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Uma pausa para as coisas simples
Você se apega rápido demais?

Uma pausa para as coisas simples

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 4:01


Olá, eu sou a Bruna Pinheiro! Sou terapeuta transpessoal, psicanalista, formada em Psicologia Positiva e pós-graduada em Psicologia Transpessoal e numeróloga. Mãe de um menino de seis anos, cantora, compositora e criadora da empresa Sua Música Personalizada. Também sou autora do meu primeiro livro, Coisas que Todo Mundo Sente Mas Ninguém Fala, além de muitos outros escritos.Criei este podcast há mais de oito anos com um propósito: espalhar luz, acolhimento e reflexões para tornar os dias mais leves e conscientes. Aqui, compartilho meus aprendizados, vivências e tudo que fala com o coração.Se você sente que esse conteúdo te toca e quer apoiar o que faço, fica à vontade para colaborar com qualquer valor pelo Pix: 358.084.778-32 (CPF). Toda contribuição é recebida com muito carinho.

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Osobnost Plus
Komentátor Nováček: Ani Babiš to nemůže táhnout donekonečna

Osobnost Plus

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 25:41


„Současná politika je brutální,“ říkal dávno před tím, než nastoupila dnešní vláda. Historik a komentátor Českého rozhlasu Petr Nováček varuje před oslabováním demokratických institucí a soudů. „Opozice je zatím špatná, ale podívejte se na ten balík třiceti až třiatřiceti procent hlasů, který hnutí ANO dostává, ať se děje, co se děje – to je v podstatě jeho stabilní elektorát, s kterým neotřese vůbec nic,“ myslí si v pořadu Osobnost Plus Nováček.Všechny díly podcastu Osobnost Plus můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Echo Podcasty
Turek jako rozbuška agrese, nenávisti a poptávky po veřejném zlu

Echo Podcasty

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 38:05


Dopravní nehoda Filipa Turka se řešila i na Echo Poradě - měl by poslanec složit mandát, nebo jsou reakce opozice i veřejnosti přehnané? Proč raději řešíme bouračku než miliardové větrníky? Kauza kolem jeho řidičských schopností zastiňuje reálnou politickou bitvu, která se odehrává v zákulisí. Turek totiž z pozice vládního zmocněnce na Ministerstvu životního prostředí vede tichou válku proti instalaci obřích větrných elektráren, které nám vnucuje Evropská komise.Mluvilo se i o Chat Control, Adam Růžička vysvětloval princip současného systému i připravované legislativy označované jako Chat Control 2. Podle něj současná pravidla umožňují technologickým společnostem dobrovolně vyhledávat materiály související se sexuálním zneužíváním dětí, zatímco připravovaný návrh Evropské komise by mohl některé kontroly učinit povinnými. Současně upozornil na možné dopady na soukromí uživatelů i na služby využívající koncové šifrování. A v závěru Echo Porady jsme mluvili i o tom, kdo je vítězem Summitu NATO v Ankaře, je to prezident Pavel, Andrej Babiš, nebo Petr Macinka? Na Echo Poradě diskutovali Dalibor Balšínek, Daniel Kaiser a Adam Růžička.

Audio Contos Gays
Amigo do meu pai me viciou em pica

Audio Contos Gays

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 11:10


Sou de uma cidade do interior, tenho 18 anos e sempre tive vontade de experimentar com outro homem. Um dia, um amigo do meu pai descobriu meu segredo.

Uma pausa para as coisas simples
Você não precisa ter certeza pra começar

Uma pausa para as coisas simples

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 3:06


Olá, eu sou a Bruna Pinheiro! Sou terapeuta transpessoal, psicanalista, formada em Psicologia Positiva e pós-graduada em Psicologia Transpessoal e numeróloga. Mãe de um menino de seis anos, cantora, compositora e criadora da empresa Sua Música Personalizada. Também sou autora do meu primeiro livro, Coisas que Todo Mundo Sente Mas Ninguém Fala, além de muitos outros escritos.Criei este podcast há mais de oito anos com um propósito: espalhar luz, acolhimento e reflexões para tornar os dias mais leves e conscientes. Aqui, compartilho meus aprendizados, vivências e tudo que fala com o coração.Se você sente que esse conteúdo te toca e quer apoiar o que faço, fica à vontade para colaborar com qualquer valor pelo Pix: 358.084.778-32 (CPF). Toda contribuição é recebida com muito carinho.

Uma pausa para as coisas simples
Tem coisas que você só vai entender quando parar de insistir

Uma pausa para as coisas simples

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 3:24


Olá, eu sou a Bruna Pinheiro! Sou terapeuta transpessoal, psicanalista, formada em Psicologia Positiva e pós-graduada em Psicologia Transpessoal e numeróloga. Mãe de um menino de seis anos, cantora, compositora e criadora da empresa Sua Música Personalizada. Também sou autora do meu primeiro livro, Coisas que Todo Mundo Sente Mas Ninguém Fala, além de muitos outros escritos.Criei este podcast há mais de oito anos com um propósito: espalhar luz, acolhimento e reflexões para tornar os dias mais leves e conscientes. Aqui, compartilho meus aprendizados, vivências e tudo que fala com o coração.Se você sente que esse conteúdo te toca e quer apoiar o que faço, fica à vontade para colaborar com qualquer valor pelo Pix: 358.084.778-32 (CPF). Toda contribuição é recebida com muito carinho.

Týdeník Respekt • Podcasty
Záznam debaty Petra Pavla a Zuzany Čaputové na Pohodě 2026

Týdeník Respekt • Podcasty

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 62:56


Současný český prezident a bývalá slovenská prezidentka se setkali na 30. ročníku trenčínského festivalu Pohoda. Společně vystoupili v debatě zaměřené na demokratické hodnoty a výzvy dnešní střední Evropy. Moderoval Erik Tabery.

Plzeň
Zprávy pro Plzeňský kraj: Současná už nestačí. Plzeň staví základní škole na Doubravce novou tělocvičnu

Plzeň

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 3:02


Součástí nové budovy bude také zelená střecha a fotovoltaické panely. Podle technického náměstka primátora Pavla Bosáka (Piráti) jde o standard, který město u nových školních staveb prosazuje.

Sever
Zprávy ze Severu: Po stopách horníků i úzkými chodbami. Měděnec rozšířil prohlídky historických štol

Sever

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 3:08


Součástí prohlídky je i velký sál s jezerem v hoře. Tyhle prohlídky dělá spolek jen jednou za den, a to večer, vždy pro jednu skupinu a je potřeba se předem domluvit.

Podcasty Retro Nation
Wolfcast 130: Divné počítače, orákula a limity reality – část 3

Podcasty Retro Nation

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 54:17


Současná horečka kolem umělé inteligence má jednu stinnou stránku, o které se příliš nemluví: mimořádnou spotřebu energie.Nová datacentra mají příkon jako několik Temelínů dohromady a klasická binární architektura začíná narážet na své limity. Michal Rybka v dalším díle naší „počítačové zoologie“ ukazuje, že cesta ven možná vede přes zapomenuté sovětské vynálezy, čínské inovace zrozené z nouze a matematické konstanty, které byste v procesoru nečekali.V tomto díle se podíváme na to, proč se vrací analogová renesance. Představíme si projekty jako The Analog Thing, což je open-source krabička za 500 eur, se kterou si můžete doma zkusit analogové počítání – pokud tedy obětujete peníze na rodinnou dovolenou. Zjistíte, proč jsou analogové výpočty pro AI až 1500x úspornější, ale zároveň proč vám výsledek může snadno „udriftovat“ do nesmyslu, pokud ho včas nepřevedete zpátky na nuly a jedničky.Hlavním tématem je ale ternární (třístavová) logika. Wolf vás vezme do padesátých let v SSSR, kde vznikl počítač Setun. Ten místo bitů používal trity se stavy -1, 0 a 1. Dozvíte se, proč byl tento stroj geniálně jednoduchý, úsporný, a proč ho sovětští plánovači nakonec zařízli s absurdním argumentem. Příběh se ale nečekaně vrací v roce 2025, kdy firma Huawei představila 7nm ternární čip, který může západu vypálit rybník.Podcasty a další obsah RetroNation.cz můžeme natáčet kvůli podpoře od komunity na Patreonu. Děkujeme vám za ni! Jakékoliv dotazy a připomínky pište na email retronationrulez@gmail.com.

