Country on the Atlantic coast of South America
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Convidados: Henrique Ribeiro, psiquiatra, psicoterapeuta e supervisor do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas, da USP; e Monalisa Barros, psicóloga, pesquisadora especialista em luto e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. A França aprovou nesta quarta-feira (19) a lei que vem sendo chamada de “Ajuda para morrer” depois de um intenso debate de quatro anos. Na prática, agora os franceses têm respaldo legal para recorrer à eutanásia ou outros modelos de morte assistida. Mais de dez países já autorizam procedimentos como esse, inclusive vizinhos da América do Sul, como Argentina, Colômbia, Equador e Uruguai. No Brasil, qualquer tipo de morte assistida é proibido e uma pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maior parte da população se posiciona contra a prática: a rejeição chega até a 60% dos entrevistados, mas, quando perguntados sobre a interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida artificialmente, o resultado é um empate. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois especialistas em luto e cuidados paliativos. Primeiro, ela entrevista o médico Henrique Ribeiro, que explica como se dá esse tipo de procedimento e avalia sua realização em um contexto brasileiro. Depois, a entrevista é com a psicóloga Monalisa Barros, que analisa as condições humanas que influenciam essa decisão. Também neste episódio, Luciana Dadalto, pesquisadora e presidente da associação Eu Decido, relata um caso de morte assistida que ela acompanhou na Suíça em 2019.
Você sabia que no coração do Sudeste Asiático existe um país onde o português é língua oficial?
No 3 em 1 desta sexta-feira (07), o destaque foi que o ministro André Mendonça deverá se reunir com o diretor geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues para tentar diminuir a tensão entre as organizações. A tensão surgiu após Mendonça reclamar do andamento das investigações da Polícia Federal relacionadas ao Roubo do INSS e o caso do Banco Master. Reportagem: Janaína Camelo. O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou que a Polícia Federal investigue a existência de crimes na execução das chamadas emendas Pix, que são aquelas que caem diretamente na conta de cada município. Em relatório enviado ao ministro Dino, o Tribunal de Contas da União apontou irregularidades que somam um prejuízo de R$ 55,4 milhões. Reportagem: Janaína Camelo. A defesa do senador Jaques Wagner pediu o adiamento da audiência sobre o caso do Banco Master. Em nota, a equipe de defesa alegou que problemas técnicos impediram o acesso às informações do processo. A nova data para o depoimento ainda não foi marcada. Reportagem: Beatriz Souza. O atual presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro disputam pelo eleitorado idoso. Neste ano, o Brasil terá o maior percentual de eleitores com mais de 60 anos, que pode adicionar cerca de 37 milhões de votos na campanha. Ambos os candidatos já tomaram medidas para atrair este público que representa 23% de todo o eleitorado do país. Reportagem: André Anelli. O senado norte-americano aprovou Daniel Peres como novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Apesar disso, a atuação do diplomata ainda depende do aval brasileiro. Reportagem: Eliseu Caetano. O diretório do Partido Liberal em Alagoas divulgou uma ata que abre caminho para que o vice do Senador Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar (PL), volte a concorrer ao Senado caso deixe a chapa com Flávio. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma lista de 47 candidatos ao senado que irá apoiar. O que chamou atenção foi o fato de que o presidente do Partido Progressistas, Ciro Nogueira, ficou de fora da lista. Parlamentares tiveram rusgas após o PP frustrar os planos de Flávio de ter a senadora Tereza Cristina como vice. O Partido Liberal encaminhou ao STF um pedido de quebra de sigilo com relação ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O partido também realizou um pedido de busca e apreensão. Marcola admitiu ter pego um empréstimo com Roberta Luchsinger, parceira do Careca do INSS. O senador Cleitinho Azevedo deve se reunir nesta sexta-feira (07) com o Republicanos para tentar reverter a situação da sua candidatura ao Senado. A reunião deve decidir por definitivo se o senador irá ou não concorrer ao palácio tiradentes. Reportagem: Rodrigo Costa. Ciclone-bomba formado entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul segue se movimentando e coloca em alerta os estados do Sul e Sudeste do Brasil. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro têm alerta para chuvas fortes. Reportagem: Marcelo Mattos. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Roman e Anthony: centrais e irmãos gémeos, que serão adversários na Liga Portuguesa. Outras curiosidades da nossa liga, que hoje regressa.
Ministro das Relações Exteriores da Argentina descarta a possibilidade de aplicar a reciprocidade contra o Brasil, depois que o governo brasileiro rebaixou a relação entre os países e nega que o governo argentino estivesse tentando interferir politicamente nas eleições brasileiras. E mais:- Autoridades iranianas afirmam que o país está muito perto de concluir um acordo para a navegação comercial por Ormuz com Omã. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos dizem também estar engajados em negociações sobre a região, mas Teerã nega- Em uma declaração conjunta divulgada pela Organização dos Estados Americanos, 10 países da América Latina condenaram o plano do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, para acabar com as eleições no país- Netanyahu divulga vídeo reafirmando que um acordo com o Hamas ainda não tem seu consentimento não vai recuar até que o Hamas esteja desarmado- Autoridades ucranianas acusam a Coreia do Norte de posicionar uma unidade de mísseis para ajudar a Rússia. Nessa madrugada, ataques no leste da Ucrânia a cidades e navios cargueiros deixaram seis mortos e mais de 20 feridos- Papa Leão XIV anuncia turnê pela América Latina, com visitas ao Uruguai, Argentina e Peru, entre 6 e 17 de novembro Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e LinkedIn Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com
Sérgio Martins e Joel Monteiro regressam no Chut'Aos Postes (Canal Balneário × Linha de Ensaio) para analisar a prestação de Portugal na Nations Cup: a derrota por dois pontos com os EUA marcada por expulsões, a vitória contundente frente ao Canadá e o jogo sofrido (mas vitorioso) com Tonga.Falam de disciplina, defesa, profundidade de plantel e dos próximos jogos em novembro (Samoa, Chile e Uruguai). Na segunda metade, o Joel resume o seu artigo sobre visibilidade: o que Espanha fez de diferente, o papel da televisão aberta e do YouTube, e as soluções práticas para o rugby português crescer de verdade.
