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Zemmour invente des citations, Macron réhabilite Napoléon, Bardella convoque Jeanne d'Arc — tous pillent l'histoire pour en faire un bélier politique. Face à ce saccage organisé du passé, Jean-Christophe Piot, journaliste, podcasteur et auteur de Utiliser l'histoire (Hugo Publishing, 2026), tente de faire le ménage : trente-deux chapitres pour démontrer que nos élus mentent, simplifient et tordent les faits. Mais qui contrôle le contrôleur ?
Bienvenue dans le 259ème épisode de "Chez Kevin Razy". Deux fois par semaine, on se retrouve ici pour parler de ce qui se passe dans la vie comme dans un groupe WhatsApp. On ne s'interdit aucun sujet.Pour soutenir notre podcast :https://fr.tipeee.com/ckr-podcast/Rejoins notre canal Telegram :https://t.me/CKRnews▬▬▬▬▬▬ DANS CET EPISODE ▬▬▬▬▬▬▬Cette semaine, on revient sur :Tony Pittaro, Bardella vote pour les riches, Slogan RN arabes abattoir Partagez, commentez, débunkez▬▬▬▬▬▬▬ ON EN A PARLE ▬▬▬▬▬▬▬▬Livres :"Fake news: Évite de tomber dans le piège !" Kevin Razy, Hamza Garrush : https://amzn.to/3S9rOSz▬▬▬▬▬▬▬▬▬ LA TEAM ▬▬▬▬▬▬▬▬▬Host : Kevin RazyRéalisation & Montage : Gaëlle Cany Canian Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
Aujourd'hui, Emmanuel de Villiers, entrepreneur, Charles Consigny, avocat, et Joëlle Dago-Serry, coach de vie, débattent de l'actualité autour d'Alain Marschall et Olivier Truchot.
Bienvenue dans le 256ème épisode de "Chez Kevin Razy". Deux fois par semaine, on se retrouve ici pour parler de ce qui se passe dans la vie comme dans un groupe WhatsApp. On ne s'interdit aucun sujet.Pour soutenir notre podcast :https://fr.tipeee.com/ckr-podcast/Rejoins notre canal Telegram :https://t.me/CKRnews▬▬▬▬▬▬ DANS CET EPISODE ▬▬▬▬▬▬▬Cette semaine, on revient sur :RN prie en plein conseil, Scandal au Ministère, Bardella se fait boufferPartagez, commentez, débunkez▬▬▬▬▬▬▬ ON EN A PARLE ▬▬▬▬▬▬▬▬Livres :"Fake news: Évite de tomber dans le piège !" Kevin Razy, Hamza Garrush : https://amzn.to/3S9rOSz▬▬▬▬▬▬▬▬▬ LA TEAM ▬▬▬▬▬▬▬▬▬Host : Kevin RazyRéalisation & Montage : Gaëlle Cany Canian Hébergé par Acast. Visitez acast.com/privacy pour plus d'informations.
A 10h, ce mercredi 17 juin 2026, les GG : Bruno Poncet, cheminot, Antoine Diers, consultant, et Fatima Aït Bounoua, professeur de français, débattent de : "Bardella à Monaco : première faute politique ?".
Aujourd'hui, Bruno Poncet, cheminot, Antoine Diers, consultant, et Fatima Aït Bounoua, professeur de français, consultant, débattent de l'actualité autour d'Alain Marschall et Olivier Truchot.
Marschall Truchot, du lundi au jeudi de 17h à 19h avec Olivier Truchot & Alain Marschall. Deux heures pour faire un tour complet de l'actualité en présence d'invités pour expliquer et débattre sur les grands sujets qui ont marqué la journée.
durée : 00:04:45 - Le Billet politique - par : Jean Leymarie - Comme jamais, Jordan Bardella contredit Marine Le Pen. Et sème le trouble au Rassemblement national. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
A l'approche de l'échéance du 7 juillet qui scellera le sort de Marine Le Pen pour l'élection présidentielle, le Rassemblement national doit faire entendre sa voix dans la campagne malgré les divergences qui émergent entre les lignes Bardella et Le Pen. Retraites, affaire Lyhanna : qui porte la voix du RN aujourd'hui ? Jean-Philippe Tanguy, député RN de la Somme, est l'invité d'Olivier Boy dans RTL Matin. Ecoutez L'invité RTL de 7h40 avec Olivier Boy du 12 juin 2026.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Mélenchon et Bardella : les deux faces populistes de la médaille Le billet d'humeur d'Annette Levy-Willard
Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
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Plusieurs débats au cœur de l'actualité, les Grandes gueules ont le choix, en débattre ou non : Bardella et sa princesse au Grand Prix de Monaco samedi Bernadette Chirac est décédée vendredi à 93 ans Paparazzade : C. Alloncle accuse X. Niel de "l'intimider"
Dans cet épisode de "L'édito politique", Guillaume Tabard analyse la progression fulgurante de Jordan Bardella et Marine Le Pen dans les sondages d'opinion. Alors que le président du Rassemblement National et la patronne des députés RN atteignent des niveaux de popularité inédits, l'éditorialiste s'interroge sur la fragilité de cette position de favori à un an de la présidentielle. Il met en garde contre le risque de "juppéisation" de Bardella et rappelle que de fortes cotes de popularité ne se traduisent pas toujours en intentions de vote. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Jordan Bardella ist aktuell Präsident der rechtspopulistischen Partei Rassemblement National in Frankreich. Und nächstes Jahr könnte Bardella der nächste französische Staatspräsident werden. Er gilt als eines der prominentesten politischen Talente der französischen Rechten und liegt derzeit in Umfragen vorn. Kürzlich hat der 30-jährige Politiker die Beziehung zu einer italienischen Prinzessin öffentlich gemacht. Sie weckt gerade mehr Interesse als Jordan Bardella selbst. Denn Maria Carolina von Bourbon de deux-Siciles ist in einen unerbittlichen Erbstreit ihrer Familie verwickelt. Es geht um Millionen, die sich auf Konten in der Schweiz befinden. Warum heikles Geld immer wieder in der Schweiz auftaucht und worum es in Familienstreit geht, erzählt Sylvain Besson vom Tamedia-Recherchedesk. Er hat zum Erbstreit im Umfeld von Jordan Bardella recherchiert und ist zu Gast in einer neuen Folge des täglichen Podcasts «Apropos». Host: Alexandra Aregger Produzentin: Jacky Wechsler Die Familiengeschichte der Bourbons zum Nachlesen: Jordan Bardella und das Erbe der Prinzessin – Spurensuche in der Schweiz Mehr zu Jordan Bardella Ziehsohn Jordan Bardella überstrahlt Marine Le Pen – hofft er auf ein hartes Urteil gegen sie? Le Pens Partei will plötzlich gar nichts mehr mit Trump zu tun haben Unser Tagi-Spezialangebot für Podcast-Hörer:innen: tagiabo.chHabt ihr Feedback, Ideen oder Kritik zu «Apropos»? Schreibt uns an podcasts@tamedia.ch Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Chaque samedi, découvrez une compilation thématisée des meilleurs chroniques de Philippe Caverivière ! Dans ce best of spécial politiques, l'humoriste fait face à Jordan Bardella, Marion Maréchal ou encore Franck Allisio ! Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
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Aujourd'hui, Laura Warton Martinez, sophrologue, Joëlle Dago-Serry, coach de vie, et Charles Consigny, avocat, débattent de l'actualité autour d'Alain Marschall et Olivier Truchot.
