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M80 - Linha de Passe
Venezuelana de 75 anos emocionada ao encontrar o cromo do seu jogador preferido: Bruno Fernandes!

M80 - Linha de Passe

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 7:30


De Cabo Verde a Espanha, passando por Uruguai e Arábia Saudita: o outro olhar do Grupo H.

Convidado
O que representa uma retoma de ataques entre Israel e o Irão?

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 13:40


Israel e Irão retomaram, por algumas horas, os ataques directos pela primeira vez desde o frágil cessar-fogo assinado há dois meses. Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, ambas as partes informaram que suspenderam as operações, depois de Donald Trump ter exortado as partes a fazerem-no. É que a retoma dos ataques pode comprometer as negociações entre Estados Unidos e o Irão e mostram “posições cada vez mais divergentes” entre os Estados Unidos e Israel, explica a investigadora Maria Ferreira. A nossa convidada de hoje não antevê o fim do conflito no Médio Oriente a curto prazo porque, para já, Israel e Irão não têm vantagens em negociar e apenas Donald Trump está a jogar “a sua própria sobrevivência política interna” e “não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel”. Esta segunda-feira, Israel confirmou ter atacado um complexo petroquímico e alvos militares no Irão, enquanto Teerão disse ter retaliado, atacando uma instalação petroquímica israelita e duas bases aéreas em Israel. As forças israelitas também anunciaram o lançamento pelos hutis de um míssil a partir do Iémen contra Israel, que foi interceptado. O fogo cruzado recomeçou na noite de domingo com um ataque iraniano contra território israelita, em retaliação ao bombardeamento de Israel ao Líbano horas antes. Estes ataques diminuem ainda mais a perspectiva de um possível acordo para pôr fim à guerra que começou a 28 de Fevereiro com ataques aéreos israelitas e americanos ao Irão.  Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, o exército iraniano disse ter terminado a vaga de ataques e ameaçou retomar se Israel continuar a bombardear o Líbano. Por seu lado, a Reuters avança que Israel também decidiu parar esta série de ataques contra o Irão. Um pouco antes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, exortou o Irão e Israel a cessarem as ofensivas. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora portuguesa do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. RFI: O que representa esta retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão? Maria Ferreira, Investigadora: “Penso que representa o facto de os Estados Unidos e Israel, que desenvolveram em conjunto esta ofensiva, terem objectivos de política externa para o conflito completamente diferentes. Desde o primeiro dia de ofensiva que Israel disse explicitamente que a sua questão com o Irão era uma questão existencial, portanto, Israel compreende o Irão como uma ameaça existencial, enquanto para os Estados Unidos a questão seria relativa ao enriquecimento de urânio, à eventual posse de armas nucleares, que é algo que pode ser gerido através de uma negociação diplomática, tal como aconteceu durante a administração de Barack Obama. Para Israel, a questão não é o enriquecimento de urânio, não é a eventual posse de armas nucleares por parte do Irão. Israel representa o Irão como uma ameaça existencial e, portanto, uma ameaça existencial só é dirimida através da eliminação do regime iraniano. Mas essa eliminação do regime iraniano só pode acontecer através de uma incursão terrestre que é muito difícil de ser executada. Temos dois aliados com objectivos distintos numa guerra e o Irão está a tentar, através de uma resiliência militar e civil notável, aproveitar as diferenças de objectivos que existem entre os Estados Unidos e Israel.” Donald Trump disse “Quem decide sou eu, não ele” em referência a Benjamin Netanyahu e já não esconde o desacordo, tendo-se mostrado muito insatisfeito com a ofensiva israelita no Líbano. Que leitura faz desta declaração de Trump em relação a Netanyahu? É só mais uma declaração ou tem peso? “Tem muito peso, sobretudo quando nós lemos estas declarações à luz da divulgação de um relatório recentemente da própria ‘intelligence' norte-americana que denuncia actividades de espionagem da 'intelligence' israelita sobre os próprios Estados Unidos. Portanto, a ‘intelligence' israelita estaria a tentar penetrar nos mecanismos de decisão norte-americanos, tentando averiguar quais serão os próximos passos da administração Trump para a questão no Irão. Estas actividades de ‘intelligence' subversivas não fazem parte de nenhum acordo de troca de informações, estamos a falar de actividades subversivas de captura de informação secreta que estariam, segundo este relatório, a preocupar seriamente o Pentágono. Isto denuncia uma cisão eventual, não só em relação aos objectivos que os dois Estados têm para o conflito, mas denuncia a existência de uma fractura entre as ‘intelligences' e os aparelhos militares dos dois Estados.” Esta fractura também é uma fractura política? Como é que esta cisão se pode materializar no terreno? “É profundamente política. Ainda ontem Donald Trump deu a entender que a linguagem da guerra no Médio Oriente é distinta da linguagem da guerra no Ocidente, quando argumentou que aquilo que nós, no Ocidente, entendemos por cessar-fogo é diferente do que Israel e Irão entendem por cessar-fogo. É claro que este argumento é uma tentativa de mascarar, no fundo, a incapacidade norte-americana de controlar o seu principal aliado no Médio Oriente, que é Israel, e mesmo de revitalizar aquela que era uma das grandes conquistas de anos e que são os acordos de Abraão. Note-se que Donald Trump admitiu que não tinha conhecimento sequer dos ataques a Beirute. Esta cisão vai ter consequências políticas porque, enquanto os Estados Unidos estão a tentar gerir o conflito através de vias diplomáticas - porque não têm mais opções militares para apresentar em relação à questão do Irão, já que puseram de lado a possibilidade de uma incursão militar terrestre - Israel persiste na sua tentativa de conquistar território. Quem conhece a geografia do Médio Oriente sabe a importância que o Líbano tem para a percepção da ameaça em Israel e, portanto, para o regime de Netanyahu o controlo dos 'proxies' do Irão é muito importante. Para o Irão, o controlo dos seus 'proxies', que são braços armados fora do seu próprio território, também é muito importante. Aquilo que nós temos aqui são três ‘players', dois dos quais estão em posições cada vez mais divergentes, o que está claramente a complicar a solução para o conflito. Solução essa que Donald Trump está a desejar que aconteça para a sua própria sobrevivência política interna. Nós sabemos aquilo que aconteceu na semana passada no Congresso, quando os próprios senadores republicanos já mostram grandes dissensões em relação à presença militar dos Estados Unidos no Irão.” Até que ponto é que a retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão vai afectar as negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irão? Elas estão definitivamente comprometidas? “Eu penso que sim, porque enquanto os Estados Unidos não conseguirem retomar o seu controlo sobre as actividades de Israel - e isso não parece fácil, dado que neste momento existe até uma própria desconfiança sobre eventuais actividades subversivas de Israel em território norte- americano - enquanto isso não acontecer, nós não teremos condições para haver uma negociação séria porque não há vontade de Israel de encetar uma negociação com o Irão. E o Irão também ainda não está num ponto de tal fragilidade que precise necessariamente de entrar em negociações, quer com os Estados Unidos, quer com Israel porque o Irão percebeu que controla algo fundamental, que é a percepção da ameaça sobre o estreito de Ormuz e sobre a percepção da ameaça sobre o eventual desenvolvimento de uma crise económica com base no controlo do estreito de Ormuz. Isso dá-lhe uma vantagem estratégica e faz com que esta vontade negocial destas duas partes, Israel e Irão, seja praticamente inexistente. Nenhum deles tem, neste momento, interesse em negociar. Quem tem mais interesse em negociar? Quem está a entrar naquilo a que se chama um ‘break-even point' são os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos não têm controlo sobre os objectivos estratégicos de Israel, nem em relação ao Irão, nem em relação aos 'proxies' do Irão. E neste sentido, neste jogo, nem Israel nem o Irão têm neste momento qualquer tipo de incentivo externo para bloquearem o conflito ou para pararem as hostilidades, enveredarem por um verdadeiro cessar-fogo e começarem a negociar. E se não há vontade de negociar, se não há propensão para a negociação, é difícil que haja um acordo negocial sério ou duradouro.” Como é que vê o envolvimento dos hutis do Iémen nesta nova escalada? “Como disse há pouco, os os 'proxies' do Irão são fundamentais no seu esforço de guerra no contexto do Médio Oriente. E, portanto, quer o Hamas, quer o Hezbollah, quer os hutis, são formas de o Irão perpetuar a guerra na sua geografia próxima e de enfrentar os seus inimigos através de braços armados. Também perante a relativa aliança dos Estados Unidos com os restantes países do mundo árabe, é uma forma de demonstrar que o Irão, no seu esforço de guerra, não está isolado perante a força da superpotência que são os Estados Unidos e da grande potência regional que é Israel. É preciso olharmos para a geografia do Médio Oriente, para a sua geografia política, quer para a sua geografia religiosa, quer para a sua geografia energética, e perceber que, se os Estados Unidos foram ao longo de décadas construindo uma rede de alianças muito com base em incentivos económicos com o Qatar, a Arábia Saudita, o Irão também ao longo dos últimos 50 anos, foi construindo um regime de alianças com forças subversivas, com actores erráticos que agora utiliza no seu esforço de guerra. Portanto, é compreensível que estas forças, ainda que esporadicamente, venham ao encontro das necessidades de guerra definidas pelo próprio regime iraniano.” Nesse sentido, como é que vê os próximos tempos? O que será necessário para restaurar um cessar-fogo credível? “Eu penso que países como a Jordânia, a Arábia Saudita têm neste quadro um papel fundamental porque são países cuja economia depende absolutamente daquilo a que se chama a paz comercial ou a paz pelo comércio, dos fluxos de energia regulares, os fluxos de pessoas, nomeadamente fluxos turísticos, do comércio. A estes países do Médio Oriente este conflito não é de todo interessante e têm aqui uma palavra fundamental. Eu penso que isso foi bem lido por Donald Trump quando, no seu primeiro mandato, desenvolveu a lógica que está por trás dos acordos de Abraão. Estes países têm um papel fundamental na estabilização do Médio Oriente e mais do que o Paquistão, que se assumiu já como um potencial mediador, é a estes países que os Estados Unidos devem recorrer no sentido de criar uma base política estratégica pacífica no Médio Oriente.” Isso demoraria algum tempo, mas tendo em conta que temos as eleições intercalares em Novembro nos Estados Unidos, a curto prazo vamos ter o fim do conflito? “Penso que não. A não ser que algo mudasse em Israel que levasse a uma mudança fundamental de orientação estratégica, mas isso não está a acontecer. Aliás, o regime de direita radical de Netanyahu está a agir como os regimes populistas de direita extremista normalmente agem, ou seja, com um grande potencial para a expansão geográfica, com uma grande propensão para a escalada de conflitos, uma total desvinculação de instituições internacionais e uma muito fraca necessidade de contribuírem para bens públicos globais. Estes quatro traços de política externa são em parte partilhados pelos Estados Unidos. Simplesmente nos Estados Unidos, neste momento, Donald Trump não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel, nomeadamente no que toca à propensão para a escalada do conflito com o Irão. E é isso que, a meu ver, está a complicar e a complexificar qualquer tipo de processo negocial em relação à guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.”

Geografia em Meia Hora
Grupo H da Copa 2026 - Geopolítica em campo

Geografia em Meia Hora

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 86:42


Baixe o material deste episódio: https://forms.gle/WhCqamCYu7Lr8VLV7Seja bem-vindo ao Geopolítica em Campo, o podcast dedicado a analisar o mundo através das quatro linhas.Por aqui, geopolítica, história, cultura e atualidades são exploradas a fundo, revelando as relações de poder que movem o planeta.Se você deseja uma visão ainda mais aprofundada sobre a geopolítica mundial e assuntos da atualidade – seja você estudante, educador, professor ou entusiasta – considere apoiar o nosso trabalho. Nossos assinantes têm acesso a aulas e materiais exclusivos dentro do curso Geopolítica e Atualidades, um conteúdo riquíssimo e aprofundado.Acesse https://pay.hotmart.com/P104984502P?checkoutMode=10 e junte-se a nós!Neste episódio...A nossa equipe embarca na análise do Grupo H para desvendar as seleções: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde. Começamos abrindo o tabuleiro geopolítico espanhol, conectando a rica simbologia do brasão de armas da seleção com a história de seus antigos reinos e a força dos movimentos separatistas atuais na Catalunha, Galícia e País Basco. Você vai entender como as tensões regionais, a herança do franquismo e o debate sobre imigração moldam o futebol do país e transformam clássicos como Real Madrid e Barcelona em verdadeiros embates de nações. Além de analisar os destaques da Furia, como as joias Lamine Yamal, Nico Williams e o volante Rodri, cruzamos o Atlântico rumo à América do Sul para entender o Uruguai, a famosa "Ilha da Estabilidade" que combina uma sólida reputação política com a sua histórica potência nos gramados. Aperte os cintos e venha decolar com a gente!Bom episódio!

