POPULARITY
Categories
Melly lançou o "Mais Forte Que a Dúvida", seu segundo álbum de estúdio. A cantora mistura diversos ritmos com o tempero baiano fazendo mais um projeto audiovisual. Fizemos a nossa review! Vem ouvir!-Quer ajudar a custear o nosso podcast?Conheça o nosso Apoie.se!Siga o Pop.Doc nas redes sociais: @docpopcast no Instagram e @pop.doc no Tik Tok.Siga também a gente: Alexandre Santana (@iexandre), Paulo Corrêa (@paulorcorrea) e Xande Levy (@xande.levy)!
Esta segunda-feira, 01 de Junho, assinala-se o Dia da Criança, um dia que deveria ser de celebração, mas, em muitos locais do mundo, milhões de crianças continuam privadas de diretos básicos. Por exemplo, em vários países africanos, o acesso à educação ou aos cuidados básicos continua a ser um desafio diário agravado pela pobreza, conflitos armados ou falta de infraestruturas. Dados recentes divulgados pela UNICEF dão conta de que na África Oriental e Austral, mais de 47 milhões de crianças e adolescentes não vão à escola. Moçambique, por exemplo, é um país que enfrenta várias dificuldades do ponto de vista social e económico, mas Victor Maulana, director da associação "Amigos da Criança Boa Esperança", considera que a situação da criança em 2026 apresenta uma tendência de melhoria. RFI: Como descreve a situação das crianças moçambicanas em 2026? Victor Maulana: Tende a melhorar, mas esta melhoria carece de um acompanhamento de quem de direito. Estamos a falar dos nossos dirigentes para que as coisas se mantenham como estão a decorrer. RFI: De que tipo de melhorias é que o Victor fala concretamente? Victor Maulana: Por exemplo, nós tinhamos problemas no acesso à educação no que diz respeito às crianças, mas o governo tende a expandir a rede escolar. Neste caso, estamos a falar do direito à educação. Estamos a falar, por exemplo, também da expansão da rede sanitária, da questão da saúde e infraestruturas. Há muitas organizações da sociedade civil que também têm operado nas comunidades, nos distritos, e isso faz com que os direitos da criança também sejam mais divulgados e as comunidades estejam mais informadas a respeito dos direitos da criança. RFI: No que diz respeito à educação, tem noção do número de pessoas que são excluídas do ensino porque são obrigadas a trabalho infantil ou, por exemplo, a casamentos forçados? Victor Maulana: Falamos de crianças, mas também de adolescentes e jovens. Eles têm praticado trabalho infantil, isso devido à falta de protecção. RFI: Há uma estimativa em relação a isso? Victor Maulana: Não posso dizer exatamente quantas crianças estão a ser sujeitas a trabalho infantil, ou seja, que estão a ser obrigadas a prostituição infantil. Fizemos esse estudo há cinco anos e fizemos propostas ao governo, que não deram certo. Isso serviria para minimizar a situação relacionada com as práticas de trabalho infantil das crianças. RFI: A sua associação está em contacto directo com as crianças no terreno. O que é que mais falta a estas crianças que acompanham diariamente? Victor Maulana: Eu estou a voltar agora do campo. Estive nos distritos mais recônditos do país. Estou a falar do distrito de Mecula ou até do distrito de Nipepe, Maúa ou Metarica, onde a vulnerabilidade das crianças é o prato do dia-a-dia. Vulnerabilidade em tudo: na questão da educação e saúde, mas também na questão do registo de nascimentos. Eu desta vez que estive lá, tive que ajudar uma família a registar os seus filhos na Conservatória do Distrito de Maúa. RFI: Recorda-se de alguma criança cuja história o tenha marcado? Há alguma história de superação que represente a esperança que vê nas crianças moçambicanas? Victor Maulana: Moçambique é um país muito vasto. Eu falo directamente da província do Niassa. É a província mais extensa e menos vivida. Falar de esperança das crianças pode até tornar-se num mito, ao nível da nossa província. Como eu dizia, o país é vasto e pode ser que sim, que doutro lado do país, haja sonhos, haja esperança. Ainda assim, o ano de 2026, está a ser marcado por muitos desafios, muitos mesmo. Os sonhos tornam-se em incertezas. RFI: Quais são os principais desafios que aponta hoje em dia em Moçambique em relação às crianças? Victor Maulana: A criança, de modo geral, gosta de viver num ambiente harmonioso, num ambiente de paz, solidariedade, carinho e amor. Como é que estas crianças se vão sentir, sabendo que, do outro lado do país, há outras crianças que estão a ficar sem pais, outras crianças que não têm comida... No mesmo país, do outro lado, está a viver-se tranquilamente. As crianças estão a brincar no baloiço. Há discriminação aqui. Uma parte do nosso país vive sem paz. Uma parte do nosso país vive com terror. Numa parte do nosso país, a educação é de qualidade. As condições são melhores. Então, são vários os desafios que o nosso país enfrenta. RFI: Falou sobre a falta de paz, sobre o terrorismo. Nós temos vindo a assistir a uma situação extremamente grave em Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, com a sucessivos ataques terroristas. Que informações é que há no país sobre as crianças soldado, as crianças que são recrutadas no meio deste conflito armado? Victor Maulana: Houve um momento em que estavam a ser recrutadas crianças, mas depois disso passou. Um grupo de crianças já tinha sido recrutado, mas depois já tinham sido resgatado. No presente ano, não tivemos a informação de que foram recrutadas crianças, pelos terroristas, para o serviço militar. RFI: Na sua óptica, que tipo de medidas é que deveriam ser tomadas em Moçambique para melhorar, de forma geral, a vida das crianças? Victor Maulana: Na minha opinião, na qualidade de um ativista social, considero que Moçambique é um país que tem muitas leis bonitas e o grave problema que o nosso país enfrenta é na implementação dessas mesmas leis. Dificilmente as leis são colocadas em prática. Então, a primeira medida seria o cumprimento das leis existentes em Moçambique. Moçambique não usa leis. Moçambique usa as pessoas que tiram ideias na hora e não leis. A Constituição da República de Moçambique não funciona. A democracia no nosso país não funciona. A justiça no nosso país não funciona. Queremos medidas concretas, que cumpram com as leis que foram aprovadas pela Assembleia da República. Quando a vida da população moçambicana melhorar, estaremos a criar um ambiente saudável, harmonioso, de justiça e paz, onde as crianças podem viver tranquilamente. RFI: O intuito da nossa conversa, Victor, é precisamente pelo facto de hoje se assinalar o Dia da Criança. Aquilo que lhe pergunto, em último lugar, é se este é um dia de celebração ou se é essencialmente também um dia que deve ser um dia de reflexão? Victor Maulana: Hoje é dia de festa, não é o dia de reflexão. Essa reflexão deve ser feita todos os dias, no sentido de colocarmos as nossas crianças num ambiente harmonioso, saudável e de justiça. Não podemos refletir só no dia 1 de junho. O dia 1 de junho é celebração. Estamos a celebrar em memória daquelas crianças que foram maltratadas e mortas por vários fatores, pela incompetência de algumas pessoas. Nós, como pais e encarregados de educação, como tios, como familiares, só podemos hoje celebrar a reflexão e do dia-a-dia e pensar no que é que podemos fazer para que as crianças vivam seguras, em paz e com amor todos os dias.
Fizemos um game que passou dos limites
Slayyyter lançou seu terceiro álbum de estúdio, "Worst Girl In America", que já alcançou o topo das paradas Dance/Electronic Albums dos EUA. Fizemos a nossa review! Vem ouvir!-Quer ajudar a custear o nosso podcast?Conheça o nosso Apoie.se!Siga o Pop.Doc nas redes sociais: @docpopcast no Instagram e @pop.doc no Tik Tok.Siga também a gente: Alexandre Santana (@iexandre), Paulo Corrêa (@paulorcorrea) e Xande Levy (@xande.levy)!
O título do Paris Saint-Germain na temporada 2025/26 da Ligue 1, que é o campeonato francês, não chegou a ser uma surpresa. A conquista veio após a vitória de 2 a 0 sobre o Lens com uma rodada de antecipação na quarta-feira passada (13). Marcio Arruda, da RFI em Paris Agora, o PSG volta a campo neste domingo para fazer o último jogo desta competição. O dérbi parisiense será no estádio Jean-Bouin contra o Paris FC, que este ano subiu para a elite do campeonato francês e eliminou da Copa da França o rival mais rico e mais famoso da capital. Nas 33 partidas até o momento na Ligue 1, o PSG venceu 24, empatou quatro e perdeu apenas cinco. O clube tem o melhor ataque da competição com 73 gols, que foram marcados por 18 jogadores do elenco. A artilharia do Paris Saint-Germain neste campeonato ficou dividida entre Ousmane Dembélé, eleito melhor jogador do mundo na última votação organizada pela France Football e apontado como craque do campeonato, e Bradley Barcola; cada um marcou 10 gols. Titular nos últimos seis jogos do PSG, Lucas Beraldo tem crescido de produção nesta reta final de temporada. O brasileiro, revelado para o futebol profissional pelo São Paulo, afirmou que não tem preferência por jogar de zagueiro, lateral ou volante. “Independentemente do setor do campo que eu vá jogar, seja como zagueiro, volante ou lateral, acho que estou sempre pronto para ajudar a equipe, que é o mais importante. O Luis Enrique sabe extrair isso muito bem de todos os jogadores, mudando a posição e ajudando cada um nas novas funções. Ele está fazendo assim comigo e poder aproveitar isso é uma coisa incrível”, contou o zagueiro de origem, Beraldo. A defesa é um dos pontos fortes do time nesta temporada. O Paris Saint-Germain não tomou gol em 18 dos 33 jogos na Ligue 1, comprovando a solidez do setor. Mesmo estando no final da temporada, o técnico Luis Enrique promoveu a estreia de uma joia do clube contra o Lens. O zagueiro Dimitri Lucea fez seu primeiro jogo com o time profissional do PSG e falou sobre o sentimento de defender o atual campeão da Europa. “É um orgulho imenso poder fazer parte da equipe da capital da França. É sempre um orgulho porque é um grande clube. Então, eu estou feliz por ter ajudado a equipe a buscar esta vitória diante do Lens”, afirmou o jovem de 19 anos. Paredão russo Eleito melhor em campo na partida que garantiu o título francês, o goleiro do PSG, o russo Matvei Safonov, teve uma atuação de gala. “Gostaria de dar os parabéns para todo mundo que assistiu a este jogo e acompanhou a nossa temporada. Fizemos um grande trabalho e todos estamos muito felizes porque parte do nosso objetivo terminou nesta partida. Foi muito importante ganhar este jogo aqui", disse Safonov. "O Lens merece respeito porque foi um jogo muito difícil para a gente. Então, foi muito bom sairmos daqui como campeões. Todos estão de parabéns." Maior campeão da França Este foi o décimo quarto título do Paris Saint-Germain no campeonato francês. O PSG é o maior campeão da história da competição, com quatro troféus a mais do que o Saint-Étienne. Neste ranking dos maiores campeões, o Olympique de Marseille está em terceiro, com nove títulos, logo à frente do Mônaco e do Nantes, ambos com oito. Leia tambémPSG eleva futebol francês a circuito de clubes que realmente contam na Europa, diz imprensa Esta conquista do PSG foi a quinta seguida na Ligue 1, um recorde na história do Paris Saint-Germain. O líder deste ranking é o Lyon, que conquistou sete vezes seguidas o campeonato francês entre 2002 e 2008. O título também foi especial para o técnico Luis Enrique, que está no comando do PSG desde julho de 2023. O treinador espanhol chegou a onze troféus pelo clube e se tornou, ao lado de Laurent Blanc, o técnico mais vitorioso da história do PSG. Apesar da importante marca pessoal, Luis Enrique reconheceu que o resultado do jogo em Lens poderia ter sido outro. “É um resultado que talvez tenha sido injusto para o Lens porque eles mereceram mais que a gente. Mas nós mostramos novamente o nosso nível e a nossa ambição, que é muito importante para gerir esta fase final da temporada. Estamos felizes porque foram três anos bem difíceis. Neste, o Lens fez um campeonato muito bom. Além disso, jogar neste estádio em Lens foi muito importante porque no próximo ano serão duas das equipes que estarão disputando a Champions League”, afirmou Luis Enrique. A um jogo da glória da Champions League O foco do Paris Saint-Germain agora está na final da Champions League. Depois de eliminar Mônaco, Chelsea, Liverpool e Bayern de Munique nas fases mata-mata, o PSG chega confiante a mais esta decisão. “A expectativa é sempre muito grande. A gente vai se preparar com calma para a final da Champions League. Então, a gente vai tranquilo para que possamos aproveitar bem tudo que envolva essa final”, garantiu Lucas Beraldo. O jogo que vai coroar o campeão da temporada 2025/26 da Champions League será contra o Arsenal, melhor time da primeira fase da competição. A final entre os clubes francês e inglês será no dia 30 de maio na Arena Puskás, em Budapeste, na Hungria. Leia tambémPSG elimina o Bayern e vai à final da Champions tentar o bi:"É aproveitar o momento", diz Marquinhos O Paris Saint-Germain vai fazer a sua segunda final consecutiva da Liga dos Campeões – a terceira na sua história. O PSG é o atual campeão da Champions e vai jogar pelo bicampeonato da mais importante competição europeia. O elenco atual do Paris Saint-Germain, liderado pelo brasileiro e capitão Marquinhos, que fez 32 anos na última quinta-feira, segue fazendo história para se tornar o melhor PSG de todos os tempos.
