Podcasts about Independente

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Livros que amamos - histórias para crianças
Série Religiões: A noite santa e a pequena estrela

Livros que amamos - histórias para crianças

Play Episode Listen Later Dec 25, 2025 10:08


Durante todo o mês de dezembro, vcs ouviram histórias sobre algumas das maiores religiões do mundo e outras amplamente praticadas no Brasil. Vcs conheceram alguns aspectos do protestantismo (evangélicos), judaísmo, islamismo, hinduísmo, budismo, espiritismo, além das religiões afro-brasileiras candomblé e umbanda. Hoje, no dia de Natal, eu encerro esse especial sobre religiões com um livro que faz uma releitura luminosa e terna da história do Natal para os cristãos: "Holy night and Little Star", ou "A Noite Santa e a Pequena Estrela", escrito por Mitali Perkins, ilustrado por Khoa Le e ainda não publicado no Brasil, por isso eu traduzi e adaptei especialmente pra esse episodio. De acordo com maior parte dos historiadores, a festividade do Natal originalmente era destinada a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno, mas foi ressignificada pela Igreja Católica no século III para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano e então passou-se a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré. Embora tradicionalmente seja um dia santificado cristão (sendo o cristianismo a maior religião do mundo), o Natal é amplamente comemorado por muitos não cristãos e alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. A Pequena Estrela gosta do seu lugar habitual no céu noturno sobre Belém. Todas as noites, ela cintila acima das colinas e espera que nada mude. Mas uma noite, o Criador reúne a galáxia! A Noite Santa está chegando, e o Criador quer que os planetas, a Lua e as estrelas participem. Enquanto o Criador distribui tarefas, a Pequena Estrela hesita, pois cada nova função parece muito difícil ou assustadora. Mas quando o Criador finalmente a chama para brilhar, a Pequena Estrela descobre que está pronta e capaz de receber a Criança e se junta às outras estrelas e planetas na celebração.Para acompanhar a história juntamente com as ilustrações do livro, compre o livro aqui: https://amzn.to/3XUkopHSe vc gostou desse especial sobre as religiões, deixe seu comentário aqui no Spotify, compartilhe com seus amigos e me siga nas redes sociais:  ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.instagram.com/bookswelove_livrosqueamamos/⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Independente da sua crença, ou ainda se vc é ateu ou agnóstico, eu desejo a vc e sua família um Feliz Natal, com muito amor, paz e momentos felizes. Com menos presentes, e mais presença!

Convidado
2025, o ano em que Moçambique assinalou os 50 anos da sua independência

Convidado

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 33:37


Moçambique asinalou este ano, a 25 de Junho, os 50 anos da sua independência. Por esta ocasião, a RFI propôs-vos um percurso pela história do país e a sua luta pela liberdade. Quando 2025 está prestes a chegar ao fim, tornamos a debruçar-nos sobre este cinquentenário, com alguns momentos marcantes dessa digressão. A luta armada pela independência em Moçambique encontra as suas raízes imediatas em vários acontecimentos. Um deles será o encontro organizado a 16 de Junho de 1960 em Mueda, no extremo norte do país, entre a administração colonial e a população local que reclamava um preço justo pela sua produção agricola. Só que no final dessa reunião, deu-se a detenção de alguns dos representantes do povo e em seguida a execução a tiro de um número até agora indeterminado de pessoas. Dois anos depois do massacre de Mueda, três organizações nacionalistas, a UDENAMO, União Democrática Nacional de Moçambique, a MANU, Mozambique African National Union e a UNAMI, União Nacional Africana de Moçambique Independente, reúnem-se em Dar-es-Salaam, na Tanzânia, a 25 de Junho de 1962 e fundem-se numa só entidade, a Frelimo, Frente de Libertação de Moçambique. Sob a direcção do seu primeiro presidente, o universitário Eduardo Mondlane, e a vice-presidência do reverendo Uria Simango, a Frelimo tenta negociar a independência com o poder colonial -em vão- o que desemboca na acção armada a partir de 1964. O antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, recorda essa época. “Nessa altura, nós, já estudantes, que tínhamos deixado Portugal, que estávamos na França, tomamos conhecimento disso juntamente com o Dr. Eduardo Mondlane, que trabalhava nas Nações Unidas. No nosso encontro em Paris decidimos que devíamos trabalhar, a partir daquele momento, para a unificação dos movimentos de libertação, para que houvesse uma luta mais forte. Mesmo a luta diplomática, que foi a coisa que começou, havia de ser mais forte se houvesse um movimento unificado. É assim que surge uma frente. (...) Foram três movimentos que formaram uma frente unida que se chamou a Frente de Libertação de Moçambique. E essa Frente de Libertação de Moçambique continuou a procurar meios para ver se os portugueses haviam de acatar a Resolução das Nações Unidas de 1960 sobre a descolonização. E, finalmente, quando se viu que, de facto, os portugueses não iriam fazer isso, particularmente depois do massacre da Mueda, decidiu-se começar a preparação para uma insurreição armada. E assim houve treinos militares na Argélia, onde foram formados 250 homens, porque também a luta dos argelinos nos inspirou. Então, eles próprios, depois da criação da Organização da Unidade Africana e da criação do Comité de Coordenação das Lutas de Libertação em África, fomos a esses treinos na Argélia e a Argélia é que nos forneceu os primeiros armamentos para desencadear a luta de libertação nacional”, recorda o antigo Chefe de Estado. Ao referir que a causa recebeu apoio nomeadamente da Rússia e da China, Joaquim Chissano sublinha que “a luta foi desencadeada com a ajuda principalmente africana. E mais tarde vieram esses países. A Rússia deu um apoio substancial em termos de armamento. (...)Depois também mandamos pessoas para serem treinadas na China e mais tarde, já em 1965, quando a China fica proeminente na formação político-militar na Tanzânia, mandaram vir instrutores a nosso pedido e a pedido da Tanzânia.” Sobre o arranque da luta em si, o antigo Presidente moçambicano refere que os ataques comeram em quatro frentes em simultâneo. “Nós, em 1964, criámos grupos que enviamos para a Zambézia, enviamos para Niassa, enviamos para Cabo Delgado e enviamos para Tete. Portanto, em quatro províncias simultaneamente. No dia 25 de Setembro (de 1964) desencadeamos a luta armada de libertação nacional. Porque também a ‘insurreição geral armada', como o Presidente Mondlane denominou, começou em quatro províncias em simultâneo”, recorda Joaquim Chissano. Óscar Monteiro, membro sénior da Frelimo integrou as fileiras do partido em 1963, quando era jovem líder estudantil em Portugal. Depois de um período de clandestinidade, ele torna-se representante do partido em Argel, epicentro das lutas independentistas do continente. Ao evocar a missão que lhe incumbia em Argel, Óscar Monteiro refere que o seu trabalho consistia em “fazer a propaganda do movimento de libertação em francês. Nós já tínhamos representações no Cairo, tínhamos um departamento de informação que produzia documentos, o ‘Mozambique Revolution', que era uma revista muito apreciada, que depois era impressa mesmo em offset. Mas não tínhamos publicações em francês. Então, coube-nos a nós, na Argélia, já desde o tempo do Pascoal Mocumbi, produzir boletins em francês, traduzir os comunicados de guerra e alimentar a imprensa argelina que nos dava muito acolhimento sobre o desenvolvimento da luta, a abertura da nova frente em Tete, etc e ganhar o apoio também dos diplomatas de vários países, incluindo de países ocidentais que estavam acreditados na Argélia. Falávamos com todos os diplomatas. Prosseguimos esses contactos. O grande trabalho ali era dirigido sobre a França e sobre os países de expressão francesa. Era um tempo de grande actividade política, é preciso dizer. Eram os tempos que precederam o Maio de 68. Enfim, veio um bocado de toda esta mudança. E tínhamos bastante audiência”. Durante esta luta que durou dez anos, o conflito foi-se alastrando no terreno mas igualmente no campo diplomático. Poucos meses depois de uma deslocação a Londres em que a sua voz foi amplamente ouvida, a 3 de Fevereiro de 1969, em Dar-es-Salam onde estava sediada a Frelimo, o líder do partido, Eduardo Mondlane, abre uma encomenda contendo uma bomba. A explosão do engenho é-lhe fatal. Até agora, pouco se sabe acerca desse assassínio sobre o qual Joaquim Chissano, então responsável do pelouro da segurança da Frelimo, acredita que haverá a mão da PIDE, a polícia política do regime fascista de Portugal. “Havia já alguns indícios de que havia movimentos de pessoas enviadas pelo colonialismo, mesmo para a Tanzânia, como foi o caso do Orlando Cristina, que chegou a entrar em Dar-es-Salaam e fazer espionagem. Disse que trabalhou com os sul-africanos em 1964 e continuou. Depois houve o recrutamento, isso já em 1967-68, de pessoas da Frelimo que tentaram criar uma divisão nas linhas tribais, mas que na realidade não eram representativos das tribos que eles representavam, porque a maioria eram ex-combatentes que estavam solidamente a representar a unidade nacional. Foi assim que tivemos uns traidores que depois foram levados pelos portugueses de avião e de helicópteros e entraram a fazer campanha aberta, propaganda e até houve um grupo que chegou a reivindicar a expulsão do nosso presidente, dizendo que ele devia receber uma bolsa de estudos. Quer dizer, a ignorância deles era tal que eles não viram, não souberam que ele era um doutor -duas vezes doutor- e que não era para pensar em bolsa de estudo. Mas pronto, havia um movimento de agitação. Mas a frente era tão sólida que não se quebrou. Por isso, então, foi se fortalecendo à medida que íamos andando para a frente”, conclui Joaquim Chissano. Outro episódio marcante do inicio do declínio do controlo do regime colonial em Moçambique será o Massacre de Wiriyamu ou "Operação Marosca" . A partir de 16 de Dezembro de 1972 e durante mais de três dias, depois de dois capitães portugueses morrerem quando o seu veiculo pisou numa mina, as tropas coloniais massacraram pelo menos 385 habitantes da aldeia de Wiriyamu e das localidades vizinhas de Djemusse, Riachu, Juawu e Chaworha, na província de Tete, acusados de colaborarem com os independentistas. A ordem foi de "matar todos", sem  fazer a distinção entre civis, mulheres e crianças. Algumas pessoas foram pura e simplesmente fuziladas, outras mortas queimadas dentro das suas habitações incendiadas. Mustafah Dhada, historiador moçambicano e professor catedrático na Universidade de Califórnia, dedicou uma parte importante da sua vida a investigar este massacre que foi denunciado pelo mundo fora nos meses seguintes, constituindo segundo o estudioso um acontecimento "tectónico". “O massacre, tem que ser contextualizado no espaço do sistema colonial português em África. E nesse sentido, o massacre era um dos vários massacres que aconteceram em Moçambique, em Angola, na Guiné-Bissau, em São Tomé e Príncipe e também o massacre estrutural do meio ambiente em Cabo Verde. Devemos notar uma coisa: a guerra colonial portuguesa, a baixa era de 110.000 pessoas, aproximadamente civis na nossa parte dos libertadores e dos colonizados e o massacre é somente 385 pessoas que têm um nome e outros que desapareceram sem nome. E neste sentido o massacre é, do ponto de vista quantitativo, um massacre que tem uma significação menor. Mas o que foi importantíssimo é que o massacre não iria ser reconhecido como um evento tectónico se não tivesse havido uma presença da Igreja -não portuguesa- em Tete”, sublinha o historiador aludindo às denúncias que foram feitas por missionários a seguir ao massacre. Após vários anos em diversas frentes de guerra, capitães das forças armadas portuguesas derrubam a ditatura a 25 de Abril de 1974. A revolução dos cravos levanta ondas de esperança em Portugal mas também nos países africanos. A independência pode estar por perto, mas é ainda preciso ver em que modalidades. Pouco depois do 25 de Abril, as novas autoridades portuguesas e a Frelimo começaram a negociar os termos da independência de Moçambique. O partido de Samora Machel foi reconhecido como interlocutor legítimo por Portugal e instituiu-se um período de transição num ambiente de incerteza, recorda o antigo Presidente Joaquim Chissano. “A nossa delegação veio com a posição de exigir uma independência total, completa e imediata. Mas pronto, tivemos que dar um conteúdo a esse ‘imediato'. Enquanto a delegação portuguesa falava de 20 anos, falávamos de um ano e negociamos datas. Deram então um consenso para uma data que não feria ninguém. Então, escolhemos o 25 de Junho. Daí que, em vez de um ano, foram nove meses. E o que tínhamos que fazer era muito simples Era, primeiro, acompanhar todos os preparativos para a retirada das tropas portuguesas com o material que eles tinham que levar e também em algumas partes, a parte portuguesa aceitou preparar as nossas forças, por exemplo, para se ocupar das questões da polícia que nós não tínhamos. Houve um treino rápido. Depois, na administração, nós tínhamos que substituir os administradores coloniais para os administradores indicados pela Frelimo. Falo dos administradores nos distritos e dos governadores nas sedes das províncias. Nas capitais provinciais, portanto, havia governadores de província e administradores de distritos e até chefes de posto administrativo, que era a subdivisão dos distritos. E então, fizemos isso ao mesmo tempo que nos íamos ocupando da administração do território. Nesses nove meses já tivemos que tomar conta de várias coisas: a criação do Banco de Moçambique e outras organizações afins, seguros e outros. Então houve uma acção dos poderes nesses organismos. Ainda houve negociações que foram efectuadas em Maputo durante o governo de transição, aonde tínhamos uma comissão mista militar e tínhamos uma comissão para se ocupar dos Assuntos económicos. Vinham representantes portugueses em Portugal e trabalhavam connosco sobre as questões das finanças, etc. E foi todo um trabalho feito com muita confiança, porque durante o diálogo acabamos criando a confiança uns dos outros”, lembra-se o antigo chefe de Estado moçambicano. Joaquim Chissano não deixa, contudo, de dar conta de algumas apreensões que existiam naquela altura no seio da Frelimo relativamente a movimentos contra a independência por parte não só de certos sectores em Portugal, mas também dos próprios países vizinhos, como a África do Sul, que viam com maus olhos a instauração de um novo regime em Moçambique. “Evidentemente que nós víamos com muita inquietação essa questão, porque primeiro houve tentativas de dividir as forças de Moçambique e dar falsas informações à população. E no dia mesmo em que nós assinamos o acordo em Lusaka, no dia 7 de Setembro, à noite, houve o assalto à Rádio Moçambique por um grupo que tinha antigos oficiais militares já reformados, juntamente com pessoas daquele grupo que tinha sido recrutado para fazer uma campanha para ver se desestabilizava a Frelimo”, diz o antigo líder politico. A 7 de Setembro de 1974, é assinado o Acordo de Lusaka instituindo os termos da futura independência de Moçambique. Certos sectores politicos congregados no autoproclamado ‘Movimento Moçambique Livre' tomam o controlo do Rádio Clube de Moçambique em Maputo. Até serem desalojados da emissora no dia 10 de Junho, os membros do grupo adoptam palavras de ordem contra a Frelimo. Na rua, edificios são vandalizados, o aeroporto é tomado de assalto, um grupo armado denominado os ‘Dragões da Morte' mata de forma indiscriminada os habitantes dos bairros do caniço. Vira-se uma página aos solavancos em Moçambique. Evita-se por pouco chacinas maiores. Antigos colonos decidem ficar, outros partem. Depois de nove meses de transição em que a governação é assegurada por um executivo hibrido entre portugueses e moçambicanos, o país torna-se oficialmente independente a 25 de Junho de 1975. Doravante, Moçambique é representado por um único partido. Ainda antes da independência e nos primeiros anos depois de Moçambique se libertar do regime colonial, foram instituidos campos de reeducação, essencialmente na distante província do Niassa. O objectivo declarado desses campos era formar o homem novo, reabilitar pelo trabalho, as franjas da sociedade que eram consideradas mais marginais ou dissidentes. Foi neste âmbito que pessoas consideradas adversárias políticas foram detidas e mortas. Isto sucedeu nomeadamente com Uria Simango, Joana Simeão e Adelino Guambe, figuras que tinham sido activas no seio da Frelimo e que foram acusadas de traição por não concordarem com a linha seguida pelo partido. Omar Ribeiro Thomaz antropólogo ligado à Universidade de Campinas, no Brasil, que se debruçou de forma detalhada sobre os campos de reeducação, evoca este aspecto pouco falado da História recente de Moçambique. "Os campos de reeducação são pensados ainda no período de transição. Então, isso é algo que ainda deve ser discutido dentro da própria história portuguesa, porque no período de transição, o Primeiro-ministro era Joaquim Chissano, mas o governador-geral era português. Então, nesse momento, começam expedientes que são os campos de reeducação. Você começa a definir pessoas que deveriam ser objecto de reeducação, ao mesmo tempo em que você começa a ter uma grande discussão em Moçambique sobre quem são os inimigos e esses inimigos, eles têm nome. Então essas são pessoas que de alguma maneira não tiveram a protecção do Estado português. Isso é muito importante. Não conseguiram fugir. São caçadas literalmente, e são enviadas para um julgamento num tribunal popular. Eu estou a falar de personagens como a Joana Simeão, o Padre Mateus, Uria Simango, que são condenados como inimigos, como traidores. Esses são enviados para campos de presos políticos. A Frelimo vai usar uma retórica de que esses indivíduos seriam objecto de um processo de reeducação. Mas o que nós sabemos a partir de relatos orais e de alguns documentos que nós conseguimos encontrar ao longo do tempo, é que essas pessoas foram confinadas em campos de trabalho forçado, de tortura, de imenso sofrimento e que chega num determinado momento que não sabemos exactamente qual é, mas que nós podemos situar mais ou menos ali, por 1977, elas são assassinadas de forma vil", diz o antropólogo. Lutero Simango, líder do partido de oposição Movimento Democrático de Moçambique, perdeu o pai, Uria Simango, um dos membros-fundadores da Frelimo, mas igualmente a mãe. Ambos foram detidos e em seguida executados. "O meu pai foi uma das peças-chaves na criação da Frente de Libertação de Moçambique. Ele nunca foi imposto. Os cargos que ele assumiu dentro da organização foram na base da eleição. Ele e tantos outros foram acusados de serem neocolonialistas. Foram acusados de defender o capitalismo. Foram acusados de defenderem a burguesia nacional. Toda aquela teoria, aqueles rótulos que os comunistas davam a todos aqueles que não concordassem com eles. Mas se olharmos para o Moçambique de hoje, se perguntarmos quem são os donos dos nossos recursos, vai verificar que são os mesmos aqueles que ontem acusavam os nossos pais", diz o responsável político de oposição. Questionado sobre as informações que tem acerca das circunstâncias em que os pais foram mortos, Lutero Simango refere continuar sem saber. "Até hoje ninguém nos disse. E as famílias, o que pedem é que se indique o local em que foram enterrados para que todas as famílias possam prestar a última homenagem. O governo da Frelimo tem a responsabilidade de indicar às famílias e também assumir a culpa, pedindo perdão ao povo moçambicano, porque estas pessoas e tantas outras foram injustamente mortas neste processo", reclama Lutero Simango. A obtenção da independência não significou a paz para Moçambique. No interior do país, várias vozes se insurgiram contra o caminho que estava a ser tomado pelo país, designadamente no que tange ao monopartidarismo. Além disso, países segregacionistas como a África do Sul e a antiga Rodésia viram com maus olhos as instauração de um sistema político socialista em Moçambique, Foi neste contexto que surgiu em 1975, a Resistência Nacional de Moçambique, Renamo, um movimento inicialmente dirigido por um dissidente da Frelimo, André Matsangaíssa e em seguida, após a morte deste último em 1979, por Afonso Dhlakama, já dois anos depois de começar a guerra civil. António Muchanga, antigo deputado da Renamo, recorda em que circunstâncias surgiu o partido. "A Renamo nasce da revolta do povo moçambicano quando viu que as suas aspirações estavam adiadas. Segundo os historiadores, na altura em que o objectivo era que depois da frente voltariam se definir o que é que queriam. Só que durante a luta armada de libertação nacional, começou o abate de prováveis pessoas que poderiam 'ameaçar' o regime.(...) E depois tivemos a situação das nacionalizações. Quando a Frelimo chega logo em 1976, começa com as nacionalizações.(...) Então isto criou problemas que obrigaram que jovens na altura Afonso Dhlakama, sentiram se obrigados a abandonar a Frelimo e eram militares da Frelimo e foram criar a Resistência Nacional Moçambicana", recorda o repsonsável político. Apesar de ter sido assinado um acordo de paz entre a Renamo e a Frelimo em 1992, após 15 anos de conflito, o país continua hoje em dia a debater-se com a violência. Grupos armados disseminam o terror no extremo norte do território, em Cabo Delgado, há mais de oito anos, o que tem condicionado o próprio processo político do país, constata João Feijó, Investigador do Observatório do Meio Rural. "Esse conflito não tem fim à vista. Já passou por várias fases. Houve aquela fase inicial de expansão que terminou depois no ataque a Palma, numa altura em que a insurgência controlava distritos inteiros de Mocímboa da Praia. (...) Depois, a entrada dos ruandeses significou uma mudança de ciclo. Passaram a empurrar a insurgência de volta para as matas. Conseguiram circunscrevê-los mais ou menos em Macomia, mas não conseguiram derrotá-los. A insurgência consegue-se desdobrar e fazer ataques isolados, obrigando à tropa a dispersar. (...) Aquele conflito armado não terá uma solução militar. Ali é preciso reformas políticas, mas que o governo insiste em negar. E então continuamos a oito, quase oito anos neste conflito, neste impasse", lamenta o estudioso. Embora o país já não esteja em regime de partido único desde os acordos de paz de 1992, as eleições têm sido um momento de crescente tensão. No ano passado, depois das eleições gerais de Outubro de 2024, o país vivenciou largas semanas de incidentes entre populares e forças de ordem que resultaram em mais de 500 mortos, segundo a sociedade civil. Após a tomada de posse do Presidente Daniel Chapo no começo deste ano, encetou-se o chamado « diálogo inclusivo » entre o partido no poder e a oposição. Em paralelo, tem havido contudo, denúncias de perseguições contra quem participou nos protestos pós-eleitorais. Mais recentemente, foram igualmente noticiados casos, denunciados pela sociedade civil, do desaparecimento de activistas ou jornalistas. Questionada há alguns meses sobre a situação do seu país, a activista social Quitéria Guirengane considerou que o país "dorme sobre uma bomba-relógio". "Assusta-me o facto de nós dormirmos por cima de uma bomba relógio, ainda que seja louvável que as partes todas estejam num esforço de diálogo. Também me preocupa que ainda não se sinta esforço para a reconciliação e para a reparação. Nós precisamos de uma justiça restauradora. E quando eu olho, eu sinto um pouco de vergonha e embaraço em relação a todas as famílias que dia e noite ligavam desde Outubro à procura de socorro", considera a militante feminista que ao evocar o processo de diálogo, diz que "criou algum alento sob o ponto de vista de que sairiam das celas os jovens presos políticos. No entanto, continuaram a prender mais. Continua a caça às bruxas nocturna". "Não é este Moçambique que nós sonhamos. Por muito divididos que a gente esteja, precisamos de pensar em construir mais pontes do que fronteiras. Precisamos pensar como nós nos habilitamos, porque nos últimos meses nos tornamos uma cidade excessivamente violenta", conclui a activista que esteve muito presente nestes últimos meses, prestando apoio aos manifestantes presos e seus familiares.

Dia a dia com a Palavra
Todo mundo é feliz o tempo todo?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 1:45


Todo mundo é feliz o tempo todo?Se você entra em qualquer rede social, parece que a resposta é sim. São milhares de fotos e vídeos de gente ganhando prêmio, se formando, viajando pra lugares lindos, brincando, etc. Mas as redes sociais não representam a vida real, por mais que possa parecer, muita coisa lá é fake!A vida real tem muito trabalho, luta e muitos momentos de tristeza. Não porque você queira, mas porque isso faz parte da vida. Contudo, mesmo que eu diga que é normal encarar a tristeza, o problema é que nem sempre é fácil lidar com ela. Escute as palavras do Salmo 31 no verso 9: "Compadece-te de mim, Senhor, porque estou angustiado; de tristeza se consomem os meus olhos, a minha alma e o meu corpo".Temos aqui o registro de alguém real. Ele não finge seus sentimentos. Mentir e fazer parecer que está tudo bem é pura loucura. Fingir na rede social que tudo está bem ou ficar se alimentando de mentiras produzidas por lá quando seu coração está triste só vai deixar você mais doente.Fale com Deus e diante Dele vasculhe o seu coração. A tristeza é real e faz parte da vida, mas não brinque com ela, porque ela pode abater você de verdade! Independente da razão pra sua tristeza, Deus tem poder pra curar você.

Os Economistas Podcast
COMO NÃO QUEBRAR NO BRASIL | INDEPENDENTE da SITUAÇÃO ECONÔMICA Lásaro do Carmo | Os Economistas 201

Os Economistas Podcast

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 111:27


Cupom OSECONOMISTAS que dá 15% de desconto no site todo, em compras acima de R$400! https://finc.ly/291f47e5d0Nesse episódio ele abre o jogo sobre por que 80% das empresas quebram, por que sociedade é mais perigosa que casamento, por que fazer o básico já te coloca entre os melhores e por que a maioria dos empreendedores está construindo uma ilusão cara em vez de um negócio de verdade.Se você tem empresa ou sonha em ter, assista.Se não tiver coragem de encarar a realidade, melhor nem dar play.Como não quebrar no Brasil?A pergunta parece simples, mas a resposta exige lucidez brutal.No Os Economistas 201, Lásaro do Carmo destrincha o que realmente define quem prospera e quem desaparece do mapa.Entre os temas que abordamos:Empreender no Brasil é ato de heroísmo ou delírio coletivo?O mito das 80% das empresas que quebramÉ mais fácil ficar rico aqui do que nos EUA?Por que fazer o básico vira extraordinário no BrasilVocê tem empresa ou só uma ilusão cara que suga sua energiaSociedade é pior que casamento e pode te quebrarO perigo de ser generalistaO mito das metodologias que salvam qualquer negócioPor que o problema quase nunca é o Brasil é a sua gestãoNegócio no que você ama ou no que você dominaSua empresa é ciência ou feitiçaria de planilhaTime forte ou um monte de gente te odiandoCrédito fácil vira tombo certoStartup ou tigrinho qual arranca mais dinheiroA lucidez necessária para não ficar no caminho

Explicador
Marques Mendes tem que provar que é independente?

Explicador

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 17:52


Ana Gomes e Rui Moreira analisam o debate entre Seguro e Marques Mendes. Próximos na justiça, separados na lei laboral. Seguro pisca o olho "à base do PS". Marques Mendes sabe afastar-se do Governo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Caixa de Música
ELIAS ALVES: “Independente dos acontecimentos, Ele me chamou e eu vou!”

Caixa de Música

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 12:23


O Caixa de Música é exibido na TV Novo Tempo de segunda a quinta às 18h e, aos sábados, às 12h.Curta e siga o Caixa de Música nas redes sociais: Instagram: ⁠https://www.instagram.com/caixademusica/⁠Facebook:⁠ https://www.facebook.com/CaixadeMusica/⁠X: ⁠https://x.com/caixademusica

INFRACAST: Concessões, Parcerias Público-Privadas e Privatizações
Verificação Independente - Com Fernando Marcato e Isadora Cohen

INFRACAST: Concessões, Parcerias Público-Privadas e Privatizações

Play Episode Listen Later Nov 25, 2025 56:43


Fernando Marcato conversa com Isadora Cohen sobre a evolução da verificação independente nas PPPs brasileiras: desde sua origem, passando pela pesquisa que analisou quase 300 contratos, até seu papel atual no desempenho, remuneração e gestão contratual. Um episódio onde você vai conhecer mais sobre o livro da Isadora e também ter uma visão clara e atual sobre um instituto que vem ganhando relevância no setor de infraestrutura.

Appleton Podcast
Episódio 182 – “She is independente” – Conversa com Carla Filipe

Appleton Podcast

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 59:24


Carla Filipe (n.1973, Aveiro, Portugal)Vive e trabalha no Porto, PortugalFoi cofundadora dos espaços “Salão Olímpico” (2003-2005) e “Projeto Apêndice” (2006-07), ambos na cidade do Porto. Em 2009, recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para a residência na Acme Studios (Londres, UK, 2009-10) e uma bolsa como artista convidada para a residência artística Robert Rauschenberg (Captiva,E.U.A.,2015). Das suas exposições individuais fazem parte: “Expurgar Papel” curadoria de Nuno Crespo, Galeria da Escola das Artes da Universidade Católica, Porto, Portugal, 2024; “The Lizard - O novo Bestiário de Aberdeen” curadoria de Nuno Sacramento, The Worm, Aberdeen, Escócia, UK, 2023; “In my own language i am independente” curadoria Marta Almeida, Museu de Serralves, Porto, Portugal, 2023; “Confissões de uma batizada” curadoria João Mourão, Arquipélago-Art Center, S.Miguel, Açores, Portugal,2022; “hóspede” curadoria Marta Almeida, Villa de Arson, Nice, França, 2022; “Amanhã não há Arte” curadoria João Mourão e Luís Silva, Maat, Lisboa,Portugal, 2019; “da cauda à cabeça” curadoria Pedro Lapa, Museu Berardo, Lisboa, Portugal,2014; “O povo Reunido, Jamais será” curadoria David Santos, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, Portugal,2011. Participou em inúmeras colectivas em Portugal e no mundo passando por: SECS Pompeia SP 2020, 32ª bienal de São Paulo, 2016, Centro 2 Maio Madrid, 2016, Fundação Ricard Paris, 2015, Manifesta 8, Murcia, 2010.Links: https://carlafilipenotcarlefelipe.com/ https://www.serralves.pt/ciclo-serralves/carla-filipe-in-my-own-language-i-am-independente/ https://www.youtube.com/watch?v=aPuNvSlXRFE&themeRefresh=1 https://www.youtube.com/watch?v=-r8H5fPEs8I https://contemporanea.pt/edicoes/07-08-09-2023/carla-filipe-my-own-language-i-am-independente https://www.publico.pt/2025/08/27/culturaipsilon/critica/vozes-palavras-carla-filipe-2144915 https://www.rtp.pt/programa/tv/p32048/e4 https://www.youtube.com/watch?v=v2R2tSvp6PY Episódio gravado a 6.11.2025 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / Colecção Maria e Armando Cabral / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados

Uma pausa para as coisas simples
Você quer ser independente financeiramente?

Uma pausa para as coisas simples

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 2:13


Olá, eu sou a Bruna Pinheiro! Sou terapeuta transpessoal, psicanalista, formada em Psicologia Positiva e pós-graduada em Psicologia Transpessoal. Mãe de um menino de seis anos, cantora, compositora e criadora da empresa Sua Música Personalizada. Também sou autora do meu primeiro livro, Coisas que Todo Mundo Sente Mas Ninguém Fala, além de muitos outros escritos.Criei este podcast há mais de oito anos com um propósito: espalhar luz, acolhimento e reflexões para tornar os dias mais leves e conscientes. Aqui, compartilho meus aprendizados, vivências e tudo que fala com o coração.Se você sente que esse conteúdo te toca e quer apoiar o que faço, fica à vontade para colaborar com qualquer valor pelo Pix: 358.084.778-32 (CPF). Toda contribuição é recebida com muito carinho.

Reportagem
Jovem agredida pelo namorado francês, que queimou seu passaporte, retorna ao Brasil após denunciar caso

Reportagem

Play Episode Listen Later Nov 14, 2025 6:58


O nome de Gisele Vitóri, de 20 anos, ficou conhecido na semana passada de uma maneira trágica: a jovem carioca foi vítima de violência e teve seu passaporte queimado pelo então namorado enquanto o visitava em Toulouse, no sul da França. Gisele conseguiu escapar da casa do francês, um tatuador de 28 anos, e gravou vídeos nas redes sociais relatando a violência que sofreu. Após a denúncia na polícia, ela retorna para casa no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (14).  * Aviso: esta reportagem contém relatos e imagens de casos de violência Luiza Ramos, da RFI em Paris As imagens, que viralizaram nas redes sociais no Brasil e na França, mostram Gisele aos prantos com o rosto machucado e o lábio inferior cortado e inchado. Nos vídeos, ela defende estar “expondo” a situação por medo: “porque se eu morrer ou se acontecer qualquer coisa comigo, é culpa dele. Ele falou que vai me encontrar”. A jovem chega a alertar outras meninas sobre o perigo de conhecer um “gringo e ir para a casa dele”.  Gisele contou à RFI que teve medo de ligar para a polícia no dia 3 de novembro, quando foi agredida, devido às ameaças do homem, que incluíam constrangimento através da exposição de vídeos íntimos.  “Eu não conhecia as leis, então eu acabava acreditando nas coisas que ele falava, que eu era brasileira e ninguém ia me escutar. Então acabei não falando nada para a polícia, só botei na internet pedindo ajuda. Mas me encontraram e depois me orientaram. Falaram que tem leis que me protegem. E aí, sim, eu fui à polícia”, contou ainda abalada.  Como o relacionamento com francês começou Gisele compartilha uma moradia com amigas no Vidigal, favela na zona sul do Rio. A mãe e os quatro irmãos mais novos moram perto. A jovem trabalha com a tia fazendo extensão de cílios e sobrancelhas, mas também vende bebidas na praia e, eventualmente, atua como modelo fotográfico. Gisele conheceu o tatuador francês há um ano e dois meses, quando ele estava de férias no Brasil. Desde então os dois começaram a namorar, com visitas frequentes tanto dele no Brasil quanto dela na França. Ao longo do relacionamento ela foi apresentada a familiares e amigos do rapaz. Nesta última visita, Gisele chegou à Toulouse no dia 27 de outubro e, segundo ela, a agressão do dia 3 de novembro foi a primeira violência física cometida pelo namorado. Mas o jovem havia demonstrado agressividade e abusos verbais em ocasiões anteriores.  “Eu o conheci em uma festa [no RJ], depois ele se acidentou e eu fiquei com ele no hospital por uma semana. A gente ficou mais um mês no Brasil juntos. Ele falou para eu vir conhecer a França. Eu vim e foi quando a gente começou o relacionamento”, detalhou a jovem, que não demonstra interesse em morar na França e nunca ultrapassou os 90 dias de permanência permitidos para turistas brasileiros no espaço europeu.  Repercussão dos vídeos de Gisele Em um dos vídeos, Gisele relata ter sido alvo de socos, empurrões e chutes e mostra marcas de ferimentos no rosto e braço. As imagens foram compartilhadas por inúmeros portais. Algumas pessoas tentavam ajudar com a marcação de perfis das embaixadas brasileiras na França, órgãos ativistas e personalidades de defesa da mulher. Foi desta maneira que o caso chegou até Nellma Barreto, presidente da associação Femmes de la Résistance (Mulheres na Resistência) voltada para a defesa dos direitos das mulheres em Paris. “Eu consegui localizá-la porque nas minhas redes sociais apareceram várias mensagens de pessoas que tinham contato direto com ela”, disse.  “Ela estava sendo acolhida por um casal na cidade de Toulouse. Nosso trabalho foi de colocá-la imediatamente em segurança. Ela estava há dois dias sem tomar banho, logo após a violência, sem saber o que fazer. Nós a orientamos até a delegacia para fazer o boletim de ocorrência, em seguida o exame de corpo de delito e atendimento médico, pois estava muito perturbada. Acionamos uma advogada e também uma psicóloga, que fez um atendimento de urgência”, explicou Nellma. “Ela estava com muito medo. E nós sabemos que inúmeras mulheres acabam sendo ainda mais vítimas [de agressão] depois de fazer um boletim de ocorrência”, pontuou a ativista. Somente este ano, a associação Mulheres na Resistência, recebeu entre fevereiro e março pelo menos sete pedidos de ajuda por semana de mulheres brasileiras e lusófonas. Normalmente, são de duas a três chamadas de ajuda por semana. Ressignificar a dor e alertar mulheres Depois do que passou na França, o consulado de Marseille forneceu um novo passaporte à Gisele. No entanto, segundo Nellma Barreto, ela ficou com medo de buscar o documento “porque era próximo dos amigos e familiares dele”. Gisele foi a Paris onde o consulado forneceu um documento de viagem que lhe permitiu preparar a volta para casa e ser acolhida pela família. Ela pretende tocar seus projetos para estudar Tecnologia da Informação, fazer terapia para conseguir ressignificar o trauma e poder celebrar seu aniversário de 21 anos no dia 8 de dezembro. A jovem deseja que sua história de denúncia alerte mais mulheres em relacionamentos com qualquer tipo de abuso. “Para elas ficarem atentas já no primeiro sinal. Mesmo que seja um grito, as mulheres devem ir embora. Depois pode ser que elas corram risco de vida. E aí, já é tarde demais, pode ser que elas não tenham chance. Então, quando elas virem o primeiro sinal, elas precisam ir embora”, declara Gisele Vitóri. “Primeiro passo é ligar para polícia” Apesar do caso de Gisele ter alcançado ajuda mediante os vídeos nas redes sociais, Nellma Barreto reforça que é preciso denunciar antes de qualquer atitude. “O primeiro passo é ligar para polícia para se colocar em proteção. Independente de você estar em situação regular no país ou não, independente se você ser imigrante ou não, o primeiro passo é ligar para polícia para pedir socorro”, explicou. “Ela foi muito corajosa em ter feito esses vídeos. Ela foi muito corajosa em ter exposto essa violência. Isso é importante, porque muitas outras mulheres criam coragem para também denunciar abusadores. É uma forma de alertar outras mulheres”, diz a presidente do Mulheres na Resistência. Na França, para casos de violência doméstica contra mulheres de qualquer nacionalidade existe o telefone de assistência direta: 3919. Para perigo imediato, o recomendado é ligar para a polícia no número 17. *Essa matéria foi atualizada Leia também“São índices de guerra”, diz Patrícia Melo sobre feminicídio no Brasil ao lançar romance na França   

Presa internaţională
Concert Orkid și relansarea platformei independente de muzică alternativă Stray Lights

Presa internaţională

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 26:54


Pe 13 noiembrie, în Control Club, ORKID marchează o dublă lansare: noul single „Urlă ca marea” și relansarea platformei independente de muzică alternativă Stray Lights 2.0, printr-un concert special alături de Rotko. Evenimentul va continua bilunar aducând pe scena Control un nou val de trupe indie și alternative din România. Vorbim cu Vlad Ilicevici, membru al trupei Orkid și inițiator al proiectului Stray Lights + Victor Dădăciu de la Cardinal, parte din proiectul Stray Lights. Stray Lights este o comunitate care reunește unele dintre cele mai relevante formații românești de muzică alternativă, printre care Cardinal, Orkid, D.E.N.I.S, Kadjavsi, Zammorian, Second Wave, Baby Elvis, Gunshee, PLANT, Valerinne, Methadone Skies, Faunlet, Getchoo, Brainwasher, Coridor Apartament, Astro Générale, Taxawall, Asincron, Mock Surprise, Midpoint, Air Lines, Black Water, Jahmolxes, Church of Cthulhu, Bluebell Creeper și Rotko. Platforma funcționează ca o rețea informală de sprijin și colaborare, care își propune să ofere vizibilitate, context și solidaritate trupelor independente, într-un peisaj muzical aflat mereu în tranziție.  „Stray Lights 2.0 este o necesitate. O formă de coagulare, colaborare și într-ajutorare între cât mai multe dintre trupele care fac muzică alternativă, neanacronică și relevantă din România. Majoritatea acestor trupe sunt ignorate și multe dispar după un an sau doi. Nu există un plan real de susținere și evoluție pentru această formă de manifestare creativă atât de necesară. Stray Lights nu e o agenție de booking, un label sau o casă de producție — e un mic grup de oameni care încearcă să se ajute între ei, fiecare cum poate. Și, dincolo de asta, e o bucurie să fim împreună, să povestim, să bem o bere și, din când în când, să mai punem o cântare.” - Vlad Ilicevici, membru Orkid și inițiator al Stray Lights. ORKID, trioul din București format din Vlad Ilicevici (chitare, synthuri, voce), Radu Pop (percuție, synthuri) și Mihnea Dumitrescu (bass), își definește stilul ca angry shoegaze/post-traumatic blues, un amestec intens de emoție și distorsiune. Cu influențe de la punk și garage la post-metal, indie și blues, Orkid a lansat până acum cinci albume de studio: Standing Still in the Dark (2016), Suruaika (2018), Deraiat (2020), In the Light We Are Safe (2022) și Noi contra Noi (2023), ultimele trei produse de Adrian Despot și Sorin „Pupe” Tănase.  Noul single, „Urlă ca marea”, marchează reluarea colaborării cu Andrei Robin Proca (Robin and the Backstabbers), producătorul primului lor album. Piesa aduce un sound nou, minimalist și contondent, care surprinde tensiunea unei emoții reprimate, izbucnind cu forța unei furtuni – brută, intensă, devastatoare, iar videoclipul are ca punct de pornire un live drawing al artistului vizual Pisica Pătrată.  Concertul de pe 13 noiembrie îl are ca invitat pe Victor Dădaciu basist și solist al trupei Cardinal. Din Cluj-Napoca vine ROTKO, un proiect de art-rock, alternativ și electronică fondat în 2025, care combină synthuri modulare, drum machine-uri și chitară cu distors pentru a crea o atmosferă melancolică și introspectivă. ROTKO aduce în scena locală o estetică modernă și un sound cinematic, aflat la granița dintre real și vis.

Resumão Diário
Chefes do tráfico do CV são transferidos para presídios federais; Fala de Lula pegou mal com eleitor independente, avalia diretor da Quaest

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 4:49


Carreta com falsa bomba fica atravessada no Rodoanel na Grande SP e é retirada após cerca de cinco horas. Sete chefes do tráfico do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais após megaoperação no RJ. Mulher é presa com 30 pistolas no RJ, arsenal iria para o Complexo do Alemão. Falas de Lula repercutem mal, e segurança interrompe lua de mel tardia com eleitor independente, diz diretor da Quaest. Bolsonaro completa 100 dias em prisão domiciliar na expectativa de ali permanecer.

Cultura FM Brasília
Brasília independente

Cultura FM Brasília

Play Episode Listen Later Nov 11, 2025 3:30


A arte periférica do DF toma conta do Teatro Nacional nesta quarta-feira com o show Encruzilhada Sonora. Os detalhes na dica cultural de Júlio Camargo.

Carta de Cerveja | Com José Raimundo Padilha
Cervejaria artesenal independente Noi

Carta de Cerveja | Com José Raimundo Padilha

Play Episode Listen Later Nov 7, 2025 2:14


José Raimundo Padilha fala sobre a nova criação da microcervejaria artesanal independente Noi, de Niterói.

Podcast Rabiscos
Do papel ao propósito: a cultura independente - com Cauê Ameni e Mayara Cabeleira

Podcast Rabiscos

Play Episode Listen Later Oct 31, 2025 77:11


No episódio de hoje, o Rabiscos mergulha em conversas que celebram a resistência cultural e a construção de novas formas de sustentar a arte. Recebemos Cauê Ameni, publisher e editor da revista Jacobin e da Autonomia Literária, que completa dez anos de uma trajetória marcada por pensamento crítico, independência e resistência editorial. E junto conversamos com Mayara Cabeleira, do Abrace Uma Causa, que explica como funciona a doação via IRPF para projetos culturais e apresenta o Clube Camarada FLIPEI, iniciativa que conecta leitores e apoiadores à festa literária pirata das editoras independentes. Um episódio sobre autonomia, coletividade e os caminhos possíveis para financiar a cultura sem abrir mão da liberdade e independência   Para envio de livros e postagens: Tadeu Rodrigues Caixa Postal nº 129  CEP: 37701-010 - Poços de Caldas - MG   Acompanhe, curta, compartilhe!   Siga-nos | Instagram: @podcastrabiscos | @tadeufrodrigues | email: podcastrabiscos@gmail.com |  

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Laborinho Lúcio (1941-2025): “A vida é um contínuo fantástico, desde que se nasce até que se morre. Só temos de estar disponíveis”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 134:07


Foi ministro da Justiça na década de 90, quando Cavaco Silva era primeiro-ministro, e foi juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça e escritor. Autor de quatro romances, publicou em 2022 “As Sombras de Uma Azinheira”, sobre o confronto de um país antes e depois da revolução. Nesta conversa em podcast de 2023, Laborinho Lúcio, deixou um olhar crítico sobre o estado da Justiça em Portugal e após integrar a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica, refletiu sobre o que falta fazer para haver uma efetiva mudança numa certa cultura de silêncio e ocultação. Recorde aqui a grande conversa de setembro de 2023 com Laborinho LúcioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
6h Seguro insiste que a candidatura a Belém é independente

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Oct 21, 2025 7:23


Dodgers Cast
DODGERS CAST – EP 251 – DODGERS É CAMPEÃO DA NL 2025

Dodgers Cast

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 62:43


Uma dinastia? Os Dodgers arruinarão o Beisebol? Independente da sua opinião sobre o assunto: Shohei Ohtani rouba a cena e consagra o Los Angeles Dodgers Campeão da NL pela 5ª vez em 9 anos! Uma varrida com autoridade, um recado claríssimo aos outros 29 elencos da MLB: Os Dodgers estão com sede de levar mais uma World Series pra casa! Neste episódio Thiago Cordeiro, Fernando Franca e Gabriel Barros falam sobre as polêmicas, a partida histórica de Ohtani e os primeiros ensaios para a disputa da série Mundial a partir do dia 24.Aperta o play e compartilhe o nosso Dodgers Cast!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Seara Esporte Clube
FINALISTAS DA COPA EDMUNDO VIDAL

Seara Esporte Clube

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 60:24


SEARA ESPORTE CLUBE de hoje. Definidos os FINALISTAS DA COPA EDMUNDO VIDAL. Independente da Angola é campeão da Copa Master 40tão da Arena Mel. Chelsea do Mirade é campeão do Campeonato Rural. No Campeonato Brasileiro, o Palmeiras é derrotado pelo Flamengo no Maracanã e ambos se igualam no número de pontos na liderança.

ChinaCast
708_Passo a passo para quem quer começar a importar - China Gate Importação - China Gate Importação

ChinaCast

Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 7:04


Diretamente do nosso estande na Canton Fair, Rodrigo Giraldelli mostra o passo a passo completo para quem quer saber como realizar sua importação da China com segurança e lucratividade. Independente se você fez suas cotações presencialmente na feira ou pela internet, neste episódio você vai aprender todos os passos necessários para começar sua importação já nos próximos dias. Você vai entender como transformar suas cotações em pedidos reais, como funciona a simulação de custos, o embarque marítimo ou aéreo e a entrega final no Brasil. Tudo isso com o suporte da equipe de especialistas da China Gate, que há mais de 20 anos ajuda importadores de todo o Brasil. Esse episódio é obrigatório para quem está querendo importar da China para revender com muito lucro no Brasil. DÊ SEU PRÓXIMO PASSO RUMO A SUA IMPORTAÇÃO LUCRATIVA. ENTRE EM CONTATO COM NOSSO TIME PARA TIRAR SEU PROJETO DO PAPEL: https://chinagate.com.br/atendimento/

ONU News
Mexicana lidera Instituição Independente para Pessoas Desaparecidas na Síria

ONU News

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 1:49


Karla Quintana falou à ONU News sobre a missão que surgiu do clamor de famílias sírias à procura de entes queridos; para ela, os parentes são movidos por urgência e esperança de saber a verdade sobre o que ocorreu na guerra do país.

The Shift
Os agentes de IA trabalham e a CX melhora

The Shift

Play Episode Listen Later Oct 5, 2025 43:13


Independente da indústria, a experiência do consumidor (CX) é a conquista máxima da empresa para o engajamento. Edson Lisboa, superintendente de TI do Sicoob, e Thiago Viola, diretor de IA e Dados da IBM Brasil, contam como o mercado financeiro está usando agentes de IA para ganhar vantagem.Este é o quinto episódio da terceira temporada da minissérie BeeYond AI, uma cocriação da The Shift com a IBM Brasil.Confira abaixo outros episódios da minissérie:FinOps na prática: redefinindo a eficiência - a prática garante eficiência operacional, governança e retorno estratégico na era da IA.A força e o futuro das finanças embarcadas - elas levam o banco para além das suas fronteiras e são o novo paradigma do setor.Um novo mainframe para a nova era da IA - Novos modelos de mainframe feitos para IA em tempo real mudam o mercado financeiro.Avanços e impactos dos agentes de IA - Agentes de IA orquestram processos complexos, são autônomos, tomam decisões elaboradas e aprendem com o feedback recebido. Sergio Fortuna, VP de vendas da IBM Brasil, explica por que investir já na tecnologia.A IA como aliada da produtividade. Por que a inovação baseada em dados é tão poderosa quando se soma à inteligência artificial?Transformação sustentável com IA. Como a IA pode apoiar a aceleração da transformação digital e os esforços de sustentabilidade das empresas?Otimizando custos com nuvem híbrida e IA. O que acontece quando a IA entra na equação de FinOps?IA e a personalização do atendimento ao cliente. Porque CX ganhou um “efeito turbo” com uso de Inteligência Artificial.Computação quântica + IA mudam o futuro dos negócios. Uma jornada que está cada vez mais próxima. A The Shift é uma plataforma de conteúdo que descomplica os contextos da inovação disruptiva e da economia digital.Visite o site www.theshift.info e assine a newsletter

Brasil-Mundo
Atriz brasileira Melissa Vettore faz turnê na Itália com monólogo 'Prima Facie'

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Oct 4, 2025 7:46


Ela tem mais de 30 anos de experiência como artista, atuando na televisão, cinema e principalmente no teatro. Sua bagagem inclui a interpretação de diversas personagens femininas em palcos de vários países, enfrentando sempre desafios e recitando em cinco línguas diferentes. Agora a atriz brasileira Melissa Vettore encara mais uma empreitada: estrelar na versão italiana do monólogo “Prima Facie”. A tournée na Itália estreou 1° de outubro no teatro Sala Umberto, em Roma, e prevê até março de 2026 pelo menos 20 apresentações em diversas cidades do país. Gina Marques, correspondente da RFI em Roma Escrita pela australiana Suzie Miller, a peça já foi traduzida em 20 idiomas e apresentada em 38 países, inclusive no Brasil, interpretada por Débora Falabella, sob a direção de Yara de Novaes. Na Itália, o diretor suíço Daniele Finzi Pasca e Melissa Vettore compraram os direitos da peça.  O enredo conta a história de Tessa Ensler, uma advogada penalista que frequentemente tem entre seus clientes homens acusados de agressão sexual. Ela passa a confrontar o sistema jurídico quando se torna vítima de um estupro. “Eu ouvi falar deste espetáculo através de um amigo, Mateus Monteiro, um advogado e ator que mora em Londres. Ele me disse: “Olha, é a peça do momento”. Depois eu soube que estavam fazendo no Brasil em português, com um sucesso extraordinário, além do México e em quase 40 países. Eu quis fazer parte desse grupo de mulheres. Nossa companhia é internacional. Os direitos ainda não tinham sido vendidos para o idioma italiano. Por sorte, pois assim foi possível interpretar a peça na versão italiana.” conta Melissa à RFI. “Não é Não” Prima Facie é uma expressão latina que significa a primeira vista. No contexto jurídico se refere a um evento considerado verdadeiro com base na primeira impressão. A peça aborda com intensidade e sensibilidade questões urgentes: violência de gênero, consentimento e a linguagem do poder, destacando a lacuna que frequentemente separa a justiça formal da justiça real. Em vez de focar na violência explícita, a narrativa se concentra no consentimento negado, mal compreendido ou manipulado, oferecendo uma perspectiva crítica sobre uma cultura e um sistema que ainda, com muita frequência, tende a culpar, em vez de ouvir e proteger, aqueles que denunciam. Na trama, a advogada Tessa aceita sair com seu colega de trabalho, com o qual já havia tido uma relação sexual consensual no escritório. A protagonista aceita sair com ele depois do expediente. Durante o encontro em um bar, ela fica bêbada e convida o homem para ir à casa dela. Depois dela passar mal, o homem insiste em fazer sexo, mas ela nega e acaba sendo estuprada. Com coragem, a advogada decide denunciar, mas acaba sofrendo outros tipos de violências e humilhações desde quando apresenta a queixa na delegacia até o julgamento.  “Prima Facie ressalta que não se deve julgar apenas pela aparência. Se uma mulher diz a um homem 'Não. Eu não quero fazer sexo', a vontade dela tem que ser respeitada. Independente se ela estava usando um decote, ficou bêbada e convidou a homem para ir até a casa dela. Não é não” diz a atriz.  Teatro onírico Melissa trabalha há muitos anos com a Companhia Finzi Pasca, fundada pelo seu marido, o ator e diretor Daniele Finzi Pasca. A companhia une teatro, dança, acrobacia, circo, ópera, luzes e outros elementos envolvendo o espectador. Na versão italiana da peça "Prima Facie", o diretor usa recursos oníricos, como folhas de papel que caem do teto e flutuam no ar, uma mesa giratória, telões com projeções de imagens, um jogo de luzes, que se junta ao movimento da atriz para contar uma história dramática.    “O Daniele é um diretor que trabalha com o estupor. Ele toca o coração do espectador, porque o teatro dele fala da fragilidade, do poder de acariciar o espectador", diz a atriz. "O espectador está na mesma situação que você, de fragilidade, de medo, de perigo, assim como um ator”, aponta. Melissa ressalta que a versão italiana da "Prima Facie" realizada pela Companhia Finzi Pasca requer uma concentração ainda maior do ator. “Além de decorar o texto, a interpretação envolve uma interação com um aparelho cenográfico que gira muito forte, coisas que caem do teto, vídeo, luzes, troca de roupas em cena. A cenografia do jogo teatral é muito presente. Agora, o que mais mexeu comigo, tecnicamente, foi como ele (o diretor) posiciona o corpo, o corpo do ator interagindo com este universo extraordinário”, pontua a artista.  Interpretar e várias línguas Melissa Vettore tem a experiência de interpretar em cinco idiomas: português, espanhol, inglês, francês e italiano. “Muitos atores falam como é difícil interpretar em outro idioma. Mas é minha paixão. Estou descobrindo italiano cada vez mais e, me dando essa possibilidade de me expressar nesse idioma, encontrar a tessitura, a sonoridade que me comove. Inclusive acho que as línguas me deram até outras liberdades que eu não tinha falando em português”, revela a brasileira.  Mas a atriz conta que, para se preparar para a peça "Prima Facie", as dificuldades de interpretação foram além do idioma. “São 95 páginas e com termos jurídicos traduzidos em italiano. Então eu demorei bastante. Comecei a me preparar e decorar no começo do ano, a partir de março. Eu tive uma pessoa para me ajudar, uma preparadora, a Ilaria Cangialosi, uma atriz italiana. Foi um preparo longo, porque são 18 cenas. O texto te empurra para frente. Ele te joga. É muito cinematográfico, mas foi intenso.” conta a artista.  No caso da personagem Tessa da peça "Prima Facie" o drama da violência sexual toca profundamente a atriz, que já interpretou mulheres que deixaram marcas na história, como a escultora francesa Camille Caudel e a bailarina norte-americana Isadora Duncan. “A história é dolorida. O tema toca em todas as mulheres, mesmo aquelas que não sofreram alguma forma de violência sexual. Na peça eu lido com respeito. Muitas mulheres ficam profundamente comovidas depois de assistir a peça”, relata.  Na Itália “Prima Facie” conta com o apoio da associação “Differenza Donna” que combate a violência masculina contra as mulheres. “A peça provoca um reviver em muitas mulheres. Por isso, temos uma associação ligada ao espetáculo. As mulheres podem ligar, se informar, pedir ajuda. É uma vontade também da Suzie Miller. Se algumas acabam revivenciando uma violência sofrida, elas podem pelo menos pedir ajuda e se sintir acolhidas” explica Melissa. A peça "Prima Facie" desencadeou no mundo um amplo debate sobre a necessidade de um sistema de justiça mais receptivo às vítimas de crimes sexuais. A indignação pública provocada por suas apresentações em Londres gerou até mesmo mudanças legislativas no Reino Unido e levou a autora Suzie Miller à Organização das Nações Unidas para discutir a abordagem adotada em relação às vítimas de abuso ou assédio sexual.

Brasil-Mundo
Atriz brasileira Melissa Vettore faz turnê na Itália com monólogo 'Prima Facie'

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Oct 4, 2025 7:46


Ela tem mais de 30 anos de experiência como artista, atuando na televisão, cinema e principalmente no teatro. Sua bagagem inclui a interpretação de diversas personagens femininas em palcos de vários países, enfrentando sempre desafios e recitando em cinco línguas diferentes. Agora a atriz brasileira Melissa Vettore encara mais uma empreitada: estrelar na versão italiana do monólogo “Prima Facie”. A tournée na Itália estreou 1° de outubro no teatro Sala Umberto, em Roma, e prevê até março de 2026 pelo menos 20 apresentações em diversas cidades do país. Gina Marques, correspondente da RFI em Roma Escrita pela australiana Suzie Miller, a peça já foi traduzida em 20 idiomas e apresentada em 38 países, inclusive no Brasil, interpretada por Débora Falabella, sob a direção de Yara de Novaes. Na Itália, o diretor suíço Daniele Finzi Pasca e Melissa Vettore compraram os direitos da peça.  O enredo conta a história de Tessa Ensler, uma advogada penalista que frequentemente tem entre seus clientes homens acusados de agressão sexual. Ela passa a confrontar o sistema jurídico quando se torna vítima de um estupro. “Eu ouvi falar deste espetáculo através de um amigo, Mateus Monteiro, um advogado e ator que mora em Londres. Ele me disse: “Olha, é a peça do momento”. Depois eu soube que estavam fazendo no Brasil em português, com um sucesso extraordinário, além do México e em quase 40 países. Eu quis fazer parte desse grupo de mulheres. Nossa companhia é internacional. Os direitos ainda não tinham sido vendidos para o idioma italiano. Por sorte, pois assim foi possível interpretar a peça na versão italiana.” conta Melissa à RFI. “Não é Não” Prima Facie é uma expressão latina que significa a primeira vista. No contexto jurídico se refere a um evento considerado verdadeiro com base na primeira impressão. A peça aborda com intensidade e sensibilidade questões urgentes: violência de gênero, consentimento e a linguagem do poder, destacando a lacuna que frequentemente separa a justiça formal da justiça real. Em vez de focar na violência explícita, a narrativa se concentra no consentimento negado, mal compreendido ou manipulado, oferecendo uma perspectiva crítica sobre uma cultura e um sistema que ainda, com muita frequência, tende a culpar, em vez de ouvir e proteger, aqueles que denunciam. Na trama, a advogada Tessa aceita sair com seu colega de trabalho, com o qual já havia tido uma relação sexual consensual no escritório. A protagonista aceita sair com ele depois do expediente. Durante o encontro em um bar, ela fica bêbada e convida o homem para ir à casa dela. Depois dela passar mal, o homem insiste em fazer sexo, mas ela nega e acaba sendo estuprada. Com coragem, a advogada decide denunciar, mas acaba sofrendo outros tipos de violências e humilhações desde quando apresenta a queixa na delegacia até o julgamento.  “Prima Facie ressalta que não se deve julgar apenas pela aparência. Se uma mulher diz a um homem 'Não. Eu não quero fazer sexo', a vontade dela tem que ser respeitada. Independente se ela estava usando um decote, ficou bêbada e convidou a homem para ir até a casa dela. Não é não” diz a atriz.  Teatro onírico Melissa trabalha há muitos anos com a Companhia Finzi Pasca, fundada pelo seu marido, o ator e diretor Daniele Finzi Pasca. A companhia une teatro, dança, acrobacia, circo, ópera, luzes e outros elementos envolvendo o espectador. Na versão italiana da peça "Prima Facie", o diretor usa recursos oníricos, como folhas de papel que caem do teto e flutuam no ar, uma mesa giratória, telões com projeções de imagens, um jogo de luzes, que se junta ao movimento da atriz para contar uma história dramática.    “O Daniele é um diretor que trabalha com o estupor. Ele toca o coração do espectador, porque o teatro dele fala da fragilidade, do poder de acariciar o espectador", diz a atriz. "O espectador está na mesma situação que você, de fragilidade, de medo, de perigo, assim como um ator”, aponta. Melissa ressalta que a versão italiana da "Prima Facie" realizada pela Companhia Finzi Pasca requer uma concentração ainda maior do ator. “Além de decorar o texto, a interpretação envolve uma interação com um aparelho cenográfico que gira muito forte, coisas que caem do teto, vídeo, luzes, troca de roupas em cena. A cenografia do jogo teatral é muito presente. Agora, o que mais mexeu comigo, tecnicamente, foi como ele (o diretor) posiciona o corpo, o corpo do ator interagindo com este universo extraordinário”, pontua a artista.  Interpretar e várias línguas Melissa Vettore tem a experiência de interpretar em cinco idiomas: português, espanhol, inglês, francês e italiano. “Muitos atores falam como é difícil interpretar em outro idioma. Mas é minha paixão. Estou descobrindo italiano cada vez mais e, me dando essa possibilidade de me expressar nesse idioma, encontrar a tessitura, a sonoridade que me comove. Inclusive acho que as línguas me deram até outras liberdades que eu não tinha falando em português”, revela a brasileira.  Mas a atriz conta que, para se preparar para a peça "Prima Facie", as dificuldades de interpretação foram além do idioma. “São 95 páginas e com termos jurídicos traduzidos em italiano. Então eu demorei bastante. Comecei a me preparar e decorar no começo do ano, a partir de março. Eu tive uma pessoa para me ajudar, uma preparadora, a Ilaria Cangialosi, uma atriz italiana. Foi um preparo longo, porque são 18 cenas. O texto te empurra para frente. Ele te joga. É muito cinematográfico, mas foi intenso.” conta a artista.  No caso da personagem Tessa da peça "Prima Facie" o drama da violência sexual toca profundamente a atriz, que já interpretou mulheres que deixaram marcas na história, como a escultora francesa Camille Caudel e a bailarina norte-americana Isadora Duncan. “A história é dolorida. O tema toca em todas as mulheres, mesmo aquelas que não sofreram alguma forma de violência sexual. Na peça eu lido com respeito. Muitas mulheres ficam profundamente comovidas depois de assistir a peça”, relata.  Na Itália “Prima Facie” conta com o apoio da associação “Differenza Donna” que combate a violência masculina contra as mulheres. “A peça provoca um reviver em muitas mulheres. Por isso, temos uma associação ligada ao espetáculo. As mulheres podem ligar, se informar, pedir ajuda. É uma vontade também da Suzie Miller. Se algumas acabam revivenciando uma violência sofrida, elas podem pelo menos pedir ajuda e se sintir acolhidas” explica Melissa. A peça "Prima Facie" desencadeou no mundo um amplo debate sobre a necessidade de um sistema de justiça mais receptivo às vítimas de crimes sexuais. A indignação pública provocada por suas apresentações em Londres gerou até mesmo mudanças legislativas no Reino Unido e levou a autora Suzie Miller à Organização das Nações Unidas para discutir a abordagem adotada em relação às vítimas de abuso ou assédio sexual.

ICB GV - Igreja Casa da Benção de Governador Valadares - MG
Mude De Vida Independente Do PID - Célula De Finanças

ICB GV - Igreja Casa da Benção de Governador Valadares - MG

Play Episode Listen Later Sep 23, 2025 93:39


Cultos:Domingo às 9h45 e 18h (live)Segunda às 20h (live)Siga-nos nas redes sociais:- Facebook: ⁠https://facebook.com/icbgv⁠- Instagram: ⁠https://instagram.com/icbgv⁠⁠#icbgv⁠ ⁠#culto⁠ ⁠#célula⁠ ⁠#igreja

Carta Podcast
Golpe continuado: deputados aprovam PEC da Impunidade e a urgência da anistia | Fechamento Carta

Carta Podcast

Play Episode Listen Later Sep 18, 2025 63:28


Neste episódio, André Barrocal, Mariana Serafini e Rodrigo Martins comentam a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da PEC da Impunidade e da urgência da anistia aos golpistas. Senadores prometem conter a tramitação, enquanto o Supremo Tribunal Federal pretende por um ponto final à farra das emendas parlamentares.O programa apresenta, ainda, os principais destaques da edição semanal de CartaCapital. Candidato da Faria Lima, Tarcísio de Freitas não consegue ser nem bolsonarista nem moderado. Na reta final do mandato, Lula destrava programas para beneficiar os jovens, um eleitorado que se afastou da esquerda nos últimos anos. E mais: Comissão Independente de Investigação da ONU reconhece que Israel promove um genocídio em Gaza.O Fechamento é transmitido ao vivo, no canal de CartaCapital no YouTube, a partir das 18h. Na tevê aberta, a TVT exibe uma reprise do programa às 22h30. Acompanhe e participe do debate pelo nosso chat.

Shot de La Octava Sports
Pumas sigue en busca de su 9 titular.

Shot de La Octava Sports

Play Episode Listen Later Sep 9, 2025 3:33


Jugadores de Independente salieron hablar encontrar de la Conmebol.Los planes de la FIFA para la inaguración del 2026

Benfica Independente
Benfica Independente | Entrevista João Noronha Lopes

Benfica Independente

Play Episode Listen Later Sep 7, 2025 93:06


Estivemos à conversa com João Noronha Lopes, candidato a Presidente do Sport Lisboa e Benfica nas eleições de Outubro 2025.

#DNACAST
APROVEITE AS OPORTUNIDADES | Ponto de Vista 02/set

#DNACAST

Play Episode Listen Later Sep 2, 2025 1:32


Independente de onde você esteja, hoje é dia de dizer sim para oportunidades, desafios e conquistas.

Rocketcast
IA e agentes inteligentes: impacto real nos negócios com Rodrigo Cioffi e William Colen |FalaDev #74

Rocketcast

Play Episode Listen Later Aug 29, 2025 46:47


Faaaaala Dev! Chegou mais um episódio da 7ª temporada do #FalaDev, e dessa vez o papo mergulha no universo da inteligência artificial aplicada a agentes conversacionais.O PV Faria recebe William Colen, Diretor de IA na Blip, e Rodrigo Cioffi, Co-Founder & COO da DigitalBot, para uma conversa sobre como chatbots evoluíram para agentes inteligentes e estão transformando a relação entre empresas e consumidores.Eles compartilham suas trajetórias, da pesquisa em processamento de linguagem natural até a construção de mais de 800 projetos de bots, e mostram na prática como esses agentes aumentam vendas, reduzem custos operacionais e melhoram a experiência do usuário.A conversa também passa por:• A evolução dos chatbots para agentes de IA capazes de resolver problemas reais• Cases de sucesso que já geraram milhões em resultados• Os maiores erros e acertos na implementação de agentes inteligentes• Tendências de mercado e o futuro da interação entre marcas e pessoasSe você quer entender como a IA está remodelando o atendimento, o varejo e a forma como consumimos tecnologia, esse episódio é pra você.Dá o play e já se inscreve no canal

Igreja Amor em Movimento - AEM
Gui Rebustini | Os planos mudaram, mas as promessas não

Igreja Amor em Movimento - AEM

Play Episode Listen Later Aug 27, 2025 48:15


Independente de onde você se encontra, independente do que tenha acontecido, existe esperança.Os planos mudam, mas as promessas não.Continue confiando.

Rádio PT
[SPOT] - 7 de setembro: Povo independente é povo soberano

Rádio PT

Play Episode Listen Later Aug 25, 2025 0:47


Dia 7 de setembro é dia de luta e mobilização nacional.

Canal Ser Flamengo
Imprensa e mídia independente paulista atacam o Flamengo e chamam torcedores de burros e idiotas

Canal Ser Flamengo

Play Episode Listen Later Aug 15, 2025 36:45


QUER FALAR E INTERAGIR CONOSCO?:        CONTATO I contato@serflamengo.com.br SITE I ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠serflamengo.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠TWITTER I ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@BlogSerFlamengo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠INSTAGRAM I ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@BlogSerFlamengo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#Flamengo #NotíciasDoFlamengo #Libra

RdMCast
RdMCast #515 – 1978: os horrores da ditadura argentina

RdMCast

Play Episode Listen Later Aug 14, 2025 82:31


Demônios, ditadura e copa do mundo? 1978, horror argentino lançado recentemente, reúne tudo isso com um roteiro bagunçado e que se perde a cada momento que passa. Independente da qualidade do filme, nossa bancada de historiadores se reúne essa semana para discutir os horrores das ditaduras argentinas (sim, no plural), em especial a de 1976-1983, as complexidades do peronismo, questões de justiça e memória no pós-ditadura e as maracutaias que levaram nossos hermanos a segurar a taça da copa de 1978 – um torneiro completamente manipulado, para dizer o mínimo. Vá preparando seus botes de borracha e seu melhor portunhol e nos acompanhe nessa viagem pela história latino-americana.O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabriel Braga, Thiago Natário e Gabi Larocca.Apoie o RdM e receba recompensas exclusivas: https://apoia.se/rdmCITADOS NO PROGRAMA:1978 (2024)Citações off topic:Azor (2021)Evita (1996)Dois Papas (2019)O Conde (2023)Argentina, 1985 (2022)Pra Frente, Brasil (1982)Ainda Estou Aqui (2024)Calafrios (2010)Aterrorizados (2017)A História Oficial (1985)EPISÓDIOS CITADOS:RdMCast #431 – El Conde e os horrores da ditadura chilenaSiga o RdMYoutube: https://www.youtube.com/c/Rep%C3%BAblicadoMedoInstagram: @republicadomedoTwitter: @RdmcastEntre em contato através do: contato@republicadomedo.com.brLoja do RdMConheça nossos produtos: https://lojaflutuante.com.br/?produto=RdmPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram: @estudiogrimContato: contato@estudiogrim.com.br

3 em 1
Lula debate tarifaço com Alckmin / Moraes diz que Judiciário é independente

3 em 1

Play Episode Listen Later Aug 11, 2025 120:52


No 3 em 1 desta segunda-feira (11), a bancada analisa as estratégias do governo e do Judiciário na crise com os EUA. O presidente Lula (PT) deve se reunir com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para debater os impactos do tarifaço americano e as saídas para a economia. A Corregedoria da Câmara recebeu o pedido de punição contra 14 deputados que obstruíram a pauta em protesto pela prisão de Bolsonaro. Em São Paulo, o ministro Alexandre de Moraes mandou um novo recado e reafirmou a independência do Judiciário contra pressões externas. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Noticiário Nacional
08h Mário Centeno garante que é independente

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Jul 26, 2025 8:26


Sem Moderação
Do Banco de Portugal sai Centeno, o “apparatchik do governo”, e entra Santos Pereira, “o técnico reputado”: decisão política ou escolha independente?

Sem Moderação

Play Episode Listen Later Jul 25, 2025 23:16


Há quatro dias Luís Montenegro disse que Mário Centeno reunia todos os requisitos para o cargo de Governador do Banco de Portugal, mas acabou por não reconduzir o ex-ministro das Finanças. Em sua substituição foi indigitado Álvaro Santos Pereira, atual economista-chefe da OCDE, foi ministro da Economia e do Emprego no governo de Passos Coelho. O novo Governador vai devolver a independência à instituição, ou não deixa de ser uma escolha política? No Antes Pelo Contrário em podcast, Pedro Delgados Alves e José Eduardo Martins analisam a escolha do governo para liderar o Banco de Portugal. Emitido na SIC Notícias a 24 de julho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

PODDELAS
Beauty Delas - Beleza independente de gênero com Cris Wraase

PODDELAS

Play Episode Listen Later Jul 18, 2025 53:52


Pretoteca
#164 - Jesuton: nascida em Londres, descoberta no Rio, cantora lança primeiro álbum independente | PRETOTECA

Pretoteca

Play Episode Listen Later Jun 27, 2025 45:12


ONU News
Sudão vive piora de um conflito com efeitos arrasadores, alertam peritos

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 17, 2025 1:35


Especialistas da ONU pedem embargo de armas e responsabilização por graves violações de direitos humanos; Missão Independente de Investigação alerta para aumento da violência, fome e abuso sexual em meio à intensificação dos ataques.

45 Graus
António Costa Silva: Um independente no governo, entre a tirania do curto-prazo e um elefante na administração pública

45 Graus

Play Episode Listen Later May 14, 2025 90:34


Veja o vídeo completo em expresso.pt/podcasts/45-graus António Costa Silva é engenheiro, professor universitário aposentado e gestor. Nasceu em Angola, formou-se no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e estudou no Imperial College, em Londres. Tem uma longa carreira ligada ao setor da energia. Em 2020, foi convidado pelo Governo para preparar a Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030. Entre 2022 e 2024 foi Ministro da Economia e do Mar do XXIII Governo Constitucional. _______________ Índice: (0:00) Introdução (4:34) Livro Governar no Século XXI e as reformas urgentes na Administração Pública | Tutelas partilhadas | ‘Síndrome do bom aluno’ | O medo de decidir (21:07) De onde vem a aversão ao risco e a decidir na nossa AP? | Ideia de eventos internos anuais para planeamento estratégico (29:22) É possível definir no Estado objetivos (KPIs), como nas empresas? (32:34) Problema do nosso baixo capital social | Agendas Mobilizadoras (37:23) Instabilidade dos governos e ignorância dos ministros (44:10) A nossa AP tem capacidade para implementar o PRR? | Estudo do BdP | Agendas Mobilizadoras | Digitalizar a AP (50:35) Onde estão as bolsas de excelência na AP? Quais são as causas? (58:20) Excesso de foco dos governos no curto-prazo | Adm Publica em Singapura | Excesso de ímpeto legislativo dos governos (1:08:56) Como foi ser um independente no governo? (1:11:09) Como é a relação de um ministro com os directores-gerais da AP? | “A ambiguidade (na decisão) mata.” | A politização dos gabinetes ministeriais (1:20:20) De onde vem a nossa atração por líderes autoritários, mesmo à esquerda? (1:24:59) O que se passa com o Banco de Fomento?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Teletime
12/05/25 | OiTV: vida independente e foco no cliente | Impactos do fim da Norma 4 | ISPs de olho no B2B

Teletime

Play Episode Listen Later May 11, 2025 27:02


Este boletim traz um resumo das principais notícias do dia na análise de Samuel Possebon, editor chefe da TELETIME.TELETIME é a publicação de referência para quem acompanha o mercado de telecomunicações, tecnologia e Internet no Brasil. Uma publicação independente dedicada ao debate aprofundado e criterioso das questões econômicas, regulatórias, tecnológicas, operacionais e estratégicas das empresas do setor. Se você ainda não acompanha a newsletter TELETIME, inscreva-se aqui (shorturl.at/juzF1) e fique ligado no dia a dia do mercado de telecom. É simples e é gratuito.Você ainda pode acompanhar TELETIME nas redes sociais:Linkedin: shorturl.at/jGKRVFacebook: https://www.facebook.com/Teletime/ Google News: shorturl.at/kJU35Ou entre em nosso canal no Telegram: https://t.me/teletimenews Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Podcast Cinem(ação)

Em meio a uma temporada de premiações que frequentemente privilegia grandes estúdios e continuações, surgiu uma joia inesperada: Flow, a animação da Letônia dirigida por Gints Zilbalodis. O filme conquistou reconhecimento mundial e prêmios importantes, como o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Animação, sendo também a entrada da Letônia para Melhor Filme Internacional no Oscar, chegando "quebrando carreiras".O que torna Flow verdadeiramente único é o fato de ter sido feito 100% no Blender, um software gratuito, com um orçamento baixo para uma animação. A ausência de diálogos é outra característica marcante. Gints Zilbalodis optou por contar a história puramente através da animação, sons ambientes e naturais, focando no comportamento e nas expressões dos animais. O filme foge do realismo exagerado e da estética antropomórfica típica, mergulhando o espectador em uma meditação visual sensorial.Neste episódio, Rafael Arinelli, Raíssa Ferreira e Camila Correia mergulham na beleza e profundidade de Flow, discutindo suas técnicas de animação, os temas abordados e por que este filme letão se tornou uma das obras mais comentadas e aclamadas da temporada de premiação.Vamos dar spoilers, por isso siga por sua conta e risco. Então, pegue seu colete salva-vidas, encontre seu barco à deriva, e venha fluir com a gente neste episódio.• 03m47: Pauta Principal• 1h17m49: Plano Detalhe• 1h27m47: EncerramentoOuça nosso Podcast também no:• Spotify: https://cinemacao.short.gy/spotify• Apple Podcast: https://cinemacao.short.gy/apple• Android: https://cinemacao.short.gy/android• Deezer: https://cinemacao.short.gy/deezer• Amazon Music: https://cinemacao.short.gy/amazonAgradecimentos aos patrões e padrinhos: • Bruna Mercer• Charles Calisto Souza• Daniel Barbosa da Silva Feijó• Diego Alves Lima• Eloi Xavier• Flavia Sanches• Gabriela Pastori Marino• Guilherme S. Arinelli• Katia Barga• Thiago Custodio Coquelet• William SaitoFale Conosco:• Email: contato@cinemacao.com• Facebook: https://bit.ly/facebookcinemacao• BlueSky: https://bit.ly/bskycinemacao• Instagram: https://bit.ly/instagramcinemacao• Tiktok: https://bit.ly/tiktokcinemacaoApoie o Cinem(ação)!Apoie o Cinem(ação) e faça parte de um seleto clube de ouvintes privilegiados, desfrutando de inúmeros benefícios! Com uma assinatura a partir de apenas R$5,00, você terá acesso a vantagens incríveis. E o melhor de tudo: após 1 ano de contribuição, recebe um presente exclusivo como agradecimento! Não perca mais tempo, acesse agora a página de Contribuição, escolha o plano que mais se adequa ao seu estilo e torne-se um apoiador especial do nosso canal! Junte-se a nós para uma experiência cinematográfica única!Plano Detalhe:• (Raíssa): Documentário: Ritas• (Camila): Software: Blender• (Camila): Youtube: 3D na Revo• (Camila): Software: After Effects• (Camila): Livro: Manual de animação• (Rafa): Série: RupturaEdição: ISSOaí

FAMÍLIA DOS QUE CREEM
Os Mistérios do Reino - Fabiano Krehnke (Série: Parábolas de Jesus)

FAMÍLIA DOS QUE CREEM

Play Episode Listen Later May 1, 2025 79:15


Quem foi Jesus? Na realidade cultural na qual vivemos, são muitos os títulos que atribuem a Ele. Uns dizem que foi um profeta, outros que foi um revolucionário, há quem diga que foi um sábio, contador de histórias, e nós, nós sabemos que Ele é Deus. Independente da perspectiva, não se pode negar que Jesus é relevante para cada pessoa, seja ela cristã ou não cristã. Seus ensinamentos perpetuam ao longo da história, mesmo após dois mil anos da sua morte, nos provocando a refletir sobre a vida e como a temos vivido. Certamente, grande parte das pessoas já teve contato com as mensagens do Cristo, principalmente as parábolas, o que pode ter influenciado em uma distorção na sua real aplicabilidade e sentido. Hoje é comum ouvirmos pessoas mencionando passagens bíblicas em seus contextos cotidianos, buscando justificar ou trazer alguma lição para as situações que elas e/ou seus próximos têm experienciado. Ouvimos dos púlpitos de diversas igrejas, pregadores usando de alegorias para expressar o Evangelho, argumentando estar usando a mesma estratégia de Jesus, que ensinou por meio de parábolas. A questão é que Jesus não usou parábolas para tornar a mensagem mais acessível ou como forma de incutir lições de moral em seus ensinamentos. Ele estava cumprindo profecias a Seu respeito, estava exercendo misericórdia para aqueles que o ouviam e ainda assim não criam nEle. Para os que O seguiam, estava ensinando o Evangelho do Reino, o Reino que “é semelhante a…”. Suas parábolas despertavam realidades diferentes em pessoas diferentes. Aos incrédulos, a confusão e a não compreensão. Aos seus discípulos, edificação na fé. __ #FAMÍLIADOSQUECREEM #SÉRIEPARÁBOLASDEJESUS Visite nosso site: http://familiadosquecreem.com Compre nossos livros e produtos: http://familiadosquecreem.com/loja Contribua financeiramente: http://familiadosquecreem.com.br/contribuir Conheça nossa escola: http://escolanovamente.com Ouça nossas músicas: https://open.spotify.com/artist/6aPdiaGuHcyDVGzvZV4LHy Siga-nos no Instagram: http://instagram.com/familiadosquecreem Curta-nos no Facebook: http://facebook.com/familiadosquecreem Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/familiadqc

O É da Coisa
O É da Coisa de 27/02/2025, com Reinaldo Azevedo: Alexandre: “O Brasil é independente desde 1822”

O É da Coisa

Play Episode Listen Later Feb 27, 2025 85:33


ONU News
Mecanismo da ONU intensifica busca por desaparecidos na Síria

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 10, 2025 1:56


Após visita ao país, chefe da Instituição Independente elogia abertura das autoridades atuais para tratar do tema; equipe se reuniu com autoridades e vítimas e visitou locais marcados por atrocidades, como a prisão de Sednaya.

Bibotalk - Todos os podcasts
Faz sentido ter área VIP no culto? – BTPapo 070

Bibotalk - Todos os podcasts

Play Episode Listen Later Jan 31, 2025 76:08


Voltamos com o primeiro BTPapo de 2025! E já nesse episódio, Bibo e Cacau conversam sobre uma pauta super importante em meio de cultura gospel: faz sentido ter Área VIP na igreja? Independente do momento, seja culto público seja em eventos diversos, uma Área VIP é um lugar que promove uma separação entre celebridades e […] O conteúdo de Faz sentido ter área VIP no culto? – BTPapo 070 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

BTCast | Bibotalk
Faz sentido ter área VIP no culto? – BTPapo 070

BTCast | Bibotalk

Play Episode Listen Later Jan 31, 2025 76:08


Voltamos com o primeiro BTPapo de 2025! E já nesse episódio, Bibo e Cacau conversam sobre uma pauta super importante em meio de cultura gospel: faz sentido ter Área VIP na igreja? Independente do momento, seja culto público seja em eventos diversos, uma Área VIP é um lugar que promove uma separação entre celebridades e […] O conteúdo de Faz sentido ter área VIP no culto? – BTPapo 070 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

GameFM » Debug Mode – Podcast
Debug Mode #525: Os consoles mais feios do mundo (e bonitos também) - Podcast

GameFM » Debug Mode – Podcast

Play Episode Listen Later Jan 22, 2025 415:10


Independente da sua qualidade e seus jogos, temos que admitir que alguns consoles são feios pra caramba. Nesse episódio maluco, fazemos um exercício meio bizarro para um podcast e vamos debater sobre consoles mais feios do mercado (e dos mais bonitos também, além dos controles, porque não?). Confira!