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Principal braço financeiro e executor do programa Nova Indústria Brasil, a instituição anunciou R$140 bi, em parceria com a Finep, para impulsionar setores estratégicos da Economia. Os novos recursos integram um pacote de ações anunciado em cerimônia em comemoração aos 74 anos do BNDES. Sonora:
NESTA EDIÇÃO. Depois de três meses, Brent volta a ficar abaixo dos US$ 80. Petrobras e Finep lançam edital para eletrolisador nacional de hidrogênio. Brasil e Países Baixos definem agenda de cooperação em SAF e hidrogênio até 2028. Venezuela assina acordo com GE para recuperação do setor de energia elétrica. ***Locução gerada por IA
Neste episódio, Hudson Mendonça, CEO do Energy Summit e VP de Energia e Sustentabilidade da MIT Technology Review Brasil, conversa com Pedro Guerra, chefe de gabinete da Vice-Presidência da República, sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia e o papel do Brasil na construção de uma nova economia verde. A conversa mostra como o plano busca estruturar uma estratégia de longo prazo para transformar a biodiversidade brasileira em ativos capazes de gerar desenvolvimento econômico, inclusão produtiva e preservação ambiental. Pedro destaca que a agenda da bioeconomia nasce da combinação entre uma necessidade interna, especialmente em regiões de alta biodiversidade e menor acesso a oportunidades, e uma oportunidade externa, ligada à crescente demanda global por soluções sustentáveis. Ao longo do episódio, são apresentados os três grandes eixos do plano: sociobioeconomia, bioindustrialização e produção sustentável de biomassa. A discussão aborda como esses pilares podem fortalecer comunidades locais, ampliar o uso sustentável do patrimônio genético brasileiro, estimular novos mercados e transformar resíduos e biomassa em insumos para produtos de maior valor agregado. Outro ponto central é o papel do financiamento e das compras públicas na viabilização dessa nova economia. A conversa destaca a importância de instituições como FINEP, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BASA e BNB no apoio à inovação, à bioindustrialização e à transição para uma indústria mais verde. Por fim, a conversa reforça que a bioeconomia depende da integração entre governo, empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e comunidades locais. Mais do que preservar a natureza, o desafio é construir um modelo de desenvolvimento capaz de gerar renda, inovação e competitividade sem comprometer os recursos naturais que sustentam essa nova economia. O podcast é um oferecimento do Energy Summit.
No episódio desta semana, Talita Gantus conta sobre um novo projeto interdisciplinar em desenvolvimento pelo BI0S, na Unicamp. O CacauClima, como foi apelidado, alia técnicas de sensoriamento remoto, sistemas agroflorestais e ciência cidadã para investigar o cultivo de cacau e pensar como é possível melhorar essa prática. Participam do episódio Giovanni Moura de Holanda, que coordena o projeto pela FITec, Jurandir Zullo Junior e Priscila Coltri, pesquisadores do CEPAGRI, e Claudia Pfeiffer, pesquisadora do Labeurb. ____________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO Talita: No sul da Bahia, o cacau não cresce sozinho. Ele cresce junto a árvores altas, aproveitando sua sombra, e entre troncos centenários da Mata Atlântica. Cresce em sistemas que misturam floresta e cultivo. Cresce com a memória de quem aprendeu a ler o tempo olhando pro céu. Durante mais de um século, essa paisagem moldou a economia, a ciência agrícola e os modos de vida da região. Mas, ao longo do tempo, a busca por maior produtividade e por respostas mais rápidas do mercado foi transformando essa relação com a terra. Sistemas tradicionais, como o cacau que cresce sob a sombra da floresta, passaram a conviver com modelos de cultivo mais intensivos, que apostam na mecanização e no uso ampliado de fertilizantes e agrotóxicos. É uma mudança de ritmo e rendimento. As paisagens também mudam. E nos últimos anos, um novo fator entrou nessa equação: o clima. Secas mais longas, chuvas fora de época, ondas de calor mais intensas… Pra quem vive da terra, essas mudanças não aparecem somente em relatórios científicos. Elas aparecem na flor que não abriu, na doença que se espalhou, na produção que caiu. Ao mesmo tempo, satélites monitoram a superfície do planeta todos os dias. Modelos climáticos projetam cenários pra 2050, 2070, 2100. E algoritmos tentam traduzir o futuro em gráficos. Mas, como transformar informações sobre as imprevisíveis mudanças do clima em decisões concretas no campo hoje? E como fazer isso junto com quem cultiva o cacau todos os dias? Eu sou Talita Gantus, e nesse episódio do Oxigênio a gente vai conhecer o CacauClima – apelido do projeto Solução de Monitoramento Inteligente Climático nas Esferas Produtiva e Ambiental da Cacauicultura. A pesquisa acontece em fazendas de cacau no sul da Bahia, uma das regiões mais tradicionais da produção no Brasil. O objetivo é combinar sensoriamento remoto, modelagem climática e conhecimento dos próprios agricultores para entender como as mudanças do clima estão afetando os cacaueiros – e transformar esse conhecimento em recomendações práticas de manejo para tornar as lavouras mais resilientes. A urgência desse tipo de iniciativa ficou evidente nos últimos anos. Durante o evento de El Niño de 2015 e 2016, uma seca excepcional atingiu agroflorestas de cacau na região e causou cerca de 15% de mortalidade dos cacaueiros, além de uma queda de até 89% na produção, acompanhada pelo aumento de doenças como a vassoura-de-bruxa. Estudos recentes também indicam que sistemas agroflorestais como a cabruca, em que o cacau cresce sob a sombra de árvores nativas, podem reduzir a vulnerabilidade das plantações frente ao clima quando comparados a cultivos a pleno sol. É nesse contexto que o CacauClima busca apoiar agricultores e técnicos a adaptar a produção – integrando ciência, tecnologia e conhecimento local para fortalecer a sustentabilidade da cacauicultura brasileira. [vinheta Oxigênio] Talita: No senso comum, foi cultivada a imagem de que as descobertas e os avanços científicos brotam da noite pro dia, acompanhado com um grito de “Eureka”! Mas, na verdade, a ciência começa como uma semente discreta, quase invisível, lançada à terra por muitas mãos, regada dia após dia, ano após ano. Assim como plantar, produzir ciência é um ofício que demanda seu próprio ritmo. Na maior parte das vezes, porém, o que chega até os leitores e ouvintes curiosos é só o instante em que essa árvore já está frondosa – o anúncio da descoberta, o “avanço revolucionário”, o rosto de um pesquisador transformado em protagonista solitário. Essa ideia reforça a aura de genialidade que esconde todo o sistema de raízes, insumos, tempo, trabalho e colaborações que tornam a ciência possível. A divulgação científica, quando assume seu papel de contar a história inteira, e não apenas o “grande momento”, abre uma trilha diferente. É nessa trilha que este episódio caminha: como um passeio guiado por uma agrofloresta em construção, em que cada edital aprovado, cada parceria firmada entre instituições, cada definição de método e cada visita de campo é mais uma semente plantada, e que só pode florescer de verdade quando todo mundo enxerga o processo desde a semeadura, e não apenas na colheita. Giovanni: A ideia surgiu, pra esse projeto especificamente, surgiu como uma resposta ao edital da FINEP. E era um desafio colocado nesse edital, que era aumentar a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares e da agricultura familiar. A gente já vem trabalhando há um tempo, esse mesmo grupo que tá agora conduzindo esse projeto, FITec, CEPAGRI, da UNICAMP, com o BI0S e a CEPLAC, em outras tentativas de submissão de projeto. E a gente foi amadurecendo ao longo dessas oportunidades. Talita: Esse que você acabou de escutar é o Giovanni Moura de Holanda, que coordena o projeto pela FITec, um dos atores institucionais envolvidos na execução do CacauClima junto com o CEPAGRI, o BI0s e a CEPLAC. Sei que parece uma sopa de letrinhas todas essas siglas de instituições, mas a gente vai explicando cada uma ao longo do episódio. O projeto CacauClima foi selecionado em chamada pública lançada em 2024 e é financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos, a FINEP, uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Essa chamada está no escopo da linha de financiamento de pesquisas aplicadas, voltadas ao fortalecimento de cadeias produtivas da agricultura familiar. Por meio desse instrumento, a FINEP promove o desenvolvimento econômico e social do Brasil apoiando pesquisas em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas. Como parceiros executores do projeto estão 3 atores: a FITec (que é diferente da FINEP), o CEPAGRI e a CEPLAC, mencionados pelo Giovanni. A FITec é a Fundação para Inovações Tecnológicas de Campinas, responsável pela realização de todas as atividades típicas de um processo de pesquisa e desenvolvimento. Por exemplo, a modelagem de algoritmos de inteligência artificial, a gestão financeira do projeto, o levantamento do estado da arte,que é a revisão e sistematização de estudos anteriores sobre o tema e outras atividades. É na FITec que o Giovanni trabalha. Já o CEPAGRI é o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da UNICAMP. Dois pesquisadores do CEPAGRI vão dar as caras, ou melhor, as vozes, por aqui, o Jurandir e a Priscila. O terceiro e último ator que executa o projeto é a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, a CEPLAC, que foi criada em 1957 como um instituto governamental de pesquisa responsável pela produção de cacau no Brasil. A CEPLAC atua de forma descentralizada em diversos estados produtores, sendo reconhecida como referência mundial por sua expertise em sistemas agroflorestais. A CEPLAC contribui diretamente com os agricultores locais oferecendo apoio técnico nas práticas agrícolas. O projeto como um todo se integra ao BI0S, o Instituto Brasileiro de Ciência de Dados, que é um Centro de Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial sediado na UNICAMP. O BI0S nasceu de outro edital, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Talita: Em resumo, tem a FINEP e a FAPESP financiando o projeto, a FITec, o CEPAGRI e a CEPLAC executando a pesquisa. Além de todas essas instituições, têm também os produtores rurais locais colaborando com o desenvolvimento de uma solução piloto pra monitoramento climático em áreas de cultivo de cacau. Tá vendo como o desenvolvimento científico não se resume a um cientista solitário que geralmente aparece na capa de uma revista anunciando uma matéria sobre uma grande descoberta?! Foi o esforço coletivo em torno de um objetivo comum que uniu esses atores diversos na construção do CacauClima. O Giovanni aqui de volta… Giovanni: Em todo objeto de estudo que a gente vai avançando no tempo, a gente vai tendo mais elementos e vai colocando camadas em cima de camadas e ele vai ficando um pouco mais maduro. Então essa foi a ideia, trabalhar nesse sentido, trazendo o foco agora, também, além da questão da mudança climática, nós agregamos um outro pilar que até então não estava muito nítido nas iniciativas anteriores, que era da ciência cidadã (…) pra envolver ainda mais a participação e a colaboração dos agricultores na condução das tarefas. Talita: Daqui a pouco eu vou dar mais detalhes de como será essa participação dos agricultores locais na pesquisa. Antes, é importante destacar que o projeto surge de uma demanda social, colocada, justamente, por agricultores e técnicos agrícolas que buscam uma resolução para os problemas enfrentados nos últimos tempos no plantio de cacau. A pesquisa busca também atender uma demanda econômica e tecnológica apontada pelos órgãos públicos que buscam manter a produtividade dessa matéria-prima tão apreciada. Giovanni: A cultura do cacau tá precisando desse impulso tecnológico pra, inclusive, ela mudar de ponto. A CEPLAC, quando nos procurou, ela tinha isso muito claramente, que tava no momento de um salto tecnológico para a cultura do cacau. E, à medida que a gente ia formatando esse projeto, a gente ia vendo que tinha outros campos que precisavam ser incluídos, outros campos do saber, outras disciplinas e tudo mais. Talita: Ou seja, o projeto responde também a uma demanda científica. E, como diz Giovanni, o primeiro desafio posto em evidência foi a multidisciplinaridade. Giovanni: Era um projeto que, naturalmente, traz desafios em várias áreas de saber disciplinares. Um deles a gente viu logo de imediato que era a parte do sensoriamento remoto, que o sensoriamento remoto ia ter suas dificuldades, porque a gente está lidando com a produção em sistema de cabruca, é agroflorestal. Então, também vamos olhar a parte de cultura do cacau a pleno sol, inclusive pra fazer uma comparação das características em termos de mudança climática, tanto para quem tá trabalhando em regime de agroflorestal, quanto pra quem está trabalhando a pleno sol, fazendo as comparações entre os prós e contras de cada uma delas, as dificuldades de cada uma delas. Talita: Antes de seguir no assunto dos desafios científicos, eu preciso explicar uma coisa que o Giovanni comentou e que vai aparecer mais vezes por aqui: existem dois métodos de plantio em análise nesse projeto: o método cabruca, que é feito por meio de sistema agroflorestal, e o método a pleno sol. No pleno sol, as plantas ficam expostas diretamente ao sol e recebem irrigação e fertilizantes intensivos. Essa forma de plantio oferece alta produtividade, mas exige grande investimento em máquinas, adubos químicos e pesticidas; além de ser mais vulnerável, e aí doenças atacam mais facilmente, solos se esgotam rápido, e uma estiagem pode dizimar tudo. Na cabruca, método tradicional na Bahia, o cacau cresce sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica, preservando a biodiversidade e a fertilidade do solo. Esse sistema, cultivado há séculos pelas populações tradicionais, mantém até 70% da cobertura florestal intacta. Árvores nativas sombreiam as cacaueiras, protegendo-as das secas e de doenças, como a tão temida vassoura-de-bruxa. O cabruca é um método sustentável, com baixa necessidade de insumos, mas tem uma produtividade moderada. Giovanni: E uma das coisas que a gente viu é que o sistema agroflorestal, de certa forma, dificulta a visibilidade das imagens satelitais, por conta de que, às vezes, o cacau está abaixo na floresta, ele está sob a floresta. Então, isso é uma dificuldade, um desafio interessante que a gente pensou em enfrentar. Talita: Além desse desafio que o Giovanni mencionou, existem vários outros. E, pra responder a todas as demandas e perguntas levantadas pela pesquisa, o CacauClima foi estruturado em 4 pilares: o sensoriamento remoto; a modelagem climática; a percepção pública; e a ciência cidadã. Começando do começo: sensoriamento remoto é a técnica de adquirir informações sobre a Terra sem contato físico direto, usando sensores em plataformas, como satélites, drones ou aviões. Ele falou sobre o desafio de analisar “imagens satelitais” da vegetação em sistema agroflorestal. Esse desafio existe porque, diferentemente do cultivo de monocultura a pleno sol, a vegetação mais densa e diversa da agrofloresta pode confundir os pesquisadores na hora de interpretar as imagens. Mas, e como é que o sensoriamento remoto, por meio das imagens de satélite, pode ajudar os agricultores a lidarem com os efeitos das mudanças climáticas na produção de cacau? O Jurandir Zullo Junior, pesquisador da CEPAGRI, respondeu essa pergunta. Jurandir: Nós temos dois tipos de satélites: os meteorológicos e os de observação da