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Ruanda anuncia que vai manter-se em Cabo Delgado, no combate ao terrorismo, criticando a falta de apoio da Europa, pelo que o financiamento será futuramente assumido por Moçambique. O consumo de drogas está a crescer em várias cidades moçambicanas. Maputo continua a concentrar o maior número de casos, mas o consumo já se estende a outras regiões.
Da vigilância internacional ao cruzeiro Hondius afectado por um surto de hantavírus, ao agravamento da violência xenófoba na África do Sul que já provoca o regresso de moçambicanos ao país, a semana ficou marcada pela persistência da ameaça terrorista em Cabo Delgado e pelo reaproximar diplomático entre França e Argélia. A OMS afastou o cenário de uma nova pandemia e considerou o risco “baixo” e “limitado”. O navio Hondius seguiu da Praia para Tenerife, onde os passageiros devem ser evacuados sob vigilância médica. Cabo Verde garante que todos os procedimentos seguiram as normas internacionais. Na África do Sul, a violência xenófoba voltou a provocar tensão regional. O Governo sul-africano reagiu às críticas internacionais depois de protestos contra migrantes, defendendo que a instabilidade política e a má governação em vários países africanos estão na origem dos fluxos migratórios. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, exigiu o fim da violência contra estrangeiros durante um encontro com Cyril Ramaphosa, em Pretória. Em resposta ao aumento de cidadãos em fuga, Moçambique anunciou medidas de acolhimento em Ressano Garcia, principal fronteira entre os dois países. Ainda em Moçambique, o ministro da Defesa, Cristóvão Chume, reconheceu a continuação dos ataques armados em Cabo Delgado. O governante admitiu dificuldades no controlo das fronteiras e no combate às redes de apoio logístico dos grupos armados. Entretanto, França e Argélia continuam a aproximar-se diplomaticamente após meses de tensão. Emmanuel Macron anunciou o regresso do embaixador francês a Argel e o envio de representantes franceses às cerimónias evocativas do massacre de Sétif, símbolo da memória colonial argelina. Apesar do degelo diplomático, continuam pendentes vários pontos de divergência entre os dois países.
Neste programa, voltamos a alguns dos temas africanos que marcaram a semana. Destaque para Cabo Verde, onde arrancou a campanha para as legislativas de 17 de Maio. Em Angola, o activista angolano Osvaldo Caholo foi condenado a dois anos e seis meses de prisão e começou o julgamento de uma antiga ministra das Pescas por suspeita de apropriação indevida de dinheiro público. Em Moçambique, uma recente superstição propagada também pelas redes sociais gerou uma onda de violência e vários mortos. A escalada de violência no Mali também esteve no centro das preocupações. Começamos com Cabo Verde onde arrancou, esta quinta-feira, a campanha eleitoral para as legislativas de 17 de Maio. São cinco os partidos que disputam as eleições, mas nem todos concorrem nos 13 círculos. As explicações de Odair Santos, o nosso correspondente. Em Moçambique, a Comissão Nacional de Direitos Humanos condenou a violência no país na sequência de superstições de magia ligadas a receios de atrofiamento de órgãos genitais. Esta quarta-feira, já eram 19 as pessoas que morreram vítimas de agressões físicas ligadas a esta crença. As superstições verificaram-se desde 18 de Abril em Cabo Delgado e espalharam-se pelas províncias de Nampula e Zambézia, bem como pelas redes sociais. O director do serviço de saúde de Cabo Delgado, Edson Fernando, lamentou o que chamou de “pânico colectivo”. Em Angola, na segunda-feira o activista angolano Osvaldo Caholo foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por instigação pública ao crime. A pena foi considerada “excessiva” pela defesa, que aponta contradições e fala em “prisão política”. Caholo foi um dos activistas detidos na sequência dos protestos contra o aumento dos combustíveis, em Julho de 2025, que desencadearam tumultos e pilhagens em vários pontos do país com pelo menos 30 vítimas mortais em Luanda. A defesa do activista que está detido há nove meses, apresentou recurso contra a decisão que olha como “política”, como explicou à RFI Simão Afonso, um dos advogados de Osvaldo Caholo. Também em Luanda, arrancou esta semana o julgamento de Vitória de Barros Neto, antiga ministra das Pescas, e mais três cidadãos, por suspeita de apropriação indevida de dinheiro público no exercício de funções. Esta semana, o Mali viveu uma nova escalada de violência. No sábado passado, grupos jihadistas e rebeldes tuaregues lançaram ataques simultâneos em várias cidades e o ministro da Defesa, Sadio Camara, foi morto num dos ataques. Os rebeldes tuaregues da Frente de Libertação de Azawad controlam a cidade de Kidal, no Norte do Mali, e tentam aproximar-se de Bamaco, cortando várias estradas que ligam a capital ao resto do país. Tropas paramilitares russas continuam no país, mas sofreram recuos em algumas áreas. Em entrevista à RFI, Leonardo Simão, representante da ONU para a região do Sahel, alertou para o "crescendo da sofisticação dos ataques" em relação aos que se realizaram no fim-de-semana passado.
Moçambique: Governo aprovou proposta de aumento de salários-mínimos, excluindo a função pública. Parlamento aprovou lei que aumenta para 65 anos a idade obrigatória de reforma dos funcionários públicos. Jovem de Cabo Delgado criou jogo online Moçambola Virtual.
Da Guiné-Bissau a Moçambique, passando por Angola e República Centro-Africana, a actualidade africana ficou marcada por tensão política, denúncias de violações de direitos, o regresso de Manuel Chang após cumprir pena nos EUA, o debate sobre a presença militar ruandesa em Cabo Delgado, a preparação da visita do Papa Leão XIV a Angola e a libertação de um investigador luso-belga após quase dois anos de detenção. A actualidade africana da semana ficou marcada por novos desenvolvimentos políticos na Guiné-Bissau, pelo regresso de Manuel Chang a Moçambique após cumprir pena nos Estados Unidos, pelo debate sobre a presença militar ruandesa em Cabo Delgado e ainda pela preparação da visita do Papa Leão XIV a Angola. Guiné-Bissau: carta aberta denuncia situação de Domingos Simões Pereira Na Guiné-Bissau, Dionísio Simões Pereira, irmão do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, divulgou uma carta aberta dirigida à comunidade nacional e internacional, apelando a uma intervenção urgente para pôr termo à situação do antigo primeiro-ministro. Segundo a denúncia, Domingos Simões Pereira continua privado de liberdade desde a tomada do poder em Novembro do ano passado, que interrompeu o processo eleitoral no país. Entretanto, os sectores da sociedade civil criticaram a audiência concedida em Bruxelas, a 26 de Março, ao antigo Presidente Umaro Sissoco Embaló e ao antigo chefe de Estado senegalês Macky Sall por António Costa. Os críticos consideram que o encontro representa um sinal político favorável ao actual poder em Bissau. Ainda no país, o assassínio do activista Vigário Luís Balanta, encontrado morto a 31 de Março, continua sem esclarecimento oficial. A jurista Carmelita Pires defendeu o recurso ao Tribunal Penal Internacional, alegando inexistência de condições internas para uma investigação independente. Moçambique: Manuel Chang regressa após cumprir pena nos EUA Em Moçambique, o regresso de Manuel Chang voltou a colocar em evidência o caso das dívidas ocultas. O antigo ministro das Finanças cumpriu pena de sete anos e meio de prisão nos Estados Unidos, após condenação por conspiração para fraude electrónica e branqueamento de capitais. Detido em 2018, na África do Sul, Chang foi posteriormente extraditado para território norte-americano, onde enfrentou julgamento relacionado com o escândalo financeiro que lesou o Estado moçambicano em mais de dois mil milhões de dólares. O caso levou os parceiros internacionais a suspenderem, em 2016, a ajuda directa ao Orçamento do Estado moçambicano. Cabo Delgado: parlamento debate estratégia anti-terrorismo Também em Moçambique, o Governo apresentou no parlamento uma proposta de estratégia nacional de combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado. O debate surge após declarações do Presidente ruandês, Paul Kagame, que admitiu retirar as tropas destacadas no norte moçambicano caso não seja assegurada a continuidade do financiamento externo. Partidos parlamentares defenderam que a soberania nacional deve permanecer sob controlo do Estado moçambicano, embora reconheçam a importância do apoio internacional no combate aos grupos armados. Angola prepara visita do Papa Leão XIV Em Angola, a visita do Papa Leão XIV, agendada para os dias 18 a 21 de Abril, está a ser apresentada como um momento de reforço diplomático entre Luanda e o Vaticano. O embaixador angolano junto da Santa Sé, Carlos Alberto Fonseca, afirmou que a deslocação poderá impulsionar a revisão do Acordo-Quadro assinado em 2019, além de abrir caminho a novos acordos de cooperação. As relações diplomáticas formais entre Angola e o Vaticano contam já com mais de 27 anos. República Centro-Africana: libertado investigador luso-belga Na República Centro-Africana, o investigador luso-belga Joseph Figueira Martin foi libertado passados quase dois anos de detenção. A libertação resultou de uma mediação diplomática conduzida por Portugal, com apoio da Bélgica e de instituições europeias. O eurodeputado Francisco Assis saudou o desfecho, considerando-o um sinal positivo da cooperação diplomática europeia no continente africano.
UE trava financiamento às forças ruandesas em Cabo Delgado; eurodeputado alerta que decisão é “grave”, mas admite margem para consenso. Angola enfrenta défice de magistrados e reclusos denunciam excesso de prisão preventiva e morosidade judicial. Assembleia-Geral da ONU aprova resolução que declara tráfico de escravos como "crime mais grave contra humanidade" e defende reparações históricas.
Angola declara guerra à economia informal com nova lei que taxa zungueiras, taxistas e influenciadores. Militares moçambicanos terão executado 13 pescadores em Cabo Delgado. A denúncia foi feita pela CDD e confirmada à DW por testemunhas no terreno. Em Nampula, simpatizantes do partido ANAMOLA iniciam protesto simbólico contra levantamento de imunidade de Venâncio Mondlane.
O bloqueio do gás vindo do Qatar e do Irão está a levar muitos países a olharem para Moçambique e para a sua produção de gás natural liquefeito como uma alternativa viável para o abastecimento desta matéria prima essencial. A Ucrânia disse na segunda-feira que estava disposta a trocar o gás moçambicano por tecnologias militares, uma troca que preocupa o politólogo moçambicano, Fidel Terenciano. Na segunda-feira, Daniel Chapo, o Presidente moçambicano, e Volodymyr Zelensky, Presidente ucraniano, tiveram uma conversa telefónica em que Kiev mostrou interesse no gás moçambicano. Em contrapartida, a Ucrânia prometeu apoio militar, nomeadamente a nível tecnológico, deixando entender que se trata de tecnologias usadas actualmente pelo país nos combates contra os russos como drones. No caso de Moçambique, segundo a Ucrânia, estas tecnologias poderiam servir para a segurança interna do país e a protecção das populações face ao terrorismo. Esta conversa surge num momento em que a crise de combustíveis, nomeadamente de gás, se está a acelerar devido aos ataques no Qatar e no Irão, assim como o encerramento do estreito de Ormuz. Impedida de voltar aos níveis de produção de gás dos tempos de paz, a Ucrânia procura alternativas de abastecimento estando já a preparar-se para o próximo Inverno. No entanto, o aprofundamento das relações com a Ucrânia pode abalar a política de não-alinhamento de Moçambique nos conflitos internacionais, segundo o politólogo moçambicano, Fidel Terenciano. "Neste momento não é oportuno para Moçambique estabelecer relações quer comerciais, quer diplomáticos com a Ucrânia, até por conta do tipo de relações históricas estabelecidas entre Moçambique e Moscovo. Nos últimos seis meses Moçambique mudou a sua abordagem de não alinhamento para alinhamentos e isso pode sobremaneira perigar a posição de Moçambique nos próximos tempos, até no concerto das nações. [...] Este acordo eu penso que ele é benéfico para Ucrânia. É uma forma de fazer pressão sob a Rússia no sentido de, se nós não tivermos possibilidades de utilizar os combustíveis que se encontram no território controlado pela Rússia, vamos abrir novas linhas de cooperação e parceria, incluindo com o país chamado Moçambique, que tem grandes reservas de gás e também de petróleo e que nos próximos tempos poderá ser a principal fonte de abastecimento para Ucrânia", explicou o especialista. Este analista considera ainda que Moçambique não está preparado para o interesse internacional crescente no gás natural liquefeito existente no país, o maior projecto africano de gás que se localiza na Bacia do Rovuma. "Tenho a impressão que nós, como país, não estávamos preparados para esse boom da exploração de recursos naturais, particularmente o gás. O que pode acontecer é que a exploração vai iniciar e Moçambique vai ser uma opção real para um conjunto de países ocidentais, já que o Irão e o Qatar estão com uma conotação negativa por parte da NATO. E, consequentemente, Moçambique vai ser o espaço de eleição. Mas o problema é que tenho muitas reservas que Moçambique como nação, Moçambique como país, terá de se preparar para esse boom. E essa escolha, tanto quanto forçada, de um conjunto de actores internacionais que agora vão começar a olhar Moçambique como a principal saída para continuar a exploração do gás e petróleo nos próximos tempos", declarou Fidel Terenciano. Para este politólogo, Moçambique deve concentrar-se nas suas relações com os parceiros africanos, considerando que as forças do Ruanda se devem manter no país de forma a reforçar os esforços levados a cabo para encontrar “um equilíbrio” em Cabo Delgado. "Devemos encontrar novos aliados no contexto africano. Preocupa-me bastante como cientista político baseado em Moçambique, o porquê da África do Sul não ter sido uma grande opção para Moçambique para debelar a questão da insurgência no contexto de Cabo Delgado. Parece-me que estamos a deixar de lado os vizinhos muito próximos que, de alguma maneira, ressentem a problemática do conflito em Cabo Delgado. Estamos a pagar a aliados um pouco mais distante que, na minha opinião, talvez nem estão interessados nos efeitos nefastos e negativos do conflito, quiçá apenas estão interessados nos efeitos positivos para eles próprios, dentre eles o fornecimento de material bélico, envio de seus homens e a cobrança das facturas muito altas. Há o contínuo controle do processo de exploração, produção e venda dos barris de gás a nível de Cabo Delgado e os lucros que eles podem obter através desse apoio que eles dão à Moçambique", concluiu e avisou Fidel Terenciano.
Angola tenta recuperar no exterior mais de 1,9 mil milhões de dólares desviados, mas enfrenta entraves legais e resistência de outros países. Níger indignado com resolução Parlamento Europeu que exige a libertação do ex-presidente. Ouvimos mais um episódio do Learning by Ear – Aprender de Ouvido.
Da deslocação do Presidente moçambicano Daniel Chapo a Bruxelas às dúvidas sobre a continuidade das forças do Ruanda em Cabo Delgado, passando pela nomeação de um novo Procurador-Geral em Angola, pela penhora de bens de uma cervejeira em São Tomé e Príncipe e pelas polémicas no recenseamento eleitoral em Cabo Verde, a semana em África fica marcada por desenvolvimentos políticos, judiciais e económicos em vários pontos do continente. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, esteve em Bruxelas para uma série de encontros com representantes das instituições europeias e autoridades belgas. Em declarações à imprensa, manifestou a intenção de renovar as missões de apoio ao país, sublinhando que estas ainda se encontram “em dia”. Entretanto, o Ruanda admite retirar o contingente militar destacado no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, caso não sejam asseguradas garantias de financiamento sustentável. O aviso surge numa altura em que se aproxima o fim do apoio da União Europeia à missão. O investigador João Feijó alerta que não há interesse em ver as forças ruandesas abandonarem o país. Ainda em Moçambique, a Procuradoria-Geral da República de Moçambique considerou ilegal a decisão de suspender a atividade da MOZAL, a maior unidade industrial do país, tendo dado um prazo de cinco dias para reverter a medida. A reportagem é de Orfeu Lisboa. No plano judicial, o antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, será libertado nos Estados Unidos e deportado para Maputo na próxima semana, após cumprir uma pena de oito anos e meio por fraude e branqueamento de capitais no âmbito do escândalo das dívidas ocultas. Em Angola, o Presidente João Lourenço nomeou Pedro Mendes de Carvalho como novo Procurador-Geral da República, sucedendo a Hélder Pitta Groz, que cessou funções por limite de idade. A reportagem é de Anvelino Miguel. Ainda em Angola, as organizações MUDEI, KUTAKEASA e UYELE entregaram um pedido de acesso a documentos administrativos relacionados com concursos públicos atribuídos à empresa INDRA, responsável pela gestão logística das eleições gerais de 2027. O jurista Jaime Domingos Mussinda afirma que o objetivo é garantir transparência. Em São Tomé e Príncipe, o Governo avançou com a penhora de bens da cervejeira Rosema, devido a dívidas fiscais avaliadas em cerca de um milhão de euros. A informação foi avançada pelo ministro das Finanças, Gareth Guadalupe. A reportagem é de Maximino Carlos. Já em Cabo Verde, após denúncias de atrasos e irregularidades, a Comissão Nacional de Eleições de Cabo Verde remeteu ao Supremo Tribunal de Justiça de Cabo Verde o processo de recenseamento eleitoral dos cidadãos residentes no estrangeiro. Mais pormenores com Odair Santos.
Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) de Moçambique diz não haver evidências de tortura ou execuções sumárias na área do megaprojeto de gás em Cabo Delgado. Ainda em Moçambique, suspensão de concursos milionários continua a dar que falar. Irão confirma morte do secretário do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani, e promete vingança.
Journalist Crystal Orderson joined Sara-Jayne Makwala King (in for Clarence Ford)for an overview of stories from the continent. Views and News with Clarence Ford is the mid-morning show on CapeTalk. This 3-hour long programme shares and reflects a broad array of perspectives. It is inspirational, passionate and positive. Host Clarence Ford’s gentle curiosity and dapper demeanour leave listeners feeling motivated and empowered. Known for his love of jazz and golf, Clarrie covers a range of themes including relationships, heritage and philosophy. Popular segments include Barbs’ Wire at 9:30am (Mon-Thurs) and The Naked Scientist at 9:30 on Fridays. Thank you for listening to a podcast from Views & News with Clarence Ford Listen live on Primedia+ weekdays between 09:00 and 12:00 (SA Time) to Views and News with Clarence Ford broadcast on CapeTalk https://buff.ly/NnFM3Nk For more from the show go to https://buff.ly/erjiQj2 or find all the catch-up podcasts here https://buff.ly/BdpaXRn Subscribe to the CapeTalk Daily and Weekly Newsletters https://buff.ly/sbvVZD5 Follow us on social media: CapeTalk on Facebook: https://www.facebook.com/CapeTalk CapeTalk on TikTok: https://www.tiktok.com/@capetalk CapeTalk on Instagram: https://www.instagram.com/ CapeTalk on X: https://x.com/CapeTalk CapeTalk on YouTube: https://www.youtube.com/@CapeTalk56See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Ruanda admitiu retirar o contingente militar destacado no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, caso não sejam asseguradas garantias de financiamento sustentável para a operação. No terreno desde 2021, cerca de mil militares ruandeses apoiam as forças moçambicanas no combate à insurgência armada activa desde 2017, associada ao grupo jihadista Estado Islâmico. O aviso surge numa altura em que se aproxima o fim do apoio financeiro da União Europeia à missão, previsto para Maio, ao fim de 36 meses e após um total de 40 milhões de euros desembolsados. Em Bruxelas, o Presidente Daniel Chapo tenta assegurar a continuidade desse financiamento. O investigador do Observatório do Meio Rural, João Feijó, considera que não há interesse em ver as forças ruandesas abandonarem o país. O Ruanda admitiu retirar o contingente militar destacado no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, caso não sejam asseguradas garantias de financiamento sustentável para a operação. Quais serão as consequências dessa decisão para a estabilidade de Moçambique? Não é uma decisão. É uma chamada de atenção para a necessidade do apoio do Ruanda a Moçambique, para que possam continuar as operações. Esta posição surge numa altura em que há sanções dos Estados Unidos às forças de defesa do Ruanda, devido ao conflito na República Democrática do Congo. Há aqui um certo aproveitamento por parte do país? A situação é distinta, porque essas sanções visam obrigar o Ruanda a deixar de intervir da forma como está a intervir nz RDC. Em Moçambique, pelo contrário, a acção do Ruanda tem sido benéfica para o capital internacional, nomeadamente para os interesses estratégicos do gás e do grafite, que pertencem a multinacionais com capital francês, americano e, no fundo, global. As tropas ruandesas estão em Moçambique desde 2021. A verdade é que o conflito ainda não foi resolvido e até alastrou a Nampula. Há o risco de este conflito se eternizar? O Ruanda teve como função não necessariamente acabar com a insurgência, mas proteger o raio em torno das zonas onde estão os investimentos. As forças estavam sobretudo localizadas em Palma e na faixa costeira. O objectivo foi claramente criar uma “green zone”, restabelecer a segurança e retomar a exploração de gás. A insurgência movimentou-se, de forma estratégica, para zonas onde o inimigo é mais fraco. Deslocou-se para áreas com geografia muito complicada, onde historicamente movimentos de guerrilha -como a Renamo ou mesmo a Frelimo- nunca foram derrotados. Estes grupos têm, assim, a vantagem do terreno. Ainda assim, já não têm a mesma força que tinham em 2021, nem a mesma capacidade para atacar ou ocupar vilas distritais. Chegaram a realizar vários ataques a sedes distritais, algumas mais do que uma vez, mas hoje essa capacidade está bastante reduzida. Por outro lado, também não interessa ao Ruanda eliminar totalmente a insurgência. Interessa contê-la, reduzir a sua capacidade operacional, sobretudo nas zonas de grande investimento económico, mas manter o risco suficientemente presente para justificar a sua presença em Moçambique. Há um interesse em manter Moçambique dependente do Ruanda? Exactamente. Dessa forma, o Ruanda mantém o processo de internacionalização das suas empresas, nomeadamente nos sectores da construção, do acesso a recursos naturais e até da presença militar. Procura afirmar-se como uma espécie de “polícia africana” na estabilização de zonas de indústria extractiva, financiadas pelo capital do Norte global. No dia em que os ruandeses saíssem, é possível que surgissem dinâmicas que voltassem a criar instabilidade, pressionando os grandes interesses económicos a recorrer novamente à sua presença. Não será fácil retirar os ruandeses, até porque não existe uma alternativa viável. O exército moçambicano ainda não tem capacidade para enfrentar sozinho os grupos insurgentes. Pelo contrário, uma retirada poderia facilitar a reorganização desses grupos. A população tem dito, muitas vezes, que se sente mais segura com as tropas ruandesas do que com os soldados moçambicanos… Isso é natural. Os ruandeses dominam as línguas locais, têm bons equipamentos, estão bem treinados, são disciplinados e conseguem estabelecer uma relação de confiança com a população. Conseguem, através da comunicação directa, distinguir quem colabora com a insurgência. Já as forças moçambicanas enfrentam problemas logísticos, falta de equipamento, fragilidades na organização e na liderança e, sobretudo, dificuldades de comunicação com a população. O que é irónico: militares e população do mesmo país não conseguem comunicar entre si. Além disso, há muitos relatos e indícios de abusos cometidos por militares moçambicanos contra civis, o que gera medo e desconfiança. A população fica, muitas vezes, presa entre dois lados em conflito, numa situação extremamente vulnerável. O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, está em Bruxelas para pedir a continuação do apoio da União Europeia. Acredita que será bem-sucedido? Terá de apresentar garantias e contrapartidas. Esses apoios terão certamente um custo. Não se sabe se será através de concessões mineiras, benefícios fiscais ou outras formas. Moçambique encontra-se numa posição muito difícil: precisa de garantir a segurança dos grandes projectos, mas não tem capacidade interna para o fazer. Isso obriga ao recurso a apoio internacional, que tem um preço. O problema é estrutural: um Estado frágil, com dificuldades em assegurar direitos fundamentais como justiça, educação, saúde ou emprego. Isso gera descontentamento e fragiliza ainda mais a relação entre o Estado e a população. Daniel Chapo enfrenta um desafio enorme. As receitas do gás só deverão começar a chegar dentro de cinco ou seis anos. Até lá, será difícil manter a estabilidade. O país atravessa - e continuará a atravessar - um período muito complexo. Daniel Chapo poderá contar com o apoio da França, tendo em conta os interesses franceses no país? É possível que tenha havido um esforço diplomático francês para mobilizar a União Europeia a apoiar a intervenção do Ruanda, com recurso a financiamento de vários Estados-membros, tendo em vista a protecção de investimentos como os da Total em Moçambique. Durante estes dias, deverão decorrer várias negociações em Bruxelas para encontrar soluções. A saída dos ruandeses não interessa a ninguém, tendo em conta a importância estratégica da região - incluindo os corredores de Pemba, Lichinga e Nacala - ricos em recursos como carvão, areias pesadas, grafite, gás e pedras preciosas. A interrupção da exploração destes recursos poderia ter impactos nos mercados energéticos e alimentares globais. E não há interesse nessa interrupção… Exactamente. Além disso, o custo das forças ruandesas é relativamente baixo - cerca de 50 milhões de dólares por ano - quando comparado com alternativas como forças norte-americanas ou europeias, que seriam significativamente mais dispendiosas. É provável que este cenário faça parte de uma estratégia negocial, eventualmente para transferir custos para o Estado moçambicano ou garantir novas condições para investimento internacional. Neste momento, trata-se sobretudo de negociações políticas em curso nos bastidores de Bruxelas.
Moçambicanos divididos quanto à eventual saída das forças ruandesas de Cabo Delgado. Angola: Modelo de escolha do Procurador-Geral da República "levanta questões pertinentes sobre a independência do cargo". Conflito no Médio Oriente ameaça as rotas marítimas, até em África. Conheça a situação do porto de Berbera, na Somalilândia.
Moçambique: Parlamento retomou hoje com leis da comunicação social na agenda. No Niassa foi inaugurada uma grande fábrica de processamento de grafite. Um surto de cólera continua a assolar a província de Cabo Delgado.
Domingos Simões Pereira será presente hoje ao Tribunal Militar de Bissau. Jornalista moçambicano Arlindo Chissale está desaparecido há um ano, família e sociedade civil criticam falta de respostas. União Africana avalia a sua capacidade em promover a paz no continente na próxima cimeira.
Golpes de Estado, terrorismo, alterações climáticas e transições de liderança marcaram a actualidade política do continente africano nos últimos dias. A 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, a decorrer em Addis Abena, na Etiópia, serviu de palco para debater estes desafios, num momento particularmente sensível para vários países. A situação política na Guiné-Bissau -suspensa da organização pan-africana na sequência da tomada do poder pelos militares -esteve no centro das atenções. Em entrevista à RFI, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou uma posição firme, sublinhando a defesa inequívoca da ordem constitucional. Ainda no país, o principal opositor guineense, Domingos Simões Pereira, foi ouvido pelo Tribunal Militar, na qualidade de declarante, no âmbito de uma alegada tentativa de golpe de Estado em Outubro de 2025, segundo os seus advogados. A insegurança no norte de Moçambique também esteve em debate. O terrorismo em Cabo Delgado foi analisado à margem da cimeira, que decorre em Addis Abeba. António Guterres apelou à comunidade internacional, em particular à União Europeia, para reforçar o apoio ao país no combate à insurgência. Ainda em Moçambique, as alterações climáticas e os seus efeitos continuam a preocupar as autoridades. O Secretário-Geral das Nações Unidas reiterou que ainda é possível, até ao final do século, limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus, mas advertiu que tal exige uma redução drástica das emissões com efeitos imediatos. Entretanto, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres anunciou a abertura de 600 centros de acolhimento para famílias em risco, face à aproximação do ciclone tropical Gezani. Paralelamente, Maputo procura mobilizar apoio internacional, tanto na Cimeira da União Africana como na Cimeira Itália-África, para a reconstrução das zonas afectadas pelas recentes inundações. À RFI, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Manuela Lucas, sublinhou a necessidade de solidariedade internacional. A cimeira marca igualmente uma transição na liderança da organização continental. Termina a presidência angolana e inicia-se o mandato do Burundi. O Presidente burundês, Évariste Ndayishimiye, herdará do seu homólogo angolano, João Lourenço, dossiers complexos como o conflito entre a República Democrática do Congo e o Ruanda. Num balanço da presidência de Angola à frente da União Africana, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou o reforço da presença e da voz de África nos fóruns internacionais. Em São Tomé e Príncipe, a actualidade política ficou marcada pela eleição de Abnildo Oliveira como Presidente da Assembleia Nacional. O novo líder do Parlamento sucede a Celmira Sacramento, destituída do cargo há cerca de duas semanas, na sequência da crise parlamentar que abalou o país.
Nomes sonantes da RENAMO unem-se a ex-guerrilheiros na luta pela destituição do líder Ossufo Momade. Human Rights Watch denuncia violência, impunidade e fome em Moçambique. Médicos sudaneses refugiados criam hospital no Uganda.
Diáspora guineense mobiliza manifestação em Bruxelas para chamar a atenção internacional para a situação política na Guiné Bissau. Em Moçambique, mulheres de Cabo Delgado expõem vulnerabilidades no contexto dos ataques terroristas. EUA e o Irão retomam hoje conversações sobre questões nucleares.
Neste programa damos destaque à libertação do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, na Guiné-Bissau, às inundações que continuam a afectar Moçambique, à visita do Presidente da República de Cabo Verde a Paris e a novos dados sobre o sector do turismo em Angola. Na Guiné-Bissau, a semana ficou marcada pela saída do líder do PAIGC da Segunda Esquadra de Bissau, onde esteve detido durante mais de 60 dias. Domingos Simões Pereira foi conduzido da Segunda Esquadra de Bissau para a sua residência, vigiada por militares e polícias, pelo ministro da Defesa do Senegal, general Birame Diop, que se encontra no país desde quinta-feira. Contactado pela RFI, o advogado Vailton Pereira Barreto, membro da equipa de defesa do líder do PAIGC, confirmou que Domingos Simões Pereira “já está em casa com a família”. Nas imagens divulgadas nas redes sociais, o líder do PAIGC, que esteve detido por mais de 60 dias por militares e sem culpa formada, surge sorridente, visivelmente magro e com barba branca. Fernando Dias da Costa e Geraldo Martins, que estavam na embaixada da Nigéria como exilados desde o dia do golpe de Estado, voltaram sem restrições para as suas residências em Bissau. Em Moçambique, o país continua a ser afetado por inundações históricas, que provocaram danos graves nas redes elétrica e de comunicações, bem como nas principais vias rodoviárias. As autoridades estimam que serão necessários cerca de 650 milhões de dólares para a reconstrução. Na província de Gaza, no sul do país, a mais atingida, vários viajantes permanecem bloqueados devido à subida do nível das águas e tentam fugir por meios improvisados. As explicações com Adélia Teixeira. Ainda no país, foram retomadas oficialmente esta semana as atividades do megaprojeto de exploração de gás liderado pela TotalEnergies, em Cabo Delgado, no norte do país. O projeto estava suspenso há cerca de cinco anos, invocando “motivos de força maior”, devido aos sucessivos ataques terroristas na região. A reportagem é de Orfeu Lisboa. Em Cabo Verde, o Presidente da República encontra-se em Paris desde quarta-feira para uma série de encontros com a diáspora, num contexto internacional marcado por restrições à mobilidade e fenómenos de discriminação contra imigrantes. A visita inclui também contactos de alto nível com a UNESCO. José Maria Neves almoçou ainda no Palácio do Eliseu com o Presidente francês, Emmanuel Macron. Em Angola, o ministro do Turismo, Márcio de Jesus Lopes Daniel, revelou que, em 2025, foram criados 10,6 novos empregos por cada mil turistas que entraram no país. Segundo o governante, o ano marcou uma viragem histórica no setor, com o registo de 223 mil chegadas internacionais, superando os 217 mil turistas contabilizados em 2019.
Daniel Chapo anuncia melhoria da segurança em Cabo Delgado, num dia em que retomou o projeto de gás Liquefeito de Afungi. Angola vai avançar com a criação da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Lobito. UE discute em Bruxelas, novas sanções à Rússia e ao Irão em meio à crescente tensão no Médio Oriente.
Guiné-Bissau: Jurista acusa o Alto Comando Militar de "forçar uma realidade" ao povo. Colapso da democracia na Guiné-Bissau só pode ser revertido com intervenção da comunidade internacional, defende ex-ministra guineense. Será que terminou "o sonho americano" para os angolanos e cabo-verdianos com as elevadas cauções impostas por Washington para o acesso ao visto?
Na Guiné-Bissau, jurista contesta posição do PGR e defende validade das eleições. Em Moçambique, a Médicos Sem Fronteiras alerta para o agravamento da violência em Cabo Delgado e Nampula desde julho e denuncia a falta de atenção internacional. Analisamos ainda os avanços do grupo rebelde M23 na RDC e Burundi. No futebol, arranca logo à noite a 14ª jornada da Bundesliga.
Neste programa, olhamos para alguns dos temas que mais marcaram as nossas emissões desta semana, com destaque para a actualidade na Guiné-Bissau, dias depois da tomada do poder pelos militares, a 26 de Novembro, véspera da suposta divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de Novembro. Os resultados acabaram por não ser divulgados pela CNE devido ao alegado confisco, por “homens armados”, das actas e equipamentos. Esta quinta-feira, o Chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Africana para as eleições gerais de 23 de Novembro na Guiné-Bissau, Filipe Nyusi, disse que há resultados da votação e “vencedor” do escrutínio e declarou que os resultados devem ser publicados. Em resposta, José Paulo Semedo, representante da candidatura do ex-Presidente, Umaro Sissoco Embaló, acusou o antigo Presidente de Moçambique de interferência. Recordo que há uma semana, a União Africana suspendeu a Guiné-Bissau dos seus órgãos, alegando a instabilidade política que se vive no país. Na terça-feira, numa comunicação à imprensa, sem direito a perguntas, o porta-voz do presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Idriça Djaló, anunciou que não tem condições de continuar com o processo eleitoral, por confisco de equipamentos e actas por “homens armados” no dia 26 de Novembro. Na quarta-feira, a candidatura de Fernando Dias, que reclama vitória nas presidenciais, acusou a CNE de colaboração com o golpe de Estado que afirma ser encenado, como forma de inviabilizar o processo eleitoral. Por outro lado, exigiu à Comissão Nacional de Eleições a convocação da plenária do órgão para que os resultados eleitorais sejam declarados “o mais rápido possível”. Há uma semana, perante o Parlamento, o primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, afirmou que o golpe na vizinha Guiné-Bissau foi uma “farsa” e exigiu que as eleições interrompidas pelo golpe fossem autorizadas a prosseguir. Também o antigo Presidente da Nigéria Goodluck Jonathan acusou o ex-presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, de encenar uma espécie de “golpe cerimonial” para se manter no poder e questionou como é que Embaló conseguiu falar com os meios de comunicação durante a alegada detenção. Na segunda-feira, houve uma reunião entre uma missão de alto nível da CEDEAO e as autoridades de transição. De notar que Guiné-Bissau também foi suspensa da CEDEAO na sequência do alegado golpe militar de 26 de Novembro. A delegação da CEDEAO que foi a Bissau não tinha os presidentes de Cabo Verde, Senegal, Togo e Serra Leoa. À saída do encontro com a delegação da CEDEAO, o recém-empossado ministro dos Negócios Estrangeiros, João Bernardo Vieira, falou sobre “uma reunião muito positiva”. Para 14 de Dezembro ficou marcada uma cimeira da CEDEAO em que se vai falar sobre a Guiné-Bissau. Por outro lado, a delegação da CEDEAO não se reuniu com nenhuma figura da sociedade civil, segundo a Liga Guineense dos Direitos Humanos, nem com Fernando Dias, obrigado a estar escondido e que reivindica a vitória nas presidenciais, nem com Domingos Simões Pereira, que continua detido. Quanto à CPLP, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse que os chefes da diplomacia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, se vão reunir nos próximos dias e apelou a um regresso “imediato à normalidade constitucional” na Guiné-Bissau e à libertação de todos os cidadãos detidos, inclusive “pessoas que tinham intervenção política e cívica de grande relevo”. No domingo, foi anunciado o novo Governo de transição, liderado pelo primeiro-ministro Ilídio Vieira Té, e que conta com 23 ministros, incluindo cinco militares e nomes do executivo deposto entre os nomeados. João Bernardo Vieira é o novo titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, ele que foi e candidato às últimas eleições presidenciais e que avançou para a corrida eleitoral como independente com críticas do seu partido, o PAIGC, que decidiu apoiar outro candidato, Fernando Dias. Na quinta-feira, o Presidente de transição, general Horta Inta-A, exonerou Fernando Gomes do cargo de Procurador-Geral da República e nomeou para o lugar Tdjane Baldé, que era presidente do Tribunal de Contas. As mudanças ocorreram no mesmo dia em que foi anunciada a dissolução do Conselho Superior de Magistratura do Ministério Público durante os 12 meses previstos para durar a transição no país. Também na quinta-feira, foi anunciada a criação de um Conselho Nacional de Transição, com competências de fiscalização dos órgãos que a Constituição conferia ao parlamento. Também esta semana, várias organizações da sociedade civil guineense rubricaram em Bissau um “Pacto Social” para exigir o regresso à legalidade constitucional, a publicação dos resultados eleitorais e a libertação dos presos políticos. O pacto foi subscrito por quadros técnicos, académicos, partidos políticos, organizações religiosas, sindicatos, líderes tradicionais, organizações juvenis e das mulheres e a Ordem dos Advogados. Moçambique: Recuos no megaprojecto de gás em Cabo Delgado e desaparecimento preocupante de activista Na terça-feira, a TotalEnergies esclareceu que o megaprojecto de gás em Cabo Delgado, norte de Moçambique, vai continuar sem o financiamento do Reino Unido e dos Países Baixos e adiantou que os restantes financiadores vão garantir essa parte, equivalente a 10% do total. Porém, o governo ainda não foi notificado, de acordo com o porta-voz do executivo. Em Moçambique, o activista e apresentador de televisão Sismo Eduardo está desaparecido há dez dias. A situação foi denunciada às autoridades governamentais na cidade de Nampula pela Rede Moçambicana dos Defensores dos Direitos Humanos, que exige esclarecimentos urgentes sobre o caso e apela a uma investigação transparente. Angola: Adalberto Costa Júnior reeleito para a presidência da UNITA Em Angola, no domingo, Adalberto Costa Júnior foi reeleito a presidente da UNITA, com 91% dos votos contra 9% obtidos por Rafael Massanga Savimbi, filho do líder fundador do partido. Adalberto Costa Júnior falou em “honra renovada” para continuar a liderar a UNITA.
Filha de Domingos Simões Pereira denuncia condições de detenção críticas e acusa CEDEAO de ignorar detidos. Reino Unido retira financiamento a projeto de gás da Total. Ação não deve impactar comunidades, diz ativista. Ataques em Memba têm "mensagem política", diz investigador.
Guiné-Bissau: Delegação da CEDEAO visita o país depois dos militares tomarem o poder. Moçambique: Reino Unido retira financiamento ao megaprojeto de gás liderado pela TotalEnergies em Cabo Delgado. Angola: UNITA confiante na vitória nas eleições de 2027.
ONG guineenses denunciam tentativas de viciação de resultados eleitorais. Famílias em Cabo Delgado, norte de Moçambique denunciam sequestros atribuídos a insurgentes. Termina hoje a cimeira União Africana-União Europeia que decorre em Luanda, capital de Angola.
Na província de Cabo Delgado, mais de 20 mil pessoas participam num projeto de proteção e apoio psicossocial e à saúde mental da Organização Internacional para Migrações, OIM; para eles, a costura é a nova arma para a luta pela paz interior.
Na edição desta semana destacamos o fim da campanha para as eleições na Guiné-Bissau que vão acontecer este domingo, dia 23 de Novembro, dos ataques de insurgentes ligados ao grupo auto-proclamado Estado Islâmico em Moçambique que tiraram a vida a pelo menos sete pessoas. Em Angola, destacamos a condenação de Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” a cinco anos e seis meses de prisão por falsificação de documentos, branqueamento de capitais, tráfico de influência e usurpação fraudulenta. A campanha eleitoral na Guiné-Bissau terminou. As eleições acontecem neste domingo, dia 23 de Novembro e os candidatos à presidência multiplicaram os apelos à neutralidade das Forças Armadas e a sociedade civil exige união nacional e menos discursos de ódio com referências étnicas. Em declarações à RFI, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos Bubacar Turé também lançou um apelo a todos para que a neutralidade das forças armadas seja respeitada. Cabo Verde, as Maurícias e as Seicheles assinam um feito histórico ao eliminar o sarampo e a rubéola, tornando-se pioneiros na África Subsaariana. A certificação da OMS reconhece não apenas a interrupção da transmissão dos vírus, mas também a eficácia de décadas de programas de vacinação e de sistemas de vigilância capazes de responder rapidamente a casos importados. Jorge Figueiredo, Ministro da Saúde cabo-verdiano, saudou este feito Em Moçambique, insurgentes ligados ao grupo auto-proclamado Estado Islâmico reivindicaram dois ataques em Memba, Nampula, que tiraram a vida a pelo menos sete pessoas, entre as quais duas crianças que morreram de fome. Segundo actualização feita pelo governador de Nampula são também já mais de 50 mil os deslocados havendo ainda relatos da destruição de casas e uma igreja. O governo e forças de segurança pedem maior coesão para travar a ameaça. Dados da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos apontam milhares de mortos desde 2017, em Cabo Delgado. O Presidente moçambicano reafirmou que “o terrorismo ainda não acabou”, apesar da “relativa estabilidade”. Ainda em Moçambique e numa semana em que a petrolífera norte-americana ExxonMobil anunciou que levantou a declaração de `força maior` para o megaprojeto de gás natural em Cabo Delgado, o governo aguarda por mais informações oficiais para que possa tomar uma posição em relação à petrolífera francesa TotalEnergies que é acusada de cumplicidade dos crimes de guerra, tortura e desaparecimentos forçados ocorridos desde 2020 no distrito de Palma em Cabo Delgado. O porta-voz do governo moçambicano Inocêncio Impissa diz que o executivo acompanha as acusações de que é alvo a petrolífera francesa Total, mas remete para mais tarde qualquer decisão... Em Angola, o Tribunal Supremo absolveu, esta semana, Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa” de todos os crimes de que era acusado e condenou Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” a cinco anos e seis meses de prisão por falsificação de documentos, branqueamento de capitais, tráfico de influência e usurpação fraudulenta. A saída do tribunal, o advogado Benja Satula afirmou que este é mau acórdão para um Estado democrático... Terminou esta semana, em Dacar, no Senegal, o Simpósio sobre Desenvolvimento Sustentável em África, encontro que reuniu representantes de mais de 20 países africanos, incluindo Angola, bem como convidados e membros do corpo diplomático acreditado no país anfitrião. Em entrevista à RFI, a ministra das Pescas e dos Recursos Marinhos de Angola, Carmen dos Santos destacou que o encontro serviu como um espaço de diálogo continental, permitindo reforçar a articulação entre os países africanos.
