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Ângela chegou às casas de acolhimento com 5 anos. Aos 13 anos, veio do Porto para Lisboa, para um novo acolhimento residencial, onde ficaria até aos 20 anos. Viveu 15 anos em casas, mas nem por isso em família. Com pessoas que entraram e saíram. Adultos que a acompanhavam como profissão. Ainda viveu numa casa de autonomia até aos 22 anos. No total, 17 anos. O percurso posterior da Ângela não terá sido o mais habitual em quem começou a vida nas piores condições. Acabou o ensino secundário, foi para a faculdade, fez o mestrado e está, neste momento, a fazer o estágio da Ordem dos Psicólogos. Não só, porque aos 25 anos deixou de ter direito ao apoio do Estado para quem, estando nas suas condições, continua a estudar. Sem qualquer rede familiar de apoio, trabalha na Zara e, nas horas extra, ainda faz algum trabalho de modelo. A vida da Ângela daria sempre para uma excelente conversa. O facto da sua tese de mestrado ter sido sobre a experiência do acolhimento residencial de outros jovens ainda a pode tornar mais rica. Porque olha de dentro e de fora para uma realidade que, apesar de todas as dificuldades, mudou nas últimas décadas. Quando fiz o meu primeiro trabalho sobre crianças institucionalizadas, no início dos anos 90, o cenário era ainda mais agreste. Este é um episódio especial, integrado na celebração do Dia Internacional da Criança. A Ângela já não é criança. Mas é agora, com 26 anos, que olha para a infância e a adolescência que determinou a forma como se vê e vê os outros, como escreveu no seu Instagram.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ângela chegou às casas de acolhimento com 5 anos. Aos 13 anos, veio do Porto para Lisboa, para um novo acolhimento residencial, onde ficaria até aos 20 anos. Viveu 15 anos em casas, mas nem por isso em família. Com pessoas que entraram e saíram. Adultos que a acompanhavam como profissão. Ainda viveu numa casa de autonomia até aos 22 anos. No total, 17 anos. O percurso posterior da Ângela não terá sido o mais habitual em quem começou a vida nas piores condições. Acabou o ensino secundário, foi para a faculdade, fez o mestrado e está, neste momento, a fazer o estágio da Ordem dos Psicólogos. Não só, porque aos 25 anos deixou de ter direito ao apoio do Estado para quem, estando nas suas condições, continua a estudar. Sem qualquer rede familiar de apoio, trabalha na Zara e, nas horas extra, ainda faz algum trabalho de modelo. A vida da Ângela daria sempre para uma excelente conversa. O facto da sua tese de mestrado ter sido sobre a experiência do acolhimento residencial de outros jovens ainda a pode tornar mais rica. Porque olha de dentro e de fora para uma realidade que, apesar de todas as dificuldades, mudou nas últimas décadas. Quando fiz o meu primeiro trabalho sobre crianças institucionalizadas, no início dos anos 90, o cenário era ainda mais agreste. Este é um episódio especial, integrado na celebração do Dia Internacional da Criança. A Ângela já não é criança. Mas é agora, com 26 anos, que olha para a infância e a adolescência que determinou a forma como se vê e vê os outros, como escreveu no seu Instagram.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Episódio com o tema "William Chalmers Burnes" Apresentação: Samuel Mattos William Chalmers Burnes foi um missionário que atuou na China, onde trabalhou muitas vezes junto com Hudson Taylor. Viveu uma vida onde os habitantes deste grande país puderam ver claramente no seu dia a dia a verdade do Evangelho. Confira!See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em nova frente de investigação, policiais federais buscam mais informações sobre financiamento do filme Dark Horse.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes? Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás. Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente. Chegou a edição especial Crusoé impressa. É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil. Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé. Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link: https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #EduardoBolsonaro #DanielVorcaro #PolíciaFederal #OperaçãoComplianceZero #BancoMaster #Política #Notícias #Urgente #PodcastBrasil #Investigação #Brasil #BastidoresDaPolítica #Exterior #EUA #Corrupção #AnálisePolítica #Viral #Tendências #Jornalismo #Exclusivo
João Sousa Cardoso, também conhecido como João de Sousa Cardoso, é artista, ensaísta, curador e professor universitário. O seu trabalho desenvolve-se na intersecção entre criação artística, pensamento crítico e investigação, articulando teatro, cinema, artes visuais e escrita.Viveu 5 anos em Paris entre 2005 e 2010, onde concluiu o doutoramento em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne) enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, é mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. É membro associado do Centre de Recherches Interdisciplinaires sur le Monde Lusophone, da Universidade de Paris Nanterre, onde leciona regularmente.Enquanto artista, tem desenvolvido um percurso marcado pela relação com a literatura e pela criação em teatro e filme, que cruzam ensaio, ficção e performance. Encenou Sequências Narrativas Completas, a partir de Álvaro Lapa, no Teatro Nacional D. Maria II (2019), e A Ronda da Noite, a partir de Agustina Bessa-Luís, na Fundação Calouste Gulbenkian (2022). Em 2024, estreou o filme A Santa Joana dos Matadouros, a partir de Bertolt Brecht, na Cinemateca Portuguesa, expandindo a sua prática para o cinema e aprofundando a relação entre imagem, política e representação.Como ensaísta, publicou TEATRO EXPANDIDO! (2016), Sequências Narrativas Completas e A Espanha das Espanhas(2020), mantendo uma escrita próxima das suas práticas artísticas. Colabora regularmente com a revista Contemporânea e com o jornal Público.Na curadoria, tem desenvolvido projetos que cruzam arte, política e história, como o ciclo ABC da Guerra (Teatro Municipal São Luiz, 2025) e a exposição Nampula Macua Socialismo de Manuel Santos Maia (Galeria Quadrum, 2025), além de colaborações com instituições como Serralves, Batalha Centro de Cinema e Centro de Arte Oliva. Desde 2023, integra o Comité de Aquisições do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.É Professor Associado na Universidade Lusófona, em Lisboa, onde dirige, desde 2010, a Licenciatura em Comunicação Audiovisual e Multimédia. Foi Professor Convidado na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto entre 2011 e 2020 e coordena o programa Great Artists on Campus na Universidade Lusófona em Lisboa desde Fevereiro de 2023 que tem, desde Fevereiro deste ano, uma extensão ao Porto numa parceria entre a Universidade e o Batalha Centro de Cinema.Links: https://cargocollective.com/joaosousacardoso www.teatrosaoluiz.pt/espetaculo/abc-da-guerra/ www.ulusofona.pt/evento/great-artists-on-campus-5 https://www.publico.pt/autor/joao-sousa-cardoso https://contemporanea.pt/edicoes/2025/entrevista-joao-sousa-cardosowww.youtube.com/watch?v=Kjp0-yeLBdA https://ajuntament.barcelona.cat/lavirreina/en/exhibitions/american-history/1005?t=3 Episódio gravado a 06.05.2026 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados
Uma piada que fez sobre Portugal viralizou nas redes sociais. Vidura Bandara Rajapaksa satirizava o facto de ainda sermos “relativamente pobres”, apesar de termos colonizado o Sri Lanka, país onde o humorista nasceu. Viveu nos EUA, Malásia e Alemanha, antes de se fixar em Londres. Até há pouco tempo era engenheiro de profissão, só agora conseguiu dedicar-se totalmente à comédia, apesar de já ter três espetáculos a solo no YouTube. No início deste ano, em janeiro, atuou no Porto, enquanto preparava um novo espetáculo. Agora o humorista cingalês traz “The Paradise Gothic Tour” ao Casino de Lisboa, a 13 de abril. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, explica como surgiu a piada viral sobre Portugal, narra as dificuldades que enfrentou até conseguir viver da comédia e revela como deu a volta ao conselho de censura, quando regressou ao Sri Lanka para fazer stand-up comedy. A conversa neste episódio é em inglês.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Apesar de todas as injustiças que o povo curdo sofre há décadas no Irão, a maioria dos curdos - e os seus representantes partidários - não querem entrar numa guerra que consideram estar a ser feita por razões que não têm nada que ver com os direitos das minorias que vivem oprimidas no Irão. Neste episódio do Mundo a Seus Pés falamos com David Melro, português que viveu três anos no Curdistão Sírio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Escritora Lídia Jorge confessa que a melhor memória é "estante absolutamente cheia dos livros" de Lobo Antunes. Recorda um "escritor que não é só português, é um escritor europeu, do séc. XX e XXI".See omnystudio.com/listener for privacy information.
