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História de Imigrante
183. Amor Bandido

História de Imigrante

Play Episode Listen Later Sep 3, 2026 27:13


➡️ O atendimento da psicóloga Vanessa Floriano está disponível no link abaixo.https://wa.me/5543988099911➡️ Canal Fala Português - Segue lá!https://youtube.com/@falaportuguesbr?si=CIAIKY7ei-l5x90ahttps://open.spotify.com/show/033g5gbsC6OcZTzXqvo0yX?si=O8C5PY4BQ22_SfbYyRxwCg➡️ Para trâmites sobre imigração na Espanha - clica aqui:https://bit.ly/hiespanha➡️ Para trâmites sobre imigração em Portugal, Alemanha, Austria, Hungria e Polônia - clica aqui: https://bit.ly/hiportugal➡️ Para trâmites sobre imigração na Itália - clica aqui: https://bit.ly/hiitalia➡️Terminou de ouvir? Então corre para o nosso grupo no telegram:https://t.me/historiadeimigrante***➡️Sobre o episódio 183Aos 16 anos, Jennifer viajou pra Inglaterra fazer intercâmbio. Foi deportada, acabou numa boate de luxo na Espanha e se tornou a amante preferida de um poderoso traficante. Viveu como rainha com luxo, ouro e poder.➡️Se gostou dessa história vai gostar também...Fui enganada e levada para Suiça

Convidado
Marta Lança publica memórias entre Lisboa, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo e Rio de Janeiro

