Podcast appearances and mentions of Wagner Moura

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Wagner Moura

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Cultura
Teatro: Tiago Rodrigues projeta os próximos 80 anos de Avignon e convida o Brasil ao debate

Cultura

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 6:03


Primeiro estrangeiro a dirigir o Festival de Avignon, Tiago Rodrigues conduz a edição dos 80 anos em meio a um contexto dominado pela urgência de garantir acesso democrático à cultura. Com uma programação majoritariamente feminina, que inclui Christiane Jatahy, Lia Rodrigues e Carolina Bianchi, ele destaca a força da cena brasileira e propõe novas alianças. O diretor português afirma que o futuro de Avignon depende das perguntas que ainda precisamos formular e convida o Brasil ao debate. Márcia Bechara, enviada especial a Avignon A programação deste ano, pela primeira vez majoritariamente feminina, inclui três artistas brasileiras em posições centrais: Christiane Jatahy, Lia Rodrigues e Carolina Bianchi, lançada por Avignon em 2023. Para Tiago, essa presença não é apenas simbólica, mas um componente estrutural da presença brasileira no festival. “Eu considero que o Brasil tem grandes artistas, e isso é o essencial. Mais do que definir o que é o teatro brasileiro ou o que é a dança brasileira, eu acho que há enormes artistas brasileiros”. Ele destaca Carolina Bianchi como “uma artista imensa de teatro, de performance, uma grande autora de teatro, uma grande escritora, uma poeta da cena”. A diversidade brasileira, segundo ele, é decisiva para o futuro das artes cênicas. “Carolina Bianchi é um exemplo dessas singularidades que podemos encontrar no teatro brasileiro, porque a cultura brasileira é de uma enorme diversidade. Também podemos encontrar no teatro brasileiro a anti-Carolina Bianchi.” Para Tiago, essa amplitude estética e intelectual precisa ainda ser “cuidada, acolhida, promovida”, sobretudo porque “grupos invisibilizados e oprimidos não tiveram ainda a oportunidade de chegar às ferramentas da criação”. Leia tambémChristiane Jatahy leva Ibsen ao tribunal de Avignon em debate sobre verdade ao lado de Wagner Moura A edição de 2026 marca também a primeira colaboração teatral entre Christiane Jatahy, Wagner Moura e Lucas Paraizo. O projeto parte de uma ideia que, segundo Tiago, “nos seduziu muito – justamente por não ser uma adaptação, mas uma continuação”. Ele explica: “O que acontece depois do fim de Um Inimigo do Povo, de Ibsen?” A estreia mundial em Salvador, seguida por apresentações no Rio de Janeiro (e posteriormente em Lisboa e Amsterdã), reforça a intenção de fortalecer a circulação da obra de Jatahy no Brasil. “Os parceiros europeus de Christiane Jatahy desejaram também contribuir para que seu trabalho estivesse mais presente no Brasil, e que [o espetáculo] fosse criado no Brasil”, afirma o diretor, que também destaca o interesse de festivais como Edimburgo e Holland Festival, coprodutores da peça, na ideia de "coesão social por meio das artes". Uma diretiva que, para ele, não se constrói por consenso, mas pela contraposição de ideias. “Como podemos reunir pessoas em torno das artes e ajudar na coesão social? Mas colocando perguntas, sem exigir pensamento único, sem exigir que todos concordem – e, assim, iniciar um debate?” O ponto de interrogação e os próximos 80 anos O ponto de interrogação que domina toda a comunicação gráfica do festival sintetiza essa postura. Tiago o escolheu como símbolo das perguntas que ele considera essenciais para os próximos 80 anos de Avignon. “Uma multidão de questões”, diz. Ele começa pelas mais urgentes: “Será que o Festival de Avignon vai poder existir ainda por 80 anos com este calor, com este clima, com a crise climática? O que vamos fazer para continuar vivendo festivais como Avignon, em meio ao calor provocado pelas mudanças climáticas? O que nos leva a nos fascinar, mesmo nós, artistas, pela questão do mal, pelos déspotas, pelos violentos? Que fascinação é essa pelo mal?”. A reflexão se estende ao tema do suicídio assistido: “Como pode a sociedade se organizar para acompanhar aqueles que decidem pôr fim à própria vida porque acham que a vida deve terminar – porque estão doentes, porque estão em sofrimento? Como podemos, socialmente, humanamente, mas também juridicamente, acompanhar essa decisão?”, questiona Rodrigues. As questões propostas por Christiane Jatahy e Wagner Moura também interpelam o festival. “Nesta sociedade da opinião pública rápida, que condena publicamente, qual é o lugar da justiça naquilo que são as nossas vidas? E como podemos participar dessa justiça e nos dar o tempo de reflexão que a justiça merece?”, sublinha o diretor. Leia tambémLia Rodrigues conduz jovens artistas em formação e amplia escuta pela diversidade em Avignon Primeiro estrangeiro a dirigir o Festival de Avignon, Tiago Rodrigues afirma que a história do evento impõe uma responsabilidade que não pode ser negociada. Ele lembra que o festival nasceu em 1947, no pós-guerra, criado por Jean Vilar e por antigos resistentes à ocupação nazista, e que essa origem define o presente. "O código genético deste festival, fundado em 1947 depois da Segunda Guerra Mundial por Jean Vilar, com ajuda de antigos resistentes contra a ocupação nazista. Seria uma traição à responsabilidade histórica deste festival e aos seus valores colaborar com a extrema direita. Esse é o meu entendimento, e é a minha responsabilidade tomar essa decisão enquanto diretor de um festival que é progressista, republicano, democrático e, portanto, nos dias de hoje, ecologista, feminista, antirracista, antifascista.” O Festival de Avignon segue em cartaz no sul da França até 25 de julho.

The Geek Buddies with John Rocha, Michael Vogel and Shannon McClung
New Avengers Doomsday Artwork Teases Storylines, X-Men 97 2x4 Review

The Geek Buddies with John Rocha, Michael Vogel and Shannon McClung

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 71:16


On this episode of THE GEEK BUDDIES, John Rocha and Michael Vogel talk the new Avengers Doomsday artwork that previews some of the storylines we might seeing in the movie. They also talk the new Spidey vs Hulk footage from Brand New Day and The Rock as Apocalypse and Wagner Moura as Mister Sinister rumors. They also talk all the latest from DC with the Gorilla Grodd, Poison Ivy and V for Vendetta news, the new trailer for Dune 3 and if it's already a Best Picture contender and their spoiler review for X-Men 97 Season 2 Episode 3 featuring Apocalypse, Professor X and Magneto. Remember to Like and Share this episode on your social media and to Subscribe to The John Rocha Channel below. #marvel #DC #Xmen #jamesgunn #xmen97 #Batman #dune #johnrocha #michaelvogel #shannonmcclung #thegeekbuddies ____________________________________________________________________________________ Chapters: 0:00 INTRO AND RUNDOWN 1:20 NEW Dune 3 Trailer Drops, Teases Epic Return to Arakkis 11:22 DC News- Gorilla Grodd, Poison Ivy and V for Vendetta News 24:40 New LANTERNS Posters- Thoughts and Reactions 31:50 New Avengers Doomsday Artwork Teases Storylines 37:30 Spider-Man vs Hulk Teased in New TV Spot for BND 40:23 The Rock as Apocalypse, Wagner Moura as Mister Sinister Rumors 45:43 X-Men 97 S2 Ep 4 Spoiler Review FOLLOW THE GEEK BUDDIES: Twitter: https://twitter.com/Geek_Buddies Follow John Rocha: https://twitter.com/TheRochaSays​​​​​ Follow Michael Vogel: https://twitter.com/mktoon Follow Shannon McClung: https://twitter.com/Shannon_McClung Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Le masque et la plume
"Un procès - après l'ennemi du peuple", Wagner Moura dans une mise en scène immersive de Christiane Jatahy

Le masque et la plume

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 8:25


durée : 00:08:25 - Le masque et la plume - par : Rebecca Manzoni - Le Festival d'Avignon accueille "Après un ennemi du peuple", une pièce de Christiane Jatahy. Avec Wagner Moura, cette mise en scène propose au public de participer au jugement d'un médecin révélant la contamination des eaux de sa ville. - équipe : Stéphane Le Guennec, Ilinca Negulesco - invités : Fabienne Pascaud Journaliste chez Télérama, Pierre Lesquelen Critique à I/O Gazette et Détectives sauvages, dramaturge et enseignant-chercheur, Sandrine Blanchard Journaliste au Monde, Laurent Valière Producteur Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Artes
Christiane Jatahy e Wagner Moura levam “a verdade” ao “tribunal popular” de Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 12:27


Até onde estamos dispostos a ir para defender a verdade e como é que o fascismo utiliza os princípios democráticos para a destruir são questões que sobressaem das entrelinhas de “Um julgamento - Depois do inimigo do povo”, uma criação da encenadora Christiane Jatahy e do actor Wagner Moura que é apresentada, a partir deste sábado e até dia 22 de Julho, no Festival de Avignon. Os dois artistas imaginaram uma continuação para a peça “Um Inimigo do Povo” (1882), de Henrik Ibsen, à luz dos dias de hoje, das "fake news", da erosão democrática, do capitalismo desenfreado e dos julgamentos sumários nas redes sociais. “A verdade acabou” é a primeira frase que se ouve da boca de Wagner Moura, o homem do cinema que reitera que quer “estar aqui”, no teatro, depois de 16 anos longe dos palcos. O espectáculo “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo” é apresentado no Festival d'Avignon de 11 a 22 de Julho e questiona até onde estamos dispostos a ir para defender a verdade e a justiça. A criação da encenadora e dramaturga Christiane Jatahy e do actor Wagner Moura inspira-se na obra de Henrik Ibsen, de 1882, mas não é uma adaptação. O texto, de Christiane Jatahy, Wagner Moura e Lucas Paraizo, é a continuação da história de Thomas Stockman, “uma segunda chance” que lhe é dada para falar e tentar provar que não é o “Inimigo do Povo”. Quem decide é um “tribunal popular” composto por 11 espectadores sorteados que sobem a palco. E há dois finais para a peça. Recuemos à história do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen que é o mote para esta história: o médico Thomas Stockman denuncia a poluição de uma estância balnear para proteger a população, mas o seu irmão, Peter Stockman, silencia a denúncia porque diz que a população depende dessa fonte de rendimento para sobreviver. “A economia não pode estar na frente da vida das pessoas” versus “a vida das pessoas depende da economia”, ouvimos de ambas as partes. Esta é também a história de uma família destruída por dissensões políticas e morais. O Thomas Stockman de 2026 é interpretado magistralmente por Wagner Moura que quer mostrar que não é “um inimigo público”. E tudo começa com a frase: “A verdade acabou. Isso é o que mais me assusta. Acabou. Não existem mais factos. Só versões. E quando a verdade perde o valor, então toda essa sala, e tudo o que ela representa, se torna uma encenação”. Em palco, tudo se dilui: teatro, cinema, documentário, encenação, improvisação, verdade, manipulação. No julgamento, questiona-se, por exemplo, o que é a verdade na era das fake news e das “diferentes versões” e a própria dramaturgia vai diluindo as fronteiras entre realidade e ficção, entre actor e personagem, entre actuação e performance, com momentos em que não sabemos se os actores improvisam ou se tudo não passa de encenação. A peça é uma coprodução entre o Festival d'Avignon, o Centro Cultural de Belém (Portugal), o Holland Festival (Países Baixos), o Edinburgh International Festival (Reino Unido) e o centro de artes DeSingel (Bélgica). E foi em Avignon que conversámos com Christiane Jatahy a propósito deste trabalho que é a terceira peça que ela aqui apresenta, depois de “O agora que demora”, em 2019, e “A Hora do Lobo”, em 2021. “Todas as pessoas que tentaram transformar realidades, seja de forma revolucionária, seja porque elas se posicionaram de maneira frontal contra um sistema, elas pagaram um preço por isso. A gente admira essas pessoas porque a gente acha que essas pessoas cumpriram a sua função ética. Então, por que é que quando é sobre nós, a gente tem dúvidas? Se todos nós tivermos esse mesmo princípio, todas as possibilidades de cancelamento, todas as possibilidades de perdas diminuem porque colectivamente a gente transforma o mundo. A ideia é o seguinte: vamos deixar de ser indivíduos separados que defendem ideias, enquanto outros se escondem atrás das suas ideias. Se todos nós formos à frente defender as nossas ideias, talvez a gente possa transformar o mundo”, resume a encenadora na entrevista à RFI. RFI: Como é que surgiu a ideia de partir deste texto com Wagner Moura? Christiane Jatahy, Encenadora: “Eu e o Wagner há muito tempo que a gente desejava trabalhar juntos. Ele assistiu a um espectáculo que eu fiz em Los Angeles e ele falou, a partir dali, que ele realmente queria voltar ao teatro através do nosso encontro. A gente então começou a ler muitas coisas, a ver muitos filmes. Ele tem muita paixão por esse texto do Ibsen, mas eu disse-lhe que eu não gostaria de montar o texto como o texto é porque eu achava que a gente precisava revisitar esse texto de uma maneira mais extrema, de realmente recriá-lo. E aí eu propus a ideia do tribunal. A encenação é minha, Wagner actua e a gente trabalhou juntos no texto. Eu propus essa ideia, ele aceitou na hora e, a partir desse momento, eu comecei a pensar na estrutura dramatúrgica, a gente dialogou muito sobre isso e assinámos o texto juntos com Lucas Paraizo também que é um roteirista. Essas questões que você apresentou na introdução da sua pergunta eram sempre questões que permeavam dois pontos que permeavam muito o nosso querer para fazer esse espectáculo. Primeiro é isso: ‘A verdade acabou'. Como é que a gente sobrevive num mundo em que tudo são versões? Como é que a gente consegue, de facto, manter um diálogo quando a minha verdade não é a sua? E não é que a gente esteja debatendo uma ideia, a gente, na verdade, está completamente em contradição, como se se estivesse vivendo em dois mundos diferentes. Isso é uma questão que eu acho que é muito urgente ser discutida porque isso significa que acabou o diálogo e a gente não pode sobreviver democraticamente se não tem mais diálogo. E aí eu vou directamente à sua segunda questão. É nessa maneira e através dessa fissura que o fascismo se aproveita porque o que o fascismo faz é criar uma verdade única, o que o fascismo faz é criar um inimigo único, o que o fascismo faz é inventar uma história do passado que não representa a realidade e fazer as pessoas se movimentarem através da raiva e não de uma ideia de colectividade e cooperação, utilizando todas as ferramentas da democracia e, na verdade, atingindo e atirando em tudo que é provocador do pensamento - a cultura, a os estudos, a universidade... Então, todas essas coisas estão subliminarmente dentro da peça, mas elas são os motores que nos moveram a criar esse espectáculo.” O teatro é transformado em tribunal popular e quebra os limites da quarta parede com o papel do público. Estamos habituados, no seu trabalho, a que o público participe, mas aqui ainda vai mais longe: o público absolve ou condena. Por que é que decidiu dar este papel ao público? “Porque quando eu pensei que não teria sentido montar a peça como ela é - para mim porque para outras pessoas pode ter - eu não queria trazer uma resposta sobre se ele é ou não é um inimigo do povo e se ele é ou não é um herói. Interessava-me, na verdade, levar essa questão para o público e ter essa resposta. Foi daí que veio a ideia do tribunal e a ideia de que o público, a cada noite, através da percepção do que ele está vendo, de diferentes pontos de vista e, portanto, a abertura ao diálogo com o público e de algumas questões que eles possam colocar, que a gente chegasse num veredicto que sempre nos surpreende e é muito interessante em cada lugar.” Há dois finais? “Há dois finais. Um final que é um monólogo caso ele seja considerado inimigo do povo e um final que é um outro monólogo, caso ele não seja considerado, como aconteceu na noite de ontem [ensaio geral de 10 de Julho].” Há uma tela para depoimentos audiovisuais, há gravações de telemóvel, há câmaras presenciais, há palco e bastidores ao mesmo tempo e há bastidores que entram no palco. Mais uma vez, a Christiane elimina as fronteiras entre teatro e cinema, nomeadamente com um actor de cinema que volta ao teatro. Também apaga os limites entre documentário e ficção, entre encenação e improvisação. Qual é o significado de todas estas camadas, estas transposições? “Essas são camadas que eu realmente exploro. Eu sempre digo que tem fronteiras que me interessa trabalhar, não para fixá-las, mas para expandi-las e são exactamente essas que você descreveu. Primeiro, respondendo a essa questão, o Wagner traz o cinema. Então, quando ele diz que ele joga com a questão do cinema e do teatro, do final perfeito para um filme, a gente está, de facto, através da presença dele, ressignificando a questão do cinema no teatro. Eu acho que isso é importante dizer, sem projecção, sem nada, só com discurso e a sua própria presença. E como a cada espectáculo me interessa que o cinema entre de uma forma muito dramatúrgica, completamente conectado ao que a gente está contando e não como uma exposição da projecção do que nós estamos contando, no sentido da amplificação da imagem, o cinema, nesse caso, entra como prova, entra como caminho para os testemunhos que não estão ali se poderem expressar. Como tantos tribunais online que a gente tem hoje em dia, inclusive o tribunal da próprias redes sociais que se dá através de recortes de imagens, de edições, de coisas, de manipulação das imagens. Então, e para finalizar a resposta, para mim o teatro entra na ficção, ele dá espaço para a ficção quando a gente mostra que a gente está no teatro, que o espaço é o teatro, que os bastidores estão presentes, mas que o que está acontecendo ali transforma em algo que é real. Então, nesse jogo entre ficção e realidade, para mim é muito importante que todos os dispositivos do teatro estejam muito evidentes.” E a própria improvisação também permite a entrada, se calhar, do real no próprio palco. “Completamente.” A peça questiona até onde estamos dispostos a ir para defender os nossos ideais e a verdade, mas também mostra, como disse, que o fascismo utiliza os princípios democráticos para nos manipular. A peça deixa inclusive instalar-se a dúvida sobre se vale a pena comprometermos tudo, a família, a comunidade, em nome da verdade. Como é que conseguem fazer isto e até que ponto não é perigoso mostrar que a verdade pode ser só performativa? “Primeiro eu acho que o imperativo moral tem que ser maior do que o medo do que pode acontecer em relação à economia. Eu acho que isso é uma coisa que está na peça e que a gente tem que falar como sociedade. A gente precisa defender o imperativo moral, a gente precisa proteger a sociedade, mas a gente não pode se deixar dobrar pelo mercado. E isso é uma discussão sobre o capitalismo que a gente não tem como não pensar quando está tudo realmente interligado e é evidente. Eu acho que – e eu acho bonito como o Wagner toma isso para ele - quando você defende uma ideia, você vai pagar um preço por ela. A gente sabe. Todas as pessoas que tentaram transformar realidades, seja de forma revolucionária, ou seja porque elas se posicionaram de maneira frontal contra um sistema, elas pagaram um preço por isso. A gente admira essas pessoas porque a gente acha que essas pessoas cumpriram, na verdade, a sua função ética. Então, por que é que quando é sobre nós, a gente tem dúvidas? Se todos nós tivermos esse mesmo princípio, todas as possibilidades de cancelamento, todas as possibilidades de perdas diminuem porque colectivamente a gente transforma o mundo. Então, eu acho que é o contrário. A ideia é o seguinte: vamos deixar de ser indivíduos separados que defendem ideias, enquanto outros se escondem atrás das suas ideias. Se todos nós formos à frente defender as nossas ideias, talvez a gente possa transformar o mundo.” O problema de transformar o mundo é que a maioria é quem ganha e Wagner Moura, Thomas Stockmann, diz na peça que “é preciso proteger a minoria da maioria” e que “a maioria nunca tem razão”. O que é que faz de Thomas Stockmann, esta peça e a forma como vocês a reinventaram algo absolutamente contemporâneo? “Bom, antes eu vou responder sobre a questão da maioria e da minoria porque eu acho que é interessante pensar que a gente nomeia a minoria como se a minoria fosse menos e a minoria, na verdade, sempre é mais. Existem muito mais pessoas que são consideradas minorias do que realmente a maioria. A maioria, na verdade, é quem tem o poder. Aí a gente vai falar – e falamos disso na peça - quantas democracias têm eleito pessoas que não representam as minorias que algumas vezes as estão elegendo? Isso faz parte da manipulação que a gente estava falando antes. Então, acho que essa colectividade de mudança tem a ver com tentar denunciar essa manipulação, conseguir fazer com que as pessoas percebam que estão sendo manipuladas e que não vão ganhar com isso. Mas isso é uma discussão que eu não tenho resposta, mas é para a gente pensar.” Além dessa parte da manipulação, que é absolutamente contemporânea na forma como os políticos ganham as eleições, que outras questões tornam esta personagem muito contemporânea? Por exemplo, em França, militantes ecologistas chegaram a ser chamados de ‘ecoterroristas”… “Eu acho que, na verdade, a gente coloca em pauta essa discussão sobre onde é que determinadas posições ultrapassam o limite democrático e questionam o valor democrático. Acho que a gente já viu democracias causando barbáries, mas, por enquanto, a única solução que a gente tem é a democracia. Ao mesmo tempo, é óbvio que quando a gente coloca na boca de Thomas Stockmann, o personagem ético da história, frases como essa - e eu acho que é importante dizer que em toda a peça são as únicas frases que pertencem ao Ibsen quando a gente ouve no gravador - eu acho que a gente está falando, na verdade, sobre uma coisa que também está na peça que é heróis perfeitos não existem.” Há outra frase que fica. No final, Wagner Moura diz: “Todas as vezes que penso nos meus filhos, lembro-me que o ser humano pode ser terrível, mas também pode ser extraordinário”. Quer-me falar por que é que colocou esta nota no final? “Primeiro, eu acho que é importante dizer que a gente fala muito de política em toda esta entrevista, mas essa peça fala de família. Essa peça fala sobre os afectos profundos familiares, como é que a questão política externa está dentro das famílias, como é que isso é inseparável, indissociável e a gente viveu muito isso no Brasil, de como é que as questões políticas podem realmente destruir e criar guerras familiares. O que acontece nesta peça é isso. Essa é uma das últimas frases que o Wagner Moura fala que eu acho realmente muito comovente e é sobre uma utopia e uma distopia na mesma frase. É um pouco tudo isso que a gente conversou aqui. De facto, a gente pode ser terrível, mas se a gente lembrar que a gente também pode ser extraordinário, talvez a gente possa voltar a essa ideia não só de mudar o mundo, mas de tentar deixar o mundo - como também é dito na peça - para os nossos filhos, para os nossos netos e, com sorte, para os nossos bisnetos.”