É uma das mulheres de armas que ajudaram a deitar abaixo o antigo regime. Participou nas revoltas estudantis de 62 e, em 1970, fundou as Brigadas Revolucionárias com o companheiro Carlos Antunes. Viveu na clandestinidade, esteve presa duas vezes antes do 25 de Abril e, na fase do PREC, esteve 4 anos em prisão preventiva, o que a levou a fazer uma longa greve de fome. Em 2004, recebeu das mãos do Presidente Jorge Sampaio o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade. Isabel do Carmo, que é também uma das mais notáveis médicas especialistas na área de “endocrinologia, diabetes e nutrição”, revela-se optimista, mas preocupada com o futuro e considera que a ideia de liberdade ainda não serve a uma boa parte da população. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça..See omnystudio.com/listener for privacy information.
Johannes Gutenberg revolucionou a história com a prensa móvel e a Bíblia de 42 linhas. Após disputas legais com Johannes Fust e o exílio de Mainz, obteve reconhecimento do Arcebispo Adolf II. Viveu uma vida de aventura e arte, falecendo em 1468 como membro da corte.
Nesta quarta-feira, às 8h, no Papo Empreendedor da @guaruja929fm você vai conhecer as histórias de Cristiane Búrigo, Giovana Ramos & Paulo Gonçalves Júnior.Cristiane é artista, empreendedora e fundadora da Casa 12 Atelier.Cresceu em uma família de origem italiana, marcada pelo convívio, pela valorização da educação e por uma forte presença feminina, o que moldou desde cedo sua sensibilidade artística, seu olhar humanista e seu senso de coletividade. Formou-se em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é pós-graduada em História da Arte pela Unisul, seguindo uma vocação que já se manifestava na infância, entre a pintura, a escrita e as aulas de arte.Ao longo da sua trajetória profissional, atuou na indústria cerâmica, no ensino artístico e no empreendedorismo criativo. Viveu experiências marcantes no setor da moda e da confecção na década de 80, liderando uma marca de jeans em um período de grandes desafios econômicos, o que contribuiu de forma decisiva para sua visão de negócio, resiliência e gestão. Posteriormente, direcionou sua criatividade para o universo da decoração, iniciando o movimento de “vestir a casa”, a partir do desenvolvimento de cortinas, tecidos, almofadas e elementos autorais.A Casa 12 Atelier nasce dessa vivência artística e empreendedora, unindo pintura, tecido, curadoria e sensibilidade estética. Ao lado dos sócios Ana e Luís, Cristiane construiu uma marca baseada em relações de confiança, empatia e parcerias duradouras com fornecedores, arquitetos e equipe. Mais do que um espaço físico, a Casa 12 representa um conceito sensível de morar, onde arte, afeto e identidade se encontram.Giovana Ramos é empreendedora, esteticista e cosmetóloga, atuando desde os 27 anos na área da estética, sempre com um olhar atento, sensível e responsável no cuidado com as pessoas. Aos 31 anos, construiu sua trajetória profissional acreditando que estética, saúde e autoestima caminham juntas, e que cada atendimento deve respeitar a individualidade, a história e as necessidades de quem está do outro lado.Seu trabalho é guiado por princípios sólidos como ética, atualização constante e responsabilidade profissional, entendendo a estética como parte do bem-estar físico, emocional e da autoconfiança. Apaixonada por cuidar de pessoas, Giovana valoriza a escuta, o acolhimento e a construção de relações verdadeiras com suas clientes.Além da carreira, é mãe do Antony, de 2 anos, papel que ampliou ainda mais sua visão sobre empatia, equilíbrio e consciência. Como ser humano e empreendedora, acredita no crescimento emocional, na leveza das relações e na construção de uma vida mais consciente, gentil e alinhada com propósito.Paulo Gonçalves Júnior Mais conhecido como Juninho Gonçalves, é empresário, administrador e corretor de seguros. Iniciou sua trajetória profissional aos 15 anos, trabalhando na metalúrgica da família, e aos 18 passou pela área de marketing da Ceusa Revestimentos, onde ampliou sua visão estratégica sobre negócios e marca.Aos 19 anos, ao lado da irmã e do cunhado, fundou a Ozonio Corretora de Seguros, empresa que em 2026 completa 20 anos de história e hoje é a terceira maior corretora de Santa Catarina, com 29 colaboradores e mais de 5 mil clientes ativos.É formado em Administração com habilitação em Marketing pela Faculdade FASC e possui formação e habilitação como corretor de seguros pelo Instituto da SUSEP, além de especialização em seguros de transportes (cargas).Paralelamente à atuação empresarial, sempre esteve envolvido com iniciativas culturais e eventos, sendo um dos criadores da FEIJURU, festa que teve 10 edições de grande sucesso. Atualmente, é presidente da tradicional Festa do Vinho de Urussanga, conectando empreendedorismo, gestão e valorização da cultura regional.Não fique de fora dessa!#guarujátáon #papoempreendedor #rádio #grandesempreendedores #empreendedorismo #casa12 #mulheres #empresárias
Como uma mulher criada para “casar cedo” se tornou uma das líderes de uma indústria familiar de plástico, referência em inovação, responsabilidade social e sustentabilidade? No episódio de hoje do YPOCast – Líderes Extraordinários, você vai conhecer a história da Bebel Nogueira. Formada em Direito pelo Mackenzie, Bebel entra na MagSac Embalagens, para resolver uma questão pontual e descobre uma vocação de liderança junto ao irmão e ao pai. Bebel conta como: -Entrou na empresa “para ajudar temporariamente” no jurídico trabalhista – e nunca mais saiu -Viveu o momento mais difícil da família, com o câncer e o transplante de fígado do irmão -Participou do processo de sucessão e passou de “filha do Oswaldo” a sócia e líder -Criou o projeto MagSac Kids, abrindo a fábrica para os filhos dos colaboradores e aproximando as crianças do universo industrial Falamos também sobre: *A verdade sobre o plástico: ele é realmente o vilão? *Logística reversa, reciclagem e PCR: o que o decreto exige e o que ainda falta no Brasil *Os mitos das embalagens biodegradáveis e o que de fato é sustentável *O papel do YPO na trajetória de Bebel – especialmente o fórum de mulheres – como divisor de águas na sua autoestima, na sua voz e na sua forma de liderar. Se você vive os temas empresa familiar, sucessão, ESG, liderança feminina, indústria e futuro do trabalho, esse episódio é para você. Inscreva-se no canal, siga o YPOcast no YouTube e no Spotify e compartilhe este episódio com quem precisa ouvir essa história. ----------------------------------------------------------------- Disponível nas principais plataformas de streaming ou no YouTube. Spotify: https://tinyurl.com/bd2utyph Google Podcast: https://tinyurl.com/3fvjv2rb Podcast: https://podcasts.apple.com/br/podcast/ypocast/id1603751025 Youtube: https://www.youtube.com/@ypocastbrasil Siga as nossas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/ypobrasil/ Facebook: https://www.facebook.com/ypobrasiloficial/ LinkedIn: https://br.linkedin.com/company/ypobrasil Portal Exame: https://exame.com/canais-especiais/lideres-extraordinarios/
