POPULARITY
In this edition, arts24 decamps to the south of France for a special show from the world-renowned Avignon theatre festival as it celebrates its 80th edition. Korean is this year's guest language at the event, offering audiences an insight into drama, dance and literary work from Korean artists. We also check out Julien Gosselin's high-tech, literary exploration of evil in ‘Maldoror', on stage at the Palais des Papes and talk to Egyptian director Ahmed El Attar about his recent work.
À l'occasion de la parution de La Nouvelle Revue Française d'été, et de la création Maldoror de Julien Gosselin, des écrivaines et écrivains français témoignent de l'apport majeur de Roberto Bolaño, auteur de 2666 à la littérature mondiale et partagent une expérience de lecture. Avec : - Blandine Rinkel, écrivaine et critique littéraire - Mohamed Mbougar Sarr, romancier sénégalo-français Rencontre animée par Olivia Gesbert, rédactrice en chef de la Nouvelle Revue Française. Crédits photo : © Robin Kuchler / Festival d'Avignon
durée : 00:09:15 - Le masque et la plume - par : Rebecca Manzoni - Adaptée de l'œuvre de Roberto Bolaño, la nouvelle création de Julien Gosselin s'installe au Palais des Papes. Un spectacle monumental articulant théâtre, cinéma et musique, à découvrir prochainement sur Arte et à l'Odéon. - équipe : Stéphane Le Guennec, Ilinca Negulesco - invités : Pierre Lesquelen Critique à I/O Gazette et Détectives sauvages, dramaturge et enseignant-chercheur, Fabienne Pascaud Journaliste chez Télérama, Sandrine Blanchard Journaliste au Monde, Laurent Valière Producteur Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
durée : 00:48:41 - Le masque et la plume - par : Rebecca Manzoni - Le Masque et la Plume prend ses quartiers d'été à Avignon. Au menu : "La Parabole du Seum" de Rébecca Chaillon, "Maldoror" de Julien Gosselin à la Cour d'honneur, Jatahy et Moura pour "Un procès - après l'ennemi du peuple", "SarkHollande" de Léo Cohen-Paperman... Cinq spectacles décortiqués à chaud. - équipe : Stéphane Le Guennec, Ilinca Negulesco - invités : Fabienne Pascaud Journaliste chez Télérama, Pierre Lesquelen Critique à I/O Gazette et Détectives sauvages, dramaturge et enseignant-chercheur, Sandrine Blanchard Journaliste au Monde, Laurent Valière Producteur Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
Pour questionner la démocratie, Élise Chatauret fait voter le public sur le choix de la garniture d'une pizza dans sa pièce Nos assemblées à voir en ce moment au théâtre du Train bleu, dans le cadre de la programmation Off du Festival d'Avignon. Une fois de plus partie du terrain et d'un travail documentaire, la metteuse en scène propose un spectacle ludique et didactique sans être pesant. À lire aussiFestival d'Avignon: «Maldoror», la pièce de trop de Julien Gosselin?
Pour questionner la démocratie, Élise Chatauret fait voter le public sur le choix de la garniture d'une pizza dans sa pièce Nos assemblées à voir en ce moment au théâtre du Train bleu, dans le cadre de la programmation Off du Festival d'Avignon. Une fois de plus partie du terrain et d'un travail documentaire, la metteuse en scène propose un spectacle ludique et didactique sans être pesant. À lire aussiFestival d'Avignon: «Maldoror», la pièce de trop de Julien Gosselin?
O Festival de Avignon arrancou a 4 de Julho, e junta, durante três semanas, milhares de pessoas, para esta 80ª edição. Este é o epicentro da história contemporânea do teatro, dirigido pelo encenador, dramaturgo e actor português Tiago Rodrigues. Este ano, há 47 espectáculos, dois de encenadoras lusófonas e a língua convidada é o coreano. Há uma maioria inédita de criadoras mulheres e a linha de força é um enorme ponto de interrogação estampado um pouco por todo o lado nas ruelas da cidade francesa. O teatro anda à solta, sem rédeas, pela cidade de Avignon. Bem-vindos ao “país do teatro, à república independente das artes performativas”, nas palavras e na companhia de Tiago Rodrigues, um dos fazedores desta “fábrica de memórias inesquecíveis para o público”. Uma dessas “memórias” é a primeira maratona teatral em português, de dez horas, com a apresentação, a 12 e 13 de Julho, da Trilogia Cadela Força de Carolina Bianchi. Outra é o espectáculo de cinco horas do francês Julien Gosselin, “Maldoror”, que Tiago Rodrigues acredita que “vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial”. E outra, ainda, é a peça “Um julgamento - Depois do inimigo do povo” que descreve como “uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita, repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura e com um elenco magistral à volta de Wagner Moura que tem uma prestação absolutamente sublime”. Nesta 80ª edição, “os questionamentos” são a bandeira de um festival que sempre foi sintoma e espelho dos tempos que correm. Este é também “um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade”, reitera o artista, destacando que “em França, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação estão a ser ameaçadas”. Mais ainda, em França – diz – “já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios”. E, assim, a menos de um ano das próximas eleições presidenciais em França, onde a extrema-direita cresce, Tiago Rodrigues, enquanto director desta instituição e não apenas como cidadão e autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, toma já posição e pede às pessoas para não deixarem a extrema-direita chegar ao Palácio do Eliseu. Tiago Rodrigues, português, emigrante, inscreve-se numa longa linhagem histórica de emigração portuguesa para França, mas esta é também uma história familiar e é a história que inspira o seu próximo espectáculo, revelou à RFI em primeira mão. O pai, Rogério Rodrigues, exilou-se em França durante o Estado Novo, o filho é agora o director do maior festival francês de artes cénicas e serve com a sua arte o que chama de “dívida de gratidão” que tem com a sociedade francesa por ter acolhido o pai quando este precisava. RFI: Queria começar com uma expressão que o Tiago Rodrigues gosta muito de usar, que é “o país do teatro”. O festival está na 80ª edição. Até que ponto Avignon continua a ser a capital mundial do teatro? Tiago Rodrigues, Director do Festival de Avignon: “Eu acho que cada vez mais, com o passar do tempo, aquilo que era uma utopia imaginada por Jean Vilar, o encenador que em 1947 funda este festival logo a seguir à Segunda Guerra Mundial, numa sociedade muito dividida e pensa que talvez um festival durante as férias das pessoas - e é preciso relembrar que as férias pagas eram uma novidade na época - durante as férias pagas das pessoas, podia ser um festival que permitisse ao público viver experiências que eles não teriam oportunidade, nem tempo para viver durante o ano, portanto, grandes aventuras teatrais em lugares monumentais que obrigariam a viajar. E é assim que nasce esta ideia, esta utopia de um país do teatro. Um lugar onde viajamos como quem viaja para fazer turismo, como quem viaja para se repousar. E aqui viajamos, sim, pelo turismo, pelo repouso, mas sobretudo pela descoberta dos espectáculos, pela descoberta de uma grande quantidade de estéticas e de visões de um mundo muito diferentes entre si. O tempo fez com que, ao fim de 80 edições, possamos dizer que este é o país do teatro, a república independente das artes performativas. O público vem precisamente com essa sede de ver espectáculos que talvez não tivesse tempo de ver durante o ano. Por exemplo, 'Maldoror', o espectáculo de Julian Gosselin, um grande encenador que dirige o teatro do Odéon, um dos teatros nacionais