O Festival de cinema de Cannes decorre até dia 23 no sul de França. Em competição nas curtas metragens da selecção oficial está o filme português "Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio". Uma obra de Daniel Soares, realizador que já tinha sido distinguido em 2024 com uma menção especial para a outra curta com "Mau por um momento". Desta feita Daniel Soares põe em cena um corpo que flutua no rio, perante a impassividade das pessoas, distraídas com os seus afazeres. O cineasta começa por se declarar supreso com o facto de ter sido seleccionado uma segunda vez para a mais prestigiosa das mostras deste certame. Para já, ficámos muito surpreendidos. Matematicamente falando, é muito complicado ter um filme seleccionado. Há dois anos acho que eram 4 700 filmes ou o quê que foram submetidos ! E os escolhidos este ano acho que são 3000 e tal e 10 escolhidos ! Então ou seja matematicamente é muito complicado e consegui-lo uma segunda vez é muito difícil. Então não estava com muita expectativa em relação a isso, voltar a ser seleccionado. Portanto, se calhar desta vez foi... A primeira vez é claro que é muito especial, mas da segunda vez já é "Espera aí ser selecionado uma vez, dá-te aquela sensação de "ok, consegui enganá-los, enganaram-se, sei lá !" E a segunda vez... pronto, se calhar há aqui qualquer coisa em que eu posso confiar mais na minha intuição quando escrevo especialmente. Porém, se teve essa sensação de ter enganado alguém, acabou por sair de lá com uma distinção. Eles acabaram por lhe enviar uma mensagem, algo contrária de alguma fé, pelo menos no seu cinema. Então, mas agora que está seleccionado uma segunda vez, já teve a curiosidade de ver com quem é que vai estar a competir aqui nesta seleção das curtas metragens da competição oficial? Sim, desta vez. Pessoalmente, eu não conheço ninguém. Da última vez eu conhecia. Tinha um amigo que tinha sido seleccionado, desta vez pessoalmente, não conheço ninguém, mas já vi o filme do realizador do Vietname, uma longa metragem de que eu gostei muito na altura. Lembro-me de ver e vai estar com uma curta. "O sonho é um caracol", não é? Exacto. "Le rêve est un escargot", na tradução francesa do título original vietnamita. Ao fim e ao cabo Cannes, agora já conhece. Já podemos fazer um rescaldo. Como foi para si? Gostou de lá ter ido? Está entusiasmado por voltar? O que é que pretende fazer nesta edição? Sim, estou entusiasmado. Gostei muito da primeira experiência. Se calhar agora, se puder, gostaria de ver mais filmes do que da última vez. Da última vez não consegui ver muitos filmes, mas isso talvez será assim uma coisa que eu tentarei fazer. É assim, há muitas reuniões também, não é que, que acontecem? Pois claro. Há todo um espectáculo que se calhar não é muito a minha cena, mas ao mesmo tempo é importante para dar visibilidade ao filme e aos próximos filmes e construir dessa forma, sei lá, um percurso que me permita continuar a fazer filmes, o que é sempre difícil. Por tudo isso. Pois é, isso é um lugar onde durante duas semanas o pessoal se encontra e celebra o cinema como em nenhum outro lugar, acaba por ser muito especial. Vamos falar do seu filme "Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio". Se calhar, antes de entrarmos na história, no argumento, falemos um pouco do elenco. Você foi buscar, por exemplo, valores consagrados do cinema português. Penso em Teresa Madruga, que já colaborou com pessoas como Manoel de Oliveira, Miguel Gomes, que são consagrados em Cannes. E depois há valores menos conhecidos. Por exemplo, os dois rapazes que dão corpo ao grupo de imigrantes e de estafetas que vão tomar banho no rio. Como é que foi pegar neste leque heterogéneo de pessoas para filmar esta obra? Isto é um filme de elenco. E a ideia foi sempre essa. Foi misturar actores incríveis, como a Teresa, como o João Vicente e misturá-los com pessoas menos conhecidas. Para mim, estes dois estafetas não faria qualquer sentido que fossem actores profissionais, caras conhecidas, não é? Acho que isso muitas vezes te tira de um filme, de uma experiência ou te lembra que estás a ver um filme. Então a ideia foi essa, foi misturar e encontrar as pessoas que fossem as mais indicadas para aqueles papéis. E às vezes são, como no caso da Teresa, actrizes com uma grande história e outras vezes são pessoas que nunca estiveram à frente de uma câmara. E eu gosto desse... É o caso do Dilip, é o caso do Amarjeet ? É o caso deles. Como é que os conheceu? Como é que chegou até eles? Fizemos um casting de rua. Encontrámo-los em grupos de estafetas, onde eles se encontram muitas vezes em Lisboa há vários pontos onde eles se encontram, se juntam e aí foi sobretudo a Romina e o Tomás que lideraram esse processo. E foi assim que fomos encontrando essas várias pessoas. Alguns deles estavam interessados em fazer parte de um filme, outras nem tanto. Então, aí já houve assim uma primeira filtragem e depois foram chamados. Fizemos casting. Eu acho que com os dois escolhidos, O Dilip e o Armajeet fizemos três vezes casting para ter a certeza. E eu acho que eles saíram super bem. Tinha algum receio, sim, mas. Mas não correu tudo muito bem. Já nos filmes anteriores você tinha filmes que podiam passar ou pelo menos ser interpretados como um retrato de alguma denúncia, de algum cinismo da nossa sociedade. Fosse, por exemplo, em relação à especulação imobiliária em torno da capital portuguesa. Aqui, nomeadamente, as pessoas estão demasiado preocupadas e não vêem sequer um cadáver que, de facto, está a flutuar no rio. É um pouco isso ? Você pretendia, de facto, pôr o dedo na ferida, não é? Em relação à forma como a nossa sociedade vive, como está estruturada ? É assim, eu não acho que é cinismo. Eu acho que é, pelo contrário, se calhar. Ou seja, se calhar a ideia inicial tenha algo irónico, não é, isso sim. Agora o cinismo, acho que não. Porque se fosse cinismo, se calhar não faria um filme. Eu acho que é mais um olhar humano, só que pronto... Os personagens no filme estão assim, todos em piloto automático. Todos nas suas bolhas, sem com os seus problemas do dia a dia, sem conseguirem ver o corpo. Só que para mim era super importante de mostrar todas as classes sociais, mostrar todas as idades. Não acho que seja cinismo, porque eu acabei de encontrar um pouco de mim em todos esses personagens. Ou seja, não é de cima para baixo. Pelo contrário, eu estou aí também. Ou seja, eu também sofro desses problemas contemporâneos. A dependência em relação aos ecrãs, às redes sociais, por exemplo. Por exemplo. Sim, sobretudo isso. Mas não só. Muitas vezes, esta questão de não conseguir estar presente no momento e muitas vezes. Ou seja, de estar com as minhas filhas e estar preocupado com outras coisas e não conseguir estar ali, não é? Ou seja, fisicamente sim, mas com a cabeça sempre a pensar no futuro, já ou no passado. Também esta ideia da fragmentação de como consumimos filmes ou conteúdos, tudo cada vez mais rápido, o YouTube, Instagram, TikTok, tudo cada vez mais acelerado. E como muitas vezes os telefones já são donos de nós, do nosso foco, da nossa atenção. Esta era do "Short attention span" [Atenção de curta duração], esta coisa que é muito violenta, que aos poucos nos foi conquistando e que agora chegamos a um ponto que é para aí onde é que vamos a partir daqui, não é? Então não é um cinismo, porque existe uma esperança para mim neste filme. A esperança são as crianças ? E do amor pela vida. Não é que as crianças seja isso. É uma leitura do filme, que é esta coisa das crianças serem a solução ou, para um futuro melhor. Eles vão fazer melhor do que nós. Não sei o quê. Só que muitas vezes esquecemos que as gerações anteriores fizeram isso connosco, não é? Então, nós somos a geração do futuro, da esperança, da geração anterior. Então, acho que é muito fácil falar isso, achar que a próxima geração. Mas como ? Se nos vêem a viver desta forma, como é que eles vão de repente dar uma volta de 180 graus ? Eu acho que é mais na nossa geração ainda. Nós é que temos que encontrar uma forma de lidar com isso, de viver de uma forma diferente. Talvez seja quase uma ideia utópica, ou seja. Mas talvez não também, porque também não é assim tão utópico, não é? De tentar sair desse mundo digital e viver no mundo real. E finalmente, que cinéfilo é o Daniel Soares? Mais que não seja em relação à sua trajectória que passa por Portugal, mas também, e em larga escala, pela Alemanha. Que tipo de filmes é que retém a sua atenção e que foram construindo o responsável de cinema que hoje é e que deve ter sido? Um cinéfilo de longa data, presumo ? Por acaso, não por acaso, nunca cresci muito com cinema. Nunca tive ninguém que me mostrou filmes. Comecei a ver cinema, sei lá, uns sete ou oito anos atrás. Na verdade, até porque os filmes que eu via quando era criança não me revia neles. Sempre achei muito ter esta noção de estar a ver um filme e pronto. Mas sei lá, os primeiros filmes que eu comecei a ver que na verdade não têm muito a ver com os meus filmes que eu faço hoje em dia, mas foram os filmes do Kiarostami, que era o cinema que se calhar se aproxima um pouco mais... Abbas Kiarostami do Irão. Sim, mas por exemplo, o Michelangelo Franmartino. Eu lembro-me de ver o "Quatro volte" e achar que, sei lá. Primeiro ficaste super inspirado e ao mesmo tempo sentir que isto seria um tipo de filme que eu conseguisse fazer, mesmo sendo super complicado, obviamente. Eu lembro também Lisandro Alonso, primeiros filmes. Lembro me também do "Toni Erdmann", da Maren Ade. E aí já se aproxima, de certa forma, daquilo que eu faço, no sentido de já ser mais contemporâneo. Ter já esta comédia negra, se quiser falar assim, dessa forma. Ou seja, aí já se vai aproximando, se calhar, daquilo que eu tentaria fazer. Ou os filmes do [Michael] Haneke. Aí sim, também já. Se calhar já entra um bocado essa parte. Mais como estava a dizer, cínica, não é? Mas eu acho que apesar de tudo mesmo o Haneke, o que faz aquele tipo de filmes porque deve, imagino amar a vida, não é? Ou seja, para quê se não fazer um filme desses? Chegou ao cinema tarde, mas tem dado nas vistas. E agora o facto de já ter sido distinguido em cana e de voltar a Cannes. A ideia para si agora seria de facto perseverar, Manter-se neste meio. Viver deste cinema que faz? Sim, esse é o objectivo. Estou agora a preparar uma longa que vamos filmar no próximo Verão. Não este ano. O ano que vem. E é isso. Sim, idealmente continuar a fazer filmes. Será em Portugal a rodagem ? Sim, será em Portugal
A guerra no Oriente Médio tem dado um impulso inédito à venda de carros elétricos nos países europeus. A alta dos preços dos combustíveis opera como o gatilho que faltava para muitos motoristas passarem dos motores térmicos aos elétricos, mais econômicos. Na França, o aumento da gasolina chega a € 0,50 por litro, a um total de cerca de € 2. Enquanto isso, nas concessionárias, a busca por alternativas disparou: as vendas de veículos elétricos novos e usados subiram 48% desde janeiro, apesar do contexto de recuo do setor automotivo como um todo, nos últimos anos. O vendedor Alexandre Pires, gerente da loja JPA Autos na região parisiense, está neste mercado há 10 anos e constatou a virada: “faz vários anos que estamos em aumento constante, mas desde o início do ano, ela é bem maior devido ao problema dos combustíveis”, disse. “Como o carro elétrico praticamente não precisa de manutenção, ele é de três a cinco vezes mais econômico.” Para enfrentar o aumento do diesel e da gasolina, em vez de subsidiar o valor do litro, o governo francês prorrogou um plano de ajuda para a compra de um veículo elétrico novo, com a expectativa de beneficiar 50 mil famílias de baixa renda. A França não é um caso isolado: o movimento na direção de carros que dispensem combustível se repete na maioria dos países europeus. A alta das vendas é semelhante no Reino Unido e na Alemanha e até superior na Itália, onde o crescimento nesse segmento chegou a 67%. Novos modelos populares Na Europa, a Tesla segue a marca preferida na linha premium de automóveis. Mas a chegada de modelos pequenos e mais acessíveis, como o Renault Zoe, o Dacia Spring e o BMW i3, ajuda a explicar a maior procura nas lojas. “Temos muita demanda de carros médios e pequenos, para circular na cidade. O volume cresceu muito e agora está mais fácil encontrar modelos usados e recentes, com pouca quilometragem”, frisa Pires. “Os clientes ficam tranquilos, do ponto de vista técnico, afinal a garantia da bateria em geral é de oito anos.” Em entrevista à RFI, a presidente da Câmara Sindical de Importadores de Automóveis e Motocicletas (Ciam) da França, Athina Argyriou, salientou que a indústria automotiva do bloco “está em mutação” desde que compreendeu a oportunidade que representa a transição energética. Hoje, 10 anos depois do Acordo de Paris sobre o Clima, a oferta europeia representa mais de 80% do mercado interno de veículos. “Hoje, a nossa dependência petroquímica do Oriente Médio, da China e dos Estados Unidos é de cerca de 90% e a cada vez que tem tensões geopolíticas, tem impactos nas nossas economias. A Europa viu que, ao mesmo tempo, a sua indústria estava em declínio e foi uma forma de recuperar competitividade”, afirmou Argyriou. “Fizemos essa virada e hoje a Europa é precursora no mundo, no sentido de que ela fixou objetivos extremamente ambiciosos e coloca essa transição econômica no foco das suas preocupações sociais, econômicas e geopolíticas. É uma realidade.” Concorrência chinesa As barreiras adotadas pela União Europeia contra os carros chineses seguraram, num primeiro momento, a entrada de marcas como BYD, MG e Chery no continente. Entretanto, graças aos modelos híbridos, que conseguem contornar o pacote antidumping em vigor contra Pequim desde outubro de 2024, a venda de veículos da China teve uma alta espetacular no primeiro trimestre: chegou a 170% no caso da BYD. “A China tem um avanço considerável nas baterias, mas não nos carros em si. Eles começaram a investir muito cedo, há mais de 10 anos, portanto estão na frente”, comentou a representante setorial. “A China produz mais modelos pequenos, enquanto a competitividade europeia focou na oferta premium. Essa é a diferença.” Na concessionária, o mercado de usados está tenso. Segundo Alexandre Pires, a demanda é maior do que a oferta. “Estamos sempre no limite, em termos de volume. Assim que surge um carro na faixa de até € (E) 20 mil, ele é vendido quase imediatamente”, garante. “Antes, eu precisava explicar, convencer. Agora, são os clientes que pedem. Não tenho dúvida de que, nos próximos anos, os carros chineses também vão ocupar esse espaço.”
