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Marcelino Hoppe, engenheiro agrônomo e especialista em agrometeorologia, esteve no programa Direto ao Ponto para falar sobre os alertas relacionados ao “super El Niño”.
Marcelino Hoppe, engenheiro agrônomo e especialista em agrometeorologia, esteve no programa Direto ao Ponto para falar sobre os alertas relacionados ao “super El Niño”.
Congresso do CDS, que decorreu este fim-de-semana em Alcobaça, foi dominado pelo debate existencial de um partido que não sabe quanto vale fora da AD. Se um dia tiver de voltar às urnas com marca própria, conseguirá fazer prova de vida? Para avaliar dessa possibilidade, conversamos com Eunice Lourenço, a editora de Política do Expresso, que esteve em Alcobaça.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Identificação Geográfica do Chuvisco de Campos, do Kibe de Italva e outras possibilidades Potencial para agroindústrias das regiões norte e noroeste Fluminense Importância da reclassificação climática da região
Un fenómeno cada vez más perceptible en los supermercados, como los helados más pequeños o los paquetes de patatas con más aire, tiene su origen en un fármaco: Ozempic. El uso de este medicamento para adelgazar está provocando que la gente coma mucho menos a nivel mundial, lo que no constituye una moda, sino un cambio de la demanda que la industria alimentaria ya ha comenzado a capitalizar.La respuesta de las empresas ha sido reducir sutilmente el tamaño de sus productos manteniendo el mismo precio, una estrategia conocida como 'reduflación'. Como se ha comentado en el programa de radio 'Herrera en COPE', esta práctica se puede observar en productos como los helados o incluso en el tamaño de las cervezas. La clave, según la periodista Mar Amate, es que el cambio es tan sutil que el consumidor debe estar 'muy avispado para darse cuenta'.Para José Luis Nuevo, profesor de IEC Business School, no se trata tanto de una adaptación como de una dirección del comportamiento ...
O universo acaba de ficar ainda maior! Neste episódio, contamos como um astrônomo do Espaço do Conhecimento descobriu 31 novos aglomerados de estrelas e o que isso revela sobre os mistérios do cosmos. Prepare-se para uma viagem cheia de curiosidades, ciência e descobertas de outro mundo!VEM PRO ESPAÇO!Praça da Liberdade, 700Belo Horizonte – MG CEP: 30140-010 Telefone (Recepção): (31) 3409-8350Telefone (Assessoria de Comunicação): (31) 3409-8383NOSSOS LINKS:Blog do EspaçoCalendário AstronômicoInstagramFacebookRealização: Espaço do Conhecimento UFMG Pró-reitoria de Cultura UFMG (Procult)Universidade Federal de Minas GeraisAstrônomo: Filipe FerreiraTexto original: Samuel LacerdaEntrevista: Ana Carolyna GonçalvesAdaptação e trabalhos de áudio: Samuel LacerdaSupervisão e revisão geral: Fernando SilvaCoordenação: Camila Mantovani
Bienvenidos a un nuevo (mini) episodio, diferente. Quédate si te interesa entender cómo está cambiando Meta Ads y qué controles sigues teniendo (aunque muchos no lo sepan).Hoy vamos a hablar de algo clave: la evolución de Meta hacia un modelo cada vez más automatizado. La plataforma toma más decisiones que nunca y esto no es necesariamente malo. De hecho, es hacia donde va el ecosistema digital.El problema es que, en este nuevo contexto, muchos anunciantes piensan que han perdido el control. Y no es así.Existen configuraciones clave que siguen marcando la diferencia y que la mayoría ni conoce ni está utilizando.Es por ello que en este vídeo te explicamos:• Cómo está evolucionando Meta hacia la automatización• Qué controles siguen existiendo dentro de la plataforma• Por qué muchos anunciantes no los están aprovechando• Las 3 configuraciones clave que debes conocer: - Audience segments - Placement controls - Value rulesEntender esto puede cambiar completamente cómo planteas tu estrategia de Paid Media.
"To Defend the Earth is to Defend the Human" - "Defender a terra, é defender o ser humano", este era um dos lemas do pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, Amílcar Cabral, e este é também o título do livro que compila os seus escritos em matéria de agronomia, que acaba de ser lançado no mês passado com tradução em inglês na África do Sul. A obra organizada pelo economista guineense e professor na Universidade da Cidade do Cabo, Carlos Lopes, juntamente com dois outros académicos ligados à mesma instituição, o antropólogo moçambicano, Anselmo Matusse, e a especialista sul-africana em políticas ambientais, Lesley Green, oferece um rosto relativamente desconhecido do revolucionário assassinado no começo do ano de 1973, sem chegar a ver os seus dois países, a Guiné-Bissau e Cabo Verde definitivamente livres. Amílcar Cabral é sobretudo conhecido como o ideólogo brilhante do combate contra o colonialismo português e também por um sistema de pensamento extremamente coerente que abrangeu a economia, a educação, a cultura ou ainda a emancipação das mulheres. Cabral, todavia, começou por ser engenheiro agrónomo. Jovem estudante em Portugal, ele fez a sua tese de final de curso em 1951 sobre a erosão dos solos no Alentejo e dedicou o texto "aos trabalhadores da terra dos latifúndios, homens de vida incerta que a erosão ameaça". "Defender a terra, é defender o ser humano", dizia ele na tese em que descrevia não só a erosão daquele território, mas também falava das condições de vida dos camponeses e da opressão em que viviam. Nas palavras dele, a agronomia saiu dos aspectos técnicos e ganhou uma dimensão societal e também ambiental. Nos livros e artigos que escreveu depois sobre esta matéria, sempre com a erosão dos solos como fio condutor, Amílcar Cabral, emitiu ideias vanguardistas para época. Foi dos primeiros a vincar a necessidade de produzir de forma sustentável espécies adaptadas ao meio, a urgência de preservar o planeta, de fincar os pés no chão. Ele diria mais tarde aos seus companheiros de luta que "para mudar a realidade, é preciso conhecê-la primeiro". Foi sobre esta faceta de Amílcar Cabral que conversamos com o economista guineense Carlos Lopes, um dos três académicos que organizaram e traduziram as obras de Cabral agrónomo. Ele começa por explicar o que o levou a dar a conhecer este pensador ao público anglo-saxónico. RFI : O que os levou a organizar e traduzir para o inglês os escritos de Amílcar Cabral sobre agronomia? Carlos Lopes : A motivação principal para traduzir as obras principais de Amílcar Cabral na área da agronomia tem a ver com o facto de que ele, já naqueles anos 50, era um pioneiro na agricultura regenerativa, que agora está muito na moda por causa das mudanças climáticas. Portanto, ele antecipou um pouco os debates de hoje, fazendo até análises sobre a questão do género e agricultura, o papel das mulheres na agricultura. Também vários escritos estão relacionados com a questão da agro-ecologia, o respeito dos solos e como os solos são parte integrante do conjunto dos elementos que vão constituir uma sociedade sã. Nós podemos dizer que Amílcar Cabral era consistente entre os seus escritos políticos e os seus escritos na área da agronomia. Mas o que é interessante é que ele começou primeiro pela agronomia. A sua pesquisa nesta área era uma pesquisa reconhecida. Ele fazia-se publicar pelas revistas mais importantes do seu espaço na altura e, portanto, era um investigador com metodologia, com disciplina. E nós achamos que o público de língua inglesa precisava de saber não só que existia todo esse corpo de contribuições de Amílcar Cabral, mas, sobretudo, que tinha muito a ver com os debates de hoje. Portanto, nós fizemos uma análise detalhada das contribuições para poder trazer à luz o pioneirismo de Cabral. RFI : Como é que organizaram a obra? Carlos Lopes : Eu tinha participado em 1988, na compilação de todos os trabalhos que Amílcar Cabral na área da agronomia e publiquei-os quando era director do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau, em colaboração com o então Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa. Foi a primeira vez que os estudos agrários do Amílcar Cabral foram integralmente publicados, fazendo uma colecta de tudo o que tinha sido possível naquela altura encontrar. Acontece que esse volume muito valioso está um pouco esquecido. Está um pouco objecto de arquivo, mais do que propriamente de estudo. Só nós quisemos não necessariamente reproduzir o mesmo trabalho, mas seleccionar uma parte dos trabalhos que têm a ver com os debates contemporâneos de hoje. E, portanto, foi com a ajuda destes dois colegas que são especialistas da área da agricultura e da área dos solos, que nós finalmente conseguimos reunir as capacidades para poder fazer justiça à contribuição de Cabral. RFI : Relativamente aos escritos propriamente ditos de Amílcar Cabral sobre a área da agronomia. Um dos primeiros escritos é a tese de final de curso que ele faz a partir de uma experiência no Alentejo e é a primeira vez que ele vai falar, por exemplo, do fenómeno que vai ser uma constante na sua reflexão, que é a erosão do solo. Carlos Lopes : Exactamente. E é por isso que nós escolhemos como subtítulo a relação entre solo, sociedade e liberdade. E escolhemos como título principal do livro "Defender a Terra é defender os Humanos", que é uma frase do próprio Cabral. Os escritos estão de facto vocacionados para quatro países onde ele trabalhou na área da agricultura, começando pelo Alentejo, em Portugal, mas também a Guiné-Bissau, a sua ligação também a Cabo Verde e depois também os estudos que fez sobre Angola. Portanto, dá também uma ideia da universalidade do pensamento de Cabral, porque se adapta a várias realidades muito diferentes, desde uma realidade saheliana como Cabo Verde até, digamos, a uma realidade europeia, uma realidade de África Austral. Portanto, temos aqui uma demonstração de que a questão da erosão dos solos é uma constante do pensamento dele, porque tem a ver justamente com construir essa sociedade sã, por que lutava. Em filigrana, podemos ver já nos escritos de agronomia o pensamento político emergente do Cabral, que depois, mais tarde, vai ter, digamos, todo um reconhecimento como um filósofo, como alguém que contribuiu para a definição do africanismo, como alguém que teve a noção de como é que a cultura podia ser incluída numa luta de libertação nacional. Enfim, ideias muito sofisticadas que começam justamente nessa raiz. RFI : Ao dizer que defender a terra é defender o homem, no fundo ele também