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O advogado Roberto Indeque, membro do colectivo de defesa de Domingos Simões Pereira, afirmou que o dirigente político está privado da liberdade sem base legal e sem qualquer processo judicial em curso. Em entrevista, denuncia ainda isolamento há três semanas, restrições impostas a Fernando Dias da Costa e critica a inacção da comunidade internacional perante a crise na Guiné-Bissau. A Guiné-Bissau volta a mergulhar num ambiente de tensão política, marcado por versões opostas sobre o estado do país. Por um lado, o Governo de transição insiste numa mensagem de normalidade institucional, crescimento económico e diálogo entre actores políticos, e do outro a oposição denuncia restrições de direitos, detenções arbitrárias e controlo apertado sobre figuras políticas. No centro da controvérsia está a situação de Domingos Simões Pereira. Em entrevista, o advogado Roberto Indeque, integrante do colectivo de defesa do antigo primeiro-ministro, faz acusações directas: “Estamos perante uma detenção política ou, se quiser dizer de forma mais precisa, estamos perante um sequestro”, declara. A escolha das palavras não foi casual. Questionado sobre os fundamentos jurídicos dessa afirmação, o jurista respondeu de forma categórica: “O senhor Domingos Simões Pereira nunca teve processo no Tribunal Militar e hoje não tem processo em nenhum tribunal do país.” Nome citado num relatório sem consequências processuais Segundo a defesa, a origem de toda a narrativa oficial reside apenas numa menção ao nome do dirigente político num relatório de inquérito relacionado com a alegada tentativa de golpe de Estado de Outubro de 2015. “O que aconteceu simplesmente é que o seu nome aparece num parágrafo no relatório de inquérito do suposto caso tentativa de Estado de Outubro de 2015. É só isso”, afirma Roberto Indeque. O advogado acrescenta que, por se tratar de uma figura pública e líder de um dos principais partidos do país, as autoridades entenderam pedir esclarecimentos. “Por ser uma figura pública e por ser líder do maior partido político, a promotoria militar achou por bem que havia necessidade de se esclarecer em que circunstâncias teria aparecido o seu nome no relatório.” Ainda assim, sustenta que nunca foi dado qualquer passo formal para abertura de processo. “Ele foi no dia 13 de Fevereiro, quando a promotoria o convocou para ir esclarecer. Foi lá, declarou tudo o que havia para declarar.” E prossegue: “A promotoria achou-se satisfeita com a declaração e ele saiu da promotoria tal como entrou.” Para a defesa, esse detalhe é juridicamente decisivo. “Não houve despacho de suspeito, muito menos despacho de acusação. A figura de declarante não é sujeito processual. Não sendo sujeito processual significa que não há nenhum processo contra ele.” “Prisão domiciliária não existe no nosso sistema” Outro eixo da argumentação do advogado prende-se com as restrições impostas ao antigo governante, descritas como uma forma de reclusão informal. “Vamos admitir hipoteticamente, ainda que remota, que houvesse um processo judicial contra ele. Se se falasse de prisão domiciliária, não seria o caso aplicável”, afirma. A razão, explica, é simples: “No nosso ordenamento jurídico, entre as medidas de coacção existentes no Código de Processo Penal, não está prevista a prisão domiciliária.” Daí a conclusão: “Isto não é detenção, não existe detenção domiciliária. Não é prisão porque também não existe prisão domiciliária. Por isso eu chamei isso de sequestro.” E reforçou a acusação: “Quando um órgão judicial ou qualquer órgão administrativo utiliza um expediente que não esteja previamente regulado, está a cometer uma ilegalidade.” Para o advogado Roberto Indeque, o caso ultrapassa o plano jurídico e inscreve-se numa estratégia política. “O regime está a construir essa narrativa em volta do senhor Domingos Simões Pereira”, afirma. Três semanas sem acesso de médicos e advogados As denúncias tornam-se mais sensíveis quando o advogado descreve o actual regime de isolamento do seu cliente. “A única pessoa que tinha acesso ao Domingos Simões Pereira era o seu médico pessoal, que também é irmão, e o colectivo dos advogados”, explicou. Mas, segundo relata, essa situação alterou-se recentemente. “De há três semanas para cá, nem o médico, nem os advogados têm acesso ao engenheiro Domingos Simões Pereira.” Na interpretação da defesa, trata-se de uma situação grave. “Isto significa que está num isolamento absoluto.” Questionado sobre o que motivou a mudança, responde: “Confesso, senhora jornalista, que não sei explicar, porque também não nos deram explicação. Simplesmente disseram que era ordem superior.” Fernando Dias da Costa também alvo de restrições As críticas do colectivo de defesa não se limitam ao caso de Domingos Simões Pereira. O advogado afirma que Fernando Dias da Costa, apresentado pelos seus apoiantes como vencedor das presidenciais contestadas, enfrenta igualmente limitações severas. “O Fernando, na sua residência, também está sob forte vigilância”, declara. Descrevendo o dia-a-dia do dirigente, acrescenta: “Para se deslocar, a viatura está sujeita a revista. Para entrar, quando volta de onde saiu, está novamente sujeita a revista.” E lança uma interrogação: “Como é que podemos interpretar isso numa pessoa livre?” Na sua óptica, o problema reside na diferença entre o discurso oficial e a realidade. “Talvez tenhamos pontos de vista diferentes da interpretação do que significa liberdade entre o colectivo dos advogados e o regime.” Depois esclareceu a sua definição: “Do ponto de vista do colectivo dos advogados, liberdade significa que o senhor pode deslocar-se livremente em qualquer parte do território, sem prévia autorização, sem prévio anúncio ou permissão de qualquer outra pessoa.” Governo insiste na normalidade Do lado oficial, o executivo de transição liderado por Ilídio Vieira Té continua a defender uma imagem de estabilidade, diálogo político e sinais positivos na economia, incluindo previsões de crescimento e contactos com o Fundo Monetário Internacional. Mas Roberto Indeque rejeita frontalmente essa leitura: “Só o Governo pode explicar como controla essa narrativa quando, na realidade, estamos a assistir exactamente ao oposto.” E acrescenta: “Quem está cá, mesmo estando fora mas acompanhando a actualidade, sabe que não há liberdade como se diz. Não existe de forma alguma.” Desilusão com a comunidade internacional O advogado mostrou frustração perante a ausência de reacção regional e internacional. Dirigiu críticas à CEDEAO, à CPLP e à União Africana. “Estou a ficar decepcionado”, acrescentando que já tinham sido anunciadas medidas para responder à crise, sem resultados visíveis. “Foi adoptada uma série de medidas e, até hoje, se não estou em erro, nenhum ponto foi cumprido.” Perante esse quadro, avança com uma explicação possível: “Talvez a comunidade internacional esteja cansada e queira virar as costas.” Apesar do cenário traçado, Roberto Indeque rejeita a ideia de resignação interna. “Os guineenses não podem estar cansados”, respondeu, confrontado com a pergunta e clarificou: “Estão desanimados, mas não estão cansados. Vamos batalhar até que haja legalidade", concluiu.
A visita do Papa Leão XIV a Angola, que se inicia este sábado, marca um dos momentos centrais da actualidade africana, num contexto de crise interna e de persistentes desafios políticos e sociais na região. No programa Semana em África desta semana, o destaque vai para Angola, que recebe a partir deste sábado, 18 de Abril, o Papa Leão XIV, no âmbito de um périplo africano. A visita, com passagens por Luanda, Muxima e Saurimo, é encarada pelas autoridades angolanas e pela Igreja Católica como um momento de grande mobilização espiritual e social. Dom José Manuel Imbamba, arcebispo de Saurimo e presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), sublinha que o Sumo Pontífice “vai encontrar uma Angola em paz”, ainda que reconheça que o país enfrenta “uma crise económica, social e cultural muito profunda”. A deslocação de três dias decorre sob o lema “Peregrino da Esperança, da Reconciliação e da Paz”, uma escolha que reflecte os desafios ainda presentes no país. O analista político Osvaldo Mboco recorda que a reconciliação nacional continua a ser “um desafio”, décadas após o fim da guerra civil. Ainda em Angola, a actualidade fica marcada pela terceira sessão do julgamento dos cidadãos russos Igor Ratchin e Lev Lakshtanov, bem como dos angolanos Buka Tanda e Carlos Tomé. Os arguidos enfrentam acusações de espionagem, terrorismo e financiamento ao terrorismo. A sessão, iniciada a 15 de Abril, ficou marcada pela produção de provas e pela audição dos réus, tendo o tribunal indeferido os pedidos da defesa para ouvir diversas figuras políticas e da sociedade civil como testemunhas. Na Guiné-Bissau, o colectivo de advogados do presidente do PAIGC e coordenador da plataforma Aliança Inclusiva – PAI Terra Ranka denunciou a alegada criação de um tribunal “ad hoc” para julgar a suposta tentativa de golpe de Estado de Novembro de 2025. Em entrevista, o advogado Roberto Indeque acusou o regime de promover manobras com vista à incriminação de Domingos Simões Pereira. Em Moçambique, o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olamide Harrison, confirmou que o Governo liquidou antecipadamente uma dívida na ordem dos 700 milhões de dólares. Apesar disso, não existe ainda qualquer acordo para um novo programa de assistência financeira ao país. Já em Cabo Verde, na ilha do Fogo, o abuso sexual de crianças mantém-se como uma das principais preocupações sociais. O alerta foi deixado pelo ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, durante uma visita à ilha, onde, só em 2025, foram registados 31 casos de violência sexual contra menores.
Plataforma lançada às margens das Reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial reforça voz coletiva de países solicitantes de empréstimos; líder da ONU discursou no lançamento da iniciativa enfatizando oportunidade de alterar relações de poder.
