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Expresso - Expresso da Manhã
Pais e alunos à beira de um ataque de nervos

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 13:47


As últimas notas chegaram ontem, o prazo para inscrição na segunda fase dos exames termina hoje e as provas dessa fase começam amanhã. Espera-se por um aumento dos pedidos de revisão de nota. Neste episódio, conversamos com a jornalista Isabel Leiria. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Radio Coruña
La cata arqueológica en Beira (Carral)

Radio Coruña

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 10:18


Entrevista con Lois Anxo Ferreiro, presidente de la Asociación Cultura Viva, y el historiador de Histagra Xurxo Antelo

Semana em África
Guiné-Bissau: a semana em que Domingos Simões Pereira voltou para a prisão

Semana em África

Play Episode Listen Later Jul 11, 2026 7:56


Sejam bem-vindos ao magazine Semana em África, a rúbrica onde recapitulamos os principais acontecimentos da semana no continente africano. Esta semana fica marcada por uma nova reviravolta na Guiné-Bissau com o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, a ter sido colocado em prisão preventiva, esta sexta-feira.  Simões Pereira vai cumprir uma ordem decretada por um Juiz de Instrução Criminal, no âmbito de uma investigação sobre a sua alegada participação num golpe de Estado que teria ocorrido em outubro de 2025. A defesa diz tratar-se de uma "cabala política".  De acordo com os advogados de defesa e fontes familiares, Simões Pereira foi conduzido por volta das 10 horas, hora de Bissau, para as instalações da Segunda Esquadra, onde vai cumprir a prisão preventiva. A medida teria sido decretada na quinta-feira, pelo Juiz de Instrução Criminal, Mamadu Embalo, dando deferimento a um pedido nesse sentido que tinha sido formulado pela Promotoria da Justiça Militar. O opositor Fernando Dias da Costa, que reclama ter vencido as eleições presidenciais de Novembro passado, entretanto interrompidas pelo golpe de Estado militar, denunciou o que considera ser uma perseguição política a Simões Pereira. Dias da Costa afirma que Pereira é vítima de perseguição unicamente por ter apoiado a sua candidatura às eleições de Novembro. Entretanto, os advogados de defesa do líder do PAIGC e presidente eleito do parlamento guineense, não compareceram ao Tribunal Militar, onde Simões Pereira, está a ser investigado, por considerarem que o seu processo ganhou contornos políticos e não judiciais. Portanto, dizem, não valia a pena ir ao Tribunal, instância da qual não receberam nenhuma notificação. Seja como for, é facto que Domingos Simões Pereira está detido na Segunda Esquadra, onde já esteve de 26 Novembro de 2025 a 31 Janeiro deste ano. Desde essa altura, Pereira encontrava-se em prisão domiciliária, sob forte vigilância policial. Após ser ouvido pelo Tribunal Militar na quarta-feira, o responsável político tinha sido notificado ontem à noite para tornar a comparecer perante a justiça nesta sexta-feira. Uma situação perante a qual as eurodeputadas portuguesas Catarina Martins e Marta Temido, bem como a diplomata Ana Gomes, manifestaram o seu repúdio denunciando o que qualificaram de inacção da comunidade internacional.  Guiné-Bissau: referendo a 30 de Agosto sobre nova Constituição Ainda na Guiné-Bissau, os cidadãos serão chamados no próximo dia 30 de Agosto a pronunciar-se sobre a nova Constituição do país. A sociedade civil insurge-se contra esta iniciativa, que apelida de "teatro". Cada guineense com capacidade eleitoral activa vai dizer “sim” ou “não” como resposta. A consulta popular será feita por sufrágio universal, directo, secreto e pessoal, sobre a entrada em vigor da nova Constituição da República aprovada pelo Conselho Nacional de Transição. O decreto presidencial, assinado por Horta Inta-a esclarece que “o Supremo Tribunal de Justiça emitiu parecer favorável” à realização do referendo. A questão que se coloca é saber o que diz a própria Constituição já que a maioria dos guineenses desconhece as novas formulações que constam do texto revisto pelo Conselho Nacional de Transição, órgão que exerce as competências do parlamento guineense. Os militares tomaram o poder a 26 de novembro de 2025, num golpe de Estado e uma das primeiras acções foi a alteração da Constituição da República da Guiné-Bissau que passa a dar mais poderes ao Presidente da República. A oposição e as organizações da sociedade civil têm criticado todo o processo que conduziu à alteração da Constituição que dizem foi feita por via da força. Seja como for, no próximo dia 30 de agosto, os guineenses serão chamados a dizer se concordam ou não com a nova Constituição da República. Armando Lona, coordenador da Frente popular, representando a sociedade civil, denuncia um "teatro".  "Não passa de uma aberração crónica, uma fuga para a frente por parte de um grupo que, todos nós sabemos que assaltou as instituições, que instalou uma ditadura sanguinária na Guiné-Bissau nos seis últimos anos. Apesar da derrota que sofreu nas eleições de 23 de novembro de 2025, não se acomodou, não se convenceu. Continua a multiplicar encenações, golpes cerimoniais, teatros, como agora estamos a assistir com esse pseudo referendo que não passa de um autêntico teatro no circo. Porque um referendo constitucional, em qualquer parte do mundo, é um acto de soberania popular. Acontece dentro de um quadro histórico duma realidade histórica interpretada pelo povo sobre a necessidade ou não de proceder a um referendo. E quando acontece, acontece dentro dos parâmetros legais, devidamente legitimado pelo povo do país. Na Guiné-Bissau temos leis que indicam claramente como é que se deve proceder perante um referendo popular. Qualquer revisão constitucional tem que decorrer dentro desses parâmetros legais. Portanto, o que está a acontecer nesse momento é um autêntico teatro de um bando que capturou as instituições da Guiné-Bissau, que tenta a todo o custo salvaguardar o regime que já está desmoronado. Um regime que está completamente à deriva, portanto. E tudo isso não passa de um teatro"." Neste contexto, acha que, porventura, muitos guineenses já tomaram conhecimento das alterações que a transição preconiza? Acha que as pessoas estão esclarecidas sobre o que vai ser o objecto deste referendo? Os guineenses não avaliam essas mudanças oportunísticas, essas mudanças ilegais. O que os guineenses avaliam é a tentativa da sua confiscação, da vontade exprimida nas urnas. O povo da Guiné-Bissau escolheu um presidente no dia 23 de Novembro de 2025 e aconteceu um falso golpe para poder impedir que este presidente assumisse as funções presidenciais. Tudo o que nós estamos a assistir até agora faz parte desse projecto de confiscação da vontade popular. E o povo da Guiné-Bissau não reconhece esse grupo, esse bando. O povo da Guiné-Bissau está determinado a lutar para fazer valer a vontade expressa soberanamente nas urnas. Moçambique: Igreja quer esclarecimentos sobre assassinato de bispo de Quelimane A igreja católica, realça o presidente da conferência episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saúre, está preocupada e busca respostas para o que aconteceu na madrugada dia 06 de Junho na residência pastoral na cidade de Quelimane onde sabe-se apenas que Dom Osório Citora foi morto a tiro. "Ficando apenas o que foi dito publicamente pela imprensa de que o bispo foi morto a tiro, por uma arma de fogo sem nenhuma referencia as possíveis respostas para as perguntas cruciais tais como: quem matou exactamente Dom Osório, quem foi o mandante e quais seriam as motivações do assassinato". A Conferência Episcopal de Moçambique pede, diz o arcebispo de Maputo Dom Carlos Nunes, que seja levado a cabo uma nova linha de investigação ao assassinato do bispo de Quelimane. "Ali não é fábrica de armas. Veio de algum sítio, alguém trouxe essa arma. Então que se abra mais o campo porque o modo como agora está sendo orientado parece que é uma coisa de casa, caseira. A igreja tem problemas então é vitima dos seus próprios problemas". A preocupação dos bispos católicos foi manifestada em conferência de imprensa na capital moçambicana. Os arcebispos de Nampula, Dom Inácio Saúre, de Maputo, Dom João Carlos, e o emérito da Beira, Dom Claúdio Dalla Zuanna, mantiveram encontros no dia 04 deste mês de Julho, em Roma, com o Papa Leão XIV e com o Cardeal Pietro Parolin - Secretário de Estado do Vaticano onde onde foi condenado o baleamento do bispo da diocese de Quelimane, Dom Osório Citora. Entretanto, cerca de 1.400 moçambicanos foram repatriados pelas autoridades nacionais após a violência xenófoba na África do Sul. O anúncio foi feito pelo Governo que garante estar a acompanhar a situação e a criar condições para o enquadramento profissional destes cidadãos. O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, revelou, esta semana, os números de moçambicanos regressados da África do Sul. Em São Tomé e Príncipe, a missão de observação às eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe deverá chegar ao país entre dia 14 e 15 de Julho e deverá ser liderada pelo antigo ministro angolano, João Bernardo Miranda. Estas precisões foram feitas por Maria de Fátima Jardim, secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal. É o ponto final deste magazine Semana em África. Nós, já sabe, estamos de volta na próxima semana. Até lá, fique bem.

Jose Candeias - HÀ Conversa
Rapa-Celorico da Beira-50º aniv.do Geoparque Serra da Estrela

Jose Candeias - HÀ Conversa

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 10:10


Pres.Carlos AscençaoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
"Empregabilidade dos moçambicanos repatriados da África do Sul é mera ilusão"

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 11:29


Nas últimas semanas, a África do Sul tem conhecido uma nova onda de xenofobia, com ataques directos, assaltos, agressões físicas, incêndios nas residências e locais de trabalho dos imigrantes, com um balanço de pelo menos quatro mortos, entre os quais dois moçambicanos. Também foram organizadas manifestações em vários pontos do país, nomeadamente Pretória, Joanesburgo, Durban ou ainda a Cidade do Cabo, para exigir medidas do governo para combater a imigração clandestina. Com uma taxa de desemprego a ronda os 33% e um Estado com dificuldades em responder às necessidades básicas da sua população, nomeadamente em termos de saúde e segurança, certas franjas da população sul-africana acabaram por ficar mais sensíveis às mensagens de incitação ao ódio por parte de organizações como 'March and March', ou ainda 'Operação Dudula', que peritos acreditam ser financiadas por partidos políticos. Apesar de já ter terminado no passado dia 30 de Junho, o prazo fixado por estas organizações para os imigrantes em situação irregular deixarem o país, há relatos de que a situação continua tensa. Perante os riscos cada vez maiores para a sua segurança, desde o começo do mês de Junho, dezenas de milhares de migrantes designadamente oriundos da Nigéria, Zimbabué, Maláui e Moçambique regressaram aos seus países pelos seus próprios meios ou com apoio dos seus respectivos governos. Com cerca de 300 mil cidadãos residentes na África do Sul, o executivo moçambicano refere que “milhares” já regressaram ao país, sendo que uns 1.400 nacionais foram repatriados com o apoio de Maputo. Nestes últimos dias, o governo evocou a eventualidade de se propor às pessoas repatriadas trabalhos nos megaprojectos, ou mobilidade laboral em Portugal e nos Emirados Árabes Unidos, ao abrigo de acordos estabelecidos com estes países. Foi sobre a situação vigente na África do Sul e as condições em que os emigrantes moçambicanos regressam ao seu país que a RFI conversou com Wilker Dias, coordenador da plataforma Decide, que divide o tempo entre Maputo e a África do Sul e tem acompanhado este processo. RFI : Passados 10 dias do fim do ultimato das organizações anti-imigração, qual é a situação vigente na Árica do Sul? Wilker Dias : Em alguns bairros a situação ainda continua tensa, principalmente se formos olhar em alguns pontos em Joanesburgo continuam com alguns focos e temos situações, na maior parte dos casos, claramente visíveis contra os imigrantes ilegais, mas também há alguns outros aspectos. Nós acabamos verificando que existem alguns bairros em que, mesmo sendo o cidadão legal, acaba sofrendo com as represálias desta questão da xenofobia que tem sido recorrente na África do Sul. Um outro aspecto que nós poderíamos aqui levantar é que além das pessoas estarem a serem vitimas, também nós temos estabelecimentos comerciais que acabam levando por tabela esta questão ligada a xenofobia, em que também por um lado, demonstra que não é apenas um acto que é provocado por conta da pressão de estrangeiros no país, mas também ligados àqueles que são os factores de pobreza ou de desemprego, que acaba assolando um pouco parte daquela que é a comunidade sul-africana. RFI : Como é que se explica que, apesar de ter terminado esse ultimato, a violência continua? Wilker Dias : É claramente por isso, porque eles deram um ultimato e claramente que depois deste ultimato, já se previa que seria o início de uma fase mais violenta, em que poderíamos ter feridos e poderíamos ter mortos. E é basicamente isso que ainda continuamos a verificar. Do outro lado, temos moçambicanos mortos, alguns deles contabilizados obviamente pelo Estado. Mas existe também algum número que é difícil de contabilizar e a gente vai recebendo algumas informações com os familiares próximos que habitam daquele lado. RFI : Consta que haverá partidos políticos que financiam essas organizações. Wilker Dias : Essa teoria é quase que normal, que existe até uma altura destas, porque estamos em ano eleitoral na África do Sul. Complica ainda mais. Primeiro, para que o governo tome alguma medida relativamente ao aspecto e alguns partidos políticos também saem contra algumas medidas que podem eliminar esses movimentos. Eu digo isto porquê? Porque se nós formos a ver, há um grande peso da comunidade africana e zulu e esses movimentos anti-imigração são também liderados por zulus. É por esse motivo que nós temos o MK (partido fundado pelo antigo Presidente Jacob Zuma), que decerto apoia o movimento anti-imigração. Já vimos a filha do Jacob Zuma a proferir algumas palavras ‘Também vou apoiar este movimento' e por aí vai. Mas é tudo por uma táctica eleitoral, porque estamos num ano eleitoral. RFI : Tem-se a sensação que o ANC no poder não tem tido propriamente mão firme relativamente a estas violências. Wilker Dias : Sim, o ANC, aquilo que se fala pelos corredores aqui na África do Sul é que o ANC não tem tido esta mão firme por conta deste quesito que é o ‘factor ano eleitoral', porque as coisas nas últimas eleições não correram bem, porque ganharam, obviamente, mas não foram naqueles números desejados. E o facto de não ter ganho os números desejados é a fragilidade que o ANC foi enfrentando ao longo dos tempos. Se tivermos este ir contra estes que defendem os movimentos, neste caso anti-imigração, isto poderá ter consequências ainda piores para o próprio ANC. Então, por isso tem que fazer um