla.com.br/evento-online/fundamentos-e-pratica-da-cabala-hermetica-e-magia-planetaria/3424981Camisetas Mundo Freak: https://umapenca.com/mundofreak/loja/?srsltid=AfmBOoqsX2AWTRFB-FUyRZnCnRrfrZjDjoCtaZalh2J2cF_lCI4OiqaUNa live de hoje do Mundo Freak, vamos mergulhar na longa e fascinante história do ocultismo ocidental, um conjunto de tradições esotéricas, filosóficas e espirituais que atravessa séculos e ajudou a moldar parte do imaginário do Ocidente.A conversa começa nas origens mais antigas desse pensamento, passando por Alexandria, pelo hermetismo, por Hermes Trismegisto, pelo gnosticismo, pelo neoplatonismo e pelas formas como esse conhecimento sobreviveu, foi codificado e transformado ao longo da Idade Média. A pauta também entra em temas como alquimia, cabala, grimórios medievais e a ideia de que o ocultismo sempre esteve ligado à busca por uma gnose, um conhecimento interior e transformador.Ao longo da live, a gente avança para o Renascimento, quando magia, filosofia e ciência ainda caminhavam lado a lado, e passa por figuras fundamentais como John Dee, além do surgimento de tradições e estruturas como rosacrucianismo, maçonaria, Éliphas Lévi, Helena Blavatsky e a Golden Dawn, que ajudaram a organizar o ocultismo moderno.Na reta final, o papo chega ao século XX com nomes incontornáveis como Aleister Crowley, Jack Parsons e Anton LaVey, mostrando como o ocultismo saiu dos círculos iniciáticos e passou a dialogar com contracultura, mídia, ciência, espiritualidade alternativa e cultura pop.Se você gosta de história do esoterismo, magia cerimonial, sociedades secretas, alquimia, hermetismo, cabala, Crowley, satanismo moderno, mistérios históricos e da relação entre ocultismo e cultura contemporânea, essa live é para você.▶ Assista e participa no chat: qual fase da história do ocultismo mais te intriga, Antiguidade, Renascimento, sociedades secretas ou século XX?As Duas Vidas de Rudolf: https://open.spotify.com/show/3okz3u1rW9O0Lz3fdfmqZiApoie o Mundo Freak: https://apoia.se/confidencialRafael Jacauna Autor (Instagram): https://www.instagram.com/rafaeljacaunaautor/Lynda MD: http://lyndamd.com.brAnuncie com a Paratopia: https://www.instagram.com/paratopiapodcast/Edição: https://www.instagram.com/instadogrmachado/#MundoFreak#LiveMundoFreak#Ocultismo#OcultismoOcidental#Hermetismo#Alquimia#Cabala#AleisterCrowley#SociedadesSecretas#Esoterismo
NOVOS CURSOS DA ARENA - Claude Code e Cursor! Assine a Arena com R$100 OFFArena no Web Summit RioNeste episódio do Papo na Arena, a gente comenta os principais anúncios da conferência anual da Apple para desenvolvedores, a WWDC.Falamos sobre a sensação de “correção de rota” da Apple, com melhorias de plataforma, performance, busca e design. Também entramos forte em Trust & Safety, controles parentais, privacidade e como a Apple está tentando criar uma camada mais segura para crianças e adolescentes dentro do ecossistema.Na parte principal, a conversa vai para Apple Intelligence, Siri AI e a integração com modelos baseados em Gemini. Discutimos o que parece finalmente promissor, o que ainda depende dos desenvolvedores, o impacto em apps como ChatGPT, Grammarly, Splitwise e ferramentas de speech-to-text, além das novidades de Visual Intelligence, Safari, Shortcuts, Image Playground e Xcode.
Série histórica Nossas Origens, um recorrido desde os primórdios até o tempo dos nossos tataravós. Com produção e apresentação de Martim Cesar Gonçalves. Inéditos, quintas feiras, às 11:15h na Radiosul.net
Na preparação para a Copa do Mundo FIFA 2026, analisamos a trajetória da Bósnia e Herzegovina, adversária marcante no cenário internacional e responsável por momentos históricos no futebol europeu. Como o futebol se tornou parte do processo de reconstrução e identidade nacional após períodos de guerra? Qual o impacto esportivo, social e simbólico dessa evolução? […]
Uma maratona ganha pela muralha defensiva de Farioli. Houve reforços de peso, guerras presidenciais e o adeus sentido ao eterno capitão. Relembre os sons da época do 31º campeonato do FC Porto.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Leitura Bíblica Do Dia: JOÃO 12:23-26 Plano De Leitura Anual: JUÍZES 7–8; LUCAS 5:1-16 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Leonardo da Vinci foi o renascentista. Sua habilidade intelectual trouxe avanços em várias áreas de estudo. Também escreveu sobre “dias miseráveis” e lamentou que morremos “sem deixar para trás lembrança alguma de nós na mente dos homens”. “Eu pensava que aprendia como viver”, escreveu, “mas aprendia como morrer”. Ele estava mais perto da verdade do que percebera. Aprender a morrer é o caminho para a vida. Após a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no que chamamos Domingo de Ramos (JOÃO 12:12-19), Cristo disse: “se o grão de trigo não for plantado na terra e não morrer, ficará só. Sua morte, porém, produzirá muitos novos grãos” (v.24). Falava de Sua própria morte, mas expandiu-a, incluindo todos nós: “Quem ama sua vida neste mundo a perderá. Quem odeia sua vida neste mundo a conservará por toda a eternidade” (v.25). Paulo escreveu sobre morrermos e sermos sepultados com Cristo “pelo batismo […]. E, assim como ele foi ressuscitado dos mortos pelo poder glorioso do Pai, agora nós também podemos viver uma nova vida. Uma vez que nossa união com ele se assemelhou à sua morte, assim também nossa ressurreição será semelhante à dele” (ROMANOS 6:4-5). Por meio de Sua morte, Jesus nos oferece um novo nasci mento, o verdadeiro significado de renascimento. Ele forjou o caminho para a vida eterna com Seu Pai. Por: TIM GUSTAFSON
Obras básicas e complementares da Doutrina Espírita. (live no YouTube). Palestrante: Carmelita Indiano
O Doutor:- dá as novas vindas ao novo presidente, o radical de esquerda Dr. Seguro;- comenta o renascimento das cinzas do Dr. Cotrim como comentador depois de o jornalismo lhe ter destruído a vida;- repudia o maior ataque à liberdade individual das crianças desde que as proibiram de fumar e trabalhar em minas que é impedi-las de ter redes sociais;- lamenta a radicalização do dr. Chicão;- solidariza-se com o movimento 1143 depois da burla de que foram vítimas.Bilhetes para o Mundo está Top em: https://ticketline.sapo.pt/evento/o-mundo-esta-top-10-anos-jcd-99267Segmento extra em: https://www.patreon.com/jcdireitaInstagram: https://www.instagram.com/jovemconservadordedireitaLivros da piça: https://www.instagram.com/livrosdapica
