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    Arauto Repórter UNISC
    Como era um fim de semana quando a gente não tinha Instagram?

    Arauto Repórter UNISC

    Play Episode Listen Later Aug 25, 2026 8:14


    Era sábado à noite, nos anos 2000.Mais cedo, no MSN:“10h na porta?”“Fechou.”Você se arrumava, encontrava os amigos e ia para a balada. Sem stories, sem localização em tempo real, sem saber antes quem estaria lá. Você simplesmente descobria quando chegava.Na pista, tocava Summer Eletrohits. No refrão, ninguém levantava o celular.Levantava os braços.O momento ficava na memória de quem estava vivendo. Não virava Reels no dia seguinte.Se quisesse uma foto do rolê, precisava ter um amigo com câmera digital ou encontrar o fotógrafo da balada. No dia seguinte, todo mundo procurava as fotos na internet. Flash estourado, olho vermelho, alguém cortado, foto tremida.E todo mundo achava incrível.Uma delas ainda podia virar sua foto do Orkut pelos próximos seis meses.E se você fizesse alguma besteira durante a noite e ninguém tivesse fotografado, acabava ali. No máximo, virava história entre os amigos. Você não acordava no domingo viralizado.Até para encontrar alguém que sumiu no rolê era diferente:“kd vc?”E localização em tempo real? Kkkkk. Sonha.Ficar em casa também tinha seu ritual. Pizzaria pelo telefone fixo, Zorra Total, depois Supercine. No domingo, Fórmula 1, Globo Rural, almoço em família, Turma do Didi e Domingo Legal.Lasanha ou frango no forno. Coca-Cola de 2 litros. Todo mundo à mesa.Ninguém dizia:“Peraí, deixa eu tirar uma foto.”A comida não precisava esperar por um story.Mais tarde, alguém chamava:“Bora dar uma volta?”E “dar uma volta” podia significar praça, calçadão, sorveteria ou casa de alguém.Ninguém escolhia o lugar pensando em qual foto ia render.À noite, o Fantástico anunciava que o fim de semana estava acabando.E você não passava o domingo comparando sua vida com a de outras 300 pessoas nos stories. Não sabia quem tinha viajado, saído mais ou almoçado melhor.Você tinha vivido o seu.Na segunda-feira, a pergunta era simples:“E aí, fez o quê no fim de semana?”E você contava tudo.Porque ninguém tinha acompanhado sua vida pela internet antes de você contar.Era real time de verdade.Talvez alguns dos melhores fins de semana da nossa vida não tenham virado conteúdo porque não precisavam.Eles simplesmente aconteceram.Talvez a gente tivesse menos conteúdo, mas mais presença.Menos comparação e mais experiência.Menos necessidade de mostrar e mais liberdade para viver.Bons tempos.Ou talvez tenham sido tão bons porque a gente estava inteiro dentro deles.

    Assunto Nosso
    Como era um fim de semana quando a gente não tinha Instagram?

    Assunto Nosso

    Play Episode Listen Later Aug 25, 2026 8:14


    Era sábado à noite, nos anos 2000.Mais cedo, no MSN:“10h na porta?”“Fechou.”Você se arrumava, encontrava os amigos e ia para a balada. Sem stories, sem localização em tempo real, sem saber antes quem estaria lá. Você simplesmente descobria quando chegava.Na pista, tocava Summer Eletrohits. No refrão, ninguém levantava o celular.Levantava os braços.O momento ficava na memória de quem estava vivendo. Não virava Reels no dia seguinte.Se quisesse uma foto do rolê, precisava ter um amigo com câmera digital ou encontrar o fotógrafo da balada. No dia seguinte, todo mundo procurava as fotos na internet. Flash estourado, olho vermelho, alguém cortado, foto tremida.E todo mundo achava incrível.Uma delas ainda podia virar sua foto do Orkut pelos próximos seis meses.E se você fizesse alguma besteira durante a noite e ninguém tivesse fotografado, acabava ali. No máximo, virava história entre os amigos. Você não acordava no domingo viralizado.Até para encontrar alguém que sumiu no rolê era diferente:“kd vc?”E localização em tempo real? Kkkkk. Sonha.Ficar em casa também tinha seu ritual. Pizzaria pelo telefone fixo, Zorra Total, depois Supercine. No domingo, Fórmula 1, Globo Rural, almoço em família, Turma do Didi e Domingo Legal.Lasanha ou frango no forno. Coca-Cola de 2 litros. Todo mundo à mesa.Ninguém dizia:“Peraí, deixa eu tirar uma foto.”A comida não precisava esperar por um story.Mais tarde, alguém chamava:“Bora dar uma volta?”E “dar uma volta” podia significar praça, calçadão, sorveteria ou casa de alguém.Ninguém escolhia o lugar pensando em qual foto ia render.À noite, o Fantástico anunciava que o fim de semana estava acabando.E você não passava o domingo comparando sua vida com a de outras 300 pessoas nos stories. Não sabia quem tinha viajado, saído mais ou almoçado melhor.Você tinha vivido o seu.Na segunda-feira, a pergunta era simples:“E aí, fez o quê no fim de semana?”E você contava tudo.Porque ninguém tinha acompanhado sua vida pela internet antes de você contar.Era real time de verdade.Talvez alguns dos melhores fins de semana da nossa vida não tenham virado conteúdo porque não precisavam.Eles simplesmente aconteceram.Talvez a gente tivesse menos conteúdo, mas mais presença.Menos comparação e mais experiência.Menos necessidade de mostrar e mais liberdade para viver.Bons tempos.Ou talvez tenham sido tão bons porque a gente estava inteiro dentro deles.

