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» Sábado» Holy» Tema: As Marcas de UM Jovem Chamado Por Deus» Pregador: Pr. Wavison Salgado» Data: 06/06/2026#IBAlameda #Alameda #juventude--------------------------------------------------------------------Nossos Cultos Online:► Libertação: SEXTA, às 20h► Juventude: SÁBADO, às 19h► Celebração: DOMINGO, às 10h e 18h30Acompanhe nossas Redes Sociais:► Facebook: / igrejabatistaalameda ► Instagram: / igrejabatistaalameda ► Youtube: / igrejabatistaalameda ► Site: https://igrejabatistaalameda.com.br/
No lançamento de "Armado Até os Dentes", Thalles Cabral volta ao podcast para falar de como nos percebemos fortes e fracos da infância até a vida pós-jovem, amadurecimento e performance da masculinidade - temas presentes também no livro.Newsletter Pós-JovemPós-Jovem nas redes: Instagram |BlueSkyPlaylist"Episódios Essenciais"Canal do Whatsapp:Acesso aos BastidoresDesign: Nayara LaraTrilha: Peartree
O Espírito Santo, à época antiga, pelos olhos e interpretações de Dom Pedro II, imperador do Brasil entre 1840 e 1889. Este é o trabalho reunido no livro "Pedro II: diário da viagem à província do Espírito Santo". A edição preparada pelo Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, reúne no texto os diários e imagens digitalizadas das cadernetas 5 e 6 do imperador e suas transcrições. O trabalho de organização, transcrição paleográfica e notas são do historiador Fernando Achiamé. Antes de fazer esse trabalho, ele lembra que Levy Rocha, natural de Muqui, importante nome da historiografia capixaba, foi o responsável pelas primeiras transcrições do diário de Pedro II, em 2008. À épóca, esse trabalho, não foi feito de forma cronológica, explica Achiamé.O historiador explica que Dom Pedro II tinha 34 anos à época da visita. Novo, muito culto, explica Achiamé, ele também tinha habilidade e interesse por desenho, com registros de paisagens, monumentos e detalhes observados em viagens. Nos diários, escritos à mão, ele colocava suas percepções sobre o que via nas colônias. No Espírito Santo, à época, ele ficou por cerca de quinze (15) dias, e passou por localidades como Vitória, Serra (Nova Almeida), Santa Leopoldina, Santa Isabel (atual Domingos Martins), e Linhares. Pedro II era considerado o "Órfão da Nação", porque perdeu os pais muito cedo. Ele conhecia muitas línguas, sempre estudou muito, e foi preparado para ser Imperador. "Mas o Império, de forma geral, era 'pobre'. Jovem, só com 18 anos, ele deveria assumir, mas com o 'Golpe da Maioridade', se tornou Imperador, com a antecipação da coroação de Dom Pedro II no trono brasileiro. Nesta entrevista, o historiador Fernando Achiamé e o Diretor do Arquivo Público, Cilmar Franceschetto contam detalhes desta visita.
No episódio desta semana, falamos sobre o melhor apelido do ano, o TARIFLÁVIO, e as possíveis consequências da nova ameaça estadunidense, a enrolada ONG da produtora de Pangaré Sombrio e amiga do Mário Notas Frias, além das mais recentes ações do Senado Inimigo do Povo, agora também conhecido como Senado Seboso. APOIE financeiramente a continuidade do MIDCast: - Apoia.se : https://apoia.se/midcast - Chave PIX : podcastmid@gmail.com # COMPRE produtos na lojinha do MIDCast: colab55.com/@midcast # CANAL do MIDCast Política no WhatsApp: bit.ly/midcast-zap # GRUPO dos ouvintes no Telegram: bit.ly/midcastgrupo # LISTA de paródias do MIDCast: bit.ly/parodiasmidcast PARTICIPANTES: ------------------ Anna Raissa - https://bsky.app/profile/annarraissa.bsky.social Diego Squinello - https://bsky.app/profile/diegosquinello.bsky.social Thais Kisuki - https://bsky.app/profile/thaiskisuki.bsky.social Victor Sousa - https://bsky.app/profile/vgsousa.bsky.social COMENTADO NO EPISÓDIO ------------------ Governo Trump critica Pix, etanol e corrupção e ameaça retaliar com tarifas de 25% sobre produtos do Brasil Nota do governo brasileiro Trump publica foto com Flávio: "Jovem inteligente que ama muito o seu país" Em carta, Flávio pede a Rubio que poupe Brasil de nova proposta de tarifaço ONG da produtora de Pangaré Sombrio é alvo de operação por suspeita de desvio de recursos em contrato milionário de wi-fi com a Prefeitura de SP Investigação apura se houve uso indireto de dinheiro público da prefeitura de SP em filme de Bolsonaro Não tem nada a ver com o filme, diz Flávio sobre operação contra produtora ONG da produtora de ‘Dark Horse' repassou emenda de Mário Frias a advogado dele e ‘livros fantasmas' EXCLUSIVO: ONG da produtora de Dark Horse cedeu dados de usuários do Wi-Fi Livre em SP para disparos em massa Senado anula norma sobre aborto legal em crianças vítimas de estupro Senado aprova projeto que dificulta aborto legal em crianças Escala 6x1: Alcolumbre diz que Senado não é obrigado a 'carimbar' texto da Câmara que reduz jornada Após pressão, três senadores retiram assinatura de PEC da oposição alternativa à 6x1
A Apple acaba de apresentar novidades na WWDC 2026: novas versões dos sistemas operacionais da Apple, com destaque para o iOS 27, iPhone com refinamentos de interface, ajustes de desempenho e até um aplicativo de câmera mais personalizável? Vem ficar por dentro! Jovem transforma teto em mapa de voo ao vivo com projetor e receptor de rádio de R$ 150. Fim do impasse! Apple cede e deve permitir Pix por aproximação no iPhone. Gears E-Day e mais! Veja resumo com trailers e jogos do Xbox Games Showcase. Chrome agora está “mais rápido do que nunca”, diz Google ao explicar melhorias técnicas no navegador. Nvidia deve lançar RTX 5060 SUPER com 12 GB. Uber libera avaliação “6 estrelas” exclusiva para o Brasil.
