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A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse. É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.
Nito Abreu, apoiado pela ADI, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Ele é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato assume a sua confiança no apoio do eleitorado jovem e não só. A campanha de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos hoje como convidado o candidato Nito Abreu. Nito Abreu começa por justificar a sua candidatura à Presidência da Republica. São Tomé e Príncipe, em torno, acima de tudo, de uma liderança e uma liderança nova ! Não é apenas uma liderança jovem. É uma liderança de comprometimento de alguém que de facto esteja preocupado com o país. Relativamente à minha campanha, eu optei por uma presença de terreno através de passeatas em várias localidades no país e também no exterior. Falei com milhares de militantes, milhares de são-tomenses e senti neles, de facto a necessidade de mudança. Isso eu senti. E eu creio que isso no dia 19 o povo vai decidir. O facto de São Tomé e Príncipe ter um sistema semi-presidencialista. O candidato aponta que o Presidente da República deve trabalhar fundamentalmente em estreita coordenação com o Governo. Eu, enquanto são-tomense, eu enquanto jovem, enquanto indivíduo que pensa muito sobre a realidade do país, eu não vejo o sistema como ponto dos problemas que nós temos. Eu vejo o homem: quando o homem está preocupado, está envolvido, sente-se comprometido com a causa. Independentemente do sistema, as coisas mudam. Nós temos vários países que nós podemos tomar como exemplo, que não são um sistema semi-presidencialista como o nosso: 1 ! Mas também digo que quem sabe até experimentarmos um sistema presidencialista já vivemos 30 e poucos anos, não é? 30 e poucos anos ! 35 anos num sistema semi-presidencialista também não seria mau se experimentássemos um outro ! Já tivemos presidencialismo também na Primeira República ! Mas não, não garantiu também grande grande coisa. Mas também não vou aqui criticar aquilo que foram os 15 anos. Porquê? Porque os 15 anos eu ainda lembro. Em 1990 eu ia para a escola comendo ou não comendo em casa. Eu era obrigado a comer na escola que havia as coisas a funcionar. Referi a década de 90, ainda na primeira e segunda classe. Nós tínhamos lá e às vezes acontecia duas vezes. Comíamos, até levarmos para casa. E hoje? E hoje? Essa é a grande questão ! No âmbito da política externa Nito Abreu defende uma maior aproximação com os países da região central africana e também o reforço no contexto das organizações internacionais. Eu defendo uma aproximação forte, sobretudo regional. Primeiramente, um Estado tem que ter um projecto seu interno, para depois atingir, através dos parceiros internacionais, através dos vizinhos, através das organizações, conseguir mecanismos ou meios para materializar. Eu digo qual é a característica, qual é, qual é, qual é o nosso projecto? Qual é a política externa de São Tomé hoje para termos que país tem para resultar em ações e que possivelmente conseguirá consubstanciar em desenvolvimento? Nós não temos porque temos uma governação. Temos um país à deriva e que vive com base numa governação de vulcanização. Quando há problema nós atendemos. Tapa esse furo. Quando surge outro, tapamos o outro. O que acontece ? A câmara entra em ruptura, este é o nosso Estado hoje. Por isso uma política externa forte, maior aproximação, maior conexão com as organizações de países amigos tradicionais e não só. Nito Abreu diz que a sua candidatura não se revê exclusivamente na juventude, mas em população são-tomense. A minha candidatura, ela não assenta apenas na juventude. Talvez as pessoas identificam-me mais por isso.Ainda está nessa faixa etária ! Pese embora, um indivíduo de 42 anos é um indivíduo jovem, não é? Mas as pessoas identificam-me mais como candidato jovem. O país tem 73% de jovens, no último resultado estatístico a que tive acesso. Dados estatísticos revelam que 73% da população tem menos de 30 anos, menos de 30 anos ! Se essa massa toda galvanizar, é claro que terei vitória nestas eleições. Mas, por outro lado, como disse, a minha candidatura é uma candidatura aberta, de todas as idades para todas as idades, independentemente de classe social, grupo social, seja lá quem for, porque os são-tomenses a Constituição não nos separou pela idade. Ela une-nos a todos. Este é o meu propósito. Para o candidato Nito Abreu, a fragmentação do ADI, o partido que o apoia não o intimida. O ADI tem um grupinho, muito ínfimo, que decidiu ou pensou que de facto poderia usurpar o partido, mas como já disseram, o partido não é aparelho, não é sigla, é mais do que isso. Os militantes da ADI conhecem-se e sabem o que é que é. Hoje o ADI é visto, as pessoas sabem quem é o ADI. Ninguém levou 5 ou 10% no ADI. Não foi a nenhum lugar ! E ninguém levou 10% dali para nenhum lugar. Esperava-se que o ADI fosse dividido, talvez 50 por 40 ou 30% e apoiar uma outra candidatura. O ADI não moveu, o ADI, assumiu a minha candidatura. Está em torno disto. Mas a minha candidatura continua, com base numa estratégia que todos já conhecem: aproximação, contacto com a militância sem acusação, sem envolvimento, com base em violência. Porquê que digo isto? Porque tem havido actos de violência contra a presença dos que me apoiam. Nito Abreu é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, marcadas para o dia 19 de Julho.
Sejam bem-vindos ao magazine Semana em África, a rúbrica onde recapitulamos os principais acontecimentos da semana no continente africano. Esta semana fica marcada por uma nova reviravolta na Guiné-Bissau com o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, a ter sido colocado em prisão preventiva, esta sexta-feira. Simões Pereira vai cumprir uma ordem decretada por um Juiz de Instrução Criminal, no âmbito de uma investigação sobre a sua alegada participação num golpe de Estado que teria ocorrido em outubro de 2025. A defesa diz tratar-se de uma "cabala política". De acordo com os advogados de defesa e fontes familiares, Simões Pereira foi conduzido por volta das 10 horas, hora de Bissau, para as instalações da Segunda Esquadra, onde vai cumprir a prisão preventiva. A medida teria sido decretada na quinta-feira, pelo Juiz de Instrução Criminal, Mamadu Embalo, dando deferimento a um pedido nesse sentido que tinha sido formulado pela Promotoria da Justiça Militar. O opositor Fernando Dias da Costa, que reclama ter vencido as eleições presidenciais de Novembro passado, entretanto interrompidas pelo golpe de Estado militar, denunciou o que considera ser uma perseguição política a Simões Pereira. Dias da Costa afirma que Pereira é vítima de perseguição unicamente por ter apoiado a sua candidatura às eleições de Novembro. Entretanto, os advogados de defesa do líder do PAIGC e presidente eleito do parlamento guineense, não compareceram ao Tribunal Militar, onde Simões Pereira, está a ser investigado, por considerarem que o seu processo ganhou contornos políticos e não judiciais. Portanto, dizem, não valia a pena ir ao Tribunal, instância da qual não receberam nenhuma notificação. Seja como for, é facto que Domingos Simões Pereira está detido na Segunda Esquadra, onde já esteve de 26 Novembro de 2025 a 31 Janeiro deste ano. Desde essa altura, Pereira encontrava-se em prisão domiciliária, sob forte vigilância policial. Após ser ouvido pelo Tribunal Militar na quarta-feira, o responsável político tinha sido notificado ontem à noite para tornar a comparecer perante a justiça nesta sexta-feira. Uma situação perante a qual as eurodeputadas portuguesas Catarina Martins e Marta Temido, bem como a diplomata Ana Gomes, manifestaram o seu repúdio denunciando o que qualificaram de inacção da comunidade internacional. Guiné-Bissau: referendo a 30 de Agosto sobre nova Constituição Ainda na Guiné-Bissau, os cidadãos serão chamados no próximo dia 30 de Agosto a pronunciar-se sobre a nova Constituição do país. A sociedade civil insurge-se contra esta iniciativa, que apelida de "teatro". Cada guineense com capacidade eleitoral activa vai dizer “sim” ou “não” como resposta. A consulta popular será feita por sufrágio universal, directo, secreto e pessoal, sobre a entrada em vigor da nova Constituição da República aprovada pelo Conselho Nacional de Transição. O decreto presidencial, assinado por Horta Inta-a esclarece que “o Supremo Tribunal de Justiça emitiu parecer favorável” à realização do referendo. A questão que se coloca é saber o que diz a própria Constituição já que a maioria dos guineenses desconhece as novas formulações que constam do texto revisto pelo Conselho Nacional de Transição, órgão que exerce as competências do parlamento guineense. Os militares tomaram o poder a 26 de novembro de 2025, num golpe de Estado e uma das primeiras acções foi a alteração da Constituição da República da Guiné-Bissau que passa a dar mais poderes ao Presidente da República. A oposição e as organizações da sociedade civil têm criticado todo o processo que conduziu à alteração da Constituição que dizem foi feita por via da força. Seja como for, no próximo dia 30 de agosto, os guineenses serão chamados a dizer se concordam ou não com a nova Constituição da República. Armando Lona, coordenador da Frente popular, representando a sociedade civil, denuncia um "teatro". "Não passa de uma aberração crónica, uma fuga para a frente por parte de um grupo que, todos nós sabemos que assaltou as instituições, que instalou uma ditadura sanguinária na Guiné-Bissau nos seis últimos anos. Apesar da derrota que sofreu nas eleições de 23 de novembro de 2025, não se acomodou, não se convenceu. Continua a multiplicar encenações, golpes cerimoniais, teatros, como agora estamos a assistir com esse pseudo referendo que não passa de um autêntico teatro no circo. Porque um referendo constitucional, em qualquer parte do mundo, é um acto de soberania popular. Acontece dentro de um quadro histórico duma realidade histórica interpretada pelo povo sobre a necessidade ou não de proceder a um referendo. E quando acontece, acontece dentro dos parâmetros legais, devidamente legitimado pelo povo do país. Na Guiné-Bissau temos leis que indicam claramente como é que se deve proceder perante um referendo popular. Qualquer revisão constitucional tem que decorrer dentro desses parâmetros legais. Portanto, o que está a acontecer nesse momento é um autêntico teatro de um bando que capturou as instituições da Guiné-Bissau, que tenta a todo o custo salvaguardar o regime que já está desmoronado. Um regime que está completamente à deriva, portanto. E tudo isso não passa de um teatro"." Neste contexto, acha que, porventura, muitos guineenses já tomaram conhecimento das alterações que a transição preconiza? Acha que as pessoas estão esclarecidas sobre o que vai ser o objecto deste referendo? Os guineenses não avaliam essas mudanças oportunísticas, essas mudanças ilegais. O que os guineenses avaliam é a tentativa da sua confiscação, da vontade exprimida nas urnas. O povo da Guiné-Bissau escolheu um presidente no dia 23 de Novembro de 2025 e aconteceu um falso golpe para poder impedir que este presidente assumisse as funções presidenciais. Tudo o que nós estamos a assistir até agora faz parte desse projecto de confiscação da vontade popular. E o povo da Guiné-Bissau não reconhece esse grupo, esse bando. O povo da Guiné-Bissau está determinado a lutar para fazer valer a vontade expressa soberanamente nas urnas. Moçambique: Igreja quer esclarecimentos sobre assassinato de bispo de Quelimane A igreja católica, realça o presidente da conferência episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saúre, está preocupada e busca respostas para o que aconteceu na madrugada dia 06 de Junho na residência pastoral na cidade de Quelimane onde sabe-se apenas que Dom Osório Citora foi morto a tiro. "Ficando apenas o que foi dito publicamente pela imprensa de que o bispo foi morto a tiro, por uma arma de fogo sem nenhuma referencia as possíveis respostas para as perguntas cruciais tais como: quem matou exactamente Dom Osório, quem foi o mandante e quais seriam as motivações do assassinato". A Conferência Episcopal de Moçambique pede, diz o arcebispo de Maputo Dom Carlos Nunes, que seja levado a cabo uma nova linha de investigação ao assassinato do bispo de Quelimane. "Ali não é fábrica de armas. Veio de algum sítio, alguém trouxe essa arma. Então que se abra mais o campo porque o modo como agora está sendo orientado parece que é uma coisa de casa, caseira. A igreja tem problemas então é vitima dos seus próprios problemas". A preocupação dos bispos católicos foi manifestada em conferência de imprensa na capital moçambicana. Os arcebispos de Nampula, Dom Inácio Saúre, de Maputo, Dom João Carlos, e o emérito da Beira, Dom Claúdio Dalla Zuanna, mantiveram encontros no dia 04 deste mês de Julho, em Roma, com o Papa Leão XIV e com o Cardeal Pietro Parolin - Secretário de Estado do Vaticano onde onde foi condenado o baleamento do bispo da diocese de Quelimane, Dom Osório Citora. Entretanto, cerca de 1.400 moçambicanos foram repatriados pelas autoridades nacionais após a violência xenófoba na África do Sul. O anúncio foi feito pelo Governo que garante estar a acompanhar a situação e a criar condições para o enquadramento profissional destes cidadãos. O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, revelou, esta semana, os números de moçambicanos regressados da África do Sul. Em São Tomé e Príncipe, a missão de observação às eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe deverá chegar ao país entre dia 14 e 15 de Julho e deverá ser liderada pelo antigo ministro angolano, João Bernardo Miranda. Estas precisões foram feitas por Maria de Fátima Jardim, secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal. É o ponto final deste magazine Semana em África. Nós, já sabe, estamos de volta na próxima semana. Até lá, fique bem.
Esta Semana em África ficou marcada pelo fim da participação de Cabo Verde no Mundial de Futebol, mas também as críticas da oposiçõa na Guiné-Bissau, o fluxo de moçambicanos que sai da África do Sul sob ameaças racistas ou ainda a desistência final de Jorge Bom Jesus nas presidenciais de São Tomé e Príncipe. Os Tubarões Azuis caíram de pé no Mundial de Futebol masculino que decorre nos Estados Unidos, México e Canadá. Face aos campeões em título, a Argentina, Cabo Verde deu luta e conseguiu por duas vezes igualar a partida, perdendo apenas por um auto-golo já no prolongamento do jogo. Durante 120 minutos, os cabo-verdianos sonharam e saem desta competição com a cabeça erguida dando a conhecer ao Mundo a sua forma de jogar, mas sobretudo o seu país, as suas tradições e a sua alegria. Na hora do adeus, o guarda-redes Vozinha, que se tornou uma das sensações desta competição e é agora aclamado mundialmente, diz esperar que Cabo Verde continue a atingir novas metas e que o futuro está aberto para o arquipélago. Na Guiné-Bissau, os dois principais blocos da oposição acusam a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de ter perdido neutralidade para legitimar o regime de transição militar instalado após a tomada de poder em Dezembro de 2025. Numa carta aberta, denunciam a exclusão da oposição das missões da organização, contestam o apoio ao processo de revisão constitucional e alertam para a degradação das condições democráticas no país. O coordenador interino da PAI-Terra Ranka e um dos signatários da carta, António Samba Baldé, explica as razões deste repúdio em entrevista a Lígia Anjos. Na África do Sul, as manifestações e a violência contra os imigrantes continuam, tendo já levado pelo menos 25 mil pessoas a abandonar o país. A fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, no sul de Moçambique, está a registar o regresso massivo de cidadãos, entre moçambicanos e malauianos, como nos conta o nosso correspondente Orfeu Lisboa. Do outro lado, na África do Sul, continuam as manifestações e a ausência dos imigrantes, que optam por fugir para os seus países de origem ou esconder-se nas suas casas, já está ter um forte impacto no quotidiano de várias cidades como descreve a nossa correspondente Mariamo Hassamo. Em São Tomé e Príncipe, o ex-primeiro-ministro são-tomense Jorge Bom Jesus anunciou a sua decisão de desistir da corrida às presidenciais de 19 de Julho, alegando uma “avalanche de inverdades criminosas” e um clima de “divisão e crispação política” em torno da sua candidatura. Mantêm-se na corrida Carlos Vila Nova, Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu e Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim. A campanha eleitoral começa hoje em São Tomé e Príncipe. Em Angola, vão começar a ser cobrados os serviços de saúde prestados à população devido à revisão da Lei de Bases do Sistema Nacional de Saúde, pondo fim à gratuidade universal da assistência médica em vigor há 34 anos. A proposta, aprovada na especialidade, está a gerar controvérsia entre parlamentares, embora o governo clarifique que a medida será aplicada apenas a cidadãos com capacidade financeira, como explica o nosso correspondente Francisco Paulo.
Refugee Week 2026 is being commemorated in Australia from June 14 to June 20, with the theme 'A Million Stories'. - Ginugunita ang Refugee Week 2026 sa Australia ngayong ika-14 hanggang ika-20 ng Hunyo.
Meditación del día 31 de mayo de 2026 Palabra de Vida
A veces tratamos la historia de Jesús como si fuera el guion de una película de fantasía o un mito reconfortante para pasar el invierno. Pero si abrimos los libros de historia —incluso los escritos por autores romanos o judíos del siglo I que no tenían ningún interés en promover el cristianismo, como Tácito o Flavio Josefo—, nos topamos con una realidad ineludible: Jesús de Nazaret existió, caminó sobre nuestra tierra y dividió la historia humana en dos. Como teólogos reformados, nos apasiona recordar que nuestra fe no flota en el vacío de la imaginación; está firmemente anclada en el suelo de la historia. Dios no nos salvó enviando un concepto abstracto ni una bonita moraleja. Se salvó metiendo las manos en el barro de nuestra realidad a través de la Encarnación: el Creador eterno se vistió de criatura en un momento específico del Imperio Romano. Esta intervención divina no es un evento aislado, sino un drama histórico perfecto que se despliega en cuatro escenas centrales.1) La cuna humilde: El NacimientoEl drama no empieza en un palacio de mármol, sino en un establo prestado, oliendo a animales y a tierra. Aquí vemos la paradoja más grande del universo: el Dios que sostiene las galaxias con el poder de su palabra, ahora es un bebé que necesita que le limpien la cara y lo envuelvan en pañales. Esto no fue un accidente logístico por falta de espacio en el mesón; fue un acto deliberado de condescendencia divina. El Rey del universo se despojó de su gloria visible para identificarse con nuestra debilidad y rescatar a los suyos desde lo más bajo.2) La cruz maldita: La Muerte ExpiatoriaLa cruz no fue un trágico malentendido político ni el fracaso de los planes de Jesús. Fue el altar histórico donde se pagó nuestra deuda. En la teología reformada entendemos esto como la sustitución penal: nosotros merecíamos el castigo por nuestra rebelión contra un Dios santo, pero Cristo se puso voluntariamente en nuestro lugar. Al exclamar "Consumado es", absorbió hasta la última gota de la ira divina que nos correspondía, clavando nuestra culpa en esa madera real, tosca y ensangrentada fuera de las murallas de Jerusalén.3) La cripta vacía: La ResurrecciónSi la historia terminara en la tumba, el cristianismo sería una tragedia griega más. Pero el domingo por la mañana el suelo tembló. La cripta vacía es el pilar de nuestra fe. Jesús no resucitó espiritualmente en los "corazones de sus discípulos"; su cuerpo físico, glorificado pero real, salió de esa tumba dejando los lienzos ordenados. Esta es la declaración oficial de Dios de que el pago de la cruz fue aceptado, la muerte fue vencida y la nueva creación ha comenzado en la historia humana.4) La corona celestial: La Ascensión y el Reino SupremoJesús no se desvaneció ni se retiró. Cuarenta días después de resucitar, ascendió visiblemente al cielo ante los ojos de sus testigos para ocupar el lugar que le corresponde por derecho: el trono del universo. Hoy, ese mismo Jesús histórico gobierna con soberanía absoluta sobre la política, las crisis mundiales y cada detalle de nuestras vidas. No estamos esperando a ver si Dios gana la batalla final; el Rey ya está coronado a la diestra del Padre, intercediendo por nosotros y dirigiendo la historia hacia su glorioso desenlace. La fe cristiana no te pide que apagues el cerebro ni que creas en cuentos de hadas. Te invita a mirar los hechos, evaluar la evidencia y rendirte ante el Rey que dividió el tiempo en dos para buscarte.
Ichika Nitoさんは、大阪府生まれ。大学在学中にギター動画を投稿、両手を駆使した独自の技術が海外で話題となり、キャリアをスタート。そのテクニックと独自の音楽センスは、世界のトップミュージシャンからも絶賛されています。今回は、今、最も世界に影響を与えるギタリスト、Ichika Nitoさんの素顔に迫ります!番組SNSではゲストとの写真もアップされています。番組アカウントとはこちらから
Nitro Champs wrap-up — Michelle joins us with her full rundown from the weekend at Nitro Champs. Perth Motorplex news — looks like works are finally commencing after a news post over the weekend. Plenty happening out there, so we'll chat about what it could mean moving forward. WA State Government news — every WA driver's licence holder is set to receive a $100 fuel payment from July 1 as part of the 2026–27 State Budget. Doesn't matter if you drive petrol, diesel or EVs, everyone gets a look in through the ServiceWA app. WA road toll discussion — Nick got caught in last week's freeway closure and has a few thoughts on the growing road toll.
En este episodio #217 tenemos como gran invitado a Nito Escalante quien nos cuenta sobre la cultura de el skate, trabajar para las revistas y entrevistar a grandes nombres como John Cardiel, la construcción de parques en los cual teabajo, estar en el toro cuando Max Barrera lo intento de airwalk... Eso y mas X Efecto Ollie
Graça e Paz, Todos os dias renascem com uma nova esperança!Apóstolo Júnior Neri.
#10 COLOSENSES
Evangelho de Jesus Cristo segundo segundo São João 3,16-2116Deus amou tanto o mundo,que deu o seu Filho unigênito,para que não morra todo o que nele crer,mas tenha a vida eterna.17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundopara condenar o mundo,mas para que o mundo seja salvo por ele.18Quem nele crê, não é condenado,mas quem não crê, já está condenado,porque não acreditou no nome do Filho unigênito.19Ora, o julgamento é este:a luz veio ao mundo,mas os homens preferiram as trevas à luz,porque suas ações eram más.20Quem pratica o malodeia a luze não se aproxima da luz,para que suas ações não sejam denunciadas.21Mas quem age conforme a verdadeaproxima-se da luz,para que se manifesteque suas ações são realizadas em Deus.Palavra da Salvação.
I denne episoden av HR‑Puls med Aon spør vi rett ut:Får vi «svenske tilstander» i norsk arbeidsliv når lønn skal bli mer åpen?Vi går i dybden på Pay Transparency – hva det faktisk er, hvordan EU‑regelverket vil påvirke Norge og norske virksomheter, og hva HR og ledere må begynne å gjøre allerede nå.Sammen med gjestene Andreas Moen, advokat og pensjonsekspert i NITO, og David Morgenstern, Global Relationship Executive i Aon Human Capital Solutions og en av Aons fremste eksperter på pay transparency, diskuterer vi blant annet:hva lønnstransparens betyr i praksishvilke erfaringer vi ser fra Sverigehvor langt Norge har kommet i prosessenhvilke krav og forventninger som vil møte norske arbeidsgiverekonkrete første steg for HR og ledereEpisoden ledes av Linn Jeanette Johansen, Commercial Leader i Aon Norway, og Magnus Odéen, psykolog (Ph.d.) og Principal Consultant i Aon Assessment Norway.
Bienvenidos a un nuevo podcast de la Iglesia El Encuentro!!!¡Bienvenido al lugar de tu encuentro con Dios, gracias por acompañarnos!
Human Rights Lawyer Ross Tugade and PhD candidate at UNSW Faculty of Law and Justice explains the role of the International Criminal Court and the issue of jurisduction in relation to the pre-trial hearing of former President R Duterte. - Ipinaliwanag ni Ross Tugade, isang Human Rights Lawyer sa Pilipinas at kasalukuyang nagpapakadalubhasa sa UNSW Faculty of Law and Justice ang ginagampanan papel ng International Criminal Court at isyu ng jurisdiction sa pre-trial hearing ni dating Pangulo R Duterte.
Labor Attaché to Australia Melissa Mendizabal explained what the OFW Pass is and how it differs from the Overseas Employment Certificate (OEC) for Filipino migrant workers in Australia. - Ipinaliwanag ni Labor Attache to Australia Melissa Mendizabal kung ano ang OFW Pass at ang kaibahan nito sa Overseas Employment Certificate (OEC) para sa mga Filipino migrant workers sa Australia.
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Verso para memorizar: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito sobre toda a criação, pois por meio Dele foram criadas todas as coisas nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer poderes, quer autoridades; todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas, e por meio Dele tudo subsiste” (Cl 1:15-17, NVI).
My guest today is Nathaniel Marro. Nathaniel is the Executive Director of NITO. We hit on so many big topics in tickets that I can't even begin to touch on everything. A few of the highlights: Unfair & Predatory Ticketing Fan 2 Fan Resale Lina Khan Touring Sustainability Fee Transparency ...and, a lot more. Visit my website at www.DaveWakeman.com Get 'Talking Tickets' at https://talkingtickets.substack.com
El Hijo Unigénito - Juan 1:15-18
Federico analiza el auto del juez Puente sobre José Luis Ábalos y la reprimenda porque sigue siendo diputado.
Recuerdo a Billy Michaels desde que sus padres llegaron a la calle hace más de diez años.Yo vivía justo al lado, en una casa de madera que crujía incluso con el viento más suave. Sus padres eran gente reservada, siempre ocupados, y no hablaban mucho con nadie… pero él, Billy, tenía algo que te obligaba a mirarlo. No era precisamente su simpatía, porque no sonreía como los demás niños; más bien parecía que su rostro había olvidado cómo hacerlo.
Economists, business leaders, and unions are gathering in Canberra this week for a national roundtable aimed at boosting Australia's productivity. - Mga ekonomista, business leaders, at mga unyon ay nagtitipon sa Canberra ngayong linggo para sa isang national roundtable na layuning mapalakas ang productivity ng Australia.
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8-4 La Consagración del primogénito
PODCAST del Sábado 2 de Agosto de 2025.EPISODIO 11. Cristo Misión Redentora. La fe, por Alfa y Omega.2. Isaias Cap. 8 Sea Jehova vuestro temor.3. Rollo: ORIGEN DEL HIJO PRIMOGÉNITO (1ra parte).
PODCAST del Sábado 2 de Agosto de 2025.EPISODIO 21. EL Dormir. Los Religiosos. El Banco Vaticano por Alfa y Omega.2. Isaias Cap. 9 Nacimiento y reinado del Mesías. La ira de Jehová contra Israel.3. Rollo: ORIGEN DEL HIJO PRIMOGÉNITO (2da parte).
In this episode, Matt sits down with outspoken music industry advocate Randy Nichols for an unfiltered deep dive into the broken ticketing system—and the growing movement to fix it. From viral LinkedIn posts to behind-the-scenes talks with the DOJ, Randy shares his personal journey, his work with NITO, and what it will really take to make ticketing fair for fans and artists alike.Topics covered:How Ticketmaster rose to power—and what's keeping it thereWhy “all-in pricing” is finally gaining tractionThe dark side of scalping, lobbying, and legislationMistakes artists and platforms keep makingWhat true fan-first pricing could look likeIf you've ever asked why ticket fees are so high or how artists can reclaim control, this is the episode for you.(00:00:38) - Randy's Shit Talking on LinkedIn Randy talks about his active presence on LinkedIn and the professional discourse he engages in.(00:02:04) - NITO and Industry Activism Randy's involvement with NITO and his advocacy work around important music industry issues.(00:12:57) - Ticket Scalping Concerns Randy's view on the importance of protecting artists and fans from ticket scalping practices.(00:15:40) - Historical Context of Ticketmaster The historical struggle with Ticketmaster and the impact of prominent artists like Taylor Swift.(00:23:01) - Complexities of the Ticketing Ecosystem Deep dive into the nuanced landscape of ticket scalping and corporate practices.(00:33:04) - DOJ Meetings and Legislative Efforts Randy describes meetings with the DOJ and the legislative complexities in the ticketing industry.(00:44:37) - DOJ vs. Trump Executive Order Clarification of the DOJ's dual investigations and the separation from the Trump administration initiatives.(00:50:01) - Political Polarization in Advocacy Randy's stance on working with any administration if it benefits the fans and the industry.(00:57:51) - Democratic Party's Missteps Discussion on historical misalignments of the Democratic Party in relation to ticketing issues.(1:29:44) - Timely Update Because this episode was originally recorded a month ago, we've included a fresh update added just before release. It covers key developments, including how the industry is responding to the first month of mandatory all-in pricing.Please share this with anyone that might be interested in the topics, links below to subscribe and stay in the loop with the podcast and Prism:Subscribe hereMore on PrismFollow us on Instagram (@prismfm)Follow us on LinkedIn (here)Meet the Podcast Host/CEO of Prism -Matt FordOpening Music - Banana Bread - Layton.rx (Prism engineer!)
Este podcast sobre Dark Souls, su lore, diseño y mundo avanza hasta llegar a Nito. Si todavía no has escuchado la primera parte de nuestro A Juego Lento de Dark Souls, hazlo aquí: https://open.spotify.com/episode/1qyxo028A8OwbDztEjFuRo?si=26d82ba774184c50-Pide más información del grado en desarrollo y diseño de videojuegos de UNIR: https://www.unir.net/diseno/grado-diseno-desarrollo-videojuegos/-Compra mis libros sobre lore: https://amzn.to/443201S-Podcasts sobre el lore de Black Myth Wukong: https://open.spotify.com/playlist/2MEae5sWNqadm05wNXr7Uh?si=0d78d5600a8546e7
On this episode of New Entry Wrestling Podcast, we're taking it back to Bound for Glory 2010 to break down the triple threat match between Jeff Hardy, Kurt Angle, and Mr. Anderson. Calling the action as it unfolds, and sharing the stories and buildup behind this historic main event.https://youtu.be/uQpI74ojIYA?si=j0PxXhmpz3SZtfO5Hello, Wrestling Fans, New and Old! Welcome to the New Entry Wrestling Podcast,I'm your host, IAN, joining me Bobby the Whatever, Nito the Chosen Juan and this is the place to get your wrestling reviews, predictions, and fantasy booking!Don't forget to check out our YouTube page for all the latest content!And if you're loving the show, hit us with that Five-Star Frog Splash review on Spotify and Apple Podcasts!Thanks for joining us for another New Entry Wrestling Podcast – now, let's dive into the action. YAY!YouTubehttps://youtube.com/@newentrywrestlingpodcast?si=85PQfmJQ1U5IWHaFSpotifyhttps://open.spotify.com/show/6ew7nrerBLVFyVq62guxTuAPPLE https://podcasts.apple.com/us/podcast/new-entry-wrestling-podcast/id1537368316
Filipino rap continues to thrive in Australia, with another high-energy event taking place this June in Brisbane. Audience can expect sharp lyrical battles, dynamic performances, and a bold expression of Filipino identity through hip hop culture. - Patuloy ang pag-usbong ng Filipino rap sa Australia, at muli itong ipagdiriwang sa isang masiglang event ngayong Hunyo sa Brisbane. Maaasahan ng mga manonood ang matitinding sagupaan ng talas ng salita, masisiglang pagtatanghal, at matapang na pagpapahayag ng pagka-Pilipino sa pamamagitan ng hip hop culture.
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We had an extremely fun and informative industry deep dive with this one. From the origin story and future of NITO to epic tales from the independent agent world, we covered it all.We kicked things off exploring how the pandemic helped galvanize agents to work together, and why that collaboration still matters. Then we dug into what it truly means to be independent—both in spirit and in practice—with some unforgettable booking stories (shoutout to Derek Trucks).We also unpacked the pressures and realities of working in a landscape increasingly dominated by consolidation, weighing the pros and cons of major vs. indie and asking: who's really better equipped to support artists?From there, we examined the elusive path to stardom, broke down the economics behind agent-promoter relationships, and debated a big question—who should carry the most risk in today's live music deals, promoters, venues or agents?This one's full of insight, laughs, and a ton of real talk from deep inside the live music trenches.(00:15) Origin story, and future of NITO + a silver lining of the pandemic & the value of agents working together.(18:08) What does it mean to be an independent promoter or independent agent? The spirit + the letter of the law. Some epic stories including booking Derick Trucks.(41:16) The NITO perspective on cohexisiting/battling with the forces of consolidation. The pros and cons with going with the majors vs staying independent. Who is better setup to help artists?(53:31) The ascension of artists, is there a formula to achieving stardom (01:06:34) The agent and promoter relationship & co-existence, the economics of striking fair deals, escalating fees to combat higher guarantees, and a debate on who should carry the most risk. Is there room for a new type of deal?Please share this with anyone that might be interested in the topics, links below to subscribe and stay in the loop with the podcast and Prism:Subscribe hereMore on NITOMore on PrismFollow us on Instagram (@prismfm)Follow us on LinkedIn (here)Meet the Podcast Host/CEO of Prism -Matt FordOpening Music - Banana Bread - Layton.rx (Prism engineer!)
La vida es una película, pero en este caso la película es una vida: la de Nito. Un chico del extrarradio madrileño, del barrio de Aluche, que sueña con convertirse en director de cine y contar historias. Historias que lo conectan con su pasado y sus afectos, que le permiten hacer inmortales los recuerdos de su juventud: su mejor amigo, Isra, su primera novia, Naza, su tío Emilio o sus padres. Esa vida se construye bajo la atenta mirada de Los brutos, los presos de la antigua prisión de Carabanchel. Y ‘Los brutos’ es también la obra de teatro escrita y dirigida por Roberto Martín Maiztegui, con un elenco que incluye a Francesco Carril y Ángela Boix, entre otros.Justo ayer conocíamos algunos detalles de la próxima temporada de la Orquesta y Coro RTVE. La programación incluirá a directores como Josep Caballé Domenech, Pablo González o Jaime Martín, y cinco estrenos absolutos, entre los que destacan ‘Metalepsis’, de Josep Planells Schiaffino, ganador del Premio Reina Sofía de Composición Musical, y el Concierto para violín y orquesta n.º 1 de Jesús Rueda.Bajo el régimen de Stalin, en 1932, los músicos soviéticos tuvieron que someterse al realismo socialista: una doctrina artística que subordinaba toda creación a la propaganda del Estado. La editorial Galaxia Gutenberg acaba de publicar ‘Al son de la utopía’, de Michel Krielaars, un retrato riguroso sobre cómo los compositores vivieron —y sobrevivieron— a ese contexto. Martín Llade nos lo cuenta, destacando las revelaciones inéditas que aporta este ensayo, que se suma a los estudios previos sobre el tema.Escuchar audio
In this episode, we break down our bold predictions for WWE Backlash — including whether this could be the final epic showdown between John Cena and Randy Orton. What's at stake, and who walks away on top?Plus, watch-along reactions as Damian Priest goes head-to-head with global sensation Bad Bunny.https://www.youtube.com/live/TVLoshFEow4?si=tnQgv8HUb4AX2r0SHello, Wrestling Fans, New and Old! Welcome to the New Entry Wrestling Podcast,I'm your host, IAN, with Bobby the Whatever and Nito the Chosen Juan and this is the place to get your wrestling reviews, predictions, and fantasy booking!Don't forget to check out our YouTube page for all the latest content!And if you're loving the show, hit us with that Five-Star Frog Splash review on Spotify and Apple Podcasts!Thanks for joining us for another New Entry Wrestling Podcast – now, let's dive into the action. YAY!YouTubehttps://youtube.com/@newentrywrestlingpodcast?si=85PQfmJQ1U5IWHaFSpotifyhttps://open.spotify.com/show/6ew7nrerBLVFyVq62guxTuAPPLE https://podcasts.apple.com/us/podcast/new-entry-wrestling-podcast/id1537368316
In our new episode we have a talk with Nito Souji. He's a solo indie game dev from Japan and describes himself as a shut-in aka Hikikomori for 10 years working on a shut-in themed beat'em'up Pull Stay. Listen to some interesting insights! Enjoy! The interview starts at minute 1:35:00
This coming May 7, the Catholic Church will begin selecting a new leader. A Filipino, Cardinal Luis Tagle, is among the popular candidates. If the Cardinals elect an Asian Pope, what would this mean for the Church? - Sa pagpili ng panibagong lider ng Simbahang Katolika isa sa mga popular na kandidato para Santo Papa ay isang Pilipino, si Cardinal Luis Tagle. Ano nga ba ang kahulugan nito sa simbahan sakaling mapili ang isang Asian Pope?
Si de efectos especiales en películas de terror se trata, Édgar Nito, director de “Un cuento de pescadores: La maldición de la Miringua” es el que mejor le sabe y por eso nos acompañó en cabina, junto con Andrés Delgado, para hablar sobre esta película. También les platicamos sobre un gran evento que habrá en la Ciudad de México de Karate Kid: Leyendas y el tema del día que es: ¿Cuál es tu mejor tip para ver una película de Marvel?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Josiah Grauman • Colossians 1:15–1:20
Australia is ensuring the Philippines can protect its borders by sharing knowledge and technology in border security. - Kabilang sa sinusuportahan ng Australia ang pagbabantay ng mga borders ng Pilipinas bahagi ng pagsusulong ng isang ligtas at maunlad na rehiyon.
Ang kuwento ng Our Lady of Guadalupe ay isang pambihirang kabanata sa kasaysayan ng pananampalatayang Katoliko. Mula sa pagpapakita ng Mahal na Birhen kay San Juan Diego noong 1531 hanggang sa mga himala na hindi pa rin maipaliwanag hanggang ngayon, ang debosyon sa Our Lady of Guadalupe ay patuloy na nagbibigay-inspirasyon sa milyon-milyon. Sa video na ito, tatalakayin natin ang: ✅ Ang kasaysayan ng Our Lady of Guadalupe ✅ Mga hindi maipaliwanag na himala na may kaugnayan sa kanya ✅ Ang kanyang papel sa pananampalataya at kultura Manalig at palalimin ang iyong pananampalataya!
Juan is a professional braider, and he has had a LONG and exhausting journey! From having client try to physically assault him, to weapons finding their way into the shop, to even almost losing his career after a devastating car accident! Nito continues to find the positive aspects of life and persevere until he reaches the outcomes he wants. Follow Rebecca: @rrogersworld To watch the podcast on YouTube: https://bit.ly/RebeccaRogersYouTube Don't forget to subscribe to the podcast for free wherever you're listening or by using this link: https://bit.ly/WouldYouBelievePodcast If you like the show, telling a friend about it would be amazing! You can text, email, Tweet, or send this link to a friend: https://bit.ly/WouldYouBelievePodcast Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Across the nation, Australians have commemorated January 26 in their own way, with many celebrating, while others mourn the negative impacts of colonisation. A refreshed honours roll was also announced, as thousands of migrants mark their first day as new citizens. - Sa buong bansa, ginunita ng mga Australian ang Enero 26 sa kanilang sariling paraan, kung saan marami ang nagdiwang, habang ang iba ay nagdadalamhati sa mga negatibong epekto ng kolonisasyon. Inanunsyo rin ang bagong hanay ng mga pinarangalan, habang libu-libong migrante ay minarkahan ito sa kanilang unang araw bilang mga bagong mamamayan.
En este episodio consideramos: ¿qué significa que Jesús sea el unigénito hijo de Dios? Para ayudarnos con esta pregunta, regresamos a una entrevista entre nuestro buen amigo y anterior locutor de El Faro, Daniel Warne en compañía de Manuel Gallardo, decano del seminario Los Pinos Nuevos de Cuba. ----more---- Título del episodio: ¿Qué significa que Jesús sea el unigénito hijo de Dios? Episodio: 1761 Serie: La naturaleza del hijo Fecha de publicación: viernes, 6 de diciembre de 2024 Versículos: Juan 3:16, Juan 1:1, Juan 1:18, Juan 14:23, Juan 17:23, Juan 8:58, Juan 10:30, Juan 10:36, Juan 20:30-31 Temas Principales: Significado de Jesús como el unigénito Hijo de Dios: Se explora la importancia de entender la naturaleza de Cristo y su relación con Dios Padre, enfatizando que Jesús es único y comparte la misma esencia divina. La encarnación de Cristo: Se discute cómo la encarnación es fundamental para el cristianismo, destacando que Cristo se hizo carne y habitó entre nosotros, lo que permite una relación personal con Dios. Controversias históricas: Se mencionan las diferentes interpretaciones y controversias que han surgido a lo largo de la historia de la iglesia sobre la naturaleza de Cristo, incluyendo el docetismo y la idea de la adopción. La revelación de Dios a través de Cristo: Se enfatiza que Jesús, como el unigénito Hijo, es quien revela al Padre y que conocer a Cristo es conocer a Dios. Implicaciones de la fe en Cristo: Se subraya que creer en Jesús como el Hijo de Dios es esencial para recibir vida eterna, y que esta creencia es el propósito del evangelio de Juan. Acceso a la salvación: Se presenta la idea de que la salvación está disponible para todos, independientemente de su trasfondo social o religioso, como se ilustra en las interacciones de Jesús con diferentes personajes en el evangelio. La Gran Comisión: Se concluye que los creyentes están llamados a encarnar el mensaje de Cristo en el mundo, siguiendo el ejemplo de cómo Él fue enviado por el Padre. Aplicación personal: Se invita a los oyentes a reflexionar sobre su relación con Cristo, a poner su fe en Él, arrepentirse de sus pecados y confiar en su capacidad para salvar. Oración y comunión con Dios: Se anima a los oyentes a orar y buscar una relación más profunda con Dios, reconociendo la importancia de la obra de Cristo en sus vidas. Información de Contacto: Sitio web: www.elfaroderedencion.org Redes sociales de El Faro de Redención: Facebook, Instagram y Twitter: @faroderedencion Correo electrónico de contacto: ministerio@elfaroderedencion.org WhatsApp: +1 (909) 237-8762 Este podcast se sostiene gracias a donaciones y oraciones de los oyentes. Puedes contribuir al ministerio a través de la página web elfaroderedencion.org/donar Tags: Cristo; unigénito Hijo de Dios; encarnación; vida eterna; evangelio de Juan; fe cristiana; gracia de Dios; redención; doctrina cristiana; salvación; Espíritu Santo; amor de Dios
Wild fun podcast with crew!!!