Neste episódio do Relatos do Além, Cris Zoucas apresenta relatos reais de experiências sobrenaturais envolvendo proteção espiritual, aparições e fenômenos paranormais.Lígia conta como sobreviveu a um acidente de carro e acredita ter sido protegida pela avó falecida, cuja presença foi confirmada por sinais como perfume e uma música que surgia de forma inexplicável.Giovanna relata uma história de família sobre uma moça misteriosa que apareceu pedindo ajuda após caminhar descalça por quilômetros, e que teria sido reconhecida como uma possível aparição de Nossa Senhora, em um caso marcado por espiritualidade e intervenção divina.Por fim, Briza relembra uma experiência da infância ao brincar com o copo, quando o objeto explodiu sem explicação, em um possível fenômeno paranormal.Se você já viveu algo assim, envie seu relato. E para mais histórias reais de assombração, espiritualidade, fantasmas e o desconhecido, procure por Relatos do Além no YouTube ou nos aplicativos de podcast.
O finale de The Pitt, a insanidade da reta final de Invencível e a 2ª temporada de Treta! Além de uma enxurrada de reviews da Apple TV+. Assine o canal e deixe seu like!
Na estorinha do dia 20 de abril, Glaydson Botelho conta a estória "Um dia comum, fizemos algo pela última vez e nem percebemos" Acesse aqui o conteúdo completo!
Uma barreira de 13.000 pneus de uma extensão, até agora, de 600 metros, ao longo da margem do rio Incomáti, tem ajudado a travar a erosão e assoreamento na Macaneta, no sul de Moçambique. A barreira de pneus começou a ser construída em 2021, tem resistido, incluindo às recentes cheias, e já foi replicada noutra região do país, contou à RFI Clausêncio Ngovene, director de programas na Cooperativa Repensar. Desde 2021 e até agora, a barreira implementada pela Cooperativa Repensar tem cerca de 13.000 pneus e uma extensão de 600 metros ao longo da margem do rio Incomáti, na Macaneta, no sul de Moçambique. Os pneus de aviões, carros e tractores são carregados de entulho para resistir à força da água, mas há pneus gigantes que precisam da força de seis a sete homens. Uma tarefa hercúlea, sem ajuda mecânica, mas que tem protegido esta zona costeira e resistido inclusivamente às recentes cheias. Os pneus ganham assim uma segunda vida e ajudam a proteger o mangal e as comunidades, travando a erosão e o assoreamento. O material provém de doações do Porto de Maputo, do Aeroporto de Maputo, mas também é recuperado nas lixeiras, nas ruas e também é dado por particulares. RFI: Como nasceu esta barreira de pneus na Macaneta? Clausêncio Ngovene, Director de programas na Cooperativa Repensar e coordenador do programa Lixo Marinho: “De forma geral, estamos na Macaneta desde 2021 a implementar um programa designado de Lixo Marinho. O programa visa combater a poluição, principalmente plástica, no meio aquático, no estuário da Macaneta e em todo o ambiente costeiro. No meio destas actividades, nós percebemos que a Macaneta sofre bastante da erosão costeira e assoreamento. No estuário do Incomáti, que é um rio que nasce na vizinha África do Sul e que desagua na Macaneta, nós temos verificado o assoreamento e erosão costeira e fluvial. No meio disto, nós tentámos várias técnicas para conter os impactos da erosão e assoreamento e fizemos várias tentativas até chegarmos a conclusão de aplicarmos os pneus.” Para quem não conhece, explique-nos o que é a erosão e o assoreamento. “Erosão é o processo de desgaste dos sedimentos, quer na zona costeira, quer também na zona fluvial, causando impactos directos no ambiente. Assoreamento também é o processo de desgaste de sedimentos, a areia. Esses sedimentos são arrastados para o interior do rio e aumentam, portanto, o caudal do mesmo rio. Assoreamento é o arrastamento dos sedimentos da areia para o interior do rio e aumenta, portanto, a sua extensão.” Como é que isso tem impacto na vida das populações costeiras? “Isto tem um impacto directo na vida das populações. Primeiro, a questão da destruição da vegetação costeira e que é uma vegetação que protege contra os ventos fortes. Temos também a questão da degradação do ecossistema do mangal, que é um ecossistema muito preponderante para a reprodução dos peixes, dos caranguejos e outros seres costeiros. Isto afecta directamente a vida da comunidade.” Vamos então aos pneus. Porquê os pneus? “Nós usamos os pneus como uma solução viável. Primeiro, nós estamos a falar de uma zona costeira onde temos sal, a água é salina. Outras técnicas que já tentámos não se mostraram eficientes. E já houve uma tentativa de aplicação de gabiões, mas também sem sucesso, por causa da salinidade da água. E porquê pneus? Porque é um material literalmente descartado, sem valor em Moçambique, que termina nas lixeiras, termina na rua, em qualquer ambiente e nós recuperamos para reutilizar, nós recuperamos para travar os impactos da erosão e assoreamento. Também o pneu é um material consistente que dura mais tempo, que não tem problema com a salinidade, resiste mais no ambiente salino.” Na prática, como é que os pneus formam então uma barreira para proteger a comunidade? E que tipo de pneus é que são? “Nós usamos vários tipos de pneus. São pneus que, na maioria, recebemos de doação do Porto de Maputo e recebemos também do Aeroporto Internacional de Maputo. São pneus também que recebemos de vários doadores singulares e pessoas que desejam trocar os pneus dos seus carros, em vez de jogar na lixeira. Nós usamos pneus também que recuperamos nas lixeiras, que estão em risco de serem queimados. Então, nós vamos lá recuperar e usamos todo o tipo de pneus. A estrutura de montagem é bem simples. Nós montamos uma estrutura à base, com pneus gigantes e depois da montagem dos pneus, nós colocamos o entulho, que são pedras, para garantir a consistência do pneu e vamos subindo em forma de escadaria. Nas últimas fiadas, nós já colocamos a vegetação, ou seja, a areia orgânica, e vamos reabastecer a vegetação. Nós usamos este conceito para também contrabalançar os possíveis impactos que os pneus possam causar naquele ambiente. Então, é uma forma de compensar, uma forma de contrabalançar. Nós estamos a restaurar as dunas, estamos a restaurar o ecossistema costeiro fluvial degradado, mas à base de pneus.” Como é o processo de montagem? Falou-me em pneus gigantes, que devem ser os pneus dos aviões. Estes são pneus muito pesados. Têm máquinas para os ajudar? “Na verdade, é um verdadeiro martírio. Este trabalho demanda muita força humana. Infelizmente, nós não temos nenhum equipamento, nenhuma máquina industrial ou uma máquina a motor. Nós usamos a força humana. Só para ter uma ideia, um pneu gigante, o mais pesado, requer no mínimo sete homens. Seis ou sete homens com força para o conseguir manusear. Então, é um trabalho muito hábil que nós temos feito. Para ter uma ideia, já conseguimos montar mais de 13.000 pneus no total.” Esses mais de 13.000 pneus estão espalhados por onde? A barreira vai de onde a onde? “Toda a barreira está no estuário do Incomáti, onde desagua o rio, Incomáti. É uma extensão de mais ou menos de 600 metros, com uma altura média de cinco metros.” Nas últimas cheias, em Janeiro, a barreira como é que resistiu? “Mostrou que é possível aplicar os pneus em qualquer ambiente para controlar, para conter a erosão. Mostrou que é possível haver uma replicabilidade deste conceito. Mostrou resistência, resiliência.” A barreira manteve-se intacta? Resistiu? “Sim, resistiu e tem resistido também às marés altas. Nós estamos num estuário, portanto depende do comportamento da maré. A maré alta vai afectar o rio e o estuário. Na maré baixa, também haverá o vazamento das águas. Então tem mostrado esta resistência fora das cheias, mas também a dinâmica de comportamento da maré.” Como é que se lembraram dos pneus? “Nós iniciámos este projeto de restauro no ano de 2021, um ano em que nós iniciamos o nosso projecto principal, designado Lixo Marinho, que visa combater a poluição, principalmente plástica. Daí nós identificámos esses problemas. Fizemos um diagnóstico ambiental detalhado, identificámos os problemas que é erosão costeira e fluvial e também o assoreamento. Fomos vendo também o histórico da região, percebemos que várias técnicas foram usadas, mas não surtiram efeito. E olhando a nossa realidade, temos assistido que vários pneus terminam nas lixeiras, terminam em ambientes inadequados, e fizemos um pequeno estudo sobre a consistência de pneus, recuperámo-los e fizemos esta barreira que mostra ser muito eficiente.” Falou-me na replicabilidade do projecto. Já há ideias para levarem este projecto para outros locais? “Coincidentemente, nós já fomos solicitados para prestar uma assessoria em Inhambane numa outra zona costeira e lá conseguimos montar e conseguimos travar. Já temos o primeiro caso de replicabilidade, que é numa das praias de Inhambane.” Há quanto tempo é que foi e está a resistir? “Está a resistir. Nós intervimos no final do ano passado, no mês de Novembro, e até agora resistiu.”
A visita do Papa Leão XIV a Angola, entre 18 e 21 de Abril, está a mobilizar milhares de fiéis e voluntários por todo o país. Entre eles, os escuteiros católicos que assumem um papel central na organização e segurança dos principais momentos da deslocação do Sumo Pontífice, que inclui passagens por Luanda, Muxima e Saurimo. Em entrevista à RFI, o coordenador da Associação dos Escuteiros Católicos de Angola, Gilberto Gil Lopes, revelou a dimensão do dispositivo montado: “Vamos participar com 11.414 escuteiros no total”. O trabalho dos escuteiros será essencialmente de apoio logístico e segurança, sobretudo ao longo dos percursos do Papa. “Vamos fazer um cordão humano nas ruas. O Papa vai passar com o papamóvel (…) os escuteiros vão fazer o trabalho do cordão humano nesse perímetro para o povo não ir para a estrada”. Além disso, os voluntários terão várias outras funções: “vamos também fazer o acolhimento das pessoas que se dirigem aos espaços de celebração, indicar como é que chegam, ajudar com água, com os cadeirantes, apoiar na saúde (…) apoiar os alojamentos, os transportes”. Para garantir o bom funcionamento da operação, foram realizados vários momentos de formação. “Tivemos cinco encontros preparatórios, dois online e três presenciais. Fizemos também simulacros”, afirmou Gilberto Gil Lopes. A preparação incluiu não só questões logísticas, mas também comportamentais e de gestão de risco: “quem é o Papa, como é que nos devemos comportar num encontro como esse com tanta gente (…) a gestão de risco, uma visão de 360 graus e ver possíveis riscos”. A coordenação com as autoridades também tem sido fundamental. “Tivemos várias reuniões (…) para alinhar tudo: percurso, zonas mais críticas, abordagem de cada um, o limite da autoridade de cada um”, acrescentou coordenador dos Escuteiros Católicos de Angola Apesar de Angola já ter recebido visitas papais no passado, o entusiasmo mantém-se elevado, sobretudo entre os mais jovens. “É diferente”, reconheceu Gilberto Gil Lopes, lembrando que muitos escuteiros já participaram na visita de Bento XVI, mas há também uma nova geração envolvida. “Os escuteiros estão ávidos (…) todos querem ouvir, ver o Papa passar”, sublinhando o impacto simbólico do momento: “para nós também é uma renovação da nossa fé, uma renovação da nossa espiritualidade, um encontro com a nossa Igreja”. O responsável deixa ainda algumas recomendações práticas para quem pretende assistir: “chegar cedo (…) levar água, protector solar (…) e vir com alegria”. O Papa Leão XIV desloca-se a Angola, de 18 a 21 de Abril, a visita deverá pôr em evidência as temáticas sociais defendidas pelo líder da Igreja Católica: um país rico em petróleo e minerais, mas marcado por profundas desigualdades, onde cerca de um terço da população vive abaixo do limiar internacional de pobreza. Leão XIV deverá insistir na gestão equitativa dos recursos e no combate à corrupção. O Papa desloca-se à capital Luanda, nas margens do Oceano Atlântico, símbolo de contrastes onde coexistem bairros de luxo e bairros de lata, bem como ao santuário mariano de Muxima, principal local de peregrinação nacional, e ainda a Saurimo (leste).
