Podcasts about discursos

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Podcast de La Hora de Walter
01 08-06-26 LHDW La izquierda española se apropia de los discursos del Papa, los que no felicitan la Navidad.

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 30:56


01 08-06-26 LHDW La izquierda española se apropia de los discursos del Papa, los que no felicitan la Navidad ni la Semana Santa

Radio Madrid
Ousman Umar, una historia contra los discursos de odio

Radio Madrid

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 20:33


Ousman Umar salió de Ghana siendo un niño con la ilusión de llegar al primer mundo. Cruzó 8 países, atravesó veinte mil kilómetros y llegó a Barcelona cinco años después. Su historia ha inspirado un cuento, "El viaje de Ousman", de Baobab, y la película "Viaje la país de los blancos"

Podcast de La Hora de Walter
01 08-06-26 LHDW La izquierda española se apropia de los discursos del Papa, los que no felicitan la Navidad.

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 30:56


01 08-06-26 LHDW La izquierda española se apropia de los discursos del Papa, los que no felicitan la Navidad ni la Semana Santa

Audiovisual Library of International Law
Diego Fernández Arroyo - Los discursos de la legitimidad en el arbitraje internacional

Audiovisual Library of International Law

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 49:16


Diego Fernández Arroyo - Los discursos de la legitimidad en el arbitraje internacional by Audiovisual Library of International Law

Governo do Estado de São Paulo
Discursos: Defesa Civil reúne secretarias e municípios para apresentar cenário do El Niño e estratégias enfrentar o período de estiagem com a Operação SP Sem Fogo 2026

Governo do Estado de São Paulo

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 64:23


Discursos: Defesa Civil reúne secretarias e municípios para apresentar cenário do El Niño e estratégias enfrentar o período de estiagem com a Operação SP Sem Fogo 2026 by Governo do Estado de São Paulo

Humor en la Cadena SER
Especialistas Secundarios | Chapas Rock, el festival donde los rokeros pueden dar discursos sin necesidad de tocar

Humor en la Cadena SER

Play Episode Listen Later May 4, 2026 4:56


Este festival es una de las muchisimas propuestas de la primavera. Otro: el Prioridad Nacional Latín Fest, para los amantes de lo latino blancos y españoles por 3 generaciones.

La Ventana
Especialistas Secundarios | Chapas Rock, el festival donde los rokeros pueden dar discursos sin necesidad de tocar

La Ventana

Play Episode Listen Later May 4, 2026 4:56


Este festival es una de las muchisimas propuestas de la primavera. Otro: el Prioridad Nacional Latín Fest, para los amantes de lo latino blancos y españoles por 3 generaciones.

Especialistas Secundarios
Especialistas Secundarios | Chapas Rock, el festival donde los rokeros pueden dar discursos sin necesidad de tocar

Especialistas Secundarios

Play Episode Listen Later May 4, 2026 4:56


Este festival es una de las muchisimas propuestas de la primavera. Otro: el Prioridad Nacional Latín Fest, para los amantes de lo latino blancos y españoles por 3 generaciones.

Todo por la radio
Especialistas Secundarios | Chapas Rock, el festival donde los rokeros pueden dar discursos sin necesidad de tocar

Todo por la radio

Play Episode Listen Later May 4, 2026 4:56


Este festival es una de las muchisimas propuestas de la primavera. Otro: el Prioridad Nacional Latín Fest, para los amantes de lo latino blancos y españoles por 3 generaciones.

Maxi Legnani
PLAY: Un espectáculo sobre los discursos de odio / Entrevista a Matías Umpierrez

Maxi Legnani

Play Episode Listen Later May 4, 2026 7:44


en Animales políticos, por Radio con vos

Geometria Variável
O que ficou dos Discursos do 25 de Abril e o que faltou?

Geometria Variável

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 44:26


Donald Trump troca Ucrânia por Irão?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Morning Show
Carlos Bolsonaro cutuca Flávio: "Se apoia em discursos ilusórios"

Morning Show

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 119:44


Confira no Morning Show desta terça-feira (28): Carlos Bolsonaro (PL-SC) usou as redes sociais para cutucar o irmão, o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com ele, Flávio tem se apoiado em “discursos ilusórios” e que está “mordendo a isca com mais facilidade que lambari em anzol de mosquito”. A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) começa a enfrentar uma forte resistência da oposição. A bancada do Partido Liberal (PL) deve votar contra a indicação do presidente do Luiz Inácio Lula da Silva (PL). A sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania nesta quarta-feira (29). O senador Sergio Moro (PL) subiu o tom contra o Palácio do Planalto, acusando o governo federal de realizar uma "manobra" para facilitar a aprovação de Jorge Messias. A crítica foca na substituição estratégica de membros na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) às vésperas da sabatina oficial. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar para Mária de Fátima Mendonça, conhecida como “Fátima de Tubarão”, e outros idosos condenados pelos atos do 8 de Janeiro. A mudança do regime ocorre pela idade avançada dos presos. A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta terça-feira (28) a Operação Mare Liberum. A ação visa desarticular um esquema bilionário de corrupção e facilitação de contrabando na alfândega do Porto do Rio de Janeiro. Ao todo, 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários foram afastados de seus cargos por ordem judicial. Mais de 80 milhões de brasileiros estão endividados. O número assusta o governo federal que deve propor medidas para conter o número de endividamentos no país. Em janeiro, quase 80% dos lares tinham dívidas. A taxa também preocupa o microempreendedor. A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar a denúncia apresentada pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), contra o ministro Gilmar Mendes (STF). O caso teve origem em uma entrevista quando o ministro comentou críticas de Zema ao Supremo Tribunal Federal (STF). O descarte de livros de uma biblioteca de Osasco é investigado pelo Ministério Público (MP-SP). Por meio de nota, a prefeitura afirmou que os livros estavam mofados e contaminados por fungos e que precisavam ser descartados "para evitar a contaminação de outras obras". O "Nord", superiate de luxo avaliado em US$ 500 milhões e pertencente ao bilionário russo Alexei Mordashov, considerado próximo de Putin, foi avistado cruzando o estratégico Estreito de Ormuz. A embarcação, que conta com dois helipontos, piscina e cinema. Luana Piovani voltou aos centros das atenções nesta segunda-feira (27) ao criticar Virgínia pela divulgação de jogos on-line. A atriz disse que a maldição vai colar em você, resvalará nos seus filhos, dinheiro de sangue”. A influenciadora respondeu e publicou um vídeo chorando para comentar a fala de Luana. Uma conversa da atriz Ingrid Guimarães com sua filha chamou a atenção da web, principalmente pelo vocabulário da adolescente. A jovem ainda disse que a mãe “perdeu aura” e levantou discussão sobre as gírias usadas pela “geração z”. O rapper brasileiro L7nnon conquistou uma vitória na Justiça contra Yoko Ono, viúva de John Lennon. O processo girava em torno do uso do nome artístico do cantor, que Ono alegava ser uma violação aos direitos de propriedade intelectual e ao legado do ex-Beatle. No entanto, a decisão judicial favorável ao brasileiro entendeu que "L7nnon" possui identidade própria. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Linhas Vermelhas
Os discursos e protestos em dia de liberdade

Linhas Vermelhas

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 21:54


Dentro de portas do parlamento, o 25 de abril fez-se de comemorações, discursos e de protestos. Após as palavras de abertura do Presidente da República, António José Seguro, foi o discurso de José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República, que suscitou reações várias, entre as quais o virar de costas do socialista Pedro Delgado Alves. Terão estes protestos ofuscado as celebrações de abril na assembleia? Ouça o comentário de Miguel Prata Roque e de Cecília Meireles na versão podcast do programa Linhas Vermelhas, emitido na SIC Notícias a 27 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta
PS precisa de legendas para ouvir discursos?

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 3:24


Dois pesos e duas medidas no PS perante Aguiar-Branco, uma auditoria que expõe o descalabro na gestão do DCIAP e a forma como Trump usa um tiroteio para justificar uma obra de 200 milhões de euros.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Radiomundo 1170 AM
Hijos de Punta: El avance de los discursos anticiencia, con Valentín Muro (Emitido 24.04.2025))

Radiomundo 1170 AM

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 46:45


Raúl Cohe nos propone conversar sobre el avance de los discursos anticiencia y a explorar el fascinante concepto de la llamada “ética hacker”, junto a Valentín Muro, filósofo, escritor y divulgador.Valentín es el creador del newsletter Cómo funcionan las cosas, un espacio que invita a repensar —con profundidad y curiosidad— objetos, ideas y gestos cotidianos que solemos dar por obvios. Además, escribe regularmente en el diario La Nación de Argentina sobre temas como filosofía, ciencia e historia, con una mirada aguda, lúcida y original.

