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eslov

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Brasil-Mundo
Na capital mundial das abelhas, casal brasileiro ajuda a salvá-las da extinção

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later May 16, 2026 5:04


Sem abelhas, grande parte do que chega ao nosso prato simplesmente não existiria: mais de 75% dos cultivos destinados à alimentação humana dependem da polinização. O problema é que esses insetos essenciais estão desaparecendo, um fenômeno já identificado há mais de um século e que ganhou até nome: Síndrome do Colapso das Abelhas. Edison Veiga, correspondente da RFI na Eslovênia Hoje, a situação se agrava com a poluição, o uso intensivo de pesticidas e a expansão urbana, fatores que tornam o ambiente cada vez mais hostil para esses polinizadores indispensáveis. Cientistas de todo o mundo buscam soluções para conter o declínio dos insetos polinizadores. Na Eslovênia, considerada a capital mundial das abelhas, um casal de brasileiros integra esses esforços. A bióloga Letícia Salvioni Ansaloni, de 31 anos, trocou as pesquisas com larvas de moscas no Brasil pelo estudo das abelhas na Universidade de Maribor, no leste do país europeu, onde atua desde 2022. “Trabalho com saúde e nutrição das abelhas”, explica. Seu foco é testar extratos fúngicos como suplementos alimentares e avaliar de que forma essas substâncias podem contribuir para melhorar a saúde dos insetos. Também biólogo, Caio Eduardo da Costa Domingues, de 35 anos, já pesquisava colmeias no Brasil desde 2014, com foco nos efeitos de agrotóxicos. Há cinco anos na Eslovênia, ele dá continuidade aos estudos na mesma universidade. Identidade apícola “Morando aqui, você percebe claramente como a apicultura faz parte da cultura e da identidade do país”, afirma Domingues. Não por acaso, foi a partir de uma iniciativa eslovena que a ONU instituiu o 20 de maio como o Dia Mundial das Abelhas. Com cerca de 2 milhões de habitantes, a Eslovênia reúne aproximadamente 10 mil apicultores e pelo menos 200 mil colmeias. “Eu não fazia ideia da importância que as abelhas têm para os eslovenos”, diz Ansaloni. “Você vê desde crianças até idosos trabalhando com abelhas, muitos apenas por hobby”, destaca a bióloga brasileira. A data escolhida celebra o nascimento de Anton Janša, esloveno que viveu no século 18 e é considerado um dos pioneiros da apicultura moderna. Originário de uma família que vivia da produção de mel em uma vila próxima a Žirovnica, ele se destacou ao desenvolver métodos inovadores de manejo de colmeias após estudar em Viena. Mais do que uma celebração simbólica, o Dia Mundial das Abelhas é um convite à reflexão sobre o papel desses insetos na manutenção da vida no planeta. “As abelhas são insetos incríveis. Estão muito além da produção de mel, própolis ou outros derivados”, destaca Domingues. “É importante destacar que elas são os principais polinizadores que temos no mundo. Sem elas, muitos dos alimentos que consumimos não existiram”, conclui.

Brasil-Mundo
Na capital mundial das abelhas, casal brasileiro ajuda a salvá-las da extinção

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later May 16, 2026 5:04


Sem abelhas, grande parte do que chega ao nosso prato simplesmente não existiria: mais de 75% dos cultivos destinados à alimentação humana dependem da polinização. O problema é que esses insetos essenciais estão desaparecendo, um fenômeno já identificado há mais de um século e que ganhou até nome: Síndrome do Colapso das Abelhas. Edison Veiga, correspondente da RFI na Eslovênia Hoje, a situação se agrava com a poluição, o uso intensivo de pesticidas e a expansão urbana, fatores que tornam o ambiente cada vez mais hostil para esses polinizadores indispensáveis. Cientistas de todo o mundo buscam soluções para conter o declínio dos insetos polinizadores. Na Eslovênia, considerada a capital mundial das abelhas, um casal de brasileiros integra esses esforços. A bióloga Letícia Salvioni Ansaloni, de 31 anos, trocou as pesquisas com larvas de moscas no Brasil pelo estudo das abelhas na Universidade de Maribor, no leste do país europeu, onde atua desde 2022. “Trabalho com saúde e nutrição das abelhas”, explica. Seu foco é testar extratos fúngicos como suplementos alimentares e avaliar de que forma essas substâncias podem contribuir para melhorar a saúde dos insetos. Também biólogo, Caio Eduardo da Costa Domingues, de 35 anos, já pesquisava colmeias no Brasil desde 2014, com foco nos efeitos de agrotóxicos. Há cinco anos na Eslovênia, ele dá continuidade aos estudos na mesma universidade. Identidade apícola “Morando aqui, você percebe claramente como a apicultura faz parte da cultura e da identidade do país”, afirma Domingues. Não por acaso, foi a partir de uma iniciativa eslovena que a ONU instituiu o 20 de maio como o Dia Mundial das Abelhas. Com cerca de 2 milhões de habitantes, a Eslovênia reúne aproximadamente 10 mil apicultores e pelo menos 200 mil colmeias. “Eu não fazia ideia da importância que as abelhas têm para os eslovenos”, diz Ansaloni. “Você vê desde crianças até idosos trabalhando com abelhas, muitos apenas por hobby”, destaca a bióloga brasileira. A data escolhida celebra o nascimento de Anton Janša, esloveno que viveu no século 18 e é considerado um dos pioneiros da apicultura moderna. Originário de uma família que vivia da produção de mel em uma vila próxima a Žirovnica, ele se destacou ao desenvolver métodos inovadores de manejo de colmeias após estudar em Viena. Mais do que uma celebração simbólica, o Dia Mundial das Abelhas é um convite à reflexão sobre o papel desses insetos na manutenção da vida no planeta. “As abelhas são insetos incríveis. Estão muito além da produção de mel, própolis ou outros derivados”, destaca Domingues. “É importante destacar que elas são os principais polinizadores que temos no mundo. Sem elas, muitos dos alimentos que consumimos não existiram”, conclui.

Volta ao mundo em 180 segundos
15/05: Fim da visita de Trump à China | Aliados de Netanyahu pedem dissolução do parlamento | Polêmicas de Israel no Festival Eurovisão

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later May 15, 2026 5:35


Termina hoje a visita de Donald Trump à China, mas com poucos avanços concretos em temas sensíveis, como Taiwan, comércio e tecnologia. Ao que tudo indica, as duas maiores potências do mundo devem dar continuidade às conversas comerciais e manter a trégua tarifária. E mais:- A coalizão que sustenta o governo de Netanyahu pediu a dissolução do parlamento israelense em meio a uma enorme crise com os ultraortodoxos- Polêmica no festival de música Eurovisão. Edição deste ano foi marcada pelo boicote de Espanha, Irlanda, Holanda, Islândia e Eslovênia, que deixaram de competir por conta dapresença de Israel. A apresentação do representante israelense na semifinal, Noam Bettan, foi marcada por vaias e gritos que diziam “Libertem a Palestina” e “Parem o Genocidio”. Ouça Rubia Divino no Spotify Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

BacoCast
Eslovênia: Uma riqueza de histórias vínicas | #09 Baco Valley

BacoCast

Play Episode Listen Later May 15, 2026 21:29


Existe um pequeno país europeu com mais de 2.400 anos de tradição vitivinícola que ainda passa despercebido por muitos amantes do vinho ao redor do mundo. Um lugar com paisagens deslumbrantes onde os Alpes encontam o Adriático, que reúne terroirs históricos, castas raras, e possui até a videira mais antiga do mundo ainda em produção..Mas o detalhe que mais me marca e que  impressiona seja a forma como o vinho faz parte da identidade cultural deste país,  a ponto de estar presente até no seu hino nacional. Enquanto a maioria corre atrás dos mesmos vinhos de sempre, a Eslovênia guarda segredos autênticos, cheios de alma e história, que poucos exploram..Esta videoaula partilho o por que a Eslovênia é uma das pátrias mais fascinantes e autênticas da Europa..

Artes
À descoberta da artista portuguesa Rita RA em Paris

Artes

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 15:23


Neste programa, fomos até a um atelier em Belleville, em Paris, para conhecermos Rita RA, uma artista multidisciplinar, de 34 anos, que se define como “caçadora recolectora” de materiais e de momentos. Entre instalação, vídeo, arte digital, design, fotografia, pintura, colagem e tanto mais, Rita RA vive a arte como uma forma de aproximar as pessoas e isso reflecte-se nos seus workshops, exposições e projectos associativos. Rita Rebelo de Andrade, nome artístico Rita RA, chegou a Paris em 2023 e vive e trabalha entre a capital francesa e a portuguesa. A aventura Paris-Lisboa começou com um estágio em Paris com a artista portuguesa Carolina E. Santo e com a sua associação, a "Assembler du Dehors", agora instalada num acolhedor atelier no bairro de Belleville. Depois do estágio, a artista continuou a trabalhar com Carolina E. Santo e alguns dos seus trabalhos poderão ser vistos entre 28 e 31 de Maio neste atelier, no âmbito das chamadas “portas abertas dos artistas de Belleville”. Rita RA formou-se em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, fez Erasmus em Arte Multimédia em Ljubljana, na Eslovénia, e um mestrado em Artes Cénicas na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou na produção de eventos da Galeria Underdogs (fundada por um dos mais internacionais artistas portugueses contemporâneos, Alexandre Farto, aka Vhils) e na produção artística do Festival Iminente, em Lisboa, que junta música, artes visuais e cultura urbana. Também ajudou a desenvolver o Centro Cultural Brotéria e está a co-criar o projecto associativo Casa Redonda, igualmente em Lisboa (que vai ser oficialmente lançado a 21 de Maio). Para ela, a arte é uma forma de se estar na vida e reflecte-se em projectos criativos colaborativos com outros artistas e com o próprio público. Rita diz que quer "aproximar pessoas, gerar pensamento crítico e desenvolver pontes" e é isso que tem feito e promete continuar a fazer. Uma das peças que ela mais acarinha chama-se “Comunhão” e é uma obra impressa em papel hóstia e destinada a ser comida pelos visitantes. No dia da entrevista à RFI, em cima da mesa de trabalho do atelier de Belleville, estavam livros, postais e uma resma enigmática de papéis de tom pastel que têm muitas histórias para contar. Quisemos conhecer algumas dessas histórias, das criações em curso, dos projectos e ambições e foi por essas andanças que a conversa divagou. Para ouvir neste programa.

Observatório Feminino
Observatório Feminino debate masculinidade, insegurança feminina e caso envolvendo delegada em MG

Observatório Feminino

Play Episode Listen Later Apr 26, 2026 19:29


O Observatório Feminino deste domingo (26) aborda temas sensíveis e atuais, como o papel masculino na sociedade, a insegurança vivida por mulheres em Minas Gerais e um caso disciplinar envolvendo uma delegada da Polícia Civil.Um dos destaques do programa é o curso voltado a “homens enfraquecidos”, oferecido pelo ator Juliano Cazarré, que reacendeu o debate sobre masculinidade e comportamento masculino nos dias de hoje.A atração também discute uma pesquisa da Localiza, que aponta que 47,5% das mulheres mineiras já desistiram de sair de casa por medo da violência no trajeto até o destino.Outro tema analisado é o caso da delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, que está afastada das funções há cerca de 10 meses. Ela é esposa de Renê da Silva Nogueira, réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes. A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a delegada, que pode resultar em sua exoneração.Participam do debate a promotora de Justiça Ana Tereza Giacomini, coordenadora do Centro Estadual de Apoio às Vítimas do MPMG – Casa Lilian, e a advogada Maria Flávia Cardoso Máximo, professora de Ética Profissional e presidente do Conselho de Ética da OAB-MG, além de cônsul honorária da Eslovênia.Sobre o podcastO Observatório Feminino vai ao ar todos os domingos, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Os episódios também estão disponíveis nas plataformas de áudio e no YouTube da Rádio de Minas.

Brasil-Mundo
Brasileiro roda o mundo gravando viagens de trem e faz sucesso no YouTube

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Apr 25, 2026 7:01


Os mais de 400 vídeos do canal Rail Relaxation já acumulam 42 milhões de visualizações. O goiano David Sousa, que vive em Liubliana há 21 anos, deixou de lado a profissão de motorista para se dedicar ao projeto. Edison Veiga, correspondente da RFI na Eslovênia Meio de transporte comum em diversas partes do mundo, o trem não fazia parte da rotina do brasileiro David Sousa até a vida levá-lo para fora do país. Nascido em 1972 no estado de Goiás, ele vive há 21 anos na Eslovênia – e foi em Liubliana que acabou encontrando, quase por acaso, o tema que mudaria sua trajetória profissional. Apaixonado por filmagens, Sousa começou a registrar viagens de forma despretensiosa, em um canal pessoal no YouTube voltado a passeios e montanhas. A ideia inicial era mostrar a Eslovênia para brasileiros. Mas um vídeo específico, gravado dentro de um trem, mudou tudo. O conteúdo viralizou. A repercussão inesperada revelou um público fiel interessado em acompanhar trajetos ferroviários completos, com paisagens e sons ambientes. Foi o ponto de partida para a criação do canal Rail Relaxation, há cerca de quatro anos. Hoje, o canal reúne mais de 400 vídeos publicados e ultrapassa a marca de 42 milhões de visualizações. A guinada digital veio acompanhada de uma decisão ousada. Após 16 anos trabalhando como motorista da embaixada brasileira na Eslovênia, Sousa decidiu deixar o emprego formal para se dedicar integralmente à produção de conteúdo. A escolha, segundo ele, foi motivada tanto pelo crescimento do projeto quanto pela possibilidade de realizar um antigo objetivo: viver da internet. Viagens cada vez mais longe No início, as gravações aconteciam apenas nos fins de semana e em países próximos, como Áustria, Itália, Croácia e Suíça, mas hoje a necessidade de diversificar o conteúdo levou o brasileiro a expandir horizontes. Viagens mais longas passaram a fazer parte da rotina. A produção segue um método rigoroso. Sousa publica dois vídeos por semana e costuma gravar várias viagens de uma só vez, organizando o material posteriormente. Cada vídeo pode demandar cerca de oito horas de edição. Em trajetos mais longos, ele divide o conteúdo em partes: uma viagem de 12 horas, por exemplo, pode virar uma série com quatro episódios. Apesar do sucesso, ele admite que produzir conteúdo ferroviário não é simples. Em muitos casos, é necessário lidar com processos burocráticos para obter autorização de filmagem junto a empresas de transporte – um desafio comum para criadores desse nicho. Ainda assim, o público segue crescendo e aguardando cada nova publicação. O interesse é alimentado pela diversidade de paisagens e rotas, que vão de trechos alpinos a longas travessias internacionais. Nos planos, estão destinos ainda mais ambiciosos. Uma viagem à Ásia, especialmente para registrar trajetos ferroviários na Índia e em Bangladesh, está sendo preparada há anos e pode sair do papel em breve. Para quem passou a infância sem sequer ter visto um trem de perto, Sousa hoje percorre o mundo sobre trilhos – e transformou esse percurso em destino.

Expresso - Expresso da Meia-Noite
A Europa deve romper com Israel?