Para a última sessão do ano de Zona Lê Dramaturgia, Zia Soares e Patrícia Portela trouxeram para o centro da conversa a escrita de quem encena. Ambas criam, também e não só, a partir do corpo em cena, da arquitetura do espetáculo e da urgência de dizer. A dramaturgia, aqui, é inseparável do gesto, da direção, da escuta de um tempo que se quer partilhado. A palavra nasce do palco e para o palco — e o pensamento encena possibilidades de mundo. Zia Soares é encenadora e atriz. O seu trabalho desenvolve-se entre a África e a Europa. Patrícia Portela (1974). Autora de performances e obras literárias, tem um mestrado em cenografia pela Faculdade de Utrecht e em Filosofia Contemporânea pelo Instituto Internacional de Filosofia de Lovaina. Estudou cinema e dança contemporânea. Viveu em Macau, Utrecht, Helsínquia, Ebeltoft, Berlim, Antuérpia (durante quase duas décadas), Viseu e Lisboa. Maria Giulia Pinheiro é dramaturga, encenadora e performer. Escreve para teatro desde 2012 e venceu a 2.ª edição do Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina com a obra Isso não é relevante. Criou e coordena desde 2017 o Núcleo de Dramaturgia Feminista. A sua produção cruza literatura e performance em projetos apresentados no Brasil, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Espanha. Conversa com Maria Giulia Pinheiro, Patrícia Portela e Zia Soares Edição Podcast Dito e Feito Joana Linda Produção Teatro do Bairro Alto
Ela nasceu e cresceu no interior de Minas Gerais. Viveu uma infância simples, onde os valores familiares e o exemplo dos pais formaram o seu caráter. Praticou balé, jazz e sapateado. Então, com 13 anos de idade, ao sair da escola, foi vítima de um sequestro que terminou dezessete agonizantes dias depois, um trauma que a transformaria para sempre. Seguiu com a vida de adolescente, aprendeu a lutar jiu-jítsu e, aos 16 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para concluir os estudos. Foi um período de mudanças e pouca atividade física. Ao entrar na faculdade, decidiu que era hora de voltar a se movimentar e passou a frequentar uma academia, onde descobriu o spinning. Em seguida, vieram as aulas de corrida, até que um professor a convidou para experimentar o triathlon. Precisaria nadar, algo que só havia experimentado na infância devido à bronquite severa. Iniciou os treinos em 2005 e desde a sua estreia, a paixão pela modalidade só aumentou. Trabalhou no mercado corporativo, casou-se e teve dois filhos enquanto levava um estilo de vida de triatleta. Dez anos após sua estreia, realizou o sonho de cruzar a linha de chegada de um Ironman 70.3. Em 2016, a violência no Rio a levou a uma decisão radical: mudou-se com a família para a Europa, onde o marido faria um MBA e onde proporcionariam uma vida mais tranquila aos filhos. Morando na Suíça, tiveram uma outra menina, e o marido passou a trabalhar na WADA (Agência Mundial Antidopagem). Ela se aproximou da psicoterapia, da educação positiva e do problema da dopagem no esporte. O esporte ocupava agora o centro da vida de toda família. Triathlon com os filhos, trainningcamps, amigos do Comitê Olímpico Internacional e os valores olímpicos, aquilo tudo a tocava profundamente. Depois da pandemia, já de volta ao Brasil, encontrou um cenário esportivo transformado: performances duvidosas, inversão de valores no triathlon, muita exposição de alguns atletas e pouca transparência. Ela própria foi prejudicada por atletas que seriam depois desclassificados. Sentiu revolta e propósito. Com o apoio da ABCD (Agência Brasileira de Controle de Dopagem), deu início ao movimento que chamou de Quero Ser Testado e, algum tempo depois, se transformou no Eu Jogo Limpo, que segue firme em sua missão: educar, proteger e transformar a cultura esportiva brasileira, difundindo valores simples e profundos: respeito, justiça, ética, responsabilidade e moral. Fazer o certo mesmo quando ninguém está olhando. Conosco aqui, a empresária, administradora com pós-graduação em Gestão de Pessoas formada em programação neurolinguística, ex-professora de catecismo, triatleta amadora e apaixonada, mãe dedicada que acredita que a vida é curta demais para ser vivida sem propósito. Uma defensora incansável da educação, da ética esportiva e dos valores inegociáveis do esporte, a alemparaibana Paula David Zamboni Rezende. Inspire-se! Um oferecimento @oakleybr e @2peaksbikes A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala. A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo. Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.
Como o país viveu a greve geral. "O que o Governo está a fazer é um atentado ao direito laboral"
O Caixa de Música é exibido na TV Novo Tempo de segunda a quinta às 18h e, aos sábados, às 12h.Curta e siga o Caixa de Música nas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/caixademusica/Facebook: https://www.facebook.com/CaixadeMusica/X: https://x.com/caixademusica
Citações e trechos dos livros “The Book” e “Just So”, de Alan Watts.Alan Wilson Watts (1915 - 1973) foi um filósofo, escritor e palestrante britânico, conhecido como um dos pioneiros na divulgação da sabedoria oriental ao Ocidente.Nascido na Inglaterra, desde cedo demonstrou interesse pelo budismo e pelas tradições espirituais da Ásia. Emigrou para os Estados Unidos na década de 1930 e estudou teologia. Ordenado sacerdote episcopal, deixou o ministério para se dedicar a uma abordagem mais ampla e interdisciplinar da espiritualidade. Viveu na Califórnia, onde escreveu, palestrou e gravou programas de rádio que o tornaram uma figura influente.Watts ensinava sobre a integração da filosofia oriental, como o budismo zen e o taoismo, com a vida moderna ocidental. Ele abordava temas como a natureza da consciência, a relação entre o eu e o universo e a ilusão da separação. Enfatizava a importância do presente, a fluidez da vida e a aceitação da incerteza.Alan Watts desempenhou um papel fundamental na introdução da espiritualidade oriental no Ocidente durante o século XX. Sua abordagem prática e filosófica permanecem populares, impactando novas gerações.
