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DW em Português para África | Deutsche Welle
25 de Fevereiro de 2026 – Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Feb 25, 2026 20:00


Moçambique: Parlamento retomou hoje com leis da comunicação social na agenda. No Niassa foi inaugurada uma grande fábrica de processamento de grafite. Um surto de cólera continua a assolar a província de Cabo Delgado.

Convidado
ONGs continuam a lutar contra abusos da polícia em Moçambique

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 14:47


Duas semanas depois de a Human Rights Watch ter denunciado, no seu relatório anual, a persistência de atropelos aos direitos humanos em Moçambique, ONGs moçambicanas insistem junto da justiça para travar os abusos. O ex-ministro do Interior e o ex-comandante da polícia foram ouvidos pela Procuradoria-Geral da República no âmbito da queixa apresentada pela Plataforma Decide, há mais de um ano, relativa às mortes nos protestos pós-eleitorais. Por outro lado, a 17 de Fevereiro, a ONG Kóxukhuro apresentou, na Procuradoria Provincial de Nampula, duas queixas‑crime contra a polícia. Em Moçambique, o ex-ministro do Interior Pascoal Ronda e o ex-comandante da polícia Bernardino Rafael foram ouvidos, a 17 de Fevereiro, na Procuradoria-Geral da República sobre uma queixa da sociedade civil relativa às mortes, torturas e desaparecimentos nas manifestações que se seguiram às eleições gerais de Outubro de 2024. A acção tinha sido submetida por organizações da sociedade civil, nomeadamente pela Plataforma Decide, que monitoriza os processos eleitorais e que contabilizou 416 mortos nos protestos. O director da Plataforma, Wilker Dias, também foi ouvido na PGR como um dos autores da participação, e recordou à RFI o teor da queixa, lamentando que ainda continuem atropelos aos direitos humanos mais de um ano depois dos megaprotestos que agitaram o país. “Esta queixa faz menção às mortes que decorreram das manifestações, acusando directamente o ex-comandante da polícia Bernardino Rafael, mas também o ex-ministro Pascoal Ronda não só pelas mortes, mas também pelos feridos, principalmente, com recurso a armas de fogo, a balas reais que acabaram colocando algumas pessoas até com a impossibilidade de se locomover. Também entra a questão dos desaparecimentos forçados que decorreram em todo o país, em todas as províncias. Apercebeu-se que foi uma acção coordenada e sem nenhum tipo de repúdio por parte das autoridades policiais e até ministeriais, o que levou a crer que foi tudo premeditado e, por isso, é que se abriu este processo contra esses dois indivíduos”, resumiu Wilker Dias à RFI. O director da Plataforma Decide lembrou que o caso foi submetido pela ONG a 21 de Novembro de 2024 e que segue os trâmites legais. Mais de um ano e meio depois, Wilker Dias alerta que “os atropelos aos direitos humanos continuam”, ainda que não na dimensão verificada nos protestos pós-eleitorais. “Ainda continua infelizmente. Não naquela dimensão porque não estamos numa fase de manifestações, mas se formos olhar numa outra perspectiva, existem atropelos, principalmente na zona Centro e Norte, com mais incidência para a província da Zambézia e depois um pouco lá mais para cima. Os casos mais gritantes que nós temos estado a receber são os casos de Nampula. Nampula tem sido um dos grandes palcos em que a polícia tem cometido diversos desmandos relativamente às questões de direitos humanos, às detenções arbitrárias, à questão da tortura que também é uma realidade, mortes também de forma indiscriminada. Publicámos até, no princípio do ano, um relatório sobre o que é que terá acontecido em Mogovolas, em que até houve a denúncia de populares sobre a existência de uma provável vala comum por tudo aquilo que aconteceu lá. Nós pedimos à Procuradoria Geral da República que se monte uma comissão de inquérito, uma investigação, para que se possa apurar estes factos todos e responsabilizar os polícias que estarão por detrás disso. Também uma das coisas é a pressão e perseguições aos membros da oposição em Moçambique, que continua de forma triste, com maior incidência para o partido Anamola, aos seus membros, aos seus representantes distritais e provinciais ameaçados e, por vezes, também detidos. Isto também vai, de certa forma, colocando em causa todo este processo de diálogo nacional”, acrescentou Wilker Dias. Por sua vez, a ONG Kóxukhuro apresentou, também a 17 de Fevereiro, na Procuradoria Provincial de Nampula, duas queixas‑crime contra a Polícia da República de Moçambique, as quais colocam em causa o comandante da Segunda Esquadra. O activista social e dos direitos humanos Gamito dos Santos, director da associação, descreveu-nos essas queixas e denunciou uma “prática recorrente” de violação dos direitos humanos por parte da polícia, mas alerta que “a sede de fazer justiça fala mais alto que o medo”. “A primeira queixa tem que ver com a detenção e tortura de quatro jovens naturais de Nampula. Alegadamente, um dos jovens teria comprado um telefone roubado, mas ninguém, em nenhum momento, apresentou queixa sobre o telefone. Então, arrombaram a casa dos jovens e de lá começaram a torturar os miúdos até os levarem à Segunda Esquadra. De lá continuaram com a tortura, até que para serem soltos, estes jovens teriam pago valores. A pessoa acusada de comprar o telefone pagou um valor de 80.000 meticais para ser solta. A segunda pessoa pagou 15.000 meticais, a terceira pagou 14.500 e a quarta pagou 7.000 meticais. Este processo começa a ter suspeitas pelo simples facto de que eles não foram apresentados ao procurador, muito menos ao juiz de instrução. Foram capturados pela polícia, torturados pela polícia, a polícia cobrou os valores ilicitamente e a mesma polícia os soltou depois de três dias”, explicou Gamito dos Santos. “A segunda queixa tem que ver com um jovem capturado em casa e levado à Segunda Esquadra por volta das cinco horas de madrugada, mas depois, às 22 horas do dia em que foi capturado, foi tirado das celas para uma parte incerta, de onde teria sido exigido que ele assumisse os crimes de que ele era acusado:um furto. Aliás, estava sendo já torturado psicologicamente para que ele assumisse este furto. Ele não tendo assumido, a polícia levou-o naquela mata e tê-lo-ão baleado no membro inferior direito. Daí levaram o jovem para o Hospital Central de Nampula, onde teria recebido tratamento. Neste momento, está na Primeira Esquadra, já foi legalizada a sua prisão e está a seguir os seus trâmites legais. Então, tendo em conta que a confissão por tortura é crime na República de Moçambique, nós achámos por bem - pelo bem da dignidade humana e o bem dos princípios basilares da da pessoa humana -  processarmos o comandante da Segunda Esquadra”, acrescentou o activista. De acordo com a Deutsche Welle, a polícia negou as acusações, através da porta-voz em Nampula, Rosa Chaúque, que reafirmou que a corporação cumpre à risca as leis moçambicanas. [A RFI tentou obter uma reacção da polícia de Nampula, sem sucesso.] No início de Fevereiro, o relatório da Human Rights Watch sobre a situação dos direitos humanos a nível mundial, em 2025, apontava que, em Moçambique, os direitos humanos foram afectados pela insegurança alimentar, intensificação de ataques terroristas e sequestro de menores em Cabo Delgado, pelos feminicídios, repressão dos protestos pós-eleitorais, sequestros e tentativas de assassínio a jornalistas e activistas sociais.

Convidado
Daniel Chapo: “O terrorismo e o clima não se resolvem apenas com bilateralismo”

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 15:10


No rescaldo da 39.ª Cimeira da União Africana, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, fez um balanço “bastante positivo” da liderança angolana da organização, alerta os desafios das mudanças climáticas ao nível do continente e lembra que áfrica tem de se fazer representar no Conselho de Segurança da ONU. RFI Português: Que balanço faz desta 39.ª Cimeira da União Africana? Presidente de Moçambique, Daniel Chapo: Faço uma análise bastante positiva, porque a 39.ª Cimeira da União Africana concentrou-se muito sobre questões relacionadas com infra-estruturas e, sobretudo, a questão da água a nível do continente. Concretamente, sobre a Presidência angolana [da União Africana], faço um balanço bastante positivo, porque o Presidente João Lourenço fez um esforço extraordinário para ver se conseguimos alcançar a paz, por exemplo, no Leste da República Democrática do Congo, para além de várias frentes que abriu para questões de paz e segurança, que é uma das grandes preocupações dos países ao nível do continente africano. Outro aspecto bastante importante está relacionado com os desafios das mudanças climáticas. Todos nós, ao nível do continente, estamos mais solidários. É uma matéria na qual África tem que continuar a se fazer sentir a nível mundial. O outro aspecto bastante importante é assento para o continente africano no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Inclusive, aconteceu uma reunião à margem da cimeira da União Africana, precisamente para preparar uma posição africana em relação ao próximo secretário-geral das Nações Unidas - o mandato de António Guterres termina em Dezembro de 2026. Seria importante que a África estivesse alinhada não só para a corrida ao secretário-geral das Nações Unidas, mas também na representação no Conselho de Segurança? É um ponto extremamente importante para o continente africano. O Presidente João Lourenço fez esse trabalho durante o seu mandato. Nós, como África, conseguimos fazer sentir a nossa voz ao nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Setembro do ano passado, quando estivemos em Nova Iorque. Como países africanos temos que nos organizar para que África também se faça sentir. Achamos que chegou o momento das Nações Unidas fazerem uma reforma, que passa além do secretário-geral das Nações Unidas, pela questão relacionada com o assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A questão dos golpes de Estado é uma temática que há muitos anos assola África e que foi novamente relembrada nesta cimeira, também é uma questão que o preocupa? Preocupa-me bastante e quero elogiar mais uma vez o Presidente João Lourenço, no seu discurso do fim do mandato, deixou de uma forma muito clara e condenou, deixou palavras muito duras e necessárias, de que não podemos normalizar os golpes de Estado ao nível do continente africano. E ultimamente, o que tem acontecido é que as pessoas golpeiam, acontecem golpes e depois nós normalizamos. Portanto, somos países de direito democrático. Temos realizado eleições de cinco em cinco anos e achamos que é extremamente importante, como africanos, continuarmos a respeitar os princípios que regem as nossas constituições dos países, mas também os princípios da União Africana. Os povos africanos têm direito de escolher os seus líderes e continuarem a trabalhar e não haver golpes de Estado. Estou bastante impressionado com a forma como o Presidente João Lourenço condenou e achamos que, como líderes africanos, este caminho que temos que seguir. A água e saneamento são prioridades desta nova presidência rotativa da União Africana. Este é um dossier crítico para África. Especificamente em Moçambique, qual é a situação? É um dossier extremamente crítico não só para Moçambique, mas para todo continente africano. Por uma razão muito simples, o maior desafio que nós temos são as infra-estruturas para a retenção da água, para o tratamento de água para termos água potável e questões relacionadas com o saneamento, que é extremamente importante para evitarmos as doenças. Em Moçambique, concretamente, estamos neste momento a sofrer de cheias e inundações. Tivemos também o ciclone Gezani que afectou, portanto, o país. Foram cerca de 800.000 pessoas deslocadas para os centros de acomodação temporária. Se nós tivéssemos recursos financeiros para a construção de barragens, a construção de vias que possam realmente conter o curso das águas, seria uma grande solução. Mas também quero falar uma coisa muito importante: as mudanças climáticas são uma realidade ao nível do mundo. É uma coisa que eu tenho dito em todos os encontros internacionais ligados às mudanças climáticas e à justiça climática, a justiça ambiental. A questão climática é mundial. Mas Moçambique é um dos países que mais sofre as consequências das alterações climáticas. O seu país ainda não recuperou das inundações e já estava a ser fustigado por um ciclone. Em que ponto é que está a justiça climática que tanto se fala nestas cimeiras? Infelizmente, da palavra à acção ainda falta muito caminho. Eu tenho dito isso em todos os encontros internacionais e como campeão africano para a gestão de desastres a partir da União Africana, também o voltei a fazer sentir essa voz. Se realmente o mundo reconhecesse que a África, em particular Moçambique, não polui quase nada, mas, dada a localização geográfica, sofre ciclicamente de cheias e inundações, ventos ciclónicos, tinha que haver aqui compensação - isso é que seria uma verdadeira justiça climática - para que Moçambique pudesse construir essas infra-estruturas para a gestão das águas, barragens, etc. Temos projectos, temos planos, mas os recursos financeiros que temos neste momento não são suficientes. Se o mundo fosse solidário e percebesse esta questão da justiça climática, poderíamos realmente ter financiamento daqueles que poluem mais para aqueles que poluem menos, como o caso de Moçambique, mas que infelizmente sofrem mais as consequências. Mesmo assim, Moçambique tem evoluído, tem melhorado a nível de sistemas de alerta e a população também já se encontra mais consciente das recomendações, dos alertas das autoridades, porque efectivamente, a nível de mortos, o número tem vindo a diminuir. Sim, sem margem de dúvidas, os números falam. Em 2000, aconteceram as cheias na província de Gaza, que tiveram uma magnitude menor do que estas cheias de 2026, mas tivemos cerca de 700 mortos e mais de 2.000 pessoas desaparecidas. Estas cheias de 2026, tiveram uma magnitude maior do que as 2000 e tivemos um número menor de desaparecidos. E em termos também de mortos, tivemos um número muito menor. Estou a falar de cheias que aconteceram no mesmo espaço, em épocas diferentes. Vamos melhorando cada vez mais e agora tivemos o [ciclone] Gezani. Se não tivesse havido o aviso prévio, se não tivesse havido alerta e as populações não tivessem assumido aquilo as medidas de prevenção para que não houvesse consequências graves, tenho certeza absoluta que o Gezani teria causado danos maiores. Causou danos menores porque a população moçambicana já está em alerta para estas situações e obedece. Ainda temos desafios porque ainda temos populações que, infelizmente, não obedecem. Mas quando comparamos o que acontecia antes e o que acontece hoje em termos de consequência, a situação moçambicana está a melhorar bastante. Eventualmente em Adis Abeba, procurou apoios para a reconstrução do país após inundações e após ciclone, nomeadamente na Cimeira Itália-África? Sim, conseguimos fazer vários contactos a partir da União Africana e a União Africana garantiu-nos que continua a mobilizar recursos, para que haja um apoio na fase de reconstrução. Na cimeira Itália-África, voltamos a agradecer o apoio que temos recebido da União Europeia e dos seus países membros. Nesta fase, as populações estão deslocadas, vão regressando paulatinamente às casas, mas ainda temos os centros de acomodação. Mas temos certeza absoluta que depois vamos precisar reconstruir o país. E os parceiros também responderam positivamente. Neste momento, tanto os parceiros de cooperação internacionais como os nacionais estão a se preparar para podermos trabalhar juntos por forma a reconstruímos o país, depois desta fase em que nos encontramos. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse-se muito preocupado com a situação em Cabo Delgado. Especificamente, que estratégias o seu governo está a adoptar para proteger os civis, para garantir a segurança? E quais são as grandes dificuldades que o governo moçambicano tem para acabar com o terrorismo, com a insurgência naquela região do país? Neste momento, o que posso garantir é que a situação da segurança é relativamente melhor do que estava antes. Digo isto porquê? Porque quando aconteceram os primeiros ataques em 2017, estes homens terroristas chegaram a ocupar várias vilas nos distritos da zona norte da Província de Cabo Delgado. A título de exemplo, a vila de Macomia, a vila de Mocímboa da Praia estavam totalmente ocupadas. Quando digo que está relativamente melhor é porque, neste momento em que estamos a falar, não há nenhuma vila da província de Cabo Delgado que esteja ocupada. As instituições públicas continuam a trabalhar, as populações estão nas vilas, mas têm havido ataques esporádicos dos terroristas, principalmente nas aldeias vizinhas das vilas, ao no nível do distrito de Mocímboa da Praia, distrito de Macomia, é esta que é a grande preocupação. Quando fazem esses ataques esporádicos, tem havido deslocação das populações. Então, quando há um disparo ou um ataque, as populações acabam se deslocando. E, felizmente, mais uma vez temos tido uma grande ajuda das agências das Nações Unidas e outros parceiros continuam e conseguem dar o apoio às populações quando se deslocam. Mas, o país precisa de mais ajuda? Neste momento, temos ajuda da União Europeia, que está a trabalhar connosco. Mas também continuamos a trabalhar com as forças do Ruanda, ao nível do terreno, e as nossas Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Agora, no que toca realmente à assistência às populações, nós achamos que as ajudas são sempre necessárias. As agências das Nações Unidas e os parceiros de cooperação estão no terreno, continuam a trabalhar e nós também continuamos a trabalhar, de várias formas, para que possamos encontrar a solução para este assunto do terrorismo em Cabo Delgado. Mas é um assunto complexo. O terrorismo não é um fenómeno só de Moçambique, é um fenómeno global e internacional. À semelhança do que falava no início sobre a justiça climática, se o mundo se apercebesse que o terrorismo é um fenómeno global que tem que ser estancado, nós tínhamos que nos unir como mundo e trabalhar para terminar com esses fenómenos terroristas, à semelhança das mudanças climáticas que afectam todo o mundo, embora com focos de incidência em certos pontos do mundo.   A importância do multilateralismo que tanto se fala nos dias de hoje, com este mundo cada vez mais fragmentado e numa evolução, transformação alucinante. Exactamente. Eu acho que o multilateralismo é extremamente importante, mas, hoje em dia, há quem se concentre só nas questões bilaterais, não está preocupado com o multilateralismo e isto pode perigar o futuro deste planeta Terra. As mudanças climáticas e o terrorismo são fenómenos globais, aos quais não se responde só com situações bilaterais. E podia dar vários outros exemplos que mostram que o multilateralismo é extremamente importante ao nível do planeta Terra, para a resolução de vários desafios que o mundo tem. Vê com preocupação as ameaças que têm sido dirigidas à classe jornalística em Moçambique? Isto preocupa-me bastante. Quando aconteceu o atentado a um jornalista na província de Manica, fiz questão de reagir, logo, a condenar, porque Moçambique é um país de direito democrático, que respeita os direitos humanos. Moçambique é um país de liberdades, tem liberdade de imprensa como lei, tem liberdade de imprensa como um princípio a ser respeitado para podermos construir este Moçambique e outro aspecto bastante importante é que Moçambique é um país que defende a liberdade de expressão. Para mim é extremamente importante trabalhar com a imprensa, porque a imprensa não só comunica, não só informa, mas forma a sociedade moçambicana. Daí que as ameaças jornalistas são actos a condenar veementemente, para podermos construir um país de liberdade, que é o futuro que todos nós precisamos para, juntos como moçambicanos, desenvolvermos o país.