As escolas e as universidades servem, cada vez mais, de ponto de partida para ideias com pernas para andar. A economia precisa deste frescor e vitalidade e o mercado agradece a visão disruptiva. Falamos de Empreendedorismo jovemSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Adriellen ficou conhecida nacionalmente após uma gravidez rara de gêmeos com pais diferentes. Anos depois, seu nome voltou às manchetes da pior forma possível: morta dentro da casa da cunhada, com um tiro no peito, enquanto a própria bebê também saiu ferida. O ex-marido fugiu, permaneceu em silêncio e agora a investigação tenta entender o que realmente aconteceu naquela noite. Quantos sinais foram ignorados antes dessa tragédia?Assista também: https://www.youtube.com/playlist?list=PLM8urkUnySVAN4HeD8Xh_QQV1QyDpBzJeSe você curte conteúdo True Crime, inscreva-se no canal e considere se tornar membro! Seu apoio é fundamental para manter o jornalismo investigativo independente!
EUA concluem investigação e propõem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras para punir práticas 'irrazoáveis'. Companhias aéreas cancelam voos para Portugal após anúncio de greve geral; veja os afetados. Jovem mordida por tubarão em Boa Viagem saiu do mar sem a perna, diz primo. Seleção brasileira chega aos EUA e já faz primeiro treino de preparação para a Copa. Rock in Rio 2026: pré-venda de ingressos começa nesta terça-feira.
Designer gráfico, artista visual e youtuber vem ao podcast falar da criação do Suaaave, a rede social mais legal que temos. Téo comenta também como tem lidado com timidez e com a liberdade de se arriscar criativamente.Meu perfil no Suaaave.Newsletter Pós-JovemPós-Jovem nas redes: Instagram |BlueSkyPlaylist"Episódios Essenciais"Canal do Whatsapp:Acesso aos BastidoresDesign: Nayara LaraTrilha: Peartree
*Fique bem-informado com as notícias do Programa Agronegócio Hoje de 03/06/2026.*
O SantoFlow recebe o Pe. Cássio Carvalho e Ana Lis Rosendo para uma conversa emocionante sobre fé, sofrimento, missão e esperança:✨ O LEGADO DA JOVEM RITINHA E O APOSTOLADO NA SANTA GENEROSA ✨Conhecido como o “Leão das Confissões”, Padre Cássio transformou a Paróquia Santa Generosa em um dos maiores polos de evangelização e reconciliação de São Paulo, acolhendo milhares de pessoas através da confissão, da Santa Missa e da direção espiritual.Neste episódio, mergulhamos também no testemunho marcante de Ana Lis Rosendo — uma jovem que, mesmo enfrentando uma doença raríssima e anos de internações, se tornou sinal vivo de fé, perseverança e amor por Jesus.Ao longo da conversa, falamos sobre sofrimento, milagres, vida espiritual, santidade no cotidiano e o impacto que testemunhos simples, mas verdadeiros, podem causar em milhares de vidas.Também refletimos sobre o legado da jovem Ritinha, o apostolado vivido dentro da Santa Generosa e a força transformadora da misericórdia de Deus.✨ Um episódio sensível, profundo e cheio de esperança.-----------------------------------------------------------------------------------------------------Ei, você já conhece a única formação on-line do Padre Duarte Lara e da Maria Gabriela? Vem conhecer o Armas Espirituais:https://pay.kiwify.com.br/r9VbS60https://locusmariologicus.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/consagracao-a-jesus-por-maria-fundamentos-biblicos-teologicos-e-praticas-espirituais-1k9pp/Abra já sua livraria católica, entre em contato pelo link:https://w.app/vbbktxAgenda Católica:https://agendacatolica.com/Liturgia Diária da Paulus: A PAULUS acredita que bons conteúdos transformam, ajudam as pessoas a revelarem aquilo que têm de melhor. Aproveite essa oferta exclusiva: https://bit.ly/3WnFGvuArtesanato Costa:O ateliê mais tradicional de arte sacra do Brasil oferece estatuetas católicas de altíssima qualidade. Compre sua estátua e adicione um toque de fé à sua casa. Use o cupom "GUTO10" para descontos exclusivos: https://www.loja.artesanatocosta.com.brCamisetas Sabatini: Moda e DevoçãoInspire-se com as camisetas católicas de alta qualidade da Camisetas Sabatini, que unem estilo e fé. Visite a loja online: https://www.camisetassabatini.com.br WhatsApp: (44) 99844-8545✅ Doe Agora: https://bit.ly/3odbeCi✅ Doe via PIX: caridade@acn.org.br
Confira na edição do Jornal da Record desta terça-feira (26): Supremo acaba com aposentadoria remunerada como forma de punir juízes expulsos da função. Ex-governador do RJ, Cláudio Castro volta a ser alvo da PF, que investiga aplicação de dinheiro público no Banco Master. Em MG, mulher sobrevive depois de ser jogada em penhasco pelo ex-marido. Jovem é resgatada por pescadores depois de passar dois dias à deriva no mar. Governo federal entrega casas populares em Manaus (AM) e reforça ações na região Norte. Pesquisa no Reino Unido compara uso excessivo das redes sociais entre jovens com vício em cigarros. Pré-candidato a presidência, senador Flávio Bolsonaro é recebido pelo presidente dos EUA Donald Trump na Casa Branca. E a Anvisa libera caneta emagrecedora produzida no Brasil. O preço deve cair 30%, pelo menos.
Fim da escala 6x1: comissão especial da Câmara deve votar parecer sobre PEC nesta quarta; veja detalhes do texto. CCJ da Câmara pode votar redução da maioridade penal nesta quarta. Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump para classificar PCC e CV como grupos terroristas. 'A pizza chegou': câmera de PM mostra abordagem a homem preso por violência doméstica após mulher fazer pedido 'fake' ao 190. 'Confusa, com frio e pedindo água': pescadores relatam como encontraram mulher após 42 horas à deriva no mar em Ilhabela, SP.