Você está vivendo a vida que seus pais não viveram?Talvez sem perceber, você esteja tentando realizar sonhos que não são seus.Ser o que sua mãe não pôde ser. Alcançar o que seu pai não conseguiu.E o preço disso é alto: cansaço, confusão, vazio.Neste episódio, falamos sobre o filho que vira “clone” emocional dos pais — e como devolver com amor o que não é seu é também um jeito de honrar quem veio antes.
O Caixa de Música é exibido na TV Novo Tempo de segunda a quinta às 18h e, aos sábados, às 12h.Curta e siga o Caixa de Música nas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/caixademusica/Facebook: https://www.facebook.com/CaixadeMusica/X: https://x.com/caixademusica
➡️ Muita gente tenta o caminho da cidadania europeia sozinha e se perde no meio da papelada. A Kertesz faz diferente: pega na sua mão e te guia do visto até a legalização, sem dor de cabeça.Clica no link e fala com quem faz o processo acontecer de verdade.https://bit.ly/hiportugal➡️Terminou de ouvir? Então corre para o nosso grupo no telegram:https://t.me/historiadeimigrante➡️Sobre o episódio 151. Traída e TraficadaEnganada por uma amiga, Rose foi levada para uma rede de tráfico humano na Europa. Viveu o inferno e mesmo assim encontrou coragem para denunciar tudo. Uma história real de dor, justiça e recomeço.➡️Se gostou dessa história vai se divertir também com essas...Fui Vitima de Tráfico Humano
Dez anos depois dos atentados que mataram 130 pessoas e fizeram mais de 400 feridos em Paris e Saint-Denis, o filho de uma das vítimas mortais denuncia a exploração da emoção em torno dos ataques e pede “pensamento crítico e analítico sobre o que aconteceu”. Michaël Dias afirma que não se procuraram respostas sobre as causas e o financiamento dos ataques e alerta que não foi feito “um trabalho para lutar contra a polarização da sociedade” de modo a “evitar que pessoas nascidas em França atentem contra o próprio país”. O filho do português que morreu no Stade de France questiona “como é que “um país como a França não foi capaz de antecipar uma operação terrorista desta dimensão” e não acredita que hoje a situação esteja melhor. Foi há dez anos que três comandos de homens armados mataram 130 pessoas e fizeram mais de 400 feridos em Paris e Saint-Denis. Primeiro, no Stade de France, depois em bares e restaurantes e na sala de concertos Bataclan. Os ataques de 13 de Novembro de 2015 foram, então, reivindicados pelo autodenominado Estado Islâmico. Dez anos depois, como contar e lembrar o que aconteceu e como estão os familiares das vítimas? Para falar sobre o assunto, convidámos Michaël Dias, filho de Manuel Dias, a primeira vítima mortal daquela noite junto ao Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris. RFI: Dez anos depois, como é que está o Michaël Dias e a sua família? É possível reconstruir-se dos atentados? Michaël Dias, filho de Manuel Dias: “Enquanto estamos vivos, é sempre possível reconstruir-se e continuar a viver, mas acho que isso é bastante universal em todos os lutos. Não me parece que este luto seja muito diferente de outro. As circunstâncias podem ser mais inesperadas, mas o ser humano passa por um luto que é seu, que é íntimo, que é pessoal e todos os ouvintes um dia passarão por isso.” Que memórias é que ainda guarda daquela noite? “É uma noite de espera até termos a confirmação. Não guardo nada para além dessa lembrança, mas não traz nada à reflexão sobre o assunto, o sofrimento das vítimas ou da família das vítimas. A gente vimo-lo na televisão e na rádio nos últimos dez anos, várias vezes. Não há nada que seja muito útil ao explorar esse sentimento, nem vejo uma grande utilidade de fazer um tutorial sobre como fazer o luto em circunstâncias excepcionais.” Mas se houver alguma coisa que tenha falhado, por exemplo, a forma como as autoridades comunicaram com as famílias, seria bom tirar lições. Ou não? “Não acho que houvesse um protocolo que tenha falhado ou que fosse importante fazer alguma coisa na altura. Soube-se quando tinha que se saber e não é por aí. Não acho que seja um ponto que tenha falhado em particular, é muito mais o facto de um país como a França não ter sido capaz de antecipar uma operação terrorista desta dimensão e coordenada e sincronizada desta forma.” Mas, por exemplo, a sua irmã disse-nos [numa entrevista em 2021] que o número de emergência não funcionou e ela estava em Portugal... “Sim, mas se não somos capazes de antecipar um acto terrorista ou vários numa mesma noite, quanto mais as questões puramente logísticas de números de telefone e de quem centraliza a informação, etc. Desde então, certamente com o número de atentados que já houve em França, eles hão-de ter criado um processo bastante mais eficaz.” Dez anos depois, diz que não houve antecipação. Como é que está a França hoje? “Quando isso acontece, a gente sempre espera que seja o último, que não haja mais, como é óbvio. Mas depois eles foram-se multiplicando, chegando a uma banalização. Acho que ninguém saberia listar o número de atentados que houve em França, de pequena ou grande dimensão, nos últimos dez anos. Portanto, não só não anteciparam esse, como falharam em vários outros níveis. Certamente que também terão evitado outros atentados, mas não acredito que estejamos numa melhor situação hoje do que há dez anos, com muito mais ameaças, com um sentimento de insegurança que foi sempre crescendo. Estamos longe de termos melhorado em qualquer um dos aspectos.” O que é que falha concretamente? O que é que é preciso fazer para antecipar? “Esse é o trabalho de quem zela pela segurança da população, é um trabalho da Inteligência, um trabalho de procura das causas de quem pode estar a financiar, quem pode estar a dar apoio logístico, etc. E todo o outro trabalho que tem que ser feito para lutar contra a polarização da sociedade e para evitar que pessoas nascidas no próprio país atentem contra outros cidadãos que não têm nada a ver com o assunto.” Como é que a memória colectiva deve recordar estes momentos sem que eles sejam, digamos, politicamente utilizados para fracturar uma sociedade que já está polarizada há muito? “Essa questão do dever de memória, eu acho acho curioso. Relembrar o quê? Relembrar que não foram capazes de evitar vários atentados que fizeram mais de 120 mortos numa mesma noite? Não esquecer tudo o que está por trás disso e como nunca fomos capazes de pensar nas origens, de fazer essa genealogia dos acontecimentos, saber quem financiou, quem deu apoio logístico? Continuamos com essa historinha de que três ou quatro parvos num kebab terão imaginado um dia fazer um atentado sozinhos. Isso é absurdo. Forçosamente houve quem financiou e quem deu apoio, mas em nenhum dos momentos a gente pensa essas causas, em nenhum momento o julgamento pensou essas causas profundas e continuamos com a mesma moralização de sempre nos ‘media' e a tentar sempre entrar no acontecimento pela emoção, em vez de pensar isso de forma crítica.” Além do luto individual, os atentados deixaram uma marca indelével na sociedade francesa. Foram os piores atentados na história de França. Até que ponto é que não se poderiam tirar lições, mesmo em termos políticos, do ocorrido e também lembrar das