Le grand entretien avec Jordan Bardella, c'est ce soir. L'un de ses grands défis sera peut-être de comprendre, par rapport au grand écart qu'il effectue, où se situe-t-il vraiment entre les positions traditionnelles du Rassemblement national et ses inclinations à lui. D'après Ruth Elkrief, on comprend que les tenants de la ligne nationale populiste, plus proche de Marine Le Pen, surenchérissent pour bien rappeler que quel que soit le candidat, il ne deviendra pas le candidat d'un parti comme les autres. C'est un changement très important qui se profile avec le remboursement du médicament obésité. Le fond du fond, c'est notre mode de vive et notre alimentation. Pour Pascal Perri, le lien entre alimentation et santé a été démontré mille fois, comme le lien entre activités sportives et obésité. "Lutter contre l'obésité pour ceux qui en ont vraiment besoin, oui, mais cela ne peut pas être un traitement de confort", ajoute-t-il. Aux États-Unis, le Pentagone a publié 161 documents déclassifiés sur les ovnis, dont des rapports remontant à 1947 sur les disques volants. Une publication exigée par Donald Trump dès février 2026. Carl Jung parlerait d'archétypes, ces images primordiales qui sont logées dans notre inconscient collectif, antérieurs à toute culture et à toute langue. D'après Abnousse Shalmani, les ovnis et les extraterrestres, si l'on suit Jung, sera alors la projection de notre terreur et de notre désir face à l'inconnue absolue. Du lundi au vendredi, à partir de 18h, David Pujadas apporte toute son expertise pour analyser l'actualité du jour avec pédagogie.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Depuis quelques jours, et surtout depuis 24 heures, la justice fait irruption dans la campagne présidentielle qui n'a pas encore commencé formellement. Il y a plusieurs procédures judiciaires de nature différente qui, hasard du calendrier, coïncident dans le temps : celles concernant Dominique de Villepin, candidat non déclaré, mais qui multiplie les insinuations, Édouard Philippe, candidat déclaré, et Jordan Bardella, candidat potentiel. Selon Ruth Elkrief, ces situations remettent sur la table le débat récurrent sur les frontières entre pouvoir judiciaire et sphère politique. Après la R5, la Fiat 500 et la 4L, c'est la mythique 2 CV qui va être revisitée à son tour en version électrique ! Stellantis promet un prix abordable, moins de 15 000 euros. Pascal Perri se demande si les constructeurs manquent d'imagination ou si c'est le public qui plébiscite ces modèles vintage. Il rappelle en passant que, quelle que soit la raison, l'industrie automobile européenne, et française en particulier, traverse actuellement une crise profonde. Il regrette aussi que la nouvelle 2 CV ne soit pas produite en France. Elle sera le fruit d'une coopération avec des constructeurs du nouveau monde. Ebola resurgit en République démocratique du Congo et est à l'origine de la mort d'au moins 130 personnes. L'OMS estime que le risque épidémique est élevé au niveau national et régional, mais faible à l'échelle mondiale. Il n'y aura donc pas de pandémie internationale. Le virus sévit et fait des victimes dans l'est de la RDC, une région en guerre depuis une trentaine d'années. Et ce sont les médecins et les soignants qui meurent en premier. Abnousse Shalmani rappelle aussi que le pays a connu 16 épidémies d'Ebola. "Une triple peine", dit-elle. Du lundi au vendredi, à partir de 18h, David Pujadas apporte toute son expertise pour analyser l'actualité du jour avec pédagogie. Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
durée : 00:04:22 - Le Billet politique - par : Jean Leymarie - Une star du football contre l'extrême droite : le patron du RN demande à la star des Bleus – un "privilégié" – de taire ses critiques. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
durée : 00:01:55 - par : Le service politique de franceinfo - Le 7 juillet, la cour d'appel de Paris rendra son verdict dans l'affaire des assistants parlementaires européens du FN. Marine Le Pen pourrait ne pas pouvoir se présenter à la présidentielle. En attendant cette décision cruciale pour le RN, Jordan Bardella prépare déjà l'échéance. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
Kylian Mbappé a dégainé une simple phrase dans Vanity Fair… et l'extrême droite politico-médiatique est partie en vrille.▶ Soutenez notre campagne pour la TNT IDF :
Aujourd'hui, Antoine Diers, consultant, Joëlle Dago-Serry, coach de vie, et Bruno Poncet, cheminot, débattent de l'actualité autour d'Olivier Truchot.
Au menu de la deuxième heure des GG du mercredi 13 mai 2026 : "Mbappé vs Bardella, qui a gagné le match ?", "Chômage, immobilier, inflation... merci Macron ?" et "La note confidentielle qui embarrasse Raphaël Glucksmann", avec Charles Consigny, avocat, Laura Warton Martinez, sophrologue, et Mourad Boudjellal, éditeur de BD.
Aujourd'hui, Charles Consigny, avocat, Laura Warton Martinez, sophrologue, et Mourad Boudjellal, éditeur de BD, débattent de l'actualité autour d'Olivier Truchot et Alain Marschall.
Aujourd'hui, Charles Consigny, avocat, Laura Warton Martinez, sophrologue, et Mourad Boudjellal, éditeur de BD, débattent de l'actualité autour d'Olivier Truchot.
A 10h, ce mercredi 13 mai 2026, les GG : Charles Consigny, avocat, Laura Warton Martinez, sophrologue, et Mourad Boudjellal, éditeur de BD, débattent de : Mbappé vs Bardella, qui a gagné le match ?
AFD notuje rekordowe poparcie w Niemczech, Jordan Bardella wyrasta na faworyta wyborów prezydenckich we Francji, a Europa coraz wyraźniej skręca w prawo. Czy centrum popełnia błąd, próbując kopiować postulaty skrajnej prawicy? Michał Olszewski rozmawia z Michałem Gostkiewiczem, korespondentem „Deutsche Welle” i „Gazety Wyborczej” z Brukseli i Strasburga, o politycznym skręcie Europy na prawo, kryzysie tradycyjnych partii oraz rosnącej sile populistów. Więcej podcastów na: https://wyborcza.pl/podcast. Piszcie do nas w każdej sprawie na: listy@wyborcza.pl.
Detjen, Stephan www.deutschlandfunk.de, Das war der Tag
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Présidentielle 2027 : pourquoi Mélenchon se présente maintenant ? Retrouvez Le Club Le Figaro Politique présenté par Yves Thréard. Il reçoit Benjamin Morel, Louis Hausalter, Bertille Bayart et Paul Sugy.Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Aujourd'hui, Flora Ghebali, entrepreneure dans la transition écologique, Emmanuel de Villiers, chef d'entreprise, et Charles Consigny, avocat, débattent de l'actualité autour d'Olivier Truchot.
durée : 00:03:17 - Par Jupiter ! - par : Charline Vanhoenacker - Le Medef a déjeuné avec Jordan Bardella. Encore une “idylle inattendue qu'on n'avait pas vu venir”. Ils ne se cachent plus, le Medef et le RN “libres et amoureux”, etc. vous connaissez le refrain, c'est toutes les semaines... Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
durée : 00:03:17 - Charline explose les faits - par : Charline Vanhoenacker - Le Medef a déjeuné avec Jordan Bardella. Encore une “idylle inattendue qu'on n'avait pas vu venir”. Ils ne se cachent plus, le Medef et le RN “libres et amoureux”, etc. vous connaissez le refrain, c'est toutes les semaines... Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
C dans l'air l'invité du 20 avril Bruno Jeudy, directeur délégué et éditorialiste à La Tribune Dimanche. Le patron du Rassemblement national Jordan Bardella a déjeuné aujourd'hui avec le bureau exécutif du Medef. Un déjeuner organisé à l'initiative de la principale organisation patronale de France qui est désireuse de discuter avec tous les responsables politiques sans exception. C'est la première fois que le RN est reçu par les instances du Medef. À cette occasion, Marine Le Pen et Jordan Bardella annoncent vouloir "lever les verrous normatifs qui freinent le développement économique". Une rencontre qui s'inscrit dans la campagne du parti pour la course à l'Elysée en 2027. Un scrutin qui compte déjà beaucoup de candidats, à l'image de Bruno Retailleau, largement désigné candidat par les adhérents du parti Les Républicains hier. De son côté, l'ancien président de la République et actuel député François Hollande a accordé un grand entretien à l'hebdomadaire Marianne. "Je me prépare", a-t-il indiqué. Des ambitions... et des attentes de la part des Français...Selon un sondage Elabe pari dans la Tribune dimanche, la qualité principale du président de la République doit être l'honnêteté, suivie de l'écoute, puis du courage.
