Podcasts about linguagem

  • 1,014PODCASTS
  • 2,563EPISODES
  • 27mAVG DURATION
  • 5WEEKLY NEW EPISODES
  • May 27, 2026LATEST

POPULARITY

20192020202120222023202420252026

Categories



Best podcasts about linguagem

Show all podcasts related to linguagem

Latest podcast episodes about linguagem

UNIFAL-MG OFICIAL
Conta pra gente: conheça a história de Maria Helena de Moura Neves, pesquisadora que transformou os estudos da linguagem no Brasil

UNIFAL-MG OFICIAL

Play Episode Listen Later May 27, 2026 3:14


No quarto episódio da série Mulheres na Ciência, o podcast Conta pra Gente apresenta a trajetória de Maria Helena de Moura Neves, pesquisadora que transformou os estudos da linguagem no Brasil. Com palavras que constroem o que a gente escreve, a narrativa convida os ouvintes a descobrirem como a língua portuguesa funciona, como produzimos sentidos e por que estudar a linguagem é também uma forma de compreender o mundo.Dedicado às crianças, o episódio narra sua jornada de forma lúdica e clara, conectando o público infantil a conceitos como expressão, saber científico e o encanto pela leitura. Ao contar a vida de Maria Helena, destaca-se a relevância de observar nossa fala com atenção e entusiasmo, apreciando o saber que nos possibilita dizer quem somos.O podcast é um projeto experimental vinculado ao Laboratório de Estudos Editoriais (LEE) e desenvolvido pelas alunas Roberta Kelly, Evelyn de Souza e Victoria Lima, do Bacharelado em Letras – Português da UNIFAL-MG. A iniciativa integra a disciplina Introdução à Divulgação Científica, sob coordenação da professora Flaviane Faria Carvalho e com suporte técnico do professor Wellington Lima.No quinto episódio da série Mulheres na Ciência, o Conta pra Gente apresenta a trajetória de Lélia Gonzalez, intelectual, filósofa e ativista que dedicou sua vida a valorizar as culturas e a lutar por um Brasil mais justo. Valorizando culturas e muitos heróis, a narrativa convida as crianças a descobrirem a riqueza das raízes africanas e indígenas que formam a nossa identidade.Outros podcasts podem ser acessados em: https://unif.al/nopotify

CBN Vitória - Entrevistas
Conheça histórias marcantes e curiosas dos 190 anos da Assembleia Legislativa do ES

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later May 26, 2026 40:12


Uma viagem ao tempo pela sede do poder Legislativo capixaba! O Espírito Santo teve, oficialmente instituída, uma das primeiras assembleias legislativas do Brasil. Sua estrutura física já funcionou em cima de uma cadeia. Um deputado, há décadas, chegou a defender a proposta de unir o Espírito Santo a Minas Gerais, criando um novo estado chamado “Estado Federal do Cruzeiro”. Essas são algumas das curiosidades que compõem um trabalho silencioso e rigoroso que conta a trajetória de quase dois séculos do Parlamento local.Uma pesquisa conduzida pelo Laboratório de História, Poder e Linguagem da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em parceria com a Assembleia Legislativa, levou à reconstrução da memória institucional do Legislativo capixaba, que completou 190 anos em 2025. A Assembleia foi instalada, oficialmente, em 1835. Desse trabalho, surge a exposição 190 Caminhos da Cidadania, que foi aberta ao público nesta terça-feira (26) e conta a trajetória do Parlamento.O processo envolveu a leitura criteriosa de documentos datados desde 1828, período anterior à fundação da própria Assembleia. Foram localizadas, por exemplo, atas, petições, anais, ofícios e registros diversos que cobrem desde os primórdios do Legislativo até os anos 1930. O recorte foi escolhido por conter documentação menos sistematizada e mais difícil de ser manuseada. O projeto é coordenado pelos professores e pesquisadores João Gualberto, Adrianha Pelleira Campos e Kátia Mattoso. O trabalho artístico da exposição é do designer e curador, Ronaldo Barbosa. O professor emérito da Ufes e coordenador de Conteúdo da exposição, João Gualberto e o curador Ronaldo Barbosa contam algumas dessas histórias.

Verbo Sede
Honra: a linguagem que o casamento entende - Tiago e Thayanny Moura

Verbo Sede

Play Episode Listen Later May 26, 2026 39:53


Honra: a linguagem que o casamento entende - Tiago e Thayanny Moura by Verbo da Vida Sede

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #68: Alexandre Linck

Naruhodo

Play Episode Listen Later May 25, 2026 83:33


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Youtuber, graduado em Cinema e Vídeo, Mestre em Ciências da Linguagem e Doutor em Literatura, Alexandre Linck. Só vem! >> OUÇA (83min 34s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Alexandre Linck Vargas tem experiência na área de Literatura e Artes, atuando principalmente nos seguintes temas: Teoria Literária, Filosofia da Arte, Estética, Teorias da Imagem, Crítica Cultural, Roteiro de Cinema e TV e História em Quadrinhos. Graduou-se em 2004 no curso de Comunicação Social - Cinema e Vídeo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Ingressou em 2005 no Mestrado em Ciências da Linguagem - também na Unisul -, concluindo em 2007, com a dissertação "A morte do homem no morcego". Em 2010, ingressou no Doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concluindo em 2015 com a tese "A invenção dos quadrinhos: teoria e crítica da sarjeta". Atualmente é professor do PPGCL - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, onde leciona a disciplina de Estética, e dos cursos de Letras (teoria literária) e Cinema (teoria, história e roteiro cinematográfico), todos da Unisul. Alexandre é editor da revista Memorare, líder do grupo de pesquisa "Estudos em artes" (GRUAS)", e membro da RING (Red de Investigadoras e Investigadores de Narrativa Gráfica en Latinoamérica). Destaque também para o trabalho de cineasta nos curtas-metragens OCULTO (2003), RELIGARE (2005), DEUSES DE MENTIRA (2009), e o site/canal sobre histórias em quadrinhos, QUADRINHOS NA SARJETA (2011-atual). Lattes: http://lattes.cnpq.br/6080748048889215 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

#BiroscaNews
#BiroscaNews 399: Pais Não têm Direito de Impedir Filhos em Atividades Escolares sobre Gênero

#BiroscaNews

Play Episode Listen Later May 21, 2026 8:43


Falo a recente decisão do STF na ADI. n. 7847, que declarou inconstitucional lei do Espírito Santo que dava aos pais poder de proibir que seus filhos tenham acesso a atividades pedagógicas sobre gênero/sexualidade. Na mesma sessão o STF também declarou inconstitucional  (ADPF. n. 1153) lei de Betim (MG) que proibia "linguagem neutra" nas escolas.Discuto os fundamentos do STF para tomar as 2 decisões, inclusive sobre o abuso legislativo que elas representam.

Bate-Papo Empreendedor
Papo Empreendedor EP: 201 - Thayni Librelato conversa com Jaqueline Marcos Garcia de Godoi, Vítor Falchetti & Maria Paula Fernandes Martins.

Bate-Papo Empreendedor

Play Episode Listen Later May 20, 2026 48:35


Quer aprender sobre carreira, marketing, negócios, inovação e muita motivação?‌Nesta quarta-feira, às 8h, no Papo Empreendedor da @‌guaruja929fm você vai conhecer a história da Jaqueline Marcos Garcia de Godoi.Jaqueline é jornalista, Mestre em Ciências da Linguagem e líder na área comercial da SATC, onde atua como Coordenadora da Central de Relacionamento e Vendas, abrangendo operações B2B, B2C, Inside Sales e pós-venda.Com uma trajetória construída no universo da comunicação, desenvolveu uma atuação estratégica conectando pessoas, negócios e resultados. Lidera um dos setores mais importantes da instituição, com atuação nas áreas de educação, do colégio ao mestrado, e também em frentes de negócios como educação corporativa, consultoria, laboratórios e inovação.Sua essência está na liderança de pessoas e no desenvolvimento de equipes, aliando comunicação, estratégia e gestão. Movida pela energia do setor comercial, acredita no poder da conexão para gerar impacto positivo e construir relações duradouras.---Vítor é empresário do setor automotivo, com uma trajetória sólida construída desde muito jovem dentro de concessionárias. Herdeiro de uma tradição familiar no segmento, acumula mais de 17 anos de experiência, com passagem estratégica pela operação ligada à Mitsubishi Motors, onde desenvolveu habilidades em gestão, vendas e liderança de equipes.Ao longo da sua carreira, consolidou uma visão voltada à alta performance, adaptação às mudanças do mercado e foco em resultados. Paralelamente à sua atuação empresarial, também se destacou como piloto de rally de velocidade, reforçando características como disciplina, agilidade na tomada de decisão e competitividade.Atualmente, é fundador e CEO da Falchetti Mendes, empresa voltada ao mercado de veículos premium, com um posicionamento baseado em curadoria, experiência do cliente e construção de marca. Seu objetivo é expandir e consolidar a empresa como referência nacional no segmento.--Maria Paula é advogada, empresária e estrategista, com atuação destacada na área do Direito Tributário. Está à frente da gestão administrativa do NMADVS – Norma Martins Advogados Associados, onde lidera processos, estrutura operações e promove inovação com foco em resultado e posicionamento.Sua trajetória é marcada por disciplina, responsabilidade e busca constante por evolução. Criada em um ambiente familiar estruturado, decidiu trilhar seu próprio caminho dentro da advocacia, aprofundando-se em contextos que envolvem pessoas, negócios e estratégia.Com uma visão sistêmica do direito aplicado, entende que o papel do advogado vai além da técnica, envolvendo leitura de cenário, compreensão empresarial e construção de relações sólidas. Também participa de iniciativas como Tributaristas do Sul e Grupo Foros, ampliando sua atuação no ecossistema empresarial.Na comunicação, busca traduzir o direito de forma acessível e relevante, conectando teoria e prática com constância, planejamento e execução.Não fique de fora dessa!‌#guarujátáon #papoempreendedor #rádio #grandesempreendedores #empreendedorismo

Thaís Galassi
771 - Existe uma linguagem invisível controlando a humanidade há milhares de anos

Thaís Galassi

Play Episode Listen Later May 19, 2026 25:15


Você já reagiu no impulso… e depois ficou se perguntando:“Por que isso me afetou tanto?”Neste episódio profundo e transformador, Thais Galassi revela como pequenos conflitos do cotidiano podem ativar feridas emocionais antigas e colocar seu cérebro em modo de sobrevivência.A partir de um caso real atendido em mentoria, você vai entender:✨ o que é o sequestro da amígdala✨ por que algumas pessoas conseguem afetar tanto suas emoções✨ como ambientes tóxicos alteram sua frequência energética✨ o impacto das redes sociais no sistema nervoso✨ como responder com inteligência emocional sem baixar sua vibração✨ neurociência emocional aplicada ao dia a dia✨ como manter sua energia protegida em situações difíceisEste episódio conecta espiritualidade, comportamento humano, frequência energética e ciência emocional de forma prática, profunda e acessível.Se você sente que está:emocionalmente cansadareagindo demaisabsorvendo energia das pessoasvivendo em alerta constantesobrecarregada mentalmenteperdendo paz por situações pequenas…esse episódio pode mudar a forma como você enxerga suas emoções.