Global com Paulo Portas
"O Papa tem quem lhe escreva muito bem os discursos: Mateus, Marcos, João e Lucas. Contra isto, não há post que valha"

Global com Paulo Portas

Play Episode Listen Later Apr 19, 2026 26:03


Em "Global", Paulo Portas analisou a recente disputa iniciada por Donald Trump contra o Papa Leão XIV, sublinhando que se tratou de um "erro" da administração norte-americana. Num momento em que as negociações de paz se tornam cada vez mais complexas, o comentador destaca que o "Estreito de Ormuz tornou-se evidentemente a arma económica de pressão"See omnystudio.com/listener for privacy information.

Entendendo a Notícia
#1099 - A RESPOSTA DE LEÃO 14 AOS DISCURSOS VIS DE TRUMP

Entendendo a Notícia

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 28:10


Tema de abertura de Claudio Zaidan para o programa Bandeirantes Acontece

Meganoticias Guadalajara
Sube la tortilla y deja ver una inflación que discursos oficiales no pueden frenar

Meganoticias Guadalajara

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 19:48


El tema sobre la mesa15 de abril del 2026El precio de la tortilla enfrenta un aumento inminente por el encarecimiento de insumos, combustibles y costos operativos. Las mesas de negociación del gobierno contrastan con la realidad de productores que consideran insostenible mantener precios actuales. La situación refleja una inflación más amplia que impactará toda la canasta básica y el bolsillo mexicano.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Apr 10, 2026 74:35


É um dos cronistas e comentadores políticos mais populares do país. Semanalmente Pedro Marques Lopes analisa os temas quentes que fervem no país e no mundo, nos programas “Eixo do Mal”, na SIC Notícias, e no podcast “Bloco Central”, para o Expresso. A par disso, assina uma coluna de opinião na revista Visão. Jurista de formação, aos 40 anos a sua vida deu uma guinada radical. Passou de “gestor infeliz para cronista feliz”, depois de sofrer uma pancreatite aguda. O comentador afirma que há hoje “uma proletarização burra do conhecimento”, e uma radicalização de toda a direita. “O governo virou muito à direita e eu fiquei no mesmo sítio.” E deixa no ar a ideia de um dia vir a ser um candidato político. Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil Podcast
Cafe Brasil 1023 - A teoria dos quatro discursos

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 33:33


Tem uma cena no filme "Obrigado por Fumar" que revela um jogo desconfortável: não importa estar certo, importa fazer o outro parecer errado. E, quando você percebe isso, muita coisa começa a fazer sentido. Neste episódio, mergulhamos na teoria dos quatro discursos para entender por que tantas conversas hoje não levam a lugar nenhum e como reconhecer quando ainda vale a pena dialogar… ou quando o melhor argumento é o silêncio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil Podcast
Cafe Brasil 1023 - A teoria dos quatro discursos

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 33:33


Tem uma cena no filme "Obrigado por Fumar" que revela um jogo desconfortável: não importa estar certo, importa fazer o outro parecer errado. E, quando você percebe isso, muita coisa começa a fazer sentido. Neste episódio, mergulhamos na teoria dos quatro discursos para entender por que tantas conversas hoje não levam a lugar nenhum e como reconhecer quando ainda vale a pena dialogar… ou quando o melhor argumento é o silêncio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Hablemos Claro
Nicolás Lúcar: "Invoco a la gente a que actúe con responsabilidad en esta elección"

Hablemos Claro

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 8:41


Nicolás Lúcar, periodista de Exitosa, hizo un llamado a la ciudadanía a actuar con responsabilidad de cara al proceso electoral del 12 de abril, exhortando a reflexionar antes de emitir su voto. Asimismo, pidió a la población no dejarse influenciar por discursos que fomentan la confrontación. Noticias del Perú y actualidad, política.

