Capital and chief port of Mozambique
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O mundo não para. Enquanto o Irão ameaça vingar a morte de Khamenei com ataques a figuras americanas e bombardeia os seus próprios vizinhos do Golfo — incluindo Omã, aliado histórico de Teerão —, Donald Trump perde a paciência com Teerão e fecha a porta à facção iraniana que recusa negociar. Em Ancara, a NATO saiu reforçada: a Turquia troca os mísseis russos S-400 por caças americanos, a Síria senta-se à mesa dos aliados ocidentais e a Ucrânia recebe uma licença histórica para fabricar os seus próprios mísseis Patriot — uma aposta no longo prazo enquanto as cidades continuam a ser atacadas por balísticos russos impossíveis de interceptar. Em Paris, a França prepara uma montra de poder aéreo no desfile da Bastilha, com aviões ucranianos a sobrevoar os Campos Elísios como símbolo político. Em África, o Daesh cresce, o Mali sangra sob uma ofensiva mecanizada e Lavrov chega a Maputo com promessas que já falharam antes. E em Lisboa, uma decisão que custará entre 2,3 e 3 mil milhões de euros aproxima-se: Portugal terá de escolher o seu próximo caça de combate — F-35, Rafale, Typhoon ou Gripen —, um avião que definirá a soberania aérea nacional durante as próximas três décadas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sejam bem-vindos ao magazine Semana em África, a rúbrica onde recapitulamos os principais acontecimentos da semana no continente africano. Esta semana fica marcada por uma nova reviravolta na Guiné-Bissau com o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, a ter sido colocado em prisão preventiva, esta sexta-feira. Simões Pereira vai cumprir uma ordem decretada por um Juiz de Instrução Criminal, no âmbito de uma investigação sobre a sua alegada participação num golpe de Estado que teria ocorrido em outubro de 2025. A defesa diz tratar-se de uma "cabala política". De acordo com os advogados de defesa e fontes familiares, Simões Pereira foi conduzido por volta das 10 horas, hora de Bissau, para as instalações da Segunda Esquadra, onde vai cumprir a prisão preventiva. A medida teria sido decretada na quinta-feira, pelo Juiz de Instrução Criminal, Mamadu Embalo, dando deferimento a um pedido nesse sentido que tinha sido formulado pela Promotoria da Justiça Militar. O opositor Fernando Dias da Costa, que reclama ter vencido as eleições presidenciais de Novembro passado, entretanto interrompidas pelo golpe de Estado militar, denunciou o que considera ser uma perseguição política a Simões Pereira. Dias da Costa afirma que Pereira é vítima de perseguição unicamente por ter apoiado a sua candidatura às eleições de Novembro. Entretanto, os advogados de defesa do líder do PAIGC e presidente eleito do parlamento guineense, não compareceram ao Tribunal Militar, onde Simões Pereira, está a ser investigado, por considerarem que o seu processo ganhou contornos políticos e não judiciais. Portanto, dizem, não valia a pena ir ao Tribunal, instância da qual não receberam nenhuma notificação. Seja como for, é facto que Domingos Simões Pereira está detido na Segunda Esquadra, onde já esteve de 26 Novembro de 2025 a 31 Janeiro deste ano. Desde essa altura, Pereira encontrava-se em prisão domiciliária, sob forte vigilância policial. Após ser ouvido pelo Tribunal Militar na quarta-feira, o responsável político tinha sido notificado ontem à noite para tornar a comparecer perante a justiça nesta sexta-feira. Uma situação perante a qual as eurodeputadas portuguesas Catarina Martins e Marta Temido, bem como a diplomata Ana Gomes, manifestaram o seu repúdio denunciando o que qualificaram de inacção da comunidade internacional. Guiné-Bissau: referendo a 30 de Agosto sobre nova Constituição Ainda na Guiné-Bissau, os cidadãos serão chamados no próximo dia 30 de Agosto a pronunciar-se sobre a nova Constituição do país. A sociedade civil insurge-se contra esta iniciativa, que apelida de "teatro". Cada guineense com capacidade eleitoral activa vai dizer “sim” ou “não” como resposta. A consulta popular será feita por sufrágio universal, directo, secreto e pessoal, sobre a entrada em vigor da nova Constituição da República aprovada pelo Conselho Nacional de Transição. O decreto presidencial, assinado por Horta Inta-a esclarece que “o Supremo Tribunal de Justiça emitiu parecer favorável” à realização do referendo. A questão que se coloca é saber o que diz a própria Constituição já que a maioria dos guineenses desconhece as novas formulações que constam do texto revisto pelo Conselho Nacional de Transição, órgão que exerce as competências do parlamento guineense. Os militares tomaram o poder a 26 de novembro de 2025, num golpe de Estado e uma das primeiras acções foi a alteração da Constituição da República da Guiné-Bissau que passa a dar mais poderes ao Presidente da República. A oposição e as organizações da sociedade civil têm criticado todo o processo