A presença de Xavier Milei em evento bolsonarista, os insultos repetidos do presidente argentino a Lula e novos ataques de Washington ao presidente brasileiro mostram que o risco de ingerência estrangeira na eleição presidencial de 2026 é real. Thomás Zicman de Barros, analista político Esta é uma crônica de política internacional. Como tal, evito falar muito sobre política brasileira. Mas, às vezes, a política internacional invade a atualidade nacional. Falo de “invasão” aqui num sentido metafórico, mas não sem motivo: com a proximidade da eleição presidencial de 2026, aumenta a preocupação com possíveis ingerências estrangeiras na política nacional. Não se trata, por sinal, de uma paranoia exclusivamente brasileira: em diversas democracias, inclusive na Europa, são cada vez mais frequentes as acusações de interferências externas em eleições. Apesar de guardar inequívoca base militante, o bolsonarismo vive um momento de fraqueza no Brasil. Jair Bolsonaro está preso por tentativa de golpe de Estado, e impedido de se comunicar diretamente. Seu filho-candidato Flávio, que até poucos meses atrás aparecia à frente de Lula em certas pesquisas, entrou num inferno astral, envolvido em trapalhadas com Daniel Vorcaro e em conflitos político-familiares com a madrasta Michelle. Partidos de direita que prometiam compor sua coligação parecem preferir a neutralidade. Sem força suficiente no plano interno, o bolsonarismo parece depender cada vez mais de agentes externos para recuperar o fôlego. A presença de Javier Milei, presidente da Argentina, na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro foi interpretada por muitos como um sinal de que a internacional da extrema direita – ou, se preferirmos, uma internacional reacionária – poderá atuar no país. Milei seria, nessa leitura, um emissário de Donald Trump e de sua administração. Se ainda não há como demonstrar essa conexão direta entre a Casa Branca e a Casa Rosada, há poucos motivos para duvidar de que Washington passou a acompanhar as eleições brasileiras com atenção. Da cordialidade aparente ao apoio à oposição Até poucos meses atrás, Trump parecia cultivar uma relação cordial com Lula. Elogiou o presidente brasileiro na Assembleia Geral da ONU e voltou a fazê-lo em encontros posteriores, em Kuala Lumpur e em Washington. O tom da administração americana, contudo, parece ter mudado. O governo Trump não é um todo monolítico. O principal articulador de uma política de apoio a movimentos de extrema direita na América Latina parece ser o secretário de Estado, Marco Rubio, político ultraconservador da Flórida e filho de imigrantes cubanos anticastristas. Foi Rubio quem assinou declarações atacando Lula, responsabilizando-o pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e respaldando críticas ao Judiciário brasileiro. Soma-se a isso o temor de que Washington recorra a outros expedientes para influenciar a política nacional, como a disseminação de desinformação e o impulsionamento de conteúdos em plataformas digitais. Não por acaso, na semana passada o Itamaraty negou visto a agentes do Departamento de Estado americano, sob a suspeita de que viriam ao Brasil para lançar dúvidas sobre o processo eleitoral. Vale notar que, em diversas ocasiões, as declarações de Trump mais atrapalharam do que ajudaram seus aliados. No Canadá, por exemplo, a hostilidade do presidente americano – que chegou a defender a anexação do país vizinho – contribuiu para a permanência da esquerda no poder, ao associar a oposição conservadora a um adversário externo. Nos últimos meses, entretanto, Washington parece ter sido mais eficiente em suas ingerências. Na Argentina, o próprio Milei só não sofreu uma derrota expressiva nas eleições legislativas do fim do ano passado – sobre as quais escrevi aqui – graças a empréstimos bilionários e à promessa de novas linhas de crédito abertas pelos Estados Unidos. Mais recentemente, na Colômbia, o presidente-eleito Abelardo de la Espriella disparou nas pesquisas depois de receber manifestações públicas de simpatia de Trump. Some-se a isso a vitória, no tira-teima, da ultraconservadora Keiko Fujimori no Peru, a eleição de José Antonio Kast no Chile, e a tutela exercida sobre a Venezuela após o rapto de Nicolás Maduro em janeiro. Brasil: joia da coroa Nesse contexto, o Brasil parece, ao lado do pequeno Uruguai, constituir o último grande baluarte da esquerda – e, digo mais, da democracia – na América do Sul. E não se trata de um bastião qualquer. Sozinho, o Brasil representa mais da metade da população e da economia da região. Trata-se, sem dúvida, da mais cobiçada joia da coroa. Até agora, o saldo da ajuda de Trump ao clã Bolsonaro parece ser negativo. Ao se associarem ao tarifaço – comemorado por Eduardo Bolsonaro –, eles deram a Lula a deixa que precisava para defender a soberania nacional. Mas, num mundo marcado por acusações de ingerências estrangeiras em eleições, não se deve baixar a guarda.
Circularam nas redes sociais vídeos que mostram milhares de imigrantes chegando até a cidade espanhola de Ceuta, no norte da África, vindo a nado, em boias e em botes da guarda costeira espanhola, que foi acionada diante da multidão. Dez pessoas morreram na travessia. E ainda:- Trump afirma que o Conselho de Paz criado por ele chegou a um acordo para o desarmamento do Hamas e outros grupos armados de Gaza. O desarmamento faz parte de um plano elaborado por ele e prevê ser executado em fases, incluindo a remoção das Forças israelenses do território e a implementação da Força Internacional de Estabilização- Riade, na Arábia Saudita, foi sede de uma reunião com outros 43 países e a União Europeia para discutir uma coalizão de segurança para a navegação comercial- Subiu para 34 o número de mortos após o terremoto queatingiu o sul do. As buscas estão principalmente concentradas nos destroços do shopping que desabou pelo tremor- A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apresentouuma reclamação ao Comitê de Direitos Humanos da ONU para tentar reverter a condenação de 6 anos de prisão e que a impede de ocupar cargos públicos- Milei altera a Lei de Migrações da Argentina com o objetivo de expulsar ou proibir a entrada de estrangeiros que tenham proferido "mensagens de ódio" contra a Argentina ou os argentinos- Embaixador do Brasil em Assunção, no Paraguai, terá reuniãocom o vice-presidente paraguaio para elaborar uma nota sobre declaração feita pelo presidente Lula dizendo que o Paraguai invadiu o Brasil, Argentina e o Uruguai durante a chamada Guerra do Paraguai, em 1870 Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Duas lições muito importantes sobre vida corporativa (e pessoal) foram dadas nas entrelinhas pelo desempenho do Uruguai na Copa de 2026. E as duas foram apresentadas em um mesmo momento.FONTE QUE EMBASA O EPISÓDIO:BolaVip: Falha de comunicação ou sacrifício? Bielsa não sabia que Muslera teve febre antes do jogo contra a Espanha - https://br.bolavip.com/amp/copa-do-mundo/falha-de-comunicacao-ou-sacrificio-bielsa-nao-sabia-que-muslera-teve-febre-antes-do-jogo-contra-a-espanha
No trigésimo e último episódio do Rota América, Edson Jr. e Rafa Kawachi apertam os cintos pela última vez para encerrar a jornada pela Copa do Mundo de 2026.Depois de uma temporada inteira viajando por Estados Unidos, México, Canadá, cultura, futebol, história, polêmicas, comidas, cidades, estádios, mascotes e eliminações traumáticas, a dupla se despede do público e reflete sobre o que foi produzir uma edição maior, mais longa e mais trabalhosa do podcast.O episódio fala sobre as próximas possíveis paradas: a Copa do Mundo Feminina no Brasil, os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, a Copa do Mundo de 2030 em Espanha, Portugal, Marrocos, Argentina, Paraguai e Uruguai, os Jogos Olímpicos de Brisbane 2032, a Copa de 2034 na Arábia Saudita e até as especulações para 2036 e 2038.Também entram na conversa as dúvidas eternas: vai ter programa? Vai ser na rádio? Vai ter churros? Vai ser semanal? Vai ter tempo? Vai ter dinheiro? Vai ter Copa demais?Com humor, despedida, gratidão, planos absurdos, futuro incerto, saudade antecipada e muita vontade de continuar, o Rota América fecha sua temporada lembrando que a viagem acaba agora — mas a próxima rota já está no mapa.
Diretamente das terras uruguaias, Fabiana Bracco traz sua energia contagiante para o Wineverso Podcast. No episódio #307, conheça a história da BraccoBosca e como o Uruguai tem se destacado no cenário mundial com vinhos de personalidade única. Uma entrevista que celebra a coragem, o protagonismo feminino e a identidade do Tannat moderno.
Comissão aprova projeto que torna autônomo o crime de lesão corporal praticado por razão de gênero. Presidente da Câmara de Representantes do Uruguai visita Senado para conhecer uso de tecnologias no processo legislativo.
O trauma da Copa do Mundo de 1950 marca gerações de brasileiros. Mas é justamente daquela derrota histórica para o Uruguai que nasce uma das maiores promessas do futebol mundial. Ao ouvir pelo rádio o gol de Ghiggia e ver o pai profundamente abalado, o garoto Edson Arantes do Nascimento fez uma promessa: um dia conquistaria a Copa do Mundo para o pai.Neste episódio do Momento Peças Raras, revisitamos a emocionante transmissão da final da Copa de 1950 pela Rádio Nacional, com as narrações de Antonio Cordeiro e Jorge Curi, além da participação de César de Alencar na reportagem de campo. Uma viagem pela história do rádio esportivo que mostra como uma derrota pode inspirar uma das mais extraordinárias trajetórias do esporte. Afinal, as lágrimas de 1950 batizaram o surgimento do lendário Pelé.