DW em Português para África | Deutsche Welle
13 de Fevereiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 20:00


Domingos Simões Pereira será presente hoje ao Tribunal Militar de Bissau. Jornalista moçambicano Arlindo Chissale está desaparecido há um ano, família e sociedade civil criticam falta de respostas. União Africana avalia a sua capacidade em promover a paz no continente na próxima cimeira.

Semana em África
Golpes, terrorismo e clima dominam agenda da União Africana

Semana em África

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 9:23


Golpes de Estado, terrorismo, alterações climáticas e transições de liderança marcaram a actualidade política do continente africano nos últimos dias. A 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, a decorrer em Addis Abena, na Etiópia, serviu de palco para debater estes desafios, num momento particularmente sensível para vários países. A situação política na Guiné-Bissau -suspensa da organização pan-africana na sequência da tomada do poder pelos militares -esteve no centro das atenções. Em entrevista à RFI, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou uma posição firme, sublinhando a defesa inequívoca da ordem constitucional. Ainda no país, o principal opositor guineense, Domingos Simões Pereira, foi ouvido pelo Tribunal Militar, na qualidade de declarante, no âmbito de uma alegada tentativa de golpe de Estado em Outubro de 2025, segundo os seus advogados. A insegurança no norte de Moçambique também esteve em debate. O terrorismo em Cabo Delgado foi analisado à margem da cimeira, que decorre em Addis Abeba. António Guterres apelou à comunidade internacional, em particular à União Europeia, para reforçar o apoio ao país no combate à insurgência. Ainda em Moçambique, as alterações climáticas e os seus efeitos continuam a preocupar as autoridades. O Secretário-Geral das Nações Unidas reiterou que ainda é possível, até ao final do século, limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus, mas advertiu que tal exige uma redução drástica das emissões com efeitos imediatos. Entretanto, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres anunciou a abertura de 600 centros de acolhimento para famílias em risco, face à aproximação do ciclone tropical Gezani. Paralelamente, Maputo procura mobilizar apoio internacional, tanto na Cimeira da União Africana como na Cimeira Itália-África, para a reconstrução das zonas afectadas pelas recentes inundações. À RFI, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Manuela Lucas, sublinhou a necessidade de solidariedade internacional. A cimeira marca igualmente uma transição na liderança da organização continental. Termina a presidência angolana e inicia-se o mandato do Burundi. O Presidente burundês, Évariste Ndayishimiye, herdará do seu homólogo angolano, João Lourenço, dossiers complexos como o conflito entre a República Democrática do Congo e o Ruanda. Num balanço da presidência de Angola à frente da União Africana, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou o reforço da presença e da voz de África nos fóruns internacionais. Em São Tomé e Príncipe, a actualidade política ficou marcada pela eleição de Abnildo Oliveira como Presidente da Assembleia Nacional. O novo líder do Parlamento sucede a Celmira Sacramento, destituída do cargo há cerca de duas semanas, na sequência da crise parlamentar que abalou o país.

Convidado
Guterres defende ordem constitucional na Guiné-Bissau e alerta para terrorismo em Moçambique

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 7:25


O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou, em Addis Abeba, uma posição firme sobre a Guiné-Bissau, sublinhando a defesa inequívoca da ordem constitucional. Em entrevista à RFI, à margem da 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, António Guterres, manifestou, ainda, forte preocupação com o terrorismo em Cabo Delgado, Moçambique, e apelou à comunidade internacional, em particular à União Europeia, para reforçar o apoio ao país. RFI em Português : Na Guiné-Bissau os atropelos ao Estado de Direito multiplicam-se: novo golpe de Estado, novamente os militares no poder. Tem acompanhado a situação, como é que olha para o que se passa na Guiné-Bissau? Secretário-Geral da ONU, António Guterres: Em primeiro lugar, nós temos uma posição muito clara de defesa da ordem constitucional e da democracia em todos os países, no mundo e, em particular, em África.  E, naturalmente, rejeitamos qualquer golpe de Estado. Rejeitamos qualquer forma inconstitucional de alterar a vida política de um país. Houve aqui uma situação clara. Houve eleições, havia resultados destas eleições e há um golpe de Estado que impede a publicação destes resultados e que cria uma situação que tem que rapidamente chegar ao fim.  Tem que se encontrar uma maneira - penso que alguns progressos se registaram - de regressar o mais depressa possível a um Estado constitucional. Ao longo dos seus mandatos fomentou e reforçou o trabalho conjunto entre as Nações Unidas e a União Africana, nomeadamente no âmbito da paz e da segurança.  Esta é a sua última cimeira da União Africana enquanto Secretário-Geral das Nações Unidas. Que resultados concretos produziram essas parcerias na prevenção de conflitos e na manutenção da paz? E em que áreas continuam a falhar? Em primeiro lugar, a cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana é uma cooperação exemplar e essa cooperação, enquanto tal, não falhou em parte nenhuma. Agora, o que acontece é que.... e dou um exemplo da Somália... Na Somália há uma força da União Africana. Essa força da União Africana é apoiada pelas Nações Unidas. E nós conseguimos aprovar no Conselho de Segurança uma nova resolução que permite forças da União Africana de imposição de paz, financiadas pelas Nações Unidas através das chamadas contribuições obrigatórias, por decisão do Conselho de Segurança.  Infelizmente, em relação à situação da Somália, onde há uma força da União Africana, o Conselho de Segurança decidiu não apoiá-la porque houve uma posição muito contrária por parte de um dos países, dos Estados Unidos da América. Ou seja, não há falhas, mas continua a haver muitos desafios? Há muitos desafios e há, naturalmente, muitas dificuldades. O que há é uma cooperação exemplar. Agora, as ingerências externas e a criação de mecanismos que diminuem a confiança entre as diversas forças que se confrontam em vários cenários africanos, tudo isso torna muito difícil a acção das Nações Unidas e a acção da União Africana. Mas, apesar de tudo, há que reconhecer que alguns avanços importantes também têm acontecido. Sobre o Sudão, a guerra no Sudão continua. É a pior crise humanitária de sempre. A ONU ainda tem aqui margem de manobra de influência sobre as partes ? Nós estamos sempre activos com as partes e não só com as partes. Ainda recentemente se fez uma reunião conjunta com a Liga Árabe, com a União Africana e com o IGAD para conjugar esforços. Temos procurado encontrar formas de consenso que permitam um cessar-fogo com a desmilitarização de algumas zonas. E estamos muito activos na procura de soluções parcelares de, como digo, cessar-fogo, acesso humanitário ou desmilitarização de certas zonas. E continuaremos, não desistiremos, como disse, em colaboração com diversos outros países, enquanto não conseguirmos um resultado positivo. Infelizmente há dois grupos, ambos pensam que podem ganhar a guerra, o que torna difícil a paz. E depois há uma ingerência exterior que é evidente, inclusive com o fornecimento de armas aos beligerantes. E uma enorme população que sofre na pele essas consequências. A população sofre terrivelmente com o que se está a passar. A carnificina a que assistimos no Sudão é totalmente intolerável. Moçambique está a braços com duas problemáticas: alterações climáticas e terrorismo no norte. Como é que a ONU continua a olhar para o terrorismo em Cabo Delgado? Com preocupação. O terrorismo em Cabo Delgado é mais uma manifestação de uma expansão do terrorismo em África que nos preocupa enormemente. Temos o Sahel, a Somália, parte norte do Congo, não falo agora do M23, falo dos grupos terroristas propriamente ditos. E, portanto, há aqui uma progressão do terrorismo em África que é extremamente preocupante.  O meu apelo é que a comunidade internacional e em particular a União Europeia, para que façam tudo para apoiar Moçambique, para que Moçambique tenha condições para derrotar o terrorismo. Em relação ao clima, é absolutamente vital que as pessoas compreendam que estamos a ir por um mau caminho. Globalmente, já se sabe que os 1,5 graus vão ser ultrapassados. Vamos ter aquilo que os ingleses chamam um “over shooting”. Importa que ele seja tão curto quanto possível. Importa que seja de amplitude tão pequena quanto possível. Ainda é possível, no final do século, ter um aumento de temperatura abaixo de 1,5 graus ou na linha de 1,5 graus. Mas isso implica uma drástica redução das emissões agora. Isso implica a aceleração da transferência dos combustíveis fósseis para a energia renovável e um aumento substancial dos mecanismos de apoio aos países que estão a sofrer as consequências, como é o caso de Moçambique, das alterações climáticas, não tendo contribuído em nada para essas mesmas alterações, porque não têm praticamente emissões. Neste mundo marcado por guerras prolongadas, tensões políticas e a crise climática, as Nações Unidas ainda estão à altura destes desafios globais? O multilateralismo não está em causa? As Nações Unidas têm revelado uma clara capacidade de liderança no plano da ajuda humanitária em todo o mundo. São um instrumento fundamental para apoiar os países em matéria de direitos humanos, em matéria de desenvolvimento. As Nações Unidas ganharam recentemente uma batalha muito importante e acabámos de constituir o primeiro comité científico independente sobre a Inteligência artificial, que será a autoridade universal em matéria do tema que hoje mais preocupa as pessoas.  E as Nações Unidas têm tido uma liderança clara na luta contra as alterações climáticas e na defesa de políticas de drástica redução das emissões e de forte apoio aos países afectados, nomeadamente, por exemplo, ninguém mais que as Nações Unidas tem estado ao lado e dando todo o apoio às pequenas ilhas que são, porventura, os mais vulneráveis. Portanto, as Nações Unidas mantêm em todas estas áreas uma acção extremamente importante e em matéria de paz e segurança, continuamos activos. É evidente que não temos exército para combater. Não temos sanções, a não ser aquelas que o Conselho de Segurança aprova. O Conselho de Segurança, infelizmente, está normalmente dividido pelas divisões geopolíticas que existem no mundo. Acusam, muitas vezes, as Nações Unidas daquilo que são os problemas criados pelos Estados-Membros.

DW em Português para África | Deutsche Welle
10 de Fevereiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 20:00


Nomes sonantes da RENAMO unem-se a ex-guerrilheiros na luta pela destituição do líder Ossufo Momade. Human Rights Watch denuncia violência, impunidade e fome em Moçambique. Médicos sudaneses refugiados criam hospital no Uganda.

