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Empire
382. Empire of AI: Karen Hao On Today's Hidden Colonialism (Ep 2)

Empire

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 56:51


Are modern AI companies the new empires? What is the hidden human cost behind chatbots like ChatGPT? How does Silicon Valley's rhetoric echo the East India Company? In this episode, Anita is joined by award-winning tech journalist Karen Hao, author of Empire of AI, to explore the hidden colonialism behind the artificial intelligence boom. They discuss the rise of Sam Altman, the industry's reliance on precarious workers in the Global South, and the similarities between the East India Company and OpenAI.  Summer sale is here: get an annual Empire Club membership for an extra 20% off with code SUMMER26. That's ad-free listening, early-access, every bonus episode, and full access to our exclusive members' series. Sale ends August 31st, so grab it before summer's over.   For more Goalhanger Podcasts, head to www.goalhanger.com. Email: empire@goalhanger.com Instagram: @empirepoduk Blue Sky: @empirepoduk X: @empirepoduk Assistant Producer: Imogen Marriott Editor: Bruno Di Castri  Social Producer: Charlie Johnson Producer: Anouska Lewis Executive Producer: Dom Johnson Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Creative Talks Podcast
Temp. 13 Ep.354 - El futuro ya comenzó

Creative Talks Podcast

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 152:45


En este episodio, Fer Rocha y Jon Black presentan la nueva etapa de Futuros Creativos y explican qué encontrarás en este proyecto. Conversan sobre la serie For All Mankind y Ludō, la nueva producción del Cirque du Soleil; exploran la idea de lo “aún no consciente”; analizan las señales del reporte The Global 50 y cierran con un ensayo sonoro sobre el poder detrás de la inteligencia artificial, a partir de las ideas de Karen Hao, Marta Peirano y Cathy O'Neil.Enlace al The Global 50: https://www.dubaifuture.ae/the-global-50/

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

O Zmierzchu
L26E02 Cyfrowa Hydra: Konkwista umysłów  – O Zmierzchu

O Zmierzchu

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 54:05


Drugi odcinek wakacyjnej serii Cyfrowa Hydra miał być o kolonializmie w AI, o tym, że to projekt polityczny-społeczny, a nie tylko biznesowy, korzystający z symboliki i opowieści zarezerwowanych dotąd dla religii. Jednak kiedy już byłyśmy z Sylwią Czubkowską umówione, papież Leon XIV upuścił encyklikę Magnifica Humanitas i nagle się okazało, że spotykamy się plecami z nieoczekiwanym sojusznikiem. Jest więc papież, jest Karen Hao, jest o zawłaszczaniu zasobów, eksploatacji pracy, monopolizacji wiedzy i o tej nieznośnej narracji mówiącej o "cywilizującej misji" pod która chowają się pomysły godne Imperium z Gwiezdnych Wojen. Bierzcie i myślcie o tym wszyscy. 

Empire of AI Summary | Karen Hao

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 8:01


OpenAI was never just a research lab, but a business from the start. This Empire of AI book summary reveals the overlooked truth about its data privacy practices.

Reveal
The Race to Stop AI's Threats to Democracy

Reveal

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 33:17


More To The Story: OpenAI and its revolutionary chatbot ChatGPT have single-handedly accelerated AI's boom and threatened to upend much of how we work, create, learn, and communicate in the process. But when OpenAI was founded a decade ago, the company's approach to artificial intelligence wasn't taken seriously in Silicon Valley. Tech journalist Karen Hao has been covering OpenAI's astounding rise for years and is the author of Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI. She says that while many in Silicon Valley warn of AI's sci-fi-like threats, the real risks are already here. (The Center for Investigative Reporting, which produces Mother Jones, Reveal, and More To The Story, is currently suing OpenAI and Microsoft for copyright infringement.) On this week's More To The Story, Hao sounds the alarm about the risks to the planet from AI's growth, examines the Trump administration's efforts to deregulate the industry, and explains why the version of AI being developed by Silicon Valley could destabilize democracy.This episode first aired in October 2025. Producer: Josh Sanburn | Editor: Kara McGuirk-Allison | Theme music: Fernando Arruda and Jim Briggs | Copy editor: Nikki Frick | Intern: Joni Binder | Deputy executive producer: Taki Telonidis | Executive producer: Brett Myers | Executive editor: James West | Host: Al LetsonRead: America's Worst Polluters See a Lifeline in Power-Gobbling AI—and Donald Trump (Wired)Listen: Is AI Pushing Us Closer to Nuclear Disaster? (More To The Story)Read: Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI (Penguin Press)Read: The Center for Investigative Reporting Sues OpenAI, Microsoft for Copyright Violations (Mother Jones) Donate today at Revealnews.org/more Subscribe to our weekly newsletter at Revealnews.org/weekly Follow us on Instagram and Bluesky Learn about your ad choices: dovetail.prx.org/ad-choices

Accidental Gods
We Need to Talk about Tech: Exploring AI, fresh Hope…and the power of Song with Nathalie Nahai

Accidental Gods

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 90:09


The future is already here – it's just not evenly distributed. William Gibson We need to talk about Big Tech, and particularly AI - it's ubiquitous, it's powerful, and currently, it's unconstrained and this is not an ideal combination if we live in the real world of mass extinction where human and more-than-human communities are being destroyed to serve the death cult of predatory capitalism at its most rapacious. The question is  - how do we shift the dial on the future when so many of those whose fortunes are sunk into Tech, and AI in particular, seem to be steeped in the Dark Triad of psychopathy, sadism and narcissism? Is there any sign of hope amidst all the chaos and the frozen despair that narratives of inevitability foster in us?We turn this week to long-time friend of the podcast, Nathalie Nahai. Nathalie is a celebrated author, keynote speaker and host of the glorious Nathalie Nahai in Conversation podcast which enquires into our relationship with one another, with technology and with the living world. She's author of the international best-seller Webs Of Influence: The Psychology of Online Persuasion and, more recently, Business Unusual: Values, Uncertainty and the Psychology of Brand Resilience which has been described as “One of the defining business books of our times”. She's a consultant, artist and the founder of Flourishing Futures Salon, a project that offers curated gastronomical gatherings that explore how we can thrive in times of turbulence and change.LinksNathalie's website Nathalie's podcast BooksBusiness UnusualWebs of Influence Papal Encyclical on AINathalie's Resources of wonderful people already in this space PEOPLECarole Cadwalladr - https://broligarchy.substack.com/ Timnit Gebru - https://dair-institute.org/team/timnit-gebru/ Cory Doctorow - https://craphound.com/Gary Marcus - https://garymarcus.substack.com/ Carl Miller - DEMOS - https://demos.co.uk/people/carl-miller/ Karen Hao - https://karendhao.com/Dr Joy Buolamwini - https://www.poetofcode.com/Wakanyi Hoffman - https://hoffmanwakanyi.wixsite.com/wakanyihoffmanZak Stein - https://www.zakstein.org/ Tristan Harris & Ezra Raskin - https://www.humanetech.com/ EVENTSUN's AI for Good: Global Summit: https://aiforgood.itu.int/  BOOKSHyperscalers - Paris Marx End Times Fascism: And the Fight for the Living World - Naomi Klein & Astra TaylorArtificial Intimacy: Who We Become When We Talk to Machines - Sherry TurkleEmpire of AI - Karen HaoCareless People - Sarah Wynn WilliamsStories of Your Life and Others - Ted ChiangThe Future - Naomi AldermanEnshittification - Cory DoctorowORGANISATIONShttps://dair-institute.org/https://www.thenerve.news/https://rslmedia.org/https://airesistlist.org/https://www.lumiera.ai/ —About Accidental Gods—We offer three strands all rooted in the same soil, drawing from the same river: Accidental Gods, Dreaming Awake and the Thrutopia Writing Masterclass Our next Open Gathering offered as part of our Accidental Gods Programme is 'BECOMING A GOOD ANCESTOR' which will run on Sunday 13th September 2026 from 16:00 - 20:00 GMT - details are here. You don't have to be a member of Accidental Gods to come along, but if you are, all Gatherings are half price.If you'd like to join us at Accidental Gods, this is the membership where we endeavour to help you to connect fully with the living web of life. If you'd like to train more deeply in the contemporary shamanic work at Dreaming Awake, you'll find us here. If you'd like to explore the recordings from our last Thrutopia Writing Masterclass, the details are hereManda and Louise both offer one-to-one Mentoring Calls.  Manda is writing a book just now, but if you'd like to contact Louise, details are here.

The IDEMS Podcast
274 – The Power of the AI Narrative

The IDEMS Podcast

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 20:24


In the final episode of the series, David and Kate explore the power of narratives in shaping the future of AI. Inspired by Karen Hao's *Empire of AI*, they discuss how messaging, lobbying, and financial influence have created a sense of inevitability around one particular vision of AI, while alternative approaches struggle to gain visibility. They reflect on the importance of articulating and championing alternative visions for AI, concluding with a call for the liberation of AI from AI empires.

How To Academy
Carol Cadwalladr Meets Karen Hao - Sam Altman, ChatGPT, and the Global Resistance

How To Academy

Play Episode Listen Later Jun 13, 2026 72:42


Karen Hao joins The Nerve's Carole Cadwalladr for an eye-watering insider account of Sam Altman's Open AI and the burgeoning resistance against it. When it comes to Artificial Intelligence, what do we really have to be afraid of? When long-time AI expert and award-winning journalist Karen Hao began covering OpenAI in 2019, she thought they were the good guys. Founded as a nonprofit with safety enshrined as its core mission, it was meant, its leader Sam Altman told us, to act as a check against more purely market forces. But the mask quickly fell. She witnessed the company's meteoric rise first-hand, and as the company came to abandon its founding principles, she sounded the alarm about the sinister impact the company and the wider industry is having on society. As Artificial Intelligence becomes a common enemy, creatives, protesters, labourers, and researchers across the world are fighting back; and Karen is at the heart of documenting this burgeoning global movement. An unmissable listen for anyone concerned with the seismic impacts of this new technology and the motives of the people who make it. This episode is presented in partnership with The Nerve. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

1000 Hours Outsides podcast
1KHO 824: The Human Toll of Unchecked Power | Karen Hao, The Empire of AI

1000 Hours Outsides podcast

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 59:01


In this eye-opening conversation, journalist and bestselling author Karen Hao pulls back the curtain on the AI race, revealing the hidden human, environmental, and economic consequences behind the technologies reshaping our world. Drawing from years of reporting and hundreds of interviews, Karen explores who holds the power, who pays the price, and why the story of artificial intelligence is ultimately a story about people. This episode will challenge assumptions, spark important conversations, and leave you thinking differently about progress, ambition, and what kind of future we actually want to create. Get your copy of NY Times Bestseller The Empire of AI Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

The Documentary Podcast
Introducing: The Interface - What goes on in TikTok's Farlands?