    Arauto Repórter UNISC
    Como a gente paquerava nos anos 80

    Arauto Repórter UNISC

    Play Episode Listen Later Aug 18, 2026 2:16


    A paquera não acontecia na tela... acontecia no coração.A troca de olhares durava semanas."curtir" era passar na frente da casa dela várias vezes. O encontro acontecia na praça, na escola ou atrás da igreja... e o coração acelerava.Quando o telefone tocava, antes de falar com ela, quase sempre era preciso conversar com o pai ou a mãe.As ligações terminavam com:'Desliga voce...'Não, desliga você..."Vão existiam redes sociais. existiam bilhetinhos, frio na barriga a ansiedade de esperar o próximo encontro Demorava mais... mas cada momento tinha muito mais emoção.

    Assunto Nosso
    Como a gente paquerava nos anos 80

    Assunto Nosso

    Play Episode Listen Later Aug 18, 2026 2:16


    A paquera não acontecia na tela... acontecia no coração.A troca de olhares durava semanas."curtir" era passar na frente da casa dela várias vezes. O encontro acontecia na praça, na escola ou atrás da igreja... e o coração acelerava.Quando o telefone tocava, antes de falar com ela, quase sempre era preciso conversar com o pai ou a mãe.As ligações terminavam com:'Desliga voce...'Não, desliga você..."Vão existiam redes sociais. existiam bilhetinhos, frio na barriga a ansiedade de esperar o próximo encontro Demorava mais... mas cada momento tinha muito mais emoção.

    Hora 25
    La firma de Pablo Tallón | "Algunos influencers han conseguido hacer creer a mucha gente que a los jóvenes les va mal porque un pensionista cobre 500 euros más"

    Hora 25

    Play Episode Listen Later Aug 17, 2026 2:54


    El periodista reflexiona sobre la polémica que se genera cada cierto tiempo sobre las pensiones y sus "repercusiones" en la economía española

    Tertulia y Dinero
    ¿Falta Dinero o Falta Gente? El Reto del Talento Humano en Venezuela

    Tertulia y Dinero

    Play Episode Listen Later Aug 16, 2026 48:25


    En este tercer capítulo de la temporada 16, recibimos en el estudio a Constanza Rubino y María Fernanda Pacheco, egresadas de Relaciones Industriales de la UCAB y cofundadoras de Talent Booth, para abordar un tema crítico para cualquier negocio: la gestión estratégica del talento humano frente al modelo tradicional de Recursos Humanos.

    Gente Viajera
    Gente viajera 16/08/2026

    Gente Viajera

    Play Episode Listen Later Aug 16, 2026 101:14


    Escucha 'Gente Viajera', el programa de viajes de Onda Cero. Todos los sábados y domingos por la mañana, recorre el mundo de la mano de Carles Lamelo.

    Gente Viajera
    Gente viajera 15/08/2026

    Gente Viajera

    Play Episode Listen Later Aug 15, 2026 102:28


    Escucha 'Gente Viajera', el programa de viajes de Onda Cero. Todos los sábados y domingos por la mañana, recorre el mundo de la mano de Lorena Pérez Mansillas.

    El Faro
    El Faro | El verano, una estación para los pintores con Ara de Haro

    El Faro

    Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 4:32


    En este Faro sobre 'Historias de obras de arte' Sara Rodríguez de Guzmán ha visitado a una experta para saber como se une el verano y el arte. Ara de Haro nos lo explica y como se ve reflejado en su último libro 'Gente de acuarela'.

