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Por que suas especificações geram resultados tão diferentes a cada entrega? Neste episódio, recebemos Breno Gonçalves Barbosa, Analista de Desenvolvimento de Software, e Givaldo Moreira, Tech Manager, ambos da dti digital. Eles detalham como o Spec-driven Development pode transformar a consistência do código e revelam o papel da IA generativa nesse processo, além de abordar os desafios na implementação dessa metodologia em projetos legados. Dê o play e ouça agora!Assuntos abordados:Spec-driven Development (SDD) na engenharia de software;IA generativa na criação de especificações;Particularidades do SDD;Importância da documentação;Revisão de especificações e código;Maturidade em desenvolvimento orientado por especificação;Frameworks e ferramentas de SDD.Links importantes:Vagas disponíveisNewsletterDúvidas? Nos mande pelo LinkedinContato: entrechaves@dtidigital.com.brO Entre Chaves é uma iniciativa da dti digital, uma empresa WPP.
Quando é cabível a revisão criminal? Toda revisão criminal se refere a um erro judiciário? Como distinguir um erro na aplicação da pena e um entendimento judicial diferenciado? Venha entender questões sobre admissibilidade da revisão criminal neste episódio! Aperte o play e compartilhe com quem você acha que vai gostar de ouvir também!Você já viu as playlists específicas de cada tema abordadono podcast? Clique aqui: https://spoti.fi/3eFSLdb=========INDICAÇÕES NO PROGRAMASaiba tudo sobre a obra PACOTE ANTICRIME COMENTADO do Professor Nucci:http://bit.do/fpe4TConheça todos os livros do autor:bit.ly/GuilhermeNucciComentários, sugestões, críticas: contato@guilhermenucci.com.brSite: http://www.guilhermenucci.com.brFacebook: https://www.facebook.com/professorguilhermenucciInstagram: https://www.instagram.com/professor_guilherme_nucciLinkedIn: https://www.linkedin.com/in/professor-guilherme-nucciTwitter: https://twitter.com/GSNUCCI==========Guilherme de Souza Nucci é Livre-docente em Direito Penal,Doutor e Mestre em Direito Processual Penal pela PUC-SP. Professor concursado da PUC-SP, atuando nos cursos de Graduação e Pós-graduação (Mestrado e Doutorado). Desembargador na Seção Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Marcelo Finger, um dos principais nomes em IA no País, aborda o tema e seus desdobramentos quase que diários, todas as 6ªs, às 8h, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Como é que um animal sem cérebro consegue andar de forma coordenada, sem virar bagunça? Separe trinta minutinhos do seu dia e venha descobrir, com a Mila Massuda, como estrelas-do-mar se locomovem usando centenas de pés ambulacrários, sem um centro de comando nervoso, e o que isso nos ensina sobre biomecânica, evolução e sistemas biológicos descentralizados.Apresentação: Mila Massuda (@milamassuda)Roteiro: Mila Massuda (@milamassuda) e Emilio Garcia (@emilioblablalogia)Revisão de Roteiro: Caio de Santis (@caiodesantis)Técnico de Gravação: Caio de Santis (@caiodesantis)Editora: Angélica Peixoto (@angewlique)Mixagem e Masterização: Caio de Santis (@caiodesantis)Produção: Prof. Vítor Soares (@profvitorsoares), Matheus Herédia (@Matheus_Heredia), BláBláLogia (@blablalogia), Caio de Santis (@caiodesantis) e Biologia em Meia Hora (@biologiaemmeiahora)Gravado e editado nos estúdios TocaCast, do grupo Tocalivros (@tocalivros)REFERÊNCIASDeridoux, A. et al. Tube feet dynamics drive adaptation in sea star locomotion. Proceedings of the National Academy of Sciences, 2026.https://doi.org/10.1073/pnas.2509681123
O tratamento de amiloidose e cardiomiopatia hipertrófica mudou de patamar. O que antes era “manejo de sintomas + rezar” virou era de terapias-alvo, com impacto real em desfechos e qualidade de vida.No DozeCast #212, Victor Bemfica e Plínio Wolf fazem um passeio completo pelo passado, presente e futuro dessas duas cardiomiopatias que, finalmente, ganharam armas de verdade.Falamos sobre:Amiloidose (ATTR) • Tipos: wild-type vs hereditária e por que isso muda o jogo • Clínica além do coração: músculo-esquelético, disautonomia, neuropatia, TGI • Diagnóstico: o fluxograma pra não perder tempo (e não errar feio) • Tratamento “inespecífico” da cardiomiopatia: – IC na amiloidose: por que o quarteto clássico costuma falhar e por que o diurético é rei (com o “lençol curto” congestão vs hipovolemia) – iSGLT2 e ARM: o que já dá pra defender com dados – Quando IECA/BRA/BB atrapalham mais do que ajudam – Arritmias, marcapasso, FA, tromboembolismo: o que muda na conduta • Tratamento específico da transtirretina: – Estabilizadores (tafamidis e a nova geração) – Silenciadores (RNA/antisense) e a corrida pelo melhor desfecho – O que vem aí: depletadores e o “futuro” que promete • Desafios reais: custo, acesso, timing da terapia e por que não é curaCardiomiopatia Hipertrófica (CMH) • Obstrutiva vs não obstrutiva: fisiopatologia e como isso direciona terapia • Epidemiologia e prognóstico: por que a mortalidade caiu e o que ainda mata • Controle de sintomas: do beta-bloqueador raiz até a decisão de reduzir septo – Miectomia vs alcoolização vs RF: quem é o melhor candidato pra quê • A revolução dos inibidores de miosina: mecanismo, indicações e onde eles entram no algoritmo • CMH não obstrutiva: por que nem tudo que brilha é miosina • Prevenção de morte súbita: CDI e as principais indicações (sem romantização)
O Governo pediu um relatório urgente sobre o impacto das cheias no Mondego e avaliação dos modelos de gestão de risco, para adaptar o sistema de infraestruturas da bacia do rio aos dias de hoje.
Neste episódio falo sobre algo que boa parte da dermatologia prefere não discutir abertamente: os efeitos neuropsiquiátricos da finasterida e da dutasterida — e o padrão sistemático que atrasa o reconhecimento desses riscos.Como tricologista com 28 anos de experiência, prescrevi essas medicações por muitos anos. Mudei de conduta quando a evidência exigiu. Neste vídeo explico por quê — e o que isso significa para você.
