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Sejam bem-vindos ao magazine Semana em África, a rúbrica onde recapitulamos os principais acontecimentos da semana no continente africano. Esta semana fica marcada por uma nova reviravolta na Guiné-Bissau com o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, a ter sido colocado em prisão preventiva, esta sexta-feira. Simões Pereira vai cumprir uma ordem decretada por um Juiz de Instrução Criminal, no âmbito de uma investigação sobre a sua alegada participação num golpe de Estado que teria ocorrido em outubro de 2025. A defesa diz tratar-se de uma "cabala política". De acordo com os advogados de defesa e fontes familiares, Simões Pereira foi conduzido por volta das 10 horas, hora de Bissau, para as instalações da Segunda Esquadra, onde vai cumprir a prisão preventiva. A medida teria sido decretada na quinta-feira, pelo Juiz de Instrução Criminal, Mamadu Embalo, dando deferimento a um pedido nesse sentido que tinha sido formulado pela Promotoria da Justiça Militar. O opositor Fernando Dias da Costa, que reclama ter vencido as eleições presidenciais de Novembro passado, entretanto interrompidas pelo golpe de Estado militar, denunciou o que considera ser uma perseguição política a Simões Pereira. Dias da Costa afirma que Pereira é vítima de perseguição unicamente por ter apoiado a sua candidatura às eleições de Novembro. Entretanto, os advogados de defesa do líder do PAIGC e presidente eleito do parlamento guineense, não compareceram ao Tribunal Militar, onde Simões Pereira, está a ser investigado, por considerarem que o seu processo ganhou contornos políticos e não judiciais. Portanto, dizem, não valia a pena ir ao Tribunal, instância da qual não receberam nenhuma notificação. Seja como for, é facto que Domingos Simões Pereira está detido na Segunda Esquadra, onde já esteve de 26 Novembro de 2025 a 31 Janeiro deste ano. Desde essa altura, Pereira encontrava-se em prisão domiciliária, sob forte vigilância policial. Após ser ouvido pelo Tribunal Militar na quarta-feira, o responsável político tinha sido notificado ontem à noite para tornar a comparecer perante a justiça nesta sexta-feira. Uma situação perante a qual as eurodeputadas portuguesas Catarina Martins e Marta Temido, bem como a diplomata Ana Gomes, manifestaram o seu repúdio denunciando o que qualificaram de inacção da comunidade internacional. Guiné-Bissau: referendo a 30 de Agosto sobre nova Constituição Ainda na Guiné-Bissau, os cidadãos serão chamados no próximo dia 30 de Agosto a pronunciar-se sobre a nova Constituição do país. A sociedade civil insurge-se contra esta iniciativa, que apelida de "teatro". Cada guineense com capacidade eleitoral activa vai dizer “sim” ou “não” como resposta. A consulta popular será feita por sufrágio universal, directo, secreto e pessoal, sobre a entrada em vigor da nova Constituição da República aprovada pelo Conselho Nacional de Transição. O decreto presidencial, assinado por Horta Inta-a esclarece que “o Supremo Tribunal de Justiça emitiu parecer favorável” à realização do referendo. A questão que se coloca é saber o que diz a própria Constituição já que a maioria dos guineenses desconhece as novas formulações que constam do texto revisto pelo Conselho Nacional de Transição, órgão que exerce as competências do parlamento guineense. Os militares tomaram o poder a 26 de novembro de 2025, num golpe de Estado e uma das primeiras acções foi a alteração da Constituição da República da Guiné-Bissau que passa a dar mais poderes ao Presidente da República. A oposição e as organizações da sociedade civil têm criticado todo o processo que conduziu à alteração da Constituição que dizem foi feita por via da força. Seja como for, no próximo dia 30 de agosto, os guineenses serão chamados a dizer se concordam ou não com a nova Constituição da República. Armando Lona, coordenador da Frente popular, representando a sociedade civil, denuncia um "teatro". "Não passa de uma aberração crónica, uma fuga para a frente por parte de um grupo que, todos nós sabemos que assaltou as instituições, que instalou uma ditadura sanguinária na Guiné-Bissau nos seis últimos anos. Apesar da derrota que sofreu nas eleições de 23 de novembro de 2025, não se acomodou, não se convenceu. Continua