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A vida da igreja necessita de alguma estrutura para que haja ordem, organização e planejamento. Contudo, as estruturas são relativas e podem mudar conforme as circunstâncias. A essência, porém, não pode ser perdida. Por isso, precisamos nos perguntar constantemente: por que fazemos o que fazemos? Podemos estar envolvidos em muitas atividades, reuniões e responsabilidades e, ainda assim, nos afastarmos daquilo que realmente deve mover a nossa vida.Quando Jesus viu as multidões, compadeceu-se delas porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não tinham pastor.¹ Esse olhar de Jesus revela a essência do cuidado com as pessoas. Ele não agia apenas para cumprir uma tarefa, mas porque era profundamente movido por amor. Da mesma maneira, o chamado para ser e fazer discípulos não deve ser cumprido por obrigação, pressão ou ativismo, mas como resposta ao amor de Deus derramado em nosso coração.²Ao longo da caminhada, podemos nos cansar, desanimar ou nos frustrar quando as pessoas não correspondem como esperávamos. A própria Palavra nos orienta a não nos cansarmos de fazer o bem.³ Entretanto, os resultados não podem determinar se continuaremos amando e servindo. Fazemos o que fazemos porque fomos conquistados por Cristo e porque o Seu amor nos constrange a não vivermos mais para nós mesmos, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por nós.⁴Discipular alguém não significa controlar sua vida, tomar decisões em seu lugar ou tentar realizar o trabalho que pertence ao Espírito Santo. Nosso papel é cooperar com Deus na formação de Cristo naquela pessoa, apontando-a para Jesus e ensinando-a a guardar Sua palavra.⁵ Isso exige tempo, disposição para ouvir, oração e cuidado. Muitas vezes não teremos respostas imediatas, mas podemos conduzir a pessoa para perto do Senhor e confiar na ação do Espírito Santo.Todos nós recebemos algo de Deus que pode ser repartido. Fomos chamados das trevas para a Sua maravilhosa luz com o propósito de proclamar as virtudes daquele que nos chamou.⁶ Talvez consideremos pequeno aquilo que sabemos ou vivemos, mas, nas mãos do Senhor, até uma palavra simples pode sustentar e transformar uma vida. Deus não procura somente pessoas muito qualificadas; Ele procura pessoas disponíveis. Cada discípulo pode cuidar de alguém, começando pelos de dentro da própria casa, e também alcançando aqueles que o Senhor coloca ao seu redor.Esse chamado não é um convite ao ativismo nem uma lei que produz condenação. É um chamado para nos aproximarmos do Senhor e permitirmos que o Seu amor governe nossas motivações. Amar o Senhor se manifesta principalmente em guardar os Seus mandamentos, não como uma imposição exterior, mas como resposta de amor e relacionamento com Ele.⁷Primeiro somos chamados a ser discípulos e, então, a fazer discípulos. Jesus ordenou que Seus discípulos fossem e fizessem discípulos de todas as nações, ensinando-os a guardar tudo o que Ele havia ordenado.⁵ Porque fomos amados, podemos amar; porque fomos alcançados, podemos cooperar para que outros também sejam alcançados. O amor entre os discípulos é uma expressão pela qual o mundo reconhece que pertencemos a Jesus.⁸ Essa é a essência que deve nos mover todos os dias, até que o Senhor venha.Perguntas para reflexão:Tenho compreendido por que faço aquilo que faço como filho de Deus ou apenas sigo uma estrutura e cumpro atividades?Ao cuidar de pessoas, tenho sido movido pelo amor de Cristo ou pela obrigação, pela cobrança e pela expectativa de resultados?Tenho procurado cooperar com a ação do Espírito Santo na vida das pessoas ou tenho tentado controlar suas decisões e produzir mudanças por minha própria força e influência?Quais pessoas Deus colocou ao meu redor para que eu as ame, ouça, sirva, ensine e ajude a se aproximarem de Cristo?¹ Mt 9.36² Rm 5.5³ Gl 6.9⁴ 2Co 5.14-15⁵ Mt 28.18-20⁶ 1Pe 2.9⁷ Jo 14.15,21⁸ Jo 13.35
As meias-finais chegaram e, mais do que decidir quem vai à final, podem definir-se legados que ficam para a história.Neste episódio analisamos os dois grandes duelos, Espanha x França e Argentina x Inglaterra, e as narrativas únicas que cada seleção leva para estas meias-finais. Messi pode aproximar-se ainda mais de Maradona, Mbappé continua a escrever uma carreira histórica, Lamine Yamal pode conquistar um Mundial aos 19 anos e Bellingham sonha devolver a Inglaterra ao topo, seis décadas depois.Passamos a pente fino cada seleção, os pontos fortes, as possíveis chaves táticas e os jogadores que podem decidir os encontros. Fazemos ainda os nossos onzes combinados das duas partidas, discutimos a corrida à Bola de Ouro e explicamos porque estas meias-finais podem mudar completamente esse debate.No final, olhamos também para Portugal. O que esperar de Jorge Jesus? Será o treinador certo para iniciar um novo ciclo na Seleção Nacional? E que mudanças podem acontecer daqui para a frente?Na nossa aposta mais audaz prevemos que, quer a nível comunicacional, quer no relvado, JJ pode dar uma goleada a Roberto Martinez.Um episódio cheio de previsões, debates e histórias que prometem marcar este Campeonato do Mundo.
O Festival de Avignon arrancou a 4 de Julho, e junta, durante três semanas, milhares de pessoas, para esta 80ª edição. Este é o epicentro da história contemporânea do teatro, dirigido pelo encenador, dramaturgo e actor português Tiago Rodrigues. Este ano, há 47 espectáculos, dois de encenadoras lusófonas e a língua convidada é o coreano. Há uma maioria inédita de criadoras mulheres e a linha de força é um enorme ponto de interrogação estampado um pouco por todo o lado nas ruelas da cidade francesa. O teatro anda à solta, sem rédeas, pela cidade de Avignon. Bem-vindos ao “país do teatro, à república independente das artes performativas”, nas palavras e na companhia de Tiago Rodrigues, um dos fazedores desta “fábrica de memórias inesquecíveis para o público”. Uma dessas “memórias” é a primeira maratona teatral em português, de dez horas, com a apresentação, a 12 e 13 de Julho, da Trilogia Cadela Força de Carolina Bianchi. Outra é o espectáculo de cinco horas do francês Julien Gosselin, “Maldoror”, que Tiago Rodrigues acredita que “vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial”. E outra, ainda, é a peça “Um julgamento - Depois do inimigo do povo” que descreve como “uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita, repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura e com um elenco magistral à volta de Wagner Moura que tem uma prestação absolutamente sublime”. Nesta 80ª edição, “os questionamentos” são a bandeira de um festival que sempre foi sintoma e espelho dos tempos que correm. Este é também “um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade”, reitera o artista, destacando que “em França, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação estão a ser ameaçadas”. Mais ainda, em França – diz – “já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios”. E, assim, a menos de um ano das próximas eleições presidenciais em França, onde a extrema-direita cresce, Tiago Rodrigues, enquanto director desta instituição e não apenas como cidadão e autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas”, toma já posição e pede às pessoas para não deixarem a extrema-direita chegar ao Palácio do Eliseu. Tiago Rodrigues, português, emigrante, inscreve-se numa longa linhagem histórica de emigração portuguesa para França, mas esta é também uma história familiar e é a história que inspira o seu próximo espectáculo, revelou à RFI em primeira mão. O pai, Rogério Rodrigues, exilou-se em França durante o Estado Novo, o filho é agora o director do maior festival francês de artes cénicas e serve com a sua arte o que chama de “dívida de gratidão” que tem com a sociedade francesa por ter acolhido o pai quando este precisava. RFI: Queria começar com uma expressão que o Tiago Rodrigues gosta muito de usar, que é “o país do teatro”. O festival está na 80ª edição. Até que ponto Avignon continua a ser a capital mundial do teatro? Tiago Rodrigues, Director do Festival de Avignon: “Eu acho que cada vez mais, com o passar do tempo, aquilo que era uma utopia imaginada por Jean Vilar, o encenador que em 1947 funda este festival logo a seguir à Segunda Guerra Mundial, numa sociedade muito dividida e pensa que talvez um festival durante as férias das pessoas - e é preciso relembrar que as férias pagas eram uma novidade na época - durante as férias pagas das pessoas, podia ser um festival que permitisse ao público viver experiências que eles não teriam oportunidade, nem tempo para viver durante o ano, portanto, grandes aventuras teatrais em lugares monumentais que obrigariam a viajar. E é assim que nasce esta ideia, esta utopia de um país do teatro. Um lugar onde viajamos como quem viaja para fazer turismo, como quem viaja para se repousar. E aqui viajamos, sim, pelo turismo, pelo repouso, mas sobretudo pela descoberta dos espectáculos, pela descoberta de uma grande quantidade de estéticas e de visões de um mundo muito diferentes entre si. O tempo fez com que, ao fim de 80 edições, possamos dizer que este é o país do teatro, a república independente das artes performativas. O público vem precisamente com essa sede de ver espectáculos que talvez não tivesse tempo de ver durante o ano. Por exemplo, 'Maldoror', o espectáculo de Julian Gosselin, um grande encenador que dirige o teatro do Odéon, um dos teatros nacionais franceses, e que faz um espectáculo de cinco horas, poderíamos dizer que cinco horas é ambicioso, mas é um espectáculo magistral. O que nós vemos é que ao fim das