Em Paris, um casal de artistas transformou o seu apartamento-atelier num espaço alternativo e intimista onde se cruzam diferentes artes uma vez por mês. O projecto chama-se “salon/ensaio”, começou há dois anos e nasceu da vontade de se reinventar os "salons" franceses dos séculos XVIII e XIX. Neste programa fomos até ao 14° “salon/ensaio” de Ângelo Ferreira de Sousa e Olivia Gutherz. Um refinado instrumento de música barroca, a viola da gamba, a acompanhar mornas cabo-verdianas foi uma das mais recentes criações nascidas e apresentadas no “salon/ensaio”. O “salon” é um “ensaio” artístico imaginado por Ângelo Ferreira de Sousa e Olivia Gutherz e que começou há dois anos no apartamento-atelier-estúdio do casal. Inspirados nos “Salons” franceses dos séculos XVIII e XIX, Ângelo e Olivia abriram as portas de casa para deixar entrar a arte sem o peso das convenções. Neste espaço intimista é assim alcançada uma proximidade entre os artistas e o público que esboça algo que Ângelo Ferreira de Sousa descreve como “revolucionário”. “Salon é esta tradição francesa dos séculos XVIII e XIX de reunir artistas, escritores, intelectuais na sala de estar de alguém. É o que nós fazemos aqui visto que isto é o nosso ‘atelier-logement', quer dizer que é um atelier atribuído pela Câmara de Paris a músicos e aproveitámos esta oportunidade que nos deu a Câmara para organizar o salon. O salon é um evento artístico que se organiza uma vez por mês, que reúne, pelo menos, dois artistas: pode ser um músico e um escritor, pode ser um performer vindo das artes visuais e um músico... Já houve um pouco de tudo ao longo destas 14 edições. A ideia é produzir e consumir esses produtos com muita proximidade, sem uma grande moldura pesada que afasta o público e o artista. Achamos que essa proximidade pode fazer toda a diferença e pode ser até revolucionária”, descreve o anfitrião do "salon/ensaio". Cada “salon/ensaio” é um exemplar único e conjuga, por exemplo, música com artes visuais, literatura, performance ou outra proposta. Ângelo é artista plástico, performer e tradutor literário. Olivia é música e vem da tradição de música barroca, mas tem explorado a música improvisada no "salon" com os seus convidados. A melodia da sua viola barroca já faz parte do espírito deste estúdio da Rua Piat. “Tivemos vontade de fazer as nossas performances, experimentar, partilhar com o público e também poder convidar outros artistas para mostrarem o seu trabalho nesta proximidade. Este espaço também nos inspirou porque é uma grande sala quadrada, insonorizada, e estamos obrigados a estar perto uns dos outros, sentados no chão. Além disso, o meu instrumento, a viola da gamba que é um instrumento da época barroca, não é um instrumento potente em termos de som e as melhores condiçoes para ser ouvido é na intimidade, na proximidade. Quanto mais próximos estivermos, mais ouvimos as cores e as nuances diferentes. Foi toda esta mistura de condições que nos deu a vontade de organizar estas reuniões”, conta Olivia Gutherz. A artista sublinha que outra das notas fundamentais do “salon” é o facto de haver sempre pessoas novas, oriundas de vários países e que trazem esse mundo para o atelier. “Vivemos numa grande cidade, com imensas pessoas muito diferentes, mas são bastante raros os momentos em que nos encontramos numa sala, em que não conhecermos as pessoas, mas partilhamos algo”, descreve. No “salon/ensaio” número 14, Olivia Gutherz actuou ao lado do cantor e cravista português Jorge Silva, numa noite em que se celebrou “a festa das independências" dos países africanos de língua oficial portuguesa. Houve filmes apresentados por Raquel Schefer, professora de cinema na Universidade Sorbonne-Nouvelle, e debate em torno do pai das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral. Também houve mornas imortalizadas por Cesária Évora que foram interpretadas por Jorge Silva, que tem também raízes cabo-verdianas. “Foi muito espontâneo. A Olivia contactou-me, perguntou se eu tinha músicas em crioulo que eu quisesse cantar. Eu perguntei se ela tinha guitarrista porque em Cabo Verde cantam mais com guitarra, ela disse que não, mas que tinha a viola da gamba. Fizemos uma coisa assim muito natural e foi muito bonito. Mostrar músicas cabo-verdianas ou africanas com um instrumento dito barroco como é a viola da gamba acho mesmo excelente mostrar estes dois mundos. É mesmo um salão em que se pode abrir novos horizontes”, conta Jorge Silva. O público são os amigos que trazem um amigo também e que também trazem uns comes e bebes para animar o prólogo da noite. Ana Rita Rodrigues assistiu a todas as edições desde o começo e também cantou em dois “salons”: num deles fez uma homenagem a José Afonso por ocasião do 25 de Abril e num outro propôs uma viagem cantada até ao Brasil. Para ela, o “salon” é, por excelência, o lugar onde o artista está com o público. “Estamos com o público à nossa volta e é como se estivéssemos a cantar em casa com um grupo de amigos. Corresponde perfeitamente ao meu estilo, à minha concepção do que é a música. A música não é só um espectáculo, é também uma partilha. É como estar em casa”, explica a cantora. "É como estar em casa", mas uma casa de portas abertas para o mundo. Raquel Estrócio é outra presença habitual do “salon”. “É sempre uma troca muito rica de imensas formas de colaborações. As trocas depois e antes, durante as 'soirées', são extremamente enriquecedoras. Acho que nos descobrimos a nós ao ouvir as outras pessoas e nestas trocas. As ideias surgem também aí: outras ideias para outros salons”, diz a arquitecta paisagista. Em Maio, já está agendado novo “salon/ensaio”, este espaço alternativo e caseiro onde se tenta fazer e mostrar arte de forma intimista, a uma escala mais humana e sem espartilhos institucionais.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo falou do legado da sua gestão, que alterou a lógica do ajuste fiscal, deixando de concentrar esforços sobre a população de baixa renda. O aumento real do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda foram centrais nesse processo.
Fizemos uma tier list das épocas do Sporting 2014 até 2025, e recordamos o jogo diante do Manchester City do mítico calcanhar do Xandão.https://tiermaker.com/create/melhores-poca-do-sporting-ltimos-10-anos-lds--15296544-2Introdução: 00:00Tier List melhores épocas do Sporting (últimos 10 anos): 0:332014/15: 1:112015/16: 2:372016/17: 4:272017/18: 5:172018/19: 7:292019/20: 11:372020/21: 13:492021/22: 18:282022/23: 19:452023/24: 22:082024/25: 25:23Memórias de Leão - Calcanhar de Xandão: 36:10
No Imposturas desta semana, trazemos a primeira aula do módulo "Esquizoanálise - Conceitos Fundamentais", que inaugura o novo projeto: Seminários Deformação. Fizemos uma contextualização histórica e biográfica da obra de Deleuze e Guattari, e uma breve exposição do conceito de desejo para os autores. ParticipantesRafael TrindadeLinksSeminários DeformaçãoOutros linksFicha TécnicaCapa: Felipe FrancoEdição: Pedro JanczurAss. Produção: Bru AlmeidaGosta do nosso programa?Contribua para que ele continue existindo, seja um assinante!Support the show
À medida que o tempo passa, a sociedade evolui. E com ela, os personagens de novelas acabam se adequando aos novos tempos. Fizemos uma linha do tempo para analisar a evolução das protagonistas de novelas, das mocinhas sofredoras às mulheres empoderadas de hoje em dia. Vem com a gente!Apoie o podcast e ganhe episódios exclusivos: apoia.se/criteriosdeprogramacaoVocê encontra os links das nossas redes sociais e das plataformas de streaming onde estamos disponíveis no nosso Linktree: https://linktr.ee/criteriosdeprogramacaoCom Fábio Sousa, João Dantas e Elder PaesRoteiro, Pesquisa e Direção Criativa: Fábio SousaEdição e Montagem: João Dantas
Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira, Fernanda Schmölz e Max fazem a reunião anual sobre a maior premiação do cinema: o Oscars. No ano de 2026, especialmente, ele está com uma das melhores seleções dos últimos anos e temos o Brasil com 5 indicações!!! "O Agente Secreto", Wagner Moura e o diretor de fotografia Adolpho Veloso (em "Sonhos de Trem") representam todos os brasileiros na premiação. Quais as reais chances? Quais são as categorias cartas marcadas de 2026? "Uma Batalha Após a Outra" vai ganhar todos os prêmios? "Hamnet" pode surpreender?Fizemos as nossas apostas e falamos quem serão os vencedores!!!⭐️ SEJA VIP!! Quer ouvir/assistir um RAPADURACAST EXCLUSIVO para assinantes toda semana?? Venha para o nosso Cineclube!! https://www.patreon.com/RapaduraCast
Gravámos novo episódio do Mata-Mata onde analisámos a derrota do Benfica frente ao Real Madrid, que ditou a eliminação da Liga dos Campeões.Fizemos também o ponto de situação do campeonato nacional, numa fase decisiva da temporada, e passámos pela Segunda Liga, onde as contas continuam apertadas tanto na subida como na manutenção.Europa fecha-se para os lados da Luz mas continua viva para o Sporting, Porto e Braga, numa época que continua a todo o gás.
Paris presta homenagem ao fotógrafo Sebastião Salgado com uma exposição na Sala Saint-Jean da Câmara Municipal. Concebida por Lélia Wanick Salgado, a exposição reúne 200 fotografias e propõe um percurso cronológico pela sua obra. Lélia Salgado recorda o início da carreira, em 1970, e destaca dimensões pessoais do fotógrafo. Organizada também por Fernando Eichenberg, a exposição inclui imagens inéditas de Paris, referências ao Instituto Terra e trabalhos do filho Rodrigo. Abre sábado e pode ser visitada até 30 de Maio. RFI: Lélia Wanick Salgado, começo por evocar o verão de 1970, quando ainda era estudante de arquitectura e comprou a sua primeira máquina fotográfica, que acabou por ficar nas mãos de Sebastião Salgado. Foi assim? Lélia Wanick Salgado: Olha, foi realmente uma coisa muito interessante. Eu queria ter uma câmara para fazer as minhas fotografias de arquitectura. Nesse verão fomos passar férias à Alta Sabóia. Tínhamos uma amiga com casa lá, muito perto da Suíça, e como na Suíça era muito mais barato, fomos lá comprar uma máquina. Comprámos a máquina e, quando voltámos, eu peguei nela. Mas o Sebastião tirou-a da minha mão e começou logo a pôr o filme. Eu disse: “Mas espera aí, dá-me a máquina.” Ele saiu com ela e começou a olhar através da objectiva. E foi aí que começou tudo. Foi ali que a vida dele se transformou e que ele descobriu que queria fazer fotografia. E foi a Lélia a primeira pessoa que o Sebastião fotografou, e a cores? Fui, sim. Foi uma fotografia a cores. Ele fotografava a cores naquela altura. Fez uma fotografia minha sentada à janela. É uma fotografia muito bonita. Acho que está na biografia ilustrada que pode ser vista na exposição. Estamos aqui na Câmara Municipal de Paris, onde vai estar patente, nos próximos meses, uma homenagem ao trabalho, à vida e à obra de Sebastião Salgado, incluindo também uma exposição do vosso filho, Rodrigo. Como foi construir esta exposição? Essa exposição foi ideia da presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo. Ela pediu ao Sebastião que fizesse fotografias de Paris para a carta de votos de Ano Novo de 2025 da Câmara Municipal de Paris. Ele respondeu: “Olha, se não tiver fotografias boas, desculpa, não posso entregar.” Ele dizia sempre que não tinha conseguido nada, que estava tudo muito ruim. Mas fez muitas fotografias boas. Ela escolheu uma, que está aqui em grande formato, e depois quis fazer esta homenagem. Fiquei muito honrada, disse que gostaria que a homenagem não fosse só ao fotógrafo, mas também ao homem que ele era. O homem que gostava da família. Nós temos um filho com síndrome de Down, o Rodrigo, e ele queria muito fazer uma exposição com os desenhos do filho. Fizemos uma exposição muito bonita em Reims, com 16 vitrais feitos a partir dos desenhos dele, como está sugerido aqui. Aqui não são vitrais, é apenas uma evocação, mas queríamos mostrar isso. Infelizmente, o Sebastião não viu essa exposição, porque morreu na véspera. Por isso quis que aqui também se mostrasse o pai que fez tudo para que o filho pudesse fazer o que fez e ele fez coisas muito bonitas. Outra parte importante é o Instituto Terra, o nosso trabalho ecológico. Plantámos uma floresta enorme. Até hoje já plantámos 3.500.000 árvores e vamos plantar muito mais. Temos muitos projetos de sustentabilidade, dentro e fora do instituto. Também mostramos fotografias da coleção da MEP, da Maison Européenne de la Photographie, que nos acompanha desde o início. No começo, compravam fotografias; depois começámos a fazer doacções. Hoje têm quase 500 fotografias na colecção. Fizemos uma selecção dessas imagens e, como esta sala é muito bonita, preferi expor cópias grandes em vez das pequenas. Como foi acompanhar esta viagem com o fotógrafo, com o homem? A presidente da câmara de Paris dizia há pouco que Sebastião Salgado viajou pelo mundo inteiro, e a Lélia também o acompanhou. Sim, acompanhei muito. Viajei muito com ele, mas não para todos os lugares nem para todas as reportagens. As reportagens mais difíceis, mais duras, eu não quis acompanhar. Vivemos 61 anos juntos. É uma vida inteira. Ele era uma pessoa muito boa. Como viajava muito, também tínhamos os nossos momentos separados. Cada um podia viver um pouco a sua própria vida, os seus amigos, até os seus gostos — até na comida, porque cada um gosta de coisas diferentes. Acho que foi muito interessante. Foi uma vida. Se tivesse de viver outra vez, viveria. Fernando Eichenberg, director do estúdio Sebastião Salgado, destaca que a exposição foi organizada em apenas quatro meses e reúne 200 fotografias, incluindo imagens inéditas de Paris, o último trabalho de Sebastião Salgado. RFI: Como é que se organiza uma exposição desta dimensão em tão pouco tempo, tendo tido pouco mais de quatro meses para preparar esta homenagem, que abre ao público no dia 21 de fevereiro? Fernando Eichenberg: Foi um prazo muito curto. Normalmente não organizamos uma exposição num espaço de tempo tão reduzido. Mas Anne Hidalgo fazia questão de prestar esta homenagem ao Sebastião antes de deixar o cargo e contactou-nos no final de setembro. Já havia uma relação entre eles e, agora que ele já não está aqui, era uma homenagem muito bonita para fazer em Paris. A Lélia teve a ideia de fazermos juntos e aceitou a proposta. Ela é responsável pela cenografia: desenhou tudo, pensou na organização, no que incluir. Decidimos reunir a colecção da MEP, a parte inédita de Paris, o Instituto Terra e as pinturas do filho deles, Rodrigo, que ainda não tinham sido mostradas em Paris. Foi tudo muito intenso. As pessoas pensam que basta pendurar fotografias, mas há todo o trabalho de luz, curadoria, cenografia, textos. Foi muito exigente, mas valeu a pena. São cerca de 200 fotografias, algumas muito conhecidas do grande público, em grande e pequeno formato, e há também imagens inéditas. São fotografias de 2024, tiradas em Paris, e apresentadas aqui pela primeira vez. Foi o último trabalho que ele fez em vida. Depois disso, não voltou a fotografar até morrer. É uma emoção mostrar estas imagens agora. Surgiram do pedido da prefeita para a carta de votos de fim de ano da Câmara. Ele envolveu-se muito e acabou por fazer muitas fotografias. Percebemos que havia um material muito forte, e ele também gostou do resultado. Por isso decidimos apresentar este conjunto. Espero que o público aprecie este trabalho, que é realmente inédito.
