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No Linha de Passe deste domingo (22), nossos comentaristas analisaram tudo sobre a vitória da Espanha sobre a Arábia Saudita e o empate entre Uruguai e Cabo Verde. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Parlem de la victòria d'Espanya davant de l'Aràbia Saudita al Mundial.
Nova Zelândia x Irã por US$ 420. Cabo Verde x Arábia Saudita por US$ 600. A Copa mais cara da história está vendendo tudo, e isso é o mais irritante de tudo.
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Nesta segunda-feira (15), nossos comentaristas repercutiram o dia de jogos da Copa do Mundo, com direito a empates da Espanha com Cabo Verde, do Uruguai com a Arábia Saudita e da Bélgica com o Egito. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Donald Trump afirmou que assinou um acordo de cessar-fogo com o Irã. Israel falou em manter tropas no Líbano pelo tempo que for necessário. O Reino Unido proibiu que menores de 16 anos usem as redes sociais. Um acidente de ônibus mata jogadores de um time de basquete no Ceará. Na Copa do Mundo, deu zebra. A estreante Cabo Verde empatou com a favorita Espanha. O Uruguai empatou com a Arábia Saudita. Bélgica e Egito também ficaram no empate. E a Seleção Brasileira vive a expectativa de mudanças para o jogo contra o Haiti.
A selecção de Cabo Verde estreia-se esta segunda-feira, 15 de Junho, no Campeonato do Mundo de Futebol, que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México até 19 de Julho. A inédita qualificação dos Tubarões Azuis mobilizou o país e a diáspora, alimentando um sentimento de orgulho nacional e esperança numa prestação histórica na maior competição de futebol do planeta. A estreia de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de Futebol marca um dos momentos mais importantes da história desportiva do arquipélago. A participação inédita dos Tubarões Azuis na competição mundial tem sido vivida com entusiasmo em todo o país, especialmente na cidade de Mindelo, na ilha de São Vicente, onde a qualificação continua a ser celebrada nas ruas e no comércio local. O impacto da presença cabo-verdiana no Mundial fez disparar a procura por camisolas da selecção. Ana Maria, proprietária de uma loja no centro de Mindelo, afirmou que as vendas aumentaram em relação ao habitual. Segundo explicou, tanto residentes como membros da diáspora têm adquirido equipamentos para enviar a familiares no estrangeiro, enquanto turistas de várias nacionalidades também demonstram interesse pelos símbolos da selecção. A comerciante considerou que a qualificação projectou Cabo Verde para uma nova dimensão e descreveu o feito como motivo de enorme orgulho para um país pequeno e com recursos limitados. Na sua perspectiva, o simples facto de a selecção participar no Mundial já representa uma grande vitória, independentemente dos resultados desportivos. O sentimento é partilhado pelos adeptos. Tiago Cruz destacou que a presença da selecção na competição constitui um motivo de orgulho nacional e considerou que o futebol cabo-verdiano escreveu uma das páginas mais marcantes da história do país. Apesar de reconhecer a dificuldade do confronto com a Espanha, uma das favoritas ao título, mostrou esperança de que Cabo Verde consiga somar pelo menos um ponto diante da selecção europeia. Integrada no Grupo H, a selecção cabo-verdiana terá pela frente a Arábia Saudita, o Uruguai e a Espanha, campeã mundial em 2010. A estreia acontece esta tarde, em Atlanta, nos Estados Unidos. O seleccionador nacional, Bubista, garantiu que a equipa chega ao Mundial com ambição e vontade de competir ao mais alto nível. O treinador sublinhou que Cabo Verde respeita todos os adversários, mas também pretende conquistar o respeito das restantes selecções através da organização, disciplina e força mental da equipa. Segundo Bubista, jogadores e equipa técnica vivem com entusiasmo a participação inédita no Mundial e acreditam ser possível alcançar resultados positivos. O técnico assegurou ainda que o principal objectivo é representar Cabo Verde com dignidade e fazer com que os cabo-verdianos se sintam orgulhosos da sua selecção. Dirigindo-se aos adeptos, apelou à união e ao apoio contínuo à equipa, salientando que uma das principais conquistas da qualificação foi a capacidade de unir o povo cabo-verdiano dentro e fora do país. Também o treinador do Mindelense, Américo Medina, considerou a qualificação um sonho realizado. Américo Medina elogiou o trabalho desenvolvido por Bubista e manifestou o desejo de que esta seja apenas a primeira de muitas participações de Cabo Verde em Campeonatos do Mundo. Apesar de reconhecer a elevada dificuldade do grupo, sobretudo devido à presença da Espanha, Américo Medina afirmou que continua a sonhar com a passagem à fase seguinte da competição, acreditando que a selecção tem condições para lutar por esse objectivo. Por sua vez, o Presidente da República, José Maria Neves, reforçou a mensagem de união nacional. O chefe de Estado considerou que a presença dos Tubarões Azuis no Mundial demonstra a capacidade de superação do país e contribui para projetar Cabo Verde no cenário internacional. José Maria Neves defendeu ainda que o futebol possui uma linguagem universal capaz de aproximar os cabo-verdianos espalhados pelo mundo e apelou ao apoio colectivo à selecção durante a competição. Para garantir o apuramento para a fase seguinte do Mundial, Cabo Verde terá de terminar num dos dois primeiros lugares do Grupo H ou assegurar uma vaga entre os melhores terceiros classificados, dependendo dos resultados registados nos restantes grupos.
En su debut en el Mundial de Estados Unidos 1994, Arabia Saudita sorprendió al mundo eliminando a Bélgica. Volvió a sorprender 28 años más tarde al ganarle a Argentina en el estreno de Catar 2022.
Unisciti alla ribellione su Telegram – Iscriviti alla newsletter – Supportaci su Patreon Nei videogiochi non esistono più soldi puliti. La sconfitta più grossa che c'ha inflitto il capitalismo forse è proprio questa. Fare videogiochi costa sempre di più, e il 99% dei soldi che girano in questo circo vengono da gente di merda. Bin Salman non si è comprato solo SNK. Non ha soltanto diverse quote in giochini che spaziano da Nintendo fino a TakeTwo. Adesso attira anche le persone che sono state dietro le nostre IP preferite, e manco una mesata fa ha convinto Harada a tornare al lavoro dopo 6 mesi di pensione. L'uomo che ha reso Tekken fichissimo adesso è sul libro paga di uno che ammazza giornalisti per sport. E questa cosa è più importante del fantasticare su cosa potrebbe fare Harada con le IP di SNK. Quando i soldi non ce li mette l'Arabia Saudita arrivano da Tencent, e insomma, la Repubblica Popolare Cinese non è per nulla un esempio di virtù. Ma sappiamo far schifo benissimo anche in occidente: presente Microsoft? Dopo 100 miliardi spesi in acquisizione videoludiche ha fatto talmente tante merdate pro-Israele che perfino Arkane Studios si è sentita in dovere di pubblicare una lettera aperta in cui invitava la propria dirigenza a togliersi la testa dal culo. I videogiochi oggi, purtroppo, sono anche questo. E dobbiamo esserne consapevoli. Perché la consapevolezza è l'unica arma che al momento non sta dietro paywall.
De Cabo Verde a Espanha, passando por Uruguai e Arábia Saudita: o outro olhar do Grupo H.