Há 500 anos nascia o maior poeta da língua portuguesa, Luís Vaz de Camões e os versos que compôs criaram uma obra extraordinária, com destaque para Os Lusíadas, grande clássico da literatura portuguesa. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Lisboa No poema épico, que narra a viagem de Portugal à Índia comandada por Vasco da Gama, Camões celebra a pátria, mas também critica o poder. Na epopeia, o poeta usou uma linguagem nova considerada fundadora do português moderno. Para comemorar o 5° Centenário do nascimento de Camões, o governo de Portugal organizou exposições, ciclos de debates, palestras, congressos internacionais, publicações, prêmios, espetáculos, oficinas e concursos, entre outros, que acontecem até junho deste ano. “Celebrar o nascimento de Luís de Camões significa, antes de mais nada, reconhecer a sua atualidade. Tratando-se de alguém que nasceu há 500 anos, o mais natural é que o seu rastro tivesse já desvanecido no pó dos séculos”. Por isso, “celebrar Camões é muito mais do que homenagear um nome maior da literatura portuguesa e da literatura universal: é reconhecer a força duradoura da sua obra, cuja presença atravessa séculos, fronteiras e gerações”, ressalta José Augusto Cardoso Bernardes, catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, especialista em literatura camoniana e comissário-geral da Estrutura de Missão para as Comemorações dos 500 anos de Camões. Em sua entrevista para a RFI, o professor Cardoso Bernardes afirma que “a atualidade de Camões é impressionante, a voz do poeta vem do século 16 e chega ao século 21. Nela, encontramos o conflito entre a injustiça e a justiça. Encontramos um tema impressionantemente moderno, que é a insuficiência das palavras para exprimir a realidade, que pode ser subjetiva ou objetiva. Mas talvez a componente mais atual que existe em Camões é o apelo que ele nos faz para não nos resignarmos, para não aceitarmos aquilo que parece uma fatalidade. Lembro que Camões termina Os Lusíadas exultando os portugueses a partirem; a partirem para algum lugar, mas sobretudo a saírem de si próprios. A vocação universalista que sempre nos caracterizou está nos Lusíadas em forma de retrato profundo”, analisa. A intenção do enorme mosaico de eventos nas comemorações dos 500 anos do poeta é contribuir para a valorização do legado camoniano, promover o seu estudo e divulgação através da pesquisa, criação artística, ação pedagógica e reflexão crítica. Embora o centro da programação - que iniciou em 2024 - aconteça em Portugal, as comunidades portuguesas no mundo e os países de língua portuguesa também participam da celebração. Entre as principais iniciativas deste ano em Lisboa, destaque para a exposição No Rastro de Luís de Camões e o congresso internacional O tempo de Camões, Camões no nosso tempo, ambos na Biblioteca Nacional de Portugal, o ciclo de conferências Camões Hoje no Palácio Galveias, o prêmio Conhecer Camões, a ópera Relicário Perpétuo com libreto de Luísa Costa Gomes, no Teatro São Carlos, e a mesa-redonda As Mulheres no Tempo de Camões, na Biblioteca Nacional de Portugal. O Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro, que abrigou um ciclo de conferências sobre o poeta, recebeu do governo de Portugal a Ordem de Camões, no último dia 16. A instituição tem o maior espólio de Camões no Brasil, incluindo um dos exemplares da primeira edição de Os Lusíadas, de 1572. Língua portuguesa e Camões Teria sido a partir dos versos de Os Lusíadas que a língua portuguesa se consolidou. A obra não criou o idioma, mas elevou o português a uma das línguas mais importantes da Europa durante o Renascimento. Camões ao escrever em oitavas rimas, estruturou o português com elegância clássica e o transformou em uma língua literária de prestígio. “Os especialistas na língua de Camões reconhecem a capacidade que ele teve senão de reinventar a língua portuguesa, pelo menos lhe conferir um cunho de modernidade, de musicalidade e até de plasticidade que não existia antes dele. E faz com que os versos de Camões nos toquem de uma forma quase sensorial, para além de uma forma também emocional, e isso é uma característica que começa realmente com ele e que os poetas que vieram a seguir procuram imitar. Nós somos todos devedores desta novidade, desta frescura e modernidade que Camões trouxe para a língua que nós falamos”, contextualiza a escritora Isabel Rio Novo, autora de Fortuna, Caso, Tempo e Sorte: biografia de Luís Vaz de Camões. Como uma das figuras mais agregadoras da cultura portuguesa, Camões se transformou em símbolo da identidade nacional, tanto que o dia da morte do poeta, 10 de junho, é quando se celebra o dia de Portugal e das comunidades portuguesas. Especialista em literatura camoniana, o professor da Universidade de Coimbra, José Augusto Cardoso Bernardes comenta o legado de Luís Vaz de Camões. “Distingo dois aspectos no legado de Camões. Um deles tem a ver com nossa língua, por ventura o nosso maior tesouro. Camões não inventou a nossa língua, mas prestigiou-a, mobilitou-a, converteu-a numa das línguas mais importantes da Europa do seu tempo e assim se mantém até hoje. O segundo legado tem a ver com o fato dele nos ter reunido, de nos ter agregado, é um legado precioso. As comunidades necessitam ter uma referência comum e Camões é a referência comum para os portugueses, e eu diria mais, para os falantes de língua portuguesa”. Influência da lírica e da épica camoniana na literatura brasileira Em uma entrevista para a RTP, Radio e Televisão Portuguesa, o professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, Eucanaã Ferraz, lembra que é possível perceber a influência de Camões na poesia de Gregório de Matos – um dos maiores poetas brasileiros no período do Barroco, no século 17. “O Gregório tem construções e