a multiplicar encenações, golpes cerimoniais, teatros, como agora estamos a assistir com esse pseudo referendo que não passa de um autêntico teatro no circo. Porque um referendo constitucional, em qualquer parte do mundo, é um acto de soberania popular. Acontece dentro de um quadro histórico duma realidade histórica interpretada pelo povo sobre a necessidade ou não de proceder a um referendo. E quando acontece, acontece dentro dos parâmetros legais, devidamente legitimado pelo povo do país. Na Guiné-Bissau temos leis que indicam claramente como é que se deve proceder perante um referendo popular. Qualquer revisão constitucional tem que decorrer dentro desses parâmetros legais. Portanto, o que está a acontecer nesse momento é um autêntico teatro de um bando que capturou as instituições da Guiné-Bissau, que tenta a todo o custo salvaguardar o regime que já está desmoronado. Um regime que está completamente à deriva, portanto. E tudo isso não passa de um teatro"." Neste contexto, acha que, porventura, muitos guineenses já tomaram conhecimento das alterações que a transição preconiza? Acha que as pessoas estão esclarecidas sobre o que vai ser o objecto deste referendo? Os guineenses não avaliam essas mudanças oportunísticas, essas mudanças ilegais. O que os guineenses avaliam é a tentativa da sua confiscação, da vontade exprimida nas urnas. O povo da Guiné-Bissau escolheu um presidente no dia 23 de Novembro de 2025 e aconteceu um falso golpe para poder impedir que este presidente assumisse as funções presidenciais. Tudo o que nós estamos a assistir até agora faz parte desse projecto de confiscação da vontade popular. E o povo da Guiné-Bissau não reconhece esse grupo, esse bando. O povo da Guiné-Bissau está determinado a lutar para fazer valer a vontade expressa soberanamente nas urnas. Moçambique: Igreja quer esclarecimentos sobre assassinato de bispo de Quelimane A igreja católica, realça o presidente da conferência episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saúre, está preocupada e busca respostas para o que aconteceu na madrugada dia 06 de Junho na residência pastoral na cidade de Quelimane onde sabe-se apenas que Dom Osório Citora foi morto a tiro. "Ficando apenas o que foi dito publicamente pela imprensa de que o bispo foi morto a tiro, por uma arma de fogo sem nenhuma referencia as possíveis respostas para as perguntas cruciais tais como: quem matou exactamente Dom Osório, quem foi o mandante e quais seriam as motivações do assassinato". A Conferência Episcopal de Moçambique pede, diz o arcebispo de Maputo Dom Carlos Nunes, que seja levado a cabo uma nova linha de investigação ao assassinato do bispo de Quelimane. "Ali não é fábrica de armas. Veio de algum sítio, alguém trouxe essa arma. Então que se abra mais o campo porque o modo como agora está sendo orientado parece que é uma coisa de casa, caseira. A igreja tem problemas então é vitima dos seus próprios problemas". A preocupação dos bispos católicos foi manifestada em conferência de imprensa na capital moçambicana. Os arcebispos de Nampula, Dom Inácio Saúre, de Maputo, Dom João Carlos, e o emérito da Beira, Dom Claúdio Dalla Zuanna, mantiveram encontros no dia 04 deste mês de Julho, em Roma, com o Papa Leão XIV e com o Cardeal Pietro Parolin - Secretário de Estado do Vaticano onde onde foi condenado o baleamento do bispo da diocese de Quelimane, Dom Osório Citora. Entretanto, cerca de 1.400 moçambicanos foram repatriados pelas autoridades nacionais após a violência xenófoba na África do Sul. O anúncio foi feito pelo Governo que garante estar a acompanhar a situação e a criar condições para o enquadramento profissional destes cidadãos. O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, revelou, esta semana, os números de moçambicanos regressados da África do Sul. Em São Tomé e Príncipe, a missão de observação às eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe deverá chegar ao país entre dia 14 e 15 de Julho e deverá ser liderada pelo antigo ministro angolano, João Bernardo Miranda. Estas precisões foram feitas por Maria de Fátima Jardim, secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal. É o ponto final deste magazine Semana em África. Nós, já sabe, estamos de volta na próxima semana. Até lá, fique bem.