jogo um pouco mais neutro para encontrar alguma solução para tudo isto. RFI : Wilker Dias anda entre a África do Sul e Moçambique e tem estado atento a todo este processo de repatriamento dos moçambicanos que estavam radicados na África do Sul. Como é que eles chegam? Em que situação é que eles se encontram? O que é que eles contam? Wilker Dias : Temos visto pessoas em diferentes situações. Há aqueles que chegam de facto, sem nenhuma documentação, alguns não por serem propriamente ilegais, mas porque naquele processo de saídas às pressas e etc, acabaram perdendo os seus documentos. Nesse caso concreto, o passaporte. E há uma complicação enorme, por vezes do lado sul-africano, em que há denúncias de que para passar do outro lado precisa-se de valores monetários. Estás a voltar para o teu país e mesmo assim precisas de ter algum valor, que é para poder praticamente subornar a polícia ou a imigração para poder passar. Então isto acaba sendo um dos factores que deixa as pessoas muito frustradas com isso. São várias pessoas que já contabilizamos, acho que mais de 50 ou 100 pessoas que já passaram por esta situação a nível da fronteira do lado sul-africano, o que é um factor um pouco negativo. RFI : O governo esta semana disse que tinha ajudado a repatriar cerca de 1400 pessoas provenientes da África do Sul. Tem-se alguma ideia de quantas outras é que terão saído da África do Sul pelos seus próprios meios? Wilker Dias : É um número muito grande. Eu só posso adiantar isso porque é um facto praticamente histórico. A África do Sul, durante anos, sempre foi tido como um eldorado por parte dos moçambicanos e de certeza nós temos lá muitos, principalmente nas zonas ou em regiões mineiras. E isto faz com que nós, a uma altura destas, tenhamos vários moçambicanos que vão atravessar. é só nós irmos a terminal da Junta Rodoviária em Maputo, nós vamos ver lá várias pessoas, tanto moçambicanos e também malauianos que estão daquele lado e que infelizmente uma das coisas que me deixou meio triste com o governo do Maláui é não era haver uma mobilização também forte por parte do governo para tirar aqueles que são os seus cidadãos. Este facto também mostra um pouco daquela que é a falta de união ou preparação por parte dos países da SADC no que diz respeito a esse fenómeno da xenofobia. A diplomacia não está a funcionar a nível da nossa região como deve ser. A própria sociedade está muito tímida relativamente a esse aspecto. Era altura de se unir e aí também olhar-se não só para aqueles que vão sair da África do Sul, mas que olham para Moçambique como o ponto mais próximo para tentar ver o que é que se pode fazer e voltar. Temos muitos cidadãos, a título de exemplo, que também conseguiram ir para a Beira para depois apanhar um comboio e seguir para os outros países próximos. O que revela também um número grande de imigrantes que Moçambique está a receber. E isso também pode trazer consequências para Moçambique, que para além de os cidadãos moçambicanos que estão a vir do outro lado, nós teremos que se calhar encontrar uma medida para aqueles cidadãos malauianos e também de outras nacionalidades que estão a vir para Moçambique e que até podem estar numa situação ilegal. RFI : O Governo comunica bastante sobre o apoio que tem dado aos moçambicanos que têm que sair da África do Sul. Transportam essas pessoas e depois dão-lhes algum apoio, um kit, alguma informação para tentar restabelecer-se. E também falam em projectos para estas pessoas, para serem colocadas em novos postos de trabalho, nomeadamente nos megaprojectos no Norte ou nos Emirados ou em Portugal. O que é que constata no terreno? Wilker Dias : Eu constato que isso é uma miragem. Primeiro ponto : não é só o governo que está a prestar este apoio. Temos, além dos partidos político, temos também visto grupos de cidadãos que se têm mobilizado e também dirigido a estes pontos para poder distribuir refeições e ajudar as pessoas que vêm da África do Sul. Por conta da xenofobia, muitos cidadãos tem-se mobilizado, sensibilizado para este efeito. Relativamente à questão de empregabilidade a nível dos megaprojectos aqui em Moçambique, por aí vai. Eu lhe digo que isto é uma autêntica ilusão. Só para ter uma ideia, antes de ontem nós tivemos uma situação em Maputo, a título de exemplo, onde mais de 1000 pessoas foram concorrer para 30 lugares num supermercado. Ontem tivemos também pessoas que queriam concorrer para a Rádio Moçambique. Mais de 1000 pessoas que estavam a tentar entrar para oito vagas de serventes. Aí vem a seguinte questão. Só para estas oito vagas de servente, lá temos essas 1000 pessoas que nem sequer conseguimos colocar. Agora imagine o nível de desemprego em todo o país. E com estas pessoas que estão a vir, será que vão conseguir alcançar este objectivo? Obviamente que não. E como é que as pessoas vão para Portugal? Com que meios serão mandadas para Portugal? O Governo vai custear os vistos? O Governo vai custear as passagens? Então são essas questões que nós devemos colocar antes de poder proferir esse tipo de coisas. Eu acho que foi mais um discurso politicamente bonito, que é para tentar sacudir a poeira de cima do capote. Mas é ilusório. Isso não vai acontecer. RFI : E a seu ver o que é que pode ser melhorado? Wilker Dias : Eu acho que uma das coisas que nós deveríamos tentar fazer era um comité de gestão para este caso em específico, em que colocaríamos se calhar não só a componente financeira, mas também a componente diplomática, como falei, a questão da assistência alimentar, pelo menos garantir o regresso às suas residências. Eu acho que isso poderia ter sido feito ou poderá se fazer de uma forma muito mais forte. Mas, infelizmente, às vezes nós não temos este hábito de lidar bem com questões ligadas à gestão de crise.