Bem amigos do Pelada na Net, chegamos em definitivo para o programa 797! E hoje temos o Príncipe Vidane e Show do Vitinho se preparando pra encarar o Japão.E neste programa falamos sobre a última rodada da fase de grupos da Copa de 2026, que teve grande vitória do Brasil sobre a Escócia, Messi aumentando ainda mais seu recorde com ajuda do goleirão da Jordânia, Dembelé brilhando, Uruguai eliminado, Espanha e Portugal não convencendo, além de muito mais!#ANDANDOPORANDADORES #MUSLERA #ZIDANINHOCAPIXABAORIGINAIS DO FUT - www.originaisdofut.com, cupom PELADA10 com 10% OFF! Siga @originaisdofut_contato: podcast@peladananet.com.br acesse: peladananet.com.br e confira os links das nossas redes sociais (grupo de telegram, instagram, bluesky e twitter tanto do podcast quanto dos nossos participantes)Projetos paralelos:Dentro da Minha CabeçaReinaldo JaquelineFábrica de FilmesCia da LouçaLives: Twitch do Jovem nerdJovem Nerd Esporte Clube Spotify / YouTubeFinanciamento coletivo:Apoia.se / Patreon / Chave pix: podcast@peladananet.com.brColaboradores de Maio/2026!Obrigado a todos que colaboraram com ao menos R$10. Confira aqui a lista de nomes
Para ouvir essa história exclusiva do Reino INTEIRA e apoiar o podcast, entre para o Reino Mágico aqui:https://eraumavezumpodcast.com.br/clube104Nessa história super interessante, descubra como nasceu a Copa do Mundo, o maior torneio de futebol do planeta! Conheça a história de Jules Rimet, o homem que sonhou em reunir países de todo o mundo através do esporte, e embarque na emocionante jornada da primeira Copa, realizada no Uruguai em 1930. Dê o play e viaje pelas origens de uma das maiores celebrações esportivas da história!Ensinamentos para as crianças: perseverança, cooperação, respeito entre os povos, trabalho em equipe e realização de sonhos.Faixa etária recomendada: a partir de 6 anosAdaptada e narrada por: Carol Camanho
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, PVC, Casagrande, Juca Kfouri, Danilo Lavieri e Rodrigo Mattos analisam a eliminação do Uruguai com frango de Muslera e crise de Bielsa com os jogadores, o potencial da Espanha após a classificação, o favoritismo da França depois de golear os reservas da Noruega, além da preparação do Brasil para encarar o Japão no mata-mata
No Futebol no Mundo deste sábado (26), vamos analisar tudo sobre a Copa do Mundo, com goleada da França contra a Noruega, Uruguai x Espanha, com a celeste se despedindo da Copa e projetaremos o duelo entre Colômbia x Portugal. Chega com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
No Bate-Pronto de hoje, o destaque é a sequência de grandes jogos da Copa do Mundo. Portugal, liderado por Cristiano Ronaldo, e a Argentina de Messi entram em campo cercados de expectativa em busca de mais uma vitória e de atuações que reforcem o favoritismo ao título. O programa também repercute o vexame do Uruguai, eliminado de forma precoce após uma campanha muito abaixo das expectativas e cercada de polêmicas. Com muita informação, análise e opinião, a equipe debate os principais destaques do Mundial e projeta tudo o que promete agitar mais uma rodada da competição.
No Linha de Passe desta sexta-feira (26), nossos comentaristas analisaram a goleada da França contra a Noruega, o duelo entre Uruguai x Espanha e a preparação da Seleção Brasileira para o jogo decisivo contra o Japão. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
No Futebol no Mundo desta sexta-feira (25), teremos o aquecimento para o dia de jogaços na Copa do Mundo! Brasil enfrenta o Japão no mata-mata! Confiante, torcedor? Tudo do encontro entre Mbappé e Haaland em França x Noruega e o duelo entre Espanha e Uruguai, jogo que vale a vida dos uruguaios na competição. Vamos juntos, fã do esporte! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, José Trajano, Luiza Oliveira, Pedro Lopes, Danilo Lavieri e PVC debatem o retorno de Neymar contra a Escócia, quem será o substituto de Raphinha, além do Uruguai enrascado após empate contra Cabo Verde e a Espanha goleando com Lamine Yamal em campo
Venâncio Mondlane foi eleito presidente do ANAMOLA com maioria expressiva, reforçando o peso de um partido que quer afirmar-se como alternativa de poder num país marcado por tensões e mudanças. Cabo Verde continua a surpreender no Campeonato do Mundo, somando um segundo empate, desta vez frente ao Uruguai.
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No Linha de Passe deste domingo (22), nossos comentaristas analisaram tudo sobre a vitória da Espanha sobre a Arábia Saudita e o empate entre Uruguai e Cabo Verde. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Você sabia que a tradição cristã está intimamente ligada ao uniforme da Seleção Brasileira? Em 1950, o Brasil enfrentou um dos maiores traumas de sua história esportiva: o Maracanazo. A derrota para o Uruguai em casa fez com que a tradicional camisa branca fosse vista como "amaldiçoada", forçando uma nação apaixonada pelo futebol a se reinventar. Neste programa, a Brasil Paralelo investiga a fundo a fascinante história por trás das cores que vestem os nossos jogadores. Desde o concurso do Correio da Manhã que deu origem à icônica camisa amarela "Canarinho" desenhada por Aldyr Garcia Schlee, até o momento de desespero logístico na Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Descubra como um impasse com a FIFA levou o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, a tomar uma decisão de emergência inspirada pelo manto de Nossa Senhora Aparecida. Conheça a jornada de improviso, fé e superação que transformou uma camisa azul comprada às pressas em Estocolmo no símbolo do primeiro título mundial do Brasil, eternizado por lendas como Pelé, Garrincha e Bellini.
Neste episódio do Conversa Paralela, Lara Brenner e Arthur Morisson recebem a educadora Ivana Jauregui para um debate profundo e prático sobre os maiores desafios da maternidade, da paternidade e do desenvolvimento infantil. Ivana compartilha sua trajetória pessoal — desde sua criação no ambiente escolar no Uruguai até sua experiência limite como mãe na Bahia —, revelando como a transição de uma postura permissiva para a reconquista de uma autoridade autêntica transformou o comportamento de seu filho mais velho em apenas uma semana. A conversa aborda temas fundamentais da psicologia familiar, como a distinção crucial entre os conceitos de "criar" e "educar", e define a verdadeira autoridade como um estado de alinhamento interno entre o pensar, o falar e o fazer dos pais. A educadora desconstrói os mitos que cercam os chamados "terríveis dois anos" e as crises da adolescência, demonstrando que ambas as fases compartilham a mesma necessidade biológica e psicológica: a afirmação da individualidade do indivíduo perante o mundo.
A nossa viagem pelas Histórias da Copa do Mundo continua! No segundo episódio desta série especial, o Anderson Couto nos transporta para a efervescência da primeiríssima final de Copa do Mundo, em 1930, na cidade de Montevidéu. Imagine o cenário: Uruguai e Argentina, os gigantes do Rio da Prata, prontos para o duelo no recém-construído Estádio Centenário. A rivalidade era tão intensa que torcedores cruzavam o rio de balsa carregando revólveres, e o árbitro belga John Langenus exigiu um seguro de vida e um navio pronto para sua fuga! Mas a verdadeira crise não veio das arquibancadas, e sim de um detalhe inusitado: a bola do jogo! Não perca este episódio eletrizante que revela como um simples objeto pode se tornar o centro de uma das maiores rivalidades do futebol e influenciar o destino de uma Copa do Mundo! Artes do episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #2 – A Bola da Discórdia na Final de 1930. Locução Anderson Couto. [S.l.] Portal Deviante, 19/06/2026 Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67249&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Anderson Couto Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
⏱️ Capítulos do vídeo00:00 4 anos de Governo Lula00:13 Sua opinião: melhorou, piorou ou tá igual?00:34 Déficit Primário: o dia a dia do governo01:43 Déficit Nominal: a conta completa02:37 Dívida Pública/PIB: BC x FMI05:31 O Brasil x América do Sul na dívida06:27 Carga Tributária recorde (32% do PIB)07:07 Os novos impostos: um a cada 37 dias07:33 Reforma Tributária e o maior IVA do mundo08:11 O retorno que não vem: ranking IRBES09:22 Brasil x Uruguai x Argentina no retorno10:06 O brasileiro é feito de otário 10:49 Raio-X Global: paz, propriedade e corrupção14:30 Conclusão: o problema estrutural do Brasil16:30 RC Wealth e RC Club: como proteger seu patrimônio
A nossa viagem pelas Histórias da Copa do Mundo continua! No segundo episódio desta série especial, o Anderson Couto nos transporta para a efervescência da primeiríssima final de Copa do Mundo, em 1930, na cidade de Montevidéu. Imagine o cenário: Uruguai e Argentina, os gigantes do Rio da Prata, prontos para o duelo no recém-construído Estádio Centenário. A rivalidade era tão intensa que torcedores cruzavam o rio de balsa carregando revólveres, e o árbitro belga John Langenus exigiu um seguro de vida e um navio pronto para sua fuga! Mas a verdadeira crise não veio das arquibancadas, e sim de um detalhe inusitado: a bola do jogo! Não perca este episódio eletrizante que revela como um simples objeto pode se tornar o centro de uma das maiores rivalidades do futebol e influenciar o destino de uma Copa do Mundo! Artes do episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #2 – A Bola da Discórdia na Final de 1930. Locução Anderson Couto. [S.l.] Portal Deviante, 19/06/2026 Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67249&preview=true Expediente Produção Geral, Artes e Edição: C. A. Host: Anderson Couto Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Preparem suas camisas e bandeiras, fronteiriços e fronteiriças! O clima da Copa do Mundo de 2026 já está no ar, e o Giro Histórico não poderia ficar de fora dessa festa. Lançamos hoje o primeiro episódio de uma série especial que vai nos levar em uma viagem fascinante pelas Histórias da Copa do Mundo ao longo do tempo. Neste episódio de estreia, apresentado por Willian Spengler, mergulhamos nas origens daquele que se tornaria o maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo de 1930, realizada no Uruguai. Prepare-se para descobrir por que essa edição foi tão única e cheia de peculiaridades que jamais se repetiram! Descubra os desafios logísticos e financeiros, a persistência de Rimet e a decisão de apenas quatro países europeus (Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia) de se juntarem às sete nações sul-americanas e duas norte-americanas para fazer história. Uma verdadeira odisseia que moldou o futuro do futebol mundial. Não perca este pontapé inicial da nossa série especial e venha desvendar os bastidores da primeira Copa do Mundo, um evento que, apesar de suas particularidades, lançou as bases para a paixão global que conhecemos hoje! Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #1 – Como tudo começou (Uruguai 1930). Locução William Spangler. [S.l.] Portal Deviante, 17/06/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67240&preview=true Expediente Produção Geral, Edição e Artes: C. A. Host: Willian Spengler Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Preparem suas camisas e bandeiras, fronteiriços e fronteiriças! O clima da Copa do Mundo de 2026 já está no ar, e o Giro Histórico não poderia ficar de fora dessa festa. Lançamos hoje o primeiro episódio de uma série especial que vai nos levar em uma viagem fascinante pelas Histórias da Copa do Mundo ao longo do tempo. Neste episódio de estreia, apresentado por Willian Spengler, mergulhamos nas origens daquele que se tornaria o maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo de 1930, realizada no Uruguai. Prepare-se para descobrir por que essa edição foi tão única e cheia de peculiaridades que jamais se repetiram! Descubra os desafios logísticos e financeiros, a persistência de Rimet e a decisão de apenas quatro países europeus (Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia) de se juntarem às sete nações sul-americanas e duas norte-americanas para fazer história. Uma verdadeira odisseia que moldou o futuro do futebol mundial. Não perca este pontapé inicial da nossa série especial e venha desvendar os bastidores da primeira Copa do Mundo, um evento que, apesar de suas particularidades, lançou as bases para a paixão global que conhecemos hoje! Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Se você é apaixonado por história e quer nos ajudar a continuar produzindo conteúdo de qualidade, apoie o Fronteiras no Tempo: Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais: Facebook, Youtube, Instagram Contato: fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico – Especial Histórias da Copa do Mundo #1 – Como tudo começou (Uruguai 1930). Locução William Spangler. [S.l.] Portal Deviante, 17/06/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=67240&preview=true Expediente Produção Geral, Edição e Artes: C. A. Host: Willian Spengler Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda-feira (15), nossos comentaristas repercutiram o dia de jogos da Copa do Mundo, com direito a empates da Espanha com Cabo Verde, do Uruguai com a Arábia Saudita e da Bélgica com o Egito. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
No Futebol No Mundo desta segunda-feira (15) vamos trazer tudo sobre as estreias de Espanha e Uruguai na Copa do Mundo, o 7x1 (quem nunca?