The Jefferson Exchange
SOU professor urges educators to rethink leadership from the inside out

The Jefferson Exchange

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 30:14


SOU professor Renee Owen offers insight on self-actualization within transformative leaders and the mindset of transforming education systems starting from within.

CBN Questões de Família - José Eduardo Coelho Dias
Herdeiro é obrigado a pagar as dívidas que ficaram? Tire suas dúvidas!

CBN Questões de Família - José Eduardo Coelho Dias

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 8:34


Nesta edição do "Questões de Família", o comentarista José Eduardo Coelho Dias responde a um questionamento comum quando se fala de relações familiares e sucesão. Pela lei, herdeiro é obrigado a pagar as dívidas que ficaram? "Recebi uma herança, mas o falecido(a) tinha mais dívida do que o patrimônio. Sou o responsável pelo pagamento das dívidas?". Como fica? Segundo o Código de Processo Civil (CPC), "o espólio (bens do falecido) responde pelas dívidas do falecido, mas, feita a partilha, cada herdeiro responde por elas dentro das forças da herança e na proporção da parte que lhe couber". Ou seja, não se herda dívidas além do valor dos bens deixados, por exemplo.

Uma pausa para as coisas simples
Você está pronto para viver um amor calmo?

Uma pausa para as coisas simples

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 4:02


Olá, eu sou a Bruna Pinheiro! Sou terapeuta transpessoal, psicanalista, formada em Psicologia Positiva e pós-graduada em Psicologia Transpessoal e numeróloga. Mãe de um menino de seis anos, cantora, compositora e criadora da empresa Sua Música Personalizada. Também sou autora do meu primeiro livro, Coisas que Todo Mundo Sente Mas Ninguém Fala, além de muitos outros escritos.Criei este podcast há mais de oito anos com um propósito: espalhar luz, acolhimento e reflexões para tornar os dias mais leves e conscientes. Aqui, compartilho meus aprendizados, vivências e tudo que fala com o coração.Se você sente que esse conteúdo te toca e quer apoiar o que faço, fica à vontade para colaborar com qualquer valor pelo Pix: 358.084.778-32 (CPF). Toda contribuição é recebida com muito carinho.

Reportagem Observador
"Força El Bicho". Um espanhol de coração dividido em Dallas

Reportagem Observador

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 4:06


Junto ao estádio de Dallas, a Rádio Observador encontrou um adepto espanhol que não fica chateado se Portugal vencer. "Sou muito fã de Ronaldo, gostava de o ver ganhar o Mundial".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Exposições Bíblicas - Palavra da Vida
David Merk - O Legado que nos é passado PT2

Exposições Bíblicas - Palavra da Vida

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 29:11


Nesse Episodio, continuamos a mensagem sobre legado, seja o legado que passamos adiante, ou honrando ou fuigindo do exemplo que foi passado para nósOuça, compartilhe e seja edificado pela palavra de Deus

Zápisník zahraničních zpravodajů
Lotyšská Karosta. Ze sovětská věznice je dnes muzeum a hotel

Zápisník zahraničních zpravodajů

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 4:02


Lotyšská Karosta byla až do rozpadu Sovětského svazu uzavřenou zónou. Součástí někdejší carské a později sovětské námořní základny je vojenská věznice, která od roku 1905 sloužila k internaci vzbouřených námořníků. Dnes je z ní muzeum, hotel i místo, kde si návštěvníci mohou na vlastní kůži vyzkoušet atmosféru někdejšího vězení.Všechny díly podcastu Zápisník zahraničních zpravodajů můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Artes
Colectivo de Rappers guineenses ‘Fartudibos' lança 1° álbum intitulado 'Sissoco Na Kai'

Artes

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 27:10


O colectivo de rappers guineenses ‘Fartudibos' acaba de lançar em Junho o seu primeiro álbum intitulado ‘Sissoco Na Kai ‘. Como os nomes do colectivo e do próprio disco indicam, trata-se aqui de usar o vector da música para abanar as consciências e dar uma visão da situação política da Guiné-Bissau. Fundado em 2023, o colectivo ‘Fartudibos' que reivindica a ausência de qualquer elo com partidos políticos, junta músicos e rappers dispersos por diferentes partes, nomeadamente a França, a Alemanha, o Brasil e Portugal. A RFI falou com dois dos sete membros do colectivo : Jada Imperatriz que vive e trabalha em Portugal, assim como Slim Drácula que mora em Curitiba no Brasil, país para onde foi há quase nove anos. Ao evocar a génese do grupo, este último recorda que o projecto surgiu "num período em que o regime autoritário sangrento buscava calar a todas e todos para encobrir os seus actos criminosos". "Todos nos sentimos convidados, de certa forma, a uma reflexão", conta o artista referindo-se às circunstâncias em que foi convidado a integrar o colectivo. "Como guineense comprometido com a causa social, tornou-se muito preocupante ver o rumo desastroso que a Guiné-Bissau vem tomando desde a época que estava na Guiné-Bissau. (…) Não podia ficar indiferente vendo tudo aquilo acontecendo. Ainda que estou num espaço e tenho uma ferramenta onde eu posso dar a voz para o meu povo, afirmando o meu descontentamento com tudo o que está a acontecer. Por isso, quando recebi esse convite eu me identifiquei logo e aceitei a proposta e seguimos em frente", diz o rapper que revela ter sempre vivido no universo da arte. A morar em Portugal desde 2017, Jada Imperatriz, única mulher do colectivo, trabalha na área da administração em Lisboa. Apesar da distância, continua atenta à vida do seu país. Ao descrever-se como "cidadã consciente", ela refere ter "sempre sentido a necessidade de abordar as coisas que se passavam no país". "No meu ‘stories' escrevia coisas, às vezes fazia ‘freestyle' e punha nas minhas redes sociais. Depois, fui abordada por um colega a perguntar se eu tinha interesse e uma vez que eles compartilhavam a mesma vontade de estar à frente e ser a voz de alguma forma das pessoas que estão no momento, porque nós, como não estamos aí, é diferente a forma como nos atinge, mas não deixam de ser os nossos. Então eu acho que seria um pouco mau da nossa parte tapar os olhos e fingir simplesmente que não se passa nada. Então senti a necessidade de entrar lá e dar o meu contributo da maneira que eu consigo, que é fazendo a arte", diz a rapper. A consciência no exílio Em quase uma década fora do seu país, Jada Imperatriz não voltou a estar na Guiné-Bissau, por considerar que "ainda não é o momento oportuno". Também para Slim Drácula, ainda não chegou a altura de ir novamente ao encontro das suas raízes, mesmo no caso de ter a possibilidade material para tal. "Não sinto que seja muito diferente das pessoas que estavam fora da Guiné-Bissau e foram para lá. Tenho muitos colegas que estavam fora. Foram para lá. Foram perseguidos, raptados, espancados. (…) Por isso prefiro esperar mais um tempo para ver o que é que acontece, se realmente todas as nossas denúncias ao sistema vão construir um caminho menos perigoso para a gente andar para as próximas lutas que a gente tem", justifica. Por estarem dispersos geograficamente, os membros do grupo, não se conhecem todos fisicamente. Isto não os impede de trocar ideias e trabalhar juntos à distância. "Todas as reuniões são feitas online, num espaço de concertação que criámos no WhatsApp. Ali acontece. Todas as reuniões, todas as decisões são tomadas ali, em conjunto. Quanto à produção, nós decidimos não aceitar apoio de nenhuma pessoa claramente alinhada a algum partido político. E todas as músicas foram gravadas com custos próprios. Temos um produtor que faz mixagem e masterização e também faz instrumental, que no caso é o Marlon C. Temos dois editores de vídeos e temos um responsável pelo design. Hoje, com essa tecnologia que a gente tem, ficou muito mais fácil. Mesmo estando em situações geográficas diferentes, a pessoa pode gravar aqui e enviar para o produtor e depois de receber todas as vozes, ele compila tudo numa única música", explica Slim Drácula que, para além de rapper é também um dos editores dos vídeos do grupo. Um álbum marcadamente crítico Após divulgar gradualmente algumas músicas ao longo destes últimos meses, o colectivo lançou o seu álbum na internet no passado mês de Junho. São 17 faixas em que denunciam a situação política do seu país, a corrupção, a pobreza, a violência política, os raptos, espancamentos e assassínios destes últimos anos. Dado o teor fortemente crítico do disco, Jada Imperatriz considera que o seu impacto é abafado pelo medo que o público sente. "A impressão que tenho é que as pessoas ouvem. As pessoas ouvem, tem uns que comentam, mas lá está, existe aquela coisa do medo, do medo de partilhar, do medo do ouvir em público. Aqui (em Portugal) não. Mas na Guiné-Bissau, por exemplo, tem familiares e amigos que dizem ouvir a vossa música. ‘Interessante, mas eu não posso partilhar ou eu não posso ouvir em público.' Ou ‘Tu não podes voltar para o país por teres cantado isto'. Então existe sempre um bocadinho de receio nas pessoas partilharem o álbum ou partilharem as nossas músicas", descreve a artista. Esta análise é partilhada por Slim Drácula. "Por ser um um trabalho de denúncia para um país onde a liberdade de expressão é negada, nós recebemos feedback mais direto das pessoas que nos conhecem. Alguns vêm dizendo ‘Por favor, afasta-te disso. Tu és um jovem, um jovem talentoso. Tem muitas coisas para fazer, então não vale a pena denunciar esse sistema'. E tem alguns que ouvem, aplaudem dizendo ‘Sim, senhor, vale a pena'. E entre todo esse universo também do feedback que nós recebemos e ainda estamos a receber, em termos de consumo e de partilha do trabalho, entendemos que muitas pessoas ainda têm receio de partilhar ou consumir em público, sobretudo pelo conteúdo que o álbum tem", considera. Enquanto Slim Drácula admite ter recebido pressões indirectas no sentido de não expressar a sua opinião publicamente, Jada Imperatriz refere ter optado por bloquear as mensagens nas redes sociais. Uma esperança adiada Questionada sobre a situação vigente desde a desestabilização militar do final do ano passado, com a instalação de um governo de transição, as detenções de vozes de oposição, a perspectiva de presidenciais em Dezembro, assim como um possível referendo sobre a Constituição da Guiné-Bissau, Jada Imperatriz mostra-se pouco optimista. "Eu acho que estamos a sair do mau para o pior, porque o Sissoco não está lá fisicamente, mas ele está na mesma. Porque o comando militar que assumiu esta farsa do golpe, isto tudo é uma coisa planeada. Então está a piorar. O comando militar está a fazer o que bem entende. As pessoas não conseguem falar e isto de mexerem com a Constituição é um absurdo", lamenta a artista para quem a comunidade internacional pouco fez para ajudar a Guiné-Bissau. "A impressão que tenho é que embora a CEDEAO já tenha lá ido e tenha havido intervenções também de Portugal, eu sinto que estamos sozinhos e este problema é nosso e nós é que temos que resolver", comenta. O activismo através da arte, um salto no escuro Sobre a experiência do activismo através da música, Jada Imperatriz reconhece estar assustada. "Sou mãe de dois meninos pequeninos e tenho sempre os familiares a dizer que ‘não estou a fazer bem. Estou a pôr em risco a minha família, Estou a arriscar-me imenso. Isto nunca vai mudar. Não há nada a ser feito. Isto sempre foi assim'. Mas eu acredito o contrário. Então eu sinto quando faço alguma coisa, embora sinta medo, mas faço na mesma, porque eu não quero sentir que estou a trair a minha nação. Não quero sentir que estou a aplaudir com o meu silêncio o opressor. Porque eu acho que é mais insatisfatório para mim sentir isso do que sentir medo. Então esta experiência está a ser boa. Estou a compartilhar com pessoas que acreditam no mesmo que eu", conclui. Slim Drácula também não vive essa experiência de forma serena. Todavia, para ele, o importante é fazer passar mensagens. "Para mim, está sendo uma experiência muito dolorosa. A Guiné-Bissau faz mais de meio século de independência e em todo esse tempo vivenciamos muitas situações em que o povo pedia o básico. O governo prometia. Não cumpria. Não fazia praticamente nada. Nem as justificativas eram convincentes. E o povo vive mal o tempo todo. Então, ser um activista usando a música, para mim dói muito. De sentar, pegar na folha e caneta, escrever sobre uma coisa básica e, sobretudo, ver que aquela situação poderia ser resolvida, sobretudo se o ministro decidir não comprar carros para ir agradar os deputados na Assembleia, ao escrever sobre esse tipo de situação, dá uma raiva e essa raiva cansa e dá uma tristeza enorme. Essa tristeza cansa. Por isso que eu falo que é uma experiência muito horrível. Agora me alegra também que a minha mensagem chegue ao meu povo. E não sou mais um que ficou preso numa caixinha, comportando e agindo de acordo com o que é que o sistema espera de nós", remata Slim Drácula. Podem ouvir o álbum de Fartudibos aqui : https://www.youtube.com/watch?v=ZQrtmhx9aKU&list=PLcp-0zXmNItxrDtlHmfQztBaqMTILbg4B&index=1