imagens que são claramente camonianas. Já no século 18, há mais presença de Camões na sintaxe, certos esquemas de rima, tempos verbais. No século 19, o romantismo brasileiro está diretamente ligado aos movimentos de Independência, portanto, há uma espécie de anti lusitanismo e isso evita uma presença de Camões, que é como um sinônimo de literatura portuguesa. Curiosamente é no modernismo, nos anos 20, que a presença camoniana aparece mais livre. Talvez Carlos Drummond de Andrade seja o poeta que melhor compreendeu e incorporou Camões”, explica. Teses e estudos de alguns linguistas portugueses afirmam que o português do Brasil tem uma fonética muito mais parecida com os Quinhentos – ou seja, o século 16, época que Camões viveu, do que o português contemporâneo de Portugal, que parece ter “fome de comer sílabas”. Visto sob este prisma, é possível que Camões falasse com todas as vogais presentes, assim como os brasileiros se expressam. Além do mais, a métrica dos versos decassílabos dos Lusíadas só fecha quando lida com sotaque brasileiro, com todas as vogais átonas bem pronunciadas. Nos anos 80, o cantor e compositor Caetano Veloso celebrou Camões e o idioma que une o Brasil a Portugal na música Língua “Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões. Gosto de ser e de estar e quero me dedicar a criar confusões de prosódias e uma profusão de paródias que encurtem dores e furtem cores como camaleão. A língua é minha pátria, e eu não tenho pátria, tenho mátria e quero fátria”. Os séculos passam, Camões fica “Camões é uma personalidade interessantíssima com uma vida que parece ter saído das páginas de um romance e teve uma particularidade de ter sido tudo aquilo que um homem podia ser no século 16”, conta para a RFI a escritora Isabel Rio Novo. “Foi um humanista, um estudioso, também um soldado, porque toda a sua vida ganhou como um homem de armas, foi um viajante que conheceu praticamente todos os lugares daquilo que então se chamava o império português, e com toda essa riqueza, com todo esse conhecimento e um talento inexplicável do domínio do gênio conseguiu produzir uma obra poética tão notável que ainda hoje nos interpela e nos emociona”, reflete. “Estamos a falar de um homem que desde os vinte e poucos anos teve sempre envolvido em grandes aventuras e desventuras. Longas viagens, experiências de prisão, expedições militares, portanto, estamos a falar de uma vida muito dura, nos intervalos da qual, Camões inexplicavelmente conseguiu produzir uma obra notável; e note-se que aquilo que nós conhecemos, nomeadamente Os Lusíadas e a poesia lírica que lhe é atribuída pode ser apenas uma parte daquilo que ele foi escrevendo ao longo da sua vida. Isto, como eu digo, é do domínio do inexplicável, estamos a falar realmente daqueles gênios da literatura, dos quais provavelmente na literatura universal existe uma mão cheia”, enfatiza Isabel Rio Novo. A lírica de Camões é frequentemente interpretada por biógrafos como o reflexo de uma vida marcada por amores impossíveis, intensos e frustrados. Como mostra um dos mais famosos sonetos do poeta, publicado em 1598, na obra Rimas, “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um descontentamento descontente, é dor que desatina sem doer”. Percurso camoniano Muitos mistérios rodeiam a vida de Luís Vaz de Camões. Não se sabe ao certo onde nasceu, onde morou e por onde andou o autor de Os Lusíadas, que viveu no século 16 e se tornou um dos maiores nomes da literatura lusófona. Ao longo dos tempos, Camões se tornou símbolo nacional, mártir literário e a sua consagração como poeta da pátria no imaginário português se mantêm até hoje. Luís Vaz de Camões nasceu provavelmente em Lisboa ou na cidade do Porto, mas a origem de sua família seria da região da Galícia, na Espanha. Reza a lenda que o jovem Camões teria frequentado aulas de Humanidades no Mosteiro de São Cruz, em Coimbra. Na época, a cidade era uma das mais importantes da Península Ibérica e D. Bento de Camões, tio do poeta, era prior do mosteiro e reitor da prestigiosa Universidade de Coimbra. Ainda jovem teria iniciado sua carreira literária como poeta lírico na corte de D. João III. Acredita-se que após uma desilusão amorosa tenha se alistado no Exército da Coroa Portuguesa embarcando para o norte da África em 1547. Foi em Ceuta, no Marrocos, lutando contra os mouros que Camões perdeu o olho direito. Depois deste episódio trágico, o autor quinhentista volta para Lisboa. Intempestivo, ele se envolve em uma briga, desembainha a espada contra um fidalgo e é preso. “Naquela época era preciso bajular o poder, ser humilde, e Camões não era nada disso. Ele era um homem orgulhoso, tinha muita consciência do seu talento, do seu gênio extraordinário e não tinha perfil psicológico para se dar bem com o poder”, explica Vitalina Leal de Matos, professora da Faculdade de Letras de Lisboa. No entanto, o poeta consegue o perdão real em troca de uma espécie de exílio forçado no Oriente, e parte em direção à Goa, na Índia. Luís de Camões navega então os mares que Vasco da Gama havia percorrido meio século antes. Camões viveu cerca de dezessete anos na Ásia, e Goa, chamada de “capital” do império português no Oriente, foi o seu porto seguro. Lá, escreveu sua obra-prima Os Lusíadas. Não há prova de que o poeta viveu na China, mas há relatos de que ele naufragou na costa chinesa e conseguiu salvar o manuscrito de Os Lusíadas, levando-o preso nos dentes até chegar à terra firme. Da Ásia rumou em direção à África; morou em Moçambique e sobrevivia graças a caridade dos amigos. Em 1570 Camões retornou à Lisboa e o rei D. Sebastião autorizou a publicação de Os Lusíadas, poemas sobre as grandezas de Portugal, mas também um prenúncio da decadência do país. Durante os seus últimos anos Camões viveu na miséria, morreu provavelmente vítima da peste no dia 10 de junho de 1580 e foi enterrado como indigente. Um fim triste e solitário. Por proposta da Academia das Ciências de Lisboa, os presumíveis restos mortais de Camões foram transladados e enterrados em um túmulo na Igreja do Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa.