Diretamente de Tóquio, cantora relembra a infância cantando videokê no Mato Grosso do Sul, a vida entre o Brasil e o Japão e sua nova música, parceria com a também nipo-brasileira Lisa Ono.Newsletter Pós-JovemPós-Jovem nas redes: Instagram |BlueSkyPlaylist "Episódios Essenciais"Canal do Whatsapp:Acesso aos BastidoresDesign: Nayara LaraTrilha: Peartree
Uma análise comparativa de pesquisas produzidas por uma instituição na Inglaterra e, realizadas em 2021 e 2025, revelou crescimento do número de jovens brasileiros interessados em carreiras nas Forças Armadas e nas polícias militares. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, Andreza Aruska de Souza Santos, diretora do Brazil Institute da Universidade king´s College London diz que o paralelo mostrou que o interesse maior está relacionado com melhores salários, carreira estável, moradia e alimentação subsidiadas. Aruska lembra em 2021 a pandemia atingiu mais os vulneráveis que buscaram ascensão social. Elafala que a interpretação da pesquisa aponta essa escolha dos jovens relacionada mais claramente com a economia, mas em particular, pode-se inferir também um aspecto político e ideológico, porque atrai jovens conservadores. Também pontua que a admiração às carreiras militares aparece nas pesquisas com um caráter secundário.
No novíssimo "Bug nos Millennials", Aquela Miranda investiga as tais dores e as tais delícias da nossa geração. No Pós-Jovem, a atriz, humorista e roteirista fala também de produzir para redes sociais e, é claro, a história por trás do livro.Newsletter Pós-JovemPós-Jovem nas redes: Instagram |BlueSkyPlaylist "Episódios Essenciais"Canal do Whatsapp:Acesso aos BastidoresDesign: Nayara LaraTrilha: Peartree
Sandra, Elizabete e PaulinhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Há um dado que não deixa margem para interpretações reconfortantes: em quase todos os países da OCDE, os adolescentes estão psicologicamente pior do que estavam há dez anos. Mais ansiosos, mais deprimidos, mais fragilizados. E Portugal não é exceção.Em 2026, a OCDE publicou um relatório abrangente sobre a saúde mental de crianças, adolescentes e jovens adultos nos países membros — Child, Adolescent and Youth Mental Health in the 21st Century — que reúne dados nacionais e internacionais, revisão da literatura científica e entrevistas com 29 especialistas clínicos e decisores políticos. O retrato que emerge é claro: estamos perante uma crise que a escola não pode ignorar.
#PAINCAST #medicina #neurocirurgiafuncional_________________________________Pix da Vaquinha para a recuperação do Pirula.chave pix: pirulla@vakinha.com.brAPRESENTADORES:Dr Alessandro Mesquita - Instagram @dr.alessandro_ortopediaedorDr Andre Meireles Borba - Instagram @dr.andreborba_neurocirurgiaoINSTAGRAM DO CANAL:@pain.castCAPTAÇÃO E TRANSMISSÃO:Carbono Studios - Instagram @Carbono.studios
Na nossa época, para ler notícias e afins era preciso ir até um local específico da sua rua e comprar artigos em papel. Que saudades! Nathália Pandeló puxa o papo nostálgico sobre o que (e como) líamos na infância e adolescência.Assine a newsletter Imagina Só, de Nathália PandelóNewsletter Pós-JovemPós-Jovem nas redes: Instagram |BlueSkyPlaylist"Episódios Essenciais"Canal do Whatsapp:Acesso aos BastidoresDesign: Nayara LaraTrilha: Peartree
FMI diz que, além de criar distorções, não evita saída de jovens qualificadas do país. Os deputados Hugo Carneiro (PSD) e Carlos Pereira (PS) discordam dos argumentos e defendem a manutenção da medida.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Culto de Jovens | 09-05-2026
"To Defend the Earth is to Defend the Human" - "Defender a terra, é defender o ser humano", este era um dos lemas do pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, Amílcar Cabral, e este é também o título do livro que compila os seus escritos em matéria de agronomia, que acaba de ser lançado no mês passado com tradução em inglês na África do Sul. A obra organizada pelo economista guineense e professor na Universidade da Cidade do Cabo, Carlos Lopes, juntamente com dois outros académicos ligados à mesma instituição, o antropólogo moçambicano, Anselmo Matusse, e a especialista sul-africana em políticas ambientais, Lesley Green, oferece um rosto relativamente desconhecido do revolucionário assassinado no começo do ano de 1973, sem chegar a ver os seus dois países, a Guiné-Bissau e Cabo Verde definitivamente livres. Amílcar Cabral é sobretudo conhecido como o ideólogo brilhante do combate contra o colonialismo português e também por um sistema de pensamento extremamente coerente que abrangeu a economia, a educação, a cultura ou ainda a emancipação das mulheres. Cabral, todavia, começou por ser engenheiro agrónomo. Jovem estudante em Portugal, ele fez a sua tese de final de curso em 1951 sobre a erosão dos solos no Alentejo e dedicou o texto "aos trabalhadores da terra dos latifúndios, homens de vida incerta que a erosão ameaça". "Defender a terra, é defender o ser humano", dizia ele na tese em que descrevia não só a erosão daquele território, mas também falava das condições de vida dos camponeses e da opressão em que viviam. Nas palavras dele, a agronomia saiu dos aspectos técnicos e ganhou uma dimensão societal e também ambiental. Nos livros e artigos que escreveu depois sobre esta matéria, sempre com a erosão dos solos como fio condutor, Amílcar Cabral, emitiu ideias vanguardistas para época. Foi dos primeiros a vincar a necessidade de produzir de forma sustentável espécies adaptadas ao meio, a urgência de preservar o planeta, de fincar os pés no chão. Ele diria mais tarde aos seus companheiros de luta que "para mudar a realidade, é preciso conhecê-la primeiro". Foi sobre esta faceta de Amílcar Cabral que conversamos com o economista guineense Carlos Lopes, um dos três académicos que organizaram e traduziram as obras de Cabral agrónomo. Ele começa por explicar o que o levou a dar a conhecer este pensador ao público anglo-saxónico. RFI : O que os levou a organizar e traduzir para o inglês os escritos de Amílcar Cabral sobre agronomia? Carlos Lopes : A motivação principal para traduzir as obras principais de Amílcar Cabral na área da agronomia tem a ver com o facto de que ele, já naqueles anos 