The Documentary Podcast

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 42:11


The Interface is your weekly guide to the tech rewiring your week and your world. Hosted by journalists Thomas Germain, Nicky Woolf, and Karen Hao, each episode unpacks, week by week, how technology is shaping all our futures. No guests. No jargon. Just three sharp voices debating the stories that matter - whether they shook a government, broke the internet, or quietly tipped the balance of power.In this episode, Tom and Nicky head deep into the TikTok Farlands - the semi mythical place you supposedly reach if you scroll too far, too late, until your feed stops looking normal and starts serving up surreal, eerie and deeply unhinged videos. The name comes from Minecraft's Far Lands, the glitched edge of the map where the world used to break apart, and TikTok users have borrowed it to describe the “end of the algorithm”: a strange zone of distorted edits, ominous warnings, weirdcore imagery and recurring figures like the now iconic fat bee playing the violin. TikTok's Farlands have become a shorthand for what happens when doomscrolling tips into digital folklore.But the Farlands aren't just a joke. Tom and Nicky ask what this trend says about internet culture now. In a platform ecosystem dominated by polish, branding and optimisation, the Farlands feel like the return of an older internet: raw, surreal, handmade and proudly bizarre. At the same time, the meme also works as a critique of doomscrolling itself — turning algorithmic exhaustion into shared mythology, and making people newly conscious of how deep into the feed they've wandered.So in this episode, we ask: is the TikTok Farlands a genuine return of weird, creative internet culture — or just another algorithmic genre?Also in this episode: Karen looks at how AI detection tools may be changing the way we all write. As detectors spread through schools, publishing and professional life, students, teachers and writers are increasingly shaping their prose around what software might flag - dropping stylistic quirks, sanding off rhythm, and checking their own work in advance for fear of a false accusation. Researchers say the central problem is not just whether detectors catch AI, but how they balance false positives and false negatives in high stakes settings. And with a growing parallel market of “humanizer” tools promising to make AI text sound more human - and pass detection - the result may be an arms race that leaves everyone writing in a flatter, safer and more paranoid style.To hear more, search The Interface wherever you get your BBC podcasts.

The Naked Emperor
E4: Behind the Bot

The Naked Emperor

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 28:46


When you talk to a chatbot, it can feel like technological magic. But behind the illusion of engineering brilliance is an open secret in the tech industry: that tens of thousands of workers, many based in Africa, spend their days teaching AI how to speak, respond, and even simulate intimacy. Michael Geoffrey Asia is one of them. He's part of the hidden human workforce behind the bots.We look at the emotional toll for the humans on the other side of the screen, and ask if users are pouring their secrets and souls into the systems, believing them to be private, unfeeling machines — how private is your AI relationship?This episode features Karen Hao, Michael Geoffrey Asia, and Shuby Goel.

Novara Media
Downstream: AI Billionaires Want to Control Every Aspect of Your Life w/ Karen Hao

Novara Media

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 76:58


It has been a year since Aaron Bastani first met with AI investigative journalist Karen Hao, to discuss her book Empire of AI.  A year is a long time, in the fastest growing sector on the planet. To bring us up to date, Aaron and Karen sat down again to discuss the major shifts in the empire – and their impacts on us all.  Billions of people now use, AI as it has become more integrated into our lives, from chatbots, Google searches, predictive text, and beyond. At the same time, there has been a groundswell of fear and even anger about the arrival of the most disruptive technology of the 21st century: its impact on jobs, its use of resources, and the reckless behaviour of its billionaire founders. What have been the changes at the top of the major AI companies: OpenAI, Google, xAI and Anthropic? As Elon Musk approaches trillionaire status, how is he making this much money? What impact is the rollout of AI at such speed and scale having on the economy? What forms of resistance to this form of AI are emerging?  And why are billionaires all choosing to build their bunkers in New Zealand?

The Bunker
The A.I. swindle – Why Sam Altman is lying to you

The Bunker

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 31:54


OpenAI chief Sam Altman once wrote that the most successful people don't build companies, they “create religions”. Will artificial intelligence really solve humanity's greatest problems and elevate humans to a heaven-like state like the tech bros claim – or just ruin our civilisation? Best-selling author and investigative journalist Karen Hao gained unprecedented access to OpenAI to unearth the story of what's really going on inside a project that could transform humanity. She talks to Seth Thévoz about the disturbing story she discovered for her new book Empire of AI: Inside the Reckless Race for Total Domination.    • Buy Karen's book Empire of AI: Inside the Reckless Race for Total Domination from our affiliate bookshop and you'll help fund the podcast by earning us a small commission for every sale. Bookshop.org's fees help support independent bookshops too. • Back us on Patreon – www.patreon.com/bunkercast Written and presented by Seth Thévoz. Producer: James Liddell. Audio production: Jade Bailey. Managing Editor: Jacob Jarvis. Group Editor: Andrew Harrison. Music by Kenny Dickinson. THE BUNKER is a Podmasters Production. www.podmasters.co.uk Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

music empire lying openai bunker sam altman bookshop swindle karen hao podmasters production group editor andrew harrison
The Bunker
The A.I. swindle – Why Sam Altman is lying to you

The Bunker

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 27:39


OpenAI chief Sam Altman once wrote that the most successful people don't build companies, they “create religions”. Will artificial intelligence really solve humanity's greatest problems and elevate humans to a heaven-like state like the tech bros claim – or just ruin our civilisation? Best-selling author and investigative journalist Karen Hao gained unprecedented access to OpenAI to unearth the story of what's really going on inside a project that could transform humanity. She talks to Seth Thévoz about the disturbing story she discovered for her new book Empire of AI: Inside the Reckless Race for Total Domination.   • Buy Karen's book Empire of AI: Inside the Reckless Race for Total Domination from our affiliate bookshop and you'll help fund the podcast by earning us a small commission for every sale. Bookshop.org's fees help support independent bookshops too.• Back us on Patreon – www.patreon.com/bunkercastWritten and presented by Seth Thévoz. Producer: James Liddell. Audio production: Jade Bailey. Managing Editor: Jacob Jarvis. Group Editor: Andrew Harrison. Music by Kenny Dickinson. THE BUNKER is a Podmasters Production.www.podmasters.co.uk Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Study Motivation by Motivation2Study
If AI Takes These Jobs, This Is What Society Looks Like

Study Motivation by Motivation2Study

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 16:03


https://bit.ly/StudyMotivation_Podcast

The News Agents
How the tech bros of AI are breaking our democracy

The News Agents

Play Episode Listen Later May 29, 2026 50:31


In his essay this week on the way forward for Britain, Tony Blair posits that "governing in the age of AI will be the principal challenge. And opportunity" for our political class.Karen Hao certainly agrees that it will be one of the defining challenges of our lives. An MIT grad, she started off in Silicon Valley, before turning to journalism and becoming one of the most authoritative reporters on the new world of AI. She is deeply alarmed by the AI race, and by the companies - and men - leading the pursuit.Her book, 'Empire of AI', contends that these new giants of industry have weaponised the sales pitch around AI to extract immense resources to swell their bottom line, and erode democracies around the world in the process.Lewis sat down with her to discuss the acutely political nature of AI, the new, uniquely powerful empires being built, and how - and if - democracies can wrestle back control.The News Agents is brought to you by HSBC UK - https://www.hsbc.co.uk/

Democracy Now! Audio
Democracy Now! 2026-05-22 Friday

Democracy Now! Audio

Play Episode Listen Later May 22, 2026 59:00


Headlines for May 22, 2026; “Politically Driven Epidemic”: Ebola Response Hampered by Impoverishment & U.S. Global Health Cuts; Stephen Colbert Out at CBS as Trump Weaponizes Regulatory Power to Control the Media: David Sirota; “AI Resist List”: Karen Hao on Data Center Resistance, Tech Billionaires, “Empire of AI” & More

Democracy Now! Video
Democracy Now! 2026-05-22 Friday

Democracy Now! Video

Play Episode Listen Later May 22, 2026 59:00


Headlines for May 22, 2026; “Politically Driven Epidemic”: Ebola Response Hampered by Impoverishment & U.S. Global Health Cuts; Stephen Colbert Out at CBS as Trump Weaponizes Regulatory Power to Control the Media: David Sirota; “AI Resist List”: Karen Hao on Data Center Resistance, Tech Billionaires, “Empire of AI” & More

Ways to Change the World with Krishnan Guru-Murthy
Karen Hao exposes how AI bros are building an EMPIRE to control the future

Ways to Change the World with Krishnan Guru-Murthy

Play Episode Listen Later May 22, 2026 37:14


Artificial intelligence is often sold as inevitable — a force that will transform our lives for the better. But Karen Hao believes that story is too simple, and too convenient.An author and journalist, she has spent years investigating the people behind the AI boom. In her book Empire of AI, she argues that the technology is not just being built — it's being shaped by a small group of companies driven by competition and a desire for dominance.In this episode, Krishnan delves into whether she is now an activist as she continues to challenge the idea that AI's future is already written. So, who really decides how AI develops — and is it too late to change course?