Notícia no Seu Tempo
Com Brasil dividido, Neymar é chamado aos 45 do 2º tempo

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later May 19, 2026 8:43


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (19/05/2026): A pergunta mais repetida no mundo do futebol nas últimas semanas foi respondida ontem: Neymar está na lista de 26 convocados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. “Neymar não precisava ser testado”, disse o treinador, após divulgar a lista. “Nesse último período ele jogou com continuidade, melhorou sua condição física, é um jogador importante para a Copa do mundo. Mas terá o mesmo papel e a mesma obrigação dos outros 25. Ele vai jogar se merecer jogar”. Além de Neymar, outro que não havia sido chamado antes por Ancelotti e vai à Copa é o goleiro Weverton, ex-Palmeiras e atualmente no Grêmio. O jogador de 38 anos superou a concorrência de Bento, do Al-Nassr, da Arábia Saudita, e de Hugo Souza, do Corinthians. Política: Oposição vê segurança pública como o ‘telhado de vidro’ do PT no Nordeste Economia: Bancada do agro articula mutirão para apressar votações na Câmara Metrópole: Apreensão de drogas cai na antiga Cracolândia e sobe no entorno Internacional: A menos de 6 meses de eleição, Trump tem desaprovação histórica nos EUASee omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
China: “Império do Meio” passou a “patamar superior” ao qual “todos batem à porta”

Convidado

Play Episode Listen Later May 19, 2026 11:39


Quatro dias depois de Donald Trump, Vladimir Putin chega esta terça-feira a Pequim, onde vai ser recebido, quarta-feira, pelo Presidente chinês Xi Jinping.  Os líderes chinês e russo já se trataram publicamente como “velhos amigos”, mas a Rússia está altamente dependente, a nível económico, da China, o primeiro comprador do petróleo russo sob sanções internacionais. Simbolicamente, as duas visitas com poucos dias de intervalo confirmam Pequim como estando num “patamar superior”, a quem “todos batem à porta”, considera José Palmeira, especialista em Relações Internacionais e com quem conversámos sobre o tema. Menos de uma semana depois de Donald Trump ter sido recebido com pompa e circunstância em Pequim, Vladimir Putin chega esta terça-feira à China para se encontrar com Xi Jinping, descrito como um “bom amigo de longa data”, e para reafirmar a robustez das relações sino-russas. Trump foi o primeiro Presidente americano a deslocar-se à China desde 2017, Vladimir Putin vai cumprir a 25.ª visita, de acordo com a diplomacia chinesa. No espaço de um ano, todos os líderes das grandes potências do planeta foram a Pequim, como os do Brasil, da Índia, do Canadá, da União Europeia, de França, da Alemanha, de Itália, do Reino Unido e de Espanha. Agora, a visita de Trump e de Putin, intercalada de apenas quatro dias, confirma o estatuto de Pequim como estando num “patamar superior”, a quem “todos batem à porta”, resume José Palmeira, director da licenciatura em Relações Internacionais da Universidade do Minho, em Portugal. No fundo, “a China considera-se a potência em ascensão e os Estados Unidos são vistos como uma potência em declínio”. Do outro lado, a China “tem beneficiado das importações de gás natural e de petróleo, num contexto em que a Federação Russa está a ser objecto de sanções”, deixando Moscovo altamente dependente, a nível económico deste que é o primeiro comprador das energias russas sob sanções internacionais. Por outro lado, Vladimir Putin leva na bagagem o dossier do gasoduto “Força da Sibéria 2” que, se for fechado, pode ligar a Rússia à China via Mongólia. Também em cima da mesa, de acordo com a presidência russa, está “a troca de opiniões sobre as grandes questões internacionais e regionais”. Pode a Rússia usar a sua influência para tentar travar a guerra na Ucrânia e desbloquear a situação no Estreito de Ormuz? Estas são algumas das questões sobre as quais falámos com o nosso convidado José Palmeira. RFI: O que está em jogo nesta visita de Vladimir Putin à China, apenas quatro dias depois de Xi Jinping ter recebido Donald Trump? José Palmeira, Director da Licenciatura em Relações Internacionais da Universidade do Minho: “Eu diria que em causa estão questões bilaterais, mas também globais. A China cada vez se assume mais como uma superpotência. A visita recente de Donald Trump evidenciou isso mesmo. A China e os Estados Unidos colocam-se no mesmo patamar em termos de poder global, com uma diferença: é que a China considera-se a potência em ascensão e os Estados Unidos são vistos como uma potência em declínio. A referência que XI Jinping fez a Tucídides simboliza isso mesmo. Relativamente à Federação Russa, é verdade que, nos últimos anos, houve uma aproximação muito significativa. Essa relação é nomeada como sendo uma parceria especial e, no ponto de vista bilateral, a China tem beneficiado sobretudo das importações de gás natural e de petróleo, num contexto em que a Federação Russa está a ser objecto de sanções e, portanto, precisa de ter alternativas para exportar hidrocarbonetos. Isso tem sido útil quer à Federação Russa quer à China, que está a fazer uma compra a preço muito mais reduzido do que aquele que seria o preço de mercado. Por outro lado, a China lida, neste momento, com uma Rússia debilitada em função da guerra que a Rússia está a desenvolver na Ucrânia, onde está a empregar muitos meios militares e onde está a ter muitas baixas. A situação económica da Federação Russa também é bastante difícil neste momento e a China pode ser um aliado importante para Moscovo, na medida em que, de um plano económico, lhe permite sair desse tal bloqueio.” De certa forma, Moscovo quer ter garantias quanto ao facto de que a Rússia ocupa ainda um lugar privilegiado com a China? “O que é que nós tínhamos até há pouco tempo? Tínhamos uma Rússia que é uma potência militar, mas que no plano económico tem ficado debilitada, e tínhamos uma China que era o contrário, que era uma potência económica, mas ainda não tinha capacidade militar, sobretudo no plano nuclear equiparado à Rússia (tem armas nucleares, é verdade, mas o número de ogivas da Federação Russa é muito superior). E o que é que estamos a assistir? Estamos a assistir que a China está também no plano militar a assumir-se como uma potência cada vez mais completa, enquanto a Federação Russa, no plano militar, está a ficar bastante debilitada com o conflito e como já não era uma potência económica no mesmo patamar, acaba por ficar numa situação de inferioridade. A China é conhecida como Império do Meio e, no fundo, está-se a assumir também como uma potência acima da Federação Russa e num patamar equivalente aos Estados Unidos. E, portanto, isto quer no plano interno para XI Jinping, quer no plano externo, coloca a China, de facto, como uma potência que nunca teve este esplendor. Isto para Pequim não deixa de ser uma excelente notícia.” Por que é que a China não usa da sua influência para tentar travar a guerra na Ucrânia? “Essa é uma dúvida de que não temos propriamente uma resposta objectiva. Podemos criar cenários. Será que à China lhe interessa uma Rússia debilitada para poder continuar a tirar partido, por exemplo, dos hidrocarbonetos russos a um preço muito inferior ao de mercado? Será que a Rússia, por seu turno, continuando este conflito desta forma, vai tentar junto da China alguma reabilitação via não só da China, mas também dos BRICS (porque são, no fundo, a única alternativa que Rússia tem)? É isto que é o isolamento que o Ocidente lhe tem vetado. É verdade que este isolamento é muitas vezes, de certa forma, diluído, porque Donald Trump quer ter uma relação com Putin e quer criar aqui um certo equilíbrio com o intuito de mediar o conflito na Ucrânia, mas não tem conseguido até agora alcançar esse objectivo. Pode ser que mais tarde seja a China a aparecer com uma chave para a solução do conflito. Aliás, esta ambiguidade da China mantém-se também em relação ao Médio Oriente. Embora tenha uma boa relação com o Irão, não tem tido um papel activo no Médio Oriente, mas já teve no passado: a China reatou as relações entre o Irão e a Arábia Saudita, por exemplo. Será que vai emergir também como um desbloqueador do conflito, até porque também está a ser afectada pelo bloqueio do estreito de Ormuz? Portanto, há aqui várias questões onde a China não tem sido assertiva. Eu diria que a única matéria onde a China foi assertiva foi em relação a Taiwan, onde na recente visita [de Donald Trump] vincou bem que é um assunto interno e que não admite que os Estados Unidos ou qualquer país interfira.” Fala-se na construção de um gasoduto que ligue a Rússia e a China, através da Mongólia. Seria uma alternativa à via marítima oriunda do Médio Oriente, da qual a China acaba por também estar dependente. O conflito no Irão poderá fazer com que as possibilidades deste gasoduto se concretizar sejam ainda maiores? “Eu diria que, apesar de tudo, a China é muito prudente, isto é, a China não quer ficar dependente da Federação Russa também em termos desse tipo de abastecimentos. Agora, pode ser que o gasoduto seja interessante porque, sobretudo em situações de crise, uma boa relação com a Rússia garante sempre essa alternativa. Mas, apesar de tudo, a política chinesa é uma política de diversificação. Isto é, a China tem várias alternativas em termos de abastecimento e, nesse sentido, para a China é muito positivo ter essa possibilidade. Em caso de crise no Médio Oriente, a Federação Russa dará garantias, mas a China nunca quererá, penso eu, ficar muito dependente do Kremlin. A China quer ter uma política autónoma em matéria de política económica, tecnológica e a diversificação é a sua principal estratégia. Agora, poderá haver avanços nessa iniciativa relativamente ao gasoduto porque pode ser uma alternativa positiva para Pequim.” Tanto a China como a Rússia acabariam por, de certa forma, ganhar com a guerra no Médio Oriente? “Eu diria que o enfraquecimento dos Estados Unidos interessa a Pequim e a Moscovo. Agora, há aqui um problema que afecta mais a China do que a Rússia. É que a China, apesar de tudo, depende bastante do preço de mercado dos combustíveis e, estando esses preços em alta, isso é uma má notícia para Pequim. Agora, é verdade também que a China é um actor global e, nesse sentido, se os outros países da economia global estiverem mal, isso vai afectar também as exportações chinesas e a China não quer isto. Portanto, no curto prazo, o conflito pode não afectar a China, mas no médio e longo prazo afecta também a China que vai querer que o conflito no Médio Oriente termine e que o Estreito de Ormuz deixe de estar bloqueado. Portanto, também fará alguma pressão no sentido de o Irão não prolongar este braço-de-ferro muito tempo. Interessa também à China que o Irão saia desta guerra não derrotado, na medida em que é um aliado importante. Aliás, a China tem um número de aliados cada vez maior na região, lá está, no âmbito da sua política de diversificar. A China quer ter compradores em todo o lado e, na sua perspectiva de importador de energia, quer também ter países que lhe vendam essa energia e de uma forma o mais diversificada possível.” Para terminarmos, ligando estas duas visitas em menos de uma semana de líderes de potências mundiais a uma outra potência mundial, qual é a principal conclusão que se tira da visita de Trump à China e qual é a principal expectativa desta visita de Putin? “A China coloca-se aqui num patamar superior em que é objecto do interesse das duas potências. Uma maior, é verdade, uma super que são os Estados Unidos e outra que é uma superpotência militar, mas não tanto económica, que é a Rússia. E com isso vê-se como o líder desejado, o líder ao qual todos batem à porta. No caso concreto da Rússia, aquilo que certamente Vladimir Putin pretenderá é receber apoio da China daqueles equipamentos que são de duplo uso, que são vendidos alegadamente com objectivos civis, mas podem ter utilização militar. No plano económico, naturalmente, interessa à Rússia continuar a escoar o seu petróleo e gás natural para a China e também alargar as relações em todos os domínios que poderão ser úteis. Por exemplo, neste momento não é só o bloqueio económico, também há um bloqueio cultural e um bloqueio desportivo e é muito interessante para toda a cultura russa, que é muito vasta, e para os grupos desportivos russos poderem desenvolver a sua as suas práticas no território chinês ou no espaço mais amplo dos BRICS. E nesse sentido, a China funciona como um pivô.” Em relação ao aos Estados Unidos, qual é que foi a conquista desta visita de Trump? Conseguiu o que queria? “Ainda não estamos muito esclarecidos sobre aquilo que Trump terá conseguido. A priori, não conseguiu grande coisa, isto é, conseguiu levar uma comitiva, sobretudo constituída por líderes de empresas tecnológicas, e ainda não está muito claro em que é que isso resultou, porque foram anunciadas a compra por Pequim de alguns Boeings, mas, de qualquer forma, esse número não é confirmado por ambas as partes, os tais 200. E é verdade que Donald Trump especulou que a visita correu muito bem e foi um sucesso, mas isso não está dado como garantido. Vamos ver se é possível ou não que a China exerça alguma influência relativamente ao conflito no Médio Oriente porque Donald Trump já mostrou que não quer voltar a atacar o Irão, quer é um acordo diplomático. Mas para isso é preciso cedências e até agora estas cedências ainda não foram alcançadas. Vamos ver se Pequim exerce alguma influência nesse sentido ou não.”