Terra. Então, a ideia é utilizar esses dois tipos. Os meteorológicos, atualmente, eles geram uma quantidade muito grande de produtos que podem ajudar o agricultor na tomada de decisões. Com esses dados, que são dados de umidade, temperatura, são dados, às vezes, básicos, mas que ajudam muito a tomada de decisões e ajudam o manejo, porque o manejo da cultura é uma das formas de enfrentar as doenças. Uma forma é usar plantas resistentes, e outra é no manejo, nesse controle de poda, de colheita, plantio. Então, é aquela… aqueles tratos que são feitos com frequência, aquele dia a dia da agricultura. Outro grupo de satélites é o de observação da Terra. Então, fazer essa identificação. Basicamente, os trabalhos nessa linha são de procurar identificar a cultura e o estado da cultura via remota (…) Se você consegue identificar o plantio a pleno sol, se você consegue identificar o plantio cabruca com outras plantas ali juntas. E também identificar o estado dessa vegetação. Esse que é sempre o objetivo, de forma remota. Como vai ter sempre alguém no campo, isso vai ajudar esse desafio: “olha, está com algum problema aqui…” Daí nós estudamos se isso consegue aparecer na imagem, porque às vezes não aparece na imagem. Às vezes a imagem não registra uma doença, praga, deficiência hídrica, alguma deficiência de adubação. Talita: Por meio do sensoriamento remoto, vai sendo formado um repertório de imagens pra se construir um padrão de determinada cultura agrícola. E, a partir dele, identificar tanto plantas saudáveis quanto plantas doentes ou com alguma deficiência, seja de água ou de adubo. Com essas informações, os agricultores e técnicos locais conseguem tomar decisões mais assertivas e cientificamente embasadas. Jurandir: Isso ajuda bastante o acompanhamento, a tomada de decisões, tanto do agricultor como do setor; uma cooperativa, o país, o ministério quer tomar alguma decisão, acompanhar como está determinada cultura, ele pode fazer com esses dados. Como eu disse, isso é um grande desafio, porque é uma cultura que, até onde nós encontramos, não tem muita literatura, tanto no Brasil como no exterior. Talita: Junto com o sensoriamento remoto, o segundo pilar do projeto são os modelos climáticos. Esses modelos fazem projeções sobre o clima futuro, auxiliando nessa tomada de decisão sobre o plantio e o manejo do cacau. A Priscila Coltri, pesquisadora do CEPAGRI responsável pela frente de modelagem climática do projeto, explica como é isso. Priscila: A gente escuta muito sobre a mudança do clima, mas, normalmente, quando a gente escuta isso, né, a gente entende que a mudança do clima vai acontecer lá em 2070. E diversos estudos mostram que o clima já tá mudando em muitas regiões. Então, um primeiro passo é a gente identificar ali como é que o clima dessas regiões que já são cultivadas, né, ele vem mudando ao longo dos últimos anos. E aí, eu falo ao longo dos últimos anos, eu tô falando aí ao longo dos últimos 30, dos últimos 50 anos. Então, um primeiro passo é a gente saber se nessas regiões a temperatura já subiu… Se a mínima subiu mais, se a máxima subiu mais, se a gente tem chuvas como a gente tinha antes, se a gente tá tendo mais épocas de seca, se as secas estão mais longas. Então, um primeiro passo é a gente fazer essa identificação do clima local. E a gente quer fazer isso também porque a própria CEPLAC trouxe pra nós que eles já estão vendo algumas mudanças na produção da cultura, nas pragas e doenças que essa cultura tem. Talita: Nossa entrevistada também aborda a questão da diferença entre os dois modos de cultivo do cacau. Priscila: Um outro ponto que a gente quer responder também, verificando aí como que o clima vem mudando nos últimos anos, é a diferença entre o cultivo sombreado e o cultivo a pleno sol. A monocultura, em geral, é um sistema que sofre, entre aspas, sofre muito em relação ao clima. Então a gente tem que ter muitos aditivos pra que ela funcione. Então tem que ter adubos e defensivos agrícolas e assim vai. As culturas sombreadas acabam tendo uma relação muito boa, assim, lógico que tem todo um estudo que a gente tem que saber de qual que é a melhor cultura que sombreia a outra, qual cultura que não briga ali, entre aspas, ou por solo ou por nutriente ou por sombra, né? Então tem todo um estudo que tem que ser feito. Mas normalmente os cultivos sombreados são mais indicados em termos de mitigação e de adaptação às mudanças do clima. Então a gente quer ver de que forma a cultura, tanto a pleno sol quanto a sombreada, vai reagir nesses cenários futuros. Talita: A Priscila me explicou que o cenário de dados climáticos hoje é complexo. Os sensores instalados no campo – que medem temperatura, chuva, vento e radiação – são fundamentais pra entender o que acontece no clima local. Mas é difícil manter séries históricas longas só com esses dados: há falhas, trocas de equipamento e áreas sem cobertura de sensor. Ao mesmo tempo, nas últimas décadas cresceram os dados de satélites e modelos climáticos, que cobrem o planeta inteiro e oferecem séries mais longas. O problema é que nem sempre eles representam bem a realidade local – alguns superestimam, outros subestimam. Por isso, é preciso validar essas informações com as medições feitas no campo. Funciona assim: os modelos usam dados como temperatura e umidade pra simular o clima atual, validam com o que foi medido no território e, depois, projetam cenários futuros com base em diferentes trajetórias de emissão de gases de efeito estufa. Em resumo, os modelos ensaiam qual será o cenário se emitirmos mais gases, menos gases, ou se mantivermos as emissões atuais… A partir daí, é possível estimar como o clima pode mudar e como o cacau pode responder a essas mudanças. Priscila: A gente vai ter ajuda dos nossos agricultores ali. Eles vão ajudar a gente a ver esse dado e a contar um pouco se aquele dado que a gente tá vendo agora, ele tem se reproduzido nos últimos anos e o quê que ele tem sentido em relação ao clima daquele local. E isso é importantíssimo! Talita: É aí que entra o terceiro pilar do projeto: a percepção pública, que busca entender a percepção dos agricultores e dos técnicos agrícolas da CEPLAC sobre o cenário que vivenciam na prática de cultivo do cacau. Pra isso, o grupo de pesquisa irá aplicar a técnica do grupo focal, coordenado pela Claudia Pfeiffer e pela Simone Pallone, ambas pesquisadoras aqui do Nudecri. A Simone e a Claudia, que trabalham juntas em outro projeto, o Coffee Change, falaram sobre sua experiência com grupos focais realizados com agricultoras de café no episódio número 201 aqui do Oxigênio, em “Um bate-papo sobre café” muito interessante – e se você não escutou ainda, já anota a dica pra escutar quando acabar esse episódio aqui. E eu conversei com a Claudia pra ela contar um pouco como essa técnica irá colaborar com os estudos em sensoriamento remoto e em modelos climáticos do CacauClima. Claudia: É importante que a gente entenda que grupo focal é uma ferramenta que produz a possibilidade de pessoas que têm um determinado tipo de perfil similar, que é definido pelos organizadores do grupo focal, estejam juntos numa roda de conversa. Uma conversa que acontece a partir de um roteiro formulado previamente, com perguntas disparadoras, que têm objetivos específicos. Então, no nosso caso, o objetivo da percepção sobre as mudanças climáticas, mas não pressupondo de antemão o que sejam mudanças climáticas, justamente pra que haja uma abertura, pra que as pessoas possam significar do seu modo, a partir das suas histórias, da sua relação com o território, com as suas práticas agrícolas, os sentidos que elas atribuem àquilo que a ciência chama de mudanças climáticas. Então a expressão “mudanças climáticas” não deve comparecer diretamente nessas perguntas disparadoras. Você vai olhando isso, vai provocando isso por perguntas que de algum modo abordam questões que estão relacionadas pra ouvir como é que essas pessoas se relacionam com determinadas questões que são afetadas pelas mudanças climáticas. Talita: Segundo a Claudia, a percepção das pessoas sobre o que elas vivenciam, como vivenciam e sobre como percebem essa realidade vivida se manifesta no modo como se expressam, ou seja, em seus discursos. E esse discurso é o objeto de estudo extraído por meio dos grupos focais. Claudia: A maneira como uma sociedade indígena lida com a Terra e a maneira como alguma liderança do agronegócio lida com a Terra é absolutamente diferente. Porque é uma história absolutamente diferente da relação desses sujeitos com a Terra, como é que a terra significa e como é que você pratica as suas ações, as suas atividades na relação com a Terra. Talita: É essa análise da percepção dos agricultores e dos técnicos agrícolas que vai informar as pesquisadoras sobre como esses atores estão vivenciando as mudanças climáticas na sua prática cotidiana de cultivo do cacau. E esse conhecimento também vai contribuir com as pesquisas tanto em sensoriamento remoto quanto em modelagem climática, fornecendo informações sobre a mudança do clima, o plantio e as tecnologias usadas em suas práticas agrícolas. Os grupos focais também irão ajudar a compreender como as tecnologias de monitoramento climático, desenvolvidas ao longo do projeto, podem ser incorporadas à cacauicultura. Claudia: Porque no grupo focal a gente não vai olhar só pra mudanças climáticas, a gente vai olhar também para a percepção sobre as tecnologias e aí… Qual que é a importância do lugar de onde a gente fala, né… É que a gente não vai situar a tecnologia na formulação das perguntas disparadoras desse roteiro, simplesmente como as novas tecnologias. Tecnologia existe desde sempre. Toda prática humana na relação com o mundo, ela produz, ela é feita por meio de tecnologias e ela produz outras tecnologias, né. Então, a gente também vai trabalhar com a percepção sobre os diferentes sentidos de tecnologia, né. Não só de ferramentas palpáveis, mas justamente de percepções que são ancestrais, que dizem respeito a diferentes gerações, que podem não estar diretamente lá naquele território, mas trazem saberes sobre esse território que são praticados no modo como aquela prática agrícola acontece, né. Talita: O quarto e último pilar do projeto CacauClima, a ciência cidadã, é transversal a todos os outros três – lembra: o sensoriamento remoto, a modelagem climática e a percepção pública. A ciência cidadã consiste na participação ativa do público não acadêmico na pesquisa científica, colaborando com os cientistas na coleta, análise e interpretação de dados, e até na formulação dos estudos. E pra envolvê-los, o projeto conta com a parceria do Instituto Cabruca, que tem sua sede no Assentamento Terra Vista, no município de Arataca, na Bahia. O Giovanni explicou como os agricultores e as agricultoras do assentamento contribuirão pro piloto da solução que a pesquisa busca desenvolver. Giovanni: A participação deles envolve, primeiramente, a tutoria das estações de coleta de dados, dados meteorológicos de clima, temperatura, índice pluviométrico, ação atmosférica, a parte de radiação solar que é outra coisa importante que a gente precisa ver com o efeito extremo agora das mudanças climáticas, isso pode ter uma informação muito importante. Todas essas informações que fazem parte das condições climáticas da região. Eles vão tutorear o funcionamento dessas estações. Então, eles vão ajudar como os guardiões daquela miniestação meteorológica que vai ficar nas suas propriedades, ou na propriedade que ele tem acesso e que ele interage diretamente. Além disso, ele vai dar suporte, vamos colocar assim, a eventuais problemas que elas apresentem, a reportar, “olha, está tendo um problema aqui e parou de funcionar.” E a outra é na troca de saberes. Então, da mesma forma que os técnicos vão levar informações pra eles, baseado em todos os estudos que vão ser tratados no âmbito do projeto, eles vão também alimentar os analistas, alimentar o sistema com as informações riquíssimas que eles estão tendo ali do dia a dia. Eventos que só eles estão percebendo, por exemplo. Eventos que eles já percebem, eles têm inclusive a memória daquela região, então eles podem dizer no tempo do meu pai, no tempo da minha mãe, não era assim. No tempo dos meus ancestrais era muito diferente, é o que a gente ouve, agora tá tudo mudado. Esse tipo de informação é riquíssima pro projeto. Talita: No livro Uma outra ciência é possível – Manifesto por uma desaceleração da ciência, a filósofa Isabelle Stengers comenta em uma passagem que a ciência cidadã é um dispositivo que, quando eficaz, tem a função de oferecer resistência a hierarquias de pontos de vista. Pra autora, a ciência cidadã constitui aquilo que ela chama de “operador de horizontalização”, pois parte do princípio de que tanto o saber científico dos pesquisadores e técnicos quanto o saber comunitário dos agricultores estão no mesmo patamar, destituindo os cientistas da posição simbólica de “cérebros da sociedade”… Esse movimento mostra que a produção científica também é uma escolha política: envolve decidir quem participa, quais saberes são reconhecidos e como diferentes experiências entram na construção da ciência. E pesquisas assim são fundamentais, porque colocam a cabeça pra pensar onde o pé pisa. Nesse caso: na terra onde brota o cacau. No fim das contas, o CacauClima não é só sobre sensores, modelos ou algoritmos. É sobre como diferentes formas de conhecimento podem trabalhar juntas diante de um cenário de incerteza. É sobre usar satélites para enxergar melhor o que acontece no campo – e usar a experiência de quem vive do campo para interpretar melhor o que os satélites mostram. Entre o microclima da lavoura e o macroclima do planeta, entre a memória dos mais velhos e os cenários projetados pra 2050, o projeto constrói pontes. Pontes entre ciência e prática, entre tecnologia e território, entre futuro e história. E talvez seja assim que novas sementes possam germinar… Trecho de música: “no meu jardim de sementes valiosas / plantas tão maravilhosas podem germinar / no meu jardim água nova vai brotar / passarinhos vem voar abençoando a plantação (…)” Talita: Essa música que você ouviu por último foi gentilmente cedida por Beto Bina. Os créditos da música vão para a Rede de Apoio a Mulheres Agroflorestoras (RAMA), a Ecovila Iandê e a FarFarm. O @ deles tá lá no nosso Instagram. A gente agradece por cederem um trecho da música pra esse episódio, que tem tudo a ver com o trabalho que essa turma desenvolve. Vou dar uma dica aqui. Em 2019, a Camila Cunha produziu um episódio sobre Cacau. O título é À Sombra da Floresta. Trata da produção de cacau por agricultores familiares, do sistema cabruca e sobre a cadeia produtiva do chocolate. Ouve lá. Deixamos o link no site. https://www.oxigenio.comciencia.br/79-tematico-a-sombra-da-floresta/ Este episódio foi produzido e roteirizado por mim, Talita Gantus. A revisão é da Simone Pallone e da Mayra Trinca, coordenadoras do Oxigênio. Este material foi gerado como parte do projeto de divulgação científica do CacauClima, desenvolvido por mim e coordenado pela Claudia Pfeiffer e pela Simone Pallone. A edição de áudio foi feita pela Carolaine Cabral, bolsista do Programa BAS da Diretoria Executiva de Apoio Estudantil. A vinheta do podcast foi criada pelo músico Elias Mendez.O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da UNICAMP e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da UNICAMP. Você encontra todos os episódios no site oxigenio.comciencia.br e também na sua plataforma de podcasts favorita. Procura a gente nas redes sociais: no Instagram e no Facebook você nos encontra como OxigenioPodcast. Segue lá pra não perder nenhum episódio. Muito obrigada por escutar até aqui.