Israel e Irão retomaram, por algumas horas, os ataques directos pela primeira vez desde o frágil cessar-fogo assinado há dois meses. Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, ambas as partes informaram que suspenderam as operações, depois de Donald Trump ter exortado as partes a fazerem-no. É que a retoma dos ataques pode comprometer as negociações entre Estados Unidos e o Irão e mostram “posições cada vez mais divergentes” entre os Estados Unidos e Israel, explica a investigadora Maria Ferreira. A nossa convidada de hoje não antevê o fim do conflito no Médio Oriente a curto prazo porque, para já, Israel e Irão não têm vantagens em negociar e apenas Donald Trump está a jogar “a sua própria sobrevivência política interna” e “não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel”. Esta segunda-feira, Israel confirmou ter atacado um complexo petroquímico e alvos militares no Irão, enquanto Teerão disse ter retaliado, atacando uma instalação petroquímica israelita e duas bases aéreas em Israel. As forças israelitas também anunciaram o lançamento pelos hutis de um míssil a partir do Iémen contra Israel, que foi interceptado. O fogo cruzado recomeçou na noite de domingo com um ataque iraniano contra território israelita, em retaliação ao bombardeamento de Israel ao Líbano horas antes. Estes ataques diminuem ainda mais a perspectiva de um possível acordo para pôr fim à guerra que começou a 28 de Fevereiro com ataques aéreos israelitas e americanos ao Irão. Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, o exército iraniano disse ter terminado a vaga de ataques e ameaçou retomar se Israel continuar a bombardear o Líbano. Por seu lado, a Reuters avança que Israel também decidiu parar esta série de ataques contra o Irão. Um pouco antes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, exortou o Irão e Israel a cessarem as ofensivas. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora portuguesa do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. RFI: O que representa esta retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão? Maria Ferreira, Investigadora: “Penso que representa o facto de os Estados Unidos e Israel, que desenvolveram em conjunto esta ofensiva, terem objectivos de política externa para o conflito completamente diferentes. Desde o primeiro dia de ofensiva que Israel disse explicitamente que a sua questão com o Irão era uma questão existencial, portanto, Israel compreende o Irão como uma ameaça existencial, enquanto para os Estados Unidos a questão seria relativa ao enriquecimento de urânio, à eventual posse de armas nucleares, que é algo que pode ser gerido através de uma negociação diplomática, tal como aconteceu durante a administração de Barack Obama. Para Israel, a questão não é o enriquecimento de urânio, não é a eventual posse de armas nucleares por parte do Irão. Israel representa o Irão como uma ameaça existencial e, portanto, uma ameaça existencial só é dirimida através da eliminação do regime iraniano. Mas essa eliminação do regime iraniano só pode acontecer através de uma incursão terrestre que é muito difícil de ser executada. Temos dois aliados com objectivos distintos numa guerra e o Irão está a tentar, através de uma resiliência militar e civil notável, aproveitar as diferenças de objectivos que existem entre os Estados Unidos e Israel.” Donald Trump disse “Quem decide sou eu, não ele” em referência a Benjamin Netanyahu e já não esconde o desacordo, tendo-se mostrado muito insatisfeito com a ofensiva israelita no Líbano. Que leitura faz desta declaração de Trump em relação a Netanyahu? É só mais uma declaração ou tem peso? “Tem muito peso, sobretudo quando nós lemos estas declarações à luz da divulgação de um relatório recentemente da própria ‘intelligence' norte-americana que denuncia actividades de espionagem da 'intelligence' israelita sobre os próprios Estados Unidos. Portanto, a ‘intelligence' israelita estaria a tentar penetrar nos mecanismos de decisão norte-americanos, tentando averiguar quais serão os próximos passos da administração Trump para a questão no Irão. Estas actividades de ‘intelligence' subversivas não fazem parte de nenhum acordo de troca de informações, estamos a falar de actividades subversivas de captura de informação secreta que estariam, segundo este relatório, a preocupar seriamente o Pentágono. Isto denuncia uma cisão eventual, não só em relação aos objectivos que os dois Estados têm para o conflito, mas denuncia a existência de uma fractura entre as ‘intelligences' e os aparelhos militares dos dois Estados.” Esta fractura também é uma fractura política? Como é que esta cisão se pode materializar no terreno? “É profundamente política. Ainda ontem Donald Trump deu a entender que a linguagem da guerra no Médio Oriente é distinta da linguagem da guerra no Ocidente, quando argumentou que aquilo que nós, no Ocidente, entendemos por cessar-fogo é diferente do que Israel e Irão entendem por cessar-fogo. É claro que este argumento é uma tentativa de mascarar, no fundo, a incapacidade norte-americana de controlar o seu principal aliado no Médio Oriente, que é Israel, e mesmo de revitalizar aquela que era uma das grandes conquistas de anos e que são os acordos de Abraão. Note-se que Donald Trump admitiu que não tinha conhecimento sequer dos ataques a Beirute. Esta cisão vai ter consequências políticas porque, enquanto os Estados Unidos estão a tentar gerir o conflito através de vias diplomáticas - porque não têm mais opções militares para apresentar em relação à questão do Irão, já que puseram de lado a possibilidade de uma incursão militar terrestre - Israel persiste na sua tentativa de conquistar território. Quem conhece a geografia do Médio Oriente sabe a importância que o Líbano tem para a percepção da ameaça em Israel e, portanto, para o regime de Netanyahu o controlo dos 'proxies' do Irão é muito importante. Para o Irão, o controlo dos seus 'proxies', que são braços armados fora do seu próprio território, também é muito importante. Aquilo que nós temos aqui são três ‘players', dois dos quais estão em posições cada vez mais divergentes, o que está claramente a complicar a solução para o conflito. Solução essa que Donald Trump está a desejar que aconteça para a sua própria sobrevivência política interna. Nós sabemos aquilo que aconteceu na semana passada no Congresso, quando os próprios senadores republicanos já mostram grandes dissensões em relação à presença militar dos Estados Unidos no Irão.” Até que ponto é que a retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão vai afectar as negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irão? Elas estão definitivamente comprometidas? “Eu penso que sim, porque enquanto os Estados Unidos não conseguirem retomar o seu controlo sobre as actividades de Israel - e isso não parece fácil, dado que neste momento existe até uma própria desconfiança sobre eventuais actividades subversivas de Israel em território norte- americano - enquanto isso não acontecer, nós não teremos condições para haver uma negociação séria porque não há vontade de Israel de encetar uma negociação com o Irão. E o Irão também ainda não está num ponto de tal fragilidade que precise necessariamente de entrar em negociações, quer com os Estados Unidos, quer com Israel porque o Irão percebeu que controla algo fundamental, que é a percepção da ameaça sobre o estreito de Ormuz e sobre a percepção da ameaça sobre o eventual desenvolvimento de uma crise económica com base no controlo do estreito de Ormuz. Isso dá-lhe uma vantagem estratégica e faz com que esta vontade negocial destas duas partes, Israel e Irão, seja praticamente inexistente. Nenhum deles tem, neste momento, interesse em negociar. Quem tem mais interesse em negociar? Quem está a entrar naquilo a que se chama um ‘break-even point' são os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos não têm controlo sobre os objectivos estratégicos de Israel, nem em relação ao Irão, nem em relação aos 'proxies' do Irão. E neste sentido, neste jogo, nem Israel nem o Irão têm neste momento qualquer tipo de incentivo externo para bloquearem o conflito ou para pararem as hostilidades, enveredarem por um verdadeiro cessar-fogo e começarem a negociar. E se não há vontade de negociar, se não há propensão para a negociação, é difícil que haja um acordo negocial sério ou duradouro.” Como é que vê o envolvimento dos hutis do Iémen nesta nova escalada? “Como disse há pouco, os os 'proxies' do Irão são fundamentais no seu esforço de guerra no contexto do Médio Oriente. E, portanto, quer o Hamas, quer o Hezbollah, quer os hutis, são formas de o Irão perpetuar a guerra na sua geografia próxima e de enfrentar os seus inimigos através de braços armados. Também perante a relativa aliança dos Estados Unidos com os restantes países do mundo árabe, é uma forma de demonstrar que o Irão, no seu esforço de guerra, não está isolado perante a força da superpotência que são os Estados Unidos e da grande potência regional que é Israel. É preciso olharmos para a geografia do Médio Oriente, para a sua geografia política, quer para a sua geografia religiosa, quer para a sua geografia energética, e perceber que, se os Estados Unidos foram ao longo de décadas construindo uma rede de alianças muito com base em incentivos económicos com o Qatar, a Arábia Saudita, o Irão também ao longo dos últimos 50 anos, foi construindo um regime de alianças com forças subversivas, com actores erráticos que agora utiliza no seu esforço de guerra. Portanto, é compreensível que estas forças, ainda que esporadicamente, venham ao encontro das necessidades de guerra definidas pelo próprio regime iraniano.” Nesse sentido, como é que vê os próximos tempos? O que será necessário para restaurar um cessar-fogo credível? “Eu penso que países como a Jordânia, a Arábia Saudita têm neste quadro um papel fundamental porque são países cuja economia depende absolutamente daquilo a que se chama a paz comercial ou a paz pelo comércio, dos fluxos de energia regulares, os fluxos de pessoas, nomeadamente fluxos turísticos, do comércio. A estes países do Médio Oriente este conflito não é de todo interessante e têm aqui uma palavra fundamental. Eu penso que isso foi bem lido por Donald Trump quando, no seu primeiro mandato, desenvolveu a lógica que está por trás dos acordos de Abraão. Estes países têm um papel fundamental na estabilização do Médio Oriente e mais do que o Paquistão, que se assumiu já como um potencial mediador, é a estes países que os Estados Unidos devem recorrer no sentido de criar uma base política estratégica pacífica no Médio Oriente.” Isso demoraria algum tempo, mas tendo em conta que temos as eleições intercalares em Novembro nos Estados Unidos, a curto prazo vamos ter o fim do conflito? “Penso que não. A não ser que algo mudasse em Israel que levasse a uma mudança fundamental de orientação estratégica, mas isso não está a acontecer. Aliás, o regime de direita radical de Netanyahu está a agir como os regimes populistas de direita extremista normalmente agem, ou seja, com um grande potencial para a expansão geográfica, com uma grande propensão para a escalada de conflitos, uma total desvinculação de instituições internacionais e uma muito fraca necessidade de contribuírem para bens públicos globais. Estes quatro traços de política externa são em parte partilhados pelos Estados Unidos. Simplesmente nos Estados Unidos, neste momento, Donald Trump não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel, nomeadamente no que toca à propensão para a escalada do conflito com o Irão. E é isso que, a meu ver, está a complicar e a complexificar qualquer tipo de processo negocial em relação à guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.”