cinco horas, por volta das duas e meia, três da manhã, todo o público está lá, aplaudiu de pé e viveu essa aventura colectiva que é singular, que só se vive em Avignon, estar num palácio sob as estrelas e ver uma obra de arte que, no meu entender, este ‘Maldoror' vai marcar as próximas décadas do teatro francês, europeu e mundial.” É português, é o primeiro director estrangeiro a dirigir o festival. Esta é a sua quarta edição como director. Conhece os talentos e as dificuldades das artes performativas portuguesas, brasileiras, de dança contemporânea moçambicana e cabo-verdiana, por exemplo, mas este ano só há duas peças lusófonas no cartaz… “Eu permito-me corrigir o “só”, “só há”. O Festival de Avignon é um festival de nomes de expressão mundial e, portanto, é um festival que tem que estar atento a tudo o que se passa no mundo. Saber que, por exemplo, este ano há duas artistas brasileiras e saber que estas duas artistas brasileiras lusófonas, Christiane Jatahy e Carolina Bianchi, que são duas das grandes artistas desta edição, são duas artistas que vêm de um só país lusófono, numa possibilidade de mais ou menos - é discutível a quantidade de países que existe no mundo, mas digamos que são duas centenas, porque depois há questões de legitimidade de algumas fronteiras, etc - mas digamos que em 200 países haver dois espectáculos, ambos vindos do Brasil ou de criadores brasileiros, criadoras neste caso, é, de qualquer das formas, um foco muito importante, uma atenção muito importante. Há muitos países que não estão representados no festival. Este ano, há uma representação de 14 países e, portanto, digamos que a maioria dos países do mundo não estão presentes no ano. A criação lusófona tem duas presenças e, portanto, acho que estamos numa quantidade, numa proporção muito benéfica para a criação lusófona.” Mas o que eu queria mesmo saber - e já percebeu onde quero chegar - é quando é que Avignon vai convidar a língua portuguesa? “Bom, o que eu posso dizer é que recentemente fui reconduzido para um segundo mandato, portanto, serei director do Festival até 2030. E estou muito feliz, muito vaidoso mesmo dessa possibilidade, mas também é um grande privilégio e uma grande responsabilidade também. E sem dúvidas que a língua portuguesa, eu digo desde o início, tem todo o mérito, toda a riqueza, toda a diversidade contemporânea e, sobretudo, toda a grande qualidade das criadoras e dos criadores, sejam portugueses, brasileiros, moçambicanos, angolanos, cabo-verdianos para estar presente no festival. Eu recordo que a lusofonia tem estado muito presente nos últimos anos no festival. No ano passado, a abertura do festival fez-se com uma artista cabo-verdiana, Marlene Monteiro Freitas, foi a primeira vez que Cabo Verde esteve na Cour d'Honneur du Palais des Papes e abriu este festival, ainda por cima no ano em que se celebrava os 50 anos da independência desse país-irmão do meu país-natal, Portugal. E, portanto, temos feito um trabalho de abertura, de aproximação do público de Avignon à criação lusófona ou em língua portuguesa. Sem dúvida que até 2030 a língua portuguesa será certamente uma das línguas convidadas no festival.” A Carolina Bianchi vem ao Festival de Avignon pela segunda vez para apresentar não só o terceiro capítulo da sua Trilogia Cadela Força aqui iniciada, como a trilogia completa, o que perfaz dez horas seguidas de maratona teatral. Isto também é histórico. Já houve maratonas teatrais em Avignon, mas em língua portuguesa, se calhar não… “Em língua portuguesa nunca houve uma aventura destas e estamos muito felizes de poder acompanhar a Carolina e toda a sua equipa da Companhia Cara de Cavalo nisto, que é uma aventura inédita. É o tipo de aventuras que só se pode viver em Avignon, dez horas de teatro. Antes que Carolina Bianchi fosse conhecida do público francês ou europeu, apresentámo-la pela primeira vez em 2023 e logo na altura sabíamos que estávamos comprometidos com continuar a acompanhar a sua trilogia. Entretanto, Carolina Bianchi ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza, tornou-se numa artista absolutamente reconhecida a nível não apenas europeu, mas mundial. Queríamos estar no lugar do término desta trilogia, a acompanhar a aventura até ao fim e, sobretudo, permitir ao público de descobrir pela primeira vez a trilogia completa inédita. É uma grande aventura para a companhia, que exige enormemente. Também exige do público e das equipas técnicas e de acolhimento. Estamos muito felizes aqui em Avignon de poder propor ao público estas aventuras, porque, como nós costumamos dizer, nós queremos ser uma fábrica de memórias inesquecíveis. E é isso que queremos propor: uma memória inesquecível ao público.” A encenadora brasileira Christiane Jatahy também traz uma peça com um forte teor político. Qual é este alerta também em língua portuguesa que esta peça traz para os dias de hoje? “Christiane Jatahy, acompanhada de Wagner Moura, grande actor que foi este ano nomeado para os Óscares, que ganhou o Globo de Ouro, que ganhou o prémio de interpretação masculina em Cannes no ano passado e, portanto, de alguma forma, é um dos grandes protagonistas deste festival, juntaram-se para - ele actor, ela encenadora, mas ambos como autores do texto deste espectáculo - nos apresentarem um espectáculo que não é uma adaptação de ‘Um Inimigo do Povo' de Henrik Ibsen, mas que se inspira dessa história do dramaturgo norueguês para inventar um processo em tribunal onde se pergunta se alguém que denunciou a contaminação das águas de uma cidade é um herói que tentou ajudar as pessoas, salvar a saúde das pessoas, ou se é um inimigo do povo, alguém que destruiu a economia dessa cidade que dependia das termas, de um spa e dos turistas que vinham. Há um julgamento dessa pessoa e é um julgamento muito também sobre o risco dos julgamentos populares em opinião pública na época das redes sociais, na época em que toda a gente pode exprimir uma opinião, caluniar, difamar e destruir uma reputação publicamente muito facilmente. É uma questão de debate sobre a legitimidade de um gesto político de denúncia, sobre o diálogo entre saúde pública e a economia, essa tensão, também sobre a ecologia muito presente no espectáculo e é, sobretudo, uma interpretação magistral de uma história do repertório agora reescrita e repensada por Christiane Jatahy e Wagner Moura, com um elenco magistral à volta de Wagner Moura, que tem uma prestação absolutamente sublime. Uma peça que nos chega agora de Lisboa, esteve mesmo agora em Portugal em digressão e que é o resultado de uma encomenda que o Festival de Avignon fez com o Holland Festival de Amsterdão e com o Festival de Edimburgo, que são os três festivais europeus fundados no mesmo verão de 1947. Juntos queremos colaborar, continuar a colaborar também para o ano, quando fizermos 80 anos os três festivais e, para este início de colaboração, lançámos o desafio a Christiane Jatahy e a Wagner Moura de criar esta peça e estamos muito felizes. É uma das peças pilar da programação do festival este ano. E muito feliz também que seja a segunda peça falada em português.” Desde a sua primeira edição como director artístico do festival, apresentou “Na Medida do Impossível” e “By Heart” em 2023, “Hécuba, não Hécuba”, em 2024, “A Distância”, em 2025. Antes de ser director, já tinha apresentado “António e Cleópatra”, “Sopro” e “O Cerejal”. Este ano não apresenta peça sua. Posso perguntar porquê? “Porque acho que é importante que o meu trabalho artístico esteja sempre ao serviço do festival e nunca o contrário. E isso exige equilíbrio. Exige, no meu entender - e é a escolha responsável que eu tento fazer - que o meu trabalho não esteja necessariamente sistematicamente presente enquanto artista na programação do festival para deixar espaço a outros, para permitir precisamente que o festival não trabalhe a meu favor, mas o contrário, que quando eu apresento um trabalho, uma peça, um espectáculo no Festival de Avignon, seja para contribuir à programação e também contribuir, de certa maneira, à economia do festival. As digressões dos meus espectáculos produzem receitas que favorecem o festival e que nos permitem convidar outros artistas do festival. E, portanto, eu acredito que o director do Festival de Avignon ou a directora, se forem artistas, devem fazer o seu trabalho no festival, mas devem fazer com a medida que permite que seja o seu trabalho a estar ao serviço do festival e nunca o contrário, como disse. O Tiago Rodrigues é imigrante em França. Não vai poder votar nas presidenciais francesas do próximo ano porque é preciso nacionalidade francesa para isso. Como é que o autor de “Catarina e a Beleza de Matar Fascistas” olha para estas eleições, nomeadamente depois de Marine Le Pen ter confirmado que se vai candidatar? “Não é apenas o autor de ‘Catarina e a Beleza de Matar Fascistas' ou o cidadão Tiago Rodrigues, mas é também o director do Festival de Avignon que toma posição e a posição é muito clara. O Festival de Avignon já pôde fazê-lo no passado, nas legislativas de 2024, que aconteceram ao mesmo tempo que o festival. O Festival de Avignon fez apelo a uma barragem à extrema-direita e, portanto, à União Nacional de Marine Le Pen, e fez um apelo ao voto no campo democrático. Eu não considero, o Festival de Avignon institucionalmente não considera, que a extrema-direita pertence ao campo democrático. A nossa posição é muito clara. Fazemos um apelo à participação nas eleições e é uma barragem clara, sem ambiguidades, à extrema-direita. Será também o caso para as presidenciais, como foi, aliás, para as municipais de Avignon, onde