Bill Meyer Show Podcast
06-28-26_MONDAY_8AM

Bill Meyer Show Podcast

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 38:37


Dr. Powers is on and we're talking the latest Supreme Court decisions, the SOU cuts and other news of the morning.

Uma pausa para as coisas simples
Você aceita migalhas porque confunde isso com amor !

Uma pausa para as coisas simples

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 3:32


Olá, eu sou a Bruna Pinheiro! Sou terapeuta transpessoal, psicanalista, formada em Psicologia Positiva e pós-graduada em Psicologia Transpessoal e numeróloga. Mãe de um menino de seis anos, cantora, compositora e criadora da empresa Sua Música Personalizada. Também sou autora do meu primeiro livro, Coisas que Todo Mundo Sente Mas Ninguém Fala, além de muitos outros escritos.Criei este podcast há mais de oito anos com um propósito: espalhar luz, acolhimento e reflexões para tornar os dias mais leves e conscientes. Aqui, compartilho meus aprendizados, vivências e tudo que fala com o coração.Se você sente que esse conteúdo te toca e quer apoiar o que faço, fica à vontade para colaborar com qualquer valor pelo Pix: 358.084.778-32 (CPF). Toda contribuição é recebida com muito carinho.

Echo Podcasty
Mýtus o ztracené pozornosti. Proč soustředění nevyrůstá z disciplíny

Echo Podcasty

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 29:42


Mýtus o ztracené pozornosti. Proč soustředění nevyrůstá z disciplínyPředstavme si, že bychom všichni dostali na záda batoh s kameny a někdo pak sledoval, jak se nám chodí, a poznamenával, že dříve lidé chodili svižněji. Přesně tak někdy působí dnešní stesky nad tím, že se lidé už neumějí soustředit. Samozřejmě existuje řada studií, které ukazují, že se v digitálním prostředí hůře soustředíme. Z toho ale neplyne, že bychom pozbyli soustředěnost. Plyne z toho především to, že dnešní prostředí nám do cesty staví mnohem více překážek.Představa, že se už neumíme soustředit, se přitom pomalu mění v nový kulturní mýtus. Ne snad proto, že by byla zcela nepravdivá, ale proto, že zamlčuje podstatnou část skutečnosti. Jako by z ní vyplývalo, že dříve byli lidé přirozeně soustředění a že normální člověk se soustředí. Kdo to nedokáže, tomu jsou dnes k dispozici diagnózy, léky i nejrůznější doplňky, které mají tuto novou civilizační nemoc napravit.Jenže myslitelé upozorňují na roztržitost jako na přirozenou vlastnost člověka od samých počátků filozofie. Americký filozof William James, spolutvůrce pojmu „proud vědomí“, dokonce považuje rozbíhavost za základní vlastnost lidské mysli. A na mnohé důležité věci podle filozofů nepřicházíme tehdy, když se usilovně soustředíme, ale když necháme mysl volně bloudit. Dobré knihy se podle Nietzscheho spíše vychodí, než vysedí.Právě tomuto tématu se věnuje Matthew B. Crawford, původně fyzik a filozof, který opustil akademickou kariéru a stal se opravářem motocyklů. Tvrdí, že krize pozornosti souvisí především s tím, že přestáváme obývat skutečný svět a nahrazujeme jej světem digitálně zprostředkovaných obsahů a služeb. Současně dochází k tomu, co nazývá de-skilling of everyday life – odzručňování každodennosti. Čím dál méně činností vyžaduje dovednost, trpělivost, přímý kontakt se světem. Místo toho stále častěji pouze vybíráme mezi předem připravenými možnostmi – nakupujeme, klikáme, volíme.Tím se nám svět odcizuje. Ztrácíme schopnost nejen jej utvářet, ale také v něm skutečně jednat. Crawford tvrdí, že pozornost nevzniká uvnitř nás, ale ve světě, který nám klade odpor a vyžaduje naši účast. Tuto myšlenku ilustruje srovnáním starých disneyovských grotesek a současných animovaných filmů. Mickey Mouse dvacátých let žil ve světě, kde se věci vzpouzely, stroje nefungovaly podle plánu a bylo třeba něco postavit, opravit nebo se naučit. Dnešní pohádky naproti tomu často přesouvají drama do člověkova nitra. Stěžejním problémem už není svět, ale emoce, komunikace nebo hledání vlastní identity.A právě zde se skrývá poselství celé knihy. Pozornost není jen disciplína; je především formou lásky ke světu. Ke světu, který není dokonalý, ale právě proto nás zve k činnosti, zručnosti, přemítání. Skutečná pozornost nevzniká tehdy, když se stále více obracíme do sebe, ale tehdy, když se necháme oslovit skutečností, která není naším výtvorem.