A expectativa pela retomada das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã reduziu as cotações do petróleo, embora os valores ainda estejam acima dos negociados antes do início da guerra, em 28 de fevereiro. No Brasil, já são 11 dias com resultados positivos no Índice Bovespa e o dólar voltou a fechar abaixo dos R$ 5 (R$ 4,9953), com recuo de 3,57% em abril e de 9,02% em 2026 ante o real. Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional projeta um impacto negativo na economia global se a guerra for mais prolongada. No entanto, em relação ao Brasil, o FMI aumentou a previsão de crescimento do PIB em 2026 de 1,6% para 1,9% em razão de o país ser exportador de petróleo. Em entrevista à Rádio Eldorado, o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, disse que o Brasil tem um fator atenuante em relação ao impacto global por ser produtor de petróleo. “Mas isso não evita impactos inflacionários e a expectativa de redução maior dos juros pelo Banco Central fica abalada”, avaliou.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Moçambique liquidou antecipadamente mais de 700 milhões de dólares de dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI), eliminando pagamentos previstos entre 2026 e 2029. O Governo garante que a operação foi feita com recurso às reservas internacionais, sem impacto no Orçamento do Estado. A decisão melhora a imagem externa do país, mas levanta dúvidas sobre sustentabilidade, uso de divisas e motivações estratégicas futuras. A decisão de Moçambique de liquidar antecipadamente a totalidade da sua dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI) está a ser interpretada como um sinal de reforço da credibilidade financeira, mas também como uma operação que exige prudência, num contexto económico ainda frágil. Segundo a economista do Centro de Integridade Pública (CIP), Estrela Charles, a medida deve ser lida em várias dimensões: “É uma medida positiva, sim, porque coloca Moçambique numa situação de uma melhor imagem em termos de dívida”, afirma, sublinhando, no entanto, que “temos que ser cautelosos e analisar de forma mais profunda esta questão da liquidação da dívida, exactamente por ter-se usado as reservas”. A economista considera que a operação terá tido uma motivação estratégica clara: “Tudo indica que era uma questão mesmo para salvaguardar o balanço do Banco de Moçambique para os próximos empréstimos”. E reforça: “É como se Moçambique estivesse a arrumar a casa para novos financiamentos”. Reservas internacionais sob pressão O pagamento foi feito com recurso às reservas internacionais, uma opção que levanta preocupações num país altamente dependente de importações. “Significa que neste momento nós reduzimos a quantidade de meses que temos para poder importar”, explica Estrela Charles, lembrando que “Moçambique é um país muito importador”. A economista alerta para o impacto potencial dessa redução: “Pode ter impacto a nível das reservas, da liquidez e da disponibilidade para o pagamento de algumas facturas, principalmente a dos combustíveis”. Acrescenta ainda que o país enfrenta já dificuldades estruturais: “Nós temos problemas de escassez de divisas” e “uma taxa de câmbio apresentada de forma falseada”. Neste contexto, a utilização de reservas deve ser monitorizada. “O uso das reservas para o pagamento integral deve ser usado com muita cautela”, defende, apontando que cabe agora ao Banco de Moçambique “garantir que esta medida não tenha impacto direto nos problemas que já existem”. Os riscos associados à operação são claros. “Quando reduzimos as nossas reservas internacionais significa que teremos menos capacidade para responder às nossas importações”, afirma Estrela Charles. Num cenário de possível subida dos preços dos combustíveis, a pressão pode intensificar-se. “Poderá haver ainda mais dificuldades para satisfazer a importação destes bens e adquirir as divisas necessárias”, acrescenta, classificando o risco como “iminente”. Ainda assim, a economista admite que a decisão pode trazer benefícios futuros, desde que bem gerida. “Estamos a sacrificar as nossas reservas hoje para podermos ter um ganho futuro”, sintetiza. Uma aposta na credibilidade do país Para Estrela Charles, o pagamento antecipado tem uma forte componente política e estratégica. “É uma medida que deixa Moçambique com uma imagem bonita e provavelmente irá abrir outras portas para financiamentos futuros”. A economista não tem dúvidas quanto à intenção: “Acredito que esse foi um motivo fundamental; colocar o país numa situação mais credível e negociar melhor futuros empréstimos”. Este reforço de imagem surge num contexto em que Moçambique procura recuperar a confiança internacional após o escândalo do caso das Dívidas Ocultas. “Essa imagem é fundamental, é a base para conseguirmos negociar melhor as próximas dívidas”, sublinha. Apesar do impacto positivo na percepção externa, os benefícios imediatos para a população são reduzidos. “Em termos de impactos sociais, praticamente não teremos nenhum”, admite. “Não vamos ter vantagens em infraestruturas ou serviços sociais neste momento.” Os ganhos dependem do futuro: “Tudo vai depender de como o Governo vai gerir a negociação dos novos empréstimos e o uso desses recursos”. E deixa um aviso: “As dívidas só têm impacto quando beneficiam quem precisa”.
Na rubrica Vida em França desta semana, olhamos para os impactos económicos da guerra no Médio Oriente. O encerramento do estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais, está a pressionar a economia global, e a França não escapa a estas repercussões. O preço do petróleo Brent do Mar do Norte, depois de atingir 116,89 dólares, está agora nos 110 dólares, ainda assim, mantém-se em níveis elevados. O preço do alumínio também subiu e as bolsas europeias continuam cautelosas. O Governo francês apresentou um plano de cerca de 70 milhões de euros, para apoiar agricultores, pescadores e transportadores mais afectados pelo aumento dos combustíveis, mas não está a ser suficiente para acalmar a contestação. O economista Pascal de Lima alerta para os impactos que já se fazem sentir na indústria, na agricultura e nos transportes, com reflexo directo no poder de compra dos franceses. Qual o impacto que a guerra no Médio Oriente está a ter na economia francesa? O principal canal de transmissão é claramente o petróleo e o gás. Sempre que há tensões geopolíticas, os preços das energias sobem por antecipação de uma possível redução dos stocks nos mercados, de modo geral. É preciso saber que, uma vez que o preço do petróleo é negociado através de contratos futuros, isso impacta logo os preços, porque a energia entra em todos os custos de produção, transporte, agricultura e indústria. Portanto, temos um choque negativo da oferta, que reduz o crescimento e aumenta a inflacção. Ao mesmo tempo, é tipicamente um risco de estagflação. Isto é ainda mais impactante se o choque persistir e se as expectativas dos mercados não se inverterem. Quais são os sectores da economia mais vulneráveis durante uma crise económica? Podemos analisar pela exposição aos custos energéticos e à procura. Portanto, em primeiro lugar, a indústria pesada e a indústria química, muito dependentes da energia, sofrem um impacto imediato nos custos. Depois, os transportes - rodoviário, aéreo e marítimo - onde o combustível representa uma parte significativa dos custos. O sector agroalimentar também é afectado, com impacto indirecto através do aumento do custo dos fertilizantes. Seguem-se a logística e a embalagem plástica e, por último, a distribuição. O comércio sofre um efeito de segunda ordem, devido à queda do poder de compra, sendo um sector com menor margem de manobra em relação aos preços e à crise. Que acaba também por afectar o poder de compra dos consumidores? Sim, tem efeitos. O primeiro efeito é o preço - combustíveis, alimentação e bens transportados - que cria também inflaçção importada. O segundo efeito é sobre o rendimento real, porque os salários não aumentam tão rapidamente como os preços, criando perda de poder de compra. Há também os efeitos sobre o mercado de trabalho, o emprego. As empresas, sob pressão, reduzem margens e investimentos, travando novas contratações. Fala-se que o preço da gasolina vai baixar, mas, até lá, há o risco de vermos as companhias aéreas deixarem os aviões na pista por não conseguirem suportar esta despesa? É um choque de oferta, mas não é um choque de diminuição total dos stocks de petróleo. Muitas empresas do sector guardam uma parte importante do petróleo. Portanto, o impacto sobre os transportes existe, mas hoje em dia não há uma ruptura de abastecimento de petróleo. Acho que não pode afectar tanto o sector aéreo como se tem falado, a meu ver, é um pouco exagerado. O primeiro-ministro francês, Sebastian Lecournu, reafirmou recentemente, diante da Assembleia Nacional, a recusa do Governo em implementar cortes nos preços dos combustíveis devido ao aumento dos custos. O que é que o governo francês está a fazer para mitigar o impacto económico da guerra no Médio Oriente? O Governo concentra-se primeiro em apoios às famílias mais expostas e, depois, em apoios pontuais a alguns sectores, recusando subsídios generalizados. Porquê? Porque os mecanismos generalizados de controlo de preços, ligados, por exemplo, a crises anteriores, são muito caros - dezenas de milhares de milhões de euros - e agravam a dívida pública sem resolver o problema estrutural. Portanto, os apoios são dirigidos apenas a famílias e sectores específicos. Foi evocada a possibilidade de baixar o IVA - TVA - sobre o preço da gasolina, como fizeram as autoridades espanholas. Esta é uma solução viável? É uma medida ineficiente e muito cara para o Estado. Beneficia tanto os agregados mais ricos como os mais modestos e pode ser absorvida pelas margens das empresas. Portanto, alivia a curto prazo, mas não é sustentável do ponto de vista orçamental. Quando se fala no preço dos combustíveis, a França é um dos países mais caros... Sim, é um dos países mais caros, e isso é problemático. Há também políticas para encontrar alternativas no domínio da energia, com modelos mais sustentáveis. Neste momento, verifica-se uma taxa de juro de 3,8% a dez anos. Quais são as implicações para a economia francesa e para o custo do crédito? Esta taxa traduz um cenário em que o dinheiro volta a ser caro. Três consequências rápidas: para o Estado, o custo da dívida aumenta, pois a taxa a dez anos é uma referência nos mercados financeiros de dívida, diminuindo a margem orçamental. Para as famílias, o crédito à habitação torna-se mais caro, com abrandamento do mercado e para as empresas, o crédito ao investimento passa a ser mais selectivo por parte dos bancos, travando o crescimento. As medidas de austeridade são eficazes para combater uma crise económica em França? Depende do ciclo económico. Se há crescimento, como houve em 2011 em Portugal, as medidas de austeridade do Fundo Monetário Internacional conseguiram reduzir a dívida e o défice. Mas hoje, sem crescimento, uma austeridade brusca - em período de choque - é contraproducente: reduz a procura e agrava o abrandamento. Qual é a melhor estratégia? A estratégia credível consiste em controlar despesas, mas preservar investimentos estratégicos em alternativas energéticas, inovação e soberania. Ou seja, um equilíbrio difícil entre rigor e crescimento.
