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Fobos se acerca poco a poco a Marte debido a las fuerzas de marea. Dentro de unas decenas de millones de años, se espera que Fobos se acerque tanto a Marte que la gravedad del planeta lo desgarre, creando un anillo de escombros. Este proceso es totalmente natural y ya ha ocurrido con otras lunas de nuestro sistema solar, como la luna Febe de Saturno. Así que no hay que preocuparse por los malvados planes marcianos: ¡sólo se trata de la continua danza celeste de nuestro planeta vecino y su luna! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
¿Qué es eso que se ha levantado para destruirte? Destruir tu paz, tu familia, tu fe, tu salud o incluso tu nación. La Biblia no es ambigua: tenemos un enemigo que ruge como león buscando a quién devorar. Pero también tenemos una promesa: podemos resistirlo, manteniéndonos firmes en la fe. Hay batallas que no son solo emocionales ni circunstanciales; son espirituales. El destructor busca poseer terrenos: la mente, el hogar, los hijos, el futuro. Pero Jesús mostró algo claro: cuando la fe se activa, el rugido pierde fuerza. No se necesita una fe gigantesca, sino una fe viva, aunque sea tan pequeña como un grano de mostaza. El milagro no comienza cuando el problema desaparece; comienza cuando la fe es sanada. Antes de liberar al hijo, Jesús fortaleció el corazón del padre. Antes de transformar una nación, Dios despierta la fe de su iglesia. No se trata de ignorar el rugido, sino de saber a quién acudir primero. Porque cuando la voz de Jesús habla, el destructor retrocede.
Un asteroide gigante, aproximadamente del tamaño de un campo de fútbol, fue avistado desplazándose a gran velocidad por el espacio y, por un momento, parecía que podría impactar la Tierra. Los astrónomos se apresuraron a analizar su trayectoria, ¿la buena noticia? La Tierra está a salvo. Pero la Luna... podría no tener la misma suerte. Este video desglosa todo lo que sabemos sobre el asteroide 2024 YR4, su futuro impredecible, y por qué los científicos lo observan muy de cerca. Si te interesa el drama espacial, las actualizaciones científicas o los acercamientos cósmicos, este es para ti. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
La postergación no es pereza, es un fallo de regulación emocional que tu cerebro usa para evitar la incomodidad. En este episodio, te enseño el secreto de un segundo para hackear tu mente y tomar acción inmediata antes de que aparezcan las excusas. Deja de sabotear tu éxito y domina la autodisciplina hoy mismo.Para más información de liderazgo, productividad y negocios, visita www.victorhugomanzanilla.com Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Sheinbaum niega entrega de recursos naturales por plan con EU EU intercepta petrolero por violar sanciones marítimasEste 9 de febrero se celebra el Día Mundial de la PizzaMás información en nuestro podcast
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¿Está el dólar en peligro? ¿Por qué Estados Unidos, bajo el liderazgo de Donald Trump, parece querer devaluar su propia moneda? En este video te explicamos por qué un dólar fuerte ha pasado de ser símbolo de poder a convertirse en un obstáculo para la recuperación industrial de EE.UU., y cómo podría afectarte directamente como inversor. Desde su regreso a la Casa Blanca, Trump apuesta por un dólar débil para impulsar las exportaciones y reducir el déficit comercial. En este análisis desvelamos el posible 'Acuerdo de Mar-a-Lago', una estrategia que recuerda al histórico Acuerdo del Plaza (1985), pero adaptada al contexto económico y geopolítico de 2026. Vídeo completo de nuestro Foco Semanal en Youtube ➡️ https://youtu.be/tyutKJl1U2Q
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Federico analiza cómo el funeral de Huelva representa la España que odia Sánchez, una España educada que recuerda a sus víctimas en recogimiento.
Luis Herrero analiza junto a Àngels Hernández los daños que provocan los "deepfake" y la IA de Grok.
En el episodio de hoy hablaremos de una realidad que duele, pero que no se puede seguir ignorando: el bullying y el acoso, tanto en niños y adolescentes como en adultos. Abordaremos las señales de alerta que muchas veces se pasan por alto, cambios de humor, aislamiento, excusas para no ir a la escuela o al trabajo, baja autoestima y por qué detectarlas a tiempo puede literalmente salvar una vida.A lo largo del episodio se escuchan testimonios reales, como el de Liliana, quien sufrió acoso laboral por parte de su jefe, y se pone sobre la mesa una verdad incómoda: el silencio protege al agresor. Junto a la especialista Alejandra Livenson, se explica con claridad la diferencia entre bullying y acoso, cómo las redes sociales han amplificado la violencia y por qué hoy el daño puede ser masivo, constante y devastador.Este episodio es una guía directa para padres, víctimas y testigos. Habla de escuchar sin juzgar, de acompañar sin revictimizar y de la importancia de denunciar, porque el acoso se vuelve invisible cuando todos deciden mirar hacia otro lado.
O estresse não começa na mente.Ele começa nos nervos.Existe um sistema no seu corpo que trabalha em silêncio, o tempo todo.Ele controla batimentos, respiração, pressão… e também o couro cabeludo.Esse sistema se chama sistema nervoso autônomo.Quando ele entra em estado de alerta constante, o corpo muda de prioridade.Crescer cabelo deixa de ser essencial.Um artigo científico recente mostrou que o estresse ativa esse sistema de forma intensa, fazendo os nervos liberarem substâncias que machucam as células responsáveis pelo crescimento do fio.Não é psicológico.É biológico.É estrutural.E em algumas pessoas, esse processo pode até confundir o sistema de defesa e manter o couro cabeludo em estado de ataque.Cabelo não cai do nada.Ele responde ao que acontece dentro do corpo.
Dr. Franco Lotito C. – www.aurigaservicios.clConferencista, escritor e investigador (PUC)
¿Qué pasa cuando el amor y los negocios se mezclan?
En ESTO NO TIENE NOMBRE, analizamos la explosiva advertencia de Francisco Domínguez Brito. El aspirante presidencial del PLD denuncia que la fusión del MINERD y el MESCYT no es un ajuste, sino un atentado contra la calidad educativa. Discutimos los riesgos de mezclar la educación básica con la universitaria y por qué esta decisión podría disparar la deserción escolar y sepultar la investigación científica en RD.
No vídeo de hoje, analisamos o caso Banco Master e as consequências da liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, agora sob pressão do STF e do TCU.Explico o que está em jogo na investigação da Polícia Federal, os indícios de fraude bilionária e o impacto institucional desse episódio.Um episódio que vai muito além de um banco específico e ajuda a compreender os riscos de interferência política na regulação financeira.
Demonios, diablos, entidades sombra, Extraterrestres y espíritus malignos. Si la Oscuridad Profunda fuera realmente buena , se resignaría a su destino mucho antes de comenzar a masacrar a personas inocentes que no pueden evitar el hecho de que casualmente ocupan el sistema Algo. Destruir a las personas inocentes para su propio beneficio personal sería malvado, ¡No hay lugar para preguntarse sobre la bondad o maldad de un ser cuando cada una de sus últimas acciones es claramente una demostración de increíble maldad! Además, considera que la Fuerza Oscura, manifestación de la voluntad de la Oscuridad Profunda, se alimenta de emociones negativas como el dolor, la ira y la tristeza. ¿Cómo es posible que esto provenga de algo bueno ? Decir que la bondad puede generar Fuerza Oscura es como decir que se puede obtener carne molida de una manzana. En cuanto a la Gran Luz, no digo que sea necesariamente un ser completamente bueno, aunque personalmente creo que sí lo es (ya que es la contraparte de la malvada Oscuridad Profunda). Pero al observar las acciones que la Oscuridad Profunda tomó una y otra vez, es innegable que era un ser demoníaco malvado, perverso, cruel, engañoso y completamente egoísta. No hay nada bueno en ello. Si uno simplemente está dispuesto a admitir que el bien y el mal existen, no puede negar que, si bien no podemos determinar necesariamente el nivel de bondad de la Gran Luz, no podemos dejar de ver el hecho de que la Oscuridad Profunda era puramente malvada. Invitado Jorge R.Valle. Redes: Instagram: area-hermetica-radio. Facebook grupo Secrets del Pirineu Telegram: [https://t.me/.../FSW-COI...//t.me/joinchat/FSW-COI-ZiUtQ0Aj) Ràdio Caldes 107.8 fm, www.radiocaldes.cat, Radio Granollers 107.6 fm y a la carta. areahermeticaradio@gmail.