Decor e Arte
Decor e Arte - Um apê à beira do mar com cara de sertão

Decor e Arte

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 1:28


Como colocar um sertão de frente pro mar? Confira o desafio no projeto de um apartamento em Fortaleza no Decor e Arte de hoje!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jornal de Desporto
18h30 Cabo Verde à beira de uma surpresa

Jornal de Desporto

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 14:09


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Eduardo Oinegue
10/06/2026 - O desempenho dos candidatos alternativos à presidência até aqui beira a humilhação

Eduardo Oinegue

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 18:49


Vida em França
"Estamos todos no mesmo Mundo, Terra, Pátria"- Álvaro Vasconcelos

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 40:47


Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.

Modus Operandi
#322 - Taylor Parker e o parto misterioso na beira da estrada

Modus Operandi

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 69:59


No meio da estrada, Taylor Parker ligou para a emergência dizendo que tinha acabado de dar à luz a um bebê dentro do carro. Ela foi levada às pressas até o hospital, mas chegando lá eles perceberam que alguma coisa naquela história não fazia muito sentido. Enquanto isso, do outro lado da cidade, Reagan Hancock foi encontrada morta dentro da própria casa.〰️Episódios exclusivos aqui:https://orelo.cc/modusoperandihttps://apoia.se/modusoperandi

Assunto Nosso
Direto ao Ponto - Laone Heinen e Pai Marcus Ribas, Aniversário de 15 Anos do Templo Escola de Umbanda Beira Mar

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later May 13, 2026 30:07


Laone Heinen, médium do TEUBM, e Pai Marcus Ribas, dirigente do TEUBM, participaram do programa Direto ao Ponto para falar sobre o aniversário de 15 anos do Templo Escola de Umbanda Beira Mar.

Arauto Repórter UNISC
Direto ao Ponto - Laone Heinen e Pai Marcus Ribas, Aniversário de 15 Anos do Templo Escola de Umbanda Beira Mar

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later May 13, 2026 30:07


Laone Heinen, médium do TEUBM, e Pai Marcus Ribas, dirigente do TEUBM, participaram do programa Direto ao Ponto para falar sobre o aniversário de 15 anos do Templo Escola de Umbanda Beira Mar.

Falando de História
Miscelânea Histórica #111

Falando de História

Play Episode Listen Later May 11, 2026 13:10


Esta semana falamos de Rodrigo Eanes Chim, um pequeno proprietário beirão do séc. XIV, e da obra ‘Theatro heroino' de Damião de Froes Perim, do séc. XVIII.Sugestões da semana:1. Rui Manuel Loureiro (ed) - Descrição das Especiarias de Garcia de Orta. Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2026.2. Jorge Mateus e Paulo Caetano - A Fuga. Iguana, 2026.3. Iria Gonçalves – “Um pequeno proprietário rural de Trezentos: Rodrigo Eanes Chim, de S. Vicente da Beira”. Media Aetas: Revista de Estudos Medievais 2 (1999), pp. 49-78.4. Damião de Froies Perim - Theatro heroino, abcedario historico, e catalogo das mulheres illustres em armas, letras, acçoens heroicas, e artes liberaes. 1736-1740: https://archive.org/details/theatroheroinoab01sope e https://archive.org/details/theatroheroinoab02sope-----Obrigado aos patronos do podcast:André Silva, Bruno Figueira, Cláudio Batista, Gustavo Fonseca, Isabel Yglesias de Oliveira, Joana Figueira, NBisme, Oliver Doerfler, Sara Esteves, Sofia Carvalho;Alexandre Carvalho, Andre Oliveira, Carlos Castro, Civiforum, Lda., Cláudia Conceição, Daniel Murta, Domingos Ferreira, Francisco C, Hugo Picciochi, Jorge Filipe, José Beleza, João Carreiro, Luís André Agostinho, Miguel Cunha, Patrícia Gomes, Pedro Almada, Pedro Alves, Pedro Ferreira, Rui Roque, Tiago Pereira, Vera Costa;Adriana Vazão, Ana Gonçalves, Ana Sofia Agostinho, André Abrantes, António Farelo, António J. R. Neto, Bruno Luis, Carlos Afonso, Carlos Ribeiro, Carlos Ribeiro, Catarina Ferreira, Cláudia Brandão, Diogo Freitas, Fábio Videira Santos, Gn, GusRo, Hugo Palma, Hugo Vieira, Igor Silva, Joao Godinho, Joel José Ginga, Johnniedee, José Santos, João Barbosa, João Canto, João Carlos Braga Simões, João Diamantino, João Ferreira, João Félix, João Mendes, Luis Colaço, lvlheadwrecker, Mafalda Trindade, Manuel Bernardo, Miguel Brito, Miguel Gama, Miguel Gonçalves Tomé, Miguel Oliveira, Miguel Salgado, Nuno Carvalho, Nuno Esteves, Nuno Moreira, Nuno Silva, Orlando Silva, Parte Cóccix, Paulo Ruivo, Paulo Silva, Pedro Cardoso, Pedro Oliveira, Pedro Sebastião, Ricardo Pinho, Ricardo Santos, Rodrigo Candeias, Rui Curado Silva, Rui Magalhães, Rui Rodrigues, Simão, Simão Ribeiro, Sofia Silva, Thomas Ferreira, Tiago Matias, Tiago Sequeira, Tomás Matos Pires, Vitor Couto, Zé Teixeira.-----Ouve e gosta do podcast?Se quiser apoiar o Falando de História, contribuindo para a sua manutenção, pode fazê-lo via Patreon: https://patreon.com/falandodehistoria-----Música: "Hidden Agenda” de Kevin MacLeod (incompetech.com); Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License, http://creativecommons.org/licenses/by/4.0.Edição de Marco António.

GE Internacional
GE Inter #436 - Empate deixa à beira do Z-4

GE Internacional

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 42:03


Esther Fischborn, Eduardo Moura e Tomás Hammes debatem o ponto buscado diante do Botafogo, fora de casa, mas com situação na tabela sob risco. Dê o play e ouça!

Iconocast
QUANDO O GOVERNO DE SP COLOCOU FERNANDINHO BEIRA-MAR E OS LÍDERES DO P*C*C NA MESMA CADEIA

Iconocast

Play Episode Listen Later Apr 25, 2026 9:34


Venha visitar a nossa Loja:https://iconografia-da-historia-3.myshopify.com/?utm_medium=product_shelf&utm_source=youtubeSiga nosso canal de CORTES:https://www.youtube.com/@IconografiadaHistoria-cortesAJUDE-NOS A MANTER O CANAL ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA: Considere apoiar nosso trabalho, participar de sorteios e garantir acesso ao nosso grupo de Whatsapp exclusivo: https://bit.ly/apoiaoidhSe preferir, faz um PIX: contato@iconografiadahistoria.comNos acompanhe no Spotify @iconocastSiga ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA em todas as redes: https://linktr.ee/iconografiadahistoriaoficialSiga o JOEL PAVIOTTI: https://bit.ly/joelpaviottiApresentação: Joel PaviottiTexto e roteirização: Adriana de PaulaRevisão: Joel PaviottiCâmera e produção: Fernando ZenerattoEdição: Fernando ZenerattoDireção: Fernando Zeneratto / Joel Paviotti

the news ☕️
Tensão Gilmar vs Zema cresce, evasão fiscal beira 100%, nova grande aposta do Vale do Silício e mais

the news ☕️

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 14:17


Bom dia! ☕Faça sua simulação com a Ademicon aqui.Para simular seu investimento no exterior pela Remessa Online e garantir 15% de desconto (THENEWS15) no spread, clique aqui.Baixe o app do the news ⁠aqui⁠!No episódio de hoje:

ONU News
Líbano está mais uma vez à beira do colapso

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 1:36


Em quatro semanas, a guerra no Oriente Médio já deixou mais de 1,2 mil mortos; entre as vítimas estão dezenas de mulheres, crianças e membros de equipes de resgate; consequências humanitárias são arrasadoras no lado libanês.

Jose Candeias - HÀ Conversa
7ªMostra do Bolo Doce de Seixo da Beira. Carlos Miguel Gonçalves

Jose Candeias - HÀ Conversa

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 8:51


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alves mostra doce bolo beira carlos miguel miguel gon
Noticiário Nacional
8h Japão à beira do colapso energético

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 14:24


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RdMCast
Cabana RdM #100 - Melhores filmes dos anos 1990

RdMCast

Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 32:56


No fatídico dia 15 de março de 2022 ia ao ar o primeiríssimo Cabana RdM. Discutindo o filme O Duende (1993), nos reunimos para uma conversa um pouco mais informal que rapidamente se transformou em uma tradição quinzenal no nosso podcast. Mais de quatro anos depois, entre mini reviews, listas e assuntos diversos, chegamos ao impressionante episódio de número 100.E para comemorar esse marco, decidimos retornar para a década que começou tudo para nós: os saudosos anos 90. Chegou a hora de selecionarmos e revisitarmos alguns dos melhores filmes de terror lançados nos anos em que nascemos. Sim, prepare-se para retornar para 1992, 1994 e 1997.Mostrando que a década produziu muita coisa boa (incluindo nós mesmos), embarque por essa jornada nostálgica que celebra o centésimo episódio do nosso querido RdM pocket ao mesmo tempo em que revela na caruda nossa própria idade. O Cabana RdM começa agora.O RdMCast é produzido e apresentado por: Gabi Larocca, Gabriel Braga e Thiago Natário.ARTE DA VITRINE: Estúdio GrimESTÚDIO GRIM – Design para conteúdo digitalPortfólio: https://estudiogrim.com.br/Instagram @estudiogrimcontato@estudiogrim.com.brPODCAST EDITADO PORFelipe LourençoSEJA UM(A) APOIADOR(A)Apoie o RdM a produzir mais conteúdo e ganhe recompensas exclusivas!Acesse: https://apoia.se/rdmConheça a Sala dos Apoiadores: https://republicadomedo.com.br/sala-dos-apoiadores/CITADOS NO PROGRAMAGabiDrácula de Bram Stoker (1992)O Mistério de Candyman (1992)Fome Animal (1992)BragaPelo Amor e Pela Morte (1994)À Beira da Loucura (1994)Mamãe é de Morte (1994)Thiago:Perfect Blue (1997)Pânico 2 (1997)O Enigma do Horizonte (1997)Citações off topicA Lenda de Candyman (2021)Contos da Meia-Noite (1997)O Mestre dos Desejos (1997)EpisódiosRdMCast #306 – O Horror em Peter Jackson: Náusea Total e Fome AnimalRdMCast #328 - Candyman: diga seu nome (se tiver coragem)(teaser) Cabana RdM #95 - Converteram o Drácula(prévia) Cabana RdM #64 - 30 anos de Mamãe é de MorteRdMCast #450 – Especial John CarpenterRdMCast #409 – 7 ótimos filmes de horror no espaçoRdMCast #418 – Especial Satoshi Kon: o artífice de sonhosRdMCast #452 - Horror no metrôRdMCast #317 – O Horror depois de Pânico: Adolescentes nos anos 90Tem algo para nos contar? Envie um e-mail!contato@republicadomedo.com.brTwitter: @RdMCastInstagram: Republica do Medo

Igreja Batista do Bom Retiro
" A Beira Da Eternidade .Um Encontro Com A Graça De Cristo Jesus " Pr Nagimo Junior = 22/03/2026 Culto Da Noite.

Igreja Batista do Bom Retiro

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 31:40


" A Beira Da Eternidade .Um Encontro Com A Graça De Cristo Jesus " Pr Nagimo Junior = 22/03/2026 Culto Da Noite. by Igreja Batista do Bom Retiro

Pedro Lione
O reino dos céus à beira-mar

Pedro Lione

Play Episode Listen Later Mar 13, 2026 54:25


Assine nosso Podcast para receber novas pregações.Siga o pastor Pedro Lione nas redes sociais: https://linktr.ee/pedrolione

ONU News
ONU ressalta esforços para salvar animais que estão à beira da extinção

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 1:58


Expresso - Expresso da Manhã
Cuba à beira do abismo: Turismo cultural e político, com uns dias na praia, vive os seus últimos dias

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 14:26


A ilha de Cuba está sob embargo há mais de 60 anos, mas depois da pandemia e, agora, sem a ajuda do regime venezuelano, o turismo, que é o sustento do país, entrou em colapso. O regime como o conhecemos está cada vez mais perto da derrota. Acabada a ditadura, o que se segue? À procura de resposta, neste episódio, conversamos com a jornalista Catarina Maldonado Vasconcelos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Primeiro Café
Escola que homenageou Lula é rebaixada e Cuba à beira do colapso

Primeiro Café

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 9:34


A Escola de Samba Acadêmicos de Niterói foi rebaixada do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação homenageou o presidente Lula na avenida, o que causou polêmica e ações por propaganda eleitoral antecipada.Os EUA estão sufocando Cuba e o país está à beira do colapso pela falta de petróleo. A ilha socialista vivia graças às importações de petróleo da Venezuela, suspensas desde a intervenção norte-americana. Saiba mais: https://linktr.ee/primeirocafenoar 

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O SICÁRIO QUE AJUDOU A CONSTRUIR O IMPÉRIO CRIMINOSO DE BEIRA MAR

Iconocast

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 31:01


Acesso nossa Loja:https://iconografia-da-historia-3.myshopify.com/?utm_medium=product_shelf&utm_source=youtubeSiga nosso canal de CORTES:https://www.youtube.com/@IconografiadaHistoria-cortesE siga também nosso canal parceiro "CAFÉ E CAOS TV" apresentado pelo nosso querido Fernandão e Agnes Andradehttps://www.youtube.com/@CafeecaostvAJUDE-NOS A MANTER O CANAL ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA: Considere apoiar nosso trabalho, participar de sorteios e garantir acesso ao nosso grupo de Whatsapp exclusivo: https://bit.ly/apoiaoidhSe preferir, faz um PIX: https://bit.ly/PIXidhNos acompanhe no Spotify @iconocastSiga ICONOGRAFIA DA HISTÓRIA em todas as redes: https://linktr.ee/iconografiadahistoriaoficialSiga o JOEL PAVIOTTI: https://bit.ly/joelpaviottiApresentação: Joel PaviottiTexto e roteirização: Adriana de PaulaRevisão: Adriana de PaulaCâmera e produção: Fernando ZenerattoEdição: Lucas OdilonDireção: Fernando Zeneratto / Joel Paviotti

Academy of Ideas
Rape gangs, Post Office and Scottish self-ID: an anatomy of three scandals

Academy of Ideas

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 100:16


A debate recorded at the Battle of Ideas festival at Church House, Westminster on Saturday 18 October 2025. ORIGINAL FESTIVAL INTRODUCTION In recent years, Britain has been rocked by several scandals where the public has been kept in the dark. Politicians and the authorities have indulged in obfuscation, denial, cover-ups and even possible collusion – all to avoid accountability or admit responsibility.  As with previous scandals, it's often been grassroots campaigners, victims' groups and courageous journalists who have brought these issues to public attention. What was it like being a key player on the frontline of history in three of these recent scandals: rape gangs, the Post Office miscarriages of justice and gender self-ID in Scotland?  Journalists Charlie Peters and Nick Wallis, and Susan Smith from campaign group For Women Scotland, tell their stories of activism, investigation and holding truth to power. GB News reporter Charlie Peters, presenter of the 2023 documentary, Grooming Gangs: Britain's Shame, has called it ‘the worst race-hate scandal and abuse scandal since the Second World War'.  Meanwhile, Conservative MP Nick Timothy, writing in response to Sir Keir Starmer's announcement that he would – at last – commission a national inquiry on the back of recommendations in Baroness Casey's National Audit on Group-based Child Sexual Exploitation and Abuse (2025), stated: ‘Rape gangs are the biggest scandal of our generation.' The Post Office Horizon IT scandal stands out as another one of the UK's most significant miscarriages of justice. Faulty accounting software developed by Fujitsu led to the Post Office prosecuting over 900 subpostmasters for theft, fraud or false accounting, resulting in wrongful convictions, bankruptcies, imprisonments and even suicides. Nick Wallis, a freelance journalist, broadcaster and author, has been one of the leading figures in exposing and chronicling the scandal. For Women Scotland (FWS) is a women's rights advocacy group that was set up in 2018 to oppose the SNP's attempts to force gender self-identification through Holyrood. Even when the Gender Recognition Reform Bill was blocked by the Tory UK government, the then first minister of Scotland, Nicola Sturgeon, continued to defend the policy.  In a car-crash press conference, she famously refused to say whether double-rapist Adam Graham/Isla Bryson, who was initially sent to a female jail, was a man or a woman. The scandal caused a huge public outcry and has been partially blamed for Sturgeon's sudden resignation a few months later. The furore also forged For Women Scotland into a formidable campaign group that eventually won a famous victory in clarifying equality law at the Supreme Court. These scandals are only three of the many that have shocked our nation, alongside the Grenfell Tower fire, the Hillsborough tragedy, the infected-blood scandal and more.  Are such scandals simply a feature of modern Britain? Do they, as many argue, implicate the state itself as negligent, incompetent and mired in the tendency to cover-up and collude? What can we learn from these brave journalists and campaigners who have stood at the frontline, challenged politicians and the authorities, and held them to account? SPEAKERS Charlie Peters GB News national reporter Susan Smith co-director, For Women Scotland; director, Beira's Place; contributor, The Women Who Wouldn't Wheesht Nick Wallis journalist, presenter, BBC Radio 4 series The Great Post Office Trial CHAIR Claire Fox director, Academy of Ideas; independent peer, House of Lords; author, I STILL Find That Offensive!

Portugalex
Pessoas que vão para a beira-mar ver o temporal

Portugalex

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 3:10


Também tem um plano de contingência para a chegada dos ETs?

Actualidade - Renascença V+ - Videocast
Casas empoleiradas à beira de um penhasco em risco de ruir na Sicília

Actualidade - Renascença V+ - Videocast

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 1:35


Casas empoleiradas à beira de um penhasco em risco de ruir na Sicília8727cd36-b3fb-f011-8

casas rr risco sic beira actualidade renascenca
A História do Dia
O Irão à beira de uma nova revolução

A História do Dia

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 18:26


Os protestos no Irão escalam, a repressão aumenta e Trump admite intervir. O que querem os manifestantes e até onde pode ir o regime? Análise com José Thomaz Castello Branco.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Iconocast
A HISTÓRIA DE CHIQUINHO MELECA, O CHEFE DE LOGÍSTICA DE BEIRA MAR - VALE A PENA VER DE NOVO

Iconocast

Play Episode Listen Later Dec 27, 2025 9:05


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Wise Crone Cottage Podcast
On the Longest Night - Cailleach Beira (S6, #1)

Wise Crone Cottage Podcast

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 31:08


Send us a textIn this episode, the storyteller, Kathy Shimpock, shares a Scottish story about the changing seasons. It comes as we reach winter solstice in the Northern hemisphere. This is a story of the Cailleach Beira, the Queen of Winter.  She may be frightening but she has much to tell us about our role as elders and how we should best approach the winter season. She's a very wise crone indeed!Story: Donald Alexander MacKenzie, "Beira, Queen of Winter," in Wonder Tales from Scottish Myth and Legend (London, Blackie & Son, 1917).Illustration: "Beira" from a drawing by John Duncan (from book).Sound effects from my finch "Tweedles." This podcast is licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0 License.  http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/. Copyright 2025 Kathy Shimpock.   Support the showFor more crone tales, visit the "Wise Crone Cottage in the Woods" (http://www.wisecronecottage.com).

Wild for Scotland
A Celebration of Darkness - Winter in Scotland

Wild for Scotland

Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 41:18


'A Celebration of Darkness' is part of the series A Year in Scotland. This is the December episode.Today's episode is a little different. It consists of five short vignettes that celebrate winter in Scotland. Across three stories, we'll explore Scotland's wintery folklore. We'll hear about the winter goddess Beira and her grip on the seasons, I'll tell you the story of the "Nimble Men" up in the sky, and we dive into stories of the Winter Solstice. I'm also taking you with me on an early morning walk in the Rothiemurchus Forest. And of course, I have lots of practical tips for you, to make the most of a winter trip to Scotland. If you're planning a winter trip, make sure to check out my winter travel guide for Scotland!Visit my website to find the full show notes incl. the transcript, photos from my winter walk and links to additional resources about the stories & tell in this episode.PS: Most of this episode was recorded by a real fireside in my garden - so it will sound a little different than usual.Help us spread the word about Wild for Scotland! If you hear something you like in this episode, take a screenshot and share what you like about it on your Instagram stories. And tag us @wildforscotland so we can say thank you! Let me help you plan your DREAM TRIP to Scotland! Book a free enquiry call to find out more. Coming to Scotland? Start planning your trip to Scotland with my FREE Trip Planning Checklist. Get it here! Browse my Scotland itineraries for your next trip.Connect with me on Instagram @wildforscotland!Join our email list to never miss an episode.Planning a trip to Scotland? Check out my Scotland blog Watch Me See!

Noticiário Nacional
3h Sismo de 4.1 com epicentro perto de Celorico da Beira

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 13, 2025 8:43


Noticiário Nacional
0h Manifestação em Lisboa contra painéis solares, na Beira Baixa

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 13, 2025 12:45


Eu Quero Ver o Filme
Episódio 130 - À Beira da Loucura (1995)

Eu Quero Ver o Filme

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 101:08


Abrimos os livros de terror e nos deparamos com esse clássico da decada de 90, À Beira da Loucura. Explorando o tortuoso mundo fictício dentro do mundo fictício do filme. Tentamos descobrir o paradeiro do misterioso escritor Sutter Cane e encontramos este que talvez seja um dos filmes mais divertidos do gênero.

Gabinete de Guerra
Venezuela x Ucrânia: Estamos à beira de um novo conflito?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 8:10


Bruno Cardoso Reis, historiador, acredita que inicialmente a esperança de Trump era que a exibição de poder militar assustasse o regime e levasse Maduro a sair voluntariamente do território.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Voz de Cama
Mulheres à beira de um ataque de nervos

Voz de Cama

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 54:47


Pressão sobre a mulher para casar e ter filhos, pressão sobre a mulher para ter uma carreira… em que é que ficamos? Quem somos e o que queremos?

Weltzeit - Deutschlandfunk Kultur
Mosambiks Brüche - Leben in den Ruinen des Grande Hotel

Weltzeit - Deutschlandfunk Kultur

Play Episode Listen Later Nov 5, 2025 30:42


Das ehemalige Luxushotel in Beira gilt heute als eine der größten besetzten Ruinen der Welt. Rund 3500 Menschen leben in dem maroden Betonbau, der einst für koloniale Eliten errichtet wurde. Nun ist er Zufluchtsort und Zwangsdomizil zugleich. Niklas Franzen, Stephan Ueberbach, Katja Bigalke www.deutschlandfunkkultur.de, Weltzeit

Vedanta Cast
#307/2025 – Apresentação surpresa à beira do Ganges | Samba Shiva Yātrā

Vedanta Cast

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 6:07


Colunistas Eldorado Estadão
O Verde é Pop: A possibilidade de um Parque Jockey na beira do rio Pinheiros

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Oct 30, 2025 7:49


Ricardo Cardim, botânico e paisagista, apresenta análises e comentários sobre a agenda verde nas cidades. Quadro vai ao ar na Rádio Eldorado às quintas, ao vivo, às 07h45, no Jornal Eldorado; e em boletins às segundas e quartas, às 12h30 e 16h.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Meia-Noite
Guerra na Ucrânia: estaremos à beira de uma solução diplomática?

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later Oct 25, 2025 46:18


Neste episódio do "Expresso da Meia-Noite", a equipa debateu o impacto das sanções internacionais à Rússia, a evolução da guerra na Ucrânia e as hipóteses de uma solução diplomática, sublinhando as fragilidades e desafios da resposta europeia. O programa abriu com uma homenagem a Francisco Pinto Balsemão, ”o último grande patrão dos media”. Entre análises políticas e militares, destacou-se a necessidade de reforço europeu e a complexidade das negociações de paz. O episódio terminou com uma reflexão sobre o papel do jornalismo e uma nota de esperança para o futuroSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
7h Cessar-fogo em Gaza à beira do colapso

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 11:55


Gloria Arieira
73_Na beira do rio Tamasá

Gloria Arieira

Play Episode Listen Later Oct 6, 2025 29:54


73_Na beira do rio Tamasá by Gloria Arieira

Noticiário Nacional
12h A Linha da Beira Alta reabriu na totalidade esta manhã

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Sep 28, 2025 7:34


E o Resto é História
Assassinos da Beira: Portugal já teve um faroeste

E o Resto é História

Play Episode Listen Later Sep 23, 2025 51:40


Tempos houve em que Portugal tinha um certo ambiente de faroeste: quadrilhas de salteadores matavam pessoas e desafiavam as autoridades no interior do país. Esta é a história dos assassinos da BeiraSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Carioca Connection: Brazilian Portuguese Conversation.
Ressaca do mar? Alexia's natural hangover cure

Carioca Connection: Brazilian Portuguese Conversation.

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 15:06 Transcription Available


In this episode of Carioca Connection, Alexia and Foster explore the sea and its phenomena in Brazilian Portuguese. They discuss "ressaca do mar," a term often misunderstood by Portuguese learners, while Alexia shares her love for the ocean growing up in Rio de Janeiro. The episode covers Brazilian beach culture, nature, and plenty of laughs that will help you learn Brazilian Portuguese naturally while having fun. As always, this episode is full of real-life Brazilian Portuguese you won't find in textbooks or apps. Enjoy!E agora em português…

PEBMED - Notícias médicas
Podcast #156: Saturação Venosa Central: como usar na beira-leito?

PEBMED - Notícias médicas

Play Episode Listen Later Aug 12, 2025 18:40


Neste episódio, o Dr. Vinicius Zofoli, médico intensivista e editor-chefe de Terapia Intensiva do Portal Afya, discute os fenômenos que influenciam na utilização de oxigênio pelas células, com impacto no valor da saturação venosa central de oxigênio (Svc). O especialista também aborda conceitos fundamentais, como o DO2 crítico e mostra como utilizar essa ferramenta na prática, a beira-leito. Aperte o play e escute agora!

Linhas Cruzadas
LINHAS CRUZADAS | À BEIRA DO ABISMO | 07/08/2025

Linhas Cruzadas

Play Episode Listen Later Aug 7, 2025 50:45


No “Linhas Cruzadas” desta semana Andresa Boni e Luiz Felipe Pondé vão explorar as mulheres mais transgressoras da literatura. Vamos conhecer as principais figuras femininas que desafiaram os limites do sexo, desejo e mistério. Afinal, o desejo ainda resiste em um mundo onde tudo é exposto?O programa vai investigar como o prazer pode ensinar e até que ponto a libertação sexual é o mesmo sinônimo de liberdade. A discussão nos levará a refletir sobre como o erótico não é apenas uma expressão, mas sim uma linguagem filosófica de iniciação, poder e identidade, onde a libertinagem se torna conceito e as paixões trágicas de Emma Bovary e Anna Kariênina viram referência.Além de visitar as obras mais emblemáticas e polêmicas da literatura erótica, Pondé e Andresa também contarão com a participação dos críticos de cinema Roberto Sadovski e Franthiesco Ballerini, que vão a fundo no arquétipo das femme fatales da história do cinema. No ar toda quinta-feira, as 22h, na TV Cultura.

TV 247
Bom dia 247_ Haddad enquadra Nikolas_ Bolsonaro à beira da prisão 12_6_25

TV 247

Play Episode Listen Later Jun 12, 2025 212:57


Bom dia 247_ Haddad enquadra Nikolas_ Bolsonaro à beira da prisão 12_6_25 by TV 247