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Convidado
Ser mulher no Afeganistão é sobreviver e resistir “na sombra”

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 15, 2026 9:02


Foi há cinco anos, a 15 de Agosto de 2021, que os talibãs voltaram ao poder no Afeganistão. Os direitos das mulheres foram completamente suprimidos, mas há quem continue a resistir, como médicas e enfermeiras que trabalham na sombra, às escondidas, e que foram retratadas pela jornalista Mélanie Nunes no documentário “Afghanistan - Les soignantes de l'ombre". Neste programa, falámos com a repórter. Os talibãs e os seus apoiantes celebram, este sábado, o quinto aniversário do seu regresso ao poder no Afeganistão, onde a população, particularmente as mulheres, é sujeita a "restrições sufocantes", diz a própria ONU. A 15 de Agosto de 2021, os talibãs entraram em Cabul sem resistência, vinte anos depois de terem sido expulsos pelos norte-americanos. Milhares de afegãos tentaram desesperadamente fugir pelo aeroporto da capital, chegando mesmo a agarrar-se aos aviões durante a descolagem. A 30 de Agosto de 2021, o último soldado norte-americano deixou o Afeganistão, pondo fim à mais longa intervenção militar dos Estados Unidos, iniciada em resposta aos ataques de 11 de Setembro de 2001. Hoje, quase 14 milhões de afegãos enfrentam fome aguda, segundo a ONU. O Afeganistão tornou-se também "uma prisão para a informação", denunciou a organização Repórteres Sem Fronteiras. Neste cenário, são as raparigas e as mulheres que sofrem as piores restrições. O Afeganistão é o único país do mundo que as proíbe formalmente de frequentar o ensino secundário ou superior, de acordo com a UNESCO e a UNICEF. Ainda antes da chegada dos talibãs, apenas 15% das mulheres tinham acesso ao ensino secundário e, em Março de 2022, o acesso à educação foi limitado a meninas com menos de 12 anos. Em Maio do mesmo ano, o véu integral tornou-se obrigatório nos espaços públicos e, em Novembro, as mulheres foram proibidas de frequentar parques, jardins públicos, ginásios e casas de banho públicas. Em Abril de 2023, as mulheres foram excluídas de organizações internacionais que operavam no Afeganistão, independentemente da sua nacionalidade. Seguiu-se, em Julho de 2023, o encerramento dos salões de beleza, os últimos refúgios sociais para mulheres. Em Agosto de 2024, uma lei "para a prevenção do vício e a promoção da virtude" proibiu as mulheres de cantar, recitar poesia e ler textos em público. Em Março de 2025, a ONU contabilizou 126 decretos dirigidos especificamente às mulheres e concluiu que existia um “apartheid de género” no Afeganistão. Perante este desaparecimento forçado da mulheres das instituições públicas, das escolas e dos locais de trabalho, ainda há quem resista e lute. A jornalista Mélanie Nunes foi à procura delas e deu-lhes voz no documentário "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre" ["Afeganistão: as cuidadoras da sombra"], realizado para o canal televisivo franco-alemão Arte e que pode também ser visto online. Mélanie Nunes já tinha estado no Afeganistão há oito anos e, em Maio, regressou a Cabul para falar com as mulheres que tinha conhecido em 2018. Entre elas, médicas, parteiras, enfermeiras e psicólogas que continuam a exercer apesar das proibições, restrições e medo. Eis a última geração de mulheres a trabalhar na saúde no Afeganistão. No futuro, quem vai cuidar das afegãs num país em que as mulheres só podem ser consultadas por mulheres? Oiça a conversa com Mélanie Nunes neste programa.   “Cada dia é uma resistência” para as profissionais de saúde no Afeganistão RFI: Como é que nos poderia apresentar o documentário? Mélanie Nunes, Jornalista e autora de "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre": “O tema é sobre mulheres que cuidam de outras mulheres no Afeganistão, em Cabul. Eu fui lá no mês de Maio para poder encontrar estas mulheres que trabalham com muita resistência para continuarem a cuidar das mulheres no Afeganistão - porque só as mulheres podem cuidar das mulheres no Afeganistão, é uma regra dos talibãs. Era muito importante, para mim, ver também este vínculo entre o mundo exterior, entre as mulheres e estas médicas.” Como é que são as condições destas mulheres? Elas ainda podem exercer medicina?  “Elas podem exercer, mas é muito complicado. Depende das províncias, porque há províncias onde não é possível fazer o seu trabalho. Em Cabul é possível, mas com muitas regras. Elas não podem ir e vir como elas querem, têm que tomar, por exemplo, um autocarro privado para ir ao hospital. Às vezes, há controlos dos talibãs e pode ser muito perigoso ir trabalhar. Cada dia é uma resistência, uma coragem para ir até aos hospitais.” Desde que os talibãs chegaram ao poder, há precisamente cinco anos, as raparigas deixaram de poder ir à escola, nomeadamente aquelas que estavam quase a acabar a medicina. De repente, elas não puderam acabar o curso? “Sim, é exactamente isso porque há várias mulheres que tentaram fazer o curso de medicina e, no fim, não foi possível acabar. Hoje em dia não é possível para as estudantes fazerem o curso de medicina. Elas não podem fazer o seu trabalho, ter o diploma. Então, hoje em dia elas não podem trabalhar e a única forma para elas continuarem é tentar ter cursos de maneira informal.” Informal ou clandestina? “É, clandestina, ou seja, outra médica faz o curso para as estudantes que não têm o diploma.” E se elas forem apanhadas, arriscam o quê? “Em vários sítios no Afeganistão há regras, mas há muitas coisas que passam por cima da regra. Os talibãs têm a obrigação de trabalhar e cuidar das mulheres para elas terem meninos, mas não deixam as mulheres irem à escola. É uma contradição, mas também há uma tolerância, mais ou menos, para as mulheres que tentam aprender assim de maneira muito informal. Mas elas não vão ter um diploma, no final. Elas são benévolas, na verdade.” Se as mulheres que estudam medicina ou que trabalham no sector da saúde, em geral, não podem continuar os estudos, quem é que vai tomar conta das mulheres grávidas?  Estamos a condenar as futuras gerações de afegãs e afegãos? “Sim, exactamente. É essa a questão. Não há possibilidades para elas, não sabemos quem vai cuidar dessas mulheres. É a contradição dos talibãs. Não há lá ninguém para cuidar dessas mulheres. Há muitas mulheres que, hoje em dia, morrem nos partos. Quando elas têm meninos e quando correm para a maternidade, se as mulheres desaparecem, não há lá ninguém para cuidar delas. Há quase 3.000 centros de saúde que fecharam. Estas mulheres não têm médicos, não têm outra opção.” E têm os bebés em casa? “Sim, exacto, e há mais riscos. As mulheres podem morrer e morrem.” E os bebés também... “Exacto, exacto. Há muitos riscos. O Afeganistão é um dos países onde as mulheres mais morrem quando têm bebés.” As mulheres que conheceu, com quem conviveu enquanto fez o documentário, como é que elas estão psicologicamente? “Há muita tristeza. Cada uma tem um problema psicológico porque elas estão numa espécie de prisão, elas não podem sair dali. Então, não há mais opção ou possibilidades para elas ficarem numa melhor saúde mental. Há outras mulheres que tentam ajudá-las, mas é muito complicado. Eu vi muitas mulheres que queriam só desaparecer. Foi muito triste ver isso e ver a brutalidade do regime.” Mesmo assim, elas tiveram a coragem de serem filmadas e de mostrarem o rosto. “Sim, porque, para elas, era muito importante que uma televisão francesa, da Europa, pudesse fazer esta reportagem para falar da condição das mulheres, para ter uma mensagem muito forte para o mundo inteiro, para dizer que as mulheres afegãs têm que estar nos meios de comunicação, na televisão, na rádio. Têm que ter voz porque no seu próprio país não há mais opção para elas, não há uma possibilidade de terem uma vida melhor. Então, a única coisa que elas podem fazer é falar. Falar para o mundo inteiro.” E arriscam-se a represálias pelo facto de estarem a falar sobre isso, não é? “Sim, claro. O risco é muito grande. Elas podem ficar em prisão durante muito tempo por falar porque é quase… não é proibido, mas pode ser. Então, foi muito importante, para mim, falar com elas das condições da reportagem, das entrevistas, para que elas soubessem o risco que havia.” A dada altura, no documentário alguém diz: “Somos como velas quase consumidas, só resta uma pequena chama, somos a parte da vela que ainda arde, mas quanto tempo ainda?” “Exacto. Acho que também é uma forma de resistência, elas sabem que isto não pode continuar muito mais tempo e as mulheres que trabalham hoje em dia podem ser a últimas. O futuro no Afeganistão é muito negro, não há mais opção para elas, não há mais luz.” Mesmo assim elas continuam a resistir. “Exacto e é muito importante falar das suas condições de vida, de trabalho, para que as pessoas no mundo inteiro saibam o que é que passa no Afeganistão. Também para que os políticos possam fazer alguma coisa por elas e elas tenham um país de acolhimento, como a França, por exemplo.”

ONU News
Conflito no Sudão expõe milhares de refugiados à fome e a doenças

ONU News

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 1:46


Desde o início da guerra no país, mais de 930 mil refugiados sudaneses entraram no Chade, dos quais mais de 80% são mulheres e crianças; milhares que aguardam reassentamento enfrentaram riscos de desnutrição e de infecção por doenças contagiosas; menores estão ainda mais expostos a perigos de proteção.

Resumão Diário
JN: Em decisão inédita, ministro do STJ é condenado à perda do cargo após acusações de assédio sexual; RS enfrenta temporais com ventos de 90 km/h

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 6:04


O Superior Tribunal de Justiça condenou o ministro Marco Buzzi à perda do cargo após acusações de assédio sexual e importunação de mulheres. A decisão é inédita. A Polícia Federal indicia 16 pessoas pela tragédia da Voepass. A PF investiga o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes e empresas ligadas ao deputado Fábio Garcia, do União Brasil. As penas para crimes cometidos contra crianças e adolescentes na internet aumentaram. O Rio Grande do Sul enfrenta temporais com ventos de 90 km/h. A seca dos rios afeta rota comerciais na Europa e revela vestígios da Segunda Guerra. Milhares de torcedores do Colo-Colo deram boas-vindas a Vozinha no Chile. Na Espanha, Vini Jr. renovou por cinco anos com o Real Madrid.

Conversas à quinta - Observador
A História do Dia. Ceuta: uma porta aberta para lado nenhum

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 21:25


Milhares chegaram a nado a Ceuta atrás de uma mentira. Os enviados Inês André Figueiredo e João Porfírio explicam esta crise e contam as histórias de quem passou da euforia à desilusão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A História do Dia
Ceuta: uma porta aberta para lado nenhum

A História do Dia

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 21:25


Milhares chegaram a nado a Ceuta atrás de uma mentira. Os enviados Inês André Figueiredo e João Porfírio explicam esta crise e contam as histórias de quem passou da euforia à desilusão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fact Check
A História do Dia. Ceuta: uma porta aberta para lado nenhum

Fact Check

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 21:25


Milhares chegaram a nado a Ceuta atrás de uma mentira. Os enviados Inês André Figueiredo e João Porfírio explicam esta crise e contam as histórias de quem passou da euforia à desilusão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Zoom
A História do Dia. Ceuta: uma porta aberta para lado nenhum

Zoom

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 21:25


Milhares chegaram a nado a Ceuta atrás de uma mentira. Os enviados Inês André Figueiredo e João Porfírio explicam esta crise e contam as histórias de quem passou da euforia à desilusão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

WGospel.com
Vamos diminuir um pouco a correria?