Chutando a Escada
Ecologia da mente e extrema-direita

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 70:01


O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026. BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972. GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994. WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948. MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015. SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986. EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965. Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo. Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial. Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita. A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano. Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas. Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussão é fundamental. E você argumenta no seu texto que a infraestrutura das redes sociais carrega uma espécie de ontologia do inimigo, herdada dessa cibernética militar da Segunda Guerra Mundial. Como essa visão do ser humano como um servomecanismo — um animal a ser controlado por algoritmos — cria uma afinidade eletiva com a lógica da guerra e a desumanização do outro praticadas pela extrema-direita? Letícia Cesarino: Ótima pergunta. É um bom gancho para colocarmos mais camadas na questão da cibernética. O que tentaram fazer nos anos 1940 — e é importante notar que a cibernética nasce do esforço de guerra, do esforço de guerra dos americanos entrando na Segunda Guerra contra o nazifascismo; a primeira conferência foi em 1946, se não me engano — era produzir conhecimento básico, porque a cibernética é uma ciência que explicaria formas comuns de funcionamento de máquinas cibernéticas, de animais e de humanos. O que têm em comum entre o funcionamento desses sistemas? A cibernética gira em torno da ideia não só de input e output, mas principalmente do feedback — quando o output volta para o sistema como input. O coração da cibernética é essa questão da recursividade, ou causalidade circular, que é uma característica de qualquer organismo vivo e também de máquinas construídas à imagem e semelhança desses organismos, ou seja, máquinas que tomam decisões sozinhas. Essa é, para mim, a principal definição de máquina cibernética, porque os algoritmos fazem isso. Mas muito antes da indústria de tecnologia, outras máquinas já faziam isso — como a própria máquina a vapor de James Watt, que é a base do que Marx, no uso grundrissiano, chama de automata. Ele já identificou no século XIX que havia máquinas sendo incorporadas nas infraestruturas do trabalho que tomavam decisões sozinhas — ainda muito rudimentares, mas a ideia de que as máquinas começam a dar o ritmo do trabalho humano já estava colocada desde o século XIX. A cibernética dos anos 1940 traz para o centro essa questão da guerra, que é quando houve um pico na produção dessas máquinas antes da indústria de tecnologia propriamente dita. Peter Galison — um dos grandes historiadores da ciência, físico de formação — tem um artigo no qual trabalha a ontologia da cibernética de Wiener a partir do contexto de guerra. Ele vai elaborar o que seria essa ontologia do inimigo de guerra a partir da cibernética. Ele faz uma progressão que vale a pena resgatar brevemente aqui. Quando você está numa conjuntura de guerra — uma conjuntura de exceção, isso é importante —, você precisa desumanizar seu inimigo, porque assim vai torná-lo eliminável. Em modelos de guerra anteriores, até a Primeira Guerra, quando você tinha que confrontar seu inimigo no corpo a corpo com uma baioneta ou uma arma de fogo de curto alcance, a forma de desumanização era através de analogias com animais, com monstros. Galison trabalha, por exemplo, cartas de soldados americanos que representam os japoneses através de analogias com ratos, com vermes. Essa é uma forma de desumanização. A segunda forma seria a da Segunda Guerra, que compartilha com a cibernética essa ideia do servomecanismo — um híbrido de humano-máquina. Quando Norbert Wiener começou a desenvolver a cibernética para produzir artilharia antiaérea — máquinas que conseguissem calcular sozinhas a trajetória do caça inimigo para atirar antes de o avião chegar, e o projétil encontrar o alvo no meio da trajetória —, o que o servomecanismo significa? Por que essa imagem do inimigo desumaniza? Porque não interessa quem está dirigindo aquele avião. O que interessa é como aquele avião se comporta — e um comportamento que possa ser previsto e controlado. É um tipo de desumanização cibernética. E podemos pensar também em outras formas de desumanização que evoluem com a guerra, como essa guerra de videogame que temos hoje, onde o inimigo não é sequer visto — é quase como algo da fantasia dos videogames. Isso sempre acompanha a guerra. A cibernética é uma boa epistemologia para entender contextos de exceção, conjunturas de guerra, conjunturas de crise que não se superam, porque são conjunturas de grande instabilidade, de não linearidade, com essa tendência à bifurcação do corpo social. Essas são ferramentas melhores para esse tipo de conjuntura do que muitas das ferramentas clássicas das ciências sociais — Durkheim, por exemplo, desenvolveu ferramentas em sua maioria para contextos de estabilidade, de paz, onde o social está mais estruturado, mais previsível e regido por normas. Num contexto de exceção, de crise e de guerra, o social muda de modo de funcionamento. Uma das hipóteses do meu próximo livro é a de que o social de guerra, de exceção e de crise, funciona em outra dinâmica, e que a cibernética tem boas ferramentas para entender isso, inclusive as formas de desumanização que tendem a se proliferar nesses contextos. David Magalhães: Excelente. Acho que é um bom gancho para avançarmos para a parte do seu texto em que você enquadra todo esse arcabouço para compreender a extrema-direita em ambiente digital. As principais linhas interpretativas preocupadas em compreender a ascensão dessa onda ultradireitista global olham para a questão ideológica, para eleitores frustrados, para a relação desses eleitores com a globalização e com a crise da democracia liberal. Mas você propõe algo diferente: observar esse fenômeno como um grande organismo cibernético, um sistema no qual humanos — lideranças, influenciadores, seguidores — e máquinas — algoritmos do WhatsApp, do Telegram, de redes sociais — operam de maneira integrada, como parte de um ecossistema. O que ganhamos analiticamente ao fazer esse deslocamento? Letícia Cesarino: São muitas camadas. Uma das coisas que acho importante — sempre começo palestras com isso — é a questão do ciborgue. O que é o ciborgue? É um híbrido de humano-máquina, outra forma de falar no servomecanismo. Mas temos essa imagem fantasiosa do ciborgue que vem da ficção científica, a de que seria um indivíduo com partes de sua função fisiológica — alimentação, respiração — suplementadas por máquina. O Robocop seria o tipo ideal disso. O ciborgue da vida real, porém, não se parece em nada com o Robocop. O ciborgue da vida real somos nós. É qualquer um que acorda e a primeira coisa que faz é pegar o celular — para olhar o WhatsApp ou para desligar o alarme — e fica nessa relação de dependência com aquela máquina o dia inteiro, para questões de memória e de tomada de decisão. Por que isso acontece? Porque o Homo sapiens é uma espécie extremamente técnica — uma questão antropológica. Sobrevivemos como espécie, enquanto todos os outros hominíneos foram extintos, pela questão da técnica, da cultura. Precisamos ser suplementados. Como espécie biológica, precisamos ser suplementados o tempo todo pela cultura e pela técnica. Isso não significa que outros animais não tenham técnica — vários mamíferos têm, pássaros também. Mas para o sapiens, isso é existencial. Como Bateson diz, a mente não termina na pele; a mente humana é estendida para o seu ambiente. A unidade de análise da ecologia da mente nunca é o indivíduo sozinho — tentamos delimitar qual é o circuito relevante, e esse circuito de feedbacks é sempre maior que o indivíduo. Pode ser uma família, como no caso dos cães e de uma matilha; pode ser uma comunidade, algum território existencial qualquer. E o nosso território existencial hoje passa necessariamente por essas tecnologias. Os algoritmos, as máquinas, a agência maquínica fazem parte desse território existencial. Isso é um preâmbulo para chegar ao argumento que também faço em vários textos — inclusive nesse —: de que a extrema-direita, se a gente for transposto para a política, é uma força política nativa digital, pelo menos essa extrema-direita que conhecemos hoje. O nazifascismo histórico tem muita participação de mídia, embora isso não seja suficientemente notado. Há muitos estudos históricos que mostram o papel do rádio na capilarização do Terceiro Reich, para conformar esse grande território existencial imaginado e como isso atraiu os alemães comuns em torno daquele projeto. De certa forma, algo similar — similar, mas muito diferente também — está sendo recolocado hoje com relação à nova infraestrutura técnica midiática que são as plataformas digitais. Evito usar a palavra “mídia” porque quando falamos em mídia pensamos em máquinas específicas — televisão, rádio —, mas plataformas não são exatamente mídias. Elas se sobrepõem a todo tipo de infraestrutura técnica, não apenas midiática. Com a plataformização — uma tendência relativamente recente; a internet era muito diferente antes de 2010 — e com os smartphones, que foram um verdadeiro game changer, as primeiras áreas cujos efeitos foram sentidos foram a política eleitoral e a área da saúde. Mesmo antes da pandemia, pesquisadores já identificavam como o autocuidado começou a passar rapidamente por essas infraestruturas, com o “doutor Google”. Para não me estender, vou colocar os dois pontos principais que desenvolvo no artigo, porque são mais ontológicos: como essas máquinas mudam a própria relação espaço-temporal dos nossos sistemas sociotécnicos. O que os algoritmos fazem? Eles hiperaceleram — e esse é, para mim, o ponto central. Quando você hiperaccelera, desestabiliza a relação da mente humana com o seu ambiente. Fica aquele fluxo constante de eventos ao qual você tem que responder o tempo todo, e cognitivamente isso é lido como uma situação de crise, do ponto de vista da ecologia da mente — não só para o humano, para qualquer espécie. Quando há uma instabilidade muito grande do ambiente, isso tende a reverter para o modo crise. É o que Wendy Chun chama de situação de crise permanente que as plataformas jogam nos nossos sistemas sociotécnicos. Isso é, obviamente, uma base fértil para a instrumentalização por forças de extrema-direita. Um outro ponto que os algoritmos introduzem, relacionado à hiperaceleração — que seria uma dimensão mais temporal —, é uma dimensão mais espacial de bifurcação. Algoritmos programados para segmentar públicos, porque essa é a lógica do modelo de negócios da economia da atenção, acabam gerando — não sozinhos, mas na interação com os usuários humanos, porque a recursividade do humano-máquina vai para os dois lados — um efeito sistêmico não de segmentação pura e simples, mas de bifurcação. É aí que entra o código amigo-inimigo, a polarização, a sismogênese — todos esses processos de antagonismo extremo, o que chamo de “mundo do avesso”: um lado é o extremo oposto do outro, numa dinâmica de guerra em que só um pode prevalecer, porque o outro é visto como uma ameaça existencial. No ecossistema de extrema-direita, ele vai desde um polo mais moderado — Tarcísio, digamos — até um polo mais radicalizado — o pessoal do 8 de janeiro, o “tio França” que se explodiu na frente do STF. O que é a extrema-direita? Um lado? O outro? Agentes específicos? Discursos específicos? Não. Do ponto de vista da ecologia da mente, a extrema-direita é toda essa ecologia, todo esse ecossistema que cobre todo esse espectro e que inclui a agência maquínica como um dos seus principais motores. Primeiro porque ela desestabiliza o mundo real, com a hiperaceleração e todos esses processos. Mas ao mesmo tempo ela direciona — é como um rio que tem uma corrente que vai para um lado, e os agentes da extrema-direita são aqueles que nadam a favor da correnteza, porque as plataformas são um ambiente; elas não são variáveis. Elas mudam o ambiente no qual fazemos política. E esse ambiente tem vieses técnicos intrinsecamente favoráveis a uma força política como a extrema-direita. Por isso não é que eles estejam mais espertos ou inteligentes — é que a forma como fazem política converge com a lógica das redes de maneira subliminar, intrínseca. Como o Casarões disse, há uma certa afinidade eletiva com a lógica das plataformas. Mas essa afinidade não é aleatória — por isso foi importante voltarmos à cibernética dos anos 1940, ao esforço de