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Esportes
Clubes europeus movimentam bilhões na janela de transferência para nova temporada

Esportes

Play Episode Listen Later Aug 16, 2026 8:19


A temporada 2026-2027 do futebol europeu começou oficialmente esta semana com a decisão da Supercopa da UEFA, vencida pelo Paris Saint-Germain contra o Aston Villa. Mas o mercado da bola já está agitado desde junho, com a movimentação dos clubes buscando novos reforços e contratações milionárias que atingem valores cada vez mais altos. Renan Tolentino, da RFI Uma das transferências mais caras e mais badaladas até o momento é a do atacante Yan Diomandé, que disputou a Copa do Mundo pela Costa do Marfim. O jogador de 19 anos, que estava no RB Leipzig, da Alemanha, fechou com o Real Madrid por 7 temporadas, até 2033. Em entrevista ao canal oficial do clube, ele celebrou a oportunidade e contou por que escolheu o time merengue, que tinha a concorrência do PSG pelo atleta. “Por quê? É simples, porque é o melhor clube do mundo. E quando o Real Madrid te chama, você não pode dizer não. Simples assim”. “Estou orgulhoso e feliz por poder atuar pelo Real, porque esse era meu sonho. Quando eu era criança, queria jogar pelos principais clubes do mundo. Então, sou muito grato por estar aqui. Estou contente e orgulhoso, e quero que minha família esteja orgulhosa de mim também, assim como todos os torcedores”, completou Diomandé. Mais caro da história madrilenha O valor de sua compra é o que chama atenção. Para vencer a concorrência do PSG, o clube espanhol desembolsou € 125 milhões fixos (cerca de R$ 736 milhões), podendo chegar a € 140 milhões (R$ 823,5 milhões). Dessa forma, Diomandé se tornou a contratação mais cara já feita pelo time espanhol e também o jogador africano mais valioso da história. “Este é o maior clube do mundo. Todo mundo quer jogar aqui. Por isso, estou muito honrado de vestir essa camisa e quero compartilhar essa alegria com todos, contribuindo para o sucesso do clube (...) É sempre bom ter grandes jogadores ao seu lado. Aprendo com eles. Eu os assistia pela televisão e hoje dividimos o mesmo vestiário. Isso é incrível”, conclui o jovem marfinense. Diomandé não é o único reforço do Real Madrid para esse ano. Durante a Copa do Mundo, o clube espanhol investiu forte, mais de R$ 1,3 bilhão em contratações, após passar a última temporada sem conquistar nenhum título. Os merengues pagaram R$ 323 milhões pelo lateral Cucurella, ex-Chelsea e campeão da Copa do Mundo com a Espanha. Também chegaram o meia português Bernardo Silva e o zagueiro francês Konaté, que estavam livres no mercado e vieram sem custo algum. Além disso, o Real renovou contrato com Vinicius Jr. até 2032. Barcelona aposta em brasileira O rival Barcelona, por sua vez, trouxe o atacante inglês Anthony Gordon, ex-Everton, por € 80 milhões (equivalente a R$ 480 milhões), e negocia com o Manchester City para ter o meia Rodri, campeão mundial com a Espanha. Para reforçar a equipe feminina, o clube catalão fechou com a brasileira Kerolin Nicoli até 2030, ex-City, pelo valor de € 1,2 milhão (R$ 7 milhões). Por essa quantia, a atacante titular da Seleção se tornou a jogadora brasileira mais cara da história. Durante sua apresentação no clube espanhol, ela disse estar vivendo um sonho. “A primeira vez que me disseram que o Barcelona me queria, eu não conseguia acreditar, entre outras coisas porque eu tinha contrato com o City. Mas, quando vi que isso poderia se concretizar, fiquei muito emocionada e disse para seguir em frente, pois é uma oportunidade que não se pode deixar escapar. Acontece uma vez na vida. Então eu disse para mim mesma: por que não jogar no melhor time do mundo. Meu sonho se torna realidade, estou muito feliz”, afirmou. PSG busca herói do título espanhol Atual bicampeão da Liga dos Campeões, o Paris Saint-Germain manteve a base vencedora, fazendo contratações pontuais. A mais recente delas é a do atacante Ferran Torres, autor do gol do título da Espanha na Copa do Mundo. O clube pagou o equivalente a R$ 300 milhões para tirá-lo do Barcelona. Antes dele, foram anunciados os franceses Akliouche, meia ex-Monaco, e Lucas Digne, lateral que estava no Aston Villa. Dez anos depois de sua primeira passagem, Digne retorna ao PSG aos 33 anos para mais três temporadas. "Estou voltando diferente, como homem e também como jogador. Tenho mais maturidade e experiência agora. Quero trazer essa experiência para a equipe e conquistar muitos títulos. Este clube foi construído para vencer, faz parte do seu DNA. Além disso, este grupo de jogadores é extremamente ambicioso, demonstra isso ano após ano, e é por isso que todos querem vir jogar em Paris", pondera Digne. Bruno Guimarães com “fome de vitória” Entre os jogadores brasileiros, a contratação do meia Bruno Guimarães pelo Arsenal, da Inglaterra, é uma das mais promissoras até o momento. O volante de 28 anos estava no New Castle e foi apresentado pelos Gunners esta semana. O técnico do clube londrino, Mikel Arteta, afirma que o brasileiro chega com “fome de vitória”. "Estou muito feliz por tê-lo conosco. Percebemos com muita clareza a fome de vitória dele, o desejo de vir para cá e escrever uma grande história no clube. Notamos isso pela energia que ele trouxe imediatamente para os treinamentos. É essa a ambição de que precisamos", avalia Arteta. “Queremos chegar ao próximo nível e estamos muito, muito convencidos de que precisaremos de jogadores com essa personalidade, que impulsionam todos a alcançarem patamares ainda mais altos (...) Acho que ele já provou que é um guerreiro. Portanto, sabemos o que ele vai trazer para o clube”, conclui o treinador dos Gunners. Uma das promessas do Brasil, o zagueiro Otávio, de 20 anos, também está de casa nova. Na temporada passada, ele defendeu o Estrela Amadora, de Portugal, e acaba de se transferir para o Eintracht Frankfurt, da Alemanha. Um grande passo na sua trajetória, segundo afirmou em entrevista à página oficial do clube. “É um passo muito importante na minha carreira, estou muito feliz por estar aqui. Desde pequeno, meu sonho sempre foi chegar a clubes maiores, e o Frankfurt é um clube enorme. Estou muito feliz. A nível pessoal, eu sei que vou ajudar bastante a equipe, vim aqui para isso. Quando o treinador precisar de mim, estarei pronto, então vou dar tudo de mim”. “Sou um jogador muito forte nos duelos individuais, agressivo nos duelos aéreos e no chão, com boa qualidade de passe”, resume Otávio. Com data de encerramento em 1° de setembro, a janela de transferência atual já movimentou mais de € 6 bilhões (R$ 34,5 bilhões), segundo o site Transfermarket, especializado no assunto. O valor recorde é justamente da temporada passada, quando os clubes gastaram ao todo mais R$ 53 bilhões em contratações.