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later Apr 25, 2026 47:47


A semana foi marcada pela guerra entre os Estados Unidos e o Irão e as negociações de paz que parecem finalmente remarcadas para a próxima segunda-feira — no entanto, o cessar-fogo é absolutamente frágil. Ao mesmo tempo, Israel começa a estar no centro das atenções deste conflito, não só porque, numa primeira fase, não aceitou o cessar-fogo e continuou a atacar o Líbano, como continua também a ter uma agenda própria, que parece não favorecer as negociações de paz. A posição israelita está a levar a uma situação absolutamente nova e que seria surpreendente há uns anos: a União Europeia está progressivamente a romper com Israel. Itália e Alemanha, parceiros absolutamente históricos de Israel, começam a parecer-se cada vez mais com alguns países que têm sido bastante mais ousados, como Espanha, a Irlanda ou a Eslovénia. Estamos ou não a assistir a um rompimento histórico entre as capitais europeias e Israel? No Expresso da Meia-Noite, com moderação de Ricardo Costa, debatem Pedro Gomes Sanches, comentador SIC; Ana Gomes, ex-embaixadora e ex-eurodeputada pelo PS; Vasco Becker-Weinberg, comentador SIC e especialista em Direito Internacional; e Nuno Ramos de Almeida, comentador SIC. Ouça o comentário emitido na SIC Notícias a 24 de abril. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Brasil-Mundo
Brasileiro roda o mundo gravando viagens de trem e faz sucesso no YouTube

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Apr 25, 2026 7:01


Os mais de 400 vídeos do canal Rail Relaxation já acumulam 42 milhões de visualizações. O goiano David Sousa, que vive em Liubliana há 21 anos, deixou de lado a profissão de motorista para se dedicar ao projeto. Edison Veiga, correspondente da RFI na Eslovênia Meio de transporte comum em diversas partes do mundo, o trem não fazia parte da rotina do brasileiro David Sousa até a vida levá-lo para fora do país. Nascido em 1972 no estado de Goiás, ele vive há 21 anos na Eslovênia – e foi em Liubliana que acabou encontrando, quase por acaso, o tema que mudaria sua trajetória profissional. Apaixonado por filmagens, Sousa começou a registrar viagens de forma despretensiosa, em um canal pessoal no YouTube voltado a passeios e montanhas. A ideia inicial era mostrar a Eslovênia para brasileiros. Mas um vídeo específico, gravado dentro de um trem, mudou tudo. O conteúdo viralizou. A repercussão inesperada revelou um público fiel interessado em acompanhar trajetos ferroviários completos, com paisagens e sons ambientes. Foi o ponto de partida para a criação do canal Rail Relaxation, há cerca de quatro anos. Hoje, o canal reúne mais de 400 vídeos publicados e ultrapassa a marca de 42 milhões de visualizações. A guinada digital veio acompanhada de uma decisão ousada. Após 16 anos trabalhando como motorista da embaixada brasileira na Eslovênia, Sousa decidiu deixar o emprego formal para se dedicar integralmente à produção de conteúdo. A escolha, segundo ele, foi motivada tanto pelo crescimento do projeto quanto pela possibilidade de realizar um antigo objetivo: viver da internet. Viagens cada vez mais longe No início, as gravações aconteciam apenas nos fins de semana e em países próximos, como Áustria, Itália, Croácia e Suíça, mas hoje a necessidade de diversificar o conteúdo levou o brasileiro a expandir horizontes. Viagens mais longas passaram a fazer parte da rotina. A produção segue um método rigoroso. Sousa publica dois vídeos por semana e costuma gravar várias viagens de uma só vez, organizando o material posteriormente. Cada vídeo pode demandar cerca de oito horas de edição. Em trajetos mais longos, ele divide o conteúdo em partes: uma viagem de 12 horas, por exemplo, pode virar uma série com quatro episódios. Apesar do sucesso, ele admite que produzir conteúdo ferroviário não é simples. Em muitos casos, é necessário lidar com processos burocráticos para obter autorização de filmagem junto a empresas de transporte – um desafio comum para criadores desse nicho. Ainda assim, o público segue crescendo e aguardando cada nova publicação. O interesse é alimentado pela diversidade de paisagens e rotas, que vão de trechos alpinos a longas travessias internacionais. Nos planos, estão destinos ainda mais ambiciosos. Uma viagem à Ásia, especialmente para registrar trajetos ferroviários na Índia e em Bangladesh, está sendo preparada há anos e pode sair do papel em breve. Para quem passou a infância sem sequer ter visto um trem de perto, Sousa hoje percorre o mundo sobre trilhos – e transformou esse percurso em destino.

Easy Catalan: Learn Catalan with everyday conversations | Converses del dia a dia per aprendre català

Tema del dia En aquest episodi entrevistem l'Enric Luzán, l'aventurer català que es proposa fer la volta al món caminant en 3 anys, passant per 4 continents i fent uns 26.232 km com a mínim. Li preguntarem, entre altres coses, quins han estat els millors i pitjors moments d'aquests primers 100 dies de ruta i quines han estat les decisions més difícils que ha hagut de prendre. Som-hi! Apunta't a la pròxima edició del nostre Club de Lectura: de l'1 al 31 de maig! Segueix l'Enric a Instagram: @enricluzan Mira els seus vídeos a YouTube Escolta el seu pòdcast a Spotify L'expressió de la setmana "propietat privada, la que tinc aquí penjada" (petita broma per criticar el fet que una cosa no sigui pública) Bonus Encara falta molt per a la tornada, però com se la imagina? Creu que en tornar serà una persona diferent? Transcripció Andreu: [0:15] Bon dia a tothom i benvinguts al pòdcast d'Easy Catalan. M'imagino que no soc l'únic si dic que més d'una vegada he fantasiejat amb la idea de deixar-ho tot enrere per anar a viatjar pel món durant una llarga temporada. Qui no s'ha plantejat mai aquesta possibilitat? Potser algú de vosaltres ho ha fet, però diria que en la majoria de casos això només queda en el pla de la imaginació, com una cosa de somiatruites. I jo reconec que ho soc una mica, de somiatruites. Una paraula molt bonica, per cert. Si no la coneixeu, el diccionari la defineix així: "Persona visionària o que s'il·lusiona fàcilment amb coses impossibles o estranyes". Us parlo d'això perquè ara fa uns mesos, a finals de novembre, em va sortir un vídeo a YouTube que em va cridar molt l'atenció. Es titulava "Dia 1 de la volta al món a peu" i tot just s'acabava de publicar. Vaig fer-hi clic, és clar, i el primer que s'hi veia era un noi equipat amb roba d'esport i una motxilla, tot de color blau, al mig de plaça Catalunya, que activa el mode senderisme del seu rellotge, s'acomiada d'amics, familiars i coneguts i es posa a caminar. L'objectiu? Fer la volta al món caminant, creuant com a mínim quatre continents de costa a costa, amb un mínim de 3.000 quilòmetres a peu en cadascun d'ells, en total 26.232 quilòmetres, i en un termini aproximat de tres anys. I tot això, documentat en forma de videoblog diari en un canal de YouTube. El protagonista d'aquesta història és l'Enric Luzán i el seu canal es diu Enric Adventures. També el podeu seguir a Instagram a @enricluzan per estar al dia de la seva aventura i dels vídeos que publica. No cal dir que jo hi estic totalment enganxat i sé que entre vosaltres n'hi ha més que el seguiu, així que vaig pensar que seria interessant entrevistar-lo i xerrar amb ell aquí al pòdcast. En aquests moments, l'Enric ja és a Grècia, en direcció a Turquia, però quan vam parlar encara era a Albània. Per tant, la conversa que sentireu a continuació tracta de l'inici del seu gran viatge. Us animo a escoltar l'entrevista i a seguir-lo a les xarxes. Però abans d'això, deixeu-me anunciar una cosa important. Últimament, alguns de vosaltres ens heu estat preguntant quan serà la pròxima edició del Club de Lectura i us hem anat donant alguna petita pista, però ara ja podem dir oficialment les dates i el llibre que llegirem. El proper Club de Lectura d'Easy Catalan serà durant el mes de maig, de l'1 al 31, i llegirem un llibre que ens ha recomanat la Sílvia, titulat "Un grapat d'ametlles", de l'autora Agnès Esquirol. Això ho farem a Discord, on tindrem un fòrum específic per anar comentant els capítols cada setmana, i també farem una videotrucada setmanal per parlar-ne tots plegats. Aquestes videotrucades seran els divendres 8, 15, 22 i 29 a les 7 de la tarda. Si entreu a la web easycatalan.org/bookclub, trobareu la sinopsi del llibre, una mostra de les primeres pàgines i alguns enllaços per trobar-lo tant en format físic com digital. Així que ja ho sabeu, teniu tot aquest mes d'abril per aconseguir el llibre i entrar a la comunitat, on podeu escriure un primer missatge per presentar-vos si encara no en sou membres. I dit això, ara sí, passem a l'entrevista amb l'Enric. Som-hi! La Volta al Món a Peu: [3:34] Mare de Déu! La Volta al Món a Peu. Catalans sense fronteres. Benvinguts a Enric Adventures. Us presento el projecte més gran de la meva vida: la Volta al Món a Peu. En català. Un dia vaig descobrir que el caminar és la manera més primitiva de viatjar, aquella que ens connecta de manera més profunda amb la Terra i les persones que l'habiten. Fruit d'aquesta inquietud, vaig obrir el meu canal de YouTube, per compartir les meves travesses i inspirar altres igual que altres em van inspirar a mi. La ruta començarà a la plaça Catalunya de Barcelona i creuaré Europa per França, Itàlia, Eslovènia, Croàcia, Bòsnia, Montenegro, Albània, Grècia i entraré a Àsia per Istanbul, Turquia. Seguidament, enfilaré al nord seguint la costa del Mar Negre fins a Geòrgia i Armènia, on agafaré un avió fins al Paquistan. Continuaré per Índia, els Himàlaias travessant el Nepal i baixant a Bangladesh. A Dhaka volaré fins a Tailàndia, recorrent el sud-est asiàtic fins a Singapur, passant per Malàisia. El tercer continent serà Austràlia. Recorreré més de 4.000 quilòmetres des de l'extrem est, Perth, fins a l'oest, Sidney. A continuació, travessaré Amèrica del Nord pels Estats Units, des del Pacífic fins al Golf de Mèxic. La part més difícil del viatge serà Sudamèrica. Començant pel Perú, recorreré les seves muntanyes i entraré a Xile, on creuaré el desert d'Atacama i travessaré la serralada dels Andes fins a l'Oceà Atlàntic, a Argentina. Per últim, volaré fins a Santiago de Compostel·la per fer el camí de Sant Jaume en sentit invers, fins al punt d'inici final: la plaça Catalunya de Barcelona. De camí em trobaré 20 catalans a 20 països diferents, que m'explicaran com viuen la cultura catalana tan lluny de casa. Tot plegat ho documentaré a l'estil Enric Adventures, gravant, editant i pujant els vídeos en ruta. I com no pot ser d'una altra manera, en català. 26.232 quilòmetres, 4 continents i 3 anys, dormint en tenda de campanya i cuinant en fogonet. Acompanyeu-me. Andreu: [5:31] Bon dia, Enric. Com estàs? Benvingut al pòdcast. Enric: [5:33] Bon dia! Doncs molt bé, mira, aquí (assegut) a l'ombra d'una olivera a Albània. Fes-te membre de la subscripció de pòdcast per accedir a les transcripcions completes, a la reproducció interactiva amb Transcript Player i a l'ajuda de vocabulari.