guerra, à artilharia antiaérea. O próprio DNA dessa indústria de tecnologia se originou da guerra e nunca saiu da chave de guerra. Depois da Segunda Guerra, a cibernética se tornou parte da Guerra Fria, com a mesma lógica do controle indireto — fazer o inimigo fazer o que você quer que ele faça indiretamente —, que é essa ideia cibernética do controle numa chave sempre não linear, sempre recíproca. É o que o Trump exatamente tenta fazer agora, em outra versão. Houve um breve interregno onde se tornou uma indústria civil, nos anos 1980 e 1990, mas a lógica algorítmica, a lógica cibernética, continuou sendo a da guerra — só que agora, em vez de controlar o inimigo, você vai controlar o usuário, para fazê-lo clicar num anúncio e vender a atenção daquele usuário para os anunciantes. Há também uma convergência, especialmente durante a Guerra Fria, entre a lógica de guerra indireta, a lógica da propaganda e a indústria de publicidade que temos hoje. Não foi a publicidade que originou a propaganda política — foi a propaganda política que veio primeiro e depois se tornou uma indústria civil, que é o coração da lógica da economia da atenção. Mesmo essas plataformas que se colocavam como liberais sempre tiveram um DNA mais próximo da lógica de guerra, propaganda e controle indireto do que de algo parecido com democracia. Era, de certa forma, um pouco inevitável que as coisas se desenrolassem como estão se desenrolando, porque já estavam previstas na própria ontogênese dessa indústria — como Simondon chamaria —, uma ontogênese ligada à guerra, ao controle e à desumanização. As plataformas, os algoritmos, não nos veem como humanos. É exatamente a mesma coisa do caça com o piloto dirigindo: a máquina é incapaz de ver interioridade, incapaz de ver subjetividade. Ela só nos interpela no nível do controle, da previsão de comportamento. A política está se tornando isso — retroalimentando-se com os discursos da extrema-direita que ativam o senso comum na direção da regeneração, que é a lógica do fascismo histórico: seria possível vencer essa crise, resetar o sistema e construir o estereótipo de um inimigo que precisa ser derrotado para que a crise permanente seja superada. No fim das contas, é uma mistificação de processos reais e de problemas reais, numa linguagem nacionalista e nativista. Guilherme Casarões: Letícia, um outro conceito com que você trabalha no texto e na sua obra é o de populismo. Uma das passagens que mais me chamaram a atenção — e que acho fascinante — é que essa abordagem ecológica de Bateson ganha muita relevância frente ao populismo contemporâneo, justamente porque esse populismo se ampara em públicos que, como você diz no texto, são parcialmente artificiais. A passagem, para quem quiser ler depois, está na página 2 do texto: “os públicos que são produzidos por essa dinâmica são resultados transindividuais de uma agência que é humana e não humana, na medida em que os algoritmos coemergem permanentemente por meio de ciclos cibernéticos”. Essa questão da artificialidade do público é muito central para entender tanto a dinâmica amigo-inimigo quanto a maneira pela qual o populismo contemporâneo consegue controlar a construção narrativa e a mobilização de seu público. Queria ir mais especificamente para o caso que você estuda no texto, que é o bolsonarismo. Seu texto descreve o bolsonarismo não só como uma ideologia, mas como uma dinâmica mutante que oscila entre a moderação e a radicalização. Você traz o conceito de indecidibilidade rítmica — essa coisa de ir e voltar — e eu queria que você explicasse como o bolsonarismo, a partir dessa chave analítica, alterna entre o institucional e o antiestructural, e como isso permitiu ao ex-presidente Bolsonaro manter o sistema político num estado de antagonismo permanente sem chegar a uma ruptura total — o que só vai acontecer em 2023. Letícia Cesarino: O que tentei fazer nesse texto é reler parte do governo Bolsonaro até as eleições de 2022 a partir dessa lógica cibernética — ou seja, como ele performou uma dinâmica cibernética que é essa tecnopolítica moldada pelas máquinas. Casarões, você trouxe a questão do populismo, e acho que são etapas. Desde 2013 até 2018, temos essa invasão muito forte e muito rápida da agência técnica dessas mídias e desses dispositivos dentro da política — um movimento mais tectônico, de desestabilização. E aí essas figuras aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo: Modi, Trump, Bolsonaro, Duterte, Orbán — é aí que o conceito de populismo realmente faz mais sentido, nesse sentido dessa irrupção de uma política antiliberal, com uma norma mais afetiva, mais espontânea. É a política da exceção. E que, novamente, bate com a estrutura das plataformas, porque as plataformas também são políticas de exceção e de multidão. É importante termos isso em mente. A citação que você trouxe mostra como as plataformas fazem um tipo de prestidigitação: colocam uma coisa na interface, então o usuário tem a impressão de que é livre, de que é um indivíduo, enquanto o que está acontecendo atrás da tela é que esse indivíduo está sendo desagregado e reagregado com fragmentos de outros usuários em grandes multidões digitais. Ele não tem liberdade — ao contrário, está tendo seu comportamento indiretamente controlado, no sentido cibernético, pelos algoritmos. E esse social de multidão é o social de crise. Quem está imerso nesses ambientes está se colocando num modo crise — e a extrema-direita é a força política que mais combina com esse tipo de ambiente. Sem crise eles não são nada. Se você tirar a crise, a atmosfera de ameaça de que o Brasil vai acabar, eles não têm nada. Por isso não têm programa político: são uma força política na e da crise e da exceção. Daí esse paradoxo de como uma tecnopolítica de crise, de exceção e de guerra se rotiniza como um governo — que foi exatamente o paradoxo do governo Bolsonaro. E ainda teve a pandemia, que adicionou uma camada enorme de crise a isso. Ciberneticamente, faz muito sentido esse vai e vem — os ciclos de feedback positivo e negativo. O feedback positivo é o que acelera o viés que você já está; o negativo coloca um freio. Bolsonaro, enquanto governante, não podia ficar só no runaway, só no feedback positivo, porque o feedback positivo sozinho eventualmente leva a um colapso — tanto nos organismos vivos como nas máquinas. O que ele e o Trump fazem é colocar estrategicamente esses freios, esses recuos: avanço e recuo, feedback positivo e negativo. Tentei mostrar no artigo como isso se deu durante o governo e como esse processo perde o controle na eleição de 2022, redundando eventualmente no 8 de janeiro. O governo Bolsonaro não construiu nada — estava destruindo coisas, que é o que a extrema-direita faz — mas dosando até onde poderia ir na relação com os outros agentes: o Congresso Nacional, o público. E o público passou a ser medido através das redes sociais — pelas métricas das mídias digitais — e cada vez mais por pesquisas de opinião, que são outra forma de feedback que coteja com as mídias sociais. Bolsonaro foi assim sentindo, de forma propriamente recursiva, lidando com um ambiente de causalidades circulares, crises, etc. A linearidade só é possível em contextos de estabilidade e paz — e é exatamente o que o Trump está fazendo hoje. Agora, uma virada acontece, e aí é muito importante a questão do método. Esse artigo é baseado em pesquisa de métodos mistos, onde a abordagem qualitativa antropológica foi composta com uma abordagem computacional de grandes quantidades de dados, com os meus parceiros da Universidade da Bahia, do LabHD, onde fazíamos o mapeamento em tempo real dos públicos do Telegram. Foi muito interessante ver como, em meados de 2021, o comportamento desse ecossistema transindividual — que chamamos de públicos refratados, os públicos da extrema-direita — mudou. O comportamento pandêmico, ativado pela pandemia, e inclusive as teorias da conspiração começaram a diminuir. Isso foi bem na época da questão do voto impresso. Quando o voto impresso é enterrado, um conspiracionismo eleitoral começa a subir e se estabilizar. Por quê? As condenações do Lula tinham sido definitivamente canceladas, e eles, na mentalidade de guerra deles, já previam: “Está vindo um golpe que vai impedir o Bolsonaro de ganhar as eleições de 2022.” Isso mais de um ano antes da eleição. Já entraram no modo de contra-golpe. Que é outra característica desse social de crise — o que Brian Massumi, também batesoniano, chama de preempção: você passa a agir antecipando a ação do seu inimigo. É muito como a lógica da Guerra Fria entre os dois blocos. Por isso a extrema-direita está sempre reagindo — isso é uma característica muito consistente, inclusive dos ecossistemas misóginos, que estão sempre reagindo à suposta provocação ou traição da mulher. O bolsonarismo entrou nesse modo preemptivo, com a certeza de que haveria um golpe contra ele. Na cabeça deles, dessa grande mente transindividual controlada pelo Bolsonaro, o golpe deles era um contra-golpe: seria dado um golpe no Bolsonaro, e o que estavam fazendo seria a resposta. Quando você vê tudo o que fizeram ao longo desse tempo com esse olhar, tudo faz sentido — e o Bolsonaro, como depois ficou demonstrado, de fato estava tentando articular esse contra-golpe. Nas eleições de 2022, estavam nessa dinâmica de avanço e recuo, não deixando o sistema escalar demais, a temperatura subir demais, enquanto conspiravam. Quando ele finalmente desiste, vê que não ganhou a eleição — isso se arrasta por algumas semanas —, e quando realmente percebem que os comandantes das três forças não vão entrar, que o golpe não vai acontecer, Bolsonaro fica em silêncio. Ciberneticamente, isso foi muito importante, porque era ele que fazia a regulação cibernética entre a camada moderada e a camada radicalizada. Ele não deixava as coisas escalar. Era um agente de radicalização, mas também de moderação. Quando ele se retira, a coisa escala — e foi justamente o 8 de janeiro. Olha que interessante: quando aquela multidão invadiu o Congresso, o que aconteceu? Ficaram esperando para ver o que ia acontecer, porque confiavam no plano — só que o plano já tinha dado errado e eles não sabiam disso. Tem esse componente de um mundo de fantasia criado dentro das comunidades radicalizadas — o Bateson ajuda a entender isso, porque ele tem uma teoria cibernética da fantasia e do jogo. Foi aquele choque de realidade. Não houve mais regulação, não houve mais feedback negativo, a coisa escalou, a temperatura subiu — e é onde o artigo termina, fazendo essa releitura cibernética e ecológica dos eventos do segundo governo Bolsonaro e das eleições de 2022. David Magalhães: Ótimo, Letícia. Encaminhando para o fechamento: no finzinho do artigo você faz uma ressalva que achei bastante importante, ao apontar que a ecologia da mente é extremamente poderosa para entender essas dinâmicas sistêmicas mais amplas, mas que também tem limites — especialmente quando tentamos compreender a totalidade da vida cotidiana do sujeito. É justamente aí que você coloca a necessidade de retornar à etnografia tradicional, à etnografia offline. Queria te ouvir sobre esse desafio metodológico. Como a antropologia pode costurar essas duas pontes — de um lado, a visão de um sistema cibernético amplo no qual os indivíduos parecem agir quase como parte de um circuito, de maneira relativamente previsível; de outro, as trajetórias de vida, as experiências subjetivas, as dores concretas que não desaparecem. Como não reduzir essas pessoas a meros nós de rede? Letícia Cesarino: Ótima pergunta, porque é realmente um desafio metodológico. No caso da ecologia da mente, você nunca pode fechar só no indivíduo. Mas é possível — e é o que estou fazendo no livro novo — pensar como o indivíduo enquanto sistema, porque todo organismo individual é um sistema cibernético, com outras camadas além dele, mas ele próprio é uma camada de individuação bastante importante. Ele pode estar dividido entre dois territórios existenciais — e é um pouco como estou tentando trabalhar a questão da radicalização no livro novo. O online oferece um tipo de território existencial onde a persona online do sujeito está com interações específicas. É isso que gera o elemento de fantasia nas comunidades extremistas: no online é possível cultivar uma realidade e um tipo de estereotipação do inimigo, toda a questão da desinformação, que não é possível fazer no offline. Por isso o que aconteceu depois da invasão ao Congresso e ao STF: a realidade bateu. Eles achavam que a realidade era o que era cultivado na mente transindividual do online — e isso não bateu com o que estava acontecendo offline. Com a internet, não é mais preciso se deslocar fisicamente para se radicalizar. Você pode viver sua vida normalmente e, em parte do seu circuito, se radicalizar só no online. São muito esses casos que abordarei no próximo livro: adolescentes e jovens que estão no quarto jogando videogame, vivendo normalmente na escola, e estão fazendo coisas indescritíveis na internet — que você só vai descobrir quando a polícia bater na porta. Etnografar a radicalização é muito difícil, porque é um processo — você precisa acompanhar a pessoa desde o início, quando não estava radicalizada. É praticamente impossível, a não ser que alguém muito próximo passe por isso. Mas existem autorrelatos. Tenho trabalhado muito com o caso dos neonazistas, onde já há na Europa e nos Estados Unidos um repertório grande de testemunhos e autobiografias de pessoas que saíram dessas comunidades extremistas. No jihadismo também há bastante material; os manifestos de atiradores em escolas, por exemplo, muitas vezes trazem essa visão subjetiva da radicalização. Há um outro ponto que descobri e que não estava na pesquisa anterior: o que alguns estudos de radicalização chamam de reduplicação. Isso vem de um estudo histórico de Robert Lifton sobre médicos nazistas — como eles dividiam a personalidade. Quando estavam em Auschwitz, eram um tipo de pessoa; quando estavam em casa, com a família, eram completamente diferentes. Era uma reduplicação da personalidade em duas, como forma de resolver dissonâncias e contradições. O médico conseguia desumanizar as pessoas que selecionava para morrer em Auschwitz, enquanto em casa humanizava os seus. Algo assim parece acontecer também no nível da mente individual através da lacuna online–offline: as pessoas inconscientemente encontram formas de dividir a sua mente entre esses dois mundos, de forma que não precisem romper com familiares, amigos ou colegas de trabalho por razões políticas. Esse efeito da lacuna online–offline deve ser estudado — não é só uma questão metodológica, é a questão de qual é o efeito dessa própria separação, que é inédita: são as primeiras tecnologias que possibilitam essa divisão em ambientes existenciais separados, ainda que em relação recursiva. Isso pode ser um indutor de radicalização. Sabe aquele meme dos cachorros latindo no portão? Quando o portão abre, cada um vai para um lado. O humano tem um pouco disso: fica mais agressivo, fala coisas e faz coisas quando não está cara a cara com a pessoa — coisas que não faria no presencial. Isso é muito característico da extrema-direita: estão latindo, agressivos, no comportamento de ameaça, e quando a Polícia Federal bate na porta, revertem ao comportamento de autopiedade e vitimização — que é o que o Bolsonaro está fazendo agora na cadeia. Bateson trabalha isso muito bem, não só no humano, mas em outros mamíferos. A ecologia da mente, pegando inclusive insights de outros mamíferos — como o Bateson faz —, nos ajudaria a reincorporar o elemento biológico-evolutivo nas nossas explicações. E aqui chego a um ponto que acho muito importante: a extrema-direita tem todo um repertório do darwinismo social e da psicologia evolutiva para dizer que a forma como ela vê o humano é a forma real, a forma biológica, a forma natural. São leituras completamente erradas e enviesadas, mas para o senso comum são muito intuitivas. A questão de gênero, por exemplo: a ideia de que o homem é para um papel e a mulher para outro não tem apoio em estudos sérios de outras espécies ou da nossa. A antropologia, porém, abandonou esse campo — tornou-se etnografia, estudo da cultura, abandonou a natureza e a biologia, por razões relacionadas à história e à política interna da disciplina. Um dos meus objetivos é recuperar esse espaço de autoridade científica para falar do humano, do que é natural no humano, a partir de abordagens como a do Bateson — que é uma teoria da evolução que inclui a cultura — para competir também nesse campo da naturalização do comportamento humano. Eu diria que é talvez o campo mais persuasivo dos discursos da extrema-direita, porque a esquerda e as ciências sociais ficam só na desconstrução e no culturalismo, enquanto eles estão falando daquilo que é espontâneo, natural, atemporal. É assim que o fascismo mira, e precisamos competir nessa ordem de discurso, reivindicando uma abordagem científica mais universalista — um outro tipo de universalismo, não o positivista. A ecologia da mente é uma das principais vias que vejo para isso. No contexto desse artigo, foi também um subtexto: o artigo foi parte de um dossiê financiado pela Fundação Wenner-Gren, a maior fundação de antropologia dos Estados Unidos, e queria passar essa mensagem para os meus colegas antropólogos — a gente pode falar de universais humanos de uma forma mais refinada e rica, e competir com a extrema-direita nesse campo de discurso. Guilherme Casarões: Letícia Cesarino — incrível, tanto no pessoal quanto no profissional. E agora descobrimos, o que não deveria ser exatamente uma surpresa, que você é especialista em memes. Foi de longe uma das conversas mais eruditas que tivemos aqui, não só na colaboração com o OED, mas de todas as entrevistas que já fiz. Uma densidade impressionante, transmitida de forma didática. Tenho certeza de que os nossos ouvintes vão adorar esse papo. Quem está acompanhando, fiquem por aí — ainda temos a segunda parte da conversa, com o boletim de notícias e a dica cultural. Boletim — Giro de Notícias David Magalhães: Vamos ao nosso boletim com duas notícias envolvendo a ultradireita. França No próximo ano teremos eleições nacionais na França, que serão importantíssimas tanto para a Europa quanto para o futuro da direita radical no mundo. No dia 22 de março, domingo, ocorreu o segundo turno das eleições municipais francesas, que costuma ser um termômetro importante para medir o crescimento e a capilaridade da direita radical francesa, representada aqui pelo Rassemblement National. O resultado dessas eleições foi bastante ambíguo. O Rassemblement National, partido de Marine Le Pen e da estrela em ascensão Jordan Bardella, não conseguiu vencer em grandes cidades estratégicas — como Marselha e Toulon —, onde havia uma expectativa de vitória da direita radical. Por outro lado, o partido avançou de forma importante em outro nível: consolidou uma presença territorial, especialmente no sudeste e no nordeste do país, conquistando dezenas de prefeituras e ampliando de maneira bastante significativa sua base local. Hoje, de acordo com matéria do Le Monde de 23 de março, o Rassemblement National passa a governar aproximadamente 70 municípios e conta com cerca de 3 mil representantes locais — uma quantidade bastante considerável. Outro ponto central é um certo teto de vidro que tem impedido a vitória do RN em grandes cidades. Esses centros urbanos mais ricos, mais jovens e com maior nível educacional têm sido um desafio para a expansão da direita radical. Por outro lado, há um crescimento muito forte em áreas periféricas, regiões pós-industriais e comunas menores, geralmente marcadas por uma sensação de abandono e por um acúmulo de ressentimento — o que alguns autores chamam de left behinds, os que foram deixados para trás —, sentimento que a direita radical populista costuma explorar. Quero destacar ainda um fator que pode ser preocupante olhando para as eleições nacionais de 2027: não houve, ou houve em pouquíssimas cidades, a chamada frente republicana — também chamada de cordão sanitário. O cordão sanitário é o conjunto de alianças tradicionais de partidos com compromissos democráticos para barrar a direita radical no segundo turno das eleições. A quase inexistência desse cordão fez com que o RN conquistasse cidades onde, em eleições anteriores, havia sido bloqueado. No final das contas, essas eleições não deram o resultado que o RN esperava — um grande impulso nacional —, mas consolidaram uma base territorial sólida. Isso coloca uma questão relevante olhando para 2027: seria esse enraizamento local suficiente para sustentar uma vitória nas eleições presidenciais? Seguiremos acompanhando o caso da França. Hungria Passamos para a Hungria — continuamos falando de eleições, já que os húngaros vão às urnas em abril para decidir se encerram os 15 anos de governo de Viktor Orbán. No domingo, 15 de março, os dois principais atores políticos do país — Viktor Orbán, do Partido Fidesz, e o oposicionista Peter Magyar, do partido Tisza — realizaram grandes manifestações em Budapeste no Dia Nacional Húngaro. Mais do que uma comemoração histórica, os eventos funcionaram como um teste de força às vésperas das eleições de abril. Os dois lados reivindicaram vitória em termos de mobilização — como já vimos aqui no Brasil. O governo afirmou que foi uma das maiores marchas já realizadas no país, enquanto a oposição chegou a afirmar que reuniu meio milhão de pessoas. Ainda que sejam números exagerados, as estimativas independentes indicam que o Tisza, de Magyar, levou mais gente às ruas do que o Fidesz de Orbán, o que sinalizaria um possível avanço da oposição no campo urbano. Essas manifestações têm algo interessante: acontecem dentro de um calendário nacional, e foi possível observar uma disputa não só eleitoral, mas simbólica. Ambos os lados tentavam se apropriar da memória da Revolução de 1848. Orbán engendrou uma narrativa que associa o passado à luta contra o domínio estrangeiro, ao globalismo, à ingerência da União Europeia e à ameaça da guerra na Ucrânia. A oposição liderada por Peter Magyar utiliza os mesmos símbolos nacionais, mas com outros significados: para eles, a defesa da liberdade hoje se traduz em manter a Hungria dentro da União Europeia e vinculada à OTAN, além de restaurar o funcionamento das instituições democráticas do Estado húngaro — bastante prejudicadas nos anos de Orbán. As pesquisas de intenção de voto desde julho do ano passado mostram um quadro relativamente estável, com uma diferença de aproximadamente 10% em favor da oposição. É preciso ter cautela com essas pesquisas, no entanto, porque em 2011 Orbán fez uma importante reforma eleitoral que dá mais peso aos distritos rurais, geralmente mais conservadores. Além disso, ele concedeu cidadania a húngaros que vivem na Eslováquia, na Romênia e na Sérvia, uma população que tende a votar no governo. E há também uma mobilização ideológica mais incandescente da direita radical húngara, que pode fazer diferença nas urnas. Fato é que nenhum dos lados parece acreditar numa vitória esmagadora. Já se discute a possibilidade de alianças — o partido Jobbik, na Hungria, pode ser crucial para a formação de uma maioria no parlamento. No nosso episódio de abril, iremos repercutir o resultado dessa eleição. Dica Cultural David Magalhães: A nossa recomendação cultural deste episódio tem tudo a ver com a conversa que tivemos no primeiro bloco com a Letícia Cesarino. Se você se interessou pelo debate sobre internet, cultura digital, extrema-direita e disputa de narrativas, vale muito a pena assistir o documentário Feels Good Man, disponível na Amazon Prime. O documentário é de 2020, mas chegou recentemente a essa plataforma. O filme conta a história do Pepe the Frog, personagem criado pelo cartunista Matt Furie nos anos 2000. Originalmente era um sapo tranquilo, good vibes, que circulava numa tirinha independente. Com o tempo, porém, esse personagem foi sendo apropriado na internet — primeiro como meme, depois ganhando formas cada vez mais distorcidas, até virar um símbolo associado ao alt-right e a outros grupos de extrema-direita. O documentário é bastante interessante porque não trata isso como uma mera curiosidade da internet. Ele mostra como esse processo revela algo mais profundo: como essas comunidades online — fóruns, antigamente o 4chan, hoje um ecossistema bem mais complexo — funcionam como verdadeiros laboratórios de produção cultural e política, com uma lógica quase darwiniana de disputa por atenção, em que os conteúdos mais chocantes e extremos ganham mais visibilidade, com toda uma engenharia algorítmica por trás. O filme também acompanha o próprio criador do Pepe, que se vê completamente impotente diante da transformação da sua obra. E esse é um ponto central: na era da internet, a circulação de imagens e memes escapa completamente ao controle original — pode ser capturada e ressignificada por distintos atores políticos. O documentário tem um aspecto que dialoga diretamente com o que conversamos com a Letícia Cesarino: esses grupos utilizam o humor, a ironia, a ambiguidade e as trollagens para disseminar ideias racistas, misóginas e xenófobas, muitas vezes sob a aparência de brincadeira. Isso cria uma zona cinzenta que dificulta a crítica e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance dessas mensagens de ódio. Feels Good Man nos ajuda a entender essa cultura digital e como ela se relaciona com a extrema-direita — e dialoga perfeitamente com os temas que trouxemos na entrevista do primeiro bloco. Até a próxima. The post Ecologia da mente e extrema-direita appeared first on Chutando a Escada.

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La fuerza de la palabra en la Antigüedad (VI): Plinio y el panegírico de Trajano: su dimensión política

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Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 96:16


canal.march.esEl panegírico de Trajano, pronunciado por Plinio el Joven en el Senado romano, fue interpretado durante mucho tiempo como un elogio al emperador hispano, pese a su gran significado político. En la sexta conferencia del ciclo “La fuerza de la palabra en la Antigüedad”, el catedrático de Historia Antigua (UPO), Juan Manuel Cortés Copete, analiza la dimensión política de este discurso que marcó el inicio de una nueva etapa de estabilidad institucional, política y militar en la Roma del siglo II d. C.Más información de este acto canal.march.es

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La fuerza de la palabra en la Antigüedad (V): Séneca, o el fracaso de la oratoria

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Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 95:21


canal.march.esSéneca fue considerado uno de los grandes oradores de su tiempo, aunque no se ha conservado ninguno de sus discursos completos. En la quinta conferencia del ciclo “La fuerza de la palabra en la Antigüedad”, el catedrático de Filología Latina de la Universidad de Barcelona, Javier Velaza, aborda el intento fallido de Séneca por modelar, mediante la oratoria, la imagen pública y el carácter personal de Nerón en su obra Sobre la clemencia. Algunos fragmentos de los discursos son dramatizados por el actor Fernando Sansegundo.Más información de este acto canal.march.es

Hora 25
La Contra | Manuel Jabois, sobre Trump y sus discursos por la guerra en Irán: "Se está convirtiendo en Gila"

Hora 25

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 1:40


Manuel Jabois reflexiona sobre los discursos de Trump por la Guerra de Irán

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La fuerza de la palabra en la Antigüedad (IV): El discurso fúnebre de Marco Antonio en el funeral de César

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Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 96:11


canal.march.esEl discurso fúnebre en honor a Julio César, pronunciado por Marco Antonio en el 44 a. C., fue uno de los grandes discursos de la Antigüedad, por su impacto político y su influencia. En la cuarta conferencia del ciclo “La fuerza de la palabra en la Antigüedad”, la catedrática de Historia Antigua (UPO), Cristina Rosillo López, analiza cómo el cónsul Marco Antonio transformó el género del discurso fúnebre en una poderosa herramienta política con la que cambió la historia de Roma.Más información de este acto canal.march.es

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La fuerza de la palabra en la Antigüedad (III): El poder de las palabras: Cicerón y el arte de la persuasión

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Play Episode Listen Later Mar 17, 2026 96:40


canal.march.esMarco Tulio Cicerón fue uno de los mayores oradores de la Roma republicana, además de ser una figura central en la vida política de su tiempo. En la tercera conferencia del ciclo “La fuerza de la palabra en la Antigüedad”, el catedrático de Historia Antigua (UZ), Francisco Pina Polo, analiza la importancia de los discursos de Cicerón como orador, abogado y senador romano, así como su legado en la historia de la retórica. Algunos fragmentos de los discursos son dramatizados por el actor Juanma Navas.   Más información de este acto canal.march.es

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La fuerza de la palabra en la Antigüedad (II): Demóstenes y el final de la democracia ateniense

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Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 87:56


canal.march.esDemóstenes ha sido considerado el mayor orador de la Atenas clásica y una figura clave en la defensa de la democracia. En la segunda conferencia del ciclo “La fuerza de la palabra en la Antigüedad”, Manel García Sánchez, profesor de Historia Antigua (UB), analiza la figura del político ateniense, su papel en los últimos años de la democracia ateniense y sus discursos, en los que denunció tanto la amenaza macedónica como la crisis interna de la polis por la pérdida del compromiso cívico. Algunos fragmentos de los discursos son dramatizados por el actor Antonio Ponce.Más información de este acto canal.march.es

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La reunión XL de las XX de JELO: "Hay que evitar que otros se apropien del feminismo con discursos que realmente van en contra de las ideas feministas"

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Play Episode Listen Later Mar 8, 2026 47:22


Pilar Eyre, Joana Bonet, Raquel Martos, Concha Monje, Arantxa Tirado, Laura del Val y Alba Leiva se unen a Julia Otero en una tertulia especial por el Día de la Mujer en Julia en la onda.

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03 03-03-26 LHDW Noticias del NoDo: Especial Premios Goya y las declaraciones de los actores que son la mayoría cortos

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 33:35


03 03-03-26 LHDW Noticias del NoDo: Especial Premios Goya y las declaraciones de los actores que son la mayoría cortos. Discursos sólo políticos

Un Mensaje a la Conciencia
«Los niños te imitan»

Un Mensaje a la Conciencia

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 4:01


(28 de febrero: Aniversario de la Batalla de Cúcuta) «Desde 1940 se venía hablando de que la ciudad [de Cúcuta, Colombia,] debía levantarle una estatua al Libertador —escribe Gustavo Gómez Ardila, miembro de la Academia de Historia de Norte de Santander y de la Sociedad Bolivariana de San José de Cúcuta en su obra titulada Cúcuta para reírla (Escenas de su historia)—. Las autoridades destinaron, entonces, para tal fin, la plazuela... conocida como el parque de la Bola... pero oficialmente llamada Plazuela del Libertador. »El presidente Eduardo Santos vino, ese año (1940), a poner la primera piedra. Pero no hubo segunda piedra, ni tercera, ni cuarta, ni monumento, ni estatua, ni nada. ¡Qué piedra!... »[Cuatro décadas después,] alguien dijo que Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palacios, con un nombre tan largo y tanta gloria encima, merecía para su estatua un sitio más amplio.... Por fortuna existía el parque Bolívar, en el barrio Colsag, que llenaba las especificaciones requeridas: amplio, sombreado, con jardines y lejos del centro para que no se llenara de vendedores ambulantes, ni de culebreros ni de estatuas humanas.... El trabajo [de la estatua ecuestre] se lo encargaron al escultor Martín Toledo [de la hermana República de Venezuela] que, en Caracas, hizo jinete y caballo. »Por fin, el 28 de febrero de 1982 Cúcuta tuvo estatua del Padre de la Patria.... »Los que miran con detenimiento a Bolívar a caballo deben recordar aquel poema de María Mercedes Carranza:1 Allí, sentado, de pie, a caballo, en bronce, en mármol, llovido por las gracias de las palomas y llovido también por la lluvia, en cada pueblo, en toda plaza, cabildo y alcaldía estás tú. Marchas militares con coroneles que llevan y traen flores. Discursos, poemas, y en tus retratos el porte de un general que, más que charreteras, lucías un callo en cada nalga de tanto cabalgar por estas tierras.... Los niños te imitan con el caballo de madera y la espada de mentira.... Te han vuelto estatua, medalla, estampilla y hasta billete de banco.»2 En realidad, no exagera la autora bogotana María Mercedes Carranza, en este poema suyo titulado «De Boyacá en los campos», al dar a entender que se han erigido un asombroso número de estatuas de Bolívar en las ciudades y los parques de una nación tras otra. Eso lo hemos constatado quienes hemos tenido la oportunidad de viajar a lo largo y ancho de Iberoamérica. De modo que no debiera asombrarnos que se pensara que hacía falta una estatua más en Cúcuta, donde en 1813 el Libertador venció las tropas invasoras españolas. Tampoco debiera extrañarnos que, con esa multitud de estatuas, bustos y monumentos de su figura heroica, Carranza haga hincapié en que los niños lo imitan. Quiera Dios que, así como muchos imitamos de niños al Padre de la Patria, que obviamente no era perfecto, nos empeñemos en imitar, con mayor razón, al Padre del cielo. Pues nuestro Padre celestial sí es perfecto, así como es perfecto el amor con que nos ama como hijos suyos.3 Carlos ReyUn Mensaje a la Concienciawww.conciencia.net 1 Gustavo Gómez Ardila, Cúcuta para reírla (Escenas de su historia), «Un callo en cada nalga» En línea 22 mayo 2019. 2 María Mercedes Carranza, «De Boyacá en los campos», citado por Gómez Ardila. 3 Mt 5:48; Ef 5:1

Entendendo a Notícia
#1064 - FATOS DESAFIAM DISCURSOS DE LULA E MODI SOBRE POLÍTICA EXTERNA

Entendendo a Notícia

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 28:39


Tema de abertura de Claudio Zaidan para o programa Bandeirantes Acontece

Hoy por Hoy
La mirada | Maruja Torres: "Mentir bien en los discursos o en las declaraciones públicas es un arte que se está perdiendo"

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 2:00


Maruja Torres sostiene que mentir con arte en el oficio público es una virtud perdida, sustituida por el eco de aplausos y simplezas poco respetuosas. Critica la incoherencia y el detritus discursivo de María Guardiola, cuyas afirmaciones terminan en un vertedero sin rastro de verdad. Ante la falta de honestidad, concluye que al menos sería de agradecer un poco de finura en el mentir.

Hoy por Hoy
Claves del día | Ángel Villarino: "Los discursos se estructuran como picadillo de TikTok"

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 1:18


Fue una sesión de control ómnibus con discursos estructurados como picadillo de TikTok para ser troceados y distribuidos por redes. Aunque se debatió el accidente de Adamuz entre exigencias de dimisiones y acusaciones de bulos, hubo mucho contenido viral, pero nada realmente nuevo.

Entendendo a Notícia
#1057 - DISCURSOS NÃO BASTAM PARA SALVAÇÃO DA SOBERANIA DE VENEZUELA E COLÔMBIA

Entendendo a Notícia

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 28:29


Tema de abertura de Claudio Zaidan para o programa Bandeirantes Acontece. 