Pro a proti
Motoristé: O asistentovi ať rozhodne ředitel školy

Pro a proti

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 23:47


Současná koalice inkluzi nakonec nezruší, chystá ale zásadní revizi. Změna se bude týkat způsobu, jak se přidělují asistenti pedagoga. „Speciální školství má svoje místo, zrušení inkluze považuji za velmi špatný krok pro společnost,“ říká poslanec Jan Berki (STAN). „V rámci současné koalice jsme se dohodli, jaké změny v inkluzi mají proběhnout. A velká revize by teprve měla přijít,“ avizuje poslanec Miroslav Krejčí (Motoristé).Všechny díly podcastu Pro a proti můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Pro a proti
Recept pro Moravskoslezský kraj? Debata vědce a podnikatele

Pro a proti

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 23:56


Moravskoslezský kraj se podle odhadů bude dál postupně vylidňovat, do 50 let může ubýt asi třetina obyvatel. „Trend se musí zvrátit. Současné vedení kraje už pro to dělá dost a image Moravskoslezského kraje mění,“ říká v Pro a proti z festivalu Slunovrat René Kolek z krajské Hospodářské komory. „Aktivity kraje a některých samospráv jsou průkopnické. Ukazuje se, že se zde daří řešit i jiné problémy – třeba exekuce,“ míní sociální geograf Roman Matoušek z Ostravké univerzity.Všechny díly podcastu Pro a proti můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Devocionais Diarias
23 DE JUNHO DE 2026| DEVOCIONAL DIÁRIO| REV PAULO ADRIANO.

Devocionais Diarias

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 3:36


Graça e Paz sejam com todos! Ser-me-eis santos, porque EU, o SENHOR, Sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus.Levítico 20.26Primeira Igreja Presbiteriana da Arniqueira www.1ipar.com Entre em contato conosco 1iparniqueiras@gmail.com Faça nos uma visita SHA Conjunto 3 Chácara 47A Arniqueira Brasília DF maps.app.goo.gl/iQSRtWrk9Hy6eaUT6YouTube https://youtube.com/@primeiraigrejapresbiterian1958Contribua Ore e ajude esta obra! Pix 40222748 000153 (CNPJ)Banco do Brasil Conta Corrente 51214-1Agência 2901-7Que Deus abençoe você!Porque de tal manera amó Dios al mundo, que ha dado á su Hijo unigénito, para que todo aquel que en él cree, no se pierda, mas tenga vida eterna. Juan 3:16For God so loved the world, that he gave his only begotten Son, that whoever believes in him should not perish, but have everlasting life. John 3:16¹⁶ Ибо так возлюбил Бог мир , что отдал Сына Своего Единородного , дабы всякий верующий в Него , не погиб , но имел жизнь вечную . João 3:16Car Dieu a tellement aimé le monde, qu'il a donné son Fils unique; afin que tout homme qui croit en lui ne périsse point, mais qu'il ait la vie éternelle. João 3:16¹⁶ Want so lief het God die wêreld gehad, dat Hy sy eniggebore Seun gegee het, sodat elkeen wat in Hom glo, nie verlore mag gaan nie, maar die ewige lewe kan hê. João 3:16¹⁶ 하나님이 세상을 이처럼 사랑하사 독생자를 주셨으니 이는 저를 믿는 자마다 멸망치 않고 영생을 얻게 하려 하심이니라 João 3:16¹⁷ Tanrı, Oğlunu dünyayı yargılamak için göndermedi, dünya Onun aracılığıyla kurtulsun diye gönderdi. João 3:17

Portuguese For Listening With Eli And Friends
Episode 272: Going to the Gas Station - part 2

Portuguese For Listening With Eli And Friends

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 42:10


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Kecy a politika
Kecy a politika 271: Macinka - jediný politik ve vládě

Kecy a politika

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 53:35


Tento podcast bude o paradoxu české politiky, kdy vláda jako celek není příliš oblíbená (průzkum CVVM), ale ANO a Andrej Babiš mají výraznou důvěru českých voličů.Začínáme tvrzením, že jediným autentickým politikem v české vládě je Petr Macinka. Není to kladné nebo záporné hodnocení jeho osoby a politiky. Spíš se v tom zrcadlí to, že jeho pozice nestojí a nepadá s Babišem a zájmy Agrofertu. Zbytek vládní sestavy tvoří lidé, jejichž politická kariéra je závislá na Babišovi. Proto si Macinka může vůči premiérovi dovolit luxus mít svůj názor a svou stranickou strategii.Tím se dostáváme k důvodu, proč vláda rozhodla, že Petr Pavel nepojede na summit NATO do Ankary. Petr Macinka zvítězil v této taktické bitvě, zřejmě i proti vůli Andreje Babiše. Současně dokázal svou reálnou sílu. Bylo to však vítězství v bitvě, ne ve válce. Naznačuje to však, že by právě on mohl být lídrem českých nacionalistických populistů, kteří se budou nejspíš chtít před příštími volbami (a po odchodu Tomia Okamury) sjednotit do jednoho bloku.A ještě k paradoxu české politiky. Babišovi voliči svému lídrovi bezmezně důvěřují, ale také oni cítí, že jeho okolí je amatérské a dopouští se řady chyb. Omlouvají to známými slovy, že až se o tom Babiš dozví, jistě to změní. Premiér je v tom každý týden utvrzuje, když rozehrává mediální hry ve stylu: „Všechno mám pod kontrolou, vším se zabývám.“Jak to skončí?

Needo Talks
Za dostupnější bezbariérovou dopravu. Kristýna Kosinová

Needo Talks

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 58:43


Kristýna Kosinová je maminka tří synů, z nichž prostřední Jáchym má poruchu autistického spektra, mentální postižení a je neverbální. V podcastu otevřeně sdílí, jak náročné je skloubit péči, práci a rodinný život v systému, který často nefunguje. Součástí této podpory je i dostupnost bezbariérové dopravy, která má zásadní dopad na každodenní fungování rodin i na možnosti výběru školského zařízení nebo stacionáře.Více informací na: www.needo.cz/needo-talks/

Uma pausa para as coisas simples
O que ninguém te conta sobre começar a se escolher!

Uma pausa para as coisas simples

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 3:17


Olá, eu sou a Bruna Pinheiro! Sou terapeuta transpessoal, psicanalista, formada em Psicologia Positiva e pós-graduada em Psicologia Transpessoal e numeróloga. Mãe de um menino de seis anos, cantora, compositora e criadora da empresa Sua Música Personalizada. Também sou autora do meu primeiro livro, Coisas que Todo Mundo Sente Mas Ninguém Fala, além de muitos outros escritos.Criei este podcast há mais de oito anos com um propósito: espalhar luz, acolhimento e reflexões para tornar os dias mais leves e conscientes. Aqui, compartilho meus aprendizados, vivências e tudo que fala com o coração.Se você sente que esse conteúdo te toca e quer apoiar o que faço, fica à vontade para colaborar com qualquer valor pelo Pix: 358.084.778-32 (CPF). Toda contribuição é recebida com muito carinho.