50, era um pioneiro na agricultura regenerativa, que agora está muito na moda por causa das mudanças climáticas. Portanto, ele antecipou um pouco os debates de hoje, fazendo até análises sobre a questão do género e agricultura, o papel das mulheres na agricultura. Também vários escritos estão relacionados com a questão da agro-ecologia, o respeito dos solos e como os solos são parte integrante do conjunto dos elementos que vão constituir uma sociedade sã. Nós podemos dizer que Amílcar Cabral era consistente entre os seus escritos políticos e os seus escritos na área da agronomia. Mas o que é interessante é que ele começou primeiro pela agronomia. A sua pesquisa nesta área era uma pesquisa reconhecida. Ele fazia-se publicar pelas revistas mais importantes do seu espaço na altura e, portanto, era um investigador com metodologia, com disciplina. E nós achamos que o público de língua inglesa precisava de saber não só que existia todo esse corpo de contribuições de Amílcar Cabral, mas, sobretudo, que tinha muito a ver com os debates de hoje. Portanto, nós fizemos uma análise detalhada das contribuições para poder trazer à luz o pioneirismo de Cabral. RFI : Como é que organizaram a obra? Carlos Lopes : Eu tinha participado em 1988, na compilação de todos os trabalhos que Amílcar Cabral na área da agronomia e publiquei-os quando era director do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau, em colaboração com o então Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa. Foi a primeira vez que os estudos agrários do Amílcar Cabral foram integralmente publicados, fazendo uma colecta de tudo o que tinha sido possível naquela altura encontrar. Acontece que esse volume muito valioso está um pouco esquecido. Está um pouco objecto de arquivo, mais do que propriamente de estudo. Só nós quisemos não necessariamente reproduzir o mesmo trabalho, mas seleccionar uma parte dos trabalhos que têm a ver com os debates contemporâneos de hoje. E, portanto, foi com a ajuda destes dois colegas que são especialistas da área da agricultura e da área dos solos, que nós finalmente conseguimos reunir as capacidades para poder fazer justiça à contribuição de Cabral. RFI : Relativamente aos escritos propriamente ditos de Amílcar Cabral sobre a área da agronomia. Um dos primeiros escritos é a tese de final de curso que ele faz a partir de uma experiência no Alentejo e é a primeira vez que ele vai falar, por exemplo, do fenómeno que vai ser uma constante na sua reflexão, que é a erosão do solo. Carlos Lopes : Exactamente. E é por isso que nós escolhemos como subtítulo a relação entre solo, sociedade e liberdade. E escolhemos como título principal do livro "Defender a Terra é defender os Humanos", que é uma frase do próprio Cabral. Os escritos estão de facto vocacionados para quatro países onde ele trabalhou na área da agricultura, começando pelo Alentejo, em Portugal, mas também a Guiné-Bissau, a sua ligação também a Cabo Verde e depois também os estudos que fez sobre Angola. Portanto, dá também uma ideia da universalidade do pensamento de Cabral, porque se adapta a várias realidades muito diferentes, desde uma realidade saheliana como Cabo Verde até, digamos, a uma realidade europeia, uma realidade de África Austral. Portanto, temos aqui uma demonstração de que a questão da erosão dos solos é uma constante do pensamento dele, porque tem a ver justamente com construir essa sociedade sã, por que lutava. Em filigrana, podemos ver já nos escritos de agronomia o pensamento político emergente do Cabral, que depois, mais tarde, vai ter, digamos, todo um reconhecimento como um filósofo, como alguém que contribuiu para a definição do africanismo, como alguém que teve a noção de como é que a cultura podia ser incluída numa luta de libertação nacional. Enfim, ideias muito sofisticadas que começam justamente nessa raiz. RFI : Ao dizer que defender a terra é defender o homem, no fundo ele também está a estabelecer um elo directo entre a preservação do solo, a preservação da terra e também a própria preservação do ser humano. Tem uma visão, digamos assim, abrangente do que é a área da agronomia. E não se trata só de questões técnicas, mas também societais. Carlos Lopes : Exacto. Hoje em dia está consolidada a ideia de que é preciso fazer resiliência e é preciso ter sustentabilidade. E a nossa noção de sustentabilidade é justamente a durabilidade das condições propícias para a regeneração. E esses elementos, quando nós os ligamos à agricultura, têm a ver directamente com a preservação dos solos. Tem a ver directamente com a ideia de que o solo é uma espécie de termómetro da sustentabilidade. E quer dizer, chegar a essas conclusões nos anos 50, quando praticamente ninguém se preocupava com mudanças climáticas, é conseguir ver que havia uma espécie de necessidade de encontrar ligações entre a produtividade agrícola, o desenvolvimento da agricultura, da economia, mas sempre com um respeito pela durabilidade, pela sustentabilidade. É de facto extraordinário e nós temos que ficar quase embasbacados com essa capacidade de antevisão que ele demonstra nos seus escritos e que agora estão reunidos neste livro. RFI : Ao longo dos livros e também artigos que ele escreveu sobre a questão, o que se vê também em filigrana é uma crítica ao colonialismo, na medida em que é um sistema em que se explora a terra de uma forma que é inadequada não só para a própria Terra como também para o próprio homem. Carlos Lopes : E temos justamente aí a conexão com o Cabral emergente do ponto de vista político, porque ele olha os ensinamentos técnicos que recebeu. Foi um brilhante aluno do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e, ao mesmo tempo, era o activista que estava criando o movimento de africanização dos espíritos, ou seja, de uma reinterpretação da realidade africana e há uma compatibilidade total entre as duas vertentes do personagem que é um jovem na altura. Nós estamos a falar de um Cabral que está no final dos seus anos 20, princípio dos seus anos 30. É, portanto, muito jovem e tem esta noção de que uma coisa está ligada à outra. RFI : Como é que toda esta construção em torno da agronomia vai depois alicerçar a própria construção ideológica do revolucionário que ele