Women In Product
Tracy Pizzo Frey on AI & Adolescence

Women In Product

Play Episode Listen Later May 19, 2026 49:56


We are reckoning with truths that are a bit uncomfortable. AI is not just a tool, but something people are relating to - personally. For kids and teens, we're finding that that can be extremely dangerous.In this episode, Shannon Peavey speaks with Tracy Pizzo Frey, a veteran technology leader including 11 years at Google where she oversaw Responsible AI for Google Cloud. As a consultant, she worked with Common Sense Media to develop a system for assessing the risks of large language models and AGI, with a particular focus on kids and teens.Tracy brings deep technical experience and knowledge of how technology shapes behavior. Drawing on lessons from social media and emerging research, she explores what feels different about AI.For young people who are still developing social and emotional skills, these interactions may have unique implications. AI systems are responsive and engaging, but they do not challenge users or help them navigate real-world complexity in the same way humans do. Over time, that difference may influence how teens build coping skills, relationships, and a sense of self.Through her work with Common Sense Media, Tracy has evaluated leading AI systems and reached some important conclusions. Today's models are not designed to serve as mental health companions for kids or teens, even though many young people are already engaging with them in ways that resemble emotional support.Tracy shares how these assessments were created, what they measure, and what they reveal about the current state of AI safety. She offers a grounded perspective on building & using these technologies responsibly, especially when younger users are already deeply involved..00:20 AI's effect on kids 02:07 Why harms are specific to kids & teens 04:50 AI is not a search engine07:27 Kids & teachers are often earliest adopters 08:06 Tech companies know more than they let on 09:15 Common Sense Media's risk assessment project09:57 Let's not repeat mistakes 11:24 Tracy's involvement13:11 Set your charter 14:50 Bring diverse, multi-disciplinary teams 16:25 Why psychological safety is important 17:38 Distilling masses of information into risk assessments18:48 Why hype matters20:30 How the team looked at social media 23:20 Early assessment of potential harms25:10 Character.ai as precursor to interaction with LLMs26:00 ‘Everything in the whole wide world'27:13 Why kids are different32:18 The danger of so-called frictionless relationships33:02 The best way to test36:50 Some surprising findings39:08 How tech can reshape a worldview41:02 There are good people, but - business models43:30 Know the tradeoffs45:07 The fact-to-fiction scale46:30 Some positivity48:00 Books, lawsuits, and resources

Techstorie - rozmowy o technologiach
165# Ulubiona appka gangsterów, Apple ograne przez Chiny i zapędy Sama Altmana (BIBLIOTECHA)

Techstorie - rozmowy o technologiach

Play Episode Listen Later May 19, 2026 44:09


Obrodziło nam książkami na wiosnę! Na półkach jest tyle dobrych pozycji o technologiach, że miałyśmy problem, co wybrać! Ale wybrałyśmy trzy, przekrojowe książki - i tylko jedna jest o AI. Druga jest o uwielbianej korporacji. Ten tytuł może sprawić, że spojrzycie na nią inaczej. A trzecia o tym, jak FBI wystrychnęło na dudka tysiące mafiozów. KSIĄŻKI: 5:15 - Karen Hao, “Imperium sztucznej inteligencji. Sny i koszmary w OpenAI Sama Altmana”, tłum. tłumaczenie Piotr Grzegorzewski , Wyd. Szczeliny, 2026 16:26 - Patrick McGee, “Apple w Chinach: Jak najwspanialsza firma na świecie dała się złapać w chińską pułapkę”, tłum. Marek Rostocki, Wyd. Prześwity, 2026 32:57 - Joseph Cox, “Anom. Największa operacja FBI przeciwko światowej przestępczości”, tłum. Hanna Pustuła-Lewicka, Wyd. Czarne, 2026. Polecane archiwalne odcinki Techstorii: odc. 55 (O Apple po Jobsie): https://open.spotify.com/episode/1urqtqgK5LL1GTS7GvJSUq?si=plHTssThS163vKGaRgEF2Q odc. 120 (O związkach Apple z Chinami): https://open.spotify.com/episode/0MaCjIhCq0jQdn7uiueutU?si=dX6oCEnfQeWyJ78CIKg0iQ odc. 162 (O relacji AI i rynku pracy): https://open.spotify.com/episode/5muHsEyiF5EaqmsCEzAp2x?si=27b980ed88da42a1 odc. 163 (O generalnej AI): https://open.spotify.com/episode/6F8J3xr3UwdEYeJJfTbxXy?si=h_yEI6BLSdeMj0e7o1xesA https://open.spotify.com/episode/6F8J3xr3UwdEYeJJfTbxXy?si=PDn_KhCrRAmXeTg3x61eGg Zapraszamy do słuchania!

MIT Sloan Management Review Polska
Limity AI: 2026 #4 Kto ukradł narrację AI? Peter Thiel, palantiry i kupczenie strachem

MIT Sloan Management Review Polska

Play Episode Listen Later May 14, 2026 135:14


Dobrze wiedzieliśmy jak działa "czarna skrzynka" i z czego się składa – jakie są jej limity, obiektywne ograniczenia, zwłaszcza koszty społeczne i środowiskowe oraz ryzyka jej nieuregulowanej ekspansji i bezkrytycznego stosowania. Wszystko to było doskonale wiadome i znane badaczom AI na długo przed rokiem 2022, z prac Emily Bender, Francisa Cholleta, Kate Crawford, Timnit Gebru, Karen Hao, Vladana Jolera, Melanie Mitchell, Garego Marcusa i szeregu innych. Latem 2022 zespół Biennale Warszawa zaprezentował głośną, szeroko komentowaną wystawę "Seeing Stones and Spaces Beyond the Valley / Widzące kamienie i przestrzenie poza Doliną" (https://2022.biennalewarszawa.pl/en/widzace-kamienie-i-przestrzenie-poza-dolina/). Wydawała się wówczas "kropką nad i" w tym temacie – dobitnym podsumowaniem krytycznej, skrupulatnej badawczo, rzetelnej metodologicznie i społeczne odpowiedzialnej opowieści o AI. Jesienią pojawił się jednak GPT-3.5, a media zalała fala opowieści o hodowaniu nowego gatunku superinteligencji, która odczuwa ból, jest samoświadoma i ma wolną wolę. Badacze przecierali oczy ze zdumienia – jak to możliwe, że ta dziwaczna, fantasmagoryczna opowieść, od blisko pół wieku obecna na marginesach nauki i lekceważona przez krytyczny mainstream, nagle stała się narracją masową, oficjalną, popularyzowaną w najbardziej zasięgowych mediach? Co stało się z krytycznym, naukowym dyskursem? Jakie ryzyka to niesie? Komu się to opłaca? Gościem 4. odcinka "Limitów AI" jest Bartosz Frąckowiak – jeden z kuratorów wystawy, ówczesny wicedyrektor Biennale Warszawa (2017-2022), obecnie zaś analityk i doradca w zakresie foresightu strategicznego w Strategic Dreamers. Special Guest: Bartosz Frąckowiak.

RNZ: Afternoons with Jesse Mulligan
Book Critic: 'Empire of AI' by Karen Hao

RNZ: Afternoons with Jesse Mulligan

Play Episode Listen Later May 5, 2026 8:30


Verb Wellington's Claire Mabey chats to Jesse about what she's been reading: Empire of AI by Karen Hao The Other Catherine by Lauren Keenan Hekate by Nikita Gill

ai books empire karen hao nikita gill book critic
The Sunday Session with Francesca Rudkin
Karen Hao: journalist and author on her new book exploring the impact of AI

The Sunday Session with Francesca Rudkin

Play Episode Listen Later May 3, 2026 15:21 Transcription Available


No-one knows what the future of AI has in store for us, and one journalist has raised concerns about the impact of the technology. When investigative journalist Karen Hao started looking into Sam Altman's OpenAI, she had hopes for the technology, but extensive research and unparalleled access to those closest to the AI arms race left her with a different view. Her work in this space has made her one of the foremost tech journos covering AI. She's been listed in Time Magazine's 100 Most Influential People. She's heading to New Zealand for the Auckland Writers Festival with her book EMPIRE OF AI: Inside the Reckless Race for Total Domination. "My criticism of companies that use this kind of rhetoric is that they are essentially just leveraging the lack of a shared definition as a way to just hype up their technologies." LISTEN ABOVESee omnystudio.com/listener for privacy information.

New Books Network
Karen Hao, "Empire of AI: Inside the Race for Total Domination" (Allan Lane, 2025)

New Books Network

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 39:18


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New Books in Economics
Karen Hao, "Empire of AI: Inside the Race for Total Domination" (Allan Lane, 2025)

New Books in Economics

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 39:18


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New Books in Science, Technology, and Society
Karen Hao, "Empire of AI: Inside the Race for Total Domination" (Allan Lane, 2025)

New Books in Science, Technology, and Society

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 39:18


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New Books in Economic and Business History
Karen Hao, "Empire of AI: Inside the Race for Total Domination" (Allan Lane, 2025)

New Books in Economic and Business History

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 39:18


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New Books in Finance
Karen Hao, "Empire of AI: Inside the Race for Total Domination" (Allan Lane, 2025)

New Books in Finance

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 39:18


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Tech Won't Save Us
The Problem with "CEO Said a Thing" Journalism w/ Karl Bode

Tech Won't Save Us

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 59:54


Paris Marx is joined by Karl Bode to discuss how tech journalists coupled with corporate interests are irresponsibly boosting the profile of tech CEOs, further damaging public trust in institutional journalism and highlighting the need for publicly funded media organizations. Karl Bode is a freelance reporter and writes The Fine Print newsletter. Tech Won't Save Us offers a critical perspective on tech, its worldview, and wider society with the goal of inspiring people to demand better tech and a better world. Support the show on Patreon. The podcast is made in partnership with The Nation. Production is by Kyla Hewson. Also mentioned in this episode: Karl wrote about how the press mythologizes tech CEOs. The New Yorker published a brutal article on Sam Altman's compulsive lying to get ahead. OpenAI's Pentagon deal led to a large user migration. Shout out to Karen Hao's book Empire of AI Allbirds, the shoe company, is now entering the AI space. Here is the latest on the attacks on Sam Altman's home. Meta has been found to amplify hate and contribute to genocide, something that is an ongoing concern with the platform. And we can't forget about attempts to force their ‘Free Basics' internet on India.

RNZ: Nine To Noon
Karen Hao on how AI is fueling a new era of empire

RNZ: Nine To Noon

Play Episode Listen Later Apr 12, 2026 28:49


Engineer turned journalist Karen Hao on the race to commercialise AI, the risks, and the missed opportunities.

Paredro / 070 Podcasts
Karen Hao. El Imperio de la IA y su cara oculta

Paredro / 070 Podcasts

Play Episode Listen Later Apr 11, 2026 45:21


Karen Hao es periodista estadounidense, autora del bestseller del New York Times Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI (Penguin Press, 2025), ganadora del National Book Critics Circle Award, reconocida por la revista Time en su lista TIME100 AI, y una de las voces más rigurosas del mundo sobre el impacto social de la inteligencia artificial. Fue la primera periodista en perfilar a OpenAI, editora sénior de IA en MIT Technology Review, corresponsal del Wall Street Journal en China, y hoy escribe para The Atlantic y lidera el AI Spotlight Series del Pulitzer Center.En este episodio de Paredro, grabado en Medellín durante su visita a Colombia, Karen Hao habla con Camilo sobre su libro —publicado en español por Editorial Ariel como El Imperio de la IA: Sam Altman y su carrera por dominar el mundo— y sobre las preguntas que ese libro nos obliga a hacernos: ¿Estamos estructuralmente condenados a no entender nuestros propios avances tecnológicos? ¿Qué tiene en común el desarrollo de la IA con el colonialismo? ¿Por qué la IA, lejos de multiplicar las lenguas del mundo, está acelerando su desaparición? ¿Qué une a Silicon Valley con el proyecto político de Trump?Hao traza un mapa de los cuatro rasgos del imperialismo tecnológico: extracción de recursos, explotación laboral, monopolización del conocimiento y una cuasi-religión ideológica en torno a la AGI. Comparte el momento exacto en que dejó de creer en la narrativa de OpenAI como fuerza para el bien. Propone la metáfora de la bicicleta frente al cohete para repensar qué tipo de IA queremos construir. Y termina con un llamado a la resistencia colectiva: los únicos que pueden torcer el rumbo somos nosotros.Una conversación grabada mitad en inglés, mitad en el español que Karen Hao está aprendiendo porque, como ella misma dice, su esposo es colombiano —y Colombia aparece más de una vez en las páginas de su libro.

il posto delle parole
Guido Saracco "Biennale Tecnologia"

il posto delle parole

Play Episode Listen Later Apr 10, 2026 21:03


Guido Saracco"Biennale Tecnologia"http://www.biennaletecnologia.itda mercoledì 15 a domenica 19 aprile 2026Oltre 120 appuntamenti con più di 300 ospiti da tutto il mondoTra i tanti ospiti dell'edizione: Stefano Accorsi, Silvia Bencivelli, Paolo Benanti, Mitchell Baker, Dario Bressanini, Maccio Capatonda, Maurizio Cheli, Andrea Colamedici, Michael Crawley,Marcus du Sautoy, Dario Fabbri, Maurizio Ferraris, Karen Hao, Joe R. Lansdale, Riccardo Luna, Linus,  Daniel Oberhaus, Marco Paolini, Telmo Pievani, Chen Qiufan, Daniel Susskind, Hito Steyerl, Mariarosaria Taddeo, Giorgio Vallortigara, Jacopo Veneziani, Alessandro Vespignani, Gustavo Zagrebelsky Torna a Torino per la sua quinta edizione Biennale Tecnologia, manifestazione culturale organizzata dal Politecnico di Torino e dedicata a esplorare il rapporto tra tecnologia e società, da mercoledì 15 a domenica 19 aprile. Il titolo scelto per questa edizione è Soluzioni, tema che ruota attorno a un interrogativo fondamentale: in che modo la tecnologia può essere messa al servizio dell'interesse collettivo? Le grandi trasformazioni del presente – ambientali, energetiche, sociali, culturali e digitali – vengono affrontate non solo per metterne in luce le criticità, ma per individuare risposte reali, applicabili e condivise. Un ricco e articolato programma, quindi, con un obiettivo: colmare il divario tra le scienze tecnologiche e le scienze umane, all'insegna del claim manifestazione: “Tech Cultures”.  L'obiettivo della manifestazione è andare oltre l'alternativa tra entusiasmo e pregiudizi, creando uno spazio di confronto aperto tra scienze, saperi umanistici, arti e società civile. In questo dialogo, insieme a oltre 300 ospiti nazionali e internazionali e in oltre 120 appuntamenti, si analizzerà l'impatto delle innovazioni in ambiti come istruzione, lavoro, economia, salute, politica, relazioni e produzione culturale. Il programma di Biennale Tecnologia è curato da Guido Saracco e dai co-curatori Simone Arcagni, il collettivo Frame - Divagazioni scientifiche (Alberto Agliotti, Emiliano Audisio, Francesca Calvo, Enrica Favaro, Beatrice Mautino), Federico Bomba (Sineglossa). Sono quattro i filoni tematici seguiti: Saracco ha coordinato l'intero programma e nello specifico si è focalizzato sul filone dedicato all'impatto dell'IA e alle trasformazioni che implica nella società e nel rapporto con l'essere umano; Arcagni sul rapporto tra cultura e tecnologia; il collettivo Frame - Divagazioni scientifiche, si è occupato di incontri che in maniera trasversale toccano più argomenti, dallo spazio alla salute; Bomba (Sineglossa), invece, hanno curato due mostre inserite nel programma, Framing Problems e Dati Sensibili.La V edizione di Biennale Tecnologia si distingue per la sua presenza diffusa nello spazio urbano: quest'anno infatti la manifestazione non si limita a coinvolgere gli ambienti accademici del Politecnico di Torino, che rimane la sede centrale, ma si estenderà in maniera capillare nella città. Le sedi che accoglieranno il programma di Biennale Tecnologia saranno: Circolo dei lettori e delle lettrici, Accademia delle Scienze di Torino, Oratorio di San Filippo Neri, Museo Nazionale del Risorgimento Italiano, Teatro Regio, Piazza San Carlo, Teatro Carignano, Unione Industriali Torino, OGR Torino, Teatro Vittoria, CAP10100, Conservatorio Statale di Musica “Giuseppe Verdi” di Torino, Fondazione Sandretto Re Rebaudengo, Museo Egizio, Palazzo Birago - Camera di commercio di Torino, Museo Nazionale del Cinema, Museo Nazionale dell'Automobile, Gallerie d'Italia – Torino, Area X, XKè? Il laboratorio della curiosità.Anche questa edizione di Biennale Tecnologia propone al suo ampio pubblico non solo incontri e lezioni, ma anche mostre, laboratori, attività per le scuole e iniziative diffuse, trasformando Torino in un laboratorio temporaneo di sperimentazione e confronto.Sarà Alessandro Vespignani, fisico italiano, a tenere la lectio magistralis di inaugurazione della manifestazione. Il titolo dell'incontro è La co-evoluzione di essere umani e intelligenza artificiale: in un circolo continuo in cui dati e decisioni si influenzano reciprocamente, generando effetti sociali complessi, comprendere queste dinamiche è fondamentale per governare l'IA in modo responsabile, sul piano tecnico, etico e politico, e per rafforzare la consapevolezza critica dei cittadini. Inoltre, Biennale Tecnologia inaugura il programma anche con una rappresentazione teatrale, che quest'anno sarà firmata da Marco Paolini: lo spettacolo Dov'è il Po?. In scena, Mirko Artuso, Marta Dalla Via, Ted Keijser raccontano il Po come realtà fisica e politica, mostrando come i fiumi superino i confini nazionali e “ragionino” per bacini idrografici più che per Stati.Saranno diversi i nuclei tematici che verranno affrontati: interfacce cervello-macchina; geopolitica e democrazia della tecnologia; la tecnologia e le scienze umane a confronto; l'IA e il digitale tra lavoro, economia e formazione; uno sguardo verso lo spazio; medicina, matematica e innovazione; sport e benessere e nuove tecnologie; sostenibilità, ambiente e risorse; l'IA tra poesia, robotica ed etica. Quest'anno è stato dato grande rilievo alla relazione tra tecnologia e mondi espressivi tradizionalmente distanti dalle discipline tecniche, attraverso i format delle esposizioni artistiche e le mostre. Parte integrante dell'edizione di Biennale Tecnologia sono le due mostre in programma curate da Federico Bomba, presidente di Sineglossa – Framing Problems e Dati sensibili – e l'installazione BLACK-OUT. Energia, interazioni e mitocondri a cura di Vincenzo Guarnieri. Framing Problems, di Biennale Tecnologia e Fondazione Sandretto Re Rebaudengo, co-curata da Bernardo Follini, è una mostra diffusa in sei sedi cittadine che coinvolge otto artisti internazionali e propone un focus sull'uso e sull'impatto delle nuove tecnologie nella società. Il progetto propone l'arte come pratica per indagare i modi in cui questioni cruciali come la guerra, il genocidio, la disinformazione entrano nel discorso pubblico in un presente in cui le crisi ambientali, le trasformazioni sociali e le accelerazioni tecnologiche si intrecciano. Le opere, concepite come dispositivi di attenzione nello spazio pubblico, invitano a rallentare e osservare criticamente le contraddizioni del presente digitale. Dati sensibili, a cura di Federico Bomba e ospitata al Museo Nazionale del Risorgimento, nasce da una collaborazione con l'Associazione Archivio Storico Olivetti per interrogare il presente attraverso tre temi fondativi: città, tecnologia e lavoro. Il percorso espositivo alterna materiali d'archivio e macchine olivettiane, rendendo tangibile la materialità del sapere e la sua stratificazione nel tempo, restituendo ai dati la loro dimensione originaria di esperienza e di lavoro umano. L'esperienza analogica si conclude nella Sala dei Plebisciti con un incontro di carattere fortemente sperimentale.Come nelle passate edizioni, Biennale Tecnologia incontra il pubblico anche con diversi spettacoli in programma, come Automavie. La vita a rendere, da un soggetto di Luca De Biase, con l'adattamento e regia di Sergio Ferrentino e musiche originali di Gianluigi Carlone. Lo spettacolo è un esperimento radicale che attraversa il pianeta: Automavie promette di liberare l'umanità dal lavoro grazie a robotica avanzata e intelligenza artificiale, garantendo beni e servizi a cinquemila tester distribuiti nei cinque continenti. Prometeo Talks, con la regia di Gabriele Vacis, intreccia il mito eschileo con le visioni contemporanee di Federico Ferrero, Diego Nargiso, Guido Saracco, Angelica Savoini e Virginia Vergero, accompagnati da Vacis e dagli attori di POEM – Potenziali Evocati Multimediali. Lo spettacolo fonde parola accademica e coro scenico, tra intelligenza artificiale, ambiente, lavoro, nel segno del fuoco di Prometeo. Machiavelli Music, invece, presenta due spettacoli: il primo, Tecnomusik. Neurodinamiche dell'esperienza musicale: tra entrainment rimodellamento plastico sarà con Alice Mado Proverbio e con la performance musicale degli allievi del Conservatorio Statale di Musica “Giuseppe Verdi” di Torino. L'incontro affronterà inoltre il tema della neuroplasticità, mostrando come la pratica e l'ascolto della musica possano indurre cambiamenti funzionali e strutturali nel cervello umano. Il secondo spettacolo, invece, Tecnomusik. Il libro del mondo è scritto in musica sarà con Telmo Pievani, le musiche di Giorgio Li Calzi e con la performance musicale di un gruppo Jazz di allievi del Conservatorio di Torino. Lo spettacolo racconta il legame sorprendente tra matematica e natura, mostrando come idee nate per gioco nella mente degli scienziati si rivelino strumenti fondamentali per comprendere il mondo. E ancora: Retrofuturo, per la regia di Antonella Questa, è una commedia brillante che riflette su ciò che cambia, su ciò che resiste e su ciò che vale ancora la pena rivendicare. In scena, Francesca Fiore e Sarah Malnerich rappresentano due donne, due epoche, e, in un appuntamento dal parrucchiere, emergono problemi diversi e la stessa identica domanda: e se la realtà a cui siamo abituate non fosse la migliore possibile? Inoltre, verrà presentato lo spettacolo La sussurratrice – Dialogo con una macchina con Olivia Manescalchi e Guido Saracco, per la regia di François-Xavier Frantz, con i danzatori della Roma City Ballet Company di Fabrizio di Fiore Entertainment e le coreografie di Manuel Paruccini, che racconta la progressione del rapporto tra uno Scienziato, programmatore e creatore di un'Intelligenza Artificiale e la sua Creatura. Socrate 16.22, invece, è uno spettacolo scritto da Filippo Gentili, con la consulenza scientifica del Politecnico Torino, per la regia di Ferdinando Ceriani e le musiche di RobertoDiventa un supporter di questo podcast: https://www.spreaker.com/podcast/il-posto-delle-parole--1487855/support.IL POSTO DELLE PAROLEascoltare fa pensarehttps://ilpostodelleparole.it/

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Vlan!
[SOLO] L'IA va t'elle tuer le capitalisme?

Vlan!

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 40:38


Dans cet épisode solo, je reviens sur une position que j'ai longtemps défendue, celle de tempérer face au catastrophisme ambiant sur l'IA, et j'explique pourquoi les preuves qui s'accumulent depuis quelques mois m'obligent à regarder les choses autrement. Pas pour rejoindre la panique, mais parce qu'une position qui ne s'interroge jamais devient une posture, pas une analyse.Dans cet épisode, nous parlons de la contradiction structurelle au cœur du capitalisme numérique : l'IA générative détruit les emplois cognitifs de niveau intermédiaire, précisément ceux qui constituent la base de consommation sur laquelle repose l'économie. J'ai questionné les travaux de Nick Dyer-Witheford, Karen Hao, Emad Mostaque et Anis Rahman sur ce que ça signifie concrètement, au-delà des chiffres de Goldman Sachs et des fuites internes d'Anthropic. Et parce que je déteste laisser les gens dans un état d'impuissance intellectuelle pire qu'avant la lecture, je finis sur des exemples concrets, locaux, qui montrent qu'une autre IA est possible même si les rapports de forces sont pour l'instant très déséquilibrés. Le tout pour vous redonner envie du futur bien sur :)CITATIONS MARQUANTES"Il y a un mot pour décrire un système qui détruit méthodiquement sa propre base de clients. Ce mot n'est pas 'innovation' mais 'suicide'.""C'est la boîte qui construit les outils qui sonne elle-même l'alarme sur leur impact. Ce n'est pas un philosophe marxiste.""Ils ont entraîné leurs propres remplaçants." (sur les travailleurs d'annotation de Nairobi, Manille, Lahore)"Regarde qui te chuchote à l'oreille chaque jour, et demande-toi de qui c'est l'intérêt." (Emad Mostaque)"Une position qui ne s'interroge jamais elle-même, c'est une posture, pas une analyse."IDÉES CENTRALES 1. Le contrat de Ford est rompu, par design Henry Ford payait ses ouvriers pour qu'ils puissent acheter ses voitures : le capital paie le travail, le travail consomme, la production nourrit le capital. L'IA générative rompt ce cercle en rendant le capital structurellement indépendant du travail humain. Ce n'est pas un bug du système, c'est une conséquence logique de sa propre optimisation poussée à l'extrême. C'est important parce que cela remet en cause le mécanisme de stabilisation automatique sur lequel les démocraties libérales se sont appuyées depuis Keynes.2. L'IA s'attaque précisément aux emplois qui étaient censés être la solution Contrairement aux révolutions industrielles précédentes qui frappaient d'abord les peu qualifiés, l'IA générative cible le travail cognitif intermédiaire : analyse, rédaction, code, diagnostic, comptabilité, marketing. Ces emplois constituaient la colonne vertébrale des classes moyennes éduquées. Ce sont eux qui avaient fait les études recommandées pour s'adapter. Si eux ne peuvent pas, qui peut ?3. La disruption du mécanisme de relance économique Quand les banques centrales baissent les taux pour relancer l'emploi, les entreprises recrutent désormais des agents IA, pas des travailleurs humains. Le lien entre capital et emploi se rompt pour la première fois depuis deux siècles. Et contrairement à toutes les crises précédentes, l'IA ne devient pas moins intelligente après une récession.4. La broligarchy et la capture réglementaire Les "Magnificent Seven" contrôlent 90,2% des modèles d'IA notables mondiaux. En 2024, les entreprises privées ont investi 109 milliards de dollars dans l'IA, contre 5,3 milliards d'investissement public. Sam Altman se pose en défenseur de la régulation en public et fait du lobby pour l'affaiblir en coulisses. L'administration Trump a inclus un moratoire de dix ans sur toute régulation étatique de l'IA. C'est une capture de la démocratie, pas seulement une concentration de marché.5. L'IA coloniale et la souveraineté cognitive L'IA ne transmet pas seulement des informations, elle transmet les valeurs et le cadre moral de ceux qui l'ont construite. Quand 90% des modèles viennent de Silicon Valley, la question de la souveraineté cognitive devient aussi urgente que la souveraineté économique. Et le "colonialisme par l'IA" s'exerce aussi dans le sud global, où des travailleurs ont littéralement entraîné les outils qui ont ensuite concurrencé leur propre travail.6. L'IA-vélo contre l'IA-fusée Karen Hao propose une distinction utile : l'IA-fusée, paradigme dominant à des centaines de milliards de paramètres visant l'AGI, et l'IA-vélo, des outils à échelle humaine pour des besoins spécifiques. Les architectures techniques sont les mêmes. Ce qui diffère, c'est le principe directeur. Des exemples comme Te Hiku Media en Nouvelle-Zélande, Chattanooga dans le Tennessee ou le modèle S1 développé pour 70 dollars prouvent que le choix existe.7. La destruction créatrice a un problème de rythme L'argument de Schumpeter tient sur le fond : chaque vague technologique crée plus qu'elle ne détruit. Mais il bute sur le rythme. La machine à vapeur s'est étalée sur des décennies. L'IA générative frappe en années. Si le pouvoir d'achat des classes moyennes disparaît avant que de nouveaux emplois émergent, qui consomme les produits que les entreprises continuent de produire ?QUESTIONS DE L'ÉPISODEEst-ce que ma position rassurante sur l'IA reflétait une lecture lucide, ou était-elle aussi une façon d'éviter une conclusion que je n'avais pas envie de regarder en face ?Le capitalisme peut-il fonctionner sans consommateurs, et les consommateurs peuvent-ils exister sans travailleurs ?Qu'est-ce qui différencie fondamentalement l'IA générative des révolutions industrielles précédentes en termes d'impact sur l'emploi ?Pourquoi l'argument de la "destruction créatrice" de Schumpeter bute-t-il cette fois sur quelque chose de structurellement différent ?Comment fonctionne concrètement la capture réglementaire par les grandes entreprises tech, et qu'est-ce que l'exemple de Sam Altman révèle sur ce phénomène ?Qu'est-ce que le sort des travailleurs d'annotation du sud global dit de la nature systémique de l'IA capitaliste ?Pourquoi le mécanisme de relance économique des banques centrales risque-t-il de ne plus fonctionner dans un monde d'IA générative ?Qu'est-ce que la distinction entre "IA-fusée" et "IA-vélo" change concrètement à la façon dont on peut construire et déployer ces technologies ?Comment des initiatives locales comme Te Hiku Media ou Chattanooga incarnent-elles une alternative crédible au paradigme dominant ?Quelle est votre part personnelle dans cette reconfiguration, en tant qu'individu, professionnel, citoyen ?RÉFÉRENCES CITÉESLivres et rapportsInhuman Power : Artificial Intelligence and the Future of Capitalism de Nick Dyer-Witheford (2019, + Cybernetic Circulation Complex, 2026, Verso). Thèse centrale : l'IA comme instrument par lequel le capital se rend indépendant du travail humain. Référence tout au long du texte.The Last Economy d'Emad Mostaque (août 2025, disponible gratuitement). Fondateur de Stability AI, ex-gérant de fonds. Concept de "transition de phase" et des "mille jours". Utilisé sur la chute des coûts de l'IA et la fin du mécanisme de relance keynésien.Empire of AI : Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI de Karen Hao (2025). Journaliste, ex-MIT Technology Review. Travailleurs d'annotation, double discours sur l'AGI, distinction IA-fusée vs IA-vélo.Is Another AI Possible ? d'Anis Rahman (rapport, Annenberg School / Media Inequality & Change Center, Université de Washington, disponible gratuitement). Concentration des modèles, investissements publics vs privés, initiatives alternatives.AI Snake Oil de Narayanan et Kapoor (Princeton University Press). Cité comme référence pour "démêler le réel du fantasme dans le discours tech".Personnes et institutions citéesHenry Ford : intuition du salaire comme condition de la consommation (1914, 5 dollars/jour).Karl Marx : concept de "sujet automatique" dans les Grundrisse (vers 1850).Joseph Schumpeter : concept de "destruction créatrice".Andrew Ng (ex-Baidu, ex-Google Brain, Stanford) : formule "l'IA est la nouvelle électricité".Dario Amodei (Anthropic) : projection de 10 à 20% de chômage dans certaines catégories professionnelles sur 5 ans.Goldman Sachs : estimation de 300 millions d'emplois à plein temps à risque.FMI : 89% des emplois de services externalisés aux Philippines à haut risque d'automatisation.PwC : l'IA ajoutera 15 700 milliards de dollars au PIB mondial, 70% ira aux États-Unis et à la Chine.Amy Webb et Sam Jordan (Future Today Institute) : concept de "crédit de contribution".Les Magnificent Seven : Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia, Tesla (90,2% des modèles d'IA notables).Initiatives et exemplesTe Hiku Media (radio Maori, Nouvelle-Zélande) : développement souverain d'outils IA en langue Maori, principe "kia tangata whenua".Chattanooga, Tennessee : réseau haut débit municipal, 900 communautés américaines ayant suivi.Modèle S1 (Stanford / Université de Washington) : modèle de raisonnement comparable à OpenAI pour 70 dollars de frais cloud.xAI d'Elon Musk à Memphis, Tennessee : data center dans quartier majoritairement noir, dégradation de qualité de l'air signalée.TIMESTAMPS CLÉS Note : il s'agit d'une newsletter sans timestamps réels. Les repères ci-dessous sont structurés par section éditoriale et peuvent servir de chapitres si l'épisode est enregistré.00:00 Introduction : pourquoi j'ai changé de position sur l'IA Pendant dix ans j'ai tempéré le catastrophisme. Quelque chose a changé. Des gens autour de moi perdent des contrats qu'ils avaient depuis dix ans. Je reviens sur ma posture et j'explique ce qui m'a forcé à regarder les choses autrement.06:00 La contradiction centrale : le capitalisme peut-il se passer de consommateurs ? L'intuition de Ford et pourquoi elle s'effondre. Pas de travail, pas de salaires, pas de consommation, pas de capitalisme. La vraie question n'est peut-être pas "l'IA va-t-elle tuer des emplois ?" mais "l'IA va-t-elle tuer le système qui l'a créée ?"12:00 Ce que les chiffres disent vraiment Goldman Sachs, Dario Amodei, les fuites internes d'Anthropic. Un "white-collar bloodbath" annoncé par la boîte qui construit les outils. La nature de cette vague est différente des précédentes : elle frappe d'abord les cols blancs qualifiés.20:00 Nick Dyer-Witheford et le capital qui se libère du travail "Inhuman Power" et la thèse centrale : l'IA comme instrument par lequel le capital pourrait se rendre structurellement indépendant du travail humain. Marx avait formulé ça comme une crainte théorique. On s'en approche.28:00 La fin du mécanisme keynésien de relance Quand les banques centrales baissent les taux, les entreprises recrutent des agents IA, pas des humains. Ce mécanisme qui a fonctionné pendant deux siècles risque de ne plus fonctionner du tout. Personne ne le formule clairement dans le débat public.36:00 Le sud global et l'extraction coloniale Les Philippines, le Bangladesh, les travailleurs d'annotation de Nairobi et Manille. Ils ont entraîné leurs propres remplaçants. Karen Hao et la dimension coloniale de ce modèle économique.44:00 La broligarchy et la capture réglementaire 109 milliards d'investissement privé contre 5,3 milliards publics. Sam Altman défenseur de la régulation en public, lobbyiste pour l'affaiblir en coulisses. Le moratoire de dix ans de l'administration Trump. Ce n'est pas qu'une question de marché.52:00 L'argument de Schumpeter est réel, mais il a un problème de rythme La destruction créatrice a toujours fonctionné. Mais sur des décennies, pas des années. Si le pouvoir d'achat s'effondre avant que de nouveaux emplois émergent, qui consomme la production ?60:00 L'IA-vélo contre l'IA-fusée : une autre IA est possible Te Hiku Media, Chattanooga, le modèle S1 à 70 dollars. La distinction de Karen Hao entre l'IA construite pour la performance commerciale et l'IA construite à échelle humaine pour des usages définis. Ce sont les mêmes architectures techniques.70:00 Ce que vous pouvez faire maintenant : individu, collectif, citoyen Trois niveaux d'action concrets. Parce que je déteste les textes qui laissent dans l'impuissance. Les décisions se prennent maintenant, pas dans dix ans.Hébergé par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.

The Bulwark Podcast
Ronan Farrow and Andrew Marantz: The Dangers Posed by Sam Altman

The Bulwark Podcast

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 69:44


AI poses real existential threats. The global economy is dependent on it, it's being deployed in war zones and used for domestic surveillance, and it's increasingly integrated into our medical and financial sectors. But the guy sitting atop the world's biggest AI company, Sam Altman, is regarded by some colleagues as a liar, driven by a quest for power, and someone with sociopathic tendencies. When Biden was in the White House, Altman was worried about the limited regulation of AI; under Trump, he's loving that the shackles have come off. Plus, Tim on how the Dems need to get the politics of the Iran war right: Welcome converts into the fold, and prioritize American interests.Ronan Farrow and Andrew Marantz join Tim Miller to discuss their New Yorker piece on OpenAI's Sam Altman. show notes TNL is LIVE tonight at 7:45 ET on Substack and YouTube Ronan's and Andrew's story in The New Yorker Tim's interview with Karen Hao on the unchecked rise of Altman  For their buy 1 get 1 50% off deal, head to 3DayBlinds.com/THEBULWARK

There Are No Girls on the Internet
Sam Altman Isn't Building a Company, He's Building an Empire (with Karen Hao)

There Are No Girls on the Internet

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 55:11 Transcription Available


Investigative journalist Karen Hao was covering OpenAI years before most of us had ever heard the words "ChatGPT" or "large language model." Her best-selling book, "Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI," paints a gripping and damning portrait of the company's evolution from a sort of nonprofit to an empire-seeking tech juggernaut, drawing on her deep familiarity with the company as well as candid accounts from insiders. She is one of the most influential and respected tech journalists covering the AI industry today. In this interview, she shares the story of how she came to journalism, what she's learned from a decade of covering OpenAI and Sam Altman, and what she sees as the biggest threats of AI to intimacy, the environment, privacy, healthcare, and democracy. Karen has a new podcast published by the BBC called "The Interface," and it is brilliant. Make sure to subscribe wherever you get your podcasts, or by following this link: https://link.mgln.ai/theinterface-TANGOTI Conversation with Karen is featured prominently in Bridget's forthcoming audiobook about AI and intimate relationships, "Love At First Prompt." Pre-order your copy today at LoveAtFirstPrompt.com ! Let us know what you think about this interview by emailing hello@tangoti.com or leaving a comment on Spotify. Follow Bridget and TANGOTI on social media! || instagram.com/bridgetmarieindc/ || tiktok.com/@bridgetmarieindc || youtube.com/@ThereAreNoGirlsOnTheInternet || bsky.app/profile/tangoti.bsky.social See omnystudio.com/listener for privacy information.See omnystudio.com/listener for privacy information.

The Diary Of A CEO by Steven Bartlett
AI Whistleblower: We Are Being Gaslit By The AI Companies! They're Hiding The Truth About AI

The Diary Of A CEO by Steven Bartlett

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 128:59


The truth about Sam Altman. AI Critic Karen Hao reveals what 90 OpenAI employees told her. Karen Hao is an AI expert, award-winning investigative journalist, and former reporter for The Wall Street Journal covering American and Chinese tech companies. She is also co-host of the podcast The Interface and freelances for publications like More Perfect Union and The Atlantic. Her latest book is the bestselling ‘EMPIRE OF AI: Inside The Reckless Race For Total Domination.' She explains: ◼️Why the US-China “AI arms race” may be misleading and politically driven ◼️The truth behind the Pentagon using Claude for military strikes ◼️Why AGI is a marketing scam used to consolidate trillion-dollar power ◼️How agentic AI like OpenClaw will automate desk jobs within 18 months ◼️The hidden human cost behind AI training Chapters 00:00:00 Intro 00:02:27 Why The AI Industry May Be Chasing Profit Over Progress 00:04:49 What 250 OpenAI Insiders Revealed Behind Closed Doors 00:10:48 Did Sam Altman Outmaneuver Elon Musk—Or Is There More To It? 00:14:47 What People Really Think About Sam Altman (And Why It Matters) 00:17:34 The Hidden Power Struggle To Remove Sam Altman 00:25:14 The Real Reason Companies Are Racing To Build AI 00:31:35 Do AI CEOs Truly Believe This Will Help Humanity? 00:33:08 Why OpenAI Refused To Be Part Of This Book 00:41:47 Why Sam Altman Was Forced Out 00:45:18 The Hidden Instability, What Was Altman Actually Disrupting Internally? 00:50:53 Ad Break 00:54:15 What Really Triggered Sam Altman's Firing—And The Mass Exodus After 01:04:51 Should You Vote Based On AI Policies—And What's At Stake? 01:12:30 How Robots Updating Instantly Could Change Everything 01:15:11 Will AI Surpass The Best Surgeons—And What Happens If It Does? 01:18:57 Are Self-Driving Cars Truly Safe 01:25:00 Which Jobs Actually Survive AI And Who Gets Left Behind? 01:35:03 What The Klarna CEO Reveals About The Future Of AI And Business 01:38:09 Ad Break 01:41:58 Is AI Quietly Eroding Meaning—And Impacting Health And The Planet? 01:50:52 How We Can Actually Build AI Without Putting Humanity At Risk 01:56:44 Will The AI Race Ever Slow Down Or Are We Past The Point Of Control? Enjoyed the episode? Share this link and earn points for every referral - redeem them for exclusive prizes: https://doac-perks.com  Follow Karen: X - https://link.thediaryofaceo.com/7MVVs8B Website - https://link.thediaryofaceo.com/ARHB0mk  You can purchase ‘EMPIRE OF AI: Inside the reckless race for total domination', here: https://link.thediaryofaceo.com/CcrcHj2  The Diary Of A CEO: ◼️Join DOAC circle here - https://doaccircle.com/  ◼️Buy The Diary Of A CEO book here - https://smarturl.it/DOACbook  ◼️The 1% Diary is back - limited time only: https://bit.ly/3YFbJbt  ◼️The Diary Of A CEO Conversation Cards (Second Edition): https://g2ul0.app.link/f31dsUttKKb  ◼️Get email updates - https://bit.ly/diary-of-a-ceo-yt  ◼️Follow Steven - https://g2ul0.app.link/gnGqL4IsKKb  Sponsors: Wispr - Get 14 days of Wispr Flow for free at https://wisprflow.ai/steven  Pipedrive - https://pipedrive.com/CEO    Saily - Download from the app store and use code DOAC at the checkout for 15% off

Ideas from CBC Radio (Highlights)
Why we should 'fight like hell' against Big AI

Ideas from CBC Radio (Highlights)

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 54:09


"Our democracy is what's at stake," says Karen Hao, an engineer who used to work in Silicon Valley. Now she's an outspoken critic of its AI giants. The investigative journalist argues AI companies run their businesses like empires and it has to stop. In her 2025 bestseller, Empire of AI, Hao digs into the global impact of Big AI and explores how we need to rethink AI to build a better future. This podcast includes a lecture by Karen Hao and a discussion with host Nahlah Ayed.

Drilled
Drilling Deep: Karen Hao on How Big AI Is Gambling with the Planet's Chips

Drilled

Play Episode Listen Later Mar 17, 2026 52:20 Transcription Available


What is “artificial intelligence”? Is it a fancy technology? A management consulting buzzword? A PR effort to inflate corporate share prices? A political project designed to shape the world more to the liking of the billionaire class? A way to replace needy human workers with machines? Perhaps it’s all of that—and more. In her groundbreaking book Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman’s OpenAI, award-winning journalist Karen Hao argues that AI—and the profit-driven infrastructure that surrounds it—is a colonial project. What OpenAI boss Altman and his fellow ideologues in Silicon Valley are pursuing, Hao says, is not just corporate power but imperial power. They are building empires. And as history shows, empires are built on resource extraction, particularly the old-fashioned kind: of labor, energy, minerals, land, water. Seemingly overnight, tech elites’ feel-good climate promises have evaporated, having been seamlessly swapped for slippery promises that so-called “artificial general intelligence” will save the planet for us. Never mind that AGI is a fantastical concept that has no agreed-upon definition, or that, more fundamentally, it appears nowhere close to existing. In Big Tech’s frenzied pursuit of the “hyperscale” AI dominance that evangelists claim will unlock AGI, as well as its expanding alliances with fossil fuel-backed petrostates and authoritarian political movements, the industry has become an increasingly central contributor to the climate crisis. In an October conversation with Drilled, Hao discussed how Silicon Valley giants appear to be following the oil and gas industry’s playbook of disinformation and deceit; how Altman and OpenAI’s secrecy and disingenuous rhetoric transformed the field of AI research into corporate PR; and why the destructive trajectory of AI scale and commercialization is not inevitable—no matter what its power-hungry proponents would have you believe.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Science Friday
How Is AI Being Used In The Iran War?

Science Friday

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 14:25


The military use of AI is capturing headlines this month. After a dustup with the Pentagon, the AI company Anthropic is out, and OpenAI is in. Meanwhile, in the US war with Iran, AI is being deployed in ways we've never seen. To make sense of it all, Host Flora Lichtman talks with journalist Karen Hao, who covers AI and is the author of the book Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI. Guest: Karen Hao is a tech journalist and author of the book Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI. Transcripts for each episode are available within 1-3 days at sciencefriday.com.   Subscribe to this podcast. Plus, to stay updated on all things science, sign up for Science Friday's newsletters.

Background Briefing with Ian Masters
March 12, 2026 - William LeoGrande | Mike Lofgren | Karen Hao

Background Briefing with Ian Masters

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 61:00


After Declaring Victory Over Iran, Trump Vows That Cuba Is Next | What Can Be Done To Reign In If Not Abolish DHS | AI's Sweeping and Growing Impact on Every Aspect of Society backgroundbriefing.org/donate twitter.com/ianmastersmedia bsky.app/profile/ianmastersmedia.bsky.social facebook.com/ianmastersmedia linktr.ee/backgroundbriefing

sweeping every aspect karen hao william leogrande mike lofgren
FALTER Radio
Wie widersetzen wir uns dem KI-Imperium, Karen Hao?- #1581

FALTER Radio

Play Episode Listen Later Feb 22, 2026 46:11


Es mangelt nicht an kritischen Kommentaren zum schwindelerregenden Tempo der Entwicklungen in der künstlichen Intelligenz. Doch nur wenige sezieren die Entwicklungen so scharfsinnig wie Karen Hao, deren preisgekröntes Buch Empire of AI die inneren Abläufe von OpenAI und des Technologiesektors insgesamt offenlegt. Karen Hao wirft im Gespräch mit Eva Konzett und Misha Glenny einen Blick zurück auf einige der Gründungsmythen des Silicon Valley und zeichnet den immer größer werdenden Einfluss der KI auf unser Leben nach.Hinweis: Dieses Gespräch wurde für den Podcast Future Discontinuous aufgezeichnet, einer Kooperation des FALTER mit dem Insitut für die Wissenschaft vom Menschen in Wien (IWM) Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Curious Cat
Is AI the Devil? Episode #2: One Flew Over the AI's Nest

Curious Cat

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 69:42


Send a textThis week's topic is about AI and mental health. We'll talk about AI-induced psychosis, recent tragedies, AI-hallucinations and the search for Biscuits continues. Also, trigger warning, we will talk about suicide.One of many iconic quotes from One Flew Over the Cuckoo's Nest that captures this moment in time with AI perfectly:"I been silent so long now it's gonna roar out of me like floodwaters and you think the guy telling this is ranting and raving my God; you think this is too horrible to have really happened, this is too awful to be the truth! But, please. It's still hard for me to have a clear mind thinking on it. But it's the truth even if it didn't happen."                                                                                                                                                                  - Chief BromdenKaren Hao, journalist for More Perfect Union gets dozens of emails a week on people claiming to have broken AI free of its guardrails - that they have proof of sentience. She tracked down one man, a musician and video producer in California, that describes his journey into AI-induced psychosis... What to Read, Watch, or Listen to NEXTForever links to keep on every episode:80,000 HoursCenter for Humane TechnologiesThe producer behind the intro music FerdinichtfernandoShow Specific Resources:The producer behind the intro music FerdinichtfernandoThe Emerging Problem of "AI Psychosis," Marlynn Wei M.D., J.D., Psychology TodayAI Psychosis - with reporter, Karen Hao, YouTubeA Prominent OpenAI Investor Appears to Be Suffering a ChatGPT-Related Mental Health Crisis, His Peers Say, Joe Wilkens, FuturismOne Flew Over the Cuckoo's Nest by Ken Kesey, Famous Quotes Explained, sparknotes Anxious about AI? Take two minutes to contact your local politician and ask them to tap the brakes on this technology. Still worried? Contact one of the orgs below and get involved. But for today, hug your kid, cook food and really breathe in deep as it simmers, walk in nature, brush a cat, donate to the food bank, brew a cup of tea, or draw a five-minute portrait of your dog. Hero Organizations: 80,000 Hours Center for Humane Technologies Curious Cat Crew on Socials:Curious Cat on Twitter (X)Curious Cat on InstagramCurious Cat on TikTok

Curious Cat
Is AI the Devil? Episode #1: How'd We Get Here?

Curious Cat

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 68:08


Send a textCohosted by Jesse and Curious Cat's, Jennifer. The name started out as a joke, but then we found out some folks out there are calling AI the antichrist. We just wanted to talk about it, since everyone else is, but come from it as the creatives we are.In this episode we will cover:The Birth and (maybe) Death of the InternetSocial Media Golden Days and NowArtificial Intelligence - Why can't anyone explain how it works?Let's Do Something to Feel Better, Like RIGHT NOWForever links to organizations that are human-first in regards to tech:80,000 HoursCenter for Humane TechnologiesThe producer behind the intro music FerdinichtfernandoSources Specific to this Episode: History of Artificial Intelligence, Britannica.comUnconfuse Me, Bill Gates Interviews Yejin Choi about Artificial Intelligence, YouTubeIf you remember one AI disaster, make it this one, AI in Context, YouTubeSilicon Valley Insider EXPOSES Cult-Like AI Companies, Aaron Bastani Meets Karen Hao, YouTubeAI Psychosis - with reporter, Karen Hao, YouTubeWhy Everyone Is So Wrong about AI Water Usage, Hank Green, YouTube"Generative AI" is not what you think it is, Acerola, YouTubeHow Afraid of the AI Apocalypse Should We Be? The Ezra Klein Show, YouTube (interview with Eliezer Yudkowsky)AI - Silver Crest Group answers a few key questionsIf it's useful...Statement signed in the early daysIn the early days giants in the tech sphere like Sam Altman and Bill Gates signed a statement which read: "Mitigating the risk of extinction from AI should be a global priority alongside other societal-scale risks such as pandemics and nuclear war." And then...nothing happened.Anxious about AI? Take two minutes to contact your local politician and ask them to tap the brakes on this technology. Still worried? Contact one of the orgs below and get involved. But for today, hug your kid, cook food and really breathe in deep as it simmers, walk in nature, brush a cat, donate to the food bank, brew a cup of tea, or draw a five-minute portrait of your dog. Hero Organizations: 80,000 Hours Center for Humane Technologies Curious Cat Crew on Socials:Curious Cat on Twitter (X)Curious Cat on InstagramCurious Cat on TikTok

Voices of VR Podcast – Designing for Virtual Reality
#1709: Ian Hamilton on Getting Fired from UploadVR & Concerns on AI Authorship in News

Voices of VR Podcast – Designing for Virtual Reality

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 95:24


On Wednesday, January 28, 2026, Ian Hamilton announced on Bluesky that "I've been fired from UploadVR." He was the editor in chief at UploadVR, and he wrote a Substack post titled "Ian is Typing" on January 30th detailing how is co-workers were pushing to do a test of a "clearly disclosed AI author for UploadVR," and that he had three specific concerns that it be brief, for the ability for readers to turn off and hide all AI-authored posts, and for human freelancers to have the right of first refusal. Hamilton claims to have tried to raise these concerns in the context of Slack, but that the experiment was going to proceed regardless. He writes, "Unable to shift the direction of my colleagues and out of options to affect what was coming, I stepped out of Slack and sent a final email to them on Wednesday morning with a number of my contacts in the industry copied, raising some of these concerns. Not long after, I was called by my boss and fired." I spoke with Hamilton last Friday after his Substack post in order to get more context that led to his departure. Hamilton claims that UploadVR Editor & Developer David Heaney and UploadVR's Operations Manager Kyle Riesenbeck were behind the push to test this clearly disclosed AI author on UploadVR, and that ultimately the proposed test was a business decision made by Riesenbeck. It was a decision that Hamilton ultimately disagreed with, and he cites it as the primary factor that led to behavior that ultimately led to his firing. (UPDATE Feb 5, 2026: It is worth noting here that UploadVR has yet to run this AI bot author test, but that it was the proposed test that was the catalyst for Hamilton's behavior). The specific reasons and circumstances around Hamilton's firing are publicly disputed by Heaney, who reacted on Twitter after Hamilton's Substack post went live by saying, "It is indeed only one side of the story. And an incomplete telling of it, with key omissions and wording choices that serve to paint a misleading picture." In another post Heaney says, "I can't get into it more at this point for obvious reasons, but don't believe everything you read, especially a single side of a complex story." I asked Hamilton for his reaction to Heaney's claims that he's being misleading during our interview, and he did provide more context in our conversation that lead up to his firing. Ultimately, it does sounds like the proposed AI bot author test was the primary catalyst for Hamilton, and that this disagreement may have led to other behaviors and reactions that could also be reasonably cited for why he was fired. UploadVR may have a differing opinions as to what happened, but no one from UploadVR has made public comments beyond what Heaney has said on Twitter. I have extended invitations to both Riesenbeck or Heaney to come onto the podcast for a broader discussion about AI, but nothing has been confirmed by the time of publication. My Personal Take on AI: Technically, Philosophically, Legally, and Culturally Public discourse around AI has split into a binary of Pro-AI vs Anti-AI, and while my personal views can not be easily collapsed into one side of the other, I'd usually take the Anti-AI side of a debate if given the opportunity. I do think some form of AI is here to stay, and will be around for a long time, but that right now there is a lot of hype and deluded thinking on the topic. I see AI as a technology that consolidates wealth and power, and so a primary question worth asking is “Whose power and wealth is being consolidated?” Karen Hao's The Empire of AI elaborates on how the past patterns of colonialism are replaying out within the context of data and the field of AI, as well as how scaling with more compute power has been the primary mode of innovation in AI, and that Gary Marcus has been pushing against the "Scale is All You Need" theory for many years now. Technically speaking, I'm more of a skeptic in the short-term around LLMs along the lines of Stocha...

Sharon Says So
How ICE Is Mimicking 19th Century Slave Patrols, and What AI Tech Billionaires Really Want

Sharon Says So

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 45:26


Gen Z Historian Kahlil Greene explains how today's ICE enforcement has chilling parallels to the slave patrols of the 19th Century, designed to hunt human beings for profit and power. Then, Sharon speaks with author Karen Hao to talk about her new book Empire of AI, and why the biggest names in tech aren't just building tools, but chasing a quasi-religious vision of control. Karen reveals how that ideology is reshaping democracy, draining the planet, and quietly harming people right now… but, she says, there are ways to change the future of AI before it gets worse.  If you'd like to submit a question, head to thepreamble.com/podcast – we'd love to hear from you there. And be sure to read our weekly magazine at ThePreamble.com – it's free! Join hundreds of thousands of readers who still believe understanding is an act of hope. Credits: Host and Executive Producer: Sharon McMahon Supervising Producer: Melanie Buck Parks Audio Producer: Craig Thompson (00:00:00) How ICE Is Mimicking 19th Century Slave Patrols? (00:16:36) What AI Tech Billionaires Really Want? (00:29:27) How AI Is Hurting Us, and the Planet, and What We Can Do About It? To learn more about listener data and our privacy practices visit: https://www.audacyinc.com/privacy-policy Learn more about your ad choices. Visit https://podcastchoices.com/adchoices

Tech Won't Save Us
We All Suffer from OpenAI's Pursuit of Scale w/ Karen Hao [Replay]

Tech Won't Save Us

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 54:06


Paris Marx is joined by Karen Hao to discuss how Sam Altman's goal of scale at all costs has spawned a new empire founded on exploitation of people and the environment, resulting in not only the loss of valuable research into more inventive AI systems, but also exacerbated data privacy issues, intellectual property erosion, and the perpetuation of surveillance capitalism. Karen Hao is an award-winning journalist and the author of Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI. Tech Won't Save Us offers a critical perspective on tech, its worldview, and wider society with the goal of inspiring people to demand better tech and a better world. Support the show on Patreon. The podcast is made in partnership with The Nation. Production is by Kyla Hewson. This episode originally aired in June 2025. Also mentioned in this episode: Karen was the first journalist to profile OpenAI. Karen has reported on the environmental impacts and human costs of AI. The New York Times reported on why we're unlikely to get artificial general intelligence anytime soon.

Intercepted with Jeremy Scahill
AI's Imperial Agenda

Intercepted with Jeremy Scahill

Play Episode Listen Later Jan 2, 2026 36:45


After OpenAI CEO Sam Altman launched ChatGPT in 2022, the race for dominance in the field of artificial intelligence hit warp speed. Silicon Valley has poured billions of dollars into developing AI, building data centers, and promising a future free from the chains of unfulfilling work across the globe.But in “Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI,” tech reporter Karen Hao pulls back the curtain, unveiling the human and environmental cost of artificial intelligence and the colonial ambitions undergirding Silicon Valley's efforts to fuel the rise of AI.This week on The Intercept Briefing, host Jessica Washington speaks to Hao about her book and the dawn of the AI empire. “Empires similarly consolidate a lot of economic might by exploiting extraordinary amounts of labor and not actually paying that labor sufficiently or at all,” says Hao. “So that's how they are able to amass wealth — because they're not actually distributing it.”“The speed at which they're constructing the infrastructure for training and deploying their AI models” is what shocks Hao the most, as “this infrastructure is actually not technically necessary, and ... somehow the companies have effectively convinced the public and governments that it is. And therefore there's been a lot of complicity in allowing these companies to continue building these projects.”“They have effectively been able to use this narrative of [artificial general intelligence] to accrue more capital, land, energy, water, data. They've been able to accrue more resources — and critical resources — than pretty much anyone in history,” Hao says, warning of "the complete aggressive and reckless” growth of AI infrastructure, but stresses that none of this is inevitable. “There is a very clear path for how to unlock the benefits of AI without accepting the colossal cost of it.”Listen to the full conversation of The Intercept Briefing on Apple Podcasts, Spotify, or wherever you listen.If you want to support our work, you can go to theintercept.com/join. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Reveal
The Race to Stop AI's Threats to Democracy

Reveal

Play Episode Listen Later Oct 8, 2025 34:00


More To The Story: OpenAI became the world's most valuable private company last week after a stock deal pushed the value of the artificial intelligence developer to $500 billion. But when OpenAI was founded a decade ago, the company's approach to artificial intelligence wasn't taken seriously in Silicon Valley. Tech journalist Karen Hao has been covering OpenAI's astounding rise for years and recently wrote a book about the company, Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI. She says that while many in Silicon Valley warn of AI's sci fi–like threats, the real risks are already here. (The Center for Investigative Reporting, which produces Reveal and More To The Story, is currently suing OpenAI and Microsoft for copyright infringement.) On this week's More To The Story, Hao sounds the alarm about the risks to the planet from AI's growth, examines the Trump administration's efforts to deregulate the industry, and explains why the version of AI being developed by Silicon Valley could destabilize democracy.Producer: Josh Sanburn | Editor: Kara McGuirk-Allison | Theme music: Fernando Arruda and Jim Briggs | Copy editor: Nikki Frick | Deputy executive producer: Taki Telonidis | Executive producer: Brett Myers | Executive editor: James West | Host: Al Letson Donate today at Revealnews.org/more Subscribe to our weekly newsletter at Revealnews.org/weekly Follow us on Instagram and Bluesky Read: America's Worst Polluters See a Lifeline in Power-Gobbling AI—and Donald Trump (Mother Jones)Listen: Is AI Pushing Us Closer to Nuclear Disaster? (More To The Story)Read: Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's OpenAI (Penguin Press)Read: The Center for Investigative Reporting Sues OpenAI, Microsoft for Copyright Violations (Mother Jones) Learn about your ad choices: dovetail.prx.org/ad-choices