que conduziu à alteração da Constituição que dizem foi feita por via da força. Seja como for, no próximo dia 30 de agosto, os guineenses serão chamados a dizer se concordam ou não com a nova Constituição da República. Armando Lona, coordenador da Frente popular, representando a sociedade civil, denuncia um "teatro". "Não passa de uma aberração crónica, uma fuga para a frente por parte de um grupo que, todos nós sabemos que assaltou as instituições, que instalou uma ditadura sanguinária na Guiné-Bissau nos seis últimos anos. Apesar da derrota que sofreu nas eleições de 23 de novembro de 2025, não se acomodou, não se convenceu. Continua a multiplicar encenações, golpes cerimoniais, teatros, como agora estamos a assistir com esse pseudo referendo que não passa de um autêntico teatro no circo. Porque um referendo constitucional, em qualquer parte do mundo, é um acto de soberania popular. Acontece dentro de um quadro histórico duma realidade histórica interpretada pelo povo sobre a necessidade ou não de proceder a um referendo. E quando acontece, acontece dentro dos parâmetros legais, devidamente legitimado pelo povo do país. Na Guiné-Bissau temos leis que indicam claramente como é que se deve proceder perante um referendo popular. Qualquer revisão constitucional tem que decorrer dentro desses parâmetros legais. Portanto, o que está a acontecer nesse momento é um autêntico teatro de um bando que capturou as instituições da Guiné-Bissau, que tenta a todo o custo salvaguardar o regime que já está desmoronado. Um regime que está completamente à deriva, portanto. E tudo isso não passa de um teatro"." Neste contexto, acha que, porventura, muitos guineenses já tomaram conhecimento das alterações que a transição preconiza? Acha que as pessoas estão esclarecidas sobre o que vai ser o objecto deste referendo? Os guineenses não avaliam essas mudanças oportunísticas, essas mudanças ilegais. O que os guineenses avaliam é a tentativa da sua confiscação, da vontade exprimida nas urnas. O povo da Guiné-Bissau escolheu um presidente no dia 23 de Novembro de 2025 e aconteceu um falso golpe para poder impedir que este presidente assumisse as funções presidenciais. Tudo o que nós estamos a assistir até agora faz parte desse projecto de confiscação da vontade popular. E o povo da Guiné-Bissau não reconhece esse grupo, esse bando. O povo da Guiné-Bissau está determinado a lutar para fazer valer a vontade expressa soberanamente nas urnas. Moçambique: Igreja quer esclarecimentos sobre assassinato de bispo de Quelimane A igreja católica, realça o presidente da conferência episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saúre, está preocupada e busca respostas para o que aconteceu na madrugada dia 06 de Junho na residência pastoral na cidade de Quelimane onde sabe-se apenas que Dom Osório Citora foi morto a tiro. "Ficando apenas o que foi dito publicamente pela imprensa de que o bispo foi morto a tiro, por uma arma de fogo sem nenhuma referencia as possíveis respostas para as perguntas cruciais tais como: quem matou exactamente Dom Osório, quem foi o mandante e quais seriam as motivações do assassinato". A Conferência Episcopal de Moçambique pede, diz o arcebispo de Maputo Dom Carlos Nunes, que seja levado a cabo uma nova linha de investigação ao assassinato do bispo de Quelimane. "Ali não é fábrica de armas. Veio de algum sítio, alguém trouxe essa arma. Então que se abra mais o campo porque o modo como agora está sendo orientado parece que é uma coisa de casa, caseira. A igreja tem problemas então é vitima dos seus próprios problemas". A preocupação dos bispos católicos foi manifestada em conferência de imprensa na capital moçambicana. Os arcebispos de Nampula, Dom Inácio Saúre, de Maputo, Dom João Carlos, e o emérito da Beira, Dom Claúdio Dalla Zuanna, mantiveram encontros no dia 04 deste mês de Julho, em Roma, com o Papa Leão XIV e com o Cardeal Pietro Parolin - Secretário de Estado do Vaticano onde onde foi condenado o baleamento do bispo da diocese de Quelimane, Dom Osório Citora. Entretanto, cerca de 1.400 moçambicanos foram repatriados pelas autoridades nacionais após a violência xenófoba na África do Sul. O anúncio foi feito pelo Governo que garante estar a acompanhar a situação e a criar condições para o enquadramento profissional destes cidadãos. O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, revelou, esta semana, os números de moçambicanos regressados da África do Sul. Em São Tomé e Príncipe, a missão de observação às eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe deverá chegar ao país entre dia 14 e 15 de Julho e deverá ser liderada pelo antigo ministro angolano, João Bernardo Miranda. Estas precisões foram feitas por Maria de Fátima Jardim, secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal. É o ponto final deste magazine Semana em África. Nós, já sabe, estamos de volta na próxima semana. Até lá, fique bem.