Pardubice
Zprávy pro Pardubický kraj: Co kdyby Československo nepřijalo Mnichovskou dohodu? Ve fiktivní bitvě to ukazuje akce Cihelna

Pardubice

Play Episode Listen Later Aug 15, 2026 3:22


Součástí programu jsou i statické ukázky. Hlavní je prezentace techniky a výzbroje historických vojsk, současné armády, složek integrovaného záchranného systému nebo také celní správy.

Plus
Názory a argumenty: Ivan Štern: Kam se hrabe hybridní válka na uprchlíky

Plus

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 4:02


Současné „jdi ode mě, pojď sem“ v migrační politice většiny států Evropské unie, kombinované záchvaty politické paniky, jak ji předvedly v souvislosti se španělskou Ceutou především dvě evropské železné dámy v čele svých vlád, Giorgia Meloniová a Mette Fredericsen, napovídá, že téma migrace sotva kdy najde společné a spolehlivé řešení tak, aby se na něm členské státy podílely rovným dílem.

Názory a argumenty
Ivan Štern: Kam se hrabe hybridní válka na uprchlíky

Názory a argumenty

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 4:02


Současné „jdi ode mě, pojď sem“ v migrační politice většiny států Evropské unie, kombinované záchvaty politické paniky, jak ji předvedly v souvislosti se španělskou Ceutou především dvě evropské železné dámy v čele svých vlád, Giorgia Meloniová a Mette Fredericsen, napovídá, že téma migrace sotva kdy najde společné a spolehlivé řešení tak, aby se na něm členské státy podílely rovným dílem.Všechny díly podcastu Názory a argumenty můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Palavra Amiga do Bispo Macedo
Assim diz o Alto e o Sublime, que habita na Eternidade, e cujo Nome é Santo... - Meditação Matinal 11/08/26

Palavra Amiga do Bispo Macedo

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 19:43


“Num Alto e Santo Lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.” Isaías 57:15“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve.” Mateus 11:28-30

Čestmír Strakatý
Václav Vydra. Zvířata, smrt a vlastní svoboda i odpovědnost, svět bez historické paměti, zbraně i herectví jako poslání

Čestmír Strakatý

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 30:51


CELÝ ROZHOVOR V DÉLCE 70 MIN. JEN NA ⁠HTTPS://HEROHERO.CO/CESTMIR⁠⁠⁠⁠ A ⁠HTTPS://FORENDORS.CZ/CESTMIR „Když člověk se zvířaty žije víc, připravuje ho to i na vlastní smrt. A pochopí, že to prostě jinak neskončí,“ říká herec Václav Vydra. Jen několik dní před rozhovorem mu zemřel kůň, kterého měl 24 let. Se ztrátami zvířat se během života potkal mnohokrát a přemýšlení o jejich smrti podle něj mění i vztah člověka k vlastnímu konci: „Jak hezké je žít, tak by mohlo být hezké rychle odejít. Prostě spadne opona.“ Sám ale chce hrát tak dlouho, jak to půjde. „Když se ten motor vypne, tak vlastně ten člověk začne chřadnout,“ dodává k tomu, že herectví vnímá jako poslání, které se má „dotáhnout až do konce“. Vydra se věnuje také rekonstrukcím historických bitev a právě při nich si podle něj člověk může uvědomit, čím lidstvo už jednou prošlo. „Člověk by si tohle měl uvědomovat a ono se to furt opakuje,“ vysvětluje. Současný svět se mu proto nepozoruje lehce a nemá radost z toho, jakým směrem se vyvíjí. Mluví také o svobodě, osobní odpovědnosti a zbraních, se kterými v 90. letech několik let podnikal a ve sportovní střelbě se dostal až na mistrovství Evropy. Zákaz zbraní považuje za nesmysl, zároveň připouští potřebu regulace a přehledu o tom, kdo je vlastní. Větší problém vidí ve snaze vytvořit společnost, ve které má stát člověka ochránit před každým rizikem. „Nikdo nemůže nikomu zaručit bezpečnost. Uklouznu doma ve vaně, praštím se do hlavy a umřu,“ komentuje herec. Podle Vydry se lidé příliš naučili, že se o ně někdo postará, ale každý by se podle něj měl postarat hlavně sám o sebe. Podobně kriticky mluví i o populismu a rozhodování podle toho, co si právě přeje většina. V herectví dnes Vydra podle svých slov žádné velké nesplněné ambice nemá. Práce má dost a současná role v seriálu Polabí ho baví. Jednu věc ale stále odmítá: konkurzy. „Nenávidím je,“ říká o nich a dodává, že po více než padesáti letech hraní už nechce před režisérem číst několik replik z papíru, aby dokazoval, co umí. Přitom otevřeně mluví o vlastním sebevědomí: „Já nemám úplně nízké sebevědomí,“ přiznává. Zároveň dodává, že na začátku kariéry o něj podle svých slov velmi snadno přišel, když ho jedna z prvních zkušeností v Městských divadlech pražských výrazně srazila. A vrací se i ke Kameňáku, jednomu z nejúspěšnějších a zároveň nejkritizovanějších filmů své kariéry. Když poprvé četl scénář, nevěřil, že ho mají skutečně natáčet. Kritické odsudky ale příliš neřeší. „Lidé jsou různí,“ tvrdí. V rozhovoru dojde i na jednu z největších kontroverzí spojených s jeho péčí o koně, kdy byl Vydra kritizován za způsob, jakým upravuje jejich kopyta. Připouští, že se v něm sám postupně zdokonaloval, ale dál věří, že princip, který prosazuje, je správný. Ještě jednoznačnější je v debatě o hranicích humoru. „Vtip, když je korektní, tak není vtip,“ dodává herec k tomu, že odmítá cenzuru i autocenzuru humoru. Proč má Václav Vydra obavu ze společnosti, která se snaží člověka ochránit před každým rizikem? Co ho život se zvířaty naučil o smrti a proč podle něj lidstvo stále opakuje stejné chyby? Proč po více než padesáti letech odmítá chodit na konkurzy a kde podle něj končí hranice humoru? I o tom je rozhovor s Václavem Vydrou.

Actriz sem cheta
EP14- Eclipse, Odisseia e Gustavo

Actriz sem cheta

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 32:34


Sou capaz de morder a língua e ficar fascinada com o eclipse e eu sou humilde para admitir (caso aconteça).