a extrema-direita perdeu uma derrota forte depois também de o festival ter tomado posição e ter anunciado que não trabalharia com a extrema-direita se esta tomasse o poder na cidade de Avignon. Felizmente não foi o caso e não será o caso, eu creio, também nas presidenciais. Sinto muita confiança na lucidez democrática das francesas e dos franceses.” Avignon é, historicamente, a cidade-teatro aberta à contestação, o festival sempre foi politicamente atravessado pelo seu tempo, como acaba de dizer, assim como em Maio de 68, os debates pós-coloniais, as crises migratórias. Este ano, qual é a causa a atravessar esta edição? “Cada Festival de Avignon é, por um lado, um sintoma de implicação com a actualidade, com os grandes fenómenos da actualidade e, portanto, a cada festival vemos novas questões, novas causas, novos debates a surgirem. E é também por isso que este ano quisemos celebrar esta 80ª edição, pondo as questões e os questionamentos no centro do discurso. Este é um festival que desde 1947, por 80 ocasiões, colocou questões ao mundo, as questões dos artistas, acompanhando os artistas a criar espectáculos que traduzem os seus questionamentos e permitindo ao público de se apropriar destas questões para ter os seus debates. O Festival é muito conhecido pelos seus debates, apaixonantes e apaixonados, por vezes bem intensos, e nós gostamos que seja assim. Gostamos que seja assim, aqui no Café das Ideias, onde estamos e onde acontecem todas as manhãs grandes debates, mas também nas ruas, nas praças, espontaneamente. Discutindo espectáculos, nós discutimos o mundo e questionamos o mundo. Este ano, como todos os anos, julgo que a questões que atravessam a actualidade, seja questões ligadas, por exemplo, às eleições presidenciais, questões ligadas à crise climática, às vagas de calor e à aceleração de medidas que os governos têm que tomar para combater a crise climática, defender a biodiversidade, mas também a vida e o bem-estar das pessoas e questões que são intemporais. Este ano temos, por exemplo, dois Hamlet, portanto, a questão de ‘ser ou não ser', que já existe há 400 anos, aqui está de novo. É esta mistura de questão política e questão íntima, de questão pública e questão individual, que anima a cada ano o festival que quer continuar a ser um festival de liberdade de expressão, de implicação com o mundo, mas com uma grande pluralidade de pontos de vista. Não é um festival de pensamento único que está aqui para convencer as pessoas seja do que for. É um espaço de liberdade onde os artistas e o público se podem exprimir com toda a liberdade, e deve dizer-se isto várias vezes, numa França onde, infelizmente vemos, como noutros países da Europa e do mundo, a liberdade de expressão e de criação a ser ameaçada. A França não é imune a isso. Já não se trata apenas de uma ameaça, mas de ataques repetidos em vários territórios de França. Aqui em Avignon, a primeira coisa que podemos fazer para responder a essa ameaça é praticar toda a liberdade de criação, toda a liberdade de expressão.” É essa a sua assinatura mais pessoal nesta edição? Reafirmar a liberdade de criação junto dos artistas, dar-lhes um espaço seguro aqui no festival? “Eu não acredito em assinaturas pessoais. Isto é o trabalho de mais de 700 pessoas que organizam este festival. O pensamento do festival não emana apenas de mim, é de dezenas de pessoas, de centenas de discussões, ele emana dos artistas e emana do público. E eu convido sempre quem me coloca essa questão de ‘Qual é a marca que tu, enquanto director, queres imprimir? Qual é o teu cunho pessoal?' O meu cunho pessoal é: Perguntem às pessoas na rua o que sentem em relação a este festival, como estão a vivê-lo. É permitir colocar-me ao serviço desta história, desta aventura colectiva que atravessa gerações. São os filhos que transmitiram aos netos, que transmitem aos vindouros este amor do teatro e este amor de poder juntar-se sem ser à volta de uma mesma ideia, juntar-se à volta do debate, à volta do facto de podermos estar juntos, felizes, a desfrutar das artes do teatro em desacordo. Este desacordo é o princípio do diálogo e o diálogo é o fundamento da democracia.” Falou da questão da filiação, da transmissão intergeracional. Está em França há quatro anos. Emigrou como o seu pai e como tantos milhares de portugueses o fizeram no século XX, durante a ditadura portuguesa. O seu pai foi acolhido pela França e o Tiago é convidado pela França para dirigir o maior festival de teatro francês, quando justamente há esta ameaça de a extrema-direita chegar ao poder. Isto é uma história que poderia dar uma peça de teatro. Qual é o poder simbólico desta história no contexto político actual? “Devo dizer que, enquanto director do Festival de Avignon, português, saber que estou ao serviço desta aventura, dos valores democráticos, republicanos, progressistas deste festival que é um festival também ecologista, feminista, anti-racista porque defende esses valores da democracia, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, saber-me ao serviço destes valores, através deste festival, é para mim, de alguma forma, tentar também pagar a dívida de gratidão que tenho em relação à sociedade francesa que acolheu o meu pai quando o meu pai precisava de ser acolhido.” Obrigada por continuar a transmitir esta história e obrigada por também transmitir a história da emigração. “Vou dizê-lo para a RFI, é a primeira vez que falo disto publicamente: acho que será o tema do meu próximo espectáculo.”
É mesmo verdade, temos mais de milhão e meio de imigrantes e isso criou uma nova realidade no país que divide políticos e pressiona os serviços públicos. Mas será que alguém sabe o que fazer com eles?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta mensagem, o Pr. Caleb Loureiro, com o texto em Salmos, capítulo 90, versículos 1 ao 12, nos traz uma reflexão sobre o epitáfio de Moisés.O Salmo 90 é uma oração de Moisés, o homem de Deus. Diferente de muitos salmos escritos por Davi, este nos conduz a uma profunda reflexão sobre a brevidade da vida e a eternidade de Deus. Moisés, que viu uma geração inteira morrer no deserto, compreendeu que o tempo é um dos maiores presentes concedidos por Deus e, ao mesmo tempo, um dos recursos mais limitados que possuímos.O tema "Com os Dias Contados" não deve produzir medo, mas despertar sabedoria. Todos nós temos os dias contados. A grande pergunta não é quantos dias viveremos, mas como estamos vivendo os dias que Deus nos concede.1. Deus permanece, enquanto nós passamosMoisés inicia declarando: "Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração." (Sl 90:1)Tudo ao nosso redor muda. Pessoas envelhecem, projetos terminam, impérios caem, mas Deus continua sendo o mesmo. Antes que existissem montanhas, mares ou qualquer ser humano, Deus já era Deus (v.2).Nossa segurança não está na duração da vida, mas na eternidade daquele que governa a vida.Quem faz de Deus seu refúgio encontra estabilidade mesmo em um mundo passageiro.2. A vida é breveMoisés utiliza imagens muito fortes para descrever nossa existência.Ele compara a vida ao sono, à relva que floresce pela manhã e à tarde já seca (vv.5-6).A sensação é de que ontem éramos crianças; hoje somos adultos; amanhã os cabelos embranquecem. O tempo não pede licença.Vivemos como se tivéssemos tempo de sobra para amar, perdoar, servir a Deus e buscar Sua presença. Entretanto, a Palavra nos lembra que nossa vida é como um vapor que aparece por um instante e logo desaparece.Quem entende isso aprende a valorizar cada oportunidade.3. Não sabemos quanto tempo temosNos versículos 10 e 12, Moisés reconhece que nossos anos têm um limite.Ninguém conhece o número dos seus dias.Fazemos planos para muitos anos, mas somente Deus conhece o amanhã.Isso nos ensina uma grande verdade: adiar decisões espirituais é um enorme risco.Há pessoas que dizem:"Depois eu volto para Deus.""Depois eu sirvo mais.""Depois eu perdoo.""Depois eu mudo."Mas o "depois" pertence somente ao Senhor.A sabedoria consiste em obedecer hoje.4. Contar os dias é aprender a viverQuando Moisés pede: "Ensina-nos a contar os nossos dias..."Ele não está pedindo habilidade matemática, mas discernimento espiritual.Contar os dias significa viver com propósito.É compreender que cada amanhecer é uma nova oportunidade para glorificar a Deus.Cada dia pode ser usado para:amar mais;servir melhor;perdoar mais rápido;investir no Reino de Deus;deixar um legado eterno.Quem aprende a contar os dias deixa de desperdiçar a vida com aquilo que não tem valor eterno.5. Um coração sábio vive olhando para a eternidadeQuem possui um coração sábio entende que:o tempo vale mais que dinheiro;caráter vale mais que fama;comunhão com Deus vale mais que qualquer conquista material;a eternidade é muito maior do que os poucos anos que passamos nesta terra.Nossa vida não deve ser medida apenas pelos anos vividos, mas pelas vidas que tocamos e pela fidelidade ao Senhor.Conclusão: Todos estamos com os dias contados, mas isso não é motivo para desespero. Pelo contrário, é um convite para viver cada dia de forma intencional.Não sabemos quantos capítulos ainda restam em nossa história, mas sabemos quem escreve cada página.Por isso, cada novo amanhecer deve ser recebido com gratidão e responsabilidade.Hoje é um presente de Deus.Ontem já passou.Amanhã ainda não nos pertence.A única oportunidade que temos de amar, servir, perdoar, evangelizar e obedecer é hoje.Que a oração de Moisés se torne também a nossa: "Senhor, ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos um coração sábio."Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!
Bem-vindo a um episódio com uma alegria diferente: Portugal respondeu da melhor forma às dúvidas deixadas na estreia e mostrou uma versão muito mais próxima daquela que os adeptos esperam ver neste Campeonato do Mundo.Analisamos as correções feitas por Roberto Martínez, a importância de colocar os jogadores nas posições certas e a forma como o coletivo potenciou todo o talento individual da seleção. João Félix trouxe uma dinâmica diferente ao ataque, Cristiano Ronaldo respondeu dentro de campo depois de uma semana de debate e a equipa entrou com uma fome de golo que marcou a diferença.Destacamos ainda a exibição de Rúben Dias, autêntico patrão da defesa portuguesa, e os sinais claros de evolução de uma seleção que passou a criar mais, a chegar mais vezes à área e a mostrar uma identidade muito mais próxima daquela que levou os jogadores ao sucesso nos clubes ao longo da temporada.Porque o Mundial não para, a Colômbia também está a deixar excelentes indicações e promete ser um dos testes mais exigentes para Portugal até ao momento. Fazemos a antevisão ao encontro, analisamos os pontos fortes dos colombianos e aquilo que a seleção nacional terá de fazer para continuar a sonhar.Pelo caminho, falamos ainda da influência de Bernardo Silva, do que Rafael Leão e Trincão podem acrescentar à equipa e lançamos um desafio audaz: quais são as três seleções que Portugal tem de querer evitar a todo o custo nesta fase da competição?O sonho continua bem vivo.
Nem sempre as estreias correm como esperamos, mas este episódio começa com uma certeza: continuamos a acreditar em Portugal.Damos as boas-vindas à nossa convidada especial Rita Fontemanha, que se junta ao Pre-Bet Show para distribuir muito jogo, ao longo da caminhada de Portugal, rumo ao sonho.Analisamos o empate da seleção nacional e procuramos responder à grande questão: há motivos para preocupação ou para confiança?Entre recordes de Vitinha, a maturidade impressionante de João Neves e mais uma exibição segura de Tomás Araújo, houve vários sinais positivos que merecem ser destacados. Mas também olhamos para aquilo que faltou à equipa de Roberto Martínez e para as mudanças que poderiam ajudar Portugal a dar uma resposta já no próximo encontro.Fazemos ainda as contas ao grupo, ao que este resultado significa para a caminhada portuguesa e antecipamos o duelo com o Uzbequistão, incluindo as três alterações que faríamos no onze inicial.Pelo caminho, há espaço para falar de Cristiano Ronaldo, comparar a exibição de Portugal com a de Inglaterra e discutir se João Neves já se está a afirmar como uma das grandes figuras deste Campeonato do Mundo.O Mundial está longe de acabar. E nós continuamos a confiar.
Esta semana, antevemos o jogo que vai introduzir Portugal no Mundial de 2026, frente à República Democrática do Congo. Quem vai ser titular? Qual vai ser a táctica de Martinez? O que é o Congo?? Fazemos também um balanço do Mundial e dos jogos já terminados, onde já tivemos algumas surpresas! No panorama nacional, falamos de 3 treinadores e dos seus novos endereços: César Peixoto muda-se para Wolverhampton, Marco Silva regressa ao sol e à Luz de Lisboa, e Rúben Amorim está quase certo em Milão. E terminamos como sempre, com mais um belo fora-de-jogo!
Meditação Católica
Estamos de olhos postos nos céus, à espera de um Encontro Imediato que nos salve desta pasmaceira. O Paulo passou a pente fino os ficheiros desclassificados do Trump e, com medo de ser chamado de chalupa, diz que foi tudo trabalho de pesquisa para este episódio.Fazemos primeiro contacto com o convidado António Araújo (podcast Segundo Take) que, tal como o Daniel, expressa aqui o amor pelo filme do Spielberg que pôs a nossa geração a trautear aquelas 5 notas e a perguntar se estaremos sós no universo.
Devocional 2 Tessalonicenses Que o Senhor, Deus da paz, vos dê sempre a sua paz, e de todas as maneiras. Que o Senhor esteja com todos vós. Eu, Paulo, escrevo esta saudação pela minha própria mão. Este é um sinal para conhecerem todas as minhas cartas. É assim a minha letra. Que a graça de Jesus Cristo, nosso Senhor, esteja com todos vós. 2 Tessalonicenses 3.16-18 Andamos num virote durante grande parte dos nossos dias à procura de algo que nos preencha. Vivemos desalmadamente, correndo atrás de sonhos mil. Fazemos de tudo para alcançar metas que definimos como geradoras de felicidade. Mas no fundo apenas estamos a aplicar altas doses de energia em imensa tralha passageira. Fazendo um mero exercício introspectivo damo-nos conta, num instantinho, como empregamos mal tempo e recursos. Sim, grande parte das vezes, esgotamo-nos em correrias loucas para terminarmos estafados e desassossegados. Esgravatamos aqui, escarafunchamos acolá, sem nos apercebermos que em Cristo já temos o que nos preenche. Nada se compara à Sua companhia, pelo que é pura perda de tempo buscar satisfação noutro lado que não na Sua pessoa. Interiorizemos de vez que o melhor que nos pode suceder é “que o Senhor, Deus da paz, nos dê sempre a Sua paz, e de todas as maneiras.” Quem caminha sob a graça de Jesus Cristo tem tudo o que precisa! - Jónatas Figueiredo
Olá! No episódio 355 do PQU Podcast, incluímos a Vortioxetina ao nosso fichário de psicofármacos. Analisamos as diretrizes do CANMAT 2023, que a posicionam como primeira linha para o Transtorno Depressivo Maior. Discutimos detalhadamente as suas vantagens de tolerabilidade — como o menor impacto no peso, na função sexual e no embotamento afetivo —, além de fazer uma avaliação baseada no mecanismo glutamatérgico que justifica seu impacto na anedonia. Fazemos também uma análise crítica sobre os limites dos testes de laboratório em medir a real recuperação cognitiva na vida dos pacientes. Convidamos você a escutar o episódio completo em pqupodcast.com.br ou no seu tocador favorito. Esperamos por você. Um abraço!
O activista guineense Yussef considera que os acontecimentos de 26 de Novembro de 2025 na Guiné-Bissau representaram uma manobra política destinada a impedir a tomada de posse das figuras escolhidas nas urnas. O militante guineense denuncia repressão política, perseguições a opositores e limitações às liberdades democráticas, defendendo que a resistência continua activa tanto no país como na diáspora. RFI: Quando se fala em “golpe de estado cerimonial” na Guiné-Bissau, estamos a falar de uma ruptura do regime ou de uma encenação que formaliza a ausência de democracia? Yussef: Existe um conceito relativamente fechado de golpe de Estado. Normalmente implica a deposição, pela força das armas, dos titulares dos órgãos de soberania e a instauração de um novo regime. Ora, na Guiné-Bissau aconteceu exactamente o contrário. Houve um conluio entre sectores do poder político e das Forças Armadas para manter o regime tal como estava e impedir que a vontade popular expressa nas eleições fosse respeitada. O objectivo foi impedir a divulgação dos resultados eleitorais e evitar que assumissem funções as figuras escolhidas pelo povo guineense, nomeadamente para a Presidência da República. Ou seja, manteve-se tudo na mesma, criando apenas a aparência de um golpe de Estado. Não fomos os únicos a denunciar esta situação. Figuras políticas internacionais importantes, como o ex-presidente nigeriano Goodluck Jonathan e Ousmane Sonko, então primeiro-ministro do Senegal, também manifestaram dúvidas sobre a narrativa oficial. Na Guiné-Bissau existe uma percepção generalizada de que não houve um verdadeiro golpe, mas sim uma tentativa deliberada de impedir o respeito pela soberania popular. O que mudou desde 26 de Novembro de 2025? Há mais medo, mais controlo, mais resistência? Existe simultaneamente mais repressão e mais resistência. A repressão atingiu o auge com o assassínio político do nosso camarada Vigário Balanta. É impossível ignorar o significado desse acto: estamos a falar de alguém que sacrificou a própria vida pela luta democrática na Guiné-Bissau. Não podemos romantizar o diálogo com um regime que assassina opositores e mantém presos políticos. Entre esses casos estão Domingo Simões Pereira, líder do maior partido da oposição, e Fernando Dias, apontado por nós como vencedor legítimo das eleições presidenciais. Mas há muitos outros presos políticos menos mediáticos. Na verdade, a Guiné-Bissau transformou-se numa grande prisão política a céu aberto. Não há liberdade para manifestações, conferências de imprensa ou críticas abertas ao regime. As características de uma ditadura estão presentes. Ainda assim, a resistência continua, tanto dentro do país como na diáspora. Continuamos a denunciar a situação política, os presos políticos e os assassinatos de opositores. A mobilização política fora da Guiné-Bissau, como este debate organizado em Portugal, tem impacto concreto em Bissau? Acreditamos que sim. Na Guiné-Bissau sabe-se que a diáspora continua organizada e mobilizada na defesa das liberdades democráticas. Temos uma responsabilidade acrescida porque vivemos em países onde existem liberdades mínimas para denunciar o que se passa. Não vemos qualquer ruptura entre o povo guineense que está no país e o que vive na diáspora. Fazemos a mesma luta, apenas em geografias diferentes. Ao convidarmos figuras como Armando Lona, que desempenharam um papel importante na resistência política e nas manifestações populares, estamos também a amplificar as reivindicações que nascem dentro da própria Guiné-Bissau. Talvez os resultados não sejam imediatos, mas estamos numa fase de acumulação política: acumulação de experiência, de organização, de solidariedade e de consciência. Acreditamos que esse processo acabará por produzir mudanças concretas. Qual é hoje o custo pessoal e político de ser activista guineense? O caso de Armando Lona é esclarecedor. Quando ficou evidente o carácter repressivo do regime, a Frente Popular decidiu sair à rua sem qualquer garantia de segurança física. Isso demonstra o nível de coragem exigido aos activistas. Os custos são enormes, não apenas para os próprios militantes, mas também para as suas famílias. O regime não hesita em perseguir familiares, tanto na Guiné-Bissau como na diáspora. Mas a história política guineense ensina-nos que a luta pela liberdade sempre teve custos. A geração de Amílcar Cabral sacrificou-se pela libertação política, económica e cultural do país. Mais recentemente, Vigário Balanta tornou-se outro símbolo desse sacrifício. Sabemos os riscos que corremos, mas estamos dispostos a assumi-los. Faz parte da resistência.