A Elizete teve uma infância marcada pelo alcoolismo do pai e pela violência. A mãe, fugiu com os filhos para São Paulo, onde trabalhou desde cedo e passou a sustentar a família. Elizete sempre ajudou em casa e quando ficou mais velha, se casou com o Arlindo. Anos depois, a mãe partiu de câncer em estágio avançado e essa perda a levou para a depressão. Por pressão do marido, ela se internou em uma clínica e quando saiu, descobriu uma traição dele com a própria comadre. Essa foi a virada de chave dela! A Elizete se separou, reconstruiu a sua vida e passou a viver de forma independente procurando a sua própria felicidade. Ao olhar para trás, ela tem a sensação de dever cumprido por ter cumprido a promessa de cuidar da sua mãe e hoje, se tornou o seu próprio porto seguro.
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O Renascimento português constitui um fenómeno histórico singular na civilização europeia, diferenciando-se profundamente do seu congénere italiano pela sua dimensão ultramarina e pela sua apropriação única dos ideais humanistas. Entre o século XV e o final do século XVI, Portugal experienciou um período de transformação extraordinária que não apenas o elevou à condição de potência hegemónica mundial como, simultaneamente, reformulou os fundamentos do conhecimento europeu e estabeleceu as bases da primeira globalização verdadeiramente global.
Leonardo da Vinci foi um dos maiores gênios do Renascimento. Artista, inventor e cientista, ele ficou famoso por obras como Mona Lisa e A Última Ceia, além de seus estudos avançados sobre anatomia, engenharia e natureza. Sua curiosidade e criatividade atravessaram séculos, fazendo dele um símbolo da união entre arte e ciência. Então aperte o play e venha conhecer mais sobre a obra desse grande artista! RECOMENDAMOS ESCUTAR COM FONES DE OUVIDO Se você gosta do nosso trabalho, acesse nosso site e participe do nosso grupo exclusivo para assinantes. Acesse o site acreditesequiserpodcast.com.br Siga e avalie o Acredite Se Quiser nas plataformas de streaming! Siga-nos nas redes sociais: Instagram Twitter Venda livro Relatos Alienígenas na Amazon E-mail para contato: acreditesequiserpodcast@gmail.com Conheça a nova loja SkynWalker na Reserva Ink Assine UFO, a maior, mais conceituada e mais antiga Revista de Ufologia do mundo Links citaddos no episódio: A suposta música escondida na Última CeiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Robson Morelli repercute os principais assuntos do Esporte, diariamente, às 8h50, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bola ao alto para mais um Cultura Pop. Neste episódio, discutimos os altos e baixos recentes da franquia texana e fizemos uma prévia de mais um jogo contra o Oklahoma City Thunder - o quarto duelo entre as duas equipes nesta temporada. No bloco principal, falamos do renascimento de Keldon Johnson, que vem sendo um dos pilares do San Antonio Spurs até aqui e um potencial candidato ao prêmio de sexto homem da temporada. Outro tema do bloco principal foi Jeremy Sochan, que falou à imprensa recentemente e demonstrou bastante vulnerabilidade quanto ao seu momento atual no Spurs. É isso, vem com a gente!Índice do episódio:Agora você tem o índice do episódio gerado automaticamente pelo Spotify. Cultura Pop nas redes sociais:twitter.com/culturapoppodtwitch.tv/culturapoppodinstagram.com/culturapoppodyoutube.com/@CulturaPopPod tiktok.com/@culturapoppod
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Este episódio traz uma oração de natal para acompanhar nosso dia de reflexão e fé:Mestre Jesus, nosso amigo, que se fez pequeno para nos ensinar a grandeza do amor…Nesta noite em que o mundo silencia por alguns instantes para lembrar a tua presença, nós te convidamos, com humildade e sinceridade, a entrar em nossa casa e em nossa alma.Te convidamos a habitar este ambiente,a trazer tua luz,e a fazer morada dentro do nosso coração.Cristo,Desce uma vez mais, não em palácios nem em honras, mas na simplicidade do nosso lar, para servir-se de nossa humilde ceia.Abençoa, Mestre, esta casa e esta família.Te agradecemos por não faltar o pão,por sustentar nossa coragem,por perdoar nossas imperfeições,por nos impedir, tantas vezes, de repetir as mesmas falhas,e por nos livrar daquilo que, mesmo desejando, não nos faria bem.Jesus,Sê o fio condutor da nossa melhora,a lanterna de um coração cansado,a porta que se abre quando a vida parece sem saída.Tua presença, Senhor, dissolve sombras, aquieta tempestades e devolve rumo ao que se perdeu.Amigo da humanidade,Leva, por favor, nosso sentimento de amor, saudade e gratidão àqueles que hoje não estão presentes aos nossos olhos físicos, mas que continuam vivos no mundo maior.Diz a eles, Senhor, que seguimos amando,seguimos lembrando,e seguimos esperando o reencontro que a vida eterna nos garante.Tu, que és o caminhante incansável entre os dois planos, sê o carteiro da nossa saudade.Entrega o abraço que ainda não pudemos dar,o perdão que demorou a chegar,e a palavra que faltou no momento certo.Mestre dos mestres,Abençoa também aqueles que caminham conosco, mas que às vezes nos ferem, nos irritam, ou despertam em nós o que ainda precisa ser curado. Que possamos enxergar neles, assim como em nós, espíritos em jornada, aprendizes que tropeçam, mas que querem, no fundo, encontrar o bem.Nesta noite, Jesus,envolve os que sofrem em hospitais,os que se sentem sozinhos em seus quartos silenciosos,os que enfrentam batalhas