Homilias - IVE
”As tempestades na alma”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Aug 9, 2026 9:32


Homilia Padre Jonas Magno, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 14,22-33Depois da multiplicação dos pães,Jesus mandou que os discípulos entrassem na barcae seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,enquanto ele despediria as multidões.Depois de despedi-las,Jesus subiu ao monte, para orar a sós.A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.A barca, porém, já longe da terra,era agitada pelas ondas,pois o vento era contrário.Pelas três horas da manhã,Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar.Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar,ficaram apavorados, e disseram:"É um fantasma".E gritaram de medo.Jesus, porém, logo lhes disse:"Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!"Então Pedro lhe disse:"Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro,caminhando sobre a água".E Jesus respondeu: "Vem!"Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água,em direção a Jesus.Mas, quando sentiu o vento, ficou com medoe, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!"Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse:"Homem fraco na fé, por que duvidaste?"Assim que subiram no barco, o vento se acalmou.Os que estavam no barco,prostraram-se diante dele, dizendo:"Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!"Palavra da Salvação.

Luterana Moema
Coragem! Sou eu! Não tenham medo - Mateus 14.22-33

Luterana Moema

Play Episode Listen Later Aug 9, 2026 23:22


Mensagem realizada no dia 09.08.2026Tema: Coragem! Sou eu! Não tenham medoTexto bíblico:  Mateus 14.22-33Mensagem: Pr. Matheus SchmidtLiturgia: Est. José Alfredo Lopes Oliveira

Vysočina
Zprávy z Vysočiny: Na pláži ani noha. Zelená hladina nádrže Trnávka prozrazuje vysoký výskyt nebezpečných sinic

Vysočina

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 2:00


Současné vysoké teploty táhnou lidi k vodě. Zároveň ale zhoršují její kvalitu v přírodních nádržích. Na Vysočině platí zákazy koupání kvůli výskytu sinic v rybníce Kachlička a ve vodní nádrži Trnávka.

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | SOU APENAS O MOTORISTA

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 3:04


Leitura Bíblica Do Dia: MATEUS 8:5-13 Plano De Leitura Anual: SALMOS 66–67; ROMANOS 7  O devocional de hoje está uma bênção! Marque um amigo aqui nos comentários para ler com você!  “Pai, posso dormir na casa de uma amiga?”, minha filha perguntou, entrando no carro após o treino. “Querida, você sabe a resposta, sou apenas o motorista. Não sei os detalhes. Vamos perguntar a sua mãe”, respondi. “Sou apenas o motorista” tornou-se uma piada em nossa casa. Diariamente, pergunto à minha organizada esposa sobre quem preciso levar quando para onde. Com três adolescentes, ser o “taxista” dos meus filhos às vezes parece um segundo emprego. Muitas vezes, não sei dos detalhes e preciso verificar com a mestre-guardiã da agenda. Em Mateus 8, Jesus encontrou um homem que também entendia de receber e de dar ordens. Esse homem, um centurião romano, entendeu que Jesus tinha autoridade para curar, do mesmo modo que ele tinha autoridade para dar ordens aos seus subordinados. “Basta uma ordem sua, e meu servo será curado. Sei disso porque estou sob a autoridade de meus superiores e tenho autoridade sobre meus soldados” (vv.8-9). Cristo elogiou a fé desse homem (vv.10,13), admirado por ele ter entendido, na prática, como era a Sua autoridade. E quanto a nós? Será que confiamos em Jesus para receber dele as nossas atribuições diariamente? Porque mesmo quando pensamos que somos “apenas o motorista”, cada tarefa tem significado e propósito no reino de Deus.  Por: ADAM R. HOLZ 

Dia a dia com a Palavra
Nem tudo o que está em nossos pensamentos é real e verdadeiro - você tem clareza disso?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 1:29


A sua cabeça pode dizer que ninguém se importa com você, mas você pode apenas estar supondo isso a partir de suas tristezas e decepções. Isso pode não ser real.Veja o que diz o Salmo 88 nos versos 4 e 5: "Sou contado com os que descem ao abismo. Sou como um homem sem força, atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; pois foram abandonados pelas tuas mãos."Olho para o texto e percebo que o salmista se coloca na posição de alguém que foi lançado à sepultura, esquecido, morto, abandonado por todos, inclusive, por Deus. Embora sua sensação fosse real, o quanto isso realmente aconteceu? Deus o abandonou de verdade? Creio que essa hipótese seja nula.O abandono da parte de Deus é improvável e impossível. Podemos ser abandonados por todos, menos por Deus. Veja que nossa cabeça pode imaginar coisas que não são reais.É preciso ter cuidado, nem tudo o que passa em nossa mente é verdade. Vasculhar o coração e a mente é tarefa diária, para que uma mentira dita ontem aos seus ouvidos, não seja hoje como uma plantinha que cresce e tende a se tornar uma árvore.Que a verdade, somente a verdade ocupe o seu coração e a sua mente.

CEI DE CABO FRIO
A ilusão do porto seguro

CEI DE CABO FRIO

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 33:39


Nesta mensagem, o Pr. Rafael Lemos, com o texto em Mateus, capítulo 14, versículos 22 ao 36, nos traz uma reflexão sobre tempestades como aprendizado.Há momentos em que acreditamos que o lugar mais seguro é permanecer onde estamos. Pensamos que o conforto, a rotina e aquilo que conhecemos nos protegem dos riscos da vida. Porém, Mateus 14 nos mostra uma verdade surpreendente: nem sempre o barco representa segurança, e nem sempre as águas representam perigo.Os discípulos estavam exatamente onde Jesus havia mandado que estivessem: dentro do barco. Ainda assim, enfrentaram ventos contrários, ondas fortes e uma noite de medo. Isso nos ensina que estar na vontade de Deus não significa ausência de tempestades. Existem lutas que fazem parte do processo de amadurecimento da fé.Quando Jesus aparece andando sobre o mar, os discípulos pensam que é um fantasma. O medo muitas vezes nos impede de reconhecer a presença de Deus. Mas Jesus declara: "Tende bom ânimo! Sou eu. Não tenham medo!" A voz de Cristo sempre traz paz em meio ao caos.Então Pedro faz um pedido ousado: "Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro sobre as águas." E Jesus responde com apenas uma palavra: "Vem!"Nesse momento, Pedro descobre algo extraordinário: o lugar mais seguro não era o barco, mas a presença de Jesus. Enquanto seus olhos permaneceram em Cristo, ele caminhou sobre aquilo que deveria afundá-lo. Quando desviou o olhar para o vento, começou a afundar.Quantas vezes fazemos do "barco" o nosso porto seguro? Pode ser um emprego, uma estabilidade financeira, um relacionamento, um cargo, um ministério ou até mesmo nossos próprios recursos. Nada disso é errado, mas torna-se uma ilusão quando substitui nossa confiança em Deus.A verdadeira segurança nunca esteve nas circunstâncias, mas naquele que governa as circunstâncias.Pedro afundou não porque saiu do barco, mas porque tirou os olhos de Jesus. E mesmo afundando, ele fez a oração mais curta e poderosa da Bíblia: "Senhor, salva-me!" Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. Isso revela que a graça de Deus é maior do que os nossos fracassos. O Senhor não abandona aqueles que clamam por Ele.Depois que Jesus entra no barco, o vento cessa. A presença de Cristo não apenas acalma o coração; ela também transforma o ambiente. E os discípulos chegam à conclusão que muda suas vidas: "Verdadeiramente tu és o Filho de Deus."Os versículos finais mostram que, ao chegarem a Genesaré, multidões levavam os enfermos até Jesus. Bastava tocar na orla de suas vestes para serem curados. A tempestade da travessia preparou o caminho para um tempo de milagres. Deus frequentemente usa as tempestades para nos conduzir ao lugar onde veremos Sua glória se manifestar.O barco pode parecer seguro, mas sem Jesus ele é apenas madeira sobre as águas.A fé cresce quando respondemos ao chamado de Cristo, mesmo em meio às tempestades.O medo aumenta quando olhamos para os ventos; a esperança cresce quando olhamos para Jesus.Deus não espera perfeição, mas dependência. Quem clama por Ele jamais é ignorado.Depois da tempestade, Deus frequentemente nos conduz a um novo tempo de propósito, cura e testemunho.Conclusão: A maior ilusão da vida é acreditar que nossa segurança está naquilo que podemos controlar. O verdadeiro porto seguro não é um lugar, uma condição ou uma conquista. O verdadeiro porto seguro é a presença de Jesus.Quando Cristo diz "Vem", não importa o tamanho das ondas. A fé nos faz caminhar onde a lógica diz que é impossível. E, se em algum momento começarmos a afundar, a mesma mão que chamou também é a mão que sustenta."A segurança da vida não está em permanecer no barco, mas em permanecer com Jesus."Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!