Guiné Bissau: Substituição do presidente da CNE continua a gerar forte contestação. Moçambique: Fundo Monetário Internacional dá má nota a Chapo. Angola: Na província do Cubango a recolha do lixo não funciona minimamente. Ucrânia: 500 mil milhões de euros é quanto deverá custar a reconstrução do país.
Em um contexto geopolítico de tantas incertezas, o que esperar da economia em 2026? Com o mundo ainda sob o impacto da gestão agressiva do presidente Donald Trump, reconfigurando suas antigas alianças, o aumento do protecionismo e a ameaça das guerras levam o crescimento mundial a continuar fraco, antecipa o FMI. No Brasil, a perspectiva de eleições embaralha ainda mais as cartas. Mesmo assim, há razões para otimismo. Lúcia Müzell, da RFI em Paris Segundo o Fundo Monetário Internacional, o crescimento do PIB mundial em 2026 será quase o mesmo que em 2025: 3,1%. As tarifas comerciais mais elevadas, a instabilidade das políticas econômicas, a começar pelos Estados Unidos, e os conflitos geopolíticos impactam no comércio e nos investimentos, aponta também a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). “Será, acima de tudo, um ano de surpresas, porque assim é o governo americano. Muitas coisas podem acontecer, desde as mais assustadoras até as mais pitorescas”, observa Jorge Arbache, professor de Economia da Universidade de Brasília e ex-economista sênior do Banco Mundial. “É possível que o que está aí se aprofunde e a gente tenha uma ainda maior polarização em nível global. E, para um país como o Brasil, que procura manter uma certa neutralidade política e econômica, vai exigir, num ano de eleições, um certo malabarismo para não elevar tensões ou não criar dificuldades num ambiente muito frágil e sensível. O país, obviamente, vai adiar grandes decisões, esperando um novo governo – qualquer que seja ele”, afirma Arbache. Impacto das eleições e da Copa do Mundo “A gente fala que é um ano mais curto porque tem eleições e também a Copa do Mundo, que é algo muito importante no Brasil”, lembra ainda a economista Patricia Krause, especialista na economia da América Latina da Coface, líder mundial de seguro de crédito. “A agenda no Congresso fica reduzida e, no segundo semestre, tudo fica mais focado nas eleições. Elas podem trazer sempre alguma volatilidade cambial – e câmbio é a pior variável que tem para tentar fazer previsões”, frisa. No ano que passou, a desigualdade caiu ao menor índice em 10 anos no Brasil, e o país atingiu o pleno emprego. No segundo semestre, o crescimento econômico desacelerou, o que era esperado há meses pela maioria dos especialistas, preocupados com a inflação. “A economia brasileira, de modo geral, tem surpreendido para cima nos últimos anos, com crescimento mais resiliente do que esperado e os economistas revisando para cima as projeções. E este ano, de fato, ocorreu essa desaceleração do crescimento que há muito era esperada”, indica Patricia Krause. Queda dos juros? Com uma taxa Selic de 15% ao ano, num contexto de inflação de 4,5%, a projeção de crescimento da Coface para 2026 é de 1,9%. Mas a perspectiva agora é de queda da inflação. “Com isso, a grande questão é a esperança de que o Banco Central brasileiro comece a reduzir juros no começo do próximo ano”, salienta Krause. Ano eleitoral costuma ser sinônimo de aumento de gastos – e, no caso do Brasil, este é um dos aspectos mais delicados que ficam de 2025 para 2026. A situação das contas públicas se deteriora ano após ano e o descontrole fiscal é hoje a maior preocupação da economia do país, com o déficit e a dívida pública em curva ascendente. A alta da taxa de juros, aplicada pelo Banco Central para controlar o aumento dos preços, joga ainda mais lenha nesta fogueira, ao corroer a fraca margem de manobra dos gastos do governo federal. Se nada for feito, o orçamento tende a ficar cada vez mais estrangulado, com o peso das despesas em saúde e previdência também em crescimento. “O aumento significativo dos gastos já está contratado. Ele não vai nos surpreender”, adverte o professor da UnB, que foi secretário para Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento. “Hoje, 95% dos gastos públicos são praticamente definidos. O espaço de manobra efetivo é muito menor do que as pessoas imaginam.” Brasil em posição favorável no mundo O economista pondera, entretanto, que, do ponto de vista relativo, o Brasil hoje está melhor em relação à maioria dos outros países, inclusive as potências. “Não que o Brasil tenha feito o dever de casa, mas porque o mundo piorou. Fazer negócios hoje nos Estados Unidos é muito mais arriscado do que no Brasil”, diz Arbache. “Muita coisa tem mudado também na Europa, e a guerra cria uma insegurança brutal. O mundo hoje não está para peixe, e do ponto de vista relativo, o Brasil está melhor.” Os dois economistas avaliam que, em meio à guerra comercial de Donald Trump contra os antigos parceiros, o Brasil demonstrou resiliência. “O fato de o Brasil ser uma economia ainda muito fechada ao comércio nesse momento acabou ajudando. Isso não é algo positivo, mas neste momento em que o comércio internacional preocupa, você está menos exposto”, sublinha a especialista da Coface. “Teve queda nas exportações para os Estados Unidos, porém o Brasil conseguiu aumentar vendas para outros mercados. Isso foi, de certa forma, algo positivo.” No plano interno, a aprovação das reformas fiscal e tributária trouxe avanços. O arcabouço legal relativo à economia verde, com um imenso potencial para o Brasil, coloca o país na rota de investimentos em setores como energia renovável, mercado de carbono e combustíveis limpos. Em 2025, o Brasil demonstrou que entendeu qual é o seu lugar nesta promissora economia, constata Jorge Arbache. “Eu acho que não existe outra estratégia para o país, do ponto de vista econômico e de desenvolvimento. É essa ou nenhuma”, destaca. “Não só a capacidade de atração de investimentos no âmbito do powershoring, mas também aquilo que é pertinente aos minerais críticos para a transição e às terras raras, que vêm atraindo uma crescente atenção, especialmente da Europa, dos Estados Unidos e da China. Muita coisa deverá se passar nos próximos meses e anos. Esse caminho é sem volta.” Acordo UE-Mercosul Neste ponto, o economista chama a atenção para as falhas do acordo comercial negociado entre a União Europeia e o Mercosul, que esteve prestes a ser ratificado em 2025. Travado devido a resistências na questão agrícola, o texto sequer aborda o potencial de cooperação na área da transição energética. Os europeus deixam passar a oportunidade de serem parceiros privilegiados dos países latino-americanos neste comércio. “O maior ganho, para a Europa, nem está nas manufaturas. Eu acho que é tudo aquilo que tem a ver com a abertura de novas fronteiras e possibilidades de negócios para ajudar a solucionar muitos dos mais graves problemas econômicos que a Europa tem, associados à energia e à produção de vários produtos manufaturados e insumos a custos muito menores, fundamentais para dar maior competitividade para a própria indústria europeia”, explica. “Essas coisas passam ao largo do acordo atual.” Ainda na área de energia, mas também das commodities, as perspectivas são positivas. “A gente tem uma produção de petróleo em alta e pode ter um ano importante, em termos de volume. A estimativa de safra indica recorde, além de uma demanda por proteína aquecida”, antecipa Patricia Krause. “Eu diria que o canal de exportação e também um consumo resiliente podem trazer alguma sustentação para o PIB brasileiro no próximo ano.”
Estudo divulgado pelo Fundo Monetário Internacional incentiva mais investimento público nessas áreas; medida garantiria uso mais eficiente de recursos limitados do país lusófono que faz parte dos Estados insulares em desenvolvimento.
Ouça nesta edição do Macro Review, o podcast da equipe econômica do C6 Bank: As novas projeções econômicas do Fundo Monetário Internacional (FMI) reforçam aquilo que já era esperado: não há vencedores em um cenário de aumento de tarifas comerciais. O PIB global deve crescer menos do que o esperado neste ano, enquanto a inflação pode voltar a ganhar fôlego em alguns países. Há uma preocupação, também, com as finanças dos governos, diante de um crescimento menor e de gastos mais elevados. Quais países serão mais afetados? E por que o relatório do FMI é um alerta para o mundo? Entenda também: - O desempenho das empresas no primeiro mês de tarifas dos EUA; - Os possíveis caminhos para os juros e inflação no Brasil; - O movimento nos mercados globais, por J.P. Morgan Asset Management. No minuto 10:09, Marina Valentini, estrategista de mercados globais do J.P. Morgan Asset Management, analisa a reação dos investidores ao discurso mais moderado da Casa Branca sobre a guerra comercial com a China e sobre a atuação do Federal Reserve.
Neste episódio analisamos as previsões do Fundo Monetário Internacional para a economia mundial. As estimativas do FMI já incorporam os possíveis efeitos das tarifas de Donald Trump. O presidente norte-americano está em conflito aberto com o presidente da Reserva Federal – e falamos sobre os motivos que explicam esse clima de crispação. Na segunda parte olhamos para o legado de António Mota na Mota-Engil. O vice-presidente do conselho de administração está de saída do cargo. Com Susana Paula, Carla Pedro e Maria João Babo numa edição de Hugo Neutel.
Confira na edição do Jornal da Record desta terça (22): Polícia encontra garrafas de bebida alcoólica em carro depois de atropelamento em São Paulo. Supremo Tribunal Federal decide tornar réus integrantes de grupo que teria participado de tentativa de golpe de Estado. Cerca de 200 chefes de estado devem participar do funeral do papa Francisco. Fundo Monetário Internacional alerta para um crescimento menor da economia mundial este ano. Polícia analisa imagens que mostram abordagem de suspeito a estudante da USP. Estudo confirma que excesso de açúcar aumenta o risco de câncer de pulmão. No futebol, técnico Tite diz não ao Corinthians, e o clube segue em busca de um novo treinador. E você vai ver quem são os jogadores estrangeiros que se destacaram nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro.