Uma palavra no seu caminho
XII Domingo do Tempo Comum - Homilia

Uma palavra no seu caminho

Play Episode Listen Later Jun 21, 2026 7:52


Um dos temas centrais da Liturgia da Palavra de hoje é o testemunho. O testemunho é natural na vida de qualquer pessoa e, por maioria de razão, na vida de um cristão. Contudo, a nossa linguagem e prática eclesial acabam, por vezes, por o deturpar. Dizemos, por exemplo: «Vou dar testemunho». Mas o testemunho, em rigor, não se dá; o testemunho é-se.Ser testemunha não consiste em preparar um discurso para convencer alguém, como se a fé fosse uma técnica de marketing ou de publicidade. O testemunho é a própria forma de existir. Na maneira como vivemos, falamos, escolhemos e nos relacionamos, manifestamos aquilo que ocupa o centro da nossa vida, quais são as nossas prioridades e qual é a razão pela qual consideramos que vale a pena existir. Ser cristão é, por isso, ser testemunha. Não temos de nos preocupar, em primeiro lugar, em dar testemunho; temos de procurar ser discípulos de Jesus Cristo.A primeira leitura apresenta-nos Jeremias, um homem perseguido, incompreendido e ameaçado por permanecer fiel à missão que Deus lhe confiara. No meio da perseguição, porém, ele reconhece: «O Senhor está comigo como herói poderoso». Esta é também uma das grandes dificuldades da vida cristã: muitas vezes sentimo-nos sozinhos. E sentimo-nos sozinhos porque talvez já não prestemos atenção suficiente à presença de Deus ou porque nos isolamos, pensamos apenas a partir de nós próprios e esquecemos que pertencemos a uma comunidade.Deus fala-nos também através dos irmãos e das irmãs que connosco vivem a fé. Por isso, é tão importante estar inserido numa comunidade: nela encontramos mediações de Deus que nos recordam, alentam, confortam e, quando necessário, também nos despertam e corrigem.Perante o sofrimento, podemos pensar que o mal vence. São Paulo, na segunda leitura, não ilude a realidade: o mal e o pecado existem, e todos sentimos as suas consequências. Mas o mal não tem a última palavra. Mais forte do que o pecado é a graça; mais forte do que a nossa fragilidade é a fidelidade de Deus.No Evangelho, Jesus reafirma esta certeza: Deus está presente, sustenta-nos e conhece-nos profundamente. «Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.» Esta imagem diz-nos que nenhum aspeto da nossa vida é insignificante para Deus. Podemos não nos conhecer plenamente nem reconhecer as feridas e os medos que nos habitam. Deus, porém, conhece-nos e não nos abandona. Por isso, podemos confiar n'Ele e deixar que a nossa vida, com o desejo sincero de seguir Jesus Cristo, se torne testemunho do seu amor.É importante, contudo, não confundir testemunho com exemplo. O exemplo apresenta frequentemente alguém irrepreensível, acabado, quase inacessível. O testemunho cristão não consiste em afirmar: «Eu faço tudo bem». Consiste antes em reconhecer: «Eu apoio-me na força de Deus; confio na sua graça». Muitas vezes falhamos, somos infiéis e não correspondemos ao discípulo que Jesus espera. Mas o essencial é desejarmos segui-Lo e confiarmos mais na sua misericórdia do que nas nossas capacidades.Por isso, às vezes, é precisamente quando as coisas correm mal que o testemunho se torna mais verdadeiro. Quando tudo parece contrário e, apesar disso, conseguimos dizer: «Deus está aqui; Deus sustenta-me; Deus ampara-me», então a nossa vida aponta para além de nós.Bento XVI definiu de modo admirável o testemunho cristão: somos testemunhas quando, através das nossas ações, das nossas palavras e do nosso modo de ser, é Outro que se manifesta. Não somos testemunhas quando atraímos a atenção para nós, mas quando apontamos para Jesus Cristo, para Deus e para a sua graça.Não precisamos, portanto, de nos apresentar como pessoas impecáveis. Se o fizéssemos, não seríamos testemunhas, mas mentirosos. Somos testemunhas quando podemos dizer, com verdade e humildade: «Sou frágil, falho muitas vezes, mas Deus trabalha em mim». Esta certeza liberta-nos do peso de parecermos perfeitos e permite-nos viver a fé com mais confiança, mais verdade e mais alegria.

Louisiana Anthology Podcast
683. Theresa McCulla. "Insatiable City."

Louisiana Anthology Podcast

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026


683. Joining us today is historian and curator Theresa McCulla to discuss her book, Insatiable City: Food and Race in New Orleans. A 2025 James Beard Award nominee and named a Smithsonian Best Book of the Year, Insatiable City uncovers the complex, dual nature of the Crescent City's legendary culinary culture. McCulla—who has served as a food and drink curator for institutions like the Smithsonian—dives deep into the archives to reveal how the pleasures of New Orleans cuisine have always been deeply intertwined with race, labor, and systems of power, tracing this evolution from 19th-century slavery to 20th-century tourism. Yet, alongside these challenging histories, the book highlights how enslaved and free people of color brilliantly used food and drink to carve out spaces of autonomy, creativity, and joy. It is an exploration of how food truly shapes our culture, history, and understanding of identity. Now available: Liberty in Louisiana: A Comedy. The oldest play about Louisiana, author James Workman wrote it as a celebration of the Louisiana Purchase. Now it is back in print for the first time in 222 years. Order your copy today! This week in the Louisiana Anthology. Chateaubriand. Rene. Once among the Natchez, René was obliged to take a wife, to conform to the ways of that American Indian people; but chose not to live with her. A tendency to melancholy drew him into the woods; he spent whole days there alone, and seemed a savage among the savages. Except for Chactas, his adopted father, and P're Sou'l, the missionary at Fort-Rosalie he renounced all relations with mankind. These two elderly men had won much influence over his feelings: the former by his friendly indulgence, the latter, in contrast, by his unrelenting severity. Since the beaver-hunt, during which the blind Sachem had told his story to Ren', the latter had not wished to speak of his own. However Chactas and the missionary had a strong desire to know by what misfortune a European nobleman had been led to the strange resolution of burying himself in the wilds of Louisiana. Ren' had always given as justification for his refusal, the limited interest to be found in his history which was confined, he said, to that of his thoughts and feelings. 'As for the events which led me to sail for America', he added, 'I would wish to bury them in eternal oblivion.' This week in Louisiana history. June 19, 1953. Blacks protesting discriminatory treatment began a bus boycott in Baton Rouge, Louisiana.   This week in New Orleans history. June 19, 1865: While celebrated as Juneteenth in Texas, New Orleans held massive "Emancipation Day" celebrations to mark the end of slavery in the region. This week in Louisiana. McGee's Louisiana Swamp & Airboat Tours Daily Tours (year‑round) 1337 Henderson Levee Road Henderson, LA 70517 Website: mcgeesswamptours.com McGee's offers guided boat and airboat tours deep into the Atchafalaya Basin, the largest river swamp in the United States. Standard 90‑minute swamp boat tours typically run $25'$30 for adults and $15'$20 for children, with airboat rides available at a higher premium. The tours highlight the region's wildlife, cypress forests, and Cajun cultural history: Swamp Tours: 90‑minute guided excursions through the Atchafalaya's cypress‑lined waterways. Airboat Rides: High‑speed trips reaching remote areas of the basin. Wildlife Viewing: Alligators, wading birds, turtles, and classic swamp scenery. Postcards from Louisiana. The Rock Block Band at Felix's Restaurant and Oyster Bar.  Listen on Apple Podcasts. Listen on audible. Listen on Spotify. Listen on TuneIn. Listen on iHeartRadio. The Louisiana Anthology Home Page. Like us on Facebook. 

WGospel.com
Sete perguntas para o comunicador

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 2:13


SETE PERGUNTAS PARA O COMUNICADOR – SETE 007 Você é um bom Comunicador? Sete perguntas para você conferir se é ou não um comunicador eficiente: 1. Tento geralmente enxergar o ponto de vista das outras pessoas mesmo quando discordam do meu? 2. Costumo pedir que outras pessoas avaliem meu estilo de comunicação? 3. Sei realmente qual é minha imagem entre meus colaboradores – ou apenas presumo que sei? 4. Fico ressentido com as boas idéias deles ou descontente com o sucesso dos outros? (Seja totalmente honesto). 5. Inicio sempre o processo de comunicação com um pé atrás? Fico esperando confrontação, especialmente das pessoas de minha equipe? 6. Sou insensível à crítica? Tento bloqueá-la enviando sinais de que é indesejável? Fico na defensiva sempre que ela me atinge? 7. Tenho dado atenção a todas as formas pelas quais me comunico – oralmente, através do vestuário ou de expressões corporais? SETE são os dias da semana, SETE são as cores do arco-íris, SETE são as maravilhas do mundo antigo, SETE são as notas musicais. SETE foram as últimas frases de Jesus na Cruz. SETE indica plenitude! SETE não lembra nada a você?