Neste episódio, Mayra Trinca fala sobre duas pesquisas que, ao seu modo, usam o som para estudar maneiras de enfrentamento à crise climática. Na conversa, Susana Dias, pesquisadora do Labjor e Natália Aranha, doutoranda em Ecologia pela Unicamp contam como os sons dos sapos fizeram parte das mesas de trabalho desenvolvidas pelo grupo de pesquisa para divulgação sobre esses anfíbios. Participa também Lucas Forti, professor na Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte. Ele conta como tem sido a experiência do projeto Escutadô, que estuda a qualidade do ambiente da caatinga através da paisagem sonora. ____________________________________________________________ ROTEIRO [música] Lucas: É incrível a capacidade que o som tem de despertar a memória afetiva. Mayra: Você aí, que é ouvinte de podcast, provavelmente vai concordar com isso. O som consegue meio que transportar a gente de volta pros lugares que a gente associa a ele. Se você já foi pra praia, com certeza tem essa sensação quando ouve um bom take do barulho das ondas quebrando na areia. [som de ondas] Mayra: O som pra mim tem um característica curiosa, na maior parte do tempo, ele passa… despercebido. Ou pelo menos a gente acha isso, né? Porque o silêncio de verdade pode ser bem desconfortável. Quem aí nunca colocou um barulhinho de fundo pra estudar ou trabalhar? Mayra: Mas quando a gente bota reparo, ele tem um força muito grande. De nos engajar, de nos emocionar. [música de violino] Mayra: Também tem a capacidade de incomodar bastante… [sons de construção] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e você provavelmente já me conhece aqui do Oxigênio. Mayra: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre som. Mais especificamente, sobre projetos de pesquisa e comunicação que usam o som pra entender e pra falar sobre mudanças climáticas e seus impactos no meio ambiente. [música de fundo] Natália: E as paisagens sonoras não são apenas um conjunto de sons bonitos. Elas são a própria expressão da vida de um lugar. Então, quando a gente preserva uma paisagem sonora, estamos preservando a diversidade das espécies que vocalizam naquele lugar, os modos de vida e as relações que estão interagindo. E muitas vezes essas relações dependem desses sons, que só existem porque esses sons existem. Então, a bioacústica acaba mostrando como os sons, os sapos também os mostram, como que esses cantos carregam histórias, ritmos, horários, temperaturas, interações que não aparecem ali somente olhando o ambiente. [Vinheta] João Bovolon: Seria triste se músicos só tocassem para músicos. Pintores só expusessem para pintores. E a filosofia só se destinasse a filósofos. Por sorte, a capacidade de ser afetado por um som, uma imagem, uma ideia, não é exclusividade de especialistas. MAYRA: Essa frase é de Silvio Ferraz, autor do Livro das Sonoridades. O trecho abre o texto do artigo “A bioacústica dos sapos e os estudos multiespécies: experimentos comunicacionais em mesas de trabalho” da Natália. Natália: Olá, meu nome é Natália Aranha. Eu sou bióloga e mestra pelo Labjor, em Divulgação Científica e Cultural. Durante o meu mestrado, eu trabalhei com os anfíbios, realizando movimentos com mesas de trabalhos e com o público de diferentes faixas etárias. Atualmente, eu sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ecologia pelo Instituto de Biologia da Unicamp. MAYRA: A Natália fez o mestrado aqui no Labjor na mesma época que eu. Enquanto eu estudava podcasts, ela tava pesquisando sobre divulgação científica de um grupo de animais muitas vezes menosprezado. [coaxares] Susana: Os sapos, por exemplo, não participam da vida da maioria de nós. Eles estão desaparecidos dos ecossistemas. Eles estão em poucos lugares que restaram para eles. Os brejos são ecossistemas muito frágeis. São os lugares onde eles vivem. Poucos de nós se dedicam a pensar, a se relacionar, a apreciar, a cuidar dessa relação com os sapos. Mayra: Essa que você ouviu agora foi a Susana, orientadora do trabalho da Natália. Susana: Meu nome é Susana Dias, eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, o Labjor, professora da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Labjor/IEL/Unicamp. E trabalho com comunicação, artes, ciências, desenvolvendo várias metodologias de experimentação coletiva com as pessoas. Mayra: Mas, o interesse da Natália pelos sapos não começou no mestrado. Ela já era apaixonada pela herpetologia antes disso. [som de ícone] Mayra: Herpetologia é a área da biologia que estuda répteis e anfíbios. E eu posso dizer que entendo a Natália. Pra quem não sabe, eu também sou bióloga. E durante a faculdade cheguei a fazer um estágio na mesma área, porque também era um tema que me interessava muito. Mayra: Só que eu trabalhei mais com répteis, que são as cobras e os lagartos. E eu acabei desistindo da área em pouco tempo, apesar de ainda achar esses bichinhos muito legais. Já a Natália descobriu o amor pelos sapos num congresso de herpetologia que foi durante a graduação e, diferente de mim, ela segue trabalhando com eles até hoje. Natália: E eu me apaixonei. Eu digo que me apaixonei a partir da abertura do congresso, porque foi uma experiência muito legal que fizeram a partir dos sons, a partir de fotos e vídeos de vários pesquisadores realizando trabalhos de campo com esses animais. E, a partir desse momento, eu falei que era isso que eu queria fazer na minha vida. Mayra: Ah, e é importante dizer, que antes mesmo disso tudo, a Natália já tinha um interesse artístico por esses animais. Natália: E, como eu amo desenvolver pinturas realistas, esses animais são maravilhosos, quando você pensa nas cores, nos detalhes, nas texturas que eles trazem. Mayra: Porque foi dessa experiência que surgiu a ideia de trabalhar com divulgação científica, que acabou levando a Natália até a Susana. Mas como ela também tinha interesse de pesquisa com esses animais, ela acabou participando dos dois grupos ao longo do mestrado: o de divulgação e o de herpetologia, com o pessoal da biologia. Susana: Foi muito legal justamente pela possibilidade da Natália habitar esse laboratório durante um tempo, acompanhar o trabalho desses herpetólogos e a gente poder conversar junto com o grupo de pesquisa, que é o Multitão, aqui do Labjor da Unicamp, que é o nosso grupo, sobre possibilidades de conexão com as artes, e também com a antropologia, com a filosofia. A gente começou a tecer esses emaranhados lentamente, devagarzinho. Mayra: Quando a Natália chegou no mestrado, ela tinha uma visão muito comum da divulgação científica, que é a ideia de que os divulgadores ou os cientistas vão ensinar coisas que as pessoas não sabem. Mayra: É uma visão muito parecida com a que a gente ainda tem de escola mesmo, de que tem um grupo de pessoas que sabem mais e que vão passar esse conhecimento pra quem sabe menos. Natália: E daí a Susana nos mostrou que não era somente fazer uma divulgação sobre esses animais, mas mostrar a importância das atividades que acabam gerando afeto. Tentar desenvolver, fazer com que as pessoas criem movimentos afetivos com esses seres. Mayra: Se você tá no grupo de pessoas que tem uma certa aversão a esses animais, pode achar isso bem esquisito. Mas criar essas relações com espécies diferentes da nossa não significa necessariamente achar todas lindas e fofinhas. É aprender a reconhecer a importância que todas elas têm nesse emaranhado de relações que forma a vida na Terra. Mayra: Pra isso, a Natália e a Susana se apoiaram em uma série de conceitos. Um deles, que tem sido bem importante nas pesquisas do grupo da Susana, é o de espécies companheiras, da filósofa Donna Haraway. Natália: Descreve esses seres com os quais vivemos, com os quais aprendemos e com os quais transformam como seres em que a gente não habita ou fala sobre, mas a gente habita e escreve com eles. Eles nos mostram que todos nós fazemos parte de uma rede de interações e que nenhum ser nesse mundo faz algo ou vive só. Então, os sapos, para mim, são essas espécies companheiras. Mas não porque eles falam na nossa língua, mas porque nós escutamos seus cantos e somos levados a repensar a nossa própria forma de estar no mundo. Mayra: Uma coisa interessante que elas me explicaram sobre esse conceito, é que ele é muito mais amplo do que parece. Então, por exemplo, bactérias e vírus, com quem a gente divide nosso corpo e nosso mundo sem nem perceber são espécies companheiras. Ou, as plantas e os animais, que a gente usa pra se alimentar, também são espécies companheiras Susana: E uma das características do modo de viver dos últimos anos, dos últimos 50 anos dos humanos, são modos de vida pouco ricos de relações, com poucas relações com os outros seres mais que humanos. E a gente precisa ampliar isso. Trazer os sapos é muito rico porque justamente abre uma perspectiva para seres que estão esquecidos, que pertencem a um conjunto de relações de muito poucas pessoas. Mayra: Parte do problema tem a ver com o fato de que as espécies estão sumindo mesmo. As mudanças climáticas, o desmatamento e a urbanização vão afastando as espécies nativas das cidades, por exemplo, que passam a ser povoadas por muitos indivíduos de algumas poucas espécies. Pensa como as cidades estão cheias de cães e gatos, mas também de pombas, pardais, baratas. Ou em áreas de agropecuária, dominadas pelo gado, a soja e o capim onde antes tinha uma floresta super diversa. Susana: Eu acho que um aspecto fundamental para a gente entender esse processo das mudanças climáticas é olhar para as homogeneizações. Então, como o planeta está ficando mais homogêneo em termos de sons, de imagens, de cores, de modos de vida, de texturas. Uma das coisas que a gente está perdendo é a multiplicidade. A gente está perdendo a diversidade. Mayra: Pensa bem, quando foi a última vez que você interagiu com um sapo? (Herpetólogos de plantão, vocês não valem). Provavelmente, suas memórias com esses animais envolvem pouco contato direto e você deve lembrar mais deles justamente pelo… som que eles fazem. [coaxares, música] Lucas: Eu comecei a pensar na acústica como uma ferramenta de entender a saúde do ambiente, e queria aplicar isso para recifes de coral, enfim, a costa brasileira é super rica. Mayra: Calma, a gente já volta pra eu te explicar como a Natália e a Susana relacionaram ciências e artes na divulgação sobre os sapos. Antes, eu quero te contar um pouco sobre outro projeto que tem tudo a ver com o tema. Deixa o Lucas se apresentar. Lucas: Pronto, eu me chamo Lucas, eu sou biólogo de formação, mas tive uma vertente acadêmica na minha profissão, em que eu me dediquei sempre a questões relacionadas à ecologia, então fiz um mestrado, doutorado na área de ecologia. Mayra: Sim, o Lucas, assim como eu, a Natália e mesmo a Susana, também fez biologia. Lucas: Os biólogos sempre se encontram em algum lugar. Mayra: A gente ainda vai dominar o mundo…[risadas] Mayra: Tá, mas voltando aqui. O Lucas esteve nos últimos anos trabalhando no Nordeste. Eu conversei com ele durante um estágio de professor visitante aqui na Unicamp. Lucas: Então estou passando um estágio de volta aqui às minhas raízes, que eu sou daqui do interior de São Paulo, então vim passar frio um pouquinho de volta aqui em Campinas. Mayra: Essa entrevista rolou já tem um tempinho, em agosto de 2025. E realmente tava fazendo um friozinho naquela semana. Mayra: Eu fui conversar com o Lucas sobre um projeto que ele faz parte junto com o Observatório do Semiárido, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no Rio Grande do Norte. Mayra: A ideia dessa pesquisa é criar um banco de dados sonoros e construir um algoritmo. Lucas: testar algoritmos, né, conseguir ter uma ferramenta na mão que possa ajudar a gente a detectar níveis de degradação no Semiárido com base em informação acústica. Mayra: Esse projeto é o Escutadô. Lucas: O projeto Escutadô, ele nasceu… assim, tem a história longa e a história curta. Mayra: Óbvio que eu escolhi a longa. E ela começa escuta só, com os anfíbios. Mayra: Coincidência? Lucas: Não, não tem coincidência nenhuma. Lucas: Mas eu comecei sim estudando o comportamento de anfíbios, e uma característica muito peculiar dos anfíbios é a vocalização, né? Então, os anfíbios me levaram para a acústica, e aí a acústica entrou na minha vida também para tornar as abordagens da minha carreira, de como eu vou entender os fenômenos através desse ponto de vista sonoro, né? Mayra: Isso é uma coisa muito comum na biologia. Tem muitos animais que são complicados de enxergar, porque são noturnos, muito pequenos ou vivem em lugares de difícil acesso. Então uma estratégia muito usada é registrar os sons desses animais. Vale pra anfíbios, pra pássaros, pra baleias e por aí vai. [sons de fundo de mar] Mayra: Inclusive, lembra, a ideia original do projeto do Lucas era usar a bioacústica, essa área da biologia que estuda os sons, pra investigar recifes de corais. Ele tava contando que elaborou essa primeira proposta de pesquisa pra um edital. Lucas: Aí a gente não venceu essa chamada, mas a gente reuniu uma galera com colaboração, escrevemos um projeto super lindo, e aí por alguma razão lá não foi contemplado o financiamento. Mayra: Isso também é algo muito comum na biologia. E em várias outras áreas de pesquisa. Mas, vida que segue, novas oportunidades apareceram. Lucas: O projeto Escutadô começou no mar, mas a gente conseguiu ter sucesso com a ideia mesmo, a hora que eu cheguei em Mossoró, como professor visitante na Universidade Federal Rural do Semiárido, abriu um edital da FINEP, voltado para a cadeias produtivas, bioeconomia, e a gente identificou que a gente poderia utilizar essa ideia, né, e aplicar essa ideia, mas aí eu já propus que a gente fosse atuar no ecossistema terrestre. Mayra: FINEP é a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O Lucas quis alterar a proposta inicial, primeiro, porque fazia mais sentido dentro do contexto que ele tava trabalhando. E, depois, porque a região tem uma forte dependência do ecossistema da caatinga pro sustento da população e pra preservação do seu modo de vida, a tal bioeconomia que ele citou. Mayra: Além disso, Lucas: a caatinga é o bioma que certamente tá sentindo mais os extremos, né, das mudanças climáticas, então isso trouxe uma contextualização muito interessante para o projeto, especialmente porque casava com a questão da bioeconomia, né, então a gente tentou embarcar nessa linha e transformamos essa tecnologia para pensar como ela poderia detectar níveis de degradação para a região do Semiárido, né, e aí deu certo. Mayra: Funciona mais ou menos assim, a equipe de pesquisa instalou uma série de gravadores espalhados, mais de 60 pontos no estado do Rio Grande do Norte e alguns pontos na Paraíba e no Ceará. Lucas: Então, quando a gente instala o gravador no ambiente, ele grava três minutos, dorme sete, grava três minutos, dorme sete e fica assim rodando, a gente tem duas rodadas de amostragem, uma que é feita durante a estação seca e outra que é feita durante a estação chuvosa, então o gravador fica em cada ponto por 20 dias e nesses 20 dias ele fica continuamente gravando três minutos e dormindo sete. Mayra: Essas gravações viram uma grande biblioteca sonora. O próximo passo é reconhecer quais sons representam áreas mais conservadas… [captação de área preservada] Mayra: E quais gravações foram feitas em áreas mais degradadas, principalmente com mais alterações antrópicas no ambiente. [captação de área antropizada] Mayra: Pra gente, até que é fácil reconhecer a diferença entre os sons. Agora, como a gente transforma isso, por exemplo, num aplicativo, capaz de identificar o nível de degradação do ambiente usando só o som daquele lugar? Lucas: Pois é, agora você tocou no ponto que eu acho que é o maior desafio do projeto e também o que torna o projeto, assim, inovador. A gente já tem hoje mais ou menos 16 mil horas de gravação, então a gente não tem como não usar uma ferramenta de aprendizado de máquina para ajudar no processamento desses dados. Mayra: A essa altura, você já deve saber o básico de como funcionam as inteligências artificiais. Elas comparam bases de dados gigantescas pra achar padrões. Mas, isso funciona bem pra texto ou pra imagens. Lucas: E a gente introduziu um conceito de aprendizado de escuta de máquina, ou seja, a gente não vai trabalhar sobre o ponto de vista da imagem, vai trabalhar sobre o ponto de vista da escuta, opa, pera aí, mas como é que a gente faz isso? Mayra: O Lucas explicou que o que eles tiveram que fazer foi, de certa forma, realmente transformar esses sons em imagens. Pra isso, eles usam os espectrogramas, que são aquelas representações visuais do som, eu vou deixar um exemplo lá no site e no nosso Instagram, depois você pode procurar pra ver. Mayra: Essa etapa do projeto, o treinamento da IA, tá sendo feita em parceria com o BIOS, o Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial aqui da Unicamp. A gente já falou um pouco desse projeto no episódio 201 – Um bate-papo sobre café. Se você ainda não ouviu, tem mais essa lição de casa pra quando acabar esse episódio, vale a pena, porque tá bem legal. [divulgação podcast SabIA!] [música] Mayra: Os sons captados pelo Escutadô, projeto que o Lucas faz parte, ou as gravações dos anfíbios que a gente tava falando com a Natália, nunca são sons isolados. Mayra: Esse conjunto de sons de um ambiente forma o que a gente chama de paisagem sonora. Lucas: Esses sons podem ter origens geofísicas, então o som do vento, o som da chuva, o som dos fluxos de corrente, riachos, cachoeiras, você tem os sons da própria biodiversidade, né, que é baseado nos sistemas de comunicação acústica da fauna, por exemplo, quando as aves produzem as vocalizações, os anfíbios, os insetos, os mamíferos, você tem todo ali um contexto de produção de sinais acústicos que representam assinaturas da presença da biodiversidade no ambiente. E você ainda tem a assinatura da presença das tecnofonias ou antropofonias, né, que são os sons que são produzidos pelos seres humanos, né, seja os sons das rodovias, das construções, das obras, das edificações, ou seja, que tem toda uma contextualização. Mayra: A ideia de usar o som, ou a paisagem sonora, pra entender a saúde de um ambiente, não é nada nova. Um dos livros mais importantes, praticamente fundador do movimento ambientalista nos Estados Unidos, é o Primavera Silenciosa, da Rachel Carson, e ele foi publicado em 1962. Lucas: Então ela já estava alertando para a sociedade acadêmica, especialmente, que o uso de pesticidas, né, as mudanças que o ser humano está promovendo na paisagem estão causando extinções sonoras, né, porque está alterando a composição das espécies na natureza, então a gente está embarcando um pouco nessa ideia que influenciou o que hoje a gente chama de soundscape ecology, que é a ecologia da paisagem sonora, ou ecologia da paisagem acústica. Natália: As pessoas automaticamente imaginam que o silêncio seja algo bom. Mas, esse silêncio é um sinal de alerta, porque ele mostra que as espécies estão desaparecendo e como os seus ciclos e modos de interação estão mudando. E que o habitat, o lugar, já não está dando mais condições impostas pelo clima. Eu acredito que os sons funcionam como uma espécie de termômetro da vida. Quando eles diminuem, é porque a diversidade está ali diminuindo. Mayra: A gente vai ver que a Natália usou noções de paisagem sonora pra criar atividades imersivas de divulgação, onde as pessoas puderam experimentar com diferentes sons e ver como era possível criar novas relações com os sapos a partir deles. Mayra: No caso do Lucas, a paisagem sonora funciona bem como a Natália descreveu, é um termômetro que mede a qualidade de um ambiente da Caatinga. Talvez você imagine esse bioma como um lugar silencioso, um tanto desértico, mas isso tem mais a ver com a imagem comumente divulgada de que é uma região de escassez. Lucas: Do ponto de vista das pessoas interpretarem ela como um ambiente pobre, enquanto ela é muito rica, em termos de biodiversidade, em termos de recursos naturais, em termos de recursos culturais, ou seja, a cultura das populações que vivem lá é extremamente rica. Mayra: Pra complicar ainda mais a situação, a Caatinga está na área mais seca do nosso país. Lucas: Ou seja, a questão da escassez hídrica é extremamente importante. E torna ela, do ponto de vista das mudanças climáticas, ainda mais importante. Mayra: A importância de se falar de grupos menosprezados também aparece na pesquisa da Natália com os sapos. Vamos concordar que eles não tão exatamente dentro do que a gente chama de fofofauna, dos animais queridinhos pela maioria das pessoas, mas não por isso projetos de conservação são menos importantes. Pelo contrário. Mayra: Pra dar uma ideia, na semana que eu escrevia esse roteiro, estava circulando nas redes sociais um estudo que mostrou que, em cinquenta anos, as mudanças climáticas podem ser responsáveis pelo desaparecimento completo dos anfíbios na Mata Atlântica. Mayra: Daí a importância de envolver cada vez mais pessoas em ações de preservação e enfrentamento às mudanças climáticas. Susana: Que a gente pudesse trazer uma paisagem sonora da qual os humanos fazem parte e fazem parte não apenas produzindo problemas, produzindo destruição, mas produzindo interações, interações ecológicas. [música] Mayra: Voltamos então à pesquisa da Natália. Mayra: Ela usou uma metodologia de trabalho que tem sido muito utilizada pela Susana e seu grupo de pesquisa, que são as mesas de trabalho. Susana: E elas foram surgindo como uma maneira de fazer com que a revista ClimaCom, que é uma revista que está tentando ensaiar modos de pensar, de criar, de existir diante das catástrofes, a revista pudesse ter uma existência que não fosse só online, que fosse também nas ruas, nas praças, nas salas de aula, nos outros espaços, que ela tivesse uma existência fora das telas. E que, com isso, a gente se desafiasse não apenas a levar para fora das telas e para as outras pessoas algo que foi produzido na universidade, mas que a gente pudesse aprender com as outras pessoas. Mayra: A ideia das mesas é reunir pessoas diversas, de dentro e de fora da universidade, pra criarem juntas a partir de um tema. Susana: Então, quando chegou a proposta dos anfíbios, a gente resolveu criar uma mesa de trabalho com os sapos. E essa mesa de trabalho envolvia diversas atividades que aconteciam simultaneamente. Essas atividades envolviam desde fotografia, pintura, desenho, colagem, grafismo indígena, até estudo dos sons. Mayra: A Susana estava explicando que durante essas mesas, elas conseguem fazer com que as pessoas interajam com os sapos de uma forma diferente, mais criativa. Criativa aqui tanto no sentido de imaginar, quanto de criar e experimentar mesmo. Susana: A gente propôs a criação de um caderno de estudo dos sons junto com as pessoas. A gente disponibilizou vários materiais diferentes para que as pessoas pudessem experimentar as sonoridades. Disponibilizamos um conjunto de cantos da fonoteca aqui da Unicamp, de cantos dos sapos, para as pessoas escutarem. E pedimos que elas experimentassem com aqueles objetos, aqueles materiais, recriar esses sons dos sapos. E que