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 20, 2026 37:05


Neste programa, conversamos com Marta Lança, a autora de “Essas pessoas na sala de jantar”, um livro que conta as histórias de uma vida escrita entre Lisboa, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro e outras geografias, tendo como fio condutor as mudanças de casa e os encontros com novas pessoas que enchem salas de jantar transformadas em lugares de resistência e comunidades de pensamento e de arte. Este é o seu segundo livro, depois de “infinitas-pessoas-mais-uma”, ambos editados na Tigre de Papel. Marta Lança é jornalista, escritora, programadora cultural e também coordena o portal Buala, uma plataforma dedicada à cultura e ao pensamento sobre o Sul Global.  O livro “Essas pessoas na sala de jantar” é como uma casa, ou melhor, uma sala de jantar repleta de amigos e reinventada a cada nova morada entre três continentes. Mas não é “uma sala de jantar auto-satisfeita”, não. É um convite à viagem, à partilha e aos novos sabores, com pratos cheio de histórias e portas abertas, com sorrisos e cumplicidades, algures em prédios onde – podemos ler – “nos desenrascamos uns aos outros, e dispensamos ovos e coentros, em que crescemos juntos”. Foi a partir das sucessivas mudanças de casa para “outro bairro, às vezes outra cidade, ou continente” que a autora quis “encapsular temporadas em certos lugares e circunstâncias”. Através da sua história pessoal, conta o que viu nos países onde viveu, observando com “um olhar para dentro e para fora” capaz de arrombar quartos fechados e mentes quadradas. Esta é uma história de encontros, de “geografias afectivas múltiplas” e é também um diário de bordo de um mundo em risco de extinção e de um outro a cimentar-se, num “tempo saturado de estímulos e de tecnofascismo” e em que os ecrãs substituíram livros e o brincar na rua. Escrito com muito humor, o livro é também uma forma de transmissão da memória, offline, um registo proustiano em busca de um tempo perdido em que tanto se ganhou e tanto se foi perdendo. Às memórias pessoais da protagonista, às suas histórias de amizades, de amores, de viagens e experiências noutros países, misturam-se os grandes acontecimentos que marcaram a História e a política do pós-25 de Abril em Portugal até aos dias de hoje no mundo. Tudo acompanhado pelo ritmo dos filmes, dos livros e da banda sonora que também escreveram esses anos. A partir de Lisboa, Faial, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro, Baixo Alentejo, as histórias  são acompanhadas por reflexões sobre as injustiças sociais, o racismo, as cidades segregadas, o capitalismo desenfreado, a crise da habitação, a especulação insaciável e as rendas insustentáveis, a ecologia em crise, a pobreza, as sempiternas lutas das mulheres e muitas e variadas e repetidas opressões. São também histórias de lugares de resistência, de salas de jantar transformadas em comunidade de pensamento e de arte. A autora lembra como foi crescer numa Lisboa arrastada pela especulação imobiliária, o que foi a “Geração à Rasca” nos tempos da Troika e lembra que “o fascismo nunca desapareceu no país dos brandos costumes”.  Depois, recorda como “ter vinte e um anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Em Cabo Verde, reconheceu “a personalidade telúrica dos habitantes vulcânicos" que tinha conhecido em menina nos Açores, “mas o mais difícil de erradicar permanece: as mentalidades, a anos-luz de descolonizar”. Segue-se Luanda, “mal tinha desembrulhado o grogue, o veludo e a calabaceira de Cabo Verde e partia de novo, desta vez para uma grande metrópole africana da qual afinal não sabia quase nada”. Em Luanda compreendeu que “a mesma cidade onde se luta para conseguir comer ou para facturar milhões, toda a hora é hora de celebrar a vida, porque a toda a hora se pode morrer.” Em Maputo, o que mais conquistou o seu “coração rebelde eram os concertos de hip-hop, agregadores de jovens desejosos de mudar a sociedade restrita e opressora”, como Azagaia que “confrontava o regime e a geração da independência” com, por exemplo, a música “Quem vendeu a minha pátria?”. No Rio de Janeiro, surge a pergunta: “Como se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência?”, onde “a desigualdade continua a ser a espinha dorsal da vida urbana brasileira.” A resposta começa, talvez, nos baile funk na Zona Norte, “uma das maiores expressões da resistência cultural, social e identidade das periferias brasileiras”. Mais tarde, o refúgio no Baixo Alentejo, em Portugal, onde uma casa no campo é a possibilidade de “pequenos lugares engendrarem utopias”. Porém, mesmo aí, “a terra é colonizada e posta a render” e nos cafés se percebe “como muita gente desistiu e se deixou manipular pelo populismo e abandono”. No final, regressa às raízes para cuidar de quem dela cuidou e de quem dela cuidará, confessa. Consciente de fazer “parte da paisagem da desigualdade montada”, ao longo dessas viagens entre os três continentes, a narradora nunca esquece “o Atlântico que devolve continuamente a memória do terror e da sobrevivência”. Também omnipresente, de viagem em viagem, a comida, das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne nos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, passando pelo amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, sem esquecer o acarajé no Rio e a Cozinha Ocupação. Afinal, “poucas coisas unem tanto as pessoas como partilhar uma refeição”. A inspirar as suas páginas sente-se a busca e um enorme respeito pela liberdade, partindo de uma personagem-arquétipo a que chamou Júlia e que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”. Era uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros". "Essas pessoas na sala de jantar" talvez seja "o mapa poético" de Marta Lança, esboçado a partir da "força de todas as que foram reprimidas". Marta Lança: "Aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer" RFI: Do que fala este livro? Marta Lança, Autora de “Essas pessoas na sala de jantar”: “Este livro compila várias crónicas de diversos momentos da minha vida. Quando estava a pensar o que é que ligaria estas histórias, achei que seria o mínimo denominador comum a questão de mudar. Mudar de casa, mudar de cidade, mudar de geografia emocional e de trabalhos, entre eles tem esta questão de cada um que se passa num determinado tempo e espaço. Começa com a casa onde cresci, a casa dos pais, a casa de onde parti para a vida e depois são sucessivas casas como ponto de partida: várias em Lisboa, várias depois com a vida profissional, em que fui viver para os países africanos onde também se fala português, como Cabo Verde, Angola, Moçambique. Depois o Brasil e o regresso a Lisboa, sendo Lisboa também em vários bairros, em vários tempos. Isso é o que coordena. Depois, fala de muitas outras coisas. Cada história tem os seus universos, alguns vão-se repetindo, mas é basicamente um livro que tem a ver com o crescer, com o tornar-se uma mulher, tornar-se adulta, e tem esse lado um pouco confessional, autobiográfico - mesmo assim, tentando não expor muito os outros - mas é o devir adulto. Basicamente, é um livro que tem a ver com o crescimento.” Por que é que decidiu chamar-lhe “Essas pessoas na sala de jantar”? “Porque sempre gostei muito dessa canção de 'Os Mutantes', um grupo brasileiro de movimento Tropicália. A canção chama-se ‘Panis et Circenses', tem a ver com uma crítica à ditadura militar brasileira. É muito irónico porque enquanto se está a distribuir pão e circo, essa classe média que está entretida na sala de jantar, ocupada em manter-se, em nascer e morrer, e que fica numa certa passividade enquanto o mundo explode, enquanto há uma série de injustiças, há uma classe média que está muito contente com a sua vidinha de privilégio. Então, trouxe este título para falar também dessa tensão que eu própria sinto entre o meu meio, esse meio pequeno-burguês de Lisboa que teve acesso à educação, saúde a seguir ao 25 de Abril. Portanto, somos essa primeira geração em liberdade que pôde uma série de coisas e, ao mesmo tempo, o que é que fazemos com isso? Então, também tem essa questão de tentar politizar-me e ter atenção à abertura para outras realidades do mundo e da minha própria cidade e ter uma participação não passiva, sendo que há esse dentro e fora da sala de jantar. Acho que é uma canção que traduz muito essa vontade também de trazer poesia para a vida, um outro olhar, não aquele convencional, e por isso a escolhi como título.” O espaço casa tem um lugar central, mas essas casas vão sendo criadas em diferentes países. Quase parece um paradoxo porque a casa é algo aparentemente estável, seguro, e aqui as suas casas são resultado de viagens e cada cidade é como uma nova casa. Até que ponto é que as casas e as cidades são personagens centrais neste livro? “São porque têm um lado de dentro de casa, mas não muito. Então, dentro de casa porque aconteceu que quase todas estas casas, como os leitores vão ver, foram casas partilhadas, casas colectivas onde viviam outras pessoas. Desde o início com a família, o núcleo duro, etc, e depois os amigos, os namorados e, hoje em dia, as casas com crianças quando estamos a criar filhos. Na partilha de casa, sempre achei muito interessante, como uma espécie de laboratório social, como é que as pessoas habitam uma casa, como é que pessoas, além de mim, tornam a casa um lugar habitável, um lugar acolhedor, mas um lugar onde há conflitos com a divisão de espaço, divisão de tarefas. Foi interessante que a minha vida suscitou ver várias maneiras de habitar a casa porque fui partilhando casa com pessoas diferentes ao longo da vida e sendo que essas outras cidades, outros bairros, também traziam sempre um microcosmos de realidades diferentes. Então, não são cenários, são participantes dessa observação de costumes, de ponto de partida para ver o que está à volta da casa. Aliás, o livro parte desse interior da casa, mas depois vai muito para fora, sai logo. A narradora - que sou eu - acaba por estar mais interessada no que se passa fora. Tenho algumas observações sobre o dentro de casa, mas o mais interessante será mesmo essa etnografia de ambientes à volta dessas casas, do bairro, dos sistemas políticos, dos assuntos que inquietam naquele momento, como se cristalizasse um certo tempo de observação. É por aí que interessa, é como a casa ser um mirante, um ponto de observação do exterior.” Vamos às casas nas diferentes cidades. Por exemplo, Lisboa. Lisboa não é apenas a cidade bonita e multicultural onde cresceu, onde ia ao ballet da Gulbenkian, ao cinema, aos bares do Bairro Alto dançar kizomba e ouvir Os Tubarões. Foi também a cidade onde um rapaz cabo-verdiano, Alcino Monteiro, foi espancado até à morte por um bando de skins no Dia de Portugal, em 1995, um cenário que se repetiria. Olha para este ódio racial que reverbera ainda na própria cidade. Quer-me falar sobre Lisboa? “Sim, é interessante ter ido buscar esse exemplo porque essa linha de cor que atravessa a cidade de Lisboa, essa colonialidade ainda estamos a vivê-la, não é? Crescer nos anos 80, numa cidade que estava a urbanizar-se, é o meu ponto de partida: era ali a zona de Carnide, depois assistir ao fenómeno do Colombo, toda essa Lisboa que se queria tornar uma cidade europeia, com a entrada na União Europeia, o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, o realojamento dos bairros mais auto-construídos, etc, mas que obviamente foi criando para as margens, foi marginalizando, tornando periféricas uma série de realidades socioculturais e económicas de tornar muitos bairros empobrecidos e pessoas empobrecidas em que a linha de cor coincide. Ou seja, são as pessoas racializadas que acabam por ter esse estigma que vinha de um país a seguir ao 25 de Abril, ainda com uma grande carga colonial, racista, foi mantendo, se calhar um pouco mais com um certo pudor, sendo que agora, com a ascensão da extrema-direita e todo este populismo e instrumentalização do ressentimento voltou a sair à carga e ainda mais estigmatizou estes territórios, estas pessoas, e no livro vou falando desses momentos. De facto, o ódio racial foi um momento definidor quando aconteceu esse assassinato do Alcino Monteiro num bairro que eu frequentava, o Bairro Alto, que eu frequentava com os meus amigos. Para nós, que éramos novos, sentir esse medo nas ruas, ali no centro da cidade, e perceber: ‘Afinal isto é terrível. Há pessoas que são um alvo muito mais declaradamente de uma purga, dessa motivação do ódio.' E acho que isso nunca deixou de existir em Lisboa, aliás, culminou no ano passado com a morte do Odair Moniz, e vamos vendo como a cidade evolui e não resolve essas suas feridas sociais de ódio. E, portanto, acho que isso atravessa de alguma forma o livro. Eu, no lugar de também de um certo activismo anti-racista, mas como é que uma jovem lisboeta branca vai percebendo essas injustiças. Também entrei por aí de uma forma, não aprofundando muito, mas dando a entender que isso é uma realidade que só não vê quem não quer. Podemos estar num certo meio protegidos, mas somos cúmplices desse estado de coisas se mantivermos essa passividade. Portanto, temos de denunciar.” Vamos agora a Paris. Conta que “ter 21 anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Foi para lá estudar, viveu na Cité Universitaire. Fala daquele momento, mas também na continuação das lutas sociais até hoje, com os Coletes Amarelos, as revoltas suburbanas na sequência também do assassínio de jovens de pele negra, a mobilização contra a ascensão da extrema-direita. Que lugar tem para si Paris? “Nessa tal geografia de afectos e de crescimento, Paris foi muito importante porque foi esse tal embate político. A minha relação com Paris no livro é no ano de 1997, 98, eu era uma jovem estudante de Erasmus em Paris. E teve esse papel de perceber como o mundo é enorme, como as lutas sociais são muito mais vastas do que a partir de Lisboa e também de perceber que há uma esquerda muito organizada e disseminada nas universidades, nas manifestações e isso foi muito importante de assistir, de acompanhar, de testemunhar esse fervor. Quanto mais organização, até de contestação, também mais se sentia essa tensão de uma cidade a uma escala muito maior do que Lisboa. Eu conto uma manifestação dos ‘chomeurs' [desempregados] que me impressionou muito, a forma muito combativa e muito radical de confrontar a polícia, etc, e depois Paris sempre continuou a ser uma meca da esquerda europeia com essas outras lutas que se seguiram e mais do que nunca, agora, com a situação política da Europa e de França em particular. Acho que é um bom barómetro da temperatura social, continua a ser.” Viveu também em Cabo Verde, que diz que se tornou em “um país exemplar no contexto africano”, graças ao empenho, ao valor atribuído à educação. Diz ainda que o mais difícil de erradicar permanecem “as mentalidades a anos-luz de descolonizar”. Quer falar-nos um pouco sobre Cabo Verde e a sua experiência? “Cabo Verde foi também uma transição enorme na minha vida. Ir viver para uma ilha pequenina como São Vicente e fazer uma revista com jovens cabo-verdianos e perceber as questões deles, algumas frustrações e muita vontade de participar, de ter opinião. Então, foi uma experiência que eu acarinho muito. De facto, viver nos sítios, trabalhar nos sítios, ajuda-nos muito a compreender essas tais relações, a sair do postal turístico das férias na ilha do Sal ou da Boavista em que a pessoa não percebe muito mais para além de que é um país maravilhoso, cheio de morabeza, etc. Ao trabalhar com jovens e ao ouvir os artistas, ao fazer também jornalismo de muita escuta, fez com que eu entendesse que há uma grande questão identitária. Portanto, isto é Cabo Verde de 2004, é claro que muitas coisas mudaram, mas havia ali muitas conversas sobre a questão da crioulidade, da situação atlântica de Cabo Verde cultural, da mestiçagem, todas essas heranças de ‘somos mais africanos, somos mais europeus', toda essa indefinição, que é uma discussão interessante, mas depois, no dia-a-dia, sentia-se que ainda havia um certo racismo em relação a pessoas do continente africano, muito pejorativamente chamados de mandjacos, como se isso fosse um insulto a uma etnia da costa da África, guineense, etc, e sobretudo a geração mais velha tinha um certo preconceito com a questão das pessoas mais negras. Falo também nessas manifestações, de alguns comentários, de algumas tradições como os Mandingas no Carnaval do Mindelo. E acho que sim, há uma mentalidade ainda muito colonizada que vai-se percebendo também em coisas mais recentes. Por outro lado, há uma juventude que reivindica o lado pan-africanista, a herança de Amílcar Cabral como os grandes valores da independência, tudo isso, mas é, mais uma vez, perceber que o contexto de um país é muito mais complexo do que a gente pensa no início. “Mal tinha desembrulhado o grogue” - estou a citá-la – “o veludo e a calabaceira de Cabo Verde", partiu de novo, desta vez para "uma grande metrópole africana, da qual, afinal, quase nada conhecia”. Luanda é a cidade onde "a toda a hora é hora de celebrar a vida porque a toda a hora se pode morrer”. Quer falar-nos sobre Luanda? “Luanda, essa grande cidade! Foi incrível conhecer Luanda nesse momento que saía há poucos anos de longuíssima guerra civil e ir trabalhar na área da cultura, das artes, em que estava tudo por fazer, havia uma alegria, um entusiasmo, e foi mesmo extraordinário também partilhar casa no bairro da Maianga, uma casa que já é histórica nas lendas urbanas, que é o Sete e Meio. Era um apartamento que dividíamos entre artistas angolanos e eu e uma amiga portuguesa que também trabalhávamos na Trienal de Luanda. Morava lá o Kiluanji Kia Henda, o Orlando Sérgio, o Yonamine, o Ihosvanny, artistas que estavam em grande força na sua carreira como artistas visuais, e o Orlando que é um actor na área do teatro e cinema. Então, era um ponto agregador da cidade, onde fazíamos muitos jantares, muitas conversas na nossa varanda, que também tinha um ponto de observação para as transformações urbanas da própria cidade de Luanda. E sim, é uma cidade de contradições, não é? Nessa altura - já não é a realidade actual - havia muita gente a fazer dinheiro porque o petróleo era, de facto, a economia muito efervescente, o crescimento económico era incrivelmente alto e acelerado, mas sabemos que isso depois não se traduziu em melhorias na qualidade de vida do povo angolano, que hoje em dia está bastante sufocado, numa crise enorme. Eu, como estrangeira, mas tentando viver como angolana no dia-a-dia, andar de candongueiro, depois também fiquei lá a trabalhar como professora, ouvi muitas histórias e o que mais me fascinava eram as biografias das pessoas. As pessoas tinham histórias de vida incríveis e apetecia cartografar tudo e escrever tudo, mas depois a realidade era tão veloz e alucinante que era difícil. Então, esses dois textos no livrinho sobre a Luanda dessa época são muito fragmentados, mas era um espelho da própria cidade, dessas vozes todas, dessas contradições e também um grande carinho nas pessoas e, ao mesmo tempo, uma brutalidade porque é a lei da sobrevivência.” Em Maputo, foi a música e o ímpeto do hip-hop, nomeadamente as letras do Azagaia, que a conquistaram, ele que tantas denúncias fez contra o regime, contra inclusivamente a geração da independência, contra a exploração do povo, contra o neocolonialismo português. Mais uma vez a atenção e a observação acutilantes da Marta… “Gostei muito de ir aos concertos do Azagaia. Foi um privilégio poder ir a vários concertos de hip-hop. Também já tinha frequentado muito o rap angolano, gostava muito também. Na altura, em Angola, ouvia muito o MCK, depois o Luaty Beirão também voltou à cidade e outros. Havia um grande movimento de hip-hop que era um grande escape de denúncia política. Então, era uma forma de entender o que é que os jovens estavam a pensar sobre a sua situação. Maputo é uma cidade extremamente musical, havia muitos concertos, muita música ao vivo nos bares e acho que é um dos pontos mais fortes que eu retenho: essa cidade musical. O Azagaia, além de, na altura, me ter chamado a atenção pelas letras tão interessantes, depois, tudo o que suscitou quando ele morreu, o cortejo fúnebre, a repressão e os tumultos todos que houve em Maputo e Matola e na Beira a seguir à morte dele… Aliás, eu tinha escrito esse texto antes de o Azagaia morrer e depois acrescentei mais isso como um questionamento também sobre a geração que fez a independência e a herança que deixou ao país como está actualmente, que ainda tem tanta juventude urbana descontente porque não tem muitos horizontes de expectativa para poder ficar no país com uma vida digna.” Também viveu no Rio de Janeiro e começa por falar de um baile funk em que questiona "como é que se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência". O que representou para si o Rio de Janeiro? “Comecei o texto com esse episódio do baile funk porque também tive a sorte de poder frequentar as comunidades faveladas da Zona Norte do Rio de Janeiro. E sim, são zonas da cidade, territórios muito permeáveis à violência, seja do tráfico de droga, seja da própria polícia. Na altura, havia operações de pacificação dos morros e, no entanto, eram sempre bastante ameaçadoras para a população trabalhadora dessas comunidades. E havia uma banalização dessa violência que acho que todos sabemos com os filmes e as notícias que nos chegam. Portanto, é viver numa guerra aberta e isso é muito desgastante para os moradores. Depois conto também como é que algumas figuras, como um estudante de mestrado, se sentia uma excepção no seu contexto de jovem negro, periférico, pobre, mas como as políticas de discriminação positiva, as quotas, são muito importantes no contexto do Brasil para furar essa repetição da pobreza e, portanto, também como é que a partir dali se estava a pensar a questão da cidade, do asfalto e da periferia, todas essas divisões de uma sociedade tão classista, tão racista… Algumas opções vão-se repetindo ao longo dos textos, mas com novos figurantes e novas reflexões, penso eu.” Acaba por haver alguns temas e até injustiças que se repetem ou que dialogam entre as cidades onde viveu? “Exacto e a procura da alegria, que citou, é mesmo uma força de resistência nestes lugares, não é uma alegria alienante, é uma alegria que tem o seu peso, da sua dor, dessas feridas todas da história, da história da escravatura, da história da pobreza, e, ao mesmo tempo, a capacidade de ‘estamos aqui, continuamos, sobrevivemos e transformamos a dor em alegria, uma alegria de não nos vão apagar, aqui continuamos'. Essa lição dessa alegria sobrevivente, para uma europeia, é mesmo importante, porque eu acho que em Portugal, por exemplo, se cultiva muito o lamento, o queixume, mas é um queixume que depois não muda nada, é um queixume quase de apaziguamento. Acho que esses países, como eu digo, abaixo do Equador, nos davam uma lição de vida nesse sentido que é: ‘Vamos para a frente, resistimos' e, cada vez mais, confrontacionais e a desejarem uma outra vida com todo o seu sentido crítico. Portanto, é uma alegria que também traz a crítica ao estado de coisas.” Outro aspecto é a comida, que de viagem em viagem também é omnipresente, seja na sala de jantar, seja na rua, no café, no restaurante. Das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne da casa dos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, em Lisboa, ao amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, ao acarajé no Rio e à Cozinha Ocupação… Escreve: “Poucas coisas unem tantas pessoas como partilhar uma refeição”. Porquê tanto sabor neste livro? “Muito bem visto! E também o grande ensopado de borrego no Alentejo!” É verdade, não falámos do Alentejo, mas também é bom deixar aos leitores a possibilidade de descobrir outras geografias e sabores… “Exactamente. A refeição partilhada é também ligada à ideia das pessoas na sala de jantar que estão a partilhar o seu momento, a distribuição de comida, a vontade de experimentar coisas novas e como cada lugar também com os seus sabores, porque é uma forma de convívio, não é? E esse é outro grande tema do livro: o convívio entre pessoas diferentes e uma refeição pode pôr na mesma mesa pessoas de realidades muito diferentes e estarem unidas pelo prazer de comer, de descobrir e também como os novos sabores traziam novas realidades. Quando estou a apontar para esses frutos tropicais, estou a aprender novos léxicos e novas realidades e, portanto, quis trazer essas diversas comidas.” Esses sabores não são só gustativos, também há os sabores auditivos, porque a música também está muito presente no livro. É como uma banda sonora em pano de fundo… “É porque a música também é uma forma de conhecermos realidades novas. Acho que todos nós temos sempre as nossas músicas electivas. Por exemplo, ouvir música em Angola ou Moçambique ou Brasil, é a partir das letras e das sonoridades que nos trazem as tais outras realidades. E depois também as músicas que nos formaram, a nossa forma de olhar o mundo e de viver a História é feita das partilhas das universidades, das leituras, dos filmes, mas muito a partir da música. A música tem um pendor educativo, formativo muito forte em todos nós e eu queria prestar essa homenagem a tudo o que a música trouxe à minha vida, só que era difícil estar a escolher entre tantas músicas e tantos autores e então fui referindo de acordo com o que eu ia ouvindo em cada fase de vida.” Num dos capítulos fala do “Lobo da Mata” e conta um episódio terrível. Recorda a francesa Gisèle Pelicot quando disse que “a vergonha tem de mudar de lado” e também escreve, “nos anos 90 a consciência feminista era de nicho e o ‘girl power' era mais slogan do que força colectiva” e que ainda hoje “em vários países, ser mulher continua ser quase um acto ilegal”. Porque decidiu escrever o “Lobo da Mata” e falar sobre a sua própria história? “Porque nós criamos mais empatia, relação com um assunto, quando nos implicamos nele, e todas as mulheres, sem excepção, terão histórias de abusos, desconfortos no mínimo, e situações em que se sentiram com medo ou discriminadas pelo facto de serem mulheres. Acho que temos a sorte de estarmos em países onde há alguma protecção, mas até precisamente pela Gisèle Pelicot em França, sabemos como histórias tão hediondas podem estar aqui ao voltar da esquina. Eu queria trazer algumas reflexões feministas porque, tal como a música, o feminismo também é uma forma de conhecer, de aprender muito para tentar ambicionar um mundo onde haja mais igualdade nas questões de género, mas mais do que a igualdade, acredito num feminismo que não é necessariamente a luta pelo poder, mas é outra forma de convivência entre as pessoas que não passe por esta competição, por estas relações de poder, por este ímpeto bélico e destrutivo que o mundo patriarcal nos tem proporcionado e por ele chegámos aqui, a este estado de coisas tão devastador e sem futuro quase. E, portanto, o feminismo seria uma grande opção entre homens e mulheres de outro tipo de comunhão, de partilha, de uma paz social que poderia vir através do feminismo. Esse ‘Lobo da Mata' é uma história na Caparica, na adolescência. Não é uma história que seja assim o grande trauma porque eu quis também passar esse lado, de como eu encontrei as minhas ferramentas para viver com isso e para transformar essa história numa espécie de alívio e de força pessoal, mas claro que cada mulher lida com isso de maneiras diferentes, com os seus próprios traumas e fantasmas. Mas acho que sim, acho que foi importante escrevê-la, não no sentido terapêutico, mas para partilhar alguns episódios que todas temos e, depois, a partir daí, o que é que suscitou como preparação para a vida porque qualquer mulher terá passado por isso.” Fala numa mulher no livro que é uma personagem-arquétipo daqueles tempos. Chamou-lhe Júlia que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”, uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros. A força de todas as que foram reprimidas.” O que é feito dessa Júlia? Este livro é esse “mapa poético”? “Sim, acho que sim. Essa Júlia é um arquétipo, não é uma pessoa real, mas sim um conjunto dessas vontades todas reprimidas e de alguém que pôde experimentar, pôde errar, pôde implicar-se em cada situação e fazer com que as coisas aconteçam, sair da tal sala de jantar auto-consolada para que a vida nos aconteça porque não podemos estar só à espera de uma mudança se não nos implicarmos nela. Essa Júlia ainda está aqui presente, pelo menos tenho-a comigo, como alguém que me faz lembrar: ‘Olha, aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer.' E é preciso celebrar essa liberdade de circulação, de podermos ser quem queremos, de podermos até mudar em qualquer fase de vida para procurar essa pessoa que nos vamos tornando em cada momento, mas não ficar a achar que isso é garantido porque as liberdades nunca estão garantidas. É também essa inquietação. A Júlia é essa inquietação que me persegue e que certamente outras pessoas se identificarão com ela.”