Convidado Extra
José Manuel Carvalho Araújo: “Para mim a arquitectura são as pessoas”

Convidado Extra

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 43:43


“Sou mais artista do que arquitecto”, diz José Manuel Carvalho Araújo, “arquitecto-poeta”, que até imagina as suas obras em fim de vida. “No design, penso em mim; na arquitectura, penso nos outros”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os Pingos nos Is
Investigação contra Lulinha / Família de Moraes perde na Justiça

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 119:55


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (03):A Polícia Federal (PF) pediu a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Lula (PT), por suposto tráfico de influência. A informação foi publicada pela CNN Brasil e confirmada pela Jovem Pan. Na última sexta-feira (31), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a PF a abrir um segundo inquérito para apurar tráfico de influência junto ao governo federal. Um dos alvos da investigação é o empresário e filho do presidente Lula. Durante convenção partidária realizada na Paraíba, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) defendeu o endurecimento das penas e propostas de segurança pública, como a punição rigorosa e prisão para furto e roubo de celulares, estimando uma pena de oito anos para a prática criminosa. O senador criticou o governo federal e sua política de segurança pública. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que irá respeitar o resultado das eleições de 2026 e declarou acreditar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuará de forma imparcial no pleito. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio voltou a repetir o discurso de seu pai e de seus apoiadores de que não houve imparcialidade nas eleições de 2022. O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou suas atividades nesta segunda-feira (3) após recesso do Judiciário durante mês de julho. Presidente da Corte, o ministro Edson Fachin disse que é preciso que a corte aceite críticas e destacou a harmonia entre os Poderes. O Partido Missão oficializou Renan Santos como candidato à Presidência da República, neste domingo (02). Durante o evento, Renan afirmou que nenhum Estado terá mais Bolsa Família que trabalho formal. No mesmo evento, Kim Kataguiri também fez críticas ao programa social. Durante a Convenção Nacional do PT realizada no último domingo (2), que oficializou sua candidatura à reeleição ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que um dos pilares de um eventual quarto mandato será a transformação da educação no Brasil. “Sou candidato pela quarta vez para resolver o papel da Educação neste País”, disse o petista. A Justiça de São Paulo rejeitou a ação de indenização por danos morais apresentada pela esposa e pelos filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A família do magistrado pedia uma indenização de R$ 60 mil por associação ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a Convenção Nacional do PT realizada no último domingo (02), que oficializou a chapa para a reeleição de Lula ao Palácio do Planalto, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) discursou e defendeu a atuação do atual governo em prol do Estado Democrático de Direito. Alckmin lembrou da última disputa eleitoral e criticou os adversários. “Nós estivemos aqui há quatro anos para salvar a democracia”, disse.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Homilias - IVE
”Ser santo é caminhas sobre as águas.”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 4:17


Homilia Padre Gean Bernardes, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 14,22-36Depois que a multidão comera até saciar-se, Jesus mandou que os discípulos entrassem na barcae seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós.A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. A barca, porém, já longe da terra,era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: "É um fantasma". E gritaram de medo. Jesus, porém, logo lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!"Então Pedro lhe disse: "Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água".E Jesus respondeu: "Vem!"Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!"Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: "Homem fraco na fé, por que duvidaste?"Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!"Após a travessia desembarcaram em Genesaré. Os habitantes daquele lugar, reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram, ficaram curados.Palavra da Salvação.

Uma pausa para as coisas simples
Tá com muita saudade de alguém ? Escuta esse áudio!

Uma pausa para as coisas simples

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 4:06


Olá, eu sou a Bruna Pinheiro! Sou terapeuta transpessoal, psicanalista, formada em Psicologia Positiva e pós-graduada em Psicologia Transpessoal e numeróloga. Mãe de um menino de seis anos, cantora, compositora e criadora da empresa Sua Música Personalizada. Também sou autora do meu primeiro livro, Coisas que Todo Mundo Sente Mas Ninguém Fala, além de muitos outros escritos.Criei este podcast há mais de oito anos com um propósito: espalhar luz, acolhimento e reflexões para tornar os dias mais leves e conscientes. Aqui, compartilho meus aprendizados, vivências e tudo que fala com o coração.Se você sente que esse conteúdo te toca e quer apoiar o que faço, fica à vontade para colaborar com qualquer valor pelo Pix: 358.084.778-32 (CPF). Toda contribuição é recebida com muito carinho.

Sever
Zprávy ze Severu: Mistrovství republiky v hodu cihlou do dálky. V Terezíně se o víkendu s cihlou také běhá nebo posil…

Sever

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 1:55


V Terezíně se v sobotu koná Mistrovství republiky v hodu cihlou do dálky. Součástí sportovního turnaje s názvem Terezínská cihla jsou i další disciplíny.