O economista e professor André Roncaglia é o diretor-executivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional. À sua maneira, com rigor e sem alarde, nunca teve receio de andar na contramão. Estudava a “Escola Austríaca”, a preferida hoje de 10 entre 10 reacionários, especialmente porque nunca a entenderam, quando poucos por aqui davam bola à teoria. E, hoje, desafia a “doxa” conservadora, que sai por aí tonitruando: “O Brasil está na UTI“. A metáfora médica costuma ser a antessala dos chamados “remédios amargos”, que, claro!, têm sempre de ser ministrados contra os pobres. Numa entrevista iluminada, afirma Roncaglia: “É preciso, sim, que haja algum sacrifício para o país avançar, mas não o de quem está no andar de baixo”. E acrescenta: “Eu adoraria que os nossos ricos tivessem disciplina de mercado — a disciplina que eles gostam de empurrar aos outros. E eu acho que uma das maneiras de disciplinar a nossa elite é por meio de um programa de desenvolvimento, obrigando-a a se encaixar nesse programa. E ela vai ganhar! Olhem que punição!”. Uma das conversas mais fascinantes em 88 edições de “Reconversa”.
A Argentina vive uma transformação econômica profunda. O governo de Javier Milei adotou o câmbio flutuante, em uma tentativa ousada de conter a inflação e atrair investimentos. A medida veio acompanhada de um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional, no valor de 20 bilhões de dólares. Mas, na prática, o que muda para os argentinos? Como essa decisão afeta o poder de compra, o cotidiano das famílias, as empresas e a relação comercial com o Brasil? E qual tem sido o impacto do tarifaço de Donald Trump no país vizinho? Neste episódio, o economista André Perfeito e o repórter do Jornal da Record, Fábio Menegatti, analisam os desdobramentos dessa guinada econômica e o que vem pela frente.
Onze anos depois da saída dos gestores internacionais da troika (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Europeu) que puseram ordem nas contas de Portugal com mais martelo do que bisturi, Portugal surge, juntamente com Espanha, como país de referência na gestão pública na União Europeia. Portugal escapa à maior parte dos problemas internos resultantes da guerra na Ucrânia.
No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 08, Carlos Andreazza comenta sobre falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que relativizou o efeito, sobre o Brasil, das medidas do presidente dos EUA, Donald Trump, que vêm assombrando os mercados com o temor de recessão mundial e afirmou que o País continuará crescendo. “Mesmo (o presidente dos EUA, Donald) Trump falando o que ele quer falar, o País está seguro hoje porque nós temos um colchão de US$ 350 bilhões, que dá ao Brasil e ao (ministro da Fazenda) Fernando Haddad uma certa tranquilidade”, disse, nesta segunda-feira, 7, na cerimônia de anúncio de investimentos e contratações do Mercado Livre em Cajamar, na Grande São Paulo. Lula destacou ainda que, antes de assumir a presidência pela primeira vez, em 2003, o Brasil estava “quebrado” e devia ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele voltou a expressar o desejo de impulsionar a indústria automobilística. “Quando nós deixamos o governo em 2010, a indústria automobilística vendeu 3,6 milhões de carros. Eu voltei 15 anos depois, e a indústria automobilística estava vendendo 2 milhões de carros a menos. E agora já recuperou e queremos terminar o mandato vendendo o mesmo que vendia em 2010″, afirmou. Leia mais: https://www.estadao.com.br/economia/lula-quero-pais-classe-media-tem-gente-que-acha-queremos-comer-carne-segunda/ Apresentado pelo colunista Carlos Andreazza, programa diário no canal do Estadão no YouTube trará uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante. Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://bit.ly/oferta-estadao O 'Estadão Analisa' é transmitido ao vivo de segunda a sexta-feira, às 7h, no Youtube e redes sociais do Estadão. E depois, fica disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Carlos AndreazzaEdição/Pós-produção: Jefferson PerlebergCoordenação: Gabriel Pinheiro e Everton OliveiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Pesquisa do Fundo Monetário Internacional, FMI, rela que alguns países da região poderão não aproveitar os benefícios econômicos da IA por causa do grande número de atividades no setor informal.
Com tarifas anunciadas, os EUA de Donald Trump afetam aliados. Roberto Dumas, professor de Economia do Insper, Otaviano Canuto, economista e ex-diretor do Fundo Monetário Internacional, Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington e Londres e Thais Herédia, analista de Economia da CNN, comentam o assunto.
Em 2022, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia ucraniana caiu 28,8%, a maior descida desde 1991, (o ano em que o país se tornou independente). Já do lado da Rússia, nesse mesmo ano, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 1,2%See omnystudio.com/listener for privacy information.
Crime rouba mais de 3% do PIB da região que concentra quase um terço de todos os homicídios globais; para Fundo Monetário Internacional, governos podem tomar medidas para romper esse ciclo.
O sócio e economista-chefe da Novus Capital, Tomás Goulart, esteve em Washington DC na última semana participando do encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Gravamos um podcast especial trazendo os destaques do encontro, as principais pautas discutidas e, principalmente, as expectativas para o evento mais importante da próxima semana: a eleição presidencial americana. Confira!
As eleições gerais em Moçambique estão no centro da actualidade desta semana. O candidato da Frelimo, Daniel Chapo, sucede a Filipe Nyusi na presidência do país, depois de uma semana de eleições, de protestos e do homicídio de dois membros do partido Podemos. As eleições gerais em Moçambique estão no centro da actualidade desta semana. O candidato da Frelimo, Daniel Chapo, sucede a Filipe Nyusi na presidência do país, com cerca de 70% dos votos, Venâncio Mondlane chegou em segundo lugar com cerca de 20% dos escrutínios, e em terceiro lugar ficou Ossufo Momade, da Renamo, com apenas cerca de 6% dos votos. Esta sexta-feira, Daniel Chapo, eleito presidente de Moçambique, dirigiu-se à nação. Vamos passar a ser presidente de todos os moçambicanos, incluindo aqueles que estão a manifestar.Os partidos políticos da oposição PODEMOS, RENAMO e MDM não reconhecem os resultados e Venâncio Mondlane lançou um desafio a Daniel Chapo, exigindo a publicação dos editais. VE 2 O mandatário do candidato presidencial da Renamo, Geraldo de Carvalho, denunciou fraudes eleitorais (VE 2) e Lutero Simango, candidato do MDM, exigiu a "reposição da legalidade", ou alertou para uma "revolta eleitoral". (VE 2)A oposição denuncia fraudes eleitorais e a Missão de Observação Eleitoral da União Europeia afirmou ter constatado “irregularidades durante a contagem e alterações injustificadas” dos resultados eleitorais.O processo eleitoral ficou manchado pelo duplo homicídio de Elvino Dias, advogado do candidato Presidencial Venâncio Mondlane e Paulo Guambe, mandatário do partido Podemos. Os dois membros da oposição foram assassinados em Maputo a 18 de Outubro por pessoas cuja identidade ainda se desconhece.Venâncio Mondlane, candidato presidencial do partido Podemos acusou as Forças de Defesa e Segurança de serem responsáveis pelo duplo homicídio, e apelou a uma manifestação pacífica.Foram as forças de Defesa e Segurança de Moçambique que fizeram isto, temos provas disso, portanto, não se isentem. Está a jorrar sangue de dois jovens agora. Segunda-feira, todos jovens, todos nós vamos sair à rua, vamos nos manifestar com os nossos cartazes. Na segunda-feira, centenas de cidadãos saíram às ruas em todo o país. A capital moçambicana foi palco de confrontos entre manifestantes, que atiraram pedras e incendiaram pneus nas ruas perto da Avenida Joaquim Chissano, e a polícia que dispersou populares com recurso a gás lacrimogéneo e tiros para o ar. O descontentamento aumentou e na terça-feira, Venâncio Mondlane em directo nas redes sociais, convocou dois dias de paralisação do país a partir de quinta-feira, dia de anúncio dos resultados das eleições gerais pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).Vamos decretar a abertura das portas da revolução. A partir do dia 24, vamos reactivar a segunda etapa das manifestações e do roteiro revolucionário de Moçambique. No mesmo dia, a Renamo criticou a violência e a brutalidade policial sobre cidadãos indefesos, considerando que se tratou de uma verdadeira afronta à democracia.Na quarta-feira, o presidente cessante Filip Nyusi finalmente reagiu aos acontecimentos, exigindo uma investigação séria para o esclarecimento do assassínio dos dois opositores políticos.Ainda esta semana, São Tomé e Príncipe e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um entendimento para assinatura do acordo que possibilita a facilidade de crédito alargado. Isto, depois de o FMI ter considerado que o programa contém as reformas necessárias para restabelecer a estabilidade macroeconómica do país. Ainda no arquipélago lusófono, os médicos iniciaram na quinta-feira uma greve por tempo indeterminado, melhorias de condições de trabalho, com destaque para medicamentos e consumíveis que o Sindicato da classe médica, faltam para garantir os serviços mínimos.Em Angola, os camionistas dizem que voltaram a ser proibidos de circular na vizinha República Democrática do Congo. As autoridades desse país agora exigirem visto de imigração para os camiões angolanos entrarem em Kinshasa, à semelhança do que seria exigido aos cidadãos do antigo Zaire desde há alguns anos, quando almejam chegar a território angolano. A Associação angolana dos Transportadores de Mercadorias, apelou o governo a elaborar um documento de facilitação de entrada para os camionistas da RDC. Na Guiné Bissau, continua a incerteza à volta da realização das eleições legislativas, previstas para 24 de Novembro. A sociedade civil exige o adiamento das eleições. Os partidos políticos preferem manter o escrutínio a 24 de Novembro. Até sexta-feira, a CNE não se tinha pronunciado.
Fundo Monetário Internacional destaca aumento dos gastos públicos e forte crescimento do crédito; economia continua pouco diversificada e altamente dependente do setor público, previsões apontam para contínua queda de preços dos alimentos no país lusófono.