está a estabelecer um elo directo entre a preservação do solo, a preservação da terra e também a própria preservação do ser humano. Tem uma visão, digamos assim, abrangente do que é a área da agronomia. E não se trata só de questões técnicas, mas também societais. Carlos Lopes : Exacto. Hoje em dia está consolidada a ideia de que é preciso fazer resiliência e é preciso ter sustentabilidade. E a nossa noção de sustentabilidade é justamente a durabilidade das condições propícias para a regeneração. E esses elementos, quando nós os ligamos à agricultura, têm a ver directamente com a preservação dos solos. Tem a ver directamente com a ideia de que o solo é uma espécie de termómetro da sustentabilidade. E quer dizer, chegar a essas conclusões nos anos 50, quando praticamente ninguém se preocupava com mudanças climáticas, é conseguir ver que havia uma espécie de necessidade de encontrar ligações entre a produtividade agrícola, o desenvolvimento da agricultura, da economia, mas sempre com um respeito pela durabilidade, pela sustentabilidade. É de facto extraordinário e nós temos que ficar quase embasbacados com essa capacidade de antevisão que ele demonstra nos seus escritos e que agora estão reunidos neste livro. RFI : Ao longo dos livros e também artigos que ele escreveu sobre a questão, o que se vê também em filigrana é uma crítica ao colonialismo, na medida em que é um sistema em que se explora a terra de uma forma que é inadequada não só para a própria Terra como também para o próprio homem. Carlos Lopes : E temos justamente aí a conexão com o Cabral emergente do ponto de vista político, porque ele olha os ensinamentos técnicos que recebeu. Foi um brilhante aluno do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e, ao mesmo tempo, era o activista que estava criando o movimento de africanização dos espíritos, ou seja, de uma reinterpretação da realidade africana e há uma compatibilidade total entre as duas vertentes do personagem que é um jovem na altura. Nós estamos a falar de um Cabral que está no final dos seus anos 20, princípio dos seus anos 30. É, portanto, muito jovem e tem esta noção de que uma coisa está ligada à outra. RFI : Como é que toda esta construção em torno da agronomia vai depois alicerçar a própria construção ideológica do revolucionário que ele foi? Carlos Lopes : Eu vejo mais ou menos duas dimensões que sobressaem. A primeira é de condenar a forma como as políticas, neste caso políticas coloniais para o meio agrícola, não tomam em conta os imperativos sociais. Portanto, está implícito na forma como a infra-estrutura não é feita adequadamente, como a preservação dos solos é desprezada, como o armazenamento não toma em consideração as condições climáticas, as questões de humidade, as questões dos vários fungos, etc. Tudo isso é analisado com o detalhe técnico. Mas enfim, podemos antever que está também ali uma crítica. E o segundo aspecto é a ideia que depois Cabral vai desenvolver no fundamento de que temos que partir das realidades e que, no fundo, é um debate que ele tem com os teóricos da sua geração, que são teóricos que querem adoptar chavões, querem adoptar ideologias que estão construídas à volta de grandes temas, como, por exemplo, a forma como deve ser feito o marxismo. E Cabral recusava um pouco essas etiquetas fáceis porque dizia que tem que se partir da realidade e, portanto, que as pessoas simples não lutam por ideias complexas e abstractas, mas sim para mudar e transformar as suas vidas. RFI : No começo da nossa conversa, disse que Amílcar Cabral, relativamente a tudo o que tem a ver com a área da agronomia, era um visionário e tem algo muito actual. No que é que ele é actual? Carlos Lopes : Hoje em dia nós temos a noção clara de que deve haver uma valorização de tudo o que nós chamamos de "biológico". No fundo, é uma agricultura regenerativa que não destrói e que permite a reprodução sem destruir. Isto está presente nos trabalhos de Amílcar Cabral, como está presente a questão climática, como está presente a questão da sustentabilidade, a questão de género. Portanto, no fundo, podemos dizer que Cabral é como um pai da agro-ecologia africana, sendo que a agro-ecologia hoje em dia é a forma como todos defendem que deve ser feita a agricultura. Estamos em presença de um indivíduo que nos anos 50 já dizia o mesmo. Acho que o facto de ter caído em esquecimento essa contribuição de Cabral e ter sido valorizado mais o homem político, é uma indicação de que os seus escritos não foram seguidos como deveriam. Mas as ideias às vezes têm formas mais abstractas de chegar ao consumo de cada um. E, portanto, acho que foi através dessa ideia de agro-ecologia que nós agora temos o debate que temos. RFI : Como é que avalia o estado da Terra neste momento, à luz daquilo que disse Cabral? Carlos Lopes : Nós temos uma deterioração muito grande dos solos africanos e muitas vezes, diz-se, e com razão, que a África tem 60% das terras aráveis não cultivadas do planeta. Portanto, tem as maiores reservas. Mas o que não se fala tanto é de que essas terras aráveis estão em degradação muito acelerada. É aquela parte da agricultura que é feita na África. É feita com métodos muito devastadores para o clima, como por exemplo, as queimadas ou todo o ataque as florestas, que é feito sem as necessárias precauções e de uma forma indiscriminada. E temos também uma deterioração no tipo de fertilizantes e outros produtos químicos que utilizam e todos os elementos que mostram que a terra não é sempre respeitada e, portanto, é um debate que não é novo, mas que continua. RFI : Numa altura em que nós estamos em plena crise devido àquilo que está a acontecer no Médio Oriente, fala-se muito da crise dos combustíveis, mas o que se fala menos é da crise de tudo quanto é fertilizantes e adubos que também passam pelo estreito de Ormuz. Isto não será uma ocasião precisamente para reflectir sobre outra forma de praticar a agricultura? Carlos Lopes : Sem dúvida. E tal como com a energia. Quer dizer, nós estamos a ver a necessidade de uma transição, não tanto por razões apenas económicas que já eram conhecidas, mas também por razões da própria escassez e complexidade das cadeias globais e, portanto, a necessidade de ter uma certa autonomia torna-se imperativa. Na área da agricultura, há países como o Marrocos, como a Nigéria, que estão muito avançados na produção de fertilizantes e que estão, de facto, a dar a volta um pouco à esta dependência africana nesta matéria e que estão a tentar fazê-lo já com o respeito das regras climáticas que se impõem no mundo de hoje.
"To Defend the Earth is to Defend the Human" - "Defender a terra, é defender o ser humano", este era um dos lemas do pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, Amílcar Cabral, e este é também o título do livro que compila os seus escritos em matéria de agronomia, que acaba de ser lançado no mês passado com tradução em inglês na África do Sul. A obra organizada pelo economista guineense e professor na Universidade da Cidade do Cabo, Carlos Lopes, juntamente com dois outros académicos ligados à mesma instituição, o antropólogo moçambicano, Anselmo Matusse, e a especialista sul-africana em políticas ambientais, Lesley Green, oferece um rosto relativamente desconhecido do revolucionário assassinado no começo do ano de 1973, sem chegar a ver os seus dois países, a Guiné-Bissau e Cabo Verde definitivamente livres. Amílcar Cabral é sobretudo conhecido como o ideólogo brilhante do combate contra o colonialismo português e também por um sistema de pensamento extremamente coerente que abrangeu a economia, a educação, a cultura ou ainda a emancipação das mulheres. Cabral, todavia, começou por ser engenheiro agrónomo. Jovem estudante em Portugal, ele fez a sua tese de final de curso em 1951 sobre a erosão dos solos no Alentejo e dedicou o texto "aos trabalhadores da terra dos latifúndios, homens de vida incerta que a erosão ameaça". "Defender a terra, é defender o ser humano", dizia ele na tese em que descrevia não só a erosão daquele território, mas também falava das condições de vida dos camponeses e da opressão em que viviam. Nas palavras dele, a agronomia saiu dos aspectos técnicos e ganhou uma dimensão societal e também ambiental. Nos livros e artigos que escreveu depois sobre esta matéria, sempre com a erosão dos solos como fio condutor, Amílcar Cabral, emitiu ideias vanguardistas para época. Foi dos primeiros a vincar a necessidade de produzir de forma sustentável espécies adaptadas ao meio, a urgência de preservar o planeta, de fincar os pés no chão. Ele diria mais tarde aos seus companheiros de luta que "para mudar a realidade, é preciso conhecê-la primeiro". Foi sobre esta faceta de Amílcar Cabral que conversamos com o economista guineense Carlos Lopes, um dos três académicos que organizaram e traduziram as obras de Cabral agrónomo. Ele começa por explicar o que o levou a dar a conhecer este pensador ao público anglo-saxónico. RFI : O que os levou a organizar e traduzir para o inglês os escritos de Amílcar Cabral sobre agronomia? Carlos Lopes : A motivação principal para traduzir as obras principais de Amílcar Cabral na área da agronomia tem a ver com o facto de que ele, já naqueles anos 50, era um pioneiro na agricultura regenerativa, que agora está muito na moda por causa das mudanças climáticas. Portanto, ele antecipou um pouco os debates de hoje, fazendo até análises sobre a questão do género e agricultura, o papel das mulheres na agricultura. Também vários escritos estão relacionados com a questão da agro-ecologia, o respeito dos solos e como os solos são parte integrante do conjunto dos elementos que vão constituir uma sociedade sã. Nós podemos dizer que Amílcar Cabral era consistente entre os seus escritos políticos e os seus escritos na área da agronomia. Mas o que é interessante é que ele começou primeiro pela agronomia. A sua pesquisa nesta área era uma pesquisa reconhecida. Ele fazia-se publicar pelas revistas mais importantes do seu espaço na altura e, portanto, era um investigador com metodologia, com disciplina. E nós achamos que o público de língua inglesa precisava de saber não só que existia todo esse corpo de contribuições de Amílcar Cabral, mas, sobretudo, que tinha muito a ver com os debates de hoje. Portanto, nós fizemos uma análise detalhada das contribuições para poder trazer à luz o pioneirismo de Cabral. RFI : Como é que organizaram a obra? Carlos Lopes : Eu tinha participado em 1988, na compilação de todos os trabalhos que Amílcar Cabral na área da agronomia e publiquei-os quando era director do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau, em colaboração com o então Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa. Foi a primeira vez que os estudos agrários do Amílcar Cabral foram integralmente publicados, fazendo uma colecta de tudo o que tinha sido possível naquela altura encontrar. Acontece que esse volume muito valioso está um pouco esquecido. Está um pouco objecto de arquivo, mais do que propriamente de estudo. Só nós quisemos não necessariamente reproduzir o mesmo trabalho, mas seleccionar uma parte dos trabalhos que têm a ver com os debates contemporâneos de hoje. E, portanto, foi com a ajuda destes dois colegas que são especialistas da área da agricultura e da área dos solos, que nós finalmente conseguimos reunir as capacidades para poder fazer justiça à contribuição de Cabral. RFI : Relativamente aos escritos propriamente ditos de Amílcar Cabral sobre a área da agronomia. Um dos primeiros escritos é a tese de final de curso que ele faz a partir de uma experiência no Alentejo e é a primeira vez que ele vai falar, por exemplo, do fenómeno que vai ser uma constante na sua reflexão, que é a erosão do solo. Carlos Lopes : Exactamente. E é por isso que nós escolhemos como subtítulo a relação entre solo, sociedade e liberdade. E escolhemos como título principal do livro "Defender a Terra é defender os Humanos", que é uma frase do próprio Cabral. Os escritos estão de facto vocacionados para quatro países onde ele trabalhou na área da agricultura, começando pelo Alentejo, em Portugal, mas também a Guiné-Bissau, a sua ligação também a Cabo Verde e depois também os estudos que fez sobre Angola. Portanto, dá também uma ideia da universalidade do pensamento de Cabral, porque se adapta a várias realidades muito diferentes, desde uma realidade saheliana como Cabo Verde até, digamos, a uma realidade europeia, uma realidade de África Austral. Portanto, temos aqui uma demonstração de que a questão da erosão dos solos é uma constante do pensamento dele, porque tem a ver justamente com construir essa sociedade sã, por que lutava. Em filigrana, podemos ver já nos escritos de agronomia o pensamento político emergente do Cabral, que depois, mais tarde, vai ter, digamos, todo um reconhecimento como um filósofo, como alguém que contribuiu para a definição do africanismo, como alguém que teve a noção de como é que a cultura podia ser incluída numa luta de libertação nacional. Enfim, ideias muito sofisticadas que começam justamente nessa raiz. RFI : Ao dizer que defender a terra é defender o homem, no fundo ele também está a estabelecer um elo directo entre a preservação do solo, a preservação da terra e também a própria preservação do ser humano. Tem uma visão, digamos assim, abrangente do que é a área da agronomia. E não se trata só de questões técnicas, mas também societais. Carlos Lopes : Exacto. Hoje em dia está consolidada a ideia de que é preciso fazer resiliência e é preciso ter sustentabilidade. E a nossa noção de sustentabilidade é justamente a durabilidade das condições propícias para a regeneração. E esses elementos, quando nós os ligamos à agricultura, têm a ver directamente com a preservação dos solos. Tem a ver directamente com a ideia de que o solo é uma espécie de termómetro da sustentabilidade. E quer dizer, chegar a essas conclusões nos anos 50, quando praticamente ninguém se preocupava com mudanças climáticas, é conseguir ver que havia uma espécie de necessidade de encontrar ligações entre a produtividade agrícola, o desenvolvimento da agricultura, da economia, mas sempre com um respeito pela durabilidade, pela sustentabilidade. É de facto extraordinário e nós temos que ficar quase embasbacados com essa capacidade de antevisão que ele demonstra nos seus escritos e que agora estão reunidos neste livro. RFI : Ao longo dos livros e também artigos que ele escreveu sobre a questão, o que se vê também em filigrana é uma crítica ao colonialismo, na medida em que é um sistema em que se explora a terra de uma forma que é inadequada não só para a própria Terra como também para o próprio homem. Carlos Lopes : E temos justamente aí a conexão com o Cabral emergente do ponto de vista político, porque ele olha os ensinamentos técnicos que recebeu. Foi um brilhante aluno do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e, ao mesmo tempo, era o activista que estava criando o movimento de africanização dos espíritos, ou seja, de uma reinterpretação da realidade africana e há uma compatibilidade total entre as duas vertentes do personagem que é um jovem na altura. Nós estamos a falar de um Cabral que está no final dos seus anos 20, princípio dos seus anos 30. É, portanto, muito jovem e tem esta noção de que uma coisa está ligada à outra. RFI : Como é que toda esta construção em torno da agronomia vai depois alicerçar a própria construção ideológica do revolucionário que ele foi? Carlos Lopes : Eu vejo mais ou menos duas dimensões que sobressaem. A primeira é de condenar a forma como as políticas, neste caso políticas coloniais para o meio agrícola, não tomam em conta os imperativos sociais. Portanto, está implícito na forma como a infra-estrutura não é feita adequadamente, como a preservação dos solos é desprezada, como o armazenamento não toma em consideração as condições climáticas, as questões de humidade, as questões dos vários fungos, etc. Tudo isso é analisado com o detalhe técnico. Mas enfim, podemos antever que está também ali uma crítica. E o segundo aspecto é a ideia que depois Cabral vai desenvolver no fundamento de que temos que partir das realidades e que, no fundo, é um debate que ele tem com os teóricos da sua geração, que são teóricos que querem adoptar chavões, querem adoptar ideologias que estão construídas à volta de grandes temas, como, por exemplo, a forma como deve ser feito o marxismo. E Cabral recusava um pouco essas etiquetas fáceis porque dizia que tem que se partir da realidade e, portanto, que as pessoas simples não lutam por ideias complexas e abstractas, mas sim para mudar e transformar as suas vidas. RFI : No começo da nossa conversa, disse que Amílcar Cabral, relativamente a tudo o que tem a ver com a área da agronomia, era um visionário e tem algo muito actual. No que é que ele é actual? Carlos Lopes : Hoje em dia nós temos a noção clara de que deve haver uma valorização de tudo o que nós chamamos de "biológico". No fundo, é uma agricultura regenerativa que não destrói e que permite a reprodução sem destruir. Isto está presente nos trabalhos de Amílcar Cabral, como está presente a questão climática, como está presente a questão da sustentabilidade, a questão de género. Portanto, no fundo, podemos dizer que Cabral é como um pai da agro-ecologia africana, sendo que a agro-ecologia hoje em dia é a forma como todos defendem que deve ser feita a agricultura. Estamos em presença de um indivíduo que nos anos 50 já dizia o mesmo. Acho que o facto de ter caído em esquecimento essa contribuição de Cabral e ter sido valorizado mais o homem político, é uma indicação de que os seus escritos não foram seguidos como deveriam. Mas as ideias às vezes têm formas mais abstractas de chegar ao consumo de cada um. E, portanto, acho que foi através dessa ideia de agro-ecologia que nós agora temos o debate que temos. RFI : Como é que avalia o estado da Terra neste momento, à luz daquilo que disse Cabral? Carlos Lopes : Nós temos uma deterioração muito grande dos solos africanos e muitas vezes, diz-se, e com razão, que a África tem 60% das terras aráveis não cultivadas do planeta. Portanto, tem as maiores reservas. Mas o que não se fala tanto é de que essas terras aráveis estão em degradação muito acelerada. É aquela parte da agricultura que é feita na África. É feita com métodos muito devastadores para o clima, como por exemplo, as queimadas ou todo o ataque as florestas, que é feito sem as necessárias precauções e de uma forma indiscriminada. E temos também uma deterioração no tipo de fertilizantes e outros produtos químicos que utilizam e todos os elementos que mostram que a terra não é sempre respeitada e, portanto, é um debate que não é novo, mas que continua. RFI : Numa altura em que nós estamos em plena crise devido àquilo que está a acontecer no Médio Oriente, fala-se muito da crise dos combustíveis, mas o que se fala menos é da crise de tudo quanto é fertilizantes e adubos que também passam pelo estreito de Ormuz. Isto não será uma ocasião precisamente para reflectir sobre outra forma de praticar a agricultura? Carlos Lopes : Sem dúvida. E tal como com a energia. Quer dizer, nós estamos a ver a necessidade de uma transição, não tanto por razões apenas económicas que já eram conhecidas, mas também por razões da própria escassez e complexidade das cadeias globais e, portanto, a necessidade de ter uma certa autonomia torna-se imperativa. Na área da agricultura, há países como o Marrocos, como a Nigéria, que estão muito avançados na produção de fertilizantes e que estão, de facto, a dar a volta um pouco à esta dependência africana nesta matéria e que estão a tentar fazê-lo já com o respeito das regras climáticas que se impõem no mundo de hoje.
ENTREVISTA REALIDADES DA SAFRA COM - Renan Quisini - Engenheiro Agrônomo e Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro
This week's episode sees SB return to the studio for some of our usual banter, talking footy, Trump, what grinds our gears, just why and many other randoms while sampling some hot sauce and beers. Enjoy!!
O que continua e o que muda de Wladimir 2 a Frederico 1? Como aplicar a experiência da gestão empresarial e hospitalar à gestão pública? Eleições a deputado estadual e federal da região, governador e senador do Rio e presidente
Misión Artemis II.
"Este es un tremendo paso, esto es como subir una escalera. Queremos volver a la Luna como humanidad", expresó César Fuentes, astrónomo U. de Chile.
Entrevista Santiago Raffo - Ingeniero Agrónomo, responsable del área de insumos de MegaAgro by En Perspectiva
'Manual del Astrónomo Aficionado' de Ángel Molina podcast recorded with enacast.com
Marcelino Hoppe, engenheiro Agrônomo com Especialização em Agrometeorologia, participou do Direto ao Ponto e abordou as perspectivas climáticas para o outono.
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Nomo Nomo is one of Vancouver's most hyped restaurants, and honestly, it has it all. A creative, tightly focused cocktail program. Incredible izakaya-style snacks. And to top it all off, a rare (for Vancouver) intimate vibe with 26 seats. We won't bury the lede - we loved everything about Nomo Nomo. Listen to find out why, what dish earned a full 5/5 chicken wings, and what Jill and Brian are manifesting for the next year.Other Vancouver restaurants discussed: Folietta, Selene Aegean Bistro, PourhouseVancouver restaurant review, Japanese restaurant vancouverDon't forget to rate, review, subscribe and tell friends about the show! Follow us and say hi on Instagram.
Entrevista Marcos Ríos - Ingeniero Agrónomo, especialista en riego y represas by En Perspectiva
Giovanna Riato e Isadora Carvalho destacam as novidades da semana do setor automotivo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
¿Cuáles son? ¿Qué debería hacer el gobierno para mitigarlos? ¿Es plausible el alcance de los objetivos propuestos para los próximos años? Análisis del economista Luciano Magnífico.
Habla de las mujeres en la astronomía y en la carrera espacial.
¿Es posible tener un coche casi autónomo usando solo tu teléfono móvil? En este episodio analizamos la propuesta de Comma.ai, una de las compañías más disruptivas en el desarrollo de sistemas avanzados de asistencia a la conducción accesibles para el gran público. Explicamos cómo funciona su sistema, qué vehículos son compatibles, qué nivel de automatización ofrece y hasta qué punto puede considerarse conducción autónoma real. También debatimos el impacto que puede tener esta democratización tecnológica frente a los grandes fabricantes tradicionales. Y abrimos el melón: si el coche puede conducirse solo con apoyo de inteligencia artificial y sensores accesibles… ¿qué papel jugarán los robots humanoides en la movilidad del futuro? Escucha el programa entero aquí: https://go.ivoox.com/rf/169200748 Escúchanos en: www.podcastmotor.es Twitter: @AutoFmRadio Instagram: @autofmpodcast Twitch: AutoFMPodcast Youtube: @AutoFM Contacto: info@autofm.es
En Perspectiva Interior - Entrevista con Augusto Amonte - Ingeniero Agrónomo by En Perspectiva
¿Qué es exactamente Tesla FSD (Full Self Driving) y por qué en España solo puede utilizarse en modo supervisado por un profesional? En este episodio explicamos en profundidad cómo funciona el sistema más avanzado de Tesla, qué promete técnicamente y cuál es su situación legal tanto en Estados Unidos como en España. Compartimos la experiencia real probando Tesla FSD en EEUU, donde el sistema tiene mayor despliegue operativo, y la comparamos con la experiencia en España, donde la regulación obliga a mantener supervisión constante. Sensaciones, confianza, intervención humana, anticipación del tráfico y diferencias culturales y normativas que cambian por completo la experiencia. Un análisis técnico y práctico sobre el futuro de la conducción autónoma, los límites regulatorios europeos y lo que realmente puede hacer hoy el sistema FSD frente a lo que muchos creen que hace. Escucha el programa entero aquí: https://go.ivoox.com/rf/169200748 Escúchanos en: www.podcastmotor.es Twitter: @AutoFmRadio Instagram: @autofmpodcast Twitch: AutoFMPodcast Youtube: @AutoFM Contacto: info@autofm.es
En este episodio analizamos la prueba publicada por Car and Driver sobre el Tesla que llega a España con nueva etiqueta de la DGT y capacidades de conducción autónoma que hasta hace poco parecían ciencia ficción. Probamos el Tesla “venido del futuro” en nuestro país y te contamos qué significa realmente esta homologación, qué implica para el conductor y cómo cambia el escenario legal y tecnológico del coche autónomo en España. Profundizamos en cómo funciona el sistema de asistencia avanzada, qué nivel real de autonomía ofrece y qué diferencias hay entre lo que promete la marca y lo que permite actualmente la normativa española. Además, comentamos el vídeo incluido en el reportaje y analizamos sensaciones al volante, precisión del sistema y limitaciones prácticas en tráfico real. Un episodio clave para entender el presente y el futuro inmediato del coche autónomo en España, el papel de la DGT y cómo Tesla está empujando los límites tecnológicos también en nuestro mercado. Escucha el programa entero aquí: https://go.ivoox.com/rf/169200748 Escúchanos en: www.podcastmotor.es Twitter: @AutoFmRadio Instagram: @autofmpodcast Twitch: AutoFMPodcast Youtube: @AutoFM Contacto: info@autofm.es
Nesse episódio trouxemos as notícias e novidades do mundo da programação que nos chamaram atenção dos dias 21/02 a 27/02.☕ Café Código FontePrograme sua xícara para o sabor certo!https://cafe.codigofonte.com.br
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Uber desplegará coches autónomos en Madrid y convertirá la capital en la primera ciudad española con robotaxis dentro de su plan global de expansión. Analizamos qué significa este movimiento estratégico, cómo la flota de Uber recolectará datos para el futuro coche autónomo y por qué esto confirma que la movilidad autónoma ya no es una promesa lejana, sino una realidad en desarrollo. Repasamos qué está ocurriendo en ciudades como San Francisco, Austin o Dubái, donde Uber ya integra vehículos autónomos e incluso permite reservar coches de Waymo. Hablamos del despliegue gradual con conductor supervisando, las nuevas reglas del juego en movilidad urbana y el papel clave de la regulación, la seguridad y la experiencia de usuario. Además, profundizamos en el mayor impulso de seguridad reciente para el coche autónomo con tecnologías como HoloRadar: detección más allá de la línea de visión, reconstrucción 3D con inteligencia artificial y una nueva capa de anticipación que podría reducir accidentes en entornos urbanos complejos. Escucha el programa entero aquí: https://go.ivoox.com/rf/169200748 Escúchanos en: www.podcastmotor.es Twitter: @AutoFmRadio Instagram: @autofmpodcast Twitch: AutoFMPodcast Youtube: @AutoFM Contacto: info@autofm.es
En este episodio arrancamos poniendo el foco con Car and Driver, en la prueba del Tesla “venido del futuro” que ya circula en nuestro país con la nueva etiqueta de la DGT, un coche que anticipa hacia dónde va la industria. Comentamos el vídeo de la prueba y debatimos si realmente estamos preparados para convivir con vehículos que cada vez deciden más por nosotros. El debate se vuelve aún más interesante cuando profundizamos en qué es exactamente el FSD (Full Self-Driving) de Tesla y por qué en España solo funciona en modo supervisado por un profesional. Lars comparte sensaciones tras haberlo probado en Estados Unidos frente a la experiencia en nuestro país: diferencias regulatorias, culturales y tecnológicas que marcan el ritmo de implantación. ¿Es una cuestión de normativa, de infraestructuras o de confianza social? Lars Hoffmann aporta la visión técnica desde el mundo del coche eléctrico, analizando hasta qué punto esta tecnología está madura y qué barreras reales existen hoy. Después miramos al futuro inmediato de la movilidad urbana con el anuncio de Uber, que lanzará su servicio de robotaxis en Madrid como primera ciudad española dentro de un ambicioso plan internacional. Repasamos cómo ya opera en ciudades como San Francisco o Dubái y cómo incluso permite reservar vehículos de Waymo. Hablamos de despliegue gradual, conductor de respaldo, recopilación de datos y, sobre todo, de las nuevas reglas del juego en movilidad, donde regulación, experiencia de usuario y seguridad serán claves. En esa línea, Jose Lagunar analiza el sistema HoloRadar, una innovación que promete ser el mayor impulso de seguridad de la historia para el coche autónomo: detección más allá de la línea de visión, reconstrucción 3D mediante inteligencia artificial y una capa adicional de anticipación ante imprevistos. La tecnología no se queda ahí: comentamos la propuesta de Comma.ai, que plantea llevar funciones avanzadas de conducción autónoma a través de un dispositivo conectado al teléfono móvil, abriendo el debate sobre democratización tecnológica y responsabilidad. También reflexionamos sobre el papel que podrían jugar los robots humanoides en el ecosistema de movilidad futura. En nuestro espacio de Seguridad Vial con Hyundai, abordamos la polémica sobre la baliza V16 tras las declaraciones del ministro Fernando Grande-Marlaska, analizando si realmente cuenta con respaldo técnico y humano suficiente. Cerramos el programa con industria pura y dura: Lamborghini de cancelar su deportivo eléctrico y mantenerse fiel a la gasolina, abriendo un interesante debate sobre electrificación y posicionamiento de marca. Presentamos el nuevo Jaecoo 8 junto, desgranando el espíritu aventurero y familiar del buque insignia de la marca, y terminamos viajando al futuro de los eventos del motor con Juan Luike, que nos adelanta las novedades de Autopía 2026. Un episodio donde el coche autónomo, la seguridad, la electrificación y la pasión por el motor se cruzan como nunca. Hoy AutoFM son Antonio R. Vaquerizo, Fernando Rivas, Alex Moya, Jose Lagunar, Lars Hoffmann (Todos Eléctricos), Borja Díaz (Car and Driver) y Juan Luike (Autopía). Escúchanos en: www.podcastmotor.es Twitter: @AutoFmRadio Instagram: autofmradio Twitch: AutoFMPodcast Youtube: @AutoFM
En Perspectiva Interior- Entrevista con Carlos Fraschini - Ingeniero Agrónomo by En Perspectiva
Entrevista Carlos Amonte - Ingeniero Agrónomo by En Perspectiva
Joan nos cuenta su experiencia después de haberse subido a un Tesla autónomo. Carles no termina de coincidir con el entusiasmo de Joan y se crea un interesante debate. También repasan las novedades de las redes sociales y del mundo digital, como prototipos de app de Meta, las alianzas de Spotify o el reciente estudio de OpenAI, entre muchas otras. Y nos recomiendan:Web: iknowwhereyourcatlives.comUsuario: Maps InterludeSerie: Él y ela (Netflix)Serie: Las siete esferas de Agatha Christie (Netflix)Serie: El Caballero de los siete reinos (HBO)Únete a nuestra comunidad:Telegram: t.me/caviaronlineFacebook: https://www.facebook.com/groups/caviaronline
Beatriz Izquierdo habla sobre los menores que sufren con las vacaciones, FITUR 2026 con su presidenta, el astrónomo desastre y Los bufos madrileños.
Roberto Pascua visita los estudios de esRadio para relatar la rocambolesca historia de Le Gentil, el astrónomo más desastroso.
Jorge Merchán, gerente general de la unidad de gestión del Patrimonio Autónomo Aerocafé by Diario La república
El 27 de diciembre de 1571 nació Johannes Kepler, un astrónomo y matemático alemán, conocido fundamentalmente por sus leyes sobre el movimiento de los planetas en su órbita alrededor del Sol.
El 20 de diciembre de 1996 murió Carl Sagan, astrónomo, astrofísico, cosmólogo, astrobiólogo, escritor y principalmente un reconocido divulgador científico estadounidense.
Analizamos Moonlighter 2, su acceso anticipado que ya sabe a juegazo. Charlamos sobre sus parecidos con Hades, sus cosas propias y los motivos por los que debes jugarlo.-Comprar Moonlighter 2 en Steam: https://store.steampowered.com/app/2350790/Moonlighter_2_The_Endless_Vault/?l=spanish
Summary del Show: • Wall Street sube mientras los inversionistas celebran resultados corporativos y esperan la Fed. • $PYPL salta 15% tras integrarse con ChatGPT de OpenAI y elevar su guía anual. • $CCJ y $BAM anuncian un acuerdo nuclear de $80B con el gobierno de EE.UU. • $UBER invierte en las próximas IPOs de conducción autónoma de $PONY y $WRD.
El gobierno de Pedro Sánchez vuelve a subir las cuotas de los autónomos a partir de 2026: un saqueo que no cesa. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Join us today as we continue our series on FOMO NOMO. We will be going over scriptures, such as Philippians 4:4-13 and Psalms 16:4-6.
Join us as we jump back in to our "Fear of Missing out No More" Series. Louie dives back in starting in Philippians 4:4-13
Louie continues the second week of our series about finding contentment and enjoying your life.
Join us as we dive into our new series Fear of Missing Out, No More (FOMO, NOMO). Pastor Louie will be leading us in Phillipians 4:4-13 and Genesis chapters 2 and 3.
Hoy exploramos una de las mayores innovaciones del transporte moderno: los vehículos autónomos, autos que se manejan solos, sin conductor. ¿Estás listo para subirte a uno? Conversamos sobre los avances, beneficios y miedos que despierta esta nueva tecnología. ¿Confianza o temor al futuro?