Artes
Lia Rodrigues orienta programa de transmissão artística no Festival de Avignon

Artes

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 15:38


O programa “Transmission Impossible” volta pelo terceiro ano consecutivo ao Festival de Avignon. Depois de Mathilde Monnier, desta vez é a coreógrafa brasileira Lia Rodrigues a dirigir o projecto de encontros entre artistas programados e meia centena de jovens de diferentes países, em cumplicidade com os artistas brasileiros Calixto Neto, Silvia Soter da Silveira, Cristina Moura e Daniella Lima. O projecto é um laboratório de experimentação e transmissão que consiste em fazer descobrir, durante 12 dias, o Festival de Avignon. “A ideia é a gente estar num momento juntos” e “a grande coisa está no nosso encontro”, resume Lia Rodrigues. Lia Rodrigues é uma figura de vulto da dança brasileira contemporânea, que, em 2026, completa 70 anos, 50 dos quais dedicados à sua arte. Nesta 80.ª edição do Festival de Avignon, a artista sucede à coreógrafa Mathilde Monnier na direcção artística do projecto "Transmission Impossible". Trata-se de uma imersão no festival de  meia centena de estudantes de artes cénicas ou recém-diplomados, através de um percurso de encontros com artistas programados, espectáculos, debates e masterclasses. Lia Rodrigues descreve-nos este projecto como “um presente para os 70 anos” porque vê como “muito belo” conseguir reunir jovens do mundo inteiro com línguas diferentes. A criadora conta, ainda, que esta “Transmissão Impossível” acontece no “lugar precioso do possível”, ou seja, “o possível de a gente estar juntos, tanta gente de tanto lugar, falando tantas línguas num mesmo lugar, partilhando, falando, celebrando.” Ao longo de vários dias, o grupo trabalha, vê, debate, estuda em conjunto. Afinal, “a ideia é a gente estar num momento juntos” e “a grande coisa está no nosso encontro”, sublinha.  A transmissão está-lhe no ADN, enquanto artista e cidadã. Lia Rodrigues transforma o que faz, em palco e fora dele, num espaço de intervenção social e política, numa ferramenta de reflexão crítica e transformação social. Lembramos, por exemplo, que a coreógrafa fundou a Companhia de Danças Lia Rodrigues, com a qual desenvolve, desde os anos 1990, um trabalho marcado pela aproximação entre arte e comunidade, pela crítica às desigualdades sociais e pela experimentação corporal. Desde 2004, Lia Rodrigues também desenvolve actividades artísticas e educacionais na Favela da Maré, no Rio, em parceria com a ONG Redes da Maré. Dessa colaboração nasceu o Centro de Artes da Maré, aberto ao público em 2009 e a Escola Livre de Danças da Maré, inaugurada em 2011. Doze dos estudantes dessa escola estão, por estes dias, no projecto “Transmission Impossible”, em Avignon, num total de cerca de meia centena de participantes. Fomos falar com a artista na Villa Créative, em Avignon, na primeira semana de trabalho. "Transmission Impossible": 54 artistas e a possibilidade de "mil trampolins" RFI: Como é que nos poderia descrever este projecto “Transmission Impossible”? Lia Rodrigues, Artista: “Esse projecto chega num momento muito especial para mim, como um presente para os meus 70 anos. Esse projecto primeiro foi criado por uma artista, a Mathilde Monnier, junto com o Festival de Avignon e a Fondation Hermès. Isso é muito importante, essa junção de duas instituições com um artista e criar um projeto pedagógico, como você falou, de vulto, porque reunir 54 jovens do mundo inteiro com línguas diferentes é muito belo, sabe? A gente está aqui durante duas semanas trabalhando intensamente.” Como é que imaginou essa transmissão com estes 54 jovens de tantos países? “Sabe que eu estou achando que o nome da Transmissão já diz em si: “Transmissão Impossível”. É impossível.” Porquê? “Porque a gente vê muita coisa. A gente trabalha o dia inteiro, mas tem um lugar precioso do possível: o possível de a gente estar juntos, tanta gente de tanto lugar, falando tantas línguas num mesmo lugar, partilhando, falando, celebrando, às vezes se irritando - porque o calor aqui está terrível - e vendo tantos artistas diferentes com visões do mundo diferentes.” Estar em contacto com estes jovens de todo o mundo é uma forma de aproximação num mundo cada vez mais polarizado? A dança acaba por ter esse papel transmissor? “Eu não acho que a dança tenha esse papel porque a dança não tem papel nenhum a não ser ser dança mesmo. Os alunos, os jovens que se formaram, são de diferentes áreas: de teatro, dança, iluminação, cenografia. E essa diversidade é muito linda porque eu aprendo com eles, eles aprendem com a gente. Então, não é só a dança, é o corpo na sua totalidade que se encontra e que partilha esse momento precioso juntos." O que é que uma artista com 50 anos de carreira ainda aprende com estes jovens? “Se a gente não aprende, a gente morre e eu não quero morrer agora porque eu ainda quero ver meus netos crescerem, eu quero ainda poder fazer coisas, criações. As pessoas mais velhas têm sonhos, elas ainda têm muito a dizer, a gente ainda tem desejo e eu acho isso muito legal de falar porque a gente fala de diversidade, mas a gente fala muito pouco sobre idade.” Essa é uma questão que a marca? “Mas sem dúvida! É impossível não marcar. Eu sempre falo: quando você tiver 70 anos me telefona para ver se você me encontra nesse lugar.” A juventude também contribui para a transmissão? “Tudo, a juventude, a idade, o encontro das gerações é muito lindo, sabe? É ver o passado, o futuro e o presente se misturarem. Quando você tem essa idade, você consegue ter mais acesso ao passado, presente e imaginar um outro futuro.” Gostaria que falássemos também do trabalho na Escola Livre de Dança da Maré, porque também há artistas que estão aqui em Avignon. Como é que o trabalho que faz lá ecoa em Avignon? O que representa para os bailarinos da Escola da Maré estarem cá? "Antes de eu ter esse encontro, que foi uma marca na minha vida como cidadã e como artista, eu já tinha a minha carreira como artista, mas eu tive um encontro muito forte, mediado pela Silvia Soter, que é a minha dramaturga, que foi o encontro com a Rede da Maré, que é uma organização que tem diversos projectos em várias áreas dentro da Favela da Maré. A Favela da Maré tem 140.000 habitantes e eles fazem projectos de educação, cultura, diversidade, questões da mulher, questões do racismo, questões do meio ambiente, questões de moradores de rua e usuários de crack, é muito amplo. Nós, Redes e eu, somos parceiros em dois projectos desde 2004. Nós criámos juntos o Centro de Artes da Maré, que é um lugar para todas as artes dentro da favela e, em 2011, a Escola de Dança da Maré. Desde o seu início, ela é patrocinada, sustentada e só pode existir porque a Fundação Hermès de França nos apoia há mais de 15 anos. Essa escola tem 300 alunos de 8 a 80 anos e um grupo de jovens que são 20, que são jovens artistas que querem talvez seguir a carreira. Dozes deles estão aqui. Nem todos são da Maré porque a gente também cria diversidade dentro da nossa escola. Eu acredito que essa experiência, como para qualquer um de nós e para mim também, é inesquecível.” Pode ser um trampolim para eles? “Os trampolins são muito pequenos. Eu adoro pensar na ideia de mil trampolins porque eles vão pulando de um lugar para o outro e vão conhecendo gente, conhecendo o trabalho, conhecendo gente da idade deles. Isso é lindo essa ideia de trampolim. Depois eles têm que cair na piscina, solitários, para poderem digerir toda essa experiência.” Como tem decorrido o projecto? Encontram os artistas, fazem ateliers de dança, por exemplo? “Primeiro, eu queria deixar claro que eu não faço divisão entre dança, teatro, artes visuais. Nós temos jovens que se formaram em escolas de cenografia, iluminação, teatro, dança, não são só de dança. Isso é muito legal também, o encontro dessas linguagens porque eu acho que elas não se separam finalmente. A gente tem um horário bem intenso, a partir das dez horas, e depois vê vários espectáculos, até à noite. A gente trabalha, tem entrevistas com os artistas que vêm aqui, é demais! Eles vêm-nos visitar, a gente conversa, vai ver espectáculos. Cada mentor, cada um desses mentores que me acompanham, têm formas diferentes de trabalhar, de partilhar, de transmitir. É uma loucura.” O público vai poder depois assistir ou debater com os jovens e consigo sobre este projecto? “A Fundação Hermès e o Festival de Avignon me abraçaram para eu poder realizar a ideia de que a gente não vai mostrar nada, mas a gente vai partilhar alguma coisa muito simples, muito preciosa. Essa é a ideia de a gente estar num momento juntos. É só isso. Não tem grandes coisas. A grande coisa está no nosso encontro.” A Lia Rodrigues está rodeada por artistas cúmplices neste projecto. São artistas com quem já trabalha há algum tempo. Quer-nos falar porque é que escolheu estes cúmplices para a acompanharem neste projecto de transmissão afinal possível? “Olha, é claro que eu não escolhi sozinha porque a gente trabalha com a Fundação Hermès, com o Festival de Avignon. Nós chegamos a um acordo, mas eu achei lindo eu poder escolher brasileiros só porque são pessoas que eu conheço há muito tempo, com as quais eu trabalho de formas diferentes e que eu me sinto a vontade, sabe? Eu tenho que ter pessoas em quem eu confio, que eu posso ficar assim, tranquila, porque eles vão ser generosos com os alunos. Eles têm as suas próprias ideias. Eu acho isso lindo. Então, eu me rodeei de pessoas com as quais eu me sinto confortável.” Nesta geografia dos apoios, incluindo financeiros, às artes performativas, ainda há muitas desigualdades entre o Norte e o Sul… “Claro! É tão óbvio. É só ler o jornal. É só ler os livros!” O que é seria preciso fazer para isso mudar? Avignon é um passo? “Precisa mudar o mundo, as relações internacionais, de força. É isso que precisa. O facto de nós estarmos em Avignon é maravilhoso, é lindo, mas quando você me pergunta isso, eu digo que tudo é conectado. É mudar uma área, mudar outra. E a educação e a guerra? Tudo faz parte do mundo em que a arte está incluída. Então, sem mudar o mundo, as relações de poder, a maneira muito colonial de ver o mundo que ainda existe ou as relações de poder e de força, isso não vai mudar.” A dança tem um papel nessa decolonizaçao? As artes performativas de uma forma geral podem conseguir mexer alguma coisa nas placas tectónicas políticas deste mundo? “Sim e não. Sim e não porque quem vê essas peças? Quantas pessoas podem ver essas peças? Em que lugar do mundo estas peças são vistas? Quem tem acesso a isso? Isso é uma questão que a gente precisa pensar bastante. Por exemplo, essa história de ecologia: ‘Ai, não vou pegar avião, não pode mais pegar avião', isso é uma das coisas mais coloniais que eu já vi na minha vida porque é um luxo poder não pegar avião e não estar no avião. Tem uma pessoa que eu admiro, e que foi muito importante no Brasil, que é o Chico Mendes, lá da Amazónia, que falou que fazer ecologia e pensar ecologia sem justiça social é só fazer jardinagem. E é isso que eu penso.” E pensar a dança sem justiça social? “Não é a dança, é a vida. Eu esqueço que eu faço dança. Para mim, eu sou uma cidadã, é isso que é mais importante na minha vida. Que mundo a gente quer para o futuro, sabe? Tanto faz se for com a dança, como jornalista, com qualquer profissão.” Este ano, o Brasil está no Festival de Avignon representado pela Lia Rodrigues, Carolina Bianchi, Christiane Jatahy, Wagner Moura. Este é um epicentro das artes cénicas do mundo. É importante para si estar em Avignon? “É tão importante quanto estar no Brasil. Cada lugar tem uma importância diferente. É maravilhoso que esses artistas que trazem as ideias deles tão lindamente aqui em Avignon, mas é muito bom que eles pudessem também ir para o Brasil, o que não acontece por questões de investimento, Então, se todos pudessem mostrar os seus trabalhos também no Brasil, seria maravilhoso. Eu acho que é o epicentro de alguma coisa, mas a gente tem vários epicentros no mundo da arte, da produção, só que existe a diferença de recursos para isso.” É um epicentro eurocêntrico? “Com certeza, mas é muito bom que ele exista. A gente tem que lutar para que ele exista e que para outros epicentros possam também existir. Eu acho maravilhoso ver esses artistas aqui, brasileiros, me emociona muito, me comove e me faz feliz. Queria que todo mundo pudesse vê-los.” Vamos ter uma peça sua em breve em Avignon? “Não tenho a menor ideia. Zero ideia e também é assim a vida. Eu estou aqui, eu já estou tão feliz de estar aqui, vendo e me relacionando com esse mundo aqui de Avignon. Isso é o maior presente para mim.”