Esta semana arrancou em Angola o censo geral da população e habitação, que vai decorrer em todo o território nacional durante 30 dias. Na Guiné-Bissau a actualidade ficou marcada pelo regresso do presidente do parlamento dissolvido, Domingos Simões Pereira, ao país e em São Tomé e Príncipe o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, afirmou que as negociações com o Fundo Monetário Internacional estão no bom caminho, sublinhado que espera “fechar o acordo”com a instituição financeira em Outubro. Arrancou em Angola o censo geral da população e habitação, que vai decorrer em todo o território nacional durante 30 dias, com mais de 79 mil agentes recenseadores. As autoridades angolanas acreditam que o processo vai permitir obter uma radiografia actualizada do país, desde idades, sexo, tipo de habitação, trabalho e o rendimento das famílias.Ainda em Angola, a Amnistia Internacional pediu às autoridades angolanos que libertem quatro pessoas detidas em 2023 à margem dos protestos dos moto-taxistas em Luanda A organização não governamental fala em injustiça e denuncia a degradação do estado de saúde de alguns dos detidos.Na Guiné-Bissau, o presidente do parlamento dissolvido da Guiné-Bissau regressou esta semana à capital, após sete meses no estrangeiro. Em declarações aos jornalistas, Domingos Simões Pereira pediu uma clarificação sobre a apreensão de um avião com mais de 2,6 toneladas de cocaína no aeroporto de Bissau e lamentou a falta de segurança no país, que afecta todos os cidadãos.Por seu lado, a representante do escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime na Guiné-Bissau, Ana Cristina Andrade, mostrou-se satisfeita com “a forma transparente” como as autoridades do país procederam à destruição da droga apreendida no aeroporto da capital.Recorde-se que a Polícia Judiciária incinerou, numa propriedade industrial de produção de aguardente, mais de 2,6 toneladas de cocaína. Segundo as autoridades, a droga transportada, da Venezuela, num jacto privado, foi apreendida no aeroporto internacional Osvaldo Vieira de Bissau no passado dia 7 de Setembro.Entretanto, o Presidente guineense reagiu à agressão de um jornalista da agência portuguesa de notícias Lusa, por parte da polícia em Bissau, no domingo. Umaro Sissoco Embaló disse que houve “excesso de zelo” por parte da polícia, mas notou que ninguém pode desobedecer a uma ordem dos agentes de segurança pública.Em Cabo Verde, o chefe de Estado considerou que a Cimeira do Futuro, organizada pelas Nações Unidas e na qual vai representar o país, em Nova Iorque, como uma oportunidade para estabelecer novos consensos no processo global de desenvolvimento. José Maria Neves disse ser importante que "todos os espaços geoestratégicos estejam representados no seio das Nações Unidas" e que se criem "condições para que a ONU tenha um papel mais determinante nos processos de negociação, visando a paz e estabilidade no mundo".Em São Tomé e Príncipe, o primeiro-ministro Patrice Trovoada afirmou que as negociações com o Fundo Monetário Internacional estão a ir no bom sentido, sublinhado que espera “fechar o acordo” em Outubro. Todavia, o chefe do executivo lembrou que “a vida dos são-tomenses só vai mudar” com investimentos privados.Em Moçambique, na altura em que decorre a campanha eleitoral para as sétimas eleições gerais de 9 de Outubro, várias organizações de defesa dos direitos humanos, democracia e liberdades alertam que a crescente desinformação ameaça a integridade e transparência do processo e a democracia do país.
Embaixador da Austrália nos Estados Unidos, Kevin Rudd diz que a Austrália está preparada para um possível segundo mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos; Fundo Monetário Internacional alerta que as taxas de juro em países como a Austrália poderão permanecer mais elevadas por longo período; Estado Islâmico (ISIS) reaparece e assume a responsabilidade por um ataque mortal a uma mesquita muçulmana xiita em Omã; Pelo menos 23 pessoas morreram num acidente de ônibus numa zona montanhosa do Peru; No Brasil, dos 55 incêndios no Pantanal, 31 já estão extintos e 22 controlados.
Sejam bem-vindos a mais uma Semana em África. A actualidade desta semana ficou marcada por uma situação económico-social tensa em São Tomé e Príncipe. Desde logo porque o governo anunciou que o aeroporto internacional da capital vai começar a ser privatizado pela empresa turca FB Group por um período de 49 anos. O ministro das Infraestruturas, José Carvalho de Rio, considera que o projecto vai trazer uma nova dinâmica à economia nacional. Já o líder do principal partido de oposição, o MLSTP-PSD, Jorge Bom Jesus, fala em “falta de transparência” e defende existirem “dúvidas”, defendendo que a privatização do aeroporto internacional deve ser escrutinada pelos órgãos de soberania e sociedade civil.Entretanto, ainda sobre São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, criticou a falta de acordo com o Fundo Monetário Internacional. O líder da oposição defende que o país está “em colapso económico” pela falta de acordo com este organismo, apontando o dedo à “irresponsabilidade” do executivo.Na actualidade moçambicana, a Comissão Nacional de Eleições está com um défice orçamental para custear, na íntegra, as eleições gerais marcadas para o dia 9 de Outubro, avaliadas em cerca de 300 milhões de dólares. A informação foi avançada pelo respectivo porta-voz do órgão de gestão e administração eleitoral, Paulo Cuinica.Na Guiné-Bissau, esta quinta-feira, a Justiça libertou dois dos detidos acusados de tentativa de golpe de Estado em 2022. Os advogados de defesa dos acusados continuam a exigir o cumprimento de ordens de libertação que o Juiz de Instrução Criminal emitiu, em Junho de 2022, a favor de 17 dos 50 detidos. O Tribunal Militar Regional de Bissau começou o julgamento de 25 pessoas, mas desde 4 de Junho tem vindo a suspender as sessões e ainda não se conhece uma data para a retoma dos trabalhos. Mussá Baldé tem mais pormenores.Em Angola, o Governo, associações empresariais e as Centrais Sindicais chegaram a acordo nesta quarta-feira, 12 de Junho, para o estabelecimento do salário mínimo nacional na ordem dos 100 mil kwanzas, cerca de 100 euros. Avelino Miguel tem mais pormenores.Em Cabo Verde, o Presidente José Maria Neves, convidou, esta sexta-feira, o Papa Francisco, para visitar o país, no âmbito das comemorações dos 500 anos da diocese de Santiago. José Maria Neves foi nesta sexta-feira, recebido pelo Sumo Pontífice e ambos falaram sobre mudanças climáticas, conflitos armados em África, a necessidade de se construir “uma rota para a paz” e de se criarem condições internas para se evitar que as pessoas sejam obrigadas a emigrar. Odair Santos tem mais pormenores.Em França, começou, esta sexta-feira, aqui em Paris a conferência do IDC, Internacional democrata centrista, nomeadamente a sua componente para África. Adalberto Costa Júnior é o presidente da UNITA, maior força da oposição angolana.Ainda neste evento, Patrice Trovoada, primeiro-ministro são tomense e líder da ADI, partido no poder, estima que o acordo militar firmado com a Rússia não entra em choque com a postura da IDC, no que diz respeito à condenação da invasão russa da Ucrânia.É o ponto final desta Semana em África. Obrigada por ter estado na nossa companhia. Nós, já sabe, estamos de regresso na próxima semana.
O sócio e economista-chefe da Novus Capital, Tomás Goulart, esteve no Spring Meetings de 2024, em Washington DC, evento organizado pelo Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial. Esse é um encontro caracterizado por reunir diversos agentes econômicos e políticos relevantes, para debater temas de grande importância a nível global. Para acompanhar um resumo do que foi discutido por lá, confira o podcast que acabamos de divulgar!
Com esse crescimento, o PIB brasileiro deve chegar a US$ 2,331 trilhões. O relatório publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que o crescimento se dá com base na consolidação fiscal e reflete as atuais políticas econômicas em vigor. Sonoras: Fernando Haddad (Ministro da Fazenda) [51''] Gleisi Hoffmann (Presidenta Nacional do PT) [1'03'']
Nossos sócios Luiz Eduardo Portella, Sarah Campos e Yara Cordeiro debatem, no episódio de hoje, os principais acontecimentos da semana no Brasil e no mundo. No cenário internacional, foram divulgados dados de varejo nos EUA mais fortes que o esperado, e revisão altista para projeção do PIB, consolidando o cenário de atividade pujante por lá. No Reino Unido, os dados de inflação trouxeram surpresa altista, mas o presidente e outros membros do banco central reafirmaram que os números estão em linha com a expectativa da entidade. Além disso, ocorreu a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), que contou com a presença de diversas autoridades monetárias que, no geral, trouxeram tom de cautela a respeito da condução dos juros. A semana também foi marcada por elevação das tensões geopolíticas, com ataques entre Irã e Israel. No Brasil, foi divulgado o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, que trouxe rebaixamento da meta fiscal para os próximos anos, contando com premissas macroeconômicas aparentemente otimistas e metas desafiadoras. Ainda no encontro do FMI, o presidente do BCB, Roberto Campos Neto, levantou uma série de cenários possíveis para a condução de política monetária, trazendo incerteza ao guidance da reunião anterior – o que foi corroborado por outros diretores. Entretanto, sua posterior aparição conjunta com Haddad trouxe tom mais otimista. Nos EUA, o juro de 5 anos abriu mais 11 bps, enquanto as bolsas tiveram uma realização que não se observava há um tempo – S&P500 -3,05% e Nasdaq -5,36%. Por aqui, os juros também tiveram abertura relevante (jan/25 +30 bps), e o Ibovespa desvalorizou 0,65%. Na próxima semana será importante acompanhar dados de atividade (PMIs e PIB) e inflação (PCE) nos EUA, a reunião do Banco Central do Japão, e a divulgação do IPCA-15 por aqui. Não deixe de conferir!