pessoas? No julgamento, a sua irmã disse-nos que pouca gente sabe que houve uma vítima no Stade de France. Como é que se devem lembrar estas pessoas? “Lembrarão essas pessoas quem sente a falta delas. De forma colectiva, ficarão na História pelo que se viveu naquela noite, mas não tem grande interesse tentar personificar um atentado porque isso não traz nada ao debate político, não diz nada sobre a sociedade. O luto é uma coisa completamente individual, pessoal e essa reflexão incapacita as pessoas de pensar de forma crítica, vamos falar de como dói perder uma pessoa sem pensar porque é que isto aconteceu e quem são as pessoas que poderiam ser responsabilizadas por isso de forma política e não só. De resto, é uma questão de luto pessoal. Um dia seremos só uma foto numa estante e no dia a seguir não seremos mais nada.” O seu pai não é apenas uma foto numa estante. O seu pai tem uma placa de homenagem a lembrar o nome dele junto ao Stade de France... “Sim, mas certamente ela um dia será tirada de lá. Não serve de grande coisa pensarmos em toda esta questão de uma forma emocional porque esse trabalho foi feito a vários níveis. Foi feito naquela noite para quem viu na televisão aqueles atentados em directo e sentiu essa emoção, portanto não precisa de voltar a senti-la hoje. Viveu também de forma muito sofrida todas as pessoas que perderam alguém ou estiveram lá naquelas noites e, portanto, não precisamos de mais emoção para perceber o assunto. A gente percebeu bem o que é viver aquilo. Agora, precisamos é de pensamento crítico e analítico sobre o que aconteceu e a emoção impede que isso aconteça.” Foi convidado para as cerimónias de homenagem? O que está previsto? “Acho que há várias comemorações, como sempre, em todos os sítios onde aconteceu, e depois acho que há a inauguração do Jardim da Memória, algo assim.” Lá está, a memória... “Sim, mas essa memória é a memória emocional de quanto se sofreu que vai impedir de pensar de forma crítica ou é a memória de não termos sido capazes de antecipar isto, de não termos sido capazes de gerir isto, de termos obrigado as vítimas a submeterem-se a um processo longo e indecente de responder a todos os inquéritos para poder aceder, possivelmente, a uma indemnização?” Como assim? O que é que aconteceu? Como é que foi esse processo, o acompanhamento para terem as ajudas terapêuticas e financeiras? “As vítimas, na sua maioria, tiveram de esperar quase dez anos para serem, em parte, ressarcidas e terem acesso, às vezes, a apoios psicológicos e a outras compensações. Para isso, muitas delas tiveram de se submeter a todo um processo que incluía encontros com médicos e outros profissionais e todo um inquérito sobre questões muito pessoais que roça a indecência só para se poder provar quase o que se sofreu e a dificuldade em reconstruir-se. Isso é muito absurdo e se temos que ter um dever de memória é para com isso. É para com a incapacidade de antecipar vários atentados e com a incapacidade de gerir de forma digna as compensações que iriam surgir.” Convosco também foi o caso? “Não porque eu não me quis submeter a nada disso, ms conheço pessoas que sim.” Um ano depois dos atentados, durante uma homenagem francesa ao seu pai, na qual foi colocada uma placa com o seu nome no Stade de France, o Michaël fez um discurso em que disse que os que perpetraram os atentados eram apenas “carne para canhão ao serviço de interesses obscuros”. Na altura, também deixou a mensagem – que dizia que herdada do pai – de que “para viver sem medo e em liberdade é preciso parar de estigmatizar o outro”. Esse seu discurso ecoou de alguma forma? Ou nada mudou? “Não acho que tenha mudado seja o que for. Em dez anos, se mudou foi para pior. Temos uma sociedade muito mais polarizada hoje em dia em França do que tínhamos em 2015. De resto, eu não sei se ecoou, não tenho essa pretensão, mas é uma questão que já referi várias vezes que é: como é que pessoas que nascem em França são capazes de realizar atentados ou de se virar contra outros cidadãos que não têm nada a ver com a temática? É preciso pensar como é que chegámos a este ponto, como é que pessoas que nascem em França não se vão identificar como franceses ao ponto de poder realizar algo contra o próprio país supostamente. Nesse sentido, até é muito estranho porque, sim, são carne para canhão porque eles estão a defender interesses que são, às vezes, interesses políticos, interesses mafiosos, interesses que eles nem conhecem e só o fazem por ideologia, neste caso. Mas é sempre curioso perceber como é que pessoas que nascem num mesmo sítio crescem de forma tão diferente.” Numa conversa que tivemos em 2017, criticou o Presidente francês, Emmanuel Macron, pela supressão do Secretariado de Estado de Ajuda às Vítimas. Na altura, falou-me numa “vontade explícita” de fazer cair as vítimas e as famílias num certo “esquecimento”. Teve uma posição bastante crítica com o Presidente. Mantém-na? “Quando ele foi eleito e acabou com a Secretaria de Estado, ele disse que queria acabar com essa cultura de vítimas porque na altura ainda era algo muito presente. Isso não é muito relevante no sentido em que depois houve outros atentados e ele teve que voltar a falar sobre o assunto, etc, mas é mais que o pesou na relação das vítimas com o Estado, no sentido de todas as indemnizações e da ajuda que era suposto vir. Tudo foi complicado e várias vezes tiveram que falar com os ministros e o governo para pedir uma série de coisas que deviam ter acontecido muito mais rápido. Então, o que eu observo é o que eu estava a falar há bocado, é que todo o processo do pedido de ajudas e indemnizações foi muito mais demorado, muito mais complicado do que certamente teria sido com o governo anterior.” Como é que olha para o julgamento? Houve alguma forma de reparação? “Eu fiquei bastante à margem do julgamento pessoalmente. É o que eu sempre disse: vamos julgar as pessoas que estiveram envolvidas directamente nesse atentado e está muito bem fazê-lo, mas eu procurava respostas que nunca chegaram a aparecer porque são questões políticas muito mais profundas e não há interesse sequer em encontrar ligações políticas e económicas a esses atentados. Então é melhor falar das três ou quatro pessoas que pudermos julgar, mas isso não responde em nada às perguntas que eu teria.” Que perguntas são essas concretamente? “São perguntas simples. Quem acredita que três ou quatro desgraçados são capazes de organizar um atentado desta dimensão ou outros atentados que aconteceram depois é ingénuo porque forçosamente há uma complexidade económica e logística que não são acessíveis de forma fácil. Mas nunca sequer essa questão é feita. Quando eu faço essa questão, a maior parte dos jornalistas responde: ‘Ah, não, mas é que a gente não pode na nossa rádio ou televisão falar desse tipo de assuntos. A gente não pode fazer essas perguntas...” Mas eu estou-lhe a pedir essa pergunta. “Sim, mas eu não tenho a resposta. A minha questão é: por que é que nunca se fala de quem poderá ter financiado isto e por que é que sempre que eu faço essa pergunta, os jornalistas me respondem que não podem falar disso? É muito curioso, não chamo a isso censura, mas é curioso.”