Vida em França
Avignon: Bem-vindos ao “país do teatro” na companhia de Tiago Rodrigues

Vida em França

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 17:49


O Festival de Avignon arrancou a 4 de Julho, e junta, durante três semanas, milhares de pessoas, para esta 80ª edição. Este é o epicentro da história contemporânea do teatro, dirigido pelo encenador, dramaturgo e actor português Tiago Rodrigues. Este ano, há 47 espectáculos, dois de encenadoras lusófonas e a língua convidada é o coreano. Há uma maioria inédita de criadoras mulheres e a linha de força é um enorme ponto de interrogação estampado um pouco por todo o lado nas ruelas da cidade francesa. O teatro anda à solta, sem rédeas, pela cidade de Avignon. Bem-vindos ao “país do teatro, à república independente das artes performativas”, nas palavras e na companhia de Tiago Rodrigues, um dos fazedores desta “fábrica de memórias inesquecíveis para o público”. Uma dessas “memórias” é a primeira maratona teatral em português, de dez horas, com a apresentação, a 12 e 13 de Julho, da Trilogia Cadela Força de Carolina Bianchi. Outra é o espectáculo de cinco horas do francês Julien Gosselin, “Maldoror”, que Tiago Rodrigues acredita que “vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial”. E outra, ainda, é a peça “Um julgamento - Depois do inimigo do povo” que descreve como “uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita, repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura e com um elenco magistral à volta de Wagner Moura que tem uma prestação absolutamente sublime”. Nesta 80ª edição, “os questionamentos” são a bandeira de um festival que sempre foi sintoma e espelho dos tempos que correm. Este é também “um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade”, reitera o artista, destacando que “em França, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação estão a ser ameaçadas”. Mais ainda, em França – diz – “já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios”. E, assim, a menos de um ano das próximas eleições presidenciais em França, onde a extrema-direita cresce, Tiago Rodrigues, enquanto director desta instituição e não apenas como cidadão e autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, toma já posição e pede às pessoas para não deixarem a extrema-direita chegar ao Palácio do Eliseu. Tiago Rodrigues, português, emigrante, inscreve-se numa longa linhagem histórica de emigração portuguesa para França, mas esta é também uma história familiar e é a história que inspira o seu próximo espectáculo, revelou à RFI em primeira mão. O pai, Rogério Rodrigues, exilou-se em França durante o Estado Novo, o filho é agora o director do maior festival francês de artes cénicas e serve com a sua arte o que chama de “dívida de gratidão” que tem com a sociedade francesa por ter acolhido o pai quando este precisava. RFI: Queria começar com uma expressão que o Tiago Rodrigues gosta muito de usar, que é “o país do teatro”. O festival está na 80ª edição. Até que ponto Avignon continua a ser a capital mundial do teatro? Tiago Rodrigues, Director do Festival de Avignon: “Eu acho que cada vez mais, com o passar do tempo, aquilo que era uma utopia imaginada por Jean Vilar, o encenador que em 1947 funda este festival logo a seguir à Segunda Guerra Mundial, numa sociedade muito dividida e pensa que talvez um festival durante as férias das pessoas - e é preciso relembrar que as férias pagas eram uma novidade na época - durante as férias pagas das pessoas, podia ser um festival que permitisse ao público viver experiências que eles não teriam oportunidade, nem tempo para viver durante o ano, portanto, grandes aventuras teatrais em lugares monumentais que obrigariam a viajar. E é assim que nasce esta ideia, esta utopia de um país do teatro. Um lugar onde viajamos como quem viaja para fazer turismo, como quem viaja para se repousar. E aqui viajamos, sim, pelo turismo, pelo repouso, mas sobretudo pela descoberta dos espectáculos, pela descoberta de uma grande quantidade de estéticas e de visões de um mundo muito diferentes entre si. O tempo fez com que, ao fim de 80 edições, possamos dizer que este é o país do teatro, a república independente das artes performativas. O público vem precisamente com essa sede de ver espectáculos que talvez não tivesse tempo de ver durante o ano. Por exemplo, 'Maldoror', o espectáculo de Julian Gosselin, um grande encenador que dirige o teatro do Odéon, um dos teatros nacionais franceses, e que faz um espectáculo de cinco horas, poderíamos dizer que cinco horas é ambicioso, mas é um espectáculo magistral. O que nós vemos é que ao fim das cinco horas, por volta das duas e meia, três da manhã, todo o público está lá, aplaudiu de pé e viveu essa aventura colectiva que é singular, que só se vive em Avignon, estar num palácio sob as estrelas e ver uma obra de arte que, no meu entender, este ‘Maldoror' vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial.” É português, é o primeiro director estrangeiro a dirigir o festival. Esta é a sua quarta edição como director. Conhece os talentos e as dificuldades das artes performativas portuguesas, brasileiras, de dança contemporânea moçambicana e cabo-verdiana, por exemplo, mas este ano só há duas peças lusófonas no cartaz… “Eu permito-me corrigir o “só”, “só há”. O Festival de Avignon é um festival de nomes de expressão mundial e, portanto, é um festival que tem que estar atento a tudo o que se passa no mundo. Saber que, por exemplo, este ano há duas artistas brasileiras e saber que estas duas artistas brasileiras lusófonas, Christiane Jatahy e Carolina Bianchi, que são duas das grandes artistas desta edição, são duas artistas que vêm de um só país lusófono, numa possibilidade de mais ou menos - é discutível a quantidade de países que existe no mundo, mas digamos que são duas centenas, porque depois há questões de legitimidade de algumas fronteiras, etc - mas digamos que em 200 países haver dois espectáculos, ambos vindos do Brasil ou de criadores brasileiros, criadoras neste caso, é, de qualquer das formas, um foco muito importante, uma atenção muito importante. Há muitos países que não estão representados no festival. Este ano, há uma representação de 14 países e, portanto, digamos que a maioria dos países do mundo não estão presentes no ano. A criação lusófona tem duas presenças e, portanto, acho que estamos numa quantidade, numa proporção muito benéfica para a criação lusófona.” Mas o que eu queria mesmo saber - e já percebeu onde quero chegar - é quando é que Avignon vai convidar a língua portuguesa? “Bom, o que eu posso dizer é que recentemente fui reconduzido para um segundo mandato, portanto, serei director do Festival até 2030. E estou muito feliz, muito vaidoso mesmo dessa possibilidade, mas também é um grande privilégio e uma grande responsabilidade também. E sem dúvidas que a língua portuguesa, eu digo desde o início, tem todo o mérito, toda a riqueza, toda a diversidade contemporânea e, sobretudo, toda a grande qualidade das criadoras e dos criadores, sejam portugueses, brasileiros, moçambicanos, angolanos, cabo-verdianos para estar presente no festival. Eu recordo que a lusofonia tem estado muito presente nos últimos anos no festival. No ano passado, a abertura do festival fez-se com uma artista cabo-verdiana, Marlene Monteiro Freitas, foi a primeira vez que Cabo Verde esteve na Cour d'Honneur du Palais des Papes e abriu este festival, ainda por cima no ano em que se celebrava os 50 anos da independência desse país-irmão do meu país-natal, Portugal. E, portanto, temos feito um trabalho de abertura, de aproximação do público de Avignon à criação lusófona ou em língua portuguesa. Sem dúvida que até 2030 a língua portuguesa será certamente uma das línguas convidadas no festival.” A Carolina Bianchi vem ao Festival de Avignon pela segunda vez para apresentar não só o terceiro capítulo da sua Trilogia Cadela Força aqui iniciada, como a trilogia completa, o que perfaz dez horas seguidas de maratona teatral. Isto também é histórico. Já houve maratonas teatrais em Avignon, mas em língua portuguesa, se calhar não… “Em língua portuguesa nunca houve uma aventura destas e estamos muito felizes de poder acompanhar a Carolina e toda a sua equipa da Companhia Cara de Cavalo nisto, que é uma aventura inédita. É o tipo de aventuras que só se pode viver em Avignon, dez horas de teatro. Antes que Carolina Bianchi fosse conhecida do público francês ou europeu, apresentámo-la pela primeira vez em 2023 e logo na altura sabíamos que estávamos comprometidos com continuar a acompanhar a sua trilogia. Entretanto, Carolina Bianchi ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza, tornou-se numa artista absolutamente reconhecida a nível não apenas europeu, mas mundial. Queríamos estar no lugar do término desta trilogia, a acompanhar a aventura até ao fim e, sobretudo, permitir ao público de descobrir pela primeira vez a trilogia completa inédita. É uma grande aventura para a companhia, que exige enormemente. Também exige do público e das equipas técnicas e de acolhimento. Estamos muito felizes aqui em Avignon de poder propor ao público estas aventuras, porque, como nós costumamos dizer, nós queremos ser uma fábrica de memórias inesquecíveis. E é isso que queremos propor: uma memória inesquecível ao público.” A encenadora brasileira Christiane Jatahy também traz uma peça com um forte teor político. Qual é este alerta também em língua portuguesa que esta peça traz para os dias de hoje? “Christiane Jatahy, acompanhada de Wagner Moura, grande actor que foi este ano nomeado para os Óscares, que ganhou o Globo de Ouro, que ganhou o prémio de interpretação masculina em Cannes no ano passado e, portanto, de alguma forma, é um dos grandes protagonistas deste festival, juntaram-se para - ele actor, ela encenadora, mas ambos como autores do texto deste espectáculo - nos apresentarem um espectáculo que não é uma adaptação de ‘Um Inimigo do Povo' de Henrik Ibsen, mas que se inspira dessa história do dramaturgo norueguês para inventar um processo em tribunal onde se pergunta se alguém que denunciou a contaminação das águas de uma cidade é um herói que tentou ajudar as pessoas, salvar a saúde das pessoas, ou se é um inimigo do povo, alguém que destruiu a economia dessa cidade que dependia das termas, de um spa e dos turistas que vinham. Há um julgamento dessa pessoa e é um julgamento muito também sobre o risco dos julgamentos populares em opinião pública na época das redes sociais, na época em que toda a gente pode exprimir uma opinião, caluniar, difamar e destruir uma reputação publicamente muito facilmente. É uma questão de debate sobre a legitimidade de um gesto político de denúncia, sobre o diálogo entre saúde pública e a economia, essa tensão, também sobre a ecologia muito presente no espectáculo e é, sobretudo, uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita e repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura, com um elenco magistral à volta de Wagner Moura, que tem uma prestação absolutamente sublime. Uma peça que nos chega agora de Lisboa, esteve mesmo agora em Portugal em digressão e que é o resultado de uma encomenda que o Festival de Avignon fez com o Holland Festival de Amsterdão e com o Festival de Edimburgo, que são os três festivais europeus fundados no mesmo verão de 1947. Juntos queremos colaborar, continuar a colaborar também para o ano, quando fizermos 80 anos os três festivais e, para este início de colaboração, lançámos o desafio a Christiane Jatahy e a Wagner Moura de criar esta peça e estamos muito felizes. É uma das peças pilar da programação do festival este ano. E muito feliz também que seja a segunda peça falada em português.” Desde a sua primeira edição como director artístico do festival, apresentou “Na Medida do Impossível” e “By Heart” em 2023, “Hécuba, não Hécuba”, em 2024, “A Distância”, em 2025. Antes de ser director, já tinha apresentado “António e Cleópatra”, “Sopro” e “O Cerejal”. Este ano não apresenta peça sua. Posso perguntar porquê? “Porque acho que é importante que o meu trabalho artístico esteja sempre ao serviço do festival e nunca o contrário. E isso exige equilíbrio. Exige, no meu entender - e é a escolha responsável que eu tento fazer - que o meu trabalho não esteja necessariamente sistematicamente presente enquanto artista na programação do festival para deixar espaço a outros, para permitir precisamente que o festival não trabalhe a meu favor, mas o contrário, que quando eu apresento um trabalho, uma peça, um espectáculo no Festival de Avignon, seja para contribuir à programação e também contribuir, de certa maneira, à economia do festival. As digressões dos meus espectáculos produzem receitas que favorecem o festival e que nos permitem convidar outros artistas do festival. E, portanto, eu acredito que o director do Festival de Avignon ou a directora, se forem artistas, devem fazer o seu trabalho no festival, mas devem fazer com a medida que permite que seja o seu trabalho a estar ao serviço do festival e nunca o contrário, como disse. O Tiago Rodrigues é imigrante em França. Não vai poder votar nas presidenciais francesas do próximo ano porque é preciso nacionalidade francesa para isso. Como é que o autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas” olha para estas eleições, nomeadamente depois de Marine Le Pen ter confirmado que se vai candidatar? “Não é apenas o autor de ‘Catarina e a Beleza de Matar Fascistas' ou o cidadão Tiago Rodrigues, mas é também o director do Festival de Avignon que toma posição e a posição é muito clara. O Festival de Avignon já pôde fazê-lo no passado, nas legislativas de 2024, que aconteceram ao mesmo tempo que o festival. O Festival de Avignon fez apelo a uma barragem à extrema-direita e, portanto, à União Nacional de Marine Le Pen, e fez um apelo ao voto no campo democrático. Eu não considero, o Festival de Avignon institucionalmente não considera, que a extrema-direita pertence ao campo democrático. A nossa posição é muito clara. Fazemos um apelo à participação nas eleições e é uma barragem clara, sem ambiguidades, à extrema-direita. Será também o caso para as presidenciais, como foi, aliás, para as municipais de Avignon, onde a extrema-direita perdeu uma derrota forte depois também de o festival ter tomado posição e ter anunciado que não trabalharia com a extrema-direita se esta tomasse o poder na cidade de Avignon. Felizmente não foi o caso e não será o caso, eu creio, também nas presidenciais. Sinto muita confiança na lucidez democrática das francesas e dos franceses.” Avignon é, historicamente, a cidade-teatro aberta à contestação, o festival sempre foi politicamente atravessado pelo seu tempo, como acaba de dizer, assim como em Maio de 68, os debates pós-coloniais, as crises migratórias. Este ano, qual é a causa a atravessar esta edição? “Cada Festival de Avignon é, por um lado, um sintoma de implicação com a actualidade, com os grandes fenómenos da actualidade e, portanto, a cada festival vemos novas questões, novas causas, novos debates a surgirem. E é também por isso que este ano quisemos celebrar esta 80ª edição, pondo as questões e os questionamentos no centro do discurso. Este é um festival que desde 1947, por 80 ocasiões, colocou questões ao mundo, as questões dos artistas, acompanhando os artistas a criar espectáculos que traduzem os seus questionamentos e permitindo ao público de se apropriar destas questões para ter os seus debates. O Festival é muito conhecido pelos seus debates, apaixonantes e apaixonados, por vezes bem intensos, e nós gostamos que seja assim. Gostamos que seja assim, aqui no Café das Ideias, onde estamos e onde acontecem todas as manhãs grandes debates, mas também nas ruas, nas praças, espontaneamente. Discutindo espectáculos, nós discutimos o mundo e questionamos o mundo. Este ano, como todos os anos, julgo que a questões que atravessam a actualidade, seja questões ligadas, por exemplo, às eleições presidenciais, questões ligadas à crise climática, às vagas de calor e à aceleração de medidas que os governos têm que tomar para combater a crise climática, defender a biodiversidade, mas também a vida e o bem-estar das pessoas e questões que são intemporais. Este ano temos, por exemplo, dois Hamlet, portanto, a questão de ‘ser ou não ser', que já existe há 400 anos, aqui está de novo. É esta mistura de questão política e questão íntima, de questão pública e questão individual, que anima a cada ano o festival que quer continuar a ser um festival de liberdade de expressão, de implicação com o mundo, mas com uma grande pluralidade de pontos de vista. Não é um festival de pensamento único que está aqui para convencer as pessoas seja do que for. É um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade, e deve dizer-se isto várias vezes, numa França onde, infelizmente vemos, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação a ser ameaçada. A França não é imune a isso. Já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios de França. Aqui em Avignon, a primeira coisa que podemos fazer para responder a essa ameaça é praticar toda a liberdade de criação, toda a liberdade de expressão.” É essa a sua assinatura mais pessoal nesta edição? Reafirmar a liberdade de criação junto dos artistas, dar-lhes um espaço seguro aqui no festival? “Eu não acredito em assinaturas pessoais. Isto é o trabalho de mais de 700 pessoas que organizam este festival. O pensamento do festival não emana apenas de mim, é de dezenas de pessoas, de centenas de discussões, ele emana dos artistas e emana do público. E eu convido sempre quem me coloca essa questão de ‘Qual é a marca que tu, enquanto director, queres imprimir? Qual é o teu cunho pessoal?' O meu cunho pessoal é: Perguntem às pessoas na rua o que sentem em relação a este festival, como estão a vivê-lo. É permitir colocar-me ao serviço desta história, desta aventura colectiva que atravessa gerações. São os filhos que transmitiram aos netos, que transmitem aos vindouros este amor do teatro e este amor de poder juntar-se sem ser à volta de uma mesma ideia, juntar-se à volta do debate, à volta do facto de podermos estar juntos, felizes, a desfrutar das artes do teatro em desacordo. Este desacordo é o princípio do diálogo e o diálogo é o fundamento da democracia.” Falou da questão da filiação, da transmissão intergeracional. Está em França há quatro anos. Emigrou como o seu pai e como tantos milhares de portugueses o fizeram no século XX, durante a ditadura portuguesa. O seu pai foi acolhido pela França e o Tiago é convidado pela França para dirigir o maior festival de teatro francês, quando justamente há esta ameaça de a extrema-direita chegar ao poder. Isto é uma história que poderia dar uma peça de teatro. Qual é o poder simbólico desta história no contexto político actual? “Devo dizer que, enquanto director do Festival de Avignon, português, saber que estou ao serviço desta aventura, dos valores democráticos, republicanos, progressistas deste festival que é um festival também ecologista, feminista, anti-racista porque defende esses valores da democracia, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, saber-me ao serviço destes valores, através deste festival, é para mim, de alguma forma, tentar também pagar a dívida de gratidão que tenho em relação à sociedade francesa que acolheu o meu pai quando o meu pai precisava de ser acolhido.” Obrigada por continuar a transmitir esta história e obrigada por também transmitir a história da emigração. “Vou dizê-lo para a RFI, é a primeira vez que falo disto publicamente: acho que será o tema do meu próximo espectáculo.”