C dans l'air du 21 avril 2026 - Attal, Bardella : la stratégie du people, ça marche encore ? À un an de l'élection présidentielle, les candidats fleurissent et plusieurs prétendants à l'Élysée exposent leur vie privée dans les médias. La semaine dernière, c'était Jordan Bardella qui s'affichait en couple en Une de Paris Match avec Maria-Carolina de Bourbon des Deux-Siciles, duchesse de Calabre et de Palerme, héritière italienne d'une famille royale parmi les plus fortunées de la jet-set internationale, dans une mise en scène reprenant les codes de la paparazzade — photos supposées volées — mais parfaitement calibrées. « Je savais qu'ils étaient là », a expliqué quelques jours plus tard au 20 heures de France 2 le président du RN, potentiel candidat à la présidentielle en cas d'inéligibilité de Marine Le Pen, assumant ces photos et cette relation. En miroir, cette semaine, c'est Gabriel Attal qui s'est confié en détail à Audrey Crespo-Mara sur TF1 au sujet de son histoire d'amour avec celui qui a été son ministre de l'Europe et est aujourd'hui vice-président exécutif de la Commission européenne, Stéphane Séjourné. Deux démarches différentes, mais une même logique : occuper le terrain médiatique autrement, en jouant sur l'incarnation et le récit personnel. La politique n'échappe plus aux règles du storytelling, et la vie privée devient un élément du message. Mais est-ce que ça marche encore ?Car,au fond, ce phénomène n'est pas nouveau. C'est la stratégie qu'avait employée Emmanuel Macron pendant la campagne présidentielle de 2017, avec trois couvertures consacrées à son couple en Une de Paris Match. Nicolas Sarkozy l'avait également compris très tôt, assumant notamment d'évoquer sa relation avec Carla Bruni lors d'une conférence de presse ou de mettre en scène sa vie privée dans la presse people. À l'inverse, François Hollande en a fait l'expérience subie : photos volées, séquence du scooter, emballement médiatique, puis le livre de Valérie Trierweiler. Maîtriser ou subir : toute la différence est là. Mais dans les deux cas, une certitude — la frontière entre vie publique et vie privée s'est durablement effacée à l'heure des réseaux sociaux.Et pendant que ces récits captent l'attention, une autre bataille s'engage : celle du fond. Quelques jours après le dîner de Marine Le Pen avec une quinzaine de patrons du CAC 40, le président du Rassemblement national a été reçu lundi à déjeuner par le Medef pour présenter "les grandes lignes" économiques du parti d'extrême droite à un an de l'élection présidentielle. Le Parti socialiste, de son côté, tente de reprendre la main en avançant à ce mercredi la présentation de son projet présidentiel, appelé à infuser lors de la campagne. Dans le même temps, le gouvernement a indiqué ce mardi que 6 milliards d'euros de dépenses pourraient être stoppés pour compenser le coût de la guerre au Moyen-Orient, à l'issue d'une réunion sur les finances publiques à Bercy. Le ministre de l'Action et des Comptes publics, David Amiel, a précisé que les économies pèseraient pour 4 milliards d'euros sur l'État et 2 milliards d'euros « dans la sphère sociale », sans plus de détails, au moment où la guerre pèse sur les finances des Français et la croissance. D'autres annonces sont attendues en fin de journée à Matignon sur les aides face à la flambée des prix des carburants, terrain éminemment sensible à l'approche de 2027.Nos experts :- Jérôme JAFFRÉ - Politologue - Chercheur associé au CEVIPOF- Christophe BARBIER - Éditorialiste politique, conseiller de la rédaction - Franc-Tireur - Nathalie MAURET - Reporter politique - Groupe de presse régionale Ebra- Gaël SLIMAN - Président et cofondateur - Institut de sondages Odoxa