Noticiário Nacional
22h Arábia Saudita interceta 3 drones, já no seu território

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 17, 2026 10:08


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Café Europa
A Guerra Traduzida. EAU tentou convencer países do Golfo a entrar na guerra

Café Europa

Play Episode Listen Later May 15, 2026 4:37


A notícia é da Bloomberg. Os Emirados Árabes Unidos defendiam uma campanha conjunta, mas a Arábia Saudita terá recusado participar no conflito, o que depois terá potenciado a saída do país da OPEP.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Volta ao mundo em 180 segundos
14/05: Trump e Xi apostam em tom otimista após 1ª reunião bilateral | Turquia flexibiliza restrições comerciais contra a Armênia | Arábia Saudita faz primeiros ataques diretos contra o Irã

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later May 14, 2026 4:39


Donald Trump e Xi Jinping fizeram a primeira reunião bilateral em Pequim, como parte da visita de Estado de três dias do presidente americano à China. Os países concordaram em uma relação “construtiva e estrategicamente estável”, baseada em cooperação, competição controlada e diferenças administráveis. Tem também:- Turquia suspendeu algumas restrições alfandegárias à Armênia, depois de mais de 30 anos de fronteiras fechadas- Arábia Saudita teria usado caças F-15, um dos mais letais,para bombardear o Irã e o Iraque- Kuwait anuncia a prisão de quatro iranianos suspeitos de tentar se infiltrar no país para realizar “atos hostis”- Israel e Líbano têm uma nova rodada de negociações Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

Jorge Borges
Inteligência artificial na educação: panorama mundial e a posição de Portugal

Jorge Borges

Play Episode Listen Later May 14, 2026 17:30


A integração da inteligência artificial (IA) na educação deixou de ser uma aspiração futurista para se tornar uma prioridade política concreta em dezenas de países. A velocidade de adoção, contudo, é profundamente desigual: enquanto nações como os Emirados Árabes Unidos, a China ou a Arábia Saudita tornaram o ensino de IA obrigatório em todos os ciclos, outros países permanecem numa fase de orientação voluntária ou de construção de quadros regulatórios. Portugal encontra-se numa posição intermédia e em aceleração: o enquadramento estratégico está a ser definido com determinação, mas a implementação curricular efetiva no ensino básico e secundário ainda aguarda formalização.

A História do Dia
O divórcio que pode mudar o Médio Oriente

A História do Dia

Play Episode Listen Later May 11, 2026 17:06


Arábia Saudita e Emirados estão cada vez mais afastados. O que está a mudar no Golfo e que impacto pode ter? Análise com José Carlos Duarte.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Clube dos 52
A História do Dia. O divórcio que pode mudar o Médio Oriente

Clube dos 52

Play Episode Listen Later May 11, 2026 17:06


Arábia Saudita e Emirados estão cada vez mais afastados. O que está a mudar no Golfo e que impacto pode ter? Análise com José Carlos Duarte.See omnystudio.com/listener for privacy information.

F1Mania - Fórmula 1 e muito mais
Após cancelamentos, calendário de 2026 ainda pode mudar | EM PONTO #901

F1Mania - Fórmula 1 e muito mais

Play Episode Listen Later May 6, 2026 60:42


Neste episódio do Em Ponto, Carlos Garcia e Gabriel Gavinelli comentam sobre a situação da Ferrari, onde os pilotos não terminaram o GP de Miami muito felizes. No segundo bloco o assunto é o calendário da Fórmula 1, que ainda pode ser alterado para acomodar Bahrein e Arábia Saudita. E mais: Horner entra na mídia da Liberty, Despedida de Zanardi reúne multidão, Audiência do F1 Mania define destaques de Miami.

LINEE — Dentro lo Sport
Ma quindi l'Arabia Saudita sta smettendo di investire nello Sport? & le altre storie

LINEE — Dentro lo Sport

Play Episode Listen Later May 5, 2026 33:31


Episodio numero 154 Il fondo dell'Arabia Saudita PIF ha deciso di smettere di investire nel Liv Tour, il circuito di golf parallelo e antagonista dell'americano PGA Tour, simbolo delle ambizioni dei Sauditi nello sport. Una decisione arrivata da un momento all'altro, e che è stata motivata con la volontà di cambiare la tipologia di investimenti per concentrarsi su progetti più di lungo periodo e capaci di portare un maggior beneficio al paese. E quindi, è legittimo chiedersi: ma l'Arabia Saudita sta smettendo di investire nello sport? Negli ultimi 10 anni, dal calcio al tennis, passando per la boxe, l'MMA, il motorsport ecc i Sauditi hanno investito miliardi di dollari, cambiando molti rapporti di potere e entrando a gamba tesa nelle dinamiche dello sport mondiale. Ora tutto questo potrebbe cambiare, rimescolando nuovamente le carte. In questa puntata osserviamo come e quanto i Sauditi hanno investito nei vari sport in questi anni per capire come e se potrebbero cambiare le cose. E poi le altre storie: l'omaggio ad Alex Zanardi, i successi di Sinner, Antonelli e i primi verdetti dei vari campionati dello sport italiano, oltre alla decisione della FIFA sull'Iran ai mondiali e la storia del centenario più veloce del mondo. ----------------------------------------------------------------------------- Segui Linee anche su Instagram e TikTok! Questo è il sito ufficiale Questo il canale Youtube Il LINK per iscriverti alla newsletter è QUESTO  QUI il link al questionario per aiutare Linee a migliorare  Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

O Mundo Agora
Saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep tem efeitos geopolíticos

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later May 4, 2026 4:53


Na semana passada, enquanto o mundo se concentrava no Estreito de Ormuz, em Comey e no possível encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, os Emirados Árabes Unidos anunciaram, numa nota de imprensa, a saída da Opep, encerrando 58 anos de associação em três parágrafos, com vigência em 1º de maio. Thiago de Aragão, analista político A cobertura foi modesta. As agências noticiaram, os analistas escreveram seus relatórios, e em 48 horas o assunto saiu da circulação. E é essa indiferença que me interessa, porque o que ocorreu em Abu Dhabi não é uma disputa de cotas, mas algo mais profundo, e que diz respeito também a nós, brasileiros, que vendemos minério, soja e estamos quase vendendo terras raras a um mundo cuja arquitetura energética acabou de mudar. Os economistas estão certos quando dizem que os Emirados saíram porque as cotas da Opep não cabiam mais na ambição da ADNOC, a estatal petrolífera de Abu Dhabi. Os números são públicos: a capacidade instalada do país é de 4,85 milhões de barris por dia, mas a Opep autorizava cerca de 3,6 milhões. Trinta por cento de capacidade ociosa, paga e disponível, gera frustração a cada trimestre, e a meta da ADNOC de chegar a 5 milhões de barris por dia até 2027 simplesmente não cabe num cartel desenhado em torno das exigências fiscais de Riad. Durante mais de uma década, Riad e Abu Dhabi foram tratados como sinônimos no vocabulário das chancelarias ocidentais. Os "monarquistas pragmáticos do Golfo", a "dupla MBS-MBZ", numa simplificação conveniente para diplomatas que não tinham tempo para entender as diferenças entre dois países que, na superfície, faziam coisas parecidas. Essa simplificação morreu em 29 de dezembro do ano passado, quando aviões sauditas bombardearam, em Mukalla, um carregamento de armas com destino a separatistas iemenitas apoiados pelos Emirados. Foi a primeira vez na história recente que dois aliados nominais do Golfo se atacaram militarmente. A imprensa cobriu o caso como mais um capítulo da guerra do Iêmen, mas os emiratis entenderam outra coisa: entenderam que aquele vizinho com quem haviam dividido Opep, Conselho de Cooperação do Golfo, política externa e foto oficial nas cúpulas por 30 anos estava disposto a usar a força aérea contra eles. Some-se a isso o seguinte: durante a guerra do Irã, mísseis iranianos caíram em território emirati e Riad ficou em silêncio. Para Abu Dhabi, foi a confirmação de que o guarda-chuva de segurança do Golfo, supostamente coletivo, era na prática uma cortesia que cada um cobrava do outro quando bem entendesse. Divórcio anunciado Sair da Opep, neste contexto, não é decisão econômica. É um divórcio anunciado em comunicado: os Emirados estão dizendo, com a elegância protocolar do Golfo, que não se sentem mais obrigados a coordenar política de preços com um país que os bombardeou. Há um detalhe que merece atenção. Os Emirados não saíram da Opep numa hora qualquer. Saíram exatamente no momento em que a administração Trump vem afirmando, pública e privadamente, que considera a Opep+ um cartel funcionalmente alinhado à Rússia. Disciplina de preços altos significa receita alta para Moscou, e receita alta para a Rússia significa mais drones em Kiev. É uma equação que Washington enuncia sem cerimônia. Ao sair, Abu Dhabi entrega exatamente o que Washington queria: capacidade emirati de derrubar o preço do barril a qualquer momento, sem precisar consultar Riad ou Putin. É um voto antirrusso disfarçado de reenquadramento de portfólio energético. E há um detalhe adicional. Dias antes do anúncio, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, defendeu no Senado a abertura de linhas de swap de dólar para os Emirados em meio à crise de Ormuz. Não para a Arábia Saudita. Para os Emirados. Quem viveu o suficiente em Washington sabe que essas coisas não são coincidência. São combinação prévia. Os Emirados estão comprando garantia americana com barris. A Arábia Saudita perde o monopólio de parceiro de referência dos EUA no Golfo, e Abu Dhabi assume o papel. Uma frase do ministro Mazrouei, de 2022, vale ser relida: segundo ele, o petróleo está "em modo de declínio", e supor que sua centralidade seria permanente era "wishful thinking". Repare quem diz isso: o ministro de Energia de um país que vive de exportar petróleo. A leitura emirati é a seguinte: se a demanda global por petróleo entrar em platô e depois em queda nas próximas duas ou três décadas, a estratégia racional é extrair tudo o que se puder agora, monetizar enquanto há comprador, e usar essa receita para construir uma economia que não dependa do barril. O que fazem internamente, em documentos da ADNOC, é o 'pump it before it's worthless': bombear antes que perca valor. Permanecer dentro de um cartel cujo objetivo é restringir oferta, num momento em que se fecha a janela para vender petróleo, é irracional do ponto de vista deles. A Opep foi moldada para um mundo em que o petróleo era escasso e a demanda crescia para sempre, e esse mundo está acabando. Abu Dhabi foi o primeiro Estado-membro a admitir isso publicamente, com gestos. Consequências concretas Vale traduzir este episódio em consequências concretas para o cotidiano de qualquer pessoa que lê e escuta esta coluna. Primeiro, a volatilidade do barril vai aumentar. Sem a disciplina coletiva da Opep+ funcionando integralmente, episódios de queda brusca de preço (quando os Emirados decidirem inundar o mercado) e de alta brusca (quando houver crise no Golfo) ficarão mais frequentes. Para o Brasil, que é exportador líquido de petróleo pela Petrobras mas importador de derivados, o resultado é assimétrico e incômodo. Segundo, e esse é o ponto mais sutil: a Opep era também uma instituição de coordenação política do Sul Global, o único cartel de commodities em que países em desenvolvimento conseguiam, juntos, exercer influência real sobre o preço de um produto estratégico. Sua erosão indica que a era das instituições coletivas do Sul está em declínio. O Brasil, agora discutindo se cria uma estatal de terras raras, deveria observar com atenção: cartéis funcionam apenas quando há disciplina política, e a disciplina política do Golfo já não existe. 'Países médios sobrevivem melhor sozinhos' Por fim, e talvez o mais relevante: o que os Emirados acabam de fazer é uma demonstração pública de que, na era da competição entre potências, países médios sobrevivem melhor sozinhos, alinhados bilateralmente com Washington ou Pequim, do que dentro de blocos coletivos. É uma mensagem que vale para Jacarta, Brasília, Buenos Aires e Pretória. Há um detalhe que me chama a atenção: o comunicado saiu numa manhã de terça-feira, e a saída foi marcada para sexta. Em diplomacia do Golfo, três dias equivalem a pedir o divórcio na manhã do casamento. A Opep não morreu esta semana, mas a ideia de que o Golfo era uma unidade política, energética e militar coordenada acabou. Daqui a dez anos, quando alguém escrever a história do fim da ordem energética que organizou o século XX, a data de 1º de maio de 2026 vai aparecer numa nota de rodapé importante. Por enquanto, está apenas no rodapé das nossas conversas.

Convidado
Estreito de Ormuz:"propostas de paz são compassos de espera antes de confronto a breve trecho"