A semana foi marcada pela guerra entre os Estados Unidos e o Irão e as negociações de paz que parecem finalmente remarcadas para a próxima segunda-feira — no entanto, o cessar-fogo é absolutamente frágil. Ao mesmo tempo, Israel começa a estar no centro das atenções deste conflito, não só porque, numa primeira fase, não aceitou o cessar-fogo e continuou a atacar o Líbano, como continua também a ter uma agenda própria, que parece não favorecer as negociações de paz. A posição israelita está a levar a uma situação absolutamente nova e que seria surpreendente há uns anos: a União Europeia está progressivamente a romper com Israel. Itália e Alemanha, parceiros absolutamente históricos de Israel, começam a parecer-se cada vez mais com alguns países que têm sido bastante mais ousados, como Espanha, a Irlanda ou a Eslovénia. Estamos ou não a assistir a um rompimento histórico entre as capitais europeias e Israel? No Expresso da Meia-Noite, com moderação de Ricardo Costa, debatem Pedro Gomes Sanches, comentador SIC; Ana Gomes, ex-embaixadora e ex-eurodeputada pelo PS; Vasco Becker-Weinberg, comentador SIC e especialista em Direito Internacional; e Nuno Ramos de Almeida, comentador SIC. Ouça o comentário emitido na SIC Notícias a 24 de abril. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Este conteúdo é um trecho do nosso episódio: “#342 - DSM-Firmenich: Fazenda de Dados alinhada com a visão de negócio”.Nele, Ana Gomes, Data Analytics Manager na DSM-Firmenich, explica os principais desafios que surgem quando você precisa expandir uma arquitetura de dados para toda a organização. Ela detalha como questões de catalogação e interconectividade entre produtos se tornam gargalos críticos. Além disso, fala da diferença entre tecnologia disponível e maturidade organizacional para consumi-la. Ficou curioso? Então, dê o play!Assuntos abordados:Catalogação de dados corporativos;Democratização do acesso a dados;Transformação data driven;Tecnologia x maturidade.Links importantes:NewsletterDúvidas? Nos mande pelo LinkedinContato: osagilistas@dtidigital.com.brOs Agilistas é uma iniciativa da dti digital, uma empresa WPP #cases #dados
Por que uma organização evolui mais rápido quando as respostas estão integradas? Neste episódio, Ana Gomes, Data Analytics Manager na DSM-Firmenich, detalha o projeto Fazenda de Dados, onde a empresa reduziu o tempo de análise de meses para dias e como isso impactou nos resultados. Ela explica como quebrar a barreira dos dados isolados por área e criar uma visão integrada que chama a atenção da liderança executiva, além dos principais desafios para escalar essa transformação no setor de nutrição animal. Ficou curioso? Então, dê o play!Conheça o case da Fazenda de Dados: https://dti.ag/fazenda-de-dadosAssuntos abordados:Integração de dados fragmentados;Dados em silos x visão holística;Arquitetura Data Lakehouse e Data Mesh;Crescimento de dados IoT e drones;Estratégia de casos de uso;Modelo preditivo de saúde animal;Experimentação e validação de hipóteses.Links importantes:NewsletterDúvidas? Nos mande pelo LinkedinContato: osagilistas@dtidigital.com.brOs Agilistas é uma iniciativa da dti digital, uma empresa WPP #cases #dados
Ana Gomes acusa PSD de negociar com o Chega juízes para o TC. Reitera que PS está a fazer valer "entendimento que existe há décadas". Noutro tópico, elogia a visita de José Luís Carneiro à Venezuela.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes acusa PSD de negociar com o Chega juízes para o TC. Reitera que PS está a fazer valer "entendimento que existe há décadas". Noutro tópico, elogia a visita de José Luís Carneiro à Venezuela.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes acusa PSD de negociar com o Chega juízes para o TC. Reitera que PS está a fazer valer "entendimento que existe há décadas". Noutro tópico, elogia a visita de José Luís Carneiro à Venezuela.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No Zuga falamos de política, economia, cultura e liberdade.Sem cartilhas, sem medo do politicamente correto e sem pedir licença ao Estado.
Ser mulher diplomata, a independência de Timor-Leste, a corrupção em Portugal, o caso Isabel dos Santos, os riscos, a candidatura a Presidente da República, as queixas por difamação, o impacto do processo Casa Pia no PS. Primeiro de três episódios antes da eleição de 2026 com todas as mulheres que já foram candidatas a Presidente da República (além de Maria de Lourdes Pintasilgo, em 1986).