Escuela de Nada
Ya nadie quiere discursos políticos de artistas - EP #717

Escuela de Nada

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 69:19


En este episodio en vivo hablamos de los Grammys que se ganó Bad Bunny y si la gente realmente está cansada de los discursos políticos de los artistas. Además, conversamos de cómo vivieron Chris y Leo el concierto de Kanye West en México y por qué Chris no quiso ir a la segunda fecha de su artista favorito.Si quieres ver más contenido de Escuela de Nada, suscríbete a Patreon donde por $6 al mes tendrás acceso a un episodio exclusivo cada viernes. También podrás elegir el tópico principal de un episodio al mes en nuestro Tema de Oro y además tendrás acceso a los primeros 200 episodios del podcast. https://www.patreon.com/escueladenadaEscúchanos en Spotify https://open.spotify.com/show/4xOM98A8Es30eGevw6tYwe?si=QwORHX8BTMyzKxJOa9_oZQ&dl_branch=1Síguenos en nuestras redes sociales:ESCUELA DE NADA Instagram: https://www.instagram.com/escueladenada/Twitter: https://twitter.com/escueladenadaTik Tok: https://www.tiktok.com/@escueladenadaFacebook: https://www.facebook.com/escueladenada

Alexandre Garcia - Vozes - Gazeta do Povo
R$ 10 trilhões de dívida e discursos do óbvio

Alexandre Garcia - Vozes - Gazeta do Povo

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 5:56


Hora 25
El análisis de Xavier Vidal-Folch | Xavier Vidal-Folch, sobre los discursos totalitarios: "Hay palabras de muerte. Cuidemos lo que decimos"

Hora 25

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 1:21


Xavier Vidal-Folch reflexiona sobre los discurso que fomentan los totalitarismos

SBS Spanish - SBS en español
Noticias SBS Spanish | Anthony Albanese elogia las reformas a leyes de armas y discursos de odio

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Jan 21, 2026 11:37


Boletín 21/01/26: El primer ministro australiano afirmó que el Parlamento ha aprobado las reformas más rigurosas contra el odio y sobre armas de fuego en la historia de Australia. Por otra parte, gobierno estadounidense dice que su plan para Gaza cuenta con amplio respaldo internacional, y Venezuela recibe primeros ingresos por venta de petróleo a EE.UU.

Broojula
21 Enero, 2026 - El año del torbellino

Broojula

Play Episode Listen Later Jan 21, 2026 24:34


Dicen que las segundas partes nunca son buenas, pero nadie nos advirtió que podían ser tan intensas. Ayer se cumplió exactamente un año desde que Donald Trump volvió a poner su mano sobre la Biblia para inaugurar su segundo mandato, o su quinto año, si contamos aquel "prólogo" de 2017 a 2021 que ahora parece un juego de niños. Arturo Sarukhán, Jorge Suárez-Vélez, Luis de la Calle, Eric Olson, Rafael Fernández de Castro y Sergio Alcocer, nos dan su análisis. En otros temas: Nombramientos polémicos en México: confianza política sobre costo reputacional / Discursos en el Foro Económico Mundial de Davos reflejan las tensiones de la geopolítica actual.

SBS Spanish - SBS en español
Slow Spanish | Piden aplazar la votación de nuevas leyes contra los discursos de odio en Australia

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 7:57


¡Hola! Welcome to SBS Slow Spanish, a new podcast designed in Australia specifically for those interested in learning the second most spoken language in the world. This is our weekly news flash in Spanish for January 16, 2026.

Morning Call BTG Pactual digital
Vendas no varejo e discursos do Fed | Morning Call | Lucas Costa, CMT e Jean Miranda | 15/01/2026

Morning Call BTG Pactual digital

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 28:31


O melhor ativo é sempre a boa informação!Quer receber as informações do Morning Call diretamente no seu e-mail? Acesse: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠://l.btgpactual.com/morning_call_spotify⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Padre José Roman Flecha
Meditación sobre los discursos del Papa de Navidad y Año Nuevo en Roma Parte 2

Padre José Roman Flecha

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 26:12


Acompaña al Padre Román Flecha a meditar sobre los discursos del Papa de Navidad y Año Nuevo en Roma y meditemos a fondo este tema.

Padre José Roman Flecha
Meditación sobre los discursos del Papa de Navidad y Año Nuevo en Roma

Padre José Roman Flecha

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 30:08


Acompaña al Padre Román Flecha a meditar sobre los discursos del Papa de Navidad y Año Nuevo en Roma y meditemos a fondo este tema.

O Antagonista
Censura de redes sociais/Discursos de petistas e bolsonaristas | Papo Antagonista - 02/01/2026

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jan 2, 2026 86:27


O Papo Antagonista desta sexta-feira, 2, exibe o episódio do Narrativas sobre a discussão envolvendo a censura de redes sociais e a proteção de crianças. Além disso, o programa mostra o capítulo do Narrativas que comparou os discursos de petistas e bolsonaristas.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista  https://bit.ly/papoantagonista  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/01/2026 | Festas de réveillon pelo mundo / Discursos de Xi Jinping, Putin e Lula

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 1, 2026 241:49


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (01): A festa da virada na Avenida Paulista contou com a presença de milhares de famílias de todo o Brasil. O evento de Réveillon também teve a maior queima de fogos sem som da história. A chegada de 2026 foi celebrada ao redor do mundo, com espetáculos dignos de drones, queima de fogos e atrações especiais. Confira os principais shows dos países em comemoração ao Réveillon. Segundo um estudo, a renda real dos norte-americanos caiu cerca de 12% nos últimos anos, no contexto em que o presidente Donald Trump negou a ciência do clima e retirou incentivos da energia limpa. Acompanhe a repercussão do tema com a comentarista Patrícia Costa. A economia do Brasil cresceu mais de 3% nos últimos anos. No entanto, a inflação, que estava dentro da meta no início de 2025, acelerou nos meses seguintes e forçou o Banco Central a manter a taxa Selic no maior patamar em quase 20 anos. Reportagem: Soraya Lauand. A China encerrou uma série de manobras militares com munição real aos arredores de Taiwan. O anúncio coincide com o discurso de fim de ano do mandatário Xi Jinping, que reafirmou o compromisso com a “reunificação da pátria”. Na sua mensagem de fim de ano, o presidente Lula comemora os resultados do mercado de trabalho em 2025. O mandatário ressaltou a diminuição da taxa de desemprego para o nível mais baixo da série histórica, além de exaltar o aumento da renda da população. Reportagem: Igor Damasceno. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, usou o seu discurso anual de Ano Novo para motivar as tropas que atuam na Ucrânia. Já o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirma que está a 10% de entrar em um acordo para pôr fim à guerra no Leste Europeu. Reportagem: Luca Bassani. O ministro Edson Fachin deseja implementar um código de ética no STF em 2026, mas a medida divide as opiniões no Supremo. Na sessão de encerramento, o magistrado defendeu o diálogo sobre o tema com os colegas em busca de transparência e rigor técnico. Reportagem: Misael Mainetti. O Congresso Nacional tem o PL da Dosimetria e a derrubada de vetos como pautas prioritárias para 2026. O presidente Lula vai precisar fortalecer a base com o Parlamento, a fim de buscar mais governabilidade no Brasil. Reportagem: José Maria Trindade. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, começa 2026 incerto se irá de fato concorrer à Presidência da República. Por enquanto, Tarcísio decide adotar cautela e afirma estar focado na reeleição ao governo do estado. Reportagem: Beatriz Manfredini. O ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e autorizou apenas a cirurgia eletiva indicada pela perícia da Polícia Federal. Reportagem: Igor Damasceno. A cientista política Luana Tavares conversou com o programa Jornal da Manhã desta quinta-feira (01) para falar sobre as expectativas para as eleições de 2026. O presidente Lula deve apostar em pautas de apelo social no primeiro semestre para tentar a reeleição. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Hoy por Hoy
El Abierto | Las Médulas cinco meses después, discursos políticos en nochevieja y entrevista a Carlos Cuerpo

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jan 1, 2026 39:10


Análisis con Javier Aroca y Mariola Urrea. Cinco meses después del gran incendio que arrasó Las Médulas, en León, considerado Patrimonio de la Humanidad hablamos con Fina, una vecina que vive y regenta un hotel-restaurante en la zona cero del incendio. Además, el último día del año nos deja los discursos de varios presidentes autonómicos. Y en la SER, hemos entrevistado al ministro de Economía, Carlos Cuerpo, que augura un gran año de crecimiento económico para nuestro país.

Así las cosas
¿Que paso esta semana en el gobierno? ¿Porque hay discursos tan duros por parte de la presidenta?

Así las cosas

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 11:27


Así las cosas
Así las Cosas, con Gabriela Warkentin – 21 noviembre 2025

Así las cosas

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 127:30


El mega bloqueo del próximo lunes 24 de noviembre; Discursos que dividen a los mexicanos; y The Museum of Consciousness