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"Don Vicente Ferrer, padre de la narradora, «estuvo en la fábrica más del 75 % de su vida. Su ropa olía a eso: no precisamente a azúcar, sino a lo que viene antes, al proceso que permite que el azúcar exista». El duelo de la hija se abre a la reconstrucción de una experiencia colectiva y que hoy parece en extinción: un país que intentaba sustituir las importaciones con industrias nacionales, las fábricas que creaban no solo puestos de trabajo, sino poblaciones completas a su alrededor. Desde un presente muy distinto, la autora recoge testimonios, visita los lugares transformados y ensaya una crónica íntima de ese proceso histórico, a partir de un caso particular: las familias que, como la suya, crecieron en torno al azúcar."Conversamos en el #TraficantesDeCultura con Consuelo Ferrer Durán, autora de Siembra de Cristal, libro editado por OVEROL.Conduce: Humberto Fuentes
Hoje tivemos o prazer de conversar sobre o trabalho da queridíssima Gabriela Biló.Biló é fotojornalista, segundo ela própria, "ama fotografar pessoas". Iniciou sua carreira no jornal O Estado de São Paulo e atualmente trabalha para a Folha de São Paulo. Autora dos livros "Juízo Final" e "A Verdade Vos Libertará", este que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Literatura em 2024. Vem com a gente pois o papo foi ótimo ✨
Como é a vida das pessoas que trocam sexo por dinheiro nos dias de hoje? Quais as diferenças da prostituição atual, para a prostituição na década de 1980? Como a plataforma Fatal Model se tornou um dos sites mais acessados do Brasil? Como cresceu a ponto de patrocinar o Corinthians? E o que muda na vida das trabalhadoras e dos trabalhadores sexuais com a plataformização da prostituição?Ouça a resposta para essa e outras perguntas no episódio 170 do podcast Escafandro.Episódios relacionados61: Amor de pixel72: Camming e o amor sob demanda150: Episódio de picaEntrevistados do episódioMariana BrasilCientista Social, mestra em sociologia e antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com licenciaturas em sociologia e letras. Autora da tese "'Sem vergonha de ser puta".Lorena CaminhasDoutora em ciências sociais pela Unicamp, mestra em comunicação social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professora assistente do Departamento de Estudos de Mídia da Maynooth University, na Irlanda. Pesquisadora especialista em trabalho sexual nas redes sociais.Maíra ZapaterCoordenadora e professora de direito da Escola de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), doutora em direitos humanos, especialista em direito penal e processual penal. É formada também em ciência sociais.Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Produção, reportagem e edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
La autora ha pasado por los micrófonos de Hoy por Hoy Elda Vinalopó, donde ha explicado cómo surgió la idea de escribir Un sueño de Moros y Cristianos.
O Didocast recebe a escritora maranhense Rute Ferreira para uma conversa sobre literatura, memória, escrita e os caminhos da criação literária contemporânea. Autora de obras como Terra Batida, Bordado em Ponto Corrente, A Urdidura da Matéria e A Estranha Mania das Abelhas, Rute constrói uma literatura atravessada pelas experiências das mulheres, pelas relações familiares, pelo território, pela memória e pelas tensões entre tradição e presente.Em conversa com Helissa Soares, a escritora fala sobre sua trajetória, seus livros, processos criativos e sobre as histórias que insistem em permanecer — e que encontram na literatura uma maneira de serem contadas.Junte-se à comunidade Didosseia no Hotmart e tenha acesso a um conteúdo exclusivo, que vai além das páginas do livro. Convidamos você a participar desse diálogo acerca da arte e da literatura, com resenhas ainda mais detalhadas de todo o conteúdo, mas atenção: alerta de spoiler e muito mais polêmicas!Link para a comunidade Didosseia:Comunidade Didosseia no Hotmart
Programa d'entrevistes on les protagonistes són dones, de qualsevol edat, origen, interès o formació, i que ens inspiren en l'art de la vida, per la seva història, per la seva experiència o per les seves reflexions. Són heroïnes quotidianes, que també ens obriran la porta a visibilitzar altres dones que han estat referents al llarg de la història o que han estat actualitat en el present que vivim. Amb Bego Floria podcast recorded with enacast.com
¿Qué queda cuando se apaga una de las figuras más queridas de Chile?Con una voz honesta, cruda y profundamente cercana, Teresita Giacaman nos lleva al lado más íntimo de su madre —la mujer detrás del ícono del teatro y la televisión— y al mismo tiempo nos enfrenta a preguntas universales sobre el amor, el cuidado, la culpa y la libertad que deja la ausencia. Este es un libro que emociona, que incomoda y que también abraza, porque habla de ese vínculo que no termina con la muerte.Conversamos en el #TraficantesDeCultura con Teresita Giacaman Reyes, autora de Teresita Reyes. Ahora que no estás, libro editado por FORJA.Conduce: Humberto Fuentes
Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura, canal do grupo de pesquisa Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC) da Fundação Casa de Rui Barbosa.Autora do podcast: Danielle Fernandes Rodrigues Furlani, bolsista PIPC da FCRB e integrante do grupo de pesquisa EPCC.Podcast sobre o artigo “Políticas públicas do livro e leitura: um conceito em aberto”, de Everton da Silva Camillo e Claudio Marcondes de Castro Filho. Publicado em 2022, o texto integra o volume 27, número 2, da revista Informação & Informação, periódico da Universidade Estadual de Londrina. Coordenação do canal: Dra. Eula D.T.CabralAnálise e correção do roteiro e fichamento do episódio: Dra. Eula D.T.CabralConheça o nosso grupo de pesquisa:Site: https://epccbrasil.wixsite.com/epcc2Canal no Youtube: EPCC Brasil - https://www.youtube.com/channel/UC7niIPYHyPTpr24THJx-hiw/featuredPágina no Facebook: EPCC - Economia Política da Comunicação e da CulturaInstagram: @epcc.brasilE-mail: coloquio.epcc@gmail.com
Angélica Valdez, Escritora, autora del libro “El desierto que nos habita”Tema: Su libro “El desierto que nos habita”, de Lapicero Rojo Editorial.
Saša Michailidis se ptá ilustrátorky Mariany Jirátové a Heleny Černohorské z nakladatelství Bylo nebylo. Festival LUSTR, tedy největší přehlídka současné autorské ilustrace, začne příští týden v Holešovické tržnici v Praze. Co všechno musí ilustrátor promyslet, než vznikne jediná stránka knihy? Jak se ilustrace potkává nebo pře s představou autora a nakladatele? Vyplatí se ještě nakladateli zaplatit si svého živého ilustrátora?Všechny díly podcastu Akcent můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.
Renata Wolf, autora do livro "Entre Tempos e Marés: Na Travessia que a Mudança Acontece", participou do programa Direto ao Ponto para falar sobre a obra que aborda sua experiência de imigração para Portugal.
Renata Wolf, autora do livro "Entre Tempos e Marés: Na Travessia que a Mudança Acontece", participou do programa Direto ao Ponto para falar sobre a obra que aborda sua experiência de imigração para Portugal.
En el episodio de hoy entregamos el Premio Amiga Date Cuenta de la temporada 2025 - 2026 a la frase… “No puedo dejar que seas trans, lo más sería ser homosexual” Para saber más: https://bsky.app/profile/mararrort.bsky.social/post/3lwucsg2uhs2a Y también entregamos el premio Elizabeth Magie a… Tory Brown! Autora de Votes for women y activista incansable! En la entrevista nos entrevistamos a nosotras mismas para contaros lo que hemos jugado durante el fin de semana: Recomendados: Magical Athlete, Grow sky, Tras los pasos de Darwin, Dance of ibexes, Queen Alice, The Voynich Puzzle y protos. No tan recomendados, según Cati: Jinxo, One round, A place for all my books y Tea witches, y según Noe: Oh my socks. En el Plapscanner hablamos de PUERTO RICO 1897 Special edition, con su clase de historia correspondiente, y de ¡Que paguen los ricos! (Tax the rich), con su crítica al capitalismo incluída. Y en el Maridaje lúdico maridamos Tax the rich con el libro Nord i Sud i con la vida; Track Frankenstein i Abominación; Obstinada i Votes for Women; y Miroir Magique con el Op Art. En Amiga date cuenta os contamos la “polémica” sobre repartir carnets de jugón/a y de la congelación de óvulos para las futbolistas de la selección femenina. También os contamos la iniciativa de la Biblioteca Nacional de España para preservar videojuegos y el hackeo para bajar el IVA de los tampones con The tampon book en Alemania. Enlaces de interés: Diario de diseño de Votes for women: https://boardgamegeek.com/blog/1/blogpost/156901/designer-diary-votes-for-women El tema de los carnets: https://www.youtube.com/watch?v=98VgriZ9nno https://www.youtube.com/watch?v=geA0YYNYFRM&t=1065s La congelación de óvulos de las futbolistas: https://www.instagram.com/reels/DcwJiZKswu7/ Dona videojuegos para su conservación a la Biblioteca Nacional de España: https://www.instagram.com/reels/DdE0-3VPpig/ Lista de juegos que ya tienen: https://www.instagram.com/reels/DdE0-3VPpig/ https://www.bne.es/es/colecciones/videojuegos The tampon book: https://www.instagram.com/p/Dctd6k3jTfi/?img_index=2&stkn=d3hqdmVpZTZ6N3Jh Artículo sobre Elon y su delirio para que las máquinas superen al ser humano: https://elpais.com/opinion/2026-09-10/jaque-mate-elon-musk.html Seres humanos y la zoocosis: https://www.instagram.com/p/DcgYNa9DeOh/?stkn=cnh1b2phbmdibnQw Propuestas para los Premios DAU: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe-FSYcG3q3C8g6VTDUCMF8OKSIFVFl6YwkAbi7ovlZEB26sg/viewform Frase final: "Una vida sin juegos es una existencia agotadora y mecánica organizada en torno a las actividades necesarias para sobrevivir." Stuart Brown en su libro “Juega”. ¡Gracias por escucharnos y hasta el mes que viene!