O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, reafirmou o compromisso com a valorização do património africano, defendendo que a riqueza natural e cultural do continente deve ser colocada ao serviço do desenvolvimento sustentável. O estadista defendeu que o património africano, muitas vezes “silenciado”, deve ganhar visibilidade e integrar a lista de Património Mundial da UNESCO: “Queremos que mais países inscrevam o seu património natural e cultural”. Na qualidade de Champion da União Africana para a Preservação do Património Natural e Cultural de África, o chefe de Estado de Cabo Verde sublinhou que “África é um continente riquíssimo em termos de património natural e cultural” e alertou para a necessidade de transformar esse potencial em oportunidades concretas: “É preciso colocar toda esta riqueza ao serviço do continente africano”. À margem da 39.ª Sessão Ordinária da Assembleia da União Africana, que decorreu em Addis Abeba, o Presidente de Cabo Verde liderou um evento de alto nível subordinado ao tema “Património Mundial e Segurança Hídrica em África: Construir Caminhos para a Sustentabilidade e a Agenda 2063”, promovido por Cabo Verde no quadro das comemorações do 20.º aniversário do Fundo Africano para o Património Mundial. José Maria Neves defendeu que o património africano, muitas vezes “silenciado”, deve ganhar visibilidade e integrar a lista de Património Mundial da UNESCO: “Queremos que mais países inscrevam o seu património natural e cultural”. “O que pretendemos é que o património natural e cultural africano seja uma alavanca para o desenvolvimento sustentável do continente”. Segundo o Presidente, investir na preservação pode impulsionar sectores estratégicos: “O património pode levar ao crescimento do turismo, dos transportes, das indústrias criativas, à criação de emprego e de novas oportunidades para a juventude africana.” O estadista apelou ainda ao reforço do financiamento internacional e ao envolvimento do sector privado. “É preciso estimular as agências internacionais no sentido do financiamento da preservação”, defendendo que também os privados devem alocar recursos ao fundo africano. Segundo o chefe de Estado, está em curso um esforço de sensibilização junto de Estados-membros, parceiros internacionais e sector privado. “Falamos em mobilizar recursos em torno de 20 milhões de dólares americanos para o relançamento do seu trabalho”, afirmou, clarificando, contudo, que a fase actual não é ainda de angariação directa de montantes. “Está-se a fazer mais um trabalho de sensibilização e não um trabalho de recolha de valores específicos neste momento”, explicou. No plano nacional, José Maria Neves revelou que Cabo Verde tem projectos a serem trabalhados com o Fundo Africano para o Património Mundial. Entre eles, destacou a candidatura do Campo de Concentração do Tarrafal a Património Mundial e o processo relativo aos Escritos de Amílcar Cabral. O país já conta com a Cidade Velha classificada pela UNESCO, estando em curso o levantamento de “patrimónios silenciados” para valorização futura . O Presidente destacou a ligação entre património e segurança hídrica, apontando a gestão sustentável da água como factor crítico para o futuro do continente. “Fizemos referência à relação entre a água, os recursos hídricos e o património mundial, enquanto instrumentos que poderão levar-nos ao desenvolvimento sustentável e ao cumprimento da Agenda 2063”, referiu, assinalando a “grande abertura” das agências parceiras para apoiar iniciativas nesta área. “O património natural e cultural são as nossas catedrais e basílicas”, concluiu, defendendo que a sua preservação pode contribuir “enormemente para o crescimento da economia e para a melhoria das condições de vida dos africanos”.
O Pelas Pistas #183 mergulha na ciência por trás do asfalto!Recebemos Luis Ernesto Morales, o engenheiro responsável pelas maiores transformações nos autódromos brasileiros e figura central no GP de São Paulo de Fórmula 1. Se você já se perguntou por que uma pista é rápida, por que o asfalto de Interlagos é tão desafiador ou como se constrói um autódromo do zero, este episódio é para você.Neste episódio, falamos sobre a chegada da MotoGP em Goiânia: O que precisou mudar na pista para receber a categoria máxima das duas rodas em 2026.A Reforma de Brasília: Os bastidores e os desafios para colocar a capital federal de volta no mapa das grandes competições. Fizemos um Raio-X de Interlagos, onde Luis Ernesto aponta os pontos fortes e as limitações técnicas do circuito mais amado do Brasil, além de uma história curiosa da construção do Velocitta. Luis Ernesto Morales traz uma visão técnica e apaixonada sobre a engenharia que define quem ganha e quem perde nas pistas. Uma aula obrigatória para todo fã de velocidade!Qual autódromo brasileiro você acha que tem o melhor traçado?PATROCÍNIO ESTRELLA GALICIAA cerveja oficial do MotoGP e do Pelas Pistas. Participe da promoção Estrellas do MotoGPhttps://www.promocaoestrellagalicia.com.br/ PITSTOP Faça seu pedido na loja, whats ou site! https://www.pitstop.com.br/ PATROCINE O PELAS PISTASEntre em contato com nosso time comercial:pelaspistas@pod360.com.br Apresentadores: Christian Fittipaldi, Thiago Alves e Nelsinho Piquet Direção Executiva: Marcos Chehab e Tiago Bianco Direção de Conteúdo: Felipe Lobão Produção: Kal Chimenti Captação de áudio: Willian Souto Edição de áudio: Doriva Rozek Captação de vídeo e Redes sociais: Guilherme Diaz
Um XI da Europa contra um XI do Resto do Mundo? Seria muito bom de ver, mas como não será assim tão provável de acontecer nos próximos tempos, só nos resta imaginar e foi isso que fizemos. Escolhemos os melhores de cada lado da barricada. Quem achas que venceu?Fizemos também um top5 das equipas europeias em melhor forma no momento e antecipámos os resultados de FC Porto, Sporting e Benfica até à pausa para Seleções. Dinâmicas que dão cor a um episódio que não podes mesmo perder.
O paleoantropólogo francês Antoine Balzeau, pesquisador do Museu Nacional de História Natural, em Paris, é o autor principal de uma pesquisa recente publicada no Journal of Anatomy. O estudo permitiu, pela primeira vez, criar uma cartografia detalhada dos vestígios encontrados nos endocrânios, a cavidade interna da caixa craniana. Esse imenso banco de dados, construído a partir dos dados de dezenas de voluntários, ajudará cientistas do mundo todo a decodificar com mais precisão o cérebro do homem pré-histórico. Taíssa Stivanin, da RFI Brasil em Paris O cientista francês Antoine Balzeau estuda há cerca de 20 anos os endocrânios dos nossos ancestrais. Essa superfície funciona como um molde natural e guarda marcas deixadas pelo cérebro ao longo da vida à medida que ele cresce, fornecendo pistas, por exemplo, sobre seu tamanho. Como o órgão é um tecido mole, não existem fósseis de cérebros humanos e as impressões deixadas no endocrânio são uma das únicas maneiras que os cientistas têm de tentar reconstruir o cérebro de nossos antepassados. Conhecer essas marcas em detalhes abre perspectivas inéditas para a ciência, como entender, por exemplo, qual é a relação entre as estruturas cerebrais e o comportamento. "O objetivo é estudar o cérebro dos humanos pré-históricos, mas esse órgão não se fossiliza. Só nos resta o crânio e, dentro dele, o endocrânio, onde o cérebro deixa impressões, que vamos reconstituir e analisar para tentar compreender a forma do cérebro do homem pré-histórico", explica Antoine Balzeau, que também atua no CNRS (Instituto Nacional de Pesquisa Científica) As análises científicas que envolvem o endocrânio são "bastante subjetivas", segundo o pesquisador. Para comparar o cérebro dos homens pré-históricos com os dos humanos de hoje, os cientistas dispõem principalmente de enciclopédias de anatomia cerebral ou de outros documentos similares, cujos dados são baseados na média populacional. A nova cartografia muda esse cenário. "Decidimos investir na criação de uma padronização científica para realizar essa análise e entender, de fato, a relação entre a forma do cérebro e as marcas deixadas na superfície interna do crânio." Esse banco de dados fornece informações detalhadas em forma de impressões cerebrais no endocrânio, que ajudará os cientistas a decodificar o cérebro pré-histórico. Descrição da pesquisa O estudo conduzido pelo cientista francês durou cerca de três anos e envolveu 75 participantes de 18 a 75 anos, que passaram por um exame aprofundado de ressonância magnética, de cerca de três horas, no Instituto do Cérebro, no hospital parisiense Pitié-Salpêtrière, localizado no 5º distrito da capital. O avanço dos exames de imagem nos últimos anos permitiu à equipe do cientista francês "fotografar" em detalhes o endocrânio dos voluntários, mas exigiu adaptação das ferramentas e dos programas de informática utilizados nas análises dos dados da ressonância. "Conseguimos reunir um grande volume de informações. Fizemos uma ressonância magnética no cérebro, outras duas específicas para o formato do crânio e outras imagens das estruturas cerebrais internas. O objetivo foi obter uma enorme base de dados anatômica, que ainda será explorada por muitos anos para tentar entender melhor todos os mistérios que envolvem o órgão", diz. A análise dos dados obtidos demorou cerca de um ano. "Foi preciso identificar todas as marcas deixadas no cérebro e no molde craniano, fazer as correlações necessárias, as estatísticas, comparar, escrever e analisar." O perfil dos voluntários, destaca Antoine Balzeau, era variado e incluía homens e mulheres na mesma proporção, além de atletas, músicos, destros, canhotos e pessoas com outras especificidades. A diversidade anatômica cerebral e comportamental foi um dos critérios fundamentais. De acordo com o pesquisador, objetivo é utilizar os mesmos dados em um outro estudo sobre a relação existente entre o formato do cérebro e o comportamento, que ainda está em fase de preparação. Após a conclusão da pesquisa, Antoine Balzeau enviou os resultados para outros cientistas da área e pediu que eles descrevessem os endocrânios ancestrais com base nos novos dados disponibilizados pelo estudo. O resultado foi surpreendente. Os pesquisadores perceberam que, até então, trabalhavam com critérios imprecisos, exatamente como imaginou o pesquisador francês no início do estudo. "O que produzimos, no fim, foi uma cartografia de 75 indivíduos, que traz a relação detalhada entre os sulcos cerebrais e a forma do endocrânio, além de todas as marcas existentes. O artigo que publicamos reúne todas as informações e dados possíveis, além de todas as suas variações, para que os pesquisadores possam ter critérios de análise extremamente precisos", explica. Outra finalidade da pesquisa, ressalta o paleoantropólogo, é entender como funciona o cérebro humano. "Isso é complicado porque sabemos que há áreas cerebrais envolvidas em diferentes funções, como a linguagem ou a visão. Mas, nessas áreas, não é só o tamanho e a posição que contam: é preciso encontrar uma relação entre a forma e a assimetria de um lado em relação ao outro e o comportamento", explica. "Alguns voluntários são destros ou canhotos, por exemplo, e assim poderemos observar se há impacto na forma ou na posição no cérebro e, se for o caso, aplicar esse conhecimento na análise de um fóssil", conclui.
No episódio de hoje, recebemos Daniel Antunes e AndréFroedo, que uniram experiência em posicionamento + saúde e já somam múltiplos 7 dígitos faturados no digital. Eles vieram até Balneário pra contar como transformaramconhecimento em um negócio que só cresce e por que o mercado está mudando rápido: as pessoas não querem mais produto genérico. Elas querem algo personalizado (e pagam mais por isso).Neste papo, eles abrem os bastidores da operação, falamsobre sociedade no digital e mostram como tomam decisões pra validar, escalar e manter performance no longo prazo.O que você vai aprender:● Como usar uma narrativa convincente para vender seus produtos● As estratégias que mais funcionam no mercado de emagrecimento hoje● Como validar e escalar ofertas com previsibilidade e consistência● Por que personalização virou um diferencial competitivo no mercado Dê o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insightque você tirou do episódio.Aprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify
No Outro Olhar deste sábado, entrevisto o prefeito de Canoas, Airton Souza (PL). Fizemos um sobrevoo sobre o primeiro ano de mandato, obras de reconstrução e futuro da cidade. Acompanhe.
Olá amigos! Preparados para um episódio radical? Então levante os braços, solte o grito da garganta e bora curtir TODAS as montanhas russas dos parques Disney, Universal, SeaWorld e Busch Gardens! Fizemos nesse episódio uma pesquisa com nossos ouvintes e seguidores para darem notas, e classificamos a ordem crescente de acordo com a nota média […]
Fizemos um extra com o desenrolar dessa semana no ciclo de contratações de Treinadores.
Fizemos a cobertura do Developer Direct do Xbox, evento que abre o ano e mostra a lineup de jogos para 2026. O evento mostrou Fable, Kiln, Forza Horizon 6 e Beast Of Reincarnation, trouxe muitas informações importantes, mas por outro lado... desapontou (?)Com reações ao vivo e acaloradas, comentamos, explicamos e traduzimos o que rolou. Aperta start e vem com a gente!Capítulos:(00:00:00:38) - InícioAfiliado:Game Pass Ultimate 3 meses - https://tidd.ly/4qrmIBJGame Pass Ultimate 1 mês - https://tidd.ly/3Ll9S7GGift Card R$ 100,00 - https://tidd.ly/4ov7bPwGift Card R$ 20,00 - https://tidd.ly/4oj2rgh---Episódios novos sobre videogames e tecnologia todas às sextas-feiras.Escolha seu agregador favorito clicando no link:
Depois do tão aguardado sorteio do calendário da segunda fase, eis o nosso episódio semanal. Neste episódio falámos ainda do último jogo da primeira fase, derrota no lamaçal das Caldas, mas estivemos sobretudo com os olhos postos no futuro. Uma por uma, fomos tentar perceber o que esperar das 4 equipas desta segunda fase contra as quais ainda não jogámos. Fizemos a antevisão da recepção ao Vitória B, equipa que terminou a primeira fase da zona Norte em primeiro lugar. Depois de verificarmos como andaram os nossos prognósticos sobre a classificação da primeira fase, lançámos sortes para os três primeiros desta fase de apuramento de campeão e fechámos com o prognóstico para o primeiro jogo desta fase. Um episódio com a participação de José David Lopes e Guilherme Imperial.