Tu vida siempre se moverá en dirección de tus pensamientos.Iniciamos este año con un mensaje de nuestro Pastor Roberto Ordoñez, donde recordamos que cuando nuestros pensamientos están desordenados podemos llegar a vivir con falta de dirección, desánimo y ansiedad. Pero cuando decidimos buscar a Dios primero, Él comienza a trabajar desde nuestro interior.Además aprendimos que Dios quiere:1.Destruir las cargas que nos oprimen. 2.Renovar tus pensamientos. Profundizamos en cómo la Palabra de Dios tiene el poder de renovarnos por dentro, ordenar nuestra mente y guiarnos paso a paso hacia nuevos comienzosMateo 6Mateo 13Lucas 12Isaías 582 Corintios 10Suscríbete a nuestro canal: https://www.youtube.com/@AlientoMonterreySíguenos en nuestras redes sociales: https://www.instagram.com/alientomonterrey/https://www.facebook.com/AlientomtyRenovar la mente según la biblia, buscar primero el reino de Dios, ordenar pensamientos, vida cristiana y propósito, vencer la ansiedad con Dios, fe y pensamientos, transformación espiritual, mensajes cristianos, prédicas cristianas 2026, Iglesia Cristiana en Monterrey, Aliento Monterrey.
Según el diplomático, si se confirma el ataque terrestre en Venezuela anunciado por el propio Trump estos días, "representará una importante escalada de hostilidades".
Leitura Bíblica Do Dia: EFÉSIOS 2:11-22 Plano De Leitura Anual: MIQUEIAS 6–7; APOCALIPSE 13 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: As famílias e amigos tinham permanecido separados pelo Muro de Berlim desde que o governo da Alemanha Oriental o erguera em 1961. Essa barreira impedia que os cidadãos fugissem para a Alemanha Ocidental. Na verdade, de 1949 até o dia em que a estrutura foi construída, estima-se que mais de 2,5 milhões de alemães conseguiram ir para o lado ocidental. O presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, de frente para o muro, em 1987, disse: “Derrubem este muro!”. Suas palavras geraram uma onda de mudanças que permitiram a sua queda, em 1989, e a gloriosa reunificação da Alemanha. Paulo escreveu sobre um “muro de inimizade” derrubado por Jesus (EFÉSIOS 2:14). O muro existia entre os judeus (povo escolhido de Deus) e os gentios (os outros povos). Era simbolizado pelo soreg (parede divisória) no antigo templo erguido por Herodes o Grande, em Jerusalém. Impedia os gentios de irem além dos pátios externos do templo, embora dali pudessem ver os pátios internos. Mas Jesus trouxe “paz” e reconciliação entre judeus e gentios; entre Deus e todos os povos. Jesus fez isso “ao derrubar o muro de inimizade que nos separava” por “sua morte na cruz” (vv.14,16). As “boas-novas de paz” possibilitam a união de todos pela fé em Cristo (vv.17-18). Muitas coisas nos dividem, mas pela graça de Deus esforcemo-nos para viver a paz e a união encontradas em Jesus (vv.19-22) Por: TOM FELTEN
Fernando del Collado conversa con Alfredo Figueroa, analista político y ex consejero general del IFE, quien advierte que el gobierno de la presidenta Sheinbaum está en “problemas muy importantes de gobernabilidad”, la observa por momentos “fuera de sí”, empeñada en “evadir la realidad sistemáticamente” y señala que se “está quedando cada vez más sola”, ya que “ha decidido gobernar en soledad hasta de las gentes más cercanas a ella”, lo que ha generado un vacío peligroso para la estabilidad del país, “Sheinbaum, con un vacío de poder que a veces lo ocupan mexicanas y mexicanos dispuestos a destruir la República”, subraya.