Na emissão especial da SIC Notícias, José Luís Carneiro expressou profundas condolências à família, amigos e colaboradores do fundador do PSD, sublinhando tratar-se de um momento muito triste para o país. O atual líder do PS destaca a importância da personalidade do fundador na vida democrática portuguesa e na defesa de uma imprensa livre, elementos essenciais para a qualidade da democracia em Portugal. Lembra ainda o papel incontornável do fundador do PSD, não só na Ala Liberal antes do 25 de Abril, mas também na transição e consolidação da democracia. O compromisso do antigo primeiro-ministro e jornalista com a independência, o serviço público e a liberdade, bem como a sua visão europeísta e cosmopolita, leva Carneiro a considerá-lo um dos políticos que mais profundamente viveu os valores da social-democracia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Canal Vale Estreito"Criado para anunciar o Evangelho das Insondáveis Riquezas de Cristo.
Cientistas descobrem dinossauro que viveu há 230 milhões de anos na Argentina. Mais de 15 mil tentativas de fraude são registradas por dia no Brasil.
O ‘Doa a Quem Doer' dá a conhecer a história de horror de um menino de 10 anos que viveu com o pai numa casa abandonada em Vila Nova de Famalicão. O menino passava fome, vivia numa casa frequentada por toxicodependentes e chegou a estar dado como desaparecido.
Joana Marques traz-nos o podcast "1 Para 1", em que o jornalista Pedro Pinto recebe futebolistas ilustres para lhes contar que viveu fora.
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Cristiane dos Santos Silva cresceu na Vila dos Criadores, em Santos (SP), onde funcionava o lixão da Alemoa. Hoje, aos 42 anos, ela lidera um grupo de contabilidade.
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"Esse é meu pai. Ele é gay. Essa é minha mãe. Ela é hétero. Eles são amigos". É assim que Alyce costuma se apresentar quando alguém pergunta sobre sua história. Não é uma resposta que costuma vir sozinha. Ela geralmente vem acompanhada de um olhar curioso, confuso ou até chocado. Mas, pra Alyce, tudo sempre foi muito simples: ela nasceu de um desejo comum. E de um afeto verdadeiro.Os pais de Alyce se conheceram num churrasco na casa do tio dela, que também era gay, embora ninguém soubesse ainda. No meio dessa festa, nasceu uma amizade entre a mãe de Alyce e seu futuro pai. Uma amizade tão forte que fez com que ele passasse a frequentar a casa com frequência.O tempo foi passando, a amizade foi ficando mais sólida, e ele começou a brincar que queria ter um filho com ela. No começo, ela achava que era só piada. Até que, cinco anos depois, eles decidiram que sim: iriam tentar. Naturalmente, sem inseminação, sem processo médico. Com afeto, confiança e consentimento.Foram três tentativas até que desse certo. E quando a notícia da gravidez chegou, por meio de uma cólica que parecia ser renal, mas era só a Alyce dizendo "cheguei", ele ficou eufórico. Ligou pra todo mundo. Queria contar ao mundo que ia ser pai.Muitos achavam que por ele ser um homem gay, não seria presente. Pelo contrário: ele sempre esteve lá. Acordava de madrugada, se preocupava com os cuidados, foi presente em todas as fases. Foi acolhido pela família da mãe dela, morou com elas, e nunca escondeu quem era. Alyce cresceu ouvindo que seu pai era gay. Cresceu indo à Parada com ele no colo. Viu de perto o que era diversidade. Viveu, em casa, a experiência do respeito.
Viveu, no século XVIII, numa casa em Ranholas com um porco e um burro. Ganhou uma alcunha por ser baixinha e ainda hoje essa marca existe. Sabe de quem estamos a falar?
Após conquistar o circuito de festivais e acumular prêmios no Brasil e no exterior, o documentário Neirud, de Fernanda Faya, chega às salas de cinema no dia 14 de agosto, com distribuição nacional da Descoloniza Filmes e produção de Faya, Michael Wahrmann, Rica Saito e Julia Alves. A data escolhida para o lançamento coincide com o mês da Visibilidade Lésbica, reforçando, segundo os responsáveis, o “caráter político, afetivo e representativo da obra”.Neirud – premiado como Melhor Filme e Montagem no Olhar de Cinema 2023 – parte de uma investigação pessoal da diretora sobre uma figura quase mítica de sua infância: uma tia negra criada em sua família circense, cuja origem era envolta em silêncios. Ao descobrir mais sobre a trajetória dessa mulher, a cineasta reconstrói uma narrativa de fuga, acolhimento, afeto e resistência.Neirud revela a história de uma criança preta que escapou de um lar abusivo nos anos 1930, encontrou abrigo no circo e tornou-se uma lutadora em uma trupe feminina argentina. Viveu também uma relação amorosa duradoura com outra artista, atravessando décadas em espaços periféricos do Brasil.Nesse episódio, Robledo Milani e a diretora da obra, Fernanda Faya, falam sobre Neirud. Dê o play e divirta-se!
Ela estava recém separada quando conheceu um rapaz que a apresentou a um estilo de vida completamente novo. O que no começo parecia só curiosidade virou uma paixão intensa. Ela se envolveu com ele e com a esposa dele. Viveu um relacionamento a três, criou laços, acreditou no afeto compartilhado. Mas com o tempo vieram o ciúme, os desentendimentos, as promessas não cumpridas e uma descoberta que virou tudo de cabeça pra baixo. Essa é uma história real sobre amor fora do padrão, sobre entrega, confiança, limites e o quanto a gente suporta por acreditar que está sendo amado. Se você já se envolveu em relações abertas, já amou alguém comprometido, já ficou no meio de uma relação confusa e acabou se perdendo no caminho, esse episódio é pra você. História real, relacionamento a três, trisal, ciúmes, traição emocional, relação aberta, envolvimento com casal, podcast feminino, histórias de mulheres, confiança rompida, limites emocionais, mulheres que se entregam demais, vínculos afetivos não convencionais.
