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Relatório mostra que o deslocamento forçado na África Oriental e Austral se prolonga por décadas, afetando gerações inteiras; Três em cada quatro refugiados continuam em exílio após cinco anos; Angola e Moçambique aparecem como países de origem.
O projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, previsto para o rio Zambeze, na província de Tete, no centro-norte de Moçambique, voltou a ganhar impulso depois de mais de duas décadas marcadas por adiamentos, mudanças de investidores e forte contestação social. Um relatório publicado pelas organizações Justiça Ambiental e CCFD-Terre Solidaire levanta sérias preocupações quanto aos impactos sociais, ambientais e culturais do projecto, alertando para o risco de deslocação de milhares de pessoas. Apresentado pelo Governo moçambicano e pelos promotores como uma peça fundamental para a transição energética da África Austral, o empreendimento prevê a construção de uma barragem com capacidade para produzir 1.500 megawatts de electricidade e um investimento estimado em 6,4 mil milhões de dólares. Contudo, um relatório publicado em 2025 pelas organizações Justiça Ambiental (JA!) e CCFD-Terre Solidaire levanta sérias preocupações quanto aos impactos sociais, ambientais e culturais do projecto, alertando para o risco de deslocação de milhares de pessoas e para a degradação de um dos mais importantes ecossistemas da região. A barragem seria construída cerca de 60 quilómetros a jusante de Cahora Bassa e desenvolvida por um consórcio privado que detém 70% da propriedade - liderado pelas empresas francesas EDF-Electricité de France (40%) e TotalEnergies (30%), juntamente com a japonesa Sumitomo Corporation (30%) - em parceria com a Electricidade de Moçambique (EDM) e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que mantêm 30% do projecto. Para os promotores, o projecto representa uma oportunidade para aumentar a produção de energia renovável e reforçar o papel de Moçambique como exportador de electricidade. No entanto, para muitos habitantes das comunidades afectadas, Mphanda Nkuwa é visto como mais um capítulo de uma história marcada por promessas de desenvolvimento que raramente se traduzem em benefícios para quem vive no terreno. Daniel Ribeiro, coordenador técnico da ong moçambicana Justiça Ambiental, recorda que o projecto não é novo e que o seu percurso tem sido marcado por sucessivos fracassos. “O projecto implantado desde 2000, já teve várias tentativas para o fazer avançar. Já teve o Banco Mundial envolvido, já teve investimento brasileiro, até chinês, e muitos deles acabaram por sair devido à complexidade do projecto”. “É um projecto que tem grandes impactos ambientais e sociais e agora voltou à mesa, desta vez com investimento francês. Já é um projecto com um historial muito complicado e problemático”, afirma. Nas aldeias que poderão vir a ser inundadas pela futura albufeira, a perspectiva de uma nova barragem desperta memórias dolorosas da experiência de Cahora Bassa. O relatório refere que praticamente todas as comunidades consultadas associam Mphanda Nkuwa ao trauma dos deslocamentos forçados ocorridos durante a construção da grande barragem colonial nos anos 1970. Muitas famílias foram reassentadas em terras menos férteis, perderam o acesso ao rio e viram os seus modos de vida profundamente alterados. Décadas depois, os impactos continuam presentes na memória colectiva das populações. Daniel Ribeiro sublinha que a incerteza prolongada gerou um desgaste profundo entre os habitantes locais. “O povo local já teve vários ciclos de ‘vão ter que sair das vossas terras', depois ‘não vão ter que sair'. Eles já estão cansados, não querem o projecto”, “temos uma comunidade que está a dizer não ao projecto”. De acordo com o relatório publicado em 2025 pelas organizações Justiça Ambiental (JA!) e CCFD-Terre Solidaire, a criação da albufeira poderá inundar cerca de 100 quilómetros quadrados de território e obrigar à deslocação directa de mais de 1.400 famílias, num total estimado superior a 8.000 pessoas. Contudo, os autores consideram estes números conservadores e alertam para impactos muito mais vastos. Uma avaliação preliminar aponta para quase 39 mil pessoas em risco de deslocação económica ou física e para cerca de 350 mil habitantes potencialmente afectados a jusante pelas alterações ambientais e socioeconómicas provocadas pela barragem. Grande parte destas populações vive da agricultura familiar, da pesca artesanal, da criação de gado e, em algumas comunidades, da extracção artesanal de ouro. As margens do Zambeze constituem a base da sua sobrevivência económica e alimentar. “As barragens são o sector industrial que deslocou o maior número de pessoas no mundo”, afirma Daniel Ribeiro. “Os rios são zonas muito produtivas, muito importantes para a soberania alimentar da zona. Então, [as populações] vão perder o seu acesso ao rio. Grande parte das ‘machambas' ou terrenos agrícolas mais produtivos está ao lado do rio.” Para o ambientalista, os efeitos não se limitam às populações directamente deslocadas. Uma das principais críticas feitas ao projecto diz respeito precisamente à ideia de que a energia hidroeléctrica constitui uma solução simples para a crise climática. Daniel Ribeiro considera que essa narrativa ignora riscos crescentes associados às alterações climáticas. A produção hidroeléctrica depende da estabilidade dos regimes de precipitação e dos caudais dos rios, algo que poderá ser cada vez mais difícil de garantir num contexto de aquecimento global: “As barragens são sensíveis às mudanças climáticas, mudanças na precipitação. Podes ter menos água, mais água, menos cheias, mais cheias. E as projecções climáticas para a zona fazem com que vá haver mais variabilidade, que não é boa para a produção de energia.” Outra das críticas prende-se com o destino da electricidade produzida. Embora o projecto seja frequentemente apresentado como um instrumento para combater a pobreza energética no país, uma parte significativa da energia será exportada para os mercados regionais. “A electricidade não é para nós, é para exportação”, garante Daniel Ribeiro.
Millions of Australian employees are set to receive a 4.75 per cent wage increase in July, after the Fair Work Commission handed down its annual wage review. Union groups have welcomed the figure, saying it will allow workers to get back on their feet. - Piştî ku Komîsyona Karê Dadperwer - Fair Work Commission nirxandina salane ya mûçeyan pêşkêş kir, tê payîn ku di meha Tîrmehê de bi mîlyonan karmendên Australî zêdebûneke mûçeya ji sedî 4.75 werbigirin. Komên sendîkayan ev hejmar pêşwazî kirin.
Esta segunda-feira, 01 de Junho, assinala-se o Dia da Criança, um dia que deveria ser de celebração, mas, em muitos locais do mundo, milhões de crianças continuam privadas de diretos básicos. Por exemplo, em vários países africanos, o acesso à educação ou aos cuidados básicos continua a ser um desafio diário agravado pela pobreza, conflitos armados ou falta de infraestruturas. Dados recentes divulgados pela UNICEF dão conta de que na África Oriental e Austral, mais de 47 milhões de crianças e adolescentes não vão à escola. Moçambique, por exemplo, é um país que enfrenta várias dificuldades do ponto de vista social e económico, mas Victor Maulana, director da associação "Amigos da Criança Boa Esperança", considera que a situação da criança em 2026 apresenta uma tendência de melhoria. RFI: Como descreve a situação das crianças moçambicanas em 2026? Victor Maulana: Tende a melhorar, mas esta melhoria carece de um acompanhamento de quem de direito. Estamos a falar dos nossos dirigentes para que as coisas se mantenham como estão a decorrer. RFI: De que tipo de melhorias é que o Victor fala concretamente? Victor Maulana: Por exemplo, nós tinhamos problemas no acesso à educação no que diz respeito às crianças, mas o governo tende a expandir a rede escolar. Neste caso, estamos a falar do direito à educação. Estamos a falar, por exemplo, também da expansão da rede sanitária, da questão da saúde e infraestruturas. Há muitas organizações da sociedade civil que também têm operado nas comunidades, nos distritos, e isso faz com que os direitos da criança também sejam mais divulgados e as comunidades estejam mais informadas a respeito dos direitos da criança. RFI: No que diz respeito à educação, tem noção do número de pessoas que são excluídas do ensino porque são obrigadas a trabalho infantil ou, por exemplo, a casamentos forçados? Victor Maulana: Falamos de crianças, mas também de adolescentes e jovens. Eles têm praticado trabalho infantil, isso devido à falta de protecção. RFI: Há uma estimativa em relação a isso? Victor Maulana: Não posso dizer exatamente quantas crianças estão a ser sujeitas a trabalho infantil, ou seja, que estão a ser obrigadas a prostituição infantil. Fizemos esse estudo há cinco anos e fizemos propostas ao governo, que não deram certo. Isso serviria para minimizar a situação relacionada com as práticas de trabalho infantil das crianças. RFI: A sua associação está em contacto directo com as crianças no terreno. O que é que mais falta a estas crianças que acompanham diariamente? Victor Maulana: Eu estou a voltar agora do campo. Estive nos distritos mais recônditos do país. Estou a falar do distrito de Mecula ou até do distrito de Nipepe, Maúa ou Metarica, onde a vulnerabilidade das crianças é o prato do dia-a-dia. Vulnerabilidade em tudo: na questão da educação e saúde, mas também na questão do registo de nascimentos. Eu desta vez que estive lá, tive que ajudar uma família a registar os seus filhos na Conservatória do Distrito de Maúa. RFI: Recorda-se de alguma criança cuja história o tenha marcado? Há alguma história de superação que represente a esperança que vê nas crianças moçambicanas? Victor Maulana: Moçambique é um país muito vasto. Eu falo directamente da província do Niassa. É a província mais extensa e menos vivida. Falar de esperança das crianças pode até tornar-se num mito, ao nível da nossa província. Como eu dizia, o país é vasto e pode ser que sim, que doutro lado do país, haja sonhos, haja esperança. Ainda assim, o ano de 2026, está a ser marcado por muitos desafios, muitos mesmo. Os sonhos tornam-se em incertezas. RFI: Quais são os principais desafios que aponta hoje em dia em Moçambique em relação às crianças? Victor Maulana: A criança, de modo geral, gosta de viver num ambiente harmonioso, num ambiente de paz, solidariedade, carinho e amor. Como é que estas crianças se vão sentir, sabendo que, do outro lado do país, há outras crianças que estão a ficar sem pais, outras crianças que não têm comida... No mesmo país, do outro lado, está a viver-se tranquilamente. As crianças estão a brincar no baloiço. Há discriminação aqui. Uma parte do nosso país vive sem paz. Uma parte do nosso país vive com terror. Numa parte do nosso país, a educação é de qualidade. As condições são melhores. Então, são vários os desafios que o nosso país enfrenta. RFI: Falou sobre a falta de paz, sobre o terrorismo. Nós temos vindo a assistir a uma situação extremamente grave em Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, com a sucessivos ataques terroristas. Que informações é que há no país sobre as crianças soldado, as crianças que são recrutadas no meio deste conflito armado? Victor Maulana: Houve um momento em que estavam a ser recrutadas crianças, mas depois disso passou. Um grupo de crianças já tinha sido recrutado, mas depois já tinham sido resgatado. No presente ano, não tivemos a informação de que foram recrutadas crianças, pelos terroristas, para o serviço militar. RFI: Na sua óptica, que tipo de medidas é que deveriam ser tomadas em Moçambique para melhorar, de forma geral, a vida das crianças? Victor Maulana: Na minha opinião, na qualidade de um ativista social, considero que Moçambique é um país que tem muitas leis bonitas e o grave problema que o nosso país enfrenta é na implementação dessas mesmas leis. Dificilmente as leis são colocadas em prática. Então, a primeira medida seria o cumprimento das leis existentes em Moçambique. Moçambique não usa leis. Moçambique usa as pessoas que tiram ideias na hora e não leis. A Constituição da República de Moçambique não funciona. A democracia no nosso país não funciona. A justiça no nosso país não funciona. Queremos medidas concretas, que cumpram com as leis que foram aprovadas pela Assembleia da República. Quando a vida da população moçambicana melhorar, estaremos a criar um ambiente saudável, harmonioso, de justiça e paz, onde as crianças podem viver tranquilamente. RFI: O intuito da nossa conversa, Victor, é precisamente pelo facto de hoje se assinalar o Dia da Criança. Aquilo que lhe pergunto, em último lugar, é se este é um dia de celebração ou se é essencialmente também um dia que deve ser um dia de reflexão? Victor Maulana: Hoje é dia de festa, não é o dia de reflexão. Essa reflexão deve ser feita todos os dias, no sentido de colocarmos as nossas crianças num ambiente harmonioso, saudável e de justiça. Não podemos refletir só no dia 1 de junho. O dia 1 de junho é celebração. Estamos a celebrar em memória daquelas crianças que foram maltratadas e mortas por vários fatores, pela incompetência de algumas pessoas. Nós, como pais e encarregados de educação, como tios, como familiares, só podemos hoje celebrar a reflexão e do dia-a-dia e pensar no que é que podemos fazer para que as crianças vivam seguras, em paz e com amor todos os dias.
Petit poisson deviendra... pinnipède ! Après une série dédiée aux manchots, nous partons à la rencontre de ces mammifères marins moustachus et aux pattes en forme de pagaie, à nouveau en compagnie de Mathilde Chevallay.Mathilde est docteure en biologie marine, vulgarisatrice scientifique et photographe animalière. Spécialiste des comportements de prédation des Otaries à fourrure, des Éléphants de mer du Sud et des Manchots royaux, elle a pu les rencontrer au sein d'immenses colonies lors d'expéditions menées aux Îles Kerguelen, juste au dessus de l'Antarctique.On ouvre le bal des Pinnipèdes extraordinaires avec les plus grands (et gras) de tous : les Éléphants de mer. Réparties pour l'une dans le Pacifique Nord et pour l'autre dans les mers du Sud, les 2 espèces d'Éléphant de mer affichent sur la balance un poids de plusieurs tonnes (les mâles en tout cas, les femelles sont en effet jusqu'à... 10 fois plus petites). Ces montagnes de muscles et de graisse sont surtout connus du grand public pour leurs féroces duels sur les plages où chaque mâle tente de conquérir jusqu'à une centaine de dames. Mais savoez-vous que ces animaux étonnants passent l'essentiel de leur temps dans les grandes profondeurs ? Durant 80 % de leur vie, nos éléphants chassent, mangent et dorment (!) sous l'eau, et ce jusqu'à 2000 m de profondeur...___
Di vê bûletene de: Leşkerekî Australî di dema dewreya perwerdehiyê de dimire... Di çar salên bê de dahata budceya federal dê bi 45 milyar dolarî zêde bibe, ew nûçeyana û nûçeyên din di bûlentenê de hene.
"To Defend the Earth is to Defend the Human" - "Defender a terra, é defender o ser humano", este era um dos lemas do pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, Amílcar Cabral, e este é também o título do livro que compila os seus escritos em matéria de agronomia, que acaba de ser lançado no mês passado com tradução em inglês na África do Sul. A obra organizada pelo economista guineense e professor na Universidade da Cidade do Cabo, Carlos Lopes, juntamente com dois outros académicos ligados à mesma instituição, o antropólogo moçambicano, Anselmo Matusse, e a especialista sul-africana em políticas ambientais, Lesley Green, oferece um rosto relativamente desconhecido do revolucionário assassinado no começo do ano de 1973, sem chegar a ver os seus dois países, a Guiné-Bissau e Cabo Verde definitivamente livres. Amílcar Cabral é sobretudo conhecido como o ideólogo brilhante do combate contra o colonialismo português e também por um sistema de pensamento extremamente coerente que abrangeu a economia, a educação, a cultura ou ainda a emancipação das mulheres. Cabral, todavia, começou por ser engenheiro agrónomo. Jovem estudante em Portugal, ele fez a sua tese de final de curso em 1951 sobre a erosão dos solos no Alentejo e dedicou o texto "aos trabalhadores da terra dos latifúndios, homens de vida incerta que a erosão ameaça". "Defender a terra, é defender o ser humano", dizia ele na tese em que descrevia não só a erosão daquele território, mas também falava das condições de vida dos camponeses e da opressão em que viviam. Nas palavras dele, a agronomia saiu dos aspectos técnicos e ganhou uma dimensão societal e também ambiental. Nos livros e artigos que escreveu depois sobre esta matéria, sempre com a erosão dos solos como fio condutor, Amílcar Cabral, emitiu ideias vanguardistas para época. Foi dos primeiros a vincar a necessidade de produzir de forma sustentável espécies adaptadas ao meio, a urgência de preservar o planeta, de fincar os pés no chão. Ele diria mais tarde aos seus companheiros de luta que "para mudar a realidade, é preciso conhecê-la primeiro". Foi sobre esta faceta de Amílcar Cabral que conversamos com o economista guineense Carlos Lopes, um dos três académicos que organizaram e traduziram as obras de Cabral agrónomo. Ele começa por explicar o que o levou a dar a conhecer este pensador ao público anglo-saxónico. RFI : O que os levou a organizar e traduzir para o inglês os escritos de Amílcar Cabral sobre agronomia? Carlos Lopes : A motivação principal para traduzir as obras principais de Amílcar Cabral na área da agronomia tem a ver com o facto de que ele, já naqueles anos 50, era um pioneiro na agricultura regenerativa, que agora está muito na moda por causa das mudanças climáticas. Portanto, ele antecipou um pouco os debates de hoje, fazendo até análises sobre a questão do género e agricultura, o papel das mulheres na agricultura. Também vários escritos estão relacionados com a questão da agro-ecologia, o respeito dos solos e como os solos são parte integrante do conjunto dos elementos que vão constituir uma sociedade sã. Nós podemos dizer que Amílcar Cabral era consistente entre os seus escritos políticos e os seus escritos na área da agronomia. Mas o que é interessante é que ele começou primeiro pela agronomia. A sua pesquisa nesta área era uma pesquisa reconhecida. Ele fazia-se publicar pelas revistas mais importantes do seu espaço na altura e, portanto, era um investigador com metodologia, com disciplina. E nós achamos que o público de língua inglesa precisava de saber não só que existia todo esse corpo de contribuições de Amílcar Cabral, mas, sobretudo, que tinha muito a ver com os debates de hoje. Portanto, nós fizemos uma análise detalhada das contribuições para poder trazer à luz o pioneirismo de Cabral. RFI : Como é que organizaram a obra? Carlos Lopes : Eu tinha participado em 1988, na compilação de todos os trabalhos que Amílcar Cabral na área da agronomia e publiquei-os quando era director do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau, em colaboração com o então Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa. Foi a primeira vez que os estudos agrários do Amílcar Cabral foram integralmente publicados, fazendo uma colecta de tudo o que tinha sido possível naquela altura encontrar. Acontece que esse volume muito valioso está um pouco esquecido. Está um pouco objecto de arquivo, mais do que propriamente de estudo. Só nós quisemos não necessariamente reproduzir o mesmo trabalho, mas seleccionar uma parte dos trabalhos que têm a ver com os debates contemporâneos de hoje. E, portanto, foi com a ajuda destes dois colegas que são especialistas da área da agricultura e da área dos solos, que nós finalmente conseguimos reunir as capacidades para poder fazer justiça à contribuição de Cabral. RFI : Relativamente aos escritos propriamente ditos de Amílcar Cabral sobre a área da agronomia. Um dos primeiros escritos é a tese de final de curso que ele faz a partir de uma experiência no Alentejo e é a primeira vez que ele vai falar, por exemplo, do fenómeno que vai ser uma constante na sua reflexão, que é a erosão do solo. Carlos Lopes : Exactamente. E é por isso que nós escolhemos como subtítulo a relação entre solo, sociedade e liberdade. E escolhemos como título principal do livro "Defender a Terra é defender os Humanos", que é uma frase do próprio Cabral. Os escritos estão de facto vocacionados para quatro países onde ele trabalhou na área da agricultura, começando pelo Alentejo, em Portugal, mas também a Guiné-Bissau, a sua ligação também a Cabo Verde e depois também os estudos que fez sobre Angola. Portanto, dá também uma ideia da universalidade do pensamento de Cabral, porque se adapta a várias realidades muito diferentes, desde uma realidade saheliana como Cabo Verde até, digamos, a uma realidade europeia, uma realidade de África Austral. Portanto, temos aqui uma demonstração de que a questão da erosão dos solos é uma constante do pensamento dele, porque tem a ver justamente com construir essa sociedade sã, por que lutava. Em filigrana, podemos ver já nos escritos de agronomia o pensamento político emergente do Cabral, que depois, mais tarde, vai ter, digamos, todo um reconhecimento como um filósofo, como alguém que contribuiu para a definição do africanismo, como alguém que teve a noção de como é que a cultura podia ser incluída numa luta de libertação nacional. Enfim, ideias muito sofisticadas que começam justamente nessa raiz. RFI : Ao dizer que defender a terra é defender o homem, no fundo ele também está a estabelecer um elo directo entre a preservação do solo, a preservação da terra e também a própria preservação do ser humano. Tem uma visão, digamos assim, abrangente do que é a área da agronomia. E não se trata só de questões técnicas, mas também societais. Carlos Lopes : Exacto. Hoje em dia está consolidada a ideia de que é preciso fazer resiliência e é preciso ter sustentabilidade. E a nossa noção de sustentabilidade é justamente a durabilidade das condições propícias para a regeneração. E esses elementos, quando nós os ligamos à agricultura, têm a ver directamente com a preservação dos solos. Tem a ver directamente com a ideia de que o solo é uma espécie de termómetro da sustentabilidade. E quer dizer, chegar a essas conclusões nos anos 50, quando praticamente ninguém se preocupava com mudanças climáticas, é conseguir ver que havia uma espécie de necessidade de encontrar ligações entre a produtividade agrícola, o desenvolvimento da agricultura, da economia, mas sempre com um respeito pela durabilidade, pela sustentabilidade. É de facto extraordinário e nós temos que ficar quase embasbacados com essa capacidade de antevisão que ele demonstra nos seus escritos e que agora estão reunidos neste livro. RFI : Ao longo dos livros e também artigos que ele escreveu sobre a questão, o que se vê também em filigrana é uma crítica ao colonialismo, na medida em que é um sistema em que se explora a terra de uma forma que é inadequada não só para a própria Terra como também para o próprio homem. Carlos Lopes : E temos justamente aí a conexão com o Cabral emergente do ponto de vista político, porque ele olha os ensinamentos técnicos que recebeu. Foi um brilhante aluno do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e, ao mesmo tempo, era o activista que estava criando o movimento de africanização dos espíritos, ou seja, de uma reinterpretação da realidade africana e há uma compatibilidade total entre as duas vertentes do personagem que é um jovem na altura. Nós estamos a falar de um Cabral que está no final dos seus anos 20, princípio dos seus anos 30. É, portanto, muito jovem e tem esta noção de que uma coisa está ligada à outra. RFI : Como é que toda esta construção em torno da agronomia vai depois alicerçar a própria construção ideológica do revolucionário que ele foi? Carlos Lopes : Eu vejo mais ou menos duas dimensões que sobressaem. A primeira é de condenar a forma como as políticas, neste caso políticas coloniais para o meio agrícola, não tomam em conta os imperativos sociais. Portanto, está implícito na forma como a infra-estrutura não é feita adequadamente, como a preservação dos solos é desprezada, como o armazenamento não toma em consideração as condições climáticas, as questões de humidade, as questões dos vários fungos, etc. Tudo isso é analisado com o detalhe técnico. Mas enfim, podemos antever que está também ali uma crítica. E o segundo aspecto é a ideia que depois Cabral vai desenvolver no fundamento de que temos que partir das realidades e que, no fundo, é um debate que ele tem com os teóricos da sua geração, que são teóricos que querem adoptar chavões, querem adoptar ideologias que estão construídas à volta de grandes temas, como, por exemplo, a forma como deve ser feito o marxismo. E Cabral recusava um pouco essas etiquetas fáceis porque dizia que tem que se partir da realidade e, portanto, que as pessoas simples não lutam por ideias complexas e abstractas, mas sim para mudar e transformar as suas vidas. RFI : No começo da nossa conversa, disse que Amílcar Cabral, relativamente a tudo o que tem a ver com a área da agronomia, era um visionário e tem algo muito actual. No que é que ele é actual? Carlos Lopes : Hoje em dia nós temos a noção clara de que deve haver uma valorização de tudo o que nós chamamos de "biológico". No fundo, é uma agricultura regenerativa que não destrói e que permite a reprodução sem destruir. Isto está presente nos trabalhos de Amílcar Cabral, como está presente a questão climática, como está presente a questão da sustentabilidade, a questão de género. Portanto, no fundo, podemos dizer que Cabral é como um pai da agro-ecologia africana, sendo que a agro-ecologia hoje em dia é a forma como todos defendem que deve ser feita a agricultura. Estamos em presença de um indivíduo que nos anos 50 já dizia o mesmo. Acho que o facto de ter caído em esquecimento essa contribuição de Cabral e ter sido valorizado mais o homem político, é uma indicação de que os seus escritos não foram seguidos como deveriam. Mas as ideias às vezes têm formas mais abstractas de chegar ao consumo de cada um. E, portanto, acho que foi através dessa ideia de agro-ecologia que nós agora temos o debate que temos. RFI : Como é que avalia o estado da Terra neste momento, à luz daquilo que disse Cabral? Carlos Lopes : Nós temos uma deterioração muito grande dos solos africanos e muitas vezes, diz-se, e com razão, que a África tem 60% das terras aráveis não cultivadas do planeta. Portanto, tem as maiores reservas. Mas o que não se fala tanto é de que essas terras aráveis estão em degradação muito acelerada. É aquela parte da agricultura que é feita na África. É feita com métodos muito devastadores para o clima, como por exemplo, as queimadas ou todo o ataque as florestas, que é feito sem as necessárias precauções e de uma forma indiscriminada. E temos também uma deterioração no tipo de fertilizantes e outros produtos químicos que utilizam e todos os elementos que mostram que a terra não é sempre respeitada e, portanto, é um debate que não é novo, mas que continua. RFI : Numa altura em que nós estamos em plena crise devido àquilo que está a acontecer no Médio Oriente, fala-se muito da crise dos combustíveis, mas o que se fala menos é da crise de tudo quanto é fertilizantes e adubos que também passam pelo estreito de Ormuz. Isto não será uma ocasião precisamente para reflectir sobre outra forma de praticar a agricultura? Carlos Lopes : Sem dúvida. E tal como com a energia. Quer dizer, nós estamos a ver a necessidade de uma transição, não tanto por razões apenas económicas que já eram conhecidas, mas também por razões da própria escassez e complexidade das cadeias globais e, portanto, a necessidade de ter uma certa autonomia torna-se imperativa. Na área da agricultura, há países como o Marrocos, como a Nigéria, que estão muito avançados na produção de fertilizantes e que estão, de facto, a dar a volta um pouco à esta dependência africana nesta matéria e que estão a tentar fazê-lo já com o respeito das regras climáticas que se impõem no mundo de hoje.
"To Defend the Earth is to Defend the Human" - "Defender a terra, é defender o ser humano", este era um dos lemas do pai da independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, Amílcar Cabral, e este é também o título do livro que compila os seus escritos em matéria de agronomia, que acaba de ser lançado no mês passado com tradução em inglês na África do Sul. A obra organizada pelo economista guineense e professor na Universidade da Cidade do Cabo, Carlos Lopes, juntamente com dois outros académicos ligados à mesma instituição, o antropólogo moçambicano, Anselmo Matusse, e a especialista sul-africana em políticas ambientais, Lesley Green, oferece um rosto relativamente desconhecido do revolucionário assassinado no começo do ano de 1973, sem chegar a ver os seus dois países, a Guiné-Bissau e Cabo Verde definitivamente livres. Amílcar Cabral é sobretudo conhecido como o ideólogo brilhante do combate contra o colonialismo português e também por um sistema de pensamento extremamente coerente que abrangeu a economia, a educação, a cultura ou ainda a emancipação das mulheres. Cabral, todavia, começou por ser engenheiro agrónomo. Jovem estudante em Portugal, ele fez a sua tese de final de curso em 1951 sobre a erosão dos solos no Alentejo e dedicou o texto "aos trabalhadores da terra dos latifúndios, homens de vida incerta que a erosão ameaça". "Defender a terra, é defender o ser humano", dizia ele na tese em que descrevia não só a erosão daquele território, mas também falava das condições de vida dos camponeses e da opressão em que viviam. Nas palavras dele, a agronomia saiu dos aspectos técnicos e ganhou uma dimensão societal e também ambiental. Nos livros e artigos que escreveu depois sobre esta matéria, sempre com a erosão dos solos como fio condutor, Amílcar Cabral, emitiu ideias vanguardistas para época. Foi dos primeiros a vincar a necessidade de produzir de forma sustentável espécies adaptadas ao meio, a urgência de preservar o planeta, de fincar os pés no chão. Ele diria mais tarde aos seus companheiros de luta que "para mudar a realidade, é preciso conhecê-la primeiro". Foi sobre esta faceta de Amílcar Cabral que conversamos com o economista guineense Carlos Lopes, um dos três académicos que organizaram e traduziram as obras de Cabral agrónomo. Ele começa por explicar o que o levou a dar a conhecer este pensador ao público anglo-saxónico. RFI : O que os levou a organizar e traduzir para o inglês os escritos de Amílcar Cabral sobre agronomia? Carlos Lopes : A motivação principal para traduzir as obras principais de Amílcar Cabral na área da agronomia tem a ver com o facto de que ele, já naqueles anos 50, era um pioneiro na agricultura regenerativa, que agora está muito na moda por causa das mudanças climáticas. Portanto, ele antecipou um pouco os debates de hoje, fazendo até análises sobre a questão do género e agricultura, o papel das mulheres na agricultura. Também vários escritos estão relacionados com a questão da agro-ecologia, o respeito dos solos e como os solos são parte integrante do conjunto dos elementos que vão constituir uma sociedade sã. Nós podemos dizer que Amílcar Cabral era consistente entre os seus escritos políticos e os seus escritos na área da agronomia. Mas o que é interessante é que ele começou primeiro pela agronomia. A sua pesquisa nesta área era uma pesquisa reconhecida. Ele fazia-se publicar pelas revistas mais importantes do seu espaço na altura e, portanto, era um investigador com metodologia, com disciplina. E nós achamos que o público de língua inglesa precisava de saber não só que existia todo esse corpo de contribuições de Amílcar Cabral, mas, sobretudo, que tinha muito a ver com os debates de hoje. Portanto, nós fizemos uma análise detalhada das contribuições para poder trazer à luz o pioneirismo de Cabral. RFI : Como é que organizaram a obra? Carlos Lopes : Eu tinha participado em 1988, na compilação de todos os trabalhos que Amílcar Cabral na área da agronomia e publiquei-os quando era director do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau, em colaboração com o então Instituto de Investigação Científica Tropical de Lisboa. Foi a primeira vez que os estudos agrários do Amílcar Cabral foram integralmente publicados, fazendo uma colecta de tudo o que tinha sido possível naquela altura encontrar. Acontece que esse volume muito valioso está um pouco esquecido. Está um pouco objecto de arquivo, mais do que propriamente de estudo. Só nós quisemos não necessariamente reproduzir o mesmo trabalho, mas seleccionar uma parte dos trabalhos que têm a ver com os debates contemporâneos de hoje. E, portanto, foi com a ajuda destes dois colegas que são especialistas da área da agricultura e da área dos solos, que nós finalmente conseguimos reunir as capacidades para poder fazer justiça à contribuição de Cabral. RFI : Relativamente aos escritos propriamente ditos de Amílcar Cabral sobre a área da agronomia. Um dos primeiros escritos é a tese de final de curso que ele faz a partir de uma experiência no Alentejo e é a primeira vez que ele vai falar, por exemplo, do fenómeno que vai ser uma constante na sua reflexão, que é a erosão do solo. Carlos Lopes : Exactamente. E é por isso que nós escolhemos como subtítulo a relação entre solo, sociedade e liberdade. E escolhemos como título principal do livro "Defender a Terra é defender os Humanos", que é uma frase do próprio Cabral. Os escritos estão de facto vocacionados para quatro países onde ele trabalhou na área da agricultura, começando pelo Alentejo, em Portugal, mas também a Guiné-Bissau, a sua ligação também a Cabo Verde e depois também os estudos que fez sobre Angola. Portanto, dá também uma ideia da universalidade do pensamento de Cabral, porque se adapta a várias realidades muito diferentes, desde uma realidade saheliana como Cabo Verde até, digamos, a uma realidade europeia, uma realidade de África Austral. Portanto, temos aqui uma demonstração de que a questão da erosão dos solos é uma constante do pensamento dele, porque tem a ver justamente com construir essa sociedade sã, por que lutava. Em filigrana, podemos ver já nos escritos de agronomia o pensamento político emergente do Cabral, que depois, mais tarde, vai ter, digamos, todo um reconhecimento como um filósofo, como alguém que contribuiu para a definição do africanismo, como alguém que teve a noção de como é que a cultura podia ser incluída numa luta de libertação nacional. Enfim, ideias muito sofisticadas que começam justamente nessa raiz. RFI : Ao dizer que defender a terra é defender o homem, no fundo ele também está a estabelecer um elo directo entre a preservação do solo, a preservação da terra e também a própria preservação do ser humano. Tem uma visão, digamos assim, abrangente do que é a área da agronomia. E não se trata só de questões técnicas, mas também societais. Carlos Lopes : Exacto. Hoje em dia está consolidada a ideia de que é preciso fazer resiliência e é preciso ter sustentabilidade. E a nossa noção de sustentabilidade é justamente a durabilidade das condições propícias para a regeneração. E esses elementos, quando nós os ligamos à agricultura, têm a ver directamente com a preservação dos solos. Tem a ver directamente com a ideia de que o solo é uma espécie de termómetro da sustentabilidade. E quer dizer, chegar a essas conclusões nos anos 50, quando praticamente ninguém se preocupava com mudanças climáticas, é conseguir ver que havia uma espécie de necessidade de encontrar ligações entre a produtividade agrícola, o desenvolvimento da agricultura, da economia, mas sempre com um respeito pela durabilidade, pela sustentabilidade. É de facto extraordinário e nós temos que ficar quase embasbacados com essa capacidade de antevisão que ele demonstra nos seus escritos e que agora estão reunidos neste livro. RFI : Ao longo dos livros e também artigos que ele escreveu sobre a questão, o que se vê também em filigrana é uma crítica ao colonialismo, na medida em que é um sistema em que se explora a terra de uma forma que é inadequada não só para a própria Terra como também para o próprio homem. Carlos Lopes : E temos justamente aí a conexão com o Cabral emergente do ponto de vista político, porque ele olha os ensinamentos técnicos que recebeu. Foi um brilhante aluno do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e, ao mesmo tempo, era o activista que estava criando o movimento de africanização dos espíritos, ou seja, de uma reinterpretação da realidade africana e há uma compatibilidade total entre as duas vertentes do personagem que é um jovem na altura. Nós estamos a falar de um Cabral que está no final dos seus anos 20, princípio dos seus anos 30. É, portanto, muito jovem e tem esta noção de que uma coisa está ligada à outra. RFI : Como é que toda esta construção em torno da agronomia vai depois alicerçar a própria construção ideológica do revolucionário que ele foi? Carlos Lopes : Eu vejo mais ou menos duas dimensões que sobressaem. A primeira é de condenar a forma como as políticas, neste caso políticas coloniais para o meio agrícola, não tomam em conta os imperativos sociais. Portanto, está implícito na forma como a infra-estrutura não é feita adequadamente, como a preservação dos solos é desprezada, como o armazenamento não toma em consideração as condições climáticas, as questões de humidade, as questões dos vários fungos, etc. Tudo isso é analisado com o detalhe técnico. Mas enfim, podemos antever que está também ali uma crítica. E o segundo aspecto é a ideia que depois Cabral vai desenvolver no fundamento de que temos que partir das realidades e que, no fundo, é um debate que ele tem com os teóricos da sua geração, que são teóricos que querem adoptar chavões, querem adoptar ideologias que estão construídas à volta de grandes temas, como, por exemplo, a forma como deve ser feito o marxismo. E Cabral recusava um pouco essas etiquetas fáceis porque dizia que tem que se partir da realidade e, portanto, que as pessoas simples não lutam por ideias complexas e abstractas, mas sim para mudar e transformar as suas vidas. RFI : No começo da nossa conversa, disse que Amílcar Cabral, relativamente a tudo o que tem a ver com a área da agronomia, era um visionário e tem algo muito actual. No que é que ele é actual? Carlos Lopes : Hoje em dia nós temos a noção clara de que deve haver uma valorização de tudo o que nós chamamos de "biológico". No fundo, é uma agricultura regenerativa que não destrói e que permite a reprodução sem destruir. Isto está presente nos trabalhos de Amílcar Cabral, como está presente a questão climática, como está presente a questão da sustentabilidade, a questão de género. Portanto, no fundo, podemos dizer que Cabral é como um pai da agro-ecologia africana, sendo que a agro-ecologia hoje em dia é a forma como todos defendem que deve ser feita a agricultura. Estamos em presença de um indivíduo que nos anos 50 já dizia o mesmo. Acho que o facto de ter caído em esquecimento essa contribuição de Cabral e ter sido valorizado mais o homem político, é uma indicação de que os seus escritos não foram seguidos como deveriam. Mas as ideias às vezes têm formas mais abstractas de chegar ao consumo de cada um. E, portanto, acho que foi através dessa ideia de agro-ecologia que nós agora temos o debate que temos. RFI : Como é que avalia o estado da Terra neste momento, à luz daquilo que disse Cabral? Carlos Lopes : Nós temos uma deterioração muito grande dos solos africanos e muitas vezes, diz-se, e com razão, que a África tem 60% das terras aráveis não cultivadas do planeta. Portanto, tem as maiores reservas. Mas o que não se fala tanto é de que essas terras aráveis estão em degradação muito acelerada. É aquela parte da agricultura que é feita na África. É feita com métodos muito devastadores para o clima, como por exemplo, as queimadas ou todo o ataque as florestas, que é feito sem as necessárias precauções e de uma forma indiscriminada. E temos também uma deterioração no tipo de fertilizantes e outros produtos químicos que utilizam e todos os elementos que mostram que a terra não é sempre respeitada e, portanto, é um debate que não é novo, mas que continua. RFI : Numa altura em que nós estamos em plena crise devido àquilo que está a acontecer no Médio Oriente, fala-se muito da crise dos combustíveis, mas o que se fala menos é da crise de tudo quanto é fertilizantes e adubos que também passam pelo estreito de Ormuz. Isto não será uma ocasião precisamente para reflectir sobre outra forma de praticar a agricultura? Carlos Lopes : Sem dúvida. E tal como com a energia. Quer dizer, nós estamos a ver a necessidade de uma transição, não tanto por razões apenas económicas que já eram conhecidas, mas também por razões da própria escassez e complexidade das cadeias globais e, portanto, a necessidade de ter uma certa autonomia torna-se imperativa. Na área da agricultura, há países como o Marrocos, como a Nigéria, que estão muito avançados na produção de fertilizantes e que estão, de facto, a dar a volta um pouco à esta dependência africana nesta matéria e que estão a tentar fazê-lo já com o respeito das regras climáticas que se impõem no mundo de hoje.
Hablamos con Rafael Sánchez, codirector del CIDAF de la Complutense, sobre cómo países del sur de África, como Sudáfrica, están adquiriendo un rol mucho más relevante en el panorama internacional.Escuchar audio
The intercultural relationship of Tara Fatehi and Sam Yoon illustrates how Kurdish and Korean cultural backgrounds can be meaningfully integrated through shared values, mutual respect, and active engagement with language and tradition. Despite challenges such as communication barriers and raising a multilingual child, cultural similarities help ease their journey. Their experience reflects a commitment to fostering a blended multicultural identity shaped by Kurdish, Korean, and Australian influences. - Zewaca Tara Fatehi û Sam Yoon nîşan dide ku paşerehên çandî yên Kurdî û Kûrî dikarin bi rêya nirxên hevpar, rêzgirtin û têkiliya çalak bi ziman û kevneşopiyê re bi awayekî watedar werin entegresiyonkirin. Ezmûna wan pabendbûna xwe ji bo pêşvexistina nasnameyeke pirçandî nîşan dide ku ji bandorên Kurdî, Kûrî û Australî ve hatiye pêkanîn.
In early January, Volker left on a six month road trip through South America. In March we recorded our first podcast as he wound up a two month visit to Peru. In today's episode, he recounts his travels through Chile from the Atacama Desert in the North to Tierra del Fuego in the South. Deserts, Lakes, Ice fields, Fjords and Tierra del Fuego: a country of dramatically diverse climates and landscapes.
Dra. Wanda Cornistein – Médica infectóloga – Jefa del Servicio de Prevención y Control de Infecciones del Hospital Universitario Austral @OTRAAGENDA1220
Hekmiye Ibrahim rêvebera Kampa Roj li bakur-rojhilatê Sûriyê li ser dijwariyên vegerandina jinebîyên koma Dewleta Îslamî (DAIŞ) û zarokên wan yên ku di kampê de ne nîqaş dike. Ew, du hewldanên vegerandinê bi hûrgilî vedibêje, di nav de veguhestina çar malbatan bo Şamê, ku di dawiyê de ji ber nebûna pejirandina fermî ji hukûmeta Autralya rawestiya. Rêveber tekeze dike ku rayedarên kampê hevrêzî hêsan kirine û malbatan wekî gefên ewlehiyê nabînin.
Andrés Jouannet, subsecretario de Seguridad, se refirió a los hechos de violencia en la Universidad Austral donde resultó agredida la ministra de Ciencia Ximena Lincolao.
En conversación con El Diario de Cooperativa, el rector de la Universidad Austral, Egon Montecinos, se refirió a la agresión que sufrió la ministra Ximena Lincolao en una actividad en la sede Valdiva de esa casa de estudios. Conducen Verónica Franco y Rodrigo Vergara.
Actualmente, cerca de 12% dos angolanos falam francês, uma percentagem mais expressiva nas zonas fronteiriças com a RDC e o Congo, bem como em Cabinda, onde a língua é mais falada entre a população escolarizada. Ainda assim, o francês continua a ser uma língua estrangeira minoritária, muito atrás do português - falado por mais de 70% da população - do inglês e das línguas nacionais. É neste contexto que o Governo angolano decidiu reforçar, numa reforma adoptada em Junho de 2025, o ensino do francês no ensino primário, uma medida que, segundo o director-geral do Instituto Nacional de Avaliação e Desenvolvimento da Educação, Diasala Jacinto André, visa responder a razões geográficas, diplomáticas e educativas, sublinhando que a intenção é que, no ano lectivo de 2027/2028, o ensino do francês seja generalizado em todas as escolas. Por que razão foi implementado o projecto de ensino do francês no ensino primário em Angola? O projecto surge no âmbito da regulamentação da docência no terceiro ciclo do ensino primário, em particular na quinta e sexta classes, mas, acima de tudo, está também ligado ao Programa de Transformação Curricular, como resposta à necessidade de atender à procura e ao interesse em massificar as principais línguas de comunicação internacional em todo o sistema de ensino em Angola, tal como recomenda a Lei de Bases do Sistema de Educação em Angola. E como é que esta decisão foi recebida pela população? A introdução da língua francesa no sistema de ensino em Angola não foi uma novidade, mas é uma inovação a introdução no ensino primário, neste caso na quinta e sexta classes, e em geral, foi bem acolhida pela população. Este projecto já foi testado em algumas escolas. Qual foi o balanço e como será aplicado nas restantes? A língua francesa está integrada no plano de estudos como componente curricular reservada à coadjuvação, com dois tempos lectivos semanais em cada uma das classes da quinta e sexta classes, perfazendo 120 horas anuais. Esta disciplina está a ser introduzida de forma gradual. Começámos no ano lectivo 2024/2025 e alargámos gradualmente para o presente ano lectivo de 2025/2026. Ainda não temos a disciplina generalizada na totalidade. O que é que isto exige? Por um lado, a formação e preparação de professores que vão assumir a leccionação desta disciplina nestas classes; por outro, a preparação e produção de material didáctico. Há professores suficientes? Vão receber apoio de países francófonos, como, por exemplo, a França, no que se refere à formação de docentes? Temos professores em formação. Não prevemos receber professores de outros países, embora tenhamos, na vizinhança norte e leste de Angola, países francófonos. Não devemos recrutar nem solicitar apoio de professores de outros países. Temos um cronograma de implementação da disciplina que prevê a formação de professores. Docentes que já estão no sistema têm sido adaptados, porquanto actuam essencialmente no primeiro ciclo do ensino secundário, e serão adaptados para actuarem no ensino primário, enquanto continuamos na modalidade de formação inicial, preparando novos professores para assumirem a disciplina no ensino primário. Em quantas escolas está, neste momento, a ser leccionado o francês e quando pensam que estará generalizado em todas as escolas angolanas? O plano operacional de implementação deste programa prevê a generalização no ano lectivo 2027/2028. Neste momento, temos cerca de 126 escolas a implementar a disciplina, embora algumas que inicialmente prevíamos não tenham conseguido criar condições para a formação. Ainda assim, o balanço é positivo. Esta decisão revela que Angola se aproxima mais da francofonia, o país aderiu à Organização Internacional da Francofonia em 2018 como membro observador, numa altura em que, no mundo global, o inglês é a língua prioritária? Esta decisão tem algumas razões fundamentais. Uma delas é a razão geográfica: Angola faz fronteira com dois países de língua francesa, RDC e Congo Brazaville, que têm o francês como língua oficial, havendo proximidade entre os povos fronteiriços e uma troca permanente que exige facilidade de comunicação. Há também uma razão multilateral: o facto de Angola participar em diversas organizações e conferências internacionais e regionais em que a língua de trabalho é o francês. Assim, potenciar os alunos que passam pelo sistema de educação angolano, aprendendo as línguas francesa e inglesa, confere-lhes uma valência adicional, dominando pelo menos duas línguas estrangeiras. Ou seja, o francês estará ao mesmo nível que o inglês? É esse o objectivo — apostar no multilinguismo? Sim. Essa é a intenção. Já temos o inglês no ensino secundário e o francês, e pretendemos potenciar também o inglês no ensino primário. Isto ainda não começou, mas está previsto. Tendo em conta o apoio e a cooperação bilateral decorrentes da adesão de Angola à Organização Internacional da Francofonia, tivemos apoio técnico e financeiro da cooperação francesa, o que facilitou e acelerou a introdução da língua francesa no terceiro ciclo do ensino primário. A intenção é potenciar os alunos no domínio tanto da língua inglesa como da língua francesa. Não há aqui uma intenção da França de impor o ensino do francês ao inglês nas escolas angolanas? Não. Angola é um Estado soberano. Numa altura em que a França tem algumas dificuldades em países francófonos, não se estará a virar para Angola para manter a sua zona de influência? Talvez essa pergunta devesse ser dirigida às autoridades francesas. Da nossa parte, estamos a fazer algo que está em conformidade com a política educativa angolana: o francês e o inglês já são línguas estrangeiras no sistema educativo angolano. O que estamos a fazer é alargar este ensino - que até agora se concretizava apenas no ensino secundário - ao ensino primário. Tal como acontece com a língua francesa, pretendemos também, nas classes iniciais do ensino primário, introduzir o ensino da língua inglesa. Angola participa activamente em organizações africanas, como a Francofonia. É também uma forma de o país procurar uma liderança na África Central e Austral? Com certeza. Se tivermos em conta, por exemplo, a nossa participação nas instituições da UNESCO a nível regional, fazemos actualmente parte da sub-região P5, correspondente à África Central, cujo grupo está sediado nos Camarões, onde a língua de trabalho é o francês. Tivemos, inclusivamente, no último mandato, ao nível da direcção da Internacional da Educação, um quadro angolano. É também nossa intenção, com o domínio da língua francesa, potenciar a inserção de quadros angolanos nestas organizações regionais e multinacionais. Há também uma componente económica? O objectivo é reforçar a relação com países vizinhos francófonos? Sendo da área da educação, posso responder sobretudo pelos objectivos educativos e do sistema de educação. Porém, no mundo globalizado, isto tem uma valência importante, pois permite também o acesso ao mercado de trabalho por parte dos alunos que frequentam o sistema educativo angolano. Ao nível regional, o domínio de línguas internacionais e estrangeiras facilita o acesso ao conhecimento. Trata-se, portanto, de uma mais-valia, um capital que o sistema está a proporcionar aos seus educandos.
El movimiento #rkkultra trae hasta ti estrenos chingones que debes de escuchar y agregar a tus malditas listas de reproducción: *Gio, Roxhann, 13 fantasmas, Alcalino, Crymes, Austral, El Subcantante* En está ocasión el episodio cuenta con el patrocinio de El Demonio Pop y su laboratorio de experimentos nucleares. Además de la información de: _El Demonio Pop Magazine, Veronica Periodista Editorial, JPG Gestión Cultural._ incluye la interrupción de puercules...
De récentes études scientifiques nous en apprennent un peu plus sur un phénomène fascinant, mais encore parfois mystérieux : pourquoi, et comment, chaque année, des dizaines de milliards d'animaux à plumes se lancent dans de (très) longs voyages pour trouver chaleur et nourriture. (Rediffusion du 26 janvier 2025) Ils sont, chaque année, plus de 50 milliards à s'envoler vers ailleurs, pour passer l'hiver au chaud, se reproduire ou trouver une nourriture plus abondante. Une espèce d'oiseau sur cinq appartient ainsi à la grande famille des migrateurs. Préparation physique Mais au sein d'une même espèce, tous les oiseaux ne sont pas migrateurs. C'est par exemple le cas du merle qui possède l'un des plus beaux chants d'oiseau en Europe. On le voit gratter le sol en hiver à la recherche de quelques vers. Mais un quart d'entre eux, environ, préfère s'exiler plusieurs mois, là où il fait plus chaud et où il y a plus à manger, en Espagne ou en Afrique du Nord. Un voyage de 800 kilomètres en moyenne. Ce n'est pas rien, et ça se prépare, comme l'ont constaté des scientifiques allemands en équipant des merles d'une forêt du sud de l'Allemagne des mêmes capteurs qu'utilisent les sportifs pour mesurer leurs performances. Un mois avant le grand départ, le rythme cardiaque diminue la nuit, avant que la température corporelle, la nuit aussi, ne se mette également à baisser. L'heure est aux économies d'énergie. Phénomène social À l'image de l'autoroute des vacances qu'empruntent les humains, les oiseaux migrateurs parcourent souvent les mêmes chemins, et ils ne sont pas tout seuls. Sur la longue route, dans l'air ou sur les aires de repos, on socialise, et pas qu'avec les siens, comme viennent de le montrer de récentes études réalisées notamment grâce aux progrès de l'intelligence artificielle, en s'appuyant sur des enregistrements sonores d'oiseaux en vol ou au repos. Ce sont en moyenne trois espèces différentes qui voyagent ensemble (2,7 exactement, selon une étude publiée ce mois-ci aux États-Unis). Il y a une dimension sociale dans la migration et elle est liée au plumage : puisque la vitesse en vol dépend de la taille des ailes, les oiseaux aux ailes similaires voyagent ensemble. Qui se ressemble s'assemble. À écouter aussiLa migration des animaux Cocaïne et déforestation Pendant ces longues migrations, les oiseaux affrontent de nombreux périls dont les humains sont souvent responsables – la chasse, la pollution lumineuse, les constructions, le changement climatique... Et il y a aussi, plus inattendue, la cocaïne. Non, les oiseaux n'en consomment pas pour tenir le coup sur ces longues distances. Mais la coca les menace indirectement. C'est l'un des effets pervers de la lutte antidrogue en Amérique latine, mise en lumière l'an dernier par une étude de chercheurs aux États-Unis. Pour échapper à la surveillance, les narcotrafiquants s'enfoncent toujours plus dans les forêts tropicales et sont responsables, au Guatemala ou au Nicaragua, de près d'un tiers de la déforestation. Précisément là où viennent passer l'hiver, 20% des oiseaux migrateurs nord-américains. À lire aussiD'ici 2050, 80% des espèces d'oiseaux migrateurs menacées Le plein de caca Dernière révélation : la migration encourage la coprophagie, le fait d'avaler des excréments. Le caca, c'est caca, mais c'est surtout plein d'énergie. Des chercheurs australiens ont observé que le pétrel géant, avant la traversée de l'océan Austral, se nourrissait d'excréments de phoques, pour s'envoler le ventre plein. Chez tous les oiseaux migrateurs coprophages, il s'agirait aussi d'enrichir leur microbiote intestinal, pour que le système digestif s'adapte sans problème aux nouveaux types de nourritures rencontrées tout au long de la migration. Chez les oiseaux, la tourista, on ne connaît pas. La question de la semaine
Nova quarta-feira e novo episódio do Podcast do Vogalizando, onde os caras do Vogalizando a História te informam as notícias da semana, te contam curiosidades e falam sobre os bastidores do canal.Pra participar dos próximos episódios é só enviar um email pra podcastdovogalizando@gmail.com.
durée : 00:38:12 - Le meilleur de la science - par : Mathieu Vidard - Les eaux de l'océan Austral autrefois isolées sont aujourd'hui fréquentées par des chalutiers géants venant de Norvège, de la Chine, du Chili, de l'Ukraine et de la Corée du Sud, tous à la recherche de krill pour l'industrie de l'aquaculture et extraire l'huile pour les compléments alimentaires. - réalisation : Jérôme Boulet, Lucie Sarfaty, Anna Massardier, Joelle Levert, Jean-Philippe Veret - invités : Sara Labrousse Chargée de recherche au laboratoire LOCEAN au CNRS Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
Desde Santiago, nos reencontramos con Austral para hablar de "Weynwayer", sencillo de su álbum Tierra del Fuego. Juan Contreras nos cuenta cómo esta canción en idioma selknam mezcla metal con instrumentos como el didgeridoo, y explora la idea de despedirse de lo que no sirve para reconectar con el origen. Una charla sobre identidad, naturaleza y la búsqueda de un sonido propio.https://open.spotify.com/intl-es/track/2RsYYKBnJeVWnC2qGMhycdçhttps://www.youtube.com/watch?v=lY0EE6Hv9vwhttps://www.instagram.com/australbanda/https://www.facebook.com/australbanda
Sudáfrica no es solo el país del apartheid y Nelson Mandela. Es también la potencia que mueve la economía de toda una región, el nodo logístico sin el cual buena parte del África Austral no podría exportar ni un kilo de cobre. En esta tesis de grado de María Eugenia Viera Lazaneo, estudiante uruguaya de Relaciones Internacionales que viajó por África como voluntaria para entender el continente desde adentro, se analiza cómo Sudáfrica consolidó entre 2000 y 2020 un liderazgo regional que va mucho más allá de lo militar o lo diplomático: domina los puertos, las vías del tren, la banca, las telecomunicaciones, el retail y hasta el agua que beben sus vecinos. Un poder real, asimétrico, y lleno de contradicciones internas sin resolver.
El miembro fantasma es la amputación que permanece como dolor y como presencia. Desde hoy es también el título de un libro de relatos de Fernanda Trías , editado por Páginas de Espuma. El dolor del miembro fantasma no es imaginario y a través de diez relatos existen perdidas de sus protagonistas que lo muestra. Pérdidas que tienen que ver con la memoria histórica y colectiva , pero también con la personal y afectiva. Además de hablarnos de su nuevo, Fernanda Trías nos donó 'La transformación (la metamorfosis)' de Franz Kafka (De Bolsillo) . Antes nuestra biblioteca abrió sus puertas con Antonio Martínez Asensio contando en tres minutos 'El gran Gatsby' de Francis Scott Fitzgerald (Austral) y nos avanzó para su programa 'Un libro, una hora' , 'Los cuentos' de Emilia Pardo Bazán (Penguin clásicos). Las novedades las trajo Pepe Rubio que se focalizaron en dos libros 'Donde termina el verano' de Elma Correa (Seix Barral) y 'Qué es la poesía' de Manuel Rico (Siles). Pascual Donate rescató un Premio Pulitzer entre los libros abandonados en la redacción, se trataba de 'Entre este y oeste: un vieje por las fronteras de Europa' de Anna Applebaum (Debate) . Y finalmente las donaciones de los oyentes que fueron 'El viento de la luna' de Antonio Muñoz Molina (Seix Barral), 'Aventuras de un niño irlandés' de Julio Verne (RBA) y 'El círculo de los días' de Ken Follet (Plaza y Janés).
Civaka Kurd li Melbourne amadekariyan dike ku bi du çalakiyên çandî yên Cejna Newrozê rabe. Cejna Newrozê, ku zêdetirî 2,600 sal in tê pîrozkirin, hatina biharê nîşan dide û sembola nûjenbûn, azadî û nasnameya çandî ya gelê Kurd li seranserê cîhanê ye. Pîrozbahiya sereke dê festîvaleke çandî ya tevahiya rojê be ku ji bo civaka berfirehtir a Australî guncaw be. Hunermenda bi navûden Binefiş Cizîrî jî dê beşdar bibe. Heval Herkî ji Navenda Civaka Demokratîk a Kurd li Victoria li ser çalakiya li Melbourne û Sydney bi me re diaxive.
Levons les voiles cher.es auditeurices : c'est l'heure du départ pour un bon bol d'air frais ! Notre destination : l'océan Austral, bordant l'Antarctique. Vous aurez beau imaginer des espaces vastes et peu fréquentés, là-bas aussi, les impacts des activités humaines se font ressentir. Pour cette nouvelle émission du Labo des savoirs, laissez-vous guider par des scientifiques qui cherchent à comprendre le fonctionnement d'écosystèmes fragiles, avant que ceux-ci ne soient profondément bouleversés. Ces espaces sont aussi peuplées d'une quantité extraordinaire d'espèces. Trois d'entre elles seront au coeur de nos discussions aujourd'hui. Notre invitée, Mathilde Chevallay, les a étudiées de près durant son doctorat afin de mieux comprendre leurs tactiques de chasse. Nous aurons le plaisir de discuter de ses travaux de thèse sur les relations entre proies et prédateurs. Ces travaux ont été menés au CEBC, le Centre d'Etudes Biologiques de Chizé, unité mixte CNRS et Université La Rochelle. Nous entendrons également : Victor, pour un portrait de l'extraordinaire Anita Conti, pionnère dont le travail mêle océanographie et photo. Solène, avec qui nous allons creuser ce qui se cache derrière les scenarios de chasse dans les documentaires animaliers. Une émission réalisée par Cécile Bergua, préparée par Floriane Brémond et Jérémy Freixas, sur une idée originale du Groupe Jeune LPO 44, la Ligue de Protection des Oiseaux.
Di vê bûletene de: Australya ji bo parastina Emîrtên Erebî li dijî êrîşên Îranê balafirek û mûşekan dişîne... Hat hişyarkirin ku Australîyên li Rojhilata Navîn dijîn, divê tavilê herêmê biterikînin, ew nûçeyana û nûçeyên din di bûlentenê de hene.
'Ahora o nunca' (Seix Barral) es la nueva novela de Juan Gómez Bárcena. El autor cántabro, a partir de una tragedia familiar, nos pone frente al espejo de la crisis de los cuarenta. Y lo hace poniendo en duda el paso del tiempo y llevando al protagonista, Daniel, a una obsesiva idea de hacer un viaje al pasado, a ese momento en el que era feliz. Pero tras pasar por varias fases, contado con alto nivel literario, le queda claro que lo que importa es el ahora o nunca. La vida es el momento presente. Es una gran novela que atrapa que te rompe la cabeza en muchos momentos. Pero Juan Gómez Bárcena, además de traernos su nuevo libro, nos donó otro para nuestros anaqueles radiofónicos: 'Pedro Páramo' de Juan Rulfo (Cátedra). Otro gran donante fue, como siempre, nuestro bibliotecario Antonio Martínez Asensio, que nos contó en tres minutos 'El conde de Montecristo' de Alejandro Dumas (Zenda-Edhasa) y nos anunció para su programa 'Un libro, una hora', 'Historia de una maestra' de Josefina Aldecoa (Alfaguara). Pepe Rubio, el empleado de la Biblioteca de Hoy por Hoy, nos trajo una novedad, 'Cruz del sur' de Claudio Magris (Anagrama) y un homenaje al portugués Antonio Lobo Antunes, fallecido esta semana, a través de su novela 'Exhortación a los cocodrilos', de Antonio Lobo Antunes (Siruela). Pascual Donate nos rescató un libro perdido entre los montones de abandonos literarios entre las mesas de la redacción de la SER: 'Un viaje alucinógeno' de Norman Ohler (Crítica) . Y terminamos con las donaciones de los oyentes: 'Imán' de Ramón J. Sender (Austral) y 'Los desorientados' de Amin Maalouf (Alianza).
Today's discussion examines the situation of Australian women and children detained in Roj camp in north-eastern Syria. The camp, administered by the Autonomous Administration of north-eastern Syria, houses families of foreign nationals allegedly associated with the Islamic State. Many of the children have lived most — if not all of their lives within the camp's confines. In this interview, Khalid Ibrahim of the External Relations Department of the Autonomous Administration provides insight into current conditions, with particular attention to the circumstances facing the Australian women and children. - Îro em ê li rewşa jin û zarokên Australîye ku li kampa Roj li bakur-rojhilatê Sûriyê girtî ne binêrin. Kamp, ku ji hêla Rêveberiya Xweser a bakur-rojhilatê Sûriyê ve tê birêvebirin, malbatên kesên biyanî yên ku tê îdiakirin bi Dewleta Îslamî ve girêdayî ne dihewîne. Gelek ji wan zarokan ku piranî - an jî hemî - jiyana xwe di kampê de derbas kirine. Di vê hevpeyvîna bi endamê Beşê Têkiliyên Derve li Rêveberiya Xweser a bakur-rojhilatê Sûriyê em bi Xalid Ibrahim re li ser rewşê û bi taybetî li ser jin û zarokên Australî diaxafin.
The last remaining Australian women and children with links to the I-S group have been sent back to a Syrian camp after attempting to repatriate themselves home. The group of 34 left al-Roj in the country's northeast overnight - but a communications issue with Damascus forced their return to the camp. - Jin û zarokên Australî ye ku bi Koma Dewleta Islami ve girêdayî li Sûriyê mane, piştî hewldana vegerandina xwe bo welatê xwe, ji bo kampeke Sûrî hatin şandin. Koma ji 34 kesan şevekê ji kampa Roj li bakur-rojhilatê welêt derketin - lê ji ber pirsgirêkeke danûstendinê bi Şamê re, ew neçar man ku car din vegerin kampê.
Di vê bûletene de: Raportek nijadperestiya di zanîngehên Australya de eşkere dike... Li Canberra li ser vegerandina Australîyên ji kampeke li Sûriyê nakokî hene... Û di werzîşê de, Soccerooyek ji bo mayîna salê bê lîsk ma. Ew nûçeyana û nûçeyên din di bûlentenê de hene.
En Perspectiva Interior - Agro Calafate: La plantación y cosecha de trigo y avena más austral de la Argentina by En Perspectiva
Entre les pages des BDs et récits dessinés d'Emmanuel Lepage, soufflent de grands vents, ceux de l'océan Austral et des confins du monde. Rencontre avec un dessinateur à l'âme nomade et fraternelle. Dessiner des lieux inaccessibles, extrêmes disent certains, raconter ses voyages à hauteur d'homme et de pinceau, c'est ce que s'attache à faire le dessinateur breton, Emmanuel Lepage, depuis une décennie au moins, après avoir surtout fait de la fiction… Dans « Voyage aux îles de la désolation », publié en 2011, on le suit embarqué sur le Marion Dufresne, mythique bateau ravitailleur des Terres Australes et Antarctiques Françaises, à la découverte de cette France du bout du monde ; une BD qui avait donné envie à beaucoup de prendre la mer et partir dans les archipels de Crozet ou Kerguelen. Depuis, Emmanuel Lepage s'est rendu en Terre Adélie en Antarctique, dans la région sinistrée de Tchernobyl, en Guyane ou dans le désert d'Atacama… Livrant à chaque fois des récits sensibles aux allures de témoignages, des images, des dessins puissants qui invitent à la contemplation. Fasciné par les milieux marins -il est le premier dessinateur de BD français à décrocher le titre de peintre officiel de la Marine-, Emmanuel Lepage s'invite donc surtout dans des lieux âpres, lointains, où l'homme n'a pour ainsi dire pas sa place ou la cherche... Souvent d'ailleurs dans ses livres, il se demande ce qu'il fait là, ce qu'il fera de ce voyage-là. Son dernier voyage est un retour dans les terres australes, à Kerguelen, douze ans après son itinérance sur le Marion. Un moment hors du temps et loin de tout, retracé dans « Danser avec le vent », paru en France aux Éditions Futuropolis. Une ode à la joie, à la beauté du monde et à la vie en communauté à plus de 3 400 km de la première terre habitée. En savoir plus: - Sur « Danser avec le vent » et les autres récits d'Emmanuel Lepage, parus aux Éditions Futuropolis - Sur les TAAF, Terres australes et Antarctiques Françaises - Sur les peintres officiels de la Marine.
Di vê bûletene de: Parlementerê Neteweyî (Nationals) Colin Boyce li dijî David Littleproud pêşbaziya serokatiyê dide destpêkirin..Bertekên erênî li ser peymana bazirganiya Hindistan û Yeketiya Ewropî hene... Û di werzîşê de, Sê lîstikvanên Matildas li ser rê ne ku bibin yekem Australîyên şampiyon yên cîhanê di futbolê e. Ew nûçeyana û nûçeyên din di bûlentenê de hene.
Di vê bûletene de: Zilamek ji ber beşdarbûna di xwepêşandanên li Îranê cezayê mirinê lê hat birîn... Nivîskarekî Filistînî-Australî gef dixwe ku dozê li serokwezîrê Başûrî Australya veke, ew nûçeyana û nûçeyên din di bûlentenê de hene.
These are the songs you loved most in 2025. The votes are in. The stories are written. From powerful folk anthems to driving reels and unforgettable voices, these tracks defined the year in Irish & Celtic music. Welcome to the Top 20 Irish & Celtic Songs and Tunes of 2025 as chosen by fans, fueled by community, and celebrating Celtic culture through music on the Irish & Celtic Music Podcast #740 - - Subscribe now! Kinnfolk, Niamh Dunne, Natalie Padilla, Socks in the Frying Pan, Scottish Fish, Kyle Carey, The Drowsy Lads, Heather Dale, Sheridan Rúitín, The Ciderhouse Rebellion with Molly Donnery, The Gothard Sisters, Screaming Orphans, Doolin', Fialla, Jigjam, Eimear Arkins, Austral, Ed Miller, Arise & Go, Willowgreen GET CELTIC MUSIC NEWS IN YOUR INBOX The Celtic Music Magazine is a quick and easy way to plug yourself into more great Celtic culture. Enjoy seven weekly news items with what's happening with Celtic music and culture online. Subscribe now and get 34 Celtic MP3s for Free. VOTE IN THE CELTIC TOP 20 This is our way of finding the best songs and artists each year. You can vote for as many songs and tunes that inspire you in each episode. Your vote helps me create this year's Best Celtic music episode. You have just three weeks to vote this year. Vote Now! You can follow our playlist on YouTube to listen to those top voted tracks as they are added every 2 - 3 weeks. THIS WEEK IN CELTIC MUSIC 0:12 - Kinnfolk "The Triple Crown Set" from Star Above The Mountain 5:10 - WELCOME 10:08 - Niamh Dunne "Ballyneety's Walls" from Portraits 13:27 - Natalie Padilla "Balsamroot" from Montana Wildflower 17:25 - Socks in the Frying Pan "Irelands Struggle" from Waiting for Inspiration 21:47 - Scottish Fish "Annie's" from Currently 26:37 - FEEDBACK 30:35 - Kyle Carey "Nach Muladach, Muladach Duine Leis Fhèin" from The Last Bough 33:32 - The Drowsy Lads "Lost and Found Hooley" from Time Flies 38:56 - Heather Dale "Weaver" from The Green Knight 42:20 - Sheridan Rúitín "Dean McLeod" from Only Savage 45:52 - The Ciderhouse Rebellion with Molly Donnery "Murphy's Running Dog" from A Little Bit Slanted 50:43 - FEEDBACK 53:47 - The Gothard Sisters "Adventurer" from Moment in Time 56:56 - Screaming Orphans "This Is the Life" from Paper Daisies 59:31 - Doolin' "Mary's Jigs" from Doolin' 1:03:56 - Fialla "The Road to Drumleman" from A Rare Thing 1:08:48 - THANKS 1:11:53 - Jigjam "Red Paddy on the Ridge" from Phoenix 1:16:30 - Eimear Arkins "Téir Abhaile Riú (Song)" from Here & There 1:20:03 - Austral "Woodford Nights" from Thylacine 1:26:55 - Ed Miller "The Wide Rio Grand" from Many's The Fine Tale 1:31:26 - Arise & Go "The Dirty Bee: La Grondeuse / Mutt's Favourite / Break Yer Bass Drone / The Dirty Bee" from Meeting Place 1:36:36 - CLOSING 1:38:25 - Willowgreen "Walking on the Waves" from Sheila's Brush 1:42:40 - CREDITS Support for this program comes from International speaker, Joseph Dumond, teaching the ancient roots of the Gaelic people. Learn more about their origins at Sightedmoon.com Support for this program comes from Cascadia Cross Border Law Group, Creating Transparent Borders for more than twenty five years, serving Alaska and the world. Find out more at www.CascadiaLawAlaska.com Support for this program comes from Hank Woodward. Support for this program comes from Dr. Annie Lorkowski of Centennial Animal Hospital in Corona, California. The Irish & Celtic Music Podcast was produced by Marc Gunn, The Celtfather and our Patrons on Patreon. The show was edited by Mitchell Petersen with Graphics by Miranda Nelson Designs. Visit our website to follow the show. You'll find links to all of the artists played in this episode. Todd Wiley is the editor of the Celtic Music Magazine. Subscribe to get 34 Celtic MP3s for Free. Plus, you'll get 7 weekly news items about what's happening with Celtic music and culture online. Best of all, you will connect with your Celtic heritage. Please tell one friend about this podcast. Word of mouth is the absolute best way to support any creative endeavor. Finally, remember. Clean energy isn't just good for the planet, it's good for your wallet. Solar and wind are now the cheapest power sources in history. But too many politicians would rather protect billionaires than help working families save on their bills. Real change starts when we stop allowing the ultra - rich to write our energy policy and run our government. Let's choose affordable, renewable power. Clean energy means lower costs, more freedom, and a planet that can actually breathe. Promote Celtic culture through music at http://celticmusicpodcast.com/. WELCOME THE IRISH & CELTIC MUSIC PODCAST * Helping you celebrate Celtic culture through music. I am Marc Gunn. I'm a Celtic musician and also host of Pub Songs & Stories. Every song has a story, every episode is a toast to Celtic and folk songwriters. Discover the stories behind the songs from the heart of the Celtic pub scene. This podcast is for fans of all kinds of Celtic music. We are here to build a diverse Celtic community and help the incredible artists who so generously share their music with you. If you hear music you love, please email artists to let them know you heard them on the Irish and Celtic Music Podcast. Musicians depend on your generosity to release new music. So please find a way to support them. Buy a CD, Album Pin, Shirt, Digital Download, or join their community on Patreon. You can find a link to all of the artists in the shownotes, along with show times, when you visit our website at celticmusicpodcast.com. Email follow@bestcelticmusic to learn how to subscribe to the podcast and you will get a free music - only episode. You'll also learn how to get your band played on the podcast. Bands don't need to send in music, and you will get a free eBook called Celtic Musicians Guide to Digital Music. It's 100% free. Again email follow@bestcelticmusic IRISH & CELTIC MUSIC PODFEST Today's show is brought to you by Irish & Celtic Music PodFest. Our first ever festival will feature three Celtic bands, including yours truly, Marc Gunn. It's happening Sunday, March 8, 2026 at The Lost Druid Brewery in Avondale Estates, GA. Follow our event page on Facebook for more details. Or even better, Follow us for Free on our Patreon page. While you're there, you'll also find out about the Kickstarter we're launching for an album of the Best Celtic Music of 2025. And you can find out how You can get involved. ALBUM PINS ARE CHANGING THE WAY WE HEAR CELTIC MUSIC I got an email from Discmakers, my CD manufacturer, saying they were forced to raise their prices because of tariffs by our president. This is a tax on Americans. So if you love CDs, remember that the prices will go up. So please support those higher priced CDs. But there is an option for those who don't want to buy CDs and for those who want a better alternative for the environment. It's the Album Pin. Album Pins are lapel pins themed to a particular album. You get a digital download of the album. Then you can wear your album. All of my latest Album Pins are wood - burned and locally produced. This makes them better for the environment. And they are fun and fashionable. If you want to learn more about Album Pins, you can read more about them on my celtfather.Substack.com or just buy one at magerecords.com THANK YOU PATRONS OF THE PODCAST! Because of generous patrons like you, the Irish & Celtic Music Podcast releases new episodes nearly every single week. Your support doesn't just fund the show—it fuels a movement. It helps us share the magic of Celtic music with thousands of new listeners and grow a global community of music lovers. Your contributions pay for everything behind the scenes: audio engineering, stunning graphics, weekly issues of the Celtic Music Magazine, show promotion, and—most importantly—buying the music we feature from indie Celtic artists. And if you're not yet a patron? You're missing out! Patrons get: Early access to episodes Music - only editions Free MP3 downloads Exclusive stories and artist interviews A vote in the Celtic Top 20 Join us today and help keep the music alive, vibrant, and independent.
Médecin, explorateur et écrivain, Jean-Louis Etienne est inépuisable. Il fêtera dans quelques jours ses 79 ans, et repart déjà en Antarctique en janvier avec son bateau "Persévérance". C'est un laboratoire scientifique flottant, un bateau taillé pour la glace et qui s'inscrit dans l'urgence écologique. Un bateau construit spécialement pour l'expédition Polar Pod, une expédition qui permettra de mieux comprendre l'Océan Austral. En attendant, Persévérance effectue plusieurs missions, comme à Clipperton il y a quelques semaines. Jean-Louis Etienne lui consacre un livre qui paraît aux éditions Michel LAFON. Avec lui nous discutons de ses expéditions, de ses anecdotes croustillantes mais aussi et surtout de l'état de la planète. "On a ouvert la porte du frigo", dit-il pour expliquer la situation qui prévaut dans les Pôles. C'est une émission que vous retrouvez aussi en replay sur tf1info.fr. Bonne écoute avec Impact Positif !Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
German Delibes, nieto de Miguel Delibes, visitó este viernes la Biblioteca Antonio Martínez Asensio de Hoy por Hoy. Y lo hizo para presentar a Àngels Barceló su libro 'El abuelo Delibes' (Destino) en el que nos describe al Miguel Delibes más familiar, de puertas adentro. Cómo era con sus numerosos hijos y nietos, donde escribía, su pasión por la caza, la bicicleta y el tenis, sus manías, su carácter, la relación con sus lectores, el refugio de Sedano (Burgos) , los premios o su enfermedad. Es el retrato humano menos conocido del gran escritor castellano que nos dejó ya hace 15 años. La visita de Germán Delibes nos ha permitido hacer un programa especial dedicado al que fuese premio Nadal, Príncipe de Asturias y Cervantes. Así, nuestro bibliotecario Antonio Martínez Asensio nos ha contado en tres minutos su novela 'El camino' (Destino), Germán nos ha donado de su abuelo 'Mujer de rojo sobre fondo gris' (Austral) , la novela preferida de los nietos que no pudieron conocer a su abuela Ángeles De Castro. Luego los oyentes de Hoy por Hoy donaron más novelas de Miguel Delibes como 'El hereje' (destino), 'Diario de un emigrante' (Destino) , 'La hora roja' (Austral) , 'Los santos inocentes' (Austral) y 'Pegar la hebra' (Destino) . Solo las novedades del empleado Pepe Rubio salieron del universo de Miguel Delibes. Seleccionó esta semana 'Trueno , una historia de arte vida y muerte' de Laura Cumming (Critica) y 'Caperucita en Manhattan" de Helena Bonastre y Catalina González Vilar (Siruela)
Australia is known around the world for its rich and diverse First Nations cultures. But when it comes to native title and land rights, you might still wonder what they actually mean. Discover what native title means in Australia, how it began with the Mabo Case, what the Native Title Act does, and why it matters for all Australians. - Australya li seran serê cîhanê bi çandên xwe yên dewlemend û cihêreng yên Neteweyên Yekem tê nasîn. Zanibin ka mafê axa xwecî li Australya tê çi wateyê, Doza Mabo çawa dest pê kir, Qanûna Sernavê Xwecî çi dike, û çima ew ji bo hemî Australîyan girîng e.
O Reino Zulu foi um dos mais poderosos e organizados estados pré-coloniais da África Austral. Sob a liderança de Shaka Zulu, no início do século XIX, o povo zulu transformou-se em uma força militar e política temida, conhecida por sua disciplina, estratégias inovadoras e capacidade de expansão territorial. As reformas de Shaka — que incluíam novas táticas de combate e a criação de um exército altamente estruturado — consolidaram a hegemonia zulu sobre diversas tribos vizinhas, marcando profundamente a história do sul do continente africano. Apesar de seu auge, o reino enfrentou a invasão britânica durante a Guerra Anglo-Zulu (1879), sendo posteriormente anexado ao domínio colonial. Ainda assim, o legado zulu permaneceu vivo, e sua monarquia é até hoje reconhecida como parte do patrimônio cultural da África do Sul. Convidamos Evander Ruthieri da Silva para discutir a formação e o apogeu do Reino Zulu, as reformas militares de Shaka, os confrontos com o Império Britânico e o significado histórico e simbólico dessa herança na África contemporânea.Guerra Anglo-Zulu de Evander Ruthieri da Silva pode ser adquirido AQUIAdquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 CLICANDO AQUIColabore com nosso trabalho em apoia.se/obrigahistoriaCOMEÇOU O BLACK NOVEMBER! Com meu cupom você leva 15% de desconto e, somando com os descontos do site você pode levar até 50%! Basta acessar pelo meu link https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFMBF OU usar o cupom HISTORIAFM. #insiderstoreGRUPO DE WHATSAPP: https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFMWPPBF
En este podcast te contamos más cosas sobre el nuevo servicio que hemos montado para todos los seguidores de Garaje Hermético. Ahora tienes en nuestra/vuestra página web “Garajehermetico.com” una selección de coches de ocasión a buen precio y con pocos kilómetros que te ofrecemos en colaboración con Ruteo. La primera selección que te ofrecemos son coches para viajar, de bajo consumo y con el máximo confort Si es lo que estás buscando, echa un vistazo a esos coches en el siguiente enlace: https://www.garajehermetico.com/ruteo/ ¿Alguna vez has tenido la sensación de estar viviendo una invasión de clones? Aparcas tu SUV compacto en el centro comercial y, al volver, te cuesta distinguirlo de los otros cinco que han aparcado a su lado. ¿Es una crisis de ideas global? ¿Se han quedado los diseñadores sin imaginación? La realidad es más compleja. No es falta de creatividad, es un exceso de restricciones. Los diseñadores tienen hoy menos libertad que nunca, y su trabajo está encorsetado por cinco "tiranos" que dictan la forma de un coche antes de que el lápiz toque el papel. Las 5 Razones de la Uniformidad: 1. La Tiranía de la Aerodinámica El enemigo número uno de un coche moderno, y especialmente de un SUV (que es alto y chato por definición), es el viento. En un coche eléctrico, un mal coeficiente aerodinámico (Cx) puede costar decenas de kilómetros de autonomía. En uno de combustión, cada gramo de CO2 es vital para evitar las multas multimillonarias de la Unión Europea. La forma más barata y eficaz de bajar el consumo es mejorar el Cx. 2. La Jaula de Oro de la Seguridad y las Regulaciones El coche deportivo de tus sueños, bajo, afilado y con morro en cuña, sería hoy prácticamente ilegal. Las normativas de seguridad, especialmente las de Euro NCAP, lo han cambiado todo. Para proteger a los peatones en caso de atropello, el capó debe ser alto y relativamente "blando", dejando un espacio de deformación vital entre la chapa y las partes duras del motor. Adiós a los morros bajos. 3. El "Efecto IKEA" de las Plataformas Modulares Las plataformas modulares (como la MQB de Volkswagen, la EMP2 de Stellantis o la TNGA de Toyota) son un milagro de la ingeniería de costes, pero un lastre para la diferenciación. El ahorro ya no solo está en compartir motores o suspensiones, sino en los "Hard Points" o puntos fijos del diseño. 4. El Miedo a ser Diferente: Marketing y "Design Clinics" Antaño, un diseñador jefe tenía poder para arriesgar y escandalizar al mundo, creando coches que hoy se consideran obras de arte. Hoy, eso es imposible por culpa de los "focus group" o "clínicas de diseño". Antes de aprobar un coche, las marcas meten los prototipos en una sala y preguntan a clientes potenciales qué opinan. 5. El Diseño por Ordenador (CAD) Irónicamente, la herramienta que debería dar libertad infinita, el Diseño Asistido por Ordenador, es el último clavo en el ataúd de la originalidad. Hoy se usa el "diseño generativo". Los ingenieros introducen en el software todos los parámetros y restricciones (Regla 1: Plataforma MQB. Regla 2: Seguridad peatones. Regla 3: Cx de 0.28. Regla 4: Espacio para 5) y el programa "sugiere" las formas óptimas. Si los ingenieros de Ford, Renault y Volkswagen usan los mismos programas y las mismas reglas físicas, ¿sorprende que el resultado final sea casi el mismo? La Prueba: La Invasión de los Clones Esta uniformidad forzada se ve en todos los segmentos: -La Plaga del "SUV Coupé": Lo que empezó como el sacrilegio del BMW X6 ahora es un estándar. Del Audi Q5 Sportback al Renault Arkana, todos copian la misma silueta de techo descendente que mata el espacio trasero y la visibilidad. -El Segmento C: Es el ojo del huracán. Coches como el Qashqai, Tucson, Austral o 3008 compiten por el mismo cliente "para todo". El resultado es un diseño por consenso: cintura alta, frontal chato y los inevitables pasos de rueda de plástico negro. -Los Eléctricos: Aquí la aerodinámica lo es todo. Para maximizar la autonomía, todos acaban siendo un "Optimus Blob": un diseño redondeado, sin aristas, con parrillas tapadas y manillas enrasadas. El Tesla Model Y, el VW ID.4 o el Skoda Enyaq son esclavos del túnel de viento. Conclusión ¿Son todos los SUV iguales? En gran medida, sí, porque no les queda más remedio. Están atrapados en un corsé definido por la Aerodinámica que los redondea, la Seguridad que los hace chatos, la Plataforma Modular que fija sus proporciones y el Marketing que penaliza el riesgo. Los SUV modernos son, quizás, el resultado de la optimización total; el coche perfecto para las hojas de cálculo, pero, a menudo, el más aburrido para el corazón.
Di vê bûletene de: ASIO hackerên Çînî tawanbar dike ku dixwazin bikevin nav binesaziya krîtîk a Australya... Bi dehan xwepêşanderên xwecîh bi zorê derbasî civîna avhewayê ya COP-30 bûn... Ezmûna çewisandin, nijadperestî û şermezarkirina laş a ku Australî di werzîşê de dikişînin, ew nûçeyana û nûçeyên din di bûlentenê de hene.
The federal government will add a medicine for chronic kidney disease into the Pharmaceutical Benefits Scheme. More than 65.000 Australians are expected to benefit from the cheaper access to Jardiance , also known as Empagliflozin. - Hukûmeta federal dê dermanekî nexweşiya gurçikê ya kronîk li Bernameya Feydeyên Dermanan (PBS) zêde bike. Tê payîn ku zêdetirî 65.000 Australî dê dermanê Jardiance, ku wekî Empagliflozin jî tê zanîn, sûdê werbigirin.
Esta mañana del 24 de octubre, Día Internacional de las Bibliotecas, nuestro bibliotecario Antonio Martínez Asensio nos trajo a una escritora que está impactando con su primera novela. Es la gallega Lucía Solla Sobral, autora de 'Comerás flores', editada por Libros del Asteroide. Es un thriller psicológico sobre un tema la violencia machista, pero con un lenguaje tan poético y un personaje con el que empatizas tanto que a la vez que sufres, le pones nombre a lo que todos vemos y no somos capaces de denunciar. Lucía, además de donarnos su libro, nos dejó uno de los que más le ha gustado en su vida: 'Tengo miedo torero' de Pedro Lemebel (Las Afueras). Pero antes de la entrevista con Lucía Solla Sobral, Antonio Martínez Asensio nos contó en tres minutos 'Fahrenheit 451' de Ray Bradbury (DeBolsillo), un clásico brutal. Tambié nuestro bibliotecario nos dejó uno de sus libros de su programa 'Un libro , una hora', 'Los bienes de este mundo' de Irene Némirovsky (Salamandra). Y ya en el capítulo de novedades, Pepe Rubio nos trajo 'Inventario de siembra' de Thais Gamaza (Editorial 16) y 'Hansel y Gretel' de Stephen King y Maurice Sendak (Lumen). Pascual Donate en su búsqueda de libros abandonados en la redacción de la SER recuperó un poemario 'Ojalá joder' de Escandar Algeet (Ya lo Dijo Casimiro Parker) . Y terminamos con las donaciones de los oyentes que fueron: 'Tan poca vida' de Hanya Yanagihara (Lumen), 'Crónicas marcianas" de Ray Bradbury (páginas de espuma), 'Doña Rosita la soltera' de Federico García Lorca (Austral) y 'Mi enemigo mortal' de Willa Cather (Alba Editorial).
Australian researchers have found breastfeeding can protect women against breast cancer by building up their immunity. According to a new study, pregnancy and breastfeeding produces infection-fighting T-cells that help guard against abnormal cells that could develop into cancer. - Lêkolînerên Australî dîtine ku şîrdan dikare jinan ji seretana memikê bi avakirina parastina wan biparêze. Li gorî lêkolîneke nû, ducanî û şîrdan wate mêjandina zarokî şaneyên T- yên ku li dijî enfeksiyonê şer dikin çêdike dibin alîkar ku li dijî şaneyên nenormal ên ku dikarin bibin pencşêr biparêze.
1) Une molécule extraite du venin de vipère pourrait soigner des maladies oculaires Une molécule extraite du venin de vipère pourrait révolutionner le traitement de certaines maladies oculaires comme la DMLA et de la rétinopathie diabétique. Actuellement testée sur des rongeurs, elle pourrait réduire la fréquence des injections et aider les patients résistants aux traitements actuels. Une avancée prometteuse en ophtalmologie. 2) "Intelligences animales" au Parc Zoologique de Paris Le Parc Zoologique de Paris consacre une saison aux intelligences animales, explorant les capacités cognitives surprenantes de diverses espèces, des fourmis aux poulpes. Ce parcours, ouvert jusqu'en novembre, invite à redéfinir notre perception de l'intelligence à travers des rencontres et des découvertes fascinantes. 3) Comment le plancton survit dans l'océan Austral L'expédition ACE autour de l'Antarctique continue de livrer des découvertes fascinantes. Une équipe internationale dirigée par des chercheurs des Universités de Genève et Lausanne et de l'EPFL a mis en lumière un mécanisme surprenant de survie du plancton dans l'océan Austral. Contrairement aux autres océans, les micro-organismes y produisent eux-mêmes les composés nécessaires pour maintenir le fer disponible, essentiel à leur survie. L'étude, publiée dans Nature Communication, a des implications cruciales pour notre compréhension des écosystèmes marins et du rôle de l'océan Austral dans la régulation du climat mondial
Despite a growing awareness around mental health, research shows burnout in the workplace is still a major challenge. Experts say without proper training and healthy boundaries in the workplace, more and more Australians will consider leaving their jobs in the next year. - Tevî hişmendiya li ser tenduristiya derûnî zêde dibe jî, lêkolîn nîşan didin ku strêsa li cîhê kar hîn jî pirsgirêkeke mezin e. Pispor dibêjin bêyî perwerdehiya guncav û sînorên tendurûstiyê li cîhê kar, bêtir û bêtir Australî dê di sala bêt de dev ji karên xwe berdin.
Choosing to legally change your name is a significant life decision that reflects your personal circumstances. Each year, tens of thousands of Australians lodge an application through the Registry of Births, Deaths & Marriages. If you're considering a change of name, this episode takes you through the process. - Hilbijartina guhertina navê xwe bi awayekî yasayî biryareke girîng a jiyanê ye ku rewşa we ya kesane nîşan dide. Her sal bi deh hezaran Australî bi rêya Qeyda Jidayibûn, Mirin û Zewacan - Registry of Births, Deaths & Marriages navê xwe diguhêrin. Heke hûn li ser guhertina nav an paşnavê xwe difikirin, ev beşê Australya Binase we di proseyê re derbas dike.
You say farewell to Belfast. I say hello on the Irish & Celtic Music Podcast #721 - - Subscribe now! Andrew Finn Magill, Adam Agee & Jon Sousa, Willowgreen, Ghost Of A Banshee, The Gothard Sisters, The AML Trio, The Lilies of the Midwest, McFloosey, Celia Farran, The Langer's Ball, Chloe Matharu, Austral, Jaywalkers, Journey North, The Friel Sisters GET CELTIC MUSIC NEWS IN YOUR INBOX The Celtic Music Magazine is a quick and easy way to plug yourself into more great Celtic culture. Enjoy seven weekly news items with what's happening with Celtic music and culture online. Subscribe now and get 34 Celtic MP3s for Free. VOTE IN THE CELTIC TOP 20 FOR 2025 This is our way of finding the best songs and artists each year. You can vote for as many songs and tunes that inspire you in each episode. Your vote helps me create this year's Best Celtic music of 2025 episode. You have just three weeks to vote this year. Vote Now! You can follow our playlist on YouTube to listen to those top voted tracks as they are added every 2 - 3 weeks. THIS WEEK IN CELTIC MUSIC 0:06 - Andrew Finn Magill "The Fiddle Bridge, The Littlest Pint, Rémi's Reel" from Courting the Sun 4:02 - WELCOME 5:44 - Adam Agee & Jon Sousa "Farewell to Belfast" from Ceol na gCarad 9:11 - Willowgreen "Walking on the Waves" from Sheila's Brush 13:26 - Ghost Of A Banshee "Celtic Cannon (Reel)" from Along The Rural Trail 15:41 - The Gothard Sisters "Cat and the Fiddle" from Midnight Sun 19:17 - FEEDBACK 21:36 - The AML Trio "Pride of Pimlico" from Sons Of Erin's Isle 23:56 - The Lilies of the Midwest "A Walk on the Shore" from Cat's Ceili 28:58 - McFloosey "Preab san Ol" from Fiacre's Fell 31:27 - Celia Farran "Bridget's Well" from Irish Song Compilation by Celia Farran 35:13 - The Langer's Ball "Jug of This" from Drinking Song Sing - A - Long (2025) 38:11 - THANKS 40:27 - Chloe Matharu "Sailors and Rolling Stones" from Sailors and Rolling Stones 46:26 - Austral "Edgy in Zurich" from Thylacine 50:12 - Jaywalkers "Playsuit" from Move On 53:28 - Journey North "Kruger's pipe set" from Journey North (Revisited) 57:00 - CLOSING 58:10 - The Friel Sisters "Just A Note (Song)" from Northern Sky 1:00:10 - CREDITS Support for this program comes from Cascadia Cross Border Law Group, Creating Transparent Borders for more than twenty five years, serving Alaska and the world. Find out more at www.cascadialawalaska.com Support for this program comes from International speaker, Joseph Dumond, teaching the ancient roots of the Gaelic people. Learn more about their origins at Sightedmoon.com The Irish & Celtic Music Podcast was produced by Marc Gunn, The Celtfather and our Patrons on Patreon. The show was edited by Mitchell Petersen with Graphics by Miranda Nelson Designs. Visit our website to follow the show. You'll find links to all of the artists played in this episode. Todd Wiley is the editor of the Celtic Music Magazine. Subscribe to get 34 Celtic MP3s for Free. Plus, you'll get 7 weekly news items about what's happening with Celtic music and culture online. Best of all, you will connect with your Celtic heritage. Please tell one friend about this podcast. Word of mouth is the absolute best way to support any creative endeavor. Finally, remember—our planet's future is in our hands. The overwhelming evidence shows that human activity is driving climate change, from record - breaking heat waves to rising sea levels. But the good news? We have the power to fix it. Every choice we make—reducing waste, conserving energy, supporting clean energy, and lobbying our political leaders—moves us toward a more stable climate. Start a conversation today. The facts are out there, and the future is ours to shape. Promote Celtic culture through music at http://celticmusicpodcast.com/. WELCOME THE IRISH & CELTIC MUSIC PODCAST * Helping you celebrate Celtic culture through music. I am Marc Gunn. I'm a Celtic musician and also host of Folk Songs & Stories. This podcast is for fans of Celtic music. We are here to build a diverse Celtic community and help the incredible artists who so generously share their music with you. If you hear music you love, please email artists to let them know you heard them on the Irish and Celtic Music Podcast. Musicians depend on your generosity to release new music. So please find a way to support them. Buy a CD, Album Pin, Shirt, Digital Download, or join their community on Patreon. You can find a link to all of the artists in the shownotes, along with show times, when you visit our website at celticmusicpodcast.com. Email follow@bestcelticmusic to learn how to subscribe to the podcast and you will get a free music - only episode. You'll also learn how to get your band played on the podcast. Bands don't need to send in music, and You will get a free eBook called Celtic Musicians Guide to Digital Music. It's 100% free. Again email follow@bestcelticmusic GET AN IRISH & CELTIC MUSIC PODCAST ALBUM PIN Supplies are limited. Grab your album pin now before they're gone! These stunning lapel pins feature bold designs inspired by our official podcast compilation albums—packed with some of the best Celtic bands around.And here's the kicker: each pin comes with the full digital album. Art you can wear, music you can love. Get yours at magerecords.com And if you're a musician, I've got a full blog post with templates and tips to help you design your own album pin jacket. WHAT IS AN ALBUM PIN? THANK YOU PATRONS OF THE PODCAST! Because of generous patrons like you, the Irish & Celtic Music Podcast releases new episodes nearly every single week. Your support doesn't just fund the show—it fuels a movement. It helps us share the magic of Celtic music with thousands of new listeners and grow a global community of music lovers. Your contributions pay for everything behind the scenes: audio engineering, stunning graphics, weekly issues of the Celtic Music Magazine, show promotion, and—most importantly—buying the music we feature from indie Celtic artists. And if you're not yet a patron? You're missing out! 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On the Irish & Celtic Music Podcast #707. Subscribe now! Doolin', Austral, Fialla, Flook, The Friel Sisters, On The Lash, Brobdingnagian Bards, The Lilies of the Midwest, Robert Zielinski, Nathan Gourley, Joey Abarta, and Owen Marshall, Albannach,, David Mitchell, Drumspyder, Kevin Meehan GET CELTIC MUSIC NEWS IN YOUR INBOX The Celtic Music Magazine is a quick and easy way to plug yourself into more great Celtic culture. Enjoy seven weekly news items for Celtic music and culture online. Subscribe now and get 34 Celtic MP3s for Free. VOTE IN THE CELTIC TOP 20 FOR 2025 This is our way of finding the best songs and artists each year. You can vote for as many songs and tunes that inspire you in each episode. Your vote helps me create this year's Best Celtic music of 2025 episode. You have just three weeks to vote this year. Vote Now! You can follow our playlist on YouTube to listen to those top voted tracks as they are added every 2 - 3 weeks. THIS WEEK IN CELTIC MUSIC 0:08 - Doolin' “Mary's Jigs” from Doolin' 4:34 - WELCOME 5:46 - Austral “Woodford Nights” from Thylacine 12:38 - Fialla “No Fear No Grace” from A Rare Thing 17:00 - Flook “Koady / The Burning Lion” from Sanju 21:10 - The Friel Sisters “The Queen of the Rushes/Scully Casey's/McGovern's Favourite (Jigs/Reel)” from Northern Sky 26:01 - FEEDBACK 28:29 - On The Lash “Dog in the Distance” from Fireside 32:23 - Brobdingnagian Bards “The Salmon of Knowledge” from Another Faire to Remember 36:59 - The Lilies of the Midwest “Rent Charlie's Cottage for a Fee” from Cat's Ceili 41:20 - Nathan Gourley, Joey Abarta, and Owen Marshall “Bonnie Prince Charlie / Return to Fingal” from Copley Street 2 45:15 - THANKS 47:57 - Robert Zielinski “The Yellow Heifer” from The Day Dawn 51:02 - Albannach “Bare Arsed Bandits” from Bareknuckle Pipes & Drums 55:03 - David Mitchell “Lathkill Dale” from Contours 58:01 - Drumspyder “The Oak and the Ash” from Oak and Ash 1:02:05 - CLOSING 1:02:55 - Kevin Meehan “Borve Castle” from Spanish Point 1:06:27 - CREDITS The Irish & Celtic Music Podcast was produced by Marc Gunn, The Celtfather and our Patrons on Patreon. The show was edited by Mitchell Petersen with Graphics by Miranda Nelson Designs. Visit our website to follow the show. You'll find links to all of the artists played in this episode. Todd Wiley is the editor of the Celtic Music Magazine. Subscribe to get 34 Celtic MP3s for Free. Plus, you'll get 7 weekly news items about what's happening with Celtic music and culture online. Best of all, you will connect with your Celtic heritage. Please tell one friend about this podcast. Word of mouth is the absolute best way to support any creative endeavor. Climate change is real, and we can fix it. Cutting waste, saving energy, and pushing for clean power all make a difference. Not convinced? What if you're wrong? A cleaner, safer world benefits everyone. Talk to someone today—our children are counting on you! Promote Celtic culture through music at http://celticmusicpodcast.com/. WELCOME THE IRISH & CELTIC MUSIC PODCAST * Helping you celebrate Celtic culture through music. I am Marc Gunn. I'm a Celtic musician and also host of Folk Songs & Stories. This podcast is for fans of Celtic music. We are here to build a diverse Celtic community and help the incredible artists who so generously share their music with you. If you hear music you love, please email artists to let them know you heard them on the Irish and Celtic Music Podcast. Musicians depend on your generosity to release new music. So please find a way to support them. Buy a CD, Album Pin, Shirt, Digital Download, or join their community on Patreon. You can find a link to all of the artists in the shownotes, along with show times, when you visit our website at celticmusicpodcast.com. Email follow@bestcelticmusic to learn how to subscribe to the podcast and you will get a free music - only episode. You'll also learn how to get your band played on the podcast. Bands don't need to send in music, and You will get a free eBook called Celtic Musicians Guide to Digital Music. It's 100% free. Again email follow@bestcelticmusic WHAT IS AN ALBUM PIN? An album pin is a lapel pin with artwork inspired by a specific album or song from an album. It could be the actual album artwork or it could be inspired by a specific track on the album. The best album pins stand out on their own. They appeal to more than just your fans. It is simple, bold, and visually engaging. However, what truly makes it an “album pin” is that the purchaser also gets a digital album with their pin. I have an entire blog on my website with details including templates for you to make your own album pin jacket.
Hear an interview with Amelia Hogan about her latest album on the Irish & Celtic Music Podcast #706 . Subscribe now! Amelia Hogan, The Friel Sisters, Flook, Fialla, Robert Zielinski, On The Lash, Brobdingnagian Bards, Joseph Carmichael, The Lilies of the Midwest, Austral, Hounds of Finn GET CELTIC MUSIC NEWS IN YOUR INBOX The Celtic Music Magazine is a quick and easy way to plug yourself into more great Celtic culture. Enjoy seven weekly news items for Celtic music and culture online. Subscribe now and get 34 Celtic MP3s for Free. VOTE IN THE CELTIC TOP 20 FOR 2025 This is our way of finding the best songs and artists each year. You can vote for as many songs and tunes that inspire you in each episode. Your vote helps me create this year's Best Celtic music of 2025 episode. You have just three weeks to vote this year. Vote Now! You can follow our playlist on YouTube to listen to those top voted tracks as they are added every 2 - 3 weeks. THIS WEEK IN CELTIC MUSIC 0:12 - The Friel Sisters "Sporting Nell/The Black Mare of Fanad/Lough Isle Castle (Reels)" from Northern Sky 5:05 - WELCOME 7:16 - Flook "Where There Is Light / The May Waterway / Ninety Years Young" from Sanju 13:56 - Fialla "Easter Snow" from A Rare Thing 18:26 - Robert Zielinski "Sprig of Shillelagh" from The Day Dawn 19:30 - On The Lash "Dog in the Distance" from Fireside 23:25 - INTERVIEW: INTRO 23:45 - INTERVIEW: INTRODUCING AMELIA HOGAN 28:29 - Amelia Hogan "Home By Bearna" from Burnished 31:02 - INTERVIEW: NEW ALBUM 36:58 - Amelia Hogan "Dh'eirich mi Moch Madainn Cheitein" from Burnished 40:07 - INTERVIEW: RAPID FIRE QUESTIONS 49:54 - Amelia Hogan "Rolling In The Gold" from Burnished 53:42 - THANKS 55:26 - Brobdingnagian Bards "The Irishman Who Doesn't Drink" from Another Faire to Remember 57:58 - Joseph Carmichael "First of Spring" from single 1:02:13 - The Lilies of the Midwest "The Flower of Magherally" from Cat's Ceili 1:06:18 - Austral "Woodford Nights" from Thylacine 1:13:10 - CLOSING 1:13:50 - Hounds of Finn "My Father's Coat" from Gravity Pulls 1:19:07 - CREDITS The Irish & Celtic Music Podcast was produced by Marc Gunn, The Celtfather and our Patrons on Patreon. The show was edited by Mitchell Petersen with Graphics by Miranda Nelson Designs. Visit our website to follow the show. You'll find links to all of the artists played in this episode. Todd Wiley is the editor of the Celtic Music Magazine. Subscribe to get 34 Celtic MP3s for Free. Plus, you'll get 7 weekly news items about what's happening with Celtic music and culture online. Best of all, you will connect with your Celtic heritage. Please tell one friend about this podcast. Word of mouth is the absolute best way to support any creative endeavor. Finally, remember. Climate change is real, and we can fix it. Cutting waste, saving energy, and pushing for clean power all make a difference. A cleaner, safer world benefits everyone. Talk to someone today—our children are counting on you. Promote Celtic culture through music at http://celticmusicpodcast.com/. WELCOME THE IRISH & CELTIC MUSIC PODCAST * Helping you celebrate Celtic culture through music. I am Marc Gunn. I'm a Celtic musician and host of Folk Songs & Stories. This podcast is for fans of Celtic music. We are here to build a diverse Celtic community and help the incredible artists who so generously share their music with you. If you hear music you love, please email artists to let them know you heard them on the Irish and Celtic Music Podcast. Musicians depend on your generosity to release new music. So please find a way to support them. Buy a CD, Album Pin, Shirt, Digital Download, or join their community on Patreon. You can find a link to all of the artists in the shownotes, along with show times, when you visit our website at celticmusicpodcast.com. Email follow@bestcelticmusic to learn how to subscribe to the podcast and you will get a free music - only episode. You'll also learn how to get your band played on the podcast. Bands don't need to send in music, and You will get a free eBook called Celtic Musicians Guide to Digital Music. It's 100% free. Again email follow@bestcelticmusic Happy Easter!