O que era o maior organismo terrestre da Terra antes das árvores? Separe trinta minutinhos do seu dia e descubra, com a Mila Massuda, como a paleontologia e a biologia evolutiva lidam com organismos que simplesmente não cabem em nenhuma categoria conhecida da vida.Apresentação: Mila Massuda (@milamassuda)Roteiro: Mila Massuda (@milamassuda) e Emilio Garcia (@emilioblablalogia)Revisão de Roteiro: Caio de Santis (@caiodesantis)Técnico de Gravação: Julianna Harsche (@juvisharsche)Editora: Angélica Peixoto (@angewlique)Mixagem e Masterização: Caio de Santis (@caiodesantis)Produção: Prof. Vítor Soares (@profvitorsoares), Matheus Herédia (@Matheus_Heredia), BláBláLogia (@blablalogia), Caio de Santis (@caiodesantis) e Biologia em Meia Hora (@biologiaemmeiahora)Gravado e editado nos estúdios TocaCast, do grupo Tocalivros (@tocalivros)REFERÊNCIASLoron, C. C. et al. Prototaxites fossils are structurally and chemically distinct from extinct and extant Fungi. Science Advances, 12, eaec6277 (2026).https://doi.org/10.1126/sciadv.aec6277
Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEI) fazem parte da rotina de qualquer cardiologista — mas seguem cercados de dúvidas, mitos e decisões tomadas “por insegurança”, especialmente no plantão.Neste episódio do DozeCast, apresentamos um guia prático de DCEI, com foco em marcapasso, CDI e marcapasso provisório, abordando o que realmente muda conduta, evita erro e aumenta segurança no cuidado do paciente.Um episódio pensado para quem está no PS, na enfermaria, no consultório — e não quer errar no básico.Introdução — DCEI no mundo real Por que marcapasso e CDI ainda geram tanta confusão no dia a dia clínico.IMA + dispositivos: onde mora o erro – IMA + marcapasso: quando realmente indicar – IMA + CDI: timing, risco e falsas urgênciasMarcapasso provisório na prática: dicas que salvam – Indicações corretas vs “implante por insegurança” – Programação mínima que todo cardiologista deveria saber – Dicas de implante: acesso, complicações e armadilhas – Quando não insistir no MP provisório – Overdrive pacing na tempestade elétrica: quando faz sentidoComplicações mais comuns de DCEI – Infecção de loja – Perfuração – Trombose – Estímulo frênico: como reconhecer e conduzirECG em pacientes com marcapasso – Como identificar espícula no ECG – Diferença prática entre estimulação unipolar e bipolar – Por que às vezes “não aparece espícula” – Erros clássicos de interpretação no plantão – Taquicardia induzida, mediada e conduzida – PVARP (Período Refratário Atrial Pós-Evento Ventricular) sem mistérioDCEI e atividade física – O que é permitido – O que exige cuidado – Esporte competitivo, musculação e impacto – Como orientar sem proibir tudoMitos e verdades que todo médico ouve – Micro-ondas, porta de banco e aeroporto – Celular, smartwatch e fones magnéticos – Procedimentos cirúrgicos com eletrocautério – Ressonância magnética – Fisioterapia com corrente elétrica – Dentista – PCR e choque externo – RadioterapiaSe você quer ganhar segurança real com marcapasso e CDI, evitar armadilhas comuns e tomar decisões melhores no plantão e no consultório, esse episódio é pra você. ⚡
Olá, torcida de Seattle! Mais um episódio do podcast Seahawks Brasil, trazendo tudo sobre a franquia de Seattle pra você! Lucas Castro e Helton comentam. Revisão vs New England Patriots - Solta o grito, É CAMPEÃO! 11 anos depois, o trauma foi exorcizado Grande jogo defensivo de Seattle O MVP do Super Bowl, Kenneth Walker III Acompanhe muito mais sobre o Seattle Seahawks no X/Twitter @PodSeahawksBR Edição: Lucas CastroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
⛏️ GEOTECNIA EM ÁREAS DE MINERAÇÃO A CÉU ABERTOA mineração é uma atividade fundamental para a economia global, fornecendo matéria-prima para diversos setores industriais. Mas você já parou para pensar nos desafios geotécnicos envolvidos nesse processo?A estabilidade de taludes, a segurança das operações, o controle de erosão e a gestão de rejeitos são apenas alguns dos aspectos que tornam a engenharia geotécnica essencial na mineração.Ouça o Podcast Hora da Geotecnia e descubra como a geotecnia garante segurança, eficiência e sustentabilidade em um dos setores mais críticos da engenharia!A Rádio UFOP em parceria com a LAGEM (@lagem.ufop), a Liga Acadêmica de Geotecnia da Escola de Minas, produz o PODCAST - HORA DA GEOTECNIA.Hora da Geotecnia é um projeto de extensão que tem como objetivo principal, difundir conhecimento científico acerca de assuntos relacionados à Geotecnia para toda a comunidade. Em cada episódio temas que geram debates ou dúvidas, serão esclarecidos e informados à sociedade.Aperte o play! Ouça e compartilhe.Ficha Técnica:Coordenação do projeto e Revisão Técnica: Prof. Felipe LochEdição de Texto: Elis CristinaEdição de Áudio: Danilo NonatoProdução: Liga Acadêmica de Geotecnia da Escola de Minas (LAGEM) em parceria com a Rádio UFOP.Realização: Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e Fundação de Educação Artes e Cultura (FUNDAC)SIGA A RÁDIO UFOP EM NOSSAS REDES SOCIAIS E SINTONIZE 103,5
Lucy Revis, a Sheffield-based musician and creative, to talk about her journey through music, touring, and community work — and how it all led to founding Tracks UK. Lucy explains how Tracks began as a small music project and grew into a free, inclusive charity supporting young people who might not otherwise have access to music education. We dive into why accessibility matters, how Tracks works with children in care and young people across South Yorkshire, and how music can genuinely change confidence, opportunity, and direction in life. We also discuss fundraising, building a sustainable future for the charity, and the real impact of seeing young artists thrive when given the right support.-------------Thanks for listening make sure you follow us on our socials. Sign up to our Patreon where members get an exclusive extra monthly episode plus bonus content.-------------Patreon:https://www.patreon.com/depressedceospodcastLink Tree:https://linktr.ee/depressedceospodcast Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Estamos ON com mais um CienciON. No episódio de hoje, recebemos novamente a Profa. Dra. Ana Paula de Mattos Arêas Dau para uma conversa sobre o transumanismo. Neste segundo capítulo, vamos mergulhar ainda mais fundo nas grandes questões! “O que nos torna humanos?”, “Quais são os limites de uma transformação?” e “quais são os dilemas neuroéticos?” Se essas perguntas te instigam, pega o seu fone e vem explorar com a gente.CienciON#112: Transumanismo - O que nos faz humanos?Roteiro de: João Paulo Mantovan (UFABC), Ana Paula de Mattos Arêas Dau (UFABC).Convidada: Profa. Dra. Ana Paula de Mattos Arêas Dau (UFABC). Edição de áudio: André Luis Penha da Silva (UFABC).Participantes: Prof. Pedro Autreto (UFABC), João Paulo Mantovan (UFABC) e Ana Paula de Mattos Arêas Dau (UFABC).Revisão: Prof. Pedro Autreto (UFABC), João Paulo Mantovan (UFABC), André Luis Penha da Silva (UFABC) e Ana Paula de Mattos Arêas Dau (UFABC).Edição de arte (capa): João Paulo Mantovan (UFABC).Divulgação e mídias: João Paulo Mantovan (UFABC).Coordenação Geral: Prof. Pedro Autreto (UFABC) Agradecimentos: Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) da UFABC
A doença hipertensiva da gestação não é “só pressão alta na gravidez” — é um espectro com risco materno-fetal real e decisões que, no plantão, não perdoam hesitação.No DozeCast #210, Raphael Rossi e Victor Bemfica revisam o que você precisa dominar para conduzir HAS na gestação com segurança, do consultório à emergência.Falamos sobre: • Como definir e classificar: HAS crônica, HAS gestacional, pré-eclâmpsia e HAS sobreposta • O que muda o jogo na pré-eclâmpsia: proteinúria e/ou disfunção de órgão-alvo (rim, fígado, plaquetas, pulmão, SNC) • Hipertensão grave (≥160/110): entenda a urgência, mesmo sem sintomas • Prevenção: AAS em baixa dose no timing correto e quando considerar cálcio (ainda tem espaço?) • Quando tratar e qual alvo perseguir: tendência atual a controle mais rigoroso sem comprometer perfusão placentária • As drogas seguras na gestação e no puerpério • Manejo da crise hipertensiva: meta de redução e principais armadilhas • Puerpério: por que a PA pode piorar em 3–6 dias e como orientar sinais de alarme e seguimento
Que medidas propõe a central sindical nesta resposta ao pacote laboral do Governo? E quais são as linhas vermelhas? Análise de Clara Teixeira.
[Episódio com vídeo]
Olá, torcida de Seattle! Mais um episódio do podcast Seahawks Brasil, trazendo tudo sobre a franquia de Seattle pra você! Lucas Castro e Helton comentam. Revisão vs Los Angeles Rams: "The Seahawks soar to Super Bowl LX" - Vou para San Francisco O grande jogo chamado de Klint Kubiak Partida da vida de Sam Darnold Defesa cresce na reta final e novamente faz estrago contra o Rams Reencontro a caminho: 11 anos depois - duelo contra New England Patriots Acompanhe muito mais sobre o Seattle Seahawks no X/Twitter @PodSeahawksBR Edição: Lucas CastroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
As Diretrizes Alimentares Americanas 2025–2030 mudaram a forma oficial como os EUA enxergam a alimentação saudável — e a nova “pirâmide alimentar” virou motivo de entusiasmo e polêmica ao mesmo tempo. A gordura para de ser a grande vilã, os ultraprocessados entram no centro das críticas, a proteína ganha protagonismo na base da dieta e os laticínios integrais voltam com mais força. Mas… isso faz sentido à luz da ciência?No episódio, Mateus Prata e Diandro Mota recebem a nutricionista Dra. Daniela Seixas (UFPR, doutora em Bioquímica, pós-doc USP e autora de Compostos Bioativos dos Alimentos) para destrinchar, com embasamento e senso crítico, as Diretrizes Alimentares Americanas 2025–2030 e a nova pirâmide.O que você vai ouvir:Introdução às Diretrizes 2025–2030: quem faz, para quem servem e por que esse documento importa para o Brasil.Mudança de vilão: saiu a gordura como foco principal, entrou o ultraprocessado como alvo central.O que é ultraprocessado, por que ele domina o prato das pessoas e como traduzir “evite ultraprocessados” em escolhas reais.Comida de verdade, mas proteína no centro: a recomendação de 1,2–1,6 g/kg/dia de proteína como novo “normal” populacional.Laticínios integrais e gordura saturada: limite de 10% de saturada mantido, mas com espaço para laticínios integrais e até manteiga/sebo em moderação!! Isso está correto?Frutas, vegetais e dietas plant-based: o tratamento às dietas vegetarianas/veganas: ênfase em riscos e deficiências, mas pouco foco nas falhas da dieta onívora padrão.Política, ciência e bastidores: o papel do relatório de 2023–2024 e o “apagamento” de algumas recomendações no produto final.Se você quer entender o que há de realmente sólido nessas novas recomendações, o que pode impactar risco cardiometabólico e o que deve ser lido com cautela, esse episódio é pra você.
Este conteúdo é um trecho do nosso episódio: “#254 Como devs experientes otimizam a IA no dia a dia”. Nele, Felipe Torres, Android Lead Developer, e Rodolfo Nascimento, Desenvolvedores Líder, ambos da dti digital, descrevem um framework criado por um membro da comunidade dev que estrutura o desenvolvimento com IA em etapas bem definidas. Descubra por que separar planejamento de execução pode transformar a forma como você usa IA sem perder o controle sobre seu código. Dê o play e ouça agora! Assuntos abordados: Metodologia de desenvolvimento em 5 etapas com IA; Separação entre planejamento e execução de código; Como manter controle sobre código gerado por IA; Natureza iterativa do desenvolvimento com IA; Revisão automatizada e conformidade com requisitos; Desenvolvimento ágil sem comprometer qualidade. Links importantes: Vagas disponíveis Newsletter Dúvidas? Nos mande pelo Linkedin Contato: entrechaves@dtidigital.com.br O Entre Chaves é uma iniciativa da dti digital, uma empresa WPP
Saiu uma revisão científica aí que tá causando um alvoroço gigante no mundo do esporte de endurance, que inclui a corrida. Basicamente, os caras tão falando que a galera tá consumindo muito mais carboidrato do que deveria. Link da revisão - https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41562187/Nossos links - https://linktr.ee/corridanoarO Corrida no Ar News é produzido diariamente e postado por volta das 6 da manhã.
Olá, torcida de Seattle! Mais um episódio do podcast Seahawks Brasil, trazendo tudo sobre a franquia de Seattle pra você! Lucas Castro e Helton comentam. Revisão vs San Francisco: Atuação de gala e classificação para a final de conferêrencia Previsão vs LA Rams: Novo duelo divisional na final da NFC The Dark Side Defense vs Melhor ataque da temporada Lesões: Zach Cahrbonnet fora da temporada e atualização de Sam Darnold e Charles Cross Palpites para o confronto Acompanhe muito mais sobre o Seattle Seahawks no X/Twitter @PodSeahawksBR Edição: Lucas CastroSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Os últimos QUATRO, nenhum invencível!0:00 Abertura do Episódio3:40 Broncos vencem, mas perderão Bo Nix10:55 O time mais completo da NFL, Seahawks18:10 Jogo atrapalhado na vitória dos Pats25:39 Drama até o fim em Rams e Bears35:52 Momento Merchan37:35 Prévia Broncos e Patriots50:00 Rams e Seahawks em desempate1:00:05 PalpitesPara mais conteúdo do Talk e Tackle Podcast:Nos siga no Instagram e no X: @talketackle. Inscreva-se no nosso canal: www.youtube.com/@tocoetackle. Apresentação: Jonas Faria; Comentários: Jonatan Mombach.
A dislipidemia deixou de ser um tema restrito a “colesterol alto” e a Diretriz Brasileira de 2025 veio para deixar bem claro que o foco é prevenção da aterosclerose e suas repercussões em desfechos cardiovasculares!No DozeCast #208, Victor Bemfica e Diandro Mota discutem os principais destaques da nova diretriz e o que, de fato, muda na prática clínica.Falamos sobre:• Atualizações na estratificação de risco e tomada de decisão clínica• Metas lipídicas e marcadores adicionais (não-HDL, ApoB, Lp(a))• Estratégias de tratamento: intensificação precoce e terapias combinadas quando indicado• Papel das terapias hipolipemiantes modernas: anti-PCSK9, inclisiran, ácido bempedoico, entre outras • Condutas em populações específicas (diabetes, DRC, idosos e alto risco)
Reflexões sobre os ensinamentos de Jesus à luz do Espiritismo.
Reflexões sobre o capítulo 4 - “Revisão e reajuste” do livro "Encontro Marcado", pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.
O Check-up Semanal é um formato do Portal Afya que reúne, em um único episódio, um resumo comentado dos cinco temas mais relevantes de cada especialidade, com base nos conteúdos publicados recentemente no portal.Neste episódio, Ronaldo Gismondi, editor-chefe médico do Portal Afya e do Whitebook, comenta os principais destaques de Nefrologia em 2025, com foco em decisões práticas na enfermaria, UTI e ambulatório.Falamos sobre contraste iodado e lesão renal aguda, quando iniciar terapia renal substitutiva no paciente crítico, manejo do diabetes em pacientes em diálise, atualizações da KDIGO sobre transtorno mineral e ósseo da DRC e evidências sobre o tratamento da bacteriúria assintomática em transplantados renais.
Restam 8! O sonho do Super Bowl está cada vez mais próximo, quem leva vantagem em cada confronto da rodada divisional? E ainda, as lições que ficam para cada equipe eliminada dos playoffs.Direto ao ponto:(0:00) abertura e introdução;(4:10) no sufoco, Rams vencem Panthers em grande jogo de Bryce Young e companhia;(10:30) Caleb Williams é o melhor quarteback da história dos Bears? (20:02) Josh Allen carrega os Bills em vitória sobre os Jaguars;(26:20) Niners superaram turnovers e (novas) lesões para eliminar os atuais campeões;(33:05) Os amarelões dos playoffs: Chargers e Steelers sofrem novas eliminações;(38:14) momento merchan; (39:30) Broncos x Bills;(45:58) Patriots x Texans;(51:25) Seahawks x Niners;(58:05) Bears x Rams;(1:05:40) palpites para o divisional;Para mais conteúdo do Talk e Tackle Podcast:Nos siga no Instagram e no X: @talketackle. Inscreva-se no nosso canal: www.youtube.com/@tocoetackle. Apresentação: Jonas Faria; Comentários: Jonatan Mombach.
A insuficiência cardíaca deixou de ser um diagnóstico estático — e a FEVE recuperada é o melhor exemplo disso.Neste episódio do DozeCast, Plínio e Rapha Rossi, discutem em profundidade a IC com fração de ejeção melhorada, desde a fisiopatologia do remodelamento ventricular até o grande dilema clínico atual: quando (e se) podemos retirar o tratamento?Falamos sobre:Remodelamento adverso vs remodelamento reversoDiferença entre melhora, remissão e recuperação verdadeiraNovas propostas conceituais da ESC 2025Prognóstico real da HFimpEFO que fazer com diuréticos, CDI e TRCEvidências dos estudos TRED-HF, CATHEDRAL-HF, STOP-CRTPor que “melhora não é cura” precisa virar regra na prática clínicaMinutagem:(01:21) - Definições sobre IC e remodelamento cardíaco (12:00) - Qual o paciente que tem maior chance de sofrer remodelamento cardíaco? (17:49) - Como esse remodelamento ocorre(19:06) - Como as medicações e os dispositivos ajudam no remodelamento(26:30) - O que é a IC de fração de ejeção melhorada(30:00) - Classificação da IC de fração de ejeção melhorada(33:37) - Prognóstico da melhora da fração de ejeção (35:37) - Como manejar esse paciente de forma medicamentosa (43:00) - Posso ou não retirar as medicações após a melhora da fração de ejeção_____________________________________________________Revisões didáticas de Cardiologia, semanalmente, na DozeNews PRIME — a maneira mais leve e rápida de se manter atualizado(a), através do link https://news.dozeporoito.com/dozecast26
No segundo episódio da série “Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro”, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini contam como é o delicado processo de restauro de obras de arte danificadas. É um trabalho minucioso que envolve vários experimentos, alguns deles realizados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), usando as linhas de luz do acelerador de partícula Sirius. Eles também te contam como o restauro das obras danificadas nos ataques golpistas é um sinal de fortalecimento dos símbolos da democracia brasileira. _____________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro” – Ep.2 Mãos à Obra Presidente Lula: Hoje, é dia de dizermos em alto e bom som, ainda estamos aqui, ao contrário do que planejávamos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Se essas obras de arte estão aqui de volta, restauradas com esmero por homens e mulheres que a elas dedicaram mais de 1.760 horas de suas vidas, é porque a democracia venceu. Muito obrigado, companheiros. Aurélio: Este é o segundo episódio da série sobre a restauração das obras vandalizadas no 8 de janeiro de 2023. Se você ainda não escutou o episódio anterior, dá uma olhadinha nele e aí volta pra cá, porque hoje nós vamos nos aprofundar em toda a ciência do restauro de uma obra rara e também pensar sobre o atual cenário da democracia brasileira. Marcos: Eu sou o Marcos Ferreira, um dos apresentadores dessa série. Aurélio: E eu sou o Aurélio Pena, e você está ouvindo o Podcast Oxigênio. Aurélio: Uma das obras mais famosas entre as restaurações é o mural Mulatas à Mesa, de Di Cavalcanti, parte do acervo do Palácio da Alvorada. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Di Cavalcanti viveu entre 1897 e 1976. O artista modernista produziu principalmente pinturas, desenhos, murais e caricaturas. Suas reconhecidas cores vibrantes e temas tipicamente brasileiros o tornaram um dos grandes nomes da pintura e do modernismo do Brasil. Marcos: A obra, produzida em 1962, mostra uma cena na qual predominam figuras femininas, as chamadas mulatas, retratadas com curvas voluptuosas, pele morena e uma postura que mistura sensualidade e introspecção. Elas aparecem em um ambiente descontraído, cercadas por elementos tropicais, como frutas e flores, que evocam a exuberância e o calor do Brasil. A pintura é de grande importância porque reflete a valorização da cultura e da identidade nacional, exaltando a miscigenação como um elemento central do Brasil. Di Cavalcanti buscou celebrar a mulher brasileira, representando não apenas a sua beleza, mas também como um símbolo da força e do espírito nacional. Foi essa obra que levou sete facadas. Aurélio: A cultura japonesa tem um tipo de arte chamado Kintsugi. Nela as rachaduras e avarias de um objeto são mantidas e valorizadas, normalmente com ouro. Essas imperfeições contam a história desses objetos. Marcos: Uma lógica parecida com a do Kintsugi foi utilizada na restauração da Mulatas à Mesa, como nos contou a coordenadora do projeto de restauro, a professora Andréia Bachettini, que você também ouviu no primeiro episódio desta série. Andréia Bachettini: Quando eu desembrulhei ela lá no início, em setembro de 23, eu fiquei muito impactada assim com a brutalidade que ela foi agredida. E o processo de restauração foi muito pensado assim, como que a gente vai não tirar o valor dessa obra, mas também a gente não podia esconder essas marcas que ela sofreu, essas sete perfurações que ela sofreu. Então a gente optou por remover esse reentelamento, o reentelamento, para os leigos, é colar uma tela para dar sustentabilidade à tela original. Então ela já tinha essa tela, ela tem a tela original, e colada a ela um outro linho que era um tecido bem resistente. Esses dois tecidos foram rasgados, inclusive a sustentação dela é feita com um bastidor em madeira que também foi quebrado, os montantes, as travas desse bastidor foram quebradas. Então a gente teve que fazer uma substituição de travas do bastidor, e aí optamos então por fazer um reentelamento com o tecido de poliéster de vela de barco, de vela, que é transparente assim, e não esconderia então as cicatrizes por trás da obra. Pela frente ela ficou imperceptível, a gente fez a restauração com a técnica de pontilhismo, que são sobreposição de pontinhos na cor, dando a ilusão de ótica da cor na superfície. Então ela fica imperceptível pela frente, mas pelo verso as marcas dessa restauração estão evidenciadas. Aurélio: Ao destacar a figura da mulata, que frequentemente é marginalizada na sociedade brasileira, a obra também provoca reflexões sobre questões sociais, como a posição da mulher negra e mestiça no Brasil. Assim, vai além da mera representação de uma imagem, tornando-se um manifesto visual da busca por uma identidade cultural, nacional e autêntica no contexto modernista. Marcos: O restauro de uma obra é extremamente sofisticado, e envolve profissionais de áreas das quais normalmente nem imaginamos. Um exemplo disso é que parte do projeto exigiu um estudo das tintas e vernizes utilizadas nos quadros danificados, feita por cientistas de materiais. Andréia Bachettini: Falando um pouquinho do ofício, hoje a conservação e restauração não é só um artesanato, só o fazer, a habilidade manual. Claro que existe a necessidade de ter habilidade manual para interferir em uma obra, mas por trás de tudo isso, tem muita ciência, muito estudo. A gente tem que conhecer os materiais que foram feitos nessas obras. É um trabalho multidisciplinar, envolve profissionais da química, da biologia, da arquitetura, da física, da história da arte, da conservação e restauração, da museologia. Pensar como essa obra vai ficar exposta depois. Então são muitos profissionais envolvidos na restauração hoje. Aurélio: Compreender com precisão a composição dessas tintas é uma etapa importante, pois permite aos restauradores recriar os materiais que serão utilizados para recuperar as obras, garantindo que elas fiquem quase como se fossem tocadas. Essa tarefa não é simples, já que muitas vezes as tintas usadas no passado são bem diferentes das que nós temos hoje. Além disso, é comum que artistas misturem diversos meios e pigmentos para conseguir os efeitos desejados. Em alguns casos, faziam as próprias tintas, sem deixar registro sobre esse processo. Marcos: Para entender um pouco mais sobre como o estudo dos vernizes e tintas foi feito, conversamos com dois professores da Universidade Federal de Pelotas, o Bruno Nuremberg e o Mateus Ferrer, que atuaram nas análises químicas das obras danificadas pelos golpistas. Aurélio: Bruno, você pode contar um pouquinho pra gente como se deu esse estudo? Bruno Nuremberg: Em janeiro de 2024, a gente já estava montando o laboratório lá em Brasília para realizar esse projeto de restauro. Claro que a base dele é a parte do restauro dessas obras, mas ele também contou com várias ações pontuais, dentre elas a que eu e o Mateus a gente está desenvolvendo até agora, que seria o quê? Seria a pesquisa dos materiais presentes nesses bens culturais para fazer toda uma parte de documentação, um estudo dos materiais utilizados pelo artista, tentar descobrir novas informações. Aurélio: E por que é feito um estudo dos materiais presentes nas obras? Bruno Nuremberg: Então a gente pode utilizar essas técnicas na parte do pré-restauro. Por exemplo, eu tenho um quadro e nesse quadro eu preciso remover o verniz dele porque ele passou por um processo de oxidação. Marcos: A oxidação que o professor Bruno mencionou é uma reação química que acontece com o oxigênio do ar e que acaba desgastando um material. Bruno Nuremberg: Então se eu tiver conhecimento do material que compõe esse meu verniz, ou seja, do aglutinante, do polímero, eu vou conseguir estar direcionando um solvente muito mais adequado para ser aplicado nesse processo de remoção desse verniz. Outro ponto muito importante é que conhecendo esses materiais a gente também consegue direcionar mais corretamente, digamos assim, quais materiais devem ser utilizados no processo de restauração, no processo de intervenção. Então todo material que eu vou aplicar numa obra de arte, ele não pode ser exatamente da mesma composição. Ele tem que ter a mesma característica estética, mas a parte química dele tem que ser diferente. Por que isso? Porque daqui a 15, 20 anos um novo restaurador vai trabalhar em cima dessa tela e ele tem que distinguir os materiais que foram aplicados ali naquela intervenção. Eles têm que ser quimicamente diferentes. Então no futuro, daqui a 50, 100 anos, quando essa obra precisar passar por um processo de limpeza ou de reintegração pictórica, que seria o processo de repintar perdas, as pessoas já vão ter essas informações ali, quais materiais foram utilizados, vão ter, enfim, tudo caracterizado quimicamente, dados robustos e confiáveis do que aquela obra presença de materialidade. Então se eu tenho, por exemplo, uma pintura a óleo e eu vou fazer uma reintegração com óleo, se eu precisar retirar no futuro essa intervenção que eu fiz, eu vou estar causando um dano na pintura original que também era a base de óleo Marcos: E Bruno, quais são os desafios na caracterização dos componentes químicos dessas obras de arte? Bruno Nuremberg: Quando a gente se depara com esse tipo de amostra, a gente encontra desafios que, digamos assim, na pesquisa tradicional de engenharia de materiais, da química, a gente não tem. O número de amostras que a gente pode coletar de uma obra de arte, ele não é ilimitado. Então a gente tem que ter uma série de autorizações, a gente tem que ver, tem vários critérios que a gente tem que seguir para poder realizar essas amostragens. As amostras que a gente coleta tem em torno de um milímetro quadrado, digamos assim. Então são amostras super pequenas. Então a gente tem numa pintura, por exemplo, tu vai encontrar aglutinantes de vernizes, tu vai encontrar cargas, tu vai encontrar aditivos, tu vai encontrar pigmentos, tu vai encontrar dois, três tipos de aglutinantes. Então essa sopa química dentro desse universo microscópico é o que a gente tem que realizar de caracterização. Aurélio: Esse tal aglutinante de verniz que o Bruno mencionou é também conhecido como ligante. Ele é o componente essencial que atua como base da formulação e é responsável por unir todos os outros ingredientes, como pigmentos e aditivos das tintas, e por formar uma película na superfície da obra que protege ela. Marcos: Nós conversamos também com o professor Mateus Ferrer, que também é da UFPel, que trabalhou junto com o Bruno no estudo desses materiais das obras raras. Ele nos contou um pouquinho de como isso foi feito. Mateus Ferrer: Primeiro que ali não são somente pinturas, não são somente telas. Nós temos diversos tipos de obras, inclusive materiais cerâmicos, telas de várias épocas, pintores diferentes, com técnicas e materiais diferentes. Então isso gera uma complexidade e a gente nota uma complexidade até mesmo na literatura. Marcos: Para determinar com alta precisão os constituintes de amostras muito pequenas das telas, os professores Bruno e Mateus utilizaram diversas técnicas avançadas de análise. Algumas foram realizadas na própria universidade, enquanto outras foram feitas em instalações abertas para toda a comunidade científica, no CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, que fica em Campinas/SP. Uma delas é a técnica de espectroscopia de infravermelho, que permite identificar e medir quais substâncias estão presentes nas obras do acervo nacional. Mateus Ferrer: Então a gente tem o que a gente encontra na literatura, de forma muito vaga, e tem o nosso conhecimento do nosso grupo, que de fato a gente está explorando, buscando novas técnicas, buscando ferramentas, buscando laboratórios parceiros, buscando projetos como o caso do Sirius, que esse foi o primeiro projeto e não será o único, haverão outros projetos que a gente precisa de super laboratórios e equipamentos que a gente não tem na nossa estrutura. Aurélio: Isso só é possível porque existe uma interação entre o infravermelho e as substâncias estudadas, mais especificamente, quando as moléculas das tintas ou dos vernizes conseguem interagir com a luz infravermelha. O nome disso é atividade do infravermelho. Dessa maneira, parte dessa luz interage com a amostra, podendo ser absorvida por ela, sendo isso detectado e medido pelo equipamento. Marcos: É interessante destacar que a infraestrutura de estudos com o infravermelho beneficia toda a comunidade científica brasileira, estando disponível na linha de luz Imbuia, uma das linhas de luz do Sirius, um acelerador de partículas de última geração e o mais famoso equipamento do CNPEM. A nossa Imbuia é a única linha de luz infravermelha em um equipamento desse tipo no mundo todo, mostrando para a comunidade científica internacional que o Brasil é, sim, líder em ciência de ponta. Bruno Nuremberg: A gente consegue obter informações a respeito dos pigmentos pela espectroscopia Raman, a espectroscopia infravermelho, para a gente identificar especialmente a parte orgânica, então quais são os polímeros que compõem essa tinta, quais são os polímeros que compõem os vernizes, e a parte de microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de fluorescência para fazer a identificação de elementos, elementos químicos. Então, essas três técnicas aplicadas, a gente geralmente consegue informações bem completas, essas informações se complementam para a gente montar o quebra-cabeça de cada uma dessas micro amostras. Aurélio: A espectroscopia Raman é uma técnica de análise que utiliza a interação da luz com a amostra para obter informações sobre a sua estrutura molecular e a composição química. Marcos: Já a microscopia eletrônica de varredura, mencionada pelo Bruno, é uma técnica para gerar imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. Isso acontece ao se varrer cada ponto da superfície da amostra com um feixe de elétrons bem pequeno e focado. Bruno Nuremberg: O projeto que foi submetido lá foi para utilizar o micro-FTIR, na linha Imbuia-micro. O nosso objetivo lá, então, era fazer o mapeamento químico da fração orgânica da obra do Di Cavalcanti, intitulada Mulatas à Mesa. Então, o nosso objetivo, na verdade, era identificar quais compostos orgânicos estavam presentes dentro de cada uma das camadinhas que compõem a nossa tela. A gente teve, além da utilização do equipamento, toda uma parte de preparo de amostras que foi bem complexa. Aurélio: O professor Mateus também explicou que, para conseguir analisar essas amostras, que em geral são bem complexas, foi muito importante a ajuda da equipe científica do CNPEM, para que algumas dificuldades fossem superadas. Mateus Ferrer: Além do pessoal da Imbuia, incluindo o cientista de linha, que foi o Bruno, o pessoal da LCRIO (Laboratório de Preparações Criogênicas), a gente teve muita dificuldade ali com essas obras. Cada uma tinha um tipo de densidade, um tipo de dureza, e junto também com a pesquisadora Juliana, do nosso grupo também, que se dedicou bastante nos cortes ali. Eu acredito que esse foi um dos grandes desafios, que a gente tinha pouquíssima amostra, quase a gente não enxergava as amostras, então a gente tinha que preparar essas amostras e para depois fazer o infravermelho com diversas formas que a gente usou ali. Mas eu acho que o grande diferencial que a gente teve ali foi realmente o mapeamento, o infravermelho acoplado com o mapeamento, que a gente conseguia encontrar as composições e as regiões daquele determinado material que a gente enxergava. Então a gente conseguia ver as camadas, mais a quantidade de materiais ali que faziam parte daquelas amostras. Marcos: Professor Mateus, conta para a gente como o estudo químico dos materiais usados nas obras de arte pode também resultar em novos conhecimentos artísticos e históricos. Mateus Ferrer: Quando a gente começa a entrar nesse mundo de entender o material, a gente começa a ver e comprovar de fato que a arte é um reflexo da história. Lógico que a gente tem obras também nacionais e de artistas de fora do Brasil, mas a gente começa a entender um pouquinho da história da forma como nunca ninguém viu. Eu sei que tem pessoas que criticam quando a gente quer olhar a obra de uma forma mais lógica, de uma forma científica, mas a gente começa também a pegar uma essência que não está diretamente impressa ali na obra. A gente começa a entender qual o material que aquela pessoa utilizava, a gente começa a ver discrepâncias, por exemplo, uma pessoa de classe média acima usava e uma pessoa de classe inferior usava. Então, a gente começa a entender a história e também extrair algum tipo de sentimento ali entendendo o material que foi utilizado naquela obra. São pistas para a gente, para que a gente possa entender naquela época qual era o tipo de pigmento, qual era o tipo de resina, no caso pega uma composição da tinta no geral ali ou no verniz que se utilizava, por que tal pintor utilizava materiais totalmente diferentes do que era dessa época. É dessa época mesmo? Então são questões aí que a gente, são pistas, é um processo investigativo realmente que a gente tem que ir aí se apoiando também na história. Presidente Lula: Se essas obras de arte estão aqui de volta é porque a democracia venceu, caso contrário estariam destruídas para sempre e tantas outras obras inestimáveis teriam o mesmo destino da tela de Di Cavalcanti, vítima do ódio daqueles que sabem que a arte e a cultura carregam a história e a memória de um povo. A arte e a cultura que as ditaduras odeiam, a história e a memória que sempre tentaram apagar. Estamos aqui porque é preciso lembrar para que ninguém esqueça, para que nunca mais aconteça. Aurélio: Em janeiro de 2025, em um evento comemorativo da finalização do processo de restauro das obras em Brasília, o presidente Lula discursou sobre a importância do reestabelecimento do acervo nacional e também da nossa democracia. Marcos: A fala de Lula sobre a finalização do projeto é um exemplo claro de como a manutenção da cultura e história de um país é também o restauro da democracia brasileira. Não é possível uma democracia saudável existir sem um patrimônio material, mantido em bom estado e celebrado nos espaços públicos, acessíveis para todas as gerações, por meio dos aparelhos de cultura. Aurélio: Sobre isso, o professor Mateus comenta sobre a falta de incentivos para áreas como as artes, os estudos museológicos, a manutenção e o restauro dos nossos acervos históricos. Mateus Ferrer: É muito difícil a gente pensar em incentivos na parte de restauro e proteção quando a gente vê que a gente não dá valor às nossas obras. Então como é que a gente está pensando em incentivos, em proteger algo que a gente não valoriza? Então a gente precisa pensar realmente de incentivos na arte como um todo, dos nossos artistas, das obras que a gente tem, dos legados já que foram deixados aí e lógico isso vai vir também um incentivo na proteção desse patrimônio material que é tão precioso e tão fantástico e diversificado aqui no nosso país. Aurélio: Agora que já temos as obras restauradas e os golpistas que as danificaram vêm sendo julgados e punidos, o que o futuro promete? A democracia voltou à sua normalidade ou ainda se encontra ameaçada? Jornalista 1: Um protesto pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista em São Paulo. Jornalista 2: O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete governadores participaram da manifestação. Bolsonaro: O movimento aqui hoje é pela anistia, pela liberdade das pessoas de bem que nunca pegaram arma na sua vida, tanto é aquele dos condenados que estão respondendo o processo, não achei ninguém com qualquer passagem pela polícia. Música (Marcelo Crivella): A anistia chegou, é a justiça mais ampla. Aurélio: Fizemos essa pergunta para o cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos, Piero Leiner, que você já deve ter ouvido no episódio anterior. Piero Leiner: Diante desse cenário, os problemas para a democracia foram tão profundos no Brasil e tão pouco solucionados que a gente só está vivendo, assim como aquele corredor que começa tropeçando e não consegue reestabelecer o equilíbrio. A restituição do nosso processo democrático está demorando demais para acontecer, porque a máquina está ocupada em lidar com esse excesso de ruído que essas coisas todas vinculadas ao Bolsonaro e ao bolsonarismo criaram durante esses últimos anos. O bolsonarismo radicaliza cada vez mais para a extrema direita e agora com o Trump, então, isso vai escalar muito mais e o Lula acaba indo também no vácuo disso para o campo do centro-centro-direita, o que é um problema. Agora, o que vai ser nos próximos dois anos? Bom, eu acho que isso ainda está incerto, não dá para saber exatamente o que vai rolar, mas tem pesquisas mostrando um Lula muito pouco competitivo hoje já. Marcos: O professor Piero também nos contou sobre como Bolsonaro, de certa maneira, sempre buscou se vender como antissistêmico, por mais que antes da presidência, ele e a sua família já estivessem no sistema político brasileiro há décadas. Piero Leiner: Eu acho que muita gente está com uma espécie de ideia fixa na ideia de uma espécie de utopia regressiva, de que a gente vive numa sociedade extremamente desorganizada e que é uma sociedade cujos pilares são estabelecidos por uns poucos agentes que controlam a ordem das coisas a partir de uma espécie de sala secreta. É um pouco uma espécie de visão conspiratória tá? Que começa daquela percepção muito comum, muito do senso comum, de que os políticos são uma casta que só trabalha em benefício próprio, que conseguem produzir um sistema que beneficia a eles e que a sociedade é alguma coisa completamente separada ou apartada desse sistema. E a partir de um determinado momento, as pessoas passaram a botar na cabeça a ideia de que precisaria vir uma espécie de agente antissistêmico ou antissistema para fazer uma reviravolta na vida social. Quando, na verdade, isso é um engodo, uma mega farsa. Como é possível um cara ser liberal e antissistêmico ao mesmo tempo? Então, essa rebelião brasileira é uma rebelião profundamente auto-enganada, porque eles procuram justamente os agentes da ordem e da ordem que cria a própria desordem para fazer o seu movimento de rebelião. Ou seja, já é uma rebelião que nasce equivocada do começo. Me parece que tem como grande tarefa esvaziar aí sim o potencial de transformador que poderia estar ancorado a um campo popular de esquerda, etc., e tal. Marcos: Chegamos ao final do nosso episódio. Se você gostou, não se esqueça de deixar cinco estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes e também compartilhe o Oxigênio com os seus amigos em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas disponíveis na internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, o Labjor da Unicamp, em especial a coordenadora do Oxigênio, a professora Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até mais! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: professores da Universidade Federal de Pelotas: Andréa Lacerda Bachettini, Bruno Noremberg, Mateus Ferrer e, Piero Leirner, da Universidade Federal de São Carlos. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Músicas: Youtube Audio Library (sem atribuição necessária) e “A Anistia Chegou” de Marcelo Crivella. Para saber mais: Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m
Veja também em youtube.com/@45_graus Catarina Santos Botelho é Professora na Faculdade de Direito do Porto da Universidade Católica, onde é titular da Cátedra de Direito Constitucional. É investigadora no Católica Research Centre for the Future of Law. É Diretora Executiva de programas de mestrado e Diretora Científica do Mestrado em Constitucionalismo, Democracia e Direitos Humanos. Integra o Conselho de Administração da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA) e é membro eleita da Comissão Editorial do Relatório Anual (AREDIT) da FRA. _______________ Índice: (0:00) Introdução (3:59) O Semi-Presidencialismo à portuguesa | Maurice Duverger (11:44) Revisão constitucional de 1982 | Livro de Vital Moreira: Que Presidente da República para Portugal? (26:34) Principais poderes do Presidente: dissolução da AR, demissão do governo, veto político e veto “jurídico” (enviar leis para fiscalização preventiva e sucessiva pelo T. Constitucional) (43:27) As 10 dissoluções da AR desde 1976 e as mais controversas (2004, 2024).See omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidado: Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International University. No início de dezembro de 2025, os Estados Unidos anunciaram sua nova Estratégia de Segurança Nacional — um documento que redefine as prioridades da política externa americana. O texto foca menos em Oriente Médio e Europa e aponta maior atenção à América Latina, à Ásia e à disputa com a China. Um mês depois da divulgação, os EUA invadiram a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro. Na sequência, Donald Trump voltou a reivindicar o controle sobre a Groenlândia. E, no início desta semana, o Departamento de Estado publicou uma imagem do presidente americano com os dizeres: “Este é o nosso hemisfério”. Em destaque, a palavra “nosso”. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Guilherme Casarões para explicar como a política externa americana é a peça-chave no redesenho de um novo mapa-múndi, no qual as zonas de influência importam mais do que as fronteiras nacionais – e onde as grandes potências, de acordo com a visão da Casa Branca, seriam EUA, China e Rússia. Cientista político e professor da Florida Internacional Univeristy, Casarões responde como ficam as influências de China e Rússia (na Ásia, Europa e América Latina) e o status da Europa e do Oriente Médio. Ele também analisa a situação das potências regionais, caso do Japão, da Índia e do Brasil.
Revisões didáticas de Cardiologia, semanalmente, na DozeNews PRIME — a maneira mais leve e rápida de se manter atualizado(a), através do link https://news.dozeporoito.com/dozecast26
No primeiro episódio do ano, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini retomam os eventos do 8 de janeiro de 2023 para pensar como a destruição de obras de arte reflete a forma de pensar que motivaram as ações golpistas nesse dia. E depois, como o restauro dessas obras pode ajudar a elaborar a reconstrução da democracia no país? No episódio, você escuta pesquisadores que explicam os impactos dos atos golpistas e também como foi o processo de restauro das obras danificadas. _________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro” – Ep.1 Restauros de um golpe Golpistas: Quebra tudo. Vamos entrar e tomar o que é nosso. Chega de palhaçada. Marcos: Quebradeira, gritaria e confusão. Ouvindo essa baderna, pode-se imaginar que estamos falando de um cenário de guerra. Mas esse foi o som ouvido durante os ataques antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Golpistas: Entremos no Palácio dos Três Poderes. Telejornalista: Milhares de pessoas invadiram a sede dos três poderes em 8 de janeiro de 2023. Elas não aceitavam a derrota de Jair Bolsonaro e pediam um golpe de Estado. Golpistas: Intervenção federal. Intervenção federal. Telejornalista: De lá pra cá, investigações da Polícia Federal descobriram que a tentativa de golpe começou meses antes. Políticos e militares alinhados a Bolsonaro se reuniram e elaboraram planos para permanecer no poder. Para eles, era importante que os manifestantes se mantivessem exaltados. Aurélio: Durante o atentado, os golpistas danificaram diversas obras de arte do Acervo Nacional, sendo elas de valor inestimável para a cultura, memória e história do nosso país. Quadros como o Mulatas à Mesa, do pintor Emiliano di Cavalcanti, o retrato de Duque de Caxias, do artista Oswaldo Teixeira e o Relógio de Baltasar Martinot são apenas alguns dos itens danificados e destruídos. Marcos: Os escombros de toda essa devastação não foram simplesmente abandonados. Hoje, tais obras estão restauradas, quase como se nada tivesse acontecido naquele dia fatídico. E é isso que a gente vai contar pra você nesta série, com dois episódios. No episódio de hoje, vamos rememorar como foi o dia da invasão à Brasília. Vamos também conhecer um pouco sobre as etapas do processo de restauro das obras que pertencem ao nosso Acervo Nacional, que você já consegue visitar novamente. E no próximo episódio, vamos explorar mais detalhes dos desafios técnicos e científicos em se estudar e restaurar as obras raras no Brasil, de forma mais aprofundada. Aurélio: Eu sou Aurélio Pena. Marcos: E eu sou o Marcos Ferreira. Aurélio: Nosso editor é Rogério Bordini. E este é o podcast Oxigênio. Vinheta: Você está ouvindo Oxigênio. Aurélio: Para entender a importância desse restauro, primeiro a gente precisa saber um pouquinho sobre o que foi o 8 de janeiro. Marcos: A mudança do ano de 2022 para 2023 foi o período de troca entre governos presidenciais no Brasil. Em 2022, o atual presidente Lula foi eleito com 50,9% dos votos contra 49,1% para o agora ex-presidente Bolsonaro, durante o segundo turno das eleições. Essa disputa acirradíssima representa uma enorme divisão política no Brasil, como nunca tivemos antes na nossa história. Aurélio: O cenário era de tensão. Durante anos, Bolsonaro vinha questionando a legitimidade das eleições e dando declarações favoráveis a um golpe de Estado, caso não vencesse as eleições. Bolsonaro: Nós sabemos que se a gente reagir depois das eleições vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira. Nós não podemos, pessoal, deixar chegar as eleições, acontecer o que tá pintado, tá pintado. Eu parei de falar em votos, em eleições há umas três semanas… Cês tão vendo agora que acho que chegaram à conclusão, a gente vai ter que fazer alguma coisa antes. Aurélio: Dessa forma, quando o ex-presidente foi derrotado nas urnas, ele já havia plantado as sementes de uma revolta antidemocrática que explodiu nos ataques do 8 de janeiro de 2023. Marcos: Vale ressaltar que as inúmeras alegações de fraude eleitoral feitas por Bolsonaro nunca foram confirmadas. Pelo contrário, segundo um relatório encomendado pelo TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, que contou com uma análise de nove organizações internacionais independentes, o sistema eleitoral brasileiro é, abre aspas, ”seguro, confiável, transparente, eficaz, e as urnas eletrônicas são uma fortaleza da democracia”, fecha aspas. E ainda mais, o próprio ex-presidente nunca forneceu evidências que suportassem essas alegações. Aurélio: Em 8 de janeiro de 2023, uma semana após a posse de Lula, alguns grupos alinhados ao bolsonarismo, insatisfeitos com o resultado da eleição e, claro, influenciados por discursos de contestação ao processo eleitoral, organizaram as manifestações que culminaram na invasão de prédios dos três poderes da república na cidade de Brasília. Trajados de verde e amarelo, os golpistas invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, que é a sede do Executivo, e o Supremo Tribunal Federal, que a gente conhece como STF. Esses edifícios são símbolos da democracia brasileira e abrigam as principais instituições políticas do nosso país. Marcos: Durante os ataques, os golpistas destruíram janelas, móveis, obras de arte históricas, documentos e equipamentos. Além disso, realizaram pichações, roubaram objetos e tentaram impor sua insatisfação por meio de atos de vandalismo e intimidação. Hoje sabemos que uma parcela das Forças Armadas foi conivente com os atos antidemocráticos e, por conta disso, a devastação causada pelos bolsonaristas foi imensa, principalmente ao acervo histórico e cultural nacional. Aurélio: No próprio dia desses ataques, centenas de manifestantes foram detidos e investigações subsequentes foram e vêm sendo conduzidas para identificar os organizadores e os financiadores dessas ações. Marcos: Em março de 2025, Bolsonaro se tornou réu em ação penal sobre a acusação dos crimes: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estad; Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União; Deterioração de patrimônio tombado. E em novembro de 2025, o ex-presidente foi condenado pelo ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, a 27 anos e 3 meses de cumprimento de pena em regime fechado, tornando Bolsonaro inelegível até 2060. Pelo menos essas são as últimas informações até a gravação deste episódio. Aurélio: Para ter uma maior noção do significado político dos atos do 8 de janeiro, conversamos com o Leirner, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Ele fez uma análise desse crescente cenário antidemocrático desde o ano de 2013 até hoje. Marcos: Professor Piero, como a nossa democracia chegou ao ponto de termos vivenciado esses atos golpistas no 8 de janeiro de 2023? Piero: Esse é um ponto que eu acho que talvez divirja um pouco de algumas leituras, porque eu acho que o fenômeno Bolsonaro é secundário em relação ao fenômeno do desajuste institucional que a gente começou a viver no pós-2013. Após junho de 2013, houve uma espécie de janela de oportunidade, uma condição para que certos atores institucionais promovessem uma desorganização desses parâmetros que a gente está entendendo como parâmetros da democracia. Basicamente, esses atores são muitos e estão ramificados pela sociedade como um todo, mas me interessa, sobretudo, quem foram os atores estatais que produziram esse desarranjo, lembrando que eles são atores que têm muito poder. Basicamente, eu acho que esses atores estatais vieram de dois campos, o judiciário de um lado e os militares de outro. Ambos contribuíram de maneira absolutamente problemática para esse desarranjo institucional. Marcos: As investigações relacionadas à invasão de Brasília, realizadas pelo STF, responsabilizaram cerca de 900 pessoas por participação nos ataques. Os crimes realizados pelos golpistas estão nas categorias de: Associação criminosa; Abolição à violência do Estado Democrático de Direito; e danos ao patrimônio público. Aurélio: Além de Bolsonaro, outros dois grandes envolvidos na trama golpista chegaram a ser presos. O Tenente-Coronel Mauro Cid, em março de 2024, por coordenar financiadores privados dos ataques e manifestações golpistas. E o General Walter Braga Neto, preso em dezembro de 2024, por dar suporte estratégico aos golpistas, fornecendo estrutura para que eles não fossem interceptados. Piero: Eu não quero tirar, evidentemente, o caráter golpista do que aconteceu no dia 8 de janeiro de 23, mas eu queria chamar a atenção para um aspecto que eu só vi considerado nas reflexões de um livro chamado “Oito de Janeiro, A Rebelião dos Manés”. Eu acho que eles trabalham um lado, que é um lado que é bastante interessante, do ponto de vista de quem está pensando a questão simbólica do que foi a conquista do Palácio. E do fato desse grupo ter sequestrado todo o potencial antissistêmico e iconoclasta, que é, vamos dizer assim, tradicionalmente, um potencial atribuído àquilo que a gente pode entender como, vamos dizer assim, a potência virtual da massa revolucionária da esquerda. Há muito tempo a gente vê essa ideia da direita sequestrando, primeiro, a ideia de linguagem antissistêmica. Aurélio: Conforme nos conta Piero, a destruição do acervo nacional possui também um aspecto simbólico de destruição da democracia e da cultura por uma massa que se imagina antissistema. Marcos: Meses após a triste destruição do acervo nacional em Brasília, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, junto com instituições parceiras, iniciou o projeto de recuperação das obras danificadas. Aurélio: A equipe do projeto contou com diversos restauradores profissionais, da Universidade Federal de Pelotas, a UFPel, que hoje é uma das instituições com grande tradição em formar restauradores no nosso país. O projeto durou cerca de 10 meses, sendo que todos os restauros foram entregues em janeiro de 2025. Marcos: E para entender como é realizado esse processo de resgatar um patrimônio vandalizado, a gente conversou com uma especialista que coordenou esse enorme desafio. Andréa: Bem, eu sou a professora Andréa Lacerda Bachettini, sou professora do departamento de museologia, conservação e restauro do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas, na qual também sou vice-diretora do Instituto do ICH. E atualmente eu coordeno esse projeto que se chama LACORP, Laboratório Aberto de Conservação e Restauração de Pintura, que coordenou então as restaurações das obras vandalizadas no 8 de janeiro do Palácio do Planalto, em Brasília. Contando um pouquinho a história desse projeto, ele começa justamente lá no 8 de janeiro de 23, quando aconteceu o ataque às instituições em Brasília. O nosso grupo de professores ficou muito estarrecido com tudo que a gente estava acompanhando nas mídias e nas redes sociais e pela televisão ao vivo, a destruição das praças e das instituições dos três poderes. Marcos: E Andréa, como que foi o início desse processo e o seu primeiro contato com as obras danificadas? Andréa: Inicialmente a gente recebeu um dossiê de 20 obras danificadas no 8 de janeiro, muito minucioso, com detalhamento enorme do estado de degradação que elas se encontravam. E aí foi nessa oportunidade que a gente viu as obras pessoalmente. Eu fico emocionada e arrepiada até hoje quando eu lembro da gente ver, por exemplo, a obra do Flautista do Bruno Jorge, que é uma obra em metal, ela é um bronze, e ela tem uns 2,8 metros de altura, e ela tem uma barra de ferro maciça por dentro, e ela estava fraturada em quatro pedaços. Aurélio: Conforme nos contou Andréa, a equipe de restauração realmente fez um trabalho bem impressionante, que demandou construir um laboratório todo lá em Brasília para conseguir trabalhar com as obras. Andréa: Então, o projeto tinha inicialmente cinco metas, a meta 1, que era a restauração das obras de arte, das 20 obras, com também a montagem de um laboratório em Brasília. Por que a montagem de um laboratório em Brasília? Pelo custo do seguro dessas obras de arte. O seguro das obras de arte inviabilizaria o projeto, levando essas obras para a Pelotas. Até porque, para vocês terem uma ideia, o laboratório foi montado, então, dentro do Palácio do Alvorada, que é a residência do presidente da República, e nós tivemos que levar uma série de equipamentos, produtos solventes, reagentes químicos, que são usados até para outras substâncias, fazer bombas, então a gente tinha que ter uma série de autorizações para poder entrar com esses insumos dentro da casa do presidente. Então, era uma rotina de trabalho bem difícil logo no início, até por questões de segurança mesmo da presidência, por causa desse atentado. E hoje a gente descobre que existiam até outros planos de assassinato do presidente, vice-presidente… Então, hoje a gente fica pensando, ainda bem que existiu toda essa segurança no início. Marcos: E você pode contar para a gente como se deu a finalização desse projeto? Nós ficamos sabendo que vocês estiveram em Brasília com o presidente Lula. Como foi isso? Andréa: Na finalização do projeto, agora no dia 8 de janeiro de 25, lá em Brasília, a gente então presenteou os alunos das escolas que participaram de oficinas, presentearam o presidente Lula com uma réplica da miniânfora e também a releitura da obra do Di Cavalcanti. Tudo foi muito gratificante, tudo muito emocional, a gente montou uma exposição na sede do Iphan em Brasília, em agosto, quando a gente fez também um seminário para apresentar as nossas etapas da restauração e todos os colegas, o desenvolvimento do projeto como um todo, foi aberto ao público, foi transmitido também pelos canais do Iphan, pelo YouTube, para nossos alunos em Pelotas também poderem acompanhar. Eu nunca imaginei que hoje, depois de 16 anos, a gente ia fazer um trabalho tão lindo, tão maravilhoso. Para a carreira da gente é muito bacana, mas como cidadã apaixonada pelo patrimônio cultural, pela arte, eu fico muito realizada, estou muito feliz. Aurélio: É muito lindo ver a paixão que a Andréa tem pelas obras e pela cultura brasileira, mas infelizmente a gente percebe que há muito descaso com a conservação do nosso patrimônio material. Pensando nisso, professora, qual é a importância da conservação e do restauro de acervos artísticos e culturais no Brasil? Andréa: A importância dessas obras restauradas é extremamente importante para a preservação da nossa memória, da nossa cultura, da nossa identidade. Pensar por que essas obras foram vitimizadas, foram violentadas. É importante também a democratização dessas obras, que as pessoas tenham acesso, que elas tenham representatividade. Muitas pessoas não conheciam essas obras, porque elas também ficam dentro de gabinetes. Como é importante a valorização da arte, do nosso patrimônio cultural, para a preservação da memória do nosso povo. E, sem isso, a gente não é um povo civilizado, porque isso é a barbárie que a gente passou. Eu fico pensando, a gente está devolvendo agora para a população brasileira essas obras que foram muito violentadas, dentro da sua integridade física, com uma pesquisa que mostra também a força das universidades, que foram também muito atacadas. Então, é a valorização disso tudo, da ciência, da arte, da cultura, do povo brasileiro. E mostrando que a gente tem resiliência, que a gente é forte, que a gente resiste. Que não é só uma tela rasgada, ela representa a brasilidade, a história da arte do nosso país. Marcos: Chegamos ao final do nosso primeiro episódio. No próximo, vamos nos aprofundar ainda mais nos inúmeros desafios enfrentados pela equipe de restauradores, e refletir sobre o estado da nossa democracia. Se você gostou, não se esqueça de deixar 5 estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes. E também, compartilhe Oxigênio com seus amigos e em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas da internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, LabJor da Unicamp. Em especial, a professora Simone Pallone de Figueiredo e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até o próximo episódio! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: Piero de Camargo Leirner, Andréa Lacerda Bachettini. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Para saber mais: Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m
No episódio de hoje do Check-up Semanal, o Dr. Ronaldo Gismondi comenta os principais destaques recentes em Pediatria publicados no Portal Afya.Artigos mencionados:
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A vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Novos Negócios da Equinor, Cláudia Brun, analisa a trajetória da empresa no mercado brasileiro de gás. Ela detalha as estratégias de comercialização do gás de Raia e os avanços do projeto, além das perspectivas para o fornecimento a termelétricas do LRCAP e data centers. A executiva também comenta os desafios regulatórios, a revisão tarifária das transportadoras e os planos da Equinor para biometano e combustíveis de baixo carbono. Uma visão abrangente sobre os investimentos da companhia norueguesa no Brasil. Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder os próximos debates. Deixe seu like para promover esse conteúdo. Capítulos 00:00 Abertura 00:55 Apresentação e trajetória pessoal de Cláudia Brun 05:00 Trajetória da Equinor no mercado brasileiro de gás 08:32 Lições aprendidas nos primeiros contratos 11:50 Atualização do projeto Raia 13:35 Estratégia de comercialização e contrato com Comgás 15:42 Fornecimento para termelétricas do LRCAP 17:30 Visão sobre data centers e confiabilidade energética 20:26 Estratégia para o mercado livre de gás 24:25 Perspectivas de preço do gás e competitividade 27:55 Ambiente regulatório e novos investimentos 30:54 Projeto Bacalhau fase 2 33:22 Blocos Itaimbezinho e Jaspe 37:43 Debate sobre acesso ao SIE/SIP 41:49 Perspectivas sobre leilão de gás da União 44:25 Visão sobre gas release 46:25 Revisão tarifária das transportadoras 48:52 Estratégia para biometano e baixo carbono 54:00 Considerações finais e encerramento #equinor #gasnatural #preçodogasnatural #produçãoeexploração #datacenters
Episode #287Justin Holman & Robert Davis have put Revis back together! The band had huge sucess with the song 'Caught in the Rain' in 2003 off of their album 'Places for Breathing' and then they disappeared! Now the band has a new album 'Killing Time' out now, and are gearing up for a busy 2026 including the Summer of '99 cruice with Creed! Justin & Robert talk starting the band, their time in Boston, songwriting, pets, putting the band back together, inspiration, Doubledrive, Jimmy Kimmel, friendship, Sienna Studios, and so much more! Episode NotesCheck out the custom playlist for Episode #287 here!Find Revis Online:WebsiteTwitterFacebookInstagramYoutubeFind Justin Holman Online:InstagramFind Robert Davis Online:InstagramFind Mistress Carrie Online: Official WebsiteThe Mistress Carrie Backstage Pass on PatreonXFacebookInstagramThreadsYouTubeCameoPantheon Podcast NetworkFind The Mistress Carrie Podcast online:InstagramThreads Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Kasper var desperat. Hans ekskæreste svarede ikke på hans strøm af beskeder, så han oprettede nye mailadresser og flere falske profiler på sociale medier. Han forsøgte at få kontakt på alle måder, han kunne komme i tanke om. Han ønskede sig bare en sidste samtale. Så ville hun måske forstå ham. Men lige lidt hjalp det. Til sidst fandt han frem til hendes hemmelige adresse, og efter flere køreture op og ned ad vejen lykkedes det ham at finde hendes hus. Han tog et billede, sendte det til hende og skrev: Er du hjemme?I dagens særafsnit har vi besøg af Kasper, som har flere tilhold, domme og fængselsophold bag sig. Han har stalket flere af sine ekskærester igennem mange år - nogle af dem endda på samme tid. Vendepunktet skete, da en ekskæreste opfordrede ham til at søge behandling hos Dansk Stalking Center. Vi har også besøg af journalist og forfatter Kristina Antivakis, som er aktuel med bogen Jeg stalker. Vi taler med Kasper om, hvordan stalkingen begyndte, hvorfor han ikke bare stoppede, når politiet bankede på igen og igen og bad ham om at lade være, og om hvordan årene med stalking, tilhold og fængslinger påvirkede hans hverdag. Vi spørger også ind til hans syn på den omvendte fodlænke, og så deler han en opfordring til andre med samme tendenser som ham. Kristina Antivakis fortæller desuden, hvorfor det er nødvendigt at høre om stalking fra udøvernes perspektiv. Kasper er ikke hans rigtige navn, og hans stemme er anonymiseret af hensyn til hans ofre og familie.Assisterende klip: Anders Eske Musik: Bensound
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This week, we're scratching The Itch to call it a comeback! Revis was one of the first new bands The Itch played on the radio in our college years. Now, 22 years after their first LP, Places for Breathing, they've finally released their second, Killing Time. Following a quick chat at their recent Delmar Hall show (more on that here), Justin Holman and Robert Davis join The Itch to talk about this new release, the challenges and benefits of modern music making, and the importance of having the support of their spouses, and being hungrier than ever creatively half a lifetime after their debut. Enjoy. Listen to The Itch Rock Radio Show Rock with us every Sunday night from 6-9pm CST on KCLC-FM in St. Louis. Outside the area? Stream online at 891thewood.com, TuneIn, Radio.net, and OnlineRadioBox! And if you have the itch to hear some of the best new tracks in rock, follow our New Rock Roundup playlist on Spotify! Connect With The Itch For any and all friendship, questions, inquiries, and offers of pizza, The Itch can be found at the following: Website: itchrocks.com Facebook: Facebook.com/itchrocks Instagram: Instagram.com/itchrocks Email: itchrocks@gmail.com Support the Show Thank you so much for listening. If you like what you hear, please subscribe and leave a positive review and rating on Apple Podcasts, Spotify, or Podchaser to help our audience grow. Reviews only take a minute and help us reach more rock fans just like you. Credits Our theme song, "Corrupted", is used with permission from the amazing Skindred. All other content is copyright of The Itch. All rights reserved, including the right to rock on.
Revisão da lei laboral ainda não tem data para ser discutida, mas já tem uma greve geral anunciada. Com a esquerda a discutir trabalho e economia, a mudança do Código do Trabalho é nova barricada.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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This week, we're scratching The Itch to play catch-up! The Itch saw so many shows in September and October that we're still recapping them in November! This work is exhausting, but it's worth it when you get to see legends, modern stars, and triumphant returns. And that's just what we did. First, Aaron and KC visited the Family Arena to see Everclear on their Sparkle and Fade anniversary tour alongside fellow alt rockers Local H and Sponge. Then, Dan and his family caught Itch guests Halestorm and Apocalyptica with Lindsey Stirling on a rainy night at St. Louis Music Park. And finally, Aaron was at long last introduced to the "Panera Bread" of music venues when he and KC saw the return of Revis alongside Emerge at Delmar Hall. Enjoy. Listen to The Itch Rock Radio Show Rock with us every Sunday night from 6-9pm CST on KCLC-FM in St. Louis. Outside the area? Stream online at 891thewood.com, TuneIn, Radio.net, and OnlineRadioBox! And if you have the itch to hear some of the best new tracks in rock, follow our New Rock Roundup playlist on Spotify! Connect With The Itch For any and all friendship, questions, inquiries, and offers of pizza, The Itch can be found at the following: Website: itchrocks.com Facebook: Facebook.com/itchrocks Instagram: Instagram.com/itchrocks Email: itchrocks@gmail.com Support the Show Thank you so much for listening. If you like what you hear, please subscribe and leave a positive review and rating on Apple Podcasts, Spotify, or Podchaser to help our audience grow. Reviews only take a minute and help us reach more rock fans just like you. Credits Our theme song, "Corrupted", is used with permission from the amazing Skindred. All other content is copyright of The Itch. All rights reserved, including the right to rock on.