Baixe o material deste episódio: https://forms.gle/WhCqamCYu7Lr8VLV7Seja bem-vindo ao Geopolítica em Campo, o podcast dedicado a analisar o mundo através das quatro linhas.Por aqui, geopolítica, história, cultura e atualidades são exploradas a fundo, revelando as relações de poder que movem o planeta.Se você deseja uma visão ainda mais aprofundada sobre a geopolítica mundial e assuntos da atualidade – seja você estudante, educador, professor ou entusiasta – considere apoiar o nosso trabalho. Nossos assinantes têm acesso a aulas e materiais exclusivos dentro do curso Geopolítica e Atualidades, um conteúdo riquíssimo e aprofundado.Acesse https://pay.hotmart.com/P104984502P?checkoutMode=10 e junte-se a nós!Neste episódio...A nossa equipe embarca na análise do Grupo H para desvendar as seleções: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde. Começamos abrindo o tabuleiro geopolítico espanhol, conectando a rica simbologia do brasão de armas da seleção com a história de seus antigos reinos e a força dos movimentos separatistas atuais na Catalunha, Galícia e País Basco. Você vai entender como as tensões regionais, a herança do franquismo e o debate sobre imigração moldam o futebol do país e transformam clássicos como Real Madrid e Barcelona em verdadeiros embates de nações. Além de analisar os destaques da Furia, como as joias Lamine Yamal, Nico Williams e o volante Rodri, cruzamos o Atlântico rumo à América do Sul para entender o Uruguai, a famosa "Ilha da Estabilidade" que combina uma sólida reputação política com a sua histórica potência nos gramados. Aperte os cintos e venha decolar com a gente!Bom episódio!
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (19/05/2026): A pergunta mais repetida no mundo do futebol nas últimas semanas foi respondida ontem: Neymar está na lista de 26 convocados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. “Neymar não precisava ser testado”, disse o treinador, após divulgar a lista. “Nesse último período ele jogou com continuidade, melhorou sua condição física, é um jogador importante para a Copa do mundo. Mas terá o mesmo papel e a mesma obrigação dos outros 25. Ele vai jogar se merecer jogar”. Além de Neymar, outro que não havia sido chamado antes por Ancelotti e vai à Copa é o goleiro Weverton, ex-Palmeiras e atualmente no Grêmio. O jogador de 38 anos superou a concorrência de Bento, do Al-Nassr, da Arábia Saudita, e de Hugo Souza, do Corinthians. Política: Oposição vê segurança pública como o ‘telhado de vidro’ do PT no Nordeste Economia: Bancada do agro articula mutirão para apressar votações na Câmara Metrópole: Apreensão de drogas cai na antiga Cracolândia e sobe no entorno Internacional: A menos de 6 meses de eleição, Trump tem desaprovação histórica nos EUASee omnystudio.com/listener for privacy information.
Quatro dias depois de Donald Trump, Vladimir Putin chega esta terça-feira a Pequim, onde vai ser recebido, quarta-feira, pelo Presidente chinês Xi Jinping. Os líderes chinês e russo já se trataram publicamente como “velhos amigos”, mas a Rússia está altamente dependente, a nível económico, da China, o primeiro comprador do petróleo russo sob sanções internacionais. Simbolicamente, as duas visitas com poucos dias de intervalo confirmam Pequim como estando num “patamar superior”, a quem “todos batem à porta”, considera José Palmeira, especialista em Relações Internacionais e com quem conversámos sobre o tema. Menos de uma semana depois de Donald Trump ter sido recebido com pompa e circunstância em Pequim, Vladimir Putin chega esta terça-feira à China para se encontrar com Xi Jinping, descrito como um “bom amigo de longa data”, e para reafirmar a robustez das relações sino-russas. Trump foi o primeiro Presidente americano a deslocar-se à China desde 2017, Vladimir Putin vai cumprir a 25.ª visita, de acordo com a diplomacia chinesa. No espaço de um ano, todos os líderes das grandes potências do planeta foram a Pequim, como os do Brasil, da Índia, do Canadá, da União Europeia, de França, da Alemanha, de Itália, do Reino Unido e de Espanha. Agora, a visita de Trump e de Putin, intercalada de apenas quatro dias, confirma o estatuto de Pequim como estando num “patamar superior”, a quem “todos batem à porta”, resume José Palmeira, director da licenciatura em Relações Internacionais da Universidade do Minho, em Portugal. No fundo, “a China considera-se a potência em ascensão e os Estados Unidos são vistos como uma potência em declínio”. Do outro lado, a China “tem beneficiado das importações de gás natural e de petróleo, num contexto em que a Federação Russa está a ser objecto de sanções”, deixando Moscovo altamente dependente, a nível económico deste que é o primeiro comprador das energias russas sob sanções internacionais. Por outro lado, Vladimir Putin leva na bagagem o dossier do gasoduto “Força da Sibéria 2” que, se for fechado, pode ligar a Rússia à China via Mongólia. Também em cima da mesa, de acordo com a presidência russa, está “a troca de opiniões sobre as grandes questões internacionais e regionais”. Pode a Rússia usar a sua influência para tentar travar a guerra na Ucrânia e desbloquear a situação no Estreito de Ormuz? Estas são algumas das questões sobre as quais falámos com o nosso convidado José Palmeira. RFI: O que está em jogo nesta visita de Vladimir Putin à China, apenas quatro dias depois de Xi Jinping ter recebido Donald Trump? José Palmeira, Director da Licenciatura em Relações Internacionais da Universidade do Minho: “Eu diria que em causa estão questões bilaterais, mas também globais. A China cada vez se assume mais como uma superpotência. A visita recente de Donald Trump evidenciou isso mesmo. A China e os Estados Unidos colocam-se no mesmo patamar em termos de poder global, com uma diferença: é que a China considera-se a potência em ascensão e os Estados Unidos são vistos como uma potência em declínio. A referência que XI Jinping fez a Tucídides simboliza isso mesmo. Relativamente à Federação Russa, é verdade que, nos últimos anos, houve uma aproximação muito significativa. Essa relação é nomeada como sendo uma parceria especial e, no ponto de vista bilateral, a China tem beneficiado sobretudo das importações de gás natural e de petróleo, num contexto em que a Federação Russa está a ser objecto de sanções e, portanto, precisa de ter alternativas para exportar hidrocarbonetos. Isso tem sido útil quer à Federação Russa quer à China, que está a fazer uma compra a preço muito mais reduzido do que aquele que seria o preço de mercado. Por outro lado, a China lida, neste momento, com uma Rússia debilitada em função da guerra que a Rússia está a desenvolver na Ucrânia, onde está a empregar muitos meios militares e onde está a ter muitas baixas. A situação económica da Federação Russa também é bastante difícil neste momento e a China pode ser um aliado importante para Moscovo, na medida em que, de um plano económico, lhe permite sair desse tal bloqueio.” De certa forma, Moscovo quer ter garantias quanto ao facto de que a Rússia ocupa ainda um lugar privilegiado com a China? “O que é que nós tínhamos até há pouco tempo? Tínhamos uma Rússia que é uma potência militar, mas que no plano económico tem ficado debilitada, e tínhamos uma China que era o contrário, que era uma potência económica, mas ainda não tinha capacidade militar, sobretudo no plano nuclear equiparado à Rússia (tem armas nucleares, é verdade, mas o número