Conhecida como "Criança Selvagem", Genie passou a maior parte de sua infância trancada em um quarto escuro, sendo maltratada e privada de cuidados básicos. Seu caso é conhecido como um dos piores casos de negligência infantil da história dos Estados Unidos. #514
Recebemos a professora Sabrina Gledhill para uma conversa sobre Manuel Querino. Sabrina Gledhill é uma académica, editora, escritora e tradutora britânica independente. Viveu em Salvador, Bahia, Brasil, durante quase 30 anos antes de regressar ao Reino Unido. A Dra. Gledhill… Leia mais → O post 228. Manuel Querino, com Sabrina Gledhill apareceu primeiro em filosofia pop.
É psicóloga, professora do Método DeRose e mãe da Julieta e do Lourenço. Aos 19 anos, apaixonou-se por este método e decidiu transformar esse caminho em profissão, que segue há mais de 20 anos. Viveu 8 anos em São Paulo, onde casou e foi mãe pela primeira vez. Mais tarde, de regresso a Portugal, sentiu que tinha de fechar um ciclo e voltou à faculdade, terminando o Mestrado em Psicologia em 2024.Fez um estágio transformador que a levou até até Londres, onde se especializou em Parentalidade Reflexiva. Hoje, mantém duas áreas profissionais aparentemente distintas — Psicologia e o Método DeRose — mas que se cruzam num mesmo ponto: o desenvolvimento pessoal.Hoje N'a Caravana recebemos a Mariana Nunes Rodrigues.@parentalidade_reflexivahttps://www.clinicamnrpsicologia.pt/https://www.parentalidadereflexiva.ptPatrocínio:Ultra Suave da Garnier - A hora do Banho.A Hora do Banho chegou com Ultra Suave para transformar a rotina do banho num momento especial mais divertido e em família. Cantem com o Abacate, a Aveia, o Alperce e a Camomila e tornem este momento do dia–a–dia em pura alegria!Ultra Suave, cuida do que é importante.Podes cantar a música aqui: https://www.youtube.com/watch?v=9poK-KGOU50E saber mais da campanha: https://www.garnier.pt/hora-do-banhoPodem seguir @ritaferroalvim no instagramSupport the show
Sonhar com São Paulo era sonhar com oportunidades. Mas a realidade foi outra e a rua se tornou a casa do Carioca por duros 12 anos. Entre noites frias e dias de incerteza, Carioca fez um amigo, vizinho de calçada, que lhe ofereceu um caminho para sobreviver: se tornar catador e aprender a garimpar.No ferro velho, ele entendeu que o que chamam de lixo tem valor. Aprendeu a separar, carregar, vender. E ali, entre os montes de material reciclável, encontrou um teto. O dono do ferro velho ofereceu um espaço, um barraco simples, mas seu. O primeiro colchão foi um pedaço de papelão, o travesseiro, um bloco de cimento. Mas ele dormiu tranquilo, protegido pela primeira vez em anos.Foi ali que conheceu Jo. A menininha vinha todo dia, levando o almoço de quem trabalhava no ferro velho. No meio das idas e vindas, os dois criaram um vínculo. Até que um dia, com a pureza de uma criança, a Jo olhou para o Carioca e disse: “Se eu tivesse um pai, queria que fosse igual a você.”Aquela frase virou uma chave. Ele, que tinha se acostumado a sobreviver, sentiu a responsabilidade de ser referência. Mas a aproximação não passou despercebida. A mãe de Jo estranhou o quanto a filha falava sobre aquele homem chamado Carioca. Ele foi até a casa dela, explicar que estava certa em se preocupar com a filha.Só que a amizade entre o Carioca e a mãe da Jo foi crescendo. A amizade virou carinho, o carinho virou amor. E assim ele teve a chance de construir uma família.Mas o sentido da sua vida não parou ali. Em 2002, soube que a prefeitura apoiaria grupos organizados de catadores. Com outros 46 trabalhadores, formaram uma cooperativa. Hoje, sua cooperativa tem 352 cooperados, seis unidades, um centro escola. Mais do que coletar e separar materiais, formam e qualificam pessoas, resgatam jovens antes que a criminalidade os adote, dá oportunidade a quem saiu do sistema prisional, a quem envelheceu e o mercado de trabalho descartou.O Carioca entende que os catadores salvam o planeta diariamente. Mas, acima de tudo, salvam uns aos outros. E foi assim que ele encontrou seu lugar no mundo: no amor de uma filha, no encontro com sua esposa e no trabalho que dá dignidade a tantos. Porque, quando se faz algo com verdade, tudo encontra seu caminho.
Uma vida que começa no Império Russo no século XIX e vai até Wisconsin em 2002 tem muita história. Leo Ornstein teve um percurso ímpar e pode ser considerado o Manoel de Oliveira da música clássica.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Herbert Cukurs, que montou negócio com pedalinhos no Rio, foi responsabilizado por matar a sangue-frio cerca de 30 mil judeus na Letônia ocupada por Hitler.
Filósofo britânico contemporâneo explica por que está convencido da importância extraordinária do legado de filósofo grego, que viveu há 2.300 anos.
EBD LIÇÕES BÍBLICAS CPAD IEADPE | 1º TRIM 2025 8ª Lição: "Jesus viveu a experiência humana".
Viveu 87 anos, e deixa marca para sempre na literatura portuguesa. Maria Teresa Horta escreveu perto de 40 obras, entre poesia, conto e ficção, sem contar com fértil atividade jornalística. Grande ativista pelos direitos das mulheres em Portugal, isso atrasou o seu reconhecimento literário.
Em 2024, o mundo corporativo enfrentou uma verdadeira epidemia digital. Os ataques de ransomware, que sequestram e bloqueiam dados de empresas, atingiram níveis alarmantes. De acordo com a Apura Cyber Intelligence, mais de mil companhias ao redor do globo foram vítimas desse tipo de crime, com grupos como LockBit liderando o cenário. Para falar sobre esse assunto eu recebo hoje aqui no Podcast Canaltech o Wanderson Castilho, perito em crimes digitais. E mais: Android vai compartilhar localização em casos de emergência no Brasil; entenda; Novo motor híbrido da Toyota pode ameaçar o futuro dos carros elétricos; IA da Meta chega ao Instagram no Brasil; veja como funciona; ChatGPT ganha pastas para organizar conversas; veja como usar; iPhones podem ficar mais caros no mundo todo em 2025. Receba notícias do Canaltech no WhatsApp Entre nas redes sociais do Canaltech buscando por @Canaltech nelas todas Entre em contato pelo nosso e-mail: podcast@canaltech.com.br Entre no Canaltech Ofertas Acesse a newsletter do Canaltech Este episódio foi roteirizado e apresentado por Gustavo Minari. O programa também contou com reportagens de Wendel Martins, André Lourenti Magalhães, Leo Alves e Bruno De Blasi. Edição por Natália Improta. A trilha sonora é uma criação de Guilherme Zomer e a capa deste programa é feita por Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ela venceu a primeira corrida da sua vida, quando tinha apenas 12 anos. Na segunda, outra vitória e o dinheirinho que ganhou de premiacao foi direto para sua mãe comprar comida para a família. Desde então a corrida ganhou um papel importantíssimo em sua vida. Além de uma ferramenta de educação para inúmeros aprendizados que a escola não ensina, o atletismo lhe trouxe oportunidades únicas e tornou-se sua profissão. A cada ano correndo ela ia melhorando e conquistando marcas importantes, porém, em 2005, sofreu uma grave lesão que a afastou das competições, mas principalmente da oportunidade de se sustentar. Viveu uma depressão que foi superada com a ajuda do treinador Cláudio Castilho, que viria a se tornar uma figura importantíssima em sua carreira. Entrou para a equipe do Esporte Clube Pinheiros e alguns anos depois, foi contratada pela ASICS. Sua confiança voltou acompanhada de grandes conquistas. Entre elas, a de Campeã Sul-Americana na Meia Maratona, terceira colocada na São Silvestre, Bicampeã Pan-Americana na Maratona e até hoje, o título da brasileira mais rápida nos 42.195 metros, com a marca de 2h29'17. Participou de duas edições dos Jogos Olímpicos, Londres 2012 e Rio 2016, e desde então iniciou o processo de transição de carreira. Mais importante do que qualquer título, ela é uma vencedora da vida. Com seu sorriso, simplicidade, muita dedicação e talento, vem inspirando muita gente, seja através do projeto Lume Club da ASICS ou no projeto social Enfrente, que criou em 2020 com o agora ex-treinador, mentor e o pai que a vida lhe deu, Cláudio Castilho. Conosco aqui, a corredora, educadora física, treinadora, criadora do Instituto Enfrente, membro da comissão de atletas do Comitê Olímpico Brasileiro e embaixadora ASICS, a cruzeirense Adriana Aparecida da Silva. Inspire-se! Powered by ASICS SIGA e COMPARTILHE o Endörfina através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.
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Madonna centenária e na vanguarda. Itaú marca poderosa! O avanço das fakenews e a dificuldade da imprensa retomar seu lugar. Milagres existem? São tantos temas e estamos felizes de voltar com este programa delicioso. Aproveitem o conteúdo!
Ela nasceu em São Paulo, no Amparo Maternal, uma instituição de apoio à gestantes em situação vulnerável. Com poucos dias de vida, foi adotada por um casal, cuja mulher havia perdido o filho no parto. Quando tinha 4 anos de idade seus pais adotivos se separaram. O divórcio foi litigioso e bastante traumático. Seu pai tornou-se então ausente. A situação financeira fez sua mãe voltar a trabalhar e estudar. Assim, ela e seu irmão mais novo foram criados pela avó materna, dona Cida, uma mulher simples, na época analfabeta e dona de uma força imensurável. Incentivada pela mãe, praticou bastante esportes. Começou com a natação, depois a ginástica artística, esportes de quadra, dança e chegou a competir na ginástica aeróbica. Dançando ela encontrou a válvula de escape para tantas emoções represadas. Na época também tocava piano onde ficava por horas, isolada em seu mundo. O movimento, a música e o esporte assumiram um papel importante e muito especial em sua vida. Aos 9 anos de idade descobriu que era adotada e seu mundo caiu. A sensação de ter sido enganada e as dúvidas pesaram sobre ela. Nessa mesma época sofreu um abuso sexual e novamente veio o sentimento de culpa e medo. Na adolescência teve a primeira crise de depressão e anorexia. Prestou vestibular e passou em Educação Física e Jornalismo. Optou pelo segundo porque, segundo seu pai, com a educação física ela morreria de fome. No meio da graduação descobriu que gostava mesmo era de trabalhar com o movimento e esporte. Matriculou-se em Educação Física e cursou as duas faculdades enquanto trabalhava. Problemas de relacionamento com a mãe a fizeram sair de casa com 21 anos de idade. Estudava de manhã e dava aulas de ginástica o resto do dia. O dinheiro dava para o básico e muitas vezes pulava uma refeição para ter como pagar suas contas. Foi difícil, mas libertador. Seus finais de semana eram preenchidos com esporte e ela geralmente pedalava e corria. Viveu um relacionamento sério e com o casamento marcado, descobriu a traição, o que lhe feriu a alma. Em 2004, então com 27 anos de idade, decidiu morar com o pai e para evitar conflitos quando ele chegava alcoolizado em casa, voltou a nadar. Nos intervalos das aulas na academia pedalava no spinning e corria. Foi o começo do que viria a ajuda-la pelo resto da vida, estar em paz consigo mesma e desacelerar seus pensamentos. Nessa época teve bulimia e crises de depressão. Durante um desentendimento com o pai, foi convidada a deixar casa dele. Tentou morar com mãe, mas foi aconselhada por ela a procurar uma pensão. Foi talvez um dos momentos mais difíceis da sua vida. Deprimida, sem conseguir trabalhar e sem condições de se sustentar sozinha. Chegou a pedir para a mãe interna-la em uma clínica psiquiátrica. Uma amiga então a indicou uma terapeuta e aos poucos ela melhorou. Voltou a dar aulas e conseguiu um novo lugar para morar. Nas horas vagas nadava, pedalava e corria. Após alguns anos, decidiu empreender e montou um estúdio de Pilates, que prosperou. Nessa mesma época viu seu pai adoecer de câncer e recusar o tratamento. Durante um ano ela sofreu calada, sentindo-se impotente. Em seu último dia de vida ela pode ver em seus olhos um pedido de perdão e arrependimento. Ela o perdoou. Já um pouco mais confortável financeiramente, ainda lhe faltava realizar o sonho de construir a própria família. Viveu um relacionamento abusivo e violento que só foi superado com a ajuda da sua terapeuta e quando já estava conformada com a idéia de se tornar “titia”, conheceu o homem da sua vida. Triatleta, professor de educação física e proprietário de academia. Pouco tempo depois, engravidou do primeiro filho. Começaram uma vida juntos sonhando construir uma bela família. Ele a apresentou o triathlon e com a modalidade, surgiu um caminho para superar seus fantasmas e descobrir sua força mental. Ela foi aprendendo a controlar sua fraqueza emocional. Lá se vão doze anos juntos, dois lindos filhos, 6 provas de Ironman e uma parceria e sociedade profissional muito bem sucedida. Ela se apaixonou pelo triathlon de tal forma que se dedicou a estudar o endurance a fundo. De 2015 até hoje foram oito especializações na área. Conosco aqui uma atleta apaixonada que nasceu aos 35 anos de idade, quando também se tornou mãe. Que descobriu no triathlon um maneira de lidar com suas forças, fraquezas e emoções. A cada competição ela aprende que é capaz de enfrentar qualquer dificuldade, mesmo sentindo medo e que, assim como na vida, quando tudo parecer perdido ou errado, se a cabeça for resiliente teremos força para aguardar dar certo e atingir nossos objetivos. A treinadora durona e futura nutricionista, para quem o esporte é muito mais do que apenas métricas e resultados, a sócia proprietária da Navas Tri, Thelma D'Amélio. Inspire-se! SIGA e COMPARTILHE o Endörfina através do seu app preferido de podcasts. 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