franceses, e que faz um espectáculo de cinco horas, poderíamos dizer que cinco horas é ambicioso, mas é um espectáculo magistral. O que nós vemos é que ao fim das cinco horas, por volta das duas e meia, três da manhã, todo o público está lá, aplaudiu de pé e viveu essa aventura colectiva que é singular, que só se vive em Avignon, estar num palácio sob as estrelas e ver uma obra de arte que, no meu entender, este ‘Maldoror' vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial.” É português, é o primeiro director estrangeiro a dirigir o festival. Esta é a sua quarta edição como director. Conhece os talentos e as dificuldades das artes performativas portuguesas, brasileiras, de dança contemporânea moçambicana e cabo-verdiana, por exemplo, mas este ano só há duas peças lusófonas no cartaz… “Eu permito-me corrigir o “só”, “só há”. O Festival de Avignon é um festival de nomes de expressão mundial e, portanto, é um festival que tem que estar atento a tudo o que se passa no mundo. Saber que, por exemplo, este ano há duas artistas brasileiras e saber que estas duas artistas brasileiras lusófonas, Christiane Jatahy e Carolina Bianchi, que são duas das grandes artistas desta edição, são duas artistas que vêm de um só país lusófono, numa possibilidade de mais ou menos - é discutível a quantidade de países que existe no mundo, mas digamos que são duas centenas, porque depois há questões de legitimidade de algumas fronteiras, etc - mas digamos que em 200 países haver dois espectáculos, ambos vindos do Brasil ou de criadores brasileiros, criadoras neste caso, é, de qualquer das formas, um foco muito importante, uma atenção muito importante. Há muitos países que não estão representados no festival. Este ano, há uma representação de 14 países e, portanto, digamos que a maioria dos países do mundo não estão presentes no ano. A criação lusófona tem duas presenças e, portanto, acho que estamos numa quantidade, numa proporção muito benéfica para a criação lusófona.” Mas o que eu queria mesmo saber - e já percebeu onde quero chegar - é quando é que Avignon vai convidar a língua portuguesa? “Bom, o que eu posso dizer é que recentemente fui reconduzido para um segundo mandato, portanto, serei director do Festival até 2030. E estou muito feliz, muito vaidoso mesmo dessa possibilidade, mas também é um grande privilégio e uma grande responsabilidade também. E sem dúvidas que a língua portuguesa, eu digo desde o início, tem todo o mérito, toda a riqueza, toda a diversidade contemporânea e, sobretudo, toda a grande qualidade das criadoras e dos criadores, sejam portugueses, brasileiros, moçambicanos, angolanos, cabo-verdianos para estar presente no festival. Eu recordo que a lusofonia tem estado muito presente nos últimos anos no festival. No ano passado, a abertura do festival fez-se com uma artista cabo-verdiana, Marlene Monteiro Freitas, foi a primeira vez que Cabo Verde esteve na Cour d'Honneur du Palais des Papes e abriu este festival, ainda por cima no ano em que se celebrava os 50 anos da independência desse país-irmão do meu país-natal, Portugal. E, portanto, temos feito um trabalho de abertura, de aproximação do público de Avignon à criação lusófona ou em língua portuguesa. Sem dúvida que até 2030 a língua portuguesa será certamente uma das línguas convidadas no festival.” A Carolina Bianchi vem ao Festival de Avignon pela segunda vez para apresentar não só o terceiro capítulo da sua Trilogia Cadela Força aqui iniciada, como a trilogia completa, o que perfaz dez horas seguidas de maratona teatral. Isto também é histórico. Já houve maratonas teatrais em Avignon, mas em língua portuguesa, se calhar não… “Em língua portuguesa nunca houve uma aventura destas e estamos muito felizes de poder acompanhar a Carolina e toda a sua equipa da Companhia Cara de Cavalo nisto, que é uma aventura inédita. É o tipo de aventuras que só se pode viver em Avignon, dez horas de teatro. Antes que Carolina Bianchi fosse conhecida do público francês ou europeu, apresentámo-la pela primeira vez em 2023 e logo na altura sabíamos que estávamos comprometidos com continuar a acompanhar a sua trilogia. Entretanto, Carolina Bianchi ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza, tornou-se numa artista absolutamente reconhecida a nível não apenas europeu, mas mundial. Queríamos estar no lugar do término desta trilogia, a acompanhar a aventura até ao fim e, sobretudo, permitir ao público de descobrir pela primeira vez a trilogia completa inédita. É uma grande aventura para a companhia, que exige enormemente. Também exige do público e das equipas técnicas e de acolhimento. Estamos muito felizes aqui em Avignon de poder propor ao público estas aventuras, porque, como nós costumamos dizer, nós queremos ser uma fábrica de memórias inesquecíveis. E é isso que queremos propor: uma memória inesquecível ao público.” A encenadora brasileira Christiane Jatahy também traz uma peça com um forte teor político. Qual é este alerta também em língua portuguesa que esta peça traz para os dias de hoje? “Christiane Jatahy, acompanhada de Wagner Moura, grande actor que foi este ano nomeado para os Óscares, que ganhou o Globo de Ouro, que ganhou o prémio de interpretação masculina em Cannes no ano passado e, portanto, de alguma forma, é um dos grandes protagonistas deste festival, juntaram-se para - ele actor, ela encenadora, mas ambos como autores do texto deste espectáculo - nos apresentarem um espectáculo que não é uma adaptação de ‘Um Inimigo do Povo' de Henrik Ibsen, mas que se inspira dessa história do dramaturgo norueguês para inventar um processo em tribunal onde se pergunta se alguém que denunciou a contaminação das águas de uma cidade é um herói que tentou ajudar as pessoas, salvar a saúde das pessoas, ou se é um inimigo do povo, alguém que destruiu a economia dessa cidade que dependia das termas, de um spa e dos turistas que vinham. Há um julgamento dessa pessoa e é um julgamento muito também sobre o risco dos julgamentos populares em opinião pública na época das redes sociais, na época em que toda a gente pode exprimir uma opinião, caluniar, difamar e destruir uma reputação publicamente muito facilmente. É uma questão de debate sobre a legitimidade de um gesto político de denúncia, sobre o diálogo entre saúde pública e a economia, essa tensão, também sobre a ecologia muito presente no espectáculo e é, sobretudo, uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita e repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura, com um elenco magistral à volta de Wagner Moura, que tem uma prestação absolutamente sublime. Uma peça que nos chega agora de Lisboa, esteve mesmo agora em Portugal em digressão e que é o resultado de uma encomenda que o Festival de Avignon fez com o Holland Festival de Amsterdão e com o Festival de Edimburgo, que são os três festivais europeus fundados no mesmo verão de 1947. Juntos queremos colaborar, continuar a colaborar também para o ano, quando fizermos 80 anos os três festivais e, para este início de colaboração, lançámos o desafio a Christiane Jatahy e a Wagner Moura de criar esta peça e estamos muito felizes. É uma das peças pilar da programação do festival este ano. E muito feliz também que seja a segunda peça falada em português.” Desde a sua primeira edição como director artístico do festival, apresentou “Na Medida do Impossível” e “By Heart” em 2023, “Hécuba, não Hécuba”, em 2024, “A Distância”, em 2025. Antes de ser director, já tinha apresentado “António e Cleópatra”, “Sopro” e “O Cerejal”. Este ano não apresenta peça sua. Posso perguntar porquê? “Porque