Chutando a Escada
Ecologia da mente e extrema-direita

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 70:01


O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico. No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play! Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR) Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 — Abertura 00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital 00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais 00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia 00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National 01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril 01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020) Citados no episódio CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026. BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972. GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994. WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948. MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015. SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986. EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965. Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime. Chute 391 — Transcrição Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026 Abertura David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos. Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá. Entrevista — Letícia Cesarino David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório. Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo. Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial. Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita. A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano. Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas. Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussão é fundamental. E você argumenta no seu texto que a infraestrutura das redes sociais carrega uma espécie de ontologia do inimigo, herdada dessa cibernética militar da Segunda Guerra Mundial. Como essa visão do ser humano como um servomecanismo — um animal a ser controlado por algoritmos — cria uma afinidade eletiva com a lógica da guerra e a desumanização do outro praticadas pela extrema-direita? Letícia Cesarino: Ótima pergunta. É um bom gancho para colocarmos mais camadas na questão da cibernética. O que tentaram fazer nos anos 1940 — e é importante notar que a cibernética nasce do esforço de guerra, do esforço de guerra dos americanos entrando na Segunda Guerra contra o nazifascismo; a primeira conferência foi em 1946, se não me engano — era produzir conhecimento básico, porque a cibernética é uma ciência que explicaria formas comuns de funcionamento de máquinas cibernéticas, de animais e de humanos. O que têm em comum entre o funcionamento desses sistemas? A cibernética gira em torno da ideia não só de input e output, mas principalmente do feedback — quando o output volta para o sistema como input. O coração da cibernética é essa questão da recursividade, ou causalidade circular, que é uma característica de qualquer organismo vivo e também de máquinas construídas à imagem e semelhança desses organismos, ou seja, máquinas que tomam decisões sozinhas. Essa é, para mim, a principal definição de máquina cibernética, porque os algoritmos fazem isso. Mas muito antes da indústria de tecnologia, outras máquinas já faziam isso — como a própria máquina a vapor de James Watt, que é a base do que Marx, no uso grundrissiano, chama de automata. Ele já identificou no século XIX que havia máquinas sendo incorporadas nas infraestruturas do trabalho que tomavam decisões sozinhas — ainda muito rudimentares, mas a ideia de que as máquinas começam a dar o ritmo do trabalho humano já estava colocada desde o século XIX. A cibernética dos anos 1940 traz para o centro essa questão da guerra, que é quando houve um pico na produção dessas máquinas antes da indústria de tecnologia propriamente dita. Peter Galison — um dos grandes historiadores da ciência, físico de formação — tem um artigo no qual trabalha a ontologia da cibernética de Wiener a partir do contexto de guerra. Ele vai elaborar o que seria essa ontologia do inimigo de guerra a partir da cibernética. Ele faz uma progressão que vale a pena resgatar brevemente aqui. Quando você está numa conjuntura de guerra — uma conjuntura de exceção, isso é importante —, você precisa desumanizar seu inimigo, porque assim vai torná-lo eliminável. Em modelos de guerra anteriores, até a Primeira Guerra, quando você tinha que confrontar seu inimigo no corpo a corpo com uma baioneta ou uma arma de fogo de curto alcance, a forma de desumanização era através de analogias com animais, com monstros. Galison trabalha, por exemplo, cartas de soldados americanos que representam os japoneses através de analogias com ratos, com vermes. Essa é uma forma de desumanização. A segunda forma seria a da Segunda Guerra, que compartilha com a cibernética essa ideia do servomecanismo — um híbrido de humano-máquina. Quando Norbert Wiener começou a desenvolver a cibernética para produzir artilharia antiaérea — máquinas que conseguissem calcular sozinhas a trajetória do caça inimigo para atirar antes de o avião chegar, e o projétil encontrar o alvo no meio da trajetória —, o que o servomecanismo significa? Por que essa imagem do inimigo desumaniza? Porque não interessa quem está dirigindo aquele avião. O que interessa é como aquele avião se comporta — e um comportamento que possa ser previsto e controlado. É um tipo de desumanização cibernética. E podemos pensar também em outras formas de desumanização que evoluem com a guerra, como essa guerra de videogame que temos hoje, onde o inimigo não é sequer visto — é quase como algo da fantasia dos videogames. Isso sempre acompanha a guerra. A cibernética é uma boa epistemologia para entender contextos de exceção, conjunturas de guerra, conjunturas de crise que não se superam, porque são conjunturas de grande instabilidade, de não linearidade, com essa tendência à bifurcação do corpo social. Essas são ferramentas melhores para esse tipo de conjuntura do que muitas das ferramentas clássicas das ciências sociais — Durkheim, por exemplo, desenvolveu ferramentas em sua maioria para contextos de estabilidade, de paz, onde o social está mais estruturado, mais previsível e regido por normas. Num contexto de exceção, de crise e de guerra, o social muda de modo de funcionamento. Uma das hipóteses do meu próximo livro é a de que o social de guerra, de exceção e de crise, funciona em outra dinâmica, e que a cibernética tem boas ferramentas para entender isso, inclusive as formas de desumanização que tendem a se proliferar nesses contextos. David Magalhães: Excelente. Acho que é um bom gancho para avançarmos para a parte do seu texto em que você enquadra todo esse arcabouço para compreender a extrema-direita em ambiente digital. As principais linhas interpretativas preocupadas em compreender a ascensão dessa onda ultradireitista global olham para a questão ideológica, para eleitores frustrados, para a relação desses eleitores com a globalização e com a crise da democracia liberal. Mas você propõe algo diferente: observar esse fenômeno como um grande organismo cibernético, um sistema no qual humanos — lideranças, influenciadores, seguidores — e máquinas — algoritmos do WhatsApp, do Telegram, de redes sociais — operam de maneira integrada, como parte de um ecossistema. O que ganhamos analiticamente ao fazer esse deslocamento? Letícia Cesarino: São muitas camadas. Uma das coisas que acho importante — sempre começo palestras com isso — é a questão do ciborgue. O que é o ciborgue? É um híbrido de humano-máquina, outra forma de falar no servomecanismo. Mas temos essa imagem fantasiosa do ciborgue que vem da ficção científica, a de que seria um indivíduo com partes de sua função fisiológica — alimentação, respiração — suplementadas por máquina. O Robocop seria o tipo ideal disso. O ciborgue da vida real, porém, não se parece em nada com o Robocop. O ciborgue da vida real somos nós. É qualquer um que acorda e a primeira coisa que faz é pegar o celular — para olhar o WhatsApp ou para desligar o alarme — e fica nessa relação de dependência com aquela máquina o dia inteiro, para questões de memória e de tomada de decisão. Por que isso acontece? Porque o Homo sapiens é uma espécie extremamente técnica — uma questão antropológica. Sobrevivemos como espécie, enquanto todos os outros hominíneos foram extintos, pela questão da técnica, da cultura. Precisamos ser suplementados. Como espécie biológica, precisamos ser suplementados o tempo todo pela cultura e pela técnica. Isso não significa que outros animais não tenham técnica — vários mamíferos têm, pássaros também. Mas para o sapiens, isso é existencial. Como Bateson diz, a mente não termina na pele; a mente humana é estendida para o seu ambiente. A unidade de análise da ecologia da mente nunca é o indivíduo sozinho — tentamos delimitar qual é o circuito relevante, e esse circuito de feedbacks é sempre maior que o indivíduo. Pode ser uma família, como no caso dos cães e de uma matilha; pode ser uma comunidade, algum território existencial qualquer. E o nosso território existencial hoje passa necessariamente por essas tecnologias. Os algoritmos, as máquinas, a agência maquínica fazem parte desse território existencial. Isso é um preâmbulo para chegar ao argumento que também faço em vários textos — inclusive nesse —: de que a extrema-direita, se a gente for transposto para a política, é uma força política nativa digital, pelo menos essa extrema-direita que conhecemos hoje. O nazifascismo histórico tem muita participação de mídia, embora isso não seja suficientemente notado. Há muitos estudos históricos que mostram o papel do rádio na capilarização do Terceiro Reich, para conformar esse grande território existencial imaginado e como isso atraiu os alemães comuns em torno daquele projeto. De certa forma, algo similar — similar, mas muito diferente também — está sendo recolocado hoje com relação à nova infraestrutura técnica midiática que são as plataformas digitais. Evito usar a palavra “mídia” porque quando falamos em mídia pensamos em máquinas específicas — televisão, rádio —, mas plataformas não são exatamente mídias. Elas se sobrepõem a todo tipo de infraestrutura técnica, não apenas midiática. Com a plataformização — uma tendência relativamente recente; a internet era muito diferente antes de 2010 — e com os smartphones, que foram um verdadeiro game changer, as primeiras áreas cujos efeitos foram sentidos foram a política eleitoral e a área da saúde. Mesmo antes da pandemia, pesquisadores já identificavam como o autocuidado começou a passar rapidamente por essas infraestruturas, com o “doutor Google”. Para não me estender, vou colocar os dois pontos principais que desenvolvo no artigo, porque são mais ontológicos: como essas máquinas mudam a própria relação espaço-temporal dos nossos sistemas sociotécnicos. O que os algoritmos fazem? Eles hiperaceleram — e esse é, para mim, o ponto central. Quando você hiperaccelera, desestabiliza a relação da mente humana com o seu ambiente. Fica aquele fluxo constante de eventos ao qual você tem que responder o tempo todo, e cognitivamente isso é lido como uma situação de crise, do ponto de vista da ecologia da mente — não só para o humano, para qualquer espécie. Quando há uma instabilidade muito grande do ambiente, isso tende a reverter para o modo crise. É o que Wendy Chun chama de situação de crise permanente que as plataformas jogam nos nossos sistemas sociotécnicos. Isso é, obviamente, uma base fértil para a instrumentalização por forças de extrema-direita. Um outro ponto que os algoritmos introduzem, relacionado à hiperaceleração — que seria uma dimensão mais temporal —, é uma dimensão mais espacial de bifurcação. Algoritmos programados para segmentar públicos, porque essa é a lógica do modelo de negócios da economia da atenção, acabam gerando — não sozinhos, mas na interação com os usuários humanos, porque a recursividade do humano-máquina vai para os dois lados — um efeito sistêmico não de segmentação pura e simples, mas de bifurcação. É aí que entra o código amigo-inimigo, a polarização, a sismogênese — todos esses processos de antagonismo extremo, o que chamo de “mundo do avesso”: um lado é o extremo oposto do outro, numa dinâmica de guerra em que só um pode prevalecer, porque o outro é visto como uma ameaça existencial. No ecossistema de extrema-direita, ele vai desde um polo mais moderado — Tarcísio, digamos — até um polo mais radicalizado — o pessoal do 8 de janeiro, o “tio França” que se explodiu na frente do STF. O que é a extrema-direita? Um lado? O outro? Agentes específicos? Discursos específicos? Não. Do ponto de vista da ecologia da mente, a extrema-direita é toda essa ecologia, todo esse ecossistema que cobre todo esse espectro e que inclui a agência maquínica como um dos seus principais motores. Primeiro porque ela desestabiliza o mundo real, com a hiperaceleração e todos esses processos. Mas ao mesmo tempo ela direciona — é como um rio que tem uma corrente que vai para um lado, e os agentes da extrema-direita são aqueles que nadam a favor da correnteza, porque as plataformas são um ambiente; elas não são variáveis. Elas mudam o ambiente no qual fazemos política. E esse ambiente tem vieses técnicos intrinsecamente favoráveis a uma força política como a extrema-direita. Por isso não é que eles estejam mais espertos ou inteligentes — é que a forma como fazem política converge com a lógica das redes de maneira subliminar, intrínseca. Como o Casarões disse, há uma certa afinidade eletiva com a lógica das plataformas. Mas essa afinidade não é aleatória — por isso foi importante voltarmos à cibernética dos anos 1940, ao esforço de guerra, à artilharia antiaérea. O próprio DNA dessa indústria de tecnologia se originou da guerra e nunca saiu da chave de guerra. Depois da Segunda Guerra, a cibernética se tornou parte da Guerra Fria, com a mesma lógica do controle indireto — fazer o inimigo fazer o que você quer que ele faça indiretamente —, que é essa ideia cibernética do controle numa chave sempre não linear, sempre recíproca. É o que o Trump exatamente tenta fazer agora, em outra versão. Houve um breve interregno onde se tornou uma indústria civil, nos anos 1980 e 1990, mas a lógica algorítmica, a lógica cibernética, continuou sendo a da guerra — só que agora, em vez de controlar o inimigo, você vai controlar o usuário, para fazê-lo clicar num anúncio e vender a atenção daquele usuário para os anunciantes. Há também uma convergência, especialmente durante a Guerra Fria, entre a lógica de guerra indireta, a lógica da propaganda e a indústria de publicidade que temos hoje. Não foi a publicidade que originou a propaganda política — foi a propaganda política que veio primeiro e depois se tornou uma indústria civil, que é o coração da lógica da economia da atenção. Mesmo essas plataformas que se colocavam como liberais sempre tiveram um DNA mais próximo da lógica de guerra, propaganda e controle indireto do que de algo parecido com democracia. Era, de certa forma, um pouco inevitável que as coisas se desenrolassem como estão se desenrolando, porque já estavam previstas na própria ontogênese dessa indústria — como Simondon chamaria —, uma ontogênese ligada à guerra, ao controle e à desumanização. As plataformas, os algoritmos, não nos veem como humanos. É exatamente a mesma coisa do caça com o piloto dirigindo: a máquina é incapaz de ver interioridade, incapaz de ver subjetividade. Ela só nos interpela no nível do controle, da previsão de comportamento. A política está se tornando isso — retroalimentando-se com os discursos da extrema-direita que ativam o senso comum na direção da regeneração, que é a lógica do fascismo histórico: seria possível vencer essa crise, resetar o sistema e construir o estereótipo de um inimigo que precisa ser derrotado para que a crise permanente seja superada. No fim das contas, é uma mistificação de processos reais e de problemas reais, numa linguagem nacionalista e nativista. Guilherme Casarões: Letícia, um outro conceito com que você trabalha no texto e na sua obra é o de populismo. Uma das passagens que mais me chamaram a atenção — e que acho fascinante — é que essa abordagem ecológica de Bateson ganha muita relevância frente ao populismo contemporâneo, justamente porque esse populismo se ampara em públicos que, como você diz no texto, são parcialmente artificiais. A passagem, para quem quiser ler depois, está na página 2 do texto: “os públicos que são produzidos por essa dinâmica são resultados transindividuais de uma agência que é humana e não humana, na medida em que os algoritmos coemergem permanentemente por meio de ciclos cibernéticos”. Essa questão da artificialidade do público é muito central para entender tanto a dinâmica amigo-inimigo quanto a maneira pela qual o populismo contemporâneo consegue controlar a construção narrativa e a mobilização de seu público. Queria ir mais especificamente para o caso que você estuda no texto, que é o bolsonarismo. Seu texto descreve o bolsonarismo não só como uma ideologia, mas como uma dinâmica mutante que oscila entre a moderação e a radicalização. Você traz o conceito de indecidibilidade rítmica — essa coisa de ir e voltar — e eu queria que você explicasse como o bolsonarismo, a partir dessa chave analítica, alterna entre o institucional e o antiestructural, e como isso permitiu ao ex-presidente Bolsonaro manter o sistema político num estado de antagonismo permanente sem chegar a uma ruptura total — o que só vai acontecer em 2023. Letícia Cesarino: O que tentei fazer nesse texto é reler parte do governo Bolsonaro até as eleições de 2022 a partir dessa lógica cibernética — ou seja, como ele performou uma dinâmica cibernética que é essa tecnopolítica moldada pelas máquinas. Casarões, você trouxe a questão do populismo, e acho que são etapas. Desde 2013 até 2018, temos essa invasão muito forte e muito rápida da agência técnica dessas mídias e desses dispositivos dentro da política — um movimento mais tectônico, de desestabilização. E aí essas figuras aparecendo mais ou menos ao mesmo tempo: Modi, Trump, Bolsonaro, Duterte, Orbán — é aí que o conceito de populismo realmente faz mais sentido, nesse sentido dessa irrupção de uma política antiliberal, com uma norma mais afetiva, mais espontânea. É a política da exceção. E que, novamente, bate com a estrutura das plataformas, porque as plataformas também são políticas de exceção e de multidão. É importante termos isso em mente. A citação que você trouxe mostra como as plataformas fazem um tipo de prestidigitação: colocam uma coisa na interface, então o usuário tem a impressão de que é livre, de que é um indivíduo, enquanto o que está acontecendo atrás da tela é que esse indivíduo está sendo desagregado e reagregado com fragmentos de outros usuários em grandes multidões digitais. Ele não tem liberdade — ao contrário, está tendo seu comportamento indiretamente controlado, no sentido cibernético, pelos algoritmos. E esse social de multidão é o social de crise. Quem está imerso nesses ambientes está se colocando num modo crise — e a extrema-direita é a força política que mais combina com esse tipo de ambiente. Sem crise eles não são nada. Se você tirar a crise, a atmosfera de ameaça de que o Brasil vai acabar, eles não têm nada. Por isso não têm programa político: são uma força política na e da crise e da exceção. Daí esse paradoxo de como uma tecnopolítica de crise, de exceção e de guerra se rotiniza como um governo — que foi exatamente o paradoxo do governo Bolsonaro. E ainda teve a pandemia, que adicionou uma camada