C dans l'air du 21 avril 2026 - Attal, Bardella : la stratégie du people, ça marche encore ? Nos experts :- Jérôme JAFFRÉ - Politologue - Chercheur associé au CEVIPOF- Christophe BARBIER - Éditorialiste politique, conseiller de la rédaction - Franc-Tireur - Nathalie MAURET - Reporter politique - Groupe de presse régionale Ebra- Gaël SLIMAN - Président et cofondateur - Institut de sondages Odoxa
durée : 00:23:17 - Le sept neuf - par : Simon Le Baron - L'ancien président du Medef soutient la décision de l'organisation patronale de déjeuner avec le président du Rassemblement national qu'il considère comme le "premier parti de France". Selon lui, il faut discuter avec l'ensemble des responsables politique. - invités : Pierre Gattaz Ancien Président du MEDEF - président du directoire de Radiall Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
durée : 02:29:45 - Les Matins - par : Astrid de Villaines, Yoann Duval - Ce matin, sur France Culture, à 7h40, Guillaume Erner reçoit Renaud Meltz et Laurent Mauduit pour parler de la rencontre entre Jordan Bardella et le président du Medef : symbole du rapprochement entre l'extrême droite et le patronat ? A 7h17, Yoletty Bracho analyse le retour du FMI au Venezuela. - réalisation : Félicie Faugère
durée : 00:51:36 - Les informés de franceinfo - Tous les soirs, les informés débattent de l'actualité autour de Victor Matet Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
Pour débuter l'émission de ce lundi 20 avril 2026, les GG : Flora Ghebali, entrepreneure dans la transition écologique, Zohra Bitan, cadre de la fonction publique, et Charles Consigny, avocat, débattent du sujet du jour : Bardella devant les patrons aujourd'hui, est-il crédible ?
Aujourd'hui, dans la première heure des Grandes Gueules, les GG sont revenues sur "8-mars : la journée de la femme fériée ?" et "Bardella devant les patrons aujourd'hui : est-il crédible ?", avant d'échanger leur point de vue dans le "On s'en fout, on s'en fout pas".
Aujourd'hui, Flora Ghebali, entrepreneure dans la transition écologique, Zohra Bitan, cadre de la fonction publique, et Charles Consigny, avocat, débattent de l'actualité autour d'Alain Marschall et Olivier Truchot.
À un an de la présidentielle en France, le président du Rassemblement national Jordan Bardella déjeune lundi 20 avril avec le comité exécutif du Medef, la principale organisation patronale. Deux semaines plus tôt, Marine Le Pen dînait avec des patrons du CAC 40. Par pragmatisme, cynisme ou par conviction idéologique, les grands patrons assument de plus en plus un rapprochement avec l'extrême droite. Qu'il semble loin le temps où Laurence Parisot, alors présidente du Medef, publiait Un piège bleu Marine, livre dans lequel elle dénonçait le danger que représentait à ses yeux Marine Le Pen et où elle rappelait la complaisance de la fille de Jean-Marie Le Pen vis-à-vis des propos racistes et antisémites de son père. Le patronat désormais se montre prêt à discuter, quand il ne se montre pas séduit par l'extrême droite. Il y a dans cette bascule une part de pragmatisme, pour ne pas dire de cynisme. L'extrême droite s'est retrouvée au second tour à trois reprises sur les cinq dernières présidentielles, et même si les sondages ne font pas l'élection, l'Élysée semble plus que jamais à portée de main de son ou sa représentante en 2027. Alors les grands patrons, les PDG de TotalEnergie, Capgemini, Engie, Renault, Accor préfèrent ouvrir le dialogue « au cas où ». « Nous sommes en démocratie, il faut parler à tout le monde », justifie