acho que é importante que o meu trabalho artístico esteja sempre ao serviço do festival e nunca o contrário. E isso exige equilíbrio. Exige, no meu entender - e é a escolha responsável que eu tento fazer - que o meu trabalho não esteja necessariamente sistematicamente presente enquanto artista na programação do festival para deixar espaço a outros, para permitir precisamente que o festival não trabalhe a meu favor, mas o contrário, que quando eu apresento um trabalho, uma peça, um espectáculo no Festival de Avignon, seja para contribuir à programação e também contribuir, de certa maneira, à economia do festival. As digressões dos meus espectáculos produzem receitas que favorecem o festival e que nos permitem convidar outros artistas do festival. E, portanto, eu acredito que o director do Festival de Avignon ou a directora, se forem artistas, devem fazer o seu trabalho no festival, mas devem fazer com a medida que permite que seja o seu trabalho a estar ao serviço do festival e nunca o contrário, como disse. O Tiago Rodrigues é imigrante em França. Não vai poder votar nas presidenciais francesas do próximo ano porque é preciso nacionalidade francesa para isso. Como é que o autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas” olha para estas eleições, nomeadamente depois de Marine Le Pen ter confirmado que se vai candidatar? “Não é apenas o autor de ‘Catarina e a Beleza de Matar Fascistas' ou o cidadão Tiago Rodrigues, mas é também o director do Festival de Avignon que toma posição e a posição é muito clara. O Festival de Avignon já pôde fazê-lo no passado, nas legislativas de 2024, que aconteceram ao mesmo tempo que o festival. O Festival de Avignon fez apelo a uma barragem à extrema-direita e, portanto, à União Nacional de Marine Le Pen, e fez um apelo ao voto no campo democrático. Eu não considero, o Festival de Avignon institucionalmente não considera, que a extrema-direita pertence ao campo democrático. A nossa posição é muito clara. Fazemos um apelo à participação nas eleições e é uma barragem clara, sem ambiguidades, à extrema-direita. Será também o caso para as presidenciais, como foi, aliás, para as municipais de Avignon, onde a extrema-direita perdeu uma derrota forte depois também de o festival ter tomado posição e ter anunciado que não trabalharia com a extrema-direita se esta tomasse o poder na cidade de Avignon. Felizmente não foi o caso e não será o caso, eu creio, também nas presidenciais. Sinto muita confiança na lucidez democrática das francesas e dos franceses.” Avignon é, historicamente, a cidade-teatro aberta à contestação, o festival sempre foi politicamente atravessado pelo seu tempo, como acaba de dizer, assim como em Maio de 68, os debates pós-coloniais, as crises migratórias. Este ano, qual é a causa a atravessar esta edição? “Cada Festival de Avignon é, por um lado, um sintoma de implicação com a actualidade, com os grandes fenómenos da actualidade e, portanto, a cada festival vemos novas questões, novas causas, novos debates a surgirem. E é também por isso que este ano quisemos celebrar esta 80ª edição, pondo as questões e os questionamentos no centro do discurso. Este é um festival que desde 1947, por 80 ocasiões, colocou questões ao mundo, as questões dos artistas, acompanhando os artistas a criar espectáculos que traduzem os seus questionamentos e permitindo ao público de se apropriar destas questões para ter os seus debates. O Festival é muito conhecido pelos seus debates, apaixonantes e apaixonados, por vezes bem intensos, e nós gostamos que seja assim. Gostamos que seja assim, aqui no Café das Ideias, onde estamos e onde acontecem todas as manhãs grandes debates, mas também nas ruas, nas praças, espontaneamente. Discutindo espectáculos, nós discutimos o mundo e questionamos o mundo. Este ano, como todos os anos, julgo que a questões que atravessam a actualidade, seja questões ligadas, por exemplo, às eleições presidenciais, questões ligadas à crise climática, às vagas de calor e à aceleração de medidas que os governos têm que tomar para combater a crise climática, defender a biodiversidade, mas também a vida e o bem-estar das pessoas e questões que são intemporais. Este ano temos, por exemplo, dois Hamlet, portanto, a questão de ‘ser ou não ser', que já existe há 400 anos, aqui está de novo. É esta mistura de questão política e questão íntima, de questão pública e questão individual, que anima a cada ano o festival que quer continuar a ser um festival de liberdade de expressão, de implicação com o mundo, mas com uma grande pluralidade de pontos de vista. Não é um festival de pensamento único que está aqui para convencer as pessoas seja do que for. É um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade, e deve dizer-se isto várias vezes, numa França onde, infelizmente vemos, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação a ser ameaçada. A França não é imune a isso. Já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios de França. Aqui em Avignon, a primeira coisa que podemos fazer para responder a essa ameaça é praticar toda a liberdade de criação, toda a liberdade de expressão.” É essa a sua assinatura mais pessoal nesta edição? Reafirmar a liberdade de criação junto dos artistas, dar-lhes um espaço seguro aqui no festival? “Eu não acredito em assinaturas pessoais. Isto é o trabalho de mais de 700 pessoas que organizam este festival. O pensamento do festival não emana apenas de mim, é de dezenas de pessoas, de centenas de discussões, ele emana dos artistas e emana do público. E eu convido sempre quem me coloca essa questão de ‘Qual é a marca que tu, enquanto director, queres imprimir? Qual é o teu cunho pessoal?' O meu cunho pessoal é: Perguntem às pessoas na rua o que sentem em relação a este festival, como estão a vivê-lo. É permitir colocar-me ao serviço desta história, desta aventura colectiva que atravessa gerações. São os filhos que transmitiram aos netos, que transmitem aos vindouros este amor do teatro e este amor de poder juntar-se sem ser à volta de uma mesma ideia, juntar-se à volta do debate, à volta do facto de podermos estar juntos, felizes, a desfrutar das artes do teatro em desacordo. Este desacordo é o princípio do diálogo e o diálogo é o fundamento da democracia.” Falou da questão da filiação, da transmissão intergeracional. Está em França há quatro anos. Emigrou como o seu pai e como tantos milhares de portugueses o fizeram no século XX, durante a ditadura portuguesa. O seu pai foi acolhido pela França e o Tiago é convidado pela França para dirigir o maior festival de teatro francês, quando justamente há esta ameaça de a extrema-direita chegar ao poder. Isto é uma história que poderia dar uma peça de teatro. Qual é o poder simbólico desta história no contexto político actual? “Devo dizer que, enquanto director do Festival de Avignon, português, saber que estou ao serviço desta aventura, dos valores democráticos, republicanos, progressistas deste festival que é um festival também ecologista, feminista, anti-racista porque defende esses valores da democracia, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, saber-me ao serviço destes valores, através deste festival, é para mim, de alguma forma, tentar também pagar a dívida de gratidão que tenho em relação à sociedade francesa que acolheu o meu pai quando o meu pai precisava de ser acolhido.” Obrigada por continuar a transmitir esta história e obrigada por também transmitir a história da emigração. “Vou dizê-lo para a RFI, é a primeira vez que falo disto publicamente: acho que será o tema do meu próximo espectáculo.”
durée : 00:42:39 - Les émissions culturelles de France Culture - par : Chloë Cambreling - Le Festival d'Avignon met à l'honneur la création contemporaine : la musicienne Laura Antunes et la chorégraphe Mathilde Monnier présentent leur spectacle "Silence". Puis, focus sur "Maldoror" de Julien Gosselin, spectacle d'ouverture du festival, avec les comédiens Denis Eyriey et Victoria Quesnel. - équipe : Olivier Bétard, Zoé Couppé, Louis Cosnard, Alice Puydebois, Louan Chailleux - invités : Lucie Antunes Musicienne, Mathilde Monnier Chorégraphe, Victoria Quesnel Comédienne, Denis Eyriey Comédien Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France
Ce 4 juillet s'ouvre le 80ᵉ Festival d'Avignon, avec plus de 1 400 spectacles dans le Off, près d'une cinquantaine dans le In et le coréen comme langue invitée. L'ouverture, comme il se doit, se fera dans la Cour d'honneur du palais des Papes, avec la pièce Maldoror, signée Julien Gosselin, directeur du Théâtre de l'Odéon et un habitué du festival. Le plus grand rassemblement de théâtre accueillera les festivaliers durant trois semaines en ce mois de juillet. À voir aussi À lire aussiLe 80e Festival d'Avignon affronte le Mal, invite la langue coréenne et défend la culture Avignon 2025: Tiago Rodrigues en un mot, un geste et un silence
Ce 4 juillet s'ouvre le 80ᵉ Festival d'Avignon, avec plus de 1 400 spectacles dans le Off, près d'une cinquantaine dans le In et le coréen comme langue invitée. L'ouverture, comme il se doit, se fera dans la Cour d'honneur du palais des Papes, avec la pièce Maldoror, signée Julien Gosselin, directeur du Théâtre de l'Odéon et un habitué du festival. Le plus grand rassemblement de théâtre accueillera les festivaliers durant trois semaines en ce mois de juillet. À voir aussi À lire aussiLe 80e Festival d'Avignon affronte le Mal, invite la langue coréenne et défend la culture Avignon 2025: Tiago Rodrigues en un mot, un geste et un silence
Dans L'Apocalypse d'Adam et Aimée, Adama Diop poursuit son travail de création et revisite l'œuvre fondatrice du poète, Aimé Césaire, Cahier d'un retour au pays natal. Le père, Adam, figure tutélaire, fatiguée, crépusculaire, raconte l'apocalypse à sa fille, Aimée. Pour ce faire, il reprend parfois les mots d'Aimé, le grand Césaire. Un baisser de rideau pour l'humanité, écrit et incarné par Adama Diop, qui se joue actuellement au Théâtre du Rond-Point. Être la bouche des malheurs qui n'ont point de bouche Le spectacle se construit sur des échos : ‘Aimée' rappelle ‘Aimé', Adama est ‘Adam', le premier homme qui est aussi le dernier, et qui est encore l'interprète présent devant son public. Les voix de tous se prolongent, se répondent et se confondent. Adama Diop évoque un « rapport presque radiophonique à dire de la littérature ». Sur scène, Adama Diop porte un costume brodé de fleurs rouges et déclame dans un décor minimaliste, où la nature reprend progressivement ses droits. Il parle pour le végétal menacé, pour les espèces animales disparues, et la poésie perdue. À travers sa lecture, Adama Diop explique avoir voulu permettre à la poésie de reprendre ses droits sur le plateau de théâtre. L'Apocalypse d'Adam et Aimée est une pièce qu'il qualifie plutôt de « grand poème », poème qui rend hommage à un autre : le Cahier d'un retour au pays natal. Genèse d'un récit de la fin des temps Au commencement, il y a donc le Cahier de Césaire, œuvre indomptable qui le suit depuis l'adolescence. Au commencement, il y a aussi une commande du musée de l'Orangerie à Adama Diop pour un texte sensé être lu in situ, avec en toile de fond les nymphéas de Monet. Les peintures de Monet sont symptomatiques d'une frénésie de dire le monde, dans laquelle se reconnait Diop. La civilisation déchue qu'il décrit est un peu la nôtre, documentée dans tous ses excès, le point de bascule dépassé. Entre retour et renoncement, fin et recommencement Pour Adama Diop, l'Apocalypse n'est pas juste la fin du monde. « L'Apocalypse, c'est aussi une révélation », rappelle-t-il. L'effondrement d'une société devient le moment de prise de conscience qui permet d'envisager le monde d'après, celui qui se dessine par-delà les décombres. On pourrait même épouser l'embrasement de « mini-apocalypses pour laisser place à des mondes plus ouverts, plus justes. » C'est bien la fin des temps qui permet au futur d'advenir. Si Adam ressasse le passé, Aimée est l'avenir, un futur au féminin. Elle assure la préservation de sa lignée et la survie de l'humanité... Le texte est à retrouver aux éditions Actes sud. Invité : Adama Diop, auteur, comédien et metteur en scène, né à Dakar, au Sénégal. Il se forme à partir de 2002 à l'ENSAD de Montpellier puis au CNSAD de Paris. En 2016, il est révélé dans la pièce-fleuve 2666 de Julien Gosselin. En 2018, il tient le rôle-titre dans Macbeth de Stéphane Braunschweig. En 2021, le rôle de Ermolaï dans la Cerisaie mis en scène par Tiago Rodrigues. En 2022, il est Othello dans la mise en scène de Jean-François Sivadier. En 2021, Diop crée au Sénégal l'« École internationale d'acteurs et d'actrices de Dakar » (EIAD), un lieu dédié à la formation et à la professionnalisation des comédiens et comédiennes issus de tout le continent africain. En 2024, il met en scène Fajar ou l'Odyssée de l'homme qui rêvait d'être poète. L'Apocalypse d'Adam et Aimée est sa deuxième mise en scène. Programmation musicale : Les artistes Meryl feat Umpa avec le titre Lajen.
Dans L'Apocalypse d'Adam et Aimée, Adama Diop poursuit son travail de création et revisite l'œuvre fondatrice du poète, Aimé Césaire, Cahier d'un retour au pays natal. Le père, Adam, figure tutélaire, fatiguée, crépusculaire, raconte l'apocalypse à sa fille, Aimée. Pour ce faire, il reprend parfois les mots d'Aimé, le grand Césaire. Un baisser de rideau pour l'humanité, écrit et incarné par Adama Diop, qui se joue actuellement au Théâtre du Rond-Point. Être la bouche des malheurs qui n'ont point de bouche Le spectacle se construit sur des échos : ‘Aimée' rappelle ‘Aimé', Adama est ‘Adam', le premier homme qui est aussi le dernier, et qui est encore l'interprète présent devant son public. Les voix de tous se prolongent, se répondent et se confondent. Adama Diop évoque un « rapport presque radiophonique à dire de la littérature ». Sur scène, Adama Diop porte un costume brodé de fleurs rouges et déclame dans un décor minimaliste, où la nature reprend progressivement ses droits. Il parle pour le végétal menacé, pour les espèces animales disparues, et la poésie perdue. À travers sa lecture, Adama Diop explique avoir voulu permettre à la poésie de reprendre ses droits sur le plateau de théâtre. L'Apocalypse d'Adam et Aimée est une pièce qu'il qualifie plutôt de « grand poème », poème qui rend hommage à un autre : le Cahier d'un retour au pays natal. Genèse d'un récit de la fin des temps Au commencement, il y a donc le Cahier de Césaire, œuvre indomptable qui le suit depuis l'adolescence. Au commencement, il y a aussi une commande du musée de l'Orangerie à Adama Diop pour un texte sensé être lu in situ, avec en toile de fond les nymphéas de Monet. Les peintures de Monet sont symptomatiques d'une frénésie de dire le monde, dans laquelle se reconnait Diop. La civilisation déchue qu'il décrit est un peu la nôtre, documentée dans tous ses excès, le point de bascule dépassé. Entre retour et renoncement, fin et recommencement Pour Adama Diop, l'Apocalypse n'est pas juste la fin du monde. « L'Apocalypse, c'est aussi une révélation », rappelle-t-il. L'effondrement d'une société devient le moment de prise de conscience qui permet d'envisager le monde d'après, celui qui se dessine par-delà les décombres. On pourrait même épouser l'embrasement de « mini-apocalypses pour laisser place à des mondes plus ouverts, plus justes. » C'est bien la fin des temps qui permet au futur d'advenir. Si Adam ressasse le passé, Aimée est l'avenir, un futur au féminin. Elle assure la préservation de sa lignée et la survie de l'humanité... Le texte est à retrouver aux éditions Actes sud. Invité : Adama Diop, auteur, comédien et metteur en scène, né à Dakar, au Sénégal. Il se forme à partir de 2002 à l'ENSAD de Montpellier puis au CNSAD de Paris. En 2016, il est révélé dans la pièce-fleuve 2666 de Julien Gosselin. En 2018, il tient le rôle-titre dans Macbeth de Stéphane Braunschweig. En 2021, le rôle de Ermolaï dans la Cerisaie mis en scène par Tiago Rodrigues. En 2022, il est Othello dans la mise en scène de Jean-François Sivadier. En 2021, Diop crée au Sénégal l'« École internationale d'acteurs et d'actrices de Dakar » (EIAD), un lieu dédié à la formation et à la professionnalisation des comédiens et comédiennes issus de tout le continent africain. En 2024, il met en scène Fajar ou l'Odyssée de l'homme qui rêvait d'être poète. L'Apocalypse d'Adam et Aimée est sa deuxième mise en scène. Programmation musicale : Les artistes Meryl feat Umpa avec le titre Lajen.
durée : 00:28:58 - Les Bonnes Choses - par : Caroline Broué - Deux invités, un chef et un metteur en scène, comme un pont entre deux arts, l'art culinaire et l'art théâtral. Alexandre Gauthier et Julien Gosselin interrogent ensemble ce que peut être une expérience artistique, à travers un repas pensé comme un moment à vivre, puis à laisser disparaître. - réalisation : Jean-Christophe Francis - invités : Julien Gosselin Metteur en scène de théâtre; Alexandre Gauthier Chef cuisinier
durée : 00:28:58 - Les Bonnes Choses - par : Caroline Broué - Deux invités, un chef et un metteur en scène, comme un pont entre deux arts, l'art culinaire et l'art théâtral. Alexandre Gauthier et Julien Gosselin interrogent ensemble ce que peut être une expérience artistique, à travers un repas pensé comme un moment à vivre, puis à laisser disparaître. - réalisation : Jean-Christophe Francis - invités : Julien Gosselin Metteur en scène de théâtre; Alexandre Gauthier Chef cuisinier
durée : 00:28:58 - Les Bonnes Choses - par : Caroline Broué - Deux invités, un chef et un metteur en scène, comme un pont entre deux arts, l'art culinaire et l'art théâtral. Alexandre Gauthier et Julien Gosselin interrogent ensemble ce que peut être une expérience artistique, à travers un repas pensé comme un moment à vivre, puis à laisser disparaître. - réalisation : Jean-Christophe Francis - invités : Julien Gosselin Metteur en scène de théâtre; Alexandre Gauthier Chef cuisinier
durée : 00:58:57 - Le Book Club - par : Marie Richeux - Le metteur en scène Julien Gosselin présente au théâtre de l'Odéon un spectacle de dix heures en forme de traversée. D'"Hiroshima mon amour" à "Savannah Bay" en passant par "L'Amante anglaise", en quoi l'œuvre de Duras résonne-t-elle si profondément aujourd'hui ? Réponse avec notre invité. - réalisation : Vivien Demeyère - invités : Julien Gosselin Metteur en scène de théâtre; Rita Benmannana élève du Conservatoire National d'Art Dramatique de Paris, promotion 2025; Juliette Cahon élève du Conservatoire National d'Art Dramatique de Paris, promotion 2025
durée : 00:06:26 - Le Masque et la Plume - par : Jérôme Garcin - Au théâtre de l'Odéon, le nouveau directeur Julien Gosselin propose une immersion vertigineuse dans l'univers de Marguerite Duras qui, malgré quelques réserves sur la longueur, a plutôt plu aux critiques théâtre de l'émission. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
durée : 00:03:24 - Le Regard culturel - par : Lucile Commeaux - Le metteur en scène et directeur du théâtre de l'Odéon Julien Gosselin donne avec des jeunes comédiens dix heures de Marguerite Duras, dix heures de désirs et de fureurs qui invitent, dans sa grammaire habituelle, à entendre une autrice dont le regard sur les personnages féminins pose question.
durée : 00:03:24 - Le Regard culturel - par : Lucile Commeaux - Le metteur en scène et directeur du théâtre de l'Odéon Julien Gosselin donne avec des jeunes comédiens dix heures de Marguerite Duras, dix heures de désirs et de fureurs qui invitent, dans sa grammaire habituelle, à entendre une autrice dont le regard sur les personnages féminins pose question.
durée : 00:17:40 - Les Midis de Culture - par : Marie Labory - Avec "Musée Duras", Julien Gosselin et seize jeunes interprètes du CNSAD explorent onze textes de Marguerite Duras réunis dans un musée imaginaire. Loin d'une rétrospective figée, le spectacle propose un face-à-face vivant, à découvrir sur dix heures ou par fragments aux Ateliers Berthier Paris 17 - réalisation : Laurence Malonda - invités : Marie Sorbier Productrice du "Point Culture" sur France Culture, et rédactrice en chef de I/O; Victor Inisan docteur en études théâtrales, dramaturge et critique
durée : 00:54:40 - Le grand atelier - par : Vincent Josse - Le metteur en scène Julien Gosselin retraverse l'œuvre protéiforme de Marguerite Duras : onze propositions scéniques distinctes à retrouver dans "Musée Duras" au Théâtre Odéon Bertier à Paris, jusqu'au 30 novembre. A ses côtés, le chef étoilé Alexandre Gauthier, de la Grenouillère. - réalisé par : Christophe IMBERT Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
durée : 03:58:28 - La Grande matinale - par : Sonia Devillers, Benjamin Duhamel, Florence Paracuellos, Anne-Laure Sugier - Ce matin sur France Inter, à 7h50, Eric Neuhoff, critique de cinéma, écrivain, élu à l'Académie française. À 8h20, Agnès Buzyn et Agnès Giannotti sur notre système de santé. Et à 9h20, Julien Gosselin, le directeur du théâtre national de l'Odéon pour son spectacle “Musée Duras”. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
Dans Musée Duras, Julien Gosselin retraverse l'œuvre protéiforme de Marguerite Duras à travers onze propositions scéniques. Aux côtés de seize interprètes issus de la promotion sortante du Conservatoire national supérieur d'art dramatique, le directeur de l'Odéon nous fait découvrir l'œuvre complète de Marguerite Duras sur une journée, avec les élèves de la promotion 2025 du Conservatoire national supérieur d'art dramatique de Paris. Un spectacle fleuve de dix heures assez hypnotique avec un rythme : celui des mots, celui de la musique, de la techno et des lumières stroboscopiques. Il y a aussi des scènes filmées en vidéo et projetées sur les écrans autour de la scène ; pour chaque texte, le dispositif change. On peut s'immerger dans l'homme Atlantique, la douleur, Hiroshima mon amour ou La Musica deuxième. Ce qui m'intéresse quand je monte un texte, ce n'est pas de rendre hommage à un auteur ou à une autrice, c'est de faire un théâtre d'aujourd'hui : c'est faire un théâtre vivant. Julien Gosselin Julien Gosselin explore aussi les thèmes de l'amour fou, «aimer à en mourir» un thème très durassien: «Je crois qu'une des choses fondamentales pour le théâtre, c'est qu'au fond, le théâtre n'est pas là pour montrer des sentiments raisonnables. On ne vient pas au théâtre pour voir des choses qui ressemblent de manière identique et molle à la vie. On vient voir des zones d'extrémité dont on pourrait dire qu'elles sont presque interdites». Marguerite Duras, née Marguerite Donnadieu le 4 avril 1914, près de Saigon (Vietnam), est une autrice, dramaturge, scénariste et réalisatrice française. Elle passe son enfance en Indochine française, une expérience qui marquera son œuvre. Après des études de droit, elle s'engage dans la Résistance pendant la Seconde Guerre mondiale et adopte le nom «Duras». Son mari, Robert Antelme, sera arrêté par la Gestapo et conduit vers les camps de Dachau et Buchenwald d'où il ressortira vivant. Elle s'inspirera de ces années pour écrire La douleur. L'œuvre de Marguerite Duras aborde les questions de la passion, de désir, de la solitude. Elle obtient le prix Goncourt en 1984 pour l'Amant. En 1959, elle écrit le scénario du film Hiroshima, mon amour, qui sera réalisé par Alain Resnais. Elle est également l'autrice de romans tels que Un barrage contre le Pacifique, Moderato cantabile, son style épuré a considérablement renouvelé la littérature française. Elle milita aussi activement contre la guerre en Algérie et s'engage pour les droits des femmes en signant le manifeste des 343, réclamant l'abrogation de la loi de 1920 interdisant l'avortement et toute contraception. Elle décède à Paris en 1996. Invité : Julien Gosselin, metteur en scène français né en 1987. En 2009, il fonde le collectif Si vous pouviez lécher mon cœur avec six comédiens de sa promotion. Il se fait connaître avec l'adaptation du roman de Michel Houellebecq Les particules élémentaires présentée au Festival d'Avignon en 2013. En juin 2025, il est nommé directeur du Théâtre National de l'Odéon pour une durée de cinq ans. Musée Duras à voir à l'espace Berthier jusqu'au 30 novembre 2025. Programmation musicale : L'artiste montréalaise Laura Lefevre avec le titre Un séjour.
Dans Musée Duras, Julien Gosselin retraverse l'œuvre protéiforme de Marguerite Duras à travers onze propositions scéniques. Aux côtés de seize interprètes issus de la promotion sortante du Conservatoire national supérieur d'art dramatique, le directeur de l'Odéon nous fait découvrir l'œuvre complète de Marguerite Duras sur une journée, avec les élèves de la promotion 2025 du Conservatoire national supérieur d'art dramatique de Paris. Un spectacle fleuve de dix heures assez hypnotique avec un rythme : celui des mots, celui de la musique, de la techno et des lumières stroboscopiques. Il y a aussi des scènes filmées en vidéo et projetées sur les écrans autour de la scène ; pour chaque texte, le dispositif change. On peut s'immerger dans l'homme Atlantique, la douleur, Hiroshima mon amour ou La Musica deuxième. Ce qui m'intéresse quand je monte un texte, ce n'est pas de rendre hommage à un auteur ou à une autrice, c'est de faire un théâtre d'aujourd'hui : c'est faire un théâtre vivant. Julien Gosselin Julien Gosselin explore aussi les thèmes de l'amour fou, «aimer à en mourir» un thème très durassien: «Je crois qu'une des choses fondamentales pour le théâtre, c'est qu'au fond, le théâtre n'est pas là pour montrer des sentiments raisonnables. On ne vient pas au théâtre pour voir des choses qui ressemblent de manière identique et molle à la vie. On vient voir des zones d'extrémité dont on pourrait dire qu'elles sont presque interdites». Marguerite Duras, née Marguerite Donnadieu le 4 avril 1914, près de Saigon (Vietnam), est une autrice, dramaturge, scénariste et réalisatrice française. Elle passe son enfance en Indochine française, une expérience qui marquera son œuvre. Après des études de droit, elle s'engage dans la Résistance pendant la Seconde Guerre mondiale et adopte le nom «Duras». Son mari, Robert Antelme, sera arrêté par la Gestapo et conduit vers les camps de Dachau et Buchenwald d'où il ressortira vivant. Elle s'inspirera de ces années pour écrire La douleur. L'œuvre de Marguerite Duras aborde les questions de la passion, de désir, de la solitude. Elle obtient le prix Goncourt en 1984 pour l'Amant. En 1959, elle écrit le scénario du film Hiroshima, mon amour, qui sera réalisé par Alain Resnais. Elle est également l'autrice de romans tels que Un barrage contre le Pacifique, Moderato cantabile, son style épuré a considérablement renouvelé la littérature française. Elle milita aussi activement contre la guerre en Algérie et s'engage pour les droits des femmes en signant le manifeste des 343, réclamant l'abrogation de la loi de 1920 interdisant l'avortement et toute contraception. Elle décède à Paris en 1996. Invité : Julien Gosselin, metteur en scène français né en 1987. En 2009, il fonde le collectif Si vous pouviez lécher mon cœur avec six comédiens de sa promotion. Il se fait connaître avec l'adaptation du roman de Michel Houellebecq Les particules élémentaires présentée au Festival d'Avignon en 2013. En juin 2025, il est nommé directeur du Théâtre National de l'Odéon pour une durée de cinq ans. Musée Duras à voir à l'espace Berthier jusqu'au 30 novembre 2025. Programmation musicale : L'artiste montréalaise Laura Lefevre avec le titre Un séjour.
durée : 00:29:05 - Les Midis de Culture - par : Marie Labory - Pour cette première saison qu'il a programmée en tant que directeur du Théâtre de l'Odéon, le metteur en scène Julien Gosselin ouvre cette rentrée théâtrale avec la reprise de son spectacle "Le Passé" d'après Léonid Andréïev crée en 2021. - réalisation : Laurence Malonda - invités : Julien Gosselin Metteur en scène de théâtre
durée : 01:48:33 - Comme un samedi - par : Arnaud Laporte - Julien Gosselin, metteur en scène et directeur de l'Odéon–Théâtre de l'Europe, nous propose une carte blanche détonante et étonnante : foot, poésie, cuisine deux étoiles et journalisme dans une même émission ! - réalisation : Alexandre Fougeron - invités : Julien Gosselin Metteur en scène de théâtre; Florence Aubenas Grand reporter pour "Le Monde" et essayiste; Laura Vazquez Poétesse et romancière; Alexandre Gauthier Chef cuisinier; Grégory Schneider Journaliste; Erik Truffaz Trompettiste de jazz français; Abdullah Miniawy Chanteur, poète et compositeur
durée : 00:47:51 - La 20e heure - par : Eva Bester - Enfant du Calaisis sensibilisé jeune à la littérature, Julien Gosselin considère le théâtre - dont il fait son métier en tant que metteur en scène - comme un véritable punching-ball. C'est un autre combat qui l'attend, alors qu'il débute sa 1ère saison à la tête de la scène nationale de l'Odéon.
durée : 00:58:00 - Affaires culturelles - par : Arnaud Laporte - Autrice de poésie et de fiction, Stéphanie Chaillou publie son premier roman en 2015, "L'Homme incertain", adapté au théâtre par Julien Gosselin sous le titre “Le Père”. Alors qu'elle publie un nouveau roman, "Le goût de la trahison", elle nous parle de ses goûts à elle ! - invités : Stéphanie Chaillou Ecrivaine
Dëse Weekend waren den Nicolas Calmes an de Jeff Schinker sech just ee Stéck ukucken - mee eent, dat mat gutt fënnef Stonnen an dräi Deeler bal méi intensiv war, wéi eng ganz Saison Lëtzebuerger Produktiounen. Mat "Extinction" bréngt de Julien Gosselin den Arthur Schnitzler, den Hugo von Hoffmansthal an den Thomas Bernhard, eng Rave Party, eng biergerlech Demeure an eng Konferenz op d'Bün vum Groussen Theater. Fir deen een ass et Miles Davis an David Foster Wallace an engem Owend, fir deen aneren eng perfekt Illustratioun an dräi Uleef vun engem Joerhonnert, an deem d'Mënschheet sech der Barbarei verkaf huet. Den Nicolas Calmes an de Jeff Schinker mat hiren Andréck.
durée : 00:58:14 - Affaires culturelles - par : Arnaud Laporte - Présente dans tous les spectacles de Julien Gosselin depuis dix ans, Victoria Quesnel a tout récemment créé la version française de “Finlandia”, de Pascal Rambert, dans une mise en scène de l'auteur, elle est également à l'affiche de “Nom”, d'après Constance Debré, au Théâtre du Rond-Point. - invités : Victoria Quesnel Comédienne
Den Nicolas Calmes an de Jeff Schinker waren nees am Theater - a vermëttelen hir Andréck zu der Sara Goerres hirer Regieaarbecht "Die Katze Eleonore" an dem Frank Hoffmann seng Inzenéierung vum Albert Ostermaier sengem donkel-zyneschem "Stahltier. Ein Exorzismus". An deem enge Stéck entscheet eng Fra, ee Kazeliewen ze féieren, an deem anere streide sech de Reichspropagandaminister Goebbels an d'Regisseurin Reifenstahl iwwer de geniale Willy Zielke. An e kuerzen Ausbléck op de Weekend verréit, wisou een op kee Fall dem Julien Gosselin säin "Extinction" dierf verpassen.
On peut parfois, à tort, avoir une image vieillotte du théâtre et pourtant c'est depuis toujours un lieu qui accueille à bras ouverts les innovations qu'elles soient technologiques ou artistiques. Alors que son bâtiment principal est en travaux, le théâtre Nanterre-Amandiers a transformé ce qui était autrefois un hangar de construction pour les décors en un théâtre éphémère où la forêt shakespearienne rencontre une esthétique plus industrielle. Ce lieu, Christophe Rauque, directeur du Centre Dramatique National, l'a voulu ouvert tout le temps pour accueillir le public, les étudiants de Nanterre, et aussi des clubbeurs et clubbeuses lors de ses aftershows. Samedi aura lieu l'aftershow d'un spectacle qui lui aussi emmène le théâtre sur le terrain de l'innovation et de l'expérience. Extinction de Julien Gosselin, c'est une pièce qui réunit dans un même élan la Vienne d'Arthur Schnitzer au début du XXème siècle, celle de Thomas Bernhard et les soirées techno berlinoises. Aujourd'hui dans Place des Fêtes, on reçoit des comédiens qui sont aussi des musiciens, Guillaume Bachelé et Maxence Vandevelde. Ainsi que le vidéaste, Pierre Martin Oriol. Ensemble avec la compagnie, Si vous pouviez lécher mon cœur, et des acteurs et actrices de la Volksbuhne de Berlin, ils ont imaginé ce spectacle apocalyptique et jubilatoire, où texte, vidéo et musique interrogent les aspects les plus sombres de notre humanité. Samedi 9 décembre à partir de 21h30 on fera donc la fête au Théâtre éphémère de Nanterre avec la musique de Guillaume Bachelé et Maxence Vandevelde ainsi que la DJ berlinoise Felicitas Sonvilla, une soirée que vous pourrez suivre en direct sur Tsugi Radio. Avant d'accueillir, les invités du jour, petit coup de fil à Anne-Marie Peigné, directrice adjointe du Théâtre Nanterre-Amandiers, chargée du développement, pour une petite visite guidée de ce lieu atypique imaginé par Christophe Rauque et ses équipes pour la durée des travaux.
durée : 00:57:07 - Côté Club - par : Laurent Goumarre - Côté Club, le rendez-vous de toute la scène française et plus si affinités reçoit Maissiat et Julien Gosselin, Maxence Vandevelde et Guillaume Bachelé du collectif Si Vous Pouviez Lécher Mon Coeur. Bienvenue au Club ! - réalisé par : Stéphane LE GUENNEC
durée : 00:57:07 - Côté Club - par : Laurent Goumarre - Côté Club, le rendez-vous de toute la scène française et plus si affinités reçoit Maissiat et Julien Gosselin, Maxence Vandevelde et Guillaume Bachelé du collectif Si Vous Pouviez Lécher Mon Coeur. Bienvenue au Club ! - réalisé par : Stéphane LE GUENNEC
Que peut le théâtre ? Telle est peut-être la question qui trace la perspective de l'œuvre de Julien Gosselin. Tout commence pourtant par la littérature, parfois par une phrase glanée au gré d'un roman, dont la déflagration poétique perce en plein cœur et résonne dans les abîmes de notre époque. Travaillant à même la matière romanesque, l'artiste compose de vastes fresques, qui déplient le réel dans sa monstrueuse complexité et suivent les errances dans la civilisation, avec une radicalité souvent teintée de mélancolie. Entre concert électro, film en direct et performance, ses spectacles croisent les genres et explosent le cadre du théâtre… pour faire sentir par tous les sens les palpitements de l'humanité face à la violence du monde. Il nous raconte son parcours d'artiste. CRÉDITS : Un épisode de « Parcours d'artiste », une série de podcasts d'ARTCENA Production : ARTCENA Journaliste : Gwénola David Création sonore : Marc Sayous Photographie : © Simon Gosselin
Conçu en collaboration avec le quotidien en ligne AOC, le cycle de rencontres "Dans la bibliothèque de" propose à des personnalités du monde de la culture et des idées de revenir sur les lectures qui les ont forgées et qui continuent de les accompagner. Dans le cadre du cycle "Dans la bibliothèque de", conçu en partenariat avec AOC et animé par Sylvain Bourmeau, la Fondation reçoit le metteur en scène Julien Gosselin. Julien Gosselin est né en 1987. Il a suivi les cours de l'EPSAD, école professionnelle supérieure d'art dramatique à Lille, sous la direction Stuart Seide. Il a notamment mis en scène 2666, d'après Roberto Bolaño en 2016; Joueurs | Mao II | Les Noms, d'après Don Dellilo en 2018 et Le Passé, d'après Léonid Andreïev en 2021.
durée : 00:53:51 - Le masque et la plume - par : Jérôme Garcin - Les critiques du Masque ont assisté à "L'Opéra de quat'sous" par Thomas Ostermeier, "Welfare" par Julie Deliquet, "Le Jardin des délices" de Philippe Quesne, "Extinction" par Julien Gosselin. Off : "La Couleur des souvenirs" par Fabio Marra, "Pauline & Carton" par Christine Murillo. - réalisé par : Xavier PESTUGGIA
durée : 00:53:19 - L'Heure bleue - Julien Gosselin l'enfant terrible du théâtre européen présente sa nouvelle création “Extinction” dans l'Heure Bleue.