O podcast Cinco Minutos desta quinta-feira, 17, comenta o acirramento do embate entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o Palácio.Novamente o chefe da Casa Civil, Rui Costa entrou em cena para colocar panos quentes sobre as insatisfações de Lira com Alexandre Padilha, ministro de Relações Institucionais, e o fez a pedido de Lula.Mas a pergunta que fica é: quem de fato é o articulador político do governo? Ainda neste episódio: Alexandre de Moraes comenta sobre o uso de redes sociais em visita ao Congresso e Fundo Monetário Internacional projeta alta da dívida pública do Brasil.Ser Antagonista é fiscalizar o poder. Apoie o jornalismo Vigilante: https://bit.ly/planosdeassinatura Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo', confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo' desta segunda-feira (11/03/2024): Depois de recuar em 2023, os investimentos devem voltar a crescer neste ano no País. Segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), a taxa de investimento deve chegar a 17,6% do Produto Interno Bruto (PIB), ante os 16,5% registrados no ano passado. Na avaliação de economistas ouvidos pelo Estadão, a queda dos juros e a redução das incertezas com os rumos da política econômica favorecem a melhoria do cenário. Isso não deve ser suficiente, porém, para reverter o quadro de fragilidade estrutural do Brasil na área, que dificulta um crescimento mais robusto da economia nos próximos anos. Na média, a taxa de investimento nos países emergentes supera os 30% ao ano. E mais: Política: Ministério da Saúde contrata empresa acusada de garimpo ilegal na Amazônia Internacional: Centro-direita vence, mas não obtém maioria para liderar em Portugal Economia: Preço em condomínios no entorno de SP tem valorização de 40% Metrópole: Recorde de casos de dengue coloca moradores da Vila Jaguara em alerta Caderno 2: Zac Efron surpreende no drama ‘Garra de Ferro'See omnystudio.com/listener for privacy information.
O diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida, colunista da revista Crusoé, é o convidado do podcast Latitude desta semana.O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou em um discurso que o G20 deveria se envolver mais na solução dos conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza. O G20, contudo, não serve para isso. De acordo com o diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida, colunista da revista Crusoé, isso não é função do G20."Vamos lembrar claramente o que é o G20. Depois de crises econômicas e financeiras em países emergentes no final dos anos 1990, formou-se um órgão vinculado ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial, o Fórum Global para a Estabilidade.Era um fórum formado apenas por ministros de economia, finanças e comércio exterior, além de presidentes de bancos centrais", disse Almeida em entrevista para o podcast Latitude.Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo... e muito mais. Link do canal: https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Ser Antagonista é fiscalizar o poder. Aqui você encontra os bastidores do poder e análises exclusivas. Apoie o jornalismo independente assinando O Antagonista | Crusoé: https://hubs.li/Q02b4j8C0 Não fique desatualizado, receba as principais notícias do dia em primeira mão se inscreva na nossa newsletter diária: https://bit.ly/newsletter-oa Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
O relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional destacou que cerca de 40% dos empregos em todo o mundo podem ser afetados pelo crescente uso da Inteligência Artificial. Ainda segundo o documento, em economias mais desenvolvidas, até 60% dos empregos podem ser atingidos; já em mercados emergentes e nos países de menor renda estima-se que 40% e 26% sejam impactados, respectivamente. Para falar sobre esse assunto eu recebo hoje aqui no Podcast Canaltech a Caroline Capitani, VP de Estratégia e Inovação da ilegra. Este é o Podcast Canaltech, publicado de terça a sábado, às 7h da manhã no nosso site e nos agregadores de podcast. Conheça o Porta 101. Entre nas redes sociais do Canaltech buscando por @Canaltech nelas todas. Entre em contato pelo nosso e-mail: podcast@canaltech.com.br Entre no Canaltech Ofertas. Este episódio foi roteirizado e apresentado por Gustavo Minari. O programa também contou com reportagens de Jucyber, Vinicius Moschen, Fabrício Calixto e Bruno De Blasi. Edição por Samuel Oliveira. A revisão de áudio é do Wallace Moté. A trilha sonora é uma criação de Guilherme Zomer e a capa deste programa é feita por Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo', confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo' desta segunda-feira (05/02/2024): A insegurança custa caro ao País. Segundo estudo realizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro poderia crescer 0,6 ponto porcentual a mais por ano se o nível de criminalidade recuasse para a média mundial. Em 2021, o Brasil registrou 45.562 homicídios, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o equivalente a uma taxa de 21,26 assassinatos por 100 mil habitantes, quase quatro vezes a média global, de 5,8 por 100 mil habitantes. Em São Paulo, na rua Santa Ifigênia, no centro, o número de empresas caiu de 15 mil para 2,5 mil, conforme a associação de moradores e comerciantes da região, por causa da violência. “O crime afeta a vida de milhões de pessoas e impõe grandes custos sociais”, dizem Rodrigo Valdés, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, e Rafael Machado Parente, economista da instituição. E mais: Política: Centrão no governo dá pouco retorno para o Planalto no Congresso Economia: Socorro às aéreas será fechado com a Fazenda só depois do carnaval Metrópole: Estudo identifica 15 fatores de risco associados à demência precoce Internacional: Incêndios florestais causam maior tragédia no Chile em 14 anos Esportes: São Paulo vence o Palmeiras e leva a taça See omnystudio.com/listener for privacy information.
Lista de espera Viver de Renda: https://r.vocemaisrico.com/7ec2772af2 Quais são os principais riscos políticos para 2024? O ano que se inicia sinaliza vários motivos para ser marcado por fortes tensões geopolíticas com possíveis consequências significativas para a economia global. Embora o Fundo Monetário Internacional preveja um crescimento econômico mundial, os riscos políticos podem afetar essa previsão. Eleições nos EUA e forte polarização, guerra entre Israel e Hamas e possível expansão além de EUA e China, riscos de escalada da guerra entre Rússia e Ucrânia e questões climáticas apenas são alguns dos pontos de alerta que podem mudar os rumos da política e da economia ao redor do mundo. Afinal, quais são as principais consequências destes riscos? Como isso pode impactar a sua vida financeira? De que forma o Brasil poderá ser afetado? Como se proteger economicamente? Estes conflitos podem se alastrar a nível de uma guerra mundial? Para responder estas e mais perguntas, convidamos Oliver Stuenkel para o episódio 174 do podcast Os Sócios. Ele será transmitido ao vivo nesta quarta-feira (24/01), às 12h, no canal Os Sócios Podcast. Hosts: Bruno Perini @bruno_perini e Malu Perini @maluperini Convidado: Oliver Stuenkel @oliverstuenkel
Neste programa, voltamos aos temas que marcaram a semana. Destaque para as eleições autárquicas em Moçambique e para o sorteio do CAN2024. Por outro lado, olhamos para as reacções africanas à guerra entre Israel e o Hamas. A guerra entre Israel e o Hamas preocupa África, mas poucos países se pronunciaram abertamente sobre o tema. A União Africana apelou ao fim do conflito e pediu à comunidade internacional para assumir as suas responsabilidades na paz e para garantir os direitos dos povos israelita e palestiniano.Também a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral apelou à contenção entre as partes envolvidas no conflito. O posicionamento da SADC consta de uma Declaração assinada pelo Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na qualidade de presidente em exercício da organização regional. A SADC pediu à comunidade internacional para apoiar Israel e a Palestina com ajuda humanitária, especialmente junto das vítimas e dos deslocados internos abrigados nos centros de refugiados ou de deslocados. A organização também manifestou profunda preocupação com a perda de centenas de vidas de pessoas civis inocentes em ambos os lados. Em reacção, o embaixador israelita em Angola, Shimon Solomon, manifestou-se “profundamente desapontado” por Angola por não ter tomado directamente posição e não ter condenado o ataque do Hamas e disse que os amigos se conhecem em tempos difíceis.Quarta-feira foi dia de eleições autárquicas em Moçambique. Mais de 4,8 milhões de eleitores foram chamados a escolher 65 presidentes dos Conselhos Municipais e eleitos às Assembleias Municipais, incluindo em 12 novas autarquias, num total de 1.747 membros a eleger.Entretanto, o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral lembrou que a Comissão Nacional de Eleições tem até 15 dias após a votação para publicar os resultados finais. Enquanto o país aguarda os resultados oficiais, Adriano Nuvunga, director do Centro para a Democracia e Direitos Humanos, sublinha que a não publicação rápida das contagens pode levantar suspeitas de fraude. A Sala da Paz, plataforma da sociedade civil moçambicana de observação eleitoral, apontou algumas irregularidades que podem manchar as eleições autárquicas de 11 de Outubro, contou à RFI Crispim Amaral, membro da plataforma.Moçambique também assinalou o dia do professor esta semana. Uma jornada de reflexão que acontece num contexto "penoso" do ponto de vista de Avatar Cuamba, presidente da Associação dos Professores Unidos de Moçambique, que se queixa dos baixos salários e espera que o governo meta mãos à obra para mudar o cenário.Na Guiné-Bissau, foi anunciada a composição do renovado Conselho de Estado, enquanto o presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira, começou a primeira etapa do chamado "Parlamento Aberto".Angola precisa de investimento privado porque as finanças públicas estão "no limite". Quem o diz é a ministra angolana das finanças, Vera Daves de Sousa que, esta semana, participou nos Encontros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Marrocos.Ainda em Angola, na quinta-feira, o grupo parlamentar da UNITA entregou uma proposta para destituição do Presidente da República. Esta sexta-feira, a Assembleia Nacional reunia os deputados membros da comissão permanente para analisar o documento. A UNITA justifica com a subversão de regras de execução orçamental, da economia de mercado e do sistema republicano, bem como por alegada prática de corrupção, peculato, tráfico de influências e nepotismo.Ainda em Angola, centenas de pessoas foram detidas e outras feridas no domingo em Saurimo, na Lunda Sul, em tumultos com a polícia durante a repressão de uma manifestação a favor da autonomia da região. Neste programa ouvimos a reportagem de Francisco Paulo.Em Cabo Verde, a saúde mental deve merecer prioridade por parte do governo e ser alargada à cobertura pela Previdência Social. A declaração foi feita, esta semana, pelo Presidente da República, José Maria Neves.No futebol, já se conhecem os grupos do Campeonato Africano das Nações que vai decorrer na Costa do Marfim, entre 13 de Janeiro e 11 de Fevereiro de 2024. A Guiné-Bissau integra o Grupo A, com a Costa do Marfim, a Nigéria e a Guiné Equatorial. Os djurtus vão disputar o jogo inaugural contra a Costa do Marfim em Abidjan. Angola está no Grupo D com a Argélia, o Burkina Faso e a Mauritânia. Cabo Verde e Moçambique estão no Grupo B com o Egipto e o Gana.