elas pudessem depois transpor para um caderno essa experiência de estudo desses sons, de como esses sons se expressavam. Mayra: Esse é um exemplo de como a gente pode aproximar as pessoas do trabalho dos cientistas sem que isso coloque a pesquisa feita nas universidades como algo superior ou mais importante do que outros conhecimentos. Escuta só a experiência da Natália: Natália: Através de diferentes materiais, de diferentes meios, é possível criar um movimento afetivo que vai além daquele movimento do emissor-receptor que traz uma ideia mais generalista, mais direta, de que você só fala e não escuta. Então, uma das coisas que mais marcou o meu trabalho nessa trajetória foi a escuta. Onde a gente não apenas falava com os anfíbios, mas também a gente escutava as histórias que as pessoas traziam, os ensinamentos de outros povos, de outras culturas. Então, essa relação entre arte e ciências possibilitou todo esse movimento que foi muito enriquecedor (6:14) Susana: As mesas de trabalho foram um lugar também onde as pessoas acessaram um pouco do trabalho dos herpetólogos. Entraram em relação com a maneira como os herpetólogos estudam os sapos. Interessa para eles se o som do sapo é mais amadeirado, é mais vítreo, é mais metálico. O tipo de som, se ele tem uma pulsação diferente da outra, um ritmo diferente do outro. Eles fazem várias análises desses sons, estudam esses sons em muitos detalhes. Mayra: Trazer essa possibilidade de experimentação é um dos principais objetivos das ações e das pesquisas realizadas pelo grupo da Susana aqui no Labjor. E o encontro com as práticas artísticas tem sido um meio de trabalhar essas experimentações. [música de fundo] Susana: Eu acho que a gente tem pensado muito ciências e artes no plural, com minúsculas, justamente para trazer uma potência de multiplicidade, de possibilidades não só de pesquisa e produção artística, mas de pensamento, modos diferentes de viver no mundo e de praticar a possibilidade de pensar, de criar, de se relacionar com os outros seres. Mayra: Mas, segundo a Susana, tem um desafio grande nesse tipo de trabalho… Susana: Porque é muito comum as pessoas, sobretudo os cientistas, acharem que as artes são uma embalagem bonita para as ciências. Então, o que as artes vão fazer vai ser criar uma maneira das pessoas se seduzirem por um conteúdo científico, de se tornar mais belo, mais bonito. A gente não pensa que esse encontro entre artes e ciências pode tornar as ciências mais perturbadoras, pode questionar o que é ciência, pode gerar coisas que não são nem arte nem ciência, que a gente ainda não conhece, que são inesperadas, que são produções novas. Mayra: Quando a Natália fala da possibilidade de criar relações afetivas com os sapos, ela não quer dizer apenas relações carinhosas, mas também de sensibilidade, de se deixar afetar, no sentido de se permitir viver aquela experiência. De entrar em contato com essas espécies companheiras e, realmente, sair desses encontros diferente do que a gente entrou. Susana: Então, a gente está tentando pensar atividades de divulgação científica e cultural que são modos de criar alianças com esses seres. São modos de prestar atenção nesses seres, de levar a sério suas possibilidades de existir, suas maneiras de comunicar, suas maneiras de produzir conhecimento. É uma ideia de que esses seres também produzem modos de ser e pensar. Também produzem ontopistemologias que a gente precisa aprender a se tornar digno de entrar em relação. Mayra: Em tempos de crise climática, isso se torna especialmente importante. Quando a gente fala de comunicação de risco, sempre existe a preocupação de falar com as pessoas de uma forma que a informação não seja paralisante, mas que crie mobilizações. Mayra: Eu aposto que você, assim como eu, de vez em quando se sente bem impotente quando pensa na catástrofe ambiental em curso. A gente se sente pequeno diante do problema. Só que é necessário fazer alguma coisa diferente do que a gente tem feito ou veremos cada vez mais eventos naturais extremos que têm destruído tantas formas de vida. [encerra música] Susana: Acho que a gente tem pensado nesses encontros justamente como aquilo que pode tirar a gente da zona do conforto e pode gerar uma divulgação científica e cultural nesses encontros entre artes e ciências, que experimentem algo que não seja massificado, algo que escape às abordagens mais capitalizadas da comunicação e mais massificadas, e que possam gerar outras sensibilidades nas pessoas, possam engajá-las na criação de alguma coisa que a gente ainda não sabe o que é, que está por vir. Mayra: A única forma de fazer isso é efetivamente trazendo as pessoas para participar dos projetos, aliando conhecimentos locais e tradicionais com as pesquisas acadêmicas. Isso cria um senso de pertencimento que fortalece os resultados dessas pesquisas. Mayra: O projeto Escutadô, que o Lucas faz parte, também trabalha com essa perspectiva de engajamento. Lucas: A gente usa uma abordagem chamada ciência cidadã, onde a gente se conecta com o público, e os locais onde a gente vai fazer as amostragens são propriedades rurais de colaboradores ou de voluntários do projeto. Então, a gente tem toda essa troca de experiências, de informação com esse público que vive o dia a dia ali no semiárido, ali na Caatinga. Tudo isso enriquece muito a nossa visão sobre o projeto, inclusive as decisões que a gente pode ter em relação a como que essa tecnologia vai ser empregada ou como que ela deveria ser empregada. Mayra: Lembra que o projeto foi financiado a partir de um edital que considerava a bioeconomia? Então, pro Lucas, a pesquisa só se torna inovadora e significativa de verdade se tiver efeitos práticos pra população que ajudou a construir esse conhecimento. Lucas: Senão é só uma ideia bacana, né? Ela precisa se transformar em inovação. Então, a gente tem toda essa preocupação de criar essa ferramenta e de que essa ferramenta seja realmente interessante para mudar a forma com que a gente vai entender ou tomar as decisões de forma mais eficiente, né? E que isso se torne um recurso que seja possível, né? Para que as pessoas utilizem. Mayra: A ideia do projeto é que, a partir de um aplicativo com aquele algoritmo treinado, as pessoas consigam por exemplo avaliar as condições ambientais da região em que vivem. Ou que esses dados possam ser usados pra ajudar a identificar áreas prioritárias de conservação e com isso, contribua diretamente pra qualidade do cuidado com a Caatinga. [música] Mayra: As mudanças climáticas estão aí faz tempo, infelizmente. Mas seus efeitos têm se tornado mais perceptíveis a cada ano. É urgente pensarmos em outras formas de estarmos no mundo, diminuindo os impactos ambientais, antes que esse planeta se torne inabitável, porque, como a gente também tem falado aqui no Oxigênio, não é tão simples assim achar outro planeta pra morar. Susana: Então, acho que isso tem sido fundamental para a gente criar uma comunicação científica em tempos de mudanças climáticas, que não apenas fica na denúncia dos problemas, mas que apresenta possibilidades de invenção de outros modos de habitar essa terra ferida, essa terra em ruínas. [encerra música] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e produzi e editei esse episódio. A revisão é da Lívia Mendes. A trilha sonora tem inserções do Freesound e de captações do projeto Escutadô e do João Bovolon, que também leu o trecho do Livro das Sonoridades. Mayra: Esse episódio é parte de uma bolsa Mídia Ciência e também conta com o apoio da FAPESP. Mayra: O Oxigênio é coordenado pela Simone Pallone e tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Estamos nas suas plataformas de áudio preferidas e nas redes sociais como Oxigênio Podcast. Te espero no próximo episódio! [Vinheta encerramento]
Ukrainian Field Notes - 12 January 2026 - with viixii and Clemens PooleProduced for Resonance FM by Gianmarco Del ReTracklist:Група Б - Прозорі очі tape excerptнекрохолод - Kharkivviixii - I will be finePøgulyay - atttmaindddAxelrod Bering & Chloë Landau - Welcome to the Shopäsc3ca - If You Hear This, Wake UpBackground music:Volkean - Hva Ov...Volkean - Sang Om EvighetenVacDeca - moistweed420 - El chiste más largo de la historiaTegh & Adel Poursamadi - Bad'a بدع
A edição 20 do podcast Fatos da Saúde explica detalhadamente a ISO 56001, recém-lançada no Brasil pela ABNT. A norma estabelece diretrizes para sistemas de gestão da inovação e pode apoiar empresas de todos os portes, especialmente micro e pequenas a inovar com mais organização, consistência e resultados.
Neste episódio, o jornalista Thomaz Gomes conversa com Newton Hamatsu, superintendente da Área de Transição Energética e Infraestrutura da FINEP, sobre o avanço da transição energética no país e o papel da FINEP no apoio a projetos de inovação. Newton apresenta um panorama das iniciativas em renováveis, hidrogênio, biocombustíveis, economia circular e descarbonização da indústria e do transporte.Ele explica como a combinação de subvenção econômica, crédito com taxas competitivas e investimento em fundos tem permitido viabilizar projetos de alto impacto que já são cerca de 280 iniciativas apoiadas desde 2023, somando mais de 8 bilhões de reais.A conversa traz exemplos de tecnologias disruptivas financiadas pela FINEP, como o desenvolvimento de um micro reator nuclear brasileiro, sementes sintéticas de cana, produção de etanol em áreas degradadas com agave, enzimas nacionais para etanol de segunda geração e aerogeradores supercondutores.Por fim, Newton antecipa novas chamadas focadas em combustíveis sustentáveis, SAF, transmissão, captura de carbono e descarbonização dos transportes.O podcast é um oferecimento do Energy Summit.
Cobertura do Fala Carlão para o Canal do Boi diretamente de Belém, durante o evento de lançamento da Agrizone na COP30, um espaço criado para mostrar a força da ciência, da inovação e da produção sustentável do Brasil.O Fala Carlão conversou com lideranças que representam o coração da transformação tecnológica e social do país: Luiz Antônio Elias, Presidente da Finep; Luciana Santos, Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação; Wellington Dias, Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Silvia Massruhá, Presidente da Embrapa; e Paulo Teixeira, Ministro do Desenvolvimento Agrário.Uma edição histórica, que reúne pesquisa, desenvolvimento e políticas públicas para fortalecer o papel do Brasil na agenda global da sustentabilidade e do desenvolvimento climático.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda
Inovar é arriscar — e a Finep faz disso uma política pública. Quanto mais disruptiva a ideia, maior o interesse da agência. Joana Meirelles, superintendente de Saúde e Transformação Digital da Finep, explica como o capital de risco público aposta onde o sucesso futuro ainda é só uma hipótese.Links do episódioA página do LinkedIn de Joana MeirellesA página do LinkedIn da FinepA área de chamadas públicas da FinepA página da Finep no InstagramO site da Finep A The Shift é uma plataforma de conteúdo que descomplica os contextos da inovação disruptiva e da economia digital.Visite o site www.theshift.info e assine a newsletter
NESTA EDIÇÃO. Petrobras recebe a licença para a Bacia da Foz do Amazonas, com a chancela do MMA: “rigoroso processo ambiental”. Enquanto a indústria comemora, ambientalistas falam em judicialização. Empregados da EPE intensificam greve. Europa fecha acordo para a proibição completa de importações de gás russo a partir de 2028. BNDES, a Petrobras e Finep concluem seleção de gestor de fundo para transição energética.