Emissão Especial
Em Lisboa, viveu-se um "momento único" no telhado do MAAT

Emissão Especial

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 1:45


A emissão especial da Rádio Observador acompanhou o momento do pico do eclipse em Lisboa no telhado do MAAT. Ouça aqui o relato de um "momento único".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Interioriza - com Iza Camargo
Ela viveu assédio moral no lugar que deveria combatê-lo

Interioriza - com Iza Camargo

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 57:08


Assédio não fortalece pessoas. Assédio adoece.Durante muito tempo, ambientes de trabalho tóxicos foram tratados como "parte do jogo". Cobranças abusivas, metas inalcançáveis, humilhações públicas e o medo constante de perder o emprego foram romantizados como sinais de alta performance.Hoje, a ciência e a legislação mostram outra realidade.No novo episódio do Interioriza, Izabella Camargo recebe Dra. Luciana Baruki, auditora fiscal do trabalho, pesquisadora e uma das maiores especialistas brasileiras em riscos psicossociais e assédio no ambiente de trabalho.Nesta conversa, você vai entender por que a atualização da NR-1 representa um marco na forma como empresas precisam enxergar a saúde mental de seus colaboradores.Uma conversa indispensável para líderes, profissionais de RH, gestores, empresários, profissionais da saúde e todos que acreditam que produtividade e respeito devem caminhar juntos.Porque saúde mental no trabalho não é benefício.É direito.E prevenir riscos psicossociais não é apenas cumprir uma norma.É proteger vidas, fortalecer equipes e construir organizações mais humanas e sustentáveis.

Trivela
#244 - Brasil viveu um dia de Real Madrid de Ancelotti na Champions

Trivela

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 65:47


Em um jogo que mostrou qualidade, mas também força mental, seleção brasileira vira um jogo difícil contra o Japão para avançar às oitavas de final da Copa. Falamos sobre a classificação do Brasil, além dos outros jogos deste início de oitavas de final, com classificações de Paraguai e Holanda contra Alemanha e Holanda. SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil

Expresso - Eixo do Mal
Especial Dia Mundial da Criança com Ângela Fernandes, 26 anos, 17 em casas de acolhimento, psicóloga: é possível crescer institucionalizado e ser um adulto estruturado?

Expresso - Eixo do Mal

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 80:59


Ângela chegou às casas de acolhimento com 5 anos. Aos 13 anos, veio do Porto para Lisboa, para um novo acolhimento residencial, onde ficaria até aos 20 anos. Viveu 15 anos em casas, mas nem por isso em família. Com pessoas que entraram e saíram. Adultos que a acompanhavam como profissão. Ainda viveu numa casa de autonomia até aos 22 anos. No total, 17 anos. O percurso posterior da Ângela não terá sido o mais habitual em quem começou a vida nas piores condições. Acabou o ensino secundário, foi para a faculdade, fez o mestrado e está, neste momento, a fazer o estágio da Ordem dos Psicólogos. Não só, porque aos 25 anos deixou de ter direito ao apoio do Estado para quem, estando nas suas condições, continua a estudar. Sem qualquer rede familiar de apoio, trabalha na Zara e, nas horas extra, ainda faz algum trabalho de modelo. A vida da Ângela daria sempre para uma excelente conversa. O facto da sua tese de mestrado ter sido sobre a experiência do acolhimento residencial de outros jovens ainda a pode tornar mais rica. Porque olha de dentro e de fora para uma realidade que, apesar de todas as dificuldades, mudou nas últimas décadas. Quando fiz o meu primeiro trabalho sobre crianças institucionalizadas, no início dos anos 90, o cenário era ainda mais agreste. Este é um episódio especial, integrado na celebração do Dia Internacional da Criança. A Ângela já não é criança. Mas é agora, com 26 anos, que olha para a infância e a adolescência que determinou a forma como se vê e vê os outros, como escreveu no seu Instagram.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Perguntar Não Ofende
Especial Dia Mundial da Criança com Ângela Fernandes, 26 anos, 17 em casas de acolhimento, psicóloga: é possível crescer institucionalizado e ser um adulto estruturado?

Perguntar Não Ofende

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 80:59


Ângela chegou às casas de acolhimento com 5 anos. Aos 13 anos, veio do Porto para Lisboa, para um novo acolhimento residencial, onde ficaria até aos 20 anos. Viveu 15 anos em casas, mas nem por isso em família. Com pessoas que entraram e saíram. Adultos que a acompanhavam como profissão. Ainda viveu numa casa de autonomia até aos 22 anos. No total, 17 anos. O percurso posterior da Ângela não terá sido o mais habitual em quem começou a vida nas piores condições. Acabou o ensino secundário, foi para a faculdade, fez o mestrado e está, neste momento, a fazer o estágio da Ordem dos Psicólogos. Não só, porque aos 25 anos deixou de ter direito ao apoio do Estado para quem, estando nas suas condições, continua a estudar. Sem qualquer rede familiar de apoio, trabalha na Zara e, nas horas extra, ainda faz algum trabalho de modelo. A vida da Ângela daria sempre para uma excelente conversa. O facto da sua tese de mestrado ter sido sobre a experiência do acolhimento residencial de outros jovens ainda a pode tornar mais rica. Porque olha de dentro e de fora para uma realidade que, apesar de todas as dificuldades, mudou nas últimas décadas. Quando fiz o meu primeiro trabalho sobre crianças institucionalizadas, no início dos anos 90, o cenário era ainda mais agreste. Este é um episódio especial, integrado na celebração do Dia Internacional da Criança. A Ângela já não é criança. Mas é agora, com 26 anos, que olha para a infância e a adolescência que determinou a forma como se vê e vê os outros, como escreveu no seu Instagram.See omnystudio.com/listener for privacy information.

História das Missões
William Chalmers Burnes

História das Missões

Play Episode Listen Later May 18, 2026 11:38


Episódio com o tema "William Chalmers Burnes" Apresentação: Samuel Mattos William Chalmers Burnes foi um missionário que atuou na China, onde trabalhou muitas vezes junto com Hudson Taylor. Viveu uma vida onde os habitantes deste grande país puderam ver claramente no seu dia a dia a verdade do Evangelho. Confira!See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Antagonista
PF suspeita que Vorcaro bancou Eduardo Bolsonaro no exterior

O Antagonista

Play Episode Listen Later May 14, 2026 8:37


Em nova frente de investigação, policiais federais buscam mais informações sobre financiamento do filme Dark Horse.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes?   Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás.   Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente.   Chegou a edição especial Crusoé impressa.   É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil.   Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé.   Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link:   https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa  Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto   de Brasília.     Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.     Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.    Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube.  https://www.youtube.com/@OAntagonista   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #EduardoBolsonaro #DanielVorcaro #PolíciaFederal #OperaçãoComplianceZero #BancoMaster #Política #Notícias #Urgente #PodcastBrasil #Investigação #Brasil #BastidoresDaPolítica #Exterior #EUA #Corrupção #AnálisePolítica #Viral #Tendências #Jornalismo #Exclusivo

Appleton Podcast
Episódio 192 – “Fazer pensando e pensar fazendo” – Conversa com João de Sousa Cardoso

Appleton Podcast

Play Episode Listen Later May 11, 2026 71:17


João Sousa Cardoso, também conhecido como João de Sousa Cardoso, é artista, ensaísta, curador e professor universitário. O seu trabalho desenvolve-se na intersecção entre criação artística, pensamento crítico e investigação, articulando teatro, cinema, artes visuais e escrita.Viveu 5 anos em Paris entre 2005 e 2010, onde concluiu o doutoramento em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne) enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, é mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. É membro associado do Centre de Recherches Interdisciplinaires sur le Monde Lusophone, da Universidade de Paris Nanterre, onde leciona regularmente.Enquanto artista, tem desenvolvido um percurso marcado pela relação com a literatura e pela criação em teatro e filme, que cruzam ensaio, ficção e performance. Encenou Sequências Narrativas Completas, a partir de Álvaro Lapa, no Teatro Nacional D. Maria II (2019), e A Ronda da Noite, a partir de Agustina Bessa-Luís, na Fundação Calouste Gulbenkian (2022). Em 2024, estreou o filme A Santa Joana dos Matadouros, a partir de Bertolt Brecht, na Cinemateca Portuguesa, expandindo a sua prática para o cinema e aprofundando a relação entre imagem, política e representação.Como ensaísta, publicou TEATRO EXPANDIDO! (2016), Sequências Narrativas Completas e A Espanha das Espanhas(2020), mantendo uma escrita próxima das suas práticas artísticas. Colabora regularmente com a revista Contemporânea e com o jornal Público.Na curadoria, tem desenvolvido projetos que cruzam arte, política e história, como o ciclo ABC da Guerra (Teatro Municipal São Luiz, 2025) e a exposição Nampula Macua Socialismo de Manuel Santos Maia (Galeria Quadrum, 2025), além de colaborações com instituições como Serralves, Batalha Centro de Cinema e Centro de Arte Oliva. Desde 2023, integra o Comité de Aquisições do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.É Professor Associado na Universidade Lusófona, em Lisboa, onde dirige, desde 2010, a Licenciatura em Comunicação Audiovisual e Multimédia. Foi Professor Convidado na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto entre 2011 e 2020 e coordena o programa Great Artists on Campus na Universidade Lusófona em Lisboa desde Fevereiro de 2023 que tem, desde Fevereiro deste ano, uma extensão ao Porto numa parceria entre a Universidade e o Batalha Centro de Cinema.Links: https://cargocollective.com/joaosousacardoso www.teatrosaoluiz.pt/espetaculo/abc-da-guerra/ www.ulusofona.pt/evento/great-artists-on-campus-5 https://www.publico.pt/autor/joao-sousa-cardoso https://contemporanea.pt/edicoes/2025/entrevista-joao-sousa-cardosowww.youtube.com/watch?v=Kjp0-yeLBdA https://ajuntament.barcelona.cat/lavirreina/en/exhibitions/american-history/1005?t=3 Episódio gravado a 06.05.2026 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados

Pergunta Simples
Quem Decide o que Mereces Perceber? João Maria Jonet

Pergunta Simples

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 57:05


Expresso - Humor à Primeira Vista
Vidura: “Para atuar no Sri Lanka é necessário enviar o guião a um conselho de censura”

Expresso - Humor à Primeira Vista

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 45:05


Uma piada que fez sobre Portugal viralizou nas redes sociais. Vidura Bandara Rajapaksa satirizava o facto de ainda sermos “relativamente pobres”, apesar de termos colonizado o Sri Lanka, país onde o humorista nasceu. Viveu nos EUA, Malásia e Alemanha, antes de se fixar em Londres. Até há pouco tempo era engenheiro de profissão, só agora conseguiu dedicar-se totalmente à comédia, apesar de já ter três espetáculos a solo no YouTube. No início deste ano, em janeiro, atuou no Porto, enquanto preparava um novo espetáculo. Agora o humorista cingalês traz “The Paradise Gothic Tour” ao Casino de Lisboa, a 13 de abril. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, explica como surgiu a piada viral sobre Portugal, narra as dificuldades que enfrentou até conseguir viver da comédia e revela como deu a volta ao conselho de censura, quando regressou ao Sri Lanka para fazer stand-up comedy. A conversa neste episódio é em inglês.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - O mundo a seus pés
“Os curdos não querem associar-se a uma guerra que não é pelos seus direitos”: entrevista a David Melro, português que viveu no Curdistão

Expresso - O mundo a seus pés

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 31:44


Apesar de todas as injustiças que o povo curdo sofre há décadas no Irão, a maioria dos curdos - e os seus representantes partidários - não querem entrar numa guerra que consideram estar a ser feita por razões que não têm nada que ver com os direitos das minorias que vivem oprimidas no Irão. Neste episódio do Mundo a Seus Pés falamos com David Melro, português que viveu três anos no Curdistão Sírio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resposta Pronta
"Viveu para literatura, viveu escrevendo, deixa obra imensa"

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 3:22


Escritora Lídia Jorge confessa que a melhor memória é "estante absolutamente cheia dos livros" de Lobo Antunes. Recorda um "escritor que não é só português, é um escritor europeu, do séc. XX e XXI".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Isabel do Carmo (parte 1): “No combate à ditadura tive muito medo. Mas se não resistisse, era como se morresse aos meus olhos. Perderia a dignidade”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 78:32


É uma das mulheres de armas que ajudaram a deitar abaixo o antigo regime. Participou nas revoltas estudantis de 62 e, em 1970, fundou as Brigadas Revolucionárias com o companheiro Carlos Antunes. Viveu na clandestinidade, esteve presa duas vezes antes do 25 de Abril e, na fase do PREC, esteve 4 anos em prisão preventiva, o que a levou a fazer uma longa greve de fome. Em 2004, recebeu das mãos do Presidente Jorge Sampaio o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade. Isabel do Carmo, que é também uma das mais notáveis médicas especialistas na área de “endocrinologia, diabetes e nutrição”, revela-se optimista, mas preocupada com o futuro e considera que a ideia de liberdade ainda não serve a uma boa parte da população. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça..See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jorge Borges
Gutenberg e a invenção que lhe custou tudo

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 14:05


Johannes Gutenberg revolucionou a história com a prensa móvel e a Bíblia de 42 linhas. Após disputas legais com Johannes Fust e o exílio de Mainz, obteve reconhecimento do Arcebispo Adolf II. Viveu uma vida de aventura e arte, falecendo em 1468 como membro da corte.

Bate-Papo Empreendedor
Papo Empreendedor EP: 190 - Thayni Librelato conversa com Cristiane Búrigo, Giovana Ramos & Paulo Gonçalves Júnior

Bate-Papo Empreendedor

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 58:19


Nesta quarta-feira, às 8h, no Papo Empreendedor da @‌guaruja929fm você vai conhecer as histórias de Cristiane Búrigo, Giovana Ramos & Paulo Gonçalves Júnior.Cristiane é artista, empreendedora e fundadora da Casa 12 Atelier.Cresceu em uma família de origem italiana, marcada pelo convívio, pela valorização da educação e por uma forte presença feminina, o que moldou desde cedo sua sensibilidade artística, seu olhar humanista e seu senso de coletividade. Formou-se em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é pós-graduada em História da Arte pela Unisul, seguindo uma vocação que já se manifestava na infância, entre a pintura, a escrita e as aulas de arte.Ao longo da sua trajetória profissional, atuou na indústria cerâmica, no ensino artístico e no empreendedorismo criativo. Viveu experiências marcantes no setor da moda e da confecção na década de 80, liderando uma marca de jeans em um período de grandes desafios econômicos, o que contribuiu de forma decisiva para sua visão de negócio, resiliência e gestão. Posteriormente, direcionou sua criatividade para o universo da decoração, iniciando o movimento de “vestir a casa”, a partir do desenvolvimento de cortinas, tecidos, almofadas e elementos autorais.A Casa 12 Atelier nasce dessa vivência artística e empreendedora, unindo pintura, tecido, curadoria e sensibilidade estética. Ao lado dos sócios Ana e Luís, Cristiane construiu uma marca baseada em relações de confiança, empatia e parcerias duradouras com fornecedores, arquitetos e equipe. Mais do que um espaço físico, a Casa 12 representa um conceito sensível de morar, onde arte, afeto e identidade se encontram.Giovana Ramos é empreendedora, esteticista e cosmetóloga, atuando desde os 27 anos na área da estética, sempre com um olhar atento, sensível e responsável no cuidado com as pessoas. Aos 31 anos, construiu sua trajetória profissional acreditando que estética, saúde e autoestima caminham juntas, e que cada atendimento deve respeitar a individualidade, a história e as necessidades de quem está do outro lado.Seu trabalho é guiado por princípios sólidos como ética, atualização constante e responsabilidade profissional, entendendo a estética como parte do bem-estar físico, emocional e da autoconfiança. Apaixonada por cuidar de pessoas, Giovana valoriza a escuta, o acolhimento e a construção de relações verdadeiras com suas clientes.Além da carreira, é mãe do Antony, de 2 anos, papel que ampliou ainda mais sua visão sobre empatia, equilíbrio e consciência. Como ser humano e empreendedora, acredita no crescimento emocional, na leveza das relações e na construção de uma vida mais consciente, gentil e alinhada com propósito.Paulo Gonçalves Júnior Mais conhecido como Juninho Gonçalves, é empresário, administrador e corretor de seguros. Iniciou sua trajetória profissional aos 15 anos, trabalhando na metalúrgica da família, e aos 18 passou pela área de marketing da Ceusa Revestimentos, onde ampliou sua visão estratégica sobre negócios e marca.Aos 19 anos, ao lado da irmã e do cunhado, fundou a Ozonio Corretora de Seguros, empresa que em 2026 completa 20 anos de história e hoje é a terceira maior corretora de Santa Catarina, com 29 colaboradores e mais de 5 mil clientes ativos.É formado em Administração com habilitação em Marketing pela Faculdade FASC e possui formação e habilitação como corretor de seguros pelo Instituto da SUSEP, além de especialização em seguros de transportes (cargas).Paralelamente à atuação empresarial, sempre esteve envolvido com iniciativas culturais e eventos, sendo um dos criadores da FEIJURU, festa que teve 10 edições de grande sucesso. Atualmente, é presidente da tradicional Festa do Vinho de Urussanga, conectando empreendedorismo, gestão e valorização da cultura regional.Não fique de fora dessa!‌⁠#guarujátáon⁠ ⁠#papoempreendedor⁠ ⁠#rádio⁠ ⁠#grandesempreendedores⁠ ⁠#empreendedorismo⁠ ⁠#casa12⁠ ⁠#mulheres⁠ ⁠#empresárias

YPOcast
#186 Bebel Nogueira - Empresa familiar no sangue: a história da MagSac e como Bebel conquistou um lugar na fábrica