Papo Legal JT-MG
E se eu quiser conciliar? - Linguagem simples #4

Papo Legal JT-MG

Play Episode Listen Later May 15, 2026 1:12


A jornalista Adriana Spinelli foi às ruas para ouvir o que as pessoas sabem sobre a Justiça do Trabalho e veja no que deu...

Papo Legal JT-MG
Como acompanhar o processo na Justiça do Trabalho? - Linguagem Simples #3

Papo Legal JT-MG

Play Episode Listen Later May 14, 2026 0:54


A jornalista Adriana Spinelli foi às ruas para ouvir o que as pessoas sabem sobre a Justiça do Trabalho e veja no que deu...

Papo Legal JT-MG
Como entrar com uma ação na Justiça do Trabalho? - Linguagem Simples #2

Papo Legal JT-MG

Play Episode Listen Later May 13, 2026 1:10


A jornalista Adriana Spinelli foi às ruas para ouvir o que as pessoas sabem sobre a Justiça do Trabalho e veja no que deu...

Papo Legal JT-MG
Pra que serve a justiça do trabalho? - Linguagem Simples #1

Papo Legal JT-MG

Play Episode Listen Later May 12, 2026 1:10


A jornalista Adriana Spinelli foi às ruas para ouvir o que as pessoas sabem sobre a Justiça do Trabalho e veja no que deu...

Imposturas Filosóficas
#316 te explicando pra te confundir | Anne Carson, metáfora e metonímia

Imposturas Filosóficas

Play Episode Listen Later May 8, 2026 79:01


A metáfora triangula. Pela sobreposição de duas imagens heterogêneas, ela abre na selva da linguagem uma trilha misteriosa que leva de uma à outra. Assim, vamos do A ao B, mas nos vemos obrigados a desviar pelo desvario do C. No programa dessa semana, partimos da brincadeira de diferenciar as metonímias e metáforas para pensar a linguagem.ParticipantesMatheus GuimarãesPedro TinéRafael LauroRafael TrindadeLinksTexto lidoOutros LinksFicha TécnicaCapa: Felipe FrancoEdição: Pedro JanczurAss. Produção: Bru AlmeidaTexto: Rafael LauroGosta do nosso programa?Contribua para que ele continue existindo, seja um assinante!Support the show

Papo Legal JT-MG
Podcast Papo Legal #14 - Linguagem simples: é fácil se adaptar?

Papo Legal JT-MG

Play Episode Listen Later May 7, 2026 15:05


Está no ar o episódio #14 do Podcast Papo Legal da Justiça do Trabalho mineira sobre linguagem simples no judiciário, afinal, quem nunca ficou com aquela pulga atrás da orelha após escutar um jargão jurídico, né? Pensando nisso, trouxemos mais um episódio abordando o tema. Com apresentação de Adriana Spinelli, e, neste episódio, a participação do juiz e integrante da Comissão de Inovação do TJ do Rio Grande do Sul, André Luis de Aguiar Tesheiner, vamos buscar entender mais sobre esse tema. Vem com a gente!

Debate da Super Manhã
A escalada da violência política

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later May 6, 2026 51:08


Debate da Super Manhã: Episódios recentes de violência contra políticos, como o caso envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantam preocupação sobre uma possível escalada da violência política no mundo. No Brasil, a preocupação também existe, principalmente em um ano eleitoral como 2026, quando serão eleitos o presidente da República, senadores e deputados estaduais e federais para o período de 2027 a 2030. No debate desta quarta-feira (6), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com convidados sobre a violência contra políticos, o avanço da hostilidade política, os casos recentes no país e no mundo e os impactos no pleito deste ano. Participam o doutor em Direito, especialista em Neoconstitucionalismo e Políticas Internacionais de Integração, professor de Direito do Centro Universitário Tiradentes (Unit), Álvaro de Oliveira Azevedo Neto; o doutor em Ciências da Linguagem, Bruno Rafael Gueiros; e a cientista política e professora universitária, Priscila Lapa.

Papo Legal JT-MG
Podcast Papo Legal #4 - Linguagem simples no judiciário

Papo Legal JT-MG

Play Episode Listen Later May 6, 2026 17:18


Está no ar o episódio #4 do Podcast Papo Legal da Justiça do Trabalho mineira sobre linguagem simples no judiciário, afinal, quem nunca ficou com aquela pulga atrás da orelha após escutar um jargão jurídico, né? Pensando nisso, o TRT de Minas aderiu ao Pacto Nacional pela Linguagem Simples. Com apresentação de Adriana Spinelli, e, neste episódio, a participação da Desembargadora Jaqueline Monteiro, vamos buscar entender mais sobre esse tema. Vem com a gente!

Filosofia Pop
#246 – Filosofia no Direito, com Lenio Streck

Filosofia Pop

Play Episode Listen Later May 4, 2026 70:23


No episódio 246 do Filosofia Pop, recebemos o jurista Lenio Streck para uma conversa sobre filosofia no direito, a importância da hermenêutica jurídica e os riscos do decisionismo. A conversa aborda os limites da interpretação, o papel crítico da doutrina e a necessidade de fundamentação teórica para fortalecer práticas jurídicas mais democráticas. Palavras-chave: Este episódio também marca os 11 anos do podcast. Ao final, você ouve a canção “Não Cabem em uma Kombi”, do acervo de Pedro Ivo, do canal Ateu Informa. Aproveitamos para indicar também o canal Esquerda Goiana, Uai!, de Murilo Ferraz e Analu Oliveira, além do curta-metragem Você Não Vai Me Entender, lançado por Murilo em novembro passado. Lenio Luiz Streck, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pós-doutor pela Universidade de Lisboa. Professor titular do Programa de Pós-Graduação em Direito (Mestrado e Doutorado) da UNISINOS, na área de concentração em Direito Público. Professor permanente e pesquisador da UNESA-RJ, Professor visitante da Universidade Javeriana – CO. 3 Jurista mais citado na América Latina e 4 nos países do BRICS – conforme Índice Científico Alper-Döğer) (AD). Membro catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDConst. Presidente de Honra do Instituto de Hermenêutica Jurídica IHJ (RS-MG). Membro da comissão permanente de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB, do Observatório da Jurisdição Constitucional do Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP, da Revista Direitos Fundamentais e Justiça, da Revista Novos Estudos Jurídicos, entre outros. Coordenador do DASEIN Núcleo de Estudos Hermenêuticos. Ex-Procurador de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Autor, entre outras obras, de Jurisdição Constitucional e Decisão Jurídica (6. ed.); Hermenêutica Jurídica e(m) Crise (11. ed.); Verdade e Consenso (6. ed.), Dicionário de Hermenêutica, 2a. edição, além dos livros, em espanhol: Verdad y Consenso, Hermenéutica y Decisión Judicial, e Hermenéutica Jurídica: estudios de teoría del derecho, Dicionario de Hermenéutica, Lla llamada conciencia de los jueces. Tem experiência na área do Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Hermenêutica Jurídica e Filosofia do Direito.Vem lecionando disciplinas de direito em cursos de pós-graduação lato sensu EAD desde 2017: Pós Graduação UNISC EAD, da Universidade de Santa Cruz do Sul, 2018; Direito Eleitoral EAD, da Fundação Escola do Ministério Público, Porto Alegre/RS), 2017; Curso de Pós-Graduação em Direito Constitucional EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2018-2019; e Curso de Pós-Graduação em Direito e Processo Penal EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2019 (a lecionar). Temas tratados na entrevista (em tópicos) Diferença entre “filosofia no direito” e “filosofia do direito”Defesa da ideia de que a filosofia não deve ser mero ornamento externo ao campo jurídico, mas condição de possibilidade para compreender conceitos, práticas e decisões jurídicas. A filosofia como modo de ser no mundoInfluência de Martin Heidegger: a filosofia aparece como forma de existência e de compreensão prévia do mundo, não apenas disciplina acadêmica. Linguagem, nomes e realidadeDebate sobre como se dão nome às coisas, relação entre palavras e mundo, usando referências como Crátilo e Vidas Secas. Crítica ao positivismo jurídico e ao cientificismoDiscussão sobre o século XIX, quando a filosofia teria sido afastada como “metafísica”, deixando o direito empobrecido teoricamente. Contradições filosóficas nas decisões judiciaisExemplo de juízes que invocam ao mesmo tempo “livre convencimento” (subjetivismo) e “verdade real” (objetivismo), misturando paradigmas incompatíveis. Crítica ao decisionismo judicial brasileiroRejeição da ideia de que “direito é aquilo que os tribunais dizem que é”, vista como destruição da autonomia do direito. Hermenêutica jurídica e limites da interpretaçãoDefesa de limites interpretativos contra arbitrariedades e superinterpretações. A interpretação jurídica deve ser constrangida por tradição, linguagem e institucionalidade. Conceito de “constrangimento epistemológico”Tese de Lenio Streck de que a doutrina e a teoria jurídica devem limitar interpretações arbitrárias e impor padrões racionais ao direito. Direito e literaturaA literatura como fonte privilegiada para compreender dilemas jurídicos e políticos. Exemplos usados: Orestéia, As Viagens de Gulliver, William Shakespeare. Superinterpretação e relativismoDiscussão do debate entre Umberto Eco e Richard Rorty sobre limites da interpretação e riscos do relativismo. Crítica à cultura digital e redes sociaisReflexão sobre banalização do conhecimento, culto à superficialidade e perda da vergonha pública na era das redes. Inteligência artificial e atalhos cognitivosPreocupação com IA como instrumento de simplificação excessiva, respostas prontas e fuga da angústia do pensamento. Hierarquia, autoridade e educaçãoDebate sobre a importância de hierarquias legítimas na formação intelectual e no aprendizado, contrapondo-se ao igualitarismo simplificador. Filosofia brasileira e reconhecimento de Ernildo SteinStreck aponta Ernildo Stein como o filósofo brasileiro que mais o impressionou. Filósofos preferidosDeclara preferência por Hans-Georg Gadamer, com forte referência também a Heidegger. Referências citadas na entrevista Filósofos / Teóricos Martin Heidegger Hans-Georg Gadamer Ernildo Stein Richard Rorty Umberto Eco Charles Sanders Peirce William James Ludwig Wittgenstein (implícito no tema linguagem privada) Søren Kierkegaard Gaston Bachelard Thomas Hobbes William of Ockham Marcílio de Pádua Dante Alighieri Obras literárias / Livros Crátilo Vidas Secas As Viagens de Gulliver Dom Casmurro O Nome da Rosa O Pêndulo de Foucault O Pato Selvagem A Festa da Insignificância A Brincadeira Autores literários William Shakespeare Jonathan Swift Graciliano Ramos Machado de Assis Henrik Ibsen Milan Kundera Obras de Lenio Streck mencionadas Dicionário de Hermenêutica Dicionário de Senso Comum Ensino Jurídico em Crise Robô Não Desce Escada Hermenêutica, Jurisdição e Decisão “Fatos, relatos e interpretações”. In:Trindade, André Karam. e Karan, Henrieta. (ed.). Por dentro da Lei. Direito, narrativa e ficção. (na entrevista erroneamente atribui esse texto a Ernildo Stein, quando queria enfatizar que funciona como um resumo da perspectiva de Lenio Streck) Obras de Ernildo Stein mencionadas: Aproximações sobre Hermenêutica Anamnese: a Filosofia e o Retorno do Reprimido Pensar é Errar: um Ajuste com Heidegger Diferença e Metafísica Racionalidade e Existência: uma Introdução à Filosofia O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí. Se gosta do conteúdo do podcast, apoio nossa campanha de financiamento coletivo no Catarse, O endereço é http://catarse.me/filosofia_pop. A contribuição mínima que pedimos ´de 5 reais mensais. Se você preferir, pode contribuir através de nosso pix, que é contato@filosofiapop.com.br. Se não pode contribuir financeiramente, ajude divulgando, comentando, indicando para amigos. Precisamos dessa força! Lembrando que você pode encontrar o podcast filosofia popo no twitter, instagram, Facebook e outras redes sociais. Nosso email é contato@filosofiapop.com.br Twitter: @filosofia_popFacebook: Página do Filosofia PopYouTube: Canal do Filosofia Pope-mail: contato@filosofiapop.com.brSite: https://filosofiapop.com.brPodcast: Feed RSS Com vocês, mais um episódio do podcast Filosofia Pop! O post #246 – Filosofia no Direito, com Lenio Streck apareceu primeiro em filosofia pop.