Convidado

Play Episode Listen Later May 4, 2026 21:42


No fim-de-semana, o Irão apresentou um plano de paz em 14 pontos aos Estados Unidos. Neste documento, Teerão torna a fazer propostas já anteriormente rejeitadas por Washington, nomeadamente que os Estados Unidos se retirem do Golfo, que se levantem as sanções internacionais, que sejam pagas compensações de guerra e que um acordo de paz abranja o Líbano, actualmente sob fogo israelita, apesar de oficialmente vigorar uma trégua desde meados do mês passado. Todavia, antes mesmo de se debruçar sobre este documento, Donald Trump considerou que era pouco provável que respondesse às suas expectativas, o Presidente americano acabando por anunciar que o seu país passaria, a partir desta segunda-feira, a escoltar as centenas de navios comerciais que se encontram no Estreito de Ormuz. De acordo com o comando militar americano na região, esta operação denominada "Project Freedom" - "Projecto Liberdade", mobiliza 15 mil militares, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, bem como navios de guerra e drones. O Irão que ainda hoje apelou os Estados Unidos para que "adoptem uma abordagem razoável" e "abandonem as exigências excessivas", proibiu hoje as forças americanas de se aproximarem do estreito de Ormuz, recomendando igualmente a todos os navios comerciais e petroleiros que evitem qualquer movimentação no sector sem se coordenarem com as forças iranianas. Trump, contudo, avisou que em caso de obstáculo à sua operação que descreve como um "gesto humanitário", ele "teria recurso à força". Num contexto em que se multiplicam os apelos a uma solução concertada, perante o risco de um reacender das hostilidades depois de menos de um mês de trégua, a RFI falou com o Major General Carlos Branco. RFI: Como se apresenta actualmente o panorama no Estreito de Ormuz? Major General Carlos Branco: Há duas questões. Começando pela proposta de acordo submetida ao mediador paquistanês, para depois ser apresentada aos Estados Unidos, essa proposta em 14 pontos não apresenta nada de inovador. Do lado iraniano, não há nenhuma cedência relativamente a qualquer das linhas vermelhas que os iranianos já tinham definido. Portanto, as propostas do lado iraniano não só não representam uma cedência, como não agradaram, naturalmente, ao Presidente Donald Trump. E isso coloca-se a vários níveis. Um deles tem a ver com o desbloqueamento do estreito. E o outro tem a ver com a negociação do pacote nuclear, onde os iranianos não fizeram cedências pura e simplesmente. Consideram que, para já, não deve ser discutido, porque haverá outros pontos na agenda que merecem ser tratados antes de discutir o problema do acordo nuclear. Agora, relativamente à resposta norte-americana sobre a escolta dos navios. Tudo isto depende do dispositivo naval que o presidente Trump colocar na região. Se mantiver o actual dispositivo, podemos dizer que será um saco com muitos furos que vai deixar passar muitas embarcações, que é aliás, o que tem acontecido até agora. Há de facto algumas embarcações que são interceptadas por parte dos navios norte-americanos. Mas a esmagadora maioria não é. E não é Porquê? Por um lado, porque os navios são poucos para uma área muito grande. E, por outro lado, porque muito desse trânsito marítimo se faz relativamente próximo da costa iraniana. E ao deslocarem-se nesta zona, acabam por estar protegidos pelo sistema balístico iraniano. O que significa que os navios norte-americanos não se conseguem aproximar da costa porque se eles se aproximam da costa, acabam por estar dentro do alcance dos mísseis antinavios iranianos. E, portanto, até este momento, não temos assistido a navios norte-americanos a assumirem esse risco. RFI: Neste domingo, o Irão desafiou, de certa forma, os Estados Unidos, dizendo que Trump deveria escolher entre um "mau acordo" ou então uma "operação militar impossível". Estava a referir-se ao facto de Donald Trump não poder ir além dos 60 dias de conflito sem consultar o Congresso? Major General Carlos Branco: Sim, há essa limitação que Trump, de uma forma expedita, está a procurar contornar e então auto-suspende as operações durante dois ou três dias, para depois recomeçar as operações e, portanto, procurar evitar esse impedimento legal do Congresso. Mas isso é um problema que Trump e os norte-americanos terão que resolver. Para já, o que me parece importante debater, são as opções que estão à frente dos nossos olhos. E, em primeiro lugar, temos aqui uma oposição, por um lado, dos israelitas que querem avançar quanto antes para uma operação militar. Por outro lado, os Estados Unidos que colocam algumas interrogações sobre isso. E a questão é sempre a mesma e é o tema que temos discutido desde o início destes combates: o que é que se pretende atingir com uma operação militar contra o regime iraniano? Seria uma mudança de regime, a substituição do regime dos ayatollahs por um outro regime que nós não conseguimos identificar. O que nesta altura poderia ser uma alternativa, a alternativa monárquica (Reza Pahlavi, herdeiro do trono iraniano, actualmente no exílio), não reúne consenso, nem do lado iraniano, nem do próprio lado norte-americano. Portanto, aqui temos uma questão que não foi resolvida e, deste modo, pode-se dizer que é uma derrota dos Estados Unidos, porque um dos objectivos de uma operação militar é subordinar o oponente à nossa vontade. E o que é um facto, é que não foi isso que aconteceu. Eu tenho muitas dúvidas que uma operação militar contra o Irão vá alterar esta situação. Temos, no entanto, que ver a oportunidade, do ponto de vista norte-americano. É claro para os Estados Unidos que este confronto está-lhes a sair muito caro. Quando eu digo caro, não é só do ponto de vista económico, mas também do ponto de vista político. E há uma vontade do Presidente norte-americano de terminar com isto. E uma das soluções, soluções à Trump, é daquelas do expediente do último minuto, que é "bom, nós vamos fazer uma operação militar, destruímos uma série de instalações, vamos obliterá-las. Aliás, obliteramos várias vezes. Portanto, tivemos várias vitórias. Mas essas vitórias, pois, obrigam sempre a que se continuem os combates. Vamos embora e declaro vitória e a minha imagem internamente não será afectada". Isto sou eu a especular. E fica tudo na mesma e ficamos confrontados com uma guerra fria na região em que não houve alterações significativas. Bom, alterações significativas, coloco este problema com algumas interrogações. Nomeadamente, relativamente ao dispositivo militar norte -americano na região. Segundo informações que nesta altura são públicas, o aparelho militar norte-americano na região do Golfo, esse sim está obliterado, está destruído. Nalguns casos completamente destruídos, noutros com a sua operacionalidade significativamente afectada. Portanto, este é um dos temas que terá que ser discutido também no Acordo de Paz. Mas ainda não chegámos lá. Será numa fase mais avançada. Para já, é aqui que nos encontramos. Eu estou convencido que os Estados Unidos vão avançar para uma solução militar. Estas questões das propostas de paz e contrapropostas são, na prática, paliativos. É que não vão resolver nada. Não vão conduzir a uma solução política. São apenas compassos de espera em que uma e outra parte se preparam para o confronto que ocorrerá. Do meu ponto de vista, a breve trecho. RFI: Precisamente numa altura em que há fortes sinais de que as hostilidades poderiam recomeçar, os Estados Unidos anunciaram nestes dias que iriam retirar 5 mil militares americanos da Alemanha, que é um dos parceiros estratégicos dos Estados Unidos a nível militar, no seio da NATO e no seio da Europa. Isto não será, no fundo, também dar um tiro no pé? Major General Carlos Branco: Será um tiro no pé se os Estados Unidos implementarem essa decisão. É uma interrogação que nós temos, antes de mais, de colocar. Será que isso é apenas uma ameaça ou se vai concretizar? Mas vamos partir do princípio que se vai concretizar. Eu penso que a comunicação social e muitos políticos na Europa estão a reagir de forma exagerada a esse anúncio, porque sabemos perfeitamente que os Estados Unidos nunca vão abdicar da sua presença na Europa, apesar de se dizer isso de vez em quando e muito menos na Alemanha. A Alemanha é o local onde as forças americanas têm uma presença mais efectiva no teatro europeu. A maior base aérea norte-americana fora dos Estados Unidos é na Alemanha. é na Alemanha que estão uma série de estruturas de comando: o quartel-general do comando das forças norte-americanas na Europa, o comando das forças norte-americanas do AFRICOM e muitos outros. Por exemplo, um grande hospital militar próximo da base de Ramstein (sudoeste do país), onde são canalizados os feridos dos diferentes combates que os Estados Unidos têm travado, nomeadamente agora do Irão, há algumas dezenas, senão centenas de peritos que se têm dirigido a este hospital na Alemanha. Portanto, a Alemanha representa um nó de apoio logístico e de sustentação das forças que os Estados Unidos têm vindo a empregar e provavelmente continuarão a fazê-lo no Médio Oriente, na Ásia. E sabemos o que é que aconteceu desde o Iraque e desde os diferentes envolvimentos do Iraque ao Afeganistão. Portanto, estamos a falar de um assunto que, do meu ponto de vista, não é assunto. Para além disso, esses 5 mil soldados são marginais relativamente ao efectivo que os norte-americanos têm na Europa. Segundo uma autorização do ano passado, que foi aprovada no Congresso, os Estados Unidos têm que ter na Europa permanentemente um mínimo de 76 mil soldados. Nesta altura tem 68 mil. Estão autorizados a baixar esse número por um período de 45 dias. Depois tem que ser reposto. Nesta altura, 68 mil são os que se encontram na Alemanha. Aliás, no teatro europeu, partindo do princípio que este número não está subestimado, porque há uma série de presenças norte-americanas em vários locais que me levam a concluir que este número, nesta altura, é um número avaliado por defeito. Mas assumindo que é um número correcto, 5% representa menos de 10% desse total. E volto a dizer, há uma reacção exagerada, desproporcional relativamente às consequências que esta decisão, se for implementada, pode vir a provocar. RFI: Mas a nível da Alemanha, o governo tem apelado fortemente a rearmar a Europa, o que era uma posição que tradicionalmente a Alemanha nunca assumia. Era mais à França que defendia um sistema europeu autónomo em matéria de defesa. Por outro lado, outros parceiros tradicionais dos Estados Unidos parecem também ter tomado consciência de que precisam ter alguma segurança autónoma. Estou a referir-me, por exemplo, ao Japão, que pondera a hipótese de se rearmar e de, inclusivamente, mudar a sua Constituição para não pôr de parte completamente a sua capacidade de defesa autónoma. Major General Carlos Branco: Sim, temos dois assuntos distintos, embora eles tenham uma raiz comum. É um facto que houve uma alteração significativa na política externa norte-americana. Os Estados Unidos nunca abdicaram do seu projecto hegemónico. Essa afirmação dessa hegemonia, dessa liderança mundial, teria que ser feita recorrendo a aliados e, portanto, para recorrer a aliados teria que haver uma operação de captação das suas vontades, que não pode ser o que acontece nesta altura com o presidente Trump. O presidente Trump acha que pode concretizar esse projecto de liderança global, hostilizando tudo e todos, hostilizando os seus aliados. Falando primeiro dos europeus, a questão dos europeus tem aqui uma outra envolvente que se prende com o medo, do meu ponto de vista, sem justificação e mais uma vez exagerado de uma operação militar russa em território europeu. Em primeiro lugar, a Europa tem que decidir para que é que se quer armar. Eu percebo que a Europa se tenha que armar. Sou apologista dessa opção. Mas primeiro, tem que se explicar para quê? Se é para criar uma capacidade de dissuasão relativamente a outros pólos que se possam transformar numa ameaça. E, neste caso concreto, a Rússia. Pois claro, que a Europa tem que ter essa capacidade. Isso é absolutamente indiscutível. Outra coisa é a Europa querer armar-se, não para ter uma capacidade de dissuasão, mas para adquirir capacidade para atacar a Rússia e envolver-se numa confrontação com a Rússia. São necessários outros meios e envolventes políticas que são igualmente distintas e, portanto, ninguém ainda hoje na Europa foi capaz de clarificar exactamente esta questão. Há, de facto, muito discurso, muita narrativa, muita retórica sobre a ameaça russa. E nós sabemos que a Europa se está a armar. Mas convinha esclarecer isto. Eu, nesta altura começo a ficar preocupado, porque esse rearmamento da Europa não parece configurar-se no âmbito de criar capacidade de dissuasão, mas para a outra alternativa, e isso é algo que merece uma análise diferente, porque as consequências vão ser completamente distintas. Aliás, eu recordo que os europeus parecem ter memória curta e não perceberam ainda que guerras na Europa têm-se saldado sempre por resultados de soma negativa. E os europeus têm perdido sempre com estas guerras fratricidas no velho Continente e como é que isso contribuiu para reduzir a importância geoestratégica da Europa. Relativamente ao Japão, a situação tem que ser analisada numa primeira parte, coincidente com aquilo que eu já disse. Ou seja, os Estados Unidos têm hostilizado desnecessariamente os seus aliados. Mas há aqui outra componente, porque os aliados norte-americanos na Ásia, depois do que aconteceu no Médio Oriente, se calhar pensaram duas vezes. Ou seja, os norte-americanos provaram a sua incapacidade de honrar os seus compromissos securitários com os países do Médio Oriente. Por exemplo, relativamente a Arábia Saudita, os Estados Unidos não foram capazes de honrar os compromissos securitários, nem tiveram capacidade para defender as suas próprias bases, os seus navios saíram do Golfo Pérsico. Ou seja, não conseguiram sequer garantir a liberdade de navegação. Estamos a falar até agora no Médio Oriente. Imagine o que é que estará a passar na cabeça dos aliados na Ásia. E daí eu perceber que haverá uma preocupação acrescida no domínio da segurança desses países. Agora, há uma coisa que merece ser discutida: é se as alterações que querem introduzir nas suas arquitecturas de segurança serão as mais adequadas. E nós sabemos que o Japão, e isto não é de agora, está a alterar a sua narrativa e nomeadamente relativamente a Taiwan. Considera Taiwan como um Estado e considera que uma acção chinesa em Taiwan deveria ser considerada como um ataque também ao Japão. Portanto, isto é um outro tema que merece uma outra abordagem, mas que é extremamente preocupante, sobretudo porque a China de hoje não é a China de há dez anos e muito menos de há vinte anos. E isso tem que ser levado em consideração quando se fazem determinados cálculos estratégicos, porque erros de cálculo estratégico é o que tem prevalecido nas últimas décadas. O Afeganistão, mais uma vez, o Iraque, a Líbia, etc. E seria bom que se parasse, se respirasse e se pensasse antes de optar pela via bélica. Provavelmente, haverá outras alternativas do foro político e do foro diplomático que poderão resolver estes problemas. Isto transporta-nos para um outro tema que é o dilema da segurança. E isso conduz normalmente à conflitos, muitas das vezes quando eles não são desejados e os dirigentes políticos actuam exclusivamente com a necessidade de salvar a face. RFI: Voltando ao Médio Oriente e, mais concretamente, desta vez ao Líbano. Apesar de um cessar-fogo estar em vigor desde meados de Abril, Israel continua as suas operações no sul do Líbano, inclusivamente fora da área que definiu como sendo a zona de segurança e, portanto, saindo da mesa das negociações, saindo da possibilidade de haver um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, que abranja também a situação do Líbano. Como é que ficamos? Major General Carlos Branco: A haver um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, ele não ocorrerá a breve trecho. É algo que vai demorar e eu diria não só meses, mas se calhar anos. Porque há muitas questões de natureza técnica que têm de ser discutidas e, fundamentalmente, quando abordamos o dossier nuclear, isto é um dado importante antes de falar do Líbano. No Líbano, não há cessar-fogo. Os combates continuam. Mais uma vez, houve um erro de cálculo estratégico da parte de Israel, porque, aliás, isso é devidamente divulgado por analistas no Ocidente que diziam que o Hezbollah estava completamente fragilizado e que tinha perdido toda a sua capacidade de combate. O que temos assistido é exactamente o contrário. O Hezbollah está muito longe de estar debilitado e conseguiram superar os ataques à sua liderança, às suas chefias. Aliás, um pouco como o Irão o fez também. Depois, temos uma outra questão em causa que se prende com mais uma tentativa de Israel colocar forças no Líbano. Nós assistimos a isto desde 1982 e todas as intervenções de Israel no Líbano, umas demoraram mais tempo do que outras, mas saldaram-se sempre em derrotas e na retirada das forças israelitas do Líbano. Eu não consigo perceber o que é que os dirigentes israelitas viram agora de novo, que alteração qualitativa eles identificaram que vá fazer com que a história seja escrita de forma diferente. É que os israelitas, que andam já há mais de 40 anos a tentar estabelecer uma presença permanente no Líbano e que se tem saldado sistematicamente em derrotas. O que é que é agora novo e diferente? Que vai fazer com que possam sair vitoriosos para além daquilo que têm feito, que é uma coisa absolutamente inaceitável. Há regiões no sul do Líbano que se equiparam muito às de Gaza, completamente destruídas, e acho que a comunidade internacional já devia ter tomado uma posição mais assertiva relativamente a estes desenvolvimentos. Parece que há muita gente anestesiada. Mas, independentemente dos aspectos relacionados com condenações do que os israelitas estão a fazer no sul do Líbano, o que se coloca aqui no debate é saber se isto tem possibilidade de ser vitorioso, saldar-se por uma presença permanente de Israel no sul do Líbano. Recorrendo à história, diria que não, que é mais uma tentativa gorada ao fracasso. Mas isso, daqui a uns meses nós poderemos fazer um saldo definitivo destes desenlaces e procurar perceber até que ponto o que estou a dizer, tem fundamento ou não.

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Ambientalista guineense prevê aumento galopante do preço do petróleo

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Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 5:49


Divergências estratégicas entre dois dos maiores produtores do petróleo, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, vão originar um aumento brutal do preço do produto no mercado internacional e quem não se precaver com fontes energéticas alternativas terá problemas internos. As divergências já antigas com a Arábia Saudita levaram os Emirados Árabes Unidos a anunciar que vão sair da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) a partir do dia 1 de Maio. Viriato Luís Soares Cassamá, engenheiro ambiental e ex-ministro do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática da Guiné-Bissau diz que os Emirados Árabes Unidos querem atacar o mercado da venda do petróleo, a partir de agora, de forma isolada. Ou seja, querem estar livres da responsabilidade de produzir por quotas, conforme os mecanismos da OPEP. Os Emirados Árabes Unidos é o terceiro maior produtor do petróleo do mundo. A sua saída (da OPEP) em larga medida, irá comprometer o preço do barril do petróleo a nível mundial. No sistema de quotas haverá uma viragem para a conquista do mercado. Os Emirados Árabes Unidos, como todos nós sabemos, investiram muito (dinheiro) para aumentar a sua capacidade de produção do petróleo. De acordo com os dados investiram mais de cinco mil milhões de dólares para produção de cinco milhões de barris (de petróleo) por dia e essa saída (da OPEP) irá com certeza reduzir a quantidade de barris produzidos por dia a nível da OPEP e consequentemente aumentará o preço do petróleo. Países que utilizam os combustíveis derivados do petróleo vão sofrer, afirma Viriato Cassamá, porque perspectiva-se um aumento galopante do preço do produto e a Guiné-Bissau deve estar preparada para enfrentar as consequências. Como a Guiné-Bissau é um país que não produz petróleo, a nossa matriz energética é mais na base térmica, os combustíveis fósseis, com certeza que a Guiné-Bissau, nesta primeira fase, irá sofrer e muito com a saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP e da OPEP +. Com o preço do petróleo em alta restará aos países avançarem para fontes alternativas de produção de energia, nomeadamente a partir do vento, da água, da biomassa florestal e do sol. Nesses capítulos, defende Viriato Cassamá, a Guiné-Bissau estará à vontade para produzir energia de forma limpa e sustentável a longo prazo.   A alternativa que resta à Guiné-Bissau é de capitalizarmos o activo energético que nós temos. A Guiné-Bissau é um país que tem mais de 30 mil horas de insolação [de sol] por ano. Investindo nas [energias] renováveis a Guiné-Bissau, irá, com certeza, ter uma soberania energética, não só no solar como também na biomassa florestal, porque a Guiné-Bissau é um país florestal, tem muita biomassa florestal que neste momento não é aproveitada para produção da energia. De acordo com estudos feitos, a parte insular, a parte das ilhas tem um potencial grande da produção da energia através do vento, a energia eólica. A Guiné-Bissau, antigamente, na época colonial, era conhecida como “Terra de mil rios”, temos tantos rios, também podemos aproveitar esses recursos naturais para podermos produzir energia através de mini- hídricas. Quer dizer que a Guiné-Bissau tem muitas potencialidades para produzir a sua própria energia de uma forma muito mais limpa e que terá uma sustentabilidade a longo prazo.   O país não tem muitos recursos financeiros internos, mas Viriato Cassamá é da opinião de que é possível ir buscar dinheiro junto de parceiros internacionais de desenvolvimento para a materialização de projectos de construção de centrais de produção de energia a partir do sol. Temos estado a trabalhar com os nossos parceiros de desenvolvimento. Neste momento está-se a concluir a construção da central solar de Bôr (subúrbios de Bissau). Está-se a pensar também construir três centrais solares, em Gabu, Bafatá (ambas cidades no leste do país) e Canchungo (cidade do norte do país). A Guiné-Bissau tem muita potencialidade nesta área, mas é preciso fazermos uma diplomacia com mais celeridade de forma a podermos captar muito mais recursos que estão à disponibilidade de países menos avançados para podermos investir nas energias limpas.  O desafio da Guiné-Bissau não se pode cingir apenas em produzir energias a partir de fontes alternativas e limpas, a meta deve também ser ajudar o mundo a emitir menos dióxido de carbono. Viriato Cassamá diz que o actor principal nessa mudança de paradigma deve ser a Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) devido à sua função charneira no país.   A EAGB poderá aproveitar esta oportunidade como sendo um único actor na distribuição de energia a nível nacional, poderá aproveitar esta oportunidade para captar muito mais financiamento e investir nas renováveis. Agora, felizmente, temos energia que vem do Projeto da Valorização da Bacia do Rio Gâmbia que é a OMVG, a fonte da produção dessa energia limpa e renovável através de uma barragem na Guiné-Conacri. A EAGB poderá trabalhar também nesse sentido para que a Guiné-Bissau possa ter a sua soberania energética. Como eu disse, temos a potencialidade solar, temos a potencialidade eólica, temos a potencialidade hídrica, temos a potencialidade da biomassa florestal. A EAGB deverá mudar a sua forma de pensar, pensando num investimento em energias limpas e a longo prazo, uma energia amiga do ambiente, irá, com certeza ajudar a Guiné-Bissau a participar naquela quota de reduzir os gases com efeito estufa.   Viriato Cassamá, engenheiro ambiental guineense e antigo ministro do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática da Guiné-Bissau aqui com uma análise sobre as consequências do anúncio da saída da OPEP por parte dos Emirados Árabes Unidos já a partir de 1 de Maio.

ONU News
Fim da Kafala protegeria 16 milhões de trabalhadores migrantes na Arábia Saudita, dizem peritos

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 1:34


ONU News
Fim da Kafala protegeria 16 milhões de trabalhadores migrantes na Arábia Saudita, dizem peritos

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 1:34


Convidado
"A OPEP precisa de se reorganizar se não quiser continuar a perder países-membros"

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 8:02


Em plena guerra no Médio Oriente, os Emirados Árabes Unidos decidiram abandonar nesta terça-feira, 28 de Abril, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo OPEP, em nome dos "interesses nacionais". O economista angolano Osvaldo Mboco considera que esta saída fragiliza a liderança da Arábia Saudita e vai obrigar à reorganização da OPEP. Os Emirados Árabes Unidos decidiram sair da OPEP, invocando o interesse nacional. O que é que esta decisão reflecte?  Os Emirados Árabes Unidos são um dos maiores produtores de petróleo a nível mundial e têm capacidade para aumentar a sua produção. No entanto, as normas da OPEP, conduzidas pela Arábia Saudita - que chefia a organização - impõem contenção e redução do número de barris de petróleo produzidos por dia.Isto tem implicações ao nível da economia dos países. Esta retirada reflecte a posição dos Emirados Árabes Unidos que têm como objectivo ganhar maior autonomia relativamente à sua política energética. Esta automonia passa, essencialmente, pelo aumento da produção diária, com o objectivo de maximizar receitas provenientes dessa mesma produção, bem como intensificar o seu papel enquanto um dos maiores produtores de petróleo a nível mundial. Eram conhecidas as fortes rivalidades pelo controlo da OPEP entre os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. A liderança saudita fica posta em causa com esta decisão? A liderança fica um pouco fragilizada. Esta liderança tem vindo a sofrer saídas de países-membros de forma significativa , países com uma produção relevante, como foi o caso de Angola, Qatar e Equador. Agora, os Emirados Árabes Unidos, o que pode também abrir caminho para que outros países, que ainda estão na organização, tencionem fazer o mesmo.  Isto acaba, em certa medida, por fragilizar a posição da Arábia Saudita relativamente à sua liderança. Ainda assim, a OPEP continua a ser, uma organização extremamente importante do ponto de vista da regulação da produção, podendo influenciar o preço do barril de petróleo. O mercado petrolífero funciona na lógica da oferta e da procura: quanto maior for a oferta, tendencialmente o preço desce; quanto maior for a escassez ou o controlo, pode haver um equilíbrio que evite aquilo a que eu chamaria um choque petrolífero, que pode pôr em causa o próprio preço do petróleo. Os Emirados Árabes Unidos tinham recentemente criticado a resposta militar dos países do Golfo, com o encerramento do Estreito de Ormuz, devido à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Esta situação também pode ter levado à saída da organização? Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita convergem em determinadas matérias de política externa. Ambos são aliados dos Estados Unidos, embora tenham algumas divergências nas suas relações com a Rússia e a China. Ainda assim, existem assuntos estruturais em que seguem na mesma direcção. Os Emirados Árabes Unidos têm uma visão diferente relativamente ao que está a acontecer no Golfo Pérsico, nomeadamente no que diz respeito ao Estreito de Ormuz e às influências na região.  Se repararmos, também várias críticas foram feitas por aliados europeus aos Estados Unidos, relativamente à sua estratégia no Oriente. Assistimos, pela primeira vez, a vários “nãos” relativamente a intervenções apoiadas pela NATO, o que considero normal. O Presidente dos Estados Unidos tinha recentemente acusado a organização de enganar o mundo ao aumentar o preço do petróleo. Esta saída pode ser vista como uma vitória para Donald Trump? Os Estados Unidos são um dos países que mais consomem petróleo, em função da sua capacidade industrial. Naturalmente, quanto maior for o preço do petróleo, maiores podem ser os impactos económicos. Do ponto de vista político, não diria que é uma vitória, mas sim uma decisão que pode interessar aos Estados Unidos. Os americanos também produzem petróleo de xisto - embora seja mais dispendioso - e possuem uma das maiores reservas do mundo. No entanto, uma fragilidade da OPEP pode não ser totalmente vantajosa para os Estados Unidos, devido à questão do petrodólar. Este só tem a dimensão que conhecemos em função dos acordos estabelecidos após o choque petrolífero de 1973, nomeadamente com a Arábia Saudita, para que o petróleo fosse comercializado em dólares. A saída de vários países da OPEP pode levar à desvalorização do petróleo e abrir espaço para que alguns países passem a transaccionar noutras moedas, como já acontece com o Irão. Ainda assim, não me parece ser o caso dos Emirados Árabes Unidos, dada a sua relação próxima com os Estados Unidos. A Arábia Saudita é um dos poucos membros com capacidade significativa de reserva de petróleo. A longo prazo, com a reabertura do Estreito de Ormuz, isto pode representar o enfraquecimento estrutural da OPEP? A OPEP pode estar enfraquecida, mas é difícil afirmar que este seja o seu fim. Enfrenta, no entanto, vários desafios que devem ser ultrapassados. Um deles é a necessidade de reforçar a cooperação com o grupo OPEP+, que inclui países como a Rússia, que não sendo membro formal, tem um papel relevante nas decisões sobre o mercado petrolífero. Outro desafio passa pela adaptação à transição energética global, que tem vindo a ganhar força nos últimos anos. Por fim, é essencial gerir as tensões internas entre os Estados-membros, que têm interesses e contextos muito distintos. Caso contrário, poderemos continuar a assistir à saída de países, o que levará a uma perda de controlo directo sobre os preços num mercado cada vez mais fragmentado. Este é, sem dúvida, um dos grandes desafios: manter a relevância e a capacidade de influência num contexto global em mudança.

Diplomatas
Trump ameaçou Irão com “apocalipse”, mas “precisava de saída rápida” para a guerra

Diplomatas

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 38:16


O episódio desta semana do podcast Diplomatas teve como principais pontos de discussão o acordo de cessar-fogo de duas semanas alcançado entre Estados Unidos e Irão, que pressupõe a reabertura do estreito de Ormuz, e os próximos passos diplomáticos e negociais de Washington e Teerão sobre o conflito no Médio Oriente. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar reflectiram sobre o impacto desta guerra na imagem externa dos EUA, sem esquecerem as ameaças de Donald Trump de aniquilar “uma civilização inteira” numa só “noite”. Ainda sobre o conflito, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-Nova olharam para os novos equilíbrios regionais, salientando o esforço coordenado de Paquistão, Arábia Saudita, Egipto e Turquia tendo em vista a suspensão das hostilidades. Recuperando comentários proferidos no episódio da semana passada sobre a China, Carlos Gaspar também respondeu a uma pergunta de um ouvinte do podcast sobre a caracterização do país de Xi Jinping como um “tigre de papel”. Por fim, Teresa de Sousa partiu da visita de J.D. Vance a Budapeste, apoiando a recandidatura de Viktor Orbán, para analisar a última semana de campanha na Hungria, que vai a votos no domingo. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/04/2026 | 1ª EDIÇÃO: Guerra no Oriente Médio pode estar perto do fim | 2ª EDIÇÃO: Guerra no Irã vai acabar?

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 301:44


Confira os destaques do Jornal da Manhã dessa quarta-feira (01): O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o aumento dos combustíveis no Brasil e afirmou que o país não deve sofrer os efeitos da guerra no Oriente Médio. Durante discurso em São Paulo, Lula disse que o governo está adotando medidas para conter a alta do diesel, mas apontou que os reajustes feitos por distribuidoras impedem que a redução de preços chegue ao consumidor final. O presidente também criticou a venda da BR Distribuidora no governo anterior e responsabilizou o cenário internacional, além de cobrar ação das potências globais para encerrar o conflito. O preço da gasolina nos Estados Unidos disparou e ultrapassou US$ 4 por galão, atingindo o maior nível em quase quatro anos, segundo dados da Associação Automobilística Americana (AAA). A alta é impulsionada pela guerra com o Irã, que elevou os preços do petróleo no mercado internacional. O Tribunal de Contas da União identificou um cenário preocupante na infraestrutura brasileira, com cerca de 11,5 mil a 11,9 mil obras públicas federais paralisadas até meados de 2025. O número representa aproximadamente metade de todos os contratos de obras em andamento com recursos federais. As áreas mais afetadas são educação e saúde. A seleção da Itália, tetracampeã mundial, está fora da Copa do Mundo de 2026 após ser eliminada pela Bósnia e Herzegovina na repescagem das eliminatórias europeias. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, onde os italianos acabaram derrotados. Com o resultado, a Azzurra alcança um recorde negativo histórico: é a primeira vez que uma campeã do mundo fica fora de três edições consecutivas do torneio. Wanderley Nogueira comentou. O Reino Unido decidiu enviar tropas e sistemas adicionais de defesa aérea ao Oriente Médio para ações defensivas contra possíveis ataques do Irã. O deslocamento elevará para cerca de 1.000 o número de militares britânicos na região, incluindo operações no Golfo e em Chipre. Segundo o secretário de Defesa, John Healey, equipamentos serão enviados à Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem criticado a posição do Reino Unido em relação à guerra, assim como a de outros aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os fertilizantes comprados pelo Brasil de empresas iranianas não serão impedidos de embarcar para o país, informou o embaixador do Irã, Abdollah Nekounam, nesta terça-feira (31). Segundo ele, algumas cargas já foram enviadas. “Alguns meses atrás nós começamos a exportar fertilizante de ureia para o Brasil com algumas empresas na atividade. Até o presente momento e no cenário atual, os produtos que foram adquiridos pelo Brasil não terão nenhum problema de ser exportados”, declarou. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que solicitou à Receita Federal a informatização do sistema de declaração do Imposto de Renda para que os contribuintes deixem de fazer a declaração anual. A declaração foi feita durante reunião ministerial convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (31). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que prevê o fim da guerra contra o Irã dentro de duas a três semanas. “Eu diria que dentro de duas semanas, talvez duas semanas, talvez três”, disse Trump a repórteres na Casa Branca nesta terça-feira (31). “Nós vamos sair porque não há razão para continuarmos fazendo isso”, completou. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta quarta-feira (1º) que o país organizará uma reunião com mais de 30 países para discutir a restauração da segurança do transporte marítimo no Estreito de Ormuz, afetado pela guerra no Oriente Médio. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 30/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Guerra no Irã / Motor de avião explode em decolagem | 2ª EDIÇÃO: Trump vai invadir Irã? / Tensão no Oriente Médio

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 30, 2026 302:18


Confira os destaques do Jornal da Manhã dessa segunda-feira (30): Um avião precisou fazer um pouso de emergência após a explosão de um motor logo após a decolagem no Aeroporto de Guarulhos, na noite de domingo (29). A aeronave seguia para Atlanta com 272 passageiros e 14 tripulantes quando o problema ocorreu. Parte do material em chamas caiu próximo à pista, provocando um incêndio, mas ninguém ficou ferido. Trocas de partido e novas alianças estão redesenhando o cenário eleitoral em São Paulo. As recentes filiações e articulações políticas intensificam a disputa e indicam uma reconfiguração das forças para as próximas eleições. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a pressão sobre a Câmara dos Deputados para avançar com a proposta de fim da escala 6x1. A medida é tratada como prioridade pelo Executivo e pode alterar a dinâmica da jornada de trabalho no país. O Papa Leão XIV afirmou que Deus não ouve as orações de líderes que promovem guerras, dizendo que eles têm “mãos cheias de sangue”. A declaração foi feita durante celebração do Domingo de Ramos na Praça de São Pedro, diante de milhares de fiéis. Em meio à guerra envolvendo o Irã, o pontífice classificou o conflito como “atroz” e criticou o uso da religião para justificar ações militares. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou que a polícia permita o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro e autorize a realização da missa de Domingo de Ramos. A decisão vem após um bloqueio considerado inédito “em séculos” pelo Patriarcado Latino de Jerusalém, gerando repercussão internacional em meio à Semana Santa. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia uma operação militar para retirar cerca de 450 kg de urânio enriquecido do Irã, segundo o jornal The Wall Street Journal. A missão seria complexa e arriscada, envolvendo possível incursão terrestre por vários dias. A hesitação do presidente estaria ligada ao risco para as tropas, mas a ação é vista como uma forma de impedir o avanço do programa nuclear iraniano. Diplomatas de Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia se reuniram em Islamabad para discutir formas de encerrar a guerra no Irã. O governo paquistanês atua como mediador no conflito, promovendo diálogos e reuniões bilaterais entre chanceleres. Apesar da ausência de representantes dos Estados Unidos, do Irã e de Israel, o encontro busca avançar em soluções diplomáticas para a crise. Levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual aponta forte polarização na disputa presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 46% no segundo turno, além de também registrarem empate técnico em cenários de primeiro turno. Uma pesquisa aponta sinais de fragilidade na base do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O movimento “Make America Healthy Again” (MAHA), importante na eleição de 2024, apresenta queda de coesão e entusiasmo. Segundo o levantamento, 52% dos americanos avaliam que o governo não cumpriu as promessas ligadas ao grupo, enquanto 41% dos eleitores de Trump compartilham dessa percepção. Entre os próprios apoiadores do movimento, 47% demonstram frustração, indicando possíveis impactos na disputa de 2026. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 25/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Cláudio Castro promete recorrer contra inelegibilidade | 2ª EDIÇÃO: Arábia Saudita incentiva Trump a continuar guerra com Irã

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 302:19


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (25): Cláudio Castro reagiu logo após a derrota no Tribunal Superior Eleitoral e prometeu recorrer da decisão que o tornou inelegível. Já o ex-prefeito Eduardo Paes, que é o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro e rival político do ex-governador, disse que o resultado do julgamento serve de alerta ao eleitores. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações para acabar com a guerra estão em andamento. O governo norte-americano enviou ao Irã um plano com 15 pontos para encerrar o conflito, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz. O novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã foi nomeado, substituindo Ali Larijani, que foi morto em um ataque na semana passada. Mohammad Zolghadr assumiu o cargo, também segue uma linha dura e acredita na expansão da Revolução Islâmica no financiamento dos grupos terroristas iranianos espalhados pelo Oriente Médio. O Senado aprovou um projeto de lei que equipara misoginia ao racismo. A proposta prevê penas maiores aos crimes de ódio contra as mulheres, com um a três anos de prisão e multa. Em caso de injúria ou ofensa à honra, pode gerar de dois a cinco anos de prisão. O crime é inafiançável e não prescreve. O Supremo Tribunal Federal retoma nesta quarta-feira (25) o julgamento sobre os penduricalhos de servidores públicos. A expectativa é que os ministros comecem a votar e analisar as regras de Flávio Dino e Gilmar Mendes. A repórter Danúbia Braga informa que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrará em vigor de forma provisória a partir do dia 1º de maio. A decisão foi confirmada após o governo brasileiro notificar oficialmente a Comissão Europeia sobre a conclusão de seus trâmites internos de ratificação, com o Congresso Nacional promulgando o texto na última semana. O estado de Minas Gerais registrou 32 casos de feminicídio no começo deste ano, segundo dados do Ministério da Justiça. Esse número representa uma alta de 33% em relação ao mesmo período do ano passado. Um grupo formado por 22 países da Otan, além de aliados do Oriente Médio, Ásia e Oceania, articula uma iniciativa para garantir a reabertura da mais importante rota de navegação para o transporte de petróleo do mundo. O repórter Luca Bassani explica que a Europa já sente os fortes impactos econômicos da obstrução, especialmente nos mercados de óleo e gás. O Jornal da Manhã destaca a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de suspender a análise sobre a atuação do Banco Central (BC) no processo de liquidação do Banco Master. O repórter Igor Damasceno explicou que a suspensão, determinada pelo ministro relator Jhonatan de Jesus, valerá até que outras investigações sensíveis sobre a instituição financeira sejam concluídas pela Polícia Federal. O TCU chegou a solicitar acesso aos inquéritos sigilosos, mas os dados não devem ser compartilhados neste momento. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

JORNAL DA RECORD
25/03/2026 | 2ª Edição: Irã rejeita acordo com Estados Unidos para fim da guerra e retoma ataques no Oriente Médio

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 3:44


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Em um discurso transmitido pela televisão, o porta-voz do Exército do Irã rejeitou a proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo. Após a declaração, o país persa voltou a fazer ataques no Oriente Médio. Novas explosões foram registradas no Kuwait, na Arábia Saudita e em Israel, onde nove pessoas ficaram feridas. As forças iranianas também afirmaram ter atacado um porta-aviões americano, mas os Estados Unidos não confirmaram a informação. E ainda: MP recorre contra liberdade de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel.

Genial Podcast

Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tomaram medidas para entrar no conflito.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 20/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Guerra entre Israel e EUA contra Irã / CPMI do INSS | 2ª EDIÇÃO: Tensão segue no Oriente Médio / Eleições 2026

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 302:14


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (20): Chanceleres de 12 países árabes e islâmicos se reuniram em Riad para condenar os ataques retaliatórios do Irã contra alvos na região, classificando as ações como violação da soberania. Na declaração conjunta, nações como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos exigiram o fim imediato das agressões, que atingiram bases energéticas e infraestrutura após ofensivas envolvendo Estados Unidos e Israel. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Senado e o senador Carlos Viana apresentem esclarecimentos em até cinco dias sobre suspeitas de irregularidades no repasse de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares. Os recursos teriam sido destinados a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha, com sede em Belo Horizonte. A federação formada por PSOL e Rede Sustentabilidade acionou o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil. Os parlamentares foram condenados por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal por desvio de emendas parlamentares. O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel na madrugada desta sexta-feira (20), segundo a mídia estatal iraniana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende enviar tropas ao Oriente Médio em meio à escalada de tensões com o Irã. Durante o mesmo período, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou acreditar que apenas Trump pode alcançar a paz global, durante encontro na Casa Branca. A CPMI do INSS aprovou a realização de audiências para ouvir o atual presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto. Como se tratam de convites, e não convocações, ambos não são obrigados a comparecer à comissão. As datas das oitivas ainda não foram definidas. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça estadual Raimunda Veras Magalhães, mãe do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega e ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ela e outras 18 pessoas foram denunciadas por integrarem um esquema de lavagem de dinheiro ligado a Adriano da Nóbrega. Uma nova pesquisa divulgada nos Estados Unidos reposiciona o debate político em Washington e levanta um alerta claro para a Casa Branca: até a Flórida, um dos principais pilares eleitorais de Donald Trump, já não oferece a mesma margem de segurança de antes. O levantamento mais recente da Florida Atlantic University em parceria com a Mainstreet Research mostra um cenário de empate técnico. Trump aparece com 48% de aprovação contra 49% de desaprovação no estado. Uma diferença dentro da margem de erro, mas politicamente relevante. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 19/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Guerra entre Israel e EUA x Irã | 2ª EDIÇÃO: Argentina vai ajudar EUA na guerra contra o Irã?