de ogivas da Federação Russa é muito superior). E o que é que estamos a assistir? Estamos a assistir que a China está também no plano militar a assumir-se como uma potência cada vez mais completa, enquanto a Federação Russa, no plano militar, está a ficar bastante debilitada com o conflito e como já não era uma potência económica no mesmo patamar, acaba por ficar numa situação de inferioridade. A China é conhecida como Império do Meio e, no fundo, está-se a assumir também como uma potência acima da Federação Russa e num patamar equivalente aos Estados Unidos. E, portanto, isto quer no plano interno para XI Jinping, quer no plano externo, coloca a China, de facto, como uma potência que nunca teve este esplendor. Isto para Pequim não deixa de ser uma excelente notícia.” Por que é que a China não usa da sua influência para tentar travar a guerra na Ucrânia? “Essa é uma dúvida de que não temos propriamente uma resposta objectiva. Podemos criar cenários. Será que à China lhe interessa uma Rússia debilitada para poder continuar a tirar partido, por exemplo, dos hidrocarbonetos russos a um preço muito inferior ao de mercado? Será que a Rússia, por seu turno, continuando este conflito desta forma, vai tentar junto da China alguma reabilitação via não só da China, mas também dos BRICS (porque são, no fundo, a única alternativa que Rússia tem)? É isto que é o isolamento que o Ocidente lhe tem vetado. É verdade que este isolamento é muitas vezes, de certa forma, diluído, porque Donald Trump quer ter uma relação com Putin e quer criar aqui um certo equilíbrio com o intuito de mediar o conflito na Ucrânia, mas não tem conseguido até agora alcançar esse objectivo. Pode ser que mais tarde seja a China a aparecer com uma chave para a solução do conflito. Aliás, esta ambiguidade da China mantém-se também em relação ao Médio Oriente. Embora tenha uma boa relação com o Irão, não tem tido um papel activo no Médio Oriente, mas já teve no passado: a China reatou as relações entre o Irão e a Arábia Saudita, por exemplo. Será que vai emergir também como um desbloqueador do conflito, até porque também está a ser afectada pelo bloqueio do estreito de Ormuz? Portanto, há aqui várias questões onde a China não tem sido assertiva. Eu diria que a única matéria onde a China foi assertiva foi em relação a Taiwan, onde na recente visita [de Donald Trump] vincou bem que é um assunto interno e que não admite que os Estados Unidos ou qualquer país interfira.” Fala-se na construção de um gasoduto que ligue a Rússia e a China, através da Mongólia. Seria uma alternativa à via marítima oriunda do Médio Oriente, da qual a China acaba por também estar dependente. O conflito no Irão poderá fazer com que as possibilidades deste gasoduto se concretizar sejam ainda maiores? “Eu diria que, apesar de tudo, a China é muito prudente, isto é, a China não quer ficar dependente da Federação Russa também em termos desse tipo de abastecimentos. Agora, pode ser que o gasoduto seja interessante porque, sobretudo em situações de crise, uma boa relação com a Rússia garante sempre essa alternativa. Mas, apesar de tudo, a política chinesa é uma política de diversificação. Isto é, a China tem várias alternativas em termos de abastecimento e, nesse sentido, para a China é muito positivo ter essa possibilidade. Em caso de crise no Médio Oriente, a Federação Russa dará garantias, mas a China nunca quererá, penso eu, ficar muito dependente do Kremlin. A China quer ter uma política autónoma em matéria de política económica, tecnológica e a diversificação é a sua principal estratégia. Agora, poderá haver avanços nessa iniciativa relativamente ao gasoduto porque pode ser uma alternativa positiva para Pequim.” Tanto a China como a Rússia acabariam por, de certa forma, ganhar com a guerra no Médio Oriente? “Eu diria que o enfraquecimento dos Estados Unidos interessa a Pequim e a Moscovo. Agora, há aqui um problema que afecta mais a China do que a Rússia. É que a China, apesar de tudo, depende bastante do preço de mercado dos combustíveis e, estando esses preços em alta, isso é uma má notícia para Pequim. Agora, é verdade também que a China é um actor global e, nesse sentido, se os outros países da economia global estiverem mal, isso vai afectar também as exportações chinesas e a China não quer isto. Portanto, no curto prazo, o conflito pode não afectar a China, mas no médio e longo prazo afecta também a China que vai querer que o conflito no Médio Oriente termine e que o Estreito de Ormuz deixe de estar bloqueado. Portanto, também fará alguma pressão no sentido de o Irão não prolongar este braço-de-ferro muito tempo. Interessa também à China que o Irão saia desta guerra não derrotado, na medida em que é um aliado importante. Aliás, a China tem um número de aliados cada vez maior na região, lá está, no âmbito da sua política de diversificar. A China quer ter compradores em todo o lado e, na sua perspectiva de importador de energia, quer também ter países que lhe vendam essa energia e de uma forma o mais diversificada possível.” Para terminarmos, ligando estas duas visitas em menos de uma semana de líderes de potências mundiais a uma outra potência mundial, qual é a principal conclusão que se tira da visita de Trump à China e qual é a principal expectativa desta visita de Putin? “A China coloca-se aqui num patamar superior em que é objecto do interesse das duas potências. Uma maior, é verdade, uma super que são os Estados Unidos e outra que é uma superpotência militar, mas não tanto económica, que é a Rússia. E com isso vê-se como o líder desejado, o líder ao qual todos batem à porta. No caso concreto da Rússia, aquilo que certamente Vladimir Putin pretenderá é receber apoio da China daqueles equipamentos que são de duplo uso, que são vendidos alegadamente com objectivos civis, mas podem ter utilização militar. No plano económico, naturalmente, interessa à Rússia continuar a escoar o seu petróleo e gás natural para a China e também alargar as relações em todos os domínios que poderão ser úteis. Por exemplo, neste momento não é só o bloqueio económico, também há um bloqueio cultural e um bloqueio desportivo e é muito interessante para toda a cultura russa, que é muito vasta, e para os grupos desportivos russos poderem desenvolver a sua as suas práticas no território chinês ou no espaço mais amplo dos BRICS. E nesse sentido, a China funciona como um pivô.” Em relação ao aos Estados Unidos, qual é que foi a conquista desta visita de Trump? Conseguiu o que queria? “Ainda não estamos muito esclarecidos sobre aquilo que Trump terá conseguido. A priori, não conseguiu grande coisa, isto é, conseguiu levar uma comitiva, sobretudo constituída por líderes de empresas tecnológicas, e ainda não está muito claro em que é que isso resultou, porque foram anunciadas a compra por Pequim de alguns Boeings, mas, de qualquer forma, esse número não é confirmado por ambas as partes, os tais 200. E é verdade que Donald Trump especulou que a visita correu muito bem e foi um sucesso, mas isso não está dado como garantido. Vamos ver se é possível ou não que a China exerça alguma influência relativamente ao conflito no Médio Oriente porque Donald Trump já mostrou que não quer voltar a atacar o Irão, quer é um acordo diplomático. Mas para isso é preciso cedências e até agora estas cedências ainda não foram alcançadas. Vamos ver se Pequim exerce alguma influência nesse sentido ou não.”