    WGospel.com
    Deus vai abrir o mar

    WGospel.com

    Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 10:00


    DEUS VAI ABRIR O MAR – ENCONTRO COM AS PROFECIAS 016 A profecia de hoje é fascinante. Foi feita em torno do ano 1.445 AC e está em Êxodo 14:13-14: “Moisés disse ao povo: Não temais. Estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará. Aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis”. Moisés estava com oitenta anos de idade quando recebeu a missão de libertar os israelitas do Egito. Não foi tarefa fácil. Especialmente convencer os próprios descendentes de Jacó de que fora enviado pelo Senhor Deus. E depois encarar de frente o faraó egípcio, maior autoridade daquela época. Por ocasião desta profecia, as dez pragas já haviam caído sobre aquela região. Os primogênitos egípcios já estavam mortos. O faraó, finalmente, consentira em liberar todas as pessoas com os seus pertences, animais, enfim, tudo que era deles. Os israelitas, também, já haviam celebrado a páscoa e aguardavam com ansiedade o momento de partir. Êxodo 12:31 registra a ordem de Faraó a Moisés e Arão: “Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel!” Assim, “partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças. Subiu também uma mistura de gente, ovelhas e gado, muitíssimos animais” (Êxodo 12:37-38). A alegria de todos era indescritível. Haviam presenciado os milagres e a extraordinária libertação proporcionada pelo Deus Jeová. Canaã, a terra prometida, seria conquistada rapidamente e com facilidade. Por isso, como lemos no verso anterior, uma mistura de gente, que não era de israelitas, aproveitou a oportunidade para tentar ganhar seu pedacinho de terra. Veio a primeira parada, o primeiro acampamento, em um lugar chamado Sucote, ainda nos domínios do Egito. Imagino que esta primeira parada foi o tempo que eles precisaram para a organização final. De Sucote, partiram para Etã, na entrada do deserto (Êxodo13:20). Enquanto caminhavam em direção à terra prometida, algo especial os acompanhava. A Bíblia conta: “O Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar no caminho e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar… Nunca se  apartou do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite” (Êxodo 13:21-22). Tudo ia muito bem até surgir o primeiro problema. E que problema! A estrada acabou. O Mar Vermelho estava à frente e não havia um único barco ou navio preparado para transportá-los para o outro lado. A festa da saída fora estragada. Tudo agora começa a dar errado. E para realmente complicar a situação, uma notícia aterradora: o exército de faraó está a caminho.  Estão cercados por montanhas. Na frente o mar. Atrás soldados cruéis se aproximando rapidamente. O sonho da terra prometida vira pesadelo. O desespero toma conta de praticamente todos. Gritos, choro, criticas a Moisés. Gente reclamando por todos os lados. Naquele momento cada um mostra quão forte é a confiança que tem em Deus. A maioria já O tinha esquecido por completo. O líder, nesse caos de medo e desespero faz, então, a profecia que estamos estudando hoje. “Moisés disse ao povo: não temais. Estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que vos fará hoje. Aos egípcios, que hoje vistes nunca mais vereis para sempre” (Êxodo14:13). Em outras palavras: “Fiquem quietos, acalmem-se, deixem o Senhor mostrar o poder dEle.” Moisés levantou o cajado e estendeu a mão sobre o mar e uma estrada foi aberta para o povo passar. A multidão não acredita no que os olhos vêem. Porém, vão em frente! Os egípcios, ao perceberem o caminho aberto, concluíram que o mesmo trajeto serviria para eles também. Estavam redondamente enganados. Tão logo os israelitas atravessaram para o outro lado, Deus deu uma ordem a Moisés. “Então Moisés estendeu a mão sobre o mar e o mar retornou a sua força ao amanhecer… As águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os havia seguido no mar. Nem ainda um deles ficou” (Êxodo 14:27-28). A profecia feita por Moisés demorou apenas poucas horas para se cumprir. Toda aquela multidão de soldados que perseguia o povo de Deus foi destruída. No amanhecer não havia inimigos vivos. Todos estavam mortos na praia. Amigo ouvinte, desta profecia temos que tirar algumas conclusões. A primeira é que quando aceitamos fazer parte do povo de Deus, poderemos, eventualmente, passar por dificuldades. Não somos isentos de provações. A segunda conclusão é que a oposição pode surgir dentro da própria família, no trabalho, nos estudos… Quem sabe até alguns amigos poderão se tornar inimigos. Em terceiro lugar, não subestime a Deus. Os egípcios concluíram que, se até ali eles tinham andado pelo mesmo caminho dos israelitas, não haveria porque temer em trilhar essa novidade no meio do mar. Brincaram com Deus. Desafiaram a Deus. Em quarto lugar, quando as dificuldades  parecerem impossíveis e você estiver  fazendo a vontade de Deus, tenha paciência, espere nEle. Os inimigos são reais, mas o nosso Deus também é real.  Sabe, temos que aprender a depender mais de Deus. Ele tem o mesmo poder para abrir uma estrada onde hoje só tem água. Sim! Deus pode abrir um caminho, providenciar uma solução, onde não vemos nada nem ninguém. Em quinto lugar, Deus apenas está esperando você abrir espaço em sua vida para Ele poder lutar por você. Deixe Deus ser um aliado seu, amigo ouvinte. Você que está cheio de problemas, achando que Deus o abandonou ou que a vida não tem mais sentido, você que, quem sabe, está pensando em por fim a vida porque não consegue um emprego para sustentar a família, deixe Deus lutar por você! Este é meu apelo para você que está ouvindo este programa. Deus quer andar com você. Quer lutar com você. Quer vencer com você! Quer abrir o mar e derrotar os inimigos. Você vai deixar? “Creia no Senhor teu Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará”.

    Que se vayan todos
    ABURRIDO 388 LA GENERACIÓN Z SE PUSO VIEJA audio publico

    Que se vayan todos

    Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 50:12


    En este Aburrido tocamos el gusto de la GenZ por lo viejo, analógico y sobretodo fuera del algoritmo, el safari de Putin y detalles de Venezuela, en patreon está el resto que ves en los timestamps [00:00:00] INTRO [00:01:35] El safari humano en Ucrania es una gota de lo que viene [00:21:30] Se puso de moda el cable, la camarita y el mp3 otra vez [00:41:17] Venezuela por lo pronto tiene una foto [00:46:55] EL MENÚ [00:48:03] ANUNCIOS [00:50:12] Videos que me mandan a ver si la pierdo [01:08:09] Irán y Trump están hablando de cosas tan distintas [01:13:49] No hemos terminado de entender el ADn y ahora resulta que hay que aprender amiloides [01:17:51] México defiende que tengas tu videojuego en físico [01:23:45] Un país atrapado entre burocracia y militarismo [01:35:41] Cuando Trump tiene derecho a negarte la ciudadanía [01:39:30] Le Monde descubre el agua tibia de Meloni [01:44:39] El rey de la Inclusión Académica no incluyó que se copió la tesis [01:58:18] La IA en Noruega no va al colegio [02:01:52] El héroe de nuestra generación es el Capitán Kirk y su chuleta. Open Ai y por qué hizo trampa [02:09:17] El tecnofeminismo tiene algo que decir sobre la nueva IA de cuidado del hogar [02:17:59] Gente que si limpia el planeta [02:21:37] En Corea olvídate de los doctores, el mejor partido es alguien que haga chips [02:31:12] Cómo se gana una elección sin decir que eres socialista en Estados Unidos [02:40:07] DeLaSpriella se posesionó y Petro y su combo pusieron la cómica [02:50:07] En el Extra, tienes derecho a que te provoque odiar

    Gente que hace Cine
    EP276: ESPECIAL MACONDO | EXPERIENCIAS QUE FORMAN | MARTA DUQUE | PAISAJISMO Y GREENS

    Gente que hace Cine

    Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 25:17 Transcription Available


    VER EN YOUTUBE / Tercer episodio del ESPECIAL MACONDO - EXPERIENCIAS QUE FORMAN con Marta Duque, jefa de paisajismo y líder del equipo de Greens de la serie #CienAñosDeSoledad, a propósito de la nueva entrega en #Netflix. En este episodio nos adentramos en la dimensión narrativa de la naturaleza en la pantalla. Conversamos con Marta sobre cómo los elementos vivos, las plantas y la vegetación construyen atmósfera en cada escena, las investigaciones y cuidados minuciosos que requirieron, y el proceso de cultivo para lograr que el departamento de Greens hiciera de la naturaleza un personaje vivo dentro de Macondo.Experiencias que Forman es el proyecto que tenemos entre la Comisión Fílmica Colombia en alianza con Gente que hace Cine, para llevarte conversaciones y sobre todo los aprendizajes de las producciones beneficiarias de los estímulos de la Ley 1556, el Fondo Fílmico Colombia y los CINA.Para saber más de la Comisión Fílmica Colombia entra aquí: https://comisionfilmicacolombia.com/Equipo Gente que hace cine: MAURICIO ROMERO FIGUEROA: Entrevistas JUAN PABLO BORDA: Producción general | DNA productora Valeria López: Asistente de producción y edición.Este episodio es posible gracias a:Nuestra productora Gente queLa producción ejecutiva de Lemaitre ConsultoresEl amor y confianza de nuestros amigos en Patreon (Nataly Valdivieso, Hamilton Casas, Juliana Núñez, Diana Piñeres). Apóyanos como ellos desde 1 dólar.Si quieres pautar en nuestros episodios, patrocinar nuestro trabajo, promocionar tu evento o película, producir tu podcast o trabajar con nosotros no dudes en escribirnos a info@gentequehacecine.comNuestra web: https://gentequehacecine.com/ Instagram: https://www.instagram.com/gentequehacecine/ Tik Tok https://www.tiktok.com/@gente.que.hace.ci 

    La Ventana
    La Ventana a las 16h | La venta de una menor, Podólogos en la Seguridad Social, Academia de Parkour para gente mayor, Envejecimiento de vestuario

    La Ventana

    Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 47:48


    Comentamos con Matías Vallés y Quan Zhou la actualidad del momento. Comentamos el intento de venta de una niña en Murcia. Elena Carrascosa Romero, presidenta del Consejo General de Podólogos,  se asoma a La Ventana para hablar de la exclusión de la podología en lo contemplado por la Seguridad Social. Hablamos con Carles Vera, cofundador y director de Motion Academy: una academia que imparte clases de parkour dirigidas a personas de la tercera edad. Leticia Palomares, jefa en ambientación experta en envejecer ropa para cine y televisión, nos cuenta los entresijos de su trabajo. 

    Gente Viajera
    Gente viajera 09/08/2026

    Gente Viajera

    Play Episode Listen Later Aug 9, 2026 114:08


    Escucha 'Gente Viajera', el programa de viajes de Onda Cero. Todos los sábados y domingos por la mañana, recorre el mundo de la mano de Lorena Pérez Mansillas.

    Gente Viajera
    Experimento CORONA: ¿Cuánto emociona el eclipse solar total?

    Gente Viajera

    Play Episode Listen Later Aug 9, 2026 11:20


    ¿Se pueden medir las emociones de un eclipse? El proyecto CORONA estudiará las emociones que provoque el eclipse solar total del 12 de agosto, tanto entre quienes lo observen desde tierra como entre la expedición científica a bordo del Airbus A321XLR de Iberia que sobrevolará la franja de totalidad. El objetivo es analizar científicamente el asombro, la admiración y el sobrecogimiento asociados al fenómeno. Gente viajera conversa con Carlos Javier Rodríguez, especialista en aprendizaje experiencial que coordina CORONA, uno de los cuatro experimentos científicos que se realizarán a bordo del vuelo del eclipse.

    El Bueno, la Mala y el Feo
    Por qué se muere gente cuando los muerte una víbora que no es venenosa

    El Bueno, la Mala y el Feo

    Play Episode Listen Later Aug 8, 2026 17:49


    Miles de personas mueren al año por mordeduras de víboras venenosas, pero muy poquitas por mordeduras de serpientes inofensivas... pero ¿qué hay detrás de esas muertes? Mantente al día con los últimos de 'El Bueno, la Mala y el Feo'. ¡Suscríbete para no perderte ningún episodio!Ayúdanos a crecer dejándonos un review ¡Tu opinión es muy importante para nosotros!¿Conoces a alguien que amaría este episodio? ¡Compárteselo por WhatsApp, por texto, por Facebook, y ayúdanos a correr la voz!Escúchanos en Uforia App, Apple Podcasts, Spotify, y el canal de YouTube de Uforia Podcasts, o donde sea que escuchas tus podcasts.'El Bueno, la Mala y el Feo' es un podcast de Uforia Podcasts, la plataforma de audio de TelevisaUnivision.

    Vida Veda Projeto 0800
    A planta mais vendida do mundo está mandando gente pro transplante

    Vida Veda Projeto 0800

    Play Episode Listen Later Aug 8, 2026 39:12 Transcription Available


    A planta mais vendida do mundo está mandando gente pro transplante

    Gente Viajera
    Gente viajera 08/08/2026

    Gente Viajera

    Play Episode Listen Later Aug 8, 2026 114:21


    Escucha 'Gente Viajera', el programa de viajes de Onda Cero. Todos los sábados y domingos por la mañana, recorre el mundo de la mano de Lorena Pérez Mansillas.

    Gente Viajera
    Los mejores destinos de Gente viajera 8/8/2026

    Gente Viajera

    Play Episode Listen Later Aug 8, 2026 9:57


    Cada semana, Gente viajera te invita a descubrir los mejores destinos del mundo de la mano de expertos colaboradores. Desde ciudades emblemáticas hasta rincones desconocidos, el programa de viajes líder de la radio en España te ofrece inspiración para tus próximas aventuras. Descubre lugares únicos a través de la gastronomía, la arquitectura y el patrimonio, las curiosidades, las mejores experiencias o las narrativas culturales como el cine, las series o la literatura. ¿Planeando tu próxima escapada? Déjate guiar por las recomendaciones de Gente viajera y descubre cómo cada lugar puede transformar tu forma de ver el mundo.

    Que se vayan todos
    QSVT 1628 GENTE QUE ENGAÑÓ A LOS EXPERTOS público

    Que se vayan todos

    Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 54:43


    INFORMACIÓN CENTRALIZADA SOBRE EL TERREMOTO EN VENEZUELA https://www.profesorbriceno.com/about-5 LE PUEDES COMPRAR A UN PANA LA SUSCRIPCIÓN CON TARJETA DE REGALO https://www.patreon.com/profesorbriceno/gift O COMPRAR UNA GIFT CARD DE PATREON EN https://rewarble.com/brands/patreon COMO DIJIMOS EN EL EPISODIO LA MERCH ESTÁ AQUÍ https://quesevayantodos-shop.fourthwall.com/collections/all #profesorbriceño #qsvt #venezuela

    Almuerzo de Negocios
    Cuanta gente vio a Marileidy por TV

    Almuerzo de Negocios

    Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 30:56 Transcription Available


    Conviértete en un supporter de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/almuerzo-de-negocios--3091220/support.

    Union Radio
    La Casa | ¿Qué es peor en público: un eructo o un gas? Y gente que habla "exquisito" | Ep.581

    Union Radio

    Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 125:15


    Hoy en La Casa, Manuel Silva, Samuel Rodríguez y Maggie Díaz abren los micrófonos para perder todo el filtro y hablar de uno de los momentos más incómodos de la vida: los gases en público. Nos sinceramos y ponemos sobre la mesa la gran pregunta que divide a la humanidad: ¿Qué es peor y da más pena, que se te escape un eructo sonoro o un gas frente a todo el mundo? Analizamos las tácticas de supervivencia para disimular y nos reímos de esas situaciones donde la tierra nos tragó por completo. Y para rematar, analizamos a esa especie tan peculiar de personas que usan palabras como "rico", "divino" o "exquisito" para describir absolutamente todo en su día a día. ¿Es elegancia natural, costumbre o pura pose?

    Saia Justa
    Pai em Muitas Versões / Se a Gente Quiser Falar com Deus / No Palco da Vida

    Saia Justa

    Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 62:45


    Gilberto Gil, ao lado da neta, Flor, canta no sofá e fala sobre ser pai, avô e bisavô, de se conectar com o divino e das trocas entre gerações.

    Expresso - Expresso da Manhã
    No Brasil, a criminalidade violenta diminuiu mas morreu mais gente por acção da polícia

    Expresso - Expresso da Manhã

    Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 15:21


    O relatório anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que as mortes por violência intencional diminuíram em 2025, mas os feminicídios e as mortes como consequência de acções policiais aumentaram. A jornalista Mara Tribuna leu o relatório e falou com vários especialistas. Vem ao Expresso da Manhã para nos ajudar a perceber o que se passa com a violência no Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

    Audio Contos Gays
    Tesão pela manhã a gente resolve como?

    Audio Contos Gays

    Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 6:36


    Acordei com um puta tesão e entrei no aplicativo. Achei um carinha que tava perto e fui me encontrar com ele.

    Los Hijos de Tuta
    Todavía hay gente

    Los Hijos de Tuta

    Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 19:14 Transcription Available


    DIÁRIO DE BORDO
    #1670 - Vendendo conteúdo escondido na Árabia Saudita e dando meu shalom pras guria

    DIÁRIO DE BORDO

    Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 31:43


    Gente que hace Cine
    EP275: ESPECIAL MACONDO | EXPERIENCIAS QUE FORMAN | CRISTIAN TORO | JEFE DE LOCACIONES

    Gente que hace Cine

    Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 22:57 Transcription Available


    VER EN YOUTUBE | Segundo episodio el ESPECIAL MACONDO | EXPERIENCIAS QUE FORMAN con Cristian Toro, jefe de locaciones de la serie #cienañosdesoledad a propósito de la segunda parte que se estrena en agosto de 2026 en #netflixExperiencias que Forman es el proyecto que tenemos entre la Comisión Fílmica Colombia en alianza con Gente que hace Cine, para llevarte conversaciones y sobre todo los aprendizajes de las producciones beneficiarias de los estímulos de la Ley 1556, el Fondo Fílmico Colombia y los CINA.Para saber más de la Comisión Fílmica Colombia entra aquí.Equipo Gente que hace cine: MAURICIO ROMERO FIGUEROA (Entrevistas) JUAN PABLO BORDA (Producción general | DNA productora)Este episodio es posible gracias a:Nuestra productora Gente queLa producción ejecutiva de Lemaitre ConsultoresEl amor y confianza de nuestros amigos en Patreon (Nataly Valdivieso, Hamilton Casas, Juliana Núñez, Diana Piñeres). Apóyanos como ellos desde 1 dólar.Si quieres pautar en nuestros episodios, patrocinar nuestro trabajo, promocionar tu evento o película, producir tu podcast o trabajar con nosotros no dudes en escribirnos a info@gentequehacecine.comNuestra web: https://gentequehacecine.com/ Instagram: https://www.instagram.com/gentequehacecine/ Tik Tok https://www.tiktok.com/@gente.que.hace.ci 

    Rádio PT
    Lula: “A gente não aceita mais voltar a ser colônia para alguém querer mandar na gente”

    Rádio PT

    Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 1:36


    No 14º Encontro Nacional do MST, Lula dá o recado: “Estamos vivendo um momento muito crítico na política mundial. O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo. Está prevalecendo a lei do mais forte. A Carta da ONU está sendo rasgada”.*RÁDIO PT*

    El Bueno, la Mala y el Feo
    Por qué hay gente que desea la muerte

    El Bueno, la Mala y el Feo

    Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 18:56


    Mucha gente sea por enfermedad, o desespero o desamor desea que le llegue la muerte ¿Está bien pensar así? Escucha lo que piensa la mayoría de algo tan natural y polémico a la vez. Mantente al día con los últimos de 'El Bueno, la Mala y el Feo'. ¡Suscríbete para no perderte ningún episodio!Ayúdanos a crecer dejándonos un review ¡Tu opinión es muy importante para nosotros!¿Conoces a alguien que amaría este episodio? ¡Compárteselo por WhatsApp, por texto, por Facebook, y ayúdanos a correr la voz!Escúchanos en Uforia App, Apple Podcasts, Spotify, y el canal de YouTube de Uforia Podcasts, o donde sea que escuchas tus podcasts.'El Bueno, la Mala y el Feo' es un podcast de Uforia Podcasts, la plataforma de audio de TelevisaUnivision.

    Gente Viajera
    Gente viajera 02/08/2026

    Gente Viajera

    Play Episode Listen Later Aug 2, 2026 114:49


    Escucha 'Gente Viajera', el programa de viajes de Onda Cero. Todos los sábados y domingos por la mañana, recorre el mundo de la mano de Lorena Pérez Mansillas.

    Gente Viajera
    Los destinos de Enrique Domínguez Uceta 2/8/2026

    Gente Viajera

    Play Episode Listen Later Aug 2, 2026 8:49


    Cada fin de semana, el reconocido arquitecto y viajero Enrique Domínguez Uceta nos invita a explorar el mundo a través de su mirada única en Gente viajera. Sus relatos nos transportan a destinos fascinantes, combinando historia, arquitectura, cultura y experiencias que nos inspiran a viajar de forma diferente. Desde las calles llenas de vida de Tokio hasta los rincones más ocultos de la Europa rural, Enrique nos muestra cómo cada lugar cuenta una historia que merece ser descubierta. Tanto si buscas un viaje exótico, un recorrido cultural o un destino de lujo, sus propuestas te ayudarán a planificar tu próxima aventura. Prepárate para sumergirte en los secretos mejor guardados de cada destino, mientras Enrique comparte su conocimiento profundo y su pasión por descubrir el mundo. Escucha Gente viajera sábados y domingos de 12:00 a 14:00h en Onda Cero y siempre que quieras en ondacero.es/genteviajera.

    Gamer Como A Gente > > > Podcasts
    DLC #178 - Jogos Que Mudaram Nossas Vidas

    Gamer Como A Gente > > > Podcasts

    Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 122:24


    Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem-vindos a mais um podcast do Gamer Como a Gente! Neste episódio vamos debater sobre aqueles jogos que tiveram um impacto relevante nas nossas vidas. Apertem logo o play e vamos lá! Para os ouvintes que querem maratonar o GCG: o nosso feed tem um limite de 500 episódios por vez, então quando a gente sobe 1 hoje outro do passado fica de fora e já passamos dos 500 faz tempo. Então fica aqui a dica da playlist do GCG que vocês tem acesso a todos os episódios sem exceção e organizados por tipo: gamercomoagente.com/podcasts/ Este podcast foi transmitido ao vivo no YouTube! As nossas lives acontecem 1 vez ao mês na última segunda de cada mês. Apareçam! https://youtube.com/live/lnuIgS2bdVE Dúvidas, sugestões, xingamentos, desafios ao mestre platinador é só chamar a gente no email: gamercomoagente@gmail.com Podem também deixar seus comentários nas postagens e não se esqueçam de acessar o nosso Instagram e Blue Sky. Arte da vitrine: Rodrigo Estevão Edição: Rodrigo Estevão

    El Ritmo de la Mañana
    LAS CARRERAS UNIVERSITARIAS DE GENTE SERIA

    El Ritmo de la Mañana

    Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 13:07 Transcription Available


    Tu Marca Personal
    Ya hay mucha gente haciendo esto - Tu Marca Personal con Luis Ramos

    Tu Marca Personal

    Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 18:25


    Llevas tiempo con esa idea rondando. Pero antes de dar el paso investigas el sector y lo ves: mucha gente. Algunas buenísimas, con años de recorrido. Y el pensamiento aparece: ¿para qué voy a meterme yo aquí si ya está todo lleno? Cierras la pestaña, archivas el proyecto. Antes incluso de haber comenzado. En este episodio Luis Ramos te explica por qué "ya hay mucha gente haciendo esto" es la excusa más tramposa del miedo y cómo quitártela de encima: ✅ Por qué la competencia en tu sector es la mejor señal que puedes recibir sobre tu idea ✅ Por qué en marca personal nunca compites con nadie (y nunca lo harás) ✅ Cómo encontrar tu hueco cuando lo que está saturado es lo genérico, no lo tuyo #MarcaPersonal #Emprendimiento #Diferenciación #TuMarcaPersonal

    Hora 25
    La firma de Pablo Tallón | Sobre la 'Kitchen': "Habrá gente que hoy esté con sensación de rabia preguntándose cómo es posible que el final sea tan previsible"

    Hora 25

    Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 3:17


    Pablo Tallón reflexiona sobre el juicio del 'caso Kitchen', que podría quedar visto para sentencia esta semana

    Gente que hace Cine
    EP274: ESPECIAL MACONDO | EXPERIENCIAS QUE FORMAN | JEIVER PINTO Y LA SUPERVISIÓN DE ASISTENTES DE DIRECCIÓN

    Gente que hace Cine

    Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 21:26 Transcription Available


    En alianza entre Gente que hace Cine y la Comisión Fílmica Colombia, te traemos el Especial Macondo: Experiencias que forman. Nos fuimos hasta Alvarado, Tolima, al set principal donde cobró vida Macondo para la serie de Cien años de soledad. Una miniserie de 4 episodios donde nos metemos al set a conversar con miembros de crew y aprender de sus funciones técnicas y artísticas.En esta serie hablaremos conJeiver Pinto – Supervisión de asistencia de direcciónMarta Duque – Arquitectura paisajista / Líder de GreensCristian Toro – Jefatura de locacionesArturo Lazcano – Pintura escénicaArrancamos esta entrega hablando con Jeiver Pinto, quien tras ser 1er AD en la primera temporada, asumió el reto de supervisar a los asistentes de dirección en la segunda parte de la serie.Experiencias que Forman es el proyecto que tenemos entre la Comisión Fílmica Colombia en alianza con Gente que hace Cine, para llevarte conversaciones y sobre todo los aprendizajes de las producciones beneficiarias de los estímulos de la Ley 1556, el Fondo Fílmico Colombia y los CINA. Para saber más de la Comisión Fílmica Colombia entra aquí.Equipo Gente que hace cine: MAURICIO ROMERO FIGUEROA (Entrevistas) JUAN PABLO BORDA (Producción general | DNA productora)Este episodio es posible gracias a:Nuestra productora Gente queLa producción ejecutiva de Lemaitre ConsultoresEl amor y confianza de nuestros amigos en Patreon (Nataly Valdivieso, Hamilton Casas, Juliana Núñez, Diana Piñeres). Apóyanos como ellos desde 1 dólar.Si quieres pautar en nuestros episodios, patrocinar nuestro trabajo, promocionar tu evento o película, producir tu podcast o trabajar con nosotros no dudes en escribirnos a info@gentequehacecine.comNuestra web: https://gentequehacecine.com/ Instagram: https://www.instagram.com/gentequehacecine/ Tik Tok https://www.tiktok.com/@gente.que.hace.ci 

    Escuela de Nada
    Hay gente que no está preparada para ser famosa Feat. Dani Schulz

    Escuela de Nada

    Play Episode Listen Later Jul 26, 2026 58:33


    En este EDN & Friends recibimos a Dani Schulz para hablar de cómo se aprende realmente a crear contenido en redes sociales y de cuáles han sido nuestras peores cancelaciones. Además, conversamos sobre lo mejor y lo peor de crecer en varios países y debatimos cómo debería distribuir los espacios de su casa una pareja con una relación sana.Síguenos en nuestras redes sociales:ESCUELA DE NADAInstagram: https://www.instagram.com/escueladenada/Twitter: https://twitter.com/escueladenadaTikTok: https://www.tiktok.com/@escueladenadaFacebook: https://www.facebook.com/escueladenada0:00 Intro3:03 ¿Un matrimonio sano debería tener cuartos separados?6:44 ¿Es mejor trabajar desde casa?9:59 ¿Los hombres son peores anfitriones que las mujeres?14:01 Lo mejor y lo peor de crecer en varios países18:55 Existen dos tipos de venezolanos22:49 ¿Migrar o asimilarse?27:35 Viajar te enriquece culturalmente28:56 El nuevo pobre30:41 Nueva Orleans es la ciudad de la locura34:40 Dani Schulz fue periodista deportiva38:06 ¿Cómo compite un creador de contenido contra la IA?42:46 ¿El término "influencer" solo tiene connotaciones negativas?46:00 Vivir buscando que te odien en internet47:20 Nuestra peor funa49:50 Solo aprendes a crear contenido creándolo53:55 Que te cancelen los planes es de lo peor55:10 ¿Cómo aprovecha Dani Schulz su tiempo libre?

    Gamer Como A Gente > > > Podcasts
    GCG Podcast #219: The Elder Scrolls V - Skyrim

    Gamer Como A Gente > > > Podcasts

    Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 116:39


    Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem-vindos a mais um podcast do Gamer Como a Gente! Desta vez voltamos a uma das regiões mais visitadas da história dos games. Skyrim é o tipo de experiência que cada pessoa joga de um jeito completamente diferente. E para vocês, como foi? Apertem logo o play e vamos lá! Para os ouvintes que querem maratonar o GCG: o nosso feed tem um limite de 500 episódios por vez, então quando a gente sobe 1 hoje outro do passado fica de fora e já passamos dos 500 faz tempo. Então fica aqui a dica da playlist do GCG que vocês tem acesso a todos os episódios sem exceção e organizados por tipo: gamercomoagente.com/podcasts/ Dúvidas, sugestões, xingamentos, desafios ao mestre platinador é só chamar a gente no email: gamercomoagente@gmail.com Podem também deixar seus comentários nas postagens e não se esqueçam de acessar o nosso Instagram e Blue Sky. Arte da vitrine: Rodrigo Estevão Edição: Diego Ferreira Trilha Sonora: @FantasyLofi → https://ffm.bio/bitsandhits

    La Diva De México
    GENTE QUE SE LA PASA HABLANDO DE SU EX EN UNA PRIMERA CITA.

    La Diva De México

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 89:36


    www.ladivademexico.com

    RESUMIDO
    Você não escapa mais da vigilância / Trocar gente por IA sai caro / Câmera erra 5x mais com idosos (#373)

    RESUMIDO

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 53:02


    Drones com explosivos sobrevoam favelas do Rio e câmeras leem as placas dos carros nas ruas. A a16z admite que substituir funcionários por agentes de IA multiplicou contrações ruins e sistemas de reconhecimento facial erram cinco vezes mais ao identificar idosos.O que fazer quando a tecnologia erra?No RESUMIDO #373: implante cerebral controla mão biônica, drone com explosivos ataca favela, ônibus carioca não aceita mais dinheiro, IA de música raspou a internet inteira, país proíbe robôs que se comportam como gente, câmera erra 5x mais com idoso, rede social vende informação privilegiada e muito mais!--Assine a newsletter da inovabra "Do hype ao ROI":https://inovabra.substack.com--Aproveite os descontos da Insider Store com o cupom RESUMIDO: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://creators.insiderstore.com.br/RESUMIDO⁠⁠⁠⁠⁠Grupo oficial da Insider no WhatsApp com Flash Promos: ⁠https://creators.insiderstore.com.br/RESUMIDOWPPBF⁠--RESUMIDO #373, apresentado por Bruno Natal--Loja RESUMIDO (camisetas, canecas, casacos, sacolas): ⁠https://www.studiogeek.com.br/resumido⁠ -- Faça sua assinatura! ⁠https://resumido.cc/assinatura⁠ 

    El Despelote podcast
    ¿Por Qué Crees Que Hay Tanta Gente Atractiva Soltera? — Con Rocky, La Burbu y El Giga #ElDespelote #LaNueva94

    El Despelote podcast

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 16:33


    La Diva De México
    GENTE QUE SE LA PASA HABLANDO DE SU EX EN UNA PRIMERA CITA.

    La Diva De México

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 89:36


    www.ladivademexico.com

    Cuando los elefantes sueñan con la música
    Cuando los elefantes sueñan con la música - Desde Argentina, Celeste Blé - 21/07/26

    Cuando los elefantes sueñan con la música

    Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 58:44


    La argentina Celeste Blé canta en su EP  'São Paulo' las canciones de Milton Nascimento 'María María' y 'Ponta de areia', 'Gente humilde' de Garoto, Vinicius de Moraes y Chico Buarque, 'Lilás' de Djavan y 'Meu mundo é hoje' de Wilson y José Batista. Del disco de 1993 del saxofonista Gerry Mulligan con la cantante brasileña Jane Duboc, 'Paraíso', el tema que le da título, 'Willow tree' y 'Tema para Jobim'.. La hija pequeña del maestro soberano, María Luiza, con 'Go go go', 'Portugal' y 'Sofá vermelho' de su disco 'Rosa no céu'. Despiden Snarky Puppy y Metropolitan Orkest con 'Recurrent'.  Escuchar audio

    Es la Mañana de Federico
    Entrevista a Almeida: "Es el partido de mi vida, gente joven disfrutando con la bandera"

    Es la Mañana de Federico

    Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 11:30


    Rosana entrevista al alcalde de Madrid que ha elogiado a la selección tras proclamarse campeones del Mundial y ya prepara la fiesta de Cibeles.

    Boa Noite Internet
    O Império da IA — com Karen Hao

    Boa Noite Internet

    Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


    O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

    CONOCE  AMA Y VIVE TU FE
    Episodio 1315: ¿Por Qué la Iglesia Nunca Abandonó el Latín en la Misa? Luis Roman y Sebastian Pierpaulli

    CONOCE AMA Y VIVE TU FE

    Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 48:37


    Envíame un mensaje¿El Latín Aleja a la Gente... o la Acerca a Dios? El uso del latín en la Misa, especialmente en las partes cantadas (tales como el *Gloria*, el *Sanctus*, el *Agnus Dei* y las respuestas), no constituye un rechazo de la lengua vernácula, sino más bien una adhesión fiel a la rica tradición litúrgica del Rito Romano. El latín es la lengua histórica de la Iglesia en Occidente. Nos une con los católicos de todos los tiempos y de todo el mundo, recordándonos que la Misa no es meramente una reunión local, sino la adoración atemporal de la Iglesia universal.Para registarte en el curso latín en la Misa 1 sigue el enlace: https://conoceamayvivetufe.com/curso-latin-en-la-misa-1/Peregrinación a España y PortugalDel 9 al 21 de noviembre de 2026, te invitamos a una profunda peregrinación a España y Portugal.Disclaimer: This post contains affiliate links. If you make a purchase, I may receive a commission at no extra cost to you.Support the showYouTubeFacebookTelegramInstagramTik TokTwitter

    Un Momento con Alberto Mottesi
    Construir un sueño o construir gente

    Un Momento con Alberto Mottesi

    Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 4:59