Les chemins de la philosophie
Les philosophies moyen-orientales : Qu'est-ce que la pensée ésotérique en islam ?

Les chemins de la philosophie

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 58:31


durée : 00:58:31 - Avec philosophie - par : Géraldine Muhlmann - La pensée ésotérique en islam regroupe des courants pluriels qui mettent l'accent sur une dimension spirituelle et intérieure de la religion. Le soufisme en est l'une des expressions majeures, où la quête de Dieu passe avant tout par la pratique mystique et l'expérience personnelle. - réalisation : Carla Michel, Axel Dubois, Corinne Amar, Nicolas Berger, Nassim El Kabli, Luna Hadjla - invités : Pierre Lory Directeur d'études émérite à l'École Pratique des Hautes Études, Souâd Ayada Philosophe Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France

Bill Meyer Show Podcast
06-15-26_MONDAY_8AM

Bill Meyer Show Podcast

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 42:50


Dr. Dennis Power, retired professor of Business Law from SOU with the latest WHERE PAST MEETS PRESENT - today the story of the OLD WOOD HOUSE on Hwy 62 near Eagle Point. Plus a talk on the latest Supreme Court news yet to come.

Ptám se já
Zrušení angličtiny? Můžou za to osobní vztahy Plagy s Bekem, říká poslankyně

Ptám se já

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 35:25


Hlasujte pro Ptám se já v anketě Podcast roku.--Politici a odborníci se přou kvůli rozhodnutí ministra školství zrušit povinnou angličtinu od první třídy. Podle kritiků Česko na výuku angličtiny rezignuje. Podle ministra a zastánců změny jde o správný krok. Kdo má pravdu?Hostem Ptám se já byla poslankyně Renáta Zajíčková (ODS).Povinnou výuku angličtiny od první třídy základních škol a povinný druhý cizí jazyk nejpozději od sedmého ročníku měl zavést nový rámcový vzdělávací program (RVP), který schválil koncem roku 2024 tehdejší ministr školství Mikuláš Bek (STAN). Školy měly začít učit angličtinu povinně v první a šesté třídě od září 2027, dobrovolně od září 2025.Nyní je první cizí jazyk povinný od třetí třídy a druhý nejpozději od osmé.Současný ministr Robert Plaga (za ANO) se rozhodl pro úpravy RVP. Tento týden oznámil ředitelům škol, že chce nechat na na nich, jak angličtinu na prvním stupni do výuky zařadí. Kromě zrušení povinné angličtiny od první třídy se změny dotknou také výuky druhého cizího jazyka v základních školách, který nebude povinný, ale pouze povinně volitelný. Podle Plagy je důležité dosažení výstupní úrovně angličtiny v páté třídě. Názory rodičů, politiků, učitelů i expertů na vzdělávání se zatím různí. Někteří se obávají, že se zhorší dostupnost výuky cizích jazyků a prohloubí socioekonomické rozdíly mezi dětmi nebo mezi regiony a velkými městy. Jiní odborníci ale upozorňují, že jde o rozumný krok, protože školy často nemají na výuku angličtiny už od prvních tříd kapacity.„Tohle nemůže být důvod. Takhle nemůžeme řešit problémy, když nejsou učitelé. Protože nejsou učitelé fyziky, také zrušíme fyziku? Z mého pohledu v tom hrají roli opravdu osobní vztahy mezi tehdejším ministrem a panem Plagou,“ reagovala poslankyně Renáta Zajíčková (ODS) v Ptám se já.Zrušení povinné angličtiny ale i některé další kroky ministra školství označila poslankyně za „vendetu“. „Pro mě je druhá štace pana ministra velkým zklamáním. Myslím si, že i terén je velmi rozčarovaný, že očekávání byla veliká,“ řekla Zajíčková. Školy podle ní kromě zrušení povinné angličtiny od první třídy zaskočilo třeba škrtnutí financí na školní plavání, zrušení testování v pátých a devátých ročnících nebo ukončení testování kombinované výuky na základních školách. „Musíme vzdělávací systém přizpůsobit nové době. A změny, které se v současné době dělají, považuji za kosmetické, nezmění výrazně fungování toho systému. Děti jsou ve škole dlouho, máme přestárlé maturanty, pak máme i velmi dlouhé vysokoškolské studium,“ dodala poslankyně. „Jsem velmi ráda, že současný pan premiér Babiš hovoří o tom, že by se měla zkrátit základní škola. S tím jsem přišla já. Přišla jsem s návrhem reformy 8 + 2, 8 let povinně na na základce a dva roky na střední. Tuhle změnu musíme udělat.“Jak zlepšit výuku angličtiny v Česku? Jaký je Robert Plaga ministr po návratu na resort? A jak může vláda Andreje Babiše posunout české školství? --Podcast Ptám se já. Rozhovory s lidmi, kteří mají vliv, odpovědnost, informace.Sledujte na Seznam Zprávách, poslouchejte na Podcasty.cz a ve všech podcastových aplikacích.Archiv všech dílů najdete tady. Své postřehy, připomínky nebo tipy nám pište prostřednictvím sociálních sítí pod hashtagem #ptamseja nebo na e-mail: audio@sz.cz.

Think Out Loud
Southern Oregon University researchers lead statewide training effort to boost accessible tourism

Think Out Loud

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 18:03


In September 2025, Oregon became the first state in the nation to be verified for its accessibility for travelers with disabilities by the travel website Wheel the World. The company worked with Travel Oregon to assess hundreds of hotels, restaurants, tourism providers and state parks in seven regions across the state for their accessibility. That includes features like step-free entrances at museums or specialized wheelchairs available to venture onto a beach on the Oregon Coast.    But the state’s efforts to promote its accessibility doesn’t mean that barriers don’t still exist for travelers with physical or neurocognitive disabilities. Small hotel owners and tourism operators may also lack awareness about best practices to engage with these travelers or struggle with how to become more accessible online and in person.    To address these gaps, researchers at Southern Oregon University received a grant from Travel Oregon to develop and roll out training workshops at 12 locations across the state for travel industry professionals and other stakeholders. The training includes guidance on best practices and role-playing exercises where participants can experience, for example, what it’s like to navigate a carpeted hotel lobby in a wheelchair or to receive information during an emergency as a person who is hard of hearing.    Pavlina McGrady, an associate professor in the school of business at Southern Oregon University and Rebecca Williams, an assistant professor in the school of business at SOU, joined us on Oct. 2, 2025, to discuss the project. We also heard from Ulysses McCready, a junior at SOU who is blind and assisted with this effort.  

Jak to vidí...
Tomáš Zima: Univerzity nesmí být uzavřenou věží. Reforma vysokoškolského zákona je namístě

Jak to vidí...

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 25:48


Česko podle bývalého rektora Univerzity Karlovy Tomáše Zimy potřebuje nový vysokoškolský zákon nebo alespoň jeho novelu. Současná norma podle něj neodpovídá dnešním výzvám vědy a vzdělávání. „Svět se změnil,“ říká. Jak by mělo řízení vysokých škol vypadat? A jak zachovat jejich autonomii?Všechny díly podcastu Jak to vidí... můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Dvojka
Jak to vidí...: Tomáš Zima: Univerzity nesmí být uzavřenou věží. Reforma vysokoškolského zákona je namístě

Dvojka

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 25:48


Česko podle bývalého rektora Univerzity Karlovy Tomáše Zimy potřebuje nový vysokoškolský zákon nebo alespoň jeho novelu. Současná norma podle něj neodpovídá dnešním výzvám vědy a vzdělávání. „Svět se změnil,“ říká. Jak by mělo řízení vysokých škol vypadat? A jak zachovat jejich autonomii?

Plus
Peníze a vliv Jany Klímové: Eurokomisař Dombrovskis: Možný střet zájmů bereme vážně

Plus

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 23:24


Ministerstvo financí chce Evropské komisi doručit upravený plán vývoje veřejných financí pro příští roky. Ten současný, který vypracovala vláda expremiéra Petra Fialy (ODS), je podle ministryně financí Aleny Schillerové (ANO) nereálný. Současná vláda chce více investovat a navýšit schodek. „O věci jsem jednal společně s premiérem Babišem i ministryní financí Schillerovou,“ říká pro podcast Peníze a vliv eurokomisař Valdis Dombrovskis.