PEBMED - Notícias médicas
Radar Médico – Carreira – Modelos de linguagem na medicina: evidência e prática clínica

PEBMED - Notícias médicas

Play Episode Listen Later May 2, 2026 13:53


No episódio de hoje do Radar Médico, Dayanna Quintanilha e Renato Bergallo discutem o uso dos modelos de linguagem (LLMs) na medicina clínica e o que a literatura científica recente revela sobre sua aplicação no raciocínio diagnóstico e na prática assistencial.Apesar do crescimento exponencial das publicações, com milhares de estudos nos últimos anos, ainda há limitações importantes na qualidade da evidência, com poucos ensaios clínicos randomizados e baixa utilização de dados reais de pacientes. O episódio analisa o papel desses modelos como suporte ao raciocínio médico, destacando seu potencial quando utilizados de forma colaborativa, além dos desafios relacionados a vieses, alucinações e validação no mundo real.

Inteligência Ltda.
MENSAGEM DOS CÉUS: A LINGUAGEM DE DEUS - Bom dia, Jesus! 119/365 (2026)

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 6:12


O “BOM DIA, JESUS” é um devocional diário do Inteligência LTDA. para você começar o dia com a benção de Deus.LUIZ SAYÃO, pastor, mestre em Hebraico, teólogo e iluminado, traz palavras de sabedoria e reflexão para que o dia se inicie de uma maneira positiva e cheio de esperança, preparando você para enfrentar todos os obstáculos que cruzam o seu caminho.Todos os dias, às 6 da manhã.

Pra começar o Dia...
A linguagem do universo

Pra começar o Dia...

Play Episode Listen Later Apr 22, 2026 4:38


Você precisa emitir a frequência certa para o universo te entregar seu desejo materializado

Trip FM
Mohamad Hindi, o chef que retemperou a linguagem da gastronomia

Trip FM

Play Episode Listen Later Apr 10, 2026


De MasterChef a criador de conteúdo, cozinheiro constrói carreira sólida ao unir gastronomia, cultura e negócios, refletindo sobre os desafios, riscos e transformações do mercado digital

O Antagonista
William Borghetti: como o cérebro molda o que falamos e o que ouvimos | Ladoa! com Madeleine Lacsko

O Antagonista

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 72:23


Neste episódio do Ladoa!, Madeleine Lacsko recebe William Borghetti, especialista em neurocomunicação, para uma conversa profunda sobre como o funcionamento do cérebro dita o ritmo das nossas interações sociais e familiares.Borghetti explora as bases biológicas do comportamento humano, revelando como processos neurológicos muitas vezes invisíveis influenciam a forma como interpretamos sinais, reagimos a conflitos e construímos laços de confiança.O debate aborda a importância de entender a "lógica biológica" da fala e da escuta, oferecendo uma nova perspectiva para quem busca superar barreiras de comunicação e melhorar a qualidade da convivência diária.É uma aula sobre como a ciência pode nos ajudar a ser mais conscientes nas nossas trocas, transformando a maneira como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor.Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:  https://assine.oantagonista.com.br/  Se você busca informação com credibilidade, inscreva-se agora para não perder nenhuma atualização!   

Jorge Borges
Geração Alfa: A Revolução Digital da Linguagem e Comunicação

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 7:06


Não telefonam. Não escrevem e-mails. E brincam com a ortografia como se as regras fossem apenas sugestões. A Geração Alfa — nascida entre 2010 e 2025 — está a reinventar a forma como nos comunicamos, e os seus hábitos dizem muito sobre o mundo digital em que cresceram.

Jorge Borges
A nova linguagem da Geração Alfa

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 12:51


Onde se exploram as dinâmicas de comunicação da Geração Alfa, destacando como estes jovens priorizam a eficiência e a naturalidade em detrimento das normas formais. Os adolescentes entrevistados revelam um desinteresse crescente por chamadas telefónicas e e-mails, preferindo mensagens instantâneas onde a ortografia é moldada para expressar emoções ou poupar tempo. O uso de stickers personalizados e abreviações criativas substitui a pontuação tradicional, transformando a escrita digital num código fluido que depende inteiramente do contexto e da proximidade entre os interlocutores. Esta evolução linguística reflete uma mentalidade que encara as ferramentas digitais herdadas como métodos demasiado lentos ou invasivos para a interação social moderna. Em suma, o artigo descreve uma transição geracional onde a comunicação visual e a agilidade superam o rigor gramatical e os protocolos de contacto convencionais.

Jorge Borges
A fábrica da linguagem

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 5:15


A Produção em Massa da LinguagemHá uma analogia que circula frequentemente nas conversas sobre inteligência artificial e escrita: se ninguém questiona o matemático por usar uma calculadora, por que razão questionamos quem usa IA para escrever? É uma pergunta aparentemente razoável. Mas esconde uma diferença fundamental que muda tudo.As matemáticas são uma disciplina. A linguagem não.A linguagem é uma capacidade humana. Não se aprende como se aprende uma fórmula — desenvolve-se pelo simples facto de vivermos em sociedade. Vygotsky argumentou-o há quase um século: pensamento e linguagem tornam-se inseparáveis. Não usamos a linguagem para expressar o que já pensamos. Pensamos através da linguagem. E isso acontece antes de qualquer escolarização, antes de aprendermos gramática. Durante séculos, a maioria da população era analfabeta no sentido estrito — não sabia ler nem escrever —, mas dominava a sua língua, argumentava, convencia, narrava. A linguagem não precisa de ser estudada para ser usada.

Jorge Borges
A Era da Produção em Massa do Pensamento e Linguagem

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 19:52


A Produção em Massa da LinguagemHá uma analogia que circula frequentemente nas conversas sobre inteligência artificial e escrita: se ninguém questiona o matemático por usar uma calculadora, por que razão questionamos quem usa IA para escrever? É uma pergunta aparentemente razoável. Mas esconde uma diferença fundamental que muda tudo.As matemáticas são uma disciplina. A linguagem não.A linguagem é uma capacidade humana. Não se aprende como se aprende uma fórmula — desenvolve-se pelo simples facto de vivermos em sociedade. Vygotsky argumentou-o há quase um século: pensamento e linguagem tornam-se inseparáveis. Não usamos a linguagem para expressar o que já pensamos. Pensamos através da linguagem. E isso acontece antes de qualquer escolarização, antes de aprendermos gramática. Durante séculos, a maioria da população era analfabeta no sentido estrito — não sabia ler nem escrever —, mas dominava a sua língua, argumentava, convencia, narrava. A linguagem não precisa de ser estudada para ser usada.

ONU News
Esporte é uma linguagem universal que une povos e promove a paz

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 0:59


ONU reforça, além da saúde, poder para disseminar valores fundamentais; Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz reafirma compromisso com a Agenda 2030 usando poder do jogo para construir um futuro mais sustentável e justo.

451 MHz
#189 Poesia conjugal — Fernanda Bastos e Luiz Maurício Azevedo

451 MHz

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 52:20


Quem casa quer casa. E poesia. Neste episódio, a coluna Bruna Beber Entrevista recebe a dupla de poetas Fernanda Bastos e Luiz Maurício Azevedo, o Luma. Casados, eles falam sobre como a vida conjugal influencia a escrita um do outro e as muitas frentes literárias em que atuam, como a crítica, a curadoria e a edição de livros. Os dois ainda apresentam seus novos lançamentos: Azevedo acaba de publicar a plaquete Vagoneta (Círculo de Poemas) e Bastos lançou Camomila, Capim e Outros Cacos pela Figura de Linguagem, editora fundada pelo casal. Apoio: Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais Assine a Quatro Cinco Um por R$ 10/mês: https://bit.ly/Assine451 Seja um Ouvinte Entusiasta e apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451

Invisible College
#396 - A bíblica é unívoca? A linguagem de seus autores é equívoca? - c/ Ronaldo Vasconcelos

Invisible College

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 8:30


Quer aprofundar seu conhecimento teológico?Conheça o Loop!Nosso Programa de Formação Personalizada em teologia,com mais de 1000 aulas disponíveis!https://theinvisiblecollege.com.br/loop/

Entre Chaves
Antigravity inaugura uma nova forma de desenvolver?