Bernardino Soares afirma que António Filipe é o único capaz de gerar consensos à esquerda. Ana Gomes garante que o PS está unido e que candidato apoiado pelo PCP não conseguirá ir à segunda volta.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bernardino Soares afirma que António Filipe é o único capaz de gerar consensos à esquerda. Ana Gomes garante que o PS está unido e que candidato apoiado pelo PCP não conseguirá ir à segunda volta.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes acusa Cotrim de Figueiredo de querer dividir a direita. Bernardo Blanco defende que o fenómeno do voto útil desaparece à medida que Cotrim sobe nas sondagens.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A instabilidade volta a marcar a actualidade na Guiné-Bissau, onde o Procurador Geral da República do governo de transição declarou "nulas" as eleições de 23 de Novembro e a família de Domingos Simões Pereira exige uma prova de vida do líder político detido pelos militares. Em Cabo Verde, as autoridades estão a formar profissionais do turismo para prevenir casos de exploração sexual de menores. Já São Tomé e Príncipe celebra a inscrição do Tchiloli como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Na Guiné-Bissau, o Procurador-Geral da República do governo de transição declarou “nulas” as eleições presidenciais de 23 de Novembro. Amadú Tidjane Baldé, que se reuniu na quinta-feira, 11 de Dezembro, com representantes da Comissão Nacional de Eleições (CNE), afirmou que não existem “condições técnicas” para concluir o processo eleitoral, alegando faltar elementos essenciais para a reconstituição dos resultados. A decisão surge num momento em que a candidatura de Fernando Dias, que reivindica vitória nas presidenciais, pressiona a CNE para convocar uma reunião plenária e oficializar os resultados “o mais rápido possível”. A disputa pelo controlo do processo eleitoral agrava o clima de incerteza no país, desde que os militares assumiram o poder a 26 de Novembro. Junta militar procura legitimidade externa Esta semana, a junta militar que tomou o poder no país reuniu-se com organizações internacionais para discutir a crise e solicitar apoio externo. Os militares garantiram que pretendem libertar a Guiné-Bissau da influência do narcotráfico, um argumento que não convence as organizações da sociedade civil. Para Vigário Luís Balanta, secretário-geral do Movimento Cívico Pó di Terra, a narrativa da junta militar carece de credibilidade. Balanta reforça que o narcotráfico é “o principal factor de instabilidade” no país e que somente com apoio internacional será possível combater um fenómeno que, segundo afirma, tem capturado o regime e destruído a democracia guineense. Organizações de direitos humanos exigem libertação de presos políticos A Liga Guineense dos Direitos Humanos lançou uma campanha para exigir a libertação dos presos políticos detidos após a tomada de poder pelos militares. Entre os casos mais preocupantes está o de Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, detido numa esquadra de Bissau. A família afirma não ter qualquer contacto com o político há “pelo menos 15 dias”. Em declarações à agência Lusa, a filha, Denisa Pereira, revelou que os familiares “temem pela vida” de Simões Pereira e exigem uma “prova de vida”. CEDEAO analisa crise na Guiné-Bissau A instabilidade guineense será discutida este domingo numa cimeira extraordinária da CEDEAO, a realizar-se em Abuja. No entanto, a antiga diplomata portuguesa e ex-candidata presidencial Ana Gomes mostra-se céptica quanto à capacidade da organização regional intervir de forma eficaz na resolução da crise política na Guiné-Bissau. Cabo Verde reforça combate ao abuso sexual no turismo Noutro ponto da região, o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) iniciou acções de formação dirigidas a profissionais do sector turístico. O objectivo é capacitá-los para identificar, prevenir e actuar perante casos de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes no contexto de viagens e turismo - um problema crescente associado ao fluxo internacional de visitantes. Tchiloli de São Tomé e Príncipe torna-se Património Cultural Imaterial da Humanidade Num raro ponto positivo para a África lusófona, a UNESCO reconheceu oficialmente o Tchiloli, tradicional teatro são-tomense, como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A inscrição ocorreu durante a 20.ª Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorre em Nova Deli, Índia, e encerra este sábado, 13 de Dezembro. O reconhecimento internacional representa um marco para a cultura de São Tomé e Príncipe, garantindo maior visibilidade e protecção a uma expressão artística única que combina teatro, música, dança e narrativa histórica.