WGospel.com

Play Episode Listen Later Aug 2, 2026 4:49


TEMPO DE REFLETIR 01844 – 2 de agosto de 2026 Isaías 30:15 – Na quietude e na confiança está o seu vigor, mas vocês não quiseram. Publicações especializadas na área do estresse trazem a notícia de que os holandeses estão inventando um aparelho eletrônico, uma espécie de bracelete, que muda de cor passando do amarelo para o vermelho quando a tensão sobe a níveis não recomendados. O aparelho manda um aviso: “Tire um tempo”, ou “Deixe esfriar”, ou ainda “Reconsidere o que ia fazer”. A expectativa é que traga benefício aos consumidores e fabricantes. Enfrentamos o estresse todos os dias, desde o momento em que nos sentamos para tomar o desjejum, quando tomamos o ônibus e quando entramos no carro na expectativa de enfrentar trânsito carregado para ir à escola ou ao trabalho. Quando fazemos aquela pergunta rotineira: “Como vai?” A resposta é: “Correndo como sempre!” Chegamos até mesmo a colocar o estresse dentro de várias categorias: estresse escolar, político, financeiro, pastoral, familiar, esportivo, etc. Sem querer, o médico também faz aumentar esse nível de estresse, ao dizer que nossa asma, pressão alta, úlcera e mais uma quantidade de doenças podem estar relacionadas ao estresse. Quanta gente consegue tirar seus momentos de lazer sem ficar com senso de culpa, e outros que se orgulham de não tirar férias? E os remédios? São inúmeros. Alguns cientificamente comprovados, e outros repetitivos: diminua o ritmo, faça mais exercícios, chore mais, equilibre sua dieta, fique fora das situações que causam estresse, você não é insubstituível, etc. Milhares de anos atrás, o Criador do ser humano, prevendo essa corrida doida, mandou um recado por meio do profeta: “Na quietude e na confiança está o seu vigor” (Is 30:15). Ou, como diz outra tradução: “Na tranquilidade, na completa dependência de Mim, está a sua força.” Quando nos sentimos desorientados e rabiscamos numa folha de papel, tentando procurar soluções, nos esquecemos de pedir calma e do recado de Deus segundo o qual a tranquilidade e a confiança fazem bem. Precisamos receber paz e iluminação dAquele que pode e sabe o que é melhor para nós. Alguém fez a seguinte oração, e com ela quero encerrar a mensagem de hoje: “Senhor, se a tensão pode criar alguma coisa boa na corda do violão, então não é demais pedir que Tu possas usar minha vida para criar alguma coisa boa. Por favor! Em nome de Jesus, amém!” Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Um dia no Mundo
Um dia de máxima crise migratória em Ceuta

Um dia no Mundo

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 4:32


Milhares de migrantes africanos entraram a nado no enclave espanhol. Fica exposta uma chantagem marroquina por causa do Saara Ocidental. Uma crónica de Francisco Sena Santos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resumão Diário
JN: Rio tem milhares de casas sem energia um dia após vendaval; dívida pública federal atinge R$ 9,27 trilhões; ampliação dos conflitos na Ásia e Europa preocupa

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 6:45


Um dia depois do vendaval, 300 mil pessoas ainda estão sem luz no Rio de Janeiro. Especialistas reforçam o alerta: a partir de setembro, o El Niño pode provocar temporais ainda mais extremos. André Trigueiro mostrou os efeitos da crise climática nos biomas brasileiros e como as temperaturas mais altas ameaçam a Amazônia e o Pantanal. A dívida pública federal atingiu R$ 9,27 trilhões. O ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula. A suspeita é de corrupção e tráfico de influência. A defesa dele negou irregularidades. Federações de futebol da Europa aprovaram boicote a torneios da FIFA. O primeiro canal exclusivo de notícias do Brasil completa 30 anos. A GloboNews inaugurou novos estúdios com redação integrada.

Resumão Diário
Mendonça autoriza PF a investigar suposto tráfico de influência de Lulinha; Milhares de marroquinos fazem travessia a nado até cidade na Espanha; Temporais voltam no fim de semana; Receita paga 3º lote de restituição do IR

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 6:12


Mendonça autoriza PF a investigar suposto tráfico de influência de Lulinha no governo. Mais de 40 mil imigrantes marroquinos fazem travessia a cidade da Espanha. Terremoto de magnitude 5,6 é registrado perto da fronteira entre Peru e Brasil. Ventos de até 70 km/h ganham força no Sul nesta sexta; temporais voltam no fim de semana e ar seco atinge 14 estados e o DF. Receita paga o 3º lote de restituição do IR nesta sexta. Caixa inicia nesta quinta depósito de R$ 13 bilhões do lucro do FGTS a 138 milhões de trabalhadores.

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Giro Internacional: Chegada de milhares de migrantes em Ceuta vira crise diplomática

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 3:16


Expresso - Blitz Posto Emissor
João Carvalho (Vodafone Paredes de Coura): “Já fiz milhares de concertos mas nunca chorei como em Rod Stewart. Lembrei-me da minha avó”

Expresso - Blitz Posto Emissor

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 84:12


A poucas semanas do início do Vodafone Paredes de Coura, o Posto Emissor recebeu João Carvalho, diretor da promotora Ritmos e responsável máximo pelo festival. O promotor apresentou a edição deste ano, que decorre de 12 a 15 de agosto, revisitou a sua infância no Alto Minho e as primeiras paixões musicais, e contou histórias que marcaram aquele que é um dos festivais de música mais antigos do paísSee omnystudio.com/listener for privacy information.

SBS Portuguese - SBS em Português
What is the Garma Festival and why is it important? - O que é o Festival Garma e por que ele é importante?

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 9:36


The Garma Festival is Australia's largest Indigenous cultural gathering where thousands of people travel to a remote town in Nhulunbuy on northeast Arnhem Land in the Northern Territory. Here's what happens at Garma and who can attend. - O Festival Garma é o maior encontro cultural indígena da Austrália. Milhares de pessoas viajam todos os anos até a cidade remota de Nhulunbuy, no nordeste de Arnhem Land, no Território do Norte. Veja o que acontece no Garma e quem pode participar.O Festival Garma é o maior encontro cultural indígena da Austrália. Milhares de pessoas viajam todos os anos até a cidade remota de Nhulunbuy, no nordeste de Arnhem Land, no Território do Norte. Veja o que acontece no Garma e quem pode participar.

Resumão Diário
JN: EUA confirmam nova tarifa de até 12,5% contra 'trabalho forçado' para Brasil e outros países; Mendonça autoriza investigação sobre repasses ao filme Dark Horse

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 5:48


Os Estados Unidos anunciaram sobretaxa de 12,5% contra 60 parceiros comerciais. Alegaram supostas falhas no combate ao trabalho forçado na fabricação dos produtos. Aqui no Brasil, a tarifa se somou a outros 25% que entraram em vigor nesta quarta-feira. O ministro do Supremo André Mendonça autorizou investigação sobre repasses de Daniel Vorcaro ao filme sobre o ex-presidente Bolsonaro. O Cenipa concluiu o relatório sobre o acidente da Voepass e disse que o avião não poderia ter decolado. Um incêndio paralisou três linhas de trem em São Paulo. Milhares de passageiros foram obrigados a caminhar pelos trilhos. A empresa estatal vai reassumir a operação das linhas, que estavam sob administração privada havia três dias.

Consulta Aberta
Do combate à pobreza, aos mitos do álcool e ao vício do jogo: como pode a saúde pública continuar a salvar milhares de vidas todos os dias?

Consulta Aberta

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 49:54


A saúde pública garante que a água que bebe não o deixa doente, olha para as vacinas que fazem sentido implementar no Programa Nacional de Vacinação, vigia surtos e ajuda a responder a ondas de calor. Mas se esta especialidade procura garantir que todos têm condições para ter saúde, porque é que quase só falamos de saúde pública quando alguma coisa corre mal? Porque é que continuamos a investir tão pouco na prevenção? E porque é que é tão difícil comunicar saúde de forma clara? Para responder a todas estas dúvidas, temos connosco neste episódio de Consulta Aberta Ricardo Mexia, médico especialista em saúde pública, epidemiologia e autarca.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Volta ao mundo em 180 segundos
21/07: Rebeldes do Iêmen ameaçam rota estratégica e petróleo dispara | Trump amplia tarifaço e mira o Canadá | Chile decreta estado de catástrofe após chuvas extremas

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 5:13


Rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram vão bloquear navios sauditas no Estreito de Bab-el-Mandeb, corredor que conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índicoe por onde passa cerca de 9% do petróleo mundial. Trump prometeu responder aos ataques, enquanto Washington busca uma saída diplomática. E mais:- Trump anuncia tarifa de 50% sobre centenas de produtos canadenses, incluindo vinhos, laticínios, cimento e equipamentos esportivos. Casa Branca acusa o Canadá de impor barreiras a produtos dos Estados Unidos nos setores automotivo, de bebidas alcoólicas e de laticínios- Milhares de apoiadores do "Partido das Baratas" entraram em confronto com a polícia em Nova Déli ao tentar marchar até o Parlamento. Os protestos ganharam força após o vazamento de uma prova nacional de medicina, que obrigou cerca de 2 milhões de estudantes a refazerem o exame- Chile declara estado de catástrofe na região de Coquimbo, após uma frente meteorológica provocar chuvas históricas,enchentes e deixar pelo menos cinco mortos. Autoridades alertam que as chuvas devem continuar pelos próximos dias, mantendo o risco de novos transtornos e inundações Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

Reportagem
Argentinos festejam o vice-campeonato entre homenagens à seleção e a despedida de Messi

Reportagem

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 3:43


O apito final deixou os argentinos em um doloroso silêncio. Aos poucos, a tristeza por uma derrota tão perto do quarto título mundial passou a conviver com o orgulho. A iminente despedida de Lionel Messi também levou os argentinos às ruas para agradecer ao ídolo. Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires Quem desembarcou em Buenos Aires depois de um voo que coincidiu com a final da Copa do Mundo teve a impressão de que a Argentina havia sido campeã. Milhares de torcedores, nas principais cidades do país, lotaram avenidas e praças para homenagear a seleção argentina. A celebração também foi uma forma de amenizar a dor da derrota na final. “Simplesmente, acho que temos de agradecer a esta seleção. Chegamos até aqui. É uma equipe maravilhosa. Eles realmente deram tudo de si. Simplesmente, obrigado e desejo o melhor para eles”, diz a torcedora Marta Feijoo, 67. Matías Ferreira, 38, também enaltece o desempenho da seleção argentina nesta Copa. “A garra que os jogadores demonstraram em cada partida, o feito que alcançaram, o orgulho que nos deram, a forma como nos representaram, inclusive contra a Inglaterra, uma ferida nossa. Hoje, infelizmente, não foi possível, mas temos de apoiar os jogadores quando voltarem. Temos de recebê-los, porque o que eles fizeram é algo do qual devemos nos orgulhar”, diz Matías. A ansiedade de uma final de Copa do Mundo e uma atuação apagada em campo foram sentidas no principal parque de Buenos Aires, onde mais de 50 mil pessoas assistiram à partida. Aos poucos, a tensão deu lugar à angústia. Pela primeira vez nesta Copa do Mundo, os argentinos tiveram reações tímidas e quase não cantaram, um comportamento irreconhecível para uma torcida considerada incansável, mesmo diante da adversidade. Ainda com lágrimas nos olhos, Santino, 10, reconhece que a Argentina não jogou bem. “A Espanha jogou muito bem. Por isso, mereceu o segundo título mundial. Nós não jogamos bem. Paciência. Agora, temos que sair daqui chateados e um pouco tristes, sem a Copa do Mundo. Vamos continuar em busca do nosso quarto título em 2030”, conforma-se. Patricia Castellini, 57, ficou abalada com o gol da Espanha na prorrogação. “Estou muito triste. Esses jogadores mereciam ganhar. São pessoas muito boas e batalhadoras. De qualquer forma, fica o nosso orgulho”, afirma. “Tenho orgulho da nossa seleção e orgulho de ser argentina, mas não estou triste porque não acho que tenhamos fracassado. Chegar a uma final não é fácil. Além disso, sou filha de um espanhol. Então, as emoções se misturam”, conta Nélida Pinal, 58. Ao contrário dos ingleses, os argentinos não cultivam rivalidade com a Espanha. A maioria das famílias argentinas descende de espanhóis e italianos. Orgulho e tristeza por Messi A tristeza não se deve apenas à derrota, mas também à provável despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Kevin Calo, 17, emociona-se ao imaginar essa ausência no futuro. “É muito triste porque eu não queria que a última Copa do Mundo do Messi terminasse assim. Agora, sem o Messi, vai ser doloroso. Desde que acompanho futebol, o Messi está na seleção. E vê-lo partir também será horrível”, diz Kevin. Julia Pinal, 59, vê um vazio na seleção argentina sem Messi, assim como aconteceu após a saída de Diego Maradona. “Como Messi, acho que não haverá outro. Houve um Maradona, houve um Messi. Mas não haverá outro Messi. Vai ser difícil encontrar alguém como ele. Acho que vai ser difícil”, acredita. A superstição de Julia ao longo das duas últimas Copas do Mundo era usar uma máscara de Lionel Messi nos momentos difíceis da seleção, como se incorporasse o personagem de seu herói. Desta vez, o ritual da sorte não deu resultado. “Nem com a máscara do Messi foi possível. Mas estou satisfeita porque essa equipe nos deu muitas alegrias”, conforma-se. Victor Hugo, 38, diz que “vai levar Messi para sempre no coração”. “Porque Messi nos deu muitas alegrias. Messi sai de cena, mas tenho fé de que os demais vão saber vestir essa camisa. Estamos derrotados, mas este é o início de um novo ciclo na Argentina”, observa, otimista. Mas o pequeno Santino sintetiza o temor da maioria. “Não tenho a menor ideia de como será o novo ciclo da Argentina sem Messi, mas sei que vamos perder um pouco de força”, conclui. Celebrações e feriado nacional A seleção argentina deve chegar à capital do país ainda nesta segunda-feira (20), por volta das 17h. O presidente Javier Milei disse que vai decretar um feriado de 24 horas, dependendo do que os jogadores e a comissão técnica decidirem sobre uma celebração. O mais provável é que, diante do clamor popular, haja uma celebração na terça-feira (21). Milhares de torcedores permaneceram nas ruas até a madrugada, como se comemorassem a conquista de um título. No centro de Buenos Aires, houve distúrbios e confrontos com a polícia. De um lado, garrafas e pedras; do outro, balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Dez pessoas ficaram feridas, sete delas policiais. Quinze pessoas foram presas.

Os Traders Podcast
ELE VÊ MILHARES DE CONTAS DE TRADERS: O QUE APRENDEU?

Os Traders Podcast

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 90:14


Com cerca de 20 anos dentro do mercado internacional e acesso aos números reais de milhares de traders, Bruno Huertas fala a verdade que quase ninguém no mercado tem coragem de dizer. 30 DIAS DE SALA AO VIVO INTERNACIONAL GRATUITOS - OPERE COM UM TRADER PROFISSIONAL: https://qrco.de/bg2fTl À frente da área comercial de uma corretora global com clientes em quase 100 países, ele enxerga o padrão de comportamento de quem ganha e de quem perde — e é categórico: nunca viu ninguém sair de R$ 2 mil e fazer R$ 50 mil, e quem multiplica dinheiro rápido quase sempre devolve tudo (e mais) logo depois.Bruno explica por que sustenta esse discurso mesmo jogando contra o próprio negócio, por que uma corretora séria não quer o cliente que quebra rápido, e conta os bastidores do maior saque que já viu de perto: um cliente que transformou algumas centenas de milhares em cerca de R$ 40 milhões operando prata — e o que separa a técnica da pura insanidade nesse tipo de trade.No caminho, ele fala de gestão de risco, das crises que viveu em duas décadas, da diferença entre o trader brasileiro, o latino e o europeu, e do preço real de uma carreira internacional. Assista ao episódio completo no canal.00:00 o cliente que sacou R$ 40 milhões — e o preço disso03:07 a corretora sabe o que você não sabe05:08 20 anos vendo o trader por dentro11:02 as dificuldades são as mesmas — muda como você reage15:16 por que o brasileiro deposita menos e se alavanca mais18:22 o padrão: multiplicou rápido, perdeu tudo depois20:20 "nunca vi ninguém sair de 2 mil e fazer 50 mil"24:46 por que ele fala a verdade jogando contra a corretora29:40 o cliente que quebra rápido é péssimo negócio37:42 o maior saque que ele já viu: 5 milhões em prata45:49 alavancagem, circuit breaker e o crash do franco suíço57:00 idioma e trabalho: o que o levou pra fora1:09:32 "é um inferno trabalhar comigo"1:16:09 o pedido mais absurdo que um cliente já fez#ostraderspodcast #analisetecnica #mercadofinanceiro #genial #vascomamede #gerenciamentoderisco #daytrade #mulherestraders #brunaamalcaburioAnfitriãoVasco Mamede: Instagram: @vascomamede Tik Tok: ostraderspodcastConvidad0Brunno Huertas: Instagram: @brunnker Youtube: @brunnker ​

SBS Portuguese - SBS em Português
Telstra investiga causas do apagão que atingiu milhares, parou trens e bloqueou emergência | Notícias 8 de julho

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 10:42


Destaques entre as notícias desta quarta: Telstra investiga a causa do apagão que atingiu milhares, parou trens em Victoria e bloqueou serviço de emergência. Austrália investirá bilhões em defesa e bancará tecnologia de drones para a Ucrânia, anuncia o governo. Na Copa do Mundo, Argentina passa no sufoco, e Suíça elimina a Colômbia nos pênaltis, e ambos duelam pelas quartas de final. Morre no Brasil Benedito Ruy Barbosa, autor de Pantanal, Renascer e O Rei do Gado, entre outras novelas históricas.

Convidado
Alerta sobre violência contra imigrantes na África do Sul "tem de vir da SADC e União Africana"

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 10:01


As manifestações anti-imigração na África do Sul já levaram à saída de mais de 25 mil estrangeiros do país. Por enquanto, as autoridades têm tolerado estas manifestações, mas a amplitude da violência, com várias mortes registadas, merece a intervenção das organizações regionais e continentais. Milhares de pessoas estão a fugir diariamente da África do Sul devido às marchas anti-imigração que já duram há quatro meses, com grupos organizados a perseguir, incendiar casas e matar estrangeiros um pouco por todo o país. Os moçambicanos constituem a maior comunidade estrangeira que reside no país e todos os dias a fronteira de Ressano Garcia acolhe centenas de pessoas que fogem à violência na África do Sul. Para José Gomes, jornalista e analista político angolano instalado em Pretória, os imigrantes são o bode expiatório dos problemas do país, uma situação que parece não desagradar às autoridades sul-africanas que assim se desresponsabilizam de flagelos como a enorme taxa de desemprego na África do Sul. "O que acontece é que os imigrantes tem sido um bode expiatório, porque sempre que há eleições ou ano eleitoral, esta narrativa anti-imigrantes tende a aumentar e há também aproveitamento de alguns partidos políticos. Nós tivemos as últimas eleições gerais, que houve um partido político que usou a bandeira mesmo da xenofobia. Agora, este ano, como vamos ter as eleições autárquicas no final do ano. A África do Sul tem problemas sociais, tem problemas económicos e taxas altas de desemprego. Cerca de 60% da juventude está no desemprego. Quando esta mesma população invoca que os seus problemas de desemprego são os estrangeiros, isso desafoga o poder político. Então ele vai para as eleições, já não tem muito trabalho para fazer como promessas de empregos. Porque o próprio povo, a própria população, já elegeu um culpado que são os imigrantes. Então eles vão culpar os imigrantes e vão desresponsabilizar, neste caso, o próprio governo do ANC e o governo de coligação em vigor no país. Então, isto é uma vantagem para o poder político", indicou José Gomes, que acrescenta que não tem havido grandes discursos para desencorajar esta violência. Para este jornalista angolano, esta violência pode degenerar e generalizar-se mesmo entre sul-africanos. De forma a permitir o restabelecimento da ordem no país, José Gomes considera que as organizações regionais e continentais têm se exprimir para proteger todos os estrangeiros em solo sul-africano. "Há governos como o de Moçambique, do Botswana, mas sobretudo Moçambique está muito activo. Porque Moçambique é um dos países que tem a maior comunidade estrangeira na África do Sul. É um país que tem cerca de cinco consulados em todo o território sul-africano, então tem uma presença forte. É o mais activo. Agora, esta é uma agenda que já se deveria levar a nível da SADC, a nível da União Africana e não está a acontecer. Isso devia acontecer para a África do Sul tomar posição de preservar a vida das pessoas que estão no seu território, porque embora só estejam a atacar um determinado número de estrangeiros que são moçambicanos, os zimbabueanos, alguns somalis ou etíopes, mas isso depois vão começar a atacar todo mundo porque o discurso está a ser usado por esses manifestantes é contra aqueles que não têm os documentos com que estão ilegais, mas bem, nessa altura de euforia, ninguém vai ter tempo de ver quem está ilegal ou não. Este é um assunto africano, porque isso está a mexer com a imagem da África Austral, está a mexer com a imagem também de África e isso não está a ser muito bom", garantiu. Nos últimos meses já terão saído da África do Sul cerca de 25 mil pessoas, originárias do Malawi, Zimbabwé, Moçambique, Gana ou ainda Nigéria. Dezenas de pessoas terão sido mortas pelos manifestantes nos últimos meses e na terça-feira, data limite dada pelos manifestantes para todos os imigrantes ilegais abandonarem o país, foram detidas 900 pessoas que participaram nos motins xenófobos.

Economia
Bordeaux branco? Tradicional região vinícola francesa se adapta para reagir a crise histórica

Economia

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 5:59


Os vinhos franceses de Bordeaux, conhecidos no mundo inteiro pelas garrafas que podem custar milhares de dólares, passam por uma profunda transformação, ditada pelo consumidor e por um comércio internacional instável. Carro-chefe da produção da região, as garrafas de tinto têm sido preteridas pelos compradores, que não apenas bebem menos, como se orientam para os brancos e espumantes. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A crise não é nova, nem exclusiva à região do sudoeste francês: desde o início da década, o setor enfrenta um recuo da produção, um reflexo da queda mundial do consumo da bebida, de 14% desde 2018. O atual nível de consumo de vinho se equipara ao de 1957. Ano após ano, o governo subsidia a derrubada de milhares de hectares de videiras em Bordeaux. Mais 10 mil hectares serão arrancados este ano, dando lugar a outras culturas agrícolas ou a uma transição para o vinho branco, tendência mundial nos últimos anos, tomado gelado ou misturado em coquetéis. A mudança representa uma quebra de paradigma para a tradicional região francesa. Bernard Farges, produtor e presidente do Conselho Interprofissional do Vinho de Bordeaux (CIVB), avalia que a parcela de vinhedos de brancos passará dos atuais 10% da região para até 30% no futuro, com foco em três uvas principais: sauvignon, sémillon e moscadelle. Espumantes e até vinho sem álcool Os tintos também passam por uma adaptação para ficarem mais leves e poderem ser servidos frescos, e a oferta de espumantes e até de vinho sem álcool, em crescimento no mundo, quase dobrou nos últimos cinco anos. “O futuro dos vinhos de Bordeaux envolverá, sem dúvida, uma área total de produção menor do que no passado. Embora os volumes devam diminuir, tanto para os grands crus quanto para as categorias de base, os vinhos em si serão muito mais acessíveis ao paladar: apresentarão, de modo geral, estrutura tânica menos acentuada e teores alcoólicos mais baixos, com maior ênfase nas notas frutadas”, explica Farges. “É o resultado de escolhas deliberadas na vinificação, concebidas para atender à demanda dos consumidores.” A transição se tornou um drama social na região. Milhares de pequenos produtores foram à falência; outros, herdeiros de uma tradição familiar à beira do colapso, se suicidaram. Para Jean-Marie Cardebat, economista especializado no setor, a cadeia demorou a reagir. “Falavam em educar o consumidor, esse tipo de coisa. Só que um consumidor não pode ser educado tão facilmente e você tem que saber do que ele gosta”, aponta o professor de Economia e Estratégia da Universidade de Bordeaux. “Estamos pagando o preço da demora na adaptação. Os tintos fortes (‘capiteux') não são o que interessa hoje. Bebe-se menos nas refeições, o que se quer são mais vinhos que possam ser bebidos com os amigos, à noite.” Exportações em queda e pressão climática O revés se amplificou com a despencada das compras da China, que chegou a ser a maior importadora, mas passou a produzir e incentivar a produção local de vinho. A guerra comercial de Donald Trump nos Estados Unidos, primeiro destino das exportações dos vinhos de Bordeaux, inflige mais um golpe duro aos châteaux franceses. Para completar o quadro negativo, as secas e altas temperaturas intensificadas pelas mudanças climáticas afetam as safras, ano após ano. Especialistas e historiadores do vinho evocam que o setor passa pela terceira maior crise da sua história, depois de uma grande praga dizimar os vinhedos no fim do século 19 e a depressão econômica de 1930. “Houve uma falta de visão estratégica em nível coletivo. Dava para ver que desafios protecionistas viriam”, avalia Cardebat. “Acredito que, há uns dez anos, deveríamos ter começado a explorar outros mercados e a adotar uma postura mais voltada para o futuro”, complementa. Mercosul abre nova frente  Os produtores respiraram aliviados com a conclusão do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que representa uma nova oportunidade para o setor vinícola europeu. Em Paris, a proprietária da loja de vinhos Divvino, Marina Giuberti, nota que os grandes tintos de Bordeaux mantêm a preferência dos clientes brasileiros, mas eles demonstram abertura a experimentar as novas opções que a região oferece. “O nome de Bordeaux é fenomenal. Tem cliente que já chega falando que só ama Bordeaux, só quer Bordeaux, e só tintos”, afirma Marina Giuberti. “A região é muito conhecida pelos grands crus, vinhos com muitos prêmios, mas que na verdade representam apenas 4% de toda a produção. A gente tem 96% dos vinhos mais acessíveis e bacanas, com muitos brancos minerais ou frutados, e a qualidade é boa.” O professor de Economia da Universidade de Bordeaux faz questão de salientar que, apesar da crise, os grandes vinhos tintos da região sempre terão público. “Sempre haverá vinhos tintos complexos – assim como brancos, aliás. Não significa o desaparecimento do vinho como o conhecemos, o vinho complexo, que expressa cada terroir”, observa. “Trata-se simplesmente de uma mudança nos segmentos de mercado, com alguns deles passando a priorizar vinhos voltados para o grande público.”