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Zápisník zahraničních zpravodajů
Maloval Franze Ferdinanda i slavné bitvy. V Sofii vzniká film o malíři Jaroslavu Věšínovi

Zápisník zahraničních zpravodajů

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 3:04


Malíř Jaroslav Věšín byl rodák z Čech, ale stal se ikonou bulharského umění. Současník Mikoláše Alše a Alfonse Muchy založil v Bulharsku malířskou školu a výrazně ovlivnil tamní uměleckou scénu. V Sofii o něm nyní vzniká dokument Jeden Evropan v Sofii. Náš reportér Pavel Novák se setkal s jeho režisérem Petrem Bakalovem.Všechny díly podcastu Zápisník zahraničních zpravodajů můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Audio Contos Gays
Rasguei o viadinho dentro da boléia

Audio Contos Gays

Play Episode Listen Later May 28, 2026 6:05


Sou caminhoneiro e um dia tava com muito tesão, vários dias sem gozar. Numa parada, vi um viadinho de uns 18 anos e fiquei louco pra comer.

Jak to vidí...
Vladimíra Dvořáková: Sociální kobra? Nová kontrola dávek je spíš populismus než systémové řešení

Jak to vidí...

Play Episode Listen Later May 25, 2026 25:43


Vláda plánuje přesunout agendy lidských práv, protidrogové politiky, zdravotně postižených či romských záležitostí z Úřadu vlády pod jednotlivá ministerstva. Současně ministr práce mluví o vzniku takzvané sociální kobry – speciální jednotky pro kontroly zneužívání dávek. Skutečně ale stát novými opatřeními ušetří? Na otázky odpovídala politoložka Vladimíra Dvořáková.Všechny díly podcastu Jak to vidí... můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Histórias para ouvir lavando louça
Meus amigos decidiram que iam doar um rim para salvar minha vida

Histórias para ouvir lavando louça

Play Episode Listen Later May 21, 2026 11:50


Aos 33 anos, o Vinícius tomou um susto quando o que parecia ser apenas uma crise de gota revelou algo muito maior. Seus rins já não funcionavam como deveriam, e metade da função estava perdida. Junto com o diagnóstico, veio um medo que ele nunca tinha sentido antes, que era a sensação constante de que podia morrer, já que em determinado momento ele passou a precisar de um transplante de rim.Por sorte, Vinicius sempre teve muito acolhimento da família e também dos amigos, como o Thiago e a Xaxá. Foi numa ligação despretensiosa com a Xaxá, que ele ouviu que se fosse preciso, o amigo doaria um rim. Mas isso soou apenas como um apoio moral, até porque até ali ninguém sabia da seriedade da sua doença. O tempo passou, a doença do Vinicius avançou e ele seguiu em silêncio, carregando a certeza de que não podia pedir um rim pra ninguém. Até que, numa conversa com os amigos, ele mencionou que precisaria do transplante. E, como se fosse a coisa mais natural do mundo, Thiago e Xaxa compartilharam seus tipos sanguíneos. Como quem diz: “Sou um possível doador”.Foi nesse momento que tudo mudou.O que antes era impensável se tornou real, mas aceitar que alguém fizesse isso também doía porque receber um gesto desses carrega uma enorme responsabilidadeMas os amigos estavam junto com o Vinicius, e não voltariam atrás. Foram fazer os exames para saber qual dos dois era o doador perfeito, e o escolhido foi o Thiago.Xaxa, apesar de não se tornar doadora, não ficou de fora. Criaram um grupo dos três e ela era a mãezona que sustentava, cuidava e permanecia ali para não deixar as ansiedades consumirem os dois.Antes da cirurgia, Vinícius, que é ator e músico, sentia como se estivesse prestes a entrar em cena. Ansioso, mas pronto. Sabia que precisava daquilo para continuar.E deu certo!E, no fim, não era só um transplante, mas um chamado para o SIM. O gesto dos amigos, a responsabilidade de Vinicius, tudo isso revela muito sobre amizade, mas também sobre algo muito simples e raro: um ser humano disposto a dar vida a outro.

Think Out Loud
Two perspectives on Southern Oregon University's latest financial crisis

Think Out Loud

Play Episode Listen Later May 13, 2026 21:34


As Jefferson Public Radio reported, the  Southern Oregon University Board of Trustees voted unanimously last Friday to create its own plan for long-term financial stability rather than adopt entirely the steep cuts and revenue-raising measures the consulting firm Deloitte has recommended. SOU is facing a deficit of more than $12 million which is expected to grow to nearly $17 million by 2030.    SOU has until next month to adopt a financial stability plan in order to receive $15 million in emergency funding approved by Oregon lawmakers in March. Deloitte’s plan calls for cutting four academic programs, including music and creative writing, and reconfiguring or consolidating nine other programs in subjects like Native American studies and philosophy.   This is the latest financial emergency the university has faced in recent years it’s attempted to address through workforce and academic cuts. Last September, for example, the SOU Board of Trustees approved a plan to slash more than $10 million over four years by eliminating more than 20 academic majors and minors. SOU President Rick Bailey joins us for a perspective, along with Sage TeBeest, a creative arts program assistant at SOU and the president of SEIU 503 Sublocal 84, which represents classified staff at the university.

Podcasts do Portal Deviante
Teoricos do Guaxaverso 001 (Especial de aniversário)