YPOcast

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 47:07


Como uma mulher criada para “casar cedo” se tornou uma das líderes de uma indústria familiar de plástico, referência em inovação, responsabilidade social e sustentabilidade? No episódio de hoje do YPOCast – Líderes Extraordinários, você vai conhecer a história da Bebel Nogueira. Formada em Direito pelo Mackenzie, Bebel entra na MagSac Embalagens, para resolver uma questão pontual e descobre uma vocação de liderança junto ao irmão e ao pai.  Bebel conta como: -Entrou na empresa “para ajudar temporariamente” no jurídico trabalhista – e nunca mais saiu -Viveu o momento mais difícil da família, com o câncer e o transplante de fígado do irmão -Participou do processo de sucessão e passou de “filha do Oswaldo” a sócia e líder -Criou o projeto MagSac Kids, abrindo a fábrica para os filhos dos colaboradores e aproximando as crianças do universo industrial Falamos também sobre: *A verdade sobre o plástico: ele é realmente o vilão? *Logística reversa, reciclagem e PCR: o que o decreto exige e o que ainda falta no Brasil *Os mitos das embalagens biodegradáveis e o que de fato é sustentável *O papel do YPO na trajetória de Bebel – especialmente o fórum de mulheres – como divisor de águas na sua autoestima, na sua voz e na sua forma de liderar. Se você vive os temas empresa familiar, sucessão, ESG, liderança feminina, indústria e futuro do trabalho, esse episódio é para você. Inscreva-se no canal, siga o YPOcast no YouTube e no Spotify e compartilhe este episódio com quem precisa ouvir essa história.  ----------------------------------------------------------------- Disponível nas principais plataformas de streaming ou no YouTube.  Spotify: https://tinyurl.com/bd2utyph Google Podcast: https://tinyurl.com/3fvjv2rb Podcast: https://podcasts.apple.com/br/podcast/ypocast/id1603751025 Youtube: https://www.youtube.com/@ypocastbrasil  Siga as nossas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/ypobrasil/ Facebook: https://www.facebook.com/ypobrasiloficial/  LinkedIn: https://br.linkedin.com/company/ypobrasil   Portal Exame: https://exame.com/canais-especiais/lideres-extraordinarios/ 

Dito e Feito
#77 Zona Lê Dramaturgia: Patrícia Portela e Zia Soares

Dito e Feito

Play Episode Listen Later Dec 30, 2025 99:52


Para a última sessão do ano de Zona Lê Dramaturgia, Zia Soares e Patrícia Portela trouxeram para o centro da conversa a escrita de quem encena. Ambas criam, também e não só, a partir do corpo em cena, da arquitetura do espetáculo e da urgência de dizer. A dramaturgia, aqui, é inseparável do gesto, da direção, da escuta de um tempo que se quer partilhado. A palavra nasce do palco e para o palco — e o pensamento encena possibilidades de mundo. Zia Soares é encenadora e atriz. O seu trabalho desenvolve-se entre a África e a Europa. Patrícia Portela (1974). Autora de performances e obras literárias, tem um mestrado em cenografia pela Faculdade de Utrecht e em Filosofia Contemporânea pelo Instituto Internacional de Filosofia de Lovaina. Estudou cinema e dança contemporânea. Viveu em Macau, Utrecht, Helsínquia, Ebeltoft, Berlim, Antuérpia (durante quase duas décadas), Viseu e Lisboa. Maria Giulia Pinheiro é dramaturga, encenadora e performer. Escreve para teatro desde 2012 e venceu a 2.ª edição do Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina com a obra Isso não é relevante. Criou e coordena desde 2017 o Núcleo de Dramaturgia Feminista. A sua produção cruza literatura e performance em projetos apresentados no Brasil, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e Espanha. Conversa com Maria Giulia Pinheiro, Patrícia Portela e Zia Soares Edição Podcast Dito e Feito Joana Linda Produção Teatro do Bairro Alto

Endörfina com Michel Bögli
#443 Paula Zamboni

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 115:16


Ela nasceu e cresceu no interior de Minas Gerais. Viveu uma infância simples, onde os valores familiares e o exemplo dos pais formaram o seu caráter. Praticou balé, jazz e sapateado. Então, com 13 anos de idade, ao sair da escola, foi vítima de um sequestro que terminou dezessete agonizantes dias depois, um trauma que a transformaria para sempre. Seguiu com a vida de adolescente, aprendeu a lutar jiu-jítsu e, aos 16 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para concluir os estudos. Foi um período de mudanças e pouca atividade física. Ao entrar na faculdade, decidiu que era hora de voltar a se movimentar e passou a frequentar uma academia, onde descobriu o spinning. Em seguida, vieram as aulas de corrida, até que um professor a convidou para experimentar o triathlon. Precisaria nadar, algo que só havia experimentado na infância devido à bronquite severa. Iniciou os treinos em 2005 e desde a sua estreia, a paixão pela modalidade só aumentou. Trabalhou no mercado corporativo, casou-se e teve dois filhos enquanto levava um estilo de vida de triatleta. Dez anos após sua estreia, realizou o sonho de cruzar a linha de chegada de um Ironman 70.3. Em 2016, a violência no Rio a levou a uma decisão radical: mudou-se com a família para a Europa, onde o marido faria um MBA e onde proporcionariam uma vida mais tranquila aos filhos. Morando na Suíça, tiveram uma outra menina, e o marido passou a trabalhar na WADA (Agência Mundial Antidopagem). Ela se aproximou da psicoterapia, da educação positiva e do problema da dopagem no esporte. O esporte ocupava agora o centro da vida de toda família. Triathlon com os filhos, trainningcamps, amigos do Comitê Olímpico Internacional e os valores olímpicos, aquilo tudo a tocava profundamente. Depois da pandemia, já de volta ao Brasil, encontrou um cenário esportivo transformado: performances duvidosas, inversão de valores no triathlon, muita exposição de alguns atletas e pouca transparência. Ela própria foi prejudicada por atletas que seriam depois desclassificados. Sentiu revolta e propósito. Com o apoio da ABCD (Agência Brasileira de Controle de Dopagem), deu início ao movimento que chamou de Quero Ser Testado e, algum tempo depois, se transformou no Eu Jogo Limpo, que segue firme em sua missão: educar, proteger e transformar a cultura esportiva brasileira, difundindo valores simples e profundos: respeito, justiça, ética, responsabilidade e moral. Fazer o certo mesmo quando ninguém está olhando. Conosco aqui, a empresária, administradora com pós-graduação em Gestão de Pessoas formada em programação neurolinguística, ex-professora de catecismo, triatleta amadora e apaixonada, mãe dedicada que acredita que a vida é curta demais para ser vivida sem propósito. Uma defensora incansável da educação, da ética esportiva e dos valores inegociáveis do esporte, a alemparaibana Paula David Zamboni Rezende. Inspire-se! Um oferecimento @oakleybr  e @2peaksbikes A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala.  A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo.  Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.        

Actualidade - Renascença V+ - Videocast
Como o país viveu a greve geral. "O que o Governo está a fazer é um atentado ao direito laboral"

Actualidade - Renascença V+ - Videocast

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 1:35


Como o país viveu a greve geral. "O que o Governo está a fazer é um atentado ao direito laboral"

Caixa de Música
GRUPO ADON - Integrante conta uma experiência incrível que viveu durante as ações do grupo

Caixa de Música

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 11:52


O Caixa de Música é exibido na TV Novo Tempo de segunda a quinta às 18h e, aos sábados, às 12h.Curta e siga o Caixa de Música nas redes sociais: Instagram: ⁠https://www.instagram.com/caixademusica/⁠Facebook:⁠ https://www.facebook.com/CaixadeMusica/⁠X: ⁠https://x.com/caixademusica

Corvo Seco
#468 - Alan Watts - Não-Dualidade - O Caminho no Fio da Navalha

Corvo Seco

Play Episode Listen Later Nov 30, 2025 24:40


Citações e trechos dos livros “The Book” e “Just So”, de Alan Watts.Alan Wilson Watts (1915 - 1973) foi um filósofo, escritor e palestrante britânico, conhecido como um dos pioneiros na divulgação da sabedoria oriental ao Ocidente.Nascido na Inglaterra, desde cedo demonstrou interesse pelo budismo e pelas tradições espirituais da Ásia. Emigrou para os Estados Unidos na década de 1930 e estudou teologia. Ordenado sacerdote episcopal, deixou o ministério para se dedicar a uma abordagem mais ampla e interdisciplinar da espiritualidade. Viveu na Califórnia, onde escreveu, palestrou e gravou programas de rádio que o tornaram uma figura influente.Watts ensinava sobre a integração da filosofia oriental, como o budismo zen e o taoismo, com a vida moderna ocidental. Ele abordava temas como a natureza da consciência, a relação entre o eu e o universo e a ilusão da separação. Enfatizava a importância do presente, a fluidez da vida e a aceitação da incerteza.Alan Watts desempenhou um papel fundamental na introdução da espiritualidade oriental no Ocidente durante o século XX. Sua abordagem prática e filosófica permanecem populares, impactando novas gerações.

Escola Sistêmica
Bl.9 - Ep.89: CLONE - Quando o filho vive a vida que o pai não viveu

Escola Sistêmica

Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 10:09


Você está vivendo a vida que seus pais não viveram?Talvez sem perceber, você esteja tentando realizar sonhos que não são seus.Ser o que sua mãe não pôde ser. Alcançar o que seu pai não conseguiu.E o preço disso é alto: cansaço, confusão, vazio.Neste episódio, falamos sobre o filho que vira “clone” emocional dos pais — e como devolver com amor o que não é seu é também um jeito de honrar quem veio antes.

Caixa de Música
RICK SANTOS: Cantor conta milagre que viveu antes de mudar de cidade

Caixa de Música

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 13:53


O Caixa de Música é exibido na TV Novo Tempo de segunda a quinta às 18h e, aos sábados, às 12h.Curta e siga o Caixa de Música nas redes sociais: Instagram: ⁠https://www.instagram.com/caixademusica/⁠Facebook:⁠ https://www.facebook.com/CaixadeMusica/⁠X: ⁠https://x.com/caixademusica

História de Imigrante
151. Traída e Traficada

História de Imigrante

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 39:23


➡️ Muita gente tenta o caminho da cidadania europeia sozinha e se perde no meio da papelada. A Kertesz faz diferente: pega na sua mão e te guia do visto até a legalização, sem dor de cabeça.Clica no link e fala com quem faz o processo acontecer de verdade.https://bit.ly/hiportugal➡️Terminou de ouvir? Então corre para o nosso grupo no telegram:https://t.me/historiadeimigrante➡️Sobre o episódio 151. Traída e TraficadaEnganada por uma amiga, Rose foi levada para uma rede de tráfico humano na Europa. Viveu o inferno e mesmo assim encontrou coragem para denunciar tudo. Uma história real de dor, justiça e recomeço.➡️Se gostou dessa história vai se divertir também com essas...Fui Vitima de Tráfico Humano

Convidado
Filho de vítima pede “pensamento crítico” e menos emoção em torno dos atentados de Paris