Spreng, Eberhardwww.deutschlandfunk.de, Kultur heuteDirekter Link zur Audiodatei
Müller, Tobiwww.deutschlandfunkkultur.de, FazitDirekter Link zur Audiodatei
durée : 00:52:38 - L'Heure bleue - par : Laure Adler, Céline Villegas - Présentée au Théâtre de l'Odéon, la dernière création de Julien Gosselin et de la compagnie "Si vous pouviez lécher mon coeur" s'attaque à une oeuvre du "Passé" celle d'un auteur russe, Leonid Andreïev. L'Heure Bleue vous donne envie d'aller au théâtre ce soir.
durée : 00:58:59 - Tous en scène - par : Aurélie Charon - Nouvelle écoute ! Julien Gosselin a transformé la grande salle de la MC93 à Bobigny en plateau de tournage : il filme "DEKALOG", le spectacle de sortie du groupe 45 du TNS, à partir des 10 films du cinéaste polonais Krzysztof Kieślowski. Chaque film a pour titre un des 10 commandements. - réalisation : Delphine Lemer - invités : Julien Gosselin Jeune Metteur en scène de théâtre
« L’inconnu de la poste » (Editions de l’Olivier) : c’est une enquête sur un meurtre mystérieux dans un petit village de France. C’est un récit littéraire au plus près du réel signé Florence Aubenas. La journaliste et écrivaine vient nous raconter sa passion pour l’investigation. Elle aussi, elle investigue avant d’écrire. Mais ensuite, elle transforme les faits en fiction. Delphine de Vigan est également à nos côtés. Avec son nouveau roman (« Les enfants sont rois », Gallimard), elle nous plonge dans l’univers des enfants influenceurs. Des enfants stars qui officient sur les réseaux sociaux et autres plateformes de vidéos en ligne. Dans « En toutes lettres ! », la journaliste et réalisatrice Safia Kessas écrit aux psys. Choix culturels : - Le livre photo « Borders » de Jean-Michel André et Wilfried N’Sondé (Actes Sud). - Les actions du collectif « Still Standing for Culture ». - Le site de la Comédie Française qui propose du contenu en ces temps de confinement. - L’annonce d’un futur spectacle du metteur en scène Julien Gosselin.
durée : 00:58:59 - Tous en scène - par : Aurélie Charon - Julien Gosselin a transformé la grande salle de la MC93 à Bobigny en plateau de tournage : il filme "DEKALOG", le spectacle de sortie du groupe 45 du TNS, à partir des 10 films du cinéaste polonais Krzysztof Kieślowski. Chaque film a pour titre un des 10 commandements. - réalisation : Delphine Lemer - invités : Julien Gosselin Jeune Metteur en scène de théâtre
durée : 00:45:56 - Remède à la mélancolie - par : Eva Bester - "Hors Satan" de Bruno Dumont, Michel Houellebecq, Dominique A., Mendelson, Andreas Gursky, Grégory Schneider, cuisiner... Retrouvez tous les remèdes de notre invité ! - invités : Julien Gosselin - Julien GOSSELIN
durée : 01:58:32 - Fictions / Théâtre et Cie - A chacun des metteurs en scène invités pour cette série des « Scènes imaginaires », nous demandons de choisir et partager avec nous les œuvres qui ont fondé et jalonné sa vie d’artiste.
durée : 01:58:32 - Fictions / Théâtre et Cie - A chacun des metteurs en scène invités pour cette série des « Scènes imaginaires », nous demandons de choisir et partager avec nous les œuvres qui ont fondé et jalonné sa vie d’artiste.
durée : 00:42:23 - Le Mag de l'été - Pour sa dernière étape dans le Sud de la France, Anna Sigalevitch rencontre le jeune metteur en scène de théâtre Julien Gosselin qui a fait du roman contemporain son matériau de prédilection.
Au départ il y a l’envie d’explorer des scènes, de questionner des programmations et de suivre des artistes. Au départ, il y a une forme qui se cherche, une heure, puis moins, plusieurs artistes, puis des têtes à têtes. Au départ, il y a surtout des institutions partenaires: ces théâtres marseillais que la grenouille suit, aime, accompagne. Et donc, le départ c’est turn the light on, l’émission du 88.8 consacrée aux arts de la scène, au théâtre, à la danse, au cirque. On y parle de mise en scène, de musique, de jeu, de publics, d’enfance, de poésie et de dramaturgie. Avril 2020, nous fêtons la 100e émission, le 100e Turn the light on L’occasion pour nous de réentendre ces voix, d’en choisir quelques unes et de vous les faire réentendre. Comme des fragments de réflexion sur ce que sont les arts de la scène. Dans cette émission, qu’on n’aimerait bien appeler best of si le mot était plus beau, vous entendrez: Martin Zimmerman, François Cervantes, Andy Emler, Nacera Belaza, Michel Kelemenis, Maëlle. Poésy, Fred Nevché,Dominique Bluzet, Hubert Colas, Macha Makeïeff, Joelle Zask, Nathalie Pernette, Tiphaine Raffier, Mohamed El Khatib, Mickaël Phelippeau, Josette Pisani, Christophe Haleb,Emmanuel Meirieu, David Ayala, Danya Hammoud, Celine Schnepf, Fabrice Melquiot, Francesca Poloniato et Julien Gosselin. Pour ces échanges et pour ceux à venir: merci au ZEF, à la Criée, à la Friche Belle de mai et aux Théâtres.
L'actualité culturelle à Toronto avec Russell Smith. Normand Brathwaite; les cinqs chansons qui ont changé sa vie. Littérature jeunesse avec Catherine Trudeau et Monique Polak. Une entrevue avec Audrée Wilhelmy pour son roman Blanc résine. Entrevue avec Julien Gosselin pour la pièce Le marteau et la faucille. Le club polar avec Norbert Spehner et Isabelle Richer; La petite fille que j'ai tuée, de Ryô Hara
De Franse regisseur Julien Gosselin brengt samen met het Internationaal Theater Amsterdam de roman 'Falling Man' van Don DeLillo naar het Nederlandse toneel. Het drama van 9/11 komt in al zijn hevigheid weer tot leven. Een aangrijpend verhaal over het uitbrekende mondiale terrorisme en tegelijkertijd een intieme ontmoeting met personages die de ramp hebben overleefd. In Atelier Amsterdam ging Emma Louise Diest in gesprek met Eelco Smits over zijn rol in deze indrukwekkende voorstelling: 'Vallende Man'. Foto: Jan Versweyveld