Um serviço que se desloca aos locais mais distantes onde vivem e trabalham portugueses no estrangeiros. Fazemos uma análise aos número de 2025.See omnystudio.com/listener for privacy information.
EMMANUEL (Espírito). Que fazemos do Mestre? In: __. Vinha de luz. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 4. reimp. Brasília: Federação Espírita Brasileira, 2013. cap. 100, p. 213-214. Obras básicas e complementares da Doutrina Espírita. (live no YouTube). Palestrante: Ricardo Honório
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No episódio desta semana fazemos a vénia ao Rei da Selva: o Dragão! O FC Porto é o Campeão Nacional da época 25.26! Fazemos o filme do título Portista, as figuras, os melhores momentos, a prestação Europeia. Falamos da luta pelo 2º lugar entre Benfica e Sporting, depois do empate das Águias em Famalicão, e do tropeção do Sporting contra o Tondela, seguido do atropelo ao Vitória SC, por 5-1. Falamos da grande jornada Europeia do SC Braga, que se prepara para disputar a 2ª mão das meias finais da Liga Europa em Friburgo, depois de ter ganho em casa na 1ª mão por 2-1. Abordamos o mais recente campeão na Europa: o Inter de Milão, que acaba de se sagrar campeão de Itália este fim de semana, depois da vitória sobre o Parma por 2-0. E como sempre, fechamos com mais um belo fora-de-jogo, onde recomendamos um podcast sobre crime, uma série baseada em factos reais e uma série de comédia.
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Se uma criança responde mal a alguma pessoa, geralmente um adulto intervém na situação, corrigindo a fala da criança.Casais brigam por conta da "forma" com que se comunicam. Pessoas se desentendem por conta da "forma" com que as palavras foram usadas. Com todos esses exemplos eu quis mostrar algo básico: a forma como falamos é importante sim!Veja como o salmista fala com Deus no Salmo 67, versos 1 e 2: "Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o seu rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação."O salmista entende sua posição de servo e de criação de Deus. Ele sabe que não pode exigir coisa alguma de Deus. Por isso ele usa uma derivação da palavra graça.Ser gracioso é ser alguém que faz as coisas não por obrigação, mas de boa vontade. Ser gracioso é ato voluntário. Ninguém é gracioso por imposição.Deus tem sido gracioso com você. Sua provisão, sua fidelidade e sua bondade estão identificadas por toda a criação. Não há como questionar isso. Não fale com Deus como se Ele fosse um empregado ou alguém submisso a você. A forma como você fala é importante, pois ela expressa algo que está em seu coração, não esqueça disso.
Respondi perguntas da caixinha como: Pensamos em adotar um pet? Qual a diferença na criação das minhas filhas? Se eu acompanhei essa ida recente a lua e o que eu acho? Fazemos investimentos pro futuro das crianças? e mais outras listadas aqui embaixo.☀️ Meu curso O Essencial da Maternidade: https://morganasecco.com.br/essencialLINKS DOS VÍDEOS MENCIONADOShttps://youtu.be/Ux4daJl6B6khttps://youtu.be/RRvr8rSWZzUhttps://youtu.be/kQBEdOsm9BoRede SociaisYoutube: https://www.youtube.com/@MorganaSeccoInstagram: https://www.instagram.com/morganasecco/Facebook: https://www.facebook.com/morganaseccoTiktok: https://www.tiktok.com/@morganaseccoTwitter: https://twitter.com/morganaseccoThreads: https://www.threads.net/@morganaseccoCanal do Schiller (Finanças):https://www.youtube.com/@LuizSchillerNewsletter GRATUITA: https://morganasecco.com.br/newsletterPara pesquisar atrações e atividades para ir em família baixe o app GRATUITO: https://apps.apple.com/no/app/minimap-app/id6446462630
No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Marcos Paulo e Leonardo Oliveira para uma conversa sobre o que realmente separa quem apenas vende no digital de quem constrói uma empresa de verdade.Muita gente tem um bom produto nas mãos e até consegue gerar vendas, mas poucas conseguem estruturar processo, gestão, rotina e cultura para crescer com consistência. Marcos e Leonardo mostram o outro lado dessa história: como transformar conhecimento em uma operação sólida, escalável e duradoura.Com uma metodologia validada e voltada para profissionais fitness, eles ensinam como sair da lógica de “ter um produto” para construir um negócio com estrutura, clareza e capacidade real de expansão.No Kiwicast, eles falaram sobre: • a diferença entre vender no digital e construir uma empresa • por que processo e gestão são indispensáveis para crescer • os erros de quem expande sem estrutura • como criar uma operação saudável e escalável • o que faz um negócio durar no mercado digitalAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify
Terminou na quinta-feira, 2 de abril, o prazo para a entrega de propostas não vinculativas para a compra de até 49,9% da TAP. Fazemos, por isso, uma análise ao processo e aos grupos que manifestaram interesse na companhia aérea portuguesa. Depois olhamos para o mês que passou, um março negro para bolsas, mercados e energia devido à escalada do conflito no Médio Oriente. Com Inês Pinto Miguel e Leonor Mateus Ferreira, numa edição de Cláudia Arsénio.
O conflito no Médio Oriente começou há quase um mês, provocando disrupções geopolíticas, nos mercados e, em última análise, na economia. Fazemos o balanço da guerra e dos seus efeitos globais. Na segunda parte colocamos o foco nas expectativas do setor turístico para a Páscoa. O clima é, nas principais regiões, moderadamente otimista: as reservas apontam para taxas de ocupação em linha com as do ano passado. Mas há hotéis que esperam chegar a quase 100%. Olhamos ainda para os orçamentos das famílias para as miniférias. Com Celso Filipe e Inês Pinto Miguel numa edição de Hugo Neutel.
Venha daí a pausa para as seleções. Há menos futebol? Há, mas a quantidade de novos nomes da convocatória de Roberto Martínez para os amigáveis com México e Estados Unidos faz-nos olhar para esta semana com pouco futebol com outros olhos. Falamos dos jogos dos 3 grandes que continuam em grande forma e destacamos, como sempre, aqueles que mais se destacaram.Fazemos uma análise das escolhas de Roberto Martínez e escolhemos os jogadores mais influentes de cada uma das melhores seleções do mundo. Quase a fechar, um desafio muito difícil para o Pedro, um grande fã de Neymar - “Fica em Silêncio até ouvires o nome de jogador melhor que o Neymar.” Um episódio que promete muito e que não desilude.
Recordamos o blog do Laughbanging, que está parado, mas ainda existe. Fazemos de seguida o sorteio da oferta de uma t-shirt do Laughbanging para os patronos que concorreram. Depois, falamos do último álbum de Megadeth "Megadeth" (BLKIIBLK Records).Episódio com o apoio da Hellsmith: https://hellsmith.eu/Disponível nas plataformas de podcasts.Patreon - https://www.patreon.com/laughbangingiTunes - http://itunes.apple.com/podcast/laughbanging/id1082156917Spotify - https://open.spotify.com/show/1acJRKPw6ppb02ur51bOVkFacebook - https://facebook.com/laughbanging#laughbangingpodcast #podcast #portugal #heavymetal #hellsmithmetalmerch #thrashmetal
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A autora, diretora e atriz brasileira Viviane Dias vem despertando o interesse dos estudantes da Universidade Paris 8 com um curso acadêmico dedicado ao teatro brasileiro. A partir de figuras do teatro nacional, das ressonâncias modernistas e de referenciais decoloniais, ela apresenta a inventividade da cena paulista a alunos que pouco conhecem da riqueza cultural do país. Em sua segunda edição, a formação voltou a lotar rapidamente as 40 vagas disponíveis e deve permanecer na grade universitária no próximo ano letivo, fortalecendo o intercâmbio artístico entre o Brasil e a Europa. O curso integra o Departamento de Artes, Filosofia e Estética da Universidade Paris 8 e reúne estudantes de teatro, cinema, artes plásticas e filosofia. Para Viviane Dias, a iniciativa surgiu do desejo de apresentar aos jovens franceses outras referências para além do repertório europeu tradicional. “A gente fala das invenções do Teatro de São Paulo, das invenções de linguagem”, explica. “Fazemos um caminho que começa desde o modernismo, nesse primeiro momento em que se buscou uma arte emancipada da Europa. Em que foram formuladas questões mais próprias da cultura brasileira. Seguimos até o momento em que essas ideias acabaram se materializando na cena por meio do José Celso e do Teatro Oficina, que é uma grande referência, e que oferecem uma cena completamente diferente do que eles estão habituados a ver.” Segundo a professora, muitos alunos buscam o curso justamente porque sentem “saturação” de referências tradicionais e precisam de novos estímulos. “Normalmente, eles vêm de formações muito logocêntricas. Tento deslocar um pouquinho essa percepção”, conta. Perspectiva decolonial e o ensino do Sul Global A professora ressalta que compreender melhor a produção do Sul Global é fundamental para jovens que, no futuro, atuarão em novas cenas culturais da Europa. Nesse sentido, autores como o contemporâneo Ailton Krenak, o modernista Oswald de Andrade e artistas como Tarsila do Amaral têm gerado grande interesse entre os estudantes. “Eles têm poucas referências sobre o Brasil, e quando têm, é muito raso, às vezes o clichê do Brasil, do carnaval”, afirma. “É importante falar do Brasil e mostrar que a gente é ótimo para fazer festa, mas a gente também é excelente em fazer teatro, cinema e artes visuais. Além disso, a gente produz pensamento, que é muito interessante e pode nos ajudar a pensar melhor o século 21”, afirma Viviane Dias. Alunos veem o curso como abertura de horizontes Entre os inscritos está Kayij Baku‑Carlos, de 18 anos, estudante de Cinema e francês de origem angolana. Ele considera essencial compreender outras tradições artísticas para construir sua identidade profissional. “Aqui na França, muitas vezes, quando aprendemos História na escola recebemos, inevitavelmente, um ponto de vista mais eurocêntrico e francocêntrico”, diz. “Na universidade, somos expostos a diferentes percursos culturais ligados à arte de vários países. Preciso ampliar meu olhar e entender como esse trabalho é feito em outros lugares. Como sou angolano por parte de pai, pensei que o curso poderia me ajudar a compreender melhor uma parte da minha cultura e da minha herança lusófona, de um país PALOP”, conclui o jovem. Para Ryod Caldas, de 19 anos, estudante de Teatro, o impacto é semelhante: “Quase nunca vemos o que acontece fora do nosso próprio país. Geralmente ouvimos falar de Shakespeare e dramaturgos europeus. Explorar outras referências amplia nossa visão e nossas inspirações”. A única brasileira da turma, Mayara Marçal, de 25 anos, destaca a importância de mostrar à universidade que há interesse por temas ligados ao Brasil e a outros continentes. “Aqui a gente costuma estudar muito autores franceses. Quando vi que tinha um curso na grade curricular ministrado por uma professora brasileira, um curso de descolonização do teatro, eu achei incrível! É uma forma de mostrar para a universidade que a gente se interessa por professores de outros países, por aulas que falem sobre arte de outros continentes, não só da França”. Um curso em Paris e São Paulo ao mesmo tempo O alcance do trabalho fez com que a formação chamasse a atenção da pós-graduação em Artes Cênicas da USP. Com isso, o curso será oferecido simultaneamente na Universidade Paris 8 e na ECA‑USP, em parceria com o professor Ferdinando Martins – algo inédito, segundo Viviane. “É a primeira vez que um curso dedicado às invenções cênicas brasileiras contemporâneas é oferecido ao mesmo tempo em uma universidade parisiense e na USP”, afirma. Para ela, essa articulação reflete um espírito do século 21 de ampliação de caminhos possíveis e inovadores para a educação. “Vivemos entre mundos e espaços, mas ainda somos muito caretas na nossa maneira de pensar processos pedagógicos. Espero que eu possa fazer mais pontes entre as coisas do Brasil e daqui. Eu também faço uma pesquisa de criação. Eu sou uma artista e pesquisadora. As duas coisas são importantes e andam juntas na minha vida”, conclui Viviane Dias.
Contagem regressiva para o resultado da 45ª edição do Prêmio Descobertas RFI, uma das maiores plataformas de promoção de novos artistas e grupos africanos. Terminadas as três fases de seleção, os ouvintes e internautas podem votar até 11 de março nos dez finalistas. A recompensa será anunciada em 13 de março. Daniella Franco, da RFI Desde 1981, o Prêmio Descobertas (Prix Découvertes, em francês) é realizado anualmente. O processo que mobiliza todas as equipes que trabalham com música na RFI, mas também representantes da cena musical francesa que compõem o júri, neste ano presidido pelo rapper MC Solaar. Em 2025, a vencedora foi a cantora guineense Queen Rima. A reta final da 45ª edição do Prêmio Descobertas conta com dez concorrentes. Entre eles, quatro cantoras solo, quatro vocalistas homens, uma dupla e uma banda. Para votar, clique aqui. Claudio Rabé De Madagascar, a RFI selecionou Claudio Rabé, que lidera um coletivo que mistura rock, trance e sonoridades afro-psicodélicas. O objetivo do grupo é exportar cultura e denunciar as injustiças vividas pelo povo malgaxe. "Nasci no meio musical - meu avô é músico, meu pai é dançarino - então a música sempre foi algo óbvio para mim. Representamos o povo e a cultura malgaxe. Queremos que todos saibam o que acontece no nosso país", diz. Ouça Claudio Rabé Defmaa Maadef A dupla senegalesa Defmaa Maadef é formada pelas artistas Defa e Mamy Victory. O primeiro álbum, o dançante "Jaar Jaar", foi lançado no ano passado, propondo um encontro do mbalax senegalês com afrobeats, kwaito e amapiano. Nas letras, cantadas quase integralmente na língua wolof, o engajamento feminista dá o tom. "Nossa música celebra a cultura senegalesa e dá uma voz livre e poderosa às mulheres. O mundo é nosso!", diz Defa. Ouça Defmaa Maadef Joyce Babatunde De Camarões, a RFI selecionou Joyce Babatunde. A versátil artista transita facilmente entre diversos estilos, slam, rap, funk, soul ou r&b. Ela classifica suas composições de "afro-soul". "Quis deixar que a minha música fosse uma expressão do que eu sinto. O afro-soul, para mim é a expressão, da minha alma", explica. Ouça Joyce Babatunde Malha Afrobeat, pop, house e twarab engajado direto de Comores: é essa a proposta da cantora Malha, que em suas letras expressa seu engajamento feminista. "Meu engajamento vem da minha experiência. Fiquei órfã na infância, aos 7 anos, e minha vida não foi fácil. Tive que lutar para sobreviver e meu engajamento vem daí, sobretudo pelas mulheres e crianças", diz. Ouça Malha Manu Desroches O cantor e multi-instrumentista Manu Desroches é originário das Ilhas Maurício. Misturando jazz, blues e música tradicional de seu país natal, ele homenageia suas raízes e faz um convite a uma viagem às paisagens sonoras do Oceano Índico. "Faço música porque acho que essa é uma das coisas mais bonitas que nos conectam como seres humanos", diz Desroches. Ouça Manu Desroches Opa Também do Benin vem o candidato Opa, que transita entre o r&b, o soul e estilos tradicionais do país: um verdadeiro embaixador da cultura beninense. "Trabalho com música porque é algo que eu adoro e que me faz vibrar. Também porque tenho um sonho, poder exportar toda a riqueza cultural do meu país", afirma. Ouça Opa Sym Sam Mbalax com uma pitada de funk, reggae e jazz, mas também highlife e amapiano: essa é a proposta do músico beninense-senegalês Sym Sam. "Minha paixão pela música vem dos meus pais. Meu pai é diretor de coral e minha mãe é cantora, então nasci mergulhado nesse meio musical e minha paixão surgiu naturalmente", diz. Ouça Sym Sam Tyty Meufapart Para Tyty Meufapart, de Congo-Brazzaville, cantar é existir. A artista propõe uma mix de rap, soul e jazz a ritmos tradicionais congoleses. Essa "afro-fusion" é regada à voz singular e a uma presença de palco empoderada da cantora. "Canto em lingalá, kitubá e em francês. Sou cantora, autora e compositora e estou muito feliz de fazer parte dos dez finalistas do Prêmio Descobertas RFI", declara. Ouça Tyty Meufapart Yewhe Yeton Yewhe Yeton faz parte de uma tradicional família de percussionistas e cantores do Benin. Com composições que oscilam entre diversos ritmos beninense, cantadas na língua fongé, ele desponta hoje como um dos novos nomes do rock vodu. "Faço música porque tenho uma mensagem para passar. Transmitir os valores sagrados é uma missão para mim: o amor, a vida em comunidade, a resiliência: tudo o que o mundo precisa hoje", diz Yewhe Yeton. Ouça Yewhe Yeton Yotsi O quarteto Yotsi vem da República Democrática do Congo e mistura afro-rock, afro-folk e ritmos tradicionais congoleses. Suas letras abordam temáticas sociais e são cantadas em lingala, swahili e tshiluba. "Começamos a tocar quando éramos crianças, na igreja. Fazemos música porque é nossa paixão, porque gostamos de nos voltar ao mundo também, diz a cantora Linda Tombo. Ouça Yotsi
“Tudo é fácil quando temos vontade própria e estímulo alheio, mas é difícil sermos aquilo que somos. Os outros não deixam.” E ainda que lhes fosse indiferente, que não se acumulasse neles esse rancor de ver alguém tomar um enorme balanço, entregar-se a uma euforia tal que não precisa de outra coisa senão de preencher um instante, até contra o resto da sua vida, como se tivesse um poder de se libertar e esquecer de si mesmo, sendo essa a maior das fantasias, mesmo assim os outros estariam aí para te desmentir. Afinal, aquela chispa ou ferocidade que alguns revelam e os torna capazes de se desembaraçar dos efeitos previstos, de se borrifar no contexto, é aí que se acha o maior dos privilégios. E aquela compulsão mitómana é talvez o último sinal de arrojo, uma vez que a história inventada é sempre mais aliciante do que a maçadora tirania dos factos. Contudo, o grande entrave são os outros, e parece evidente como toda a etiqueta social se desdobra nessas fórmulas mais ou menos sub-reptícias de interromper alguém. Há, no entanto, alguns que sabem torcer pela oposição, viver como felizes desgraçados, muitas vezes até por conta de outrem, gozando os sinais de insubordinação. Depois daquele arranque, vamos citar-vos novamente Santos Fernando para deixar aqui outra pedra angular: “Tive que chegar à evidência de que o nosso semelhante é justamente aquele que em nada se nos assemelha.” Mas há mais… “Gostamos, nos outros, o que os outros não gostam neles.” O amor próprio deve assim ser colhido não em si mesmo mas à volta. Este não é um tempo para os homens andarem muito confiantes de si mesmos, pois isso identifica-os com os piores. Os melhores são os que se fogem, os que escapam. Aqueles que se fazem tão esquecidos de si que muitas vezes páram junto às montras para confirmar os traços do próprio rosto. “É para sabermos quem somos, que transportamos no bolso o bilhete de identidade.” A razão de toda esta solidão em que nos sentimos a dissolver, reféns de um quotidiano que trabalha em nós como ácido, é este excesso de confiança nas aparências, a forma como o espectáculo passou a governar até a metafísica. No fundo, um tipo só podia reconhecer-se nas divisões, na forma como num determinado momento parecia fazer uma escolha contra o de antes, contra si mesmo, romper, partir-se. “O Eu tem um conteúdo que o distingue de si, pois ele é a negatividade pura ou o movimento de se dividir, é a consciência”, escreveu Hegel. “Este conteúdo, na sua diferença, também é o Eu, pois ele é o movimento de se suprimir a si mesmo ou a negatividade pura que é o Eu.” Se temos tanta dificuldade para nos arrastar para fora de casa, fazêmo-lo porque, apesar de tudo, ainda é agradável encontrarmos na rua os nossos desconhecidos, especializarmo-nos na dor dos outros, como diz às tantas uma das personagens do último livro do nosso convidado. Saímos num gesto meio desaforado como quem se diz adeus a si mesmo, batendo com a porta, ofendendo-se os dois mutuamente, o que ficou e o que saiu. Fazemos estes cortes, ignorando-nos para nos conhecermos melhor. Santos Fernando ainda nos coloca diante de uma outra constatação: “– Perdão – exclamou o que tinha experiência da vida, experiência da falibilidade humana e experiência da bisbilhotice: – Só não espreita pelo buraco da fechadura, aquele que tem receio de estar a ser substituído do lado de lá.” Na verdade, esta frase deveria inverter-se, pois o receio mais constante nos nossos dias, um receio pânico, vem não da mera suspeita, mas da consciência de que estamos a ser substituídos do lado de lá, e não apenas por alguém novo ou melhor, mas por alguém muito parecido, um semelhante, um ser apenas um pouco mais indiferente, e, por isso, melhor adaptado às circunstâncias. Aquele que se ri da expressão que fazemos, aquele que nos provoca, esse duplo sinistro que divide connosco o mesmo lance de dados. “Acredito sinceramente ter interceptado muitos pensamentos que os céus destinavam a outro homem”, admitia Laurence Sterne. É uma forma de reconhecer essa capacidade de ocupar o lugar de outro… “Há gente que tem pára-raios para que os raios lhes caiam em casa”, retruca Santos Fernando, sempre à coca de uma oportunidade. Ele poderia concordar com o nosso convidado deste episódio quando ele reconhece que, entre certos seres sem tempo para os grandes arranjos litúrgicos, “Deus manifesta-se sob a forma de um insecto aramaico em risco de extinção”. “Um insecto fugidio, escondido em toda a parte”, adianta. E ainda acrescenta: “A palavra aramaico soa tão bem, não precisamos de mais nada para acreditar.” De resto, a fé já não é essa espécie de utopia transparente, mas algo mais rastejante, que sobrevive à base de impulsos, coincidências meio patéticas, um arranjo fenomenal de ninharias. Às tantas, num daqueles armazéns onde alguns tipos assistem à rotina frenética das mercadorias, esses milhares de produtos destinados a um trânsito internacional que, como nos diz José Gardeazabal, parece imitar o ritmo fértil das grandes migrações, fica claro como vamos sendo reduzidos a essa humildade dos espectadores da catástrofe, e às tantas percebe-se que o homem é precisamente aquilo que toda esta inquietação das mercadorias acaba por destruir, tornando-se um ser inteiramente esmagado, atirado para a margem, desfigurado por essa nova forma de miséria que se foi impondo com o monstruoso desenvolvimento da técnica. Como assinalou Erich Auerbach, “nos seus começos gregos, a poesia europeia possuía o conhecimento de que o homem seria uno – algo de indivisível, constituído pela força e pela forma do corpo, pela razão e pela vontade do espírito, de que o seu destino particular se teria desenvolvido a partir de uma tal unidade, quando à sua volta se reuniam, como que por atracção magnética, as acções e paixões que lhe estavam reservadas, fixando-se nele e formando assim elas mesmas uma parte da sua unidade”. Aquele filólogo e crítico literário vinca que foi “este entendimento que conferiu à epopeia homérica a intuição e a compreensão profunda da estrutura dos acontecimentos possíveis”. “Inventando e sobrepondo acções e paixões do mesmo tipo, Homero deu forma a Aquiles ou a Ulisses, a Helena ou a Penélope; de uma acção que revelava a essência, ou ainda de uma essência que se anunciava numa primeira acção, surgiu ao poeta inventor, de forma necessária e natural, a série e a suma das acções, tornadas idênticas, de todos eles, e ao mesmo tempo a orientação geral do percurso das suas vidas, o seu entrelaçamento no tecido dos acontecimentos, que constitui tanto a sua essência quanto o seu destino.” Mas hoje já não há unidade nos homens porque o destino é precisamente aquilo que faz deles esses seres inertes, dominados por um vazio que escarnece de todos os seus gestos. E também por isso o romance está em crise, pois não sabemos como traduzir alguma inspiração literária que sirva de fôlego a verdadeiras personagens, construindo a sua fictiva autonomia, e que habitem soberanamente essa zona dos mitos criada pelos grandes escritores. Vamos andar por aqui, indagar ainda sobre a forma como o novo paradigma tecnológico infectou a carne. E se, finalmente, e ao cabo de tantos naufrágios, o velho lobo desse mar que há décadas ia pingando pelas torneiras mal fechadas de tantas casas portuguesas lá se despediu de vez, também por aí vamos passar, aproveitando para uivar entre as fronteiras já praticamente apagadas da nossa cultura, e sempre com Gardeazabal a expor-nos a vasta colecção de pulgas colhidas noutras paragens e que a ele o ferram mais fundo e lhe transmitem a sua febre.
A correria é a distração mais comum do nosso tempo.Vivemos ocupados, mas não necessariamente realizados e satisfeitos com aquilo que realizamos. Fazemos muitas coisas, mas negligenciamos o essencial. Na casa de Marta, Jesus estava presente, ensinando, oferecendo Sua companhia. MasMarta estava tão ocupada servindo que perdeu a chance de estar com Ele.Maria escolheu a boa parte: parar, sentar-se e ouvir.O perigo da correria não está no trabalho ou no serviço em si, mas em permitir que o urgente substitua o importante. Marta estava fazendo coisas boas, necessárias, mas se distraiu do melhor. Jesus não condenou seu trabalho, mas alertou sobre aagitação que rouba a presença. Nesta mensagem, vamos aprender a discernir entre ocupação e propósito, entre estar ocupado e estar presente, entre uma vida cheia de afazeres e uma vida aos pés de Jesus.
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Esta semana, no episódio 202, falamos de muita coisa! E começamos pelo derbi do Old Firm e dos golos de Chermiti, e do Hearts de Cláudio Braga, o actual 3ª melhor marcador da Liga Escocesa. Fazemos a antevisão do Clássico Sporting x Porto, para a 1ª mão da meia-final da Taça - terá algum impacto na Liga? Falamos dos objectivos do Benfica até ao fim da época, agora que só jogam para o campeonato; Abordamos a fuga à despromoção: quem vai estar nesta luta até ao fim? Comentamos os sorteios europeus de Sporting, Porto e Braga - quem teve mais "sorte"? Fechamos a falar da equipa sensação do momento na Europa: o Arsenal? Não. O Bayern? Não, o Bodo Glimt! Esses Noruegueses são tramados.
Fazemos um balanço dos altos e baixos de 2025, as maiores surpresas, decepções, as narrativas inesquecíveis, os momentos mais marcantes, os maiores injustiçados do ano e várias outras categorias! Além, é claro, de batermos o martelo sobre o tema do ano, conferirmos o saldo das previsões feitas pra 2025 e deixarmos registradas as apostas para 2026. 00:01:52 - Tema do ano 00:29:15 - Jogos que Queria ter Jogado Mais 00:56:27 - Melhor Jogo de Outro Ano 01:23:51 - Jogo Mais Bonito 02:04:38 - Melhor História 02:15:27 - Spoiler de Clair Obscur: Expedition 33 02:29:30 - Fim do Spoiler de Clair Obscur: Expedition 33 02:30:03 - Spoiler de Blue Prince 02:39:02 - Fim do spoiler de Blue Prince 02:39:13 - Spoiler de Silent Hill f 02:53:43 - Fim do spoiler de Silent Hill f 03:04:42 - Melhor Mecânica 03:50:53 - Coisa Mais Idiota 04:09:24 - Spoiler de Death Stranding 2: On the Beach 04:10:20 - Fim do spoiler de Death Stranding 2: On the Beach 04:19:59 - Maior Decepção 04:58:46 - Maior Surpresa 05:27:27 - Melhor Momento 05:46:19 - Spoiler de Blue Prince 05:53:44 - Fim do spoiler de Blue Prince 05:54:11 - Spoiler de Despelote 05:56:45 - Fim do Spoiler de Despelote 05:58:59 - Spoiler de Split Fiction 06:01:36 - Fim do Spoiler de Split Fiction 06:01:57 - Spoiler de SIlent Hill f 06:03:20 - Fim do Spoiler de Silent Hill f 06:06:04 - Spoiler de Clair Obscur: Expedition 33 06:18:31 - Fim Spoiler de Clair Obscur: Expedition 33 06:18:39 - Esquecidos do Ano 06:58:45 - Pontuando Apostas de 2025 07:01:22 - Resultado do Sushi 07:06:20 - Resultado do Rafa 07:11:53 - Resultado o André 07:14:53 - Resultado do Tengu 07:17:46 - Apostas de 2026 do Sushi 07:26:56 - Apostas de 2026 do Rafa 07:34:51 - Apostas de 2026 do André 07:42:21 - Apostas de 2026 do Tengu Contribua | Twitter | YouTube | Twitch | Contato
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Três vitórias em três jogos nos grupos e uma goleada de cambalhota nos quartos de final. Portugal está com a corda toda em busca do tricampeonato europeu e agora é altura das decisões: primeiro com a França, depois com Espanha ou Croácia (esperamos todos que na final). Fazemos o balanço da participação até agora e perspetivamos o que falta da fase final.
Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
O DUCENTÉSIMO QUINQUAGÉSIMO QUINTO EPISÓDIO do Podcast Dar Voz a esQrever
GuaxaVerso destrinchando episódios e respondendo comentários! Se Flopar nunca existiu. Até porque…. Nunca existiu mesmo. Esta semana vamos falar tudo sobre o episódio de 208. Ajude esse projeto Apoiase: https://apoia.se/rpguaxa PIX: rpguaxa@gmail.com Contatos: Instagram: https://instagram.com/RPGuaxa Instagram do Guaxa: https://instagram.com/marceloguaxinim Assine o Feed! http://deviante.com.br/podcasts/rpguaxa/feed/ Se não esta achando no seu agregador cole esse link lá que ele acha! Assine o Feed! Edição: Marcelo Guaxinim. “Ancient Winds” Kevin MacLeod (incompetech.com) Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Esta semana contamos novamente com a companhia do Ricardo Loureiro, que continua a presentear-nos com a sua perspetiva in loco do futebol nacional, dada a ausência do nosso Oliveira – a quem mandamos um enorme abraço. Fazemos o rescaldo da jornada, com especial enfoque nesse grande jogo disputado na Cidade Berço, e antecipamos os encontros europeus de Sporting, Benfica, Porto e Braga. Mas a questão do milhão de euros mantém-se: ainda temos campeonato ou o Porto pode encomendar os foguetes?
Portagens e bilhetes de transportes mais caros. Ovos e carne com novas subidas. Rendimentos e pensões com aumentos. Fazemos as contas aos custos de 2026. Alexandra Machado é a convidada.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Portagens e bilhetes de transportes mais caros. Ovos e carne com novas subidas. Rendimentos e pensões com aumentos. Fazemos as contas aos custos de 2026. Alexandra Machado é a convidada.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Esta semana, analisamos a qualificação de Portugal para o Mundial de 2026: não foi fácil mas terminou com goleada: 9 golos para assinalar a nona presença em Mundiais. Fazemos um balanço da jornada de Martinez até aqui e passamos em revista as selecções já apuradas, as surpresas e as histórias mais interessantes. Por fim, projectamos a próxima eliminatória da Taça de Portugal e, concluimos com mais um belo fora de jogo!
Finalmente acabaram as eleições na Luz e o novo Presidente do Benfica é... Rui Costa! Aleluia, aleluia! Esta semana, na ausência imprevista do nosso Velho de Remelhe, falamos sobre as eleições e sobre o que o seu resultado poderá significar para o Benfica. Fazemos um balanço das primeiras 11 jornadas, com o Porto como equipa em destaque, bem como o Gil Vicente, actualmente num merecido 4º lugar. Mas falamos também da luta pelo 4º lugar e da situação actual no fundo da tabela: será ainda cedo para dizer que o AVS já não se safa? Sendo que estamos a meio da fase regular da Champions e da Liga Europa, fazemos também um balanço das prestações Europeias dos clubes Portugueses. Terminamos com a Selecção: Portugal pode selar o apuramento para o Mundial já no próximo jogo contra a Irlanda, e vai fazê-lo... sem laterais canhotos! Esperamos que gostem!
No Frango Fino dessa semana, Doug Bezerra, André Rocca, Rafa Louzada e Wagner Loud (@w.loud) mergulham nas pobrezas do dia a dia — aquelas manias e economias que todo mundo faz, mas finge que não. BLACK FRIDAY INSIDER: A TECH T-SHIRT, O BÁSICO INTELIGENTE QUE DURA ANOS, AGORA COM DESCONTOS INCRÍVEIS — USE O CUPOM FRANGOFINO E LEVE ATÉ 50% OFF!Arte do episódio por Isis The Bunny (@isisthebunnyart)Apoie o Frango!! NOVO PIX: pixdofrangofino@gmail.com Apoia.se: https://apoia.se/frangofinoOrelo: https://orelo.cc/frangofinoPatreon: https://patreon.com/frangofino Comentado durante o programa:Maquininha Philips para depilação (boa para regiões rugosas)Maquininha Philips para depilação das moças (mas pode usar se você se considerar rapaz também)INSCREVA-SE NO CANAL DO FRANGO NO YOUTUBEReddit do Frango FinoO retorno da banda Diezel!! Diezel - Insano (ao vivo)Loja do FrangoPlaylist musical do FrangoNão perca mais nossas lives! Siga o Bezerra em twitch.tv/dougbezerraTIKTOK DO FRANGO!Instagram dos Frangos:Doug Bezerra (@dougbezerra), Doug Lira (@liradoug) e Rafa Louzada (@rafaelouzada)Para falar com a gente:E-mail:frangofinopodcast@gmail.comInstagram:@frangofinopodcastWhatsapp: 11 94547-3377
Glorificar a Deus é torná-lo conhecido. Conhecer a Deus é conhecê-lo pelo Seu nome e pelos Seus atos redentores, que revelam o Seu caráter. Antes mesmo de pensarmos em missão, Deus já estava envolvido na tarefa de tornar o Seu nome conhecido e glorificado. Podemos apenas colaborar em Sua missão. Deus deseja uma adoração cósmica! Os povos têm ídolos porque são sedentos por culto. Seres humanos são irremediavelmente devotos. Quando proclamamos o Evangelho, estamos chamando as pessoas à verdadeira adoração. Fazemos missão porque ainda existem pessoas que não adoram a Deus. O trabalho missionário não é um fim, mas um meio, para que todos os povos glorifiquem o nome de Deus. O nome de Deus cumpriu sua revelação máxima no Filho de Deus, que encarnou e entrou na história para resgatar o Seu povo. Ele é o nome de Deus encarnado — a salvação de Deus — a ser proclamada a todas as nações e a todos os povos. A Igreja existe única e exclusivamente para a glória de Deus. Soli Deo Gloria. Visite nosso site: http://familiadosquecreem.com Compre nossos livros e produtos: http://familiadosquecreem.com/loja Contribua financeiramente: http://familiadosquecreem.com.br/contribuir Ouça nossas músicas: https://open.spotify.com/artist/6aPdiaGuHcyDVGzvZV4LHy Siga-nos no Instagram: http://instagram.com/familiadosquecreem Curta-nos no Facebook: http://facebook.com/familiadosquecreem Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/familiadqc
Comer chocolate em direto na rádio nunca foi tão BOM!
Leitura Bíblica Do Dia: GÊNESIS 4:2-11 Plano De Leitura Anual: SALMOS 113–115; 1 CORÍNTIOS 6 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: No poema As testemunhas, Henry Wadsworth Longfellow (1807–82) descreveu um navio negreiro afundado. Destacou os “esqueletos acorrentados” e lamentou as incontáveis vítimas anônimas da escravidão. A última estrofe traz: “Estes são os horrores da escravidão / Eles brilham do abismo / Eles choram em sepulturas desconhecidas / Nós somos as Testemunhas!” (tradução livre). A quem essas testemunhas falam? Esse testemunho silencioso não é fútil? Há uma Testemunha que tudo vê. Quando Caim assassinou Abel, ele fingiu que nada acontecera. “Por acaso sou responsável por meu irmão?”, disse com desdém a Deus, que lhe disse: “O sangue de seu irmão clama a mim da terra! O próprio solo, que bebeu o sangue de seu irmão, sangue que você derramou, amaldiçoa você” (GÊNESIS 4:9-11). O nome de Caim persiste como aviso. “Não sejamos como Caim, que pertencia ao maligno e assassinou seu irmão”, advertiu João (1 JOÃO 3:12). O nome de Abel também está presente, mas de maneira diferente. “Pela fé, Abel apresentou a Deus um sacrifício superior ao de Caim”; ele “ainda fala por meio de seu exemplo” (HEBREUS 11:4). Abel ainda fala! Também os ossos dos escravos, há muito esquecidos. Fazemos bem em nos lembrar de todas essas vítimas e nos opor à opressão onde quer que a vejamos. Deus vê tudo. Sua justiça triunfará. Por: TIM GUSTAFSON