Convidado

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 15:30


Dez anos depois dos atentados que mataram 130 pessoas e fizeram mais de 400 feridos em Paris e Saint-Denis, o filho de uma das vítimas mortais denuncia a exploração da emoção em torno dos ataques e pede “pensamento crítico e analítico sobre o que aconteceu”. Michaël Dias afirma que não se procuraram respostas sobre as causas e o financiamento dos ataques e alerta que não foi feito “um trabalho para lutar contra a polarização da sociedade” de modo a “evitar que pessoas nascidas em França atentem contra o próprio país”. O filho do português que morreu no Stade de France questiona “como é que “um país como a França não foi capaz de antecipar uma operação terrorista desta dimensão” e não acredita que hoje a situação esteja melhor. Foi há dez anos que três comandos de homens armados mataram 130 pessoas e fizeram mais de 400 feridos em Paris e Saint-Denis. Primeiro, no Stade de France, depois em bares e restaurantes e na sala de concertos Bataclan. Os ataques de 13 de Novembro de 2015 foram, então, reivindicados pelo autodenominado Estado Islâmico. Dez anos depois, como contar e lembrar o que aconteceu e como estão os familiares das vítimas? Para falar sobre o assunto, convidámos Michaël Dias, filho de Manuel Dias, a primeira vítima mortal daquela noite junto ao Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris.   RFI: Dez anos depois, como é que está o Michaël Dias e a sua família? É possível reconstruir-se dos atentados? Michaël Dias, filho de Manuel Dias: “Enquanto estamos vivos, é sempre possível reconstruir-se e continuar a viver, mas acho que isso é bastante universal em todos os lutos. Não me parece que este luto seja muito diferente de outro. As circunstâncias podem ser mais inesperadas, mas o ser humano passa por um luto que é seu, que é íntimo, que é pessoal e todos os ouvintes um dia passarão por isso.” Que memórias é que ainda guarda daquela noite? “É uma noite de espera até termos a confirmação. Não guardo nada para além dessa lembrança, mas não traz nada à reflexão sobre o assunto, o sofrimento das vítimas ou da família das vítimas. A gente vimo-lo na televisão e na rádio nos últimos dez anos, várias vezes. Não há nada que seja muito útil ao explorar esse sentimento, nem vejo uma grande utilidade de fazer um tutorial sobre como fazer o luto em circunstâncias excepcionais.” Mas se houver alguma coisa que tenha falhado, por exemplo, a forma como as autoridades comunicaram com as famílias, seria bom tirar lições. Ou não? “Não acho que houvesse um protocolo que tenha falhado ou que fosse importante fazer alguma coisa na altura. Soube-se quando tinha que se saber e não é por aí. Não acho que seja um ponto que tenha falhado em particular, é muito mais o facto de um país como a França não ter sido capaz de antecipar uma operação terrorista desta dimensão e coordenada e sincronizada desta forma.” Mas, por exemplo, a sua irmã disse-nos [numa entrevista em 2021] que o número de emergência não funcionou e ela estava em Portugal... “Sim, mas se não somos capazes de antecipar um acto terrorista ou vários numa mesma noite, quanto mais as questões puramente logísticas de números de telefone e de quem centraliza a informação, etc. Desde então, certamente com o número de atentados que já houve em França, eles hão-de ter criado um processo bastante mais eficaz.” Dez anos depois, diz que não houve antecipação. Como é que está a França hoje? “Quando isso acontece, a gente sempre espera que seja o último, que não haja mais, como é óbvio. Mas depois eles foram-se multiplicando, chegando a uma banalização. Acho que ninguém saberia listar o número de atentados que houve em França, de pequena ou grande dimensão, nos últimos dez anos. Portanto, não só não anteciparam esse, como falharam em vários outros níveis. Certamente que também terão evitado outros atentados, mas não acredito que estejamos numa melhor situação hoje do que há dez anos, com muito mais ameaças, com um sentimento de insegurança que foi sempre crescendo. Estamos longe de termos melhorado em qualquer um dos aspectos.” O que é que falha concretamente? O que é que é preciso fazer para antecipar? “Esse é o trabalho de quem zela pela segurança da população, é um trabalho da Inteligência, um trabalho de procura das causas de quem pode estar a financiar, quem pode estar a dar apoio logístico, etc. E todo o outro trabalho que tem que ser feito para lutar contra a polarização da sociedade e para evitar que pessoas nascidas no próprio país atentem contra outros cidadãos que não têm nada a ver com o assunto.” Como é que a memória colectiva deve recordar estes momentos sem que eles sejam, digamos, politicamente utilizados para fracturar uma sociedade que já está polarizada há muito? “Essa questão do dever de memória, eu acho acho curioso. Relembrar o quê? Relembrar que não foram capazes de evitar vários atentados que fizeram mais de 120 mortos numa mesma noite? Não esquecer tudo o que está por trás disso e como nunca fomos capazes de pensar nas origens, de fazer essa genealogia dos acontecimentos, saber quem financiou, quem deu apoio logístico? Continuamos com essa historinha de que três ou quatro parvos num kebab terão imaginado um dia fazer um atentado sozinhos. Isso é absurdo. Forçosamente houve quem financiou e quem deu apoio, mas em nenhum dos momentos a gente pensa essas causas, em nenhum momento o julgamento pensou essas causas profundas e continuamos com a mesma moralização de sempre nos ‘media' e a tentar sempre entrar no acontecimento pela emoção, em vez de pensar isso de forma crítica.” Além do luto individual, os atentados deixaram uma marca indelével na sociedade francesa. Foram os piores atentados na história de França. Até que ponto é que não se poderiam tirar lições, mesmo em termos políticos, do ocorrido e também lembrar das pessoas? No julgamento, a sua irmã disse-nos que pouca gente sabe que houve uma vítima no Stade de France. Como é que se devem lembrar estas pessoas? “Lembrarão essas pessoas quem sente a falta delas. De forma colectiva, ficarão na História pelo que se viveu naquela noite, mas não tem grande interesse tentar personificar um atentado porque isso não traz nada ao debate político, não diz nada sobre a sociedade. O luto é uma coisa completamente individual, pessoal e essa reflexão incapacita as pessoas de pensar de forma crítica, vamos falar de como dói perder uma pessoa sem pensar porque é que isto aconteceu e quem são as pessoas que poderiam ser responsabilizadas por isso de forma política e não só. De resto, é uma questão de luto pessoal. Um dia seremos só uma foto numa estante e no dia a seguir não seremos mais nada.” O seu pai não é apenas uma foto numa estante. O seu pai tem uma placa de homenagem a lembrar o nome dele junto ao Stade de France... “Sim, mas certamente ela um dia será tirada de lá. Não serve de grande coisa pensarmos em toda esta questão de uma forma emocional porque esse trabalho foi feito a vários níveis. Foi feito naquela noite para quem viu na televisão aqueles atentados em directo e sentiu essa emoção, portanto não precisa de voltar a senti-la hoje. Viveu também de forma muito sofrida todas as pessoas que perderam alguém ou estiveram lá naquelas noites e, portanto, não precisamos de mais emoção para perceber o assunto. A gente percebeu bem o que é viver aquilo. Agora, precisamos é de pensamento crítico e analítico sobre o que aconteceu e a emoção impede que isso aconteça.” Foi convidado para as cerimónias de homenagem? O que está previsto? “Acho que há várias comemorações, como sempre, em todos os sítios onde aconteceu, e depois acho que há a inauguração do Jardim da Memória, algo assim.” Lá está, a memória... “Sim, mas essa memória é a memória emocional de quanto se sofreu que vai impedir de pensar de forma crítica ou é a memória de não termos sido capazes de antecipar isto, de não termos sido capazes de gerir isto, de termos obrigado as vítimas a submeterem-se a um processo longo e indecente de responder a todos os inquéritos para poder aceder, possivelmente, a uma indemnização?” Como assim? O que é que aconteceu? Como é que foi esse processo, o acompanhamento para terem as ajudas terapêuticas e financeiras? “As vítimas, na sua maioria, tiveram de esperar quase dez anos para serem, em parte, ressarcidas e terem acesso, às vezes, a apoios psicológicos e a outras compensações. Para isso, muitas delas tiveram de se submeter a todo um processo que incluía encontros com médicos e outros profissionais e todo um inquérito sobre questões muito pessoais que roça a indecência só para se poder provar quase o que se sofreu e a dificuldade em reconstruir-se. Isso é muito absurdo e se temos que ter um dever de memória é para com isso. É para com a incapacidade de antecipar vários atentados e com a incapacidade de gerir de forma digna as compensações que iriam surgir.” Convosco também foi o caso? “Não porque eu não me quis submeter a nada disso, ms conheço pessoas que sim.” Um ano depois dos atentados, durante uma homenagem francesa ao seu pai, na qual foi colocada uma placa com o seu nome no Stade de France, o Michaël fez um discurso em que disse que os que perpetraram os atentados eram apenas “carne para canhão ao serviço de interesses obscuros”. Na altura, também deixou a mensagem – que dizia que herdada do pai – de que “para viver sem medo e em liberdade é preciso parar de estigmatizar o outro”. Esse seu discurso ecoou de alguma forma? Ou nada mudou? “Não acho que tenha mudado seja o que for. Em dez anos, se mudou foi para pior. Temos uma sociedade muito mais polarizada hoje em dia em França do que tínhamos em 2015. De resto, eu não sei se ecoou, não tenho essa pretensão, mas é uma questão que já referi várias vezes que é: como é que pessoas que nascem em França são capazes de realizar atentados ou de se virar contra outros cidadãos que não têm nada a ver com a temática? É preciso pensar como é que chegámos a este ponto, como é que pessoas que nascem em França não se vão identificar como franceses ao ponto de poder realizar algo contra o próprio país supostamente. Nesse sentido, até é muito estranho porque, sim, são carne para canhão porque eles estão a defender interesses que são, às vezes, interesses políticos, interesses mafiosos, interesses que eles nem conhecem e só o fazem por ideologia, neste caso. Mas é sempre curioso perceber como é que pessoas que nascem num mesmo sítio crescem de forma tão diferente.” Numa conversa que tivemos em 2017, criticou o Presidente francês, Emmanuel Macron, pela supressão do Secretariado de Estado de Ajuda às Vítimas. Na altura, falou-me numa “vontade explícita” de fazer cair as vítimas e as famílias num certo “esquecimento”. Teve uma posição bastante crítica com o Presidente. Mantém-na? “Quando ele foi eleito e acabou com a Secretaria de Estado, ele disse que queria acabar com essa cultura de vítimas porque na altura ainda era algo muito presente. Isso não é muito relevante no sentido em que depois houve outros atentados e ele teve que voltar a falar sobre o assunto, etc, mas é mais que o pesou na relação das vítimas com o Estado, no sentido de todas as indemnizações e da ajuda que era suposto vir. Tudo foi complicado e várias vezes tiveram que falar com os ministros e o governo para pedir uma série de coisas que deviam ter acontecido muito mais rápido. Então, o que eu observo é o que eu estava a falar há bocado, é que todo o processo do pedido de ajudas e indemnizações foi muito mais demorado, muito mais complicado do que certamente teria sido com o governo anterior.” Como é que olha para o julgamento? Houve alguma forma de reparação? “Eu fiquei bastante à margem do julgamento pessoalmente. É o que eu sempre disse: vamos julgar as pessoas que estiveram envolvidas directamente nesse atentado e está muito bem fazê-lo, mas eu procurava respostas que nunca chegaram a aparecer porque são questões políticas muito mais profundas e não há interesse sequer em encontrar ligações políticas e económicas a esses atentados. Então é melhor falar das três ou quatro pessoas que pudermos julgar, mas isso não responde em nada às perguntas que eu teria.” Que perguntas são essas concretamente? “São perguntas simples. Quem acredita que três ou quatro desgraçados são capazes de organizar um atentado desta dimensão ou outros atentados que aconteceram depois é ingénuo porque forçosamente há uma complexidade económica e logística que não são acessíveis de forma fácil. Mas nunca sequer essa questão é feita. Quando eu faço essa questão, a maior parte dos jornalistas responde: ‘Ah, não, mas é que a gente não pode na nossa rádio ou televisão falar desse tipo de assuntos. A gente não pode fazer essas perguntas...” Mas eu estou-lhe a pedir essa pergunta. “Sim, mas eu não tenho a resposta. A minha questão é: por que é que nunca se fala de quem poderá ter financiado isto e por que é que sempre que eu faço essa pergunta, os jornalistas me respondem que não podem falar disso? É muito curioso, não chamo a isso censura, mas é curioso.”

Expresso - Expresso da Meia-Noite
José Luís Carneiro: “Trata-se de uma personalidade incontornável da democracia portuguesa, um dos nossos políticos que viveu mais profundamente os valores da social-democracia”

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 1:20


Na emissão especial da SIC Notícias, José Luís Carneiro expressou profundas condolências à família, amigos e colaboradores do fundador do PSD, sublinhando tratar-se de um momento muito triste para o país. O atual líder do PS destaca a importância da personalidade do fundador na vida democrática portuguesa e na defesa de uma imprensa livre, elementos essenciais para a qualidade da democracia em Portugal. Lembra ainda o papel incontornável do fundador do PSD, não só na Ala Liberal antes do 25 de Abril, mas também na transição e consolidação da democracia. O compromisso do antigo primeiro-ministro e jornalista com a independência, o serviço público e a liberdade, bem como a sua visão europeísta e cosmopolita, leva Carneiro a considerá-lo um dos políticos que mais profundamente viveu os valores da social-democracia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vale Estreito
VOCÊ JÁ VIVEU UMA FASE QUE NÃO DEU CERTO?