Podcasts do Portal Deviante

Play Episode Listen Later May 13, 2026 46:25


Nosso especial no mês de aniversário!!!! Anote seus pontos, sem roubar, e venha torcer para Fabi, Caio ou Felipe Xavier e diga nos comentários quantos pontos você faria? TEXTOS: No início, sou só água. Água que espera. Então vêm as mãos. Uma pesa demais. Outra mede demais. A terceira hesita,  e essa hesitação muda tudo. Sou golpeado. Sovado. Esticado até quase romper. As primeiras tentativas são desiguais. Alguns fios nascem grossos, outros frágeis. Há pressa demais em uma palma. Orgulho demais em outra. O fogo observa. O ar fica pesado com sal, gordura, memória. Alguém quase perde o ritmo quando o aroma sobe rápido demais. Alguém quase se afoga na própria ansiedade. Mas então eles lembram do que aprenderam. Três movimentos. Não separados, simultâneos. Eu giro. Sou lançado contra calor que não recua. Uma força antiga tenta me dispersar, espalhar meus ingredientes, provar que ainda manda na chama. Quase me perco. Quase transbordo. Mas três tempos se alinham. Um impacto que atordoa. Um alongamento que desequilibra. Uma dobra que concentra. E eu encontro forma. O cenário é improvável. O cheiro de menta e produtos químicos tenta, sem sucesso, mascarar o odor de sangue que impregna o tecido azul escuro. O chão vibra com o rugido lá de fora e as paredes de metal rangem. Ao olhar para o lado, a visão de sua mulher segurando um cutelo com naturalidade é a única coisa que lhe dá confiança para tentar decifrar aquelas linhas técnicas em francês. Você precisa estabilizar a aeronave e ignorar, por um instante, o que aguarda por trás da porta: sete figuras que deveriam estar imóveis e ensacadas, mas que podem ser bem mais perigosos do que uma queda livre. O prédio tem três andares, mas nunca esteve completo. Uma ala inteira permanece vazia há mais de uma década. Prometeram móveis. Prometeram verba. Prometeram futuro. O cheiro ali é curioso: mofo recente, como se algo tivesse sido inaugurado ontem, e abandonado no mesmo dia. Lá dentro, poucas pessoas. Ou assim dizem os registros. Mas há sempre alguém na recepção. Lá dentro, poucas pessoas. Ou assim dizem os registros. Mas há sempre alguém na recepção. Alguém que sorri demais. A cidade é redonda. Não por acaso, por orgulho. Torres ovais, bandeiras amarelas, brasões com formas simples demais para serem inocentes. Dentro dos muros, tudo brilha. Fora deles, a lama é espessa. O ser mais protegido do reino vive numa torre alta. Oficialmente, é de companhia. Extraoficialmente, sustenta o tesouro. Na manhã da fuga, a janela estava estilhaçada de fora para dentro. No alto da colina próxima, marcas no solo indicavam algo pesado apoiado ali por horas. Não houve invasão. Houve lançamento. Dias depois, criadores começaram a notar ausências sincronizadas. Portões intactos. Cercas inteiras. E ainda assim, vazios. O soberano fala em sabotagem. Mas os relatórios usam outra palavra: organização. O tempo dos carros voadores ficou para trás e a Biblioteca não guarda apenas livros raros, mas a sobrevivência humana. Após passarem por um teste de sangue e álcool, eles são levados à cidade subterrânea, onde lâmpadas brilham como estrelas e o silêncio dos moradores esconde um medo profundo. O corredor estreito engole o som. Lá dentro, o silêncio ecoa estranho, em contraste com a animação esperada. Então a luz reaparece na outra extremidade. Mas não vem calor com ela. Vem pausa. Um a um, os passos diminuem. Não por ordem. Por contágio. Um último som ainda insiste em ser ouvido. Tum. Tum. Tum. O tambor falha no meio do gesto. Havia algo esperando do lado de fora. O ar muda antes do primeiro som metálico. Um estalo seco rasga o céu, não como trovão, que avisa. Como ruptura. A vibração chega antes da compreensão. Depois, o silêncio fica mais pesado do que antes. Ninguém corre. Ninguém canta. Até que alguém respira fundo demais. E o mundo decide se encolher, ou responder. O corredor estreito engole o som. Lá dentro, o silêncio ecoa estranho, em contraste com a animação esperada. Então a luz reaparece na outra extremidade. Mas não vem calor com ela. Vem pausa. Um a um, os passos diminuem. Não por ordem. Por contágio. Um último som ainda insiste em ser ouvido. Tum. Tum. Tum. O tambor falha no meio do gesto. Havia algo esperando do lado de fora. O ar muda antes do primeiro som metálico. Um estalo seco rasga o céu, não como trovão, que avisa. Como ruptura. A vibração chega antes da compreensão. Depois, o silêncio fica mais pesado do que antes. Ninguém corre. Ninguém canta. Até que alguém respira fundo demais. E o mundo decide se encolher, ou responder. O carro sobe por uma estrada estreita ladeada por muros de pedra antiga. Não é apenas uma propriedade, é um monumento. O cheiro não é só de terra: é de tradição. À esquerda, fileiras disciplinadas descem o terreno em declive. À direita, uma mansão que parece ter aprendido a envelhecer com elegância. Um anexo mais recente destoa, concreto mais claro, linhas mais retas. Mas eu não estou ali pela arquitetura. Estou ali porque algo apodreceu. Ajude esse projeto Apoiase: https://apoia.se/rpguaxa PIX: rpguaxa@gmail.com Contatos: Instagram: https://instagram.com/RPGuaxa Instagram do Guaxa: https://instagram.com/marceloguaxinim Assine o Feed! http://deviante.com.br/podcasts/rpguaxa/feed/ Se não esta achando no seu agregador cole esse link lá que ele acha! Assine o Feed! Edição: Marcelo Guaxinim. Idealizador e Host: André Trapani. Jogadores: Caio, Fabi e Felipe Xavier. “Happy Happy Game Show” Kevin MacLeod (incompetech.com) Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ “Ancient Winds” Kevin MacLeod (incompetech.com) Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Bill Meyer Show Podcast
05-11-26_MONDAY_8AM

Bill Meyer Show Podcast

Play Episode Listen Later May 12, 2026 42:21


Where Past meets Present with Dr. Dennis Powers - talking the SOU reforms and other news and lawfare latest, then a profile of Chris Korbulic: Kayaking the World

The Non-Negotiables: Arsenal Podcast
E208: “Holds Barred” — Arsenal Survive West Ham VAR Drama, Injury Chaos & Claim Huge Win (Match Review)

The Non-Negotiables: Arsenal Podcast

Play Episode Listen Later May 11, 2026 56:14


Arsenal survived one of the season's most chaotic afternoons at the London Stadium to remain top of the Premier League — but this was far from a comfortable title-race performance.The panel breaks down Arsenal's dominant opening spell, the tactical structure that initially overwhelmed West Ham, and why the game completely changed following Ben White's injury and Mikel Arteta's controversial reshuffle.There's detailed discussion around Declan Rice moving to right back, Martin Zubimendi's difficult introduction into the game, and whether Arteta once again overthought a high-pressure moment.The episode also focuses heavily on David Raya's enormous late save from Matías Fernández, with debate over where it ranks among Arsenal's most important moments of the season.Martin Ødegaard's substitute cameo, Leandro Trossard's decisive winner, and Arsenal's ability to survive difficult moments under pressure are all analysed as the title race enters its final weeks.The second half of the show is dominated by VAR controversy after West Ham's stoppage-time equaliser was ruled out for a foul on David Raya. The panel reacts to the media fallout, pundit reaction, and the wider narrative surrounding Arsenal's set pieces and corner routines.There's also discussion around Ben White and Riccardo Calafiori injury concerns, the emotional toll of the run-in, Manchester City's remaining fixtures, and whether Arsenal can finally get over the line.A chaotic afternoon. A massive result. And two league games left.Chapters:(00:00) - Arteta's Non-Negotiables & Intro(00:18) - Match Review Setup & Arsenal's Huge Week Context(01:09) - Starting XI Debate & Arteta Sticking With The Same Team(02:15) - Rotation Questions, Ødegaard & Squad Management(03:18) - Arteta's “Vibes” Moments & Tactical Contradictions(04:04) - Arsenal's Dominant Opening & Early Chances(07:01) - Set Piece Pressure & Calafiori Threat Discussion(08:26) - Ben White Injury Blow & Tactical Consequences(09:19) - Arteta's Zubimendi Substitution Debate(13:10) - Declan Rice at Right Back & Midfield Collapse Discussion(16:56) - Pressure Moments, Pep Comparisons & Arteta Debate(19:21) - West Ham Chances & Half-Time Context(19:45) - Calafiori Injury & Second Half Tactical Balance(21:04) - Havertz, Ødegaard & Arsenal Losing Control(22:06) - David Raya's Huge Save vs Fernández(25:03) - Defensive Trust & Goalkeeping Discussion(26:42) - Ødegaard Build-Up & Trossard's Winning Goal(28:17) - Late West Ham Pressure & Disallowed Goal Drama(30:33) - VARse: Raya Foul Debate & Media Reaction(35:38) - Arsenal Corner Narratives & Set Piece Discussion(39:23) - Souček, Kai Havertz & Penalty Debate(41:18) - Why The Goal Was Correctly Disallowed(44:10) - Arteta, VAR & Darren England Discussion(46:18) - Risk of Mistakes?(48:45) - Raya Save Comparisons & Son Heung-min Discussion(50:05) - Arsenal's Title Run-In & Final Two Games(52:11) - Final Thoughts: Injuries, Trossard & Staying Calm(55:34) - Outro & Upcoming Shows

The Jefferson Exchange
Southern Oregon Repertory Singers mark Mother's Day weekend

The Jefferson Exchange

Play Episode Listen Later May 9, 2026 15:05


Paul French, director of the Southern Oregon Repertory Singers, and Christopheren Nomura, an internationally acclaimed baritone soloist, talk about Nomura's world premiere performance in Ashland set for Saturday and Sunday on Mother's Day Weekend at SOU's Music Recital Hall.

The509experience
Episode 84 - "Three Haitian Creole Expression"

The509experience

Play Episode Listen Later May 3, 2026 3:55


This week I am breaking down three essentials Haitian Creole Expression: " San Pran Souf" (Meaning to Never stop doing something, with no breaks" "Met dlo nan Diven w (Meaning to Tone it down, relax) "Sou de Chèz" ( meaning in Detail, giving you the full scope) Whether you are looking understand more complex conversations or want to impress with  authentic phrasing, this episode got you covered. Tune in and elevate your Haitian creole game.

Bill Meyer Show Podcast
04-28-26_TUESDAY_8AM

Bill Meyer Show Podcast

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 45:14


John Schleining, former teacher at SOU, continues the talk from yesterday about the challenges of DEI embedded in the system. D62 quiz, and Network in Action with Lisa McCleese Kelly from Network in action profiling 2 of her members.

Bill Meyer Show Podcast
04-27-26_MONDAY_8AM

Bill Meyer Show Podcast

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 48:39


Dr. Powers Where Past Meets Present with a really interesting profile of the RHOTEN brothers and family of gold-hunting giants. Then into the 15 million dollars into SOU, what will the revamp look like?