Encore!
Avignon turns 80: Wagner Moura, Isabelle Huppert attend France's oldest theatre festival

Encore!

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 12:07


FRANCE 24's Olivia Salazar-Winspear brings us all the latest from the Avignon performing arts festival, which is celebrating its 80th anniversary. This year, Golden Globe winners, Brazilian actor Wagner Moura and French actress Isabelle Huppert are starring in shows. The festival has also chosen Korean as its language of honour and turns the spotlight on artists from the Mediterranean region. Salazar-Winspear also talks to the co-director of Avignon's fringe program. It's known as the "off" in French and features more than 1,700 shows performed in public spaces around the city. Finally, she gives us her recommendation for a fringe show that is not to be missed.

Renascença - Ensaio Geral
Brasil no teatro e na literatura e um festival na praça

Renascença - Ensaio Geral

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 15:08


Dois nomes grandes da cultura brasileira, o ator Wagner Moura e o escritor Milton Hatoum, falam da sua arte e das preocupações políticas com o Brasil, neste Ensaio Geral em que olhamos o cartaz do Festival ao Largo e as duas novas exposições do Pavilhão Julião Sarmento. Guilherme d'Oliveira Martins, do Centro Nacional de Cultura (CNC), divulga as suas sugestões semanais.

Renascença - Ensaio Geral
Brasil no teatro e na literatura e um festival na praça

Renascença - Ensaio Geral

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 15:08


Dois nomes grandes da cultura brasileira, o ator Wagner Moura e o escritor Milton Hatoum, falam da sua arte e das preocupações políticas com o Brasil, neste Ensaio Geral em que olhamos o cartaz do Festival ao Largo e as duas novas exposições do Pavilhão Julião Sarmento. Guilherme dOliveira Martins, do Centro Nacional de Cultura (CNC), divulga as suas sugestões semanais.

Manhãzitos da 3
«Um Julgamento», no CCB, com Wagner Moura

Manhãzitos da 3

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 9:07


Mariana Oliveira leva-nos ao teatro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Renascença - Ensaio Geral
Brasil no teatro e na literatura e um festival na praça

Renascença - Ensaio Geral

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 15:08


Dois nomes grandes da cultura brasileira, o ator Wagner Moura e o escritor Milton Hatoum, falam da sua arte e das preocupações políticas com o Brasil, neste Ensaio Geral em que olhamos o cartaz do Festival ao Largo e as duas novas exposições do Pavilhão Julião Sarmento. Guilherme d'Oliveira Martins, do Centro Nacional de Cultura (CNC), divulga as suas sugestões semanais.

GeekVerse Podcast
MCU Professor X & Mr. Sinister & More Casting Rumors : Weekly Geek FULL EPISODE

GeekVerse Podcast

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 93:07 Transcription Available


-GV Day Is August 8th, 10 Hour Stream To Celebrate 11 Years Of The Podcast-Join Our Patreon And Over 50 Exclusive Episodes In 2026. All Episodes Ad-Free & Early Access https://www.patreon.com/GeekVerse -Find Our Discord, Podcast/Video Feeds & Social Media In The Link Below! https://solo.to/geekverseHosted By Kirklin & Travis-X-Men Casting Rumors : Charles Melton As Beast, Josh Hartnett As Mr. Sinister, Patrick Wilson As Xavier, More Sweeney Rumors, Wagner Moura as Shaw-Trailers : Shrek 5, Hexed, Social Reckoning, I Want Your Sex, The Last House-Grinch 2 and Austin Powers 4 Confirmed -Travis's Toy Story 5 ReviewBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/geekverse-podcast--4201268/support.