Esportes
Tota Magalhães, única brasileira no Tour de France feminino, projeta pódio com a equipe

Esportes

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 5:52


A 5ª edição do Tour de France Feminino de ciclismo deu a largada neste fim de semana na Suíça. São 21 equipes em competição e 147 ciclistas. Até 9 de agosto, as atletas percorrem cerca de 1.175 km até Nice. A atleta carioca Tota Magalhães, a única ciclista brasileira da edição e a primeira a disputar a Volta no ano passado, corre pela equipe espanhola Movistar pela segunda vez. O time pretende chegar ao pódio neste ano. Em 2025, a Movistar ficou em 22° lugar na classificação geral. Mas este ano, garante que será diferente. “No passado, a gente tinha uma equipe muito forte, mas a nossa líder ficou doente um dia antes. Acabamos indo para uma prova mais aberta, tentando encontrar oportunidades para ganhar uma etapa. Se tudo correr bem, acho que podemos estar no pódio, inclusive vestindo a camisa amarela", disse Tota à RFI.    A camisa que a atleta brasileira menciona é usada pela líder da classificação geral: a ciclista com o menor tempo acumulado ao longo do torneio. No ciclismo, o objetivo do time é apoiar a líder, que, no caso da Movistar, é a suíça Marlen Reusser, vencedora do torneio nacional de seu país recentemente. Tota Magalhães explica seu papel na engrenagem do time como capitã de estrada: “[Sou] aquela que organiza a equipe durante a corrida, que mantém, digamos, a ordem e toma algumas decisões que precisa”. A brasileira diz que tenta ajudar Marlen Reusser em todas as etapas, como "um braço direito para a nossa líder".  Nove etapas A Volta Ciclística feminina da França é disputada em nove etapas, uma por dia, variando em distância, altitude e formato. A mais curta é a quarta etapa, um contrarrelógio individual de 21 km entre Gevrey-Chambertin e Dijon; a mais longa é a oitava, entre Sisteron e Nice, com cerca de 172 km. O ponto mais alto da prova é o temido Monte Ventoux, com 1.910 metros de altitude, na chegada da sétima etapa.  Tota explica que o começo da prova vai ser difícil de encarar: “São três etapas técnicas e duras. No começo do Tour está tudo muito mais nervoso, a classificação geral ainda está em aberto, então todo mundo ainda tem esperança de poder brigar pela vitória.”  “Logo depois a gente tem um contrarrelógio, que é a especialidade da Marlen, campeã mundial. Então a gente espera que ali a gente consiga estar com uma [camisa] amarela, quem sabe sonhar com isso”, conta a ciclista.  Enquanto o torneio masculino se tornou há muito tempo o maior evento esportivo do país, o ciclismo feminino ainda está construindo seu público. Para dar uma ideia do interesse que a prova masculina desperta, a audiência global chega a 3,5 bilhões de pessoas.  Tota sonha com o aumento de ciclistas no Brasil Tota conta a importância do apoio de fãs brasileiros. "Qualquer corrida em que eu estou, tem brasileiro torcendo, e acho que, para mim, isso é um dos meus maiores motores.” A ciclista também deseja que o esporte passe a fazer parte do dia a dia do país, já que o Brasil é muito maior que nações que se destacam na modalidade. "Um dos melhores países no ciclismo, com atletas, é a Holanda, que é um país minúsculo. Então, imagine se a gente cuidasse da nossa cultura da bicicleta como meio de transporte também, imagina quantos mais ciclistas a gente não teria. Acho que, aos poucos, se tudo der certo, a gente vai abrir mais caminhos." Entrada no álbum de figurinhas da competição Neste ano, a brasileira ganhou ainda mais visibilidade ao aparecer no álbum oficial de figurinhas da prova feminina e não escondeu a emoção quando uma seguidora lhe enviou uma foto da página. "Fiquei em choque, até porque são só três meninas por equipe no álbum feminino. É basicamente um álbum masculino, com uma parte dedicada ao feminino, e cada equipe tem três atletas, e eu sou uma delas. Acho que é uma responsabilidade para o meu país saber que estou tentando abrir portas. É um peso de uma responsabilidade, mas que fico muito feliz de estar carregando”, disse Tota.  A competição vai ser difícil. No topo da classificação para essa temporada está a francesa Pauline Ferrand-Prévot, do time Visma, que venceu a prova no ano passado. Também se destaca a holandesa Demi Vollering, que ficou em segundo lugar em 2025. E, neste ano, Vollering venceu o Giro d'Itália, outra grande corrida de etapas do ciclismo mundial. Já Paula Blasi, ciclista espanhola, é considerada uma grande revelação da temporada. Ela venceu a Vuelta feminina em seu país natal neste ano.

The Jefferson Exchange
How SOU's OLLI helps retirees stay connected and keep learning

The Jefferson Exchange

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 14:53


SOU's Osher Lifelong Learning Institute has expanded to a record 160 fall courses, giving older adults new opportunities to learn, socialize and stay engaged.

Plzeň
Zprávy pro Plzeňský kraj: Ve sportovním areálu v Plzni vzniklo nové moderní zázemí s občerstvením. Otevřené bude celoročně

Plzeň

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 1:58


Součástí projektu je také nové multifunkční hřiště vedle kiosku, které nahradilo původní asfaltové hřiště. Lidé si na něm mohou zahrát badminton, basketbal nebo hokejbal.

Audio Contos Gays
Passageiro negão roludo

Audio Contos Gays

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 6:24


Sou motorista de aplicativo e um dia entrou no carro um negão muito gostoso. Conversamos e pedi pra ele passar para o banco da frente.

Portuguese For Listening With Eli And Friends
Episode 273: Simple Investment Advice

Portuguese For Listening With Eli And Friends

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 49:39


To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: https://buymeacoffee.com/elisousaPlease note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes!If you’d like to chat with me, go to: https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/Now, here is the monologue for your benefit.Sou do tipo que paga para não entrar numa briga, mas quando entro, pago para não sair. E a briga que recentemente tive foi com um colega de trabalho que me disse que eu não ia ficar rico nessa encarnação.Calma, antes, me deixa te explicar o que aconteceu.Sempre tive tino para negócios. Meu primeiro investimento foi numa barraquinha de importados. Era jovem e, na época, meio verde: por isso o negócio foi por água abaixo. Eu não tinha feito nenhuma pesquisa de mercado para descobrir se havia mesmo demanda para aquela tralha toda, essa é que é a verdade. Por isso, quando tive de me ausentar dos negócios, não me surpreendi nada, nada.Mas o tempo foi passando e eu fui aprendendo.Primeiro, frequentei um seminário que mudou minha maneira de enxergar o assunto. Era uma apresentação de um sujeito que tinha enriquecido às custas de muito trabalho. Sujeito honrado, dos meus. E, no seminário, aprendi uns macetes que agora pretendo usar para encher os bolsos de grana.A coisa mais importante é observar as tendências de mercado. Por exemplo, quando a febre do Labubu estava dando os primeiros passos, comprei alguns para vender quando estivesse no auge. Empaquei com alguns dos bonecos? Sim, mas vendi alguns. Saí no empate... ou seja, pelo menos não tive prejuízo.Outra lição que aprendi foi a entrar no negócio quando tudo estivesse começando. Passarinho que chega cedo bebe água limpa. Por que é que hoje investir em propriedade é difícil? Porque já tem gente adoidado, não tem mais espaço para quem quer entrar. O negócio agora é pegar a propriedade que se tem e adaptar para alugar no AirBNB, é aí onde está todo o dinheiro.Mas, claro, sou realista e sei que existem dificuldades. Se eu tivesse observado os sinais de alerta quando investi em importados, teria me poupado uma grana federal. E a taxa de retorno era baixíssima, fui palerma de investir tanto. Mas são águas passadas. O que vejo no mercado imobiliário promete... e também no ramo de tecnologia.Meu colega diz que eu não tenho foco, que deveria me concentrar numa coisa só, mas ele é míope. Diversificar é importantíssimo: apostar todas as fichas num só investimento é pedir para ir à falência. Por isso que eu vou investir em imóveis, em ações na bolsa e montar um negócio para mim. Assim, corro menos risco de sair com as mãos abanando.Agora só falta arranjar o capital para começar.