Saša Michailidis se ptá ilustrátorky Mariany Jirátové a Heleny Černohorské z nakladatelství Bylo nebylo. Festival LUSTR, tedy největší přehlídka současné autorské ilustrace, začne příští týden v Holešovické tržnici v Praze. Co všechno musí ilustrátor promyslet, než vznikne jediná stránka knihy? Jak se ilustrace potkává nebo pře s představou autora a nakladatele? Vyplatí se ještě nakladateli zaplatit si svého živého ilustrátora?
A autora guineense Lizidória Mendes vai lançar uma edição francesa do seu primeiro romance “Sentimentos e Razão”, este sábado, na Maison du Portugal - André de Gouveia, na Cidade Universitária de Paris. O livro fala sobre a emancipação da mulher, mas também sobre o peso da ‘matchundadi' [masculinidade] e imagina “uma nova mulher guineense” numa “Guiné-Bissau em construção”. Neste programa conversamos com a guineense Lizidória Mendes, de 28 anos, que vai lançar uma edição francesa do seu primeiro romance “Sentimentos e Razão”, este sábado, na Maison du Portugal - André de Gouveia, na Cidade Universitária de Paris. O evento vai ser acompanhado por uma exposição de pinturas da artista plástica guineense Cálida Erinaide, inspiradas nas personagens do livro. “Sentimentos e Razão” conta a história da jovem Malia que sonha com uma carreira académica, que luta contra o peso das construções sociais no seu país e que recusa o feminismo nos moldes ocidentais. Esta é uma história sobre a emancipação da mulher guineense e sobre o peso da ‘matchundadi' [masculinidade] na Guiné-Bissau, mas também sobre uma outra forma de olhar para a mulher “não a partir do corpo, mas do que ela pensa”. O livro também fala sobre o que Lizidória Mendes resume como “uma Guiné-Bissau em construção”, onde se imagina “a nova mulher guineense” que respeita as suas raízes, mas também as questiona e reajusta. A autora quer acreditar no poder simbólico e até sagrado da literatura e deseja que “daqui a algum tempo tenhamos muitas Malias na Guiné”. RFI: Poderia fazer-nos uma curta apresentação deste livro? Lizidória Mendes, Autora de “Sentimentos e Razão”: “O livro ‘Sentimentos e Razão' é um romance que falou basicamente da masculinidade na perspectiva guineense, sobretudo na sua fase mais embrionária, e também falou, através da personagem principal que é a Malia, da emancipação da mulher. De uma forma geral, para o enredo do livro, nós conseguimos ver que a Malia não é uma extracção da verdadeira mulher guineense, mas sim uma reescrita do que a mulher guineense deve-se tornar, tirando todas as construções sociais que ela é imposta de seguir, como ter a sua vida cronometrada, ter os seus desejos, entre aspas, controlados pelas expectativas sociais. Ao olhar para a Malia, as pessoas não conseguem ver uma mulher guineense com base nas tradições e culturas, mas se nós formos ver, hoje em dia, as possibilidades que as mulheres podem ter daqui a cinco anos, dez anos, nós podemos ter uma mulher guineense com expressão da Malia ou mais ainda.” O que é que a Malia tem da Lisidória? “Bom, essa é uma pergunta que eu posso dizer que as pessoas me têm feito. E aqui também não vou ser, entre aspas, mentirosa, porque nós não podemos dissociar a arte do artista. Para mim, a arte sempre tem um ponto de partida. Para mim, para reescrever a nova mulher guineense, se o ponto de partida deve ser a partir de mim, que seja, e a Malia pode ter alguma coisa da Lisidória porque a Lisidória é a autora. Além disso, nada mais.” O livro conta a história de Malia, uma jovem guineense que quer estudar e chegar até ao mestrado em França, que luta pela sua emancipação, mas que recusa o feminismo nos moldes ocidentais. Quer explicar-nos porquê este feminismo nos moldes ocidentais não se pode adaptar à cultura guineense? Lemos, por exemplo, que há tradições na Guiné-Bissau que “para muitas mulheres são redes de apoio, onde o Estado não é capaz de garantir a segurança”. Certas tradições não são contraditórias com o feminismo? “Ao dizer que isto é contraditório, leva-nos mais para um debate epistemológico porque o feminismo é o que é dentro de uma realidade em que nasceu. Outras coisas também podem ser dentro das suas próprias realidades. Eu não nego que o feminismo é um projecto sustentável e bom para as mulheres, é muito bom, mas o facto de nós não querermos importar um feminismo, não quer dizer que nós não o podemos reinventar dentro das nossas comunidades para resolver os nossos problemas. O debate que eu trouxe no livro, como algumas pessoas estão, entre aspas, a falar que eu sou antifeminista e tal, o facto de não ser feminista não quer dizer que a pessoa é antifeminista. Eu acho que amanhã [16 de Setembro] já serei socióloga e daqui a alguns dias serei especialista em estudos de género, portanto, é a minha área de estudo. O meu projecto de mestrado repousa basicamente nisto da participação política das mulheres, mas o meu problema epistemológico é: será que o feminismo é universal? Respondo que não. Em todas as comunidades, as mulheres têm as suas próprias realidades. Entretanto, pensar que a cultura é sinónimo de repreensão, não é verdade. Também o Ocidente tem algumas práticas que deixam as mulheres nos segundos planos. O que é que eu nego? É importante nós vermos a realidade das mulheres com base nas suas realidades, criarmos mecanismos de protecção, não trazer modelos que não têm nada a ver com as suas realidades. É essa visão que eu tento trazer no livro. Eu nego a universalidade das coisas, é por isso que a Malia não é universal. Para mim, a vida é feita do específico para o colectivo, nós não podemos pensar a vida do colectivo para o específico. É basicamente essa interpretação e não tem nada a ver com antifeminismo. E eu, enquanto especialista de género, eu respeito muito as lutas feministas, são as lutas que eu estudo, mas eu defendo lutas locais. Por exemplo, na Guiné-Bissau, trabalhei sobre outras formas de organização, no caso, as ‘mandjuandades', que são organizações associativas na Guiné-Bissau que repousam mais nas questões de solidariedade económica e também nas questões geracionais, mas são organizações que surgiram antes das lutas feministas. E nós temos isso na Guiné-Bissau, são ‘mandjuandades', e o feminismo guineense poderia ser chamado de ‘mandjuandade'. Não é necessariamente o que nós vamos fazer que obrigatoriamente deve ser chamado de feminismo porque o feminismo é uma denominação, é nome, é epistemológico. Dentro das outras comunidades também pode existir uma outra coisa e aqui quero ressaltar: eu não sou antifeminista, pelo contrário.” Também aborda os constrangimentos sociais e o que se espera da mulher na Guiné-Bissau. Ficamos a questionar se a mulher tem espaço para ser livre na Guiné-Bissau. Isso também transparece no livro? “Sim, transparece no livro. O meu problema aqui é quando as pessoas vão pensar a opressão da mulher. Por exemplo, os colegas que vão fazer trabalhos em África, sobretudo nos países da África Ocidental, muitas das vezes vêem a opressão das mulheres nessas regiões como se a opressão nasceu basicamente em África, mas a questão da opressão, a questão da desigualdade, não tem cor, é universal. Agora, tentar atribuir a identidade de opressão, de desigualdade, para uma determinada comunidade, é errado. Sobretudo, por exemplo, quando alguns antropólogos vão fazer os trabalhos em zonas de África e tal, e as categorias que eles utilizam muitas das vezes não têm nada a ver. Por exemplo, tratam certas categorias como se fossem homogéneas, mas na Guiné-Bissau não existe homogeneidade. Mesmo ao falar, por exemplo, do patriarcado, há sociedades que são matrilineares, em que os filhos pertencem às mulheres e não aos homens. Então, para mim, eu acho que é importante nós fazermos trabalho epistemológico baseado nos contextos porque nós temos realidades muito bem construídas, mas muitas das vezes ao irmos ao terreno, nós utilizamos categorias ocidentais, conceitos ocidentais para denominar estas realidades. Entretanto, o que é que acontece? Os conceitos acabam por sobrepor a realidade. O que nós devemos fazer é reverter a situação. Fazer um trabalho de terreno e com base nesse trabalho de terreno, construirmos os problemas. Mas as pessoas já saem daqui com hipóteses e chegam lá só para confirmar, o que eu acho errado.” Há outro conceito que me parece central no livro, que é a constatação de uma masculinidade rígida, a “matchundadi”, que impossibilita os homens de viverem e de aceitarem a sua vulnerabilidade. Por que é que é algo tão central no livro e até que ponto também é uma questão política e mostra como é a própria sociedade bissau-guineense? “Eu diria até que ponto isto é epistemológico porque é muito intencional a repetição da palavra ‘matchundadi' no livro. Como eu disse, os assuntos tratados neste livro são embrionários. De uma forma geral, o conceito de ‘matchundadi' no livro não é desenvolvido. Os personagens vão dizendo: ‘Ah, tu estás a fazer à tua matchundadi e não sei o quê.' Mas aqui entra a questão e aqui centra-se o debate: até que ponto a matchundadi guineense é masculinidade e não virilidade? Porque muitas das vezes as pessoas acham que tudo o que é matchundadi guineense é virilidade. O que é que as pessoas denominam como matchundadi na Guiné-Bissau? É virilidade: mostrar a força, fazer abuso de poder. Aquilo é virilidade. Matchundadi é mais baseada nos valores de proteger, de prover, de ser uma pessoa com carácter. É o que ensinam em diferentes etnias, sobretudo através dos rituais, como o fanado.” O que é o "fanado"? “O fanado é uma espécie de ritual de iniciação tanto para mulheres, em certas etnias, como para homens também. Vou ressaltar aqui: excisão e fanado são duas coisas diferentes. Fanado é mais assente na questão da transmissão dos valores e tal. Entretanto, como eu tinha dito, todos os conceitos e debates vieram neste livro de uma forma embrionária. No segundo volume terá mais desenvolvimento. Mas, como eu disse, ‘matchundadi' aparece neste primeiro livro, mas até que ponto é político, mas sobretudo, epistemológico? O que é que as pessoas percebem como 'matchundadi'? É esse debate que eu quero trazer, apesar de o romance não dever ter este objectivo de trazer ao debate as coisas, mas, para mim, no contexto em que nós vivemos, é necessário.” Vai haver um segundo volume? Quando será lançado? “Sim, porque o meu livro original, ‘Sentimentos e Razão', tinha cerca de 500 e tal páginas, só que, na revisão, algumas pessoas me perguntaram: ‘Publicar um livro de 500 páginas na realidade guineense, quem vai ler?' Foi nisto que surgiu a ideia de diminuir, de recompor os cenários e saiu este primeiro volume. Agora vai ter o segundo volume e o terceiro volume em que eu vou trazer todas as histórias. Eu estabeleci uma meta de até final de Novembro estar disponível porque eu tenho que fazer ajustes, fazer a edição, fazer a impressão. Não sei, mas eu acho que até final de Dezembro vai estar disponível só o segundo, porque depois eu tenho que me concentrar no projecto do meu segundo livro.” Vai haver um outro livro? “Sim, o meu segundo intitulado ‘M'pili'. Inclusive já fiz o trabalho etnográfico, entrevistas, observações, procura de arquivos.” E é sobre o quê? “É mais um tema baseado na nossa memória colectiva porque o tema ‘m'pili' é muito patente na nossa sociedade, inclusive foi cantado pelo José Carlos Schwarz. Retrata mais as dinâmicas pós-independência, sobretudo a relação de poder e, sobretudo, também a relação de género.” O que quer dizer “m'pili”? “A m'pili', por exemplo, na língua pepel, m'pili' significa mulher - se não me engano, não tenho certeza - mas é um nome mais derivado da etnia manjaco e pepel.” Regressando ao livro “Sentimentos e Razão”, o amor é um tema também central, mas é um amor romântico, idealizado, que ocupa um enorme espaço na vida da personagem principal. Este tipo de amor não colide com a noção de desejo, de corpo e de liberdade? “É verdade. Tudo que a Malia pensa é idealizado porque a sua realidade é outra, mas também há um facto muito importante. No enredo, de uma forma geral, nós não conseguimos caracterizar a Malia. Praticamente a Malia aparece no livro sem corpo. Nós conseguimos só caracterizar a Malia através do que ela pensa e através do que ela faz, mas ninguém consegue saber se a Malia é branca, se é preta, se tem um corpo muito bem definido ou não. E aqui levanta-se um debate: será que as relações que nós mantemos com mulheres devem ser a partir do corpo ou a partir da mente? Porque durante muito tempo a mulher sempre foi resumida ao corpo. Por isso é que no meu livro ninguém consegue caracterizar a Malia. A Malia sempre construiu as suas relações a partir do que ela pensa, a partir do que ela prega, a partir do que ela sente. A Malia não aparece como uma personagem física dentro do livro e há alguns críticos que ja criticaram isto: ‘Como é que as pessoas vão ler o livro sem saber as características físicas da personagem?' Não é obrigatório a mulher ser conhecida a partir do seu corpo. É possível a mulher ser conhecida a partir da sua voz, a partir do que ela pensa, a partir da sua ideologia. Basicamente é isto. Por isso é que o centro da Malia é o desejo. Nós devemos normalizar também essa questão dos homens, ou melhor, a sociedade admirar a mulher a partir dos seus desejos, sem, no entanto, tocar.” O que é que este livro também conta sobre a Guiné-Bissau? “Eu resumiria isso numa única palavra. Uma Guiné-Bissau em construção porque daqui a cinco anos precisamos de mulheres como a Malia, que vai respeitar as suas raízes, o seu fulcro cultural, mas também questionando as coisas que não estão bem dentro desse fulcro cultural porque para mudarmos nós não precisamos de desfazer-nos da nossa cultura. O que é que nós precisamos? É reajustar porque todas as culturas têm partes nefastas e são estas partes nefastas que a Malia pede para serem reajustadas porque ela só cabe dentro da sua cultura. Sair da Guiné-Bissau, escolher viver em Portugal ou em França ou em outra parte do mundo, ela nunca vai pertencer àquele espaço. O seu verdadeiro espaço é o seu país. Então, para que ele viva no seu país de uma forma tranquila, precisa do reajuste.” Para viver no seu país é preciso condições e a Guiné-Bissau não tem estabilidade política, social e económica. Como é que olha para a Guiné-Bissau actualmente? “Eu, enquanto autora, digo que nenhum artista deve ser neutro, por mais que sejamos neutros enquanto artistas, a nossa arte deve falar sobretudo ao lado do povo. E eu reafirmo isto que a Guiné-Bissau não está bem, está longe de estar bem. Ao olhar só pelo cenário político, o que é que nós devemos fazer? É cada um contribuir da sua forma, mas contribuir da nossa forma não quer dizer que sejamos neutros. Para mim, é deixando de ser neutro que nós podemos contribuir para sair desta situação porque eu acho que sair da Guiné-Bissau e estar a viver num outro país não é o caminho porque nós saímos com a expectativa de que um dia o cenário mude, mas se nós temos essa expectativa, quem é que vai mudar o cenário? Devemos ser nós.” Quanto ao livro “Sentimentos e Razão - Korson ku roson”, porquê este título e o que é que ele significa? “O título “Korson ku roson” é em crioulo e eu quis mantê-lo assim. Para mim, é algo que me lembra quem eu sou e de onde eu saí. Não importa em que línguas o meu livro seja traduzido, sempre vou pedir que mantenham “Korson ku roson”, a língua guineense que agora chamam de crioulo. ‘Sentimentos e razão' porque eu sempre tive a crença que o mundo existe, mas tendo uma linha ténue que divide duas dimensões: o que nós sentimos e o que nós pensamos. Ou fazemos as nossas escolhas através do que o nosso coração manda ou através do que a nossa cabeça manda. Eu resumo o mundo, a vida, nestas duas dimensões.” Este é o seu primeiro livro. Primeiro tinha feito uma versão em língua portuguesa e agora sai em francês. É um passo importante para si? “Sim, sim. Este é o meu primeiro livro, digamos assim, oficial, mas, desde os meus 14 anos, eu já vinha escrevendo muitas coisas. Antes de publicar este livro, eu já tinha participado em outras produções literárias, sobretudo antologias. Eu participei na Antologia de Poetas da CPLP ‘Rotas de Camões'. Participei também na equipa que escreveu a primeira telenovela guineense. Outros poemas que eu fiz foram publicados por jornais como Nô Pintcha, sobretudo ‘Simplesmente Menina Africana', ‘Labareda de Queda' e alguns que já não me lembro porque, hoje em dia, eu escrevo mais crónicas e romances do que poemas. Mas este, em especial, é o meu primeiro livro, ‘Sentimentos e Razão'. A primeira versão eu publiquei em 2025, tornou-se logo ‘best seller' na Guiné-Bissau e depois fizemos a publicação em Portugal e em Paris também lançámos a versão portuguesa num evento da comunidade brasileira na Maison du Brésil. Depois foi traduzido.” Traduzir para francês e chegar a um outro público que, se calhar, não está tão familiarizado com a Guiné-Bissau, que se calhar mal conhece a Guiné-Bissau, também é importante? “Para mim é muito importante. Eu soube desta importância, sobretudo, no processo da revisão do livro, em que eu recebi muitas sugestões, por exemplo, de traduzir algumas expressões crioulas para o francês. Eu não traduzi porque, para mim, para o livro ser traduzido deve poder manter a sua essência, porque a tradução, só em si, já é um problema, na minha concepção, porque a tradução é interpretar e, muitas das vezes, algumas nuances numa certa língua dificilmente encontram uma tradução certa numa outra língua. Então, para mim, enquanto guineense e, entre aspas, escritora, eu não queria ver o meu livro neste ângulo de ver traduzidas as expressões crioulas. Para mim, é um caminho, quando um francês ler o meu livro e encontrar a expressão ‘matchu' e ‘kuma', ele que procure saber o que é que aquilo significa. No livro, nós vamos encontrar um mapa da Guiné-Bissau. Então, para mim, a literatura serve para isso, para fazer o nosso país viajar sem, no entanto, deslocar-se, mas assim fazer as pessoas que vão ler deslocarem-se para conhecerem a realidade. Foi o que aconteceu com muitos dos meus colegas da universidade que já leram o livro e estão com curiosidade e alguns já conseguem pronunciar algumas palavras em crioulo. Então, é isto que me deixa orgulhosa, além de ser importante a tradução do meu livro.” Esta quarta-feira é o dia da defesa do seu mestrado em Sociologia em Paris, algo que a personagem Malia, no início do livro, quando é adolescente, apresenta como um sonho. Tem um peso especial conjugar a defesa do mestrado com o lançamento deste livro? É simbólico? “Talvez seja simbólico de uma forma indirecta. Alguém me chamou a atenção, um artista muito renomado, que me disse: ‘Olha, eu li o teu livro, eu gostei muito, mas eu vejo muito a Malia em ti. Tens que tomar muito cuidado porque as palavras têm poder, sobretudo a arte é sagrada. O que tu escreves, amanhã acontece. Será que este livro levou-te a Paris ou foi Paris que te levou ao livro?' Eu acredito que foi o livro que me trouxe a Paris porque eu escrevi isto antes de sonhar que eu conseguiria a bolsa para vir estudar cá. Mas, se a arte é sagrada e as palavras também são sagradas e tudo o que nós escrevemos há-de acontecer, eu desejo que daqui a algum tempo tenhamos muitas Malias na Guiné.”
"Pancho y Seba nunca imaginaron que una canción en un trayecto en micro cambiaría sus vidas. Entre estudios, conciertos improvisados y una amistad que se transformó en algo imposible de ignorar, descubrieron que enamorarse era la parte fácil. Lo difícil vino después."Conversamos en el #TraficantesDeCultura con Pía Prado Bley, autora de Déjame que te llame, su último libro editado por RANDOM COMICS.Conduce: Humberto Fuentes
Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC), da Fundação Casa de Rui Barbosa.Autora do podcast: Carolina Fioravante, bolsista PIC do grupo de pesquisa EPCC da FCRB.No episódio de hoje do podcast Sobre Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC), debatemos o artigo O (impreciso) conceito de desinformação no campo da comunicação no Brasil: uma revisão sistemática de literatura (2018-2023), de Maurílio Luiz Hoffmann da Silva. A discussão analisa como o conceito de desinformação tem sido empregado na produção acadêmica brasileira em Comunicação, destacando a ausência de definições explícitas, as confusões com termos como fake news, pós-verdade, infodemia e misinformação, além das consequências dessa imprecisão para a pesquisa científica e o enfrentamento do fenômeno. O episódio também aborda a necessidade de maior rigor conceitual e de definições contextualizadas à realidade brasileira, considerando fatores como redes sociais, aplicativos de mensagens, polarização política e desigualdades digitais.Coordenação do canal: Dra. Eula D. T. Cabral.Análise e correção do roteiro e fichamento do episódio: Dra. Eula D. T. Cabral.Entre em contato conosco:Site: epccbrasil.wixsite.comCanal no YouTube: EPCC Brasil - youtube.comPágina no Facebook: EPCC - Economia Política da Comunicação e da CulturaInstagram: @epcc.brasilE-mail: coloquio.epcc@gmail.comSiga o podcast e acompanhe os próximos episódios!
En nuestro episodio 528 conversamos con María Clara Villegas, conferencista internacional y autora del libro "La gente feliz es más exitosa" sobre: + La soledad y estar bien con uno mismo. + Cómo llegar a ser un líder virtuoso. + Entender qué es la bonicidad. + Llegar a RR.HH sin tener experiencia. + Confundir la felicidad con lograr algo. + La importancia de la virtud en nuestra vida. + Confundir el éxito con un cargo o el salario. + Qué significa ser buen ser humano. ______________________________________________________________________
Pruebas PISA: Argentina cayó en lectura, matemática y ciencias y tuvo sus peores resultados desde 2006 En Vuelo de Regreso: Sol Alzú, economista y co autora del informe PISA 2025 Con Santiago Pont Lezica y Gisela Larsen 17 h FM MILENIUM
5. Entrevista con Claudia Quintero Rios, autora del libro El amar en los tiempos del Covid by LA PATRIA
Neste episódio do Vetsapiens, recebemos novamente a Dra. Sandra Mastrocinque, médica veterinária e colaboradora do Vetsapiens, para falar sobre o Beniv e suas vantagens no manejo da dor em gatos.Ao longo da conversa, abordamos a classificação do fármaco, seu mecanismo de ação, latência e duração do efeito, vias de administração e estratégias para potencializar a analgesia com buprenorfina.A especialista também discute um ponto essencial narotina clínica: a segurança do uso em felinos e os aspectos que o médico-veterinário deve considerar na escolha do protocolo analgésico.Um episódio voltado à prática clínica e à atualização em analgesia felina. Dra. Sandra MastrocinqueMestrado e Doutorado em Anestesiologia na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP). Atualmente é coordenadora de anestesiaem alguns Centros Cirúrgicos em Ribeirão Preto, e realiza estudo de eficácia clínica de analgésico em cães. Ministra aula em diversos eventos e cursos de anestesiologia e analgesia veterinárias. Autora de artigos e capítulos sobredor e anestesiologia veterinária. É coordenadora do Curso de Pós Graduação em Anestesiologia e Controle da Dor em cães e gatos da FAMESP e colaboradora do Vetsapiens. Conecte-se com o Vetsapiens!www.vetsapiens.com https://www.facebook.com/vetsapienshttps://www.instagram.com/vetsapiens/
Ángeles Alonso Saavedra (Escritora, Autora del libro "Entre Mares") En La Trinchera @trinchera_en
EN LA TRINCHERA con Gustavo Tubio 03-09-2026 Entrevistas a: Rocco Famularo (Analista Internacional) Ángeles Alonso Saavedra (Escritora, Autora del libro "Entre Mares")
Será que nos sentimos realmente representados pelos políticos que elegemos? Conseguirá a democracia representativa refletir, de forma fidedigna, a diversidade da sociedade? Entre o desencanto com um sistema onde 'os políticos são todos iguais' e a busca de soluções de inovação democrática, a politóloga e a humorista debruçam-se sobre as propostas que têm surgido nas últimas décadas para reforçar a participação cidadã e criar novos espaços de deliberação.Sabe o que são as Assembleias de Cidadãos? Nesta conversa ficamos a saber como funcionam e porque podem produzir resultados mais eficazes e criativos na resolução de problemas. Mas a democracia deliberativa também enfrenta críticas: desde a seleção aleatória dos participantes, que revela falhas, à falta de tempo do cidadão comum para se dedicar à atividade política. Será que o caminho é uma «democracia híbrida», que combine representação, deliberação e democracia direta? E estarão os políticos preparados para partilhar poder com cidadãos comuns e novas instituições?Para saber se a democracia pode ser reinventada, não perca este [IN]Pertinente.Referências úteisElliott, K. J. «Democracy for busy people» (University of Chicago Press, 2023) Landemore, H. «Politics without politicians: The case for citizen rule» (Penguin, 2026). Jacquet, V. (2017) «Explaining non-participation in deliberative mini-publics» (European Journal of Political Research, 56(3), 640–659) Pilet, J.-B., Bol, D., Vittori, D., & Paulis, E. (2023) «Public support for deliberative citizens' assemblies selected through sortition: Evidence from 15 countries» (European Journal of Political Research, 62(3), 873–902) Pilet, J.-B., Bedock, C., Talukder, D., & Rangoni, S. (2024) «Support for deliberative mini-publics among the losers of representative democracy» (British Journal of Political Science, 54(2), 295–312) Ipsos. (2025, 14 de novembro). «The state of democracy 2025: Fake news, lack of accountability, extremism and corruption seen as top threats to democracy across Europe and the US» Renwick, A., Lauderdale, B., Russell, M., & Cleaver, J. (2022). «What kind of democracy do people want? Results of a survey of the UK population» (First Report of the Democracy in the UK after Brexit Project). The Constitution Unit, University College London. European Data Journalism Network. (2024, 1 de março). «The non-voter time bomb»Pordata. (n.d.). «População residente com idade entre 16 e 89 anos: Total e por nível de escolaridade completo mais elevado» (Fundação Francisco Manuel dos Santos. Consultado a 16 de agosto de 2026)Observatório Internacional da Democracia Participativa. (n.d.). «The Ostbelgien model: A long-term Citizens' Council combined with short-term Citizens' Assemblies» (Consultado a 15 de agosto de 2026)BIOSSofia Serra-SilvaCientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital. Luana do BemHumorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
Volpone (Darío Sainte-Marie) es el personaje mayor de la prensa chilena de los últimos cien años. Nadie se acerca a su torbellino de talento periodístico, influencia política y olfato empresarial. Su fiel colaborador, Alberto "Gato" Gamboa (Premio Nacional de Periodismo 2017) lo retrató como "un buen consejero de esos gobernantes (Ibáñez, Frei y Allende)". Por su parte, Jaime Guzmán, al ser consultado por el más pernicioso personaje de nuestra historia, no dudó en apuntarle: "Darío Sainte-Marie, alias Volpone, inspirador y dueño de Clarín". Conversamos en el #TraficantesDeCultura con Thea Sainte-Marie, periodista e investigadora, autora de Yo soy Volpone. Biografía de Darío Sainte-Marie, fundador de El Clarín, libro editado por CINCO ASES.Conduce: Humberto Fuentes
Desta vez, Keyla Fernandes troca o microfone de colaboradora do No Bico do Corvo Podcast pelo lugar de entrevistada! Escritora e historiadora paranaense, Keyla dedica sua produção principalmente ao terror, suspense e fantasia sombria, com narrativas marcadas por protagonismo feminino e referências à mitologia e ao folclore.Autora de obras como “Histórias de Terror Para Quem Não Tem Tempo”, “O Evangelho da Noite” e da Trilogia da Floresta, Keyla conversa sobre sua trajetória na literatura, o processo de criação de universos sombrios, as inspirações para suas histórias e os desafios de escrever e publicar literatura de gênero no Brasil.E sua participação no Campo Geek 2026 foi além do Campo dos Artistas: Keyla também ministrou uma oficina de escrita de terror, compartilhando com o público técnicas e experiências para transformar ideias assustadoras em histórias.Uma conversa para quem gosta de literatura, terror, fantasia, cultura pop e quer conhecer melhor o trabalho de uma autora paranaense que encontra no fantástico uma forma de explorar medos, inquietações e mundos que existem entre o real e o sobrenatural.▶️ Assista à entrevista completa no YouTube e ouça também pelo Spotify.
Neste programa Artes, conversámos com Alda Barros a propósito da obra "Outros Silêncios", o seu quarto livro de poesia depois de “A Flor Branca do Baobá” (2017), “Chuva de Prata” (2019) e “Something to Care About” (2026). Nascida no Pantufo, em São Tomé, em 1960, Alda Barros foi jornalista no período pós-independência ainda no seu país e depois foi para Angola, onde tirou Relações Internacionais e começou a trabalhar para a ONU. Seguiu-se uma carreira de 35 anos ao serviço das Nações Unidas, em que também trabalhou em missões na Guiné-Bissau, Timor-Leste, Burundi e República Democrática do Congo. A poesia sempre esteve presente, mas só começou a ser publicada nos últimos anos. Em "Outros Silêncios", a autora volta a São Tomé, num livro atravessado pelas memórias, pelo desejo, pelo tempo e pela crença no potencial terapêutico do silêncio e da poesia. RFI: Como nos poderia apresentar “Outros Silêncios”? Alda Barros, Autora de “Outros Silêncios”: “Começaria por apresentar ‘Outros Silêncios' falando da origem de ‘Outros Silêncios', falando inicialmente da saúde mental, que é algo que às vezes nos passa despercebida porque temos ainda aquele mito de que ter um problema de saúde mental é ter um problema psiquiátrico e, então, há pessoas que escondem a doença ou o problema, não procuram ajuda, daí a razão de, nestes 35 anos no sistema, eu não poder dizer que passei ao lado, a saúde mental igualmente não passou ao lado de mim. Então, depois deste interregno, eu disse: 'Não. Vou tentar pôr alguma coisa por escrito para dizer às pessoas que ter um problema de saúde mental não é estar maluca como às vezes se pensa, não se pode associar a psiquiatra' - embora, por vezes, o psiquiatra seja uma vertente igualmente a contactar caso o psicólogo o recomende.” Isso leva-nos ao título do livro, “Outros Silêncios”, e ao poema com o mesmo título. Esse poema fala em “sons silenciosos”, histórias não contadas, e dedica o livro “a todos aqueles que acreditam na cura através do silêncio”. Qual é o potencial poético do silêncio? “O silêncio, para mim, é um medicamento e uma terapia porque há momentos em que a gente não quer ouvir vozes, não quer ouvir conselhos, mesmo que seja aquela voz amiga que sempre esteve presente, a gente diz: ‘Não, hoje quero estar sozinha. Quero pensar no que isto pode dar.' E há muita gente que não só se retira do convívio dos familiares, mas também de outros meios, de pessoas conhecidas, porque nem todo o silêncio é de cura, mas aquele silêncio que a gente exige de nós próprios é para curar, é para fazermos uma terapia interna e dizer: ‘Deixa-me ver se eu consigo antes de pedir ajuda'. O livro é habitado por tanta vida, tantos sons, sabores, paisagens... Não é o contrário do silêncio? “É o silêncio que cada um se impõe. Quando digo que o silêncio cura, pode ser um silêncio como música de fundo. Aí, já não é o silêncio a 100%, é um silêncio que tem um complemento e este complemento é uma música, pode ser um som para se pensar melhor, para se saber o que fazer a seguir, que passos dar ou então apenas para não ouvir ninguém e não ouvir nada.” É um complemento de poesia também? “Também. A poesia está ali, implicitamente presente, a poesia faz parte deste silêncio. A gente não quer falar com ninguém, mas quer ler um livro de poesia, quer ler uma poesia, quer ver o que tal autor diz acerca do livro que escreveu. Eu posso dizer que quero o silêncio porque eu quero interiorizar os meus poemas ou um poema qualquer, desde que seja poesia. A poesia tem um peso que muita gente não valoriza ou não se dá conta do peso que tem.” Há algum poema que gostasse de nos ler para curar, se calhar, algumas almas que estão a precisar de poesia e de silêncio? Um poema com um significado especial para si? “Eu gostava de ler o poema “Choro de uma Criança”. Posso?” Vamos a isso. “Hoje haverá festa/ no mar de saudades/ alinhadas à noite esquecida / numa chávena de chá esquecida/ requentado por mãos distintas./ Com cheiro à liberdade/ entre o prazer demorado/ que se mistura aos soluços forçados/ e distintos./ Sorrisos vibrantes/ do tamanho do telhado de vidro/ abrindo as portas de memórias surdas/ reflectidas no vazio do teu corpo desigual./ Perdido no espelho do tempo/ mansinho como o choro de uma criança.” Por que é que este poema é especialmente importante para si? “Este poema é importante para mim porque eu associo o silêncio à liberdade. Eu, às vezes, digo que sou uma pessoa livre. Eu adoro a liberdade. E para ser livre, nós temos que saber valorizar essa liberdade, temos que conhecer os limites da nossa liberdade, porque normalmente a gente diz ‘a minha liberdade termina quando começa a tua' ou vice-versa. Então, ser criança é ser livre. O espelho do tempo dá-nos liberdade, quando a gente olha para o tempo, olha para trás e diz: ‘O tempo se foi, passou, mas estamos aqui, continuamos livres. É um bocado isso.” Fala em liberdade, em memória, no tempo. Tudo isso são temas que atravessam este livro? “São todos temas que atravessam este livro que dão peso, que para mim e para muitos tem algum peso. Este livro tem uma história que, quem sabe, eu conte numa outra oportunidade.” Qual é a história? “Este livro tem uma grande história, na criação do livro, no esmiuçar de cada poema, no conteúdo dos mesmos e nas entrelinhas. Há toda uma história misturada que eu, por acaso, já pensei em dizer: ‘Qualquer dia eu pego num dos poemas e transformo o poema num livro, mas cada livro será uma história contada de forma diferente porque cada poema tem o seu peso, como eu há bocado acabei de dizer.” É um peso biográfico? É o peso também da memória? “Não, não é um peso biográfico. É o peso da memória. Sim, sim. É um peso, como quem diz, ele vai trazer outros pontos que não estão mencionados nestes poemas e que eu vou tentar separá-los para dizer às pessoas, por exemplo, o poema ‘O Choro de uma Criança' é por isto, aquilo e aqueloutro e há a história de uma criança por trás. Está a ver?” Abre o livro com a frase “Só é possível esquecer o passado quando conseguir(mos) adiar a sua existência!”, o que mais uma vez nos leva para o peso da memória. Por outro lado, também há muitas referências a São Tomé: Pico, Trindade, Baía de Ana Chaves... Talvez haja uma geografia afectiva nos poemas, como por exemplo em “Ilhas Santas”, em que São Tomé e Príncipe surge explicitamente no título. São Tomé e Príncipe também é um dos temas do livro? “São Tomé é implicitamente um dos temas do livro, um dos impulsionadores do livro, portanto, dos sentimentos que conduziram a este resultado, porque eu sou de lá e não me de dissocio, nem quero me dissociar disso. Em todos os meus livros, o meu São Tomé e Príncipe está lá, presente, presente, presente. É a minha poesia. São Tomé e Príncipe é a minha poesia, de forma que eu não poderia de forma nenhuma concluir um livro de poesia sem falar da minha poesia, da poesia principal que é o meu país.” A Alda é uma poetisa, uma mulher livre que viveu mundo fora. Nasceu em São Tomé e Príncipe, foi jornalista, estudou em Angola, passou décadas em missões da ONU em Angola, na Guiné-Bissau, Timor-Leste, Burundi e RDC. Há lugares onde viveu que também influenciaram e continuam a influenciar a sua poesia? “Sim, necessariamente. Eu falo um bocado mais dos países e dos pontos em que eu trabalhei nas missões das Nações Unidas no meu primeiro livro ‘A Flor Branca do Baobá'. Sim, eu falo do Timor-Leste, eu falo da Guiné-Bissau - inclusivamente, até tenho um poema em crioulo da Guiné-Bissau. É muita coisa junta, muita lembrança, recordação, coisas boas que não poderiam, de forma alguma, ficar fora do conjunto destas memórias.” Tendo estado em todos esses países, nomeadamente em países onde os direitos humanos são muitas vezes brutalmente violados, continua a escrever poesia. O que pode a poesia num mundo assim? “Este mundo que eu vi, com que eu convivi e de onde eu bebi uma grande experiência de vida – e estou referindo-me aos direitos humanos e às violações dos mesmos - é um mundo diferente, não é um mundo qualquer, quero eu dizer. É um mundo que carece de mais poesia, mais poesia orientada. Tem que ser poesia orientada. Imagine alguém que sofre porque não foram respeitados os seus direitos. Como é que esta pessoa pode procurar sair do buraco em que o trauma a coloca? Porque qualquer sofrimento deixa traumas e eu ainda continuo a dizer que esta pessoa tem uma poesia para escrever, mas já não será a poesia que eu escrevo. Será uma poesia sofrida.” A poesia pode ser uma resposta para os traumas? “A poesia é uma resposta para se sair de um trauma. Ou para entrar. Depende da forma como a gente encara, descreve e vive esse trauma porque pode-se escrever uma poesia depois de um trauma e não se conseguir livrar do trauma. Então, aí já se tem que saber o que é que se quer depois de se escrever esta poesia relacionada ao trauma que se viveu. Porque não é fácil, nenhum dos lados é fácil discernir e separar o bom do mau. Tem que se ter uma grande habilidade para se ter esse jogo de cintura, porque é preciso um grande jogo de cintura.” Trabalhou durante tantos anos em missões humanitárias difíceis e a poesia publicada surgiu apenas nos últimos anos. Como é que a poesia surgiu na sua vida? Que lugar é que acaba por ter na sua vida? E quando é que lhe pôde dar um espaço pleno para ela se exprimir? “Eu fui uma das pupilas da matriarca são-tomense Alda Espírito Santo. A poesia começou muito cedo. Primeiro, a escrita em casa e depois veio acompanhar-me quando eu exerci as funções de jornalista. Tínhamos uma chefe que era a poetisa Alda Espírito Santo - cujo centenário acabou de ter lugar em São Tomé e Príncipe, numa conferência organizada pelo Ministério da Cultura e Educação de São Tomé e Príncipe, que decorreu de 2 a 6 de Julho em São Tomé, e da qual eu fiz parte. Portanto, esta coisa de poesia, letras, literatura em geral, é uma coisa que já vem de tenra idade. Depois, quando começo a trabalhar e encontro-me num ambiente de papéis, lapiseiras e uma chefe que gostava de poesia... Eu não tive como deixar isso para trás ou de lado. Nas minhas voltas pelas missões do sistema, sempre tive presente de que um dia haveria de pôr alguma coisa por escrito. E num belo dia comecei a escrever. Não contava conseguir publicar, não contava que alguma editora se interessasse, mas eu não desisto e, então, ao final do livro, eu disse: ‘Vou mandar para as editoras e vou ver quem responder primeiro'.” Também escreve uma poesia muito sensual, como nos poemas “Devora-me”, “Inspira-te”, “Na penumbra da minha pele”, “O Piano”, “Amanhecer”, “Amor sem tréguas”, etc. É importante para si falar abertamente de desejo? É, de certa forma, uma potência de vida depois de tudo o que viu nas missões humanitárias? “Este desejo foi praticamente a minha mochila. É algo que vem e vai. Há desejos em várias vertentes, de vários pesos. Não vou falar agora propriamente de cada um desses pesos ou de cada uma dessas vertentes, mas o desejo é uma coisa que está connosco, pelo menos comigo. Falo particularmente de mim. A gente vê-se numa situação difícil, por exemplo, sair do escritório e não poder chegar a casa, ter que voltar para trás, ter que esperar, depois daquele dia difícil, em que tu já acabas o dia à procura de um banho e da cama e, de repente, ouves que há recolher obrigatório, não te podes meter na rua. Então, este desejo não deixa de ser desejo, mas torna-se um 'desejo não desejo'. Torna-se ansiedade, torna-se stress. É uma mistura de coisas que podem terminar num desejo bom, quando recebes a notícia: ‘Olha, agora está livre. Podem sair'. Ou quando ouves alguém que te diz: ‘Olha, não saias ainda' e olhas para o relógio, é quase meia noite, olhas para o relógio, são duas da manhã e tu estás ali cansada, mas não podes chorar, tens que sorrir, tens desejo de chorar e não podes chorar, tens que sorrir porque as pessoas não podem entender que tu queres chorar ou que estás a chorar por dentro. É uma ginástica muito grande.”
Neste episódio a João conta à Paula a história de KouriRichins, que parecia ter transformado uma tragédia familiar numa inspiradora história de superação. O problema é que, entretanto, a polícia começou a desconfiar de que ela podia saber um bocadinho mais sobre a morte do marido do que deixava transparecer. Se calhar publicar um livro infantil sobre o luto não foi a melhor ideia. Participem com uma pequena contribuição no nosso Patreon em https://www.patreon.com/cw/pareciataoboapessoa
Susana Moreira Marques foi jornalista durante muitos anos e, apesar de já não escrever para jornais há algum tempo, tem muito no seu processo de trabalho de escritora que vem desse passado. Autora de livros de não-ficção literária, Susana diz-se interessada em escrever sobre as histórias quotidianas das pessoas banais, e não sobre grandes feitos. Um terreno que sente ainda ter muito para desbravar. Exemplo disso são os títulos: “Agora e na hora da nossa morte”, “Lenços Pretos, Chapéus de Palha e Brincos de Ouro” e o mais recente “Terceiro Andar Sem Elevador”. De momento, está a escrever um argumento de ficção para um telefilme, sobre o fim de vida, que integrará a nova série da RTP, “Contado por Mulheres”.. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, conversamos com Francine Campagnari, Gerente Sênior Global de Pesquisa e Desenvolvimento da STgenetics da Brasil, sobre o lançamento do livro “Não é sorte, é genética”. Francine compartilha como surgiu a iniciativa de transformar conhecimento científico em uma linguagem prática para o produtor e explica como a genômica pode apoiar melhores decisões de seleção, aumentando a eficiência, a produtividade e a lucratividade das propriedades leiteiras. Ouça agora!
Hoy tenemos un Aquelarre distinto para reivindicar desde otro lugar la historia del pianista Enrique Granados con el libro de la escritora Marta San Miguel, "Última escala", dedicado a su figura, en el que repasa la vida, la obra y la trágica muerte del compositor catalán. Hablamos de sus miedos, el talento y la dimensión humana de Granados, un músico que alcanzó el reconocimiento internacional poco antes de fallecer junto a su esposa.
Laura Piñero entrevista a la periodista y escritora española Marta Fernández, que publicó en junio de 2026 el ensayo 'Bad Bunny ganó a las máquinas'. El libro plantea que la música y la figura de artista son la prueba de que la emoción humana no admite cálculos frente a la frialdad de los algoritmos y la inteligencia artificial.
Como é a rotina das mulheres de presidiários no Brasil? Quais os impactos do deslocamento de presídios para o interior? Como as "cunhadas" lidam com as regras escritas e não escritas que regem a forma de vestir, as visitas íntimas e o envio de alimentos? Por que muitas dessas mulheres são obrigadas a mudar radicalmente de vida para se adequarem à pena dos companheiros?Ouça a resposta para essas e outras perguntas no episódio 166 de Escafandro.Mergulhe mais fundoNos arredores da prisão: tensões, relações e movimentos de familiares de pessoas presas (link para compra)Manicômios, prisões e conventos (link para compra)Episódios relacionados36: Duas vezes cadeia112: Sorria, você está sendo executado160: InconstitucionalissimamenteEntrevistada do episódioNatália LagoAntropóloga e professora do Departamento de Ciências Sociais na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Autora de "Nos arredores da prisão" (Hucitec Editora, 2026).Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Produção, reportagem e edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
En El Faro hablamos de 'Historias de cuerpos' . Laura Piñero entrevista a Aida González, autora de 'Gorda sinvergüenza. Usar el lenguaje para habitar el cuerpo' (Debate) un ensayo sobre la vergüenza como alarma social, la gordofobia interiorizada y la urgencia de habitar el cuerpo en presente.
Neste episódio de Bom Dia, Obvious, Marcela Ceribelli recebe Jacira Doce, comunicadora e escritora, para uma conversa sobre as incoerências da produtividade e a pressão de viver como se estivéssemos sempre correndo atrás de alguma coisa.Autora de ‘Minutos de (des)sabedoria: pílulas para amenizar a vida', Jacira fala sobre como faz do humor uma ferramenta para enfrentar as dificuldades e questionar discursos motivacionais.Ao longo do episódio, elas também conversam sobre os papéis que ainda são impostos às mulheres, as histórias que contamos para dar sentido ao acaso e como rir de tudo isso pode ser, também, uma forma de elaborar a vida.Use o cupom BOMDIA10 e ganhe 10% de desconto no Obvious Clube, a comunidade literária das mulheres que pensam em voz alta.Para conteúdos exclusivos do Bom dia, Obvious, assine a newsletter da Obvious Marcela Ceribelli no Instagram: @marcelaceribelliInstagram da Obvious: @obvious.ccTikTok da Obvious: @obvious.ccChapadinhas de Endorfina: @chapadinhasdeendorfinaOuça também, outros podcasts da Obvious:Podcast Chapadinhas de Endorfina.docPodcast Academia do PrazerLivros da Marcela Ceribelli:Sintomas — e o que mais aprendi quando o amor me decepcionou: AQUIAurora: O despertar da mulher exausta: AQUIInstagram Jacira Doce: AQUILivro ‘Minutos de (des)sabedoria: pílulas para amenizar a vida', de Jacira Doce: AQUICitações Prêmio Multishow De Humor - O Reality: AQUIBabás de um milhão de dólares: AQUI
Seguimos la edición de verano hablando de terror, miedo y cultura popular con Desirée de Fez, periodista, crítica de cine y una de las grandes especialistas en fantástico y terror de nuestro país. Autora de Reina del grito y de la reciente novela No la dejes sola, lleva años explorando qué nos asusta y por qué. Hablamos de scream queens, de maternidad, de fantasmas, de cine y de cómo el terror funciona muchas veces como un espejo del momento histórico que vivimos. Porque detrás de los monstruos suelen estar los miedos reales: la violencia, la precariedad, la soledad, el cuerpo o las relaciones familiares. También conversamos sobre el auge actual del género, sobre por qué las mujeres han sido fundamentales en la historia del terror desde Mary Shelley hasta hoy, y sobre esa idea fascinante de que las historias que más miedo dan no siempre ocurren en mansiones encantadas, sino en cocinas, hospitales, estaciones de metro o grupos de WhatsApp familiares.
Laura Piñero habla con Inma Benedito, periodista especializada en economía y autora del libro 'Too Match', escrito tras tener más de cien citas con mujeres en Tinder. Un libro cargado de análisis sociológico, crítica social y humor.
Isabel González habla de la enfermería con Carolina Samalea.
Laura Piñero entrevista a Virginia Llera autora de 'Aviadora' y 'Las aeronautas'. Virginia lleva además veinte años desarrollando su carrera profesional en series y películas nacionales como script, directora, montadora, guionista y productora ejecutiva.
5. Entrevista con Clara Inés Castro Fraume, autora del libro Cada nombre escrito es un latido que regresa by LA PATRIA
¿Y después qué? Conoce las herramientas para rehacer tu vida luego del terremoto con la Coach, Profesora Universitaria y Autora del libro "Encárgate de Ti" Rosaura Torres. En la conducción junto a Efraín Cruz están Maivette Perez, Verónica Oliveros, Marcos Campos y José Aparicio. Diseño gráfico Marcos Campos y controles técnicos Carlos González. FUERA DE LUGAR VENEZUELA
La autora habla de su libro de relatos 'Era todo el mismo hueco' en 'La Ventana'.
Silvia Gómez Senent, doctora especializada en microbiota, salud digestiva y permeabilidad intestinal nos lleva de viaje en este episodio al increíble mundo de la microbiota que vive en nuestro interior. Autora de La vida que nos habita, dedica su trabajo a divulgar la importancia de cuidar nuestro ecosistema intestinal y así prevenir enfermedades y llevar una vida sana. Su mirada conecta ciencia y divulgación para descubrir cómo pequeños cambios en nuestros hábitos pueden ayudarnos a mejorar nuestra calidad de vida.
El evento "En otras palabras: el español en primer plano" recibe a escritores de habla hispana en Australia para explorar la creación, la escritura y el intercambio literario.Escucha SBS Spanish / Australia en español:Por radio o Internet 7 días a la semana de 1:00 a 2:pm (AEST)Escucha también por Apple Podcasts, Spotify y YouTubeExplora nuestra extensa colección de podcasts haciendo clic aquíSíguenos en Facebook e Instagram.
Conheça a Minimal Club usando o Cupom: BRUNEThttps://lp.minimalclub.com.br/cortes-brunetcastLIVRO JOGO DA VIDA https://amzn.to/4thoRkwMétodo Destiny: https://metododestiny.com.br/Fernanda Brum está no BrunetCast. 30 anos de carreira, mais de 120 milhões de visualizações, e uma história que começou no mesmo bairro de Tiago Brunet, em Vila da Penha, Rio de Janeiro.Nesse episódio a gente fala sobre:Como Fernanda escolhe uma música antes de gravarPor que a música precisa funcionar em casa antes de alcançar o mundoFé e excelência: por que as duas andam juntas ou nenhuma funcionaComo lidar com haters, críticas e perseguição sem perder o propósitoO conselho do pai dela que mudou tudo: cerque-se de 5 pessoas melhores que vocêA história do primo Leonardo, que foi de mecânico de avião a comandante da AzulO que determina a longevidade de uma carreira: perseverança e surdez estratégicaPor que o talento te leva à porta, mas o que você faz a partir dali depende de vocêFernanda Brum é cantora, compositora e evangelista. Autora de músicas como "O Que a Tua Glória Fez Comigo" e o CD Sonhos, que marcou gerações de crentes no Brasil.Wesley e Teixeira como co-hosts.Toda terça-feira, 20h, o BrunetCast está aqui com convidados que entregam sabedoria, conhecimento e instrução bíblica para a sua semana.Se inscreve no canal. Ativa o sino. E comenta aqui: qual música da Fernanda Brum mais te impactou?
En este episodio de Paredro Podcast conversamos con Alia Trabucco Zerán sobre Las otras, su nuevo libro de ensayospublicado por Lumen. Autora de La resta, Las homicidas y Limpia, Trabucco trabaja aquí con una serie de preguntas que atraviesan su obra: el lenguaje, el cuerpo, la violencia, el derecho, la memoria, la justicia y la escritura del yo. La conversación parte de una escena poderosa: una investigación sobre el rostro en la British Library interrumpida por un ciberataque que destruyó el catálogo de la institución. Desde esa biblioteca llena de libros imposibles de encontrar, Trabucco aborda temas como el archivo, la pérdida, la cara, la palabra y la forma del ensayo.También hablamos de derecho y literatura, de los límites de la justicia, de las palabras que se disputan políticamente y de la posibilidad de escribir sin pontificar. Un capítulo sobre pensamiento, sensibilidad y lenguaje. #AliaTrabucco #AliaTrabuccoZerán #LasOtras #LaResta #LasHomicidas #Limpia #LiteraturaChilena #Ensayo#EnsayoLatinoamericano #DerechoYLiteratura #Lenguaje #Lectura #ParedroPodcast #Paredro #PodcastLiterario #Libros#ConversacionesLiterarias
Durante muitos anos, ela observou atletas sendo preparados para suportar pressão, dor, expectativa e cobrança. Mas também viu de perto o outro lado da alta performance: ansiedade, exaustão, medo, excesso de controle e a dificuldade de sustentar resultados sem adoecer no processo. Foi mergulhando nesse universo que construiu sua trajetória profissional. Formada em Educação Física e Psicologia no início dos anos 2000, fez mestrado e doutorado em Psicologia, especializou-se em terapia cognitivo-comportamental e tornou-se diplomada em saúde mental pelo Comitê Olímpico Internacional. Há duas décadas vem atuando no acompanhamento de atletas de alto rendimento e, entre 2014 e 2022, liderou a área de preparação mental do Comitê Olímpico do Brasil, atuando, desde então, como líder das ações de saúde mental do COB. Nos últimos anos, esteve ao lado de atletas que viveram alguns dos momentos mais emblemáticos do esporte brasileiro recente, entre eles a ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica da história do país, que reconhece publicamente a importância do trabalho desenvolvido por ela ao longo de mais de uma década de acompanhamento psicológico. Autora do livro Pensamento Campeão (2015), lançou recentemente seu segundo livro, Alta Performance Sustentável, no qual propõe uma reflexão sobre saúde mental, atenção, equilíbrio emocional e os custos invisíveis da busca incessante por resultados. Conosco aqui, a psicóloga clínica e do esporte, educadora física, mestre e doutora em Psicologia, especialista em terapia cognitivo-comportamental, escritora, palestrante e uma das principais vozes da saúde mental no esporte de alto rendimento brasileiro, cujo propósito é compartilhar conhecimento e metodologias que tornem as pessoas felizes com seus sonhos, suas escolhas e suas conquistas, oferecendo bem-estar e fortalecendo a resiliência em contextos de alta pressão e em busca da alta performance na vida, a curitibana Aline Arias Wolff. Inspire-se! Race Smart - check your heart Este episódio é oferecido pela @z2perfomance e pela @2peaksbikes A Z2 agora está com nova embalagem dos géis: abre fácil, com melhor fluxo de sucção e bordas arredondadas pra não te machucar durante o treino ou prova. E tem mais novidade: Barz, a nova barra de energia da Z2! Disponível em Berries & Limão Siciliano e Chocolate & Amendoim, feita com ingredientes naturais para um lanche prático e nutritivo a qualquer hora. Outra novidade é o gel de 75g de carboidratos, ideal pra estratégias de alto consumo. Siga @z2performance e fique por dentro do universo da Z2. A 2 Peaks Bikes é a importadora e distribuidora oficial no Brasil da Factor Bikes, Santa Cruz Bikes e de diversas outras marcas e conta com três lojas: Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles. Lá, ninguém vende o que não conhece: todo produto é testado por quem realmente pedala. A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo. Conheça a 2 Peaks Bikes, distribuidora oficial da Factor, da Santa Cruz e da Yeti no Brasil. @2peaksbikesla SIGA e COMPARTILHE o Endörfina no Youtube ou através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.
Luis Herrero y Esther Nieto recuerdan la vida de la Premio Princesa de Asturias de Comunicación y Humanidades 2024.
Puedes estar haciendo todo “bien” y aun así sentir que te estás quedando atrás, porque muchas veces el verdadero problema no es el esfuerzo… sino el ajuste.En este episodio conversamos con Sheila Segnalini, venezolana, mentora en gestión del tiempo y fundadora de Organizing Concepts, sobre reinvención personal y la presión silenciosa que muchas mujeres cargan al intentar ser la pareja perfecta, la mamá presente, la profesional exitosa y la amiga incondicional… mientras también tratan de tener una vida propia.Sheila es autora del libro Sí TIENES TIEMPO y pionera en integrar el Diseño Humano como una herramienta práctica para organizar el tiempo de manera alineada y sostenible. Reconocida en 2023 como Autora del Año por Mujer CBBA, ha acompañado a cientos de mujeres a transformar su relación con el tiempo desde un enfoque personalizado que combina productividad, autenticidad y bienestar. Su programa ¡Simplifícate! ha impactado a más de 400 mujeres en Latinoamérica y Estados Unidos, y actualmente reside en Houston, Texas, donde ofrece mentorías, formaciones y charlas inspiradoras.La conversación comienza con la identidad, los roles que aceptamos y ese momento en que decides que eres mucho más que la etiqueta escrita en tu calendario.De allí pasamos a lo práctico: productividad, hábitos y rutinas reales. Sheila comparte cómo protege sus mañanas, por qué no necesitas comenzar a trabajar a las 5 am para ser efectiva y cómo la flexibilidad es clave para mantener hábitos vivos cuando aparecen viajes, familia, imprevistos o temporadas intensas. También hablamos de herramientas sencillas como la regla de los dos minutos y de una verdad que muchos consejos genéricos de productividad ignoran: distintas personas necesitan distintos sistemas.Ahí es donde entra su enfoque de coaching, incluyendo cómo utiliza Human Design como una guía para crear planes personalizados que respeten el enfoque, la energía y el descanso de cada persona.También enfrentamos de frente la cultura del “hustle”: descansar no es un premio que te ganas después de agotarte, sino una herramienta esencial para ser productiva y sostenible en el tiempo. En el camino hablamos de límites, puntualidad como muestra de respeto, el tiempo frente a pantallas como un drenaje silencioso y el cambio de mentalidad necesario para implementar cambios reales.Y si el perfeccionismo en casa está consumiendo tu semana, también querrás escuchar sobre sus libros dedicados a poner límites y aprender a soltar.Comparte este episodio con esa amiga que siente que no le alcanzan las horas y déjanos una reseña contándonos cuál es tu mayor desafío con el tiempo para seguir esta conversación juntos.@organizing.conceptswww.organizingconceptstx.comSend BEHAS a text.Support the showTo Share - Connect & Relate:Share Your Thoughts and Shape the Show! Tell me what you love about the podcast and what you want to hear more about. Please email me at behas.podcast@gmail.com and be part of the conversation!To be on the show Podmatch Profile Ordinary people, extraordinary experiences - Real voices, real moments - Human connection through stories - Live true storytelling podcast - Confessions - First person emotional narratives - Unscripted Life Stories.Thank you for listening - Hasta Pronto!