íntimas que o mundo não vê,os que perderam o ânimo,os que se afastaram da fé,e os que, mesmo cercados de pessoas, carregam um vazio que só teu amor pode preencher.Que tua paz visite cada um deles como um perfume suave que acalma, como um vento leve que abraça, como um brilho discreto que ilumina sem ferir.Senhor,Te pedimos tranquilidade para um mundo de paz,esperança para um planeta sem conflitos,sabedoria para os nossos líderes,e amor entre todas as nações.Que o Natal não seja apenas um dia, mas um estado de alma — uma vibração que se espalha, que contagia, que eleva.Que cada mesa posta nesta noite inspire fraternidade.Que cada laço de presente ensine generosidade.Que cada oração emitida daqui se una às vibrações de milhares de corações, encarnados e desencarnados, que hoje trabalham pela regeneração do mundo.E que os bons Espíritos, sob tua direção, encontrem em nós um lar vibracional capaz de recebê-los.Que nosso pensamento seja um convite,nossa palavra uma ponte,e nossa atitude um altar.Mestre querido,Que teu nascimento seja renascimento dentro de nós.Renascimento de fé.Renascimento de coragem.Renascimento de amor.E que, ao final desta prece, possamos sentir que algo em nós se aquietou, algo se iluminou, algo se reorganizou.Porque toda vez que lembramos de ti — verdadeiramente — a alma encontra o caminho de volta para casa.Que assim seja.Graças a Deus._____________________________________________Inscreva-se em nosso canal
Revisitamos 29 de maio de 1453 para além do clichê da “queda”: por que muitos preferem falar em Conquista de Constantinopla e como essa escolha muda toda a narrativa. Partimos da cidade de Bizâncio mítica à Segunda Roma de Constantin, com suas muralhas teodosianas, a Hagia Sophia e o peso simbólico que a tornava desejada no mundo islâmico e último bastião da ortodoxia no cristianismo. Recontamos o longo declínio bizantino (da peste e das perdas territoriais ao golpe da Quarta Cruzada) e a ascensão otomana, com disciplina janízara, uso pioneiro da pólvora e a ambição universalista de Mehmed II. No clímax, o cerco de 1453: canhões que abalam milênios, a manobra dos navios por terra, a defesa liderada por Giovanni Giustiniani e a morte heróica de Constantino XI. E também analisamos os legados: Istambul como capital otomana, a conversão da Hagia Sophia, impactos nas rotas comerciais, nas Grandes Navegações e no Renascimento — e a disputa viva entre “Queda” e “Conquista” que ainda molda identidades, memórias e política. Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://www.instagram.com/PortalDeviante/ Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Gustavo Rebello, Luis Filipe Herdy, Maria Oliveira, Marcelo de Matos, Matheus Silveira Citação ABNT: Scicast #673: A Conquista de Constantinopla. Locução: Gustavo Rebello, Luis Filipe Herdy, Maria Oliveira, Marcelo de Matos, Matheus Silveira. [S.l.] Portal Deviante, 15/12/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-673 Imagem de capa: Domenico Tintoretto, Public domain, via Wikimedia Commons Referências e Indicações Sugestões de literatura: CROWLEY, Roger. 1453: The Holy War for Constantinople and the Clash of Islam and the West (detalhes sobre Giovanni Giustiniani e o papel genovês no cerco). O Grande Turco, John Freely. Osman´s Dream, Caroline Finkel. Armies oft he Ottoman Turks, David Nicolle Constantinople 1453, David Nicolle Byzantium: A History, John Haldo Lords of The Horizon, Jason Goodwin Sugestões de filmes: Ascensão: Império Otomano (Netflix) Fetih 1453 Sugestões de links: Artigo sobre tentativas de assassinato contra Mehmed II, incluindo detalhes de complôs venezianos: https://www.dailysabah.com/arts/sultan-mehmed-ii-from-painters-to-assassins-venices-war-with-the-ottomans/news Sobre a “legalização” do fratricídio: https://belleten.gov.tr/tam-metin/354/eng Sugestões de games: Assassin´s Creed: Revelations See omnystudio.com/listener for privacy information.
Revisitamos 29 de maio de 1453 para além do clichê da “queda”: por que muitos preferem falar em Conquista de Constantinopla e como essa escolha muda toda a narrativa. Partimos da cidade de Bizâncio mítica à Segunda Roma de Constantin, com suas muralhas teodosianas, a Hagia Sophia e o peso simbólico que a tornava desejada no mundo islâmico e último bastião da ortodoxia no cristianismo. Recontamos o longo declínio bizantino (da peste e das perdas territoriais ao golpe da Quarta Cruzada) e a ascensão otomana, com disciplina janízara, uso pioneiro da pólvora e a ambição universalista de Mehmed II. No clímax, o cerco de 1453: canhões que abalam milênios, a manobra dos navios por terra, a defesa liderada por Giovanni Giustiniani e a morte heróica de Constantino XI. E também analisamos os legados: Istambul como capital otomana, a conversão da Hagia Sophia, impactos nas rotas comerciais, nas Grandes Navegações e no Renascimento — e a disputa viva entre “Queda” e “Conquista” que ainda molda identidades, memórias e política. Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://www.instagram.com/PortalDeviante/ Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Gustavo Rebello, Luis Filipe Herdy, Maria Oliveira, Marcelo de Matos, Matheus Silveira Citação ABNT: Scicast #673: A Conquista de Constantinopla. Locução: Gustavo Rebello, Luis Filipe Herdy, Maria Oliveira, Marcelo de Matos, Matheus Silveira. [S.l.] Portal Deviante, 15/12/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-673 Imagem de capa: Domenico Tintoretto, Public domain, via Wikimedia Commons Referências e Indicações Sugestões de literatura: CROWLEY, Roger. 