Olomouc
Zprávy ČRo Olomouc: Přežil Švédy i wehrmacht. Jeden z nejstarších mostů v Česku opravují, do litovelské památky zatékal…

Olomouc

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 2:26


Velké opravy se Svatojánský most dočkal po povodních v roce 1997. Současná rekonstrukce potrvá asi čtyři měsíce.

Planetárium
Léto s mravenci, kořeny šamanismu, šamani dneška a jejich cesty do horního a dolního světa

Planetárium

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 40:27


Mravenci, lékaři našich lesů, 2. část (4:55) – Napínavé bádání: Báječný ostrov Brazil (16:13) – Současný šamanismus, jeho podoba a jeho kořeny (repríza, 22:12)Všechny díly podcastu Planetárium můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Músicas posibles
Músicas posibles - Tambolero

Músicas posibles

Play Episode Listen Later Jul 25, 2026 65:09


Hoy escucharemos a los artistas galardonados con el Premio La Mar de Músicas, desde el primero concedido a Oumou Sangaré hasta Lila Downs, en un viaje musical por las voces que han marcado el festival.Yo Vengo a Ofrecer Mi Corazón — Lila Downs; Teresa Parodi; Susana Baca; Liliana Herrero; Vivir Quintana; Niyireth Alarcón; Tita Parra; Soledad; Margarita Laso; Pascuala Ilabaca y Fauna; María Fernanda Rivera — Las Voces de Latinoamérica -80 Aniversario — Pablo Milanés; Oscar D’León — Amor y Salsa 80 Aniversario El Pescador — Totó La Momposina — Tambolero La Verdolaga — Totó La Momposina — Mono Colorao ¿Qué ser que es? — Jorge Drexler — Taracá Lágrimas Negras — Buena Vista Social Club con Omara Portuondo — Lost and Found Mali niale — Oumou Sangaré — Mogoya Madan — Salif Keita — Moffou 20th Anniversary Edition SANS DIRE UN MOT — Youssou N'Dour; GIMS — SANS DIRE UN MOT Sou — Cheikh Lô — Lamp Fall Tristeza — Toquinho con Vinícius de Moraes — O Poeta e o Violão Il Poeta — Gino Paoli — Gino Paoli Pena — Elíades Ochoa — Estoy como nunca Tan Bonita — Lila Downs; Niña Pastori; Soledad — Tan Bonita Girl Talk x Man Talk — Jan Smigmator; Rubén Blades; Ondřej Pivec — Girl Talk x Man Talk Escuchar audio

Bom dia alvorecer
Conselho para o dia 25/07/26

Bom dia alvorecer

Play Episode Listen Later Jul 25, 2026 4:33


A afirmação do dia é: Eu sigo o meu caminho com coragem, confiança e serenidade. Sou guiada a cada passo. E a minha força cresce à medida que eu escolho avançar com o coração aberto. A meditação do Portal Alvorecer indicada para hoje é: Reestruturação celular e cognitiva. O cristal de conexão do dia é: Quartzo azul. Links: Portal Alvorecer Gabi Rubi Store

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Osobnost Plus
Komentátor Nováček: Ani Babiš to nemůže táhnout donekonečna

Osobnost Plus

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 25:41


„Současná politika je brutální,“ říkal dávno před tím, než nastoupila dnešní vláda. Historik a komentátor Českého rozhlasu Petr Nováček varuje před oslabováním demokratických institucí a soudů. „Opozice je zatím špatná, ale podívejte se na ten balík třiceti až třiatřiceti procent hlasů, který hnutí ANO dostává, ať se děje, co se děje – to je v podstatě jeho stabilní elektorát, s kterým neotřese vůbec nic,“ myslí si v pořadu Osobnost Plus Nováček.Všechny díly podcastu Osobnost Plus můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Audio Contos Gays
Amigo do meu pai me viciou em pica

Audio Contos Gays

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 11:10


Sou de uma cidade do interior, tenho 18 anos e sempre tive vontade de experimentar com outro homem. Um dia, um amigo do meu pai descobriu meu segredo.

Týdeník Respekt • Podcasty
Záznam debaty Petra Pavla a Zuzany Čaputové na Pohodě 2026

Týdeník Respekt • Podcasty

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 62:56


Současný český prezident a bývalá slovenská prezidentka se setkali na 30. ročníku trenčínského festivalu Pohoda. Společně vystoupili v debatě zaměřené na demokratické hodnoty a výzvy dnešní střední Evropy. Moderoval Erik Tabery.

Plzeň
Zprávy pro Plzeňský kraj: Současná už nestačí. Plzeň staví základní škole na Doubravce novou tělocvičnu

Plzeň

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 3:02


Součástí nové budovy bude také zelená střecha a fotovoltaické panely. Podle technického náměstka primátora Pavla Bosáka (Piráti) jde o standard, který město u nových školních staveb prosazuje.

Podcasty Retro Nation
Wolfcast 130: Divné počítače, orákula a limity reality – část 3

Podcasty Retro Nation

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 54:17


Současná horečka kolem umělé inteligence má jednu stinnou stránku, o které se příliš nemluví: mimořádnou spotřebu energie.Nová datacentra mají příkon jako několik Temelínů dohromady a klasická binární architektura začíná narážet na své limity. Michal Rybka v dalším díle naší „počítačové zoologie“ ukazuje, že cesta ven možná vede přes zapomenuté sovětské vynálezy, čínské inovace zrozené z nouze a matematické konstanty, které byste v procesoru nečekali.V tomto díle se podíváme na to, proč se vrací analogová renesance. Představíme si projekty jako The Analog Thing, což je open-source krabička za 500 eur, se kterou si můžete doma zkusit analogové počítání – pokud tedy obětujete peníze na rodinnou dovolenou. Zjistíte, proč jsou analogové výpočty pro AI až 1500x úspornější, ale zároveň proč vám výsledek může snadno „udriftovat“ do nesmyslu, pokud ho včas nepřevedete zpátky na nuly a jedničky.Hlavním tématem je ale ternární (třístavová) logika. Wolf vás vezme do padesátých let v SSSR, kde vznikl počítač Setun. Ten místo bitů používal trity se stavy -1, 0 a 1. Dozvíte se, proč byl tento stroj geniálně jednoduchý, úsporný, a proč ho sovětští plánovači nakonec zařízli s absurdním argumentem. Příběh se ale nečekaně vrací v roce 2025, kdy firma Huawei představila 7nm ternární čip, který může západu vypálit rybník.Podcasty a další obsah RetroNation.cz můžeme natáčet kvůli podpoře od komunity na Patreonu. Děkujeme vám za ni! Jakékoliv dotazy a připomínky pište na email retronationrulez@gmail.com.

The Jefferson Exchange
SOU professor urges educators to rethink leadership from the inside out

The Jefferson Exchange

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 30:14


SOU professor Renee Owen offers insight on self-actualization within transformative leaders and the mindset of transforming education systems starting from within.

Exposições Bíblicas - Palavra da Vida
David Merk - O Legado que nos é passado PT2

Exposições Bíblicas - Palavra da Vida

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 29:11


Nesse Episodio, continuamos a mensagem sobre legado, seja o legado que passamos adiante, ou honrando ou fuigindo do exemplo que foi passado para nósOuça, compartilhe e seja edificado pela palavra de Deus

Zápisník zahraničních zpravodajů
Lotyšská Karosta. Ze sovětská věznice je dnes muzeum a hotel

Zápisník zahraničních zpravodajů

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 4:02


Lotyšská Karosta byla až do rozpadu Sovětského svazu uzavřenou zónou. Součástí někdejší carské a později sovětské námořní základny je vojenská věznice, která od roku 1905 sloužila k internaci vzbouřených námořníků. Dnes je z ní muzeum, hotel i místo, kde si návštěvníci mohou na vlastní kůži vyzkoušet atmosféru někdejšího vězení.Všechny díly podcastu Zápisník zahraničních zpravodajů můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Bill Meyer Show Podcast
06-28-26_MONDAY_8AM

Bill Meyer Show Podcast

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 38:37


Dr. Powers is on and we're talking the latest Supreme Court decisions, the SOU cuts and other news of the morning.

Pro a proti
Motoristé: O asistentovi ať rozhodne ředitel školy

Pro a proti

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 23:47


Současná koalice inkluzi nakonec nezruší, chystá ale zásadní revizi. Změna se bude týkat způsobu, jak se přidělují asistenti pedagoga. „Speciální školství má svoje místo, zrušení inkluze považuji za velmi špatný krok pro společnost,“ říká poslanec Jan Berki (STAN). „V rámci současné koalice jsme se dohodli, jaké změny v inkluzi mají proběhnout. A velká revize by teprve měla přijít,“ avizuje poslanec Miroslav Krejčí (Motoristé).Všechny díly podcastu Pro a proti můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Pro a proti
Recept pro Moravskoslezský kraj? Debata vědce a podnikatele

Pro a proti

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 23:56


Moravskoslezský kraj se podle odhadů bude dál postupně vylidňovat, do 50 let může ubýt asi třetina obyvatel. „Trend se musí zvrátit. Současné vedení kraje už pro to dělá dost a image Moravskoslezského kraje mění,“ říká v Pro a proti z festivalu Slunovrat René Kolek z krajské Hospodářské komory. „Aktivity kraje a některých samospráv jsou průkopnické. Ukazuje se, že se zde daří řešit i jiné problémy – třeba exekuce,“ míní sociální geograf Roman Matoušek z Ostravké univerzity.Všechny díly podcastu Pro a proti můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Portuguese For Listening With Eli And Friends
Episode 272: Going to the Gas Station - part 2

Portuguese For Listening With Eli And Friends

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 42:10


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Kecy a politika
Kecy a politika 271: Macinka - jediný politik ve vládě

Kecy a politika

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 53:35


Tento podcast bude o paradoxu české politiky, kdy vláda jako celek není příliš oblíbená (průzkum CVVM), ale ANO a Andrej Babiš mají výraznou důvěru českých voličů.Začínáme tvrzením, že jediným autentickým politikem v české vládě je Petr Macinka. Není to kladné nebo záporné hodnocení jeho osoby a politiky. Spíš se v tom zrcadlí to, že jeho pozice nestojí a nepadá s Babišem a zájmy Agrofertu. Zbytek vládní sestavy tvoří lidé, jejichž politická kariéra je závislá na Babišovi. Proto si Macinka může vůči premiérovi dovolit luxus mít svůj názor a svou stranickou strategii.Tím se dostáváme k důvodu, proč vláda rozhodla, že Petr Pavel nepojede na summit NATO do Ankary. Petr Macinka zvítězil v této taktické bitvě, zřejmě i proti vůli Andreje Babiše. Současně dokázal svou reálnou sílu. Bylo to však vítězství v bitvě, ne ve válce. Naznačuje to však, že by právě on mohl být lídrem českých nacionalistických populistů, kteří se budou nejspíš chtít před příštími volbami (a po odchodu Tomia Okamury) sjednotit do jednoho bloku.A ještě k paradoxu české politiky. Babišovi voliči svému lídrovi bezmezně důvěřují, ale také oni cítí, že jeho okolí je amatérské a dopouští se řady chyb. Omlouvají to známými slovy, že až se o tom Babiš dozví, jistě to změní. Premiér je v tom každý týden utvrzuje, když rozehrává mediální hry ve stylu: „Všechno mám pod kontrolou, vším se zabývám.“Jak to skončí?

Louisiana Anthology Podcast
683. Theresa McCulla. "Insatiable City."