Película
Película #270 - Toy Story 5

Película

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 130:59


Neste episódio decidimos voltar ao mundo dos brinquedos na 5ª versão de Toy Story. Neste episódio, falamos de notícias, o que andamos a ver, fazemos a review do filme 'Toy Story 5' e terminamos com spoilers.NOTÍCIASLázaro fala sobre o falecimento de Daveigh Chase (URL) e o regresso de um espião super secreto (URL);Luis fala sobre uma adição no casting de ‘The Hunt for Gollum' (URL), um possível regresso de Grinch (URL), Wagner Moura junta-se a um elenco de luxo (URL) e o cancelamento de uma série adorada pelos fãs (URL).O QUE ANDAMOS A VER?LázaroPolice Story (1985)Police Story 2 (1988)Dragons Forever (1988)LuísOffice Romance (2026)The Witness (1ª Temporada)The Boroughs (1ª Temporada)ErickBlade Runner (1982)Backrooms (2026)Widow's Bay (1ª Temporada)Para a semana vamos fazer review do filme 'Supergirl'.Até lá, bons filmes.**Música Original produzida por António Capelo (https://capelo.me)Sigam-nos em:https://twitter.com/peliculapodcasthttps://instagram.com/peliculapodcasthttps://facebook.com/peliculapodcast

The Hot Mic with Jeff and John
X-Men Will Be Marvel's Big Swing, Spider-Man BND Trailer Teases More Jean Grey

The Hot Mic with Jeff and John

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 118:23 Transcription Available


On this episode of THE HOT MIC, John Rocha and Jeff Sneider talk new Spider-Man BND trailer teasing more Jean Grey, Ridley Scott is messing with Alien Romulus sequel, Charles Melton for Beast and X-Men reboot's “big swing” from Marvel, Wagner Moura for Oceans villain, Daniel Kaluya and Teyana Taykor for Shaka King's next movie, Toy Story 5 review, Brad Bird's Ray Gunn fiasco pits Netflix vs Paramount, Austin Powers 4 is happening and Shrek 5 trailer animation critiques, Netflix is or is not buying Lionsgate story, Bradley Cooper and Sean Penn teaming up for  Jan 6th movie, Anya Taylor Joy in The Hunt for Gollum, thoughts on Rogen and Franco situation, Fox to buy Roku for 22B and more!HOT MIC MERCH LINK: https://www.bestnametape.com/The-Hot-Mic-Shop-s/4592.htm#spiderman #marvel #alien #lordoftherings  #TheHotMic #JeffSneider #JohnRocha ____________________________________________________________________________________Chapters:0:00 Intro, Rundown and Catch Up3:02 Jim Carrey and Ron Howard Reteaming for a Grinch Sequel7:02 Mike Myers Confirms an Austin Powers 4 Film is Happening10:28 James Wan to EP Robocop Series and Direct Episodes for Amazon MGM12:55 Wagner Moura in Talks to Play the Villain in Oceans Prequel16:25 Anya Taylor Joy Cast in The Hunt for Gollum in New Role19:14 The Wrap's Drew Taylor Joins to Talk Ray Gunn/Netflix/WB Issues32:58 Charles Melton Joins the Daniels New Film35:40 Melton Mentioned for Beast in X-Men, Marvel Takes 'Big Swin' with X-Men41:28 Spider-Man Brand New Day Trailer Talk - Jean Grey Inevitability?44:26 WB Moves Up Social Reactions for Supergirl - Confidence or Trouble?50:20 Ridley Scott is Gumming Up the Works for an Alien Romulus Sequel54:18 Sneider Pushes Back on Critics Over His The Batman Part 2 Scoop57:55 New Shaka King Movie Unites Daniel Kaluya and Teyana Taylor59:49 Ryan Coogler Moves His First Look Deal from Disney to Netflix1:01:18 FOX Buys Roku for 22B dollars, Accruing More IP?1:05:39 Sean Penn to Direct Bradley Cooper in January 6th Movie1:07:52 Tom Cruise Hunting for Horror Movies, Star Trek Looking for a Training Day Movie1:20:42 Streamlabs and Superchat QuestionsFollow John Rocha: @therochasays Follow Jeff Sneider: @TheInSneider Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/the-hot-mic-with-jeff-sneider-and-john-rocha--5632767/support.

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Greta Lee and Wagner Moura headline Netflix's The Last House

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Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 0:14


No pé do ouvido
Após PF, PGR rejeita segunda proposta de delação de Vorcaro

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 22:47


Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Procuradoria avaliou que banqueiro não apresentou informações que avancem em relação ao que já foi descoberto pela Polícia Federal, em especial sobre sua relação com políticos. Pesquisa BTG-Nexus mostra Lula ampliando vantagem sobre Flávio Bolsonaro. ONGs pedem afastamento de árbitro que fez suposto gesto racista na Copa. Goleiro de Cabo Verde vira celebridade após garantir empate em 0 x 0 com a Espanha. E novo filme americano de Wagner Moura já tem trailer e data de estreia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Movie Squad Podcast
Maul - Shadow Lord Reseña

Movie Squad Podcast

Play Episode Listen Later May 6, 2026 10:52


La serie Star Wars: Maul - Shadow Lord presenta Darth Maul en busca de venganza hacia su antiguo maestro Darth Sidious, a la vez que va preparando su propio equipo. Protagonizado por Sam Witwer, Gideon Adlon, Dennis Haysbert y Wagner Moura. Los 10 episodios de la serie ya están disponibles en Disney+.

Morning Show
Fim do veto no PL da Dosimetria / Cirurgia de Bolsonaro / Show da Shakira

Morning Show

Play Episode Listen Later May 1, 2026 118:36


Confira no Morning Show desta sexta-feira (01): Parlamentares da oposição comemoraram a derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria no Congresso Nacional nesta quinta-feira (30). A decisão foi vista como uma vitória política e reacendeu debates sobre o cenário entre governo e oposição. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a realizar uma cirurgia no ombro. A decisão permite que o procedimento seja feito com acompanhamento médico adequado, e a internação está prevista para esta sexta-feira (1º). Reportagem: Raphaela Almeida. A cantora Shakira deve fazer um ensaio em Copacabana antes do show marcado para este sábado (02), no Rio de Janeiro. A apresentação mobiliza um forte esquema de segurança na região, com preparação das autoridades para receber o público. Reportagem: Rodrigo Viga. O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou que pretende enviar à Assembleia Legislativa um projeto de lei para limitar o uso de recursos públicos em eventos e shows. A proposta prevê a redução de emendas parlamentares destinadas a artistas e festividades, com o objetivo de reavaliar a aplicação dessas verbas no estado. Reportagem: João Roberto Martins. Criminosos estão usando inteligência artificial para criar imagens falsas de uma cachorra perdida e, com isso, pedir resgates de até R$ 600 às vítimas. Segundo dados da Polícia Federal, 42,5% das fraudes financeiras já utilizam esse tipo de tecnologia. O comentarista Josias Teófilo analisa os riscos e o avanço desse tipo de golpe no ambiente digital. São Paulo foi eleita a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking internacional Happy City Index 2026. O levantamento avalia critérios como qualidade de vida, bem-estar e desenvolvimento urbano. O Rio de Janeiro não aparece na lista. Uma aposta de Curitiba acertou as seis dezenas da Mega-Sena e levou um prêmio de mais de R$ 127 milhões. Os números sorteados foram 04, 27, 51, 52, 54 e 58. A Câmara Municipal do Recife rejeitou a concessão do título de cidadão ao ator Wagner Moura. A decisão ocorre após a repercussão internacional envolvendo o filme “O Agente Secreto”, que voltou a colocar o nome do artista em destaque. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

BEN-YUR Podcast
Wagner Moura Injustiçado e os Absurdos do Oscar 2026 | Uma Conversa Honesta

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 90:27


Ontem eu sentei pra assistir ao Oscar e fiquei com a impressão de que eles estavam com pressa. Parecia que todo mundo só queria ir embora logo, o que é curioso para uma premiação que supostamente celebra a arte. A gente conversou bastante sobre isso na live. Falei sobre os absurdos dessa edição, sobre como a atuação sutil do Wagner Moura merecia muito mais reconhecimento do que algumas caricaturas que acabaram sendo premiadas, e sobre como Bugônia provavelmente vai ser o filme que a gente vai lembrar daqui a dez anos, enquanto os outros desaparecem no catálogo de algum streaming.Também aproveitei para organizar os indicados a Melhor Filme, do pior ao melhor, e montar uma tier list definitiva do Paul Thomas Anderson, porque acho que algumas pessoas estão meio perdidas sobre essa fase mais recente dele.Este canal é um espaço novo. Um lugar para quem tem entre vinte e quarenta anos, cresceu na internet e agora só quer um canto para pensar em voz alta sobre cinema, cultura pop e a vida adulta. Sem ninguém tentando te vender um curso. Sem linguagem de influenciador. Apenas pessoas conversando de forma honesta, ligando os pontos de ideias que começam em um assunto e terminam em outro. Puxa uma cadeira.Se você tem interesse em saber dos meus próximos passos, ou do Coffee & Cigacasts, junte-se aos links abaixo.Eu escrevo textos, faço vídeos, música e alguns outros projetos que vão aparecendo com o tempo.Se você quiser acompanhar essas coisas, os caminhos estão aqui:Instagram@yurimoraesxx@yurimoraes.tvWhatsApp (newshttps://chat.whatsapp.com/HaoyzlC7X4eCqKHiDJ9C43 Música (YU)https://www.yumusick.comOutros linkshttps://linktr.ee/yurimoraesMerchhttps://www.sdbvision.com/

Moving Histories
The Secret Agent

Moving Histories

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 58:16


In our latest episode, we unpack the Brazilian political thriller The Secret Agent, directed by Kleber Mendonça Filho and starring Wagner Moura. 

Fangirls Going Rogue: Star Wars Conversation from a Female POV
26.2 Maul: Shadow Lord Interviews and Review

Fangirls Going Rogue: Star Wars Conversation from a Female POV

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 105:13


A new Star Wars animated show, Maul: Shadow Lord, will debut on Disney+. Fangirls Going Rogue had a chance to sit down with voice actors Sam Witwer (Maul) and Gideon Adlon (Devon Izara) as well as creatives Athena Yvette Portillo (EP), Matt Michnovetz (EP), and Brad Rau (Supervising Director). Joining us on this roundtable were Skywalking Through Neverland, Full of Sith, Alex Endor Express, Skytalkers, Jedi News, Fantha Tracks, Father Son Galaxy and Ion Cannon podcast. In addition to the interviews, we share are non-spoilery review of the first eight episodes and look forward to talking more about the show as it is released. From Disney: Star Wars: Maul – Shadow Lord presents fans with a pulpy adventure that finds Maul plotting to rebuild his criminal syndicate on a planet untouched by the Empire. There, he crosses paths with a disillusioned young Jedi Padawan who may just be the apprentice he is seeking to aid him in his relentless pursuit for revenge. The cast includes Sam Witwer as Maul, Gideon Adlon as Devon Izara, recent Golden Globe® winner and Oscar® nominee Wagner Moura as Brander Lawson, Richard Ayoade as Two-Boots, Dennis Haysbert as Master Eeko-Dio Daki, Chris Diamantopoulos as Looti Vario, Charlie Bushnell as Rylee Lawson, Vanessa Marshall as Rook Kast, David W. Collins as Spybot, A.J. LoCascio as Marrok, and Steve Blum as Icarus. Created by Dave Filoni, Star Wars: Maul – Shadow Lord is based on Star Wars and characters created by George Lucas. The series is developed by Dave Filoni and Matt Michnovetz. Brad Rau is supervising director. The executive producers are Dave Filoni, Athena Yvette Portillo, Matt Michnovetz, Brad Rau, Carrie Beck, and Josh Rimes. Alex Spotswood is the co-executive producer. Check out our latest podcast reacting to The Mandalorian and Grogu trailer. Related Maul: Shadow Lord Season 2 announced on StarWars.com Why Does Everyone Love Maul? from Esquire Meet the Cast of Maul: Shadow Lord LiningUp.net Lucasfilm's New Era Officially Begins from Hyperspace Theories podcast Sam Witwer and Gideon Adlon Interview on Skywalking Through Neverland Youtube Social Media Fangirls Going Rogue Twitter | Instagram Tricia Barr Twitter | Instagram Sarah Woloski Twitter | Instagram Facebook Public | Private You must answer the 3 questions to join the Private Facebook group!