A linha Crédito Indústria 4.0, via BNDES e Finep, contempla investimentos em máquinas e equipamentos que contenham tecnologia de ponta, como robótica, inteligência artificial, computação na nuvem, sensoriamento e internet das coisas.Sonoras:
Interview with Tim Harrison, Managing Director of Ionic Rare EarthsOur previous interview: https://www.cruxinvestor.com/posts/ionic-rare-earths-asxixr-pioneering-sustainable-magnet-recycling-in-the-uk-with-govt-backing-6414Recording date: 21st July 2025Ionic Rare Earths (ASX:IXR) presents a compelling investment opportunity in the strategically critical rare earth elements sector, positioned to capitalize on the fundamental transformation of global supply chains away from Chinese dominance. The company's unique combination of proprietary recycling technology, government backing, and geographic diversification strategy addresses urgent Western supply chain security needs while targeting the most constrained segments of the rare earth market.Following China's April 2025 export restrictions on seven medium and heavy rare earth elements, Ionic has experienced substantial increased inquiry for its dysprosium and terbium production capabilities. The company's Belfast recycling facilities produce separated oxides with consistent quality, differentiating it from competitors who typically produce mixed concentrates. This technology enables magnet manufacturers to achieve specific performance characteristics required for defense applications, electric vehicles, and wind turbine systems.The recent US Department of Defense investment establishing floor pricing for neodymium-praseodymium at $110 per kilogram by MP Materials—representing approximately 100% premiums—demonstrates the strategic priority and improved economics for alternative suppliers. Apple's subsequent supply agreement with MP Materials further validates customer willingness to pay premiums for supply chain security, creating opportunities for complementary suppliers like Ionic.Ionic's proprietary intellectual property for magnet recycling produces separated oxides, enabling precise control over rare earth compositions. The Belfast facility serves as a scalable template for rapid global deployment, reducing development risks and capital requirements for expansion. Managing Director Tim Harrison emphasized: "On recycling, we'll be able to rapidly deploy recycling in Brazil. So what we do in Brazil will be a natural beneficiary of all of the work, all the school fees that have been paid in Belfast."The company's focus on heavy rare earths—dysprosium and terbium—addresses the most strategically valuable and constrained market segment. Unlike mining operations requiring extensive permitting, recycling facilities benefit from streamlined approvals and access to urban waste streams, enabling faster deployment timelines.Ionic operates across multiple jurisdictions, reducing single-country risk while accessing different funding sources. The company has secured £11 million from the UK government's supply chain initiative and is progressing toward additional grant funding through the Advanced Propulsion Centre for the Belfast commercial facility, estimated at £85 million total project cost.The Viridion joint venture in Brazil with Viridis Mining and Minerals combines upstream resources with Ionic's downstream processing capabilities. The partnership is pursuing substantial funding through Brazil's BNDES and FINEP programs, with announcements expected near-term. The company has already demonstrated operational capability by recycling Brazilian-sourced magnets and delivering separated oxides to local supply chain partners.US market expansion represents the largest opportunity, driven by defense spending priorities and reshoring initiatives. The company has been actively engaging Washington DC stakeholders and potential partners throughout 2025.The convergence of geopolitical tensions, supply shortages, and government backing creates unprecedented conditions for value creation in rare earth processing. Ionic's NATO-aligned supply chain positioning enables access to defense contracts with stable, long-term pricing. The strategic importance of rare earths has unlocked government funding mechanisms, reducing traditional project finance risks while customer urgency creates opportunities for advance payment structures and premium pricing.Ionic Rare Earths represents exposure to the structural transformation from cost-optimization to security-prioritization in strategic materials procurement, positioning investors to benefit from the emerging Western rare earth ecosystem.View Ionic Rare Earths' company profile: https://www.cruxinvestor.com/companies/ionic-rare-earths-ltdSign up for Crux Investor: https://cruxinvestor.com
A Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Financiadora de Estudos e Projetos, órgão vinculado ao Governo Federal, firmaram parceria para recuperar parte do acervo científico, histórico e cultural da instituição. São mais de R$ 15 milhões em investimentos. A conquista veio por meio de edital, submetido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR2) e pelo Fórum de Ciência e Cultura (FCC).Reportagem: Evelyn OliveiraEdição: Vinicius Piedade
Na pauta do programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha:Apresentação: Giane Guerra- O empresariado é contra o Bolsa Família?- Quando o Sul voltará a concorrer a linha de inovação da Finep- Como está o clima na China com a ofensiva comercial dos EUA- Marca de postos de combustíveis da Malásia chega ao RS- Indústria de automação espera "ok" para avançar recuperação judicialProdução: Diogo DuarteEdição de áudio: Fernando BortolinPatrocínio: Shopping Total, Sindilojas Porto Alegre e Cobrance
*Fique bem-informado com as notícias do Programa Agronegócio Hoje de 14/012025.*
Passando a Limpo: Nesta sexta-feira (20), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com o Diretor Financeiro, de Crédito e Captação da Finep, Márcio Stefanni, sobre os recursos para Pernambuco. A representante da Rede de Favelas de Pernambuco, Altamiza Melo, conversa sobre o cenário de desigualdade aqui no Estado. O programa também conta com a participação de Eliane Cantanhêde.
O que está faltando para sua boa ideia de inovação se materializar e virar um negócio? Dinheiro, investidores, parceiros ou clientes? Seja o que for, já pensou em acessar os recursos e instrumentos de apoio das entidades de fomento à inovação no Brasil? Duas delas - Finep e ApexBrasil - oferecem oportunidades de financiamento e vitrines globais para startups ou empresas ganharem os músculos que precisam para crescer e fazer negócios. Mariele Christ, Coordenadora da Gerência de Indústria e Serviços na ApexBrasil, e Joana Meirelles, Superintendente da área de Saúde e Transformação Digital na Finep, contam como ter acesso a esses recursos para acelerar em 2025.Links do episódioA página do LinkedIn de Joana MeirellesA página do Linkedin de Mariele ChristTodos os links da Finep na internetO site da ApexBrasilA página da ApexBrasil no instagramO especial sobre internacionalização no Observatório da SoftexO livro "Muito Além da Sorte: Processos Inovadores para Entender o que os Clientes Querem", de Clayton ChristensenO livro "Ponte para o Mundo", de Alexandre Noronha, Daniel Leipnitz e Rodrigo Lóssio A The Shift é uma plataforma de conteúdo que descomplica os contextos da inovação disruptiva e da economia digital.Visite o site www.theshift.info e assine a newsletter
Nos últimos anos, como consequência da crise econômica mundial, a indústria brasileira tem sofrido o processo de reprimarização ou perda de complexidade econômica. A exportação de produtos agrícolas tem sido destaque na inserção do país no mercado mundial, o que influencia no aumento da nossa dependência econômica e tecnológica. Após palestra ministrada na Escola Politécnica da UFRJ, conversamos com Fernando Peregrino, atual chefe de gabinete da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e com Fernando Castro Pinto, diretor adjunto de Tecnologia e Inovação da Escola Politécnica da UFRJ, sobre a importância da conscientização e da luta contra esse cenário.Reportagem: Louise FilliesEdição: Vinicius Piedade
O convidado do JR Entrevista desta quarta-feira (18) é o presidente da ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento), Celso Pansera. À jornalista Tainá Farfan, ele destacou o trabalho da associação no fomento da inovação e desenvolvimento. "É por onde corre o financiamento ao desenvolvimento do Brasil, os grandes programas sociais, os grandes programas do governo. As pessoas talvez não tenham noção, mas em algum momento do seu dia a dia cruzam com o sistema, fazendo compras, financiando alguma coisa, um carro, uma casa... Nós somos responsáveis por 45% de toda massa de crédito que tem no Brasil", explica. A ABDE reúne os bancos públicos, as agências de fomento, as agências estaduais de fomento, os bancos de desenvolvimento, que também são públicos, e cooperativas que prestam serviços bancários, o Sebrae e a Finep. Na entrevista, Celso Pansera explicou que a diferença para o sistema privado são as taxas de juros mais baixas. "É muito variado, mas, por exemplo, hoje a nova indústria Brasil, por exemplo, que o governo colocou uma disponibilidade de R$ 342 bilhões de 2023 até 2026, a taxa de juros é de 0.7% ao ano. É muito baixo", exemplifica. Pansera também comentou a alta na taxa de juros anunciada nesta quarta-feira. "É um gargalo no Brasil. A taxa de juros alta afeta tudo. Afeta a pessoa que vai fazer compra, que vai gastar no cartão de crédito, que vai entrar no cheque especial, esse é o que a gente vê no nosso dia a dia, mas ela afeta macroeconomia", destacou. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no PlayPlus.
A ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) está preparando um conjunto de métricas para medir a eficácia das medidas do NIB (Nova Indústria Brasil). O programa foi lançado em janeiro pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e vai ganhar uma atualização em agosto.“Na ABDI, estamos colhendo dados da Finep, da Embrapii e do BNDES, os financiadores. Estamos integrando os números para começar a fazer uma avaliação sobre o impacto do crédito na economia brasileira. Com isso, vamos conseguir avaliar se gerou adensamento das cadeias produtivas, se está chegando nos setores estratégicos e quanto gerou de investimento privado“, disse ao Poder360 o presidente da agência, Ricardo Cappelli.
O Papo de Prateleira conversa com o presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Celso Pansera, que é também presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Associação promoveu na tarde desta quinta-feira, em Londrina (PR), o Fórum Debate para o Desenvolvimento, com o tema “A Importância do Crédito Rural: Sustentabilidade e Desenvolvimento”, com a presença de autoridades ligadas ao setor de fomento e lideranças do Agronegócio. Pansera destacou a importância do crédito para os produtores e da atuação dos órgãos de fomento como a própria Finep, da Fomento Paraná, BNDES e BRDE.
Conheça o Levante Sala VIP! Você terá a sua Carteira analisada por Flávio Conde e Ricardo Afonso. Clique no link e saiba mais: https://lvnt.app/gqa524 23/1: BOLSA SOBE: VALE +2%, PETRO +1% e BB 1,7% Olá, seja bem-vindo ao Fechamento de Mercado da Levante comigo Flávio Conde, hoje é 3ª feira, 23 de janeiro, e o programa de hoje é dedicado ao Danilo (escreveu Ibovespa 256 mil e o certo é 156 mil), Gilson, Eliseu, Lauricley, Wills, Roberto Nicoletti, Lucileide, JM e Sylmara. A Bolsa recuperou a queda de ontem e fechou acima de 128 mil com volume de R$ 20 bi, R$ 5 bi abaixo dos R$ 25 bi de média das terceiros de dezembro. Por que a bolsa performou assim? 1º. O Ibovespa já engatou uma alta logo no pre maket, no mercado futuro, e só foi fraquejar na hora do almoço para depois subir além dos 128 mil pontos. O que houve hoje foi uma correção do exagero das altas de juros e dólar ontem com queda das ações em função da Nova Política Industrial (que foi dita em R$ 300 bi, mas calculei no máximo R$ 175 bi em empréstimos do BNDES porque em 2023 já teria aprovado R$ 77 bilhões e R$ 48 bilhões seriam de outros programas de incentivo à indústria como Finep e Embrapii. 2º. Entre as 15 mais negociadas 14 subiram: VALE3 2%, PETR4 1,1%, ITUB4 -0,2%, HAPVIDA 4,5%, BBAS3 1,5%, LREN3 0,80%, B3SA3 2,4%, RAIL3 2,5%, ELET3 0,60%, RENT3 0,20%, RADL3 1,40%, SBSP3 1%, PETR3 1,3% e MGLU3 0%. 3º. Apenas 1 caiu entre as 15 mais negociadas: BBDC4 -0,60%. 4º. O petróleo caiu levemente -0,40% a US$ 79,7 versus US$ 78 ontem dentro da volatilidade diária de +/-1% ou +/-US$ 1. 5º. O minério de ferro subiu +1,40% para US$ 136 de US$ 133 ontem dentro da volatilidade diária de +/- 2% ou +/- USS$ 3. 6º. As bolsas americanas tiveram desempenho misto com 0,43% Nasdaq e -0,25% Dow Jones com investidores comprando ainda ações de big techs e vendendo ações de cias. industriais como 3M, Lockheed, Johnson & Johnson, Home Depot, Boing, Travelers e outras. 7º. O dólar caiu 3 centavos de R$ 4,99 para R$ 4,96 depois de subir 6 centavos. 8º. As taxas dos DIs fecharam a terça-feira em baixa no Brasil, novamente na contramão do mercado de Treasuries, com investidores ajustando posições após a forte alta da véspera e reagindo aos dados acima do esperado da arrecadação federal em dezembro, que sugerem um cenário fiscal mais favorável. O contrato do DI janeiro 2031 recuou para 10,63% depois de fechar ontem a 10,66% vindo de 10,59% a.a. 9º. Os investidores estrangeiros sacaram R$ 3,45 bilhões em recursos no segmento secundário da B3 (ações já listadas) em 19 de janeiro, dia em que o Ibovespa subiu 0,25%. É o maior saque líquido em um dia desde 22 de fevereiro de 2021, de acordo com levantamento do Valor Data. Assim, o déficit da categoria no mês e no ano foi a R$ 4,40 bilhões. Já o investidor institucional aportou R$ 1,84 bilhão na sexta-feira. Com isso, o déficit do grupo em janeiro e no ano foi para R$ 3,02 bilhões. E o investidor individual sacou R$ 209,5 milhões no mesmo dia, levando o superávit do mês e de 2024 para R$ 3,36 bilhões. As informações foram divulgadas pela B3. Destaques de alta: IRBR3 +10% R$ 41,98 BRFS3 +6.8% R$ 14,58 BEEF3 +5.7% R$ 7,14 HAPV3 +4.4% R$ 3,96 EMBR3 +3.4% R$ 22,50 Destaques de baixa: RRRP3 -1.9% R$ 28,57 PCAR3 -1.6% R$ 4,23 BHIA3 -1.5% R$ 9,10 BBDC4 -0.6% R$ 15,36 RECV3 -0.6% R$ 23,35 Conheça a Levante Investimentos: Conheça nossas *Séries de Investimentos*: https://lvnt.app/4q3u3b Acompanhe nosso Instagram: / levante.investimentos Fique ligado nas principais notícas do mercado no nosso canal no Telegram: https://lvnt.app/zuntm0
AULA MAGNA 2023-2 - CIÊNCIAS ECONÔMICAS Palestrante: Luiz Carlos Delorme Prado - Instituto de Economia da UFRJ. Ph.D em Economia pelo Queen Mary College, University of London, Mestre em Engenharia de produção pela COPPE-UFRJ e bacharel em economia e em direito. Desde 1994 é professor, por concurso público, no Instituto de Economia da UFRJ. Ministrou disciplinas na graduação, no mestrado e no doutorado, sendo que suas áreas de interesse são História Econômica, Economia Internacional, Desenvolvimento Econômico, Economia e Direito da Concorrência e Regulação, Foi editor da Revista de Direito da Concorrência, publicada pelo CADE e foi o primeiro editor da Revista de Economia Contemporânea (REC) do IE-UFRJ. Foi coordenador de economia da FAPERJ e Membro da Comissão de Avaliação do Ensino da Economia do INEP-MEC. Foi conselheiro do CADE (Conselho de Defesa Econômica) do MJ, por dois mandatos, entre 2004 e 2008. Foi parecerista da FINEP, do CNPq, da CAPES e de várias revistas acadêmicas. Realizou Pesquisas apoiadas por organismos internacionais como o PNUD e a CEPAL. Foi, também, Presidente do Conselho Federal de Economia .
Países na vanguarda na área de biotecnologia fazem investimentos de longo prazo e buscam construir um ecossistema de saúde para que a inovação saia do laboratório e chegue até o maior número possível de pessoas. O intuito é fazer com que a ciência traga respostas para problemas globais e não apenas geolocalizados. No episódio desta semana do podcast de Health Innovation, Laura Murta, Camila Pepe e Jonas Sertório continuam a conversa com o superintendente de Inovação da Finep, Rodrigo Secioso, sobre como fazer a biotecnologia despontar no Brasil e os desafios de empreender em saúde. Neste episódio, são abordados exemplos de empreendedorismo no contexto mundial. Este podcast é um oferecimento da Sociedade Beneficente Hospital Israelita Albert Einstein.
Neste novo episódio a gente recebe o consultor da área de Finanças Corporativas do Martinelli Advogados de Santa Catarina, Osmar Bublitz, para falar sobre Finep. Empresa pública ligada ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, a Finep é dedicada a toda a cadeia da inovação, com foco em ações estratégicas, estruturantes e de impacto para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Neste episódio a gente explica as vantagens de ter um projeto de inovação financiado com recursos Finep e te explica como funciona o processo na prática. Não perca nenhum episódio, acompanhe o Martinelli Advogados nas redes sociais: - LinkedIn: www.linkedin.com/company/martinelli-advogados - Instagram: @martinelliadvogados
O PT acaba de divulgar o documento com as diretrizes de um eventual governo Lula (leia aqui). O plano econômico repete os fundamentos da era petista, com oposição aberta à privatização de estatais e estímulo ao consumo. Também defende o fim da política de teto de gastos e a revisão total da política fiscal e das reformas trabalhista e previdenciária. "Vamos recolocar os pobres e os trabalhadores no orçamento", diz o texto, repetindo slogan da pré-campanha do petista. "Para isso, é preciso revogar o teto de gastos e rever o atual regime fiscal brasileiro, atualmente disfuncional e sem credibilidade." O programa diz também que, caso Lula seja eleito, seu governo promoverá "a reconstrução da seguridade e da previdência social, para ampla inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras, por meio da superação das medidas regressivas e do desmonte promovido pelo atual governo". Também irá propor, "a partir de um amplo debate e negociação, uma nova legislação trabalhista de extensa proteção social a todas as formas de ocupação, de emprego e de relação de trabalho, revogando os marcos regressivos da atual legislação trabalhista, agravados pela última reforma e reestabelecendo o acesso gratuito à justiça do trabalho". A promessa eleitoreira tem alvo específico: "Autônomos, trabalhadores e trabalhadoras domésticas, teletrabalho e trabalhadores em home office, mediados por aplicativos e plataformas." Em linguagem sedutora, o documento diz que a gestão petista vai "mobilizar de maneira virtuosa as potencialidades da economia brasileira". Na prática, voltará a incentivar o consumo em massa, leia-se endividamento, e o investimento público (resta saber com que calça). A mesma fórmula para um novo voo de galinha. No capítulo sobre as estatais, em vez de diretrizes programáticas, um manifesto: "Opomo-nos à privatização da Petrobras, opomo-nos à privatização da Eletrobras, opomo-nos à privatização dos Correios." No caso da companhia de energia, submetida a recente capitalização, o texto fala em "recuperar seu papel como patrimônio do povo". Sobre os bancos públicos, a mesma ladainha de fortalecimento de sua "missão de fomento ao desenvolvimento econômico, social e ambiental". São citados BB, CEF, BNDES, BNB, Basa e a Finep. A nova versão do programa petista não faz referência a uma das principais bandeiras de Lula, repetida à exaustão em entrevistas: a regulação da mídia e das redes sociais.Não há menção também à manutenção da autonomia do Banco Central, mas defende a "autonomia sindical" e seu “financiamento solidário e democrático". Leia-se o retorno da contribuição sindical obrigatória. É um loop infinito. Cadastre-se para receber nossa newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL Confira mais notícias em nosso site: https://www.oantagonista.com Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista https://www.twitter.com/o_antagonista https://www.instagram.com/o_antagonista No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista
A parceria entre a Udesc e o Coursera segue em 2022 com milhares de cursos online gratuitos em várias áreas do conhecimento para estudantes, técnicos e docentes da instituição. Para este ano, foram disponibilizadas 500 novas licenças para cursos gratuitos em projetos guiados dentro da plataforma. São cursos curtos que envolvem projetos usando cenários do mundo real e preparam para aplicações no campo profissional. O prazo para conclusão de cada curso, após a inscrição, é de 30 dias. Será permitido fazer apenas um curso por vez a cada inscrito. As inscrições podem ser feitas usando o e-mail institucional da Udesc, no site da parceria ou pela solicitação de um convite no e-mail coursera@udesc.br. Estudantes e servidores que ainda estão inscritos em um curso de longa duração, iniciado no ano passado, têm prazo até 30 de maio para conclui-lo. --- Quase 800 auxílios a alunos da Udesc são oferecidos pelo Prafe Programa está com prazo aberto para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. --- Mestrado em Gestão da Informação tem inscrições abertas ______________ Udesc inicia campanha Abril Verde com palestra na terça ______________ Projeto da Udesc Joinville divulgará calendário das cores ______________ Udesc Oeste prepara encontro sobre supermedicalização ______________ Finep anuncia edital de inovação em inteligência artificial ______________ Pesquisadores podem concorrer a prêmio científico do CNPq
Você sabe qual é o trabalho realizado pela Finep? É uma financiadora de estudos e projetos de inovação. Neste episódio, Ganime conversa com Marcelo Bortolini, diretor da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico sobre os projetos e novidades na agência. Para conferir, aperte o play!
No Programa AGU Brasil desta quinta-feira (12/08), você acompanha que a AGU homologou acordo para ressarcimento à Finep por extinção do Fundo Nacional de Desenvolvimento. Ainda pode se programar para a aula da Escola da AGU sobre mandado de segurança durante ciclo de atualização em processo. Você também confere o quadro AGU Explica, hoje sobre o Fundeb. Não perca!
O FINEP quer financiar o projeto de inovação da sua IES: conheça o caminho das pedras para acessar as melhores linhas de recursos.Conheça os conferencistas:- Mariana de Souza Araujo, Analista de Projetos do setor de Educação FINEP – Inovação e Pesquisa;⠀- Prof. Eduardo de Assis Brasil Rocha, Diretor Geral da FADISMA - Faculdade de Direito de Santa Maria;⠀- Ilisangela Mais, consultora Parceira Hoper Educação;
Engenheiro de Produção, com Especialização em Finanças e Mestrado em Inovação (2018). Desde 2008 é analista de projetos na Financiadora de Estudos e Projetos – Finep atuando no fomento e apoio a ações de C,T&I em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas. A partir de 2017 passou a atuar no Departamento de Empreendedorismo e Investimento em Startup atendendo ao Programa de Investimentos do Governo Federal em Startups Inovadoras – Finep Startup.
Nesse Episódio #2 do quadro de Mundos do HiDev Podcast a gente conversou com Sílvio Meira. Sílvio é graduado em Engenharia Eletrônica pelo ITA em 1977, mestre em Computação pela UFPE em 1981 e Doutor também em computação pela University of Kent, na Inglaterra, em 1985. Foi Fellow do Berkman Center da Universidade de Harvard e atualmente é professor Emérito da UFPE. É um dos maiores nomes da computação no Brasil há décadas. Sua influência é tão grande e profunda que atinge inúmeros outros setores da econômica e da sociedade além da computação. Em meados dos 80 Sílvio liderou uma revolução no atual Centro de Informática da UFPE, que o colocou entre os maiores centros de pesquisa do Brasil. Até hoje é um dos poucos programas de mestrado e doutorado em computação avaliados com a nota máxima pela CAPES. Em meados dos anos 90 Silvio também encabeçou a criação do C.E.S.A.R, um dos primeiros Institutos de Inovação em tecnologia do país, premiado em 2010 pela FINEP como melhor Instituto de Ciência e Tecnologia nacional. No final dos anos 90 Sílvio conduziu a formação do Porto Digital, um dos maiores Parques Tecnológicos do Brasil, que atualmente abriga mais de 300 empresas nacionais e multinacionais de TI, emprega mais de 11 mil pessoas e fatura mais de R$ 2,5 bilhões. O Porto Digital é sediado em um dos centros histórico mais antigos do país, o bairro do Recife Antigo, tendo sido um dos grandes responsáveis pela revitalização desse patrimônio cultural. Lá se mistura uma grande efervescência cultural, histórica e tecnológica, que fez com que Recife ficasse conhecido como o Vale do Silício brasileiro, segundo a revista Exame. Sílvio já participou direta ou indiretamente da criação de várias startups e empresas de base tecnológica e atualmente faz parte do conselho administrativo da Magazine Luíza, uma das dez maiores empresas do Brasil com valor de mercado de mais R$ 150 bilhões. Sílvio também é uma voz muito presente no debate público quando o assunto é o impacto da Inovação e Tecnologia na sociedade. Já foi entrevistado no Roda Viva e no Programa da Marília Gabriela, também foi comentarista da Rádio CBN e articulista de vários dos grandes jornais e portais de notícias do Brasil. Converamos sobre a trajetória de Sílvio, desde o início, quando saiu de um cidade do interior da paraíba, até os dias atuais. Também falamos sobre como Sílvio conseguiu liderar tantas iniciativas disruptivas em Recife mas com um impacto amplo e profundo a nível nacional e internacional. CONVIDADO: Sílvio Meira [Twitter][LinkedIn] APRESENTADOR: Bruno Cartaxo [Twitter] REFERÊNCIAS CITADAS NO EPISÓDIO [Blog] dia a dia, bit a bit - por Sílvio Meira [Wikipedia] Sílvio Meira [Vídeo] Roda Viva [Vídeo] Trecho de Frente com Gabi [Artigo] Recife é o Vale do Silício brasileiro - Revista Exame [Wikipedia] Porto Digital [Wikipedia] C.E.S.A.R [Wikipedia] CIn/UFPE
A Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) divulgou um levantamento do panorama do Ecossistema catarinense e brasileiro, com análises e evolução do setor. Neste episódio, a analista de assessoria de imprensa Gabriela Wolff conversa com o presidente da entidade, Iomani Engelmann, sobre os principais destaques do Tech Report 2020, estudo realizado pelo observatório da ACATE e pela Neoway, com apoio do Finep. Entre em contato com a gente e envie sugestões: ecossistema@dialetto.com.br Este podcast é produzido pela Dialetto, comunicação corporativa e inbound marketing para empresas de tecnologia.
Ele nasceu em São Paulo capital, estudou Regência Musical na UNICAMP e posteriormente cursou Engenharia Agronômica na ESALQ – Piracicaba. Apaixonado pela profissão. Ele é um empreendedor nato. Já trabalhou com P&D, como consultor técnico, representante comercial da Pioneer Sementes em Goiás que, com essas experiências, teve uma imersão no cotidiano dos agricultores. Devido ao seu caráter empreendedor e inventivo fundou a J. Assy e, atualmente é empresário destacado no setor agrícola, com inovações e tecnologias do gerenciamento preciso da dosagem de sementes ao monitoramento do plantio. Obstinado pelo desenvolvimento de produtos diferenciados, tem como pilares que eles devem ter: Simplicidade, Robustez; Desempenho e Design. Com sede na cidade de Caldas Novas, GO, sua empresa atua em todo o território nacional com centros de distribuição em Ponta Grossa, PR e Passo Fundo, RS. Possui um Centro de Pesquisas e Desenvolvimento na cidade de São Paulo, SP. A sua empresa hoje é multinacional. Ela está presente na Argentina, Estados Unidos e em fase de inauguração na Europa. Proxima etapa será Africa do Sul, visando atender o mercado asiático. Em 2013 recebeu das mãos da Presidente da República o prêmio FINEP como inventor inovador do ano. Hoje ele nos conta um pouco de sua história, sua evolução profissional e pessoal, seus estudos em Havard, sua visão solidária e comunitária, sua paixão pela musica classica entre outros atributos. Como o Zé conseguiu isso? Só ouvindo o podcast Academia do Agro pra saber:)) JOSE ROBERTO ASSY Engenheiro Agrônomo, Fundador e Diretor Executivo na J. Assy Formação Acadêmica Harvard Business School - OPM_Owner/President Management - Graduation · (2017 - 2019) ESALQ - Engenharia Agronômica · (1982 - 1986) UNICAMP - Música, Regência · (1980 - 1981) Experiências Profissionais J. Assy CEO 1997 - Present (23 anos) DuPont Pioneer Representante Comercial 1992 - 2007 (15 anos) Consultoria Agronômica Agrônomo 1987 - 1992 (5 anos) LINKS CITADOS NO EPISÓDIO J. Assy - http://www.jassy.com.br/ SIGA O JOSÉ ROBERTO ASSY E-mail: Jose.assy@assyag.com WEB site: http://www.jassy.com.br/ FICHA TÉCNICA Produção: Waldir Franzini Edição apoio técnico: Felipe Mux - Produções Sonoras - www.felipemux.com Musica: "Roads that burned our boots " by Jahzzar From the Free Music Archive CC BY - CC BY SA Música: Bach - Brandenburg Concerto no3 mvt3 allegro by Advent Chamber Orchestra- Selections from the 2005-2006 Season From the Free Music Archive CC BY-SA 3.0 US https://www.academiadoagro.net.br --- This episode is sponsored by · Anchor: The easiest way to make a podcast. https://anchor.fm/app --- Send in a voice message: https://anchor.fm/waldir-franzini/message
Ele nasceu em São Paulo capital, estudou Regência Musical na UNICAMP e posteriormente cursou Engenharia Agronômica na ESALQ – Piracicaba. Apaixonado pela profissão. Ele é um empreendedor nato. Já trabalhou com P&D, como consultor técnico, representante comercial da Pioneer Sementes em Goiás que, com essas experiências, teve uma imersão no cotidiano dos agricultores. Devido ao seu caráter empreendedor e inventivo fundou a J. Assy e, atualmente é empresário destacado no setor agrícola, com inovações e tecnologias do gerenciamento preciso da dosagem de sementes ao monitoramento do plantio. Obstinado pelo desenvolvimento de produtos diferenciados, tem como pilares que eles devem ter: Simplicidade, Robustez; Desempenho e Design. Com sede na cidade de Caldas Novas, GO, sua empresa atua em todo o território nacional com centros de distribuição em Ponta Grossa, PR e Passo Fundo, RS. Possui um Centro de Pesquisas e Desenvolvimento na cidade de São Paulo, SP. A sua empresa hoje é multinacional. Ela está presente na Argentina, Estados Unidos e em fase de inauguração na Europa. Proxima etapa será Africa do Sul, visando atender o mercado asiático. Em 2013 recebeu das mãos da Presidente da República o prêmio FINEP como inventor inovador do ano. Hoje ele nos conta um pouco de sua história, sua evolução profissional e pessoal, seus estudos em Havard, sua visão solidária e comunitária, sua paixão pela musica classica entre outros atributos. Como o Zé conseguiu isso? Só ouvindo o podcast Academia do Agro pra saber:)) JOSE ROBERTO ASSY Engenheiro Agrônomo, Fundador e Diretor Executivo na J. Assy Formação Acadêmica Harvard Business School - OPM_Owner/President Management - Graduation · (2017 - 2019) ESALQ - Engenharia Agronômica · (1982 - 1986) UNICAMP - Música, Regência · (1980 - 1981) Experiências Profissionais J. Assy CEO 1997 - Present (23 anos) DuPont Pioneer Representante Comercial 1992 - 2007 (15 anos) Consultoria Agronômica Agrônomo 1987 - 1992 (5 anos) LINKS CITADOS NO EPISÓDIO J. Assy - http://www.jassy.com.br/ SIGA O JOSÉ ROBERTO ASSY E-mail: Jose.assy@assyag.com WEB site: http://www.jassy.com.br/ FICHA TÉCNICA Produção: Waldir Franzini Edição apoio técnico: Felipe Mux - Produções Sonoras - www.felipemux.com Musica: "Roads that burned our boots " by JahzzarFrom the Free Music Archive CC BY - CC BY SA Música: Bach - Brandenburg Concerto no3 mvt3 allegro by Advent Chamber Orchestra- Selections from the 2005-2006 Season From the Free Music Archive CC BY-SA 3.0 US https://www.academiadoagro.net.br --- This episode is sponsored by · Anchor: The easiest way to make a podcast. https://anchor.fm/app --- Send in a voice message: https://anchor.fm/waldir-franzini/message See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na próxima segunda-feira (9/3), a partir das 14 horas, acontece a inauguração do novo prédio da Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho”, localizada ao lado da Biblioteca Central César Lattes, no campus de Barão Geraldo. A construção foi viabilizada com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e o evento de inauguração, além de oferecer visitas guiadas ao público, contará com a presença de autoridades da Universidade, da Finep e da Secretaria Municipal de Cultura de Campinas, além de amigos e familiares dos titulares das coleções que integram a Biblioteca. Em entrevista à Rádio Unicamp, a diretora do Sistema de Bibliotecas (SBU), Valéria Martins, destacou a importância e a raridade das obras que integram esse acervo.
O dia a dia cada vez mais dinâmico, rápido e tecnológico possibilitou uma revolução quando se pensa em prestação de serviços: as startups e healthtechs. Mas qual seria o papel desses dois modelos de prestação de serviços dentro do setor de saúde? Essa é a questão abordada no Podcast QR Content de hoje, e, para respondê-la, nosso Head de Inovação Ricardo Pereira bate um papo com Walmoli Junior, Sócio Proprietário e Diretor Administrativo da Brasilrad Consultoria em Radioproteção. Quem é Ricardo Pereira? Possui graduação em engenharia elétrica pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (1993), mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998) e doutorado em Engenharia Elétrica e Informática Industrial pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (2010). Com mais de 25 anos de experiência em empresas de tecnologia como Bosch, TIM, Dimension Data. Atualmente Head de Inovação na Qualirede.Quem é Walmoli Gerber Junior? Bacharel em Física pela Universidade Federal de Santa Catarina especialista em física médica no radiodiagnóstico pela ABFM, foi colaborador do instituto de Engenharia Biomédica da UFSC. Desenvolveu projetos de produtos com subvenção do SENAI, FAPESC e FINEP pela Radcontrol. Atuou como Vice-presidente da ABFM. Atualmente ocupa os cargos de Diretor Executivo da Brasilrad Física Médica, Diretor Executivo da Radcontrol Tecnologias para o Futuro, Diretor da Vertical Saúde da ACATE, Diretor da API Saúde e PMF e Representante dos Empresários do CELTA/CERTI. Também é investidor Anjo em empresas com tecnologias para Saúde e investidor/consultor da Quanby Computação Quântica. Atualmente é Diretor Executivo da Brasilrad Física Médica, Diretor Executivo da Radcontrol Tecnologias para o Futuro, Diretor da Vertical Saúde da ACATE e Diretor da API Saúde e PMF.
Comunidade científica teme mudanças na Finep, empresa responsável pelo financiamento de projetos de inovação ligados ao setor produtivo
Investice do nemovitostí jsou především o tom, kde hledat levné a zajímavé nemovitosti a jak je koupit, než je objeví někdo jiný. To je věčné realitní téma. Nicméně málo kdo je ochotný se s vámi o své nabyté know-how podělit. Každý si jej spíše nechává pro sebe. Jinak tomu je ale u hosta našeho dalšího rozhovoru. Pavla Temrová před několika lety vydala knihu Realitní kuchařka. Nebyla v té době realitní makléřka, ale měla více jak desetileté zkušenosti s prací pro jednu z největších developerských společností FINEP. Pracovala v PR (public relations) a tak neměla daleko ani k marketingu. Nejen pro klienty, ale i pro své okolí začala tvořit texty a nápovědy na různá realitní témata. To postupem času vedlo k vydání e-booku. Ten vyvolal zajímavou zpětnou vazbu s náměty na další témata a čtenáři se dělili o své zkušenosti. To nakonec vedlo až k vydání knihy Realitní kuchařka. Od roku 2012 se prodalo přes 20.000 výtisků této knihy. Původní myšlenkou knihy bylo přinést rady, tipy a triky spíše pro koncové investory a zájemce o investování do nemovitostí. Pavla Temrová tehdy měla výhrady vůči práci některých realitních makléřů a způsobu práce realitních kanceláří. Sama ale přiznává, že postupem času zjistila, že její výtky vůči makléřům, vycházely často právě z neznalosti postupů a procesů na realitním trhu. Sesbírané zkušenosti, chuť se neustále zdokonalovat a přinášet lidem dobrou službu, vedly Pavlu až k tomu, že se stala profesionální realitní makléřkou. Pokud si poslechnete náš rozhovor, dozvíte se něco více o Realitní kuchařce i o tom proč vznikla a jak je těžké takovou knihu napsat a vydat. Zájemci o levné nemovitosti získají také pár tipů, jak a kde takové příležitosti hledat. Pavla na svých kurzech, ale i v knize, právě vysvětluje v širších souvislostech, jak se levné nemovitosti dostávají na trh. Hovoříme o tom, že nabídky na realitních serverech již většinou nejsou na investici vhodné. Na blogu najdete také stopáž s popisem, co kde ve videu najdete: https://www.adol.cz/blog-video-investice-do-nemovitosti-kde-hledat-a-jak-nakupovat-levne-nemovitosti-pavla-temrova/ Odkaz na video na Youtube: https://youtu.be/pTnrjF8dQNY
Essa semana, como forma de manifestação pelo risco iminente dos cortes de verba para a pesquisa no Brasil, o Genecast não irá ao ar. São quase 100 mil bolsas de pesquisas da CAPES que estão ameaçadas, além do corte de verba do CNPq e da Finep afetando as pesquisas brasileiras em 2019. Acessem nossas redes sociais e deixem suas mensagens: Facebook: @genecastpodcast Twitter: @genecastpodcast Instagram: @genecastpodcast Wordpress: genecastpodcast.wordpress.com E-mail: genecastpodcast@gmail.com
The Museu do Amanhã, or The Museum of Tomorrow, looks like something that emerged from the unexplored depths of the ocean to grace the sunny shores of Brazil's Rio de Janeiro. Housed inside is an extraordinary overview of our history, from the cosmos and emergence of Earth to our present day and a variety of "tomorrows" as influenced by humans impact on the planet. The Museum uses digital media, art, tech, and data to create narratives that guide visitors on a powerful and informative journey though the ages and into the future, all the while addressing the need for change if humankind is to avoid extinction. In this episode we speak with the Museum's Exhibitions Manager, Leonardo Menezes about how and why The Museum of Tomorrow "combines the accuracy of science with the expressiveness of art" in its presentation, what their mission is, and where they see the future is headed.-About The Museu do Amanhã (The Museum of Tomorrow)-A new icon of the modernization of Rio de Janeiro’s harbor, the Museum of Tomorrow was born in the Praça Mauá as a science museum meant to explore, imagine, and conceive all the possibilities for constructing the future. An experimental museum, where the content is presented through a narrative that combines the accuracy of science with the expressiveness of art, using technology as a support in interactive environments and audiovisual and gaming facilities created from scientific studies conducted by experts and data released all over the world.Designed by the Spanish architect Santiago Calatrava, the building - whose organic shapes were inspired by the bromeliads of the Botanic Garden of the city - occupies an area of 15 thousand square meters, surrounded by reflecting pools, gardens, a bike lane, and a leisure area, all adding up to 34.6 thousand square meters of the Píer Mauá.The Museum of Tomorrow is an initiative of the administration of the city of Rio de Janeiro, conceived and carried out along the Roberto Marinho Foundation, an institution associated with the Grupo Globo, and has the Santander bank as its main sponsor. It also has the support of Shell, the administration of the state of Rio de Janeiro (through the Environment Office), and the Federal Government (through FINEP, the Projects and Studies Financing). The institution is part of a museum network supported by the Local Cultural Office. The IDG (Institute of Development and Management), a cultural non-profit, is responsible for the administration of the museum.Like them on FacebookTweet them @museudoamanhaFollow them @museudoamanha
Paulo Sant’anna recebe Raphael Machado, da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Clavis, para uma conversa sobre o serviço de Teste de Desempenho, desenvolvido pela Clavis, e que ajuda empresas e organizações a avaliarem os efeitos de degradação e indisponibilidade em suas redes, sistemas e aplicações em decorrência de cenários de sobrecarga. Segundo o Raphael, “qualquer organização que dependa de recursos computacionais para executar suas atividades é um potencial interessado em um Teste de Desempenho”. O entrevistado identifica, ainda, “dois tipos de organização que valorizam demais estes testes de desempenho, que são os bancos — na verdade, instituições do sistema financeiro, em geral — e as empresas de varejo — ou seja, as empresas que atuam no comercio eletrônico, atendendo ao grande público”, explicando, ainda, por que estas organizações valorizam tanto estes testes. Outro aspecto interessante, discutido na entrevista, é a diferença entre os cenários de sobrecarga ditos “legítimos”, causados por usuários de um serviço ou recurso computacional, e os cenários de sobrecarga “maliciosos”, decorrentes de um cenário de ataque. Raphael explica, ainda, os desafios particulares envolvidos na reprodução de cada um dos tipos de cenários de sobrecarga, durante a execução de um Teste de Desempenho. Segundo o entrevistado, “os cenários legítimos de sobrecarga, por serem causados por humanos, possuem padrões complexos e imprevisíveis”, o que representa um enorme desafio na modelagem dos “robôs” que reproduzem estes cenários, inclusive, com demandando uma interação entre a equipe que realiza o Teste de Desempenho e a equipe de desenvolvimento da aplicação testada. Já os cenários “maliciosos” baseiam-se na reprodução de “padrões simples e conhecidos”, mas em uma escala tão elevada que demanda uma enorme infraestrutura, o que traz enormes desafios em termos de monitoramento e gerenciamento dos testes. Raphael conclui a entrevista falando um pouco sobre o mercado, sobre a relativa falta de oferta de serviços qualificados de testes de segurança, e sobre o caminho trilhado pela Clavis para oferecer estes serviços, com forte ênfase em pesquisa, inclusive contando com o apoio decisivo de órgãos de fomento como a Finep e o CNPq.
Decodificando - Episodio 5- Finep, ICMS, venda de sangue indigena, energia solar, etc