Entre Chaves

Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 5:27


Este conteúdo é um trecho do nosso episódio: “#260 Google Antigravity: primeiras impressões, vantagens e desafios”.Nele, Rodrigo Assis, Product Owner, e João Soares, Desenvolvedor de Software, ambos da dti digital, discutem se o Google Antigravity realmente inaugura uma nova era no desenvolvimento de software. Eles trazem suas experiências e analisam a transição do papel do desenvolvedor de programador para orquestrador de agentes e questionam se faz sentido chamar essas ferramentas de IDE. Além disso, eles refletem sobre como experiências práticas de conversação em linguagem natural estão mudando a forma de criar soluções digitais. Dê o play e ouça agora!Assuntos abordados:Linguagem natural com agentes;62 testes automatizados implementados;Detecção de alucinações em IA;Integração com Google Docs;Desenvolvedor como orquestrador;Antigravity é uma IDE?Links importantes:Vagas disponíveisNewsletterDúvidas? Nos mande pelo LinkedinContato:  entrechaves@dtidigital.com.brO Entre Chaves é uma iniciativa da dti digital, uma empresa WPP

Amorosidade Estrela da Manhã
Vídeo - Como reconhecer uma conexão profunda entre duas almas (2 - A LINGUAGEM SECRETS)

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 1:48


Vídeos curtos sobre espiritualidade (Lucidez.Religare)

Amorosidade Estrela da Manhã
Áudio - Como reconhecer uma conexão profunda entre duas almas (2 - A LINGUAGEM SECRETS)

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 1:48


Vídeos curtos sobre espiritualidade (Lucidez.Religare)

Dia a dia com a Palavra
Qual é a linguagem do amor que agrada a Deus?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 1:27


Existe um livro chamado as 5 linguagens do amor. Descobrir a linguagem do amor do outro é importantíssimo e poderia salvar muitos casamentos. De que adianta receber presentes, se você precisa mesmo é de tempo de qualidade. Entende? É sobre isso que trata a linguagem do amor.O Salmo 51 nos versos 16 e 17 fala um pouco sobre esse tema. Assim diz: Pois não te agradas de sacrifícios; do contrário, eu os ofereceria; e não tens prazer em holocaustos. Sacrifício agradável a Deus é o espírito quebrantado; coração quebrantado e contrito, não o desprezarás, ó Deus."Esses versos falam daquilo que agrada ao Senhor e também sobre aquilo que não o agrada. Cultuar a Deus não deve ser do seu jeito, mas como Ele quer.Nos versos, percebemos que Deus se agrada de um espírito quebrantado, de um coração que não pensa em si mesmo, mas que está disponível diante do Pai. Tal coração está sensível à voz do Senhor.Significa que Deus não anda atrás de um monte de coisas. Deus não está atrás de um louvor extravagante, nem de uma igreja moderninha. Deus olha o nosso coração e se o nosso coração não está sensível a Ele, de nada serve.A questão é simples de entender: se você ama a Deus, faça o que o agrada e não apenas o que você quer.

Editorial - Gazeta do Povo
Editorial: Trump adota de vez a linguagem da força e da coerção

Editorial - Gazeta do Povo

Play Episode Listen Later Jan 20, 2026 5:44


Editorial: Trump adota de vez a linguagem da força e da coerção

Debate da Super Manhã
O populismo e a manutenção no poder

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 53:18


Debate da Super Manhã: Presente na história política brasileira, o populismo está baseado na oposição entre o povo e as elites, apresentando o líder populista como o único representante legítimo da vontade popular. No debate desta terça-feira (13), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para falar sobre o populismo e a manutenção do poder, as diferentes formas no contexto social, econômico e cultural em que se manifesta e o apelo popular nos discursos políticos na atualidade. Participam o cientista político, Antônio Fernandes, o professor e pesquisador em Ciências da Linguagem, Bruno Gueiros, e o professor e historiador, Filipe Domingues.

Passando a Limpo
Segurança em Porto de Galinhas

Passando a Limpo

Play Episode Listen Later Dec 30, 2025 24:52


Passando a Limpo: Nesta terça-feira (30), Natalia Ribeiro e a bancada do programa conversam com a Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco (OAB-PE), Ingrid Zanella, sobre o trabalho e presença institucional na OAB-PE. E o Professor e pesquisador em Ciências da Linguagem, Bruno Rafael Gueiros, fala sobre como a autopromoção sufoca planos de governo em campanhas online.

Diversilingua
A proibição da linguagem neutra e a polêmica de Cariani com indígenas

Diversilingua

Play Episode Listen Later Dec 30, 2025 20:38


RESUMIDO
#341 — Os ovos da Gracyanne viralizam / IA confunde linguagem com inteligência / Guerra dos chips esquenta

RESUMIDO

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 42:35


Aproveite o Black November da Insider Store com o cupom de desconto RESUMIDO: https://creators.insiderstore.com.br/RESUMIDOGrupo oficial da Insider no WhatsApp com  Flash Promos: https://creators.insiderstore.com.br/RESUMIDOWPPBF--Faça sua assinatura!https://resumido.cc/assinatura--O Canva transforma os ovos da Gracyanne em template viral e um juiz francês desaparece da internet. A indústria de IA contrata neurocientistas e modelos confundem linguagem com inteligência (sem falar que os próprios funcionários pedem para familiares usarem as ferramentas). O Google reorganiza links e chatbots com o Gemini 3 e investe em chips próprios para diminuir a dependência da Nvidia. O que significa ser real?No RESUMIDO #341: os ovos da Gracyanne viralizam, big techs correm atrás de neurocientistas, IA confunde linguagem com inteligência, a guerra dos chips esquenta, juiz francês tem vida digital apagada, projeto tenta fabricar um hit número 1 nas paradas e muito mais!--Ouça e confira todos os links comentados no episódio: https://resumido.cc/podcasts/os-ovos-da-gracyanne-viralizam-ia-confunde-linguagem-com-inteligencia-guerra-dos-chips-esquenta/

Oxigênio
#206 – Traduzir a Antiguidade: memória e política nos textos greco-romanos