Ana Gomes acusa o almirante de não ter convicções ideológicas e de tentar "pescar" o eleitorado do PS nostálgico de Sócrates. António Tavares recusa e diz que Gouveia e Melo quer atrair os indecisos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes afirma que foi "absurdo" ver Catarina Martins a tentar colar o adversário à direita e que o Bloco não precisa disso. Marisa Matias garante que o passado impede Seguro de unir a esquerda.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes e Rui Moreira analisam o debate entre Seguro e Marques Mendes. Próximos na justiça, separados na lei laboral. Seguro pisca o olho "à base do PS". Marques Mendes sabe afastar-se do Governo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes considera que Jorge Pinto tem um discurso contraditório ao acusar Seguro de dividir a esquerda. Já Isabel Mendes Lopes entende que Seguro não é a única opção de rosto para uma convergência.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes considera que Jorge Pinto tem um discurso contraditório ao acusar Seguro de dividir a esquerda. Já Isabel Mendes Lopes entende que Seguro não é a única opção de rosto para uma convergência.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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É como uma radiografia detalhada do atual panorama político português, tendo como ponto de partida uma sondagem recente sobre as intenções de voto para as eleições presidenciais. O debate, marcado pela participação de figuras como Ana Gomes, Paulo Ferreira, António Gomes e Miguel Morgado, revela um país em transição, onde a fragmentação da esquerda, a ascensão da direita e o choque geracional desenham um cenário inédito e desafiante. Os jovens, tradicionalmente associados à rebeldia de esquerda, migram para a direita, adotando posições liberais, conservadoras e, por vezes, reacionárias. Esta tendência, visível em toda a Europa, reflete-se em Portugal, onde Ventura lidera entre os eleitores dos 18 aos 44 anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na Vichyssoise, Ana Gomes defende que candidatos apoiados por BE, PCP e Livre devem desistir a favor de Seguro antes da primeira volta. Avalia negativamente desempenho nacional e europeu de Costa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
As movimentações nas Presidenciais e a aparente desdramatização orçamental foram os temas da Vichyssoise desta semana. A convidada foi a antiga candidata presidencial, Ana Gomes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Gaza sofreu novos ataques israelitas que causaram dezenas de mortos. Horas antes, Marco Rúbio reafirmou em Jerusalém o apoio dos EUA a Israel. Uma comissão da ONU acusou Israel de genocídio, rejeitado por Netanyahu. A diplomata portuguesa Ana Gomes denuncia “um governo de facínoras” em Israel, acusa Donald Trump de cumplicidade e critica a omissão da Europa: “Agora ninguém pode alegar não saber.” Na madrugada desta terça-feira, 16 de Setembro, Gaza voltou a ser palco de uma nova fase da ofensiva israelita. Tanques avançaram sobre o centro da cidade, bombardeamentos repetidos varreram bairros inteiros, pelo menos 38 mortos, segundo fontes palestinianas. Poucas horas antes, em Jerusalém, o secretário de Estado norte-americano Marco Rúbio reafirmava o apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel na guerra contra o grupo islamita Hamas. Benjamin Netanyahu descreve uma “operação intensa”. O ministro da Defesa israelita prometeu que “não haverá recuo até a missão estar concluída”. Esta terça-feira, uma comissão de inquérito das Nações Unidas declarou que Israel está a cometer genocídio em Gaza. Os mais altos responsáveis do Estado israelita, incluindo o primeiro-ministro, foram acusados de incitar esses actos. Israel rejeitou de imediato: “escandaloso”. Para a diplomata e antiga eurodeputada, uma das vozes portuguesas mais críticas da ambiguidade internacional perante Gaza, Ana Gomes, não há lugar para dúvidas: “O ponto de não retorno está em Gaza e na Palestina. Está em Israel, num governo de facínoras, fascistas, que quer impedir a existência de um Estado palestiniano que recorre à limpeza étnica e ao genocídio”. Ana Gomes recorda que a própria Francesca Albanese, relatora da ONU para a Palestina, já em 2024 alertou para o genocídio em curso. “Há largos meses que a comunidade internacional vê nas imagens de Gaza aquilo que se está a passar: uma limpeza étnica, um genocídio. E vê-o em directo, com um grau de crueldade e de