Esta Semana em África ficou marcada pelo fim da participação de Cabo Verde no Mundial de Futebol, mas também as críticas da oposiçõa na Guiné-Bissau, o fluxo de moçambicanos que sai da África do Sul sob ameaças racistas ou ainda a desistência final de Jorge Bom Jesus nas presidenciais de São Tomé e Príncipe. Os Tubarões Azuis caíram de pé no Mundial de Futebol masculino que decorre nos Estados Unidos, México e Canadá. Face aos campeões em título, a Argentina, Cabo Verde deu luta e conseguiu por duas vezes igualar a partida, perdendo apenas por um auto-golo já no prolongamento do jogo. Durante 120 minutos, os cabo-verdianos sonharam e saem desta competição com a cabeça erguida dando a conhecer ao Mundo a sua forma de jogar, mas sobretudo o seu país, as suas tradições e a sua alegria. Na hora do adeus, o guarda-redes Vozinha, que se tornou uma das sensações desta competição e é agora aclamado mundialmente, diz esperar que Cabo Verde continue a atingir novas metas e que o futuro está aberto para o arquipélago. Na Guiné-Bissau, os dois principais blocos da oposição acusam a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de ter perdido neutralidade para legitimar o regime de transição militar instalado após a tomada de poder em Dezembro de 2025. Numa carta aberta, denunciam a exclusão da oposição das missões da organização, contestam o apoio ao processo de revisão constitucional e alertam para a degradação das condições democráticas no país. O coordenador interino da PAI-Terra Ranka e um dos signatários da carta, António Samba Baldé, explica as razões deste repúdio em entrevista a Lígia Anjos. Na África do Sul, as manifestações e a violência contra os imigrantes continuam, tendo já levado pelo menos 25 mil pessoas a abandonar o país. A fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, no sul de Moçambique, está a registar o regresso massivo de cidadãos, entre moçambicanos e malauianos, como nos conta o nosso correspondente Orfeu Lisboa. Do outro lado, na África do Sul, continuam as manifestações e a ausência dos imigrantes, que optam por fugir para os seus países de origem ou esconder-se nas suas casas, já está ter um forte impacto no quotidiano de várias cidades como descreve a nossa correspondente Mariamo Hassamo. Em São Tomé e Príncipe, o ex-primeiro-ministro são-tomense Jorge Bom Jesus anunciou a sua decisão de desistir da corrida às presidenciais de 19 de Julho, alegando uma “avalanche de inverdades criminosas” e um clima de “divisão e crispação política” em torno da sua candidatura. Mantêm-se na corrida Carlos Vila Nova, Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu e Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim. A campanha eleitoral começa hoje em São Tomé e Príncipe. Em Angola, vão começar a ser cobrados os serviços de saúde prestados à população devido à revisão da Lei de Bases do Sistema Nacional de Saúde, pondo fim à gratuidade universal da assistência médica em vigor há 34 anos. A proposta, aprovada na especialidade, está a gerar controvérsia entre parlamentares, embora o governo clarifique que a medida será aplicada apenas a cidadãos com capacidade financeira, como explica o nosso correspondente Francisco Paulo.
Burnout expert Dr Anton Janse van Rensburg is a practising medical doctor from Pretoria, South Africa, with 27 years of experience as an Integrative Practitioner. Besides his MBChB degree, he has a Master's degree in Applied Human Nutrition from the University of Pretoria, and an Advanced Management Diploma from Manchester Business School. He is also a trained metal toxicologist.His clinical practice focuses on burnout, mood disorders, adjuvant therapy for cancer patients, auto-immune disorders, severe intestinal conditions, and chronic infectious diseases.Summary of PodcastKey TakeawaysBurnout is a systemic depletion, not just fatigue. It results from neglecting many small, daily habits (rest, connection, diet), not just from overwork.Dr. Anton's method is prescriptive and holistic. It prioritises daily habits (e.g., 20-min power naps, strong connections) and uses comprehensive tests to find root causes before considering medication.Nutrition is a primary tool for managing chronic conditions. A high-fat, low-carb diet can reverse Type 2 diabetes and stabilise mood by reducing cravings for refined carbs and optimising brain chemistry.Purpose and challenge are critical for longevity. Complete retirement is a risk factor for rapid aging; staying engaged with meaningful work or new challenges is essential for maintaining brain health.Burnout: Root Causes & Holistic SolutionsDefinition: A systemic depletion from neglecting many small, interconnected daily habits (physiological, emotional), not just from overwork.Origin of Insight: Dr. Anton's experience managing health for 9,000 workers on a high-stress construction site in Maputo, Mozambique (2000–2003).This role involved diagnosing 30–40 malaria cases daily and managing fatalities, providing a "crossroads" experience that informed his later focus on burnout.Dr. Anton's Prescriptive Approach:Initial Assessment: A deep history of work hours, rest habits, and personal connections.Daily Respite: Prescribes short, scheduled breaks to manage the body's natural circadian dip.Power Naps: 20-minute naps are ideal; naps >1 hour are detrimental to brain health.Social Connection: Emphasises strong relationships with friends, family, and colleagues, citing research on their importance for resilience and longevity.Physiological Testing: Uses comprehensive tests (bloods, stress ECGs) to find root causes, not just manage symptoms.Kevin's Experience: Burnout led to "reduced performance"—sitting at the desk with a large to-do list but accomplishing nothing.Solution: Stepped away from the desk more often and re-prioritised tasks to reduce stress.Mood Disorders & The Role of NutritionDefinition: A broad term for unstable brain chemistry, which can manifest as sadness, cynicism, or even physical fatigue (e.g., heavy limbs, a known symptom of low serotonin).Societal Factors: Increased prevalence in younger generations is linked to social media exposure and a sedentary lifestyle, both of which negatively impact brain chemistry.Nutrition as a Primary Tool:Core Principle: The brain requires healthy fats (avocado, olive oil, nuts, meat) and is harmed by refined carbohydrates.Mechanism: A high-fat, low-carb diet reduces cravings for refined carbs, which drives illness and instability.Case Study (Mood Disorder): A patient with a severe mood disorder saw significant improvement within 48 hours of starting a high-fat, low-carb diet, avoiding hospitalization.Case Study (Type 2 Diabetes): A patient on metformin for 25 years was advised to challenge the medication's necessity.Process: A low-carb, high-fat diet for six months, monitored with fasting insulin and HbA1c tests, can reveal if the pancreas can function without medication.Outcome: If successful, medication can be slowly and carefully reduced.Calorie Counting: Dr. Anton strongly advises against restrictive diets and calorie counting, as they are unsustainable and against human nature.The Future of Work & PurposeAI's Impact: The potential for AI to eliminate jobs raises concerns about a loss of purpose and meaning, which are often tied to work and contribution.Retirement & Longevity: Dr. Anton cautions that complete retirement is a risk factor for rapid aging.Recommendation: Stay engaged with meaningful activities (consulting, volunteering, mentoring) to maintain brain health and purpose.Challenge: The brain, like a muscle, needs to be challenged to grow and stay healthy. Avoiding challenges is detrimental to long-term well-being.The Next 100 Days Podcast Co-HostsGraham ArrowsmithGraham founded Finely Fettled in 2014 to provide data from The UK High Net Worth Database to marketers targeting affluent and high-net-worth customers. He's the founder of MicroYES, a Partner for MeclabsAI, creating lead generation AI Agents & Workflows and introducing the MeclabsAI Platform. Graham also provides an Answer Engine Optimisation solution to get your website in shape to be found by LLMs.Kevin ApplebyKevin specialises in finance transformation and implementing business change. He's the COO of GrowCFO, which provides both community and CPD-accredited training designed to grow the next generation of finance leaders. You can find Kevin on LinkedIn and at kevinappleby.com
SERNIC denuncia funcionários alfandegários por alegada tentativa de retirar droga apreendida no Aeroporto de Maputo. AT refuta a alegação. Mundial 2026: Vozinha o "fenómeno" do momento.