enorme de crise a isso. Ciberneticamente, faz muito sentido esse vai e vem — os ciclos de feedback positivo e negativo. O feedback positivo é o que acelera o viés que você já está; o negativo coloca um freio. Bolsonaro, enquanto governante, não podia ficar só no runaway, só no feedback positivo, porque o feedback positivo sozinho eventualmente leva a um colapso — tanto nos organismos vivos como nas máquinas. O que ele e o Trump fazem é colocar estrategicamente esses freios, esses recuos: avanço e recuo, feedback positivo e negativo. Tentei mostrar no artigo como isso se deu durante o governo e como esse processo perde o controle na eleição de 2022, redundando eventualmente no 8 de janeiro. O governo Bolsonaro não construiu nada — estava destruindo coisas, que é o que a extrema-direita faz — mas dosando até onde poderia ir na relação com os outros agentes: o Congresso Nacional, o público. E o público passou a ser medido através das redes sociais — pelas métricas das mídias digitais — e cada vez mais por pesquisas de opinião, que são outra forma de feedback que coteja com as mídias sociais. Bolsonaro foi assim sentindo, de forma propriamente recursiva, lidando com um ambiente de causalidades circulares, crises, etc. A linearidade só é possível em contextos de estabilidade e paz — e é exatamente o que o Trump está fazendo hoje. Agora, uma virada acontece, e aí é muito importante a questão do método. Esse artigo é baseado em pesquisa de métodos mistos, onde a abordagem qualitativa antropológica foi composta com uma abordagem computacional de grandes quantidades de dados, com os meus parceiros da Universidade da Bahia, do LabHD, onde fazíamos o mapeamento em tempo real dos públicos do Telegram. Foi muito interessante ver como, em meados de 2021, o comportamento desse ecossistema transindividual — que chamamos de públicos refratados, os públicos da extrema-direita — mudou. O comportamento pandêmico, ativado pela pandemia, e inclusive as teorias da conspiração começaram a diminuir. Isso foi bem na época da questão do voto impresso. Quando o voto impresso é enterrado, um conspiracionismo eleitoral começa a subir e se estabilizar. Por quê? As condenações do Lula tinham sido definitivamente canceladas, e eles, na mentalidade de guerra deles, já previam: “Está vindo um golpe que vai impedir o Bolsonaro de ganhar as eleições de 2022.” Isso mais de um ano antes da eleição. Já entraram no modo de contra-golpe. Que é outra característica desse social de crise — o que Brian Massumi, também batesoniano, chama de preempção: você passa a agir antecipando a ação do seu inimigo. É muito como a lógica da Guerra Fria entre os dois blocos. Por isso a extrema-direita está sempre reagindo — isso é uma característica muito consistente, inclusive dos ecossistemas misóginos, que estão sempre reagindo à suposta provocação ou traição da mulher. O bolsonarismo entrou nesse modo preemptivo, com a certeza de que haveria um golpe contra ele. Na cabeça deles, dessa grande mente transindividual controlada pelo Bolsonaro, o golpe deles era um contra-golpe: seria dado um golpe no Bolsonaro, e o que estavam fazendo seria a resposta. Quando você vê tudo o que fizeram ao longo desse tempo com esse olhar, tudo faz sentido — e o Bolsonaro, como depois ficou demonstrado, de fato estava tentando articular esse contra-golpe. Nas eleições de 2022, estavam nessa dinâmica de avanço e recuo, não deixando o sistema escalar demais, a temperatura subir demais, enquanto conspiravam. Quando ele finalmente desiste, vê que não ganhou a eleição — isso se arrasta por algumas semanas —, e quando realmente percebem que os comandantes das três forças não vão entrar, que o golpe não vai acontecer, Bolsonaro fica em silêncio. Ciberneticamente, isso foi muito importante, porque era ele que fazia a regulação cibernética entre a camada moderada e a camada radicalizada. Ele não deixava as coisas escalar. Era um agente de radicalização, mas também de moderação. Quando ele se retira, a coisa escala — e foi justamente o 8 de janeiro. Olha que interessante: quando aquela multidão invadiu o Congresso, o que aconteceu? Ficaram esperando para ver o que ia acontecer, porque confiavam no plano — só que o plano já tinha dado errado e eles não sabiam disso. Tem esse componente de um mundo de fantasia criado dentro das comunidades radicalizadas — o Bateson ajuda a entender isso, porque ele tem uma teoria cibernética da fantasia e do jogo. Foi aquele choque de realidade. Não houve mais regulação, não houve mais feedback negativo, a coisa escalou, a temperatura subiu — e é onde o artigo termina, fazendo essa releitura cibernética e ecológica dos eventos do segundo governo Bolsonaro e das eleições de 2022. David Magalhães: Ótimo, Letícia. Encaminhando para o fechamento: no finzinho do artigo você faz uma ressalva que achei bastante importante, ao apontar que a ecologia da mente é extremamente poderosa para entender essas dinâmicas sistêmicas mais amplas, mas que também tem limites — especialmente quando tentamos compreender a totalidade da vida cotidiana do sujeito. É justamente aí que você coloca a necessidade de retornar à etnografia tradicional, à etnografia offline. Queria te ouvir sobre esse desafio metodológico. Como a antropologia pode costurar essas duas pontes — de um lado, a visão de um sistema cibernético amplo no qual os indivíduos parecem agir quase como parte de um circuito, de maneira relativamente previsível; de outro, as trajetórias de vida, as experiências subjetivas, as dores concretas que não desaparecem. Como não reduzir essas pessoas a meros nós de rede? Letícia Cesarino: Ótima pergunta, porque é realmente um desafio metodológico. No caso da ecologia da mente, você nunca pode fechar só no indivíduo. Mas é possível — e é o que estou fazendo no livro novo — pensar como o indivíduo enquanto sistema, porque todo organismo individual é um sistema cibernético, com outras camadas além dele, mas ele próprio é uma camada de individuação bastante importante. Ele pode estar dividido entre dois territórios existenciais — e é um pouco como estou tentando trabalhar a questão da radicalização no livro novo. O online oferece um tipo de território existencial onde a persona online do sujeito está com interações específicas. É isso que gera o elemento de fantasia nas comunidades extremistas: no online é possível cultivar uma realidade e um tipo de estereotipação do inimigo, toda a questão da desinformação, que não é possível fazer no offline. Por isso o que aconteceu depois da invasão ao Congresso e ao STF: a realidade bateu. Eles achavam que a realidade era o que era cultivado na mente transindividual do online — e isso não bateu com o que estava acontecendo offline. Com a internet, não é mais preciso se deslocar fisicamente para se radicalizar. Você pode viver sua vida normalmente e, em parte do seu circuito, se radicalizar só no online. São muito esses casos que abordarei no próximo livro: adolescentes e jovens que estão no quarto jogando videogame, vivendo normalmente na escola, e estão fazendo coisas indescritíveis na internet — que você só vai descobrir quando a polícia bater na porta. Etnografar a radicalização é muito difícil, porque é um processo — você precisa acompanhar a pessoa desde o início, quando não estava radicalizada. É praticamente impossível, a não ser que alguém muito próximo passe por isso. Mas existem autorrelatos. Tenho trabalhado muito com o caso dos neonazistas, onde já há na Europa e nos Estados Unidos um repertório grande de testemunhos e autobiografias de pessoas que saíram dessas comunidades extremistas. No jihadismo também há bastante material; os manifestos de atiradores em escolas, por exemplo, muitas vezes trazem essa visão subjetiva da radicalização. Há um outro ponto que descobri e que não estava na pesquisa anterior: o que alguns estudos de radicalização chamam de reduplicação. Isso vem de um estudo histórico de Robert Lifton sobre médicos nazistas — como eles dividiam a personalidade. Quando estavam em Auschwitz, eram um tipo de pessoa; quando estavam em casa, com a família, eram completamente diferentes. Era uma reduplicação da personalidade em duas, como forma de resolver dissonâncias e contradições. O médico conseguia desumanizar as pessoas que selecionava para morrer em Auschwitz, enquanto em casa humanizava os seus. Algo assim parece acontecer também no nível da mente individual através da lacuna online–offline: as pessoas inconscientemente encontram formas de dividir a sua mente entre esses dois mundos, de forma que não precisem romper com familiares, amigos ou colegas de trabalho por razões políticas. Esse efeito da lacuna online–offline deve ser estudado — não é só uma questão metodológica, é a questão de qual é o efeito dessa própria separação, que é inédita: são as primeiras tecnologias que possibilitam essa divisão em ambientes existenciais separados, ainda que em relação recursiva. Isso pode ser um indutor de radicalização. Sabe aquele meme dos cachorros latindo no portão? Quando o portão abre, cada um vai para um lado. O humano tem um pouco disso: fica mais agressivo, fala coisas e faz coisas quando não está cara a cara com a pessoa — coisas que não faria no presencial. Isso é muito característico da extrema-direita: estão latindo, agressivos, no comportamento de ameaça, e quando a Polícia Federal bate na porta, revertem ao comportamento de autopiedade e vitimização — que é o que o Bolsonaro está fazendo agora na cadeia. Bateson trabalha isso muito bem, não só no humano, mas em outros mamíferos. A ecologia da mente, pegando inclusive insights de outros mamíferos — como o Bateson faz —, nos ajudaria a reincorporar o elemento biológico-evolutivo nas nossas explicações. E aqui chego a um ponto que acho muito importante: a extrema-direita tem todo um repertório do darwinismo social e da psicologia evolutiva para dizer que a forma como ela vê o humano é a forma real, a forma biológica, a forma natural. São leituras completamente erradas e enviesadas, mas para o senso comum são muito intuitivas. A questão de gênero, por exemplo: a ideia de que o homem é para um papel e a mulher para outro não tem apoio em estudos sérios de outras espécies ou da nossa. A antropologia, porém, abandonou esse campo — tornou-se etnografia, estudo da cultura, abandonou a natureza e a biologia, por razões relacionadas à história e à política interna da disciplina. Um dos meus objetivos é recuperar esse espaço de autoridade científica para falar do humano, do que é natural no humano, a partir de abordagens como a do Bateson — que é uma teoria da evolução que inclui a cultura — para competir também nesse campo da naturalização do comportamento humano. Eu diria que é talvez o campo mais persuasivo dos discursos da extrema-direita, porque a esquerda e as ciências sociais ficam só na desconstrução e no culturalismo, enquanto eles estão falando daquilo que é espontâneo, natural, atemporal. É assim que o fascismo mira, e precisamos competir nessa ordem de discurso, reivindicando uma abordagem científica mais universalista — um outro tipo de universalismo, não o positivista. A ecologia da mente é uma das principais vias que vejo para isso. No contexto desse artigo, foi também um subtexto: o artigo foi parte de um dossiê financiado pela Fundação Wenner-Gren, a maior fundação de antropologia dos Estados Unidos, e queria passar essa mensagem para os meus colegas antropólogos — a gente pode falar de universais humanos de uma forma mais refinada e rica, e competir com a extrema-direita nesse campo de discurso. Guilherme Casarões: Letícia Cesarino — incrível, tanto no pessoal quanto no profissional. E agora descobrimos, o que não deveria ser exatamente uma surpresa, que você é especialista em memes. Foi de longe uma das conversas mais eruditas que tivemos aqui, não só na colaboração com o OED, mas de todas as entrevistas que já fiz. Uma densidade impressionante, transmitida de forma didática. Tenho certeza de que os nossos ouvintes vão adorar esse papo. Quem está acompanhando, fiquem por aí — ainda temos a segunda parte da conversa, com o boletim de notícias e a dica cultural. Boletim — Giro de Notícias David Magalhães: Vamos ao nosso boletim com duas notícias envolvendo a ultradireita. França No próximo ano teremos eleições nacionais na França, que serão importantíssimas tanto para a Europa quanto para o futuro da direita radical no mundo. No dia 22 de março, domingo, ocorreu o segundo turno das eleições municipais francesas, que costuma ser um termômetro importante para medir o crescimento e a capilaridade da direita radical francesa, representada aqui pelo Rassemblement National. O resultado dessas eleições foi bastante ambíguo. O Rassemblement National, partido de Marine Le Pen e da estrela em ascensão Jordan Bardella, não conseguiu vencer em grandes cidades estratégicas — como Marselha e Toulon —, onde havia uma expectativa de vitória da direita radical. Por outro lado, o partido avançou de forma importante em outro nível: consolidou uma presença territorial, especialmente no sudeste e no nordeste do país, conquistando dezenas de prefeituras e ampliando de maneira bastante significativa sua base local. Hoje, de acordo com matéria do Le Monde de 23 de março, o Rassemblement National passa a governar aproximadamente 70 municípios e conta com cerca de 3 mil representantes locais — uma quantidade bastante considerável. Outro ponto central é um certo teto de vidro que tem impedido a vitória do RN em grandes cidades. Esses centros urbanos mais ricos, mais jovens e com maior nível educacional têm sido um desafio para a expansão da direita radical. Por outro lado, há um crescimento muito forte em áreas periféricas, regiões pós-industriais e comunas menores, geralmente marcadas por uma sensação de abandono e por um acúmulo de ressentimento — o que alguns autores chamam de left behinds, os que foram deixados para trás —, sentimento que a direita radical populista costuma explorar. Quero destacar ainda um fator que pode ser preocupante olhando para as eleições nacionais de 2027: não houve, ou houve em pouquíssimas cidades, a chamada frente republicana — também chamada de cordão sanitário. O cordão sanitário é o conjunto de alianças tradicionais de partidos com compromissos democráticos para barrar a direita radical no segundo turno das eleições. A quase inexistência desse cordão fez com que o RN conquistasse cidades onde, em eleições anteriores, havia sido bloqueado. No final das contas, essas eleições não deram o resultado que o RN esperava — um grande impulso nacional —, mas consolidaram uma base territorial sólida. Isso coloca uma questão relevante olhando para 2027: seria esse enraizamento local suficiente para sustentar uma vitória nas eleições presidenciais? Seguiremos acompanhando o caso da França. Hungria Passamos para a Hungria — continuamos falando de eleições, já que os húngaros vão às urnas em abril para decidir se encerram os 15 anos de governo de Viktor Orbán. No domingo, 15 de março, os dois principais atores políticos do país — Viktor Orbán, do Partido Fidesz, e o oposicionista Peter Magyar, do partido Tisza — realizaram grandes manifestações em Budapeste no Dia Nacional Húngaro. Mais do que uma comemoração histórica, os eventos funcionaram como um teste de força às vésperas das eleições de abril. Os dois lados reivindicaram vitória em termos de mobilização — como já vimos aqui no Brasil. O governo afirmou que foi uma das maiores marchas já realizadas no país, enquanto a oposição chegou a afirmar que reuniu meio milhão de pessoas. Ainda que sejam números exagerados, as estimativas independentes indicam que o Tisza, de Magyar, levou mais gente às ruas do que o Fidesz de Orbán, o que sinalizaria um possível avanço da oposição no campo urbano. Essas manifestações têm algo interessante: acontecem dentro de um calendário nacional, e foi possível observar uma disputa não só eleitoral, mas simbólica. Ambos os lados tentavam se apropriar da memória da Revolução de 1848. Orbán engendrou uma narrativa que associa o passado à luta contra o domínio estrangeiro, ao globalismo, à ingerência da União Europeia e à ameaça da guerra na Ucrânia. A oposição liderada por Peter Magyar utiliza os mesmos símbolos nacionais, mas com outros significados: para eles, a defesa da liberdade hoje se traduz em manter a Hungria dentro da União Europeia e vinculada à OTAN, além de restaurar o funcionamento das instituições democráticas do Estado húngaro — bastante prejudicadas nos anos de Orbán. As pesquisas de intenção de voto desde julho do ano passado mostram um quadro relativamente estável, com uma diferença de aproximadamente 10% em favor da oposição. É preciso ter cautela com essas pesquisas, no entanto, porque em 2011 Orbán fez uma importante reforma eleitoral que dá mais peso aos distritos rurais, geralmente mais conservadores. Além disso, ele concedeu cidadania a húngaros que vivem na Eslováquia, na Romênia e na Sérvia, uma população que tende a votar no governo. E há também uma mobilização ideológica mais incandescente da direita radical húngara, que pode fazer diferença nas urnas. Fato é que nenhum dos lados parece acreditar numa vitória esmagadora. Já se discute a possibilidade de alianças — o partido Jobbik, na Hungria, pode ser crucial para a formação de uma maioria no parlamento. No nosso episódio de abril, iremos repercutir o resultado dessa eleição. Dica Cultural David Magalhães: A nossa recomendação cultural deste episódio tem tudo a ver com a conversa que tivemos no primeiro bloco com a Letícia Cesarino. Se você se interessou pelo debate sobre internet, cultura digital, extrema-direita e disputa de narrativas, vale muito a pena assistir o documentário Feels Good Man, disponível na Amazon Prime. O documentário é de 2020, mas chegou recentemente a essa plataforma. O filme conta a história do Pepe the Frog, personagem criado pelo cartunista Matt Furie nos anos 2000. Originalmente era um sapo tranquilo, good vibes, que circulava numa tirinha independente. Com o tempo, porém, esse personagem foi sendo apropriado na internet — primeiro como meme, depois ganhando formas cada vez mais distorcidas, até virar um símbolo associado ao alt-right e a outros grupos de extrema-direita. O documentário é bastante interessante porque não trata isso como uma mera curiosidade da internet. Ele mostra como esse processo revela algo mais profundo: como essas comunidades online — fóruns, antigamente o 4chan, hoje um ecossistema bem mais complexo — funcionam como verdadeiros laboratórios de produção cultural e política, com uma lógica quase darwiniana de disputa por atenção, em que os conteúdos mais chocantes e extremos ganham mais visibilidade, com toda uma engenharia algorítmica por trás. O filme também acompanha o próprio criador do Pepe, que se vê completamente impotente diante da transformação da sua obra. E esse é um ponto central: na era da internet, a circulação de imagens e memes escapa completamente ao controle original — pode ser capturada e ressignificada por distintos atores políticos. O documentário tem um aspecto que dialoga diretamente com o que conversamos com a Letícia Cesarino: esses grupos utilizam o humor, a ironia, a ambiguidade e as trollagens para disseminar ideias racistas, misóginas e xenófobas, muitas vezes sob a aparência de brincadeira. Isso cria uma zona cinzenta que dificulta a crítica e, ao mesmo tempo, aumenta o alcance dessas mensagens de ódio. Feels Good Man nos ajuda a entender essa cultura digital e como ela se relaciona com a extrema-direita — e dialoga perfeitamente com os temas que trouxemos na entrevista do primeiro bloco. Até a próxima. The post Ecologia da mente e extrema-direita appeared first on Chutando a Escada.

A Arte da Guerra
“Não sabemos na realidade se há negociações entre o Irão e os EUA"

A Arte da Guerra

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 35:43


Num contexto que muda a cada instante, as possíveis negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos geram pelo menos uma certeza: não há nenhuma hipótese de Israel apoiar o plano de 15 pontos que terá sido – terá sido – apresentado ao Irão, com a surpreendente mediação do Paquistão. E há alguns pontos tão improváveis que mais parecem fake news. Entretanto, no terreno, os combates não esmorecem.Em França, as consequências das eleições municipais são interessantes: a direita tomou bom entendimento do que se passou e já vai apontando candidatos às presidenciais do próximo ano. À esquerda, as mesmas eleições não serviram para o mesmo.Ainda na Europa, as eleições na Eslovénia parecem dar algum alento às forças pró-europeias – o que não é um bom sinal para a Hungria de Viktor Orbán.

Noticiário Nacional
23h Portugal e Eslováquia assinam acordo de cooperação militar

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 13:15


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Reportagem
O “Efeito Pinheiro”: como Lucas Braathen, o brasileiro do esqui, conquista fãs pelo mundo inteiro

Reportagem

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 6:47


Ele é o novo orgulho brasileiro no esporte. Dessa vez, na neve. Mas sua fama não tem fronteiras. A RFI encontrou fãs de Lucas Pinheiro Braathen até na Eslováquia. Maria Paula Carvalho, da RFI em Paris Nascido em Oslo, de pai norueguês e mãe brasileira, o atleta de 25 anos é a esperança do Brasil para alcançar uma medalha olímpica inédita no esqui alpino, modalidade em que é o número dois do ranking mundial. “Esse é o maior sonho da minha vida. Eu sou muito grato por todo mundo torcendo por mim, torcendo pelo Brasil, nos acompanhando nessa jornada, e eu vou fazer tudo para trazer essa medalha para a nossa casa,” diz. O gosto pelo esporte, segundo o jovem, criado na Escandinávia, ele diz ter descoberto nas quadras de futebol do Brasil, onde costumava passar férias na infância. Torcedor do São Paulo, ele cresceu em um ambiente cercado de referências brasileiras. “O Brasil é um país que é uma mistura de várias culturas. Então, eu acho que, quando o Brasil entra no estádio, mesmo que você não seja brasileiro, você está torcendo um pouquinho pela gente,” acrescenta. Amante de música e de moda, Lucas Braathen foge dos padrões tradicionais do esqui alpino, fazendo questão de mostrar sua personalidade. Em 2023, ele surpreendeu a todos ao anunciar sua aposentadoria precoce, após entrar em desacordo com a Federação Norueguesa de Esqui sobre questões ligadas à sua imagem e liberdade de expressão. Depois disso, decidiu representar o Brasil. “Eu acho que a beleza desse momento dos Jogos Olímpicos é que é um palco universal, é um palco que todo mundo assiste. Então, para mim, é a maior plataforma que eu tenho para me expressar e trazer uma mensagem que é algo mais do que esporte. Eu só quero que as pessoas em casa, assistindo os Jogos de Inverno com as nossas cores, entendam que tudo é possível,” afirma o atleta.  Lucas, que competia pela Noruega antes de defender as cores verde e amarelo, costuma comemorar suas vitórias com samba. Ele dançou e vibrou como porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026. Sua imagem cativante, somada ao desempenho, atrai fãs e admiradores do mundo inteiro. Fã-Clube internacional O perfil fã-clube Lucas Brazil, no Instagram, reúne 6.500 admiradores de diversos países, de todas as idades e origens, com diferentes motivos para apoiá-lo — como explicou à RFI a eslovaca Darka Sefcik, criadora do grupo. “Ele é um esquiador brilhante, sempre foi. Mas essa história de como ele decidiu mudar e os valores que ele traz para o esporte e para a sociedade... Isso é simplesmente incrível,” disse em entrevista por telefone. “Há brasileiros em toda parte, mesmo na Europa. E toda hora chegava mais uma pessoa querendo torcer com a gente como loucos. Ou eles entram em contato pedindo informações, mesmo que entendam nada de esqui, mas se sentem, de alguma maneira, conectados. Nas competições, os brasileiros fazem perguntas sobre o esqui, é divertido. E há similaridades entre fãs eslovacos e brasileiros no esporte: uma mesma paixão”, completa.  Na Eslováquia, eles chamam essa febre em torno do esquiador de “Efeito Pinheiro”. “Tem um monte de garotas que acham ele muito atraente. Ele é muito gentil, mesmo que não tenha câmeras filmando, ele é sempre amável com as pessoas. A família dele também é brilhante. Eu já os encontrei, e são pessoas muito legais,” observa. “Os fãs adoram a relação dele com a moda e a música. Para os europeus, isso é muito exótico. É uma nova era brasileira: estamos aprendendo sobre o Brasil; é algo novo, diferente, é legal”, acrescenta a torcedora. Para a juventude europeia, Lucas Braathen é fonte de inspiração. “Eu trabalho com educação, e desde a Covid temos tido momentos difíceis, com a guerra na Ucrânia, e a Europa vem passando por dificuldades, o que deixa muitos adolescentes desmotivados e sem direcionamento. E precisamos de modelos para essas crianças", aponta Darka Sefcik. "E o Lucas faz isso muito bem. Ele tem uma história fascinante, tem um propósito, ele inspira as pessoas a serem o que elas quiserem, a seguirem seus sonhos — não só jovens, mas adultos e mesmo idosos. Ver esse jovem falando sobre tolerância, inclusão, é muito importante hoje em dia”, afirma. Para Lucas, a conexão com o Brasil se reflete não apenas no patriotismo esportivo, mas na responsabilidade que ele assume de ser uma referência para novos amantes dos esportes de inverno no mundo inteiro. “Honestamente, a pressão é enorme. Represento mais de 200 milhões de brasileiros”, diz.  “Para mim, esporte é uma forma de arte. É uma arte de performance. E, se você pergunta a qualquer artista qual é a coisa mais importante, é ser autêntico, ser quem eles são. Se você não é autêntico, não dá para as pessoas confiarem na sua mensagem. Então, para mim, para trazer uma mensagem e expressar o meu propósito verdadeiro, eu precisava dessa liberdade,” conclui.  Lucas Pinheiro Braathen começa sua participação em Milão-Cortina na prova do slalom gigante do esqui alpino, no sábado, 14 de fevereiro. Torcida é o que não vai faltar. Leia tambémPromessa brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno, Lucas Pinheiro Braathen vê pressão como privilégio

Portugueses no Mundo
Portugueses no Mundo - programa

Portugueses no Mundo

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 40:48


Duas histórias diferentes, 2 destinos improváveis, mas a mesma vontade de ir mais longe. Alice Vilaça à conversa com a Mariana Franco na Eslovénia e Marisa de Sousa, em Espanha, mas que passou 13 anos no Qatar.

Portugal em Direto
Portugueses no Mundo - programa

Portugal em Direto

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 40:48


Duas histórias diferentes, 2 destinos improváveis, mas a mesma vontade de ir mais longe. Alice Vilaça à conversa com a Mariana Franco na Eslovénia e Marisa de Sousa, em Espanha, mas que passou 13 anos no Qatar.

Brasil-Mundo
Wikipédia: projeto completa 25 anos em cenário tumultuado por inteligência artificial

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 6:06


Lançada há 25 anos como um inovador projeto de enciclopédia colaborativa e acessível a todos, a Wikipédia hoje é uma consolidada fonte de informação e conhecimento. Mas, assim como grande parte da internet que conhecemos, a enciclopédia se vê diante dos problemas e das soluções introduzidas pela mais disruptiva novidade dos últimos anos: a presença massiva e permanente da inteligência artificial.  Edison Veiga, correspondente da RFI em Bled, Eslovênia A versão em português da Wikipédia, chamada pelos wikipedistas de Wikipédia Lusófona, é um gigantesco manancial de conhecimento. Ela foi inaugurada em maio de 2001, cinco meses depois da fundação do projeto global, em inglês, e tem hoje quase 1,2 milhão de verbetes. O administrador e editor da Wikipédia Lusófona, Rodrigo Padula, é um dos mais experientes membros atuantes do projeto. Formado em Ciências da Computação, com mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele analisa os gargalos do atual cenário e fala com a autoridade de quem está no projeto há 20 anos.  “Chega aos 25 anos com um sucesso colaborativo que nenhum projeto similar alcançou. É um dos maiores projetos colaborativos já criados pela humanidade”, avalia em entrevista à RFI. IA afeta uso da Wikipédia A inteligência artificial, cada vez mais presente nos ecossistemas digitais, também está afetando diretamente a maneira como a Wikipédia vem sendo utilizada. Para os wikipedistas, é um momento de encruzilhada histórica. E muita reflexão para que o modelo colaborativo não só resista, como saia ainda mais fortalecido. Padula acredita que a Wikipédia enfrenta um momento “turbulento” e de “grandes desafios”: “O maior desafio hoje é essa transição do modelo de busca de conteúdo na internet para um modelo de respostas mais sintéticas com o surgimento desses vários mecanismos de busca usando inteligência artificial”, explica.  O usuário comum de internet já notou. Cada vez mais, o resultado de uma busca é resolvido com as informações resumidas trazidas pelo próprio motor de busca, fazendo com que não seja mais necessário clicar nos links para obter a informação desejada. Se, por um lado, isso parece facilitar a vida do internauta, por outro, tem minado o acesso a sites tanto de jornalismo quanto de informação de referência, como no caso da Wikipédia.  Por conta do volume de informações e da credibilidade construída ao longo dos últimos 25 anos, a Wikipédia se tornou uma das principais fontes de conteúdo que alimenta as plataformas de inteligência artificial. Os textos acumulados em mais de 61 milhões de artigos disponíveis em 321 idiomas servem não só para munir as gigantescas bases de inteligência artificial com informações e dados, como também para sedimentar a linguagem desses sistemas, que cada vez mais se assemelham a uma comunicação humana natural.  “Esse problema do extrativismo de dados a gente vem enfrentando e vamos enfrentar, mas a gente não pode ser a fonte de conteúdo para alimentar esses algoritmos hoje, tornando-os úteis e funcionais, e isso matar o projeto a médio e longo prazo”, argumenta Padula.  Voluntários Outro problema trazido por Padula é a carência de voluntários. A Wikipédia Lusófona conta hoje com quase 5 mil editores wikipedistas ativos. Há cinco anos, eram mais de 10 mil. Conforme explica o administrador Padula, são considerados ativos todos os voluntários que trabalharam em pelo menos cinco artigos nos últimos 30 dias. “Estamos entre o prestígio da credibilidade construída e a fragilidade de nossa comunidade que não vem se renovando muito ao longo dos últimos anos”, diz o administrador. “A gente tem um volume muito pequeno de colaboradores para um volume crescente de conteúdo que foi criado, precisa ser mantido e atualizado.” No meio de tantas transformações, não faltam perguntas sobre o futuro da Wikipédia. Mas as respostas para que a plataforma continue se renovando, se atualizando e permanecendo relevante para uma sociedade que, cada vez mais, precisa de conteúdos informativos isentos, responsáveis e comprometidos com a verdade parecem apontar para um elemento essencial: a humanidade por trás da tecnologia. A Wikipédia, afinal, nasceu das contribuições de pessoas. E, a julgar pelo que conta o administrador brasileiro Padula, pretende continuar assim. “Mesmo com todas as transformações de inteligência artificial, a base humana da Wikipédia continua sendo relevante. “E temos de trabalhar cada vez mais fortes e focados para que a Wikipédia continue sendo relevante”, diz Padula.

Brasil-Mundo
Wikipédia: projeto completa 25 anos em cenário tumultuado por inteligência artificial

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 6:06


Lançada há 25 anos como um inovador projeto de enciclopédia colaborativa e acessível a todos, a Wikipédia hoje é uma consolidada fonte de informação e conhecimento. Mas, assim como grande parte da internet que conhecemos, a enciclopédia se vê diante dos problemas e das soluções introduzidas pela mais disruptiva novidade dos últimos anos: a presença massiva e permanente da inteligência artificial.  Edison Veiga, correspondente da RFI em Bled, Eslovênia A versão em português da Wikipédia, chamada pelos wikipedistas de Wikipédia Lusófona, é um gigantesco manancial de conhecimento. Ela foi inaugurada em maio de 2001, cinco meses depois da fundação do projeto global, em inglês, e tem hoje quase 1,2 milhão de verbetes. O administrador e editor da Wikipédia Lusófona, Rodrigo Padula, é um dos mais experientes membros atuantes do projeto. Formado em Ciências da Computação, com mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele analisa os gargalos do atual cenário e fala com a autoridade de quem está no projeto há 20 anos.  “Chega aos 25 anos com um sucesso colaborativo que nenhum projeto similar alcançou. É um dos maiores projetos colaborativos já criados pela humanidade”, avalia em entrevista à RFI. IA afeta uso da Wikipédia A inteligência artificial, cada vez mais presente nos ecossistemas digitais, também está afetando diretamente a maneira como a Wikipédia vem sendo utilizada. Para os wikipedistas, é um momento de encruzilhada histórica. E muita reflexão para que o modelo colaborativo não só resista, como saia ainda mais fortalecido. Padula acredita que a Wikipédia enfrenta um momento “turbulento” e de “grandes desafios”: “O maior desafio hoje é essa transição do modelo de busca de conteúdo na internet para um modelo de respostas mais sintéticas com o surgimento desses vários mecanismos de busca usando inteligência artificial”, explica.  O usuário comum de internet já notou. Cada vez mais, o resultado de uma busca é resolvido com as informações resumidas trazidas pelo próprio motor de busca, fazendo com que não seja mais necessário clicar nos links para obter a informação desejada. Se, por um lado, isso parece facilitar a vida do internauta, por outro, tem minado o acesso a sites tanto de jornalismo quanto de informação de referência, como no caso da Wikipédia.  Por conta do volume de informações e da credibilidade construída ao longo dos últimos 25 anos, a Wikipédia se tornou uma das principais fontes de conteúdo que alimenta as plataformas de inteligência artificial. Os textos acumulados em mais de 61 milhões de artigos disponíveis em 321 idiomas servem não só para munir as gigantescas bases de inteligência artificial com informações e dados, como também para sedimentar a linguagem desses sistemas, que cada vez mais se assemelham a uma comunicação humana natural.  “Esse problema do extrativismo de dados a gente vem enfrentando e vamos enfrentar, mas a gente não pode ser a fonte de conteúdo para alimentar esses algoritmos hoje, tornando-os úteis e funcionais, e isso matar o projeto a médio e longo prazo”, argumenta Padula.  Voluntários Outro problema trazido por Padula é a carência de voluntários. A Wikipédia Lusófona conta hoje com quase 5 mil editores wikipedistas ativos. Há cinco anos, eram mais de 10 mil. Conforme explica o administrador Padula, são considerados ativos todos os voluntários que trabalharam em pelo menos cinco artigos nos últimos 30 dias. “Estamos entre o prestígio da credibilidade construída e a fragilidade de nossa comunidade que não vem se renovando muito ao longo dos últimos anos”, diz o administrador. “A gente tem um volume muito pequeno de colaboradores para um volume crescente de conteúdo que foi criado, precisa ser mantido e atualizado.” No meio de tantas transformações, não faltam perguntas sobre o futuro da Wikipédia. Mas as respostas para que a plataforma continue se renovando, se atualizando e permanecendo relevante para uma sociedade que, cada vez mais, precisa de conteúdos informativos isentos, responsáveis e comprometidos com a verdade parecem apontar para um elemento essencial: a humanidade por trás da tecnologia. A Wikipédia, afinal, nasceu das contribuições de pessoas. E, a julgar pelo que conta o administrador brasileiro Padula, pretende continuar assim. “Mesmo com todas as transformações de inteligência artificial, a base humana da Wikipédia continua sendo relevante. “E temos de trabalhar cada vez mais fortes e focados para que a Wikipédia continue sendo relevante”, diz Padula.

Conversas à quinta - Observador
Cinco Continentes. A era dos sultões na política global

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 42:54


A Eslováquia e a Chéquia, antiga Checoslováquia, são importantes para perceber a história atual? Bruno Cardoso Reis analisa ainda as reuniões de paz nos Emirados e no Omã e o fim do tratado New Start.See omnystudio.com/listener for privacy information.

global poltica new start emirados sult eslov bruno cardoso reis cinco continentes
5 Continentes
A era dos sultões na política global

5 Continentes

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 42:54


A Eslováquia e a Chéquia, antiga Checoslováquia, são importantes para perceber a história atual? Bruno Cardoso Reis analisa ainda as reuniões de paz nos Emirados e no Omã e o fim do tratado New Start.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jornal das comunidades
Cada vez menos portugueses em Andorra

Jornal das comunidades

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 11:40


Emigração para o Principado está em mínimos. Muitos portugueses vêm-se embora, por causa do custo de vida. Lusodescendentes só podem ter uma nacionalidade. Conhecemos um jogador de futebol português na Eslovénia.

Portugueses no Mundo
Portugueses no Mundo - programa

Portugueses no Mundo

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 51:55


Hoje ouvimos três portugueses que escolheram novos horizontes: da Finlândia à Eslovénia, passando pela Alemanha. O Bruno, a Daniela e a Joana contam-nos histórias de coragem, de desafios e, sobretudo, de descoberta.

Portugal em Direto
Portugueses no Mundo - programa

Portugal em Direto

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 51:55


Hoje ouvimos três portugueses que escolheram novos horizontes: da Finlândia à Eslovénia, passando pela Alemanha. O Bruno, a Daniela e a Joana contam-nos histórias de coragem, de desafios e, sobretudo, de descoberta.

Esportes
Bruna Moura supera trauma e garante vaga olímpica no esqui cross-country para Milão-Cortina 2026

Esportes

Play Episode Listen Later Jan 25, 2026 5:05


A brasileira Bruna Moura está oficialmente classificada para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 na categoria esqui cross-country, uma conquista que vai muito além do resultado esportivo. Quatro anos depois de sofrer um grave acidente na Itália, às vésperas da Olimpíada de Pequim 2022, a atleta retorna ao mesmo cenário olímpico como símbolo de superação física, psicológica e emocional, representando o Brasil em uma das modalidades mais exigentes do esporte mundial. Luciana Quaresma, de Milão para a RFI “Eu não sei se sou capaz de descrever como eu vivo esse momento. Para mim, é algo surreal. Estou vivendo novamente o sonho de ouvir meu nome ser anunciado para a equipe olímpica”, afirma Bruna, ainda cautelosa com a comemoração. “Eu quero comemorar de verdade quando cruzar a linha de chegada nos Jogos”, afirma. Em janeiro de 2022, durante um período de treinos na Itália, Bruna sofreu um acidente de carro grave, poucos dias após sair da quarentena por Covid-19. O impacto foi profundo. As lembranças do episódio são fragmentadas. “Tenho no máximo 30 minutos de memória de todo o processo”, revela, mas as consequências permanecem. “O acidente faz parte da minha vida. Eu penso nele todos os dias. A dor no pé é diária, não tem como esquecer”, relata. “Eu precisei aprender a viver com isso, integrar essa dor à minha rotina e seguir em frente”, conta Bruna Moura. A recuperação física permitiu o retorno às competições pouco mais de um ano depois, no Mundial da Eslovênia, mas a reabilitação psicológica exigiu um trabalho ainda mais delicado. Bruna enfrentou sintomas de estresse pós-traumático e passou por sessões intensivas de terapia, incluindo EMDR (tipo de terapia para processar traumas), para lidar com memórias auditivas recorrentes das sirenes da ambulância e da polícia. “A terapia funcionou. Hoje eu lido muito melhor com isso, mas o trauma ainda vem comigo. Tudo o que faço tem um pedaço dessa experiência.” Adaptação como chave para a classificação Se o acidente impôs limites, também exigiu reinvenção. Com restrições no pé, Bruna precisou adaptar radicalmente sua preparação física, apostando no double pole, técnica que privilegia a força da parte superior do corpo. “O motivo não foi positivo, mas o resultado foi. Esse ganho de potência foi decisivo para os pontos que conquistei no ranking e para a classificação olímpica”, explica. A vaga para Milano-Cortina veio justamente pelo ranking internacional, em uma disputa direta e emocionalmente complexa com Jaqueline Mourão, a atleta mais experiente e respeitada do esqui cross-country brasileiro — e uma figura central na própria trajetória de Bruna. “Foi estranho e difícil. Ela é minha amiga, minha referência, a maior atleta da história do esporte no Brasil. Eu queria muito que ela estivesse nesses Jogos também”. Da mountain bike ao esqui A relação de Bruna com o esqui cross-country começou graças à própria Jaqueline Mourão, ainda em 2010, quando Bruna era atleta de mountain bike. Selecionada para um projeto de desenvolvimento em Minas Gerais, ela se destacou nacionalmente, mas viu sua carreira interrompida por um problema cardíaco congênito, que exigia uma cirurgia complexa. Sem recursos financeiros, foi novamente Jaqueline quem viabilizou o acesso ao tratamento, por meio de instituições médicas em São Paulo. Durante esse período de afastamento das competições, Bruna teve o primeiro contato com o roller ski, em atividades promovidas pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). “Mesmo quando eu não podia competir, eles me incluíram. Aquilo me ajudou muito num momento de depressão”, lembra. Em 2014, Bruna passou a integrar oficialmente a equipe brasileira de esqui cross-country e biatlo — um caminho longo, construído com paciência, resiliência e adaptação. O sonho olímpico como missão pessoal Para Bruna Moura, estar nos Jogos de Milano-Cortina tem um significado especial, construído ao longo de anos de luta e resiliência. “Eu sei que será difícil conquistar um resultado expressivo, porque estarei competindo contra as melhores atletas do mundo. O meu objetivo sempre foi alcançar o sonho de me tornar uma atleta olímpica e competir no meu melhor nível, porque isso vai muito além do resultado final”, diz Bruna Moura. A promessa feita a si mesma ainda no hospital, após o acidente, agora está prestes a se cumprir. “Desde que recuperei a consciência, eu dizia: eu vou para os Jogos de 2026. E trabalhei em tudo — treino, nutrição, descanso, hidratação — para chegar aqui.” Milão-Cortina 2026: redenção e liberdade Ao imaginar o momento da estreia olímpica, Bruna fala em redenção. “Quando eu cruzar a linha de chegada, ver meu nome na tela, a bandeira do Brasil ao lado… eu não sei como meu coração vai reagir. Vai ser liberdade. Liberdade de viver algo que por tantos anos foi só um sonho.” Em um esporte dominado por países tradicionais e com pouca estrutura no Brasil, a presença de Bruna Moura em Milão-Cortina 2026 carrega um simbolismo poderoso: o de que persistência, adaptação e coragem podem transformar até os caminhos mais improváveis em realidade olímpica. *Errata: o acidente de Bruna Moura foi em janeiro de 2022, e não em setembro de 2021 como escrito anteriormente.

3 em 1
Trump critica Otan / Tarcísio visita Bolsonaro

3 em 1

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 120:18


No 3 em 1 desta sexta-feira (23), o destaque foi a avaliação do primeiro ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentada pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson. Segundo ela, a prioridade da atual administração é colocar os EUA em primeiro lugar, com foco na segurança nacional e no fortalecimento da atuação diplomática. Roberson afirmou ainda que Trump teve papel relevante na resolução de conflitos internacionais, sendo reconhecido como um ‘presidente da paz', além de destacar a continuidade das relações bilaterais com o Brasil e o avanço das parcerias com países europeus. Ainda no cenário internacional, Espanha e Alemanha recusaram oficialmente o convite para integrar o chamado Conselho da Paz, criado pelo governo Trump para monitorar a situação na Faixa de Gaza e atuar em outras regiões de conflito. França, Noruega, Eslovênia, Suécia, Itália, Reino Unido e Irlanda também rejeitaram a iniciativa, evidenciando a resistência europeia ao órgão liderado por Washington. Estados Unidos, Ucrânia e Rússia iniciam nesta sexta-feira (23), em Abu Dhabi, a primeira reunião trilateral desde o início da guerra para discutir um possível acordo de paz no conflito ucraniano, que se aproxima de quatro anos. O encontro ocorre sob protagonismo dos EUA no governo Trump. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as negociações tratarão do controle territorial da região de Donbass, enquanto o Kremlin endureceu o discurso, condicionando o fim da guerra à retirada das tropas ucranianas e à anexação integral do território. No Brasil, o Rioprevidência afirmou que todos os seus investimentos seguiram rigorosamente a legislação e as normas dos órgãos de controle. A manifestação ocorre após a deflagração da Operação Barco de Papel, da Polícia Federal, que apura suspeitas de aplicações financeiras irregulares. Em nota, o órgão informou que deverá receber de volta, nos próximos dois anos, os R$ 970 milhões investidos em letras financeiras do Banco Master. Também nesta sexta-feira, a oposição ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), protocolou dois pedidos de impeachment por supostos crimes de responsabilidade relacionados às negociações entre o BRB e o Banco Master. As solicitações foram encaminhadas à Câmara Legislativa do DF e agora dependem de autorização do presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB-DF), aliado do governador. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu a atuação da Corte e do ministro Dias Toffoli na supervisão do inquérito que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Em nota, Fachin afirmou que o STF atua dentro de suas atribuições constitucionais, com respeito ao devido processo legal e em cooperação com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Sem citar diretamente o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante evento em Maceió, que o ‘cidadão do Banco Master' teria aplicado um golpe de R$ 40 bilhões. Segundo Lula, o prejuízo não ficará restrito à instituição e deverá ser absorvido pelo sistema financeiro. O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, negou ter recomendado ao BRB a compra de carteiras supostamente fraudadas do Banco Master. Ele afirmou que colocou à disposição das autoridades todas as informações bancárias, fiscais e registros de conversas com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, reforçando que sua atuação seguiu critérios técnicos e legais. Nos Estados Unidos, manifestantes protestaram em Minneapolis após a prisão de uma criança de cinco anos, episódio que gerou indignação e reacendeu o debate sobre a política anti-imigração no país. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
Ep.251 - Festival da Canção e da Eurovisão em rutura, resistência em Budapeste & Come See Me In The Good Light

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 21:32


SBS Portuguese - SBS em Português
Israel vai estar no Eurovisão 2026, e quatro países boicotarão o evento por isso

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 5:19


Espanha, Holanda, Eslovênia e Irlanda anunciaram boicote ao concurso musical pela não expulsão de Israel por conta da guerra em Gaza; Recentemente, Rússia e Bielorrússia já foram banidos da competição graças ao conflito na Ucrânia. Portugal e Austrália vão participar e transmitir o evento.

Esportes
Ancelotti analisa estreia do Brasil contra o Marrocos e alerta para grupo desafiador na Copa de 2026

Esportes

Play Episode Listen Later Dec 7, 2025 6:44


O caminho do Brasil na fase de grupos da Copa de 2026 já está traçado. O sorteio realizado pela Fifa em Washington, nos Estados Unidos, colocou a seleção brasileira no grupo C para enfrentar Marrocos, Escócia e Haiti. Marcio Arruda, da RFI em Paris A federação internacional de futebol também definiu que o Brasil vai estrear na Copa do ano que vem contra o Marrocos no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), em Nova York. No dia 19, a seleção encara o Haiti, às 22h, na Filadélfia. O último duelo da fase de grupos será diante da Escócia, em Miami, às 19h do dia 24 de junho. Na última sexta-feira (5), a Fifa realizou o sorteio que definiu os 12 grupos da próxima Copa do Mundo. Após esta definição, o técnico da seleção, Carlo Ancelotti, falou sobre os adversários que o Brasil vai enfrentar na Copa. O treinador destacou a boa fase do Marrocos. “É um grupo muito difícil porque o Marrocos tem jogado muito bem. No mundial, a seleção marroquina melhorou e tem mais conhecimento e experiência do torneio. No futebol, tem obtido ótimos resultados. É uma equipe muito sólida, com diferentes características. O Marrocos tem uma organização defensiva muito boa”, alertou Ancelotti. Brasil e Marrocos já se enfrentaram em Copas do Mundo. Na única vez, em 1998, o Brasil venceu por três a zero, no jogo que Ronaldo Nazário marcou o primeiro de seus 14 gols em mundiais. Mas aquela seleção de Marrocos era bem diferente da atual equipe africana, que foi semifinalista na Copa de 2022, tendo conquistado o melhor resultado de uma seleção africana na história do torneio. O jornalista do Grupo Globo e apresentador do programa Seleção SporTV, André Rizek, também elogiou a seleção africana. Respeitando, mas sem medo “Inegavelmente, o Marrocos é a seleção que desperta um cuidado maior para o Brasil no grupo C. É semifinalista de Copa do Mundo; foi a primeira vez que uma seleção africana chegou a uma semifinal de Copa. E eles mantiveram o bom momento depois do mundial. O Marrocos enfrentou o Brasil num amistoso, que foi o primeiro jogo das duas seleções depois da Copa de 2022, e venceu por dois a um. Na última Copa, o país tinha 23 dos 26 jogadores atuando na Europa. E a base foi mantida. O Marrocos tem laterais melhores do que o Brasil, tem um baita goleiro, que é o Yassine Bounou, e trouxe o Brahim Díaz, que faltava para o ataque daquele time. É, sem dúvida, o grande desafiante do Brasil. Eu não digo que é para o Brasil ter medo, mas, com certeza, é para entrar em campo com respeito para enfrentar a seleção marroquina”, afirmou Rizek. Depois da partida contra os marroquinos, o Brasil volta a campo para o jogo diante do Haiti. Será a primeira vez que os dois países vão se enfrentar em uma Copa. “Honestamente, eu não conheço muito o Haiti. Sei que é a segunda vez que joga uma Copa do Mundo, depois de 1974, quando jogou contra a Itália e perdeu de três a um. Teremos tempo para estudarmos e nos prepararmos para essa partida”, disse o treinador italiano da seleção brasileira. O jornalista André Rizek, que tem grande experiência na cobertura de Copas do Mundo desde 1998, foi além. Saco de pancadas “Seleções como Haiti, Cabo Verde, Curaçao e Uzbequistão vão disputar a Copa do Mundo para ganhar experiência. Talvez até sofram grandes goleadas e vão comemorar demais se conseguirem fazer um gol. Então, o Haiti vai ser o saco de pancadas do grupo, sem dúvida alguma. Esse jogo não é para o Brasil se preocupar esportivamente porque todo mundo no grupo vai somar três pontos”, disse o jornalista do grupo Globo. Ancelotti afirmou que está “contente de jogar contra o Haiti porque o Brasil fez o Jogo da Paz, em 2004, que foi organizado pela ONU. Então, estamos contentes de enfrentar o Haiti”. Cenário diferente, mas nada assustador em relação ao adversário europeu. Essa é a opinião de Rizek. Invicto contra escoceses “A Escócia é uma velha conhecida do Brasil em Copas do Mundo. O Brasil encarou os escoceses na fase de grupos em 1974 e foi zero a zero. Em 1982, foi quatro a um de virada. Aí voltamos a nos enfrentar em 1990 com aquela vitória por um a zero com gol do Muller. E, em 1998, na estreia da Copa da França, deu Brasil com placar de dois a um. Eu cito o histórico porque é o que deve acontecer nesse mundial de 2026. Não vejo como a Escócia possa complicar muito a seleção brasileira. A gente, aqui no Brasil, adora a torcida escocesa, que é animada e admira o futebol brasileiro. Mas é muito difícil imaginar qualquer desfecho que não seja uma boa vitória do Brasil contra os escoceses”, concluiu o jornalista. Já o técnico Ancelotti prega cautela em relação à seleção escocesa. “A Escócia fez boas apresentações em seus últimos jogos e se classificou diretamente para o mundial, sem passar pela repescagem da Europa, o que é sempre muito complicado. Habitualmente, as equipes escocesas trabalham muito bem o aspecto físico”, opinou Ancelotti. “Não tenho dívida com ninguém” O treinador falou que o grupo de 26 jogadores não está fechado e que só vai definir a lista final perto da data da convocação para a Copa, em maio. “Eu entendo que todos estão muito interessados em Neymar, mas eu quero esclarecer que estamos em dezembro e a Copa é em junho. Eu só vou escolher a equipe que vai ao mundial em maio. Se Neymar merecer estar na lista, se ele estiver bem, melhor do que outros, ele vai jogar a Copa do Mundo e ponto. Não tenho dívida com ninguém”, garantiu Carlo Ancelotti. A Copa do Mundo de 2026 vai ser disputada pela primeira vez em três nações: Estados Unidos, México e Canadá. Aliás, o México será o primeiro país a sediar três Copas; os mexicanos organizaram os torneios de 1970 e de 1986. E será justamente o México que fará o jogo de abertura. No dia 11 de junho, a seleção mexicana entrará no gramado do estádio Azteca para medir forças com a África do Sul. A partida será uma reedição do jogo de estreia da Copa de 2010, que foi disputada em solo sul-africano. Depois deste jogo, haverá outros 103. A grande final será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 19 de julho. Novo formato A primeira Copa do Mundo com 48 países terá 12 chaves, sendo que os dois primeiros de cada grupo avançam para a segunda fase, além dos oito melhores terceiros. Se avançar em primeiro no grupo C, o Brasil vai enfrentar o segundo colocado do F, que tem Holanda, Japão, Tunísia e uma seleção da repescagem europeia. Ucrânia, Suécia, Polônia e Albânia disputam esta vaga. As seleções que passarem pela segunda fase terão, na sequência, as oitavas, quartas, semis e a grande final. Assim, a seleção que for campeã terá jogado oito partidas, uma a mais do que os finalistas das últimas sete Copas, que reuniram, em cada uma dessas edições, 32 seleções. O zagueiro Marquinhos, que disputou as duas últimas Copas do Mundo, disse que só o tempo mostrará se o aumento para 48 seleções terá sido bom para as próximas Copas. “A gente ainda vai descobrir como vai ser essa Copa [com 48 seleções]. A Champions League, por exemplo, mudou e eu e meus companheiros do Paris Saint-Germain fomos campeões. Então, às vezes, algumas mudanças podem fazer bem para uma determinada competição. Eu acho que é justamente isso que eles [Fifa] querem: ter mais países participando de uma Copa do Mundo. E, além disso, dar oportunidade para atletas de outros países viverem essa emoção e esse mundo da Copa, que é maravilhoso”, afirmou o zagueiro do Brasil, que já disputou jogos nas Copas de 2018 e 2022. Nome certo na lista dos 26 jogadores que vão disputar a próxima Copa, Marquinhos afirmou que confia que a seleção fará uma grande Copa do Mundo. “A gente sabe que a seleção tem muita coisa para melhorar, mas é verdade que melhoramos nas últimas partidas. Então, não importa o nosso momento hoje. Quando a Copa do Mundo começar, tudo muda.  E eu tenho certeza de que o Brasil vai dar o seu melhor”, explicou Marquinhos. Precisa ser muito bom para eliminar o Brasil; é assim desde 1938 Apesar das últimas frustrações em Copas do Mundo, o Brasil tem um retrospecto invejável. O país é o único a ter cinco títulos de Copas. Um recorde! E nesse embalo da seleção em Copas, vale lembrar uma curiosidade: desde a terceira edição, em 1938, o Brasil ou conquistou uma Copa do Mundo ou foi eliminado por uma seleção que terminou, pelo menos, em terceiro lugar. Ou seja, das 20 últimas Copas, ou o Brasil foi campeão ou perdeu para uma seleção que, se não foi campeã, foi quase. Para os supersticiosos de plantão, o Brasil volta a figurar no grupo C de uma Copa depois de 24 anos. A última vez foi em 2002, quando a seleção conquistou o pentacampeonato. Será que o jejum brasileiro vai acabar no ano que vem e o Brasil finalmente conquistará o tão sonhado hexa? Até lá, o Brasil vai precisar superar grandes seleções, que também já conhecem seus adversários na fase de grupos da Copa de 2026. Grupo A México, África do Sul, Coreia do Sul e repescagem (Dinamarca, Macedônia do Norte, Rep. Tcheca ou Irlanda) Grupo B Canadá, Catar, Suíça e repescagem (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales ou Bósnia) Grupo C Brasil, Escócia, Haiti e Marrocos Grupo D Estados Unidos, Austrália, Paraguai e repescagem (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo) Grupo E Alemanha, Costa do Marfim, Curaçao e Equador Grupo F Holanda, Japão, Tunísia e repescagem (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia) Grupo G Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia Grupo H Espanha, Arábia Saudita, Cabo Verde e Uruguai Grupo I França, Noruega, Senegal e repescagem (Iraque, Bolívia ou Suriname) Grupo J Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia Grupo K Portugal, Colômbia, Uzbequistão e repescagem (Nova Caledônia, RD Congo ou Jamaica) Grupo L Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá As repescagens, que definirão os últimos seis classificados para a Copa, serão jogadas em março de 2026. No mesmo mês, o Brasil vai fazer dois amistosos, ambos nos Estados Unidos: o primeiro contra a França e o segundo contra a Croácia.

Gabinete de Guerra
Aliança anti-Ucrânia "mina coesão da União Europeia"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Oct 28, 2025 7:34


Pedro Nascimento afirma que possível aliança entre Hungria, Chéquia e Eslováquia criará bloco interno dentro da UE. Em Gaza, garante que entrega errada de corpos é "violação simbólica com muito peso".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
Ep.245 - Eslováquia anti-Europa, Lia Thomas, BOOTS, Festival Política em Loulé & CARMINHO (e Mel C)

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI

Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 32:35


Soundbite
Montenegro descobriu a burqa

Soundbite

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 7:57


Na conferência de imprensa de encerramento dos trabalhos da cimeira dos Países do Sul da União Europeia (MED9), na cidade de Portoroz, Eslovénia, Luís Montenegro defendeu a já conhecida como lei da bruqa. Está o PSD a colar-se à agenda do Chega?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Meio Ambiente
Divisão de europeus sobre metas climáticas simboliza riscos à COP30 em Belém

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Sep 19, 2025 6:29


A pouco mais de dois meses da 30ª Conferência do Clima da ONU, em Belém, os europeus não conseguem se entender sobre quais objetivos climáticos vão apresentar à comunidade internacional. A hesitação europeia cristaliza um contexto internacional desfavorável para a pauta ambiental, apesar dos efeitos das mudanças climáticas estarem, a cada ano, mais evidentes. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O prazo oficial termina no fim de setembro e, até o momento, apenas 31 nações do mundo submeteram os seus compromissos. Um dos principais objetivos da COP30, sob a presidência brasileira, é que os países atualizem as suas promessas de descarbonização no horizonte dos próximos 10 anos. Com base nestes compromissos, será possível ter mais clareza se ainda é viável limitar o aquecimento global a 1,5°C até o fim deste século – a maior ambição do Acordo de Paris. Na Europa, o impasse acontece porque, ao mesmo tempo em que o bloco consolida a sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), a ser entregue às Nações Unidas, os europeus também negociam os seus objetivos de redução de emissões de CO2 até 2040. Só que, em vez de a decisão sobre estes objetivos ocorrer em setembro, em âmbito ministerial, a discussão foi adiada para o fim de outubro, no próximo Conselho Europeu. Caberá aos chefes de Estado e de Governo dos 27 países chegarem, ou não, a um consenso. A negociação não será fácil e o acordo precisará ser aprovado por unanimidade. “Se não der certo, corremos o risco de termos um bloqueio institucional da questão climática, a apenas algumas semanas da COP, o que significaria corrermos o risco de chegarmos a Belém de mãos vazias”, resume Niel Makarov, especialista em políticas climáticas europeias e diretor do think tank Strategic Perspectives, em Bruxelas. “Isso mancharia a nossa credibilidade internacional na questão climática, justo a Europa, que sempre teve uma postura de vanguarda nisso. Nós estaríamos extremamente atrasados.”  Negacionismo reforçado A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris voltou a reforçar o negacionismo climático mundo afora, com impacto também no bloco europeu. Países como Hungria, Polônia e Eslováquia se opõem à meta de diminuição de 90% das emissões até 2040, como recomendado pela Comissão Europeia. O objetivo sinalizaria que o bloco estará no bom caminho para atingir a neutralidade de carbono até 2050. Entretanto, países como a França e a Alemanha, locomotivas da Europa, desejam mais clareza sobre o que exatamente entrará na conta da descarbonização e quais investimentos serão deslocados para a transição, por meio de uma política industrial verde. “O presidente da França caiu na tentação de levar o assunto para o Conselho Europeu, apesar de todos os riscos envolvidos: de chantagem dos países negacionistas, e de sinalizar uma confusão para os atores econômicos envolvidos nessa agenda”, diz Makarov. “A França está brincando com fogo, porque ela pode acabar contribuindo para reforçar os países que querem bloquear toda a agenda climática – e isso no ano de aniversário de 10 anos do Acordo de Paris.” O temor dos observadores do processo é que, se não houver acordo sobre a meta ambiciosa para 2040, o objetivo intermediário de 2035 acabe enfraquecido. A Polônia propõe que a NDC europeia prometa uma redução de 66% das emissões na próxima década – e não 72%, valor mais realista à luz do objetivo de -90% em 2040. Incertezas abalam confiança de investimentos verdes No meio empresarial, as incertezas sobre a ambição europeia já afetam a confiança dos investidores, indica Caroline Néron, diretora-geral de organização Impact France, que reúne 30 mil empresas comprometidas com a descarbonização da economia do país. “Quanto mais a dinâmica verde é fragilizada, mais o engajamento dos atores privados, mas também públicos, também se fragiliza”, afirma. “Nós queremos que a direção da Europa se estabilize, e que a dinâmica que tinha sido lançada se consolide. Ela foi abalada por tantas idas e vindas, ultimamente.” Célia Agostini, diretora-geral do Cleantech for France, incubadora de start-ups e fundos de investimentos em tecnologias de baixo carbono, pondera que os questionamentos levantados pela França são legítimos, já que a grande protagonista da transição energética no continente são os produtos chineses. A Comissão Europeia avalia que investimentos de pelo menos € 400 bilhões são necessários por ano para alavancar a indústria verde no bloco. “O que conta é que essa transição seja feita com equipamentos europeus e não seja dependente da China para os veículos elétricos ou os painéis solares, nem dependente dos Estados Unidos para a energia, com a importação de gás natural. Como vamos traçar essa trajetória com atores europeus?”, indaga. A China, maior emissora mundial de gases de efeito estufa, também não entregou à ONU as suas metas climáticas para 2035, mas promete divulgá-las dentro do prazo das Nações Unidas.

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
Ep.240 - Contra Israel na Eurovisão, PrEP injectável na UE & JADE

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 23:44


O DUCENTÉSIMO QUADRAGÉSIMO EPISÓDIO do Podcast Dar Voz A esQrever

zone cast
Episódio 166 - DJ Diesel no som, Brasil com a taça, Eurobasket em chamas

zone cast

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 64:17


Shaquille O'Neal vai estar no Lollapalooza 2026 e abrimos o Zone Cast 166 com essa, mas o papo foi além: Brasil campeão da AmeriCup masculina pela primeira vez desde 2009, EuroBasket 2025 com Alemanha dominante, Turquia e Finlândia surpreendendo, Grécia sólida, Israel e Polônia em alta e Luka Dončić aprontando das suas, apesar da Eslovênia não ser o que imaginávamos. Além disso, ainda falamos dos casos de racismo que mancharam o torneio e o US Open, o baseball confirmado para as Olimpíadas de 2032 em Brisbane e as mudanças da transmissão da NFL no Brasil com a Globo.Conversas do podcast00:00:23 - Abertura00:03:04 - Parte coxinha do podcast00:05:25 - Parceria com Missão Sports pro NFL Game em São Paulo00:07:30 - Quem é DJ Diesel?00:09:45 - Brasil campeão da AmeriCup 202500:15:13 - Eurobasket 2025: surpresas, decepções e tudo que você precisa saber00:40:55 - Casos de racismo no US Open e no Eurobasket00:50:08 - Baseball confirmado para Brisbane 203200:53:18 - Mudanças nas transmissões da NFL01:02:03 - Spoiler do próximo episódio01:02:47 - Encerramento

ONU News
Agências da ONU dizem ao Conselho de Segurança que condições em Gaza pioraram

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 16, 2025 1:33


Chefe humanitário cita risco de morte e ferimento de pessoas que buscam ajudar alimentar; Reino Unido, França, Dinamarca e Eslovênia solicitaram sessão para discutir como Israel lida com crise humana na área em conflito. 

Ràdio Maricel de Sitges
Després de brillar a l'Europeu Júnior, Luca Hoek marxa ara cap el Mundial de Singapur i ja pensa també en els Jocs de 2028 a Los Angeles

Ràdio Maricel de Sitges

Play Episode Listen Later Jul 11, 2025


Entre l'Europeu Júnior i el Mundial de Natació, hem pogut trobar una estona per parlar amb Luca Hoek. El jove nedador de només 17 anys ha estat el gran protagonista de l'Europeu que s'acaba de disputar a Eslovàquia establint, a més, dos rècords d'Espanya absoluts en les proves dels 50 i 100 lliures. Reconeix que està un pèl cansat però que afronta amb plenes garanties el Mundial a Singapur i en l'horitzó... els Jocs Olímpics del 2028 a Los Angeles. L'entrada Després de brillar a l’Europeu Júnior, Luca Hoek marxa ara cap el Mundial de Singapur i ja pensa també en els Jocs de 2028 a Los Angeles ha aparegut primer a Radio Maricel.

Gregario Cycling
Episódio 261: Avancini na Terra de Pogacar

Gregario Cycling

Play Episode Listen Later Jun 13, 2025 56:03


Henrique Avancini e Ana Lidia Borba conversam sobre a participação do brasileiro no Tour da Eslovênia, a primeira prova nível .PRO do ciclista desde sua chegada ao pelotão de Estrada. O supercampeão conta sobre seu aprendizado no asfalto, o desafio de correr contra os ciclistas do WorldTour, suas frustrações e a expectativa pelos próximos desafios.

Ponto de Partida
Lula foi passear com ditadores

Ponto de Partida

Play Episode Listen Later May 12, 2025 13:40


Lula escolheu posar para uma foto com ditadores para celebrar o poderio militar russo. 29 chefes de Estado, só dois de países democráticos, e um deles era o Donald Trump da Eslováquia. É uma escolha. Escolhas têm significado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gregario Cycling
Episódio 256 - Giro d'Italia 2025 (Prévia)

Gregario Cycling

Play Episode Listen Later May 8, 2025 67:44


Façam suas apostas! Começa nesta sexta-feira (9/5) a 108ª edição do Giro d'Italia. A briga pela maglia rosa terá 3.443 divididos em 21 etapas. Começa na Albânia e visita também a Eslovênia e o Vaticano. Claro, percorre alguns dos lugares mais bonitos do mundo na incomparável Itália. Nesse episódio, os gregários Leandro Bittar e Nicolas Sessler recebem o narrador oficial da prova no Brasil, Sidney White, para uma análise sobre o clima, as etapas, os favoritos e muito mais. É o Giro a melhor volta do ano? Muita gente acha que sim. A melhor parte é que ele já está ai, prontinho para nosso deleite!

Diplomatas
A Alemanha tem novo Governo e “Merz quer ser um chanceler da Europa”

Diplomatas

Play Episode Listen Later May 8, 2025 34:23


Pela primeira vez, um chanceler da Alemanha não foi eleito após a primeira votação secreta no Bundestag. Havia um acordo, mas alguém não o cumpriu. Isso, só por si, é notícia; ainda por cima depois de o candidato em causa, o conservador Friedrich Merz, se ter apresentado ao país e à Europa como uma figura de estabilidade. Merz acabou por ser eleito, à segunda tentativa, e encabeça mais uma “grande coligação” entre CDU e SPD no principal motor económico europeu. Pela frente, na oposição, enfrenta uma reforçadíssima AfD, recentemente rotulada de “extremista” e de “ameaça à Constituição” pela secreta interna alemã. No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Madalena Meyer Resende, especialista em política alemã e professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da NOVA, ajuda a explicar os planos, os desafios e as principais caras do novo Governo da Alemanha, sem deixar de analisar o “fiasco” da primeira votação. Já a jornalista Teresa de Sousa, comentando sobre a política externa que vai ser seguida a partir de Berlim, acredita num reforço do eixo franco-alemão e diz que Merz “quer ser um chanceler da Europa”. Neste programa também conversámos sobre as celebrações dos 80 anos do fim da II Guerra Mundial, na Europa (esta quinta-feira) e na Rússia (sexta-feira), num contexto de esfriamento das relações transatlânticas e, segundo Madalena Resende, de busca continuada do Kremlin em legitimar a invasão da Ucrânia. A presença esperada de Lula da Silva (Presidente do Brasil), de Xi Jinping (Presidente da China), de Nicolás Maduro (Presidente da Venezuela) e de Robert Fico (primeiro-ministro da Eslováquia), entre outros líderes mundiais, no “Dia da Vitória”, em Moscovo, merece uma nota crítica de Teresa de Sousa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

BBB 19
Mesacast BBB #46 - Eslovênia e Lucas Selfie

BBB 19

Play Episode Listen Later Mar 8, 2025 55:14


O Mesacast BBB volta com exibição exclusiva no Multishow, de segunda a sábado, de 20h às 21h. Ed Gama, Vitor diCastro e Pitel se revezam no comando da atração

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BlockDrops com Maurício Magaldi
BR-S5E31: Crowdstrike X Descentralização, Título Tokenizado da Eslovênia com BNP Paribas, Blockchain Rio Festival, e muito mais

BlockDrops com Maurício Magaldi

Play Episode Listen Later Jul 28, 2024 16:23


Drop 1: Crowdstrike X Decentralization https://cointelegraph.com/news/decentralization-global-microsoft-meltdown-blockchain https://unitedventures.com/2024/07/22/a-wake-up-call-for-a-decentralized-future/ https://www.thestreet.com/crypto/innovation/can-blockchain-technology-prevent-another-crowdstrike-like-disruption https://www.linkedin.com/pulse/depin-save-biggest-global-outage-history-caused-microsoft-crowdstrike-rl0wc/ Drop 2: Slovenia issues tokenized bond via BNP Paribas https://www.ledgerinsights.com/bnp-paribas-hosts-issuance-of-slovenias-digital-bond-settled-in-cbdc/ Drop 3: Blockchain Rio Festival https://web3news.com.br/noticia/1385/especialistas-elogiam-blockchain-rio-2024-confira-a-opiniao-dos-principais-nomes-que-passaram-pelo-evento https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/nao-temos-objetivo-de-acabar-com-dinheiro-de-papel-mas-precisamos-de-opcoes-diz-campos-neto/ https://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/TextosApresentacoes/RCN_Blockchain_Rio_24_7_24.pdf -- BCB presentation https://x.com/0xmauricio/status/1816174152786583923 -- Midnight shield E mais: Itaú, Laqus, OT, Liqi e VBSO tokenizam nota comercial em modelo que dispensa crowdfunding https://valor.globo.com/financas/criptomoedas/noticia/2024/07/22/itau-laqus-ot-liqi-e-vbso-tokenizam-nota-comercial-em-modelo-que-dispensa-crowdfunding.ghtml web3 infrastructure company Crossmint acquires Cycle AI to start converging blockchain and AI https://www.linkedin.com/posts/rodrifernandez_today-is-a-big-day-for-crossmint-excited-activity-7222265285054021636-XATC?utm_source=share&utm_medium=member_android BCB wants 16 more use cases in the next stage of the DREX pilot https://www.blocknews.com.br/regulacao-governos/bc-quer-aceitar-ao-menos-um-projeto-de-cada-consorcio-na-segunda-fase-de-testes-do-drex/ DUX lança ‘IPO' de influenciadores e antecipação de recebíveis para criadores de conteúdo https://blocktrends.com.br/startup-ipo-influenciadores-antecipacao-recebiveis/ Flow Chain, blockchain do grupo Flow, será em Polkadot com infra da Tanssi https://blocktrends.com.br/flow-chain-blockchain-podcast-polkadot/ Mercado Bitcoin lança token RWA que vai pagar lucro de 15% vinculados as operações do Rappi no Brasil https://br.cointelegraph.com/news/mercado-bitcoin-launches-rwa-token-that-will-pay-holders-with-profits-from-rappi-in-brazil Cardano node 9.1.0 is now available for SPOs to upgrade. Total SPOs on version 9+ is 37%. Chang hardfork will kick in when they reach 70% adoption https://x.com/IntersectMBO/status/1816491283676033133 First stablecoins minted on M^0 Network by MXON https://www.ledgerinsights.com/first-stablecoins-minted-on-m0-network/ Contatos BlockDrops Podcast Instagram.com/blockdropspodcast Twitter.com/blockdropspod Twitter.com/0xmauricio youtube.com/@BlockDropsPodcast blockdrops.lens warpcast.com/mauriciomagaldi More of my English content at https://bi.11fs.com LinkedIn Newsletter

Trivela
Meiocampo #47 Drama e classificação de Portugal, França na conta do chá

Trivela

Play Episode Listen Later Jul 1, 2024 59:15


Portugal viveu um enorme drama diante da Eslovênia, um empate sem gols, pênalti perdido por Cristiano Ronaldo e uma dramática classificação nas penalidades. Já a França venceu a Bélgica na conta do chá por 1 a 0, de novo sem brilho.No mais, quem dá bola na Copa América é a Venezuela, que se classificou com louvor em um grupo que parecia mais equilibrado.SEJA MEMBRO DO MEIOCAMPO! Agora você pode ser membro do nosso podcast e apoiar o projeto! Além disso, os membros do plano San Mamés em diante terão vídeos exclusivos diariamente na Euro!Vá em youtube.com/meiocampo e clique em “Seja membro”. Venha fazer parte e nos ajude a crescer!

Rádio Comercial - Já se faz Tarde
Em direto do Euro Village em jogada de antecipação ao Portugal - Eslovénia

Rádio Comercial - Já se faz Tarde

Play Episode Listen Later Jul 1, 2024 24:52


Trivela
Meiocampo #43 Zebra, Romênia surpreende e estreia da França

Trivela

Play Episode Listen Later Jun 17, 2024 64:39


A França estreou na Eurocopa em um dia que teve zebra da Eslováquia para cima da Bélgica, além de uma surpreendente vitória da Romênia diante da Ucrânia.Ainda passamos por alguns assuntos fora da Euro, como o caso Dudu e o título inédito do Atlético Bucaramanga na Colômbia!SEJA MEMBRO DO MEIOCAMPO! Agora você pode ser membro do nosso podcast e apoiar o projeto! Além disso, os membros do plano San Mamés em diante terão vídeos exclusivos diariamente na Euro!Vá em youtube.com/meiocampo e clique em “Seja membro”. Venha fazer parte e nos ajude a crescer!

PURA CONNECTION
RAPHAEL ROMANO - PURA CONNECTION #0153

PURA CONNECTION

Play Episode Listen Later Jun 14, 2024 92:39


Praticante de Bodyweight desde os 8 anos de idade, além de surf e artes marciais. Raphael Romano É faixa preta de jiu jitsu 3º grau e surfista, é formado em Educação Física pela Universidade Estácio de Sá e já participou de diversos eventos de Fitness, cursos de graduação e Convenções. Raphael se mudou para os EUA aos 33 e criou meu próprio seu método chamado U.Natural. Com uma EXTENSA experiência em Liderar Programas de Certificação, Treinamento Online, também treinou diversos campeões de Jiu-Jitsu Brasileiro e UFC como Rodrigo Minotauro, Rogério Minotouro, Rafael dos Anjos, Vitor Belfort e Chito Vera.Participou de Training Camps como Head Coach com surfistas profissionais do Circuito Mundial (WSL) fazendo seu condicionamento e treinamento mental incluindo o Campeão Mundial Adriano de Souza, Filipe Toledo, Caio Ibelli, Barron Mamya, Eli Hanemman….Raphael ministra internacionalmente Cursos de Certificação e Seminários em diversos países como Alemanha, EUA, França, Inglaterra, Panamá, Eslovênia, Holanda e Brasil. --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/puratempleofarts/support

Footure Podcasts
FOOTURE EURO #05 | ANÁLISE DO GRUPO E

Footure Podcasts

Play Episode Listen Later Jun 12, 2024 70:18


O 5º episódio do Footure Euro traz o Grupo E, composto por Bélgica, Eslováquia, Romênia e Ucrânia, sob análise. Tratamos dos comandados de Tedesco, que lida com uma transição de gerações; os eslovacos de Calzona que traz questões táticas interessantes; os romenos que possuem a transição ofensiva como arma; além dos ucranianos, candidatos a sensação da Euro. Ajude o Rio Grande do Sul: https://sosenchentes.rs.gov.br/inicial CONHEÇA O FOOTURE • Acesse o Site: https://footure.com.br/ • Footure Club: https://footure.com.br/footure-club/​​ • Loja Futeboleira: http://footure.com.br/loja • Cursos de Análise Tática: https://footure.com.br/footure-lab/​​​​ AS NOSSAS REDES SOCIAIS • Twitter: http://twitter.com/footurefc​​​​​​​​​ • Instagram: http://instagram.com/footurefc​​​​​​​​ • Facebook: http://facebook.com/footurefc​​​​​​​​ • LinkedIn: http://linkedin.com/company/footurefc

Footure Podcasts
FOOTURE EURO #03 | ANÁLISE DO GRUPO C

Footure Podcasts

Play Episode Listen Later May 31, 2024 77:19


O terceiro episódio do Footure Euro traz o Grupo C como pauta, composto por Eslovênia, Dinamarca, Sérvia e Inglaterra. Analisamos as quatro seleções, seus padrões táticos e as expectativas para o desenrolar da Eurocopa. A Eslovênia pode surpreender? A Dinamarca conseguirá voltar ao melhor nível? A Sérvia pode dar o passo a mais que a geração sugere? E a Inglaterra enfim poderá vencer a Euro? Nós projetamos a essas respostas. Ajude o Rio Grande do Sul: https://sosenchentes.rs.gov.br/inicial CONHEÇA O FOOTURE • Acesse o Site: footure.com.br/ • Footure Club: footure.com.br/footure-club/​​ • Loja Futeboleira: footure.com.br/loja • Cursos de Análise Tática: footure.com.br/footure-lab/​​​​ AS NOSSAS REDES SOCIAIS • Twitter: twitter.com/footurefc​​​​​​​​​ • Instagram: instagram.com/footurefc​​​​​​​​ • Facebook: facebook.com/footurefc​​​​​​​​ • LinkedIn: linkedin.com/company/footurefc

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #377 Eurovision 2024

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later May 18, 2024 184:36


Qual a relação entre o festival musical e a política internacional? Recebemos o professor Ricardo Rios para responder isso.Matias Pinto e Sylvia Colombo dão aquele tradicional pião pela nossa quebrada latino-americana, repercutindo a retrógrada lei peruana sobre pessoas trans e as prévias das eleições mexicanas.Nossa dupla de apresentadores dá uma volta pelo velho continente, puxando a capivara do novo ministro de Defesa da Rússia, tentativa de assassinato do premiê da Eslováquia e as eleições regionais na Catalunha.E esse programa conta com o apoio da Alura, garanta agora a sua matrícula com 15% de desconto!https://alura.tv/xadrezverbal