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A notícia é da Bloomberg. Os Emirados Árabes Unidos defendiam uma campanha conjunta, mas a Arábia Saudita terá recusado participar no conflito, o que depois terá potenciado a saída do país da OPEP.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Donald Trump e Xi Jinping fizeram a primeira reunião bilateral em Pequim, como parte da visita de Estado de três dias do presidente americano à China. Os países concordaram em uma relação “construtiva e estrategicamente estável”, baseada em cooperação, competição controlada e diferenças administráveis. Tem também:- Turquia suspendeu algumas restrições alfandegárias à Armênia, depois de mais de 30 anos de fronteiras fechadas- Arábia Saudita teria usado caças F-15, um dos mais letais,para bombardear o Irã e o Iraque- Kuwait anuncia a prisão de quatro iranianos suspeitos de tentar se infiltrar no país para realizar “atos hostis”- Israel e Líbano têm uma nova rodada de negociações Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do mundo180segundos@gmail.com
A integração da inteligência artificial (IA) na educação deixou de ser uma aspiração futurista para se tornar uma prioridade política concreta em dezenas de países. A velocidade de adoção, contudo, é profundamente desigual: enquanto nações como os Emirados Árabes Unidos, a China ou a Arábia Saudita tornaram o ensino de IA obrigatório em todos os ciclos, outros países permanecem numa fase de orientação voluntária ou de construção de quadros regulatórios. Portugal encontra-se numa posição intermédia e em aceleração: o enquadramento estratégico está a ser definido com determinação, mas a implementação curricular efetiva no ensino básico e secundário ainda aguarda formalização.
Arábia Saudita e Emirados estão cada vez mais afastados. O que está a mudar no Golfo e que impacto pode ter? Análise com José Carlos Duarte.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Arábia Saudita e Emirados estão cada vez mais afastados. O que está a mudar no Golfo e que impacto pode ter? Análise com José Carlos Duarte.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve como principais pontos de discussão o acordo de cessar-fogo de duas semanas alcançado entre Estados Unidos e Irão, que pressupõe a reabertura do estreito de Ormuz, e os próximos passos diplomáticos e negociais de Washington e Teerão sobre o conflito no Médio Oriente. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar reflectiram sobre o impacto desta guerra na imagem externa dos EUA, sem esquecerem as ameaças de Donald Trump de aniquilar “uma civilização inteira” numa só “noite”. Ainda sobre o conflito, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-Nova olharam para os novos equilíbrios regionais, salientando o esforço coordenado de Paquistão, Arábia Saudita, Egipto e Turquia tendo em vista a suspensão das hostilidades. Recuperando comentários proferidos no episódio da semana passada sobre a China, Carlos Gaspar também respondeu a uma pergunta de um ouvinte do podcast sobre a caracterização do país de Xi Jinping como um “tigre de papel”. Por fim, Teresa de Sousa partiu da visita de J.D. Vance a Budapeste, apoiando a recandidatura de Viktor Orbán, para analisar a última semana de campanha na Hungria, que vai a votos no domingo. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã dessa quarta-feira (01): O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o aumento dos combustíveis no Brasil e afirmou que o país não deve sofrer os efeitos da guerra no Oriente Médio. Durante discurso em São Paulo, Lula disse que o governo está adotando medidas para conter a alta do diesel, mas apontou que os reajustes feitos por distribuidoras impedem que a redução de preços chegue ao consumidor final. O presidente também criticou a venda da BR Distribuidora no governo anterior e responsabilizou o cenário internacional, além de cobrar ação das potências globais para encerrar o conflito. O preço da gasolina nos Estados Unidos disparou e ultrapassou US$ 4 por galão, atingindo o maior nível em quase quatro anos, segundo dados da Associação Automobilística Americana (AAA). A alta é impulsionada pela guerra com o Irã, que elevou os preços do petróleo no mercado internacional. O Tribunal de Contas da União identificou um cenário preocupante na infraestrutura brasileira, com cerca de 11,5 mil a 11,9 mil obras públicas federais paralisadas até meados de 2025. O número representa aproximadamente metade de todos os contratos de obras em andamento com recursos federais. As áreas mais afetadas são educação e saúde. A seleção da Itália, tetracampeã mundial, está fora da Copa do Mundo de 2026 após ser eliminada pela Bósnia e Herzegovina na repescagem das eliminatórias europeias. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, onde os italianos acabaram derrotados. Com o resultado, a Azzurra alcança um recorde negativo histórico: é a primeira vez que uma campeã do mundo fica fora de três edições consecutivas do torneio. Wanderley Nogueira comentou. O Reino Unido decidiu enviar tropas e sistemas adicionais de defesa aérea ao Oriente Médio para ações defensivas contra possíveis ataques do Irã. O deslocamento elevará para cerca de 1.000 o número de militares britânicos na região, incluindo operações no Golfo e em Chipre. Segundo o secretário de Defesa, John Healey, equipamentos serão enviados à Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem criticado a posição do Reino Unido em relação à guerra, assim como a de outros aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os fertilizantes comprados pelo Brasil de empresas iranianas não serão impedidos de embarcar para o país, informou o embaixador do Irã, Abdollah Nekounam, nesta terça-feira (31). Segundo ele, algumas cargas já foram enviadas. “Alguns meses atrás nós começamos a exportar fertilizante de ureia para o Brasil com algumas empresas na atividade. Até o presente momento e no cenário atual, os produtos que foram adquiridos pelo Brasil não terão nenhum problema de ser exportados”, declarou. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que solicitou à Receita Federal a informatização do sistema de declaração do Imposto de Renda para que os contribuintes deixem de fazer a declaração anual. A declaração foi feita durante reunião ministerial convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (31). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que prevê o fim da guerra contra o Irã dentro de duas a três semanas. “Eu diria que dentro de duas semanas, talvez duas semanas, talvez três”, disse Trump a repórteres na Casa Branca nesta terça-feira (31). “Nós vamos sair porque não há razão para continuarmos fazendo isso”, completou. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta quarta-feira (1º) que o país organizará uma reunião com mais de 30 países para discutir a restauração da segurança do transporte marítimo no Estreito de Ormuz, afetado pela guerra no Oriente Médio. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã dessa segunda-feira (30): Um avião precisou fazer um pouso de emergência após a explosão de um motor logo após a decolagem no Aeroporto de Guarulhos, na noite de domingo (29). A aeronave seguia para Atlanta com 272 passageiros e 14 tripulantes quando o problema ocorreu. Parte do material em chamas caiu próximo à pista, provocando um incêndio, mas ninguém ficou ferido. Trocas de partido e novas alianças estão redesenhando o cenário eleitoral em São Paulo. As recentes filiações e articulações políticas intensificam a disputa e indicam uma reconfiguração das forças para as próximas eleições. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a pressão sobre a Câmara dos Deputados para avançar com a proposta de fim da escala 6x1. A medida é tratada como prioridade pelo Executivo e pode alterar a dinâmica da jornada de trabalho no país. O Papa Leão XIV afirmou que Deus não ouve as orações de líderes que promovem guerras, dizendo que eles têm “mãos cheias de sangue”. A declaração foi feita durante celebração do Domingo de Ramos na Praça de São Pedro, diante de milhares de fiéis. Em meio à guerra envolvendo o Irã, o pontífice classificou o conflito como “atroz” e criticou o uso da religião para justificar ações militares. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou que a polícia permita o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro e autorize a realização da missa de Domingo de Ramos. A decisão vem após um bloqueio considerado inédito “em séculos” pelo Patriarcado Latino de Jerusalém, gerando repercussão internacional em meio à Semana Santa. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia uma operação militar para retirar cerca de 450 kg de urânio enriquecido do Irã, segundo o jornal The Wall Street Journal. A missão seria complexa e arriscada, envolvendo possível incursão terrestre por vários dias. A hesitação do presidente estaria ligada ao risco para as tropas, mas a ação é vista como uma forma de impedir o avanço do programa nuclear iraniano. Diplomatas de Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia se reuniram em Islamabad para discutir formas de encerrar a guerra no Irã. O governo paquistanês atua como mediador no conflito, promovendo diálogos e reuniões bilaterais entre chanceleres. Apesar da ausência de representantes dos Estados Unidos, do Irã e de Israel, o encontro busca avançar em soluções diplomáticas para a crise. Levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual aponta forte polarização na disputa presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 46% no segundo turno, além de também registrarem empate técnico em cenários de primeiro turno. Uma pesquisa aponta sinais de fragilidade na base do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O movimento “Make America Healthy Again” (MAHA), importante na eleição de 2024, apresenta queda de coesão e entusiasmo. Segundo o levantamento, 52% dos americanos avaliam que o governo não cumpriu as promessas ligadas ao grupo, enquanto 41% dos eleitores de Trump compartilham dessa percepção. Entre os próprios apoiadores do movimento, 47% demonstram frustração, indicando possíveis impactos na disputa de 2026. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (25): Cláudio Castro reagiu logo após a derrota no Tribunal Superior Eleitoral e prometeu recorrer da decisão que o tornou inelegível. Já o ex-prefeito Eduardo Paes, que é o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro e rival político do ex-governador, disse que o resultado do julgamento serve de alerta ao eleitores. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações para acabar com a guerra estão em andamento. O governo norte-americano enviou ao Irã um plano com 15 pontos para encerrar o conflito, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz. O novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã foi nomeado, substituindo Ali Larijani, que foi morto em um ataque na semana passada. Mohammad Zolghadr assumiu o cargo, também segue uma linha dura e acredita na expansão da Revolução Islâmica no financiamento dos grupos terroristas iranianos espalhados pelo Oriente Médio. O Senado aprovou um projeto de lei que equipara misoginia ao racismo. A proposta prevê penas maiores aos crimes de ódio contra as mulheres, com um a três anos de prisão e multa. Em caso de injúria ou ofensa à honra, pode gerar de dois a cinco anos de prisão. O crime é inafiançável e não prescreve. O Supremo Tribunal Federal retoma nesta quarta-feira (25) o julgamento sobre os penduricalhos de servidores públicos. A expectativa é que os ministros comecem a votar e analisar as regras de Flávio Dino e Gilmar Mendes. A repórter Danúbia Braga informa que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrará em vigor de forma provisória a partir do dia 1º de maio. A decisão foi confirmada após o governo brasileiro notificar oficialmente a Comissão Europeia sobre a conclusão de seus trâmites internos de ratificação, com o Congresso Nacional promulgando o texto na última semana. O estado de Minas Gerais registrou 32 casos de feminicídio no começo deste ano, segundo dados do Ministério da Justiça. Esse número representa uma alta de 33% em relação ao mesmo período do ano passado. Um grupo formado por 22 países da Otan, além de aliados do Oriente Médio, Ásia e Oceania, articula uma iniciativa para garantir a reabertura da mais importante rota de navegação para o transporte de petróleo do mundo. O repórter Luca Bassani explica que a Europa já sente os fortes impactos econômicos da obstrução, especialmente nos mercados de óleo e gás. O Jornal da Manhã destaca a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de suspender a análise sobre a atuação do Banco Central (BC) no processo de liquidação do Banco Master. O repórter Igor Damasceno explicou que a suspensão, determinada pelo ministro relator Jhonatan de Jesus, valerá até que outras investigações sensíveis sobre a instituição financeira sejam concluídas pela Polícia Federal. O TCU chegou a solicitar acesso aos inquéritos sigilosos, mas os dados não devem ser compartilhados neste momento. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Em um discurso transmitido pela televisão, o porta-voz do Exército do Irã rejeitou a proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo. Após a declaração, o país persa voltou a fazer ataques no Oriente Médio. Novas explosões foram registradas no Kuwait, na Arábia Saudita e em Israel, onde nove pessoas ficaram feridas. As forças iranianas também afirmaram ter atacado um porta-aviões americano, mas os Estados Unidos não confirmaram a informação. E ainda: MP recorre contra liberdade de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel.
Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tomaram medidas para entrar no conflito.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (20): Chanceleres de 12 países árabes e islâmicos se reuniram em Riad para condenar os ataques retaliatórios do Irã contra alvos na região, classificando as ações como violação da soberania. Na declaração conjunta, nações como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos exigiram o fim imediato das agressões, que atingiram bases energéticas e infraestrutura após ofensivas envolvendo Estados Unidos e Israel. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Senado e o senador Carlos Viana apresentem esclarecimentos em até cinco dias sobre suspeitas de irregularidades no repasse de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares. Os recursos teriam sido destinados a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha, com sede em Belo Horizonte. A federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade acionou o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil. Os parlamentares foram condenados por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal por desvio de emendas parlamentares. O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel na madrugada desta sexta-feira (20), segundo a mídia estatal iraniana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende enviar tropas ao Oriente Médio em meio à escalada de tensões com o Irã. Durante o mesmo período, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou acreditar que apenas Trump pode alcançar a paz global, durante encontro na Casa Branca. A CPMI do INSS aprovou a realização de audiências para ouvir o atual presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto. Como se tratam de convites, e não convocações, ambos não são obrigados a comparecer à comissão. As datas das oitivas ainda não foram definidas. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça estadual Raimunda Veras Magalhães, mãe do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega e ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ela e outras 18 pessoas foram denunciadas por integrarem um esquema de lavagem de dinheiro ligado a Adriano da Nóbrega. Uma nova pesquisa divulgada nos Estados Unidos reposiciona o debate político em Washington e levanta um alerta claro para a Casa Branca: até a Flórida, um dos principais pilares eleitorais de Donald Trump, já não oferece a mesma margem de segurança de antes. O levantamento mais recente da Florida Atlantic University em parceria com a Mainstreet Research mostra um cenário de empate técnico. Trump aparece com 48% de aprovação contra 49% de desaprovação no estado. Uma diferença dentro da margem de erro, mas politicamente relevante. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (19): O Irã lançou ataques com mísseis e drones contra o setor energético do Catar, atingindo um dos principais polos de gás natural liquefeito operados pela QatarEnergy. A ofensiva provocou incêndios e danos em instalações estratégicas no Golfo Pérsico, além de aumentar o risco para infraestruturas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia enviar milhares de militares e considera uma operação com tropas terrestres no Oriente Médio, em meio a uma possível nova fase do conflito com o Irã. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelos ataques ao Irã e pelo impacto global nos preços do petróleo. Segundo Lula, a escalada do conflito elevou o valor do barril e pressionou o custo do diesel no Brasil. O governo adotou medidas como a suspensão de tributos, mas o presidente também apontou a atuação de agentes que estariam se aproveitando da crise para elevar preços, inclusive no etanol. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou a votação da PEC que prevê o fim da aposentadoria compulsória como punição para magistrados, militares e membros do Ministério Público. O adiamento ocorreu após pedido de vista do senador Sergio Moro, o que suspende temporariamente a análise da proposta. O governo de Javier Milei pode enviar tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos em um eventual conflito com o Irã caso o governo Trump solicite. Foi o que afirmou o porta-voz da presidência, Javier Lanari, ao jornal El Mundo nesta quarta-feira (18). Caminhoneiros da Baixada Santista discutem a possibilidade de uma greve nacional, com assembleias marcadas para esta quinta-feira (19). A mobilização é motivada pela alta no preço do diesel e pela insatisfação com medidas do governo federal. O Ministério de Minas e Energia (MME) listou 62 cidades do Brasil como prioritárias para fiscalização por suspeita de aumento abusivo no preço do diesel. A medida faz parte de um esforço do governo para identificar distorções no mercado de combustíveis e proteger consumidores diante da alta recente nos preços. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, afirmou que não pretende renunciar nem se licenciar do cargo, mesmo diante de pressões relacionadas a investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o magistrado, não houve irregularidades em sua atuação. O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, afirmou que o escândalo investigado é “muito maior do que imaginamos” e defendeu a prorrogação dos trabalhos da comissão. Segundo o senador, novas revelações podem ampliar o alcance das apurações sobre irregularidades envolvendo benefícios no Instituto Nacional do Seguro Social. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, em entrevista à Jovem Pan, que o anúncio da chapa da esquerda para o governo de São Paulo deve ocorrer nesta quinta-feira (19), com Fernando Haddad como candidato. Alckmin também comentou a possível greve de caminhoneiros, impulsionada pela alta no preço dos combustíveis. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Na medida em que o conflito no Oriente Médio se estende, desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, aumentam também as preocupações sobre o impacto ambiental da guerra. As instalações de petróleo no Golfo têm sido um dos alvos prioritários de bombardeios, gerando uma chuva tóxica com efeitos ainda inestimáveis na região. Lúcia Müzell, da RFI em Paris As “chuvas ácidas” ocorridas após a explosão de milhares de toneladas de óleo levaram a ONU a emitir um alerta sobre os riscos à saúde dos iranianos. Os poluentes como enxofre e compostos de nitrogênio, liberados na explosão, se dispersam na atmosfera. Quando entram em contato com as partículas de água presentes no ar, esses químicos se transformam em ácidos tóxicos, como o sulfúrico e o nítrico. As precipitações levam os poluentes de volta para o solo e a água, causando danos prolongados à agricultura e à qualidade da água. Jacky Bonnemains, diretor da organização ecologista francesa Robin des Bois, lembra que o Golfo Pérsico é um mar quase fechado, particularmente vulnerável à contaminação por vazamentos de petróleo e restos de navios militares ou petroleiros atacados. Biodiversidade em risco “As atividades dos pescadores artesanais, que são milhares na região e contribuem para a segurança alimentar de todos os países litorâneos, quaisquer que sejam os beligerantes, estarão condenadas por muito tempo”, comentou. “A biodiversidade, da qual tanto se fala em tempos de paz e tão pouco em tempos de guerra, também será prejudicada a longo prazo. São tartarugas marinhas, dugongos, baleias-jubarte, cachalotes, peixes, pepinos-do-mar. É uma verdadeira catástrofe ambiental e sanitária.” No total, mais de 2.000 espécies marinhas vivem nessas águas quentes, às quais se somam 100 espécies de corais. Além disso, os manguezais e os prados marinhos da região são zonas de reprodução para peixes e crustáceos. As aves marinhas também são ameaçadas: o óleo destrói a impermeabilidade de suas penas, provocando hipotermia e afogamentos. A migração delas também pode ser perturbada pelo ruído das explosões e pelas colunas de fumaça tóxica. Poluição abala acesso já restrito à água Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita – as consequências serão sentidas muito além do Irã, embora o país seja o mais diretamente atingido, explica Doug Weir, diretor da ONG britânica Observatório de Conflitos e Meio Ambiente (CEOBS). A entidade já identificou cerca de 300 incidentes envolvendo riscos ambientais desde o início da guerra. “O Irã enfrenta uma seca prolongada há muitos anos. Já sofre forte estresse hídrico, portanto qualquer poluição adicional nos aquíferos e nos recursos hídricos iranianos é particularmente problemática, porque eles já são escassos”, ressaltou. “Outro ponto: grandes derramamentos de petróleo no Golfo Pérsico podem afetar as usinas de dessalinização de água — e cerca de 100 milhões de pessoas ao redor do Golfo dependem dessas usinas.” As dezenas de navios bloqueados na região, carregando cerca de 21 bilhões de litros de petróleo, constituem uma "bomba-relógio ecológica" alertou a organização Greenpeace. Balanço ambiental esquecido Nos bombardeios mais recentes, Washington visa a ilha de Kharg, terminal que concentra 90% das exportações de petróleo bruto iraniano. As infraestruturas foram preservadas até o momento, mas o cenário pode mudar de acordo com o andamento do conflito. “Fala-se muito do balanço econômico desta guerra, e muito pouco do balanço humano, que não conhecemos. Mas o despertar após o choque petrolífero será bastante violento, em relação às consequências ambientais”, insistiu Bonnemains. “Com o passar do tempo, não haverá nem vencedor, nem vencido: haverá apenas vítimas da poluição.” A gestão desses danos é outro ponto de preocupação. A história mostra que, ao final de conflitos armados, a descontaminação das áreas atingidas fica longe do topo das prioridades. “O que vemos na maioria das áreas afetadas por conflitos é que o dano ambiental muitas vezes não é tratado posteriormente. A recuperação ambiental é cara, e países que estão saindo de um conflito têm menos capacidade de proteger o meio ambiente”, observou Doug Weir. “São necessários recursos e assistência técnica da comunidade internacional, o que nem sempre acontece. E, no caso do Irã, embora o país tenha enorme capacidade e expertise em questões ambientais, também possui um governo muito fechado e centralizado, que pode não ser particularmente transparente sobre a necessidade de limpar o ambiente ao redor desses locais”, frisou.
A atual guerra no Irã pode ajudar a adiantar algo que já estava no horizonte da região: uma nova dinâmica que depende menos do país persa.Neste vídeo, eu mostro por que a região talvez esteja entrando em uma nova fase, menos definida pelo protagonismo iraniano e mais marcada pela disputa entre dois blocos emergentes: uma coalizão abraâmica, centrada em Israel e Emirados Árabes Unidos, e uma coalizão islâmica, liderada por Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Catar.A grande questão já não é apenas o que o Irã ainda consegue fazer, mas como os parceiros e rivais dos Estados Unidos estão se reorganizando entre si, disputando influência, rotas estratégicas, guerras por procuração e o futuro da ordem regional.
Vamos até ao Médio Oriente conhecer três histórias de vida nesta região: a Alexandra Benedito, que vive na Arábia Saudita, a Rute de Paula, no Qatar, e a Tânea Tavares, no Dubai.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Vamos até ao Médio Oriente conhecer três histórias de vida nesta região: a Alexandra Benedito, que vive na Arábia Saudita, a Rute de Paula, no Qatar, e a Tânea Tavares, no Dubai.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidado: José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados, foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se concentra numa área estratégica para o abastecimento global de energia. O Oriente Médio reúne algumas das maiores reservas de petróleo do planeta – o Irã tem a terceira maior, e a Arábia Saudita, a segunda – e concentra importantes instalações de produção e refino. Toda essa produção precisa atravessar o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, para abastecer os setores produtivos dos quatro cantos do mundo. Cerca de 20% do volume total de petróleo comercializado passa por esse corredor, que foi fechado pelo governo iraniano. Um cenário que pode se agravar caso a ameaça do general da Guarda Revolucionária iraniana, Ebrahim Jabari, se concretize: caso os bombardeios de Estados Unidos e Israel continuem, irá atacar “todos os centros econômicos” do Oriente Médio. Para explicar como o fechamento do Estreito de Ormuz abre um efeito cascata na economia global, Natuza Nery conversa com José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados. Ele, que foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, comenta também os impactos da guerra na produção e distribuição de gás natural e fertilizantes, e como isso repercute nas economias de Brasil e Estados Unidos, inclusive com possível alta no preço dos alimentos.
No vídeo de hoje, analisamos o início da guerra entre Israel, EUA e Irã e seus impactos imediatos nos mercados. O Estreito de Ormuz está efetivamente bloqueado, paralisando o trânsito de navios que transportam 31% do petróleo bruto e 34% dos fertilizantes mundiais. Essa interrupção já elevou o petróleo Brent para 85 dólares e o gás natural na Europa disparou 50% em um único dia. Infraestruturas no Catar e Arábia Saudita foram atacadas, forçando a interrupção da produção de GNL e ureia. Nos mercados, o S&P 500 caiu 2% e o Ibovespa recuou mais de 6% em dólares, enquanto investidores buscam liquidez no dólar, abandonando ouro e Bitcoin. Politicamente, Trump enfrenta resistência, com apenas 25% de apoio aos ataques e uma comunicação confusa sobre os objetivos da guerra.