Louisiana Anthology Podcast

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026


683. Joining us today is historian and curator Theresa McCulla to discuss her book, Insatiable City: Food and Race in New Orleans. A 2025 James Beard Award nominee and named a Smithsonian Best Book of the Year, Insatiable City uncovers the complex, dual nature of the Crescent City's legendary culinary culture. McCulla—who has served as a food and drink curator for institutions like the Smithsonian—dives deep into the archives to reveal how the pleasures of New Orleans cuisine have always been deeply intertwined with race, labor, and systems of power, tracing this evolution from 19th-century slavery to 20th-century tourism. Yet, alongside these challenging histories, the book highlights how enslaved and free people of color brilliantly used food and drink to carve out spaces of autonomy, creativity, and joy. It is an exploration of how food truly shapes our culture, history, and understanding of identity. Now available: Liberty in Louisiana: A Comedy. The oldest play about Louisiana, author James Workman wrote it as a celebration of the Louisiana Purchase. Now it is back in print for the first time in 222 years. Order your copy today! This week in the Louisiana Anthology. Chateaubriand. Rene. Once among the Natchez, René was obliged to take a wife, to conform to the ways of that American Indian people; but chose not to live with her. A tendency to melancholy drew him into the woods; he spent whole days there alone, and seemed a savage among the savages. Except for Chactas, his adopted father, and P're Sou'l, the missionary at Fort-Rosalie he renounced all relations with mankind. These two elderly men had won much influence over his feelings: the former by his friendly indulgence, the latter, in contrast, by his unrelenting severity. Since the beaver-hunt, during which the blind Sachem had told his story to Ren', the latter had not wished to speak of his own. However Chactas and the missionary had a strong desire to know by what misfortune a European nobleman had been led to the strange resolution of burying himself in the wilds of Louisiana. Ren' had always given as justification for his refusal, the limited interest to be found in his history which was confined, he said, to that of his thoughts and feelings. 'As for the events which led me to sail for America', he added, 'I would wish to bury them in eternal oblivion.' This week in Louisiana history. June 19, 1953. Blacks protesting discriminatory treatment began a bus boycott in Baton Rouge, Louisiana.   This week in New Orleans history. June 19, 1865: While celebrated as Juneteenth in Texas, New Orleans held massive "Emancipation Day" celebrations to mark the end of slavery in the region. This week in Louisiana. McGee's Louisiana Swamp & Airboat Tours Daily Tours (year‑round) 1337 Henderson Levee Road Henderson, LA 70517 Website: mcgeesswamptours.com McGee's offers guided boat and airboat tours deep into the Atchafalaya Basin, the largest river swamp in the United States. Standard 90‑minute swamp boat tours typically run $25'$30 for adults and $15'$20 for children, with airboat rides available at a higher premium. The tours highlight the region's wildlife, cypress forests, and Cajun cultural history: Swamp Tours: 90‑minute guided excursions through the Atchafalaya's cypress‑lined waterways. Airboat Rides: High‑speed trips reaching remote areas of the basin. Wildlife Viewing: Alligators, wading birds, turtles, and classic swamp scenery. Postcards from Louisiana. The Rock Block Band at Felix's Restaurant and Oyster Bar.  Listen on Apple Podcasts. Listen on audible. Listen on Spotify. Listen on TuneIn. Listen on iHeartRadio. The Louisiana Anthology Home Page. Like us on Facebook. 

Les chemins de la philosophie
Les philosophies moyen-orientales : Qu'est-ce que la pensée ésotérique en islam ?

Les chemins de la philosophie

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 58:31


durée : 00:58:31 - Avec philosophie - par : Géraldine Muhlmann - La pensée ésotérique en islam regroupe des courants pluriels qui mettent l'accent sur une dimension spirituelle et intérieure de la religion. Le soufisme en est l'une des expressions majeures, où la quête de Dieu passe avant tout par la pratique mystique et l'expérience personnelle. - réalisation : Carla Michel, Axel Dubois, Corinne Amar, Nicolas Berger, Nassim El Kabli, Luna Hadjla - invités : Pierre Lory Directeur d'études émérite à l'École Pratique des Hautes Études, Souâd Ayada Philosophe Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Bill Meyer Show Podcast
06-15-26_MONDAY_8AM

Bill Meyer Show Podcast

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 42:50


Dr. Dennis Power, retired professor of Business Law from SOU with the latest WHERE PAST MEETS PRESENT - today the story of the OLD WOOD HOUSE on Hwy 62 near Eagle Point. Plus a talk on the latest Supreme Court news yet to come.

Think Out Loud
Southern Oregon University researchers lead statewide training effort to boost accessible tourism

Think Out Loud

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 18:03


In September 2025, Oregon became the first state in the nation to be verified for its accessibility for travelers with disabilities by the travel website Wheel the World. The company worked with Travel Oregon to assess hundreds of hotels, restaurants, tourism providers and state parks in seven regions across the state for their accessibility. That includes features like step-free entrances at museums or specialized wheelchairs available to venture onto a beach on the Oregon Coast.    But the state’s efforts to promote its accessibility doesn’t mean that barriers don’t still exist for travelers with physical or neurocognitive disabilities. Small hotel owners and tourism operators may also lack awareness about best practices to engage with these travelers or struggle with how to become more accessible online and in person.    To address these gaps, researchers at Southern Oregon University received a grant from Travel Oregon to develop and roll out training workshops at 12 locations across the state for travel industry professionals and other stakeholders. The training includes guidance on best practices and role-playing exercises where participants can experience, for example, what it’s like to navigate a carpeted hotel lobby in a wheelchair or to receive information during an emergency as a person who is hard of hearing.    Pavlina McGrady, an associate professor in the school of business at Southern Oregon University and Rebecca Williams, an assistant professor in the school of business at SOU, joined us on Oct. 2, 2025, to discuss the project. We also heard from Ulysses McCready, a junior at SOU who is blind and assisted with this effort.  

Plus
Peníze a vliv Jany Klímové: Eurokomisař Dombrovskis: Možný střet zájmů bereme vážně

Plus

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 23:24


Ministerstvo financí chce Evropské komisi doručit upravený plán vývoje veřejných financí pro příští roky. Ten současný, který vypracovala vláda expremiéra Petra Fialy (ODS), je podle ministryně financí Aleny Schillerové (ANO) nereálný. Současná vláda chce více investovat a navýšit schodek. „O věci jsem jednal společně s premiérem Babišem i ministryní financí Schillerovou,“ říká pro podcast Peníze a vliv eurokomisař Valdis Dombrovskis.

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Think Out Loud
Two perspectives on Southern Oregon University's latest financial crisis

Think Out Loud

Play Episode Listen Later May 13, 2026 21:34


As Jefferson Public Radio reported, the  Southern Oregon University Board of Trustees voted unanimously last Friday to create its own plan for long-term financial stability rather than adopt entirely the steep cuts and revenue-raising measures the consulting firm Deloitte has recommended. SOU is facing a deficit of more than $12 million which is expected to grow to nearly $17 million by 2030.    SOU has until next month to adopt a financial stability plan in order to receive $15 million in emergency funding approved by Oregon lawmakers in March. Deloitte’s plan calls for cutting four academic programs, including music and creative writing, and reconfiguring or consolidating nine other programs in subjects like Native American studies and philosophy.   This is the latest financial emergency the university has faced in recent years it’s attempted to address through workforce and academic cuts. Last September, for example, the SOU Board of Trustees approved a plan to slash more than $10 million over four years by eliminating more than 20 academic majors and minors. SOU President Rick Bailey joins us for a perspective, along with Sage TeBeest, a creative arts program assistant at SOU and the president of SEIU 503 Sublocal 84, which represents classified staff at the university.