Podcasts about instituto superior

  • 225PODCASTS
  • 394EPISODES
  • 42mAVG DURATION
  • 1EPISODE EVERY OTHER WEEK
  • Jun 8, 2026LATEST

POPULARITY

20192020202120222023202420252026


Best podcasts about instituto superior

Latest podcast episodes about instituto superior

Convidado
O que representa uma retoma de ataques entre Israel e o Irão?

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 13:40


Israel e Irão retomaram, por algumas horas, os ataques directos pela primeira vez desde o frágil cessar-fogo assinado há dois meses. Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, ambas as partes informaram que suspenderam as operações, depois de Donald Trump ter exortado as partes a fazerem-no. É que a retoma dos ataques pode comprometer as negociações entre Estados Unidos e o Irão e mostram “posições cada vez mais divergentes” entre os Estados Unidos e Israel, explica a investigadora Maria Ferreira. A nossa convidada de hoje não antevê o fim do conflito no Médio Oriente a curto prazo porque, para já, Israel e Irão não têm vantagens em negociar e apenas Donald Trump está a jogar “a sua própria sobrevivência política interna” e “não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel”. Esta segunda-feira, Israel confirmou ter atacado um complexo petroquímico e alvos militares no Irão, enquanto Teerão disse ter retaliado, atacando uma instalação petroquímica israelita e duas bases aéreas em Israel. As forças israelitas também anunciaram o lançamento pelos hutis de um míssil a partir do Iémen contra Israel, que foi interceptado. O fogo cruzado recomeçou na noite de domingo com um ataque iraniano contra território israelita, em retaliação ao bombardeamento de Israel ao Líbano horas antes. Estes ataques diminuem ainda mais a perspectiva de um possível acordo para pôr fim à guerra que começou a 28 de Fevereiro com ataques aéreos israelitas e americanos ao Irão.  Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, o exército iraniano disse ter terminado a vaga de ataques e ameaçou retomar se Israel continuar a bombardear o Líbano. Por seu lado, a Reuters avança que Israel também decidiu parar esta série de ataques contra o Irão. Um pouco antes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, exortou o Irão e Israel a cessarem as ofensivas. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora portuguesa do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. RFI: O que representa esta retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão? Maria Ferreira, Investigadora: “Penso que representa o facto de os Estados Unidos e Israel, que desenvolveram em conjunto esta ofensiva, terem objectivos de política externa para o conflito completamente diferentes. Desde o primeiro dia de ofensiva que Israel disse explicitamente que a sua questão com o Irão era uma questão existencial, portanto, Israel compreende o Irão como uma ameaça existencial, enquanto para os Estados Unidos a questão seria relativa ao enriquecimento de urânio, à eventual posse de armas nucleares, que é algo que pode ser gerido através de uma negociação diplomática, tal como aconteceu durante a administração de Barack Obama. Para Israel, a questão não é o enriquecimento de urânio, não é a eventual posse de armas nucleares por parte do Irão. Israel representa o Irão como uma ameaça existencial e, portanto, uma ameaça existencial só é dirimida através da eliminação do regime iraniano. Mas essa eliminação do regime iraniano só pode acontecer através de uma incursão terrestre que é muito difícil de ser executada. Temos dois aliados com objectivos distintos numa guerra e o Irão está a tentar, através de uma resiliência militar e civil notável, aproveitar as diferenças de objectivos que existem entre os Estados Unidos e Israel.” Donald Trump disse “Quem decide sou eu, não ele” em referência a Benjamin Netanyahu e já não esconde o desacordo, tendo-se mostrado muito insatisfeito com a ofensiva israelita no Líbano. Que leitura faz desta declaração de Trump em relação a Netanyahu? É só mais uma declaração ou tem peso? “Tem muito peso, sobretudo quando nós lemos estas declarações à luz da divulgação de um relatório recentemente da própria ‘intelligence' norte-americana que denuncia actividades de espionagem da 'intelligence' israelita sobre os próprios Estados Unidos. Portanto, a ‘intelligence' israelita estaria a tentar penetrar nos mecanismos de decisão norte-americanos, tentando averiguar quais serão os próximos passos da administração Trump para a questão no Irão. Estas actividades de ‘intelligence' subversivas não fazem parte de nenhum acordo de troca de informações, estamos a falar de actividades subversivas de captura de informação secreta que estariam, segundo este relatório, a preocupar seriamente o Pentágono. Isto denuncia uma cisão eventual, não só em relação aos objectivos que os dois Estados têm para o conflito, mas denuncia a existência de uma fractura entre as ‘intelligences' e os aparelhos militares dos dois Estados.” Esta fractura também é uma fractura política? Como é que esta cisão se pode materializar no terreno? “É profundamente política. Ainda ontem Donald Trump deu a entender que a linguagem da guerra no Médio Oriente é distinta da linguagem da guerra no Ocidente, quando argumentou que aquilo que nós, no Ocidente, entendemos por cessar-fogo é diferente do que Israel e Irão entendem por cessar-fogo. É claro que este argumento é uma tentativa de mascarar, no fundo, a incapacidade norte-americana de controlar o seu principal aliado no Médio Oriente, que é Israel, e mesmo de revitalizar aquela que era uma das grandes conquistas de anos e que são os acordos de Abraão. Note-se que Donald Trump admitiu que não tinha conhecimento sequer dos ataques a Beirute. Esta cisão vai ter consequências políticas porque, enquanto os Estados Unidos estão a tentar gerir o conflito através de vias diplomáticas - porque não têm mais opções militares para apresentar em relação à questão do Irão, já que puseram de lado a possibilidade de uma incursão militar terrestre - Israel persiste na sua tentativa de conquistar território. Quem conhece a geografia do Médio Oriente sabe a importância que o Líbano tem para a percepção da ameaça em Israel e, portanto, para o regime de Netanyahu o controlo dos 'proxies' do Irão é muito importante. Para o Irão, o controlo dos seus 'proxies', que são braços armados fora do seu próprio território, também é muito importante. Aquilo que nós temos aqui são três ‘players', dois dos quais estão em posições cada vez mais divergentes, o que está claramente a complicar a solução para o conflito. Solução essa que Donald Trump está a desejar que aconteça para a sua própria sobrevivência política interna. Nós sabemos aquilo que aconteceu na semana passada no Congresso, quando os próprios senadores republicanos já mostram grandes dissensões em relação à presença militar dos Estados Unidos no Irão.” Até que ponto é que a retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão vai afectar as negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irão? Elas estão definitivamente comprometidas? “Eu penso que sim, porque enquanto os Estados Unidos não conseguirem retomar o seu controlo sobre as actividades de Israel - e isso não parece fácil, dado que neste momento existe até uma própria desconfiança sobre eventuais actividades subversivas de Israel em território norte- americano - enquanto isso não acontecer, nós não teremos condições para haver uma negociação séria porque não há vontade de Israel de encetar uma negociação com o Irão. E o Irão também ainda não está num ponto de tal fragilidade que precise necessariamente de entrar em negociações, quer com os Estados Unidos, quer com Israel porque o Irão percebeu que controla algo fundamental, que é a percepção da ameaça sobre o estreito de Ormuz e sobre a percepção da ameaça sobre o eventual desenvolvimento de uma crise económica com base no controlo do estreito de Ormuz. Isso dá-lhe uma vantagem estratégica e faz com que esta vontade negocial destas duas partes, Israel e Irão, seja praticamente inexistente. Nenhum deles tem, neste momento, interesse em negociar. Quem tem mais interesse em negociar? Quem está a entrar naquilo a que se chama um ‘break-even point' são os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos não têm controlo sobre os objectivos estratégicos de Israel, nem em relação ao Irão, nem em relação aos 'proxies' do Irão. E neste sentido, neste jogo, nem Israel nem o Irão têm neste momento qualquer tipo de incentivo externo para bloquearem o conflito ou para pararem as hostilidades, enveredarem por um verdadeiro cessar-fogo e começarem a negociar. E se não há vontade de negociar, se não há propensão para a negociação, é difícil que haja um acordo negocial sério ou duradouro.” Como é que vê o envolvimento dos hutis do Iémen nesta nova escalada? “Como disse há pouco, os os 'proxies' do Irão são fundamentais no seu esforço de guerra no contexto do Médio Oriente. E, portanto, quer o Hamas, quer o Hezbollah, quer os hutis, são formas de o Irão perpetuar a guerra na sua geografia próxima e de enfrentar os seus inimigos através de braços armados. Também perante a relativa aliança dos Estados Unidos com os restantes países do mundo árabe, é uma forma de demonstrar que o Irão, no seu esforço de guerra, não está isolado perante a força da superpotência que são os Estados Unidos e da grande potência regional que é Israel. É preciso olharmos para a geografia do Médio Oriente, para a sua geografia política, quer para a sua geografia religiosa, quer para a sua geografia energética, e perceber que, se os Estados Unidos foram ao longo de décadas construindo uma rede de alianças muito com base em incentivos económicos com o Qatar, a Arábia Saudita, o Irão também ao longo dos últimos 50 anos, foi construindo um regime de alianças com forças subversivas, com actores erráticos que agora utiliza no seu esforço de guerra. Portanto, é compreensível que estas forças, ainda que esporadicamente, venham ao encontro das necessidades de guerra definidas pelo próprio regime iraniano.” Nesse sentido, como é que vê os próximos tempos? O que será necessário para restaurar um cessar-fogo credível? “Eu penso que países como a Jordânia, a Arábia Saudita têm neste quadro um papel fundamental porque são países cuja economia depende absolutamente daquilo a que se chama a paz comercial ou a paz pelo comércio, dos fluxos de energia regulares, os fluxos de pessoas, nomeadamente fluxos turísticos, do comércio. A estes países do Médio Oriente este conflito não é de todo interessante e têm aqui uma palavra fundamental. Eu penso que isso foi bem lido por Donald Trump quando, no seu primeiro mandato, desenvolveu a lógica que está por trás dos acordos de Abraão. Estes países têm um papel fundamental na estabilização do Médio Oriente e mais do que o Paquistão, que se assumiu já como um potencial mediador, é a estes países que os Estados Unidos devem recorrer no sentido de criar uma base política estratégica pacífica no Médio Oriente.” Isso demoraria algum tempo, mas tendo em conta que temos as eleições intercalares em Novembro nos Estados Unidos, a curto prazo vamos ter o fim do conflito? “Penso que não. A não ser que algo mudasse em Israel que levasse a uma mudança fundamental de orientação estratégica, mas isso não está a acontecer. Aliás, o regime de direita radical de Netanyahu está a agir como os regimes populistas de direita extremista normalmente agem, ou seja, com um grande potencial para a expansão geográfica, com uma grande propensão para a escalada de conflitos, uma total desvinculação de instituições internacionais e uma muito fraca necessidade de contribuírem para bens públicos globais. Estes quatro traços de política externa são em parte partilhados pelos Estados Unidos. Simplesmente nos Estados Unidos, neste momento, Donald Trump não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel, nomeadamente no que toca à propensão para a escalada do conflito com o Irão. E é isso que, a meu ver, está a complicar e a complexificar qualquer tipo de processo negocial em relação à guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.”

Convidado
Economista guineense Carlos Lopes publica livro com escritos de Cabral-agrónomo

Convidado

Play Episode Listen Later May 8, 2026 19:07


"To Defend the Earth is to Defend the Human" - "Defender a terra, é defender o ser humano", este era um dos lemas do pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, Amílcar Cabral, e este é também o título do livro que compila os seus escritos em matéria de agronomia, que acaba de ser lançado no mês passado com tradução em inglês na África do Sul. A obra organizada pelo economista guineense e professor na Universidade da Cidade do Cabo, Carlos Lopes, juntamente com dois outros académicos ligados à mesma instituição, o antropólogo moçambicano, Anselmo Matusse, e a especialista sul-africana em políticas ambientais, Lesley Green, oferece um rosto relativamente desconhecido do revolucionário assassinado no começo do ano de 1973, sem chegar a ver os seus dois países, a Guiné-Bissau e Cabo Verde definitivamente livres. Amílcar Cabral é sobretudo conhecido como o ideólogo brilhante do combate contra o colonialismo português e também por um sistema de pensamento extremamente coerente que abrangeu a economia, a educação, a cultura ou ainda a emancipação das mulheres. Cabral, todavia, começou por ser engenheiro agrónomo. Jovem estudante em Portugal, ele fez a sua tese de final de curso em 1951 sobre a erosão dos solos no Alentejo e dedicou o texto "aos trabalhadores da terra dos latifúndios, homens de vida incerta que a erosão ameaça". "Defender a terra, é defender o ser humano", dizia ele na tese em que descrevia não só a erosão daquele território, mas também falava das condições de vida dos camponeses e da opressão em que viviam. Nas palavras dele, a agronomia saiu dos aspectos técnicos e ganhou uma dimensão societal e também ambiental. Nos livros e artigos que escreveu depois sobre esta matéria, sempre com a erosão dos solos como fio condutor, Amílcar Cabral, emitiu ideias vanguardistas para época. Foi dos primeiros a vincar a necessidade de produzir de forma sustentável espécies adaptadas ao meio, a urgência de preservar o planeta, de fincar os pés no chão. Ele diria mais tarde aos seus companheiros de luta que "para mudar a realidade, é preciso conhecê-la primeiro". Foi sobre esta faceta de Amílcar Cabral que conversamos com o economista guineense Carlos Lopes, um dos três académicos que organizaram e traduziram as obras de Cabral agrónomo. Ele começa por explicar o que o levou a dar a conhecer este pensador ao público anglo-saxónico. RFI : O que os levou a organizar e traduzir para o inglês os escritos de Amílcar Cabral sobre agronomia? Carlos Lopes : A motivação principal para traduzir as obras principais de Amílcar Cabral na área da agronomia tem a ver com o facto de que ele, já naqueles anos 50, era um pioneiro na agricultura regenerativa, que agora está muito na moda por causa das mudanças climáticas. Portanto, ele antecipou um pouco os debates de hoje, fazendo até análises sobre a questão do género e agricultura, o papel das mulheres na agricultura. Também vários escritos estão relacionados com a questão da agro-ecologia, o respeito dos solos e como os solos são parte integrante do conjunto dos elementos que vão constituir uma sociedade sã. Nós podemos dizer que Amílcar Cabral era consistente entre os seus escritos políticos e os seus escritos na área da agronomia. Mas o que é interessante é que ele começou primeiro pela agronomia. A sua pesquisa nesta área era uma pesquisa reconhecida. Ele fazia-se publicar pelas revistas mais importantes do seu espaço na altura e, portanto, era um investigador com metodologia, com disciplina. E nós achamos que o público de língua inglesa precisava de saber não só que existia todo esse corpo de contribuições de Amílcar Cabral, mas, sobretudo, que tinha muito a ver com os debates de hoje. Portanto, nós fizemos uma análise detalhada das contribuições para poder trazer à luz o pioneirismo de Cabral. RFI : Como é que organizaram a obra? Carlos Lopes : Eu tinha participado em 1988, na compilação de todos os trabalhos que Amílcar Cabral na área da agronomia e publiquei-os quando era director do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau, em colaboração com o então Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa. Foi a primeira vez que os estudos agrários do Amílcar Cabral foram integralmente publicados, fazendo uma colecta de tudo o que tinha sido possível naquela altura encontrar. Acontece que esse volume muito valioso está um pouco esquecido. Está um pouco objecto de arquivo, mais do que propriamente de estudo. Só nós quisemos não necessariamente reproduzir o mesmo trabalho, mas seleccionar uma parte dos trabalhos que têm a ver com os debates contemporâneos de hoje. E, portanto, foi com a ajuda destes dois colegas que são especialistas da área da agricultura e da área dos solos, que nós finalmente conseguimos reunir as capacidades para poder fazer justiça à contribuição de Cabral. RFI : Relativamente aos escritos propriamente ditos de Amílcar Cabral sobre a área da agronomia. Um dos primeiros escritos é a tese de final de curso que ele faz a partir de uma experiência no Alentejo e é a primeira vez que ele vai falar, por exemplo, do fenómeno que vai ser uma constante na sua reflexão, que é a erosão do solo. Carlos Lopes : Exactamente. E é por isso que nós escolhemos como subtítulo a relação entre solo, sociedade e liberdade. E escolhemos como título principal do livro "Defender a Terra é defender os Humanos", que é uma frase do próprio Cabral. Os escritos estão de facto vocacionados para quatro países onde ele trabalhou na área da agricultura, começando pelo Alentejo, em Portugal, mas também a Guiné-Bissau, a sua ligação também a Cabo Verde e depois também os estudos que fez sobre Angola. Portanto, dá também uma ideia da universalidade do pensamento de Cabral, porque se adapta a várias realidades muito diferentes, desde uma realidade saheliana como Cabo Verde até, digamos, a uma realidade europeia, uma realidade de África Austral. Portanto, temos aqui uma demonstração de que a questão da erosão dos solos é uma constante do pensamento dele, porque tem a ver justamente com construir essa sociedade sã, por que lutava. Em filigrana, podemos ver já nos escritos de agronomia o pensamento político emergente do Cabral, que depois, mais tarde, vai ter, digamos, todo um reconhecimento como um filósofo, como alguém que contribuiu para a definição do africanismo, como alguém que teve a noção de como é que a cultura podia ser incluída numa luta de libertação nacional. Enfim, ideias muito sofisticadas que começam justamente nessa raiz. RFI : Ao dizer que defender a terra é defender o homem, no fundo ele também está a estabelecer um elo directo entre a preservação do solo, a preservação da terra e também a própria preservação do ser humano. Tem uma visão, digamos assim, abrangente do que é a área da agronomia. E não se trata só de questões técnicas, mas também societais. Carlos Lopes : Exacto. Hoje em dia está consolidada a ideia de que é preciso fazer resiliência e é preciso ter sustentabilidade. E a nossa noção de sustentabilidade é justamente a durabilidade das condições propícias para a regeneração. E esses elementos, quando nós os ligamos à agricultura, têm a ver directamente com a preservação dos solos. Tem a ver directamente com a ideia de que o solo é uma espécie de termómetro da sustentabilidade. E quer dizer, chegar a essas conclusões nos anos 50, quando praticamente ninguém se preocupava com mudanças climáticas, é conseguir ver que havia uma espécie de necessidade de encontrar ligações entre a produtividade agrícola, o desenvolvimento da agricultura, da economia, mas sempre com um respeito pela durabilidade, pela sustentabilidade. É de facto extraordinário e nós temos que ficar quase embasbacados com essa capacidade de antevisão que ele demonstra nos seus escritos e que agora estão reunidos neste livro. RFI : Ao longo dos livros e também artigos que ele escreveu sobre a questão, o que se vê também em filigrana é uma crítica ao colonialismo, na medida em que é um sistema em que se explora a terra de uma forma que é inadequada não só para a própria Terra como também para o próprio homem. Carlos Lopes : E temos justamente aí a conexão com o Cabral emergente do ponto de vista político, porque ele olha os ensinamentos técnicos que recebeu. Foi um brilhante aluno do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e, ao mesmo tempo, era o activista que estava criando o movimento de africanização dos espíritos, ou seja, de uma reinterpretação da realidade africana e há uma compatibilidade total entre as duas vertentes do personagem que é um jovem na altura. Nós estamos a falar de um Cabral que está no final dos seus anos 20, princípio dos seus anos 30. É, portanto, muito jovem e tem esta noção de que uma coisa está ligada à outra. RFI : Como é que toda esta construção em torno da agronomia vai depois alicerçar a própria construção ideológica do revolucionário que ele foi? Carlos Lopes : Eu vejo mais ou menos duas dimensões que sobressaem. A primeira é de condenar a forma como as políticas, neste caso políticas coloniais para o meio agrícola, não tomam em conta os imperativos sociais. Portanto, está implícito na forma como a infra-estrutura não é feita adequadamente, como a preservação dos solos é desprezada, como o armazenamento não toma em consideração as condições climáticas, as questões de humidade, as questões dos vários fungos, etc. Tudo isso é analisado com o detalhe técnico. Mas enfim, podemos antever que está também ali uma crítica. E o segundo aspecto é a ideia que depois Cabral vai desenvolver no fundamento de que temos que partir das realidades e que, no fundo, é um debate que ele tem com os teóricos da sua geração, que são teóricos que querem adoptar chavões, querem adoptar ideologias que estão construídas à volta de grandes temas, como, por exemplo, a forma como deve ser feito o marxismo. E Cabral recusava um pouco essas etiquetas fáceis porque dizia que tem que se partir da realidade e, portanto, que as pessoas simples não lutam por ideias complexas e abstractas, mas sim para mudar e transformar as suas vidas. RFI : No começo da nossa conversa, disse que Amílcar Cabral, relativamente a tudo o que tem a ver com a área da agronomia, era um visionário e tem algo muito actual. No que é que ele é actual? Carlos Lopes : Hoje em dia nós temos a noção clara de que deve haver uma valorização de tudo o que nós chamamos de "biológico". No fundo, é uma agricultura regenerativa que não destrói e que permite a reprodução sem destruir. Isto está presente nos trabalhos de Amílcar Cabral, como está presente a questão climática, como está presente a questão da sustentabilidade, a questão de género. Portanto, no fundo, podemos dizer que Cabral é como um pai da agro-ecologia africana, sendo que a agro-ecologia hoje em dia é a forma como todos defendem que deve ser feita a agricultura. Estamos em presença de um indivíduo que nos anos 50 já dizia o mesmo. Acho que o facto de ter caído em esquecimento essa contribuição de Cabral e ter sido valorizado mais o homem político, é uma indicação de que os seus escritos não foram seguidos como deveriam. Mas as ideias às vezes têm formas mais abstractas de chegar ao consumo de cada um. E, portanto, acho que foi através dessa ideia de agro-ecologia que nós agora temos o debate que temos. RFI : Como é que avalia o estado da Terra neste momento, à luz daquilo que disse Cabral? Carlos Lopes : Nós temos uma deterioração muito grande dos solos africanos e muitas vezes, diz-se, e com razão, que a África tem 60% das terras aráveis não cultivadas do planeta. Portanto, tem as maiores reservas. Mas o que não se fala tanto é de que essas terras aráveis estão em degradação muito acelerada. É aquela parte da agricultura que é feita na África. É feita com métodos muito devastadores para o clima, como por exemplo, as queimadas ou todo o ataque as florestas, que é feito sem as necessárias precauções e de uma forma indiscriminada. E temos também uma deterioração no tipo de fertilizantes e outros produtos químicos que utilizam e todos os elementos que mostram que a terra não é sempre respeitada e, portanto, é um debate que não é novo, mas que continua. RFI : Numa altura em que nós estamos em plena crise devido àquilo que está a acontecer no Médio Oriente, fala-se muito da crise dos combustíveis, mas o que se fala menos  é da crise de tudo quanto é fertilizantes e adubos que também passam pelo estreito de Ormuz. Isto não será uma ocasião precisamente para reflectir sobre outra forma de praticar a agricultura? Carlos Lopes : Sem dúvida. E tal como com a energia. Quer dizer, nós estamos a ver a necessidade de uma transição, não tanto por razões apenas económicas que já eram conhecidas, mas também por razões da própria escassez e complexidade das cadeias globais e, portanto, a necessidade de ter uma certa autonomia torna-se imperativa. Na área da agricultura, há países como o Marrocos, como a Nigéria, que estão muito avançados na produção de fertilizantes e que estão, de facto, a dar a volta um pouco à esta dependência africana nesta matéria e que estão a tentar fazê-lo já com o respeito das regras climáticas que se impõem no mundo de hoje.

Em directo da redacção
Economista guineense Carlos Lopes publica livro com escritos de Cabral-agrónomo

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later May 8, 2026 19:07


"To Defend the Earth is to Defend the Human" - "Defender a terra, é defender o ser humano", este era um dos lemas do pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, Amílcar Cabral, e este é também o título do livro que compila os seus escritos em matéria de agronomia, que acaba de ser lançado no mês passado com tradução em inglês na África do Sul. A obra organizada pelo economista guineense e professor na Universidade da Cidade do Cabo, Carlos Lopes, juntamente com dois outros académicos ligados à mesma instituição, o antropólogo moçambicano, Anselmo Matusse, e a especialista sul-africana em políticas ambientais, Lesley Green, oferece um rosto relativamente desconhecido do revolucionário assassinado no começo do ano de 1973, sem chegar a ver os seus dois países, a Guiné-Bissau e Cabo Verde definitivamente livres. Amílcar Cabral é sobretudo conhecido como o ideólogo brilhante do combate contra o colonialismo português e também por um sistema de pensamento extremamente coerente que abrangeu a economia, a educação, a cultura ou ainda a emancipação das mulheres. Cabral, todavia, começou por ser engenheiro agrónomo. Jovem estudante em Portugal, ele fez a sua tese de final de curso em 1951 sobre a erosão dos solos no Alentejo e dedicou o texto "aos trabalhadores da terra dos latifúndios, homens de vida incerta que a erosão ameaça". "Defender a terra, é defender o ser humano", dizia ele na tese em que descrevia não só a erosão daquele território, mas também falava das condições de vida dos camponeses e da opressão em que viviam. Nas palavras dele, a agronomia saiu dos aspectos técnicos e ganhou uma dimensão societal e também ambiental. Nos livros e artigos que escreveu depois sobre esta matéria, sempre com a erosão dos solos como fio condutor, Amílcar Cabral, emitiu ideias vanguardistas para época. Foi dos primeiros a vincar a necessidade de produzir de forma sustentável espécies adaptadas ao meio, a urgência de preservar o planeta, de fincar os pés no chão. Ele diria mais tarde aos seus companheiros de luta que "para mudar a realidade, é preciso conhecê-la primeiro". Foi sobre esta faceta de Amílcar Cabral que conversamos com o economista guineense Carlos Lopes, um dos três académicos que organizaram e traduziram as obras de Cabral agrónomo. Ele começa por explicar o que o levou a dar a conhecer este pensador ao público anglo-saxónico. RFI : O que os levou a organizar e traduzir para o inglês os escritos de Amílcar Cabral sobre agronomia? Carlos Lopes : A motivação principal para traduzir as obras principais de Amílcar Cabral na área da agronomia tem a ver com o facto de que ele, já naqueles anos 50, era um pioneiro na agricultura regenerativa, que agora está muito na moda por causa das mudanças climáticas. Portanto, ele antecipou um pouco os debates de hoje, fazendo até análises sobre a questão do género e agricultura, o papel das mulheres na agricultura. Também vários escritos estão relacionados com a questão da agro-ecologia, o respeito dos solos e como os solos são parte integrante do conjunto dos elementos que vão constituir uma sociedade sã. Nós podemos dizer que Amílcar Cabral era consistente entre os seus escritos políticos e os seus escritos na área da agronomia. Mas o que é interessante é que ele começou primeiro pela agronomia. A sua pesquisa nesta área era uma pesquisa reconhecida. Ele fazia-se publicar pelas revistas mais importantes do seu espaço na altura e, portanto, era um investigador com metodologia, com disciplina. E nós achamos que o público de língua inglesa precisava de saber não só que existia todo esse corpo de contribuições de Amílcar Cabral, mas, sobretudo, que tinha muito a ver com os debates de hoje. Portanto, nós fizemos uma análise detalhada das contribuições para poder trazer à luz o pioneirismo de Cabral. RFI : Como é que organizaram a obra? Carlos Lopes : Eu tinha participado em 1988, na compilação de todos os trabalhos que Amílcar Cabral na área da agronomia e publiquei-os quando era director do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau, em colaboração com o então Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa. Foi a primeira vez que os estudos agrários do Amílcar Cabral foram integralmente publicados, fazendo uma colecta de tudo o que tinha sido possível naquela altura encontrar. Acontece que esse volume muito valioso está um pouco esquecido. Está um pouco objecto de arquivo, mais do que propriamente de estudo. Só nós quisemos não necessariamente reproduzir o mesmo trabalho, mas seleccionar uma parte dos trabalhos que têm a ver com os debates contemporâneos de hoje. E, portanto, foi com a ajuda destes dois colegas que são especialistas da área da agricultura e da área dos solos, que nós finalmente conseguimos reunir as capacidades para poder fazer justiça à contribuição de Cabral. RFI : Relativamente aos escritos propriamente ditos de Amílcar Cabral sobre a área da agronomia. Um dos primeiros escritos é a tese de final de curso que ele faz a partir de uma experiência no Alentejo e é a primeira vez que ele vai falar, por exemplo, do fenómeno que vai ser uma constante na sua reflexão, que é a erosão do solo. Carlos Lopes : Exactamente. E é por isso que nós escolhemos como subtítulo a relação entre solo, sociedade e liberdade. E escolhemos como título principal do livro "Defender a Terra é defender os Humanos", que é uma frase do próprio Cabral. Os escritos estão de facto vocacionados para quatro países onde ele trabalhou na área da agricultura, começando pelo Alentejo, em Portugal, mas também a Guiné-Bissau, a sua ligação também a Cabo Verde e depois também os estudos que fez sobre Angola. Portanto, dá também uma ideia da universalidade do pensamento de Cabral, porque se adapta a várias realidades muito diferentes, desde uma realidade saheliana como Cabo Verde até, digamos, a uma realidade europeia, uma realidade de África Austral. Portanto, temos aqui uma demonstração de que a questão da erosão dos solos é uma constante do pensamento dele, porque tem a ver justamente com construir essa sociedade sã, por que lutava. Em filigrana, podemos ver já nos escritos de agronomia o pensamento político emergente do Cabral, que depois, mais tarde, vai ter, digamos, todo um reconhecimento como um filósofo, como alguém que contribuiu para a definição do africanismo, como alguém que teve a noção de como é que a cultura podia ser incluída numa luta de libertação nacional. Enfim, ideias muito sofisticadas que começam justamente nessa raiz. RFI : Ao dizer que defender a terra é defender o homem, no fundo ele também está a estabelecer um elo directo entre a preservação do solo, a preservação da terra e também a própria preservação do ser humano. Tem uma visão, digamos assim, abrangente do que é a área da agronomia. E não se trata só de questões técnicas, mas também societais. Carlos Lopes : Exacto. Hoje em dia está consolidada a ideia de que é preciso fazer resiliência e é preciso ter sustentabilidade. E a nossa noção de sustentabilidade é justamente a durabilidade das condições propícias para a regeneração. E esses elementos, quando nós os ligamos à agricultura, têm a ver directamente com a preservação dos solos. Tem a ver directamente com a ideia de que o solo é uma espécie de termómetro da sustentabilidade. E quer dizer, chegar a essas conclusões nos anos 50, quando praticamente ninguém se preocupava com mudanças climáticas, é conseguir ver que havia uma espécie de necessidade de encontrar ligações entre a produtividade agrícola, o desenvolvimento da agricultura, da economia, mas sempre com um respeito pela durabilidade, pela sustentabilidade. É de facto extraordinário e nós temos que ficar quase embasbacados com essa capacidade de antevisão que ele demonstra nos seus escritos e que agora estão reunidos neste livro. RFI : Ao longo dos livros e também artigos que ele escreveu sobre a questão, o que se vê também em filigrana é uma crítica ao colonialismo, na medida em que é um sistema em que se explora a terra de uma forma que é inadequada não só para a própria Terra como também para o próprio homem. Carlos Lopes : E temos justamente aí a conexão com o Cabral emergente do ponto de vista político, porque ele olha os ensinamentos técnicos que recebeu. Foi um brilhante aluno do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e, ao mesmo tempo, era o activista que estava criando o movimento de africanização dos espíritos, ou seja, de uma reinterpretação da realidade africana e há uma compatibilidade total entre as duas vertentes do personagem que é um jovem na altura. Nós estamos a falar de um Cabral que está no final dos seus anos 20, princípio dos seus anos 30. É, portanto, muito jovem e tem esta noção de que uma coisa está ligada à outra. RFI : Como é que toda esta construção em torno da agronomia vai depois alicerçar a própria construção ideológica do revolucionário que ele foi? Carlos Lopes : Eu vejo mais ou menos duas dimensões que sobressaem. A primeira é de condenar a forma como as políticas, neste caso políticas coloniais para o meio agrícola, não tomam em conta os imperativos sociais. Portanto, está implícito na forma como a infra-estrutura não é feita adequadamente, como a preservação dos solos é desprezada, como o armazenamento não toma em consideração as condições climáticas, as questões de humidade, as questões dos vários fungos, etc. Tudo isso é analisado com o detalhe técnico. Mas enfim, podemos antever que está também ali uma crítica. E o segundo aspecto é a ideia que depois Cabral vai desenvolver no fundamento de que temos que partir das realidades e que, no fundo, é um debate que ele tem com os teóricos da sua geração, que são teóricos que querem adoptar chavões, querem adoptar ideologias que estão construídas à volta de grandes temas, como, por exemplo, a forma como deve ser feito o marxismo. E Cabral recusava um pouco essas etiquetas fáceis porque dizia que tem que se partir da realidade e, portanto, que as pessoas simples não lutam por ideias complexas e abstractas, mas sim para mudar e transformar as suas vidas. RFI : No começo da nossa conversa, disse que Amílcar Cabral, relativamente a tudo o que tem a ver com a área da agronomia, era um visionário e tem algo muito actual. No que é que ele é actual? Carlos Lopes : Hoje em dia nós temos a noção clara de que deve haver uma valorização de tudo o que nós chamamos de "biológico". No fundo, é uma agricultura regenerativa que não destrói e que permite a reprodução sem destruir. Isto está presente nos trabalhos de Amílcar Cabral, como está presente a questão climática, como está presente a questão da sustentabilidade, a questão de género. Portanto, no fundo, podemos dizer que Cabral é como um pai da agro-ecologia africana, sendo que a agro-ecologia hoje em dia é a forma como todos defendem que deve ser feita a agricultura. Estamos em presença de um indivíduo que nos anos 50 já dizia o mesmo. Acho que o facto de ter caído em esquecimento essa contribuição de Cabral e ter sido valorizado mais o homem político, é uma indicação de que os seus escritos não foram seguidos como deveriam. Mas as ideias às vezes têm formas mais abstractas de chegar ao consumo de cada um. E, portanto, acho que foi através dessa ideia de agro-ecologia que nós agora temos o debate que temos. RFI : Como é que avalia o estado da Terra neste momento, à luz daquilo que disse Cabral? Carlos Lopes : Nós temos uma deterioração muito grande dos solos africanos e muitas vezes, diz-se, e com razão, que a África tem 60% das terras aráveis não cultivadas do planeta. Portanto, tem as maiores reservas. Mas o que não se fala tanto é de que essas terras aráveis estão em degradação muito acelerada. É aquela parte da agricultura que é feita na África. É feita com métodos muito devastadores para o clima, como por exemplo, as queimadas ou todo o ataque as florestas, que é feito sem as necessárias precauções e de uma forma indiscriminada. E temos também uma deterioração no tipo de fertilizantes e outros produtos químicos que utilizam e todos os elementos que mostram que a terra não é sempre respeitada e, portanto, é um debate que não é novo, mas que continua. RFI : Numa altura em que nós estamos em plena crise devido àquilo que está a acontecer no Médio Oriente, fala-se muito da crise dos combustíveis, mas o que se fala menos  é da crise de tudo quanto é fertilizantes e adubos que também passam pelo estreito de Ormuz. Isto não será uma ocasião precisamente para reflectir sobre outra forma de praticar a agricultura? Carlos Lopes : Sem dúvida. E tal como com a energia. Quer dizer, nós estamos a ver a necessidade de uma transição, não tanto por razões apenas económicas que já eram conhecidas, mas também por razões da própria escassez e complexidade das cadeias globais e, portanto, a necessidade de ter uma certa autonomia torna-se imperativa. Na área da agricultura, há países como o Marrocos, como a Nigéria, que estão muito avançados na produção de fertilizantes e que estão, de facto, a dar a volta um pouco à esta dependência africana nesta matéria e que estão a tentar fazê-lo já com o respeito das regras climáticas que se impõem no mundo de hoje.

Diplomatas
Alemanha rearma-se e “vai ser a principal potência europeia no domínio estratégico e militar”

Diplomatas

Play Episode Listen Later May 7, 2026 35:28


Um ano depois de Friedrich Merz ter assumido o cargo de chanceler na Alemanha, o episódio desta semana do podcast Diplomatas tem como tema principal os planos e a estratégia de rearmamento da principal potência económica da União Europeia. Carlos Gaspar e Alberto Cunha analisaram o contexto político, económico e geopolítico que sustenta o objectivo alemão de ter o “maior Exército convencional” até 2030, numa era de retraimento militar dos Estados Unidos na Europa e de alteração das relações da Alemanha com a Rússia e com a China. Convidado desta semana no Diplomatas, o professor auxiliar do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa avaliou ainda as dificuldades e desafios internos do Governo CDU-SPD, num cenário de consolidação do apoio popular à AfD, de extrema-direita. Carlos Gaspar reflectiu ainda sobre os problemas da Rússia e de Vladimir Putin na guerra da Ucrânia, em vésperas das comemorações russas, em Moscovo, do Dia da Vitória da União Soviética sobre a Alemanha Nazi, no final da II Guerra Mundial. Por fim, os investigadores do IPRI comentaram os últimos capítulos do conflito no Médio Oriente, nomeadamente a decisão da Administração Trump de suspender a missão naval de escolta de navios mercantes no estreito de Ormuz, ao fim de menos de dois dias de tensões na via marítima com o Irão. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Mais lento do que a luz
Luísa Ferreira Nunes e as lições da Natureza

Mais lento do que a luz

Play Episode Listen Later May 4, 2026 25:16


Neste episódio, recebemos Luísa Ferreira Nunes, engenheira florestal e bióloga que tem dedicado a sua vida ao estudo da ecologia de insectos e à biomimética — isto é, a procura soluções para problemas humanos inspirando-se nas estratégias desenvolvidas pela Natureza ao longo da evolução. Actualmente, é professora na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco e investigadora no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Tem também um trabalho continuado na divulgação científica, sendo autora do livro Lições da Natureza e do podcast Lições Naturais, no PÚBLICO. A conversa começou pelo seu percurso: de onde nasceu o seu interesse pela ecologia e como surgia a especialização nos insectos, seres fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas. Depois entrámos no domínio da biomimética — o que é, como funciona e de que forma a observação do mundo natural pode inspirar soluções em áreas tão diversas como a medicina, a arquitectura ou a organização social. Num momento em que enfrentamos desafios ambientais complexos, discutimos também o papel do conhecimento científico e da atenção à Natureza na construção de um futuro sustentável. Pode a evolução — esse longo laboratório natural — ajudar-nos a tomar melhores decisões?Falámos ainda da sua actividade como comunicadora de ciência: a passagem dos artigos científicos para o contacto directo com o público, a experiência do podcast Lições Naturais e o processo de escrita dos seus livros. E, num registo mais pessoal, discutimos também a dimensão artística do seu trabalho e a forma como a ciência e arte se cruzam.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Renascença - Da Capa à Contracapa
Que Segurança Social queremos para o futuro?

Renascença - Da Capa à Contracapa

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 79:32


A sustentabilidade do sistema de Segurança Social é um dos principais desafios intergeracionais em Portugal. Ausente dos debates do mais recente ciclo de eleições, o tema exige reflexão permanente face aos desequilíbrios demográficos e à necessidade de diversificação das fontes de financiamento. Quais são as decisões urgentes a tomar para prevenir impactos negativos futuros no sistema? A sustentabilidade financeira do sistema está garantida? Estamos cada vez mais dependentes das contribuições dos imigrantes? A despesa social tem de aumentar de forma significativa? Para debater estas e outras questões, os convidados do “Da Capa à Contracapa” são Amílcar Moreira, do Instituto Superior de Economia e Gestão, membro da extinta Comissão que elaborou Livro Verde para a Sustentabilidade do Sistema Previdencial e Gabriel Rodrigues Bastos, ex-Secretário de Estado da Segurança Social.

45 Graus
Ricardo Paes Mamede (parte 2): O Estado desenvolvimentista escondido dos EUA

45 Graus

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 63:10


Veja também em youtube.com/@45_graus Ricardo Paes Mamede é professor de Economia Política no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde é Pró-Reitor para o Desenvolvimento da Colaboração Académica com o Leste Asiático. Licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, em 1996, e, na mesma instituição, fez o mestrado em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia, em 1999. Doutorou-se em Economia pela Universidade Bocconi, em Itália, em 2006. _______________ Índice (2ª Parte): O caso dos EUA. Ideias de Alexander Hamilton. O Estado desenvolvimentista escondido dos EUA (The Hidden US Development State - Fred Block) Como é possível os EUA terem mais PI do que a Europa? Riscos da PI: gerar reacção de outros países Quais são as condições para uma PI funcionar? Argumentos Hayek contra intervenção do Estado: captura e informação Como se constrói uma administração pública meritocrática se não é possível despedir? Relatório de Michael Porter dos anos 1990 Como alguem de esquerda olha para o foco da PI no crescimento económico? | Documentário Netflix: American FactorySee omnystudio.com/listener for privacy information.

45 Graus
Ricardo Paes Mamede (parte 1): Política industrial: o tabu que voltou ao centro do debate económico

45 Graus

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 68:38


Veja também em youtube.com/@45_graus Ricardo Paes Mamede é professor de Economia Política no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde é Pró-Reitor para o Desenvolvimento da Colaboração Académica com o Leste Asiático. Licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, em 1996, e, na mesma instituição, fez o mestrado em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia, em 1999. Doutorou-se em Economia pela Universidade Bocconi, em Itália, em 2006. _______________ Índice (1ª parte): Porque voltámos a falar de Política Industrial? Tipos de PI Exemplo das despesas em I&D O caso de Hong Kong O caso do Chile Como o Estado pode ajudar as empresas? Problemas de incerteza e coordenação O caso do turismo Banco de Fomento É difícil fazer Política Industrial em democracia? O caso da Coreia do Sul Precisamos de capacitar o Estado? Check Ha jung chang 2022 states institutions Países africanos onde PI falhou O caso da China Politica Industrial na Europa Devemos apostar no mercado único na EuropaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Universitário
#220 - Curso de Finanças (ensino em inglês) c/ convidadas do curso

Podcast Universitário

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 85:48


Neste episódio converso com 2 estudantes da Licenciatura em Finanças (em inglês) do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, a única instituição onde existe este curso.O que aprendes nesta licenciatura? Quais as saídas profissionais e o ambiente na instituição? TUDO o que precisas de saber nesta LIVE!

Conferencias
La Virgen, icono de la infancia espiritual en Santa Teresita del Niño Jesús

Conferencias

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 47:11


Conferencia "La Virgen María, icono de la infancia espiritual en Santa Teresita del Niño Jesús". Fue pronunciada en Mocejón (Toledo), el 27 de abril de 2023, por el P. José María Alsina Casanova, sacerdote diocesano de Toledo, miembro de la Hermandad de Hijos de Nuestra Señora del Sagrado Corazón y profesor del Instituto Superior de Estudios Teológicos "San Ildefonso" de Toledo.

Convidado
"O Irão está a passar pela pior repressão de sempre"

Convidado

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 13:21


No Irão, o regime do ayatollah Ali Khamenei tentou calar a maior vaga de protestos dos últimos anos com uma repressão que teria feito milhares de mortos. As manifestações começaram a 28 de Dezembro na capital e alastraram a todo o país. Os Estados Unidos intensificaram a presença militar no Médio Oriente com a mobilização do porta-aviões USS Abraham Lincoln, depois de Donald Trump ter afirmado que deverá receber “em breve” um relatório sobre a situação no Irão para decidir se avança com uma intervenção militar. Será a pressão interna e externa suficiente para uma eventual mudança de regime? E quem poderia assegurar uma transição? Para conversarmos sobre este tema convidámos Maria Ferreira, professora de Relações Internacionais, que nos fala sobre “a pior repressão de sempre” no Irão, sobre a “diplomacia coerciva” dos Estados Unidos e sobre dificuldade de antever, para já, uma mudança de regime. RFI: Perante a mobilização de um porta-aviões para o Médio Oriente, até que ponto um ataque dos Estados Unidos é uma possibilidade? Maria Ferreira, Professora de Relações Internacionais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa: “É preciso ter consciência de que o Irão é a segunda maior nação do Oriente Médio e é a 18.ª maior nação do mundo. Vivem no Irão mais de 92 milhões de habitantes, portanto, é um país com uma matriz civilizacional fortíssima e que não se compara a outros Estados, nomeadamente a Venezuela, onde os Estados Unidos têm vindo a desenvolver acções exteriores. É claro que o Irão, neste momento, está a passar pela pior repressão de sempre que visa as manifestações pró-democracia, mas mesmo a resposta do regime a estas manifestações demonstra a dificuldade que seria, mesmo para uma potência militar como os Estados Unidos, intervir num palco de conflito que é extremamente complexo.” Então, não há essa possibilidade de um ataque iminente dos Estados Unidos? “De um ataque clássico dos Estados Unidos não. Seria muito difícil aos Estados Unidos conseguirem controlar um território com uma complexidade doméstica como se afigura no Irão. Segundo a Amnistia Internacional, no Irão, existem três braços armados que suportam fortemente o regime e que estão sob a alçada do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei.” Nesse caso, para que serve esta mobilização de navios de guerra americanos, nomeadamente, do porta-aviões, para o Médio Oriente? “Repare que Donald Trump está a replicar os mesmos passos da Venezuela no Irão porque antes da extracção do Presidente Maduro, os Estados Unidos enviaram para a Venezuela e para a região também um conjunto de forças militares com o objectivo de escalarem a tensão contra o país, aplicarem uma espécie de diplomacia coerciva para atingirem os seus objectivos, nomeadamente no que toca à questão do petróleo. No Irão, o que está a acontecer é também a utilização de diplomacia coerciva para obrigar o Irão a uma eventual mudança de regime. Repare-se que essa mudança de regime não aconteceu na Venezuela. Essa mudança de regime no Irão está a ser associada às revoltas populares nas ruas e é preciso dizer que a repressão das revoltas já terá provocado entre 17.000 a 25.000 mortos. Simplesmente, tal como na Venezuela não houve mudança de regime, também no Irão essa mudança de regime afigura-se muito difícil pelas circunstâncias internas, políticas e militares, que conseguem sustentar o regime de Ali Khamenei.” Que resultados é que pode ter essa “diplomacia coerciva”? Na segunda-feira houve um responsável americano que disse que a porta está aberta se o Irão quiser entrar em contacto com Washington. Há uma porta aberta a uma eventual mudança de regime? “O ayatollah Khamenei é uma figura odiada por grande parte dos iranianos. A economia iraniana está numa situação insustentável e há uma grande repressão interna. Aquilo que os especialistas no Irão discutem é quais são internamente as hipóteses para eventualmente substituir o ayatollah Khamenei. Mas essas hipóteses são muito ténues e eu penso que foi isto que levou - a par do reconhecimento de que uma intervenção militar no Irão seria absolutamente complexa por causa dos três braços armados que sustentam o regime - foi essa consciência que levou a que Donald Trump, há duas semanas, com a desculpa de que o Irão já não estava a executar protestantes, tivesse claramente recuado na sua retórica agressiva, militarista, coerciva contra o Irão. É que, segundo vários autores que são especialistas na questão do Irão, não existe grande vontade de reforma do regime e os moderados são vistos como figuras marginais dentro do próprio regime e nem sequer têm o peso para vir a substituir o líder supremo e, eventualmente, poder conduzir a uma reforma do regime iraniano. Portanto, não se afigura como muito claro quem é que poderia preencher o vazio de poder que iria instalar-se depois da eventual morte ou extracção ou retirada do líder supremo. O que se sabe, com certeza, é que a Guarda Revolucionária iria sempre tentar preencher esse vazio de poder através da imposição de um autoritarismo militarista. No Irão existem os que mandam e aqueles que são mandados e, portanto, é muito difícil pensar numa eventual mudança do regime porque mesmo as figuras mais moderadas como Mohammad Bagher Ghalibaf , o antigo presidente Hassan Rohani, mesmo o actual Presidente Massoud Pezechkian que é também visto como um moderado, mesmo esses reformistas são considerados como irrelevantes, ou seja, não existem. Na prática, na sociedade iraniana, são uma espécie de cosmética, como diz Ali Ansari, que é professor na Universidade St Andrews, eles estão completamente marginalizados. Ou seja, no Irão não há um movimento de reforma política que possa, no fundo, apoiar o movimento na rua.” Os protestos não se podem tornar numa revolução? Não há nenhum líder da oposição que possa unir os iranianos e derrubar o regime dos ayatollahs? “Bem, neste momento, nós sabemos que o antigo filho do Xá, Reza Pahlavi, que está no exílio, se está a movimentar no sentido de poder ser uma eventual alternativa à mudança de regime no Irão, mas aquilo que se questiona em relação à Reza Pahlavi é que, apesar de ele argumentar que tem uma missão inacabada que o seu pai deixou quando saiu do Irão, que o seu objectivo não é de todo restaurar o passado autoritário associado ao Xá e que o seu objectivo é assegurar uma futura democracia no Irão, apesar disso, há grandes dúvidas em relação à legitimidade de uma figura cuja única base de autoridade é ser filho do Xá deposto. Portanto, também não me parece que possa vir a ser uma figura consensual para poder alicerçar a mudança do regime até porque há um legado muito divisivo do próprio Xá no Irão. Ou seja, o Xá não é consensual no Irão. Todo o reinado, o legado de autoritarismo associado ao Xá ainda tem uma memória muito forte no Irão e, apesar de Reza Pahlavi ter apelado a uma transição pacífica até um referendo nacional para decidir o futuro sistema político do Irão, continua a ser um símbolo de um passado autoritário. Se os iranianos não querem Ali Khamenei, dificilmente vão querer voltar a um passado de uma monarquia imperial associada ao Xá. Portanto, mesmo com esta retórica de modernização, de democratização, de solidificação das alianças com o Ocidente, a verdade é que há ainda uma memória muito marcada da censura, da polícia secreta, da supressão da dissidência, dos abusos aos direitos humanos ligados ao período do Xá e esse legado divisivo projecta-se em Reza Pahlavi e prejudica a sua capacidade de poder vir a liderar um período de transição no Irão.” Como disse, há milhares de pessoas que morreram nas manifestações, não se sabe bem quantas porque há diferentes números a circularem e o país está sem internet há 18 dias. Estes são os maiores protestos desde 2022. Como é que vê os próximos tempos no Irão? “É muito interessante perceber que realmente estes não são os únicos protestos que marcaram a história recente do Irão. Já em 2009, em 2022, a Revolução Verde... Tivemos outras vagas de protestos contra o Irão. O que especifica historicamente esta vaga é a onda de repressão que lhe está associada e que, de alguma forma, mostra a crescente fragilização do regime que terá já matado entre 17.000 a 25.000 pessoas. É claro que nós não sabemos exactamente o que é que se está a passar porque há um bloqueio cibernético. O que é interessante de ver é que as pessoas no Irão estão a usar formas alternativas para ter acesso à internet, nomeadamente o SpaceX, o Starlink, redes virtuais de internet privadas e estão a tentar suplantar aquilo que é uma marca fundamental do regime iraniano que é uma infraestrutura muito forte de vigilância cibernética e de vigilância nomeadamente através de câmaras CCTV. E, portanto, vai ser interessante ver como é que a população vai, nos próximos dias e nos próximos meses, reagir e continuar a ter um ímpeto reformista no país, utilizando as chamadas tecnologias da libertação, que são os mecanismos digitais, para tentar afirmar a sua vontade. Mas, como há um vazio ao nível das figuras reformistas que poderiam liderar o regime e perante o recuo dos próprios Estados Unidos, cuja acção de diplomacia coerciva estava claramente a empoderar estes movimentos civis de resistência, não me parece que nos próximos meses possamos ver alguma mudança essencial no Irão, tal como não vimos uma grande mudança na Venezuela. Os regimes persistem apesar da diplomacia coerciva de Donald Trump. Uma mudança no Irão estará associada eventualmente à morte do líder supremo e a quem, após essa morte, eventualmente o poderá substituir, e com a cumplicidade dos braços armados que existem no país, nomeadamente da Guarda Revolucionária, poder fazer algumas reformas. Pensar que os Estados Unidos vão, através de meios coercivos, provocar uma mudança de regime num país em que não existe a própria noção de reformismo político parece-me uma ideia sem grande sustentação empírica.”

Radio HM
En Perspectiva: «Cura de Toledo»

Radio HM

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 24:13


En esta edición de «En perspectiva» D. Valentín Aparicio Lara, actualmente vicerrector del Seminario Mayor de Toledo, nos presenta su canal de YouTube: «Cura de Toledo». Movido por su celo por las almas, D. Valentín nos cuenta cómo surge esta nueva iniciativa y el impacto que está teniendo. Con el Espíritu Santo como su mejor promotor, llegan constantemente comentarios y testimonios alentadores de personas a las que les han tocado profundamente los programas. Poniendo sus dones al servicio de Dios, D. Valentín publica varios programas en su canal: Uno de ellos es «Desayuno Espiritual», que consiste en una meditación sobre el Evangelio del día; también se pueden encontrar las grabaciones de sus clases de Sagrada Escritura en el Instituto Superior de Estudios Teológicos de San Ildefonso de Toledo y charlas sobre varios libros.

Jorge Borges
Instituto Superior Técnico: Guia para a utilização da IA

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Nov 29, 2025 14:14


O documento é um Guia de Reflexão e Práticas emitido pelo Instituto Superior Técnico (IST) de Portugal, focado na integração responsável e ética da Inteligência Artificial (IA) nas atividades de investigação e ensino. O texto estabelece que a IA deve ser vista como um poderoso assistente cuja decisão e responsabilidade final permanecem sempre centradas no ser humano, mitigando riscos como os enviesamentos algorítmicos e a potencial diminuição do espírito crítico dos estudantes. Para garantir a transparência e a integridade académica, o guia introduz um sistema de "semáforos" que define três níveis claros de permissão para o uso de ferramentas de IA em avaliações, exigindo uma Declaração de Uso obrigatória para rastrear a sua aplicação. Adicionalmente, o documento aborda questões cruciais sobre o futuro das profissões, os desafios do direito de autor e a baixa exatidão dos métodos de deteção de conteúdo gerado por IA. Por fim, são listadas diversas ferramentas de IA específicas para apoio ao ensino e à investigação, concluindo com a recomendação de que o IST promova a formação contínua e a revisão periódica das suas políticas.

Reportagem
Cerimônia em Paris marca os 10 anos dos ataques terroristas mais violentos da história da França

Reportagem

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 14:06


A França presta homenagem nesta quinta-feira (13) às vítimas dos ataques de 13 de novembro de 2015 em Paris. Os dez anos dos atentados mais violentos da história recente do país serão marcados pela inauguração de um jardim memorial na praça Saint-Gervais, no centro da capital, com presença da prefeita Anne Hidalgo e do presidente Emmanuel Macron. A cerimônia laica será transmitida pela televisão.  Maria Paula Carvalho, da RFI em Paris  O jardim, projetado pelo paisagista Gilles Clément, é composto por vários blocos de granito azul esculpidos, que representam os locais dos ataques terroristas e onde estão inscritos os nomes das vítimas.   O evento, com música e momentos de reflexão, tem direção artística de Thierry Reboul, conhecido por ter coordenado as cerimônias dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024.   O público poderá acompanhar a cerimônia em telões instalados em frente à Prefeitura e na Praça da República, onde foi montada uma exposição fotográfica, e os parisienses poderão depositar flores ou velas em homenagem às vítimas da tragédia.   Há exatos dez anos, a reportagem da RFI relatava ao vivo o que ninguém poderia imaginar: ataques coordenados em diversos pontos de Paris deixaram, no total, 130 mortos e cerca de 400 feridos.  O primeiro local atacado foi o Stade de France, onde 80 mil pessoas assistiam ao jogo de futebol entre França e Alemanha. O jornalista que cobria o duelo em campo passou imediatamente a relatar o susto dos torcedores que ouviram explosões. “Os espectadores ouviram, durante o primeiro tempo da partida, três grandes explosões, com intervalo entre cada uma, mas ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo", relatou. A polícia e os socorristas se mobilizaram para chegar a outros locais atingidos por comandos terroristas armados: bares, restaurantes e a casa de shows Bataclan, lotada com fãs do grupo Eagles of Death Metal.  A contagem das vítimas parecia impressionar mesmo as forças de segurança. O depoimento de um policial, o primeiro a entrar no Bataclan, apontava dezenas de mortos.  O presidente François Hollande, que governava o país na época, correu para estar junto dos franceses. “Nós quisemos estar perto de todos os que viram essas atrocidades para dizer que iremos travar uma batalha impiedosa,” disse o chefe de Estado aos jornalistas, no local da tragédia.  Após uma reunião de crise, o governo declarou estado de emergência no país, convocou todas as forças de ordem e determinou o fechamento do espaço aéreo francês.  Ao ser citado como testemunha no julgamento do caso, em 2021, François Hollande falou sobre a sua função como chefe de Estado naquela noite fatídica de 13 de novembro de 2015. “Este grupo nos atingiu não pelo nosso modo de atuação no exterior, mas sim pelo nosso modo de vida aqui”, sublinhou  Hollande. “A democracia será sempre mais forte do que barbárie", acrescentou. "Carnificina" No Bataclan, casa de shows invadida pelos terroristas, os sobreviventes estavam em choque diante dos corpos das vítimas.  Um dos primeiros a chegar ao local foi o jornalista da RFI, Pierre Olivier. “Eu fui até lá tomando muito cuidado, porque não sabíamos naquele momento o que realmente estava acontecendo", disse em entrevista para marcar os dez anos do caso. "Saí de casa, andei por uns cinco minutos e cheguei em frente ao Bataclan, onde a polícia estava chegando quase ao mesmo tempo que eu. Não havia nenhuma faixa de sinalização impedindo o acesso", continua.  "E gradualmente, a polícia e os bombeiros chegaram. Cada vez nos pediam para recuar mais. Mas quando cheguei, eu estava bem em frente ao Bataclan, e foi aí que comecei a ligar para a redação do meu celular e a reportar ao vivo. E fiz isso por quase três horas, a noite toda," relata.   "Uma mulher me disse que tinha sido uma carnificina, foi horrível. Todos estavam em choque e não queriam conversar. Isso é normal. Naquele momento, não sabíamos realmente o que estava acontecendo lá dentro, mas tínhamos pistas de que era muito sério e que havia mortes, muitas mortes," completa o jornalista.   Dez anos depois, as lembranças permanecem vivas em sua memória.  "Ainda há coisas que permanecem. Quando passo pelo Bataclan, revejo certas cenas. Já se passaram dez anos. E cada vez que passo por ali, lembro daquela noite, revejo pessoas, uma parede, uma vitrine, onde vi uma mulher em seu cobertor de emergência, coisas assim."  Depois de ouvir todos esses depoimentos e de entrevistar sobreviventes, o jornalista desenvolveu uma forma de estresse. "Quando eu entrava em um restaurante, em um bar, em uma casa de espetáculos, ou onde quer que fosse, eu sempre olhava para ver se havia janelas, uma porta de saída e como me sentar, para acessar facilmente a porta. Afinal, nunca se sabe, e se fosse como no Bataclan e um grupo de terroristas chegasse?", ele questiona.  A RFI também conversou com Elsa, uma francesa que assistia ao show na casa noturna Bataclan, quando foi ferida. "Quando fui atingida pela bala, me lembro muito bem da sensação no corpo. Foi tão irreal que ri, pensando: 'Ah, é mesmo como nos filmes'. Mas, falando sério, doeu."  "Eu me agachei e pensei: 'Não vou conseguir correr'. E racionalizei absolutamente tudo o que estava acontecendo. Disse a mim mesma: não posso sentir dor," lembra.   "Na hora você esquece a dor. Eu procurei me colocar em uma posição segura, apesar da multidão passando em cima de mim," relata a sobrevivente.  Passada uma década, Elsa pretende contar sua experiência em um espetáculo. "Eu queria fazer um projeto em torno da dança, não apenas para contar a minha história, mas através da dança, e não apenas em um testemunho que eu poderia ter escrito em um livro ou algo assim. Mas isso me toca menos, pareceu menos relevante para a minha relação com o corpo que eu tinha antes de tudo isso", explica.   Brasileiros entre as vítimas Entre os sobreviventes dos ataques de 13 de novembro de 2015 também há brasileiros. A RFI conversou com Diego Mauro Muniz Ribeiro, arquiteto que, naquela noite, celebrava com amigos no restaurante Le Petit Cambodge, no 10º distrito de Paris.   “A minha recordação foi de ouvir uns barulhos, mas que eu não entendia muito bem. E quando olhei à direita, vi luzes. Não estava entendendo que aquilo eram tiros vindo na minha direção. Minha reação foi me jogar no chão. Me levantei na sequência e saí correndo. A lembrança que eu tenho é de que corri por muito tempo até entrar num supermercado,” lembra o arquiteto.  Diego passou por acompanhamento com psiquiatra e psicanalista para seguir em frente. Ele voltou a Paris três vezes para compromissos relacionados aos atentados, seja para dar depoimentos ou participar de solenidades públicas.   “Na França, existe uma solenidade em homenagem às vítimas, e foi muito impactante para mim. É uma cerimônia extremamente sóbria, silenciosa, e isso é muito respeitoso. Então, fiquei muito emocionado na primeira vez que fui", conta o arquiteto que hoje vive em São Paulo. "Estamos, dentro do possível, bem, mas ainda é um processo de elaborar essas questões, essa violência que, para mim, soa como gratuita”, analisa.  Naquela noite, Diego estava acompanhado de outro arquiteto brasileiro, Guilherme Pianca, com quem a RFI também conversou. Ele visitava Paris pela primeira vez, graças a uma bolsa de estudos, e conta que hoje em dia tem sentimentos ambíguos em relação à cidade.   “Tive alguns momentos de retorno pelo próprio processo e avaliação psiquiátrica que o governo francês fez. Acho que eles foram bem atentos e lidaram com muito cuidado nesse assunto. Esse trauma está sendo constantemente elaborado. Acho que é uma coisa que se dá no longo prazo. São várias camadas que um evento desses significa. Este ano vão inaugurar um jardim em homenagem às vítimas. Acho que existe um esforço bem grande da prefeitura e do próprio Estado francês para lidar com esse assunto.”       O julgamento  Os ataques terroristas de 13 de novembro de 2015 em Paris foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico.  O processo dos terroristas na Justiça francesa durou dez meses. Nenhum dos 20 acusados recorreu da decisão, e o julgamento foi encerrado oficialmente em 12 de julho de 2022.  O único participante ainda vivo do comando jihadista que organizou os ataques em diferentes locais de Paris e arredores, Salah Abdeslam, foi condenado à prisão perpétua. Ele "acatou o resultado", explicaram, à época, seus advogados.  Salah Abdeslam foi o terrorista que não levou seus atos até o fim. Ele afirmou no julgamento ter "desistido" de acionar os explosivos em um bar parisiense por "humanidade". Em outro momento, declarou: “Eu apoio o grupo Estado Islâmico e os amo, porque eles estão presentes no cotidiano, combatem e se sacrificam”. O depoimento chocou familiares das vítimas.  O dispositivo com explosivos foi encontrado dentro de uma lata de lixo. No entanto, em sua deliberação final, os juízes concluíram que o colete explosivo que Abdeslam carregava "não era funcional", colocando seriamente em questão suas declarações sobre a sua suposta "desistência".  A Justiça determinou que o francês, de 32 anos à época, era culpado de ser o "coautor" de uma "única cena de crime": o Stade de France, os terraços parisienses metralhados e a sala de concertos Bataclan.  Os outros 19 corréus, alguns presumivelmente mortos, foram julgados e condenados a penas que variam de dois anos à prisão perpétua.    Os atentados em Paris foram considerados uma retaliação à participação da França na coalizão internacional contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.  Ameaça continua presente Atualmente, a organização terrorista continua representando uma ameaça à segurança do país, embora sua presença não se configure como uma estrutura organizada e visível como nos anos de seu auge (2014–2017). A atuação atual se dá principalmente por meio de células descentralizadas, recrutamento online e influência ideológica, como explicou à RFI Victor Mendes, professor de Relações Internacionais do Ibmec e especialista formado no Instituto Superior de Guerra do Ministério da Defesa do Brasil.  “Hoje, especialmente após a perda de territórios e de combatentes do Estado Islâmico, depois das operações militares ocidentais contra o grupo no Iraque e na Síria, que resultaram no fim declarado do Estado Islâmico em 2019, o grupo atua de forma mais descentralizada do que já atuava anteriormente", diz.  De acordo com o especialista, o Estado Islâmico continua sendo um dos principais grupos terroristas a atuar na Europa, apesar do número reduzido de ataques.   “Na Europa especificamente, uma das tendências, resultado do avanço tecnológico e da comunicação, é que o grupo hoje recruta muitos combatentes principalmente através de redes sociais e plataformas digitais, especialmente menores de idade", diz Victor Mendes.   O especialista alerta para os riscos ainda presentes. “O risco sempre vai existir, principalmente pelo fato de a França ainda ter muitos combatentes que se aliam a esses grupos e pelo fato de, muitas vezes, eles serem cidadãos franceses. Então, não é necessariamente uma questão de imigração”, conclui.     Só em 2024, o terrorismo jihadista foi responsável por 24 ataques na União Europeia, sendo cinco deles com vítimas fatais. A Europol confirma o envolvimento crescente de jovens radicalizados online, inclusive menores de idade, e o uso do conflito na Faixa de Gaza como instrumento de mobilização por grupos como o Estado Islâmico, que denuncia os bombardeios israelenses, descrevendo a população palestina como “mártir”. 

Biosfera Podcast
Árvores de Lisboa

Biosfera Podcast

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 29:44


Preservar e expandir o património natural em meio urbano é uma necessidade vital para enfrentar as alterações climáticas e devolver qualidade ao espaço citadino. Esta semana conversamos com Ana Luísa Soares, coordenadora do Jardim Botânico da Ajuda e professora do Instituto Superior de Agronomia para conhecer as árvores que compõem a cidade de Lisboa.

Biosfera Podcast
Árvores de Lisboa

Biosfera Podcast

Play Episode Listen Later Oct 27, 2025 30:57


Preservar e expandir o património natural em meio urbano é uma necessidade vital para enfrentar as alterações climáticas e devolver qualidade ao espaço citadino. Esta semana conversamos com Ana Luísa Soares, coordenadora do Jardim Botânico da Ajuda e professora do Instituto Superior de Agronomia para conhecer as árvores que compõem a cidade de Lisboa.

Radio Diputados
Olimpíadas provinciales de Nivel Superior fueron declaradas de interés legislativo

Radio Diputados

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 13:07


Organizadas por el Instituto Superior de Formación Docente “Dr. Miguel Puíggari”, se desarrollaron en Libertador San Martín las V olimpíadas de historia y III de geografía. El evento, que contó con la participación de representantes de nueve institutos de formación tanto públicos como privados, fue declarado de interés legislativo a partir de un proyecto presentado por el diputado Lénico Aranda.

Bela Questão
118º Será que ter autoestima é o mesmo que gostarmos de nós? Com a Psicóloga Margarida Mendes

Bela Questão

Play Episode Listen Later Oct 6, 2025 69:58


Apoia o projeto: https://donorbox.org/bela-questaoSerá que ter autoestima é o mesmo que gostar de nós?Porque é que ter uma autoestima saudável por vezes é tão complicado? E por que é que ela é tão facilmente afetada pelas outras pessoas?Neste episódio vais aprender porque o nosso valor próprio depende tanto do “espelho social” — a forma como somos vistos e validados — e como isso molda o que acreditamos sobre nós.Falamos sobre o impacto da infância, a forma como nos falamos a nós próprios e um plano de treino emocional para fortalecer a autoestima todos os dias.Uma conversa leve e profunda com a psicóloga clínica Margarida Dias, cheia de ferramentas práticas, histórias reais e um kit de autoestima para ter em casa.Quem é a Margarida Mendes? Licenciada em Psicologia Clínica pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde. Pós-Graduada em Consulta Psicológica e Psicoterapia.Pós-Graduada em Neuropsicologia Clínica. Pós-Graduada em Psicologia Judiciária e Ciências Forenses. Curso de Avaliação Psicológica de Condutores. Certificado Europeu de Psicologia. Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde creditada pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. Especialista em Neuropsicologia creditada pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. Especialista em psicologia bariátrica.Livros mencionados:Aprender a Dizer que Não — Quintino AiresFilmes recomendados:Monte dos Vendavais

Ideias Feitas
"A Superior Gestão do sr. Escária"

Ideias Feitas

Play Episode Listen Later Sep 10, 2025 5:01


Alberto Gonçalves comenta a nomeação de Vítor Escária como diretor do Instituto Superior de Gestão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

BlockHash: Exploring the Blockchain
Ep. 535 Matthew Asbell | IP Protections on Blockchain

BlockHash: Exploring the Blockchain

Play Episode Listen Later Jul 1, 2025 41:21


For episode 535, Matthew Asbell joins Brandon Zemp to discuss IP protections on Blockchain.Matthew D. Asbell, a partner at Lippes Mathias LLP, has decades of experience advising clients globally on trademark and patent matters. As an intellectual property attorney, he's uniquely positioned to help small businesses navigate this pivotal moment in IP law. He assists clients in clearing, obtaining, enforcing, and defending trademarks, patents, designs, and copyrights in the United States and throughout the world. He also advises on domain names, social media, and related issues.Before becoming a lawyer, Matthew developed a broad base of expertise in roles across various industries, including managing emerging singer-songwriters, training corporate employees in software applications, and studying medicine.Matthew serves as an adjunct professor of law and guest lecturer at Fordham University and The Benjamin N. Cardozo School of Law (Yeshiva University). He has also taught at Columbia University and the Instituto Superior de Derecho y Economía (ISDE) in Madrid, Spain, and regularly mentors new lawyers and law students.As the host of INTANGIFY, a regular podcast on the intangible aspects of business, Matthew explores the complexities of intellectual property. He co-chairs the intellectual property alumni practice group of Cardozo Law and leads Steadfast, an international network of IP practitioners. Additionally, he actively chairs and participates in bar association committees in the American Bar Association Section of Intellectual Property Law and the International Trademark Association.⏳ Timestamps: 0:00 | Introduction1:12 | Who is Matthew Asbell?3:43 | What is Lippes Mathias?6:08 | Intellectual Property in 202511:34 | IP protection solutions20:18 | NFTs and IP22:33 | Reputation and Likeness24:14 | Client cases32:38 | INTANGIFY Podcast36:36 | 2025 plans 

El Rincón de Eduardo
Conversamos con el Prof. Gustavo Robert sobre su libro “Artes Ocultas”

El Rincón de Eduardo

Play Episode Listen Later Jun 5, 2025 41:09


Gustavo Robert es Oficial Retirado de la Armada Argentina, Profesor de Historia y Licenciado en Educación, egresado de la Escuela naval Militar, del Instituto Superior del Profesorado No 2 y de la Universidad Nacional de Quilmes respectivamente, es Masón grado 33 y Miembro de la Academia de Estudios Masonicos de la Gran Logia de la Argentina de Libres y Aceptados Masones.Ha escrito doce libros referidos a temas como Historia, Arqueología, Masonería , Filosofía y Ficción Literaria.

Fundação (FFMS) e Renascença - Da Capa à Contracapa
Como se restauraram os jardins da Quinta das Lágrimas?

Fundação (FFMS) e Renascença - Da Capa à Contracapa

Play Episode Listen Later May 20, 2025 57:13


Cristina Castel-Branco começou o restauro dos jardins das Lágrimas a olhar para os canais construídos para fazer correr água num dos locais mais romantizados do país. No século XIV, a Rainha Santa Isabel construiu um canal para levar água das Lágrimas ao Convento de Santa Clara. O cenário da paixão de Pedro e Inês inclui hoje um anfiteatro, criado em 2008, a partir da necessidade de conter as cheias no local.Da água nasceu arte, mas de onde veio a inspiração? Como intervir num espaço carregado de memórias? De que árvores se faz a memória da Quinta das Lágrimas?O programa desta semana conta com Cristina Castel-Branco, autora do livro «A Água das Lágrimas», à conversa com Maria Matos Silva, professora do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e dirigente da Associação Portuguesa de Jardins Históricos.O Da Capa à Contracapa é uma parceria da Fundação com a Renascença. 

Renascença - Da Capa à Contracapa
Como se restauraram os jardins da Quinta das Lágrimas?

Renascença - Da Capa à Contracapa

Play Episode Listen Later May 20, 2025 57:13


A água é decisiva para todos nós e também para plantas e árvores. Cristina Castel-Branco começou o restauro dos jardins das Lágrimas a olhar para os canais construídos para fazer correr água num dos locais mais romantizados do país. A Rainha Santa Isabel construiu um canal para levar água das Lágrimas ao Convento de Santa Clara. O cenário da paixão de Pedro e Inês inclui hoje um anfiteatro, criado em 2008, a partir da necessidade de conter as cheias no local. Da Água nasceu Arte, mas de onde veio a inspiração? Como intervir num espaço carregado de memórias? De que árvores se faz a memória da Quinta das Lágrimas? O " Da Capa à Contracapa" recebe a arquiteta paisagista Cristina Castel-Branco, autora das intervenções de restauro da Quinta das Lágrimas desde 2004, à conversa com Maria Matos Silva, Professora do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e dirigente da Associação Portuguesa de Jardins Históricos.

Improv Exchange Podcast
Episode #170: Elio Villafranca

Improv Exchange Podcast

Play Episode Listen Later Mar 31, 2025 53:46


Born in the Pinar del Río province of Cuba, Steinway Artist, Grammy Nominated, and 2014 Jalc Millennium Swing Award! recipient pianist and composer Elio Villafranca was classically trained in percussion and composition at the Instituto Superior de Arte in Havana, Cuba. Since he arrived in the U.S. in mid-1995, Elio Villafranca has been at the forefront of the latest generation of remarkable pianists, composers, and bandleaders. NYC Jazz Record selected his concert Letters to Mother Africa as Best Concerts in 2016. In 2015, Mr. Villafranca was among the 5 pianists hand-picked by Chick Corea to perform at the first Chick Corea Jazz Festival, curated by Chick himself at JALC. Elio Villafranca's new album Caribbean Tinge (Motema), received a 2014 Preis der Deutschen Schallplattenkritik Nomination by the German Records Critics Award, as well has been selected by JazzTimes and DownBeat magazines for a feature on their very competitive section Editor's Pick. He also received a 2010 Grammy Nomination in the Best Latin Jazz Album of the Year category. In 2008 The Jazz Corner nominated Elio Villafranca as pianist of the year. That year, Mr. Villafranca was also honored by BMI with the BMI Jazz Guaranty Award. He received the first NFA/Heineken Green Ribbon Master Artist Music Grant for the creation of his Concerto for Mariachi, for Afro-Cuban Percussion and Symphony Orchestra. Finally, his first album, Incantations/ Encantaciones, featuring Pat Martino, Terell Stafford, and Dafnis Prieto was ranked amongst the 50 best jazz albums of the year by JazzTimes magazine in 2003. Over the years Elio Villafranca has recorded and performed nationally and internationally as a leader, featuring jazz master artists such as Pat Martino, Terell Stafford, Billy Hart, Paquito D'Rivera, Eric Alexander, Lewis Nash, David Murray, and Wynton Marsalis among others. As a sideman, Elio Villafranca has collaborated with leading jazz and Latin jazz artists including: Chick Corea, Jon Faddis, Billy Harper, Sonny Fortune, Giovanni Hidalgo, Miguel Zenón, and Johnny Pacheco among others. This year, in 2017 Elio Villafranca received The Sunshine Award, founded in 1989 to recognize excellence in the performing arts, education, science and sports of the various Caribbean countries, South America, Central America, and Africa. He is based in New York City and he is a faculty member of Temple University, Philadelphia, The Juilliard School of Music, New York University, and Manhattan School of Music in NYC.

Crece con Pronabec, oportunidades que transforman vidas
Beneficios de estudiar una carrera en un instituto superior técnico

Crece con Pronabec, oportunidades que transforman vidas

Play Episode Listen Later Feb 28, 2025 9:41


¿Quieres ser el profesional que las empresas están buscando? En la actualidad, el mercado laboral demanda expertos que puedan resolver los desafíos tecnológicos del futuro. Las escuelas e institutos de educación superior ofrecen programas especializados que te brindan las habilidades y conocimientos necesarios para destacarte y insertarte rápidamente en el mercado laboral. ¡Escucha nuestra entrevista con dos expertos en este podcast y descubre cómo una carrera técnica puede transformar tu futuro!

Hablemos de Derecho Internacional (HDI)
Episodio #136: Dra. Daniela Dupuy - Explotación Sexual Infantil en Plataformas Digitales

Hablemos de Derecho Internacional (HDI)

Play Episode Listen Later Feb 18, 2025 53:24


En este episodio, conversamos con la Dra. Daniela S. Dupuy sobre la explotación sexual infantil en plataformas digitales. A lo largo del episodio, la Dra. Dupuy aborda temas cruciales como el ciberacoso, los mecanismos de distribución de material de abuso sexual en el ciberespacio, y la responsabilidad de las grandes empresas tecnológicas en la lucha contra el ciberacoso infantil.Además, nos brinda su perspectiva sobre el derecho internacional aplicable, las lagunas jurídicas y las áreas grises que persisten en la regulación del ciberacoso infantil a nivel global. También exploramos el impacto de la inteligencia artificial (IA) en la prevención y combate de estos delitos, entre otros temas relevantes. Teatro Colón: Ciberacosos a niños, niñas y adolescentes - Digital Project de OCEDIC https://www.youtube.com/watch?v=WM_4yDsMC5E&t=2860s  Membresía del Podcast -https://www.hablemosdi.com/contenido-premium Acerca de la Dra. Daniela Dupuy Es Fiscal Coordinadora de la Unidad Especializada en Delitos y Contravenciones Informáticas del Ministerio Público Fiscal de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires (UFEDyCI). Doctora en Derecho Penal y Procesal de la Facultad de Derecho de la Universidad de Sevilla, España. Master in Law otorgado por la Universidad de Palermo dictado en forma conjunta con YALE LAW SCHOOL (USA). Posgraduada en Ciberdelincuencia en la Universidad Internacional de Cataluña, España. Directora Académica del LLM (Máster) en Derecho con orientación internacional en Ciberdelincuencia de la Universidad Austral y de la Diplomatura Internacional en Ciberdelincuencia y tecnologías aplicadas a la investigación de la Universidad Austral - Argentina- y Abat Oliba –España-. Directora del Observatorio de Cibercrimen y Evidencia Digital en Investigaciones Criminales (OCEDIC), Universidad Austral. Profesora Adjunta de Derecho Penal y Procesal penal Universidad Austral. Directora de la Diplomatura de Ciberdelincuencia e investigaciones en entornos digitales del Instituto Superior de Seguridad Pública de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires.  Support the showAdquiere aquí el nuevo libro " Hablemos de Derecho Internacional Volumen II" https://www.hablemosdi.com/libros

Perguntar Não Ofende
Alda Azevedo: estamos a construir ou a regular de menos?

Perguntar Não Ofende

Play Episode Listen Later Oct 31, 2024 85:53


A crise na habitação é um dos temas mais transversais a todas as economias industrializadas, com o preço das casas a crescer a um ritmo duas ou três vezes superior ao dos salários desde a viragem do século. Anos a fio de juros baixos,  liquidez financeira sem precedentes e aumento exponencial do turismo, tornaram a habitação num dos mais atraentes ativos financeiros. Em Portugal, em apenas um ano assistimos uma alteração legislativa de 180 graus numa área chave como esta. De um pacote legislativo como o Mais Habitação, que tentava reforçar o mercado de arrendamento com incentivos fiscais e a penalização do Alojamento Local, passámos para o estímulo da procura, com apoios ao crédito, desregulação do Alojamento Local e isenção fiscal para os jovens até 35 anos. Doutorada em Demografia pela Universidade Autónoma de Barcelona, Alda Botelho Azevedo é investigadora auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e professora auxiliar convidada no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. É coordenadora do doutoramento em Ciências da População pelo ICS e membro da Comissão Científica. A sua investigação centra-se sobretudo no estudo da demografia da habitação e do envelhecimento demográfico.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Chiste Interno
Episodio 51 - Aly Sánchez

Chiste Interno

Play Episode Listen Later Oct 13, 2024 71:21


Accede a los episodios completos y contenido exclusivo en chisteinterno.com y en patreon.com/chisteinterno Episodio 51 - Aly Sánchez Aly Sánchez es una actriz, comediante y presentadora cubana basada en Miami. Egresada del reconocido Instituto Superior de Arte (ISA) en La Habana, Aly fue parte del elenco de reconocidos programas de comedia de la televisión cubana como “Se me ocurrió el Sábado”. Después de migrar a EE.UU, continuó su carrera en Miami con papeles en shows como “Sábado Gigante”, “Necesito una amiga” y la telenovela “Alma indomable”. Actualmente es presentadora de “El News Café” y “Despierta América” por Univision, y recientemente lanzó su show unipersonal de “De Banao pal Mundo” donde experimenta con el stand up. Además, es una prolífica creadora de contenido de redes sociales. En nuestra conversación, hablamos sobre su nuevo programa “El News Café”, sus experiencias estudiando en el ISA, su relación con su abuela y con sus hijas, la manera en que balancea su carrera con su vida personal, la influencia del Cabaret en su comedia y cómo querer escapar de la escuela un fin de semana transformó su vida para siempre. Hazte miembro y disfruta los episodios completos y contenido extra en:Patreon: patreon.com/chisteinterno/membershipNuestra Web: chisteinterno.com/miembros Chiste Interno es:Oswaldo Graziani / Creación, Conducción y Producción Ejecutiva Adrián Salas / Producción, Edición y MúsicaPedro Graterol / Comunidad y ContenidoKatherine Miranda / Asistencia de ProducciónYamn Milán / Editor de formato largo Ricardo Carmona / Editor de formato corto. Astro Studio / Estudio de Grabación chisteinterno.com TIMESTAMPS 0:00 | El balance entre la carrera y la vida personal y la infancia de Aly Sánchez22:00 | La experiencia de estudiar en el ISA y la migración a EEE.UU45:00 | El regreso de Aly Sánchez a los medios 50:12 | El poder de la risa1:12:17 | Planes a futuro y recomendaciones

The Intrazone by Microsoft
SharePoint roadmap pitstop August 2024

The Intrazone by Microsoft

Play Episode Listen Later Sep 3, 2024 29:43


August 2024 brought a slew of updates and information—Microsoft 365 Backup (GA), SharePoint: A new Start experience, SharePoint: New Banner web part, Stream Playlist card on Viva Connections dashboard, Viva Amplify: Video templates, OneDrive: Annotate PDFs (text boxes), Microsoft Lists: Row reorder, Clipchamp: Image background removal, Microsoft Loop components in OneNote, and more. Plus, you'll hear audio from a recent live AMA - specifically a question to David Johnson (Principal PM Architect from the Microsoft Digital team) asking him to share one good story and one bad story about managing Microsoft's Microsoft 365 tenant over the years. As you can imagine, he's got stories. And to round it out, we have insights about a few timely events for SharePoint, Planner, Loop, and more.    Click here for this episode's corresponding blog post.   01:43 Employee engagement 10:35 AMA audio snippet with David Johnson (MS IT) 13:53 Teamwork 18:32 Related tech 35:00 Teasers   Mark Kashman |@mkashman [co-host] SharePoint | Facebook | @SharePoint | SharePoint community blog | Feedback   "Learn governance from Microsoft Digital, Microsoft's own IT department" (blog) "Reimagining content management at Microsoft with SharePoint Premium" (Inside Track) Microsoft Docs - The home for Microsoft documentation for end users, developers, and IT professionals.  Microsoft Tech Community Home Stay on top of Office 365 changes   Upcoming events: "Meet Copilot in Microsoft Loop" (webinar) | September 4th at 10:00am PDT Next episode of Mondays at Microsoft | September 9th at 8:00am PDT (online) Microsoft Loop AMA (90 minutes) | September, 12th from 10:00am - 11:30am PDT (online) "The new Microsoft Planner: What's New and What's Coming Next" + Live AMA | September 17 at 9am PDT Metaverse One 2024 | September 18 (online) Microsoft Power Platform Conference | Sept. 18-20, 2024 | Las Vegas, NV CollabDays - Portugal Porto 2024 | Seopt.21, 2024 | Instituto Superior de Engenharia do Porto European Microsoft Fabric Community Conference | Sept.24-27, 2024 | Stockholm, Sweden CollabDays - New England | Oct. 18, 2024 | Burlington, MA TechCon365 - Dallas | Nov. 11-15, 2024 | Dallas, TX Microsoft Ignite (+ more info) | Nov 18-22, 2024, "Save the date" | Chicago, IL European SharePoint Conference [ESPC]| Dec 2-5, 2024 | Stockholm, Sweden + always review and share the CommunityDays.org website   Discover and follow other Microsoft podcasts at aka.ms/microsoft/podcasts. Follow the Intrazone at aka.ms/TheIntrazone.

Ventana 14 desde Cuba por Yoani Sánchez
Cafecito informativo del 10 de julio de 2024

Ventana 14 desde Cuba por Yoani Sánchez

Play Episode Listen Later Jul 10, 2024 10:50


Buenos días desde La Habana, soy Yoani Sánchez y en el "cafecito informativo" de este miércoles 10 de julio de 2024 tocaré estos temas: - Amenazas, operativos y cortes telefónicos la víspera del 11J - Se acercan al 20% los nacimientos correspondientes a adolescentes - Cerca de 40.000 cubanos solicitaron la nacionalidad española - Boris Larramendi se presenta en Madrid Gracias por compartir este "cafecito informativo" y te espero para el programa de mañana. Puedes conocer más detalles de estas noticias en el diario https://www.14ymedio.com Los enlaces de hoy, para abrirlos desde la Isla se debe usar un proxy o un VPN para evadir la censura: Precios topados en los comercios privados de Holguín; anarquía en La Habana https://www.14ymedio.com/economia/precios-topados-comercios-privados-holguin_1_1104140.html Pese a las protestas en La Habana, Wingo mantiene la obligación del visado https://www.14ymedio.com/cuba/pese-protestas-habana-wingo-mantiene_1_1104143.html La Onat cierra 15 'mipymes' y castiga a 323 cuentapropistas por "irregularidades" https://www.14ymedio.com/economia/onat-cierra-15-mipymes-castiga_1_1104158.html Se acercan al 20% del total los nacimientos correspondientes a adolescentes en Cuba https://www.14ymedio.com/cuba/acercan-20-total-nacimientos-correspondientes_1_1104132.html Cerca de 40.000 cubanos solicitaron la nacionalidad española en el consulado de La Habana https://www.14ymedio.com/sociedad/cerca-40-000-cubanos-solicitaron_1_1104127.html Para salvar la empresa estatal cubana proponen el modelo de Singapur https://www.14ymedio.com/cuba/salvar-empresa-estatal-cubana-proponen_1_1104130.html Un derrumbe interior da el puntillazo al edificio del Instituto Superior de Diseño en La Habana https://www.14ymedio.com/cuba/derrumbe-interior-da-puntillazo-edificio_1_1104147.html La Onat cierra 15 'mipymes' y castiga a 323 cuentapropistas por "irregularidades" https://www.14ymedio.com/economia/onat-cierra-15-mipymes-castiga_1_1104158.html Dan de baja por dopaje al rival turco del cubano Mijaín López en París 2024 https://www.14ymedio.com/deportes/dan-baja-dopaje-rival-turco_1_1104145.html Boris Larramendi se presenta en Madrid https://www.14ymedio.com/eventos-culturales/musica/boris-larramendi-presenta-madrid_1_1104155.html

Noticiário Nacional
5h Torre Norte do Instituto Superior Técnico com Legionella

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Jun 6, 2024 11:27


World of Marketing
Episode 198 REMASTERED: Achieving Victory in Sports Advocacy With Attorney Matt Kaiser

World of Marketing

Play Episode Listen Later May 24, 2024 28:15


With the Olympics coming up, we took this week to re-release one of our favorite episodes featuring Attorney Matt Kaiser of Global Sports Advocates! Matthew D. Kaiser is an international sports attorney who works with athletes and sports groups. He handles matters related to doping, misconduct, ineligibility, governance issues, and generally represents athletes at the highest level. He is an influential member of the Global Sports Advocates (GSA) team in Portland, Maine, and has been a full-time sports attorney since 2017. Before working at GSA, he was a student in the International Sports Law Master's program at the Instituto Superior de Derecho y Economía (ISDE) based in Madrid, Spain. Here's a Glimpse of What You'll Learn Standards of Evaluation for Performance Enhancing Drugs Nuances in Advocating for Athletes Following Positive Drug Test Results GSA's Biggest Victories in the Sports Law Space A Sports Law Attorney's Take on a High-Profile Doping Case Staying Up to Date With Changes in the World Anti-Doping Code What It's Like Working With Global Sports Advocates The Elements of Advising Athletes in the Digital Space Understanding all elements of a successful doping case takes patience, research, unrelenting determination, and a strong moral compass. Matt's mentor, Paul Greene, says, "Even if there's a 0.001% chance of winning the case, there's still a chance and you can find that one slim corridor to run through and save the client. It's never over until it's actually over." Matt holds this principle as a guiding light in even his toughest cases, showing the world that GSA is the team any athlete would want when unfairly facing a potentially career-ending situation. Speakers Featured in This Episode Tom Foster of Foster Web Marketing Matthew D. Kaiser of Global Sports Advocates This episode is brought to you by Foster Web Marketing. Foster Web Marketing is dedicated to providing cutting-edge, highly customizable marketing and strategic solutions specifically designed for law firms and medical practices. Our award-winning marketing and systems solutions are what set us apart from everyone else.

Podcast Universitário
#187 - Curso de Engenharia Alimentar c/ convidados do curso

Podcast Universitário

Play Episode Listen Later May 16, 2024 88:14


Neste episódio falo com 2 estudantes da Licenciatura em Engenharia Alimentar do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche do Instituto Politécnico de Leiria. O que aprendes nesta licenciatura? Quais as saídas profissionais e o ambiente na instituição? TUDO o que precisas de saber nesta LIVE!

Radio HM
En Perspectiva: La devoción al Sagrado Corazón de Jesús

Radio HM

Play Episode Listen Later Apr 30, 2024 22:48


En esta última semana del mes de junio, mes que la Iglesia dedica a honrar de forma especial al Sagrado Corazón de Jesús, el P. José María Alsina, sacerdote diocesano de Toledo, superior general de la Hermandad de los Hijos de Nuestra Señora del Sagrado Corazón y profesor del Instituto Superior de Estudios Teológicos «San Ildefonso» de Toledo, nos describe, en unas breves pinceladas, cómo surgió la devoción al Sagrado Corazón de Jesús. Nos adentra además en la Divini Amoris Scientia de Santa Teresa del Niño Jesús y cómo ella llega a afirmar que «a pesar de mi pequeñez puedo aspirar a la santidad», para enseñarnos cómo vivir la espiritualidad del Corazón de Jesús y plasmarla en la vida, de modo que no se quede solo en mera contemplación.

La Precopa - El Podcast
►#57 - La Astrología Como Nunca la Has Visto!

La Precopa - El Podcast

Play Episode Listen Later Feb 1, 2024 71:05


Sumérgete en el fascinante mundo de la astrología con Hermes Sandoval o mejor conocido como "Hermes Trimagister", un experto que ha dedicado años a estudiar los misterios del cosmos. En este episodio, Hermes nos lleva en un viaje a través de los signos zodiacales, los planetas y cómo estos influyen en nuestra vida de maneras que apenas comenzamos a comprender. Desde su formación en el prestigioso Instituto Superior de Astrología en Buenos Aires hasta sus anécdotas personales y profesionales, este episodio está lleno de revelaciones, humor y conocimiento profundo. Prepárate para ver la astrología bajo una nueva luz, donde la ciencia y el espíritu se encuentran para desvelar los secretos del universo y nuestro lugar en él. No te pierdas esta conversación irreverente, divertida y sorprendentemente esclarecedora con Hermes Sandoval, solo en "La Precopa - El Podcast".

The Next Five
The Future of AI in Cybersecurity

The Next Five

Play Episode Listen Later Jan 28, 2024 23:51


Cybersecurity has never been more important; Everything is now connected to a network, and rapid technological advancements are being met with new and novel cyber threats, however cutting-edge advancements in AI within cybersecurity are rising to meet them, empowering individuals, businesses, and governments to build a safer, more secure online future. In this podcast, we examine the importance of collaboration between public and private players to safeguard society, critical infrastructure and valuable assets against increasingly sophisticated cyber threats.In the fourth episode of this five-part miniseries, we look at AI's role within cybersecurity. By making cybersecurity accessible to more people, can AI increase the protections for European organisations and businesses of all sizes or will the ability to process large amounts of data enable attacks on businesses?In this episode we speak with Philippe Humeau, CEO of CrowdSec, a French threat intelligence company that offers participative behavioural protection from malicious IP addresses. Isabel Praça, Professor at the Instituto Superior de Engenharia do Porto and AI Expert at European Union Agency for Cybersecurity. Vicente Diaz, Author of VirusTotal's research on AI-driven threat mitigation and detection and security engineer at Google.Our sources: IBM, Cobalt, Digital Skills Job Europe, Morgan StanleyThis content is paid for by Google and is produced in partnership with the Financial Times' Commercial Department. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Si amanece nos vamos
El Juego de los detectives | Congreso de criminología (II)

Si amanece nos vamos

Play Episode Listen Later Jan 4, 2024 52:22


¡Primera hora de este jueves con el Juego de los Detectives! Seguimos intentando resolver esta historia, pero de momento no hay suerte. Además, en el Juzgado de Guardia, tenemos a Félix Martín para hablarnos del juicio a Jesucristo. Para abordar este tema nos acompaña el sacerdote Francisco Iglesias, Doctor en teología litúrgica en el Instituto Superior de Liturgia de Barcelona y profesor en diversos institutos y universidades en Argentina.

El juego de los Detectives
El Juego de los detectives | Congreso de criminología (II)

El juego de los Detectives

Play Episode Listen Later Jan 4, 2024 52:22


¡Primera hora de este jueves con el Juego de los Detectives! Seguimos intentando resolver esta historia, pero de momento no hay suerte. Además, en el Juzgado de Guardia, tenemos a Félix Martín para hablarnos del juicio a Jesucristo. Para abordar este tema nos acompaña el sacerdote Francisco Iglesias, Doctor en teología litúrgica en el Instituto Superior de Liturgia de Barcelona y profesor en diversos institutos y universidades en Argentina.

El juego de los Detectives
El Juego de los detectives | Congreso de criminología (II)

El juego de los Detectives

Play Episode Listen Later Jan 4, 2024 52:22


¡Primera hora de este jueves con el Juego de los Detectives! Seguimos intentando resolver esta historia, pero de momento no hay suerte. Además, en el Juzgado de Guardia, tenemos a Félix Martín para hablarnos del juicio a Jesucristo. Para abordar este tema nos acompaña el sacerdote Francisco Iglesias, Doctor en teología litúrgica en el Instituto Superior de Liturgia de Barcelona y profesor en diversos institutos y universidades en Argentina.

Way of Champions Podcast
#348 Matt Kaiser, International Sports Lawyer, on Anti-Doping, the "Safesport Scaries", and How Coaches Can Protect Themselves in a Litigious Youth Sports Environment

Way of Champions Podcast

Play Episode Listen Later Oct 27, 2023 60:03


Matthew Kaiser is a graduate of Villanova University School of Law and an emerging force in the sports law world. He first joined the Global Sports Advocates (www.globalsportsadvocates.com) legal team in 2016 as an intern while a student in the International Sports Law Master's program at the Instituto Superior de Derecho y Economía (ISDE) based in Madrid, Spain. Matt has been a full-time International sports attorney since 2017 and in that time has become an invaluable member of the Global Sports Advocates team. Matt is a member of the Sports Resolutions and International Ice Hockey Federation pro bono panels. A leading voice on sports law issues, he frequently speaks at conferences around the world and has authored numerous articles. He has argued cases in front of the International Court for Arbitration in Sport, numerous sport governing bodies, the World Anti Doping Association, and many others. He has also represented victims of abuse from coaches, and coaches who have been wrongfully accused by a weaponized Safesport system. In today's conversation, we cover anti-doping, Safesport, athlete advocacy, and how coaches can use best practices to protect themselves from false accusations of misconduct. The scariest part of our conversation was one line from Matt: "I would never want to be a coach in this day and age."  PUT IN YOUR BULK BOOK ORDERS SOON TO GET THEM BY THE HOLIDAYS!: Programs such as UNC soccer and lacrosse, Syracuse lacrosse, Middlebury College, Colby College, Rutgers University, and many other champions are using THE CHAMPION TEAMMATE book with their athletes. Schools and clubs are using EVERY MOMENT MATTERS for staff development and book clubs. Are you?  We have been fulfilling numerous bulk orders for some of the top high school and collegiate sports programs in the country, will your team be next?  Please click here and grab yourself a copy of The Champion Teammate today.   Please email John@ChangingTheGameProject.com if you want discounted pricing on 10 or more books on any of our books. Thanks everyone. This week's podcast is brought to you by our friends at Sprocket Sports.  Sprocket Sports is a new software platform for youth sports clubs.  There are a lot of these systems out there, but Sprocket provides the full enchilada. They give you all the cool front-end stuff to make your club look good– like websites and marketing tools – AND all the back-end transactions and services to run your business better so you can focus on what really matters – your players and your teams.  Sprocket is built for those clubs looking to thrive, not just survive, in the competitive world of youth sports clubs.  So if you've been looking for a true business partner – not just another app – check them out today at https://sprocketsports.me/CTG. Become a Podcast Champion! This weeks podcast is also sponsored by our Patreon Podcast Champions. Help Support the Podcast and get FREE access to our most popular online courses, a $300 value. If you love the podcast, we would love for you to become a Podcast Champion, (https://www.patreon.com/wayofchampions) for as little as a cup of coffee per month (OK, its a Venti Mocha), to help us up the ante and provide even better interviews, better sound, and an overall enhanced experience. Plus, as a $10 per month Podcast Super-Champion, you will have access to never before released and bonus material, including: Downloadable transcripts of our best podcasts, so you don't have to crash your car trying to take notes! A code to get free access to our online course called “Coaching Mastery,” usually a $97 course, plus four other courses worth over $100, all yours for free for becoming a patron. Other special bonus opportunities that come up time to time Access to an online community of coaches like you who are dedicated listeners of the podcast, and will be able to answer your questions and share their coaching experiences.

El Rincón de Aquiles
#150 Miguel Ángel Quintana-Paz: explorando la doctrina cristiana

El Rincón de Aquiles

Play Episode Listen Later Oct 24, 2023 52:32


Notas del episodio: ⁠⁠https://elrincondeaquiles.com/podcast/quintana-paz-cristianismo/⁠ Únete a la comunidad en Telegram: ⁠⁠⁠https://t.me/elrincondeaquiles⁠ Episodio 150 y tenemos el placer de recibir al filósofo Miguel Ángel Quintana Paz. Director académico y profesor en el Instituto Superior de Sociología, Economía y Política (ISSEP) de Madrid, Miguel Ángel también imparte clases sobre cómo transmitir hoy el legado cultural de la Cristiandad en el Título de Experto de la Universidad Pontificia de Salamanca. Es por ello que no podíamos desperdiciar la ocasión de que nos introdujera y profundizara en la doctrina cristiana. Más que una entrevista, se puede decir que esta cita con Quintana Paz se asemeja más a una clase magistral, en la que se sube al atril para brindarnos esta lección en formato pódcast. Los temas que hemos tratado en este episodio han sido los siguientes: • ¿Por qué una persona que quiere comprender mejor el mundo, debería conocer en profundidad el cristianismo? • ¿De qué manera supera el cristianismo primigenio a los estoicos? • Cristianismo y metafísica YouTube: ⁠⁠⁠https://www.youtube.com/@elrincondeaquiles⁠⁠⁠ Instagram: ⁠⁠⁠https://www.instagram.com/elrincondeaquiles.es⁠⁠⁠ Twitter: ⁠⁠⁠https://twitter.com/RinconDeAquiles⁠

CONOCE  AMA Y VIVE TU FE
Episodio 883: El MISTERIO Y La VERDAD De Las APARICIONES Virgen de GUADALUPE Monseñor Eduardo Chávez y Luis Román

CONOCE AMA Y VIVE TU FE

Play Episode Listen Later Oct 18, 2023 66:34


Luis Román entrevista al Mons. Eduardo Chávez, Canónigo del la Basilica de Nuestra Señora de Guadalupe y Director Ejecutivo del Instituto Superior de Estudios Guadalupanos. No te puedes perder este programa.Pulsa Aqui para ver el video del programa¡Convierte en Miembro Cristero de Nuestro Canal Hoy!! Pulsa aquiSupport the show YouTube Facebook Telegram Instagram Tik Tok Twitter

Fumaça
Lúcia Pais sobre a saúde mental de polícias (Entrevista)

Fumaça

Play Episode Listen Later Sep 14, 2023 63:13


Lúcia Pais, psicóloga clínica, investigadora e professora no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna fala sobre o impacto do policiamento na saúde de polícias e as consequências da falta de acompanhamento psicológico dentro da PSP.   Esta entrevista faz parte da investigação sobre o policiamento de bairros guetizados, as pessoas que ali habitam e os polícias que lá trabalham que o Fumaça prepara desde 2018 em parceria com a revista digital de jornalismo narrativo Divergente. A escrita da série narrativa vai a meio. Podes saber mais aqui. LINHAS DE APOIO E DE PREVENÇÃO DO SUICÍDIO EM PORTUGAL Se alguém está em perigo de vida, liga para o 112. Se tens sintomas de depressão ou pensamentos suicidas, há uma linha gratuita de aconselhamento psicológico no SNS 24. Liga 808 24 24 24, escolhe a opção 4. A chamada não é gravada. Podes ainda recorrer a estas ajudas: SOS Voz Amiga Todos os dias. 15h30-00h30213 544 545 | 912 802 669 | 963 524 660www.sosvozamiga.org Telefone da Amizade Todos os dias. 16h-23hwww.telefone-amizade.pt Voz de apoio Todos os dias. 21h-00h; 20h-23h (Açores)225 50 60 70www.vozdeapoio.pt Vozes Amigas de Esperança Todos os dias. 16h-22h222 030 707 | 960 460 446 (WhatsApp)www.voades.pt SOS Estudante Todos os dias. 22h-01h (suspensa durante as férias escolares)915 246 060 | 969 554 545 | 239 484 020www.sosestudante.pt Alterações aos números, horários ou atendimento são responsabilidade de cada uma das linhas.Ajuda-nos a ser a primeira redação profissional de jornalismo em Portugal totalmente financiado pelas pessoas: https://fumaca.pt/contribuir/?utm_source=podcast+appSee omnystudio.com/listener for privacy information.

24 horas
24 horas - Said Hamed Wahdat Ahmadzada, doctor en Ciencias Políticas por la UAM: "Es el aniversario de la tiranía de los talibanes en Afganistán"

24 horas

Play Episode Listen Later Aug 15, 2023 13:36


El Emirato Islámico de los talibanes cumple los años de vuelta al poder en Kabul. El régimen autárquico, contra todo pronóstico, ha aguantado dos años en un Afganistán quebrado que amanece cada día más oscuro y silenciado.Said Hamed Wahdat Ahmadzada, doctor en Ciencias Políticas por la UAM y director del Instituto Superior de Formación Profesional UNIVERSAE en Madrid, señala en el 24 horas de RNE que "es el aniversario de la tiranía de los talibanes y de la discriminación hacia las mujeres y las niñas en Afganistán". El país, según añade Said Hamed Wahdat Ahmadzada, "es uno de los ejes más importantes que atrae a terroristas y grupos con pensamientos radicales con el objetivo de exportar el radicalismo". De momento, la única opción " es aumentar la presión y tratar a todas las fuerzas que están excluidas". Escuchar audio

N'A Caravana
N'A Caravana com Ágata Roquette #199 Chegar aos 90kg, um instagram chamado Guincho e Sol

N'A Caravana

Play Episode Listen Later Jul 24, 2023 58:47


É Licenciada em Nutrição e Engenharia Alimentar e em Ciências da Nutrição pelo Instituto Superior das Ciências da Saúde Sul. Começou a dar consultas em maio de 2005 numa empresa de produtos naturais, através da qual trabalhou em ervanárias de vários pontos do país.A partir de 2007, começou a trabalhar por conta própria. Atualmente dá consultas em vários sítios.Elaborou planos de emagrecimento.Autora bestseller, tem quatro livros publicados. O primeiro, A Dieta dos 31 Dias, vendeu mais de 140 mil exemplares e já chegou ao mercado espanhol.É casada e mãe de dois rapazes. Tenho N'a Caravana Ágata Roquette. Podem seguir a Ágatta: Ágata Roquette (@agataroquette) • fotos e vídeos do InstagramProdução e Agenciamento: Draft Media https://www.draftmediaagency.comMerchandising N'A Caravana: https://loja.ritaferroalvim.com/Obrigada a todos meus patronos por me permitirem fazer o que gosto e beneficiarem e acreditarem nos meus projetos. Um agradecimento especial aos patronos Premium: Rossana Oliveira, Mónica Albuquerque, Raquel Garcia, Sofia Salgueiro, Sofia Custódio, Patrícia Francisco, Priscilla, Maria Granel, Margarida Marques, Ana Moura, Rita Teixeira, Ana Reboredo, Rita Cabral, Tânia Nunes, Rita Nobre Luz, Leila Mateus, Bernardo Alvim, Joana Gordalina Figueiredo, Mónica Albuquerque, Rita Pais, Silvia, Raquel Garcia, Mariana Neves, Madalena Beirão, Rita Dantas, Ana Rita Barreiros, Maria Castel-Branco, Filipa Côrte-Real, Margarida Miguel Gomes, Rita Mendes, Rita Fijan Fung, Luísa Serpa Pimentel, Rita P, Mónica Canhoto, Daniela Teixeira, Maria Gaia, Sara Fraga, Cláudia Fonseca, Olga Sakellarides, Rafaela Matos, Ana Ramos, Isabel Duarte, Joana Sotelino, Ana Telles da Silva, Carolina Tomé, Patrícia Dias, Raquel Pirraca, Luisa Almeida, Filipa Roldão, Inês Cancela, Carina Oliveira, Maria Correia de Sá.

Sublime Art
Marlon Portales

Sublime Art

Play Episode Listen Later Jul 18, 2023 29:25


Have you even seen a painting where the oil was applied on the back of the canvas? Marlon Portales' latest exhibition 'Poems of Nature' in Miami's Pan American Art Projects Gallery featured works that did just this, showing both what's within and what we put out to the world. Soft and sensual, these works reflect on the isolation and memory that comes with immigration. Marlon is a multidisciplinary artist based in Miami, Florida, who graduated with honours from the prestigious Instituto Superior de Arte (ISA) in Havana in 2018. His unique and captivating works have been featured in numerous group and solo exhibitions across the globe, including Spain, Germany, Italy, Panama, the United States, and Cuba. This episode was produced in collaboration with Pan American Art Projects.View the artwork we discuss on our Instagram @SublimeArtProject: https://www.instagram.com/reel/Csd4x1SAOQm/?igshid=MzRlODBiNWFlZA== Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

World of Marketing
Achieving Victory in Sports Advocacy with Matt Kaiser

World of Marketing

Play Episode Listen Later Apr 14, 2023 28:15


Matthew D. Kaiser is an international sports attorney who works with athletes and sports groups. He handles matters related to doping, misconduct, ineligibility, governance issues, and generally represents athletes at the highest level. He is an influential member of the Global Sports Advocates (GSA) team in Portland, Maine, and has been a full-time sports attorney since 2017. Before working at GSA, he was a student in the International Sports Law Master's program at the Instituto Superior de Derecho y Economía (ISDE) based in Madrid, Spain. Here's a Glimpse of What You'll Learn - Standards of Evaluation for Performance Enhancing Drugs - Nuances in Advocating for Athletes Following Positive Drug Test Results - GSA's Biggest Victories in the Sports Law Space - A Sports Law Attorney's Take on a High-Profile Doping Case - Staying Up to Date with Changes in the World Anti-Doping Code - What It's Like Working with Global Sports Advocates - The Elements of Advising Athletes in the Digital Space In This Episode... Understanding all elements of a successful doping case takes patience, research, unrelenting determination, and a strong moral compass. Matt's mentor, Paul Greene, says, "Even if there's a 0.001% chance of winning the case, there's still a chance and you can find that one slim corridor to run through and save the client. It's never over until it's actually over." Matt holds this principle as a guiding light in even his toughest cases, showing the world that GSA is the team any athlete would want when unfairly facing a potentially career-ending situation. Speakers Featured in this Episode - Tom Foster of Foster Web Marketing - Matthew D. Kaiser of Global Sports Advocates This episode is brought to you by Foster Web Marketing. Foster Web Marketing is dedicated to providing cutting-edge, highly customizable marketing and strategic solutions specifically designed for law firms and medical practices.  Our award-winning marketing and systems solutions are what sets us apart from everyone else.