Convidado: Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Pelo terceiro dia seguido, Estados Unidos e Israel atacam alvos diversos no Irã – e anunciam que mais tropas e mais caças estão a postos para entrar em ação. A retaliação iraniana também segue seu curso: mísseis e drones atingiram o território israelense e a infraestrutura de países que têm bases militares americanas, como a Arábia Saudita. No Líbano, o grupo extremista Hezbollah, aliado do regime iraniano, abriu um novo front de guerra. E o mapa do Oriente Médio tem cada vez mais alvos de todos os lados. No governo dos Estados Unidos, o secretário da Guerra fala em objetivos de curto prazo, mas Donald Trump já projeta pelo menos cinco semanas de ofensiva e diz que levará “o tempo que for necessário”. Já em Teerã, o regime dos aiatolás ainda lamenta da morte de seu líder supremo, Ali Khamenei, que governou o país por quase quatro décadas, enquanto se reorganiza para definir seu sucessor. Para explicar os arcos de aliança que estão formados no Oriente Médio e o processo de sucessão de Khamenei no Irã, Natuza Nery entrevista Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Kalout avalia os riscos de uma escalada militar ainda mais perigosa na região, inclusive em relação ao uso de armas nucleares. E analisa as consequências da escolha do novo líder supremo do regime: se será mais ou menos aberto ao Ocidente. “Um cenário muito mais obscuro”, resume.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (03): O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (02) que a guerra foi planejada para durar “quatro ou cinco semanas”, mas destacou que os Estados Unidos estão preparados para sustentar os ataques por mais tempo, caso necessário. Na mesma noite, o governo americano emitiu um alerta recomendando que cidadãos deixem 14 países do Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita, Egito e Líbano. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o país não iniciou a guerra, mas que pretende encerrá-la sob a liderança do presidente Donald Trump. Em declaração pública, ele classificou o Irã como uma ameaça direta à segurança americana. O Exército de Israel informou nesta segunda-feira (02) ter matado um comandante da Jihad Islâmica Palestina no Líbano. Segundo as Forças de Defesa de Israel, Abu Hamza Rami ocupava há anos um dos principais postos do grupo e teria sido responsável por centenas de ataques contra o território israelense. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (02) que está analisando o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo de São Paulo. Antes de participar de uma aula magna na Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo, ele reiterou que não pretendia ser candidato, mas admitiu que pode reconsiderar após conversa com Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta segunda-feira (02) o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, Bolsonaro segue cumprindo pena em regime fechado na Papudinha, em Brasília. Quais são os efeitos da guerra sobre a economia mundial? Para analisar o cenário, a Jovem Pan entrevista Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento. Segundo ele, a escalada do conflito pode redesenhar a geopolítica global, pressionar cadeias produtivas, elevar preços de energia e aumentar a volatilidade nos mercados financeiros. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país “não está onde gostaria” em relação à quantidade de armamentos de ponta disponíveis. Apesar disso, destacou que os EUA possuem estoques “praticamente ilimitados” de armas de médio e médio-alto alcance, garantindo capacidade de sustentação em um eventual conflito prolongado. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga um estupro coletivo ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, na zona Sul da capital fluminense. De acordo com o inquérito conduzido pela 12ª Delegacia de Polícia, a vítima, uma adolescente de 17 anos, teria sido atraída ao local em uma emboscada articulada pelo ex-namorado. Quatro jovens foram indiciados e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, enquanto outro adolescente tem a conduta apurada pela Vara da Infância e da Adolescência. A polícia segue em busca dos suspeitos. Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno em três cenários estimulados para a Presidência da República. Em todas as simulações, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar. No eventual segundo turno entre os dois, o levantamento aponta empate técnico dentro da margem de erro. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Embaixadas dos EUA na Arábia Saudita e no Kuwait são atingidas por drones. Donald Trump afirma que guerra pode durar cinco semanas e projeta vitória fácil. Irã diz que não vai negociar e está pronto para guerra longa.
A capacidade de retaliação do regime iraniano, mais do que fazer mossa nos atacantes, põe em causa a imagem das petromonarquias, como a Arábia Saudita, o Dubai ou os Emirados que se apresentam ao mundo como territórios de paz, com fortes praças financeiras, plataformas para a indústria de aviação e para o turismo. À procura de perceber com que linhas se cose o futuro, partimos para a conversa com o comentador da SIC Rui Cardoso.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (01): O governo do Irã confirmou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A morte ocorreu durante ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a notícia em suas redes sociais, destacando que o aiatolá não conseguiu escapar da inteligência norte-americana e israelense. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que o Irã sofrerá uma retaliação com força nunca antes vista caso decida atacar alvos americanos ou israelenses. A ameaça ocorre após múltiplos ataques iranianos atingirem nações aliadas no Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além de cidades em Israel, incluindo Tel Aviv. A crise no Oriente Médio deve se arrastar por mais tempo após as recentes ofensivas, segundo a análise do professor de relações internacionais Vinícius Rodrigues Vieira. Ele avalia que a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei não derruba automaticamente a República Islâmica, pois o regime possui uma estrutura de poder complexa e não é baseado no personalismo de uma única figura O governo do Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o conselho de liderança interino do país após a morte do líder supremo Ali Khamenei. A rápida movimentação do regime busca evitar um vácuo de poder e demonstrar estabilidade institucional enquanto não há a escolha de um sucessor definitivo. O conselho responsável pela escolha do novo aiatolá, a Assembleia dos Peritos, é formado por 88 clérigos xiitas. O exército do Irã anunciou uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Oriente Médio. A ofensiva militar é uma resposta direta do país após o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o correspondente Luca Bassani, mísseis lançados pelo regime de Teerã foram interceptados próximos à base militar de Erbil, situada no norte do Iraque. Os principais membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), incluindo nações aliadas como Rússia e Arábia Saudita, realizam uma reunião de emergência para discutir os reflexos econômicos dos recentes ataques ao Irã. A grande preocupação do mercado internacional é a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica responsável pelo escoamento de cerca de 25% de todo o petróleo mundial. O conflito armado no Oriente Médio ganha novos contornos com a retaliação do Irã contra bases militares. O mestre em segurança pública e especialista em ciência política, Rodolfo Laterza, avalia que a operação conjunta entre Estados Unidos e Israel teve um caráter cirúrgico e de choque, mas esbarrou na rápida resposta balística iraniana. O exército de Israel realizou uma nova onda de bombardeios no Oriente Médio, destruindo caças da Força Aérea do Irã em uma ofensiva para diminuir a capacidade militar do país. Após os ataques, o governo iraniano confirmou a morte de quatro oficiais de alto escalão da segurança nacional, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária e o ministro da Defesa. O ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, analisou o histórico das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países. Segundo o diplomata, a parceria, que recentemente completou 120 anos, é considerada correta e sem grandes problemas. Gradilone destacou que as exportações do agronegócio brasileiro para o mercado iraniano rendem bilhões em divisas para o Brasil todos os anos. Por outro lado, a balança comercial é bastante desigual, já que o volume de importações de produtos do Irã é pequeno, concentrando-se basicamente em itens como ureia e pistache. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Essa semana viajamos pelo espaço-tempo caçando criminosos em Romeo is a Dead Man e damos nosso sangue por Crisol: Theater of Idols. Nas notícias, o fechamento da Bluepoint, a aposentadoria de Phil Spencer, rumores de um novo Nier, o relançamento peculiar de Pokémon FireRed e LeafGreen e mais! Comece seu dia com a INSIDER #insiderstore Nosso cupom: JOGABILIDADE 00:09:55: Playstation fechou a Bluepoint 00:26:08: Phil Spencer deixa o cargo de CEO do Xbox 00:57:49: Pokémon FireRed e LeafGreen serão relançados em breve 01:10:19: Novo Nier está em desenvolvimento? 01:15:04: Yoko Taro irá escrever o novo anime de Evangelion 01:21:20: EVO agora é da Arábia Saudita 01:30:47: Novo Virtual Boy do Nintendo Switch 01:35:42: Romeo Is a Dead Man 01:57:43: Crisol: Theater of Idols 02:30:06: Perguntas dos ouvintes Contribua | Twitter | YouTube | Twitch | Contato
Guiné-Bissau: Conselho Nacional de Transição insurge-se contra os críticos do golpe de Estado no país. O que é preciso para reanimar o Sistema Nacional de Saúde moçambicano? Somália e Arábia Saudita reforçam cooperação militar.
Fa fred: l'Angelines es treu els pits de velcro i parlem amb la Mònica Usart (successos independents). Donald Trump ja té Maduro i ara vol Groenlàndia: en Jep Cabestany, content que toquem el seu tema. El Barça repesca Joao Cancelo i se'n va a l'Aràbia Saudita: connectem amb la Marta Ramon.