Oxigênio

Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 41:07


Você já parou pra pensar quem traduz os livros que você lê e como esse trabalho molda a forma como entende o mundo? Neste episódio, Lívia Mendes e Lidia Torres irão nos conduzir em uma viagem no tempo para entendermos como os textos gregos e latinos chegam até nós. Vamos descobrir por que traduzir é sempre também interpretar, criar e disputar sentidos. Conversamos com Andrea Kouklanakis, professora permanente na Hunter College, Nova York, EUA, e Guilherme Gontijo Flores, professor da Universidade Federal do Paraná. Eles compartilharam suas trajetórias no estudo de línguas antigas, seus desafios e descobertas com o mundo da tradução e as questões políticas, históricas e estéticas que a prática e as teorias da tradução abarcam. Esse episódio faz parte do trabalho de divulgação científica que a Lívia Mendes desenvolve no Centro de Estudos Clássicos e Centro de Teoria da Filologia, vinculados ao Instituto de Estudos da Linguagem e ao Instituto de Estudos Avançados da Unicamp, financiado pelo projeto Mídia Ciência da FAPESP, a quem agradecemos pelo financiamento. O roteiro foi escrito por Lívia Mendes e a revisão é de Lidia Torres e Mayra Trinca. A edição é de Daniel Rangel. Se você gosta de literatura, história, tradução ou quer entender novas formas de aproximar o passado do presente, esse episódio é pra você. __________________________________________________________________ ROTEIRO [música, bg] Lívia: Quem traduziu o livro que você está lendo? Lívia: E se você tivesse que aprender todas as línguas dos clássicos que deseja ler? Aqueles livros escritos em russo, alemão ou qualquer outra língua diferente da sua? Lívia: E aqueles livros das literaturas que foram escritas em línguas que chamamos antigas, como o latim e o grego? Lidia: A verdade é que, na maioria das vezes, a gente não pensa muito sobre essas questões. Mas, no Brasil, boa parte dos livros que lemos, tanto literários quanto teóricos, não chegaria até a gente se não fossem os tradutores. Lidia: Essas obras, que fazem parte de todo um legado social, filosófico e cultural da nossa sociedade, só chegaram até nós por causa do trabalho cuidadoso de pesquisadores e tradutores dessas línguas, que estão tão distantes, mas ao mesmo tempo, tão próximas de nós. [música de transição] Lívia: Eu sou a Lívia Mendes. Lidia: E eu sou a Lidia Torres. Lívia: Você já conhece a gente aqui do Oxigênio e no episódio de hoje vamos explorar como traduzimos, interpretamos e recebemos textos da Antiguidade greco-romana. Lidia: E, também vamos pensar por que essas obras ainda hoje mobilizam debates políticos, culturais e estéticos. Lívia: Vem com a gente explorar o mundo da antiguidade greco-romana que segue tão presente na atualidade, especialmente por meio da tradução dos seus textos. [vinheta O2] Andrea [1:05-2:12]: Então, meu nome é Andrea Kouklanakis e, eu sou brasileira, nasci no Brasil e morei lá até 21 anos quando eu emigrei para cá. Lívia: O “cá” da Andrea é nos Estados Unidos, país que ela se mudou ainda em 1980, então faz um tempo que ela mora fora do Brasil. Mas mesmo antes de se mudar, ela já tinha uma experiência com o inglês. Andrea Kouklanakis: Quando eu vim pra cá, eu não tinha terminado faculdade ainda, eu tinha feito um ano e meio, quase dois anos na PUC de São Paulo. Ah, e mas chegou uma hora que não deu mais para arcar com a responsabilidade financeira de matrícula da PUC, de mensalidades, então eu passei um tempo trabalhando só, dei aulas de inglês numa dessas escolas assim de business, inglês pra business people e que foi até legal, porque eu era novinha, acho que eu tinha 18, 19 anos e é interessante que todo mundo era mais velho que eu, né? Os homens de negócios, as mulheres de negócio lá, mas foi uma experiência legal e que também, apesar de eu não poder estar na faculdade daquela época, é uma experiência que condiz muito com o meu trabalho com línguas desde pequena. Lívia: Essa que você ouviu é a nossa primeira entrevistada no episódio de hoje, a professora Andrea Kouklanakis. Como ela falou ali na apresentação, ela se mudou ainda jovem pros Estados Unidos. Lidia: E, como faz muito tempo que ela se comunica somente em inglês, em alguns momentos ela acaba esquecendo as palavras em português e substitui por uma palavra do inglês. Então, a conversa com a Andrea já é um início pra nossa experimentação linguística neste episódio. Andrea Kouklanakis: Eu sou professora associada da Hunter College, que faz parte da cidade universitária de Nova York, City University of New York. E eles têm vários campus e a minha home college é aqui na Hunter College, em Manhattan. Eh, eu sou agora professora permanente aqui. Lívia: A professora Andrea, que conversou com a gente por vídeo chamada lá de Nova Iorque, contou que já era interessada por línguas desde pequena. A mãe dela trabalhava na casa de uma professora de línguas, com quem ela fez as primeiras aulas. E ela aprendeu também algumas palavras da língua materna do seu pai, que é grego e mais tarde, estudou francês e russo na escola. Lidia: Mas, além de todas essas línguas, hoje ela trabalha com Latim e Grego.Como será que essas línguas antigas entraram na vida da Andrea? Andrea Kouklanakis: Então, quando eu comecei aqui na Hunter College, eu comecei a fazer latim porque, bom, quando você tem uma língua natal sua, você é isenta do requerimento de línguas, que todo mundo tem que ter um requerimento de língua estrangeira na faculdade aqui. Então, quando eu comecei aqui, eu fiquei sabendo, que eu não precisava da língua, porque eu tinha o português. Mas, eu falei: “É, mas eu peguei pensando a língua é o que eu quero, né?” Então, foi super assim por acaso, que eu tava olhando no catálogo de cursos oferecidos. Aí eu pensei: “Ah, Latim, OK. Why not?. Por que não, né? Uma língua antiga, OK. Lívia: A professora Andrea, relembrando essa escolha por cursar as disciplinas de Latim, quando chegou na Hunter College, percebeu que ela gostou bastante das aulas por um motivo afetivo e familiar com a maneira com que ela tinha aprendido a língua portuguesa aqui no Brasil, que era diferente da forma como seus colegas estadunidenses tinham aprendido o inglês, sem muita conexão com a gramática. Lidia: Ela gostava de estudar sintaxe, orações subordinadas e todas essas regras gramaticais, que são muito importantes pra quem quer estudar uma língua antiga e mais pra frente a gente vai entender bem o porquê. [som de ícone] Lívia: sintaxe, é a parte da gramática que estuda como as palavras se organizam dentro das frases pra formar sentidos. Ela explica quem é o sujeito, o que é o verbo, quais termos completam ou modificam outros, e assim por diante. [som de ícone]: Lívia: Oração subordinada é uma frase que depende de outra para ter sentido completo. Ela não “anda sozinha”: precisa da oração principal pra formar o significado total. [música de transição] Lidia: E, agora, você deve estar se perguntando, será que todo mundo que resolve estudar língua antiga faz escolhas parecidas com a da professora Andrea? Lidia: É isso que a gente perguntou pro nosso próximo entrevistado. Guilherme Gontijo: Eu sou atualmente professor de latim na UFPR, no Paraná, moro em Curitiba. Mas, eu fiz a minha graduação em letras português na UFES, na Federal do Espírito Santo. E lá quando eu tive que fazer as disciplinas obrigatórias de latim, eu tinha que escolher uma língua complementar, eu lembro que eu peguei italiano porque eu estudava francês fora da universidade e eu tinha que estudar o latim obrigatório. Estudei latim com Raimundo Carvalho. Lívia: Bom, parece que o Guilherme teve uma trajetória parecida com a da Andrea e gostar de estudar línguas é uma das premissas pra se tornar um estudioso de latim e de grego. Lidia: O professor Raimundo de Carvalho, que o Guilherme citou, foi professor de Latim da Federal do Espírito Santo. Desde a década de 80 ele escreve poesias e é um importante estudioso da língua latina. Ele quem traduziu a obra Bucólicas, do Vírgílio, um importante poeta romano, o autor da Eneida, que talvez você já deva ter ouvido falar. O professor Raimundo se aposentou recentemente, mas segue trabalhando na tradução de Metamorfoses, de outro poeta romano, o Ovídio. Lívia: O Guilherme contou o privilégio que foi ter tido a oportunidade de ser orientado de perto pelo professor Raimundo. Guilherme Gontijo: Eu lembro que eu era um aluno bastante correto, assim, eu achava muito interessante aprender latim, mas eu estudei latim pensando que ele teria algum uso linguístico pras pessoas que estudam literatura brasileira. E quando ele levou Catulo pra traduzir, eu lembro de ficar enlouquecido, assim, foi incrível e foi a primeira vez na minha vida que eu percebi que eu poderia traduzir um texto de poema como um poema. E isso foi insistivo pra mim, eu não tinha lido teoria nenhuma sobre tradução. Lívia: Um episódio sobre literatura antiga traz esses nomes diferentes, e a gente vai comentando e explicando. O Catulo, que o Guilherme citou, foi um poeta romano do século I a.C.. Ele é conhecido por escrever odes, que são poemas líricos que expressam admiração, elogio ou reflexão sobre alguém, algo ou uma ideia. A obra do Catulo é marcada pelos poemas que ele dedicou a Lésbia, figura central de muitos dos seus versos. Guilherme Gontijo: Eu fiz as duas disciplinas obrigatórias de latim, que é toda a minha formação oficial de latim, acaba aí. E passei a frequentar a casa do Raimundo Carvalho semanalmente, às vezes duas vezes por semana, passava a tarde inteira tendo aula de latim com ele, lendo poetas romanos ou prosa romana e estudava em casa e ele tirava minhas dúvidas. Então, graças à generosidade do Raimundo, eu me tornei latinista e eu não tinha ideia que eu, ainda por cima, teria ali um mestre, porque ele é poeta, é tradutor de poesia. Lidia: Essa conexão com a língua latina fez o Guilherme nunca mais abandonar a tradução. Ele disse que era uma forma natural de conseguir conciliar o seu interesse intelectual acadêmico e o lado criativo, já que desde o início da graduação ele já era um aspirante a poeta. Lívia: É importante a gente lembrar que o Guilherme tem uma vasta carreira como autor, poeta e tradutor e já vamos aproveitar pra deixar algumas dicas dos livros autorais e dos autores que ele traduziu. Lívia: Guilherme é autor dos poemas de carvão :: capim (2018), Todos os nomes que talvez tivéssemos (2020), Arcano 13 em parceria com Marcelo Ariel. Ele também escreveu o romance História de Joia (2019) e os livros de ensaios Algo infiel: corpo performance tradução (2017) em parceria com Rodrigo Gonçalves e A mulher ventriloquada: o limite da linguagem em Arquíloco (2018). Se aventurou pelo infanto-juvenil com os livros A Mancha (2020) e o Coestelário (2021), ambos em parceria com Daniel Kondo. E traduziu autores como Safo, Propércio, Catulo, Horácio, Rabelais e Whitman. Lidia: Os poetas Rabelais e Whitman são autores modernos, viveram nos séculos XVI e XIX, já os outros poetas são da antiguidade romana, aquele período aproximadamente entre o século IV a.C. e o século V d.C. Lívia: Então, o Guilherme traduz tanto textos de línguas modernas quanto de línguas antigas. E, a gente perguntou pra ele se existe alguma diferença no trabalho do tradutor quando vai traduzir um texto de uma língua moderna, que está mais próxima de nós no tempo, e quando vai traduzir do latim ou do grego, que são línguas mais distantes temporalmente. Lívia: O Guilherme falou que quando ele vai traduzir de uma língua moderna pra outra língua moderna existem duas possibilidades: traduzir diacronicamente, que é quando o tradutor escreve o texto na língua produzida como se fosse da época mesmo que ele foi escrito. E a outra possibilidade é traduzir deslocando o autor temporalmente, e fazendo a linguagem do texto conversar com a linguagem contemporânea. Lidia: Pode parecer um pouco confuso de início, mas ouve só o exemplo do Guilherme da experiência de tradução que ele teve com o Rimbaud, que é um autor francês. Guilherme Gontijo: Por exemplo, fui traduzir Rimbaud, o Rimbaud do século XIX. Quando eu vou traduzir, eu posso tentar traduzir pensando diacronicamente e aí eu vou tentar traduzir o Rimbaud pra ele parecer um poeta do século XIX em português. E aí eu vou dar essa sensação de espaço temporal pro leitor contemporâneo agora. É, o Guilherme de Almeida fez um experimento genial assim, traduzindo o poeta francês François Villon para uma espécie de pastiche de galego-português, botando a linha temporal de modo que é isso, Villon é difícil para um francês ler hoje, que a língua francesa já sofreu tanta alteração que muitas vezes eles leem numa espécie de edição bilíngue, francês antigo, francês moderno. A gente também tem um pouco essa dificuldade com o galego-português, que é a língua literária da Península ali pra gente, né? Ah, então essa é uma abordagem. Outra abordagem, eu acho que a gente faz com muito menos frequência, é tentar deslocar a relação da temporalidade, ou seja, traduzir Rimbaud, não para produzir um equivalente do Rimbaud, século XIX no Brasil, mas pra talvez criar o efeito que ele poderia criar nos seus contemporâneos imediatos. Lívia: Ou seja, a ideia aqui seria escrever um texto da maneira como se escreve hoje em dia, meio que transpondo a história no tempo. Lidia: Pra quem não conhece, fica aqui mais uma dica de leitura: o poeta francês Arthur Rimbaud, que o Guilherme citou, viveu entre 1854 e 1891 e escreveu quase toda sua obra ainda adolescente. Ele renovou a poesia moderna com imagens ousadas, experimentação formal e uma vida marcada pela rebeldia. Abandonou a literatura muito jovem e passou o resto da vida viajando e trabalhando na África. Lívia: Mas, e pra traduzir da língua antiga, será que esse dois caminhos também são possíveis? Guilherme Gontijo: Quando eu vou traduzir do latim, por exemplo, eu não tenho esse equivalente. Não existe o português equivalente de Propércio. O português equivalente de Propércio como língua literária é o próprio latim. Lívia: Ou seja, o que o Guilherme quis dizer é que não existe uma possibilidade de traduzir um texto latino como ele soava na antiguidade, porque o latim é a língua que originou as línguas modernas latinas, e a língua portuguesa é uma delas, junto com o espanhol, o francês e o italiano. Lidia: Mas, o que pode acontecer é uma classicização dos textos antigos e o Guilherme enfatizou que acontece muito nas traduções que a gente tem disponível do latim pro português. A classicização, nesses casos, é traduzir os textos da antiguidade com o português do século XVIII ou XIX, transformando esses textos em clássicos também pra nós. Guilherme Gontijo:Curiosamente, a gente, quando estuda os clássicos, a gente sempre fala: “Não, mas isso é moderno demais. Será que ele falaria assim?” Acho curioso, quando, na verdade, a gente vendo que os clássicos tão falando sobre literatura, eles parecem não ter esses pudores. Aliás, eles são bem menos arqueológicos ou museológicos do que nós. Eles derrubavam um templo e botavam outro templo em cima sem pensar duas vezes enquanto nós temos muito mais pudores. Então, a minha abordagem atual de traduzir os clássicos é muito tentar usar as possibilidades do português brasileiro, isso é muito marcado pra mim, uma das variedades do português brasileiro, que é a minha, né? De modo ativo. Lívia: Só pra dar um exemplo do que faz a língua soar clássica, seria o uso do pronome “tu” ao invés de “você”, ou, os pronomes oblíquos como “eu te disse” ou “eu te amo”, porque ninguém fala “eu lhe amo” no dia a dia. Lidia: E esse é justamente o ponto quando a gente fala de tradução do texto antigo. Eles não vão ter um equivalente, e a gente não tem como traduzir por algo da mesma época. Guilherme Gontijo: Então, a gente precisa fazer um exercício especulativo, experimental, pra imaginar os possíveis efeitos daqueles textos no seu mundo de partida, né? A gente nunca vai saber o sabor exato de um texto grego ou romano, porque por mais que a gente tenha dicionário e gramática, a gente não tem o afeto, aquele afeto minucioso da língua que a gente tem na nossa. Lívia: Essas questões de escolhas de tradução, que podem aproximar ou afastar a língua da qual vai se traduzir pra língua que será traduzida se aproximam das questões sociais e políticas que são intrínsecas à linguagem. [música de transição] Lidia: Assim como qualquer outro texto, os escritos em latim ou grego nunca serão neutros. Mesmo fazendo parte de um mundo tão distante da gente, eles reproduzem projetos políticos e identitários tanto da antiguidade quanto dos atuais. Andrea Kouklanakis: Eu acho que esse aspecto político e histórico dos estudos clássicos é interessante porque é uma coisa quando você tá fazendo faculdade, quando eu fiz pelo menos, a gente não tinha muita ideia, né? Você tava completamente sempre perdida no nível microscópico da gramática, né? De tentar a tradução, essas coisas, você tá só, completamente submersa nos seus livros, no seu trabalho de aula em aula, tentando sobreviver ao Cícero. Lívia: Como a Andrea explicou, os estudos que chamamos de filológicos, soam como uma ciência objetiva. Eles tentam achar a gênese de um texto correto, como uma origem e acabam transformando os estudos clássicos em um modelo de programa de império ou de colonização. Andrea Kouklanakis: Então, por exemplo, agora quando eu dou aula sobre o legado dos estudos clássicos na América Latina Agora eu sei disso, então com os meus alunos a gente lê vários textos primários, né, e secundários, que envolvem discurso de construção de nação, de construção de império, de construção do outro, que são tecidos com os discursos clássicos, né, que é essa constante volta a Atenas, a Roma, é, o prestígio dos estudos clássicos, né? Então, a minha pesquisa se desenvolveu nesse sentido de como que esses latino afro brasileiros, esses escritores de várias áreas, como que eles lidaram na evolução intelectual deles, na história intelectual deles, como que eles lidaram com um ramo de conhecimento que é o centro do prestígio. Eles mesmo incorporando a falta de prestígio completa. O próprio corpo deles significa ausência total de prestígio e como que eles então interagem com uma área que é o centro do prestígio, sabe? Lidia: Então, como você percebeu, a Andrea investiga como os escritores afro-latino-americanos negociaram essa tradição clássica, símbolo máximo de prestígio, com suas histórias incorporadas a um lugar sem prestígio, marcadas em seus corpos pelo tom de pele. Lívia: Esse exercício que a professora Andrea tem feito com seus alunos na Hunter College tem sido uma prática cada vez mais presente nos Estudos Clássicos da América Latina e aqui no Brasil. É um exercício de colocar um olhar crítico pro mundo antigo e não apenas como uma forma de simplesmente celebrar uma antiguidade hierarquicamente superior a nós e a nossa história. Lidia: Nesse ponto, é importante a gente pontuar que a professora Andrea fala de um lugar muito particular, porque ela é uma mulher negra, brasileira, atuando em uma universidade nos Estados Unidos e em uma área de estudos historicamente tradicional. Lívia: Ela relatou pra gente um pouco da sua experiência como uma das primeiras mulheres negras a se doutorar em Estudos Clássicos em Harvard. Andrea Kouklanakis: Eu também não queria deixar de dizer que, politicamente, o meu entendimento como classista foi mais ou menos imposto de fora pra mim, sobre mim como uma mulher de cor nos estudos clássicos, porque eu estava exatamente na década de final de 90, meio final de 90, quando eu comecei a fazer os estudos clássicos na Harvard e foi coincidentemente ali quando também saiu, acho que o segundo ou terceiro volume do Black Athena, do Bernal. E, infelizmente, então, coincidiu com eu estar lá, né? Fazendo o meu doutorado nessa época. E na época existiam esses chat rooms, você podia entrar no computador e é uma coisa estranha, as pessoas interagiam ali, né? O nível de antipatia e posso até dizer ódio mesmo que muitas pessoas expressavam pela ideia de que poderia existir uma conexão entre a Grécia e a África, sabe? A mera ideia. Era uma coisa tão forte sabe, eu não tinha a experiência ou a preparação psicológica de receber esse tipo de resposta que era com tantos ânimos, sabe? Lidia: Com esse relato, a professora Andrea revelou pra gente como o preconceito com a população negra é tão explícita nos Estados Unidos e como ela, mesmo tendo passado a infância e a adolescência no Brasil, sentiu mais os impactos disso por lá. Lívia: Mas, fora o preconceito racial, historicamente construído pelas nossas raízes de colonização e escravização da população negra, como estudiosa de Estudos Clássicos, foi nessa época que a Andrea percebeu que existia esse tipo de discussão e que ainda não estava sendo apresentada pra ela na faculdade. Andrea Kouklanakis: Depois que eu me formei, eu entrei em contato com a mulher que era diretora de admissão de alunos e ela confirmou pra mim que é eu acho que eu sou a primeira pessoa de cor a ter um doutorado da Harvard nos Estudos Clássicos. E eu acho que mesmo que eu não seja a primeira pessoa de cor fazendo doutorado lá, provavelmente eu sou a primeira mulher de cor. Lidia: Vamos destacar agora, alguns pontos significativos do relato da professora Andrea. [som de ícone] Lívia: O livro que ela citou é o Black Athena, do estudioso de história política Martin Bernal. A teoria criada pelo autor afirmava que a civilização clássica grega na realidade se originou de culturas da região do Crescente Fértil, Egito, Fenícia e Mesopotâmia, ao invés de ter surgido de forma completamente independente, como tradicionalmente é colocado pelos historiadores germânicos. [som de ícone] Lívia: Ao propor uma hipótese alternativa sobre as origens da Grécia antiga e da civilização clássica, o livro fomentou discussões relevantes nos estudos da área, gerando controvérsias científicas, ideológicas e raciais. [som de ícone] Lidia: Em contrapartida às concepções racistas vinda de pesquisadores, historiadores e classicistas conservadores, a professora Andrea citou também um aluno negro de Harvard, o historiador e classicista Frank Snowden Jr.. [som de ícone] Lívia: Entre seus diversos estudos sobre a relação de brancos e negros na antiguidade, está o livro Before Color Prejudice: The Ancient View of Black, em português, Antes do Preconceito Racial: A Visão Antiga dos Negros. Um aprofundamento de suas investigações sobre as relações entre africanos e as civilizações clássicas de Roma e da Grécia e demonstra que os antigos não discriminavam os negros por causa de sua cor. [som de ícone] Lidia: O livro lança luz pra um debate importantíssimo, que é a diferença de atitudes dos brancos em relação aos negros nas sociedades antigas e modernas, além de observar que muitas das representações artísticas desses povos se assemelham aos afro-americanos da atualidade. Andrea Kouklanakis: Mas, então é isso, então essa coisa política é uma coisa que foi imposta, mas a imposição foi até legal porque aí me levou a conhecer e descobrir e pesquisar essa área inteira, que agora é uma coisa que eu me dedico muito, que é olhar qual que é a implicação dos estudos clássicos na política, na raça, na história e continuando dando as minhas aulas e traduzindo, fazendo tradução, eu adoro tradução, então, esse aspecto do estudo clássico, eu sempre gostei. [música de transição] Lívia: O Guilherme também falou pra gente sobre essa questão política e histórica dos Estudos Clássicos, de que ficar olhando pro passado como objeto desvinculado, nos impede de poder articular essas discussões com a política do presente. Guilherme Gontijo: E acho que o resultado quando a gente faz isso é muitas vezes colocar os clássicos como defensores do status quo, que é o que o um certo império brasileiro fez no período de Dom Pedro, é o que Mussolini fez também. Quer dizer, vira propaganda de estado. Lidia: Mas, ao contrário, quando a gente usa os clássicos pra pensar as angústias do presente, a gente percebe que é uma área de estudos que pode ser super relevante e super viva pra qualquer conversa do presente. Lívia: E, na tradução e na recepção desses textos antigos, como será que essas questões aparecem? O Guilherme deu um exemplo pra gente, de uma tradução que ele fez do poeta romano Horácio. [som de ícone] Lidia: Horácio foi um poeta romano do século I a.C., famoso por escrever poesias nos formatos de Odes, Sátiras e Epístolas, e defendia a ideia do “justo meio” — evitar excessos e buscar a medida certa na vida. Guilherme Gontijo: Tô lembrando aqui de uma ode de Horácio, acho que esse exemplo vai ser bom. Em que ele termina o poema oferecendo um vai matar um cabrito pra uma fonte, vai oferendar um cabrito para uma fonte. E quando eu tava traduzindo, vários comentadores lembravam de como essa imagem chocou violentamente o século XIX na recepção. Os comentadores sempre assim: “Como assim, Horácio, um homem tão refinado vai fazer um ato tão brutal, tão irracional?” Quer dizer, isso diz muito mais sobre a recepção do XIX e do começo do XX, do que sobre Horácio. Porque, assim, é óbvio que Horácio sacrificaria um cabrito para uma fonte. E nisso, ele não está escapando em nada do resto da sua cultura. Agora, é curioso como, por exemplo, o nosso modelo estatal coloca a área de clássicas no centro, por exemplo, dos cursos de Letras, mas acha que práticas do Candomblé, que são análogas, por exemplo, você pode oferecer animais para divindades ou mesmo para águas, seriam práticas não não não racionais ou não razoáveis ou sujas ou qualquer coisa do tipo, como quiserem. Né? Então, eu acho que a gente pode e esse é o nosso lugar, talvez seja nossa missão mesmo. Lívia: Como o Guilherme explicou, nós no Brasil e na América Latina temos influência do Atlântico Negro, das línguas bantas, do candomblé, da umbanda e temos um aporte, tanto teórico quanto afetivo, pra pensar os clássicos, a partir dessas tradições tão próximas, que a própria tradição europeia tem que fazer um esforço gigantesco pra chegar perto, enquanto pra gente é natural. Lidia: E não podemos nos esquecer também da nossa convivência com várias etnias indígenas, que possuem comparações muito fortes entre essas culturas. Guilherme Gontijo: Eu diria, eu entendo muito melhor o sentido de um hino arcaico, grego, ouvindo uma cantiga de terreiro no Brasil, do que só comparando com literatura. Eu acho que é relevante para a área de clássicas, não é uma mera curiosidade, sabe? Então, eu tenho cada vez mais lido gregos e romanos à luz da antropologia moderna, contemporaneíssima, sabe? Eu acho que muitos frutos aparecem de modo mais exemplar ou mais óbvio quando a gente faz essa comparação, porque a gente aí tira de fato os clássicos do lugar de clássicos que lhes é dado. [música de transição] Lívia: Pra além dessas discussões teóricas e políticas, a tradução é também um ato estético e existem algumas formas de repensar a presença da poesia antiga no mundo contemporâneo a partir de uma estética aplicada na linguagem e nos modos de traduzir. Lidia: No caso do Guilherme, ele vem trabalhando há um tempo com a tradução como performance. Guilherme Gontijo: E aí eu pensei: “Não, eu poderia traduzir Horácio para cantar”. Eu vou aprender a cantar esses metros antigos e vou cantar a tradução na mesmíssima melodia. Quer dizer, ao invés de eu pensar em metro no sentido do papel, eu vou pensar em metro no sentido de uma vocalidade. E foi isso que eu fiz. Foi o meu o meu doutorado, isso acabou rendendo a tradução de Safo. Lívia: Além das traduções publicadas em livros e artigos, o Guilherme também coloca essas performances na rua com o grupo Pecora Loca, que desde 2015 se propõe a fazer performances de poemas antigos, medievais e, às vezes, modernos, como um modo de ação poética. Lidia: Inclusive a trilha sonora que você ouviu ali no início deste trecho é uma das performances realizada pelo grupo, nesse caso do poema da Ode 34 de Horácio, com tradução do próprio Guilherme e música de Guilherme Bernardes, que o grupo gentilmente nos passou. Guilherme Gontijo: Isso pra mim foi um aprendizado teórico também muito grande, porque você percebe que um poema vocal, ele demanda pra valorizar a sua ou valorar a sua qualidade, também a performance. Quer dizer, o poema não é só um texto no papel, mas ele depende de quem canta, como canta, qual instrumento canta. Lívia: O Guilherme explicou que no início eles usavam instrumentos antigos como tímpano, címbalo, lira e até uma espécie de aulos. Mas, como, na verdade, não temos informações precisas sobre como era a musicalidade antiga, eles resolveram afirmar o anacronismo e a forma síncrona de poesia e performance, e, atualmente, incorporaram instrumentos modernos ao grupo como a guitarra elétrica, o baixo elétrico, o teclado e a bateria. Guilherme Gontijo: Então, a gente tem feito isso e eu acho que tem um gesto político, porque é muito curioso que a gente vai tocar num bar e às vezes tem alguém desavisado e gosta de Anacreonte. Olha, caramba, adorei Anacreonte. É, é, e ela percebe que Anacreonte, ela ouviu a letra e a letra é basicamente: “Traga um vinho para mim que eu quero encher a cara”. Então ela percebe que poesia antiga não é algo elevado, para poucos eleitos capazes de depreender a profundidade do saber grego. Ó, Anacreonte é poema de farra. Lidia: A partir da performance as pessoas se sentem autorizadas a tomar posse dessa herança cultural e a se relacionar com ela. O que cria uma forma de divulgar e difundir os Estudos Clássicos a partir de uma relação íntima, que é a linguagem musical. Guilherme Gontijo: E a experiência mais forte que eu tive nisso, ela é do passado e foi com o Guilherme Bernardes. Lembro que dei uma aula e mostrei a melodia do Carpe Diem, do Horácio. Da Ode. E tava lá mostrando o poema, sendo bem técnico ali, como é que explica o metro, como é que põe uma melodia, etc, etc. E uns três dias depois ele me mandou uma gravação que ele fez no Garage Band, totalmente sintética. De uma versão só instrumental, quer dizer, o que ele mais curtiu foi a melodia. E a gente às vezes esquece disso, quer dizer, um aspecto da poesia arcaica ou da poesia oral antiga romana é que alguém poderia adorar a melodia e nem prestar tanta atenção na letra. E que continuariam dizendo: “É um grande poeta”. Eu senti uma glória quando eu pensei: “Caraca, um asclepiadeu maior tocou uma pessoa como melodia”. A pessoa nem se preocupou tanto que é o poema do Carpe Diem, mas a melodia do asclepiadeu maior. [som de ícone] Lívia: Só por curiosidade, “asclepiadeu maior” é um tipo de verso poético greco-latino composto por um espondeu, dois coriambos e um iambo. Você não precisa saber como funcionam esses versos na teoria. Essa forma poética foi criada pelo poeta lírico grego Asclepíades de Samos, que viveu no século III a.C., por isso o nome, o mais importante é que foi o verso utilizado por Horácio em muitas de suas odes. [música de transição] Lidia: Agora, já encaminhando para o final do nosso episódio, não podemos ir embora sem falar sobre o trabalho de recepção e tradução realizado pela professora Andrea, lá na Hunter College, nos EUA. Lívia: Além do seu projeto sobre a presença dos clássicos nas obras de escritores afro-latino-americanos, com foco especial no Brasil, de autores como Lima Barreto, Luís Gama, Juliano Moreira e Auta de Sousa. A professora também publicou o livro Reis Imperfeitos: Pretendentes na Odisseia, Poética da Culpa e Sátira Irlandesa, pela Harvard University Press, em 2023, e as suas pesquisas abarcam a poesia homérica, a poética comparada e as teorias da tradução. Lidia: A professora Andrea faz um exercício muito importante de tradução de autores negros brasileiros pro inglês, não somente das obras literárias, mas também de seus pensamentos teóricos, pra que esses pensamentos sejam conhecidos fora do Brasil e alcance um público maior. Lívia: E é muito interessante como a relação com os estudos da tradução pra professora Andrea também tocam em um lugar muito íntimo e pessoal, assim como foi pro Guilherme nas suas traduções em performances. Lidia: E ela contou pra gente um pouco dessa história. Andrea Kouklanakis: Antes de falar da língua, é eu vou falar que, quando eu vejo a biografia deles, especialmente quando eu passei bastante tempo com o Luiz Gama. O que eu achei incrível é o nível de familiaridade de entendimento que eu tive da vida corriqueira deles. Por exemplo, Cruz e Souza, né? A família dele morava no fundo lá da casa, né? Esse tipo de coisa assim. O Luiz Gama também quando ele fala do aluno lá que estava na casa quando ele foi escravizado por um tempo, quando ele era criança, o cara que escravizou ele tinha basicamente uma pensão pra estudantes, que estavam fazendo advocacia, essas coisas, então na casa tinham residentes e um deles ensinou ele a ler, a escrever. O que eu achei interessantíssimo é que eu estou há 100 anos separada desse povo, mas a dinâmica social foi completamente familiar pra mim, né? A minha mãe, como eu te falei, ela sempre foi empregada doméstica, ela já se aposentou há muito tempo, mas a vida dela toda inteira ela trabalhou como empregada doméstica. E pra mim foi muito interessante ver como que as coisas não tinham mudado muito entre a infância de alguém como Cruz e Souza e a minha infância, né? Obviamente ninguém me adotou, nada disso, mas eu passei muito tempo dentro da casa de família. que era gente que tinha muito interesse em ajudar a gente, em dar, como se diz, a scholarship, né? O lugar que a minha mãe trabalhou mais tempo assim, continuamente por 10 anos, foi, aliás, na casa do ex-reitor da USP, na década de 70 e 80, o Dr. Orlando Marques de Paiva. Lívia: Ao contar essa história tão íntima, a Andrea explicou como ela tenta passar essa coincidência de vivências, separada por cem anos ou mais no tempo, mas que, apesar de todo avanço na luta contra desigualdades raciais, ainda hoje refletem na sua memória e ainda são muito estáticas. Lidia: Essa memória reflete na linguagem, porque, como ela explicou, esses autores utilizam muitas palavras que a gente não usa mais, porque são palavras lá do século XVIII e XIX, mas o contexto chega pra ela de uma forma muito íntima e ainda viva, por ela ter vivenciado essas questões. Andrea Kouklanakis: Eu não sou poeta, mas eu tô dando uma de poeta, sabe? E quando eu percebo que tem algum estilo assim, a Auta de vez em quando tem um certo estilo assim, ambrósia, não sei do quê, sabe? Eu sei que ela está querendo dizer perfume, não sei o quê, eu não vou mudar, especialmente palavras, porque eu também estou vindo da minha perspectiva é de quem sabe grego e latim, eu também estou interessada em palavras que são em português, mas são gregas. Então, eu preservo, sabe? Lívia: Então, pra Andrea, no seu trabalho tradutório ela procura mesclar essas duas questões, a sua relação íntima com os textos e também a sua formação como classicista, que pensa a etimologia das palavras e convive com essa multiplicidade de línguas e culturas, caminhando entre o grego, o latim, o inglês e o português. [música de transição] [bg] Lidia: Ao ouvir nossos convidados de hoje, a Andrea Koclanakis e o Guilherme Gontijo Flores, percebemos que traduzir textos clássicos é muito mais do que passar palavras de uma língua pra outra. É atravessar disputas políticas, revisitar o passado com olhos do presente, reconstruir memórias coloniais e imaginar novos modos de convivência com as tradições antigas. Lívia: A tradução é pesquisa, criação, crítica e também pode ser transformação. Agradecemos aos entrevistados e a você que nos acompanhou até aqui! [música de transição] [créditos] Livia: O roteiro desse episódio foi escrito por mim, Lívia Mendes, que também fiz a locução junto com a Lidia Torres. Lidia: A revisão foi feita por mim, Lidia Torres e pela Mayra Trinca. Lidia: Esse episódio faz parte do trabalho de divulgação científica que a Lívia Mendes desenvolve no Centro de Estudos Clássicos e Centro de Teoria da Filologia, vinculados ao Instituto de Estudos da Linguagem e ao Instituto de Estudos Avançados da Unicamp, financiado pelo projeto Mídia Ciência da FAPESP, a quem agradecemos pelo financiamento. Lívia: Os trabalhos técnicos são de Daniel Rangel. A trilha sonora é de Kevin MacLeod e também gentilmente cedida pelo grupo Pecora Loca. A vinheta do Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. Lidia: O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido passear pelo mundo da antiguidade greco-romana e entender um pouco de como os textos antigos chegam até nós pela recepção e tradução. Você pode deixar um comentário, na sua plataforma de áudio favorita, contando o que achou. A gente vai adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta final]

Alquimia da Mente
847 - Símbolos, Sincronicidades e Quanta: Decifrando a Linguagem Oculta que o Universo Usa para Falar com Você

Alquimia da Mente

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 11:23


O Antagonista
Banco Master: Vorcaro preso; Lula proíbe linguagem neutra | Papo Antagonista 18/11/2025

O Antagonista

Play Episode Listen Later Nov 18, 2025 87:01


O Papo Antagonista desta terça-feira, 18, comenta a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.Também estão na pauta a proibição da linguagem neutra na administração pública e a treta de autoridades brasileiras com o chanceler da Alemanha envolvendo a COP 30.Além disso, o programa traz uma entrevista com Tiago Ayub, diretor de tecnologia, sobre o apagão mundial da Cloudflare.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto   de Brasília.     Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.     Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.   Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h.   Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília   https://bit.ly/meiodiaoa   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

O Antagonista
Cortes do Papo - Ironia do destino: o veto de Lula à linguagem neutra

O Antagonista

Play Episode Listen Later Nov 18, 2025 15:50


Lula sancionou a lei que proíbe o uso de expressões em linguagem neutra, como "todes" e "amigue", na administração pública.Publicada no Diário Oficial da União, a regra determina que órgãos públicos em todos os níveis, como União, estados e municípios, sigam a norma culta da língua portuguesa. Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Dennys Xavier comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista  https://bit.ly/papoantagonista  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

Português em 5 minutos
Ep.#7 - A Vida Secreta da Linguagem

Português em 5 minutos

Play Episode Listen Later Nov 7, 2025 3:59


NÍVEL INICIANTESerá que o idioma que falamos já nasceu prontinho do jeito que conhecemos? No episódio de hoje, vamos conversar sobre as mudanças que os idiomas sofrem ao longo do tempo. Vamos ver também como foi esse processo no caso do português.Pergunta do episódio:Qual o idioma materno mais falado no mundo atualmente?a) Inglêsb) Mandarimc) HindiVocabulário:• idioma materno primeiro idioma que uma pessoa aprende• linguagem capacidade humana de comunicação (verbal, não verbal, artística, etc.)• língua idioma• farofa comida feita com farinha de mandioca torrada• guaraná espécie de fruta nativa da Amazônia

Rádio PT
[Tv Elas Por Elas] -29/10 | Aula 03 - Teatro feminista e o corpo como linguagem política

Rádio PT

Play Episode Listen Later Oct 29, 2025 19:02


No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quarta-feira (29) acompanhe a aula sobre “Teatro feminista e o corpo como linguagem política” com Tatiana Lustoza, atriz e educadora.

Imposturas Filosóficas
#302 um jeito bonito de falhar | Barthes, os superlativos e a escrita

Imposturas Filosóficas

Play Episode Listen Later Oct 24, 2025 73:59


Gostar da palavra é também odiá-la um pouco. Ela funciona bem na comunicação do dia-a-dia, mas ao tentar falar das coisas mais importantes (como o amor) ela inevitavelmente falha. É que a vida é muita. Lindo nem sempre basta. Então a gente improvisa um lindíssimo, e trabalha a linguagem até fazer ela servir para coisas para as quais não foi inventada. O superlativo é uma invenção da voz, que guarda como embrião o processo da escrita. No programa desta sexta, conversamos sobre essa tentativa amalucada de escrever sobre as coisas realmente importantes, isto é, de fazer o camelo passar pelo buraco da agulha.  ParticipantesFlavia SaianiRafael LauroRafael TrindadeLinksTexto lidoOutros LinksFicha TécnicaCapa: Felipe FrancoEdição: Pedro JanczurAss. Produção: Bru AlmeidaTexto: Rafael LauroGosta do nosso programa?Contribua para que ele continue existindo, seja um assinante!Support the show

Podcast Filosofia
A Linguagem Simbólica

Podcast Filosofia

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 54:15


Se a vida fosse uma grande conversa, qual seria o idioma falado? A resposta, talvez, não esteja nas palavras, mas nos símbolos. A linguagem simbólica é a chave para a compreensão da vida interior. Enxergar a vida através dos símbolos é essencial para desvendar os significados ocultos que moldam a nossa experiência. Neste episódio, os professores voluntários da Nova Acrópole, José Roberto e Danilo Gomes, falam sobre como os símbolos são ferramentas de acesso a uma compreensão mais ampla do universo. A linguagem simbólica não só nos aproxima da nossa própria humanidade, mas também nos reconecta com o sagrado presente em nosso cotidiano. Participantes: Danilo Gomes e José Roberto  Trilha Sonora: Robert Schumann - Widmung - Op.25 - nº1

Visual+mente
V+M Pesquisa#7 – Imagens do Nordeste

Visual+mente

Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 171:29


Sejam bem-vindos ao setimo encontro do Grupo de Estudo: Políticas, Retóricas e Histórias da Visualidade, uma iniciativa do Podcast Visual+mente e o grupo de pesquisa do CNPq “Visualidade e Linguagem”.Rafael Efrem é professor do Curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico do IFPB - Campus Cabedelo. É Bacharel e Mestre em Design pelo UFPE e atualmente é doutorando pela linha de Teoria e História do Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da USP (FAU-USP). Neste programa, Rafael Efrem discutiu a formação da imagem do Nordeste, como se tornou possível, a partir de produções visuais, a construção da própria região e centrar o foco nas ideias do Movimento Regionalista, Tradicionalista e, a seu modo, modernista do Recife, amalgamadas no “mestre de Apipucos”, Gilberto Freyre, e em como suas ideias conformam e são conformadas pela visualidade.O evento foi fechado e participaram apenas os inscritos no grupo de estudos. Acredecemos o comparecimentos e participação dos membros do grupo. Os encontros ocorreram via Meet, e encerram em outubro de 2024.Encontre o texto da bibliografia e muito mais aqui:https://www.visualmente.com.br/grupo

Conversas à quinta - Observador
Contra-Corrente. Putin como Estaline: só entende linguagem da força

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Sep 22, 2025 6:42


Primeiro a Polónia, depois a Roménia, por fim a Estónia. Por três vezes numa semana drones e aviões russos violaram o espaço aéreo de países da NATO. Estará Putin a preparar outra agressão militar?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Falar Português Brasileiro
#204 - Linguagem e Identidade de Gênero

Falar Português Brasileiro

Play Episode Listen Later Sep 3, 2025 9:30


Você já sabe que aqui, trabalhamos com método FPB que reúne 3 pilares para o seu sucesso de aprendizagem. O primeiro a fluência, desenvolver a fluência para quevocê possa falar português; o segundo a prática – somente quem pratica é quem pode falar, ou melhor, pode se comunicar com segurança e ser fluente. O último pilar da nossa sustentação é a base – desenvolvemos uma base sólida para que você possa praticar com fluência e ser fluente em português. Venha ser FPB! 

História em Meia Hora
Pinturas Rupestres

História em Meia Hora

Play Episode Listen Later Jul 26, 2025 32:56


A arte mais antiga do mundo fala de coisas muito além do que a gente pensa! Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que são as Pinturas Rupestres.-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal no YouTube, e assista o História em Dez Minutos!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja!www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- BREUIL, Henri. As Pinturas Rupestres de Altamira e Outros Sítios Pré-Históricos. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1990.- LEROI-GOURHAN, André. O Gesto e a Palavra: Técnicas e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2002.- LAMY, Antonio Pedro. Arte Rupestre: Origem da Arte e da Simbologia. São Paulo: Editora UNESP, 2007.- GUIDON, Niède. Serra da Capivara: Homem e Paisagem. São Paulo: FUMDHAM/Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, 1998.

Hipsters Ponto Tech
Tem linguagem que só dá certo em uma stack? – Hipsters Ponto Tech #473

Hipsters Ponto Tech

Play Episode Listen Later Jul 22, 2025 45:01


Hoje o papo é sobre velhos conhecidos! Neste episódio, mergulhamos em mais uma filosofia divertida, a respeito de linguagens que parecem que só brilham em uma determinada stack. Será que é assim mesmo? Vem ver quem participou desse papo: André David, o host que lembrou do ActionScript Vinny Neves, Líder de Front-End na Alura Tassiana Rugoni, Consultora de dados e IA, e professora e coordenadora de MBA da FIAP Monica Craveiro, Desenvolvedora Back-End Yago Oliveira, Coordenador de Conteúdo Técnico na Alura