Thomas Buberl, le patron allemand de l'assureur Axa pour expliquer sa participation au fameux dîner avec Marine Le Pen. Des patrons rassurés par l'exemple italien Cette « fréquentabilité » retrouvée est aussi le fruit d'un long travail du Rassemblement national pour lisser son image auprès des patrons. Le RN cherche désormais à se donner l'image d'un parti sérieux sur le plan économique. Même s'il reste foncièrement eurosceptique, officiellement il ne défend plus une sortie de l'Union européenne ni même de l'euro. De quoi rassurer des patrons attachés au grand marché européen. Des patrons rassurés aussi par l'exemple italien : à la tête d'un gouvernement d'extrême droite, Giorgia Meloni a rétabli le déficit public italien - au moins en apparence - et sur la scène extérieure, elle a abandonné ses promesses de souveraineté pour nouer des alliances pragmatiques à Bruxelles avec les conservateurs allemands. Même sur l'immigration, le discours s'est durci mais ça n'a pas empêché Rome d'accorder 500 000 visas à des travailleurs extra-européens pour fournir aux entreprises la main-d'œuvre dont elles ont besoin. Et tant pis tout cela si cela se traduit par une politique réactionnaire sur le plan intérieur, les patrons sont d'autant plus prêts à l'accepter que ce ne sont pas eux qui en subissent les conséquences. À lire aussiSilicon Valley: «On assiste aujourd'hui à la prise de pouvoir d'un libertarianisme autoritaire» Ce revirement d'une partie des patrons français vis-à-vis du Rassemblement national est aussi le fruit d'une véritable entreprise idéologique, un travail de fond mené par des hommes d'affaires qui ont fait de l'union des droites un véritable projet politique et sociétal. De la même manière qu'aux États-Unis on a vu comment les grands patrons de la tech Elon Musk, Sam Altman, Mark Zuckerberg, Peter Thiel, Jeff Bezos se sont mis au service de Donald Trump et de ce que certains chercheurs qualifient déjà de technofascisme, en France les milliardaires ultraconservateurs Vincent Bolloré et Pierre-Édouard Stérin ont mis leurs empires médiatiques et financiers au service de leurs agendas idéologiques et de leurs obsessions identitaires. Sur le devant de la scène comme en coulisses, ils œuvrent à ce rapprochement depuis des années.
Plusieurs débats au cœur de l'actualité, les Grandes gueules ont le choix, en débattre ou non : Quatre millions de Français renoncent aux produits d'hygiène ! En couple, les confidences de Bardella au JT de France 2 Barbe, rouflaquettes et bouc interdits chez les pompiers !
Aujourd'hui, Flora Ghebali, entrepreneure dans la transition écologique, Bruno Poncet, cheminot, et Mourad Boudjellal, éditeur de BD, débattent de l'actualité autour d'Alain Marschall et Olivier Truchot.
Dans ce jeu du "Qui Qui Express", la règle est simple : à chaque personnalité retrouvée par les Grosses Têtes, l'auditeur ou l'auditrice remporte 50 euros ! Retrouvez tous les jours le meilleur des Grosses Têtes en podcast sur RTL.fr et l'application RTL.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
durée : 00:02:51 - L'Humeur du matin par Guillaume Erner - par : Guillaume Erner - Un récent reportage de Paris Match met en lumière la relation entre Jordan Bardella et Maria Carolina de Bourbon des Deux-Siciles. L'occasion d'interroger la place du récit romanesque dans la vie publique et politique contemporaine. - réalisation : Félicie Faugère
A 10h, ce jeudi 9 avril 2026, les GG : Barbara Lefebvre, professeur d'histoire-géographie, Bruno Poncet, cheminot, et Joëlle Dago-Serry, coach de vie, débattent de : "Love Story de Bardella, on s'en fout ou pas ?"