A realização da primeira Cúpula Africana do Clima nesta semana representou um passo histórico da mobilização do continente contra as mudanças climáticas. O evento buscou um entendimento comum sobre como os países podem ter mais força para exigir o cumprimento das promessas feitas pelos países ricos nas negociações internacionais sobre o tema, mas também estimulou o papel de protagonista que a África pode desempenhar. Na fronteira entre estes dois aspectos, está a questão crucial do financiamento climático – um compromisso assumido pelas nações desenvolvidas no Acordo de Paris, em 2015, e que até hoje não se concretizou plenamente. Sem recursos, nem acesso a financiamento justo, a África não consegue tirar do papel objetivos como dar acesso à energia limpa aos 600 milhões de africanos que sequer têm luz em casa.“Os países africanos querem mudar um pouco o paradigma, exigindo um pouco mais daquilo que se refere aos próprios programas de ação dos países que fazem parte da Convenção-Quadro sobre as Mudanças Climáticas, portanto têm objetivos e compromissos”, alega Rafael Neto, secretário-geral da Rede Ambiental Maoimbe, de Angola, em entrevista à redação em português da RFI. “O objetivo central da cúpula passou necessariamente por essa discussão e por encontrar uma solução para o financiamento climático.”Potencial desperdiçadoCerca de 20 chefes de Estado africanos participaram do evento realizado em Nairóbi, no Quênia, além de lideranças mundiais convidadas, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula Van der Leyen, ou o enviado especial dos Estados Unidos para as questões climáticas, John Kerry.O secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que o continente – brindado com sol e ventos abundantes – tem o potencial de “se tornar uma superpotência das energias renováveis”. Mas, atualmente, apenas 2% dos investimentos globais no setor ocorrem na África.Desde a assinatura do Acordo de Paris, o continente desenvolveu 56 gigawatts de capacidade instalada em renováveis, segundo a agência internacional do setor. A expectativa é multiplicar esse número por mais de cinco até o fim desta década.‘Risco África' atrasa projetosO problema é que, hoje, os custos para a instalação de parques eólicos ou solares são financiados por meio de dívidas, que rapidamente sufocam ainda mais as economias africanas. Com frequência, as taxas de empréstimo são superiores ao crescimento econômico dos países beneficiados.O “risco África”, alegado pelos países ricos e pelo sistema financeiro, inclusive o Fundo Monetário Internacional (FMI), acaba por atrasar o avanço dos países africanos rumo a um crescimento verde. Adia também o desejo dos africanos de não serem apenas vítima das consequências das mudanças do clima, mas também atores protagonistas da transição para um mundo mais sustentável.“Quase todos os países da União Europeia assinaram e ratificaram o Acordo de Paris. O compromisso está, portanto, escrito. Falta comprometimento e ação prática. Devemos sair da teoria para a prática”, insiste Rafael Neto. “É basicamente isso que os países africanos estão a exigir. Há de ser possível um dia, afinal água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, brinca.Na Declaração de Nairóbi, divulgada nesta quarta-feira (6) no final do evento na capital queniana, os líderes africanos lembraram a dívida de US$ 100 bilhões anuais que deveriam ser disponibilizados pelos países desenvolvidos para os mais pobres a partir de 2020, para o financiamento climático. Eles também pediram à comunidade internacional para “ajudá-los a alavancar o potencial do continente, com investimentos e uma reforma do sistema financeiro internacional, (...) incluindo a reestruturação e o alívio da dívida".Especialista em adaptação climática e membro do IPCC, o painel da ONU sobre as mudanças do clima, Edmond Totin diz que o acesso aos recursos permanece muito mais difícil para a África do que para o resto dos países do mundo. “Os países da África subsaariana têm as taxas mais elevadas de rejeição de projetos para o Fundo Verde do Clima. Além disso, mais da metade dos fundos que são obtidos são realmente disponibilizados”, afirma. “São aspectos que tornam a questão toda complexa e expõem ainda mais os países africanos. Precisamos simplificar os mecanismos de acesso ao financiamento, aumentar a disponibilidade de recursos e reduzir os prazos envolvidos”, observa o professor da Universidade Nacional de Agricultura do Benim, à RFI. Promessas de US$ 23 bilhõesEmbora a África contribua com apenas 2 a 3% das emissões mundiais de gases de efeito estufa despejados na atmosfera, o continente é o que mais sofre com os impactos do aquecimento global, já que as infraestruturas deficientes e a pobreza elevada tornam os episódios de seca e enchentes ainda mais dramáticos.Durante os três dias de reuniões, um total de US$ 23 bilhões em investimento internacional foi prometido para a região, disse o presidente do Quênia, William Ruto. Neste valor, estão incluídos os US$ 4,5 bilhões oferecidos pela presidência da próxima Conferência do Clima das Nações Unidas, que será realizada em dezembro em Dubai (Emirados Árabes Unidos).A Cúpula Africana do Clima ocorreu a 100 dias da COP28. Até lá, os países africanos pretendem continuar as negociações com vistas a chegar à principal reunião sobre clima do ano com um posicionamento afinado, enquanto bloco, nas negociações comandadas pela ONU.O consenso não tem sido fácil num continente onde 1,4 mil milhões de pessoas vivem em 54 países política e economicamente diversos, entre os quais alguns ainda fortemente dependentes dos combustíveis fósseis.
Um carro pegou fogo após acidente envolvendo ônibus que levava crianças. O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional general Gonçalves Dias será ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro na quinta-feira da próxima semana, dia 31 de agosto. A Polícia Civil agiu contra uma gangue envolvida em agiotagem e extorsão na Região Metropolitana, com helicópteros apoiando a operação em Cachoeirinha e Gravataí. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, em programa na África do Sul, que o bloco dos Brics quer ter um banco maior do que o Fundo Monetário Internacional. O Hospital Geral em Caxias do Sul inaugurou seu novo prédio após nove anos de construção e investimento de mais de R$ 44 milhões. Mais notícias em gzh.com.br
A Argentina criou nesta semana mais uma taxa de câmbio para tentar incentivar as exportações e elevar a entrada de dólares no país. Depois do “dólar soja”, “dólar coldplay” e o “dólar Catar“, agora o governo de Alberto Fernandez criou o “dólar agro”. O pacote de medidas deve permitir que os argentinos fechem acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Nos últimos anos, o país vizinho tem dado o exemplo do que não fazer na economia e na agropecuária, como a criação de taxa e proibição de exportações e até o congelamento de preços. Veja a análise do comentarista da Jovem Pan Gustavo Segré!
Angola aposta em novas refinarias para reduzir a dependência dos combustíveis estrangeiros. Analistas em Moçambique explicam se há eficácia nos apoios do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. No Qúenia, polícia diz que recebeu ordens para não relatar mortes em protestos.
Bem-vindo(a) ao podcast "Master Key Talks" apresentado por Luis Costa! Neste episódio especial, intitulado "Carreira profissional no MINFIN e CMC", temos o privilégio de receber Sydney Júlio Pereira Teixeira, Administrador Executivo da Comissão do Mercado de Capitais. Sydney, de nacionalidade angolana e com uma trajetória impressionante, compartilhará conosco sua jornada profissional e suas contribuições significativas no setor financeiro. Nomeado pelo Despacho Presidencial nº 233/22 de 28 de Setembro, Sydney é responsável pelo pelouro da Promoção na Comissão do Mercado de Capitais. Durante nossa conversa, exploraremos sua experiência como Consultor do Ministro das Finanças, Dr. Archer Mangueira, assim como suas funções anteriores como Chefe do Departamento de Estatística das Finanças Públicas e Chefe do Departamento de Estudos e Estatística. Além disso, discutiremos seus papéis como Presidente do Conselho Fiscal da TAAG - Linhas Aéreas de Angola e do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo. Sydney também desempenhou um papel importante nos Comitês de Investimentos dos Fundos de Abandono dos Blocos 14 e 15, bem como no Comitê de Investimentos do Fundo Soberano de Angola. Além disso, ele é co-fundador da TUPUCA, trazendo sua visão empreendedora para o setor. Com um impressionante currículo acadêmico, Sydney é Mestre em Finanças pela HULT Escola Internacional de Negócios (São Francisco) e licenciado em Finanças, com distinção, pela Universidade Estatal de Pensilvânia. Ele também possui formações em Programação Financeira, Instrumentos e Mercados Financeiros e Gestão Macroeconómica de Países Ricos em Recursos Naturais pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Prepare-se para uma conversa enriquecedora, repleta de insights e experiências valiosas, enquanto Sydney Júlio Pereira Teixeira compartilha seu conhecimento sobre sua carreira no MINFIN e CMC. Não perca este episódio inspirador do "Master Key Talks"!
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou nesta quinta-feira (12) sua terceira visita de Estado à China. O objetivo do governo brasileiro é retomar as relações com o país asiático, que desde 2009 é o principal parceiro comercial do Brasil, mas que no governo de Jair Bolsonaro foi alvo de críticas. Em seu primeiro discurso em território asiático, o mandatário defendeu o combate à pobreza e as reformas de organismos multilaterais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Mas o presidente foi além, questionando o motivo pelo qual os países precisam do dólar para fazer seus negócios. Lula participou da posse de sua aliada, Dilma Rousseff (PT), no novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics. A petista voltou a ocupar um cargo público sete anos depois de ter sido afastada da Presidência em contexto político de perda de governabilidade do Executivo. Este é um dos temas que guiam o ‘Poder em Pauta', segmento do ‘Estadão Notícias' que analisa os principais fatos da semana. Nesta edição, os repórteres de Política do Estadão, Felipe Frazão e Pedro Venceslau, ainda analisam o pedido do Ministério Público Eleitoral de tornar Jair Bolsonaro (PL) inelegível; a convocação de militares do antigo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para prestar esclarecimentos sobre o 8 de janeiro a Polícia Federal; e o papel de Geraldo Alckmin (PSB) à frente da Presidência enquanto Lula viaja. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em encontro com investidores nesta quarta-feira (12) em Washington (EUA), Roberto Campos Neto (foto) afirmou ter visto com bons olhos o IPCA abaixo do esperado em março, mas disse que o Banco Central quer ver uma tendência de queda antes de mudar a política monetária —ou seja, antes de baixar os juros. A informação é da agência Bloomberg, que ouviu três pessoas "familiarizadas com as conversas", sob condição de anonimato. No mês passado, a inflação anual medida pelo IPCA atingiu 4,65%, menos do que o mercado estimava e dentro do intervalo da meta para 2023. Apesar disso, o presidente do BC disse que a autoridade monetária espera as expectativas de inflação de longo prazo caírem antes de começar a baixar os juros. O evento com a participação de Campos Neto ocorreu em paralelo à reunião do Fundo Monetário Internacional na capital americana. Inscreva-se e receba a newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://oantagonista.uol.com.br/ https://crusoe.uol.com.br/ Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista
Três semanas depois do planejado, o presidente Lula acompanhou nesta quinta-feira (13) a cerimônia de posse da ex-presidente Dilma Rousseff no comando do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), mais conhecido como banco dos Brics, em Xangai. "É um sonho dos países em desenvolvimento ter um instrumento que invista no seu desenvolvimento. Durante os 8 anos que estive na presidência, tentei criar um banco do Sul, que permitisse investimento nas coisas necessárias da nossa região sem nos submetermos às regras do Fundo Monetário Internacional", disse Lula, repetindo um desgastado discurso do passado. Segundo o petista, "quando um banco empresta a um país do terceiro mundo, se sente no direito de administrar as contas do país". "Era como se os países virassem refém daquele que emprestou o dinheiro", comparou, dizendo que o banco dos Brics será forte e emprestará dinheiro "na perspectiva de ajudar os países, e não de asfixiar os países". Lula aproveitou para criticar os grandes bancos do mundo, em especial o Credit Suisse, que esteve próximo da quebra neste ano. "Quem é que decidiu que era o dólar a moeda depois que desapareceu o ouro como paridade? Por que não foi o iene, o real, o peso? Porque as nossas moedas eram fracas, não têm valor em outros países. Se escolheu uma moeda sem levar em conta a necessidade de transformar os países numa situação mais tranquila", divagou, criticando a necessidade de buscar dólar "para poder exportar". Brasil e China firmaram recentemente acordo para driblar o dólar em suas transações. "O banco dos Brics já atraiu quatro novos membros: Bangladesh, Egito, Emirados Árabes Unidos e Uruguai", destacou o presidente brasileiro, que teve de adiar sua viagem por causa de uma pneumonia. "Pela primeira vez, um banco de desenvolvimento de alcance global é estabelecido sem a participação de países desenvolvidos em sua fase inicial. Livre, portanto, das amarras das condicionalidades impostas pelas instituições tradicionais às economias emergentes", disse. Em seu discurso de posse, Dilma agradeceu a presença do mentor político e dos parlamentares que o acompanham na viagem à China, além de fazer menção direta a representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). "Vamos desenvolver modelos de financiamento inovadores", disse a nova presidente do NBD, prometendo financiar projetos em moedas locais, para "diminuir a exposição às variações cambiais". Ela mencionou a pretensão de fazer parcerias com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outras instituições de países do Sul. Boa sorte para o banco dos Brics. Inscreva-se e receba a newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://oantagonista.uol.com.br/ https://crusoe.uol.com.br/ Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista https://www.tiktok.com/@oantagonista_oficial No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista
Depois de receber a visita de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), e atravessar a Avenida Paulista para encontrar empresários da indústria na Fiesp, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estará na Faria Lima nesta terça-feira (31) com os maiores banqueiros do país.E não estará sozinho. Junto dele, Simone Tebet, do Planejamento, Esther Dweck, da Gestão, Carlos Fávaro, da Agricultura, e Aloizio Mercadante, do BNDES, estarão no café da manhã na sede da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.Não é coincidência de agenda, é estratégia -- e uma boa estratégia, como dito por executivos do setor financeiro à âncora do CNN Money, Thais Herédia.A presença dos ministros demonstra prestígio e esforço de firmar pontes e diálogos com agentes econômicos. E logo com banqueiros, tão criticados por dirigentes petistas, a começar pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.É a segunda vez que Haddad vai à sede da Febraban em poucos meses. Em novembro do ano passado, o ex-prefeito de São Paulo nem era confirmado como ministro ainda, mas já falava como tal, e, diante dos representantes da Febraban, se comprometeu com responsabilidade fiscal e reforma tributária.Agora, a expectativa é por uma demonstração de unidade de propósito entre os fortes da equipe econômica. Não é segredo que há divergências entre eles, o que reforça o gesto num ambiente que não esconde mau-humor com as bravatas políticas do PT.O espírito geral dos dois lados é de ouvidos abertos, colaboração e consonância sobre as prioridades do país.No episódio desta terça, o CNN Money se volta aos temas que devem ser tratados nesse encontro -- entre eles, a reforma tributária --, e as perspectivas dos mercados quanto à economia global, considerando previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e as decisões de juros dos principais BCs do mundo.Apresentado por Thais Herédia, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
As bolsas globais têm tentado operar no azul nos últimos dias, mas o cenário continua sendo de muita cautela. O pessimismo parece ser alimentado por todos os lados, com o aumento das taxas de juros mundo afora, a escalada da guerra na Ucrânia e, principalmente, a crise no Reino Unido deflagrada por um pacote de medidas econômicas proposto por Liz Truss, a nova primeira-ministra britânica. O pacote consiste em um corte agressivo de impostos e a imposição de um teto nas contas de luz, cujo tom expansionista de aumento de gastos públicos em meio a uma crise econômica sem precedentes na Europa desagradou -- e muito -- o mercado. Os títulos de dívida pública, chamado de "gilts", e a libra despencaram em resposta, forçando o Reino Unido a colocar a medida sob revisão. Na última terça-feira (11), o presidente do Banco da Inglaterra (o banco central britânico), Andrew Bailey, porém, sinalizou que não iria mais estender a compra de títulos em curso, proposta para estancar as quedas. A libra despencou às mínimas em duas semanas em resposta, e, embora esteja se recuperando na manhã desta quarta, ainda é um termômetro do desequilíbrio no Reino Unido. A cereja do bolo foi a divulgação do PIB britânico do mês de agosto, que apresentou queda de 0,3%. A expectativa era de crescimento perto de zero. O resfriamento da economia do Reino Unido não vem isolado: o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento do PIB global para o ano que vem, de 2,9% a 2,7%, citando efeitos da guerra na Ucrânia, aumento das taxas de juros e até crise imobiliária na China. Os choques, na visão do órgão financeiro, podem levar o mundo a uma recessão e a uma forte instabilidade no mercado financeiro. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
O TCU (Tribunal de Contas da União) deu ao Ministério da Defesa 15 dias para a divulgação do relatório da auditoria das urnas eletrônicas, realizadas pelas Forças Armadas no primeiro turno das eleições de 2022, no dia 2 de outubro. De acordo com o jornal O Globo, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro barrou a divulgação do documento porque não foram encontradas irregularidades, o que não corrobora com seu discurso de fraude nas eleições. O Durma com essa desta terça-feira (11) explica como foi realizada a auditoria militar e fala da próxima relação de Bolsonaro com as Forças Armadas. O episódio tem também o redator Marcelo Roubicek falando sobre o novo relatório do Fundo Monetário Internacional a respeito da economia global e a educadora e documentarista Renata Meirelles falando sobre a importância do ato de brincar.
Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), avisou que todos os gatos subiram no telhado no cenário internacional. Em discursos recentes da dirigente búlgara, é praticamente dado como certo que o mundo deverá enfrentar um período de recessão em breve. A incerteza, agora, recai sobe a intensidade que irá atingir os países desenvolvidos, que não só são o esteio da economia mundial, como também o motor do crescimento. Quando enfrentam uma forte desaceleração na atividade econômica, como é o caso de agora, o mundo inteiro padece junto deles -- embora o impacto difira de região para região. Também por isso, o momento é de uma sincronicidade inédita da crise econômica que começou na pandemia e tem sido levada ao limite com os efeitos da Guerra na Ucrânia. O FMI projeta uma perda de US$ 4 trilhões até 2026 em função dessa forte desaceleração, o equivalente a mais de dois PIBs anuais do Brasil, hoje perto em US$ 1,7 trilhão. Falando em Brasil, é muito provável que não saiamos ilesos da crise, apesar de haver a leitura de que, como começamos a subir os juros mais cedo, também sairemos dessa mais cedo. No episódio desta terça-feira (11), o CNN Money traz um estudo da Tendências Consultorias, divulgado com antecedência à equipe da CNN, sobre os cenários possíveis da economia internacional e do crescimento do PIB brasileiro, além do que esperar da agenda de hoje, como a divulgação do IPCA de setembro e as participações do ministro Paulo Guedes nos eventos do FMI. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
O mercado financeiro sempre funcionou como uma espécie de termômetro da economia, em tentativa de antecipar o que está por vir. A alta volatilidade das bolsas, presente já há algum tempo no noticiário, pode causar a pergunta: o termômetro quebrou ou é o mercado que está lendo errado a temperatura? Os dados de atividade norte-americanos, chineses e europeus colocam uma terceira hipótese à mesa: talvez o termômetro estivesse funcionando, e a leitura, correta, mas investidores decidiram apostar contra ele. Na quinta-feira (15), tanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) quanto o Banco Mundial emitiram alertas sobre essa postura de quem nada contra a maré. O pessimismo voltou de vez, conforme as autoridades concordaram que os riscos de queda da economia global continuam a dominar as perspectivas e que alguns países perigam entrar em recessão em 2023. O episódio desta sexta trata das expectativas para as decisões dos Bancos Centrais e o que o futuro reserva para a economia global. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.