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 301:19


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (19): O Irã lançou ataques com mísseis e drones contra o setor energético do Catar, atingindo um dos principais polos de gás natural liquefeito operados pela QatarEnergy. A ofensiva provocou incêndios e danos em instalações estratégicas no Golfo Pérsico, além de aumentar o risco para infraestruturas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia enviar milhares de militares e considera uma operação com tropas terrestres no Oriente Médio, em meio a uma possível nova fase do conflito com o Irã. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelos ataques ao Irã e pelo impacto global nos preços do petróleo. Segundo Lula, a escalada do conflito elevou o valor do barril e pressionou o custo do diesel no Brasil. O governo adotou medidas como a suspensão de tributos, mas o presidente também apontou a atuação de agentes que estariam se aproveitando da crise para elevar preços, inclusive no etanol. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou a votação da PEC que prevê o fim da aposentadoria compulsória como punição para magistrados, militares e membros do Ministério Público. O adiamento ocorreu após pedido de vista do senador Sergio Moro, o que suspende temporariamente a análise da proposta. O governo de Javier Milei pode enviar tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos em um eventual conflito com o Irã caso o governo Trump solicite. Foi o que afirmou o porta-voz da presidência, Javier Lanari, ao jornal El Mundo nesta quarta-feira (18). Caminhoneiros da Baixada Santista discutem a possibilidade de uma greve nacional, com assembleias marcadas para esta quinta-feira (19). A mobilização é motivada pela alta no preço do diesel e pela insatisfação com medidas do governo federal. O Ministério de Minas e Energia (MME) listou 62 cidades do Brasil como prioritárias para fiscalização por suspeita de aumento abusivo no preço do diesel. A medida faz parte de um esforço do governo para identificar distorções no mercado de combustíveis e proteger consumidores diante da alta recente nos preços. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, afirmou que não pretende renunciar nem se licenciar do cargo, mesmo diante de pressões relacionadas a investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o magistrado, não houve irregularidades em sua atuação. O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, afirmou que o escândalo investigado é “muito maior do que imaginamos” e defendeu a prorrogação dos trabalhos da comissão. Segundo o senador, novas revelações podem ampliar o alcance das apurações sobre irregularidades envolvendo benefícios no Instituto Nacional do Seguro Social. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, em entrevista à Jovem Pan, que o anúncio da chapa da esquerda para o governo de São Paulo deve ocorrer nesta quinta-feira (19), com Fernando Haddad como candidato. Alckmin também comentou a possível greve de caminhoneiros, impulsionada pela alta no preço dos combustíveis. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Meio Ambiente
Impacto ambiental da guerra: ‘Não haverá nem vencedor, nem vencido: apenas vítimas da poluição'

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 6:45


Na medida em que o conflito no Oriente Médio se estende, desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, aumentam também as preocupações sobre o impacto ambiental da guerra. As instalações de petróleo no Golfo têm sido um dos alvos prioritários de bombardeios, gerando uma chuva tóxica com efeitos ainda inestimáveis na região. Lúcia Müzell, da RFI em Paris As “chuvas ácidas” ocorridas após a explosão de milhares de toneladas de óleo levaram a ONU a emitir um alerta sobre os riscos à saúde dos iranianos. Os poluentes como enxofre e compostos de nitrogênio, liberados na explosão, se dispersam na atmosfera. Quando entram em contato com as partículas de água presentes no ar, esses químicos se transformam em ácidos tóxicos, como o sulfúrico e o nítrico. As precipitações levam os poluentes de volta para o solo e a água, causando danos prolongados à agricultura e à qualidade da água. Jacky Bonnemains, diretor da organização ecologista francesa Robin des Bois, lembra que o Golfo Pérsico é um mar quase fechado, particularmente vulnerável à contaminação por vazamentos de petróleo e restos de navios militares ou petroleiros atacados. Biodiversidade em risco “As atividades dos pescadores artesanais, que são milhares na região e contribuem para a segurança alimentar de todos os países litorâneos, quaisquer que sejam os beligerantes, estarão condenadas por muito tempo”, comentou. “A biodiversidade, da qual tanto se fala em tempos de paz e tão pouco em tempos de guerra, também será prejudicada a longo prazo. São tartarugas marinhas, dugongos, baleias-jubarte, cachalotes, peixes, pepinos-do-mar. É uma verdadeira catástrofe ambiental e sanitária.” No total, mais de 2.000 espécies marinhas vivem nessas águas quentes, às quais se somam 100 espécies de corais. Além disso, os manguezais e os prados marinhos da região são zonas de reprodução para peixes e crustáceos. As aves marinhas também são ameaçadas: o óleo destrói a impermeabilidade de suas penas, provocando hipotermia e afogamentos. A migração delas também pode ser perturbada pelo ruído das explosões e pelas colunas de fumaça tóxica. Poluição abala acesso já restrito à água Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita – as consequências serão sentidas muito além do Irã, embora o país seja o mais diretamente atingido, explica Doug Weir, diretor da ONG britânica Observatório de Conflitos e Meio Ambiente (CEOBS). A entidade já identificou cerca de 300 incidentes envolvendo riscos ambientais desde o início da guerra. “O Irã enfrenta uma seca prolongada há muitos anos. Já sofre forte estresse hídrico, portanto qualquer poluição adicional nos aquíferos e nos recursos hídricos iranianos é particularmente problemática, porque eles já são escassos”, ressaltou. “Outro ponto: grandes derramamentos de petróleo no Golfo Pérsico podem afetar as usinas de dessalinização de água — e cerca de 100 milhões de pessoas ao redor do Golfo dependem dessas usinas.” As dezenas de navios bloqueados na região, carregando cerca de 21 bilhões de litros de petróleo, constituem uma "bomba-relógio ecológica" alertou a organização Greenpeace. Balanço ambiental esquecido Nos bombardeios mais recentes, Washington visa a ilha de Kharg, terminal que concentra 90% das exportações de petróleo bruto iraniano. As infraestruturas foram preservadas até o momento, mas o cenário pode mudar de acordo com o andamento do conflito. “Fala-se muito do balanço econômico desta guerra, e muito pouco do balanço humano, que não conhecemos. Mas o despertar após o choque petrolífero será bastante violento, em relação às consequências ambientais”, insistiu Bonnemains. “Com o passar do tempo, não haverá nem vencedor, nem vencido: haverá apenas vítimas da poluição.” A gestão desses danos é outro ponto de preocupação. A história mostra que, ao final de conflitos armados, a descontaminação das áreas atingidas fica longe do topo das prioridades. “O que vemos na maioria das áreas afetadas por conflitos é que o dano ambiental muitas vezes não é tratado posteriormente. A recuperação ambiental é cara, e países que estão saindo de um conflito têm menos capacidade de proteger o meio ambiente”, observou Doug Weir. “São necessários recursos e assistência técnica da comunidade internacional, o que nem sempre acontece. E, no caso do Irã, embora o país tenha enorme capacidade e expertise em questões ambientais, também possui um governo muito fechado e centralizado, que pode não ser particularmente transparente sobre a necessidade de limpar o ambiente ao redor desses locais”, frisou.

Professor HOC
O FUTURO DO ORIENTE MÉDIO

Professor HOC

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 25:43


A atual guerra no Irã pode ajudar a adiantar algo que já estava no horizonte da região: uma nova dinâmica que depende menos do país persa.Neste vídeo, eu mostro por que a região talvez esteja entrando em uma nova fase, menos definida pelo protagonismo iraniano e mais marcada pela disputa entre dois blocos emergentes: uma coalizão abraâmica, centrada em Israel e Emirados Árabes Unidos, e uma coalizão islâmica, liderada por Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Catar.A grande questão já não é apenas o que o Irã ainda consegue fazer, mas como os parceiros e rivais dos Estados Unidos estão se reorganizando entre si, disputando influência, rotas estratégicas, guerras por procuração e o futuro da ordem regional.

Portugueses no Mundo
Portugueses no Mundo - programa

Portugueses no Mundo

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 53:05


Vamos até ao Médio Oriente conhecer três histórias de vida nesta região: a Alexandra Benedito, que vive na Arábia Saudita, a Rute de Paula, no Qatar, e a Tânea Tavares, no Dubai.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Morning Call BTG Pactual digital
G7 e Arábia Saudita tentam conter disparada do petróleo | Morning Call BTG Pactual | 09/03/2026

Morning Call BTG Pactual digital

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 29:48


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Portugal em Direto
Portugueses no Mundo - programa

Portugal em Direto

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 53:05


Vamos até ao Médio Oriente conhecer três histórias de vida nesta região: a Alexandra Benedito, que vive na Arábia Saudita, a Rute de Paula, no Qatar, e a Tânea Tavares, no Dubai.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
1h 61 passageiros chegam esta madrugada vindos da Arábia Saudita

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 7:21


O Assunto
O preço da guerra e o efeito dominó na economia

O Assunto

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 31:09


Convidado: José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados, foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se concentra numa área estratégica para o abastecimento global de energia. O Oriente Médio reúne algumas das maiores reservas de petróleo do planeta – o Irã tem a terceira maior, e a Arábia Saudita, a segunda – e concentra importantes instalações de produção e refino. Toda essa produção precisa atravessar o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, para abastecer os setores produtivos dos quatro cantos do mundo. Cerca de 20% do volume total de petróleo comercializado passa por esse corredor, que foi fechado pelo governo iraniano. Um cenário que pode se agravar caso a ameaça do general da Guarda Revolucionária iraniana, Ebrahim Jabari, se concretize: caso os bombardeios de Estados Unidos e Israel continuem, irá atacar “todos os centros econômicos” do Oriente Médio. Para explicar como o fechamento do Estreito de Ormuz abre um efeito cascata na economia global, Natuza Nery conversa com José Roberto Mendonça de Barros, fundador e sócio da consultoria MB Associados. Ele, que foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998, comenta também os impactos da guerra na produção e distribuição de gás natural e fertilizantes, e como isso repercute nas economias de Brasil e Estados Unidos, inclusive com possível alta no preço dos alimentos.

Fernando Ulrich
Israel e EUA contra o Irã: a guerra e seus efeitos no mundo

Fernando Ulrich

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 27:43


No vídeo de hoje, analisamos o início da guerra entre Israel, EUA e Irã e seus impactos imediatos nos mercados. O Estreito de Ormuz está efetivamente bloqueado, paralisando o trânsito de navios que transportam 31% do petróleo bruto e 34% dos fertilizantes mundiais. Essa interrupção já elevou o petróleo Brent para 85 dólares e o gás natural na Europa disparou 50% em um único dia. Infraestruturas no Catar e Arábia Saudita foram atacadas, forçando a interrupção da produção de GNL e ureia. Nos mercados, o S&P 500 caiu 2% e o Ibovespa recuou mais de 6% em dólares, enquanto investidores buscam liquidez no dólar, abandonando ouro e Bitcoin. Politicamente, Trump enfrenta resistência, com apenas 25% de apoio aos ataques e uma comunicação confusa sobre os objetivos da guerra.

Noticiário Nacional
6h EUA retiram pessoal diplomático Arábia Saudita, Omã e Chipre

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 7:10


O Assunto
A guerra no Oriente Médio e o futuro do regime iraniano

O Assunto

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 33:33


Convidado: Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Pelo terceiro dia seguido, Estados Unidos e Israel atacam alvos diversos no Irã – e anunciam que mais tropas e mais caças estão a postos para entrar em ação. A retaliação iraniana também segue seu curso: mísseis e drones atingiram o território israelense e a infraestrutura de países que têm bases militares americanas, como a Arábia Saudita. No Líbano, o grupo extremista Hezbollah, aliado do regime iraniano, abriu um novo front de guerra. E o mapa do Oriente Médio tem cada vez mais alvos de todos os lados. No governo dos Estados Unidos, o secretário da Guerra fala em objetivos de curto prazo, mas Donald Trump já projeta pelo menos cinco semanas de ofensiva e diz que levará “o tempo que for necessário”. Já em Teerã, o regime dos aiatolás ainda lamenta da morte de seu líder supremo, Ali Khamenei, que governou o país por quase quatro décadas, enquanto se reorganiza para definir seu sucessor. Para explicar os arcos de aliança que estão formados no Oriente Médio e o processo de sucessão de Khamenei no Irã, Natuza Nery entrevista Hussein Kalout, cientista político e conselheiro do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Kalout avalia os riscos de uma escalada militar ainda mais perigosa na região, inclusive em relação ao uso de armas nucleares. E analisa as consequências da escolha do novo líder supremo do regime: se será mais ou menos aberto ao Ocidente. “Um cenário muito mais obscuro”, resume.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 03/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Ofensivas seguem no Oriente Médio | 2ª EDIÇÃO: Israel e EUA x Irã / Conflito afeta geopolítica mundial

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 301:31


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (03): O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (02) que a guerra foi planejada para durar “quatro ou cinco semanas”, mas destacou que os Estados Unidos estão preparados para sustentar os ataques por mais tempo, caso necessário. Na mesma noite, o governo americano emitiu um alerta recomendando que cidadãos deixem 14 países do Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita, Egito e Líbano. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o país não iniciou a guerra, mas que pretende encerrá-la sob a liderança do presidente Donald Trump. Em declaração pública, ele classificou o Irã como uma ameaça direta à segurança americana. O Exército de Israel informou nesta segunda-feira (02) ter matado um comandante da Jihad Islâmica Palestina no Líbano. Segundo as Forças de Defesa de Israel, Abu Hamza Rami ocupava há anos um dos principais postos do grupo e teria sido responsável por centenas de ataques contra o território israelense. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (02) que está analisando o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo de São Paulo. Antes de participar de uma aula magna na Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo, ele reiterou que não pretendia ser candidato, mas admitiu que pode reconsiderar após conversa com Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta segunda-feira (02) o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, Bolsonaro segue cumprindo pena em regime fechado na Papudinha, em Brasília. Quais são os efeitos da guerra sobre a economia mundial? Para analisar o cenário, a Jovem Pan entrevista Marcos Troyjo, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento. Segundo ele, a escalada do conflito pode redesenhar a geopolítica global, pressionar cadeias produtivas, elevar preços de energia e aumentar a volatilidade nos mercados financeiros. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país “não está onde gostaria” em relação à quantidade de armamentos de ponta disponíveis. Apesar disso, destacou que os EUA possuem estoques “praticamente ilimitados” de armas de médio e médio-alto alcance, garantindo capacidade de sustentação em um eventual conflito prolongado. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga um estupro coletivo ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, na zona Sul da capital fluminense. De acordo com o inquérito conduzido pela 12ª Delegacia de Polícia, a vítima, uma adolescente de 17 anos, teria sido atraída ao local em uma emboscada articulada pelo ex-namorado. Quatro jovens foram indiciados e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, enquanto outro adolescente tem a conduta apurada pela Vara da Infância e da Adolescência. A polícia segue em busca dos suspeitos. Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno em três cenários estimulados para a Presidência da República. Em todas as simulações, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar. No eventual segundo turno entre os dois, o levantamento aponta empate técnico dentro da margem de erro. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Noticiário Nacional
2h Arábia Saudita. Registadas novas explosões em Riade

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 7:27


Noticiário Nacional
1h Incêndio na embaixada dos EUA, em Riade, na Arábia Saudita

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 9:26


JORNAL DA RECORD
02/03/2026 | 4ª Edição: Irã afirma que fechou estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo mundial

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 33:18


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Embaixadas dos EUA na Arábia Saudita e no Kuwait são atingidas por drones. Donald Trump afirma que guerra pode durar cinco semanas e projeta vitória fácil. Irã diz que não vai negociar e está pronto para guerra longa. 

Notícia no Seu Tempo
Trump fala em enviar tropas ao Irã e 5 semanas de guerra

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 8:34


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (03/03/2026): No terceiro dia de guerra no Oriente Médio, o conflito já envolve 12 países. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a maior onda de ataques ainda está por vir, previu duração de até cinco semanas e não descartou o envio de tropas ao Irã, dizendo que o objetivo é destruir mísseis, aniquilar a marinha iraniana e impedir armas nucleares. Teerã rejeitou negociações, enquanto bombardeios americanos e israelenses continuaram, com centenas de mortos no Irã, incluindo civis, segundo o Crescente Vermelho. Os EUA afirmam ter afundado navios iranianos e reforçado presença militar na região. O Irã lançou mísseis contra bases americanas no Kuwait, Bahrein, Iraque e Emirados Árabes Unidos, além de atingir instalações na Arábia Saudita e no Catar. Em Israel, ataques deixaram mortos, e o Hezbollah entrou na guerra, ampliando a escalada regional. E mais: Economia: Acirramento da guerra faz barril de petróleo avançar até 6,68% Política: Ministros do STJ têm 29 parentes que advogam em ações na Corte Metrópole: MEC propõe carga horária presencial menor na formação de professores Cultura: ‘ Gal, o musical’ será uma das estreias de março em SPSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Manhã
Rui Cardoso: “A retaliação do Irão mostra ao Médio Oriente que o guarda-chuva dos Estados Unidos existe, mas deixa muito a desejar”

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 14:51


A capacidade de retaliação do regime iraniano, mais do que fazer mossa nos atacantes, põe em causa a imagem das petromonarquias, como a Arábia Saudita, o Dubai ou os Emirados que se apresentam ao mundo como territórios de paz, com fortes praças financeiras, plataformas para a indústria de aviação e para o turismo. À procura de perceber com que linhas se cose o futuro, partimos para a conversa com o comentador da SIC Rui Cardoso.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/03/2026 | Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morre durante ataques dos EUA e de Israel

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 299:40


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (01): O governo do Irã confirmou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A morte ocorreu durante ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a notícia em suas redes sociais, destacando que o aiatolá não conseguiu escapar da inteligência norte-americana e israelense. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que o Irã sofrerá uma retaliação com força nunca antes vista caso decida atacar alvos americanos ou israelenses. A ameaça ocorre após múltiplos ataques iranianos atingirem nações aliadas no Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além de cidades em Israel, incluindo Tel Aviv. A crise no Oriente Médio deve se arrastar por mais tempo após as recentes ofensivas, segundo a análise do professor de relações internacionais Vinícius Rodrigues Vieira. Ele avalia que a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei não derruba automaticamente a República Islâmica, pois o regime possui uma estrutura de poder complexa e não é baseado no personalismo de uma única figura O governo do Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o conselho de liderança interino do país após a morte do líder supremo Ali Khamenei. A rápida movimentação do regime busca evitar um vácuo de poder e demonstrar estabilidade institucional enquanto não há a escolha de um sucessor definitivo. O conselho responsável pela escolha do novo aiatolá, a Assembleia dos Peritos, é formado por 88 clérigos xiitas. O exército do Irã anunciou uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Oriente Médio. A ofensiva militar é uma resposta direta do país após o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o correspondente Luca Bassani, mísseis lançados pelo regime de Teerã foram interceptados próximos à base militar de Erbil, situada no norte do Iraque. Os principais membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), incluindo nações aliadas como Rússia e Arábia Saudita, realizam uma reunião de emergência para discutir os reflexos econômicos dos recentes ataques ao Irã. A grande preocupação do mercado internacional é a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica responsável pelo escoamento de cerca de 25% de todo o petróleo mundial. O conflito armado no Oriente Médio ganha novos contornos com a retaliação do Irã contra bases militares. O mestre em segurança pública e especialista em ciência política, Rodolfo Laterza, avalia que a operação conjunta entre Estados Unidos e Israel teve um caráter cirúrgico e de choque, mas esbarrou na rápida resposta balística iraniana. O exército de Israel realizou uma nova onda de bombardeios no Oriente Médio, destruindo caças da Força Aérea do Irã em uma ofensiva para diminuir a capacidade militar do país. Após os ataques, o governo iraniano confirmou a morte de quatro oficiais de alto escalão da segurança nacional, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária e o ministro da Defesa. O ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, analisou o histórico das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países. Segundo o diplomata, a parceria, que recentemente completou 120 anos, é considerada correta e sem grandes problemas. Gradilone destacou que as exportações do agronegócio brasileiro para o mercado iraniano rendem bilhões em divisas para o Brasil todos os anos. Por outro lado, a balança comercial é bastante desigual, já que o volume de importações de produtos do Irã é pequeno, concentrando-se basicamente em itens como ureia e pistache. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jogabilidade (Games)
Vértice #507: Phil Spencer deixa Xbox, Sony fecha Bluepoint, Romeo is a Dead Man, Crisol

Jogabilidade (Games)

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 169:00


Essa semana viajamos pelo espaço-tempo caçando criminosos em Romeo is a Dead Man e damos nosso sangue por Crisol: Theater of Idols. Nas notícias, o fechamento da Bluepoint, a aposentadoria de Phil Spencer, rumores de um novo Nier, o relançamento peculiar de Pokémon FireRed e LeafGreen e mais! Comece seu dia com a INSIDER #insiderstore Nosso cupom: JOGABILIDADE 00:09:55: Playstation fechou a Bluepoint 00:26:08: Phil Spencer deixa o cargo de CEO do Xbox 00:57:49: Pokémon FireRed e LeafGreen serão relançados em breve 01:10:19: Novo Nier está em desenvolvimento? 01:15:04: Yoko Taro irá escrever o novo anime de Evangelion 01:21:20: EVO agora é da Arábia Saudita 01:30:47: Novo Virtual Boy do Nintendo Switch 01:35:42: Romeo Is a Dead Man 01:57:43: Crisol: Theater of Idols 02:30:06: Perguntas dos ouvintes Contribua | Twitter | YouTube | Twitch | Contato

DW em Português para África | Deutsche Welle
17 de Fevereiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Feb 17, 2026 20:00


Guiné-Bissau: Conselho Nacional de Transição insurge-se contra os críticos do golpe de Estado no país. O que é preciso para reanimar o Sistema Nacional de Saúde moçambicano? Somália e Arábia Saudita reforçam cooperação militar.

20 Minutos com Breno Altman
Marcelo Bamonte: Guerra dos EUA contra Irã é inevitável? - programa 20 Minutos

20 Minutos com Breno Altman

Play Episode Listen Later Feb 14, 2026 129:50


No programa de hoje, recebemos o analista internacional e especialista em geopolítica, Marcelo Bamonte, para destrinchar um dos temas mais tensos e complexos da atualidade: o impasse entre os Estados Unidos e o Irã.As tensões no Oriente Médio estão em um ponto de ebulição. Com ataques a navios, instabilidade nuclear, atritos por procuração e discursos cada vez mais acirrados, uma pergunta paira no ar e assombra mercados e governos globais: um conflito direto entre EUA e Irã é inevitável?Nesta entrevista especial do "20 Minutos", vamos além das manchetes. Com a profundidade e clareza de sempre, Bamonte vai analisar:O cenário atual: Qual é o ponto real das relações entre Washington e Teerã hoje?Interesses por trás do jogo: Quais são os objetivos estratégicos de cada lado? E de potências regionais como Israel e Arábia Saudita?O fator nuclear: O que aconteceu com o acordo (JCPOA)? Qual o estágio do programa iraniano?Guerra por procuração: Como o conflito já é travado através de grupos em Gaza, Líbano, Iêmen e Síria?Cenários futuros: Quais são os possíveis desdobramentos? Há caminhos para a desescalada ou estamos à beira de um conflito aberto?Impacto global: Como uma guerra afetaria a economia mundial, o preço do petróleo e a segurança internacional?Este é um debate essencial para quem quer compreender as forças que moldam o nosso futuro. Traga suas perguntas nos comentários! As mais relevantes serão respondidas ao final da entrevista.Não perca esta análise estratégica!MarceloBamonte #Geopolítica #EUA #Irã #OrienteMédio #Conflito #Guerra #Nuclear #AnáliseInternacional #20Minutos #AoVivo

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 30/01/2026 | 1ª EDIÇÃO: Tensão entre EUA e Irã / 2ª EDIÇÃO: Trump diz que espera não usar força contra Irã

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 301:58


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (30): O governo dos Estados Unidos está recebendo em Washington autoridades dos setores de defesa e inteligência de Israel e da Arábia Saudita para reuniões separadas sobre o Irã, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Os encontros ocorrem em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, com o envio de mais navios de guerra americanos para a região e declarações do presidente Donald Trump pressionando Teerã a negociar um acordo nuclear. O governo do Irã acusou a União Europeia de hipocrisia e prometeu reagir após o bloco incluir a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas. Em comunicado, a chancelaria iraniana classificou a medida como um “movimento perigoso”. O anúncio foi feito pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, em meio às críticas internacionais à repressão de protestos no país. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou, em entrevista ao Jornal Jovem Pan, que o partido terá candidatura própria à Presidência da República em 2026 e descartou a realização de prévias internas para definir o nome. Segundo ele, a escolha será construída politicamente conforme o cenário evoluir. Com a entrada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a legenda passa a ter três possíveis candidatos: além dele, Ratinho Júnior e Eduardo Leite. Kassab destacou que o objetivo é garantir protagonismo independente e oferecer uma alternativa ao eleitorado. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, será indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o comando do ministério a partir de abril. Costa pretende deixar o cargo em março para concorrer a uma vaga no Senado pela Bahia. José Maria Trindade comentou. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende conversar com o Irã e disse esperar não precisar usar “navios grandes e poderosos” contra o país. A declaração ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio, com movimentações militares e pressões diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que Gabriel Galípolo percebeu o “tamanho do problema” envolvendo o caso Master e declarou que não houve diálogo entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda sobre o tema durante a gestão de Roberto Campos Neto. Segundo Haddad, a falta de comunicação entre as instituições marcou o período anterior e diferenciou a condução atual. A decisão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de permanecer no estado para disputar a reeleição intensificou as articulações e a disputa pela vaga de vice na chapa. Três nomes estão no páreo: o atual vice Felício Ramuth, o secretário Gilberto Kassab e o presidente da Alesp, André do Prado. Aliados indicam que a tendência é manter o posto com o PSD, conforme acordo firmado em 2022, mas o PL pressiona para ocupar o espaço, alegando força de bancada e ligação direta com o bolsonarismo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve aproveitar o período de Carnaval para participar de eventos em Recife, Salvador e Rio de Janeiro. A movimentação é vista por aliados como parte de uma estratégia de presença pública e articulação política. A definição do candidato ao governo de Minas Gerais apoiado pelo presidente Lula ainda é incerta entre aliados do Planalto. Apesar da preferência do presidente pelo nome do senador Rodrigo Pacheco, o cenário político no estado segue indefinido. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

La competència - Programa sencer
La Competència | El Cebollita Aguirre.

La competència - Programa sencer

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 53:57


Fa fred: l'Angelines es treu els pits de velcro i parlem amb la Mònica Usart (successos independents). Donald Trump ja té Maduro i ara vol Groenlàndia: en Jep Cabestany, content que toquem el seu tema. El Barça repesca Joao Cancelo i se'n va a l'Aràbia Saudita: connectem amb la Marta Ramon.