Vale Estreito

Play Episode Listen Later Oct 21, 2025 4:11


Canal Vale Estreito"Criado para anunciar o Evangelho das Insondáveis Riquezas de Cristo.

Doa a Quem Doer
A história de horror do menino que viveu com o pai numa casa abandonada e frequentada por toxicodependentes

Doa a Quem Doer

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 27:14


O ‘Doa a Quem Doer' dá a conhecer a história de horror de um menino de 10 anos que viveu com o pai numa casa abandonada em Vila Nova de Famalicão. O menino passava fome, vivia numa casa frequentada por toxicodependentes e chegou a estar dado como desaparecido.  

Renascença - Extremamente Desagradável
Pedro Pinto viveu fora

Renascença - Extremamente Desagradável

Play Episode Listen Later Oct 10, 2025 13:15


Joana Marques traz-nos o podcast "1 Para 1", em que o jornalista Pedro Pinto recebe futebolistas ilustres para lhes contar que viveu fora.

Histórias para ouvir lavando louça
Meu pai é gay, minha mãe é hétero e os dois decidiram me ter juntos

Histórias para ouvir lavando louça

Play Episode Listen Later Aug 19, 2025 5:46


"Esse é meu pai. Ele é gay. Essa é minha mãe. Ela é hétero. Eles são amigos". É assim que Alyce costuma se apresentar quando alguém pergunta sobre sua história. Não é uma resposta que costuma vir sozinha. Ela geralmente vem acompanhada de um olhar curioso, confuso ou até chocado. Mas, pra Alyce, tudo sempre foi muito simples: ela nasceu de um desejo comum. E de um afeto verdadeiro.Os pais de Alyce se conheceram num churrasco na casa do tio dela, que também era gay, embora ninguém soubesse ainda. No meio dessa festa, nasceu uma amizade entre a mãe de Alyce e seu futuro pai. Uma amizade tão forte que fez com que ele passasse a frequentar a casa com frequência.O tempo foi passando, a amizade foi ficando mais sólida, e ele começou a brincar que queria ter um filho com ela. No começo, ela achava que era só piada. Até que, cinco anos depois, eles decidiram que sim: iriam tentar. Naturalmente, sem inseminação, sem processo médico. Com afeto, confiança e consentimento.Foram três tentativas até que desse certo. E quando a notícia da gravidez chegou, por meio de uma cólica que parecia ser renal, mas era só a Alyce dizendo "cheguei", ele ficou eufórico. Ligou pra todo mundo. Queria contar ao mundo que ia ser pai.Muitos achavam que por ele ser um homem gay, não seria presente. Pelo contrário: ele sempre esteve lá. Acordava de madrugada, se preocupava com os cuidados, foi presente em todas as fases. Foi acolhido pela família da mãe dela, morou com elas, e nunca escondeu quem era. Alyce cresceu ouvindo que seu pai era gay. Cresceu indo à Parada com ele no colo. Viu de perto o que era diversidade. Viveu, em casa, a experiência do respeito.

Favas Contadas
Quem foi a primeira vendedora de queijadas de Sintra

Favas Contadas

Play Episode Listen Later Aug 19, 2025 22:36


Viveu, no século XVIII, numa casa em Ranholas com um porco e um burro. Ganhou uma alcunha por ser baixinha e ainda hoje essa marca existe. Sabe de quem estamos a falar?

Quinta Misteriosa
ELA VIVEU PRESA E ISOLADA POR 13 ANOS | Caso Susan (Genie) Wiley #514

Quinta Misteriosa

Play Episode Listen Later Aug 5, 2025 34:09


Conhecida como "Criança Selvagem", Genie passou a maior parte de sua infância trancada em um quarto escuro, sendo maltratada e privada de cuidados básicos. Seu caso é conhecido como um dos piores casos de negligência infantil da história dos Estados Unidos. #514

Filosofia Pop
228. Manuel Querino, com Sabrina Gledhill

Filosofia Pop

Play Episode Listen Later May 26, 2025 53:58


Recebemos a professora Sabrina Gledhill para uma conversa sobre Manuel Querino. Sabrina Gledhill é uma académica, editora, escritora e tradutora britânica independente. Viveu em Salvador, Bahia, Brasil, durante quase 30 anos antes de regressar ao Reino Unido. A Dra. Gledhill… Leia mais → O post 228. Manuel Querino, com Sabrina Gledhill apareceu primeiro em filosofia pop.

N'A Caravana
Parentalidade Reflexiva com Mariana Nunes Rodrigues | N'A Caravana #291

N'A Caravana

Play Episode Listen Later Apr 28, 2025 52:35


É psicóloga, professora do Método DeRose e mãe da Julieta e do Lourenço. Aos 19 anos, apaixonou-se por este método e decidiu transformar esse caminho em profissão, que segue há mais de 20 anos. Viveu 8 anos em São Paulo, onde casou e foi mãe pela primeira vez. Mais tarde, de regresso a Portugal, sentiu que tinha de fechar um ciclo e voltou à faculdade, terminando o Mestrado em Psicologia em 2024.Fez um estágio transformador que a levou até até Londres, onde se especializou em Parentalidade Reflexiva. Hoje, mantém duas áreas profissionais aparentemente distintas — Psicologia e o Método DeRose — mas que se cruzam num mesmo ponto: o desenvolvimento pessoal.Hoje N'a Caravana recebemos a Mariana Nunes Rodrigues.@parentalidade_reflexivahttps://www.clinicamnrpsicologia.pt/https://www.parentalidadereflexiva.ptPatrocínio:Ultra Suave da Garnier - A hora do Banho.A Hora do Banho chegou com Ultra Suave para transformar a rotina do banho num momento especial mais divertido e em família. Cantem com o Abacate, a Aveia, o Alperce e a Camomila e tornem este momento do dia–a–dia em pura alegria!Ultra Suave, cuida do que é importante.Podes cantar a música aqui: https://www.youtube.com/watch?v=9poK-KGOU50E saber mais da campanha: https://www.garnier.pt/hora-do-banhoPodem seguir @ritaferroalvim no instagramSupport the show

Histórias para ouvir lavando louça
Ele viveu 12 anos nas ruas e encontrou uma família no ferro velho

Histórias para ouvir lavando louça

Play Episode Listen Later Apr 3, 2025 9:11


Sonhar com São Paulo era sonhar com oportunidades. Mas a realidade foi outra e a rua se tornou a casa do Carioca por duros 12 anos. Entre noites frias e dias de incerteza, Carioca fez um amigo, vizinho de calçada, que lhe ofereceu um caminho para sobreviver: se tornar catador e aprender a garimpar.No ferro velho, ele entendeu que o que chamam de lixo tem valor. Aprendeu a separar, carregar, vender. E ali, entre os montes de material reciclável, encontrou um teto. O dono do ferro velho ofereceu um espaço, um barraco simples, mas seu. O primeiro colchão foi um pedaço de papelão, o travesseiro, um bloco de cimento. Mas ele dormiu tranquilo, protegido pela primeira vez em anos.Foi ali que conheceu Jo. A menininha vinha todo dia, levando o almoço de quem trabalhava no ferro velho. No meio das idas e vindas, os dois criaram um vínculo. Até que um dia, com a pureza de uma criança, a Jo olhou para o Carioca e disse: “Se eu tivesse um pai, queria que fosse igual a você.”Aquela frase virou uma chave. Ele, que tinha se acostumado a sobreviver, sentiu a responsabilidade de ser referência. Mas a aproximação não passou despercebida. A mãe de Jo estranhou o quanto a filha falava sobre aquele homem chamado Carioca. Ele foi até a casa dela, explicar que estava certa em se preocupar com a filha.Só que a amizade entre o Carioca e a mãe da Jo foi crescendo. A amizade virou carinho, o carinho virou amor. E assim ele teve a chance de construir uma família.Mas o sentido da sua vida não parou ali. Em 2002, soube que a prefeitura apoiaria grupos organizados de catadores. Com outros 46 trabalhadores, formaram uma cooperativa. Hoje, sua cooperativa tem 352 cooperados, seis unidades, um centro escola. Mais do que coletar e separar materiais, formam e qualificam pessoas, resgatam jovens antes que a criminalidade os adote, dá oportunidade a quem saiu do sistema prisional, a quem envelheceu e o mercado de trabalho descartou.O Carioca entende que os catadores salvam o planeta diariamente. Mas, acima de tudo, salvam uns aos outros. E foi assim que ele encontrou seu lugar no mundo: no amor de uma filha, no encontro com sua esposa e no trabalho que dá dignidade a tantos. Porque, quando se faz algo com verdade, tudo encontra seu caminho.

Relatos do Além
CRÔNICAS DO ALÉM #8 | CRÔNICAS RETRÔ | RELATOS DOS OUVINTES #050

Relatos do Além

Play Episode Listen Later Apr 3, 2025 45:24


Encontro com a Beleza
O homem que viveu em três séculos

Encontro com a Beleza

Play Episode Listen Later Mar 30, 2025 10:06


Uma vida que começa no Império Russo no século XIX e vai até Wisconsin em 2002 tem muita história. Leo Ornstein teve um percurso ímpar e pode ser considerado o Manoel de Oliveira da música clássica.See omnystudio.com/listener for privacy information.

BBC Lê
O nazista que viveu por 20 anos no Brasil e foi executado no Uruguai por agentes do Mossad

BBC Lê

Play Episode Listen Later Mar 15, 2025 16:47


Herbert Cukurs, que montou negócio com pedalinhos no Rio, foi responsabilizado por matar a sangue-frio cerca de 30 mil judeus na Letônia ocupada por Hitler.

BBC Lê
'Aristóteles não é simplesmente o filósofo mais importante, mas o ser humano mais importante que já viveu'

BBC Lê

Play Episode Listen Later Feb 25, 2025 11:38


Filósofo britânico contemporâneo explica por que está convencido da importância extraordinária do legado de filósofo grego, que viveu há 2.300 anos.

Pregador Nonato Souto
EBD LIÇÕES BÍBLICAS CPAD IEADPE | 1º TRIM 2025 8ª Lição: "Jesus viveu a experiência humana".

Pregador Nonato Souto

Play Episode Listen Later Feb 15, 2025 76:03


EBD LIÇÕES BÍBLICAS CPAD IEADPE | 1º TRIM 2025 8ª Lição: "Jesus viveu a experiência humana".

SBS Portuguese - SBS em Português
Morre Maria Teresa Horta, escritora feminista que desafiava os 'bons costumes'

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Feb 5, 2025 4:23


Viveu 87 anos, e deixa marca para sempre na literatura portuguesa. Maria Teresa Horta escreveu perto de 40 obras, entre poesia, conto e ficção, sem contar com fértil atividade jornalística. Grande ativista pelos direitos das mulheres em Portugal, isso atrasou o seu reconhecimento literário.