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (15/06/2026): O armazenamento de energia por meio de baterias entrou no radar dos investidores. A expectativa é de que esse tipo de projeto atraia investimentos de mais de R$ 57 bilhões nos próximos dez anos, segundo levantamento da consultoria Deloitte, abrindo uma nova fronteira de crescimento no setor elétrico brasileiro. As baterias são vistas como solução para um dos principais problemas hoje do setor: o excesso de geração solar e eólica em determinados horários e a falta de energia em outros. As baterias podem armazenar essa energia excedente e liberá-la quando a demanda aumenta, criando valor para todo o sistema. De olho no potencial de negócios, o governo aprovou na semana passada a regulamentação dos sistemas de armazenamento e já existe a previsão de um primeiro leilão de baterias no País no fim do ano. Política: Nunes Marques trava processo contra deputados do Centrão há mais de 1 ano Internacional: Trump faz 80 anos com show de UFC e acordo de paz com Irã sobre a mesa Metrópole: Planos vão ter de cobrir implante contraceptivo para adolescentes Cultura: Avenida Paulista vai ganhar novo espaço cultura Esportes: Seleção pode mudar; Neymar ainda é dúvidaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No Braincast 637, Carlos Merigo, Luiz Hygino, Marko Mello e Pedro de Luna fazem a verdadeira Copa da Copa do Mundo 2026: uma simulação completa do Mundial, jogo a jogo, da fase de grupos até a grande final. Com a ajuda do simulador do GE, a mesa passa por México x África do Sul, Brasil x Marrocos, Haiti x Escócia, Alemanha x Curaçao, Espanha x Cabo Verde, França x Senegal, Argentina, Portugal, Inglaterra, Uruguai, Japão, Paraguai, Irã, Egito e todas as outras seleções que fazem da Copa esse caos maravilhoso. O episódio tem palpites ousados, placares improváveis, zebras emocionais, dados absurdamente específicos, homenagem ao finado OEA, discussão sobre o novo formato com 48 seleções, críticas às novas regras da FIFA e uma previsão final que pode envelhecer muito mal... Afinal, numa Copa com dezesseis avas, cooling break, terceiro colocado se classificando e Curaçao fazendo gol na Alemanha, tá liberado acreditar? 08:39 PAUTA -- ✳️ TORNE-SE MEMBRO DO B9 E GANHE BENEFÍCIOS: Braincast secreto; grupo de assinantes no Telegram; e episódios sem anúncios!