Ciência
Moçambique desenvolve ferramenta para medir impacto do desenvolvimento sobre protecção dos elefantes

Ciência

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 19:15


A Biofund, Fundação para a Conservação da Biodiversidade de Moçambique, anunciou na semana passada a realização, no passado dia 29 de Janeiro, de um 'workshop' de validação da métrica para a preservação do Elefante Africano em Moçambique, uma espécie considerada "em perigo". Esta iniciativa liderada pelo programa COMBO+ que resulta de uma parceria entre a Wildlife Conservation Society (WCS), a Biofund e o Ministério moçambicano da Agricultura, Ambiente e Pescas, visa dotar as autoridades moçambicanas de uma ferramenta -a métrica- quantificando os prejuízos causados pela actividade humana no meio ambiente e compensar essa perda. Esta que é quinta métrica a ser desenvolvida no âmbito desse programa, a seguir às métricas implementadas para recifes de coral, florestas, mangais e ervas marinhas está a ser desenvolvida numa altura em que o país envida esforços para conciliar o desenvolvimento económico com a preservação da biodiversidade, neste caso, do elefante africano, uma "espécie prioritária para a conservação" considerada "em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Segundo dados oficiais, o país tem cerca de dez mil elefantes que, para além dos caçadores furtivos, têm que enfrentar outros entraves à sua sobrevivência, como a extensão da actividade agrícola ou o impacto dos megaprojectos no país. Em entrevista concedida à RFI, Vanda Machava, gestora do Programa de Contrabalanços e Biodiversidade no seio da Biofund, explica-nos no que consiste a métrica aplicada à protecção da natureza, começando por evocar o contexto em que surge esta ferramenta. RFI: No que consiste a métrica e em que contexto ela surge? Vanda Machava: Moçambique é um país bastante rico no que concerne aos recursos naturais, à biodiversidade. Temos áreas de conservação, temos reservas. Cerca de 26% do território nacional faz parte da rede Nacional das Áreas de Conservação. Em Moçambique, é dentro deste património natural, que o elefante africano é uma das espécies prioritárias para conservação, tanto a nível nacional, até mesmo a nível internacional. Mas temos verificado nas últimas décadas que esta espécie emblemática tem sofrido uma grande pressão no que diz respeito a ameaças e temos verificado mais e mais que uma das ameaças mais frequentes tem sido a caça furtiva ou então a perda da vegetação devido à prática da agricultura por parte das comunidades locais e até mesmo alguns megaprojectos que mais e mais estão a ser evidentes aqui em Moçambique, como por exemplo a mineração, a construção de grandes infra-estruturas, assentamentos humanos. São projectos que nós chamamos de projectos de desenvolvimento, contribuem para o desenvolvimento económico do país, mas vão acabar por comprometer a biodiversidade. RFI: Só para nós sabermos qual é o habitat natural do elefante em Moçambique? Em que zonas é que ele fica? Vanda Machava: As zonas onde o elefante africano ocorre são zonas protegidas, então fazem parte da rede nacional das Áreas de Conservação. Contudo, o elefante africano não fica fixo, não fica parado, movimenta-se, migra através dos corredores de migração. Então, por isso mesmo é que acaba criando um bocadinho de conflito com as comunidades locais, porque às vezes as comunidades podem decidir fazer agricultura nos corredores de migração, nos locais que os elefantes acabam percorrendo. Então aqui já existe este conflito. Por exemplo, nas áreas de conservação, bem perto, ao redor das áreas de conservação, as comunidades fazem agricultura e às vezes os elefantes passam por estes locais. E aí há choques. Então tem que sempre tentar-se identificar medidas para evitar que haja esses choques. Então, uma das formas que nós identificamos ao nível nacional foi o desenvolvimento de métricas. No que consistem estas métricas? Métrica é uma forma que foi identificada para poder se minimizar ou reduzir o impacto ou a pressão sobre a biodiversidade. Neste caso, podem ser plantas. As métricas podem ser aplicadas também à ecossistemas como mangais, recifes de corais, ervas marinhas e até mesmo também na fauna -neste caso- o elefante africano. O que acontece? Temos verificado mais e mais que vários projectos estão a ser implementados em Moçambique. E estes megaprojectos de mineração, por exemplo, ou então exploração de petróleo e gás e por aí fora, podem vir a afectar áreas ou ecossistemas onde ocorre o elefante africano. De forma a tentar minimizar este impacto sobre esta espécie, foram desenvolvidas métricas que vão ajudar a fazer o cálculo ou a compensação. 'O projeto X afectou negativamente na população de elefante', como é que nós podemos compensar esta perda? Então, a métrica vai permitir quantificar quantos animais, por exemplo, foram perdidos na área onde está a ser desenvolvido o projecto. E depois, vai poder quantificar quantos animais devem ser povoados numa outra área. Neste caso, chamamos de área de contrabalanço ou projecto de contrabalanço de diversidade, para estes animais poderem-se multiplicar. Então, esta métrica faz parte de um pacote a nível nacional que nós chamamos de contrabalanço de biodiversidade, que são medidas de compensação que foram identificadas para compensar as perdas ou os danos que os projectos de desenvolvimento causam na biodiversidade. Ao fim do dia, o que todos nós queremos é que haja desenvolvimento do nosso país, desenvolvimento económico, mas também tem que estar em harmonia ou em sincronia com a conservação da biodiversidade. Então, de forma resumida, a métrica vai ajudar a quantificar o que se perdeu. E depois do que se perdeu, quanto pode ser ganho na área, neste caso, de contrabalanço de biodiversidade. RFI: Desde quando é que este sistema está a ser implementado? Vanda Machava: Vamos talvez fazer um bocadinho de contextualização do programa. COMBO+ é um programa maior que começou a ser desenvolvido em 2016/2017 ao nível de diferentes países. Então, desde 2016/2017 e até agora está a ser implementado. COMBO+ significa conservação, mitigação de impactos e contrabalanço de diversidade. O objectivo deste programa internacional é exactamente garantir que haja esta harmonia, o balanço entre o desenvolvimento económico e a conservação da biodiversidade. Está a ser implementado em diferentes países, ao nível de África, em Moçambique, Madagáscar, Uganda e Guiné. Ao nível da Ásia está a ser implementado no Laos e no Myanmar. Envolve muitos treinamentos, envolve muitas trocas de experiências entre os países. Levamos Moçambique para Madagáscar, para podermos aprender e trocar experiências, trocar impressões. Isto envolve um conceito maior que nós chamamos de hierarquia de mitigação. São um conjunto de passos que devem ser implementados pelos megaprojectos de forma a reduzir ao máximo o impacto no meio ambiente. Então, voltando a falar de Moçambique em particular, as métricas começaram a ser desenvolvidas já desde 2020/2021, em Moçambique. Nós já desenvolvemos métricas para quantificar perdas e ganhos nos recifes de corais, no mangal, na floresta, nas ervas marinhas e agora estamos a desenvolver a quinta métrica que é a do elefante africano. Então, essas métricas vão ser implementadas pelos proponentes de projectos que vão causar impactos negativos ou sobre recifes de corais, ou então sobre ervas marinhas, ou então sobre o mangal, ou então sobre a população de elefante africano. RFI: Concretamente, depois de desenvolverem essa métrica, como é que isto vai ser implementado? Há de facto espaço em Moçambique para depois utilizar essas métricas? Vanda Machava: O que está por detrás do desenvolvimento deste conjunto de métricas ou ferramentas, está directamente relacionado com o impacto negativo sobre a biodiversidade, o impacto negativo que vai ser provocado pelos grandes projectos ou pelas grandes empresas que vão criar impactos residuais significativos no ambiente. Então, esta é uma medida que foi identificada para compensar essas perdas. Isto vai permitir que as empresas ou os grandes projectos vão continuar a ser implementados em Moçambique. Contudo, tem que se ter em conta que eles devem fazer alguma coisa pela natureza, alguma coisa pela conservação da biodiversidade. Aí é que entra a métrica para responder a isto. E isto não está a ser feito do nada, consta na legislação moçambicana. É um requisito legal. Tanto que foi publicado em 2022 um diploma ministerial de contrabalanço de biodiversidade, que obriga a empresas ou actividades que são classificadas pelo Ministério da Agricultura e Pescas como sendo da categoria A ou A+, que causam impactos negativos residuais, a implementar projectos de contrabalanços. RFI: Concretamente, empresas como a Total em Cabo Delgado ou empresas de exploração florestal, por exemplo, poderão também utilizar esse sistema de métrica? Vanda Machava: Sim, exactamente. Estas grandes empresas que chamamos de megaprojectos como a Total (hidrocarbonetos) ou a Kenmare (mineração), várias empresas chinesas, os sectores que nós estamos a prever é a mineração, construção de grandes infra-estruturas. Podemos talvez adicionar um ponto: Moçambique encontra-se a desenvolver o primeiro plano de gestão de contrabalanço de Biodiversidade e vai ser implementado pela empresa mineradora Kenmare que opera a nível de Nampula. Eles estão a contar com o apoio da Biofund e também da WCS (Wildlife Conservation society) nestes primeiros passos, porque é um plano de gestão de contrabalanço de diversidade que é pioneiro. RFI: Será que é suficiente simplesmente repor o que se perdeu? Estou a pensar, por exemplo, num caso concreto, em que se destroem florestas, depois as empresas fazem aquilo que se chama o "greenwashing". Vão plantar novamente árvores, não forçosamente aquelas que se perderam, e isto pode demorar anos até realmente ficar como estava dantes. Vanda Machava: Sim, leva muito tempo até a natureza, os ecossistemas voltarem a ter vida. E assim, de acordo com o nosso quadro legal é imperioso, é obrigatório que esta fase da compensação seja a última medida, o último passo. De acordo com o nosso quadro legal, os proponentes devem primeiro tentar evitar ao máximo a degradação na biodiversidade. Esse é o primeiro passo. Caso eles não consigam evitar, devem fazer de tudo para minimizar ou reduzir o impacto. Isso pode ser feito, por exemplo, através da alteração das metodologias, das suas actividades, dos seus projectos de Desenvolvimento é o terceiro passo é tentar fazer a restauração. Essa restauração dos 'habitats' acontece dentro da área do projecto, por exemplo, áreas em que eles já não se encontram a usar, podem começar a fazer a reabilitação para a natureza começar a responder. Mas caso se identifique, mesmo após a aplicação de cada um desses passos, a natureza não está a reagir, continuamos a ter impactos negativos, aí eles têm que fazer o contrabalanço e a última fase. E é uma fase que exige dinheiro. Será um projecto extremamente dispendioso. Porquê? Porque este projecto de contrabalanço, primeiro tem que ser realizado fora da área de impacto, fora da área do projecto, neste caso, dentro de uma área de conservação ou então dentro de uma área-chave para a biodiversidade, de forma a garantir que haja preservação. Estes projectos são projectos de longa duração. Não são projectos de dois nem três anos. Podem levar 20, 30, 50 anos, 60 anos. O ciclo de vida ou o tempo de vida destes projectos de contrabalanço vai depender do tempo em que os impactos negativos continuarem a surtir efeitos na área do projecto que foi impactada. RFI: Há interesse das empresas que estão a explorar diversas áreas em Moçambique, na exploração florestal, na exploração de minérios, na exploração de gás em Cabo Delgado, há esse interesse, de facto, de ter uma responsabilidade social e de efectivamente compensar as comunidades se tem um impacto negativo na biodiversidade? Vanda Machava: Neste caso, independentemente de existir interesse ou não existir, não tem nenhuma importância. O mais importante é o que consta na legislação. É obrigatório. Todas as empresas que forem a causar impactos residuais negativos no meio ambiente, é obrigatório eles compensarem. É de lei. E depois, como é de lei, está no diploma ministerial. Cada vez que uma determinada empresa for a causar impactos, cada vez que tiver que fazer a renovação da licença ambiental que decorre de cinco em cinco anos, se por acaso verificar-se que eles estão a causar danos ou perdas na biodiversidade, eles vão receber uma notificação do ministério para eles poderem fazer um plano de gestão do contrabalanço ou projectos de contrabalanço de biodiversidade. E eles devem provar que estão realmente a conseguir ter resultados, porque os resultados vão ter que ser medidos. E como se mede este resultado? Através da métrica. Por isso mesmo é que se fez um trabalho muito, mas muito robusto entre a Wildlife Conservation Society, a Biofund e o Governo de Moçambique, para podermos ter a legislação ou quadro legal publicado divulgado, os diferentes 'takeholders' que vão estar envolvidos na implementação dos projectos de contrabalanço estão devidamente treinados. Só para ter uma ideia, treinamos acima de mil e tal pessoas. Foram capacitadas acima de 250 instituições a nível nacional. Levamos técnicos do governo para outros países para eles poderem aprender com os outros como é que eles estão a implementar este conceito de hierarquia e de mitigação. Então houve muito trabalho. Nesta altura, nós estamos ansiosos para que os projectos de contrabalanço sejam desenvolvidos. Então, independentemente da empresa querer ou não, se estiverem a causar impactos, vão ter que compensar.

DW em Português para África | Deutsche Welle
6 de Fevereiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 20:00


Diáspora guineense mobiliza manifestação em Bruxelas para chamar a atenção internacional para a situação política na Guiné Bissau. Em Moçambique, mulheres de Cabo Delgado expõem vulnerabilidades no contexto dos ataques terroristas. EUA e o Irão retomam hoje conversações sobre questões nucleares.

Convidado
Relatório mundial denuncia abusos de direitos humanos em Angola e Moçambique