1453: The Holy War for Constantinople and the Clash of Islam and the West (detalhes sobre Giovanni Giustiniani e o papel genovês no cerco). O Grande Turco, John Freely. Osman´s Dream, Caroline Finkel. Armies oft he Ottoman Turks, David Nicolle Constantinople 1453, David Nicolle Byzantium: A History, John Haldo Lords of The Horizon, Jason Goodwin Sugestões de filmes: Ascensão: Império Otomano (Netflix) Fetih 1453 Sugestões de links: Artigo sobre tentativas de assassinato contra Mehmed II, incluindo detalhes de complôs venezianos: https://www.dailysabah.com/arts/sultan-mehmed-ii-from-painters-to-assassins-venices-war-with-the-ottomans/news Sobre a “legalização” do fratricídio: https://belleten.gov.tr/tam-metin/354/eng Sugestões de games: Assassin´s Creed: Revelations
No episódio desta semana, o Preletor Oswaldo Garraffa Neto aprofunda a compreensão do amor sob a ótica daSeicho-No-Ie, explorando como cada pessoa expressa esse sentimento na convivência diária. A partir dos Ensinamentos presentes nos livros Conquiste a Felicidade com Amor, Para Realizar o Amor e a Oração e Reconstruindo a Vida Humana, o episódio apresenta reflexões que ajudam a transformar atitudes, fortalecer relacionamentos e desenvolver uma vida mais harmoniosa.O conteúdo destaca que o amor verdadeiro se revela em gestos simples, palavras edificantes, oração sincera e na consciência de que todos são filhos de Deus. É uma oportunidade para repensar comportamentos, ampliar a visão espiritual e cultivar relações mais profundas e significativas.| Os livros-textos deste episódio são: Conquiste a felicidade com amor / Para realizar o Amor e a Oração / Reconstruindo a vida humana; Para adquirir e estudar ainda mais, acesse: https://snibr.org/livrariapod;| Participe do Seminário do Renascimento nos dias 6 e 7 de Dezembro de 2025! Para mais informações acesse: https://snibr.org/renascimento2025| Para encontrar a Associação Local mais próxima de você, acesse: https://rebrand.ly/onde_encontrar| Quer começar a praticar a Meditação Shinsokan, mas não sabe como? Conheça a Meditação Shinsokan guiada: https://rebrand.ly/shinsokan_7min;| Acompanhe também as nossas redes sociais para mais conteúdos e novidades: https://rebrand.ly/FaceSNI (Facebook) e https://rebrand.ly/instaSNI (Instagram)
A Renata vivia um relacionamento tóxico com traições e humilhações com o seu corpo. Após 6 anos, ela decidiu mudar, fez uma bariátrica e prometeu que ninguém mais apagaria o seu sorriso. Ela recuperou a confiança e conheceu o Lucas, um homem que a amava de verdade. Mesmo com ovários policísticos, ela ficou grávida, mas infelizmente perdeu dois bebês. Um dia, ela foi em um terreiro e recebeu um recado que teria uma filha e que ela nasceria no dia 27 de setembro. Três meses depois, a previsão de cumpriu, mas em dose dupla com a Alice e a Natalie. Hoje, ela olha para trás com orgulho de ter superado a dor, descoberto o amor-próprio e encontrado a felicidade em um recomeço.
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Falar de Nicolau Maquiavel em um contexto eclesiástico pode parecer, à primeira vista, quase um sacrilégio. É desconfortável. É desconcertante. É necessário. Afinal, poucos nomes carregam tamanha carga negativa no imaginário político e religioso. Para muitos, Maquiavel é o pensador do engano, da manipulação, da frieza estratégica. Maquiavel é muitas vezes associado à frieza calculista, à manipulação e à separação radical entre ética e política. Sua fama de conselheiro de tiranos atravessou séculos, tornando-o sinônimo de astúcia imoral. Mas essa caricatura superficial nos impede de ver algo essencial: Maquiavel não defende o mal — ele revela como o poder se move nas sombras, especialmente quando disfarçado de virtude. E é por isso que ele nos interessa.
A Rosana conheceu o Eduardo e viveu um relacionamento de 12 anos marcado pelo amor e três filhos. Com o tempo, o casamento esfriou e depois do nascimento da filha caçula, o seu marido a abandonou. Depois, ela descobriu o motivo: ele tinha outra. Tentando ser feliz de novo, Rosana conheceu o Cícero, mas o que parecia amor, se tornou algo controlador, ciumento e cheio de ameaças. Após um episódio grave, ela conseguiu uma medida protetiva e recomeçou a sua vida. Hoje, ela entendeu que o amor de verdade não aprisiona e redescobriu o amor-próprio ao lado dos três filhos.
"Contos do Esquecimento"; "O Melhor Emprego do Mundo"; "Mundo Jurássico: Renascimento" Com Dulce Fernandes, Philippe Mechelen
Long-Standing Mystery of Gold's Origin Might Just Have Been Solved https://youtu.be/tNBcjNjC4wU?si=yfNUOrdIonWTOK9k The Rest Is History Club https://therestishistory.supportingcast.fm/ First methane-powered sea spiders found crawling on the ocean floor https://edition.cnn.com/2025/06/17/science/spiders-deep-sea-methane-new-species Bacteria Found on China's Tiangong Space Station Shows Unique Adaptations for Space Survival, Study Shows https://thedebrief.org/bacteria-found-on-chinas-tiangong-space-station-shows-unique-adaptations-for-space-survival-study-shows/ Why Are There Gold Deposits at All? Scientists Discover the Answer ... Read more The post de onde vem o ouro? o impacto de girafas no Renascimento e na China appeared first on radinho de pilha.
A cantora cabo-verdiana Mayra Andrade ajuda a respondner a uma ouvinte em crise de identidade no pós-parto.