Os artistas conquistaram o júri da competição que reuniu trabalhos de 66 países, como Brasil, Moçambique, Dinamarca, Canadá, Chile e Austrália Fábia Belém, correspondente da RFI em Lisboa A sardinha está para os Santos Populares em Portugal assim como o milho para as festas juninas no Brasil. E, neste ano, há dois talentos luso-brasileiros ajudando a dar cara nova ao peixe: o carioca Eduardo Ferrão e Letícia Amaral de Araújo, natural de Belo Horizonte. Eles são dois dos cinco vencedores da 16ª edição do “Concurso Sardinhas” de Lisboa, que neste ano recebeu 3.128 desenhos, enviados por 1.762 autores de 66 países. O resultado surpreendeu Letícia e Eduardo. “Quando chegou o e-mail [com o resultado], eu até tive que conferir algumas vezes. Eu não sabia se era golpe ou coisa do tipo, né? Para ver se era sério mesmo. E eu fiquei super satisfeito, porque é um concurso que acho muito bonito”, conta o designer gráfico. A notícia, que chegou por meio de uma ligação telefônica, foi recebida por Letícia com surpresa e felicidade. Ela também explica que, por retratar na sardinha uma cena tipicamente portuguesa, havia o receio de cometer algum equívoco. No entanto, a aprovação do júri português afastou qualquer dúvida. “Achei que [o resultado] validou a minha ideia”, afirma a designer. O concurso foi criado em 2011 pela EGEAC, empresa pública que promove ações culturais em Lisboa. O objetivo dos organizadores é estimular a participação e a criação artística, desafiando amadores e profissionais das artes a criar novas roupagens para a sardinha. As propostas vencedoras são utilizadas como imagem da campanha visual das tradicionais festas dos santos populares, equivalentes às festas juninas no Brasil. 'Bolo de arroz' Para participar da competição, Eduardo Ferrão se inspirou no projeto “O Último Bolo de Arroz de Lisboa”, lançado por uma associação de moradores que busca proteger, valorizar e dar visibilidade a cafés e pastelarias que fazem parte da história dos bairros. Chamou a atenção do designer gráfico a notícia de que muitos desses estabelecimentos tradicionais estão fechando as portas devido ao aumento do preço dos aluguéis e das matérias-primas, além de estarem sendo substituídos por comércios voltados a turistas e moradores estrangeiros com alto poder aquisitivo. Quando leu sobre o assunto, ele não teve dúvidas. “Foi como uma revelação, sabe? E aí a ideia estava ali”, relembra. A “Bolo de Arroz”, assinada pelo luso-brasileiro, molda o famoso doce português no formato de sardinha. A ilustração destaca a textura fofa da massa, a icônica crosta de açúcar no topo e a base envolta na clássica cinta de papel vegetal. “Fico realmente esperando que [a minha ilustração] abra o apetite das pessoas, sabe? Assim que passarem por uma pastelaria, peçam um bolo de arroz”, pede o carioca, que espera que sua criação também possa ajudar a manter o bolo de arroz e sua receita tradicional nas pastelarias portuguesas. “O Telefone das Coscusvilheiras” Na sardinha, a que deu o nome de "O Telefone das Coscuvilheiras”, Letícia Amaral de Araújo recorreu ao bom humor ao fazer uma leitura de uma cena cotidiana: a coscuvilhice de quem fica à janela ou na sacada dos apartamentos a fofocar e até a monitorar a vida alheia. “Este exagero visual não busca realismo, mas sim evidenciar um comportamento social reconhecível: o prazer na conversa e na construção coletiva de histórias”, destaca a EGEAC na descrição oficial do projeto. A ilustração da mineira destaca duas varandas tradicionais com uma senhora em cada lado a estender roupa na espinha dorsal da sardinha, que ganha nova vida como um varal e um "telefone de lata” ao mesmo tempo. Uma cena que resgata os conhecidos telefones de copinho ou de barbante das brincadeiras infantis. “E essas duas senhoras estão a se comunicar por meio de um telefone de lata, que eu fiz essa analogia com o varal”, explica Letícia. Sardinhas de Lisboa Além das sardinhas “Bolo de Arroz” e “O Telefone das Coscuvilheiras”, também conquistaram o júri da competição as ilustrações portuguesas “Sardinha Guitarrista” e “Patrimônio Fragmentado” e a “Tomatazo”, do Uruguai. O autor de cada uma delas ganhou um prêmio em dinheiro no valor de 1.500 euros (quase R$ 9 mil na cotação atual). A maior recompensa para os vencedores, contudo, é ter as sardinhas exibidas nos ônibus e no metrô da capital, nos painéis publicitários e nas decorações dos arraiais. Eduardo Ferrão, que vive na cidade do Rio de Janeiro, pensa até em ir a Lisboa para não perder a festa. “Eu ainda estou considerando isso, se pego semana que vem um voo. Enfim, vamos ver. É um evento muito relevante para a cidade, e eu gostaria muito de fazer parte desse momento”, confessa. Letícia, que mora há seis anos em Lisboa, já teve a chance de ver o resultado de seu trabalho e testemunhar a reação das pessoas. “Foi muito interessante. Eu fiquei mais como espectadora, vendo as pessoas com a sardinha na mão, conversando nesse contexto popular das festas, e senti uma sensação de orgulho”, disse. Ícone pop O Concurso Sardinha celebra um dos mais populares símbolos da identidade do país. Alimento básico das comunidades pesqueiras e de quem vivia e trabalhava no campo, a sardinha se tornou uma das marcas da capital portuguesa, uma espécie de ícone pop, estampada em roupas, acessórios e peças de decoração. E é no pico do verão deste lado do atlântico, que ela chega ao ponto para ser consumida. O preparo é nas grelhas ao ar livre às portas das casas e tascas. Para a designer mineira Letícia, que assim como Eduardo, gosta de sardinha, a partir de agora, a iguaria vai ter “esse gostinho especial, essa memória afetiva que vai ficar pra sempre”.
Roberta Martinelli conversa com Jorge Drexler sobre o novo trabalho, Uruguai, musica e luto.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Uma cerveja cor-de-rosa que parava o bar inteiro em 2015. Neste episódio, Fabio Koerich, o Fabito, conta a história completa da Daenerys, a Catarina Sour com pitaia e maracujá da Armada Cervejeira, e detalha a receita do início ao fim, incluindo o processo que levou a cerveja ao BJCP.Neste episódio, Henrique Boaventura conversa com Fabio Koerich, cofundador da Armada Cervejeira (São José/SC), sobre a anatomia completa da Daenerys, a Catarina Sour de pitaia e maracujá que ganhou medalhas em Copa Poa e no Uruguai, e entrou como exemplo de estilo no BJCP.O que você vai aprender:Como nasceu a Catarina Sour como estilo e por que "Berliner Weiss com fruta" não funcionava para ninguémPor que a Armada não usa lúpulo na fervura e como o extrato isomerizado (ExaHop/TetraHop) resolve o problema de espumaO processo completo de Kettle Sour com Lactobacillus plantarum: pré-acidificação, temperatura e controle de contaminaçãoComo as frutas entram na receita: proporções exatas, processamento e momento certo de adiçãoAs dicas de Fabito para ganhar medalha com Kettle Sour em concursosCom Fabio Koerich, cofundador da Armada Cervejeira, cervejeiro caseiro desde 2008, juiz BJCP e um dos pioneiros da Catarina Sour no Brasil.
