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Quatro anos depois da invasão russa, a guerra na Ucrânia continua em um impasse sangrento, e sem qualquer sinal de desfecho. Estimativas militares apontam entre 1,5 milhão e quase 2 milhões de soldados mortos desde 2022 — a maioria deles russos. Nesta terça-feira (24), data que marca mais um aniversário da guerra, a RFI ouviu militares e civis para traçar um resumo da situação atual no país. Com informações dos enviados especiais da RFI à Ucrânia, Murielle Paradon e Julien Boileau, e de Théo Renaudon. A Rússia mantém o controle de aproximadamente 20% do território da Ucrânia, consolidando ganhos obtidos sobretudo em 2024, ainda que sem grandes avanços desde então. A presença russa é forte ao leste, no Donbass, e ao sul, perto de Zaporíjia, Kherson e Crimeia. Porém, a proliferação de drones mudou a configuração da guerra. Na cidade portuária de Kherson, é preciso dirigir em alta velocidade para evitar ser perseguido por um drone russo. A estrada também é parcialmente protegida por redes artesanais projetadas para deter o que os moradores chamam de "máquinas mortais". “Usamos diferentes tipos de redes para deter os drones. Algumas têm buracos de vários tamanhos, que podem parar os drones e as cargas explosivas que eles lançam", explica Oleksander Tolokonnikov, vice-chefe da administração regional de Kherson. "E não são apenas as redes; temos sistemas de interferência contra drones e unidades móveis que podem abatê-los,” completa. O clima é sombrio na cidade. Cerca de 80% da população fugiu de Kherson. Os poucos que ficaram parecem resignados. Vika tomava um café ao ar livre, enfrentando o frio e a ameaça inimiga. Aos 16 anos, ela diz que se acostumou com a ideia de morrer a qualquer momento. “Quando você ouve o som de um drone, você não sabe o que vai acontecer, se você vai conseguir chegar ao seu destino ou se o drone vai lhe atingir. Então eu me escondo debaixo das árvores, sim, das árvores!” Apenas os idosos, funcionários públicos e suas famílias permaneceram em Kherson. Para eles, a vida está por um fio. Ludmila, de 71 anos, prefere depositar sua fé em Deus. “Antes de sair de casa, eu rezo a Deus para que Ele esteja comigo, para que nada aconteça comigo, com meus filhos, meus netos ou com a minha igreja”, diz. Combate robotizado Além da guerra com drones, os soldados ucranianos contam cada vez mais com a ajuda de robôs no combate. Equipamentos controlados remotamente são usados para reabastecer soldados e até mesmo resgatar os feridos, como os enviados especiais da RFI acompanharam em Pavlograd, no leste da Ucrânia. Na zona rural coberta de neve, Artem, um soldado de 24 anos, opera remotamente um robô equipado com uma plataforma e grandes esteiras — uma espécie de mini-tanque — que surgiu no campo de batalha há alguns meses para reabastecer os soldados ucranianos na linha de frente. “Usamos este robô conectado para transportar suprimentos, comida, geradores, munição — tudo o que os soldados precisam para sobreviver. Devido ao grande número de drones inimigos, não é possível reabastecer os soldados a pé ou em um veículo sem colocar em risco a vida de outros soldados.” Esses robôs também podem evacuar os feridos. Os dispositivos maiores podem transportar uma carga de até 500 kg. Artem relata que em uma operação recente conseguiram "evacuar dois soldados feridos que estavam cercados em território já ocupado pelo inimigo. A evacuação exigiu um longo planejamento", afirma. "Aguardamos condições climáticas favoráveis e então lançamos a operação. Ela durou 10 horas e foi um sucesso! Não consigo descrever a emoção que senti quando conseguimos retirar o robô com os dois soldados feridos da zona de perigo”, conclui. O próprio jovem Artem foi ferido na linha de frente em 2023. Tendo perdido uma perna, ele não luta mais com um fuzil, mas com um joystick, que é uma nova forma de fazer guerra. Conversas de paz estagnadas Enquanto isso, na arena diplomática, as mais recentes negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, realizadas em Genebra em meados de fevereiro, terminaram sem avanços significativos. As duas delegações descreveram as conversas como “difíceis”. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os resultados foram “insuficientes” e que questões políticas sensíveis seguem sem solução, apesar de algum progresso técnico nas discussões militares. Novas rodadas estão previstas, mas sem data anunciada. Os Estados Unidos continuam a mediar o processo e falam em “progresso significativo”. Combate à corrupção Ao mesmo tempo em que enfrenta negociações de paz marcadas por avanços limitados e grande pressão internacional, a Ucrânia também trava uma batalha interna contra a corrupção — um fator decisivo para sua credibilidade diante dos mediadores e aliados ocidentais. Kiev tenta demonstrar comprometimento institucional ao aprofundar investigações, sancionar envolvidos em escândalos e restaurar a independência de órgãos anticorrupção. Essas medidas são vistas como essenciais, tanto para fortalecer sua posição nas negociações quanto para avançar no caminho da integração europeia. Saudadas por ONGs anticorrupção, essas deliberações ainda são insuficientes, explica Maria Barabach, porta-voz da Sproto (“Resistência”, em português), que denuncia os subornos e acordos secretos na Ucrânia. “Antes da guerra, havia relatórios oficiais de que a corrupção custava mais de 30% do orçamento da Ucrânia", diz. "Mas acho que esse valor aumentou durante a guerra, porque existem muitos documentos confidenciais. E nós, como ativistas anticorrupção, não podemos verificá-los, controlá-los ou sequer vê-los”, lamenta. “A corrupção nos custa mais vidas do que o agressor durante a guerra. Porque a corrupção significa que os soldados não terão capacetes, não terão equipamentos de proteção e não terão armas suficientes. Não terão munição suficiente. E, obviamente, isso custa vidas, as mais preciosas, as de nossos civis e de nossos militares. É por isso que devemos lutar contra isso. Devemos impedir isso.” Apesar da exaustão do conflito, qualquer noção de “vencedor” é ilusória nesse momento, segundo especialistas: Moscou suporta perdas históricas e uma economia sob pressão, enquanto Kiev enfrenta desgaste humano, destruição de infraestrutura e dependência crescente do apoio ocidental. Ainda assim, pesquisas apontam que a sociedade ucraniana mantém um nível surpreendente de resiliência. Ao completar quatro anos de guerra, as expectativas de um acordo entre Rússia e Ucrânia seguem baixas. Moscou insiste em concessões territoriais amplas, enquanto Kiev exige garantias de segurança robustas e rejeita ceder partes de seu território.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo. ⚠️ Atenção: Devido ao aumento de bots e tentativas de golpes, os comentários estão desativados para garantir a segurança de todos. Para conversas, dúvidas e sugestões, por favor, utilize o grupo no Telegram.
O 'Doa a Quem Doer' esteve na cidade de Coimbra onde o rio Mondego assustou durante dias a população que receavam ficar sem casa. O programa desta semana revela, ainda, as histórias de quem perdeu tudo devido ao mau tempo.
A Defesa Civil de São Paulo montou um gabinete de crise diante das fortes chuvas que atingem o litoral. Há alagamentos, bloqueio total ou parcial de rodovias de acesso à Caraguatatuba e Ubatuba. Aulas estão suspensas na região e cem pessoas estão desalojadas em Peruíbe. Nas últimas 48 horas, Peruíbe registrou 271 milímetros de chuva e Ubatuba 290 milímetros. A quantidade de água em três dias é equivalente à média histórica de chuva nas cidades para todo o mês de fevereiro.O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.
Entrevista Antena 1 / Jornal de Negócios - Uma Conversa Capital
Pedro Pimpão, Presidente da ANMP assume receio que, tal como aconteceu com os apoios financeiros aos danos provocados pelos incêndios, que as empresas e as pessoas não tenham em devido tempo o apoio que precisam.
A rede municipal de ensino de Lauro Müller se prepara para o início do ano letivo de 2026, com a volta às aulas nas escolas e centros de educação infantil do município. Os preparativos e as ações desenvolvidas para receber os estudantes foram apresentados pela secretária municipal de Educação, Heloisa Ribeiro Fontanella, em entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias, nesta quarta-feira (18). Durante a conversa, a secretária destacou a organização das unidades escolares, a estrutura física das escolas e creches, a formação da equipe pedagógica, o transporte escolar e as medidas adotadas para garantir um ambiente seguro e acolhedor para alunos e profissionais da educação. Heloisa também reforçou o recado aos pais, responsáveis e alunos da Escola Hilário Pescador, no bairro Sumaré, informando que o início do ano letivo ocorrerá provisoriamente em novo endereço. Devido às obras de reforma e ampliação da unidade, as aulas do Ensino Fundamental I e II serão transferidas temporariamente para a estrutura do Centro Tecnológico da Univinte/Fucap, localizada ao lado da garagem municipal. Uma das principais novidades para 2026 é a implantação das primeiras turmas de ensino em tempo integral no município. A Escola Júlio Serafim, localizada na localidade de Barreiro, foi escolhida para iniciar o projeto, em parceria com o sistema Fiesc, por meio do Sesi Escola. Segundo a secretária, a inauguração da primeira escola em tempo integral está marcada para a próxima segunda-feira (23). Serão formadas duas turmas: uma com alunos do 1º, 2º e 3º ano e outra com estudantes do 4º e 5º ano. No contraturno escolar, os alunos terão atividades voltadas ao empreendedorismo, robótica, esporte e reforço pedagógico, com apoio para tirar dúvidas, explicar conteúdos e auxiliar nas tarefas escolares. Ouça a entrevista completa:
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Um grave acidente envolvendo uma van e uma carreta deixou cinco mortos e outras onze pessoas feridas em Planaltina, no Distrito Federal. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a van não tinha autorização para transportar passageiros. De acordo com a Polícia Civil, após perder o controle, a van atingiu a parte traseira da carreta, na BR-020. Devido à gravidade do acidente, foram enviadas ao local doze viaturas para prestar socorro às vítimas. Elas foram levadas para hospitais de Formosa (GO) e de Brasília. O motorista da carreta não teve ferimentos. Em depoimento à Polícia Civil, o motorista disse que dirigia há mais de doze horas. E ainda: Menina de 9 anos é resgatada após se afogar em cachoeira em Pirenópolis (GO).
Conversas com as Entidades sobre temas diversos
veja aqui o artigo da Ozen Capital: https://bitcoinblock.com.br/2026/02/06/investir-no-paraguai-imoveis/
Escolas do Estado Vs Escolas Descentralizadas, Entenda como o Blockchain destroi esse modelo.
Gerente de Comunidade Blockchain: A Importância das Comunidades no Ecossistema Cripto
Produtos antiaging, loções, séruns, e suplementos. Essas são algumas das aplicações atuais dos ácidos ferúlico e p-cumárico. Devido ao seu potencial antioxidante, anti-inflamatório e fotoprotetor, essas moléculas são alvos de interesse enquanto potenciais agentes terapêuticos para doenças crônicas e para compostos em cosméticos. De forma a facilitar o processo de utilização desses ácidos na indústria, pesquisadores ligados à Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP desenvolveram um novo método de encapsulamento desses compostos. Dessa forma, eles garantem maior estabilidade, versatilidade, sustentabilidade e menor toxicidade na utilização desses ácidos nos mais diversos produtos cosméticos, alimentícios e nutracêuticos. Gostou do tema? Então confira essa e outras tecnologias desenvolvidas pela Universidade acessando o link jornal.usp.br/sinopses-podcasts/momento-tecnologia/ ou ouvindo pelo seu agregador de podcast de preferência.
Defesa Civil - Terça-feira, dia 03/02/2026, o Estado de São Paulo terá um dia marcado por muita nebulosidade, devido à presença de um canal de umidade proveniente da região Norte do país by Governo do Estado de São Paulo
Leitura Bíblica Do Dia: MIQUEIAS 4:1-5 Plano De Leitura Anual: ÊXODO 7–8; MATEUS 15:1-20 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Minha esposa tem um colar e brincos vindos da Etiópia. A simplicidade das joias revela uma arte genuína, e a história delas é surpreendente! Devido a décadas de conflito feroz e guerra civil contínua, o solo da Etiópia está repleto de restos de projéteis e cartuchos de artilharia. Como um ato de esperança, os etíopes vasculham a terra incendiada e limpam os restos. E os artesãos confeccionam joias com as sobras de artilharias. Ao ouvir sobre isso, lembrei-me de Miqueias, que corajosa mente declarou a promessa de Deus ao povo: “forjarão suas espadas para fazer arados e transformarão suas lanças em podadeiras” (4:3). Ferramentas destinadas a matar e mutilar se transformarão, por meio da poderosa mão de Deus, em ferramentas destinadas a nutrir a vida. Sobre a vinda de Deus, ele profetizou: “As nações já não lutarão entre si, nem treinarão mais para a guerra” (v.3). A profecia de Miqueias não era mais difícil de imaginar em sua época do que agora. Como o Israel da antiguidade, enfrentamos violência e guerra, e parece impossível que o mundo venha a mudar. Mas Deus nos promete que, por Sua misericórdia e cura, este dia maravilhoso chegará. Logo, a questão para nós é começar a viver esta verdade agora. Deus nos ajuda a fazer Sua obra hoje mesmo, transformando restos e sobras em coisas bonitas. Por: JAMES BANKS
Defesa Civil - Boletim Previsão do Tempo para 21/01
El Salvador O Destino das empresas Bitcoin, Vale a Pena Mudar para lá ?
LEITURA BÍBLICA DO DIA: 1 CORÍNTIOS 10:1-11 PLANO DE LEITURA ANUAL: GÊNESIS 39–40; MATEUS 11 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Para evitar erros financeiros, como em 1929 e 2008, que derrubaram a economia mundial, fundou-se a Biblioteca de erros. É uma coleção de mais de 2 mil livros que auxiliarão na educação da próxima geração. Segundo os seus curadores, ela é exemplo perfeito de como “pessoas inteligentes continuam a fazer coisas estúpidas”; para eles, a única forma de construir uma economia forte é aprender com os erros do passado. Paulo lembrou aos coríntios que, para evitar ceder à tentação e ter uma forte vida espiritual, é necessário aprender com os erros do povo de Deus no passado. Portanto, para certificar-se de que eles não ficariam confiantes demais com seu privilégio espiritual, o apóstolo usou falhas do passado de Israel como exemplo, para que obtivessem sabedoria a partir delas. Os israelitas envolveram-se em idolatria, escolheram cometer imoralidade sexual, reclamaram dos planos e propósitos de Deus e rebelaram-se contra Seus líderes. Devido ao pecado, experimentaram a disciplina divina (1 CORÍNTIOS 10:7-10). Paulo apresentou esses exemplos nas Escrituras para ajudar os cristãos a evitar repetir os mesmos erros de Israel (v.11). À medida que Deus nos ajuda, aprendamos com nossos erros e também com os dos outros, para que possamos ter um coração obediente a Deus. Por: MARVIN WILLIAMS
Endrick foi anunciado oficialmente como novo reforço do Lyon no dia 23 de dezembro por meio de um vídeo nas redes sociais no qual foi apresentado como um “presente natalino” para os torcedores. O atacante brasileiro ganhou destaque na imprensa francesa e foi capa do jornal esportivo L'Équipe, que saudou a chegada à França de um jogador “veloz, robusto e potente”. Aos 19 anos, o jovem prodígio do futebol brasileiro, revelado pelo Palmeiras, encara a partir desta segunda-feira (29) um novo desafio na carreira: se impor no ataque do Lyon, clube francês que tem um histórico bem-sucedido com craques brasileiros. Nas redes sociais, o Lyon lembrou que o atacante é o 28° do país a vestir as cores branca, azul e vermelha do time do sudeste da França. Durante quase uma década, a equipe reinou nos gramados franceses liderada por Juninho Pernambucano, conquistando o campeonato nacional sete vezes seguidas, entre 2002 e 2008. Pelo clube também já passaram nomes como os dos zagueiros Cris e Marcelo, os meio-campistas Edmilson, Claudio Caçapa e mais recentemente Lucas Paquetá e Thiago Mendes. Mas nos últimos anos, o time tem decepcionado, lutando para voltar a conquistar títulos e brilhar nos gramados da França e da Europa. Atualmente, é o quinto colocado no campeonato francês e disputa a Liga Europa, a segunda competição interclubes mais importante do continente. Futuro camisa "9" Endrick foi emprestado ao Lyon de janeiro até o final da temporada, em 30 de junho, sem opção de compra. Logo na chegada, ele foi apresentado como o futuro camisa 9, que tem peso importante, já que foi usada pelo maior ídolo da equipe: Karim Benzema. O atacante francês fez história no clube até ser transferido para o Real Madrid. Antes de Benzema, outro craque que vestiu a 9 do Lyon foi o brasileiro Sonny Anderson. Ele também deixou sua marca na equipe, conquistando 4 títulos e anotando 94 gols em 161 partidas, números que o colocam como o nono maior artilheiro da história do clube. “Se há um time na Europa para um brasileiro fora do Real Madrid, ou melhor, das grandes equipes espanholas talvez seja o Lyon. O melhor jogador da história do clube é brasileiro, Juninho Pernambucano. Ele foi recomendado por Lucas Paquetá", lembrou François David, comentarista do programa Rádio Foot Internacional, comandado pela jornalista Annie Gasnier. Para David, ao dizer “sim” ao Lyon, Endrick fez uma ótima escolha. "Ele é capaz de fazer coisas que ninguém no elenco do Real Madrid sabe fazer, ou seja, tentar marcar, chutar, estar presente na frente do gol. Ele foi emprestado para o Lyon por 1 milhão de euros. Isso não é pouca coisa, é uma superestrela que chega ao Lyon. Ele tem 20 milhões de seguidores no Instagra e vai impulsionar as redes sociais da instituição. Hoje em dia, isso é levado em conta", avalia. Endrick deixa a capital espanhola e o Real Madrid, que o comprou em 2022, com apenas 16 anos, por 60 milhões de euros. O atacante chegou ao clube merengue em julho de 2024, mas encontrou obstáculos para se impor no time com maior número de títulos da Liga dos Campeões (15). Foram apenas sete gols em 40 jogos, muito pouco para quem aspira ser titular e entrar na lista dos selecionáveis para a Copa de 2026. Apesar de outros times, como o alemão Frankfurt, mostrarem interesse, Endrick optou pelo Lyon, onde terá chances e tempo de jogo, já que o clube estava à procura de um centro-avante desde a partida do georgiano Georges Mikautadze, em agosto. Com a vaga aberta, o atacante brasileiro vai estar mais visível em ação nos gramados, o que pode despertar a atenção do treinador italiano Carlo Ancelotti, que dirige a seleção brasileira, na opinião de outro comentarista do programa Radio Foot Internacional, Chérif Zhemour. "Acho que isso pesou na decisão dele. Vamos lembrar que o Lyon disputa o campeonato francês, mas também a Liga Europa, o que significa jogar a cada três dias, em média. Então, isso é importante, a regularidade. Ele quer a todo custo, como qualquer jovem brasileiro, jogar a Copa do Mundo de 2026. Para mim, há uma chance de ele ir, mas, por enquanto não. No momento, não é possível, ele não está, na minha opinião, nos planos (Ancelotti)", indica Zhemour. "O Lyon precisava de um número 9 e nós adoramos o Endrick, conhecemos as suas qualidades. O que eu gosto nele, acima de tudo, é a sua explosão. Um jogador que dinamita as defesas, é ofensivo, chuta ao gol em qualquer posição. Por isso, acho que os dois, Lyon e Endrick, são ganhadores nessa transferência", acrescenta Zhemmour. Estreia em janeiro Para o jornal L'Équipe, Endrick, com seu físico e técnica, vai facilmente se adaptar ao estilo do treinador português Paulo Fonseca, que numa conversa telefônica em novembro, o convenceu a se transferir para o Lyon. Segundo o diário esportivo, o atacante nascido em Tabatinga, no Distrito Federal, receberá do novo clube metade dos 400 mil reais de salário mensal, numa negociação evolvendo indenização ao Real Madrid para chegar ao valor de 1 milhão de euros do empréstimo. Os torcedores vão ter que esperar para ver o brasileiro entrar em campo com seu novo uniforme. Apesar de começar a treinar com o grupo a partir desta segunda-feira (28), Endrick será oficialmente jogador do Lyon a partir do dia 1° de janeiro. Devido ao curto período para inscrevê-lo no futebol francês, ele só deverá estrear com seu novo clube no dia 11 de janeiro, no confronto com o Lille pela Copa da França, ou no dia 18, quando o time recebe em casa, o Brest pela Ligue 1, o campeonato nacional.
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Confira nesta edição do JR 24 Horas: A Secretaria de Segurança do estado do Rio de Janeiro mobilizou mil policiais civis e militares em mais uma operação contra a expansão territorial do Comando Vermelho. A operação foi realizada no Complexo do Salgueiro, na região metropolitana da cidade. Alguns moradores registraram a chegada dos policiais na comunidade, que foram recebidos pelos criminosos com tiros e carros incendiados usados como barricadas. A Justiça autorizou o cumprimento de dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão. Devido à operação, a prefeitura de São Gonçalo suspendeu as aulas em seis escolas municipais que ficam no Complexo do Salgueiro. E ainda: Greve geral paralisa serviços públicos em Portugal.
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Edifício da COP30 evacuado devido a alerta de incêndio5a4b2435-3ac6-f011-8195-6045bd8b159
Afonso Moura, geopolitólogo, considera que os EUA estão a tentar mediar o conflito na Ucrânia apenas porque Donald Trump foi eleito; e aponta que a proposta precisa de ser mais clara.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Relatório aponta desflorestação, pastoreio excessivo e práticas insustentáveis como principais causas da erosão dos solos; países asiáticos são os mais afetados por alta densidade população e degradação de terras; segurança alimentar e meios de subsistência em risco; Mato Grosso, no Brasil, é citado.
O governo de São Paulo anunciou, nesta sexta-feira à tarde (24), um plano de contingência para o abastecimento de água por causa dos baixos níveis dos reservatórios do estado. Atualmente, o nível das represas está em 28,7%, o menor patamar em 10 anos desde a crise hídrica de 2015. O plano estadual prevê até 16 horas de restrição na pressão dos encanamentos que distribuem água aos moradores da região metropolitana. E ainda: Lula diz que traficantes são vítimas dos usuários de drogas.
A realização da próxima Conferência do Clima da ONU em Belém do Pará (COP30) aproximará, pela primeira vez, os líderes globais de uma realidade complexa: a de que a preservação ambiental só vai acontecer se garantir renda para as populações locais. Conforme o IBGE, mais de um terço (36%) dos 28 milhões habitantes da Amazônia Legal estão na pobreza, um índice superior à média nacional. Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Belém e Terra Santa (Pará) Ao longo de décadas de ocupação pela agricultura, mineração e extração de madeira, incentivadas pelo Estado, instalou-se na região o imaginário de que a prosperidade passa pelo desmatamento. O desafio hoje é inverter esta lógica: promover políticas que façam a floresta em pé ter mais valor do que derrubada. Os especialistas em preservação alertam há décadas que uma das chaves para a proteção da floresta é o manejo sustentável dos seus recursos naturais, com a inclusão das comunidades locais nessa bioeconomia. Praticamente 50% do bioma amazônico está sob Unidades de Conservação do governo federal, que podem ser Áreas de Proteção Permanente ou com uso sustentável autorizado e regulamentado, como o das concessões florestais. A cadeia da devastação começa pelo roubo de madeira. Depois, vem o desmatamento da área e a conversão para outros usos, como a pecuária. A ideia da concessão florestal é “ceder” territórios sob forte pressão de invasões para empresas privadas administrarem, à condição de gerarem o menor impacto possível na floresta e seus ecossistemas. Essa solução surgiu em 2006 na tentativa de frear a disparada da devastação no Brasil, principalmente em áreas públicas federais, onde o governo havia perdido o controle das atividades ilegais. A ideia central é que a atuação de uma empresa nessas regiões, de difícil acesso, contribua para preservar o conjunto de uma grande área de floresta, e movimente a economia local. Os contratos duram 40 anos e incluem uma série de regras e obrigações socioambientais, com o aval do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A madeira então recebe um selo de sustentabilidade emitido por organismos reconhecidos internacionalmente – o principal deles é o FSC (Forest Stewardship Council). Atualmente, 23 concessões florestais estão em operação pelo país. "Qualquer intervenção na floresta gera algum impacto. Mas com a regulamentação do manejo florestal e quando ele é bem feito em campo, você minimiza os impactos, porque a floresta tropical tem um poder de regeneração e crescimento muito grandes”, explica Leonardo Sobral, diretor da área de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), parceiro do FSC no Brasil. "O que a gente observa, principalmente através de imagens de satélite, é que em algumas regiões que são muito pressionadas e que têm muito desmatamento no entorno, a única área de floresta que restou são florestas que estão sob concessão. Na Amazônia florestal sobre pressão, que é onde está concentrada a atividade ilegal predatória, existem florestas que estão na iminência de serem desmatadas. É onde entendemos que as concessões precisam acontecer, para ela valer mais em pé do que derrubada”, complementa. Manejo florestal em Terra Santa Na região do Pará onde a mata é mais preservada, no oeste do Estado, a madeireira Ebata é a principal beneficiada de uma concessão em vigor na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, entre os municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa. Numa área de 30 mil hectares, todas as árvores de interesse comercial e protegidas foram catalogadas. Para cada espécie, um volume máximo de unidades pode ser extraído por ano – em média, 30 metros cúbicos de madeira por hectare, o que corresponde a 3 a 6 árvores em um espaço equivalente a um campo de futebol. A floresta foi dividida em 30 “pedaços” e, a cada ano, uma área diferente é explorada, enquanto as demais devem permanecer intocadas. O plano prevê que, três décadas após uma extração, a fatia terá se regenerado naturalmente. "Para atividades extrativistas como madeira, a castanha do Brasil ou outros produtos que vem da floresta, a gente depende que ela continue sendo floresta”, afirma Leônidas Dahás, diretor de Meio Ambiente e Produtos Florestais da empresa. "Se em um ano, a minha empresa extrair errado, derrubar mais do que ela pode, eu não vou ter no ano que vem. Daqui a 30 anos, eu também não vou ter madeira, então eu dependo que a floresta continue existindo.” Estado incapaz de fiscalizar Unidades de Conservação A atuação da empresa é fiscalizada presencialmente ou via satélite. A movimentação da madeira também é controlada – cada tora é registrada e os seus deslocamentos devem ser informados ao Serviço Florestal Brasil (SFB), que administra as concessões no país. "Uma floresta que não tem nenhum dono, qualquer um vira dono. Só a presença de alguma atividade, qualquer ela que seja, já inibe a grande parte de quem vai chegar. Quando não tem ninguém, fica fácil acontecer qualquer coisa – qualquer coisa mesmo”, observa Dahás. A bióloga Joice Ferreira, pesquisadora na Embrapa Amazônia Oriental, se especializou no tema do desenvolvimento sustentável da região e nos impactos do manejo florestal. Num contexto de incapacidade do Estado brasileiro de monitorar todo o território e coibir as ilegalidades na Amazônia, ela vê a alternativa das concessões florestais como “promissora” – embora também estejam sujeitas a irregularidades. Os casos de fraudes na produção de madeira certificada não são raros no país. “Você tem unidades de conservação que são enormes, então é um desafio muito grande, porque nós não temos funcionários suficientes, ou nós não temos condições de fazer esse monitoramento como deveria ser feito”, frisa. “Geralmente, você tem, em cada unidade de conservação, cinco funcionários.” Em contrapartida do manejo sustentável, a madeireira transfere porcentagens dos lucros da comercialização da madeira para o Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o SFB, que distribuem os recursos para o Estado do Pará e os municípios que abrigam as Flonas, como são chamadas as Florestas Nacionais. Populações no interior da Amazônia sofrem de carências básicas O dinheiro obrigatoriamente deve financiar projetos de promoção do uso responsável das florestas, conservação ambiental e melhora da gestão dos recursos naturais na região. Todo o processo é longo, mas foi assim que a cidade de Terra Santa já recebeu mais de R$ 800 mil em verbas adicionais – um aporte que faz diferença no orçamento da pequena localidade de 19 mil habitantes, onde carências graves, como saneamento básico, água encanada e acesso à luz, imperam. "Quase 7 mil pessoas que moram na zona rural não têm tem acesso à energia elétrica, que é o básico. Outro item básico, que é o saneamento, praticamente toda a população ribeirinha e que mora em terra firme não têm acesso à água potável”, detalha a secretária municipal de Meio Ambiente, Samária Letícia Carvalho Silva. "Elas consomem água do igarapé. Quando chega num período menos chuvoso, a gente tem muita dificuldade de acesso a água, mesmo estando numa área com maior bacia de água doce do mundo. Nas áreas de várzea, enche tudo, então ficam misturados os resíduos de sanitários e eles tomam aquela mesma água. É uma situação muito grave na região.” Com os repasses da concessão florestal, a prefeitura construiu a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, distribuiu nas comunidades 50 sistemas de bombeamento de água movido a energia solar e painéis solares para o uso doméstico. A família da agente de saúde Taila Pinheiro, na localidade de Paraíso, foi uma das beneficiadas. A chegada das placas fotovoltaicas zerou um custo de mais de R$ 300 por mês que eles tinham com gerador de energia. "Antes disso, era lamparina mesmo. Com o gerador, a gente só ligava de noite, por um período de no máximo duas horas. Era só para não jantar no escuro, porque era no combustível e nós somos humildes, né?”, conta. "A gente não conseguia ficar com a energia de dia." A energia solar possibilitou à família ter confortos básicos da cidade: armazenar alimentos na geladeira, carregar o celular, assistir televisão. Um segundo projeto trouxe assistência técnica e material para a instalação de hortas comunitárias. A venda do excedente de hortaliças poderá ser uma nova fonte de renda para a localidade, que sobrevive da agricultura de subsistência e benefícios sociais do governo. "A gente já trabalhava com horta, só que a gente plantava de uma maneira totalmente errada. Até misturar o adubo de maneira errada a gente fazia, por isso a gente acabava matando as nossas plantas”, observa. “A gente quer avançar, para melhorar não só a nossa alimentação, mas levar para a mesa de outras pessoas." Acesso à água beneficia agricultura Na casa de Maria Erilda Guimarães, em Urupanã, foi o acesso mais fácil à água que foi celebrado: ela e o marido foram sorteados para receber um kit de bombeamento movido a energia solar, com o qual extraem a água do poço ou do próprio rio, com bem menos esforço braçal. No total, quase 50 quilômetros de captura de água pelo sistema foram distribuídos nas comunidades mais carentes do município. O casal completa a renda da aposentadoria com a venda de bebidas e paçoca caseira para os visitantes no período da estação seca na Amazônia, a partir de agosto. O marido de Maria Erilda, Antônio Conte Pereira, também procura fazer serviços esporádicos – sem este complemento, os dois “passariam fome”. "Foi um sucesso para nós, que veio mandado pelo governo, não sei bem por quem foi, pela prefeitura, não sei. Mas sei que foi muito bom”, diz Pereira. "Não serviu só para nós, serviu para muitos aqui. A gente liga para as casas, dá água para os vizinhos, que também já sofreram muito carregando água do igarapé, da beira do rio." Urupanã é uma praia de rio da região, onde o solo arenoso dificulta o plantio agrícola. No quintal de casa, os comunitários cultivam mandioca e frutas como mamão, abacaxi e caju. O bombeamento automático da água facilitou o trabalho e possibilitou ampliar o plantio de especiarias como andiroba e cumaru, valorizados pelas propriedades medicinais. "Para muitas famílias que ainda precisavam bater no poço, foi muito legal. A gente conseguiu manter as nossas plantas vivas no verão”, conta Francisco Neto de Almeida, presidente da Associação de Moradores de Urupanã, onde vivem 38 famílias. 'Fazer isso é crime?' A prefeitura reconhece: seria difícil expandir rapidamente a rede elétrica e o acesso à água sem os recursos da madeira e dos minérios da floresta – outra atividade licenciada na Flona de Saracá-Taquera é a extração de bauxita, pela Mineração Rio do Norte. Entretanto, o vice-prefeito Lucivaldo Ribeiro Batista considera a partilha injusta: para ele, o município não se beneficia o suficiente das riquezas da “Flona”, que ocupa um quarto da superfície total de Terra Santa. Para muitos comunitários, a concessão florestal e a maior fiscalização ambiental na região estrangularam a capacidade produtiva dos pequenos agricultores. "Existe esse conflito. Hoje, se eu pudesse dizer quais são os vilões dos moradores que estão em torno e dentro da Flona, são os órgãos de fiscalização federal, que impedem um pouco eles de produzirem”, constata ele, filiado ao Partido Renovação Democrática (PRD), de centro-direita. "E, por incrível que pareça, as comunidades que estão dentro da Flona são as que mais produzem para gente, porque é onde estão os melhores solos. Devido todos esses empecilhos que têm, a gente não consegue produzir em larga escala”, lamenta. A secretária de Meio Ambiente busca fazer um trabalho de esclarecimento da população sobre o que se pode ou não fazer nos arredores da floresta protegida. Para ela, a concessão teria o potencial de impulsionar as técnicas de manejo florestal sustentável pelas próprias comunidades dos arredores de Sacará-Taquera. Hoje, entretanto, os comunitários não participam desse ciclo virtuoso, segundo Samária Carvalho Silva. “Eles pedem ajuda. ‘Fazer isso não é crime?'. Eles têm muito essa necessidade de apoio técnico. Dizem: 'Por que que eu não posso tirar a madeira para fazer minha casa e a madeireira pode?'", conta ela. "Falta muito uma relação entre esses órgãos e as comunidades”, avalia. Há 11 anos, a funcionária pública Ilaíldes Bentes da Silva trabalhou no cadastramento das famílias que moravam dentro das fronteiras da Flona – que não são demarcadas por cercas, apenas por placas esparsas, em uma vasta área de 440 mil hectares. Ela lembra que centenas de famílias foram pegas de surpresa pelo aumento da fiscalização de atividades que, até então, eram comuns na região. "Tem muita gente aqui que vive da madeira, mas a maioria dessas madeiras eram tiradas ilegalmente. Com o recadastramento, muitas famílias pararam”, recorda-se. “Para as pessoas que vivem dessa renda, foi meio difícil aceitar, porque é difícil viver de farinha, de tucumã, de castanha e outras coisas colhidas nessa região do Pará.” Kelyson Rodrigues da Silva, marido de Ilaíldes, acrescenta que “até para fazer roça tinha que pedir permissão para derrubar” a mata. “Hoje, eu entendo, mas tem gente que ainda não entende. O ribeirinho, para ele fazer uma casa, tem que derrubar árvore, e às vezes no quintal deles não tem. Então eles vão tirar de onde?”, comenta. “Quando vem a fiscalização, não tem como explicar, não tem documento.” Espalhar o manejo sustentável A ecóloga Joice Ferreira, da Embrapa, salienta que para que o fim do desmatamento deixe de ser uma promessa, não bastará apenas fiscalizar e punir os desmatadores, mas sim disseminar as práticas de uso e manejo sustentável da floresta também pelas populações mais vulneráveis – um desafio de longo prazo. “Não adianta chegar muito recurso numa comunidade se ela não está preparada para recebê-lo. Muitas vezes, as empresas chegam como se não houvesse nada ali e já não tivesse um conhecimento, mas ele existe”, ressalta. “As chances de sucesso vão ser muito maiores se as empresas chegarem interessadas em dialogar, interagir e aumentar as capacidades do que já existe. Isso é fundamental para qualquer iniciativa de manejo sustentável ter sucesso”, pontua a pesquisadora. Um dos requisitos dos contratos de concessão florestal é que a mão de obra seja local. A madeireira Ebata reconhece que, no começo, teve dificuldades para contratar trabalhadores só da cidade, mas aos poucos a capacitação de moradores deu resultados. A empresa afirma que 90% dos empregados são de Terra Santa. “No início da minha carreira em serraria, eu trabalhei em madeireiras que trabalhavam de forma irregular. Me sinto realizado por hoje estar numa empresa que segue as normas, segue as leis corretamente”, afirma Pablio Oliveira da Silva, gerente de produção da filial. Segundo ele, praticamente tudo nas toras é aproveitado, e os resíduos são vendidos para duas olarias que fabricam tijolos. Cerca de 10% da madeira é comercializada no próprio município ou destinada a doações para escolas, centros comunitários ou igrejas. Na prefeitura, a secretária Samária Silva gostaria de poder ir além: para ela, a unidade de beneficiamento de madeira deveria ser na própria cidade, e não em Belém. Da capital paraense, o produto é vendido para os clientes da Ebapa, principalmente na Europa. “O município é carente de empreendedorismo e de fontes de renda. A gente praticamente só tem a prefeitura e a mineração”, explica. “Essas madeireiras, ao invés de ter todo esse processo produtivo aqui... ‘Mas o custo é alto. A gente mora numa área isolada, só tem acesso por rios e isso tem um custo'. Mas qual é a compensação ambiental que vai ficar para o município, da floresta? Essas pessoas estão aqui vivendo, o que vai ficar para elas?”, indaga. Foco das concessões é conter o desmatamento O engenheiro florestal Leonardo Sobral, do Imaflora, constata que, de forma geral no Brasil, as comunidades locais não se sentem suficientemente incluídas nas soluções de preservação das florestas, como as concessões. Uma das razões é a falta de conhecimento sobre o que elas são, como funcionam e, principalmente, qual é o seu maior objetivo: conter o desmatamento e as atividades predatórias nas Unidades de Conservação. Em regiões carentes como no interior do Pará, esses grandes empreendimentos podem frustrar expectativas. “São problemas sociais do Brasil como um todo. Uma concessão florestal não vai conseguir endereçar todos os problemas”, salienta. Esses desafios também simbolizam um dos aspectos mais delicados das negociações internacionais sobre as mudanças climáticas: o financiamento. Como diminuir a dependência econômica da floresta num contexto em que faltam verbas para atender às necessidades mais básicas das populações que vivem na Amazônia? Como desenvolver uma sociobioeconomia compatível com a floresta se as infraestruturas para apoiar a comercialização dos produtos não-madeireiros são tão deficientes? “O recurso que chega do financiamento climático pode ser muito importante para fazer a conservação. Nós temos um exemplo bem claro, que é do Fundo Amazônia”, lembra Joice Ferreira. “Agora, nós temos ainda uma lição a aprender que é como fazer esse link com as comunidades locais, que têm o seu tempo próprio, os seus interesses próprios. Ainda não sabemos como fazer esse diálogo de forma justa.” Entre os projetos financiados pelo Fundo Amazônia, alguns destinam-se especificamente a melhorar as condições sociais das populações do bioma, como os programas da Fundação Amazônia Sustentável e o Sanear Amazônia. Na COP30, em Belém, o Brasil vai oficializar uma proposta de financiamento internacional específico para a conservação das florestas tropicais do planeta, inspirada no Fundo Amazônia, mas incluindo um mecanismo de investimentos que gere dividendos. A ideia central do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) é prever recursos perenes para beneficiar os países que apresentem resultados na manutenção e ampliação das áreas de mata preservadas. “Somos constantemente cobrados por depender apenas de dinheiro público para essa proteção, mas o Fundo Florestas Tropicais para Sempre representa uma virada de chave”, disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, em um evento em Nova York, em meados de setembro. “Não é doação, e sim uma iniciativa que opera com lógica de mercado. É uma nova forma de financiar a conservação, com responsabilidade compartilhada e visão de futuro", complementou a ministra. * Esta é a segunda reportagem de uma série do podcast Planeta Verde da RFI na Amazônia. As reportagens, parcialmente financiadas pelo Imaflora, vão ao ar todas as quintas-feiras até a COP30 em Belém, em novembro.
Durante este episódio, a aluna Jéssica contou que mora com o “marido” há três anos na casa da mãe dele. O casal está economizando para conquistar a casa própria. Contudo, quando eles estão próximos disso, a aluna disse que ele fala para continuarmos onde estão, ou seja, na casa da sogra dela.Eles já tiveram a experiência de morar sozinhos por alguns dias e, com isso, ela percebeu que ele se comporta deforma diferente, sendo uma pessoa melhor. Por fim, Jéssica perguntou aos professores o que pode fazer para que o companheiro tome atitude e perceba que isso será melhor para os dois.Está inseguraEm seguida, outra aluna confessou que mora com um rapaz há alguns meses e ela tem um filho de cinco anos de idadeque não é dele. Os dois namoraram por uns anos e foram morar juntos. Acontece que eles tiveram muitos problemas durante o relacionamento, mas ficaram noivos.Devido às brigas, eles nem falam mais em casar. Ela disse que ele é grosseiro e fala o tempo inteiro em separação, o que lhe causa uma grande insegurança na relação e, com isso,desconfia dele e tem ciúmes. A aluna disse que o ama e não quer se separar. Caminhada do Amor 2025Ainda hoje, saiba mais sobre a Caminhada do Amor 2025, que acontecerá no dia 11 de outubro, em todo o Brasil e emmais de 50 países. Em São Paulo, a edição ocorrerá no Parque Villa-Lobos, a partir das 9h. Este ano, o evento estará diferente de tudo o que você já viu. O kit será diferenciado e contará com um baralho exclusivo com perguntas interativas para os casais. Já para ossolteiros, as perguntas servirão como reflexão sobre o que esperam de um relacionamento. Para mais informações, acesse: caminhadadoamor.com Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com. Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes
LEITURA BÍBLICA DO DIA: ROMANOS 12:1-2 PLANO DE LEITURA ANUAL: PROVÉRBIOS 25–26; 2 CORÍNTIOS 9 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: E m 2014, biólogos capturaram um par de cavalos-marinhos pigmeus alaranjados, nas Filipinas, e os levaram junto com uma seção de coral da mesma cor para estudá-los. Eles queriam saber se os animais nasciam para combinar com a cor dos pais ou do ambiente. Eles deram à luz bebês marrons, e os cientistas colocaram um coral roxo no tanque. Os bebês, cujos pais eram laranja, mudaram de cor para combinar com o coral roxo. Devido à sua natureza frágil, a sobrevivência dos cavalos-marinhos dependia de uma dádiva dada por Deus: mudança de cor conforme o ambiente. Misturar-se é um mecanismo de defesa útil na natureza. No entanto, Deus convida todas as pessoas a receber a salvação e a se destacarem no mundo pelo modo em que vivemos. O apóstolo Paulo exorta os cristãos a honrar a Deus em todos os aspectos da vida, a adorá-lo oferecendo o próprio corpo como um “sacrifício vivo” (ROMANOS 12:1). Devido à nossa fragilidade como seres humanos afetados pelo pecado, nossa saúde espiritual como cristãos depende da “renovação” de nossa mente pelo Espírito Santo e capacitação para não nos conformarmos com “os costumes desse mundo” que rejeita a Deus e glorifica o pecado (v.2). Misturar-se ao mundo significa viver opondo-se às Escrituras. No entanto, pelo poder do Espírito Santo, nós o podemos olhar e amar como Jesus o fez! Por: XOCHITL DIXON
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Assim como o filme esse episódio é dividido entre dois momentos. Devido a muitos imprevistos tivemos que gravar em dois dias diferentes, o resultado final foi compilado nesse episódio especial para seu entretenimento. Só cuidado com a luz do sol!
Alexandre Garcia comenta voto de Luiz Fux sobre medidas cautelares impostas a Bolsonaro, septuagenárias do 8 de janeiro de volta à prisão, Barroso preso em elevador e discurso de futuro embaixador dos EUA na Argentina.