Guiné-Bissau: Conheça os perfis de Jomav, Baciro Djá e Vieira, candidatos às presidenciais de domingo. Moçambique: Denúncias de crimes no contexto da exploração de gás: Total Energies passou a ser Estado em Cabo Delgado? Negociações de paz secretas para a guerra Rússia-Ucrânia estarão em curso e incluem concessões significativas de terras à Rússia.
Guiné-Bissau: Conheça os perfis de Fernando Dias e Sissoco Embaló, candidatos às presidenciais de domingo. Moçambique: Insurgentes alastram e intensificam os ataques em Nampula causando preocupações. ACNUR com desafios de ordem financeira para assistir deslocados no norte de Moçambique.
Deslocados de guerra em Cabo Delgado vivem em condições deploráveis. Jornalistas denunciam alegado favoritismo no licenciamento de rádios em Angola. E Presidente alemão continua o seu périplo por África. Hoje parte para Angola, depois de passar pelo Gana.
Esta semana a actualidade africana ficou marcada pela Tempestade Erin que ainda dá que falar, nomeadamente para a reconstrução dos municípios afectados, que poderá custar mais de 20 milhões de euros Destaque ainda para opinião de Abílio Neto, analista político são-tomense, sobre o afastamento de João Pedro Cravid da chefia do Estado-Maior do Exército. Destaque ainda para a saída de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI). Cabo Verde precisa no imediato de mais de 20 milhões de euros para reconstrução dos municípios afectados pela tempestade de 11 de Agosto. O Governo reuniu-se com parceiros de desenvolvimento para avaliar as medidas de mitigação após a tempestade Erin. O executivo cabo-verdiano precisa de mais 20 milhões de euros, como explicou, à imprensa, o ministro da administração interna, Paulo Rocha Ainda em Cabo Verde o governo mostra-se preocupado com a nova lei de estrangeiros recentemente promulgada em Portugal. O Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial e Ministro da Modernização do Estado e da Administração Pública, Eurico Monteiro, que até fevereiro 2025 foi embaixador de Cabo Verde em Portugal, considera que a nova lei de imigrantes em Portugal pode afectar diretamente o país e as famílias cabo-verdianas. Em Angola esta semana foi destaque o protesto com greve de fome do activista Osvaldo Caholo, contra a manutenção da sua situação carceral por mais dois meses, depois de já ter cumprido os três meses de prisão preventiva na cadeia de Calomboloca, na província de Icolo e Bengo. Simão Afonso, o advogado do activista revelou que a defesa não foi notificada sobre a medida, afirmando existir a intenção do juiz em colocar o Osvaldo Caholo sob tortura psicológica. Nesta edição do Semana em Africa dizemos-lhe ainda que Moçambique está fora da lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI). O anúncio foi feito em sessão plenária da organização que esteve reunida, na semana passada em Paris e bem recebido pelo sector privado moçambicano e naturalmente pelo Presidente da República Daniel Chapo que considerou que este facto trará melhores condições de vida para o povo moçambicano… Ainda em Moçambique a TotalEnergies comunicou ao Governo que os custos do seu megaprojecto de gás natural liquefeito (GNL) em Afungi, Cabo Delgado, aumentaram em 4,5 mil milhões de dólares durante os quatro anos de suspensão devido aos ataques terroristas. A petrolífera francesa solicita por lado a extensão de dez anos no contrato de produção para compensar o impacto económico do longo período de suspensão. Para o economista Egas Daniel, as exigências da petrolífera Total que suspendeu em 2021 o seu projecto avaliado em 20 mil milhões de dólares a renegociação com o governo é inevitável. A semana em São Tomé e Príncipe fica marcada pelo afastamento de João Pedro Cravid da chefia do Estado-Maior do Exército… uma decisão tomada em conselho superior de defesa nacional, que esteve reunido no Palácio do Povo, sob a presidência de Carlos Vilanova, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas. Em entrevista à RFI, Abílio Neto, analista político são-tomense, considera que João Pedro Cravid é a primeira vítima colateral do processo de 25 de Novembro de 2022, que resultou na morte de quatro civis no quartel das Forças Armadas.
Em Moçambique, o regresso do gás em Cabo Delgado vem com fatura pesada para o país. TotalEnergies levanta a cláusula da “força maior”. Depois de quase uma década, maior banco do mundo, J.P. Morgan regressa a Angola. Desaparece major guineense após ser chamado ao Estado-Maior: família teme que esteja detido na Presidência.
Em Moçambique, Observatório do Cidadão para a Saúde afirma que a política investe pouco na saúde, porque dirigentes preferem procurar cuidados médicos fora do país. Na Tanzânia, pela primeira vez em mais de 30 anos, os principais partidos da oposição estarão ausentes das eleições presidenciais na proxima quarta-feira. Bayern Munique continua a bater recordes, e o Real Madrid derrotou o Barcelona.
Presidente angolano não vai participar do Congresso Nacional da Reconciliação devido a compromissos de Estado. Eleições na Guiné-Bissau sem PAI-Terra Ranka não serão credíveis, alerta advogado. A União Europeia e os EUA aprovam mais sanções contra a Rússia para pressionar o Kremlin.
José Mário Vaz lidera boletim das presidenciais na Guiné-Bissau. Domingos Simões Pereira fica fora. Tribunal Provincial de Luanda condenou a três anos e seis meses de prisão Gelson Quintas, conhecido como "Man Genas". Na Assembleia da República de Moçambique, o ministro da Defesa garante que Cabo Delgado é "viável".
Guterres marks two years since Hamas-led attacks on Israel, UN agencies warn Gaza's children still paying the highest priceMozambique: Renewed violence displaces 22,000 in a week as conflict intensifies in Cabo Delgado, UNHCR warnsSudan: UN sounds alarm as fighting and hunger worsen in besieged El Fasher
It's Monday, October 6, A.D. 2025. This is The Worldview in 5 Minutes heard on 140 radio stations and at www.TheWorldview.com. I'm Adam McManus. (Adam@TheWorldview.com) By Adam McManus Muslims decapitated or shot 30 Christians in Mozambique, Africa Over 30 Christians were beheaded in a series of recent attacks in northern Mozambique, Africa by Islamic State-affiliated terrorists who also released graphic photographs showing the executions, shootings, and widespread arson, reports The Christian Post. The group targeted multiple villages across Cabo Delgado and Nampula provinces, setting fire to churches and homes in a campaign of violence against civilians. According to The Middle East Media Research Institute, the Islamic State Mozambique group released a 20-image photoset this week, documenting its operatives executing civilians by beheading and close-range gunfire, and burning down homes and churches. The Mozambican insurgency, active since 2017, has led to the deaths of at least 6,200 people. In Deuteronomy 32:35, God says, “It is mine to avenge; I will repay. In due time, their foot will slip; their day of disaster is near, and their doom rushes upon them.” The United Nations estimates that more than 1 million people in northern Mozambique have been displaced since the conflict began, due to a combination of militant violence, prolonged drought and extreme weather events. Open Doors ranks Mozambique, Africa as the 37th most dangerous country worldwide for Christians. Nigerian Muslims killed kidnapped pastor after receiving ransom Armed Muslim groups in Kwara State, Nigeria killed a local pastor after abducting him and receiving ransom payments from his community, reports International Christian Concern. Rev. James Issa, a pastor with the Evangelical Church Winning All, was taken from Ekati village on August 28. His abductors initially demanded $67,000. Weeks of negotiations followed, with family members, church leaders, and villagers contributing funds to secure his release. The community raised $3,300, a sum far beyond the means of the rural community. The money was delivered to the kidnappers, but instead of releasing the pastor, the armed group demanded an additional $30,000. Before any further talks could take place, they killed Rev. Issa. Netanyahu demands release of all 48 hostages in order to end war On Sunday, Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu said that no part of U.S. President Donald Trump's peace plan will be enacted until all 48 hostages, alive and dead, are returned to Israeli territory, reports The Jerusalem Post. Additionally, Netanyahu stated that if the hostages are not released by Trump's deadline, "Israel will resume fighting with full backing from all involved countries." However, speaking to Israeli journalist Barak Ravid, President Trump told Netanyahu, “Bibi, this is your chance for victory.” Currently, there is no set deadline for the hostage release, although negotiations to finalize the plan are set to begin in Cairo, Egypt today. An anonymous source told the Jerusalem Post that (a) Hamas, the Muslim terrorist group, is committed to reaching an agreement to end the war in the Gaza Strip and (b) the release of the hostages will be carried out gradually over several days through the International Red Cross. Secretary of State Marco Rubio appeared on NBC's “Meet the Press” with Kristen Welker. WELKER: “I want to start with these peace negotiations in the Middle East. Is this now the end of the war in Gaza?” RUBIO: “Well, not yet. There's some work remains to be done, and I would view it in two phases, in terms of understanding how to break this out. “The first piece of it, which is very clear from the letter in Hamas' response, is they have agreed to the President's hostage release framework. And what needs to happen now, and they acknowledge in the letter in their response, is there now needs to be meetings which are occurring, even as I speak to you now, and hopefully will be finalized very quickly on the logistics of that. “What that means is, who goes in to get them? Is it the Red Cross? You know, when do they show up? What place are they going to be? And the conditions have to be created for that to happen. You can't have bombs going off and fighting going on in the middle of this exchange. So, that's piece one. And we want to see that happen as soon as possible, all 48 hostages, both living and deceased. “The second part of it, it's even harder, and that is the long term piece. What happens after Israel pulls back to the yellow line, and potentially beyond that, as this thing develops? How do you create this Palestinian technocratic leadership that's not Hamas, that's not terrorists, and with the help of the international community? “How do you disarm any sort of terrorist groups that are going to be building tunnels and conducting attacks against Israel? How do you get them to demobilize? All that work -- that's going to be hard. But that's critical, because without that, you're not going to have lasting peace. You may get the hostages back, you may get a cessation of hostilities, but in the long term, it's going to happen all over again.” Hero Ukrainian soldier kills 27 Russian troops A heroic Ukrainian warrior killed 27 Russian soldiers singlehandedly while defending two bridges surrounded by enemy forces, reports The U.S. Sun. Rus spent over seven weeks crouched in a putrid-smelling basement protecting the crossings -- armed with nothing more than a firearm and pure grit. The valiant soldier has been recommended for the Hero of Ukraine medal, the country's highest military honor, for his brave work. He personally killed 27 Kremlin forces - steadfast in his defense of the crossings in Dopropilia, in Ukraine's Donetsk region. Speaking to The Times, he recalled the grim reality of spending almost two months taking cover in a gloomy basement as Russian drones buzzed overhead. He could only use the toilet "at dusk or at dawn" over fears of being struck and for seven weeks only washed with baby wipes. First-ever woman becomes Archbishop of Canterbury Sarah Mullally has been chosen as the new Anglican archbishop of Canterbury, marking the first time a woman has been named to the highest ecclesiastical position in the Anglican Church, reports LifeSiteNews.com. In 1 Timothy 2:12, the Apostle Paul wrote, "I do not permit a woman to teach or to assume authority over a man; she must be quiet.” The seat of the archbishop of Canterbury had been vacant since January 7, 2025, when Archbishop Justin Welby resigned due to allegations of mishandling an abuse case involving John Smyth who beat Winchester Boarding School students until they bled, leaving permanent scars. MarketWatch: 22 states already in recession And finally, according to Mark Zandi, chief economist at Moody's Analytics, the U.S. economy is very close to falling into a damaging contraction. Many states are already experiencing a recession. Zandi estimates that 22 states, plus the District of Columbia, are now experiencing persistent economic weakness and job losses that are likely to continue. Another 13 states are treading water. The overall picture is one of a weak U.S. economy that is vulnerable to being pushed into a ditch by a strong wind. The economist added, “The economy is still not in recession, but the risks are very high. We're on the precipice.” Close And that's The Worldview on this Monday, October 6th, in the year of our Lord 2025. Follow us on X or subscribe for free by Spotify, Amazon Music, or by iTunes or email to our unique Christian newscast at www.TheWorldview.com. I'm Adam McManus (Adam@TheWorldview.com). Seize the day for Jesus Christ.
Angolanos manifestam-se em Nova Iorque contra presença de João Lourenço na ONU. RENAMO confirma expulsão de João Machava, símbolo do descontentamento interno. Deslocados de Cabo Delgado na Zambézia reclamam exclusão de fundos e cobranças escolares.
Guiné-Bissau: Corrida eleitoral traz velhos nomes a ribalta e riscos de exclusão para alguns. Moçambique: Celebra-se hoje o Dia das Forças Armadas, mas em Cabo Delgado o Exército não tem merecido a confianca da população. Líderes africanos voltam pressionar a ONU, querem, por exemplo, dois assentos permanentes no Conselho de Segurança.
Venâncio Mondlane lança ANAMOLA, nova força política que promete renovar Moçambique. Novo ataque em Mocímboa da Praia aumenta insegurança e deslocamento de civis em Cabo Delgado. Nova lei da Comunicação Social em Moçambique é retrocesso para a liberdade de imprensa" – diz especialista.
Em Moçambique, investigador alerta para a exclusão financeira daqueles que estão fora da bolha de segurança da TotalEnergies em Cabo Delgado. Domingos Simões Pereira está pronto para regressar a Bissau, com olhos postos nas eleições de 23 de novembro e com um recado para Sissoco Embaló. Neste jornal, analisamos ainda o impacto do conflito na Nigéria que está a tirar crianças da escola.
Com eleições agendadas para breve, na Guiné-Bissau a liberdade de expressão está condicionada, diz Ordem dos Jornalistas. Na província moçambicana de Cabo Delgado, falta fundos e a ajuda humanitária fica aquém das necessidades.Nas redes sociais, líder do Burkina Faso é um herói, mas críticos apontam regime autoritário de Ibrahim Traoré.
Cabo Delgado is Mozambique's northernmost province, bordering Tanzania. Since 2017, it has been gripped by a violent insurgency, when Islamist militants began attacking villages, towns, and government forces. The region is also home to major natural gas deposits, in which the French energy giant Total has invested heavily. But after a wave of attacks in 2021, Total suspended operations. Foreign troops—including forces from Rwanda and the Southern African Development Community—have since helped the Mozambican government regain some territory. Still, sporadic attacks continue, and the humanitarian crisis remains acute. In recent weeks, there has been a sharp uptick in violence, displacing about 60,000 people. Joining me to discuss the ongoing crisis in Cabo Delgado, the role of mineral extraction in fueling the conflict, and what the Mozambican government and international community can do to curb the violence is Romao Xavier, Oxfam in Southern Africa's Country Representative for Mozambique. We begin by examining the latest surge in violence before taking a broader look at what drives this conflict—and what it might take to bring it under control. Support our humanitarian journalism with your paid subscription https://www.globaldispatches.org/
Guiné-Bissau: O mandato do Presidente Sissoco Embaló termina hoje, mas ele assegura que vai continuar em funções até à posse do vencedor das eleições. Moçambique: Primeiro caso de mpox na província de Cabo Delgado. Portugal chora os mortos da Tragédia de ontem no elevador da Glória em Lisboa. 26 países anunciaram estar dispostos a enviar soldados para a Ucrânia, num possível cenário de pós-guerra.
The Hidden Lightness with Jimmy Hinton – In Mozambique's Cabo Delgado province, ISIS-backed militants wage a brutal campaign against Christians—burning churches, destroying homes, and executing believers. Global leaders and media remain largely silent, but faith calls us to act. I urge prayer for protection, strength, and peace, believing that even in this darkness, light and hope still prevail...
It's Friday, August 8th, A.D. 2025. This is The Worldview in 5 Minutes heard on 140 radio stations and at www.TheWorldview.com. I'm Adam McManus. (Adam@TheWorldview.com) By Adam McManus ISIS soldiers behead Christians in Mozambique, burning churches International observers are reporting that ISIS-aligned soldiers are beheading Christians and burning churches and homes in central and southern Africa – with some of the most brutal attacks happening in the nation of Mozambique, reports Fox News. The Middle East Media Research Institute – a counter-terrorism nonprofit based in Washington, D.C. – is sounding the alarm about what it describes as a "silent genocide" taking place by Muslim terrorists against Christians. Alberto Fernandez, their Vice President, spoke to Fox News. FERNANDEZ: “What we see in Africa today is a kind of silent genocide or silent brutal, savage war that is occurring in the shadows and all too often ignored by the international community. We see rampaging jihadist groups from West Africa and even in the south in Mozambique. “The fact, for example, is that jihadist groups are in a position to take over, not one, not two, but several countries in Africa. It is very dangerous for the national security of the United States, let alone the security of the poor people who are there.” Fernandez spoke bluntly about the goal of these Muslim terrorist groups in Africa. FERNANDEZ: “The goal is eliminating Christian communities completely. These jihadist groups want to eliminate all the Christians in that area, take that area over, and keep pushing.” And he's grateful for President Trump's willingness to become involved. FERNANDEZ: “The President's initiative in stopping the growing war between Rwanda and the Democratic Republic of Congo, its neighbor, is very significant, because this could have become a terrible war. We know that jihadists like to take advantage of vacuums, security vacuums, ungoverned spaces.” The migration agency said Monday that attacks by Muslim insurgents in Mozambique's northern Cabo Delgado province displaced more than 46,000 people in the span of eight days just last month. Sixty percent of those forced from their homes were children. The Muslim jihadists of Africa would do well to follow the advice of Gamaliel, the Pharisee from the time of Christ. In Acts 5:38-39, he said, “Leave these men alone! Let them go! For if their purpose or activity is of human origin, it will fail. But if it is from God, you will not be able to stop these men; you will only find yourselves fighting against God.” Amazon Web Services gives the Trump admin $1 billion coupon In the United States, Amazon Web Services is giving the Trump administration a $1 billion coupon to use their services for the federal government's digital transformation and artificial intelligence capacity, reports Politico.com. On Thursday, the General Services Administration announced a sweeping “OneGov” agreement with Amazon Web Services that would yield up to $1 billion in cost savings for federal agencies shifting to cloud services. But the Amazon deal is not exclusive. Similar OneGov agreements are in the works with other major cloud providers, including Microsoft and Google. Oracle also recently signed a deal giving government agencies a 75% discount on Oracle technology. Trump cancels half billion dollars of federal funding for UCLA over anti-Semitism The Trump administration has canceled $584 million in grants for the University of California in Los Angeles, claiming they did not take a strong enough stance against on-campus anti-Semitism, reports One America News. UCLA recently reached a $6 million settlement with three Jewish students and a Jewish professor who sued the school in a civil rights dispute, claiming pro-Palestinian protesters were permitted to block them from accessing certain areas on campus in 2024. President Donald Trump's office announced that the U.S. Department of Justice's Civil Rights Division found UCLA in violation of the Equal Rights Act of 1964 “by acting with deliberate indifference in creating a hostile educational environment for Jewish and Israeli students.” Catholic priest met homosexual prostitute in church parking lot Clemente Guerrero-Olvera, a Catholic parochial vicar at St. Ann Church in Clayton, North Carolina, was arrested and charged with soliciting prostitution with a 20-year-old man he allegedly met on the homosexual app named Grindr in the church's parking lot, reports LifeSiteNews.com. During an unrelated search for a missing person around 1:00 a.m. on August 4th, a police deputy spotted the young man, identified as Ja'Quavis Brinson, inside a vehicle in St. Ann's parking lot and another man, later identified as Guerrero-Olvera, who ran away, according to the Johnston County Report. The 47-year-old Catholic priest was promptly arrested and charged with felony solicitation of prostitution after an investigation revealed that he had arranged to meet the 20-year-old via Grindr, allegedly for the purpose of engaging in sexual activity. Guerrero-Olvera was booked at the Johnston County Detention Center and later released on a $2,500 secured bond. Brinson of Benson, North Carolina was charged with misdemeanor prostitution. 1 Corinthians 6:9-11 says, “Do not be deceived: neither the sexually immoral, nor adulterers, nor men who practice homosexuality, nor thieves, nor the greedy, nor drunkards, nor revilers, nor swindlers will inherit the kingdom of God.” Two weeks after cancellation, Colbert doubles down on liberal jokes And finally, it's been over two weeks since CBS announced on July 17th that it was cancelling The Late Show with Stephen Colbert as of May 2026. In the first show after the cancellation was announced, the leftist comedian addressed the news. COLBERT: “On Friday, Donald Trump posted, ‘I absolutely love that Colbert got fired. His talent was even less than his ratings.” (audience boos) “Over the weekend, it sunk in that they're killing off our show, but they made one mistake. They left me alive!” (audience laughs) However, Colbert has responded by doubling down on the same liberal jokes and liberal guests that made viewers (and advertising dollars) turn away in the first place, reports Newsbusters.org. According to a new Media Research Center study, Colbert's political jokes targeted conservatives and Republicans 95% of the time, and 100% of his political guests, in the two weeks since his cancellation, were liberals. In the eight episodes from July 21 through July 31, Colbert told 129 jokes about right-leaning individuals or groups compared to only seven about left-leaning people or groups. That 95% disparity is considerably higher than his 2023 number of 86% or 2024 number of 82%. The Late Show has been losing a whopping $40-50 million a year because Colbert has used his network platform to belittle half the country, reports the New York Post. COLBERT: “They pulled the plug on our show because of losses pegged between $40 million and $50 million a year. $40 million is a big number. I could see us losing $24 million, but where would Paramount have possibly spent the other 16 million? Oh, yeah.” (audience laughs) That was a dig, referencing the $16 million settlement CBS' parent company reached with President Trump just weeks ago regarding the deceptive editing of a 60 Minutes interview with Democratic presidential candidate Kamala Harris to aid her candidacy. Here's the edited version which aired on 60 Minutes in a segment with CBS reporter Bill Whitaker. WHITAKER: “But it seems that Prime Minister [Benjamin] Netanyahu is not listening.” HARRIS: “We are not going to stop pursuing what is necessary for the United States to be clear about where we stand on the need for this war to end.” And here is the unedited version, featuring Kamala's signature “word salad” which did not air on 60 Minutes. WHITAKER: “But it seems that Prime Minister Netanyahu is not listening. The Wall Street Journal said that he, that your administration has repeatedly been blindsided by Netanyahu. And in fact, he has rebuffed just about all of your administration's entreaties.” HARRIS: “Well, Bill, [long pause] the work that we have done has resulted in a number of movements in that region by Israel that were very much prompted by, or a result of, many things, including our advocacy for what needs to happen in the region. And we're not going to stop doing that. We're not going to stop pursuing what is necessary for the United States to be clear about where we stand on the need for this war to end.” Exodus 20:16 records the ninth commandment that God gave Moses on Mt. Sinai. “You shall not bear false witness against your neighbor.” Close And that's The Worldview on this Friday, August 8th, in the year of our Lord 2025. Follow us on X or subscribe for free by Spotify, Amazon Music, or by iTunes or email to our unique Christian newscast at www.TheWorldview.com. Plus, you can get the Generations app through Google Play or The App Store. I'm Adam McManus (Adam@TheWorldview.com). Seize the day for Jesus Christ.
Civil organisations in Mozambique say at least 120 children have been kidnapped by insurgents in the north of the country. The Human Rights Watch group warn of a rise in abductions in the country's troubled nothern province of Cabo Delgado. The children are reportedly being used by Al-Shabab, an insurgent group linked to the so-called Islamic State, to transport looted goods, cheap labour and in some cases as child soldiers. We'll hear from someone closely monitoring the kidnappings.Also, are there increased US bombings against targets in Somalia since Donald Trump became president?And we meet Cathy Dreyer, the first female ranger to head up the team at the Kruger National Park in South Africa!Presenter: Audrey Brown Producers: Alfonso Daniels and Nyasha Michelle Technical Producer: Jack Graysmark Senior Journalist: Karnie Sharp Editors: Alice Muthengi and Andre Lombard