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 29/06/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Brasil x Japão / Crise na Venezuela / Greve de ônibus no RJ / Pesquisa eleitoral

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 302:38


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (29): A Venezuela enfrenta uma grave crise humanitária após os terremotos que atingiram o país, com o número de mortos chegando a 1.450. Além da destruição provocada pelos tremores, diversas regiões registram saques, falta de suprimentos e dificuldades para as equipes de resgate. A Força Aérea Brasileira atua na operação de assistência humanitária e realizou o resgate de 13 brasileiros. Reportagem: Fabrizio Neitzke. A eleição para o Senado em São Paulo promete ser uma das mais disputadas de 2026. Com duas vagas em jogo, nomes como Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Derrite, Ricardo Salles e André do Prado aparecem entre os principais pré-candidatos em diferentes levantamentos divulgados nos últimos meses. Pesquisas mostram uma disputa aberta pelas duas cadeiras paulistas no Senado. Reportagem: Misael Mainetti. Representantes dos Microempreendedores Individuais (MEI) rejeitaram a avaliação de que o reajuste do limite de faturamento da categoria represente uma “pauta-bomba” para o governo. A manifestação ocorre após o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informar que o governo federal estuda elevar o teto anual do MEI dos atuais R$ 81 mil para uma faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil. Segundo as entidades, a atualização busca corrigir a defasagem causada pela inflação e fortalecer os pequenos empreendedores. Henrique Krigner comentou. Reportagem: Marcelo Mattos. A Força Aérea Brasileira realizou neste domingo (28) o quarto voo da missão humanitária brasileira em apoio às vítimas dos terremotos na Venezuela. A aeronave Embraer KC-390 Millennium transportou 35 militares dos Corpos de Bombeiros de São Paulo e de Minas Gerais, além de aproximadamente sete toneladas de equipamentos para operações de busca e resgate. Reportagem: Danúbia Braga. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deve decidir nesta semana se prorroga a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro. O prazo inicial de 90 dias terminou na última quinta-feira (25), e o magistrado avalia fatores como o estado de saúde do ex-presidente, seu comportamento durante o período de prisão domiciliar e o impacto da apreensão de uma arma atribuída ao caso antes de definir se o benefício será mantido. Reportagem: Marco Viana. Os rodoviários do Rio de Janeiro aprovaram uma greve por tempo indeterminado com início à 0h desta segunda-feira (29). Em decisão liminar, a Justiça do Trabalho determinou que pelo menos 50% da frota de ônibus permaneça em circulação nos horários de pico (das 6h às 10h e das 16h às 20h) e 25% nos demais períodos. O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro informou que a paralisação foi comunicada à prefeitura, à Rio Ônibus e aos demais órgãos envolvidos. Reportagem: Rodrigo Viga. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (29) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente nos cenários testados para a eleição presidencial de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro. No primeiro turno estimulado, Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%. Em uma simulação de segundo turno entre os dois, o levantamento indica Lula com 47% e Flávio com 44%. Milhares de socorristas, familiares e voluntários cavam dia e noite entre montanhas de concreto para encontrar sobreviventes dos terremotos ocorridos há mais de três dias na Venezuela, que até este domingo (28) deixaram quase 1.500 mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Mas o tempo passa e a esperança de encontrar sobreviventes diminui após mais de 90 horas do duplo terremoto que, na quarta-feira (24), atingiu este país mergulhado em uma profunda crise política e econômica. Com uma magnitude de 7,2 e 7,5, e separados por segundos de diferença, foram os mais fortes e devastadores jamais registrados na América Latina. Reportagem: Eliseu Caetano. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

JORNAL DA RECORD
24/06/2026 | 3ª Edição: Terremotos atingem a Venezuela e deixam milhares de mortos

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 18:50


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela, derrubaram prédios e deixaram milhares de mortos. Esses terremotos estão entre os mais fortes já registrados na Venezuela. Os tremores tiveram magnitudes de 7,5 e 7,2 em uma escala que vai até 10.

Rádio Minghui
[Nosso Mestre] Episódio 12: “Seguindo o Mestre por milhares de quilômetros ao redor da China”

Rádio Minghui

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 40:11


(Minghui.org) Bem-vindo à Rádio Minghui. As transmissões incluem assuntos relativos à perseguição ao Falun Gong na China, entendimentos e experiências dos praticantes adquiridas no curso de seus cultivos, interesses e música composta e executada pelos praticantes do Dafa. O livro “Nosso Mestre” é uma coletânea de artigos escritos por alunos do Falun Dafa. Esta série reúne suas experiências pessoais com a prática e suas interações com o fundador do Dafa, o Sr. Li Hongzhi, quando a prática foi ensinada ao público pela primeira vez. Os artigos foram originalmente publicados no site Minghui. Episódio 12: “Seguindo o Mestre por milhares de quilômetros ao redor da China”, escrito uma praticante do Falun Dafa na China.

Doa a Quem Doer
Diretor de lar burlou utentes de IPSS em centenas de milhares de euros

Doa a Quem Doer

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 27:30


O ‘Doa a Quem Doer' revela o caso do diretor de um lar que burlou os utentes de uma IPSS e cujo esquema foi descoberto após a morte da filha de um casal. O suspeito tentou apoderar-se de uma casa que a mulher deixou em testamento a uma associação. 

JR 15 Minutos com Celso Freitas
Cardiopatia congênita: entenda a doença que afeta milhares de crianças no Brasil

JR 15 Minutos com Celso Freitas

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 13:59


As cardiopatias congênitas atingem cerca de 30 mil recém-nascidos por ano no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Em torno de 6% dessas crianças não sobrevivem ao primeiro ano de vida. A doença é uma das principais preocupações da cardiologia pediátrica, podendo comprometer o desenvolvimento e a qualidade de vida desde os primeiros meses. Mas o que caracteriza essa condição? Como é feito o diagnóstico? E quais sinais merecem atenção? Para responder a essas dúvidas, o JR 15 Minutos recebe o Dr. Jorge Yussef Afiune, presidente do Departamento Científico de Cardiologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Resumão Diário
JN: México estreia com vitória na Copa e protestos do lado de fora do estádio; Trump recua e cancela ataques contra Irã

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 6:01


O México estreou com vitória na Copa do Mundo. Shakira e Burna Boy deram as boas-vindas na cerimônia de abertura. No lado de fora, protestos: policiais e manifestantes se enfrentaram nos arredores do estádio Azteca. Seleção brasileira: Ancelloti testou o mesmo time pela segunda vez, com oito jogadores que começaram a última Copa. Nosso adversário Marrocos teve problemas e convocou dois novos jogadores. Milhares de marroquinos vivem em Nova York e são esperados para reforçar a torcida contra o Brasil. O Jornal Nacional está no Canadá para acompanhar uma das três sedes da maior Copa de todos os tempos. A Fifa ampliou o protocolo de tempestades para os três países do Mundial. A agência americana do clima alertou para os efeitos graves do El Niño. No Oriente Médio, Donald Trump recuou e cancelou os ataques contra o Irã.

Consulta Aberta
Jogar, perder e ultrapassar o vício: Jorge Antunes perdeu milhares de euros em apostas, mas foi capaz de parar

Consulta Aberta

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 64:34


O vício do jogo é considerado uma doença pela Organização Mundial de Saúde e, em Portugal, afeta cada vez mais pessoas. Mas, se estamos perante um grave problema de saúde pública, porque é que é normal ver publicidade a apostas nas ruas? Porque é que figuras públicas promovem casinos? E porque é que o jogo continua a ser uma importante fonte de receita para o Estado? Jorge Antunes perdeu milhares de euros em apostas antes de conseguir parar. Neste episódio de Consulta Aberta, conta a sua história e fala sobre o quão difícil foi mudar. Mas deixa também uma mensagem de esperança para quem enfrenta a mesma luta: “Eu nunca pedi ajuda, mas peçam ajuda. Porque ela existe e não é preciso procurar muito. É possível ter uma vida sem jogo.” Se está a passar por uma situação semelhante, pode ligar para a a Linha de apoio gratuita 1414 ou preencher o formulário no site do ICAD. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Volta ao mundo em 180 segundos
10/06: EUA atacam alvos no Irã; Teerã reage contra bases americanas | Manifestantes tentam barrar acesso ao estádio de abertura da Copa. | Papa abençoa monumento mais visitado da Espanha

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 5:12


Irã ataca bases americanas em Bahrein e Jordânia, comoresposta aos ataques dos Estados Unidos contra alvos do Irã nos arredores do estreito de Ormuz. E ainda.- Entidades profissionais em várias partes do planeta repudiaram o ato contra o árbitro de futebol da Somalia, Omar Artan, que foi barrado e impedido de entrar nos Estados Unidos. O governo da Somália manifestou apoio ao árbitro e o chefe da Casa Branca para a organização do torneio diz que a recusa foi motivada por “boas razões”- Milhares de manifestantes tentaram bloquear as ruasde acesso ao estádio Azteca, local da partida e da cerimônia de abertura da Copa do Mundo. Os protestos são organizados por sindicatos de professores, que pedem aumento salarial, reintegração dos professores demitidos e a instauraçãode reformas do sistema educacional aprovadas nos mandatos de presidentes anteriores- No Peru, Robero Sanchez, da esquerda, lidera a apuraçãodos votos da eleição presidencial diante da candidata de direita, Keiko Fujimori, por menos de 20 mil votos- Papa Leão XIV vai abençoar a Catedral da Sagrada Família,em Barcelona, o ponto turístico mais visitado da Espanha Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

Portugal em Direto
Mau tempo: indeminizações por pagar na região centro.

Portugal em Direto

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 43:56


Milhares de lesados pelo comboio de tempestades do início do ano na região centro do país, não vão receber os apoios do governo até ao final do mês para reconstruirem as casas, como estava previsto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Entrevista Antena 1 / Jornal de Negócios - Uma Conversa Capital
IRS: milhares de declarações por liquidar

Entrevista Antena 1 / Jornal de Negócios - Uma Conversa Capital

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 45:36


Paula Franco, Bastonária da Ordem dos Contabilistas, revela que o processo de reembolsos do IRS praticamente parou e que há milhares de declarações por liquidar.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Resposta Pronta
"Há milhares de alunos sem aulas e recreios estão desertos"

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 2:41


Filinto Lima, Presidente da Associação de Diretores, faz o primeiro balanço da adesão à greve. Dá conta de "muitas escolas" fechadas e alerta para impactos na realização das provas do 6.º ano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Marketing Digital do Zero
Produtos de urgência: como criar um ecossistema e ficar rico com eles (o que ninguém ensina sobre urgência no digital)

Marketing Digital do Zero

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 9:45


https://hackmart.com.brhttps://renanlevinski.com.br (Curso de agentes de ia)Temas de todos os meus episódios

Horizontes: Reflexão e Devoção para vida
| COMO A FAMÍLIA DE NOÉ foi preservada?! [Gênesis 6.9-10]

Horizontes: Reflexão e Devoção para vida

Play Episode Listen Later May 30, 2026 39:33


A história de Noé e o dilúvio é mundialmente conhecida, já inspirou músicas, filmes, desenhos.Mas essa é a narrativa de uma FAMÍLIA SOBREVIVENTE que venceu o aguaceiro mais trágico já registrado, o qual eliminou pessoas, plantas, aves e animais, deixando 8 sobreviventes que foram responsáveis pela continuidade do mundo no período chamado “pós-diluviano”!Crentes na Bíblia e religiosos em geral se acostumaram com o fato histórico do dilúvio e, com razão, olham para ele como um julgamento de Deus sobre a maldade impregnada na humanidade...Somente Noé e sua família sobreviveram, enquanto toda a humanidade foi aniquilada – aliás, conforme Gn 9.15, “toda forma de vida foi destruída” (um resultado proporcionalmente mais trágico do que guerras e pandemias que a humanidade já experimentou)Milhares de anos mais tarde, Pedro iria escrever: “Ele não poupou o mundo antigo quando trouxe o dilúvio sobre aquele povo ímpio, mas PRESERVOU NOÉ, PREGADOR DA JUSTIÇA, E MAIS SETE PESSOAS.” (2 Pedro 2.5)Por que Noé foi preservado? O que salvou aquela família?#igrejabatista #igrejanaoelugar #reflexão # #pregação #familia

Thaís Galassi
771 - Existe uma linguagem invisível controlando a humanidade há milhares de anos

Thaís Galassi

Play Episode Listen Later May 19, 2026 25:15


Você já reagiu no impulso… e depois ficou se perguntando:“Por que isso me afetou tanto?”Neste episódio profundo e transformador, Thais Galassi revela como pequenos conflitos do cotidiano podem ativar feridas emocionais antigas e colocar seu cérebro em modo de sobrevivência.A partir de um caso real atendido em mentoria, você vai entender:✨ o que é o sequestro da amígdala✨ por que algumas pessoas conseguem afetar tanto suas emoções✨ como ambientes tóxicos alteram sua frequência energética✨ o impacto das redes sociais no sistema nervoso✨ como responder com inteligência emocional sem baixar sua vibração✨ neurociência emocional aplicada ao dia a dia✨ como manter sua energia protegida em situações difíceisEste episódio conecta espiritualidade, comportamento humano, frequência energética e ciência emocional de forma prática, profunda e acessível.Se você sente que está:emocionalmente cansadareagindo demaisabsorvendo energia das pessoasvivendo em alerta constantesobrecarregada mentalmenteperdendo paz por situações pequenas…esse episódio pode mudar a forma como você enxerga suas emoções.

Noticiário Nacional
6h Milhares de fiéis enchem o Santuário de Fátima

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 13, 2026 7:32


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Segurança Legal
#417 – Condomínios e biometria, novos crimes digitais e o mito do Mythos

Segurança Legal

Play Episode Listen Later May 12, 2026 72:30


Neste episódio, Guilherme Goulart e Vinícius Serafim analisam casos reais e tendências que colocam em xeque a segurança digital e física no Brasil. Você vai descobrir como criminosos burlaram um sistema de reconhecimento facial em condomínios de Porto Alegre usando engenharia social, expondo os riscos do teatro da segurança, do solucionismo tecnológico e da hipossuficiência técnica dos consumidores. Em seguida, você vai entender o que está por trás do lançamento do modelo Mitos da Anthropic — classificado como perigoso demais para uso público —, e por que os resultados práticos com o Firefox e o cURL geraram ceticismo no meio da cibersegurança, levantando questões sobre propaganda de IA, governança, regulação e concorrência no mercado de inteligência artificial. Neste episódio, você também acompanha a análise da lei 15.397, que atualizou crimes digitais no Brasil com penas mais severas para furto qualificado digital, cessão de conta laranja e fraude eletrônica — e por que, sem investimento em capacidade investigativa, isso pode ser apenas populismo penal. Além disso, são discutidas duas vulnerabilidades críticas no Linux (CVE Copyfile e Dirty Frag) com exploits já circulando antes da correção, e como a IA pode acabar com o anonimato na internet ao identificar autores por fingerprint de texto com apenas 125 palavras. Os temas de privacidade, proteção de dados, LGPD, segurança ofensiva, pentest e infraestrutura em nuvem permeiam toda a conversa. Assine o Segurança Legal na sua plataforma favorita, siga o perfil nas redes sociais e avalie o podcast para ajudar a ampliar o alcance deste projeto independente de conteúdo sobre segurança da informação. Você também pode apoiar diretamente pelo Apoia.se (apoia.se/segurancalegal) ou simplesmente indicar o podcast para colegas e amigos — cada compartilhamento faz diferença. Entre em contato pelo e-mail podcast@segurancalegal.com ou pelo Mastodon, Instagram, Bluesky, YouTube e TikTok. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana.  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Shownotes Polícia prende suspeitos de invadir e furtar apartamentos de alto padrão em Porto Alegre; grupo usava fraude em reconhecimento facial Polícia desarticula grupo de criminosos que furtava apartamentos de luxo via redes sociais Atualização do Código Penal para alguns crimes digitais Will AI end anonymity? I tested it I can never talk to an AI anonymously again Anthropic's most dangerous AI model just fell into the wrong hands Unauthorized group has gained access to Anthropic's exclusive cyber tool Mythos, report claims It’s a myth that you need Mythos to find bugs: Open source models can do it just as well Filme: Quebra de Sigilo (Sneakers) BC Protege Livro – Sob a sombra da suástica: a França ocupada Filme – Viagem ao mundo dos sonhos Artigo – Em louvor ao Teatro da Segurança Imagem do episódio: The Ancient Days, Willia, Blanke

Noticiário Nacional
22h Milhares manifestaram-se contra o pacote laboral do governo

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 12:22


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Notícias Agrícolas - Podcasts
Falta de documentação impede acesso ao crédito rural para milhares de produtores

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 26:41


Estudo aponta que 40% dos agricultores familiares enfrentam barreiras para financiamento; especialista explica os desafios e caminhos para ampliar o acesso

SBS Portuguese - SBS em Português
Austrália busca garantir fornecimento de combustível com Singapura | Notícias 10 de abril

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Apr 10, 2026 10:03


Também neste noticiário: Oposição ao governo australiano exige mais transparência na distribuição de combustível no país. Primeiro-ministro de Israel afirma que não haverá cessar-fogo no Líbano. Trump alerta Irã a não cobrar taxas de navios que utilizam o Estreito de Ormuz. ONU condena ataque com drone no Sudão que causou mais de 40 mortes. Milhares de indígenas se manifestam na capital brasileira pelo fim da mineração em seus territórios.

Oxigênio
#215 – Tecnologias para a soberania digital

Oxigênio

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 41:00


Diante dos diversos problemas éticos, políticos e sociais causados pelas grandes corporações tecnológicas (big techs) na última década, cresce a busca por alternativas à estrutura digital moldada por estas empresas do Norte Global. O uso de softwares livres e de código aberto — replicáveis por qualquer pessoa, comunidade, instituição ou governo — reacende o debate sobre soberania digital no mundo. Nesse sentido, redes sociais alternativas, construídas sobre bases de código aberto surgem como saída plausível do monopólio das big techs e das estruturas opacas e dominantes. Neste episódio, Damny Laya e Rogério Bordini conversam com especialistas da comunidade do software livre e redes descentralizadas (Fediverso) sobre experiências concretas de tecnologias voltadas à soberania digital no Brasil e no mundo. __________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO DAMNY: Rogério, eu queria começar com uma pergunta incômoda: o que significa, hoje, participar de uma rede social na internet? ROGÉRIO: Eu diria que é uma espécie de plataforma multiúso: serve pra gente se conectar com nossos amigos, familiares, compartilhar conteúdos diversos, como um vídeo interessante, um meme, participar de grupos de discussão, como no saudoso Orkut, lembra? Tudo isso como se fosse uma extensão das nossas interações sociais, só que no mundo virtual. Mas parece que a coisa hoje em dia tá BEM diferente. Hoje a gente não é só usuário dessas redes, mas também produto, audiência, e até alvo. E, diria mais, cada vez mais, reféns. DAMNY: Refém é uma palavra forte, mas talvez seja a mais adequada. Refém de um modelo de negócio que extrai nossos dados, monitora nossos passos, lê nossas conversas, mapeia nossos gostos e comportamentos, e depois vende tudo isso como se fosse mercadoria. ROGÉRIO: E o problema não é só econômico. Também é político. Nos últimos anos, as grandes plataformas deixaram claro de que lado estão. Em janeiro de 2025, por exemplo, Mark Zuckerberg, CEO da Meta e dono do Instagram, Facebook e WhatsApp, anunciou mudanças profundas nas políticas de moderação de conteúdo, alinhando a empresa à agenda da extrema-direita nos Estados Unidos. O próprio Donald Trump, que tinha sido banido das redes após os ataques ao Capitólio, foi readmitido com honrarias. DAMNY: E não foi só a Meta. O X, antigo Twitter, adquirido pelo Elon Musk, transformou a moderação num vale tudo. Discurso de ódio, desinformação organizada, ataques sistemáticos a cientistas e jornalistas. Tudo isso enquanto as plataformas investem pesado para inviabilizar qualquer tentativa de regulação, seja no Brasil, na Europa ou no mundo tudo. ROGÉRIO: Essas redes deixaram de ser espaços de encontro e se tornaram territórios hostis. E muitos usuários, insatisfeitos com essas políticas e mecanismos de uso destas plataformas, têm buscado por alternativas, como aconteceu com o  êxodo quando Musk assumiu o X.  DAMNY: Mas para onde ir? As alternativas pareciam muito semelhantes às já existentes com políticas de uso também questionáveis. Até que, nos últimos anos, um ecossistema silencioso começou a chamar a atenção. ROGÉRIO: Você tá falando do Fediverso? DAMNY: Exato. O Fediverso. Uma constelação de redes sociais descentralizadas, interconectadas, que funcionam numa lógica completamente diferente daquela das big techs. Sem um dono. Sem um algoritmo sombrio. Sem anúncios. Sem vigilância como modelo de negócio. [música] DAMNY: Eu sou Damny Laya, jornalista de ciência e tecnologia, pesquisador e bolsista Mídia Ciência do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). Tenho me dedicado a estudar redes descentralizadas, governança da internet e soberania digital. O incômodo que a gente descreveu agora há pouco não é só profissional, é também de quem passa o dia pensando sobre esses sistemas e se pergunta: dá pra fazer diferente? ROGÉRIO: E sou Rogério Bordini, também jornalista de ciência. Pesquiso o Fediverso e o uso de ferramentas de acesso aberto como forma de emancipação dos algoritmos de controle. O tema do Fediverso tem aparecido cada vez mais nas conversas que a gente tem com colegas, estudantes e gestores públicos.  DAMNY: Tanto que, para este episódio, a gente foi atrás de quem entende do assunto. Conversamos com especialistas do Fediverso, da cultura do software livre e da agenda da soberania digital. Queríamos entender não só o que é esse ecossistema, mas como ele funciona na prática. ROGÉRIO: Então, neste episódio, a gente vai explicar o que é o Fediverso, como ele está organizado e sobre algumas plataformas que fazem parte dele, além de como você pode fazer parte desse ecossistema. Mas também vamos discutir os desafios, a moderação de conteúdo, a governança comunitária e a barreira de entrada para quem não é familiarizado com a tecnologia. DAMNY: E, claro, vamos ouvir quem está na linha de frente. Nossos convidados vão ajudar a gente a entender também se o Fediverso pode ser, de fato, um caminho para a soberania digital ou o que falta para isso acontecer. ROGÉRIO: Pois bem. Respira que o Oxigênio tá só começando. [fim da música] [VINHETA DE ABERTURA OXIGÊNIO] ROGÉRIO: Imagine que as redes sociais comerciais são como grandes shopping centers. O Facebook, o Instagram, o X, o TikTok… Cada um é um centro comercial imenso, com suas próprias lojas, suas próprias regras, sua própria segurança. Pra entrar, você precisa aceitar o contrato deles. E, principalmente: o shopping é dono de tudo. Do estacionamento, das câmeras, dos corredores, do que você faz lá dentro. Você é visitante, mas não morador. DAMNY: Essa é uma boa analogia. Mas, nessa lógica, a gente pode comparar o Fediverso com o quê então? ROGÉRIO: O Fediverso é como uma cidade. Não tem um único dono. Tem ruas, praças, casas. Cada bairro tem suas próprias regras, sua própria administração. Mas as ruas se conectam, as praças são acessíveis a todo mundo, e você pode circular livremente. Melhor ainda: você pode morar num bairro, mas visitar os outros sem precisar mudar de endereço. THIAGO: O Fediverso é a tentativa de construção de uma praça pública digital, de fato, onde as pessoas podem realmente ter seus lugares de fala, seus púlpitos, seus vários púlpitos ali pra fazer seus discursos, suas falas, ou pra sentar no banco e ler um livro, enfim, ela é de fato essa possibilidade de criar uma praça pública digital. DAMNY: Esse aí é o ativista digital, comunicador e um dos fundadores da Fundação Alquimidia em Florianópolis, o Thiago Gonzaga, mais conhecido como Thiago Skarnio. Isso que ele acabou de falar é crucial: você pode ajudar a construir sua própria praça pública, seu próprio bairro. Soberania digital começa aí. ROGÉRIO: Exato. Mas vamos organizar isso. O Fediverso é formado por um conjunto de servidores independentes que se comunicam entre si. Cada um desses servidores é chamado de instância. Uma instância pode ser imensa, com dezenas de milhares de usuários, ou pode ser pequena, com meia dúzia de amigos. Pode ser administrada por uma universidade, por um coletivo de ativistas, por uma empresa, uma escola, ou só uma pessoa. DAMNY: O importante é que cada instância é autônoma. Ela define suas próprias regras de moderação, sua política de privacidade, seu código de conduta. E, ao mesmo tempo, ela conversa com as outras instâncias. Apesar de serem instancias independentes, elas conseguem conversar entre elas. Isso que é conhecido como universo federado. Além disso, precisamos falar de outra característica do Fediverso: a interoperabilidade. ROGÉRIO: Essa é uma palavra feia, mas o conceito é simples. Interoperabilidade é a capacidade de sistemas diferentes se entenderem. Imagina que o que você posta no X pudesse ser visto pelos usuários do Instagram ou vice-versa. Isso não é possível de se fazer nessas redes comerciais porque trabalham com protocolos e linguagens fechadas. No Fediverso, isso só funciona porque todas as plataformas e redes sociais utilizam o mesmo protocolo, chamado ActivityPub. DAMNY: Nestas redes sociais – sejam de blogs, microblogs, vídeos, imagens ou outros tipos de conteúdo – os sites do Fediverso que utilizam esse protocolo conseguem se conectar entre si, pois todos falam a mesma linguagem. ROGÉRIO: E isso é o oposto do que as Big Tech fazem. Elas constroem muralhas. Você não leva seus contatos do Instagram pro Threads, por exemplo. Você não exporta sua lista de seguidores do X pro Bluesky. Cada plataforma é uma ilha, e mudar de ilha significa recomeçar do zero. DAMNY: Enquanto isso, no Fediverso, você pode migrar de uma instância para outra, levar seus contatos, manter suas conversas. Neste caso, você é o dono dos seus contatos. Ou, no mínimo, é a comunidade que você escolheu. ROGÉRIO: Vamos dar um exemplo. O Mastodon é a plataforma mais popular do Fediverso, hoje com mais de 10 milhões de usuários. DAMNY: Essa rede costuma ser comparada ao X, já que também funciona como um micro‑blog. A interface lembra o X – com posts de até 500 caracteres, linha do tempo, reposts e favoritos – mas a lógica é totalmente diferente. ROGÉRIO: Diferente em pelo menos três aspectos fundamentais. Primeiro: não há um algoritmo influenciando no que você vê. O feed é cronológico reverso. O que seus contatos postam aparece na ordem em que publicaram. Se você está nas redes há mais tempo, deve lembrar que no começo o Facebook e o Instagram até seguiam essa lógica, mas mudaram completamente a entrega dos posts nos últimos anos.  DAMNY: Segundo: a moderação é comunitária. Cada instância possui regras próprias, acessíveis e transparentes a todos os usuários. Se você não concorda com a moderação da sua instância, pode se mudar para outra.  ROGÉRIO: Terceiro: não há anúncios. Mastodon, por exemplo, não é comercializado como um produto porque não tem acionistas. Seu financiamento vem de doações, campanhas de financiamento coletivo, apoio institucional e outras fontes. Isso transforma radicalmente a relação entre a plataforma e seus usuários. DAMNY: Agora, é importante deixar claro que descentralização não é sinônimo de solução para todos os problemas. Existem, sim, instâncias tóxicas no Fediverso, como de grupos extremistas, negacionistas e assediadores. A diferença é que, no Fediverso, as comunidades podem se desfederar. O Thiago explica um pouco: THIAGO: O Fediverso tem um pouco de autorregulação. Se uma instância é nociva, permite conteúdo tóxico, ela acaba sendo isolada de várias outras instâncias. Você pode bloquear aquela instância. Assim como o e-mail. Não quer mais receber e-mail de tal domínio. Você pode bloquear. ROGÉRIO: E isso nos leva a um ponto crucial. Nas redes centralizadas, você está sempre sujeito ao arbítrio unilateral de uma empresa. Se o X do Musk decide que você violou uma regra, mesmo que vaga e mal explicada, você pode perder sua conta. Recurso às vezes nem existe. No Fediverso, a relação já é outra. Você não é súdito, você é cidadão. DAMNY: Cidadão de uma federação. Pois a federação consiste exatamente nisso: unidades autônomas que decidem cooperar, servidores administrados por pessoas como eu e você, dispostos a criar verdadeiras redes sociais. Nenhum deles controla o outro, mas todos podem se comunicar. Se quiserem interromper a comunicação, podem silenciar ou bloquear mutuamente. ROGÉRIO: E a promessa é a de uma experiência online onde você não é o produto, onde o algoritmo não te manipula, onde suas conversas não são vigiadas para alimentar máquinas de perfilamento e publicidade comportamental. Mais do que uma promessa, é um ato de autonomia e de soberania digital. DAMNY: Mas como atrair pessoas para esse universo? Como encontrar uma instância ou comunidade que faça sentido? E como garantir que essas redes não repitam, em outra roupagem, os mesmos problemas de outras redes comerciais? E também, se o Fediverso é tão bom assim, por que todas as pessoas não estão o utilizando? ROGÉRIO: É sobre isso que a gente vai conversar no próximo bloco. Porque o Fediverso não é só tecnologia. É cultura, é política, é experimentação institucional. E tem gente aqui no Brasil construindo isso com as próprias mãos. [Música]  ROGÉRIO: Instituições públicas e movimentos sociais no Brasil têm começado a experimentar o Fediverso como alternativa às plataformas comerciais, como é o caso de universidades, órgãos de pesquisa e equipamentos culturais. Gente que decidiu que não queria mais alimentar máquinas de vigilância com os dados da sua própria comunicação institucional. DAMNY: Exato. Porque uma coisa é a migração individual, a escolha pessoal de abandonar uma determinada rede. Outra coisa, é quando uma instituição pública ou um movimento social decide ocupar novos territórios. Aí a conversa ganha contornos de política pública, de infraestrutura, de projeto de país. ROGÉRIO: E essa questão se refere a isso que chamamos de soberania digital. Conceito que parece abstrato, mas que se materializa em decisões muito concretas. Quem guarda meus dados? Quem define as regras da minha conversa? Quem pode me expulsar de um espaço? E, mais importante: eu posso construir meu próprio espaço? DAMNY: O Fediverso oferece uma resposta possível para essas perguntas. Não por acaso tem atraído atenção de pesquisadores, ativistas, jornalistas e gestores públicos no Brasil e no mundo. Essa iniciativa de procurar o Fediverso como alternativa não surge isoladamente; ela responde a um movimento já em andamento ao redor do globo. Grandes instituições passaram a abandonar o X, por exemplo. ROGÉRIO: Pois é. O The Guardian, com 27 milhões de seguidores, anunciou sua saída do X, classificando a plataforma como tóxica e afirmando que o Elon Musk tem usado sua influência para moldar o discurso político. Mais de sessenta universidades na Alemanha e na Áustria também decidiram encerrar suas contas porque os algoritmos da plataforma, segundo elas, se opõem à integridade científica e democrática. DAMNY: Na França, 86 associações solidárias e ambientalistas também abandonaram o X. Na Espanha, a Greenpeace e a Conferência de Reitores das Universidades Espanholas também se despediram. O argumento se repete: a plataforma não reflete mais os valores das instituições que a ocupavam. São 60 mil contas desativadas por dia, e isso foi só em novembro de 2024. ROGÉRIO: E no Brasil a gente também tem sentido esse movimento. Milhões de usuários deixaram o X nos últimos meses, e a empresa perdeu entre 80 e 100 milhões de dólares anuais em receita no país. Mas, o boicote é louvável, porém ainda tá longe do ideal. DAMNY: Exato. A pergunta que fica é: para onde ir? Muita gente tem migrado para o Threads ou o Bluesky. Essa última é uma plataforma descentralizada, sim, mas mantida por bilionários, o antigo dono do Twitter, Jack Dorsey, que no fim das contas é mais um Tech Bro. Trocar um bilionário por outro, mesmo com arquitetura diferente, não resolve o problema estrutural da concentração de poder e da falta de controle comunitário. ROGÉRIO: É aí que entra o Fediverso. E o que a gente tem visto é que, paralelamente a esse êxodo, há um movimento de instituições públicas brasileiras, movimentos sociais, coletivos e ativistas que estão fazendo uma aposta diferente. Em vez de migrar para outra plataforma comercial, estão ocupando o Fediverso, criando instâncias, desenvolvendo comunidades, experimentando soberania digital na prática. DAMNY: Sobre isso falará Thiago Skarnio, o único latino-americano no conselho do FediForum, o maior evento mundial dedicado a pensar e melhorar o Fediverso. THIAGO: Ano passado a gente conseguiu articular, fez uma sugestão também para o Comitê Gestor da Internet, que tivesse o domínio social.br para que tivesse uma extensão de domínio específica para mídias sociais, focando nas instâncias do Fediverso. Foi acatado isso, a gente achou bem legal, então dá para registrar o social.br hoje, indica que aquilo é uma mídia social. A gente fez o Websocial.br, né, o Dam participou, falando das universidades, iniciativas, e tem feito algumas ações que eu chamo de ações estruturantes para o Fediverso né? Criou um fórum online para os organizadores de instâncias trocarem informações e debaterem, e documentarem, né, tirarem suas dúvidas, para quem está mais tempo no Fediverso, isso é para focar em quem mantém a instância. E recentemente articulou também para que existisse uma instância chamada Orgânica.social, que é uma instância que está aberta hoje, é uma instância feita junto com a Pop Solutions, ela está hospedada em território nacional, e ela é feita para acolher um grande volume de pessoas no Brasil, se o Twitter saiu do ar, o Instagram, se precisar de algum lugar para correr hoje existe a Orgânica.social. Essa iniciativa coletiva também tem muitas pessoas ali, tem uma comunidade cada vez mais crescente, tem o coletivo Onda, que está ajudando também com a moderação, junto com as pessoas da própria comunidade, e a Alquimidia tem ajudado a construir isso. ROGÉRIO: Entre essas ações estruturantes para o Fediverso que o Thiago acabou de mencionar, a que mais tem tido impacto é a criação da instância da Organica.Social, uma rede social descentralizada no Brasil, com a infraestrutura do Mastodon. Hoje a Orgânica tem quase 2 mil usuários e continua crescendo graças à campanha #vemprofediverso, impulsionada pela Alquimidia e outros parceiros nas redes sociais corporativas. THIAGO: Porque eu considero que a gente está hoje prototipando uma web social brasileira, o que a gente está fazendo hoje é meio que prototipando, a gente sabe que tem ainda pouca gente relacionada à população brasileira inteira, mas a gente sabe que o que a gente está fazendo hoje está sendo feito para ficar grande, para que seja ocupado e utilizado por toda a população. Tem feito várias frentes também com governos para ver se eles implementam, e tem acompanhado essas iniciativas universitárias, que é muito legal também, e a gente sabe que uma hora isso vai acabar crescendo bastante. DAMNY: O Thiago também falou como é gerenciada a instância da Organica e as diferenças na governança em relação com as redes sociais comerciais. THIAGO: a proposta da orgânica é ser uma instância comunitária. A gente meio que lançou uma proposta que é para ser coletiva, cada vez mais. Ela é coletiva e vai ser mais. A gente participa da governança da instância junto com outras organizações e pessoas. A gente participa da moderação, nós criamos os termos de uso, depois de muita pesquisa, as regras a gente também organizou baseado nas experiências anteriores do Fediverso e outras instâncias. E a gente participa hoje também da parte do acolhimento. A gente tem tutoriais sobre o Fediverso e manda para as pessoas, disponibiliza. Então, a gente tem feito essa atuação na orgânica de cultivar a cultura federada. A diferença disso para uma rede como o Instagram é porque o Instagram está na mão de uma empresa bilionária, na mão de um bilionário e que o código é fechado, então, a gente não tem como participar da governança do Instagram. A gente não tem como definir as regras de funcionamento, a gente não tem como participar. ROGÉRIO: Quando Thiago fala sobre código fechado, ele toca num tema fundamental para as redes descentralizadas: o software livre e o código aberto. Esses princípios permitem que conheçamos o funcionamento das plataformas — por exemplo, como o Mastodon, que foi construído com código aberto justamente para que possa ser replicado e adaptado por qualquer pessoa. THIAGO: O código da orgânica é um código do Mastodon. A pessoa pode olhar o código, como é que funciona, ver o que está acontecendo ali, e pode entrar em contato com os moderadores, pode questionar, pode enfim, tem várias formas hoje de participar da gestão da orgânica. A ideia é criar um conselho mesmo dos moderadores. Então tem várias formas de participar da orgânica, enquanto no Instagram não tem como. Não tem como você participar de nada você só consome aquilo que está ali, e no máximo você vai gerir teus contatos. DAMNY: Esse movimento de grupos que fazem acontecer a Organica.Social, que atrai outras pessoas pro Fediverso e geram novas redes sociais e comunidades, é o que o Rafael Evangelista enxerga como a possibilidade sociotécnica das redes federadas e descentralizadas. Que não é mais do que a possibilidade de fazer uma transição desse modo de uso de redes sociais, como acontece hoje nas redes centralizadas, para um modo que aponte para a ideia de apropriação tecnológica por parte de grupos sociais organizados. ROGÉRIO: O Rafael, pra quem não sabe, é professor do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp (Labjor) e conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI), ele quem teve a ideia de criar uma instância no Mastodon pro Nudecri, núcleo do qual o Labjor faz parte. RAFAEL: O Nudecri é um núcleo de pesquisa que é uma estrutura que não existe tipicamente em outras universidades, outras universidades estão estruturadas em institutos que dão cursos de graduação e pós, etc., e nós somos um núcleo de pesquisa que porventura dá cursos de pós-graduação, mas nós somos essencialmente um núcleo de pesquisa. Esse núcleo de pesquisa que é o Nudecri, por teimosia de algumas pessoas do próprio núcleo, a gente sempre insistiu em manter um conjunto de ferramentas tecnológicas próximas a nós, a gente sempre foi refratário a ideia de, por exemplo, pegar sites jornalísticos que nós fazemos e colocar em grandes provedores, a gente sempre gostou de ter essa estrutura conosco, então temos o nosso servidor no laboratório, então a gente tem um servidor nosso no laboratório não porque a gente resolveu ter agora, a gente tem isso desde os anos 2000, e isso foi ficando e a gente foi brigando pra manter. E essa briga por manter envolve essa percepção de pesquisadores de que era importante ter controle da tecnologia, de conhecer a tecnologia. Da tecnologia ser um tema pra nós e a gente sentir que tem que estar próximo dela com a capacidade de experimentar e também porque a gente desde o começo foi muito claro de que nos cabia ter e que não nos cabia ter. DAMNY: Existe também um aspecto super importante, ter uma pessoa técnica no campo da TI, como bem destaca o Rafael. RAFAEL: Nós temos um funcionário nosso que é um TI, temos um TI integrado, isso é altamente importante pra esse processo da gente ter isso mais próximo, foi por ter essa relação próxima que eu pude pegar e falar com o técnico, poxa, será que a gente consegue experimentar? E aí preciso tirar o chapéu pro André que é o nosso TI, porque além de tudo, a gente não basta ter um TI, a gente precisa ter um TI que esteja interessado em ser parceiro nas experimentações tecnológicas. ROGÉRIO: E se você tá dentro de uma universidade, deve ter acesso ao drive do Google pelo seu e-mail institucional, por exemplo. Só que essa “parceria” é algo que acaba fragilizando a soberania e a autonomia universitária. É algo que o coletivo Rede pela Soberania Digital Brasileira apontou no manifesto entregue ao presidente Lula em setembro de 2023. A experiência que vem desenvolvendo o Nudecri é tanto um exercício de apropriação tecnológica quanto uma forma de ir contra esse movimento.  DAMNY: Nesse contexto, o Rafael convida a gente a refletir. RAFAEL: Como é que as universidades podem ser também um lugar para a produção dessa sociabilidade em torno da tecnologia para a produção dessa apropriação tecnológica num contexto de resistência à terceirização das infraestruturas tecnológicas para as Big Techs? Então, ter uma instância do Mastodon no nosso servidor é importante porque é um sinal de que um desses lugares de apropriação tecnológica podem ser os grupos de pesquisa. ROGÉRIO: E podem ser mesmo, né, Dam? Você precisa saber que o Damny e o Rafael levantaram um projeto de pesquisa sobre Fediverso nas Universidades, certo? DAMNY: Exatamente. O projeto leva por nome “O Fediverso nas Universidades Públicas: iniciativas para a construção de uma soberania digital nas universidades paulistas”. E a partir dele começamos um projeto de divulgação científica, com uma bolsa Mídia Ciência da Fapesp, graças à qual estamos aqui fazendo esse episódio hoje.  Mas o Rafael pode nos falar melhor como tem sido isso. RAFAEL: A gente tentou fazer um processo de convencimento dos pesquisadores para que eles se apropriem do Fediverso, mas esse processo foi também de tentar trazer os veículos que esses pesquisadores gerenciam para dentro do Fediverso. ROGÉRIO: E graças ao esforço de vocês o Oxigênio e a revista ComCiência estão no Mastodon, e ouvi que os outros veículos do Nudecri também estão chegando né. DAMNY: Estão chegando e seguimos no processo de atrair e de convencer eles que aqui no Fediverso esses veículos têm audiência. ROGÉRIO: Definitivamente é tudo um desafio que precisa de estratégia para convencer às pessoas a entrarem pro Fediverso porque é algo diferente dentre nossa cultura de redes sociais. Mas, argumentos não nos faltam do ponto de vista ético e político, como já mencionamos. Ainda assim parece que falta alguma coisa.  RAFAEL: mais do que trazer as pessoas para cá, para o Fediverso, eu acho que o desafio é trazer conteúdo para o Fediverso. Então, não é só que o pesquisador “x” tenha o seu perfil lá, não, é que essa produção que ele trabalha de graça para as redes comerciais, que ele trabalha de graça para o público para uma rede social que é um bem comum, uma rede social que é aberta, descentralizada, federada, etc., quer dizer, quando você tiver mais conteúdo no Fediverso as pessoas vão tender a entrar no Fediverso. Porque acho que as pessoas vão atrás não só das relações sociais que estão nas redes sociais, elas vão atrás dos conteúdos que estão nas redes sociais. DAMNY: Esse trabalho que estamos fazendo no Nudecri para divulgar e comunicar ciência no Fediverso é um esforço como o que vem fazendo, por exemplo, a Comissão Europeia, algumas organizações ambientais, os governos da França, Suíça, Holanda e Alemanha, e alguns veículos de comunicação como a BBC que decidiram também implementar seus próprios servidores em redes sociais descentralizadas como o Mastodon. Tudo isso num esforço por se desvencilhar das redes sociais nas mãos e sob completo controle das big techs. E nesse sentido eu gostaria de destacar o trabalho que está fazendo a Holanda. Lá a Cooperativa de TI da educação e pesquisa holandesa, a SURF (que em português é algo assim como “Instalações Colaborativas de Computação Universitária”) eles pararam de usar o X por causa das políticas antidemocráticas do Musk, e agora estão explorando o Mastodon como uma plataforma de código aberto para educação e pesquisa no país. O piloto foi lançado em fevereiro de 2023 e continua em andamento. Estudantes, pesquisadores, funcionários e instituições da Holanda podem experimentar o Mastodon de forma acessível.  ROGÉRIO: E uma curiosidade: A SURF foi quem criou o sistema Eduroam, sabe? O Wi-Fi público que usamos aqui na Unicamp e na maioria das universidades do país e no mundo. E tem mais, lembra que a gente falou que a base destas ações estão no código aberto e o software livre? Bom, aqui no Brasil há uma experiência que está sendo implementada em outras partes do mundo. Uma demonstração de como funciona uma política pública baseada em software livre: o Tainacan. DAMNY: A gente conversou com um dos seus criadores, o José Murilo, especialista em políticas públicas voltadas para a tecnologia digital e a internet, e coordenador de Arquitetura da Informação Museal no Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram. Ele vai nos explicar o que é e o que faz o Tainacan. MURILO: Ele é um repositório digital. Então, basicamente, ele trata da publicação de acervos digitais, de instituições de memória, arquivos, bibliotecas e museus.  Agora, ele está pronto para publicar qualquer coleção. Se você tem uma coleção de chaveiros e você quer publicá-la na internet, você tem, e é muito fácil porque é um plugin, basta você, se você tem o WordPress já instalado rapidamente, você já começa a operar. E ele é uma ferramenta muito interessante, porque, por ser um plugin para WordPress, ele muito facilmente chupa arquivos, acervos. Por exemplo, ele chupa acervos do YouTube, ele chupa acervos do Flickr, e trazendo metadados. E, rapidamente, aquilo vira uma coleção que você está hospedando localmente, enfim. DAMNY: O Murilo tocou em dois conceitos importantes: o WordPress e plugins. Acho que vale a gente fazer um parêntese para entender melhor como funciona o Tainacan. Porque quando a gente fala em Fediverso, em instâncias, em protocolos, pode parecer que estamos falando de um mundo muito distante da experiência comum das pessoas. Mas existem pontes. Uma delas é o WordPress que é uma plataforma de publicação, originalmente para blogs, que hoje alimenta mais de 40% de todos os sites da internet. É um software livre, o que significa que qualquer pessoa pode baixar, instalar, modificar e usar sem pedir licença a ninguém. ROGÉRIO: E o que são plugins? São como aplicativos que você instala no seu site para adicionar funcionalidades novas. Quer uma loja virtual? Instala um plugin. Quer integração com redes sociais? Instala outro. Quer que seu site WordPress se torne parte do Fediverso? Existe um plugin para isso. Ele faz com que seu site passe a falar a língua do ActivityPub, aquele protocolo que a gente mencionou, e pronto. As pessoas podem seguir seu site diretamente no Mastodon e comentar seus posts, interagir como se estivessem na mesma rede. É uma forma de trazer a lógica do Fediverso para dentro de ferramentas que milhões de pessoas já usam, sem precisar aprender nada do zero. DAMNY: Então o Tainacan é esse plugin, que como bem falou o Murilo, é só adicionar ao seu site ou blog, e já faz o trabalho de criar um acervo do que você quiser. ROGÉRIO: O Tainacan é uma ferramenta maravilhosa, mas o mais importante é que é produto de uma política pública, feito em instituições públicas, numa relação entre o Ibram e as universidades federais.  MURILO: Antes do MinC (Ministério da Cultura) ser extinto, a gente tinha iniciado, a partir do Fórum da Cultura Digital Brasileira, uma política para acervos digitais, pensando numa tecnologia que pudesse atender a interoperabilidade entre arquivos, bibliotecas e museus. E nisso surgiu o Tainacan. O Tainacan ele nasce lá em 2016, 2015, na verdade, quando a gente tinha feito uns editais de digitalização de cultura afro, e a gente queria um protótipo de tecnologia que pudesse atender a essa demanda, ou seja, de difundir acervos digitais, tratando dos modelos de dados de arquivos, bibliotecas e museus. DAMNY: Tem várias pessoas envolvidas nesse projeto, que integra o Programa Acervo em Rede, uma política pública baseada em software livre. ​ Mas, uma que é central é o professor Dalton Martins, especialista em ciências da informação, quem iniciou o projeto na Universidade Federal de Goiás, e foi para o Ibram para ocupar o cargo de Coordenador-Geral de Sistemas de Informação Museal. Também, é importante, houve uma conexão muito forte com a Universidade Federal do Espírito Santo. ROGÉRIO: Vale destacar que esse desenho institucional proposto para essa cooperação Ibram-Universidade favoreceu o envolvimento de jovens museólogos, arquivistas e bibliotecários na formulação e implementação de aplicações, e na ativação de redes para o campo museal. ​E tudo isso movimentado pela cultura do software livre. Mas por que isso é importante? MURILO: Olha, o software livre é a única forma de você ter realmente uma garantia de que aquela aplicação vai continuar funcionando como ela funciona hoje, sem a interferência externa. Quando fala, por exemplo, quando a gente anuncia o Tainacan e faz a propaganda dele, é um pouco nesse sentido. Como é que você vai garantir que a informação pública que você está publicando numa plataforma proprietária vai continuar publicada com aquele mesmo tipo de acesso perenemente? Não tem como. A única forma de você garantir é com o software livre. Então, assim, eu acho muito importante que a gente tenha chegado nesse ponto no campo da cultura, com um projeto dessa natureza, mostrando o caminho. Acho que a gente não tem a visibilidade que a gente deveria ter, porque o acesso a esse software é muito fácil. Você baixar um plugin é muito fácil. Nós temos tutoriais da formação de utilização da ferramenta no YouTube, e temos uma equipe lá que está pronto para dar suporte para todo mundo. Tem muita gente fazendo o seu próprio Tainacan. A gente deu atendimento ao pessoal do Corinthians, o pessoal da Mangueira, enfim, a conversa está espalhando, e as pessoas estão vendo que publicar seus próprios acervos faz sentido no século XXI. DAMNY: Olha a magnitude deste bem público que é o Tainacan. Qualquer um pode fazer uso dele. Instituições do tamanho do Corinthians, da Mangueira, estão querendo usar ele para guardar seus acervos. E a questão não fica só aqui no Brasil. MURILO: Ah, eu quero dizer também que os museus federais do México já usam Tainacan e os museus da Colômbia também já estão utilizando Tainacan. O que está quase permitindo que a gente pense num agregador Americana. Já pensou? ROGÉRIO: Então o Tainacan tem impacto além das fronteiras brasileiras. Ele é quem permite o funcionamento de mais uma grande criação para os acervos culturais digitais: a Brasiliana Museus, um serviço de agregação de coleções museológicas desenvolvido a partir do Tainacan. MURILO: A Brasiliana, ela vem de um desafio que a gente sempre colocou quando a gente pensava a política para acervos digitais. A gente falava que a gente deveria ter como meta um agregador e uma máquina de busca nos conteúdos da cultura brasileira. Que não fosse o algoritmo do Google, ou seja, que a gente pudesse de alguma forma trabalhar essa instância da pesquisa e exploração em busca como política pública, como uma forma que o algoritmo que você pensasse para isso estivesse dando visibilidade aos conteúdos da cultura brasileira, enfim. Então a brasiliana começa um pouco assim, como um agregador museológico, de instituições museológicas, mas o grande desafio era a gente estar trabalhando com esses índices de forma a produzir uma busca de qualidade, através desses indicadores. Então foi assim, a gente iniciou com os museus do Ibram, mas na medida em que a brasiliana foi lançada, ela já abriu para adesão de outras instituições, teve entrada do Museu da Pessoa, por exemplo.  DAMNY: Com a Brasiliana, o Ibram inaugurou a iniciativa dos Museus brasileiros no Fediverso, quando ativaram o plugin ActivityPub no site WordPress da Brasiliana Museus, e publicaram o primeiro post de um domínio gov.br na web social, ou seja, no Fediverso.  MURILO: A gente parte, eu acho que é um post que eu fiz na Brasiliana, em janeiro de 2024, era isso, ou seja, a gente estava constatando que o estado das redes sociais era uma coisa calamitosa e que, a partir da política pública, a gente gostaria de explorar possibilidades, alternativas, enfim, na perspectiva dos museus. E quando eu digo isso, eu quero dizer que, por exemplo, museus utilizam intensamente Instagram, já utilizaram mais, mas usam muito o Flickr. E a gente sempre teve essa ideia de que gostaria de, pelo menos, oferecer uma alternativa, oferecer uma possibilidade que um determinado museu quisesse usar algo alternativo, que houvesse essa possibilidade. Então, foi assim. Foi a possibilidade de criar contas para os museus no Fediverso. ROGÉRIO: O projeto do Fediverso do Ibram continua crescendo. Eles criaram a instância no Mastodon, chamada social.museus.gov.br, já ha mais de um ano.  MURILO: Então, aí a gente lançou, mas a gente foi bem devagar, fazendo experimentos, a gente criou uma conta do Cadastro, que também publica os itens do Tainacan lá, a Brasiliana está publicando também os itens do Tainacan, mas isso a gente não está divulgando ainda, é tudo como experimento, aí a gente mostra para alguns parceiros, olha como é que está aí. E a gente estava com um plano, chegamos a conversar com o Comitê Gestor da Internet, de ter o domínio Museu.br, que ele não está ativado ainda, a ideia do comitê gestor era usar, tendo uma instituição como porteiro ali, e aí a gente falou, o Ibram pode ser esse porteiro, mas o que a gente queria mesmo era começar o social.museu.br, ser o primeiro, para que a partir dali a gente desse instâncias para os vários museus. O museu ganhava conta e aí, ou seja, essa instância seria para contas de museus. Isso está ainda encaminhando, hoje mesmo eu retomei essa conversa, o comitê gestor já deu ok, só está faltando a gente se organizar aqui. DAMNY: esse caso do Ibram com a criação do Tainacan e a Brasiliana Museus é mais uma evidência de como é possível construir política pública com uso do software livre, unindo esforços de diversas instituições públicas para obter um bem público e acesso à informação e à educação.  MURILO: Para você ver, quando a política pública é integrada ela vai provocando novos desenvolvimentos que são correlacionados, e como está tudo software livre a coisa vai no mesmo nível, vai na mesma linha. Então é uma coisa assim, é um ciclo virtuoso que a gente tem que realmente incentivar. ROGÉRIO: E temos que incentivar mesmo, como as experiências que comentamos nesse episódio, a Organica.Social, o Tainacan, a Brasiliana Museus, e as instâncias do Nudecri para divulgar ciência. Essas são evidências de que é possível, sim, construirmos soberania digital e autonomia através da apropriação de tecnologias de código aberto e software livre. [música] ROGÉRIO: A pesquisa, entrevistas, roteiro, e apresentação desse episódio foi feita pelo Damny Laya e por mim, Rogério Bordini, que também fui responsável pela edição desse episódio. DAMNY: O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e apoio do Serviço de Auxílio ao Estudante da Unicamp. Agradecemos em especial a revisão da coordenadora do Oxigênio, Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Além disso, contamos com o apoio da FAPESP, que financia bolsas como a que nos apoia neste projeto de divulgação científica.  ROGÉRIO: Obrigado por ouvir até aqui, e se quiser, deixa um comentário sobre esse episódio na sua plataforma de áudio preferida ou nas redes sociais, sobretudo no Mastodon, que a gente está esperando por vocês lá. Você encontra a gente em todas as plataformas como Oxigênio Podcast. Obrigado, até mais.  [VINHETA OXIGÊNIO]   Créditos: Os sons de rolha e os loops de baixo são da biblioteca de loops do Garage Band. Roteiro: Damny Laya e Rogério Bordini Produção: Rogério Bordini Pesquisa: Damny Laya Narração: Damny Laya e Rogério Bordini Entrevistados: Rafael Evangelista, Thiago Skarnio, José Murilo Projetos citados Projeto Tainacan: https://tainacan.org/ Projeto Piloto da SURF (Holanda): https://www.surf.nl/en/about-the-mastodon-pilot  Rede Organica.Social: https://organica.social/explore  Observatório do Fediverso: alquimidia.org/fediverso/ Relatórios Técnicos SANTINI, R. M., BORGES, M., FERREIRA, F., SALLES, D. G., GRAEL, F., & BARROS, C. E. (2023). NETLAB. Estudo da campanha contra o PL 2630 e regulamentação das plataformas digitais. 2023. (p. 23). UFRJ. https://netlab.eco.ufrj.br/post/estudo-da-campanha-contra-o-pl-2630-e-regulamenta%C3%A7%C3%A3o-das-plataformas-digitais Notícias e Reportagens BONIFAZ, R. (2023, outubro 5). Redes libres y federadas: Construyendo el fediverso – Por una Internet Ciudadana. https://al.internetsocialforum.net/2023/10/05/redes-libres-y-federadas-construyendo-el-fediverso/   BLOOMBERG. Bloqueio do X no Brasil custa milhões de usuários a Musk, mas afeta pouco a receita dos negócios. O Globo, Rio de Janeiro, 5 set. 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2024/09/05/bloqueio-do-x-no-brasil-custa-milhoes-de-usuarios-a-musk-mas-afeta-pouco-a-receita-dos-negocios.ghtml. CORREIO DA MANHÃ. Milhares de utilizadores abandonam a rede social X no dia da tomada de posse de Trump. Correio da Manhã, Lisboa, 20 jan. 2025. Disponível em: https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/milhares-de-utilizadores-abandonam-a-rede-social-x-no-dia-da-tomada-de-posse-de-trump.  DEUTSCHE WELLE. German institutions depart X, a day after Musk’s Weidel talk. Deutsche Welle, Bonn, 10 jan. 2025. Disponível em: https://www.dw.com/en/german-institutions-depart-x-a-day-after-musks-weidel-talk/a-71266331.  DEUTCH, J., ALBORNOZ, D., & JOHNSON, O. (2024). Resumen ejecutivo: Explorando una transición hacia plataformas de redes sociales alternativas para organizaciones de justicia social en el mundo mayoritario. The Engine Room. https://www.theengineroom.org/wp-content/uploads/2024/12/Resumen_Ejecutivo_Explorando-una-transicion_29-11-24.pdf  JACOBS, E. (2024, novembro 22). Profissionais começam nos EUA abandono em massa de rede social X, de Elon Musk. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/tec/2024/11/profissionais-comecam-abandono-em-massa-de-rede-social-x-de-elon-musk.shtml  LEÓN, Lucas Pordeus. Big techs dos EUA influenciaram sanção de Trump contra o Brasil. Agência Brasil, Brasília, 10 jul. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/big-techs-dos-eua-influenciaram-sancao-de-trump-contra-o-brasil  LIBERIA.SITE. Mastodon Statistics. libera.site, [S.l.], 6 mar. 2026. Disponível em: https://libera.site/channel/mastodon  MORAES, Gabriel Boscardim de; SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. et al. Manifesto pela Soberania Digital nas Universidades Públicas Brasileiras. Soberania.Digital, [S.l.], 19 ago. 2024. Disponível em: https://soberania.digital/manifesto-pela-soberania-digital-nas-universidades-publicas-brasileiras-2/  PORTAL TELA. Associações ambientalistas abandonam X em protesto contra ‘perigo para a democracia’. Portal Tela, [S.l.], 17 jan. 2025. Disponível em: https://www.portaltela.com/noticias/internacional/2025/01/17/associacoes-ambientalistas-abandonam-x-em-protesto-contra-perigo-para-a-democracia/ SCOFIELD, Laura; VIANA, Natalia. Como as Big Techs mataram o PL das Fake News. Agência Pública, São Paulo, 9 set. 2025. Disponível em: https://apublica.org/2025/09/como-as-big-techs-mataram-o-pl-das-fake-news/ 

Os Pingos nos Is
Irã agradece Lula / PL denuncia acordo para barrar CPMI do Master

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 119:56


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (02):O Irã agradeceu publicamente o posicionamento do governo Lula (PT) após os bombardeios que resultaram na morte de Ali Khamenei. Em nota divulgada pelo Itamaraty no mesmo dia das ações, o Brasil condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel e defendeu que o conflito seja resolvido por vias diplomáticas. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Donald Trump falhou com a direita brasileira ao não oferecer apoio mais incisivo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, havia expectativa de uma postura mais firme do líder norte-americano em relação às pautas defendidas pelo grupo, como a anistia aos condenados pelos atos de 08 de Janeiro. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o líder do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), teria oferecido um acordo para derrubar o veto ao projeto da dosimetria em troca da não instalação da CPMI do Banco Master. A declaração foi feita durante entrevista a uma emissora de TV.Reportagem do jornal O Globo revela que, antes da liquidação do Banco Master, Daniel Vorcaro desembolsava cerca de R$ 400 mil por semana para manter influência e simpatia. As festas aconteciam todas as terças-feiras em um bar na Alameda Lorena, no bairro dos Jardins, em São Paulo.Milhares de pessoas participaram do ato “Acorda Brasil” na Avenida Paulista e em outras capitais do país. O evento foi liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que discursou como pré-candidato à Presidência. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nas redes sociais um trecho de entrevista em que critica ataques recebidos de integrantes da própria direita, incluindo aliados de Eduardo e Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Ele afirmou que apoiou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desde o início, mas que sua estratégia de dialogar com outros públicos gerou insatisfação. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou uma carta manuscrita em que lamenta críticas feitas por integrantes da própria direita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A mensagem foi tornada pública pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). No texto, Bolsonaro afirma que pediu para Michelle se envolver na política apenas após março de 2026, destacando que ela está dedicada à recuperação da filha e aos seus cuidados de saúde. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

E o Resto é História
Há 110 anos, a Alemanha declarou guerra a Portugal

E o Resto é História

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 40:51


No dia 9 de Março de 1916, a Alemanha declarou oficialmente guerra a Portugal, com o qual já estava oficiosamente em conflito desde 1914. Milhares de portugueses morreram nos campos da FlandresSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã – 28/02/2026 | EUA e Israel atacam o Irã

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 359:48


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (28): A escalada de tensão no Oriente Médio atinge um nível crítico. Fabrizio Neitzke, relata que a pressão norte-americana se intensificou após a estagnação das negociações sobre o acordo nuclear iraniano. O cenário de alerta máximo foi disparado quando o governo dos EUA emitiu um comunicado urgente recomendando que seus diplomatas deixassem Israel o quanto antes, temendo retaliações. Milhares de soldados americanos estão em perigo. Após o ataque direto ao Irã, as bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio, como a de Al Udeid no Catar, tornaram-se alvos em potencial para o regime iraniano.Entenda as consequências geopolíticas da "Operação Fúria Épica" e como o Irã está respondendo militarmente a Israel e aos Estados Unidos. O jornalismo da Jovem Pan News traz o relato de Michelle Goldenfeld, uma brasileira que mora a apenas 20 minutos de Tel Aviv, em Israel, sobre o momento exato em que os ataques iranianos começaram a atingir o país. Em entrevista, Michelle conta que o clima de tensão já vinha escalando nos últimos dias, mas a situação atingiu o ápice quando as sirenes de alerta soaram pela manhã. Ela descreve a urgência de se abrigar no quarto antibombas (bunker) da residência e o som contínuo dos alarmes que ecoaram. Em declaração direta, Trump confirmou que as Forças Armadas americanas iniciaram grandes operações de combate dentro do território do Irã. O presidente justificou a ofensiva militar afirmando que o objetivo principal é defender o povo americano e eliminar as "ameaças iminentes do regime iraniano", classificando os líderes do país como um "grupo perverso de pessoas cruéis e terríveis". Na madrugada deste sábado (28), Estados Unidos e Israel atacaram o Irã com mísseis. Para entender o peso geopolítico dos recentes ataques, a bancada recebe o professor de Relações Internacionais, José Niemeyer. Logo de início, o especialista classifica a atual escalada como uma "guerra conflagrada e real" ocorrendo no sistema internacional. Ele alerta que o cenário já se configura como uma guerra convencional, onde dois Estados soberanos uniram forças contra um terceiro Estado soberano, o Irã. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou a situação no Irã como "muito perigosa" e confirmou que as autoridades já monitoram cenários para eventuais repatriações de cidadãos europeus que estão em zonas de risco. Como primeira medida de segurança, gigantes da aviação europeia, como Lufthansa e Air France, suspenderam seus voos para a região. O jornalismo da Jovem Pan News recebe o professor de relações internacionais, Danilo Porfírio, para analisar a estratégia militar dos Estados Unidos na escalada do conflito contra o Irã. O especialista afasta o temor de que o mundo presencie um desgaste semelhante ao ocorrido na Guerra do Iraque. O presidente da França, Emmanuel Macron, utilizou as redes sociais para fazer um duro alerta, afirmando que a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã traz "consequências graves para a paz e a segurança internacional". O editor de internacional, Fabrizio Neitzke, detalha os pontos centrais do comunicado de Macron. O presidente francês garantiu que a França está preparada para proteger seus cidadãos, interesses e países parceiros na região. O jornalismo da Jovem Pan News repercute o posicionamento oficial do Brasil diante do agravamento do conflito no Oriente Médio. O governo brasileiro expressou "grave preocupação" com os ataques coordenados pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano. No comunicado, o Brasil apela para que todas as partes envolvidas respeitem o direito internacional e exerçam "máxima contenção" para evitar uma escalada ainda maior das hostilidades. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

ONU News
OIM mobiliza apoio após chuvas intensas deslocarem milhares em Minas Gerais

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 1:15


Mais de 3.500 pessoas foram deslocadas após chuvas recorde atingirem Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá, no estado do sudeste, que matou mais de 50 pessoas.

ONU News
ONU reforça apoio a milhares de moçambicanos afetados pelas cheias

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 2:20


Foco das equipes no terreno é garantir que assistência chegue para as pessoas mais afetadas; chefe de Avaliação e Coordenação de Desastres destaca importancia do apoio internacional; dados indicam mais de 171 mil casas inundadas, 229 unidades de saúde danificadas e 355 escolas afetadas. 

ONU News
Ataques continuam forçando a evacuação de milhares de pessoas na Ucrânia

ONU News

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 1:07


Agências da ONU e parceiros ajudaram na transferência de 1,3 mil menores e suas famílias de comunidades da linha de frente; ataque de drones em Donetsk atingiu comboio que transportava mais de 200 pessoas, segundo autoridades de Kyiv.

ONU News
Peritos internacionais apreensivos com situação de menores e imigração nos EUA

ONU News

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 1:32


Milhares de menores desacompanhados enfrentam processos; corte de financiamento federal deixou vários deles sem representação legal; peritos alertam para os riscos de violações dos direitos das crianças.

Brasil Paralelo | Podcast
O TESTEMUNHO DE FÉ DE TIBA CAMARGOS

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 14:17


Tiba Camargos é conhecido no meio católico por falar sobre família, casamento, paternidade e vida de oração com calma, firmeza e profundidade. Neste programa especial, ele conta como um simples passeio em família terminou em um acidente que o deixou tetraplégico — e como a fé tem sustentado cada passo desde então. Ao ver o filho em perigo em um rio, Tiba não hesitou: pulou para salvá-lo. No mergulho, bateu a cabeça em uma pedra submersa e perdeu os movimentos do pescoço para baixo. A partir desse momento, sua vida, da esposa Déa e dos 11 filhos mudou para sempre. O que poderia ser apenas uma tragédia se transformou em um grande testemunho de fé. Milhares de pessoas em todo o Brasil se uniram em oração, organizaram correntes espirituais, novenas, vigílias e até uma vaquinha online para ajudar no tratamento. Enquanto isso, Déa assumiu a rotina da casa, das crianças e ainda compartilhava, nas redes sociais, cada etapa da recuperação: hospital, fisioterapia, limitações e pequenos avanços.