Enio Augusto e Marcos Buosi trazem as notícias do mundo da corrida com os comentários, informações, opiniões e análises mais pertinentes, peculiares e inesperadas no Redação PFC. Escute, informe-se e divirta-se.SEJA MEMBRO DO CANAL!!!
As grandes voltas moldam os novos heróis do ciclismo. E essa semana mostra bem isso. Enquanto na Gran Partenza do Giro d'Italia, na Bulgária, o francês Paul Magnier (Soudal) venceu duas etapas e se alinhou com as expectativas sobre ele, na Espanha, Paula Blasi (UAE) também inscreveu seu nome no rol das novas estrelas com uma vitória espetacular na Vuelta Feminina. E ainda tem espaço para um país apaixonado pelo ciclismo viver seu esplendor no esporte. SIM! Guillermo Thomas Silva venceu uma etapa e chega ao 1º descanso do Giro com a maglia rosa. É o Uruguai colhendo frutos de anos de história. Aqui no Brasil tivemos a Volta de São Paulo e o Desafio das Américas. Dois eventos importantíssimos para o nosso ciclismo. Os gringos levaram a melhor, mas temos muitos pontos importantes para celebrar. Chegue conosco no Gregario Radio recheado de grandes temas. Sua participação é essencial nessa resenha. O RADIO é um oferecimento de Fabio.naEstrada. Os melhores destinos para viver o ciclismo, com a melhor companhia. Conheça a programação para 2027 e planeje-se para viver o melhor do esporte.
Roberta Martinelli conversa com Jorge Drexler sobre o novo trabalho, Uruguai, musica e luto.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (06/05/2026): Pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com 25 mil crianças de cinco anos de idade em nove países, incluindo o Brasil, apontou desenvolvimento prejudicado pela exposição diária a dispositivos digitais. A avaliação mediu vocabulário, resolução de pequenos problemas matemáticos e habilidades socioemocionais. No Brasil, o trabalho envolveu crianças de São Paulo, Ceará e Pará. Elas tiveram desempenho semelhante à média dos outros países em literacia (interesse por livros, vocabulário, capacidade de compreender e produzir narrativas, reconhecimento de letras e palavras). Já em noções de Matemática, o resultado ficou abaixo da média. Metrópole: Governo federal aumenta classificação indicativa do YouTube para 16 anos Internacional: Após trocas de acusações, EUA e Irã reivindicam controle sobre Ormuz Economia: Fertilizantes, petróleo e El Niño devem inflacionar a comida Política: Chapa ao Senado terá Eduardo Bolsonaro como suplente em SP Cultura: Cine Copan terá reforma para voltar a ser cinemaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Por trás de aclamadas personalidades há um lado obscuro que ninguém está olhando. Neste programa documental e cheio de mistérios, abordaremos a face oculta das principais personalidades e instituições. Nesta edição: Pepe Mujica. __________ A história de José Alberto "Pepe" Mujica Cordano é comumente narrada sob a ótica de sua simplicidade e desapego material. Conhecido internacionalmente como "o presidente mais pobre do mundo", Mujica construiu uma imagem carismática que o transformou em um símbolo global da esquerda. No entanto, sua trajetória política e pessoal abriga eventos e contradições que vão muito além de seu famoso Fusca azul e da chácara modesta em Montevidéu. Falecido em maio de 2025, aos 89 anos, o ex-presidente uruguaio deixou um legado histórico complexo. Na década de 1960, influenciado pelo clima político latino-americano, Mujica tornou-se um dos líderes do Movimento de Libertação Nacional - Tupamaros, um grupo guerrilheiro de orientação marxista. Embora inicialmente tivessem simpatia de parte da população, os Tupamaros adotaram táticas de guerrilha urbana que incluíam assaltos armados, sequestros e atentados. Episódios trágicos marcaram essa época, como o assassinato do trabalhador rural Pascasio Báez e explosões em locais públicos que vitimaram civis inocentes. Capturado pelas autoridades, Mujica passou mais de uma década encarcerado até ser anistiado em 1985, após a redemocratização do Uruguai.
Em meio ao imbróglio com o zagueiro equatoriano, São Paulo supera vento, vence o Boston River e estreia com três pontos na Sul-Americana. Fora de campo, o Conselho Deliberativo aprovou a renovação com a New Balance e inicia a votação para possíveis expulsões de Douglas Schwartzmann e Mara Casares por exploração clandestina de camarotes do Morumbis. Dá o play!
Na grande monumento belga, Tadej Pogacar e Demi Vollering foram os campeões. A Volta de Flandres viu belas provas tanto no masculino quanto no feminino, com a presença de nomes galácticos e vencedores cruzando a linha solitários.As clássicas belgas e a sequência no próximo fim de semana com a Paris-Roubaix é a pauta da semana, mas o RADIO fala de tudo que rolou na semana, com a Volta do Uruguai, DDV e muito mais...Ah, essa semana tem Bravinho, hein?Chegue junto no encontro semanal com a resenha de tudo que foi notícia no ciclismo.O RADIO é oferecido por Fabio.naEstrada. Conheça o programa que leva os brasileiros para os melhores destinos do esporte.