foi? Carlos Lopes : Eu vejo mais ou menos duas dimensões que sobressaem. A primeira é de condenar a forma como as políticas, neste caso políticas coloniais para o meio agrícola, não tomam em conta os imperativos sociais. Portanto, está implícito na forma como a infra-estrutura não é feita adequadamente, como a preservação dos solos é desprezada, como o armazenamento não toma em consideração as condições climáticas, as questões de humidade, as questões dos vários fungos, etc. Tudo isso é analisado com o detalhe técnico. Mas enfim, podemos antever que está também ali uma crítica. E o segundo aspecto é a ideia que depois Cabral vai desenvolver no fundamento de que temos que partir das realidades e que, no fundo, é um debate que ele tem com os teóricos da sua geração, que são teóricos que querem adoptar chavões, querem adoptar ideologias que estão construídas à volta de grandes temas, como, por exemplo, a forma como deve ser feito o marxismo. E Cabral recusava um pouco essas etiquetas fáceis porque dizia que tem que se partir da realidade e, portanto, que as pessoas simples não lutam por ideias complexas e abstractas, mas sim para mudar e transformar as suas vidas. RFI : No começo da nossa conversa, disse que Amílcar Cabral, relativamente a tudo o que tem a ver com a área da agronomia, era um visionário e tem algo muito actual. No que é que ele é actual? Carlos Lopes : Hoje em dia nós temos a noção clara de que deve haver uma valorização de tudo o que nós chamamos de "biológico". No fundo, é uma agricultura regenerativa que não destrói e que permite a reprodução sem destruir. Isto está presente nos trabalhos de Amílcar Cabral, como está presente a questão climática, como está presente a questão da sustentabilidade, a questão de género. Portanto, no fundo, podemos dizer que Cabral é como um pai da agro-ecologia africana, sendo que a agro-ecologia hoje em dia é a forma como todos defendem que deve ser feita a agricultura. Estamos em presença de um indivíduo que nos anos 50 já dizia o mesmo. Acho que o facto de ter caído em esquecimento essa contribuição de Cabral e ter sido valorizado mais o homem político, é uma indicação de que os seus escritos não foram seguidos como deveriam. Mas as ideias às vezes têm formas mais abstractas de chegar ao consumo de cada um. E, portanto, acho que foi através dessa ideia de agro-ecologia que nós agora temos o debate que temos. RFI : Como é que avalia o estado da Terra neste momento, à luz daquilo que disse Cabral? Carlos Lopes : Nós temos uma deterioração muito grande dos solos africanos e muitas vezes, diz-se, e com razão, que a África tem 60% das terras aráveis não cultivadas do planeta. Portanto, tem as maiores reservas. Mas o que não se fala tanto é de que essas terras aráveis estão em degradação muito acelerada. É aquela parte da agricultura que é feita na África. É feita com métodos muito devastadores para o clima, como por exemplo, as queimadas ou todo o ataque as florestas, que é feito sem as necessárias precauções e de uma forma indiscriminada. E temos também uma deterioração no tipo de fertilizantes e outros produtos químicos que utilizam e todos os elementos que mostram que a terra não é sempre respeitada e, portanto, é um debate que não é novo, mas que continua. RFI : Numa altura em que nós estamos em plena crise devido àquilo que está a acontecer no Médio Oriente, fala-se muito da crise dos combustíveis, mas o que se fala menos é da crise de tudo quanto é fertilizantes e adubos que também passam pelo estreito de Ormuz. Isto não será uma ocasião precisamente para reflectir sobre outra forma de praticar a agricultura? Carlos Lopes : Sem dúvida. E tal como com a energia. Quer dizer, nós estamos a ver a necessidade de uma transição, não tanto por razões apenas económicas que já eram conhecidas, mas também por razões da própria escassez e complexidade das cadeias globais e, portanto, a necessidade de ter uma certa autonomia torna-se imperativa. Na área da agricultura, há países como o Marrocos, como a Nigéria, que estão muito avançados na produção de fertilizantes e que estão, de facto, a dar a volta um pouco à esta dependência africana nesta matéria e que estão a tentar fazê-lo já com o respeito das regras climáticas que se impõem no mundo de hoje.
"To Defend the Earth is to Defend the Human" - "Defender a terra, é defender o ser humano", este era um dos lemas do pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, Amílcar Cabral, e este é também o título do livro que compila os seus escritos em matéria de agronomia, que acaba de ser lançado no mês passado com tradução em inglês na África do Sul. A obra organizada pelo economista guineense e professor na Universidade da Cidade do Cabo, Carlos Lopes, juntamente com dois outros académicos ligados à mesma instituição, o antropólogo moçambicano, Anselmo Matusse, e a especialista sul-africana em políticas ambientais, Lesley Green, oferece um rosto relativamente desconhecido do revolucionário assassinado no começo do ano de 1973, sem chegar a ver os seus dois países, a Guiné-Bissau e Cabo Verde definitivamente livres. Amílcar Cabral é sobretudo conhecido como o ideólogo brilhante do combate contra o colonialismo português e também por um sistema de pensamento extremamente coerente que abrangeu a economia, a educação, a cultura ou ainda a emancipação das mulheres. Cabral, todavia, começou por ser engenheiro agrónomo. Jovem estudante em Portugal, ele fez a sua tese de final de curso em 1951 sobre a erosão dos solos no Alentejo e dedicou o texto "aos trabalhadores da terra dos latifúndios, homens de vida incerta que a erosão ameaça". "Defender a terra, é defender o ser humano", dizia ele na tese em que descrevia não só a erosão daquele território, mas também falava das condições de vida dos camponeses e da opressão em que viviam. Nas palavras dele, a agronomia saiu dos aspectos técnicos e ganhou uma dimensão societal e também ambiental. Nos livros e artigos que escreveu depois sobre esta matéria, sempre com a erosão dos solos como fio condutor, Amílcar Cabral, emitiu ideias vanguardistas para época. Foi dos primeiros a vincar a necessidade de produzir de forma sustentável espécies adaptadas ao meio, a urgência de preservar o planeta, de fincar os pés no chão. Ele diria mais tarde aos seus companheiros de luta que "para mudar a realidade, é preciso conhecê-la primeiro". Foi sobre esta faceta de Amílcar Cabral que conversamos com o economista guineense Carlos Lopes, um dos três académicos que organizaram e traduziram as obras de Cabral agrónomo. Ele começa por explicar o que o levou a dar a conhecer este pensador ao público anglo-saxónico. RFI : O que os levou a organizar e traduzir para o inglês os escritos de Amílcar Cabral sobre agronomia? Carlos Lopes : A motivação principal para traduzir as obras principais de Amílcar Cabral na área da agronomia tem a ver com o facto de que ele, já naqueles anos 50, era um pioneiro na agricultura regenerativa, que agora está muito na moda por causa das mudanças climáticas. Portanto, ele antecipou um pouco os debates de hoje, fazendo até análises sobre a questão do género e agricultura, o papel das mulheres na agricultura. Também vários escritos estão relacionados com a questão da agro-ecologia, o respeito dos solos e como os solos são parte integrante do conjunto dos elementos que vão constituir uma sociedade sã. Nós podemos dizer que Amílcar Cabral era consistente entre os seus escritos políticos e os seus escritos na área da agronomia. Mas o que é interessante é que ele começou primeiro pela agronomia. A sua pesquisa nesta área era uma pesquisa reconhecida. Ele fazia-se publicar pelas revistas mais importantes do seu espaço na altura e, portanto, era um investigador com metodologia, com disciplina. E nós achamos que o público de língua inglesa precisava de saber não só que existia todo esse corpo de contribuições de Amílcar Cabral, mas, sobretudo, que tinha muito a ver com os debates de hoje. Portanto, nós fizemos uma análise detalhada das contribuições para poder trazer à luz o pioneirismo de Cabral. RFI : Como é que organizaram a obra? Carlos Lopes : Eu tinha participado em 1988, na compilação de todos os trabalhos que Amílcar Cabral na área da agronomia e publiquei-os quando era director do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau, em colaboração com o então Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa. Foi a primeira vez que os estudos agrários do Amílcar Cabral foram integralmente publicados, fazendo uma colecta de tudo o que tinha sido possível naquela altura encontrar. Acontece que esse volume muito valioso está um pouco esquecido. Está um pouco objecto de arquivo, mais do que propriamente de estudo. Só nós quisemos não necessariamente reproduzir o mesmo trabalho, mas seleccionar uma parte dos trabalhos que têm a ver com os debates contemporâneos de hoje. E, portanto, foi com a ajuda destes dois colegas que são especialistas da área da agricultura e da área dos solos, que nós finalmente conseguimos reunir as capacidades para poder fazer justiça à contribuição de Cabral. RFI : Relativamente aos escritos propriamente ditos de Amílcar Cabral sobre a área da agronomia. Um dos primeiros escritos é a tese de final de curso que ele faz a partir de uma experiência no Alentejo e é a primeira vez que ele vai falar, por exemplo, do fenómeno que vai ser uma constante na sua reflexão, que é a erosão do solo. Carlos Lopes : Exactamente. E é por isso que nós escolhemos como subtítulo a relação entre solo, sociedade e liberdade. E escolhemos como título principal do livro "Defender a Terra é defender os Humanos", que é uma frase do próprio Cabral. Os escritos estão de facto vocacionados para quatro países onde ele trabalhou na área da agricultura, começando pelo Alentejo, em Portugal, mas também a Guiné-Bissau, a sua ligação também a Cabo Verde e depois também os estudos que fez sobre Angola. Portanto, dá também uma ideia da universalidade do pensamento de Cabral, porque se adapta a várias realidades muito diferentes, desde uma realidade saheliana como Cabo Verde até, digamos, a uma realidade europeia, uma realidade de África Austral. Portanto, temos aqui uma demonstração de que a questão da erosão dos solos é uma constante do pensamento dele, porque tem a ver justamente com construir essa sociedade sã, por que lutava. Em filigrana, podemos ver já nos escritos de agronomia o pensamento político emergente do Cabral, que depois, mais tarde, vai ter, digamos, todo um reconhecimento como um filósofo, como alguém que contribuiu para a definição do africanismo, como alguém que teve a noção de como é que a cultura podia ser incluída numa luta de libertação nacional. Enfim, ideias muito sofisticadas que começam justamente nessa raiz. RFI : Ao dizer que defender a terra é defender o homem, no fundo ele também está a estabelecer um elo directo entre a preservação do solo, a preservação da terra e também a própria preservação do ser humano. Tem uma visão, digamos assim, abrangente do que é a área da agronomia. E não se trata só de questões técnicas, mas também societais. Carlos Lopes : Exacto. Hoje em dia está consolidada a ideia de que é preciso fazer resiliência e é preciso ter sustentabilidade. E a nossa noção de sustentabilidade é justamente a durabilidade das condições propícias para a regeneração. E esses elementos, quando nós os ligamos à agricultura, têm a ver directamente com a preservação dos solos. Tem a ver directamente com a ideia de que o solo é uma espécie de termómetro da sustentabilidade. E quer dizer, chegar a essas conclusões nos anos 50, quando praticamente ninguém se preocupava com mudanças climáticas, é conseguir ver que havia uma espécie de necessidade de encontrar ligações entre a produtividade agrícola, o desenvolvimento da agricultura, da economia, mas sempre com um respeito pela durabilidade, pela sustentabilidade. É de facto extraordinário e nós temos que ficar quase embasbacados com essa capacidade de antevisão que ele demonstra nos seus escritos e que agora estão reunidos neste livro. RFI : Ao longo dos livros e também artigos que ele escreveu sobre a questão, o que se vê também em filigrana é uma crítica ao colonialismo, na medida em que é um sistema em que se explora a terra de uma forma que é inadequada não só para a própria Terra como também para o próprio homem. Carlos Lopes : E temos justamente aí a conexão com o Cabral emergente do ponto de vista político, porque ele olha os