Neste episódio, os professores Jerusa Garay e Danilo Gomes apresentam a fascinante trajetória de Giovanni Pico della Mirandola, um dos grandes representantes do Renascimento. Nascido em 1463, no norte da Itália, Pico destacou-se por sua ousadia intelectual e pelo desejo de unificar os diversos saberes da humanidade. Movido por uma busca incansável por conhecimento, percorreu cidades como Bolonha, Paris e Florença, reunindo ideias de diferentes tradições filosóficas e espirituais. Resultado dessa investigação profunda, elaborou 900 teses que propunham uma visão integradora do saber. Na introdução dessas teses, escreveu o célebre Discurso sobre a Dignidade do Homem, verdadeiro manifesto sobre a liberdade e o potencial do ser humano. Suas ideias provocaram a Igreja, e Pico chegou a ser ameaçado pela Inquisição, sendo salvo por Lorenzo de Medici. De volta a Florença, vive até sua morte precoce, aos 31 anos, deixando um legado humanista grandioso. A partir de sua vida e obra, este episódio convida à reflexão sobre quem somos e qual o sentido de nossa existência, inspirando-nos a buscar, com coragem e generosidade, uma visão mais ampla e unificada do conhecimento. Participantes: Jerusa Garay e Danilo Gomes Trilha Sonora: Mozart – Sinfonia nº 40 em Sol menor, K. 550
Quase um terço da população europeia deixando a vida em um pandemia de alguns anos! Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi a Peste Negra.-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal no YouTube, e assista o História em Dez Minutos!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja!www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- SHREWSBURY, J. F. D. A History of Bubonic Plague in the British Isles. Cambridge: Cambridge University Press, 2005- NASCIMENTO, Flávia Vianna do. Sacerdotis profanus: a crítica ao clero em Decamerão de Giovanni Boccaccio. In: Semana de Historia da UFF, 2012, Niterói. Semana de História da Uff - Caderno de Resumos. Niteroi: Universidade Federal Fluminense, 2012.- PIRENNE, Henri. As cidades da Idade Média: ensaio de história econômica e social. 2. ed. Lisboa: Europa-América, 1964.- VILA-CHÃ, João J. “Renascimento, Humanismo E Filosofia: Considerações Sobre Alguns Temas E Figuras”. In: Revista Portuguesa de Filosofia, vol. 58.4, 2002. Disponível em: http://www.jstor.org/stable/40337719 Acessado em: 01/03/2016- SIMONI, Karine. De peste e literatura: imagens do Decameron de Giovanni Boccaccio. Anuário de Literatura (UFSC), v. 12, p. 3, 2007. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/viewFile/5447/4882
Neste episódio do podcast filosófico da Nova Acrópole do Brasil, o professor voluntário Tiago Grandi reflete sobre a dialética e o diálogo à luz da tradição filosófica, especialmente a clássica. A conversa percorre a história da dialética, desde suas raízes na Grécia antiga com Zenão de Eleia, Sócrates, Platão e Aristóteles, até sua evolução na Idade Média, no Renascimento, com Giordano Bruno, e na modernidade. Tiago destaca que a dialética, longe de ser apenas um método lógico, é também uma arte relacional. Inspirada no ideal socrático, ela exige escuta atenta, respeito mútuo, clareza de pensamento e um compromisso sincero com a busca da verdade. O diálogo filosófico, segundo Platão, é um exercício que aproxima o ser humano das ideias do Bem, do Belo, do Justo e do Verdadeiro, constituindo-se em um movimento de elevação da alma. Além do valor histórico, o episódio aborda a atualidade da prática dialética como instrumento de convivência harmoniosa e solução de problemas complexos, tanto em nível pessoal quanto social. A partir da experiência prática vivida na Nova Acrópole, o professor compartilha orientações valiosas para a vivência do diálogo como ferramenta de transformação individual e coletiva. A dialética é apresentada não apenas como método, mas como caminho para a união, para a purificação interior e para a construção de uma sociedade mais consciente e fraterna. Participantes: Tiago Grandi e Pedro Guimarães Trilha Sonora: Vienna Blood, Op. 353 – Johann Strauss
Neste episódio do podcast filosófico da Nova Acrópole, os professores voluntários da Nova Acrópole conversom sobre a figura de Alexandre, o Grande, e sua importância histórica e filosófica. O diálogo percorre o contexto geopolítico de sua época, sua formação sob a orientação de Aristóteles e sua visão de mundo, que transcendeu o mero expansionismo militar para criar uma síntese cultural entre Ocidente e Oriente. A conversa aborda a inspiração que grandes personagens podem trazer para a humanidade, destacando a busca de Alexandre pela união dos povos e pelo conhecimento, materializada na criação de Alexandria, um dos maiores centros culturais da Antiguidade. Além disso, reflete sobre o legado deixado por ele, influenciando desde o Império Romano até o Renascimento. Por fim, o professor voluntário Cristiano Born sugere a leitura de Vidas Paralelas, de Plutarco, como uma fonte essencial para compreender não apenas a trajetória de Alexandre, mas também os ensinamentos morais que podemos extrair de sua vida. Participantes: Cristiano Born e Pedro Guimarães Trilha Sonora: Concerto para Piano nº 23 K. 448, segundo movimento – Mozart
A Gilvânia conheceu o Caio pela internet e após meses de conversas, eles viajaram para se encontrar. A relação avançou e ela engravidou, mas temendo o julgamento da família, ela sugeriu um casamento e o Caio aceitou. No entanto, ela descobriu que ele já tinha uma namorada, mas iludida pelas promessas dele, Gilvânia insistiu na relação. Eles se casaram no civil e o Caio continuou levando uma vida dupla, ausente até na gravidez da filha. Só que, depois de anos de sofrimenrto e encorajada pela filha, Gilvânia decidiu se separar e hoje sente-se livre para as novas oportunidades da vida.
Em Díli, capital do país, a ONU News conversou com timorenses que aprenderam a língua nos últimos 20 anos, legisladores, autoridades e linguistas; ex-reitor da Universidade Nacional, em Díli, diz que o português já é reconhecido como a língua da juventude timorense.
Gustavo Garcia, Cauê Rademaker, Phill e Gustavo Di Sarli analisam o 2 a 0 contra o Nova Iguaçu em que o Tricolor mostrou evolução na parte criativa e alcançou boas chances de classificação. DÁ O PLAY!