Exposición de 1 Corintios 1:18-25 .Porque la palabra de la cruz es locura a los que se pierden; pero a los que se salvan, esto es, a nosotros, es poder de Dios. 19 Pues está escrito:Destruiré la sabiduría de los sabios,Y desecharé el entendimiento de los entendidos.20 ¿Dónde está el sabio? ¿Dónde está el escriba? ¿Dónde está el disputador de este siglo? ¿No ha enloquecido Dios la sabiduría del mundo? 21 Pues ya que en la sabiduría de Dios, el mundo no conoció a Dios mediante la sabiduría, agradó a Dios salvar a los creyentes por la locura de la predicación. 22 Porque los judíos piden señales, y los griegos buscan sabiduría; 23 pero nosotros predicamos a Cristo crucificado, para los judíos ciertamente tropezadero, y para los gentiles locura; 24 mas para los llamados, así judíos como griegos, Cristo poder de Dios, y sabiduría de Dios. 25 Porque lo insensato de Dios es más sabio que los hombres, y lo débil de Dios es más fuerte que los hombres.Reina-Valera 1960 (RVR1960)
El verano periodista ha resaltado las virtudes de "la Carta Magna que ha dado al pueblo espanol mas largo periodo de libertad" en la vispera de su aniversario.
Ana Belén: "La democracia no está hecha, hay personajes que vienen a destruir todo por lo que hemos luchado"
Este domingo Chile vivió una importante jornada electoral. Más de 13 millones de votantes, el 86% del censo, acudieron a las urnas. Se elegía en primera vuelta al presidente y se renovaba toda la cámara de diputados y la mitad del Senado para los próximos cuatro años. No hubo sorpresas. Las encuestas acertaron. Ningún candidato alcanzó el 50% requerido para evitarse el balotaje, que tendrá lugar el próximo 14 de diciembre. Concurrirán los dos más votados este domingo. Por un lado la oficialista Jeannette Jara, que obtuvo el 26,8% de los votos, y por otro el republicano José Antonio Kast, que obtuvo el 23,9% de los votos. El tercer puesto se lo quedó Franco Parisi, seguido de Johannes Kaiser y Evelyn Matthei. La fragmentación de la derecha impidió que un único candidato conservador superara a Jara en primera vuelta. Sumados Kast, Kaiser y Matthei habrían superado el 50%. En el Congreso también se produjo un claro giro a la derecha. Aunque la coalición de izquierdas unidad por Chile fue la más votada, las tres alianzas en la derecha lograron juntas 76 diputados, quedándose así a un paso de la mayoría absoluta. Es la primera vez en muchos años que los partidos de derecha está tan cerca de controlar ambas cámaras. El resultado dice mucho sobre el descontento con el gobierno de Gabriel Boric, cuya tasa de aprobación ronda el 25%. Como consecuencia directa del estallido social de 2019, Boric llegó al poder dos años más tarde con una agenda de reformas muy ambiciosa que habría de acompañar el proceso ya en marcha que traería una nueva constitución más afín sus intereses. Pero ese proceso constituyente fracasó. Hace dos años los chilenos rechazaron la nueva constitución en plebiscito. Entretanto la inflación se disparó, el crecimiento económico se estancó y la delincuencia se incrementó de forma notable. La vuelta al voto obligatorio, una de las pocas reformas que han prosperado durante el mandato de Boric, ha movilizado a millones de abstencionistas, pero en vez de beneficiar a la izquierda, parece haber premiado a los partidos de derecha y a los populistas como el de Parisi. Chile cierra de esta manera un ciclo de seis años muy convulsos, que comenzó con el estallido social y la voluntad por parte de la izquierda de reinventarse desde cero la democracia chilena. Fue esa misma izquierda la que apostó por fragmentar la sociedad confiándose a una nueva constitución que nunca vio la luz. El resultado lo tenemos a la vista. La derecha chilena ha crecido y se ha diversificado dando cabida a corrientes antes inexploradas y que, naturalmente, no comparecían en las cámaras. El próximo 14 de diciembre se enfrentarán dos ideas de Chile irreconciliables. Jara representa el continuismo del gobierno de Boric, mientras que Kast significa el regreso al orden y el rechazo frontal a todo lo que esa izquierda representa. Las encuestas dan ventaja a este último, lo cual es perfectamente lógico ya que resulta difícil imaginar a los votantes de Kaiser o Matthei entregando su voto a una candidata comunista. Salvo sorpresa mayúscula lo más probable es que José Antonio Kast sea el próximo presidente de Chile. En La ContraRéplica: 0:00 Introducción 3:40 Pasó Kast 31:28 “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R 33:27 La privatización de la TVP argentina 35:52 La huída del centro de las ciudades - https://youtu.be/6Wjklc7hyfE 43:40 ¿Destruirá empleo la IA? · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE · “La ContraHistoria de España. Auge, caída y vuelta a empezar de un país en 28 episodios”… https://amzn.to/3kXcZ6i · “Contra la Revolución Francesa”… https://amzn.to/4aF0LpZ · “Lutero, Calvino y Trento, la Reforma que no fue”… https://amzn.to/3shKOlK Apoya La Contra en: · Patreon... https://www.patreon.com/diazvillanueva · iVoox... https://www.ivoox.com/podcast-contracronica_sq_f1267769_1.html · Paypal... https://www.paypal.me/diazvillanueva Sígueme en: · Web... https://diazvillanueva.com · Twitter... https://twitter.com/diazvillanueva · Facebook... https://www.facebook.com/fernandodiazvillanueva1/ · Instagram... https://www.instagram.com/diazvillanueva · Linkedin… https://www.linkedin.com/in/fernando-d%C3%ADaz-villanueva-7303865/ · Flickr... https://www.flickr.com/photos/147276463@N05/?/ · Pinterest... https://www.pinterest.com/fernandodiazvillanueva Encuentra mis libros en: · Amazon... https://www.amazon.es/Fernando-Diaz-Villanueva/e/B00J2ASBXM #FernandoDiazVillanueva #chile #kast Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
A Rússia está atolada na Ucrânia — mas isso significa que ela não pode ameaçar a OTAN? Neste vídeo, explico por que essas duas coisas não se anulam. Mostro como Moscou poderia buscar uma vitória política, e não territorial, por meio de uma campanha curta e de alta intensidade desenhada para fraturar a aliança: incursão limitada em ponto vulnerável (como o Suwalki Gap entre Polônia e Lituânia), “santuarização agressiva” com ameaça nuclear tática, ataques convencionais contra infraestrutura europeia e operações híbridas (sabotagem, desinformação, pressão migratória). Detalho o que a Rússia precisaria reunir para isso — forças de ruptura apoiadas por drones de elite, blindados e artilharia; estoques crescentes de mísseis e UAVs de longo alcance; e uma postura nuclear capaz de coerção — e por que esse pacote pode ficar disponível assim que a guerra na Ucrânia desacelerar. Também discuto como a OTAN deve responder: defesa avançada nas fronteiras, reposicionamento de tropas e indústria de defesa em escala, integração de defesa antiaérea/míssil, capacidade crível de contra-ataque e mensagem clara de que chantagem nuclear não funcionará. Sem panfletos e sem catastrofismo: um guia direto para entender o risco real, o cronograma provável e o que Europa e aliados precisam fazer agora para manter o conflito frio e impedir que uma provocação localizada se transforme no colapso da dissuasão coletiva.
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Mariano Sigman, es un neurocientífico, investigador y esritor. Nos comparte sobre cómo entrenar el cerebro para sanar el trauma, superar el dolor y eliminar los pensamientos negativos.¿Sabías que tus pensamientos pueden moldear tu cerebro? A lo largo de la conversación, Mariano Sigman explica:1. Cómo funciona la memoria y los recuerdos en el cerebro —y si realmente podemos elegir qué recordar.2. Cómo reconocer y transformar los patrones mentales y emocionales que heredamos.3. El poder de las palabras para cambiar nuestras emociones, sanar el trauma y reprogramar la mente.4. Cómo construir resiliencia frente a la ansiedad, la pérdida y las crisis personales.También exploramos la relación entre mente, conciencia y subconsciente, cómo nuestro lenguaje moldea la realidad y cómo los traumas, incluso heredados, pueden reescribirse con nuevas narrativas.
En un nuevo capítulo de Réplica, Daniel Mansuy conversó con el periodista Daniel Matamala sobre su libro “Cómo destruir una democracia”, un texto que aborda cómo ciertos líderes carismáticos, desde Maduro hasta López Obrador, pasando por Bukele, Trump y Milei, usan el descontento social para fomentar la confrontación y convertir la política en una lucha entre enemigos.
Esta semana exploraremos un tema fascinante: el secreto de ser una persona que construye o una persona que destruye. La enseñanza kabbalistas nos revela que ambos tipos de personas pueden utilizar las mismas herramientas para alcanzar sus objetivos. ¿Pero cómo podemos enfrentar las fuerzas de separación y destrucción en nuestro camino? En este episodio, compartiremos formas prácticas de restaurar la unidad y la conexión en nuestras vidas y en el mundo.También hablaremos sobre la energía del mes de Escorpio y cómo nos impactará a todos, independientemente de si somos de este signo o no. Únete a Esther Naor y Esther Royo y no te pierdas esta oportunidad de reflexionar y crecer con nosotras.#InfusionEspiritual #Kabbalah #Construir #Destruir #Unidad #EnergíaDeEscorpio #kabbalah #espiritualidad #crecimiento #conciencia #Podcast #CrecimientoPersonal #ElCentroDeKabbalahEspañol
Macron, Merge, Starmer y también Sánchez son tan alabados fuera de las fronteras como vilipendiados dentro, por los mismos motivos. Por ser incapaces de sacar adelante los presupuestos, por criticar a los jueces o a la prensa o por coartar la libertad de expresión. Hoy vemos a los gobernantes como en una pantalla partida del televisor, a un lado sus logros internacionales y al otro sus fracasos nacionales.
Rock, Miquéias, Batata e Carcará se reúnem para o Fala Glauber News. O programa vai ao ar de terça a quinta-feira, das 18h00 às 20h00.QUER FAZER PARTE DISSO? ENTÃO BOOORAAA. VEM COM A GENTE E INTERAJA NESSA TRANSMISSÃO AO VIVO!!!VIIIIIIIIBRA!!! CONHEÇA MAIS DOS NOSSOS PATROCINADORES:
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En el episodio de hoy hablaremos de un tema que a todos nos pone nerviosos: cómo terminar una relación sin dramas, sin pleitos y con la frente en alto. Junto al terapeuta Axel Ortiz, descubriremos por qué es mejor una verdad que duele a una mentira que mata, cómo aplicar el famoso “contacto cero” y por qué jamás debes cortar con alguien solo porque ya tienes a otra persona en la mira. Prepárate para escuchar consejos directos, frases matonas y estrategias reales para cerrar un ciclo sin destruirte ni destruir al otro.
Las noticias que debes conocer esta tarde, con Aimar Bretos
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En este episodio conversamos con Begoña del Campo, neuropsicóloga y experta en reprogramación mental, sobre cómo transformar tus creencias limitantes, eliminar pensamientos intrusivos y generar cambios sostenibles desde la ciencia.Hablamos sobre:✔️ Creencias limitantes: cómo se forman desde la infancia, cómo afectan tu vida adulta y cómo romper techos mentales.✔️ Pensamientos intrusivos: por qué nos saboteamos, síndrome del impostor y cómo entrenar tu mente para enfocarte en lo positivo.✔️ Cambios sostenibles: estrategias científicas para reprogramar tu cerebro, vencer miedos y vivir sin límites.✔️ Visualización y manifestación científica: qué dice la neurociencia sobre la Ley de la Atracción y cómo aplicarla de manera práctica.✔️ Intuición y emociones: cómo escuchar mejor a tu cuerpo, regular tus emociones y tomar mejores decisiones.Si quieres romper bloqueos mentales, dejar de autosabotearte y aprender a crear la realidad que deseas, este episodio te dará una visión científica y práctica para lograrlo.
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Sara Romero
Este episodio forma parte de una selección para el verano de EL PAÍS Audio. Este episodio se emitió el 24 de junio de 2025. Viajamos de nuevo a España para analizar la resistencia contra la diversidad de género. Conocemos a Eva Pascual, madre de un adolescente trans en las Islas Canarias, cuya historia muestra cómo las personas trans fueron las menos escuchadas en casi dos años de discusión parlamentaria con la ley trans. VOX, aliado de la Red Política por los Valores, peleó contra la ley amparándose en la llamada “ideología de género”, pero ¿de dónde viene esa teoría? Créditos: La familia correcta es un podcast internacional, con siete adaptaciones, coproducido por El País Audio, Chora Media, Europod y 444. Se ha realizado en el marco del proyecto WePod, *cofinanciado por el programa Europa Creativa de la Comisión Europea. La versión española está escrita y narrada por Elsa Cabria Idea, información y trabajo de campo: Francesca Berardi, Claudia Torrisi, Lili Rutai, Elsa Cabria y Manuel Tomillo Apoyo editorial: Bárbara Ayuso Edición: Ana Ribera y Alexander Damiano Ricci Grabación y diseño de sonido: Daniel Gutierrez y Mattia Liciotti (basado en ‘The Devil You Know’ soundtrack, con licencia de Machiavelli Music) Diseño de arte: Ruth Benito y Rebecca Grassi Project manager: Henar León Editora jefe de El País Audio: Silvia Cruz Lapeña Productora ejecutiva: Ana Ribera Coordinación editorial y de producción: Alexander Damiano Ricci (Europod) *Cofinanciado por la Unión Europea. No obstante, las opiniones expresadas pertenecen únicamente al autor o a los autores y no reflejan necesariamente las opiniones de la Unión Europea. Ni la Unión Europea ni la administración otorganora pueden considerarse responsables.
En toda relación hay diferencias: celos, silencios, roces cotidianos, pero lo importante no es evitarlos, sino aprender a comunicarnos de manera que sumen en lugar de restar.En este episodio, la psicóloga y terapeuta sexual de pareja Rocío Sánchez Granillo nos comparte claves prácticas para transformar las discusiones en oportunidades de crecimiento. Con humor, reflexión y ejemplos de la vida real con Titi Jaques y Pedro Prieto.Masterclass ¡GRATIS! “Cómo generar más ingresos con menos estrés”.Inscríbete aquí:
A veces decimos "quiero que me digas la verdad"... pero cuando llega, no siempre estamos listos para escucharla. ¿Se puede ser completamente honesto con alguien sin poner en riesgo el amor? Mario Guerra, nuestro rockstar del amor nos lo explicara todo. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Mario Guerra, tanatólogo y psicoterapeuta
En este programa Paulina Chavira nos enseñó palabras que no se pueden traducir al inglés.Isela Méndez, dermatóloga habló de muchas tendencias de belleza en internet que no funcionan.Y Mario Guerra nos dijo cómo ser honestos sin destruir el amor en la relación.