ostentação que não se viu nem durante a Segunda Guerra Mundial, quando muitos alegaram não saber. Agora ninguém pode alegar não saber. É ainda pior para a consciência da humanidade. É a perda da humanidade por parte dos nossos governos”. A diplomata fala dos Estados Unidos como quem já não espera nada: “Com Donald Trump eu não esperava outra coisa senão aquilo que estamos a ver: o respaldo total a Israel. É uma administração controlada por Israel, até pelos lados que sabemos que Israel tem sobre Trump. Lados que passam pelas ligações com Epstein, que trabalhava para a Mossad. O que mais me choca, o que mais me indigna, é a inexistência da Europa. A União Europeia revela uma incapacidade gritante de tomar posição a tempo e horas. Alguns governos, individualmente, vão tentando salvar o mínimo dos mínimos. Mas o grosso da população palestiniana não está a ser salva. Está a ser sacrificada. E desta forma enterram-se os valores, os ideais e a credibilidade da União Europeia”. Ana Gomes lembra que o direito internacional foi criado precisamente para dar uma moldura de regras aos mais fracos: “Sempre serviu, sobretudo, os fracos. Porque os fortes têm os meios de impor a sua vontade. Mas agora voltamos a um mundo sem regras, dominado pela lei do mais forte. É um retrocesso civilizacional. Foi para evitar isto que se construíram as Nações Unidas, o direito internacional, a própria União Europeia. Para defender valores e interesses com base em regras. É esse sistema que está a ser destruído pela administração Trump, que não é um aliado, mas um agente ao serviço de Putin e de Netanyahu. Estamos numa situação em que mais do que nunca precisaríamos de uma Europa forte. E não temos Europa. Porque a Europa se dá ao luxo de dizer que está dividida. Porque tolerou cavalos de Troia como o governo de Orbán desde 2007, e a partir daí a corrosão foi imparável”. As palavras não poupam. Quando ouve dizer que centenas de milhares de palestinianos saíram de Gaza, pergunta: “Saíram para onde? Para o Egipto? Para Israel? Não. As pessoas estão ali para ser mortas, dizimadas, terminadas. É a nossa consciência que está em causa. É o projecto europeu que está a ser destruído quando deixamos que uma potência nazi-fascista como o governo de Netanyahu continue a agir”. Sobre a visita de Marco Rúbio a Jerusalém, no compasso de horas com os bombardeamentos mais intensos, não hesita: “Não é coincidência nem encenação. É demonstração de sintonia total entre esse governo nazi-fascista de Israel e a administração de Trump. Não se trata apenas de interesses económicos, embora Trump fale sem pudor do objectivo de construir uma riviera turística em Gaza. Trata-se das dependências da administração norte-americana em relação a Moscovo e a Israel. Depende dessas chantagens, desses kompromat, fáceis para Putin e Netanyahu. É aqui que o caso Epstein ganha relevância. Porque ilustra os mecanismos de submissão”. A conclusão é clara para a antiga eurodeputada: “Há uma total subordinação da administração Trump aos ditames do governo nazi-fascista de Israel e ao governo nazi-fascista de Putin. Não penso que a União Europeia possa ser eficaz a defender a Ucrânia se não actua em Gaza. Se deixa fazer e é cúmplice do genocídio, como pode proteger outros? A cumplicidade corrói tudo”. A uma semana da Assembleia Geral das Nações Unidas, Ana Gomes não espera que a diplomacia esteja à altura da realidade: “O debate diplomático não modela a realidade, corre atrás do prejuízo. Já tínhamos sinais quando a administração Trump recusou vistos a dirigentes palestinianos para se dirigirem à própria Assembleia Geral, em violação do acordo da sede da ONU. Isso foi uma ofensiva descarada. Não há paninhos quentes: a administração norte-americana é cúmplice, senão co-autora, do genocídio em curso. E todos os governos europeus que continuam a fornecer armas a Israel, designadamente a Alemanha, são igualmente cúmplices. Talvez num grau diferente, mas cúmplices”. E o futuro dos palestinianos de Gaza? A resposta não procura consolo, apenas constatação: “Tal como sobreviveram à Nakba, sobreviverão a esta. Duvido é que nós, as democracias europeias, sobrevivamos. Porque esta cumplicidade com o genocídio em curso em Gaza e na Palestina, por acção ou omissão, vai traduzir-se em terror nas nossas ruas. Estou a falar da Europa. Vamos ter gerações que nos vão cobrar, nas ruas, nas urnas, nas armas. E as nossas democracias sairão desacreditadas, destruídas, se as conseguirmos manter”, conclui.