Ao longo dos séculos XIV ao XVI, na Europa Ocidental, diferentes movimentos artísticos, culturais e científicos emergiram, caracterizando um período histórico que conhecemos como Renascimento. A região que hoje conhecemos como Itália foi o epicentro deste processo histórico, que também foi marcado por transformações políticas, econômicas e religiosas. Neste episódio entenda o que foi este período, como ele foi lido e representado em diferentes momentos históricos e se surpreenda com as diferentes conexões, continuidades e rupturas na Europa renascentista. Arte da Capa: Danilo Pastor Errata: Quando o C. A. menciona Santo Agostinho, ele estava se referindo a São Tomas de Aquino Mencionado no Episódio Leonardo da Vinci (SciCast #353) Fronteiras no Tempo #46 Cavalaria Medieval Fronteiras no Tempo #17 – História Medieval Fronteiras no Tempo #20 - Reformas Protestantes Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO HISTORICIDADE O Historicidade é o programa de entrevistas do Fronteiras no Tempo: um podcast de história. O objetivo principal é realizar divulgação científica na área de ciências humanas, sociais e de estudos interdisciplinares com qualidade. Será um prazer poder compartilhar o seu trabalho com nosso público. Preencha o formulário se tem interesse em participar. Link para inscrição: https://forms.gle/4KMQXTmVLFiTp4iC8 Selo saberes históricos Agora o Fronteiras no Tempo tem o selo saberes históricos. O que é este selo? “O Selo Saberes Históricos é um sinal de reconhecimento atribuído a:● Práticas de divulgação de saberes ou produções de conteúdo histórico ou historiográfico● Realizadas em redes sociais ou mídias digitais, voltadas para públicos mais amplos e diversificados● Comprometidas com valores científicos e éticos.”Saiba mais: https://www.forumsabereshistoricos.com/ Redes Sociais Twitter, Facebook, Youtube, Instagram Contato fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo #87 Renascimento. Locução Cesar Agenor Fernandes da Silva, Marcelo de Souza Silva e Willian Spengler [S.l.] Portal Deviante, 14/01/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=64277&preview=true Expediente Produção Geral e Hosts: C. A. e Beraba. Recordar é viver: Willian Spengler. Edição e Arte do Episódio: Danilo Pastor (Nativa Multimídia). Material Complementar BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna – Europa, 1500-1800. São Paulo: Cia das Letras, 2010 BURKE, Peter. O Renascimento italiano: cultura e sociedade na Itália. São Paulo: Nova Alexandria, 1999 BURKE, Peter; BRIGGS, Asa. Uma história social da mídia – de Guttemberg à Internet. 2.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. CHARTIER, Roger. As práticas da escrita. In:______(org.) História da vida privada 3: da renascença ao século das luzes. São Paulo: Cia de Bolso, Cia das Letras, 2009, p.113-162. DELUMEAU, Jean. A civilização do Renascimento. Lisboa: Estampa, 2.v.1994 GRAFTON, Anthony. O leitor humanista. In: CAVALLO, Guglielmo; CHARTIER, Roger. História da leitura no mundo ocidental. v.2. São Paulo: Ática, 1999, p.5-46 MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2011 [Coleção Livros que mudaram o mundo] MORE, Thomas. A Utopia. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2011 [Coleção Livros que mudaram o mundo] ROSSI, Paolo. O nascimento da Ciência Moderna. Bauru: Edusc, 2001 SEVCENKO, Nicolau. Renascimento. São Paulo: Contexto, 2024. Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, João Luiz Farah Rayol Fontoura, Juliana Zweifel, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Curso de filosofia PRESENCIAL: https://acropole.org.br/lp/curso-de-f... Assine a AcrópolePlay (conteúdo ONLINE): https://acropoleplay.com/ ________________________________________________________ LEITURA COMENTADA oferecida pela professora e voluntária LÚCIA HELENA GALVÃO da NOVA ACRÓPOLE: "A VIDA FELIZ", do filósofo estoico Sêneca. A professora comentará um capítulo por semana e aconselha que os que acompanham leiam antes para tirar maior proveito das reflexões. Ela se propõe a responder algumas perguntas relativas ao conteúdo abordado. Lúcio Aneu Séneca (Cordoba, ca. 4 a.C. – Roma, 65) foi um filósofo estoico e um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano. Conhecido também como Sêneca, o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista. Link para adquirir o livro: https://amzn.to/3TEiMOc ________________________________________________________ Siga a #NovaAcropole: Site: https://www.acropole.org.br/ Instagram: / novaacropolebrasilnorte Facebook: / novaacropolebrasil Twitter: / novaacropolebr Telegram: https://www.t.me/novaacropolebrasil ______________________________________________________________ Nova Acrópole é uma organização filosófica presente em mais de 50 países desde 1957, e tem por objetivo desenvolver em cada ser humano aquilo que tem de melhor, por meio da #Filosofia, da #Cultura e do Voluntariado. #nuevaacropolis Dúvidas ou comentários? Escreva para brasilia@acropole.org.br Assessoria Comercial: novaacropole@bluestalent.com.br Explore the podcast
#nuevaacropolis #NovaAcropole #Filosofia Curso de filosofia PRESENCIAL: https://acropole.org.br/lp/curso-de-f... Assine a AcrópolePlay (conteúdo ONLINE): https://acropoleplay.com/ ________________________________________________________ LEITURA COMENTADA oferecida pela professora e voluntária LÚCIA HELENA GALVÃO da NOVA ACRÓPOLE: "A VIDA FELIZ", do filósofo estoico Sêneca. A professora comentará um capítulo por semana e aconselha que os que acompanham leiam antes para tirar maior proveito das reflexões. Ela se propõe a responder algumas perguntas relativas ao conteúdo abordado. Lúcio Aneu Séneca (Cordoba, ca. 4 a.C. – Roma, 65) foi um filósofo estoico e um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano. Conhecido também como Sêneca, o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista. Link para adquirir o livro: https://amzn.to/3TEiMOc ________________________________________________________ Siga a #NovaAcropole: Site: https://www.acropole.org.br/ Instagram: / novaacropolebrasilnorte Facebook: / novaacropolebrasil Twitter: / novaacropolebr Telegram: https://www.t.me/novaacropolebrasil ______________________________________________________________ Nova Acrópole é uma organização filosófica presente em mais de 50 países desde 1957, e tem por objetivo desenvolver em cada ser humano aquilo que tem de melhor, por meio da #Filosofia, da #Cultura e do Voluntariado. #nuevaacropolis Dúvidas ou comentários? Escreva para brasilia@acropole.org.br Assessoria Comercial: novaacropole@bluestalent.com.br
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