No segundo episódio da série “Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro”, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini contam como é o delicado processo de restauro de obras de arte danificadas. É um trabalho minucioso que envolve vários experimentos, alguns deles realizados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), usando as linhas de luz do acelerador de partícula Sirius. Eles também te contam como o restauro das obras danificadas nos ataques golpistas é um sinal de fortalecimento dos símbolos da democracia brasileira. _____________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro” – Ep.2 Mãos à Obra Presidente Lula: Hoje, é dia de dizermos em alto e bom som, ainda estamos aqui, ao contrário do que planejávamos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Se essas obras de arte estão aqui de volta, restauradas com esmero por homens e mulheres que a elas dedicaram mais de 1.760 horas de suas vidas, é porque a democracia venceu. Muito obrigado, companheiros. Aurélio: Este é o segundo episódio da série sobre a restauração das obras vandalizadas no 8 de janeiro de 2023. Se você ainda não escutou o episódio anterior, dá uma olhadinha nele e aí volta pra cá, porque hoje nós vamos nos aprofundar em toda a ciência do restauro de uma obra rara e também pensar sobre o atual cenário da democracia brasileira. Marcos: Eu sou o Marcos Ferreira, um dos apresentadores dessa série. Aurélio: E eu sou o Aurélio Pena, e você está ouvindo o Podcast Oxigênio. Aurélio: Uma das obras mais famosas entre as restaurações é o mural Mulatas à Mesa, de Di Cavalcanti, parte do acervo do Palácio da Alvorada. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Di Cavalcanti viveu entre 1897 e 1976. O artista modernista produziu principalmente pinturas, desenhos, murais e caricaturas. Suas reconhecidas cores vibrantes e temas tipicamente brasileiros o tornaram um dos grandes nomes da pintura e do modernismo do Brasil. Marcos: A obra, produzida em 1962, mostra uma cena na qual predominam figuras femininas, as chamadas mulatas, retratadas com curvas voluptuosas, pele morena e uma postura que mistura sensualidade e introspecção. Elas aparecem em um ambiente descontraído, cercadas por elementos tropicais, como frutas e flores, que evocam a exuberância e o calor do Brasil. A pintura é de grande importância porque reflete a valorização da cultura e da identidade nacional, exaltando a miscigenação como um elemento central do Brasil. Di Cavalcanti buscou celebrar a mulher brasileira, representando não apenas a sua beleza, mas também como um símbolo da força e do espírito nacional. Foi essa obra que levou sete facadas. Aurélio: A cultura japonesa tem um tipo de arte chamado Kintsugi. Nela as rachaduras e avarias de um objeto são mantidas e valorizadas, normalmente com ouro. Essas imperfeições contam a história desses objetos. Marcos: Uma lógica parecida com a do Kintsugi foi utilizada na restauração da Mulatas à Mesa, como nos contou a coordenadora do projeto de restauro, a professora Andréia Bachettini, que você também ouviu no primeiro episódio desta série. Andréia Bachettini: Quando eu desembrulhei ela lá no início, em setembro de 23, eu fiquei muito impactada assim com a brutalidade que ela foi agredida. E o processo de restauração foi muito pensado assim, como que a gente vai não tirar o valor dessa obra, mas também a gente não podia esconder essas marcas que ela sofreu, essas sete perfurações que ela sofreu. Então a gente optou por remover esse reentelamento, o reentelamento, para os leigos, é colar uma tela para dar sustentabilidade à tela original. Então ela já tinha essa tela, ela tem a tela original, e colada a ela um outro linho que era um tecido bem resistente. Esses dois tecidos foram rasgados, inclusive a sustentação dela é feita com um bastidor em madeira que também foi quebrado, os montantes, as travas desse bastidor foram quebradas. Então a gente teve que fazer uma substituição de travas do bastidor, e aí optamos então por fazer um reentelamento com o tecido de poliéster de vela de barco, de vela, que é transparente assim, e não esconderia então as cicatrizes por trás da obra. Pela frente ela ficou imperceptível, a gente fez a restauração com a técnica de pontilhismo, que são sobreposição de pontinhos na cor, dando a ilusão de ótica da cor na superfície. Então ela fica imperceptível pela frente, mas pelo verso as marcas dessa restauração estão evidenciadas. Aurélio: Ao destacar a figura da mulata, que frequentemente é marginalizada na sociedade brasileira, a obra também provoca reflexões sobre questões sociais, como a posição da mulher negra e mestiça no Brasil. Assim, vai além da mera representação de uma imagem, tornando-se um manifesto visual da busca por uma identidade cultural, nacional e autêntica no contexto modernista. Marcos: O restauro de uma obra é extremamente sofisticado, e envolve profissionais de áreas das quais normalmente nem imaginamos. Um exemplo disso é que parte do projeto exigiu um estudo das tintas e vernizes utilizadas nos quadros danificados, feita por cientistas de materiais. Andréia Bachettini: Falando um pouquinho do ofício, hoje a conservação e restauração não é só um artesanato, só o fazer, a habilidade manual. Claro que existe a necessidade de ter habilidade manual para interferir em uma obra, mas por trás de tudo isso, tem muita ciência, muito estudo. A gente tem que conhecer os materiais que foram feitos nessas obras. É um trabalho multidisciplinar, envolve profissionais da química, da biologia, da arquitetura, da física, da história da arte, da conservação e restauração, da museologia. Pensar como essa obra vai ficar exposta depois. Então são muitos profissionais envolvidos na restauração hoje. Aurélio: Compreender com precisão a composição dessas tintas é uma etapa importante, pois permite aos restauradores recriar os materiais que serão utilizados para recuperar as obras, garantindo que elas fiquem quase como se fossem tocadas. Essa tarefa não é simples, já que muitas vezes as tintas usadas no passado são bem diferentes das que nós temos hoje. Além disso, é comum que artistas misturem diversos meios e pigmentos para conseguir os efeitos desejados. Em alguns casos, faziam as próprias tintas, sem deixar registro sobre esse processo. Marcos: Para entender um pouco mais sobre como o estudo dos vernizes e tintas foi feito, conversamos com dois professores da Universidade Federal de Pelotas, o Bruno Nuremberg e o Mateus Ferrer, que atuaram nas análises químicas das obras danificadas pelos golpistas. Aurélio: Bruno, você pode contar um pouquinho pra gente como se deu esse estudo? Bruno Nuremberg: Em janeiro de 2024, a gente já estava montando o laboratório lá em Brasília para realizar esse projeto de restauro. Claro que a base dele é a parte do restauro dessas obras, mas ele também contou com várias ações pontuais, dentre elas a que eu e o Mateus a gente está desenvolvendo até agora, que seria o quê? Seria a pesquisa dos materiais presentes nesses bens culturais para fazer toda uma parte de documentação, um estudo dos materiais utilizados pelo artista, tentar descobrir novas informações. Aurélio: E por que é feito um estudo dos materiais presentes nas obras? Bruno Nuremberg: Então a gente pode utilizar essas técnicas na parte do pré-restauro. Por exemplo, eu tenho um quadro e nesse quadro eu preciso remover o verniz dele porque ele passou por um processo de oxidação. Marcos: A oxidação que o professor Bruno mencionou é uma reação química que acontece com o oxigênio do ar e que acaba desgastando um material. Bruno Nuremberg: Então se eu tiver conhecimento do material que compõe esse meu verniz, ou seja, do aglutinante, do polímero, eu vou conseguir estar direcionando um solvente muito mais adequado para ser aplicado nesse processo de remoção desse verniz. Outro ponto muito importante é que conhecendo esses materiais a gente também consegue direcionar mais corretamente, digamos assim, quais materiais devem ser utilizados no processo de restauração, no processo de intervenção. Então todo material que eu vou aplicar numa obra de arte, ele não pode ser exatamente da mesma composição. Ele tem que ter a mesma característica estética, mas a parte química dele tem que ser diferente. Por que isso? Porque daqui a 15, 20 anos um novo restaurador vai trabalhar em cima dessa tela e ele tem que distinguir os materiais que foram aplicados ali naquela intervenção. Eles têm que ser quimicamente diferentes. Então no futuro, daqui a 50, 100 anos, quando essa obra precisar passar por um processo de limpeza ou de reintegração pictórica, que seria o processo de repintar perdas, as pessoas já vão ter essas informações ali, quais materiais foram utilizados, vão ter, enfim, tudo caracterizado quimicamente, dados robustos e confiáveis do que aquela obra presença de materialidade. Então se eu tenho, por exemplo, uma pintura a óleo e eu vou fazer uma reintegração com óleo, se eu precisar retirar no futuro essa intervenção que eu fiz, eu vou estar causando um dano na pintura original que também era a base de óleo Marcos: E Bruno, quais são os desafios na caracterização dos componentes químicos dessas obras de arte? Bruno Nuremberg: Quando a gente se depara com esse tipo de amostra, a gente encontra desafios que, digamos assim, na pesquisa tradicional de engenharia de materiais, da química, a gente não tem. O número de amostras que a gente pode coletar de uma obra de arte, ele não é ilimitado. Então a gente tem que ter uma série de autorizações, a gente tem que ver, tem vários critérios que a gente tem que seguir para poder realizar essas amostragens. As amostras que a gente coleta tem em torno de um milímetro quadrado, digamos assim. Então são amostras super pequenas. Então a gente tem numa pintura, por exemplo, tu vai encontrar aglutinantes de vernizes, tu vai encontrar cargas, tu vai encontrar aditivos, tu vai encontrar pigmentos, tu vai encontrar dois, três tipos de aglutinantes. Então essa sopa química dentro desse universo microscópico é o que a gente tem que realizar de caracterização. Aurélio: Esse tal aglutinante de verniz que o Bruno mencionou é também conhecido como ligante. Ele é o componente essencial que atua como base da formulação e é responsável por unir todos os outros ingredientes, como pigmentos e aditivos das tintas, e por formar uma película na superfície da obra que protege ela. Marcos: Nós conversamos também com o professor Mateus Ferrer, que também é da UFPel, que trabalhou junto com o Bruno no estudo desses materiais das obras raras. Ele nos contou um pouquinho de como isso foi feito. Mateus Ferrer: Primeiro que ali não são somente pinturas, não são somente telas. Nós temos diversos tipos de obras, inclusive materiais cerâmicos, telas de várias épocas, pintores diferentes, com técnicas e materiais diferentes. Então isso gera uma complexidade e a gente nota uma complexidade até mesmo na literatura. Marcos: Para determinar com alta precisão os constituintes de amostras muito pequenas das telas, os professores Bruno e Mateus utilizaram diversas técnicas avançadas de análise. Algumas foram realizadas na própria universidade, enquanto outras foram feitas em instalações abertas para toda a comunidade científica, no CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, que fica em Campinas/SP. Uma delas é a técnica de espectroscopia de infravermelho, que permite identificar e medir quais substâncias estão presentes nas obras do acervo nacional. Mateus Ferrer: Então a gente tem o que a gente encontra na literatura, de forma muito vaga, e tem o nosso conhecimento do nosso grupo, que de fato a gente está explorando, buscando novas técnicas, buscando ferramentas, buscando laboratórios parceiros, buscando projetos como o caso do Sirius, que esse foi o primeiro projeto e não será o único, haverão outros projetos que a gente precisa de super laboratórios e equipamentos que a gente não tem na nossa estrutura. Aurélio: Isso só é possível porque existe uma interação entre o infravermelho e as substâncias estudadas, mais especificamente, quando as moléculas das tintas ou dos vernizes conseguem interagir com a luz infravermelha. O nome disso é atividade do infravermelho. Dessa maneira, parte dessa luz interage com a amostra, podendo ser absorvida por ela, sendo isso detectado e medido pelo equipamento. Marcos: É interessante destacar que a infraestrutura de estudos com o infravermelho beneficia toda a comunidade científica brasileira, estando disponível na linha de luz Imbuia, uma das linhas de luz do Sirius, um acelerador de partículas de última geração e o mais famoso equipamento do CNPEM. A nossa Imbuia é a única linha de luz infravermelha em um equipamento desse tipo no mundo todo, mostrando para a comunidade científica internacional que o Brasil é, sim, líder em ciência de ponta. Bruno Nuremberg: A gente consegue obter informações a respeito dos pigmentos pela espectroscopia Raman, a espectroscopia infravermelho, para a gente identificar especialmente a parte orgânica, então quais são os polímeros que compõem essa tinta, quais são os polímeros que compõem os vernizes, e a parte de microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de fluorescência para fazer a identificação de elementos, elementos químicos. Então, essas três técnicas aplicadas, a gente geralmente consegue informações bem completas, essas informações se complementam para a gente montar o quebra-cabeça de cada uma dessas micro amostras. Aurélio: A espectroscopia Raman é uma técnica de análise que utiliza a interação da luz com a amostra para obter informações sobre a sua estrutura molecular e a composição química. Marcos: Já a microscopia eletrônica de varredura, mencionada pelo Bruno, é uma técnica para gerar imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. Isso acontece ao se varrer cada ponto da superfície da amostra com um feixe de elétrons bem pequeno e focado. Bruno Nuremberg: O projeto que foi submetido lá foi para utilizar o micro-FTIR, na linha Imbuia-micro. O nosso objetivo lá, então, era fazer o mapeamento químico da fração orgânica da obra do Di Cavalcanti, intitulada Mulatas à Mesa. Então, o nosso objetivo, na verdade, era identificar quais compostos orgânicos estavam presentes dentro de cada uma das camadinhas que compõem a nossa tela. A gente teve, além da utilização do equipamento, toda uma parte de preparo de amostras que foi bem complexa. Aurélio: O professor Mateus também explicou que, para conseguir analisar essas amostras, que em geral são bem complexas, foi muito importante a ajuda da equipe científica do CNPEM, para que algumas dificuldades fossem superadas. Mateus Ferrer: Além do pessoal da Imbuia, incluindo o cientista de linha, que foi o Bruno, o pessoal da LCRIO (Laboratório de Preparações Criogênicas), a gente teve muita dificuldade ali com essas obras. Cada uma tinha um tipo de densidade, um tipo de dureza, e junto também com a pesquisadora Juliana, do nosso grupo também, que se dedicou bastante nos cortes ali. Eu acredito que esse foi um dos grandes desafios, que a gente tinha pouquíssima amostra, quase a gente não enxergava as amostras, então a gente tinha que preparar essas amostras e para depois fazer o infravermelho com diversas formas que a gente usou ali. Mas eu acho que o grande diferencial que a gente teve ali foi realmente o mapeamento, o infravermelho acoplado com o mapeamento, que a gente conseguia encontrar as composições e as regiões daquele determinado material que a gente enxergava. Então a gente conseguia ver as camadas, mais a quantidade de materiais ali que faziam parte daquelas amostras. Marcos: Professor Mateus, conta para a gente como o estudo químico dos materiais usados nas obras de arte pode também resultar em novos conhecimentos artísticos e históricos. Mateus Ferrer: Quando a gente começa a entrar nesse mundo de entender o material, a gente começa a ver e comprovar de fato que a arte é um reflexo da história. Lógico que a gente tem obras também nacionais e de artistas de fora do Brasil, mas a gente começa a entender um pouquinho da história da forma como nunca ninguém viu. Eu sei que tem pessoas que criticam quando a gente quer olhar a obra de uma forma mais lógica, de uma forma científica, mas a gente começa também a pegar uma essência que não está diretamente impressa ali na obra. A gente começa a entender qual o material que aquela pessoa utilizava, a gente começa a ver discrepâncias, por exemplo, uma pessoa de classe média acima usava e uma pessoa de classe inferior usava. Então, a gente começa a entender a história e também extrair algum tipo de sentimento ali entendendo o material que foi utilizado naquela obra. São pistas para a gente, para que a gente possa entender naquela época qual era o tipo de pigmento, qual era o tipo de resina, no caso pega uma composição da tinta no geral ali ou no verniz que se utilizava, por que tal pintor utilizava materiais totalmente diferentes do que era dessa época. É dessa época mesmo? Então são questões aí que a gente, são pistas, é um processo investigativo realmente que a gente tem que ir aí se apoiando também na história. Presidente Lula: Se essas obras de arte estão aqui de volta é porque a democracia venceu, caso contrário estariam destruídas para sempre e tantas outras obras inestimáveis teriam o mesmo destino da tela de Di Cavalcanti, vítima do ódio daqueles que sabem que a arte e a cultura carregam a história e a memória de um povo. A arte e a cultura que as ditaduras odeiam, a história e a memória que sempre tentaram apagar. Estamos aqui porque é preciso lembrar para que ninguém esqueça, para que nunca mais aconteça. Aurélio: Em janeiro de 2025, em um evento comemorativo da finalização do processo de restauro das obras em Brasília, o presidente Lula discursou sobre a importância do reestabelecimento do acervo nacional e também da nossa democracia. Marcos: A fala de Lula sobre a finalização do projeto é um exemplo claro de como a manutenção da cultura e história de um país é também o restauro da democracia brasileira. Não é possível uma democracia saudável existir sem um patrimônio material, mantido em bom estado e celebrado nos espaços públicos, acessíveis para todas as gerações, por meio dos aparelhos de cultura. Aurélio: Sobre isso, o professor Mateus comenta sobre a falta de incentivos para áreas como as artes, os estudos museológicos, a manutenção e o restauro dos nossos acervos históricos. Mateus Ferrer: É muito difícil a gente pensar em incentivos na parte de restauro e proteção quando a gente vê que a gente não dá valor às nossas obras. Então como é que a gente está pensando em incentivos, em proteger algo que a gente não valoriza? Então a gente precisa pensar realmente de incentivos na arte como um todo, dos nossos artistas, das obras que a gente tem, dos legados já que foram deixados aí e lógico isso vai vir também um incentivo na proteção desse patrimônio material que é tão precioso e tão fantástico e diversificado aqui no nosso país. Aurélio: Agora que já temos as obras restauradas e os golpistas que as danificaram vêm sendo julgados e punidos, o que o futuro promete? A democracia voltou à sua normalidade ou ainda se encontra ameaçada? Jornalista 1: Um protesto pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista em São Paulo. Jornalista 2: O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete governadores participaram da manifestação. Bolsonaro: O movimento aqui hoje é pela anistia, pela liberdade das pessoas de bem que nunca pegaram arma na sua vida, tanto é aquele dos condenados que estão respondendo o processo, não achei ninguém com qualquer passagem pela polícia. Música (Marcelo Crivella): A anistia chegou, é a justiça mais ampla. Aurélio: Fizemos essa pergunta para o cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos, Piero Leiner, que você já deve ter ouvido no episódio anterior. Piero Leiner: Diante desse cenário, os problemas para a democracia foram tão profundos no Brasil e tão pouco solucionados que a gente só está vivendo, assim como aquele corredor que começa tropeçando e não consegue reestabelecer o equilíbrio. A restituição do nosso processo democrático está demorando demais para acontecer, porque a máquina está ocupada em lidar com esse excesso de ruído que essas coisas todas vinculadas ao Bolsonaro e ao bolsonarismo criaram durante esses últimos anos. O bolsonarismo radicaliza cada vez mais para a extrema direita e agora com o Trump, então, isso vai escalar muito mais e o Lula acaba indo também no vácuo disso para o campo do centro-centro-direita, o que é um problema. Agora, o que vai ser nos próximos dois anos? Bom, eu acho que isso ainda está incerto, não dá para saber exatamente o que vai rolar, mas tem pesquisas mostrando um Lula muito pouco competitivo hoje já. Marcos: O professor Piero também nos contou sobre como Bolsonaro, de certa maneira, sempre buscou se vender como antissistêmico, por mais que antes da presidência, ele e a sua família já estivessem no sistema político brasileiro há décadas. Piero Leiner: Eu acho que muita gente está com uma espécie de ideia fixa na ideia de uma espécie de utopia regressiva, de que a gente vive numa sociedade extremamente desorganizada e que é uma sociedade cujos pilares são estabelecidos por uns poucos agentes que controlam a ordem das coisas a partir de uma espécie de sala secreta. É um pouco uma espécie de visão conspiratória tá? Que começa daquela percepção muito comum, muito do senso comum, de que os políticos são uma casta que só trabalha em benefício próprio, que conseguem produzir um sistema que beneficia a eles e que a sociedade é alguma coisa completamente separada ou apartada desse sistema. E a partir de um determinado momento, as pessoas passaram a botar na cabeça a ideia de que precisaria vir uma espécie de agente antissistêmico ou antissistema para fazer uma reviravolta na vida social. Quando, na verdade, isso é um engodo, uma mega farsa. Como é possível um cara ser liberal e antissistêmico ao mesmo tempo? Então, essa rebelião brasileira é uma rebelião profundamente auto-enganada, porque eles procuram justamente os agentes da ordem e da ordem que cria a própria desordem para fazer o seu movimento de rebelião. Ou seja, já é uma rebelião que nasce equivocada do começo. Me parece que tem como grande tarefa esvaziar aí sim o potencial de transformador que poderia estar ancorado a um campo popular de esquerda, etc., e tal. Marcos: Chegamos ao final do nosso episódio. Se você gostou, não se esqueça de deixar cinco estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes e também compartilhe o Oxigênio com os seus amigos em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas disponíveis na internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, o Labjor da Unicamp, em especial a coordenadora do Oxigênio, a professora Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até mais! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: professores da Universidade Federal de Pelotas: Andréa Lacerda Bachettini, Bruno Noremberg, Mateus Ferrer e, Piero Leirner, da Universidade Federal de São Carlos. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Músicas: Youtube Audio Library (sem atribuição necessária) e “A Anistia Chegou” de Marcelo Crivella. Para saber mais: Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m
Fizemos o review de todos os jogos da semana 18 e projetamos os confrontos dos playoffs!Apoie o Podcast Cara dos Sports e tenha acesso a conteúdos exclusivos: https://caradossports.com.br/Se torne membro do canal: https://www.youtube.com/channel/UCZ3MkOrQx7444pm7tSZ-10Q/join(00:00:00) Início(00:04:42) Carolina Panthers 14x16 Tampa Bay Buccaneers(00:12:06) New Orleans Saints 17x19 Atlanta Falcons(00:20:10) Seattle Seahawks 13x3 San Francisco 49ers(00:25:24) Green Bay Packers 3x16 Minnesota Vikings(00:26:24) Dallas Cowboys 17x34 New York Giants(00:34:39) Detroit Lions 19x16 Chicago Bears(00:36:20) Arizona Cardinals 20x37 Los Angeles Rams(00:38:43) Washington Commanders 24x17 Philadelphia Eagles(00:41:50) Cleveland Browns 20x18 Cincinnati Bengals(00:49:57) Indianapolis Colts 30x38 Houston Texans(00:53:10) Tennessee Titans 7x41 Jacksonville Jaguars(00:55:37) Los Angeles Chargers 3x19 Denver Broncos(00:58:50) Miami Dolphins 10x38 New England Patriots(01:01:52) New York Jets 8x35 Buffalo Bills(01:08:36) Kansas City Chiefs 12x14 Las Vegas Raiders(01:17:55) Baltimore Ravens 24x26 Pittsburgh Steelers(01:28:20) Seleção da Rodada - Semana 18(01:37:01) Mini Prévia do Wild Card(01:37:32) Prévia Rams x Panthers(01:41:25) Prévia Packers x Bears(01:44:08) Prévia Bills x Jaguars(01:47:40) Prévia 49ers x Eagles(01:52:00) Prévia Chargers x Patriots(01:56:10) Prévia Texans x Steelers(02:00:00) Apostas para o Wild Card
O Exorcismo de Kristy Bamu e o Massacre de CarnationNeste episódio especial de Natal, a João conta à Paula umahistória de bruxedos no seio familiar, que culmina na noite de Natal com a morte do adolescente Kristy Bamu às mãos da sua irmã, por se acreditar que era um kindoki. Numa nova história a Paula conta à João a história de um massacre dentro da família, um crime que contrasta brutalmente com a época de paz e união, lembrando-nos de como o horror pode surgir até nos dias de festa. Fizemos uma campanha de angariação de fundos para a manutenção do podcast neste episódio ao vivo. A campanha continua disponível e quem quiser contribuir terá o nosso profundo agradecimento! É só seguir o link https://whydonate.com/fundraising/parecia-tao-boa-pessoa
A temporada de 2025 se encerra em meio a escândalos de vendas de ingressos envolvendo pessoas ligadas a diretoria. No entanto, Caio Villela, João Pedro Brandão, Marcelo Braga e Pedro Hubner debatem, de forma descontraída, o ano ruim do clube. Fizemos uma tierlist para o balanço do elenco neste ano. Quem foi bem? Quem foi mal? Quem tem que VAZAR do Tricolor na próxima temporada? Dá o play!
Nesse episódio eu recebi uma pediatra neonatal, que está em vias de começar a própria mentoria. Fizemos um compromisso que se ela seguir timtim por timtim do que conversamos, ela vai ter a primeira venda antes do Natal. Cá entre nós, não teria melhor presente do que vender antes, durante e depois do Natal. Com marketing digital não é sonho, já é uma realidade. Assista até o final, essa estratégia também pode te ajudar. Aproveite o Downsell da Black:http://vtsd.com.br/quero-bf-ladeira-ep390 Me siga no Instagram:https://bit.ly/Insta-Leandro-LadeiraConheça o canal principal:https://bit.ly/Canal-Metodo-VTSDOuça nosso podcast:https://bit.ly/Podcast-do-Ladeira-no-Spotify
Boa terça, angulers! Abrimos com o convite: Vai ter Angu ao vivo com @raullsantiago na @fluprj! Dia 23 de novembro, domingo, às 14h, no Viaduto de Madureira. Que honra!!! Esperamos vocês!! No primeiro bloco do #310, a COP30! @flaviaol esteve em Belém para a COP e dividiu as impressões sobre a cidade, a comida, o evento. Fizemos o resumão da primeira semana e compartilhamos as expectativas para a reta final da COP30. Depois, falamos da @marchadasmulheresnegras2025 que acontece no próximo dia 25, em Brasília. Reunião histórica de mulheres negras brilhantes em prol da reparação e do bem viver, motes da Marcha. Por fim, a redução de algumas tarifas impostas por Trump, o primeiro turno das eleições no Chile e os protestos no México, mais um da onda de indignação da geração Z. Sirva-se!Cortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorneCortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza
Fizemos um teste da c̶a̶p̶r̶i̶c̶h̶o̶ rorschach para dizer se estaríamos no presídios dos famosos ou não.Junto com @LUCASELFIE falamos sobre a série e o que faríamos para conquistar o Tremembé! Você é mais Suzane, Elize, Sandrão ou Cravinho?Apoie este podcast NA ORELO!https://orelo.cc/jogueinogrupo...Ou no APOIA-SE:https://apoia.se/jogueinogrupopodcast Envie seu e-mail para: jogueinogrupo@gmail.comSiga o Joguei no Grupo: www.instagram.com/jogueinogrupoSiga a Jenny Prioli: www.instagram.com/jennyprioliSiga o Controle Y: www.instagram.com/controle_y
Ele foi um dos fundadores do Introvertendo quando ainda era menor de idade, marcou história com sua voz grave na vinheta, pediu pra sair do projeto várias vezes, mas seguiu até o final. Neste episódio, Brendaly Januário e João Victor Ramos sabatinam Luca Nolasco para saber tudo sobre a sua trajetória dentro e fora do Introvertendo, com direito a gravações exclusivas e muitas curiosidades.Notícias, artigos e materiais citados ou relacionados a este episódio:Fizemos um ensaio fotográfico | IntrovertendoIntrovertendo 212 – Especial 4 Anos: Autistas BêbadosTranscrição do episódio disponível no site do Introvertendo.
Nesse episódio, conversei com uma médica oncologista, que já tem uma carreira consolidada, mas quer se arriscar no mundo dos infoprodutos e com um personal trainer, que já tem um produto, mas ainda não fez a primeira venda. Fizemos uma análise e bolamos algumas estratégias para eles. Se inscreva na Ultra Black Friday Infinitahttp://vtsd.com.br/quero-bf-ep357Me siga no Instagram:https://bit.ly/Insta-Leandro-LadeiraConheça o canal principal:https://bit.ly/Canal-Metodo-VTSDOuça nosso podcast:https://bit.ly/Podcast-do-Ladeira-no-Spotify
Fizemos um apanhado da chamada Era de Krakoa
In this episode of the Canary Cast, Florian Hagenbuch, Co-Founder and General partner at Canary, sits down with Jose Gedeon, co-founder and CEO of Cobre, a Colombian fintech building the real-time B2B payments and cross-border infrastructure powering finance teams across Latin America. From his early fascination with M-Pesa’s case at the University of Pennsylvania, to failed attempts at building his own mobile money business in Colombia, a stint as a consultant at McKinsey New York, and a role at Oyo in Mexico, José shares how each chapter of his journey shaped the vision for Cobre. What started as white-label wallets for meal vouchers during the pandemic evolved into Colombia’s leading real-time B2B payments platform, now expanding rapidly into Mexico and cross-border flows. During the episode, José reflects on the unique challenges of scaling a fintech in LatAm, the pivotal customer moments that unlocked entirely new business lines, and the ambition of turning Cobre into the default infrastructure for payments across the region. In this episode, we dive into: From White-Label Wallets to Infrastructure: How Cobre pivoted from building digital wallets for meal vouchers into real-time B2B payments and treasury management. Cross-Border Breakthroughs: The customer emergency that sparked Cobre’s cross-border product and how it led to a new revenue line. The Role of Stablecoins: Why stablecoins are becoming increasingly relevant in illiquid or high-cost currency corridors like Colombia, Turkey, and Argentina. Scaling in Mexico: How Cobre reached $100M in monthly volume in only 8 months in Mexico—10x faster than in Colombia. Vision for the Future: Why Jose believes it’s still “day zero” for Cobre and how the company aims to become the de facto B2B payment infrastructure for LatAm. Founder Lessons: Biggest mistakes, wins, and the cultural values that define the Cobre team. Whether you’re a founder, operator, or fintech enthusiast, this episode offers a masterclass in product pivots, client-focused culture, scaling infrastructure in emerging markets, and building with ambition in one of the most dynamic regions in the world. Tune in to hear how Cobre is not only modernizing payments in Colombia and Mexico, but also shaping the future of financial infrastructure across Latin America. Guest: Jose GedeonJose is the co-founder and CEO of Cobre, a fintech modernizing B2B payments and cross-border infrastructure in Latin America. Cobre moves billions annually, already processing ~3% of Colombia’s GDP, and recently raised its Series B led by Oak HC/FT, with participation from Canary and other global investors. Follow Jose on LinkedIn Host: Florian HagenbuchFlorian is the co-founder and General Partner at Canary, a leading early-stage investment firm in Brazil and Latin America. Canary has invested in more than 130 companies since its founding in 2017. Previously, Florian founded Loft, a company that digitized and transformed the home buying experience in Brazil, bringing transparency, liquidity, and credit to millions of Brazilians. Before that, Florian also co-founded Printi, the leading online printing marketplace in Latin America. Follow Florian on LinkedInHighlights:00:55 – 07:30 | Jose's Background & Early Influences07:30 – 08:08 | The Impact of COVID on Colombia's Financial Digitization08:10 – 11:07 | University Years, Early Attempts & Lessons Learned11:16 – 14:47 | Corporate Finance Pain Points Cobre Set Out to Solve & the First Iteration: White-Label Wallets14:55 – 16:11 | Cobre's First Business Model and Learnings on Pricing Power and Revenue Potential16:20 – 18:57 | Pivot to Real-Time B2B Payments and Building Colombia's First and Only Real-Time B2B Payment Infrastructure19:00 – 21:00 | Bre-B, the "PIX" of Colombia21:02 – 26:19 | Expansion into Cross-Border Payments and Different Customer Bases26:20 – 28:54 | Money Corridors in Colombia29:00 – 32:22 | Stablecoins & Tech Stack in Cross-Border Payments33:00 – 36:00 | Expansion to Mexico & Early Learnings 36:00 – 37:00 | Key Numbers, Scale & Vision37:00 – 43:07 | Future Plans and Raising Successful Venture Rounds43:08 – 47:40 | Founder Lessons & Culture47:40 – 52:12 | Conclusion: Recommended Content for ListenersRecommended Content: 1. Elon Musk biography by Walter Isaacson2. The World for Sale by Javier Blas and Jack Farchy3. Read, Write, Own by Chris DixonTranscrição do Episódio em Português: Hoje, estamos movimentando cerca de 3% do PIB da Colômbia dentro da Cobre.É um número muito grande.Mas, ao mesmo tempo, também é pequeno.Copo meio cheio, copo meio vazio.Isso nos dá bastante espaço para crescer. Agora, mudando para o inglês, para facilitar um pouco para você.José, muito obrigado por estar aqui. Agradeço por dedicar seu tempo. Estou muito animado para conversar com você. Como contexto, o José é cofundador e CEO da Cobre, uma fintech colombiana que está se expandindo para o México. Vocês rapidamente se tornaram uma das principais plataformas de pagamentos B2B em tempo real e de gestão de tesouraria corporativa na Colômbia — e, em breve, também no México. Sob sua liderança, muitas coisas empolgantes aconteceram. Vocês já escalam para centenas de empresas nesses dois países. Estão movimentando algo em torno de 18 bilhões em volume anual em folha de pagamento e pagamentos a fornecedores.E, o mais importante, estão se tornando uma camada crítica de infraestrutura para times financeiros modernos na região. Estou muito animado com este episódio, em mergulhar na sua jornada empreendedora, José, como a Cobre está modernizando os pagamentos corporativos, o cenário fintech na América Latina de forma mais ampla e, claro, a visão que você tem para o futuro da companhia. José, obrigado por se juntar a nós. É um prazer enorme ter você aqui hoje. José:Florian, o prazer é meu. A Canary foi a primeira firma de venture capital que acreditou na Cobre — e também o primeiro investimento de vocês fora do Brasil. Na época, nós até dissemos ao Marcos que expandiríamos para o Brasil… ainda não aconteceu.Mas tem sido uma ótima história até aqui, e vocês têm sido apoiadores incríveis. Obrigado. Florian:Sim, lembro bem disso. Inclusive, naquela época vocês tinham outro nome, não era? Acho que era “Pexto”, se não me engano.As coisas mudam, mas estamos felizes que deu certo. José, talvez possamos começar um pouco falando do seu histórico e da sua trajetória pessoal. Pode nos contar sobre sua origem e o que você fazia antes de empreender? José:Claro. Eu nasci e cresci em uma cidade pequena da Colômbia chamada Cartagena. Hoje é turística e bastante conhecida, mas, quando eu crescia lá, era apenas um destino nacional, relativamente pequeno. Eu, inclusive, nasci em Barranquilla porque minha mãe era de lá — que é ainda menor.De Barranquilla vêm muitas coisas conhecidas: Shakira, a Avianca (nossa companhia aérea nacional), e as últimas duas empresas colombianas que abriram capital nos EUA também são de lá.É uma cidade muito empreendedora. Talvez um bom precedente para a Cobre, não é? Venho de uma família de imigrantes libaneses — extremamente trabalhadores e empreendedores. Cresci aprendendo, por osmose, o que significava ser um empresario. Homens e mulheres da minha família sempre fundaram e até hoje administram empresas. Era um ambiente muito natural para acabar trilhando o caminho que trilhei. Depois tive o privilégio de estudar na Universidade da Pensilvânia. Meu primo Felipe — hoje cofundador da Cobre — estudava lá um ano antes de mim. Eu nunca achei que conseguiria entrar, mas consegui, e fui para a Penn cursar a graduação. No meu primeiro ano, li um business case sobre a M-Pesa, considerada precursora do dinheiro móvel — e, por consequência, de boa parte do que chamamos hoje de fintech: Zelle, Venmo, Paytm, GCash…A ideia original surgiu da M-Pesa, um serviço criado pela Vodafone que permitia às pessoas enviar dinheiro via SMS. Hoje, algo como 20% do PIB do Quênia transita pela M-Pesa. É completamente ubíquo. Inspirado nisso, tentei várias vezes criar algo parecido na Colômbia durante meus verões na Penn, mas obviamente falhei — afinal, eu não era uma empresa de telecomunicações. Ainda assim, essa experiência me mostrou como uma infraestrutura de pagamentos em tempo real poderia transformar a vida de milhões de pessoas e empresas. Ao me formar, voltei para a Colômbia para tentar de novo. E falhei mais uma vez. Foi aí que percebi: “o problema sou eu, preciso aprender a construir empresas de verdade”. Então fui trabalhar na McKinsey em Nova York. Passei um ano e meio lá e tive como cliente uma das maiores gestoras de venture capital do mundo. Eu era apenas analista júnior na equipe, mas aprendi muito sobre como os VCs pensam. Isso me levou a largar o emprego em Nova York e me mudar para a Cidade do México, para trabalhar na Oyo Rooms, um dos grandes unicórnios da Índia. A ideia era aprender mais sobre startups de hiperescala do que eu aprenderia ficando na consultoria. Fiquei um ano e meio na Oyo — até a pandemia começar. Com a COVID, percebi: “este é o momento certo para digitalizar pagamentos na Colômbia”. As empresas estavam forçadas a mudar. E foi quando decidi voltar a Bogotá, em junho de 2020, para tentar mais uma vez. E agora, cá estamos. Florian:Muito interessante. Não sabia de todas essas tentativas que não deram certo antes.Aliás, eu também estudei na Penn, me formei em 2010. Você foi alguns anos depois, certo? José:Sim, me formei em 2018. E naquela época, o ambiente ainda era mais voltado para carreiras tradicionais. A maioria queria ir para consultoria, bancos de investimento ou fundos. Eu era um dos poucos insistindo em empreender já na graduação. Participei até de competições de startups do MBA, porque não havia para undergrad. (continua na mesma estrutura — alternando Florian / José, até o final da conversa que você compartilhou).
(PT) Neste episódio, Paul Zonneveld e Eduardo Tinoco retornam ao Metadoxos! Anteriormente exploramos os princípios de pertencimento e ordem, e agora mergulhamos no papel do corpo e da inteligência somática como aliados para perceber o que emerge nos sistemas antes mesmo de ser dito. A nossa conversa percorre experiências sobre como líderes podem acessar outras formas de inteligência além da racional e o que as práticas de presença têm a nos ensinar para melhorar nossa relação com a forma que trabalhamos. As organizações geralmente não são lugares que nos convidam a relaxar, elas propõem o oposto, estarmos ativados quase que constantemente. Como sair do “default mode”?!Fizemos ainda um paralelo sobre os paradoxos da inteligência artificial: se a Revolução Industrial substituiu o trabalho manual, a IA tende a assumir parte das tarefas cognitivas, o que torna a inteligência somática, intuitiva e relacional ainda mais diferencialmente humana.Este é um episódio importante para quem lidera equipes! Mas queremos saber de você, como você experiencia o seu espaço de trabalho? (EN) In this episode, Paul Zonneveld and Eduardo Tinoco return to Metadoxos! Previously, we explored the principles of belonging and order, and now we dive into the role of the body and somatic intelligence as allies in perceiving what emerges in systems even before it is said. Our conversation runs through experiences on how leaders can access other forms of intelligence beyond the rational and what presence practices can teach us to improve our relationship with the way we work. Organizations are not usually places that invite us to relax; they propose the opposite, that we be activated almost constantly. How do we get out of “default mode”?We also made a parallel about the paradoxes of artificial intelligence: if the Industrial Revolution replaced manual labor, AI tends to take over part of the cognitive tasks, which makes somatic, intuitive, and relational intelligence even more distinctly human.This is an important episode for anyone who leads teams! But we want to hear from you, how do you experience your workspace? Host:Marcelo CardosoProdução:Gabriela Szulcsewski@travs.estudio
Enio Augusto e Marcos Buosi falam sobre tudo que envolve o mundo dos tênis e também de outros acessórios relacionados à corrida.SEJA MEMBRO DO CANAL!!!Aqui tem análises, reviews, dicas, palpites, perguntas, respostas, números, valores e opinião. Informação com bom humor, dúvidas com resposta e conteúdo de sobra. Envie sua pergunta. Escute, aprenda, ensine e divirta-se com a gente.-Fizemos uma visita à loja física da Keep Running e temos um novo tênis.-Cupom de Desconto:KEEP RUNNING BRASIL - PFCEste programa tem o apoio e parceria da Keep Running Brasilhttps://www.instagram.com/keeprunningbrasil/https://www.youtube.com/@KeepRunningBrasilhttps://www.facebook.com/keeprunningbrasilhttps://www.linkedin.com/company/keep-running-brasil/https://www.instagram.com/keepers.run/-SEJA MEMBRO DO CANAL NO YOUTUBE
Conhecemos a história de Louis Vuitton, fabricante de malas e também a história de Wiviton, motorista de Uber. Fizemos o inquérito de verão possível à D. Virgínia e jogámos mais uma ronda dos Maiores.
A fase de grupos da Copa do Mundo de clubes foi emocionante, trouxe surpresas e com os times brasileiros surpreendendo pela sua competitividade diante dos europeus.Fizemos um balanço das três primeiras rodadas e projetamos os duelos das oitavas de final. Será que os brasileiros podem sonhar em ir mais longe do que o projetado?INSCREVA-SE NA NEWSLETTER! Toda sexta-feira aberta a todos inscritos com nossos textos sobre o que rolou na semana e às terças com conteúdo exclusivo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro: https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinConheça o canal do Bruno Bonsanti sobre Football Manager: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Felipe Lobo sobre games: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal do Leandro Iamin sobre a seleção brasileira: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil
Noite de Pod Raiz!! Fizemos uma análise detalhada dos elencos dos clubes nordestinos na Série A, suas fraquezas, necessidades, quem vai, quem fica. Além disso trouxemos a famosa Lista de Kauê, com diversas indicações de jogadores para cada clube. Lembrando sempre do NE45 Experience, que ocorrerá nos dias 05 e 06 de julho, no Stadium-Recife. […]
“Fizemos eleições para capitão. Foi uma novidade. E fui eu o eleito”. Toni, velha glória do Benfica, recorda os jogos com adeptos encostados às balizas; as lutas para criar o sindicato dos jogadores, com Simões, Artur Jorge e Jorge Sampaio; os clubes que pagavam para livrar jogadores da tropa; o assédio dos partidos aos futebolistas; e a saída do estádio numa carrinha militar para fugir à multidão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
As principais notícias do ciclismo em um formato especial. Ao vivo, direto do Palco do L'Etape Cunha.Logo depois da chegada, com os vencedores da prova, Leandro Bittar e Ana Lidia Borba trazem tudo que rolou no ciclismo mundial e nacional.RECADO: desculpem pelo áudio dessa semana. Fizemos alguns ajustes para tentar melhorá-lo. A tentativa de gravar ao vivo no palco foi nossa maior motivação. Na próxima faremos melhor.
Jurandir Filho, Rogério Montanare, Thiago Siqueira e Fernanda Schmölz fazem a reunião anual sobre a maior premiação do cinema: o Oscar. No ano de 2025, especialmente, ele está com uma das melhores seleções dos últimos anos e temos o Brasil com 3 indicações!!! "Ainda Estou Aqui" e Fernanda Torres atraíram todas as atenções dos brasileiros para a premiação durante o Carnaval e conquistaram o mundo. Quais as reais chances? Quais são as categorias cartas marcadas de 2025? "Emilia Pérez" vai perder todos os prêmios? "Anora" vai surpreender? Demi Moore vai tirar o nosso Oscar de Melhor Atriz?Fizemos as nossas apostas e falamos quem serão os vencedores!!!|| ASSISTA AO OSCAR 2025 AO VIVO COM A GENTE- LIVE no Youtube com o time RapaduraCast!!!|| ASSINE O SALA VIP DO RAPADURACAST- Escute um podcast EXCLUSIVO do RapaduraCast toda semana! http://patreon.com/rapaduracast