A reação da antiga eurodeputada Ana Gomes face à entrada de drones russos na Polónia. Reforça ainda que não pudemos ver a União Europeia como um mecanismo de defesa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A reação da antiga eurodeputada Ana Gomes face à entrada de drones russos na Polónia. Reforça ainda que não pudemos ver a União Europeia como um mecanismo de defesa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em mais uma análise crítica da atualidade política e social em Portugal, abordando temas como a impunidade dos cartéis bancários e de distribuição, fuga fiscal, transparência governamental, dificuldades no Serviço Nacional de Saúde e falhas no combate aos incêndios, Ana Gomes comenta ainda a situação internacional, nomeadamente os conflitos em Gaza e na Ucrânia, defendendo uma Europa mais forte e solidária. O episódio destaca a importância da justiça social, da responsabilidade política e da proteção dos direitos humanos, terminando com uma nota de esperança e homenagem a Sérgio Godinho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes percebe que José Luís Carneiro espere pelas autárquicas para avançar. Mas é altura de “dar um sinal”. Se, na reta final, todos os socialistas não apoiarem Seguro será uma "traição"See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes diz que entende o momento político mas que espera que o PS cumpra o papel da oposição e não seja "muleta" da AD. A socialista deixa ainda elogios a José Luís Carneiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A histórica socialista Ana Gomes acredita que o PS vai conversar com a AD, mas alerta para uma decisão importante que merece uma reflexão. Para Ana Gomes, o PS só vai lá com uma regeneração.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes, José Eduardo Martins, Daniel Oliveira e Pedro Gomes Sanches analisam pelas 18h00 os números mais atualizados da afluência às urnas, assim como a influência do descontentamento nas legislativas deste ano. Acompanhe em podcast a noite eleitoral da SIC. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes, José Eduardo Martins, Daniel Oliveira e Pedro Gomes Sanches analisam pelas 18h00 os números mais atualizados da afluência às urnas, assim como a influência do descontentamento nas legislativas deste ano. Acompanhe em podcast a noite eleitoral da SIC. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O comentário que conta para a noite de todas as decisões. José Gomes Ferreira, Maria João Avillez, Ana Gomes, Ricardo Costa, Ângela Silva e Bernardo Ferrão ajudam a compreender o impacto dos resultados e a nova configuração do mapa político. Acompanhe a emissão especial na “Grande Noite Eleitoral”, este domingo, 18 de maio, na SIC, SIC Notícias e em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O comentário que conta para a noite de todas as decisões. José Gomes Ferreira, Maria João Avillez, Ana Gomes, Ricardo Costa, Ângela Silva e Bernardo Ferrão ajudam a compreender o impacto dos resultados e a nova configuração do mapa político. Acompanhe a emissão especial na “Grande Noite Eleitoral”, este domingo, 18 de maio, na SIC, SIC Notícias e em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Finalizados os debates, seguem-se, agora, duas semanas de reflexões, sondagens, dúvidas e decisões. No dia 18 de maio, os eleitores dirigem-se às urnas para decidir, novamente, quem preferem para governar. Uma desforra do PS? Ou uma ênfase na confiança dos eleitores no governo liderado por Luís Montenegro? O que mostram as sondagens a 15 dias da decisão final? Ouça o Expresso da Meia-noite em versão podcast com David Diniz, Ana Gomes, Alexandre Poço e António Gomes, emitido na SIC Notícias a 2 de maio.Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Na semana em que Donald Trump tomou posse e um ror de ordens executivas foram assinadas em todas as direções - como a chamada à primeira-ministra da Dinamarca com a exigência da Gronelândia -, também o BE se encontra num problema maior, com um caso de despedimentos de mulheres ainda a amamentar. O Chega esteve entretido com o "caso das malas" e Pedro Nuno Santos, numa entrevista concedida ao Expresso, deu uma guinada no tema da imigração. Para a conversa, guiada por Ricardo Costa e Bernardo Ferrão, foram convidados Sebastião Bugalho, eurodeputado do PSD, Ana Gomes, comentadora SIC, Ana Sá Lopes, jornalista, e Pedro Gomes Sanches, cronista do Expresso.See omnystudio.com/listener for privacy information.
António José Seguro, ex-líder do PS, está cada vez mais perto de avançar com uma candidatura presidencial, enquanto os restantes possíveis candidatos nesta área política hesitam ou precisam de tempo para anunciar a decisão, como é o caso de Mário Centeno, governador do Banco de Portugal. Já se fala em realizar primárias, que em 2014 deram a vitória a Costa contra Seguro. Neste episódio, conversamos com o jornalista do Expresso João Pedro Henriques.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Gomes diz que Portugal e a comunidade internacional devem condenar a opressão do regime moçambicano. Rodrigo Adão da Fonseca concorda com a diplomata e defende que as votações devem ser repetidas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O leque de candidatos a candidatos presidenciais não pára de crescer. No Expresso da Manhã já chegamos a 17, entre os que afirmaram estar a ponderar, os que simplesmente não fecharam a porta, os que foram colocados na corrida por alguém mas não se pronunciaram e os que ainda não se conhecem mas que estarão a representar o seu partido, à direita e à esquerda. Neste episódio, conversamos com David Dinis, director-adjunto do Expresso.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Desde que se começou a falar da comemoração dos 50 anos do 25 de abril que este tema existe em cima da mesa: deve ou não deve assinalar-se a comemoração dos 50 anos do 25 de Novembro? Vai haver mesmo uma sessão especial no parlamento, uma proposta de todos os partidos da direita e o PCP vai estar contra. Há quem defenda que comemorar o 25 de Novembro é tentar apagar apagar a importância do 25 de Abril e há quem defenda que as duas datas devem ser celebradas. Zita Seabra, Maria João Avillez, Ana Gomes e Nuno Ramos de Almeida foram os convidados deste programa moderado por Ricardo Costa e Bernardo Ferrão e exibido na SIC Notícias a 22 de novembro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Alberto Gonçalves comenta as declarações da chefe da polícia de Berlim, que aconselhou judeus e gays a "esconder a sua identidade" nos bairros árabes da cidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Alberto Gonçalves comenta o artigo de Ana Gomes no "Público", onde esta apela ao boicote ao X, antigo Twitter.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Alberto Gonçalves comenta algumas reações à vitória de Donald Trump, nos EUA e em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com Donald Trump na Casa Branca, a embaixadora Ana Gomes não tem dúvidas de que a Europa pagará "em sangue". Já João Vale de Almeida sublinha: "Trump é previsível. Já o conhecemos".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Duarte Pacheco garante que as eleições serão sempre uma farsa enquanto Maduro for presidente. Ana Gomes fala da falta de credibilidade do regime e das constantes jogadas políticas para manter o poder.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ouça aqui a segunda parte da conversa com a política, comentadora e antiga eurodeputada do PS, Ana Gomes, que fala sobre os vários desafios e ameaças na Europa. Aponta uma solução para o fim da guerra na Ucrânia, considera que é urgente haver coragem política para ser declarado o Estado da Palestina como forma de travar o horror em Gaza e sobre a crise dos migrantes afirma: “Jamais votaria a favor deste ‘Pacto das Migrações'. Todos os socialistas que nele votaram estiveram mal. É uma vergonhosa cedência à extrema direita.” Oiça a segunda parte desta conversa no podcast A Beleza das Pequenas CoisasSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Corajosa e combativa, há décadas que Ana Gomes é das vozes mais duras contra as trapaças dos poderosos e da extrema-direita. Em 2004 foi eleita eurodeputada pelo PS e ao longo de três mandatos em 15 anos, empenhou-se no Parlamento Europeu a criar respostas para a crise dos refugiados e para a corrupção. Em 2021 foi uma das candidatas a Belém por acreditar ser importante o país ter uma mulher na presidência. Desalinhada tantas vezes das posições do seu partido, afirma que Montenegro está a tirar partido dos erros de Costa, por ter feito um acordo com os professores e avançado com o aeroporto em Alcochete. “Só lamento que não tenham sido os socialistas a fazê-lo. Foi uma casmurrice de Costa.” Sobre as eleições europeias, diz “Não tenho espinhas em dizer que a vida de qualquer português hoje depende mais do que se passa no Parlamento Europeu do que no nacional.” Ouçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça no podcast A Beleza das Pequenas CoisasSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Alberto Gonçalves comenta as declarações de Anas Gomes sobre André Ventura e magrebinos.See omnystudio.com/listener for privacy information.