ensinamentos técnicos que recebeu. Foi um brilhante aluno do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e, ao mesmo tempo, era o activista que estava criando o movimento de africanização dos espíritos, ou seja, de uma reinterpretação da realidade africana e há uma compatibilidade total entre as duas vertentes do personagem que é um jovem na altura. Nós estamos a falar de um Cabral que está no final dos seus anos 20, princípio dos seus anos 30. É, portanto, muito jovem e tem esta noção de que uma coisa está ligada à outra. RFI : Como é que toda esta construção em torno da agronomia vai depois alicerçar a própria construção ideológica do revolucionário que ele foi? Carlos Lopes : Eu vejo mais ou menos duas dimensões que sobressaem. A primeira é de condenar a forma como as políticas, neste caso políticas coloniais para o meio agrícola, não tomam em conta os imperativos sociais. Portanto, está implícito na forma como a infra-estrutura não é feita adequadamente, como a preservação dos solos é desprezada, como o armazenamento não toma em consideração as condições climáticas, as questões de humidade, as questões dos vários fungos, etc. Tudo isso é analisado com o detalhe técnico. Mas enfim, podemos antever que está também ali uma crítica. E o segundo aspecto é a ideia que depois Cabral vai desenvolver no fundamento de que temos que partir das realidades e que, no fundo, é um debate que ele tem com os teóricos da sua geração, que são teóricos que querem adoptar chavões, querem adoptar ideologias que estão construídas à volta de grandes temas, como, por exemplo, a forma como deve ser feito o marxismo. E Cabral recusava um pouco essas etiquetas fáceis porque dizia que tem que se partir da realidade e, portanto, que as pessoas simples não lutam por ideias complexas e abstractas, mas sim para mudar e transformar as suas vidas. RFI : No começo da nossa conversa, disse que Amílcar Cabral, relativamente a tudo o que tem a ver com a área da agronomia, era um visionário e tem algo muito actual. No que é que ele é actual? Carlos Lopes : Hoje em dia nós temos a noção clara de que deve haver uma valorização de tudo o que nós chamamos de "biológico". No fundo, é uma agricultura regenerativa que não destrói e que permite a reprodução sem destruir. Isto está presente nos trabalhos de Amílcar Cabral, como está presente a questão climática, como está presente a questão da sustentabilidade, a questão de género. Portanto, no fundo, podemos dizer que Cabral é como um pai da agro-ecologia africana, sendo que a agro-ecologia hoje em dia é a forma como todos defendem que deve ser feita a agricultura. Estamos em presença de um indivíduo que nos anos 50 já dizia o mesmo. Acho que o facto de ter caído em esquecimento essa contribuição de Cabral e ter sido valorizado mais o homem político, é uma indicação de que os seus escritos não foram seguidos como deveriam. Mas as ideias às vezes têm formas mais abstractas de chegar ao consumo de cada um. E, portanto, acho que foi através dessa ideia de agro-ecologia que nós agora temos o debate que temos. RFI : Como é que avalia o estado da Terra neste momento, à luz daquilo que disse Cabral? Carlos Lopes : Nós temos uma deterioração muito grande dos solos africanos e muitas vezes, diz-se, e com razão, que a África tem 60% das terras aráveis não cultivadas do planeta. Portanto, tem as maiores reservas. Mas o que não se fala tanto é de que essas terras aráveis estão em degradação muito acelerada. É aquela parte da agricultura que é feita na África. É feita com métodos muito devastadores para o clima, como por exemplo, as queimadas ou todo o ataque as florestas, que é feito sem as necessárias precauções e de uma forma indiscriminada. E temos também uma deterioração no tipo de fertilizantes e outros produtos químicos que utilizam e todos os elementos que mostram que a terra não é sempre respeitada e, portanto, é um debate que não é novo, mas que continua. RFI : Numa altura em que nós estamos em plena crise devido àquilo que está a acontecer no Médio Oriente, fala-se muito da crise dos combustíveis, mas o que se fala menos é da crise de tudo quanto é fertilizantes e adubos que também passam pelo estreito de Ormuz. Isto não será uma ocasião precisamente para reflectir sobre outra forma de praticar a agricultura? Carlos Lopes : Sem dúvida. E tal como com a energia. Quer dizer, nós estamos a ver a necessidade de uma transição, não tanto por razões apenas económicas que já eram conhecidas, mas também por razões da própria escassez e complexidade das cadeias globais e, portanto, a necessidade de ter uma certa autonomia torna-se imperativa. Na área da agricultura, há países como o Marrocos, como a Nigéria, que estão muito avançados na produção de fertilizantes e que estão, de facto, a dar a volta um pouco à esta dependência africana nesta matéria e que estão a tentar fazê-lo já com o respeito das regras climáticas que se impõem no mundo de hoje.
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Ela é mãe, relações públicas no YouTube/Google, escreve no YouPix e é também autora do livro "Mediocridade - Crônicas de uma Mãe Millennial em Busca do Ordinário". No podcast, Fabi fala sobre ambições e burnout na nossa geração, a alegria de estar em contato com pessoas comuns e muito mais.Newsletter Pós-JovemPós-Jovem nas redes: Instagram |BlueSkyPlaylist "Episódios Essenciais"Canal do Whatsapp:Acesso aos BastidoresDesign: Nayara LaraTrilha: Peartree
William Steffens, coordenador da CDL Jovem de Santa Cruz, participou do programa Direto ao Ponto para falar sobre o Dia Livre de Imposto, que ocorre em 28 de maio em todo o Brasil.
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Moçambique: Governo aprovou proposta de aumento de salários-mínimos, excluindo a função pública. Parlamento aprovou lei que aumenta para 65 anos a idade obrigatória de reforma dos funcionários públicos. Jovem de Cabo Delgado criou jogo online Moçambola Virtual.
Esther Fischborn, Rafael Favero e Queki analisam o 1 a 0 sobre o Coritiba na Arena. Time de Luís Castro não tem grande atuação, mas faz o dever de casa e respira na tabela com gol e boa atuação de Gabriel Mec. Jovem promessa abre novas perspectivas para ele e para o time? Aperte o play e ouça!
Leitura Bíblica Do Dia: JOSUÉ 14:6-12 Plano De Leitura Anual: 2 SAMUEL 21–22; LUCAS 18:24-43 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Meu amigo Rodolfo está próximo de seu aniversário de 85 anos! Desde nossa primeira conversa há mais de 35 anos, ele foi uma inspiração. Quando ele mencionou recentemente que, ao aposentar-se, concluiu o manuscrito de um livro e iniciava mais uma iniciativa ministerial, fiquei intrigado, mas não surpreso. Na Bíblia, Calebe, aos 85 anos, também não se acomodou. Sua fé e devoção a Deus o sustentaram durante décadas de vida no deserto e guerras, para garantir a herança que Deus prometera a Israel. Ele disse: “Continuo forte como no dia em que Moisés me enviou, e ainda posso viajar e lutar tão bem quanto naquela época” (JOSUÉ 14:11). De que forma ele conseguiria? Calebe declarou “se o Senhor estiver comigo, eu os expulsarei da terra, como o Senhor prometeu” (v.12). Independentemente da idade, fase da vida ou circunstâncias, Deus ajudará todos que confiarem nele de todo o coração. Em Jesus, nosso Salvador e ajudador, Deus se fez visível. O evangelho inspira a fé em Deus por meio de Cristo. Ele demonstrou o cuidado e a compaixão de Deus por todos os que o buscam. O escritor de Hebreus reconheceu: “O Senhor é meu ajudador, portanto não temerei” (13:6). Jovem ou idoso, fraco ou forte, servo ou livre, correndo ou mancando, o que o impede de pedir Sua ajuda hoje? Por: ARTHUR JACKSON
“Está tudo bem, tem calma”, disse-lhe a mãe. Mas não estava. Jovem, de 14 anos, matou-a a tiro. Porquê?. É isso que vamos analisar no Crime e Castigo desta semana, um podcast com Paulo João Santos e Paulo Sargento, moderado por Rita Fernandes Batista e editado por Cláudio Martins.
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Nesse episódio, Guïbson Tôrres retorna ao nosso Bate-Papo. Dessa vez, conversando com Andrea Rissardo e Fabiana Gutierrez, sócias de Carlotas. O Guibson é comunicólogo, mestre em administração e governança, pesquisador e ativista com mais de 20 anos de atuação nas agendas de justiça social, equidade racial e transformação organizacional. Professor convidado na Fundação Dom Cabral e conselheiro do CIEDS, é cofundador e Gerente Executivo da Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial.Assista com Legendas e LIBRAS aqui: https://youtu.be/DH5lfH-TLys
SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM! O relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil” (5. ed, 2025), do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha, revelou que 42,7% das mulheres evangélicas brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica ao longo da vida; 38,7% sofreram agressões no último ano. Esses dados engrossam as revoltantes estatísticas de violência contra a mulher no Brasil, onde 1.518 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025 — mais que 4 mortes por dia. Hoje nós vamos conversar sobre como a nossa fé e a igreja respondem, se omitem ou até contribuem para que esse seja um dos problemas sociais mais urgentes do nosso tempo. PARTICIPANTES:– Hernani Correa– Rodrigo Quintã– Lucas Vieira– Priscila Quintã– Rafaella Mascarenhas– Beatriz Reder COISAS ÚTEIS:– Duração:01h46m42s– Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba Avançado, e Assinar Podcast. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios.– Antigo Canal do Telescópio no Youtube CITADOS NO PROGRAMA:– Relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”– Podcast “Boas Intenções, Péssimos Conselhos | Telescópio 122 (com Beatriz Reder)”– Podcast “Violência Contra as Mulheres | Telescópio 106 (com Bianca Rati)”– Matéria “53% das mulheres que sofrem violência procuram a igreja”– Regina Célia Barbosa – Matéria “45% dos professores já ouviram alguma vez uma menina ser chamada de “vagabunda” ou “vadia” em sala de aula”– Matéria “Pesquisa inédita mostra como influenciadores lucram com conteúdos misóginos no YouTube”– Série “Adolescência | Trailer oficial | Netflix”– Podcast “Adolescência | Telescópio 151 (com Eduardo Fettermann)”– Matéria “31% dos homens da Geração Z concordam que a esposa deve obedecer ao marido”– Matéria “Violência doméstica é prevalente entre evangélicas”– Matéria “Jovem esfaqueada após recusar namoro passa a respirar sem ajuda de aparelhos”– Casas de Acolhimento para Mulheres em Situação de Violência (municipio de São Paulo)– Podcast Tudo é culpa da cultura– Série de mensagens Cartas para um novo mundo, de Ed Rene Kivitz– Instagram Beatriz Reder – “As violências no corpo em Amós 2.6-7: a relação entre o ambiente eclesiástico e o controle do corpo feminino” (Resumo)– Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher REDES SOCIAIS DO CANAL TELESCÓPIO:– Facebook do Canal Telescópio– Twitter do Canal Telescópio– Instagram do Canal Telescópio GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS:– WhatsApp– Telegram TRILHA SONORA DO PROGRAMA:– Trilhas de direito livre JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post Violência Doméstica | Telescópio 162 (com Beatriz Reder) appeared first on Crentassos Produções Subversivas.
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Neste episódio do Pura Connection, André Bintang recebe Antonio Assef, o “Dr. Porrada”, médico, faixa preta, atleta de ADCC e especialista em medicina esportiva e hormônios para lutadores e praticantes de Jiu-Jitsu.Ele conta como saiu dos 180kg, voltou a competir em alto nível e transformou o próprio corpo em laboratório para entender sono, alimentação, musculação, reposição hormonal e longevidade. Fala sem rodeios sobre hormônios x “bomba”, peptídeos, estresse, queda de testosterona em jovens, ansiedade, depressão e o impacto da vida moderna na saúde.Entre histórias de CTI e Covid, filosofia de derrota (“ou você aceita que é frouxo ou volta mais forte”) e preparação para o ADCC na maturidade, o episódio conecta Jiu-Jitsu, medicina, espiritualidade, estilo de vida e inteligência da vida.Uma conversa afiada e profunda para quem quer viver mais, melhor e com o corpo preparado para o caminho marcial.
Juventude que não tem idade, aquela que vive na mente e no coração. Uma reflexão poderosa sobre acreditar, recomeçar e proteger o fogo interno que nos move para frente.Aqui, juventude não é tempo de vida, é postura diante do futuro. É escolher alimentar a voz que acredita, mesmo quando a outra insiste em desacreditar. É entender que sempre há tempo para começar de novo, enquanto há vida, há oportunidade.Entre provocações e verdades diretas, convido você a sacudir a poeira, abandonar desculpas e reacender seus sonhos. Porque a maior tragédia não é morrer, é deixar algo morrer dentro de você enquanto ainda está vivo.Se você ainda tem vontade, você já tem metade do caminho.