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Triad Of The Force
A Penchant For REVENGE!

Triad Of The Force

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 36:24


The Age Of MAUL approaches!With the epic image of the Lucasfilm logo being skewered by Maul's lightsaber, we have been blessed with a new trailer for MAUL – SHADOW LORD! We might be a week late, but with MAUL arriving in two weeks, our excitement for this new animated series remains off-the-charts! We discuss this exciting trailer, especially how to make a character infamously known for his lack of growth and commitment to revenge compelling as a series protagonist. With new characters like Captain Brander Lawson (played by recent Oscar nominee Wagner Moura), and Jedi Padawan Devon Izara, Maul might have the contrasts needed to affect change (or chaos) to those around him.In a recent interview, Dave Filoni mentioned how he and George Lucas routinely discussed possibilities for Maul's character. Does this mean we might see some of George's original plans for Episode VII reinterpreted in some way in this series?• • •TRIAD Of The FORCE is a STAR WARS+ podcast hosted by Gus, Nani, & Chase—Puerto Rican and queer creators sharing deep dives, and heartfelt conversations from a galaxy far, far away. Featured on the STAR WARS CELEBRATION Podcast Stage (2022 & 2023), we explore STAR WARS, fantasy, comic books, and other POP-culture media honestly. We engage in inclusive commentary across film, TV, books, comics, and beyond with humor, critical analysis, and cultural perspective (without the toxicity).Follow TRIAD Of The FORCE at:BlueSky: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://bsky.app/profile/triadoftheforce.bsky.social⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.instagram.com/triadoftheforce/⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.youtube.com/c/TriadoftheForce/⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠If you like us, get some merch and help the channel:TeePublic: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.teepublic.com/user/triad-of-the-force⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠• • •Acknowledgement: The Intro and Outro music is the Triad of the Force Theme, composed and performed by Grushkov with full permission for use by Grushkov (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://linktr.ee/Grushkov⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠).• • •This channel is not affiliated in any way with Lucasfilm Ltd. LLC, The Walt Disney Company, or any of their affiliates or subsidiaries.

Oh Brother
The Secret Agent Review | Wagner Moura's Oscar-Nominated Brazilian Thriller

Oh Brother

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 32:45


Send us Fan MailWe sit down to review The Secret Agent (O Agente Secreto), the Brazilian political thriller that earned an Oscar nomination for Best Picture and had Wagner Moura — best known for playing Pablo Escobar in Narcos — winning awards on the international circuit for his performance.Set in 1977 in Recife, Brazil, the film follows a tech expert with a shadowy past who returns to his hometown hoping to find refuge, only to discover the corruption there runs too deep to hide from. It's a slow-burn, character-driven thriller that draws comparisons to films like The Conversation, and it clocks in at a hefty two hours and 41 minutes — so is it worth your time?We break down the plot, the performances, the stunning period filmmaking, and what makes this one so hard to pin down. We also dig into the ambiguity baked into the story — the loose ends, the unanswered questions, and whether a second viewing might be necessary to fully appreciate what director Kleber Mendonça Filho is doing. Plus, Mike has some strong opinions about whether a foreign film should have been in the Best Picture race at all.It's currently streaming on Hulu, so if you've got a free night and nothing to watch, this one might be exactly what you're looking for.New episodes every week at ohbpodcast.com. Watch the video version on YouTube @ohbrotherpodcast and follow us on Instagram @ohbpodcast.Oh Brother Podcast:Support the Show! (Be The First to Listen with Early Access)Listen on all podcast platformsSubscribe on YouTubeFollow us on Instagram

The Weekend
Maga War Fight

The Weekend

Play Episode Listen Later Mar 15, 2026 41:35


March, 15 2026, 8 AM; A recent NBC poll shows that the war has not fractured the MAGA base all that much, with 90% of MAGA-aligned republicans approving of the strikes on Iran. However, some prominent MAGA and conservative media figures are among those crying foul the loudest over the war. When it comes to republicans who don't align with MAGA that number falls to 54 % in support of the attacks on Iran. David Drucker and Adam Serwer join The Weekend to discuss why some elected officials in the G.O.P are getting increasingly nervous about the iran war's impact on their election prospects in November. Makena Kelly also joins The Weekend to discuss the whistleblower report revealing how social security data may have been taken by a former doge employee to his new job. For more, follow us on social media: Bluesky: @theweekendmsnow.bsky.social Instagram: @theweekendmsnow TikTok: @theweekendmsnow To listen to this show and other MS podcasts without ads, sign up for MS NOW Premium on Apple Podcasts. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

O Assunto
O Brasil no Oscar e a expectativa sobre 'O Agente Secreto'

O Assunto

Play Episode Listen Later Mar 13, 2026 25:45


Convidada: Isabela Boscov, jornalista e crítica de cinema. A cerimônia do Oscar 2026, marcada para este domingo (15), será a primeira em que o Brasil concorre em cinco categorias. “O Agente Secreto” terá quatro chances de vencer uma estatueta: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Seleção de Elenco e Melhor Ator, com Wagner Moura. A quinta indicação brasileira é de Adolpho Veloso, que concorre a Melhor Fotografia pelo filme americano "Sonhos de Trem". A torcida brasileira espera que se repita o mesmo roteiro do Oscar de 2025, quando "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, venceu como Filme Internacional – e deu ao país sua primeira estatueta por uma produção 100% nacional. A expectativa se justifica a partir do desempenho de “O Agente Secreto” no circuito de premiações, onde colecionou vitórias inclusive no Globo de Ouro, no Critics Choice Awards e no Festival de Cannes. Neste episódio, Natuza Nery recebe Isabela Boscov, jornalista e crítica de cinema, para analisar as chances reais de novas estatuetas para o Brasil. Boscov comenta a trajetória e a campanha do filme de Kleber Mendonça Filho em Hollywood e destaca a atuação de Wagner Moura, que conquistou a crítica internacional. Ela também aponta quem são os grandes favoritos para levarem os prêmios nas principais categorias do Oscar.

MUBI Podcast
THE SECRET AGENT — Kleber Mendonça Filho & Wagner Moura on memory and manguebeat

MUBI Podcast

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 24:48


The Best Picture–nominated thriller THE SECRET AGENT tells a tale of intrigue and absurdity in '70s Brazil. Director Kleber Mendonça Filho (PICTURES OF GHOSTS) and star Wagner Moura (CIVIL WAR) give Rico a primer on the real politics behind the film's surreal moments… and hep him to the “manguebeat” music that rocked their world.THE SECRET AGENT is now showing in cinemas and is coming soon to MUBI in the UK, Ireland and Latin America.To stream some of the films we've covered on the podcast, check out the collection Featured on the MUBI Podcast. Availability of films varies depending on your country.MUBI is a global streaming service, production company and film distributor dedicated to elevating great cinema. MUBI makes, acquires, curates, and champions extraordinary films, connecting them to audiences all over the world. A place to discover ambitious new films and singular voices, from iconic directors to emerging auteurs. Each carefully chosen by MUBI's curators.

Overinvested
Ep. 334: Marty Supreme, The Secret Agent, and Bugonia

Overinvested

Play Episode Listen Later Mar 11, 2026 40:21


Ahead of the 2026 Oscars, Claire and Gavia review three Best Picture contenders featuring Oscar-nominated performances: 1950s sports drama Marty Supreme (starring Timothée Chalamet), Brazilian political thriller The Secret Agent (starring Wagner Moura), and the dark comedy thriller Bugonia (Emma Stone's latest project with director Yorgos Lanthimos). Check out our Patreon soon for a more wide-ranging Oscars episode with Morgan and Gavia!

RapaduraCast
RapaduraCast 899 - Oscars 2026: filmes, polêmicas, apostas e comentários!

RapaduraCast

Play Episode Listen Later Mar 11, 2026 125:05


Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira, Fernanda Schmölz e Max fazem a reunião anual sobre a maior premiação do cinema: o Oscars. No ano de 2026, especialmente, ele está com uma das melhores seleções dos últimos anos e temos o Brasil com 5 indicações!!! "O Agente Secreto", Wagner Moura e o diretor de fotografia Adolpho Veloso (em "Sonhos de Trem") representam todos os brasileiros na premiação. Quais as reais chances? Quais são as categorias cartas marcadas de 2026? "Uma Batalha Após a Outra" vai ganhar todos os prêmios? "Hamnet" pode surpreender?Fizemos as nossas apostas e falamos quem serão os vencedores!!!⭐️ SEJA VIP!! Quer ouvir/assistir um RAPADURACAST EXCLUSIVO para assinantes toda semana?? Venha para o nosso Cineclube!! https://www.patreon.com/RapaduraCast

The Analysis: A Movie and TV Podcast
Episode 308: The 98th Oscars Extravaganza (Matt & Bob's Big Picks with Spencer Davis)

The Analysis: A Movie and TV Podcast

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 94:25


The Analysis crew returns for their annual Oscars extravaganza, and this year the stakes are high. Matt shows up in full Elphaba costume after losing alast years bet. What's on the line this year? The loset has to go full chili dog hot dog experiment like Liam Neeson in Naked Gun, all while painted as "Hot Frankenstein Jacob Elordi. Bob is cautiously optimistic about the Academy for the first time in years, and Hollywood correspondent Spencer Davis joins live from the chaos of Oscar weekend to break down one of the most unpredictable races in recent memory. Across a packed slate of categories, the trio debates the biggest battles of the night—from the Sinners vs. One Battle After Another showdown for Best Picture, to a wild Best Actor race featuring Timothée Chalamet, Michael B. Jordan, Leonardo DiCaprio, and Wagner Moura. They dive deep into the craft categories, argue about the chaotic shorts races that make or break ballots, and break down why this year's nominations represent a rare mix of blockbuster spectacle and intimate filmmaking. Along the way, they discuss the potential career-crowning Oscar for Paul Thomas Anderson, the cultural impact of K-Pop Demon Hunters, the emotional devastation of this year's documentary lineup, and why some races might come down to pure momentum in the final days of voting. It's predictions, debates, hot takes, and Oscar chaos—plus a few existential questions like: Should PTA have won years ago? Is Timothée Chalamet his own worst enemy? And what role would Philip Seymour Hoffman have played in One Battle After Another? Grab your ballots and settle in—because by the end of the episode, the guys lock in their picks for every major category before the biggest night in Hollywood.