Canaltech Podcast
2024 viveu uma epidemia global de ransomware, revela pesquisa

Canaltech Podcast

Play Episode Listen Later Dec 18, 2024 14:59


Em 2024, o mundo corporativo enfrentou uma verdadeira epidemia digital. Os ataques de ransomware, que sequestram e bloqueiam dados de empresas, atingiram níveis alarmantes. De acordo com a Apura Cyber Intelligence, mais de mil companhias ao redor do globo foram vítimas desse tipo de crime, com grupos como LockBit liderando o cenário. Para falar sobre esse assunto eu recebo hoje aqui no Podcast Canaltech o Wanderson Castilho, perito em crimes digitais. E mais: Android vai compartilhar localização em casos de emergência no Brasil; entenda; Novo motor híbrido da Toyota pode ameaçar o futuro dos carros elétricos; IA da Meta chega ao Instagram no Brasil; veja como funciona; ChatGPT ganha pastas para organizar conversas; veja como usar; iPhones podem ficar mais caros no mundo todo em 2025. Receba notícias do Canaltech no WhatsApp Entre nas redes sociais do Canaltech buscando por @Canaltech nelas todas Entre em contato pelo nosso e-mail: podcast@canaltech.com.br Entre no Canaltech Ofertas Acesse a newsletter do Canaltech Este episódio foi roteirizado e apresentado por Gustavo Minari. O programa também contou com reportagens de Wendel Martins, André Lourenti Magalhães, Leo Alves e Bruno De Blasi. Edição por Natália Improta. A trilha sonora é uma criação de Guilherme Zomer e a capa deste programa é feita por Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Endörfina com Michel Bögli
#385 Adriana da Silva

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Dec 7, 2024 95:29


Ela venceu a primeira corrida da sua vida, quando tinha apenas 12 anos. Na segunda, outra vitória e o dinheirinho que ganhou de premiacao foi direto para sua mãe comprar comida para a família. Desde então a corrida ganhou um papel importantíssimo em sua vida. Além de uma ferramenta de educação para inúmeros aprendizados que a escola não ensina, o atletismo lhe trouxe oportunidades únicas e tornou-se sua profissão. A cada ano correndo ela ia melhorando e conquistando marcas importantes, porém, em 2005, sofreu uma grave lesão que a afastou das competições, mas principalmente da oportunidade de se sustentar. Viveu uma depressão que foi superada com a ajuda do treinador Cláudio Castilho, que viria a se tornar uma figura importantíssima em sua carreira. Entrou para a equipe do Esporte Clube Pinheiros e alguns anos depois, foi contratada pela ASICS. Sua confiança voltou acompanhada de grandes conquistas. Entre elas, a de Campeã Sul-Americana na Meia Maratona, terceira colocada na São Silvestre, Bicampeã Pan-Americana na Maratona e até hoje, o título da brasileira mais rápida nos 42.195 metros, com a marca de 2h29'17. Participou de duas edições dos Jogos Olímpicos, Londres 2012 e Rio 2016, e desde então iniciou o processo de transição de carreira. Mais importante do que qualquer título, ela é uma vencedora da vida. Com seu sorriso, simplicidade, muita dedicação e talento, vem inspirando muita gente, seja através do projeto Lume Club da ASICS ou no projeto social Enfrente, que criou em 2020 com o agora ex-treinador, mentor e o pai que a vida lhe deu, Cláudio Castilho. Conosco aqui, a corredora, educadora física, treinadora, criadora do Instituto Enfrente, membro da comissão de atletas do Comitê Olímpico Brasileiro e embaixadora ASICS, a cruzeirense Adriana Aparecida da Silva. Inspire-se! Powered by ASICS SIGA e COMPARTILHE o Endörfina através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.  

Carlos McCord
#298 Semana 43 / Quarta - O MELHOR HOMEM QUE JÁ VIVEU ACREDITOU - "O Caminho" E. Stanley Jones

Carlos McCord

Play Episode Listen Later Oct 23, 2024 8:49


Compre o livro para acompanhar com os Amigos de Jesus nos seguintes links a seguir. Ed. Ultimato: https://loja.ultimato.com.br/livros/o-caminho Ebook indisponível na Amazon. Mais links: https://linktr.ee/permanecer

Empiricus Puro Malte
#147 - Voltamos: Madonna com Itaú; imprensa potente; já viveu um milagre?

Empiricus Puro Malte

Play Episode Listen Later Mar 1, 2024 79:28


Madonna centenária e na vanguarda. Itaú marca poderosa! O avanço das fakenews e a dificuldade da imprensa retomar seu lugar. Milagres existem? São tantos temas e estamos felizes de voltar com este programa delicioso. Aproveitem o conteúdo!

Endörfina com Michel Bögli
#337 Thema D'Amélio

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Jan 18, 2024 104:17


Ela nasceu em São Paulo, no Amparo Maternal, uma instituição de apoio à gestantes em situação vulnerável. Com poucos dias de vida, foi adotada por um casal, cuja mulher havia perdido o filho no parto. Quando tinha 4 anos de idade seus pais adotivos se separaram. O divórcio foi litigioso e bastante traumático. Seu pai tornou-se então ausente. A situação financeira fez sua mãe voltar a trabalhar e estudar. Assim, ela e seu irmão mais novo foram criados pela avó materna, dona Cida, uma mulher simples, na época analfabeta e dona de uma força imensurável. Incentivada pela mãe, praticou bastante esportes. Começou com a natação, depois a ginástica artística, esportes de quadra, dança e chegou a competir na ginástica aeróbica. Dançando ela encontrou a válvula de escape para tantas emoções represadas. Na época também tocava piano onde ficava por horas, isolada em seu mundo. O movimento, a música e o esporte assumiram um papel importante e muito especial em sua vida. Aos 9 anos de idade descobriu que era adotada e seu mundo caiu. A sensação de ter sido enganada e as dúvidas pesaram sobre ela. Nessa mesma época sofreu um abuso sexual e novamente veio o sentimento de culpa e medo. Na adolescência teve a primeira crise de depressão e anorexia. Prestou vestibular e passou em Educação Física e Jornalismo. Optou pelo segundo porque, segundo seu pai, com a educação física ela morreria de fome. No meio da graduação descobriu que gostava mesmo era de trabalhar com o movimento e esporte. Matriculou-se em Educação Física e cursou as duas faculdades enquanto trabalhava. Problemas de relacionamento com a mãe a fizeram sair de casa com 21 anos de idade. Estudava de manhã e dava aulas de ginástica o resto do dia. O dinheiro dava para o básico e muitas vezes pulava uma refeição para ter como pagar suas contas. Foi difícil, mas libertador. Seus finais de semana eram preenchidos com esporte e ela geralmente pedalava e corria. Viveu um relacionamento sério e com o casamento marcado, descobriu a traição, o que lhe feriu a alma. Em 2004, então com 27 anos de idade, decidiu morar com o pai e para evitar conflitos quando ele chegava alcoolizado em casa, voltou a nadar. Nos intervalos das aulas na academia pedalava no spinning e corria. Foi o começo do que viria a ajuda-la pelo resto da vida, estar em paz consigo mesma e desacelerar seus pensamentos. Nessa época teve bulimia e crises de depressão. Durante um desentendimento com o pai, foi convidada a deixar casa dele. Tentou morar com mãe, mas foi aconselhada por ela a procurar uma pensão. Foi talvez um dos momentos mais difíceis da sua vida. Deprimida, sem conseguir trabalhar e sem condições de se sustentar sozinha. Chegou a pedir para a mãe interna-la em uma clínica psiquiátrica. Uma amiga então a indicou uma terapeuta e aos poucos ela melhorou. Voltou a dar aulas e conseguiu um novo lugar para morar. Nas horas vagas nadava, pedalava e corria. Após alguns anos, decidiu empreender e montou um estúdio de Pilates, que prosperou. Nessa mesma época viu seu pai adoecer de câncer e recusar o tratamento. Durante um ano ela sofreu calada, sentindo-se impotente. Em seu último dia de vida ela pode ver em seus olhos um pedido de perdão e arrependimento. Ela o perdoou. Já um pouco mais confortável financeiramente, ainda lhe faltava realizar o sonho de construir a própria família. Viveu um relacionamento abusivo e violento que só foi superado com a ajuda da sua terapeuta e quando já estava conformada com a idéia de se tornar “titia”, conheceu o homem da sua vida. Triatleta, professor de educação física e proprietário de academia. Pouco tempo depois, engravidou do primeiro filho. Começaram uma vida juntos sonhando construir uma bela família. Ele a apresentou o triathlon e com a modalidade, surgiu um caminho para superar seus fantasmas e descobrir sua força mental. Ela foi aprendendo a controlar sua fraqueza emocional. Lá se vão doze anos juntos, dois lindos filhos, 6 provas de Ironman e uma  parceria e sociedade profissional muito bem sucedida. Ela se apaixonou pelo triathlon de tal forma que se dedicou a estudar o endurance a fundo. De 2015 até hoje foram oito especializações na área. Conosco aqui uma atleta apaixonada que nasceu aos 35 anos de idade, quando também se tornou mãe. Que descobriu no triathlon um maneira de lidar com suas forças, fraquezas e emoções. A cada competição ela aprende que é capaz de enfrentar qualquer dificuldade, mesmo sentindo medo e que, assim como na vida, quando tudo parecer perdido ou errado, se a cabeça for resiliente teremos força para aguardar dar certo e atingir nossos objetivos. A treinadora durona e futura nutricionista, para quem o esporte é muito mais do que apenas métricas e resultados, a sócia proprietária da Navas Tri, Thelma D'Amélio. Inspire-se! SIGA e COMPARTILHE o Endörfina através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se. Um oferecimento de @BOVEN_ENERGIA. Quer reduzir até 30% dos gastos de energia de sua empresa? Fale com a Boven! Há mais de 10 anos no mercado, é líder na migração de empresas para o mercado livre de energia.   Com uma equipe especializada e tecnologia de ponta, a Boven oferece as melhores soluções energéticas para o seu negócio, reduzindo custos sem necessidade de investir em equipamentos.   Não deixe sua empresa ficar para trás, descubra as vantagens de ser livre com a Boven.   De energia, a Boven entende! boven.com.br

De Carona na Carreira
164 - Fé no axé, processo criativo e negócios - Isa Isaac Silva

De Carona na Carreira

Play Episode Listen Later Dec 14, 2023 66:06


Nesse episódio: Estabilidade do emprego CLT; Empreendedorismo e organização; Estratégia de negócios; Como escolher quais bandeiras o seu negócio vai levantar; Consultoria para negócios; Moda sem gênero; Ações sociais como marca; Pandemia e momentos de mudança; Mulher negra na moda – autoestima e sucesso; Transição e história pessoal. Hoje Thais entrevista a empresária e estilista Isa Isaac Silva, que se apaixonou pela moda aos 5 anos. Nascida e criada na Bahia, comprou a primeira máquina de costura com o dinheiro que ganhou vendendo brigadeiro na escola. Quando entrou na faculdade, para estudar Design e Gestão, foi trabalhar na bilheteria de um teatro para conseguir pagar os estudos.   Hoje, já fez collabs com Havaianas, Magalu, C&A e tem muito mais coisa por vir, que ela vai nos contar nesse papo. Viveu sua transição publicamente em 2021 e hoje é um símbolo de força para muitas mulheres ao redor do Brasil. Vambora entender como esse sucesso aconteceu? LIVRO DA THAIS Doce jornada - https://amzn.to/46MhIxp Toda semana tem novo episódio no ar, pra não perder nenhum, siga:  LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/thaisroque/ Instagram Thais: https://www.instagram.com/thaisroque/  Instagram DCNC: https://www.instagram.com/decaronanacarreira/ TikTok: https://www.tiktok.com/@decaronanacarreira YouTube: https://www.youtube.com/@Decaronanacarreira?sub_confirmation=1 Thaís veste Camiseta - https://www.instagram.com/isaacsilvabrand/ Saia – Tom Ford – TROC - https://www.instagram.com/trocreal/ Brincos - https://www.instagram.com/shop_nour_/ Sapato - https://www.instagram.com/arezzo/ Styling: André Puertas - https://www.instagram.com/andrepuertas/ Beleza: Cris Dalle - https://www.instagram.com/crisdalle Links da Isa: Instagram - https://www.instagram.com/isaisaacsilva/ Marca - https://www.instagram.com/isaacsilvabrand/ Site - https://www.isaacsilva.com.br/ Mala de viagem: Bell Hooks – Tudo sobre o amor - https://amzn.to/3Tq7Rcy Equipe que faz acontecer: Criação, roteiro e apresentação: Thais Roque Consultoria de conteúdo: Alvaro Leme Supervisão: José Newton Fonseca Sonorização e edição: Felipe Dantas Identidade Visual: João Magagnin