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 9:42


O relatório da Human Rights Watch sobre a situação dos direitos humanos a nível mundial, em 2025, aponta uma série de abusos em Angola e Moçambique. Sheila Nhancale, investigadora no departamento africano da Human Rights Watch, alerta que “os direitos humanos têm sido maioritariamente violados” em Angola, com, por exemplo, abusos policiais e limitações à liberdade de reunião e de imprensa. Por outro lado, “a situação continua preocupante em Moçambique” devido à  insegurança alimentar, intensificação de ataques terroristas e sequestro de menores em Cabo Delgado, feminicídios e repressão dos protestos pós-eleitorais. Foi publicado, esta quarta-feira, o relatório anual da Human Rights Watch sobre a situação dos direitos humanos em mais de 100 países e regiões, incluindo Estados africanos, americanos, asiáticos, europeus e do Médio Oriente, bem como organizações regionais como a União Africana e a União Europeia. Neste programa, olhamos apenas para Angola e Moçambique, os dois países que estuda Sheila Nhancale, investigadora na Human Rights Watch. “Os direitos humanos têm sido maioritariamente violados” em Angola No capítulo dedicado a Angola, a Human Rights Watch aponta que a polícia recorreu, em 2025, ao uso excessivo da força, em alguns casos letal, para dispersar protestos, bem como a detenções arbitrárias de manifestantes, activistas e jornalistas. Em entrevista à RFI, Sheila Nhancale confirmou que “os direitos humanos têm sido maioritariamente violados nesse país”. “Nós constatámos que as forças de segurança angolanas continuaram a não respeitar os direitos dos cidadãos, limitando o direito à liberdade de reunião e à liberdade de imprensa. Mantiveram cidadãos presos por longos períodos sem julgamentos justos, sem acusações claras e específicas. Nós reportámos e verificámos que os direitos das crianças em Angola também são um problema que deve ser abordado, para além da insegurança alimentar”, declarou a investigadora. Sheila Nhancale lembra, também, o que aconteceu em Julho de 2025, quando a polícia usou força excessiva e ilegal contra manifestantes, na sequência da greve dos taxistas e do aumento do preço dos combustíveis.   “Em Julho de 2025, o Estado angolano decidiu cortar os subsídios aos combustíveis. Como consequência, teve aumentos de cerca de 300% em termos de compra de combustível em Angola, o que gerou protestos ao nível nacional, em que os taxistas decidiram fazer greves de protestos contra esta subida de preços. Aquilo que inicialmente era um protesto pacífico passou a ser marcado por violência, principalmente da polícia, contra os grevistas. Cerca de 30 pessoas foram mortas, durante esse período, a tiro maioritariamente pela polícia. Então, notamos que houve uso desnecessário e excessivo da força e também de armas contra cidadãos angolanos para limitar um direito - que é consagrado na Constituição da República de Angola e também em instrumentos internacionais - que é o direito à reunião e manifestação”, explica. Por outro lado, é referido que, em Fevereiro, a polícia deteve um correspondente da Deutsche Welle, bem como outras pessoas, incluindo dois deputados da oposição, durante uma marcha contra o assassínio de idosas na província do Kwanza Norte. Em Março, foram detidas dez mulheres durante uma manifestação contra a violência de género, em Luanda. No que toca à liberdade de imprensa, o relatório assinala que, em Setembro, um tribunal de Luanda suspendeu uma greve nos órgãos de comunicação social estatais e que, em Agosto, o Serviço de Investigação Criminal deteve dois jornalistas no âmbito de um processo relacionado com terrorismo que envolvia dois cidadãos russos, acusando-os de crimes como a partilha de “informação falsa” nas redes sociais, sem fornecer detalhes. Outro caso ocorreu em Maio quando a RTP denunciou a expulsão da sua equipa que se preparava para cobrir um evento na Presidência da República, em Luanda. A HRW aponta ainda o não cumprimento do direito a um julgamento justo, referindo que 198 pessoas condenadas em 2024 por alegada participação em protestos a favor da autonomia regional continuavam, em Setembro de 2025, detidas à espera de decisões sobre os seus recursos. Outro aspecto mencionado é o recrudescimento das tensões no enclave de Cabinda, onde confrontos entre as Forças Armadas Angolanas e a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), em Maio, provocaram a morte de, pelo menos, seis civis.   “A situação continua preocupante em Moçambique” Em Moçambique, a ONG afirma que os direitos humanos foram, em 2025, afectados pela insegurança alimentar, intensificação de ataques terroristas e sequestro de menores em Cabo Delgado, pelos feminicídios, repressão dos protestos pós-eleitorais, sequestros e tentativas de assassínio a jornalistas e activistas sociais. No fundo, “a situação continua preocupante” em Moçambique, resume a investigadora Sheila Nhancale. “A situação continua preocupante, com conflitos armados no norte do país a serem efectuados simultaneamente em Cabo Delgado e Nampula, com mais de 100.000 pessoas deslocadas nesse período e que foram colocadas numa situação completamente desumana em centros de acolhimento, sem produtos suficientes para toda a gente que lá estava. A maioria da população que se encontrava nestes centros de deslocamento são crianças, colocando-as em uma situação também de risco de violação sexual durante o período em que estiveram ou estão nestes centros de reassentamento”, explica. Por outro lado, acrescenta a investigadora, “várias crianças continuaram a ser usadas pelos terroristas para carregarem cargas” e “algumas foram obrigadas a fazer parte dos grupos que atacam as comunidades”, considerando que “a resposta do Estado tem sido insuficiente para travar essa violência contra crianças e mulheres em contexto do conflito em Cabo Delgado”. A pesquisadora moçambicana acrescenta que se notaram “vários ataques contra defensores de direitos humanos” e exemplifica com a morte de Arlindo Chissale, lembrando que “há relatos de que as pessoas que o obrigaram a se deslocar da sua comunidade eram homens fardados com roupas militares”. Outra denúncia de peso é a da violência pós-eleitoral, acrescenta a investigadora, notando que “cerca de 400 pessoas foram mortas pela polícia durante esse período de protestos pós-eleitorais” e referindo que “vários relatórios nacionais e internacionais dão conta de que estas eleições não foram, de facto, justas e transparentes e que as pessoas saíram de suas casas para protestar contra eleições fraudulentas”. “Como resposta, a polícia reagiu com muita violência, causando a morte de cerca de 400 pessoas no país”, recorda. Também alarmante é a situação dos feminicídios em Moçambique porque, diz a investigadora, “há uma sensação de que não acontece nada se se matar uma mulher em Moçambique”. “A situação do feminicídio é muito preocupante porque, a cada dia que passa, há relatos de mulheres encontradas mortas e não há nenhum tipo de resposta para o que aconteceu. Todos os dias, praticamente, acordamos com uma notícia de que uma mulher foi morta na zona Centro e Sul, que é onde nós mais verificamos esse tipo de casos. As mulheres morrem e nada é explicado sobre as circunstâncias da morte. Ninguém é responsabilizado por esses casos, então, isso é algo que deve mudar porque se as coisas continuarem assim, sem qualquer tipo de investigação eficaz, tende a piorar, porque há uma sensação de que não acontece nada se se matar uma mulher em Moçambique”, afirma.   HRW denuncia “desfasamento entre discurso e acção da União Africana” A Human Rights Watch também considerou que, apesar do compromisso com os direitos humanos, o balanço do ano revela “um desfasamento entre discurso e acção da União Africana”. “Nós estamos numa situação em que a Comissão Africana tem estado a emitir ‘statements', mas nós precisamos de uma União Africana que seja mais eficaz em termos de acção em relação aos Estados, para que estes sejam responsabilizados pela falta de proteção dos direitos humanos da população. Então, é importante que estes organismos internacionais sejam, de facto, organismos ou instituições ou instrumentos de pressão para que os países-membros cumpram com as suas obrigações em relação aos direitos humanos”, explica Sheila Nhancale. No relatório da ONU, pode ler-se que o Conselho de Paz e Segurança e a Comissão Africana dos Direitos da União Africana enfrentaram novos testes à sua credibilidade na resposta a abusos cometidos em conflitos no Sudão (que enfrenta a crise humanitária mais grave no mundo devido à guerra civil dos últimos três anos), no leste da República Democrática do Congo e no Sahel.

Semana em África
Libertação de Domingos Simões Pereira marca a actualidade da semana

Semana em África

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 8:19


Neste programa damos destaque à libertação do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, na Guiné-Bissau, às inundações que continuam a afectar Moçambique, à visita do Presidente da República de Cabo Verde a Paris e a novos dados sobre o sector do turismo em Angola. Na Guiné-Bissau, a semana ficou marcada pela saída do líder do PAIGC da Segunda Esquadra de Bissau, onde esteve detido durante mais de 60 dias.  Domingos Simões Pereira foi conduzido da Segunda Esquadra de Bissau para a sua residência, vigiada por militares e polícias, pelo ministro da Defesa do Senegal, general Birame Diop, que se encontra no país desde quinta-feira. Contactado pela RFI, o advogado Vailton Pereira Barreto, membro da equipa de defesa do líder do PAIGC, confirmou que Domingos Simões Pereira “já está em casa com a família”. Nas imagens divulgadas nas redes sociais, o líder do PAIGC, que esteve detido por mais de 60 dias por militares e sem culpa formada, surge sorridente, visivelmente magro e com barba branca. Fernando Dias da Costa e Geraldo Martins, que estavam na embaixada da Nigéria como exilados desde o dia do golpe de Estado, voltaram sem restrições para as suas residências em Bissau. Em Moçambique, o país continua a ser afetado por inundações históricas, que provocaram danos graves nas redes elétrica e de comunicações, bem como nas principais vias rodoviárias. As autoridades estimam que serão necessários cerca de 650 milhões de dólares para a reconstrução. Na província de Gaza, no sul do país, a mais atingida, vários viajantes permanecem bloqueados devido à subida do nível das águas e tentam fugir por meios improvisados. As explicações com Adélia Teixeira. Ainda no país, foram retomadas oficialmente esta semana as atividades do megaprojeto de exploração de gás liderado pela TotalEnergies, em Cabo Delgado, no norte do país. O projeto estava suspenso há cerca de cinco anos, invocando “motivos de força maior”, devido aos sucessivos ataques terroristas na região. A reportagem é de Orfeu Lisboa. Em Cabo Verde, o Presidente da República encontra-se em Paris desde quarta-feira para uma série de encontros com a diáspora, num contexto internacional marcado por restrições à mobilidade e fenómenos de discriminação contra imigrantes. A visita inclui também contactos de alto nível com a UNESCO.  José Maria Neves almoçou ainda no Palácio do Eliseu com o Presidente francês, Emmanuel Macron. Em Angola, o ministro do Turismo, Márcio de Jesus Lopes Daniel, revelou que, em 2025, foram criados 10,6 novos empregos por cada mil turistas que entraram no país. Segundo o governante, o ano marcou uma viragem histórica no setor, com o registo de 223 mil chegadas internacionais, superando os 217 mil turistas contabilizados em 2019.

DW em Português para África | Deutsche Welle
29 de Janeiro de 2026 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 20:00


Daniel Chapo anuncia melhoria da segurança em Cabo Delgado, num dia em que retomou o projeto de gás Liquefeito de Afungi. Angola vai avançar com a criação da Sociedade de Desenvolvimento do Corredor do Lobito. UE discute em Bruxelas, novas sanções à Rússia e ao Irão em meio à crescente tensão no Médio Oriente.

Convidado
Total em Cabo Delgado: "O risco é que o projecto vá operar em formato de enclave"

Convidado

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 15:02


Foram retomadas oficialmente nesta quinta-feira as actividades do megaprojecto para a exploração de gás liderado pela TotalEnergies em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, cerca de cinco anos depois da sua suspensão, por "motivos de força maior", devido aos múltiplos ataques terroristas naquela zona e, em particular, junto das suas instalações em Afungi, no extremo norte da província, em Março de 2021. Com um orçamento de 20 mil milhões de Dólares e uma capacidade projectada de produzir 13 milhões de toneladas por ano a partir da Bacia 'offshore' do Rovuma, a retoma deste projecto que suscita muitas expectativas no país, foi assinalada esta manhã numa cerimónia na qual participaram o Presidente moçambicano Daniel Chapo, e o líder da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, nas instalações do empreendimento, em Cabo Delgado. Após visitar as obras do megaprojecto, Daniel Chapo considerou que isto “representa a vitória, resiliência, coragem e determinação do povo moçambicano perante as adversidades”, o Presidente destacando igualmente o impacto económico que este empreendimento representa para o país: 35 mil milhões de Dólares de receitas para o Estado ao longo de 25 anos e a criação de 17 mil postos de trabalho na fase de construção, com 80% a serem ocupados por moçambicanos. Paralelamente a estas perspectivas florescentes para o Estado moçambicano e também para a petrolífera francesa, o regresso da TotalEnergies a Cabo Delgado acontece numa altura em que o conflito vigente desde 2017 naquela região ainda não está resolvido.  De acordo com as mais recentes informações da ACLED, organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos, registaram-se seis ocorrências violentas nestas duas últimas semanas em Cabo Delgado, com um balanço de pelo menos três mortos, o que eleva  a 6.432, o número de mortos em oito anos de ataques constantes naquela zona. Em entrevista concedida à RFI, Borges Nhamirre, investigador do Instituto de Estudos de Segurança em Maputo, aborda esta questão, começando todavia por destacar a importância que a retoma deste projecto tem para Moçambique. RFI: O que representa a retoma das actividades da Total Em Cabo Delgado cinco anos depois da sua suspensão? Borges Nhamirre: No seu todo, a retoma das actividades é positiva porque o projecto significa um grande investimento para Moçambique. Há detalhes que não são satisfatórios, mas no geral, significa entrada de dinheiro para os cofres do Estado moçambicano e significa postos de trabalho para moçambicanos. O Presidente, no seu discurso de relançamento do projecto, disse que neste momento há cerca de 5000 pessoas que estão a trabalhar no acampamento da TotalEnergies e desses, 80% são moçambicanos e 40% são de Cabo Delgado. Portanto, é positivo para o uso do chamado 'conteúdo local', que inclui mão-de-obra e recursos locais. Então, no geral, é uma boa coisa. Agora, há detalhes que ainda têm que vir a público. Um dos mais importantes é o custo adicional do projecto, devido ao tempo da paragem. Este ponto não está esclarecido. O que veio a público é que a Total apresentou um custo adicional de 4,5 mil milhões de Dólares e o governo moçambicano pediu uma auditoria a estes custos. O projecto retoma hoje, sem que esta auditoria tenha sido concluída e os resultados apresentados. Não significa que o projecto não vai avançar, mas o custo total do projecto ainda não foi revelado. Isto eu penso que é o maior problema do ponto de vista de transparência deste projecto. RFI: A seu ver, quem é que vai pagar a conta a partir do momento em que se vai determinar o que de facto se perdeu durante estes anos todos? Borges Nhamirre: No final, quem vai pagar a conta são os moçambicanos, o Estado moçambicano, porque estes são os chamados 'custos dedutíveis', ou seja, Total a pagar pela Total. Dizemos Total porque é a operadora do projecto. Mas vamos dizer que os accionistas do projecto vão pagar no seu investimento o valor inicial já incorreram essas despesas. Na verdade, o que agora está em causa, é haver acordo entre a autoridade concedente, neste caso, o Estado moçambicano e a concessionária Total de que o valor gasto é este, para que este valor seja deduzido dos impostos que a Total iria pagar. Então não significa que o Estado moçambicano vá passar um cheque para a Total para pagar esses custos. Significa que a Total vai pagar menos impostos do que deveria pagar, deduzindo as despesas que já incorreu. Isto, parecendo que não, é um assunto muito sério, porque a factura que ela apresentou de 4,5 mil milhões de Dólares é aproximadamente um quarto de custo total inicial do projecto. Portanto, o valor que se tinha antes do custo inicial do projecto era cerca de 20 mil milhões. Então, se vai acrescentar 4,5 mil milhões, significa que é 25% mais caro do que se estava à espera. Isso automaticamente significa que Moçambique vai receber menos 25% daquilo que esperava receber em termos de impostos. E mesmo antes deste custo adicional, já havia muita contestação de que os ganhos que ficam para Moçambique destes recursos que são moçambicanos, são muito reduzidos. Mas de uma ou de outra forma, eu penso que este é o preço da guerra em Cabo Delgado. RFI: O Governo moçambicano argumenta que a Total decidiu suspender o projecto de "forma unilateral" e, no fundo, está a dizer implicitamente que não tem culpa da Total a ter interrompido o projecto. Borges Nhamirre: Eu penso que não. Essa leitura não está correcta, não da interpretação, mas da afirmação em si, porque a responsabilidade de garantir a segurança no território moçambicano é em primeira mão do Estado moçambicano. Portanto, se o Estado moçambicano tivesse garantido a segurança em território nacional, incluindo desse empreendimento económico, a Total não tinha como declarar "força maior", alegando razões de segurança. A responsabilidade de segurança dentro do território nacional é primeiramente do Estado moçambicano, seja para as empresas, seja para os cidadãos, seja para infra-estruturas do governo, seja lá o que for. Os outros detalhes dos custos, eu penso que esses já devem ser discutidos neste momento. Tecnicamente, não há elementos para argumentar se efectivamente a paragem custou este valor ou não custou, mas eu penso que não faz sentido dizer isto. E podíamos olhar para outras regiões. Por exemplo, temos outros projectos de exploração de gás para sul, na província de Inhambane. Não há conflito. Não houve suspensão dos projectos. Simples quanto isso. RFI: A Total, entre as condições que pediu a Moçambique, no âmbito da retoma das suas actividades, era que a sua concessão fosse prolongada por mais dez anos. O que é que se sabe exactamente sobre este aspecto das negociações? Borges Nhamirre: Sobre este aspecto, já há decisão do Conselho de Ministros. O que o Governo de Moçambique decidiu é que o período de extensão do projecto seria igual ao período da paralisação. Portanto, os quatro anos e meio, que é de Março ou Abril de 2021 até Outubro de 2025. Portanto, os dez anos de extensão que a Total estava a pedir, o Estado moçambicano não concedeu. Já emitiu um Boletim da República com o diploma do Conselho de Ministros a instruir nesse sentido. Portanto, esse aspecto já está ultrapassado. Poderia fazer sentido para a Total, para poder distribuir o custo adicional neste período de dez anos. Mas seria muito prejudicial para Moçambique porque o projecto é de Moçambique. A Total é só uma concessionária. Vamos compreender que seria uma espécie de capital. Está a arrendar o projecto. Então, quando o período de arrendamento termina, tem que terminar e se negociar um novo contrato se houver uma necessidade de extensão, com novas condições. Eu penso que a decisão tomada foi das melhores possíveis.   RFI: A Total retoma as suas actividades em Cabo Delgado, numa altura em que a situação está longe de estar resolvida, uma vez que continuam os ataques. Borges Nhamirre: Sim, esta questão tem dois lados que devem ser vistos e compreendidos. Primeiro, era importante que o projecto retomasse, porque uma das causas do conflito em Cabo Delgado é o subdesenvolvimento. Os jovens que são radicalizados para integrar no grupo da insurgência, são jovens que estão desempregados, que não têm meios de sobrevivência. Então, teoricamente, acredita-se que com o desenvolvimento económico da província, também isso vai beneficiar as pessoas. O desenvolvimento é um dos factores para a redução do conflito. Então, teoricamente, isso é positivo. Agora, o risco que há é que agora o projecto vá operar em formato de 'enclave'. Ou seja, todos os trabalhadores da Total e também das empresas subcontratadas estarão fechados no acampamento e afins e não terá comunicação com a economia circundante, com o mundo exterior. Então, isso significa que as pessoas que construíram hotéis ou outras casas para alojamento, a esperar que beneficiassem do projecto terão poucos benefícios. Significa que pessoas que construíram restaurantes e outros serviços ou serviços de transporte a esperar que fossem utilizados pelas pessoas que estavam a trabalhar para o projecto, pelos milhares de pessoas que vão trabalhar para o projecto, não irão ter esses benefícios. Isso tem o potencial de frustrar as pessoas. Aliás, já ouvimos muitas ameaças das comunidades locais, a dizer que vão manifestar contra o projecto precisamente pelo facto de o projecto estar a operar como se fosse um enclave fechado. Então isso é negativo e pode contribuir para que as pessoas fiquem mais radicalizadas, as pessoas desenvolvam um sentimento negativo de ódio para com o projecto e assim o projecto e a segurança na região ficam precários. RFI: Durante estes cinco anos de suspensão do projecto, houve um relatório com recomendações sobre a forma de actuar da Total em termos, por exemplo, de responsabilidade social em Cabo Delgado e uma das recomendações foi de "envolver as comunidades locais" no projecto. Julga que neste momento, alguma das recomendações desse relatório foi tomada em consideração? Borges Nhamirre: Nesse relatório, uma das principais recomendações que tinha, era a constituição de uma fundação e que essa fundação iria apoiar o desenvolvimento com um orçamento de milhões de dólares. Isto ainda não é visível no terreno, mas em parte também pode ser porque o projecto estava suspenso. Com o projecto suspenso, dificilmente se haveria de canalizar dinheiro para a responsabilidade social corporativa através dessa fundação. Agora, temos de ver nos próximos doze meses, agora que o projecto retomou oficialmente, se a fundação também está a trabalhar, está a apoiar as pessoas. Contudo, a situação de conflito em Cabo Delgado, é prevalecente sobretudo nas zonas um pouco afastadas do projecto, porque Palma, onde o projecto está, está relativamente seguro. Não há ataques registados nos últimos meses, nos últimos anos. No entanto, há um perímetro de 80 quilómetros ou 50 quilómetros. A insegurança está lá. É lá onde as comunidades estão. Será muito difícil desenvolver projectos de beneficência social para as pessoas de uma zona de conflito, simplesmente porque as empresas, as organizações, não quererão destacar os seus recursos humanos, os seus recursos materiais, para apoiar zonas em conflito. Não há segurança. Era muito importante que se estabilizasse não só Afungi e Palma, mas também a região toda a norte de Cabo Delgado e a província toda, para permitir que as pessoas tenham os benefícios. Mas, mais uma vez, essa não é tarefa da TotalEnergies. Essa é a tarefa do governo moçambicano. RFI: Sente que, de facto, há alguma vontade política para o Governo encontrar uma estratégia para estabilizar a situação em Cabo Delgado? Por exemplo, o Presidente, recentemente, disse que poderia entrar em negociações com as organizações que estão a disseminar a violência em Cabo Delgado. Julga que existem algumas pistas que se possam explorar? Borges Nhamirre: Sim, eu penso que essa é a saída. A insurgência está há oito anos. A guerra civil em Moçambique durou 15 ou 16 anos e terminou com negociações entre as partes, a luta de libertação de Moçambique durou dez anos e terminou com a negociação entre as partes, para falar dos exemplos concretos moçambicanos. Então, eu penso que o Presidente tem é de aceitar as várias iniciativas existentes, porque há várias iniciativas a nível local em Cabo Delgado, a nível nacional e a nível regional da África Oriental e até a nível internacional, que estão a apoiar o diálogo para a resolução do conflito em Cabo Delgado. O antigo Presidente, Filipe Nyusi, era muito relutante em avançar para estas iniciativas de diálogo. Agora, o Presidente Chapo tem incluído esta questão de diálogo no seu discurso. Espera-se é que passe para a prática, porque esta é uma das melhores saídas para acabar com o conflito. RFI: Julga que há essa vontade efectiva de avançar? Borges Nhamirre: Normalmente, o diálogo para a resolução de conflito acontece de uma forma secreta e quando a informação transparece ao público, muitos passos já terão sido dados. É assim que funciona para evitar sabotagens, para evitar que aqueles que se beneficiam do conflito, façam acções de obstrução do diálogo. Porque não podemos nos esquecer que, enquanto o conflito armado é um problema para a população, para a maioria das pessoas, beneficia certas pessoas de todos os lados, seja do lado dos grupos atacantes, nesse caso os insurgentes, que se beneficiam de economia ilícita, mas também da parte do governo. Os generais ficam mais importantes em tempos de guerra. A logística militar enriquece as pessoas. Então o diálogo, normalmente sendo um meio alternativo de resolução de conflito, acontece de uma forma silenciosa, até que alguns acordos importantes sejam alcançados e a informação, depois, aparecer em público. Neste momento, para quem faz o trabalho de campo e faz pesquisa, dá para notar que existem alguns movimentos no sentido de se fazer o diálogo. Existem organizações identificáveis que têm estado a fazer esses contactos das duas partes. Neste momento estou em posição de afirmar que há contactos já feitos das lideranças dos insurgentes e das lideranças do governo moçambicano, para que haja diálogo. Agora, o diálogo para resolver o conflito não é linear, tem altos e baixos, tem acordos, tem rupturas. Então, até que seja anunciado pelas autoridades competentes, não há muita coisa que se possa dar como garantido. Mas as palavras do Presidente, quando repetidamente diz que é importante dialogar, não me parece que sejam palavras vazias. São palavras que reflectem esses esforços existentes.

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22 de Janeiro de 2026 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 20:00


Guiné-Bissau: Jurista acusa o Alto Comando Militar de "forçar uma realidade" ao povo. Colapso da democracia na Guiné-Bissau só pode ser revertido com intervenção da comunidade internacional, defende ex-ministra guineense. Será que terminou "o sonho americano" para os angolanos e cabo-verdianos com as elevadas cauções impostas por Washington para o acesso ao visto?

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12 de Dezembro de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 20:00


Na Guiné-Bissau, jurista contesta posição do PGR e defende validade das eleições. Em Moçambique, a Médicos Sem Fronteiras alerta para o agravamento da violência em Cabo Delgado e Nampula desde julho e denuncia a falta de atenção internacional. Analisamos ainda os avanços do grupo rebelde M23 na RDC e Burundi. No futebol, arranca logo à noite a 14ª jornada da Bundesliga.

Semana em África
Guiné-Bissau continua no centro das preocupações

Semana em África

Play Episode Listen Later Dec 5, 2025 12:45


Neste programa, olhamos para alguns dos temas que mais marcaram as nossas emissões desta semana, com destaque para a actualidade na Guiné-Bissau, dias depois da tomada do poder pelos militares, a 26 de Novembro, véspera da suposta divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de Novembro. Os resultados acabaram por não ser divulgados pela CNE devido ao alegado confisco, por “homens armados”, das actas e equipamentos.  Esta quinta-feira, o Chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Africana para as eleições gerais de 23 de Novembro na Guiné-Bissau, Filipe Nyusi, disse que há resultados da votação e “vencedor” do escrutínio e declarou que os resultados devem ser publicados. Em resposta, José Paulo Semedo, representante da candidatura do ex-Presidente, Umaro Sissoco Embaló, acusou o antigo Presidente de Moçambique de interferência. Recordo que há uma semana, a União Africana suspendeu a Guiné-Bissau dos seus órgãos, alegando a instabilidade política que se vive no país.  Na terça-feira, numa comunicação à imprensa, sem direito a perguntas, o porta-voz do presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Idriça Djaló, anunciou que não tem condições de continuar com o processo eleitoral, por confisco de equipamentos e actas por “homens armados” no dia 26 de Novembro. Na quarta-feira, a candidatura de Fernando Dias, que reclama vitória nas presidenciais, acusou a CNE de colaboração com o golpe de Estado que afirma ser encenado, como forma de inviabilizar o processo eleitoral. Por outro lado, exigiu à Comissão Nacional de Eleições a convocação da plenária do órgão para que os resultados eleitorais sejam declarados “o mais rápido possível”. Há uma semana, perante o Parlamento, o primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, afirmou que o golpe na vizinha Guiné-Bissau foi uma “farsa” e exigiu que as eleições interrompidas pelo golpe fossem autorizadas a prosseguir. Também o antigo Presidente da Nigéria Goodluck Jonathan acusou o ex-presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, de encenar uma espécie de “golpe cerimonial” para se manter no poder e questionou como é que Embaló conseguiu falar com os meios de comunicação durante a alegada detenção. Na segunda-feira, houve uma reunião entre uma missão de alto nível da CEDEAO e as autoridades de transição. De notar que Guiné-Bissau também foi suspensa da CEDEAO na sequência do alegado golpe militar de 26 de Novembro. A delegação da CEDEAO que foi a Bissau não tinha os presidentes de Cabo Verde, Senegal, Togo e Serra Leoa.  À saída do encontro com a delegação da CEDEAO, o recém-empossado ministro dos Negócios Estrangeiros, João Bernardo Vieira, falou sobre “uma reunião muito positiva”. Para 14 de Dezembro ficou marcada uma cimeira da CEDEAO em que se vai falar sobre a Guiné-Bissau. Por outro lado, a delegação da CEDEAO não se reuniu com nenhuma figura da sociedade civil, segundo a Liga Guineense dos Direitos Humanos, nem com Fernando Dias, obrigado a estar escondido e que reivindica a vitória nas presidenciais, nem com Domingos Simões Pereira, que continua detido. Quanto à CPLP, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse que os chefes da diplomacia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, se vão reunir nos próximos dias e apelou a um regresso “imediato à normalidade constitucional” na Guiné-Bissau e à libertação de todos os cidadãos detidos, inclusive “pessoas que tinham intervenção política e cívica de grande relevo”. No domingo, foi anunciado o novo Governo de transição, liderado pelo primeiro-ministro Ilídio Vieira Té, e que conta com 23 ministros, incluindo cinco militares e nomes do executivo deposto entre os nomeados. João Bernardo Vieira é o novo titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, ele que foi e candidato às últimas eleições presidenciais e que avançou para a corrida eleitoral como independente com críticas do seu partido, o PAIGC, que decidiu apoiar outro candidato, Fernando Dias.  Na quinta-feira, o Presidente de transição, general Horta Inta-A, exonerou Fernando Gomes do cargo de Procurador-Geral da República e nomeou para o lugar Tdjane Baldé, que era presidente do Tribunal de Contas. As mudanças ocorreram no mesmo dia em que foi anunciada a dissolução do Conselho Superior de Magistratura do Ministério Público durante os 12 meses previstos para durar a transição no país. Também na quinta-feira, foi anunciada a criação de um Conselho Nacional de Transição, com competências de fiscalização dos órgãos que a Constituição conferia ao parlamento. Também esta semana, várias organizações da sociedade civil guineense rubricaram em Bissau um “Pacto Social” para exigir o regresso à legalidade constitucional, a publicação dos resultados eleitorais e a libertação dos presos políticos. O pacto foi subscrito por quadros técnicos, académicos, partidos políticos, organizações religiosas, sindicatos, líderes tradicionais, organizações juvenis e das mulheres e a Ordem dos Advogados.    Moçambique: Recuos no megaprojecto de gás em Cabo Delgado e desaparecimento preocupante de activista Na terça-feira, a TotalEnergies esclareceu que o megaprojecto de gás em Cabo Delgado, norte de Moçambique, vai continuar sem o financiamento do Reino Unido e dos Países Baixos e adiantou que os restantes financiadores vão garantir essa parte, equivalente a 10% do total. Porém, o governo ainda não foi notificado, de acordo com o porta-voz do executivo. Em Moçambique, o activista e apresentador de televisão Sismo Eduardo está desaparecido há dez dias. A situação foi denunciada às autoridades governamentais na cidade de Nampula pela Rede Moçambicana dos Defensores dos Direitos Humanos, que exige esclarecimentos urgentes sobre o caso e apela a uma investigação transparente.   Angola: Adalberto Costa Júnior reeleito para a presidência da UNITA Em Angola, no domingo, Adalberto Costa Júnior foi reeleito a presidente da UNITA, com  91% dos votos contra  9% obtidos por Rafael Massanga Savimbi, filho do líder fundador do partido. Adalberto Costa Júnior falou em “honra renovada” para continuar a liderar a UNITA.

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02 de Dezembro de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 20:00


Filha de Domingos Simões Pereira denuncia condições de detenção críticas e acusa CEDEAO de ignorar detidos. Reino Unido retira financiamento a projeto de gás da Total. Ação não deve impactar comunidades, diz ativista. Ataques em Memba têm "mensagem política", diz investigador.

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1 de Dezembro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 19:59


Guiné-Bissau: Delegação da CEDEAO visita o país depois dos militares tomarem o poder. Moçambique: Reino Unido retira financiamento ao megaprojeto de gás liderado pela TotalEnergies em Cabo Delgado. Angola: UNITA confiante na vitória nas eleições de 2027.

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25 de Novembro de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Nov 25, 2025 20:00


ONG guineenses denunciam tentativas de viciação de resultados eleitorais. Famílias em Cabo Delgado, norte de Moçambique denunciam sequestros atribuídos a insurgentes. Termina hoje a cimeira União Africana-União Europeia que decorre em Luanda, capital de Angola.

ONU News
Deslocados pela violência em Moçambique apoiam-se na costura para um caminho de paz

ONU News

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 6:50


Na província de Cabo Delgado, mais de 20 mil pessoas participam num projeto de proteção e apoio psicossocial e à saúde mental da Organização Internacional para Migrações, OIM; para eles, a costura é a nova arma para a luta pela paz interior.

Semana em África
O fim da campanha eleitoral na Guiné-Bissau marcou a actualidade da Semana em África

Semana em África

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 7:38


Na edição desta semana destacamos o fim da campanha para as eleições na Guiné-Bissau que vão acontecer este domingo, dia 23 de Novembro, dos ataques de insurgentes ligados ao grupo auto-proclamado Estado Islâmico em Moçambique que tiraram a vida a pelo menos sete pessoas. Em Angola, destacamos a condenação de Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” a cinco anos e seis meses de prisão por falsificação de documentos, branqueamento de capitais, tráfico de influência e usurpação fraudulenta. A campanha eleitoral na Guiné-Bissau terminou. As eleições acontecem neste domingo, dia 23 de Novembro e os candidatos à presidência multiplicaram os apelos à neutralidade das Forças Armadas e a sociedade civil exige união nacional e menos discursos de ódio com referências étnicas. Em declarações à RFI, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos Bubacar Turé também lançou um apelo a todos para que a neutralidade das forças armadas seja respeitada. Cabo Verde, as Maurícias e as Seicheles assinam um feito histórico ao eliminar o sarampo e a rubéola, tornando-se pioneiros na África Subsaariana. A certificação da OMS reconhece não apenas a interrupção da transmissão dos vírus, mas também a eficácia de décadas de programas de vacinação e de sistemas de vigilância capazes de responder rapidamente a casos importados. Jorge Figueiredo, Ministro da Saúde cabo-verdiano, saudou este feito Em Moçambique, insurgentes ligados ao grupo auto-proclamado Estado Islâmico reivindicaram dois ataques em Memba, Nampula, que tiraram a vida a pelo menos sete pessoas, entre as quais duas crianças que morreram de fome. Segundo actualização feita pelo governador de Nampula são também já mais de 50 mil os deslocados havendo ainda relatos da destruição de casas e uma igreja. O governo e forças de segurança pedem maior coesão para travar a ameaça. Dados da organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos apontam milhares de mortos desde 2017, em Cabo Delgado. O Presidente moçambicano reafirmou que “o terrorismo ainda não acabou”, apesar da “relativa estabilidade”. Ainda em Moçambique e numa semana em que a petrolífera norte-americana ExxonMobil anunciou que levantou a declaração de `força maior` para o megaprojeto de gás natural em Cabo Delgado, o governo aguarda por mais informações oficiais para que possa tomar uma posição em relação à petrolífera francesa TotalEnergies que é acusada de cumplicidade dos crimes de guerra, tortura e desaparecimentos forçados ocorridos desde 2020 no distrito de Palma em Cabo Delgado. O porta-voz do governo moçambicano Inocêncio Impissa diz que o executivo acompanha as acusações de que é alvo a petrolífera francesa Total, mas remete para mais tarde qualquer decisão... Em Angola, o Tribunal Supremo absolveu, esta semana, Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa” de todos os crimes de que era acusado e condenou Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” a cinco anos e seis meses de prisão por falsificação de documentos, branqueamento de capitais, tráfico de influência e usurpação fraudulenta. A saída do tribunal, o advogado Benja Satula afirmou que este é mau acórdão para um Estado democrático... Terminou esta semana, em Dacar, no Senegal, o Simpósio sobre Desenvolvimento Sustentável em África, encontro que reuniu representantes de mais de 20 países africanos, incluindo Angola, bem como convidados e membros do corpo diplomático acreditado no país anfitrião. Em entrevista à RFI, a ministra das Pescas e dos Recursos Marinhos de Angola, Carmen dos Santos destacou que o encontro serviu como um espaço de diálogo continental, permitindo reforçar a articulação entre os países africanos.

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20 de Novembro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 20:30


Guiné-Bissau: Conheça os perfis de Jomav, Baciro Djá e Vieira, candidatos às presidenciais de domingo. Moçambique: Denúncias de crimes no contexto da exploração de gás: Total Energies passou a ser Estado em Cabo Delgado? Negociações de paz secretas para a guerra Rússia-Ucrânia estarão em curso e incluem concessões significativas de terras à Rússia.

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18 de Novembro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 19:59


Guiné-Bissau: Conheça os perfis de Fernando Dias e Sissoco Embaló, candidatos às presidenciais de domingo. Moçambique: Insurgentes alastram e intensificam os ataques em Nampula causando preocupações. ACNUR com desafios de ordem financeira para assistir deslocados no norte de Moçambique.

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4 de Novembro de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Nov 4, 2025 20:00


Deslocados de guerra em Cabo Delgado vivem em condições deploráveis. Jornalistas denunciam alegado favoritismo no licenciamento de rádios em Angola. E Presidente alemão continua o seu périplo por África. Hoje parte para Angola, depois de passar pelo Gana.

Semana em África
Cabo Verde: reconstrução poderá custar mais 20 milhões de euros após tempestade Erin

Semana em África

Play Episode Listen Later Oct 31, 2025 7:44


Esta semana a actualidade africana ficou marcada pela Tempestade Erin que ainda dá que falar, nomeadamente para a reconstrução dos municípios afectados, que poderá custar mais de 20 milhões de euros Destaque ainda para opinião de Abílio Neto, analista político são-tomense, sobre o afastamento de João Pedro Cravid da chefia do Estado-Maior do Exército. Destaque ainda para a saída de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI). Cabo Verde precisa no imediato de mais de 20 milhões de euros para reconstrução dos municípios afectados pela tempestade de 11 de Agosto. O Governo reuniu-se com parceiros de desenvolvimento para avaliar as medidas de mitigação após a tempestade Erin. O executivo cabo-verdiano precisa de mais 20 milhões de euros, como explicou, à imprensa, o ministro da administração interna, Paulo Rocha Ainda em Cabo Verde o governo mostra-se preocupado com a nova lei de estrangeiros recentemente promulgada em Portugal. O Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial e Ministro da Modernização do Estado e da Administração Pública, Eurico Monteiro, que até fevereiro 2025 foi embaixador de Cabo Verde em Portugal, considera que a nova lei de imigrantes em Portugal pode afectar diretamente o país e as famílias cabo-verdianas. Em Angola esta semana foi destaque o protesto com greve de fome do activista Osvaldo Caholo, contra a manutenção da sua situação carceral por mais dois meses, depois de já ter cumprido os três meses de prisão preventiva na cadeia de Calomboloca, na província de Icolo e Bengo. Simão Afonso, o advogado do activista revelou que a defesa não foi notificada sobre a medida, afirmando existir a intenção do juiz em colocar o Osvaldo Caholo sob tortura psicológica. Nesta edição do Semana em Africa dizemos-lhe ainda que Moçambique está fora da lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI). O anúncio foi feito em sessão plenária da organização que esteve reunida, na semana passada em Paris e bem recebido pelo sector privado moçambicano e naturalmente pelo Presidente da República Daniel Chapo que considerou que este facto trará melhores condições de vida para o povo moçambicano… Ainda em Moçambique a TotalEnergies comunicou ao Governo que os custos do seu megaprojecto de gás natural liquefeito (GNL) em Afungi, Cabo Delgado, aumentaram em 4,5 mil milhões de dólares durante os quatro anos de suspensão devido aos ataques terroristas. A petrolífera francesa solicita por lado a extensão de dez anos no contrato de produção para compensar o impacto económico do longo período de suspensão. Para o economista Egas Daniel, as exigências da petrolífera Total que suspendeu em 2021 o seu projecto avaliado em 20 mil milhões de dólares a renegociação com o governo é inevitável.  A semana em São Tomé e Príncipe fica marcada pelo afastamento de João Pedro Cravid da chefia do Estado-Maior do Exército… uma decisão tomada em conselho superior de defesa nacional, que esteve reunido no Palácio do Povo, sob a presidência de Carlos Vilanova, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas. Em entrevista à RFI, Abílio Neto, analista político são-tomense, considera que João Pedro Cravid é a primeira vítima colateral do processo de 25 de Novembro de 2022, que resultou na morte de quatro civis no quartel das Forças Armadas.

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29 de Outubro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Oct 29, 2025 20:00


Em Moçambique, o regresso do gás em Cabo Delgado vem com fatura pesada para o país. TotalEnergies levanta a cláusula da “força maior”. Depois de quase uma década, maior banco do mundo, J.P. Morgan regressa a Angola. Desaparece major guineense após ser chamado ao Estado-Maior: família teme que esteja detido na Presidência.

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27 de Outubro de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Oct 27, 2025 19:50


Em Moçambique, Observatório do Cidadão para a Saúde afirma que a política investe pouco na saúde, porque dirigentes preferem procurar cuidados médicos fora do país. Na Tanzânia, pela primeira vez em mais de 30 anos, os principais partidos da oposição estarão ausentes das eleições presidenciais na proxima quarta-feira. Bayern Munique continua a bater recordes, e o Real Madrid derrotou o Barcelona.

Noticiário Nacional
4h Petrolífera Total pretende retomar atividade em Cabo Delgado

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Oct 27, 2025 6:41


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23 de Outubro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 20:00


Presidente angolano não vai participar do Congresso Nacional da Reconciliação devido a compromissos de Estado. Eleições na Guiné-Bissau sem PAI-Terra Ranka não serão credíveis, alerta advogado. A União Europeia e os EUA aprovam mais sanções contra a Rússia para pressionar o Kremlin.

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22 de Outubro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 20:00


José Mário Vaz lidera boletim das presidenciais na Guiné-Bissau. Domingos Simões Pereira fica fora. Tribunal Provincial de Luanda condenou a três anos e seis meses de prisão Gelson Quintas, conhecido como "Man Genas". Na Assembleia da República de Moçambique, o ministro da Defesa garante que Cabo Delgado é "viável".

Semana em África
Cabo Verde ainda na luta pelo Mundial 2026

Semana em África

Play Episode Listen Later Oct 10, 2025 8:53


Neste programa, voltamos a alguns dos temas que marcaram a semana afrolusófona. Cabo Verde continua na luta por chegar à fase final do Mundial 2026. Em Moçambique, o recrudescimento da violência em Cabo Delgado continua a preocupar, num país onde, por estes dias, se lembra que ainda estão 2.000 pessoas nas cadeias depois de terem sido presas, há um ano, nos protestos pós-eleitorais. Entre as seleções lusófonas, apenas Cabo Verde continua na luta para chegar à fase final do Mundial de 2026 que vai decorrer nos Estados Unidos, Canadá e México. Angola e Guiné-Bissau já estão fora da corrida e Moçambique muito dificilmente conseguirá chegar ao segundo lugar do seu grupo para aceder ao play-off. Esta semana, Cabo Verde empatou a três golos na Líbia e tudo se decidirá na próxima segunda-feira, no Estádio Nacional, na Cidade da Praia. Os Tubarões Azuis continuam a sonhar com um apuramento inédito para o Mundial. Ainda em Cabo Verde, a Empresa Pública de Produção de Eletricidade fez uma participação à Polícia Judiciária para averiguar as avarias na central eléctrica da ilha de Santiago e os apagões prolongados na capital. Em Moçambique, entre 22 de Setembro e 6 de Outubro, quase 40 mil pessoas fugiram de seis distritos de Cabo Delgado, e ainda da província vizinha de Nampula, devido ao recrudescimento dos ataques terroristas no norte do país, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações. No ano passado, mais de 400 crianças foram recrutadas para as fileiras dos grupos armados. Entretanto, esta semana, a população do distrito de Mocímboa da Praia em Cabo Delgado viu uma das suas mesquitas usada por um grupo de supostos terroristas. Ainda em Moçambique, um ano depois das eleições gerais de 09 de outubro e dos protestos e violência que se seguiram, cerca de 2.000 pessoas ainda estão detidas no âmbito das manifestações de contestação dos resultados eleitorais. O coordenador da Plataforma Wilker Dias apresentou essa preocupação à comissão técnica do diálogo nacional inclusivo. Entretanto, o partido Podemos, líder da oposição parlamentar moçambicana, criticou o silêncio e falta de esclarecimento sobre o homicídio dos apoiantes Elvino Dias e Paulo Guambe, há praticamente um ano, considerando a Justiça “lenta, desfavorável e partidarizada”. A União Europeia assinou, na segunda-feira, um novo acordo de pescas que permitirá aos navios europeus regressarem à actividade nas águas de São Tomé e Príncipe por quatro anos. Ainda em São Tomé e Príncipe, o Governo e os sindicatos chegaram a consenso sobre o reajuste salarial na função pública de 25% a 45%, já a partir deste mês.

UN News
UN News Today 07 October 2025

UN News

Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 4:52


Guterres marks two years since Hamas-led attacks on Israel, UN agencies warn Gaza's children still paying the highest priceMozambique: Renewed violence displaces 22,000 in a week as conflict intensifies in Cabo Delgado, UNHCR warnsSudan: UN sounds alarm as fighting and hunger worsen in besieged El Fasher

The WorldView in 5 Minutes
Muslims decapitated or shot 30 Christians in Mozambique, Netanyahu demands release of all 48 hostages in order to end war, MarketWatch: 22 states already in recession

The WorldView in 5 Minutes

Play Episode Listen Later Oct 6, 2025


It's Monday, October 6, A.D. 2025. This is The Worldview in 5 Minutes heard on 140 radio stations and at www.TheWorldview.com.  I'm Adam McManus. (Adam@TheWorldview.com) By Adam McManus Muslims decapitated or shot 30 Christians in Mozambique, Africa Over 30 Christians were beheaded in a series of recent attacks in northern Mozambique, Africa by Islamic State-affiliated terrorists who also released graphic photographs showing the executions, shootings, and widespread arson, reports The Christian Post. The group targeted multiple villages across Cabo Delgado and Nampula provinces, setting fire to churches and homes in a campaign of violence against civilians. According to The Middle East Media Research Institute, the Islamic State Mozambique group released a 20-image photoset this week, documenting its operatives executing civilians by beheading and close-range gunfire, and burning down homes and churches. The Mozambican insurgency, active since 2017, has led to the deaths of at least 6,200 people. In Deuteronomy 32:35, God says, “It is mine to avenge; I will repay. In due time, their foot will slip; their day of disaster is near, and their doom rushes upon them.” The United Nations estimates that more than 1 million people in northern Mozambique have been displaced since the conflict began, due to a combination of militant violence, prolonged drought and extreme weather events. Open Doors ranks Mozambique, Africa as the 37th most dangerous country worldwide for Christians. Nigerian Muslims killed kidnapped pastor after receiving ransom Armed Muslim groups in Kwara State, Nigeria killed a local pastor after abducting him and receiving ransom payments from his community, reports International Christian Concern. Rev. James Issa, a pastor with the Evangelical Church Winning All, was taken from Ekati village on August 28.  His abductors initially demanded $67,000. Weeks of negotiations followed, with family members, church leaders, and villagers contributing funds to secure his release.  The community raised $3,300, a sum far beyond the means of the rural community. The money was delivered to the kidnappers, but instead of releasing the pastor, the armed group demanded an additional $30,000. Before any further talks could take place, they killed Rev. Issa.  Netanyahu demands release of all 48 hostages in order to end war On Sunday, Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu said that no part of U.S. President Donald Trump's peace plan will be enacted until all 48 hostages, alive and dead, are returned to Israeli territory, reports The Jerusalem Post. Additionally, Netanyahu stated that if the hostages are not released by Trump's deadline, "Israel will resume fighting with full backing from all involved countries." However, speaking to Israeli journalist Barak Ravid, President Trump told Netanyahu, “Bibi, this is your chance for victory.”  Currently, there is no set deadline for the hostage release, although negotiations to finalize the plan are set to begin in Cairo, Egypt today. An anonymous source told the Jerusalem Post that (a) Hamas, the Muslim terrorist group, is committed to reaching an agreement to end the war in the Gaza Strip and (b) the release of the hostages will be carried out gradually over several days through the International Red Cross. Secretary of State Marco Rubio appeared on NBC's “Meet the Press” with Kristen Welker. WELKER: “I want to start with these peace negotiations in the Middle East. Is this now the end of the war in Gaza?” RUBIO: “Well, not yet. There's some work remains to be done, and I would view it in two phases, in terms of understanding how to break this out. “The first piece of it, which is very clear from the letter in Hamas' response, is they have agreed to the President's hostage release framework. And what needs to happen now, and they acknowledge in the letter in their response, is there now needs to be meetings which are occurring, even as I speak to you now, and hopefully will be finalized very quickly on the logistics of that. “What that means is, who goes in to get them? Is it the Red Cross? You know, when do they show up? What place are they going to be? And the conditions have to be created for that to happen. You can't have bombs going off and fighting going on in the middle of this exchange. So, that's piece one. And we want to see that happen as soon as possible, all 48 hostages, both living and deceased. “The second part of it, it's even harder, and that is the long term piece. What happens after Israel pulls back to the yellow line, and potentially beyond that, as this thing develops? How do you create this Palestinian technocratic leadership that's not Hamas, that's not terrorists, and with the help of the international community? “How do you disarm any sort of terrorist groups that are going to be building tunnels and conducting attacks against Israel? How do you get them to demobilize? All that work -- that's going to be hard. But that's critical, because without that, you're not going to have lasting peace. You may get the hostages back, you may get a cessation of hostilities, but in the long term, it's going to happen all over again.” Hero Ukrainian soldier kills 27 Russian troops A heroic Ukrainian warrior killed 27 Russian soldiers singlehandedly while defending two bridges surrounded by enemy forces, reports The U.S. Sun. Rus spent over seven weeks crouched in a putrid-smelling basement protecting the crossings -- armed with nothing more than a firearm and pure grit. The valiant soldier has been recommended for the Hero of Ukraine medal, the country's highest military honor, for his brave work. He personally killed 27 Kremlin forces - steadfast in his defense of the crossings in Dopropilia, in Ukraine's Donetsk region. Speaking to The Times, he recalled the grim reality of spending almost two months taking cover in a gloomy basement as Russian drones buzzed overhead.  He could only use the toilet "at dusk or at dawn" over fears of being struck and for seven weeks only washed with baby wipes. First-ever woman becomes Archbishop of Canterbury Sarah Mullally has been chosen as the new Anglican archbishop of Canterbury, marking the first time a woman has been named to the highest ecclesiastical position in the Anglican Church, reports LifeSiteNews.com. In 1 Timothy 2:12, the Apostle Paul wrote, "I do not permit a woman to teach or to assume authority over a man; she must be quiet.” The seat of the archbishop of Canterbury had been vacant since January 7, 2025, when Archbishop Justin Welby resigned due to allegations of mishandling an abuse case involving John Smyth who beat Winchester Boarding School students until they bled, leaving permanent scars. MarketWatch: 22 states already in recession And finally, according to Mark Zandi, chief economist at Moody's Analytics, the U.S. economy is very close to falling into a damaging contraction. Many states are already experiencing a recession. Zandi estimates that 22 states, plus the District of Columbia, are now experiencing persistent economic weakness and job losses that are likely to continue. Another 13 states are treading water. The overall picture is one of a weak U.S. economy that is vulnerable to being pushed into a ditch by a strong wind. The economist added, “The economy is still not in recession, but the risks are very high. We're on the precipice.” Close And that's The Worldview on this Monday, October 6th, in the year of our Lord 2025. Follow us on X or subscribe for free by Spotify, Amazon Music, or by iTunes or email to our unique Christian newscast at www.TheWorldview.com.  I'm Adam McManus (Adam@TheWorldview.com). Seize the day for Jesus Christ.

Semana em África
Moçambique: Cabo Delgado volta a estar a ferro e fogo

Semana em África

Play Episode Listen Later Oct 3, 2025 10:19


Sejam bem-vindos a mais uma Semana em África. A actualidade desta semana ficou marcada por novos desenvolvimentos em Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, onde se caminha para atingir um novo recorde de violência ainda este ano. As Nações Unidas falam em 519 ataques até ao final de agosto, em comparação com 448 em 2022. Em comunicado, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, dá conta de que a maioria dos incidentes são ataques de grupos armados contra civis, ataques estes que incluem a utilização de explosivos improvisados. De acordo com o mesmo organismo, desde agosto, mais de 20 mil pessoas foram obrigadas a fugir desta província, incluindo mais de 10 mil crianças. A violência levou mesmo os Médicos Sem Fronteiras a anunciar a suspensão temporária das suas actividades na vila e nas localidades do distrito de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado. A organização justifica a decisão devido ao agravamento da violência e apela a que a segurança de civis e dos trabalhadores humanitários seja assegurada.   A presidente cessante da organização "Continuadores de Moçambique", Isaura Nyusi, lamentou esta situação, em entrevista à RFI. “Os ataques terroristas perpetrados na província de Cabo Delgado causaram deslocações das populações com impacto negativo na vida das criancas e adolescentes privando-os dos seus direitos e deveres incluindo o de estudar e de cuidados de saúde”, rematou. Apesar desta instabilidade, o Presidente da República considera que estão criadas todas as condições de segurança para a retoma do projecto da Total em Palma, na província de Cabo Delgado. A garantia foi deixada na cerimónia de assinatura, em Maputo, da decisão final de investimento do Coral norte FNLG com a italiana ENI, projecto com funcionamento previsto para 2029 e, onde se prevê mais de 23 mil milhões de dólares em receitas fiscais e o assegurar de 800 milhões de dólares em contratos para empresas moçambicanas só nos primeiros seis anos.  Daniel Chapo afirmou que a decisão final de investimento entre os operadores da Área 4 da bacia do Rovuma e o Governo abre "uma janela de esperança para os moçambicanos".  "O Coral Norte é mais do que um projecto de gás. É um passo em direcção à independência económica de Moçambique, ao fortalecimento da nossa resiliência enquanto moçambicanos, unidos do Rovuma ao Maputo", declarou o Presidente moçambicano. O chefe de Estado assegurou ainda que a retirada das forças ruandesas acontecerá após a fase de desenvolvimento do projecto de gás e da formação de militares moçambicanos para o combate ao terrorismo. “Afirmamos que estão reunidas condições para o levantamento da força maior e aguardamos, em breve, o pronunciamento da concessionária da Área 1, projecto Mozambique LNG, sobre esta matéria”, terminou. Angola vai realizar Congresso Nacional de Reconciliação Angola vai realizar, na primeira semana de Novembro, o Congresso Nacional de Reconciliação, uma iniciativa da Conferência Episcopal. O Presidente angolano já confirmou a sua presença neste evento, que antecede os 50 anos da independência. Para a Igreja Católica, nomeadamente, na voz de José Manuel Imbamba, Presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, a reconciliação seria a “peça fundamental” para o país. "Para nós é a peça fundamental e isto é um processo que nós devemos construir juntos, sem exclusão, sem rotulações, sem esta tendência da política do militante que nós estamos a levar a cabo, que está a nos colocar de costas viradas uns contra os outros e, sobretudo, nos focarmos na política da cidadania. É isto que nós desejamos e é esta Angola que nós queremos", começou por referir. O responsável acredita que é tempo de deixar de viver do passado inglório. "Basta de estarmos sempre a viver do passado inglório que nós carregamos ainda. E então há a necessidade de fazermos este exorcismo nacional, este exorcismo das consciências, esse exorcismo dos políticos", salientou ainda, em entrevista à RFI. Cabo Verde é o novo "destino sexual" para as cidadãs espanholas Cabo Verde é o “novo destino sexual” para as cidadãs espanholas. Quem o diz é o jornal “El Español”, que revelou, esta semana, que existem mulheres que viajam para as ilhas do Sal e de São Vicente à procura de sexo com homens jovens.  O presidente da Associação dos Guias de Turismo de São Vicente, Ruben Moreira, já reagiu e afirmou à RFI que, em São Vicente, não existe turismo sexual, sublinhando que os turistas que visitam o país, vêm à procura das paisagens e gastronomia. “O turismo sexual não existe aqui em São Vicente, até porque, quando as pessoas vêm, independentemente da nacionalidade, o que fazemos é mostrar-lhes o que temos de mais interessante e bonito sobre a nossa história, a nossa cultura e tudo o que as traz aqui: as nossas paisagens, a gastronomia e tudo o que elas ou eles também possam encontrar aqui em Mindelo, em Cabo Verde, de forma geral. Eu não acredito que o turismo sexual seja algo para se levar a sério em Cabo Verde. Acredito, sinceramente, do meu ponto de vista, que pode haver um ou outro caso pontual, mas não existe em Cabo Verde da forma como está a ser retratado na imprensa internacional”, disse o presidente da Associação dos Guias de Turismo de São Vicente, Rúben Moreira. Apesar dos nossos esforços, não foi possível ouvir, até ao momento, a reacção do Instituto Nacional do Turismo sobre o fenómeno de turismo sexual no arquipélago apontado pelo jornal "El Español". Em Cabo Verde, o sector do turismo bateu novos recordes em 2024, dados do Instituto do Turismo de Cabo Verde deram conta de que cerca de 1,2 milhões de turistas visitaram o arquipélago no ano passado. Geração Z: da Ásia a África alastram os protestos juvenis Para terminar, falamos-lhe ainda sobre um tema que está a marcar a actualidade dos últimos dias. Vários países do mundo, nomeadamente, na Ásia e África que têm sido palco de protestos levados a cabo pela chamada geração Z. É o caso de Marrocos ou de Madagáscar. Grupos de jovens têm contestado a governação de uma série de países e conseguido até, em alguns casos, concessões do poder, por exemplo as marchas estudantis em Timor Leste ou os protestos em Madagáscar. A chamada "Geração Z" refere-se a pessoas nascidas nos finais da década de 90 do século passado e no início dos anos 2010, do século XXI. Jovens que estão inconformados com a gestão dos seus países e têm saído à rua. Foi o caso nesta terça-feira nas maiores cidades marroquinas com apelos de centenas de jovens à reforma da educação e à melhoria dos serviços de saúde pública. Era já o quarto protesto do género, com registo de confrontos entre manifestantes e forças da ordem, num movimento sem líder declarado.O governo em comunicado na noite passada afirmava perceber as reivindicações e estar pronto a responder de forma positiva. Já em Madagáscar, apesar da demissão do governo, os protestos também sob a batuta da dita geração Z prosseguiram nesta terça. Os jovens querem agora a demissão do chefe de Estado, Andry Rajoelina e apelam à solidariedade dos mais velhos, da geração X, nascidos nos anos 60, para que venham engrossar as fileiras do movimento. O símbolo da revolta desta geração Z tem sido um pirata, o herói "One Piece" dos livros japoneses de banda desenhada "manga". Em Madagáscar, o movimento conseguiu já a demissão do ministro da energia, e depois, mesmo, de todo o executivo, mas continua a sair à rua, apesar das desculpas do Presidente pela gestão política do país, apelando a que este também seja afastado dos desígnios nacionais. Protestos idênticos também se registaram numa série de países asiáticos como o Nepal ou a Indonésia ou, mesmo, em Timor Leste de estudantes, inconformados com a forma como o país é gerido. Neste território lusófono, o parlamento voltou atrás em relação a regalias de deputados e da classe dirigente, incluindo a compra de carros topo de gama e pensões vitalícias para parlamentares e ex-titulares de órgãos de soberania.

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29 de Setembro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Sep 29, 2025 20:00


Angolanos manifestam-se em Nova Iorque contra presença de João Lourenço na ONU. RENAMO confirma expulsão de João Machava, símbolo do descontentamento interno. Deslocados de Cabo Delgado na Zambézia reclamam exclusão de fundos e cobranças escolares.

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25 de Setembro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Sep 25, 2025 20:00


Guiné-Bissau: Corrida eleitoral traz velhos nomes a ribalta e riscos de exclusão para alguns. Moçambique: Celebra-se hoje o Dia das Forças Armadas, mas em Cabo Delgado o Exército não tem merecido a confianca da população. Líderes africanos voltam pressionar a ONU, querem, por exemplo, dois assentos permanentes no Conselho de Segurança.

DW em Português para África | Deutsche Welle
22 de Setembro de 2025 - Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Sep 22, 2025 20:00


Venâncio Mondlane lança ANAMOLA, nova força política que promete renovar Moçambique. Novo ataque em Mocímboa da Praia aumenta insegurança e deslocamento de civis em Cabo Delgado. Nova lei da Comunicação Social em Moçambique é retrocesso para a liberdade de imprensa" – diz especialista.

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15 de Setembro de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Sep 15, 2025 20:00


Em Moçambique, investigador alerta para a exclusão financeira daqueles que estão fora da bolha de segurança da TotalEnergies em Cabo Delgado. Domingos Simões Pereira está pronto para regressar a Bissau, com olhos postos nas eleições de 23 de novembro e com um recado para Sissoco Embaló. Neste jornal, analisamos ainda o impacto do conflito na Nigéria que está a tirar crianças da escola.

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9 de Setembro de 2025 – Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Sep 9, 2025 20:00


Com eleições agendadas para breve, na Guiné-Bissau a liberdade de expressão está condicionada, diz Ordem dos Jornalistas. Na província moçambicana de Cabo Delgado, falta fundos e a ajuda humanitária fica aquém das necessidades.Nas redes sociais, líder do Burkina Faso é um herói, mas críticos apontam regime autoritário de Ibrahim Traoré.

Global Dispatches -- World News That Matters
A Simmering Conflict in Mozambique's Cabo Delgado Region is Suddenly Getting Worse

Global Dispatches -- World News That Matters

Play Episode Listen Later Sep 5, 2025 27:05


Cabo Delgado is Mozambique's northernmost province, bordering Tanzania. Since 2017, it has been gripped by a violent insurgency, when Islamist militants began attacking villages, towns, and government forces. The region is also home to major natural gas deposits, in which the French energy giant Total has invested heavily. But after a wave of attacks in 2021, Total suspended operations. Foreign troops—including forces from Rwanda and the Southern African Development Community—have since helped the Mozambican government regain some territory. Still, sporadic attacks continue, and the humanitarian crisis remains acute. In recent weeks, there has been a sharp uptick in violence, displacing about 60,000 people. Joining me to discuss the ongoing crisis in Cabo Delgado, the role of mineral extraction in fueling the conflict, and what the Mozambican government and international community can do to curb the violence is Romao Xavier, Oxfam in Southern Africa's Country Representative for Mozambique. We begin by examining the latest surge in violence before taking a broader look at what drives this conflict—and what it might take to bring it under control. Support our humanitarian journalism with your paid subscription https://www.globaldispatches.org/      

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4 de Setembro de 2025 – Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 20:00


Guiné-Bissau: O mandato do Presidente Sissoco Embaló termina hoje, mas ele assegura que vai continuar em funções até à posse do vencedor das eleições. Moçambique: Primeiro caso de mpox na província de Cabo Delgado. Portugal chora os mortos da Tragédia de ontem no elevador da Glória em Lisboa. 26 países anunciaram estar dispostos a enviar soldados para a Ucrânia, num possível cenário de pós-guerra.

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2 de Setembro de 2025 – Jornal da Noite

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Play Episode Listen Later Sep 2, 2025 20:00


Angola: Sindicato de Jornalistas anuncia greve na comunicação social pública a partir de próxima semana. Moçambique: Preparativos para a retomada dos trabalhos do projeto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies, estão a reacender tensões entre a multinacional e a população. Brasil: Começou hoje no Supremo Tribunal Federal o julgamento que pode levar Jair Bolsonaro à prisão.

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29 de Agosto de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Aug 29, 2025 20:00


Investigação sobre mortes na sequência dos protestos em Angola não avança, o que está a gerar críticas à PGR. RADAR DW: Presidente Daniel Chapo não tem dado a devida atenção à situação em Cabo Delgado. Na Guiné-Bissau, coligação PAI-Terra Ranka denuncia "manobras" do Governo para adulterar resultados das próximas eleições.

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28 de Agosto de 2025 - Jornal da Manhã

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Play Episode Listen Later Aug 28, 2025 20:00


Em Angola, o Presidente da CNE foi aprovado como juiz conselheiro do Tribunal Supremo. Analista levanta questões de ética e de Direito. Daniel Chapo está de visita ao Ruanda. Analista diz à DW que o PR de Moçambique foi renegociar divida referente à presença de tropas ruandesas em Cabo Delgado. Nos EUA, novo tiroteio em massa matou 2 crianças e feriu 17 pessoas numa escola católica em Minneapolis.

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27 de Agosto de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Aug 27, 2025 20:00


Crise humanitária em Cabo Delgado continua a marcar a vida de centenas de milhares de deslocados. Em Maputo, escritores lançam hoje uma obra a propósito dos 50 anos das independências nos PALOP. Analisamos se a CEDEAO vai cumprir a sua meta de lançar uma moeda em 2027 e Trump ameaça Rússia com guerra económica caso não haja acordo de paz.

DW em Português para África | Deutsche Welle
27 de Agosto de 2025 - Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Aug 27, 2025 19:35


Moçambique: PR está em Kigali numa altura de expansão da insurgência em Cabo Delgado, o que foi fazer Chapo? No norte de Moçambique, uma ONG processa quatro polícias suspeitos de balearem propositadamente um cidadão: Angola: Que perspetivas económicas para o país nos próximos 50 anos? Economista enumera antes os desafios a serem ultrapassados.

DW em Português para África | Deutsche Welle
26 de Agosto de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Aug 26, 2025 20:00


Em Moçambique, investigador afirma que ministro da Defesa está a tentar esconder as lacunas das forças de segurança de Moçambique em defender Cabo Delgado. "MC Bandeira" acredita que Nampula será o bastião do partido político ANAMOLA. A famosa banda musical são-tomense dos irmãos CALEMA foi distinguida como "embaixadores da CPLP". Zelensky discute sanções a Moscovo com enviado de Trump.

AMERICA OUT LOUD PODCAST NETWORK
The war on Christians in Mozambique and why we need to pray

AMERICA OUT LOUD PODCAST NETWORK

Play Episode Listen Later Aug 10, 2025 58:00


The Hidden Lightness with Jimmy Hinton – In Mozambique's Cabo Delgado province, ISIS-backed militants wage a brutal campaign against Christians—burning churches, destroying homes, and executing believers. Global leaders and media remain largely silent, but faith calls us to act. I urge prayer for protection, strength, and peace, believing that even in this darkness, light and hope still prevail...

The WorldView in 5 Minutes
ISIS soldiers behead Christians in Mozambique, CBS’ Stephen Colbert doubles down on liberal jokes after cancellation, Trump cancels half billion dollars for UCLA over anti-Semitism

The WorldView in 5 Minutes

Play Episode Listen Later Aug 8, 2025


It's Friday, August 8th, A.D. 2025. This is The Worldview in 5 Minutes heard on 140 radio stations and at www.TheWorldview.com.  I'm Adam McManus. (Adam@TheWorldview.com) By Adam McManus ISIS soldiers behead Christians in Mozambique, burning churches International observers are reporting that ISIS-aligned soldiers are beheading Christians and burning churches and homes in central and southern Africa – with some of the most brutal attacks happening in the nation of Mozambique, reports Fox News. The Middle East Media Research Institute – a counter-terrorism nonprofit based in Washington, D.C. – is sounding the alarm about what it describes as a "silent genocide" taking place by Muslim terrorists against Christians.   Alberto Fernandez, their Vice President, spoke to Fox News. FERNANDEZ: “What we see in Africa today is a kind of silent genocide or silent brutal, savage war that is occurring in the shadows and all too often ignored by the international community. We see rampaging jihadist groups from West Africa and even in the south in Mozambique. “The fact, for example, is that jihadist groups are in a position to take over, not one, not two, but several countries in Africa. It is very dangerous for the national security of the United States, let alone the security of the poor people who are there.” Fernandez spoke bluntly about the goal of these Muslim terrorist groups in Africa. FERNANDEZ: “The goal is eliminating Christian communities completely. These jihadist groups want to eliminate all the Christians in that area, take that area over, and keep pushing.” And he's grateful for President Trump's willingness to become involved. FERNANDEZ:  “The President's initiative in stopping the growing war between Rwanda and the Democratic Republic of Congo, its neighbor, is very significant, because this could have become a terrible war. We know that jihadists like to take advantage of vacuums, security vacuums, ungoverned spaces.” The migration agency said Monday that attacks by Muslim insurgents in Mozambique's northern Cabo Delgado province displaced more than 46,000 people in the span of eight days just last month. Sixty percent of those forced from their homes were children. The Muslim jihadists of Africa would do well to follow the advice of Gamaliel, the Pharisee from the time of Christ. In Acts 5:38-39, he said, “Leave these men alone! Let them go! For if their purpose or activity is of human origin, it will fail. But if it is from God, you will not be able to stop these men; you will only find yourselves fighting against God.” Amazon Web Services gives the Trump admin $1 billion coupon In the United States, Amazon Web Services is giving the Trump administration a $1 billion coupon to use their services for the federal government's digital transformation and artificial intelligence capacity, reports Politico.com. On Thursday, the General Services Administration announced a sweeping “OneGov” agreement with Amazon Web Services that would yield up to $1 billion in cost savings for federal agencies shifting to cloud services. But the Amazon deal is not exclusive. Similar OneGov agreements are in the works with other major cloud providers, including Microsoft and Google. Oracle also recently signed a deal giving government agencies a 75% discount on Oracle technology. Trump cancels half billion dollars of federal funding for UCLA over anti-Semitism The Trump administration has canceled $584 million in grants for the University of California in Los Angeles, claiming they did not take a strong enough stance against on-campus anti-Semitism, reports One America News. UCLA recently reached a $6 million settlement with three Jewish students and a Jewish professor who sued the school in a civil rights dispute, claiming pro-Palestinian protesters were permitted to block them from accessing certain areas on campus in 2024. President Donald Trump's office announced that the U.S. Department of Justice's Civil Rights Division found UCLA in violation of the Equal Rights Act of 1964 “by acting with deliberate indifference in creating a hostile educational environment for Jewish and Israeli students.” Catholic priest met homosexual prostitute in church parking lot Clemente Guerrero-Olvera, a Catholic parochial vicar at St. Ann Church in Clayton, North Carolina, was arrested and charged with soliciting prostitution with a 20-year-old man he allegedly met on the homosexual app named Grindr in the church's parking lot, reports LifeSiteNews.com. During an unrelated search for a missing person around 1:00 a.m. on August 4th, a police deputy spotted the young man, identified as Ja'Quavis Brinson, inside a vehicle in St. Ann's parking lot and another man, later identified as Guerrero-Olvera, who ran away, according to the Johnston County Report. The 47-year-old Catholic priest was promptly arrested and charged with felony solicitation of prostitution after an investigation revealed that he had arranged to meet the 20-year-old via Grindr, allegedly for the purpose of engaging in sexual activity. Guerrero-Olvera was booked at the Johnston County Detention Center and later released on a $2,500 secured bond. Brinson of Benson, North Carolina was charged with misdemeanor prostitution.  1 Corinthians 6:9-11 says, “Do not be deceived: neither the sexually immoral, nor adulterers, nor men who practice homosexuality, nor thieves, nor the greedy, nor drunkards, nor revilers, nor swindlers will inherit the kingdom of God.” Two weeks after cancellation, Colbert doubles down on liberal jokes And finally, it's been over two weeks since CBS announced on July 17th that it was cancelling The Late Show with Stephen Colbert as of May 2026. In the first show after the cancellation was announced, the leftist comedian addressed the news. COLBERT: “On Friday, Donald Trump posted, ‘I absolutely love that Colbert got fired. His talent was even less than his ratings.” (audience boos) “Over the weekend, it sunk in that they're killing off our show, but they made one mistake. They left me alive!” (audience laughs) However, Colbert has responded by doubling down on the same liberal jokes and liberal guests that made viewers (and advertising dollars) turn away in the first place, reports Newsbusters.org. According to a new Media Research Center study, Colbert's political jokes targeted conservatives and Republicans 95% of the time, and 100% of his political guests, in the two weeks since his cancellation, were liberals. In the eight episodes from July 21 through July 31, Colbert told 129 jokes about right-leaning individuals or groups compared to only seven about left-leaning people or groups. That 95% disparity is considerably higher than his 2023 number of 86% or 2024 number of 82%. The Late Show has been losing a whopping $40-50 million a year because Colbert has used his network platform to belittle half the country, reports the New York Post. COLBERT: “They pulled the plug on our show because of losses pegged between $40 million and $50 million a year. $40 million is a big number. I could see us losing $24 million, but where would Paramount have possibly spent the other 16 million? Oh, yeah.” (audience laughs) That was a dig, referencing the $16 million settlement CBS' parent company reached with President Trump just weeks ago regarding the deceptive editing of a 60 Minutes interview with Democratic presidential candidate Kamala Harris to aid her candidacy. Here's the edited version which aired on 60 Minutes in a segment with CBS reporter Bill Whitaker. WHITAKER: “But it seems that Prime Minister [Benjamin] Netanyahu is not listening.” HARRIS: “We are not going to stop pursuing what is necessary for the United States to be clear about where we stand on the need for this war to end.” And here is the unedited version, featuring Kamala's signature “word salad” which did not air on 60 Minutes. WHITAKER: “But it seems that Prime Minister Netanyahu is not listening. The Wall Street Journal said that he, that your administration has repeatedly been blindsided by Netanyahu. And in fact, he has rebuffed just about all of your administration's entreaties.” HARRIS: “Well, Bill, [long pause] the work that we have done has resulted in a number of movements in that region by Israel that were very much prompted by, or a result of, many things, including our advocacy for what needs to happen in the region. And we're not going to stop doing that. We're not going to stop pursuing what is necessary for the United States to be clear about where we stand on the need for this war to end.” Exodus 20:16 records the ninth commandment that God gave Moses on Mt. Sinai.  “You shall not bear false witness against your neighbor.” Close And that's The Worldview on this Friday, August 8th, in the year of our Lord 2025. Follow us on X or subscribe for free by Spotify, Amazon Music, or by iTunes or email to our unique Christian newscast at www.TheWorldview.com.  Plus, you can get the Generations app through Google Play or The App Store. I'm Adam McManus (Adam@TheWorldview.com). Seize the day for Jesus Christ.

Africa Today
A rise in child abductions in Mozambique

Africa Today

Play Episode Listen Later Jun 27, 2025 33:50


Civil organisations in Mozambique say at least 120 children have been kidnapped by insurgents in the north of the country. The Human Rights Watch group warn of a rise in abductions in the country's troubled nothern province of Cabo Delgado. The children are reportedly being used by Al-Shabab, an insurgent group linked to the so-called Islamic State, to transport looted goods, cheap labour and in some cases as child soldiers. We'll hear from someone closely monitoring the kidnappings.Also, are there increased US bombings against targets in Somalia since Donald Trump became president?And we meet Cathy Dreyer, the first female ranger to head up the team at the Kruger National Park in South Africa!Presenter: Audrey Brown Producers: Alfonso Daniels and Nyasha Michelle Technical Producer: Jack Graysmark Senior Journalist: Karnie Sharp Editors: Alice Muthengi and Andre Lombard