All Of It
Oscar Nominated Political Drama 'The Secret Agent'

All Of It

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 24:56


[REBROADCAST FROM December 2, 2025] The film "The Secret Agent" tells the story of a former professor, played by Wagner Moura, who finds himself attempting to fight back against the persecution of the authoritarian Brazilian dictatorship in 1977. Moura and writer/director Kleber Mendonça Filho discuss the film, which is nominated for Best Picture, Best International Feature Film, and Best Actor for Moura, at this year's Academy Awards. Image courtesy of the film

The Big Picture
The 10 Wildest Reboots in Movie History and ‘The Bride!' Plus: A ‘Secret Agent' Second Look and the Best Doc Contenders.

The Big Picture

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 142:46


On today's show, Sean and Amanda break down Maggie Gyllenhaal's fascinating new movie, ‘The Bride!,' starring Jessie Buckley and Christian Bale. They commend the film for its ambition and vision, highlight some of its utterly confounding fatal flaws, and debate the value of projects that reimagine old source material with modern ideas and context (4:17). Next, they make a list of their favorite reimaginings and reboots of all time (42:51). Then, they revisit Kleber Mendonca Filho's ‘The Secret Agent,' starring Wagner Moura. They explore why they found a rewatch of the movie to be incredibly rewarding, celebrate its singularity, and explain how Moura's towering performance centers the entire story for the audience (54:53). Finally, they cover the Oscar-nominated films for Best Documentary this year and critique the current state of the voting branch and what types of movies it rewards (1:29:26). Hosts: Sean Fennessey and Amanda Dobbins Producer: Jack Sanders Production Support: Lucas Cavanagh Talk to a State Farm agent today to learn how you can choose to bundle and save with the Personal Price Plan®️. Like a good neighbor, State Farm is there®️. Drivers wanted. Learn more at vw.com Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Democracy Now! Audio
"The Secret Agent": Kleber Mendonça Filho on His Oscar-Nominated Film Set During Brazil's Dictatorship

Democracy Now! Audio

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026


The Secret Agent is one of the most celebrated international films of the year. It has been nominated for four Oscars, including Best Picture and Best Actor. The film stars Wagner Moura and is set in Brazil in 1977, during the final years of the military dictatorship. We speak with the film's director and screenwriter, Kleber Mendonça Filho.

Democracy Now! Video
"The Secret Agent": Kleber Mendonça Filho on His Oscar-Nominated Film Set During Brazil's Dictatorship

Democracy Now! Video

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026


“The Secret Agent” is one of the most celebrated international films of the year. It has been nominated for four Oscars, including Best Picture and Best Actor. The film stars Wagner Moura and is set in Brazil in 1977, during the final years of the military dictatorship. We speak with the film's director and screenwriter, Kleber Mendonça Filho.

Newshour
Zelensky: Russia has already started a Third World War

Newshour

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 48:27


In a BBC interview, the Ukrainian president. Volodymyr Zelensky, has accused President Putin of trying to impose a different way of life on the world, warning that the Russian leader would "not stop" at Ukraine. Also on the programme: the International Criminal Court has opened hearings to decide if the former Philippine president, Rodrigo Duterte, should face trial for crimes against humanity; and we speak to Wagner Moura, star of the Oscar-nominated Brazilian film The Secret Agent.(Photo: Ukraine President Volodymyr Zelensky speaks during the 62nd Munich Security Conference (MSC) at the hotel 'Bayerischer Hof', in Munich, Germany. Credit: Ronald Wittek/EPA/Shutterstock.)

The Empire Film Podcast
Florence Pugh's Dress And Other Unfinished Stories (ft. guests, Wagner Moura & Kleber Mendonça Filho)

The Empire Film Podcast

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 87:40


Want to know the story of how Chris Hewitt almost stepped on Florence Pugh's dress? Well, this isn't the podcast for you, as it features Chris and Helen O'Hara trying to tell that tale, from the press night of Cynthia Erivo's Dracula (sorry, Draclier), only to get sidetracked by a dozen different things and forget to finish it. But if you want to hear Chris, Helen, James Dyer, and John Nugent talk about movie characters falling from great heights, pay tribute to the great Robert Duvall, discuss the latest The Mandalorian And Grogu trailer, and review The Secret Agent, Good Luck Have Fun Don't Die, Wasteman and If I Had Legs I'd Kick You, this is the podcast for you. Oh, and Chris and Helen launch new careers as theatre reviewers too. Guest-wise, Harry Stainer talks to the Oscar-nominated star of the Brazilian thriller, The Secret Agent, one Wagner Moura, and his director, Kleber Mendonça Filho. It's a cracking episode, even if we're still nowhere nearer to finding a nickname for Tin Jim. Enjoy.

Blank Check with Griffin & David
Critical Darlings: The Secret Agent And The Increasingly International Academy

Blank Check with Griffin & David

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 93:18


Viva Brazil! Today we discuss Best Picture nominee The Secret Agent, the simmering, colorful Brazilian thriller about a man on the run, starring the dreamy Wagner Moura and directed by Kleber Mendonça Filho. The story, about retaining personal and political memory under authoritarianism, has proven resonant with an international audience and awards bodies, garnering three additional Oscar nominations for Best International Feature, Best Casting, and Best Actor for Moura. On this episode, we discuss The Secret Agent itself, how it fits into and subverts the tropes of international films at the Oscars, the Eurovision-like process for international nominations, check in on the Berlin Film Festival, and do a very special Il Postino corner. Sign up for Check Book, the Blank Check newsletter featuring even more “real nerdy shit” to feed your pop culture obsession. Dossier excerpts, film biz AND burger reports, and even more exclusive content you won't want to miss out on. Join our Patreon for franchise commentaries and bonus episodes. Follow us @blankcheckpod on Twitter, Instagram, Threads and Facebook!  Buy some real nerdy merch Connect with other Blankies on our Reddit or Discord For anything else, check out BlankCheckPod.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Pod Save America
1121: How To Survive a Dictatorship (feat. Wagner Moura)

Pod Save America

Play Episode Listen Later Feb 15, 2026 68:47


What can we learn from other countries that have lived through dictatorships? How can artists fight authoritarianism? How should an Oscar nominee react to an encounter with ICE on the way to the Academy Awards? Alex Wagner is joined by actor and filmmaker Wagner Moura, star of the Oscar-nominated The Secret Agent — a thrilling, beautiful film set during Brazil's military dictatorship. You may also remember Moura as Pablo Escobar from Narcos. Wagner and Wagner discuss the political parallels between Brazil and the United States, what Alex Pretti's killing teaches us about masculinity, and the Trump administration's distorted response to violence in the streets. They also talk about the importance of cultural memory, what the Epstein Files say about power, Trump's reaction to Bad Bunny's Super Bowl performance, and the gutting of The Washington Post. Jon, Tommy, and Lovett will be back in your feeds this week.

Little Gold Men
In The Secret Agent, Wagner Moura Makes the Political Personal

Little Gold Men

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 30:42


The Secret Agent has broken through the Oscar conversation in a big way: the Brazilian film is nominated not only for Best International Feature, but also Best Picture, Best Casting, and, of course, Best Actor, for Wagner Moura's indelible performance. Rebecca caught up with Moura a few weeks after his historic nomination to talk about the film and how he sees himself and his politics in the character he plays. He also discusses his upcoming directorial project and plays a round of Proust Roulette. Learn about your ad choices: dovetail.prx.org/ad-choices

Happy Sad Confused
Wagner Moura

Happy Sad Confused

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 56:48


Wagner Moura is not only the pride of Brazil, he's a first time Oscar nominee! He joins Josh to talk about his career, from telenovelas to NARCOS to his award winning turn in THE SECRET AGENT. SUPPORT THE SHOW BY SUPPORTING OUR SPONSORS! QUINCE -- Go to Quince.com/HAPPYSAD for free shipping on your order and 365 day returns. Check out the ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Happy Sad Confused patreon here⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠! We've got discount codes to live events, merch, early access, exclusive episodes, video versions of the podcast, and more! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Men In Blazers
198th Manchester Derby, Chelsea's Moment of Truth, Spurs–West Ham Misery, and Arsenal's Title Pace: Big Weekend Preview 01/16/26

Men In Blazers

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 30:40


Big Weekend Preview returns as Rog is joined by Rory Smith to answer your questions ahead of the Premier League weekend. They dig into the 198th Manchester derby, with Michael Carrick stepping in as interim at Manchester United and Manchester City trying to stay within touching distance in the title race. Then Chelsea face their first real league test under Liam Rosenior against an in-form Brentford, while Spurs host West Ham in what some are calling the misery derby. Lastly, Arsenal head to Nottingham Forest looking to keep their title charge on track after last season's stumble there.Want to be featured on our next episode? Submit your questions here: https://mibcourage.co/BWPyFootball is better with Friends. Join our Discord Community for conversation with fellow GFOPs, live match day chat, and to speak with Rog directly: https://discord.gg/DDDUcNWFHEWatch our interview with Bukayo Saka here: https://www.youtube.com/watch?v=ZhTPh6IPn-4Watch our interview with Phil Foden here: https://www.youtube.com/watch?v=ls4MUhyufFIWatch our interview with Wagner Moura here: https://www.youtube.com/watch?v=ficAULXdxZ8Come see us LIVE in San Francisco! Tickets available here: https://mibcourage.co/4qpx44IPre-order Rog's new book "We Are the World (Cup)" now!: https://mibcourage.co/4brQpgGSee Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.

Men In Blazers
Wagner Moura on Brazil football, his best World Cup memories, and why being a football fan made him a better actor: Men in Blazers 01/16/26

Men In Blazers

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 38:00


On a very special episode of Men in Blazers, Golden Globe winning actor Wagner Moura sits down with Rog to discuss his film The Secret Agent, including why being a football fan gives him an advantage as an actor and the national pride he feels in representing Brazil. Plus, Wagner reveals the role football plays in his life, his ultimate Brazil five-a-side team, and dives deep on the "Sad Escobar" meme.See Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.

Blank Check with Griffin & David
Critical Darlings: Marty Supreme And The Precursor Circuit with Griffin Newman

Blank Check with Griffin & David

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 104:32


This week, we're only slightly hung over from last night's New York Film Critics Circle Awards! Griffin Newman joins the pod to discuss the event, where, among dry-run Oscar speeches from Amy Madigan, Rose Byrne, and Wagner Moura, we saw Ethan Hawke fall into a fountain beneath a towering Buddhist deity. Then we turn to the precursor circuit, where Marty Supreme's momentum has cemented Timothée Chalamet as a frontrunner for Best Actor. We get into how he's played the campaign circuit so far, and why Timmy and Marty are well positioned for the Oscars, despite not resembling the usual Oscar fare. Finally, we dive into Marty Supreme spoilers, before closing out with both an award and an in memoriam for the week. Subscribe to Richard's newsletter, Premiere Party, and read Alison's work at Vulture. Sign up for Check Book, the Blank Check newsletter featuring even more “real nerdy shit” to feed your pop culture obsession. Dossier excerpts, film biz AND burger reports, and even more exclusive content you won't want to miss out on. Join our Patreon for franchise commentaries and bonus episodes. Follow us @blankcheckpod on Twitter, Instagram, Threads and Facebook!  Buy some real nerdy merch Connect with other Blankies on our Reddit or Discord For anything else, check out BlankCheckPod.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices