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O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Billions of dollars of illegal wildlife parts get trafficked around the world each year. Think elephant tusks, rhino horns, polar bear pelts and even some rare plants, like wild ginseng. One of the countries caught up in these criminal networks is Canada. Jenn Thornhill Verma looked into how Canada has become such a hub in the illegal wildlife trade and why the organized crime is flying under the radar. Her reporting is part of The Globe and Mail's Surfaced series in partnership with the Pulitzer Center's Ocean Reporting Network. Questions? Comments? Ideas? Email us at thedecibel@globeandmail.com Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
On this episode of the ATS Breathe Easy podcast, delve into journalist Terry Greene Sterling's journey of being diagnosed with nontuberculous mycobacterial (NTM) lung disease. Greene Sterling's piece on living with NTM lung disease, funded by the Pulitzer Center, recently aired on KJZZ, the NPR affiliate in Phoenix. Host Patti Tripathi also interviews NTM specialist and Greene Sterling's doctor, Charles Daley, MD, National Jewish Health, on the causes and symptoms of this disease. Learn how NTM is often missed in the initial screening, plus the environmental factors that can lead to infection, challenges in treatment, and the importance of ongoing research, public awareness, and clinician education. KJZZ Arizona Public Radio: https://www.linkedin.com/showcase/kjzz-91.5-fm-phoenix/ The Pulitzer Center: https://www.linkedin.com/company/pulitzer-center/ Conecta Arizona: https://www.linkedin.com/company/conectaarizona/ Terry Greene Sterling: https://www.linkedin.com/in/terrygreenesterling/ NTM Info and Research: https://www.linkedin.com/company/ntmir/ Bronchiectasis and NTM Association: https://www.linkedin.com/company/bronchiectasis-and-ntm-association/
Como foi o trabalho do Intercept Brasil a partir do vazamento de mensagens que mostraram uma proximidade inédita entre o candidato à presidência Flávio Bolsonaro e o dono do banco Master Daniel Vorcaro? Quais os desafios para conferir a veracidade do material enviado por fonte anônima? Como uma papinha quase impediu que a fatídica pergunta sobre o financiamento do filme Dark Horse fosse feita?Episódio relacionados86: a Vaza Jato e o mea culpa da imprensa134: Los golpistas fujones141: Tchau, Rio147: Um data center incomoda muita genteEntrevistados do episódioPaulo MotorynJornalista formado na PUC-SP, é repórter de política do Intercept Brasil e roteirista de não-ficção em Brasília. Trabalhou nas redações do site Poder360, do jornal Lance! e da revista Brasileiros.Leandro BeckerJornalista, editor no Intercept, tem 20 anos de experiência em reportagem, edição e gestão de equipes e projetos multimídia em jornal, rádio, TV e jornalismo digital, com passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, NSC TV, Globo Rural, Agência Lupa, Exame, UOL e O Estado de S. Paulo.Cecília OliveiraCecília Olliveira é autora de Como Nasce um Miliciano e jornalista investigativa dedicada a cobertura do tráfico de drogas e de armas e a violência. É cofundadora do Intercept Brasil, diretora fundadora do Instituto Fogo Cruzado e membro da The Global Initiative Against Transnational Organized Crime.Laís MartinsJornalista e repórter do Intercept Brasil, formada pela PUC-SP e mestra em Comunicação Política pela Universidade de Amsterdam. Foi fellow do Pulitzer Center, com um projeto sobre como a política armamentista do governo Bolsonaro impactou mulheres brasileiras, e do Rest of World, investigando a intersecção entre trabalho e tecnologia na América Latina.Thalys AlcântaraRepórter do Intercept em Brasília, trabalhou em O Popular e Metrópoles, foi vencedor do Prêmio de Jornalismo Investigativo da União Europeia e do Prêmio Dom Tomás Balduino de Direitos Humanos.Ficha técnicaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Mixagem de som: Vitor Coroa.Edição de áudio: Matheus Marcolino.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.
Traditional owners in Far North Queensland have come together with scientists for the first time to help tackle threats against human-induced climate change. The inaugural conference with leaders from seventeen different Torres Strait Islands is helping shape Australia's next State of Environment Report due in December this year. Reporter Josh van Staden travelled to Thursday Island with support from the Pulitzer Center.Traditional owners in Far North Queensland have come together with scientists for the first time to help tackle threats against human-induced climate change.The inaugural conference with leaders from seventeen different Torres Strait Islands is helping shape Australia's next State of Environment Report due in December this year.
Community health programs in South Africa have been heavily impacted by U.S. cuts to global aid. Which means there are fewer community and health workers to support low-income people with HIV and AIDS.We recently visited one of those programs, called We Care, to learn more about the experiences of the few employees who still remain.For sponsor-free episodes of Consider This, sign up for Consider This+ via Apple Podcasts or at plus.npr.org. Email us at considerthis@npr.org.This story was supported by the Pulitzer Center.This episode was produced by Matt Ozug, Karen Zamora and Elena Burnett, with audio engineering by Peter Ellena.It was edited by Patrick Jarenwattananon and William Troop.Our executive producer is Sami Yenigun.See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for sponsorship and to manage your podcast sponsorship preferences.NPR Privacy Policy
Justine, who wrote and hosted the Believe Her podcast, returns to the show to discuss her latest work. Justine is an award-winning independent journalist and author. Her latest book, Unreasonable Women, will be published in June 2026 by Ecco. Justine's prior books include We Are Not Such Things, and her features have been published in the New York Review of Books, New York Magazine, Harper's, the Guardian, VQR, and TheNew Republic, among others. Justine is also the host and co-producer of the investigative podcast Believe Her.She has been honored with the James Aronson Award, the Sigma Delta Chi Award, the Gracie Award, the iHeart Radio Award, the Mike Berger Award, and the Ambie Award. Justine has received grants from the Pulitzer Center, Type Investigations, the International Women's Media Foundation, and the Robert B. Silvers Foundation, and fellowships from New America, the Emerson Collective, the Sustainable Arts Foundation, the Logan Nonfiction Program, Type Media, and PEN America.Unreasonable Women releases on June 2nd. Please consider pre-ordering the book HEREThe majority of the funding of our work comes directly from listeners, through our Patreon community. To join Patreon, click THIS LINK. At the $5/month level you'll get access to lots of Patreon Only BONUS EPISODES, Ad Free versions of all episodes, an hour of Patreon Exclusive video content every week, and our new weekly podcast “Pre-Game”, which drops every Wednesday. Not to mention early access to some episodes and the ability to watch and participate in interviews live.Today's Sponsors:Rula – Head to Rula.com/justice to get startedQuince – Head to Quince.com/Ruff for free shipping and 365 day returns.Factor Meals - Head to Factormeals.com/truth50off and use code "truth50off" to get 50% off and FREE BREAKFAST for one year.Draft Kings – Download the app and sign up with code “Truth” to claim 1500 Flex Spins!
Uyghurs are a mostly Muslim ethnic minority in China, that number in the millions. Human rights groups have accused China of persecuting Uyghurs because the government fears they have played a role in militant attacks. In today's episode we hear the story of thousands of Uyghurs who travelled to Syria to gain battlefield experience fighting in the Syrian civil war. Are these people freedom fighters? Or are they the now battle-hardened militants China always feared?This story was supported by a grant from the Pulitzer Center on Crisis Reporting. You can read more of this reporting at NPR.org.See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for sponsorship and to manage your podcast sponsorship preferences.NPR Privacy Policy
In the three short years since the release of ChatGPT, AI chatbots have reshaped how millions of people live. But while the technology's economic and political consequences are widely debated, its social and psychological impacts are only just beginning to come into focus. Mental health is emerging as one of the most pressing – and troubling – frontiers. According to OpenAI's own data from October 2025, as many as 560,000 users a week were showing “possible signs of mental health emergencies related to psychosis or mania” in their interactions with its systems. Clinicians, researchers, and journalists are now documenting cases in which vulnerable users form intense, and sometimes harmful, relationships with AI tools. Join The Observer's Technology Reporter Patricia Clarke, neuropsychiatrist at King's College London Dr Thomas Pollak and Head of Research & Policy at Internet Matters Katie Freeman-Tayler for a live conversation based on reporting produced in partnership with the Pulitzer Center's AI Accountability Network. The panel will be discussing how AI is rewiring our emotional lives and answering questions on what risk and responsibilities come with technologies that can mimic empathy? What obligations do tech firms, regulators and governments face? And what lessons can be drawn from the slow reckoning with social media's toll on mental health – especially among children and young people? Speakers: Patricia Clarke, Technology Reporter at The Observer Dr Thomas Pollak, Neuropsychiatrist at King's College London Katie Freeman-Tayler, Head of Research and Policy at Internet Matters Chair: James Harding, Editor-in-Chief of The Observer In collaboration with: The Observer The Pulitzer Center's AI Accountability Network. Donate to the RSA: https://thersa.co/3ZyPOEa Become an RSA Events sponsor: https://utm.guru/ueemb Follow RSA on Instagram: https://www.instagram.com/thersaorg/ Like RSA on Facebook: https://www.facebook.com/theRSAorg/ Listen to RSA Events podcasts: https://bit.ly/35EyQYU Join our Fellowship: https://www.thersa.org/fellowship/join
A poet and a science writer walk into a podcast—and laugh, tease, joke, uplift, and ask each other tough questions about creative process. In this episode of Emerging Form, the hosts Rosemerry Wahtola Trommer and Christie Aschwanden ask each other some of the questions they like to ask their guests. It's a raucous, fun episode in which they rib each other as only best friends can do, taking turns being in the hot seat to talk about ambition, how getting older has affected creative practice, sincerity, empathy, curiosity and, of course, wine.Christie Aschwanden is the author of the New York Times bestseller, Good to Go, What the Athlete in All of Us Can Learn from the Strange Science of Recovery. She's also host and producer of Uncertain, a podcast from Scientific American. She's the former lead science writer at FiveThirtyEight and was previously a health columnist for The Washington Post. Her work has appeared in dozens of publications, including New York Times, Wired, Smithsonian, Slate, Popular Science, Discover, Science and Nature, and she's received fellowships from the Santa Fe Institute, the Carter Center, and the Pulitzer Center for Crisis Reporting. She lives on a small farm in western Colorado.Rosemerry Wahtola Trommer is a poet, teacher, speaker, and writing facilitator. Her daily audio series, The Poetic Path, is on the Ritual app. Her poems have appeared on A Prairie Home Companion, PBS NewsHour, O Magazine, Washington Post Book Club, and Carnegie Hall Stage. Her recent collections are All the Honey and The Unfolding. In 2024, she became Poet Laureate for Evermore, helping others explore grief and love through poetry. Since 2006, she's written a poem a day, sharing them on her blog, A Hundred Falling Veils. Her one-word mantra is adjust. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit emergingform.substack.com/subscribe
James Verini is an American long-form journalist and author who writes for The New Yorker, The New York Times Magazine, National Geographic and other outlets. The Pulitzer Center describes him as a contributing writer at The New York Times Magazine and National Geographic whose work has won both a National Magazine Award and a George Polk Award. He is also the author of They Will Have to Die Now: Mosul and the Fall of the Caliphate, about the battle to retake Mosul from ISIS.On Ukraine, Verini's major reporting arc includes “In the Trenches of Ukraine's Forever War” from January 2022, “Surviving the Siege of Kharkiv” from May 2022, “The Theater” / “Witness to the Massacre in Mariupol” from September 2022, “The Collaborators” from November 2023, and a 2025 New Yorker essay on Alexander Dugin and the ideological roots of Russia's war. His own site describes the Donbas before the full-scale invasion as a “deadlocked, time-warped conflict,” Kharkiv as a city Russia battered but failed to take, and the Mariupol theater bombing as “the defining atrocity of the Ukraine War.” (James Verini)----------LINKS:https://jamesverini.com/books/https://www.amazon.co.uk/Theater-Courage-Survival-Defining-Atrocity/dp/1668062208/ref=sr_1_2https://www.simonandschuster.com/books/The-Theater/James-Verini/9781668062203https://en.wikipedia.org/wiki/James_Verinihttps://www.newyorker.com/contributors/james-verinihttps://www.kcl.ac.uk/people/james-verinihttps://pulitzercenter.org/people/james-verini----------SUPPORT THE CHANNEL:https://www.buymeacoffee.com/siliconcurtainhttps://www.patreon.com/siliconcurtainhttps://www.gofundme.com/f/scaling-up-campaign-to-fight-authoritarian-disinformation----------TRUSTED CHARITIES ON THE GROUND:Car4Ukrainehttps://car4ukraine.com/en-US/campaignsDzyga's Pawhttps://dzygaspaw.com/projectsSuperhumans - Hospital for war traumashttps://superhumans.com/en/UNBROKEN - Treatment. Prosthesis. Rehabilitation for Ukrainians in Ukrainehttps://unbroken.org.ua/Come Back Alivehttps://savelife.in.ua/en/Chefs For Ukraine - World Central Kitchenhttps://wck.org/relief/activation-chefs-for-ukraineUNITED24 - An initiative of President Zelenskyyhttps://u24.gov.ua/Serhiy Prytula Charity Foundationhttps://prytulafoundation.orgNGO “Herojam Slava”https://heroiamslava.org/----------PLATFORMS:Substack: https://substack.com/@siliconcurtainTwitter: https://twitter.com/CurtainSiliconLinkedin: https://www.linkedin.com/in/finkjonathan/Podcast: https://open.spotify.com/show/4thRZj6NO7y93zG11JMtqm----------
Notes and Links to Sarah Aziza's Work Sarah Aziza (she/هي ) is a Palestinian American writer, translator, and artist with roots in ‘Ibdis and Deir al-Balah, Gaza. She is the author of The Hollow Half. Winner of the Palestine Book Awards, The Hollow Half is a genre-bending work of memoir, lyricism, and oral history exploring the intertwined legacies of diaspora, colonialism, and the American dream. It is available wherever books are sold. Sarah's award-winning journalism, poetry, essays, and experimental nonfiction have appeared in The New Yorker, The Paris Review, Best American Essays, The Baffler, Harper's Magazine, Mizna, The Washington Post, The Guardian, and The Nation, among other publications. The recipient of fellowships from Fulbright, MacDowell, the Asian American Writers Workshop, Tin House Writers' Workshop, and numerous grants from the Pulitzer Center for Crisis Reporting, she has lived and worked in Saudi Arabia, Algeria, Jordan, South Africa, Palestine, and the United States. Buy The Hollow Half Sarah Aziza's Website Review of The Hollow Half from Kirkus Reviews Sarah on Democracy Now Discussing Her Memoir At about 2:30, Sarah talks about her language and reading life growing up At about 5:10, Sarah expands upon readings that inspired and challenged her At about 13:00, Pete and Sarah discuss ideas of writing as “political,” inspired by Marwan Makhoul, and Sarah cites a gripping poem by Noor Hindi At about 15:20, At about 17:30, Sarah responds to Pete asking about the book's title and ideas of generational trauma and Sarah's Americanness At about 20:30, Sarah talks about his father “pouring his hope” into her and sheltered and open pain At about 22:20, Pete uses a Hasan Minhaj routine and Sarah expands on ideas of first generation and immigrant parents' relationships At about 23:20, Sarah reflects on ideas of love's multiple meanings and connects these myriad ideas to much of the book and calls the book “an offering…in a time of suffering” At about 28:00, The two discuss the vagaries of Arabic and translation and its challenges and beauty At about 33:20, Pete recounts the book's opening, and Sarah expands on her grandmother's life and struggles and joys and how Sarah is connected to her grandmother-”Sittoo” At about 37:25, The two meditate on the “small victories” of Sarah's grandmother At about 39:05, Sarah explains how she sees her recovery/”recovered” and her present and past with anorexia At about 41:45, Sarah responds to Pete asking about an emblematic scene from the memoir where an IpHone asks to verify her identity At about 43:05, Sarah discusses the idea of “better than what?” especially as a child At about 45:15, Sarah talks about her family's connections to ‘Ibdis, Gaza, and the fact that so much stolen and ethnically-cleansed land in Palestine is open/unused At about 48:15, Sarah talks about her time recovering from prolonged anorexia At about 50:45, Pete notes the specific and universal in the book, as he and Sarah discuss the impulse to bury oneself in work At about 53:10, Sarah expands on reasoning for writing the book and in particular “put[ting] into place” her family history and finding a place to publish a story like hers that she feels is rarely published At about 55:20, Sarah talks about her grandmother's time living with Sarah and her family At about 57:30, Sarah responds to Pete's questions about the anorexia ward and how she saw and sees the employees there At about 1:00:45, Sarah talks about the ways in which photos opened up ideas and research and thoughts of her grandmother and her history At about 1:03:20, Pete talks about ideas of misogyny that is specific to non-white women At about 1:03:50, Sarah reflects on and outlines two pivotal and damaging experiences in which white neighbors showed surprise and revulsion At about 1:06:45, The two discuss Sarah's parents and their foundation and Foundation At about 1:08:45, Sarah responds to Pete's questions about research for the book At about 1:11:00, Sarah expands on connections between the personal and the geopolitical in her work and research At about 1:11:30, Sarah recounts the story of some early involvement with pro-Palestine efforts and emotional and physical assaults At about 1:13:00, Sarah talks about being in Middle East and ideas of “humanizing” and “a political awakening” in the US and Middle East At about 1:17:10, Sarah talks about connections between resistance and love At about 1:20:25, Pete cites Ernest Hemingway in citing Sarah's family connections to Gaza At about 1:22:00, Sarah talks about the idea of “yes” and a meaningful part of the book and interpretations of being “half…” Palestinian, etc. At about 1:27:10, Sarah talks about parallels between her partner's love for her and her choice to love Palestine on a daily basis At about 1:28:00, Pete asks Sarah about ways forward, and how we get people to not “look away,” and she talks about inspiration You can now subscribe to the podcast on Apple Podcasts, and leave me a five-star review. You can also ask for the podcast by name using Alexa, and find the pod on Stitcher, Spotify, and on Amazon Music. Follow Pete on IG, where he is @chillsatwillpodcast, or on Twitter, where he is @chillsatwillpo1. You can watch other episodes on YouTube-watch and subscribe to The Chills at Will Podcast Channel. Please subscribe to both the YouTube Channel and the podcast while you're checking out this episode. Pete is very excited to have one or two podcast episodes per month featured on the website of Chicago Review of Books. The audio will be posted, along with a written interview culled from the audio. His conversation with Jeff Pearlman, a recent guest, is up now at Chicago Review. Sign up now for The Chills at Will Podcast Patreon: it can be found at patreon.com/chillsatwillpodcastpeterriehl Check out the page that describes the benefits of a Patreon membership, including cool swag and bonus episodes. Thanks in advance for supporting Pete's one-man show, DIY podcast and extensive reading, research, editing, and promoting to keep this independent podcast pumping out high-quality content! This month's Patreon bonus episode deals with short, powerful poems and prose that pack a punch-take that, alliteration! The episode features meaningful and resonant work from Robert Hershon, Mosab Abu Toha, Ernest Hemingway, Sara Abou Rashed, Khaled Juma, Andrea Cohen, and Marwan Makhoul. Pete has added a $1 a month tier for “Well-Wishers” and Cheerleaders of the Show. The intro song for The Chills at Will Podcast is “Wind Down” (Instrumental Version), and the other song played on this episode was “Hoops” (Instrumental)” by Matt Weidauer, and both songs are used through ArchesAudio.com. Please tune in for Episode 340 with Donna Minkowitz, a writer of fantasy, memoir, and journalism lauded by Lilith Magazine for her “fierce imagination and compelling prose.” Her first book, Ferocious Romance, won a Lambda Literary Award for Best Book On Religion/Spirituality. She is also the author of the novel DONNAVILLE, published in 2024. She and Pete will be revisiting her memoir Growing Up Golem, a finalist for both a Lambda Literary Award and Judy Grahn Nonfiction Award. The episode airs on May 5. Please go to ceasefiretoday.org, and/or https://act.uscpr.org/a/letaidin to call your congresspeople and demand an end to the forced famine and destruction of Gaza and the Gazan people. You can also donate at chuffed.org, World Central Kitchen, and so many more, and/or you can contact writer friend Ursula Villarreal-Moura directly or through Pete, as she has direct links with friends in Gaza.
The people who make automated translation possible are often low-paid gig workers. Usually, they don't even know who they're really working for — and it might be the US military. Reporter Niamh McIntyre joins Alex and Emily to dissect how one data labeling company presents its work, based her investigation into the experiences of East African employees.Niamh McIntyre is a senior reporter at The Bureau of Investigative Journalism (TBIJ) in London, covering AI, labor, and surveillance tech. She was 2023 AI Accountability Fellow at the Pulitzer Center, and prior to joining TBIJ, spent four years as a data journalist at The Guardian.Find tickets to our April 30th live show here!References:Appen blog post on "Why AI Must be Ethical and Responsible"Also referenced:"Gig workers in Africa have been helping the US military. They had no idea"DAIR's Data Workers' InquiryFresh AI Hell:Marc Andreessen says "there is no inner self"Rest of World call for stories on labor and techDetrans.AI wants you to talk to fake detransitionersMelania proposes catwalking robot as replacement for teachersMicrosoft sidelines Mustafa SuleymanAndrej Karpathy cooked by LLM usage"Sorry AI, you can't call yourself a nurse"Volunteer fire department rejects $250,000 Google donationCheck out future streams on Twitch. Meanwhile, send us any AI Hell you see.Find our book The AI Con here, and MAIHT3k merch here.Subscribe to our newsletter via Buttondown.Follow us!EmilyBluesky: emilymbender.bsky.socialMastodon: dair-community.social/@EmilyMBenderAlexBluesky: alexhanna.bsky.socialMastodon: dair-community.social/@alexTwitter: @alexhannaMusic by Toby Menon.Artwork by Naomi Pleasure-Park. Production by Ozzy Llinas Goodman.
Nelly Madegwa is co-author of The Intercept story supported by the Pulitzer Center, "Where There Is Salt: An American Company Drilled for Oil in Kenya — and Left Behind Soaring Cancer Rates," which she co-wrote with Georgia Gee. Nelly is an award-winning journalist from Kenya whose reporting covers climate change, sustainable development, health, and human rights across Africa. She writes frequently from a gender perspective on issues ranging from public health to sexual violence Her work has appeared in The Elephant, Minority Africa, taz, and Africa Uncensored. Her storytelling blends investigative and data-driven reporting with human-interest narratives. Nelly is a Pulitzer Center Persephone Miel Fellow. https://theintercept.com/2026/04/06/amoco-bp-oil-kargi-kenya-cancer/ She was first runner-up in the 2021 African Journalist Gender Equality Awards. She also holds a certificate in explanatory journalism from the Knight Center. We will have new installments of Rotten History and Hangover Cure. We will also be sharing your answers to this week's Question from Hell! from Patreon. Help keep This Is Hell! completely listener supported and access bonus episodes by subscribing to our Patreon: www.patreon.com/thisishell
Karen Hao es periodista estadounidense, autora del bestseller del New York Times Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI (Penguin Press, 2025), ganadora del National Book Critics Circle Award, reconocida por la revista Time en su lista TIME100 AI, y una de las voces más rigurosas del mundo sobre el impacto social de la inteligencia artificial. Fue la primera periodista en perfilar a OpenAI, editora sénior de IA en MIT Technology Review, corresponsal del Wall Street Journal en China, y hoy escribe para The Atlantic y lidera el AI Spotlight Series del Pulitzer Center.En este episodio de Paredro, grabado en Medellín durante su visita a Colombia, Karen Hao habla con Camilo sobre su libro —publicado en español por Editorial Ariel como El Imperio de la IA: Sam Altman y su carrera por dominar el mundo— y sobre las preguntas que ese libro nos obliga a hacernos: ¿Estamos estructuralmente condenados a no entender nuestros propios avances tecnológicos? ¿Qué tiene en común el desarrollo de la IA con el colonialismo? ¿Por qué la IA, lejos de multiplicar las lenguas del mundo, está acelerando su desaparición? ¿Qué une a Silicon Valley con el proyecto político de Trump?Hao traza un mapa de los cuatro rasgos del imperialismo tecnológico: extracción de recursos, explotación laboral, monopolización del conocimiento y una cuasi-religión ideológica en torno a la AGI. Comparte el momento exacto en que dejó de creer en la narrativa de OpenAI como fuerza para el bien. Propone la metáfora de la bicicleta frente al cohete para repensar qué tipo de IA queremos construir. Y termina con un llamado a la resistencia colectiva: los únicos que pueden torcer el rumbo somos nosotros.Una conversación grabada mitad en inglés, mitad en el español que Karen Hao está aprendiendo porque, como ella misma dice, su esposo es colombiano —y Colombia aparece más de una vez en las páginas de su libro.
When a U.S. Army veteran was arrested on conspiracy charges for his role in an anti-ICE protest in Spokane, Washington, it was the first time an American had faced those charges in connection with the protests. Some legal experts saw it as an escalation in efforts to suppress and criminalize First Amendment rights. In collaboration with the Pulitzer Center, Aaron Glantz reports. PBS News is supported by - https://www.pbs.org/newshour/about/funders. Hosted on Acast. See acast.com/privacy
John Meehan returns from episode 30. John Meehan is an instructional coach, professional development specialist, and English teacher from just outside Washington, D.C. He is the author of EDrenaline Rush (2019) and co-author of Fully Engaged (2021) and Playing With Purpose (2026). A nationally recognized speaker on student engagement and gamified instruction, John was named an ASCD Emerging Leader, served on the Bill & Melinda Gates Foundation Teacher Advisory Council, and currently sits on the Pulitzer Center's 2025 Information & AI Teacher Advisory Council. His book EDrenaline Rush was ranked among Book Authority's “Top 10 Teaching Books of All Time.” Alongside Michael Matera in 2021, John co-founded EMC² Learning, a global platform providing hundreds of gamified classroom resources to educators worldwide. EMC² Learning was named the 2023 FETC Pitchfest winner for Best Online Classes and honored in HundrED's 2024 Spotlight on Gamified Curricula. Outside the classroom, he's a CrossFitter and proud new dad. You can connect with John at connect@EMC2Learning.com and www.emc2learning.com
Scientists say research into a vaccine for HIV is further along than it's ever been.But Trump administration cuts to scientific research have set that effort back.Including a promising trial for an HIV vaccine in Africa – which was shut down altogether.NPR's Ari Daniel has the story of how researchers there refused to give up.Ari's reporting for this story was supported by a grant from the Pulitzer Center. The Gates Foundation is a financial supporter of NPR. This episode was produced by Mallory Yu and Kira Wakeam.It was edited by Rebecca Davis and Courtney Dorning.Our executive producer is Sami Yenigun. Learn more about sponsor message choices: podcastchoices.com/adchoicesNPR Privacy Policy
Mongabay senior editor Philip Jacobson joins Mongabay's podcast to discuss a two-part investigation published this year in collaboration with the Pulitzer Center about how state governments in Brazil have been procuring shark meat — which is high in mercury and arsenic — served to potentially millions of schoolchildren and thousands of public institutions. With Mongabay's Karla Mendes and Pulitzer's Kuang Keng Kuek Ser, Jacobson spent a year digging into public databases of government shark meat orders, called tenders. "It's quite widespread," Jacobson says. "We found shark meat tenders in 10 states and shark meat being served or being procured for more than 500 municipalities." Government nutritionists were also found to be recommending shark meat for school lunches because it has no bones, and even when one school official raised concerns about heavy metal contamination in the meat, her concerns were not heeded. Critics' concerns extend beyond vulnerable populations like schoolkids, too, since shark is also on the menus of public institutions like homeless shelters, maternity wards and elder care centers. But since the investigation was released, one lawmaker has called for a parliamentary hearing to discuss the findings. The Mongabay Newscast is available on all major podcast platforms, including Apple and Spotify, and previous episodes are also accessible at our website's podcast page. Please take a minute to let us know what you think of our podcast, here. Image Credit: A blue shark (Prionace glauca). Image courtesy of Ellen Cuylaerts/Ocean Image Bank. —- Timecodes (00:00) Millions of Brazilians fed shark meat (12:33) Impacts from Mongabay's investigation (24:29) Marine related issues flying under the radar (27:13) Why Phil chose investigative reporting (32:40) The GIJN conference
Conversas entre o presente e o futuro. No primeiro ato: crianças indígenas crescendo, uma batalha após a outra. Por Vitor Hugo Brandalise. No segundo ato: um poema e um crime. Por Victor Manoel. A história "A ocupação" é a terceira da série especial “A Retomada”, apoiada pelo Pulitzer Center, sobre direitos indígenas no Brasil. As outras histórias da série foram publicadas nos episódios “A Volta de Goreth Suruí” e “Ritos", em setembro e outubro de 2025, no Rádio Novelo Apresenta. A história "Cartas para Chico" teve apoio do iCS, o Instituto Clima e Sociedade. Além de ouvir os episódios do Rádio Novelo Apresenta antecipadamente, os membros do Clube da Novelo tem acesso a uma newsletter especial, e a eventos com membros da nossa equipe . Quem assinar o plano anual ganha de brinde uma bolsa da Novelo feita só pra membros. Assine em radionovelo.com.br/clube Acompanhe a Rádio Novelo no Instagram: https://www.instagram.com/radionovelo/ Siga a Rádio Novelo no TikTok: https://www.tiktok.com/ Palavras-chave: direitos indígenas; infância; educação escolar indígena; Pará; COP 30; Carta ao Jovem do Futuro. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Two First Nations in northern Ontario are charting different courses on development in and around the mineral-rich Ring of Fire region. For a story supported by the Pulitzer Center, The Canadian Press visited Webequie First Nation and Neskantaga First Nation to get a better understanding of their differing positions on development. Reporter Liam Casey and photographer Christopher Katsurov Luna talk about their trip north and some of the challenges to building a road in the wilderness. --- For the latest and most important news of the day | https://www.thecanadianpressnews.ca To watch daily news videos, follow us on YouTube | https://www.youtube.com/@CdnPress The Canadian Press on X (formerly Twitter) | https://twitter.com/CdnPressNews
Como falar de meio ambiente sem falar de moradia, saneamento e desigualdade? Neste episódio do Belém 30º, o ativista Vavá Mesquita, do movimento Tucunduba Pró-Lago Verde, conta como a luta por dignidade e justiça ambiental na periferia de Belém se tornou uma das vozes mais importantes da Amazônia urbana. Entre alagamentos, remoções e obras, Vavá revela os desafios de quem vive na “terra firme” e mostra que discutir clima também é discutir direito à cidade.Este projeto é realizado pela Politize!, com o apoio do Pulitzer Center.ATENÇÃO: As opiniões expressas neste episódio são de responsabilidade exclusiva dos convidados e não refletem, necessariamente, a posição institucional da Politize!.
Como transformar resistência em arte, memória e ação climática? No último episódio da série Belém 30º, conheça Samilly Valadares, psicóloga, artivista e coordenadora do Instituto Perpetuar, uma iniciativa quilombola que une ancestralidade, educação e comunicação para fortalecer identidades e reinventar o futuro da Amazônia. Diretamente do território quilombola de Jambuaçu, em Mojú (PA), Samilly fala sobre o poder do aquilombamento, da arte como ferramenta de transformação e das tecnologias ancestrais como caminhos para a justiça climática.Este projeto é realizado pela Politize!, com o apoio do Pulitzer Center.ATENÇÃO: As opiniões expressas neste episódio são de responsabilidade exclusiva dos convidados e não refletem, necessariamente, a posição institucional da Politize!.
Como o jornalismo pode ajudar a proteger a floresta e enfrentar a crise climática? Neste episódio do Belém 30º, a jornalista Danielly Gomes compartilha sua trajetória cobrindo o desmatamento, os incêndios e as histórias humanas por trás das transformações ambientais na Amazônia. Com quase 20 anos de experiência, Danielly revela os bastidores de grandes investigações, como o “Dia do Fogo” e a rota ilegal do manganês, e fala sobre o papel da imprensa e das vozes amazônicas na preparação para a COP30, que será sediada em Belém.Este projeto é realizado pela Politize!, com o apoio do Pulitzer Center.ATENÇÃO: As opiniões expressas neste episódio são de responsabilidade exclusiva dos convidados e não refletem, necessariamente, a posição institucional da Politize!.
Como transformar Belém em uma cidade mais justa, verde e preparada para as mudanças climáticas?
Como a ciência e a comunidade podem se unir para cuidar do ar que respiramos?
North Atlantic right whales are nearing extinction, with fewer than 400 left in the world. We know what is killing them: getting hit by shipping boats, entangled in fishing lines and the impacts of climate change — which is changing the location of their food sources. But now, researchers think that human-made noise in the ocean may be having an effect too.Jenn Thornhill Verma is an environmental journalist who has been reporting on the plight of the North Atlantic right whale as part of her Entangled series for The Globe and Mail, in partnership with the Pulitzer Center's Ocean Reporting Network. She explains how scientists are starting to understand how these whales communicate and how loud noises we're making may be driving them closer to extinction.Some of the sounds from today's episode were provided by Syracuse University, the Woods Hole Oceanographic Institution, the New England Aquarium and NOAA, the National and Atmospheric Administration in the U.S.Underwater animal and environmental sounds courtesy of NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration). Passive Acoustics Group. 2021. Stfr_Multisound_NOAA_PAGroup_01. https://www.fisheries.noaa.gov/national/science-data/sounds-oceanQuestions? Comments? Ideas? Email us at thedecibel@globeandmail.com Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Você já se perguntou como é crescer dependente diretamente da floresta e dos rios, e depois tentar mudar a cidade para proteger esse mesmo ambiente?Neste episódio do Belém 30º, conheça a história da Ivaneza, jovem, cientista social e ativista ambiental ribeirinha, que está criando soluções inovadoras para os desafios climáticos e urbanos de Belém.Este projeto é realizado pela Politize!, em parceria com o Pulitzer Center.Siga a Politize! no Instagram: @_politize e no tiktok: @politizeAcompanhe a Politize! no YouTube: https://www.youtube.com/@PolitizeAcompanhe o Portal Politize!: https://www.politize.com.br/
Você já pensou como comunidades ribeirinhas podem unir tradição, cuidado ambiental e inovação para transformar sua cidade? Neste episódio do Belém 30º, conheça o Movimento Mulheres da Ilha, que há mais de 25 anos trabalha pela autonomia feminina, preservação ambiental e fortalecimento da comunidade. Com foco na coletividade, elas mostram como iniciativas locais podem inspirar mudanças globais e servir de exemplo para toda a Amazônia.Este projeto é realizado pela Politize!, em parceria com o Pulitzer Center.Siga a Politize! no Instagram: @_politize e no tiktok @politizeAcompanhe a Politize! no YouTube: https://www.youtube.com/@PolitizeAcompanhe o Portal Politize!: https://www.politize.com.br/
This is a free preview of a paid episode. To hear more, visit andrewsullivan.substack.comKaren is a tech journalist and leads the Pulitzer Center's AI Spotlight Series — a program that trains journalists on how to cover AI. She was a senior editor for AI at MIT Technology Review and a reporter for the WSJ covering Chinese and US tech companies. Her first book is Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI — the most accessible and readable narrative of the rise of AI.For two clips of our convo — on the environmental impact of AI, and its threats to democracy — head to our YouTube page.Other topics: raised by two computer scientists; her mechanical engineering at MIT; the birth of AI at Dartmouth; IBM Watson on Jeopardy!; how the internet made data cheap to collect; the junk info swept into AI; massive data centers; ideology driving the AI industry more than science; ChatGPT; the networking and fundraising skills of Sam Altman; his family scandal; his near ouster at OpenAI; the AI bubble and propping up 401(k)s; the threat to white-collar jobs; the brutal conditions of AI work in developing countries; Chinese authoritarianism and DeepSeek; the illiberalizing effect of Silicon Valley; Musk and Thiel; how the IDF uses AI against Hamas; autonomous weapons; how AI has done wonders with Pharma; transhumanism; chatbot safety for kids; Pope Leo's tech warnings; and AI as the ultimate apple in the Garden of Eden.Browse the Dishcast archive for an episode you might enjoy. Coming up: David Ignatius on the Trump effect globally, Mark Halperin on the domestic front, Michel Paradis on Eisenhower, Fiona Hill on Putin's war, and Arthur Brooks on the science of happiness. As always, please send any guest recs, dissents, and other comments to dish@andrewsullivan.com.
In POWER METAL, award-winning journalist Vince Beiser chronicles the destructive side effects that the global hunt for critical metals has on our clean energy transition, from environmental damage to political upheaval to murder. Vince Beiser is an award-winning journalist and author of “The World in a Grain: The Story of Sand and How It Transformed Civilization.” The book has been translated into five languages, was a finalist for a PEN America award and a California Book Award, and spawned a TEDx talk. Vince is currently at work on a new book, “Power Metal”, about how the materials we need for digital technology and renewable energy are causing environmental havoc, political upheaval, mayhem and murder—and how we can do better.Vince has reported from over 100 countries, states, provinces, kingdoms, occupied territories, no man's lands and disaster zones. He has exposed conditions in California's harshest prisons, trained with troops bound for Iraq, ridden with the first responders to natural disasters, and hunted down other stories from around the world for publications including Wired, The Atlantic, Harper's, Time, The Guardian, Mother Jones, Playboy, Rolling Stone, The Los Angeles Times, The Wall Street Journal, and The New York Times.Vince's work has been honored by Investigative Reporters and Editors, the Society of Professional Journalists, the American Society of Journalists and Authors, the Columbia, Medill and Missouri Graduate Schools of Journalism, and many other institutions. He has three times been part of a team that won the National Magazine Award for General Excellence, and shared in an Emmy for his work with the PBS TV series SoCal Connected. He is also a grantee of the Pulitzer Center on Crisis Reporting.https://vincebeiser.com/https://nexuspmg.com/
Um alerta: esse episódio contém descrições de violências de vários tipos. Em meados dos anos 60, uma menina indígena foi raptada no meio da floresta amazônica, no Sudeste do Pará. Ela passou a viver com uma família de coletores de castanhas e, aos poucos, teve de deixar de lado a língua, os costumes, a origem. Mas ela sentia que, um dia, ela ia voltar. E isso de fato aconteceu: depois de décadas vivendo entre pessoas não-indígenas, ela finalmente conseguiu voltar pra sua aldeia. Só que não demorou a entender que não ia ser um retorno simples: nem pra ela, nem pra etnia que estava recebendo ela de volta. Por Vitor Hugo Brandalise. Essa é a segunda história da série especial “A Retomada”, apoiada pelo Pulitzer Center, sobre direitos indígenas no Brasil. A primeira história da série foi publicada em setembro de 2025, no episódio “Ritos", do Rádio Novelo Apresenta. Acompanhe a Rádio Novelo no Instagram: https://www.instagram.com/radionovelo/ Siga a Rádio Novelo no TikTok: https://www.tiktok.com/ Palavras-chave: Suruí-Aikewara, direitos indígenas, Pará, identidade cultural, rapto, vingança, retorno Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Guest: Karen Hao is an award-winning journalist covering the impacts of artificial intelligence on society. She writes for publications including The Atlantic and leads the Pulitzer Center's AI Spotlight Series. She is the author of Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI. The post Empire of AI with Karen Hao appeared first on KPFA.
“My book is called Empire of AI because I'm trying to articulate this argument and illustrate that these companies operate exactly like empires of old. I highlight four features that essentially encapsulate the three things you read. However, I started talking about it in a different way after writing the book.The four features are: they lay claim to resources that are not their own, which is the centralization of resources; they exploit an extraordinary amount of labor, both in the development of the technology and the fact that they're producing labor-automating technologies that then suppress workers' ability to bargain for better rights; they monopolize knowledge production, which comes when they centralize talent.”In this episode of the Speaking Out of Place podcast, Professor David Palumbo-Liu talks with investigative journalist Karen Hao. She explains that OpenAI is anything but “open”—very early on, it left behind that marketing tag to become increasingly closed and elitist. Her massive study, Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI had a rather different subtitle in its UK edition: Inside the reckless race of total domination. She fleshes out the overlap between these two points of emphasis. Hao argues that in general, the AI mission “centralizes talent around a grand ambition” and “centralizes capital and other resources while eliminating roadblocks, regulation, and dissent.” All the while, “the mission remains so vague that it can be interpreted and reinterpreted to direct the centralization of talent, capital, resources, however the centralizer wants.” Karen explains that she chose the word “empire” precisely to indicate the colonial nature of AI's domination: the tremendous damage this enterprise does to the poor, to racial and ethnic minorities, and to the Global South in general in terms of minds, bodies, the environment, natural resources, and any notion of democracy. This is a discussion everyone should be part of.Karen Hao is a bestselling author and award-winning reporter covering the impacts of artificial intelligence on society. She was the first journalist to profile OpenAI and wrote a book, Empire of AI, about the company and its global implications, which became an instant New York Times bestseller. She writes for publications including The Atlantic and leads the Pulitzer Center's AI Spotlight Series, a program that trains thousands of journalists worldwide on how to cover AI. She was formerly a reporter for the Wall Street Journal, covering American and Chinese tech companies, and a senior editor for AI at MIT Technology Review. Her work is regularly taught in universities and cited by governments. She has received numerous accolades for her coverage, including an American Humanist Media Award, an American National Magazine Award for Journalists Under 30, and the TIME100 AI. She received her Bachelor of Science in mechanical engineering from MIT.www.palumbo-liu.comhttps://speakingoutofplace.comBluesky @palumboliu.bsky.socialInstagram @speaking_out_of_place
Vince Beiser is an award-winning journalist and author of “The World in a Grain: The Story of Sand and How It Transformed Civilization.” The book has been translated into five languages, was a finalist for a PEN America award and a California Book Award, and spawned a TEDx talk. Vince is currently at work on a new book, “Power Metal”, about how the materials we need for digital technology and renewable energy are causing environmental havoc, political upheaval, mayhem and murder—and how we can do better.Vince has reported from over 100 countries, states, provinces, kingdoms, occupied territories, no man's lands and disaster zones. He has exposed conditions in California's harshest prisons, trained with troops bound for Iraq, ridden with the first responders to natural disasters, and hunted down other stories from around the world for publications including Wired, The Atlantic, Harper's, Time, The Guardian, Mother Jones, Playboy, Rolling Stone, The Los Angeles Times, The Wall Street Journal, and The New York Times.Vince's work has been honored by Investigative Reporters and Editors, the Society of Professional Journalists, the American Society of Journalists and Authors, the Columbia, Medill and Missouri Graduate Schools of Journalism, and many other institutions. He has three times been part of a team that won the National Magazine Award for General Excellence, and shared in an Emmy for his work with the PBS TV series SoCal Connected. He is also a grantee of the Pulitzer Center on Crisis Reporting.https://vincebeiser.com/https://nexuspmg.com/
“My book is called Empire of AI because I'm trying to articulate this argument and illustrate that these companies operate exactly like empires of old. I highlight four features that essentially encapsulate the three things you read. However, I started talking about it in a different way after writing the book.The four features are: they lay claim to resources that are not their own, which is the centralization of resources; they exploit an extraordinary amount of labor, both in the development of the technology and the fact that they're producing labor-automating technologies that then suppress workers' ability to bargain for better rights; they monopolize knowledge production, which comes when they centralize talent.”In this episode of the Speaking Out of Place podcast, Professor David Palumbo-Liu talks with investigative journalist Karen Hao. She explains that OpenAI is anything but “open”—very early on, it left behind that marketing tag to become increasingly closed and elitist. Her massive study, Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI had a rather different subtitle in its UK edition: Inside the reckless race of total domination. She fleshes out the overlap between these two points of emphasis. Hao argues that in general, the AI mission “centralizes talent around a grand ambition” and “centralizes capital and other resources while eliminating roadblocks, regulation, and dissent.” All the while, “the mission remains so vague that it can be interpreted and reinterpreted to direct the centralization of talent, capital, resources, however the centralizer wants.” Karen explains that she chose the word “empire” precisely to indicate the colonial nature of AI's domination: the tremendous damage this enterprise does to the poor, to racial and ethnic minorities, and to the Global South in general in terms of minds, bodies, the environment, natural resources, and any notion of democracy. This is a discussion everyone should be part of.Karen Hao is a bestselling author and award-winning reporter covering the impacts of artificial intelligence on society. She was the first journalist to profile OpenAI and wrote a book, Empire of AI, about the company and its global implications, which became an instant New York Times bestseller. She writes for publications including The Atlantic and leads the Pulitzer Center's AI Spotlight Series, a program that trains thousands of journalists worldwide on how to cover AI. She was formerly a reporter for the Wall Street Journal, covering American and Chinese tech companies, and a senior editor for AI at MIT Technology Review. Her work is regularly taught in universities and cited by governments. She has received numerous accolades for her coverage, including an American Humanist Media Award, an American National Magazine Award for Journalists Under 30, and the TIME100 AI. She received her Bachelor of Science in mechanical engineering from MIT.www.palumbo-liu.comhttps://speakingoutofplace.comBluesky @palumboliu.bsky.socialInstagram @speaking_out_of_place
“My book is called Empire of AI because I'm trying to articulate this argument and illustrate that these companies operate exactly like empires of old. I highlight four features that essentially encapsulate the three things you read. However, I started talking about it in a different way after writing the book.The four features are: they lay claim to resources that are not their own, which is the centralization of resources; they exploit an extraordinary amount of labor, both in the development of the technology and the fact that they're producing labor-automating technologies that then suppress workers' ability to bargain for better rights; they monopolize knowledge production, which comes when they centralize talent.”In this episode of the Speaking Out of Place podcast, Professor David Palumbo-Liu talks with investigative journalist Karen Hao. She explains that OpenAI is anything but “open”—very early on, it left behind that marketing tag to become increasingly closed and elitist. Her massive study, Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI had a rather different subtitle in its UK edition: Inside the reckless race of total domination. She fleshes out the overlap between these two points of emphasis. Hao argues that in general, the AI mission “centralizes talent around a grand ambition” and “centralizes capital and other resources while eliminating roadblocks, regulation, and dissent.” All the while, “the mission remains so vague that it can be interpreted and reinterpreted to direct the centralization of talent, capital, resources, however the centralizer wants.” Karen explains that she chose the word “empire” precisely to indicate the colonial nature of AI's domination: the tremendous damage this enterprise does to the poor, to racial and ethnic minorities, and to the Global South in general in terms of minds, bodies, the environment, natural resources, and any notion of democracy. This is a discussion everyone should be part of.Karen Hao is a bestselling author and award-winning reporter covering the impacts of artificial intelligence on society. She was the first journalist to profile OpenAI and wrote a book, Empire of AI, about the company and its global implications, which became an instant New York Times bestseller. She writes for publications including The Atlantic and leads the Pulitzer Center's AI Spotlight Series, a program that trains thousands of journalists worldwide on how to cover AI. She was formerly a reporter for the Wall Street Journal, covering American and Chinese tech companies, and a senior editor for AI at MIT Technology Review. Her work is regularly taught in universities and cited by governments. She has received numerous accolades for her coverage, including an American Humanist Media Award, an American National Magazine Award for Journalists Under 30, and the TIME100 AI. She received her Bachelor of Science in mechanical engineering from MIT.www.palumbo-liu.comhttps://speakingoutofplace.comBluesky @palumboliu.bsky.socialInstagram @speaking_out_of_place
“My book is called Empire of AI because I'm trying to articulate this argument and illustrate that these companies operate exactly like empires of old. I highlight four features that essentially encapsulate the three things you read. However, I started talking about it in a different way after writing the book.The four features are: they lay claim to resources that are not their own, which is the centralization of resources; they exploit an extraordinary amount of labor, both in the development of the technology and the fact that they're producing labor-automating technologies that then suppress workers' ability to bargain for better rights; they monopolize knowledge production, which comes when they centralize talent.”In this episode of the Speaking Out of Place podcast, Professor David Palumbo-Liu talks with investigative journalist Karen Hao. She explains that OpenAI is anything but “open”—very early on, it left behind that marketing tag to become increasingly closed and elitist. Her massive study, Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI had a rather different subtitle in its UK edition: Inside the reckless race of total domination. She fleshes out the overlap between these two points of emphasis. Hao argues that in general, the AI mission “centralizes talent around a grand ambition” and “centralizes capital and other resources while eliminating roadblocks, regulation, and dissent.” All the while, “the mission remains so vague that it can be interpreted and reinterpreted to direct the centralization of talent, capital, resources, however the centralizer wants.” Karen explains that she chose the word “empire” precisely to indicate the colonial nature of AI's domination: the tremendous damage this enterprise does to the poor, to racial and ethnic minorities, and to the Global South in general in terms of minds, bodies, the environment, natural resources, and any notion of democracy. This is a discussion everyone should be part of.Karen Hao is a bestselling author and award-winning reporter covering the impacts of artificial intelligence on society. She was the first journalist to profile OpenAI and wrote a book, Empire of AI, about the company and its global implications, which became an instant New York Times bestseller. She writes for publications including The Atlantic and leads the Pulitzer Center's AI Spotlight Series, a program that trains thousands of journalists worldwide on how to cover AI. She was formerly a reporter for the Wall Street Journal, covering American and Chinese tech companies, and a senior editor for AI at MIT Technology Review. Her work is regularly taught in universities and cited by governments. She has received numerous accolades for her coverage, including an American Humanist Media Award, an American National Magazine Award for Journalists Under 30, and the TIME100 AI. She received her Bachelor of Science in mechanical engineering from MIT.www.palumbo-liu.comhttps://speakingoutofplace.comBluesky @palumboliu.bsky.socialInstagram @speaking_out_of_place
In this episode of Speaking Out of Place, investigative journalist Karen Hao explains that OpenAI is anything but “open”—very early on, it left behind that marketing tag to become increasingly closed and elitist. Her massive study, Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI had a rather different subtitle in its UK edition: “Inside the reckless race of total domination.” In our conversation we flesh out the overlap between these two points of emphasis. Hao argues that in general the AI mission “centralizes talent around a grand ambition” and “centralizes capital and other resources while eliminating roadblocks, regulation, and dissent.” All the while “the mission remains so vague that it can be interpreted and reinterpreted to direct the centralization of talent, capital, resources however the centralizer wants.” Karen explains that she chose the word “empire” precisely to indicate the colonial nature of AI's domination: the tremendous damage this enterprise does to the poor, to racial and ethnic minorities, and to the Global South in general in terms of minds, bodies, the environment, natural resources, and any notion of democracy. This is a discussion everyone should be part of.Karen Hao is a bestselling author and award-winning reporter covering the impacts of artificial intelligence on society. She was the first journalist to profile OpenAI and wrote a book, EMPIRE OF AI, about the company and its global implications, which became an instant New York Times bestseller. She writes for publications including The Atlantic and leads the Pulitzer Center's AI Spotlight Series, a program training thousands of journalists around the world on how to cover AI. She was formerly a reporter for the Wall Street Journal, covering American and Chinese tech companies, and a senior editor for AI at MIT Technology Review. Her work is regularly taught in universities and cited by governments. She has received numerous accolades for her coverage, including an American Humanist Media Award, an American National Magazine Award for Journalists Under 30, and the TIME100 AI. She received her Bachelor of Science in mechanical engineering from MIT.
Gritos, música e letra. No primeiro ato: as meninas Puyanawa não paravam de gritar, e o cacique resolveu ouvir. Por Lia Beltrão. No segundo ato: a música mais popular do mundo e como ela se tornou a mais popular do Brasil. Por Vinicius Luiz. A história "A retomada Puyanawa" faz parte da série especial “A Retomada”, apoiada pelo Pulitzer Center, sobre direitos indígenas no Brasil. Novas histórias sobre esse tema serão publicadas no Apresenta ao longo dos próximos meses. A transcrição do episódio está disponível no site da Rádio Novelo: https://bit.ly/transcriçãoep145 Nosso parceiro Instituto Devive é uma organização sem fins lucrativos comprometida com a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Cuide-se bem e acompanhe esse trabalho pelo Instagram @institutodevive. Acompanhe a Rádio Novelo no Instagram: https://www.instagram.com/radionovelo/ Palavras-chave: Puyanawa, direitos indígenas, Acre, Mâncio Lima, ayahuasca, rituais, Ashaninka, Happy Birthday, Parabéns, Bertha Celeste Homem de Mello, Almirante, Henrique Foréis Domingues, Pedro Paulo Malta Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Few countries in the world are considered more vulnerable to the impact of rising sea levels and climate change than Bangladesh, a nation of 175 million people squeezed into a landmass the size of Iowa. In partnership with the Pulitzer Center, Fred de Sam Lazaro traveled to Bangladesh to look at efforts to build resilience in the face of the escalating consequences. PBS News is supported by - https://www.pbs.org/newshour/about/funders. Hosted on Acast. See acast.com/privacy
Guest: Karen Hao is an award-winning journalist covering the impacts of artificial intelligence on society. She writes for publications including The Atlantic and leads the Pulitzer Center's AI Spotlight Series. She is the author of Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI. The post The Empire of Artificial Intelligence appeared first on KPFA.
Making something is fun. Promoting it? Not so much… On this episode of Emerging Form, Rosemerry and Christie discuss the what happens when you put something you've created out into the world. How do you get it to your intended audience? How do encourage people to find it without feeling like an icky self-promotional nag? We also discuss the pain of realizing that your friends didn't and won't read or watch or listen to your new thing, the importance of remembering why you're doing this, and the 100 day promotion project we tried (inspired by previous Emerging Form guests Chris Duffy and Zach Sherwin) and what it taught us.Rosemerry Wahtola Trommer is a poet, teacher, speaker and writing facilitator. Her daily audio series, The Poetic Path, is on the Ritual app. Her poems have appeared on A Prairie Home Companion, PBS News Hour, O Magazine, American Life in Poetry, and Carnegie Hall stage. Her most recent poetry collections are All the Honey (Samara Press, 2023) and The Unfolding (Wildhouse Publishing, 2024). In January, 2024, she became the first poet laureate for Evermore, helping others explore grief, bereavement, wonder and love through poetry.Christie Aschwanden is author of the New York Times bestseller, Good to Go: What the Athlete in All of Us Can Learn From the Strange Science of Recovery and host and producer of Uncertain, a podcast from Scientific American. She's the former lead science writer at FiveThirtyEight and was previously a health columnist for The Washington Post. Her work has appeared in dozens of publications, including the New York Times, Wired, Smithsonian, Slate, Popular Science, Discover, Science and Nature. She's received fellowships from the Santa Fe Institute, the Carter Center and the Pulitzer Center for Crisis Reporting. She lives in Cedaredge.Rosemerry's new album Risking Love on Bandcamp, Spotify and Youtube This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit emergingform.substack.com/subscribe
One year ago, a popular uprising in Bangladesh led to the deposal of its long-serving prime minister. It came as the country faces multiple long-term challenges related to climate change, public health and now, political instability and the threat of tariffs. In partnership with the Pulitzer Center, Fred de Sam Lazaro reports. PBS News is supported by - https://www.pbs.org/newshour/about/funders
This is the final installment of a special series documenting the race to build superintelligent AI systems. The Race to Superintelligence is a deep dive into the rapidly expanding world of artificial intelligence. Join us as we explore the groundbreaking, mystifying and world-changing potential of the next machine age. Support for this program comes from The Pulitzer Center's AI Accountability Network, supporting and bringing together journalists reporting on AI, and with AI, globally.Credits:The Race to Superintelligence is created and produced by Jennifer Strong, with Emma Cillekens, Daniela Hernandez, and Meg Marco. We had additional research and production assistance from Sonya Gurwitt, Niamh McAuliffe, Anthony Green and Luke Robert Mason. The show is mixed by Garret Lang, with original music from him and Jacob Gorski.
As the Trump administration ends USAID's mission, a project to bring water to drought-ridden lands is now in peril. In partnership with the Pulitzer Center, William Brangham and producer Molly Knight Raskin traveled to a community in central Kenya to look at the legacy of American foreign aid. PBS News is supported by - https://www.pbs.org/newshour/about/funders
First up on the podcast, U.S. aid helped two African countries rein in HIV. Then came President Donald Trump. Senior News Correspondent Jon Cohen talks with producer Kevin McLean about how in Lesotho and Eswatini, treatment and prevention cutbacks are hitting pregnant people, children, and teens especially hard. This story is part of a series about the impacts of U.S. funding cuts on global health, supported by the Pulitzer Center. Next on the show, host Sarah Crespi is joined by Robin Wordsworth, the Gordon McKay Professor in the School of Engineering and Applied Sciences at Harvard University. They discuss the challenges and potential of microbes to grow plastics, drugs, and food on the surface of Mars or other bodies in the Solar System. This week's episode was produced with help from Podigy. About the Science Podcast Authors: Sarah Crespi; Kevin McLean; Jon Cohen Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
This is part two of a special series documenting the race to build superintelligent AI systems.The Race to Superintelligence is a deep dive into the rapidly expanding world of artificial intelligence. Join us as we explore the groundbreaking, mystifying and world-changing potential of the next machine age. Support for this program comes from The Pulitzer Center's AI Accountability Network, supporting and bringing together journalists reporting on AI, and with AI, globally.Credits:The Race to Superintelligence is created and produced by Jennifer Strong, with Emma Cillekens, Daniela Hernandez, and Meg Marco. We had additional research and production assistance from Sonya Gurwitt, Niamh McAuliffe, Anthony Green and Luke Robert Mason. The show is mixed by Garret Lang, with original music from him and Jacob Gorski.
The Trump administration's cuts to the U.S. Agency for International Development have had reverberations around the world. The agency, which operated in over 100 nations and employed thousands of people, has been virtually eliminated. In partnership with the Pulitzer Center, William Brangham reports on the impact USAID cuts are having on HIV testing and treatment in Kenya. PBS News is supported by - https://www.pbs.org/newshour/about/funders
Few technological advances have made the kind of splash –– and had the potential long-term impact –– that ChatGPT did in November 2022. It made a nonprofit called OpenAI and its CEO, Sam Altman, household names around the world. Today, ChatGPT is still the world's most popular AI Chatbot; OpenAI recently closed a $40 billion funding deal, the largest private tech deal on record. But who is Sam Altman? And was it inevitable that OpenAI would become such a huge player in the AI space? Kara speaks to two fellow tech reporters who have tackled these questions in their latest books: Keach Hagey is a reporter at The Wall Street Journal. Her book is called “The Optimist: Sam Altman, OpenAI and the Race to Reinvent the Future.” Karen Hao writes for publications including The Atlantic and leads the Pulitzer Center's AI Spotlight Series. Her book is called “Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI.” They speak to Kara about Altman's background, his short firing/rehiring in 2023 known as “The Blip”, how Altman used OpenAI's nonprofit status to recruit AI researchers and get Elon Musk on board, and whether OpenAI's mission is still to reach AGI, artificial general intelligence. Questions? Comments? Email us at on@voxmedia.com or find us on Instagram, TikTok, and Bluesky @onwithkaraswisher. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices