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Depois das presidenciais, primeiro-ministro dá estabilidade como facto consumado que Chega e PS têm "de comer e calar", mas cálculos podem ter mudado. O que fará António José Seguro em Belém?See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Presidente eleito entrou a marcar terreno junto do governo, exigindo resultados, a começar nos apoios às vítimas do comboio de tempestades, mas a cobrar de forma igual a todos os partidos a quem os portugueses não perdoarão que não se aproveite a estabilidade política. Ventura saiu a defender que os portugueses o colocaram no caminho para governar este país e a garantir que isso vai acontecer em breve. A instabilidade que Ventura pretende criar vai, por certo, esbarrar na vontade do primeiro-ministro e do Presidente eleito de levar esta legislatura até ao fim. Para fazer a leitura dos resultados destas presidenciais, conversamos com o director-adjunto do Expresso David Dinis. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois das presidenciais, primeiro-ministro dá estabilidade como facto consumado que Chega e PS têm "de comer e calar", mas cálculos podem ter mudado. O que fará António José Seguro em Belém?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Para António Mendonça Mendes (PS), significa que o povo português se identifica com o sistema atual. Já Patrícia Almeida (Chega), diz que resultado de Ventura mostra que "a força está viva".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Estabilidade, reconhecimento, conforto, segurança financeira… todo mundo quer. Todos os dias, pessoas correm de um lado para o outro tentando vencer na vida. Mas você já parou para pensar em vencer na morte?Jesus venceu a morte e nos deu a oportunidade de vencer também, quando cremos nEle.A maior riqueza não é algo que se conquista aqui na terra, mas crer no Senhor Jesus e na Sua Palavra.A história do rico e de Lázaro ilustra isso de forma clara e impactante.Se você emprega tanto esforço para vencer na vida,talvez seja hora de investir ainda mais para vencer no último suspiro.Dê o play e reflita.Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.
Candidato apoiado pelo PS volta a apresentar-se como candidato da estabilidade e deixa recados na resposta à depressão Kristin. "Solidariedade não pode nunca substituir responsabilidade do Estado".See omnystudio.com/listener for privacy information.
INFRACAST: Concessões, Parcerias Público-Privadas e Privatizações
Neste episódio, o Infracast recebe Conrado Gama Monteiro e Thiago Priess Valiati, presidente e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Regulatório, para uma conversa sobre os principais destaques da agenda regulatória de 2025 e as perspectivas para 2026.A discussão aborda os desafios de independência das agências reguladoras, os impactos políticos e institucionais sobre a regulação e os avanços e entraves em setores de infraestrutura. Ao longo do episódio, os convidados também apresentam a trajetória e a importante atuação do Instituto Brasileiro de Direito Regulatório.Inscreva-se no canal e ouça o Infracast também pelo Spotify.Somos o primeiro podcast brasileiro dedicado exclusivamente aos temas de infraestrutura.#direitoregulatório #infraestrutura #saneamento #políticaspúblicas
Pr Giovani Zimmermann Jr #Teologia #VidaCristã #Fé #Biblia #Escrituras #Pregação #Pastor
Seja Bem Vindo ao nosso PodCast! Giovani Zimmermann Jr é presidente fundador da Igreja Casa na Rocha. Casado c/Sophia e pai de 3 filhos. Professor de Teologia, Mestre em Filosofia Unioeste/PR, Psicanalista Clínico e Neuropedagogo. Graduou-se no Instituto Bíblico Cristo para Las Naciones (CFNI México/DF).Seja um Cooperador Fiel!
Engenharia de software em ambientes críticos exige execução, disciplina e cultura. Neste episódio, Cíntia Silvestre, Superintendente Executiva do Banco BMG, explica como dados, arquitetura, IA e liderança se conectam para gerar valor real em sistemas que não podem parar. Falamos sobre modernização com legado ativo, estabilidade vs. inovação, uso prático de IA para produtividade, cultura de times técnicos e o KPI que realmente importa: o tempo da ideia ao valor. “Inovação é discurso. Transformação de verdade é disciplina de execução. É quando a ideia vira valor real para o cliente.” Siga o DoTheMATH no Spotify para não perder os próximos episódios. Novos episódios toda quarta-feira Apresentação Marcel Ghiraldini, CSO, MATH Fabiana Amaral, Executive Director Brand and Culture, MATH ConvidadaCíntia Silvestre, Superintendente Executiva do Banco BMG Capítulos 00:00 – Introdução e apresentação da convidada 05:12 – Engenharia de software em bancos e sistemas críticos 18:45 – Estabilidade, inovação e disciplina de execução 30:00 – Cultura, liderança e times de alta performance 41:20 – IA, Copilot e ganhos reais de produtividade 52:10 – Arquitetura, microserviços e decisões de longo prazo 01:02:30 – O KPI da transformação: da ideia ao valor 01:09:40 – Encerramento Para ouvir e seguir:
Em ligação com o presidente Donald Trump, Lula propôs que o Conselho de Paz que Trump está organizando se limite a tratar da questão da Faixa de Gaza. PF ouve dois investigados no inquérito sobre fraude bilionária do Master com o Banco de Brasília. As contas externas brasileiras fecharam 2025 com o maior rombo em 11 anos – o déficit chegou a quase US$ 69 bilhões, que equivale a 3% do PIB. Donald Trump envia principal autoridade migratória dos Estados Unidos para Minneapolis, epicentro de protestos contra o ICE. Israel recupera restos mortais do último refém sequestrado pelo grupo terrorista Hamas.
Confira o Fechamento de Mercado desta segunda- feira (26)
Nesta edição do Retrabalho, os comentaristas Alberto Nemer e Cássio Moro trazem como destaque a informação que a legislação brasileira permite a rescisão do contrato de trabalho sem justa causa a qualquer momento. Entretanto, a lei protege o empregado em algumas situações, impedindo que o colaborador seja dispensado de forma arbitrária, é a estabilidade. A legislação trabalhista prevê estabilidade no emprego em determinadas circunstâncias. Isso quer dizer que a empregada ou o empregado não pode ser demitido sem justa causa durante um período definido, caso atenda aos requisitos previstos. Gestantes, dirigentes sindicais e trabalhadores acidentados contam com essa garantia, por exemplo.
No episódio de hoje do BBcast Agro, Teodoro Contin, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Barretos-SP, analisa o desempenho das exportações no início de 2026 e as ferramentas de proteção para o pecuarista.Destaques do episódio:
A edição também destaca o desempenho das exportações brasileiras e os impactos do acordo Mercosul–União Europeia para o setor
Confira o Fechamento de Mercado desta segunda- feira (12)
O comandante da Polícia Militar de Lauro Müller, subtenente Alexandre Pirotti da Fontoura, participou de entrevista no programa Cruz de Malta Notícias, nesta quinta-feira (8), onde apresentou um balanço das ações desenvolvidas pela corporação ao longo de 2025. Durante a conversa, o comandante destacou a manutenção dos índices de ocorrências em patamares considerados compatíveis com o porte do município. Segundo Fontoura, um levantamento dos últimos três anos mostra estabilidade nos números. “A gente vem mantendo um mesmo nível de ocorrências aqui no nosso município, compatível, claro, com o tamanho da cidade”, afirmou. Em 2025, a Polícia Militar foi acionada 1.561 vezes em Lauro Müller, número semelhante ao registrado em 2024, quando houve 1.457 atendimentos. As ocorrências incluem chamados via telefone 190 e abordagens realizadas pela própria guarnição durante o patrulhamento. Do total de atendimentos deste ano, 527 resultaram na lavratura de boletins de ocorrência, contra 545 no ano anterior, mantendo a média em torno de 500 registros anuais. Entre as ocorrências mais atendidas pela PM, os sinistros de trânsito seguem liderando as estatísticas. Em 2025, foram registrados 140 acidentes sem vítimas e 84 com algum tipo de lesão. Em 2024, os números foram 105 sem vítimas e 77 com feridos. O comandante lamentou o dado, ressaltando que “infelizmente ainda é o sinistro de trânsito” a principal demanda da corporação. Na sequência aparecem crimes como ameaça, com 61 boletins em 2025, número próximo ao de 2024, que registrou 59 casos. Os roubos permaneceram estáveis, com apenas dois registros no ano, mesma média observada nos últimos três anos. Perturbação do sossego teve 11 ocorrências, contra dez no ano anterior. Já os casos de homicídio consumado ou tentado permaneceram em três registros, repetindo o índice de 2024. Em relação aos crimes ligados a entorpecentes, o tráfico de drogas teve dois registros em 2025, contra três no ano anterior, enquanto a posse de drogas contabilizou 34 ocorrências, número praticamente igual ao de 2024, que teve 33. “Então a gente manteve um mesmo padrão”, reforçou o comandante. O único crime que apresentou aumento foi o furto, que passou de 30 registros em 2024 para 48 em 2025. Segundo Fontoura, esse crescimento pontual tem explicação. “Tivemos um pico ali no mês de julho, quando um adolescente cometeu cerca de dez furtos. Isso acaba elevando o número, mas está dentro do esperado para uma cidade desse porte”, explicou. O balanço apresentado pela Polícia Militar reforça o trabalho preventivo e operacional desenvolvido no município, demonstrando a estabilidade dos índices de criminalidade e o monitoramento constante das ocorrências ao longo do ano.
Neste episódio, falamos de forma simples e próxima sobre como o sofrimento não nasce da falta de conforto, mas da dependência dele — e como uma mente mais flexível sofre menos diante das mudanças da vida. A conversa atravessa também a educação dos filhos, mostrando como ensinar resiliência, autonomia e convivência sem criar a ilusão de um mundo perfeito. Um convite a repensar como lidamos com desconforto, frustração e impermanência no dia a dia, com ensinamentos de mestres como o Dalai Lama e a tradição budista.
Em julho, com música nova para mostrar, Mickael Carreira veio ao podcast da BLITZ falar não só do regresso musical, mas também do ‘peso’ do apelido Carreira, algumas (saudáveis) “maluqueiras” e as alegrias da paternidade. Foi um dos episódios mais ouvidos de 2025 do Posto Emissor, que agora recordamos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio desta semana o economista Antônio da Luz apresenta uma análise sobre os principais acontecimentos econômicos e políticos que impactam o Brasil e o mundo. Ele começa destacando os indicadores divulgados no país, como o IPC-15, que traz uma prévia da inflação de dezembro, e o IBC-BR, que mostrou nova queda na atividade econômica, confirmando o processo de desaceleração. O câmbio também foi tema importante, fechando em R$ 5,55, pressionado pela saída de dólares típica do fim de ano. Além disso, Antônio chamou atenção para a aprovação de medidas no Congresso que aumentam impostos sobre defensivos agrícolas, fertilizantes, fintechs e dividendos, o que, segundo ele, encarece a produção e desestimula investimentos, resultado de um acordo político que envolveu a chamada “12 metrias”.No agronegócio, o Brasil alcançou um marco histórico ao ultrapassar os Estados Unidos e se tornar líder mundial na produção de carne bovina, além de já ser o maior exportador. Antônio ressaltou que essa conquista não é fruto do acaso, mas de uma tendência consolidada ao longo dos anos, e celebrou o papel dos pecuaristas brasileiros, lembrando que o país é essencial para o abastecimento global de alimentos e para a estabilidade política e econômica mundial. Ele reforçou que o Brasil não apenas exporta alimentos, mas também paz e equilíbrio, já que sem o país o mundo não consegue funcionar da forma como conhecemos.No cenário internacional, os Estados Unidos mostraram força com a criação de 64 mil novos postos de trabalho, acima das expectativas, e com indicadores como o PMI de serviços e manufatura apontando expansão. A inflação segue em 3% no acumulado de 12 meses, ainda acima da meta, o que dificulta justificar cortes de juros. Já na China, os dados revelaram fragilidade, com vendas no varejo crescendo apenas 1,3% e produção industrial abaixo das expectativas, além da queda nos preços dos imóveis. Esses números levantam dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento chinês.Outro tema abordado foi o acordo entre Mercosul e União Europeia, adiado para janeiro. Antônio destacou que o agro brasileiro é altamente competitivo e que o protecionismo europeu, sustentado por subsídios, gera ineficiência. Para ele, o acordo pode beneficiar tanto o Mercosul quanto a Europa, reduzindo custos de alimentos e incentivando a indústria de transformação. O episódio conclui mostrando como o Brasil se consolida como potência agroalimentar, mesmo diante de desafios internos, e reforça a importância estratégica do país no cenário global. ➡
Setor segue acompanhando o escoamento da carne no mercado doméstico; a expectativa é que grande parte da população compre cortes de valor mais agregado na próxima semana.
Suinocultores demonstram preocupação com a piora na relação de troca frente ao milho, que já acumula perda de 10% para o produtor, enquanto o farelo de soja segue em alta e aumenta a pressão sobre os custos. Thumb: Estabilidade persiste na suinocultura
Escalas de abate estão próximas de 7 a 8 dias em pequenos e médios frigoríficos, enquanto os grandes contam com programações acima de 12 dias
Mercado também segue em alerta a divulgação da salvaguardas em janeiro de 2026
A crise na Guiné-Bissau agrava-se enquanto a CEDEAO é acusada de cumplicidade por não reagir às violações democráticas do regime. O secretário-geral do Movimento Cívico Pó di Terra, Vigário Luís Balanta, denuncia manipulações institucionais, perseguição política e influência do narcotráfico. Critica o poder militar e apela à intervenção internacional. A crise política e militar na Guiné-Bissau aprofunda-se à medida que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) mantém um silêncio que muitos consideram ensurdecedor. Para o secretário-geral do Movimento Cívico Pó di Terra, Vigário Luís Balanta esta atitude confirma “a cumplicidade da CEDEAO” perante um regime que, diz, “tem violado direitos humanos, perseguido jornalistas e manipulado instituições sem qualquer intervenção séria da organização”. O contraste com a actuação rápida no Benim, no passado domingo, é para Vigário Luís Balanta prova de que “há pesos diferentes” dentro da diplomacia regional. O dirigente cívico recorda que a missão da CEDEAO deveria passar por “garantir estabilidade e proteger o povo”, mas, nos últimos anos, a organização optou por “proteger apenas o Presidente da República”. Para Vigário Luís Balanta, o mandato de Umaro Sissoco Embaló “acabou a 27 de Fevereiro”, sendo prolongado através de “manipulação do Supremo Tribunal de Justiça”. A ausência de reacção externa perante as duas dissoluções parlamentares e sucessivas denúncias de abusos reforçou “a demonstração de que há interesses inconfessos”. A recente tomada de poder pelo Alto Comando Militar, depois de um alegado autogolpe de Novembro, não altera o diagnóstico. Vigário Luís Balanta defende que se trata de “uma continuação do regime vigente desde 2020”, sublinhando que os actuais responsáveis militares “são figuras ligadas à presidência, alguns deles envolvidos directamente na campanha de Umaro Sissoco Embaló”. Assim, rejeita a narrativa oficial de combate ao crime organizado: “Isto é tudo menos combater o tráfico de droga; é perseguição política e concentração de poder”. O narcotráfico continua, para o secretário-geral do movimento 'Pó di Terra', a raiz da instabilidade nacional. “O maior cancro da estabilidade política guineense é o narcotráfico”, afirma, explicando que “pessoas ligadas às redes de droga acabam na arena política e interferem directamente na vontade popular”. A Guiné-Bissau, enquanto ponto estratégico entre América Latina, África e Europa, permanece vulnerável a redes internacionais que operam com cumplicidades locais. “O povo sozinho não vai conseguir; é preciso apoio internacional”, reconhece. É nesse contexto que surge a carta aberta dirigida ao Presidente dos Estados Unidos. Apesar de alguns considerarem a iniciativa um gesto extremo, Vigário Luís Balanta entende-a como necessária: “O problema da Guiné-Bissau já está fora do alcance nacional”. Defende que a comunidade internacional, incluindo EUA, ONU e parceiros regionais, tem responsabilidade em agir, já que “há muito tempo há cumplicidade no silêncio perante as violações da ordem democrática”. Para o dirigente, internacionalizar o problema é também “garantir que a verdade seja conhecida e que a vontade popular respeitada”. A repressão à comunicação social reforça o clima de alerta. O recente comunicado do Alto Comando Militar, ameaçando fechar órgãos que divulguem apelos à desobediência civil, é para Vigário Luís Balanta um sinal de agravamento: “Quem não deve não teme. Proibir informar é agravar a situação”. Recorda que rádios e jornalistas críticos têm sido perseguidos, enquanto meios alinhados com o regime “falam tudo e nunca são incomodados”. Aos militares, dirige um apelo firme: “Voltem para o quartel. Se querem fazer política, tirem a farda”. Quanto aos caminhos para uma saída da crise, Vigário Luís Balanta diz não haver “transição legítima nem credível”. O único passo aceitável é “publicar o resultado eleitoral”, já que todas as atas de mesa e apuramentos regionais estão concluídos. Uma transição de um ano, como propõe a junta militar, é rejeitada: “Não é isso que o povo votou”. A sociedade civil assume, por isso, um papel central. “Temos obrigação de continuar a denunciar e a mobilizar”, diz o secretário-geral do Movimento Cívico Pó di Terra, garantindo que as manifestações se vão manter em todo o território: “O povo guineense sempre resistiu. Não vai ser agora que vamos ceder”. A união entre jovens, mulheres e organizações será determinante: “A luta não pode ser de um grupo restrito; tem de ser colectiva para que a vontade do povo seja respeitada”.
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Há um ano, a Síria entrou numa nova fase da sua história, após mais de meio século de ditadura do clã Assad e quase catorze anos de guerra civil. A 8 de Dezembro de 2024, os rebeldes do grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham avançaram sobre Damasco e declararam a libertação do povo sírio. O movimento foi liderado por Ahmed al-Charaa, antigo jihadista que, entretanto, assumiu o cargo de Presidente interino do país. Doze meses depois, mais de um milhão de sírios já regressou ao território nacional, numa tentativa de participar na reconstrução de um Estado profundamente fragilizado pelos desafios políticos, económicos e sociais que persistem. Marcos Farias Ferreira, professor universitário e especialista em relações internacionais, afirma que este movimento de retorno não resulta apenas da mudança de cenário interno, sublinhando que as políticas europeias cada vez mais restritivas em relação aos migrantes também contribuíram para acelerar o regresso de muitos sírios. Em que condições regressa a população e que país encontra? Estes sírios que estão a regressar saíram do seu país durante os quase 14 anos de guerra civil e, portanto, também temos que compreender que são pessoas que saíram, mas sempre com a expectativa de regressar. Por outro lado, a situação destes sírios que saíram do país foi sempre precária, sobretudo nos últimos anos, em que os países europeus, sobretudo, recusaram o peso da presença de comunidades migrantes cada vez maiores e, portanto, a pressão na Europa para o regresso dos sírios -na Alemanha, mas também na Turquia e em países mais próximos, como a Jordânia foi sendo muito maior. Agora, o país que estes refugiados encontram é um país devastado material e economicamente por 14 anos de guerra civil e é um país que ainda não encontrou o equilíbrio, a estabilidade e a prosperidade económica que estes recém-chegados procuram. É esta estabilidade que procura o Presidente interino sírio? Desde que chegou ao poder, Ahmed al-Charaa foi recebido por vários chefes de Estado -França, Estados Unidos, Rússia. Discursou diante das Nações Unidas, um discurso que já não acontecia desde 1967. Que imagem está Ahmed al-Charaa a construir junto da comunidade internacional e o que é que ele procura? [Ahmed al-Charaa] procura apoio político e apoio económico para a consolidação de um novo regime político e a reconstrução económica, em primeiro lugar. Certamente que procura o apoio das potências regionais, dos Estados do Golfo, sobretudo, para essa reconstrução económica e para o apoio político. É claro que, tendo caído o regime de Assad, o novo Presidente procura novas alianças e novos apoios na zona. Se Bashar al-Assad se apoiava sobretudo no Irão e na Rússia, fora da região, agora o novo Presidente al-Charaa procura alianças mais abrangentes e procura, obviamente, afastar-se desse alinhamento mais estrito com o Irão. Procura, além disso, uma coisa muito importante, que é afastar as sanções políticas e económicas que tinham sido aprovadas pelos Estados Unidos. Daí que a sua visita aos Estados Unidos tivesse sido muito focada no levantamento das sanções que o país colocou sobre a Síria e sobre ele próprio, porque ele era considerado um terrorista, antigo jihadista. Tinha, claro, a cabeça a prémio e, portanto, não haverá um futuro viável para o novo regime político sem o levantamento desta série de sanções. Julgo que ele tem sido hábil nesta relação que quer estabelecer com os Estados Unidos, mas também, ao mesmo tempo, não depreciando aquilo que é a relação com a Rússia. A Rússia tem interesses militares na zona, tem bases, e tem havido também contactos para que isso possa continuar e, portanto, não deixar de lado as relações tradicionais que a Síria tem com a Rússia. A coligação que Ahmed al-Charaa preside é composta por um grupo de rebeldes de Idlib. O Presidente interino diz que está disposto a construir um Estado de Direito, a a respeitar as minorias, os direitos das mulheres. Esta coligação vai permitir-lhe cumprir essa agenda, que também é fundamental junto da comunidade internacional? Claro. Um dos dois grandes desafios da Síria é precisamente alargar essa coligação que derrubou Bashar al-Assad. O início deste processo é um início violento, um início de milícias que lutam contra o regime. Aliás, a Síria está retalhada em muitas milícias. Algumas delas continuam ainda a lutar em zonas específicas, têm interesses específicos e, portanto, a construção de um Estado viável é o alargamento dessas coligações que leva ao estabelecimento de instituições sólidas que possam fazer funcionar o país. Exige muita habilidade política e exige compromisso de al-Charaa, que ele diz que está disposto a assumir. No entanto, é preciso lembrar que Ahmed al-Charaa não controla a totalidade do país. Que desafio representa esta situação para o modelo da futura sociedade síria? O desafio é convencer estes diferentes grupos, que têm interesses muito diferentes, muitos deles têm até a intenção de fundar um Estado autónomo, como os curdos. Convencê-los de que há mais benefícios em manterem um Estado unitário, descentralizado e com autonomia, mas fazendo com que as estruturas políticas e militares que, durante estes últimos 14 anos, se foram desenvolvendo nestas zonas sejam integradas no Estado sírio. Os curdos, em Maio, acederam a este objectivo, mas esta integração de estruturas militares e políticas curdas está a sofrer bastantes atrasos. E no Sul acontece o mesmo com os drusos, que têm uma identidade muito forte, são apoiados por Israel e, portanto, também estes grupos têm apoios externos que muitas vezes podem ir contra o objectivo de unificação da Síria. A situação dos drusos, que contam com o apoio de Israel, pode fragilizar o poder de Ahmed al-Charaa? Claro que sim. Eu julgo que é precisamente esse o objectivo de Israel: utilizar uma parte da comunidade drusa. A comunidade drusa também tem interesses bastante diferentes; não podemos assumir uma unidade de acção, uma unidade estratégica por parte dos drusos. Mas o objectivo de Israel, como, aliás, tem mostrado no último ano, é utilizar o pretexto da protecção dos drusos para interferir permanentemente na Síria, para estabelecer zonas de exclusão, zonas tampão. É o caso dos Montes Golã? Claro, alargou nos últimos meses a sua presença nessa região. E, explicitamente, o governo de Israel diz que procura uma zona de exclusão no Sul da Síria, que chega até Damasco, sempre com o pretexto de garantir a segurança dos drusos. Mas sabemos que este é o modo de actuação de Israel no Líbano, na Palestina, obviamente. E, portanto, há aqui um objectivo do governo de Israel, que é evitar o fortalecimento de um Estado sírio. A queda do regime de Assad pareceu positiva a Israel, num primeiro momento, mas imediatamente a seguir percebeu-se que o objectivo era mesmo o enfraquecimento e a fragmentação da Síria, e a neutralização da Síria como uma possível ameaça futura. No fim-de-semana passado, al-Charaa, no Fórum de Doha, teve palavras muito duras contra Israel. Parecia que, num primeiro momento, al-Charaa podia ser um aliado de Israel, porque acedeu a uma série de pretensões de entrega dos Montes Golã. Neste momento, as relações estão muito tensas entre Israel e o novo poder na Síria, e eu julgo que isso pode perfeitamente ser um novo foco de tensão no médio prazo. O país realizou eleições parlamentares, onde houve denúncias da falta de representatividade de género e de outras religiões. O país deverá realizar eleições presidenciais, dentro de quatro anos. Este é um desafio, uma eleição mais inclusiva? Claro. Em primeiro lugar porque, depois de 14 anos de guerra civil, o país não está propriamente preparado para uma eleição por sufrágio universal directo. Os cadernos eleitorais certamente estão desactualizados. Há todo um trabalho de conhecimento das instituições básicas para levar a cabo um novo recenseamento, para garantir até que se realize com segurança esse acto e que ele seja justo e representativo. Por isso é que estas primeiras eleições foram indirectas. Agora, também há um problema: umas eleições indirectas obviamente reflectem interesses parciais. Foram cerca de 6 mil pessoas que participaram numa eleição indirecta, com listas aprovadas previamente e, portanto, este princípio de novo processo democrático já está muito limitado por interesses sectoriais, que deixaram de lado mulheres, por exemplo, que tradicionalmente na Síria têm uma participação muito grande e uma força muito importante na sociedade, e que neste momento foram marginalizadas nesta primeira eleição. O poder e al-Charaa dizem que são as condicionantes do momento que se vive. E nesse mesmo Fórum de Doha, al-Charaa disse que se espera que, nos próximos anos, fosse aprovada a Constituição e, a partir daí, a realização de eleições directas para os vários órgãos, para o Presidente, para a Assembleia, para os municípios. Isso aconteceria no prazo de quatro anos. Ou seja, os próximos quatro anos seriam o prazo de aprovação da Constituição e a preparação para eleições de acordo com uma nova Constituição. Também temos que compreender que não existe, politicamente falando. Base da nova sociedade. É preciso criar condições? Criar as condições, mas também estabelecer as regras. Não podemos querer que as eleições se realizem de um dia para o outro se ainda não há uma Constituição. Mas isto torna o desafio ainda muito maior, porque quem ocupa o poder, neste primeiro momento, vai ter muitas vantagens em estabelecer as regras, aprovar a nova Constituição e, portanto, se por um lado há condicionantes que justificam que estas eleições tenham sido indirectas e limitadas, com poucos eleitores, também é verdade que é um momento muito sensível, que determina as regras que vão vigorar no futuro.
Secretário-geral fez apelo por pleno respeito pelo Estado de Direito e pela Constituição; autoridades anunciaram operação de busca de golpistas e reféns; enviado para a África Ocidental pede retorno à calma.
Está mergulhada numa nova crise política, depois de ter já ter conhecido múltiplos golpes de estado desde que se tornou independente. O que se passa na Guiné-Bissau? Será um estado falhado?See omnystudio.com/listener for privacy information.
NESTA EDIÇÃO. Reunião da Opep+ indica cautela, em meio à queda no preço do barril. Solar e eólica no fim da fila e gasoduto em Sergipe: os destaques da apresentação do plano de negócios 2026-2030 da Petrobras. Brasil vai reduzir dependência de importação de combustíveis na próxima década, indica EPE. MME fará dois leilões de transmissão em 2026, com expectativa de R$ 25 bi em investimentos. ***Locução gerada por IA
Nesta edição você verá:
Além de permanecer estável ao longo do ano, preços do suíno ficaram na ponta de cima do intervalo
Quase 35 milhões de pessoas poderão enfrentar insegurança alimentar grave durante a estação de escassez em 2026; taxas de desnutrição infantil são mais elevadas nas regiões de Borno, Sokoto, Yobe e Zamfara; desde quarta-feira, 402 foram sequestradas e apenas 88 libertadas ou escaparam.
Oiça mais um episódio do Expresso da Meia-Noite, onde se debateu a polémica comparação histórica do 25 de Novembro ao 25 de Abril. O painel analisou as diferentes leituras políticas e históricas sobre o impacto destas datas na democracia portuguesa, destacando divisões partidárias e a complexidade da memória coletiva. Foram discutidos o papel dos militares, a influência do Partido Socialista e a necessidade de despolitizar o debate, sublinhando a importância de preservar uma visão crítica e pluralista da história recente de Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Prepare-se para a segunda metade do dia sabendo de tudo que mexeu com o mercado nas primeiras horas do pregão. Informação e análise com Roberto Motta. O Resumo da Manhã é transmitido de segunda a sexta, às 13h. Ative as notificações do programa e acompanhe ao vivo!
Prepare-se para a segunda metade do dia sabendo de tudo que mexeu com o mercado nas primeiras horas do pregão. Informação e análise com Roberto Motta. O Resumo da Manhã é transmitido de segunda a sexta, às 13h. Ative as notificações do programa e acompanhe ao vivo!
Neste episódio do Diocast, a gente mergulhou no futuro dos sistemas operacionais, começando pelo "problema" do fim do suporte ao Windows 10. O que usuários comuns e empresas vão fazer? Discutimos os perrengues da migração e o que acontece com os PCs que não aguentam o novo sistema, deixando no ar as decisões sobre custos e riscos.Também falamos sobre como o Linux está crescendo nos desktops, especialmente com novas distribuições e projetos que estão atraindo gente que não é da área de tecnologia.A gente também tentou definir o absoluto MELHOR DE CADA SISTEMA e como isso se encaixaria em um "sistema operacional ideal". Falamos sobre tudo: atualizações seguras (e a chance de voltar atrás se der ruim!), funcionar em hardware diverso, ser altamente flexível e ao mesmo tempo, bastante amigável. O sistema perfeito teria que ser fácil para leigos, mas completo para administradores.E claro, as chances de sucesso aumentam muito com um ecossistema forte: documentação, comunidade ativa e suporte. E, por fim, a acessibilidade tem que ser prioridade, para todo mundo poder usar.É uma discussão complexa e cheia de nuances. A ideia é fazer perguntas: o que pesa mais para você? Estabilidade, liberdade, privacidade, custo ou suporte? Convidamos você a refletir sobre suas prioridades e entrar nesse debate com a gente.---https://diolinux.com.br/podcast/absoluto-melhor-de-cada-sistema.html
O ministro das Finanças, Miranda Sarmento, entregou o Orçamento do Estado para 2026. O documento parece não levantar grande oposição por parte do PS. Terá aprovação garantida na Assembleia da República? Pedro Delgado Alves aponta que “há dias em que o Governo se apercebe de que não tem maioria absoluta”, José Eduardo Martins diz que “o entendimento ao centro é bom para a democracia.” No Antes Pelo Contrário em podcast, os comentadores analisam ainda o reaquecimento do caso Spinumviva e o acordo de paz em Gaza. O programa foi emitido na SIC Notícias a 9 de outubro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Fundamentos continuam limitando as cotações na CBOT e, consequentemente, novos negócios no mercado nacional. Produtor segue reticente na comercialização.
Para Valdecir Folador da ACSURS , as altas taxas de juros e a dificuldade de acesso ao crédito têm limitado investimentos e garantido uma oferta ajustada de animais
Confira o Fechamento de Mercado desta sexta- feira (26)
Enio Augusto e Marcos Buosi falam sobre tudo que envolve o mundo dos tênis e também de outros acessórios relacionados à corrida.SEJA MEMBRO DO CANAL!!!Aqui tem análises, reviews, dicas, palpites, perguntas, respostas, números, valores e opinião. Informação com bom humor, dúvidas com resposta e conteúdo de sobra. Envie sua pergunta. Escute, aprenda, ensine e divirta-se com a gente.-Melhores tênis sem placa para treinos de velocidade.Escolhendo o tênis mais confortável para presentear.Opções de tênis de estabilidade.Os tênis usados na maratona no Mundial de Atletismo.-Cupom de Desconto:KEEP RUNNING BRASIL - PFCEste programa tem o apoio e parceria da Keep Running Brasilhttps://www.instagram.com/keeprunningbrasil/https://www.youtube.com/@KeepRunningBrasilhttps://www.facebook.com/keeprunningbrasilhttps://www.linkedin.com/company/keep-running-brasil/https://www.instagram.com/keepers.run/-SEJA MEMBRO DO CANAL NO YOUTUBE
Uma ouvinte sente que a rotina se instalou e questiona-se sobre o futuro da relação. Haverá solução?
“A maior parte das pessoas acha que eu sou maluca”, confessa entre risos Inês Aires Pereira logo no arranque deste episódio de Alta Definição. Conhecida pela autenticidade e pela boa disposição que a caracterizam, a atriz admite a Daniel Oliveira que, por vezes, sente-se “um bocadinho palhaça”, algo que, apesar de divertir os outros, a irrita. Depois desta introdução, que reforça traços já familiares da sua personalidade, a conversa ganha contornos mais íntimos. Sem filtros nem receios, Inês abre o coração e recorda alguns dos momentos mais difíceis da sua vida. Entre humor e emoção, partilha a experiência da depressão que enfrentou após dar vida a uma personagem constantemente triste. “Achava que não tinha o direito de ter uma depressão. Pensava: ‘Tens tudo, um homem, dois filhos, casa, dinheiro, saúde’. Pedi ao David que me internasse”, relembra, entre lágrimas e gargalhadas. Reconhece que, apesar do preconceito em torno dos antidepressivos - “não tomes isso, é perigoso”, chegaram a dizer-lhe - , foi precisamente a medicação que mais a ajudou a recuperar. Por isso, deixa um apelo direto: é urgente quebrar os estigmas e a vergonha associados a este tema. “O que não pode ser é a pessoa viver com aquela tristeza.” Mais recentemente, Inês integrou a nova série da RTP, 'FELP', dos mesmos criadores da novela satírica Pôr do Sol, e admite estar a atravessar “uma boa fase”. Ainda assim, revela que da infância, da qual guarda poucas memórias, lembra-se de sentir falta de colo. Hoje, porém, encontra equilíbrio naquilo a que chama “a fase sanduíche”: “Estou a cuidar dos meus filhos, já estou a cuidar dos meus pais e, ao mesmo tempo, estou a cuidar de mim.” O programa foi emitido a 13 de setembro na SIC e pode ser ouvido aqui. A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na confluência entre filosofia política clássica e vocação escatológica, Políbio emerge como um dos pensadores mais estratégicos para refletir sobre a estabilidade institucional e os riscos cíclicos que ameaçam toda forma de governo. Historiador grego do período helenístico, Políbio observou a ascensão de Roma e procurou explicar sua durabilidade política por meio da teoria da "constituição mista" e do "ciclo anaciclico" das formas de governo. Para ele, nenhuma estrutura é imune ao tempo, e os regimes tendem a degenerar se não forem sustentados por virtude e equilíbrio. Esse insight é particularmente relevante para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, cujo sistema de governo representativo é, em certo sentido, uma expressão de sabedoria institucional inspirada. Contudo, mesmo as formas mais equilibradas correm o risco de degeneração caso sejam desvinculadas de seu impulso espiritual e profético. Neste episódio, propomos um diálogo entre a teoria política de Políbio e a escatologia adventista, analisando como a constituição mista pode inspirar a estabilidade e prevenir a corrupção das estruturas eclesiásticas, desde que enraizada em princípios espirituais e bíblicos.
Os biocombustíveis são o pilar da transição energética a curto e a longo prazo, mas o mundo enfrenta gargalos na oferta de insumos para produzi-los. Estabilidade regulatória, diversificação de matérias-primas e aprimoramento das tecnologias de produção são fundamentais para atender ao salto da demanda por biocombustíveis no futuro próximo. Saiba mais nessa entrevista de Victor Uchoa, líder da área de consultoria da Argus para América Latina, a Camila Fontana, chefe adjunta da redação da Argus no Brasil.